CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL COMENTADO: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

ELIANA CALMON ALVES Ministra do Superior Tribunal de Justiça

Título III : impostos Capítulo I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. COMENTÁRIOS Definição. O Capítulo I do título III do Código Tributário Nacional tem início com a definição dos tributos em espécies, a partir do imposto. O conceito, que não é dos melhores, tem o mérito de caracterizar o imposto em relação à taxa e à contribuição de melhoria, as duas outras espécies de receita tributária. Estabelecendo que seu fato gerador é uma situação

independente de qualquer atividade estatal específica, relacionada com o contribuinte, indica a não-vinculação da receita. E isso porque o imposto tem caráter geral, sem vantagem específica para com o contribuinte. Esta é a característica mais marcante da espécie de que se cuida, como manifestação maior do poder político que impõe um dever, de caráter geral, sem gerar, em contrapartida, benefício específico ou vinculação orçamentária.

A11

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

Daí as diversas nomenclaturas para a espécie, tais como tributo sem causa ou tributo não vinculado. Como as demais espécies do gênero, é pago exclusivamente em dinheiro, o que é uma constante no mundo contemporâneo, onde não mais se tem notícia, senão histórica, de prestação in natura. A propósito, o art. 3° do CTN parece admitir o pagamento não só em moeda, mas em valor que em moeda possa ser expresso, como, por exemplo, o pagamento em Títulos da Dívida Pública, com cotação na Bolsa de Valores. Leis específicas, inclusive, permitiram a dação em pagamento de débitos tributários. Cabe, aqui, referência à criação de padrão de valor para efeito tributário, como, por exemplo, a UFIR - Unidade Fiscal de Referência, Lei 8.383, de 30.12.1991, índice que passou a mensurar as obrigações tributárias por algum tempo, em demonstração inequívoca de que, de acordo com o art. 3° do CTN, um tributo pode estar expresso não só em moeda corrente, mas em valor que nela (moeda) possa se transformar. Atualmente, estão sendo corrigidos os tributos pela Taxa SELIC, a qual traz embutidos juros e correção monetária. Para alguns, o referido índice é inconstitucional, por não estar em lei a forma de composição. Entretanto, o STJ, examinando a questão da inconstitucionalidade da Taxa SELIC, recusou-se a apreciar a questão prejudicial, conforme decisão assim ementada:
Recurso especial (julgamento). Inconstitucionalidade (prejudicial). Argüição/procedimento (Regimento, art. 200 e CPC, arts. 480 a 482). Competências constitucionais (distribuição). Incidente (caso em que lhe falta cabimento). 1. No julgamento do recurso especial, uma vez acolhida a argüição, a Turma remeterá o feito à Corte Especial. 2. Compete à Corte Especial julgar a prejudicial de inconstitucionalidade. 3. Do julgamento, porém, não poderá tirar proveito o autor do recurso especial (recorrente). Caso
2

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

a declaração venha a beneficiar o recorrente, ao incidente faltará cabimento. 4. É que, no exercício da competência prevista no inciso III do art. 105 da Constituição, em princípio o Superior não dispõe do contencioso constitucional. Tê-lo-á em restritas hipóteses. 5. Em tal competência, o que é do Superior é toda a jurisdição infraconstitucional (o direito comum). 6. Já no exercício das competências previstas nos incisos I e II do art. 105, livremente o Superior também desfruta do contencioso constitucional. 7. No exercício da competência do inciso III, é lícito ao Superior previamente declarar a inconstitucionalidade de lei ou de ato normativo, desde que a declaração não seja a favor do recorrente; a favor do recorrido, sim. 8. Caso em que a, inconstitucionalidade, se declarada, não aproveitaria ao recorrido. Por sinal, nem ao recorrente, que interesse algum tinha na declaração, tanto que se defendera com outros fatos e outros fundamentos. Daí, em caso que tal, tratar-se-ia, também, de declaração de inconstitucionalidade em tese. 9. Preliminar de nãocabimento, acolhida por maioria de votos (Corte Especial, AI-REsp 215881/PR, rel. Min. Franciulli Netto, rel. p/ o acórdão Min. Nilson Naves, DJU 08.04.2002, p. 111).

