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Partenon, Atenas

Pensamento Econômico na Antiguidade


Roteiro
• Idéias Econômicas na Antiguidade

–Grécia
–Roma
–China
–Índia
Introdução
• Não existem análises econômicas sofisticadas na
Antiguidade
• Temas econômicos dispersos em textos que
tratam de ética e política
• Importância: pensamento antigo influencia
discussões medievais e modernas até século XIX
• Erro: interpretes modernos procuram ler
antecipações de teorias modernas em frases
isoladas de autores antigos
• Barreira ao desenvolvimento da área: crença
historicista no caráter não universal da teoria
GRÉCIA
Economia na Grécia Antiga
• Origem da expressão economia:
– οἰκονομία (oikonomia): οἶκος (oikos, lar) + νόμος (nomos, regras) = “administração
do lar”
• Contexto da discussão econômica
– Filosofia moral
– Problema: o que é justiça em um bom governo das coisas e homens
• Análise econômica grega não trata de fenômenos de mercados
– Hayek: dicotomia natural x artificial (planejado conscientemente)
– Dicotomia não contempla resultados da ação, mas não da intenção
• Mas ... viés de seleção: idéias que sobreviveram nos filósofos talvez
não sejam representativas das discussões econômicas
• Foco em Platão e Aristóteles não porque foram os únicos gregos a
tratar do assunto, mas porque o pensamento medieval e em menor
grau o moderno é influenciado por esses autores
Xenofonte (430 – 355 a.C. )
• Biografia: filósofo, historiador, militar, discípulo de Sócrates
• Economia como administração: famílias, empreendimentos, exércitos e governos
Oeconomicus
• Diálogo socrático entre Sócrates e Critoboulus. Sócrates descreve
experiência administrativa de Ischomachus
• Algumas idéias do livro
– Métodos de educação de esposa na administração do lar, gerência de
escravos e atividades agrícolas
– Ênfase em eficiência administrativa: aumento do excedente
econômico do que é administrado
– Divisão do trabalho: aumento de produtividade e relação com
tamanho da população
– Valor subjetivo:
• flauta é riqueza se a pessoa souber tocar, senão só é riqueza se for vendável
• Valor (utilidade) depende da pessoa, não do objeto: “Algo pode ser ao mesmo
tempo bonito e feio?” Sim, o que é bom para correr e ruim para lutar e vice-versa.
Xenofonte
Maneiras e Meios
• Escrito em 355 a.C. após derrota de Atenas e crise financeira
• Sugestões para aliviar problemas econômicos da cidade – abandono de
receitas provenientes da guerra
• Capítulo 1 – Atenas pode ter fontes alternativas de renda: é central, o que
favorece comércio e possui recursos naturais;
• Capitulo 2 – incentivos aos estrangeiros residentes em Atenas;
• Capítulo 3 – estímulos ao comércio, melhorando justiça, construindo frota
pública. Moeda local tem vantagem de ser usada na região
• Capitulo 4 – aumento da eficiência da indústria de prata, como abertura a
estrangeiros
• Capitulo 5 – paz como pré-requisito para prosperidade econômica.
Empiricamente, tesouro da polis ganha mais em época de paz.
• Capítulo 6 - conclusão
Platão (428-348 a.C.)
• Idéia filosófica importante: mundo das idéias. Realidade é corrupção da
anterior
A República
• Tema central: justiça
– Modelo de estado ideal que reflete justiça
• Concepção política centralizadora e elitista
– Admiração por hierarquia espartana, desprezo pela democracia ateniense
– Desprezo pela atividade comercial
• Três classes, três aspectos da mente: pensar, lutar, desejar
• Reis filósofos
– A sociedade deveria se submeter ao governo dos reis filósofos, elite criada de maneira coletivista
com o propósito de governar
– Isolados do poder corruptor do dinheiro
– Elite pensante vive sob comunismo: refeições coletivas, sem propriedades, dinheiro ou familias
• Militares fazem parte da elite
– Proteção contra agressão externa
• Resto da população (trabalhadores livres e escravos) produzem e trocam
– Uso da moeda fiduciária é tolerada para as trocas
– Lucro e usura (juros) devem ser combatidos
– Distribuição de riqueza segundo critérios de justiça
Platão
• divisão do trabalho:
– desigualdade entre homens requer divisão do trabalho
– especialização → interdependência → trocas
– Trecho:
• Sócrates: Um estado, digo, surge, como imagino, a partir das necessidades da humanidade; ninguém é auto-suficiente, mas
todos temos muitas necessidades. Pode outra origem do estado ser imaginada?... Então, vamos construir um estado teórico
do princípio, e contudo o criador verdadeiro, parece, será necessário... A primeira necessidade é comida... A segunda
habitação... A terceira vestuário e assim por diante. ... Agora vejamos qual deve ser o tamanho de uma cidade capaz de ofertar
tal demanda: supomos que um homem é agricultor, outro construtor, ...outro um sapateiro... Então uma sociedade mais
simples possível deve ser composta de 4 ou 5 homens.
• Como procederão? Cada um deles trará o fruto de seu trabalho a um depósito comum? Cada um deles trabalhando pelos
quatro? Ou cada um deles não se preocupa com o outro e produz para si cada um dos 5 bens ao mesmo tempo? ...
• Ele deveria produzir apenas comida e não tudo.... Nós não somos todos iguais e tal diversidade de naturezas nos torna
capazes para diferentes tarefas... E você obterá um trabalho melhor se cada um se lançar a várias atividades ou se cada um se
ocupar de uma tarefa?
• ...Nos devemos inferir que todas as coisas são produzidas mais plenamente e mais facilmente e com melhor qualidade quando
um homem faz algo que é de sua natureza.

