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UFCD: 9633

Enquadramento legal na
proteção de crianças e jovens
Sistema de proteção de crianças e
jovens em perigo
É um conjunto de respostas integradas de
cuidados e apoio social para crianças e jovens em
situação de perigo.
Objetivos:
 Promover os direitos e proteger as crianças e
jovens em perigo através de respostas
vocacionadas:
- para o desenvolvimento pessoal e social da criança
e do jovem num ambiente seguro e familiar que
lhes proporcione segurança, saúde, formação,
educação, bem-estar e desenvolvimento integral.
CPCJ

 As Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) são

instituições oficiais não judiciárias que protegem as crianças e

jovens em perigo, envolvendo os pais ou representante legal, para

evitar ou adiar a intervenção dos Tribunais.

 As Comissões visam promover os direitos da criança e prevenir ou

pôr termo a situações que possam por em perigo a sua segurança,

saúde, formação, educação ou desenvolvimento integral.


Existem 6 tipos de resposta:
 a) Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento
Parental (CAFAP)
 b) Equipa de Rua de Apoio a Crianças e Jovens
 c) Acolhimento Familiar
 d) Centro de Acolhimento Temporário
 e) Lar de Infância e Juventude
 f) Apartamento de Autonomização.
Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento
Parental (CAFAP)

 Resposta desenvolvida através de um serviço de


apoio especializado às famílias com crianças e
jovens, vocacionado para a prevenção e
reparação de situações de risco psicossocial
mediante o desenvolvimento de competências
parentais, pessoais e sociais das famílias.
Equipa de Rua de Apoio a
Crianças e Jovens
 Crianças e jovens em rutura familiar e social e
em risco, que não estejam a receber qualquer
apoio institucional, assim como as suas famílias.
Acolhimento Familiar
 Crianças e jovens até aos 18 anos em situação de perigo, a

quem a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens ou o

Tribunal tenha aplicado uma medida de promoção e

proteção.

Objetivos Específicos:

 Proporcionar a integração da criança ou jovem em meio familiar e a

prestação de cuidados adequados às suas necessidades e bem-estar e a

educação necessária ao seu desenvolvimento integral.


Centro de Acolhimento Temporário (CAT) e

Lar de Infância e Juventude (LIJ)

 Crianças e jovens até aos 18 anos em situação


de perigo, a quem a Comissão de Proteção de
Crianças e Jovens ou o Tribunal tenha
aplicado uma medida de promoção e proteção.
Apartamento de Autonomização
 Jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 21 anos
em fase de transição para a vida adulta e cuja medida de
promoção e proteção assim o determine

Os apartamentos de autonomização são espaços habitacionais


inseridos na comunidade para jovens que demonstrem
responsabilidade, competências e potencialidades para
mobilizar os recursos necessários que os habilitem a adquirir
progressivamente autonomia de vida.
Como proteger a criança em risco?

 O conceito de risco de ocorrência de maus tratos em crianças


é mais amplo e abrangente do que o das situações de perigo,
tipificadas na Lei, podendo ser difícil a demarcação entre ambas.
 As situações de risco implicam um perigo potencial para a
concretização dos direitos da criança (e.g.: as situações de
pobreza), embora não atingindo o elevado grau de probabilidade
de ocorrência que o conceito legal de perigo encerra.
 Nem todas as situações de perigo decorrem, necessariamente,
de uma situação de risco prévia, podendo instalar-se perante
uma situação de crise (e.g.: morte, divórcio, separação).

É esta diferenciação entre situações de risco e de perigo que


determina os vários níveis de responsabilidade e legitimidade
na intervenção, no nosso Sistema de Promoção e Proteção da
Infância e Juventude.
Situações de risco
 Nas situações de risco, a intervenção

circunscreve-se aos esforços para superação

do mesmo, tendo em vista a prevenção

primária e secundária das situações de perigo.


Situações de perigo

 Nas situações de perigo a intervenção visa


remover o perigo em que a criança se
encontra, nomeadamente, pela aplicação de
uma medida de promoção e proteção.,
A Lei de Proteção das Crianças e Jovens em Perigo enumera
algumas situações que se enquadram no conceito de perigo:

 Estar abandonada ou viver entregue a si


própria;
 Sofrer maus tratos físicos ou psíquicos;
 Ser vítima de abusos sexuais;
 Não receber os cuidados ou a afeição
adequados à sua idade e situação pessoal;
 - Ser obrigada a atividades ou trabalhos excessivos

/inadequados à sua idade, dignidade e situação pessoal ou

prejudiciais à sua formação ou desenvolvimento;

 - Estar sujeita, de forma direta ou indireta, a comportamentos

que afetam gravemente a sua saúde, segurança, formação,

educação ou desenvolvimento sem que os pais, o representante

legal ou quem tenha a guarda de facto se lhe oponham de

modo adequado a remover essa situação.


Comunicar uma situação de perigo

SINALIZE!

A sinalização de uma alegada situação de maus


tratos que possa por em risco a vida, a
integridade física ou psíquica de uma criança ou
jovem é um exercício de cidadania e um dever
cívico de qualquer pessoa.
Onde fazer a sinalização?

 A sinalização pode ser feita junto da Comissão de


Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) da área de
residência da criança ou jovem
OU
 Serviço de saúde
 Escola
 Serviços de ação social
 PSP
 GNR
 Polícia Judiciária
 Ministério Público
 Tribunal
Como fazer a sinalização?

 Pode comunicar a alegada situação de maus tratos por escrito a qualquer uma

das instâncias identificadas ou dirigir-se pessoalmente à Comissão de Proteção

de Crianças e Jovens (CPCJ) da área de residência da criança ou jovem.

Os maus tratos em crianças e jovens são considerados crime público, porque:

 - Não há necessidade de apresentar uma queixa para que seja aberto um

Processo Crime.

 Basta a comunicação dos factos para que o MP abra o Processo Crime.

 Esta comunicação pode ser feita de forma anónima.


Contactos:

Celorico de Basto

 A CPCJ foi implementada em Celorico de Basto,


a 16 de Setembro de 2003
 Tem a sua sede na Praça Cardeal D. António
Ribeiro, Edifício da Quinta do Prado, em
instalações disponibilizadas pela Câmara
Municipal.