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FAQ E ARTIGOS

O FRUGIVORISMO
HIGIENISTA
Ao longo de 12 anos de caminhada, dentro do estilo de vida higienista,
que engloba uma dieta frugívora, jejum e outros fatores de estilo de
vida em prol da manutenção e restauração da saúde, escrevi dezenas
de artigos em prol de popularizar o que salvou minha vida e meu deu a
maior alegria de viver, a saúde verdadeira. Espero que estas
informações sejam tão úteis quanto foram para mim.

O que é o frugivorismo higienista?

O frugivorismo higienista, também conhecido como crudivorismo


vegano hipo-lipídico, é uma alimentação baseada nos estudos da
fisiologia, anatomia e biologia da raça humana, os quais nos levam a
determinar nossa alimentação ideal através de um parâmetro
científico.

O sufixo “voros” é utilizado para determinar a fonte de onde cada


grupo de animais deriva primariamente suas necessidades calóricas,
ex: carnívoros, frugívoros, herbívoros. Na natureza, todos animais que
compartilham de anatomia, fisiologia, bioquímica e genética similares
aos humanos, prosperam em uma dieta de frutas e vegetais.

Frugívoro é a classificação determinada pela biologia a todos animais


que derivam primariamente suas calorias de frutas e vegetais.
Portanto, uma pessoa que alega ser frugívora, é alguém que vive de
comida crua, consumindo primariamente frutas e vegetais, mas não
exclusivamente, podendo ter o consumo de outros alimentos de
origem vegetal que são consumíveis em seu estado cru.

Seres humanos são também classificados pela ciência como


antropóides, e os primatas antropóides chegam a compartilhar com os
seres humanos, em média 99% ou mais de seu DNA. Se utilizarmos da
anatomia comparada, podemos notar que de todos animais na
natureza somos mais similares aos primatas antropoídes, e se
estivéssemos na natureza e sem ferramentas, seríamos forçados como
eles a uma alimentação baseada em frutas e vegetais.
Para concluir, o crudivorismo vegano higienista é uma dieta crudívora,
basicamente composta de frutas, vegetais, nozes e sementes em seu
estado não processado e fresco, ou seja, da maneira como essa
alimentação nos é fornecida pela natureza.

Como é uma dieta crudívora vegana higienista na prática?

É uma dieta crudívora/frugívora (frutas e frutas-vegetais, vegetais


folhosos verdes tenros, vegetais crucíferos, sementes e nozes), ao
invés de uma dieta frutariana. Muitas pessoas acreditam ser possível
viver apenas de frutas por longo prazo, excluindo os vegetais, ao que
se denomina frutarianismo, no entanto não é recomendável tal
prática.
Uma dieta frugívora consiste em refeições com grandes quantidades
de frutas e vegetais e pequenas quantidades esporádicas de nozes,
sementes e castanhas. Devido as frutas e vegetais conterem uma baixa
densidade calórica, é necessário uma grande quantidade deles para
alcançarmos as mesmas calorias que obteríamos com outro tipo de
alimento.
Como exemplo, um almoço, para uma pessoa moderadamente ativa,
poderia ser composto de 5 bananas grandes e 3 mangas.

O que é combinação alimentar?

O termo combinação alimentar se refere aos alimentos que são


compatíveis entre si em sua química digestiva. Fisiologistas
reconhecem há mais de um século que a eficiência da digestão e a
nutrição de um organismo, em grande parte, dependem dos tipos de
alimentos combinados em uma refeição. No entanto, por mais que seja
um fato comprovado em laboratórios, nunca foi devidamente aplicado
à cozinha e hábitos alimentares dos seres humanos na atualidade.
Podemos observar que os animais não misturam vários alimentos em
uma só refeição, com exceção do homem que mistura os mais diversos
tipos de alimentos de uma só vez.

O quanto comer?
Após, então, sabermos quais são as fontes ideais para buscar nossos
nutrientes (frutas, vegetais, nozes e sementes), é de extrema
importância saber o quanto comer. A maioria dos crudívoros, a curto e
longo prazo, não compreendem porque eles mesmos enfrentam
dificuldades de se manter apenas com comida crua e pensam tão
frequentemente em comida. Na maioria das vezes é simplesmente por
falta de calorias, e calorias provenientes das fontes certas. Para
esclarecer melhor, sem uma ingestão adequada de calorias, a pessoa
sente-se fraca, com desejos intensos por comida e passa a ter um
desempenho medíocre em atividades físicas.
Mesmo quando parado, nosso corpo gasta uma quantidade bastante
grande de calorias, esse gasto calórico em repouso recebe o nome de
Taxa de Metabolismo Basal. Muitos propagadores de dietas crudívoras
dizem que essa contagem de calorias, e mesmo a distribuição calórica
entre os macronutrientes, é desnecessária se a pessoa comer tudo cru.
Dizem que se for cru já é o suficiente para se ser a pessoa mais
saudável da Terra. E promovem dietas ricas em gordura e combinações
alimentares absurdas, sem a mínima observação da nossa fisiologia
digestiva. Vão na direção contrária ao que as autoridades na área de
saúde e nutrição defendem e, mais do que isso, comprovam. Usado de
forma incorreta, não é à-toa que inúmeras pessoas não obtenham os
resultados esperados com o crudivorismo e retornam a comida cozida.

Consegue alguém realmente viver somente de frutas, vegetais, nozes e


sementes?

A estimativa científica é que a raça humana já habita o planeta em


torno de 8 milhões de anos. E também que foi no chamado período
neolítico, há 10 mil anos atrás, que foi introduzida a prática de
cozinhar os alimentos. Na mesma época surgiu a agricultura de grãos e
o domínio do plantio, a domesticação de animais, e,
consequentemente, o processo de sedentarismo do homem se
estabeleceu gradualmente.A estabilidade obtida por essas novas
técnicas de domínio da natureza e dos animais também possibilitou o
crescimento populacional, devido a uma maior quantidade de comida
disponível, o que levou à formação de grandes aglomerados
populacionais. Apesar disso, os pesquisadores sugerem que também
foi no período neolítico que a saúde humana começou a declinar
constantemente e que só há menos de 100 anos, existem práticas tão
artificiais como as da atualidade.

Podemos assim concluir que os seres humanos consumiram,


praticamente durante toda sua existência, uma dieta similar à descrita
neste site e só recentemente é que alteraram a sua alimentação,
passando a cozinhar e temperar diversos tipos de alimentos para que
assim pudessem se tornar comestíveis. Pois não é possível, viável ou
prazeroso para a raça humana, comer diversos alimentos que são
ingeridos atualmente em sua forma crua e sem temperos.
Sim é possível e existem inúmeras pessoas que levam uma dieta
crudívora vegana hipo-lipídica há décadas e apresentam um parâmetro
de saúde, muito além do “normal”.

Por onde começar?

Sugiro que educação é a base de qualquer mudança. Aprender a


praticar o crudivorismo é como aprender a andar de bicicleta ou
aprender inglês. Sem devida prática, leitura, educação constante, é
inviável alcançarmos nossa meta, ainda mais de uma forma rápida e
efetiva. Portanto, a pessoa que quer aprender inglês, ela geralmente
precisa de duas coisas, um bom professor e um bom livro. Da para se
conseguir sem um ou sem o outro, mas sem os dois eu diria que é
muito, mas muito mais difícil.

Passei os 12 últimos anos da minha vida, estudando e praticando o


assunto e visei em meus livros, cursos, retiros e material disponível na
internet, compilar toda a informação mais importante para
economizá-lo tempo e dor de cabeça, nessa importante mudança.
Recomendo fortíssimo começar lendo meus livros e assistindo os meus
vídeos no facebook, em função de se educar. Caso ainda tenha
dificuldade, sugiro nossos cursos e retiros primariamente ocorrendo
na pousada Saúde Frugal em Saquarema, RJ. Além disso, atendo como
nutricionista clínico em consultório, no RJ, SP, Saquarema ou na cidade
que estou no momento palestrando. Ainda tem outro excelente autor
que é o Dr. Douglas Graham e seu livro “A dieta 80/10/10”, traduzido
por minha autoria para o português e vendido na Amazon. E ainda
temos muitos leitores do Saúde Frugal que hoje em dia trabalham em
prol da culinária e divulgação do frugivorismo, assim como na área
clínica médica e nutricional.

O que é a Higiene Natural ?

O movimento higienista teve seu início com o médico Isaac Jennings no


início dos anos de 1800, nos Estados Unidos da América. Ele começou a
aplicar apenas métodos naturais no tratamento de seus pacientes, isto
é, dava ênfase a fatores de estilo de vida como dieta, exposição ao sol,
exercícios físicos, sono, e desta forma eles se recuperavam em tempo
recorde, comparado aos diversos outros tratamentos.

Inicialmente não divulgou explicitamente suas ideias, utilizando-se de


remédios placebos, junto com os outros hábitos de uma vida saudável.
Sendo altamente reconhecido pelo seu sucesso, foi condecorado pela
Faculdade de Yale e por seu sucesso inigualável. Quando em 1822 foi a
público e explanou a sua abordagem, foi ridicularizado e visto como
um charlatão pelos colegas de profissão e pelo público que não
conseguiam conceber a ideia de “não interferir” ou aplicar apenas os
métodos naturais e fisiologicamente inerentes ao organismo vivo
(dieta, sol, exercício físico, ênfase em descanso e sono, etc.), ao invés
da prática em voga e costumeira de tratamentos, pílulas etc.
Dr. Herbert Shelton

Com o tempo diversos outros médicos se juntaram e propagaram as


ideias de Jennings. O seu sistema foi nomeado Higiene (o nome Higiene
é derivado da deusa grega da saúde Higéia) e durante os anos, os bravos
e revolucionários higienistas simplesmente foram agrupando o
conhecimento dos antigos aos avanços feitos na biologia e fisiologia
nos últimos 2 séculos e colocando-os em prática. O resultado foi um
sistema conhecido atualmente como a ciência da saúde, pois
diferentemente dos outros modelos que estudam apenas a doença, a
Higiene foca seus estudos na saúde, e foi finalmente nomeada pelo Dr.
Herbert Shelton em meados de 1900 como Higiene Natural, para se
diferenciar de outros modelos como a naturopatia, homeopatia,
hidropatia, etc.

Seus conceitos na época foram considerados muito radicais, e não há


como melhor defini-la do que a máxima criada pelo Dr. Herbert Shelton:
“A saúde por viver saudavelmente” ou “A saúde pode ser construída,
mas não pode ser comprada”.

Higienistas advogam que para termos saúde temos apenas que


participar em suas causas diariamente. Ademais, higienistas propõem
que a saúde é o estado natural de todos os organismos vivos, e que a
saúde para ser mantida ou recuperada só necessita dos meios naturais
fornecidos pela natureza.
A Higiene Natural, busca uma abordagem científica, de observação das
leis da natureza, ensina as pessoas a viver em harmonia com as leis
imutáveis da natureza, está de acordo com as necessidades fisiológicas
e biológicas dos seres humanos, baseia-se na premissa que a natureza é
perfeita, e se o indivíduo fornecer os requerimentos básicos da
natureza, a saúde é mantida/recuperada através da “vix medicatrix
naturae”, a força curativa da natureza, a capacidade inerente de
regeneração do corpo humano. Que o poder de “auto cura” é inerente
em todos os organismos vivos, o que precisamos fazer apenas é
fornecer as condições ideias para o mesmo prosperar

Foi inspirada também nos ensinamentos do próprio Hipócrates,


considerado pai da medicina moderna, que sugeria tais práticas há dois
mil anos, embora atualmente as práticas sejam completamente
antagônicas aos seus ensinamentos. Ele baseava suas teorias e
tratamentos no empirismo, observação e práticas racionais e
acreditava que as doenças têm apenas causas naturais em vez de super
naturais, ou seja são relativas ao estilo de vida do indivíduo.

Ensino, educação e uma vida conforme as leis da natureza são o


caminho para a verdadeira saúde ao invés de poções, pílulas e “curas”
milagrosas instantâneas. O caminho para a recuperação/manutenção
da saúde e do bem estar sempre será através da vida saudável. Quando
o entusiasta de saúde se educa nos princípios que regem a saúde
humana, e aplica os de acordo com as leis fisiológicas e biológicas que
regem todos os organismos vivos, ai sim ele começa a vivenciar o
verdadeiro bem estar, saúde longa e vida próspera. Ao invés de
acreditar e buscar por uma pílula mágica que supostamente pode
“consertar” anos de abusos e maus hábitos.

Se sentir “bem” ou não vivenciar sintomas/doenças graves, e ser


realmente saudável (manter seu corpo em um estado de homeostase)
não serão nunca o mesmo. Não conseguimos ter parâmetros sem nunca
ter vivenciado saúde verdadeira. Vivenciamos saúde e bem estar na
proporção exata em que vivemos saudavelmente dentro das leis regidas
pela natureza. A Higiene Natural defende que a saúde é o estado natural
do organismo vivo. Ou seja, "Sublata Causa Tollitur Effectus - remova
as causas e os sintomas vão embora". A saúde precisa ser criada
diariamente através dos bons hábitos.

“Todas as estruturas vivas, por mais variadas que sejam, têm um


principal propósito, isto é, o de preservar internamente as condições
normais da vida. Sensações e instintos tem como propósito básico a
mesma produção e preservação da condição interna normal. As
sensações são o educador e protetor do homem. Negar a importância
dos sentidos é privar-se de um dos maiores meios de auto-proteção e
quase único meio de aprendizado do indivíduo. Sem os cinco sentidos, a
mente não se desenvolve. Dor e desconforto chamam nossa atenção
para coisas e circunstâncias prejudiciais ao nosso bem-estar.
Negligenciar a dor, suprimi-la, é privar a si mesmo de um seus mais úteis
meios de auto-proteção.” Dr. Herbert Shelton em seu livro “Natural
Hygiene – The pristine way of life”

Porque consumir uma dieta vegana?

“Em função de manter a sustentabilidade já que movemos perante uma


população global de 9.1 bilhões de pessoas em 2050, estamos pedindo
por uma mudança global em direção a uma dieta vegana e alegamos que
o mesmo é crucial para salvar a população mundial da fome, escassez
de combustível e os piores impactos nas mudanças climáticas.” Nações
Unidas (ONU), relatório “Assessing the Environmental Impacts of
Consumption and Production”.

Geralmente, pessoas adotam dietas veganas por três principais razões.


