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ESCOLA DE REFERÊNCIA EM ENSINO MÉDIO

DE GRAVATÁ

LUTAS - principais filosofias e


características técnicas
BOXE
BOXE - Conceito

 O boxe ou pugilismo é uma arte marcial


que usa apenas os punhos, tanto para a
defesa como para o ataque.

 A palavra deriva do inglês, "to box", que


significa "bater", ou "pugilismo" ("bater
com os punhos"), expressão utilizada na
Inglaterra entre 1000 e 1850.
BOXE - Histórico
 Populares na Inglaterra nos séculos XVIII e
XIX, as lutas de boxe com as mãos
descobertas eram brutais.

 O desporto foi reformado em 1867, com as


regras de Queensberry, que previam rounds
de três minutos e o uso de luvas. Entraram
em vigor em 1872.

 O boxe foi incluído como demonstração na


Olimpíada de 1912 em Estocolmo (Suécia),
só se tornando um desporto olímpico
moderno na Olimpíada de 1920 em
Antuérpia (Bélgica).
O BOXE no Brasil
 Como decorrência da colonização
portuguesa, até o início do sec. XX, a
prática desportiva era quase
totalmente desconhecida no Brasil;

 As primeiras exibições de boxe em


solo brasileiro foram feita lá por
cerca de 1910 exibições feitas por
marinheiros europeus.
BOXE - Golpes

 JAB: Golpe frontal


com o punho que está
a frente na guarda.
Embora seja
geralmente usado para
afastar o oponente ou
para medir a distancia,
ele pode nocautear.
BOXE - Golpes

 DIRETO: Golpe
frontal com o punho
que está atrás na
guarda. É um golpe
muito rápido e forte.
BOXE - Golpes

 CRUZADO (Cross):
Tão potente quanto o
Direto, porém o alvo é
a lateral da cabeça do
adversário. O cruzado
termina seu movimeto
com o braço esticado.
BOXE - Golpes

 UPPER: Desferido de
baixo para cima
visando atingir o
queixo do oponente.
BOXE - Golpes

 GANCHO (Hook):
Golpe desferido em
movimento curvo do
punho, atingindo
lateralmente; é
aplicado, próximo e
contornando a guarda
adversária.
BOXE - Regras
 As lutas profissionais possuem, no
máximo 12 assaltos com 3 minutos cada.
Porém, em determinadas competições o
número de assaltos pode ser menor.

 Nas Olimpíadas, por exemplo, são 3


rounds de 3 minutos cada.

 No final de cada assalto, os lutadores


ganham pontos, que são atribuídos por
cinco jurados da luta.
BOXE - Regras
 Estes pontos, definidos por golpes e
defesas, servem para definir o ganhador
em caso da luta chegar até o fim.

 Quando um lutador consegue derrubar o


adversário e este permanece por 10
segundos no chão ou não apresentar
condições de continuidade na luta, ela
termina por nocaute.

 Não são permitidos golpes baixos (na


linha da cintura ou abaixo dela).
BOXE - Equipamentos
 Luvas;

 Calção;

 Sapatos;

 Máscara;

 Protetor Bucal.
MUAY THAI
MUAY THAI - Conceito
 É uma luta originária da Tailândia, também
conhecido como Boxe tailandês ou Thai Boxing.

 É o esporte nacional da Tailândia. Arte marcial


com mais de dois mil anos de existência criada
pelo povo tailandês como forma de defesa nas
suas guerras e para obter uma boa saúde.

 Na Tailândia o Muay Thai também é conhecido


"Luta da Liberdade" ou "Arte dos Livres", pois
foi com o Muay Thai que se protegiam dos povos
opressores que tentavam conquistar seu
território.
MUAY THAI - Histórico
 A história de Boxe tailandês caminha lado
a lado com a história do povo tailandês —
a origem de ambos é, portanto, difícil de
se descobrir.

 A origem de seu povo é a província de


Yunnam, nas margens do rio Yang Tsé na
China Central. Muitas gerações atrás eles
migraram da China para o local onde
atualmente é a Tailândia em busca de
liberdade e de terras férteis para
agricultura.
MUAY THAI - Histórico
 Do seu local de origem, a
China, até o seu destino, os
tailandeses foram
constantemente hostilizados
e sofreram muitos ataques
de bandidos, de senhores da
guerra, de animais, e
também foram acometidos
de muitas doenças. Para
protegerem-se e manterem a
saúde, eles criaram um
método de luta chamado
"Chupasart".
MUAY THAI - Características
 É conhecida mundialmente como "A Arte
das 08 Armas", pois se caracteriza pelo
uso de: punhos, cotovelos, joelhos e pés.

 Todo golpe do Muay Thai tem o objetivo


de acabar com a luta (knock out).

