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Educar para quê? Educar quem?

Educar para que tipo de


sociedade? Educar a partir de quais princípios e valores?

Antes de dar seguimento a qualquer tipo de prática pedagógica, se faz necessário


nos indagarmos sobre as razões e motivações das mesmas, para que se possa fazer um
trabalho com sentido atribuído no nosso tempo, cultura e necessidade. Para tanto, o estudioso
Mario Sergio Cortella, aponta para os paradigmas que perscrutam o espaço da educação.
Cortela nos fala da importância de se apresentar o paradigma, do “mostrar ao
lado”, e suas emergências para dar conta de certa demanda por educação. É preciso ter o
senso histórico para perceber que as coisas mudam, que os alunos de hoje não são os
mesmos, que não adianta utilizar técnicas defasadas, estratégias falidas, mas que isso não
significa abandonar tudo àquilo que não mais “funciona”, outrora podemos utilizar de
princípios históricos para percebermos para onde as coisas têm caminhado, seguir os
percursos e poder alterá-los onde se faz necessário.
Um grande paradigma no âmbito educacional, é que as coisas mudam muito
rápido, com alto grau de velocidade, por isto sugere-se que se tenha um olhar crítico sobre o
processo de educação. A educação deve ser baseada em valores e princípios que abarquem o
humano em sua totalidade, bem como alguém que pode e deve contribuir com a sociedade
em que vive, para construir uma sociedade melhor e mais íntegra.
Percebe-se que uma educação eficaz, é aquela em que não existem barreiras
entre aquilo que se explica e aquilo em que se vive. Portanto, talvez o “educar” poderia
significar, transmitir conhecimentos e vivências para o bom convívio em sociedade, o que
possibilita que os sujeitos possam se transformar com os processos educacionais, e não
somente avançar os níveis escolares e no topo dos processos de formação, possuir certa
“ocupação” e se tornar um sujeito “robotizado”.
Com relação ao tipo de sociedade a que se educa, Cortella contribui com o
conceito de competência coletiva, no qual ele revela que devemos substituir uma ideia
ultrapassada, de “guardar para si” competências por medo de outro tomar o lugar e
incompetência, por medo de ser demitido ou punido. Superar essas ideias pela competência
coletiva, pois esta é uma excelente saída para o desenvolvimento social no âmbito das
relações educacionais, e somente estas podem gerar o desenvolvimento integral dos
membros, pois a partir do momento em que as pessoas compartilham seus saberes e falhas, se
torna possível uma comunicação efetiva, a ponto de desenvolver estratégias, métodos e
tecnologias para dar conta das demandas provindas da realidade em constante mutação.