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Síntese da

unidade 7

Síntese da unidade 7

Síntese da unidade 7

História trágico-marítima A literatura de catástrofe
História trágico-marítima
A literatura de catástrofe

A História trágico-marítima é uma epopeia de terror e pavor.

É uma compilação efetuada no século XVIII, por Bernardo Gomes de Brito, que reúne relatos de naufrágios ocorridos entre o século XVI e início do século XVII.

Estes relatos incluem-se na Literatura de Viagens.

Género literário que consiste na narração

de experiências, descobertas e reflexões de um viajante durante o seu percurso.

Síntese da unidade 7 História trágico-marítima A literatura de catástrofe • A História trágico-marítima é uma

Síntese da unidade 7

Estas narrativas correspondem ao interesse da população em relação aos desastres marítimos.

Síntese da unidade 7 • • Estas narrativas correspondem ao interesse da população em relação aos

Estes naufrágios aconteciam devido a:

  • - sobrecarga das embarcações;

  • - má reparação dos cascos;

  • - partida fora de tempo favorável à navegação;

  • - ataques de corsários.

Frontispício da História Trágico-Marítima, Lisboa, 1735.

Bernardo Gomes de Brito publica os dois primeiros volumes (1735-1736) de uma antologia de naufrágios intitulada História trágico-marítima, em que se escrevem chronologicamente os Naufragios que tiveraõ as Naos

de Portugal, depois que se poz em exercicio a Navegação da India.

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As aventuras e desventuras dos Descobrimentos

“As terríveis aventuras de Jorge de Albuquerque Coelho”

A matéria trágico-marítima constitui parte integrante da épica da nação

portuguesa o heroísmo e a glória são acompanhados pela desgraça e destruição.

O naufrágio é metáfora da vida humana.

Na iminência do naufrágio todos confessavam os seus pecados e invocavam a misericórdia divina.

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Os relatos de naufrágios da época das Descobertas expressam a funesta ruína de vidas e destruição de fazendas, inaugurando uma literatura de perda, com base na dimensão mais negra do período áureo da História de Portugal.

Na História trágico-marítima relata-se a ganância, a imprevidência, a impreparação e outras causas dos trágicos naufrágios que enlutaram a história da expansão ultramarina.

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Síntese da unidade 7 História trágico-marítima Antiepopeia dos Descobrimentos • Se Os Lusíadas haviam sido uma
História trágico-marítima
História trágico-marítima
Antiepopeia dos Descobrimentos
Antiepopeia dos Descobrimentos

Se Os Lusíadas haviam sido uma epopeia de glória, a História trágico- marítima é uma antiepopeia dos Descobrimentos, é uma obra de morte e de pavor, apresenta o reverso da medalha desse tempo áureo e os sacrifícios pelos quais os portugueses tiveram de passar.

Síntese da Unidade 6

História Trágico-Marítima Cap. V “As terríveis aventuras de Jorge Albuquerque Coelho”
História Trágico-Marítima
Cap. V
“As terríveis aventuras de Jorge Albuquerque Coelho”

Antecedentes missão de Jorge de Albuquerque Coelho

Duarte Coelho de Albuquerque e o seu irmão, Jorge Coelho de Albuquerque, são enviados a Pernambuco para domar uma revolta de indígenas.

Jorge de Albuquerque é designado comandante-chefe das tropas.

Viagem para o Brasil e não para a Índia. Expedição militar de caráter repressivo. Exaltação do herói singular.

História Trágico-Marítima Síntese da unidade

“As terríveis aventuras de Jorge de Albuquerque Coelho (1565)”

  • 1. Antecedentes

  • 2. Partida

  • 3. Tempestade

  • 4. Ataque corsário

  • 5. Captura

  • 6. Impiedade dos inimigos

• Exposição, geralmente sintética, dos acontecimentos que

precederam a partida da viagem funesta.

• Circunstâncias em que se verifica a partida • Condições da nau

• Características da carga

• Início da navegação

• Descrição da tempestade em que a nau se encontra envolvida • Descrição dos danos que daí derivam

• Relato da parcial destruição da nau por obra de navios inimigos

(corsários franceses)

• Sequestro da nau portuguesa • Dificuldade de sobrevivência dos portugueses

• Descrição das ações exercidas pelos vencedores

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“As terríveis aventuras de Jorge de Albuquerque Coelho (1565)”

Atores Coletivos Individuais
Atores
Coletivos
Individuais

Jorge de Albuquerque Coelho

Chefe militar de uma capitania Carácter nobre e ilustre Abnegado, esforçado e perseverante

Marinheiros portugueses

Atitude guerreira perante condições adversas Falta de preparação e de recursos para a guerra

Corsários franceses

Numerosos e bem preparados para o confronto

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