Posteriormente, a 1ª Seção de Direito Público chancelou a legalidade da SELIC, como fator de correção, nos EREsp 291.257/SC, 399.497/SC e 425.709/SP. Assinale-se que a UFIR foi extinta pela Lei 10.522/2002 (art. 29, § 3°), diploma que, no art. 30, indicou como fator de correção a Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC. Em épocas de alta inflação, as obrigações tributárias, as declarações de rendimento e até as certidões de dívida ativa eram expressas em parâmetro de valor devidamente atualizado. O imposto tem como base fática um comportamento do contribuinte, ou uma situação jurídica na qual ele se encontre. Em outras palavras, o imposto, para existir, exige sempre um fato qualquer em que esteja envolvido o particular, sem a participação estatal. A legitimação da imposição soberana está na necessidade do Estado arcar com o gasto público, mantendo a máquina administrativa.
3

porque não se vincula ao fato gerador ou ao fato imponível. É também chamado de imposto que repercute. como ocorre com a propriedade imobiliária. geradora do imposto predial. não se obriga perante o Estado. É apenas o consumidor final da mercadoria ou do produto resultante da atividade eleita pelo legislador como necessária e suficiente ao nascimento da obrigação tributária. sendo suportado pelo contribuinte em definitivo. Contrapondo-se. ou pelo menos continuadas. por exemplo. Para o Direito é praticamente irrelevante quem paga. dividindo a espécie em imposto direto e indireto. existe o imposto indireto. dentre as quais a que enfoca o aspecto da incidência. e sim por terceira pessoa. É também chamado de imposto que não repercute. inclusive ICMS e ISS Classificação. cuja titularidade é o fato gerador do imposto. o qual grava situação instantânea ou mutável. destaca a figura daquele que suporta o ônus econômico da obrigação. artigo por artigo. O terceiro. porque a carga econômica não é suportada pelo contribuinte. embora sofra o ônus econômico.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. A classificação que ora se coloca não é jurídica. pelo realizador do fato gerador. constantes. isto é. 4 . porque a carga econômica é suportada pelo contribuinte. porque o interesse concentra-se em torno de quem realiza o fato gerador. o contribuinte de fato. O imposto pode ter diversas classificações. ao lado do contribuinte de direito ou contribuinte jurídico. o exercício de uma atividade lucrativa (exemplo maior é o Imposto de Renda). O imposto direto grava situações permanentes. ou a propriedade de um bem. na medida em que. como.

temos os impostos reais. 166 do CTN. por força da previsão contida no art. eis que o contribuinte é pessoa física ou jurídica. ainda. O artigo em referência tem sido objeto de contundentes críticas doutrinárias. inclusive ICMS e ISS Entretanto. Com exceção do Imposto de Renda. o IOF etc. por sua natureza.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. sem cogitar das condições pessoais do contribuinte. transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido referido encargo. dividindo-os em pessoais e reais. ao serem instituídos. uma terceira classificação. todos os demais impostos do Sistema Tributário Nacional são reais. Faz-se a distinção apenas para efeito didático. unicamente. embora prestigiado pelo Judiciário. cuja incidência leva em consideração a matéria tributária. dividindo os impostos em fixos. como o Imposto de Renda. estar por este expressamente autorizado a recebê-la. artigo por artigo. proporcionais e progressivos. no caso de tê-lo transferido a terceiro. Há. tais como o IPI. levam em consideração as condições pessoais do contribuinte. a qual leva em conta a forma de tributação. Uma segunda classificação identifica os impostos levando em conta o objeto da incidência. 5 . A restituição de tributos que comportem. Contrapondo-se aos impostos pessoais. 166. o ICMS. Pessoais são os impostos que. ou. pelo caráter eminentemente subjetivo da exação. a figura do contribuinte de fato torna-se importante na hipótese de repetição de indébito. exemplo primeiro da espécie. in verbis: Art. Juridicamente pessoais são todos os impostos.

