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Instituição: Universidade Católica de Pernambuco

Curso: Direito

Disciplina: Antropologia e Sociologia Jurídica

Professor: Antônio Carlos

Aluno: Thiago Silva Accetti Resende

Data: 04/09/2018

O que é etnocentrismo?

Análise Geral:

Trata-se de uma obra dividida em seis capítulos. O texto em seu capítulo primeiro cujo
subtítulo é ‘’pensando em partir’’ dá indicativo de como abordar o etnocentrismo, a
partir da observação do ‘’eu’’ e do ‘’outro’’, sem preconceitos ou julgamentos a priori.
Ainda nesse capítulo aborda-se exemplos de visões etnocêntricas.

Já o segundo capítulo tem como temática antropológica associada ao evolucionismo


tanto do ponto biológico quanto social passando a explicar sobre essa perspectiva as
expressões ‘’eu e ‘’outro’’ do capítulo anterior sendo agora com o arca bolso mais
cientifico.

No terceiro capítulo sob o subtema ‘’o passaporte’’ explica o conceito de antropologia


como uma superação ao etnocentrismo, a partir da busca do conhecimento de outras
culturas, relativizando umas e outras, seus problemas, costumes e composição de
solução. A temática desse capítulo procura quebrar ou superar as certezas
etnocêntricas.

O quarto capítulo recomenda a importância de superação do etnocentrismo pela


relativização a partir da busca do conhecimento do ‘’outro’’, suas diferenças, tendo-se
a autocritica de si ( do ‘’eu’’ como diferente e exótico àquela cultura por período de
tempo, trabalho de campo no mundo do outro.)

O capítulo cinco sobre o título ‘’A volta por cima’’ procura mostrar a melhoria da
humanidade a partir da experiência prática no mundo do ‘’outro’’, trazendo melhorias e
reforçando contribuições ao embasamento teórico da própria antropologia: Mais um
ponto positivo contra o pensamento antropocêntrico pois enxerga, a partir de então, no
outro um ser autônomo com sua própria forma de viver.

Enfim o capítulo seis indica livros tratam sobre os assuntos abordados no texto de
Everaldo P. Guimarães Rocha.

Resumo:

O livro aborda a passagem do etnocentrismo à antropologia como solução


evolucionaria (modelo histórico estrutural) de superação daquele pensamento
considerado maléfico. Como exemplo desse pensamento preconcebido de outra
sociedade é a questão dos índios no Brasil que mudou com relação ao interesse da
sociedade brasileira. Durante o período da descoberta do Brasil, ele e sua cultura são
vistos como ‘’selvagens’’ em relação à cultura portuguesa(europeia). Já no período da
catequização eles passam a ser vistos como infantis, crianças que precisam ser
ensinadas cultura, religião e outros costumes. Por fim quando surge o desejo cada vez
maior de liberdade no povo brasileiro, eles passam a representar a liberdade, a força
do povo do brasileiro frente às adversidades.

Trata-se de um livro baseado em pesquisas de alguns antropólogos que tenta explica-


lo, mostrando que o homem afasta-se daquilo que lhe é diferente. O livro adota a
necessidade de percepção do ‘’outro’’ a partir de ensaios de campo como meio de
reflexão sobre a cultura sem julgamento, relativizando conceitos que são diferentes no
sentido bidirecional.

O livro ainda aborda as questões da antropologia no estudo de outras sociedades,


como meio de excluir o etnocentrismo. Cita autores renomados como Durkheim,
Radcliff e Malinowisk, onde a cultura se desassocia da própria história, para esses
autores, viver na comunidade e na cultura do ‘’outro’’ gera a relativização de conceitos
que só podem ser desenvolvidos através do trabalho de campo, retroalimentado a
própria teoria da ciência antropológica.

Comentário:

O livro ‘’o que é etnocentrismo? ‘’, em seu primeiro momento, procura explicar as
múltiplas facetas do que é etnocentrismo.

Em seguida mostra seu aspecto maléfico a humanidade, ilustrando a necessidade de


superação mediante a antropologia. Enfatiza a necessidade de trabalho de campo
como forma de robustecer a antropologia enquanto nova ciência e consciências de
que ser diferente traz benefícios e retroalimenta a própria sociedade.
Como livro introdutório, ele é repleto de exemplos que ilustram bem um novo olhar
sobre o que pensamos, a origem de nossas ideologias e os conceitos
preestabelecidos que procuram mascarar as diferentes formas de poder pela trilha do
ufanismo étnico.