Você está na página 1de 51

ESTRUTURAS DE AÇO

Cálculo e dimensionamento de
estruturas metálicas de pequeno porte
Prof. Paulo César Branco Jardim

2010 – 2º Semestre
• AÇOS ESTRUTURAIS - TENSÕES E DEFORMAÇÕES

1 - Aços estruturais – histórico da sua utilização:

Os livros de história da arquitetura moderna dedicam diversas páginas a um peculiar episódio do século
XIX: a introdução do ferro fundido em larga escala na construção civil. A incorporação do ferro e do aço na
arquitetura foi um processo rápido, se comparado ao tempo durante o qual a arquitetura de pedra, de madeira e do
barro foi utilizada. A pesquisa sobre o aço e do alumínio na arquitetura ainda é um processo em curso, ligado
diretamente ao desenvolvimento da siderurgia dos países. A indústria de aço no Brasil já conta com algumas
décadas de atividades; todavia, é recente a entrada desse setor na construção civil – é nos anos 80 que emergem
propostas ambiciosas neste sentido.
As estruturas metálicas são utilizadas no mundo em escala industrial desde 1750. No Brasil o início de sua
fabricação foi no ano de 1812 e a fabricação em larga escala ocorreu com a implantação das grandes siderúrgicas,
como, por exemplo, a Companhia Siderúrgica Nacional – CSN que começou a operar em 1946.

2 – Características, vantagens e desvantagens da utilização do aço nas estruturas:

2.1 – Características principais:

• A relação entre resistência mecânica e peso específico bastante satisfatória, conduzindo a estruturas leves
e esbeltas, levando a elevadas resistências em peças esbeltas, acarretando cuidados especiais no projeto das
peças estruturais no tocante a flambagem, flechas e vibrações;
• O processo de laminação a quente confere aos perfis características mecânicas um pouco melhores no
sentido da redução da flambagem ;
• Em contato com oxigênio oxida-se rapidamente, exigindo proteção quanto a corrosão;
• A resistência cai rapidamente com o aumento da temperatura, o que torna importante a proteção contra
incêndios;
• Como estrutura pré-fabricada, exige grande precisão de fabricação, com tolerâncias bastantes reduzidas;
• Nos projetos, exige especial atenção na transmissão de esforços entre os elementos estruturais,
especialmente os provenientes de cargas horizontais, o que torna freqüente o uso de contraventamentos;

2.2 – Vantagens do uso das estruturas em aço – comparação com estruturas em concreto:

• Dimensões e peso relativamente reduzidos na estrutura, permitindo obras com vãos maiores, menor perda
de área útil e menor custo em fundações;
• Maior rapidez de execução em relação as estruturas de concreto moldadas no local;
• Maior facilidade de montagem e menor preço de transporte que as estruturas de concreto pré-moldadas em
função das peças serem mais leves;
• Diante da necessidade de modificações, a estrutura de aço permite acréscimos e reforços sem grandes
dificuldades;
• Permite a desmontagem e aproveitamento do material para uso posterior ou venda como sucata.

2.3 – Desvantagens do uso das estruturas em aço – comparação com estruturas em concreto:

• As estruturas de aço exigem um grau maior de conservação;


• Exigem, também, maior grau de especialização na mão-de-obra de montagem utilizada no canteiro de
obras o que eleva o gasto com equipamentos, normalmente alugados ou amortizados pela obra específica;
• Quando utilizadas em construções freqüentadas por público intenso, necessitam de um tempo maior para
evacuação do local no caso de incêndio, exigindo, assim, um tipo de proteção contra incêndios maior, o que
aumenta o custo. Este tipo de proteção não é, normalmente, exigida em estruturas de concreto armado;
• No Brasil, a estrutura de aço é, em geral, mais cara que as de concreto armado para o mesmo fim,
principalmente, pelos motivos supra citados. Esta característica aumenta nas construções residenciais ou para
pontes de pequenos vãos;

3 - Aços estruturais:

Os aços estruturais são fabricados de acordo com as características desejadas no produto final. O aço é
uma liga composta de ferro, carbono e outros elementos adicionais tais como silício, manganês, fósforo, etc. O teor
de carbono na liga é variável. Os aços empregados na fabricação de perfis para utilização em estruturas metálicas
são divididos em dois grupos principais: aços-carbono e aços de baixa liga.

AÇO = FERRO + CARBONO + OUTROS METAIS


1
• Influência dos Elementos de Liga nas Propriedades dos Aços

Propriedade / Elemento C Mn Si S P Cu Ti Cr Nb
Resistência mecânica + + + - + + + +
Ductibilidade - - - - - - -
Tenacidade - - - +
Soldabilidade - - - - - - -
Resistência a corrosão - + + + + +
Desoxidante + +
Carbono ( C ), Manganês( Mn ), Silício( Si ), Enxofre( S ), Fósforo( P ), Cobre (Cu , Titânio( Ti ), Cromo ( Cr ) e Nióbio( Nb )
Legenda: ( + ) efeito positivo ( - ) efeito negativo

Resumindo, o processo industrial de obtenção do aço compreende o aproveitamento do ferro contido no


minério de ferro, pela eliminação progressiva de impurezas. Na forma líquida, já isento das impurezas, recebe
adições que lhe dão as características desejadas, sendo solidificado e preparado para a forma requerida.
O processo de fabricação do aço pode ser definido em quadro grandes etapas:
• preparo das matérias-primas ( coqueria e sinterização );
• produção de gusa ( alto-forno );
• produção de aço ( aciaria );
• conformação mecânica ( laminação ).

O ferro-gusa é o produto da primeira fusão do minério de


ferro e contém cerca de 3,5 a 4,0% de carbono. O aço como
definido anteriormente, é obtido pela diminuição dos teores de
carbono, silício e enxofre ( refino ), em equipamentos
apropriados. O ferro - fundido é o produto da segunda fusão do
gusa, no qual são feitas adições de outros materiais até atingir
um teor de carbono entre 2,5 a 4,3%, o que lhe confere
propriedades diferentes das do aço.
A usina siderúrgica pode ser integrada, produzindo o aço
a partir do minério de ferro por transformação do gusa, como, por
exemplo, na Usiminas, Cosipa CSN ou não integrada, em que o
aço é obtido a partir de sucata.
Depois da fase de aciaria ( refino do gusa ) passamos ao
processo de lingotamento contínuo, no qual se inicia a
solidificação do aço no molde, que é retirado continuamente por
rolos extratores. O veio metálico é resfriado, sendo cortado a Lingotamento Contínuo
maçarico e transformado em esboço de placa.

3.1 – Laminação:
A laminação é a fase seguinte do processo. O
produto recebido do lingotamento é pré-aquecido e
deformado pela passagem sob pressão em laminadores (
cilindros ), reduzindo sua espessura até a medida desejada
para comercialização. Denomina-se chapa a placa que sofreu
redução de espessura por laminação.

4 – Tipos de aços estruturais:

4.1 - Classificação geral:

• Aços - carbono : Ferro + carbono + ( manganês,


silício, cobre, ... )
Nos aços-carbono o aumento da resistência em relação ao ferro puro é produzido pelo carbono e, em menor
escala, pelo manganês. As percentagens mais utilizadas nas ligas são:
carbono = 1,7 % manganês = 1,65 % silício = 0,60 % cobre = 0,60 %

• Aços de baixa liga: Aços - carbono + ( cromo,molibdênio, fósforo, vanádio, ... )

2
4.2 – Propriedades mecânicas dos aços estruturais:
• Módulo de elasticidade para a maioria dos aços: E = 2,1 x 106 kgf / cm2 ou E = 210 GPa

• Peso específico: 7700 kgf / m3 ou 77 kN / m3


4.3 – Propriedades gerais dos aços estruturais:
• Ductibilidade - capacidade de deformação sob a ação das cargas
• Fragilidade - capacidade de tornar-se frágil em função de efeitos térmicos diversos
• Resiliência - capacidade de absorver energia mecânica em regime elástico
• Tenacidade - capacidade de absorver energia mecânica com deformações elásticas e plásticas
• Dureza - resistência à abrasão
• Fadiga - é a resistência a carregamentos repetitivos

5 - Produtos siderúrgicos básicos:

• Chapas - São produtos laminados nos quais a espessura é muito menor


que a largura e o comprimento.
Chapas finas ou grossas
Chapas em bobinas em formatos específicos

• Barras - São produtos laminados nos quais a seção


L
transversal é pequena em relação ao comprimento.

L
L

a
d

e
Barra redonda Barra quadrada Barra sextavada Barra chata

• Perfis laminados - Os perfis laminados seguem o


mesmo processo utilizado para os produtos laminados
planos, com o material proveniente do lingotamento contínuo
entrando diretamente para a perfilação, na qual laminadores
com cilindros conformadores vão esboçando os perfis por
meio de uma sucessão de passes, com um laminador de
acabamento dando a conformação final ao perfil. Observe o
esquema mostrado ao lado de um laminador universal.
São peças produzidas nos laminadores com grande
eficiência estrutural. Os principais tipos de perfis são: perfis
tipo “ I “ ou “ H “, perfis tipo “U “ou “C “ e perfis tipo “ L “. Os
perfis I e C são produzidos em grupos ( famílias ) sendo os
elementos de cada grupo de altura ( h ) constante e
espessura variável. Os perfis L, também chamados CANTONEIRAS, são fabricados com abas iguais ou com abas
desiguais na proporção de 1 para 2 e de 2 para 3. Os perfis são fabricados com 6,00 m e 12,00 m de comprimento .
Exemplos:

a) Perfis laminados de abas inclinadas: b) Perfis laminados de abas paralelas

Perfil L Perfil L Perfil "I" laminado Perfil "H" laminado de


abas iguais abas desiguais de abas paralelas abas paralelas
Perfil I Perfil C ou U

• Perfis tubulares ou, simplesmente, tubos :

Os perfis tubulares podem ser de dois tipos: sem costura, obtidos por processo de extrusão e com costura ( mais
comuns ). São de utilização mais vantajosa, em médios e grandes diâmetros é na construção de pilares, por
apresentar maior resistência à flambagem em função das características das seções.
Os de menor diâmetro aplicam-se, principalmente, na construção de treliças planas e nas treliças espaciais.
D
y y y

x t r x r x
a

t t

d a b

Tubos redondos Tubos quadrados Tubos retangulares 3


• Fios, cordoalhas e cabos - fios ou arames são
obtidos por trefilação. As cordoalhas são formadas
por três ou sete fios torcidos em forma de hélice. Os
cabos de aço são formados por fios trefilados finos,
agrupados em arranjos helicoidais variáveis. O
módulo de elasticidade é diferente para as
cordoalhas e cabos, a saber:
Cordoalhas ............. E = 1,95 x 106 kgf / cm2
Cabos .................... E = 1,95 x 106 kgf / cm2

6 - Produtos metalúrgicos básicos:

• Perfis estruturais formatados a frio ( perfis de chapas dobradas ):

São fabricados com chapas dobradas a frio em diversos formatos. Os perfis estruturais formados a frio são
obtidos pelos processos de dobramento a frio de chapas de aço. Embora padronizados, podem ser produzidos
pelos fabricantes com a forma e tamanho solicitados. São recomendados para construções leves, sendo utilizados
como elementos estruturais em barras de treliças, terças, etc.
Exemplos de perfis formados a frio e outros formatos obtidos por acoplamento

• Perfis soldados - são fabricados com chapas soldadas em diversos formatos:


Os perfis soldados são obtidos pelo corte, composição e soldagem de chapas planas de aço, permitindo
grande variedade de formas e dimensões das seções e seu uso está bastante aquecido no mercado nacional.
São classificados em séries, de acordo com sua utilização na estrutura, sendo os mais empregados em
edificações:
• Série VS: perfis soldados para vigas, com 2 < d/bf < 4
• Série CVS: perfis soldados para vigas e pilares, com 1 < d/bf < 1,5
• Série CS: perfis soldados para pilares, com d/bf =1.

CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS DOS PERFIS:

d altura do perfil

bf largura da mesa

tw espessura da alma

tf espessura da mesa

h altura da alma

ec espessura do cordão de solda

4
Exemplos básicos:

Perfil duplo "T" ou "I" Perfil "T"


soldado soldado

• Perfis compostos - São obtidos pela associação e conseqüente soldagem dos perfis laminados ou
dobrados simples. Exemplos:

a) Composição de perfis laminados: b) Composição de perfis dobrados

Perfis U com as abas Perfis U com as almas


soldadas soldadas

Perfis I com as abas Perfis U com as almas Perfis U com as abas


soldadas soldadas soldadas

Perfis L com as almas Perfis L com as abas Perfis U enrijecidos Perfis U enrijecidos
soldadas soldadas com as almas soldadas com as abas soldadas

7 – Comparação entre tipos de perfis:

Perfil "I" laminado Perfil "I" laminado Perfil "H" laminado de


de abas inclinadas de abas paralelas abas paralelas

8 – Partes de um perfil e sua representação gráfica:

Aba ou mesa
Espessura média
da aba ou mesa

Representação gráfica
Altura nominal

Alma

Espessura da
alma

Borda
largura da
Diferenças entre as aba ou mesa notações em função dos fabricantes e normas:

5
y tf ( média ) y tf
t

C.G.

d
x x

ho

d
to tw
c tf t

b
b b bf b

9 – Análise das tensões e deformações nos aços estruturais:


Os aços estruturais são fabricados de acordo com as características mecânicas e/ou químicas que se deseja
no produto final.
Os valores para a determinação das propriedades mecânicas dos aços estruturais dúcteis são determinadas
através do ensaio de um corpo de prova, gerando, assim, o gráfico ao lado:

9.1 -Tensões admissíveis:

OBS: 1 MPa = 10 kgf/cm2 1 Pa = 1 N / 1 m2

9.1 - Valores e especificações de alguns tipos de aços estruturais:


Tensão limite da Tensão média
Especificação Tipo Obs. Utilização básica fase elástica de ruptura
(kgf/cm2) (kgf/cm2)
ASTM A36 Aço-carbono Perfis, barras e chapas 2500 4500
ASTM A570 Aço-carbono Grau 33 Perfis de chapa dobrada 2300 3600
ASTM A570 Aço-carbono Grau 40 Perfis de chapa dobrada 2800 3800
ASTM A570 Aço-carbono Grau 45 Perfis de chapa dobrada 3100 4100
ASTM A500 Aço-carbono Grau A Tubos sem costura 2320 3200
Aço de alta resistência
ASTM A441 Grupos 1 e 2 Perfis, chapas e barras 3450 4850
mecânica
Aço de alta resistência
ASTM A242 mecânica e a corrosão Grupos 1 e 2 Perfis, chapas e barras 3450 4800
atmosférica

9.2 - Valores práticos para cálculos e dimensionamentos de estruturas de pequeno porte:

Material Tensão admissível a tração


Aços comuns 1400 kgf/cm2
Aços especiais 2000 kgf/cm2
OBS: A espessura mínima das peças estruturais sem necessidade de proteção contra corrosão é de 3,0 mm e com
proteção à corrosão é de 5,0 mm.

10 - Análise de comportamento - alongamento sob tração axial – ensaio:


Corpo de prova

S Seção "S"

F F
S=a.b
b

a
∆ L/ 2 Lo ∆ L /2
L

comprimento final L = Lo + L alongamento

comprimento inicial

6
• Tensão: σ ou f

Obs: 1 kgf = 10 N

• Alongamento unitário ou deformação específica: ( admensional )

Alongamento

Alongamento unitário Comprimento inicial

• Lei de Hooke ou Lei da Proporcionalidade - tensões e deformações proporcionais


A Lei de Hooke ou lei da proporcionalidade , devida ao cientista inglês Hooke ( 1676 ) afirma que “a tensão
é diretamente proporcional à deformação e a uma constante de proporcionalidade E.” Essa constante E tem a
denominação de módulo elástico, módulo de elasticidade ou módulo de Young.
Exercício: Que seção deverá ter uma barra quadrada de aço ASTM A36 de comprimento 1 metro para resistir
a um esforço de tração axial de 3000 kgf alongando-se, no máximo, 1 mm, sem deformação permanente, operando
no limite da elasticidade ?

11 – Alguns tipos de aços produzidos :


• Aços de Baixa Liga ( Média e Alta Resistência Mecânica – Resistentes à Corrosão atmosférica )
A adição, em pequenas proporções, de elementos de liga como o cobre, cromo, fósforo e silício, criou o
grupo de aços patináveis ou aclimatáveis, com excelente resistência à corrosão atmosférica aliada à resistência
mecânica adequada.
No aço - carbono a água atravessa a camada de ferrugem pelos poros e fissuras, atingindo o metal. No aço
– patinável apresenta, fino filme de ferrugem ( pátina ) no qual sais insolúveis de sulfato bloqueiam poros e fissuras,
protegendo, assim, o metal. Esta barreira ou pátina protetora só é desenvolvida quando a superfície metálica é
submetida a ciclos alternados de molhamento ( chuva, nevoeiro, umidade ) e secagem ( sol, vento ) e leva de 18
meses a 3 anos para ser completada. Porém, após um ano, o material já apresenta uma coloração homogênea
marron - clara.
Segundo a NBR 6215, são aços com teor de carbono inferior ou igual a 0,25%, com teor total de elementos
de liga inferior a 2,0% e com limite de escoamento ( f y ) igual ou superior a 3000 Kgf / cm2. Tais aços de alta
resistência proporcionam uma redução na espessura das peças em comparação com o aço -carbono, acarretando
em menor consumo e melhor aproveitamento de material. Porém, devido à maior complexidade de sua fabricação,
apresentam custo elevado, recomendando-se uma análise econômica antes de sua utilização.
O uso de aços patináveis sem revestimento é recomendado para ambientes ( industriais não muito
agressivos, rurais, urbanos, e marítimos a mais de 600 metros da orla marítima ) em que possam formar
inteiramente a camada de óxido protetor ( pátina ).
Devem ser revestidos com pintura apropriada em locais em que as condições climáticas ou de utilização
não permitam o desenvolvimento completo da pátina protetora ( atmosfera industrial agressiva, marinha severa ou
moderada – até 600 metros da orla marítima, regiões submersas ou sujeitas a respingos e locais que não ocorram
ciclos alternados de molhamento e secagem ).
Os revestimentos em aços patináveis apresentam excelente aderência, com um desempenho bem superior
ao mesmo revestimento aplicado a aços-carbono.

Siderúrgica Tipo de produto Designação comercial Espessura ( e ) Limite de escoamento Limite de ruptura
mm ( KGF / cm2 ) ( KGF / cm2 )
CG 6,00 a 76,20
≥ 2450 4020 a 5100
TQ SAC - 41 2,00 a 12,70
TF 0,75 a 2,00 ≥ 2400 ≥ 3700
6,00 a 16,00 ≥ 3730
USIMINAS
CG 16,00 a 35,00 ≥ 3530
4900 a 6080
SAC - 50 35,00 a 50,08 ≥ 3230
TQ 2,00 a 12,70 ≥ 3730
TF 0,80 a 2,00 ≥ 3430 ≥ 4610
CG 6,30 a 50,80 ≥ 2500 ≥ 3800
TQ COS-AR-COR-400 2,65 a 5,00 ≥ 2400 3600 a 5200
TF 0,50 a 3,00 ≥ 2150 3500
COSIPA
CG 6,30 a 50,80
≥ 3750 4900 a 6300
TQ COS-AR-COR-500 2,65 a 5,00
TF 0,70 a 3,00 ≥ 3200 4800
Propriedades e dimensões - padrão dos aços patináveis produzidos no Brasil

7
• Aços Resistentes ao Fogo ( Alta Resistência Mecânica Resistentes à Corrosão Atmosférica )

PROPRIEDADES MECÂNICAS TÍPICAS DO USI – FIRE - 490


Impacto
TRAÇÃO DE AMBIENTE Tração 600º C
Espessura CHARPY (0ºC )
( mm ) LE
LE ( KGF/cm2 ) LR ( KGF/ cm2 ) AL 200 mm ( % ) LE / LR (J)
( KGF/ cm2 )
9,50 4010 6000 22 0,66 3100 180
22,40 3640 5850 21 0,62 2880 177
31,50 3420 5510 22 0,62 2520 166

Propriedades mecânicas típicas do USI-FIRE-490 da Usiminas

12 - Notações e unidades nas referências sobre as estruturas metálicas mais comuns:

• Letras maiúsculas romanas:

A Área da seção transversal


Au ou Ae Área útil ou área líquida efetiva da seção transversal
D Diâmetro externo de elementos de seção circular
E Módulo de elasticidade do aço
F Força ou esforço em geral
I ( i maiúsculo ) Momento de inércia
Ix , Iy Momentos de inércia em relação aos eixos x e y, respectivamente
L Comprimento em geral
M ou Mf Momento fletor
Mx , My Momentos fletores segundo os eixos x e y, respectivamente
N Força normal em geral
Q ou V Força cortante
W Módulo de resistência elástica
Wx, Wy Módulos de resistência elástica em relação aos eixos x e y, respectivamente
Z Módulo de resistência plástica

• Letras minúsculas romanas:

a Distância em geral
b Largura em geral
bf Largura da mesa nos perfis
d Diâmetro interno de elementos de seção circular
f Tensão em geral
h Altura em geral – distância entre faces das abas ( ou mesas ) dos perfis
k Coeficiente de flambagem
l ( “L” minúsculo ) Comprimento
r Raio ou raio de giração
rx, ry Raios de giração segundo os eixos x e y, respectivamente
t Espessura em geral
tw Espessura da alma dos perfis
tf Espessura média das abas dos perfis

• Letras gregas maiúsculas e minúsculas

∆ Deslocamento horizontal
∆L Deformação ou alongamento
σ Tensão
τ Tensão de cisalhamento
ε Deformação específica ou alongamento unitário
Σ Somatório
γa Peso específico do aço
λ Parâmetro de esbeltez
σ Tensão normal
ζ Esbeltez

8
• CÁLCULO E DIMENSIONAMENTO DE PEÇAS TRACIONADAS:

1 - Conceito de tração axial


Denominam-se peças tracionadas as peças sujeitas a solicitações de tração axial, também chamada tração
simples. Tração axial é o esforço de tração aplicado à peça no sentido e coincidente com o eixo de simetria da
peça.

1.1 – Exemplos de peças estruturais tracionadas

As peças tracionados são empregadas, nas estruturas, sob diversas formas como, por exemplo:

• Tirantes ou pendurais;
• Contraventamento de torres ( estais )
• Travejamento de vigas ou colunas, geralmente com dois tirantes em forma de X ( xizamento );
• Tirantes de vigas armadas
• Barras tracionadas de treliça

Podem, também, ser constituídos por barras de seção simples ou compostas, como por exemplo:

• Cabos de aço
• Barras redondas rosqueadas ou chatas ( a e b )
• Barras laminadas simples ( c )
a b c d
ou compostas de duas cantoneiras simples ( d )
Tipos de perfis e combinações utilizadas em peças tracionadas

Os cabos de aço são usados como estais ou cabos de suspensão de pontes, estaiamento de torres ou
suportes de coberturas. Apresentam grande eficiência, face ao processo de fabricação por trefilação, com o qual
são agrupados em cabos arranjados helicoidalmente ( fios de pequeno diâmetro ), obtendo-se tensões de ruptura
muito altas. Têm como desvantagem não operar a esforços de compressão o que os torna inaplicáveis em muitas
situações. As barras redondas são usadas como reforço de terças de telhado, como barras tracionadas de treliças,
como contraventamentos e tirantes de arcos. Barras laminadas simples ou compostas são usadas em estruturas
reticuladas ( treliças ).
As ligações das extremidades das peças tracionadas com outras partes da estrutura podem ser feitas por
diversos meios, tais como:
• Soldagem
• Conectores ( parafusos ou rebites )
• Rosca e porca ( barras rosqueadas )
OBS:
As barras tracionadas com seção transversal uniforme não apresentam problemas quanto ao
comportamento, podendo-se admitir que as tensões se distribuem uniformemente ao longo da seção transversal.
Neste caso, uma barra solicitada à tração se comporta exatamente como um corpo de prova no ensaio a tração,
enquanto as tensões não atingem o limite de proporcionalidade ( dentro da zona elástica ).

