Você está na página 1de 50

ESTRUTURA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

ATUALIZADO PELAS LEIS 11.638/07 E 11.941/09
Prof. Jorge Marcelo Wohlgemuth, Me.

1

CAPÍTULO I Nesse capítulo são apresentados conceitos da Ciência Contábil e aspetos sobre a atividade profissional do Contador. 1.1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS A contabilidade é uma ciência social que estuda a riqueza patrimonial das entidades, sob os aspectos quantitativos e qualitativos, tendo como objetivos a geração de informações e a explicação dos fenômenos patrimoniais, possibilitando o controle, a análise, a avaliação, o planejamento e a tomada de decisão. A área de atuação da contabilidade compreende qualquer pessoa física ou jurídica que tenha seu patrimônio definido e delimitado. O patrimônio também é objeto de estudo de outras ciências, tais como a Economia, o Direito e a Administração. Entretanto, estas outras ciências estudam o patrimônio sob aspectos diferentes daquele estudado pela Contabilidade. O patrimônio é uma grandeza real cuja constituição deve ser conhecida e que se transforma e evolui sob a atividade humana. No início da civilização, os grupos sociais procuravam bastar-se a si mesmos, produzindo os materiais que necessitavam ou se utilizando daquilo que poderiam obter facilmente da natureza para sua sobrevivência. As transformações que ocorreram, no decurso dos séculos, fizeram as sociedades se organizar, até chegar ao modelo que se conhece atualmente. Aqui entra a função da contabilidade de avaliar a riqueza do homem e compreender os acréscimos ou decréscimos dessa riqueza. O homem age em função da satisfação de suas necessidades. Neste sentido, destacam-se dois aspectos: a) o homem é levado a atuar em associação com outros homens, sendo “forçado”, dessa forma, a viver em sociedade; e b) através do processo de divisão do trabalho, o homem não mais se dedica diretamente a obter os elementos que se tornam indispensáveis para atender suas necessidades, mas aplica seus esforços em atividades particulares, gerando assim sua contribuição à sociedade e recebendo, em contrapartida, uma retribuição compensatória que lhe permite adquirir os bens ou serviços de que necessita. Da associação entre indivíduos que conjugam, na vida em sociedade, esforços e recursos, resultou a formação de organismos especiais, com patrimônio independente do

2

patrimônio dos indivíduos que os compõe. Estas entidades têm por objetivo a obtenção, a transformação, a compra e a venda de bens ou serviços; gerando e movimentando riquezas para seus proprietários como objetivo meio e objetivo fim. Visto tais entidades privadas terem seu próprio patrimônio, há necessidade da contabilidade acompanhar e registrar a sua evolução, dentro de regras definidas pela sociedade onde estão inseridas. O homem ao praticar atos de natureza econômica, através de ações administrativas sobre um determinado patrimônio carecerá de informações sobre os aspectos qualitativos e quantitativos bem como as variações sofridas por ele. Cabe à contabilidade suprir aos interessados com estas informações, através do estudo do patrimônio econômico e financeiro, observando seus aspectos específicos e as variações por ele sofridas. Todos aqueles que tenham interesse na avaliação da situação e da evolução do patrimônio das entidades são considerados usuários da contabilidade. Permitir que os usuários conheçam e avaliem a situação econômica, financeira e patrimonial das entidades, num sentido estático, bem como fazer inferências sobre suas tendências futuras, é o objetivo fundamental da contabilidade. No mundo contemporâneo, as entidades são fundamentais para o desenvolvimento econômico e social das nações. Das organizações depende toda a sociedade, bem como o poder público que busca a arrecadação de tributos e conseqüentemente a manutenção da soberania, o desenvolvimento e a sobrevivência do estado. A globalização da economia e das relações de negócios internacionais cria as condições necessárias para o progresso ou o retrocesso das entidades. Qualquer que seja o objetivo da entidade administrada, social ou econômico, ela possuirá sempre um patrimônio em movimentação, que requer a contabilidade para o seu estudo e controle. Quando a entidade tem objetivo econômico, o controle do patrimônio apresenta características especiais, pois o meio e o fim da entidade é a riqueza, sendo da maior importância à administração econômica. Quando a entidade tem fim social, a administração não se resume no aspecto econômico, nem este é o mais importante. É, porém, indispensável qualquer que seja a natureza da atividade, pois todas elas têm a riqueza como um meio. A administração econômica nessas entidades é, entretanto, apenas um meio e não o seu fim, como ocorre com as entidades com fins lucrativos – empresas.

3

As entidades públicas (primeiro setor) são aquelas que constituem a República Federativa do Brasil. Segundo o artigo 1º da Constituição Federal de 1988, a República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel de seus Estados, Municípios e do Distrito Federal. As entidades privadas (segundo setor) formam o que usualmente se chama de “mercado”. As organizações não-governamentais (ong’s), formadas a partir das iniciativas de pessoas voluntárias, sem fins lucrativos, que se reúnem e atuam coletivamente, no sentido do desenvolvimento social e do bem comum, formam o terceiro setor. O Instituto Brasileiro do Terceiro Setor1 esclarece que o termo ONG foi usado pela primeira vez em 1950 pela Organização das Nações Unidas (ONU), para definir toda organização da sociedade civil que não esteja vinculada ao governo e exerça atividades de interesse público. O ambiente competitivo do século XXI, tanto para as empresas, quanto para as entidades públicas, faz com que os usuários da contabilidade tenham necessidades de informações diferentes e melhores. Essas mudanças decorrem do surgimento de um espaço econômico e político universal, que acabou com as economias nacionais e organizações isoladas, e do impacto da potencialização dos meios de comunicação sobre os indivíduos e os povos. A contabilidade, na execução das atividades de registro e acompanhamento da evolução do patrimônio das entidades privadas inseridas na sociedade, sempre foi muito influenciada pelos limites e critérios legais e fiscais, particularmente os da legislação do imposto de renda. Este fato, ao mesmo tempo em que proporcionava à contabilidade contribuições importantes e de bons efeitos, também era um fator que dificultava a adoção de princípios contábeis adequados. Este problema teve uma tentativa de solução através da Lei das SA´s (Lei nº 6.404 de 15 de dezembro de 1976) que determinou que a escrituração contábil seguisse os princípios de contabilidade geralmente aceitos.

1

Disponível no site: http://www.institutoterceirosetor.org.br/coluna_3s_150403.htm, acessado em 07/05/2003.

4

A Lei das SA´s, que possui inspiração na legislação americana, apresenta fatores que dificultam a clareza e a fidelidade das demonstrações contábeis. Sendo que fidelidade e clareza são requisitos essenciais para a elaboração de balanços nas empresas. Buscando consolidar as mudanças sociais ocorridas no Brasil nas últimas nove décadas, em 11 de janeiro de 2003 passou a viger o novo Código Civil, instituído pela Lei Federal, de 10 de janeiro de 2002, publicada no Diário Oficial da União, em 11 de janeiro daquele mesmo ano, cujo projeto tramitava no Congresso desde 1975, revogando, assim, a Lei nº 3.071, de 1º de janeiro de 1916. A proposta originária da Comissão Elaboradora do projeto do Novo Código Civil produziu uma formulação apta a captar as mudanças de valores ocorridas no século passado e menos adequada a dimensionar os desafios do milênio que inicia. Em 28 de dezembro de 2007, foi promulgada a Lei nº 11.638/07, que altera, revoga e introduz novos dispositivos à Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976), notadamente em relação ao capítulo XV que trata de matéria contábil. Em 03 de outubro de 2008 o Poder Executivo Federal enviou ao Congresso Nacional a Medida Provisória 449/08, que define regras sobre tributação e contabilização das alterações promovidas pela Lei 11.638/07. Na exposição dos motivos da MP449/08 o Governo Federal entende que no que se refere ao Regime Tributário de Transição - RTT, objetiva-se neutralizar os impactos dos novos métodos e critérios contábeis introduzidos pela Lei nº 11.638, de 2007, na apuração das bases de cálculo de tributos federais nos anos de 2008 e 2009, bem como alterar a Lei nº 6.404, de 1976, no esforço de harmonização das normas contábeis adotadas no Brasil às normas contábeis internacionais. A Lei nº 11.638/07 entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2008, sem a adequação concomitante da legislação tributária. A alta complexidade dos novos métodos e critérios contábeis instituídos pelo referido diploma legal - muitos deles ainda não regulamentados - têm causado insegurança jurídica aos contribuintes. O processo de harmonização das normas contábeis nacionais com os padrões internacionais de contabilidade - objetivo maior da Lei nº 11.638, de 2007 - deve prolongar-se pelos próximos anos, razão pela qual, há necessidade de que o RTT não seja aplicável apenas no ano de 2008, mas também no ano de 2009, e, se necessário, nos anos subseqüentes, quando, então, ao se descortinar o novo padrão da contabilidade empresarial a ser adotado no

5

produtos.941 que regulamentou a MP 449/08. 1. tangíveis ou intangíveis. Bens são todos os elementos.3.2. provenientes da venda ou empréstimo de mercadorias. produtos. Em 27 de maio de 2009 foi promulgada a Lei nº 11. apresenta dois lados. provenientes da compra ou empréstimo de mercadorias. O lado esquerdo (bens + direitos) é denominado lado das APLICAÇÕES DE RECURSOS 6 . direitos e obrigações que pertencem a entidade. TERMINOLOGIA CONTÁBIL A) PATRIMÔNIO: B) BENS: O Patrimônio é o conjunto de bens. materiais ou imateriais. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO PATRIMÔNIO O Patrimônio de uma entidade assume a seguinte representação gráfica: aplicações origens OBRIGAÇÕES BENS + DIREITOS PATRIMÔNIO LÍQUIDO O Patrimônio de uma entidade. D) OBRIGAÇÕES: Obrigações são valores que a entidade tem a pagar a terceiros. serviços ou bens. possa-se regular definitivamente o modo e a intensidade de integração da legislação tributária com os novos métodos e critérios internacionais de contabilidade. que possuem valor econômico. C) DIREITOS: Direitos são valores que a entidade tem a receber de terceiros. representado como na figura acima.País. E) PATRIMÔNIO LÍQUIDO: A equação fundamental do patrimônio de uma entidade é: PL = (B+D) – (OB) 1. que pertencem a entidade e dos quais ela necessita para atingir seus objetivos. serviços ou bens.

