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AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO PARA TRIBUNAIS - FCC

TEORIA E EXERCÍCIOS – AULA 3


PROFESSOR: ERICK MOURA

AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO PARA TRIBUNAIS – FCC


TEORIA E EXERCÍCIOS – AULA 3
Prof. ERICK MOURA
Olá pessoal,
Bom revê-los aqui para mais um encontro.
Espero que tenham gostado da aula anterior.
Nessa aula vamos abordar os seguintes tópicos para a disciplina de
AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO PARA TRIBUNAIS - FCC:
=> Orçamento segundo a Constituição de 1988
=> Plano Plurianual – PPA
=> Lei de Diretrizes Orçamentárias e Financeiras – LDO
=> Lei Orçamentária Anual -LOA.
Eventualmente irei inserir alguns temas relacionados para que
possamos cercar o assunto da melhor forma possível, assim como questões de
outras Bancas que se aproximam da técnica da FCC, ok ?
Todos prontos?
Então vamos nessa !

AULA 3

ROTEIRO DA AULA – TÓPICOS

1 - O Plano Plurianual – PPA.


2 – Diretrizes Orçamentárias e a LDO.
3 – O Projeto de Lei Orçamentária Anual - PLOA: Elaboração,
acompanhamento e fiscalização.
4 – Revisão em Tópicos e Palavras-Chave.
5 – Questões desta Aula.

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1 - O Plano Plurianual – PPA.

1.1 – INTRODUÇÃO
Erick, quais os intrumentos de planejamento orçamentário
no Brasil ?
Bem, o Plano Plurianual – PPA, a Lei de Diretrizes
Orçamentárias – LDO e a Lei Orçamentária Anual – LOA são os
instrumentos de planejamento em matéria orçamentária no Brasil.
O PPA e a LDO são inovações trazidas pela CF/88, ao passo
que a LOA já fora prevista em textos constitucionais e legais anteriores.
Importante destacar que a Lei Complementar nº 101/2000,
conhecida como a Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, também trata desses
instrumentos em seu texto.
A LDO é o instrumento de integração entre o PPA e a LOA. No
entanto, o Programa de Trabalho é que sintetiza o elo entre o PPA e a LOA, ou
seja, o Programa de Trabalho é o módulo de integração entre o plano e
o orçamento.
Para facilitar este entendimento, vamos revisar o conceito de
PROGRAMA.
O PROGRAMA serve, em síntese, para alocar uma dotação
inicial a um programa de trabalho, a fim de se buscar a solução de um
problema a resolver. Alguns autores chamam este processo de Realidade
Problematizada, ou seja, uma demanda/problema da sociedade descrita em
um programa de trabalho e associada a uma dotação inicial.
Ainda não falamos nisso, mas cabe registrar que a técnica do
orçamento-programa foi introduzida no Brasil por meio da Lei nº
4.320/64 e do Decreto-Lei nº 200/67.
A CF/88 veio implantar definitivamente essa técnica no Brasil
quando se estabeleceu a normatização da matéria orçamentária mediante os
instrumentos PPA, LDO e LOA.
Ainda não vamos aprofundar no tema LRF, mas cabe destacar que
esta Lei Complementar não é a prevista no art. 165, § 9º da CF/88.
Vejamos:

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“§ 9º - Cabe à lei complementar:


I - dispor sobre o exercício financeiro, a vigência,
os prazos, a elaboração e a organização do plano
plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei
orçamentária anual;
II - estabelecer normas de gestão financeira e
patrimonial da administração direta e indireta bem
como condições para a instituição e funcionamento de
fundos. “
Enquanto não existe essa Lei Complementar, cujo projeto ainda
está em elaboração, a Lei nº 4.320/64, junto com a LDO e com o ADCT, supre
a lacuna que se deixou, mesmo a LDO não sendo uma Lei Complementar.
A Lei nº 4.320/64 ora trata de assuntos de Lei Complementar, ora
de assuntos de Lei Ordinária. Vejam que essa Lei estabelece, juntamente com
o ADCT da CF/88, o exercício financeiro e os prazos para o PPA, a LDO e a
LOA.
Na verdade, a Lei nº 4.320/64 tangencia superficialmente esses
temas previstos no texto do art. 165, § 9º da CF/88 e a LDO é que vai dar
maior profundidade. É curioso, mas essa validade dada à LDO está no art. 165,
§ 2º da CF/88, combinado com o Capítulo II da LRF.
Outro ponto a se destacar é quanto ao aspecto formal de todas
essas leis que instrumentalizam o orçamento público no Brasil. E mais,
a LOA é uma Lei de efeitos concretos, cujo projeto de lei segue rito
especial. A este processo se aplica, subsidiariamente, o rito de processo
legislativo ordinário previsto no art. 166, § 7º da CF/88.
Na próxima aula vamos abordar o processo legislativo
orçamentário. Levantaremos também, entre outras, algumas possibilidades
quanto ao envio ou não da proposta orçamentária pelo Executivo, bem como
quanto à possibilidade ou não de aprovação nos prazos pelo Legislativo.
Vamos apresentar um quadro para podermos verificar o objeto de
cada uma dessas leis, por meio de suas ementas.

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LEI EMENTA

• Estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para


elaboração e contrôle dos orçamentos e balanços
4.320/64
da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito
Federal.

• Estabelece normas de finanças públicas voltadas


LRF para a responsabilidade na gestão fiscal e dá
outras providências

• EX.: Dispõe sobre o Plano Plurianual para o


PPA
período 20XX/20XX + 3

• EX.: Dispõe sobre as diretrizes para a elaboração e


LDO execução da Lei Orçamentária de 20XX e dá outras
providências

• EX.: Estima a receita e fixa a despesa da União


LOA
para o exercício financeiro de 20XX

• EX.: Abre ao Orçamento da Seguridade Social da


União, em favor do Ministério do Desenvolvimento
CRÉDITO ESPECIAL
Social e Combate à Fome, crédito especial no valor
de R$ 1.720.000,00, para os fins que especifica.

• EX.: Abre ao Orçamento Fiscal da União, em favor


CRÉDITO do Ministério da Educação, crédito suplementar no
SUPLEMENTAR valor de R$ 14.500.000,00, para reforço de
dotação constante da Lei Orçamentária vigente.

• EX.: Abre crédito extraordinário, em favor de


CRÉDITO diversos órgãos do Poder Executivo, no valor
EXTRAORDINÁRIO global de R$ 1.217.677.730,00, para os fins que
especifica.

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1.2 – O Plano Plurianual - PPA – CONCEITOS, OBJETIVOS E CONTEÚDO


O fundamento constitucional para o PPA está no art. 165, inciso I e § 1º, mas
o PPA também tem importância no art. 165, §§ 4º e 7º, art. 166, caput e § 6º
e art. 167 § 1º.
Antes de prosseguirmos, um registro interessante quanto ao texto
do art. 165, § 4º, da CF/88:
“§ 4º - Os planos e programas nacionais, regionais
e setoriais previstos nesta Constituição serão elabora-
dos em consonância com o plano plurianual e aprecia-
dos pelo Congresso Nacional.”
Legal Erick, mas onde estão esses planos e programas ?
Eles estão previstos no art. 48, inciso IV, da CF/88. Vejamos:
“Art. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a
sanção do Presidente da República, não exigida esta
para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre
todas as matérias de competência da União, especial-
mente sobre:
(. ...)
IV - planos e programas nacionais, regionais e
setoriais de desenvolvimento;
(.....).”
Então, não há problema algum se um desses planos for de duração
superior a determinado PPA como, por exemplo, o PPA 2008-2011. Só que
esses planos ou programas têm que estar de acordo com os ditames do PPA em
vigor. Se o plano ficar incompatível com determinado PPA, temos que alterá-lo.
O Plano Plurianual 2008-2011 apresentou, sob a forma de anexos,
uma alteração importante que vinha sendo colocada nos Manuais Técnicos do
Orçamento – MTO: os Programas Finalísticos e os Programas de Apoio às
Políticas Públicas e Áreas Especiais.
É importante observarmos que um PPA organiza a atuação gover-
namental em Programas orientados para o alcance dos objetivos estratégicos
definidos para o período do próprio PPA.

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Assim, temos mais uma concepção de Programa: instrumento


de organização da ação governamental que articula um conjunto de
ações, a fim de concretizar o objetivo nele estabelecido.
Como dissemos antes, os programas se classificam como:
a) Programas Finalísticos: pela sua implementação são
ofertados bens e serviços diretamente à sociedade e são gerados
resultados passíveis de aferição por indicadores; e
b) Programas de Apoio às Políticas Públicas e Áreas
Especiais: são voltados para a oferta de serviços ao Estado, para a
gestão de políticas e para o apoio administrativo.
Erick, o que são ações ?
São instrumentos de programação que contribuem para
atender ao objetivo de um programa. Elas podem ser orçamentárias ou
não-orçamentárias. As ações orçamentárias se classificam, de acordo com
sua natureza, em:
a) Projeto: instrumento de programação para alcançar o objetivo
de um programa. Envolve um conjunto de operações, limitadas no
tempo, das quais resulta um produto que concorre para a expansão
ou aperfeiçoamento da ação de governo;
b) Atividade: instrumento de programação para alcançar o
objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operações que se
realizam de modo contínuo e permanente, das quais resulta um
produto necessário à manutenção da ação de governo;
c) Operação Especial: despesas que não contribuem para a
manutenção, expansão ou aperfeiçoamento das ações do governo
federal, das quais não resulta um produto, e não gera
contraprestação direta sob a forma de bens ou serviços.

CAIU NA PROVA !
56 – (ESAF/ANALISTA DE PLANEJAMENTO – SEFAZ-SP/2009) Assinale a
opção verdadeira a respeito dos programas de governo.
a) Programa é o conjunto de ações de uma unidade orçamentária e visa à
integração do plano de governo do ente ao orçamento.
b) Programa é um módulo integrador entre o plano e o orçamento e tem como
instrumento de sua realização as ações de governo.
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c) Um programa, do ponto de vista orçamentário, é o conjunto de atividades e


projetos relacionados a uma determinada função de governo com vistas ao
cumprimento da finalidade do Estado.
d) É o conjunto de ações de caráter continuado com vista à prestação de
serviços à sociedade.
e) Os programas de governo são considerados temporários e permanentes,
dependendo das condições de perenidade das ações desenvolvidas pelo ente
público.
Comentários:
Gabarito da questão: alternativa (b).
No item (a), temos o erro no trecho que trata da “unidade
orçamentária”, pois o correto seria o governo, por meio de órgão ou unidade
responsável.
O programa é o instrumento de organização da atuação
governamental que articula um conjunto de ações que concorrem para a
concretização de um objetivo comum preestabelecido, mensurado por
indicadores instituídos no plano, visando à solução de um problema ou o
atendimento de determinada necessidade ou demanda da sociedade.
Além disso, é muito importante (e isso está certo no item) sabermos que
programa é o módulo comum integrador entre o plano e o orçamento. Assim,
justificamos o item (b).
O item (c) trata parcialmente da classificação, quanto à natureza, das
AÇÕES.
Vamos ampliar o conceito de ações: são operações das quais resultam
produtos (bens ou serviços), que contribuem para atender ao objetivo de um
programa. Incluem-se também no conceito de ação as transferências
obrigatórias ou voluntárias a outros entes da federação e a pessoas físicas e
jurídicas, na forma de subsídios, subvenções, auxílios, contribuições, etc, e os
financiamentos.
O item (d), além de apresentar um conceito incompleto de programas,
peca pelo fato de colocar somente as ações de caráter continuado, sem citar as
de caráter temporário.
Além disso, a Banca tentou incluir um conceito completamente errado
sobre os Programas de Apoio às Políticas Públicas e Áreas Especiais.

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Esses são programas voltados aos serviços típicos de Estado, ao


planejamento, à formulação de políticas setoriais, à coordenação, à avaliação
ou ao controle dos programas finalísticos, resultando em bens ou serviços
ofertados ao próprio Estado, podendo ser composto inclusive por despesas de
natureza tipicamente administrativas.
No item (e), o correto seria TEMPORÁRIOS e CONTÍNUOS.
Um programa pode ser de natureza contínua mesmo que parte de suas
ações seja de natureza temporária.
No caso de programas temporários, serão informados o mês e ano de
início e de término previstos, e o seu valor global estimado.
O término previsto a ser considerado é o do programa, ainda que se
situe aquém ou além do período de vigência do PPA.

