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Teoria de Schemas

Índice

Introdução
Objectivos de Estudo……………………………………………………………..1
Aquisição de Esquemas…………………………………………………………..1
Evidências a Favor dos Schemas…………………………………………………2
Memória Reprodutiva e Memória Reconstrutiva (Bartletem)……………………3

Método
Material…………………………………………………………………………...4
Procedimento……………………………………………………………………..4

Resultados
Tabela 1………………………………………………………………………......5
Tabela 2…………………………………………………………………………..6

Discussão………………………………………………………………………………7

Referências Bibliográficas…………………………………………………………….8

Psicologia Cgnitiva II
Teoria de Schemas

Introdução

Objectivos de Estudo

Esquema é um conceito que provem das ciências computacionais da inteligência


artificial e implica um conjunto de representações mentais que incorporam informação
já apreendida sobre um objecto ou acontecimento (Anderson, 1995). Conceitos como
“quarto” são definidos enquanto detentores de uma série de aspectos associados a
objectos e atributos que lhe são associados (ex. cama, mesas de cabeceira, guarda-
roupa, etc.), por isso o schema desempenha um papel importante na reconstrução das
memórias passadas.

Schema é uma estrutura organizada de conhecimento e por isso é um modelo mental


que incorpora conhecimento individual, experiências e expectativas b associadas no
passado.

Aquisição de Schemas

o Incorporação
Recordação de aspectos importantes de um esquema já entretanto elaborado, que são
depois integrados num outro esquema. (ex. carro luxuoso e casa).
o Sintonização
Aperfeiçoamento e desenvolvimento dos esquemas existentes por intermédio da
experiência social.
o Reestruturação
Criação de um novo esquema por meio de analogias ou configurações de shemas –
processos de Generalização.

Schemas e Memória

Os schemas afectam a memória de várias maneiras. Durante a aprendizagem, o schema


activo irá afectar aspectos importantes do pensamento.

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Muitas vezes, informações sobre acontecimentos específicos podem não ser


compreendidas pois os schemas provocam a generalização de situações particulares.
Quando a informação adquirida é integrada nos schemas, os processos mnésicos são
alterados pela compreensão e interpretação do material memorizado.
Na existência de recordação, o processo de recuperação da informação é influenciado
pelo schema que está activo no momento.

Evidências a Favor dos Schemas


Experiência de Brewer e Treyens – 1981

Brewer e Treyens desenvolveram uma experiência para provar a existência de esquema


ao nível da cognição humana. Colocaram 30 sujeitos individualmente num escritório.
Foi-lhes dito que esse era o escritório do experimentador, tendo-lhes sido pedido que
esperassem até que o experimentador chegasse. Passados 35 segundos o experimentador
chegava e levava o sujeito para uma outra sala onde teria de anotar todos os objectos
pertencentes ao escritório onde tinha estado segundos atrás. Constatou-se que os
sujeitos recordavam objectos pertencentes a um típico escritório, mas que não se
encontravam no escritório (ex. recordavam a existência de livros, enquanto o escritório
não possuía livros). Por outro lado, tiveram dificuldades em recordar aspectos
pertencentes ao escritório, mas que dificilmente pertenceriam a um qualquer escritório
(ex. apenas 8 em 30 sujeitos referiam a existência de uma caveira).

Esta experiência vem provar que a recuperação dos conteúdos da memória é fortemente
influenciada pelos esquemas de escritório que cada sujeito possui.
Pode-se ainda referir que a visibilidade afecta a recordação, pois alguns objectos eram
inconscientes com as expectativas dos sujeitos.

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Bartletem em 1932 faz as seguintes distinções:


Memória Reprodutiva e Memória Reconstrutiva

A memória reprodutiva reproduz informação do mundo exterior tal como um vídeo ou


DVD.
A memória reconstrutiva recria activamente eventos passados assim como experiências
baseada em acontecimentos internos e conhecimento pessoal do mundo – Schema.

A 1.ª hipótese de estudo é conseguir localizar maior percentagem de objectos


pertencentes ao esquema de escritório que não pertencentes.
Na 2.ª hipótese espera-se que a percentagem de objectos bem localizados seja superior
quando estes pertencem ao esquema de escritório.

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Método

Material:

o Computador;
o Projectos de vídeo;
o Cronómetro;
o Imagem de escritório;
o Lista de 17 objectos (9 pertencentes ao escritório e 8 não pertencentes);
o Folha e caneta.

Procedimento

Foi pedido silêncio na sala de aulas.


O experimentador projectou a imagem de escritório numa tela durante 5 minutos.
Após esse momento, os sujeitos deixaram de ver a imagem tendo sida dada a instrução
para escrever todos os objectos que conseguissem recordar.
Todos os participantes tiveram cerca de 10 minutos para registar os objectos recordados.

Na segunda parte da experiência foi pedido a cada participante para localizar


espacialmente uma lista de 17 objectos, dos quais pertenciam ao esquema de escritório,
enquanto os restantes 8 não pertenciam ao esquema supra – mencionado.

De seguida procedeu-se ao registo, análise e discussão dos resultados.

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Resultados

De seguida, passamos então ao registo dos resultados da 1ª experiência feita.

Tabela 1. Registo dos objectos recordados na tarefa de visualização

Xi Xi %

PINE1 4 20
PISE2 15 75
NINE3 0 0
4
NISE 1 5

Podemos verificar que os objectos recordados pertencentes à imagem e ao escritório são


os com maior percentagem – 75 %. Com apenas 5 %, temos os objectos não
pertencentes à imagem mas pertencentes ao esquema de escritório.
Não houve referência de objectos não pertencentes à imagem nem ao esquema de
escritório.

1
Pertencentes à imagem, mas não pertencentes ao esquema de escritório
2
Pertencentes à imagem e pertencentes ao esquema de escritório
3
Não pertencentes à imagem nem ao esquema de escritório
4
Não pertencentes à imagem, mas pertencentes ao esquema de escritório

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Registos da 2ª experiência.

Tabela 2. Registo de objectos bem localizados pertencentes e não pertencentes ao


esquema de escritório.
Xi Xi %

OEBL5 9 100

ONBL6 7 87.5

Nesta 2ª tabela, podemos referir que os objectos bem localizados pertencem ao esquema
de escritório, ou seja, a percentagem total – 100 %, enquanto os que objectos bem
localizados não pertencem ao esquema de escritório – 87,5 %.

5
Objectos bem localizados e pertencentes ao esquema de escritório
6
Objectos bem localizados e não pertencentes ao esquema de escritório

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Discussão

Na primeira experiência, a hipótese feita inicialmente confirma-se pois a quantidade de


objectos localizados pertencentes ao escritório foi superior à quantidade de objectos não
pertencentes, ou seja, os sujeitos memorizaram mais facilmente objectos que pertencem
ao esquema de escritório do que os que não pertencem.

A segunda experiência feita também confirma as hipóteses colocadas. A percentagem


de objectos bem localizados que pertencem ao escritório foi superior do que quando não
pertencem.

O estudo e experiências feitas foram pertinentes pois permitem-nos identificar o que se


constata quando temos de recordar um determinado esquema tentado provar a existência
de esquema a nível da cognição humana.

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