Você está na página 1de 100

ESPAÇO CONFINADO

Supervisores de Entrada, Responsáveis Técnicos, Profissionais de Segurança e Equipes de Resgate.

Autoria:

Equipe de Desenvolvimento Sampling

8ª edição março, 2012

1

Prezado aluno,

A Sampling considera a vida como o bem mais precioso. É por isso que escolhemos como nossa missão valorizá-la!

No trabalho você desempenha suas tarefas e tem a oportunidade de transformar a sua vida e a de outras pessoas, para isso, conhecimento é fundamental.

Este treinamento foi desenvolvido, com todo cuidado, para contribuir na construção do conhecimento, habilidade e atitude necessária para que você adquira competências essenciais para a preservação da vida.

Esperamos que você desfrute de todos os momentos deste treinamento: as aulas teóricas, onde importantes informações serão apresentadas ou relembradas; as aulas práticas, que vão colocá-lo, de forma controlada, em situações semelhantes as que você poderá encontrar em situações de emergência e os intervalos das aulas, que devem ser aproveitados para solucionar dúvidas e desenvolver os temas aprendidos.

Queremos melhorar sempre, pois assim exige a dinâmica da qualidade e para isso precisamos que você registre na avaliação de reação, ao final do curso, qual a sua impressão sobre a nossa atuação.

Valorize a vida!

registre na avaliação de reação, ao final do curso, qual a sua impressão sobre a nossa

2

SUMÁRIO

1. DEFINIÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DE ESPAÇOS CONFINADOS

5

2. RESPONSABILIDADES

7

2.1. Responsabilidade Civil e Criminal Aplicada em Decorrência dos Acidentes de Trabalho

8

2.2. Responsabilidade Civil

8

2.3. Responsabilidade Criminal

10

2.4. Responsabilidades dos Envolvidos na Execução de Trabalhos em Espaço Confinado

11

3. IDENTIFICAÇÃO DOS ESPAÇOS CONFINADOS

14

3.1.

Programa para Entrada em Espaços Confinados

14

4. RECONHECIMENTO, AVALIAÇÃO E CONTROLE DE RISCOS/PERIGO

17

4.1. Condições de Risco em Espaço Confinado

17

4.2. Agentes Químicos

18

4.3. Agentes Físicos

20

4.4. Agentes Biológicos

21

4.5. Agentes Ergonômicos

21

4.6. Agentes Mecânicos

22

4.7. Técnica de Análise de Risco/Perigo

22

5. CRITÉRIOS DE IDENTIFICAÇÃO E USO DE EQUIPAMENTOS PARA CONTROLE DE RISCOS

29

5.1.

Gestão de Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços

32

6. FUNCIONAMENTO DOS EQUIPAMENTOS

34

6.1. Equipamentos Essenciais

34

6.2. Equipamentos de Iluminação

34

7. PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA

42

7.1. Supridores de Ar

44

7.2. Respiradores Purificadores de Ar

47

8. ÁREA CLASSIFICADA

49

8.1.

Equipamento Elétrico para Atmosfera Explosiva

50

9. PERMISSÃO DE ENTRADA E TRABALHO

56

10. PRÁTICAS SEGURAS EM ESPAÇOS CONFINADOS

58

3

11.

RESGATE

59

 

11.1. Operações de Emergência e Salvamento

59

11.2. Principais Equipamentos Utilizados em Resgate

60

12.

ATENDIMENTO BÁSICO À VÍTIMA

72

12.1. Estojo de Primeiros Socorros

73

12.2. Avaliação do Cenário

72

12.3. Abordagem Inicial da Vítima

74

12.4. Situações de Emergência

80

12.5. Hemorragia

80

12.6. Equipamentos de Imobilização

89

12.7. Transporte de Acidentado

90

80 12.5. Hemorragia 80 12.6. Equipamentos de Imobilização 89 12.7. Transporte de Acidentado 90 4
80 12.5. Hemorragia 80 12.6. Equipamentos de Imobilização 89 12.7. Transporte de Acidentado 90 4
80 12.5. Hemorragia 80 12.6. Equipamentos de Imobilização 89 12.7. Transporte de Acidentado 90 4
80 12.5. Hemorragia 80 12.6. Equipamentos de Imobilização 89 12.7. Transporte de Acidentado 90 4

4

1. DEFINIÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DE ESPAÇOS CONFINADOS

Apesar de não existirem dados confiáveis no Brasil, é reconhecido o número expressivo de acidentes nos trabalhos em espaços confinados, que ocorrem pelo desconhecimento dos riscos e das barreiras de segurança necessários.

Estima-se que 90% dos acidentes em espaços confinados são graves, não raramente envolvendo mais de um trabalhador. No passado os mineiros costumavam levar pássaros para o trabalho, era uma precaução fundamental para perceber a deficiência de oxigênio* e gases tóxicos nos ambientes. Caso o pássaro apresentasse algum sintoma ou morresse, era sinal de alguma coisa estava errada e todos deveriam abandonar o local de trabalho imediatamente.

Os trabalhadores continuam a entrar em ambientes confinados (acontece em cisternas, dutos, silos, reatores, vasos, tanques, galerias, caixa de inspeção, caldeiras, etc), muitas vezes sem as precauções elementares e por isso estão morrendo ou sofrendo graves lesões não apenas por falta de oxigênio, inalação de produtos tóxicos, quedas ou explosões, mas essencialmente por falta de informação.

Em geral, somente as grandes empresas têm acesso ao conhecimento porque possuem um corpo técnico. As médias e pequenas empresas não sabem o mínimo necessário, somente quando ocorre uma fatalidade tomam conhecimento do problema através de jornais, revistas ou noticiários.

Na década de 1990, a OSHA (Occupational Safety and Health Administration) apresentou levantamento estatístico, no qual apresenta as principais causas de fatalidades ocorridas em espaços confinados:

65% dos que morrem não entendem os conceitos do perigo.

60% dos que morrem são os próprios resgatistas.

40% das fatalidades são em locais liberados e considerados seguros.

Atualmente o National Institute Occupational Safety and Heath (NIOSH) apresenta como causas de acidentes os seguintes dados:

100% - falta de avaliação da atmosfera e falta de ventilação forçada.

65% - problemas com a qualidade do ar.

60% - trabalhadores que morreram na tentativa de resgatar a vítima.

29% - pessoas que sofreram acidentes graves ou perderam a vida em espaço confinado eram supervisores ou chefes de equipe.

Nenhum espaço confinado é totalmente seguro, por se tratar de um local perigoso onde podem ser encontrados inúmeros riscos, principalmente atmosférico. Alguns perigos que possivelmente são encontrados num espaço confinado são: concentrações anormais de oxigênio, gases tóxicos, vapores inflamáveis, poeiras, calor, escadas danificadas, iluminação deficiente, equipamentos móveis, piso escorregadio, equipamentos elétricos, inundação, entre outros. Daí a necessidade de o

5

Supervisor de entrada ser capaz de reconhecer, avaliar e controlar os riscos antes da emissão da Permissão de Entrada e Trabalho (PET).

Apesar de se conhecer o resultado das estatísticas, os trabalhadores não se dão conta da preciosa informação que têm e que pode ajudar a manter uma postura prevencionista, na percepção de risco para preservação de suas vidas ao executar tarefas nestes locais. Ainda continuam a acontecer:

Falhas no reconhecimento dos perigos associados com o espaço confinado.

Falhas no conhecimento dos procedimentos para realizar o trabalho de forma segura, seja entrada ou resgate.

Resposta incorreta no entendimento de uma emergência.

Confiança nos próprios sentidos, não utilização de equipamentos apropriados.

Subestimação dos perigos etc.

Confiança nos próprios sentidos, não utilização de equipamentos apropriados. Subestimação dos perigos etc. 6
Confiança nos próprios sentidos, não utilização de equipamentos apropriados. Subestimação dos perigos etc. 6
Confiança nos próprios sentidos, não utilização de equipamentos apropriados. Subestimação dos perigos etc. 6
Confiança nos próprios sentidos, não utilização de equipamentos apropriados. Subestimação dos perigos etc. 6

6

2. RESPONSABILIDADES

A Portaria 3214/78 do Ministério do Trabalho criou as Normas Regulamentadoras com efeito legal, as quais devem ter cumprimento obrigatório por todas as empresas privadas e públicas desde que tenham empregados celetistas.

Atualmente a Portaria 3214/78 é composta por 34 Normas Regulamentadoras aprovadas. A de número 33 regulamenta o trabalho em Espaços Confinados, cujo objetivo é estabelecer os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e reconhecimento, avaliação, monitoramento e controle de riscos existentes, de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços.

Segundo a NR-33:

Espaço Confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua, que possua meios limitados de entrada e saída, cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio.

Nos estabelecimentos onde houver ambientes considerados espaços confinados, devem ser observados, de forma complementar à NR-33, os seguintes atos normativos:

NBR 14606 – Postos de Serviços – Entrada em Espaços Confinados e

NBR 14787 – Espaço Confinado – Prevenção de Acidentes, Procedimentos e Medidas de Proteção.

Outros documentos que podem dar apoio à prevenção de acidentes em espaços confinados:

Outras NRs:

NR-05 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).

NR-07 – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO).

NR-09 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA).

NR-10 – Instalações e Serviços em Eletricidade.

NR-13 – Caldeiras e Vasos de Pressão.

NR-15 – Atividades e Operações Insalubres.

NR-18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção.

Portaria INMETRO 83 de 03/04/2006, que versa sobre Regulamento de Avaliação da Conformidade de Equipamentos Elétricos Para Atmosferas Potencialmente Explosivas, nas Condições de Gases e Vapores Inflamáveis.

Normas Internacionais:

Occupational Safety and Health Administration (OSHA) - 1910/146 (indústria geral), 1915 (indústria marítima) e 1926/21 (indústria de construção);

NFPA - National Fire Protection Association 1670/99, 1983/01 é padrões das grandes empresas.

7

2.1. Responsabilidade Civil e Criminal Aplicada em Decorrência dos Acidentes de Trabalho

A Constituição Federal de 1988 visando à melhoria na condição social dos trabalhadores trouxe em

seu artigo 7º a previsão de alguns direitos, entre eles, a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança.

Para garantir o cumprimento desse dispositivo legal e sua efetividade, normas como a CLT, as Normas Regulamentadoras, entre outras, estabelecem disposições complementares e de acordo com as peculiaridades de cada atividade.

A CLT dedica o Título II, capítulo V e seções à Segurança e Medicina do Trabalho, trazendo as

disposições sobre esta matéria.

A portaria 3214 de 08/06/1978 criou as Normas Regulamentadoras que têm por objetivo principal

tornar prática a implantação das determinações dos artigos da CLT (154 a 201), servindo de balizamento para atendimento dos aspectos legais.

A NR 1 cujo título é Disposições Gerais estabelece o campo de aplicação de todas as Normas

Regulamentadoras de saúde ocupacional e segurança do trabalho, bem assim os direitos e obrigações dos empregadores, trabalhadores e do governo pertinentes ao tema.

O item 1.7 da NR 1 resume as responsabilidades básicas do empregador quanto à aplicação da Legislação, portanto tornam-se obrigatórios os treinamentos de acordo com a atividade a ser desenvolvida.

O Artigo 19 da Lei 8213/91, traz a previsão do acidente de trabalho. O parágrafo segundo prevê a

figura da contravenção penal caso a empresa deixe de cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho.

Responsabilidades do Empregador

Por força do dispositivo constitucional previsto no art. 7º, inciso XXVIII, temos duas indenizações por acidente de trabalho, que são autônomas e cumuláveis.

A Ação Acidentária, é fundada no risco integral e coberta pelo seguro social, deve ser exigida do

INSS. Em caso de acidente de trabalho, não se exigirá a demonstração de culpa do empregador, seus prepostos ou da própria vítima. Neste caso, a responsabilidade é objetiva.

A outra ação será a de natureza contratual pela incidência de dolo ou culpa do empregador por

inobservância do art. 157 da CLT.

2.2. Responsabilidade Civil

Antes do Novo Código Civil, o dano causado só seria indenizável mediante a demonstração da culpa (seja por imprudência, negligência ou imperícia). A responsabilidade civil no direito brasileiro pauta-se na necessidade de demonstração de três requisitos principais: o ato ilícito, o dano e o nexo causal, ou seja, a relação existente entre a conduta praticada pelo agente e o dano causado. Na

8

responsabilidade subjetiva a culpa é o elemento indispensável para que haja a obrigação de reparar

o prejuízo experimentado.

Todavia, fato é que a responsabilidade subjetiva há muito tempo já não vinha sendo uma forma satisfatória de se proceder à entrega da tutela jurisdicional, dado que em muitos casos era impossível

à vítima fazer prova da conduta faltosa do autor do dano, como nos casos de acidente de trabalho, em que ao empregado era praticamente impossível demonstrar a negligência do patrão, seja pela dificuldade na colheita de provas documentais, seja ainda pela ausência de testemunhas.

A responsabilidade objetiva foi introduzida no ordenamento jurídico, trazendo a obrigação de

indenizar independentemente de o agente ter agido ou não com culpa, nas hipóteses previstas em Lei. O elemento culpa pode ou não existir, mas para a configuração do dever de indenizar será irrelevante. Indispensável, entretanto, será a demonstração da causalidade, pois não se poderá responsabilizar aquele que não tenha dado causa ao evento. Para a adoção da responsabilização independentemente da apuração da culpa, levou-se em consideração que certas atividades desempenhadas pelo homem criam um risco especial para terceiros.

Dispositivos do Código Civil que tratam da responsabilidade civil:

Art. 186 - Atos ilícitos

Art.927 – Obrigação de indenizar

Art. 932 e 933 – Responsáveis pela reparação civil

Art. 927 – Aquele que por ato ilícito (arts. 186 e 187) causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.

Art. 927 § único – Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano, implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

Comentário: Da análise do art. 927 do CC e do art. 157 da CLT fica clara a responsabilidade direta da empresa e de seus gestores e prepostos pelo ressarcimento do dano.

Art. 932 – São também responsáveis pela reparação civil:

III – o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do

trabalho que lhes competir, ou em razão dele.

Comentário: Os tribunais entendem, via de regra, que para se buscar o ressarcimento do dano na esfera cível, basta que o acidente de trabalho ocorra, uma vez que a técnica e o cumprimento das normas legais e administrativas impediriam a sua ocorrência.

O empregador que realiza serviços em ambientes sujeitos a perigos, sem observância das condições de seguranças e normas pertinentes, responde civil e criminalmente em caso de acidente de trabalho.

