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PORTUGUÊS

MANUAL DE UTILIZAÇÃO, MANUTENÇÃO


E PEÇAS DE SUBSTITUIÇÃO
MODELO: MS14Z MS16Z / MS16D / MS19Z /
MS19D

EDIÇÃO DO MANUAL 009

Kleemann GmbH Ltd


Kleemann GmbH
Manfred-Wörner-Straße 160
73037 Göppingen

Tel: +49 7161 206-0


Fax +49 7161 206-100
www.kleemann.info

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REVISÕES MS14Z/MS16Z / MS16D/MS19Z /MS19D

Edição 006 3.2.5 Funcionamento do transportador auxiliar revisto para rebater o transportador auxiliar.
Figura 26-00 acrescentada para rebater o transportador auxiliar.

Edição 007 Manual de utilização actualizado para suportar versões de 3 andares

Edição 008 Motor da unidade de alimentação actualizado (fila III)

Edição 009 Manual de utilização actualizado para suportar a versão MS14

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ÍNDICE
MS19/MS16/MS14
Página

SECÇÃO 1 INTRODUÇÃO 1-1

SECÇÃO 2 SEGURANÇA 2-1


2.1 Aviso e segurança. 2-1
2.2 Regras de segurança – O que fazer e o que não fazer 2-3
2.3 Descrição das peças da máquina 2-5

SECÇÃO 3 PROCEDIMENTOS DE OPERAÇÃO 3-1


3.1 Ligar a máquina 3-1
3.1.1 Ligar o motor (74 kW, 100 CV) 3-5
3.1.2 Ligar o motor (94 kW, 127 CV) 3-7
3.1.3 Parar o motor 3-8
3.1.4 Controlo umbilical da lagarta 3-9
3.1.5 Controlo remoto por rádio da lagarta 3-10
3.2 Configuração da máquina 3-11
3.2.1 Rebater os transportadores laterais e traseiro 3-11
3.2.2 Levantar a unidade de crivo 3-13
3.2.3 Configuração da grelha basculante 3-17
3.2.4 Configuração da perna de aterragem 3-19
3.2.5 Funcionamento do transportador auxiliar 3-20
3.3 Funções de operação 3-22
3.3.1 Definição de pré-arranque 3-22
3.3.2 Sequência de arranque 3-23
3.3.3 Funcionamento das válvulas de controlo 3-24
3.4 Paragens de emergência 3-25
3.4.1 Parar a máquina numa emergência 3-25
3.4.2 Arranque depois da activação de uma paragem de emergência 3-25
3.5 Preparar uma máquina para o transporte 3-26
3.5.1 Rebater o transportador lateral para o transporte 3-26
3.5.2 Rebater a grelha para o transporte 3-27
3.5.3 Rebater crivo e extremidade traseira para transporte 3-27
3.5.4 Carregar uma máquina num reboque 3-28

SECÇÃO 4 PEÇAS DE SUBSTITUIÇÃO 4-1


4.1 Peças de substituição recomendadas 4-1

SECÇÃO 5 MANUTENÇÃO 5-1


5.1 Segurança 5-1
5.2 Generalidades 5-1
5.3 Plano de manutenção 5-2
5.4 Informações sobre a lubrificação 5-5
5.5 Manutenção do motor 5-6
5.6 Manutenção das lagartas 5-8
5.7 Lubrificantes recomendados 5-8
5.8 Manutenção dos rodados 5.8
5.9 Terminologia do serviço de manutenção 5-9

SECÇÃO 6 PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 6-1


6.1 Instruções para o alinhamento seguro da correia do transportador 6-1
6.2 Instruções para a mudança de filtro. 6-2
6.2.1 Filtro do ar 6-3
6.2.2 Filtro do óleo hidráulico 6.4
6.2.3 Óleo do motor e filtro do combustível 6-4
6.3 Substituição dos meios de crivagem 6-5
6.3.1 Substituição do andar superior 6-5
6.3.2 Substituição do andar inferior 6-5

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6.4 Verificar o estado de funcionamento de uma unidade de crivo de 2 rolamentos 6-7
6.4.1 Verificar o movimento circular 6-7
Página

SECÇÃO 7 DETECÇÃO DE FALHAS


7.1 Tabela de detecção de FALHAS 7-1

SECÇÃO 8 ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA DA MÁQUINA


8.1 MS14/MS19Z / MS19D & MS16Z / MS16D 8-1

SECÇÃO 9 MANUAL DAS LAGARTAS 9-1

SECÇÃO 10 APÊNDICE 10-1


10.1 Orientação da máquina 10-1
10.2 Dimensões do MS19Z / MS19D 10-2
10.3 Dimensões do MS14MS16Z / MS16D 10-8
10.4 Tabela de binários de aperto dos parafusos 10-14
10.5 Funcionamento do painel de controlo e manual de peças 10-15
10.6 Listagem de peças 10-16
10.7 Diagramas hidráulicos 10-17
10.8 Diagrama de nível sonoro 10-18

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Informações iniciais da garantia


IMPORTANTE: A GARANTIA NÃO PODE SER ACCIONADA SEM A RECEPÇÃO DESTE FORMULÁRIO. PREENCHA-O NA SUA
TOTALIDADE E DEVOLVA-O.
Nome do cliente

Nome da empresa

Endereço

Telefone

Fax:

e-mail

Id. federal # (só clientes nos E.U.A.)

Máquina adquirida por


Concessionário
Modelo #
Série #
Série do painel de controlo #
Série da lagarta # Dir. Esq.
Data de aquisição

Leitura do contador de horas na altura da Série do painel de controlo n.º


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INTRODUÇÃO SECÇÃO 1
Agradecemos a aquisição de MS19/MS16/MS14. Este manual foi concebido para o ajudar a trabalhar e a
fazer a manutenção da sua nova máquina correctamente e em segurança a fim de garantir anos de serviço e
produção com segurança e fiabilidade. Assegure-se de que todos os proprietários, operadores ou outras
pessoas que trabalhem na máquina ou junto dela lêem e compreendem este manual. A observação dos
procedimentos e dos prazos descritos neste manual ajuda a evitar perigos, a reduzir as reparações
dispendiosas e o tempo de inactividade e a aumentar a fiabilidade da máquina.

MS19/MS16/MS14 é uma máquina concebida e construída segundo os mais elevados padrões, integrando
materiais e componentes de qualidade. A Kleemann GmbH tomou todos os cuidados para que recebesse
uma máquina segura e fiável, capaz de lhe oferecer anos de produção.

A MS19/MS16/MS14 foi concebida para responder aos mais elevados requisitos em termos de segurança.
Não obstante, a má utilização desta máquina pode resultar em ferimentos graves, morte, danos na máquina
e invalidar a garantia do fabricante.

Este manual de funcionamento deve acompanhar sempre a máquina.

Utilização prevista da máquina


A MS19/MS16/MS14 é uma máquina de separação de materiais portátil e autónoma para peneirar materiais
de vários tamanhos. Os materiais típicos incluem areia e cascalho, pedra, solo, carvão e terra. Se precisar
de peneirar outro material não listado, consulte a fábrica.

A Kleemann GmbH não se pode responsabilizar por danos decorrentes de uma má utilização.

Contactar a Kleemann GmbH Ltd.


Se tiver dúvidas relativamente à sua MS19/MS16/MS14, contacte-nos pelo seguinte número:
0044 28-8774 0926
Ligando para este número, pode falar com pessoas dos seguintes departamentos: assistência técnica,
vendas, produção, contabilidade e engenharia.

Secções do manual do proprietário


O que se segue é um apanhado de cada secção e seu conteúdo.
Garantia
Resume a garantia do fabricante para esta máquina.
Informação Geral
Informações técnicas e dados relacionados com a máquina e com os seus componentes.
Segurança
Informações de segurança relacionadas com todos os aspectos da máquina incluindo funcionamento,
assistência técnica, sistema hidráulico, sistema eléctrico, autocolantes e avisos de segurança e transporte.
Procedimentos de funcionamento
Resume os procedimentos de funcionamento básicos incluindo a descarga de transporte, configuração no
local, funcionamento, preparação da viagem, carregamento de transporte e instruções para armazenamento
a longo prazo.
Procedimentos de manutenção
Esta secção cobre intervalos de assistência técnica e verificações gerais de manutenção incluindo: todas as
mudanças de óleo e de filtros, manutenção do aperto das correias, manutenção da roda intermediária,
manutenção do crivo, manutenção da escova e pressão dos pneus com especificações do binário da
contraporca.
Peças de serviço
Esta secção cobre a identificação e o processo de encomenda das peças de serviço comuns.

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Problemas, erros e omissões
Acreditamos que este manual lhe prestará as informações necessárias para trabalhar e fazer a manutenção
da sua máquina para muitos anos de serviço. Se achar que este manual tem algum erro, ou se tiver
problemas com as seguintes directrizes deste manual, ou se achar que este manual tem algumas
informações em falta, contacte-nos para que possamos rectificar os imediatamente os problemas.

Direitos de Autor
Esta máquina foi registada pela Kleemann GmbH Ltd. As informações, o texto, os desenhos ou os dados
técnicos não podem ser copiados, distribuídos, alterados, guardados em suporte electrónico, revelados a
terceiros ou usados para fins de concorrência.

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SEGURANÇA …………… SECÇÃO 2
2.1 Avisos e símbolos
A maior parte dos acidentes relacionados com o funcionamento do produto, a manutenção e o transporte
são causados pela não observação das regras e dos cuidados básicos de segurança. A detecção atempada de
potenciais perigos pode, muitas vezes, ajudar a evitar acidentes. É preciso que alguém anteveja sempre os
potenciais perigos de cada situação. Esta pessoa tem também de ter os conhecimentos, a habilidade e o
equipamento necessários para realizar estas tarefas da forma adequada. Os avisos impressos na máquina e
nesta publicação NÃO são inclusivos. A Kleemann GmbH Ltd não consegue antecipar todas as
situações potencialmente perigosas. Sempre que actue de uma forma que a Kleemann GmbH Ltd não
tenha recomendado, tem de garantir de que esse acto é seguro para si e para os outros. Da mesma
forma, o acto não pode comprometer a segurança, nem o funcionamento do produto para uso futuro. Em
caso de dúvida, contacte a Kleemann GmbH Ltd. para esclarecimentos.

O funcionamento, a manutenção ou o transporte pode resultar em ferimentos ou na morte. Não trabalhe


com este produto se não tiver sido formado pela fábrica. Não tente trabalhar, fazer a manutenção ou
transportar o produto sem ler com atenção e compreender na totalidade as secções de segurança,
funcionamento, manutenção e/ou transporte deste manual. (Ver a secção 3)
Os cuidados e os avisos de segurança são indicados nesta publicação e no produto. A não observação destes
perigos pode resultar em ferimentos ou na morte. Os perigos são simbolizados por palavras de sinal, como
Perigo, Aviso, Cuidado e Atenção. O produto dispõe de vários rótulos de aviso estampados. Os rótulos de
aviso estão agrupados em três categorias:

Perigo
Isto indica uma situação extremamente perigosa. Se não forem tomadas as devidas precauções, o resultado
pode ser ferimentos graves ou a morte.

Aviso ou Cuidado
Isto indica uma situação perigosa. Se não forem tomadas as devidas precauções, o resultado pode ser
ferimentos graves ou a morte.

Prima o interruptor de paragem de emergência em


direcção à máquina para desligar todo o motor. Para as
localizações, ver a secção 3.4.1.

Ao trabalhar com partes móveis da máquina,


certifique-se de que mantém as mãos e os pés
afastados delas.
Nunca aproxime a grelha basculante com a máquina
em funcionamento. Use sempre vestuário de
segurança aprovado EN/ANSI. Consulte a figura 1.

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Bloqueie a máquina/coloque rótulos durante todos os
trabalhos de manutenção para evitar um arranque
acidental. Localizado dentro da porta da unidade de
alimentação esquerda junto ao refrigerador do óleo.

Atenção
Indica uma situação potencialmente perigosa. Se não forem tomadas as devidas precauções, pode resultar
em ferimentos e/ou danos na máquina.

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2.2 REGRAS DE SEGURANÇA: O QUE FAZER E O QUE NÃO FAZER NUMA
MÁQUINA KLEEMANN MACHINE 2.2.1 ERRADO:

• Retirar a obstrução ou tentar a manutenção com o motor a trabalhar.

• Trabalhar com a máquina sem ter lido bem os manuais.

• Ficar dentro de um raio de 15 m (50 pés) da máquina durante o seu


funcionamento.

• Não aumente a pressão no sistema para não danificar a bomba, as mangueiras, os


encaixes das mangueiras e a estrutura actual da máquina.

• Não arranque, nem pare a máquina (excepto em casos de emergência) com as


alavancas de controlo na posição de operação, por isso poderia encravar o motor,
cortar chaves e acoplamentos, rebentar juntas e danificar a estrutura actual da
máquina.

• Trabalhar com a máquina sem as protecções.

• Retirar protecções.

• Abrir as portas de inspecção com a máquina em funcionamento.

• Não rebente mangueiras hidráulicas, mangueiras ou encaixes com as mãos, pois o


óleo hidráulico, sob pressão, penetra na pele e causa ferimentos graves.

• Entrar na área de carga com a máquina a trabalhar.

• Ficar sob os transportadores.

• Ficar sob qualquer tambor superior.

• Usar a máquina junto de cabos de electricidade.

• Tocar em superfícies quentes.

• Usar roupa larga junto da máquina.

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• Exceder a velocidade de ralenti do motor, no caso de a marcha ser feita com os
transportadores laterais rebatidos para fora.
2.2.1 CERTO:

• Lubrificar diariamente os rolamentos do crivo

• Mudar os filtros e o óleo com regularidade

• Lubrificar a máquina com regularidade.