Os Capitais de Terceiros têm a obrigação de serem pagos pela entidade. o termo Capital pode encontrar vários sentidos. Diferentemente do aspecto financeiro. Segundo o prazo de vencimento dos Capitais de Terceiros. A ciência contábil preconiza que as aplicações de recursos são iguais às origens de recursos. b) Capitais Próprios Representam a diferença entre (Bens (+) Direitos) (-) (Obrigações). que é o investimento inicial feito pelos sócios. sob o aspecto contábil. Também se denomina o lado das ORIGENS DE RECURSOS como o lado dos CAPITAIS. Esse preceito científico é conhecido como método das partidas dobradas. pode-se dividi-los em dois tipos: Curto Prazo e Longo Prazo. O Patrimônio de uma entidade pode assumir um dos seguintes estados: A) OBRIGAÇÕES BENS + DIREITOS PATRIMÔNIO LÍQUIDO B + D > OB PL > 0 ou positivo (saldo credor) 7 . se conclui que as entidades possuem dois tipos de capitais: a) Capitais de Terceiros Representam as dívidas (obrigações) que a entidade assumiu junto a terceiros. Observando o lado dos capitais. A primeira fonte de Capital Próprio de uma entidade denomina-se Capital Social.e o lado direito (obrigações + PL) é chamado lado das ORIGENS DE RECURSOS. Outra fonte de Capital Próprio de uma entidade é o Lucro (R>D) gerado em cada exercício social.

B) BENS + DIREITOS OBRIGAÇÕES B + D = OB PL = 0 ou nulo C) BENS + DIREITOS OBRIGAÇÕES PATRIMÔNIO LÍQUIDO B + D < OB PL < 0 ou negativo (saldo devedor) D) PATRIMÔNIO LÍQUIDO OBRIGAÇÕES PL = OB B + D = 0 (entidade não possui bens ou direitos ??) 8 .

se traduz na Gestão da entidade. 9 . e essas decisões modificam o seu patrimônio. modificam. A Gestão de uma entidade possui três aspectos: a) aspecto econômico b) aspecto financeiro c) aspecto patrimonial Quando os gestores tomam decisões. direitos e obrigações das entidades. qualitativo ou nos dois. As decisões tomadas pelos gestores das entidades determinam essa evolução. as receitas e despesas. além de modificarem os bens. DESPESAS: Representam os gastos que a entidade tem e tendem a diminuir seu Patrimônio Líquido. também. RECEITAS: Representam os ganhos que a entidade aufere e tendem a aumentar seu Patrimônio Líquido. visando alcançar os objetivos da entidade. LUCRO: Ocorre quando as receitas são maiores que as despesas num determinado período. em determinado período. O conjunto de decisões tomadas pelos gestores da entidade. Os fatos contábeis. diz-se que tais decisões são fatos contábeis. Os fatos contábeis modificam o patrimônio das entidades no seu aspecto quantitativo.E) BENS + DIREITOS PATRIMÔNIO LÍQUIDO B + D = PL OB = 0 (entidade não possui capital de terceiros) O patrimônio de uma entidade está em constante evolução.

ATIVIDADES EXECUTADAS PELO PROFISSIONAL DA CONTABILIDADE Independentemente da organização em que trabalhará. ou seja. quanto no aspecto qualitativo. Está disciplinado no artigo 175.4. duas atividades: a) escrituração contábil e b) elaboração e interpretação de relatórios contábeis.404/76 e na legislação fiscal orientada pela Secretaria da Receita Federal. em forma mercantil. no Livro Diário. A denominação corrente do conjunto de Bens e Direitos de uma entidade é ATIVO e do conjunto de Obrigações é PASSIVO. para controlar o seu patrimônio e gerenciar 10 . com obediência às disposições legais pertinentes e aos princípios de contabilidade geralmente aceitos. Exercício social é a parcela da gestão compreendida em cada um dos períodos administrativos. ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL A escrituração é uma técnica contábil que consiste no registro de todos os fatos contábeis que modificaram o patrimônio da entidade. A escrituração contábil e a emissão de relatórios. A empresa. 1. peças. análises e mapas gerenciais e demonstrações contábeis são de atribuição e responsabilidade exclusiva de Contadores e Técnicos em Contabilidade legalmente habilitados. o profissional da contabilidade executará. independentemente de seu porte ou natureza jurídica. inscritos no CRC e em situação regular.PREJUÍZO: Ocorre quando as receitas são menores que as despesas num determinado período. tanto no aspecto quantitativo. essencialmente. Parágrafo Único. devendo ser observados métodos e critérios contábeis uniformes no tempo. da Lei 6. A escrituração contábil deve ser mantida em registros permanentes (Livro Diário e Livro Razão). tem de manter escrituração contábil completa. em idioma e moeda corrente nacionais.

1. O plano de contas é formado pelas seguintes partes: a) elenco de contas.1. O Código Civil.adequadamente os seus negócios.1.1.2 CRÉDITOS 1.1. b) função das contas e c) funcionamento das contas.2 ( . A função das contas é a descrição da finalidade desempenhada na escrituração contábil.1 DISPONIBILIDADES 1.1. Conta contábil é a denominação que se dá para cada um dos elementos que formam o Patrimônio das entidades.2 bancos 1.1.2. um modelo de Elenco de Contas: código nome da conta 1 ATIVO 1. Não se trata exclusivamente de uma necessidade gerencial. O conjunto de contas contábeis necessárias para o acompanhamento da evolução dos componentes patrimoniais e para a apuração do resultado de uma entidade é chamado de Plano de Contas. que entrou em vigor a partir de janeiro de 2003.1 clientes 1.) duplicatas descontadas 11 . A escrituração contábil consta como exigência expressa em diversas legislações. Para as entidades manterem a escrituração contábil exigida pela legislação. menciona a obrigatoriedade de seguir um sistema de contabilidade. O elenco de contas é a relação ordenada com todas as contas contábeis utilizadas e necessárias para a realização da escrituração dos fatos contábeis da entidade.2. Apresenta-se a seguir.1. O funcionamento das contas estabelece a relação de cada conta com as demais e evidencia como ela se comportará diante da escrituração contábil.1.3 aplicações financeiras 1.1 caixa 1.1 CIRCULANTE 1. é necessário o entendimento do conceito de conta contábil.1. o que já seria uma importante justificativa.

2 embalagens 1.1 seguros a vencer 1.1.1 ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 1.1.2.4.2 TÍTULOS A PAGAR 2.2.3.1 terrenos 1.1.2 assinaturas de periódicos a vencer 1.2.3.2.4 INTANGÍVEL 1.3.4 DESPESAS ANTECIPADAS 1.3.1.3.4 veículos 1.1.3 ( .2.3.2.1 mercadorias 1.1.1.4 produtos prontos 1.1.1 marcas e patentes 1.3.1.3.1.1.2 investimentos temporários a LP 1.2.5 produtos em elaboração 1.2.4 impostos a recuperar 1.2.4.3 máquinas 1.3 IMOBILIZADO 1.1.1.) depreciações acumuladas 1.1.3 ESTOQUES 1.2.2.2 NÃO CIRCULANTE 1.2.2.2.4.5 ( .3.2.2.1.1 CIRCULANTE 2.2 INVESTIMENTOS 1.1.1 títulos a pagar 12 .1 FORNECEDORES 2.5 OUTROS VALORES E BENS 1.1.3.1 participações societárias 1.2.1 fornecedores 2.1.3 matéria-prima 1.2 prédios 1.1 créditos e valores 1.4.1.2 direitos autorais 2 PASSIVO 2.2.1.) provisão CLD 1.

1.1.10 provisão para pagamento de 13º salário 2.2.3.4 FINANCIAMENTOS E EMPRÉSTIMOS A LONGO PRAZO 2.4 RESERVAS DE LUCROS 3.2.1.2.3.3.1.3 AJUSTES DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL 3.2.1.3 ENCARGOS A PAGAR A LONGO PRAZO 2.1.3.2 TÍTULOS A PAGAR A LONGO PRAZO 2.2.1 capital social 3.2 ( .3.1.1.1 bancos conta financiamento 2.3.1.1 Fornecedores a longo prazo 2.5 FGTS a pagar 2.1 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 3.5 RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS 3 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 3.2.4.9 provisão para pagamento de férias 2.4.1 títulos a pagar a longo prazo 2.) capital a integralizar 3.1.1 LUCROS ACUMULADOS 13 .3.1.1 bancos conta financiamento a longo prazo 2.1.1.5 IRRF a recolher 2.12 provisão para pagamento da CSLL 2.3 INSS empregados a recolher 2.2.1.2.4 FINANCIAMENTOS E EMPRÉSTIMOS 2.1.1 CAPITAL SOCIAL 3.2 RESERVAS DE CAPITAL 3.1.3.1.8 PIS/Cofins a pagar 2.7 IPI a pagar 2.1.1.2 INSS patronal a pagar 2.3.4.2.1.3.2 NÃO CIRCULANTE 2.3.11 provisão para pagamento do IRPJ 2.1.3.6 ICMS a pagar 2.1 FORNECEDORES A LONGO PRAZO 2.1 salários a pagar 2.3 ENCARGOS A PAGAR 2.2.