O empregador, incorporador ou empreendedor mesmo idôneo e responsável que negligencia a

contratação (culpa in eligendo) e ou a supervisão (culpa in vigilando) de instalador, montador ou qualquer prestador de serviço pode responder diretamente pelo dano causado por seu contratado.

9

Para a responsabilização civil do empregador, o entendimento majoritário nos tribunais é de que ainda prevalece a responsabilidade subjetiva, com base no artigo 7º, XXVIII da Constituição Federal, com o argumento de que não pode a Lei Federal (Código Civil) se sobrepor à Constituição Federal.

Diante do exposto, é importante destacar que em caso de acidente de trabalho, independentemente

do tipo de responsabilidade que o tribunal adote, subjetiva ou objetiva, o empregador responderá na

esfera cível pelos danos causados, sem prejuízo da ação de regresso, se couber, podendo responder criminalmente também, conforme se verá adiante.

2.3. Responsabilidade Criminal

Além da indenização civil, poderá haver a condenação criminal de quem, por ação ou omissão, der causa ao óbito do trabalhador ou acarretar-lhe lesões corporais, senão vejamos:

O artigo 121 §3º do CP trata do homicídio culposo que resulta na morte da vítima, seja por

imprudência, negligência ou imperícia do agente.

Ressalte-se que no parágrafo 4º do artigo 121 do CP há previsão do aumento de pena na hipótese

do homicídio culposo, quando o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou

ofício.

Já o artigo 129 §6º do CP dispõe sobre a possibilidade de condenação criminal na hipótese da

ocorrência de lesões corporais culposas.

Nesses casos, ocorrendo o óbito do trabalhador ou lesões corporais, ainda que de modo culposo, responderá àquele que contribuiu para tal.

O artigo 132 do CP trata da exposição ao perigo e pode ser argüido por empregado, sindicato e

autoridades sempre que as medidas previstas na legislação de segurança e saúde ocupacional não estiverem sendo cumpridas, colocando em risco a vida ou a saúde de qualquer trabalhador ou prestador de serviço, constituindo-se numa verdadeira medida prática na prevenção de acidentes, incluindo-se aí os acidentes de trabalho.

Os assuntos referentes à segurança e prevenção de acidentes em espaço confinado são de suma importância e gravidade, tanto que os responsáveis pelos espaços confinados (empregadores, gerentes e supervisores), podem ser responsabilizados criminalmente por ação ou omissão ou por condições ou ordens de trabalho inseguras, caso não tomem todas as precauções determinadas por lei, antes da liberação do trabalho. A empresa poderá, também, responder civilmente pelos acidentes e doenças em espaços confinados.

do trabalho. A empresa poderá, também, responder civilmente pelos acidentes e doenças em espaços confinados. 10

10

2.4. Responsabilidades dos Envolvidos na Execução de Trabalhos em Espaço Confinado

Cada função envolvida na sistemática da execução de trabalhos em espaços confinados, desde o empregador até o vigia têm responsabilidades inerentes, a saber:

2.4.1. Responsabilidade do Empregador

Item NR 33.3.4.1 – Todo trabalhador designado para trabalhos em espaços confinados, deve ser submetido a exames médicos específicos para a função que irá desempenhar conforme estabelecem as NRs 07 e 31, incluindo os fatores de riscos psicossociais com a emissão do respectivo Atestado de Saúde Ocupacional - ASO.

Item NR 7.4.4.3 (e) – No ASO deve ter definição de apto ou inapto para a função específica (trabalho em Espaço Confinado) que o trabalhador vai exercer, exerce ou exerceu.

Item NR 31.5.1.3.1 (d) – Exame médico de mudança de função, que deve ser realizado antes da data do início do exercício na nova função, desde que haja exposição do trabalhador a risco específico diferente daquele a que estava exposto.

Capacitar todos os trabalhadores envolvidos, direta ou indiretamente com os espaços confinados, sobre seus direitos, deveres, riscos e medidas de controle.

A quantidade de trabalhadores envolvidos na execução dos trabalhos em espaços confinados deve ser determinada conforme a análise de risco.

É vedada a realização de qualquer trabalho em espaço confinado de forma individual ou isolada.

Indicar formalmente o responsável técnico pelo cumprimento da NR-33;

Identificar os espaços confinados existentes no estabelecimento;

Identificar os riscos específicos de cada espaço confinado;

Implementar a gestão em segurança e saúde no trabalho em espaços confinados, por medidas técnicas de prevenção, administrativas, pessoais e de emergência e salvamento, de forma a garantir permanentemente ambientes com condições adequadas de trabalho;

Garantir a capacitação continuada dos trabalhadores sobre os riscos, as medidas de controle, de emergência e salvamento em espaços confinados;

Garantir que o acesso ao espaço confinado somente ocorra após a emissão, por escrito, da Permissão de Entrada* e Trabalho, conforme modelo constante no anexo II da NR-33;

Informar as empresas contratadas sobre os riscos nas áreas onde desenvolverão suas atividades e exigir a capacitação de seus trabalhadores;

Garantir que os trabalhadores possam interromper suas atividades e abandonar o local de trabalho, sempre que suspeitarem da existência de risco grave e iminente para sua segurança e saúde ou de terceiros.

11

Acompanhar a implementação das medidas de segurança e saúde dos trabalhadores das empresas contratadas provendo os meios e condições para que eles possam atuar em conformidade com a NR-33;

Interromper todo e qualquer tipo de trabalho em caso de suspeita de risco grave e iminente, procedendo ao imediato abandono do local e

Garantir informações atualizadas sobre os riscos e medidas de controle antes de cada acesso aos espaços confinados.

2.4.2. Responsabilidades do Supervisor de Entrada

Participar do curso de capacitação para liberar trabalhos em espaço confinado com carga horária mínima de 40 horas conforme item 33.3.5.6 da NR-33;

Emitir a Permissão de Entrada e Trabalho (PET) antes do início das tarefas;

Executar os testes, conferir os equipamentos e os procedimentos contidos na PET;

conferir os equipamentos e os procedimentos contidos na PET; Assegurar que os serviços de Emergência e

Assegurar que os serviços de Emergência e Salvamento estejam disponíveis e que os meios para acioná-los estejam operantes;

Cancelar a PET quando julgar necessário e

Encerrar a PET logo após o término do serviço ou saída de todos os trabalhadores do local de trabalho.

2.4.3. Responsabilidades dos Trabalhadores Autorizados

Realizar serviços em espaços confinados, somente, após ter sido capacitado através de curso específico com carga horária mínima de 16 horas e que deve ser renovado a cada 12 meses;

Cumprir os procedimentos e orientações recebidas nos treinamentos;

Colaborar com a empresa no cumprimento da NR-33;

Utilizar adequadamente os meios e equipamentos fornecidos pela empresa;

os meios e equipamentos fornecidos pela empresa; Comunicar ao vigia e ao supervisor de entrada*, as

Comunicar ao vigia e ao supervisor de entrada*, as situações de risco para sua segurança e saúde, ou da equipe que esteja executando serviço no espaço confinado.

2.4.4. Responsabilidades do Vigia

Receber capacitação para trabalho em espaço confinado com carga horária de 16 horas e renovação a cada 12 meses;

12

Manter continuamente a contagem precisa do número de trabalhadores autorizados no espaço confinado e assegurar que todos saiam ao término da atividade;

Permanecer fora do espaço confinado, junto à entrada, em contato permanente com os trabalhadores autorizados;

Adotar os procedimentos de emergências, acionando a equipe de salvamento, pública ou privada quando necessário;

Operar os movimentadores de pessoas;

quando necessário; Operar os movimentadores de pessoas; Ordenar o abandono do espaço confinado sempre que receber

Ordenar o abandono do espaço confinado sempre que receber algum sinal de alarme, perigo, sintoma, queixa, condição proibitiva, acidente, situação não prevista ou quando não puder desempenhar efetivamente suas tarefas, nem ser substituído por outro vigia.

O vigia não poderá realizar outras tarefas que possam comprometer o dever principal que é

O vigia não poderá realizar outras tarefas que possam comprometer o dever principal que é o de monitorar e proteger os trabalhadores autorizados.

2.4.5. Responsabilidades da Equipe de Emergência e Salvamento

É composta por pessoal capacitado e regularmente treinado, pelo menos uma vez ao ano, conforme NR 33.4.1, para retirar trabalhadores dos espaços confinados em situação de emergência e prestar-lhes os primeiros socorros.

O resgatista deve possuir aptidão física e mental compatível com a atividade a desempenhar. A capacitação da equipe de salvamento deve contemplar todos os possíveis cenários de acidentes identificados na Análise de Risco.

cenários de acidentes identificados na Análise de Risco. Ainda que a NR-33 não defina a carga

Ainda que a NR-33 não defina a carga horária para a capacitação da equipe de Salvamento em Emergência e Resgate, estes profissionais devem participar do curso de 40 h previsto para supervisores. Neste treinamento conhecerão todo o conteúdo técnico teórico, prática de exercícios simulados de salvamento e regate, simulando várias situações que poderão ser encontradas nos espaços confinados, análise de risco, avaliação de risco, planejamento, inspeção e indicação dos equipamentos necessários tanto para execução de uma tarefa, quando para atuação em caso de resgate. A participação nesse treinamento faz-se necessário já que desenvolverão suas atividades em ambientes IPVS (imediatamente perigoso para vida e à saúde) e precisarão usar recursos que exigem esforço físico, conhecimento técnico e equipamentos utilizados em rappel, medição da atmosfera etc.

13

3. IDENTIFICAÇÃO DOS ESPAÇOS CONFINADOS

Segundo a NR-33.1.2: espaço confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua, que possua meios limitados de entrada e saída cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio.

Segundo a OSHA (Ocupational Safety and Health Administration): espaço confinado é grande o suficiente e configurado de tal forma que o trabalhador possa entrar e realizar o seu trabalho; não tenha sido desenhado para ocupação humana; que contém riscos atmosféricos; possui uma configuração interna capaz de causar claustrofobia, asfixia ou contem agentes contaminantes agressivos à saúde e a segurança.

3.1. Programa para Entrada em Espaços Confinados

Manter permanentemente um arquivo para controle dos documentos de permissão de entrada.

 

Implantar as medidas necessárias para impedir as entradas não autorizadas.

Identificar e avaliar os riscos dos espaços confinados antes da entrada dos trabalhadores.

Providenciar treinamento periódico para os trabalhadores envolvidos com espaços confinados abordando os riscos a que estão expostos, medidas de controle e procedimentos seguros de trabalho.

Implantar o serviço de emergência e resgate mantendo os membros sempre à disposição, treinados e com equipamentos em perfeitas condições de uso.

Providenciar exames médicos admissionais, periódicos e demissionais (ASO – Atestado de Saúde Ocupacional), conforme NR-7 do Ministério do Trabalho.

 
  Abordar exames complementares, requisitados pelo médico do trabalho, de acordo com a avaliação do tipo

Abordar exames complementares, requisitados pelo médico do trabalho, de acordo com a avaliação do tipo de espaço confinado.

 

Algumas empresas independentemente da exigência legal específica para trabalhos em espaços confinados, exigem que o trabalhador faça verificações clínicas com o Técnico de Enfermagem antes de entrar no espaço confinado.

Riscos e Considerações sobre a natureza do Espaço Confinado tipo de espaço e conteúdos

local de trabalho seguro e ponto de entrada

tamanho interno da estrutura

desobstrução externa e acessibilidade

estabilidade da estrutura

14

visibilidade e iluminação

Razões para o surgimento dos perigos no espaço confinado:

corrosões ou ferrugens;

vazamentos;

fumos metálicos, faíscas de solda;

fontes de ignição;

fogo e explosão;

Exemplos de espaço confinado:

vasos de processo e equipamentos correlatos (torre, chaminés);

tanques de água;

fundo duplo;

caminhão tanque;

poço de elevadores;

colunas de suportes;

pernas;

flutuadores de instalações offshore fixas ou flutuantes;

espaços vazios;

porões de carga;

tanques de lastro;

espaços vazios em navios;

silos de cimento;

contêineres;

espaços vazios em navios; silos de cimento; contêineres; espaços localizados abaixo do solo como fossa de
espaços vazios em navios; silos de cimento; contêineres; espaços localizados abaixo do solo como fossa de
espaços vazios em navios; silos de cimento; contêineres; espaços localizados abaixo do solo como fossa de

espaços localizados abaixo do solo como fossa de dreno, esgoto, túneis, dutos, trincheiras, sistema d´água.

3.2. Conhecimento sobre Prática Segura em Espaço Confinado

É de suma importância que os profissionais envolvidos na liberação e execução dos serviços a serem

realizados dentro dos espaços confinados saibam utilizar os equipamentos essenciais de monitoração contínua (multi gás) e possuam EPIs de boa qualidade. Esses itens dão margem a que

o trabalho seja realizado com o menor potencial de risco possível, tornando a atividade mais segura e possivelmente sem acidentes.

15

Para que esta atividade seja desenvolvida com pouca possibilidade de falha é importante que as faces do triângulo eqüilátero que representa trabalho seguro em espaço confiando seja respeitado e colocado em prática e com envolvimento de toda a equipe. Só assim teremos certeza de que a equipe tem informações sobre características e particularidades do Espaço Confinado, conhecimento das principais barreiras de prevenção a serem adotadas para mente o trabalho

seguro durante toda a jornada de trabalho.

principais barreiras de prevenção a serem adotadas para mente o trabalho seguro durante toda a jornada
principais barreiras de prevenção a serem adotadas para mente o trabalho seguro durante toda a jornada
principais barreiras de prevenção a serem adotadas para mente o trabalho seguro durante toda a jornada
principais barreiras de prevenção a serem adotadas para mente o trabalho seguro durante toda a jornada
principais barreiras de prevenção a serem adotadas para mente o trabalho seguro durante toda a jornada

16

4. RECONHECIMENTO, AVALIAÇÃO E CONTROLE DE RISCOS/PERIGO

A análise de riscos consiste na identificação dos perigos e avaliação dos riscos aos quais podem estar expostos os trabalhadores durante a execução de trabalhos em espaços confinados. Esta avaliação deve levar em consideração o Limite de Tolerância (LT), que é a concentração ou intensidade máxima ou mínima relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, de forma não causar dano a saúde do trabalhador durante a sua vida laboral (conforme NR-15).

Antes de discorrermos sobre os principais riscos relacionados ao Espaço Confinado, relembremos alguns conceitos:

Perigo – é a propriedade ou condição inerente a uma substância ou atividade capaz de causar danos às pessoas, à propriedade ou ao meio ambiente.