• Inspeccionar a máquina com regularidade.

• Verificar o alinhamento da correia do transportador antes da correia de passagem.

• Estude todos os manuais antes de trabalhar com a máquina.

• Respeite todos os rótulos de aviso.

• Substitua os rótulos ilegíveis ou em falta por novos antes de trabalhar com a


máquina.
• Empregue pessoal qualificado e instruído.

• Lubrifique TODAS as barras de cilindros hidráulicos expostas a cada 8 semanas


para evitar a corrosão.

• Utilize sempre vestuário de protecção justo e adequado (respeitando as normas


EN/ANSI). O vestuário de protecção inclui capacete duro, óculos de protecção,
protecções para os ouvidos, macacões justos, botas com biqueira de aço, vestuário
que ofereça boa visibilidade e luvas.

Figura 1

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2.3 DESCRIÇÃO DE MS19/MS16/MS14
Esta secção esclarece o utilizador sobre a localização e o funcionamento dos
componentes do MS19/MS16/MS14. (Consulte a fig. 2)

Fig. 2
1) Grelha – Separa o material de grandes dimensões e que não pode ser peneirado do
material que pode e rejeita este material para o lado do alimentador. A grelha pode se
inclinada de vez em quando para limpar o material que assenta nela depois do
carregamento.

2) Alimentador – Consiste numa tremonha e numa correia de 3 dobras de 1200 mm (48


polegadas) (MS19/MS16), de 900 mm (36 polegadas) (MS14) para trabalhos pesados.
Actua como uma reserva para matéria-prima e controla a taxa a que o material é
alimentado para a unidade de crivo.3) Transportado principal – Uma correia de 3
dobras de 1050 mm (42 polegadas) (MS19/MS16), de 900 mm (36 polegadas) (MS14)
entrega material da tremonha para a unidade de crivo.

4) Unidade de crivo - Esta é a parte mais importante da máquina. Vai peneirar matéria-
prima para três produtos. Podem se produzidos diferentes graus de produto dependendo
das tramas de rede instaladas. E, neste caso, quatro produtos de 3 andares.
5) Extremidade traseira (produto fino) Transportador – Uma correia de três dobras
de 1200 mm (48 polegadas) (MS19/MS16), 1050 mm (42 polegadas) (MS14) leva o
material peneirado mais fino da unidade de crivo para a pilha de reserva de descarga.6)
Transportador lateral esquerdo (produto médio) – Uma correia de três dobras de 800
mm (32 polegadas) (MS19/MS16), 650 mm (26 polegadas) (MS14) leva o material
peneirado médio da unidade de crivo para a pilha de reserva de descarga.

7) Transportador lateral direito (produto grande) – Uma correia de três dobras de 800
mm (32 polegadas) (MS19/MS16), 650 mm (26 polegadas) (MS14) leva o material
peneirado grande da unidade de crivo para a pilha de reserva de descarga.

8) Unidade de alimentação – inclui o motor, o depósito hidráulico e os controlos


operacionais da máquina.
NOTA: OS LADOS ESQUERDO E DIREITO DA MÁQUINA ENTENDEM-SE
DO PONTO DE VISTA DE QUEM FICA NA EXTREMIDADE DA TREMONHA
OLHANDO EM DIRECÇÃO À DESCARGA DO TRANSPORTADOR
POSTERIOR.

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PROCEDIMENTOS DE OPERAÇÃO SECÇÃO 3
3.1 LIGAR O MOTOR
Funcionamento

NÃO tente pôr a máquina a funcionar se não tiver sido devidamente formado por um
técnico Kleemann GmbH. Assegure-se de que o operador leu este manual e está
perfeitamente consciente da forma como funciona. Assegure-se de que toma todos os
cuidados para que a máquina seja posta em funcionamento apenas de uma forma segura e
fiável. Siga toda a legislação, códigos ou regulamentos relativos a questões de segurança.
A máquina só deve funcionar depois de garantir que todos os dispositivos de segurança
estão no local e a trabalhar devidamente, incluindo todas as protecções, dispositivos de
segurança, autocolantes de segurança e de aviso, interruptores de paragem de emergência,
tampas de depósitos e elementos de escape. As máquinas equipadas com motores de
combustão interna têm de funcionar sempre no exterior ou em áreas devidamente
ventiladas. Use sempre botas de segurança, vidros e capacetes duros durante o
funcionamento da máquina. Evite usar roupa larga, gravatas ou lenços.

Arranque da máquina

Antes de configurar a máquina, dê uma volta e verifique o seguinte:


1. Inspeccione a área à volta da máquina em busca de potenciais riscos, fios ou
estruturas acima do nível da cabeça, subidas ou inclinações, pólos ou árvores, etc.,
identifique todas as situações antes de continuar. A máquina tem de ser
configurada em solo firme e plano por questões de segurança e de desempenho
máximo.
2. Estabeleça uma zona tampão à volta da máquina para ser deixada livre de pessoas
ou objectos estranhos durante o seu funcionamento.
Ao configurar a máquina, verifique o seguinte:
1. Assegure-se de que foram tomadas todas as precauções de segurança antes do
arranque da máquina (ver o pré-arranque da máquina)
2. Mantenha todo o pessoal fora da zona tampão durante a elevação da máquina e o
rebatimento do transportador radial.
3. Impeça a máquina de resvalar bloqueando as rodas de transporte, caso se aplique,
baixando as pernas e elevação e elevando o eixo do macaco (se estiver equipado).
4. Nivele a máquina da frente para trás e de lado a lado com blocos firmes.
5. Rebata os transportadores segundo o procedimento de funcionamento listado para
a sua máquina. Imobilize todos os suportes.

Pré-arranque da máquina

NÃO tente pôr a máquina a funcionar se não tiver sido devidamente formado por um
técnico Kleemann GmbH. A legislação relativa ao funcionamento seguro da maquinaria
varia de país para país e de estado para estado. Por isso, é da responsabilidade do
utilizador garantir que o seu funcionamento está em conformidade com as leis locais.
Antes de pôr a sua separadora Kleemann em funcionamento, dê uma volta e verifique o
seguinte:
1. Verifique se a máquina se encontra em bom estado mecânico e se não há
componentes danificados ou em falta. Certifique-se de que todos os dispositivos
de segurança, protecções, parafusos e encaixes foram bem instalados e apertados.

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2. Todos os transportadores foram completamente rebatidos com os suportes no
devido local.
3. Certifique-se de que a tremonha de alimentação, as correias do transportador, a
unidade de crivo e a peneira (se estiver equipado) não têm material.
4. Verifique se há obstruções que poderiam inibir o movimento dos transportadores.
5. Certifique-se de que todas as válvulas hidráulicas estão em posição neutra.
6. Certifique-se de que todos pinos de segurança estão na posição certa.
7. Saiba onde se situam todas as paragens de emergência.
8. Assegure-se de que a máquina está bloqueada, nivelada e estável. Todas as pernas
de elevação estão devidamente fixas.
9. Assegure-se de que todo o pessoal e equipamento estão fora da zona tampão.

Durante o funcionamento

1. Concentre-se sempre e preste atenção ao trabalho que estiver a fazer.


2. Ao primeiro sinal de falha, desligue e bloqueie a máquina (consulte a secção
seguinte).
3. Mantenha-se afastado de todos as extremidades de descarga dos componentes da
máquina, como transportador posterior, transportadores laterais, descarga da
grelha basculante e unidade de crivo. Existe o risco de ferimentos graves ou de
morte devido à descarga de material destes componentes.
4. Leia e observe todos os rótulos de aviso.
5. A máquina só deve funcionar com todos os dispositivos de segurança e protecções
no local.
6. Mantenha as mãos e os dedos longe de objectos móveis como crivo,
transportadores e raspadores, conjuntos de rotação de transportadores e o
compartimento do motor.
7. Não suba, nem entre na máquina durante o funcionamento.
8. Não rebata o transportador durante o funcionamento.
9. Não transporte a máquina durante o funcionamento.
10. É preciso avisar todo o pessoal antes de usar o telecomando.

Bloquear/colocar rótulos

1. Respeite os procedimentos de desligamento (ver Desligar a máquina na secção


Operações).
2. Rode a chave da ignição para a posição de desligamento e retire-a.
3. Feche a porta do painel de controlo no motor e feche-a à chave.
4. Active, pelo menos, um botão de paragem de emergência.
5. Isole a máquina desligando o isolador da bateria.
6. Bloqueie o interruptor do isolador da bateria com um cadeado ou um kit de
bloqueio/colocação de rótulos e retire a chave.
7. É aconselhável ter um rótulo de manutenção/reparação fixado no painel de
controlo para notificar todo o pessoal de que a máquina foi imobilizada. Só depois
de o problema ter sido reparado e inspeccionado, é que o rótulo pode ser retirado.
8. Siga as precauções de segurança necessárias ante de voltar a pôr a máquina em
funcionamento (ver Arranque da máquina nesta secção).

Manutenção

Página 2
O pessoal competente tem de realizar os trabalhos de manutenção ou reparação na
máquina. Estes actos só podem ser realizados com a máquina em solo robusto e plano e
protegida de movimentos ou deformação acidentais. Avalie sempre os potenciais riscos
da situação antes de tomar qualquer acção. Assegure-se de que as seguintes precauções
de segurança são sempre cumpridas.

1. Bloqueie a máquina antes de qualquer outra acção.


2. Nunca permaneça nem trabalhe por baixo de uma carga em suspensão.
3. Nuca use conjuntos da máquina ou peças como área de trabalho ou ajuda para
subir. Ao trabalhar na máquina, use apenas plataformas de segurança ou escadas
adequadas.
4. Ao deslocar conjuntos da máquina grandes e/ou pesados para remover, substituir
ou realizar trabalho, garanta que todas as partes estão presas com a devida
suspensão e que são seguidas todas as práticas habituais de suspensão
5. Use sempre arneses de segurança indicados ao trabalhar a mais de 7 pés do chão.
6. Ao encher um pneu use um mandril pneumático e uma mangueira com
comprimento suficiente que lhe permita ficar de um lado do pneu. Não fique
frente a um pneu durante o seu enchimento.
7. Uma separação súbita do pneu do aro pode provocar ferimentos ou morte. O pneu
deve ser separado do aro com o equipamento adequado e por pessoal devidamente
formado.
8. Nunca proceda à manutenção com ferramentas que possam causar faíscas ou uma
fonte de ignição para o combustível.
9. O polimento, a soldagem ou o corte por chama só podem ser realizados com a
autorização do fabricante. Pode haver risco de explosão e incêndio
• Assegure-se de que a máquina e as suas proximidades não têm pó, nem
outras fontes de ignição para evitar o risco de explosão.
• As instalações onde o trabalho se irá realizar também devem ser
devidamente ventiladas.
• Não aqueça, nem solde o conjunto de pneu e roda. O calor pode fazer com
que o pneu/roda enfraqueça ou expluda.
• Tem de colocar o interruptor do isolador da bateria na posição de
desligado. Bloquear/colocar rótulos. Isto irá ajudar a evitar danos em
partes electrónicas sensíveis da máquina.
10. Todos os trabalhos realizados no sistema eléctrico têm de ser levados a cabo por
um electricista qualificado em conformidade com as práticas habituais e eventuais
leis, códigos ou regulamentos.
• Antes de qualquer trabalho realizado no sistema eléctrico, desligue sempre
os cabos da bateria, verifique se as peças desligadas da máquina têm
energia e terra ou efectue um curto-circuito.
• O sistema eléctrico tem de ser inspeccionado e verificado em intervalos
regulares. Procure defeitos como ligações soltas, cabos deteriorados,
queimados ou danificados.
11. Todos os trabalhos realizados no sistema hidráulico têm de ser levados a cabo por
um especialista em hidráulica qualificado em conformidade com as práticas
habituais e eventuais leis, códigos ou regulamentos.
• Nunca use as mãos ou outras partes do corpo para verificar fugas
hidráulicas. Use um pedaço de cartão ou de papel. Antes de realizar
qualquer serviço ou trabalho de manutenção no sistema hidráulico,
assegure-se de que está despressurizado.

Página 3
• Todo o equipamento levantado e baixado hidraulicamente tem de ser
mantido no local antes da realização de qualquer trabalho de manutenção.
• Inspeccione todas as linhas, mangueiras, encaixes e ligações quanto a
fugas e danos. Eventuais problemas devem ser resolvidos imediatamente.
12. Nunca retire o tampão de enchimento ou reabasteça com o motor a trabalhar.
13. Mantenha todos os dispositivos de segurança; plataformas, áreas de trabalho e
escadas sem óleo, sujidade, neve, gelo, água ou qualquer outro líquido
potencialmente nocivo.
14. Todos os planos de inspecção, manutenção e assistência técnica têm de ser
estritamente seguidos

Transporte

Certifique-se de que todo o material saiu dos transportadores e que a máquina foi
devidamente desligada (ver Desligar a máquina na secção Operações). Realize sempre a
verificação de pré-arranque da máquina ligando-a (ver secção 3.1.1). Antes de rebater os
transportadores, afaste da área todo o pessoal e obstruções. Consulte a secção de
funcionamento quanto aos procedimentos correctos para rebater o transportador radial e
carregar a máquina.

NÃO desloque a máquina sem todos os dispositivos de transporte bem seguros no local e
os pinos de segurança na devida posição.

