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CIIK~'AS:!WI\'EItSOS JORNAES

FL'NCWAL

TYPUChAP1lIA FUNCHALENSL

c-

1883.

UM PRIVILEGIO INDUSTRIAL

Ill."@S~nr.Redaclor do Direito (*).

V. S a que se presta sempre a advogar contra mim as

causas maiS 'injustas,

os meus interesses particulares, substituindoa raz-o

tcrn pelos termos mais

especialmente ar goe podem perjmdicar

que náo

grosseiros, i sombra da sua irrespon-

sabilidade,

vem,

no

na0 1:371 do Direito,

de 7 de março

corrente, num artigo que iem por epigaphe-#A industria

fabril do snr. Visconde do Cnnnavial~,-arvorar-se em pa- trono de quem se quizer apoderar de uma propiedade mie

nlia, e aconselha que se apoderem d'ella os que não

em tal.

pensam

Quem for contrafactor dos processos iiidastriaes inr6n-

tados por mim, e de que tenho privilegio, ssá levado aos

tribunaes, que, estou certo, me farão justiça.

rece

E' que

a questão tem de agitar-se.

Trazel-a para a imprensa nos termos em que ellagappa-

no

Direito

i: demonstrar,

evidentemente,

a nenhuma

confiança na justiça da sua causa.

=Z====

(*) Esta carta foi publicada no Drnaio POPULARde O do março

de 1883.

pela il~inlia paite nada tcniio q!ie nc~iai.da iti~prcnsa:

anks atimoter ocrasiso da piiiveri;ar

as

[l"~ p~~oasji~icrcisatlrs. ou np:\ixunaJa.i

i.i-iicbs

iiicxa-

i~iq~aletnsi,-

bi.c o ~ssumpto.

<IP~

fiQulros esrriptoç e nniitro

do falso o Jc

prriorlica

rcfiilasei

tiido o

m3lpvol~no primeiro ar ligo ~iubliçado

ao Dirriro, o o qiic ha ilo Iinser ii,~mais (I~I': Icai d': vir.

Aqoi

s(, me prolioiilio a

coiiimiinie;ii

a

V.

S.' nlptins

hcfm rcletivo~ assrrçáo rliic

(:ia ~Ic que nenlitim fabricari-

u de assucrr se prcsioii a tnci~rcnmiiiigo para ser aueiorisado

a usar dos mciiç proci:ssos piiri!cgintlos.

Na oecrsiho

Je

ssstjear c

eni

quc eii czpc~lia aos diversos fabrienn-

(I'rsla illi~a circulais qlio V. S.*

aguardi!ijle

transcreva no ciindo numero do Dtrcito. prorurou-nie o snr.

Visconde do Ribeiro Real

para

nie

dizer

que o

snr.

W.

Hinton (o

mais

dade) Ibe pedira

iiiiporiniiic

p~rame

lal~riranic de nssuenr d'esia ei-

coll~i~lll~~icarque, tenrlo risto um

aviso aos jornaos solire o meu i1 qiicria traelar eo-

em que eoridiçórs eu

qncria eoniraciar: kzentlo sentir cyic mt! eonoinltâ uma aveiim

nigo r essc respeito, e desejara saber

com

elle em eondiçi~cs mais i*asoaveis, porque estava conven-

cido de que, desde

que os ouiros iiidusirineç

soubessem que

dis tinha feito contracio comigo. ncnlliim laria qu~stáo.

Reapondi ao snr. Visconde do Ribeiro Real que não ií-

&vida em fazer

uma avcnça com o snr. Hintun, ten-

do em eonsideracso as

razúcs

Irbora~ada siia filirica seitia

que

levavam a erer

que r

csle aniir, meiior do que

nos

4. mas que a base do cálculo para esse coo-

treeto n5o podia deixar de sw

os out rua industl-iaes.

a rncsma que servia

pata

Tendo

ésia

resposin

sido trriismilida ao anr. Hinton

elo snr. Visconde do Ribeiro Real, a

quem o

mesmo sor.

fiinion

foi possoalmenis

procurar tio rlitl

aeyiiiiite

para

a

saber, disse este seobor que, ein vista d'isso,

rir para tracbr 6<lbr0 O aaunqbt~.

me procura-

N'alss

circumslaiicias

não jelguei

necesçario enviar ag

a@r8Hinion 3 mencionada circular,

qile en~iei,todavia, a tor

-0s ouiros fnbrieantes de assiiear ou ngii;irtiecite.

No

i3

do feicrciro tilii~iio, iiio

iiie

ieiit]o ainda o

siir. Ili~iioii PF~CUI*~~~O,cscrevi-ll~~dizebclo-lile que, toodo.

rnc coiniaiii~ic;i~ioo snr. Visconde

do Ribeiro

Real

que ellc

cll~(:ria lrlael:ii~ contigo ácerca do meu

privílcgio,

Iiie

pedia

q110 me tlisscsse se

cjucri:l que eu o procurasse para esse fim;

no (["C

mc i.espiiridcu que riáo tinli« u8zdu tido kinpo de peno

sccr ,,o assrr~ripto.

