UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
CENTRO DE EDUCAÇÃO ABERTA E A
DISTÂNCIA
FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO
PROF. ME CLÁUDIO RODRIGUES DA SILVA
APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR
Oi, eu sou o prof Cláudio Rodrigues
Especialista em
Mestre em Tecnologia Psicopedagogia
e Gestão em EAD
Professor
Concursado
desde os 19 anos
Pedagogo do IFPI
Campus Floriano Ex-militar do exército
APRESENTAÇÃO DO PLANO DE DISCIPLINA
A disciplina Filosofia da Educação integra o elenco de disciplinas
do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
• Unidade I (Livro 1)
• Filosofia e Educação: Reflexões Introdutórias
• Noções de Filosofia e de Filosofia da Educação
• A especificidade da filosofia e do filosofar: as características; a problematização
• O Filosófico, o Científico e o Senso Comum
• Gênese e Conceito de Filosofia: a atitude e reflexão filosófica
NOÇÕES DE FILOSOFIA E DE FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO
“Filosofamos partindo do que sabemos para o que não sabemos,
para o que parece que nunca poderemos saber totalmente”
(Fontes, 2001)
Diferentes olhares (conforme a época ou o lugar, pode haver
variação da ênfase que se dá [...]
É um tipo de
compreensão
intuitiva da
realidade
Dispensa
Características
mágicas Mito argumentos e
fundamentações
Transmitidos
pela tradição
cultural
MITO
Relações sociais complexa REDUZ o poder do mito
Mito x Profano (do mundo)
+ Mito x – Racional
- Mágico x + Técnico
“Diferenciar os mitos destrutivos daqueles que
impulsionam o desenvolvimento”
Senso comum
Conhecimento herdado por um grupo social colocadas em prática.
Não se trata de conhecimento inferior
Fragmentário, difuso, ametódico e assistemático
Não é questionado
O bom senso
A ciência
Saber rigoroso e elaborado – transformações tecnológicas
Não significa a exclusão de outros conhecimentos
Reduz nossa experiência no mundo
Explicar a realidade
A arte
Entendimento intuitivo do mundo sem recorrer a conceitos
organizados
Utilização da imaginação
Não é irreal. É antes, pré-real
A Filosofia
Objeto de reflexão: qualquer tema
Conhecimento que colocar em questão o que parece indiscutível
Desestabiliza certezas e questiona o que é convencional
(problematizar)
Não como posse da verdade
Visa compreender a realidade
A reflexão propriamente filosófica é
radical, rigorosa e de conjunto
Demerval Saviani
Período pré-socrático – Sócrates, Platão e Arístoteles
Ciência particularizada
Filosofia da educação
Passagem de uma educação assistemática/ Abstrata e atemporal
Passagem da educação essencialista para educação existencial
Avaliar currículo, técnicas, métodos – sem cair no tecnicismo
Busca evitar a educação dogmática
Os sofistas - prática discursiva, argumentativa do
convencimento, da persuasão, destituída da preocupação com a
verdade, no sentido de expressar a essência do ser.
Os filósofos, por sua vez, prezavam pelo discurso verdadeiro,
que expressasse o ser em sua essência, sem os traços acidentais,
circunstanciais adquiridos em suas relações com o mundo e com
os outros.
• Nesta primeira unidade apresentamos o texto da Aranha que trabalha a
construção em breves referencias do processo da Filosofia e filosofia da
educação. Diante de diferentes olhares o texto da Aranha, reconstrói os
tipos de conhecimento que temos no mundo ocidental, passando pelo
processo do filosofar, passando pela origem da filosofia, pelas áreas da
investigação filosófica e concluindo com duas leituras complementares
que devem ser lidas e refletidas.
Vídeo 1
UNIDADE II (LIVRO 2)
• Educação e pedagogia: O ato de educar. A reflexão pedagógica.
Ciências auxiliares da pedagogia. A especificidade da
pedagogia.
O ator de educar
Simples transmissão de geração em geração ______________
Ocorre de maneira linear __________________
As comunidades mais resistentes à mudanças:
( ) primitivas e tradicionais ( ) urbanas contemporâneas
Para o professor José Carlos Libâneo, educar é conduzir de um
estado a outro, é modificar numa certa direção o que é suscetível
de educação.
Presume-se a interligação de três componentes:
Um agente
Uma mensagem
Um educando
Educação pode ser:
Formal
Informal
Não formal
A educação....
não é um processo neutro;
não pode ser apenas um veiculo transmissor de saberes e de
valores
deve abrir espaço para que seja possível a reflexão crítica da
cultura.
Reflexão pedagógica
Qual tipo de pessoa se quer formar?
Para qual sociedade?
O que ensinar?
Prática educativa
Complexo
Intencional
Sistemática
Ciências auxiliares da pedagogia
Psicologia
Sociologia
Biologia
Outras
A especificidade da pedagogia
Pedagogia x Filosofia (Equilibrar as contribuições)
A educação como ponto de saída e chegada
Compreendida como teoria geral da educação
Tarefas urgentes:
sociedade mais justa e menos seletiva
Educação universal, formativa e crítica.
• Na segunda unidade, o texto dois da Graça Aranha discute conceitos
fundamentais como educação e pedagogia, procurando compreendê-los à
luz daquilo que atualmente se espera do educador e do pedagogo. São
algumas diretrizes que precisam ser ampliadas no decorrer do curso.
UNIDADE III (LIVRO 3)
• Filosofia da Educação: Conceitos, tarefas e educabilidade humana
• O Ser e o Vir a Ser Humano: a educabilidade
• Exercício do filosofar na educação: as inflexões filosóficas.
