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CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÃO PAULO

UNIDADE CONCEIÇÃO

Resenha Crítica AV1


Tainá Rubio Alves Piauhy

Trabalho da disciplina – Direito


Processual Civil I
Prof. Ms. Rubico Petroni

São Paulo
2020

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XXXXXXXXXXX

Os princípios processuais são a estrutura essencial de todo o processo. Sendo


assim, não podemos deixá-los de lado, ao contrário, é preciso um reconhecimento
maior aos princípios para um melhor domínio de nossa natureza processual.
Para estruturar os processos, contamos com os princípios que norteiam, orientam e
delimitam a atividade dos sujeitos no processo.
Falando um pouco sobre princípios, podemos contar com o devido processo legal,
que assegura o direito de ação e o direito de defesa, apresentando-se com uma
ampla garantia constitucional, visando um processo justo, devido.
Já o princípio do juiz natural, trata-se de um juiz preliminarmente responsável, na
configuração da lei, como apto para o julgamento de determinada lide. Neste caso,
este princípio impede que tenha o abuso de poder por arte do juiz.
O princípio do contraditório diz que cada atuação cometida durante o processo seja
decorrente da participação ativa das partes e surgem como garantia de justiça para
as partes, onde o juiz tem a obrigação de escutar as duas partes durante o
processo. O princípio da ampla defesa, unifica-se no direito das partes em repassar
argumentos em favor das partes e manifestá-los, nos limites legais em que isso for
capaz. Existe então, uma ligação do princípio da ampla defesa com os princípios da
igualdade e do contraditório.

PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA MOTIVAÇÃO DAS DECISÕES JUDICIAIS

O Princípio está destacado na Constituição Federal, art. 93, IX, e disciplina


o seguinte: “Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e
fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade [...]”. De forma sucinta,
lógica, a necessidade de as partes destacarem minunciosamente os motivos que
levaram o juiz a utilizar determinada forma de julgamento.

Atualmente existem decisões genéricas, a realidades atinente ao processo


oe o Magistrado sentenciando sob o pretexto de um “Sendo de Justiça” sem a
fundamentação legal, e, portanto, o tem como pretexto coibir tal prática, o Novo

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C.P.C 2015, em seu art. 11, disciplina que “Todos os julgamentos dos órgãos do
Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de
nulidade”. Ademais, conforme o art. 10, “O juiz não pode decidir, em grau algum de
jurisdição, com base em fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes
oportunidade de se manifestar, ainda que se trate de matéria sobre a qual deva
decidir de ofício”.

Por tais motivos há a necessidade de que os magistrados devam demonstrar


que o princípio da motivação das judiciais estejam sempre pautadas tenham a sua
fundamentação.

PRINCÍPIO DA MOTIVAÇÃO À LUZ DO CONTROLE EXTERNO DO PODER


JUDICIÁRIO

Aos olhos de muitos, fica evidente de que há uma certa censura pelo Judiciário, no
entanto, os atos internos visa controlar e verificar se as decisões judiciais estão
respeitando todos os princípios Constitucionais com o fito de que não haja excesso
ou parcialidade como é exigência ao respeito ao Estado Democrático de Direito.

A discussão quanto a motivação das decisões judiciais já um fato absorvido pelos


magistrados, deve continuar para a manutenção de uma democracia irrestrita e
ampla.  

PRINCÍPIO DA MOTIVAÇÃO DAS DECISÕES JUDICIAIS À LUZ DA


CONSTITUIÇÃO FEDERAL E DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL

As decisões judiciais têm a sua garantia no texto constitucional no artigo 93 da Carta


Maior, que dispõe em âmbito primeiro grau, bem como dos Tribunais, inclusive
administrativas.:

“Art. 93. Lei Complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal,


disporá sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes
princípios:

IX – todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão


públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade,

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podendo a lei limitar a presença, em determinadas atos, às próprias
partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a
preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não
prejudique o interesse público à informação;

X – as decisões administrativas dos tribunais serão motivadas e em


sessão pública, sendo as disciplinares tomadas pelo voto da maioria
absoluta de seus membros”.

Portanto, a ausência de fundamentação nos atos decisórios gera a consequente


nulidade do pronunciamento judicial de cunho específico que é a garantia da
ponderação e lisura do julgamento por parte do magistrado.

SENTENÇA DE EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO E


SENTENÇA MERAMENTE HOMOLOGATÓRIA

Conforme diploma legal do Código de Processo Civil no seu artigo 459 deverá o
magistrado nos juízes nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito
deve decidir de forma concisa.

Com isso, o magistrado deverá proferir sentença sem analisar o mérito, nos moldes
do artigo 267 do Código de Processo Civil, isto ocorrerá sem que haja a violação de
qualquer dispositivo da letra da lei.

Portanto, o ato decisório não estaria fadado à modificação por respeito do princípio
constitucional da motivação, conforme o artigo 458 do Código de Processo Civil
Brasileiro.

 DESPACHOS DE MERO EXPEDIENTE

No processo extem os atos denominados de despacho da sentença e da decisão


interlocutória, é a total ausência de caráter terminativo, conforme art. 162, parágrafo
3º, CPC.

