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EME040 – Introdução à Engenharia Mecânica

CARREIRA - VOCÊ S/A


Por que os engenheiros conseguem
trabalho em diversas áreas?
Existem muitas possibilidades de atuação para os
engenheiros e obstáculos e o grau de dificuldade do
processo de formação podem explicar a versatilidade
Por Suria Barbosa, do Na Prática
access_time 13 abr 2018, 14h00

https://exame.abril.com.br/carreira/por-que-os-engenheiros-
conseguem-trabalho-em-diversas-areas/
EME040 – Introdução à Engenharia Mecânica

As possibilidades de formação em Engenharia são tantas, que só a


Escola Politécnica da USP – uma das faculdades de Engenharia mais
reconhecidas – possui 17 cursos diferentes. No entanto, para além das divisões
tradicionais (como o campo da Civil, Mecânica e Elétrica), muitos engenheiros
atuam em outras indústrias, inclusive não relacionadas.
Um dos motivos da versatilidade, segundo André Abram, sócio de
consultoria especialista em recrutamento de executivos, é o grau de dificuldade
dos cursos. Os obstáculos “tanto para passar, quanto para fazer” ajudam a
atestar a qualidade do profissional, diz ele, que também é Líder da Fundação
Estudar.
De fato, os engenheiros passam por um processo intensivo de
aprendizagem na faculdade. Tanto é que uma pesquisa realizada pela
Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou que mais da metade dos
estudantes abandona estes cursos. Entre as razões está a dificuldade em
acompanhar o conteúdo por conta de deficiência na formação básica em
Matemática e Ciências.
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Habilidades versáteis
As competências desenvolvidas na graduação em Engenharia
também facilitam a migração dos engenheiros para outras áreas, e os tornam
requisitados nos mais diversos mercados. O Financeiro e o ramo da consultoria
estratégica são dois deles. Ambos precisam de profissionais com grande
capacidade de raciocínio lógico e analítico. Isso porque estas habilidades são
ligadas à solução de problemas, um dos principais desafios no ambiente de
negócios, segundo André. Saiba mais: Dá para ser feliz no trabalho?
De acordo com Dan Reicher, principal da consultoria estratégica
Boston Consulting Group (BCG), apesar de a tecnologia fazer com que o
aprendizado técnico em Engenharia e de quaisquer cursos tenham grandes
chances de se tornarem obsoletos, algumas competências serão cada vez mais
valorizadas. Além da capacidade de criar soluções, ele cita como exemplos a
de liderança e aprendizado, que “são muito bem desenvolvidas por cursos de
Engenharia”.
Nanci Bertani, coordenadora de recrutamento do BCG, acrescenta às
características que trazem versatilidade aos engenheiros o raciocínio lógico e
facilidade de lidar com números. Outras funções que requerem estas mesmas
aptidões estão ligadas ao empreendedorismo, aos trabalhos em vendas e
compras, à gestão empresarial e pública.
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Qualidades desenvolvidas pela persistência


Para o especialista em recrutamento de executivos, uma terceira
explicação vem das qualidades que se desenvolvem quando os profissionais
passam por processos de aprendizados intensos, como são os da formação em
Engenharia. André fala em grit, palavra que, em inglês, denota o traço de quem
tem perseverança e se orienta para objetivos a longo prazo.
Sob outros termos, como “motivação para tarefa” ou
“conscienciosidade”, este conceito vem tendo seu impacto cada vez mais
estudado pelos psicólogos, segundo o The Economist. A maior parte dos
pesquisadores concorda que talento requer desenvolvimento e que, além da
inteligência, isso deveria envolver a promoção da capacidade de trabalhar
“arduamente”, o que desenvolve grit – assim como fazem os engenheiros.
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