CHOQUE

INTRODUÇÃO

A palavra choque deriva do francês choc: parada e scoc: sacudida. É um distúrbio caracterizado pelo insuficiente suprimento sangüíneo para os tecidos e células do corpo. Pode - se dizer que é a perfusão e oxigenação inadequada dos órgãos e tecidos. O estado de choque é uma situação na qual existe uma desproporção entre a quantidade de sangue circulante e a capacidade do sistema. Tem como causas:
• • •

Falha no mecanismo que bombeia o sangue (coração); Problemas nos vasos sangüíneos (alteração na resistência da parede vascular); Baixo nível de fluido no corpo (sangue ou líquidos corporais). É classificado em:

1. CHOQUE HIPOVOLÊMICO: tem como causa determinante a perda de sangue, plasma ou líquidos extracelulares; 2. CHOQUE CARDIOGÊNICO: causado por uma insuficiência miocárdica e caracterizado por diminuição do débito cardíaco e aumento da resistência vascular periférica; 3. CHOQUE DISTRIBUTIVO: causado por diminuição do tônus vascular e caracterizado por hipotensão, redução do débito cardíaco e oligúria. É dividido em:
• • •

CHOQUE NEUROGÊNICO; CHOQUE ANAFILÁTICO; CHOQUE SÉPTICO.

4. CHOQUE OBSTRUTIVO: causado por obstrução mecânica do fluxo sangüíneo. Sintomas que antecedem o choque:
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Inquietude, às vezes ansiedade e temor; Náuseas, lipotímias; Astenia e sede intensa.

Sinais e sintomas gerais do choque:
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hipotensão; taquicardia;

sudorese abundante. (CECIL. A hipovolemia pode ocorrer como resultado da perda sangüínea secundária a hemorragia (interna ou externa) ou pode advir da perda de líquidos e eletrólitos. mucosas descoradas (hemorragia) e secas (desidratação). perdas externas secundárias ou quebra da integridade da superfície tecidual (por exemplo queimaduras). sede. ou perdas internas de líquidos sem alteração na água corporal total (por exemplo seqüestro de líquidos para o terceiro espaço-ascite). pele fria e pegajosa. que pode ocorrer em Diabetes mellitus e insípidus. palidez. alterações neurossensoriais (perde noção de tempo e espaço). 1997). rápida e irregular. hipotermia (às vezes hipertermia). CHOQUE HIPOVOLÊMICO: Definição: É o tipo mais comum de choque. perdas renais (por exemplo poliúria). respiração superficial. e deve-se a redução absoluta e geralmente súbita do volume sangüíneo circulante em relação a capacidade do sistema vascular. cianose. Esta última forma de hipovolemia pode seguir-se a perda significativa de líquidos gastrintestinais (por exemplo diarréia.• • • • • • • • • • • • pulso fino e taquicárdico. vômito). náuseas e vômitos. Fisiopatologia: . resfriamento das extremidades.

2. Os rins respondem a hemorragia estimulando um aumento da secreção de renina. • O aspecto hemodinâmico aos clássicos desse tipo de choque incluem taquicardia. A angiotensina II promove secreção de aldosterona e é esta responsável pela reabsorção de sódio e conservação de água. . com turgor cutâneo diminuído. mas consciente. apático. ativando a cascata de coagulação contraindo os vasos da hemorragia e ativando as plaquetas. hipotensão. Pele: fria. que converte o angiotensinogênio em angiotensina I que é convertida subseqüentemente em angiotensina II pelos pulmões e fígado. O sistema cardiovascular devido a diminuição do volume sangüíneo e conseqüente diminuição do oxigênio. Circulação: pulso rápido. o que dificulta a sua punção. redistribuir o volume hídrico e corrigir a causa básica. fraco e irregular. que promoverá um aumento de reabsorção de água e sal (NaCl). pálida. O sistema hematológico responde a uma perda de sangue severa. estimulará o SNC. 1997). Tratamento: Visa restaurar o volume intravascular. A apatia é precedida de angústia e agitação. Hipotensão sistólica e diastólica. redução das pressões de enchimento cardíaco e vasoconstrição periférica. sobretudo nas extremidades. 4. O sistema neuroendócrino aumenta o hormônio antidiurético circulante (ADH). tentando reverter o processo hipovolêmico. Pressão venosa central (PVC) baixa. Respiração: rápida. Todos estes sistemas agem na tentativa de evitar uma maior perda de líquidos. liberando as catecolaminas que provocam o aumento da freqüência cardíaca e vasoconstrição periférica. sistema renal e sistema neuroendócrino. Manifestações clínicas: Mas pode ocorrer também: 1. filiforme e às vezes imperceptível. curta e irregular. sistema cardiovascular.O corpo humano responde a hemorragia aguda ativando quatro sistemas fisiológicos principais: sistema hematológico. Psiquismo: o doente em geral fica imóvel. (CECIL. 3. caracterizada pelo colapso das veias.