Tendo eii, porbiii, sabido, com toda a certeza, que o

nnrios dc 1880, 1881 e 1852,

lenho pri-

a escrever-lhe no

Iiieymo

r

i

1

rios

iiiilia feito iiso

vilegio, sciii

iin

5ii:i Iil~iicado invcrito

iiiiciorisa~ão, tornei

de rjue

n rni~rliri

(lia 19 de ft:~i.,liro 1)ni.a llie perguntar se estava disposto a que eu ~inliadii*cito; ao que me i*cspou{leu quw,riio tiiilia o~~pi*cgado,neni (lie concirhn ern-

~/t.o!jw, o III-UNSSQ(1 (luc c11 1161iidia.

a &i*-iiic

n iiitli:irirrisncio

li i

I

I,

n

de r

I)u~I~Io>O fn~~id~i*ttiIt).

0 snr. 1). hl;inucI (13 Gama, dono

perante os {ri-

da Fabrica ATiciotial

a

(niiiiga

rncsirio

dt: iiinn

I2nbticr

dc

S. JOGO), fez-me umn proposta sbbre o

ol~jilcio:e o :!ir.

i

tlc

Ciiilh~rmeWilbrlinrn, um dos dooos

ficou comigo

assucar na Poota do Sol,

tlc

ir

coiisuliar os seus socioe, para depois nr traclar do

:kj oste.

(Ira, scnila esiijs os principacs fabricantes de assucer d'es-

ic Jisii i(-to, ji V. S.'

vc qiianio a suli asserc%» B infundada.

Coiii

1~rln~3o3 cslc

poiilo s6 accrescenlarei que toem

Ii.~hilo

I

i

v I

coiniao

pessoas

tão

importantes,

roillo o snr. l'iscot~ilo do Ribeiro Real, edminisirndor da rasa (10 snr. (:oi~ile ilo Casv;illirl proprictario tlc uma fibri-

cr

nguni.ilciite

i:u

15.i[il

do

!liir,

o snr.

José l'inlo

cor-

i*ija Iuul~rictnisici Ili: ~:iiia grande fibrica de aguardente em

S. Ilririiiilio,

r

o

snr. Aluizio Cear do Detiencouri, Iam-

fabrica de aguardente cm S. Pedro.

Lcrri I,i*i~(iiietarii,de iinia

Eailn tcrilia corli os

inilustiiaes que, nHo querendo

fa-

zcil iiso

dos

Ilrocessos tlc que sou inventor e de que tenho

em

Iu.iFilibi;io, si? ii,'to

qi~iz~semsproveiiar

da

disposiíáo

cluc estou de fizci.cin uso

iifinci3rcoin

elles

a esse respeito;

niirilia

1113s as ~UO

[]'esses pi.ocils.;os seiii

auclori~açáo1150

di!

ri~spoiideicivil

u ciilii iiia intnte; c

as perdas e dimnos

yie tcirlio tlircito a palirAliius,930 o qua eu tiraria pelo proe

1,

cesso contrafeito,

se fbsse

por

mim applicado

ao mesmo

a quo elles o applicarem. Espero que V. S." publicará no primeiro nomero do Di- reito ésta carta, de qiic envio cópia a outros jornaes. De V. S.a

attmOvenerador

Funchal, 8 de rnaitço de 1883.

Vasco?zcle do Cnnnavial,

Ex."O Snr. Redactor (+).

Desde que

dá interesse, sc

o Direito,

pile se presta a tudo o

que

lhe

apresenta

a dcfcnder,

com

asscrçTies insxa-

etas e insinuações rnnlevolas. os contrafactores cle iim in- vento meu de q uc ha ji muitos anoos tenlio privilegio nin-

da existente, e até lioje incontest:ido, a (1tgnitl:ide do meu

caraeter e os meus interesses, injiis~amciite feridos,

verdade

que eu venha

á imprensa restabelecer

â

pretende deturpar.

euigcm

que

íie

Todos os que conliecem a hisiorin da Coinpantiia Fa-

bril de

levou

foi um

Assucar

hiadeirensc

ç;ibci~cpie o

iriceritivo que

me

a promover,

em 1866, a fuoilnçáo cj'csia coii, panliia,

sentimeiito patrioiico;

foi,

me!l~orar

n

il~iluslria fa-

bril de assucar ainda tiio atrazada então entre o6s; foi, fa- zer prosperar a Madeira, estal~elecendo,sdlire bases segii-

ras e estaveis, a

cultiira d:i

cnrina,

ci~izo esriiorecida;

foi o

desejo de proporcionar aos Iratitni~ies d'esic disiriclo, por

preço commodo, sem porjuizo

primeira oeeessidiide.

da

agri~~ul~iii~i,um

genero

de

---- Um discurso que pronunciei numa grande reunião pú-

---c.