2 - Dimensionamento:

Fórmula geral de dimensionamento: Por conseqüência:

F Esforço axial de tração F Esforço axial de tração


σt = Au =
σt
( em Kgf ) ( em Kgf )
Au

Tensão de tração Área útil ou efetiva Área útil ou efetiva Tensão de tração
( em kgf / cm2 ) da seção ( em cm2 ) da seção ( em cm2 ) ( em kgf / cm2 )

3 - Tensões admissíveis:

σ t = 1400 kgf / cm2 para aços comuns


σ t = 2000 kgf / cm2 para aços especiais
9
4 - Determinação da área útil da seção:
S1
D
A área útil ou área efetiva da seção de uma peça é
F
a menor área de seção, seção esta obtida F

perpendicularmente ao sentido do esforço. Nas peças


com furos a menor seção líquida é determinada na região
dos furos e será a seção de cálculo. Exemplo: SEÇÃO "S1"
D = diâmetro nominal do furo

4.1 – Determinação da( s ) área ( s ) da ( s ) seção ( es ) de cálculo:

a) No cálculo das áreas efetivas de peças com furos circulares o diâmetro para o cálculo deve ser:

Nas peças com furos feitos por broqueamento - Dc = D + 1,5 mm

Nas peças com furos feitos por puncionamento - Dc = D + 3,0 mm

Onde: Dc = Diâmetro de cálculo


Obs: Nas peças com perfurações de outros formatos ( quadradas,
retangulares, ovais, etc o procedimento deverá ser análogo, isto é,
acrescentando-se os valores acima listados na direção da seção de corte.

b) Peças com dimensões de largura ou comprimento variadas:


F
Nas peças estruturais com dimensões
variadas a seção para cálculo da área e
S1
efetiva é obtida na menor dimensão das e
peças, perpendicular ao eixo de aplicação S2
do esforço , considerando - se que a e
S3
que a espessura é constante ao longo das
e
mesmas. Exemplo na figura mostrada ao S4
lado, em perspectiva e vista de frente.
F

F/2 F/2
c) Peças com múltiplas perfurações:

Nas peças com múltiplas perfurações faz-se necessário S1


S1 e
analisar as áreas efetivas das diversas seções onde se
encontram os furos. Exemplo na figura ao lado, em vista S2
e S2
de frente.
S3 e
S3

d) Tirantes e parafusos:
D = Diâmetro externo ou
Nos tirantes totalmente rosqueados ou com as Seção S
diâmetro do corpo
pontas rosqueadas e também nos parafusos a área
efetiva da seção é obtida calculando-se a área do
núcleo da rosca. Exemplo ao lado em representação
convencional. S d = diâmetro do
núcleo da rosca

d = diâmetro da rosca

2
¶ d
A=
4
A = área da seção do núcleo da rosc

10
d.1 – Tabela de parafusos comuns – padrão americano

Área bruta Área do núcleo


D ( pol.) D ( cm ) d ( cm )
( cm2 ) An ( cm2 )
¼ 0,64 0,47 0,32 0,17
3/8 0,95 0,75 0,71 0,44
½ 1,27 1,02 1,27 0,81
5/8 1,59 1,29 1,98 1,30
¾ 1,90 1,58 2,85 1,95
7/8 2,22 1,86 3,88 2,70
1 2,54 2,13 5,07 3,56
1 1/8 2,86 2,39 6,43 4,47
1¼ 3,17 2,71 7,92 5,74
1 3/8 3,51 2,95 9,58 6,77
1½ 3,82 3,27 11,40 8,32
1¾ 4,46 3,80 15,52 11,23
2 5,10 4,36 20,27 14,04
2¼ 5,75 5,00 25,68 19,49
2½ 6,38 5,54 31,68 24,00
2¾ 7,02 6,19 38,32 29,81
3 7,65 6,83 45,62 36,26

5 – Esbeltez das peças tracionadas:

Denomina-se índice de esbeltez ( λ ) de uma barra ou haste a relação entre o seu comprimento L e o raio
de giração mínimo da sua seção transversal. Nas peças tracionadas, o estudo do índice de esbeltez não é
fundamental porque o esforço de tração tende a retificar a peça, reduzindo as excentricidades construtivas iniciais.
Apesar disto as normas técnicas fixam limites para a esbeltez de peças tracionadas com a finalidade de reduzir os
efeitos de vibração provocados por cargas de impacto e de ventos. O índice de esbeltez é calculado por:

Valores limite para o índice de esbeltez ( ABNT ):

Situação da peça na estrutura Índice de esbeltez


Barras principais = < 240
Barras secundárias = < 300

11
Exercícios:
VF S
1 – Dimensionar a peça ao lado, mostrada em vista frontal e em corte, S

construída em barra chata ( barra de seção retangular ), em aço comum. 3000 kgf
Consulte a tabela para determinar a barra adequada.
Solução: 50,00 cm
a) Cálculo da área mínima, efetiva e necessária:

F 3000
Utilizando-se σ t = σ t = 1400 kgf / cm e Au = tem-se Au = Au = 2,14 cm2
σt 1400
b) Escolha da barra de seção retangular adequada:

Obs: Qualquer barra com seção igual ou superior a 2,14 cm2 serve ao dimensionamento. Assim sendo, na
tabela, escolhe-se a barra com a área mais próxima a calculada, que será a barra com dimensões 1” x 3/8”
com área de seção igual a 2,42 cm2 .

2 – Dimensionar a peça ao lado, furos 10,0 mm 5,0 mm


mostrada em perspectiva, vista S S
frontal e em corte,construída em 1000 Kgf 1000 Kgf
barra de seção retangular, aço
comum, com espessura mínima
de 5,0 mm.
Consulte as tabelas para 80,00 cm SEÇÃO "S"
determinar a barra adequada.

Solução:

a) Cálculo da área mínima, efetiva e necessária:

F 1000
Utilizando-se σ t = σ t = 1400 kgf / cm e Au = tem-se Au = Au = 0,714 cm2
σt 1400

b) Cálculo da largura mínima da barra:


D
5,0 mm

D = 10,0 + 3,0 = 13,0 mm ou 1,3 cm


L

Au = L x 0,5 - ( 1,3 x 0,5 ) Au = L x 0,5 - 0,65 substituindo-se Au pelo se u valor já calculado

vem: 0,714 = L x 0,5 - 0,65 0,714 + 0,65 = L x 0,5 1,364 = L x 0,5 L = 2,728 cm

c) Escolha da barra de seção retangular adequada:

Qualquer barra com largura igual ou superior a 2,728 cm e espessura igual ou superior a 0,5 cm serve ao
dimensionamento. Assim sendo, na tabela, escolhe-se a barra com dimensões mais próximas as calculadas, que
será a barra 2” x 1/4” .
furos 8,0 mm 5,0 mm
S1 S2
3 – Dimensionar a peça mostrada ao lado em
vista frontal e em corte, construída em barra
barra de seção retangular , de aço comum. 800 Kgf 800 Kgf
Consulte as tabelas para determinar a a barra
adequada.
As perfurações serão feitas por puncionamento
furo 12,0 x 12,0 mm S1 S2
50,00 cm

4 – Dimensionar um tirante tracionado com comprimento de 45 cm, com a ponta rosqueada, para suportar um
esforço de tração axial de 3000 kgf.
12
L

Tabela de barras de seção retangular - barras chatas - Gerdau - áreas das seções
Largura das barras = L
Espessura das barras

pol 3/8" 1/2" 5/8" 3/4" 7/8" 1" 1 1/4" 1 1/2" 1 3/4" 2" 2 1/2" 3" 3 1/2" 4" 5" 6"
pol cm 0,93 1,27 1,58 1,9 2,22 2,54 3,17 3,81 4,44 5,08 6,35 7,62 8,89 10,16 12,7 15,24
1/8" 0,318 0,30 0,40 0,50 0,61 0,71 0,81 1,01 1,21 1,62
3/16" 0,47 0,60 0,76 0,91 1,06 1,21 1,51 1,81 2,42
1/4" 0,63 0,81 1,01 1,21 1,41 1,61 2,02 2,42 3,23 4,03 4,84 6,45 8,06 9,68
5/16" 0,79 2,02 2,52 3,03 4,03 5,04 6,05 8,07 10,08 12,10
3/8" 0,95 2,42 3,03 3,63 4,84 6,05 7,26 9,68 14,52
e=

1/2" 1,27 2,82 4,03 4,84 6,45 8,06 9,68 12,90 19,35
5/8" 1,58 6,05 7,06 8,07 10,08 12,10 14,12 16,13 24,20
11/16" 1,74 15,52
3/4" 1,9 9,68 12,10 14,52 16,94 19,35 29,03
7/8" 2,22 14,12
1" 2,54 16,13 19,35 25,81 32,26 38,71

13
• LIGAÇÕES ENTRE PEÇAS ESTRUTURAIS ATRAVÉS DE CONECTORES

1 – Definições:

Conectores são peças colocadas nos furos feitos nas peças estruturais com a finalidade de uni-las.
Usualmente as estruturas metálicas utilizam como conectores nas emendas rebites, parafusos comuns e
parafusos especiais de alta resistência.

2 – Rebites:
Os rebites são conectores instalados a quente e, como no final apresentam duas cabeças, através do
resfriamento apertam as chapas entre si. Como o esforço do aperto é muito variável, os rebites são calculados
pelos esforços transmitidos por apoio do fuste ou corpo e por corte na seção transversal do corpo.

2.1 - Processo de rebitamento:

3 - Emendas - disposição das chapas de ligação:

4 - Ligações aparafusadas:
• Parafusos comuns:

Os parafusos comuns são em geral forjados com aços carbono ( teor moderado de carbono ) geralmente
designados como ASTM A307 ou A307. Numa extremidade apresentam uma cabeça sextavada ou quadrada e na
outra extremidade rosca com porca. A rosca pode ser de vários tipos sendo que as mais comuns são as de padrão
americano e as roscas métricas.
Como conector, o parafuso exerce aperto entre as chapas de ligação que, por sinal, é bastante variável. Por
isso, o cálculo dos parafusos necessários a uma ligação é feito do mesmo modo que uma ligação rebitada, isto é
através de tensões limite de apoio e corte.
• Parafusos especiais de alta resistência

Ligação por atrito:

Neste tipo de ligação temos uma protensão no parafuso que é


medida pelo torque dado na porca. A protensão faz com que as
chapas ligadas tenham grande resistência ao deslizamento. A rosca
do parafuso não se encontra no plano de corte.

Ligação por contato:

Neste caso a rosca do parafuso está no plano de corte ou seja,


no plano de cisalhamento do parafuso. Como a área do núcleo da
rosca é menor que a do corpo do parafuso a resistência será menor
que no caso anterior.

14
5 - Fenômenos que ocorrem nos conectores:

• Esmagamento - apoio no plano diametral


• Corte simples da seção
• Corte duplo - duas seções de corte

Detalhe do apoio no plano diametral - esmagamento lateral

6 - Tabela das tensões admissíveis: ( em kgf/cm2 )

. Tipo de conector Rc Re Pc Pe

Símbolo Fenômeno Rebite de Rebite de Parafuso de Parafuso de


aço comum aço especial aço comum aço especial
σc Corte 1050 1500 800 1500
σa Esmagamento ( apoio ) 2800 3900 3900 3900

7 - Critério para espaçamento da furação para os conectores –A.B.N.T.

15
Valores para “ X “:

X = D + 6 mm para D <= 26 mm X = D + 10 mm para D > 26 mm


D = diâmetro do furo de passagem do conector ( com acréscimo devido ao processo de furação )

8 – Tipos de rupturas em ligações com conectores:

a) Ruptura por corte no corpo ( ou fuste ) do conector


b) Esmagamento da chapa na superfície de apoio no corpo do conector
c) Ruptura por rasgamento da chapa entre o furo e a borda ou entre dois furos consecutivos
d) Ruptura por tração da chapa na seção transversal líquida

9 - Dimensionamento dos conectores:

• Dimensionamento a corte ( simples, duplo ou múltiplo )

• Dimensionamento a esmagamento - apoio no plano diametral

10 - Exercícios:

1 - Dimensionar a largura das peças, em aço comum ( inclusive o parafuso ), utilizando o critério das dimensões
mínimas.

Corte 8,0 mm
V.F
5,0 mm
2000 kgf

2000 kgf
15,00 cm 20,00 cm

16
2 - Dimensionar a largura e comprimento das peças, em aço comum ( inclusive os parafusos ), utilizando o critério
das dimensões mínimas.

V.S b Corte 8,0 mm

250 kgf
250 kgf
250 kgf

8,0 mm
a 8,0 mm

3 – Dimensionar todo o conjunto em aço comum ( inclusive os parafusos ) utilizando o critério das dimensões
mínimas.
CORTE
VIGA DE CONCRETO

e2 = 10 mm

A A
BARRA DE SEÇÃO BARRA DE SEÇÃO
RETANGULAR RETANGULAR e1 = 8 mm
peça B peça B

1000 kgf 1000 kgf

DETALHAMENTO DA CHAPA "A"


DETALHAMENTO DAS CHAPAS "B

17
• LIGAÇÕES SOLDADAS - cálculo e dimensionamento:

1 - Tipos de soldas:
A solda é um tipo de união por coalenscência do material, obtida por fusão das partes soldadas. A energia
necessária a fusão pode ser de origem elétrica, química, ótica ou mecânica. Soldas mais empregadas em
estruturas metálicas são de origem elétrica e exigem que o soldador seja especializado.