1.3 – A gestão do PPA da União


A Gestão do Plano Plurianual federal observa os princípios da
eficiência, eficácia e efetividade. Além disso, essa gestão também abrange a
implementação, o monitoramento, a avaliação e a revisão de programas.
No âmbito federal, o Poder Executivo mantém um sistema de
informações gerenciais e de planejamento, a fim de apoiar a gestão do PPA,
com características de um sistema estruturador de governo.
Na União, o Decreto nº 6.601/2008 estabelece normas
complementares para a gestão do PPA 2008-2011. Além disso, o Poder
Executivo federal manterá na Internet o conjunto de informações necessárias
ao acompanhamento da gestão do Plano.
Erick, mas esse Decreto não está no edital do concurso !
É verdade, mas ele tem aparecido de forma recorrente nos últimos
editais e resolvemos incluir alguns tópicos relacionados, ok ?
Além disso, ele dá uma boa base de entendimento sobre o
funcionamento e a gestão do PPA.
Vamos seguir.
Com base nos princípios de eficiência, eficácia e efetividade, a
Gestão do PPA é orientada para resultados.
Além disso, ela se compõe de dois níveis: estratégico e tático-
operacional.

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• nível estratégico: compreende os objetivos de governo e


os objetivos setoriais.
• nível tático-operacional: compreende os programas e
ações.
Cabe ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão:
• coordenar os processos de monitoramento, de avaliação e de
revisão do PPA.
• disponibilizar metodologia, orientação e apoio técnico para a
gestão do PPA.
• manter as informações necessárias ao acompanhamento da
gestão do PPA atualizadas na Internet.
• coordenar a gestão do PPA em conjunto com os demais
órgãos do Poder Executivo.
No nível tático-operacional, a gestão conjunta do PPA
compreende os Gerentes de Programa, os Gerentes-Executivos de
Programa, os Coordenadores de Ação e os Coordenadores Executivos
de Ação.
O Gerente de Programa, junto com o Gerente-Executivo é o
responsável pela gestão de programa do PPA. Já o Coordenador de Ação,
em conjunto com o Coordenador-Executivo de Ação, tem a
responsabilidade da gestão da ação.
Importante destacar que o Gerente de Programa é o titular da
unidade administrativa no qual o programa se vincula. Por conseguinte,
o Coordenador de Ação é o titular da unidade administrativa à qual se
vincula a ação.
Um último tópico do PPA em vigor é o relativo aos Projetos de
Grande Vulto.
Projetos de Grande Vulto: são ações orçamentárias do tipo
projeto financiadas com recursos:
a) do orçamento de investimento das estatais, de
responsabilidade de empresas de capital aberto ou de suas
subsidiárias, cujo valor total estimado seja igual ou superior
a cem milhões de reais;

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b) dos orçamentos fiscal e da seguridade social, ou com


recursos do orçamento das empresas estatais que não se
enquadrem no disposto no inciso anterior, cujo valor total
estimado seja igual ou superior a vinte milhões de reais.
O início da execução dos projetos de grande vulto fica
condicionado à avaliação favorável de sua viabilidade técnica e
socioeconômica.

1.4 – O PPA na Carta Magna de 1988


Este item é o mais esperado do Tópico 1, pois é o que tem sido
mais cobrado nas provas. Aliás, em relação ao PPA, à LDO e à LOA, temos
observado muitas questões que cobram a literalidade da CF e da LRF.
Ainda, é importante destacarmos que os 3 instrumentos de
planejamento orçamentário do Brasil são leis ordinárias, de iniciativa do Poder
Executivo e são aprovados por maioria simples pelo Poder Legislativo.
Em termos gerais, as bancas se referem ao termo planejamento
em alusão ao PPA, assim como diretrizes à LDO. Por fim, o termo orçamento
se refere à LOA.

MANTRA !

PPA

O PPA estabelece: => de forma regionalizada

as diretrizes, objetivos e metas => “DOM”

da administração pública federal para:


• as despesas de capital
• outras decorrentes dessas despesas de capital
• as despesas relativas aos programas de duração continuada

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Então, vamos definir cada uma das partes do PPA. Lembrar que se
conhece o PPA como sendo um planejamento estratégico de médio prazo.
• FORMA REGIONALIZADA: busca reduzir as desigualdades
regionais, ou seja, as regiões mais ricas serão menos
favorecidas no PPA em relação às regiões mais necessitadas.
• “DOM”:
o DIRETRIZ: é a orientação quanto ao sentido da ação
de governo.
O OBJETIVO: é o resultado final que se pretende
alcançar com a realização das ações governamentais.
o META: é a especificação e a quantificação física de
objetivos ou, ainda, o indicador físico do desempenho
de um projeto/atividade orçamentário.
• DESPESAS DE CAPITAL: e a classificação, segundo sua
categoria econômica, das despesas que a Administração
Pública realiza, a fim de se formar um bem de capital ou
adicionar valor a um bem já existente. Assim também se
considera a transferência, por compra ou outro meio de
aquisição, a propriedade entre entidades do setor público ou
do setor privado para o público. São classificadas em
Investimentos, Inversões Financeiras e Transferências
de Capital.
• OUTRAS DESPESAS DECORRENTES DAS DESPESAS DE
CAPITAL: São as despesas correntes ou de capital que decorrem de
uma despesa de capital “principal”.
Ex.: Na construção de uma Universidade Federal, devem-se incluir
no PPA as despesas correntes de pessoal relativas aos futuros
funcionários, além da despesa de capital “principal”, que é a construção
propriamente dita.
DESPESAS RELATIVAS AOS PROGRAMAS DE DURAÇÃO

CONTINUADA: São as ações permanentes da Administração Pública,
que não se relacionam com a manutenção de suas atividades. Temos
como exemplo, os programas sociais ou a prestação de serviços públicos,
que devem ser considerados no projeto do PPA.
Por fim, falta falarmos dos prazos relativos ao projeto de PPA e da
vigência do PPA.
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Antes, cabe um comentário sobre a LRF, pois nela houve veto


quanto ao PPA. Isso não significa que há problemas, mas se a questão vier
dizendo que “o PPA, segundo a LRF. ...”=> MARQUE FALSO e siga para a
posse....
MANTRA !

PPA

VIGÊNCIA: 4 ANOS

do 2º ano do mandato presidencial vigente ao 1º ano do mandato


presidencial seguinte
Ex.: PPA 2008-2011
MANDATO ATUAL: 2007-2010 => PPA atual abrange 3 anos, com 1
ano do PPA 2004-2007
MANDATO SEGUINTE: 2011-2014 => PPA atual abrange 1 ano

Prazo para o Executivo encaminhar o projeto consolidado de


PPA:
• até 31 de agosto do exercício financeiro do 1º ano do mandato
presidencial corrente; ou
• até 4 meses antes do término do exercício financeiro do 1º ano
do mandato presidencial corrente.
Ex.: Para o PPA 2012-2015
MANDATO PRESIDENCIAL SEGUINTE: 2011-2014
PRAZO PARA O EXECUTIVO ENCAMINHAR => 31/AGOSTO/2011

Prazo para DEVOLUÇÃO do projeto de PPA pelo Legislativo:


• até 22 de dezembro do exercício financeiro do 1º ano do mandato
presidencial corrente; ou
• até o término da sessão legislativa do 1º ano do mandato
presidencial corrente.

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Ex.: Para o PPA 2012-2015


MANDATO PRESIDENCIAL SEGUINTE: 2011-2014
PRAZO DE DEVOLUÇÃO PELO LEGISLATIVO=>
22/DEZEMBRO/2011

CAIU NA PROVA !
57 – (ESAF/ANALISTA TRIBUTÁRIO – RFB/2009) Segundo a Constituição
Federal, um dos instrumentos em que se materializa o processo de
planejamento do Governo Federal é o Plano Plurianual – PPA. Assinale a opção
em que a afirmação se aplica inteiramente a esse instrumento.
a) Embora de natureza constitucional, o PPA não abrange todos os projetos do
ente, em razão das emergências não possíveis de serem previstas em lei.
b) O PPA tem seu foco nos programas de governo, seu período de abrangência
é de quatro anos podendo ser revisado a cada ano.
c) A elaboração do PPA é feita no nível de cada órgão e sua submissão ao
Congresso Nacional se dá por intermédio da presidência de cada um dos
Poderes da República.
d) O PPA, embora fundamentado em programas de governo, tem como
objetivo definir as modalidades de aplicação de recursos que priorizam o
cumprimento das políticas públicas.
e) A inclusão de novos programas no PPA se dá na revisão anual e está
condicionada ao cumprimento das metas anteriormente aprovadas.

Comentários:
Gabarito da questão: alternativa (b).
O erro do item (a) se deve pelo fato de que não é unção do PPA
abrangem todos os projetos de determinado ente. Essa função de suprir as
emergências não possíveis de serem previstas em lei cabe mais às Leis de
Créditos Adicionais, em especial aos Créditos Extraorçamentários.
No item (b), que está correto, reforça-se a concepção fundamental do
PPA que são os programas de governo. O prazo de vigência é mesmo de 4
anos e há a possibilidade de revisão anual do PPA. Aproveito esse raciocínio
para comentar o erro do item (e).

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A alteração, a exclusão ou a inclusão de novos programas não se dão


somente durante a revisão, pois pode aparecer uma situação que necessite da
pronta intervenção do governo. Em síntese, a revisão se dá, após uma
avaliação do que está em andamento.
A proposta de revisão deve ser encaminhada pelo Poder executivo ao
Congresso Nacional até o dia 31/agosto de cada ano. Já a proposta de
alteração, inclusão ou exclusão é encaminhada a qualquer momento e segue
condições estabelecidas no próprio PPA.
Assim, o erro do item (e) é o fato de que o item coloca que a revisão se
dá mediante o cumprimento das metas anteriormente aprovadas, o que não é
verdade. Não há essa obrigatoriedade de se cumprir as metas estabelecidas
previamente.
No item (c), temos que a elaboração do PPA se dá pelo poder Executivo,
após recebimento das propostas de cada órgão ou entidade dos demais
poderes e do Ministério Público.
Assim, não há qualquer submissão ao Congresso Nacional, pois este não
tem a prerrogativa de elaborar a proposta do PPA da União. No entanto, em
seu caso, também subsidia o Executivo quanto às suas próprias necessidades
relativas ao PPA. Além disso, sua função principal é a de discutir, votar,
aprovar/rejeitar a proposta consolidada e encaminhada pelo Executivo.
Por fim, no item (d), o instrumento que define as modalidades de
aplicação de recursos é a LOA, após a LDO priorizar o cumprimento das
políticas públicas.

2 – Diretrizes Orçamentárias e a LDO.

2.1 – A Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO – CONCEITOS,


OBJETIVOS E CONTEÚDO
O fundamento constitucional para a LDO está no art. 165, inciso II
e § 2º, mas a LDO também tem importância na Lei Complementar nº
101/2000, a LRF.
Um destaque especial para a diferença entre o PPA e a LDO,
quanto ao prazo. Enquanto o PPA é plurianual, ou seja, de médio prazo, e
se refere a um planejamento estratégico, a LDO trata de um planejmento
de curto prazo, pois sua vigência é anual.

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As emendas ao seu projeto de lei devem ser compatíveis com


o PPA. A LDO deve servir, entre outras funções, como farol para a LOA.
Daí temos que a LDO é o INSTRUMENTO de ligação entre o PPA e
a LOA. Não confundir com o PROGRAMA que é o MÓDULO INTEGRADOR
entre o plano e o orçamento.
2.2 – A LDO na Constituição Federal de 1988
Já comentamos muitos detalhes sobre a LDO e a LOA juntamente
com o tópico do PPA, desta forma, vamos a mais um mantra....
MANTRA !

LDO

• A LDO compreende

as metas e prioridades => “MP” + as despesas de capital

para o exercício financeiro subseqüente

da administração pública federal


• A LDO orienta

a elaboração da lei orçamentária anual


• A LDO dispõe sobre

as alterações na legislação tributária


• A LDO estabele

a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento –


“AFOF”

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Agora vamos definir cada uma das partes da LDO. Lembrar que a
LDO é considerada como um planejamento de curto prazo com vigência anual.
ƒ “MP”
• META: é a especificação e a quantificação física de
objetivos, feitas PARA O PERÍODO DE UM ANO, ou,
ainda, o indicador físico do desempenho de um
projeto/atividade orçamentário, estabelecido PARA O
PERÍODO DE UM ANO.

Ex.: No PPA consta a meta de se construir 20 universidades


federais no período de vigência do PPA, que é de 4 anos. Na
LDO do ano corrente, estabeleceu-se a meta de se construírem
6 dessas universidades.
Notamos aqui que a LDO colocou uma meta de um ano,
enquanto que o PPA estabeleceu o período plurianual de 4 anos.
• PRIORIDADE: Ação apontada como mais importante
de acordo com critérios objetivos (valor, prazo,
população beneficiada, antiguidade do problema etc.)
ou subjetivos (avaliação política, capacidade de
mobilização comunitária etc.) de comparação. Assim,
conforme o art. 165, § 2º, da CF/88, cabe à LDO, e
não ao PPA e à LOA, explicitar as prioridades da
Administração Pública.