já sob a égide da CF de 67. Proporcionais são os impostos cuja alíquota observa sempre o valor da matéria tributária para atribuir um percentual.à União instituir. não tendo. COMENTÁRIOS Trata-se de dispositivo parcialmente superado. Por fim. 154. Art. os atribuídos a estes. I. Compete: I . quando. os impostos atribuídos aos Estados e aos Municípios. da CF). COMENTÁRIOS 6 . com a Emenda Constitucional 1/69. tem-se o ICMS. cumulativamente. Assim. inclusive ICMS e ISS Fixos são os impostos cujo montante é estabelecido em quantidade certa. os impostos atribuídos aos Estados e. 17. Art. É o que ocorre em relação ao Imposto de Renda. II . novos impostos foram criados. 18. cumulativamente.ao Distrito Federal e aos Estados não divididos em Municípios instituir. com as competências e limitações nele previstas. nos Territórios Federais. enquanto outros foram fundidos. pela Constituição de 1988. os impostos progressivos são os cuja alíquota é estabelecida em percentagens variáveis. o Imposto sobre Serviços pago pelo profissional autônomo. nenhuma pertinência na atualidade. portanto. como. além de ter sido a União contemplada com a competência residual (art. o IOF etc. Outros tantos deixaram de existir. se aqueles não forem divididos em Municípios. Os impostos componentes do sistema tributário nacional são exclusivamente os que constam deste Título.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. por exemplo. artigo por artigo. conforme o valor da matéria tributável.

IPI.ITR. Imposto de Renda . o Imposto sobre Operações Financeiras. levou em consideração a natureza do fato sobre o qual incidem as exações. inclusive ICMS e ISS Dentre as classificações de impostos.IOF. do Distrito Federal e dos Municípios. 2. os Impostos de 7 .ICMS. 155 e 156.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Temos a divisão de competência estabelecida constitucionalmente nos arts. só passíveis de cobrança na iminência de guerra externa. Imposto sobre Operações de Crédito. Comércio exterior: Imposto de Importação e Exportação. dos Estados. ou o critério econômico. os entes integrantes da Federação. O elenco é enriquecido com a competência residual. a que apresenta maior simetria com a Constituição é a que os examina sob a ótica da competência impositiva da União. Patrimônio e renda: Imposto sobre a Propriedade Territorial . 154 da CF e com os impostos extraordinários.ITCMD. Produção e circulação: Imposto sobre Produtos Industrializados .IPTU. sendo federais o Imposto de Renda.ITR. Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação . contida nos incisos I e II do art. agrupando-os da seguinte forma: 1. e o Imposto sobre Transmissão Causa Mortins e Doações . 153.ITBI. artigo por artigo. o Imposto sobre Produtos Industrializados. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores . Imposto sobre as Grandes Fortunas. ao dividir os impostos. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana . Os impostos nominados estão divididos entre os entes estatais. Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural . e o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza .IR. Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a eles relativos . diferentemente do CTN que.IPVA. 3.ISS. Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários .

a CPMF. combustíveis e lubrificantes e minerais) e os impostos sobre serviços de transporte e comunicações. de competência dos Estados. Os impostos extraordinários são virtuais e constitucionalmente autorizados em caso de guerra e sobre bases já tributadas por outros impostos. de competência dos Estados. 8 . Surgiu o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. Outra significativa alteração foi a ampliação do fato gerador do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis Causa Mortis.CPMF. ingresso de capitais no País e lavagem de dinheiro: É um imposto que tem nítido caráter extrafiscal. de caráter provisório.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. e que açambarcou as doações e também a transmissão de quaisquer outros bens e direitos que não os imóveis. o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural. inclusive ICMS e ISS Importação e Exportação. Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza. Da competência estadual são o Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias. Imposto sobre a Transmissão Inter Vivos. o ICMS. e instituiu-se o Imposto sobre Movimentações Financeiras. artigo por artigo. típico Imposto sobre Movimentações Financeiras. o Imposto sobre Grandes Fortunas. na esfera municipal temos o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. Acrescente-se a este rol a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira . o qual serve para o governo federal direcionar a fiscalização quanto à geração de rendas. de competência dos Estados. fuga de capitais. absorve os três impostos especiais (energia elétrica. Por fim. Sob a égide da Constituição Federal de 1988. o Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores.

