Você está na página 1de 9

Fichamento GIRAUDY, Danièle; BOUILHET, Henri. O museu e a vida.

Folha 1/8
Rio de Janeiro: Fundação Nacional Pró-Memória, 1990.

1.O prédio
1.1 As Origens do Museu

(Página 15)

-“O museu surge a partir da coleção, seja ela de origem religiosa ou profana. Desde a
Idade da Pedra, o homem pré-histórico reúne ao redor de si objetos agrupados em
determinada ordem, desvio do instinto de posse” => Todo museu parte de uma coleção,
seja ela material ou imaterial e essa coleção vai definir o museu.

-Na antiguidade, os museus eram templos dedicados às musas que era usado como
espaço de adoração e contemplação, e recebiam doações e oferendas destinadas aos
Deuses inspiradores dos artistas

-“Se o Museum romano nada mais é que um cômodo da villa reservado às reuniões
filosóficas, é em Roma que o museu aparece, com a conquista da Grécia e sua pilhagem
pelas legiões” => Em Roma, os museus eram usados para fazer reuniões filosóficas e
seus objetos eram usados como oferendas aos Deuses.

-“Após os saques de Siracusa (212 a.C.) e de Corinto (146 a.C.), foram criados
depósitos a céu aberto; a pintura está nas ruas, nos muros dos pórticos e dos teatros.
Um bairro inteiro da Cidade Eterna é reservado aos revendedores”

(Páginas 19-22)

-“Com o Renascimento, os humanistas e os grandes deste mundo reúnem coleções


profanas para as quais, pela primeira vez, construir-se-á um invólucro. Organizadas em
pequenos espaços privados, destinam-se ao estudo, meditação ou contemplação”

1.2 Os “Gabinetes de Curiosidade”

-“Os gabinetes de curiosidades, ou câmaras de maravilhas, reúnem animais, objetos ou


obras raras, fabulosas ou insólitas, em um bricabraque no qual impera o amontoamento”

-Os gabinetes de curiosidade eram locais onde se colecionava objetos raros e exóticos e
podem ser considerados como os percursores dos museus de arte de hoje em dia.

-“Esboça-se, assim, a divisão que notaremos adiante entre as artes e as “curiosidades”,


duas direções a partir das quais surgirão, a seu tempo, o museu de belas-artes e o
museu de história natural”

1.3 As Galerias

-“As galerias de aparato, encomendadas pelos monarcas, príncipes e papas para suas
residências, destinavam-se essencialmente, pela justaposição de obras excepcionais, ao
deslumbramento de seus visitantes” => Obras admiradas pela sua riqueza
1
-“A galeria apresenta-se geralmente como uma sala muito longa, com numerosas
arcadas ou janelas de um lado pelas quais penetra a luz que ilumina a parede oposta
destinada às pinturas dos maiores artistas da Europa. Os reciosos pisos de pedra ou de
madeira marchetados recebem, dispostas em pedestais alinhados, esculturas antigas de
mármore ou de pedra”

-“Os museus de história surgem com as galerias iconográficas dos castelos; expõem,
para a educação dos visitantes, retratos dos generais ilustres, filósofos, sábios e artistas
que iluminaram as grandes fases da história do pensamento, como as igrejas medievais,
através de seus afrescos e das esculturas do pórtico, explicavam aos fiéis o Antigo e o
Novo Testamento”

-Ocorre uma divisão de objetos, como os objetos interessantes e curiosos, os objetos


belos que deslumbram o visitante e os retratos e imagens ligadas a história, que não
necessariamente surgem de coisas do passado.

-Os Museus passam a ser visitados não só pela nobreza, porém com bastante restrição.

-Surgem também o primeiro museu pedagógico em 1683, que teve o caráter não de
preservação do passado e sim de pesquisas futuras.

(Páginas 23-26)

1.4 Os Grandes Museus do Século XIX

-“No final do século XVII, com as conquistas da Revolução e o desenvolvimento dos


nacionalismos, brota a ideia de que tais riquezas não são propriedade única dos
poderosos, pertencendo doravante aos povos. Passa-se da noção de coleção à de
património” => As coleções passam a pertencer ao povo e não a um único dono, os
objetos começam a ter a noção de que o museu não guarda mais a história dos nobres e
sim um patrimônio que pertence a todo mundo.

