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CENTRO DE EDUCAÇAO TÉCNICA ESPECIALIZADO DE RORAIMA

TÉCNICO EM ENFERMAGEM

DOENÇAS VIRAIS NA ODONTOLOGIA

Boa Vista - RR
Maio de 2019
ADRIELE LIMA
DOMINGAS RODRIGUES DA SILVA
GABRIELLY CRUZ
JAINE LAGO AMARANTE
JOSICLEIA LAGO AMARANTE

DOENÇAS VIRAIS NA ODONTOLOGIA

Local da visita técnica:


Hospital Geral de
Roraima/ Trauma

Inicio: 19h

Término: 22h

Profª Kyvia

Boa Vista - RR
Maio de 2019
SUMÁRIO

Introdução...........................................................................................................04

Sífilis ........................................................................................................................05

Leucemia .......................................................................................................08

Anemia ...............................................................................................................10

Aids.............................................................................................................................12

Caxumba....................................................................................................................13

Legionelose.............................................................................................................14

Candidiase Bucal...................................................................................................14

Conclusão...................................................................................................................15

Bibliografia.........................................................................................................16
INTRODUÇÃO

Vírus são agentes infecciosos bastante diminutos, constituídos por ácido


nucleico e proteína. Como são destituídos de células e só têm metabolismo quando
estão no interior de células hospedeiras específicas, não existe consenso entre os
cientistas quanto ao fato de poderem ou não ser classificados como seres vivos. De
qualquer forma, são considerados parasitas intracelulares obrigatórios, assim como
algumas bactérias, tais como as clamídias.

Os vírus podem parasitar bactérias, Na nossa espécie, por exemplo, como


herpes, ,mononucleose, caxumba, hepatites e AIDS; podem ser provocados por
eles. Algumas doenças não surgem mais de uma vez em um mesmo indivíduo,
enquanto outras podem se apresentar em mais de um episódio.

O tratamento dependerá do agente causador e das regiões acometidas.


Muitas vezes a única coisa que pode ser feita é se utilizar de medidas paliativas até
que o vírus seja eliminado naturalmente; ou prevenir complicações e garantir melhor
qualidade de vida ao paciente, em casos em que o vírus permanece, para sempre,
no organismo. Diante disso, o ideal é se atentar à prevenção e, em muitos casos, a
vacinação é a forma mais viável, barata e segura para tal.

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SÍFILIS

Sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria


Treponema pallidum.9320

Normalmente a sífilis apresenta fases distintas com sintomas específicos


(sífilis primária, secundária e terciária) que é intercalada por períodos latentes. Por
isso, ela é conhecida por ser um mal silencioso e requer cuidados.

Neste conteúdo vamos explicar os tipos e estágios da sífilis, como ela se


manifesta, se o quadro tem cura e como preveni-la.

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Aumento de casos de sífilis no Brasil

Em 2017 foi percebido um aumento dos casos relacionados à sífilis no


Brasil. Entre 2015 e 2016, a sífilis adquirida teve um aumento de 27,9%; a sífilis em
gestantes, de 14,7%; e a congênita (transmitida da mãe para o bebê pela placenta
ou no momento do parto) de 4,7%. (3)

Se olharmos esses dados desde 2010, o crescimento é ainda mais


expressivo: no ano de 2010 haviam sido registrados 1249 casos de Sífilis. Em 2015,
esse número saltou para 65.878, um aumento de mais de 5.000%, e chegou em
87.593 casos em 2016 .

De acordo com o Ministério da Saúde, um dos motivos para o aumento dos


casos de sífilis é a escassez de penincilina (medicamento utilizado para tratar a
doença) em âmbito global. Esse cenário existe desde 2014 e acarretou uma
epidemia da doença no Brasil em 2016. Além disso, houve um aumento na
quantidade de testes realizados, o que possibilitou, também, elevar a quantidade de
diagnósticos realizados. O Ministério da Saúde reforça que o aumento não
necessariamente está relacionado a um aumento de contaminação. (2, 3)

Sintomas

 Sífilis primária: Pequenas feridas nos órgãos genitais (cancro


duro) que desaparecem espontaneamente e não deixam cicatrizes; gânglios
aumentados e ínguas na região das virilhas;
 Sífilis secundária: Manchas vermelhas na pele, na mucosa da
boca, nas palmas das mãos e plantas dos pés; febre; dor de cabeça; mal-
estar; inapetência; linfonodos espalhados pelo corpo, manifestações que
também podem regredir sem tratamento, embora a doença continue ativa no
organismo;
 Sífilis terciária: Comprometimento do sistema nervoso central, do
sistema cardiovascular com inflamação da aorta, lesões na pele e nos ossos.