• DESPESAS DE CAPITAL: Já comentamos antes esse


conceito, mas não podemos esquecer que aqui o horizonte
temporal é de 1 ano.

OBSERVAÇÃO

As “MP” e as despesas de capital que constam da LDO se


referem AO EXERCÍCIO SEGUINTE e não ao em vigor !

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• ORIENTA A ELABORAÇÃO DA LOA: a LDO norteia, orienta


a Loa como INSTRUMENTO de ligação entre o PPA e a LOA.
Assim, a LDO dispõe sobre a estrutura e a organização dos
orçamentos, bem como estabelece também as diretrizes para a
elaboração e execução dos orçamentos da União e suas
alterações.

• DISPÕE SOBRE AS ALTERAÇÕES NA LEGISLAÇÃO


TRIBUTÁRIA: Não significa atuar em competências das leis
relacionadas ao Direito Tributário.
A LDO em vigor, nesse aspecto, dispõe que o projeto de lei
ou medida provisória que conceda ou amplie incentivo ou
benefício de natureza tributária somente será aprovado ou
editada, respectivamente, se atendidas as exigências do art. 14
da LRF. Este artigo trata especificamente da Renúncia de
Receitas.

• ESTABELECE A POLÍTICA DE APLICAÇÃO (DE


RECURSOS) DAS “AFOF”: E o que são Agências Financeiras
Oficiais de Fomento – “AFOF”s ?
São entidades governamentais que buscam desenvolver
(fomentar) o crescimento sustentável da economia do país.
Como exemplo, temos o BNDES, o BANCO DO BRASIL e a CAIXA
ECONÔMICA FEDERAL.
Assim, em Capítulo próprio, a LDO estabelece a política de
aplicação de recursos em vigor, ao reservar as orientações, as
metas e as prioridades para essas “AFOF”s.

OBSERVAÇÃO

Outros temas e capítulos que constam na LDO:


• A dívida pública federal;
• As despesas da União com pessoal e encargos sociais; e
• A fiscalização pelo Poder Legislativo sobre as obras e serviços com
indícios de irregularidades graves.

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Erick, qual o fundamento ?


A LRF.
2.3 – A LDO na Lei de Responsabilidade Fiscal
Passaremos direto aos tópicos mais importantes sobre a LDO na
LRF, de forma a darmos alguma base sobre eventuais conexões que a Banca
poderá fazer.
Erick, como assim ?
A Banca tem perguntado se determinado tema está ou não previsto
na CF/88, enquanto que na verdade está na LRF.
• A LDO disporá também sobre:
Ö equilíbrio entre receitas e despesas;
Ö critérios e forma de limitação de empenho, a ser efetivada nas
hipóteses previstas na LRF;
Ö normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos
resultados dos programas financiados com recursos dos
orçamentos;
Ö demais condições e exigências para transferências de recursos
a entidades públicas e privadas.
• O Anexo de Metas Fiscais integrará o projeto de LDO, em que serão
estabelecidas metas anuais, em valores correntes e constantes,
relativas a receitas, despesas, resultados nominal e primário e
montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e
para os dois seguintes.
• Segundo critérios fixados na LDO, ao se verificar, ao final de um
bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o
cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas
no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Ministério Público
promoverão, por ato administrativo próprio e nos montantes
necessários, nos 30 dias seguintes, limitação de empenho e de
movimentação financeira.
• A LDO conterá Anexo de Riscos Fiscais, onde serão avaliados os
passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas
públicas, informando as providências a serem tomadas, caso se
concretizem.

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• Somente no âmbito da União, a LRF estabelece ainda o


encaminhamento de um anexo específico, junto com a mensagem que
encaminhar o projeto da LDO federal. Neste anexo constarão os
objetivos das políticas monetária, creditícia e cambial (POLÍTICAS
MoCreCam), bem como os parâmetros e as projeções para seus
principais agregados e variáveis, e ainda as metas de inflação, para o
exercício subseqüente.
Destacamos algumas outras responsabilidades dadas à LDO,
segundo a LRF:
• Publicação da avaliação financeira e atuarial dos regimes
geral de previdência social e próprio dos servidores civis e
militares;
• Avaliação financeira do Fundo de Amparo ao Trabalhador e
projeções de longo prazo dos benefícios da Lei Orgânica de
Assistência Social – LOAS;
• Margem de expansão das despesas obrigatórias de natureza
continuada.
Por fim, falaremos dos prazos relativos ao projeto de LDO e da
vigência da LDO.
MANTRA !

LDO

VIGÊNCIA: MAIS DE 1 ANO * (MAIS DE 1 EXERCÍCIO FINANCEIRO)

de 17/julho do exercício financeiro da aprovação a 31/dezembro do


exercício financeiro subseqüente à sua aprovação

Prazo para o Executivo encaminhar o projeto consolidado de


LDO referente ao exercício financeiro seguinte:
• até 15 de abril do exercício financeiro corrente; ou
• até 8 meses e meio antes do término do exercício financeiro
corrente.

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Prazo de DEVOLUÇÃO para sanção do projeto de LDO pelo Legislativo:


• até 17 de julho do exercício financeiro corrente; ou
• até o término do 1º período da sessão legislativa em vigor.

OBSERVAÇÕES

• A LDO, na prática, tem vigência superior a um ano, pois ela entra


formalmente em vigor antes do início do exercício financeiro
subseqüente, ou seja, 17/julho do exercício financeiro anterior.
• A LDO é o único dos instrumentos que possuem uma espécie de
penalidade ao Legislativo. De acordo com o art. 57, § 2º, da
CF/88, a sessão legislativa não será interrompida sem a
aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias.
• O Anexo de Metas Fiscais, o Anexo de Gestão fiscal e o Anexo
Específico para a União, todos atrelados à LDO, não têm previsão
constitucional, logo constituem inovações trazidas pela LRF.
• O Relatório Resumido da Execução Orçamentária - RREO é um
INSTRUMENTO DE TRANSPARÊNCIA DA GESTÃO FISCAL que está
previsto no art. 165, § 3º, da CF/88 e no art. 48, da LRF. Sua
publicação é feita pelo Poder Executivo se dá em até 30 dias
após o término de cada bimestre.
• Outro INSTRUMENTO DE TRANSPARÊNCIA DA GESTÃO FISCAL é
o Relatório de Gestão Fiscal – RGF com previsão apenas na LRF.
Emitem esse RGF, ao final de cada quadrimestre, os titulares dos
Poderes e outros órgãos previstos na LRF.
• O PPA, a LDO e a LOA também são INSTRUMENTOS DE
TRANSPARÊNCIA DA GESTÃO FISCAL.

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CAIU NA PROVA !
58 – (ESAF/ANALISTA – ÁREA CONTROLE INTERNO – MPU/2004) No
que diz respeito à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) não se pode afirmar
que:
a) dispõe sobre as alterações na legislação tributária.
b) orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), bem como sua
execução.
c) compreende as metas e prioridades da administração, incluindo as despesas
de capital para o exercício financeiro subseqüente.
d) estabelece diretrizes, objetivos e metas da administração pública para
programas de duração continuada, sendo componente básico de planejamento
estratégico governamental.
e) estabelece a política de aplicação das agências oficiais de fomento.

Comentários:
Gabarito da questão: alternativa (d).
O item (d) se refere ao PPA, art. 165, § 1º, da CF/88, logo está
incorreto. Os demais itens se referem ao , art. 165, § 2º, da Carta Magna de
88.

59 – (ESAF/ANALISTA DE PLANEJAMENTO – SEFAZ-SP/2009) O modelo


de elaboração orçamentária, nas três esferas de governo, foi sensivelmente
afetado pelas disposições introduzidas pela Constituição Federal de 1988.
Anualmente, o Poder Executivo encaminha ao Poder Legislativo o projeto de
Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que contém:
a) a receita prevista para o exercício em que se elabora a proposta.
b) a receita arrecadada nos três últimos exercícios anteriores àquele em que
se elaborou a proposta.
c) as metas e prioridades da administração pública, incluindo as despesas de
capital para o exercício financeiro subsequente.
d) o orçamento fiscal, o orçamento da seguridade social e os investimentos das
empresas.
e) a despesa realizada no exercício imediatamente anterior.

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Comentários:
Gabarito da questão: alternativa (c).
O item (c) trata da parte inicial de nosso mantra sobre a LDO. Refoço o
entendimento de que as “MP” e as despesas de capital se referem ao exercício
financeiro subsequente.
Os itens (a) e (d) se referem ao tema LOA que veremos adiante. E os
itens (b) e (e) se referem à subsídios que são considerados na elaboração da
proposta orçamentária.

60 – (ESAF/ANALISTA DE PLANEJAMENTO – SEFAZ-SP/2009) Assinale a


opção que apresenta uma das principais características da lei de diretrizes
orçamentárias, segundo a Constituição Federal de 1988.
a) Especifica as alterações da legislação tributária e do PPA.
b) Define a política de atuação dos bancos estatais federais.
c) Determina os valores máximos a serem transferidos, voluntariamente, aos
Estados, Distrito Federal e Municípios.
d) Define as metas e prioridades da administração pública federal.
e) Orienta a formulação das ações que integrarão o orçamento do exercício
seguinte.
Comentários:
Gabarito da questão: alternativa (d).
Mais uma vez, nosso mantra para matar a questão, por isso, o item (d)
está correto.
No item (a), é incorreto que a LDO especifica, mas sim DISPÕE SOBRE
AS ALTERAÇÕES NA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. É um norte e na uma
especificação a ser dada pela LDO.
A LDO em vigor, nesse aspecto, dispõe que o projeto de lei ou medida
provisória que conceda ou amplie incentivo ou benefício de natureza tributária
somente será aprovado ou editada, respectivamente, se atendidas as
exigências do art. 14 da LRF. Este artigo trata especificamente da Renúncia de
Receitas.
O item (b) seria correto se estivesse escrito política de APLICAÇÃO DE
RECURSOS pelas “AFOF”s e não a política de atuação dos bancos estatais
federais.
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Além disso, os bancos têm política de atuação estabelecida por legislação


e regulamentos próprios. Isso não é uma política estabelecida entre as
competências da LDO.
Em relação ao item (c), é a LRF que estabelece LIMITAÇÃO e não limites
em valores, em caso de descumprimento de determinadas regras.
O erro do item (e) reside no fato de que a LDO não orienta a formulação
das ações que integrarão o orçamento do exercício seguinte. Quem orienta as
ações é o PPA, por meio dos programas de trabalho. E ainda, orienta-se por
um período de 4 anos.
A LDO dispõe sobre a estrutura e a organização dos orçamentos, bem
como estabelece também as diretrizes para a elaboração e execução dos
orçamentos da União e suas alterações.

61 – (ESAF/ANALISTA DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO –


MPOG/2003) A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) instituída pela
Constituição de 1988 é o instrumento norteador da Lei Orçamentária Anual
(LOA). A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), de 04 de maio de 2000, atribuiu
à LDO a responsabilidade de tratar também de outras matérias. Indique qual
opção não representou uma responsabilidade adicional às criadas pela LRF.
a) A avaliação de riscos fiscais.
b) A fixação de critérios para a limitação de empenho e movimentação
financeira.
c) A publicação da avaliação financeira e atuarial dos regimes geral de
previdência social e próprio dos servidores civis e militares.
d) O estabelecimento de prioridades e metas da administração pública federal.
e) O estabelecimento de metas fiscais.

Comentários:
Gabarito da questão: alternativa (d).
Questão interessante, pois os itens (a), (b), (c) e (e) são inovações
previstas na Lei Complementar nº 101/2000, Lei de Responsabilidade Fiscal –
LRF.

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O item (d) apresenta a parte inicial do art. 165, § 2º, da CF/88, só que
com uma inversão. Apesar de colocar PM (prioridades e metas) e não MP
(metas e prioridades), o item se refere ao texto constitucional de 1988.
Ocorre que a questão só pedia o item que não significava uma
responsabilidade adicional criadas pela LRF, por isso, a resposta é o item (d).
Como é que estamos ? Vamos adiante....

3 – O Projeto de Lei Orçamentária Anual – PLOA: Elaboração,


acompanhamento e fiscalização.