A educação enquanto definidora do ser e do vir a ser
humano, requer princípios condutores do agir interativo
que caracteriza a existencialidade humana.
Expressa de forma autônoma e emancipada nos ambientes
sociopolíticos e culturais.
Explicita na atitude reflexiva e crítica
O Ser e O Vir a Ser Humano: a educabilidade
Para quê educação?
se processa a formação da consciência humana
realiza a educabilidade humana
constrói o caráter específico de uma identidade própria,
amplia a condição natural
A ação de pensar o educativo, segundo procedimentos formais,
sistemáticos, configura-se no saber fazer pedagógico, que envolve
um conjunto de aportes teórico-metodológicos para fornecer uma
base sólida aos projetos educativos e conduzi-los enquanto uma
práxis.
O pensar a especificidade da pedagogia como um conhecimento
teórico-prático provém da complexidade da ação educativa,
objeto de estudo da pedagogia, a qual, para se fazer acontecimento,
necessita ser sistematizada, pois não se dá naturalmente, como
um fenômeno espontâneo. O educar é um ato intencionado,
planejado e tecnicamente conduzido à finalidade preestabelecida a
atingir
AS TEORIAS EDUCACIONAIS
Partindo de uma lógica dicotômica e disjuntiva, concentra essas
perspectivas a partir de duas concepções da construção do
pensamento humano: o essencialismo e o existencialismo.
A primeira afirma que os conceitos são produções idealizadas, sem
relação necessária com a ambiência humana, com o contexto
sociopolítico e cultural, instalando um distanciamento entre o ser
em si e o ser empiricamente exposto, tomando-os como duas
realidades distintas.
Concepção existencialista
Sua atuação no mundo, com todas as implicações que os desejos, os
prazeres, os sentidos em geral possam vir a ter nas decisões e
escolhas do bem e da retidão, torna-se a referência para a
construção dos conceitos. O ser humano elabora as concepções de
bem, de mundo, de vida, a partir de sua prática concreta,
considerando os aspectos indefinidos da irracionalidade humana,
dos quais a razão não consegue extrair ou imprimir sentido de ser
justificável.
• No terceiro texto discute-se não só a importância de se educar o
educador como também a premente necessidade de se considerar a
educação como um processo de construção e aperfeiçoamento da
consciência no ser humano. Considerando o ser humano como ser em
permanente processo de educabilidade em constante construção, um
permanente vir a ser.
Vídeo 2
UNIDADE IV (LIVRO 3)
• A Filosofia na formação docente.
• A relação teoria e prática na formação docente.
• As dimensões ético-política e estética da educação e a práxis docente.
• A formação do professor: as concepções e pressupostos.
A Relação Teoria e Prática na Formação Docente
Permite ao docente ampliar possibilidades para refletir, crítica e
autonomamente, a concepção de educação, bem como a concepção de
ser humano situado em um contexto sócio-histórico, político e
cultural.
deve se assentar em um conjunto de princípios, conceitos, valores e
referenciais metodológicos que expresse um paradigma interpretativo
desta realidade como construção.
O agir humano interagindo com o mundo e com o outro
caracteriza-se com um ser político definidor do que deve
ser o bem e quais devem ser os critérios de escolha, seleção e
decisão do que é conveniente fazer ou não fazer. Daí a estreita
relação da política com o campo ético, visto em um sentido
geral, como determinante dos fins e dos meios com que o ser
humano elabora a ação.
• Por fim, o quarto texto trás rápidas informações sobre a relação teoria e
prática na formação docente e as dimensões ético- políticas e estéticas da
prática educativa. Estas informações assumem no conjunto das atividades
educativas funções necessárias, considerando que a práxis educativa
representa a mediação entre individuo e a sua transformação em pessoa,
cidadão e profissional.
No desenvolvimento das unidades, sugerimos
atividades de estudo, objetivando o
aprofundamento das leituras e aprendizagem
efetiva na vivência da disciplina.
AVALIAÇÃO
60% (Coluna 1)
PROVA (P) – 7,0
ENVOLVIMENTO E PARTICIPAÇÃO (E) – 3,0
20% (Coluna 2)
FÓRUM 1 (F1) – 5,0
FÓRUM 2 (F2) – 5,0
20% (Coluna 3)
ATIVIDADE (A) – 10,0
Vídeo 3
Por uma educação que nos ajude a pensar e não que
nos ensine a obedecer.
Fonte: [Link]
Fonte: [Link]
Indicação de filmes
Fonte:
Fonte: [Link]
[Link]
REFERENCIAS
• ARANHA, Maria Lúcia de A.; MARTINS, Maria Helena P. Filosofando: introdução à filosofia. São Paulo: Editora Moderna, 2009.
• ARANHA, Maria Lúcia de A. Filosofia da Educação. São Paulo: Editora Moderna, 2006.
• ARANHA, Maria Lúcia de A. História da educação e da pedagogia: geral e Brasil. São Paulo: Editora Moderna, 2006.
• CABRAL, Carmen Lúcia de Oliveira. Filosofia da educação. Teresina: EDUFPI/UAPI.
• CHAUI, Marilena. Filosofia. São Paulo: Ática, 2004.
• CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2003.
• COTRIM, Gilberto. Fundamentos da Filosofia; História e grandes temas. São Paulo: Saraiva, 2006.
• GALLO, Sílvio. Filosofia: experiência do pensamento. São Paulo: Scipione, 2003.
• SOUZA, Sônia Maria Ribeiro de. Um outro olhar: Filosofia. São Paulo: FTD, 1995.
OBRIGADO!
Professor Cláudio Rodrigues da Silva
claudiosilva@[Link]
(89) 9 9413 2338