A sífilis congênita pode causar má-formação do feto, aborto espontâneo e


morte fetal. Na maioria das vezes, porém, os seguintes sintomas aparecem nos

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primeiros meses de vida: pneumonia, feridas no corpo, alterações nos ossos e no
desenvolvimento mental e cegueira.

Diagnóstico

Nas fases iniciais, o diagnóstico pode ser confirmado pela reconhecimento


da bactéria no exame de sangue ou nas amostras de material retiradas das lesões.
Na fase avançada, é necessário pedir um exame de líquor para verificar se o
sistema nervoso não foi afetado.

Transmissão

A sífilis é transmitida por meio das relações sexuais desprotegidas, das


transfusões de sangue e da mãe para o filho em qualquer fase da gestação ou no
momento do parto (sífilis congênita).

Tratamento

O tratamento é feito com antibióticos, especialmente penicilina. Deve ser


acompanhado com exames clínicos e laboratoriais para avaliar a evolução da
doença e estendido aos parceiros sexuais.

Prevenção

O uso de preservativos durante as relações sexuais é a maneira mais


segura de prevenir a doença.

Recomendações

 Use camisinha em todas as relações sexuais. Essa é a maneira


mais segura de prevenir a doença;
 Esteja atento: sífilis pode ser transmitida também nas relações
anais e orais;
 Mulheres devem fazer exame para verificar se são portadoras da
doença antes de engravidar.

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Leucemia

Leucemia é um nome que designa um conjunto de cânceres que atingem os


glóbulos brancos do sangue, comprometendo o sistema de defesa do organismo.

Leucemias são doenças malignas caracterizadas pela quebra do equilíbrio


da produção dos elementos do sangue, causada pela proliferação descontrolada de
células-tronco. Como consequência, formas jovens, imaturas, de glóbulos
vermelhos, brancos ou plaquetas serão produzidas em quantidade excessiva e
cairão na corrente sanguínea antes de estarem preparadas para exercer suas
funções, predispondo o organismo a infecções, anemia e hemorragias.

Nas leucemias, além de perder a função de defesa do organismo, os


glóbulos brancos doentes produzidos descontroladamente reduzem o espaço na
medula óssea para a fabricação das outras células que compõem o sangue e elas
caem na corrente sanguínea antes de estarem preparadas para exercer suas
funções.

Tipos de leucemia

Não se conhece a causa da maioria das leucemias, que podem ser


classificadas de acordo com a evolução e o tipo de defeito dos glóbulos brancos:

Quanto à evolução:

 Leucemia aguda: Quando as células malignas se encontram


numa fase muito imatura e se multiplicam rapidamente, causando uma
enfermidade agressiva;
 Leucemia crônica: Quando a transformação maligna ocorre em
células-tronco mais maduras. Nesse caso, a doença costuma evoluir
mais lentamente, com complicações que podem levar meses ou anos
para ocorrer.

Quanto aos glóbulos brancos afetados:

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 Leucemia linfoide, linfocítica ou linfoblástica: Afeta as células
linfoides; é mais frequente em crianças;
 Leucemia mieloide ou mieloblástica: Afeta as células mieloides;
é mais comum em adultos.

Sintomas

Os primeiros sinais geralmente aparecem quando a medula óssea deixa de


produzir células sanguíneas normais.

Anemia, fraqueza, cansaço, sangramentos nasais e nas gengivas, manchas


roxas e vermelhas na pele, gânglios inchados, febre, sudorese noturna, infecções,
dores nos ossos e nas articulações são sintomas característicos das leucemias
agudas.

As leucemias crônicas de evolução lenta podem ser completamente


assintomáticas.

Diagnóstico

O hemograma é o exame indicado para avaliar as condições em que se


encontram as várias séries do sangue.

Havendo alterações indicativas da doença, o mielograma permite a análise


direta do local afetado para identificar o tipo de célula anormal que impede a
fabricação dos outros elementos do sangue. A biópsia da medula óssea é o exame
definitivo para a confirmação do diagnóstico de uma leucemia.

As leucemias crônicas, às vezes, são diagnosticadas num exame de sangue


de rotina.

