P. 1
Texto 03 Integral Dupla Em Coordenadas Polares

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1

Universidade Salvador – UNIFACS
Cursos de Engenharia – Cálculo IV
Profa: Ilka Rebouças Freire

Integrais Múltiplas

Texto 03: A Integral Dupla em Coordenadas Polares

Coordenadas Polares

Introduziremos agora um novo sistema de coordenadas planas que, para certas curvas e
problemas de lugar geométrico, apresenta algumas vantagens em relação às coordenadas
retangulares, além de facilitar, em alguns casos, o cálculo de integrais.
No sistema de coordenadas retangulares a localização de um ponto P do plano é dada
através da distância de P a duas retas perpendiculares fixas denominadas de eixos
coordenados.
No sistema de coordenadas polares, as coordenadas de um ponto consistem de uma
distância e da medida de um ângulo, em relação a um ponto fixo e a uma semi-reta fixa.
Fixados um ponto O, denominado pólo ou origem e uma semi-reta de origem nesse ponto,
denominada de semi-eixo polar podemos localizar qualquer ponto P do plano se
conhecermos a sua distância ao pólo e o ângulo u que o segmento OP faz com o semi-eixo
polar.










As coordenadas de um ponto P são representadas pelo par P( r, u) no qual
- r é denominado raio vetor ou raio polar e corresponde à distância de P ao pólo
- u é denominado ângulo vetorial ou ângulo polar e corresponde ao ângulo de
rotação do semi-eixo polar até o segmento OP
- u > 0 se a rotação for no sentido anti-horário
- u < 0 se a rotação for no sentido horário
- u pode ser medido em graus ou radianos

Denominamos
- eixo polar - a reta orientada que contém o semi-eixo polar
- eixo a 90° ou eixo ortogonal – a reta que passa pelo pólo e é ortogonal ao eixo
polar.
P
r
u
O
semi-eixo polar
pólo
2
Exemplo: Marcar no sistema polar os seguintes pontos: P(3, t/4); Q(2, ÷ t/3); R(4, 90°) e
S(2, 0°)









Podemos considerar o raio vetor como distância orientada de um ponto P ao pólo O da
seguinte maneira:
- Se r < 0 giramos o semi-eixo polar de ângulo u e na semi-reta oposta marcamos r
unidades, a partir do pólo

Exemplo: Marcar os pontos P( ÷2, 45°); Q ( ÷1, ÷30 °); R( ÷2, 180°)











Exemplo: Representar P
1
(1, t/6); P
2
(÷1, 7t/6); P
3
( ÷1, ÷5t/6); P
4
(1, ÷11t/6)









Observamos pelo exemplo anterior que um mesmo ponto P pode ser obtido por vários pares
de coordenadas polares. De um modo geral, conhecidas as coordenadas de um ponto
P(r, u), r e R e u em radianos, P também pode ser representado por ( r, u + 2tn ) ou
( ÷r, u + 2tn + t) que resulta na única expressão ( (÷1)
n
r, u + n t ), n eZ. A menos que P
seja o pólo, esta expressão representa todas as possíveis coordenadas polares de P.




P
t/4
t/3
Q
R
S
t/4
P
÷30°
Q
O
R
P
1

t/6
7t/6
P
2

P
3

÷5t/6
P
4

÷11t/6
3
Observações:

1. No caso de coordenadas polares não existe uma correspondência biunívoca entre
pares e pontos, como no caso das cartesianas. É justamente este fato que leva a
resultados que, em alguns casos, diferem dos obtidos no sistema retangular.
2. Dados P
1
(r
1
, u
1
) e P
2
(r
2
, u
2
) então P
1
= P
2
· r
1
= r
2
= 0 ou - n e Z tal que
r
2
= ( ÷1)
n
r
1
e u
2
= u
1
+ n t.
3. Se P é o pólo, então (0, u) representa P qualquer que seja u
4. Entre os infinitos pares de coordenadas polares de um ponto P diferente do pólo,
existe um único par com raio vetor r positivo e u e [0, 2t[. A este par (r
o
, u
o
) tal que
r
o
> 0 e 0 s u
o
< 2t denominamos par ou conjunto principal de coordenadas
polares do ponto P.
5. Convencionamos que o par principal do pólo é P(0,0)


Equação Polar x Equação Cartesiana

Dado um ponto P do plano tendo como coordenadas polares P(r, u) e coordenadas
cartesianas P(x,y) temos as seguintes relações entre x, y, r e u.