3.1 – A Lei Orçamentária Anual - LOA – CONCEITOS, OBJETIVOS E


CONTEÚDO
A LOA tem como fundamento constitucional o art. 165, inciso III e
§§ 5º a 8º. Além disso, há previsão na Lei Complementar nº 101/2000, a LRF.
Pela didática que trabalhamos na Aula 1 e nessa Aula 2, temos
muitos conhecimentos adquiridos quanto ao tema LOA. Vamos aprofundar o
assunto ao longo desse tópico e, por isso, passaremos logo ao item 3.2.

3.2 – A LOA na Constituição Federal de 1988


Começaremos com mais um mantra....
MANTRA !

LOA

• A LOA compreende

I - o orçamento fiscal - OI

relativo aos

• Poderes da União
• Fundos da União
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• Órgãos e entidades da administração direta e indireta


• Incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público

II - o orçamento de investimento das empresas - OIEE

em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital


social com direito a voto (são as empresas estatais)

III - o orçamento da seguridade social - OSS

abrange

• todas as entidades e órgãos vinculados à seguridade social =>


da administração direta ou indireta
• e também os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo
Poder Público da União.

Temos assim definida a LOA e suas 3 “subespécies” de


orçamento OF, OIEE e OSS. Isso significa que o orçamento é UNO. Assim,
a LOA obedece ao Princípio Orçamentário da Unidade.
Esse desdobramento se faz, a fim de se tornarem mais visíveis os
programas do governo em cada área. Por isso, o modelo orçamentário adotado
a partir da CF/88, com base no art. 165, § 5º, consiste em elaborar um
orçamento único, desmembrado em OF, OIEE e OSS.
Não podemos esquecer que a LOA COMO UM TODO TEM QUE
SER COMPATÍVEL COM O PPA E A LDO !
Atenção para não confundir na prova a observação a seguir, que
consta do art. 165, § 7º, da CF/88.

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OBSERVAÇÕES

• O orçamento fiscal – OI + o orçamento de investimento das


empresas estatais – OIEE

além de terem que ser compatíveis com o PPA

terão, entre outras, a função de reduzir desigualdades inter-regionais,


segundo critério populacional
• O Orçamento da Seguridade Social - OSS NÃO TEM ESSA FUNÇÃO

mas tem que ser compatível com o PPA


• As Bancas trocam CRITÉRIO POPULACIONAL, por critério
geográfico, que está errado.

Ainda quanto ao texto constitucional, cabem algumas outras


considerações sobre a LOA, conforme constam no art. 165, §§ 6º e 8º e no
art. 167, inciso I. Nesse assunto, destacamos as ideias principais, nas quais as
Bancas tentam aplicar “pegadinhas”.
• Um demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e
despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e
benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia, acompanha o
projeto de LOA – PLOA (não vem junto com a LOA e sim com o
PLOA).
• A LOA não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à
fixação da despesa – Princípio Orçamentário da Exclusividade.

MNEMÔNICO: “A LOA NÃO ESTRANHA PR / FD”

Exceções a este Princípio (ou seja, PODEM CONSTAR NA LOA):


1. a autorização para abertura de créditos
suplementares;
2. contratação de operações de crédito, ainda que por
antecipação de receita – ARO, nos termos da lei (LDO e
LRF); e

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3. emissão de títulos da dívida agrária - TDA, conforme


previsto no art. 184, § 4º, da CF/88.
• É vedado o início de programas ou projetos não incluídos na LOA.
Vamos avançar.
Para ajudar a visualizar a estrutura de uma LOA, colocamos a
seguir um extrato, por tópicos, da Lei nº 11.897/2008, que estima a receita e
fixa a despesa da União para o exercício financeiro de 2009.

“CAPÍTULO I

DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

CAPÍTULO II

DOS ORÇAMENTOS FISCAL E DA SEGURIDADE SOCIAL

Seção I

Da Estimativa da Receita

Seção II

Da Fixação da Despesa

Seção III

Da Autorização para a Abertura de Créditos Suplementares

CAPÍTULO III

DO ORÇAMENTO DE INVESTIMENTO

Seção I

Das Fontes de Financiamento

Seção II

Da Fixação da Despesa

Seção III

Da Autorização para a Abertura de Créditos Suplementares

CAPÍTULO IV

DA AUTORIZAÇÃO PARA CONTRATAÇÃO DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO E EMISSÃO DE


TÍTULOS DA DÍVIDA AGRÁRIA

CAPÍTULO V

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS”

Destacamos os pontos mais importantes para essa visualização.


Observem que o OF e o OSS estão juntos em um mesmo capítulo. No entanto,

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só o OF e o OIEE terão entre suas funções a de reduzir desigualdades


inter-regionais, segundo critério populacional.
Ao olhar esse extrato da LOA, lembramos de uma discussão
anterior: o Orçamento é um texto, cujos anexos são uma pauta que contém
receitas e despesas.
Vamos ao mantra dos prazos relativos ao PLOA e da vigência da
LOA.
MANTRA !

LOA

VIGÊNCIA: 1 ANO (ou 1 exercício financeiro)

1º/janeiro a 31/dezembro do exercício financeiro vigente

Prazo para o Executivo encaminhar o PLOA consolidado:


• até 31 de agosto do exercício financeiro anterior ao do exercício
financeiro vigente; ou
• até 4 meses antes do término do exercício financeiro anterior ao do
exercício financeiro vigente.
Ex.: Para a LOA 201O
PRAZO PARA O EXECUTIVO ENCAMINHAR => 31/AGOSTO/2009

Prazo para DEVOLUÇÃO do projeto de LOA pelo Legislativo:


• até 22 de dezembro do exercício financeiro anterior ao do exercício
financeiro vigente; ou
• até o término da sessão legislativa do exercício financeiro anterior
ao do exercício financeiro vigente.
Ex.: Para a LOA 2010
PRAZO DE DEVOLUÇÃO PELO LEGISLATIVO=> 22/DEZEMBRO/2009

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Agora já podemos fazer um quadro resumo relativo às leis


orçamentárias.

LEIS ORÇAMENTÁRIAS

Ö PPA
Ö LDO
Ö LCA (Lei de Créditos
Adicionais)
ƒ Créditos Especiais
ƒ Créditos Suplementares
ƒ Créditos Extraordinários
Ö LOA
ƒ OF
ƒ OIEE
ƒ OSS

3.3 – A LOA na Lei de Responsabilidade Fiscal


Estaremos apenas a colocar alguns tópicos da LRF a título informativo,
pois a Banca pode afirmar que determinado assunto está previsto na CF/88,
enquanto que está previsto na LRF.
O projeto de LOA, elaborado de forma compatível com o PPA, com a LDO
segue as seguintes normas previstas na LRF:
Ö conterá, em anexo, demonstrativo da compatibilidade da
programação dos orçamentos com os objetivos e metas constantes
do ANEXO DE METAS FISCAIS - AMF da LDO em vigor.
Ö será acompanhado do Relatório Resumido de Execução
Orçamentária - RREO, além das medidas de compensação a
renúncias de receita e ao aumento de despesas obrigatórias de
caráter continuado – DOCCs.
Ö conterá reserva de contingência, cuja forma de utilização e montante,
definido com base na receita corrente líquida, serão estabelecidos
na LDO, destinada ao atendimento de passivos contingentes e
outros riscos e eventos fiscais imprevistos.

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Ö constarão da LOA todas as despesas relativas à dívida pública,


mobiliária ou contratual, e as receitas que as atenderão.
Ö constará, separadamente na LOA e nas LCAs, o refinanciamento da
dívida pública.
Ö não consignará dotação para investimento com duração maior que
um exercício financeiro que não esteja previsto no PPA ou em lei
que autorize a sua inclusão no PPA => vide art. 167, § 1º da CF/88.
Ö serão incluídas na LOA, as despesas do BACEN relativas a pessoal e
encargos sociais, custeio administrativo, inclusive os destinados a
benefícios e assistência aos servidores, e a investimentos.

NÃO CONFUNDA !

Ö É VEDADO consignar na LOA crédito com finalidade imprecisa ou


com dotação ilimitada. => ESSE TEXTO É DA LRF (Art. 5º, §4º).
Ö É VEDADA a concessão ou utilização de créditos ilimitados =>
ESSE TEXTO É DA CF/88 (Art. 157, inciso VII).
AS BANCAS FAZEM A “PEGADINHA” DE TROCAR OS TEXTOS !
“De acordo com o texto constitucional, é vedado consignar na LOA crédito
com finalidade imprecisa ou com dotação ilimitada.” => É FALSO !
“De acordo com a LRF, é vedada a concessão ou utilização de créditos
ilimitados.” => É FALSO !

OUTRAS CONSIDERAÇÕES

1) Reservas de Contingência são despesas orçamentárias destinadas


ao atendimento de passivos contingentes e outros riscos, bem como
eventos fiscais imprevistos, inclusive para a abertura de créditos
adicionais.
• Os valores financeiros das Reservas de Contingência constarão
na LOA.
• O montante percentual e a forma de utilização das Reservas de
Contingência contarão na LDO.
2) A duração de um Exercício Financeiro é diferente da de um Ciclo
Orçamentário.
• Exercício Financeiro: 1 ano

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• Ciclo Orçamentário: maior que 1 ano, pois o “EAECA” ultrapassa


um exercício financeiro
3) Os Estados e Municípios não se obrigam a seguirem os prazos
estabelecidos no ADCT da CF/88, quanto ao envio para o Congresso
Nacional e para devolução para sanção.
Isso se deve em razão do pacto federativo, além de se atender às
peculiaridades da realidade de cada ente federado.
A doutrina entende que, caso não haja previsão nas Constituições
Estaduais e nas Leis Orgânicas, prevalecem os prazos do ADCT
federal.

3.4 – A CF/1988 e os Projetos de LOA do Poder Judiciário, do


Ministério Público da União e das Defensorias Públicas da União e dos
Estados.

3.4.1 – PLOA do Poder Judiciário


O Poder Judiciário tem sua autonomia administrativa e financeira
assegurada pela CF/88.
Assim, todos os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias
dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na LDO.
O encaminhamento da proposta do Poder Judiciário para o Poder
Executivo respectivo, ouvidos os demais tribunais interessados, compete:
• NA UNIÃO: aos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e
dos Tribunais Superiores, com a aprovação dos respectivos
tribunais.
• NOS ESTADOS E NO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS: aos Presidentes dos Tribunais de Justiça,
com a aprovação dos respectivos tribunais.
Inovações da Emenda Constitucional nº 45/2004:
Se os respectivos órgãos não encaminharem as propostas
orçamentárias dentro do prazo estabelecido na LDO:
• o Poder Executivo considerará, para fins de consolidação da
proposta orçamentária anual, os valores aprovados na LOA

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em vigor, ajustados de acordo com os limites estipulados na


LDO.
Se as propostas orçamentárias forem encaminhadas em desacordo
com os limites estipulados na LDO:
• o Poder Executivo fará os ajustes necessários, a fim de se
consolidar a proposta orçamentária anual.
Durante a execução orçamentária do exercício, não poderá haver a
realização de despesas ou a assunção de obrigações que extrapolem os limites
estabelecidos na LDO.
• Exceção: se autorizadas previamente, por meio da
abertura de créditos suplementares ou especiais.

3.4.2 – Os PRECATÓRIOS
Referem-se aos pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas
Federal, Estaduais, Distrital e Municipais, em razão de sentença judiciária.
Estes pagamentos se fazem exclusivamente na ordem cronológica
de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos.
É vedada a designação de casos ou de pessoas nas dotações
orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim.
É o Poder Judiciário que insere em seu orçamento os precatórios
devidos, pois as dotações orçamentárias e os créditos abertos serão
consignados diretamente ao Judiciário.
Cabe ao Presidente do Tribunal que proferir a decisão determinar o
pagamento integral e autorizar, a requerimento do credor e exclusivamente
para os casos de preterimento de seu direito de precedência ou de não
alocação orçamentária do valor necessário à satisfação do seu débito, o
sequestro da quantia respectiva.
O Presidente do Tribunal competente que, por ato comissivo ou
omissivo, retardar ou tentar frustrar a liquidação regular de precatórios
incorrerá em crime de responsabilidade e responderá, também, perante o
Conselho Nacional de Justiça.

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3.4.3 – PLOA do Ministério Público


O Ministério Público também tem sua autonomia administrativa e
financeira assegurada pela CF/88.
O Ministério Público elabora sua proposta orçamentária dentro dos
limites estabelecidos na LDO, a fim de encaminhá-la para o Poder Executivo.
Inovações da Emenda Constitucional nº 45/2004:
Se o Ministério Público não encaminhar a respectiva proposta
orçamentária dentro do prazo estabelecido na LDO:
• o Poder Executivo considerará, para fins de consolidação da
proposta orçamentária anual, os valores aprovados na LOA
em vigor, ajustados de acordo com os limites estipulados na
LDO.
Se a proposta orçamentária for encaminhada em desacordo com os
limites estipulados na LDO:
• o Poder Executivo procederá aos ajustes necessários para
fins de consolidação da proposta orçamentária anual.
Durante a execução orçamentária do exercício, não poderá haver a
realização de despesas ou a assunção de obrigações que extrapolem os limites
estabelecidos na LDO.
• Exceção: se autorizadas previamente, por meio da
abertura de créditos suplementares ou especiais.