(*) Carta dirigida ao Di.inro POPGLARe ~iublirada om 10 de março tle '1883.

blicn. no edificio da escola Luncasleiiana

d'esta

cidade, no

dia 25

de niarco

de 1870, e qcio foi logo publicado, prova

bem quai era a iiiira dos meus esforços.

Nesse iliscuiso encontram.se as seguiotos palavras:

meu ver, bases solidas a cstavcis; o meio de lia-

ver compi~adoros qiic paguem a caiina por preço que ariirne 3 agricultura, e quo, ao rnesmo tciupo, possam vender o assuear por preço tal qiic em ncnliiiuias circumstancias possamos re- ceiar a eoneoirencia c10 assiicar cstrniigiilro em ponto algum do reino, é a fiinda(;io de Cibricas com os apparelhos modernos e aperfei~o;~dos.

suscepti~el de

a0 E~l)iico do assucar na Madeira muitos niclliúranl(~nt~cs,110s qilncs tiZo

siillar çi.anilas vaiit3çeiis para a agricultora e para o commarcio

d'esta t~rra.

((0meio,

uriico a

cle estabelecer

na Jfadcira

a

cultura (Ia carina s6t)re

é

dc

ainda

neccssariamei~tc re.

a.4~f&bi~iwsque existem são

de pequena

laboraçáo.

D'aqui

resulta que a caiiiir, antes tlc sor reduzida a çonrapa, osti, muites vezcs, dias a fermentar. 110s arrn:izens das fibrieris; o que dh logrr

a uina grandc p8i.cla

cll! iissttcar, torria laborioso o fabrico e iníluo

para a n~iiqualidade do pr.octucto. « Os tnuinlios enipregall:)~ para a sxfraeç3o da gusrapa, qrial-

quer que seja a sua Fbrça, ilcixarn

sempre

no baga@ uma quanti-

daila de assiicai, qric pbde ser 40 ou 507, da totalidade do

siiçar da carina: e esta assuear, yzle fica assim perdido, pbde ser aproveitado. «Nãs fabi-icas que todos conheceis, a gtiarapa é evaporada ao ar livre: quer dizer que é preciso eleval-a a temperatura de l,OQe

C.

as-

para ohier a sua

eoncentracáo.

Ors, nos apparelhos no

vaeiio.

isto é, onrle a cvapraf3o

n5o cncoaira o ol!stxii\o (1:) pressáo

at-

mospherica, faz-se ri cu:icùr.trac2o ti temperatura de 50°, a 60" C,, e poüpn-s;i, port:iiito, todo O ~uinliuslivcl que seria riecessario cm- pregar para elevar desde essa tempernlura at6 100' o liqiiido que

se evaporasse ao ar livre.

((,S. erapurai;iio a iima temperatura assim baixa ainda a vnn- tagem de se não clueiritar assucai*, conio acontece na cvaporaccío

ao ar livre.:

rapa, se obtem maior quantidade de assucar.

iccresee cpie o assucar fabricado com os upparcllius

modernos tcin

tailisa~áoc maiiii. (ji~aiitid:tr!l: r153 p2i litciihs sncli;ii.iii;is.

muito mais valor i10 comrnei.cio pcl;i

donde

resulta qiie. com 3 masma cluantidado tlc giia-

sua 1;cif;i ei~-s-

RA isto

uOs apy:ircll~ui nio~lcroosc

iipcrfcicf~utlus piiriiiitlciii,

ljciia,

an f.ii~i*icnntc~-~tii.,~r,com

nicnor

despesa de Iabora~.ão,de ama

njilsniu cliin~iiida~lcde mateiaia prima, maior quantidade de produ- ~1~).C [)~.~llllil~de nnior raior coiomercicil

6 \ I,iIiricni d'esta iiatiii7cza $50 as

que podcm hoje trazer i

1i:i.i~~ii o unia g~~~:,illipi'ospei-idndc;

sáo as que podem rssogurar a

trazer

c.slnI~ili~lnc!ccln ciil~ur.n cin cariiia c trazer licr:cf;si~j par;i iclllos. 9

urii bcrn geral,

$ias ;'sias pnl.~rrns, que bcrn revelam o que me moveu

:i fondaoão da

110s eslor~o': qiic

cmprrgiici

ciii

lSGli

para

o

i

tlc

,\isocar

hl:itlcit*erisc, mostram tambem,

~UC,q~ali(loIi:ivin ji mais dc rliialro nrinos que eu mo occu-

Y

o

estudo da

iiiciustria I:il)i*ildo assucnr na

I~IICella

era

Madcirr

E (IDS IIICIIIO~~~~CII~CSde

suscep~ivel,e qiiando

nem mo Iinssnva riirida

pclã idcin,

copo proi~arci, que hnviã

tlc vir a iriroii:ii iiii~ iiicio

ellienz c do

fiicil

apsorci~~in~niodo sssiicni* qric o larninador

npplieaçiio para-

deixa no bagaço

das caiinns que esprernc; - iiiosliSain tn:nbl!ni que, em 25 de

marco de i870, deixei publicameriie esitbeleeido o

facto de

que na

Blaclciir Fcnw

ell[fio perdida

r20 bagaço a grande

,i~mtii<l~;tl~tle osscccnr qrte ~tells deixaram os naoinlios aqui

e~~il~regadospro>nu extrbacc,íor!$ yurirnpa.