Saúde, meio ambiente e direitos animais. Entretanto, ao analisarmos o
assunto, vemos que existem pelo menos mais umas dezenas de razões
benéficas para adotarmos uma dieta sem crueldade. Aprenderemos
sobre algumas das mais importantes abaixo:

· Término da fome mundial: de acordo com o ativista Gary Yourofuski,


65% (33) dos grãos produzidos em todo mundo, são destinados a
engordar os animais que escravizamos para o abate. É sabido que,
apenas com a diminuição no consumo de carne, já conseguiríamos
acabar com a fome no mundo.
· Melhor aparência física: Dietas veganas, caso não sejam baseadas em
junk-food, são menos calóricas e com menor teor de gordura e, por isso,
veganos aparentam mais jovens e são mais magros do que suas
contrapartes onívoras. Laticínios são ligados à acne. Produtos animais
em geral são ligados a obesidade. Dietas ricas em gordura causam a
pele não ser devidamente oxigenada, assim ficando ressecada,
envelhecendo muito mais rápido e causando celulites e outras
complicações.
· Mais fácil perda e manutenção do peso: De acordo com um estudo
conduzido pelo renomado cardiologista Dr. Ornish, pessoas com
sobrepeso que adotavam uma dieta quase vegana, hipo-lipídica,
perdiam uma media de 11 quilos no primeiro ano e mantinham essa
perda cinco anos depois. E a melhor parte, fizeram isso comendo mais
comida que antes, sem contar calorias e sem sentir fome (3).
· Melhor funcionamento cognitivo até idades avançadas: O consumo de
grandes quantidades de fitonutrientes, antioxidantes são
correlacionados a uma menor propensão a doenças degenerativas
mentais, enquanto o consumo de uma dieta rica em gordura saturada
(produtos animais) é ligado ao alzeihmer, demência e senilidade
precoce (4,5 e 6).
· Menores índices de doenças crônicas e agudas: dietas vegetarianas
são ricas em antioxidantes, vitaminas, minerais, fitonutrientes e
baixíssimas em gordura saturada e nulas em colesterol. Por isso,
vegetarianos apresentam menores índices de diversos tipos de câncer,
doenças coronárias, diabetes, osteoporose, alergia (o leite e seus
derivados são altamente ligados a elas), constipação (produtos
animais não contém fibra, um nutriente essencial para o bom
funcionamento do intestino, para controlar o açúcar sanguíneo e
diminuir o colesterol) etc. O estudo de Oxford, que estudou 6 mil
vegetarianos e 5 mil não vegetarianos, durante 12 anos, mostrou que os
vegetarianos morriam ou sofriam quase 50% menos dessas DCDs
(doenças crônico degenerativas) e ainda tinham bem menos casos de
apendicectomia (remoção do apêndice) (7)
Menores fatores de risco: Veganos com saudáveis dietas hipo-lipídicas
possuem menores níveis de triglicerídeos, insulina em jejum (8),
colesterol total e ruim (9), homocisteína, pressão sanguínea,
hemoglobina glicada (a1c), antígeno prostático específico (PSA),
hormônios ligados à promoção do câncer como IGF-1 (10),
testosterona, estrogênio, insulina, proteína-C reativa ultra sensível
(hsCRP, o qual é um marcador (indicador) de inflamação. Pessoas com
altos níveis de hsCRP apresentam maior risco de desenvolver doenças
cardiovasculares como infarto e AVC) (11) entre outros. Estes são todos
chamados de biomarcardores séricos. São substâncias em nosso
organismo que podemos medir em laboratórios através de análise
sanguínea e que indicam a propensão para diversas doenças. Altos
níveis destas substâncias no organismo são relacionadas as principais
doenças crônicas degenerativas.
· Melhorar seu sistema imune: Sabemos já desde 1989, por uma
pesquisa conduzida pelo “Centro de pesquisas alemão do Câncer” que
embora vegetarianos tenham o mesmo número de células brancas (as
que combatem doenças) comparados a onívoros, as dos vegetarianos é
duas vezes mais efetiva em destruir seus alvos. Ou seja, não só células
cancerígenas, mas virus também. (1000000)
· Diminuir drasticamente ou cortar sua necessidade por remédios:
Pessoas que adotam uma dieta vegana, largam sua necessidade ou
diminuem seu uso de insulina, remédios para colesterol, pressão, asma
(12, 13 e 14). Um exemplo são os fitoesteróis encontrados apenas nos
alimentos das plantas, os quais reduzem o nível de colesterol sérico
sem os usuais efeitos colaterais das drogas farmacêuticas.
· Diminuir ou cortar sua ingestão de: Diversas bactérias patogênicas,
como E.coli, pfiesteria e salmonella, encontradas na carne,
principalmente em hambúrgueres, causam inúmeras complicações de
saúde e até mesmo diversas mortes em crianças americanas. De acordo
com o site do FDA (Administração Federal de alimentos e medicamentos
Americano): “Apesar de poder ocorrer com todo tipo de alimento, os
mais ricos em proteína, como carne, frangos, peixe e frutos do mar são
os mais frequentemente envolvidos com doenças provenientes de
intoxicação alimentar” (15). E por incrível pareça, a ingestão de
agrotóxicos também é consideravelmente menor em uma dieta vegana,
mesmo que não orgânica, devido à concentração biológica destes
químicos nos tecidos dos animais.
· Diminuir sua pegada ecológica: a produção de alimentos veganos
consome muito menos recursos que a produção de qualquer alimento
animal. Ao consumirmos vegetais, economizamos combustível fóssil,
diminuímos o desmatamento e as queimadas, a degradação do solo
devido às monoculturas de grãos e o peso de milhares de bois andando
por meses no mesmo local, reduzimos o aquecimento global, o gasto
desnecessário de milhões de litros de água e poluição causada pelo gás
metano e esterco dos bilhões de animais criados para o abate que vão
prejudicar a atmosfera e contaminar rios, lagos e nascentes.
· Maior eficiência: Registre-se que, após o abate, o animal fornece uma
pequena quantidade de alimento proporcional ao que foi utilizado para
seu crescimento, gerando um déficit calórico, um gasto muito maior
para produzir o alimento do que as fornecidas pelo alimento em si. Sem
contar que é muito dispendioso devido ao laborioso processo de
produção de carne e laticínios, principalmente se compararmos a
simples produção dos alimentos oriundos das plantações de frutas e
vegetais, que a natureza faz a maioria do “trabalho” de produção.
· Alivio mental: por não estar contribuindo para as catástrofes
ecológicas citadas no tópico anterior e não pagar pelo assassinato de
diversos animais e auxiliar a extinção de diversas espécies a cada
refeição que se faz, você vivencia um alívio sem igual.
· Uma sensação única: de paz, leveza, clareza mental e mais energia.
Maior compaixão por si mesmo e as outras formas de vida. Muitos
relatam uma elevação espiritual, por não contribuírem com o
assassinato e entupir seus corpos de cadáveres repletos de adrenalina.
Devido ao medo da morte iminente, os animais ao serem abatidos
liberam adrenalina, que permanece em seus tecidos após a morte e,
obviamente, ingerimos.
· Economia financeira: Grãos, legumes, vegetais e frutas são
consideravelmente mais baratos, quando comparados aos produtos
animais, se tratando de kg por kg. Enquanto o do feijão ou da banana
gira em torno de 2 reais, o da carne fica em torno de 10 a 40 reais ou
mais, quando se trata de carnes “nobres”. Já que as estatísticas
indicam que veganos sofrem menos de diversas doenças crônicas e
agudas, você terá menos gastos com sua saúde. Em um estudo
conduzido pelo Dr. Ornish, pacientes com doenças coronárias, ao
adotarem suas recomendações de uma dieta quase vegana, integral e
baixa em gordura, economizaram em média 30 mil dólares ao ano, por
terem cortado a necessidade por medicamentos, cirurgias e outros
tratamentos caros.
· Coma mais e menos ao mesmo tempo: Foi demonstrado que a cada
aumento em 14 g de fibra, se diminuía em 10% o consumo de calorias
totais, enquanto o indivíduo relatava estar saciado. Devido aos
alimentos veganos serem os únicos que contém fibra, podemos
entender que com uma dieta vegana naturalmente comemos mais, nos
sentimos mais saciados e ingerimos na verdade menos calorias. Sem
contar que a base de uma dieta vegana saudável, é alimentos ricos em
carboidratos, os quais contêm apenas 4 calorias por grama, enquanto
a gordura contém 9. Portanto, você pode chegar a comer duas vezes
mais alimentos e ainda assim ingere menos calorias, (16)
· Término da constipação: Como a dieta vegana integral é a mais rica
possível em fibras, o funcionamento intestinal é, caso você coma
quantidade de comida suficiente a cada refeição, se mantenha
hidratado, pratique exercícios frequentes e mantenha seu sistema
digestivo saudável, tão perfeito quanto o de uma criança.
· Maior longevidade: Vegetarianos vivem em média 7 e veganos 15
anos a mais, de acordo com um estudo feito pela Universidade de Loma
Linda. Cientistas acreditam que uma das razões é provavelmente a
baixa ingestão dos aminoácidos sulfúricos, os quais são abundantes em
produtos animais(17). De acordo com uma pesquisa da universidade de
Oxford, vegetarianos e ainda mais veganos, tem menor IMC (índice de
massa corporal) do que onívoros, o que é ligado na literatura médica
científica a uma melhor saúde e longevidade. 18
· Maior diversidade: Ao invés de comer apenas, pizzas, hambúrgueres,
sanduiches recheados de defuntos e churrasco toda hora, você provará
de centenas de frutas e vegetais, dezenas de sementes, nozes, grãos,
legumes, raízes e tubérculos, com diferentes texturas, sabores e cores,
que ao serem frescos e devidamente preparados, fazem qualquer
onívoro pedir por mais.
· Melhor funcionamento sexual e reduzidos sintomas de menstruação:
É consenso científico que o consumo de carne é ligado à impotência e
problemas de fertilidade (19). Com um estilo de vida saudável, seus
órgãos sexuais receberam mais sangue e oxigênio, o que significa um
melhor funcionamento do membro sexual masculino. Eliminação
completa de dores, câimbras menstruais, sintomas de TPM, entre
outras complicações ligadas ao ciclo menstrual e tidas como “doenças
normais” (20).
Os problemas provocados pelo cozimento (trecho do livro Saúde Frugal
– O guia ao crudivorismo)

Quanto mais cozinhamos, mais destruímos o nosso alimento, mais ele


perde o valor nutricional e se torna cada vez mais prejudicial à saúde.
Um alimento cozido “estraga” mais rápido do que um alimento cru,
quando fora da geladeira, porque o cozimento causa a oxidação e assim
o alimento rapidamente se deteriora. Na verdade, após o cozimento, ele
já está “estragado”. Se cozinhamos em temperaturas altas, durante
longo tempo, a única coisa que sobrará será cinza. Nutricionalmente
falando, não existem benefícios em cozinhar alimentos crus, apenas
malefícios. Portanto, só deveríamos cozinhar na falta prolongada de
alimentos crus e frescos. Ou seja, deveríamos cozinhar apenas, quando
estivéssemos perto da inanição, muito tempo sem conseguir alimentos.

Interessante o fato de quase todas as pessoas atearem fogo em seu


alimento. Se não ateiam diretamente, utilizam uma panela, passando o
calor para o alimento e fica visível a olho nu a destruição e a perda da
vida do alimento, ele vai ficando murcho, perde sua cor vibrante e cada
vez mais escuro. Se ficar fora da geladeira, estraga rapidamente.
Não entendemos que o fogo que queima nossa mão ao expô-la, é aquele
que aquece nossa comida. Sabemos que morreríamos se fossemos
“cozidos” ou expostos ao fogo em altas temperaturas, mas não temos
noção da destruição que o fogo causa na comida e dos efeitos deletérios
que sofremos ao consumi-la após essas alterações químicas. Como
podemos acreditar que tal prática não é maléfica?

Quando aquecemos alimentos a pouco mais de quarenta graus Celsius


damos início a inúmeros problemas. Como uma regra exata, se a panela
estiver tão quente a ponto de não conseguirmos colocar nossa mão,
acima do que ela pode suportar, esta temperatura já é o suficiente para
alterar de forma adversa seu alimento.

O cozimento acarreta os seguintes danos:

* A perda do real sabor do alimento, engana nossos sentidos, permite a


ingestão de alimentos não adaptados a nossa fisiologia. Torna viável a
ingestão de alimentos cujo o gosto não é apreciado por nossas papilas
degustativas em seu estado cru. Alimentos cozidos, ricos em amido e
gordura, são insípidos a língua humana, precisam de temperos e outras
substâncias para “dar sabor” e por isso os utilizamos (sal, açúcar,
glutamato monossódico). Entretanto, esses condimentos são nocivos a
saúde, irritam nossos órgãos digestivos e prejudicam a digestão. Uma
banana fresca, crua e madura é deliciosa ao natural. Entretanto quando
cozida, quase não tem gosto e por isso colocamos açúcar e canela.

* A remoção da água de dentro do alimento. Esta é uma das principais


razões que pessoas adeptas a comida cozida sentem tanta sede.
Sabemos que o corpo humano é em sua maior parte constituído pela
água e, portanto, ela é um dos nutrientes essenciais à saúde humana,
no entanto, jogamo-la “fora” ao cozinhar.

* Enzimas, coenzimas e a maior parte das vitaminas são destruídas pelo


calor. A fibra, antioxidantes, fitonutrientes também são danificados.
Enquanto os minerais, ao invés de serem destruídos, são perdidos
(lixiviados na água) e os que ficam se tornam menos biodisponíveis. É
amplamente conhecido que diversos nutrientes como vitaminas,
enzimas e fitonutrientes são especialmente vulneráveis e destruídos,
mesmo quando submetidos a temperaturas relativamente baixas.

* A coagulação e deaminação das proteínas, tornando-as menos


digestíveis e assimiláveis ao corpo. Proteínas não digeridas
devidamente são uma das principais causas de alergias, pedras e falhas
dos rins, artrite e outras doenças autoimunes.

* A caramelização e desorganização dos carboidratos, tornando os


alimentos menos digeríveis. Outros problemas são gerados, como a
produção de acrilamidas, uma substância altamente cancerígena,
descoberta recentemente. Em adição, carboidratos cozidos contém
glicotoxinas e uma destas é um (AGE) “produto final da glicação
avançada”. (AGEs) contaminam o corpo, deixando-o vulnerável ao
Câncer, Alzheimer e várias outras doenças e causando o envelhecimento
precoce.

* As gorduras tornam-se rançosas quando expostas ao calor, ar ou luz.


E, ao serem cozidas ficam “grudentas”, facilmente agarrando nas
paredes de nossas artérias. Verificamos quão grudenta é a gordura
cozida, quando lavamos pratos e panelas usadas para cozinhar e comê-
las. Ou ao lavarmos nossas mãos após comer pizza sem talheres. Agora
imagine o que ocorre quando essa gordura grudenta percorre suas
artérias.

Quando aquecemos a gordura, ela fica rançosa, produzindo radicais


livres, acroleinas e outros mutagénos e cancerígenos. Para agravar, o
cozimento transforma algumas gorduras insaturadas em saturadas.
Métodos de cozimento em altas temperaturas (frituras, churrascos)
fazem a gordura produzir substâncias cancerígenas como a acroleína,
hidrocarbonetos, nitrosaminas, benzopirenos, entre outras.