3.4.4 – PLOA das Defensorias Públicas da União e dos Estados


Em relação à Defensoria Pública da União - DPU, a CF/88 não
estabeleceu regras. A DPU está ligada ao Ministério da Justiça, logo ela
encaminha sua proposta diretamente ao Poder Executivo da União.

Inovação da Emenda Constitucional nº 45/2004:


Às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia
funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta orçamentária dentro
dos limites estabelecidos na LDO e subordinação ao disposto no art. 99, § 2º.

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CAIU NA PROVA !
62 - (ESAF/ANALISTA DE PLANEJAMENTO – SEFAZ-SP/2009) A
Constituição da República confere ao orçamento a natureza jurídica de:
a) lei de efeito concreto.
b) lei material.
c) lei formal e material.
d) lei extraordinária.
e) lei abstrata.

Comentários:
Gabarito da questão: alternativa (a).
Por produzir efeitos concretos, a LOA é uma lei formal com natureza
jurídica de lei de efeito concreto.

63 - (ESAF/ANALISTA DE PLANEJAMENTO – SEFAZ-SP/2009) O


orçamento público pode ser entendido como um conjunto de informações que
evidenciam as ações governamentais, bem como um elo capaz de ligar os
sistemas de planejamento e finanças. A elaboração da Lei Orçamentária Anual
(LOA), segundo a Constituição Federal de 1988, deverá espelhar:
a) exclusivamente os investimentos.
b) as metas fiscais somente para as despesas.
c) a autorização para a abertura de créditos adicionais extraordinários.
d) as estimativas de receita e a fixação de despesas.
e) a autorização para criação de novas taxas.

Comentários:
Gabarito da questão: alternativa (d).
Conforme um de nossos mantras e de acordo com a parte inicial o art.
165, § 8º, da CF/88, a LOA reflete a PR/FD, ou seja, a
PREVISÃO/ESTIMATIVA DA RECEITA e a FIXAÇÃO DA DESPESA.

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64 - (ESAF / ANALISTA ADMINISTRATIVO – ANA / 2009) No contexto


do processo orçamentário, tal como prevê a Constituição Federal, é correto
afirmar:
a) a Lei Orçamentária Anual é de iniciativa conjunta dos Poderes Legislativo e
Executivo.
b) a execução do orçamento é feita mediante acompanhamento dos controles
interno e externo.
c) ao Presidente da República é proibido vetar alterações no projeto de lei do
Plano Plurianual que tenham sido aprovadas pelo Congresso Nacional em dois
turnos de votação.
d) o Plano Plurianual possui caráter meramente normativo, não sendo utilizado
como instrumento de planejamento governamental.
e) a Lei de Diretrizes Orçamentárias compreende os orçamentos fiscal, da
seguridade social e de investimento das empresas estatais.
Comentários:
Gabarito da questão: alternativa (b).
Vamos rever os pontos sobre a etapa do ciclo orçamentário denominada:
• CONTROLE:
A Administração procura obter informações físico-financeiras no
transcurso do processo de execução orçamentária e financeira. Desta
forma, possibilita-se o controle e a avaliação dos planos e programas a
serem executados, em execução ou já executados, que constam na
LOA.
No Brasil, existem dois tipos de controle:
• INTERNO
• EXTERNO
Chama-se controle interno quando exercido por agentes do mesmo
Poder. Já o controle externo se exerce por órgãos independentes desse
Poder.
No item (a), o erro se dá pelo fato de que a Lei Orçamentária Anual é de
iniciativa PRIVATIVA DO PODER EXECUTIVO, confome previsto no art. 84,
inciso XXII da CF/88.

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Correção do item (c) - ao Presidente da República é PERMITIDO vetar


alterações no projeto de lei do Plano Plurianual que tenham sido aprovadas
pelo Congresso Nacional em dois turnos de votação.
Correção do item (d) - o Plano Plurianual NÃO possui caráter meramente
normativo, SENDO UTILIZADO COMO INSTRUMENTO DE PLANEJAMENTO
GOVERNAMENTAL.
Correção do item (e) - a LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL compreende os
orçamentos fiscal, da seguridade social e de investimento das empresas
estatais.

65 - (ESAF / ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE – CGU / 2008) De


acordo com a Constituição Federal, foi reservada à Lei de Diretrizes
Orçamentárias a função de:
a) definir, de forma regionalizada, as diretrizes, os objetivos, as metas e
prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital
para o exercício financeiro subseqüente.
b) estabelecer critérios e forma de limitação de empenho, nos casos previstos
na legislação.
c) disciplinar as transferências de recursos a entidades públicas e privadas.
d) dispor sobre alterações na legislação tributária.
e) dispor sobre o equilíbrio entre receitas e despesas.
Comentários:
Gabarito da questão: alternativa (d).
A referência é o art. 165, § 2º da CF/88 que assim diz:
“A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades
da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o
exercício financeiro subseqüente, orientará a elaboração da lei orçamentária
anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá
a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.”
Observem que dispor sobre a legislação trobutária não singnifica alterar
a legislação tributária, mas sim estabelecer metas e prioridades também em
relação as alterações na legislação tributária de forma a facilitar a arrecadação
de receitas pelo governo.

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O item (a) se refere ao PPA.


No item (b), conforme previsto no art. 9º da LRF, atos dos Poderes e do
Ministério Público é que estabelecerão critérios e forma de limitação de
empenho, nos casos previstos na legislação.
O item (c) é previsão do art. 4º, inciso I, alínea “f”, da LRF, enquanto
que o item (e) está no art. 4º, inciso I, alínea “a”, da LRF.

66 - (ESAF / PROCURADOR – TCO – GO / 2009) O orçamento é um


instrumento fundamental de governo e seu principal documento de políticas
públicas. Por meio dele, os governantes selecionam prioridades, decidindo
como gastar os recursos extraídos da sociedade e como distribuí-los entre
diferentes grupos sociais, conforme seu peso ou força política. No que diz
respeito a orçamento, indique a opção falsa.
a) Nas decisões orçamentárias, os problemas centrais de uma ordem
democrática como representação estão presentes.
b) A Constituição de 1988 trouxe inegável avanço na estrutura institucional
que organizou o processo orçamentário brasileiro.
c) A Constituição de 1988 não só introduziu o processo de planejamento no
ciclo orçamentário, medida tecnicamente importante, mas, sobretudo, reforçou
o Poder Legislativo.
d) A Constituição de 1988 indica que, por iniciativa do Poder Legislativo,
devem ser estabelecidas, além do Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
e) O Plano Plurianual é um instrumento de Planejamento no qual são
apresentados, de quatro em quatro anos, os objetivos e as metas
governamentais.
Comentários:
Gabarito da questão: alternativa (d).
O correto seria assim dizer: “A Constituição de 1988 indica que, por
iniciativa do PODER EXECUTIVO, devem ser estabelecidas, além do Plano
Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária
Anual (LOA).”
A referência está no art. 84, inciso XXII da CF/88, que assim diz:

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“Compete privativamente ao Presidente da República enviar ao


Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes
orçamentárias e as propostas de orçamento previstos nesta Constituição”

67 - (ESAF / ANALISTA – SEFAZ - CE / 2007) Assinale a opção falsa em


relação à Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO prevista no art. 165 da
Constituição Federal.
a) A iniciativa da lei é prerrogativa do Poder Executivo.
b) Deverá orientar a elaboração da lei orçamentária anual.
c) A LDO deverá trazer as modificações na legislação tributária que impactarão
a arrecadação do exercício seguinte.
d) Compreenderá as metas de despesa de capital para o exercício financeiro
subseqüente.
e) Estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de
fomento.
Comentários:
Gabarito da questão: alternativa (d).
O correto seria assim dizer: “incluindo as despesa de capital (e não
sua metas de despesa de capital) para o exercício financeiro
subseqüente.”

68 - (ESAF / ANALISTA JURÍDICO – SEFAZ - CE / 2007) Consoante a


Constituição Federal, leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão - o
plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais. Assinale
a opção incorreta.
a) A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as
diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas
de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de
duração continuada.
b) A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da
administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício
financeiro subseqüente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual,
disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de
aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.

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c) Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta


Constituição serão elaborados em consonância com o plano plurianual e
apreciados pelo Congresso Nacional.
d) O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada
trimestre, relatório resumido da execução orçamentária.
e) O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo
regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções,
anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e
creditícia.
Comentários:
Gabarito da questão: alternativa (d).
De acordo com o art. 165, § 3º, da CF/88, seria correto assim: “O Poder
Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada BIMESTRE,
relatório resumido da execução orçamentária.”

69 - (FCC/ TÉCNICO JUDICIÁRIO – TJ-PI/2009) O Plano Plurianual de um


Estado da Federação:
a) somente pode ser aprovado por lei complementar estadual.
b) deve ser elaborado por iniciativa da Assembléia Legislativa Estadual, que o
submeterá à sanção do Governador do Estado.
c) tem vigência até o final do primeiro exercício financeiro do mandato
governamental subsequente.
d) deve ser elaborado de cinco em cinco anos.
e) conterá as diretrizes, objetivos e metas da administração pública estadual
para as despesas correntes dos quatro anos de sua vigência.

Comentários:
Gabarito da questão: alternativa (c).
Com base em um de nossos mantras, vimos que o PPA tem vigência até
o final do primeiro exercício financeiro do mandato governamental
subsequente.
O erro do item (a) está no fato de que o PPA, a LDO e a LOA serem
LEIS ORDINÁRIAS e não leis complementares.

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A iniciativa de elaboração dos projetos de PPA, LDO e LOA é do Poder


Executivo, por isso o item (b) está incorreto. Além disso, quem aprecia,
discute e vota é o Poder Legislativo, para devolução posterior e sanção/veto
pelo Chefe do Poder Executivo.
O erro do item (d) deve-se ao fato de que a periodicidade é de 4 anos.
E no item (e), a lei que instituir o PPA estabelecerá, de forma
regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal
para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as
relativas aos programas de duração continuada.

70 – (FCC/ANALISTA – ÁREA ORÇAMENTO – MPU/2007) A vigência do


Plano Plurianual de Investimentos é de ___I__ anos, iniciando-se no __II__
exercício financeiro do mandato do Chefe do Poder Executivo e terminando no
__III__ exercício financeiro do mandato subseqüente. Preenchem respectiva e
corretamente as lacunas I, II e III:
a) três, primeiro, segundo.
b) quatro, primeiro, segundo.
c) quatro, segundo, primeiro.
d) cinco, primeiro, segundo.
e) cinco, segundo, primeiro.

Comentários:
Gabarito da questão: alternativa (c).
Vamos ao mantra parcial do PPA:

VIGÊNCIA: 4 ANOS

do 2º ano do mandato presidencial vigente ao 1º


ano do mandato presidencial seguinte
Ex.: PPA 2008-2011
MANDATO PRESIDENCIAL ATUAL: 2007-2010
MANDATO PRESIDENCIAL SEGUINTE: 2011-2014

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71 – (FCC/ANALISTA – ÁREA ORÇAMENTO – MPU/2007) A política de


aplicação das agências financeiras oficiais de fomento é estabelecida na Lei:
a) orçamentária anual (LOA).
b) de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar no 100/2000).
c) de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
d) específica aprovada pela maioria absoluta do Congresso Nacional.
e) que aprovar o Plano Plurianual de Investimentos.
Comentários:
Gabarito da questão: alternativa (c).
O item (c) se fundamenta na parte final do art. 165, § 2º, da Carta
Política de 88.

72 – (FCC/ TÉCNICO JUDICIÁRIO – TJ-PI/2009) Na Lei de Diretrizes


Orçamentárias, são discriminadas as:
a) despesas de capital para o exercício subsequente.
b) receitas de capital do exercício corrente, apenas.
c) receitas de capital e as despesas de capital do exercício corrente.
d) receitas correntes e de capital para o exercício subsequente.
e) receitas correntes e de capital para o exercício corrente.
Comentários:
Gabarito da questão: alternativa (a).
A resposta do item (a) se fundamenta na parte inicial do art. 165, § 2º,
da CF/88. Os demais itens não têm correspondência adequada aos intrumentos
PPA, LDO e LOA.
73 – (FCC/ASSESSOR JURÍDICO – TJ-PI/2009) NÃO é vedada edição de
medida provisória sobre a seguinte matéria:
a) Planos plurianuais.
b) Diretrizes orçamentárias.
c) Créditos extraordinários.
d) Créditos adicionais.
e) Créditos suplementares.
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Comentários:
Gabarito da questão: alternativa (c).
O fundamento de toda a questão está no art 62, § 1º, inciso I, alínea d):
“Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o
Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força
de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional.
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre
matéria:
I – relativa a:
(. ...)
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias,
orçamento e créditos adicionais e suplementares,
ressalvado o previsto no art. 167, § 3º;
(.....)”
Desta forma, matéria relacionada à LDO não pode ser objeto de Medida
Provisória.