Risco – é a exposição ao perigo. A graduação do risco é definida pela previsão entre a freqüência e

a conseqüência de uma ocorrência acidental.

Podemos dizer que Risco = Perigo/Prevenção, neste caso a prevenção é representada pelas barreiras montadas para oferecer condições para a execução da tarefa pelo trabalhador.

Identificação de perigo – identificação de eventos indesejáveis que levam à materialização de um perigo.

Controle de risco – adoção de procedimentos e práticas a fim de proteger o homem, a propriedade

e o meio ambiente, garantindo a continuidade operacional.

4.1. Condições de Risco em Espaço Confinado

A avaliação de riscos em espaços confinados deve ser realizada com equipamentos de detecção/monitoração de leitura direita, calibrado e com certificado de conformidade emitido pelo INMETRO ou por laboratório credenciado pela Rede Brasileira de Calibração (RBC).

Os níveis de oxigênio do ambiente devem ser verificados visto que a inflamabilidade é diretamente relacionada com a concentração do oxigênio presente no espaço confinado. É importante que, simultaneamente, sejam verificados outros gases como CO (monóxido de Carbono), H 2 S (gás sulfídrico), gás metano (mistura explosiva) os quais podem exercer ações diretas sobre a equipe que executa serviços. O monitoramente no interior do espaço confinado deve ser constante a fim de que sejam detectadas possíveis alterações dos resultados obtidos na liberação do trabalho.

De acordo com a NR 33, item 33.3.2, Medidas Técnicas de Prevenção, na letra C, é importante proceder à avaliação e controle dos riscos químicos, físicos, biológicos, ergonômicos e mecânicos.

17

4.2. Agentes Químicos

São todas as substâncias orgânicas ou inorgânica, naturais ou sintéticas que durante a fabricação, manipulação, transporte, armazenamento ou uso podem incorporar-se ao ar ambiente em forma de pó, fumos, gases ou vapores com efeitos irritantes, corrosivos, asfixiantes ou tóxicos, e em quantidade que tenha probabilidade de lesionar a saúde das pessoas que entram em contato com elas. É importante atentar aos limites de tolerância impostos pela NR-15.

Os principais riscos químicos estão relacionados ao teor de oxigênio. Daí a importância de obrigatoriamente serem realizadas leituras nas partes inferiores, médias e superiores dos locais.

Dentre as fontes mais comuns que levam a deficiência de oxigênio* em espaços confinados, estão as

bactérias aeróbicas, oxidação de metais, combustão e de deslocamento de gases.

O enriquecimento de oxigênio aumenta a faixa de inflamabilidade dos hidrocarbonetos levando à

redução do limite inferior de inflamabilidade, aumentando o risco potencial de incêndio caso haja uma fonte de ignição presente. Devido a estes e outros riscos, os cilindros dos conjuntos oxi- acetilênicos nunca devem ser locados no interior do espaço confinado.

Quando o ambiente apresentar explosividade, o acesso ao local não deve ser permitido.

Nos casos em que a atmosfera do espaço confinado seja potencialmente capaz de atingir níveis IPVS, os trabalhadores devem ser devidamente informados dessa condição e utilizar ar mandado acoplado ao equipamento autônomo de ar para fuga.

Atmosfera Tóxica

A atmosfera tóxica que porventura exista no espaço confinado pode

causar sérios problemas de saúde e até mesmo a morte. O seu efeito

venenoso pode ser imediato, retardado ou ambos. Por exemplo: a exposição em concentração baixa de gás carbônico pode causar danos cerebrais não perceptíveis, enquanto em grandes concentrações resulta em morte rapidamente.

em grandes concentrações resulta em morte rapidamente. Os gases tóxicos podem causar vários efeitos prejudiciais

Os gases tóxicos podem causar vários efeitos prejudiciais à saúde humana. Os gases mais comuns são o monóxido de carbono (CO) e o gás sulfídrico (H 2 S)

O limite de tolerância (LT) é dado pela NR 15. Estudos recentes da NIOSH sugerem LT 25 ppm para

CO.

A presença de substâncias tóxicas é geralmente resultado do armazenamento de materiais, uso de alguns tipos de revestimentos ou solventes em locais confinados. Material orgânico em decomposição não somente desloca o oxigênio, como também pode produzir gases como metano, gás sulfídrico, monóxido ou dióxido de carbono. Falhas no sistema de isolamento de redes hidráulicas possibilitam a entrada de gases tóxicos no interior dos espaços confinados. Embora algumas substâncias possuam odor ou sabor, a maioria dos gases tóxicos não é perceptível a nenhum órgão de sentido e a sua penetração no corpo humano pode ocorrer de quatro formas diferentes: absorção, ingestão, inalação e injeção.

18

A toxicidade da atmosfera varia em função da substância, concentração e tempo de exposição.

Unidades:

Partes por milhão – ppm (1% vv = 10.000 ppm)

Mg/metro cúbico – mg/m3

Limite de Tolerância (LT): limite de exposição por longo período (8 horas).

Valor máximo = LT x FD

onde LT = Limite de Tolerância para o agente químico

FD = Fator de Desvio, segundo definido no quadro 2 do Anexo II da NR-15.

LT (ppm ou mg/m3)

FD

0 a 1

3

1 a 10

2

10 a 100 100 a 1000 Acima de 1.000

1,5

1,35

1,1

Obs.: Segundo a NR-15, o valor máximo encontrado não pode ser ultrapassado em nenhum

momento da jornada normal de trabalho, sob pena de ser considerada situação de risco grave e

iminente. Por exemplo:

LT do CO = 39 ppm

VM = 39 ppm x 1,5 = 58 ppm. A exposição acima deste valor é uma situação de risco grave e

iminente.

LT do benzeno = 1 ppm

LT do cloro = 0,8 ppm

VM = 1x3= 3ppm

VM = 0,8 ppm x 3 = 2,4 ppm. A exposição acima deste valor é uma situação de risco grave e

iminente.

LT do H2S = 8 PPM

VM = 8 ppm x 2 = 16 ppm. A exposição acima deste valor é uma situação de risco grave e iminente.

A conversão de uma grandeza em ppm para mg/m 3 utiliza-se a fórmula constante do anexo 11 da

NR-15:

PPM

=

24,45

X

 

mg/m 3 =

ppm

x

mg/m 3

ou

PM

PM

24,45

Onde: PM = Peso Molecular da substância em estudo

ppm = partes de poluentes por milhão de parte de ar puro respirável.

19

1 ppm = 1 cm 3 de poluente/ 1.000.000 cm 3 de ar respirável (1% = 10.000 ppm)

Monóxido de Carbono

Características: gás inodoro (sem cheiro), sem cor e é absorvido pelo pulmão até 200 vezes mais rápido que o O 2 .

Limite de tolerância para 8 horas: 39 ppm.

Valor máximo 39 ppm x 1,5 = 58 ppm

Segundo a NIOSH – LT = 25 ppm e VM 25x1,5=37,5

Efeitos da Asfixia Bioquímica pelo Monóxido de Carbono

Efeitos da Asfixia Bioquímica pelo Monóxido de Carbono

Maior que 10.000 ppm

Morte

De 2.000 a 5.000 ppm

Inconsciência / morte

De 1.200 a 2.000 ppm

Confusão mental e perda de equilíbrio

1.200 ppm

IPVS / IDLH

600

ppm

Forte dor de cabeça

200

ppm

Dor de cabeça

37

ppm

Limite para instantâneo

25

ppm

Limite para 8 horas

para instantâneo 25 ppm Limite para 8 horas Gás Sulfídrico Proveniente da decomposição de material

Gás Sulfídrico

Proveniente da decomposição de material orgânico. A principal característica é o cheiro de ovo podre que, em alta concentração, inibe o olfato. O LT para 8 horas é de 8 ppm.

Valor máximo 16 ppm (8 ppm x 2 = 16 ppm).

Efeitos da Asfixia Bioquímica pelo Gás Sulfídrico

Efeitos da Asfixia Bioquímica pelo Gás Sulfídrico

1.000 ppm de 300 a 700 ppm

de 200 a 300 ppm

100 ppm

de 50 a 100 ppm

16 ppm

8 ppm

Inconsciência e morte por paralisia respiratória em minutos

Inconsciência, paralisia respiratória

Irritação nos olhos e vias respiratórias.

IPVS / IDLH

Irritações moderada nos olhos e vias respiratórias

Limite para instantâneo

Limite para 8 horas

Atmosferas Inflamáveis

Os gases líquidos inflamáveis são substâncias que, misturadas ao ar e recebendo calor adequado, entram em combustão.

Para que ocorra a combustão de um gás é necessária a presença de três elementos em proporções adequadas: gás, oxigênio, fonte de ignição.

4.3. Agentes Físicos

gás, oxigênio, fonte de ignição. 4.3. Agentes Físicos São diversas as formas de energia a que

São diversas as formas de energia a que os trabalhadores estão expostos:

20

ruído radiação ionizante e não-ionizante vibração temperatura pressão umidade Os riscos devem ser identificados,

ruído

ruído radiação ionizante e não-ionizante vibração temperatura pressão umidade Os riscos devem ser identificados,

radiação ionizante

e não-ionizante

ruído radiação ionizante e não-ionizante vibração temperatura pressão umidade Os riscos devem ser identificados,

vibração

ruído radiação ionizante e não-ionizante vibração temperatura pressão umidade Os riscos devem ser identificados,

temperatura

radiação ionizante e não-ionizante vibração temperatura pressão umidade Os riscos devem ser identificados,

pressão

ionizante e não-ionizante vibração temperatura pressão umidade Os riscos devem ser identificados, avaliados e, se

umidade

Os riscos devem ser identificados, avaliados e, se possível, eliminados no momento da inspeção antes da emissão da PET.

4.4. Agentes Biológicos

Consideram-se agentes biológicos, dentre outros:

Consideram-se agentes biológicos, dentre outros: vírus bactérias protozoários A avaliação destes

vírus

Consideram-se agentes biológicos, dentre outros: vírus bactérias protozoários A avaliação destes agentes,

bactérias

agentes biológicos, dentre outros: vírus bactérias protozoários A avaliação destes agentes, segundo a NR-15,

protozoários

A avaliação destes agentes, segundo a NR-15, é puramente quantitativa. Na inspeção para emissão da PET, esses agentes devem ser identificados avaliados e eliminados.

Os sistemas de esgoto produzem gases tóxicos e inflamáveis. Para a execução de trabalho nesses locais são necessários cuidados especiais, tais como monitoramento da atmosfera e proteção respiratória. O mult gás não detecta vírus, fungos, bactérias, por isso é fundamental cuidar da higiene e pequenos ferimentos, por mais simples que pareça.

4.5. Agentes Ergonômicos

Os problemas ergonômicos, normalmente, estão associados às reduzidas dimensões do acesso ao espaço confinado, exigindo contorções do corpo, o uso das mãos e dificultando o resgate em caso de acidente. Também são gerados em função de:

esforço físico intenso;

21

levantamento e transporte manual de peso;

postura inadequada;

controle rígido de produtividade;

imposição de ritmos excessivos.

rígido de produtividade; imposição de ritmos excessivos. risco de lesões com posição inadequada para execução do

risco de lesões com posição inadequada para execução do trabalho.

4.6. Agentes Mecânicos

para execução do trabalho. 4.6. Agentes Mecânicos trabalho seguro com utilização do EPI adequado para uma

trabalho seguro com utilização do EPI adequado para uma melhor posição.

Estes riscos estão relacionados às condições físicas do ambiente:

contato com engrenagens.

chamas abertas em função de serviços a quente.

eletricidade.

piso escorregadio

diferença de nível, provocando queda

sistemas mecânicos, hidráulicos e pneumáticos.

queda sistemas mecânicos, hidráulicos e pneumáticos. risco de queda sem a utilização do EPI adequado. trabalho

risco de queda sem a utilização do EPI adequado.

risco de queda sem a utilização do EPI adequado. trabalho seguro com utilização do EPI adequado.

trabalho seguro com utilização do EPI adequado.

4.7. Técnica de Análise de Risco/Perigo

A Análise de Risco consiste na aplicação de técnicas indutivas e dedutivas de associação lógica para análise dos equipamentos, instalações, processo, layout e procedimentos operacionais. O objetivo é

22

a formulação de hipóteses sobre as possíveis seqüências de eventos, propondo medidas para seu controle, evitando agressões ao homem, meio ambiente e à propriedade.

Os passos para avaliação dos riscos são:

identificar perigos;

estimar o risco de cada perigo – probabilidade e gravidade do dano e

decidir se o risco é tolerável.

Exemplificando: a gasolina é um perigo, porém o risco vai depender da forma como este produto inflamável pode afetar as pessoas. A probabilidade de causar danos às pessoas estando armazenada em recipiente hermeticamente fechado, é pequena. Mas se o mesmo produto for armazenado em um recipiente aberto para a atmosfera, a probabilidade de os vapores saírem do recipiente e encontrarem uma fonte de ignição é alta e seu risco aumenta.

RESUMINDO: Risco = Perigos/Salvaguardas

RESUMINDO:

Risco = Perigos/Salvaguardas

A

Análise de Risco, num sentido amplo, tem por objetivo responder às seguintes perguntas relativas

à

instalação:

O

que pode acontecer de errado?

Com que freqüência isto pode acontecer?

Quais são os efeitos e as conseqüências?

Precisamos reduzir os riscos? De que modo isto pode ser feito?

Procedimento geral adotado para as indagações pode ser visualizado através do fluxograma a

seguir:

23

Para simplificar a realização da análise, as instalações estudadas são dividas em “módulo de análise”,

Para simplificar a realização da análise, as instalações estudadas são dividas em “módulo de análise”, os quais podem ser:

unidades de processo completas ou armazenagem ou partes da unidade de processo como vasos, torres, tanques, etc.

A divisão das instalações é feita com

proximidade física.

base em critérios de funcionalidade, complexidade e

A análise preliminar de perigo ou risco é uma técnica qualitativa cujo objetivo consiste na

identificação dos riscos/perigos potenciais decorrentes de novas instalações ou das operações já existentes, que lidam com produtos perigosos.

Em uma dada instalação, para cada evento perigoso identificado juntamente com as respectivas conseqüências, um conjunto de causas é levantado, possibilitando a classificação qualitativa do risco associado, de acordo com a categoria pré-estabelecida de freqüência de ocorrência do cenário de acidente e de severidade das conseqüências. A APP permite uma ordenação qualitativa dos cenários de acidentes encontrados, facilitando a proposição e a priorização de medidas para redução dos riscos da instalação, quando julgadas necessárias, além da avaliação da necessidade de aplicação

de técnicas complementares de análise.