* Como confirmado por centenas de pesquisas no prestigioso livro “Diet,


Nutrition and Cancer”, durante o cozimento são formadas
antivitaminas, antinutrientes, perigosos radicais livres, substâncias
cancerígenas e mutagénas, que não se encontravam anterior ao
cozimento. Radicais livres são comprovadamente uma das causas do
câncer. Quando você diminui a quantidade de radicais livres em seu
corpo, você diminui seu risco de câncer. Cozinhar, queimar ou defumar
produz altos níveis de moléculas heterocíclicas, muitas das quais
adutam ao DNA e são cancerígenas.

* Nosso sistema imune reage à introdução de alimentos cozidos da


mesma maneira que substâncias patogênicas como bactérias e vírus. A
leucocitose digestiva ocorre após a ingestão de alimentos cozidos,
demonstrando que não é algo normal ou benéfico ao nosso corpo.

* As fibras naturais são radicalmente alteradas, aumentando o tempo


dos alimentos no trânsito intestinal. O mesmo alimento cru, que passa
rapidamente pelo nosso intestino, demora o dobro ou o triplo do tempo
quando cozido. Isto facilita a fermentação de carboidratos, a
putrefação de proteínas, causando a intoxicação, já que os subprodutos
deste processo de apodrecimento vão parar na corrente sanguínea.

* O cozimento facilita a ingestão excessiva de calorias, devido a dois


fatores, o primeiro é que a perda de água, ocorrida durante a fervura,
diminui o volume do alimento, facilitando ao indivíduo conseguir ingerir
uma quantidade maior e anormal. Esclareça-se ainda que a densidade
calórica dos alimentos usualmente cozidos, tende a ser maior do que a
de nossos alimentos naturais, por isso consumimos quantidades
absurdamente maiores do que conseguiríamos se o alimento estivesse
cru.

* A má nutrição causada pela ingestão de alimentos cozidos faz com que


nosso corpo, mesmo já satisfeitos, ansie por mais nutrientes, devido ao
fato de nossas células estarem mal nutridas. Levando-nos a consumir
mais alimentos. O que é sem dúvida uma das causas de desordens
alimentares e obesidade.

Resumindo, comida cozida é um veneno, que apesar de atuar


lentamente, deteriora e destrói o corpo humano com o passar do tempo.

Abaixo, mais um pequeno trecho da parte da conclusão do livro:

Sal (cloreto de sódio)

Cloreto de sódio, o famoso sal de cozinha, é um mineral inorgânico


extraído do mar. Por ser inorgânico, nosso corpo não pode utilizá-lo e,
portanto, sua ingestão leva este mineral a ser mantido e acumulado
em nosso corpo, o que leva a retenção de água para diluí-lo e, por isso,
consumidores de sal possuem uma aparência inchada.

O inchaço e a retenção hídrica é um sinal claro de que o cloreto de sódio


é tóxico e não foi assimilado. Os usuários de sal sentem sede constante
e bebem muita água. Esse é o principal indício de que a substância que
adoram, está desidratando e os matando.

As plantas ao sintetizar seus alimentos, retiram os minerais


inorgânicos do solo, transformando-os em orgânicos. Em seu estado
orgânico, como encontrado nos alimentos das plantas, é a única forma
a qual os animais podem assimilá-los e, portanto, se beneficiar deles.
Agora em sua forma inorgânica, como o sal, suplementos e outras
formas não naturais de extrair e consumir minerais, são deletérios a
saúde humana e incapazes de serem utilizados. Nossa necessidade é
pelo mineral orgânico sódio, e não pelo inorgânico cloreto de sódio (sal
de cozinha).

“No Japão antigo, Samurais cometiam o hari-kari para acabar com sua
desonra. Quase todos nós já ouvimos o fato que eles esfaqueavam a si
mesmos em um ritual de suicídio. Mas existiam outras formas e uma
delas era uma longa morte agonizante, para aqueles com as maiores
desonras. Era ingerir um saco de sal marinho, com menos de 450
gramas e uma pequena quantidade de água, em torno de um litro, e
consumi-los o mais rápido possível.
O resultado era a destruição do interior do corpo, assim como a
desidratação. A morte não era instantânea, mas na manhã seguinte era
certa. Marinheiros por todo o mundo são ensinados que não devem
beber a água do mar se querem sobreviver a um naufrágio e estão sem
água potável, porque beber água do mar causa morte por
desidratação.” Higiniesta Dr. Tim Trader

Para termos noção de quão nocivo é o sal, é necessário apenas ter uma
ferida aberta e entrar na água do mar, isto é o suficiente para
percebermos o quão irritante e destrutivo ele é. Agora imagine o que
esta substância vil e irritante, em uma forma refinada e concentrada
causa dentro do seu delicado organismo, correndo por suas artérias,
veias e em contato com seus tecidos e células.

O excesso de sal é acumulado em vários lugares no corpo, tais como as


paredes das artérias, o qual prejudica o fluxo sanguíneo e assim
elevando a pressão sanguínea, o que aumenta a chance de problemas
cardíacos e todos os problemas ligados a circulação sanguínea, até
mesmo a impotência sexual.

De acordo com o famoso estudo nutricional DASH, é completamente


previsível o aumento da pressão sanguínea, a medida que o consumo
de sal aumenta. Portanto, se você consome sal, por mais que você não
tenha problemas agora, eles definitivamente virão mais cedo ou mais
tarde 7.
Em seu livro “Raw Secrets”, Frederic Patenaude fala: “O corpo humano
precisa de menos de 500 mg de sódio diariamente (talvez um pouco
mais se você for extremamente ativo) e uma colher do melhor sal
marinho céltico contém 1900 mg de sódio. O sal mata a vida, é por isso
que preservamos os alimentos com sal, assim prevenindo a atividade
da vida de ocorrer. O sal é um antibiótico (o que significa literalmente
“anti-vida”).” .

Cloreto de sódio (sal) mata as papilas degustativas. E isto é fácil de


comprovar, já que todos sabem que usuários de sal sempre reclamam
que sua comida não está salgada o suficiente e sempre pedem por mais
sal na refeição, alegando que ela está insossa. Enquanto o indivíduo
não larga tal hábito nocivo, é impossível realmente apreciar o sutil
sabor das frutas e vegetais.

A dose letal de ingestão de sal é em média 100 gramas. Há indivíduos


que alegam até mesmo 60 gramas ou menos, se for ingerido de uma só
vez. Não precisamos de pesquisas para provar o quão nocivo é uma
substância quando uma ínfima dose de gramas, ingeridas de uma só
vez, é fatal ao organismo humano. Portanto, praticamente todos na
civilização moderna consumindo sal, praticam um suicídio lento, já que
pequenas doses não matam, mas certamente envenenam e aceleram o
processo.

Apesar do amplo conhecimento que o sal é nocivo, as recomendações


nutricionais de sódio continuam altíssimas, por serem influenciadas
pela indústria alimentícia, a qual para fornecer mais “gosto” a seus
alimentos, carrega-os de grandes quantidades de sal . E diminuir tais
recomendações, seria reduzir drasticamente a quantidade utilizada
em praticamente todos os “alimentos” vendidos na atualidade. Apesar
de ser altamente benéfico à saúde do consumidor, ia ser péssimo para
o sabor dos alimentos vendidos e, portanto, pra comercialização dos
industrializados.

Apesar do consumo de sal ter aumentado drasticamente, devido à


alimentação industrializada e os danos terem se tornados amplamente
visíveis e reconhecidos pelos profissionais de saúde, a maioria apenas
recomenda a ingestão “moderada” após os cinquenta anos de idade ou
para hipertensos. Entretanto, após cinquenta anos de consumo de uma
substância tão vil e não nutritiva ao corpo humano, ele obviamente
terá sido amplamente danificado.

Médicos e nutricionistas recomendam o corte da ingestão de sal para


pessoas com pressão alta, problemas cardíacos, nefronpatias (doenças
nos rins) e inchaços (edema). Entretanto, pessoas saudáveis podem
"consumir livremente", o que é prejudicial e tóxico a doentes. Claro
que todas essas pessoas que contraíram essas doenças, eram
saudáveis um dia, e um grande fator causal no desenvolvimento delas
foi o sal e a falta de admoestação e educação sobre seu consumo. Na
atualidade, 17 milhões de brasileiros sofrem de hipertensão, o que
amplamente comprova o que o aumento no consumo de sal vem
causando 8.

Japoneses são famosos por possuírem pressão alta e por consumirem


grandes quantidades de sal, em seus fermentados de soja. Inúmeras
civilizações "primitivas" nunca consumiram sal e eram robustos,
saudáveis e não apresentavam nenhuma deficiência devido sua falta.
Índios e outras populações “primitivas” nunca utilizaram sal antes da
chegada do "homem branco”, e eram saudáveis, não demonstrando
deficiências ou necessidade alguma de sódio, além do naturalmente
contido nos alimentos. Na verdade, a utilização do sal é bem recente,
comparado aos milhões de anos que seres humanos habitam o planeta
terra.

Todo o sal, desde o normal, até o marinho, do Himalaia, Céltico ou


qualquer outro tipo vendido como “natural” é tóxico, irritante e
corrosivo ao nosso organismo. Eles geralmente contêm metais tóxicos,
como o chumbo, cádmio, mercúrio e hidróxido de alumínio (um metal
tóxico, fortemente ligado à doença de Alzheimer). Não obstante que o
sal comum é geralmente iodado. Apesar do iodo em sua forma orgânica
e natural contido nos alimentos ser essencial, iodo adicionado pela
indústria alimentícia é inorgânico e, portanto, inassimilável e tóxico.

Nossos alimentos naturais já contém as proporções ideais de minerais,


inclusive de sódio. O consumo excessivo de sódio causa a hipertensão,
desidratação, edema, problemas cardíacos, infarto, entre inúmeras
outras doenças.

O jejum e a regeneração inerente

“Até quando entendermos completamente a significância do fato de


que a regeneração é um processo da vida e que o processo pelo qual a
regeneração é realizada é uma função do organismo vivo, tanto quanto
o processo de digestão, respiração, circulação, eliminação,
reprodução, poderemos compreender que as tão chamadas “curas”
podem vir e ir, mas a regeneração continua sempre”. Dr. Herbert M.
Shelton

Se prestarmos atenção, conseguimos facilmente perceber que o


corpo se regenera diariamente. A cada minuto, através de nossa vida,
se existe algo a ser regenerado, o organismo está trabalhando em prol
disso. Mas, infelizmente, esse processo regenerativo, apesar de estar
em constante operação desde que nascemos, é quase que
negligenciado por seres humanos.

Não é difícil constatar esse processo, já que conseguimos observar a


olho nu a regeneração que ocorre no exterior do nosso organismo, ou,
muitas das vezes sentir, a regeneração interna. Um exemplo da
regeneração externa é quando cortamos a mão. Conseguimos ver a
ferida a cada dia que passa cicatrizando. A cicatrização de cortes,
arranhões, recuperação de hematomas ou inflamações é tão óbvia e
comum que nos esquecemos de contemplar a capacidade de nosso
corpo de se “autocurar”.

Um exemplo da regeneração interna é quando quebramos a perna ou


braço e um mês ou meses depois, sentimos os ossos novamente no
lugar, a dor some e novamente, possuímos total funcionalidade
daquele membro. A regeneração interna, apesar de poder passar
despercebida por não conseguirmos vê-la, podemos senti-la e
sabemos que está ocorrendo. Por mais que enfaixemos o corpo, para
não mexermos a perna quebrada, todos nós, sem exceção
concordamos que é o corpo que regenera sua estrutura interna. Assim
o osso é cauterizado e volta ao lugar e funcionamento normal.
Foi o corpo que "curou" a perna, e não a tala, as faixas ou outros
procedimentos médicos praticados.
Por outro lado, não sabemos é que mesmo doenças, desde as
simples até as crônicas e degenerativas podem ser “curadas” por essa
mesma capacidade regenerativa que fecha cortes e religa ossos. Um
exemplo de que nosso corpo se “autocura” de doenças é a febre. Até
mesmo a medicina, hoje em dia, concorda que a febre é uma ação
benéfica instituída pelo corpo. Ela é literalmente a “cura” da doença. O
corpo cria a febre para se purificar e consertar internamente. E, da
mesma forma que existe uma grande diferença entre o tempo que leva
para um corte cicatrizar por completo, comparado ao tempo de um
osso regenerar-se e voltar a total funcionalidade, quanto mais grave
for a doença, mais tempo leva para que o corpo se “cure”
completamente dela.

Mas, da mesma forma que uma perna quebrada nunca ficará boa se não
pararmos, descansarmos e a deixarmos imóvel por algumas semanas,
nosso organismo jamais ficará saudável se não fornecermos a ele as
condições necessárias para a melhora. E o jejum é a forma ideal de
proporcionar ao nosso corpo as melhores condições para que esta
“autocura” ocorra e seja executada o mais rápido possível.

Frutas, o combustível ideal para o atleta

Atletas por gostarem e precisarem levar as vezes seu corpo ao limite,


sempre visam formas de melhorias em seu desempenho e meios de
aumentar sua competividade. Por isso, nós amadores ou os
profissionais somos famosos por cuidarmos do nosso organismo,
devido a reconhecer a importância de um estilo de vida saudável e sua
manutenção. Assim sendo, é imprescindível ao atleta que ele tenha um
bom conhecimento sobre saúde, nutrição e alimentos.

Atletas em geral, principalmente os de treinamento aeróbico, são


famosos por comerem frutas. O nosso próprio astro brasileiro do
tennis mundial, Gustavo Kuerten, sempre foi visto comendo bananas
durante as competições.
Porque a fruta é associada então a saúde e a uma fonte de energia
rápida?

Sabemos que o corpo humano e suas 3 trilhões de células funcionam


quase que exclusivamente a base de carboidratos simples. Ou seja, a
célula não consegue usar macromoléculas, no caso, carboidratos
complexos, como fonte de energia para gerar ATP (energia). Nosso
sistema gastrointestinal precisa trabalhar no processo de digestão,
quando é um carboidrato complexo devido sua estrutura química, ser
até mesmo complexa demais para digerirmos adequadamente e,
dependendo do tipo de açúcar complexo, nem conseguimos digerí-lo
devidamente levando a gases, como alguns dos oligossacarídeos
contidos nos feijões.

Portanto, frutas na verdade são o combustível ideal, porque quando


maduras, já vem prontas, não precisando quase de digestão e sendo
rapidamente digeridas, absorvidas e assimiladas. Bem como seus
nutrientes chegarem na corrente sanguínea e estarem disponíveis para
utilização celular dentro de minutos, gerando uma grande vantagem
ao corredor, que não precisa usar seu corpo como uma refinaria e
esperar horas pelo processo digestivo, quebrar as cadeias de
carboidratos complexos para aí então poder usar seus nutrientes.

Na atualidade, ouvimos muito falar das vitaminas, minerais e mais


recentemente dos fitonutrientes, entrentanto são tantos nutrientes
com diferentes funções, que as vezes ficamos sem dar o devido valor a
sua importância na manutenção da saúde, da performance atlética ,
sua importância na recuperação muscular, do sistema imune e,
principalmente, para reduzir o estresse oxidativo e o envelhecimento,
assim prolongando a carreira do atleta. Uma baixa ingestão destes
nutrientes pode levar a fadiga, dano muscular e o enfraquecimento do
sistema imune.

