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Conjunção (símbolo Λ): Este conectivo é utilizado para

RACIOCÍNIO LÓGICO unir duas proposições formando uma terceira. O


resultado dessa união somente será verdadeiro se as
1 ESTRUTURAS LÓGICAS duas proposições (p e q) forem verdadeiras, ou seja,
sendo pelo menos uma falsa, o resultado será falso. Ex.:
p Λ q. (O Pão é barato e o Queijo não é bom). Λ = “e”.
Na lógica, uma estrutura (ou estrutura de interpretação) Regrinha para o conectivo de conjunção (Λ):
é um objeto que dá significado semântico ou
interpretação aos símbolos definidos pela assinatura de
uma linguagem. Uma estrutura possui diferentes
configurações, seja em lógicas de primeira ordem, seja
em linguagens lógicas poli-sortidas ou de ordem
superior. As questões de Raciocínio Lógico sempre vão
ser compostas por proposições que provam, dão
suporte, dão razão a algo, ou seja, são afirmações que
expressam um pensamento de sentindo completo.
Essas proposições podem ter um sentindo positivo ou
negativo. Disjunção (símbolo V): Este conectivo também serve
Exemplo 1: João anda de bicicleta. para unir duas proposições. O resultado será verdadeiro
Exemplo 2: Maria não gosta de banana. se pelo menos uma das proposições for verdadeira. Ex:
Tanto o exemplo 1 quanto o 2 caracterizam uma p v q. (Ou o Pão é barato ou o Queijo não é bom.) V =
afirmação/ proposição. “ou”. Regrinha para o conectivo de disjunção (V):
A base das Estruturas Lógicas é saber o que é Verdade
ou Mentira (verdadeiro/falso). Os resultados das
proposições sempre tem que dar verdadeiro. Há alguns
princípios básicos:
Contradição: Nenhuma proposição pode ser verdadeira
e falsa ao mesmo tempo.
Terceiro Excluído: Dadas duas proposições lógicas
contraditórias somente uma delas é verdadeira. Uma
proposição ou é verdadeira ou é falsa, não há um Condicional (símbolo →): Este conectivo dá a ideia de
terceiro valor lógico (“mais ou menos”, meio verdade ou condição para que a outra proposição exista. “P” será
meio mentira). Ex. Estudar é fácil. (o contrário seria: condição suficiente para “Q” e “Q” é condição necessária
“Estudar é difícil”. Não existe meio termo, ou estudar é para “P”. Ex: P → Q. (Se o Pão é barato então o Queijo
fácil ou estudar é difícil). não é bom.) → = “se...então”. Regrinha para o conectivo
Para facilitar a resolução das questões de lógica usam- condicional (→):
se os conectivos lógicos, que são símbolos que
comprovam a veracidade das informações e unem as
proposições uma a outra ou as transformam numa
terceira proposição. Veja:
(~) “não”: negação
(Λ) “e”: conjunção
(V) “ou”: disjunção
(→) “se...então”: condicional Bicondicional (símbolo ↔): O resultado dessas
(↔) “se e somente se”: bicondicional proposições será verdadeiro se e somente se as duas
Temos as seguintes proposições: forem iguais (as duas verdadeiras ou as duas falsas). “P”
O Pão é barato. O Queijo não é bom. será condição suficiente e necessária para “Q”.
A letra p representa a primeira proposição e a letra q, a Exemplo: P ↔ Q. (O Pão é barato se e somente se o
segunda. Assim, temos: Queijo não é bom.) ↔ = “se e somente se”. Regrinha
p: O Pão é barato. para o conectivo bicondicional (↔):
q: O Queijo não é bom.

Negação (símbolo ~): Quando usamos a negação de


uma proposição invertemos a afirmação que está sendo
dada. Veja os exemplos:
~p (não p): O Pão não é barato. (É a negação lógica de
p)
~q (não q): O Queijo é bom. (É a negação lógica de q)
Se uma proposição é verdadeira, quando usamos a QUESTÕES
negação vira falsa. 01. (ESAF - Receita Federal - Auditor Fiscal) A afirmação
Se uma proposição é falsa, quando usamos a negação “A menina tem olhos azuis ou o menino é loiro” tem
vira verdadeira. como sentença logicamente equivalente:
Regrinha para o conectivo de negação (~): (A) se o menino é loiro, então a menina tem olhos azuis.
(B) se a menina tem olhos azuis, então o menino é loiro.
(C) se a menina não tem olhos azuis, então o menino é
loiro.
(D) não é verdade que se a menina tem olhos azuis,
então o menino é loiro.
(E) não é verdade que se o menino é loiro, então a vereador Vitor participou do esquema ou o chefe de
menina tem olhos azuis. gabinete não foi o mentor do esquema”.
( ) Certo ( ) Errado
02. (ESAF - Receita Federal - Auditor Fiscal) Se
Anamara é médica, então Angélica é médica. Se 07. Considerando essa situação hipotética, julgue os
Anamara é arquiteta, então Angélica ou Andrea são itens seguintes, acerca de proposições lógicas. A partir
médicas. Se Andrea é arquiteta, então Angélica é das premissas P1, P2 e P3, é correto inferir que o
arquiteta. Se Andrea é médica, então Anamara é prefeito Pérsio não sabia do esquema.
médica. Considerando que as afirmações são ( ) Certo ( ) Errado
verdadeiras, segue-se, portanto, que:
(A) Anamara, Angélica e Andrea são arquitetas. 08. (CESPE - TRE-ES - Técnico) Entende-se por
(B) Anamara é médica, mas Angélica e Andrea são proposição todo conjunto de palavras ou símbolos que
arquitetas. exprimem um pensamento de sentido completo, isto é,
(C) Anamara, Angélica e Andrea são médicas. que afirmam fatos ou exprimam juízos a respeito de
(D) Anamara e Angélica são arquitetas, mas Andrea é determinados entes. Na lógica bivalente, esse juízo, que
médica. é conhecido como valor lógico da proposição, pode ser
(E) Anamara e Andrea são médicas, mas Angélica é verdadeiro (V) ou falso (F), sendo objeto de estudo
arquiteta. desse ramo da lógica apenas as proposições que
atendam ao princípio da não contradição, em que uma
03. (ESAF - Receita Federal - Auditor Fiscal) Se Ana é proposição não pode ser simultaneamente verdadeira e
pianista, então Beatriz é violinista. Se Ana é violinista, falsa; e ao princípio do terceiro excluído, em que os
então Beatriz é pianista. Se Ana é pianista, Denise é únicos valores lógicos possíveis para uma proposição
violinista. Se Ana é violinista, então Denise é pianista. Se são verdadeiro e falso. Com base nessas informações,
Beatriz é violinista, então Denise é pianista. Sabendo-se julgue os itens a seguir. Segundo os princípios da não
que nenhuma delas toca mais de um instrumento, então contradição e do terceiro excluído, a uma proposição
Ana, Beatriz e Denise tocam, respectivamente: pode ser atribuído um e somente um valor lógico.
(A) piano, piano, piano. ( ) Certo ( ) Errado
(B) violino, piano, piano.
(C) violino, piano, violino.
(D) violino, violino, piano. (CESPE - TRT-ES – Técnico Judiciário) Proposição
(E) piano, piano, violino. Texto para as questões 09 e 10.
Proposições são frases que podem ser julgadas como
Texto para as questões de 04 a 07. verdadeiras (V) ou falsas (F), mas não como V e F
O cenário político de uma pequena cidade tem sido simultaneamente. As proposições simples são aquelas
movimentado por denúncias a respeito da existência de que não contêm nenhuma outra proposição como parte
um esquema de compra de votos dos vereadores. A delas. As proposições compostas são construídas a
dúvida quanto a esse esquema persiste em três pontos, partir de outras proposições, usando-se símbolos
correspondentes às proposições P, Q e R: lógicos, parênteses e colchetes para que se evitem
P: O vereador Vitor não participou do esquema; ambiguidades. As proposições são usualmente
Q: O Prefeito Pérsio sabia do esquema; simbolizadas por letras maiúsculas do alfabeto: A, B, C,
R: O chefe de gabinete do Prefeito foi o mentor do etc. Uma proposição composta da forma A ∨ B, chamada
esquema. disjunção, deve ser lida como “A ou B” e tem o valor
Os trabalhos de investigação de uma CPI da Câmara lógico F, se A e B são F, e V, nos demais casos. Uma
Municipal conduziram às premissas P1, P2 e P3 proposição composta da forma A ∨ B, chamada
seguintes: conjunção, deve ser lida como “A e B” e tem valor lógico
P1: Se o vereador Vitor não participou do esquema, V, se A e B são V, e F, nos demais casos. Além disso, A,
então o Prefeito Pérsio não sabia do esquema. que simboliza a negação da proposição A, é V, se A for
P2: Ou o chefe de gabinete foi o mentor do esquema, ou F, e F, se A for V. Considere que cada uma das
o Prefeito Pérsio sabia do esquema, mas não ambos. proposições seguintes tenha valor lógico V.
P3: Se o vereador Vitor não participou do esquema, I- Tânia estava no escritório ou Jorge foi ao centro da
então o chefe de gabinete não foi o mentor do esquema. cidade
Considerando essa situação hipotética, julgue os itens II- Manuel declarou o imposto de renda na data correta e
seguintes, acerca de proposições lógicas. Carla não pagou o condomínio.
III- Jorge não foi ao centro da cidade.
04. Das premissas P1, P2 e P3, é correto afirmar que “O
chefe de gabinete foi o mentor do esquema ou o
vereador Vitor participou do esquema”. 09. A partir dessas proposições, é correto afirmar que a
( ) Certo ( ) Errado proposição “Manuel declarou o imposto de renda na data
correta e Jorge foi ao centro da cidade” tem valor lógico
05. Considerando essa situação hipotética, julgue os V.
itens seguintes, acerca de proposições lógicas. A ( ) Certo ( ) Errado
premissa P2 pode ser corretamente representada por R
∨ Q.
( ) Certo ( ) Errado
10. A partir dessas proposições, é correto afirmar que a
proposição. “Carla pagou o condomínio” tem valor lógico
06. Considerando essa situação hipotética, julgue os
F.
itens seguintes, acerca de proposições lógicas. A
( ) Certo ( ) Errado
premissa P3 é logicamente equivalente à proposição “O
Respostas
1. Resposta “C”. 03. Resposta “B”.
Ana pianista → Beatriz violinista. (F → F)
Ana violinista → Beatriz pianista. (V → V)
Ana pianista → Denise violinista. (F → F)
Ana violinista → Denise pianista. (V → V)
Beatriz violinista → Denise pianista. (F → V)
Proposições Simples quando aparecem na questão,
suponhamos que sejam verdadeiras (V). Como na
questão não há proposições simples, escolhemos outra
proposição composta e supomos que seja verdadeira ou
falsa.
1º Passo: qual regra eu tenho que saber? Condicional
(Se... então).
2º Passo: Fazer o teste com as hipóteses possíveis até
Sintetizando: Basta negar a primeira, manter a segunda encontrar a resposta.
e trocar o “ou” pelo “se então”. “A menina tem olhos Hipótese 1
azuis (M) ou o menino é loiro (L)”. - Se Ana é pianista, então Beatriz é violinista. (verdade)
Está assim: M v L V V - Como já sabemos, se a (verdade) aparecer
Fica assim: ~M → L primeiro, a (falso) não poderá.
Se a menina não tem olhos azuis, então o menino é - Se Ana é violinista, então Beatriz é pianista. (verdade)
loiro. F F - Já sabemos que Ana é pianista e Bia é violinista,
então falso nelas.
- Se Ana é pianista, Denise é violinista. (verdade)
02. Parte inferior do formulário VV
Resposta “C”. - Se Ana é violinista, então Denise é pianista. (verdade)
Anamara médica → Angélica médica. (verdadeira → FF
verdadeira) - Se Beatriz é violinista, então Denise é pianista.
Anamara arquiteta → Angélica médica ∨ Andrea médica. (verdade)
(falsa → verdadeira ∨ verdadeira) V F - Apareceu a temida V F, logo a nossa proposição
Andrea arquiteta → Angélica arquiteta. (falsa → falsa) será falsa. Então descarte essa hipótese.
Andrea médica → Anamara médica. (verdadeira → Hipótese 2
verdadeira) - Se Ana é pianista, então Beatriz é violinista. (verdade)
Como na questão não existe uma proposição simples, FV
temos que escolher entre as existentes, uma proposição - Se Ana é violinista, então Beatriz é pianista. (verdade)
composta e supor se é verdadeira ou falsa. Nesta V F - A VF apareceu, então já podemos descartá-la, pois
questão analise as proposições à medida que aparecem a nossa proposição será falsa.
na questão, daí a primeira proposição sobre a pessoa
assume o valor de verdade, as seguintes serão, em 04. Resposta “Certo”.
regra, falsas. Embora nada impeça que uma pessoa É só aplicar a tabela verdade do “ou” (v).
tenha mais de uma profissão, o que não deve ser levado V v F será verdadeiro, sendo falso apenas quando as
em consideração. Importante lembrar que todas as duas forem falsas.
proposições devem ter valor lógico verdadeiro. Para A tabela verdade do “ou”. Vejam:
encontrar a resposta temos que testar algumas
hipóteses até encontrar a que preencha todos os
requisitos da regra.
- Se Anamara é médica, então Angélica é médica.
(verdadeiro)
1. V V
2. F F
3. F V
- Se Anamara é arquiteta, então Angélica ou Andrea são No 2º caso, os dois não podem ser verdade ao mesmo
médicas. (verdadeiro) tempo.
1. F V V - Para ser falso Todos devem ser falsos. Disjunção exclusiva (Ou... ou)
2. V F V - A segunda sentença deu falso e a VF Representado pelo v, ou ainda ou.
apareceu, então descarta essa hipótese. Pode aparecer assim também: p v q, mas não ambos.
3. V V F - Aqui também ocorreu o mesmo problema da Regra: Só será verdadeira se houver uma das sentenças
2º hipótese, também devemos descartá-la. verdadeira e outra falsa.
- Se Andrea é arquiteta, então Angélica é arquiteta. Hipótese 1:
(verdadeiro) P1: F → V = V (Não poderá aparecer VF).
1. F F P2: V F = V (Apenas um tem que ser verdadeiro).
2. P3: F → F = V
3. Conclusões:
- Se Andrea é médica, então Anamara é médica. Vereador participou do esquema.
(verdadeiro) Prefeito não sabia.
1. V V Chefe do gabinete foi o mentor.
2. Então:
3. O chefe de gabinete foi o mentor do esquema ou o
vereador Vitor participou do esquema.
V V = verdade, pois sabemos que para ser falso, todos Assim sendo, a questão está correta. As duas sentenças
devem ser falsos. são “logicamente equivalentes”.
Hipótese 2: 07. Resposta “Errado”.
P1: F → F = V A questão quer saber se o argumento “o Prefeito Pérsio
P2: F V = V não sabia do esquema” é um argumento válido. Quando
P3: F →V = V o argumento é válido? Quando as premissas forem
Conclusões: verdadeiras e a conclusão obrigatoriamente verdadeira
Vereador participou do esquema. ou quando as premissas forem falsas e a conclusão
Prefeito sabia. falsa. Quando o argumento não é válido? Quando as
Chefe de gabinete não era o mentor. premissas forem verdadeiras e a conclusão for falsa. Pra
Então: resolver essas questões de validade de argumento é
O chefe de gabinete foi o mentor do esquema ou o melhor começar de forma contrária ao comando da
vereador Vitor participou do esquema. questão. Como a questão quer saber se o argumento é
F V = verdade. válido, vamos partir do princípio (hipótese) que é
inválido. Fica assim:
05. Resposta “Errado”. P1: P → ~Q verdade
Não se trata de uma Disjunção, trata-se de uma P2: R (ou exclusivo) Q verdade
Disjunção Exclusiva, cujo símbolo é . Também chamado P3: P → ~R verdade
de “Ou Exclusivo”. É o famoso “um ou outro mas não Conclusão: O prefeito Pérsio não sabia do esquema.
ambos”. Só vai assumir valor verdade, quando somente falso
uma das proposições forem verdadeiras, pois quando as Se é falso que o Prefeito Pérsio não sabia, significa dizer
duas forem verdadeiras a proposição será falsa. Da que ele sabia do esquema. Então, pode-se deduzir que
mesma forma se as duas forem falsas, a proposição as proposições ~Q e Q são, respectivamente, falsa e
toda será falsa. verdadeira. Na segunda premissa: Se Q é verdadeira, R
Tabela verdade do “Ou Exclusivo”. será obrigatoriamente falsa, pois na disjunção exclusiva
só vai ser verdade quando apenas um dos argumentos
for verdadeiro. E se R é falso, significa dizer que ~R é
verdadeiro. Fazendo as substituições:
P1: P → ~Q Verdade
F→FV
Por que P é falso? Na condicional só vai ser falso se a
primeira for verdadeira e a segunda for falsa. Como
“sabemos” que a premissa toda é verdadeira e que ~Q é
Com a frase em P2 “mas não ambos” deixa claro que as falso, P só pode assumir valor F.
duas premissas não podem ser verdadeiras, logo não é P2: R (ou exclusivo) Q Verdade
uma Disjunção, mas sim uma Disjunção Exclusiva, onde F (ou exclusivo) V V
apenas uma das premissas pode ser verdadeira para Lembrando que na disjunção exclusiva, só vai ser
que P2 seja verdadeira. verdade quando uma das proposições forem
verdadeiras. Como sei que Q é verdadeiro, R só pode
06. Resposta “Certo”. ser falso.
Duas premissas são logicamente equivalentes quando P3: P → ~R Verdade
elas possuem a mesma tabela verdade: F→VV
Se deduz que R é falso, logo ~R é verdadeiro.
Consideramos inicialmente o argumento sendo não
válido (premissas verdadeiras e conclusão falsa).
Significa dizer que a questão está errada. Não é correto
inferir que o Prefeito Pérsio não sabia do esquema. Foi
comprovado que ele sabia do esquema.
Possuem a mesma tabela verdade, logo são
equivalentes. 08. Resposta “Certo”.
Representando simbolicamente as equivalências, temos Princípio da Não Contradição = Uma preposição será V
o seguinte: ou F não podendo assumir os 2 valores
(P → R) = (¬P ∨ R) = (¬R → ¬P) simultaneamente. Representação: ¬(P ∨ ¬P). Exemplo:
As proposições dadas na questão: Não (“a terra é redonda” e “a terra não é redonda”).
P = O vereador Vitor não participou do esquema. Princípio do Terceiro Excluído = Uma preposição será V
R = O chefe de gabinete do Prefeito foi o mentor do ou F, não podendo assumir um 3o valor lógico.
esquema. Representação: P ∨ ¬P. Exemplo: Ou este homem é
Premissa dada na questão: P3 = Se o vereador Vitor não José ou não é José.
participou do esquema, então o chefe do gabinete não Uma proposição só poderá ser julgada verdadeira ou
foi o mentor do esquema. Em linguagem simbólica, a falsa, nunca poderá ser as duas coisas ao mesmo
premissa P3 fica assim: (P → ¬R). tempo.
A questão quer saber se (P → ¬R) é logicamente
equivalente a proposição: “O vereador Vitor participou do 09. Resposta “Errado”.
esquema ou o chefe de gabinete não foi o mentor do Da proposição III “Jorge não foi ao centro da cidade” que
esquema”, que pode ser representada da seguinte é verdadeira e a questão diz “Manuel declarou o imposto
forma: (¬P ∨ ¬R). Vemos que P3 tem a seguinte de renda na data correta e Jorge foi ao centro da cidade”
equivalente lógica: (P → ¬R) = (¬P ∨ ¬R). Negamos a a segunda parte é falsa como o conectivo é “e” as duas
primeira sentença, mudamos o conectivo “→” para “∨”, e teriam que ser verdadeiras (o que não acontece). Vamos
depois mantemos a segunda sentença do mesmo jeito. analisar cada proposição de cada premissa, tendo em
mente que as premissas tem valor lógico (V), daí tiramos Ele me ama.
um importante dado, sabemos que a premissa III é (V), __________________________
portanto vamos atribuir o valor lógico (V) a proposição ∴ Ele casa comigo.
“e” e o valor lógico (F) a proposição “B”, agora vamos 03.
separar: Todos os brasileiros são humanos.
A: Tânia estava no escritório (V) Todos os paulistas são brasileiros.
B: Jorge foi ao centro da cidade (F) __________________________
Diante das análises iniciais temos que a premissa A v B, ∴ Todos os paulistas são humanos.
tem valor lógico (V), mas que a proposição “B” tem valor 04.
lógico (F), ou seja, A v (valor lógico F), para que essa Se o Palmeiras ganhar o jogo, todos os jogadores
premissa tenha o valor lógico (V), “A” tem que ter um receberão o bicho.
valor lógico (V). Se o Palmeiras não ganhar o jogo, todos os jogadores
C: Manuel declarou o imposto de renda na data correta receberão o bicho.
(V) __________________________
D: Carla não pagou o condomínio (V) ∴ Todos os jogadores receberão o bicho.
O enunciado fala para considerar todas as premissas Observação: No caso geral representamos os
com valor lógico (V), logo, a premissa C ∨ D para ter argumentos escrevendo as premissas e separando por
valor lógico (V), ambas proposições devem ter valor uma barra horizontal seguida da conclusão com três
lógico (V). pontos antes. Veja exemplo:
E: Jorge não foi ao centro da cidade (V) Premissa: Todos os sais de sódio são substâncias
Diante das explicações, C ∨ B = (V) ∨ (F) = (F). solúveis em água.
Todos os sabões são sais de sódio.
10. Resposta “Certo”. ____________________________________
Considere que cada uma das proposições seguintes Conclusão: ∴ Todos os sabões são substâncias
tenha valor lógico V. Logo o que contraria essa verdade solúveis em água.
é falso. Os argumentos, em lógica, possuem dois componentes
I- V + F = V básicos: suas premissas e sua conclusão. Por exemplo,
II- V + V = V em: “Todos os times brasileiros são bons e estão entre
III- V os melhores times do mundo. O Brasiliense é um time
Portanto se no item II diz que Carla não pagou o brasileiro. Logo, o Brasiliense está entre os melhores
condomínio é verdadeiro, então o fato dela ter pago o times do mundo”, temos um argumento com duas
condomínio é falso, pois está contradizendo o dito no premissas e a conclusão.
item II. Os valores lógicos da segunda proposição não Evidentemente, pode-se construir um argumento válido
são deduzíveis, mas sim informados no enunciado. a partir de premissas verdadeiras, chegando a uma
II- Manuel declarou o imposto de renda na data correta e conclusão também verdadeira. Mas também é possível
Carla não pagou o condomínio V e V. Portanto, se Carla construir argumentos válidos a partir de premissas
não pagou o condomínio é Verdadeiro. Carla pagou o falsas, chegando a conclusões falsas. O detalhe é que
condomínio é Falso. Enunciado correto. podemos partir de premissas falsas, proceder por meio
de uma inferência válida e chegar a uma conclusão
2 LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO: ANALOGIAS, verdadeira. Por exemplo:
INFERÊNCIAS, DEDUÇÕES E CONCLUSÕES Premissa: Todos os peixes vivem no oceano.
Premissa: Lontras são peixes.
Conclusão: Logo, focas vivem no oceano.
Um argumento é “uma série concatenada de afirmações Há, no entanto, uma coisa que não pode ser feita: a
com o fim de estabelecer uma proposição definida”. É partir de premissas verdadeiras, inferirem de modo
um conjunto de proposições com uma estrutura lógica correto e chegar a uma conclusão falsa. Podemos
de maneira tal que algumas delas acarretam ou tem resumir esses resultados numa tabela de regras de
como consequência outra proposição. Isto é, o conjunto implicação. O símbolo A denota implicação; A é a
de proposições p1,...,pn que tem como premissa, B é a conclusão.
consequênciaoutra proposição q. Chamaremos as
proposições p1,p2,p3,...,pn de premissas do argumento,
e a proposição q de conclusão do argumento. Podemos
representar por:
p1
p2
p3
.
.
.
pn
∴q
Exemplos:
01.
Se eu passar no concurso, então irei trabalhar.
Passei no concurso
- Se as premissas são falsas e a inferência é válida, a
________________________
conclusão pode ser verdadeira ou falsa (linhas 1 e 2).
∴ Irei trabalhar
- Se as premissas são verdadeiras e a conclusão é falsa,
02.
a inferência é inválida (linha 3).
Se ele me ama então casa comigo.
- Se as premissas e a inferência são válidas, a que ele é válido ou não válido. A validade de uma
conclusão é verdadeira (linha 4). propriedade dos argumentos dedutivos que depende da
Desse modo, o fato de um argumento ser válido não forma (estrutura) lógica das suas proposições
significa necessariamente que sua conclusão seja (premissas e conclusões) e não do conteúdo delas.
verdadeira, pois pode ter partido de premissas falsas. Sendo assim podemos ter as seguintes combinações
Um argumento válido que foi derivado de premissas para os argumentos válidos dedutivos:
verdadeiras é chamado de argumento consistente. a) Premissas verdadeiras e conclusão verdadeira.
Esses, obrigatoriamente, chegam a conclusões Exemplo:
verdadeiras. Todos os apartamentos são pequenos. (V)
Premissas: Argumentos dedutíveis sempre requerem Todos os apartamentos são residências. (V)
certo número de “assunções-base”. São as chamadas __________________________________
premissas. É a partir delas que os argumentos são ∴ Algumas residências são pequenas. (V)
construídos ou, dizendo de outro modo, é as razões para b) Algumas ou todas as premissas falsas e uma
se aceitar o argumento. Entretanto, algo que é uma conclusão verdadeira. Exemplo:
premissa no contexto de um argumento em particular Todos os peixes têm asas. (F)
pode ser a conclusão de outro, por exemplo. As Todos os pássaros são peixes. (F)
premissas do argumento sempre devem ser explicitadas. __________________________________
A omissão das premissas é comumente encarada como ∴ Todos os pássaros têm asas. (V)
algo suspeito, e provavelmente reduzirá as chances de c) Algumas ou todas as premissas falsas e uma
aceitação do argumento. conclusão falsa. Exemplo:
A apresentação das premissas de um argumento Todos os peixes têm asas. (F)
geralmente é precedida pelas palavras “admitindo Todos os cães são peixes. (F)
que...”, “já que...”, “obviamente se...” e “porque...”. É __________________________________
imprescindível que seu oponente concorde com suas ∴ Todos os cães têm asas. (F)
premissas antes de proceder à argumentação. Usar a Todos os argumentos acima são válidos, pois se suas
palavra “obviamente” pode gerar desconfiança. Ela premissas fossem verdadeiras então as conclusões
ocasionalmente faz algumas pessoas aceitarem também as seriam. Podemos dizer que um argumento é
afirmações falsas em vez de admitir que não entenda válido quando todas as suas premissas são verdadeiras,
por que algo é “óbvio”. Não se deve hesitar em acarreta que sua conclusão também é verdadeira.
questionar afirmações supostamente “óbvias”. Portanto, um argumento será não válido se existir a
Inferência: Uma vez que haja concordância sobre as possibilidade de suas premissas serem verdadeiras e
premissas, o argumento procede passo a passo por sua conclusão falsa. Observe que a validade do
meio do processo chamado “inferência”. Na inferência, argumento depende apenas da estrutura dos
parte-se de uma ou mais proposições aceitas enunciados. Exemplo:
(premissas) para chegar a outras novas. Se a inferência Todas as mulheres são bonitas.
for válida, a nova proposição também deverá ser aceita. Todas as princesas são mulheres.
Posteriormente, essa proposição poderá ser empregada __________________________
em novas inferências. Assim, inicialmente, apenas se ∴ Todas as princesas são bonitas.
pode inferir algo a partir das premissas do argumento; Observe que não precisamos de nenhum conhecimento
ao longo da argumentação, entretanto, o número de aprofundado sobre o assunto para concluir que o
afirmações que podem ser utilizadas aumenta. Há vários argumento é válido. Vamos substituir mulheres bonitas e
tipos de inferência válidos, mas também alguns princesas por A, B e C respectivamente e teremos:
inválidos. O processo de inferência é comumente Todos os A são B.
identificado pelas frases “Consequentemente...” ou “isso Todos os C são A.
implica que...”. ________________
Conclusão: Finalmente se chegará a uma proposição ∴ Todos os C são B.
que consiste na conclusão, ou seja, no que se está Logo, o que é importante é a forma do argumento e não
tentando provar. Ela é o resultado final do processo de o conhecimento de A, B e C, isto é, este argumento é
inferência e só pode ser classificada como conclusão no válido para quaisquer A, B e C, portanto, a validade é
contexto de um argumento em particular. A conclusão consequência da forma do argumento. O atributo
respalda-se nas premissas e é inferida a partir delas. validade aplica-se apenas aos argumentos dedutivos.
A seguir está exemplificado um argumento válido, mas
que pode ou não ser “consistente”. Argumentos Dedutivos e Indutivos
1. Premissa: Todo evento tem uma causa. O argumento será dedutivo quando suas premissas
2. Premissa: O universo teve um começo. fornecerem prova conclusiva da veracidade da
3. Premissa: Começar envolve um evento. conclusão, isto é, o argumento é dedutivo quando a
4. Inferência: Isso implica que o começo do universo conclusão é completamente derivada das premissas.
envolveu um evento. Exemplo:
5. Inferência: Logo, o começo do universo teve uma Todo ser humano tem mãe.
causa. Todos os homens são humanos.
6. Conclusão: O universo teve uma causa. __________________________
A proposição do item 4 foi inferida dos itens 2 e 3. O item ∴ Todos os homens têm mãe.
1, então, é usado em conjunto com proposição 4 para O argumento será indutivo quando suas premissas não
inferir uma nova proposição (item 5). O resultado dessa fornecerem o apoio completo para retificar as
inferência é reafirmado (numa forma levemente conclusões. Exemplo:
simplificada) como sendo a conclusão. O Flamengo é um bom time de futebol.
Validade de um Argumento O Palmeiras é um bom time de futebol.
Conforme citamos anteriormente, uma proposição é O Vasco é um bom time de futebol.
verdadeira ou falsa. No caso de um argumento diremos O Cruzeiro é um bom time de futebol.
______________________________ _________________________
∴ Todos os times brasileiros de futebol são bons. ∴ Ou João vai embora de São Paulo ou João ficará com
Portanto, nos argumentos indutivos a conclusão possui vergonha dos colegas de trabalho.
informações que ultrapassam as fornecidas nas Este argumento é evidentemente válido e sua forma
premissas. Sendo assim, não se aplica, então, a pode ser escrita da seguinte maneira:
definição de argumentos válidos ou não válidos para
argumentos indutivos.