O imposto. com a Emenda Constitucional nº 1/69. § 29. no art. valor. inclusive ICMS e ISS O CTN traz a previsão no art. os nomes vulgares acabam por prestigiar a repartição fiscal. COMENTÁRIOS A primeira abordagem que se faz em relação ao Imposto de Importação é quanto ao seu nomen juris. batizando o imposto com o nome do espaço físico reservado à fiscalização. 153. Capítulo II IMPOSTOS SOBRE O COMÉRCIO EXTERIOR Seção I Imposto sobre a importação Art. 76. artigo por artigo. 9 . Embora esteja nominado na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional como como Tarifa Imposto de Importação. Tarifa são comuns Direitos denominações Aduaneira. de competência da União. sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional. 19.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ao tempo em que usa a nomenclatura “tarifa” como sinônima de “imposto”. De impropriedade flagrante. Registre-se que as expressões indicadas também servem para nominar o Imposto de Exportação. “Tarifa” significa lista de preços. referia-se à Tarifa Alfandegária como termo que abrange os dois impostos do Comércio Exterior: importação e exportação. Alfandegária. A Constituição Federal de 1967. alíquota e não espécie tributária. Aduaneiros ou Direitos Alfandegários.

Neste sentido.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. As alíquotas são aumentadas quando se deseja diminuir as exportações e diminuídas quando. 150. Considerado um dos mais antigos impostos do mundo. eis que o Executivo. socorrendo determinada área. destinado à proteção dos produtos nacionais. Por vezes. está adstrito aos limites mínimo e máximo estabelecidos em lei. a abertura do comércio exterior. 153 da CF. há previsão constitucional expressa (§ 1°. artigo por artigo. respeitado o 10 . sem o rigor imposto pelo princípio da anterioridade. Trata-se de imposto com objetivos de política econômica. é aconselhável. do câmbio e do balanço de pagamento. o disposto no § 1° do art. não poderia o Imposto de Importação sofrer as duras limitações das demais exações. ao manejar as alíquotas majorantes. despertariam maior interesse econômico. ao incremento de soluções na área do comércio exterior. CF). não é absoluto o poder de majoração. politicamente. inclusive ICMS e ISS Características. tendo secundário significado como fonte de receita. o tributo de que se cuida é utilizado para corrigir distorções socioeconômicas nacionais. A flexibilidade das alíquotas faz com que a legislação tributária do imposto em comento entre em vigor imediatamente. tem como principal característica a extrafiscalidade. art. como ocorre com a criação de zonas de livre comércio ou zonas francas. Entretanto. dificilmente. presta-se para atender às oscilações do mercado internacional. Como instrumento de política econômica. O objetivo político é propiciar a condução de recursos e surgimento de empreendimentos para áreas que. Neste sentido. Daí a liberação de sua majoração. naturalmente. ao contrário. Como instrumento político.