4.2 ( .2.1 vendas a vista 4.2.1 CMV 14 .1.) IMPOSTOS SOBRE VENDAS 4.2 RESULTADO POSITIVO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL 4.1.1 ( .) ICMS sobre Vendas 4.3.3.1.) PIS/Cofins sobre Vendas 4.1 VENDAS 4.1.6 ( .1 lucros acumulados 3.1 CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS 5.4.) AÇÕES EM TESOURARIA 3.) DEVOLUÇÕES 4.3 REVERSÃO DA RESERVA DE REAVALIAÇÃO 5 DESPESAS 5.) DEDUÇÕES SOBRE VENDAS 4.2.1 CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS 5.2.1 juros ativos 4.2.) PREJUÍZOS ACUMULADOS 4 RECEITAS 4.) IPI sobre Vendas 4.3.) DESCONTOS INCONDICIONIAS 4.3.1.2 ( .3.2 vendas a prazo 4.2 VENDAS DE PRODUTOS 4.1.1 VENDAS DE MERCADORIAS 4.1.1 vendas a vista 4.1.1.4.4.3.3 VENDAS DE SERVIÇOS 4.1 RECEITAS FINANCEIRAS 4.3.5 ( .2 ( .2 vendas a prazo 4.1.1.1.2.3.3 RECEITAS 4.1.1 vendas a vista 4.3 ( .2.1.2.1 GANHOS DE CAPITAL 4.1.3.2 vendas a prazo 4.1.4 OUTRAS RECEITAS 4.3 ( .1.1 ( .2 descontos obtidos 4.

4.3 CUSTO DOS SERVIÇOS PRESTADOS 5.2 fretes sobre vendas 5.4.2 juros passivos 5.4.5.4.4.5.4.2.2.4. luz e telefone 5.4.1 publicidades 5.11 despesas com depreciação 5.4 INSS patronal 5. PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE Conforme definição do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).6 água.1 PERDAS DE CAPITAL 5.1 DESPESAS COM VENDAS 5.1 CPMF 5.2 RESULTADO NEGATIVO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL 1.4.4.8 serviços técnicos 5.5.3.1 despesas bancárias 5.2.4.2.2.4.3 salários – 13º 5.1 salários 5.4.4 DESPESAS TRIBUTÁRIAS 5.4 DESPESAS 5.5 FGTS 5.4.2.2 salários .9 combustíveis 5.3.7 material de expediente 5.4.2 DESPESAS ADMINISTRATIVAS 5.5.2.1.4.2.3 descontos concedidos 5.4.2 IPTU 5.2.2.4.férias 5.5 OUTRAS DESPESAS 5. os Princípios de Contabilidade representam a essência das doutrinas e teorias relativas à Ciência da 15 .1.2.3.4.4.4.10 honorários 5.4.2 CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS 5.4.4.3 DESPESAS FINANCEIRAS 5.

o CFC editou em 28/05/2010 a Resolução 1. Verifica-se que alguns autores procuram criar uma hierarquia entre os PC. no caso de sociedade ou instituição. o Patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários.282/10. sem nenhuma hieraquização entre eles. cujo objeto é o patrimônio das entidades. Esse trabalho. não tem a intenção de criar uma ordem de importância entre os PC. o CFC regulamenta como Princípios de Contabilidade os elencados na Resolução nº 750/1993. 16 . econômicas e institucionais nas quais a Ciência Contábil atua. classifica os PC em três categorias: a) Postulados Ambientais: enunciados das condições sociais. nesta acepção. consoante o entendimento predominante nos universos científico e profissional de nosso País. Por conseqüência. Para fins didáticos. uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade. Os postulados ambientais da contabilidade são: 1) da entidade O Patrimônio é o objeto da Contabilidade e a autonomia patrimonial necessita a diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes. buscando atualizar e consolidar os Princípios de Contabilidade (PC). pois.Contabilidade. à Contabilidade no seu sentido mais amplo de ciência social. Adicionalmente. com ou sem fins lucrativos. entretanto. seguindo a regulamentação do CFC. Diversos autores e pesquisadores da Ciência Contábil se dedicam a estudar os Princípios de Contabilidade (PC). independentemente de pertencer a uma pessoa. Na aplicação dos Princípios de Contabilidade há situações concretas e a essência das transações deve prevalecer sobre seus aspectos formais. Concernem. as novas demandas sociais exigem um novo padrão de informações geradas pela Contabilidade. um conjunto de pessoas. apesar de várias pesquisas realizadas e posições diversas. Contudo. A observância dos Princípios de Contabilidade é obrigatória no exercício da profissão e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC).

Uma vez integrado ao patrimônio. os componentes patrimoniais. os quais serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações. de maneira ampla. e II – Variação do custo histórico. Os passivos são registrados pelos valores dos recursos que foram recebidos em troca da obrigação ou. 2) da continuidade O Princípio da Continuidade pressupõe que a Entidade continuará em operação no futuro e. pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa.O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE. podem sofrer variações decorrentes dos seguintes fatores: 17 . b) Princípios Contábeis: delimitam. a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta esta circunstância. mas a recíproca não é verdadeira. expressos em moeda nacional. As seguintes bases de mensuração devem ser utilizadas em graus distintos e combinadas. Os princípios da contabilidade são: 1) do registro pelo valor original O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações. ativos e passivos. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova ENTIDADE. mas numa unidade de natureza econômicocontábil. portanto. Os ativos são registrados pelos valores pagos ou a serem pagos em caixa ou equivalentes de caixa ou pelo valor justo dos recursos que são entregues para adquiri-los na data da aquisição. como o profissional da contabilidade irá se posicionar diante da realidade social. de diferentes formas: I – Custo histórico. ao longo do tempo. em algumas circunstâncias. econômica e institucional.

Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis mediante o ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais. descontado do fluxo futuro de saída líquida de caixa que se espera seja necessário para liquidar o passivo no curso normal das operações da Entidade. ou um passivo liquidado. Os passivos são mantidos pelo valor presente. d) Valor justo. que se espera seriam pagos para liquidar as correspondentes obrigações no curso normal das operações da Entidade. e e) Atualização monetária.a) Custo corrente. A atualização monetária não representa nova avaliação. É o valor pelo qual um ativo pode ser trocado. que seriam necessários para liquidar a obrigação na data ou no período das demonstrações contábeis. não descontados. os quais teriam de ser pagos se esses ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data ou no período das demonstrações contábeis. Os ativos são mantidos pelo valor presente. Os passivos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa. b) Valor realizável. não descontados. mas tão somente o ajustamento dos valores originais para determinada data. em uma transação sem favorecimentos. entre partes conhecedoras. Os ativos são mantidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa. Os passivos são mantidos pelos valores em caixa e equivalentes de caixa. dispostas a isso. 18 . mediante a aplicação de indexadores ou outros elementos aptos a traduzir a variação do poder aquisitivo da moeda nacional em um dado período. descontado do fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações da Entidade. c) Valor presente. Os ativos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa. os quais poderiam ser obtidos pela venda em uma forma ordenada.

2) da competência O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem. numa ou noutra situação prática. atribuindo maior confiabilidade ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais. A principal convenção contábil é: 1) da prudência O Princípio da Prudência pressupõe o emprego de certo grau de precaução no exercício dos julgamentos necessários às estimativas em certas condições de incerteza. 1. A falta de integridade e tempestividade na produção e na divulgação da informação contábil pode ocasionar a perda de sua relevância.6. certos condicionamentos de aplicação. c) Convenções: representam. são destacadas: 19 . dentro dos Princípios Contábeis. por isso é necessário ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabilidade da informação. no sentido de que ativos e receitas não sejam superestimados e que passivos e despesas não sejam subestimados. ENTIDADES NACIONAIS E INTERNACIONAIS RELACIONADAS À ATIVIDADE CONTÁBIL Dentre as várias organizações nacionais e internacionais que se relacionam com a atividade contábil. 3) da oportunidade O Princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas. independentemente do recebimento ou pagamento. O Princípio da Competência pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas.

estabelecem regras e procedimentos de conduta que devem ser observados como requisitos para o exercício da profissão contábil.CFC e CRC’s – CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE e CONSELHOS REGIONAIS DE CONTABILIDADE Representam a entidade de classes dos contadores e tem como principal finalidade o registro e a fiscalização do exercício da profissão contábil. b) do Auditor Independente – NBC PA – são aplicadas especificamente aos contadores que atuem como auditor independente. Auditoria Independente e de Asseguração.Federação Internacional de Contadores. As Normas Brasileiras de Contabilidade Profissionais se estruturam conforme segue: a) Geral – NBC PG – são as normas gerais aplicadas aos profissionais da área contábil. estrutura técnica e procedimentos a serem aplicados. c) do Auditor Interno – NBC PI – são aplicadas especificamente aos contadores que atuem como auditor interno. também. conceitos doutrinários. Normas de Auditoria Interna e Normas de Perícia. que compreendem o Código de Ética Profissional do Contabilista. As NBC estabelecem. princípios. Auditoria Interna e Perícia. As Normas Brasileiras de Contabilidade Profissionais estabelecem preceitos de conduta para o exercício profissional. d) do Perito – NBC PP – são aplicadas especificamente aos contadores que atuem como perito contábil. Normas de Auditoria Independente e de Asseguração. sendo classificadas em Contabilidade. estrutura técnica e procedimentos a serem aplicados quando da realização dos trabalhos previstos nas normas aprovadas por resolução emitidas pelo CFC. de forma convergente com as Normas Internacionais de Contabilidade emitidas pelo IASB .Comitê Internacional de Normas de Contabilidade e as Normas Internacionais de Auditoria e Asseguração e as Normas Internacionais de Contabilidade para o Setor Público emitidas pela IFAC . Normas de Contabilidade. A estrutura das Normas Brasileiras de Contabilidade classifica-se em Profissionais e Técnicas. As Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas estabelecem conceitos doutrinários. 20 . O CFC é responsável pela elaboração das Normas Brasileiras de Contabilidade.