2 – Tecnologia da soldagem:

Para que uma união soldada seja tecnicamente perfeita e eficaz, faz-se necessário:

• A forma correta do entalhe ou preparação nas peças a serem soldadas;


• Homogeneidade do metal ( solda ) depositado;
• Interação correta entre o metal depositado e o metal base.

A fim de se obter um maior controle de qualidade das ligações soldadas faz-se necessário utilizá-las,
preferencialmente, nas fábricas de estruturas e utilizar no campo, na montagem, ligações aparafusadas.

3 – Principais processos de soldagem:


As soldas mais empregadas na construção de estruturas metálicas são as de energia elétrica nas quais a
fusão do aço se dá pelo calor produzido por um arco voltaico entre um eletrodo metálico e o aço a soldar, havendo
deposição do material do eletrodo. O arco voltaico é produzido pela corrente elétrica produzida através do eletrodo
para a peça, cuja origem é um transformador ( máquina de solda elétrica ) que é alimentado por tensões de 127,
220 ou 380 VAC, monofásicas, bifásicas ou trifásicas ( dependendo da máquina ) no seu primário e cujo secundário
permite a geração de altas correntes ( 100, 200, 300 A ...) em baixa tensão.
Os eletrodos ( tipo SMAW – shielded metal arc welding ) utilizados nas soldagens são revestidos. O
revestimento tem a finalidade de criar gases que criam uma atmosfera inerte de proteção para evitar a porosidade
( introdução de oxigênio do ar atmosférico no material de solda ) e dar estabilidade ao arco e uma maior penetração
da solda.
Existem outros processos como o GMAW ( gas metal arc welding ) também conhecido como solda MIG
quando utiliza gases inertes e durante o processo necessita proteção contra o vento.
A solda por resistência elétrica, também chamada solda ponto é utilizada na união de peças pequenas e o
processo se baseia no caldeamento das peças a serem soldadas (materiais levados ao rubro e aplicação de
pressão).

4 - Tipos de soldagens:

4.1 – Entalhe ou chanfro:

4.2 – Filete ou cordão: 4.3 – Tampão ou rasgo

5 - Posição relativa das peças a serem soldadas:

18
6 - Resumo sobre representação gráfica de ligações soldadas:

Exemplo da aplicação da simbologia:

Detalhamento nas aplicações dos símbolos:

19
7 - Tabela das tensões admissíveis nas soldas: ( valores em kgf/cm2 )

SOLDAGEM DE TOPO SOLDAGEM EM FILETES


Compressão axial 1200 Cisalhamento 900
Tração axial 1200
Cisalhamento 900

8 - Cálculo das tensões nos filetes da solda:

• Fórmulas para cálculo:

9 - Tabela para determinação da altura do lado do filete ( b ) :

Espessura da chapa Lado “b” do filete ( mm )


mais grossa ( mm )
Até 6,35 3,0
de 6,35 a 12,5 5,0
de 12,5 a 19 6,0
acima de 19 8,0

20
10 - Comprimentos mínimos dos filetes de solda ( A.B.N.T. ):

• O comprimento mínimo do filete de solda estrutural é 4.b e não inferior a 40 mm.

11 - Exercícios:

11.1 – Dimensionar as soldas na ligação do conjunto mostrado e analisar a estabilidade do mesmo. As peças são
construídas em aço comum.

2 – Dimensionar a ligação soldada entre as duas peças estruturais abaixo mostrada.

10000 kgf

Perfis I com h = 101,6 mm bf= 71,0 mm e tw = 8,28 mm

21
• DISTRIBUIÇÃO DE CARGAS NAS PEÇAS ESTRUTURAIS

1 – Tipos de cargas e carregamentos nas estruturas:

1.1 – Cargas concentradas:


N = ( ... ) kgf
P = ( ... ) kgf

P = ( ... ) kgf

y L ( em m )
x

1.2 – Cargas distribuídas:

1,00 m

q = ( ... ) kgf / m

1,00 m
L ( em m )

2
q = ( ... ) kgf / m

1.3 – Cargas mistas ( distribuídas e concentradas – na mesma peça estrutural ):

P = ( ... ) kgf

q = ( ... ) kgf / m

L ( em m )

2 - Distribuição básica das cargas nas estruturas:

Carga total por m2


b

b
b a

b
a

22
3 - Fluxograma:

Pilar
Q
Viga Viga

Piso
Viga Viga
Q
Viga Viga

Piso
Viga Viga

Pilar

Pilar
Pilar
Solo

4 – Distribuição nas peças estruturais:

Exemplo nº 1: Em vista superior

• Carga total sobre a área: • Reações de apoio R1 e R2 :

Qt = 200 x 5.00 x 3.00 Qt = 3000 kgf R1 = R2 = ( 300 x 5.00 ) / 2 R1 = R2 = 750 kgf

• Carga total sobre V1 e V2: • Cargas totais sobre os pilares:

QV1 = QV2 = 3000 / 2 QV1 = QV2 = 1500 kgf QP1 = QP2 = QP3 = QP4 = 3000 / 4

• Carga distribuída em V1 e V2 : QP1 = QP2 = QP3 = QP4 = 750 kgf

qV1 = qV2 = 1500 / 5.00 qV1 = qV2 = 300 kgf / m

Como se pode observar, a carga sobre os pilares corresponde às reações de apoio de cada viga, em cada
extremo.

23
Exemplo nº 2: Em vista superior

• Carga total sobre a área: • Reações de apoio R1 e R2 em V1 e V2:

Qt = 200 x 5.00 x 3.00 Qt = 3000 kgf R1 = R2 = ( 150 x 5.00 ) / 2 R1 = R2 = 375 kgf

• Carga total sobre V1, V2, V3 e V4 : • Reações de apoio R1 e R2 em V3 e V4:

QV1 = QV2 = 3000 / 4 QV1 = QV2 = 750 kgf R1 = R2 = ( 250 x 3.00 ) / 2 R1 = R2 = 375 kgf

• Carga distribuída em V1 e V2 : • Cargas totais sobre os pilares:

qV1 = qV2 = 750 / 5.00 qV1 = qV2 = 150 kgf / m QP1 = QP2 = QP3 = QP4 = 3000 / 4

• Carga distribuída em V3 e V4 : QP1 = QP2 = QP3 = QP4 = 750 kgf

qV3 = qV4 = 750 / 3.00 qV3 = qV4 = 250 kgf / m

A carga sobre cada pilar corresponde à soma das reações de apoio de cada viga que descarrega no pilar, a
saber:
• QP1 = R1 de V1 + R1 de V3, QP2 = R2 de V1 e R1 de V4, QP3 = R1 de V2 e R2 de V3 e QP4 = R2 de V2 +
R2 de V4

Exemplo nº 3 : Em vista superior

24
Distribuição das cargas nas vigas:

• Carga total sobre a área 1: • Carga total sobre a área 2:

Qt1 = 200 x 4.00 x 4.00 Qt = 3200 kgf Qt2 = 300 x 4.00 x 4.00 Qt = 4800 kgf

• Carga total sobre V1a, V2a, e V3: • Carga total sobre V1b, V2b, e V5:

QV1a = QV2a = QV3 = 3200 / 4 QV1b = QV2b = QV5 = 4800 / 4


QV1a = QV2a = QV3 = 800 kgf QV1b = QV2b= QV5 = 1200 kgf

• Carga total sobre V4: • Carga distribuída em V2a e V2b:

QV4 = 800 + 1200 QV4 = 2000 kgf qV2a = 800 / 4.00 QV2a = 200 kgf / m
qV2b = 1200 / 4.00 QV2b = 300 kgf / m

• Carga distribuída em V1a e V1b: • Carga distribuída em V3:

qV1a = 800 / 4.00 qV1a = 200 kgf / m qV3 = 800 / 4.00 qV3 = 200 kgf / m
qV1b = 1200 / 4.00 qV1b = 300 kgf / m
• Carga distribuída em V5:
• Carga distribuída em V4:
qV5 = 1200 / 4.00 qV5 = 300 kgf / m
qV4 = 2000 / 4.00 qV4 = 500 kgf / m

25
Análise das cargas e cálculo das reações de apoio de V1a,b e V2a,b:

Momentos em relação ao apoio esquerdo ( R1 ):

800 x 2 + 1000 x 4 + 1200 x 6 – R2 x 8 = 0 R2 = ( 1600 + 4000 + 7200 ) / 8 R2 = 1600 kgf

Momentos em relação ao apoio direito ( R2 ):

800 x 6 + 1000 x 4 + 1200 x 2 – R1 x 8 = 0 R1 = ( 4800 + 4000 + 2400 ) / 8 R1 = 1400 kgf

Cargas sobre os pilares:

Análise das cargas:

• Carga total sobre a área:

Qt = 3200 + 4800 Qt = 8000 kgf

• Carga em P1 e P3:

QP1 = QP3 = 1400 + 400 QP1 = QP3 = 1800 kgf

• Carga em P2 e P4:

QP2 = QP4 = 1600 + 600 QP2 = QP4 = 2200 kgf

26
• DIMENSIONAMENTO DE PILARES E OUTRAS PEÇAS SUJEITAS A COMPRESSÃO AXIAL:

1 - Considerações iniciais:

Enquanto os esforços de tração tendem a retificar as peças tracionadas, a compressão, ao contrário, tende
a aumentar as deformações pré-existentes e, acima de um determinado valor, provoca deslocamentos laterais
chamados de flambagem. Os casos mais comuns de flambagem são devidos ao esforço normal de compressão
associado à flexão.
Para o dimensionamento de peças à compressão faz-se necessário levar em consideração as condições
de vínculo das mesmas que determinam os parâmetros de flambagem.

2 - Ação do esforço normal:

3 – Parâmetros e determinação dos comprimentos de flambagem ( L fL ), medidos em cm:

Tipos de vinculação dos pilares ou das peças comprimidas:

4 - Cálculo do índice de esbeltez λ ( lambda ): admensional

5 - Cálculo e determinação do elemento geométrico de relação da seção ( Z ): admensional

27
5.1 – Valores de “Z” para os perfis e barras mais utilizados no dimensionamento de peças comprimidas:

6 - Cálculo do coeficiente de flambagem ( ω ) ( ômega ) e a área ( A ) necessária da seção da peça:

7 - Cálculo da esbeltez ζ ( zeta ):

8 – Dimensionamento:

8.1 - Peças comprimidas diversas - exemplos:

Para o dimensionamento faz-se necessário determinar o esforço de compressão axial ( N ) a que a peça
está submetida, bem como o seu comprimento de flambagem ( L f L ) enquadrando a peça em um dos quatro
casos fundamentais de vinculação.
Nos exemplos abaixo a mão francesa e as “pernas” do cavalete estão comprimidas. Para determinação do
esforço de compressão nas peças deve-se recorrer à análise estática dos sistemas.