Ctiamo hoje a ntieny5o tlc V. Kx." esperinim~nte para es.

te Iacio, que lia de

rie de eorrespondeiicins

appareeer ceda vez mais evidente na se-

que sdbrc o aseumpto me proponlio d

escrerer; nas quaes prociirarcii sempre iião ser muitosxtensa,

para niio abusar da benevoleiicia dc V. Exea e da dos Icilores

do seu jornal.

De V. Ex."

muito atteo venerador e ~b.~'

Funclial, 9 de março de 1883.

Visconde do Cannavial.

EX.*~Snr. Redactor (+).

A carta que tive a honra de enviar hontern a V. Er." teve

por fim dcrnor~slrasqiie náo foi a especulação, como pretende

o Direito, inas um pensamento patrioiico, o que me levou a

promover, em iâ66, a fundação da Companhia Fabril de Assucar hladeiicnse; e bem assim fazor ver quc, em 25 de

inarço de 1870,- quando eu náo linha ainda a menor ideia de que tiarin de vir a inveiiinr 0s processos indusirines de

que tenho privilegio; qiioodo havia annos que esiava fun-

dada a i.eferid;c cornpsiiliin, e que eu

iiie

occupavn do esiiido

da industria f;ibi.il

tos de que elln ora susrcpti~o~.-deixei eslat~elecido,sem cone

testnção, numa grande reuni50 pública,-qrre tia Illadeirn

ficava entao perdititi n grnnde quantidade de aasiiccir que o iamr9zndor deixrivn ~iobrigoço.

do assiicsr na Madeira e dos mellioramen-

liojc, proscguiiido no

inou camiiiho, apliello para (i rela-

iorio qiio, cri] nome da diiceção da Compriiliir Fabril de As-

mim qreseotado 5 n~scmhloiage-

ral da mcstna cornpaiiliia, ein 12 de ju~hode 1870, c quo

foi imrnctiia~amc~iieimpi*esso.

sucas Madeireosc, foi por

Nesse relatorio cu dizia o seguinte:

«Em 1866, reconhecendo eu de quáo graude iriiporiai~çiasáo

para a !ladeira u culluio da eunna e o fabrico do assucar; c ton-

do-mc! demonstrallo o cstudo tlos

traballios mais

i~~~r~~riimcriil;iveiç

sobre csto assuinl~lo(liii:

riiii; acli:'!rncts

airttla, cfcliai~o tl'estc pur~to

de vista, não sb cin ni:is cii-c ~rmstaiiciasagricolas, ser150 tambcm, tt

sobi~e~u~lo,em 9ilds circ~i~~istat~ce'astnclllsiricrt?s;. teado uinifo no cù-

ntiecimento do quo náo s6 ncio al)roveitdrnos da carilio de iissrtcur

todo o prodeicto al~toaeitcsvei d'clla, senh tarnlicin nlo proilueiiiios

cliinlitlaifc; tcndo odqiiirido n certern ila

ainda assucar íie primcira

que ba fibricas

sssucnr iniiito mais ~icrí'eilnsilo que :ls quepor

ora temos na Madeira, f'ibricas cjiic oil'crecem muito niiiioi8ci \n;itn-

gens debaixo (10 ponto do vista do rendimonto e iI,i il\i.diil;itlu (10

3z1--=z=--

(.)

no iss:1.

Carta dii+igida ao DIARIOFOP~LAR, B

~i~~lili~~id~rlln

li

IIC

III;II+~:!,

~'rnililclo: coiircnzi-ma de cjiie o rnellior meio de fazer prosperar a

hlad(3ii.a estaliclcccn~loa cultura de canna sôbre bases seguras e 6s-

iarcis, o meio uiiico (?e podeicm .os cultivadores ter a certeza de vc~i~pi.sc~i~pi.c\!"i. bom preço esle nosso tão importante producto agricilid, o in:io de podermos, todos (lue somos consumidores de

assucar, ter p!-,ilpr.eCi, corninodo, sem perjuizo da

,

,

**

*.'I

agricultura, um

grncio que i: Iioje tle primeira ncccssidade e que so esta vendendo

cai,issiiiio, i: o cstai)i:Iecimcirto iicsta

mais fabricas

crim os aplinicllios modernos e aperfci-O~~OSD.