• Tipos de governo (1 ideal, 4 degenerados)


– Governo dos reis filósofos
– Timocracia (governo dos soldados) – impulso de rivalidade não restrito pela razão
– Oligarquia (governo dos ricos) – riqueza substitui virtude como valor
– Democracia – pobres se rebelam, liberdade substitui riqueza como valor
– Despotismo – luta entre gastadores, que geram lideres demagogos, que exploram ricos, entregam
migalhas para pobres e mantém estado de emergência como fonte de poder
Platão
As Leis
• Repetição dos temas da República em ambiente menos ideal: coletivismo como
remédio contra defeitos morais que causam os problemas sociais
• Comunidade com 5000 fazendas familiares
• atividade comercial praticada por estrangeiros que vivem por 20 anos no local
• População constante, regulações contra pensamentos perigosos que ameacem coesão
social, educação para manter valores
• Moeda para trocas, proibido ouro e prata
– “... A lei deveria estabelecer que a nenhum homem deveria ser permitida a posse de ouro e
prata, mas apenas moedas para o uso diário...”

• Crítica de Popper a Platão: A Sociedade Aberta e Seus Inimigos


– Racionalismo ingênuo (construtivista): governo dos melhores
– Pretensão de posse de conhecimento convida à hierarquia
– Controle dos indivíduos gera totalitarismo
– Racionalismo crítico
• Falibilismo requer liberdade
• Aprendizado por diversidade de opiniões e críticas
Aristóteles (384-322 a.C.)
Ética e Política
• “natural”
– Algo é natural se leva a realização de seu propósito
• Critica opinião de Platão sobre propriedade privada
– Propriedade privada seria superior:
• PROGRESSO: incentivos maiores para zelar por propriedade privada
• PAZ: discórdia sobre descasamento entre esforços e remuneração sob coletivismo
• PRAZER: inclinação natural a auto-interesse, dinheiro e propriedade privada
• EXPERIÊNCIA: propriedade privada se manifesta em diversas sociedades
• FILANTROPIA: propriedade desenvolve temperança e liberalidade
– Só primeira gera avareza, só segunda gera luxo