¦
¹
¦
´
¦
= +
u =
u =
2 2 2
r y x
sen r y
cos r x
e
¦
¹
¦
´
¦
+ ± =
= u
2 2
y x r
x
y
tg







Exemplos:

1) Encontre o conjunto principal de coordenadas polares para o ponto ) 1 , 3 ( P ÷

Solução: 2 1 ) 3 ( r
2
= + ÷ = e
3 2
3
1
3
1
tg
t
+
t
= u ¬ ÷ =
÷
= u . O conjunto principal
de coordenadas é portanto )
6
5
, 2 (
t




u
r
P(x,y)
4
2) Encontre as coordenadas cartesianas do ponto )
4
3
, 2 ( P
t
÷
Solução: Temos que
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
÷ = ÷ = t ÷ = u =
÷ = ÷ = t ÷ = u =
1 )
2
2
( 2 ) 4 / 3 sen( 2 sen r y
1 )
2
2
( 2 ) 4 / 3 cos( 2 cos r x


O ponto P tem portanto coordenadas cartesianas P( ÷1, ÷1)


3) Encontre uma equação polar para as curvas cujas equações cartesianas são

a) x
2
+ y
2
= 1
Solução: x = r cos u e y = r sen u ¬ (r cos u)
2
+ (r sen u )
2
= 1 ¬ r
2
= 1
r = 1 e r = ÷1 são equações polares equivalentes da circunferência de centro na origem e
raio 1.

- A equação da circunferência com centro no pólo e raio a é r = a ou r = ÷ a








b) Circunferência de centro no ponto ( 0, a) e raio a
Solução:
A equação cartesiana da circunferência é x
2
+ ( y – a)
2
= a
2

x = r cosu e y = r sen u ¬ (r cosu)
2
+ (r sen u – a )
2
= a
2
¬ r
2
(cos
2
u + sen
2
u ) – 2arsenu
+ a
2
= a
2
¬ r
2
= 2arsenu ¬ r

= 0 ( pólo ) ou r = 2asenu. Uma vez que o pólo pode ser
obtido na 2
a
equação podemos concluir que a equação da circunferência é r = 2asenu.
Analogamente, pode-se mostrar que a equação polar da circunferência de centro em (a,0) e
raio a é r = 2acosu.

c) y = 3x

Solução: r senu = 3r cos u ¬ tgu = 3 ¬ u = arctg3

- A equação u = k representa uma reta que passa pelo pólo
u
O
O
O
5


A Integral Dupla em Coordenadas Polares.

As integrais duplas em coordenadas polares são as integrais nas quais o integrando e a
região de integração são expressos em coordenadas polares. Em muitas aplicações, se
mudamos as coordenadas retangulares para polares, o cálculo da integral é bastante
facilitado. Isto ocorre se a região R for limitada por curvas cuja equação é mais simples em
coordenadas polares, e, em especial, quando o integrando envolve a expressão x
2
+ y
2
, que,
em polares , pode ser substituída por r
2
.

Consideremos a região R delimitada pelas retas u = o e u = | e as curvas polares r = r
1
(u)
e r = r
2
(u)











- Se as funções r = r
1
(u) e r = r
2
(u) forem contínuas e seus gráficos não se
interceptarem, então a região é chamada de uma região polar simples

As idéias básicas na dedução da integral dupla em retangulares e a interpretação geométrica
como volume são análogas no caso polar.
No caso retangular a região R foi dividida em retângulos elementares. No caso polar
usaremos arcos e raios para subdividir a região R nos chamados retângulos polares.