ilha de uma OU

*

*

**.**

***.**

.Os

~ppa~cliiostlc que se servem as

fhbricas de

assucar que

temos actii;~im~iiiclia >ladeira, e em geral todas a3 fabricas de a& sucnr, para estraliircm o succo da canna, sáo altamente perjodieiaes i~illl~~tl~ia,como o tcem mostrado, theorica e practiumeote,

:I

honiciis

crim~ietentissirnosno assumpto:

guer dizer que, depois de

til* sido n coloia csj~~.ejnidapelos cgli~adros,/ica ainda nella unu,

grantle ,~rt~t~:iid~tlcdc flSs?!Cor,

a Pondo nosmo dc paiaica consideraçao da fbrça dos cyliadros

e do sc~i diamelro,

quantidade dc assucar que estcs opparelbos extrahem da canna, per-

o

que

teia

uma grando

imporiancia sbbre a

gunta-se:-coiiiii-nos-lia

coolinuar a empregar,

para 8 extracção

da guarapa. 05 ini3sinos npl>nrellios qtio esláo sendo geralmente em. pregados, perdendo a qnai~ti~?ndeconsideracel de ossucnr qrcc &ca

tia palha?

.Homens

eomiietentes

promcttem fazer apparelhos que, $04

guindo systeina clivcrso, deveni retirar da canna

maior rendimento;

Nas, serão esses apparslhos manufactureiras, isto 6, ds uío facil applzcnrcío prácticg como os niol)llros de espremer canias, de modo que tenham sdbre elles rrma un?ztagon real? #Se for aproceztaccl para a,qi<atndenteo asstccar qtre fiUa na palha que sne do moinho, será mais simples empregnrmos tambem

rrm d'estes o~~pwelhospara

reduzir a eufina a guarapa?~

Ve-se, pois, que, no dia 12 de junlio de 1870, eu dava, perante a assembleia gcral da Companhia Fabi*il de Assucar hladeirense, corno facto averiguado (que por ninguem foi na dicta assernblcia contestado) que o larninador deixava no ba-

gaço urna grande qiianiidnde de assiicsr, que ficava

arsim

perdido.

E,

commuiiicando

então á

mosma asscmbleia que

canna por meio

havia quem prometiia

maior rendimenio

da

de apparelhos de systema diverso, eu apreseritava as seguin-

tes qucslões:

Corrsspondcr~oesses spparelhos 6s promessas dos soas

auctorcs? Teráo nr práciica vantngei~srcaes sbbre o lamioador?

Se for ayrovcitarel

para

aguardente o assucar que o la-

minador dcira no bagaço, será mais rantajoso adoptar o la- minador?

Quando esse assoear

niio seja oproveilarel, será,

assim, preferirei o lamioador'?

ainda

Ninguem

nnquella

asscmbleia se julgou habilitado para

resolver tncs rliies\ões; nem revelou

o eoobecimento .de ne-

nlium prci*eLso cflicaz e dc facil applicação pari o aproveí-

tamento d:, rssucar do baga~o. E, não tendo a companhia elemeiilos para resolver estes o

ouiros ~~roblernasimportantes, quando desejava montar a sua

fibrica lias melhores

ir a França cootraetar os apparelhos que eu, depois do neces- sario estudo o exanic, reconlieeesse serem os mais convenientes.

condiçóes indusiriaes, encarregou-me de

Foi uma cornmissáo

ardua,

espinhosa, de gravissima re-

sponsabilidade, quo cu tive, todavia, o arr6jo de acceitar.

Paro hoje aqui, snr. redactor; mas náo lecbo és& carta sem pedir a V Ex."que noie a nova -gentileza do redactor do

Direito, que, tendo-me aggredido + injustamente no peoultimo

numero do seu jornal, se recusou a publicar a minha defeza,,

apezar de ser isso um dcter que impóe a lei.

De V.E%.*

muito a1t.O venerador

obr.dO

Punchal, 10 de inarço do 1883.

Visconde do Cannavial.

Izs.-> Snr. Rerl~clor(e).

No clesempcnho

pela

difil:il

comrniKío de que fui encarre-

Bs bril de 3ssui:ar

assemblpia gei*al da (:ornl)anliia

irenso, na çiln çcçsiio tlc 12 tle jiinho de 1870, fiz qiinn-

em mjin ciju[le Iisrn que o fál)rica iie S. João fosse monta- da com os app:liscllios modcrrios iiinis perfeitos.