• Citação (Política):
Tal legislação aparenta benevolência, quem a ouve é levado a crer que de maneira
maravilhosa todos se tornam amigos, em especial quando se ouve alguém denunciando os
males existentes hoje nas sociedades, disputas por contratos, ... que se crê derivados da
posse de propriedade privada. Esses males, entretanto, são devidos a uma causa bem
diferente – a torpeza da natureza humana. De fato, observamos muito mais brigas entre
aqueles que têm tudo em comum.
Aristóteles
Ética e Política
• Discussão das trocas, no contexto da “gerência do lar” (economia):
– Sociedade primitiva: produção autônoma e escambo
– Sociedade mais complexa: troca indireta, uso de moeda.
– Dois tipos de “arte de aquisição”:
• Natural: sapatos, roupas, ... Obtenção de algo útil para o lar ou estado – elementos
de real riqueza.
• Artificial: arte de fazer dinheiro , que surge com o uso da moeda– comércio.
Propósito é obtenção de lucro, não troca para o uso
• Desprezo pelo comércio: comércio se ocupa de acúmulo de dinheiro pelo dinheiro.
• Acúmulo de dinheiro permite atividade não natural de satisfazer desejos “em
excesso”.
– Condenação da cobrança de juros
• O pior tipo de atividade não natural seria a usura, a geração de dinheiro a partir do
dinheiro
• Grande influência no pensamento medieval
Aristóteles
• Observações sobre o valor na troca isolada
• Texto obscuro (Ética a Nicômaco, livro 5, capítulo 5)
• Trocas isoladas: fora do contexto de trocas em mercados
• Troca justa requer valor igual dos bens trocados - reciprocidade
• Para tal, deve existir medida comum de valor: o dinheiro
• Exemplo do autor:
– A: construtor, B: sapateiro, C: casa, D:sapato
– Reciprocidade das trocas:

A:B = xD:C
Aristóteles
• Citação:
Ora, a retribuição proporcional é garantida pela conjunção cruzada. Seja A um arquiteto, B um sapateiro, C
uma casa e D um par de sapatos. O arquiteto, pois, deve receber do sapateiro o produto do trabalho deste
último, e dar-lhe o seu em troca. Se, pois, há uma igualdade proporcional de bens e ocorre a ação recíproca,
o resultado que mencionamos será efetuado. Senão, a permuta não é igual, nem válida, pois nada impede
que o trabalho de um seja superior ao do outro. Devem, portanto, ser igualados. ... Eis aí por que todas as
coisas que são objetos de troca devem ser comparáveis de um modo ou de outro. Foi para esse fim que se
introduziu o dinheiro, o qual se torna, em certo sentido, um meio termo, visto que mede todas as coisas e,
por conseguinte, também o excesso e a falta — quantos pares de sapatos são iguais a uma casa ou a uma
determinada quantidade de alimento.
O número de sapatos trocados por uma casa (ou por uma determinada quantidade de alimento) deve,
portanto, corresponder à razão entre o arquiteto e o sapateiro. Porque, se assim não for, não haverá troca
nem intercâmbio. E essa proporção não se verificará, a menos que os bens sejam iguais de um modo. Todos
os bens devem, portanto, ser medidos por uma só e a mesma coisa, como dissemos acima. Ora, essa
unidade é na realidade a procura, que mantém unidas todas as coisas (porque, se os homens não
necessitassem em absoluto dos bens uns dos outros, ou não necessitassem deles igualmente, ou não
haveria troca, ou não a mesma troca); mas o dinheiro tornou-se, por convenção, uma espécie de
representante da procura; e por isso se chama dinheiro, já que existe não por natureza, mas por lei, e está
em nosso poder mudá-lo e torná-lo sem valor. Haverá, pois, reciprocidade quando os termos forem
igualados de modo que, assim como o agricultor está para o sapateiro, a quantidade de produtos do
sapateiro esteja para a de produtos de agricultor pela qual é trocada.

– O que significa uma razão entre construtor e sapateiro?