74 – (FCC/OFICIAL DE CHANCELARIA – MRE/2009) Faz parte integrante


da Lei das Diretrizes Orçamentárias:
a) a autorização para contratação de operações de crédito.
b) o orçamento da seguridade social.
c) o anexo das metas fiscais.
d) o montante estimado das despesas de pessoal do Banco Central do Brasil.
e) o montante de despesas correntes para o exercício seguinte.
Comentários:
Gabarito da questão: alternativa (c).
Os itens (a), (b), (d) constam da LOA, cujo tópico será visto mais
adiante.
O fundamento do item (c) é o art. 4º, § 1º da Lei Complementar nº
101/2000 - LRF.

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O item (e) erra pelo fato de que, conforme art. 165, § 2º, da CF/88,
integram a LDO o montante de despesas de capital para o exercício
seguinte.

75 – (FCC/ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – MPU/2007) A


consolidação do projeto de lei orçamentária anual da União é de
responsabilidade:
a) do Ministério da Fazenda.
b) da Secretaria do Tesouro Nacional.
c) da Secretaria da Receita Federal.
d) do Ministério da Indústria e do Comércio.
e) do Ministério do Planejamento.
Comentários:
Gabarito da questão: alternativa (e).
Questão de simples resolução. A proposta orçamentária é consolidada
pelo Poder Executivo, cuja competência cabe ao Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão - MPOG.
No âmbito do MPOG, é a Secretaria de Orçamento Federal – SOF que
coordena e elabora a proposta orçamentária da União.

76 - (FCC/TÉCNICO JUDICIÁRIO – TJ-PI/2009) A Lei Orçamentária Anual


da União compreenderá:
a) apenas o orçamento fiscal da União.
b) o orçamento fiscal da União e o orçamento de investimento das empresas
estatais, apenas.
c) créditos com finalidade imprecisa ou dotação ilimitada, desde que incluídos
na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
d) as despesas de pessoal, inclusive encargos sociais, as despesas de custeio e
de investimento das empresas estatais.
e) o orçamento fiscal da União, o orçamento de investimento das empresas
estatais e o orçamento da seguridade social.

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Comentários:
Gabarito da questão: alternativa (e).
O art. 165, § 5º, incisos I, II e III, fundamentam os itens (a), (b), (d) e
(e), pois LOA compreende:
o o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos,
órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive
fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;
o o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta
ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;
e
o o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e
órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como
os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público.
O item (c) é uma vedação que consta no art. 5º, § 4º, da LRF.

77 - (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO – TRT-16ª REGIÃO/2009) Considere


as seguintes afirmativas:
I. a lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da
receita e fixação da despesa, não se incluindo a autorização para abertura de
créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por
antecipação de receita, nos termos da lei;
II. O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo
regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrentes de isenções,
anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e
creditícia;
III. A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da
administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício
financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual,
disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de
aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
Está correto o que se afirma em:
a) I, II e III.
b) I e III, apenas.
c) I e II, apenas.

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d) II, apenas.
e) I, apenas.
Comentários:
Gabarito da questão: alternativa (a).
Os fundamentos da questão estão todos previstos na CF/88 e constam,
respectivamente, no art. 165, § 8º; art. 165, § 6º; e no art. 165, § 2º.

78 - (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO – ECONOMIA - TJ-PA/2009) No


Brasil, em relação à lei orçamentária, é correto afirmar que:
a) poderá conter autorização para contratação de operações de crédito, exceto
as efetuadas por antecipação de receita.
b) integrará seu projeto de lei o Anexo de Metas Fiscais, em que serão
estabelecidas metas anuais, em valores correntes e constantes, relativas a
receitas, despesas, resultados nominal e primário e montante da dívida
pública.
c) deverá conter normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos
resultados dos programas financiados com recursos dos orçamentos.
d) seu projeto de lei deverá ser acompanhado de demonstrativo regionalizado
do efeito decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de
natureza financeira, tributária e creditícia.
e) deverá discriminar também as despesas de capital para o exercício
seguinte, desde que em consonância com a lei das diretrizes orçamentárias.
Comentários:
Gabarito da questão: alternativa (d).
No item (a), com base no art. 166, § 8º, da CF/88, a LOA NÃO poderá
conter autorização para contratação de operações de crédito, exceto as
efetuadas por antecipação de receita.
No item (b), é a LDO que terá o AMF integrado ao seu projeto de lei,
conforme preconiza o art. 4º, § 1º, da LRF. Atenção que não há previsão do
AMF na CF/88.
O erro do item (c) deve-se ao fato de que é a LDO que deverá conter
normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos
programas financiados com recursos dos orçamentos, conforme preconiza o
art. 4º, inciso I, alínea e), da LRF.
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O fundamento do item (d) está previsto no art. 165, § 6º, da CF/88.


No item (e), conforme art. 165, § 2º, da CF/88, é a própria LDO que
discriminar também as despesas de capital para o exercício seguinte, desde
que em consonância com o PPA.
Chegou a hora de nossa revisão !

3 – Revisão em Tópicos e Palavras-Chave.

A partir deste momento vamos rever os principais tópicos desta


aula mediante quadros ou colocação de tópicos e palavras-chave.
• Plano Plurianual – PPA, a Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO e
a Lei Orçamentária Anual – LOA são instrumentos de
planejamento.
• PPA e a LDO são inovações trazidas pela CF/88.
• PROGRAMA => alocar uma dotação inicial a um programa de
trabalho => buscar a solução de um problema => Realidade
Problematizada.
• Técnica do orçamento-programa foi introduzida no Brasil por
meio da Lei nº 4.320/64 e do Decreto-Lei nº 200/67 => CF/88
veio implantar definitivamente essa técnica.
• Aspecto formal de todas essas leis que instrumentalizam o
orçamento público no Brasil.
• LOA => Lei de efeitos concretos + segue rito especial => se
aplica, subsidiariamente, o rito de processo legislativo ordinário.
• Não há problema => planos forem de duração superior a
determinado PPA.
• Programa: instrumento de organização da ação governamental
=> articula um conjunto de ações => concretizar o objetivo
estabelecido.
• Programas Finalísticos: ofertados bens e serviços diretamente à
sociedade => gerados resultados passíveis de aferição por
indicadores.
• Programas de Apoio às Políticas Públicas e Áreas Especiais: oferta
de serviços ao Estado => gestão de políticas + apoio
administrativo.
• AÇÕES
Ö instrumentos de programação => atender ao objetivo de um
programa.
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Ö São orçamentárias ou não-orçamentárias.


Ö Ações orçamentárias => de acordo com sua natureza, em:
a) Projeto: conjunto de operações, limitadas no tempo +
resulta um produto + expansão ou aperfeiçoamento da ação.
b) Atividade: conjunto de operações, modo contínuo e
permanente + resulta um produto + manutenção da ação.
c) Operação Especial: despesas que não contribuem para a
manutenção, expansão ou aperfeiçoamento das ações + não
resulta um produto + não gera contraprestação direta sob a
forma de bens ou serviços.
• Gestão do PPA => orientada para resultados + se compõe de dois
níveis: estratégico e tático-operacional.
• Nível tático-operacional => Gerentes de Programa + Gerentes-
Executivos de Programa + Coordenadores de Ação +
Coordenadores Executivos de Ação.
• Gerente de Programa + Gerente-Executivo => gestão de
programa do PPA.
• Coordenador de Ação + Coordenador-Executivo de Ação =>
gestão da ação.
• Gerente de Programa = titular da unidade administrativa no qual
o programa se vincula.
• Coordenador de Ação = titular da unidade administrativa à qual
se vincula a ação.
MANTRA !

PPA
O PPA estabelece: => de forma regionalizada

as diretrizes, objetivos e metas => “DOM”

da administração pública federal para:


• as despesas de capital
• outras decorrentes dessas despesas de capital
• as despesas relativas aos programas de duração continuada

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MANTRA !

PPA
VIGÊNCIA: 4 ANOS
do 2º ano do mandato presidencial vigente ao 1º ano do mandato
presidencial seguinte
Ex.: PPA 2008-2011
MANDATO ATUAL: 2007-2010 => PPA atual abrange 3 anos, com 1
ano do PPA 2004-2007
MANDATO SEGUINTE: 2011-2014 => PPA atual abrange 1 ano
Prazo para o Executivo encaminhar o projeto consolidado de
PPA:
• até 31 de agosto do exercício financeiro do 1º ano do mandato
presidencial corrente; ou
• até 4 meses antes do término do exercício financeiro do 1º ano
do mandato presidencial corrente.
Ex.: Para o PPA 2012-2015
MANDATO PRESIDENCIAL SEGUINTE: 2011-2014
PRAZO PARA O EXECUTIVO ENCAMINHAR => 31/AGOSTO/2011
Prazo para DEVOLUÇÃO do projeto de PPA pelo Legislativo:
• até 22 de dezembro do exercício financeiro do 1º ano do mandato
presidencial corrente; ou
• até o término da sessão legislativa do 1º ano do mandato
presidencial corrente.
Ex.: Para o PPA 2012-2015
MANDATO PRESIDENCIAL SEGUINTE: 2011-2014
PRAZO DE DEVOLUÇÃO PELO LEGISLATIVO=>
22/DEZEMBRO/2011
• PPA é plurianual => médio prazo => planejamento estratégico
• LDO => planejmento de curto prazob=> vigência anual.
• Emendas ao PLDO => compatíveis com o PPA.
• LDO => farol para a LOA.
• LDO => INSTRUMENTO PPA/LOA
• PROGRAMA => MÓDULO INTEGRADOR PPA/LOA

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MANTRA !

LDO
• A LDO compreende

as metas e prioridades => “MP” + as despesas de capital

para o exercício financeiro subseqüente

da administração pública federal

• A LDO orienta

a elaboração da lei orçamentária anual

• A LDO dispõe sobre

as alterações na legislação tributária

• A LDO estabele

a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento –


“AFOF”

OBSERVAÇÃO
As “MP” e as despesas de capital que constam da LDO se
referem AO EXERCÍCIO SEGUINTE e não ao em vigor !

OBSERVAÇÃO

Outros temas e capítulos que constam na LDO:

• A dívida pública federal;

• As despesas da União com pessoal e encargos sociais; e

• A fiscalização pelo Poder Legislativo sobre as obras e serviços com indícios de


irregularidades graves.

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• A LDO disporá também sobre:


Ö equilíbrio entre receitas e despesas;
Ö critérios e forma de limitação de empenho, a ser efetivada nas
hipóteses previstas na LRF;
Ö normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos
resultados dos programas financiados com recursos dos
orçamentos;
Ö demais condições e exigências para transferências de recursos
a entidades públicas e privadas.

• Anexo de Metas Fiscais => estabelece metas anuais => valores


correntes e constantes => receitas, despesas, resultados nominal
e primário e montante da dívida pública => exercício a que se
referirem + dois seguintes.
• Segundo critérios fixados na LDO => ao final de um bimestre =>
Anexo de Metas Fiscais => Poderes + Ministério Público => ato
administrativo próprio => nos 30 dias seguintes, limitação de
empenho + limitação de movimentação financeira.
• LDO conterá Anexo de Riscos Fiscais => passivos contingentes +
outros riscos capazes de afetar as contas públicas.
• Somente no âmbito da União => anexo específico => POLÍTICAS
MoCreCam.
MANTRA !

LDO
VIGÊNCIA: MAIS DE 1 ANO * (MAIS DE 1 EXERCÍCIO FINANCEIRO)
de 17/julho do exercício financeiro da aprovação a 31/dezembro do
exercício financeiro subseqüente à sua aprovação
Prazo para o Executivo encaminhar o projeto consolidado de
LDO referente ao exercício financeiro seguinte:
• até 15 de abril do exercício financeiro corrente; ou
• até 8 meses e meio antes do término do exercício financeiro
corrente.

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Prazo de DEVOLUÇÃO para sanção do projeto de LDO pelo Legislativo:


• até 17 de julho do exercício financeiro corrente; ou
• até o término do 1º período da sessão legislativa em vigor.