Suponhamos que f(r, u) é não negativa para que possamos interpretar a integral dupla como
um volume, ou seja, o volume do sólido limitado por R e por f(r, u) é dado por

u = |
u = o
r
1
(u)
r
2
(u)
u = |
u = o
r
1
(u)
r
2
(u)
Au
6
V =
}}
u
R
dA ) , r ( f

Consideremos um retângulo polar arbitrário R
i
de ângulo central Au
i
e espessura radial Ar
i
.
Escolhendo um ponto arbitrário ( r
i
, u
i
) dentro do retângulo, como sendo o centro desse
retângulo, o raio interno desse retângulo polar é r
i
÷ Ar
i
/ 2 e o raio externo é r
i
+ Ar
i
/ 2.












A área desse retângulo polar AA
i
é a diferença de área entre dois setores:

|
|
.
|

\
|
A
÷ A + ÷
A
+ A +
u A
= u A
|
.
|

\
|
A ÷ ÷ u A
|
.
|

\
|
A + = A
4
r
r r r
4
r
r r r
2
r
2
1
r
2
1
r
2
1
r
2
1
A
2
i
i i
2
i
2
i
i i
2
i
i
i
2
i i i
2
i i i
= r
i
Ar
i
Au
i


Assim, como no caso de retangulares, fazendo o número de partições da região R tender
para infinito temos que
V =
}}
u
R
dA ) , r ( f = ¿ u A A u
=
+· ÷
n
1 i
i i i i i
n
r r ) , r ( f lim . O limite sugere que a integral pode ser
escrita como a integral iterada
}}
u
R
dA ) , r ( f =
} }
u u
|
o
u
u
) (
2
r
) (
1
r
rdrd ) , r ( f . Os limites são escolhidos
para cobrir a região R, isto é, u fixo entre o e | e r variando de r
1
a r
2
.

Observação: apesar de termos admitido f(r, u) não negativa, pode-se mostrar que o
resultado vale no caso mais geral.

Exemplo: Calcule a integral iterada
} }
u u
t u 2 /
0
sen
0
drd cos r

Solução:
6
1
]
6
sen
[ d
2
cos sen
d ]
2
cos r
[
2 /
0
3
2 /
0
2
2 /
0
sen
0
2
=
u
=
}
u
u u
= u
}
u
t
t t
u


Observemos que a região R é limitada pelas curvas.
Ar
i

-(r
i
,u
i
)
Au
i

7

r = 0 ( pólo); r = senu ( circunferência de centro no eixo a 90 ° e raio a = ½ ) e as retas u = 0
e u = t/2.










Conversão de Integrais Duplas de Coordenadas Retangulares para Polares

O cálculo da integral dupla em coordenadas retangulares pode ser facilitado transferindo o
cálculo para polares, bastando fazer a substituição x = r cosu e y = r senu e expressando a
região de integração em forma polar

}}
u u u =
}}
u u =
}}
s apropriado ites lim R R
rdrd ) sen r , cos r ( f dA ) sen r , cos r ( f dA ) y , x ( f



Exemplos:
1) Use coordenadas polares para calcular
}}
+ ÷
R
)
2
y
2
x (
dA e , sendo R a região contida
no círculo x
2
+ y
2
= 1

Solução: O círculo x
2
+ y
2
= 1 em polares tem equação r = 1 e u varia de 0 a 2t. Temos
assim que os limites de integração são r = 0 e r = 1 e u = 0 a u = 2t. A integral fica

t ÷ =
u ÷
=
}
u
+ ÷
} }
= u
÷
=
}
u
÷ t
÷
t
÷
t t
÷
÷
) e 1 ( ]
2
) e 1 (
[ d
2
1 e
d ]
2
e
[ rdrd e
1 2
0
1
2
0
1
2
0
2
0
1
0
2
r
1
0
2
r

2) Calcule a integral iterada convertendo para polares
} }
+
÷ 1
0
2
x 1
0
2 2
dydx ) y x (
Solução: Vamos, inicialmente , identificar a região de integração em polares. A região é
corresponde a ¼ da circunferência de raio 1, ou seja r = 1 com u variando de 0 a t/2.