Argumentos Dedutivos Válidos


Vimos então que a noção de argumentos válidos ou não
válidos aplica-se apenas aos argumentos dedutivos, e
também que a validade depende apenas da forma do
argumento e não dos respectivos valores verdades das
premissas. Vimos também que não podemos ter um Argumentos Dedutivos Não Válidos
argumento válido com premissas verdadeiras e Existe certa quantidade de artimanhas que devem ser
conclusão falsa. A seguir exemplificaremos alguns evitadas quando se está construindo um argumento
argumentos dedutivos válidos importantes. dedutivo. Elas são conhecidas como falácias. Na
Afirmação do Antecedente: O primeiro argumento linguagem do dia a dia, nós denominamos muitas
dedutivo válido que discutiremos chama-se “afirmação crenças equivocadas como falácias, mas, na lógica, o
do antecedente”, também conhecido como modus termo possui significado mais específico: falácia é uma
ponens. Exemplo: falha técnica que torna o argumento inconsistente ou
Se José for reprovado no concurso, então será demitido inválido (além da consistência do argumento, também se
do serviço. podem criticar as intenções por detrás da
José foi aprovado no concurso. argumentação).
___________________________ Argumentos contentores de falácias são denominados
∴ José será demitido do serviço. falaciosos. Frequentemente, parecem válidos e
Este argumento é evidentemente válido e sua forma convincentes, às vezes, apenas uma análise
pode ser escrita da seguinte forma: pormenorizada é capaz de revelar a falha lógica. Com as
premissas verdadeiras e a conclusão falsa nunca
teremos um argumento válido, então este argumento é
não válido, chamaremos os argumentos não válidos de
falácias. A seguir, examinaremos algumas falácias
conhecidas que ocorrem com muita frequência. O
primeiro caso de argumento dedutivo não válido que
Outro argumento dedutivo válido é a “negação do veremos é o que chamamos de “falácia da afirmação do
consequente” (também conhecido como modus tollens). consequente”. Exemplo:
Obs.: (q→p ) é equivalente a (¬q→¬p). Esta
equivalência é chamada de contra positiva. Exemplo:
“Se ele me ama, então casa comigo” é equivalente a “Se Se ele me ama então ele casa comigo.
ele não casa comigo, então ele não me ama”; Ele casa comigo.
Então vejamos o exemplo do modus tollens. Exemplo: _______________________
∴ Ele me ama.
Podemos escrever esse argumento como:
Se aumentarmos os meios de pagamentos, então
haverá inflação.
Não há inflação.
______________________________
∴ Não aumentamos os meios de pagamentos.
Este argumento é evidentemente válido e sua forma
pode ser escrita da seguinte maneira:
Este argumento é uma falácia, podemos ter as
premissas verdadeiras e a conclusão falsa.
Outra falácia que corre com frequência é a conhecida
por “falácia da negação do antecedente”. Exemplo:
Se João parar de fumar ele engordará.
João não parou de fumar.
________________________
Existe também um tipo de argumento válido conhecido ∴ João não engordará.
pelo nome de dilena. Geralmente este argumento ocorre Observe que temos a forma:
quando alguém é forçado a escolher entre duas
alternativas indesejáveis. Exemplo:
João se inscreve no concurso de MS, porém não
gostaria de sair de São Paulo, e seus colegas de
trabalho estão torcendo por ele.Eis o dilema de João:
Ou João passa ou não passa no concurso.
Se João passar no concurso vai ter que ir embora de
Este argumento é uma falácia, pois podemos ter as
São Paulo.
premissas verdadeiras e a conclusão falsa.
Se João não passar no concurso ficará com vergonha
diante dos colegas de trabalho.
Os argumentos dedutivos não válidos podem combinar Um argumento não equivale a uma explicação. Suponha
verdade ou falsidade das premissas de qualquer que, tentando provar que Albert Einstein cria em Deus,
maneira com a verdade ou falsidade da conclusão. alguém dissesse: “Einstein afirmou que ‘Deus não joga
Assim, podemos ter, por exemplo, argumentos não dados’ porque acreditava em Deus”. Isso pode parecer
válidos com premissas e conclusões verdadeiras, um argumento relevante, mas não é. Trata-se de uma
porém, as premissas não sustentam a conclusão. explicação da afirmação de Einstein. Para perceber isso,
Exemplo: deve-se lembrar que uma afirmação da forma “X porque
Todos os mamíferos são mortais. (V) Y” pode ser reescrita na forma “Y logo X”. O que
Todos os gatos são mortais. (V) resultaria em: “Einstein acreditava em Deus, por isso
___________________________ afirmou que ‘Deus não joga dados’”. Agora fica claro que
∴ Todos os gatos são mamíferos. (V) a afirmação, que parecia um argumento, está admitindo
a conclusão que deveria estar provando. Ademais,
Este argumento tem a forma: Einstein não cria num Deus pessoal preocupado com
Todos os A são B. assuntos humanos.
Todos os C são B.
___________________
∴ Todos os C são A. QUESTÕES
01. Se Iara não fala italiano, então Ana fala alemão. Se
Podemos facilmente mostrar que esse argumento é não Iara fala italiano, então ou Ching fala chinês ou Débora
válido, pois as premissas não sustentam a conclusão, e fala dinamarquês. Se Débora fala dinamarquês, Elton
veremos então que podemos ter as premissas fala espanhol. Mas Elton fala espanhol se e somente se
verdadeiras e a conclusão falsa, nesta forma, bastando não for verdade que Francisco não fala francês. Ora,
substituir A por mamífero, B por mortais e C por cobra. Francisco não fala francês e Ching não fala chinês.
Todos os mamíferos são mortais. (V) Logo,
Todas as cobras são mortais. (V) a) Iara não fala italiano e Débora não fala dinamarquês.
__________________________ b) Ching não fala chinês e Débora fala dinamarquês.
∴ Todas as cobras são mamíferas. (F) c) Francisco não fala francês e Elton fala espanhol.
d) Ana não fala alemão ou Iara fala italiano.
Podemos usar as tabelas-verdade, definidas nas e) Ana fala alemão e Débora fala dinamarquês.
estruturas lógicas, para demonstrarmos se um
argumento é válido ou falso. Outra maneira de verificar 02. Sabe-se que todo o número inteiro n maior do que 1
se um dado argumento P1, P2, P3, ...Pn é válido ou não, admite pelo menos um divisor (ou fator) primo.Se n é
por meio das tabelas-verdade, é construir a condicional primo, então tem somente dois divisores, a saber, 1 e n.
associada: (P1 ∧ P2 ∧ P3 ...Pn) e reconhecer se essa Se n é uma potência de um primo p, ou seja, é da forma
condicional é ou não uma tautologia. Se essa ps, então 1, p, p2, ..., ps são os divisores positivos de n.
condicional associada é tautologia, o argumento é Segue-se daí que a soma dos números inteiros positivos
válido. Não sendo tautologia, o argumento dado é um menores do que 100, que têm exatamente três divisores
sofisma (ou uma falácia). positivos, é igual a:
a) 25
b) 87
Tautologia: Quando uma proposição composta é c) 112
sempre verdadeira, então teremos uma tautologia. Ex: d) 121
e) 169

03. Ou Lógica é fácil, ou Artur não gosta de Lógica. Por


outro lado, se Geografia não é difícil, então Lógica é
difícil. Daí segue-se que, se Artur gosta de Lógica,
Há argumentos válidos com conclusões falsas, da então:
mesma forma que há argumentos não válidos com a) Se Geografia é difícil, então Lógica é difícil.
conclusões verdadeiras. Logo, a verdade ou falsidade de b) Lógica é fácil e Geografia é difícil.
sua conclusão não determinam a validade ou não c) Lógica é fácil e Geografia é fácil.
validade de um argumento. O reconhecimento de d) Lógica é difícil e Geografia é difícil.
argumentos é mais difícil que o das premissas ou da e) Lógica é difícil ou Geografia é fácil.
conclusão. Muitas pessoas abarrotam textos de
asserções sem sequer produzirem algo que possa ser 04. Três suspeitos de haver roubado o colar da rainha
chamado de argumento. Às vezes, os argumentos não foram levados à presença de um velho e sábio professor
seguem os padrões descritos acima. Por exemplo, de Lógica. Um dos suspeitos estava de camisa azul,
alguém pode dizer quais são suas conclusões e depois outro de camisa branca e o outro de camisa preta. Sabe-
justificá-las. Isso é válido, mas pode ser um pouco se que um e apenas um dos suspeitos é culpado e que o
confuso. culpado às vezes fala a verdade e às vezes mente.
Para complicar, algumas afirmações parecem Sabe-se, também, que dos outros dois (isto é, dos
argumentos, mas não são. Por exemplo: “Se a Bíblia é suspeitos que são inocentes), um sempre diz a verdade
verdadeira, Jesus foi ou um louco, ou um mentiroso, ou e o outro sempre mente. O velho e sábio professor
o Filho de Deus”. Isso não é um argumento, é uma perguntou, a cada um dos suspeitos, qual entre eles era
afirmação condicional. Não explicita as premissas o culpado. Disse o de camisa azul: “Eu sou o culpado”.
necessárias para embasar as conclusões, sem Disse o de camisa branca, apontando para o de camisa
mencionar que possui outras falhas. azul: “Sim, ele é o culpado”. Disse, por fim, o de camisa
preta: “Eu roubei o colar da rainha; o culpado sou eu”. O
velho e sábio professor de Lógica, então, sorriu e (A) não viajo e caso.
concluiu corretamente que: (B) viajo e caso.
a) O culpado é o de camisa azul e o de camisa preta (C) não vou morar em Passárgada e não viajo.
sempre mente. (D) compro uma bicicleta e não viajo.
b) O culpado é o de camisa branca e o de camisa preta (E) compro uma bicicleta e viajo.
sempre mente.
c) O culpado é o de camisa preta e o de camisa azul
sempre mente. 08. (FCC - 2012 - TST - Técnico Judiciário) Parte
d) O culpado é o de camisa preta e o de camisa azul superior do formulário
sempre diz a verdade. A declaração abaixo foi feita pelo gerente de recursos
e) O culpado é o de camisa azul e o de camisa azul humanos da empresa X durante uma feira de
sempre diz a verdade. recrutamento em uma faculdade: “Todo funcionário de
nossa empresa possui plano de saúde e ganha mais de
05. O rei ir à caça é condição necessária para o duque R$ 3.000,00 por mês”. Mais tarde, consultando seus
sair do castelo, e é condição suficiente para a duquesa ir arquivos, o diretor percebeu que havia se enganado em
ao jardim. Por outro lado, o conde encontrar a princesa é sua declaração. Dessa forma, conclui-se que,
condição necessária e suficiente para o barão sorrir e é necessariamente,
condição necessária para a duquesa ir ao jardim. O (A) dentre todos os funcionários da empresa X, há um
barão não sorriu. Logo: grupo que não possui plano de saúde.
a) A duquesa foi ao jardim ou o conde encontrou a (B) o funcionário com o maior salário da empresa X
princesa. ganha, no máximo, R$ 3.000,00 por mês.
b) Se o duque não saiu do castelo, então o conde (C) um funcionário da empresa X não tem plano de
encontrou a princesa. saúde ou ganha até R$ 3.000,00 por mês.
c) O rei não foi à caça e o conde não encontrou a (D) nenhum funcionário da empresa X tem plano de
princesa. saúde ou todos ganham até R$ 3.000,00 por mês.
d) O rei foi à caça e a duquesa não foi ao jardim. (E) alguns funcionários da empresa X não têm plano de
e) O duque saiu do castelo e o rei não foi à caça. saúde e ganham, no máximo, R$ 3.000,00 por mês.

06. (FUNIVERSA - 2012 - PC-DF - Perito Criminal) Parte 09. (CESGRANRIO - 2012 - Chesf - Analista de
superior do formulário Sistemas) Parte superior do formulário
Cinco amigos encontraram-se em um bar e, depois de Se hoje for uma segunda ou uma quarta-feira, Pedro
algumas horas de muita conversa, dividiram igualmente terá aula de futebol ou natação. Quando Pedro tem aula
a conta, a qual fora de, exatos, R$ 200,00, já com a de futebol ou natação, Jane o leva até a escolinha
gorjeta incluída. Como se encontravam ligeiramente esportiva. Ao levar Pedro até a escolinha, Jane deixa de
alterados pelo álcool ingerido, ocorreu uma dificuldade fazer o almoço e, se Jane não faz o almoço, Carlos não
no fechamento da conta. Depois que todos julgaram ter almoça em casa. Considerando-se a sequência de
contribuído com sua parte na despesa, o total colocado implicações lógicas acima apresentadas textualmente,
sobre a mesa era de R$ 160,00, apenas, formados por se Carlos almoçou em casa hoje, então hoje
uma nota de R$ 100,00, uma de R$ 20,00 e quatro de (A) é terça, ou quinta ou sexta-feira, ou Jane não fez o
R$ 10,00. Seguiram-se, então, as seguintes almoço.
declarações, todas verdadeiras: (B) Pedro não teve aula de natação e não é segunda-
Antônio: — Basílio pagou. Eu vi quando ele pagou. feira.
Danton: — Carlos também pagou, mas do Basílio não (C) Carlos levou Pedro até a escolinha para Jane fazer o
sei dizer. almoço.
Eduardo: — Só sei que alguém pagou com quatro notas (D) não é segunda, nem quarta, mas Pedro teve aula de
de R$ 10,00. apenas uma das modalidades esportivas.
Basílio: — Aquela nota de R$ 100,00 ali foi o Antônio (E) não é segunda, Pedro não teve aulas, e Jane não fez
quem colocou, eu vi quando ele pegou seus R$ 60,00 de o almoço.
troco.
Carlos: — Sim, e nos R$ 60,00 que ele retirou, estava a 10. (VUNESP - 2011 - TJM-SP) Parte superior do
nota de R$ 50,00 que o Eduardo colocou na mesa. formulário
Imediatamente após essas falas, o garçom, que ouvira Se afino as cordas, então o instrumento soa bem. Se o
atentamente o que fora dito e conhecia todos do grupo, instrumento soa bem, então toco muito bem. Ou não
dirigiu-se exatamente àquele que ainda não havia toco muito bem ou sonho acordado. Afirmo ser
contribuído para a despesa e disse: — O senhor verdadeira a frase: não sonho acordado. Dessa forma,
pretende usar seu cartão e ficar com o troco em conclui-se que
espécie? Com base nas informações do texto, o garçom (A) sonho dormindo.
fez a pergunta a (B) o instrumento afinado não soa bem.
(A) Antônio. (C) as cordas não foram afinadas.
(B) Basílio. (D) mesmo afinado o instrumento não soa bem.
(C) Carlos. (E) toco bem acordado e dormindo.
(D) Danton.
(E) Eduardo.
Respostas
07. (ESAF - 2012 - Auditor Fiscal da Receita Federal) 01.
Parte superior do formulário (P1) Se Iara não fala italiano, então Ana fala alemão.
Caso ou compro uma bicicleta. Viajo ou não caso. Vou (P2) Se Iara fala italiano, então ou Ching fala chinês ou
morar em Passárgada ou não compro uma bicicleta. Débora fala dinamarquês.
Ora, não vou morar em Passárgada. Assim, (P3) Se Débora fala dinamarquês, Elton fala espanhol.
(P4) Mas Elton fala espanhol se e somente se não for 02. Resposta “B”.
verdade que Francisco não fala francês. O número que não é primo é denominado número
(P5) Ora, Francisco não fala francês e Ching não fala composto. O número 4 é um número composto. Todo
chinês. número composto pode ser escrito como uma
Ao todo são cinco premissas, formadas pelos mais combinação de números primos, veja: 70 é um número
diversos conectivos (Se então, Ou, Se e somente se, E). composto formado pela combinação: 2 x 5 x 7, onde 2, 5
Mas o que importa para resolver este tipo de argumento e 7 são números primos. O problema informou que um
lógico é que ele só será válido quando todas as número primo tem com certeza 3 divisores quando puder
premissas forem verdadeiras, a conclusão também for ser escrito da forma: 1 p p2, onde p é um número primo.
verdadeira. Uma boa dica é sempre começar pela Observe os seguintes números:
premissa formada com o conectivo e. 1 2 22 (4)
Na premissa 5 tem-se: Francisco não fala francês e 1 3 3² (9)
Ching não fala chinês. Logo para esta proposição 1 5 5² (25)
composta pelo conectivo e ser verdadeira as premissas 1 7 7² (49)
simples que a compõe deverão ser verdadeiras, ou seja, 1 11 11² (121)
sabemos que: Veja que 4 têm apenas três divisores (1, 2 e ele mesmo)
Francisco não fala francês e o mesmo ocorre com os demais números 9, 25, 49 e
Ching não fala chinês 121 (mas este último já é maior que 100) portanto a
Na premissa 4 temos: Elton fala espanhol se e somente soma dos números inteiros positivos menores do que
se não for verdade que Francisco não fala francês. 100, que têm exatamente três divisores positivos é dada
Temos uma proposição composta formada pelo se e por: 4 + 9 + 25 + 49 = 87.
somente se, neste caso, esta premissa será verdadeira
se as proposições que a formarem forem de mesmo
valor lógico, ou ambas verdadeiras ou ambas falsas, ou 03. Resposta “B”.
seja, como se deseja que não seja verdade que O Argumento é uma sequência finita de proposições
Francisco não fala francês e ele fala, isto já é falso e o lógicas iniciais (Premissas) e uma proposição final
antecedente do se e somente se também terá que ser (conclusão). A validade de um argumento independe se
falso, ou seja: Elton não fala espanhol. a premissa é verdadeira ou falsa, observe a seguir:
Da premissa 3 tem-se: Se Débora fala dinamarquês, Todo cavalo tem 4 patas (P1)
Elton fala espanhol. Uma premissa composta formada Todo animal de 4 patas tem asas (P2)
por outras duas simples conectadas pelo se então (veja Logo: Todo cavalo tem asas (C)
que a vírgula subentende que existe o então), pois é, a Observe que se tem um argumento com duas
regra do se então é que ele só vai ser falso se o seu premissas, P1 (verdadeira) e P2 (falsa) e uma conclusão
antecedente for verdadeiro e o seu consequente for C. Veja que este argumento é válido, pois se as
falso, da premissa 4 sabemos que Elton não fala premissas se verificarem a conclusão também se
espanhol, logo, para que a premissa seja verdadeira só verifica: (P1) Todo cavalo tem 4 patas. Indica que se é
poderemos aceitar um valor lógico possível para o cavalo então tem 4 patas, ou seja, posso afirmar que o
antecedente, ou seja, ele deverá ser falso, pois F Î F = V, conjunto dos cavalos é um subconjunto do conjunto de
logo: Débora não fala dinamarquês. animais de 4 patas.
Da premissa 2 temos: Se Iara fala italiano, então ou
Ching fala chinês ou Débora fala dinamarquês. Vamos
analisar o consequente do se então, observe: ou Ching
fala chinês ou Débora fala dinamarquês. (temos um ou
exclusivo, cuja regra é, o ou exclusivo, só vai ser falso
se ambas forem verdadeiras, ou ambas falsas), no caso
como Ching não fala chinês e Débora não fala
dinamarquês, temos: F ou exclusivo F = F. Se o
consequente deu falso, então o antecedente também (P2) Todo animal de 4 patas tem asas. Indica que se tem
deverá ser falso para que a premissa seja verdadeira, 4 patas então o animal tem asas, ou seja, posso afirmar
logo: Iara não fala italiano. que o conjunto dos animais de 4 patas é um subconjunto
Da premissa 1 tem-se: Se Iara não fala italiano, então do conjunto de animais que tem asas.
Ana fala alemão. Ora ocorreu o antecedente, vamos
reparar no consequente... Só será verdadeiro quando V Î
V = V pois se o primeiro ocorrer e o segundo não
teremos o Falso na premissa que é indesejado, desse
modo: Ana fala alemão.
Observe que ao analisar todas as premissas, e
tornarmos todas verdadeiras obtivemos as seguintes
afirmações:
Francisco não fala francês
(C) Todo cavalo tem asas. Indica que se é cavalo então
Ching não fala chinês
tem asas, ou seja, posso afirmar que o conjunto de
Elton não fala espanhol
cavalos é um subconjunto do conjunto de animais que
Débora não fala dinamarquês
tem asas.
Iara não fala italiano
Ana fala alemão.
A única conclusão verdadeira quando todas as
premissas foram verdadeiras é a da alternativa (A),
resposta do problema.
Chamando:
r: Geografia é difícil
~r: Geografia não é difícil (ou Geografia é fácil)
p: Lógica é fácil
(não p) ~p: Lógica é difícil
~r → ~p (lê-se se não r então não p) sempre que se
verificar o se então tem-se também que a negação do
consequente gera a negação do antecedente, ou seja:
~(~p) → ~(~r), ou seja, p → r ou Se Lógica é fácil então
Observe que ao unir as premissas, a conclusão sempre Geografia é difícil.
se verifica. Toda vez que fizermos as premissas serem De todo o encadeamento lógico (dada as premissas
verdadeiras, a conclusão também for verdadeira, verdadeiras) sabemos que:
estaremos diante de um argumento válido. Observe: Artur gosta de Lógica
Lógica é fácil
Geografia é difícil
Vamos agora analisar as alternativas, em qual delas a
conclusão é verdadeira:
a) Se Geografia é difícil, então Lógica é difícil. (V → F =
F) a regra do “se então” é só ser falso se o antecedente
for verdadeiro e o consequente for falso, nas demais
possibilidades ele será sempre verdadeiro.
b) Lógica é fácil e Geografia é difícil. (V ^ V = V) a regra
Desse modo, o conjunto de cavalos é subconjunto do do “e” é que só será verdadeiro se as proposições que o
conjunto dos animais de 4 patas e este por sua vez é formarem forem verdadeiras.
subconjunto dos animais que tem asas. Dessa forma, a c) Lógica é fácil e Geografia é fácil. (V ^ F = F)
conclusão se verifica, ou seja, todo cavalo tem asas. d) Lógica é difícil e Geografia é difícil. (F ^ V = F)
Agora na questão temos duas premissas e a conclusão e) Lógica é difícil ou Geografia é fácil. (F v F = F) a regra
é uma das alternativas, logo temos um argumento. O do “ou” é que só é falso quando as proposições que o
que se pergunta é qual das conclusões possíveis formarem forem falsas.
sempre será verdadeira dadas as premissas sendo
verdadeiras, ou seja, qual a conclusão que torna o 04. Alternativa “A”.
argumento válido. Vejamos: Com os dados fazemos a tabela:
Ou Lógica é fácil, ou Artur não gosta de Lógica (P1)
Se Geografia não é difícil, então Lógica é difícil. (P2)
Artur gosta de Lógica (P3)
Observe que deveremos fazer as três premissas serem
verdadeiras, inicie sua análise pela premissa mais fácil,
ou seja, aquela que já vai lhe informar algo que deseja,
observe a premissa três, veja que para ela ser
verdadeira, Artur gosta de Lógica. Com esta informação
vamos até a premissa um, onde temos a presença do
“ou exclusivo” um ou especial que não aceita ao mesmo Sabe-se que um e apenas um dos suspeitos é culpado e
tempo que as duas premissas sejam verdadeiras ou que o culpado às vezes fala a verdade e às vezes
falsas. Observe a tabela verdade do “ou exclusivo” mente. Sabe-se, também, que dos outros dois (isto é,
abaixo: dos suspeitos que são inocentes), um sempre diz a
verdade e o outro sempre mente.
I) Primeira hipótese: Se o inocente que fala verdade é o
de camisa azul, não teríamos resposta, pois o de azul
fala que é culpado e então estaria mentindo.
II) Segunda hipótese: Se o inocente que fala a verdade é
o de camisa preta, também não teríamos resposta,
observem: Se ele fala a verdade e declara que roubou
ele é o culpado e não inocente.
Sendo as proposições: III) Terceira hipótese: Se o inocente que fala a verdade é
p: Lógica é fácil o de camisa branca achamos a resposta, observem: Ele
q: Artur não gosta de Lógica é inocente e afirma que o de camisa branca é culpado,
p v q = Ou Lógica é fácil, ou Artur não gosta de Lógica ele é o inocente que sempre fala a verdade. O de
(P1) camisa branca é o culpado que ora fala a verdade e ora
Observe que só nos interessa os resultados que possam mente (no problema ele está dizendo a verdade). O de
tornar a premissa verdadeira, ou seja, as linhas 2 e 3 da camisa preta é inocente e afirma que roubou, logo ele é
tabela verdade. Mas já sabemos que Artur gosta de o inocente que está sempre mentindo.
Lógica, ou seja, a premissa q é falsa, só nos restando a O resultado obtido pelo sábio aluno deverá ser: O
linha 2, quer dizer que para P1 ser verdadeira, p também culpado é o de camisa azul e o de camisa preta sempre
será verdadeira, ou seja, Lógica é fácil. Sabendo que mente (Alternativa A).
Lógica é fácil, vamos para a P2, temos um se então.
Se Geografia não é difícil, então Lógica é difícil. Do se 05. Resposta “C”.
então já sabemos que: Uma questão de lógica argumentativa, que trata do uso
Geografia não é difícil - é o antecedente do se então. do conectivo “se então” também representado por “→”.
Lógica é difícil - é o consequente do se então. Vamos a um exemplo:
Se o duque sair do castelo então o rei foi à caça. Aqui 3 - Antônio pagou, justamente, com os R$ 100,00 e
estamos tratando de uma proposição composta (Se o pegou os R$ 60,00 de troco que, segundo Carlos,
duque sair do castelo então o rei foi à caça) formada por estavam os R$ 50,00 pagos por Eduardo, então...
duas proposições simples (duque sair do castelo) (rei ir à 4 - Eduardo pagou com a nota de R$ 50,00.
caça), ligadas pela presença do conectivo (→) “se O único que escapa das afirmações é o Danton.
então”. O conectivo “se então” liga duas proposições Outra forma: 5 amigos: A,B,C,D, e E.
simples da seguinte forma: Se p então q, ou seja: Antônio: - Basílio pagou. Restam A, D, C e E.
→ p será uma proposição simples que por estar antes Danton: - Carlos também pagou. Restam A, D, e E.
do então é também conhecida como antecedente. Eduardo: - Só sei que alguém pagou com quatro notas
→ q será uma proposição simples que por estar depois de R$ 10,00. Restam A, D, e E.
do então é também conhecida como consequente. Basílio: - Aquela nota de R$ 100,00 ali foi o Antônio.
→ Se p então q também pode ser lido como p implica Restam D, e E.
em q. Carlos: - Sim, e nos R$ 60,00 que ele retirou, estava a
→ p é conhecida como condição suficiente para que q nota de R$ 50,00 que o Eduardo colocou. Resta
ocorra, ou seja, basta que p ocorra para q ocorrer. somente D (Dalton) a pagar.
→ q é conhecida como condição necessária para que p
ocorra, ou seja, se q não ocorrer então p também não irá 07. Resposta “B”.
ocorrer. Parte inferior do formulário
Vamos às informações do problema: 1°: separar a informação que a questão forneceu: “não
1) O rei ir à caça é condição necessária para o duque vou morar em passárgada”.
sair do castelo. Chamando A (proposição rei ir à caça) e 2°: lembrando-se que a regra do ou diz que: para ser
B (proposição duque sair do castelo) podemos escrever verdadeiro tem de haver pelo menos uma proposição
que se B então A ou B → A. Lembre-se de que ser verdadeira.
condição necessária é ser consequente no “se então”. 3°: destacando-se as informações seguintes:
2) O rei ir à caça é condição suficiente para a duquesa ir - caso ou compro uma bicicleta.
ao jardim. Chamando A (proposição rei ir à caça) e C - viajo ou não caso.
(proposição duquesa ir ao jardim) podemos escrever que - vou morar em passárgada ou não compro uma
se A então C ou A → C. Lembre-se de que ser condição bicicleta.
suficiente é ser antecedente no “se então”. Logo:
3) O conde encontrar a princesa é condição necessária - vou morar em pasárgada (F)
e suficiente para o barão sorrir. Chamando D - não compro uma bicicleta (V)
(proposição conde encontrar a princesa) e E (proposição - caso (V)
barão sorrir) podemos escrever que D se e somente se - compro uma bicicleta (F)
E ou D ↔ E (conhecemos este conectivo como um - viajo (V)
bicondicional, um conectivo onde tanto o antecedente - não caso (F)
quanto o consequente são condição necessária e Conclusão: viajo, caso, não compro uma bicicleta.
suficiente ao mesmo tempo), onde poderíamos também Outra forma:
escrever E se e somente se D ou E → D. c = casar
4) O conde encontrar a princesa é condição necessária b = comprar bicicleta
para a duquesa ir ao jardim. Chamando D (proposição v = viajar
conde encontrar a princesa) e C (proposição duquesa ir p = morar em Passárgada
ao jardim) podemos escrever que se C então D ou C → Temos as verdades:
D. Lembre-se de que ser condição necessária é ser c ou b
consequente no “se então”. v ou ~c
A única informação claramente dada é que o barão não p ou ~b
sorriu, ora chamamos de E (proposição barão sorriu). Transformando em implicações:
Logo barão não sorriu = ~E (lê-se não E). ~c → b = ~b → c
Dado que ~E se verifica e D ↔ E, ao negar a condição ~v → ~c = c → v
necessária nego a condição suficiente: esse modo ~E → ~p → ~b
~D (então o conde não encontrou a princesa). Assim:
Se ~D se verifica e C → D, ao negar a condição ~p → ~b
necessária nego a condição suficiente: ~D → ~C (a ~b → c
duquesa não foi ao jardim). c→v
Se ~C se verifica e A → C, ao negar a condição Por transitividade:
necessária nego a condição suficiente: ~C → ~A (então ~p → c
o rei não foi à caça). ~p → v
Se ~A se verifica e B → A, ao negar a condição Não morar em passárgada implica casar. Não morar em
necessária nego a condição suficiente: ~A → ~B (então passárgada implica viajar.
o duque não saiu do castelo).
Observe entre as alternativas, que a única que afirma 08. Resposta “C”.
uma proposição logicamente correta é a alternativa C, A declaração dizia:
pois realmente deduziu-se que o rei não foi à caça e o “Todo funcionário de nossa empresa possui plano de
conde não encontrou a princesa. saúde e ganha mais de R$ 3.000,00 por mês”. Porém, o
diretor percebeu que havia se enganado, portanto, basta
06. Resposta “D”. que um funcionário não tenha plano de saúde ou ganhe
Como todas as informações dadas são verdadeiras, até R$ 3.000,00 para invalidar, negar a declaração,
então podemos concluir que: tornando-a desse modo FALSA. Logo, necessariamente,
1 - Basílio pagou; um funcionário da empresa X não tem plano de saúde
2 - Carlos pagou; ou ganha até R$ 3.000,00 por mês.
Proposição composta no conectivo “e” - “Todo citada, para esta ser verdadeira S V Q tem que ser falsa.
funcionário de nossa empresa possui plano de saúde e Bem, agora analisando individualmente S V Q como
ganha mais de R$ 3.000,00 por mês”. Logo: basta que falsa, esta só pode ser falsa se as duas premissas
uma das proposições seja falsa para a declaração ser simples forem falsas. E da mesma maneira tratamos PF
falsa. V PN.
1ª Proposição: Todo funcionário de nossa empresa Representação lógica de todas as proposições:
possui plano de saúde. S V Q → PF V PN
2ª Proposição: ganha mais de R$ 3.000,00 por mês. (f) (f) (f) (f)
Lembre-se que no enunciado não fala onde foi o erro da FF
declaração do gerente, ou seja, pode ser na primeira PF V PN → Je
proposição e não na segunda ou na segunda e não na FF
primeira ou nas duas que o resultado será falso. Je → ~Ja
Na alternativa C a banca fez a negação da primeira FF
proposição e fez a da segunda e as ligaram no conectivo ~Ja → ~C
“ou”, pois no conectivo “ou” tanto faz a primeira ser FF
verdadeira ou a segunda ser verdadeira, desde que haja Conclusão: Carlos almoçou em casa hoje, Jane fez o
uma verdadeira para o resultado ser verdadeiro. almoço e não levou Pedro à escolinha esportiva, Pedro
Atenção: A alternativa “E” está igualzinha, só muda o não teve aula de futebol nem de natação e também não
conectivo que é o “e”, que obrigaria que o erro da é segunda nem quarta. Agora é só marcar a questão
declaração fosse nas duas. cuja alternativa se encaixa nesse esquema.
A questão pede a negação da afirmação: Todo
funcionário de nossa empresa possui plano de saúde “e” 10. Resposta “C”.
ganha mais de R$ 3.000,00 por mês. Dê nome:
Essa fica assim ~(p ^ q). A = AFINO as cordas;
A negação dela ~pv~q I = INSTRUMENTO soa bem;
~(p^q) ↔ ~pv~q (negação todas “e” vira “ou”) T = TOCO bem;
A 1ª proposição tem um Todo que é quantificador S = SONHO acordado.
universal, para negá-lo utilizamos um quantificador Montando as proposições:
existencial. Pode ser: um, existe um, pelo menos, 1° - A → I
existem... 2° - I → T
No caso da questão ficou assim: Um funcionário da 3° - ~T V S (ou exclusivo)
empresa não possui plano de saúde “ou” ganha até R$ Como S = FALSO; ~T = VERDADEIRO, pois um dos
3.000,00 por mês. A negação de ganha mais de termos deve ser verdadeiro (equivale ao nosso “ou isso
3.000,00 por mês, é ganha até 3.000,00. ou aquilo, escolha UM”).
~T = V
09. Resposta “B”. T=F
Sendo: I→T
Segunda = S e Quarta = Q, (F)
Pedro tem aula de Natação = PN e Em muitos casos, é um macete que funciona nos
Pedro tem aula de Futebol = PF. exercícios “lotados de condicionais”, sendo assim o F
V = conectivo ou e → = conectivo Se, ... então, temos: passa para trás.
S V Q → PF V PN Assim: I = F
Sendo Je = Jane leva Pedro para a escolinha e ~Je = a Novamente: A → I
negação, ou seja Jane não leva Pedro a escolinha. (F)
Ainda temos que ~Ja = Jane deixa de fazer o almoço e O FALSO passa para trás. Com isso, A = FALSO. ~A =
C = Carlos almoça em Casa e ~C = Carlos não almoça Verdadeiro = As cordas não foram afinadas.
em casa, temos: Outra forma: partimos da premissa afirmativa ou de
PF V PN → Je conclusão; última frase:
Je → ~Ja Não sonho acordado será VERDADE
~Ja → ~C Admita todas as frases como VERDADE
Em questões de raciocínio lógico devemos admitir que Ficando assim de baixo para cima
todas as proposições compostas são verdadeiras. Ora, o Ou não toco muito bem (V) ou sonho acordado (F) = V
enunciado diz que Carlos almoçou em casa, logo a Se o instrumento soa bem (F) então toco muito bem (F)
proposição ~C é Falsa. =V
~Ja → ~C Se afino as cordas (F), então o instrumento soa bem (F)
Para a proposição composta ~Ja → ~C ser verdadeira, =V
então ~Ja também é falsa. A dica é trabalhar com as exceções: na condicional só
~Ja → ~C dá falso quando a primeira V e a segunda F. Na
Na proposição acima desta temos que Je → ~Ja, disjunção exclusiva (ou... ou) as divergentes se atraem o
contudo já sabemos que ~Ja é falsa. Pela mesma regra que dá verdade. Extraindo as conclusões temos que:
do conectivo Se, ... então, temos que admitir que Je Não toco muito bem, não sonho acordado como
também é falsa para que a proposição composta seja verdade.
verdadeira. Se afino as corda deu falso, então não afino as cordas.
Na proposição acima temos que PF V PN → Je, tratando Se o instrumento soa bem deu falso, então o
PF V PN como uma proposição individual e sabendo que instrumento não soa bem.
Je é falsa, para esta proposição composta ser Joga nas alternativas:
verdadeira PF V PN tem que ser falsa. (A) sonho dormindo (você não tem garantia de que
Ora, na primeira proposição composta da questão, sonha dormindo, só temos como verdade que não sonho
temos que S V Q → PF V PN e pela mesma regra já acordado, pode ser que você nem sonhe).
(B) o instrumento afinado não soa bem deu que: Não “Alguns homens não são mentirosos” é particular
afino as cordas. negativa e simbolizamos por “algum S não é P”.
(C) Verdadeira: as cordas não foram afinadas. No caso de afirmativa consideramos o item anterior.
(D) mesmo afinado (Falso deu que não afino as cordas) Chamaremos as proposições dos tipos: “Todo S é P”,
o instrumento não soa bem. “algum S é P”, “algum S não é P” e “nenhum S é P”.
(E) toco bem acordado e dormindo, absurdo. Deu não Então teremos a tabela:
toco muito bem e não sonho acordado.