A metodologia adotada nas APP compreende a execução das seguintes tarefas:

definição dos objetivos e do escopo da análise;

definição das fronteiras das instalações analisadas;

24

coleta de informações sobre a região, as instalações, as substâncias perigosas envolvidas e os processos;

subdivisão da instalação em módulos de análise;

realização da APP propriamente dita (preenchimento da planilha);

elaboração das estatísticas dos cenários identificados por categorias de freqüência e de severidade.

análise dos resultados, elaboração de recomendações e preparação do relatório.

As principais informações adquiridas para realização de uma APP são as seguintes:

sobre as instalações: especificações técnicas de projeto, especificações de equipamento, layout das instalações e descrição dos principais sistemas de proteção e segurança;

sobre os processos: descrição dos processos envolvidos;

sobre as substâncias: características e propriedades físicas e químicas.

Modelo de Planilha de APP

Análise Preliminar de Perigos (APP/APR) Sistema Referência Data Revisão Modos de Perigo Dano Efeito
Análise Preliminar de Perigos (APP/APR)
Sistema
Referência
Data
Revisão
Modos de
Perigo
Dano
Efeito
Freqüência
Severidade
Risco
Recomendações
Detecção

25

A realização da análise propriamente dita é feita através do preenchimento de uma planilha de APP para cada módulo de análise da instalação. A planilha utilizada nessa APP mostrada no exemplo acima contém 8 colunas, as quais devem ser preenchidas conforme a descrição apresentada abaixo:

Primeira coluna – Perigo

Esta coluna deve conter os perigos identificados para o módulo de análise em estudo. De uma forma geral, os perigos são eventos acidentais que tem potencial para causar danos às instalações, aos trabalhadores, às pessoas ou ao meio ambiente.

Segunda coluna – Dano

São eventos simples ou combinados que levam à consumação dos perigos previamente identificados, tais como ruptura de tubulações, falha de instrumentos, erros humanos, falha de sistema de proteção, etc.

Terceira coluna – Modos de Detecção

Os modos disponíveis na instalação para a detecção do perigo identificado na primeira coluna devem ser relacionados nesta coluna. A detecção da ocorrência do perigo tanto pode ser realizada através da instrumentação (alarmes de pressão, temperatura, diferença de nível, etc.), como através da percepção humana (visual, odor)

Quarta coluna – Efeito

Os possíveis efeitos danosos de cada perigo identificado devem ser listados nessa coluna.

Quinta coluna – Freqüência

No contexto de uma APP um cenário de acidente é definido como o conjunto formado pelo perigo identificado, suas causas e cada um de seus efeitos.

perigo identificado, suas causas e cada um de seus efeitos. Sexta coluna – Severidade Com uso

Sexta coluna – Severidade

Com uso desta metodologia, os cenários de acidentes devem ser classificados em categorias de severidade os quais fornecem uma indicação qualitativa do grau de severidade das conseqüências de cada cenário acidental identificado.

26

SEVERIDADE

DENOMINAÇÃO

 

CARACTERISTICA

 
   

Sem danos ou danos insignificantes aos equipamentos, à propriedade e/ou ao meio ambiente;

I

Desprezível

Não ocorrem lesões/mortes de funcionários, de terceiros (não funcionários) e/ou pessoas (industriais e comunidade); o máximo que pode ocorrer são casos de primeiros socorros ou tratamento médico menor.

II

Marginal

Danos leves aos equipamentos, à propriedade e/ou ao meio ambiente (os danos materiais são controláveis e/ou de baixo custo de reparo);

Lesões leves em empregados, prestadores de serviço ou em membros da comunidade.

   

Danos

severos

aos

equipamentos,

à

propriedade e/ou ao meio ambiente;

Lesões

de

gravidade

moderada em

III

Crítica

empregados, prestadores de serviço ou em membros da comunidade (probabilidade remota de morte);

Exige ações corretivas imediatas para evitar seu desdobramento em catástrofe.

   

Danos

irreparáveis

aos

equipamentos, à

propriedade e/ou

ao

meio

ambiente

(reparação lenta ou impossível);

 

IV

Catastrófica

Provoca mortes ou lesões graves em várias pessoas (empregados prestadores de serviço ou em membros da comunidade).

Sétima coluna – Risco

Combinando-se as categorias de freqüência com as de severidade, obtém-se uma matriz de risco a qual fornece uma indicação qualitativa do nível de risco de cada cenário identificado na análise.

27

 

Freqüência

 

Se

 

A

B

C

D

E

 

IV

         

III

         

II

         

I

         

Oitava coluna – Recomendações

RISCO

1. desprezível

2. menor

3. moderado

4. sério

5. crítico

Esta coluna deve conter as recomendações relacionadas as cenário acidental analisado, como medidas mitigadoras de risco proposta pela equipe de realização da APP ou quaisquer observações pertinentes aos cenários de acidentes em estudo.

pela equipe de realização da APP ou quaisquer observações pertinentes aos cenários de acidentes em estudo.
pela equipe de realização da APP ou quaisquer observações pertinentes aos cenários de acidentes em estudo.
pela equipe de realização da APP ou quaisquer observações pertinentes aos cenários de acidentes em estudo.
pela equipe de realização da APP ou quaisquer observações pertinentes aos cenários de acidentes em estudo.

28

5. CRITÉRIOS DE IDENTIFICAÇÃO E USO DE EQUIPAMENTOS PARA CONTROLE DE RISCOS

A

NR-33 assim como NBR 14787 quando descrevem sobre Prevenção de Acidentes, Procedimentos

e

Medidas de Proteção, tratam sobre os equipamentos que são essenciais para a segurança do

trabalho, sem considerar aqueles que serão usados como ferramentas para execução da tarefa objeto da entrada; define os equipamentos de iluminação, de atendimento pré-hospitalar, de proteção individual, de comunicação, de ventilação; mas o grande destaque é para o equipamento, de sondagem atmosférica inicial, mais conhecido como detector ou monitor de gases.

O detector de gases possui especificações de acordo com a NBR 60529 e só pode ser utilizado se

for aprovado como Ex i, por um Organismo de Certificação de Produto (OCP) do INMETRO, pois um espaço confinado que teve ou pode conter produto inflamável deve ser considerado como Zona 0, no momento de sua abertura e o detector de gases tem que possuir o Tipo de Proteção apropriado para tal (no mínimo BR Ex ia IIC T4). Esse detector informará se a classificação será mantida ou reduzida

a outras de menor risco, através da análise do valor do Limite Inferior de Explosividade, lido no visor.

A norma prevê, também, que tais detectores tenham proteção contra interferência eletromagnética,

para que não sejam prejudicados, em seu funcionamento normal, por campos eletromagnéticos advindos de linhas de transmissão e subestações de energia elétrica, rádios e telefones sem fio, torres de telecomunicações, máquinas industriais, etc.

Contra explosão não existe EPI. Portanto, qualquer indicação positiva do detector deve ser considerada com seriedade e, a partir desse momento, proíba a entrada de pessoas. Inicie o processo de diluição e eliminação da condição de risco, por meio de ventilação. Após a constatação de que o risco foi eliminado a entrada pode ser liberada e, durante todo o trabalho, as condições atmosféricas devem ser monitoradas continuamente.

A portaria nº. 83 de 03/04/2006 do INMETRO, no artigo 2, define:

que fica mantida a obrigatoriedade da identificação da certificação no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade – SBAC, iniciada em janeiro de 1995, para todos os equipamentos elétricos, eletrônicos, associados, acessórios e componentes a serem utilizados em atmosferas potencialmente explosivas, nas condições de gases e vapores inflamáveis, comercializados e utilizados no Brasil, salvo as exceções previstas no regulamento de Avaliação da Conformidade de Equipamentos Elétricos para Atmosferas Potencialmente Explosivas, nas condições de gases e vapores inflamáveis.

Art. 3 – A certificação será concedida por Organismo de Avaliação da Conformidade (OAC) acreditada pelo INMETRO.

Nos espaços confinados pode-se encontrar atmosfera com teor de oxigênio diferente da condição normal para o ser humano e sua concentração deve ser verificada assim como a presença de gases tóxicos.

29

Em termos ideais a eliminação desse tipo de risco é recomendada por meio de um sistema de ventilação, mas em casos de maior emergência a utilização de EPI especiais, que mantenham o sistema respiratório alheio à mistura gasosa confinada podem ser adotados e o trabalho se desenrolar, daí por diante, sem a necessidade do detector de gases, que se no ambiente confinado permanecer, sob aquelas condições, sofrerá deterioração prematura dos seus sensores.

A operação dos equipamentos deve ser precedida por uma leitura detalhada do manual de operação fornecido pelo fabricante/distribuidor, dando-se a devida importância e atenção às advertências e limitações do equipamento.

Existem várias marcas e modelos disponíveis no mercado, mas, em geral, para a aplicação de monitoração de atmosferas em espaços confinados, a base tecnológica é a mesma. Via de regra os sensores para detectar gases inflamáveis são do tipo catalítico, que possuem uma câmara que permite a entrada de misturas inflamáveis através de um sinterizado e lá se processa a queima, que desestabiliza a corrente elétrica nos eletrodos, que é comparada à corrente medida e registrada na calibração, dando-se, assim, o resultado em L.I.E.

Os sensores de oxigênio e gases tóxicos são do tipo eletroquímico. Possuem uma base ácida que reage com a presença do gás de referência diminuindo a resistência elétrica e aumentando a corrente nos eletrodos, que também é comparada à corrente do valor de calibração dando o resultado em percentagem de volume, para o oxigênio, e em partes por milhão (ppm), para gases tóxicos.

A citada NBR, ainda, prevê que se faça um teste de resposta antes de cada utilização; isto porque os sensores trabalham com ínfimas correntes elétricas em ma (mili-ampère) ou µA (micro-ampère). Tais correntes são susceptíveis às variações de temperatura, umidade, pressão, instabilidades de cargas das baterias/pilhas. Por exemplo: se um detector de gás for ligado num ambiente com ar condicionado operando em baixa temperatura (± 17ºC), ao fazer o auto-zero, assumirá a corrente do momento em função das condições como o ponto referencial de início de medição; depois, se levado para um ambiente externo, com temperatura sensivelmente superior, haverá, devido a elasticidade térmica dos materiais, uma diminuição da resistência elétrica e o ponto zero será perdido. Isso pode fazer diferença nos valores medidos e determinar as decisões que devam ser tomadas com falsas medidas.

Já existem alguns equipamentos com programas gerenciadores de falhas capazes de alertar ao usuário, de que padrões iniciais de calibração e zero estão sendo perdidos. Também podem determinar a perda do ponto de calibração e zero se os sensores receberem algum tipo de saturação, o que ocorre quando é feito algum tipo de “teste” sem critério técnico, ou seja, sem mistura certificada para tal, por exemplo, aplicando gás de isqueiro para verificar se o sensor de inflamáveis está respondendo, ou fumaça de cigarro para ter resposta do sensor de monóxido de carbono (CO).

No momento da abertura do espaço confinado, o detector de gases deverá estar ligado e ter verificada sua resposta; se esta não foi condizente, o monitor deve ser calibrado novamente e tomados os seguintes passos:

30

Investigue, antes, ao redor da escotilha ou tampa, se não há traços de gases, que porventura estejam vazando do interior;

Posicione-se de forma que a abertura não o exponha diretamente à emanação dos gases vindos do interior;

Continue investigando, com o monitor de gases;

Abra completamente e investigue o interior, em várias posições, para buscar a identificação de gases mais leves e mais pesados que o ar;

Em não havendo risco, fixe o monitor, através das alças, no colo e cintura do funcionário que fará a entrada; ele, ali, deve permanecer até sua saída;

Explique a este portador que, se em algum momento o monitor alarmar, todos devem sair imediatamente e procurar o responsável pelo trabalho;

Se houver: parada para descanso, para reavaliação de trabalho, preparação de material, almoço etc.; investigue novamente, antes da reentrada, realizando, antes, o teste de resposta.

Aqui em nossos treinamentos usaremos os detectores multgás GX-2009, que possuem certificação de conformidade.

Aqui em nossos treinamentos usaremos os detectores multgás GX-2009, que possuem certificação de conformidade. 31

31

Este monitor de gás pessoal, modelo GX-2009 é dotado para proporcionar a monitoração contínua da exposição a gases combustíveis (HC), oxigênio, gases tóxicos em ambientes perigosos.

Princípio de detecção:

HC - combustão catalítica O 2 – célula galvânica H 2 S e CO – célula eletroquímica pode operar em até 20 horas de uso contínuo.

Classificações Aprovações:

IECEX ZONA 0 EX IA11CT4; Certificado CEPEL / INMETRO / EX 1794/09X

Peso:

130g

Carcaça:

Emborrachada com proteção contra altos impactos e resistência a radiofreqüência, a prova d’água e poeira com aprovação IP-

6,7

5.1. Gestão de Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados.

Os espaços confinados podem apresentar uma variedade de riscos: dificuldade de acesso (que pode

exigir posturas arriscadas), problemas de visibilidade, de mobilidade etc. Porém nada se iguala aos riscos atmosféricos que são responsáveis pela maioria dos acidentes, principalmente quando não são bem identificados e gerenciados.

O ambiente pode ficar extremamente perigoso por ter sido local de processamento ou

armazenamento de produtos químicos ou apenas pode tornar-se fatal por ter estado um longo período fechado sem troca gasosa com a atmosfera livre. O certo é que a possibilidade de se encontrar mistura gasosa inadequada à permanência humana em um espaço confinado é grande.

Em se tratando de atmosferas explosivas, os acidentes podem envolver pessoas e/ou patrimônio de

terceiros que nada têm com o trabalho em espaço confinado. É o caso dos subterrâneos das cidades

por onde circulam linhas telefônicas, energia elétrica, redes de saneamento e de gás. A análise dos

riscos atmosféricos (gases asfixiantes, tóxicos e inflamáveis) desses locais, proporciona a prevenção

adequada desses perigos.

O item 33.3 (Gestão de Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaço Confinado), da NR 33, determina que a atmosfera seja monitorada continuamente nas áreas onde os trabalhadores autorizados estiverem desempenhando as suas tarefas. É obrigatório:

Verificar se as condições de acesso e permanência são seguras;

Testar os equipamentos de medição antes de cada utilização;

32

Garantir que o equipamento de leitura direta sejam intrinsecamente seguro provido de alarme, calibrado e protegido contra emissões eletromagnéticas ou interferências de rádio freqüência e;

Em áreas classificadas, os equipamentos estejam certificados ou possuam documento contemplado no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade do INMETRO.