8


} }
u
t 2 /
0
1
0
3
drd r =
8
]
4
[
4
d
d ]
4
r
[
2 /
0
2 /
0
2 /
0
1
0
4
t
=
u
=
}
u
}
= u
t
t t



3) Use a integral dupla em coordenadas polares para calcular o volume de cilindro de
raio a e altura h

Solução: O volume do sólido pode ser interpretado como o volume limitado pela região
R que é uma circunferência de equação x
2
+ y
2
= a
2
e superiormente pelo plano z = h

. Usando a simetria teríamos V = 4 dx hdy
a
0
2
x
2
a
0
} }
÷
. Usando as coordenadas polares temos
V = 4 h a ]
2
ha
[ 4 d
2
ha
4 d ]
2
hr
[ 4 hrdrd
2 2 /
0
2
2 /
0
2
2 /
0
a
0
/2
0
a
0
2
t =
u
=
}
u
} } }
= u = u
t
t t t





Mudança de Variáveis em Integrais Duplas

Lembremos que no caso de uma função de uma variável podemos fazer uma mudança de
variável ou substituição para transformar uma integral dada em outra mais simples. Por
exemplo, dada a integral
}
b
a
dx ) x ( f , podemos fazer a mudança de variável
x = g(t) ¬ dx = g´(t)dt; a = g(c) e b = g(d) e a integral fica igual a
}
=
}
d
c
b
a
dt ) t ´( g )) t ( g ( f dx ) x ( f .

No caso da integral dupla podemos ter o mesmo procedimento efetuando mudanças de
variáveis, por exemplo
( I )
¹
´
¦
=
=
) v , u ( h y
) v , u ( g x


Isto corresponde a uma integral dupla numa região R do plano xy poder ser transformada
numa integral dupla sobre uma região R´do plano uv

A interpretação geométrica é que as mudanças de variáveis ( I ) definem uma
transformação que faz corresponder pontos (u, v) do plano uv em pontos (x,y) do plano xy,
levando a região R´do plano uv na região R do plano xy.

9















Se a correspondência for bijetora podemos retornar de R para R´ pela inversa dada pelas
equações
¹
´
¦
=
=
) y , x ( h y
) y , x ( g u
1
1


Supondo que as funções sejam contínuas com derivadas parciais contínuas em R e R´ temos
que


( * )



O símbolo
) v , u (
) y , x (
c
c
é chamado de determinante jacobiano de x e y em relação a u e v e é
dado por
v
y
u
y
v
x
u
x
) v , u (
) y , x (
c
c
c
c
c
c
c
c
=
c
c


A expressão da integral acima ( * ) é válida se são satisfeitas as seguintes condições

- f é contínua
- as regiões são formadas por um número finito de sub-regiões dos tipos I e II
-
) v , u (
) y , x (
c
c
= 0 ou se anula num número finito de pontos em R´


Vejamos no caso de polares que já deduzimos:

u
v

x
y
R
dudv
) v , u (
) y , x (
)) v , u ( h ), v , u ( g ( f dxdy ) y , x ( f
R ´ R
c
c
}} }}
=

10
Sejam R e R´ as regiões dos planos xy e ru que se relacionam pelas equações

¹
´
¦
u =
u =
sen r y
cos r x


O determinante jacobiano nesse caso é dado por r
cos r sen
sen r cos
) , r (
) y , x (
=
u u
u ÷ u
=
u c
c
e assim temos
que u
}} }}
u u = rdrd ) sen r , cos r ( f dxdy ) y , x ( f
R ´ R
, como já havíamos deduzido.

Observações:

1.O jacobiano pode ser interpretado como uma medida de quanto a transformação modifica
a área da região R.
2. A expressão ( * ) é geral, se aplicando em outras transformações e não apenas no caso
de mudança de coordenadas de cartesianas para polares.