– Interpretações sem fundamentos:
• Até ¾ do séc. XIX: razão entre valores dada pela quantidade de trabalho
• A partir de final do séc. XIX: utilidade
ROMA
Roma
• Roma desenvolve atividade econômica mais complexa: mais comércio (por
estradas e naval), maior divisão do trabalho, uso mais extenso de moeda,
contratos mais sofisticados (seguros, empréstimos)
– Temin (2013): Império Romano como uma economia de mercado (auge de Roma = Holanda sec.
XVII ou Inglaterra XVIII)
• Desenvolvimento econômico implica em menor desdém por atividades
econômicas
• Mas não existem tratados de economia: apenas inferências indiretas sobre
questões econômicas em textos jurídicos e administrativos
– exemplos de intervenções do império: proibição de juros, leis sobre distribuição estatal de pão
(270d.C); gastos, déficit, inflação e controle de preços por Diocleciano (285 d.C.)
• É cada vez mais comum apontar relação entre prosperidade e instituições, em
particular derivadas do direito romano
– DeLorme (2005): queda do império romano e rent-seeking
• Romanos não contribuíram com teorias, mas com o desenvolvimento do direito
– garantia legal de propriedade privada
Direito Romano
• historiadores dividem em 4 épocas
1. Época Arcaica (753 a.C. a 130 a.C.)
– direito aplicável a romanos e direito aplicável a relação entre romanos e estrangeiros
2. Época Clássica (130 a.C. a 230 d.C.)
– consolida legislação em detrimento de direito consuetudinário (costumes)
– profissionalização
3. Época Pós-Clássica (230 d.C. a 530 d.C.)
– declínio do direito sob monarquia absoluta
4. Época Justiniana (530 d.C. a 565 d.C.)
– codificação do direito: corpus juris civilis - corpo do direito civil
• Corpus juris civilis e preço justo
– “na compra e venda a lei natural permite que uma das partes compre por
menos e a outra venda por mais do que a coisa vale; portanto a cada parte é
permitido tentar superar a outra”
– preço justo = preço livremente acordado no mercado
– exceção: Laesio enormis – se vendedor vende por menos da metade do valor
de mercado, pode obter a diferença ou o bem de volta
CHINA
Pensamento Econômico Chinês
• confucionismo: autores liberais
• cameralismo: autores intervencionistas
• Cheng e Wang (2014) argumentam que vários
conceitos econômicos ocidentais já foram
expostos na China antiga
• exemplo: Fan Li (circa 700-500 a.C.)
– empresário e conselheiro real
– escreve sobre administração de negócios e
comenta sobre funcionamento dos mercados
Lao Tsu (século VI a.C)
• Filósofo chinês
• fundador do taoísmo
Tao Te Ching (Livro do Caminho e da Virtude)
• Doutrina política liberal:
– anti-intervencionismo
• Quando um grande soberano governa, o povo mal sabe que ele existe
– anti-militarismo
• Onde acampam exércitos crescem espinhos
Sempre após combates seguem anos de miséria (XXIX)
ÍNDIA
Chanakya ou Kautilya (cerca de 300 a.C.)
• Professor, filósofo, primeiro-ministro de Chandragupta, império Máuria
Arthashastra (original em sânscrito)
• Tratado sobre leis, ética, administração pública, política econômica,
diplomacia e estratégia militar
• Semelhante ao cameralismo alemão: conselhos aos governantes
• 4 ciências fundamentais:
– vedas (sobre religião hinduísta): moral
– anvikshaki (ioga e outras disciplinas): filosofia
– ciência do governo: justiça
– varta (economia - agricultura, gado e comércio): o que cria e destrói riqueza
• Agricultura
– Tipos de cultura e como maximizar a produção
– Proscreve certeza como incentivos a produção
– Isenção fiscal em época de fome
– Externalidades: multas por prejuízos causados aos outros pela irrigação, obstrução
de canais, gado destruindo plantações, etc.
– Proscreve florestas especializadas em um tipo de planta e fábricas próximas a
essas florestas
Chanakya
• Governo:
“Sem governo, aumenta a desordem como no provérbio sobre a lei dos peixes. Na ausência de
governança, os fortes engolirão os fracos. Na presença de governança, o fraco resiste ao forte.”
– Um bom rei (Rajá) promove segurança, bem estar, não anseia por propriedade alheia, pratica
não-violência
• Defesa de economia mista
– Estado e iniciativa privada convivem em: agricultura, pecuária, mineração, comércio
e manufatura
• Impostos – arrecadação eficiente, justa e minimização de distorções
– Conveniente para pagar, fácil de calcular, arrecadação barata, distribuição
equitativa, não distorcivo, não prejudicial a geração de riqueza
– Impostos coletados apenas quando atividade econômica completa
• “Assim como as frutas são colhidas de um jardim quando amadurecem, as receitas devem ser
coletadas sempre que se tornarem maduras. A coleta da renda ou das frutas, quando não maduras,
nunca deve ocorrer, para que sua fonte não seja ferida, causando imensos problemas.”
– Finanças públicas:
• “Todos os empreendimentos dependem das finanças. Daí a principal atenção deve ser dada ao
tesouro ... Assim, quando receitas e despesas são devidamente ganhos, o rei nunca vai encontrar-se
em dificuldades financeiras ou militares”
Chanakya
• Moeda
– Pana: moeda de prata, cobre e ferro (ou estanho) e quarto de pana
– Salários pagos em moeda
– Durante crises governo cria moeda