A NR-33 também determina que nos estabelecimentos onde hajam espaços confinados, devem ser observados, de forma complementar, os atos normativos NBR 14787 e NBR 14606.

33

6. FUNCIONAMENTO DOS EQUIPAMENTOS

6.1. Equipamentos Essenciais

Para oferecer mais segurança ao trabalhador que atua em espaços confinados, existem alguns equipamentos que são essenciais para a segurança do trabalhador. A NBR 14787 no item 6 enumera alguns deles.

6.2. Equipamentos de Iluminação

Deve-se tomar cuidado especial quanto à utilização de luminárias portáteis, pelo fato de serem mais sujeitas a danos, mau uso e apresentar falhas e defeitos em função de quedas e má conservação. Por isso sugerimos que as luminárias antes do uso sejam inspecionadas rigorosamente, sempre que possível seja adotados luminárias portáteis de segurança aumentando com invólucro não metálico, as quais possuem alta eficiência luminosa, suportam impactos e possuem elevada vida útil.

6.2.1. Equipamentos de Atendimento Pré-Hospitalar

Durante trabalhos em espaços confinados em função da gravidade, a equipe do resgate poderá utilizar alguns equipamentos para mobilização e transporte, como pranchas, ked, macas para conduzir a vitima a enfermaria ou o local seguro para atendimento especializado.

6.2.2. Equipamentos de Ventilação

Os dispositivos de ventilação têm o objetivo de remover os contaminantes existentes ou os que possam surgir durante a execução do trabalho no espaço confinado.

Após ser considerado seguro para entrar no espaço confinado continue com a ventilação enquanto houver alguém dentro do espaço, evitando concentrações atmosféricas nocivas no local de trabalho. Caso o ambiente se torne inseguro durante o trabalho ou o alarme do detector multigás seja acionado, paralise os serviços e saia do ambiente, mantenha a ventilação, informe a segurança/supervisão e só retorne após nova medição para verificação da atmosfera.

Quando ventilar? Sempre que a atmosfera interna se tornar perigosa em qualquer dos seguintes

casos:

o

ar contém pouco oxigênio.

o

ar contém excesso de oxigênio.

a

atmosfera é inflamável.

o

ar é tóxico.

a atmosfera é inflamável. o ar é tóxico. Caso exista qualquer uma destas condições, inicie a

Caso exista qualquer uma destas condições, inicie a ventilação com bastante antecedência, de modo que a atmosfera já esteja em condições seguras antes da entrada de pessoas.

34

Antes de liberar a entrada, teste a atmosfera com detector multigás apropriado, para estar certo que

a ventilação foi suficiente para tornar o ambiente compatível, para que seja executado o trabalho.

Existem diferentes dispositivos de ventilação sendo usados em espaço confinado. Devem ser observados alguns dados importantes:

Ventiladores/insufladores de ar são equipamentos mais usados para mover o ar. A capacidade de ventilação, insuflação e manutenção desses equipamentos e sua eficiência, são fatores que devem ser pensados durante a compra desses equipamentos.

Os fatores abaixo relacionados devem ser considerados na aquisição destes equipamentos e quando forem utilizados em serviços em espaços confinados.

O volume de ar a ser removido, determina a capacidade do equipamento necessária para atender o

objetivo, já que estes equipamentos são dimensionados por quantos metros cúbicos de ar por minuto ele consegue mover (CFM – Efetive Blower Capacity – Capacidade Efetiva do Ventilador) Essa avaliação é freqüentemente calculada levando em consideração comprimento do duto, quantidade de curvas (90º), quanto maior o duto e curvas diminui o (CFM) do equipamento.

O volume de ar necessário para remover o contaminante do ambiente pode ser feito através da

seguinte fórmula: L x h x C = V(m 3 ), onde:

L

= largura interna do equipamento

h

= altura interna do equipamento

C

= comprimento interno do equipamento

Logo o volume (V) é calculado em m 3 . De posse desses dados divida o volume que você encontrou pelo CFM do seu equipamento (determinado pelo fabricante) para determinar quanto tempo você gastará para realizar a troca de todo o seu volume de ar existente no compartimento.

Quando este cálculo estiver concluído você perceberá que sempre dará números decimais; arredonde sempre para cima o volume e o CFM para baixo, assim você terá uma margem de segurança conhecida como zona amortecida.

Duração necessária da ventilação

O padrão de uma ventilação industrial comum necessária em um trabalho de atmosfera tóxica ou

inflamável é de sete trocas de volume de ar por hora depois da entrada. Isto será feito para procedimentos iniciais ao trabalho, não sendo considerados para operações de resgate, onde a equipe deve entrar munida de equipamentos de proteção respiratória quando necessário.

Dependendo do contaminante pode ser utilizado de 6 a 12 trocas por hora.

Durante a década de 80, os engenheiros da BELL Canadá Telecomunicações conduziram alguns destes testes em poços de inspeção obtendo os seguintes resultados:

Poços convencionais de 60 – 240 metros cúbicos.

Entrada nos poços de inspeção com entrada profunda.

35

Entrada em poços com formas irregulares.

Entrada em poços rasos.

Para calcular o tempo necessário de purga utilizaram a seguinte equação:

T = 7,5 V

onde:

C

T

= tempo de purgação em minutos

V

= volume do espaço em metros cúbicos

C

= capacidade efetiva de sopro (CFM)

CFM = Efective Blower Capacity (Capacidade efetiva do Ventilador) em pés cúbico por minuto.

Vazão

(m

3 /h)

do

Equipamento

Dimensão

compartimento

do

Volume

Troca

volume EC

de

ar

Ventilação

necessária

(minutos)

 

Al

La

Com

(m

3 )

A

B

t.

do

p

7,5 X

A

B

960

 

1720

3

1

2

6

45

3’

2’

 

- -

2

2

2

8

60

4’

2’

 

- -

3

3

5

45

338

21’

12’

 

- -

4

2

4

32

240

15’

8’

 

- -

3

5

8

120

900

56’

31’

Cálculo exemplo 1 letra A:

960 m 3

t = 7,5 V

h

C

ambiente confinado 3 x 1 x 2 = 6m 3 (volume Eq)

ambiente confinado 6m 3 x 7,5 (volume (C/CTE BEL) = 45 m 3

confinado 6m 3 x 7,5 (volume (C/CTE BEL) = 45 m 3 Há dois sistemas de

Há dois sistemas de ventilação geral:

Ventilação de Exaustão: retira o ar contaminado do interior do espaço confinado.

Ventilação Insuflada: sopra ar fresco para dentro.

Expulsar o ar contaminado de um espaço confinado é melhor quando a atmosfera pode ser

inflamável ou tóxica. Soprar o ar para dentro pode espalhar os contaminantes.

é melhor quando a atmosfera pode ser inflamável ou tóxica. Soprar o ar para dentro pode
é melhor quando a atmosfera pode ser inflamável ou tóxica. Soprar o ar para dentro pode

36

A ventilação deve garantir constante circulação de ar fresco por todas as áreas de um espaço confinado. Estes são dois problemas principais a serem observados:

Estes são dois problemas principais a serem observados: Este problema pode ser evitado de três maneiras:

Este problema pode ser evitado de três maneiras:

O equipamento tem que ter potência suficiente para empurrar o ar na distância necessária para ventilar toda a área. Deve ser capaz de capturar e eliminar todos os contaminantes. Uma série de ventiladores pode ser necessária para deslocar o ar em longas distâncias ou para ventilar uma grande área.

ar em longas distâncias ou para ventilar uma grande área. Oriente corretamente as tomadas de ar

Oriente corretamente as tomadas de ar fresco e as saídas de exaustão. Se possível, o ar de admissão e o ar de saída devem passar por aberturas diferentes. Faça uma rede eficiente de dutos

Os dutos permitem a distribuição do fluxo de ar a todas as áreas do espaço confinado.

Posicione os dutos onde eles não possam ser danificados pelo seu trabalho.

Mantenha os dutos tão curtos e retos quanto possível para atingir as áreas aonde eles devem chegar.

Não dobre ou faça curvas muito fechadas com os dutos.

Certifique-se de que todas as conexões estejam apertadas.

37

Certifique-se de que nenhum ventilador ou duto restrinja fisicamente as rotas de fuga

Certifique-se de que nenhum ventilador ou duto restrinja fisicamente as rotas de fuga

Se for necessária a ventilação para fornecer ar fresco a um espaço confinado, a insuflação é usualmente a melhor opção. As perguntas e respostas a seguir poderão assistir você na decisão de qual tipo de ventilação utilizar.

6.2.3. Equipamentos de Proteção Individual

Em função dos riscos existentes nos espaços confinados é obrigatório o uso de EPIs de acordo com o analise de risco realizado antes da emissão da PET. A NR-6 estabelece que os EPIs devem ser fornecidos obrigatoriamente pela empresa aos empregados, quando as condições de trabalhos exigirem.

6.2.4. Equipamentos de Comunicação

de trabalhos exigirem. 6.2.4. Equipamentos de Comunicação Durante o trabalho, cabe ao observador/vigia manter

Durante o trabalho, cabe ao observador/vigia manter comunicação permanente com a equipe de executantes, por meio de rádios de comunicação intrinsecamente seguros para trabalhar em áreas classificadas, independente de outros recursos previstos para serem utilizados durante uma emergência.

Antes do início do trabalho, o observador/vigia deve checar a comunicação com a supervisão, enfermagem, rádio operador e equipe de resgate e salvamento. Deve-se informar o serviço a ser realizado, a quantidade de pessoas envolvidas, certificando- se de que toda equipe de apoio está ciente do trabalho no EC.

6.2.5. Equipamentos de Sondagem Inicial e Monitoração Contínua da Atmosfera

Esse equipamento é mais conhecido como detector ou monitor de gases. Deve ser calibrado e testado antes do uso e adequado para trabalho em áreas potencialmente explosivas.

adequado para trabalho em áreas potencialmente explosivas. A NBR 14787 determina que o detector de gases

A NBR 14787 determina que o detector de gases só pode ser utilizado se for aprovado por um Organismo de Certificação de Produto – OCP do INMETRO Como Ex i, ou seja, se ostentar legalmente a certificação. O espaço confinado, que teve ou pode conter produto inflamável, deve ser considerada como Zona zero “0” no momento de sua abertura e o detector de gases tem que possuir o tipo de proteção apropriado para tal (no mínimo BR Ex ia IIC

T4).

38

Esse detector informará se a classificação será mantida ou reduzida a outras de menor risco, através da análise do valor do Limite Inferior de Explosividade indicado no visor.

A norma também prevê que tais detectores tenham proteção contra interferência eletromagnética. Assim o funcionamento normal não será prejudicado por campos eletromagnéticos, provenientes de linhas de transmissão e subestações de energia elétrica, rádios e telefones sem fio, torres de telecomunicações etc.

Marcação para ser afixada no corpo do equipamento:

BR Ex i a d II C T4 –20ºC a +55ºC

BR

Equipamento certificado no Brasil.

 
 

Pode operar em atmosfera explosiva, mesmo em zona zero “0”.

 

Exi a

Refere-se ao grau de falhas “a”. Indica que o equipamento, mesmo sendo exposto a duas falhas simultaneamente, não é capaz de inflamar uma mistura.

d

Segurança adicional. Possui invólucro a prova de explosão

 

II C

Indica que o equipamento pode operar em atmosfera que contenha acetileno ou hidrogênio

 

Sua

temperatura

de

superfície,

mesmo

em

condições

adversas,

não

T4

ultrapassa 135ºC.

 

-

20ºC

a

Indica que seus circuitos suportam variação de temperatura entre.

 

+55ºC

 

Monitor Portátil Mult Gás.

  +55ºC   Monitor Portátil Mult Gás. Existem várias marcas e modelos no mercado, mas em

Existem várias marcas e modelos no mercado, mas em geral, para a aplicação de monitoramento de atmosferas em espaços confinados, a base tecnológica é a mesma. O circuito, mesmo em condições anormais de operação, não libera energia elétrica ou térmica suficiente para causar ignição de uma atmosfera explosiva, mesmo em um espaço confinado que contenha produto inflamável.

Este equipamento deve fazer leitura direta do percentual de oxigênio (O 2 ) presente no local, gases e vapores inflamáveis (LIE/LSE), contaminantes tóxicos, principalmente monóxido de carbono (CO) e gás sulfídrico (H 2 S).

39

Limites de Alarmes

O limite dos alarmes do detector de gases, segundo a NR 15, estabelece verificação do limite ACGIH e comparar valores restritivos.

Gases combustíveis

10% do L.I.E.

Oxigênio

19,5% Vol. E 23% Vol.

Monóxido de Carbono

LT = 39 ppm

Gás Sulfídrico

LT = 8 ppm

É importante proceder à criteriosa detecção e controle de gases (asfixiantes, tóxicos e inflamáveis) para se prevenir adequadamente dos diferentes tipos de gases é preciso analisar os riscos atmosféricos.

Detectores Eletrônicos de Gás

Disponíveis em uma grande variedade e testam de um até quatro tipos de condições;

Têm calibragem precisa;

Devem sofrer manutenção constante;

Devem ser checados antes de cada uso;

Devem ser testados para detectar vazamentos (os que possuem bombas);

Baterias com carga total.

Por que o teste é necessário?

Garante ambiente seguro para o trabalho;

Identifica vazamentos;

Mantém condições seguras;

Identifica a necessidade do equipamento de proteção pessoal.

Quando realizar o teste?

Antes e após a exaustão/insuflação/purga,

Imediatamente antes da entrada;

Em intervalos representativos;

antes da entrada; Em intervalos representativos; Durante a entrada e execução do trabalho se as condições

Durante a entrada e execução do trabalho se as condições mudarem.

Onde fazer o teste?

Faça um teste inicial do lado de fora do espaço como uma pesquisa e

Experimente passar pelo espaço horizontal e/ou verticalmente.

40

Procedimentos de teste:

Inicie o teste após 15 min de interrupção dos exaustores ou ventiladores;

Teste desde o topo até o fundo - em volta dos dutos de trabalho e sob as superfícies;

Dê tempo para o alcance dos sensores.

NUNCA confie nos seus próprios sentidos para determinar se o ar no espaço confinado é
NUNCA confie nos seus próprios sentidos para determinar se o ar no espaço confinado é

NUNCA confie nos seus próprios sentidos para determinar se o ar no espaço confinado é seguro!

Você pode não ver ou sentir muitos gases tóxicos ou vapores, nem determinar o nível de oxigênio.

41

7. PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA

A Instrução

equipamentos para proteção respiratória (EPR).