Referências Bibliográficas:
1. Cálculo um Novo Horizonte – Howard Anton vol 2
2. Cálculo com Geometria Analítica – Swokowski vol 2
3. Cálculo B – Diva Fleming
4. Cálculo – James Stewart vol 2


. 11/6) P3 P1 /6 7/6 P2 5/6 11/6 P4 Observamos pelo exemplo anterior que um mesmo ponto P pode ser obtido por vários pares de coordenadas polares. r  R e  em radianos. R(4. 180) Q 30 P O /4 R Exemplo: Representar P1 (1. A menos que P seja o pólo. n Z. 30 ). conhecidas as coordenadas de um ponto P(r. 7/6). esta expressão representa todas as possíveis coordenadas polares de P. ). 45).  + 2n + ) que resulta na única expressão ( (1)n r.  + n  ). Q(2. Q ( 1. 0) P R /4 /3 Q S Podemos considerar o raio vetor como distância orientada de um ponto P ao pólo O da seguinte maneira:  Se r < 0 giramos o semi-eixo polar de ângulo  e na semi-reta oposta marcamos r unidades. P3( 1. P4(1. P também pode ser representado por ( r. R( 2.  + 2n ) ou ( r. 5/6). P2(1. a partir do pólo Exemplo: Marcar os pontos P( 2.  /3). 90) e S(2. /4). De um modo geral.2 Exemplo: Marcar no sistema polar os seguintes pontos: P(3. /6).

A este par (ro. como no caso das cartesianas.3 Observações: 1. 1) e P2(r2. ) representa P qualquer que seja  4. P(x. Convencionamos que o par principal do pólo é P(0. em alguns casos. O conjunto principal 2 3 5 de coordenadas é portanto (2. ) 6 . r e . diferem dos obtidos no sistema retangular. 2) então P1 = P2  r1 = r2 = 0 ou  n  Z tal que r2 = ( 1)n r1 e 2 = 1 + n . É justamente este fato que leva a resultados que.1) Solução: r  ( 3 )2  1  2 e tg  1  3  1 3     .0) Equação Polar x Equação Cartesiana Dado um ponto P do plano tendo como coordenadas polares P(r.y) r  x  r cos    y  r sen   2 2 2 x  y  r e y  tg  x  r   x 2  y 2  Exemplos: 1) Encontre o conjunto principal de coordenadas polares para o ponto P( 3.y) temos as seguintes relações entre x. y. ) e coordenadas cartesianas P(x. Se P é o pólo. 5. então (0. o) tal que ro > 0 e 0  o < 2 denominamos par ou conjunto principal de coordenadas polares do ponto P. 2[. 2. existe um único par com raio vetor r positivo e   [0. Dados P1(r1. No caso de coordenadas polares não existe uma correspondência biunívoca entre pares e pontos. 3. Entre os infinitos pares de coordenadas polares de um ponto P diferente do pólo.

 O ponto P tem portanto coordenadas cartesianas P( 1.0) e raio a é r = 2acos.  A equação da circunferência com centro no pólo e raio a é r = a ou r =  a O b) Circunferência de centro no ponto ( 0. a) e raio a Solução: A equação cartesiana da circunferência é x2+ ( y – a)2 = a2 x = r cos e y = r sen   (r cos)2 + (r sen  – a )2 = a2  r2 (cos2 + sen2 ) – 2arsen + a2 = a2  r2 = 2arsen  r = 0 ( pólo ) ou r = 2asen. 1) 3) Encontre uma equação polar para as curvas cujas equações cartesianas são a) x2 + y2 = 1 Solução: x = r cos  e y = r sen   (r cos )2 + (r sen  )2 = 1  r2 = 1 r = 1 e r = 1 são equações polares equivalentes da circunferência de centro na origem e raio 1. Uma vez que o pólo pode ser obtido na 2a equação podemos concluir que a equação da circunferência é r = 2asen. Analogamente.4 3 ) 4  2 )  1 x  r cos   2 cos(3 / 4)  2 (  2 Solução: Temos que   y  r sen   2 sen(3 / 4)  2 ( 2 )  1  2  2) Encontre as coordenadas cartesianas do ponto P( 2 . pode-se mostrar que a equação polar da circunferência de centro em (a. c) y = 3x Solução: r sen = 3r cos   tg = 3   = arctg3  A equação  = k representa uma reta que passa pelo pólo O  O .