como tórax ou abdome. desmopressina (DDVP) para diabetes insípidus. devem ser instalados dois acessos intravenosos que permitem a administração simultânea de líquidos e derivados do sangue. isotônicos. ajuda na redistribuição hídrica (posição de Trendelemburg modificada . 1998). Este dispositivo é um torniquete de três câmaras. Medicamentos: • • • Se a causa clássica da hipovolemia tiver sido desidratação serão prescritos medicamentos como insulina que será administrada aos pacientes com desidratação secundária a hiperglicemia. Devem ser esvaziadas lentamente (durante 30 a 60 minutos) ao mesmo tempo que se administram líquidos. Obs. e pode ser realizada quando o paciente está sangrando para dentro de uma cavidade fechada. O dextran não é indicado se a causa do choque hipovolêmico for hemorragia.eleva-se as pernas do paciente e o retorno venoso é favorecido pela gravidade. O dispositivo ajuda a controlar a hemorragia. porque o choque hipovolêmico ao não revertido evolui para o choque cardiogênico (o "círculo vicioso). devem ser administrados medicamentos.: Uma vez inflada. e depois inflado no sentido de forçar o sangue das extremidades inferiores para a circulação superior. E a albumina. • Ringer lactato e cloreto de sódio: são líquidos cristalóides. corretamente. as CMAC não devem ser esvaziadas bruscamente por causa do risco de uma queda rápida e grave da pressão arterial. É necessário administrar líquidos que permaneçam dentro do compartimento intravascular. . Caso a administração líquida falhar na reversão do choque. porém depende de doadores humanos. deve-se fazer uso dos mesmos medicamentos dados no choque cardiogênico . Se a causa da hipovolemia for diarréia ou vômito. Reposição hídrica e sangüínea: primeiramente. agentes anti-diarréicos para diarréia e anti-eméticos para vômito. criação de deslocamento de líquidos do compartimento intravascular para o compartimento intracelular.(BRUNNER. Auto transfusão: coleta e retransfusão do próprio sangue do paciente. que é enrolado nas pernas e tronco do paciente. pois ele interfere com a agregação plaquetária. que se deslocam livremente entre os compartimentos líquidos do corpo. evitando assim. As calças militares anti-choque (CMAC) podem ser usadas nas situações de extrema emergência.Tratamento da causa básica: se o paciente estiver num processo de hemorragia. através da pressão sobre o local do sangramento ou pode ser necessário uma cirurgia para estancar o sangramento intenso. expande rapidamente o volume plasmático. esta deve ser interrompida o mais rápido possível. como nos casos de traumatismo ou sangramento retro peritoneal. Redistribuição de líquidos: o posicionamento do paciente. Colóides: albumina e dextran a 6 %. aplicando pressão sobre o local do sangramento. quando o sangramento não pode ser controlado. Derivados do sangue: só podem ser usados se a causa do choque for uma hemorragia. não permanecendo no sistema vascular. A papa de hemácia é dada para melhorar a capacidade de transporte de oxigênio do paciente e juntamente com outros líquidos que irão expandir o volume.