-“Todos os vastos complexos de museus das grandes capitais europeias já estão


constituídos no início do século XIX: de Paris com o Museu do Louvre a São
Petersburgo, onde é aberto o último grande museu do século XIX, o Novo-Ermitage
(1859); em Londres, o British Museum, em Berlim, o Ile des Musées (1828); em Munique,
a Pinacoteca.Em 1815, por decreto imperial, as coleções nacionais constituem na
província trinta museus, após a fundação, segundo o desejo de Napoleão, do Museu de
Bruxelas, em 1807, do Rikjsmuseum de Amsterdã, em 1808” => A museologia se
constitui na Europa.

-“Nessa mesma época, em Washington, o Estado Federal Americano cria uma fundação
para os museus de ciência e pesquisa, a Smithsonian Institution”

-“A coleção se justifica, a partir de então, não somente como um instrumento de prestígio
ou como uma motivação de deleite. Surge da vontade de estudo e confronto. Posta à
disposição do povo, deseja contribuir para sua educação e formação da consciência
nacional” => As pessoas começam a ir no museu para aprender e não para admirar.

-“Segundo o mesmo princípio, serão criados, ainda, após a última guerra mundial,
numerosos museus nos países do Leste, ao inverso da revolução cultural chinesa que,

2
por idênticos motivos, destruiu radicalmente, em seu tempo, grande parte da herança de
seu passado”

-“Mas voltemos aos novos museus do século XIX. A despeito de sua vocação
democrática, assemelham-se ainda aos palácios que os abrigam, dos quais conservam
(inocentemente?) a estrutura, com escadarias monumentais, colunatas, repuxos, fontes e
jardins distribuídos ao longo de uma ala principal desembocando num portal imponente:
a entrada do povo no reino das obras-primas” => A edificação se conserva. O museu se
constrói como um palácio.

-Os museus americanos não dependiam do governo, eram propriedades privadas, por
conta disso quem decidia as coleções dos museus não eram papas e príncipes, e sim os
Mecenas (pessoa dotada de poder e/ou dinheiro).

1.5 Museu ao Ar Livre ou os Museus de Folclore

(Página 27)

-“Mas constitui inovação do século XX a criação americana dos parques nacionais,


assim como, nos países nórdicos, a dos principais museus ao ar livre consagrados à
etnologia regional, diante da decadência, em plena época industrial, do folclore, da arte
popular e das tradições que anteriormente não tinham direito de cidadania” => Começam
a preservar a museologia não em prédios e sim em comunidades que mantem suas
formas tradicionais de viver e que se abrem a visitação.

-“A herança cultural dos povos, a educação científica das massas, o desenvolvimento da
cultura e sua democratização, a ecologia do homem e da natureza presidem à fundação
de um número cada vez maior de museus organizados cientificamente em prédios mais
diversificados, que começam a preparar serviços anexos que facilitam o acesso do
grande público: salas de reunião, recepção, estudo, descanso, serviços educativos,
serviços de
empréstimo, salas reservadas especialmente a determinada categoria de público:
pesquisadores, grupos, crianças, deficientes físicos” => Ocorre a alteração da estrutura
dos prédios.

1.6 Os Museus do Século XX

(Páginas 28-30)

-“Mostrando suas obras-primas em conventos abandonados enquanto assiste à missa


no Palácio dos Esportes, a sociedade contemporânea abandona, nesses últimos vinte
anos, as referências sacralizantes do Museu-templo, preferindo-lhe o Museu-fórum, as
confrontações de nossas diferenças mútuas, e inventando, mediante arquitetos
interpostos, seus novos espaços culturais”

3
1.7 Os Museus Jardins

(Página 31)

-“Numerosos museus atualmente apresentam-se como parques, onde natureza e


pavilhões se interpenetram [...] verdadeiro ponto de encontro e diálogo da população em
um espaço cultural, combinando jardim zoológico, museu ao ar livre, exposição
etnográfica, centro de alfabetização, bem como escola profissionalizante”

1.8 As Galerias de Vizinhança e Os Ecomuseus

(Páginas 32-36)