Garanta que:
1. Todas as barras de transporte/correntes, macacos e barras de reboque estão presas
na posição de transporte.
2. Todas as peças estão devidamente seguras, limpas e sem ferragens, pedras,
sujidade ou quaisquer outras impurezas que possam cair da máquina e prejudicar
outros motoristas.
3. Todas as peças necessárias foram removidas antes do transporte.
4. Verificar o estado (caso se aplique) das rodas e dos pneus quanto a eventuais
problemas, ou seja: cortes, excesso de ferrugem, borracha em falta, roda
danificada, porcas de roda soltas ou em falta e enchimento dos pneus. Consulte
Rodas e dos pneus.
5. O sistema de travagem foi verificado minuciosamente e está completamente
operacional.
6. Todas as luzes (de marcha, de viragem e de travão) estão operacionais.

A máquina tem de ser rebocada segundo todas as leis, códigos e regulamentos locais.
Verifique se o transporte corresponde a todas as capacidades de carga. Anote as
dimensões de transporte da sua máquina antes de planear o trajecto (ver Pesos e
dimensões na secção Operações). Cuidado para deixar o espaço necessário ao passar
debaixo de fios, passagens subterrâneas, pontes, etc.. O processo de carga e descarga tem
de ser seguido, como explicado neste manual (ver a secção Procedimentos de operação).

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3.1.1 LIGAR O MOTOR (74 kW 100 CV)

1. Verifique se todas as alavancas de controlo estão em posição neutra e se todas as


paragens de emergência estão soltas
2. Certifique-se de que não há ninguém dentro de um raio de 15 m (50 pés) da
máquina.
3. Coloque a alavanca do regulador em ralenti.
4. Consulte (fig. 3) Introduzir a chave. Posição 14 = sem tensão de serviço.
5. Rode a chave para a direita (posição 15). Acendem-se as luzes de carga, paragem
de emergência da máquina e pressão do óleo.
6. Rode novamente a chave para a direita, posição 17. A luz de combustível acende-
se e soa um alarme, espere 10 segundos até o motor arrancar.
7. Liberte a chave assim que o motor arrancar.

Painel do motor de arranque do motor

Fig. 3

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Chave para fig. 3

1. Carga.
2. Pressão do óleo.
3. Temperatura do líquido de refrigeração.
4. Nível do líquido de refrigeração.
5. Luz de funcionamento da máquina.
6. Luz de bloqueio do filtro do ar.
7. Combustível.
8. Chave da porta do painel.
9. Nível do óleo hidráulico.
10. Paragem da máquina.
11. Pré-aquecimento.
12. Filtro do combustível.
13. Contador de horas.
14. Posição de desligado.
15. Posição de funcionamento.
16. Chave da ignição.
17. Posição da manivela.
18. Interruptor da luz.

O motor não arranca enquanto as seguintes luzes estiverem vermelhas. Consulte a falha

Pressão do óleo.
Temperatura do líquido de refrigeração.
Nível do líquido de refrigeração.
Luz de funcionamento da máquina.
Combustível.
Paragem da máquina.
Filtro do combustível.

O motor arranca, mas pára 2 minutos depois se a luz do nível do óleo hidráulico estiver
acesa.

O motor arranca, mas pára 2 minutos depois se a luz de bloqueio do filtro do ar estiver
acesa.

Página 6
3.1.2 LIGAR O MOTOR (94 kW (127 CV)

1. Verifique se todas as alavancas de controlo estão em posição neutra e se todas as


paragens de emergência estão soltas
2. Certifique-se de que não há ninguém dentro de um raio de 15 m (50 pés) da
máquina.
3. Coloque a alavanca do regulador em ralenti.
4. Consulte (fig. 3) Introduzir a chave. Posição 14 = sem tensão de serviço.
5. Rode a chave para a direita (posição 15). Acendem-se as luzes de carga, paragem
de emergência da máquina e pressão do óleo.
6. Rode novamente a chave para a direita, posição 17. A luz de combustível acende-
se e soa um alarme, espere 10 segundos até o motor arrancar.
7. Liberte a chave assim que o motor arrancar.

Painel do motor de arranque do motor

Fig. 3

Página 7
Chave para fig. 3

1. Carga.
2. Pressão do óleo.
3. Temperatura do líquido de refrigeração.
4. Nível do líquido de refrigeração.
5. Luz de funcionamento da máquina.
6. Luz de bloqueio do filtro do ar.
7. Combustível.
8. Chave da porta do painel.
9. Nível do óleo hidráulico.
10. Paragem da máquina.
11. Pré-aquecimento.
12. Filtro do combustível.
13. Contador de horas.
14. Posição de desligado.
15. Posição de funcionamento.
16. Chave da ignição.
17. Posição da manivela.
18. Velocidade do Motor
19. Interruptor da luz.
20. Indicação de combustível

O motor não arranca enquanto as seguintes luzes estiverem vermelhas. Consulte a falha

Pressão do óleo.
Temperatura do líquido de refrigeração.
Nível do líquido de refrigeração.
Luz de funcionamento da máquina.
Combustível.
Paragem da máquina.
Filtro do combustível.

O motor arranca, mas pára 2 minutos depois se a luz do nível do óleo hidráulico estiver
acesa.
O motor arranca, mas pára 2 minutos depois se a luz de bloqueio do filtro do ar estiver
acesa.

3.1.3 PARA O MOTOR


1. Assegure-se de que todas as correias do transportador e unidade de crivo não têm
nenhum material.
2. Pare a máquina pela ordem que se segue (consulte a secção 3.3.3.)

1. Transportador de alimentação
2. Transportador principal
3. Crivo e transportador posterior
4. Transportador lateral da direita e da esquerda
3. Antes de parar o motor, deixe-o ao ralenti durante alguns minutos antes de desligar a
ignição.

Página 8
3.1.4 CONTROLO UMBILICAL DA LAGARTA

1. Ligue o controlo umbilical à extremidade da tremonha da máquina.


2. Consulte a (fig. 4) mostrando o controlo umbilical.
3. Assegure-se de que o botão de paragem E (item 1) está solto. Rode para
destrancar.

Fig. 4
4. Ligue o motor (consulte 3.1.1).
5. Empurre para baixo as alavancas de controlo para activar os circuitos hidráulicos
das lagartas, consulte a fig. 4.1

Fig. 4-1

Página 9
6. Mude o interruptor 2 fig. 4 de AUX para TRACK para activar o controlo. É
emitido o sinal sonoro. Há um atraso de 10 segundos antes de a máquina se
deslocar.
7. Para deslocar a máquina com a extremidade da tremonha a avançar, mova os dois
interruptores de retenção (3 e 4) empurrando a partir da paragem de emergência.
Para a deslocar no sentido oposto, mantenha os interruptores no sentido oposto.
8. Para virar a máquina, use apenas um dos interruptores acima.
9. Para parar o motor numa emergência, enquanto usa o controlo umbilical, prima o
botão vermelho (item 1).
3.1.5 CONTROLO REMOTO POR RÁDIO DA LAGARTA (OPÇÃO)

1. Desligue a ficha umbilical (se estiver ligada)


2. Consulte a fig. 5 mostrando o controlo remoto por rádio.
3. Prima o botão 2 para activar o controlo, é emitido o sinal sonoro de aviso quando
estiver activo.

Fig. 5

4. Para mover a lagarta esquerda para a frente, prima o botão 3, liberte para parar.
5. Para mover a lagarta esquerda para trás, prima o botão 5, liberte para parar
6. Para mover a lagarta direita para a frente, prima o botão 4, liberte para parar
7. Para mover a lagarta direita para trás, prima o botão 6, liberte para parar
8. Prima o botão 2 para desligar o controlo remoto, o alarme pára.
9. Para parar o motor numa EMERGÊNCIA, prima o botão 1.

Página 10
3.2 CONFIGURAÇÃO DA MÁQUINA

AVISO
ANTES DO ARRANQUE, CERTIFIQUE-SE
DE QUE NÃO HÁ NINGUÉM NA MÁQUINA

CERTIFIQUE-SE DE QUE A CARGA ESTÁ

AVISO NO PINO DE BLOQUEIO. NUNCA DEIXE A


CARGA NA BARRA.

3.2.1 REBATER OS TRANSPORTADORES LATERAIS E TRASEIROS

1. Ligar o motor (consulte a secção 3.1.1).


2. Deixe o motor trabalhar ao ralenti.
3. Remova as barras de transporte do transportador posterior (1) e os pinos laterais
do transportador (2) e (3), consulte a fig. 9.

Fig. 9
4. O painel de controlo hidráulico mostrado na fig. 14 está localizado sob o ponto
rotativo do crivo, consulte a fig. 9, item 4. Com a alavanca (1) e (2), levante
lentamente a secção da cabeça e, assim que se soltar do suporte de transporte,
rebata para fora, com a alavanca (1), a secção central para baixo no sentido da
posição de trabalho. Depois, com a alavanca (2), rebata para fora a secção da
cabeça, assegurando-se de que a correia não é apanhada na aleta ou nos roletes de
retorno (ver fig. 10). Substitua os pinos no transportador lateral.

Fig. 10

Página 11
Fig. 11

5. Empurre a alavanca na fig.11 (1) para rebater para fora o transportador posterior
(assegure-se de que as barras de transporte foram removidas antes de rebater para
fora, consulte a fig. 9).
6. Rebata para for o transportador lateral esquerdo com as alavancas 3 e 4, fig. 10 da
mesma forma que o transportador lateral direito (D) acima.

Fig. 12

Página 12
3.2.2 LEVANTAR UNIDADE DE CRIVO

1. Levante a unidade de crivo com a alavanca 3, fig.12 e solte o peso no pino, (item
1, fig. 13). Remova o pino e levante o crivo para o furo indicado. Volte a colocar o
pino e baixe a unidade de crivo para garantir que os pinos estão a carregar a carga
da unidade de crivo. Há sete furos para pinos explicados na fig.13 (MS19), 13.a
(MS16) e 13.b (MS14).

Fig. 13 (MS19)

Fig. 13.a (MS16)

Página 13
Fig. 13.b (MS14)

Página 14
Fig. 14
2. H) Faça deslizar para a frente o transportador principal com a alavanca 4, fig. 14.
A melhor posição para a alimentação do transportador principal em relação ao
crivo varia com o ângulo do crivo e com o tipo de material. (NÃO É
NECESSÁRIO NO MS14)

Fig. 15

Página 15
3. A melhor altura para a alimentação de descarga do transportador principal para o
crivo pode ser ajustada com a válvula de controlo 1 mostrada na fig. 15. Coloque o
pino do transportador na respectiva posição com o pino 2 fig. 14.

Fig. 16

4. O melhor ângulo de trabalho para o transportador posterior é de 24 graus. Use a


válvula 2, fig. 16. para ajustar o ângulo do transportador. Use o pino 2, fig. 13 para
trancar o transportador no furo indicado.

Nota:

Página 16
Quando se usa o crivo no ângulo máximo , o transportador posterior deve estar no furo
mais abaixo para garantir que o material é descarregado à taxa máxima.
3.2.3 CONFIGURAÇÃO DA GRELHA BASCULANTE

Fig. 17
1. Monte as placas da aleta (item 1 fig. 17) para a grelha basculante usando 10
parafusos M12X35. Use a alavanca da grelha basculante 4 para levantar a grelha
para um ângulo suficiente, de forma a que o braço de apoio da grelha, 3, possa ser
levantado e imobilizado com o pino da perna da grelha 2. Assegure-se de que as
duas pernas de suporte estão na mesma posição de furo do pino. Com uma válvula
de controlo da grelha basculante, baixe a grelha até assentar no suporte da perna
da grelha.

Definição do tempo de ciclo da grelha

Página 17
Fig. 18
Ponha o motor a trabalhar com as rotações máximas. Prima os botões 1 situados à
esquerda do painel de controlo por rádio, na unidade de alimentação, duas vezes e, à
terceira, mantenha o botão premido. A grelha levanta-se e liberta o botão quando a barra
da grelha chegar ao curso máximo.
Prima o botão 2 vezes e, à terceira, mantenha o botão premido. A grelha baixa-se, liberte
o botão quando a grelha assentar no suporte de borracha.

NOTA: Isto tem de ser feito sempre que se muda o ângulo da grelha.

Fig. 19

O transmissor manual via rádio desliga-se automaticamente depois de 2 minutos de


inactividade do controlo. Para activar, prima o botão 3 (fig. 19) duas vezes. A luz
vermelha 4 pisca. Prima o botão 1, a luz vermelha pisca, e a grelha executa o ciclo. O
tempo de ciclo para a grelha varia se o ciclo da grelha não for definido com o motor a
rotações máximas e não funciona correctamente em condições normais. Premindo o
botão 2, o ciclo da grelha pára. Premindo o botão 1, o ciclo da grelha continua.

Página 18
3.2.4. DEFINIÇÃO DAS PERNAS DE ATERRAGEM

1. A secção do alimentador não pode ser carregada sem suporte suficiente sob as
pernas de aterragem. As pernas de aterragem têm duas funções: suportar a parte
da frente da máquina e ajudar no seu nivelamento.

Fig. 20
Remova os pinos da perna de elevação, item 1, fig. 20. Use a válvula de controlo da perna
de elevação, item 2 fig. 20, para baixar a perna de elevação.

Assegure-se de que todos os membros não têm pernas de elevação para evitar o
esmagamento. Baixe as pernas até os furos de pino ficarem alinhados. Se uma ou as duas
pernas não estiverem a suportar a tremonha, no item 3 fig. 20, coloque algum material
adequado sob o pé da perna de elevação/pernas para suportar a tremonha.
Rode o suporte de transporte do transportador da posição de transporte para a de serviço,
como mostra o item 4, fig. 20.