Normativa

01

de

11/04/94,

estabelece

regulamento

técnico

sobre

o

uso

de

O empregador deve adotar um conjunto de medidas com a finalidade de adequar a utilização dos

equipamentos de proteção respiratória, quando necessário, para complementar as medidas de

proteção coletiva ou enquanto as mesmas estiverem sendo implementadas com a finalidade de

garantir uma completa proteção ao trabalhador contra os riscos existentes no ambiente de trabalho.

A NR 33, no item 3.4.10 diz que em caso de atmosfera IPVS o espaço confinado somente pode ser

adentrado com a utilização de máscara autônoma de demanda com pressão positiva ou com

respirador de linha de ar comprimido com cilindro auxiliar para escape.

Deficiência ou excesso de O 2 é a causa mais freqüente de fatalidade em espaço confinado. Já houve

casos de morte confirmada em locais com menos de 2 m de profundidade em escavações de poço,

onde o gás metano migrou deduzindo a concentração de O 2 no ambiente. Gases mais pesados que o

ar deslocam o O 2 para a parte superior do recipiente, isso quer dizer que o ar pode conter

concentrações normais de oxigênio próximo à abertura superior do equipamento e concentração

próximo a zero na parte inferior.

Outros gases, como o nitrogênio, por exemplo, reduzem a pressão parcial do oxigênio. A atmosfera

terrestre, excluindo o vapor de água é composta basicamente por:

Gás

% Por volume

Pressão parcial nível do mar (mm Hg)

Nitrogênio

78,1

593

Oxigênio

20,9

159

Argônio

0,9

7,1

Outros gases

0,1

0,76

Portanto, a pressão parcial de um gás em mistura gasosa é a pressão que teria se ocupasse sozinho

o volume do recipiente. Para o oxigênio ao nível do mar, o cálculo é feito por meio da fórmula PPO 2 =

(%O 2 ) x 760 mmHg.

100

O percentual volumétrico de O 2 na atmosfera não varia com a altitude. A pressão parcial é que

diminui com o aumento da altitude devido à redução da pressão atmosférica. Qualquer que seja a

causa, a redução da pressão parcial resulta no mesmo efeito para o organismo humano, pois a PPO 2

alveolar é quem determina o transporte de O 2 pela hemoglobina.

Pessoas que vivem em grande altitude não apresentam efeitos fisiológicos negativos devido às

alterações que ocorrem nos sistemas respiratório, cardiovascular e hematopoiético. Essas alterações

se

completam, em média, após 4 semanas de permanência no ambiente com PPO 2 diferente daquela

ao

nível do mar.

Segundo a Portaria 3214/78 do MTE, NR-15, anexo 11, a exposição à concentração inferior a 18%

de oxigênio no ar caracteriza risco grave e iminente, ou seja, a exposição não pode ser permitida

42

para o desenvolvimento do trabalho. Neste caso as NRs 6 e 15 proíbem a utilização de respiradores

purificadores de ar. Já nos Estados Unidos a proibição de respiradores purificadores de ar é de

19,5%, mesmo valor adotado pela NR-33. Já a NBR/ABNT 12542 traz novidades ao classificar as

atmosferas com deficiência de oxigênio em:

Imediatamente Perigosa a Vida e a Saúde (IPVS): quando o teor de oxigênio (em volume) no

ambiente está abaixo de 12,5% ao nível do mar (760 mm hg), ou seja, quando a pressão parcial de

oxigênio (PPO 2 ) é inferior a 95 mm Hg.

Não IPVS: quando o teor de oxigênio (em volume) está entre 12,5% e 21% ao nível do mar, ou

quando a (PPO 2 ) é superior a 95 mm Hg. Portanto, 18% segundo a NR-6 e NR-15 corresponde a

uma deficiência de oxigênio e não IPVS.

A asfixia está relacionada à pressão parcial de oxigênio. Existe consenso entre os fisiologistas de que

se os sintomas de asfixia se tornam evidentes quando o PPPO 2 atinge 60mm Hg. Situação que

ocorre quando, ao nível do mar, a concentração de oxigênio no ar atinge 14,5%. Na situação limite

IPVS, isto é 12,5% de oxigênio ao nível do mar, ou 95mm Hg, a PPO 2 é de 48 mm Hg circunstância

em que a hemoglobina apresenta 82% de saturação. Neste caso o auto resgate é impossível e o

indivíduo fica dependendo da equipe de resgate, que precisa agir rapidamente, pois valores abaixo

de 12,5% de O 2 caracterizam situação IPVS que pode causar a morte dependendo do tempo de

exposição.

A tabela abaixo mostra variação da pressão atmosférica com a altitude porcentagem de oxigênio

equivalente ao nível do mar.

 

Pressão

Porcentagem

PPO 2

 

Porcentagem de O 2 equivalente ao nível do mar (*)

Altitude (m)

Atmosférica

de

O 2

no

no

ar

(mm

(mm Hg)

ambiente

Hg)

Nível

do

       

Mar

760

20,9

159

20,9

750

689

20,9

145

19

2.250

581

20,9

121

16

3.000

523

20,9

110

14,5

4.200

450

20,9

94

12,5

5.400

387

20,9

81

10,6

6.000

349

20,9

73

9,6

9.000

226

20,9

47

6,2

12.000

141

20,9

29

3,8

Porcentagem de oxigênio no ar que ao nível do mar, apresenta a mesma PPO 2 que na altitude

considerada. Por Exemplo, os sintomas de uma pessoa a 3.000 metros de altitude, respirando ar com

20,9% de O 2 e os de outra pessoa respirando o ar, ao nível do mar com 14,5% oxigênio seriam

iguais.

Efeitos fisiológicos diversos:

aumento da pulsação e de freqüência respiratória

43

diminuição da atenção e raciocínio

fadiga anormal

perturbação emocional

falta de coordenação e incapacidade de julgamento

coordenação motora reduzida

respiração prejudicada

náusea, vômitos e dores ao coração

abaixo de 10% de O 2 incapacidade de executar movimentos, perda de consciência e convulsões e morte.

A NR-33 determina como valores normais, a taxa de oxigênio entre 19,5% a 23% de volume de

oxigênio. Para trabalhos fora destes valores exige-se a adoção de medidas de controle e utilização

de equipamentos de proteção respiratória.

Como os riscos em um espaço confinado, muitas vezes, não são percebidos somente pelos sentidos. Por isso é importante que seja feita a análise preliminar de perigo para identificar a proteção respiratória adequada, bem como informações e treinamento, sobre o uso correto dos equipamentos.

Você também desempenha um importante papel. Depois de selecionar o respirador apropriado deve utilizá-lo durante todo o tempo em que estiver executando a tarefa, até sair do espaço confinado. Para sua própria segurança, verifique se o seu respirador está se ajustando bem ao rosto e se é necessário algum reparo.

Também deve comunicar à sua supervisão se houver problemas com o equipamento ou se você tem alguma enfermidade como asma, alergias ou pressão arterial elevada, que o impeça de usar um respirador.

Você e sua empresa podem trabalhar juntos para proteger a saúde dos trabalhadores em situação perigosa.

A finalidade básica de qualquer respirador é simplesmente proteger o sistema respiratório da

inalação de substâncias tóxicas. Os respiradores oferecem proteção de duas formas: removendo o

contaminante do ar antes que ele seja inalado ou suprindo o ar respirável de uma fonte independente

de abastecimento.

Segundo a NBR 12543/99 os respiradores são classificados em dois grupos:

7.1. Supridores de Ar

São respiradores independentes. Essa classe de respirador supre ao usuário ar ou outro gás respirável vindo de uma atmosfera independente do ar ambiente. Pertencem a esta categoria as máscaras autônomas, os respiradores de linha de ar mandado e cilindros auxiliares para fuga.

44

7.1.1. Conjunto Autônomo

Equipamento composto por um cilindro de ar respirável, suporte com alças e cintos e é transportado nas costas como se fosse uma mochila. Utilizado em situações de emergência, busca salvamento e combate a incêndio, onde a atmosfera não se encontra em níveis aceitáveis.

onde a atmosfera não se encontra em níveis aceitáveis. Cálculo de utilização do EPR P.T. Pressão

Cálculo de utilização do EPR

P.T. Pressão de trabalho

Cilindro de Composite: 300 bar

Peso 3,8 Kg

Cilindro de Aço Carbono: 200 bar

Peso médio 12 Kg

V.L. Volume em Litros

Composite Fibra de Carbono: 6,8 litros

Peso 3,8 Kg

Aço Carbono: 7 litros

Peso médio 12 Kg

Cálculo de Quantidade de Ar Respirável:

P.T. x V.L. = Quantidade de Ar Respirável

Composite Fibra de Carbono: 300 x 6.8 = 2.040 litros de ar respirável

Aço Carbono: 200 x 7 = 1400 litros de ar respirável

Cálculo de Autonomia:

Quantidade de Ar Respirável % M.C.H. = Autonomia.

M.C.H.: Média de Consumo Humano

Consumo por minuto entre 28 a 40 litros/min (Fonte: Air Safety)

O máximo que o ser humano consome é: 132 litros/min

45

Composite Fibra de Carbono 2040 ÷ 40 = 51 min (tempo total)

Aço Carbono 1400 ÷ 40 = 35 min (tempo total)

Reserva de Cilindro:

50

bar – Alarme indicara que o equipamento encontra-se na reserva

50

x 6.8 = 340 ÷ 40 = 8.5 min

50

x 7 = 350 ÷ 40 = 8.75 min

Pressão do cilindro ATM/BAR

Cilindro de 1.400 l

200

BAR

25

min

190

BAR

23

min

180

BAR

21

min

170

BAR

19

min

160

BAR

18

min

Considerando consumo médio de 40 l/min

Duração completa: tempo do início até não mais restar ar no cilindro.

Duração do trabalho: temo do início do trabalho até soar o apito de aviso.

Margem de segurança: tempo de início do apito até não mais haver ar no cilindro

(aproximadamente 5 min).

Duração completa: duração do trabalho - margem de segurança.

Esses tempos variam de acordo com o tamanho, as condições físicas do usuário e o tempo de deslocamento para fora do espaço confinado.

Média de consumo de um adulto para atividade leve/descanso é de 28 a 40 l /min.

Média de consumo de um adulto para atividade moderada 40 a 60 l /min – trabalhos de rotina.

Média de consumo de um adulto para atividade pesada 60 a 80 l /min – atividade de resgate.

OBS: O máximo que o ser humano pode consumir é em torno de 132 l /min.

O equipamento sempre deverá ser utilizado quando o usuário estiver em área IPVS.

O executante deverá a todo o momento monitorar o seu consumo; Sair do local sempre

O executante deverá a todo o momento monitorar o seu consumo;

Sair do local sempre que ouvir o sinal sonoro (alarme) ou determinar o valor aproximado para sua saída segura.

46

7.1.2.

Arcofil

7.1.2. Arcofil 7.1.3. Par 4000 Sistema utilizado para filtrar o ar comprimido, umedecer e distribuir através

7.1.3. Par 4000

7.1.2. Arcofil 7.1.3. Par 4000 Sistema utilizado para filtrar o ar comprimido, umedecer e distribuir através

Sistema utilizado para filtrar o ar comprimido, umedecer e distribuir através de mangueiras atóxicas aos usuários durante realização de trabalho em locais IPVS

Equipamento composto de dois cilindros de ar respirável contendo 2000 litros de ar em cada cilindro formando assim 4000 litros de ar respirável. Também existem duas saídas de ar permitindo assim que duas pessoas trabalhem simultaneamente.

7.1.4. Conjunto Autônomo de Respiração de Linha de Ar (CARLA)

Equipamento projetado para fuga que deve ser utilizado sempre que for necessária a utilização de ar, enviado independente de qual for o sistema de alimentação (arcofil ou sistema de cascata PAR 4000), pois caso o ar apresente falhas, a pessoa utilizará o ar do CARLA para sair do local.

O CARLA é composto de um cilindro de ar respirável, normalmente de 1,5 litros ou 2 litros em volume de ar, específico para executar o auto-resgate, ou seja, sair de um local por meios próprios.

7.2. Respiradores Purificadores de Ar

São compostos por uma máscara facial ou semi-facial com filtros químicos, mecânicos ou combinados. A utilização destes respiradores é contra indicada se, durante a avaliação de risco para liberação de trabalhos em espaços confinados for detectada concentração de oxigênio abaixo de

19,5%.

47

48
48
48
48
48
48

48

8. ÁREA CLASSIFICADA

Os espaços confinados concentram seu maior potencial de risco na atmosfera.

Quando se tem o risco de asfixia e a urgência do trabalho não permite que se faça a troca atmosférica, existe a opção de que a entrada e trabalho sejam realizados com o uso de Equipamentos de Proteção Individual – EPI; essa solução também é permitida para quando se identificar atmosfera com presença de gases tóxicos. Porém, em se tratando de risco de explosão, nada pode substituir a tarefa de substituição da mistura inflamável por ar em condições de respirar, pois não existe EPI contra explosão.

Quando se tem ou pode ter uma atmosfera explosiva, é necessário que se faça um minucioso controle das fontes de calor e centelha que podem inflamar os gases e vapores misturados com o ar, gerando uma reação em cadeia, com velocidade de queima tão rápida que projete grande energia em todas as direções.

Historicamente as instalações elétricas e os equipamentos elétricos e eletrônicos têm sido os grandes causadores de explosões, o que levou a ciência pesquisar maneiras de torná-los seguros para operarem em ambientes com atmosferas potencialmente explosivas.

As soluções encontradas oferecem segurança adequada, desde que as normas que as regem sejam

estritamente observadas, desde o projeto até a manutenção das instalações e equipamentos.

Um tipo de proteção aplicada a uma instalação ou equipamento elétrico é eficaz se forem observadas as restrições de entrada e operação em determinadas classes de ambientes, segundo a probabilidade, da presença de inflamáveis na atmosfera. Para guiar a seleção dos tipos de proteções adequadas, foram criados, a partir da possibilidade de contaminação atmosférica por inflamáveis, códigos de classificação de áreas.

O Brasil, na década de 1980, optou por elaborar as normas com base nas da International

Electrotechnical Commission, - IEC, que é o órgão internacional de normalização para o setor elétrico, abandonando, então, a tradicional orientação americana, com normas baseadas nos documentos da National Electrical Code - NEC e as publicações da American Petroleum Institute -

API.

As

empresas foram divididas em dois grandes grupos:

Grupo I – Mineração Subterrânea

Grupo II – Indústrias de Superfícies

Quanto aos produtos utilizados, as empresas do Grupo II receberam a subdivisão:

Grupo IIA: operam com produtos que necessitam de energia 180 µJ (micro joule) para serem inflamados, tendo como referência o Propano.