 As combinações de golpes do Muay Thai


são certeiras e raramente se pode ver
uma luta que chegue ao 5º round, pois
geralmente o nocaute vem antes.
MUAY THAI - Técnicas
 As técnicas básicas do Muay Thai são
os socos, chutes, joelhadas e
cotoveladas.
 São usadas também técnicas de
clinch e arremesso.
 O Muay Thai é uma arte de combate
de contato, onde a troca de golpes
dos lutadores é constante.
MUAY THAI - Técnicas

 PUNHOS (Mhad)
MUAY THAI - Técnicas

 CHUTES (Dteh): Os
chutes circulares e os
chutes frontais são os
dois chutes mais
comuns no Muay Thai.
MUAY THAI - Técnicas

 JOELHADA (Kao): No Muay


Thai são usadas diversos
tipos de joelhadas, joelhadas
"frontais", joelhadas
"laterais", joelhadas
saltando, joelhadas na coxa,
joelhadas em clinch, etc.
MUAY THAI - Técnicas

 CLINCHE (plan):é
aplicado prendendo-se
o oponente em torno
do pescoço ou em
torno do corpo, eles
não são separados e a
luta continua com
troca de joelhadas e
cotoveladas.
MUAY THAI - Regras
 Tempo de luta valido pelo cinturão: 5 round
de 3 minutos por 1 de descanso

 Movimentos válidos: Socos, chutes e


Joelhadas

 Movimentos proibidos: Cotoveladas

 Staff no córner: Somente três pessoas


podem ficar no córner
MUAY THAI – Equipamentos
 Capacete;
 Luvas;
 Calção;
 Caneleira;
 Protetor bucal e
genital;
Capoeira
CAPOEIRA - Histórico
 A capoeira é uma
expressão cultural
brasileira que mistura
luta, dança, cultura
popular, música

 Desenvolvida no Brasil
por escravos africanos
e seus descendentes, é
caracterizada por golpes
e movimentos ágeis e
complexos, utilizando os
pés, as mãos, a cabeça,
os joelhos, cotovelos
(etc.)
CAPOEIRA - Características
 A música é um
componente
fundamental da
capoeira;

 Ela determina o ritmo


e o estilo do jogo que
é jogado durante a
roda de capoeira;

 Toques;
CAPOEIRA - Instrumentos
 Berimbau
CAPOEIRA - Instrumentos
 Atabaque;
 Pandeiro;
 Reco-reco;
 Agogô.
CAPOEIRA - ESTILOS
Capoeira de Angola

 A Angola é o estilo mais


próximo de como os
negros escravos
jogavam a Capoeira.

 Mais lenta, movimentos


executados junto ao
solo.

 Mestre Pastinha.
CAPOEIRA - Estilos
Capoeira Regional

 Criada por Mestre Bimba.


Ele a chamava de
“Capoeira regional da
Bahia”.

 Possui elementos fortes de


artes-marciais em seu
jogo;

 Os jogos e toques são


executados de forma mais
rápida.
JUDÔ
JU JUTSU ---> JUDÔ
 Akiyama Shirobei cria o JU JUTSU
(Técnica suave), com o intuito de fazer
com que pessoas de pouco porte físico
conseguissem enfrentar e vencer
adversários fisicamente superiores;

 Cerejeira (Forte) x Salgueiro (Flexível);

 Princípio: “Ceder para Vencer”.


JU JUTSU
MELHOR FASE (1603 A 1867)

 MAIORES PRATICANTES OS
SAMURAIS ("AQUELE QUE SERVE”)

 GUERREIROS TREINADOS NA ARTE


DA LUTA DE ESPADAS (KENJUTSU )

 AS DISPUTAS ENVOLVENDO A
DEMARCAÇÃO DAS TERRAS E AS
BRIGAS PELO PODER ACONTECIAM
NO DIA-A-DIA.
A FILOSOFIA DOS SAMURAIS

 ZEN BUDISMO E O
CONFUCIONISMO CHEGARAM AO
JAPÃO E SE MISTURARAM AO
XINTOÍSMO

 O XINTOÍSMO: PREGAVA O AMOR À


PÁTRIA E À FAMÍLIA

 O BUDISMO: PROPUNHA A AUTO-


ANÁLISE E A BUSCA DO CAMINHO
DO MEIO

 O CONFUCIONISMO: ESTABELECIA
OS PADRÕES DE VIDA EM
SOCIEDADE.
“BUSHIDO” CÓDIGO DE ÉTICA
 FOI ELABORADO A PARTIR DA
FUSÃO DAS TRÊS RELIGIÕES

 OS SAMURAIS VIVERAM O SEU


AUGE E TAMBÉM A SUA
DECADÊNCIA NO TERCEIRO
XOGUNATO. (TOKUGAWA).