Página 19
3.2.5. FUNCIONAMENTO DO TRANSPORTADOR AUXILIAR

1. Assegure-se de que o transportador esquerdo está na posição de trabalho

2. Remova os pinos da perna de suporte e do suporte de transporte, em 1 + 2

3. Levante o transportador auxiliar para o afastar do suporte de transporte, em 2, com


cuidado para não danificar a correia.

4. Rode o transportador auxiliar para a direita para longe da tremonha para a posição de
trabalho desejada.

5. Levante o transportador auxiliar para o ângulo de trabalho desejado.

6. Pino do transportador em posição.

Página 20
7. Monte a calha de transferência de borracha servindo-se dos furos de localização, em 3

8. O autocolante da válvula de controlo mostra as operações do transportador em baixo.

9. O processo inverso aplica-se para preparar a máquina para o transporte.

Página 21
3.3 FUNÇÕES DE OPERAÇÃO

AVISO
ANTES DO ARRANQUE, CERTIFIQUE-SE
DE QUE NÃO HÁ NINGUÉM NA MÁQUINA

3.3.1 VERIFICAÇÕES DE PRÉ-ARRANQUE

1. Verifique se os rolamentos do crivo foram lubrificados (consulte o Plano de


lubrificação, secção 5.4)
2. Verifique o óleo do motor, item 1, fig. 20, encha, se necessário.
3. Verifique o nível de óleo hidráulico, item 2, fig. 20, encha, se necessário.
4. Verifique se há água no separador de gasóleo e água e drene se necessário. Item 3,
fig. 21.
5. Todas as válvulas de controlo têm de estar na posição neutra (central). Item 4, fig.
21
6. O regulador do motor deve estar na posição de ralenti (empurrado no sentido do
depósito hidráulico) item 5, fig. 21

Fig. 21

Fig. 22
7. Assegure-se de que o interruptor do isolador eléctrico está ligado. Item 1, fig. 21.
8. Rode a chave da ignição no painel do motor de arranque para a posição de
arranque e mantenha (consulte a secção 10.5). Soa uma sirene de aviso durante 10

Página 22
segundos depois dos quais o motor arranca. Assim que arrancar, solte a chave de
ignição. Para as luzes de advertência no painel do motor de arranque, consulte a
resolução de problemas. Consulte também a secção 3.1.

Página 23
3.3.2. SEQUÊNCIA DE ARRANQUE

Aumente a velocidade do motor puxando o regulador. O regulador do motor fica fechado


na ranhura do lado do conjunto de regulador do motor. A sequência de desligamento é a
inversa à de arranque.
Ligue a máquina pela seguinte sequência (ver fig. 23)….

1. Transportador lateral à esquerda (e transportador transversal na versão de 3


andares)
2. Transportador lateral da direita (e transportador auxiliar na versão de 3 andares)
3. Unidade de crivo e transportador posterior.
4. Transportador principal.
5. Alimentador.

Para activar a válvula, empurre-a para cima. Ver fig. 24.

Fig. 23

Página 24
3.3.3 FUNCIONAMENTO DAS VÁLVULAS DE CONTROLO

Todas as válvulas de controlo funcionam com alavancas e cada uma está rotulada com a
respectiva função.
Algumas válvulas de controlo na unidade de alimentação estão equipadas com discos.
Estes discos controlam o fluxo de saída da válvula que irá acelerar ou abrandar o
transportador. Ver fig. 24.

As válvulas 1, 2 e 5 (fig.23) têm uma válvula de controlo do fluxo incorporada no corpo


da válvula de controlo. As válvulas 1 e 2 usam isto para minimizar o deslizamento de
material para trás. A válvula 5 de controlo da velocidade é usada para controlar o fluxo de
material para o crivo. Se o fluxo de material for excessivo, o produto grande ou médio
pode ser contaminado com material mais fino. Ajuste o controlo do fluxo na válvula 5
para maximizar a eficiência do crivo.

Fig. 24

Página 25
3.4 PARAGENS DE EMERGÊNCIA

EM CASO DE EMERGÊNCIA, É IMPORTANTE SABER COMO PARAR


RAPIDAMENTE A KLEEMANN MS19/MS16/MS14. FAMILIARIZE-SE COM A
LOCALIZAÇÃO E O FUNCIONAMENTO DE TODAS AS PARAGENS DE
EMERGÊNCIA DA MÁQUINA (consulte a fig. 25).

3.4.1 PARAR A MÁQUINA NUMA EMERGÊNCIA


Em caso de emergência, pare a máquina rapidamente, premindo a paragem de
emergência (consulte a fig. 25).

1. Desligue o motor de ignição do motor.


2. Coloque todas as alavancas de controlo hidráulicas nas posições neutras.

Fig. 25

3.4.2 ARRANQUE DEPOIS DE UMA PARAGEM DE EMERGÊNCIA


1. Assegure-se de que todas as alavancas de controlo estão em posição neutra.
2. (i) Se a paragem de emergência for de rodar, basta rodar para a direita para fazer o
reset.
(ii) Se a paragem de emergência for de chave, insira a chave e rode-a para a
direita.
3. Ligar o motor (consulte a secção 3.1.1).

Página 26
3.5 PREPARAR A MÁQUINA PARA O TRANSPORTE
ASSEGURE-SE DE QUE A TREMONHA,

PERIGO OS TRANSPORTADORES E A UNIDADE


DE CRIVO ESTÃO VAZIOS E SEM
MATERIAL
3.5.1 REBATER O TRANSPORTADOR LATERAL PARA O TRANSPORTE

1. Solte os pernos de bloqueio nos transportadores laterais e rode-os para trás no


sentido da rampa de alimentação (item 1, fig. 26). Coloque o suporte de transporte
na posição de transporte (fig. 27). Com as válvulas de controlo (item 2, fig. 9),
rebata o transportador até que se consiga prender com pinos no suporte de
transporte. Prenda com pinos a secção inferior do transportador.
2. Repita o processo acima para o outro transportador lateral.
3. Prenda as correias do transportador com as tiras fornecidas. Assegure-se de que o
transportador da esquerda não está a cobrir ou a tocar na saída de escape.

Fig. 26

Página 27
Fig. 27

3.5.2 REBATER A GRELHA PARA O TRANSPORTE

1. Remova as placas da aleta da grelha.


2. Levante a grelha com a válvula de controlo, ver fig. 17, item 4. Remova os pinos
da grelha da perna, item 2, e baixe as pernas completamente. Volte a colocar os
pinos. Baixe a grelha com a válvula de controlo.

3.5.3 REBATER CRIVO E EXTREMIDADE TRASEIRA PARA TRANSPORTE

1. Usar a válvula de controlo da barra (item 3, fig. 12). Pegue e levante a unidade de
crivo para aliviar a pressão no pino. Baixe o crivo para a posição de manutenção e
o pino (ver fig. 13/13A).
2. Remova o pino do transportador posterior, aliviando a pressão na válvula do pino
2, fig. 11. Levante o transportador posterior e assegure-se de que a barra está
completamente retraída. Volte a colocar o pino.
3. Levante a secção da cabeça do transportador posterior com a válvula 1, fig. 11,
para aproximadamente 45 graus.
4. Retraia as pernas de aterragem com a respectiva válvula de controlo, consulte o
item 2, fig. 20.

A máquina está pronta para ser colocada num reboque.

Página 28
3.5.4 CARREGAR A MÁQUINA NUM REBOQUE

PERIGO
O CARREGAMENTO SÓ DEVE SER FEITO
POR PESSOAL FORMADO COMPETENTE

A máquina tem de ser carregada num reboque, tal como mostra a fig. 28.
Deve haver uma folga adequada sob a unidade de crivo de forma a que o chassis da
máquina não entre em contacto com o chão, mas os reboques podem variar. Durante o
carregamento, verifique continuamente a folga até ao solo.

Para pôr a máquina a funcionar, consulte 3.1.2.

Fig. 28

Depois do carregamento, baixe a unidade de crivo para a posição de transporte (consulte


a fig. 13/13A.) e insira o pino.
Rebata para cima a secção da cabeça do transportador posterior e monte a barra de
transporte, consulte o item 1 (fig. 9). Imobilize a máquina no reboque com o equipamento
adequado.

Página 29
Página 30
PEÇAS DE SUBSTITUIÇÃO RECOMENDADAS
SECÇÃO 4
Durante a vida útil de uma Kleemann MS19/MS16/MS14, pode ser necessário substituir
regularmente algumas peças devido a desgaste e rasgos. Esta secção serve de guia
simples para saber que peças são consumidas regularmente e quais as que podem só
precisar de ser substituídas muito raramente ou nunca.

4.1 PEÇAS DE
SUBSTITUIÇÃO REGULAR
Recomendamos que tenha em stock as peças seguintes para a manutenção anual da
Kleemann MS19/MS16/MS14.

PEÇA NÚMERO DE PEÇA/REF. N.º POR ANO


Filtro da linha de retorno, filtro MP 500 3 A
520-011-043 G3 3
516-011-080 Filtro do ar interior Donaldson (fila 3) 1
516-011-079 Filtro do ar exterior Donaldson (fila 3) Conforme o necessário
206-934 V Filtro do combustível (R1-1804) 5 (CAT 4.4 74 kW)
520-046-008-001 Filtro do combustível (299-8229) 10 (CAT 4.4 97 kW)
Elemento separador combustível/água
206.935 V (2526338) 5 (CAT 4.4 74 kW)
Elemento separador combustível/água (308-
520-011-091 7298) 5 (CAT 4.4 97 kW)
FTR00021 Filtro de óleo (7 W - 2326) 5 por ano
206.233 V Acoplamento HRC 180 1
206.229 V SPIDER HRC 180 1

Raspador da correia do transportador


520-005-021 posterior 2
Raspador da correia principal e do
520-004-026 alimentador 4

516-006-026 Raspador da correia do alimentador (MS14) 2


520-004-026 Raspador da correia do transportador posterior 2
(MS14)

Página 1
Página 2
MANUTENÇÃO SECÇÃO 55.1
SEGURANÇA
ANTES DE LEVAR A CABO QUALQUER
TRABALHO DE MANUTENÇÃO OU DE
AVISO TENTAR REMOVER QUALQUER
OBSTRUÇÃO NA MÁQUINA, ASSEGURE-
SE DE QUE ESTÁ TRANCADA

5.2 GENERALIDADES
A manutenção da separadora Kleemann é levada a cabo com cinco planos:
-Plano ‘A’ – diariamente. Plano ‘B’ – depois das primeiras 50 horas. Plano ‘C’ –
semanalmente. Plano ‘D’ – mensalmente.

Plano ‘E’ – 600 HORAS ou 3 meses


Plano ‘F’ – anualmente

IMPORTANTE: Consulte o manual do operador para saber quais os intervalos de


manutenção das lagartas

5.3 PLANOS DE MANUTENÇÃO

Página 1
PLANO ‘A’ MANUTENÇÃO DIÁRIA

ITEM FUNCIONAMENTO COMENTÁRIOS


1 Defeitos Tenha em conta os defeitos apontados
pelo operador.
2 Rolamentos do crivo a) Lubrifique os rolamentos do crivo Tipo de
MS19 diariamente com 2 bombadas lubrificante:
da pistola de lubrificação. Mobilith SHC 220
b) Lubrifique os rolamentos do crivo
MS16/MS14 diariamente com 1
bombada da pistola de lubrificação.
c) Lubrifique os rolamentos do crivo de
3 andares MS19 diariamente com 3
bombadas da pistola de lubrificação.
3 Sistema eléctrico Examine todos os cabos e ligações
visíveis.
4 Unidade de alimentação a) Verifique o nível do óleo e volte a Consulte a secção
hidráulica encher. 5.7
b) Procure visualmente fugas, e também a secção
mangueiras e encaixes danificados. 3.3.1
Substitua as peças com defeito.
c) Inspeccione visualmente os
indicadores dos filtros
5 Correia do transportador. a) Procure visualmente cortes, rachas e Ver secção 6. 1
rasgos. Avise o gestor de
manutenção se necessário.
b) Verifique o alinhamento, ajuste
como necessário.
c) Verifique o aperto, ajuste como
necessário.
6 Protecções de protecção a) Assegure-se de que todas as
protecções estão instaladas
seguramente.
b) Avise o gestor de manutenção das
protecções com defeito.
c) Substitua as protecções com defeito.
7 Dispositivos de fixação Procure visualmente pernos e parafusos
soltos e aperte se necessário
8 Manutenção das lagartas Consulte o manual da lagarta Consulte a secção 9

9 Nível de combustível a) Verifique o nível do combustível e


volte a encher.
b) Procure visualmente fugas,
mangueiras e encaixes danificados.
Substitua as peças com defeito.
10 Nível do óleo do motor Verifique o nível do óleo e volte a Secção 3.3.1
encher
11 Mangueiras Procure visualmente fugas, mangueiras
e encaixes danificados. Substitua as

Página 2
peças com defeito.
12 Juntas Procure visualmente juntas danificadas

13 Aperto da trama da rede Certifique-se de que a trama da rede Consulte a secção


está correctamente apertada 6.5
14 Filtro do ar do motor Substitua o filtro se a luz se acender

PLANO ‘B’ MANUTENÇÃO DEPOIS DAS PRIMEIRAS 50 HORAS

ITEM FUNCIONAMENTO COMENTÁRIOS


1 Plano ‘A’ Assegure-se de que o trabalho
explicado neste plano foi efectuado.
2 Caixa de velocidades do Mude o óleo da caixa de Shell Omala 150 ou
alimentador velocidades do alimentador equivalente.
3 Filtros da linha hidráulica Mude o filtro depois das primeiras Consulte a secção 6.4.1.
de retorno 50 horas
4 Pré-filtro do gasóleo Drene o pré-filtro depois das
primeiras 50 horas