E quais sãos os alimentos mais ricos em vitaminas, minerais e


fitonutrientes, caloria por caloria? Frutas e vegetais.
Pesquisas recentes cada vez mais nos fazem compreender todos os
componentes nutricionais que fazem da fruta, o alimento ideal do
atleta. No caso da melancia, rica em um aminoácido chamado citrulina,
auxilia a reduzir dores musculares e a velocidade da recuperação da
frequência cardíaca. Estudos com suco de uva, mostraram que mesmo
os participantes do estudo consumirem, durante 3 meses, muito mais
calorias do que o necessário, ao invés de ganharem peso, perderam. Os
cientistas atribuiram o efeito aos flavonoides, fitonutrientes, ricos nas
frutas, principalmente nos cítricos e na uva, que auxilia na queima de
gordura abdominal.

Sabemos que após uma hora de extenuante exercício físico, atletas


profissionais começam a reduzir seus estoques de glicogênio.
Pesquisadores atuais provaram que uvas passas, um alimento rico em
inúmeros nutrientes, muito barato e fáceis de carregar, forneciam o
mesmo efeito de oxidação de carboidratos, de gordura, e da razão da
troca respiratória, ao comparada a géis de corrida.

Frutas são um alimento ideal em quesitos de ingestão hídrica.


Sabemos só ao mastigá-las ou a cortá-las, que são ricas em água, a
maioria delas tendo composição em torno de 90% de água. Frutas e
vegetais são praticamente os únicos alimentos com que fazemos
sucos.

Sabemos que o corpo humano é composto de 70% de água e um atleta


devido ao aumento nas atividades metabólicas e de temperatura
durante e até mesmo após o exercício, a necessidade hídrica é
aumentada. Portanto, ao consumirmos frutas, não só aumentamos a
ingestão hídrica como reduzimos os alimentos pobres neste nutriente
e reduzimos a necessidade de sal, pois frutas já vem temperadas direto
da árvore. Assim mantendo o organismo do atleta mais bem hidratado.

Frutas, devido ao seu rico conteúdo de potássio e pobre em sódio,


auxiliam a redução da pressão arterial, com um melhor equilíbrio
eletrolítico e menor retenção hídrica, assim como o potássio é
essencial na contração muscular e na função cardíaca. Tanto é que
todos nós já ouvimos do benefício da banana rica em potássio e
evitando câimbras.

Frutas são excelentes, além do quesito de seu valor nutricional, como


pela sua praticidade de consumo. Por serem ergonomicamente
adaptadas as nossas mãos e polegares opostos, podem ser consumidas
em qualquer hora ou lugar sem nenhum tipo de preparo, assim sendo o
alimento ideal para o atleta, que pode precisar de repor sais minerais,
água, antioxidantes e glicose e glicogênio antes, durante ou depois do
seu exercício físico.

Frutas, por serem praticamente isentas de gordura saturada e


colesterol e muito pobres em gordura mono e poli-insaturada e ricas
em fibras, auxiliam a saúde vascular reduzindo o colesterol. Com
menor obstrução de placas de gordura em suas artérias e seu sangue
menos viscoso, melhora sua oxigenação, o suprimento de sangue a
seus músculos e células e assim, melhorando toda sua capacidade
aeróbica e até mesmo agindo de forma cardioprotetora.

Vitamina A, C e E– Antioxidante e Manga, mamão, laranja, kiwi,


sistema imune abacate, goiaba
Vitamina B1, B3 e B6 – Produção e Frutas secas, pêssegos,
fornecimento de energia, nectarinas, ameixas
Vitamina K – Coagulação Limão, figo, uvas
sanguínea, saúde vascular e
óssea
Ácido Fólico (Vit B9) – Síntese de Banana, abacate, laranja
hemoglobina, contração
muscular e função nervosa
Potássio – Contração muscular e Melão, morangos, tomates
transmissões nervosas
Mas, infelizmente, devido à enorme quantidade de consumo de
alimentos processados, produtos de origem animal, açúcar ou
carboidratos complexos refinados como farinhas e arroz branco, a
quantidade de consumo de frutas e vegetais é extremamente muito
baixa através do mundo. No Brasil, de acordo com o POF (Pesquisa
orçamental Familiar Brasileira), o brasileiro usual consome, em média,
menos de 1 porção de fruta ao dia. Pesquisas mostram que não só
atletas consumem quantidades insuficientes, como este consumo
insuficiente prejudica seu desempenho atlético.

Temos até mesmo ultramaratonistas, campeões de provas


importantes, vivendo em dietas frugívoras, baseadas primariamente
em frutas, mostrando a viabilidade desses alimentos em serem uma
excelente fonte nutricional para o corredor.

Pré-treino: Frutas mais ricas em água, fornecem a hidratação


necessária, vitaminas e minerais e não sobrecarregam sua digestão,
deixando seu sangue e energia, focar-se nos músculos, ao invés do
intestino.

Durante o treino: A tâmara é uma excelente aliada durante o treino por


ser extremamente densa caloricamente, comparada as outras frutas.
100 gramas de tâmaras fornecem em torno de 300 calorias enquanto
morangos fornecem apenas 30. Assim, são uma excelente forma de
energia compacta, facílima de carregar, sem ocupar muito espaço e
sem requerer que você coma grandes quantidades dela para repor suas
reservas de carboidrato. Bananas também são uma outra fruta
calórica, a 90 calorias a cada 100 gramas e fáceis de comer enquanto se
treina.

Pós-treino: As bagas, que são a categoria das frutinhas pequenas como


morangos, framboesas, amoras, mirtilos etc. são as frutas famosas
por serem as mais ricas em antioxidantes. E sabemos que quanto mais
exercício e intensidade, maior é a produção de radicas livres, devido a
contração dos músculos esqueléticos. Os radicas livres são substâncias
oxidantes, moléculas instáveis que causam dano celular e dano ao
DNA, caso não sejam devidamente controladas pelos ANTIoxidantes.
Cientistas vem demonstrando que alto nível de radicais livres causa
disfunção contrátil muscular, levando a fraqueza e fadiga muscular.

Recomendações: As quantidades usuais recomendadas ao público em


geral são, no mínimo, 5 porções de frutas e vegetais ao dia.
Entretanto, sabemos que atletas tem demandas calóricas e
nutricionais diferenciadas do público usual, devido a prática de
atividade físicas mais intensa. Nos EUA, na atualidade já temos a
campanha More Matters, indicando até 9 a 13 porções de fruas e
vegetais ao dia. Portanto, a quantidade é relativa ao gasto calórico,
necessidades individuais e densidade calórica específica da fruta
escolhida, mas lembrando que são alimentos hipo-calóricos por serem
ricas em água, fibras e açúcares simples, é difícil comer em excesso já
que nosso estômago fica rapidamente cheio e nossa glicemia sobe,
rapidamente nosso cérebro indica saciação impedindo o consumo
excessivo.

Cuidados: Evite frutas verdes, devido a sua alta proporção de


carboidratos complexos, serão difíceis de digerir. De preferências as
frutas frescas sobre as secas. De preferência a frutas orgânicas e da
estação.

Frutas do verão: As frutas da estação são sempre as mais coloridas,


cheirosas, doces e geralmente as mais baratas e abundantes na feira,
sempre com uma placa de promoção. Jaca, banana, melancia, manga,
abacate, figo, pinha, goiaba, mamão e uva são algumas das deliciosas
e mais comuns frutas do verão.

Banana com canela


Ingredientes:

5 bananas médias / 500 gramas, 1/3 da

Água de um coco verde médio / quatro pitadas de canela em pó.

Preparo: na água de coco, liquidificamos as bananas e a canela em pó.


Alcançamos o que queremos, Depois, lançamos três pitadas de canela
em pó por cima da mistura, criando um saborido especial ao tempo em
que decoramos também o copo em que ela será servida.
Dica: há diferentes tipos de bananas (d’água, ouro, maçã,
terra, vinagre e figo) com os quais experimentamos essa iguaria,
suscitando distintos paladares, cores e texturas.

Referências bibliográficas
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Como eu vivo há 10 anos sem fogão

Desde pequeno, tomei decisões contraditórias, não usuais. Entretanto,


quando aleguei para família e amigos que estava largando o uso do
fogão e ia abandonar todo tipo de alimento de origem animal, aí sim,
definitivamente fui visto como "maluco", "radical", "louco”

Nunca havia imaginado, aos 22 anos, o porque de alguém decidir não


comer carne, já que eu nunca nem tinha conhecido pessoalmente um
vegetariano.
Como cresci abrindo a geladeira para consumir alguma coisa
empacotada, enlatada, engarrafada, processada e industrializada de
alguma maneira, também nunca pensei que meus hábitos alimentares
poderiam não ser condizentes com a boa saúde e, ainda por cima,
capazes de gerar doenças crônicas degenerativas.
Antes de começar a estudar o que é chamado de crudivorismo, ou seja,
a prática de se viver de alimentos crus, eu não sabia que a raça
humana habitava a terra há 8 milhões de anos, que começamos a
cozinhar há 10 mil anos, e comemos da forma moderna ocidentalizada
há menos de 100 anos.
Ou seja, toda essa mistura que chamamos de refeição, é algo que só foi
praticado por uma parte minúscula da nossa existência. E, menos
ainda, sabia eu o que a alimentação moderna poderia causar ao meu
organismo.

O que mudou no meu corpo


Devido às condições nas quais nasci – dentro de uma cidade grande,
apartamento longe da natureza, pais que não tinham interesse pela
área da ciência nutricional ou médica – nunca aprendi o que era correto
e o que era errado em termos de alimentação.

Todo tipo de problema de saúde que você possa citar, eu já tive.


Cansado, depois de seguir fielmente as recomendações da medicina e
nutrição em voga, sofrendo de diabetes, hipertensão, alergias,
problemas respiratórios , constipação crônica, fadiga crônica,
lombalgia e prestes a fazer cirurgia no nariz e na coluna, decidi buscar
por mim mesmo a verdade sobre o porque eu estava sempre doente.

Em pouco tempo de pesquisa, encontrei o chamado veganismo – o


vegetariano estrito que não come nenhum tipo de produto animal
(leite, mel, queijo e ovos). Em seguida, encontrei o crudivorismo e o
frugivorismo.
Acabei esbarrando no fato de que dois cardiologistas do Bill Clinton
são veganos (Dr. Ornish e Dr. Esselstyn) e provam desde a década de 90
que a dieta vegana-hipo-lipídica e integral é uma forma de parar a
progressão e de se reverter cardiopatias (doenças do
coração) e neoplasias malignas (câncer). Descobri, também, que
os jornais médicos científicos da atualidade são repletos de pesquisas
indicando que o vegano vive mais e é consideravelmente mais
saudável que o onívor0.

Fiquei perplexo como eu nunca tinha ouvido falar sobre isso. Percebi
que era isso que eu provavelmente fazia de errado desde pequeno,
para vivenciar tantos sintomas. De repente, troquei minha perspectiva
e larguei de vez a comida cozida. Nunca mais fui o mesmo.

Em questão de dias, as alergias que meu otorrino alegava que iriam me


atormentar para o resto da vida sumiram. Sem remédios ou cirurgia.
Frutas e vegetais começaram a ter um sabor extremamente mais
prazeroso. Minha respiração era mais limpa, eu não tinha aquele
cansaço para acordar pela manhã, meu corpo parecia extremamente
mais flexível e bem alongado, minha pele brilhava e ficou muito macia.
Comecei a me sentir mais leve e enérgico, conseguia me concentrar
muito melhor, exercícios físicos, principalmente os aeróbicos, eram
executados com mais facilidade.

Até mesmo meu hálito matinal e odores corporais praticamente


sumiram!
Sempre sofri de sobrepeso, mas em uma dieta crua, como até 4 quilos
de comida ao dia, sem nunca mais ter engordado uma grama.

Minha produtividade aumentou de forma inimaginável. Saí de um


garoto com baixo rendimento escolar, para notas excelentes na
faculdade. Consigo trabalhar intensamente de 7 da manhã às 10 da
noite sem me sentir esgotado.

Me formei em uma faculdade e estou acabando a segunda, de nutrição.


Criei minha editora própria e publiquei 5 livros. Me especializei no
exterior em crudivorismo, criei uma gastronomia frugal gourmet.
Resumindo, ter largado a invenção que foi em outrora extremamente
eficaz para que nossa raça sobrevivesse a última era glacial, foi a
melhor coisa que fiz na vida.
A rotina de quem não cozinha
Vou uma vez a cada duas semanas ao CEASA, compro em torno de 40
quilos de frutas (são duas pessoas aqui em casa e minha mulher come
mais bananas que eu ao dia. Sabe como é, melhor ter mais do que
faltar).

Vou duas vezes ao hortifruti por semana, pois vegetais como alface,
brócolis estragam mais rápido e, ao contrário das frutas, você quer
eles jovens, ao invés de maduros.

Eu só faço duas refeições, minha mulher faz de três a quatro. Consumo


em torno de 2 quilos de frutas durante o almoço e mais dois quilos de
vegetais para a janta, ou seja, uma imensa refeição de frutas ou
vitaminas, saladas de frutas, sorvetes.

E para janta como saladas, macarrões, arroz de couve-flor, salpicão de


repolho, sopas, CRUzidos etc. Sempre uma tigela bem grande, quase
que “imensa”, a qual leva em torno de 20 minutos de mastigação,
regada com um molho de tomate, pesto, hummus, ketchup picante ou
outras delícias frugais que vão temperar meus vegetais.

Sou bem ativo fisicamente (jiu-jitsu, corrida, musculação, tênis, etc) e


por isso consumo uma grande
quantidade. Entretanto, caso você seja pequeno, sedentário, ou tenha
poucos músculos, você provavelmente precisará de menos comida do
que eu.
Entretanto, devo lembrar que saúde não é só dieta, mas todo um estilo
de vida. Na natureza, seríamos bem ativos fisicamente para obter
nossos alimentos e, portanto, precisaríamos de mais calorias, o que
significa mais nutrientes sendo ingeridos.

Ao obter nossa alimentação riquíssima em frutas e vegetais, os


alimentos mais ricos em nutrientes, seríamos banhados em
abundância pelos fitonutrientes, antioxidantes, vitaminas e minerais,
promovendo o retardamento do processo de senescência.

Como começar e alguns cuidados


É impossível em um pequeno artigo informar detalhadamente como
praticar uma dieta frugívora, como adequar questões nutricionais.

Portanto, sugiro fortemente um bom livro do higienismo moderno


frugívoro, como o Saúde Frugal – O guia ao crudivorismo ou o livro do
Dr. Graham, chamado The 80/10/10 diet, caso você esteja realmente
interessado em aprender a prática.