Tratamento

O tratamento é dividido em duas etapas. A primeira é chamada de indução


da remissão. O objetivo é eliminar as células doentes, denominadas blastos, que
são muito sensíveis à quimioterapia. Na segunda fase, são introduzidas as
estratégias de consolidação para combater possíveis focos residuais da doença.
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Pacientes que não respondem satisfatoriamente a esse esquema
terapêutico podem beneficiar-se com o recurso do transplante de medula óssea.

Recomendações

 Leucemia é o nome dado a um agrupamento de doenças


diferentes entre si, que podem acometer adultos e crianças e exigem
tratamentos complexos. Felizmente, muitos casos da moléstia podem ser
curados e, mesmo que não sejam, a sobrevida dos pacientes pode ser
aumentada com qualidade em muitos anos, com os recursos terapêuticos à
disposição;
 O corpo costuma dar sinais de que algo não vai bem. Se notar
algum sintoma diferente, procure assistência médica.

Anemia

Anemia é caracterizada pela deficiência na concentração da hemoglobina ou


na produção de hemá As anemias devem ser consideradas como sinal de doenças
de base responsável pela alteração sanguínea, ou seja, pela redução do número de
eritrócitos circulantes.

Elas podem ser agudas ou crônicas, adquiridas ou hereditárias. São agudas,


quando há perda expressiva e acelerada de sangue, o que pode acontecer nos
acidentes, cirurgias, sangramentos gastrintestinais, etc. As crônicas são provocadas
por doenças de base, algumas hereditárias (talassemia e anemia falciforme,
por exemplo) e outras adquiridas, como as que ocorrem por deficiência
nutricional, na gestação, por deficiência de ferro (anemia ferropriva, a mais
comum), por carência da vitamina B12 ou de ácido fólico (anemia megaloblástica).

As anemias são classificadas de acordo com o VCM (volume corpuscular


médio), ou tamanho das hemácias, em microcíticas, macrocíticas e normocíticas.

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Sintomas

Os sintomas mais importantes da anemia aguda são provocados pela


redução no volume de sangue circulante. O principal deles é a queda da pressão
arterial.

Nas anemias crônicas, a baixa na produção de hemoglobina provoca palidez


cutânea e nas mucosas, cansaço, falta de memória, tonturas, fraqueza, dores
musculares, sonolência, falta de ar ou respiração muito curta, palpitação e
taquicardia, porque o coração é obrigado a bater mais depressa para garantir o
fornecimento necessário de oxigênio a todas as células do corpo. A intensidade dos
sintomas aumenta com a atividade física.

Diagnóstico

Avaliação clínica e exames laboratoriais de sangue são fundamentais para o


diagnóstico. Uma vez constatado o distúrbio, é indispensável determinar sua causa
para introduzir o tratamento adequado.

Tratamento

O tratamento das anemias é diretamente determinado pela doença de base


que provocou a falta de produção ou a destruição das hemácias.

Recomendações

 Palidez, gengivas esbranquiçadas, unhas descoloridas podem


ser sinal de anemia. Procure um médico para diagnóstico e tratamento, se
necessário;
 Optar por uma alimentação saudável e variada é indispensável
para prevenir a ocorrência de anemias causadas por carência nutricional;
 O risco de anemia aumenta na gestação e durante o aleitamento
materno, nos primeiros anos de vida das crianças e nos idosos.

cias. Seus sintomas incluem cansaço, falta de memória, tonturas e


fraqueza.

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AIDS

A doença provocada pelo vírus HIV pode aparecer aqui por meio de gengiva
inflamada, placas esbranquiçadas, linhas verticais brancas na região lateral da
língua e aftas de grande extensão. O sistema imune enfraquecido pela infecção
possibilita que outros micro-organismos tomem conta do espaço e levem a todas
essas chateações.

HIV/AIDS E DSTS

O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é o vírus causador da Síndrome


da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Este vírus é transmitido de uma pessoa para
outra pelo sangue (transfusão de sangue, agulhas infectadas pelo HIV) ou pelo
contato sexual. Os problemas bucais mais comuns para indivíduos portadores do
vírus HIV são: verrugas bucais, surtos de febre, leucoplasia pilosa, candidíase bucal
e aftas. Outros problemas bucais que ocorrem na boca incluem: boca seca, o que
pode levar à cárie, e dificuldade a alimentação e a comunicação. Caso você tenha
HIV, as mudanças em sua boca podem ser reflexos das mudanças no seu estado
imunológico. As mulheres grávidas podem passar a infecção para seu bebê durante
a gravidez, parto ou após o nascimento através da amamentação.