e) FIPECAFI (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis. e) de Revisão de Informação Contábil Histórica – NBC TR – são as Normas Brasileiras de Revisão convergentes com as Normas Internacionais de Revisão (ISREs). c) BM&FBOVESPA (Bolsa de Valores. emitidas pela IFAC. CPC – COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) foi idealizado a partir da união de esforços e comunhão de objetivos das entidades: a) ABRASCA (Associação Brasileira das Companhias Abertas). c) Específica – NBC TE – são as Normas Brasileiras de Contabilidade que não possuem Norma Internacional correspondente. h) de Auditoria Interna – NBC TI – são as Normas Brasileiras aplicadas aos trabalhos de auditoria interna. d) de Auditoria Independente de Informação Contábil Histórica – NBC TA – são as Normas Brasileiras de Auditoria convergentes com as Normas Internacionais de Auditoria Independente (ISAs) emitidas pela Federação Internacional de Contadores (IFAC). g) de Serviço Correlato – NBC TSC – são as Normas Brasileiras para Serviços Correlatos convergentes com as Normas Internacionais para Serviços Correlatos (ISRSs) emitidas pela IFAC. f) de Asseguração de Informação Não Histórica – NBC TO – são as Normas Brasileiras de Asseguração convergentes com as Normas Internacionais de Asseguração (ISAEs). A criação do CPC se deu através da Resolução CFC nº 1. emitidas pela IFAC. d) CFC (Conselho Federal de Contabilidade).055/05 em função das necessidades de convergência internacional das normas contábeis (redução de custo de 21 . b) do Setor Público – NBC TSP – são as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas ao Setor Público. b) APIMEC NACIONAL (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais). observando as NBC TS. Mercadorias e Futuros).As Normas Brasileiras de Contabilidade Técnica se estruturam conforme segue: a) Societária – NBC TS – são as Normas Brasileiras de Contabilidade convergentes com as Normas Internacionais. f) IBRACON (Instituto dos Auditores Independentes do Brasil). convergentes com as Normas Internacionais de Contabilidade para o Setor Público. i) de Perícia – NBC TP – são as Normas Brasileiras aplicadas aos trabalhos de perícia. Atuariais e Financeiras).

452. governo). também. Constitui-se órgão central do Sistema de Administração Financeira Federal e do Sistema de Contabilidade Federal. STN – SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL A Secretaria do Tesouro Nacional foi criada em 10 de março de 1986. 22 . para permitir a emissão de normas pela entidade reguladora brasileira.elaboração de relatórios contábeis. O CPC tem como objetivo o estudo. usuário. unindo a antiga Comissão de Programação Financeira e a Secretaria de Controle Interno do Ministério da Fazenda. Os Pronunciamentos Técnicos serão obrigatoriamente submetidos a audiências públicas. As Orientações e Interpretações poderão. centralização na emissão de normas dessa natureza (no Brasil. redução de custo de capital). intermediário. auditor. e representação e processo democráticos na produção dessas informações (produtores da informação contábil. visando à centralização e uniformização do seu processo de produção. conforme Decreto nº 92. redução de riscos e custo nas análises e decisões. CVM – COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS É uma entidade autárquica vinculada ao Ministério da Fazenda que funciona como órgão fiscalizador do mercado de capitais no Brasil. levando sempre em conta a convergência da Contabilidade Brasileira aos padrões internacionais. sofrer esse processo. diversas entidades o fazem). o preparo e a emissão de Pronunciamentos Técnicos sobre procedimentos de Contabilidade e a divulgação de informações dessa natureza. IFAC – (International Federation of Accountants) A IFAC (Federação Internacional de Contadores) é uma organização mundial que representa a profissão contábil. academia.

Austrália. países com captação de recursos via bancos e governo se caracterizam por forte tradição de segredo profissional e como conseqüência. Nova Zelândia. Presume-se que o que não é proibido é permitido. pouca transparência aos usuários. Canadá. EUA. há clima 23 . Nesse sentido.7. as informações requeridas por investidores (acionistas) são diferentes daquelas requeridas por credores e Governo. FASB – (Financial Accounting Standards Board) O FASB (Colegiado de Padrões de Contabilidade Financeira) é uma entidade privada cujo objetivo principal é desenvolver os princípios contábeis geralmente aceitos (GAAP) nos Estados Unidos da América. O IASB é o responsável pela revisão e publicação das IFRS (International Financial Reporting Standard) que são pronunciamentos com normas internacionais de contabilidade. onde não é necessário detalhar as regras a serem aplicadas. ou Direito Romano) e tem destacada influência nas diferenças internacionais.IASB – (International Accounting Standards Board) O IASB (Colegiado de Padrões Contábeis Internacionais) foi criado em 2001 é um órgão independente do setor privado que se destina ao estudo de padrões contábeis. Sistema legal classificado com common law é predominante em países como GrãBretanha. O FASB é responsável pela publicação dos FAS (Statements of Financial Accounting Standars) Normas de Contabilidade Financeira. Países com sólido mercado de capitais tendem a ser mais transparentes até por exigência dos investidores. Por outro lado. HARMONIZAÇÃO DE NORMAS CONTÁBEIS A estrutura legal de um país é capaz de influenciar a profissão contábil e o financial reporting que está relacionado com o usuário da informação. Essa estrutura legal pode ser classificada como common law (visão não legalística) ou code-law (visão legalística. 1. Nesses países. O Brasil é representado pelo CFC e IBRACON.

há possibilidade de maior “gerenciamento” de resultados ou flexibilidade (creative accounting). França e Japão e é requerido um elevado grau de detalhamento de regras a serem cumpridas. independentemente de sua origem e localização. são fatores que impulsionaram os órgãos reguladores e os organismos profissionais a buscar uma forma de harmonização das práticas contábeis. Este processo parte da identificação das linhas gerais no marco conceitual e na teoria geral da contabilidade destes países. dentro do processo. compreensíveis a analistas financeiros. tendo em vista ser ela a base para qualquer tomada de decisão e. 24 . Harmonização contábil é um processo onde vários países. Ênfase maior é atribuída à proteção de credores. ou 2) revelação de informações confidenciais. 2 O termo "disclosure" pode ser utilizado com dois significados: 1) dar a conhecer os riscos. em nível mundial.propício para inovações e criatividade. investidores. Isto não propicia maior flexibilidade na preparação e apresentação de demonstrações financeiras. o modelo contábil e de “disclosure”2 exerce um papel importante no fortalecimento dos mercados de capitais. os processos de privatizações. criação de “joint ventures” envolvendo empresas de diversos países. tornando-os compatíveis e respeitando as peculiaridades e características de cada região. o CFC emitiu em 10/12/2009 a Resolução nº 1. A partir da importância da disponibilização de informações contábeis transparentes e comparáveis. desconfortos e implicações econômicas de procedimentos assistenciais ou experimentais. dentro de um contexto de unicidade de mercados. incorporações e aquisições. por isso.255/09 que disciplina as Normas de Contabilidade aplicáveis à pequenas e médias empresas. que fundamentam suas normas contábeis. de comum acordo. benefícios. Importante ressaltar que a informação representa um dos bens de maior valor dentro de qualquer organização. Sistema legal classificado como code-law é predominante em países como Alemanha. A livre movimentação de capitais entre os países. a busca de recursos via mercado de capitais ou via mercado de crédito. com o objetivo de que as pessoas tomem decisões devidamente esclarecidas. Este processo considera a influência dessas normas na economia. fusões. auditores. os excedentes de poupança em nível mundial. contabilistas e demais usuários. realizam mudanças nos seus sistemas e normas contábeis. Por outro lado.

e c) fortalecer o mercado de capitais mediante implementação de normas contábeis e de auditoria internacionalmente reconhecidos. trazendo significativas mudanças para a Lei 6.404/76.000. IV).00 na data do balanço estão dispensadas da elaboração e publicação da Demonstração do Fluxo de Caixa.404/76 foram: a) criação da Demonstração dos Fluxos de Caixa substituindo a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (art.404/76 Desde o ano 2000 tramitava na Câmara dos Deputados um Anteprojeto de Lei de reforma da Lei 6. Entretanto as companhias fechadas com patrimônio líquido inferior a R$2. Lei 11. O propósito dessa alteração era a modernização e harmonização da lei societária em vigor com os princípios fundamentais e melhores práticas contábeis internacionais. ESTRUTURA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Esse capítulo aborda temas relacionados à estrutura das demonstrações financeiras de entidades empresariais atualizadas segundo as Leis 11. Segundo a CVM a reformulação foi proposta visando os seguintes aspectos: a) corrigir impropriedades e erros da lei 6. Os relatórios contábeis podem ser classificados em obrigatórios e gerenciais.638/07. As demonstrações contábeis são conseqüentes da escrituração contábil.638/07 Em 28 de dezembro de 2007 foi sancionada a Lei 11.8. Lei 6.404/76.1. 25 . devendo nela estar respaldadas.941/09.404/76 elaborado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).638/07 e 11. b) adaptar a lei às mudanças sociais e econômicas decorrentes da evolução do mercado. visando a inserção do Brasil no atual contexto da globalização econômica.000. 176. As principais alterações à Lei 6.