A fórmula para ser bem sucedido em uma dieta crua saudável é


compreender que frutas e vegetais são alimentos de baixa densidade
calórica. Isso não significa que uma banana não alimenta, como a
maioria das pessoas justifica, achando que passariam fome se
tentassem viver de frutas e vegetais, mas sim que ela é quase quatro
vezes menos calórica que o arroz, por exemplo.

Portanto, você precisa comer quatro vezes mais banana do que


precisaria de arroz. Para morangos, a questão é mais ainda, já que
morangos são 30 calorias a cada 100 gramas enquanto o arroz é 330
em média. Portanto, 11 vezes mais. É possível se alimentar de uma
forma muito mais fácil, prática, barata e saudável do que praticamos
na atualidade.
Para saber um pouco mais:

 Site do Saúde Frugal;

 Canal no Youtube do Saúde Frugal;

 Artigo de Karen Bars, “Human Evolution”;

 Artigo da BBC, "Mother of Man – 3.2 million years ago";


 Dr. Douglas N. Graham, “The 80/10/10 diet”;

 Artigo da CNN, “Heart attack proof diet worked for me";

 Documentário da CNN, “The last Heart Attack”;

 Ornish, D., et al. “Can lifestyle changes reverse coronary heart disease?
The Lifestyle Heart

 Trial” publicado no Lancet, 1990. 336(8708): p. 129-33;

 Esselstyn CB Jr et al. "A strategy to arrest and reverse coronary artery


disease: a 5-year longitudinal

 study of a single physician’s practice". J Fam Pract. 1995;41:560-568;

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affect the progression of

 prostate cancer". Journal of Urology. 2005; 174(3): 1065-70;

 Michael J. Orlich et al. "Vegetarian Dietary Patterns and Mortality in


Adventist Health Study 2". JAMA Intern Med. 2013;173(13):1230-1238.
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 Gharibzadeh S et al. “Depression and fruit treatment”. J Neuropsychiatry


Clin Neurosci. 2010 Fall;22(4):451-m.e25-451.e25.

 Bonnie L Beezhold*, Carol S Johnston and Deanna R Daigle. "Vegetarian


diets are associated with healthy mood states: a cross-sectional study in
Seventh Day Adventist adults";

 Goldhammer. Alan. “The pleasure Trap”.

O VALOR NUTRITIVO E O GOSTO DOS ALIMENTOS


A busca pelo prazer é inerente ao ser humano. É fato que anatômica e
fisiologicamente somos feitos para “buscar” e consumir açúcar, que é
o principal combustível do corpo humano. Pesquisas indicam que o
consumo de açúcar ocasiona imediatamente mudanças na química
cerebral, isto é, a liberação de certas substâncias similares às
observadas em pessoas após o uso de narcóticos como o ópio, as quais
produzem grande prazer. Essa é uma das razões pela qual desde
crianças, sem nenhum conhecimento fisiológico, ficamos vidrados em
alimentos doces e aprendemos através do nosso cérebro que consumir
doces (carboidratos simples) é algo muito bom.

Assim, diariamente, sabendo que aquela substância irá promover


sensações fortemente prazerosas, aprendemos a sempre voltar a
buscar tais alimentos devido a recompensa prazerosa que nos é
fornecida por consumir tais alimentos doces. Essa é uma maneira da
natureza indicar-nos o caminho para a nutrição otimizada, porque
através de comandos do nosso cérebro, consumimos somente o que é
prazeroso. Entretanto, o que não sabemos, que na natureza, os
alimentos naturais que são prazerosos ao paladar humano são
também altamente nutritivos, diferente dos alimentos
industrializados a qual encontramos dentro dos centros urbanos.

O primeiro gosto que sentimos em nossa língua é o doce e logo acima


deste ponto o salgado. Nossos alimentos naturais são os mais ricos em
açúcares e sais minerais da natureza. E os produtores de alimentos
tendo conhecimento da fisiologia humana, tiram proveito disto
adicionando grandes quantidades de açúcar e sal refinado em
praticamente todos os alimentos industrializados; na maioria das
vezes utilizando-se dos dois no mesmo produto, e, infelizmente,
adicionando outros químicos nocivos à saúde, tais como o glutamato
monossódico (uma neurotoxina altamente nociva à saúde que estimula
o cérebro a querer mais daquele determinado alimento. Por isso o
famoso slogan do salgadinho de batatas industrializadas sugere que é
“impossível comer uma só”).

Por exemplo, inúmeras pessoas consomem molho shoyu, sem nunca


pensar que em sua composição existem sal, açúcar e glutamato
monossódico concentrados. É quase impossível não gostar de algo com
um gosto tão salgado e doce e uma neurotoxina tão estimulante.
Infelizmente, a maioria dos alimentos industrializados, são agradáveis
ao paladar primariamente devido a estas substâncias que se
encontram em abundância.

Através da industrialização concentramos aqueles sabores que nossa


fisiologia busca nos alimentos, assim podendo transformar inúmeros
alimentos insípidos em “saborosos”. Como o famoso Higienista J.
Tilden sabiamente, em sua época, citou: “A natureza nunca produziu
um sanduíche”. Se pararmos para pensar - quantas pessoas na
atualidade pensam no valor nutricional de um alimento antes de
ingeri-lo? Os alimentos são comercializados, promovidos e ingeridos
pelo seu gosto, valor de excitação e estimulação primariamente. A
população precisa ter consciência que tais alimentos industrializados
são saborosos apenas pelo simples fato de uma alta concentração de
açúcar e sal refinado assim como compostos químicos, tóxicos e
nocivos ao nosso organismo serem adicionados para que eles possam
fornecer tamanha excitação e sabor.

Na natureza, todos os animais se alimentam sem nenhum


conhecimento nutricional, sendo guiados apenas pelos seus instintos e
capacidades distintas de obter e conseguir comer os alimentos para os
quais foram criados, ou seja, para os quais a sua fisiologia, anatomia e
biologia foram designados. Por exemplo: Vacas comem grama e foram
naturalmente “adaptadas” a comerem grama, sendo capazes de comer
e digerir a mesma, pois possuem 4 estômagos. Se humanos
“tentassem” a mesma coisa, não conseguiriam calorias o suficiente
para se manter, pois possuem uma capacidade digestiva finita e não
possuem a mesma fisiologia digestiva, sendo incapazes de digeri-la
devidamente. Por outro lado, vacas seriam incapazes de coletar uma
refeição de frutas como um primata ou literalmente caçar e devorar
outro animal, como um carnívoro.

Os animais confiam apenas em seus instintos e são “presos” às suas


capacidades e “ferramentas” de obtenção de seus respectivos
alimentos. Mesmo sem nenhum conhecimento científico, enquadram-
se dentro das leis da natureza e, por isso, vivenciam saúde otimizada e
não demonstram/sofrem de nenhuma das doenças degenerativas ou
sintomas dos quais o homem “civilizado” sofre. Os animais comem o
que seus instintos indicam ser o certo e o que lhes agrada ao paladar,
em seu estado ‘in natura’, sem alteração nenhuma no alimento em
questão, literalmente sem precisar enganar seu paladar e cérebro
através de temperos e condimentos, que fazem o nosso cérebro
acreditar que tais alimentos são nutritivos, pois possuem as
características doces e salgada que fomos feitos para apreciar.

O valor nutritivo de um alimento para cada espécie está altamente


ligado a seu sabor e o paladar específico daquela espécie. Podemos
comprovar isto, quando vemos um leão salivando e olhando para sua
presa e após a caça, a voracidade e gosto com que ele devora a carne
crua, ossos, cartilagens, órgãos e outras partes do animal com gosto.
Seres humanos não seriam capazes de degustar tal refeição, devido a
nossa fisiologia não ser adaptada a isso, nem mesmo temos a
capacidade de sentir o gosto da gordura. Outros claros exemplos
são vacas salivando em um campo de grama, comendo a com prazer.
Seres humanos, definitivamente não apreciam o gosto de grama.
Entretanto, como os primatas antropoides, adoramos o gosto doce e a
suculência das frutas.

Podemos guiar-nos e definir a alimentação otimizada da raça humana,


na natureza e em seu estado natural, pelo que conseguimos facilmente
nos apropriar e comer, e citar a refeição como um prazer gustativo.
Assim, os alimentos mais nutritivos para os seres humanos são os que
têm um gosto prazeroso em seu estado natural. Isto é, na natureza
podemos guiar-nos pelo gosto, para determinar o que é nutritivo e
assim bom para a propagação da vida humana. Logo, na natureza,
basicamente os únicos alimentos que conseguiríamos apropriar-nos
com nossas faculdades físicas e consumir com gosto são obviamente
frutas, vegetais, sementes e nozes.

Mas infelizmente na atualidade, conseguimos alterar tanto a matéria


prima produzida pela natureza, e devido a industrialização em massa
ficou tão barato alterá-la que virou a norma em vez da exceção. Assim
precisamos estabelecer certos alimentos como “saudáveis”, quando
na verdade, durante praticamente toda a vida na terra, não era preciso
nomear um alimento como “saudável”, porque não existia categorias a
parte como o “junk-food”. Alimentos não saudáveis, simplesmente
não eram consumidos porque não eram prazerosos ao paladar, assim
como não conseguíamos produzi-los.

Consumir frutas e vegetais como a base de nossas calorias, não é um


experimento, e sim a norma através da história. Entretanto, o
consumo da alimentação atual, é realmente uma experiência nova a
qual os seres humanos estão testando a resiliência do corpo humano.
Refinando, cozinhando, temperando, usando químicos, sal, açúcar, etc,
conseguimos comer alimentos que seriam insípidos, inpalatáveis e
incapazes de serem ingeridos, fazendo com isso que o ser humano viva,
mas em condições longe do ideal e do potencial de saúde, que o corpo
humano pode e deveria vivenciar.

Por isso, respondo facilmente a todos, quando me perguntam se é


difícil levar uma dieta baseada em frutas e vegetais, nozes e sementes,
que não é difícil, muito pelo contrário, e informo que todos aqueles
que já tentaram, comprovam e afirmam, amarem e preferirem seus
novos hábitos alimentares. É uma falácia acreditar que alimentação
natural é insípida e quem adota tal mito desconhece os verdadeiros
alimentos saudáveis em sua forma fresca, madura e orgânica. Ela
parece apenas diferente, a um paladar pervertido durantes décadas
por condimentos, temperos e alimentos cozidos.

Apesar de pervertermos nossa natureza com tais práticas de alteração


dos alimentos, nossas preferências continuam vivas. Está afirmação é
comprovada, devido ao fato de tentarmos reproduzir a suculência das
frutas e dos vegetais em todas as receitas da atualidade. Por exemplo,
comer arroz puro é um tanto quanto seco, assim acrescentamos o
caldo do feijão por cima, ou o molhamos com o “caldo” da carne ou dos
vegetais cozidos. Também molhamos os biscoitos no leite, no café ou
creme, tudo com bastante açúcar. Como sempre utilizamos maionese
ou manteiga em um sanduíche devido ao pão puro ser seco demais para
nossa fisiologia propriamente apreciar. Não comemos macarrão cozido
e não o apreciamos seu gosto por si só, assim como sua falta de
suculência, e por isso espalhamos molhos de queijos derretidos ou
molhos à bolonhesa, em uma forma ingênua de reproduzir nossas
necessidades. E todos estes ingredientes são adicionados com sal, ou
açúcar refinado, ou em ambos.

Para uma vida longa, saudável e próspera, consuma o tipo certo de


"açúcar", em vez de tentar reproduzir as sensações e gostos para os
quais fomos criados pela natureza para buscar nos alimentos.
Perpetue a simbiose e o papel para qual os seres humanos foram
criados, fazendo do consumo de grandes quantidades de frutas e
vegetais uma prática diária. Assim ajudamos a nós mesmos e ao futuro
da humanidade e a diminuição do aquecimento global com um mundo
mais verde, auto sustentável, SAUDÁVEL e FRUGAL!
Prosperando em uma dieta frugívora a longo prazo (Possíveis erros
cometidos por frugívoros de longa data)

Muitas pessoas me perguntam se é possível viver de frutas e vegetais


ao longo prazo. Devido à falta de conhecimento, por "falta de
modelos", ou seja, pessoas que levem uma dieta frugívora há anos ou
décadas, elas ficam inseguras, achando que algum tipo de nutriente
essencial não é encontrado nas frutas, vegetais, sementes e nozes e
que ao curto prazo, uma dieta de frutas é o ideal para desintoxicação e
regeneração do organismo, só que ao longo prazo ela é danosa e falta
materiais de construção.

Eu discordo plenamente, por já viver há 6 anos e meio apenas destes 4


grupos alimentares, sendo que a maior parte da minha dieta é frutas.
Entretanto, ela não é composta apenas de frutas e acho que uma dieta
só de frutas, é sim insuficiente a longo prazo. Pode ser levada até por
algumas semanas ou até mesmo meses, devido a capacidade do nosso
organismo de armazenar diversos nutrientes, e até mesmo de reciclar
alguns, como ele faz com aminoácidos (pequenos tijolos que formam
as proteínas).

Temos o Dr. Douglas N. Graham e sua esposa que praticam o


frugivorismo há mais de 30 anos. O líder crudívoro Aris La tham que
alega viver basicamente de frutas e frutas vegetais e consumir
pouquíssimos vegetais e nozes e sementes há mais de 36 anos, tendo
vivido por dois anos apenas de frutas. O Dr. Dave Klein, Loren Lockman
entre muitos outros frugívoros. Estes são alguns dos diversos
exemplos através do mundo. Infelizmente, brasileiros temos poucos. O
Dr. Fernando Travi, que pratica o higienismo e o frugivorismo a longo
prazo e eu, há 10 anos, entre diversos de meus leitores que já praticam
também a muitos anos.

Os trechos em aspas abaixo são retirados de diversos subtópicos do


meu livro Saúde Frugal - O guia ao crudivorismo. Os quatro pontos
mais importantes para o sucesso em uma dieta frugívora a longo
prazo.

* Variedade

"Primatas antropoides obtém em média 125 diferentes variedades de


alimentos das plantas por ano, assim facilmente garantindo sua
suficiência nutricional, da mesma forma que nossos antepassados,
antes do período neolítico, comiam uma variedade muito maior do que
a ingerida na atualidade. A única diferença é que na natureza,
obteríamos inúmeras variedades de alimentos, entretanto, apenas
através das estações, semanas e meses, assim que cada nova fruta ou
vegetal entrasse em sua época, ao contrário de inúmeras variedades a
cada refeição como é a norma atual."

* Diversidade não só nos alimentos, mas categorias

"Vegetais tenros – Alface, aipo, brotos verdes (como o de girassol),


flores, funcho, espinafre (algumas variedades usualmente não
comercializadas no Brasil) e tatsoi (quanto mais jovem melhor), entre
outras folhas agradáveis ao paladar e levemente doces.