PLANO ‘C’ MANUTENÇÃO SEMANAL OU TODAS AS 50 HORAS

ITEM FUNCIONAMENTO COMENTÁRIOS


1 Plano ‘A’ Assegure-se de que o trabalho
explicado neste plano foi efectuado.
2 Raspador da correia do a) Remova o material acumulado. Consulte a secção 6.1
transportador b) Verifique o ajuste e ajuste como
necessário.
c) Substitua as peças desgastadas
ou danificadas.
3 Lubrificação dos Lubrifique segundo as Consulte a secção 5.4
rolamentos recomendações
4 Aperto dos pernos Verifique o aperto dos pernos à
volta da unidade de crivo e no
compartimento do motor
5 Trama da rede Verifique o estado da trama da rede
6 Protecções de borracha Verifique o estado das protecções
de borracha ao substituir a trama.
7 Pré-filtro do gasóleo Drene o pré-filtro do gasóleo

Página 3
PLANO ‘D’ MANUTENÇÃO MENSAL OU TODAS AS 200 HORAS

ITEM FUNCIONAMENTO COMENTÁRIOS


1 Plano ‘A’ e‘C’ Assegure-se de que o trabalho
explicado nestes planos foi
efectuado.
2 Rolamentos. a) Procure visualmente pernos Consulte a secção 5.4
soltos e aperte-os se necessário.
b) Veja se o veio está solto ou
danificado, substitua se
necessário.
c) Lubrifique os rolamentos
exteriores da unidade de crivo
3 Filtros do óleo hidráulico O filtro do óleo da linha de retorno O elemento deve ser
deve ser substituído todas as 1000 substituído
horas ou quando o indicador passar frequentemente em
de verde a vermelho, condições de muito pó
4 Depósito hidráulico O filtro do depósito hidráulico/a
tampa de respiro devem ser limpos.
5 Tubo de admissão do ar do a) Veja se o tubo de admissão do
motor ar do motor apresenta sinais de
fragilidade, furos ou desgaste.
b) Substitua onde for necessário.
6 Lagarta Para mais informações sobre a
manutenção, consulte o manual da
lagarta

PLANO ‘E’ MANUTENÇÃO ANUAL TODAS AS 500 HORAS

ITEM FUNCIONAMENTO COMENTÁRIOS


1 Mudança de óleo do motor Óleo do motor, filtro do óleo e
filtro do combustível Consulte a secção 6.4.2

PLANO ‘F’ MANUTENÇÃO ANUAL TODAS AS 2500 HORAS

ITEM FUNCIONAMENTO COMENTÁRIOS


1 Plano ‘A’,‘C’ e ‘D’ Assegure-se de que o trabalho
explicado nestes planos foi
efectuado.
2 Óleo hidráulico a) Analise a amostra de óleo,
verifique o estado e a
contaminação.
b) Mude o óleo como necessário.

Página 4
5.4 INFORMAÇÕES SOBRE A LUBRIFICAÇÃO

Rolamentos do crivo
Os rolamentos do crivo têm de ser lubrificados diariamente antes do arranque da
máquina. Consulte a fig.. 29. para MS19, fig. 29.a para MS16, fig. 29.b para MS19 de 3
andares e fig. 29.c para MS14.
Se a lubrificação não for feita diariamente, o rolamento pode ter problemas
prematuramente.

Fig. 29 (MS19) Fig. 29.b (MS19 – de 3 andares)

Fig. 29.a (MS16) Fig. 29.c (MS14)


Rolamentos do transportador
Os rolamentos do transportador precisam de 2 bombas com a pistola de lubrificação todas
as 40 horas.

SISTEMA HIDRÁULICO - (IMPORTANTE)

IMPORTANTE: Ao mudar ou atestar óleo hidráulico ou ao substituir os elementos do


filtro. A higiene deve ser sempre irrepreensível, uma vez que as impurezas no óleo
destroem o sistema.
Verifique semanalmente o estado dos componentes do sistema hidráulico.

Página 5
IMPORTANTE: Se o rendimento da máquina Kleemann tiver baixado, ou seja, se os
transportadores ou o veio da unidade de crivo tiver abrandado, desligue a máquina
imediatamente e verifique
o sistema hidráulico antes do arranque.
Nota: Se o sistema hidráulico precisar de reparações maiores, contacte imediatamente
um agente aprovado pela Kleemann GmbH Ltd.

Página 6
5.5 MANUTENÇÃO DO MOTOR
Para a manutenção do motor, consulte o respectivo manual. A manutenção do motor só
deve ser levada a cabo por um técnico qualificado.

Plano dos intervalos de manutenção


A mudança normal do óleo acontece todas as 500 horas de serviço ou 12 meses. Nunca se
esqueça de fazer a recolha controlada de uma amostra de óleo toda as 250 horas de
serviço ou 6 meses. O intervalo de mudança de óleo pode precisar de ser reduzido para
algumas aplicações com base nos resultados da recolha controlada de uma amostra de
óleo. Verifique se o intervalo de mudança de óleo do motor for respeitado depois de ter
terminado com sucesso a recolha controlada de uma amostra de óleo.

Se necessário
Bateria - Substitua
Motor - Limpe
Elemento do filtro do ar do motor - Limpe/substitua
Respiro do cárter do motor - Limpe

Diariamente
Nível do líquido de refrigeração no sistema de refrigeração - Verificar
Equipamento accionado - Verificar
Indicador de manutenção do filtro do ar do motor - Inspeccione
Nível do óleo do motor - Verificar
Inspeccione dando uma volta

Todas as 50 horas de serviço ou semanalmente


Separador combustível/água e filtro - Dreno

Todas as 250 horas de serviço ou semestralmente


Amostra de óleo do motor - Obtenha

Todas as 250 horas de serviço ou anualmente


Radiador - Limpe

Todas as 500 horas de serviço


Alternador e correias da ventoinha - Inspeccione/ajuste/substitua
Nível de electrólito da bateria - Verificar
Líquido de refrigeração no sistema de refrigeração - Teste/acrescente

Todas as 500 horas de serviço ou semestralmente


Dispositivos de protecção do motor - Verificar
Filtro secundário do sistema de combustível - Substitua
Filtro da bomba de transferência de combustível - Limpe
Mangueiras e grampos - Inspeccione/substitua

Todas as 500 horas de serviço ou anualmente


Óleo do motor e filtro - Substituir

Todas as 1000 horas de serviço


Folga da válvula do motor - Inspeccione/ajuste

Página 7
Todas as 2000 horas de serviço
Alternador - Inspeccione

Todas as 2000 horas de serviço ou anualmente


Suportes do motor - Inspeccione
Injectores de combustível - Teste/substitua

Todas as 2000 horas de serviço ou todos ou dois anos


Extensor do líquido de refrigeração no sistema de refrigeração (ELC) -
Acrescente

Todas as 3000 horas de serviço ou todos os dois anos


Líquido de refrigeração no sistema de refrigeração -
Substituir
Regulador da temperatura da água do sistema de refrigeração - Substitua
Colocar o motor em funcionamento -
Inspeccione
Bomba de água - Inspeccione

Todas as 6000 horas de serviço ou todos os seis anos


Líquido de refrigeração no sistema de refrigeração (ELC) -
Substituir

Página 8
5.6 MANUTENÇÃO DAS LAGARTAS
Consulte o manual do operador/de manutenção da lagarta.

5.7 LUBRIFICANTES RECOMENDADOS


Rolamentos da unidade de
crivo..............................................................................................MOBILITH SHC 220
(peça n.º 520-008-059)

Rolamentos do transportador e massa lubrificante multi-


usos.................................................massa lubrificante EP2

Motor.......……………………………………………………………...óleo do motor
15W/40

Caixa de velocidades da lagarta e ajuste da lagarta..........................……….Consulte o


manual do operador da lagarta

Óleo hidráulico.......................................................................................................ISO VG
46

Funcionamento com o tempo frio (temperatura ambiente -150C (50 F)

Óleo do motor…………………………………..…………………………óleo do motor


10W/30
Óleo hidráulico………………………………………… .……………………….ISO VG
32

5.8 MANUTENÇÃO DOS RODADOS


Binário da porca da roda…………………...………800-850 Nm (590-627 libras/pés)

Pressão dos pneus……………...…………………………………………. 9 bar (130 psi)

Tamanho dos pneus………..………………………………………………………...….


235/75 R17.5

Carga sobre os pneus…………………………………………………...……. 143 / 141J

Capacidade de carga por eixo……………………….. 10,300 kg com a pressão nominal

Página 9
5.9 TERMINOLOGIA DO SERVIÇO DE MANUTENÇÃO
As definições dos termos são como se segue:

Verifique ou inspeccione
Faça uma inspecção para garantir que uma ou mais das seguintes condições não
prejudicam o estado do item.
• Dano externo.
• Fixação mal presa.
• Rachas ou fracturas.
Verifique ou inspeccione
Faça uma inspecção para garantir que uma ou mais das seguintes condições não
prejudicam o estado do item.

• Corrosão, deterioração ou contaminação.


• Distorção.
• Dispositivos de fixação soltos ou em falta.
• Dispositivos de bloqueio em falta ou partidos.
• Danos por fricção, desfiamento, fendas, desgaste, cortes ou rasgos.
• Fugas de condutas e mangueiras.
• Descoloração devido a sobreaquecimento ou fugas de fluidos.
Ponha a funcionar
Assegure-se de que um item ou sistema funciona em condições, tanto quanto possível,
sem utilização de equipamento de teste ou referência a medição.

OEM
Fabricante do equipamento original.

Instale
Ligue correctamente um item ao outro.

Remova
Separe completamente um item do respectivo suporte.

Volte a montar
Monte um item previamente retirado.

Substitua
Substitua um item e monte outro novo ou com a manutenção feita.

Reabasteça
Volte a abastecer um depósito para uma quantidade ou nível predeterminado e sempre
que necessário:
1. Remova as tampas dos orifícios do filtro.
2. Limpe os orifícios.
3. Encha o depósito conforme as instruções.
4. Inspeccione tampas e juntas.
5. Volte a colocar as tampas.

Página 10
Página 11
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS SECÇÃO 6
TODOS OS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS

AVISO
NA SECÇÃO 6 SÓ PODEM SER LEVADOS
A CABO POR UM TÉCNICO QUALIFICADO
E COMPETENTE.

ANTES DE TENTAR QUAISQUER PROCEDIMENTOS NESTA SECÇÃO,


ASSEGURE-SE DE QUE O MOTOR ESTÁ DESLIGADO E DE QUE NÃO PODE
SER VOLTADO A LIGAR POR NINGUÉM, EXCEPTO O TÉCNICO, ISOLE A
MÁQUINA DESLIGANDO O INTERRUPTOR DO ISOLADOR , CONSULTE
3.3.1 Fig. 22 E BLOQUEIE A MÁQUINA. O TÉCNICO É O RESPONSÁVEL
PELAS CHAVES.

6.1..............................INSTRUÇÕES PARA UM APERTO E UM ALINHAMENTO


SEGURO DA CORREIA DO TRANSPORTADOR

1. Assegure-se de que o motor está


desligado e que só pode ser ligado
pelo técnico.
2. Desligue o interruptor do isolador
da bateria, item 1, fig. 22. Empurre
uma paragem de emergência fig.
25.
3. Limpe a acumulação de material
de todos os apoios e roletes.
4. Solte o perno de bloqueio de ajuste
(item 2, fig. 30). Não há perno de
bloqueio nos parafusos de ajuste
para o transportador do
alimentador.
5. Rode os pernos de aperto (item 1
fig. 30), alternadamente e por
igual, até a correia estar bem
apertada.
Fig. 30
6. Solte as paragens de emergência.
7. Verifique se todo o pessoal não autorizado está longe da máquina, volte a ligar o
motor.
8. Ponha o motor a trabalhar com as rotações máximas.
9. Puxe a alavanca para pôr a trabalhar o transportador a ser ajustado (consulte
3.3.2).
10. Se a correia do transportador estiver a funcionar para a direita, aperte o ajustador
da direita.
11. Se a correia do transportador estiver a funcionar para a esquerda, aperte o
ajustador da esquerda.

Página 1
12. Observe a correia para ver se funciona para o centro, caso contrário, repita o
procedimento ‘10’ ou ‘11’ até a correia ficar centrada.
13. Ponha a máquina em funcionamento com as correias carregadas e descarregadas
até que o aperto e o alinhamento das correias sejam os desejados.
14. Aperte o perno de bloqueio.

Página 2
6.2 MANUTENÇÃO DOS FILTROS

LOCALIZAÇÃO DOS FILTROS

Fig. 31

1 – Filtro do ar
2 – Separador primário do filtro do combustível/da água
3 – Filtro do combustível
4 – Filtro da linha de retorno do óleo hidráulico
5 – Tampa de enchimento

Página 3
6.2.1 Filtro do ar

1. Desligue o motor

2. Remova a tampa do filtro do


2 ar soltando as molas 2 fig.
32. Os elementos do filtro
são mostrados na fig. 32.

3. Ao remover os elementos do
filtro 3 tenha cuidado para
não perturbar o elemento de
segurança 4, fig. 33.

4. Ao voltar a montar o filtro,


assegure-se de que os filtros
estão completamente no
local antes de colocar a
tampa.

5. Assegure-se de que todas as


molas estão apertadas.
Fig. 32
FAÇA RESET DO 6. Faça reset do botão do filtro
BOTÃO DO do ar.
FILTRO DO AR

Fig. 32

Componentes do filtro do ar

1. Carcaça exterior fixa


2. Tampa
3. Elemento do filtro ext
1 erior
4. Elemento de segurança
5. Mola

4
3
2
Fig. 33

Página 4
6.2.2 FILTRO HIDRÁULICO

1). Bloqueie a máquina

2). Retire a tampa do filtro removendo 4


pernos 1

3).Remova o elemento do filtro hidráulico 2.