Salutar informar para um melhor entendimento que, alguns despachos proferidos


pelos juízes nos autos do processo: a) “manifeste-se o Ministério Público”; b) “digam

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as partes”; c) “expeça-se ofício”; d) “ cumpra a serventia o determinado”, e tantos
outros que poderiam ser citados neste trabalho.

Portanto, os despachos estão juridicamente autorizados a serem proferidos sem


observância de fundamentação ou motivação, por não terem objetivo resolutivo.

CONSEQUÊNCIA DA AUSÊNCIA DA MOTIVAÇÃO DAS DECISÕES JUDICIAIS

A motivação das decisões judiciais é fundamental nas decisões judiciais, portanto a


sua ausência é abissalmente uma falta de a lisura técnica das decisões judiciais.

A fundamentação judicial permite condições de compreendê-la e de combatê-la


através do recurso adequado. É notório de que não resta dúvida quanto ao texto
constitucional conforme a interpretação adversa daquela existente, podendo alegar
pela nulidade da sentença pela falta de motivação.

Portanto, cabendo a todos uma análise crítica e ao exame atencioso e rigoroso, sob
pena de ver prevalecer uma decisão judicial e possa conspurcar pela inobservância
ao princípio da motivação.

Princípio constitucional da publicidade dos processos e dos atos processuais.......

PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA

O princípio constitucional do duplo grau de jurisdição nos traz que, as partes tem o
direito dos seus recursos serem julgados por um órgão diferente daquele que
proferiu a decisão, ou seja, um juízo superior aquele que julgou o caso em primeira
instância.
O princípio do duplo grau de jurisdição visa garantir o direito de submeter a decisão
a uma nova apreciação jurisdicional, seja total ou parcial, desde que atendidos
determinados pressupostos específicos, que são previstos em lei.

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PRINCÍPIO DA RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO

O princípio da razoável duração do processo legal foi inserido expressamente pelo


Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos que entrou em vigor em 24 de abril
de 1992. Este princípio trata que toda pessoa deve ser ouvida, com suas devidas
garantias e que o processo seja realizado dentro de um prazo razoável, por um juiz
ou tribunal competente.

Conforme consagrado no texto constitucional no seu artigo 5º, LXXVIII, da CF/ 88 [...]

a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável


duração do processo e os meios que garantem a celeridade de sua
tramitação."

Portanto, o dispositivo constitucional adveio da EC 45/2004, visa,


evitar os excessos ou os extremos de passagens pretéritas e que elas
devem ser esquecidas em nome de uma melhor e mais adequada
compreensão do papel a ser desempenhado pelo juiz, portanto,
deverá ser respeitado todos os atos processais dentro de prazo de
forma celeri, oportunizando uma prestação jurisdicional em menos
tempo e mais acessível a todos, inclusive ao Estado, em respeito ao
princípio da economia processual.

Finalizando, o maior interessado em uma menor duração do


processo são as partes envolvidas no conflito, e a Sociedade.

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PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PUBLICIDADE DOS
PROCESSOS

No poder Judiciário deve existir a transparência de todos os seus atos


e julgamentos de seus órgãos, CF/88 garante ao cidadão a garantia
fundamental da publicidade de seus atos.

Conforme preconiza a Constituição Federal de 1988, no seu art. 93,


inciso IX, acentua de que os todos os julgamentos dos órgãos do
Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões,
sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em
determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente
a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do
interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação.

Nesta mesma toada, cabe destacar que os princípios são normas


buscam fim a ser atingindo e orientar uma interpretação no meio
jurídico.

Vários são os motivos pela publicidade, pois visa manter avaliação em


caso concreto para verificar se há correspondência entre a prescrição
normativa e a situação fática presente, e, ainda, se há a detecção
segundo o qual a “prova da alegação incumbirá a quem a fizer”.

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Finalizando dizer de que, a publicidade de atos do Poder Judiciários é
princípio a inspira o poder judiciário.

Existem condições para que o Poder Judiciário tenha como exceção a


não publicidade de seus atos, quando a lei contemple o caso, a
situação possa causar prejuízo a interesse público e privado, o sigilo
no processo criminal, o sigilo no inquérito policial e o sigilo no
procedimento investigatório criminal do Ministério Público.

Portanto, a argumentação posta ao princípio da publicidade visa


regular um mecanismo de transparência que possa acompanhar todos
os atos processuais.

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Referências Bibliográficas:

 https://jus.com.br/artigos/22857/principio-do-devido-processo-legal – Acesso em
15/05/2020, às 10:29
 https://jus.com.br/artigos/43034/o-principio-do-juiz-natural – Acesso em 15/05/2020, às
10:49
 https://jus.com.br/artigos/49374/principios-do-contraditorio-e-da-ampla-defesa – Acesso
em 15/05/2020, às 12:34
 https://canalcienciascriminais.jusbrasil.com.br/artigos/715328190/o-principio-do-duplo-
grau-de-jurisdicao - Acesso em 15/05/2020, às 14:35
 https://ambitojuridico.com.br/edicoes/revista-172/principio-da-razoavel-duracao-do-
processo-seus-desdobramentos-e-seus-descumprimentos/ - Acesso em 15/05, às 16:13