-“A galeria de vizinhança (community gallery) e o ecomuseu são as novas formas e as


mais recentes opções dessa instituição em plena mutação que finalmente se transforma
em serviço público”

-“O trabalho científico dos técnicos do museu é completado pela participação de uma
comunidade de habitantes que reúne crianças, estudantes, operários, famílias, minorias,
grupos e associações profissionais trabalhando junto aos animadores da galeria sobre
temas escolhidos pelo grupo, que reflete, se documenta, se exprime participando das
ações coletivas dessa nova instituição”

-“Da mesma forma que nossas Casas de Cultura, desfruta do prestígio do museu sem,
no entanto, conservar coleções permanentes, e utiliza as técnicas museográficas para a
apresentação de objetos tridimensionais. Ao contrário das galerias cooperativas
comunitárias suecas ou das galerias municipais de exposição dos museus de arte
holandeses, a galeria de vizinhança não é especializada, apresentando exposições
temporárias sobre assuntos variados —história, ciência, arte, problemas sociais—
escolhidos por diferentes grupos com a ajuda de equipes de técnicos, com um objetivo
pedagógico e social”

-“Ao contrário dos museus tradicionais, as ações neles desenvolvidas são efêmeras e
continuamente renovadas; nenhuma mostra é permanente”.

-“No mesmo espírito, representa um passo à frente, integrando não somente os


habitantes, visitantes transformados em atores, participando da vida do museu, mas
também a ecologia da região rural ou industrial circundante, marcando, assim, uma etapa
fundamental em relação ao museu ao ar livre do século passado”

-“É um museu do homem e da natureza. Nele o homem é interpretado em seu meio


natural. A natureza o é em sua selvageria, mas também tal qual a sociedade tradicional e
a sociedade industrial adaptaram-na para seu uso”

2. O Acervo e seus Espaços

2.1 A Aquisição das Coleções

4
(Páginas 39-42)

-Os autores falam sobre formas de aquisição de coleções como por exemplo as
escavações e as compras e a doações => “Os acasos da fortuna estão com frequência
na origem do “património cultural” de uma nação, ou de uma cidade (museu nacional,
museu regional ou municipal), por vezes reunido ao longo dos séculos de maneira
bastante diversa, graças a doações, dações, coletas, expedições científicas, campanhas
de compras sucessivas, e, até mesmo, campanhas... militares. ”

2.2 Estudo e Manutenção do Acervo

(Páginas 43-44)

-Falando sobre o Inventário e o Catálogo, os autores falam sobre as normas


estabelecidas pelo ICOM sobre as especificidades do acervo e sobre a minuciosa
pesquisa que o objeto deve ter.

-E seguem falando sobre a Manutenção do Acervo => “A restauração, geralmente


instalada em laboratório vinculado ao museu, há aproximadamente 50 anos, é tarefa de
um corpo de especialistas, muitos com formação internacional no Instituto Real do
Património de Bruxelas, nos centros de restauração de Roma, Nova Iorque, Amsterdã,
Munique,
Londres, Tóquio ou do Louvre”

-“Uma equipe científica completa de químicos, físicos, fotógrafos, microbiologistas


respalda os restauradores propriamente ditos, que cuidam da saúde das obras”

-“Em outros laboratórios vizinhos, moldadores, maquetistas e taxidermistas preparam


também, no próprio museu, espécimes, modelos, moldagens, amostras botânicas,
animais taxidermizados, dioramas, que serão úteis à exposição nas salas dos museus de
ciência e de história natural”

2.3 Reservas Técnicas e os Depósitos

(Página 45)

-A Reserva Técnica é um lugar onde o visitante não tem acesso e é cuidada tão
cautelosamente quanto o museu em si. => “A colocação dos objetos nas reservas
técnicas é também um problema que merece hoje desvelada atenção. Seu clima
(iluminação, temperatura, umidade, atmosfera filtrada) é tão cuidado quanto o do próprio
museu. Seu acesso é protegido contra roubos e incêndios, e as obras são manipuladas
com todo o cuidado sobre carrinhos acolchoados ou em sofisticadas embalagens”