28
8.2 - Pilares em perfis de alma cheia:

a) Exemplos de pilares enquadrados nos quatro casos fundamentais de vinculação

b) Utilização do raio de giração mínimo no dimensionamento:

Usando-se no dimensionamento do pilar o valor mínimo do raio de giração da seção


( i min ) a peça poderá ocupar qualquer posição em relação ao plano Observe a figura :

c) Os pilares em perfis de alma cheia podem ser construídos associando-se dois perfis simples, aumentando,
assim, o momento de inércia da seção.
Exemplos:

8.4 – Fluxograma de cálculo

29
TABELA DOS ÍNDICES DE ESBELTEZ, TENSÕES ADMISSÍVEIS À FLAMBAGEM C/ CARGA AXIAL,
COEFICIENTES DE FLAMBAGEM E ESBELTEZ AÇO fy = 2400 kgf/cm2 ( COMUM ) TAB. 03
λ σfl ω ζ λ σfl ω ζ λ σfl ω ζ λ σfl ω ζ
0 1200,000 1,000 0,0000 50 1142,5 1,0503 51,24276 100 970,000 1,2371 111,2256 150 460,578 2,6054 242,1198

1 1199,977 1,000 1,0000 51 1140,177 1,0525 52,32083 101 965,377 1,2430 112,6065 151 454,498 2,6403 245,3589

2 1199,908 1,0001 2,0001 52 1137,808 1,0547 53,40224 102 960,708 1,2491 113,9974 152 448,537 2,6754 248,6194

3 1199,793 1,0002 3,0003 53 1135,393 1,0569 54,48706 103 955,993 1,2552 115,3986 153 442,693 2,7107 251,9015

4 1199,632 1,0003 4,0006 54 1132,932 1,0592 55,57538 104 951,232 1,2615 116,8102 154 436,962 2,7462 255,2051

5 1199,425 1,0005 5,0012 55 1130,425 1,0615 56,66729 105 939,955 1,2767 118,6387 155 431,342 2,7820 258,5302

6 1199,172 1,0007 6,0021 56 1127,872 1,0640 57,76287 106 922,303 1,3011 120,9093 156 425,830 2,8180 261,8768

7 1198,873 1,0009 7,0033 57 1125,273 1,0664 58,86221 107 905,145 1,3258 123,2013 157 420,423 2,8543 265,2450

8 1198,528 1,0012 8,0049 58 1122,628 1,0689 59,96539 108 888,460 1,3507 125,5149 158 415,118 2,8907 268,6347

9 1198,137 1,0016 9,0070 59 1119,937 1,0715 61,07252 109 872,233 1,3758 127,8500 159 409,913 2,9275 272,0459

10 1197,700 1,0019 10,0096 60 1117,2 1,0741 62,18368 110 856,446 1,4011 130,2067 160 404,805 2,9644 275,4786

11 1197,217 1,0023 11,0128 61 1114,417 1,0768 63,29896 111 841,084 1,4267 132,5848 161 399,792 3,0016 278,9328

12 1196,688 1,0028 12,0166 62 1111,588 1,0795 64,41847 112 826,132 1,4526 134,9845 162 394,871 3,0390 282,4086

13 1196,113 1,0032 13,0211 63 1108,713 1,0823 65,54229 113 811,575 1,4786 137,4057 163 390,041 3,0766 285,9059

14 1195,492 1,0038 14,0264 64 1105,792 1,0852 66,67053 114 797,399 1,5049 139,8484 164 385,299 3,1145 289,4247

15 1194,825 1,0043 15,0324 65 1102,825 1,0881 67,80328 115 783,592 1,5314 142,3127 165 380,643 3,1526 292,9650

16 1194,112 1,0049 16,0394 66 1099,812 1,0911 68,94064 116 770,140 1,5582 144,7984 166 376,071 3,1909 296,5269

17 1193,353 1,0056 17,0473 67 1096,753 1,0941 70,08273 117 757,031 1,5851 147,3057 167 371,580 3,2295 300,1102

18 1192,548 1,0062 18,0562 68 1093,648 1,0972 71,22964 118 744,255 1,6124 149,8345 168 367,170 3,2682 303,7151

19 1191,697 1,0070 19,0661 69 1090,497 1,1004 72,38148 119 731,799 1,6398 152,3849 169 362,837 3,3073 307,3416

20 1190,800 1,0077 20,0771 70 1087,3 1,1037 73,53836 120 719,653 1,6675 154,9567 170 358,581 3,3465 310,9895

21 1189,857 1,0085 21,0893 71 1084,057 1,1070 74,70040 121 707,807 1,6954 157,5501 171 354,400 3,3860 314,6590

22 1188,868 1,0094 22,1028 72 1080,768 1,1103 75,86769 122 696,251 1,7235 160,1650 172 350,291 3,4257 318,3499

23 1187,833 1,0102 23,1175 73 1077,433 1,1138 77,04037 123 684,976 1,7519 162,8014 173 346,253 3,4657 322,0624

24 1186,752 1,0112 24,1336 74 1074,052 1,1173 78,21854 124 673,972 1,7805 165,4593 174 342,284 3,5059 325,7965

25 1185,625 1,0121 25,1511 75 1070,625 1,1208 79,40232 125 663,232 1,8093 168,1388 175 338,384 3,5463 329,5520

26 1184,452 1,0131 26,1701 76 1067,152 1,1245 80,59184 126 652,746 1,8384 170,8398 176 334,549 3,5869 333,3291

27 1183,233 1,0142 27,1906 77 1063,633 1,1282 81,78722 127 642,507 1,8677 173,5623 177 330,780 3,6278 337,1277

28 1181,968 1,0153 28,2128 78 1060,068 1,1320 82,98859 128 632,507 1,8972 176,3063 178 327,074 3,6689 340,9478

29 1180,657 1,0164 29,2366 79 1056,457 1,1359 84,19607 129 622,739 1,9270 179,0718 179 323,429 3,7102 344,7894

30 1179,300 1,0176 30,2621 80 1052,8 1,1398 85,40979 130 613,195 1,9570 181,8589 180 319,846 3,7518 348,6526

31 1177,897 1,0188 31,2895 81 1049,097 1,1438 86,62990 131 603,869 1,9872 184,6675 181 316,321 3,7936 352,5373

32 1176,448 1,0200 32,3187 82 1045,348 1,1479 87,85653 132 594,754 2,0176 187,4976 182 312,855 3,8356 356,4435

33 1174,953 1,0213 33,3499 83 1041,553 1,1521 89,08981 133 585,844 2,0483 190,3492 183 309,445 3,8779 360,3712

34 1173,412 1,0227 34,3830 84 1037,712 1,1564 90,32989 134 577,133 2,0792 193,2224 184 306,091 3,9204 364,3204

35 1171,825 1,0240 35,4183 85 1033,825 1,1607 91,57692 135 568,615 2,1104 196,1171 185 302,790 3,9631 368,2912

36 1170,192 1,0255 36,4556 86 1029,892 1,1652 92,83104 136 560,283 2,1418 199,0333 186 299,543 4,0061 372,2835

37 1168,513 1,0269 37,4952 87 1025,913 1,1697 94,09241 137 552,134 2,1734 201,9710 187 296,348 4,0493 376,2973

38 1166,788 1,0285 38,5370 88 1021,888 1,1743 95,36119 138 544,161 2,2052 204,9302 188 293,204 4,0927 380,3326

39 1165,017 1,0300 39,5812 89 1017,817 1,1790 96,63752 139 536,359 2,2373 207,9110 189 290,109 4,1364 384,3895

40 1163,200 1,0316 40,6278 90 1013,7 1,1838 97,92158 140 528,724 2,2696 210,9133 190 287,064 4,1803 388,4678

41 1161,337 1,0333 41,6769 91 1009,537 1,1887 99,21353 141 521,251 2,3022 213,9371 191 284,066 4,2244 392,5677

42 1159,428 1,0350 42,7285 92 1005,328 1,1936 100,51354 142 513,936 2,3349 216,9824 192 281,114 4,2687 396,6892

43 1157,473 1,0367 43,7828 93 1001,073 1,1987 101,82178 143 506,773 2,3679 220,0493 193 278,209 4,3133 400,8321

44 1155,472 1,0385 44,8398 94 996,772 1,2039 103,13844 144 499,759 2,4012 223,1377 194 275,348 4,3581 404,9966

45 1153,425 1,0404 45,8996 95 992,425 1,2092 104,46369 145 492,889 2,4346 226,2475 195 272,531 4,4032 409,1825

46 1151,332 1,0423 46,9622 96 988,032 1,2145 105,79773 146 486,161 2,4683 229,3790 196 269,757 4,4484 413,3900

47 1149,193 1,0442 48,0277 97 983,593 1,2200 107,14074 147 479,569 2,5022 232,5319 197 267,026 4,4939 417,6191

48 1147,008 1,0462 49,0963 98 979,108 1,2256 108,49292 148 473,110 2,5364 235,7064 198 264,335 4,5397 421,8696
49 1144,777 1,0482 50,1679 99 974,577 1,2313 109,85447 149 466,781 2,5708 238,9023 199 261,685 4,5857 426,1417

200 259,075 4,6319 430,4353

30
Tabela de perfis I - padrão americano

y tf ( média )

C.G.

h
x

ho
to

b c

h x peso h, c, tf to b Área h / b.tf Ix Wx ix I


Iy Wy iy

9 - Exercícios:

1 - Dimensionar um pilar com altura 3,10 m, em perfil “I”, aço comum, rotulado e engastado, sujeito a uma carga
axial de compressão de 10000 kgf.
Solução:

a) Cálculo do comprimento de flambagem:

LfL = 0,7 . L LfL = 0,7 x 310 LfL = 217,0 cm

31
b) Cálculo da esbeltez:

ζ = 217,0 x 1,14 ζ = 249,31

c) Determinação do coeficiente de flambagem e área necessária da seção:


Utilizando-se a tab. 03 ( pag. 27 ) tem-se que para ζ = 249,31 ( o valor mais próximo, a maior é 251,9015 )
que corresponde a ω = 2,7107 e λ = 153.

Assim sendo, a área necessária da seção, será:

A = 22,58 cm2

d) Cálculo do raio de giração mínimo da seção do perfil I:

i min = 1,418 cm

e) Determinação do perfil a ser utilizado:

Com os valores do raio de giração mínimo e da área necessária, utilizando-se a tabela dos perfis I na
página 28, encontra-se o perfil I de 5” x 18,2 kg/m que apresenta A = 23,2 cm2 e iy = 1,59 cm ambos
superiores ao calculado.
OBS: O menor valor entre ix e iy é o valor i min.

2 - Dimensionar um pilar com altura 5,00 m, em perfil “I”, aço comum, bi-rotulado, sujeito a uma carga axial de
compressão de 1500 kgf.
Solução:

a ) Cálculo do comprimento de flambagem:

LfL = L LfL = 1,0 x 500 LfL = 500,0 cm

b) Cálculo da esbeltez:

ζ = 500,0 x 2,96 ζ = 1483,23

c ) Determinação do coeficiente de flambagem e área necessária da seção:

Utilizando-se a tab. 03 ( pag. 27 ) tem-se que ζ = 1483,23 não está contido na tabela, uma vez que o valor
máximo para ζ é 430,4353 . Assim sendo, utiliza-se a esbeltez limite e o índice de esbeltez máximo
permitido por norma que é λ = 200. Na tabela encontra-se, então, o valor de σ fL = 259,075.

d ) Cálculo da área necessária da seção do perfil:

A tensão pode ser calculada por logo, a área da seção, necessária para este caso, será
calculada:

A = 5,78 cm2

e ) Cálculo do raio de giração mínimo da seção do perfil I:

ou seja, imin = 2,0 cm

f ) Com os valores do raio de giração e da área necessária, utilizando-se a tabela dos perfis I na página 28,
encontra-se o perfil I de 3” x 8,5 kg/m que apresenta A = 10,8 cm2 e ix = 3,12 cm ambos superiores ao
calculado.
OBS: Neste caso, como o dimensionamento está sendo feito no limite de esbeltez, o valor do raio de giração
utilizado pode ser o de ix.

32
3 - Dimensionar um pilar mono engastado, com altura total de 4,00 m, em
perfil “I” de aço comum, com dois travamentos laterais colocados a 1,80
m da base do pilar, sujeito a uma carga axial de compressão de 12500
kgf. Observe a figura ao lado.

• CÁLCULO E DIMENSIONAMENTO DE VIGAS:

1 – Esforços internos:

As vigas são barras que trabalham à flexão. Para o dimensionamento


faz-se necessário determinar os esforços internos solicitantes. A
classificação da flexão em barras em função dos esforços atuantes é:
• Flexão pura – o único esforço atuante na barra é o momento fletor.
Esta, por sua vez, pode ser dividida em:

• Flexão pura plana – quando o plano de atuação do momento fletor coincide com um dos planos principais
de inércia
• Flexão pura oblíqua – quando o plano de atuação do momento fletor é inclinado em relação aos planos
principais de inércia.

• Flexão simples – quando os esforços internos solicitantes são o momento fletor e o cortante

• Flexão composta – Neste caso o momento fletor atua com a força cortante combinada com a força normal
ou com momento torsor

Os tipos de seções transversais mais adequados para o trabalho a flexão são aqueles com maior inércia no
plano de flexão, isto é, com as massas mais afastadas do eixo neutro. As vigas construídas em perfis I, laminados
ou soldados são as mais funcionais.

2 - Tipos mais comuns de vigas metálicas:


As seções mais indicadas para a construção de vigas metálicas são as seções I, H e U, simples ou
combinadas, seção caixão, e tubulares de seção circular. Abaixo as figuras mostram alguns tipos de vigas em
perfis de alma cheia, perfis de alma vazada e vigas treliçadas.

