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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO


PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS
DEPARMENTO DE HISTÓRIA

PLANO DE ENSINO

1) IDENTIFICAÇÃO
Disciplina: Introdução ao Estudo da História Código da Disciplina:
Carga Horária: 64h Período Letivo: 2018/1
Professora: Thaís Leão Vieira Curso: HISTÓRIA Regime: Crédito Semestral
Departamento de Origem: HISTÓRIA
2) EMENTA
Estudo de questões relacionadas ao ofício do historiador, introduzindo o aluno em temáticas
centrais do conhecimento histórico, sua natureza e sua problemática. Analisa as concepções de
tempo, de memória e verdade no conhecimento histórico. Apresenta as principais tipologias
documentais e os procedimentos metodológicos para a sua análise pelo profissional da História.
Discute o papel social do historiador. Abordagens teórico/práticas para o ensino.

3) OBJETIVOS

Refletir sobre o procedimento histórico e o papel dos historiadores para a sociedade. Possibilitar ao
aluno a compreensão de métodos técnicos de pesquisa histórica.

Identificar conceitos básicos que norteiam o trabalho do historiador e do profissional da história.


Para tanto, busca-se pensar a disciplina em cinco eixos orientadores: a discussão sobre conceitos da
história, o lugar social e sua prática, noções de tempo, memória, e fontes históricas.

4) CONTÉÙDO PROGRAMÁTICO

I - O que é história? Um só termo, muitos significados...

II - Práticas da História: a função social da história


2.1 Um lugar social
2.2 A instituição histórica
2.3 Os historiadores na sociedade

III - Noções de Tempo


3.1 Tempo da natureza, tempo social
3.2 Ordens do tempo, regimes de historicidade.

IV – Uma coleção de identidades, uma cultura da memória e da automusealização: os


impactos no trabalho historiográfico
4.1 Coleções do Tempo Presente; Editores do Tempo

V – A Análise Histórica: Julgar ou compreender?


5.1 Fontes documentais e método histórico
5.2 Pesquisa e ensino de História
5.3 O valor do documento para o historiador
5.4 Referenciais teórico-metodológicos

5) PROCEDIMENTOS DE ENSINO (técnicas, recursos e avaliação)


Da primeira à quarta unidades, serão utilizados como recursos metodológicos aulas expositivas,
debates e discussões em classe, tomando como base os textos de leitura obrigatória e comum a
todos os alunos, previamente selecionados, e, que visam fomentar o diálogo entre os textos
estudados e os objetos de investigação dos alunos. Na quinta unidade, serão privilegiados as
apresentações de textos e seminários em grupo com posterior exposição e considerações da
professora sobre as questões mais centrais que componham o objetivo da disciplina. Esses textos
foram escolhidos considerando abordagens teórico-metodológicas diferentes.

Aulas expositivas; discussão de textos.


6) RECURSOS (humanos, técnicos e materiais necessários para o ensino a serem viabilizados pelo
Departamento/Unidade).
Retroprojetor; Data-show; vídeo e\ou DVD

7) BIBLIOGRAFIA BÁSICA (* Existente na Biblioteca / ** a ser adquirida)