o Imposto de Importação é um tributo indireto. porque não basta a ocorrência do fato ali indicado para que se tenha o fato imponível. pode ele eleger um acontecimento econômico. Como a hipótese de incidência é livremente escolhida pelo legislador. não havendo definição quanto ao específico momento de sua realização. 19 do CTN não define com perfeição o fato gerador do imposto em comento. É o que se denomina. ou seja. Fato gerador. de “imposto por dentro”. se para este País não se destina. não supérfluos. mas esta situação fática deve estar atrelada a uma situação jurídica.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Quanto ao imposto em análise. escolheu o legislador uma situação fática . classificando-os como supérfluos. inclusive ICMS e ISS princípio da irretroatividade. por exemplo. pois a carga tributária tende a ser suportada por terceiro. Com efeito. Não basta o ingresso do produto estrangeiro no território nacional para que se dê a incidência. anteceda à ocorrência do fato gerador. O art. O certo é que o fato gerador do Imposto de Importação é instantâneo.vinda do estrangeiro. sem destaque formal. utilizando-o como passagem. o ônus pelo tributo gerado se integra ao preço. Além da extrafiscalidade. um fato material ou um negócio jurídico. É seletivo porque a incidência tributária observa a qualidade de cada um dos bens. porque. artigo por artigo. com ânimo de ser internada no País. uma mercadoria pode ingressar no Brasil e não ocorrer o fato gerador. similares aos nacionais etc.entrada de mercadoria no território nacional -. em linguagem vulgar. apenas. muito embora não ocorra a transferência de forma clara e objetiva. 11 .

é preciso recorrer ao Dec. ao reportar-se ao fato gerador do imposto. e com procedimento de desembaraço já iniciado. em razão da escolha da legislação que deve reger a espécie. O diploma em referência. quando se tratar de mercadoria despachada para consumo. diz que.e outro temporal . o fato gerador em exame exige um elemento espacial . tem-se como completado o fato gerador do imposto (art. no qual é dito qual a mercadoria importada. Adhemar Maciel. muitas vezes já descarregada do navio ou aeronave. artigo por artigo. É de suma importância a determinação do momento em que ocorre o fato gerador do Imposto de Importação. vem a sofrer os efeitos de uma majoração do imposto.território nacional . 12 . Se a mercadoria adentrar-se sem que esteja acompanhada do documento que a identifica. exige-se que a leitura do art. porque. É.-lei 37/66. Como visto. enquanto o CTN define o elemento material. O tempo é a entrega da declaração ou do manifesto.momento da entrada. entregue a declaração. 44). 23 e 44 do Decreto-lei 37/66. nas palavras do Min. tem-se como ilícita a operação. sabendo-se que não está ela sujeita ao princípio da anterioridade. 23).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Conseqüentemente. “o reconhecimento de fato jurídico já ocorrido”. 19 do CTN seja feita em conjugação com os arts. em depósito na zona primária. o decreto-lei define o elemento temporal. E. A entrada é considerada como território aduaneiro. inclusive ICMS e ISS Contudo. o simples ingresso da mercadoria. Tendo aplicação imediata a lei que majora a alíquota do imposto. para delimitar-se a hipótese de incidência. exige-se a declaração de importação para o despacho aduaneiro (art.

o que faz ter o imposto objetivo político. harmonizando os preços do mercado interno com o externo. dando literal interpretação ao art. a partir do Supremo Tribunal Federal. com a fixação de pautas de valor mínimo. em nome da segurança jurídica. a fim de evitar o arbítrio. é muitas vezes utilizada para evitar o dumping. 19 do CTN. a partir da expedição da guia de importação. de 18. 23 do Dec. inclusive ICMS e ISS O Poder Judiciário. sem repercussão quanto ao fato gerador. Vozes autorizadas. mas traz alguns problemas de ordem econômica para o importador. O entendimento é técnico. O STF. vem sendo seguido pelos Tribunais. exigindo-se que sejam elas acompanhadas de motivação expressa.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rechaçam o entendimento jurisprudencial.1966” (TFR -Súmula 4). incidindo a lei nova se ainda não foi expedida a declaração ou manifesto. ainda. 19 do Código Tributário Nacional a disposição do art. Há. A variação de alíquota pelo Executivo. constantes das resoluções do Conselho de Política Aduaneira. os que pugnam pela imutabilidade da lei de regência. em reiterados precedentes. artigo por artigo. 13 . diante de um aumento exacerbado e imprevisível da alíquota.11. tem entendido que a expedição de guia é um mero expediente burocrático. JURISPRUDÊNCIA “É compatível com o art. O Dec. Daí os preços de referência.-lei 37. vem entendendo que o simples ingresso do bem não obsta à aplicação da lei de majoração.-lei 37/66 é o texto básico do Imposto de Importação.