5 A Integral Dupla em Coordenadas Polares. ou seja. No caso retangular a região R foi dividida em retângulos elementares. ) é dado por . ) é não negativa para que possamos interpretar a integral dupla como um volume. = r2()  = r1() Suponhamos que f(r. pode ser substituída por r2. se mudamos as coordenadas retangulares para polares. Isto ocorre se a região R for limitada por curvas cuja equação é mais simples em coordenadas polares. o volume do sólido limitado por R e por f(r. em polares . Consideremos a região R delimitada pelas retas  =  e  =  e as curvas polares r = r1() e r = r2() = r2() = r1()  Se as funções r = r1() e r = r2() forem contínuas e seus gráficos não se interceptarem. então a região é chamada de uma região polar simples As idéias básicas na dedução da integral dupla em retangulares e a interpretação geométrica como volume são análogas no caso polar. No caso polar usaremos arcos e raios para subdividir a região R nos chamados retângulos polares. o cálculo da integral é bastante facilitado. As integrais duplas em coordenadas polares são as integrais nas quais o integrando e a região de integração são expressos em coordenadas polares. que. e. quando o integrando envolve a expressão x2 + y2. em especial. Em muitas aplicações.

)dA Consideremos um retângulo polar arbitrário Ri de ângulo central i e espessura radial ri. pode-se mostrar que o resultado vale no caso mais geral. )dA = n   i 1 lim  f (ri . como sendo o centro desse retângulo. Os limites são escolhidos para cobrir a região R.6 V = R f (r. . (ri. como no caso de retangulares. ) não negativa. fazendo o número de partições da região R tender para infinito temos que V = R f (r.  fixo entre  e  e r variando de r1 a r2.i) ri i A área desse retângulo polar Ai é a diferença de área entre dois setores: 2 2 r 2 r 2    1 1 1 1   ri  ri  i   ri  ri  i  i  ri2  ri ri  i  ri2  ri ri  i   2 2 2 2 2  4 4      = ri ri i A i  Assim. Observação: apesar de termos admitido f(r. )rdrd . O limite sugere que a integral pode ser  r2 (  ) n escrita como a integral iterada R f (r. i ) dentro do retângulo. isto é. )dA =   r1 ()  f (r. i )ri ri i . Exemplo: Calcule a integral iterada  /2 0  / 2 sen  0 0  r cos drd Solução:  [  / 2 sen 2  cos  r 2 cos  sen  sen 3   / 2 1 ]0 d   d  [ ]  2 2 6 0 6 0 Observemos que a região R é limitada pelas curvas. Escolhendo um ponto arbitrário ( ri. o raio interno desse retângulo polar é ri  ri / 2 e o raio externo é ri + ri / 2.

. identificar a região de integração em polares. Conversão de Integrais Duplas de Coordenadas Retangulares para Polares O cálculo da integral dupla em coordenadas retangulares pode ser facilitado transferindo o cálculo para polares. A integral fica 2 1 r 2 2  e 1  1  er 1 (1  e 1 ) 2 rdrd   [ ]0 d   d  [ ]0  (1  e 1 ) 2 2 2 0 0 2 1 1 x 2 2  e 0 0 2) Calcule a integral iterada convertendo para polares   ( x 2  y 2 )dydx 0 0 Solução: Vamos. Temos assim que os limites de integração são r = 0 e r = 1 e  = 0 a  = 2. inicialmente . r sen )dA  R R  f (r cos . r = sen ( circunferência de centro no eixo a 90  e raio a = ½ ) e as retas  = 0 e  = /2. sendo R a região contida R no círculo x2 + y2 = 1 Solução: O círculo x2 + y2 = 1 em polares tem equação r = 1 e  varia de 0 a 2. y)dA   f (r cos .7 r = 0 ( pólo). bastando fazer a substituição x = r cos e y = r sen e expressando a região de integração em forma polar  f (x. r sen )rdrd lim ites apropriado s Exemplos: 2 2 1) Use coordenadas polares para calcular  e  ( x  y ) dA . ou seja r = 1 com  variando de 0 a /2. A região é corresponde a ¼ da circunferência de raio 1.