~i,chainnrei aqui, iodarin, a aitcnráo do V. Ex.*para o

iespei(o extrac~ãotia giiar;ipa, e apioveitameiilo do qaa fimiva perdido no Lagiiço da eanna. Apenas elieguei a Paris occiipei-me immediatamenlc do

sdudo dc ~asi~sappnrelhos c processos propostx para substi-

*em o lamiriadnr; mas, apesar i13 convicçào eni queia de oe acharia prclerivel ao moinho o apllni*ellio do engenheiro

!-r, goiodo o n8o fosse o do engeiilicira A. Piiilifipe, com

quem, desde 1866, eu esiara eiir correspondencia sobre o as- sumpfu. f:icil riic fui sccurili:ccr que iiciiliiim dos iio~osappa-

ado-

ylado por unia empiaeza que precisava dc caminliar desde o

Reconheci qoc o moinho,

ainda

na indosiria do assurar de cannn; porque, d'esses novos appn-

sc

nlii.cgonvaiii, nenliurn era de

relhos cujas vniitagens tanto

disposigso iáo biii~pics,trnbnllio 130 facil, dc i30 diffiril des- arrabjo, k do ião gtandc expedimie.

prio~piocom u masirna seguraiisa. ap6z;ir dos seus defeito$, náo tiiilia

acliado eornpeticlor

rclfios, que, dc tllais,

CSI~?F~[:)~ili(l;ic111 ~n~iii~,devia ser

Decidi-nje, pois, pelo iiininl~o,ou iamiriador.

R'áo RIC cariicijiri? poi.í.ii,, com uin moinho composto de

cyliodros de diaiiicbiiù

o

i

coriio o dos

clliridroç tios

moinlioe das fibrieas ji cxis~eiiiesiia bi~idcira,e cjuc es[bi.emiam

apenas a G03/,.

Nem quiz irii~bcino nioinlio de Pâveii de cinco cgliodi.os,

o qmal, apesar de

hzcr I:;bssai.

n taiin:;

por

qliaiso

piessõe~

euceessiras e de ser esia auioilccidii o amaciada pela injecção

-i==

(:)

ctc 1&'55.

Grta dirigida ao Di~nroIl~ro,~n~,c pulilieada

eni 16 de iiinrco

de vapor c de piiigos ci'agiia

(goutfelettes d7ea21),o30 offerecia

rnnlngcns quc corresponiicssem no seu grande custo, grande

despesa de v;ipor, c ililliçil repai%açáo.

E, para provar que fiz bcni em não adoptar este appare-

ilizer que, num livro importante

s6bre o fabrico de assucar p~il~licndocinco annos depois por N. Bassci, aitiifa se Icem as seguintes palavras com relaqão a

r malgrC toiit I'arnntaçc: Iliéoi~ii~iicqiie présentcrait celte rnaciii-

iic, elle est pisesque restEt? ti I'Çlirt de prujet B.

Ilio iào cooiplicrdo, bnsiari

Adopici

otn tnoiiilio de Ires cglindros; mas um moinho

que dcvia ~sprcn:cP a 70 o!] 72

C que, portanto, devia tirar

da canna mais 10 ou 12'1, dc guarapa do qoo então tiravam os

niointios das fríbricus da Madeira. i\Ins, apernr (I'isso, eu cnieiidia que seria de toda a eonre- iiicncin npi*o~eitnro ussucar que ainda ficaria perdido no bagaço.

Ti>;iciei,pois, de ror por que apparelhos e por que proces- sos isso so poderia conseguir.

As noções ~Iicoricas que eu possuia sol>i*eo assumpto Icvarani-me n procurar a soluç5o do problexa nos meios c00 nliecidos de niaceraflo e de Icvigaçiío.

Náo pude, porém, achar, entre os apparelhos e processus inventados, nenlium. qo8 me parecesse applicarcl, eoni vanta- gem, a uma fábrica de Iiiboraçáo imporiaiite.

Pareceu-nic eiilii~aproveitase1 um processo de Biigoulin,

dcscripto no Journal des Ft~bt*icantsde sucre de 3 de novembro

ile 1864, que consistia em fazer fcrmetifar o baguço que sae do moinho, em grandes eyliodros de metal ou de madeira fechados,

e dcslocnr depois o nlcool fortnado por tinia corrente de vapor.

Isto ve-sc da carta que, crn 9 de agosto de ISTO, esere-

ri dc S. Quinliiio (França) i direcçgo da Companhia Fabril de Assiicar bladeircnse, dando-lhe conta dos processos adoptados,

e das macbinas e apparelhos escoltiidos por mim. Nessa carta, que se acha trai~scriptaa pag. 5 do relatorio que a direcção da mesrns compnniiia apresentou á assembleia

geral cm 22 dc jiinlio

publicado, le-se:

de 1871, c que foi imrnediatamentc

aLi fabrica comprelieiidc, em resumo, o seguinte:

a i ."EYTRACCAODA (il:~n~~i~~.-Emprcjaremoso moinho; mas

rim moinho qiie tira mais dsz oii doze por cento de guarapa i10 que

3.

os moinhos que temos na Madoiia. ti polhn i?ii

d~l~oisn ferriiy,,/nr

para se aproveitar o assucnr qice ctilada podcrci cotiter, para clyttar-

dente.

brado, operação muiiissirno

mento do assocar e diminue a despeza tlo car~áoaniinal,

que temos um forno de acido carbonico e cal. 3." FILTRA~ÃO.-Aguarapa etc».