3º). IV). operacionais e aos gastos de reestruturação (art. aos patamares mais altos de regulação contábil internacional. passivo circulante e passivo não circulante. com contrapartida da dívida no Passivo Exigível (art. quem sabe até colaborando para o aperfeiçoamento das normas emanadas pelo IASB (International Accounting Standars Board). Às sociedades de grande porte ainda que não constituídas sob a forma de sociedades por ações. d) e) f) g) h) Classificação no Imobilizado. ativo total superior a R$300 milhões ou receita bruta anual superior a R$240 milhões (artigo 3º. IV). 179.b) c) Criação da Demonstração do Valor Adicionado. 179. mantendo somente a conta “Prejuízos Acumulados” (art. desdobrado do subgrupo capital aberto (art. aplicam-se as disposições da Lei 6. irão levar o Brasil. IV). juntamente com o poder regulatório da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e dos estudos e normas emanados pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). 176. As principais alterações implantadas pela Lei 11. 178. no que tange a escrituração e a elaboração das demonstrações financeiras (art.941/09 foram: a) Nova classificação das contas do Ativo e do Passivo (art. Imobilizado (art. Ficado assim separados os bens materiais (tangíveis) dos bens imateriais (intangíveis). ativo não circulante. dos bens adquiridos pelas empresas através de Extinção da possibilidade de reavaliação dos bens do Ativo Imobilizado.941/09 Em 27 de maio de 2009 foi aprovada a Lei Federal 11.404/76 no que diz respeito a estruturação das demonstrações contábeis. 179 IV). A atualização da Lei das Sociedades por Ações. O uso do subgrupo Diferido fica restrito ao registro das despesas préEliminação da conta “Lucros ou Prejuízos Acumulados” no Patrimônio Líquido. §2º. Dessa 26 . em complemento a Lei 11. no exercício anterior. § único).638/07 e com novas alterações a Lei 6. aos poucos. d. 178 da Lei das S/A) em ativo circulante. Lei 11. Criação da figura das Sociedades de Grande Porte – sociedades ou conjunto de arrendamento mercantil. obrigatória para as empresas de Criação de subgrupo Intangível no Permanente.941/09.404/76 que está sendo alterada pela referida lei. eliminando assim a conta “Reservas de Reavaliação” (artigo 6º).) sociedades sob o controle comum que tiverem.

de 15-12-76). que já tinha sido restringido pela lei 11. b) Extinção do subgrupo Ativo Diferido. obrigatoriamente ao final de cada exercício. a Diretoria fará elaborar. A Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6. conforme Comunicado Técnico – CT 01 do Conselho Federal de Contabilidade. e) Estabeleceu em número maior de notas explicativas a fim de fornecer maiores informações aos usuários das Demonstrações Contábeis. com base na escrituração mercantil da companhia: 1 – Balanço Patrimonial.941/09 devem ser observadas pelas empresas obrigadas a obedecer a Lei das S/A. nas entidades em fase pré-operacional.941/09 trouxe outras várias alterações. aplicável extensivamente às demais sociedades. Com isso. ser registrados em contas de resultado. 27 . compreendendo não só as sociedades por ações. d) Fim da segregação das receitas e despesas em operacionais e não operacionais. foi extinto o grupo Ativo Permanente e foi criado o grupo Ativo Não Circulante. fazendo com que as sociedades tenham que evidenciar as informações utilizadas para elaboração das Demonstrações Contábeis. imobilizado e intangível. c) Extinção do grupo Resultados de Exercícios Futuros (art. As definições da Lei 11. 299-A da Lei das S/A).941 de 27 de maio de 2009. 2 – Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados.404-76. em contas representativas de receitas e despesas diferidas.638/07 (art.638 de 28 de dezembro de 2007 e 11. inclusive inovações tributárias necessárias à harmonização das normas internacionais de contabilidade. estabelece que. É importante ressaltar que a Lei 11. investimentos. As receitas e despesas classificadas anteriormente como não operacionais devem ser denominadas de Outras Receitas e Outras Despesas. alterada pelas Leis 11. composto pelo ativo realizável a longo prazo. como despesas do período. mas que não serão aqui comentadas por não ser objeto desse estudo. Os gastos pré-operacionais devem. os saldos dessa conta devem ser reclassificados para o grupo do passivo não circulante.forma. 4 – Demonstração dos Fluxos de Caixa. mas também as demais empresas inclusive as constituídas sob forma de limitadas.638/07 e da Lei 11. 3 – Demonstração do Resultado do Exercício. 299-B da Lei das S/A). e 5 – Notas Explicativas.

28 . quantitativa e qualitativamente.404/76. determina que o Balanço Patrimonial – que é um dos principais relatórios contábeis – tenha a seguinte estrutura: ATIVO ATIVO CIRCULANTE ATIVO NÃO CIRCULANTE ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO INVESTIMENTOS IMOBILIZADO ( . o patrimônio e a composição do patrimônio líquido da entidade.) PREJUÍZOS ACUMULADOS O balanço patrimonial é a demonstração contábil destinada a evidenciar. Conforme determina o artigo 178 da Lei nº 6. numa determinada data.No caso de companhias de capital aberto. A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) diz que.638/07 determina a elaboração da Demonstração do Valor Adicionado. 178. e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia”.404-76.40476 e segundo os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade. a) Balanço Patrimonial A Lei 6. além dessas demonstrações. as empresas de capital aberto devem elaborar a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. art. as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem.) AÇÕES EM TESOURARIA ( . “No balanço. a Lei 11.) DEPRECIAÇÕES ACUMULADAS INTANGÍVEL PASSIVO PASSIVO CIRCULANTE PASSIVO NÃO CIRCULANTE PATRIMÔNIO LÍQUIDO CAPITAL SOCIAL RESERVAS DE CAPITAL AJUSTES DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL RESERVAS DE LUCROS ( . § 1º e § 2º. Essa demonstração deve ser estruturada de acordo com os preceitos da Lei nº 6.

inclusive o fundo de comércio adquirido. Bens tangíveis são aqueles que têm corpo físico. assim como os derivados de vendas. tais como: patentes.São os recursos financeiros que se encontram à disposição imediata da entidade. e. Bens intangíveis são aqueles cujo valor reside não em qualquer propriedade física. que. §1º. direitos autorais.A Lei das SA’s estabelece. etc. benfeitorias em propriedades arrendadas. IMOBILIZADO – São os bens e direitos. que não constituíram negócios usuais na exploração do objeto da companhia. os depósitos bancários à vista e os títulos de liquidez imediata. tais como terrenos. dentro desse conceito. acionistas ou participantes no lucro. as contas de disponibilidades são as primeiras a serem apresentadas no balanço. Seguem-se os direitos realizáveis no curso do exercício social subseqüente e aplicações de recursos em despesa do exercício seguinte.Serão classificadas contas da mesma natureza das do ativo circulante. as contas serão dispostas em ordem decrescente de liquidez. tangíveis e intangíveis. porém realizáveis após o término do exercício seguinte. ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO . INVESTIMENTOS – São as participações permanentes em outras sociedades e os bens e direitos que não se destinem à manutenção das atividades da companhia ou empresa. compreendendo os meios de pagamento em moeda e em outras espécies. marcas. etc. dentro do ativo circulante. utilizados na consecução das atividades-fim da entidade. a descrição de cada grupo: ATIVO CIRCULANTE . no ativo. mas nos direitos de propriedade legalmente conferidos aos seus possuidores. veículos. em seu artigo 178. direitos sobre recursos naturais. A seguir. 29 . adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas. INTANGÍVEL – São os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade. máquinas. diretores.

As ações em tesouraria deverão ser destacadas no balanço como dedução da conta do patrimônio líquido que registrar a origem dos recursos aplicados na sua aquisição. inciso I do caput do art. se este for superior a esse prazo. RESERVAS DE LUCROS . ou de acordo com o ciclo operacional da empresa. AÇÕES EM TESOURARIA . 30 .PASSIVO CIRCULANTE . Desta forma.São as obrigações conhecidas e os encargos estimados da empresa cuja liquidação se espera que ocorra dentro do exercício social seguinte. em decorrência da sua avaliação a preço de mercado.O patrimônio líquido representa os recursos próprios da entidade.Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial. Será ainda registrado como reserva de capital o resultado da correção monetária do capital realizado. PASSIVO NÃO CIRCULANTE . o valor do patrimônio líquido pode ser positivo. 183 e § 3o do art. negativo ou nulo. estes apresentados como parcela redutora do Patrimônio Líquido.Serão classificadas como reservas de lucros as contas constituídas pela apropriação de lucros da companhia. ou após o exercício social seguinte. RESERVAS DE CAPITAL – Contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar a importância destinada à formação do capital social. 177. O patrimônio líquido é dividido em: CAPITAL – São os investimentos efetuados na empresa pelos proprietários e os decorrentes de incorporação de reservas e lucros. e seu valor é a diferença entre o valor do Ativo e o valor do Passivo (Ativo Passivo).São as obrigações conhecidas e os encargos estimados da empresa cuja liquidação deverá ocorrer em prazo superior a seu ciclo operacional. AJUSTES DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL . 226 desta Lei) e do passivo. inclusive nos casos de conversão em ações de debêntures ou partes beneficiárias e o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição. PREJUÍZOS ACUMULADOS – Representam o saldo remanescente dos prejuízos líquidos. enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência. PATRIMÔNIO LÍQUIDO . as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuído a elementos do ativo (§ 5o do art. enquanto não-capitalizado.

A demonstração do resultado. evidenciará a formação dos 31 . A DLPA apresentará a seguinte estrutura: Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados Em 31-12-X0 (Em R$) Saldo Inicial Ajustes de Exercícios Anteriores Efeitos da Mudança de Critério Contábil Retificação de Erro de Exercícios Anteriores Parcela de Lucros Incorporados ao Capital Reversão de Reservas De Contingências De Lucros a Realizar Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício Proposta da Administração de Destinação do Lucro Líquido do Exercício Reserva Legal Reserva Estatutária Dividendos a Distribuir ou Lucros a Destinar ou Proposta de Absorção do Prejuízo Líquido do Exercício Saldo Final de Lucros (Prejuízos) Acumulados Montante do Dividendo por Ação do Capital Social c) Demonstração do Resultado do Exercício A demonstração do resultado é a demonstração contábil destinada a evidenciar a composição do resultado formado num determinado período de operações da entidade. ou da retificação de erro imputável a determinado exercício anterior. b) Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados discriminará o saldo do início do período.No caso de o Patrimônio Líquido ser negativo. os dividendos. Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil. se elaborada e publicada pela companhia. observado o princípio da competência. A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio líquido. as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício. e seu valor final denominado de Passivo a Descoberto. a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo ao fim do período. os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo inicial. as transferências para reservas. será demonstrado após o Ativo. e que não possam ser atribuídos a fatos subseqüentes.