podemos fazer a mudança de variável x = g(t)  dx = g´(t)dt. Usando as coordenadas polares temos d  4[ ha 2   / 2 ]  a 2 h 2 0  hrdrd  4  [ /2 0 hr a ] d 4  2 0 0 0 2 0  / 2 ha 2 2 Mudança de Variáveis em Integrais Duplas Lembremos que no caso de uma função de uma variável podemos fazer uma mudança de variável ou substituição para transformar uma integral dada em outra mais simples.y) do plano xy. por exemplo (I)   x  g ( u . v)  y  h ( u . Usando a simetria teríamos V = 4  V=4  /2 a 0  hdydx . No caso da integral dupla podemos ter o mesmo procedimento efetuando mudanças de variáveis. dada a integral  f ( x )dx . v) do plano uv em pontos (x. Por exemplo. .8 /2 1  0  / 2 d r4 1     [ ]0 / 2   r drd =  [ ]0 d   4 8 0 0 4 0 4 3 /2 3) Use a integral dupla em coordenadas polares para calcular o volume de cilindro de raio a e altura h Solução: O volume do sólido pode ser interpretado como o volume limitado pela região R que é uma circunferência de equação x2 + y2 = a2 e superiormente pelo plano z = h a a2 x2 0 . a = g(c) e b = g(d) e a integral fica igual a b a a d c b  f ( x )dx   f (g( t ))g´(t )dt . levando a região R´do plano uv na região R do plano xy. v) Isto corresponde a uma integral dupla numa região R do plano xy poder ser transformada numa integral dupla sobre uma região R´do plano uv A interpretação geométrica é que as mudanças de variáveis ( I ) definem uma transformação que faz corresponder pontos (u.

v) y u x v y v A expressão da integral acima ( * ) é válida se são satisfeitas as seguintes condições    f é contínua as regiões são formadas por um número finito de sub-regiões dos tipos I e II  ( x . y) é chamado de determinante jacobiano de x e y em relação a u e v e é  ( u . v) O símbolo  ( x . v) Vejamos no caso de polares que já deduzimos: . y) Supondo que as funções sejam contínuas com derivadas parciais contínuas em R e R´ temos que  f ( x. v) x  ( x .9 R v R´ y u x Se a correspondência for bijetora podemos retornar de R para R´ pela inversa dada pelas equações  u  g1 ( x . h (u. v). y)dxdy   f (g(u. y)  0 ou se anula num número finito de pontos em R´  ( u . v)) R R´ (*)  ( x . y) u dado por   (u . y) dudv  ( u . y )   y  h 1 ( x .

Cálculo B – Diva Fleming 4. Cálculo – James Stewart vol 2 . ) sen  r cos  que  f (x. Cálculo um Novo Horizonte – Howard Anton vol 2 2. A expressão ( * ) é geral. 2. Referências Bibliográficas: 1. r sen )rdrd . Observações: 1. Cálculo com Geometria Analítica – Swokowski vol 2 3. se aplicando em outras transformações e não apenas no caso de mudança de coordenadas de cartesianas para polares.O jacobiano pode ser interpretado como uma medida de quanto a transformação modifica a área da região R. y)dxdy   f (r cos .10 Sejam R e R´ as regiões dos planos xy e r que se relacionam pelas equações x  r cos    y  r sen  O determinante jacobiano nesse caso é dado por R R´ ( x. como já havíamos deduzido. y) cos   r sen    r e assim temos (r.

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