2 - Pré-dimensionamento:

Para o pré-dimensionamento é necessário determinar, prèviamente:

• Momento fletor máximo na viga ( consultar tabelas )


• Cortante máximo na viga ( consultar tabelas )

33
2.1 - Cálculo do módulo de resistência da seção ( Wx ):

2.2 - Cálculo do
momento de inércia necessário:

Para tal necessita-se calcular inicialmente qual a flecha admissível em função da utilização da peça na
estrutura e o seu comprimento.
FLECHAS MÁXIMAS ADMISSÍVEIS - A.B.N.T

PEÇA ESTRUTURAL FLECHA MÁXIMA ADMISSÍVEL


Terças L / 200
Vigas de rolamento p/ pontes manuais L / 200
Vigas de rolamento p/ pontes elétricas L / 600
Vigas em pisos de edifícios industriais L / 250
Vigas principais de edificações não industriais L / 400
Vigas secundárias em edificações não industriais L / 250

Utilizando-se, a seguir, as fórmulas do cálculo da flecha máxima nas vigas, determina-se o valor do
momento de inércia mínimo necessário. Exemplo:
Para uma viga bi-apoiada com carga distribuída, genérica, a fórmula do cálculo da flecha é:

4
5
. q .L 5 q .L 4
F= e, por conseqüência, Ix = .
384 E . Ix 384 E . Fadm

Sabendo-se que:

q = carga em kgf / cm 6 2
L = vão da viga em centímetros E = 2,1 x 10 kgf / cm
E = módulo de elasticidade do aço
Ix = momento de inércia da seção da viga
4
1 q .L
Nas vigas contínuas genéricas, a flecha máxima pode ser calculada por: F= .
185 E . Ix
2.3 – Utilização dos parâmetros já calculados:

Com Wx e Ix calculados entra-se nas tabelas dos perfis e, após determinação do perfil que atende a estes
dois valores simultaneamente , retiram-se os demais valores de identificação do perfil e os demais valores
necessários às verificações.

3 - Verificações:

3.1- Cortante ou cisalhamento: ( Τ ) Exemplo no perfil I:

Importante !
34
REAÇÕES, CORTANTES, MOMENTOS FLETORES E FLECHAS MÁXIMAS NAS VIGAS

P
Reações de apoio
R1 = R2 = 2
VIGA BI-APOIADA COM CARGA CONCENTRADA
P
Q P
Cortante = 2

Momento fletor P.L


máximo M f ( max. ) = 4
R1 L R2
3
Flecha máxima P . L
L/2 L/2 f ( max. ) =
E . Ix 48

VIGA BI-APOIADA COM CARGA DISTRIBUÍDA Reações de apoio q .L


R1 = R2 = 2
q q .L
Cortante Q = 2

Momento fletor q . L2
máximo M ( max. ) =
f 8
R1 R2
L Flecha máxima f ( max. ) = 5 . q . L4
384 E . Ix

q q
VIGA ENGASTADA E APOIADA COM CARGA DISTRIBUÍDA R1 = 3 . .L R2 = 5 . .L
Reações de apoio 8 8

Q 5 .q . L
q Cortante = 8

Momento fletor q . L2
máximo M ( max. ) =
f 8
R1 R2
4
L Flecha máxima f ( max. ) = 1 .q. L
185 E . Ix

VIGA BI-ENGASTADA COM CARGA CONCENTRADA P


Reações de apoio R1 = R2 = 2
P

Q P
Cortante = 2

Momento fletor P.L


M ( max. ) =
máximo f 8
R1 R2
L 3
Flecha máxima P . L
L/2 L/2 f ( max. ) =
E . Ix 192

q.L
VIGA BI-ENGASTADA COM CARGA DISTRIBUÍDA R1 = R2 = 2
Reações de apoio

q .L
Cortante Q = 2
q

Momento fletor q . L2
máximo M f ( max. ) = 12
R1 R2
L Flecha máxima f ( max. ) = 1 . q . L4
185 E . Ix

VIGA MONO-ENGASTADA C/ CARGA CONCENTRADA R2 =P


Reações de apoio
P

Cortante Q=P

Momento fletor
máximo
M ( max. )
f = P.L
R2 3
L Flecha máxima f ( max. ) = P . L
E . Ix 3

VIGA MONO-ENGASTADA C/ CARGA DISTRIBUÍDA Reações de apoio


R2 = q.L

q Cortante Q = q.L

Momento fletor q . L2
M ( max. ) =
máximo f 2
R2
L 1 q.L4
Flecha máxima f ( max. ) = .
8 E . Ix

35
Tabela de vigas contínuas de 3 a 5 apoios

Cálculo de reações de apoio, cortantes e momentos fletores em vigas contínuas

Atenção: Para cargas concentradas utilizar P x os coeficientes da tabela


Reações de apoio e cortantes ( x q.L ) Mom entos fletores ( x q.L 2 )
Ra Qab Rb Qbc Rc Ma Mab Mb Mbc Mc
Viga 1 0,375 0,675 1,250 0,675 0,375 0,00 0,07 -0,125 0,07 0,00
Viga 2 0,312 -0,688 1,376 0,688 0,312 0,00 0,156 -0,188 0,156 0,00
p p
q
Viga 1 Viga 2
L L
L L

a b c L/2 L/2
a b c

Reações de apoio e cortantes ( x q.L ) Mom entos fletores ( x q.L 2 )


Ra Qab Rb Qbc Qcb Rc Qcd Rd Ma Mab Mb Mbc Mc Mcd Md
Viga 1 0,400 -0,600 1,100 0,500 -0,500 1,100 0,600 0,400 0,000 0,080 -0,100 0,025 -0,100 0,080 0,000
Viga 2 0,350 -0,650 1,150 0,500 -0,500 1,150 0,650 0,350 0,000 0,175 -0,150 0,100 -0,150 0,175 0,000
p p p
Viga 1 q Viga 2

L L L L L L

a b c d L/2
L/2 L/2
a b c d

Reações de apoio e cortantes ( x q.L ) Mom entos fletores ( x q.L 2 )


Ra Qab Rb Qbc Qcb Rc Qcd Qdc Rd Qde Re Ma Mab Mb Mbc Mc Mcd Md Mde Me
Viga 1 0,393 -0,607 1,143 0,536 -0,464 0,929 0,464 0,536 1,143 -0,607 0,393 0,000 0,077 -0,107 0,036 -0,07 0,036 -0,11 0,077 0,000
Viga 2 0,339 -0,661 1,214 0,553 -0,446 0,892 0,446 -0,553 1,214 0,661 0,339 0,000 0,169 -0,161 0,116 -0,11 0,116 -0,16 0,169 0,000
p p p p
Viga 1 q Viga 2

L L L L L L L

a b c d e L/2
L/2 L/2 L/2
a b c d e

4 – Exercícios:

4.1 – Exercícios padrão:

• Dimensionar uma viga em perfil I, aço comum, bi-apoiada, com carga distribuída de 200 kgf / m, vão de 3,40 m.
A viga será utilizada em uma construção não industrial. Calcule, também, o peso próprio da viga.
Solução:

a) Cálculo do cortante:
Consultando-se a tabela de reações, cortantes, momentos fletores e flechas máximas das vigas, encontra-
se no 2º modelo, a fórmula para cálculo do cortante neste tipo de viga que é:

q.L
logo, Q = ( 200 x 3,40 ) / 2 Q = 340 kgf
Q=
2
b) Cálculo do momento fletor máximo:
Antes de efetuar o cálculo, faz-se necessário converter o vão da viga para cm e a carga para kgf / cm, a saber:

L = 3,40 metros, logo L = 340,0 cm e q = 200 kgf / cm, logo q = 2,00 kgf/cm

Consultando-se a tabela de reações, cortantes, momentos fletores e flechas máximas das vigas, encontra-
se no 2º modelo, a fórmula para cálculo do momento fletor máximo neste tipo de viga que é:
2
q.L 2
Mf(max) = Mf(max) = ( 2,00 x 340,0 ) Mf ( max ) = ( 2,00 x 115600,00 ) / 8 Mf ( max ) = 28900,00 Kgf.cm
8
c ) Cálculo da flecha admissível ( fadm ):

36
Consultando-se a tabela das flechas admissíveis ABNT, sendo esta viga utilizada em uma construção não
industrial, tem-se:

L Logo, f adm = 340 / 250 f adm = 1,36 cm


F adm =
250

c) Cálculo do módulo resistência da seção, Wx:

Mx logo Wx = 28900,00 / 1200 Wx = 24,08 cm3


Wx =
σ
f
d) Cálculo do momento de inércia mínimo e necessário:

5 q .L
4 5 . q.L4
Fazendo-se F( max ) = F ( adm ) e sendo F ( max ) = . Ix =
384 E . Ix 384 E . Fadm
Temos:

4
5 . 2,00 x 340 5 . 2,00 x 13363360000,00 5 . 26726720000,00
Ix = Ix = Ix =
384 6
384
6
2,1 x 10 x 1,36 384
6
2,1 x 10 x 1,36 2,1 x 10 x 1,36

133633600000,00 133633600000,00 -6 4
Ix = Ix = Ix = 121850642,84 x10 Ix = 121,85 cm
6 6
384 x 2,1 x 10 x 1,36 1096,70 x 10

e) Escolha do perfil adequado:

Na tabela do perfil I, procura-se um perfil com Wx > = 24,08 cm3 e Ix > = 121,85 cm4 , simultaneamente.
Tais valores levam ao perfil I de 3” x 11,2 kg/m que apresenta os seguintes parâmetros:

Wx = 27,6 cm3 Ix = 121,8 cm4 h = 76,2 mm e tf = 6,6 mm e to = 8,86 mm

f) Verificações:
tf
Cortante ou cisalhamento:

Q
τ= ho = h – 2.tf h = 76,2 mm = 7,62 cm tf = 6,6 mm = 0,66 cmm
ho
h

ho . to

ho = 7,62 – 2 x 0,66 ho = 6,3 cm e to = 0,885 cm

τ = 340 / 6,3 x 0,866 τ = 340 / 5,45 τ = 62,32 kgf/cm2 << 800 kgf/cm2

Conclusão: como τ calculado << que τ admissível ( 800 kgf/cm2 ) a seção é adequada e o
dimensionamento final da viga é: viga em perfil I, laminado, de 3” x 11,2 kg/m .

O peso próprio desta viga será: Pp = 3,40 x 11,2 Pp = 38,08 kgf

• Dimensionar uma viga contínua com 3 apoios, vão entre apoios com 2,50 m, submetida a uma carga distribuída
de 150 kgf/m. A viga será construída em perfil I, aço comum, e utilizada em uma edificação industrial.
Solução:
a) Cálculo do cortante:

Consultando-se a tabela de vigas contínuas, encontra-se no 1º modelo, a fórmula para cálculo do cortante
nos trechos, neste tipo de viga que é:
Qab = Qbc = 0,675 x q x L logo Qab = Qbc = 0,675 x 150 x 2,50 Qab = Qbc = 253,125 Kgf

b) Cálculo do momento fletor máximo:

37
Antes de efetuar o cálculo, faz-se necessário converter os vãos da viga para cm e a carga para kgf / cm, a
saber:

L = 2,50 metros, logo L = 250,0 cm e q = 150 kgf / cm, logo q = 1,50 kgf/cm

Consultando-se a tabela de vigas contínuas, encontra-se no 1º modelo, a fórmula para cálculo do momento
fletor maior nos trechos, neste tipo de viga que é:

Mf = -0,125 x q x L2 logo Mf = -0,125 x 1,50 x 250,02 Mf = - 11718,75 kgf.cm

Atenção: O sinal é ( - ) indicando momento para baixo em relação ao eixo da viga.

c) Cálculo da flecha admissível ( fadm ):

Consultando-se a tabela das flechas admissíveis ABNT, sendo esta viga utilizada em uma construção
industrial, tem-se:

L Logo, f adm = 250 / 250 f adm = 1,00 cm


F adm =
250

d) Cálculo do módulo resistência da seção, Wx:

Mx logo Wx = 11718,75 / 1200 Wx = 9,76 cm3


Wx =
σ
f
e) Cálculo do momento de inércia mínimo e necessário

4
1 q . L4 1 1,5 . 250 1
. 1,5 x 3906250000 Ix =
5859375000
Ix = . Ix = . Ix =
185 E . Fadm 185 6 185 6 185 x 2,1 x 10 6 x 1,00
2,1 x 10 x 1,00 2,1 x 10 x 1,00

-6 Ix = 15,08 cm 4
Ix = 15082046,33 x 10

f) Escolha do perfil adequado:

Na tabela do perfil I, procura-se um perfil com Wx > = 9,76 cm3 e Ix > = 15,08 cm4 , simultaneamente.
Tais valores levam ao perfil I de 3” x 8,5 kg/m que apresenta os seguintes parâmetros:

Wx = 27,6 cm3 Ix = 121,8 cm4 h = 76,2 mm e tf = 6,6 mm e to = 4,32 mm

g) Verificações:
tf
Cortante ou cisalhamento:

Q
τ= ho = h – 2.tf h = 76,2 mm = 7,62 cm tf = 6,6 mm = 0,66 cmm
ho
h

ho . to

ho = 7,62 – 2 x 0,66 ho = 6,3 cm e to = 0,432 cm

τ = 340 / 6,3 x 0,432 τ = 253,125 / 2,72 τ = 93,06 kgf / cm2 << 800 kgf/cm2

Conclusão: como τ calculado << que τ admissível ( 800 kgf/cm2 ) a seção é adequada e o
dimensionamento final da viga é: viga em perfil I, laminado, de 3” x 8,5 kg/m .