«2.O DEFECA~AOE CL~IRIIIICACÁO.-TCT~~OS3 cal-hosatoccio ,To-

vaiiinjosu,

porque

aiigrnenla o

rendi-

para

o

Eram, todavia, ainda táo problematicas para mini as vau-

tagens d'esle

processo, em razão do custo da

insta!lacáo e cio

espaço necessnrio, que não ousei me~tel-odesde logo tio proje*

cto da fábrica. Entendi que era qriesiáo para sei aiida csiiiti:i-

da e meditada, tanto mais quaiiio oada sal~íasbbi*c os rcsul-

tados praclicos d'este apparelho. ve, pois, V. Ex.", stir. redactor, qnr! e112 9 de agosto de

1870, apesar do estudo tlieorico e pilictico qi~ctitilia feito da industria do assiicar, na Madeira i! lói*atla Ei!ladeii~i,eii qiuo co-

de uproueittrv o ussucnr

nhecia ainda jienhilm

meio melhor

que o lamit~adordeixa no bagaço da coma, do que fuzer f~r-

mentor em reeipierite fechado esse nsstccnr no nmmo Iintpiri. Peço a V.13x.' qiic sc digne rie toinar iiota d'estc Facto; e

por hoje não cansarei mais a srin nlicnção. De V. Ex."

mt.' att.'

venerador olxdO

Functial! 12 de março de 1883. Visconde do CanlzaviaE,

Premitta-me V. 1Sr.Qqiic

Ilie fa~n iiotni. cjlic as fil)ricns

que se acham em

boas coiicli~iJcs de

Iaboi.;rção !ecr»

riiiiilo

(*) Carta dirigida ao DURIOPUPUI~AR,C ~,i~l)lieaclârtu lii dc ninr(u dc 1883.

mais vantagens em obkr o assucar da cnana debaixo da forira

de assucar crystnllisado, do que em Lnnrformlil-oem aguardcotc;

Se assim r~ãofosse os industriaes não montariam fábricas

de assucar, qiie erigcni o emprego de capitaes muito maiores

do que as fiibiicãs de aguardente.

01-a, njo

tcndo eu confiança no

systema dc Iliigoiiliri;

ci~josrcsulilidos prac~icosri50 conhecia; tendo adquirido a ccr-

teza dc quc a ii~dusiriai130 possuir

aiiidr irieio algum efficaz

c sufficieiiternenta i~einuiicrador, para o nproreitamenio do as-

sucar que o larninadoi dcíxn no bagaço cannr; e, pensando

tluan"~ seri;i vuiiisjoso que se achasse esse nicio, e especial-

1iieiite q11e o assiie,ir do bagaço.podesse ser obiido debaixo da

fóivrna de nssc:cnr

cryst:~llisado;-puz-mc

a cogitar para ver se

poiiciin i*c.iolver o p;oblci~in

Vi 1050 qrie a agiia

era o agente por

meio do qual

se

1;~dcrianitiis I'acilnitiiiic oher o resultado que cu desejava;

mas que não era por meio de lavagem, qiialqiicr

que

clla

~OSSP, que

se potleria eorisegoir rcsuliatlo vaii!ajoso.

Uina lur(rgcm s6 poderir exiraliir

do Ii:ija~oo assuc,ilr

isolado das cellulas

rompidas

pelo iaminador; rii:is e7'tu o 3s-

sucar das ecllulas intactas,

ainda qoando fosse einpregada a

ngun quente, como o tccm maairado os resultados pouco &-

iisfatorios de iotlos os processos de levigaçáo. 11 inneernqáo tioli:>-se apresentado nãluralrnen~oao espi-

rito dc todds os qiic tioliam inventado appaiellios para,. pai:

nieio ll'cila, exiraliii.ein o assuear das suhsiancias saellarinas.

%!as,

i~áosondo nenhum d'esses

apparclhos vantajosa-

menlc

ag!lni.dei~tcde caniia, a tlifiolldntle estcici~e?,l trcl~a~auiim nick-

clii~tn,I~II~«pl~(wdlko,tini ~ncioqualquer eficaz, oconoinico, dg

applicavcis ao

Lavaço de uma fibrica

dc nssiicni. ou

facil

exec~tçiiu,que ~*esoluesseo probleraa, cegos d~tloscrntn

con!~ecidos.

i3 ri prova de que a sohiç%o d'esie

pi~olleiuaera co~isidt?-

rada t$o itiiporlarilo como (lifficil, 6 qiio N. Basset, iiiirnn o- bra de rncrcçimento, j6 eni5o poiiliçada, s6bi.c 2 iiidusii.i:i tlo assiicar, dizia a este reapcito:

crTi':rn-s?

tentado muitos enslios com CSL;;:

íiiri,

c t! Iii'oVaVi I

que !,i,ta\.eiii:>cii~ 3 iod;istrin s:ja dl.~ta!l:i ile iiili qqi'w:~!!!!~i~~~~lii~tl~

2s q.ia;idailzs dos

I

tu~~iisiiib ciiiaiailos, c d~~~iiil~~ittti~tJu(JUS

scus tlefcilos. Srrin ?rtii pnsso isi?)ie??.wpora o progresso; porque o

trabalho das pi*ensasmais pcifcilas d~ixaainda muito a desejar de-

baixo de vaiios pontos dc \ista».