4). Substitua o elemento do filtro.

5). É preciso impedir sempre a entrada de


sujidade no depósito.

Não é preciso retirar toda a caixa do filtro


como mostrado, apenas a cobertura e a
tampa.

Fig. 34

1). O enchimento hidráulico, item 5,


fig. 31, tem um filtro para deter a
sujidade de maiores dimensões e
deve ser mantido desobstruído.

2). Para remover o filtro, remova a


tampa de enchimento e puxe o filtro
para fora.

Fig. 35

6.2.3 ÓLEO DO MOTOR E FILTRO DO COMBUSTÍVEL

Consulte Manutenção do motor, secção 5

Página 5
6.3 SUBSTITUIÇÃO DOS MEIOS DE CRIVAGEM
6.3.1 SUBSTITUIÇÃO DO CRIVO DO ANDAR SUPERIOR E, NO CASO DA
VERSÃO DE 3 ANDARES, DO 2.º ANDAR
1. Cada malha é mantida no lugar com um grampo
de cada lado. Por seu turno, este é mantido no
lugar por um sistema de aperto de cunha. Para
soltar o grampo.
2. Remova o pino de retenção 1.
3. Dê uma pancada suave na cunha 2 com um
martelo adequado.
4. Remova a cunha, pino (3), anilha (4) e
espaçador (5).
5. Repita o processo acima até a trama se soltar.
6. Retire a trama e substitua-a pela nova.
7. Volte a colocar os grampos e o sistema de
cunha, consulte a fig. 36.
8. Assim que o sistema de cunha estiver
novamente montado, aperte a trama levando a
cunha (2) pelo pino com um martelo. Faça
exactamente o mesmo para todas as cunhas,
obtenha uma pressão regular na placa do
grampo.
Fig. 36
9. As tramas não podem vibrar em separado da unidade de crivo. Quando essa
condição se verificar, as tramas estão esticadas correctamente.

6.3.2 SUBSTITUIÇÃO DOS CRIVOS DO ANDAR


INFERIOR

1. As tramas do andar inferior são mantidas no


lugar por barras tensoras (3). O aperto da trama
consegue-se pelo bloco tensor (2) e pelos pernos
de aperto (3). Bloqueie a máquina.
2. Coloque a máquina no furo de manutenção
(3.2.2) fig.13/13A.
3. Solte completamente os pernos de aperto
(1).
4. Empurre a barra de aperto no sentido do
lado de descarga da unidade de crivo.
5. Desprenda os meios de crivagem em volta
da barra de aperto.
6. Remova os meios de crivagem.
7. Monte os meios de crivagem verificando se
todos os ganchos finais ficam bem assentes.
Consulte a fig. 38.
Fig. 37
8. Durante o aperto, estes ganchos têm de ser constantemente verificados para
garantir que estão bem assentes.

Página 6
9. Comece a apertar os pernos de aperto em cima e em baixo e de um lado e de
outro, alternadamente, para manter a barra de aperto relativamente nivelada na
ranhura.
10. Não aperte demasiado os meios de crivagem. Consulte a fig. 39

Página 7
Fig. 38

Fig. 39

11. Uma trama ou uma harpa de velocidade estão devidamente esticadas quando a
dobra prévia na barra de aperto está direita. Se a trama ou a harpa de velocidade
for esticada para lá deste ponto, os meios de crivagem ficam demasiado esticados
e deixam de poder ser usados.
12. Ao instalar espaçadores de arame da harpa de velocidade, eles ajustam-se bem no
topo das borrachas de protecção do crivo, tal como mostra a fig. 39.

Fig. 39

Página 8
6.4 .............................VERIFICAR O ESTADO DE FUNCIONAMENTO
DE UMA UNIDADE DE CRIVO DE 2 ROLAMENTOS
1). Verificar se o crivo está afinado.
Para evitar danos na unidade de crivo, nos rolamentos ou nas tramas, a caixa tem de andar à
velocidade e com a amplitude correcta. A caixa também tem de andar num movimento circular.

6.6.1. VERIFICAR O MOVIMENTO DA UNIDADE DE CRIVO

O peneiramento realizado pela unidade de crivo consegue-se pela rotação do veio do crivo que
tem um peso desequilibrado internamente. O tamanho do movimento circular conseguido pelo
peso desequilibrado é controlado acrescentando ou retirando os pesos desequilibrados.
Estes pesos são chamados pesos de volante. Estes pesos são presos na extremidade do veio do
crivo. Se o peso de volante desequilibrado não estiver alinhado com o peso o veio do crivo
desequilibrado, a caixa fica desafinada.
Uma caixa desequilibrada desafinada cria uma enorme pressão na unidade de crivo e FALHAS
prematuras.

Velocidade do crivo = 930 a 960 rpm


Alcance do crivo = 8 mm a 9 mm

Verifique se a unidade de crivo está afinada.

1. Bloqueie a máquina consulte o


item 1 fig. 22 .
2. Prenda um cartão de curso em
cada canto da unidade de crivo.
3. Ponha a unidade de crivo a funcionar.
4. Se a caixa estiver bem equilibrada, o
ponto em cada canto mostra uma ligeira
elipse, consulte a fig. 40.
5. Se a caixa estiver desafinada, 2
cantos ou mais mostram uma
elipse pronunciada, consulte a fig.
40
6. Se alguma das elipses, mesmo uma
forma ligeiramente elíptica,
apontar para sentidos diferentes, o
crivo está a ficar desequilibrado.

As causas desta falha estão mostradas


na fig. 40

1. Excesso de velocidade.
2. Excesso de peso no volante.
3. Volantes desalinhados.
Fig. 40
Se a sua unidade de crivo mostrar alguma das FALHAS supracitadas, contacte imediatamente o
seu concessionário local Kleemann.

A velocidade da unidade de crivo só pode ser alterada por um concessionário Kleemann


autorizado. Se alguém não autorizado mexer na velocidade da unidade de crivo, o concessionário
Kleemann invalida a garantia.

Página 9
SECÇÃO 7 DETECÇÃO DE FALHAS
7.1 TABELA DE DETECÇÃO DE FALHAS
AQUECIMENTO REDUÇÃO DA CORREIA FORMAÇÃO
DO SISTEMA VELOCIDADE BLOQUEIO. DE ESPUMA
HIDRÁULICO. DO CRIVO. NO ÓLEO
HIDRÁULICO.
REFRIGERANTE DO ÓLEO
BLOQUEADO OU VENTOINHA
NÃO FUNCIONA 
FILTRO DE RETORNO
OBSTRUÍDO

VÁLVULAS DE PARAGEM

DESLIGADAS

BAIXO NÍVEL DO ÓLEO NO


 
DEPÓSITO

RUPTURA DA MANGUEIRA
 
FALHA DO ROLAMENTO

MANGUEIRAS BLOQUEADAS

BAIXA PRESSÃO PARA O MOTOR

SISTEMA DE ÓLEO OBSTRUÍDO
 
CORREIA A ESCORREGAR NO

MOTOR DE ACCIONAMENTO

ENTRADA DE AR/ADMISSÃO

SISTEMA

PRESSÃO BAIXA DA BOMBA


 
DANO NA BOMBA
 
(TESTE DE PRESSÃO)

ENCAIXES DANIFICADOS
 
MOTOR DANIFICADO

MANGUEIRAS DEFORMADAS
 
FLUIDIFICAÇÃO DO ÓLEO

(MUDAR O ÓLEO)

ABRANDAMENTO DO MOTOR

CHAVE DO MOTOR/DA BOMBA

PARTIDA
 

Página 1
SECÇÃO 7 DETECÇÃO DE FALHAS
7.1 TABELA DE DETECÇÃO DE FALHAS
AQUECIMENTO REDUÇÃO DA CORREIA FORMAÇÃO
DO SISTEMA VELOCIDADE BLOQUEIO. DE ESPUMA
HIDRÁULICO. DO CRIVO. NO ÓLEO
HIDRÁULICO.
ACOPLAMENTO PARTIDO
 

Página 2
Página 3
ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA SECÇÃO 8
8.1
MS19

ALTURA DE TRANSPORTE – LAGARTA DE 2 3.400 mm (11’ – 4

ANDARES………….……. polegadas)

ALTURA DE TRANSPORTE – LAGARTA DE 3 3.450 mm (11’ – 6

ANDARES……………..... polegadas)

ALTURA DE TRANSPORTE – RODA DE 2 3.950 mm (12’ – 11.5

ANDARES.……………… polegadas)

ALTURA DE TRANSPORTE – RODA DE 3 4.000 mm (13’ – 1.5

ANDARES….…………… polegadas)

LARGURA DE 2.900 mm (9’ – 6

TRANSPORTE……………………………………… polegadas)

COMPRIMENTO DE TRANSPORTE (tremonha de 12 17.515 mm (57’ – 5

pés)……………….…….. polegadas)

COMPRIMENTO DE TRANSPORTE (tremonha de 15 18.430 mm (60’ – 6

pés)……………..………. polegadas)

ALTURA DE TRABALHO – 6.290 mm (20’ – 8

LAGARTA……………………………. polegadas)

ALTURA DE TRABALHO – 6.560 mm (21’ – 6

RODA…………………………… polegadas)

COMPRIMENTO DE 18.470 mm (60’ – 7

TRABALHO………………………………………. polegadas)

LARGURA DE 18.240 mm (59’ – 10

TRABALHO………………………………………… polegadas)

Página 4
ALTURA DE DESCARGA DO TRANSPORTADOR DE 4.638 mm (15’ – 3

FINOS – LAGARTA….. polegadas)

ALTURA DE DESCARGA DO TRANSPORTADOR DE 4.905 mm (16’ – 1

FINOS – RODA….. polegadas)

ALTURA DE DESCARGA DO TRANSPORTADOR 5.100 mm (16’ – 9

LATERAL – LAGARTA...…. polegadas)

ALTURA DE DESCARGA DO TRANSPORTADOR 5.370 mm (17’ – 7

LATERAL – RODA…... polegadas)

PESO – LAGARTA……..…………………….……………. 36.000 kg (79.400 libras)

PESO – RODA………………………………………… 29.000 kg (63.933 libras)

PESO ADICIONAL PARA CABEÇA COM 3.500 kg (7.716 libras)

TENSÃO……………….

PESO ADICIONAL PARA 3 2.500 kg (5511 libras)

ANDARES……………...…….

8.2
MS16 Página 1

ALTURA DE TRANSPORTE – LAGARTA DE 2 3.400 mm (11’ – 4

ANDARES.……….……… polegadas)

ALTURA DE TRANSPORTE – LAGARTA DE 3 3.450 mm (11’ – 6

ANDARES……………….. polegadas)

ALTURA DE TRANSPORTE – RODA DE 2 3.950 mm (12’ – 11.5

ANDARES.……………… polegadas)

ALTURA DE TRANSPORTE – RODA DE 3 4.000 mm (13’ – 1.5

ANDARES….…………… polegadas)

LARGURA DE 2.900 mm (9’ – 6

Página 5
TRANSPORTE……………………………………… polegadas)

COMPRIMENTO DE TRANSPORTE (tremonha de 12 15.420 mm (50’ – 7

pés)……………….…….. polegadas)

COMPRIMENTO DE TRANSPORTE (tremonha de 15 16.335 mm (53’ – 7

pés)……………..………. polegadas)

ALTURA DE TRABALHO – 5.060 mm (16’ – 7

LAGARTA……………………………. polegadas)

ALTURA DE TRABALHO – 5.330 (17’ – 6

RODA…………………………… polegadas)

COMPRIMENTO DE 16.355 mm (53’ – 8

TRABALHO………………………………………. polegadas)

LARGURA DE 15.840 mm (51’ – 9

TRABALHO………………………………………… polegadas)

ALTURA DE DESCARGA DO TRANSPORTADOR DE 3.871 mm (12’ – 8

FINOS – LAGARTA….. polegadas)

ALTURA DE DESCARGA DO TRANSPORTADOR DE 4.139 mm (13’ – 7

FINOS – RODA….. polegadas)

ALTURA DE DESCARGA DO TRANSPORTADOR 4.600 mm (15’ – 1

LATERAL – LAGARTA...…. polegadas)

ALTURA DE DESCARGA DO TRANSPORTADOR 4.870 mm (16’)

LATERAL – RODA…...

PESO – LAGARTA……..…………………….……………. 27.000 kg (59.525 libras)

PESO – RODA………………………………………… 24.000 kg (52.910 libras)

PESO ADICIONAL PARA CABEÇA COM 3.500 kg (7.716 libras)

TENSÃO……………….

PESO ADICIONAL PARA 3 2.000 kg (4.409 libras)

Página 6
ANDARES……………...…….