Compatibilidade do art. Fato gerador. art. porém a complementam para tornar precisa. inclusive ICMS e ISS 1. 1. Assim. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. RE 72874/SP . Incidência. Mercadoria despachada para consumo.1981). e não no dia em que foi expedida a guia de importação.04. j. da mercadoria importada.09. Cordeiro Guerra. 2.1981. j. 19. rel. Imposto de Importação. a ocorrência do fato gerador. Precedentes do STF. 19 do Código Tributário Nacional. 21.427. 1ª T.05. DJU 22. 2. de 27.-lei37/66 com o art. Constitucional. o fato gerador do Imposto de Importação é a entrada. Imposto de Importação.1981).02.. Incidência do imposto com a alíquota majorada. 1ª T. Majoração de alíquota. Resolução do CPA. Matéria dirimida pelo Pleno deste 14 . Min. Improcedência do argumento de que o contribuinte adquiriu o direito de calcular o imposto na consideração da alíquota vigorante no dia em que foi expedida sobredita guia. Recurso extraordinário conhecido mas não provido (STF. de 29. Código Tributário Nacional.05. 23 do Dec. em se tratando de mercadoria despachada para consumo.1978).09. j. Inexistência de contradição ou antinomia entre a norma genérica do art. 19 do Código Tributário Nacional. Imposto de Importação. I). Recurso extraordinário conhecido pelo segundo fundamento e provido (STF. 4. não a desfiguram nem contraditam. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. 05. 1. Soares Muñoz. Agravo regimental em recurso extraordinário. art. Dec.03.-lei 37/66. DJU 20. Pleno.471. no espaço. ao fixar pauta de valor mínimo. rel. Antonio Neder.1978. Fato gerador. O fisco tem o direito de alterar a alíquota dentro dos limites legais (Constituição [1967 c/c EC nº 1/69]. Momento da ocorrência do fato gerador.1995 [revogado pelo Dec. tendo em vista o fato gerador do tributo. posto que a caracterização de um necessário momento naquela não previsto. RE 91337/SP. 3.rel. no tempo e na circunstância. artigo por artigo. 1. RE 94167/RJ.1995].-lei 37/66 (compatibilização). Min.02. Tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Necessidade de sua motivação. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal em dissídio com a decisão recorrida. no território nacional. Pelo que dispõe o art. Min. 05. 23 do Dec. 06. Recurso extraordinário provido para cassar a segurança concedida ao importador pela Justiça Federal de São Paulo e pelo Tribunal Federal de Recursos (STF.. 5. tal imposto deve ser calculado na consideração da alíquota vigorante no dia desse fato. e o condicionamento de indeclináveis providências de ordem fiscal. DJU 29. 19 do CTN e a norma específica do art.1980.