• Regulação
– preços e lucros justos
– controle de importação de bens de luxo
• Comércio internacional – governos e governados prosperam pelo comércio
– Relações exteriores deveriam ser pautadas por considerações comerciais
• Missões diplomáticas para estabelecer relações comerciais
– Melhor amizade com vizinho do sul, rico em metal:
• "Possuir ouro imenso é melhor do que [ter] um amigo que governa uma vasta população ... pois exércitos e outros
objetos desejados podem ser comprados com ouro."
– Não mercantilismo: importação tão importante quanto exportação
– Vantagens das importações: materiais inexistentes ou mais caros internamente
– Comércio é benéfico para todas as partes: vendedores e compradores encontram melhores
preços
Chanakya
• salário justo variável
• três componentes do preço justo do trabalho
– habilidade (capital humano)
– horas trabalhadas
– quantidade produzida (produtividade)
• regulação dos salários
Bibliografia

• BARBIERI, F. e FEIJÓ, R. Metodologia do Pensamento Econômico. São Paulo: Atlas, 2013.


• BLAUG, M. Economic Theory in Retrospect. Cambridge: Cambridge University Press, 1997.
• BRUE, S. História do Pensamento Econômico. São Paulo: Thomson, 2005.
• DeLORME e al. (2005) Rent seeking and taxation in the Ancient Roman Empire Aplied Economics,
vol., 37, pp. 705–711.
• EKELUND, R.B. A History of Economic Theory and Method. New York: MgGraw-Hill, 1997.
• Jha. L.K. e Jha, K.N. Chanakya: the pioneer economist of the world. International Journal of Social
Economics, Vol. 25 No. 2/3/4, 1998, pp. 267-282
• ROTHBARD, M. N. Economic Thought Before Adam Smith. Auburn: Ludwig von Mises Institute,
1995.
• SCHUMPETER, J. A. (1954). History of Economic Analysis. Oxford: Oxford University Press.
• SPIEGEL. H. W. The Growth of Economic Thought. Duke: Duke University Press, 1991.
• TEMIN, S. The Roman Market Economy. Cambridge: Cambridge University Press, 2013.
• WALDAUER, Ch. , ZAHKA, W. J. e PAL. S. Kautilya's Arthashastra: A Neglected Precursor to Classical
Economics. Indian Economic Review, Vol. XXXI, No. 1, 1996, pp. 101-108 .