Grupo IIB: operam com produtos que necessitam de energia 60 µJ para serem inflamados, tendo como referência o Etileno.

49

Grupo IIC: operam com produtos que necessitam de energia igual ou superior a 20 µJ para serem inflamados, tendo como referência o Acetileno.

Quanto à probabilidade da presença de mistura inflamável, as áreas foram distribuídas em:

Zona 0 = Contínua – Local onde a presença da substância inflamável é encontrada em todos os momentos; exemplo interior de tanques.

Zona 1 = Provável – Local onde a presença da substância inflamável pode ocorrer em condições normais de operação do equipamento ou processo.

Zona 2 = Pouco Provável – Local onde a presença da substância inflamável é pouco provável de ocorrer, estando associada à operação anormal ou falha do equipamento ou processo.

Para dimensionar a extensão da área de risco, é necessário que se conheça alguns parâmetros:

densidade do gás ou vapor – se o gás ou vapor é mais leve ou mais pesado que o ar.

classe de temperatura das substâncias inflamáveis, que é a temperatura de auto ignição.

dimensões e forma do equipamento de processo e volume do material envolvido.

condições de ventilação.

Agora, com todos esses dados obtidos, podemos, classificar a área adequadamente e, depois de classificá-la, saber que tipo de equipamento elétrico, nela, pode ser usado.

Classificação de Área

Grupo I – Mineração

Grupo II – Outras Indústrias

A = 180 J - Propano

B =

60 J – Etileno

C = 20 J – Acetileno e Hidrogênio

Zonas – Limites de área onde a presença de mistura inflamável pode ser:

Contínua – Zona 0 (interior de tanques)

Provável – Zona 1 (área de processo aberto – ao redor de respiros)

Pouco provável – Zona 2 (ao redor de tanques e dutos)

A classificação americana NEC não é válida no Brasil

8.1. Equipamento Elétrico para Atmosfera Explosiva

Para operar em ambiente que contém ou possa conter atmosfera explosiva, o equipamento elétrico deve possui características especiais, diferenciadas dos de uso geral, que garantam que ele não seja capaz de inflamar a mistura inflamável/ar, em condições normais de operação e, em alguns casos, também em condição de falha (curto-circuito).

50

O tipo de proteção que trata como o equipamento deve dificultar o contato da mistura inflamável com seus circuitos energizados, ou a dificuldade de inflamar tal atmosfera, quando é realizado o contato.

A expressão à prova de explosão foi, por muito tempo, tida como a representação máxima da segurança elétrica para atmosferas explosivas, isso porque os padrões americanos, que já não são mais adotados no Brasil, são fundamentados principalmente nesse tipo de proteção, que produzem instalações e equipamentos robustos, mas pesados e caros. O tempo mostrou que apesar disso a segurança ainda era falha e tornou-se necessário pesquisar mais e procurar alternativas que viabilizassem maior segurança, com menor custo e mais praticidade, dando origem a uma família de tipos de proteção, como segue:

Tipos de Proteção

à prova de explosão

Ex d

pressurizado

Ex p

imerso em óleo

Ex o

imerso em areia

Ex q

imerso em resina

Ex m

segurança aumentada

Ex e

não acendível

Ex n

segurança intrínseca

Ex i

especial

Ex s

Nos dias de hoje, novamente, o modismo abarca a expressão intrinsecamente seguro, e todos querem todos os tipos de equipamentos, para atmosferas explosivas, com essa característica, que só é possível em instalações e equipamentos que operam com baixa energia.

Vamos compreendê-los melhor:

Ex d (à prova de explosão), é o equipamento acondicionado em um invólucro que possui paredes grossas e um interstício entre corpo e tampa, capaz de aliviar os gases de uma explosão interna, em condições de volume e temperatura reduzida, incapaz de detonar a atmosfera externa.

Ex p (pressurizado), é o equipamento acondicionado em um invólucro que, ligado a uma fonte de gás inerte ou ar comprimido, seu interior, que contém o circuito elétrico é mantido em pressão positiva, impedindo que uma mistura explosiva adentre.

Ex o (imerso em óleo), é o equipamento acondicionado em um invólucro que está repleto de óleo, que cobre todas as partes do circuito.

51

Ex q (imerso em areia), apresenta configuração semelhante ao anterior.

Ex m [imerso em resina (encapsulado)], idem ao anterior.

Ex e (segurança aumentada), é o equipamento em que medidas construtivas adicionais são aplicadas, para que em condições normais de operação não produzam centelhamento ou alta temperatura.

Ex n (não acendível), que em condições normais e em “certas” condições anormais, não é capaz de causar a ignição de uma atmosfera explosiva, bem como não é provável que ocorra uma falha capaz

de causar a ignição dessa atmosfera.

Ex h (hermético), invólucro com fechamento que impede, totalmente, troca com atmosfera externa. – Sua eficácia não foi comprovada e está, atualmente, fora das normas e uso.

Ex i (segurança intrínseca), é o circuito que, mesmo em condições normais e anormais (curto-circuito ou falta à terra) de operação, não é capaz de liberar energia elétrica (faísca) ou térmica suficiente para causar a ignição de uma atmosfera explosiva. Tal condição de segurança independe do invólucro e é mantida mesmo que o circuito esteja aberto e operante na atmosfera explosiva. É o mais seguro entre todos os tipos, mas aplica-se, apenas, a equipamentos que operam, naturalmente, com baixa energia; geralmente equipamentos e circuitos eletrônicos.

Os equipamentos de segurança intrínseca ainda são classificados em duas categorias:

ia, capazes de manter as condições de segurança, mesmo que, em operação normal, duas falhas contáveis e falhas não contáveis o levem às condições mais desfavoráveis.

ib, capazes de manter as condições de segurança, mesmo que, em operação normal, uma falha contável e falhas não contáveis o levem às condições mais desfavoráveis.

Ex s (especial), quando, em função de um estudo específico de um local, é projetado um equipamento que atenda aqueles requisitos específicos.

Em função da segurança eficaz e confiabilidade, que cada tipo de proteção proporciona, a NBR IEC 60079 estipula quais tipos são permissíveis para cada ZONA de classificação de área.

Zona 0 – Ex ia - Ex s; o uso dos demais tipos não é permitido.

Zona 1 – Ex d - Ex p - Ex q - Ex o – Ex e – Ex ia – Ex ib – Ex m – Ex s

Zona 2 - Ex d - Ex p - Ex q - Ex o – Ex e – Ex ia – Ex ib – Ex m – Ex s – Ex n

O curto-circuito pode ser causado por fatores como: fadiga dos condutores e partes do sistema;

conexões inadequadas; penetração de objeto, poeiras e/ou umidade, que comprometam a

estabilidade das partes energizadas.

Para prevenir tais ocorrências, deve-se realizar uma montagem com pessoal habilitado para tal, com ferramental apropriado, realizar inspeções e testes periódicos e usar grau de proteção adequado à presença de particulados e umidade no local do uso e/ou instalação.

52

O grau de proteção dos equipamentos é, no Brasil, especificado pela NBR IEC 60529 e é conhecido como Grau de Proteção IP (XY) – Index of Protection, expressão em inglês, mantida pela sua ampla compreensão internacional, que quer dizer Índice de Proteção.

A letra X é substituída por um algarismo, de 0 a 6, que em ordem crescente, representa a maior dificuldade de penetração de sólidos:

DÍGITO X

 

0 Não protegido.

Sem proteção especial.

Protegido contra objeto sólido maior
1 que 50 mm.

Grande parte do corpo, como a mão.

Protegido contra objeto sólido maior
2 que 12 mm.

Dedos de adultos e objetos maiores que 80

mm

e com a menor dimensão > 12 mm.

Protegido contra objeto sólido maior
3 que 2,5 mm

Ferramentas, fios etc cuja menor dimensão

seja

2,5 mm.

Protegido contra objeto sólido maior
4 que 1 mm.

Fios, fitas, grânulos e objetos cuja menor dimensão seja 1 mm.

Protegido contra objeto sólido maior
5 que 0,5 mm.

Nenhuma poeira deve ser admitida no interior do equipamento.

Protegido contra poeiras e contato
6 com partes internas.

Alguma poeira pode ser admitida, mas se penetrar não deve prejudicar a operação do equipamento.

A letra Y é substituída por um algarismo, de 0 a 8, que em ordem crescente, representa a maior dificuldade de penetração de água:

DÍGITO Y

 

0 Não protegido.

Sem proteção especial, invólucro aberto

 
 

Gotas

de

água

caindo

na

vertical

Protegido contra queda vertical de
1 gotas de água.

(condensação),

não

prejudicam

o

equipamento.

 

Protegido contra a queda de água
2 com 15º de inclinação.

Gotas de água com 15º de inclinação, em relação à vertical, não devem prejudicar o funcionamento.

53

3 Protegido contra água aspergida.

 

Não deve ter o funcionamento prejudicado por água aspergida com 60º graus de inclinação, em relação à vertical.

4 Protegido contra projeção de água.

 

Projeção de água, de qualquer direção, não deve prejudicar o funcionamento.

 

Água

projetada

por

bico,

de

qualquer

5 Protegido contra jatos de água.

 

direção,

não

deve

prejudicar

o

 

funcionamento.

 

6 Protegido contra jatos de água.

 

Jatos potentes, ou água em forma de onda não deve prejudicar o funcionamento.

Protegido
7

contra

efeitos

de

Não deve haver penetração de água, sob certas condições de tempo e pressão.

imersão.

8 Protegido contra imersão.

 

Adequado para submersão contínua.

 

Outra característica importante é a temperatura de superfície, que é a mais alta temperatura, que pode ser atingida, em serviço e sob as mais adversas condições, por qualquer parte ou superfície de um equipamento elétrico que seja capaz de provocar a ignição de uma atmosfera inflamável ao seu redor.

Para selecionar-se o equipamento é necessário ter a informação das temperaturas de ignição dos gases e vapores inflamáveis, que estão ou poderão estar presentes e compará-las com a classe de temperatura dos equipamentos, que porventura se pretenda usar.

Classes de Temperatura das Substâncias Inflamáveis

T1

> 450º C

T2

> 300º C

T3

> 200º C

T4

> 135º C

T5

> 100º C

T6

> 85º C

A seriedade com que devem ser tratados os equipamentos elétricos, que podem operar em atmosferas potencialmente explosivas, levou os governos a regulamentarem o assunto e permitirem que, apenas, sejam colocados nos mercados, aqueles que atendam aos requisitos normatizados,

54

confirmados em ensaios laboratoriais representativos das mais severas condições normais e anormais dando origem aos sistemas de Certificação de Conformidade.

No Brasil, a Portaria INMETRO nº. 83, de 03 de abril de 2006, artigo 2, determina a obrigatoriedade de que todos os equipamentos elétricos, acessórios e componentes para atmosferas potencialmente explosivas, sejam certificados de acordo com o Sistema Brasileiro d Avaliação da Conformidade – SBAC, e que a não observância dessa obrigatoriedade seja passível de punição, de acordo com regra específica.

Assim, sempre que for necessário usar um equipamento, em área classificada, deve-se em primeiro lugar saber qual a classificação, ou seja, em qual zona ela se enquadra; saber que tipo de proteção é permitido naquela classificação; buscar, nos arquivos ou solicitar aos fornecedores cópia do certificado de conformidade; analisar na linha marcação, dos certificados, se os equipamentos atendem aos requisitos para operarem na classe em que a área foi incluída; selecionar ou adquirir equipamentos entre os que atendem aos requisitos.

Artigo 4 da Portaria 83 de 03/04/2006

As unidades marítimas fabricadas no exterior e importadas destinadas à lavra de petróleo ou ao transporte de produtos inflamáveis, para trabalho offshore, serão dispensadas da obrigatoriedade da certificação no âmbito do SBAC, uma vez que para elas são válidos os critérios para aceitação dos fornecedores e as certificações adotadas pelas sociedades classificadoras.

A marcação, de que trata o parágrafo anterior identifica:

Que a certificação foi feita no Brasil – BR

Que o equipamento é para atmosfera Explosiva – Ex

O Tipo de Proteção

Se for de segurança intrínseca o grau aplicado a ou b

Grupo e gás de aplicação

Classe de temperatura

Temperatura ambiente de operação

Exemplo de marcação: BR Ex ia d IIC T4 (T amb = -20ºC +55ºC)

Significa que esse produto está certificado no Brasil, e que pode operar em atmosferas explosivas mesmo em ZONA 0, pois é intrinsecamente seguro com grau a, mantendo a segurança mesmo que ocorram duas falhas simultaneamente e que, como segurança adicional possui d invólucro à prova de explosão e que pode operar em atmosfera que contenha acetileno ou hidrogênio IIC e que sua temperatura de superfície, mesmo em condições adversas, não ultrapassa 135ºC (T4) e que seus circuitos suportam variações de temperatura que podem variar de -20ºC a +55ºC.

55

9. PERMISSÃO DE ENTRDA E TRABALHO

Antes da emissão do formulário de Permissão de Entrada* e Trabalho – PET – (vide ANEXO B como exemplo), o Supervisor de Entrada*, em conjunto com o Supervisor dos executantes e o Técnico de

Segurança, preenche o procedimento constante no anexo II da NR-33, que servirá de parâmetro para

o preenchimento do PET específico de cada empresa.

É importante que os executantes, sejam eles empregados e/ou contratados habilitados, conheçam os

procedimentos internos da empresa para entrada e resgate. Esses procedimentos têm a função de informar sobre os riscos nas áreas onde desenvolverão suas atividades.

Os equipamentos de medição da atmosfera têm que ser testados antes de cada utilização. Estes equipamentos devem ser de leitura direta, intrinsecamente seguro*, provido de alarme, calibrado e protegido contra emissões eletromagnéticas ou interferências de radiofreqüência.

Para trabalhos a quente é muito importante a adoção de medidas para eliminar ou controlar os riscos de incêndio ou explosão.

É proibido deixar cilindros de oxiacetileno ou mangueiras pressurizadas com esses gases no interior

de espaços confinados mesmo em períodos em que não haja pessoas trabalhando.

A

PET só serve para uma única entrada (conforme manda o item 33.3.3.1 da NR-33). É atribuição de

o

Supervisor preencher e datar a PET em três vias antes do ingresso dos trabalhadores. Uma cópia

permanece com o vigia para controle das pessoas autorizadas e conhecimento dos trabalhos a serem realizados. Após o término do serviço ou saída de todos os trabalhadores, a PET deve ser encerrada e arquivada por cinco anos conforme orienta a NR-33, no item 33.3.3, letra i e j.