OBSERVAÇÕES

• A LDO, na prática, tem vigência superior a um ano, pois ela entra


formalmente em vigor antes do início do exercício financeiro
subseqüente, ou seja, 17/julho do exercício financeiro anterior.
• A LDO é o único dos instrumentos que possuem uma espécie de
penalidade ao Legislativo. De acordo com o art. 57, § 2º, da
CF/88, a sessão legislativa não será interrompida sem a
aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias.
• O Anexo de Metas Fiscais, o Anexo de Gestão fiscal e o Anexo
Específico para a União, todos atrelados à LDO, não têm previsão
constitucional, logo constituem inovações trazidas pela LRF.
• O Relatório Resumido da Execução Orçamentária - RREO é um
INSTRUMENTO DE TRANSPARÊNCIA DA GESTÃO FISCAL que está
previsto no art. 165, § 3º, da CF/88 e no art. 48, da LRF. Sua
publicação é feita pelo Poder Executivo se dá em até 30 dias
após o término de cada bimestre.
• Outro INSTRUMENTO DE TRANSPARÊNCIA DA GESTÃO FISCAL é
o Relatório de Gestão Fiscal – RGF com previsão apenas na LRF.
Emitem esse RGF, ao final de cada quadrimestre, os titulares dos
Poderes e outros órgãos previstos na LRF.
• O PPA, a LDO e a LOA também são INSTRUMENTOS DE
TRANSPARÊNCIA DA GESTÃO FISCAL.

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MANTRA !

LOA
• A LOA compreende

I - o orçamento fiscal - OI

relativo aos

• Poderes da União
• Fundos da União
• Órgãos e entidades da administração direta e indireta
• Incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público
II - o orçamento de investimento das empresas - OIEE

em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital


social com direito a voto (são as empresas estatais)
III - o orçamento da seguridade social - OSS

abrange

• todas as entidades e órgãos vinculados à seguridade social =>


da administração direta ou indireta
• e também os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo
Poder Público da União.

• 3 subespécies de orçamento = OF, OIEE e OSS => orçamento é


UNO => Princípio Orçamentário da Unidade.
• A LOA COMO UM TODO TEM QUE SER COMPATÍVEL COM O PPA E A
LDO !

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OBSERVAÇÕES
• O orçamento fiscal – OI + o orçamento de investimento das
empresas estatais – OIEE

além de terem que ser compatíveis com o PPA

terão, entre outras, a função de reduzir desigualdades inter-


regionais, segundo critério populacional.

• O Orçamento da Seguridade Social - OSS NÃO TEM ESSA FUNÇÃO

mas tem que ser compatível com o PPA


• As Bancas trocam CRITÉRIO POPULACIONAL, por critério
geográfico, que está errado.

• Demonstrativo regionalizado => acompanha o projeto de LOA –


PLOA (não vem junto com a LOA e sim com o PLOA).
• LOA não estranho à previsão da receita e à fixação da despesa –
Princípio Orçamentário da Exclusividade.

MNEMÔNICO: “A LOA NÃO ESTRANHA PR / FD”

• Exceções a este Princípio (ou seja, PODEM CONSTAR NA LOA):


Ö autorização para abertura de créditos
suplementares
Ö contratação de operações de crédito, ainda que
por antecipação de receita – ARO
Ö emissão de títulos da dívida agrária - TDA,
conforme previsto no art. 184, § 4º, da CF/88.

• É vedado o início de programas ou projetos não incluídos na LOA.

• Só o OF e o OIEE => reduzir desigualdades inter-regionais =>


critério populacional.

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MANTRA !

LOA
VIGÊNCIA: 1 ANO (ou 1 exercício financeiro)
1º/janeiro a 31/dezembro do exercício financeiro vigente
Prazo para o Executivo encaminhar o PLOA consolidado:
• até 31 de agosto do exercício financeiro anterior ao do exercício
financeiro vigente; ou
• até 4 meses antes do término do exercício financeiro anterior ao do
exercício financeiro vigente.
Ex.: Para a LOA 201O
PRAZO PARA O EXECUTIVO ENCAMINHAR => 31/AGOSTO/2009
Prazo para DEVOLUÇÃO do projeto de LOA pelo Legislativo:
• até 22 de dezembro do exercício financeiro anterior ao do exercício
financeiro vigente; ou
• até o término da sessão legislativa do exercício financeiro anterior
ao do exercício financeiro vigente.
Ex.: Para a LOA 2010
PRAZO DE DEVOLUÇÃO PELO LEGISLATIVO=> 22/DEZEMBRO/2009

LEIS ORÇAMENTÁRIAS
Ö PPA
Ö LDO
Ö LCA (Lei de Créditos
Adicionais)
ƒ Créditos Especiais
ƒ Créditos Suplementares
ƒ Créditos Extraordinários
Ö LOA
ƒ OF
ƒ OIEE
ƒ OSS

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NÃO CONFUNDA !
Ö É VEDADO consignar na LOA crédito com finalidade imprecisa ou
com dotação ilimitada. => ESSE TEXTO É DA LRF (Art. 5º, §4º).
Ö É VEDADA a concessão ou utilização de créditos ilimitados =>
ESSE TEXTO É DA CF/88 (Art. 157, inciso VII).
AS BANCAS FAZEM A “PEGADINHA” DE TROCAR OS TEXTOS !
“De acordo com o texto constitucional, é vedado consignar na LOA crédito
com finalidade imprecisa ou com dotação ilimitada.” => É FALSO !
“De acordo com a LRF, é vedada a concessão ou utilização de créditos
ilimitados.” => É FALSO !

OUTRAS CONSIDERAÇÕES
1) Reservas de Contingência são despesas orçamentárias destinadas
ao atendimento de passivos contingentes e outros riscos, bem como
eventos fiscais imprevistos, inclusive para a abertura de créditos
adicionais.
• Os valores financeiros das Reservas de Contingência constarão
na LOA.
• O montante percentual e a forma de utilização das Reservas de
Contingência contarão na LDO.
2) A duração de um Exercício Financeiro é diferente da de um Ciclo
Orçamentário.
• Exercício Financeiro: 1 ano
• Ciclo Orçamentário: maior que 1 ano, pois o “EAECA” ultrapassa
um exercício financeiro
3) Os Estados e Municípios não se obrigam a seguirem os prazos
estabelecidos no ADCT da CF/88, quanto ao envio para o Congresso
Nacional e para devolução para sanção.
Isso se deve em razão do pacto federativo, além de se atender às
peculiaridades da realidade de cada ente federado.
A doutrina entende que, caso não haja previsão nas Constituições
Estaduais e nas Leis Orgânicas, prevalecem os prazos do ADCT
federal.

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4 – Questões desta Aula

56 – (ESAF/ANALISTA DE PLANEJAMENTO – SEFAZ-SP/2009) Assinale a


opção verdadeira a respeito dos programas de governo.
a) Programa é o conjunto de ações de uma unidade orçamentária e visa à
integração do plano de governo do ente ao orçamento.
b) Programa é um módulo integrador entre o plano e o orçamento e tem como
instrumento de sua realização as ações de governo.
c) Um programa, do ponto de vista orçamentário, é o conjunto de atividades e
projetos relacionados a uma determinada função de governo com vistas ao
cumprimento da finalidade do Estado.
d) É o conjunto de ações de caráter continuado com vista à prestação de
serviços à sociedade.
e) Os programas de governo são considerados temporários e permanentes,
dependendo das condições de perenidade das ações desenvolvidas pelo ente
público.

57 – (ESAF/ANALISTA TRIBUTÁRIO – RFB/2009) Segundo a Constituição


Federal, um dos instrumentos em que se materializa o processo de
planejamento do Governo Federal é o Plano Plurianual – PPA. Assinale a opção
em que a afirmação se aplica inteiramente a esse instrumento.
a) Embora de natureza constitucional, o PPA não abrange todos os projetos do
ente, em razão das emergências não possíveis de serem previstas em lei.
b) O PPA tem seu foco nos programas de governo, seu período de abrangência
é de quatro anos podendo ser revisado a cada ano.
c) A elaboração do PPA é feita no nível de cada órgão e sua submissão ao
Congresso Nacional se dá por intermédio da presidência de cada um dos
Poderes da República.
d) O PPA, embora fundamentado em programas de governo, tem como
objetivo definir as modalidades de aplicação de recursos que priorizam o
cumprimento das políticas públicas.
e) A inclusão de novos programas no PPA se dá na revisão anual e está
condicionada ao cumprimento das metas anteriormente aprovadas.

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58 – (ESAF/ANALISTA – ÁREA CONTROLE INTERNO – MPU/2004) No


que diz respeito à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) não se pode afirmar
que:
a) dispõe sobre as alterações na legislação tributária.
b) orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), bem como sua
execução.
c) compreende as metas e prioridades da administração, incluindo as despesas
de capital para o exercício financeiro subseqüente.
d) estabelece diretrizes, objetivos e metas da administração pública para
programas de duração continuada, sendo componente básico de planejamento
estratégico governamental.
e) estabelece a política de aplicação das agências oficiais de fomento.

59 – (ESAF/ANALISTA DE PLANEJAMENTO – SEFAZ-SP/2009) O modelo


de elaboração orçamentária, nas três esferas de governo, foi sensivelmente
afetado pelas disposições introduzidas pela Constituição Federal de 1988.
Anualmente, o Poder Executivo encaminha ao Poder Legislativo o projeto de
Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que contém:
a) a receita prevista para o exercício em que se elabora a proposta.
b) a receita arrecadada nos três últimos exercícios anteriores àquele em que
se elaborou a proposta.
c) as metas e prioridades da administração pública, incluindo as despesas de
capital para o exercício financeiro subsequente.
d) o orçamento fiscal, o orçamento da seguridade social e os investimentos das
empresas.
e) a despesa realizada no exercício imediatamente anterior.

60 – (ESAF/ANALISTA DE PLANEJAMENTO – SEFAZ-SP/2009) Assinale a


opção que apresenta uma das principais características da lei de diretrizes
orçamentárias, segundo a Constituição Federal de 1988.
a) Especifica as alterações da legislação tributária e do PPA.
b) Define a política de atuação dos bancos estatais federais.

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c) Determina os valores máximos a serem transferidos, voluntariamente, aos


Estados, Distrito Federal e Municípios.
d) Define as metas e prioridades da administração pública federal.
e) Orienta a formulação das ações que integrarão o orçamento do exercício
seguinte.

61 – (ESAF/ANALISTA DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO –


MPOG/2003) A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) instituída pela
Constituição de 1988 é o instrumento norteador da Lei Orçamentária Anual
(LOA). A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), de 04 de maio de 2000, atribuiu
à LDO a responsabilidade de tratar também de outras matérias. Indique qual
opção não representou uma responsabilidade adicional às criadas pela LRF.
a) A avaliação de riscos fiscais.
b) A fixação de critérios para a limitação de empenho e movimentação
financeira.
c) A publicação da avaliação financeira e atuarial dos regimes geral de
previdência social e próprio dos servidores civis e militares.
d) O estabelecimento de prioridades e metas da administração pública federal.
e) O estabelecimento de metas fiscais.

62 - (ESAF/ANALISTA DE PLANEJAMENTO – SEFAZ-SP/2009) A


Constituição da República confere ao orçamento a natureza jurídica de:
a) lei de efeito concreto.
b) lei material.
c) lei formal e material.
d) lei extraordinária.
e) lei abstrata.

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63 - (ESAF/ANALISTA DE PLANEJAMENTO – SEFAZ-SP/2009) O


orçamento público pode ser entendido como um conjunto de informações que
evidenciam as ações governamentais, bem como um elo capaz de ligar os
sistemas de planejamento e finanças. A elaboração da Lei Orçamentária Anual
(LOA), segundo a Constituição Federal de 1988, deverá espelhar:
a) exclusivamente os investimentos.
b) as metas fiscais somente para as despesas.
c) a autorização para a abertura de créditos adicionais extraordinários.
d) as estimativas de receita e a fixação de despesas.
e) a autorização para criação de novas taxas.

64 - (ESAF / ANALISTA ADMINISTRATIVO – ANA / 2009) No contexto


do processo orçamentário, tal como prevê a Constituição Federal, é correto
afirmar:
a) a Lei Orçamentária Anual é de iniciativa conjunta dos Poderes Legislativo e
Executivo.
b) a execução do orçamento é feita mediante acompanhamento dos controles
interno e externo.
c) ao Presidente da República é proibido vetar alterações no projeto de lei do
Plano Plurianual que tenham sido aprovadas pelo Congresso Nacional em dois
turnos de votação.
d) o Plano Plurianual possui caráter meramente normativo, não sendo utilizado
como instrumento de planejamento governamental.
e) a Lei de Diretrizes Orçamentárias compreende os orçamentos fiscal, da
seguridade social e de investimento das empresas estatais.