Pc~oa niietiçso do V. Er .", snr. rediitor, para os priiici- pios que deixo estabelecidos, c que scrrii>aiii de base para o

invento do rppnrell~oe dos pitoccssos industriaes de que lenlio privilegio, coiiio terei r Iionrn de expor na proxinia corres-

~:oniicnci;i.

Dc V. Ex."

muito a1t.O

venerador obradQ

I<x."9nr. Redactor (*).

Traetando, em agosto dc i 870, de resolver o problema

do apioveiiamento, industrialmeiitc

íieava perdido no bagaço da canna, pareceu-RH que a primeira

cousa u fazer era pbr o bn,oaço errl contacto com agua, fria oii

quente, por modo qut! &ta o humcdeeesse- bem, d~ssolvesseo

rsntajoso, do assucar que

assucar das eeilulas esmagadas pelo Iaminador;é-náo

dissolvido

pela seiva da canoa, e pcricirassc a16o inierior das ceHulas qiie

tiriliam ficado intactas, para se apoderar, pela osmose, do assu-

car d'ellas;

devendo Segiiir-se a erlracção econornicn do liquido

assucarado, com densidade sufficiente para ser vantajosamente

utilisado para agliardetite ou para assucar, sem sc perder o

bagaço como combusiivcl.

-4

(*) Carta dirigida ao Drraio DE NOTICIAS,e publicada em 46 de marco

do 4883.

Por dois meios me pareceu deado logo poder-se obter

tc resultado; como revelei mais tardo num certificado de ad-

diç%oao rneit primeiro privilegio:

I .O-

u Estal~eleccruma circulação constante d'agoa no bae

gwo aaiO ésia adqiiiiir urna doiisidadc suffieientc; sendo o lia-

gaço, dcoois de berii Invado, posto a seccar para servir de coms

busiivi:l;

2.O-gPbr

o bagaço em contacto com unia quantidade do

'agiia apenas siificionte para o liumedecer c penetrar ai6 o in-

iciaior das cellulas ainda intactas, passando-o depois ao lamioa-

dor, ou esprcineodo-o ouma preiisa qualquer de f6rça sufli-

cienlc. r

Para o facil, cfficrz c vantajoso crnprhgo c10 priineiro meio,

mas p~(lciitlolambcrii

servir

fiara o segundo, iniaginei um ap-

~w~clliocoinpostc, de uma bomba de disposição especial, c dc

dois poços.

No primeiiv

processo o bagaço, depois cle estar ein ma-

ccray5o crn n;;iin coiis!>iikme~ikdcslocada

por um movimeiiio

eirculaioi.io esinbelccitlo por meio da bomba, devir ser traciado

por nosas agcins o posto r sceear.

No segundo processo o bagsco devia ser disposto em

mrd:is drlgadas no satiir do moinho, o orvalbodo com agur a- porias suficieiitc p;irr ficar bem molhado, e depois ser passado

opporiunaamentc ao lantinador.

Eiii uml,os esics processas o liqoido assucarado exlralii-

do podia ser utilistido i,& s6 para aguardetito, cano nb pro-

cesso de Hiigooli~i,senso iamljcin para asscicni; o tliic ern mais

v:iniajoso, eslicci:iltrictiic para n f3l1ricn da S. JO~IO,(1110 sc pro-

piit~lt;i eiiip(3g;1~*u cn~+liuiiat:i@otlobrada, que exigia que r

gunrapa liisse cliluitln, paibnclarificar bem. Logo quc, depois de inoitos dias de cstudo e de ieltcsiío,

ebeguoi a uni rcsultcido qiie nio pareceu scguro c impcriaiiie,

imioetliatatnciite dei parte ílo ineu aeliado á dircecáo da Com-

i

li

dc Assiiçar

hli~ditirense,como se-va da cnrin qtie

Ilie esric~itle Paris, 6111data de 21 de agosto dc 1870, c qiia

sc nelia piil)iic.ad;i a png. 7 do rel:itoi.io ciindo, nl~icseiltlitlod

assenil.dci;~gciinl i1:i siic!snin coinp;i~iliinciii "L tiIc jiiidio tln $871.

Nessa c;iiia

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