3. Acidose – baixo PH provoca depressão miocárdica.: hiperpotassemia. Apresenta-se mais comumente como uma deteriorização aguda da perfusão cardíaca.Distúrbios eletrolíticos – ex. 6.: AVC). 9. 2. Arritmias – sístoles ineficientes. 1998).CHOQUE CARDIOGÊNICO Definição: Trata-se de perfusão e oxigenação inadequadas dos órgãos e tecidos. 11. Falência miocárdica aguda. .Intoxicações ou envenenamento por produtos químicos ou drogas depressoras cardíacas. Hipóxia por lesões traumáticas sobre o aparelho respiratório. pelo acúmulo de metabólitos celulares e “alagamento”. embora possa estar sobreposta a uma disfunção crônica (CECIL. 8. Hipóxia por insuficiência respiratória aguda de natureza clínica. 1998). 4. Com a vasoconstrição. Miocardites – aparecem vírus que comprometem a fibras cardíacas. 10. 7. a microcirculação torna-se vasoplégica. Etiologia :(BOGOSSIAN. Eletrocussão – violenta descarga elétrica. graças à falência da bomba cardíaca por uma disfunção miocárdica. Infarto do miocárdio – causado por constrição arteriolar pulmonar ou sistêmica excessiva ou contratilidade miocárdica prejudicada. resultando em volume sistólico anterógrado inadequado (CECIL. 1988): 1. A deficiência da bomba cardíaca leva a uma vasoconstrição (devido ao pequeno volume de ejeção sistólica) e aumento da dilatação venosa retrógrada e estase sangüínea (pela incompetência do coração em bombear o sangue que a ele retorna). Fisiopatologia: O comprometimento miocárdico determina débito cardíaco insuficiente para atender as demandas metabólicas periféricas. causando paralisia ou contrações cardíacas ineficientes. 5. Depressão dos centros nervosos ou circulatórios (ex.

2. 1988): Difícil retorno Dilatação Aumento do volume sangüíneo sistêmica sangüíneo circulante dos tecidos venosa nas veias Insuficiência Fluxo reverso de retorno microcirculatória ao coração vasoplégica (hipóxia de estase) Diminuição do rendimento cardíaco Insuficiência microcirculatória constritiva (hipóxia isquêmica) Queda da PA Vasoconstrição Diminuição do volume sistêmica arterial de sangue circulante nas artérias Manifestações clínicas: 1. Hipotensão arterial. .2 l/min/m² ). 3.Esquema resumitivo (BOGOSSIAN. Queda rápida e acentuada do índice cardíaco( menor que 2. Oligúria.

Efeitos colaterais: taquicardia e arritmias (menos que a dopamina). Quando ocorre por deficiência aguda do enchimento cardíaco. com letargia. • • • • • • • . 2. 8. promove vasodilatação periférica e aumentando a freqüência e contratilidade cardíaca. Utiliza-se ainda: 1. Dobutamina: catecolamina que atua estimulando receptores beta-adrenérgicos. Efeitos colaterais: arritmias e taquicardia. 3. através do uso de : • Dopamina: catecolamina que estimula receptores beta-adrenérgicos. Sedação . 4. aumenta o débito cardíaco.tratamento da dor: diazepam. Oxigênio. extremidades frias. causa discreta redução da resistência periférica. aumentando a força contrátil do coração. Isoproterenol: antagonista beta-adrenérgico não seletivo que ativa beta 2. contratilidade e débito cardíaco. meperidina. Hiperpnéia. Taquisfigmia. Associação de drogas inotrópicas e vasodilatadoras (ex. Sinais de estimulação simpatomimética: taquicardia. Adrenalina: catecolamina endógena. Em caso de choque por deficiência aguda do esvaziamento cardíaco por obstáculo mecânico (Ex. Tratamento: depende do agente etiológico presente. o tratamento é cirúrgico. 7. 5. confusão e sonolência. aumentando freqüência cardíaca. IAM) é necessário monitorização hemodinâmica do paciente e uso de drogas. Correção das alterações hemodinâmicas.4. por obstáculo mecânico. Bicarbonato de sódio: para correção da acidose metabólica. Agentes fibrinolíticos (ex.vasculares. Alteração no nível de consciência. Dor anginosa e arritmias. vasoconstrição periférica com palidez. por ação direta e indiretamente por liberar noradrenalinas nos nervos simpáticos terminais. 6. Heparina: prevenção da coagulação intravascular disseminada e fenômenos tromboembolíticos.: embolia pulmonar). resultando em vasodilatação e receptores beta 1. nas primeiras 6 horas após instalação do infarto).: soro em Revivam + soro com nitroprussiato de sódio). o tratamento deve ser cirúrgico. Quando ocorre por comprometimento miocárdico (miocardite aguda. Reposição de volume.: estreptoquinase. sudorese.