Frutas vegetais – Tomate, tamarilo, pepino, pimentões coloridos,


quiabo, abobrinha, chuchu, berinjela.
Vegetais crucíferos – Aspargos, brócolis, bok choy, couve, couve de
Bruxelas, repolho, couve-flor.
Frutas – Banana, caqui, jaca, fruta do conde, figos, abacaxi, laranja,
tangerina, limão, kiwi, mamão, manga, uva, maçã, bagas (amoras,
mirtilos, morangos etc).
Nozes – Amêndoa, avelã, noz juglan, macadâmia, castanha do Pará,
pecan, pistache, pignoli etc.
Sementes – Abóbora, girassol, gergelim, cânhamo.
Frutas gordurosas – Abacate, durião, fruta pão, coco verde, azeitonas.
Alimentos diversos - Milho verde, leguminosas (ervilhas doces,
diversos tipos de feijões, guandu, amendoim, todos apenas quando
recém-colhidos e jovens), cenoura, beterraba, palmito (in natura),
cogumelos comestíveis, rúcula, brotos de leguminosas e frutas
desidratadas. "

* Consumo suficiente de vegetais em proporção a frutas

"Recomendo que algo em média de 500 gramas de folhas verdes (ou


vegetais crucíferos) e 500g de frutas vegetais por dia são o mínimo
diário. Isto seria algo em torno de duas cabeças de alface pequenas e
três tomates médios. Entretanto, isto é só uma média, já que,
obviamente, a quantidade deve ser baseada na ingestão calórica total
do indivíduo, para que exista um equilíbrio na dieta desde um atleta,
até uma pessoa sedentária. Como um atleta comerá muito mais frutas
que uma pessoa sedentária, precisará comer também uma quantidade
maior de vegetais, então o mínimo para um atleta, seria maior do que
está recomendação. E também, nossas necessidades variam de acordo
com a estação e frugívoros tendem a relatar maiores desejos e
consumo de vegetais nas épocas frias do ano e um menor na época do
verão.
Sendo mais objetivo e preciso, algo em torno de 5 a 6% de suas calorias
vindo dos vegetais. E no total, incluindo todos os vegetais e alimentos
gordurosos (frutas vegetais, folhas verdes, vegetais crucíferos,
sementes e nozes) seria um mínimo de 10% de suas calorias.
Entretanto, iniciantes podem não conseguir alcançar tais metas, o que
não é um problema, durante o período de transição. Em pouco tempo, o
indivíduo se acostuma a consumir maiores volumes e quantidade de
vegetais, seguindo facilmente tais recomendações.

Em uma dieta frugívora, frutas predominam em termos de calorias e


vegetais em termos de volume. A quantidade de vegetais é maior,
entretanto, são tão baixos em calorias, que derivamos praticamente
todo o nosso combustível (calorias) das frutas.

Enfatizo a importância de comer as quantidades necessárias de


vegetais, não só para a saúde, mas para conseguirmos manter uma
dieta frugal a longo prazo. "

* Abuse dos três tipos de categorias de vegetais.

"Coma o suficiente de vegetais (folhas verdes, frutas vegetais e


vegetais crucíferos)."

* Dieta hipo-lipídica não significa não consumir alimentos gordurosos


e viver sem nozes e sementes comestíveis

Não existe dúvida de que na natureza, seres humanos consumiam


pequenas quantidades de nozes e sementes, apesar de não sermos
capazes de abri-las com facilidade e até digeri-las em grandes
quantidades. Diferente de esquilos que têm dentes apropriados e uma
massiva força na mandíbula, seres humanos tem um trabalho
laborioso para abri-las.

Por serem mais fáceis de digerir e mais leves ao corpo, assim como por
questões éticas de que sementes e nozes são na verdade feitas como
meios de reprodução das plantas, muitos frugívoros apesar de
consumirem sementes e nozes, sempre que possível, dão preferência
às frutas gordurosas como sua fonte de gorduras. Entretanto, não
recomendo tal prática e acho que uma dieta variada com as três fontes
é mais apropriada. Mas obviamente, prefiro dar prioridade a alimentos
frescos, e infelizmente, em grandes cidades temos uma dificuldade de
obtenção de nozes e sementes frescas, enquanto facilmente
encontramos frutas gordurosas, as quais, tirando as azeitonas,
sempre são frescas. "

A ideia é não consumir mais que 10% do seu total calórico vindo da
gordura e é desnecessário consumir alimentos gordurosos todo dia do
ano, ou a cada refeição ou até mesmo por uma semana. Mas a médio e
longo prazo, eles são necessários.

Assim como a ideia é consumir primariamente frutas, mas não obter


praticamente todas suas calorias de frutas somente ao longo prazo.
Como vegetais tem uma densidade calórica muito baixa, por mais que
você consoma 500 gramas diárias dos mesmos, ainda assim
praticamente a grande maioria das suas calorias virão das frutas e isso
pode enganar o indivíduo, a achar que ele está obtendo calorias o
suficientes de outras fontes, ou principalmente, o mais importante,
equilibrando sua proporção de macronutrientes em 80/10/10 no longo
prazo.

Portanto, visamos consumir aproximadamente 90% do nosso total


calórico de frutas. Dependendo da estação e do período de tempo,
podemos chegar até mesmo a 95%. Entretanto, ao longo prazo e o
grande foco, é manter se próximo a proporção de macronutrientes
80/10/10.

Frutose faz mal?

Frutose, vista como o açúcar das frutas devido a ser um


monossacarídeo (açúcar simples), presente também nas frutas, é o
novo vilão do momento. A ingestão de frutose tem sido ligada ao
aumento da obesidade, síndromes metabólicas, fígado gordo
(esteatose hepática) diabetes e dislipidemia e até mesmo o câncer 1, 2.
O que levou a ela a ser amplamente debatida, considerada como tóxica
e recomendada por muitos profissionais a se reduzir seu consumo ao
máximo. Devido a ela naturalmente ocorrer em praticamente todo
alimento que tenha carboidrato e ser mais abundante nas frutas do
que nos vegetais, ao ter o prefixo frut, as inocentes frutas, que
também carregam esse açúcar simples acabaram sendo vistas como
culpadas e hoje em dia muitos alegam que não comem frutas, devido a
serem ricas em frutose. Sempre me perguntam, como sabem que
minha dieta é predominada em termos de calorias por frutas, mas não
é frutose em excesso? Ela não faz mal?

Geralmente, vegetais vão de 0.1 a 1.5 gramas de frutose a cada 100


gramas de alimento. Enquanto as frutas vão de 0.5 (o limão ou o
abacate) até 9 gramas, uvas sendo um exemplo alto com 7.6 gramas a
cada 100 gramas de fruta, o que é apenas 7.6% do seu peso. Ou seja,
frutas giram em média de 5% a 9% apenas do seu peso composto de
frutose.

E a questão principal é a quantidade de frutose em 100 gramas de fruta


ou vegetal cru, fresco e integral, é infinitamente menor que a
quantidade de frutose em qualquer alimento industrializado e
açucarado. Como podemos ver na tabela de análise, comparando a
banana, com 2.7 gramas de frutose e o xarope de milho, composto de
55% de frutose, sendo 55 gramas 3 a cada 100 ml. Portanto, você
precisaria consumir quase 21 bananas, para obter quantidades
similares a que você encontra no xarope de milho que adoça tudo hoje
em dia, desde biscoitos até bebidas isotônicas, cereais matinais,
barras de cereais, iogurte etc.

E existe uma imensa diferença ao comparar a frutose industrializada,


ou seja, a frutose refinada, que é extremamente mais concentrada do
que a frutose encontrada nas frutas, e desbalanceada, sem os
poderosos micros e fitonutrientes, antioxidantes, sem proteína,
gordura, sendo quase que puro açúcar, sem água, fibra, etc. que
acompanham todo o pacote nutricional no qual os alimentos vegetais
do qual ela foi refinada continham. Esta frutose industrial vem
geralmente do famoso HFCS-55 (Xarope de milho rico em frutose). E,
devido a todos estes micro e macronutrientes, a fruta obviamente é
metabolizada de forma diferente em nosso organismo do que a frutose
isolada (adoçante), o açúcar refinado ou o HFCS.
E, praticamente toda a frutose ingerida na atualidade não vem das
frutas, mas sim dos refrigerantes, bolos, balas, o qual sem as fibras e
os respectivos fitonutrientes contidos nas frutas, causam a absorção
dos açúcares serem extremamente rápidas causando picos glicêmicos.
E por estes alimentos industrializados geralmente serem ricos nas
gorduras saturadas ou vegetais que são adicionadas a seu preparo
industrial, causam a hiperglicemia, ao levarem o fenômeno
denominado LIMC (Lipídio Intramio Celular), que impede a
metabolização da glicose, que fica presa na corrente sanguínea.

Sabemos que o consumo de frutas pelos brasileiros e através do


mundo é baixíssimo, não alcançando nem a recomendação da OMS
(Organização Mundial de Saúde) de 400 gramas por dia (4 bananas
médias ou 2 maças grandes). Segundo dados da Pesquisa de
Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, menos de 10% da população
em geral atinge as recomendações de consumo de FLV, preconizadas
pelo Ministério de Saúde 4.

Então como a frutose das frutas, que é praticamente não consumida


por ninguém, e as frutas são vistas como o alimento mais saudável e
nutritivo a seres humanos, pode ser a causa de tantas DCD (Doenças
crônicas degenerativas) 5,6,7 ? Então como se a própria OMS prova e
alega em diversos relatórios que FLV (Frutas, Vegetais e legumes) tem
um papel crucial na manutenção da saúde, peso e na prevenção contra
inúmeras DCD, frutas poderiam ser de repente o vilão? E, já que
sabemos por registros antropológicos das arcadas dentárias de nossos
ancestrais, que seres humanos viveram a base de frutas por
aproximadamente 50 milhões de anos, e a frutose obviamente não os
tornou obesos ou propensos a doenças, de modo a serem fortes e
saudáveis para sobreviverem na natureza 8.

O grande problema na nutrição em geral, é o excesso. O consumo


excessivo de uma substância causa desgaste ao organismo que precisa
trabalhar demasiadamente para digerir, absorver e assimilar aquele
excesso, excretar dejetos metabólicos e corrigir os problemas
bioquímicos induzidos por ele. O excesso de açúcares é transformado
em gordura que acumula em sua corrente sanguínea e órgãos.
Entretanto, com frutas, que são ricas em água, fibra, baixíssimas em
calorias e tem o índice e a carga glicêmica baixa à moderada (para
quase todas as frutas, tirando a melancia que tem o IG de 72, mas a CG
de 4, o que é bem baixo) é praticamente impossível consumi-las em
demasia. Agora o açúcar refinado e concentrado (50% frutose) e o
HFCS, que são produzidos apenas pela refinação que joga fora estes
componentes essenciais para a devida absorção, assimilação e
utilização dos açúcares, leva seu GI (Índice Glicêmico) de 62 a 73 9,
enquanto bananas, uma fruta bem doce e calórica, tem 52.

A frutose das frutas, ai já é completamente diferente e não podemos


misturá-las, na mesma categoria. A metabolização de um alimento
natural, rico em milhares de nutrientes conhecidos e muitos ainda
desconhecidos e suas interações complexas. E, de acordo com as
evidências médicas científicas de diversos estudos, elas não são e não
devem ser fontes de preocupação e, na verdade, incluídas na
alimentação saudável. De acordo com pesquisadores: “As legislações
da Saúde Pública para eliminar ou limitar a frutose da dieta devem ser
consideradas prematuras. Ao invés disso, esforços deveriam ser feitos
para promover um estilo de vida saudável que inclui atividade física e
alimentos nutritivos enquanto se evita consumir calorias em excesso
até evidências sólidas que apoiem a ação contra a frutose estejam
disponíveis” 10. E a conclusão de outro estudo famoso, publicado no
The Journal of Nutrition é: “A frutose que naturalmente ocorre em
frutas e vegetais fornece apenas modestas quantidades de frutose
dietética e não devem causar preocupação” 11.

Frutas não são ricas em frutose, como o senso comum acredita. Se você
tem medo de consumir frutose em excesso, deveria estar realmente
preocupado com qualquer coisa que leva açúcar refinado e o HFCS e até
mesmo o mel, que como mostra a tabela, é também tão rico em
frutose, como o HFCS, esse açúcar industrializado do milho, que foi
desenvolvido nos EUA, por ser a forma mais barata e eficiente de se
obter açúcar e malignamente adoçar todo o tipo de comida doce e
salgada com ele, fazendo com que nossos paladares acreditem que
este é um alimento nutritivo, quando na verdade é apenas junk-food,
calorias vazias, que agradam nossos receptores palativos e o cérebro
mas destroem o organismo. Praticamente todo “alimento” nos Estados
Unidos, e agora em grande parte do mundo, é adoçado com este
composto, ainda mais que depois da década de 60, devido a sua ampla
produção e subsídio do governo americano, a sucrose, que era a
principal forma de adoçante, perdeu uma boa parte do seu posto para o
HFCS.

E, de forma errônea e absurda, muitos pesquisadores e profissionais


na área da saúde, assim como o público leigo em geral, não
diferenciam a óbvia diferença entre os açúcares saudáveis
encontrados nas frutas, vegetais e outros alimentos veganos
integrais, da frutose em sua forma industrializada e concentrada. Os
estudos que causaram todo esse furor que frutose é tóxica foram
feitos com frutose pura ou HFCS, que não é nem de longe similar a
consumir a fruta pura, integral, in natura ou qualquer outro alimento
vegano que encontramos na natureza. Sabemos que a sinergia dos
nutrientes, a verdadeira sinfonia que a natureza cria na química de
seus alimentos, é essencial para o funcionamento do organismo
animal, tal designação que inclui o ser humano. Então isolar um
nutriente em laboratório, dos milhares de outros que existem e vem
juntos, ou comparar a frutose removida industrialmente do milho e
concentrada em um xarope, é no mínimo absurdo e enganador, para o
público leigo que não passa seu dia estudando nutrição, mas precisa
urgentemente, de educação no assunto.

Portanto, por mais contra intuitivo que isso possa soar, devido a fruta
e frutose serem nomes similares, se você quer reduzir o consumo de
frutose drasticamente, corte todos seus pães, bolos, refrigerantes,
balas, Milk-shakes, chocolates e qualquer tipo de alimento que
contenha açúcar refinado ou adoçante. Para fazer isso de uma forma
efetiva sem sofrer de desejos enlouquecedores por doces, você
precisará aumentar drasticamente seu consumo de frutas. Assim, você
não só consumirá uma frutose saudável, mas em concentrações muito
menores das que vem dessas abominações dietéticas geradas por
seres humanos modernos.

Agora deixando toda a ciência e lógica de lado, eu e milhares de


pessoas através do mundo que sofriam de inúmeros, incontáveis
problemas de saúde crônicos, recuperaram suas saúde e vivem sem
sintomas de suas prévias doenças após adotarem uma dieta frugívora
higienista rica em frutas. Eu particularmente era pelo menos pré-
diabético, obeso, sedentário a ponto de fazer duas cirurgias e com uma
pletora de outras enfermidades e por caso não sabia o que era
consumir nem uma fruta ou vegetal por dia.