As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são infecções que você


pode desenvolver a partir de contato sexual. As condições mais comuns incluem,
entre outros: gonorreia, herpes genital, HIV/AIDS, vírus do papiloma humano (HPV),
sífilis e tricomoníase. Algumas DSTs também podem afetar a sua saúde bucal; seus
sintomas comuns são herpes labiais ou feridas no interior da boca.

Nesse sentido, considerando o processo de organização das demandas


assistenciais do SUS, a atenção à saúde bucal das PVHA deve ser realizada
prioritariamente pelo dentista na atenção primária através da Estratégia Saúde da
Família (ESF). As Equipes de Saúde Bucal (EqSB), que são parte integrante da
ESF, devem ser orientadas a ampliar o acesso aos serviços de saúde, adequando o
processo de trabalho em direção a respostas satisfatórias às necessidades da
população, no sentido de que o usuário deve se sentir acolhido, independentemente

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de sua atividade profissional, orientação sexual ou estilo de vida. As PVHA somente
devem ser referenciadas ao atendimento em nível secundário - Centros de
Especialidades Odontológicas (CEO) - e/ou terciário - ambiente hospitalar - quando
apresentarem complicações sistêmicas avançadas e/ou necessidade de
encaminhamento para tratamento de doença periodontal grave e outras
necessidades de maior complexidade, tais como endodontia, prótese etc. (BRASIL,
2008).

Caxumba

Sintomas

A caxumba, também chamada de papeira ou parotidite, tem um período de


incubação de duas ou três semanas. Seus primeiros sintomas são febre, calafrios,
dores de cabeça, musculares e ao mastigar ou engolir, além de fraqueza. Uma das
principais características da doença é o aumento das glândulas salivares próximas
aos ouvidos, que fazem o rosto inchar. Nos casos graves, a caxumba pode causar
surdez, meningite e, raramente, levar à morte. Após a puberdade, pode causar
inflamação e inchaço doloroso dos testículos (orquite) nos homens ou dos ovários
(ooforite) nas mulheres e levar à esterilidade. Por isso, é necessário redobrar a
atenção nestes casos e ter acompanhamento médico.

Transmissão

Altamente contagiosa, a caxumba é causada pelo vírus Paramyxovirus,


transmitido por contato direto com gotículas de saliva ou perdigotos de pessoas
infectadas. Costumam ocorrer surtos da doença no inverno e na primavera e as
crianças são as mais atingidas.

Prevenção

A melhor maneira de evitar a caxumba é através da vacinação aos 12 e 15


meses de vida. Caso uma pessoa seja afetada, ela não deve comparecer à escola
ou ao trabalho durante nove dias após início da doença. É preciso, ainda,
desinfectar os objetos contaminados como secreções do nariz, da boca e da

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garganta do enfermo. A vacinação de bloqueio é recomendada para quem manteve
contato direto com pessoas doentes.

LEGIONELOSE

Tem sido sugerida como agente contaminante da água de reservatórios e da


tubulação dos equipamentos odontológicos, podendo causar a “doença dos
legionários”, que se apresenta como uma forma grave de pneumonia (ÁLVAREZ
LEITE1 1996).

CANDIDIASE BUCAL: caracteriza-se por manchas brancas, podendo estar


localizadas na língua, gengiva, palato duro, comissuras labiais e bochechas, e ser
disseminada pelo organismo. Verifica-se hoje um aumento na presença de
candidíase sistêmica em pacientes sob tratamento de imunodepressores, ou de
antibióticoterapia prolongada, assim como em portadores de HIV (MARTINIANO e
MARTINIANO28 1999).

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CONCLUSÃO

Os trabalhos consultados mostram que a contaminação cruzada é um


problema de relevância na prática odontológica. Para o controle da infecção na
odontologia são preconizadas na literatura , o uso de equipamentos de proteção
individual (EPI), métodos de esterilização e desinfecção.Quanto aos métodos de
esterilização, a autoclave é apontada como o método mais prático e eficaz. É
fundamental que os profissionais da área odontológica sejam imunizados contra
hepatite B e ainda difteria, parotidite virótica , sarampo, e tétano, para controle da
contaminação cruzada.

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BIBLIOGRAFIA

 https://www.minhavida.com.br/saude/temas/sifilis
 https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/leucemia/
 https://scholar.google.com.br/scholar?q=HIV/AIDS+E+DSTS+na+sa%
C3%BAde+bucal&hl=pt-BR&as_sdt=0&as_vis=1&oi=scholart
 https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/caxumba-
papeira/

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