3 LÓGICA SENTENCIAI (OU PROPOSICIONAL). 3.1


PROPOSIÇÕES SIMPLES E COMPOSTAS

Uma proposição é uma afirmação que pode ser


verdadeira ou falsa. Ela é o significado da afirmação,
não um arranjo preciso das palavras para transmitir esse Diagrama de Euler
significado. Por exemplo, “Existe um número primo par Para analisar, poderemos usar o diagrama de Euler.
maior que dois” é uma proposição (no caso, falsa). “Um - Todo S é P (universal afirmativa – A)
número primo par maior que dois existe” é a mesma
proposição, expressa de modo diferente. É muito fácil
mudar acidentalmente o significado das palavras apenas
reorganizando-as. A dicção da proposição deve ser
considerada algo significante. É possível utilizar a
linguística formal para analisar e reformular uma
afirmação sem alterar o significado.
As sentenças ou proposições são os elementos que, na - Nenhum S é P (universal negativa – E)
linguagem escrita ou falada, expressam uma ideia,
mesmo que absurda. Considerar-se-ão as que são bem
definidas, isto é, aquelas que podem ser classificadas
em falsas ou verdadeiras, denominadas declarativas. As
proposições geralmente são designadas por letras
latinas minúsculas: p, q, r, s...
Considere os exemplos a seguir:
p: Mônica é inteligente.
- Algum S é P (particular afirmativa – I)
q: Se já nevou na região Sul, então o Brasil é um país
europeu.
r: 7 > 3
s: 8 + 2 ≠ 10

Tipos de Proposições
Podemos classificar as sentenças ou proposições, - Algum S não é P (particular negativa – O)
conforme o significado de seu texto, em:
- Declarativas ou afirmativas: são as sentenças em
que se afirma algo, que pode ou não ser verdadeiro.
Exemplo: Júlio César é o melhor goleiro do Brasil.
- Interrogativas: são aquelas sentenças em que se
questiona algo. Esse tipo de sentença não admite valor
verdadeiro ou falso. Exemplo: Lula estava certo em
demitir a ministra?
- Imperativas ou ordenativas: são as proposições em Princípios
que se ordena alguma coisa. Exemplo: Mude a geladeira - Princípio da não-contradição: Uma proposição não
de lugar. pode ser verdadeira e falsa simultaneamente.
- Princípio do Terceiro Excluído: Uma proposição só
Proposições Universais e Particulares pode ter dois valores verdades, isto é, é verdadeiro (V)
As proposições universais são aquelas em que o ou falso (F), não podendo ter outro valor.
predicado refere-se à totalidade do conjunto. Exemplo: a) “O Curso Pré-Fiscal fica em São Paulo” é um
“Todos os homens são mentirosos” é universal e proposição verdadeira.
simbolizamos por “Todo S é P” b) “O Brasil é um País da América do Sul” é uma
Nesta definição incluímos o caso em que o sujeito é proposição verdadeira.
unitário. c) “A Receita Federal pertence ao poder judiciário”, é
Exemplo: “O cão é mamífero”. uma proposição falsa.
As proposições particulares são aquelas em que o As proposições simples (átomos) combinam-se com
predicado refere-se apenas a uma parte do conjunto. outras, ou são modificadas por alguns operadores
Exemplo: “Alguns homens são mentirosos” é particular e (conectivos), gerando novas sentenças chamadas de
simbolizamos por “algum S é P”. moléculas. Os conectivos serão representados da
seguinte forma:
Proposições Afirmativas e Negativas ~ corresponde a “não”
No caso de negativa podemos ter: ∧ corresponde a “e”
“Nenhum homem é mentiroso” é universal negativa e ∧ corresponde a “ou”
simbolizamos por “nenhum S é P”. ⇒ corresponde a “então”
⇔ corresponde a “se somente se” 1. Quando uma proposição é verdadeira, sua
Sendo assim, a partir de uma proposição podemos negação é falsa.
construir uma outra correspondente com a sua negação;
e com duas ou mais, podemos formar: 2. Quando uma proposição é falsa, sua negação é
- Conjunções: a ∧ b (lê-se: a e b) verdadeira.
- Disjunções: a ∧ b (lê-se: a ou b) V ou F Sentença: Negação: V ou F
- Condicionais: a ⇒ b (lê-se: se a então b) p ~p
- Bicondicionais: a ⇔ b (lê-se: a se somente se b) V N∈4 N∉4 F
F 12 é 12 não é V
Exemplo divisível divisível
“Se Cacilda é estudiosa então ela passará no AFRF” por zero por zero.
Sejam as proposições:
p = “Cacilda é estudiosa” Para classificar mais facilmente as proposições em
q = “Ela passará no AFRF” falsas ou verdadeiras, utilizam-se as chamadas tabelas-
Daí, poderemos representar a sentença da seguinte verdade.
forma: Para negação, tem-se
Se p então q (ou p ⇒q) p ~p
V F
Sentenças Abertas F V
Existem sentenças que não podem ser classificadas
nem como falsas, nem como verdadeiras. São as
sentenças chamadas sentenças abertas. Atenção: A sentença negativa é representada por
“~”.
A sentença t:
“O time do Paraná resistiu à pressão do São Paulo”
A sentença matemática é aberta, pois possui como negativa de t, ou seja, “~t”, o
existem infinitos números que satisfazem a equação. correspondente a: “O time do Paraná não resistiu à
Obviamente, apenas um deles, , tornando a pressão do São Paulo”.
sentença verdadeira. Porém, existem infinitos outros Observação: Alguns matemáticos utilizam o símbolo “¬
números que podem fazer com que a proposição se O Brasil possui um grande time de futebol”, que pode ser
lida como “O Brasil não possui um grande time de
torne falsa, como futebol”.

Proposições Simples e Compostas


Dessa maneira, na sentença , obtemos Uma proposição pode ser simples (também denominada
infinitos valores que satisfazem à equação. Porém, atômica) ou composta (também denominada molecular).
alguns são verdadeiros, como , e outros são As proposições simples apresentam apenas uma
afirmação. Pode-se considerá-las como frases formadas
falsos, como por apenas uma oração. As proposições simples são
Atenção: As proposições ou sentenças lógicas são representadas por letras latinas minúsculas.
representadas por letras latinas e podem ser
classificadas em abertas ou fechadas. Exemplos
A sentença é uma sentença (1) p: eu sou estudioso
fechada, pois a ela se pode atribuir um valor lógico; (2) q: Maria é bonita
(3) r: 3 + 4 > 12
nesse caso, o valor de é F, pois a sentença é
falsa.
Uma proposição composta é formada pela união de
A sentença “Phil Collins é um grande cantor duas ou mais proposições simples.
de música pop internacional” é fechada, dado que possui Indica-se uma proposição composta por letras latinas
um valor lógico e esse valor é verdadeiro. maiúsculas. Se P é uma proposição composta das
proposições simples p, q, r, ..., escreve-se P (p, q, r,...).
Já a sentença “O sorteio milionário da Mega- Quando P estiver claramente definida não há
Sena” é uma sentença aberta, pois não se sabe o necessidade de indicar as proposições simples entre os
objetivo de falar do sorteio da Mega-Sena, nem se pode parênteses, escrevendo simplesmente P.
atribuir um valor lógico para que seja verdadeiro,
ou falso. Exemplos:
(4) P: Paulo é estudioso e Maria é bonita. P é composta
Modificadores das proposições simples p: Paulo é estudioso e q: Maria
A partir de uma proposição, podemos formar outra é bonita.
proposição usando o modificador “não” (~), que será sua (5) Q: Maria é bonita ou estudiosa. Q é composta das
negação, a qual possuirá o valor lógico oposto ao da proposições simples p: Maria é bonita e q: Maria é
proposição. estudiosa.
(6) R: Se x = 2 então x2 + 1 = 5. R é composta das
Exemplo proposições simples p: x = 2 e q: x2 + 1 = 5.
p: Jacira tem 3 irmãos. (7) S: a > b se e somente se b < a. S é composta das
~p: Jacira não tem 3 irmãos. proposições simples p: a > b e q: b < a.
É fácil verificar que: As proposições simples são aquelas que expressam
“uma única ideia”. Constituem a base da linguagem e
são também chamadas de átomos da linguagem. São
representadas por letras latinas minúsculas (p, q, r, Proposição Composta - 03 proposições simples
s, ...). No caso de uma proposição composta cujas proposições
As proposições composta são aquelas formadas por simples componentes são p, q e r as únicas possíveis
duas ou mais proposições ligadas pelos conectivos atribuições de valores lógicos a p, a q e a r são:
lógicos. São geralmente representadas por letras latinas p q r
maiúsculas (P, Q, R, S, ...). O símbolo P (p, q, r), por V V V
exemplo, indica que a proposição composta P é formada V V F
pelas proposições simples p, q e r. V F V
Exemplos V F F
São proposições simples: F V V
p: A lua é um satélite da terra. F V F
q: O número 2 é primo. F F V
r: O número 2 é par. F F F
s: Roma é a capital da França. Analogamente, observe-se que os valores lógicos V e F
t: O Brasil fica na América do Sul. se alternam de quatro em quatro para a primeira
u: 2 + 5 = 3 . 4 proposição p, de dois em dois para a segunda
São proposições compostas: proposição q e de um em um para a terceira proposição
P(q, r): O número 2 é primo ou é par. r, e que, além disso, VVV, VVF, VFV, VFF, FVV, FVF,
Q(s, t): Roma é a capital da França e o Brasil fica na FFV e FFF sãos os arranjos ternários com repetição dos
América do Sul. dois elementos V e F.
R: O número 6 é par e o número 8 é cubo perfeito. Notação: O valor lógico de uma proposição simples p
Não são proposições lógicas: indica-se por V(p). Assim, exprime-se que p é verdadeira
- Roma (V), escrevendo: V(p) = V. Analogamente, exprime-se
- O cão do menino que p é falsa (F), escrevendo: V(p) = F.
- 7+1
- As pessoas estudam
- Quem é?
- Que pena! Exemplos
p: o sol é verde;
q: um hexágono tem nove diagonais;
r: 2 é raiz da equação x² + 3x - 4 = 0
Tabela Verdade V(p) = F
V(q) = V
Proposição Simples - Segundo o princípio do V(r) = F
terceiro excluído, toda proposição simples p, é verdade
ou falsa, isto é, tem o valor lógico verdade (V) ou o valor
lógico falso (F).
p Questões
01. Considere as proposições p: Está frio e q: Está
V
chovendo. Traduza para linguagem corrente as
F
seguintes proposições:
a) P ˅ ~q
Proposição Composta - O valor lógico de qualquer b) p → q
proposição composta depende unicamente dos valores c) ~p ^ ~q
lógicos das proposições simples componentes, ficando d) p ↔ ~q
por eles univocamente determinados. É um dispositivo e) (p ˅ ~q) ↔ (q ^~p)
prático muito usado para a determinação do valor lógico
de uma proposição composta. Neste dispositivo figuram 02. Considere as proposições p: A terra é um planeta e
todos os possíveis valores lógicos da proposição q: Aterra gira em torno do Sol. Traduza para linguagem
composta, correspondentes a todas as possíveis simbólica as seguintes proposições:
atribuições de valores lógicos às proposições simples a) Não é verdade: que a Terra é um planeta ou gira em
componentes. torno do Sol.
b) Se a Terra é um planeta então a Terra gira em torno
Proposição Composta - 02 proposições simples do Sol.
Assim, por exemplo, no caso de uma proposição c) É falso que a Terra é um planeta ou que não gira em
composta cujas proposições simples componentes são p torno do Sol.
e q, as únicas possíveis atribuições de valores lógicos a d) A Terra gira em torno do Sol se, e somente se, a Terra
p e a q são: não é um planeta.
p q e) A Terra não é nem um planeta e nem gira em torno do
V V Sol.
V F (Expressões da forma “não é nem p e nem q” devem ser
F V vistas como “não p e não q”)
F F
03. Dada a condicional: “Se p é primo então p = 2 ou
Observe-se que os valores lógicos V e F se alternam p é impar”, determine:
de dois em dois para a primeira proposição p e de um a) a contrapositiva
em um para a segunda proposição q, e que, além disso, b) a recíproca
VV, VF, FV e FF são os arranjos binários com repetição
dos dois elementos V e F. 04.
a) Supondo V (p ^ q ↔ r ˅ s) = F e V (~r ^ ~s) = V, IV- Se fumar não faz bem à saúde e não é verdade que
determine V (p → r ^ s). muitos europeus fumam, então fumar deve ser proibido.
b) Supondo V (p ^ (q ˅ r)) = V e V (p ˅ r → q) = F, V- Tanto é falso que fumar não faz bem à saúde como é
determine V (p), V (q), V (r). falso que fumar deve ser proibido; consequentemente,
c) Supondo V (p → q) = V, determine V (p ^ r → q ^ r) muitos europeus fumam.
e V (p ˅ r → q ˅ r). Considere também que P, Q, R e T representem as
sentenças listadas na tabela a seguir.
05. Dê o conjunto-verdade em R das seguintes P Fumar deve ser
sentenças abertas: proibido.
a) x² + x – 6 = 0 → x² - 9 = 0 Q Fumar de ser
b) x² ˃ 4 ↔ x² -5x + 6 = 0 encorajado.
R Fumar não faz
06. Use o diagrama de Venn para decidir quais das bem à saúde.
seguintes afirmações são válidas: T Muitos europeus
a) Todos os girassóis são amarelos e alguns fumam.
pássaros são amarelos, logo nenhum pássaro é um Com base nas informações acima e considerando a
girassol. notação introduzida no texto, julgue os itens seguintes.
b) Alguns baianos são surfistas. Alguns surfistas são a) A sentença I pode ser corretamente representada por
louros. Não existem professores surfistas. Conclusões: P ^ (¬ T).
I- Alguns baianos são louros. b) A sentença II pode ser corretamente representada por
II- Alguns professores são baianos. (¬ P) ^ (¬ R).
III- Alguns louros são professores. c) A sentença III pode ser corretamente representada por
IV- Existem professores louros. R → P.
d) A sentença IV pode ser corretamente representada
07. (CESPE - PF - Regional) Considere que as letras por (R ^ (¬ T)) → P.
P, Q, R e T representem proposições e que os símbolos e) A sentença V pode ser corretamente representada por
̚ , ^, ˅ e → sejam operadores lógicos que constroem T → ((¬ R) ^ (¬ P)).
novas proposições e significam não, e, ou e então,
respectivamente. Na lógica proposicional, cada 10. Um agente de viagens atende três amigas. Uma
proposição assume um único valor (valor-verdade), que delas é loura, outra é morena e a outra é ruiva. O agente
pode ser verdadeiro (V) ou falso (F), mas nunca ambos. sabe que uma delas se chama Bete, outra se chama
Com base nas informações apresentadas no texto, Elza e a outra se chama Sara. Sabe, ainda, que cada
julgue os itens a seguir. uma delas fará uma viagem a um país diferente da
a) Se as proposições P e Q são ambas verdadeiras, Europa: uma delas irá à Alemanha, outra irá à França e
então a proposição ( ̚ P) ˅ ( ̚ Q) também é verdadeira. a outra irá à Espanha. Ao agente de viagens, que queria
b) Se a proposição T é verdadeira e a proposição R identificar o nome e o destino de cada uma, elas deram
é falsa, então a proposição R→ ( ̚ T) é falsa. as seguintes informações:
c) Se as proposições P e Q são verdadeiras e a A loura: “Não vou à França nem à Espanha”.
proposição R é falsa, então a proposição (P ^ R) → (¬ Q) A morena: “Meu nome não é Elza nem Sara”.
é verdadeira. A ruiva: “Nem eu nem Elza vamos à França”.
O agente de viagens concluiu, então, acertadamente,
08. (CESPE - Papiloscopista) Sejam P e Q variáveis que:
proposicionais que podem ter valorações, ou serem a) A loura é Sara e vai à Espanha.
julgadas verdadeiras (V) ou falsas (F). A partir dessas b) A ruiva é Sara e vai à França.
variáveis, podem ser obtidas novas proposições, tais c) A ruiva é Bete e vai à Espanha.
como: a proposição condicional, denotada por P → Q, d) A morena é Bete e vai à Espanha.
que será F quando P for V e Q for F, ou V, nos outros e) A loura é Elza e vai à Alemanha.
casos; a disjunção de P e Q, denotada por P v Q, que
será F somente quando P e Q forem F, ou V nas outras
situações; a conjunção de P e Q, denotada por P ^ Q,
que será V somente quando P e Q forem V, e, em outros Respostas:
casos, será F; e a negação de P, denotada por ¬P, que 01.
será F se P for V e será V se P for F. Uma tabela de a) “Está frio ou não está chovendo”.
valorações para uma dada proposição é um conjunto de b) “Se está frio então está chovendo”.
possibilidades V ou F associadas a essa proposição. A c) “Não está frio e não está chovendo”.
partir das informações do texto, julgue os itens d) “Está frio se e somente se não está chovendo”.
subsequentes. e) “Está frio e não está chovendo se e somente se está
a) As tabelas de valorações das proposições P v Q e chovendo e não está frio”.
Q → ¬P são iguais.
b) As proposições (P v Q) → S e (P → S) v (Q → S) 02.
possuem tabelas de valorações iguais. a) ~(p ˅ q);
b) p → q
09. (CESPE - PF - Regional) Considere as sentenças c) ~(p ˅ ~q)
abaixo. d) ~p ^ ~q
I- Fumar deve ser proibido, mas muitos europeus e) q ↔ ~p
fumam.
II- Fumar não deve ser proibido e fumar faz bem à 03.
saúde. a) a contrapositiva: “Se p 2 e p é par, então p não é
III- Se fumar não faz bem à saúde, deve ser proibido. primo”.
b) a recíproca: “Se p = 2 ou p é ímpar, então p é
primo”.

04.
a) Supondo V (p ^ q ↔ r ˅ s) = F (1) e V (~r ^ ~s) = V
(2), determine V (p → r ^ s). Solução: De (2) temos que 09.
V (r) = V (s) = F; Usando estes resultados em (1) a) Item ERRADO. Sua representação seria P ^ T.
obtemos: V (p) = V (q) = V, logo, V (p → r ^ s) = F b) Item CERTO. Apenas deve-se ter o cuidado para o
b) Supondo V (p ^ (q ˅ r)) = V (1) e V (p ˅ r → q) = F que diz a proposição R: “Fumar não faz bem à saúde”. É
(2), determine V (p), V (q) e V (r). Solução: De (1) bom sempre ficarmos atentos à atribuição inicial dada à
concluímos que V (p) = V e V (q ˅ r) = V e de (2) temos respectiva letra.
que V (q) = F, logo V (r) = V c) Item CERTO. É a representação simbólica da
c) Supondo V (p → q) = V, determine V (p ^ r → q ^ r) e Condicional entre as proposições R e P.
V (p ˅ r → q ˅ r). Solução: Vamos supor V (p ^ r → q ^ r) d) Item CERTO. Proposição composta, com uma
= F. Temos assim que V (p ^ r) = V e V (q ^ r) = F, o que Conjunção (R ^ ¬T) como condição suficiente para P.
nos permite concluir que V (p) = V (r) = V e V (q) = F, o d) Item ERRADO. Dizer “...consequentemente...” é dizer
que contradiz V (p → q) = V. Logo, V (p ˅ r → q ˅ r) = V. “se... então...”. A representação correta seria ((¬ R) ^ (¬
Analogamente, mostramos que V (p ˅ r → q ˅ r) = V. P)) → T.

05. 10. Resposta “E”.


a) R – {2} A melhor forma de resolver problemas como este é
b) [-2,2[ arrumar as informações, de forma mais interessante,
que possa prover uma melhor visualização de todo o
06. problema. Inicialmente analise o que foi dado no
a) O diagrama a seguir mostra que o argumento é falso: problema:
a) São três amigas
b) Uma é loura, outra morena e outra ruiva.
c) Uma é Bete, outra Elza e outra Sara.
d) Cada uma fará uma viagem a um país diferente da
Europa: Alemanha, França e Espanha.
e) Elas deram as seguintes informações:
b) O diagrama a seguir mostra que todos os argumentos A loura: “Não vou à França nem à Espanha”.
são falsos: A morena: “Meu nome não é Elza nem Sara”.
A ruiva: “Nem eu nem Elza vamos à França”.
Faça uma tabela:

07.
a) Item ERRADO. Pela tabela do “ou” temos:
(¬ P) v (¬ Q) Com a informação da loura, sabemos que ela vai para a
(¬ V) v (¬ V) Alemanha.
(F) v (F) Com a informação da morena, sabemos que ela é a
Falsa Bete.
b) Item ERRADO. A condicional regra que: Com a informação da ruiva sabemos que ela não vai à
R → (¬ T) França e nem Elza, mas observe que a loura vai a
F (¬ V) Alemanha e a ruiva não vai à França, só sobrando a
F (F) Bete ir à França. Se Bete vai à França a ruiva coube a
Verdadeira Espanha. Elza é a loura e Sara fica sendo a ruiva.
c) Item CERTO. Obedecendo a conjunção e a
condicional: 3.2 TABELAS-VERDADE
(P ^ R) → (¬ Q)
(V ^ F) → (¬ V)
FF A tabela-verdade é usada para determinar o valor lógico
Verdadeira de uma proposição composta, sendo que os valores das
proposições simples já são conhecidos. Pois o valor
08. lógico da proposição composta depende do valor lógico
a) Item ERRADO. Basta considerarmos a linha da da proposição simples. A seguir vamos compreender
tabela-verdade onde P e Q são ambas proposições como se constrói essas tabelas-verdade partindo da
verdadeiras para verificar que as tabelas de valorações árvore das possibilidades dos valores lógicos das
de P v Q e Q → ¬P não são iguais: proposições.

b) Item ERRADO. Nas seguintes linhas da tabela-


verdade, temos os valores lógicos da proposição (P v Q)
→ S diferente dos da proposição (P → S) v (Q → S):
q = 24 é múltiplo de 5.
~q = 24 não é múltiplo de 5.
q ~
q
F V

Observação: A negação de “Roma é a capital da Itália” é


“Roma não é a capital da Itália” ou “Não é verdade que
Roma é a capital da Itália”. Note que:
- A negação de “Todos os brasileiros são carecas” é
“Nem todos os brasileiros são carecas” ou “Pelo menos
um brasileiro não é careca”.
p q P(p, - A negação de “Nenhum homem é careca” é “Algum
q) homem é careca” ou “Pelo menos um homem é careca”.
V V ?
V F ? Número de linhas da Tabela Verdade
F V ? Seja “L” uma linguagem que contenha as proposições P,
F F ? Q e R. O que podemos dizer sobre a proposição P?
Para começar, segundo o princípio de bivalência, ela é
ou verdadeira ou falsa. Isto representamos assim:
P
V
F

Agora, o que podemos dizer sobre as proposições P e


Q? Oras, ou ambas são verdadeiras, ou a primeira é
verdadeira e a segunda é falsa, ou a primeira é falsa e a
segunda é verdadeira, ou ambas são falsas. Isto
representamos assim:
P Q
p q r P(p,
V V
q, r)
V F
V V V ?
F V
V V F ?
F F
V F V ?
V F F ?
Como você já deve ter reparado, uma tabela para P, Q e
F V V ?
R é assim:
F V F ?
P Q R
F F V ?
V V V
F F F ?
V V F
V F V
Proposição Composta do Tipo P(p, q, r, s): a tabela-
V F F
verdade possui 24 = 16 linhas e é formada igualmente
F V V
as anteriores.
F V F
Proposição Composta do Tipo P(p1, p2, p3,…, pn): a F F V
tabela-verdade possui 2n linhas e é formada igualmente F F F
as anteriores.
Cada linha da tabela (fora a primeira que contém as
O Conectivo “não” e a negação fórmulas) representa uma valoração. Agora, o que dizer
O conectivo “não” e a negação de uma proposição p é sobre fórmulas moleculares, tais como ⌐P, Q∨R, ou (Q
outra proposição que tem como valor lógico V se p for ∨R) → (P↔Q)? Para estas, podemos estabelecer os
falsa e F se p é verdadeira. O símbolo ~p (não p) valores que elas recebem em vista do valor de cada
representa a negação de p com a seguinte tabela- fórmula atômica que as compõe. Faremos isto por meio
verdade: das tabelas de verdade. Os primeiros passos para
p ~ construir uma tabela de verdade consistem em:
p - Uma linha em que estão contidas todas as
V F subfórmulas de uma fórmula e a própria fórmula. Por
F V exemplo, a fórmula ⌐(P˄Q) → R tem o seguinte conjunto
de subfórmulas: [(P˄Q) → R, P˄Q, P, Q, R].
Exemplo: - “L” linhas em que estão todos os possíveis valores
a) que as proposições atômicas podem receber e os
p = 7 é ímpar. valores recebidos pelas fórmulas moleculares a partir
~p = 7 não é ímpar. dos valores destes átomos.
p ~ O número de linhas é L = nt, sendo n o número de
p valores que o sistema permite (sempre 2 no caso do
V F CPC) e t o número de átomos que a fórmula contém.
Assim, se uma fórmula contém 2 átomos, o número de
linhas que expressam a permutações entre estes será 4: forem falsas. O símbolo p v q (p ou q) representa a
um caso de ambos serem verdadeiros (V V), dois casos disjunção, com a seguinte tabela-verdade:
de apenas um dos átomos ser verdadeiro (V F , F V) e p q p∨
um caso no qual ambos serem falsos (F F). Se a fórmula q
contiver 3 átomos, o número de linhas que expressam a V V V
permutações entre estes será 8: um caso de todos os V F V
átomos serem verdadeiros (V V V), três casos de F V V
apenas dois átomos serem verdadeiros (V V F , V F V , F F F
F V V), três casos de apenas um dos átomos ser Exemplo:
verdadeiro (V F F , F V F , F F V) e um caso no qual a)
todos átomos são falsos (F F F). Então, para a fórmula p = 2 é par.
⌐(P˄Q) → R, temos: q = o céu é rosa.
p ν q = 2 é par ou o céu é rosa.
p q p∨
q
V F V
b)
p = 9 < 6.
q = 3 é par.
p ν q: = 9 < 6 ou 3 é par.
p q p∨
q
lógicos. Ao fazê-lo, vamos aproveitar para explicar como F F F
interpretá-los. c)
p = O número 17 é primo.
O Conectivo e “e” a conjunção q = Brasília é a capital do Brasil.
O conectivo “e” e a conjunção de duas proposições p e q p ν q = O número 17 é primo ou Brasília é a capital
é outra proposição que tem como valor lógico V se p e q do Brasil.
forem verdadeiras, e F em outros casos. O símbolo p ˄ q p q p∨
(p e q) representa a conjunção, com a seguinte tabela- q
verdade: V V V
p q p˄ d)
q p = O número 9 é par.
V V V q = O dobro de 50 é 100.
V F F p ν q: O número 9 é par ou o dobro de 50 é 100.
F V F p q p∨
F F F q
F V V
Exemplo: O Conectivo “se… então…” e a condicional
a) A condicional se p então q é outra proposição que tem
p = 2 é par. como valor lógico F se p é verdadeira e q é falsa. O
q = o céu é rosa. símbolo p → q representa a condicional, com a seguinte
p ˄ q = 2 é par e o céu é rosa. tabela-verdade:
p q p˄ p q p
q →
V F F q
V V V
b) V F F
p = 9 < 6. F V V
q = 3 é par. F F V
p ˄ q: 9 < 6 e 3 é par. Exemplo:
p q p˄ a)
q p: 7 + 2 = 9.
F F F q: 9 – 7 = 2.
c) p → q: Se 7 + 2 = 9 então 9 – 7 = 2.
p = O número 17 é primo. p q p
q = Brasília é a capital do Brasil. →
p ˄ q = O número 17 é primo e Brasília é a capital do q
Brasil. V V V
p q p˄
q b)
V V V p = 7 + 5 < 4.
q = 2 é um número primo.
O Conectivo “ou” e a disjunção p → q: Se 7 + 5 < 4 então 2 é um número primo.
O conectivo “ou” e a disjunção de duas proposições p q p
p e q é outra proposição que tem como valor lógico V se →
alguma das proposições for verdadeira e F se as duas q
F V V
c) Agora veja passo a passo a determinação dos
p = 24 é múltiplo de 3. valores lógicos de P.
q = 3 é par. a) Valores lógicos de p ν q
p → q: Se 24 é múltiplo de 3 então 3 é par.
p q p

q
V F F
d) b) Valores lógicos de ~p
p = 25 é múltiplo de 2.
q = 12 < 3.
p → q: Se 25 é múltiplo de 2 então 2 < 3.