32 . com exceção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). A receita bruta deve ser registrada pelos valores totais. e outras despesas operacionais. A seguir. para se chegar ao lucro operacional. abrangem também as despesas líquidas para financiar suas operações. que serão tratadas como contas redutoras das vendas.A apuração do custo dos produtos vendidos está diretamente relacionada aos estoques da empresa. pois representa a baixa efetuada nas contas dos estoques por vendas realizadas no período. Estes impostos. serão deduzidas as despesas com as vendas. b) Abatimentos e descontos sobre vendas e serviços são aqueles concedidos incondicionalmente. DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA . determina que a demonstração do resultado do exercício deverá discriminar a receita bruta de vendas e serviços. incluindo os impostos sobre ela incidentes. Correspondem à anulação de valores registrados como receitas brutas de vendas e serviços. 187 da Lei nº 6. deduzidas das receitas. 187. mediante confronto entre as receitas e os correspondentes custos e despesas. abatimentos e impostos incidentes sobre vendas. em seu art. bem como as devoluções e os abatimentos. DESPESAS/RECEITAS OPERACIONAIS – São as despesas pagas ou incorridas para vender produtos e administrar a empresa. a) Vendas Canceladas é conta devedora que deve incluir todas as devoluções de vendas. bem como a receita líquida das vendas e serviços. c) Impostos incidentes sobre vendas devem ser deduzidos da receita bruta de vendas. incluindo o valor dos impostos. As vendas deverão ser contabilizadas pelo valor bruto.vários níveis de resultados. CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS . os resultados líquidos das atividades acessórias da empresa são também considerados operacionais.São representadas pelas contas de vendas canceladas. e dentro do conceito da Lei nº 6. as deduções das vendas. as despesas financeiras. deverão ser contabilizados em contas individualizadas. os abatimentos e os impostos.A Lei nº 6. as despesas gerais e administrativas. a descrição de cada elemento: RECEITA BRUTA DE VENDAS E SERVIÇOS .404-76.404-76 estabelece que.404-76. O art.

o fluxo de caixa é o instrumento de programação financeira. Receitas de Venda de Mercadorias 2. Sinteticamente. O fluxo de caixa consiste na representação dinâmica da situação financeira de uma empresa.) Despesas Operacionais Despesas com Vendas Despesas Administrativas Despesas Financeiras deduzidas das Receitas Financeiras 7.) Participações e Contribuições 12 ( = ) Lucro/Prejuízo Líquido do Exercício d) Demonstração dos Fluxos de Caixa Denomina-se fluxo de caixa de uma organização ao conjunto de ingressos e desembolsos de numerário ao longo de um período determinado. ( = ) Resultado Operacional 9. ( .) Deduções da Receita Bruta Vendas Canceladas Abatimentos e Descontos Impostos sobre Vendas 3. considerando todas as fontes de recursos e todas as aplicações em itens do ativo. 33 . Dessa forma. antes de qualquer participação. ( . coordenar. ( + / . ( .) Custo das Mercadorias Vendidas 5. O Demonstrativo do Resultado do Exercício apresentará a seguinte estrutura: 1. organizar. dirigir e controlar os recursos financeiros da empresa. que corresponde às estimativas de entradas e saídas de caixa em certo período de tempo. administradores e partes beneficiárias serão determinadas. Esse instrumento possibilita: planejar. O artigo 190 da Lei nº 6. os prejuízos acumulados e a provisão para o Imposto de Renda. com base nos lucros que remanescerem depois de deduzida a participação anteriormente calculada.) Outras receitas e outras despesas 10 ( = ) Resultado antes das Provisões Tributárias 11.O artigo 189 da Lei nº 6. ( = ) Receita Líquida 4. ( . ( = ) Lucro Bruto 6.PARTICIPAÇÕES EM RESULTADO .404-76 estabelece que do resultado do exercício serão deduzidos.404-76 dispõe que as participações estatutárias de empregados. sucessivamente e nessa ordem.

dentro das disponibilidades. No método indireto. sendo. no grupo do ativo circulante. portanto. a seguir. ou seja. A otimização dos fluxos de caixa reduz. A DFC pode ser apresentada de duas formas: a) Método Direto e b) Método Indireto. As operações para produzir e comercializar os produtos/serviços exigem recursos. a necessidade de capital de giro. automaticamente. modelo de ambos os métodos de acordo com o CPC 03 e Resolução CFC 1. A Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) é um relatório que complementa as análises obtidas a partir do Balanço Patrimonial e da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). Apresenta-se. O fluxo financeiro ou fluxo de caixa de uma empresa é a movimentação da geração operacional de caixa. O método direto é a forma de apresentação da DFC que resgata exatamente os valores movimentados no controle do caixa.O objetivo do fluxo de caixa é dar uma visão das atividades desenvolvidas. acrescido das movimentações financeiras de investimento e financiamento.296/10: 34 . parte-se do lucro líquido o exercício (apresentado na DRE) e a ele são feitas adições e exclusões. A diferença entre os valores recebidos pelas vendas dos produtos/serviços e os valores pagos pelos recursos utilizados forma a geração operacional de caixa de uma empresa. Esses recursos exigem contrapartidas financeiras. bem como as operações financeiras que são realizadas diariamente. pagamentos em dinheiro. interesse da empresa buscar essa otimização. e que representam o grau de liquidez da empresa.

SALDO DO PERÍODO (I + II + III) V . SAIDAS Compras a vista Pagamentos a fornecedores Pagamento de tributos Pagamentos de salários e encargos Pagamentos de despesas (exceto financeiras) Outros SALDO DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS (1-2) II – ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS 3.SALDO INICIAL DO DISPONÍVEL VI – SALDO FINAL DO DISPONÍVEL (IV + V) 35 . ENTRADAS Emissão de ações Integralização de capital Novos empréstimos 6.ATIVIDADES OPERACIONAIS MÉTODO INDIRETO 1.) Aumentos no ativo circulante ( .SALDO INICIAL DO DISPONÍVEL VI – SALDO FINAL DO DISPONÍVEL (IV + V) I .ATIVIDADES OPERACIONAIS Lucro Líquido do Exercício Ajustes ( + ) Depreciações ( + / .SALDO DO PERÍODO (I + II + III) V . ENTRADAS Vendas a vista Recebimento de clientes Outros 2. SAÍDAS Investimentos no Realizável a Longo Prazo Investimentos no ativo investimentos Investimentos no ativo imobilizado Investimentos no ativo intangível Concessão de empréstimos Outros SALDO DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS (3-4) III – ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO 5.) Ganhos/Perdas de capital ( + / .MÉTODO DIRETO I .) Outros ajustes Variações nos ativos e passivos circulantes ( + ) Aumentos no passivo circulante ( + ) Reduções no ativo circulante ( . SAÍDAS Amortização de empréstimos Despesas financeiras Distribuição de resultados SALDO DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO (5-6) IV .) Equivalência Patrimonial ( + / .) Reduções no passivo circulante FLUXO DE CAIXA LÍQUIDO DAS OPERAÇÕES II – ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS Venda de ativo investimentos Venda de ativo imobilizado Venda de ativo intangível Recebimento de principal de empréstimos Investimentos no Realizável a Longo Prazo Investimentos no ativo investimentos Investimentos no ativo imobilizado Investimentos no ativo intangível Concessão de empréstimos Outros FLUXO DE CAIXA LÍQUIDO DE INVESTIMENTOS III – ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Emissão de ações Integralização de capital Novos empréstimos Amortização de empréstimos Distribuição de resultados FLUXO DE CAIXA LÍQUIDO DE FINANCIAMENTO IV . ENTRADAS Venda de ativo investimentos Venda de ativo imobilizado Venda de ativo intangível Recebimento de principal de empréstimos Receitas financeiras Outros 4.

amortização e exaustão. e dos ajustes para atender a perdas prováveis na realização de elementos do ativo. b) os investimentos em outras sociedades. f) o número. especialmente estoques. Devem. as garantias prestadas a terceiros e outras responsabilidades eventuais ou contingentes. e i) os eventos subseqüentes à data de encerramento do exercício que tenham. ainda. de constituição de provisões para encargos ou riscos. As notas explicativas devem: I . g) as opções de compra de ações outorgadas e exercidas no exercício.indicar: a) os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais. divulgar as informações exigidas pelas práticas contábeis adotadas no Brasil que não estejam apresentadas em nenhuma outra parte das demonstrações financeiras e fornecer informações adicionais não indicadas nas próprias demonstrações financeiras e consideradas necessárias para uma apresentação adequada.apresentar informações sobre a base de preparação das demonstrações financeiras e das práticas contábeis específicas selecionadas e aplicadas para negócios e eventos significativos. espécies e classes das ações do capital social. h) os ajustes de exercícios anteriores. dos cálculos de depreciação. 36 . e IV .divulgar as informações exigidas pelas práticas contábeis adotadas no Brasil que não estejam apresentadas em nenhuma outra parte das demonstrações financeiras. ou possam vir a ter.fornecer informações adicionais não indicadas nas próprias demonstrações financeiras e consideradas necessárias para uma apresentação adequada. quando relevantes c) o aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas avaliações d) os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo. II . III . e) a taxa de juros. as datas de vencimento e as garantias das obrigações a longo prazo. efeito relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros da companhia.e) Notas Explicativas Complementam as demonstrações financeiras e devem apresentar informações sobre a base de preparação das demonstrações financeiras e das práticas contábeis específicas selecionadas e aplicadas para negócios e eventos significativos.