E após 11 anos comendo pelo menos 2 quilos de frutas ao dia e entre


um a dois quilos de vegetais crus, frescos e integrais, relato estar na
melhor fase da minha vida, com meus exames todos em dia, e nunca
me senti melhor, apesar de toda a “frutose” consumida diariamente.
Ter medo da frutose das frutas enquanto se consome tudo
industrializado e açucarado com frutose não natural, é tão absurdo
quanto frequentar o McDonalds para comer saladas. Peço que veja
meus vídeos no youtube de exercícios e minhas fotos de antes e depois
de uma dieta baseada em frutas e tire suas próprias conclusões.
Em prol de sua Saúde.
Gramas de açúcar a cada 100 gramas de fruta 13, 14.
Frutas Glicose Frutose
Uvas 6.5 7.6
Damasco 1.6 0.2
Banana 4.2 2.7
Cerejas 8.1 6.2
Abacate 0.5 0.2
Figos 3.7 2.8
Goiaba 1.2 1.9
HFCS 30.8 42.4
Mel 33.8 42.4
Jaca 1.4 1.4
Coca cola 4.48 6.1

Referências bibliográficas

1- John P. Bantle “

Dietary Fructose and Metabolic Syndrome and Diabetes” J Nutr. Jun


2009; 139(6): 1263S–1268S.

2 - Tappy L et al. ““Fructose and metabolic diseases: new findings, new


questions”. Nutrition. 2010 Nov-Dec;26(11-12):1044-9.

3 – Nutritiondata. Disponível em: Nutritiondata.com

4 – Pesquisa de orçamentos familiares 2008-2009 - Antropometria e


estado nutricional de crianças, adolescentes e adultos no Brasil.
Ministério da Sáude. IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Rio de
Janeiro, 2010.
5 - World Health Organization. Diet, nutrition and the prevention of
chronic diseases. Report of a
Joint WHO/FAO Expert Consultation. WHO Technical Report Series No.
916. Geneva; 2003.
6 - World Cancer Research Fund / American Institute for Cancer
Research. Food, Nutrition, Physical
Activity, and the Prevention of Cancer: a Global Perspective.
Washington DC: AICR; 2007.
7 - World Health Organization. The world health report 2002 -
Reducing Risks, Promoting Healthy
Life. 2002
8 - Dr. Alan Walker of Johns Hopkins University of Maryland. May 15,
1979, The New York Times.
9 – Suzanne Robin. What Is the Glycemic Index of Fructose Corn
Syrup?Apr 25, 2011. Disponível em:
www.livestrong.com/article/428383-what-is-the-glycemic-index-of-
fructose-corn-syrup/
10 - Tappy L& Mittendorfer B (2012) Fructose toxicity: is the science
ready for public health actions? Curr Opin Clin Nutr Metab Care 15:357-
61.
11- John P. Bantle “Dietary Fructose and Metabolic Syndrome and
Diabetes” J Nutr. Jun 2009; 139(6): 1263S–1268S.
12 - John P. Bantle “Dietary Fructose and Metabolic Syndrome and
Diabetes” J Nutr. Jun 2009; 139(6): 1263S–1268S.

13 - FRUITS AND SUGARS SUGAR CONTENT OF FRUIT. Disponível em:


http://thepaleodiet.com/fruits-and-sugars/

14 – Nutritiondata. Disponível em: Nutritiondata.com

Artigos adicionais

Tappy L (2012) Q&A: ‘Toxic’ effects of sugar: should we be afraid of


fructose? BMC Biology 10:42.

Madero M et al “The effect of two energy-restricted diets, a low-


fructose diet versus a moderate natural fructose diet, on weight loss
and metabolic syndrome parameters: a randomized controlled
trial.”Metabolism 2011 Nov;60(11):1551-9.

Carboidratos complexos x simples

Todas as ciências indicam que durante 8 milhões de anos da existência


da raça humana na terra, e durante dezenas de milhões de anos antes,
os primatas antropóides, ou seja, nossos antepassados em geral
viveram primariamente de frutas e vegetais, basicamente os únicos
alimentos na natureza baseados em carboidratos simples.
O amido, só pode ser introduzido na dieta humana, após o fogo.
Portanto, estimasse que começamos a consumir algum amido, de 100
mil anos para cá. Entretanto, sem panelas, fogões, pratos, talheres,
devemos nos questionar o quanto de grãos, leguminosas e tubérculos
consumiríamos. Sabendo que tais ferramentas só foram inventadas
após o neolítico, aproximadamente há 7 mil anos, começamos a
perceber que o carboidrato complexo é algo muito recente na história
humana.
Frutas, devido ao cozimento, na atualidade, são vistas como meros
complementos a dieta, tendo em vista que o brasileiro comum
consome menos de uma porção ao dia. Acabaram não só virando um
complemento do lanche, como demonizadas devido a suposta frutose
maléfica em excesso que elas teriam ou supostamente sendo muito
calóricos e auxiliando o sobrepeso. Entretanto, como um nutricionista,
nunca abri um artigo médico científico confiável, sem conflito de
interesses ou financiamento duvidoso, que correlacionasse frutas e
vegetais com os supostos "malefícios da frutose" ou sobrepeso.
Lembrem-se que apesar do nome frutose, o açúcar das frutas é
completamente diferente da frutose vindo do xarope de milho
altamente industrializado. Na verdade, todos artigos epidemiológicos
que leiam sugerem o contrário.
E com as frutas se tornando meros coadjuvantes da dieta atual,
produtos de origem animal e carboidratos complexos dominaram a
ingestão calórica de praticamente todas as civilizações no globo.
Entretanto, como sabemos e acredito que todo leigo já ouviu,
alimentos crus são mais nutritivos que alimentos cozidos.
O processo de cozimento não só causa a perda de nutrientes,
principalmente por vitaminas e minerais serem lábeis (sensíveis), mas
ele forma toxinas, mais precisamente 420 substâncias tóxicas,
mutagênicas, genotóxicas, citotóxicas, teratogênicas, clastogênicas,
pro-inflamatórios e carcinogênicas. Apesar de talvez você não
entender o sentido de todas estas palavras, você pode imaginar que
bem, elas não fazem.
E sabemos que seres humanos vivendo na natureza, precisavam ser
exímios atletas, pois a vida na selva, necessita que escalemos árvores,
nademos, andar longas distâncias, lutemos com predadores,
vivenciemos momentos de restrição calórica ou até mesmo jejum por
falta de alimentos. Então se estamos vivos, mostra que nossos
ancestrais eram muito saudáveis. Mas se sem o fogo e apetrechos,
éramos forçados a viver de frutas e vegetais, como nossos ancestrais
tinham força para sobreviver?
Frutas e vegetais não sustentam, geralmente dizem os leigos, ou
pessoas que nunca vivenciaram uma dieta crua saudável. Os
profissionais vão dizer que frutas e vegetais crus não tem proteína,
gordura, e certos nutrientes para manter um ser humano bem nutrido,
embora os animais que compartilham 99% do nosso DNA, vivem quase
que exclusivamente destes alimentos e são extremamente bem
nutridos, fortes e com uma massa corporal impressionante e as
tabelas nutricionais, indicam que ao criarmos um cardápio
completamente frugívoro, mostram suficiência nutricional em todos
os parâmetros. Isso é tema para um livro inteiro, no qual compartilho
em meu livro Saúde Frugal - O guia ao crudivorismo. Por enquanto
vamos analisar os fatos, as diferenças nutricionais e fisiológicas do
consumo de frutas e vegetais versus amido.
· Agua - O corpo humano é feito de 70% de água. E o nutriente mais
importante após o ar. Como ela está envolvida em todo processo
metabólico, quanto mais você trabalha o corpo, mais água precisa.
Atletas precisam de água, mais do que o sedentário, e é fácil de ver
atletas que comem comida cozida sentindo sede, bebendo água o
tempo todo, constantemente sofrendo de desidratação e
ocasionalmente até a morte. Carboidratos simples são ricos em agua,
carboidratos complexos tem menor teor de água, depois de cozidos e
salgados ainda, desidratam severamente. Teste jogar laranjas no
liquidificador. O que sai? Suco. Jogue agora trigo integral, veja o que
sai. Farinha. Facilmente, sem pesquisa alguma você consegue ver o
teor de água do alimento. O comedor de comida cozida, por nunca ter
vivido em uma dieta de frutas e vegetais crus e frescos, não imagina a
diferença nos níveis e na sensação de hidratação.
· Combustível rapidamente disponível - Energia rapidamente
disponível dentro do sistema. Mais rápido utilizar açúcares simples e
menos dispendioso de energia do que quebrar carboidratos complexos,
em simples e ai então levar até as células. Ao necessitar dos
carboidratos complexos, você não tem como acessá-los antes do
término do processo digestivo. Então ao invés de quebrar amido,
utilizá-lo para ai então transformar em amido animal (glicogênio), é
mais fácil utilizar açúcares simples e transformar o excesso em
glicogênio muscular e hepático. O açúcar das frutas chega as suas
células em poucos minutos após o consumo, o que é essencial para o
atleta repor seu combustível rapidamente.
· Combustível não precisa ser refinado - O processo de digestão, quão
mais trabalhoso é, mais o organismo precisa virar sua atenção para ele
e menos para outros processos vitais ao atleta. Não precisamos de
dados de fisiologia para perceber que após o almoço com feijão, arroz
e batata, nos sentimos letárgicos e com sono, ao invés de energizados,
como após uma Monorefeição de frutas (comer 5 bananas de uma só
vez por exemplo).
· Carboidratos simples são mais ricos em antioxidantes, micro e
fitonutrientes - Sabemos que estes elementos são termo, oxigeno e
foto-lábeis. Só de cortar uma banana, você já vê ela em poucos
minutos ficando preta devido a oxidação. Imagina o que cozinhar por 2
horas faz a tais nutrientes tão sensíveis? Eles estão envolvidos no
metabolismo de macronutrientes, criação de células vermelhas em
prol de transportar o oxigênio pelo organismo, proteção contra os
radicais livres, anti-inflamatórios, acelera a recuperação muscular,
anti-cancerígenos, auxiliam o sistema imune, formação óssea e
inúmeros outros processos essenciais ao atleta.
· Carboidratos simples são alcalinizantes - Frutas e vegetais são os
alimentos mais alcalinizantes que existem, enquanto a maioria dos
alimentos ricos em amido, tendem a ser acidificantes. Nosso pH
sanguíneo precisa se manter alcalino, caso contrário temos perda de
cálcio dos nossos próprios ossos. Assim, são correlacionados a menor
perda de cálcio e sarcopenia, dois fatores essenciais ao atleta.
· Carboidratos simples contém menos toxinas (AGEs, acrilamidas,
acroleínas, benzopireno, aminas heterocíclicas, hidrocarbonetos
policíclicos aromáticos etc.) e metais pesados como o alumínio das
panelas, que são formados ou lixiviados durante o processo de
cozimento.
· Carboidratos simples são mais integrais – O fogo não só forma novos
compostos prejudiciais como altera a nível molecular inúmeros
elementos. Caramelização e dextrinização de carboidratos,
desnaturação e deaminação de proteínas, saturação de lipídeos,
evaporação da água do alimento etc. Cozinhar com óleos até mesmo
produz gases cancerígenos. O cozimento evapora uma grande parte da
água do alimento e altera macro e micronutrientes, não podendo mais
ser classificado como um alimento integral.
· Carboidratos simples são comida instantânea - Mais fáceis de comer,
já vem prontos e temperados. Não precisa, de pratos, talheres, garfos,
panelas, fogão nem passar duas horas queimando em altas
temperaturas. Depois é só lavar as mãos ao invés de lavar dezenas de
louças, com compostos difíceis de serem removidos das panelas.
Frutas e vegetais são ergonomicamente feitas para suas mãos.
· Carboidratos simples das frutas e vegetais são inversamente
correlacionados ao sobrepeso ou obesidade. Algo essencial a um
atleta, é a manutenção de um peso saudável e um baixo percentual de
gordura.
· Carboidratos simples são frescos - Costumamos falar pão fresco, mas
quando na verdade o grão foi colhido talvez há mais de um ano,
transformado em farinhas há meses, e ai então assado está manhã.
Grãos e leguminosas secos levam até um ano para estragar, enquanto
frutas e vegetais estragam em dias. A atividade biológica dos
alimentos, é algo extremamente importante na manutenção da saúde.
· Frutas e vegetais crus em pesquisas comparando dietas veganas
ricas em amido ou dietas onívoras “saudáveis”, são a forma mais
eficaz de melhorar biomarcadores correlacionados a doenças
cardiovasculares. Redução no colesterol total, LDL (colesterol ruim),
absorção de sais biliares e aumento na excreção fecal de esteroides.
· Carboidratos simples tem menor índice e carga glicêmica – Até
mesmo a grande maioria das frutas tem baixo a médio índice glicêmico
e baixa carga glicêmica. Sabemos que a melhor forma de análise é na
verdade a carga glicêmica, sendo mais fidedigna por combinar a
qualidade e a quantidade de carboidrato em só um número. Você pode
pensar na carga glicêmica como sendo a quantidade de carboidrato no
alimento ajustado por seu potencial glicêmico. E para piorar, sabemos
que o cozimento aumenta o índice glicêmico do alimento.
· Antinutrientes - Carboidratos complexos tendem a ter
antinutrientes, até mesmo a batata tem (glicoalcalóides chamado, α-
chaconina and α-solanina). Frutas e vegetais contém quantidades
negligenciáveis. Tais antinutrientes como o fitato, saponinas, lectinas,
taninos, oxalatos são correlacionados a redução da absorção de
minerais e inibidores enzimáticos. Como precisamos de enzimas para
digerir nossos alimentos, isso prejudica o processo de digestão e
portanto, absorção e assimilação dos nutrientes ingeridos como a
proteína por exemplo.
· Excesso de proteína – Excesso de proteína é ligado a supra-regulação
de vias metabólicas e hormônios de crescimento como mTOR e IGF-1, o
que por sua vez é correlacionado com doenças crônicas e
envelhecimento precoce. Grãos e leguminosas contém mais proteínas
que as frutas, geralmente bem maior do que nossas reais necessidades
proteícas. Restrição de metionina é um importante fator
anticancerígeno. Um feijão tende a ter 10 vezes mais metionina que
uma banana. Mais no mundo da nutrição não é melhor. Precisamos da
quantidade exata.
· Carboidratos complexos precisam ser cozidos e temperados em
função de serem palatáveis. Frutas e vegetais já vem prontos,
temperados e "CRUzidos" direto da árvore. Sal causa hipertensão e
desidratação e perverte os neurocircuitos, literalmente viciando o
paladar. Vários dos outros temperos utilizados com comida cozida são
menos saudáveis ainda, como o glutamato monossódico etc.
· Frutas e vegetais devido a serem extremamente hipocalóricos,
evitam o consumo excessivo de calorias, permitindo o consumo de
imensas quantidades de alimentos e assim auxiliando na saciação,
assim facilitando a manutenção de um baixo percentual de gordura.
Amido, por não ser tão saciante devido à falta do gosto doce, a
densidade calórica dos alimentos e o processo de cozimento em si que
remove a água, facilita o consumo de mais calorias do que o
necessário.
· A fisiologia e bioquímica humana não suporta o consumo de amido.
Não secretamos grandes quantidades de amilase para quebra-lo como
espécies como porcos e javalis o fazem. Feijões são famosos por
causarem gases, por não termos enzimas para digerir seus
polissacarídeos (rafinose e estaquiose). Todo alimento que não é
digerido por completo, prejudica o processo nutricional e o sistema
gastrointestinal. O glúten por exemplo, um antinutriente é famoso por
causar síndrome do intestino permeável. Não somos feitos para amido,
animais que naturalmente consomem carboidratos complexos
conseguem comê-los em seu estado in natura, cru e sem sal, só um
alimento por vez e demonstrar prazer ao fazê-lo. Por favor, tente
comer uma refeição somente de arroz cru como um pássaro ou batatas
cruas como um porco e me diga se foi algo prazeroso.
· Alimentos crus contém maior microvida. Frutas e vegetais não só são
fortes prébióticos, mas na atualidade foi provado que são também
probióticos. Sabemos por um famoso estudo em uma população quase
vegana, com consumo negligenciável de carne e leite, que não
esterilizavam seus alimentos, os comiam com pouca lavagem depois
da colheita e se mantinham saudáveis sem suplementação de b12,
possuindo níveis adequados da vitamina. Sabemos que a b12 é sensível
e danificada durante o cozimento. Acredito que em um futuro próximo
compreenderemos que queimar nossos alimentos, como fazem com o
cozimento, prejudica a capacidade pré e próbiotica dos alimentos in
natura, mas até hoje, é só uma especulação de seu autor, pois nunca
achei dados na literatura científica. Hoje em dia, devido ao corpo
humano conter muito mais microrganismos do que células, temos
aprendido cada vez mais a importância de uma microbiota saudável,
tendo influência em todo o nosso organismo. Apesar de não
conseguirmos vê-las, elas têm muitas funções no organismo. O que
será que acontece com o alimento após ser queimado por as vezes uma
hora ou mais?
· Grãos com glúten, como no caso o trigo e a cevada, contém opióides,
chamados exofirnas, ou no caso gluteomorfinas. Peptídeos opióides
que podem “vazar” pela parede intestinal, alcançando o cérebro,
agindo nos receptores opióides, causando vicio e problemas
neurológicos. Alguns dos opióides no trigo chegam a ser 100 vezes
mais forte que a morfina. Tais opióides são correlacionados a
esquizofrenia, autismo, constipação, depressão, ansiedade, desordem
obsessiva compulsiva e até mesmo a mal desenvolvimento do cérebro.
Celíacos tem maiores riscos de suicídio.
Eu acredito que o mundo dos esportes sofrerá uma reviravolta, à
medida que os dados de uma alimentação crua baseada em frutas e
vegetais estão vindo à tona. E as pessoas irão se perguntar, como que
acreditamos um dia, que queimando ou fritando comida de pássaro,
porcos ou animais carnívoros (grãos, tubérculos e pedaços de animais
mortos), e ainda pior, muitas das vezes industrializados (farinha,
embutidos etc.) imaginávamos que conseguiríamos nutrir de forma
adequada nossos atletas?
A biologia nos classifica como primatas antropóides. Sabemos que
todos antropóides (bonobos, chimpanzé, gorila etc.) tem seus
requerimentos nutricionais mais bem alcançados através do consumo
de frutas e vegetais. Como acreditamos que alimentar primatas com
comida queimada, adaptada biologicamente a outras espécies,
poderíamos produzir os melhores atletas possíveis? É similar ao que
ocorre hoje em dia, muitas pessoas ainda acreditam que precisam de
pedaços de animais mortos queimados e suas secreções mamárias para
crescerem ou desenvolverem ossos saudáveis.