-Elas geralmente ficam no subsolo e na maioria das vezes o mobiliário é de metal para
a segurança. => O mobiliário das reservas frequentemente é de metal por motivos de
segurança e manutenção; utilizam-se módulos empilháveis para a guarda dos objetos
tridimensionais e módulos com divisórias móveis sobre rodinhas para as pinturas”

5
2.4 A Exposição do Acervo: A Museografia

(Páginas 46-57)

-“A atividade essencial do museu, após a aquisição e constituição de seu acervo, sua
linguagem própria e a finalidade de sua ação, é a exposição dos objetos pelos quais é
permanentemente responsável ou dos que toma emprestado para figurar em eventuais
exposições temporárias, com o objetivo de criar um contato direto entre o acervo e os
visitantes, quer se trate de uma pintura abstrata, um fóssil, um inseto ou um motor de
explosão”

-Os autores falam sobre os pontos positivos e pontos negativos da suspensão das
pinturas =>”Uma coleção de objetos em uma sala e sobre suportes é, primeiro, um vasto
leque de escolhas” “[...] veem-se salas entupidas até o teto de um monte de objetos
heteróclitos, que conduzem o visitante através de um labirinto embaralhado e confuso,
como um leitor que teria entre as mãos as páginas esparsas de vários livros”

-Os autores seguem falando sobre o circuito de uma exposição => “É do mesmo modo
essencial o circuito de uma exposição ao fixar o sentido da visita. O público circula de
preferência da direita para a esquerda enquanto que a leitura é feita em sentido
contrário”

-Os autores falam sobre a necessidade de espaços públicos sem a exposições de


coleções que façam o visitante se sentir mais à vontade como lanchonetes, restaurantes
e creches.

-O autor fala sobre a disposição das pinturas do século XVII ao XX; No século XVII os
quadros forram a parede, as pequenas telas ficam a altura dos olhos e as maiores ficam
em cima. Já no século XIX a disposição é estética e tem simetria e no século XX, os
quadros são dispostos cronologicamente e alinhados através da base.

-“As obras, encaixotadas, podem, durante um circuito de cidade em cidade, ser expostas
em outros locais, atingindo um público mais amplo longe do museu, e, nesse caso, é a
própria exposição que deve ser “pré-embalada”; quer dizer, as obras, os painéis
explicativos, as etiquetas, os expositores, os mapas, bem como a documentação. Alguns
museus organizam igualmente exposições “desdobráveis” a cada parada do caminhão
que as transporta da feira à praça pública, da pequena cidade do interior a uma vila
operária”

-Os autores seguem falando sobre os museus itinerantes e finalizam a parte de


“Exposição do Acervo: A museografia” falando da exposição em vitrines.

2.5 A condições Ambientais da Exposição

(Páginas 58-64)

-“Uma vez dispostas as obras nas paredes, em painéis e vitrines ou sobre pedestais,
etiquetadas com esmero, bem documentadas, organizadas em um circuito coerente,
muito ainda resta a ser feito para que as condições ambientais da exposição sejam
satisfatórias”

6
-“O clima do museu deve ser constante e preservar uma porcentagem equilibrada entre
a umidade do ar ambiente, cujo abuso pode provocar mofo, e o calor excessivo que
resseca, a luminosidade do sol que queima as cores. Essa relação calor/umidade é
chamada umidade relativa, e suas normas dependem do clima do país considerado e da
natureza das obras”

-Os autores falam que cada objeto requer um tratamento especial antes de ir para as
reservas técnicas para evitar a degradação por causa da poluição.

-Sobre a segurança => ”A exposição deve ser protegida contra ladrões (por meio de
alarmes automáticos, vigias noturnos, cães, ligações de rádio com as delegacias de
polícia do bairro, telas de controle, dispositivos de segurança nos quadros), mas,
igualmente, contra mudanças de temperatura, agressões da luz, impurezas do ar,
poluição atmosférica, visitantes descuidados”

-“A climatização do museu, o controle da pureza do ar e a iluminação artificial são as


mais frequentes soluções para muitos desses problemas, sendo o orçamento de
restauração das obras tanto menor à medida que esses problemas forem sendo
resolvidos. As normas internacionais geralmente admitidas para as regiões temperadas e
para as coleções mistas são, para uma relação de 50 a 60% de umidade relativa, o que
implica no ar ambiente uma temperatura de 22°C, o conforto dos visitantes passando
após as exigências da conservação dos objetos”