A DMPL apresentará a seguinte estrutura: 37 . para as companhias abertas.404-76. 186. mediante a Instrução CVM nº 059-86. a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza. num determinado período de tempo. tornou esta demonstração e sua publicação de caráter obrigatório. produtos e serviços ( . A referida demonstração está prevista no art.) outros custos distribuição aos acionistas VALOR ADICIONADO GERADO VALOR ADICIONADO DISTRIBUÍDO distribuição ao governo distribuição pela remuneração do capital de terceiros R$ % DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO distribuição para colaboradores R$ % g) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido A demonstração das mutações do patrimônio líquido é aquela destinada a evidenciar as mudanças. em natureza e valor. da Lei nº 6. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM).f) Demonstração do Valor Adicionado Demonstra o valor da riqueza gerada pela companhia. financiadores. § 2º. tais como empregados. havidas no patrimônio líquido da entidade. bem como a parcela da riqueza não distribuída. em substituição à demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados. GERAÇÃO DO VALOR ADICIONADO receita de venda de mercadorias. acionistas.) custos para obtenção de receita de vendas outras receitas ( . governo e outros.

como relatório gerencial. existe o Balancete de Verificação. A elaboração do Balancete de Verificação está disciplinada na Norma Brasileira de Contabilidade Técnica (NBC T) 2. o Balancete de Verificação deverá ser elaborado. mensalmente. 38 . Segundo o Conselho Federal de Contabilidade. citados anteriormente.Além dos relatórios contábeis obrigatórios.7. no mínimo.

No meio empresarial o caixa é o ativo mais líquido disponível na empresa. A administração de caixa visa manter uma liquidez imediata necessária para suportar as atividades da empresa. O termo caixa se refere aos ativos de liquidez imediata. GESTÃO DO CAIXA O caixa representa o objetivo final dos investidores ao optarem por uma alternativa de alocação de recursos. 39 . Gerencialmente. d) Provisões de qualquer tipo (impostos. c) Valores ativados (reconhecimento de amortização e depreciação). suspensão de entregas de materiais e mercadorias. A insuficiência de caixa pode determinar cortes nos créditos. é indispensável ainda em todo o processo de tomada de decisões financeiras. nos bancos e no mercado financeiro de curtíssimo prazo. f) Impostos sobre a nota fiscal emitida.1. contingências). b) Não pontualidade de recebimento e não recebimento como perda. e) Receitas reconhecidas e não recebidas. Diferenciação entre Lucro e Caixa O caixa de uma empresa gera lucro à medida que sua disponibilidade para aplicação permite o recebimento de juros. Da mesma forma. recursos monetários armazenados pela empresa e saldos em contas correntes bancárias.9. representa valores que podem ser usados a qualquer momento para pagamentos de diversas naturezas. Fluxo de Caixa O fluxo de caixa é um instrumento que possibilita o planejamento e o controle dos recursos financeiros de uma empresa. tornando o resultado menor. encontrado em espécie na mesma. O fluxo de caixa é de fundamental importância para as empresas. ou seja. levando em conta seu fluxo de recebimento e pagamentos. As possíveis diferenças entre o caixa e o lucro são: a) Capital de giro (prazo de pagamentos e recebimentos). constituindo-se numa indispensável sinalização dos rumos financeiros do negócio. a ausência de caixa impacta o resultado à medida que se pagam os encargos cobrados pelos recursos de terceiros. e ser causa de uma séria descontinuidade das suas atividades.

Fluxo de Caixa de Tesouraria É elaborado pelo tesoureiro da empresa. Sua preocupação maior reside na sobra ou valor líquido entre entradas e saídas. semestral. em dinheiro. 40 . disponível em termos de informações previstas e realizadas com base nas entradas de cobranças ou vendas a vista e em compromissos a cumprir. c) A liquidez. O fluxo de caixa pode ser identificado em duas modalidades: Fluxo de Caixa de Tesouraria e Fluxo de Caixa Contábil. anual. etc. podem permitir que investidores. d) A taxa de conversão de lucro em caixa.O fluxo de caixa de uma empresa deve conter detalhamentos que permitem a adequada análise das informações contidas. Seu nível de precisão está ligado ao horizonte de repetitividade da avaliação dos resultados (mensal. de uma empresa durante um determinado período de tempo. solvência e flexibilidade financeira da empresa. para que tenha utilidade prática e possibilite identificar. credores e demais usuários avaliem: a) A capacidade da empresa em gerar futuros fluxos líquidos positivos de caixa. Dessa maneira seu nível de precisão é diário e sua projeção tem por objetivo dispor dos valores de entradas e saídas que possam ser acompanhado diariamente quando obtido e realizado. O objetivo da demonstração dos fluxos de caixa é prover informações relevantes sobre os pagamentos e recebimentos. Dessa maneira. até o número da fatura a ser paga. Fluxo de Caixa Contábil É elaborado a partir das demonstrações contábeis (BP e DRE). principalmente quando analisadas em conjunto com as demais demonstrações financeiras. deduzidos e ajustados os valores que não representam efetiva entrada e saída de caixa. Tem um nível de detalhamento alto. feitas as movimentações entre contas.) em função dos balanços. pois um fluxo de caixa mal estruturado leva a empresa a não decidir adequadamente sobre sua liquidez. por exemplo. Essas informações. b) A capacidade da empresa em honrar seus compromissos. são obtidas informações referentes a geração de liquidez. pagar dividendos e retornar empréstimos obtidos.

• clientes por venda à prazo. • outros recebimentos (que não de origem de transações definidas como atividades de investimentos ou financiamento) Pagamentos Operacionais: • fornecedores de matéria-prima. As atividades da empresa para fins de estruturação da demonstração de Fluxos de Caixa classificam-se em: • • • Atividades Operacionais. g) O efeito sobre a posição financeira da empresa.e) A performance operacional de diferentes empresas. • clientes – adiantamento. Atividades de Investimento. Recebimento Operacional: • clientes por venda à vista. • juros de empréstimos concedidos. f) O grau de precisão das estimativas passadas de futuros de caixa. por eliminar os distintos tratamentos contábeis para as mesmas transações e eventos. das transações de investimento e financiamento. Atividades de Financiamento. Atividades Operacionais As atividades operacionais geralmente envolvem a produção e a entrega dos bens e da prestação de serviços. Para o autor o detalhamento desse grupo se adapta a cada tipo de empresa. 41 . para a correta demonstração dos principais pagamentos e recebimentos operacionais. • dividendos recebidos. etc. • rendimentos de aplicações financeiras. Movimentações de Caixas por Atividade O formato adotado nas Demonstrações dos Fluxos de Caixa é o de classificação das movimentações de caixa por grupo de atividade. Em outras palavras corresponde às contas da demonstração de resultado.

utensílios e instalações. móveis. tributos. equipamentos de processamento de dados. mas também inclui os recursos de terceiros e os recursos próprios recebidos. ferramentas e equipamentos. participações em controladas e coligadas. participações em outras empresas.) dividendos pagos. máquinas. outros.• • • • • • • fornecedores de mercadorias. salário e encargos. empréstimos concedidos. Atividades de Investimento As atividades de investimento correspondem normalmente ao aumento e diminuição dos ativos de longo prazo que a empresa utiliza para produzir bens e serviços. softwares e aplicativos de informática. recursos próprios ( . 42 . obras civis. Atividades de Financiamento Na Demonstração dos Fluxos de Caixa o conceito de financiamento é mais abrangente do que o mercado está acostumado a utilizar. encargos financeiros (financiamentos comerciais e bancários obtidos). adiantamento de fornecedores. • • • • • • • • • • • aplicações financeiras (com prazo maior que três meses). utilidades e serviços. financiamentos (leasing). terrenos. veículos em uso. Este conceito é mais abrangente e não significa somente uma aquisição de bens financiados. • • • empréstimos bancários.

concessionários e similares. como se faz com a administração do caixa pessoal. É bastante simples de ser entendido pelo usuário. • Outros pagamentos da operação. propaganda. 43 . como o recebimento pelas vendas de produtos e serviços e os pagamentos a fornecedores e empregados. • Pagamentos a empregados e a fornecedores de produtos e serviços. Ao utilizarem o método direto. pois as movimentações de dinheiro seguem uma ordem direta. Já pelo método indireto a demonstração é elaborada utilizando-se os dados do balanço patrimonial e da demonstração de resultado do exercício. publicidade e similares. • Recebimento de juros e dividendos. • Outros recebimentos das operações se houver. Método Direto O método direto explicita as entradas e saídas brutas de dinheiro dos principais componentes das atividades operacionais. Pelo método direto a demonstração é elaborada fazendo os lançamentos de cada transação financeira diretamente em uma planilha eletrônica própria ou extraindo os dados do sistema contábil.Métodos A demonstração dos fluxos de caixa pode ser elaborada pelo método direto ou indireto. O saldo final expressa o volume líquido de caixa provido ou consumido pelas operações durante um determinado período. • Juros pagos. • Impostos. incluindo recebimento de arrendatários. incluindo segurança. no mínimo nas seguintes classes: • Recebimento de clientes. as empresas devem detalhar os fluxos das operações.

1.2.2 INVESTIMENTOS 1.04 Veículos 1.Método Indireto O método indireto faz conciliação entre o lucro líquido e o caixa gerado pelas operações.1. Classificação dos Fluxos de Caixa Elenco de Contas – ATIVO É possível a utilização da planilha a seguir para a associação das contas do Ativo: ELENCO DE CONTAS CONFORME LEI 11.2. por isso é também chamado de método de reconciliação.01 Mercadorias 1.4.5 Estoques 1. estoques e fornecedores).05 Móveis 1. A principal utilidade desse método é mostrar as origens ou aplicações de caixas decorrentes das alterações temporárias de prazos nas contas relacionadas com o ciclo operacional do negócio (normalmente clientes.3.01 Clientes 1.2.01 Empréstimos a Coligadas 1.2 Banco C/ Movimento 1.2.4.2.2.99 (-) Amortização Acumulada Disponibilidades Disponibilidades Operacional Operacional Operacional Operacional Operacional Investimentos Investimentos Investimentos Investimentos Investimentos Investimentos Investimentos Investimentos Investimentos não afeta o caixa Investimentos Investimentos Investimentos não afeta o caixa 44 .4.4 Contas a Receber 1.01 Participações Societárias 1.02 Outras Contas a Receber 1.2 ATIVO NÃO CIRCULANTE 1. Outra vantagem é permitir que o usuário avalie quanto de lucro está se transformando em caixa em cada período.02 Outras Contas a Receber LP 1.1.3.3.2.1.1 REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 1.2.3.03 Ágio na Aquisição de Ações 1.4 INTANGÍVEL 1.1.4.4.2.1.2.4.5.2.01 Marcas 1.02 Construções e Benfeitorias 1.2.3.3 IMOBILIZADO 1.01 Terrenos 1.1 Caixa 1.1 ATIVO CIRCULANTE 1.3.03 Máquinas e Ferramentas 1.2.1.2.1.2.03 Aplicações Financeiras LP 1.1.2.2.02 Softwares 1.941/09 ESTRUTRA MODELO ATIVO 1 ATIVO 1.98 (-) Depreciação Acumulada 1.1.2.2.