o choque distributivo pode ser causado tanto por perda do tônus simpático quanto pela liberação de mediadores químicos pelas células.aórtico: facilita a perfusão coronária e reduz consumo de oxigênio pelo miocárdio. anafilático e séptico.• Amrinona: inibidor da fosfodiesterase aumentando os níveis de Amp. CHOQUE NEUROGÊNICO: Definição: Esse tipo de choque é decorrente de uma lesão medular. uma diminuição do retorno venoso com queda do débito cardíaco. subsequente. Os vários mecanismos que levam à vasodilatação inicial no choque distributivo subdividem em neurogênico. O choque neurogênico pode ter um curso prolongado (lesão da medula espinhal) ou breve (síncope ou desmaio). Uso de drogas e ainda. . CHOQUE DISTRIBUTIVO: O choque distributivo ou vasogênico ocorre quando o volume sangüíneo é anormalmente deslocado no sistema vascular tal como ocorre quando ele se acumula nos vasos sangüíneos periféricos. levando à perda do tônus simpático. Lesão do sistema nervoso. inotropismo e débito cardíaco. Efeito depressor de medicamentos. Causas: • • • • • Pode ser causado por lesões da medula espinhal. Anestesia espinhal. Cíclico. estados de hipoglicemia. 5. Esse deslocamento de sangue causa uma hipovolemia relativa porque o sangue insuficiente retorna ao coração. Balão intra . Portanto. como nas necessidades tissulares de oxigênio e nutrientes. interrompendo o estímulo vasomotor ocasionando intensa vasodilatação periférica e. utilizado com suporte hemodinâmico temporário. O que leva a uma deficiente perfusão tissular subsequente o tônus vascular é regulado tanto por mecanismos reguladores locais.

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seja no caso e anestesia espinhal. seus vasos sangüíneos deixam vazar líquido para a área circunvizinha. posicionar o paciente corretamente. seu corpo entra em estado de choque. Envolve a restauração do tônus simpático. o que favorece para a diminuição da pressão arterial ocasionando menor perfusão tecidual. ele. seu corpo .Fisiopatologia: Ocorre uma dilatação arterial e venosa. sua pressão arterial pode cair abruptamente. O acúmulo de sangue na periferia resulta em menor retorno venoso. que provoca uma diminuição do volume sistólico. como acomete pacientes já expostos ao antígeno e que já desenvolveram anticorpo. muitas vezes. menos oxigênio atinge o cérebro e outros órgãos vitais. Inicialmente o débito cardíaco pode estar aumentado devido ao maior esforço do músculo cardíaco para manter a perfusão. O choque anafilático ocorre rapidamente e ameaça a vida. Alguns exemplos são a penicilina e picada por abelha. pode ser evitado. hipotensão e bradicardia. o que permite um grande volume de sangue acumulado perifericamente. Manifestações clínicas: As manifestações clínicas do choque neurogênico espinhal caracteriza-se por: pele seca e quente. Fisiopatologia: Após o contato com o alergeno. Como esses órgãos não podem mais funcionar bem. Como diminui o fluxo sangüíneo. chamada de alergeno. Tratamento: O tratamento do choque neurogênico depende de sua causa. Além disso. Esse processo exige que o paciente tenha anteriormente sido exposto à substância. O paciente e a família necessitam de informações acerca do uso emergencial de medicamentos no tratamento da anafilaxia. seja através da estabilização da lesão da medula espinhal. CHOQUE ANAFILÁTICO: Definição: O choque anafilático é uma reação alérgica intensa que ocorre minutos após a exposição a uma substância causadora de alergia. Como resultado. Portanto os pacientes com alergias conhecidas obrigatoriamente devem compreender o significado da exposição subseqüente ao antígeno e usarem objetos de identificação que alertem quanto as suas susceptibilidades. produzindo uma diminuição da resistência vascular periférica(RVP).