65 - (ESAF / ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE – CGU / 2008) De


acordo com a Constituição Federal, foi reservada à Lei de Diretrizes
Orçamentárias a função de:
a) definir, de forma regionalizada, as diretrizes, os objetivos, as metas e
prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital
para o exercício financeiro subseqüente.
b) estabelecer critérios e forma de limitação de empenho, nos casos previstos
na legislação.
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c) disciplinar as transferências de recursos a entidades públicas e privadas.


d) dispor sobre alterações na legislação tributária.
e) dispor sobre o equilíbrio entre receitas e despesas.

66 - (ESAF / PROCURADOR – TCO – GO / 2009) O orçamento é um


instrumento fundamental de governo e seu principal documento de políticas
públicas. Por meio dele, os governantes selecionam prioridades, decidindo
como gastar os recursos extraídos da sociedade e como distribuí-los entre
diferentes grupos sociais, conforme seu peso ou força política. No que diz
respeito a orçamento, indique a opção falsa.
a) Nas decisões orçamentárias, os problemas centrais de uma ordem
democrática como representação estão presentes.
b) A Constituição de 1988 trouxe inegável avanço na estrutura institucional
que organizou o processo orçamentário brasileiro.
c) A Constituição de 1988 não só introduziu o processo de planejamento no
ciclo orçamentário, medida tecnicamente importante, mas, sobretudo, reforçou
o Poder Legislativo.
d) A Constituição de 1988 indica que, por iniciativa do Poder Legislativo,
devem ser estabelecidas, além do Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
e) O Plano Plurianual é um instrumento de Planejamento no qual são
apresentados, de quatro em quatro anos, os objetivos e as metas
governamentais.

67 - (ESAF / ANALISTA – SEFAZ - CE / 2007) Assinale a opção falsa em


relação à Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO prevista no art. 165 da
Constituição Federal.
a) A iniciativa da lei é prerrogativa do Poder Executivo.
b) Deverá orientar a elaboração da lei orçamentária anual.
c) A LDO deverá trazer as modificações na legislação tributária que impactarão
a arrecadação do exercício seguinte.
d) Compreenderá as metas de despesa de capital para o exercício financeiro
subseqüente.

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e) Estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de


fomento.

68 - (ESAF / ANALISTA JURÍDICO – SEFAZ - CE / 2007) Consoante a


Constituição Federal, leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão - o
plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais. Assinale
a opção incorreta.
a) A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as
diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas
de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de
duração continuada.
b) A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da
administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício
financeiro subseqüente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual,
disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de
aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
c) Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta
Constituição serão elaborados em consonância com o plano plurianual e
apreciados pelo Congresso Nacional.
d) O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada
trimestre, relatório resumido da execução orçamentária.
e) O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo
regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções,
anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e
creditícia.

69 - (FCC/ TÉCNICO JUDICIÁRIO – TJ-PI/2009) O Plano Plurianual de um


Estado da Federação:
a) somente pode ser aprovado por lei complementar estadual.
b) deve ser elaborado por iniciativa da Assembléia Legislativa Estadual, que o
submeterá à sanção do Governador do Estado.
c) tem vigência até o final do primeiro exercício financeiro do mandato
governamental subsequente.
d) deve ser elaborado de cinco em cinco anos.

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e) conterá as diretrizes, objetivos e metas da administração pública estadual


para as despesas correntes dos quatro anos de sua vigência.

70 – (FCC/ANALISTA – ÁREA ORÇAMENTO – MPU/2007) A vigência do


Plano Plurianual de Investimentos é de ___I__ anos, iniciando-se no __II__
exercício financeiro do mandato do Chefe do Poder Executivo e terminando no
__III__ exercício financeiro do mandato subseqüente. Preenchem respectiva e
corretamente as lacunas I, II e III:
a) três, primeiro, segundo.
b) quatro, primeiro, segundo.
c) quatro, segundo, primeiro.
d) cinco, primeiro, segundo.
e) cinco, segundo, primeiro.

71 – (FCC/ANALISTA – ÁREA ORÇAMENTO – MPU/2007) A política de


aplicação das agências financeiras oficiais de fomento é estabelecida na Lei:
a) orçamentária anual (LOA).
b) de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar no 100/2000).
c) de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
d) específica aprovada pela maioria absoluta do Congresso Nacional.
e) que aprovar o Plano Plurianual de Investimentos.

72 – (FCC/ TÉCNICO JUDICIÁRIO – TJ-PI/2009) Na Lei de Diretrizes


Orçamentárias, são discriminadas as:
a) despesas de capital para o exercício subsequente.
b) receitas de capital do exercício corrente, apenas.
c) receitas de capital e as despesas de capital do exercício corrente.
d) receitas correntes e de capital para o exercício subsequente.
e) receitas correntes e de capital para o exercício corrente.

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73 – (FCC/ASSESSOR JURÍDICO – TJ-PI/2009) NÃO é vedada edição de


medida provisória sobre a seguinte matéria:
a) Planos plurianuais.
b) Diretrizes orçamentárias.
c) Créditos extraordinários.
d) Créditos adicionais.
e) Créditos suplementares.

74 – (FCC/OFICIAL DE CHANCELARIA – MRE/2009) Faz parte integrante


da Lei das Diretrizes Orçamentárias:
a) a autorização para contratação de operações de crédito.
b) o orçamento da seguridade social.
c) o anexo das metas fiscais.
d) o montante estimado das despesas de pessoal do Banco Central do Brasil.
e) o montante de despesas correntes para o exercício seguinte.

75 – (FCC/ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – MPU/2007) A


consolidação do projeto de lei orçamentária anual da União é de
responsabilidade:
a) do Ministério da Fazenda.
b) da Secretaria do Tesouro Nacional.
c) da Secretaria da Receita Federal.
d) do Ministério da Indústria e do Comércio.
e) do Ministério do Planejamento.

76 - (FCC/TÉCNICO JUDICIÁRIO – TJ-PI/2009) A Lei Orçamentária Anual


da União compreenderá:
a) apenas o orçamento fiscal da União.
b) o orçamento fiscal da União e o orçamento de investimento das empresas
estatais, apenas.

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c) créditos com finalidade imprecisa ou dotação ilimitada, desde que incluídos


na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
d) as despesas de pessoal, inclusive encargos sociais, as despesas de custeio e
de investimento das empresas estatais.
e) o orçamento fiscal da União, o orçamento de investimento das empresas
estatais e o orçamento da seguridade social.

77 - (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO – TRT-16ª REGIÃO/2009) Considere


as seguintes afirmativas:
I. a lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da
receita e fixação da despesa, não se incluindo a autorização para abertura de
créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por
antecipação de receita, nos termos da lei;
II. O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo
regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrentes de isenções,
anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e
creditícia;
III. A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da
administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício
financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual,
disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de
aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
Está correto o que se afirma em:
a) I, II e III.
b) I e III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II, apenas.
e) I, apenas.

78 - (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO – ECONOMIA - TJ-PA/2009) No


Brasil, em relação à lei orçamentária, é correto afirmar que:
a) poderá conter autorização para contratação de operações de crédito, exceto
as efetuadas por antecipação de receita.

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b) integrará seu projeto de lei o Anexo de Metas Fiscais, em que serão


estabelecidas metas anuais, em valores correntes e constantes, relativas a
receitas, despesas, resultados nominal e primário e montante da dívida
pública.
c) deverá conter normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos
resultados dos programas financiados com recursos dos orçamentos.
d) seu projeto de lei deverá ser acompanhado de demonstrativo regionalizado
do efeito decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de
natureza financeira, tributária e creditícia.
e) deverá discriminar também as despesas de capital para o exercício
seguinte, desde que em consonância com a lei das diretrizes orçamentárias.

CARTÃO RESPOSTA

56 57 58 59 60

61 62 63 64 65

66 67 68 69 70

71 72 73 74 75

76 77 78

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DESEMPENHO

VALOR %

ACERTOS

EQUÍVOCOS

TOTAL RESPONDIDO

GABARITO

56 – B 57 – B 58 – D 59 – C 60 – D

61 – D 62 – A 63 – D 64 – B 65 – D

66 – D 67 – D 68 – D 69 – C 70 – C

71 – C 72 – A 73 – C 74 – C 75 – E

76 – E 77 – A 78 – D

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
A) MANUAIS
- Manual Técnico do Orçamento – MTO;
- Manual de Despesa Nacional da Secretaria do Tesouro Nacional - 1ª
Edição (Portaria Conjunta STN/SOF nº 3, de 2008.);
- Manual de Receita Nacional da Secretaria do Tesouro Nacional - 1ª
Edição (Portaria Conjunta STN/SOF nº 3, de 2008.);
- Manual de Procedimentos das Receitas Públicas da Secretaria do
Tesouro Nacional - 4ª Edição (Portaria Conjunta STN/SOF nº 2, de 2007.);
- Manual de Demonstrativos Fiscais - 2ª Edição (Portaria STN nº 462, de
2009.);
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- Manual de Contabilidade Aplicada no Setor Público - 2ª (Portaria


Conjunta STN/SOF nº 2, de 2009.);

B) LIVROS
- ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA PARA CONCURSOS
– AFO – DIREITO FINANCEIRO SIMPLIFICADO – Fábio Furtado – Editora
Ferreira – 1ª Edição;
- ORÇAMENTO PÚBLICO – James Giacomoni – Editora Atlas – 14ª Edição;
- AFO & FINANÇAS PÚBLICAS - Antônio D’Ávila Jr. – Editora FDK– 1ª
Edição;
- GESTÃO DE FINANÇAS PÚBLICAS – Claudiano Albuquerque, Márcio
Medeiros e Paulo Henrique Feijó – Editora Gestão Pública - 2ª Edição.
- LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL COMENTADA. Flávio Cruz. Editora
Atlas.
- COMENTÁRIOS À LEI nº 4320. Flávio Cruz. Editora Atlas.
- FUNDAMENTOS DE ORÇAMENTO PÚBLICO E DIREITO FINANCEIRO.
Fernando Lima Gama Júnior. Editora Campus Concursos – 1ª Edição;
- DIREITO FINANCEIRO E ORÇAMETO PÚBLICO. Sérgio Jund. Editora
Campus Concursos – 2ª Edição.

C) LEGISLAÇÃO
- CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988
- Lei nº 4.320/64 - Estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para
elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos
Municípios e do Distrito Federal.
- Decreto-Lei nº 200/67 - Dispõe sobre a organização da Administração
Federal, estabelece diretrizes para a Reforma Administrativa e dá outras
providências.
- Decreto nº 93.872/86 - Dispõe sobre a unificação dos recursos de caixa do
Tesouro Nacional, atualiza e consolida a legislação pertinente e dá outras
providências.
- Lei complementar nº 101/01 - Estabelece normas de finanças públicas
voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências.

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AFO E ORÇAMENTO PÚBLICO PARA TRIBUNAIS - FCC
TEORIA E EXERCÍCIOS – AULA 3
PROFESSOR: ERICK MOURA

- Portaria MPOG nº 42/1999 - Atualiza a discriminação da despesa por


funções de que tratam o inciso I do § 1º do art. 2º e § 2º do art. 8º, ambos da
Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964, estabelece os conceitos de função,
subfunção, programa, projeto, atividade, operações especiais, e dá outras
providências.
- Decreto nº 3.590/2000 - Dispõe sobre o Sistema de Administração
Financeira Federal e dá outras providências.
- Lei nº 10.180/2001 - Organiza e disciplina os Sistemas de Planejamento e
de Orçamento Federal, de Administração Financeira Federal, de Contabilidade
Federal e de Controle Interno do Poder Executivo Federal, e dá outras
providências.
- Portaria Interministerial STN/MPOG nº 163/2001 - Dispõe sobre
normas gerais de consolidação das Contas Públicas no âmbito da União,
Estados, Distrito Federal e Municípios, e dá outras providências.

Prezadas(os) colegas Concurseiras(os), chega ao fim esta nossa


AULA 3.
Gostaram ?
Espero que tenham gostado e coloco-me à disposição para
eventuais dúvidas e sugestões, pois elas serão de muita valia para nosso
trabalho em conjunto.
Lembrem-se de que com o corpo e a mente em equilíbrio, o
sucesso chegará em breve!
Coloco-me à disposição para debatermos qualquer dúvida em
nosso fórum ou no email erick@pontodosconcursos.com.br
Mãos à obra e saudações a todos.
Bons estudos !
Erick Moura

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