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GRAMÁTICA CONTEXTUALIZADA

João Vitor Alves Lima/UEG – Câmpus Jussara


Profª. Orientadora: Nalha/UEG – Câmpus Jussara
APRESENTAÇÃO/JUSTIFICATIVA
A referida pesquisa constitui-se, sobretudo, a discussão
acerca do ensino de gramática contextualizada
identificando o processo de aquisição do ensino por parte
dos profissionais de Língua Portuguesa durante a fase de
mudanças no ensino atual de gramática no contexto
educativo. Nota-se a importância de se discutir métodos
alternativos de se trabalhar a gramática na sala de aula
para adapta-la a realidade atual do ensino. Para que haja
uma melhor explanação, traçou-se na referida pesquisa
bibliográfica o estudo do contexto histórico no ensino de
gramática, iniciando pela tradicional até a gramática
cognitiva funcional.
OBJETIVO
GERAL:
Problematizar e contextualizar o atual cenário
no ensino de gramática, trazendo uma análise
histórica-discursiva visando construir e/ou
identificar métodos/caminhos que possibilitem
um melhor ensino de gramática no cenário atual.
ESPECÍFICOS
 Entender como dá-se o ensino de gramática na sala de aula;
 Realizar análise do cenário atual de ensino de Gramática;
 Compreender as principais influências históricas presentes
no ensino de gramática e suas contribuições com a
gramática contextualizada.
 Buscar por meio de bases bibliográficas os possíveis
caminhos para uma melhor aceitação dos profissionais de
Língua Portuguesa;
 Escrever um artigo apresentando os resultados da pesquisa;
METODOLOGIA

A pesquisa é qualitativa e bibliográfica e busca


por meio da leitura de literaturas especializadas
fazer uma análise textual e compreender como dá-
se, de fato e historicamente o ensino de gramática
e suas contribuições na contemporaneidade para o
ensino da gramática contextualizada. Para isso as
etapas de leitura de teorias, análises e produção
escrita serão de fundamental importância para
coleta dos resultados esperados.
PRESSUPOSTOS
Nossos professores de português nos ensinam a
reconhecer os elementos constituintes formadores dos
vocábulos (radicais, prefixos, etc.) a fazer a análise
sintática, a utilizar a concordância adequada, sempre
recomendando correção no uso que fazemos da língua.
Entretanto, raramente nos é dito para que é feito este
estudo, qual sua origem, como ele se desenvolveu e com
que finalidade (MARTELOTTA, 2008 p. 45).
PRESSUPOSTOS
Nossos professores de português nos ensinam a reconhecer os
elementos constituintes formadores dos vocábulos (radicais,
prefixos, etc.) a fazer a análise sintática, a utilizar a concordância
adequada, sempre recomendando correção no uso que fazemos
da língua. Entretanto, raramente nos é dito para que é feito este
estudo, qual sua origem, como ele se desenvolveu e com que
finalidade (MARTELOTTA, 2008 p. 45).
PRESSUPOSTOS

Quando um enunciador comunica alguma coisa, tem


vista agir no mundo. Ao exercer seu fazer informativo,
produz um sentido com a finalidade de influir sobre
os outros. Deseja que o enunciatário acredite no que
o eu lhe diz, faça alguma coisa, mude de
comportamento ou de opinião. Ao comunicar, age no
sentido de saber fazer. Entretanto, mesmo que não
pretenda que o destinatário aja, ao fazê-lo saber
alguma coisa, realiza uma ação, pois torna o outro
detentor de um certo saber.( FIORIN, 2007, p.74)
PRESSUPOSTOS

[...] a verdade é que toda a criação se concretiza


transpondo (independentemente de quaisquer
preconceitos psicologistas) o crivo da individualidade
criadora; e é essa individualidade criadora que
interpreta, num registro predominantemente estético,
uma visão de mundo coletivizada (REIS, 1981, p. 112-
3).
PRESSUPOSTOS

[...] falar em gramática contextualizada é um tanto


redundante porque a linguagem nunca ocorre de
maneira isolada, fora de um contexto — linguagem é
interação e só ocorre se houver um objetivo de
comunicação (ANTUINES, 2014)
Resultados esperados
O interesse em aprofundar-me na Gramática Contextualizada
deu-se pela necessidade do reconhecimento de que a língua é
uma construção social, e que grande parte da população não
tem/teve a oportunidade de usufruir o suficiente da escola
para elaborar/conhecer uma fala e escrita “culta”. Enfatizando
assim a necessidade de questionar os professores de Língua
sobre a proposta de ensino, questionando-os sempre acerca
do que concebe-se por gramática, quando propõe-se a ensina-
los. Para que esta pesquisa fosse possível foram utilizadas
inúmeras bibliografias especializadas na área de línguas,
podendo citar ANTUNES (2004); REIS (1981); FIORIN (2007);
MARTELOTTA (2008), dentre outras literaturas que abarcam
esta mesma temática.
REFERÊNCIAS
 ANDRADE, Maria Lucia. Relevância e contexto: o uso de digressões na língua
falada. São Paulo: Humanistas, 2001
 ANTUNES, Irandé. Aula de português: encontro e interação. São Paulo: Parábola
. Editorial, 2003.
 BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. 4ª ed. São Paulo: Martins Fontes,
1996.
 CANDAU, Vera Maria. Rumo a uma nova didática. Petrópolis: Vozes, 2001
 FERREIRA, Maria Cristina Leandro. Saussure, Chomsky, Pêcheux: a metáfora
geométrica do dentro/fora da língua. In: Linguagem & Ensino, Vol. 2, No. 1, 1999.
 FIORIN, José Luis. Elementos de análise do discurso. São Paulo: Contexto, 1989