• • • • .a parte de trás do céu da boca -. em casos raros: poeira. pode haver parada cardíaca. fria e úmida. náusea e vômito.provocando o edema de glote). caspa de animais domésticos. incluindo chiados no peito. picadas e mordidas de insetos. vacinas como o soro antitetânico. Algumas complicações do choque anafilático incluem dano cerebral. insuficiência renal e morte. que causam o edema (inchação) e "rash" (vermelhidão) da pele. outras substâncias presentes no ar. e a glote . a úvula . e um prurido (coceira) intenso. confusão mental e perda da consciência . língua ou garganta (incluindo o palato mole .. Causas: • • • alimentos e aditivos alimentares. alguns agentes usados na imunoterapia. como a benzocaína e a lidocaína. drogas como a penicilina.responde ao alergeno liberando substâncias.campainha. inchação nos lábios. drogas usadas como anestésicos locais. • • • • Manifestações clínicas: Os sintomas do choque anafilático incluem: • • • • • • sensação de desmaio. que é a exposição gradual e controlada a uma substância à qual seu corpo é alérgico com a finalidade de dessensibilizá-lo a ela. dor no estômago. tonteira. como a histamina. dificuldade de respiração. pulso rápido. pele pálida. placas altas e pruriginosas na pele: urticária.

dexametasona. Ação: antagonista competitivo da histamina. Mas isso poderia ser reduzido pela instituição de práticas de controle de infecção.via IM ou EV . O tratamento medicamentoso inclui: • Adrenalina 1/1000 . Resulta da disseminação e expansão de uma infecção inicialmente localizada para a corrente sangüínea.1 ampola. Apesar da crescente sofisticação do tratamento antibiótico. pois o índice de infecção nosocomial (infecções que ocorrem no hospital) entre os pacientes criticamente enfermos tem variado entre 15 e 25%. As linhas intravenosas devem ser instaladas visando oferecer acesso para líquidos e medicamentos intravenosos.4 ml de 15 em 15 minutos. Se as paradas cardíaca e respiratórias forem iminentes ou já tiverem ocorrido deve ser realizada a Ressucitação Cárdio . Antagonista fisiológico da histamina. Nome comercial: Fenergan ®. Os principais agentes responsáveis pela gênese do choque séptico são os bacilos aeróbios Gram . • Corticóide .via subcutânea . Nome comercial: Decadron .Respiratória (RCP).histamínico . Em caso de emergência pode se utilizar seringa comum. É causado por endotoxinas bacterianas. limpeza e manutenção adequada de equipamentos e lavagem rigorosa das mãos.3 a 0. realização de técnica meticulosa de assepsia. A intubação endotraqueal ou traqueotomia pode ser necessária para estabelecer uma via aérea. CHOQUE SÉPTICO Definição: O choque séptico é o tipo mais comum de choque distributivo. • Anti. Ação: estabiliza a membrana do mastócito impedindo a liberação da histamina. mas normalmente se usa seringa semelhante à da aplicação de insulina.1 ampola. a incidência de choque séptico tem crescido bastante.Tratamento: O tratamento do choque anafilático exige a remoção do agente causal (como suspender a administração de antibióticos.via IM ou EV . Aplica-se cerca de 0.1 ampola. Ação: broncodilatadora e vasoconstritora. podendo aplicar até 3 vezes em uma hora. administração de medicamentos que restauram o tônus vascular e suporte emergencial das funções básicas da vida.