O Conectivo “se e somente se” e a bicondicional


A bicondicional p se e somente se q é outra proposição
que tem como valor lógico V se p e q forem ambas c) Valores lógicos de (p ν q) → (~p)
verdadeiras ou ambas falsas, e F nos outros casos. O
símbolo p ↔ q representa a bicondicional, com a
seguinte tabela-verdade:
p q p

q d) Valores lógicos de p ∨ q
V V V
V F F
F V F
F F V
Exemplo:
a)
e) Valores lógicos de P(p, q) = ((p ν q) → (~p)) → (p ∨ q)
p = 24 é múltiplo de 3.
q = 6 é ímpar.
p ↔ q = 24 é múltiplo de 3 se, e somente se, 6 é
ímpar.
p q p

q
V F F QUESTÕES
01. Considere as proposições
b) p: Está frio e
p = 25 é quadrado perfeito. q: Está chovendo.
q = 8 > 3. Traduza para linguagem corrente as seguintes
p ↔ q = 25 é quadrado perfeito se, e somente se, 8 proposições:
> 3. (A) p v ~q
p q p (B) p → q c) ~p ∨ ~q
↔ (C) p ↔ ~q e) (p v ~q) ↔ (q ∨ ~p)
q
V V V 02. Considere as proposições
c) p: A Terra é um planeta e
p = 27 é par. q: A Terra gira em torno do Sol.
q = 6 é primo. Traduza para linguagem simbólica as seguintes
p ↔ q = 27 é par se, e somente se, 6 é primo. proposições:
p q p (A) Não é verdade: que a Terra é um planeta ou gira
↔ em torno do Sol.
q (B) Se a Terra é um planeta então a Terra gira em
F F V torno do Sol.
(C) É falso que a Terra é um planeta ou que não gira
Tabela-Verdade de uma Proposição Composta em torno do Sol.
Exemplo: veja como se procede a construção de uma (D) A Terra gira em torno do Sol se, e somente se, a
Terra não é um planeta.
tabela-verdade da proposição composta P(p, q) = ((p ∨
(E) A Terra não é nem um planeta e nem gira em
q) → (~p)) → (p ∨ q), onde p e q são duas proposições
torno do Sol.
simples quaisquer. Resolução: uma tabela-verdade de
(Expressões da forma “não é nem p e nem q” devem
uma proposição do tipo P(p, q) possui 24 = 4 linhas,
ser vistas como “não p e não q”)
logo:
03. Escreva a negação das seguintes proposições
numa sentença o mais simples possível.
(A) É falso que não está frio ou que está chovendo.
(B) Se as ações caem aumenta o desemprego.
(C) Ele tem cabelos louros se e somente se tem (A) Existem pessoas inteligentes que não sabem ler nem
olhos azuis. escrever.
(D) A condição necessária para ser um bom (B) Toda pessoa culta é sábia se, e somente se, for
matemático é saber lógica. inteligente.
(E) Jorge estuda física mas não estuda química. (C) Para todo número primo, a condição suficiente para
(Expressões da forma “p mas q” devem ser vistas ser par é ser igual a 2.
como “ p e q”)
Respostas
04. Dada a condicional: “Se p é primo então p = 2 ou 01.
p é ímpar”, determine: (A) “Não está frio e não está chovendo”.
(A) a contrapositiva (B) “Está frio se e somente se não está chovendo”.
(B) a recíproca (C) “Está frio e não está chovendo se e somente se está
chovendo e não está frio”.
05.
(A) Supondo V(p Λ q ↔ r v s) = F e V(~r Λ ~s) = V, 02.
determine V(p → r Λs). (A) ~(p v q)
(B) Supondo V(p Λ (q v r)) = V e V (p v r → q) = F, (B) p → q
determine V(p), V(q) e V(r). (C) ~(p v ~q)
(C) Supondo V(p→ q) = V, determine V(p Λ r → q Λ r) (D) ~p ∨ ~q
e V(p v r → q v r). (E) q ↔ ~p

06. Utilizando as propriedades das operações 03.


lógicas, simplifique as seguintes proposições: (A) “Não está frio ou está chovendo”.
(A) (p v q) Λ ~p (B) “As ações caem e não aumenta o desemprego”.
(B) p Λ (p → q) Λ (p →~q) (C) “Ele tem cabelos louros e não tem olhos azuis ou ele
(C) p Λ (p v q) → (p v q) Λ q tem olhos azuis e não tem cabeloslouros”.
(D) ~(p → q) Λ ((~p Λ q) v ~(p v q)) (D) A proposição é equivalente a “Se é um bom
(E) ~p → (p v ~(p v ~q)) matemático então sabe lógica” cuja negação é “É um
bom matemático e não sabe lógica”.
07. Escrever as expressões relativas aos circuitos. (E) “Jorge não estuda lógica ou estuda química”.
Simplificá-las e fazer novos esquemas.
04.
(A) contrapositiva: “Se p ≠ 2 e p é par então p não é
primo”.
(B) recíproca: “Se p = 2 ou p é ímpar então p é primo”.

05.
(A) Supondo V(p Λ q ↔ r v s) = F(1) e V(~r Λ ~s) = V (2),
determine V(p → r Λ s).
Solução: De (2) temos que V (r) = V(s) = F; Usando
estes resultados em (1) obtemos:
V(p) = V(q) = V, logo,
V(p → r Λ s) = F
(B) Supondo V(p Λ (q v r)) = V (1) e V(p v r → q) = F (2),
determine V(p), V(q) e V(r).
Solução: De (1) concluimos que V(p) = V e V(q v r) = V e
de (2) temos que V(q) = F, logo V (r) = V.
(C) Supondo V(p → q) = V, determine V(p Λ r → q Λ r) e
V(p v r → q v r).
Solução: Vamos supor V(p Λ r →q Λ r) = F. Temos assim
que V(p Λ r) = V e V(q Λ r) = F, o que nos permite
08. Verifique a validade ou não dos seguintes concluir que V(p) = V(r) = V e V(q) = F, o que contradiz
argumentos sem utilizar tabela-verdade: V(p → q) = V. Logo, V(p v r → q v r) = V. Analogamente,
(A) p v q, ~r v ~q ╞ ~p → ~r mostramos que V(p v r → q v r) = V.
(B) p → q v r, q → ~p, s → ~r ╞ ~(p ∨ s)
(C) p → q, r → s, p v s ╞ q v r 06.
(D) Se o déficit público não diminuir, uma condição (A) (p∨q) ∨ ~p ↔ (p ∨~p) ∨ (q ∨~p) ↔ F ∨ (q ∨~p) ↔ (q
necessária e suficiente para inflação cair é que os ∨~p)
impostos sejam aumentados. Os impostos serão (B) p ∨ (p→q) ∨ (p→~p) ↔ p ∨ (~p∨q) ∨ (~p∨~q)
aumentados somente se o déficit público não diminuir. ↔ p ∨ ((~p ∨ (q ∨~q)) ↔ p ∨ (~p ∨ F) ↔ p ∨ ~p ↔ F
Se a inflação cair, os impostos não serão aumentados. (C) p ∨ (p∨q) → (p ∨q) ∨ q ↔ p→q
Portanto, os impostos não serão aumentados. (D) ~(p→q) ∨ ((~p ∨q)) ↔ (p ∨~q) ∨ ((~p ∨q) ∨ (~p ∨~q))
(p ∨~q) ∨ ((~p ∨ (q∨~q)) ↔ (p ∨~q) ∨ (~p ∨V) ↔ (p ∨~q)
09. Dê o conjunto-verdade em R das seguintes ∨ ~p
sentenças abertas: (p ∨~p) ∨ ~q ↔ F ∨ ~q ↔ F
(A) x² + x – 6 = 0 → x² - 9 = 0 (E) ~p → (p ∨ ~(p∨~q)) ↔ p ∨ (p ∨ ~(p∨~q)) ↔ (p ∨ (~p
(B) x² > 4 ↔ x² - 5x + 6 = 0 ∨q)) ↔
(p∨~p) ∨ (p∨q) ↔ V ∨ (p∨q) ↔ p∨q
10. Dê a negação das seguintes proposições:
07. A tabela da bicondicional (p → q) ↔ (~q → ~p) será:
(A) (p ∨q) ∨ ((p ∨q) ∨ q) ∨ p ↔ ((p ∨q) ∨ p ↔ q ∨p p q ~q ~p p→q ~q → (p →
(B) ((p∨q) ∨ r)) ∨ ((q ∨r) ∨ q)) ↔ ~p q) ↔
((p∨q) ∨ r) ∨ q ↔ (p∨q∨q) ∨ (r∨q) (~q
↔ (p∨q) ∨ (r∨q) ↔ q ∨ (p ∨r) →
~p)
08. V V F F V V V
(A) Válido V F V F F F V
(B) Válido F V F V V V V
(C) Sofisma. Considerando V(p) = V(q) = V( r ) = F e F F V V V V V
V(s) = V, todas as premissas são verdadeiras e a
conclusão é falsa. Portanto, p → q é equivalente a ~q → ~p, pois estas
(D) Considere proposições possuem a mesma tabela-verdade ou a
p: O déficit público não diminui; bicondicional (p → q) ↔ (~q → ~p) é uma tautologia.
q: A inflação cai; Veja a representação: (p → q) ⇔ (~q → ~p)
r: Os impostos são aumentados.
Analise o argumento: p → (q↔r), r →p, q →~r ╞ ~r
(Válido)

09.
(A) R- {2}
(B) [-2, 2[

10.
(A) “Todas as pessoas inteligentes sabem ler ou
escrever”.
(B) “Existe pessoa culta que é sábia e não é
inteligente ou que é inteligente e não é sábia”.
(C) “Existe um número primo que é igual a 2 e não é
par”. As proposições p e q são chamadas de logicamente
equivalentes (≡) se p ↔ q é uma tautologia. Exemplos:
3.3 EQUIVALÊNCIAS Mostraremos que (p V q) e p ∧ q são logicamente
equivalentes. Uma das leis de De Morgan. Solução:

Na lógica, as asserções p e q são ditas logicamente


equivalentes ou simplesmente equivalentes, se p ╞ q e q
╞ p. Em termos intuitivos, duas sentenças são
logicamente equivalentes se possuem o mesmo
“conteúdo lógico”. Do ponto de vista da teoria da
demonstração, p e q são equivalentes se cada uma
delas pode ser derivada a partir da outra.
Semanticamente, p e q são equivalentes se elas têm os Mostraremos que (p → q) e p V q são logicamente
mesmos valores para qualquer interpretação. A notação equivalentes. Solução:
normalmente usada para representar a equivalência
lógica entre p e q é p ≡ q, p ⇔ q ou p q.
Exemplo: As seguintes sentenças são logicamente
equivalentes:
1- Se hoje é sábado, então hoje é fim de semana.
2- Se hoje não é fim de semana, então hoje não é
sábado.
Em símbolos:
d: “Hoje é sábado”. (d → f) QUESTÕES
f: “Hoje é fim de semana”. ( f → d) 01. Demonstre as relações abaixo utilizando as
Sintaticamente, (1) e (2) são equivalentes pela Lei da equivalências notáveis:
Contraposição. Semânticamente, (1) e (2) têm os (A) p → q ∧ r ⇔ (p → q) ∧ (p → r)
mesmos valores nas mesmas interpretações.
(B) p → q ∨ r ⇔ (p → q) ∨ (p → r)
Há equivalência entre as proposições p e q somente
(C) p ∧ (r ∨ s ∨ t) ⇔ (p ∧ r) ∨ (p ∧ s) ∨ (p ∧ t)
quando a bicondicional p ↔ q for uma tautologia ou
(D) p ∧ q → r ⇔ p → (q → r)
quando p e q tiverem a mesma tabela-verdade.
(E)~( ~p →~q) ⇔~p ∧ q
p ⇔ q (p é equivalente a q) é o símbolo que
representa a equivalência lógica.
02. Demonstre, utilizando as equivalências notáveis,
Diferenciação dos símbolos ↔ e ⇔
que as relações de implicação são válidas:
O símbolo ↔ representa uma operação entre as
(A) Exemplo: Regra da simplificação: p ∧ q ⇒ q
proposições p e q, que tem como resultado uma nova
Para provarmos uma relação de implicação temos
proposição p ↔ q com valor lógico V ou F.
que demonstrar que a condicional p ∧ q → q é
O símbolo ⇔ representa a não ocorrência de VF e
tautológica, ou seja, que a condicional p ∧ q → q ⇔ V
de FV na tabela-verdade p ↔ q, ou ainda que o valor
Desenvolvendo o lado esquerdo da equivalência,
lógico de p ↔ q é sempre V, ou então p ↔ q é uma
tem-se:
tautologia. Exemplo:
p ∧ q → q ≡ (aplicando-se a equiv. de reescrita da V ∨ ~q ⇔ (complementares)
condicional) V (identidade)
~(p ∧ q) ∨ q ≡ (aplicando-se a Lei de Morgan) (D) Regra de Modus Ponens: (p → q) ∧ p ⇒ q
~p ∨ ~q ∨ q ≡ (aplicando-se lei complementar, ~q ∨ q (p → q) ∧ p → q ⇔ V (devemos demonstrar que a
é uma tautologia) relação de implicação equivale a uma tautologia)
~p ∨ V ≡ (pela lei da identidade ~p ∨ V é um (~p ∨ q) ∧ q → q ⇔ (condicional)
tautologia) (q ∧ ~p) ∨ (q ∧ q) → q ⇔ (distributiva)
V Portanto, está provado que p ∧ q ⇒ q é uma (q ∧ ~p) ∨ q → q ⇔ (idempotente)
tautologia ~((q ∧ ~p) ∨ q) ∨ q ⇔ (condicional)
(B) Regra da adição: p ⇒ p ∨ q (~(q ∧ ~p) ∧ ~q) ∨ q ⇔ (De Morgan)
(C) Regra do Silogismo Disjuntivo: (p ∨ q) ∧ ~q ⇒ p ((~q ∨ p) ∧ ~q) ∨ q ⇔ (De Morgan)
(D) Regra de Modus Ponens: (p → q) ∧ p ⇒ q (~q ∧ ~q) ∨ (~q ∧ p) ∨ q ⇔ (distributiva)
(E) Regra de Modus Tollens: (p → q) ∧ ~q ⇒ ~p ~q ∨ (~q ∧ p) ∨ q ⇔ (idempotente)
(~q ∨ q) ∨ (~q ∧ p) ⇔ (associativa)
03. Usando as regras de equivalência, mostre a V ∨ (~q ∧ p) ⇔ (complementares)
seguinte tautologia: (p → q) → r ⇔ r ∨ (p ∧ ~q) V (identidade)
(E) Regra de Modus Tollens: (p → q) ∧ ~q ⇒ ~p
Respostas (p → q) ∧ ~q → ~p ⇔ V (devemos demonstrar que a
01. relação de implicação equivale a uma tautologia)
(A) p → q ∧ r ⇔ (p → q) ∧ (p → r) (~p ∨ q) ∧ ~q → ~p ⇔ (De Morgan)
p→q∧r⇔ (~q ∧ ~p) ∨ (~q ∧ q) → ~p ⇔ (Distributiva)
~p ∨ (q ∧ r) ⇔ (reescrita da condicional) (~q ∧ ~p) ∨ F → ~p ⇔ (Complementares)
(~p ∨ q) ∧ (~p ∨ r) ⇔ (distributiva) (~q ∧ ~p) → ~p ⇔ (Identidade)
(p → q) ∧ (p → r) (reescrita da condicional) ~(~q ∧ ~p) ∨ ~p ⇔ (condicional)
(B) p → q ∨ r ⇔ (p → q) ∨ (p → r) ~~q ∨ ~~p ∨ ~p ⇔ (De Morgan)
p→q∨r⇔ q ∨ p ∨ ~p ⇔ (Dupla Negação)
~p ∨ (q ∨ r) ⇔ (reescrita da condicional) q ∨ V ⇔ (complementares)
~p ∨ q ∨ r ⇔ (associativa) V
~p ∨ ~p ∨ q ∨ r ⇔ (idempotente, adicionei um ~p,
pois ~p ∨ ~p ⇔ ~p) 03. Mostraremos que (p → q) → r ⇔ r ∨ (p ∧ ~q) é uma
(~p ∨ q) ∨ (~p ∨ r) ⇔ (associativa) tautologia, de fato:
(p → q) ∨ (p → r) (reescrita da condicional)
(C) p ∧ (r ∨ s ∨ t) ⇔ (p ∧ r) ∨ (p ∧ s) ∨ (p ∧ t)
p ∧ (r ∨ s ∨ t) ⇔
p ∧ (r ∨ (s ∨ t)) ⇔ (associativa em s ∨ t )
(p ∧ r) ∨ (p ∧ (s ∨ t)) ⇔ (distributiva)
(p ∧ r) ∨ (p ∧ s) ∨ (p ∧ t) (distributiva)
(D) p ∧ q → r ⇔ p → (q → r)
p∧q→r⇔
~(p ∧ q) ∨ r ⇔ (reescrita da condicional)
~p ∨ ~q ∨ r ⇔ (De Morgan)
~p ∨ (~q ∨ r) ⇔ (associativa) 3.4 LEIS DE DE MORGAN
~p ∨ (q → r) ⇔ (reescrita da condicional)
p → (q → r) (reescrita da condicional)
(E) ~(~p → ~q) ⇔ ~p ∧ q As leis de De Morgan definem regras usadas para
converter operações lógicas OU em E e vice versa.
~(~p → ~q) ⇔
Sendo X, Y {0,1} e as operações em {0,1} sendo +, . e -,
~(~~p ∨ ~q) ⇔ (reescrita da condicional)
assim definidas:
~(p ∨ ~q) ⇔ (dupla negação)
Operação Símbolo Exemplos
~p ∧ ~~q ⇔ (De Morgan)
lógica
~p ∧ q (dupla negação)
Ou + 0+0=0
02. 0+1=1
1+0=1
(B) Regra da adição: p ⇒ p ∨ q
1+1=1
p → p ∨ q ⇔ V (devemos demonstrar que a relação
de implicação equivale a uma tautologia) E . 0.0=0
~p ∨ (p ∨ q) ⇔ (condicional) 0.1=0
1.0=0
~p ∨ p ∨ q ⇔ (associativa)
1.1=1
V ∨ q ⇔ (complementares ~p ∨ p)
V (identidade) Não - =1
=0
(C) Regra do Silogismo Disjuntivo: (p ∨ q) ∧ ~q ⇒ p
(p ∨ q) ∧ ~q → p ⇔ V (devemos demonstrar que a
relação de implicação equivale a uma tautologia) Da autoria do ilustre matemático inglês Augustus De
(p ∧ ~q) ∨ (q ∧ ~q) → p ⇔ (distributiva) Morgan (1806-1871), podemos separá-las em Primeiras
Leis de Morgan e Segundas Leis de Morgan. As
(p ∧ ~q) ∨ F → p ⇔ (complementares)
primeiras podem ser indicadas de várias formas,
(p ∧ ~q) → p ⇔ (identidade)
dependendo do contexto a estudar. Podemos utilizá-las
~(p ∧ ~q) ∨ p ⇔ (condicional)
em operações lógicas sobre proposições ou em
~p ∨ ~q ∨ p ⇔ (De Morgan)
operações sobre conjuntos.
(~p ∨ p) ∨ ~q ⇔ (associativa)
Prova: Se de fato, então:

Primeiras Leis de Morgan: Sendo p e q duas


proposições e ~, ∧ e ∧, respetivamente, os símbolos das
operações lógicas negação, conjunção e disjunção, as
Primeiras Leis de Morgan podem ser apresentadas
simbolicamente por: Primeiro usamos a propriedade distributiva do operador
1. ~(p ∧ q) = ~p ∧ ~q cujo significado é: (+), depois a propriedade comutativo (passo não
“negar a simultaneidade de p e q é afirmar pelo menos mostrado), então vemos a soma de elementos
não p ou não q”. complementares.
2. ~(p ∧ q) = ~p ∧ ~q cujo significado é:
“negar a ocorrência de pelo menos p ou q é afirmar nem
p nem q”.
Mas, se considerarmos A e B dois conjuntos e
Primeiro usamos a propriedade distributiva do operador
, respectivamente, os símbolos da (.), depois usamos a propriedade de comutatividade
interseção, reunião, complementar de A e complementar (esse passo não foi mostrado), então usamos a
de B, as Primeiras Leis de Morgan podem ser propriedade de elementos complementares .

apresentadas simbolicamente por: QUESTÕES


cujo significado é: “o complementar da interseção de 01. Numa pesquisa sobre audiência de TV entre 125
dois conjuntos é igual à reunião dos complementares entrevistados, obteve-se: 60 assistem ao canal X, 40 ao
dos conjuntos iniciais” cujo canal Y, 15 ao canal Z, 25 assistem a X e Y, 8 a Y e Z, 3
significado é: “o complementar da reunião de dois a X e Z e 1 assiste aos três.
conjuntos é igual à interseção dos complementares dos (A) Quantos não assistem a nenhum desses canais?
conjuntos iniciais”. (B) Quantos assistem somente ao canal X?

Segundas Leis de Morgan: As Segundas Leis de 02. Prove a seguinte Lei de De Morgan: x + y = xy.
Morgan permitem-nos efetuar a negação de proposições 03. Demonstre as Leis de Morgan:
com quantificadores (universais e existenciais). Dada a (A) ~(p ∧ q ∧ r) ↔ ~p ∨ ~q ∨ ~r
expressão proposicional (ou condição) p(x), em que x ∈ (B) ~(p ∨ q ∨ r) ↔ ~p ∧ ~q ∧ ~r
A, conjunto de números reais, a expressão ∀x ∈ A: p (x)
lê-se: “para todo o elemento de A, verifica-se p”, ou seja, Respostas
qualquer que seja o valor de A pelo qual substituímos x, 01.
p(x) transforma-se numa proposição verdadeira. Por (A) Assim, (A B C) ∧ C = ?
outro lado, a expressão ∃x ∈ A: p(x) lê-se: “existe pelo X= 60
menos um elemento de A que verifica p”, ou seja, XY= 25 - 1 = 24
significa que existe pelo menos um valor da variável x, XeY=3-1=2
para a qual a p(x) se transforma numa proposição X, Y e Z= 1 → X, Y e Z = 1
verdadeira. Da teoria dos conjuntos, temos:
n(X Y Z) = n(X) + n(Y) + n(Z) - n(X Y) - n(X Z) - n(Y Z) +
n(X Y Z)
n(X Y Z) = 60 + 40 + 15 - 25 - 3 - 8 + 1
n(X Y Z) = 116 – 36
As negações destas duas proposições constituem n(X Y Z) = 80, então: como n(X Y Z) = 125, vem que:
então as Segundas Leis de Morgan. 125 - 80 = 45 não assistem nenhum desses canais.
As leis: Considere X e Y como variáveis booleanas ou (B) 60 - (25 - 1) + (3 -1) + 1 = 60 - 27 = 33
proposições cuja resposta seja {Sim, Não} ou
{Verdadeiro, Falso} ou ainda {0,1}. Seguem as leis de De 02. Podemos demonstrar a Lei de De Morgan por
Morgan conforme algumas notações possíveis: indução completa ou algebricamente.
Tabela de verdade onde se demonstra a Segunda Lei de
De Morgan:
0 0 1 1 1 1
0 1 0 1 0 0
0 1 0 0 1 0
1 1 0 0 0 0
1
0
1
1

Para a demonstração algébrica vamos ter de nos


socorrer dos axiomas e de outros teoremas da álgebra
de Boole Binária. Para tanto, consideremos:

Generalização: A ideia é que ao “aplicar” a barra


(operador Não) sobre uma outra operação, esta muda
seu sinal, restando uma barra para cada membro da Por outro lado, consideremos:
operação. Exemplos:
Sendo assim, x + y e xy satisfazem os axiomas A4a e
A4b, pelo que x + y deverá ser o (único) complemento
de xy, e vice-versa. E então possível escrever e, por
dualidade, x . y = x + y.

a) Temos no grupo: 8 + 10 + 33 = 51 motoristas.


b) Dirigem somente carros 33 motoristas.
c) Dirigem somente motos 8 motoristas.
No caso de uma pesquisa de opinião sobre a preferência
quanto à leitura de três jornais. A, B e C, foi apresentada
a seguinte tabela:
3.5 DIAGRAMAS LÓGICOS

Os diagramas lógicos são usados na resolução de vários


problemas. Uma situação que esses diagramas poderão
ser usados, é na determinação da quantidade de
elementos que apresentam uma determinada
característica.

Para termos os valores reais da pesquisa, vamos


inicialmente montar os diagramas que representam cada
conjunto. A colocação dos valores começará pela
intersecção dos três conjuntos e depois para as
Assim, se num grupo de pessoas há 43 que dirigem intersecções duas a duas e por último às regiões que
carro, 18 que dirigem moto e 10 que dirigem carro e representam cada conjunto individualmente.
moto. Baseando-se nesses dados, e nos diagramas Representaremos esses conjuntos dentro de um
lógicos poderemos saber: Quantas pessoas têm no retângulo que indicará o conjunto universo da pesquisa.
grupo ou quantas dirigem somente carro ou ainda
quantas dirigem somente motos. Vamos inicialmente
montar os diagramas dos conjuntos que representam os
motoristas de motos e motoristas de carros.
Começaremos marcando quantos elementos tem a
intersecção e depois completaremos os outros espaços.

Marcando o valor da intersecção, então iremos


subtraindo esse valor da quantidade de elementos dos
conjuntos A e B. A partir dos valores reais, é que Fora dos diagramas teremos 150 elementos que não
poderemos responder as perguntas feitas. são leitores de nenhum dos três jornais.
Na região I, teremos: 70 - 40 = 30 elementos.
Na região II, teremos: 65 - 40 = 25 elementos.
Na região III, teremos: 105 - 40 = 65 elementos.
Na região IV, teremos: 300 - 40 - 30 - 25 = 205
elementos.
Na região V, teremos: 250 - 40 -30 - 65 = 115 elementos.
Na região VI, teremos: 200 - 40 - 25 - 65 = 70 elementos.
Dessa forma, o diagrama figura preenchido com os
seguintes elementos:
inclusão / exclusão de seus conjuntos constituintes, mas
em um diagrama de Euler algumas zonas podem estar
faltando. Essa falta foi o que motivou Venn a
desenvolver seus diagramas. Existia a necessidade de
criar diagramas em que pudessem ser observadas, por
meio de suposição, quaisquer relações entre as zonas
não apenas as que são “verdadeiras”.
Os diagramas de Euler (em conjunto com os de Venn)
são largamente utilizados para ensinar a teoria dos
conjuntos no campo da matemática ou lógica
matemática no campo da lógica. Eles também podem
ser utilizados para representar relacionamentos
complexos com mais clareza, já que representa apenas
as relações válidas. Em estudos mais aplicados esses
Com essa distribuição, poderemos notar que 205 diagramas podem ser utilizados para provar / analisar
pessoas leem apenas o jornal A. Verificamos que 500 silogismos que são argumentos lógicos para que se
pessoas não leem o jornal C, pois é a soma 205 + 30 + possa deduzir uma conclusão.
115 + 150. Notamos ainda que 700 pessoas foram
entrevistadas, que é a soma 205 + 30 + 25 + 40 + 115 +
65 + 70 + 150. Diagramas de Venn
Designa-se por diagramas de Venn os diagramas
usados em matemática para simbolizar graficamente
Diagrama de Euler propriedades, axiomas e problemas relativos aos
Um diagrama de Euler é similar a um diagrama de Venn, conjuntos e sua teoria. Os respectivos diagramas
mas não precisa conter todas as zonas (onde uma zona consistem de curvas fechadas simples desenhadas
é definida como a área de intersecção entre dois ou sobre um plano, de forma a simbolizar os conjuntos e
mais contornos). Assim, um diagrama de Euler pode permitir a representação das relações de pertença entre
definir um universo de discurso, isto é, ele pode definir conjuntos e seus elementos (por exemplo, 4 ∉ {3,4,5},
um sistema no qual certas intersecções não são mas 4 ∉ {1,2,3,12}) e relações de continência (inclusão)
possíveis ou consideradas. Assim, um diagrama de Venn entre os conjuntos (por exemplo, {1, 3} ⊂ {1, 2, 3, 4}).
contendo os atributos para Animal, Mineral e quatro Assim, duas curvas que não se tocam e estão uma no
patas teria que conter intersecções onde alguns estão espaço interno da outra simbolizam conjuntos que
em ambos animal, mineral e de quatro patas. Um possuem continência; ao passo que o ponto interno a
diagrama de Venn, consequentemente, mostra todas as uma curva representa um elemento pertencente ao
possíveis combinações ou conjunções. conjunto.
Os diagramas de Venn são construídos com coleções de
curvas fechadas contidas em um plano. O interior
dessas curvas representa, simbolicamente, a coleção de
elementos do conjunto. De acordo com Clarence Irving
Lewis, o “princípio desses diagramas é que classes (ou
conjuntos) sejam representadas por regiões, com tal
relação entre si que todas as relações lógicas possíveis
entre as classes possam ser indicadas no mesmo
diagrama. Isto é, o diagrama deixa espaço para qualquer
relação possível entre as classes, e a relação dada ou
Diagramas de Euler consistem em curvas simples existente pode então ser definida indicando se alguma
fechadas (geralmente círculos) no plano que mostra os região em específico é vazia ou não-vazia”. Pode-se
conjuntos. Os tamanhos e formas das curvas não são escrever uma definição mais formal do seguinte modo:
importantes: a significância do diagrama está na forma Seja C = (C1, C2, ... Cn) uma coleção de curvas
como eles se sobrepõem. As relações espaciais entre as fechadas simples desenhadas em um plano. C é uma
regiões delimitadas por cada curva (sobreposição, família independente se a região formada por cada uma
contenção ou nenhuma) correspondem relações teóricas das interseções X1 X 2 . .. X n, onde cada Xi é o interior
(subconjunto interseção e disjunção). Cada curva de ou o exterior de Ci, é não-vazia, em outras palavras, se
Euler divide o plano em duas regiões ou zonas estão: o todas as curvas se intersectam de todas as maneiras
interior, que representa simbolicamente os elementos do possíveis. Se, além disso, cada uma dessas regiões é
conjunto, e o exterior, o que representa todos os conexa e há apenas um número finito de pontos de
elementos que não são membros do conjunto. Curvas interseção entre as curvas, então C é um diagrama de
cujos interiores não se cruzam representam conjuntos Venn para n conjuntos.
disjuntos. Duas curvas cujos interiores se interceptam Nos casos mais simples, os diagramas são
representam conjuntos que têm elementos comuns, a representados por círculos que se encobrem
zona dentro de ambas as curvas representa o conjunto parcialmente. As partes referidas em um enunciado
de elementos comuns a ambos os conjuntos específico são marcadas com uma cor diferente.
(intersecção dos conjuntos). Uma curva que está contido Eventualmente, os círculos são representados como
completamente dentro da zona interior de outro completamente inseridos dentro de um retângulo, que
representa um subconjunto do mesmo. representa o conjunto universo daquele particular
Os Diagramas de Venn são uma forma mais restritiva de contexto (já se buscou a existência de um conjunto
diagramas de Euler. Um diagrama de Venn deve conter universo que pudesse abranger todos os conjuntos
todas as possíveis zonas de sobreposição entre as suas possíveis, mas Bertrand Russell mostrou que tal tarefa
curvas, representando todas as combinações de era impossível). A ideia de conjunto universo é
normalmente atribuída a Lewis Carroll. Do mesmo modo,
espaços internos comuns a dois ou mais conjuntos
representam a sua intersecção, ao passo que a
totalidade dos espaços pertencentes a um ou outro
conjunto indistintamente representa sua união.
John Venn desenvolveu os diagramas no século XIX,
ampliando e formalizando desenvolvimentos anteriores
de Leibniz e Euler. E, na década de 1960, eles foram
incorporados ao currículo escolar de matemática.
Embora seja simples construir diagramas de Venn para
dois ou três conjuntos, surgem dificuldades quando se
tenta usá-los para um número maior. Algumas
construções possíveis são devidas ao próprio John Venn
e a outros matemáticos como Anthony W. F. Edwards,
Branko Grünbaum e Phillip Smith. Além disso,
encontram-se em uso outros diagramas similares aos de
Venn, entre os quais os de Euler, Johnston, Pierce e
Karnaugh.
Dois Conjuntos: considere-se o seguinte exemplo:
suponha-se que o conjunto A representa os animais
bípedes e o conjunto B representa os animais capazes
de voar. A área onde os dois círculos se sobrepõem,
designada por intersecção A e B ou intersecção A-B,
conteria todas as criaturas que ao mesmo tempo podem
voar e têm apenas duas pernas motoras.