3. O Pessoal
(Páginas 65-73)

-“A museologia é o estudo científico dessas diferentes funções. O Conselho


Internacional dos Museus (ICOM), emanação da Unesco, com sede social em Paris,
congrega através do mundo o pessoal científico dos museus e dá andamento ao estudo
da evolução da profissão museal, definindo o museu como uma “instituição a serviço da
sociedade”

-Sobre o Diretor do Museu => “Historiador especializado em arte, ciências naturais ou


humanas, tecnologia, pedagogia, o diretor de museu deve ser capaz, mediante suas
próprias pesquisas, de formar e estudar as coleções sob sua responsabilidade, quer se
trate de obras de arte, cogumelos, fósseis ou máquinas... Enquanto “conservador”, cuida,
juntamente com o restaurador, da saúde das aquisições tombadas nas melhores
condições (clima, temperatura, luz, poeira, segurança contra roubos, incêndio).Enquanto
museógrafo, expõe, em um espaço modulado, as coleções de referência destinadas aos
pesquisadores, ou as coleções fundamentais que se destinam a um público mais amplo”

-Sobre o Pessoal Científico => “Formado por conservadores de museus e seus


assistentes, restauradores responsáveis pela saúde das obras, pedagogos e animadores
culturais responsáveis pelo contato direto com o público, o pessoal científico possui, em
geral, formação universitária completada por formação museológica”

-Sobre os Serviços Pedagógico => “Não se trata mais de trabalhar para mas como
público, graças a esses mediadores responsáveis pelo favorecimento de um contato
ativo entre as obras e os homens. A ação de difusão desse museu descentralizado na
cidade integra-se assim na vida, a qual, por sua vez, repercute no museu“
7
-Sobre a Equipe Técnica “Esse pessoal, por sua vez, é responsável pelos
equipamentos especializados. Compreende museógrafos, documentalistas,
bibliotecários, e os responsáveis pelas instalações especiais nos laboratórios e ateliês;
dos circuitos de climatização e por tudo referente aos inventários, espécimens, dioramas,
maquetes, desenho dos cartazes, etiquetas, molduras, vitrines, etc”

-Os autores finalizam o capitulo falando sobre a manutenção e vigilância do museu.

4. O Público

(Páginas 74-87)

-“O público, “conjunto de pessoas que leem, veem, escutam as obras” conforme a
definição do dicionário, é formado no museu por indivíduos de toda espécie, curiosos,
turistas ou amadores, e grupos organizados, profissionais, sociais, culturais, educativos,
escolares inclusos, escoteiros, pessoas de terceira idade, deficientes físicos...”

-Os autores dividem o público em “Grande Público” que é o público que vai ao museu e
o “Público Potencial” que ainda não frequenta o museu. Mostram também 4 fatores
determinantes na frequentação dos museus e são eles: categoria sócio profissional, a
idade, a renda, o nível de instrução e o sexo.

-A sociedade de Amigos do Museu => “Inicia-se uma nova etapa: nesse museu
transformado em local de encontro de informação e intercâmbio, as coleções tornam-se o
elo vivo entre as diferentes categorias de visitantes, expresso por diferentes formas de
expressão”.

-Os autores falam de programas que foram criados com intuito de despertar o interesse
do visitante. E também mostra alguns meios de animação como visitas guiadas, meios
audiovisuais relacionados a exposição, concertos, danças, conferências, projeções...

-Os autores também citam a arte sensorial => “Nesse centro, a descoberta da obra de
arte é feita mediante educação sensorial baseada em uma “escola da sensibilidade” que
relaciona à vista, o paladar, a audição, o olfato, o tato, a expressão corporal. Os
animadores são criadores que praticam sua arte com as crianças, construindo com elas
obras coletivas e jogos”

-“Esse museu disponível, receptivo, generoso, torna-se, de repente, depois de três


séculos, o local de novas relações sociais urdidas em torno da vida cotidiana”

8
9