Consiste também na observação e controle rigoroso dos níveis de consciência. As freqüências cardíacas e respiratórias aumentam. anaeróbios os Bacterioides fragilis. O volume circulatório efetivo decresce e existe uma resposta adrenérgica com vasoconstrição reflexa. por conteúdo intestinal em pacientes. hipóxia e subsequente metabolismo anaeróbico com produção de acidose lática. O débito urinário pode aumentar ou permanecer em níveis normais. levando a hipoperfusão. ou após grandes lesões. este quadro progride para vasodilatação arteriolar mas persiste a vasoconstrição venular. caracteriza-se por um débito cardíaco elevado com vasodilatação. com os mecanismos de defesa comprometidos. A temperatura pode estar normal ou abaixo do normal. devido a liberação de toxinas bacterianas). com contaminação peritoneal. mais os peptídeos vasoativos liberados do endotélio vascular após lesão direta das endotoxinas. mesentérica e pulmonar. Pode ser muito severo quando se segue a um choque hemorrágico primário. e balanço hídrico. O choque séptico ocorre particularmente nos pacientes com ferimentos penetrantes de abdome. e nas infecções hiatrogênicas de catéteres e traqueostomia. O paciente fica quente ou hipertérmico. As funções gastrointestinais podem estar comprometidas. com pele quente e avermelhada. Hipotensão. temperatura. a PA. estado de hidratação. respiração. Escherichia colli. • Tratamento: O tratamento atual do choque séptico evolve a identificação e a eliminação da causa da infecção. traduzindo o esforço por parte de corpo de compensar a hipovolemia causada pela perda de volume intravascular através do capilares. Monitorização eletrocardiográfica contínua e da pressão . cianose. pacientes desidratados. vômitos ou diarréia. tais como: idosos. pele fria e pálida. Fisiopatologia: O choque ocorre porque a endotoxina da parede celular encontrada em todos os bacilos aeróbios Gram Negativos. caracteriza-se por um débito cardíaco reduzido com vasoconstrição. Diariamente deve ser medido a PVC. causando a anóxia e dano tecidual subsequente. As freqüências cardíacas e respiratória permanecem rápidas. O paciente não mais produz urina podendo ocorrer insuficiência de múltiplos órgãos. pulso. Etiopatogenia: Associa – se a infecções em espaços fechados. cor da pele e enchimento capilar. deste modo eleva-se a pressão hidrostática intraluminal com escape de transudato para o interstício. Manifestações clínicas: O choque séptico ocorre em duas fases distintas: • Hiperdinâmica ou "quente". conforme se evidencia por náuseas.negativos. em tratamento com drogas imunossupressoras e citotóxicas. causam vasoconstrição arteriolar e venular na circulação renal. diurese. e nestes casos freqüentemente leva à insuficiência de múltiplos órgãos e sistemas. Os fatores predisponentes incluem Diabetes Mellitus. Hipodinâmica ou fria. estados leucopênicos (a infecção desencadeia reações imunológicas complexas.

SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM 1. oligúria. pressão sangüínea alterada relacionada a diminuição da oxigenação dos órgãos e tecidos. CHOQUE OBSTRUTIVO: Definição: É decorrente de distúrbios que causam obstrução mecânica ao fluxo sangüíneo através do sistema circulatório central. 8. apesar de a função miocárdica e o volume intravascular estarem normais. 9. não sendo vencida rapidamente. confusão. 6. Débito cardíaco diminuído caracterizado por agitação. O prognóstico depende inteiramente do controle da infecção bacteriana. 2. 7. relacionada a oxigenação inadequada do tecido. secundária a disfunção miocárdica. cianose. 4. ingestão de fibras insuficiente e mudanças nos padrões habituais de comida e alimentação. dispnéia. inquietação. a probabilidade de mortalidade atinge de 80 a 100%. taquisfigmia. 5. 3. irritabilidade. Síndrome do estresse por mudança caracterizada por preocupação. fadiga. angina. tamponamento cardíaco.pulmonar. Intolerância à atividade caracterizada por dispnéia. Risco para tensão devida ao papel de cuidador relacionado a prejuízo na saúde do . fadiga. sudorese. irritabilidade relacionada a modificação do ambiente secundário à hospitalização. estado mental alterado. taquicardia. Ansiedade caracterizada por insônia. Baixa auto. relacionada ao comprometimento do sistema de transporte do oxigênio.estima situacional caracterizado por verbalizações auto negativas. medo. Perfusão tissular ineficaz caracterizada por oligúria. Risco para constipação relacionado à mudanças ambientais recentes. aneurisma dissecante da aorta e pneumotórax hipertensivo. sentimento de impotência relacionado a estado de saúde alterado. avaliação de si mesmo com incapaz de lidar com as situações relacionado a prejuízo funcional do sistema circulatório. Fadiga caracterizada por incapacidade de manter as rotinas usuais. relacionado a perfusão e oxigenação inadequadas dos órgãos e tecidos. Exemplos: embolia pulmonar. fraqueza. inquietação. fraqueza.