Página 2

Página 7
8.3
MS14

ALTURA DE TRANSPORTE – LAGARTA 3.200 mm (10’ – 6

...............……….……… polegadas)

ALTURA DE TRANSPORTE – RODA 3.690 mm (12’ – 1

................……………… polegadas)

LARGURA DE 2.500 mm (8’ – 2

TRANSPORTE……………………………………… polegadas)

COMPRIMENTO DE TRANSPORTE 13.340 mm (43’ – 9

......................……………….…….. polegadas)

ALTURA DE TRABALHO – 5.010 mm (16’ – 5

LAGARTA……………………………. polegadas)

ALTURA DE TRABALHO – 5.330 mm (17’ – 6

RODA…………………………… polegadas)

COMPRIMENTO DE 14.405 mm (47’ – 3

TRABALHO………………………………………. polegadas)

LARGURA DE 14.080 mm (46’ – 2

TRABALHO……………………………………… polegadas)

ALTURA DE DESCARGA DO TRANSPORTADOR DE 3.790 mm (12’ – 5

FINOS – LAGARTA….. polegadas)

ALTURA DE DESCARGA DO TRANSPORTADOR DE 4.100 mm (13’ – 6

FINOS – RODA….. polegadas)

ALTURA DE DESCARGA DO TRANSPORTADOR 4.110 mm (13’ – 6

LATERAL – LAGARTA...…. polegadas)

ALTURA DE DESCARGA DO TRANSPORTADOR 4.420 mm (14' - 6

LATERAL – RODA…... polegadas)

PESO – LAGARTA……..…………………….……………. 20.000 kg (44.092 libras)

Página 1
PESO – RODA………………………………………… 18.000 kg (39.683 libras)

.
MANUAL DE OPERAÇÃO DA LARGARA
SECÇÃO 9

MANUAL DE
MANUTENÇÃO E DE
OPERAÇÃO

Página 2
Página 3
MANUAL DA LAGARTA
Índice

SECÇÃO 9.1
9.1.1 Identificação do trem -
9.1.2 Regras gerais de segurança e prevenção de acidentes -
9.1.3 Verificações diárias de segurança -
9.1.4 Precauções de funcionamento -

SECÇÃO 9.2
9.2.1 Ligações hidráulicas para accionamentos das lagartas com A2FE
Motores de cilindrada fixa -
9.2.2 Esquema hidráulico para motores de cilindrada fixa A2FE
9.2.3 Válvula de controlo de movimento/de libertação do travão para
motores de cilindrada fixa
A2FE -
9.2.4 Esquema hidráulico para accionamentos das lagartas equipadas com
Válvulas de controlo de movimento/de libertação do travão -

SECÇÃO 9.3
9.3.1 Como fazer correctamente a manutenção -
9.3.2 Verificar a tensão na lagarta -
9.3.3 Ajuste da tensão na lagarta -
9.3.4 Retirar a lagarta -
9.3.5 Voltar a montar a lagarta -
9.3.6 Montar o elo de reparação -
9.3.7 Unidades de accionamento da lagarta –

SECÇÃO 9.4
9.4.1 Tensão na lagarta -
9.4.2 Perda do accionamento -
9.4.3 Fugas e bloqueios –

SECÇÃO 9.5

Página 4
9.5.1 Tabela de binários de aperto dos parafusos -
SECÇÃO 9.1 INFORMAÇÕES GERAIS
9.1.1 IDENTIFICAÇÃO DO TREM

A imagem abaixo mostra a posição dos números de série nos sistemas de


lagarta.

O número de série de seis dígitos do sistema de lagartas está estampado em


cada lado da estrutura, verticalmente, abaixo da placa de divisão entre a caixa
de transmissão e o corpo principal da estrutura.

Página 5
9.1.2 REGRAS GERAIS DE SEGURANÇA E PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Assegure-se de que são tomadas todas as precauções de segurança e são seguidas as


instruções durante a instalação, a operação e/ou a manutenção nos sistemas de lagarta.

1. Equipamento de protecção
Use sempre o vestuário e o calçado de protecção
exigido pelas condições de serviço ao trabalhar com
este produto. Use óculos de protecção se houver o
risco de estilhaços. Use luvas de soldador, protecção
facial/para os olhos e outro vestuário de protecção
adequado para o trabalho de soldadura a ser
realizado. Evite roupa larga.

2. Modificações não autorizadas

É importante não fazer modificações no sistema de


lagartas que possam comprometer o seu bom
funcionamento e a sua segurança. A Kleemann
GmbH não se responsabiliza por ferimentos ou
danos causados por modificações não autorizadas.

3. Itens sob pressão

Evite soldar junto a condutas hidráulicas sob


pressão, mecanismos de tensionamento das
lagartas, recessos da lagarta ou outros materiais
inflamáveis. O calor em excesso junto às condutas
hidráulicas sob pressão pode provocar FALHAS,
criar um spray inflamável com a possibilidade de
ferimentos graves para quem se encontre nas
proximidades.

4. Elevação

Use um guincho ao elevar componentes que pesem


mais de 23 kg (50 libras). Assegure-se de que todos
os ganchos, correntes, lingas, etc., se encontram em
bom estado e foram testados quanto a uma carga de
trabalho adequada e segura, e de que os ganchos e
as lingas estão posicionados correctamente.

Página 6
9.1.3 VERIFICAÇÕES DIÁRIAS DE SEGURANÇA

As seguintes verificações devem ser feitas diariamente antes de cada operação.

. • Verifique se há pernos e porcas soltos nos roletes inferiores, rodas

dentadas e sapatas das lagartas.

. • Verifique em todos os elos da lagarta se os pinos principais estão

correctamente localizados e apertados

. • Verifique se há fugas de óleo dos roletes inferiores, dos apoios dianteiros.

. • Verifique se há fugas de óleo da caixa de velocidades do accionamento da

lagarta e do motor.

. • Verifique se a tensão da lagarta está dentro dos limites indicados (consulte

a secção 3.2).

. • Verifique em todos os componentes se há danos e desgaste em geral.

Tome imediatamente as medidas correctivas; aperte os pernos e as porcas com


um binário correcto, substitua os componentes danificados ou desgastados.

NÃO ponha a máquina em funcionamento com componentes do sistema de


lagartas danificados ou com defeito.
Qualquer problema persistente deve ser relatado ao fabricante da máquina.

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9.1.4 PRECAUÇÕES DE FUNCIONAMENTO

Em subidas, as lagartas devem ser conduzidas para a frente (ou seja, apoios
primeiro, roda dentada da transmissão para trás). Em descidas, as lagartas
devem ser conduzidas com a roda dentada da transmissão primeiro.

SEMPRE:
• Estacione a máquina em solo plano e nivelado. Se for preciso estacionar a
máquina num plano inclinado, é preciso bloquear solidamente as lagartas.

• Assegure-se de que o terreno em que a máquina está a trabalhar é


suficientemente firme para suportar a máquina adequadamente.

• Assegure-se de que a máquina anda, diariamente, pelo menos 10 m, nos


dois sentidos, para minimizar o risco de gripagem da corrente da lagarta.

• Assegure-se, antes de mover a máquina, de que os sistemas de lagarta não

têm sujidade.

• Assegure-se, antes de mover a máquina, de que as lagartas não estão

presas com gelo ao chão.

NUNCA:
• Tente andar com a máquina se houver acumulação de material à volta das
lagartas e das rodas dentadas da transmissão.

• Tente andar com a máquina se as lagartas estiverem presas com gelo ao

chão.

• Empurre ou reboque a máquina se ela não se conseguir soltar.

Página 8
SECÇÃO 9.2 INSTALAÇÃO HIDRÁULICA

9.2.1 LIGAÇÕES HIDRÁULICAS PARA OS ACCIONAMENTOS DAS LAGARTAS


COM MOTORES DE CILINDRADA FIXA A2FE

Ligações básicas para os accionamentos das lagartas e motores

Há quatro ligações para a caixa de velocidades do accionamento da lagarta


standard e motor de cilindrada fixa, necessário para o funcionamento normal.
Estas são as 2 portas de fluxo principais (A e B), a porta de libertação do travão
(F) e a porta de escoamento da caixa (T), cujas posições são mostradas abaixo:

Funções de porta

Portas de fluxo principais, A, B - são aplicados a estas portas o fluxo e a


pressão do óleo, chega-se ao accionamento
principal. A saída de binário e de velocidade
depende da pressão e do fluxo aplicados.

Porta de escoamento da caixa, T - permite que o óleo hidráulico que possa estar
em excesso regresse ao depósito.

Porta de libertação do travão - com uma pressão entre 12 e 50 bar aplicada


nesta porta, o travão de estacionamento multi-discos é
libertado, permitindo a rotação do accionamento da
lagarta. Quando não se aplica pressão, o travão de
estacionamento é bloqueado.

Página 9
Tamanhos de porta para motores de cilindrada fixa A2FE

Os tamanhos das portas de fluxo principais e da porta de escoamento da caixa


dependem do tamanho do motor. Estes tamanhos de porta para os vários
motores são indicados abaixo:

Motor A,B Dreno, T


cilindrada
fixa
½
M16 x 1.5 x 12 de
28 / 32cc polegadas
profundidade
SAE
¾
45 / 56 / M18 x 1.5 x 12 de
polegadas
63cc profundidade
SAE
1
M18 x 1.5 x 12 de
80 / 90cc polegadas
profundidade
SAE

M22 x 1.5 x 12 de
107 / 125cc polegadas
profundidade
SAE

M22 x 1.5 x 12 de
160 / 180cc polegadas
profundidade
SAE

O tamanho de porta de libertação do travão depende do tipo de caixa de


velocidades instalada:

- Caixas de velocidades Lohmann + Stolterfoht - porta de libertação do travão, F


- M12
- Caixas de velocidades Bonfiglioli Trasmital - porta de libertação do travão, F -
¼ polegadas G

Sentido de rotação

Ao ligar aos accionamentos das lagartas, é importante verificar se o sentido de


rotação corresponde a movimento para a frente da máquina quando
posicionados na parte de trás da máquina.
O diagrama acima mostra o sentido de rotação do accionamento das lagartas
em relação ao fluxo de entrada para o motor. 3DJH

Página 10
O diagrama acima mostra o sentido de rotação do accionamento das lagartas
em relação ao fluxo de entrada para o motor.

9.2.2 ESQUEMA HIDRÁULICO PARA A2FE


MOTORES DE CILINDRADA FIXA

Abaixo, está um circuito hidráulico geral para a combinação de caixa de


velocidades dos accionamentos das lagartas e motor de cilindrada fixa, sem
válvula de controlo de movimento/de libertação do travão instalados.

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9.2.3 VÁLVULA DE CONTROLO DO
MOVIMENTO/DE LIBERTAÇÃO DO TRAVÃO
PARA MOTORES DE CILINDRADA FIXA
A2FE

Função

Esta válvula é fornecida instalada e ligada à mangueira do flange do motor


hidráulico, como mostra a figura abaixo.

A válvula tem duas funções principais:

- Alimentar a partir da linha de pressão principal para pressurizar a porta de


libertação do travão com uma pressão controlada, soltando o travão de
estacionamento multi-discos sempre que se aplica um fluxo/uma pressão aos
motores hidráulicos.
Para prevenir sobrecargas e cavitação durante as descidas da máquina.

Ligações aos accionamentos das lagartas equipados com válvulas


de controlo de movimento/de libertação do travão

Esta válvula é fornecida instalada e ligada à mangueira do flange do motor


hidráulico, como mostra a figura abaixo.
São necessárias três ligações para fazer funcionar os accionamentos das
lagartas quando fornecidos instalados e ligados à válvula de controlo de
movimento/de libertação do travão para o funcionamento normal. Estas são
as portas de fluxo principais (A e B) e a porta de escoamento da caixa.

Página 12
Tamanhos de porta da válvula de controlo de movimento/de libertação do
travão

Os tamanhos das portas de fluxo principais e a porta de escoamento da caixa


quando os motores hidráulicos estão equipados com válvulas de controlo de
movimento/de libertação do travão são os seguintes:

Sentido de rotação

Ao ligar aos accionamentos das lagartas, é importante verificar se o sentido de


rotação corresponde ao movimento para a frente da máquina quando os
accionamentos são posicionados na parte de trás da máquina.

O diagrama acima mostra o sentido de rotação do accionamento das lagartas


em relação ao fluxo de entrada para o motor/a válvula.

Página 13
9.2.4 ESQUEMA HIDRÁULICO PARA ACCIONAMENTOS DAS
LAGARTAS EQUIPADOS COM
VÁLVULAS DE CONTROLO DO
MOVIMENTO/DE LIBERTAÇÃO DO TRAVÃO

Abaixo, está um circuito hidráulico geral para a combinação de caixa de


velocidades dos accionamentos das lagartas e motor de cilindrada fixa, com
válvula de controlo de movimento/de libertação do travão instalados.

Página 14
SECÇÃO 9.3 MANUTENÇÃO BÁSICA
9.3.1 COMO SE FAZ CORRECTAMENTE A
MANUTENÇÃO

SEMPRE:
• Faça a manutenção numa superfície plana e sólida.

• Assegure-se de que o trem está solidamente suportado se for necessário


trabalhar sob os sistemas de lagarta.

• Remova qualquer acumulação de massa lubrificante, óleo ou sujidade.

• Repare todos os danos e substitua imediatamente peças desgastadas ou

partidas.

• Verifique se há fugas de óleo e mangueiras hidráulicas danificadas.

• Use apenas os lubrificantes especificados, não misture marcas ou tipos

diferentes.

• Tenha muito cuidado ao fazer a manutenção do sistema hidráulico, uma

vez que o óleo pode estar muito quente se a máquina tiver estado a

trabalhar.

• Use apenas peças sobresselentes fornecidas/aprovadas pela Kleemann

GmbH. A utilização de peças não aprovadas invalida a garantia.

• Elimine os lubrificantes da forma adequada.

Os intervalos de manutenção especificados dizem respeito a condições


de trabalho normais. Se o sistema de lagartas for usado em condições
de trabalho exigentes, as verificações de manutenção e de segurança
têm de ser feitas com mais frequência.

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9.3.2 VERIFICAR A TENSÃO NA
LAGARTA

Pare a máquina em solo sólido e plano e ande 2 metros (mínimo) para a frente.
Meça a folga no topo da lagarta na secção mais comprida da lagarta sem
suporte, como abaixo ilustrado.

A folga da lagarta tem de estar entre 5 mm e 15 mm.