O peso próprio desta viga será: Pp = 5,00 x 8,5 Pp = 42,5 kgf

38
tf ( média )

h
to
c

Tabela dos perfis U padrão americano

h,c,tf constantes para cada grupo

Ident Peso h,c,tf to b Área Ix Wx ix Iy Wy iy


pol. kg / m mm mm mm cm2 cm4 cm3 cm cm4 cm3 cm
3" 6,1 76,2 4,32 35,8 7,78 68,9 18,1 2,98 8,20 3,32 1,03
3" 7,4 15,9 6,55 38,0 9,48 77,2 20,3 2,85 10,3 3,82 1,04
3" 8,9 6,9 9,01 40,5 11,4 86,3 22,7 2,75 12,7 4,39 1,06
4" 8,0 101,6 4,57 40,1 10,1 159,5 31,4 3,97 13,1 4,61 1,14
4" 9,3 15,9 6,27 41,8 11,9 174,4 34,3 3,84 15,5 5,10 1,14
4" 10,8 7,5 8,13 43,7 13,7 190,6 37,5 3,73 18,0 5,61 1,15
6" 12,2 152,4 5,08 48,8 15,5 546,0 71,7 5,94 28,8 8,06 1,36
6" 15,6 19,1 7,98 51,7 19,9 632,0 82,9 5,63 36,0 9,24 1,34
6" 19,4 8,7 11,1 54,8 24,7 724,0 95,0 5,42 43,9 10,5 1,33
6" 23,1 14,2 57,9 29 815,0 107,0 5,27 52,4 11,9 1,33
8" 17,1 203,2 5,59 57,4 21,8 1356,0 133,4 7,89 54,9 12,8 1,59
8" 20,5 20,6 7,7 59,5 26,1 1503,0 147,9 7,60 63,6 14,0 1,56
8" 24,2 9,9 10,0 61,8 30,8 1667,0 164,0 7,35 72,9 15,3 1,54
8" 27,9 12,4 64,2 35,6 1830,0 180,1 7,17 82,5 16,6 1,52
8" 31,6 14,7 66,5 40,3 1990,0 196,2 7,03 92,6 17,9 1,52
10" 22,7 254,0 6,1 66,0 29,0 2800,0 221,0 9,84 95,1 19,0 1,81
10" 29,8 23,8 9,63 69,6 37,9 3290,0 259,0 9,31 117,0 21,6 1,76
10" 37,2 11,1 13,4 73,3 47,4 3800,0 299,0 8,95 139,7 24,3 1,72
10" 44,7 17,1 77,0 56,9 4310,0 339,0 8,70 164,2 27,1 1,70
10" 52,1 20,8 80,8 66,4 4820,0 379,0 8,52 191,7 30,4 1,70
12" 30,7 304,8 7,11 74,7 39,1 5370,0 352,0 11,7 161,1 28,3 2,03
12" 37,2 27,0 9,83 77,4 47,4 6010,0 394,0 11,3 186,1 30,9 1,9
12" 44,7 12,7 13,0 80,5 56,9 6750,0 443,0 10,9 214,0 33,7 1,94
12" 52,1 16,1 83,6 66,4 7480,0 491,0 10,6 24,0 36,7 1,91
12" 59,6 19,2 86,7 75,9 8210,0 539,0 10,4 273,0 39,8 1,90
15" 50,4 381,0 10,2 86,4 64,2 13100,0 688,0 14,3 338,0 51,0 2,30
15" 52,1 33,3 10,7 86,9 66,4 13360,0 701,0 14,2 347,0 51,8 2,29
15" 59,5 16,5 13,2 89,4 75,8 14510,0 762,0 13,8 387,0 55,2 2,25
15" 67,0 15,7 91,9 85,3 15650,0 822,0 13,5 421,0 58,5 2,22
15" 74,4 18,2 94,4 94,8 16800,0 882,0 13,3 460,0 62,0 2,20
15" 81,9 20,7 96,9 104,3 17950,0 942,0 13,1 498,0 66,5 2,18

39
• CÁLCULO E DIMENSIONAMENTO DE TERÇAS:
1 – Considerações iniciais:

As terças são vigas cuja seção trabalha em um determinado ângulo em relação aos planos e eixos principais de
inércia, tendendo, por isso, a sofrer rotação. Seu dimensionamento exige pré-dimensionamentos segundo os dois
planos principais, calculando-se os respectivos momentos fletores Mx e My.

2 - Sistema estático:

A figura ao lado mostra uma


terça em perfil “U” aplicada sobre a
barra de uma treliça. O maior ou
menor valor do ângulo de
inclinação do telhado altera a
tendência ao giro da peça.

3 - Observações:

3.1 - O peso próprio e a carga sobre a terça são forças verticais. Sempre que possível a direção da carga deve
coincidir com o centro de gravidade da seção da terça;
3.2 - A peça está sujeita a momento fletor nos planos X e Y ( momentos normais ao plano de carga )

4 - Cálculo dos momentos fletores:


4.1 - Como a peça está sujeita a momento fletor nos planos X e Y, faz-se necessário calcular os dois valores, a
saber:
• Momento na direção X : Mx = M. cos α

• Momento na direção Y : My = M. sen α

M é o momento fletor máximo calculado em função do tipo de apoio da terça, isto é, bi-apoiada ou contínua.
( consultar tabela para cálculo através da fórmula adequada )

5 - Cálculo dos módulos de resistência da seção ( W ):


5.1 – De maneira análoga, faz-se necessário calcular os dois valores de W, a saber:

Wx = Mx / σf e Wy = My / σf

6 – Pré - dimensionamento:

Após calculado Wx e Wy , calcula-se, também, Ix ( uma vez que a seção da peça está mais próxima do
plano horizontal ) através do cálculo da flecha máxima admissível. Com os valores de Wx, Wy e Ix entra-se nas
tabelas e determina-se o perfil adequado.

7 – Verificações:

7.1- Cortante ou cisalhamento: ( Τ )

sendo e

8 – Exercícios:

8.1 - Dimensionar uma terça em perfil U, laminado, aço comum, distância entre apoios de 3,00 metros, 3 apoios,
sujeita a um carregamento de 120 kgf / m. O ângulo de inclinação da cobertura é de 14º.

40
Solução:

g) Cálculo do cortante:
Consultando-se a tabela de reações, cortantes, momentos fletores, encontra-se no 1º modelo, a fórmula
para cálculo dos cortantes nos trechos neste tipo de viga que é:

Qab = Qbc = 0,675 x Q x L logo, Qab = Qbc = 0,675 x 120 x 3,00 Qab = Qbc = 243 kgf

h) Cálculo do momento fletor máximo:


Antes de efetuar o cálculo, faz-se necessário converter o vão da viga para cm e a carga para kgf / cm, a saber:

L = 3,00 metros, logo L = 300,0 cm e q = 120 kgf / cm, logo q = 1,20 kgf/cm

Consultando-se a tabela de reações, cortantes, momentos fletores das vigas, encontra-se no 1º modelo, a
fórmula para cálculo do momento fletor máximo neste tipo de viga que é:
2
Mf (b) = - 0,125 x 1,20 x 300,0 Mf (b) max = 0,125 x 1,20 x 90000,00 Mf (b) max = -13500,00 kgf.m

Obs: O sinal é apenas referencial

b.1 ) Cálculo do momento fletor para o plano x – x:

Mfx = Mf max x cos 14º logo Mfx = 13500,00 x 0,97029 Mfx = 13098,9 kgf.cm

b.2 ) Cálculo do momento fletor para o plano y – y:

Mfy = Mf max x sen 14º logo Mfy = 13500,00 x 0,24192 Mfy = 3265,9 kgf.cm

c ) Cálculo da flecha admissível ( fadm ):

Consultando-se a tabela das flechas admissíveis ABNT, sendo esta uma terça de telhado,tem-se:

Fadm = L / 200 Logo, f adm = 300 / 200 f adm = 1,5 cm

d) Cálculo dos módulos resistência da seção, Wx e Wy:

Wx = 13098,9 / 1200 e Wy = 3265,9 / 1200 logo Wx = 10,91 cm3 Wy = 2,72 cm3

e ) Cálculo do momento de inércia mínimo e necessário:

Para tal utiliza-se a fórmula geral de flechas em vigas contínuas e fazendo-se F( max ) = F ( adm ) ,tem-se:

4
1 q . L4 1
. 1,2 . 300 1
. 1,2 x 8.100.000.000,00 Ix =
9.720.000.000,00
Ix = . Ix = Ix =
185 E . Fadm 185 6 185
6 185 x 2,1 x 10 6 x 1,50
2,1 x 10 x 1,50 2,1 x 10 x 1,50

6 4 f ) Escolha do perfil adequado:


Ix = 16.679.536,68 x10 Ix = 16,67 cm

Consultando-se a tabela dos perfis U, procurando um perfil com Wx > = 10,91 cm3 Wy > = 2,72 cm3 e Ix > =
16,67 cm4 , encontra-se o perfil U 3” x 6,1 kg / m
Com: h = 76,2 mm ou 7,62 cm, to = 4,32 mm ou 0,432 cm, tf = 6,9 mm ou 0,69 cm

Ident Peso h,c,tf to b Área Ix Wx ix Iy Wy iy


pol. kg / m mm mm mm cm2 cm4 cm3 cm cm4 cm3 cm
3" 6,1 76,2 4,32 35,8 7,78 68,9 18,1 2,98 8,20 3,32 1,03
3" 7,4 15,9 6,55 38,0 9,48 77,2 20,3 2,85 10,3 3,82 1,04
3" 8,9 6,9 9,01 40,5 11,4 86,3 22,7 2,75 12,7 4,39 1,06

41
g ) Verificações:

Cortante ou cisalhamento:

Q
τ= ho = h – 2.tf h = 76,2 mm = 7,62 cm tf = 6,9 mm = 0,69 cm
ho . to

ho = 7,62 – 2 x 0,69 ho = 6,24 cm e to = 0,432 cm

τ = 243 / 6,24 x 0,432 τ = 340 / 5,45 τ = 90,14 kgf/cm2 << 800 kgf/cm2

Conclusão: como τ calculado << que τ admissível ( 800 kgf/cm2 ) a seção é adequada e o
dimensionamento final da viga é: viga em perfil I, laminado, de 3” x 6,1 kg/m .

h ) O peso próprio desta viga será:

Pp = 6,00 x 6,1 Pp = 36,60 kgf

8.2 – Dimensionar uma terça de telhado, contínua com 4 apoios, 2,60 metros cada vão, carregada com 275 kgf / m.
A terça será construída em perfil I, laminado, aço comum e o ângulo de inclinação do telhado é de 12º