 O JAPÃO FINALMENTE FOI


UNIFICADO EM 1867.

 A CONCENTRAÇÃO DO PODER
DESLOCA-SE PARA A FAMÍLIA
IMPERIAL. (A ERA DO MEIJI, 1867 –
1912).

 O GOVERNO PROIBIU QUE AS


PESSOAS ANDASSEM COM
ESPADAS NA RUA.
JU JUTSU - PROBLEMAS

 Não havia padronização das técnicas:


imobilização, lançamento,etc;
 Não era considerado um esporte;
 Não havia regra tratada pedagogicamente;
 Ensino de golpes mortais às crianças.
JUDÔ - CONCEITOS

 É um desporto praticado como arte


marcial, fundado por Jigoro Kano em
1882.
 Os seus principais objetivos são fortalecer
o físico , a mente e o espírito de forma
integrada.
 Sua técnica utiliza basicamente a força e
peso do oponente contra ele.
 “Arte em que se usa ao máximo a força
física e espiritual” (Jigoro Kano) .
JUDÔ – Origem

 Em 1882 JIGORO
KANO MODIFICA O
JU JUTSU, criando
assim o JUDÔ
(Caminho Suave).
JIGORO KANO
BREVE CURRICULUM
 Formação na área de educação
 Licenciado em letras
 Estudos em ciências estéticas e morais
 Professor, vice presidente e reitor do Colégio dos
Nobres
 Conselheiro do Ministro da Educação Nacional
 Diretor da Escola Normal Superior
 Diretor da Educação Primária no Ministério da Educação
Nacional
 Adido ao Palácio Imperial
 Primeiro japonês a fazer parte do Comitê Olímpico
Internacional
 Considerado o pai da Educação Física no Japão
MODIFICAÇÕES IMPLEMENTADAS
POR JIGORO KANO
 Seleciona as melhores técnicas;
 Normas para o confronto direto;
 Normas para o aprendizado;
 Muda o nome de JUJUTSU para JUDÔ;
 Muda o objetivo (uma atividade física deveria
servir em primeiro lugar para a educação de
seus praticantes);
 Desvincula as técnicas desenvolvidas no Judô,
do seu objetivo aparente (superar outro
adversário);
 Destaca outros objetivos (superar a si mesmo e
governar-se com sabedoria).
JUDÔ - FILOSOFIA

 Fixa as raízes do judô nas quatro escolas de


pensamentos ético-religiosos orientais:

TAOISMO
SHINTOISMO
BUDISMO
CONFUCIONISMO
JUDÔ - FILOSOFIA
Em 1922, Jigoro Kano institui
mais dois princípios:

 “SERYOKU ZEN YO”


(Máxima eficácia);

 “JITA KYOEI”
(Prosperidade e benefícios
mútuos).
JUDÔ NO BRASIL
(1917 / 1925)
Duas hipóteses:

 MITSUYO MAEDA (CONDE COMA)


(entra na Kodokan em 1894, mais de
mil confrontos, para depois fixar
residência em Belém do Pará);

 IMIGRANTES JAPONESES
REFLEXÕES• • •

 CEDER PARA VENCER;


 UMA ATIVIDADE FÍSICA DEVE
SERVIR PARA EDUCAÇÃO DE SEUS
PARTICIPANTES;
 SUPERAR A SI MESMO;
 GOVERNAR-SE COM SABEDORIA;
 MÁXIMA EFICÁCIA;
 PROSPERIDADE E BENEFÍCIOS
MÚTUOS;
JUDÔ - TERMOS TÉCNICOS
 DOJO LUGAR ONDE SE  NE NO CHÃO
ESTUDA  O GRANDE
 TATAMI COLCHÃO  KO PEQUENO
 TORI QUE ATACA  SOTO FORA
 UKE QUE CAI  UCHI DENTRO
 JUDOGI ROUPA,KIMONO  GARI VARRER
 USHIRO ATRÁS  DE AVANÇADO
 YOKO LADO  HARAI VARRER
 MAE ANTES, FRENTE  UKI FLUTUAR
 WAZA TÉCNICA  GURUMA ROTAÇÃO
 TE MÃO, BRAÇO  IPPON UM PONTO
 ASHI PERNA  SEOI OMBRO
 KOSHI QUADRIS  MOROTE COM DUAS
 GOSHI QUADRIS MÃOS
 NAGE PROJEÇÃO
 TATI EM PÉ
JUDÔ - DIVISÃO TÉCNICA