Referência bibliográfica
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Agrotóxicos - Devemos parar de comer frutas e vegetais crus?


Bioacumulação e magnificação na cadeia trófica

Pessoas me perguntam sobre os agrotóxicos nas frutas e vegetais


com medo, entretanto, comem carne, queijo, leite e ovos e comida
cozida não orgânica. Vivem se expondo a toxinas ambientais através de
comida industrializada, cosméticos, produtos de limpeza, produtos
industrializados, vivendo em cidades grandes com queima de
combustível fóssil, bebendo, fumando e tendo vários outros maus
hábitos. Soa um tanto quanto absurdo, mas vamos lá, dar a opinião de
um nutricionista que passou mais de uma década lendo artigos médicos
científicos e vivendo primariamente de frutas e vegetais crus, em uma
dieta crua, vegana, frugívora.
Primeiro devo enfatizar, sou completamente contra o consumo de
agrotóxicos e devemos lembra-los que eles só são tão comuns e tão
frequentes nos alimentos, devido a agropecuária querer lucrar em cima
da monocultura, que assim engorda o gado e assim fornece carne,
queijo, leite e ovos em quantidades abundantes a população ocidental
que não só morre por tal hábito nefasto, que é consumir pedaços de
animais mortos, secreções mamárias de um ruminante, menstruação de
galinha não fertilizada, vômito de abelha e secreções mamárias de
outro mamífero com a água removida e “estragada” por dias ou meses.
Adoramos usar eufemismos e chamar de picanha, carninha, leitinho,
ovos de galinhas felizes saudáveis, “queijinho”, mel e bla bla bla, sem
usar as palavras reais do que estamos consumindo, apenas, por serem
queimados e temperados, ou seja, mascarados na linguagem, no sabor
e aparência.
Voltando aos agrotóxicos, não devemos nunca acreditar que
pesticidas, rodenticidas, inseticidas, herbicidas, fungicidas são
naturais ou benéficos a saúde de qualquer coisa, seja da planta, do
animal, do ser humano ou do meio ambiente. A dioxina, um dos
compostos tóxicos nos agrotóxicos e também contida em todo tipo de
substância industrializada que usamos, como plástico, PVC etc. é
comprovadamente neurotóxica, cancerígena, mutagênica, reprotóxica,
teratogênica, obesogênica e imunotóxica. É um absurdo, viver em um
mundo aonde o lucro do agronegócio e visado acima de toda a vida na
terra e o futuro das próximas gerações.
Porque sinceramente, eu tenho uma enorme plantação em casa, e
mesmo sem cuidar do solo e dela, só jogando as sementes dos quilos e
quilos de frutas e vegetais que como diariamente, as plantas crescem e
crescem demasiadamente, fornecendo muita comida de volta, sem a
necessidade alguma de agrotóxicos. A necessidade vem porque
fazendeiros querem plantar monoculturas, e só mesmo esterilizando o
solo com estas toxinas, em prol de plantar só um tipo de alimento no
local. Caso contrário, a natureza rejeita, matando as plantas através de
pragas. Se na minha casa, que não e um terreno fértil, e não sou
agricultor cuidando do plantio, os alimentos crescem muito, para que
contaminar tudo que vive, solo, agua, ar, animais, plantas e ser humano
com esses venenos que nem sabemos os efeitos epigenéticos que as
próximas gerações irão sofrer.
De acordo com o CDC “Center for Disease Control and Prevention”,
subprodutos do DDT ainda são encontrado no sangue de americanos,
mesmo tendo sido banido na década de 1980 nos EUA. Um estudo
brasileiro recente descreve maior prevalência de má formação genitais
como micro pênis, criptoarquia e hipospadias em bebês masculinos do
interior da Paraíba, aos quais seus pais, mães e eles tiveram exposição
pré e perinatal ao DDT (agrotóxico banido nos EUA desde a década de 80)
e outros QDEs (Químicos disruptores endócrinos), por trabalharem em
plantações que utilizam agrotóxicos. Sugerindo ser a contaminação
fetal um fator de risco para malformações da genitália externa
masculina, em especial para a ocorrência de micro pênis. A
exposição aos QDEs foi associada a atraso puberal, níveis subnormais
de produção de testosterona, falta de receptores andrógenos,
redução do volume testicular e do comprimento do pênis em meninos.
Bom, poderia apresentar dezenas de milhares de dados contra os
agrotóxicos, mas vamos a parte prática, que as pessoas realmente
ficam demasiadamente confusas, por verem relatos no jornal da
contaminação do morango ou pimentão, sem entender que de acordo
com as pesquisas, 93% da contaminação de toxinas ambientais
(incluindo agrotóxicos) por um americano, vem de carne, queijo leite e
ovos. Sim! Não vem do ar, não vem do solo, da água e nem da comida
vegetal, mas dos produtos de origem animal.

Arnold Schecter et. al., Journal of Toxicology and Environmental


Health, Part A, 63:1–18
Legenda: TEQ = Toxicidade Equivalente.

EPA Dioxin Reassessment Summary 4/94 - Vol. 1, p. 37


Schecter A, Cramer P, Boggess K; et al. (2001). "Intake of dioxins and
related compounds from food in the U.S. population". J. Toxicol.
Environ. Health Part A 63 (1): 1–18.
Porque isso acontece? Os animais na atualidade consomem ração,
produzida de soja e outros grãos cheios de agrotóxicos, ainda são
injetados com hormônios sintéticos e antibióticos, levando a uma
bioacumulação de todos os tipos de POPs (Poluentes Orgânicos
Persistentes). E caso você os consuma, biomagnificará essas toxinas.
Mas não devo temer alimentos crus e comer os cozidos? Ai eu me
pergunto, desde quando o público come apenas alimentos cozidos
orgânicos? O feijão, arroz, abóbora, farinha de trigo e tudo que as
pessoas comem cozido, foi também, em quase todos os casos,
pulverizado com estes venenos. E o cozimento NÃO REMOVE
agrotóxicos, apenas lembrando, pois parece que as pessoas esquecem.
O cozimento não remove toxinas, mas apenas adiciona compostos
tóxicos, causa perda de nutrientes e ainda consumimos alimentos que
nunca entrariam no organismo humano, incapazes de serem
devidamente processados até mesmo em seu estado in natura, imagina
após queimados por 2 até 2 horas. As substâncias tóxicas nos
agrotóxicos são lipofílicas e hidro fóbicas, assim se grudam facilmente
as células de gordura do animal mas não tão facilmente aos alimentos
vegetais frescos. Poderia passar falando inúmeros detalhes em relação
da importância do consumo de frutas e vegetais e da falácia que é evitá-
los, mas ainda comer comida cozida onívora. Portanto, Corte o consumo
de produtos de origem animal.
Cientistas já há 2 décadas, desenvolveram o conceito do “fígado
verde”, pois o metabolismo dos xenobióticos nas plantas é similar a um
fígado animal, sugerindo que plantas são uma importante “pia global”,
uma forma de filtrar e eliminar toxinas ambientais e metais pesados.
Este processo acabou sendo chamado de fitorremediação, a
“tecnologia” de colocar plantas em locais contaminados, para elas
literalmente “limparem” a contaminação, reduzindo a toxicidade e
“sequestrando” eles do meio ambiente.
Não temos noção da importância de termos plantas em casa e de
comer plantas, a vista de cada nova descoberta científica mostra a volta
aos primórdios, uma dieta fresca, vegana, crua, integral e outros
fatores de estilo de vida a óbvia solução para nossa crise mundial de
saúde, ambiental e ética.
E essas toxinas, através do processo de biomagnificação, que é o
aumento da concentração diária pela exposição e o aumento a cada
subida na cadeia alimentar, se tornam cada vez mais concentradas e,
portanto, mais nocivas. Elas bioacumulam (acumulam em seres vivos) e
bio-magnifícam, aumentando sua quantidade a cada vez que um
animal, se expõe a elas, seja pelo ar, água ou comendo seu alimento ou
outro animal contaminado."
Poderia dar inúmeros mais conceitos, dados científicos e detalhes
sobre a questão, mas sabe a principal mensagem? Coma suas frutas e
vegetais, mesmo que convencionais, elas possuíam importantes
nutrientes benéficos e protetores do seu organismo.
Então quer voltar a só ter alimentos orgânicos no mundo? Poder comer
comida sem veneno de grandes industrias farmacêuticas, que produzem
essas substâncias só para o lucro do cartel da alimentação animalizada?
Para de comprar alimentos de origem animal e até mesmo alimentos
vindo de monoculturas, como os grãos, ou seus produtos
industrializados como o leite de soja por exemplo. Na verdade, você ao
comprar produtos industrializados oriundos dos grãos ou até mesmo os
grãos da monocultura, você auxilia o fazendeiro a escoar os restos da
produção em nós veganos, que visamos proteger os animais mas não
entendemos que alimentos veganos na atualidade, podem não ser tão
veganos assim dentro do sistema capitalista sórdido.
É engraçado que hoje em dia temos que dar um nome especial para
alimentos sem veneno. Durante toda a história só existiu, alimento.
Agora precisa ter diferenciação de convencional para orgânico e o
alimento sem veneno, é muito mais caro e mais raro. A que ponto nós
chegamos.

Referências bibliográficas
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Nutricionista clínico formado pela Universidade Veiga de Almeida,


atuando primariamente no Rio de Janeiro, Saquarema e São Paulo,
focado em dietas cruas e veganas, dentro do modelo de saúde
chamado Higienismo. Idealizador do Saúde Frugal é escritor,
autor de seis livros, Youtuber, culinarista e palestrante internacional.
Formado em Letras, especializado em Higiene Natural pela University
of Natural Health. Tema de entrevistas
por programas como Globo Repórter, Sem Censura, Câmera Record,
com artigos publicados por diversas revistas famosas na área de saúde
e nutrição. Vasta experiência como palestrante com passagem no TED
talks Brasil, eventos de nutrição e área da saúde, faculdades,
lecionando em pós graduação, entre outros. Estudou crudivorismo e
jejum no exterior com os principais líderes crudívoros e higienistas do
mundo.
Há 11 anos vive em uma dieta exclusivamente crua de frutas e vegetais
e há 9 anos coordena o Saúde Frugal ensinando a
obter saúde por viver saudavelmente, utilizando uma dieta integral,
crua baseada em uma dieta frugívora, sol, sono, exercícios físicos
e reintegração com as leis da natureza, através do atendimento
nutricional, livros, youtube, ebooks, cursos (palestras e aulas
culinárias), retiros,
palestras, instagram.

Autor dos livros:

* Saúde Frugal - O guia ao crudivorismo, a dieta original


* CRUlinária Frugal - Receitas do Paraíso
* Jejum Higienista - A cirurgia da Natureza
* CRUlinária Frugal - Doces Delícias
* Nutrição Vegana - A solução para sua saúde, dos animais e do planeta
* Vegan Fitness - Receitas do Atleta Natural
* O Veganismo para mães, pais e bebês - A alimentação Higienista (em
breve)
Criador da CRUlinária Gourmet, receitas completamente
crudívoras/frugívoras, como tortas, bolos, cupcakes, trufas, crepes,
lasanhas etc.
100% cruas, veganas, integrais, com alimentos frescos e vivos.