Além disso, essas quatro áreas podem ser combinadas


de 16 formas diferentes. Por exemplo, pode-se
Considere-se agora que cada espécie viva está perguntar sobre os animais que voam ou tem duas patas
representada por um ponto situado em alguma parte do (pelo menos uma das características); tal conjunto seria
diagrama. Os humanos e os pinguins seriam marcados representado pela união de A e B. Já os animais que
dentro do círculo A, na parte dele que não se sobrepõe voam e não possuem duas patas mais os que não voam
com o círculo B, já que ambos são bípedes mas não e possuem duas patas, seriam representados pela
podem voar. Os mosquitos, que voam mas têm seis diferença simétrica entre A e B. Estes exemplos são
pernas, seriam representados dentro do círculo B e fora mostrados nas imagens a seguir, que incluem também
da sobreposição. Os canários, por sua vez, seriam outros dois casos.
representados na intersecção A-B, já que são bípedes e
podem voar. Qualquer animal que não fosse bípede nem
pudesse voar, como baleias ou serpentes, seria marcado
por pontos fora dos dois círculos.
Assim, o diagrama de dois conjuntos representa
quatro áreas distintas (a que fica fora de ambos os
círculos, a parte de cada círculo que pertence a ambos
os círculos (onde há sobreposição), e as duas áreas que
não se sobrepõem, mas estão em um círculo ou no
outro):
- Animais que possuem duas pernas e não voam (A
sem sobreposição).
- Animais que voam e não possuem duas pernas (B
sem sobreposição).
- Animais que possuem duas pernas e voam
(sobreposição).
- Animais que não possuem duas pernas e não voam
(branco - fora).
Essas configurações são representadas,
respectivamente, pelas operações de conjuntos:
diferença de A para B, diferença de B para A,
intersecção entre A e B, e conjunto complementar de A e
B. Cada uma delas pode ser representada como as
seguintes áreas (mais escuras) no diagrama:

Três Conjuntos: Na sua apresentação inicial, Venn


focou-se sobretudo nos diagramas de três conjuntos.
Alargando o exemplo anterior, poderia-se introduzir o é, são, está, foi, eram, ..., como elo de ligação entre A e
conjunto C dos animais que possuem bico. Neste caso, B.
o diagrama define sete áreas distintas, que podem - Todo A é B = Todo A não é não B.
combinar-se de 256 (28) maneiras diferentes, algumas - Algum A é B = Algum A não é não B.
delas ilustradas nas imagens seguintes. - Nenhum A é B = Nenhum A não é não B.
- Todo A é não B = Todo A não é B.
- Algum A é não B = Algum A não é B.
- Nenhum A é não B = Nenhum A não é B.
- Nenhum A é B = Todo A é não B.
- Todo A é B = Nenhum A é não B.
- A negação de Todo A é B é Algum A não é B (e vice-
versa).
- A negação de Algum A é B é Nenhum A não é B (e vice-
versa).
Verdade ou Falsidade das Proposições Categóricas
Dada a verdade ou a falsidade de qualquer uma das
proposições categóricas, isto é, de Todo A é B, Nenhum
A é B, Algum A é B e Algum A não é B, pode-se inferir de
imediato a verdade ou a falsidade de algumas ou de
todas as outras.
1. Se a proposição Todo A é B é verdadeira, então
temos as duas representações possíveis:

Nenhum A é B. É falsa.
Algum A é B. É verdadeira.
Algum A não é B. É falsa.
2. Se a proposição Nenhum A é B é verdadeira, então
temos somente a representação:

Proposições Categóricas
- Todo A é B
- Nenhum A é B Todo A é B. É falsa.
- Algum A é B e Algum A é B. É falsa.
- Algum A não é B Algum A não é B. É verdadeira.
Proposições do tipo Todo A é B afirmam que o conjunto A 3. Se a proposição Algum A é B é verdadeira, temos as
é um subconjunto do conjunto B. Ou seja: A está contido quatro representações possíveis:
em B. Atenção: dizer que Todo A é B não significa o
mesmo que Todo B é A. Enunciados da forma Nenhum A
é B afirmam que os conjuntos A e B são disjuntos, isto é,
não tem elementos em comum. Atenção: dizer que
Nenhum A é B é logicamente equivalente a dizer que
Nenhum B é A.
Por convenção universal em Lógica, proposições da
forma Algum A é B estabelecem que o conjunto A tem
pelo menos um elemento em comum com o conjunto B.
Contudo, quando dizemos que Algum A é B, Nenhum A é B. É falsa.
pressupomos que nem todo A é B. Entretanto, no sentido Todo A é B. Pode ser verdadeira (em 3 e 4) ou falsa
lógico de algum, está perfeitamente correto afirmar que (em 1 e 2).
“alguns de meus colegas estão me elogiando”, mesmo Algum A não é B. Pode ser verdadeira (em 1 e 2) ou
que todos eles estejam. Dizer que Algum A é B é falsa (em 3 e 4) – é indeterminada.
logicamente equivalente a dizer que Algum B é A. 4. Se a proposição Algum A não é B é verdadeira, temos
Também, as seguintes expressões são equivalentes: as três representações possíveis:
Algum A é B = Pelo menos um A é B = Existe um A que é
B.
Proposições da forma Algum A não é B estabelecem que
o conjunto A tem pelo menos um elemento que não
pertence ao conjunto B. Temos as seguintes
equivalências: Algum A não é B = Algum A é não B =
Algum não B é A. Mas não é equivalente a Algum B não
é A. Nas proposições categóricas, usam-se também as Todo A é B. É falsa.
variações gramaticais dos verbos ser e estar, tais como Nenhum A é B. Pode ser verdadeira (em 3) ou falsa
(em 1 e 2 – é indeterminada).
Algum A é B. Ou falsa (em 3) ou pode ser verdadeira (E) 114
(em 1 e 2 – é ideterminada).
07. Numa pesquisa, verificou-se que, das pessoas
QUESTÕES entrevistadas, 100 liam o jornal X, 150 liam o jornal Y, 20
01. Represente por diagrama de Venn-Euler liam os dois jornais e 110 não liam nenhum dos dois
(A) Algum A é B jornais. Quantas pessoas foram entrevistadas?
(B) Algum A não é B (A) 220
(C) Todo A é B (B) 240
(D) Nenhum A é B (C) 280
(D) 300
02. (Especialista em Políticas Públicas Bahia - FCC) (E) 340
Considerando “todo livro é instrutivo” como uma
proposição verdadeira, é correto inferir que: 08. Em uma entrevista de mercado, verificou-se que
(A) “Nenhum livro é instrutivo” é uma proposição 2.000 pessoas usam os produtos C ou D. O produto D é
necessariamente verdadeira. usado por 800 pessoas e 320 pessoas usam os dois
(B) “Algum livro é instrutivo” é uma proposição produtos ao mesmo tempo. Quantas pessoas usam o
necessariamente verdadeira. produto C?
(C) “Algum livro não é instrutivo” é uma proposição (A) 1.430
verdadeira ou falsa. (B) 1.450
(D) “Algum livro é instrutivo” é uma proposição (C) 1.500
verdadeira ou falsa. (D) 1.520
(E) “Algum livro não é instrutivo” é uma proposição (E) 1.600
necessariamente verdadeira.
09. Sabe-se que o sangue das pessoas pode ser
03. Dos 500 músicos de uma Filarmônica, 240 tocam classificado em quatro tipos quanto a antígenos. Em
instrumentos de sopro, 160 tocam instrumentos de corda uma pesquisa efetuada num grupo de 120 pessoas de
e 60 tocam esses dois tipos de instrumentos. Quantos um hospital, constatou-se que 40 delas têm o antígeno
músicos desta Filarmônica tocam: A, 35 têm o antígeno B e 14 têm o antígeno AB. Com
(A) instrumentos de sopro ou de corda? base nesses dados, quantas pessoas possuem o
(B) somente um dos dois tipos de instrumento? antígeno O?
(C) instrumentos diferentes dos dois citados? (A) 50
(B) 52
04. (TTN - ESAF) Se é verdade que “Alguns A são R” e (C) 59
que “Nenhum G é R”, então é necessariamente (D) 63
verdadeiro que: (E) 65
(A) algum A não é G;
(B) algum A é G. 10. Em uma universidade são lidos dois jornais, A e
(C) nenhum A é G; B. Exatamente 80% dos alunos leem o jornal A e 60%
(D) algum G é A; leem o jornal B. Sabendo que todo aluno é leitor de pelo
(E) nenhum G é A; menos um dos jornais, encontre o percentual que leem
ambos os jornais.
05. Em uma classe, há 20 alunos que praticam futebol (A) 40%
mas não praticam vôlei e há 8 alunos que praticam vôlei (B) 45%
mas não praticam futebol. O total dos que praticam vôlei (C) 50%
é 15. Ao todo, existem 17 alunos que não praticam (D) 60%
futebol. O número de alunos da classe é: (E) 65%
(A) 30.
(B) 35.
(C) 37. Respostas
(D) 42.
(E) 44.

06. Um colégio oferece a seus alunos a prática de um ou


mais dos seguintes esportes: futebol, basquete e vôlei.
Sabe-se que, no atual semestre:
- 20 alunos praticam vôlei e basquete.
- 60 alunos praticam futebol e 55 praticam basquete.
- 21 alunos não praticam nem futebol nem vôlei.
- o número de alunos que praticam só futebol é idêntico
ao número de alunos que praticam só vôlei.
- 17 alunos praticam futebol e vôlei.
- 45 alunos praticam futebol e basquete; 30, entre os 45,
não praticam vôlei.
O número total de alunos do colégio, no atual semestre,
é igual a:
(A) 93
(B) 110
(C) 103
(D) 99
círculos se interceptam (mostrada abaixo) tem sido
suficiente para resolver qualquer questão.

A opção A é descartada de pronto: “nenhum livro é Agora devemos juntar os desenhos das duas
instrutivo” implica a total dissociação entre os diagramas. proposições categóricas para analisarmos qual é a
E estamos com a situação inversa. A opção “B” é alternativa correta. Como a questão não informa sobre a
perfeitamente correta. Percebam como todos os relação entre os conjuntos A e G, então teremos
elementos do diagrama “livro” estão inseridos no diversas maneiras de representar graficamente os três
diagrama “instrutivo”. Resta necessariamente perfeito conjuntos (A, G e R). A alternativa correta vai ser aquela
que algum livro é instrutivo. que é verdadeira para quaisquer dessas representações.
Para facilitar a solução da questão não faremos todas as
representações gráficas possíveis entre os três
03. Seja C o conjunto dos músicos que tocam conjuntos, mas sim, uma (ou algumas)
instrumentos de corda e S dos que tocam instrumentos representação(ões) de cada vez e passamos a analisar
de sopro. Chamemos de F o conjunto dos músicos da qual é a alternativa que satisfaz esta(s)
Filarmônica. Ao resolver este tipo de problema faça o representação(ões), se tivermos somente uma
diagrama, assim você poderá visualizar o problema e alternativa que satisfaça, então já achamos a resposta
sempre comece a preencher os dados de dentro para correta, senão, desenhamos mais outra representação
fora. gráfica possível e passamos a testar somente as
Passo 1: 60 tocam os dois instumentos, portanto, após alternativas que foram verdadeiras. Tomemos agora o
fazermos o diagrama, este número vai no meio. seguinte desenho, em que fazemos duas
Passo 2: representações, uma em que o conjunto A intercepta
a)160 tocam instrumentos de corda. Já temos 60. Os parcialmente o conjunto G, e outra em que não há
que só tocam corda são, portanto 160 - 60 = 100 intersecção entre eles.
b) 240 tocam instrumento de sopro. 240 - 60 = 180
Vamos ao diagrama, preenchemos os dados obtidos
acima:

Teste das alternativas:


Teste da alternativa “A” (algum A não é G).
Observando os desenhos dos círculos, verificamos que
Com o diagrama completamente preenchido, fica fácil esta alternativa é verdadeira para os dois desenhos de
achara as respostas: Quantos músicos desta A, isto é, nas duas representações há elementos em A
Filarmônica tocam: que não estão em G. Passemos para o teste da próxima
a) instrumentos de sopro ou de corda? Pelos dados do alternativa.
problema: 100 + 60 + 180 = 340 Teste da alternativa “B” (algum A é G). Observando
b) somente um dos dois tipos de instrumento? 100 + 180 os desenhos dos círculos, verificamos que, para o
= 280 desenho de A que está mais a direita, esta alternativa
c) instrumentos diferentes dos dois citados? 500 - 340 = não é verdadeira, isto é, tem elementos em A que não
160 estão em G. Pelo mesmo motivo a alternativa “D” não é
correta. Passemos para a próxima.
Teste da alternativa “C” (Nenhum A é G). Observando os
desenhos dos círculos, verificamos que, para o desenho
04. Esta questão traz, no enunciado, duas proposições
de A que está mais a esquerda, esta alternativa não é
categóricas:
verdadeira, isto é, tem elementos em A que estão em G.
- Alguns A são R
Pelo mesmo motivo a alternativa “E” não é correta.
- Nenhum G é R
Portanto, a resposta é a alternativa “A”.
Devemos fazer a representação gráfica de cada uma
delas por círculos para ajudar-nos a obter a resposta
correta. Vamos iniciar pela representação do Nenhum G
é R, que é dada por dois círculos separados, sem
nenhum ponto em comum.

n = 20 + 7 + 8 + 9
Como já foi visto, não há uma representação gráfica
n = 44
única para a proposição categórica do Alguns A são R,
mas geralmente a representação em que os dois
06. Resposta “D”. (0,8 - x) + (0,6 - x) + x = 1
n(FeB) = 45 e n(FeB -V) = 30 → n(FeBeV) = 15 - x + 1,4 = 1
n(FeV) = 17 com n(FeBeV) = 15 → n(FeV - B) = 2 - x = - 0,4
n(F) = n(só F) + n(FeB-V) + n(FeV -B) + n(FeBeV) x = 0,4.
60 = n(só F) + 30 + 2 + 15 → n(só F) = 13 Resposta “40% dos alunos leem ambos os jornais”.
n(sóF) = n(sóV) = 13
n(B) = n(só B) + n(BeV) + n(BeF-V) → n(só B) = 65 - 20 4 LÓGICA DE PRIMEIRA ORDEM
– 30 = 15
n(nem F nem B nem V) = n(nem F nem V) - n(solo B) =
21- 15 = 6 O cálculo proposicional possui limitações com
Total = n(B) + n(só F) + n(só V) + n(Fe V - B) + n(nemF respeito a codificação de sentenças declarativas. De
nemB nemV) = 65 + 13 + 13 + 2 + 6 = 99. fato, o cálculo proposicional manipula de forma
satisfatória componentes das sentenças como não, e,
ou, se ... então, mas certos aspectos lógicos que
aparecem em linguagens naturais ou artificiais são muito
mais ricos. Por exemplo, como expressar coisas do tipo:
“Existe...” e “Para todo...” na lógica proposicional?
Exemplo: Considere a seguinte sentença declarativa:
Todo estudante é mais jovem do que algum instrutor. Na
lógica proposicional podemos identificar esta sentença
com uma variável proposicional p. No entanto, esta
codificação não reflete os detalhes da estrutura lógica
desta sentença. De que trata esta sentença?
07. Resposta “E”. - Ser um estudante.
- Ser um instrutor.
- Ser mais jovem do que alguém.
Para expressar estas propriedades utilizaremos
predicados. Por exemplo, podemos escrever estudante
(ana) para denotar que Ana é uma estudante. Da mesma
forma podemos escrever instrutor (marcos) para denotar
que Marcos é um instrutor. Por fim, podemos escrever
jovem (ana, marcos) para denotar que Ana é mais jovem
Começamos resolvendo pelo que é comum: 20 alunos do que Marcos. Nestes exemplos, estudante, instrutor e
gostam de ler os dois. jovem são exemplos de predicados. Ainda precisamos
Leem somente A: 100 – 20 = 80 codificar as noções de “todo” e “algum”. Para isto
Leem somente B: 150 – 20 = 130 introduziremos o conceito de variável. Variáveis serão
Totaliza: 80 + 20 + 130 + 110 = 340 pessoas. denotadas por letras latinas minúsculas do final do
alfabeto: u, v, w, x, y, z (possivelmente acrescidas de
08. Resposta “D”. sub-índices x1, x2, ...). Variáveis devem ser pensadas
como “lugares vazios” que podem ser preenchidos (ou
instanciados) por elementos concretos, como João,
Maria, etc. Utilizando variáveis podemos especificar o
significado dos predicados estudante, instrutor e jovem
de uma maneira mais formal:
- estudante (x): x é um estudante.
- instrutor (x): x é um instrutor.
- jovem (x, y): x é mais jovem do que y.
Note que o nome das variáveis não é importante. É
Somente B: 800 – 320 = 480 equivalente a:
Usam A = total – somente B = 2000 – 480 = 1520. - estudante (x): x é um estudante.
- estudante(y): y é um estudante.
09. Resposta “C”. Para que possamos finalmente expressar em detalhes a
sentença apresentada no exemplo precisamos codificar
o significado de Todo e algum em Todo estudante é mais
jovem do que algum instrutor. Os quantificadores e
fazem este trabalho:
: significa para todo;
: significa existe.
Os quantificadores e estão sempre ligados a alguma
Começa-se resolvendo pelo AB, então somente A =
variável:
40 – 14 = 26 e somente B = 35 – 14 = 21.
Somando-se A, B e AB têm-se 61, então o O são 120 : para todo x;
– 61 = 59 pessoas.
: existe um x (ou existe algum x).
10. Resposta “A”. Agora podemos finalmente codificar a sentença: Todo
- Jornal A → 0,8 – x estudante é mais jovem do que algum instrutor. Da
- Jornal B → 0,6 – x seguinte forma:
- Intersecção → x
Então fica:
- Se Φ é uma fórmula então (¬Φ) é também uma
fórmula.
Note que predicados diferentes podem ter um número - Se Φ e ψ são fórmulas então (Φ Λ ψ), (Φ V ψ), (Φ
distinto de argumentos: os predicados estudante e → ψ) e (Φ ↔ ψ) são fórmulas.
instrutor admitem apenas um argumento e por isto são - Se Φ é uma fórmula e x é uma variável então ( xΦ)
chamados de predicados unários, enquanto que o e ( xΦ) também são fórmulas.
predicado jovem admite dois argumentos, e portanto é - Nada mais é fórmula.
um predicado binário. O número de argumentos de um Em BNF temos:
predicado é chamado sua aridade. Assim, os predicados Φ :: = p (t1, ... , tn) | (¬Φ) | (Φ Λ Φ) | (Φ V Φ) | (Φ →
unários têm aridade 1, enquanto que os predicados Φ) | (Φ ↔ ψ) | (( xΦ) | (( xΦ)
binários têm aridade 2, etc. No cálculo de predicados Onde p é um símbolo de predicado de aridade n > 0,
são permitidos predicados com qualquer aridade finita. ti são termos sobre F e x é uma variável.
Exemplo: Considere a sentença: Nem todos os pássaros Adotaremos a seguinte prioridade de operadores:
podem voar. Escolhemos os seguintes predicados para 1. ¬, , ;
expressar esta sentença: 2. Λ, V;
- pássaro(x): x é um pássaro. 3. →, ↔.
- voar (x): x pode voar. Exemplo: Considere a seguinte sentença: Todo filho
Esta sentença pode ser codificada da seguinte forma: de meu pai é meu irmão. Podemos codificar esta fórmula
de pelo menos duas formas distintas:
1. Representando a noção de “pai” como predicado:
Neste caso escolhemos três predicados: filho, pai e
Exemplo: Uma outra maneira de expressar a mesma irmão com os seguintes significados e aridades:
ideia da sentença anterior é dizer que: Existem alguns - filho (x, y): x é filho de y.
pássaros que não podem voar. Esta última sentença - pai (x, y): x é pai de y.
pode ser codificada da seguinte maneira: - irmão (x, y): x é irmão de y.
Uma possível codificação para a sentença dada
utilizando estes predicados é:
Posteriormente veremos que as duas codificações
dadas são semanticamente equivalentes. De fato,
existem transformações que convertem uma na outra. Dizendo que: “para todo x e todo y, se x é o pai de João
O vocabulário da lógica de primeira ordem consiste de e se y é um filho de x então y é um irmão de João”.
três conjuntos: Representando a noção de “pai” como função, que
- Um conjunto P de símbolos de predicado; chamaremos de f: Neste caso, f(x) retorna o pai de x.
- Um conjunto F de símbolos de função; Note que isto funciona apenas porque o pai de uma
- Um conjunto C de constantes. dado x é único e está sempre definido, e portanto f é
Onde cada símbolo de predicado e de função vem realmente uma função. Uma possível codificação para
com sua aridade bem definida. Os predicados são casos esta sentença é dada por:
especiais de função: enquanto as funções possuem
contradomínio qualquer, os predicados têm
contradomínio sempre igual a {V,F}. As constantes são Significando que “para todo x, se x é um filho do pai de
funções de aridade 0. João então x é um irmão de João. Esta codificação é
menos complexa que a anterior porque envolve apenas
um quantificador.
Termos são definidos da seguinte forma: Especificações formais em geral exigem um domínio de
- Qualquer variável é um termo; conhecimento. Muitas vezes este conhecimento não
- Se c F é uma função de aridade 0 então c é um está explicitado no domínio. Sendo assim, um
termo; especificador pode desconsiderar restrições importantes
- Se t1, ... , tn são termos e f F é uma função de para um modelo ou implementação. Por exemplo, as
aridade n > 0 então f (t1, ... , tn) é um termo. codificações dadas no exemplo anterior podem parecer
- Nada mais é termo. corretas, mas e se x for igual a João? Se o domínio de
Em BNF (Backus Naur form) temos: relações de parentesco não é um conhecimento comum
t :: = x | c | f (t, ... , t) o especificador pode não notar que uma pessoa não
Onde x percorre o conjunto de variáveis V, c percorre pode ser irmão dela mesma.
os símbolos de função de aridade 0 de F e f percorre os
elementos de aridade maior do que 0 de F. A abrangência de (respectivamente, ) em
Exemplo: Suponha que n, f e g são símbolos de
(respectivamente, ) é Φ. Uma ocorrência de
função de aridade respectivamente igual a 0, 1 e 2.
uma variável ligada numa fórmula, é uma ocorrência de
Então g (f (n), n) e f (g (n, f (n))) são termos, mas g(n) e f
uma variável x, dentro do campo de abrangência de um
(f (n), n) não são termos por violarem as aridades dos
símbolos. A escolha dos conjuntos P e F para símbolos quantificador . Uma ocorrência de uma
de predicado e de função é definida a partir do que se variável livre é uma ocorrência de uma variável x não
pretende descrever. ligada.
Definimos o conjunto de fórmulas sobre o conjunto S
= (F, P) indutivamente da seguinte forma: Exemplo: Na fórmula ,
- Se p P é um símbolo de predicado de aridade n > as duas ocorrências da variável x são ligadas, enquanto
0, e se t1, ... , tn são termos sobre F então p (t1, .... , tn) a ocorrência da variável y é livre. Na fórmula
é uma fórmula.
a primeira ocorrência da
variável x é ligada, no entanto a segunda é livre.
Dada uma variável x, um termo t e uma fórmula Φ, a implementação na teoria dos conjuntos) tais como a
definimos Φ [x/t] como sendo a fórmula obtida após aritmética de Peano. Um cálculo de predicados consiste
substituir cada ocorrência livre de x em Φ por t. em:
Exemplo: Considere novamente a fórmula - regras de formação (definições recursivas para dar
origem a fórmulas bem-formadas ou FBFs).
, que chamaremos
- regras de transformação (regras de inferência para
simplesmente de Φ. Temos que Φ [x/f(x, y)] = Φ. De fato,
derivar teoremas).
todas as ocorrências de x em Φ são ligadas, e portanto a
- axiomas.
substituição [x/f(x, y)] não tem nenhum efeito sobre esta
Os axiomas considerados aqui são os axiomas lógicos
fórmula.
que fazem parte do cálculo de predicados. Além disso,
os axiomas não-lógicos são adicionados em teorias de
primeira ordem específicas: estes não são considerados
como verdades da lógica, mas como verdades da teoria
particular sob consideração. Quando o conjunto dos
axiomas é infinito, requer-se que haja um algoritmo que
possa decidir para uma fórmula bem-formada dada, se
ela é um axioma ou não. Deve também haver um
algoritmo que possa decidir se uma aplicação dada de
uma regra de inferência está correta ou não. É
importante notar que o cálculo de predicados pode ser
formalizado de muitas maneiras equivalentes; não há
nada canônico sobre os axiomas e as regras de
inferência propostos aqui, mas toda a formalização dará
origem aos mesmos teoremas da lógica (e deduzirá os
Dados um termo t, uma variável x e uma fórmula Φ, mesmos teoremas a partir de um conjunto qualquer de
dizemos que t é livre para x em Φ se nenhuma axiomas não-lógicos).
ocorrência livre de x em Φ está no escopo de (
Alfabeto
para qualquer variável y que ocorra em t. O alfabeto de 1ª ordem, Σ, tem a seguinte constituição:

Exemplo: Considere a , , onde


que possui duas ocorrências livres de x. A ocorrência de X = {x, y, z, x1, x2, ..., y1, y2, ..., z1, z2, ...} é um
x mais a esquerda poderia, por exemplo, ser substituída conjunto enumerável de variáveis;
pelo termo f(y, y), no entanto a outra ocorrência não ΣC = {a, b, c, a1, a2, ..., b1, b2, ..., c1, c2, ...} é um
poderia ser substituída por este termo porque tal conjunto de símbolos chamados de constantes;
substituição acarretaria captura da variável y. Quando ΣF = {F1, F2, ...} é um conjunto de símbolos ditos sinais
precisamos realizar uma substituição de um termo t que funcionais;
não está livre para uma variável x em uma fórmula Φ, o ΣR = {R1, R2, ...} é um conjunto de símbolos ditos sinais
que fazemos é renomear as variáveis ligadas para evitar relacionais ou predicativos;
capturas: ΣL = {¬, Λ, V, →, ↔, , } é o conjunto de símbolos ditos
Exemplo: No caso do exemplo anterior, a substituição de sinais lógicos;
ΣP = {(,),,} é o conjunto de símbolos de pontuação.
x por pode ser As constantes, sinais funcionais e sinais predicativos
resolvida renomeando a variável ligada y da fórmula constituem a coleção de sinais ditos símbolos não
para algum nome novo, por exemplo lógicos. Há diversas variações menores listadas abaixo:
. Agora a substituição pode O conjunto de símbolos primitivos (operadores e
ser realizada sem provocar captura de variáveis. quantificadores) varia frequentemente. Alguns símbolos
O ingrediente novo da lógica de primeira ordem não primitivos podem ser omitidos, substituindo-os com
encontrado na lógica proposicional é a quantificação: abreviaturas adequadas; por exemplo (p ↔ q) é uma
dada uma sentença Φ qualquer, as novas construções abreviatura para (p → q) ∧ (q → p). No sentido contrário,
xΦ e xΦ - leia “para todo x, Φ” e “para algum x, Φ”, é possível incluir outros operadores como símbolos
respectivamente são introduzidas. xΦ significa que Φ é primitivos, como as constantes de verdade ⊤ para
verdadeiro para todo valor de x e xΦ significa que há “verdadeiro” e o ⊥ para “falso” (estes são operadores do
pelo menos um x tal que Φ é verdadeiro. Os valores das aridade 0). O número mínimo dos símbolos primitivos
variáveis são tirados de um universo de discurso pré- necessários é um, mas se nós nos restringirmos aos
determinado. Um refinamento da lógica de primeira operadores listados acima, seria necessário três; por
ordem permite variáveis de diferentes tipos, para tratar exemplo, o ¬, o ∧ , e o bastariam.
de diferentes classes de objetos. Alguns livros mais velhos usam a notação Φ ⊃ ψ para Φ
A lógica de primeira ordem tem poder expressivo → ψ, ~Φ para ¬Φ, Φ & ψ para Φ ∧ ψ, e uma riqueza de
suficiente para formalizar praticamente toda a notações para os quantificadores; por exemplo, xΦ pode
matemática. Uma teoria de primeira ordem consiste em ser escrito como (x)Φ. A igualdade é às vezes
um conjunto de axiomas (geralmente finitos ou considerada como parte da lógica de primeira ordem;
recursivamente enumerável) e de sentenças dedutíveis Neste caso, o símbolo da igualdade será incluído no
a partir deles. A teoria dos conjuntos de Zermelo- alfabeto, e comportar-se-á sintaticamente como um
Fraenkel é um exemplo de uma teoria de primeira predicado binário. Assim a LPO será chamada de lógica
ordem, e aceita-se geralmente que toda a matemática de primeira ordem com igualdade. As constantes são na
clássica possa ser formalizada nela. Há outras teorias verdade funções de aridade 0, assim seria possível e
que são normalmente formalizadas na lógica de primeira conveniente omitir constantes e usar as funções que
ordem de maneira independente (embora elas admitam tenham qualquer aridade. Mas é comum usar o termo
“função” somente para funções de aridade 1. Na Na prática, se P for uma relação de aridade 2, nós
definição acima, as relações devem ter pelo menos escrevemos frequentemente “a P b” em vez de “P a b”;
aridade 1. É possível permitir relações de aridade 0; por exemplo, nós escrevemos 1 < 2 em vez de < (1 2).
estas seriam consideradas variáveis proposicionais. Similarmente se f for uma função de aridade 2, nós
Há muitas convenções diferentes sobre onde pôr escrevemos às vezes “a f b” em vez de “f (a b)”; por
parênteses; por exemplo, se pode escrever x ou ( x). Às exemplo, nós escrevemos 1 + 2 em vez de + (1 2). É
vezes se usa dois pontos ou ponto final ao invés dos também comum omitir alguns parênteses se isto não
parênteses para criar fórmulas não ambíguas. Uma conduzir à ambiguidade. Às vezes é útil dizer que “P(x)
convenção interessante, mas incomum, é a “notação vale para exatamente um x”, o que costuma ser
polonesa”, onde se omite todos os parênteses, e denotado por !xP(x). Isto também pode ser expresso por
escreve-se o ∧ , ∧ , e assim por diante na frente de seus x (P (x) y (P (y) → (x = y))). Exemplos: A linguagem dos
argumentos. A notação polonesa é compacta e elegante, grupos abelianos ordenados tem uma constante 0, uma
mas rara e de leitura complexa. Uma observação técnica função unária −, uma função binária +, e uma relação
é que se houver um símbolo de função de aridade 2 que binária ≤. Assim:
representa um par ordenado (ou símbolos de predicados - [0, x, y são termos atômicos];
de aridade 2 que representam as relações de projeção - [+ (x, y), + (x, + (y, − (z))) são termos, escritos
de um par ordenado) então se pode dispensar geralmente como x + y, x + (y + (−z))];
inteiramente as funções ou predicados de aridade > 2. - [= (+ (x, y), 0), ≤ (+ (x, + (y, − (z))), + (x, y)) são
Naturalmente o par ou as projeções necessitam fórmulas atômicas, escritas geralmente como x + y = 0, x
satisfazer aos axiomas naturais. + y - z ≤ x + y,];
Os conjuntos das constantes, das funções, e das - [( x y ≤ (+ (x, y), z)) ∧ ( x = (+ (x, y), 0)) é uma fórmula,
relações compõem a assinatura e são geralmente escrita geralmente como ( x y (x + y ≤ z)) ∧ ( x (x + y =
considerados para dar forma a uma linguagem, 0))].
enquanto as variáveis, os operadores lógicos, e os
quantificadores são geralmente considerados para
pertencer à lógica. Uma estrutura dá o significado Substituição: Se t é um termo e Φ(x) é uma fórmula
semântico de cada símbolo da assinatura. Por exemplo, que contém possivelmente x como uma variável livre,
a linguagem da teoria dos grupos consiste de uma então Φ(t) se definido como o resultado da substituição
constante (elemento da identidade), de uma função de de todas as instâncias livres de x por t, desde que
aridade 1 (inverso), de uma função de aridade 2 nenhuma variável livre de t se torne ligada neste
(produto), e de uma relação de aridade 2 (igualdade), processo. Se alguma variável livre de t se tornar ligada,
que seria omitida pelos autores que incluem a igualdade então para substituir t por x é primeiramente necessário
na lógica subjacente. mudar os nomes das variáveis ligadas de Φ para algo
diferente das variáveis livres de t. Para ver porque esta
Regras de Formação condição é necessária, considere a fórmula Φ(x) dada
As regras de formação definem os termos, fórmulas, por y y ≤ x (“x é máximal”). Se t for um termo sem y
e as variáveis livres como segue. O conjunto dos termos como variável livre, então Φ(t) diz apenas que t é
é definido recursivamente pelas seguintes regras: maximal. Entretanto se t é y, a fórmula Φ(y) é y y ≤ y que
- Qualquer constante é um termo (sem variáveis não diz que y é máximal. O problema de que a variável
livres). livre y de t (=y) se transformou em ligada quando nós
- Qualquer variável é um termo (cuja única variável substituímos y por x em Φ(x). Assim, para construir Φ(y)
livre é ela mesma). nós devemos primeiramente mudar a variável ligada y
- Toda expressão f (t1,…, tn) de n ≥ 1 argumentos de Φ para qualquer outra coisa, por exemplo a variável
(onde cada argumento ti é um termo e f é um símbolo de z, de modo que o Φ(y) seja então z z ≤ y. Esquecer
função de aridade n) é um termo. Suas variáveis livres desta condição é uma causa notória de erros.
são as variáveis livres de cada um dos termos ti. Igualdade: Há diversas convenções diferentes para se
- Cláusula de fechamento: Nada mais é um termo. usar a igualdade (ou a identidade) na lógica de primeira
O conjunto das fórmulas bem-formadas (chamadas ordem. Esta seção resume as principais. Todas as
geralmente FBFs ou apenas fórmulas) é definido convenções resultam mais ou menos no mesmo com
recursivamente pelas seguintes regras: mais ou menos a mesma quantidade de trabalho, e
- Predicados simples e complexos: se P for uma diferem principalmente na terminologia. A convenção
relação de aridade n ≥ 1 e os ai são os termos então P mais comum para a igualdade é incluir o símbolo da
(a1, ..., an) é bem formada. Suas variáveis livres são as igualdade como um símbolo lógico primitivo, e adicionar
variáveis livres de quaisquer termos ai. Se a igualdade os axiomas da igualdade aos axiomas da lógica de
for considerada parte da lógica, então (a1 = a2) é bem primeira ordem. Os axiomas de igualdade são
formada. Tais fórmulas são ditas atômicas. x=x
- Cláusula indutiva I: Se Φ for uma FBF, então ¬Φ é x = y → F(…, x, …) = F(…, y, …) para qualquer função F
uma FBF. Suas variáveis livres são as variáveis livres de x = y → (R(…, x, …) → R(…, y, …)) para qualquer
Φ. relação R (incluindo a própria igualdade)
- Cláusula indutiva II: Se Φ e ψ são FBFs, então (ψ ∧ A próxima convenção mais comum é incluir o símbolo da
Φ), (ψ V Φ), (ψ → Φ), (ψ ↔ Φ) são FBFs. Suas variáveis igualdade como uma das relações de uma teoria, e
livres são as variáveis livres de Φ e de ψ. adicionar os axiomas da igualdade aos axiomas da
- Cláusula indutiva III: Se Φ for uma FBF e x for um teoria. Na prática isto é quase idêntico à da convenção
variável, então xΦ e xΦ são FBFs, cujas variáveis livres precedente, exceto no exemplo incomum de teorias com
são as variáveis livres de Φ com exceção de x. nenhuma noção de igualdade. Os axiomas são os
Ocorrências de x são ditas ligadas ou mudas (por mesmos, e a única diferença é se eles serão chamados
oposição a livre) em xΦ e xΦ. de axiomas lógicos ou de axiomas de teoria. Nas teorias
- Cláusula de fechamento: Nada mais é uma FBF. sem funções e com um número finito de relações, é
possível definir a igualdade em termos de relações,
definindo os dois termos s e t como iguais se qualquer Expressividade: O teorema de Löwenheim–Skolem
relação continuar inalterada ao se substituir s por t em mostra que se uma teoria de primeira ordem tem um
qualquer argumento. Por exemplo, em teoria dos modelo infinito, então a teoria também tem modelos de
conjuntos com uma relação ∈, nós definiríamos s = t todas as cardinalidades infinitas. Em particular, nenhuma
como uma abreviatura para ∀x (s ∈ x ↔ t ∈ x) ∧ ∀x (x ∈ s teoria de primeira ordem com um modelo infinito pode
↔ x ∈ t). Esta definição de igualdade satisfaz ser categórica. Assim, não há uma teoria de primeira
automaticamente os axiomas da igualdade. Em algumas ordem cujo único modelo tem o conjunto dos números
teorias é possível dar definições de igualdade ad hoc. naturais como domínio, ou cujo único modelo tem o
Por exemplo, em uma teoria de ordens parciais com conjunto dos números reais como domínio. Várias
uma relação ≤ nós poderíamos definir s = t como uma extensões da Lógica de Primeira-Ordem, incluindo a
abreviatura para s ≤ t ∧ t ≤ s. Lógica de Ordem Superior e a Lógica Infinitária, são
mais expressivas no sentido de que elas admitem
Regras de Inferência axiomatizações categóricas dos números naturais ou
A regra de inferência modus ponens é a única reais. Essa expressividade tem um custo em relação às
necessária para a lógica proposicional de acordo com a propriedades meta-lógicas; de acordo com o Teorema de
formalização proposta aqui. Ela diz que se Φ e Φ → ψ Lindström, qualquer lógica que seja mais forte que a
são ambos demonstrados, então pode-se deduzir ψ. A lógica de primeira ordem falhará em validar o teorema
regra de inferência chamada Generalização Universal é da compaccidade ou em validar o teorema de
característica da lógica de primeira ordem: Löwenheim–Skolem.
Se ╞ Φ, então ╞ xΦ
onde se supõe que Φ é um teorema já demonstrado
da lógica de primeira ordem. Observe que a Formalizando as Línguas Naturais
Generalização é análoga à regra da necessitação da A lógica de primeira ordem é capaz de formalizar vários
lógica modal, que é: quantificadores na lingua natural, como “todas as
Se ╞ P, então ╞ xP pessoas que moram em Paris, moram na França”. Mas
Limitações: Apesar da Lógica de Primeira Ordem existem várias características que não podem ser
ser suficiente para formalizar uma grande parte da expressas na lógica de primeira ordem. “Qualquer
matemática, e também ser comumente usada em sistema lógico que é apropriado para analisar línguas
Ciência da Computação e outras áreas, ela tem as suas naturais, precisa de uma estrutura muito mais rica que a
limitações. Suas limitações incluem limitações em sua lógica de primeira ordem” (Gamut 1991).
expressividade e limitações com relação aos fragmentos
das línguas naturais que pode descrever.
Axiomas e Regras inferência “generalização universal”. Mais precisamente,
Os cinco axiomas lógicos mais as duas regras de como axiomas para o cálculo de predicado, teremos:
inferência seguintes caracterizam a lógica de primeira - Os axiomas circunstanciais do cálculo proposicional
ordem: (A1, A2 e A3);
- Os axiomas dos quantificadores (A4 e A5);
- Os axiomas para a igualdade propostos em seção
anterior, se a igualdade for considerada como um
conceito lógico.
Uma sentença será definida como demonstrável na
lógica de primeira ordem se puder ser obtida começando
com os axiomas do cálculo de predicados e aplicando-se
repetidamente as regras de inferência “modus ponens” e
“generalização universal”. Se nós tivermos uma teoria T
(um conjunto de sentenças, às vezes chamadas
axiomas) então uma sentença Φ se define como
demonstrável na teoria T se a ∧ b ∧ ...→ Φ é
demonstrável na lógica de primeira ordem (relação de
consequência formal), para algum conjunto finito de
Estes axiomas são na realidade esquemas de axiomas a, b, ... da teoria T. Um problema aparente com
axiomas. Cada letra grega pode ser uniformemente esta definição de “demonstrabilidade” é que ela parece
substituída, em cada um dos axiomas acima, por uma um tanto ad hoc: nós tomamos uma coleção
FBF qualquer, e uma expressão do tipo α [t:= x] denota o aparentemente aleatória de axiomas e de regras de
resultado da substituição de x por t na fórmula α. inferência, e não é óbvio que não tenhamos
acidentalmente deixado de fora algum axioma ou regra
Cálculo de Predicados fundamental.
O cálculo de predicado é uma extensão da lógica O teorema da completude de Gödel nos assegura de
proposicional que define quais sentenças da lógica de que este não é realmente um problema: o teorema diz
primeira ordem são demonstráveis. É um sistema formal que toda sentença verdadeira em todos os modelos é
usado para descrever as teorias matemáticas. Se o demonstrável na lógica de primeira ordem. Em particular,
cálculo proposicional for definido por um conjunto toda definição razoável de “demonstrável” na lógica de
adequado de axiomas e a única regra de inferência primeira ordem deve ser equivalente à definição acima
modus ponens (isto pode ser feito de muitas maneiras (embora seja possível que os comprimentos das
diferentes, então o cálculo de predicados pode ser derivações difira bastante para diferentes definições de
definido adicionando-se alguns axiomas e uma regra de demonstrabilidade). Há muitas maneiras diferentes (mas
equivalentes) de definir provabilidade. A definição acima
é um exemplo típico do cálculo no estilo de Hilbert, que Sabendo-se que cada premissa acima é
tem muitos axiomas diferentes, mas poucas regras de exclusivamente verdadeira ou exclusivamente falsa, são
inferência. As definições de demonstrabilidade para a verdadeiras APENAS as premissas:
lógica de primeira ordem nos estilos de Gentzen (A) 1 e 2.
(dedução natural e cálculo de sequentes) são baseadas (B) 1 e 3.
em poucos ou nenhum axiomas, mas muitas regras de (C) 2 e 3.
inferência. (D) 2 e 4.
(E) 3 e 4.

04. (CESPE - TRE-MG – Técnico Judiciário)


Considere as sentenças apresentada a seguir.
G - O preço do combustível automotivo é alto.
M - Os motores dos veículos são econômicos.
I - Há inflação geral de preços.
C - O preço da cesta básica é estável.
Admitindo que os valores lógicos das proposições
compostas

são verdadeiros, assinale a opção correta, considerando


que, nessas proposições, os símbolos ∨ e ∧
representam os conectivos “ou” e “e”, respectivamente, e
o símbolo ¬denota o modificador negação.
(A) os motores dos veículos são econômicos e não
há inflação geral de preços.
(B) o preço da cesta básica não é estável e há
inflação geral de preços.
(C) o preço do combustível automotivo é alto e os
motores dos veículos não são econômicos.
(D) os motores dos veículos são econômicos e o
preço da cesta básica não é estável.
(E) o preço da cesta básica é estável e o preço do
combustível automotivo é alto.

05. (FCC - TRE-PI - Técnico Judiciário) Todos os


advogados que trabalham numa cidade formaram- se na
universidade X. Sabe-se ainda que alguns funcionários
da prefeitura dessa cidade são advogados. A partir
dessas informações, é correto concluir que,
necessariamente,
(A) existem funcionários da prefeitura dessa cidade
formados na universidade X.
(B) todos os funcionários da prefeitura dessa cidade
formados na universidade X são advogados.
(C) todos os advogados formados na universidade X
trabalham nessa cidade.
(D) dentre todos os habitantes dessa cidade,
somente os advogados formaram-se na universidade X.
Conclui-se que (E) existem funcionários da prefeitura dessa cidade
(A) uma das afirmativas acima é verdadeira e quatro são que não se formaram na universidade X.
falsas.
(B) duas das afirmativas acima são verdadeiras e três 06. (CESPE - SECONT-ES - Auditor do Estado) Se a
são falsas. proposição simbolizada por A ∧ B → C for um argumento
(C) três das afirmativas acima são verdadeiras e duas válido, então a proposição A ∧ B ∧ (¬C) será falsa.
são falsas. ( ) Certo ( ) Errado
(D) quatro das afirmativas acima são verdadeiras e uma
é falsa. 07. (CESPE - TRE-MA – Técnico Judiciário) Com base
(E) todas as afirmativas acima são verdadeiras. nas regras da lógica sentencial, assinale a opção que
corresponde à negação da proposição “Mário é contador
03. (CESGRANRIO - 2010 - Petrobrás) Considere as e Norberto é estatístico”.
premissas: (A) Se Mário não é contador, então Norberto não é
Premissa 1: as premissas 2 e 3 são verdadeiras. estatístico.
Premissa 2: das premissas 3 e 4, uma delas é (B) Mário não é contador e Norberto não é estatístico.
verdadeira e a outra, falsa. (C) Se Mário não é contador, então Norberto é
Premissa 3: as premissas 1 e 4 são ambas estatístico.
verdadeiras ou ambas falsas. (D) Se Mário é contador, então Norberto não é
Premissa 4: as premissas 1 e 3 são ambas falsas. estatístico.
(E) Se Mário é contador, então Norberto é estatístico.
08. (FCC - TCE-GO - Técnico de Controle Externo) São Logo, a sentença A é consequência da lógica de B. É
dadas as afirmações: importante mencionar que não foram introduzidos
- Toda cobra é um réptil. elementos adicionais (negação dupla, por exemplo) na
- Existem répteis venenosos. sentença original para se chegar ao resultado. Com isso,
Se as duas afirmações são verdadeiras, então, com podemos afirmar que a sentença A é consequência da
certeza, também é verdade que lógica (manipulação direta) de B.
(A) Se existe uma cobra venenosa, então ela é um réptil.
(B) toda cobra é venenosa.
(C) algum réptil venenoso é uma cobra.
(D) qualquer réptil é uma cobra. São equivalências lógicas, ou seja, elas são
(E) Se existe um réptil venenoso, então ele é uma cobra. bidirecionais. Dessa forma, pode-se concluir que a
alternativa correta é a “A”, (B → A).
09. (FCC - TCE-GO - Técnico de Controle Externo) No
próximo domingo, Dona Marieta completará 100 anos de 02. Resposta “C”.
idade e sua bisneta Julieta resolveu presenteá-la Dizemos que um conjunto de operadores é completo
construindo a árvore genealógica de seus descendentes. se com eles pode exprimir as operações conjunção,
Para tal, Julieta usou as seguintes informações: disjunção e negação, que são: ∧, ∧ ,¬ e nand (não é).
- Dona Marieta teve 10 filhos, três dos quais não lhe I - Verdadeiro;
deram netos e cada um dos demais lhe deu 3 netos; II - Verdadeiro;
- Apenas quatro dos netos de Dona Marieta não tiveram III - Falso;
filhos, enquanto que cada um dos demais lhe deu 5 IV - Verdadeiro;
bisnetos; V - Falso.
- Dos bisnetos de Dona Marieta, apenas nove não Na lógica, um grupo de conectivos tem a
tiveram filhos e cada um dos outros teve 2 filhos; propriedade da completude funcional se todos outros
- Os tataranetos de Dona Marieta ainda não têm filhos. conectivos possíveis podem ser definidos em função
Nessas condições, é correto afirmar que o total de dele. Os conjuntos {nand}, {nor}, { ∧, ¬}, { ∧, ¬} e {→, ¬}
descendentes de Dona Marieta é: possuem a propriedade da completude funcional.
(A) 277 Demonstração da completude funcional em um conjunto:
(B) 272 Utilizando apenas a negação ¬ e a implicação (→)
(C) 268 podemos gerar todas as outras operações.
(D) 264
(E) 226

10. (CESGRANRIO - 2010 - Petrobrás) x ↔ y possui a


mesma tabela verdade que:
(A) ¬x → y 03. Resposta “D”.
(B) ¬x → ¬y Premissa 1: as premissas 2 e 3 são verdadeiras.
(C) (x → y) ∧ y FALSO (apenas a premissa 2 é verdadeira a 3 é falsa);
(D) (x → y) ∧ (y → x) Premissa 2: das premissas 3 e 4, uma delas é
(E) (x → y) ∧ (¬y → x) verdadeira e a outra é falsa. VERDADEIRA (a premissa
3 é falsa e a 4 é verdadeira);
Respostas Premissa 3: as premissas 3 e 4 são ambas verdadeiras
01. Resposta “A”. ou ambas falsas. FALSO (premissa 3 é falsa e a 4 é
verdadeira);
Premissa 4: as premissas 1 e 3 são ambas falsas.
VERDADEIRA.
Normalmente ler as premissas em ordem inversa facilita
a resposta.
Premissa 4: afirma que 1 e 3 são falsas, portanto 2
Para a sentença A ser “transformada”, seria necessário deverá ser verdadeira.
introduzir uma negação dupla (¬¬). Observando a regra Premissa 3: contraditória com a P4 - Falsa.
(1), percebe-se que a sentença B pode ser Premissa 2: até aqui a 4 é verdadeira e a 3 falsa –
“transformada” sem a necessidade de utilização de uma Verdadeira.
negação dupla. Com isso, selecionamos a sentença B Premissa 1: contraditória com a P4 – Falsa.
para efetuar a manipulação. Manipulando a sentença B:
04. Resposta “A”.
- Atribui-se verdadeiro para todas as sentenças simples,
ou seja, G, M, I, C - são a princípio (V).
- Comece pela primeira sentença composta: M ∧ ~G
então C ∧ G - Por essa sentença conclui-se que
atribuindo à sentença I como verdadeira essa sentença
composta seria falsa e como a questão afirma que todas
as compostas são verdadeiras, então I = Falsa e ~I = V,
daí a sentença seria verdadeira, ou seja: Não há inflação
geral de preços.
- Na segunda sentença composta: I então ~C ∧ G -
considerando I (falsa) o resultado era verdadeiro para a
sentença independente de ser Falso ou Verdadeiro a 2ª isto torna a questão fácil, ou seja, tanto o A, o B e a
parte - por isso não tinha ainda argumento válido. negação de C têm que ter valores verdadeiros para a
- Na terceira sentença: G então M - se considerar M proposição ser verdadeira (regra do conectivo E). Se a
verdadeira então G pode ser falso ou Verdadeiro. negação de C tem que ser verdade, logo, o C é falso. Se
- Na quarta sentença: ~C ∧ M - se considerar M o C é falso, A ∧ B não pode ser verdadeiro, pois V então
verdadeira então ~C pode ser falso ou verdadeiro (mas F, que é o argumento válido trazido pela questão, é
como na primeira sentença já considera C como falso. Se a questão diz que o argumento é válido, ele
verdadeira), ou seja: Os motores dos veículos são realmente é válido, temos que acreditar nisso, logo, o
econômicos. valor de A ∧ B tem que ser falso obrigatoriamente, senão
O enunciado da questão diz: o argumento não é válido. Se A ∧ B tem que ser falso,
1) Se (M ∧ ~G) então (C ∧ ~ I) que equivale a: Se (Se G significa que ou o A ou o B tem que ser falso (regra do E,
então M ) então ~(Se C então I); um falso tudo falso). Sendo ou o A ou o B falso, torna a
2) Se I então (~C ∧ G) que; proposição A ∧ B ∧ ~C falsa.
3) Se G então M;
4) ~C ∧ M que. 07. Resposta “D”.
Precisa-se somente das proposições 1 e 3. Inicia-se pela A negativa de uma conjunção pode ser:
proposição 3. Supunha que o G era verdadeiro, desta - uma condicional - afirma a 1ª parte e nega a 2ª
forma o M só poderia ser verdadeiro. Caso contrário a parte = P então não Q.
proposição se tornaria falsa. - uma disjunção - Não P ou Não Q.
Então para a proposição 1: Como a primeira parte é Mário é contador e Norberto é estatístico.
verdadeira a segunda só poderia ser verdadeira, ou seja P e Q = P e não Q, portanto:
~(se C então I) também tinha que ser verdadeira. Como Se Mário é contador, então Norberto não é
tem o “~” na frente, Se C então I tem que ser falsa. E estatístico.
para ser falsa I deve ser falso e C deve ser verdadeira. Considerando:
Desta forma descobre-se o valor real de cada P: “Mário é contador”.
proposição. Q: “Norberto é estatístico”.
A negação de P ∧ Q é ~P “ou” ~Q.
05. Resposta “A”. A partir daí basta transformar ~P “ou” ~Q em sua
Quando temos a expressão “Todo” e “Todo”, a resposta proposição equivalente: P “se então” ~Q.
tem que obrigatoriamente ter a expressão “Todo” e não
pode aparecer a expressão comum. Ex.: Todo indivíduo 08. Resposta “A”.
que fuma tem bronquite. Todo indivíduo que tem (A) Verdade, toda cobra é um réptil.
bronquite costuma faltar ao trabalho. Expressão comum: Se as duas afirmações são verdadeiras, então, com
bronquite. Logo: Todo indivíduo que fuma costuma faltar certeza, também é verdade que
ao trabalho. - Se existe uma cobra venenosa (P), então ela é um
Quando temos as expressões “Todo” e “Algum”, na réptil (Q). (P → Q = V). Obs: segundo as afirmações
resposta prevalece o “Algum” e não pode aparecer a “dadas” não se pode determinar se P é V ou F, no
expressão comum. Na questão acima, descartamos a entanto isto não altera a correção da assertiva.
“B” e a “C”, pois começam com “Todo”. Depois (B) Falsa = nem toda cobra é venenosa.
descartamos “D” pois aparece a expressão comum (C) Falsa = nem todo réptil venenoso é cobra (há
“advogados”. Depois descartamos a “E” pois aparece lagartos venenosos, répteis e não são cobras).
uma negação “não se formaram na universidade x”. No contexto geral, esta afirmação poderia ser
Resumo: considerada verdadeira, mas segundo as afirmações
Todo e Todo = Todo “dadas” pela questão ela é falsa, pois não é mencionada
Todo e Nenhum = Nenhum qualquer ligação entre o grupo das cobras e dos répteis
Algum e Todo = Algum venenosos; A cobra é um réptil; Alguns répteis são
Algum e Nenhum = Algum Não venenosos; mas embasando-se somente nestas duas
Se todos os advogados são formados na afirmações não há como se garantir que Algum réptil
universidade X e se existem funcionários da prefeitura venenoso é uma cobra.
que são advogados, logo, certamente existem (D) Falsa = nem todo réptil é uma cobra (Jacaré é réptil).
funcionários da prefeitura dessa cidade formados na (E) Falsa = nem todo réptil venenoso é cobra (há
universidade X. Com relação a letra “E”, temos que não lagartos venenosos, são répteis e não são cobras).
necessariamente os outro funcionários que não são
advogados não se formaram na universidade X, pois
nada garante que eles tenham se formado nesta
universidade ou não, como deixa dúvida, esta não pode
ser necessariamente correta.

06. Resposta “Certo”.


Um argumento válido considere todas as premissas
verdadeiras, e a conclusão terá que ser verdadeira.
V∧V
A ∧ B → C (Argumento válido)
A ∧ B ∧ (~C)
V ∧ V ∧ (~V)
V ∧ F = F (Falsa) Um grande conjunto é o dos répteis, obrigatoriamente o
Nota-se que na proposição composta que a conjunto das cobras, que é menor, estará totalmente
alternativa diz ser falsa só foi usado o conectivo E (∧ ),
dentro do conjunto dos répteis. Já o conjunto dos
Venenosos existem 3 possibilidades:
1 - o conjunto dos venenosos estar totalmente dentro do
conjunto dos répteis, mas não se mistura com o conjunto
das cobras, ou seja, são dois conjuntos dentro do
grande conjunto que é o dos répteis;
2 - o conjunto dos venenosos estar parcialmente dentro
do conjunto dos répteis, mas não se mistura com o
conjunto das cobras, ou seja, um conjunto (cobras)
dentro do conjunto dos répteis e outro (venenosos)
parcialmente dentro e fora (como na figura).
3 - o conjunto dos venenosos estar totalmente dentro do
conjunto dos répteis, e parcialmente, também, dentro do 5 PRINCÍPIOS DE CONTAGEM E PROBABILIDADE
conjunto das cobras. Análise Combinatória
4 - o conjunto dos venenosos estar totalmente dentro do
conjunto dos répteis e totalmente dentro do conjunto das
cobras. Análise combinatória é uma parte da matemática que
Logo, a única coisa que conseguimos garantir dentre as estuda, ou melhor, calcula o número de possibilidades, e
alternativas é que “todas as cobras são répteis”, elas estuda os métodos de contagem que existem em acertar
podem ser ou não venenosas e os venenosos podem ou algum número em jogos de azar. Esse tipo de cálculo
não ser répteis e podem ou não ser cobras. nasceu no século XVI, pelo matemático italiano Niccollo
Fontana (1500-1557), chamado também de Tartaglia.
09. Resposta “C”. Depois, apareceram os franceses Pierre de Fermat
Dona Marieta teve 10 filhos = 7 férteis e 3 inférteis. (1601- 1665) e Blaise Pascal (1623-1662). A análise
Sete férteis tiveram 21 filhos = 17 férteis e 4 inférteis. desenvolve métodos que permitem contar,
Dezessete férteis tiveram 85 filhos = 76 férteis e 9 indiretamente, o número de elementos de um conjunto.
inférteis. Por exemplo, se quiser saber quantos números de
Setenta e seis férteis tiveram 152 filhos = 152 férteis. quatro algarismos são formados com os algarismos 1, 2,
Descendentes = férteis + inférteis = 252 + 16 = 268 3, 4, 5, 6, 7 e 9, é preciso aplicar as propriedades da
descendentes. análise combinatória. Veja quais propriedades existem:
Seguindo os passos: - Princípio fundamental da contagem
- Dona Marieta teve 10 filhos, três dos quais não lhe - Fatorial
deram netos e cada um dos demais lhe deu 3 netos; dos - Arranjos simples
10 filhos de Dona Marieta 3 não lhe deram netos, - Permutação simples
enquanto que 7 lhe deram 3 netos “cada”, então - Combinação
fazemos o seguinte cálculo: 7. 3 = 21 netos. - Permutação com elementos repetidos
- Apenas quatro dos netos de Dona Marieta não Princípio fundamental da contagem: é o mesmo que a
tiveram filhos, enquanto que cada um dos demais lhe Regra do Produto, um princípio combinatório que indica
deram 5 bisnetos; Sabemos que Dona Marieta teve 21 quantas vezes e as diferentes formas que um
netos, mas, desses 21, quatro não tiveram filhos, acontecimento pode ocorrer. O acontecimento é formado
enquanto que os outros 17 lhe deram 5 bisnetos cada: por dois estágios caracterizados como sucessivos e
17. 5 = 85 bisnetos. independentes:
- Dos bisnetos de Dona Marieta, apenas nove não - O primeiro estágio pode ocorrer de m modos distintos.
tiveram filhos e cada um dos outros tiveram 2 filhos; - O segundo estágio pode ocorrer de n modos distintos.
Dona Marieta teve 85 bisnetos, e desses 85 nove não Desse modo, podemos dizer que o número de formas
tiveram filhos, o que implica que 76 tiveram 2 filhos diferente que pode ocorrer em um acontecimento é igual
“cada”: 76 . 2 = 152 tataranetos. ao produto m . n
- Os tataranetos de Dona Marieta ainda não têm Exemplo: Alice decidiu comprar um carro novo, e
filhos. Como os tataranetos não tiveram filhos, então inicialmente ela quer se decidir qual o modelo e a cor do
somamos os filhos, netos, bisnetos e tataranetos: 10 + seu novo veículo. Na concessionária onde Alice foi há 3
21 + 85 + 152 = 268. tipos de modelos que são do interesse dela: Siena, Fox
e Astra, sendo que para cada carro há 5 opções de
cores: preto, vinho, azul, vermelho e prata. Qual é o
10. Resposta “D”. número total de opções que Alice poderá fazer?
Segundo Sérates (1997), a conjunção da sentença x Resolução: Segundo o Principio Fundamental da
→ y com a sentença y → x resulta na sentença x y. Contagem, Alice tem 3×5 opções para fazer, ou seja,ela
Assim, (x → y) ∧ (y → x) equivale a x y. poderá optar por 15 carros diferentes. Vamos
x se e somente se y: somente admite resposta representar as 15 opções na árvore de possibilidades:
verdadeira quando ambas possuem o mesmo sinal.
Tabela verdade: tabela verdade de x-y e y-x:
positivos menores ou iguais a n. A notação n! foi
introduzida por Christian Kramp em 1808. A função
fatorial é normalmente definida por:

Por exemplo, 5! = 1 . 2 . 3 . 4 . 5 = 120


Note que esta definição implica em particular que 0! = 1,
porque o produto vazio, isto é, o produto de nenhum
número é 1. Deve-se prestar atenção neste valor, pois
este faz com que a função recursiva (n + 1)! = n! . (n + 1)
funcione para n = 0.
Os fatoriais são importantes em análise combinatória.
Por exemplo, existem n! caminhos diferentes de arranjar
n objetos distintos numa sequência. (Os arranjos são
chamados permutações) E o número de opções que
podem ser escolhidos é dado pelo coeficiente binomial.

Generalizações: Um acontecimento é formado por k


estágios sucessivos e independentes, com n1, n2, n3, …
, nk possibilidades para cada. O total de maneiras
Arranjos simples: são agrupamentos sem repetições
distintas de ocorrer este acontecimento é n1, n2, n3, … ,
em que um grupo se torna diferente do outro pela ordem
nk
ou pela natureza dos elementos componentes. Seja A
Técnicas de contagem: Na Técnica de contagem não
um conjunto com n elementos e k um natural menor ou
importa a ordem.
igual a n. Os arranjos simples k a k dos n elementos de
Considere A = {a; b; c; d; …; j} um conjunto formado
A, são os agrupamentos, de k elementos distintos cada,
por 10 elementos diferentes, e os agrupamentos ab, ac e
que diferem entre si ou pela natureza ou pela ordem de
ca”.
seus elementos.
ab e ac são agrupamentos sempre distintos, pois se
Cálculos do número de arranjos simples:
diferenciam pela natureza de um dos elemento.
Na formação de todos os arranjos simples dos n
ac e ca são agrupamentos que podem ser
elementos de A, tomados k a k:
considerados distintos ou não distintos pois se
n → possibilidades na escolha do 1º elemento.
diferenciam somente pela ordem dos elementos.
n - 1 → possibilidades na escolha do 2º elemento, pois
Quando os elementos de um determinado conjunto A
um deles já foi usado.
forem algarismos, A = {0, 1, 2, 3, …, 9}, e com estes
n - 2 → possibilidades na escolha do 3º elemento, pois
algarismos pretendemos obter números, neste caso, os
dois deles já foi usado.
agrupamentos de 13 e 31 são considerados distintos,
pois indicam números diferentes. .
.
Quando os elementos de um determinado conjunto A
.
forem pontos, A = {A1, A2, A3, A4, A5…, A9}, e com
n - (k - 1) → possibilidades na escolha do kº elemento,
pois l-1 deles já foi usado.
estes pontos pretendemos obter No Princípio Fundamental da Contagem (An, k), o
retas, neste caso os agrupamentos são iguais, pois número total de arranjos simples dos n elementos de A
indicam a mesma reta. (tomados k a k), temos:
Conclusão: Os agrupamentos... An,k = n (n - 1) . (n - 2) . ... . (n – k + 1)
1. Em alguns problemas de contagem, quando os (é o produto de k fatores)
agrupamentos se diferirem pela natureza de pelo menos Multiplicando e dividindo por (n – k)!
um de seus elementos, os agrupamentos serão
considerados distintos.
ac = ca, neste caso os agrupamentos são
denominados combinações.
Pode ocorrer: O conjunto A é formado por pontos e o
problema é saber quantas retas esses pontos
determinam.
2. Quando se diferir tanto pela natureza quanto pela
ordem de seus elementos, os problemas de contagem
serão agrupados e considerados distintos. Permutações: Considere A como um conjunto com n
ac ≠ ca, neste caso os agrupamentos são elementos. Os arranjos simples n a n dos elementos de
denominados arranjos. A, são denominados permutações simples de n
Pode ocorrer: O conjunto A é formado por algarismos elementos. De acordo com a definição, as permutações
e o problema é contar os números por eles têm os mesmos elementos. São os n elementos de A. As
determinados. duas permutações diferem entre si somente pela ordem
Fatorial: Na matemática, o fatorial de um número natural de seus elementos.
n, representado por n!, é o produto de todos os inteiros Cálculo do número de permutação simples:
O número total de permutações simples de n necessariamente distintos. Em vista disso, quando
elementos indicado por Pn, e fazendo k = n na fórmula vamos calcular os arranjos completos, deve-se levar em
An,k = n (n – 1) (n – 2) . … . (n – k + 1), temos: consideração os arranjos com elementos distintos
Pn = An,n= n (n – 1) (n – 2) . … . (n – n + 1) = (n – 1) (arranjos simples) e os elementos repetidos. O total de
(n – 2) . … .1 = n! arranjos completos de n elementos, de k a k, é indicado
Portanto: Pn = n! simbolicamente por A*n,k dado por: A*n,k = nk
Combinações Simples: são agrupamentos formados Permutações com elementos repetidos
com os elementos de um conjunto que se diferenciam Considerando:
somente pela natureza de seus elementos. Considere A α elementos iguais a a,
como um conjunto com n elementos k um natural menor β elementos iguais a b,
ou igual a n. Os agrupamentos de k elementos distintos γ elementos iguais a c, …,
cada um, que diferem entre si apenas pela natureza de λ elementos iguais a l,
seus elementos são denominados combinações simples Totalizando em α + β + γ + … λ = n elementos.
k a k, dos n elementos de A. Simbolicamente representado por Pnα, β, γ, …, λ o
Exemplo: Considere A = {a, b, c, d} um conjunto com número de permutações distintas que é possível
elementos distintos. Com os elementos de A podemos formarmos com os n elementos:
formar 4 combinações de três elementos cada uma: abc
– abd – acd – bcd
Se trocarmos ps 3 elementos de uma delas:
Exemplo: abc, obteremos P3 = 6 arranjos disdintos. Combinações Completas: Combinações completas de n
elementos, de k a k, são combinações de k elementos
não necessariamente distintos. Em vista disso, quando
vamos calcular as combinações completas devemos
levar em consideração as combinações com elementos
distintos (combinações simples) e as combinações com
elementos repetidos. O total de combinações completas
de n elementos, de k a k, indicado por C*n,k

Se trocarmos os 3 elementos das 4 combinações


obtemos todos os arranjos 3 a 3:

QUESTÕES
01. Quantos números de três algarismos distintos podem
ser formados com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 7 e 8?