náuseas. 10. Colocá-lo em repouso em DDH com MMII elevados. vômitos.Déficit do volume de líquido caracterizado por pele e mucosas secas.Risco para alteração de temperatura corporal relacionado ao choque.Risco para disfunção neurovascular periférico relacionado a sangramento. Aferir sinais vitais. Avaliar padrão respiratório. Recepcionar o paciente. reação alérgica. Avaliar o estado de consciência. vômitos. 16.cuidador. 17. freqüência respiratória aumentada relacionada a diminuição do volume de líquido. 13.Fadiga caracterizado por letargia ou inquietação. Administrar medicação prescrita ou de acordo com o protocolo da instituição. Colher material para exames laboratoriais. Puncionar acesso venoso. . boca seca relacionado a falta de conhecimento. 15. 14. devendo o paciente ser encaminhado para a UTI. fadiga e fraqueza. 11. vômitos e diarréia. fadiga relacionado a hipovolemia. Instalar monitor cardíaco. fraqueza. avaliando o tipo de choque que está apresentando. traumatismo. aumento das queixas físicas relacionado a náuseas. 12.Medo caracterizado por falta de ar.Ansiedade caracterizado por aumento da freqüência cardíaca.Intolerância à atividade caracterizado por pulso com aumento de freqüência. INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM • • • • • • • • • • • É um tratamento de emergência.Confusão caracterizada por distúrbios flutuantes de orientação e raciocínio relacionado a hipovolemia. Instalar oxigênio cateter nasal (2L/min) ou máscara de Venturi. diminuição da turgidez da pele relacionado a náuseas.

Caso necessário auxiliar na intubação e ligar ventilador mecânico.• • • Medir PVC. Demais cuidado como higienização e mudança de decúbito. . serão realizadas após a estabilidade hemodinâmica.

Reanimação cardio-pulmonar. além dos demais exames de rotina em pronto socorro e unidades de terapia intensiva. Proceder a correção da volemia. Repor o volume de líquidos de acordo com a necessidade Administração de transfusões de sangue em caso de hemorragia excessivas. eletrólitos. Manter as vias aéreas permeáveis. gases sanguíneos. corticóides e anti-histamínico. Estancamento do processo hemorrágico (por exemplo. se necessário. Se choque cardiogênico: • Monitoração do eletrocardiograma. pressão venosa central. lactato e proteínas séricas. se necessário. Administrar os medicamentos: adrenalina. diurese. respiração e arritmias.Se choque anafilático: • • • • • Observar presença de objetos ou materiais estranhos na cavidade bucal. Avaliar periodicamente a função renal. Iniciar gotejamento de dobutamina. . • • • • Se choque séptico: • • • • Controlar infecção com uso de antibióticos. Providenciar material para traqueostomia e realizá-la. Manutenção da pressão arterial. Se choque hipovolêmico: • • • • Remoção imediata da causa determinante do estado de hipovolemia. compressão). Monitorizar débito cardíaco. Verificar a manutenção da ventilação e oxigenação adequadas. Corrigir distúrbios ácidos básicos. eletrólitos. pressão arterial.