As condições acima têm de ser observadas numa máquina nova, por isso
tem de ser também feita a verificação periódica e as correcções necessárias,
ajustando a válvula instalada na extremidade do mecanismo de
tensionamento de massa lubrificante, tal como descrito na secção 9.3.

Página 16
9.3.3 AJUSTE DA TENSÃO NA LAGARTA

Os sistemas da lagarta usam um cilindro de massa lubrificante para manter


esticada cada corrente da lagarta. Há um copo de lubrificação aparafusado na
extremidade do cilindro de massa lubrificante, permitindo que esta seja
bombeada para a respectiva câmara e que saia dela, apertando e afrouxando a
lagarta.

A massa lubrificante contida no mecanismo de tensionamento das lagartas está


sob pressão, por isso, é preciso cuidado ao soltar o copo de lubrificação.

APERTAR AS LAGARTAS

1. Solte os dois parafusos e afaste a tampa de acesso da abertura de acesso


do lado da estrutura da lagarta.

2. Assegure-se de que o copo de lubrificação e o adaptador da pistola de


lubrificação estão limpos. A entrada de sujidade no copo de lubrificação pode
provocar FALHAS. Ligue uma pistola de lubrificação ao copo de lubrificação
e acrescente massa lubrificante até a tensão da lagarta corresponder aos
valores especificados indicados na secção 9.3.2.

3. Ande 50 metros para a frente e 50 metros para trás e repita o procedimento


acima se a lagarta afrouxar.

Página 17
AFROUXAR A LAGARTA

1. Solte os dois parafusos e afaste a tampa de acesso da abertura de acesso


do lado da estrutura da lagarta.

2. Solte o copo de lubrificação rodando-o para a esquerda, gradualmente, até


que a massa lubrificante comece a sair. É preciso ter cuidado para não soltar
o copo de lubrificação depressa demais.

3. Depois de se chegar à tensão correcta da lagarta, aperte o copo de


lubrificação rodando-o para a direita e limpe todos os vestígios de massa
lubrificante extrudida. Não aperte demais o copo de lubrificação.

Se uma lagarta não se afrouxar depois de se soltar o copo de lubrificação; NÃO


tente retirar as lagartas ou desmontar o mecanismo de tensionamento das
lagartas, e NÃO remova o copo de lubrificação do mecanismo de
tensionamento. É possível que andando uma curta distância com as lagartas nos
dois sentidos com o copo de lubrificação solto ajude a expelir a massa
lubrificante.

Página 18
9.3.4 RETIRAR A LAGARTA

Para desmontar o grupo de lagartas, observe o seguinte procedimento:

1. Eleve a máquina e bloqueie-a em solo firme e plano.


2. Localize o pino principal. Este pode ser identificado por pequenos entalhes
circulares ou por um X marcado em cada uma das faces da extremidade.
3. Rode a lagarta até o pino ficar em posição aproximada (tal como abaixo
ilustrado) e coloque um bloco sob a parte da frente da lagarta. Isto impede
que a corrente caia, uma vez que o pino principal foi removido.

4. Alivie a tensão nas lagartas, tal como descrito na secção 9.3.3, o que deve
ser feito apenas por um técnico qualificado para o efeito.
5. O pino principal pode agora ser empurrado para fora da corrente, separando a
lagarta.
6. A lagarta pode agora ser puxada de debaixo da máquina.

Página 19
9.3.5 VOLTAR A MONTAR A LAGARTA
Para voltar a montar o grupo de lagartas, tem de ser observado o seguinte
procedimento, que deve ser feito apenas por um técnico qualificado para o
efeito.

1. Coloque os colares do pino no contra-furo dos elos correspondentes.


2. Assegure-se de que os furos do pino e os casquilhos estão alinhados e
insira um pino falso.
3. Com o pino principal na devida posição, defina a pressão na lagarta.
4. Prima o pino principal completamente nos elos, empurrando o pino falso
pelo elo.

Página 20
9.3.6 MONTAR O ELO DE REPARAÇÃO

Um kit de elos de reparação, como mostrado na secção 9.4.6, consiste em:

1 n.º elo de lagarta à esquerda


1 n.º elo de lagarta à direita
1 n.º casquilho principal
2 n.º pino principal com colares
4 n.º perno da sapata da lagarta
4 n.º porca da sapata da lagarta

O kit é fornecido com o casquilho principal comprimido nos elos à


esquerda e à direita.

Para instalar um elo de reparação numa corrente da lagarta, deve ser seguido o
seguinte procedimento:

1. 1. Posicione os colares do pino no contra-furo dos elos abertos


correspondentes.
2. 2. Insira a extremidade do casquilho do elo de reparação na extremidade
livre da corrente da lagarta.
3. 3. Assegure-se de que os furos do pino e os casquilhos estão alinhados e
insira um pino falso.
4. 4. Com o pino principal na devida posição, defina a pressão na lagarta.
5. 5. Prima o pino principal completamente nos elos, empurrando o pino falso
pelo elo.

Repita este procedimento para o segundo elo, inserindo o pino falso e


comprimindo o segundo pino principal totalmente na corrente.

Página 21
9.3.7 UNIDADES DE ACCIONAMENTO DA LAGARTA

Verificações de rotina
A primeira mudança de óleo para a caixa de velocidades tem de ser realizada
depois de 100 horas de serviço. A seguir, mude o óleo todas as 1000 horas
ou, pelo menos, uma vez por ano. O nível do óleo tem de ser verificado todas
as 100 horas de serviço ou mensalmente – o que acontecer primeiro.

Enchimento de óleo
Para encher, ande com a máquina até a carcaça da caixa de velocidades ficar
nivelada com um bujão posicionado às 12 horas, como abaixo ilustrado.
Desaperte os dois bujões e encha a partir do furo superior até o óleo chegar ao
nível do furo inferior.

Escoamento do óleo
Para drenar, ande com a máquina até um bujão ficar às 6 horas, como abaixo
ilustrado. Desaperte os dois bujões e deixe o óleo escorrer para um recipiente
adequado. O óleo usado deve ser eliminado de forma segura e aprovada.

Página 22
SECÇÃO 9.4 RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS
9.4.1 TENSÃO NA LAGARTA

Os sistemas da lagarta usam um cilindro de massa lubrificante para manter


esticadas as correntes da lagarta. A perda de tensão nas lagartas pode fazer
com que a roda dentada salte para fora da corrente da lagarta e permitir que a
corrente da lagarta passe por fora do apoio/roda dentada. Isso pode impedir a
capacidade de a máquina andar sobre as lagartas e danificar muitos dos
componentes dos sistemas de lagarta se não for resolvido atempadamente.

A tensão das lagartas deve ser verificada regularmente segundo os parâmetros


definidos na secção 9.3 deste manual; Manutenção geral. Se a tensão da lagarta
estiver fora destes parâmetros e o método de ajuste indicado no parágrafo 9.3.3
não surtir efeito, leia as verificações a seguir, que se podem fazer, e as causas
possíveis:

Verificação 1: - Com a placa de acesso do lubrificador retirada (ver


secção 3.3), faça uma inspecção visual do lubrificador, em
busca de sinais de fugas da massa lubrificante.
- Se escapar massa lubrificante da base do lubrificador,
Causa onde este é apertado na extremidade do mecanismo de
possível: tensionamento, ou a junta falhou e precisa de ser
substituída ou o lubrificador não está apertado
devidamente e precisa de o ser.
- Se escapar massa lubrificante da extremidade do
lubrificador, onde se liga a pistola de lubrificação, a válvula
do lubrificador falhou e precisa de ser substituída.

Verificação 2: - Com a máquina parada e bloqueada, faça uma


inspecção visual da lagarta sob a extremidade de ajuste
do mecanismo de tensionamento, em busca de sinais de
fugas da massa lubrificante. Aceda também à parte
inferior da estrutura, tentando perceber se há massa
lubrificante na extremidade de ajuste do mecanismo de
tensionamento.
Causa - Se houver uma fuga de massa lubrificante da
possível: extremidade de ajuste do cilindro, as juntas podem ter
falhado. Isso implica que o mecanismo de tensionamento
tenha de ser removido da estrutura das lagartas e, ou ser
equipado com juntas novas, ou ser substituído por um
novo mecanismo de tensionamento de massa lubrificante
completo.

Página 23
9.4.2 PERDA DO ACCIONAMENTO

Os sistemas da lagarta são accionados por meio de motores hidráulicos ligados


a caixas de velocidades de transmissão planetária. Os motores hidráulicos são
accionados com o sistema hidráulico instalado na máquina.

Comece por fazer uma inspecção visual das lagartas, em especial à volta da
roda dentada, do apoio e dos roletes do fundo onde, por vezes, pode ficar
encravado material/objectos. Faça-o inspeccionando todos os furos e ligações,
assegurando que não há fugas nem bloqueios. Se não houver impedimentos
físicos nas lagartas, nem FALHAS nas mangueiras e nos conectores, leia as
verificações a seguir, que se podem fazer, e as causas possíveis:

Verificação 1: - Com o equipamento de teste de pressão/fluxo, meça os


valores do fluxo e da pressão a serem aplicados aos
motores hidráulicos.
Causa - Se os valores de fluxo e de pressão a passar nos
possível: motores hidráulicos forem inferiores aos necessários para
conduzir as lagartas (consulte a publicação em separado
do fabricante da máquina), pode haver uma falha no
sistema hidráulico das máquinas.

Verificação 2: - Teste a pressão a ser aplicada à porta de libertação do


travão na caixa de velocidades. Para libertar o travão, tem
de haver uma alimentação de pressão entre 12 e 50 bar.
Causa - Se a pressão for inferior a 12 bar, não tente accionar as
possível: lagartas. Com uma pressão inferior a 12 bar, o travão não
se solta quando se tenta accionar as lagartas. Isto pode
fazer falhar os travões, tornando necessária a montagem
de uma unidade de substituição.

Verificação 3: Se a válvula estiver instalada no flange do motor


hidráulico, assegure-se de que não há FALHAS visíveis
na válvula e de que nenhuma das ligações está
danificada/com fugas.
Causa Se não houver FALHAS visíveis na válvula, e todas as
possível: outras verificações identificarem FALHAS, o bloco de
válvulas poderá ter de se substituído.

Página 24
9.4.3 FUGAS E BLOQUEIOS

Componentes gerais

Muitos componentes instalados nos sistemas da lagarta, como roletes e


apoios, são lubrificados com óleo. As verificações regulares devem ser feitas
para garantir que estes componentes não apresentam fugas e rodam
livremente durante o accionamento das lagartas. Todos os itens, como os
roletes, mostrando sinais de fugas ou que não consigam rodar quando as
lagartas são accionadas, devem ser substituídos imediatamente.

Correntes da lagarta

As correntes da lagarta podem ficar bloqueadas em condições particulares, no


caso de ficarem paradas mais do que alguns dias, provocando dobras na
corrente.

Isto pode ser impedido fazendo andar a máquina diariamente, tal como definido
na secção 9.3 deste manual, Manutenção básica. Contudo, se este problema
ocorrer, pode ser possível remediá-lo aplicando fluido penetrante no pino
bloqueado, deixando durante algumas horas, depois andando com a máquina
vários metros para a frente e para trás.

Se a lubrificação do pino não der resultado, o problema pode ser resolvido


cortando o elo bloqueado, incluindo o pino e o casquilho, e substituindo por um
elo de reparação completo (consulte a secção 9.3.6).

Se houver vários elos bloqueados numa única corrente de lagarta, poderá


ser necessário remover a lagarta da máquina e mandar reparar numa oficina
especializada em reparação de lagartas ou substituir toda a corrente de
lagarta.

Página 25
Página 26
SECÇÃO 10 APÊNDICE
10.1 ORIENTAÇÃO

ORIENTAÇÃO DA MÁQUINA

Página 1
10.2 MS19 ELEVAÇÃO DE LAGARTA
DE 2 ANDARES

Página 2
10.2 MS19 ELEVAÇÃO DE LAGARTA DE 3
ANDARES

Página 3
10.2 MS19 ELEVAÇÃO DE RODA DE 2
ANDARES

Página 4
10.2 MS19 ELEVAÇÃO DE RODA DE 3 ANDARES

Página 5
10.2 MS19 VISTA DO PLANO DE 2 ANDARES

Página 6
10.2 MS19 VISTA DO PLANO DE 3 ANDARES

Página 7
10.3 MS16 ELEVAÇÃO DE LAGARTA DE 2 ANDARES

Página 8
10.3 MS16 ELEVAÇÃO DE LAGARTA DE 3 ANDARES

Página 9
10.3 MS16 ELEVAÇÃO DE RODA DE 2 ANDARES

Página 10
10.3 MS16 ELEVAÇÃO DE RODA DE 3 ANDARES

Página 11
10.3 MS16 VISTA DO PLANO DE 2 ANDARES

Página 12
10.3 MS16 VISTA DO PLANO DE 3 ANDARES

Página 13
10.3 MS14 ELEVAÇÃO DE LAGARTA DE 2 ANDARES

Página 14
10.3 MS14 ELEVAÇÃO DE RODA DE 2 ANDARES

Página 15
10.3 MS14 VISTA DO PLANO DE 2 ANDARES

Página 16
10.4 TABELA DE BINÁRIOS DE APERTO DOS PARAFUSOS

Salvo indicação em contrário, use as seguintes definições de binário. Binário


sugerido para aplicações normais (10%), usando parafusos/porcas sem
lubrificante. Os parafusos e as porcas com lubrificante reduzem o binário médio
em 15%.

Página 17
10.5 OPERAÇÕES DO PAINEL DE CONTROLO E MANUAL
DE PEÇAS

Página 18