A entrada não pode ser permitida se algum campo não for preenchido ou contiver a marca na opção “Não”.

for preenchido ou contiver a marca na opção “Não”. A falta de monitoramento contínuo da atmosfera,

A falta de monitoramento contínuo da atmosfera, alarme, ordem do Vigia ou qualquer situação de risco à segurança dos trabalhadores, implicam no abandono imediato da área.

Qualquer saída de toda equipe por qualquer motivo implica a emissão de nova permissão de entrada*. Esta permissão de entrada deverá ficar exposta no local de trabalho até o seu término. Após o trabalho, esta permissão deverá ser arquivada.

ficar exposta no local de trabalho até o seu término. Após o trabalho, esta permissão deverá

56

57
57

57

10. PRÁTICAS SEGURAS EM ESPAÇOS CONFINADOS

A experiência e conhecimento dos profissionais envolvidos na liberação e execução dos serviços a serem realizados dentro dos espaços confinados e a utilização de equipamentos essenciais, tanto de monitoração continua como EPIs, EPRs de boa qualidade, é fator importantíssimo para que o trabalho seja realizado com o menor potencial de risco possível, tornando a atividade segura e possivelmente sem acidente.

Para que está atividade seja desenvolvida com pouca possibilidade de falha é importante que as faces do triângulo equilátero que representam trabalho seguro em espaços confinados sejam respeitadas e praticadas por toda a equipe durante toda jornada de trabalho

seguro em espaços confinados sejam respeitadas e praticadas por toda a equipe durante toda jornada de
seguro em espaços confinados sejam respeitadas e praticadas por toda a equipe durante toda jornada de
seguro em espaços confinados sejam respeitadas e praticadas por toda a equipe durante toda jornada de
seguro em espaços confinados sejam respeitadas e praticadas por toda a equipe durante toda jornada de

58

11. RESGATE

11. RESGATE O resgate em espaço confinado envolve técnicas específicas com o objetivo de retirar o

O resgate em espaço confinado envolve técnicas específicas com o

objetivo de retirar o acidentado com vida daquele ambiente. O resgate

só pode ser realizado por pessoas treinadas e capacitadas.

Os resgatistas devem ser treinados em Primeiros Socorros, (avaliação

de sinais vitais, respiração cárdio-respiratória), imobilização, transporte

de acidentados e competentes para utilizar os equipamentos apropriados, que devem estar disponíveis constantemente no local de

trabalho.

Durante a realização de trabalhos ou resgate e salvamento de pessoas é necessária, além do

treinamento, a utilização de equipamentos certificados e de boa qualidade que estejam disponíveis,

de forma a facilitar a operação das equipes, que devem agir rápida e eficientemente.

11.1. Operações de Emergência e Salvamento

Ação desenvolvida pela equipe de resgate, cujo objetivo é a retirada da vítima exposta a um ambiente IPVS (Imediatamente Perigoso à Vida e à Saúde). Nesta operação existe grande preocupação com a sobrevivência e redução de danos ou sofrimento para a vítima.

Lembre-se de que durante a operação de resgate você está se expondo ao risco, portanto evite atitudes precipitadas, pois há a necessidade de cuidados especiais.

Um bom planejamento começa pela liderança da equipe que deve ser capaz de ordenar as idéias e ações checando as informações antes de iniciar a operação de resgate.

Você terá condições de executar um resgate rápido e eficiente através de informações colhidas com o observador do espaço confinado e analisando as informações contidas nas Permissões (PT de entrada e PT para execução do serviço).

O uso de equipamentos de comunicação é essencial. Não esqueça: a fronteira entre a situação

segura e a possibilidade de ocorrer um acidente durante o resgate é grande. Daí a necessidade de uma equipe bem treinada, que conheça os riscos de um espaço confinado, que tenha conhecimento de primeiros socorros, técnicas de imobilização, transporte de acidentados e estar habilitado a usar equipamentos de Proteção respiratória.

Para o resgate em altura ou em espaço confinado é importante que se use equipamento de boa qualidade bem como ter uma equipe de resgate treinada e avisada do serviço que está sendo desenvolvido para que se possa atender imediatamente no caso de ocorrência de emergência.

Os itens 33.4.1, 33.4.2 e 33.4.3 da NR-33 dizem:

33.4.1 O empregador deve elaborar e implementar procedimentos de emergência e resgate adequados aos espaços confinados incluindo, no mínimo:

59

a) descrição dos possíveis cenários de acidentes, obtidos a partir da Análise de Riscos;

b) descrição das medidas de salvamento e primeiros socorros a serem executadas em caso de

emergência;

c) seleção e técnicas de utilização dos equipamentos de comunicação, iluminação de emergência,

busca, resgate, primeiros socorros e transporte de vítimas;

d) acionamento de equipe responsável, pública ou privada, pela execução das medidas de resgate e

primeiros socorros para cada serviço a ser realizado; e

e) exercício simulado anual de salvamento nos possíveis cenários de acidentes em espaços

confinados.

33.4.2 O pessoal responsável pela execução das medidas de salvamento deve possuir aptidão física e mental compatível com a atividade a desempenhar.

33.4.3 A capacitação da equipe de salvamento deve contemplar todos os possíveis cenários de acidentes identificados na análise de risco.

O item 13 da NBR 14787 define os seguintes requisitos que devem ser aplicados pelos

empregadores que tenham trabalhadores que entrem em espaços confinados para executar os serviços de resgate:

a)

O empregador, ou seu representante com habilitação legal, deverá assegurar que cada membro

do

serviço de resgate tenha equipamento de Proteção Individual, Respiratória e de Resgate

necessários para operar em espaços confinados e que sejam treinados para seu uso adequado.

b) Cada membro do serviço de resgate e salvamento deverá receber o mesmo treinamento para

desempenhar as tarefas de resgate designadas.

c) Cada membro do serviço de resgate deverá receber o mesmo treinamento requerido para os

trabalhadores autorizados.

d) Cada membro do serviço de resgate deverá ser capacitado, fazendo resgate em espaços

confinados, ao menos uma vez a cada 12 meses, por meio de treinamentos simulados, nos quais eles removam manequins ou pessoas dos atuais espaços confinados ou módulos de treinamentos.

e) Cada membro da equipe de resgate será treinado em primeiros socorros.

f) Para facilitar a retirada de pessoas do interior de espaços confinados sem que a equipe de resgate precise adentrar nestes, poderão ser utilizados movimentadores individuais de pessoas, atendendo

aos princípios dos primeiros socorros, desde que não prejudiquem a vítima.

g) Roteiro de Exercícios - Prática (Resgate).

11.2. Principais Equipamentos Utilizados em Resgate

A seguir, descrevemos os principais equipamentos utilizados para auto resgate ou pela equipe de salvamento.

60

EPI (Equipamento de Proteção Individual) é todo dispositivo ou meio de uso pessoal destinado a preservar e proteger a integridade física do empregado durante o exercício de suas funções contra as conseqüências resultantes de acidente de trabalho.

A NR-6 estabelece que os EPIs devem ser fornecidos obrigatoriamente pela empresa aos empregados, quando as condições de trabalho exigirem.

OBRIGAÇÕES

Empregador

Empregado

 
 

Usar

obrigatoriamente

o

EPI

indicado

Fornecer, gratuitamente, aos empregados os EPIs necessários em perfeito estado de conservação e funcionamento e

apenas para a sua finalidade;

 

Responsabilizar-se

pela

guarda

e

conservação do seu EPI;

 

Comunicar eventual alteração no EPI, que o torne parcial ou totalmente danificado e

Instruir os empregados e treiná-los para essa utilização.

Responsabilizar-se

por

danos

ou

uso

 

inadequado do EPI, bem como seu extravio.

Capacete utilizado na atividade de resgate

O capacete é um item obrigatório durante a atividade de resgate em

altura em função dos riscos existentes havendo necessidade de atender algumas características tais como:

Deve possuir as seguintes características.

ser leve, resistente, não atrapalhar a visibilidade, possuir suporte com jugular integrado ao capacete com suspensão de 3 pontos para evitar que o capacete caia ao ser atingido por golpes que forcem o mesmo em direção a face.

atingido por golpes que forcem o mesmo em direção a face. O capacete para operações de

O capacete para operações de resgate em alturas deve preencher os requisitos conforto, proteção,

qualidade.

Cintos de Segurança - Modelo Pára-Quedista Utilizado em Resgate

São equipamentos fabricados com fibras de poliamida ou poliéster, em vários tipos e modelos, cada um apresentando características exclusivas para atender as mais variadas atividades.

Este EPI deve combinar conforto, liberdade de movimento e facilidade de uso, sem sacrificar a segurança. Os cintos utilizados em resgate são projetados para suportar quedas e grandes impactos, e são desenhados para a pessoa ficar suspensa pelo cinto por muito tempo. Apesar disso, não são recomendadas operações com mais de uma hora. Dessa forma, os cintos são construídos com fitas largas, acolchoadas, com vários pontos de ancoragem, sendo no mínimo um frontal, um traseiro e

61

dois pontos de fixações laterais. Os pontos de ancoragens são feitos por anéis “D” com ou sem volta de segurança os quais devem suportar uma carga mínima de 22KN.

Todos os cintos pára-quedistas são projetados para reter uma pessoa com segurança em caso de queda livre, distribuindo as forças de impacto através das pernas, quadris, tórax e ombro. É importante que se utilize o modelo indicado à atividade específica, respeitando suas limitações de capacidade de peso e tamanho conforme especificação do fabricante. No caso de resgate sugerimos usar cinto que tenha pelo menos 5 argolas como ponto de sustentação.

Inspeção: Antes da utilização, realizar uma inspeção minuciosa em todas as costuras, cintos, fivelas, anéis de sustentação, cabos e suportes de um modo geral. Caso apresente defeito não use. Alguns fabricantes sugerem inspeções trimestrais mesmo que o equipamento não esteja em uso.

Lavagem: Lavar com água corrente e sabão neutro, secar a sombra, no caso de conter graxa alguns fabricantes sugerem a retirada com tricloretileno.

Armazenagem: Guardar o cinto em local seco e ventilado, não expor ao calor ou agentes químicos, materiais corrosivos e solventes.

Vida útil: Em torno de 5 anos se usado e guardado em condições normais.

torno de 5 anos se usado e guardado em condições normais. O ideal é que haja
torno de 5 anos se usado e guardado em condições normais. O ideal é que haja
torno de 5 anos se usado e guardado em condições normais. O ideal é que haja

O ideal é que haja um cinto exclusivo para cada usuário, o que possibilita maior controle e melhor histórico do mesmo. Alguns fabricantes disponibilizam cintos com etiquetas para inspeção e registro, além de conter informações rápidas sobre características do equipamento.

Durante o uso evite contato com material quente ou cortante

Durante o uso evite contato com material quente ou cortante

62

Classe I

Cintos que se ajustam em torno da cintura, em torno das coxas ou abaixo das nádegas. São desenhados para fuga de emergência e tem carga para apenas uma pessoa.

Classe II

Cintos que se ajustam em torno da cintura, em torno das coxas ou abaixo das nádegas. Podem atender cargas de resgate.

Classe III

Cintos que se ajustam em torno da cintura, em torno das coxas ou abaixo das nádegas e sobre os ombros. Podem atender cargas de resgate e inversão (ponta cabeça), caso venha a ocorrer. Pode ser apresentado em uma única peça ou ter mais partes.

Obs.: Para resgate usar somente cintos classes II ou III, segundo recomendações da NFPA 1983.

Corda/Cabo

As cordas são elementos básicos do resgate técnico e este tipo de resgate é conhecido como resgate de cordas. Apresentam-se sob diversos tipos e formas de material, podendo ser de aço ou de cordas. As de cordas são feitas de fibras naturais ou sintéticas. Se mantida em boas condições de uso e estocagem, a vida útil chega a 5 anos. Se a freqüência de uso for muito grande, a vida útil passa a ser de 2 a 3 anos. Vale lembrar que independente do tempo de uso, as cordas antes de serem utilizadas devem ser inspecionadas.

as cordas antes de serem utilizadas devem ser inspecionadas. Construção das cordas Existem diversas formas de

Construção das cordas

utilizadas devem ser inspecionadas. Construção das cordas Existem diversas formas de construção de cordas. No

Existem diversas formas de construção de cordas. No entanto o único tipo de corda recomendável para o uso de resgate é a construção conhecida como capa e alma. Esta construção consiste de uma alma de fibra contínua que absorve em torno de 80% da carga. Esta alma é recoberta por uma capa trançada que a protege da abrasão e outros agentes agressivos. A capa responde em torno de 20% de resistência.

Principais cuidados

Nunca utilize peso superior à capacidade da corda.

Evite:

Contato da corda com produtos químicos.

63

Guardar as cordas com nó atado.

Atrito com cantos cortantes.

Rappel ou descida muito rápida. O atrito danifica a corda podendo haver ruptura

Utilize protetor para corda evitando danos.

Realize inspeção periódica e sempre antes da utilização.

Substitua a corda quando:

Apresentar desgaste na capa,

Tiver sido danificada superficialmente,

A alma apresentar danos ou

Estiver fora da validade.

Fita

Os anéis de fitas de segurança são fabricados com fibras de poliamida ou poliéster, com diâmetros variados, possuindo resistência mínima de tração de 2.200 Kgf/cm 2 . Este equipamento é utilizado para trabalhar em alturas e escaladas esportivas.

utilizado para trabalhar em alturas e escaladas esportivas. Cuidados a serem observados antes da utilização: Faça
utilizado para trabalhar em alturas e escaladas esportivas. Cuidados a serem observados antes da utilização: Faça

Cuidados a serem observados antes da utilização:

Faça inspeção rigorosa na fita, principalmente na costura, para verificar:

Se há fios soltos;

Fitas desgastadas;

Fitas descoladas;

Contaminação com óleo, graxa, ácidos, areia e outros produtos químicos.

Lavagem: o fabricante recomenda lavar com água corrente, sabão neutro e secar a sombra.

Armazenamento: guardar as fitas em local seco e ventilado e não expor ao calor.

Garantia de 3 a 5 anos se estiver em bom estado de conservação.

Devem-se utilizar fitas certificadas com identificação legível da capacidade de ruptura.

64

Guincho

São dispositivos utilizados em resgate. Oferecem desempenho com tecnologia, mantendo sempre segurança e facilidade de manuseio.

mantendo sempre segurança e facilidade de manuseio. Normalmente, os guinchos possuem um suporte para montagem

Normalmente, os guinchos possuem um suporte para montagem rápida e têm sistema de giro livre para facilitar a manobrabilidade do operador. Alguns apresentam sistema de embreagem de sobrecarga, ca