A veia cava superior é geralmente a mais usada. Prevenir formação de trombos. Coloca-se o paciente em decúbito dorsal.C (dentro deste equipo tem uma escala geralmente 10). Observar as funções cardiovasculares e neurológicas do paciente.. Se choque neurogênico: Imobilizar cuidadosamente o paciente para evitar uma lesão maior na medula.V. • • • . Coloca-se a régua centimetrada ao nível do leito. Observar a pressão venosa jugular. PRESSÃO VENOSA CENTRAL A pressão venosa central é a pressão existente nas grandes veias de retorno ao coração direito. Reflete a relação entre o volume sangüíneo circulante e a capacidade da bomba cardíaca em impulsionar o sangue.V.oral. quando haverá descida do líquido da coluna. Fazer reposição hídrica via. clampeia-se o ramo do equipo conectado ao frasco de soro e manobra-se a torneira do "treeway". Monitorizar quanto a sinais de sangramento interno. basílica. verificando oscilações. Finalidade: parâmetro para manter o paciente hidratado. o leito em horizontal. Observar sinais de choque em pacientes submetidos a anestesia espinhal ou epidural. equipo de P.• • • • • • • • • • • Fornecer aporte calórico. Para a introdução do cateter podem ser usadas as veias cefálicas. Material: soro fisiológico de 250 ml. TÉCNICA DA MEDIDA DA P. previamente montado. umeral. nos casos de veno-punção percutânea. axilar. Abre-se a pinça próxima ao cateter central. ou. Elevar os pés da cama para minimizar o acúmulo de sangue nas pernas.C. os membros distendidos. até bem próximo do átrio direito. a veia subclávia. Adapta-se a extremidade do cateter central ao equipo de P. nível. régua. de modo a impedir a infusão líquida do soro de manutenção. • O cateter é introduzido numa das veias cavas.C. fita adesiva.V. caneta. suporte de soro de pedal.

sendo que os valores normais são respectivamente o correspondente à espessura do tórax do paciente. oscilações curtas. ou seja.V. Os valores obtidos são registrados em impresso próprio. Por exemplo o infarto agudo do miocárdio pode levar ao choque cardiogênico. O passo inicial na abordagem do choque é reconhecer sua presença. que deve ser dirigido aos sinais vitais. Podem ocorrer interferências prejudicando a verificação exata da pressão venosa central: • • • • • • Respiradores mecânicos. depois. observando-se oscilações da coluna líquida. Gotejamento de outros soros. não diagnostica perdas sangüíneas agudamente. Estes movimentos são de início .C. Feita a leitura.• A leitura é feita ao nível do dorso do paciente e ao nível da linha axilar média. Verifica-se a P. quando o cateter está corretamente colocado. A determinação do hematócrito ou de concentração da hemoglobina por exemplo. sincrônicas com a freqüência do pulso. CONCLUSÃO O choque é um distúrbio caracterizado pela oxigenação inadequada dos órgãos e tecidos. Soluções hipertônicas.queda rápida e livre na altura da coluna. à freqüência cardíaca. atingiu o ventrículo direito. Cateter semi-obstruído. dorsal. finalmente. o que permitirá a infusão líquida do soro de manutenção. e de 6 a 12 cm de água. axilar. Posicionamento inadequado do braço. oscilações de relativa amplitude (devido a respiração) e. podendo indicar que o cateter. observando-se oscilação da coluna líquida. Este distúrbio não é causado somente por causa clínica mas de uma doença ou de causa preexistente. é importante observar que a coluna líquida apresenta movimentos característicos. Quando se estabilizam os movimentos. perfusão cutânea e pressão do pulso. voltando a posição anterior. colocando-se o Zero da régua ao nível do dorso do paciente. Coloca-se o paciente em posição confortável.C. colocando-se o nível do Zero da régua ao nível da linha axilar média. . seu diagnóstico é feito exclusivamente através do exame físico. Dobra no cateter. Oscilações de maior amplitude poderão aparecer. • • • • • Observação: na leitura. Verifica-se a P. nenhum teste laboratorial identifica imediatamente o choque. acidentalmente. gira-se a torneira do "treeway". lê-se a pressão.V. freqüência respiratória.

. identificar o tipo de choque. choque neurogênico ou choque séptico. ou se é devido a causas não hemorrágicas como choque cardiogênico. se é devido a perda de sangue apresentando componente de hipovolemia. chamado de choque hemorrágico. ou seja.O segundo passo na abordagem do choque é identificar sua provável etiologia.

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