02. Organiza-se um campeonato de futebol com 14


(4 combinações) x (6 permutações) = 24 arranjos clubes, sendo a disputa feita em dois turnos, para que
Logo: C4,3 . P3 = A4,3 cada clube enfrente o outro no seu campo e no campo
Cálculo do número de combinações simples: O deste. O número total de jogos a serem realizados é:
número total de combinações simples dos n elementos (A)182
de A representados por C n,k, tomados k a k, (B) 91
analogicamente ao exemplo apresentado, temos: (C)169
a) Trocando os k elementos de uma combinação k a (D)196
k, obtemos Pk arranjos distintos. (E)160
b) Trocando os k elementos das Cn,k . Pk arranjos
distintos. 03. Deseja-se criar uma senha para os usuários de um
sistema, começando por três letras escolhidas entre as
cinco A, B, C, D e E, seguidas de quatro algarismos
escolhidos entre 0, 2, 4, 6 e 8. Se entre as letras puder
haver repetição, mas se os algarismos forem todos
distintos, o número total de senhas possíveis é:
(A) 78.125
(B) 7.200
(C) 15.000
(D) 6.420
(E) 50

04. (UFTM) – João pediu que Cláudia fizesse cartões


com todas as permutações da palavra AVIAÇÃO.
Cláudia executou a tarefa considerando as letras A e Ã
como diferentes, contudo, João queria que elas fossem
consideradas como mesma letra. A diferença entre o
número de cartões feitos por Cláudia e o número de
cartões esperados por João é igual a
(A) 720
Arranjos Completos: Arranjos completos de n elementos,
(B) 1.680
de k a k são os arranjos de k elementos não
(C) 2.420 Resoluções
(D) 3.360
(E) 4.320

05. (UNIFESP) – As permutações das letras da palavra


PROVA foram listadas em ordem alfabética, como se
fossem palavras de cinco letras em um dicionário. A 73ª
palavra nessa lista é
(A) PROVA.
(B) VAPOR.
(C) RAPOV.
(D) ROVAP.
(E) RAOPV.

06. (MACKENZIE) – Numa empresa existem 10


diretores, dos quais 6 estão sob suspeita de corrupção.
Para que se analisem as suspeitas, será formada uma
comissão especial com 5 diretores, na qual os suspeitos As três letras poderão ser escolhidas de 5 . 5 . 5 =125
não sejam maioria. O número de possíveis comissões é: maneiras.
(A) 66 Os quatro algarismos poderão ser escolhidos de 5 . 4 . 3
(B) 72 . 2 = 120 maneiras.
(C) 90 O número total de senhas distintas, portanto, é igual a
(D) 120 125 . 120 = 15.000.
(E) 124
07. (ESPCEX) – A equipe de professores de uma escola 4. O número de cartões feitos por Cláudia foi
possui um banco de questões de matemática composto
de 5 questões sobre parábolas, 4 sobre circunferências
e 4 sobre retas. De quantas maneiras distintas a equipe II) O número de cartões esperados por João era
pode montar uma prova com 8 questões, sendo 3 de
parábolas, 2 de circunferências e 3 de retas?
(A) 80 Assim, a diferença obtida foi 2.520 – 840 = 1.680
(B) 96
(C) 240 05. Se as permutações das letras da palavra PROVA
(D) 640 forem listadas em ordem alfabética, então teremos:
(E) 1.280 P4 = 24 que começam por A
P4 = 24 que começam por O
08. Numa clínica hospitalar, as cirurgias são sempre P4 = 24 que começam por P
assistidas por 3 dos seus 5 enfermeiros, sendo que, A 73.ª palavra nessa lista é a primeira permutação
para uma eventualidade qualquer, dois particulares que começa por R. Ela é RAOPV.
enfermeiros, por serem os mais experientes, nunca são
escalados para trabalharem juntos. Sabendo-se que em 06. Se, do total de 10 diretores, 6 estão sob suspeita de
todos os grupos participa um dos dois enfermeiros mais corrupção, 4 não estão. Assim, para formar uma
experientes, quantos grupos distintos de 3 enfermeiros comissão de 5 diretores na qual os suspeitos não sejam
podem ser formados? maioria, podem ser escolhidos, no máximo, 2 suspeitos.
(A) 06 Portanto, o número de possíveis comissões é
(B) 10
(C) 12
(D) 15
(E) 20

09. Seis pessoas serão distribuídas em duas equipes


para concorrer a uma gincana. O número de maneiras
diferentes de formar duas equipes é
(A) 10 08.
(B) 15 I) Existem 5 enfermeiros disponíveis: 2 mais
(C) 20 experientes e
(D) 25 outros 3.
(E) 30 II) Para formar grupos com 3 enfermeiros, conforme
o enunciado, devemos escolher 1 entre os 2 mais
10. Considere os números de quatro algarismos do experientes e 2 entre os 3 restantes.
sistema decimal de numeração. Calcule: III) O número de possibilidades para se escolher 1
a) quantos são no total;
b) quantos não possuem o algarismo 2; entre os 2 mais experientes é
c) em quantos deles o algarismo 2 aparece ao menos IV) O número de possibilidades para se escolher 2
uma vez; entre 3 restantes é
d) quantos têm os algarismos distintos;
e) quantos têm pelo menos dois algarismos iguais.
V) Assim, o número total de grupos que podem ser Considerando S como um espaço finito e não vazio,
formados é 2 . 3 = 6 temos:

Probabilidade

Ponto Amostral, Espaço Amostral e Evento


Em uma tentativa com um número limitado de União de Eventos
resultados, todos com chances iguais, devemos Considere A e B como dois eventos de um espaço
considerar: amostral S, finito e não vazio, temos:
Ponto Amostral: Corresponde a qualquer um dos
resultados possíveis.
Espaço Amostral: Corresponde ao conjunto dos
resultados possíveis; será representado por S e o
número de elementos do espaço amostra por n(S).
Evento: Corresponde a qualquer subconjunto do espaço
amostral; será representado por A e o número de
elementos do evento por n(A).
Os conjuntos S e Ø também são subconjuntos de S,
portanto são eventos.
Ø = evento impossível.
S = evento certo.

Eventos Mutuamente Exclusivos


Conceito de Probabilidade
As probabilidades têm a função de mostrar a chance de
ocorrência de um evento. A probabilidade de ocorrer um
determinado evento A, que é simbolizada por P(A), de
um espaço amostral S ≠ Ø, é dada pelo quociente entre
o número de elementos A e o número de elemento S.
Representando:

Exemplo: Ao lançar um dado de seis lados, numerados


de 1 a 6, e observar o lado virado para cima, temos:
- um espaço amostral, que seria o conjunto S {1, 2, 3, 4,
5, 6}.
- um evento número par, que seria o conjunto A1 = {2, 4,
6} C S.
- o número de elementos do evento número par é n(A1)
= 3.
- a probabilidade do evento número par é 1/2, pois Eventos Exaustivos
Quando os eventos A1, A2, A3, …, An de S forem, de
dois em dois, mutuamente exclusivos, estes serão
Propriedades de um Espaço Amostral Finito e Não denominados exaustivos se
Vazio
- Em um evento impossível a probabilidade é igual a
zero. Em um evento certo S a probabilidade é igual a 1.
Simbolicamente: P(Ø) = 0 e P(S) = 1.
- Se A for um evento qualquer de S, neste caso: 0 ≤ P(A)
≤ 1.
- Se A for o complemento de A em S, neste caso: P(A) =
1 - P(A).

Demonstração das Propriedades


- Se num total de n experiências, ocorrer somente k
vezes o evento A, nesse caso será necessário ocorrer
exatamente n – k vezes o evento A.
- Se a probabilidade de ocorrer o evento A é p e do
evento A é 1 – p, nesse caso a probabilidade de ocorrer
k vezes o evento A e n – k vezes o evento A,
ordenadamente, é:

- As k vezes em que ocorre o evento A são quaisquer


entre as n vezes possíveis. O número de maneiras de
escolher k vezes o evento A é, portanto Cn,k.
- Sendo assim, há Cn,k eventos distintos, mas que
possuem a mesma probabilidade pk . (1 – p)n-k, e
Probabilidade Condicionada portanto a probabilidade desejada é: Cn,k . pk . (1 – p)n-
Considere dois eventos A e B de um espaço amostral S, k
finito e não vazio. A probabilidade de B condicionada a A
é dada pela probabilidade de ocorrência de B sabendo QUESTÕES
que já ocorreu A. É representada por P(B/A). 01. A probabilidade de uma bola branca aparecer ao se
retirar uma única bola de uma urna que contém,
exatamente, 4 bolas brancas, 3 vermelhas e 5 azuis é:

02. As 23 ex-alunas de uma turma que completou o


Ensino Médio há 10 anos se encontraram em uma
reunião comemorativa. Várias delas haviam se casado e
tido filhos. A distribuição das mulheres, de acordo com a
Eventos Independentes quantidade de filhos, é mostrada no gráfico abaixo. Um
Considere dois eventos A e B de um espaço amostral S, prêmio foi sorteado entre todos os filhos dessas ex-
finito e não vazio. Estes serão independentes somente alunas. A probabilidade de que a criança premiada tenha
quando: sido um(a) filho(a) único(a) é
P(A/N) = P(A) P(B/A) = P(B)

Intersecção de Eventos
Considerando A e B como dois eventos de um espaço
amostral S, finito e não vazio, logo:

03. Retirando uma carta de um baralho comum de 52


Assim sendo:
cartas, qual a probabilidade de se obter um rei ou uma
dama?

04. Jogam-se dois dados “honestos” de seis faces,


Considerando A e B como eventos independentes,
numeradas de 1 a 6, e lê-se o número de cada uma das
logo P(B/A) = P(B), P(A/B) = P(A), sendo assim: P(A ∩
duas faces voltadas para cima. Calcular a probabilidade
B) = P(A) . P(B). Para saber se os eventos A e B são
de serem obtidos dois números ímpares ou dois
independentes, podemos utilizar a definição ou calcular
números iguais?
a probabilidade de A ∩ B. Veja a representação:
A e B independentes ↔ P(A/B) = P(A) ou
05. Uma urna contém 500 bolas, numeradas de 1 a 500.
A e B independentes ↔ P(A ∩ B) = P(A) . P(B)
Uma bola dessa urna é escolhida ao acaso. A
probabilidade de que seja escolhida uma bola com um
Lei Binominal de Probabilidade
número de três algarismos ou múltiplo de 10 é
Considere uma experiência sendo realizada diversas
(A) 10%
vezes, dentro das mesmas condições, de maneira que
(B) 12%
os resultados de cada experiência sejam independentes.
(C) 64%
Sendo que, em cada tentativa ocorre, obrigatoriamente,
(D) 82%
um evento A cuja probabilidade é p ou o complemento A
(E) 86%
cuja probabilidade é 1 – p.
Problema: Realizando-se a experiência descrita
06. Uma urna contém 4 bolas amarelas, 2 brancas e 3
exatamente n vezes, qual é a probabilidade de ocorrer o
bolas vermelhas. Retirando-se uma bola ao acaso, qual
evento A só k vezes?
a probabilidade de ela ser amarela ou branca?
Resolução:
07. Duas pessoas A e B atiram num alvo com Para encontrarmos n(B) recorremos à fórmula do
probabilidade 40% e 30%, respectivamente, de acertar. termo geral da P.A., em que
Nestas condições, a probabilidade de apenas uma delas a1 = 10
acertar o alvo é: an = 500
(A) 42% r = 10
(B) 45% Temos an = a1 + (n – 1) . r → 500 = 10 + (n – 1) . 10
(C) 46% → n = 50
(D) 48% Dessa forma, p(B) = 50/500.
(E) 50% A Ω B: o número tem 3 algarismos e é múltiplo de
10;
08. Num espaço amostral, dois eventos independentes A A Ω B = {100, 110, ..., 500}.
e B são tais que P(A U B) = 0,8 e P(A) = 0,3. Podemos De an = a1 + (n – 1) . r, temos: 500 = 100 + (n – 1) . 10
concluir que o valor de P(B) é: → n = 41 e p(A B) = 41/500
(A) 0,5
(B) 5/7
(C) 0,6
(D) 7/15 06.
(E) 0,7 Sejam A1, A2, A3, A4 as bolas amarelas, B1, B2 as
brancas e V1, V2, V3 as vermelhas.
09. Uma urna contém 6 bolas: duas brancas e quatro Temos S = {A1, A2, A3, A4, V1, V2, V3 B1, B2} →
pretas. Retiram-se quatro bolas, sempre com reposição n(S) = 9
de cada bola antes de retirar a seguinte. A probabilidade A: retirada de bola amarela = {A1, A2, A3, A4}, n(A) =
de só a primeira e a terceira serem brancas é: 4
B: retirada de bola branca = {B1, B2}, n(B) = 2

10. Uma lanchonete prepara sucos de 3 sabores:


laranja, abacaxi e limão. Para fazer um suco de laranja,
são utilizadas 3 laranjas e a probabilidade de um cliente Como A B = , A e B são eventos mutuamente exclusivos;
pedir esse suco é de 1/3. Se na lanchonete, há 25
laranjas, então a probabilidade de que, para o décimo
cliente, não haja mais laranjas suficientes para fazer o
suco dessa fruta é:
07.
Se apenas um deve acertar o alvo, então podem ocorrer
os seguintes eventos:
(A) “A” acerta e “B” erra; ou
(B) “A” erra e “B” acerta.
Assim, temos:
P (A B) = P (A) + P (B)
02. P (A B) = 40% . 70% + 60% . 30%
A partir da distribuição apresentada no gráfico: P (A B) = 0,40 . 0,70 + 0,60 . 0,30
08 mulheres sem filhos. P (A B) = 0,28 + 0,18
07 mulheres com 1 filho. P (A B) = 0,46
06 mulheres com 2 filhos. P (A B) = 46%
02 mulheres com 3 filhos.
Como as 23 mulheres têm um total de 25 filhos, a 08.
probabilidade de que a criança premiada tenha sido Sendo A e B eventos independentes, P(A B) = P(A) .
um(a) filho(a) único(a) é igual a P = 7/25. P(B) e como P(A B) = P(A) + P(B) – P(A B). Temos:
P(A B) = P(A) + P(B) – P(A) . P(B)
0,8 = 0,3 + P(B) – 0,3 . P(B)
0,7 . (PB) = 0,5
P(B) = 5/7.
04. No lançamento de dois dados de 6 faces, numeradas
de 1 a 6, são 36 casos possíveis. Considerando os 09. Representando por a
eventos A (dois números ímpares) e B (dois números probabilidade pedida, temos:
iguais), a probabilidade pedida é:

05. Sendo Ω, o conjunto espaço amostral, temos


n(Ω) = 500 10. Supondo que a lanchonete só forneça estes três
A: o número sorteado é formado por 3 algarismos; tipos de sucos e que os nove primeiros clientes foram
A = {100, 101, 102, ..., 499, 500}, n(A) = 401 e p(A) = servidos com apenas um desses sucos, então:
401/500 I- Como cada suco de laranja utiliza três laranjas, não é
B: o número sorteado é múltiplo de 10; possível fornecer sucos de laranjas para os nove
B = {10, 20, ..., 500}. primeiros clientes, pois seriam necessárias 27 laranjas.
II- Para que não haja laranjas suficientes para o próximo minúsculas a, b, c, ..., x, y, ..., embora não exista essa
cliente, é necessário que, entre os nove primeiros, oito obrigatoriedade.
tenham pedido sucos de laranjas, e um deles tenha Em Geometria, por exemplo, os pontos são indicados
pedido outro suco. por letras maiúsculas e as retas (que são conjuntos de
A probabilidade de isso ocorrer é: pontos) por letras minúsculas.
Outro conceito fundamental é o de relação de
pertinência que nos dá um relacionamento entre um
elemento e um conjunto.
Se x é um elemento de um conjunto A, escreveremos
x∈A
6 OPERAÇÕES COM CONJUNTOS
Lê-se: x é elemento de A ou x pertence a A.
Número de Elementos da União e da Intersecção de
Se x não é um elemento de um conjunto A,
Conjuntos
escreveremos x ∉A
Dados dois conjuntos A e B, como vemos na figura
Lê-se x não é elemento de A ou x não pertence a A.
abaixo, podemos estabelecer uma relação entre os
respectivos números de elementos.
Como representar um conjunto
Pela designação de seus elementos: Escrevemos os
elementos entre chaves, separando os por vírgula.

Exemplos
- {3, 6, 7, 8} indica o conjunto formado pelos elementos
3, 6, 7 e 8.
{a; b; m} indica o conjunto constituído pelos elementos a,
b e m.
{1; {2; 3}; {3}} indica o conjunto cujos elementos são 1,
{2; 3} e {3}.
Pela propriedade de seus elementos: Conhecida uma
Note que ao subtrairmos os elementos comuns propriedade P que caracteriza os elementos de um
evitamos que eles sejam contados duas conjunto A, este fica bem determinado.
vezes. P termo “propriedade P que caracteriza os elementos de
Observações: um conjunto A” significa que, dado um elemento x
a) Se os conjuntos A e B forem disjuntos ou se qualquer temos:
mesmo um deles estiver contido no outro, ainda assim a Assim sendo, o conjunto dos elementos x que possuem
relação dada será verdadeira. a propriedade P é indicado por:
b) Podemos ampliar a relação do número de {x, tal que x tem a propriedade P}
elementos para três ou mais conjuntos com a mesma Uma vez que “tal que” pode ser denotado por t.q. ou | ou
eficiência. ainda :, podemos indicar o mesmo conjunto por:
Observe o diagrama e comprove. {x, t . q . x tem a propriedade P} ou, ainda,
{x : x tem a propriedade P}

Exemplos
- { x, t.q. x é vogal } é o mesmo que {a, e, i, o, u}
- {x | x é um número natural menor que 4 } é o mesmo
que {0, 1, 2, 3}
- {x : x em um número inteiro e x2 = x } é o mesmo que
{0, 1}
Pelo diagrama de Venn-Euler: O diagrama de Venn-
Euler consiste em representar o conjunto através de um
“círculo” de tal forma que seus elementos e somente
eles estejam no “círculo”.
Exemplos
- Se A = {a, e, i, o, u} então
Conjuntos

Conjuntos Primitivos
Os conceitos de conjunto, elemento e pertinência
são primitivos, ou seja, não são definidos.
Um cacho de bananas, um cardume de peixes ou
uma porção de livros são todos exemplos de conjuntos.
Conjuntos, como usualmente são concebidos, têm
elementos. Um elemento de um conjunto pode ser uma
banana, um peixe ou um livro. Convém frisar que um - Se B = {0, 1, 2, 3 }, então
conjunto pode ele mesmo ser elemento de algum outro
conjunto.
Por exemplo, uma reta é um conjunto de pontos; um
feixe de retas é um conjunto onde cada elemento (reta)
é também conjunto (de pontos).
Em geral indicaremos os conjuntos pelas letras
maiúsculas A, B, C, ..., X, e os elementos pelas letras
- {2,2,2,4} = {2,4}, pois {2,2,2,4} ⊂ {2,4} e {2,4} ⊂
{2,2,2,4}. Isto nos mostra que a repetição de elementos
é desnecessária.
- {a,a} = {a}
- {a,b = {a} ⇔ a= b
- {1,2} = {x,y} ⇔ (x = 1 e y = 2) ou (x = 2 e y = 1)

Conjunto das partes


Dado um conjunto A podemos construir um novo
conjunto formado por todos os subconjuntos (partes) de
Conjunto Vazio A. Esse novo conjunto chama-se conjunto dos
Conjunto vazio é aquele que não possui elementos. subconjuntos (ou das partes) de A e é indicado por P(A).
Representa-se pela letra do alfabeto norueguês 0/ ou, Simbolicamente: P(A)={X | X ⊂ A} ou X ⊂ P(A) ⇔ X
simplesmente { }. ⊂A
Simbolicamente: ∀ x, x∉ 0/ Exemplos
Exemplos a) = {2, 4, 6}
- 0/ = {x : x é um número inteiro e 3x = 1} P(A) = { 0/ , {2}, {4}, {6}, {2,4}, {2,6}, {4,6}, A}
- 0/ = {x | x é um número natural e 3 – x = 4} b) = {3,5}
- 0/ = {x | x ≠ x} P(B) = { 0/ , {3}, {5}, B}
Subconjunto c) = {8}
Sejam A e B dois conjuntos. Se todo elemento de A é P(C) = { 0/ , C}
também elemento de B, dizemos que A é um d) = 0/
subconjunto de B ou A é a parte de B ou, ainda, A está P(D) = { 0/ }
contido em B e indicamos por A ⊂ B. Propriedades
Simbolicamente: A ⊂ B ⇔ ( ∀ x)(x∈ ∀ ⇒ x∈B) Seja A um conjunto qualquer e 0/ o conjunto vazio.
Portanto, A ⊄ B significa que A não é um subconjunto Valem as seguintes propriedades
de B ou A não é parte de B ou, ainda, A não está contido
em B.
Por outro lado, A ⊄ B se, e somente se, existe, pelo
menos, um elemento de A que não é elemento de B.
Simbolicamente: A ⊄ B ⇔ ( ∃ x)(x∈A e x∉B)
Exemplos
Se A tem n elementos então A possui 2n
- {2 . 4} ⊂ {2, 3, 4}, pois 2 ∈ {2, 3, 4} e 4 ∈ {2, 3, 4}
subconjuntos e, portanto, P(A) possui 2n elementos.
- {2, 3, 4} ⊄ {2, 4}, pois 3 ∉{2, 4}
- {5, 6} ⊂ {5, 6}, pois 5 ∈{5, 6} e 6 ∈{5, 6}
União de conjuntos
Inclusão e pertinência
A união (ou reunião) dos conjuntos A e B é o
A definição de subconjunto estabelece um
conjunto formado por todos os elementos que pertencem
relacionamento entre dois conjuntos e recebe o nome de
a A ou a B. Representa-se por A∪ B.
relação de inclusão ( ⊂ ).
Simbolicamente: AN∉4B = {X | X∈A ou X∈B}
A relação de pertinência (∈) estabelece um
relacionamento entre um elemento e um conjunto e,
portanto, é diferente da relação de inclusão.
Simbolicamente
x∈A ⇔ {x} ⊂A
x∉A ⇔ {x} ⊄A

Igualdade Exemplos
Sejam A e B dois conjuntos. Dizemos que A é igual a - {2,3} ∪ {4,5,6}={2,3,4,5,6}
B e indicamos por A = B se, e somente se, A é - {2,3,4} ∪ {3,4,5}={2,3,4,5}
subconjunto de B e B é também subconjunto de A. - {2,3} ∪ {1,2,3,4}={1,2,3,4}
Simbolicamente: A = B ⇔ A⊂ B e B ⊂A - {a,b} ∪ φ {a,b}
Demonstrar que dois conjuntos A e B são iguais
equivale, segundo a definição, a demonstrar que A ⊂ B e Intersecção de conjuntos
B ⊂ A. A intersecção dos conjuntos A e B é o conjunto formado
Segue da definição que dois conjuntos são iguais se, por todos os elementos que pertencem,
e somente se, possuem os mesmos elementos. simultaneamente, a A e a B. Representa-se por A∩ B.
Portanto A ≠ B significa que A é diferente de B. Simbolicamente: A∩ B = {X | X∈A ou X∈B}
Portanto A ≠ B se, e somente se, A não é subconjunto de
B ou B não é subconjunto de A. Simbolicamente: A ≠ B
⇔ A⊄ B ou B ⊄A

Exemplos
- {2,4} = {4,2}, pois {2,4} ⊂ {4,2} e {4,2} ⊂ {2,4}. Isto
nos mostra que a ordem dos elementos de um conjunto Exemplos
não deve ser levada em consideração. Em outras - {2,3,4} ∩ {3,5}={3}
palavras, um conjunto fica determinado pelos elementos - {1,2,3} ∩ {2,3,4}={2,3}
que o mesmo possui e não pela ordem em que esses - {2,3} ∩ {1,2,3,5}={2,3}
elementos são descritos. - {2,4} ∩ {3,5,7}=φ
Observação: Se A∩ B=φ , dizemos que A e B são
conjuntos disjuntos. 2. Seja o conjunto A = {1, 2, 3, {3}, {4}, {2, 5}}. Classifique
as afirmações em verdadeiras (V) ou falsas (F).
a) 2 ∈ A
b) (2) ∈A
c) 3∈A
d) (3) ∈A
e) 4∈A
Subtração
A diferença entre os conjuntos A e B é o conjunto 3. Um conjunto A possui 5 elementos . Quantos
formado por todos os elementos que pertencem a A e subconjuntos (partes) possuem o conjunto A?
não pertencem a B. Representa-se por A – B.
Simbolicamente: A – B = {X | X ∈A e X∉B} 4. Sabendo-se que um conjunto A possui 1024
subconjuntos, quantos elementos possui o conjunto A?

5. 12 - Dados os conjuntos A = {1; 3; 4; 6}, B = {3; 4 ; 5;


7} e C = {4; 5; 6; 8 } pede-se:
a) A∪ B
O conjunto A – B é também chamado de conjunto b) A∩ B
complementar de B em relação a A, representado por c) A∪ C
CAB. d) A∩ C
Simbolicamente: CAB = A - B{X | X∈A e X∉B} 6. Considere os conjuntos: S = {1,2,3,4,5} e A={2,4}.
Determine o conjunto X de tal forma que: X ∩ A=φ e X ∪
Exemplos A = S.
- A = {0, 1, 2, 3} e B = {0, 2}
CAB = A – B = {1,3} e CBA = B – A =φ 7. Seja A e X conjuntos. Sabendo-se que A ⊂ X e A∪
- A = {1, 2, 3} e B = {2, 3, 4} X={2,3,4}, determine o conjunto X.
CAB = A – B = {1} e CBA = B – A = {14}
- A = {0, 2, 4} e B = {1 ,3 ,5} 8. Dados três conjuntos finitos A, B e C, determinar o
CAB = A – B = {0,2,4} e CBA = B – A = {1,3,5} número de elementos de A∩ (B ∪ C), sabendo-se:
Observações: Alguns autores preferem utilizar o a) A∩ B tem 29 elementos
conceito de completar de B em relação a A somente nos b) A∩ C tem 10 elementos
casos em que B ⊂ A. c) A∩ B tem 7 elementos.
- Se B ⊂ A representa-se por B o conjunto complementar 9. Numa escola mista existem 42 meninas, 24
de B em relação a A. Simbolicamente: B ⊂ A ⇔ B = A – crianças ruivas, 13 meninos não ruivos e 9 meninas
B = CAB` ruivas. Pergunta-se
a) quantas crianças existem na escola?
b) quantas crianças são meninas ou são ruivas?

10. USP-SP - Depois de n dias de férias, um


estudante observa que:
- Choveu 7 vezes, de manhã ou à tarde;
- Quando chove de manhã não chove à tarde;
- Houve 5 tardes sem chuva;
- Houve 6 manhãs sem chuva.
Exemplos Podemos afirmar então que n é igual a:
Seja S = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6}. Então: a)7
a) A = {2, 3, 4} A ⇒ = {0, 1, 5, 6} b)8
b) B = {3, 4, 5, 6 } B ⇒ = {0, 1, 2} c)9
c) C = φ C ⇒= S d)10
e)11
Número de elementos de um conjunto
Sendo X um conjunto com um número finito de Respostas
elementos, representa-se por n(X) o número de 1) Resposta “E”.
elementos de X. Sendo, ainda, A e B dois conjuntos Solução: A ligação entre elemento e conjunto é
quaisquer, com número finito de elementos temos: estabelecida pela relação de pertinência (∈) e não pela
n(A∪ B)=n(A)+n(B)-n(A∩ B) relação de igualdade (=). Assim sendo, 3∈{3} e 3≠{3}. De
A∩ B=φ ⇒ n(A∪ B)=n(A)+n(B) um modo geral, x ≠ {x}, ∀ x.
n(A -B)=n(A)-n(A ∩ B)
B ⊂A⇒ n(A-B)=n(A)-n(B) 2) Solução:
a) Verdadeira, pois 2 é elemento de A.
Exercícios b) Falsa, pois {2} não é elemento de A.
1. Assinale a alternativa a Falsa: c) Verdadeira, pois 3 é elemento de A.
a) φ ⊂{3} d) Verdadeira, pois {3} é elemento de A.
b)(3) ⊂ {3} e) Falsa, pois 4 não é elemento de A.
c)φ ∉ {3}
d)3∈{3} 3) Resposta “32”.
e)3={3}
Solução: Lembrando que: “Se A possui k elementos, n(A∩ C) = b + 7 = 10⇒ b = 3
então A possui 2k subconjuntos”, concluímos que o Assim sendo:
conjunto A, de 5 elementos, tem 25 = 32 subconjuntos.

4) Resposta “10”.
Solução: Se k é o número de elementos do conjunto
A, então 2k é o número de subconjuntos de A. e portanto n[A∩ (B ∪ C)] = a + 7 + b = 19 + 7 + 3
Assim sendo: 2k=1024 ⇔ 2k=210 ⇔ k=10. Logo: n[A∩ (B ∪ C)] = 29.