42
y

h
h
to

Tabela dos perfis L padrão americano

h x peso h to Área Ix = Iy Wx = Wy ix = iy I max I min


pol. x kg / m mm pol cm2 cm4 cm3 cm cm4 cm4
5/8 " x 0,71 16 1/8 0,96 0,20 0,18 0,45 0,56 0,30
3/4 " x 0,88 19 1/8 1,16 0,37 0,28 0,58 0,73 0,38
7/8" x 1,04 22 1/8 1,35 0,58 0,37 0,66 0,80 0,48
7/8" x 1,19 22 3/8 1,48 0,83 0,49 0,76 0,96 0,51
1" x 1,73 25 3/16 2,19 1,24 0,65 0,76 0,95 0,48
1" x 2,21 25 1/4 2,83 1,66 0,98 0,73 0,91 0,48
1 1/4 " x 1,50 32 1/8 1,93 1,66 0,81 0,96 1,21 0,63
1 1/4 " x 2,20 32 3/16 2,77 2,49 1,14 0,96 1,20 0,61
1 1/4 " x 2,86 32 1/4 3,61 3,32 1,47 0,93 1,16 0,61
1 1/2 " x 1,83 38 1/8 2,32 3,32 1,14 1,19 1,50 0,76
1 1/2 " x 2,68 38 3/16 3,42 4,57 1,63 1,16 1,47 0,73
1 1/2 " x 3,48 38 1/4 4,45 5,82 2,13 1,14 1,44 0,73
1 1/2 " x 4,26 38 5/16 5,42 6,65 4,53 1,11 1,39 0,73
1 3/4 " x 2,14 44 1/8 2,70 5,41 1,63 1,39 1,76 0,88
1 3/4 " x 3,15 44 3/16 3,99 7,49 2,29 1,37 1,73 0,88
1 3/4 " x 4,12 44 1/4 5,22 9,57 3,11 1,34 1,69 0,86
1 3/4 " x 5,05 44 5/16 6,45 11,23 3,77 1,32 1,66 0,86
1 3/4 " x 5,94 44 3/8 7,61 12,90 4,26 1,29 1,61 0,86
2 " x 2,46 51 1/8 3,09 7,90 2,13 1,60 2,03 1,01
2 " x 3,63 51 3/16 4,58 11,23 3,11 1,57 1,99 0,99
2 " x 4,76 51 1/4 6,06 14,56 4,09 1,54 1,94 0,99
2 " x 5,83 51 5/16 7,41 17,48 4,91 1,52 1,91 0,99
2 " x 6,99 51 3/8 8,77 19,97 5,73 1,49 1,86 0,99
2 1/2 " x 6,1 64 1/4 7,68 29,1 6,4 1,95 2,45 1,24
2 1/2 " x 7,4 64 5/16 9,48 35,4 7,8 1,93 2,43 1,24
2 1/2 " x 8,8 64 3/8 11,16 40,8 9,1 1,91 2,41 1,22
3 " x 9,1 76 5/16 11,48 62,4 11,60 2,33 2,94 1,50
3 " x 10,7 76 3/8 13,61 74,9 14,00 2,35 2,92 1,47
3 " x 12,4 76 7/16 15,68 83,3 15,70 2,30 2,91 1,47
3 " x 14,0 76 1/2 17,74 91,60 17,50 2,27 2,86 1,47
4 " x 14,6 102 3/8 18,45 183,1 25,10 3,15 3,96 2,00
4 " x 16,8 102 7/16 21,35 208,1 28,70 3,12 3,94 1,98
4 " x 19,1 102 1/2 24,19 233,1 32,40 3,10 3,91 1,98
4 " x 21,3 102 9/16 26,97 253,1 35,60 3,07 3,86 1,98
4 " x 23,4 102 5/8 29,74 278,9 39,40 3,06 3,86 1,96
5 " x 24,1 127 1/2 30,65 470,3 51,90 3,92 4,95 2,49
5 " x 26,9 127 9/16 34,26 516,1 57,40 3,88 4,89 2,49
5 " x 29,8 127 5/8 37,81 566,1 63,30 3,87 4,89 2,46
5 " x 32,4 127 11/16 41,29 611,9 68,80 3,85 4,86 2,46
5 " x 35,1 127 3/4 44,77 653,5 73,90 3,82 4,82 2,46

43
• CÁLCULO E DIMENSIONAMENTO DE TRELIÇAS PLANAS:

1 - Definição de treliça:

Treliças são estruturas planas reticuladas cujas barras ligadas entre si por nós articulados, recebem cargas
aplicadas nesses mesmos nós. Com isso resultam como esforço solicitante nas barras unicamente forças normais
de tração e compressão.
As treliças têm campo de aplicação muito vasto: são usadas nas estruturas de cobertura, desde vãos
pequenos a médios, como nas edificações residenciais e industriais, até grandes vãos, como nas coberturas de
estádios, de estações metroviárias sendo também usadas nas pontes rodoviárias e ferroviárias.
Do ponto de vista estrutural elas podem ser planas ou espaciais, e são construídas usualmente de aço e,
em menor grau, de madeira e concreto armado ou protendido.

2 - Classificação básica:

Fórmula para determinação do sistema estático:

3 - Treliça para exemplo:

3.1 - Análise do grau de estaticidade:

As treliças estudadas são isostáticas planas podendo ser simples e duplas ( duplas quando forem duas
simples interligadas )
A principal hipótese feita para estas estruturas, referente aos nós articulados, é aproximada, mas de boa
precisão. A aproximação é, geralmente, lícita porque:
a ) As barras que constituem a treliça têm peso próprio pequeno ( P ) , mas não desprezível, e que é
transposto para os nós de forma estaticamente equivalente, ou seja P / 2 em cada nó da barra;
b ) As barras têm pequena rigidez à flexão, decorrendo disso baixos momentos fletores, mesmo sendo os
nós efetivamente rígidos ou semi-rígidos. Esses momentos fletores causam as chamadas tensões secundárias nas
barras. Para que essas tensões se mantenham baixas, é necessário que os eixos das barras sejam bem dispostos,
de modo a concorrerem nos respectivos nós, onde devem ser aplicadas as cargas.

44
4 – Tipos mais comuns:

b ) Treliças para pontes:

45
As treliças podem, ainda, formar peças estruturais de modo a substituir as vigas de alma cheia, sejam elas de eixo
curvo ou reto.

5 – Nomenclatura das partes componentes de uma treliça:

6 – Resumo das características gerais das treliças:

• Elementos esbeltos ligados uns aos outros pelos nós que são rótulas em suas extremidades, mesmo quando
soldados e / ou aparafusados;
• Todas as cargas atuam nos nós;
• As forças nas extremidades dos elementos devem ser orientadas segundo o eixo axial geométrico do elemento
• As treliças planas são montadas a partir da combinação de triângulos, ou seja, a sua forma mais simples é um
triângulo.

7 - Cálculo dos esforços nas barras mais solicitadas:

Nas treliças bi-apoiadas as cargas chegam aos apoios através das barras a estes ligados, fazendo com que
sejam as mais esforçadas. Exemplo

7.1 - Cálculo dos esforços nas barras B1 e B12:

Σ Fy = 0
R1 - Q1
R1 - Q1 - F1.sen α = 0 F1 = sen α
- F1.sen α = - R1 + Q1

Σ Fx = 0
F2 = - F1 cos α
F2 + F1 cos a = 0

46
8 – Valores práticos para o ângulo principal :

8.1 - Para vãos até 15 m:

9 – Detalhes construtivos :

9.1 – Chapas de ligação:

As chapas de ligação – “chapas


gousset” permitem as ligações entre
as barras da treliça e devem ter, no
mínimo, a mesma espessura que as
abas dos perfis L que constituem as
barras.

9.2 – Disposição das barras:

9.3 – Outros aspectos:

10 – Exercício:

Dimensionar a treliça mostrada na figura abaixo para ser construída em perfis L, de abas iguais, aço comum,
ligações soldadas, ângulo principal 13º.

47
100 kgf
100 kgf 100 kgf
100 kgf c d 100 kgf
100 kgf b e 100 kgf
q r
a n o p s f
t
m u
l
α = 13º k j i h g

R1 R2

6,00 m 6,00 m

Solução:

a ) Cálculo das reações de apoio, R1 e R2:

ΣQ R1 = R2 = ( 100 x 7 ) / 2 R1 = R2 = 350 Kgf


R1 = R2 =
2
b ) Cálculo dos esforços nas barras “a” e “l”, idênticas a “f” e “g” , principais:

100 kgf
Fa
Σ Fy = 0 Fa.sen 13º = - 250
- 250
Fl -100 + 350 + Fa.sen 13º = 0 Fa =
α = 13º sen 13º
Fa.sen 13º = 100 - 350 - 250
Fa =
350 kgf 0,224

Fa = - 1111,35 kgf

Σ Fx = 0
FI
Fa.cos 13º + FI = 0 - 1111,35. cos 13º = - FI 1111,35 =
0,974
FI FI = 1082,86 kgf
Fa.cos 13º = - FI 1111,35 = FI = 1111,35 x 0,974
cos 13º
O esforço na barra “a” é de compressão ( - ) e será o utilizado para dimensionamento das barras da treliça,
ou seja, Fa = 1111, 35 kgf .

c ) Cálculo dos comprimentos das barras:

c.1 ) As barras “l”, “k”, “j”, “i”, “h” e “g” são iguais e medem 2,00 m cada;

c.2 ) As barras “a”, “b”, “c”, “d”, “e” e “f” são iguais e são calculadas por:
q
tg 13º = q = 6,00 x tg 13º
c 6,00
+b+ q
x=a q = 6,00 x 0,230 q = 1,38 m
α = 13º
6,00

2 2 2 2 2 2 2 2
6,00 + q = x 6,00 + 1,38 = x x = 36,00 + 1,90 x = 37,9 x= 37,9 x = 6,15 m
6,15
a=b=c= a = b = c = 2,05 m
3
Logo: “a”, “b”, “c”, “d”, “e” e “f” = 2,05 m e a barra “q” = 1,38 m

c.4 ) As barras “m” e “u” são iguais e são calculadas por:

48
m m
tg 13º = 0,230 =
a l 2,00
m
α = 13º m = 0,230 x 2,00 m = 0,46 m
l
Logo “m” = “u” = 0,46 m

c.5 ) As barras “n” e “t” são iguais e são calculadas por:


2 2 2 2 2 2
n =k +m n = 2,00 + 0,46
n
m
n2 = 4,00 + 0,2116 n 2= 4,2116
k
n= 4,2116 n = 2,05 m
Logo “n” = “t” = 2,05 m

c.6 ) As barras “o” e “s” são iguais e são calculadas por:

o o
b tg 13º = 0,230 =
l+k 4,00
a o
m = 0,230 x 4,00 o = 0,92 m
l k α = 13º
Logo “o” = “s” = 0,92 m

c.7 ) As barras “p” e “r” são iguais e são calculadas por:

2 2 2 2 2 2
p =q +j p = 1,38 + 2,00
p q r 2
2
p = 1,90 + 4,00 p = 5,90

j i p= 5,90 p = 2,42 m

Logo “p” = “r” = 2,42 m

c.8 ) Resumo dos comprimentos das barras:

Barra Comprimento ( metros ) Barra Comprimento ( metros )


a 2,05 m 0,46
b 2,05 n 2,05
c 2,05 o 0,92
d 2,05 p 2,42
e 2,05 q 1,38
f 2,05 r 2,42
g 2,00 s 0,92
h 2,00 t 2,05
i 2,00 u 0,46
j 2,00 k 2,00
l 2,00

c.9 ) Comprimento total das barras:

C = 2,05 x 8 + 2,00 x 6 + 0,46 x 2 + 0,92 x 2 + 2,42 x 2 + 1,38 C = 37,38 m

d ) Dimensionamento da barra mais carregada, comprimida, barra “a” :

• Dados para o dimensionamento:

49
• Carga axial de compressão, N, em kgf: N = 1111, 35 kgf
• Comprimento da barra ( utiliza-se o comprimento da barra mais longa, ou seja, as barras “p” ou “r” ), em cm:
L = 242,0 cm
• Vinculação das barras: Bi-rotuladas e, por conseqüência, LfL = L = 242,0 cm

• Perfil L, abas iguais, Z = 6,2

Dimensionamento:

ζ = 242,0 x 6,2 x 1200


ζ = 242,0 x 2,58 ζ = 626,14 > 430,4353
1111,35
Raio de giração mínimo:

LfL 242,0 242,0


i min = i min = 1,21 cm
λ= λ = 200 ( máx ) 200 = 200
i min i min
Área mínima da seção da barra:

N 1111,35 1111,35 1111,35 2


σfL = σfL = 259,075 = A= A = 4,28 cm
A A A 259,075

Com os valores encontrados, na tabela dos perfis L, abas iguais, laminados encontra-se o perfil adequado a
esta situação de dimensionamento que é : L de 1 ¾” x 1 ¾” x ¼” com A = 5,22 cm2 e ix = iy = 1,34 cm e pesando
4,12 kgf / m.
Obs: No caso dos perfis L e com a treliça trabalhando no plano vertical não se faz necessário utilizar o valor
de imin tabelado e no lugar deste, ix = iy

d.1 ) Cálculo do peso próprio da treliça:

P próprio = Comprimento total de perfil L x kgf / m do perfil. Então:

Pp = 37,38 x 4,12 + 10 % ( soldas e chapas de ligação ) Pp = 169,40 kgf

d.2 ) Dimensionamento das soldas e chapas de ligação ( chapas “gousset” ):


Fx 1111,35 1111,35 1111,35
τ= τ= 900 = L =
0,7 x b x L 0,7 x 0,3 x L 0,7 x 0,3 x L 0,7 x 0,3 x 900

L = 5,88 cm com aproximação L = 6,00 cm

Detalhes construtivos:
mm
3 1111,35 kgf
cm
Eixo preferencial m in 6 ,0 0
para o apoio
“a”
Ba rr a
1082,86 kgf
Barra “l”

min 6,00 cm mm
3
Chapa “gousset” espessura mínima 1/4” ou 6,35 mm

50