 Ukemi Waza - TÉCNICA DE QUEDA

 Nage Waza - TÉCNICA DE PROJEÇÃO

 Katame Waza -TÉCNICA DE CONTROLE

 Atemi Waza - TÉCNICA DE DEFESA


JUDÔ - DIVISÃO TÉCNICA
 Ukemi Waza – Técnica de Queda
• Ushiro Ukemi (Queda para traz);
• Mae Ukemi (Queda para frente);
• Yoko Ukemi (Queda para o lado);
• Zenppon Kaiten Ukemi (Rolamentos).
JUDÔ - DIVISÃO TÉCNICA
 Nage Waza – Técnicas de Projeção
• Ashi-Waza (técnicas de perna);
• Koshi-Waza (técnicas de quadril);
• Te-Waza (técnicas de braço).
• Sutemi-Waza (técnicas de sacrifício).
JUDÔ - DIVISÃO TÉCNICA
 Katame Waza – Técnica de Controle
• Ossaekomi-Waza (técnicas de imobilização);
• Shime-Waza (técnicas de estrangulamento);
• Kansetsu-Waza (técnicas de luxação).
JUDÔ - DIVISÃO TÉCNICA
 Atemi Waza – Técnica de Defesa Pessoal
JUDÔ - REGRAS
As lutas de judô são praticadas num tatame de
formato quadrado (de 14 a 16 metros de lado).
Cada luta dura até 5 minutos.
Vence quem conquistar o ippon primeiro.

Proibições:
No judô não são permitidos golpes no rosto ou
que possam provocar lesões no pescoço ou
vértebras.
Quando estes golpes são praticados, o lutador é
penalizado e, em caso de reincidência, pode ser
desclassificado.
JUDÔ - PONTUAÇÃO
 Ippon (1 Ponto): O ippon é conquistado quando
um judoca consegue derrubar o adversário com
as costas no chão ou imobilizando-o durante 25
segundos ou estrangulamento ou chave de
articulação.
 Wazari (1/2 Ponto): adversário cai sem ficar
com os dois ombros no tatame ou imobilizar o
oponente por 20 à 24 segundos.
 Yuko (1/3 Ponto): Quando o adversário vai ao
solo de lado ou quando é imobilizado por 15
segundos.
JUDÔ - Graduação
Aqui estão as faixas em ordem
crescente:
1. Faixa Branca - 8º Kyu
2. Faixa Cinza - 7º Kyu
3. Faixa Azul - 6º Kyu
4. Faixa Amarela - 5º Kyu
5. Faixa Alaranjada - 4º Kyu
6. Faixa Verde - 3º Kyu
7. Faixa Roxa - 2º Kyu
8. Faixa Marrom - 1º Kyu
9. Faixa Preta - 1º Dan
10. Faixa Preta - 2º Dan
11. Faixa Preta - 3º Dan
12. Faixa Preta - 4º Dan
13. Faixa Preta - 5º Dan
14. Faixa Vermelha e Branca - 6º Dan
15. Faixa Vermelha e Branca - 7º Dan
16. Faixa Vermelha e Branca - 8º Dan
17. Faixa Vermelha - 9º Dan
18. Faixa Vermelha – 10º Dan
JUDÔ - Equipamentos
 Judogi (Kimono);
 Faixas (graduação);
UKEMI WAZA
(TÉCNICA DE QUEDA)
Ushiro Ukemi – QUEDA PARA TRÁS

Mae Ukemi – QUEDA PARA FRENTE

UKEMI WAZA
TÉCNICA DE QUEDA

Yoko Ukemi – QUEDA PARA O LADO

Zenppon Kaiten Ukemi - ROLAMENTO


NAGE WAZA
(TÉCNICA DE PROJEÇÃO)

Tati Waza – TÉCNICA EM PÉ

NAGE WAZA
TÉCNICA DE PROJEÇÃO

Sutemi Waza – TÉCNICA DE SACRIFÍCIO


TATI WAZA
(TÉCNICA EM PÉ)
TATI WAZA
TÉCNICA EM PÉ

ASHI WAZA – TÉCNICA COM PÉ OU PERNA

KOSHI WAZA – TÉCNICA COM QUADRIL

TE WAZA – TÉCNICA COM A MÃO OU BRAÇO


SUTEMI WAZA
(TÉCNICA DE SACRIFÍCIO)

SUTEMI WAZA
TÉCNICA DE SACRIFÍCIO

YOKO SUTEMI – SACRIFÍCIO PARA O LADO

MA SUTEMI – SACRIFÍCIO NA MESMA DIREÇÃO


(COSTAS)
KATAME WAZA
(TÉCNICA DE CONTROLE)

KATAME WAZA
TÉCNICA DE CONTROLE

OSAE KOMI WAZA – TÉCNICA DE


IMOBILIZAÇÃO

SHIME WAZA – TÉCNICA DE


ESTRANGULAMENTO

KANSETSU WAZA – TÉCNICA DE


ARTICULAÇÃO
OBRIGADO!!!