5) Solução: Representando os conjuntos A, B e C


através do diagrama de Venn-Euler, temos: 9) Solução:

A∪ B={1,3,4,5,6,7}
b)

Sejam:
A o conjunto dos meninos ruivos e n(A) = x
B o conjunto das meninas ruivas e n(B) = 9
C o conjunto dos meninos não-ruivos e n(C) = 13
A∩ B={3,4}
D o conjunto das meninas não-ruivas e n(D) = y
De acordo com o enunciado temos:
c)  =⇔ = + = + = ∪ =⇔ = + = + = ∪ 15 24 9 ) ( ) (
) ( 33 42 9 ) ( ) ( ) ( xx B n A n D A n y y D n B n D B n
Assim sendo
a) O número total de crianças da escola é:
70 33 13 9 15 ) () () () () (= + ++ =+ + + = ∪ ∪∪
DnCnBnAnDC B An
b) O número de crianças que são meninas ou são
ruivas é:
57 33 9 15 ) () () ()] ()[(= + + = + + = ∪ ∪∪
A∪ C={1,3,4,5,6,8}
DnBnAnDB Ban
d)
10) Resposta “C”.
Solução:
Seja M, o conjunto dos dias que choveu pela manhã
e T o conjunto dos dias que choveu à tarde. Chamando
de M’ e T’ os conjuntos complementares de M e T
respectivamente, temos:
A∩ C={4,6} n(T’) = 5 (cinco tardes sem chuva)
n(M’) = 6 (seis manhãs sem chuva)
6) Resposta “X={1;3;5}”. n(M Ç T) = 0 (pois quando chove pela manhã, não
Solução: Como X ∩ A=φ e X ∪ A=S, então X= A =S- chove à tarde)
A=CsA ⇒ X={1;3;5} Daí:
n(M È T) = n(M) + n(T) – n(M Ç T)
7 = n(M) + n(T) – 0
Podemos escrever também:
n(M’) + n(T’) = 5 + 6 = 11
Temos então o seguinte sistema:
n(M’) + n(T’) = 11
7) Resposta “X = {2;3;4} n(M) + N(T) = 7
Solução: Como A ⊂ X, então A∪ X = X = {2;3;4}. Somando membro a membro as duas igualdades,
vem:
8) Resposta “A”. n(M) + n(M’) + n(T) + n(T’) = 11 + 7 = 18
Solução: De acordo com o enunciado, temos: Observe que n(M) + n(M’) = total dos dias de férias =
n
Analogamente, n(T) + n(T’) = total dos dias de férias
=n
Portanto, substituindo vem:
n + n = 18
n(A∩ B ∩ C) = 7 2n = 18
n(A∩ B) = a + 7 = 26⇒ a = 19 n=9
Logo, foram nove dias de férias, ou seja, n = 9 dias. Futuramente
Filho: x + 5
7 RACIOCÍNIO LÓGICO ENVOLVENDO PROBLEMAS Pai: 4x + 5
ARITMÉTICOS, GEOMÉTRICOS E MATRICIAIS 4x + 5 = 3 . (x + 5)
4x + 5 = 3x + 15
Problemas Matemáticos 4x – 3x = 15 – 5
Os problemas matemáticos são resolvidos utilizando X = 10
inúmeros recursos matemáticos, destacando, entre Pai: 4x = 4 . 10 = 40
todos, os princípios algébricos, os quais são divididos de O filho tem 10 anos e o pai tem 40.
acordo com o nível de dificuldade e abordagem dos
conteúdos.
Primeiramente os cálculos envolvem adições e Exemplo 4
subtrações, posteriormente as multiplicações e divisões. O dobro de um número adicionado ao seu triplo
Depois os problemas são resolvidos com a utilização corresponde a 20. Qual é o número?
dos fundamentos algébricos, isto é, criamos equações Resolução
matemáticas com valores desconhecidos (letras). 2x + 3x = 20
Observe algumas situações que podem ser descritas 5x = 20
com utilização da álgebra.
- O dobro de um número adicionado com 4: 2x + 4;
- A soma de dois números consecutivos: x + (x + 1); x=4
- O quadrado de um número mais 10: x2 + 10;
- O triplo de um número adicionado ao dobro do O número corresponde a 4.
número: 3x + 2x;
- A metade da soma de um número mais 15: Exemplo 5
Em uma chácara existem galinhas e coelhos
- A quarta parte de um número: totalizando 35 animais, os quais somam juntos 100 pés.
Determine o número de galinhas e coelhos existentes
Exemplo 1 nessa chácara.
A soma de três números pares consecutivos é igual Galinhas: G
a 96. Determine-os. Coelhos: C
1º número: x G + C = 35
2º número: x + 2 Cada galinha possui 2 pés e cada coelho 4, então:
3º número: x + 4 2G + 4C = 100
(x) + (x + 2) + (x + 4) = 96 Sistema de equações
Resolução: Isolando C na 1ª equação:
x + x + 2 + x + 4 = 96 G + C = 35
3x = 96 – 4 – 2 C = 35 – G
3x = 96 – 6 Substituindo C na 2ª equação:
3x = 90 2G + 4C = 100
2G + 4 . (35 – G) = 100
2G + 140 – 4G = 100
x = 30 2G – 4G = 100 – 140
1º número: x = 30 - 2G = - 40
2º número: x + 2 = 30 + 2 = 32
3º número: x + 4 = 30 + 4 = 34
Os números são 30, 32 e 34. G = 20
Calculando C
C = 35 – G
Exemplo 2 C = 35 – 20
O triplo de um número natural somado a 4 é igual ao C = 15
quadrado de 5. Calcule-o:
Resolução: Exercícios
3x + 4 = 52 1. A soma de três números pares consecutivos é
3x = 25 – 4 igual a 96. Determine-os.
3x = 21 1º número: x
2º número: x + 2
3º número: x + 4
x=7
( x )+(x + 2) + (x + 4) = 96
O número procurado é igual a 7.
2. O triplo de um número natural somado a 4 é igual
Exemplo 3
ao quadrado de 5. Calcule-o:
A idade de um pai é o quádruplo da idade de seu filho.
Daqui a cinco anos, a idade do pai será o triplo da idade
3. A idade de um pai é o quádruplo da idade de seu filho.
do filho. Qual é a idade atual de cada um?
Daqui a cinco anos, a idade do pai será o triplo da idade
Resolução:
do filho. Qual é a idade atual de cada um?
Atualmente
Filho: x
Pai: 4x
4. Certa quantidade de cards é repartida entre três Futuramente
meninos. O primeiro menino recebe 73 da quantidade e Filho: x + 5
o segundo, metade do resto. Dessa maneira, os dois Pai: 4x + 5
receberam 250 cards. Quantos cards havia para serem 4x + 5 = 3 * (x + 5)
repartidos e quantos cards recebeu o terceiro menino? 4x + 5 = 3x + 15
4x – 3x = 15 – 5
5. Um cozinheiro dispõe de 10 litros de uma mistura de x = 10
água e leite em quantidades iguais. Para obter uma Pai: 4x → 4 * 10 = 40
mistura com 2/5 de água e 3/5 de leite, ele deve O filho tem 10 anos e o pai tem 40.
acrescentar aos 10 litros da mistura quantos litros do
que? 4) Resposta “350 cards; 3˚ menino recebeu 100”.
Solução:
6. Em uma chácara existem galinhas e coelhos X = cards (substituindo o “1°” e “2º” pelos valores
totalizando 35 animais, os quais somam juntos 100 pés. respectivos)
Determine o número de galinhas e coelhos existentes
nessa chácara.

7. Uma viagem é feita em quatro etapas. Na primeira


etapa, percorrem-se os 72 da distância total. Na
segunda, os 53 do resto. Na terceira, a metade do novo
resto. Dessa maneira foram percorridos 60 quilômetros.
Qual a distância total a ser percorrida e quanto se
percorreu na quarta etapa?

8. Uma pessoa caminha em uma pista plana com a


forma de triângulo retângulo. Ao dar uma volta completa
na pista com velocidade constante de caminhada, ela
percorre 600 e 800 metros nos trajetos correspondentes
aos catetos da pista triangular, e o restante da
caminhada ela completa em 10 minutos. A velocidade
constante de caminhada dessa pessoa é igual a quantos
quilômetros por hora?
5) Originalmente tínhamos o mesmo volume dos
9. Num dia, um pintor pinta 52 de um muro. No dia líquidos, isto é, 5 l de água e 5 l de leite. Pretendemos
seguinte, pinta mais 51 metros do muro. Desse modo, ficar com a proporção de 2/5 de água e 3/5 de leite. De
pintou 97 do muro todo. Quantos metros têm o muro? onde concluímos que devemos aumentar a quantidade
10. Suponha que o preço da ação de uma empresa de leite, pois a proporção de leite será maior.
tenha sofrido as seguintes variações sucessivas no Como a quantidade de água não aumentou, isto quer
primeiro trimestre de um determinado ano: em janeiro, dizer que os 5 l de água originais representarão 2/5 do
aumentou 12%; em fevereiro, sofreu uma redução de novo volume final.
8%; e, em março, uma redução de 4%, sempre em Entendido isto se pode dizer que o problema está
relação ao mês anterior. Considerando-se essas resolvido.
variações, ao final do trimestre, em relação ao preço Se tivéssemos o novo volume total, para calcularmos
original, o preço da ação subiu ou desceu quanto por quanto daria 2/5 dele, o multiplicaríamos por esta fração
cento aproximadamente (sem casas decimais)? e iríamos obter 5 l. Como temos os 5 l, precisamos fazer
o cálculo inverso, isto é, dividirmos 5 l por 2/5 para
Respostas obtermos o novo volume total:
1) x + x + 2 + x + 4 = 96 2 5 5 5. 12,5 5 2 ÷ = =
3x = 96 – 4 – 2 Como tínhamos originalmente 10 l e iremos ficar com
3x = 96 – 6 12,5 l após o acréscimo do leite, isto quer dizer que
3x = 90 acrescentamos 2,5 l de leite:
x = 90/3 12,5-10=2,5
x =30
1º número: x → 30 6)
2º número: x + 2 → 30 + 2 = 32 Galinhas: g
3º número: x + 4 → 30 + 4 = 34 Coelhos: c
Os números procurados são 30, 32 e 34. g + c = 35
Cada galinha possui 2 pés e cada coelho 4, então:
2) 3x + 4 = 5² 2g + 4c = 100
3x = 25 – 4 Isolando c na 1ª equação:
3x = 21 g + c = 35
x = 21/3 c = 35 – g
x=7 Substituindo c na 2ª equação:
O número procurado é igual a 7. 2g + 4c = 100
2g + 4 * (35 – g) = 100
3) Atualmente 2g + 140 – 4g = 100
Filho: x 2g – 4g = 100 – 140
Pai: 4x – 2g = – 40
g = 40/2
g = 20
Calculando c
c = 35 – g
c = 35 – 20
c = 15

7) Resposta “Distancia total: 70 km; Quarta etapa: 10


km”.
Solução:

Geometria Plana

A Geometria é a parte da matemática que estuda as


figuras e suas propriedades. A geometria estuda figuras
abstratas, de uma perfeição não existente na realidade.
Apesar disso, podemos ter uma boa idéia das figuras
geométricas, observando objetos reais, como o aro da
cesta de basquete que sugere uma circunferência, as
portas e janelas que sugerem retângulos e o dado que
Em função do enunciado sabemos que o lado a, sugere um cubo.
correspondente à hipotenusa, foi percorrido em 10
minutos, assim sendo, basta descobrirmos o seu Reta, semirreta e segmento de reta
comprimento para podermos calcular a velocidade na
qual ele foi percorrido, que é constante em todo o
percurso.
Neste nosso problema temos b = 600 e c = 800, o que
nos leva à seguinte equação:
a²=600²+800²
a=1000
Se em 10 min percorremos 1000 m, em 60 min (ou seja,
Definições.
em 1 h) vamos percorrer quantos metros?
a) Segmentos congruentes.
Dois segmentos são congruentes se têm a mesma
medida.
Então a velocidade constante de caminhada foi de 6000 b) Ponto médio de um segmento.
m por hora, mas o enunciado pede a velocidade em Um ponto P é ponto médio do segmento AB se pertence
km/h, por isto precisamos realizar mais uma conversão, ao
agora de m para km. segmento e divide AB em dois segmentos congruentes.
Como temos 6000 metros, ao dividi-los por 1000 c) Mediatriz de um segmento.
obtemos 6 quilômetros. É a reta perpendicular ao segmento no seu ponto médio
A velocidade constante de caminhada é de 6 km/h.

9) Resposta “135 metros”.


Solução:
M = muro

a) Ângulo é a região plana limitada por duas semirretas


de mesma origem.
b) Ângulos congruentes: Dois ângulos são ditos
congruentes se têm a mesma medida.
c) Bissetriz de um ângulo: É a semirreta de origem no
vértice do ângulo que divide esse ângulo em dois
ângulos congruentes.

Perímetro
Entendendo o que é perímetro.
Imagine uma sala de aula de 5m de largura por 8m de
comprimento.
Quantos metros lineares serão necessários para colocar Sua área será um valor aproximado. Cada é
rodapé nesta sala, sabendo que a porta mede 1m de uma unidade, então a área aproximada dessa figura
largura e que nela não se coloca rodapé? será de 4 unidades.
No estudo da matemática calculamos áreas de
figuras planas e para cada figura há uma fórmula pra
calcular a sua área.

Retângulo
É o quadrilátero que tem todos os ângulos internos
congruentes e iguais a 90º.

A conta que faríamos seria somar todos os lados da


sala, menos 1m da largura da porta, ou seja:
P = (5 + 5 + 8 + 8) – 1
P = 26 – 1
P = 25 No cálculo da área de qualquer retângulo podemos
seguir o raciocínio:

O retângulo acima tem as mesmas dimensões que o


outro, só que representado de forma diferente. O cálculo
Colocaríamos 25m de rodapé. da área do retângulo pode ficar também da seguinte
A soma de todos os lados da planta baixa se chama forma:
Perímetro. A=6.4 A = 24 cm²
Portanto, Perímetro é a soma dos lados de uma figura Podemos concluir que a área de qualquer retângulo é:
plana.

Área
Área é a medida de uma superfície.
A área do campo de futebol é a medida de sua
superfície (gramado).
Se pegarmos outro campo de futebol e colocarmos em
uma malha quadriculada, a sua área será equivalente à Quadrado
quantidade de quadradinho. Se cada quadrado for uma É o quadrilátero que tem os lados congruentes e todos
unidade de área: os ângulos internos a congruentes (90º).

Sua área também é calculada com o produto da base


pela altura. Mas podemos resumir essa fórmula:

Como todos os lados são iguais, podemos dizer que


Veremos que a área do campo de futebol é 70 base é igual a e a altura igual a , então, substituindo na
unidades de área. fórmula A = b . h, temos:
A unidade de medida da área é: m² (metros
quadrados), cm² (centímetros quadrados), e outros.
Se tivermos uma figura do tipo:
Trapézio
É o quadrilátero que tem dois lados paralelos. A altura de
um trapézio é a distância entre as retas suporte de suas colocar a altura (h) em
bases. evidência, pois é um termo comum aos dois

Portanto, no cálculo da área de um trapézio qualquer


utilizamos a seguinte fórmula:

Em todo trapézio, o segmento que une os pontos médios


dos dois lados não paralelos, é paralelo às bases e vale
a média aritmética dessas bases.

Em todo losango as diagonais são:


a) perpendiculares entre si;
b) bissetrizes dos ângulos internos.
A área do losango é definida pela seguinte fórmula:

A área do trapézio está relacionada com a área do Onde D é a diagonal maior e d é a menor.
triângulo que é calculada utilizando a seguinte fórmula:
A = b . h (b = base e h = altura). Triângulo
2 Figura geométrica plana com três lados.
Observe o desenho de um trapézio e os seus elementos
mais importantes (elementos utilizados no cálculo da sua
área):

Um trapézio é formado por uma base maior (B), por Ângulo externo. O ângulo externo de qualquer polígono
uma base menor (b) e por uma altura (h). convexo é o ângulo formado entre um lado e o
Para fazermos o cálculo da área do trapézio é prolongamento do outro lado.
preciso dividi-lo em dois triângulos, veja como: Classificação dos triângulos.
Primeiro: completamos as alturas no trapézio: a) quanto aos lados:
- triângulo equilátero.
- triângulo isósceles.
- triângulo escaleno.
b) quanto aos ângulos:
- triângulo retângulo.
Segundo: o dividimos em dois triângulos: - triângulo obtusângulo.
- triângulo acutângulo.

Propriedades dos triângulos


1) Em todo triângulo, a soma das medidas dos 3 ângulos
internos é 180º.

A área desse trapézio pode ser calculada somando


as áreas dos dois triângulos (ΔCFD e ΔCEF).
Antes de fazer o cálculo da área de cada triângulo
separadamente observamos que eles possuem bases 2) Em todo triângulo, a medida de um ângulo externo é
diferentes e alturas iguais. igual à soma das medidas dos 2 ângulos internos não
Cálculo da área do ΔCEF: adjacentes.

Cálculo da área do ΔCFD:

Somando as duas áreas encontradas, teremos o cálculo


da área de um trapézio qualquer: 3) Em todo triângulo, a soma dasmedidas dos 3 ângulos
externos é 360º.
Os elementos da matriz são sempre colocados entre os
sinais abaixo:

4) Em todo triângulo isósceles, os ângulos da base são


congruentes. Observação - A base de um triângulo
isósceles é o seu lado diferente.
Definições
Uma matriz de ordem m x n é qualquer conjunto de m . n
elementos dispostos em m linhas e n colunas.

Altura - É a distância entre o vértice e a reta suporte


do lado oposto.
Área do triangulo

Cada elemento de uma matriz é localizado por dois


índices: aij. O primeiro indica a linha, e o segundo, a
coluna.
Segmentos proporcionais
A matriz A pode ser representada abreviadamente
Teorema de Tales.
por uma sentença matemática que indica a lei de
Em todo feixe de retas paralelas, cortado por uma reta
formação para seus elementos.
transversal, a razão entre dois segmento quaisquer de
A = (aij)mxn | lei de formação.
uma transversal é igual à razão entre os segmentos
correspondentes da outra transversal.

Classificação das Matrizes

Matriz Linha
Semelhança de triângulos
É a matriz que possui uma única linha.
Definição.
Exemplo
Dois triângulos são semelhantes se têm os ângulos dois
a dois congruentes e os lados correspondentes dois a
dois proporcionais.
Definição mais “popular”. Matriz Coluna
Dois triângulos são semelhantes se um deles é a É a matriz que possui uma única coluna.
redução ou a ampliação do outro. Exemplo
Importante - Se dois triângulos são semelhantes, a
proporcionalidade se mantém constante para quaisquer
dois segmentos correspondentes, tais como: lados,
medianas, alturas, raios das circunferências inscritas,
raios das circunferências circunscritas, perímetros, etc.
Matriz Nula
É a matriz que possui todos os elementos iguais a
zero.
Exemplo

Matriz Quadrada
É a matriz que possui o número de linhas igual ao
Matriz
número de linhas igual ao número de colunas.
Noção intuitiva de matriz
A matriz de ordem m x n é um conjunto de m . n (m por
n) elementos colocados em m linha e n colunas.
Esse conjunto é representado por letras maiúsculas (A
ou Am x n, B ou Bm x n, …).
Observações: Quando uma matriz não é quadrada, ela é Adição de matrizes
chamada de retangular. Dadas duas matrizes A e B, de mesma ordem m x n,
Numa matriz A = (aij)nxn quadrada de ordem n, os denominamos soma da matriz A com a matriz B à matriz
elementos aij com i = j constituem a diagonal principal. C, de ordem m x n, cujos elementos são obtidos quando
Os elementos aij com i + j = n + 1 formam a diagonal somamos os elementos correspondentes das matrizes A
secundária. e B. Indicamos:

Matriz Diagonal Propriedades da Adição


É a matriz quadrada que apresenta todos os elementos, Sendo A, B e C matrizes m x n e O a matriz nula m s
não pertencentes à diagonal principal, iguais a zero. n, valem as seguintes propriedades.
-A+B=B+A
- (A + B) + C = A + (B + C)
-A+O=O +A=A
- A + (-A) = (-A) + A = O (elemento oposto)
- (A + B)t = At + Bt

Matriz Identidade Subtração de matrizes


É a matriz diagonal que apresenta todos os elementos Consideremos duas matrizes A e B, ambas de
da diagonal principal iguais a 1. mesma ordem m x n. Chamamos de diferença entre A e
Representamos a matriz identidade de ordem n por In. B (indicamos com A – B) a soma de A com a oposta de
B.
A – B = A + (-B)

Observação: Para uma matriz identidade In = (aij)n x n

Matriz Transposta
Dada uma matriz A, chamamos de matriz transposta de
A à matriz obtida de A trocando-se “ordenadamente”,
suas linhas por colunas. Indicamos a matriz transposta
de A por At.

Observação: Na prática, para obtermos a subtração de


matrizes de mesma ordem, basta subtrairmos os
elementos correspondentes.
Observação: Se uma matriz A é de ordem m x n, a
matriz At, transposta de A, é de ordem n x m. Multiplicação de Matrizes por um Número Real
Consideremos uma matriz A, de ordem m x n, e um
Igualdade entre Matrizes número real. O produto de por A é uma matriz B, de
Sendo A e B duas matriz de mesma ordem, dizemos que ordem m x n, obtida quando multiplicamos cada
um elemento de matriz A é correspondente a um elemento de A por.
elemento de B quando eles ocupam a mesma posição Indicamos:
nas respectivas matrizes.

Dada uma matriz A = (aij)m x n , dizemos que uma Multiplicação de Matrizes


matriz B = (bij)m x n é oposta de A quando bij = -aij para
todo i, Ī ≤ i ≤ m, e todo j, Ī ≤ j ≤ n. Sejam as matrizes A = (aij)m x n e B = (bij)n x q. O
Indicamos que B = -A. produto das matrizes A por B é a matriz C = (cij)m x q,
em que cada elemento da matriz C é a soma dos
produtos dos elementos da i-ésima linha de A pelos
elementos corrspondentes da k-ésima coluna de B.
Importante: O produto das matrizes A.B só é definido
quando o número de colunas da matriz A é igual ao
número de linhas da matriz B.
Operação com Matrizes
Um esquema para memorizar:
Assim:

Resolvendo os sistemas, encontramos:


Propriedades
Sendo A uma matriz de ordem m x n, B e C matrizes
convenientes e, são válidas as seguintes propriedades.

Portanto, a matriz A é inversível e sua inversa é a matriz:

Observações: Propriedades
a) A matriz identidade I é o elemento neutro da Sendo A e B matrizes quadradas de ordem n e
multiplicação de matrizes. inversíveis, temos as seguintes propriedades:
b) Pode-se ter que A.B ≠B.A, mais do que isso, um - (A-1)-1=A
dos produtos pode existir e o outro não. - (A-1)t= At)-1
c) Podemos ter A.B=B.A. Neste caso dizemos que as - (A.B)-1=B-1..A-1
matrizes A e B comutam. - Dada A, se existir A-1, então A-1 é única.
d) O produto de duas matrizes não-nulas pode ser a Assim, X=(A.B)-1, ou então X=B-1.A-1
matriz nula. Verifique: O sistema obtido está escalonado e é do 2º

Determinantes
Chamamos de determinante a teoria desenvolvida por
e) Se A.B=A.C, nem sempre B=C. matemáticos dos séculos XVII e XVIII, como Leibniz e
Devemos levar em consideração os fatos seguintes: Seki Shinsuke Kowa, que procuravam uma fórmula para
1º) (A + B) ≠ A2 + 2AB + B2, pois (A + B)2 = (A + B) determinar as soluções de um “Sistema linear”, assunto
(A+B) + A2 + AB + BA + B2 que estudaremos a seguir.
2º) (A . B)t ≠ At . Bt, pois, pela 7ª propriedade, devemos Esta teoria consiste em associar a cada matriz quadrada
ter (A . B)t = Bt . At A, um único número real que denominamos
determinante de A e que indicamos por det A ou
colocamos os elementos da matriz A entre duas barras
Matriz Inversa verticais, como no exemplo abaixo:
No conjunto dos números reais, para todo a ≠ 0,
existe um número b, denominado inverso de a,
satisfazendo a condição:
a.b=b.a=1 Definições
Normalmente indicamos o inverso de a por a1 ou a- Determinante de uma Matriz de Ordem 1
1. Seja a matriz quadrada de ordem 1: A=[a11]
Analogamente para as matrizes temos o seguinte: Chamamos determinante dessa matriz o número:
det A=[ a11]= a11
Definição Exemplos
Uma matriz quadrada M de ordem n somente aceita 1º) A=[-2] → det A=-2
a inversa quando det M ≠ 0. Esta matriz será chamada 2º) B=[5] → det B=5
de inversível. 3º) C=[0] → det C=0
Já a sua inversa (quadrada e de ordem n) será
representada por M-1 e será determinada por: Determinante de uma Matriz de ordem 2
M.M-1=M-1.M=In Seja a matriz quadrada de ordem 2:
Onde In é a matriz identidade, também de ordem n.
Quando det M = 0 a matriz M não admitirá a inversa,
sendo assim a matriz M será denominada não-inversível.
Como obter a matriz inversa: Chamamos de determinante dessa matriz o número:
Consequência da Propriedade 3: Ao calcularmos um
determinante, podemos “colocar em evidência”um “fator
comum” de uma fila (linha ou coluna).

- Sendo A uma matriz quadrada de ordem n, a matriz k.


A é obtida multiplicando todos os elementos de A por k,
Determinante de uma Matriz de Ordem 3 então:
Seja a matriz quadrada de ordem 3:

O det A de uma matriz de ordem 3 pode ser calculado


utilizando uma regra prática chamada Regra de Sarrus,
onde repetem-se, à direita da matriz, as duas primeiras
colunas. Acompanhando as flechas em diagonal,
multiplicam-se os elementos entre si, associando-lhes o
sinal indicado.

Propriedade 4: Se A, B e C são matrizes quadradas de


Determinantes – Propriedades - I mesma ordem, tais que os elementos correspondentes
Apresentamos, a seguir, algumas propriedades que de A, B e C são iguais entre si, exceto os de uma fila,
visam a simplificar o cálculo dos determinantes: em que os elementos de C são iguais às somas dos
seus elementos correspondentes de A e B, então.
Propriedade 1: O determinante de uma matriz A é igual
ao de sua transposta At.

Propriedade 2: Se B é a matriz que se obtém de uma Propriedades dos Determinantes


matriz quadrada A, quando trocamos entre si a posição
de duas filas paralelas, então: Propriedades 5 (Teorema de Jacobi)
O determinante não se altera, quando adicionamos
uma fila qualquer com outra fila paralela multiplicada por
um número.

B foi obtida trocando-se a 1º pela 2º linha de A.


detA=ad-bc
detB=BC-ad=-(ad-bc)=-detA
Assim,
detB=-detA

Consequência da Propriedade 2: Uma matriz A que


possui duas filas paralelas “iguais”tem determinante
igual a zero.
Justificativa: A matriz que obtemos de A, quando
trocamos entre si as duas filas (linha ou coluna “iguais”,
é igual a A. Assim, de acordo com a propriedade 2,
escrevemos que detA = -detA
Assim: detA = 0

Propriedade 3: Sendo B uma matriz que obtemos de


uma matriz quadrada A, quando multiplicamos uma de
sua filas (linha ou coluna) por uma constante k, então
detB = k.detA
Determinantes – Teorema de Laplace

Menor complementar e Co-fator

Dada uma matriz quadrada A=(aij)nxn (n ≥ 2),


chamamos menor complementar do elemento aij e
indicamos por Mij o determinante da matriz quadrada de
ordem n-1, que se obtém suprimindo a linha i e a coluna
Em seguida, vamos multiplicar a 1ª coluna por 2, j da matriz A.
somar com a 3ª coluna e calcular:

D1=48+0+0-100-0-0=-52
Observe que D1=D, de acordo com a propriedade.

Consequência
Quando uma fila de um determinante é igual à soma
de múltiplos de filas paralelas (combinação linear de filas
paralelas), o determinante é igual a zero.

Chamamos co-fatorn do elemento aij e indicamos


com Aij o número (-1)i+j.Mij, em que Mij é o menor
complementar de aij.

Exemplo
Observe que cada elemento de 3ª coluna é igual à 1ª
coluna multiplicada por 2 somada com a 2ª coluna
multiplicada por 3.
8 = 2(1) + 3(2) = 2 + 6
12 = 2(3) + 3(2) = 6 + 6
5 = 2(4) + 3(-1) = 8 - 3
Portanto, pela consequência da propriedade 5, D = 0
Use a regra de Sarrus e verifique.

Propriedade 6 (Teorema de Binet)


Sendo A e B matrizes quadradas de mesma ordem,
então: Dada uma matriz A=(aij)nxm, com n ≥ 2, chamamos
det(A.B) = detA . detB matriz co-fatora de A a matriz cujos elementos são os
co-fatores dos elementos de A; indicamos a matriz co-
fatora por cof A. A transposta da matriz co-fatora de A é
chamada de matriz adjunta de A, que indicamos por
adj. A.

Consequências: Sendo A uma matriz quadrada e n∈N*,


temos:
det(An) = (detA)n
Sendo A uma matriz inversível, temos:

Justificativa: Seja A matriz inversível.


A-1.A=I
det(A-1.A)=det I
detA-1.detA=det I

um vez que det I=1, onde i é a matriz identidade.


Nota: Observamos que quanto mais “zeros”
aparecerem na primeira linha, mais o cálculo é facilitado.

Teorema de Laplace
Seja A uma matriz quadrada de ordem n, n⇒ 2, seu
determinante é a soma dos produtos dos elementos de
uma fila (linha ou coluna) qualquer pelos respectivos co-
fatores.

Determinante de uma Matriz de Ordem n


Devemos escolher a 4ª coluna para a aplicação do
Definição. teorema de Laplace, pois, neste caso, teremos que
calcular apenas um co-fator.
Vimos até aqui a definição de determinante para
matrizes quadradas de ordem 1, 2 e 3.
Seja A uma matriz quadrada de ordem n.

Observações Importantes: No cálculo do determinante


de uma matriz de ordem n, recaímos em determinantes
de matrizes de ordem n-1, e no cálculo destes, recaímos
em determinantes de ordem n-2, e assim
sucessivamente, até recairmos em determinantes de
matrizes de ordem 3, que calculamos com a regra de
Sarrus, por exemplo.
- O cálculo de um determinante fica mais simples,
Então, o determinante de uma matriz quadrada de
quando escolhemos uma fila com a maior quantidade de
ordem n, n ≥ 2 é a soma dos produtos dos elementos da
zeros.
primeira linha da matriz pelos respectivos co-fatores.
- A aplicação sucessiva e conveniente do teorema de
Jacobi pode facilitar o cálculo do determinante pelo
teorema de Laplace.

A 1ª coluna ou 2ª linha tem a maior quantidade de zeros.


Nos dois casos, se aplicarmos o teorema de Laplace,
calcularemos ainda três co-fatores.
Para facilitar, vamos “fazer aparecer zero”em A31=-2
e A41=3 multiplicando a 1ª linha por 2 e somando com a
3ª e multiplicando a 1ª linha por -3 e somando com a 4ª
Nota: Observamos que esse valor coincide com a linha; fazendo isso, teremos:
definição vista anteriormente.
Agora, aplicamos o teorema de Laplace na 1ª
coluna:

2º) Determinante de Vandermonde de ordem 4

Aplicamos a regra de Sarrus,

Os elementos da 2ª linha são denominados


elementos característicos.

Propriedade
Um determinante de Vandermonde é igual ao produto de
todas as diferenças que se obtêm subtraindo-se de cada
um dos elementos característicos os elementos
Uma aplicação do Teorema de Laplace precedentes, independente da ordem do determinante.
Sendo A uma matriz triangular, o seu determinante é Exemplo
o produto dos elementos da diagonal principal; podemos Calcule o determinante:
verificar isso desenvolvendo o determinante de A através
da 1ª coluna, se ela for triangular superior, e através da
1ª linha, se ela for triangular superior, e através da 1ª
linha, se ela for triangular inferior.

Sabemos que detA=detAt, então:

Que é um determinante de Vandermonde de ordem


3, então:

Determinante de Vandermonde e Regra de Chió

Uma determinante de ordem n ≥ 2 é chamada


determinante de Vandermonde ou determinante das
potências se, e somente se, na 1ª linha (coluna) os
elementos forem todos iguais a 1; na 2ª, números
quaisquer; na 3ª, os seus quadrados; na 4ª, os seus
cubos e assim sucessivamente.

Exemplos
1º) Determinante de Vandermonde de ordem 3