1.2 Reservas 2.3.1 PASSIVO CIRCULANTE 2.1.1.1 Empréstimos Bancários LP 2.3.01 Reservas de Capital 2.2 PASSIVO NÃO CIRCULANTE 2.1.Elenco de Contas PASSIVO No passivo. pode-se utilizar da planilha a seguir para associação das contas: ELENCO DE CONTAS CONFORME LEI 11.941/09 ESTRUTRA MODELO PASSIVO 2 PASSIVO 2.5 Empréstimos Bancários 2.3 Prejuízos cumulados operacional operacional operacional operacional financiamentos financiamentos não afeta o caixa financiamentos não afeta o caixa não afeta o caixa não afeta o caixa não afeta o caixa 45 .2.2 Resultados de Exercícios Futuros 2. PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2.4 Salários e Encargos Sociais 2.1.2 Contas a Pagar 2.3.1 Capital Social 2.3.3.2.1 Impostos e Contribuições a Recolher 2.02 Reservas de Lucros 2.2.2.3 Fornecedores 2.3.

00 16.) Impostos sobre vendas 3.00) 34.817.621.000.000.00 20.200. ( .00) 8.747. Receita por Serviços Prestados 2.00 2008 (em R$) 5.) Depreciação TOTAL DO ATIVO PASSIVO CIRCULANTE Fornecedores Obrigações Fiscais Contas a Pagar Empréstimos e Financiamentos PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social Reserva de Lucros TOTAL DO PASSIVO 2009 (em R$) 17.480.00 1.640.00 (2.00) 11.00 490.00 Demonstração do Resultado do Exercício 1.067.00 Variação (em R$) 12.500.790.00 2.00 13.300.250.00) (1.930.00 9.00 23.077.00 290.) Custo dos Serviços Prestados 5.860.930.880.00 (2.080.00) (1.00 1.00) 3.00 (4. ( = ) Lucro Líquido do Exercício Exercício Social 2009 23.050.817.547.077.00 3.000.00) (150.450.00 10.850.460.00) 880.00 3.930.610.00 (210.00 (2.070.) Despesas Administrativas 8.00 10. ( .627.700.00 1.780.340.00 (4.) Despesas Financeiras 9.00) 21.00 14.00 19.080.00 490.00 (160.00 9.00 1.500.00 (3.359.720.747.00 2.080.250.00) 14.00 9.00 3.800.00 1.080.00 1.00 3.110.Exemplo: Balanço Patrimonial ATIVO CIRCULANTE Caixa Bancos Aplicações Clientes Estoques ATIVO NÃO CIRCULANTE Investimentos a LP Máquinas e Equipamentos Móveis e Utensílios Veículos ( .000.627.070.00) 20.00 9. ( = ) Lucro Bruto 6.00 9.980.730.00) (300.500. ( .070.00 11.220.00 (2. ( .00) (200.00 (5.00) 10.930.000.00 4.00 (1.00 2.00 Exercício Social 2008 17.00 10.00 1.00 10.00 210.00) 17.00) 7.00 150.00 2.00 1.00 34.000.930.000.00 (7.00 9.00 3.480.00 450.547.00 1.080.000. ( = ) Receita Operacional 4.00 46 .280. ( .730.500.927.00) 15.) Despesas Comerciais 7.00 6.080.

00) 880.00) 160.00 (1.00) 490.070.00) (150.080.500.00 (1.00 490.00 13.00 47 .500.930.330.080.Demonstração dos Fluxos de Caixa 2009 Método Indireto (em R$) Atividades Operacionais Lucro Líquido do Período Ajustes por: Depreciação Resultado Líquido Ajustado Aumento em Clientes Redução em Estoques Redução em Fornecedores Redução em Obrigações Fiscais Aumento em Contas a Pagar Caixa Líquido Gerado nas Atividades Operacionais Atividades de Investimento Aplicações a LP Caixa Líquido Consumido nas Atividades de Investimento Atividades de Financiamento Empréstimos e Financiamentos Caixa Líquido Consumido nas Atividades de Financiamento Variação de Caixa e Equivalente de Caixa Variação de Caixa e Equivalente de Caixa Saldo de Caixa + Equivalente de Caixa em 2008 Saldo de Caixa + Equivalente de Caixa em 2009 10.090.00 11.00 3.00 (1.300.250.00 11.00) (1.00 14.00 12.570.640.00 2.

000.00. apresentava a seguinte situação patrimonial: CONTAS CONTÁBEIS SALDOS EM 31/12/2000x1 caixa 2. 2.00 Banco do Brasil S/A conta CDB .000.Exercício Resolvido: No exercício social de 2000x1 a MODELO LTDA.000.000.00 publicidades 1.000.000.00 disponibilizados na conta corrente do Banco do Brasil S/A.000.00 participações societárias 20. Sobre o valor da venda incidiram R$ 11.00.00 impostos sobre vendas 5.000.000.000. utilização de R$ 15.500.00 clientes 10.00 vendas a prazo 30.000.00 Reservas de Lucros 6.000.00 marcas 10.00 BRDE conta empréstimo a pagar 10.00 máquinas e equipamentos 15.000.000.000.000. Compra a vista com pagamento em espécie de material de expediente para uso imediato no valor de R$500.00 juros ativos 2.000.00 Banco do Brasil S/A conta corrente 3.000.000. Venda de 80% das mercadorias em estoque pelo valor bruto de R$ 80.000.00 mercadorias estoques 15. 48 .00 fornecedores 15. Venda das participações societárias temporárias pelo valor de R$ 4.00 despesas com depreciação 2. 50% da venda foi realizada a vista e recebida em espécie e 50% a prazo para recebimento no exercício social de 2000x3.00 material de expediente 1.000.00.000. Aumento de capital social com a seguinte constituição: integralização pelo quotista A de R$ 5.00 BNDES conta financiamento a pagar LP 30.00 terrenos 20.000.00 No exercício social de 2000x2 ocorreram os seguintes fatos contábeis: 1.000.00 participações societárias temporárias 4.000.000.000. Recebimentos de clientes em espécie no valor de R$ 10.00 impostos a pagar 4.00 CMV 12. integralização pelo quotista B de R$ 5. 3.00 juros passivos 1.500.00.000.00 em veículos.60 dias 5.00 Banco do Brasil S/A aplicações financeiras LP 10.000. 6.000.00 em espécie.00 de impostos. 5.800.00 depreciações acumuladas 4. Contabilização das depreciações no valor de R$ 2.00 do saldo da conta Reserva de Lucros. 4.00 Capital Social 35.000.

00 40. Contabilização dos juros pró rata (até 31/12/2000x2) da aplicação financeira em CDB 60 dias junto ao Banco do Brasil S/A no valor de R$ 500. Contabilização da participação societária pelo método da equivalência patrimonial.00 0.000.00 40.000.00 3.00 60.000.00 6.00 5.00 25.000.000.00 30.00 3.300.500. 9.000.00 11.00 20.00 3.00 1.000. era a seguinte: CONTAS CONTÁBEIS caixa Banco do Brasil S/A conta corrente clientes Banco do Brasil S/A conta CDB .800.00 15. Valor da participação societária: R$ 25.7.000.00 0. 8.000.000.00 11.00 1.000.000.000.000.00 10.500.00.00 5.00. a situação patrimonial da empresa MODELO LTDA.00 40.00 0.00.00 2.000.00 5.000.00.60 dias mercadorias estoques participações societárias temporárias Banco do Brasil S/A aplicações financeiras LP participações societárias terrenos máquinas e equipamentos depreciações acumuladas marcas fornecedores impostos a pagar BRDE conta empréstimo a pagar BNDES conta financiamento a pagar LP Capital Social Reservas de Lucros vendas a prazo vendas a vista impostos sobre vendas CMV publicidades material de expediente despesas com depreciação juros passivos juros ativos veículos resultado positivo da equivalência patrimonial SALDOS EM 31/12/2000x2 29. Pagamento em espécie das dívidas junto a fornecedores no valor de R$ 15. 12.000.00.00 49 . Contabilização dos juros pró rata (até 31/12/2000x2) do financiamento junto ao BNDES no valor de R$750.00 0.000.000.00 12.750. Pagamento em espécie da dívida junto ao BRDE no valor de R$12.000. Pagamento dos impostos a pagar através da conta corrente do Banco do Brasil S/A no valor de R$4.000. 10.00.000.250. Após a contabilização dos fatos contábeis de 2000x2.00 500.00 10. 11.

Do lucro do exercício 50% será destinado à Reserva de Lucros e 50% será distribuído aos quotistas.404/76.13. QUESTÃO 1. Elaborar DLPA do exercício social de 2000x2 conforme a Lei 6. QUESTÃO 4. Elaborar DFC pelo método direto de 2000x2 conforme Lei 6. Elaborar Balanço Patrimonial do exercício social de 2000x2 conforme a Lei 6. Considerações: As Demonstrações Financeiras do exercício social de 2000x2 devem ser comparativas com as do exercício social de 2000x1. QUESTÃO 3. QUESTÃO 5. 50 . Apuração e contabilização do resultado do exercício social de 2000x2.404/76.404/76. Elaborar DRE do exercício social de 2000x2 conforme a Lei 6.404/76. QUESTÃO 2.4040/76. Elaborar DMPL do exercício social de 2000x2 conforme a Lei 6.