Bibliografia

ALBUQUERQUE Jr, Durval Muniz de. História. A arte de inventar o passado. Bauru (SP):
Edusc, 2007.
ARENDT, Hanna. O conceito de História. In: ___. Entre o passado e o futuro. 3º ed. São Paulo:
Perspectiva, 1992, p. 69-126.
BLOCH, Marc. Apologia da História, ou, O Ofício do Historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,
2001.
BOSI, Alfredo. O tempo e os tempos. In: NOVAES, Adauto (org). Tempo e História. São Paulo:
Companhia das Letras, 1992.
BOUTIER, Jean e JULIA, Dominique (orgs.). Passados recompostos: campos e canteiros da
história. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ / Ed. FGV, 1998.
CARDOSO, Ciro F., e VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Domínios da História. Ensaios de teoria e
metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997.
CARDOSO, Ciro Flamarion. Dimensões: tempo e espaço. In: ____. Um historiador fala de teoria
e metodologia. Bauru, SP: EDUSC, 2005, p. 11-52.
CARDOSO, Ciro Flamarion. Uma introdução à história. São Paulo: Brasiliense, 1983.
CARR, Edward Hallet. Que é a história? Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002 (1961).
CERTEAU, Michel de. A escrita da história. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2002.
CHARTIER, Roger. A História ou a leitura do tempo. 2 Ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2010.
CHESNEAUX, Jean. História e prática social: no campo do poder. In: ___. Devemos fazer tábula
rasa do passado? Sobre a história e os historiadores. São Paulo: Editora Ática,
CORSETTI, Berenice et al. Uso de fontes documentais no processo de ensino em História:
possibilidades para a construção do conhecimento histórico nas escolas. Ciência e letras. Porto
Alegre, n. 32, jul./dez. 2002, p. 245-273.
DUMOULIN, Olivier. O papel social do historiador: da cátedra ao tribunal. Belo Horizonte:
Autêntica, 2017.
ELIAS, Nobert. Sobre o Tempo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.
FERREIRA, Marieta de M. e AMADO, Janaína. Usos & Abusos da história oral. 2ª ed. Rio de
Janeiro: FGV, 1998.
GINZBURG, Carlo. A história na era Google. In: SCHÜLER, Fernando Luís; WOLF, Eduardo
(Orgs.). Pensar o contemporâneo. Porto Alegre: Arquipélago, 2014.
GINZBURG, Carlo. Apontar e citar. A verdade da história (1989). Revista de história, IFCH,
UNICAMP, 1991, p. 91-106.
GUMBRECHT, Hans Ulrich. Depois de "Depois de aprender com a história", o que fazer com o
passado agora? In: NICOLAZZI, Fernando; MOLLO, Helena Miranda; ARAUJO, Valdei Lopes
de (Org.) Aprender com a história?: o passado e o futuro de uma questão. Rio de Janeiro: Ed.
FGV, 2011, p. 25-42.
GUMBRECHT, Hans Ulrich. Depois de aprender com a História. In: ___. Em 1926 - vivendo no
limite do tempo. Rio de Janeiro/São Paulo: Editora Record, 1999, p. 459-485.
HARTOG, François. Regimes de Historicidade: presentismo e experiências do tempo. Belo
Horizonte: Autêntica Editora, 2015.
HOBSBAWM, Eric J. Sobre história: ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
NIKITIUK, Sônia L. (org.). Repensando o ensino de História. São Paulo: Cortez, 1996.
LE GOFF, Jacques. Documento/Monumento. In: ___. História e memória. 5ª ed. Campinas, SP:
Editora da UNICAMP, 2003.
LUCCHESI, A. história e historiografia digital: diálogos possíveis em uma nova esfera pública. In:
SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA: CONHECIMENTO HISTÓRICO E DIÁLOGO
SOCIAL, XXVII, 2013, Natal. Anais eletrônicos...Natal: ANPUH, 2013. Disponível em:
<http://www.snh2013.anpuh.org/resources/anais/27/1372190846_ARQUIVO_AnitaLucchesi-
HistoriaeHistoriografiaDigital-dialogospossiveisemumanovaesperapublica-ANPUH2013-
final.pdf.> Acesso em: 12 abr. 2014.
MARSON, Adalberto. Reflexões sobre o procedimento histórico. In: SILVA, Marcos A. (org.).
Repensando a história. São Paulo/ANPUH: Marco Zero, 1984.
MATTOS, Marcelo Badaró. Pesquisa e ensino. In: História. Pensar & Fazer. Rio de Janeiro:
Laboratório Dimensões da História, 1998, p. 91-124.
MONTENEGRO, A.T. & FERNANDES, T.M. (orgs.). História Oral: um espaço plural. Recife:
Universitaria; UFPE, 2001.
NAPOLITANO, M. História e Arte, História das Artes ou, simplesmente, História? In: NODARI,
Eunice (org.). História: Fronteiras. São Paulo: Humanistas / FFLCH/USP: ANPUH, 1999.
PINSKY, Carla Bassanezi (org.). Fontes Históricas. 2º ed. São Paulo: Contexto, 2006, p. 235-289.
PORTELLI, Alessandro. Forma e significado na história oral. A pesquisa como um experimento
em igualdade. In: Projeto História. Revista do programa de estudos pós-graduados em História e
do departamento de História da PUC. São Paulo: Edusc, 14 de fev. 1997, p. 7-24.
PORTELLI, Alessandro. O que faz a história oral diferente In: Projeto História. Revista do
programa de estudos pós-graduados em História e do departamento de História da PUC. São Paulo:
Educ, 14 de fev. 1997, p. 7-24.
PROST, Antoine. Doze lições sobre a história. Trad. Guilherme João de Freitas Teixeira. Belo
Horizonte: Autêntica Editora, 2008.
RAMOS, Alcides Freire. Cinema e História: do filme como documento à escritura fílmica da
história. In: MACHADO, Maria Clara Tomaz e PATRIOTA (org.). Política, Cultura e
Movimentos Sociais. Contemporaneidades historiográficas. Uberlândia: EdUFU, 2001, p. 7-26.
Rendeiro, Márcia Elisa Lopes Silveira. As arestas sociais do Facebook : fotografias, coleções,
memória e melancolia. Tese (Doutorado)—Programa de Pós-graduação em Memória Social da
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2015, p. 28-73.
Ficção:

Série Black Mirror


La historia oficial (A História Oficial, 1985). Direção Luis Puenzo.
BORGES, Jorge Luis. Funes, o memorioso. In: ___. Ficções. Trad. Davi Arriguci Jr. São Paulo:
Companhia das Letras. 2007.

8) AVALIAÇÃO:

1. Avaliação escrita em sala com consulta (unidades 1 e 2)


2. Diário de Leitura: leitura crítica dos textos (unidades 3 e 4 – 07 textos)
a) O acadêmico deverá entregar, a seu critério, três relatórios de diário de leitura. Cada
relatório deve ter no mínimo 02 páginas e no máximo 04 páginas, no qual deverão
OBRIGATORIAMENTE constar a principal questão discutida no texto, bem como os
argumentos utilizados pelo autor nesta discussão.
b) Os diários de Leitura terão pesos diferentes que serão discutidos no primeiro dia de
aula. As três notas obtidas serão somadas para obtenção da nota final dessa atividade
avaliativa.
b) As instruções para elaboração do diário de leitura serão feitas em sala de aula.

3. Apresentação de Seminários (10,0 pontos nota individual).

PROFESSORA: : EM: 19/03/2018

Aprovação:
COLEGIADO DE CURSO: ________________________EM ___/___/______

CONGREGAÇÃO: _______________________________EM ___/___/______