05. necessárias ao deslinde da controvérsia. sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. a. Imposto de Importação. 3. este revogado pelo Dec.391/95 [alterado pelo Dec. 19. 1. DJU 12. 2. Dec. Recurso especial não conhecido (STJ. 4. de 27.06. rel.05.490/95.02. 19 do CTN e o Dec. artigo por artigo. RE 77604/SP rel. CTN.1998. Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador. 1. j. Fato gerador.. o fato gerador. Min. REsp 205013/SP rel. Min. arts. 18. 1427/95. Antônio Neder. consuma-se na data do registro da declaração de importação.602.. Momento do fato gerador. Divergência pretoriana que não se acha demonstrada. O fato gerador do Imposto de Importação é a entrada. Legitimidade e constitucionalidade decretadas pelo STF. Discussão a respeito de o importador haver adquirido o direito de pagar tal imposto mediante aplicação de alíquota mais favorável. Alíquota aplicável. Mercadoria para uso próprio. DJU 16.lei 37/66... Processual civil e tributário. III. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. Maurício Corrêa. j. 2ª T. Precedentes do STJ e TFR (STJ. Agravo regimental não provido (STF. e 153. j. p. 23.-lei 37/66. Humberto Gomes de Barros. Recurso extraordinário a que o STF nega conhecimento (STF. DJU 17. O 15 .06. decide a lide de forma contrária àquela desejada pelo recorrente.1981. p. rel. 1. Decreto 1. inclusive ICMS e ISS Tribunal. §1°. Carlos Velloso). Mercadoria despachada para consumo. examinando todas as alegações suscitadas na apelação.1998. Imposto de Importação. Na importação de mercadorias para consumo.427/95 [revogado pelo Dec.08. 2ª T.-lei 37/66 (art. 19 e Dec. 08. 25). Francisco Peçanha Martins. 03. Min. DJU 25. Min. 1ª T. Precedentes. Inexiste incompatibilidade entre o art. Imposto de Importação.1981.2000. conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225. art. Momento do fato gerador.06. CTN. Tributário. Compatibilidade. ou quando do desembarque da mercadoria. AGRRE 252008/SP rel. REsp 121617/PR. j.08. para o Imposto de Importação.471. 150. Guia para importação. art. 1.2001).471/95].716). 1.2001. CF. Min. 23). Tributário. 19.04. Violação a preceitos da lei processual civil não configurada. 1. no território nacional. No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. Súmula 4/TFR. Majoração de alíquota. Dec.2001). art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1ª T. 5. da mercadoria importada. Dec. Não há que se falar em nulidade de acórdão que.1995]. Improcedência do argumento.

-lei 37/66. Recurso especial conhecido e provido (STJ. Quem promove a importação de mercadoria sem ter a guia de importação sujeita-se ao regime legal vigente na data em que a obtém. Recurso especial não conhecido.2001. Milton Luiz Pereira.391/95 [alterado pelo Dec.-lei 37/66. rel.02. conseqüentemente. p. Precedentes do STJ e STF. Isenção. 1. 2.-lei 37. DJU 28. rel. Min. os preceitos dos arts. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção. não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto . j. 19 do Código Tributário Nacional.1998. 3. 143). j. 2ª T. Tributário. rel. DJU 05. j.06. de 1966. Não há qualquer incompatibilidade entre o art. art.. nos termos do art. 19 e Dec. presumida a ausência de responsabilidade do transportador. 1. 06. 19 do CTN. Não obstante o fato gerador do Imposto de 16 . Dec. Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento). 1ª T.-lei 37/66. 1.427/95. Franciulli Netto. artigo por artigo. III.471/95].05. Tributário. Art. 1. Ocorrência do fato gerador. Imposto de Importação.-lei 37/66.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. III. arts. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. art. Tributário.2000). Ari Pargendler. Min.471/95] e 1.-lei 37/66. 23 do Dec. Compatibilidade. Mercadoria importada a granel. parágrafo único.2000. 08.05. Mercadoria isenta. CTN. 23. 23 do Dec. e 60.277/MG. Min. e 60. Imposto de Importação. Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete. à espécie. 23 do Dec. Alíquota aplicável. O desembaraço aduaneiro completa a importação e. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento). A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador.2001). REsp 130230/PR. representa a entrada no território nacional da mercadoria. Decisão unânime (STJ. Inversão da sucumbência. Compatibilidade. Responsabilidade tributária. e o art. Decs. DJU 19.03. este revogado pelo Dec. 2ª T. do Dec.427/95 [revogado pelo Dec. inclusive ICMS e ISS contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada.Inaplicáveis.09. REsp 185418/SP. 09. REsp 78. parágrafo único.. para efeitos fiscais. Fato gerador. 19 do Código Tributário Nacional e arts.-lei 37/66 e o art. 1.. nos termos do entendimento firmado pelo Pretório Excelso. Imposto de Importação. 1° e 23 do Dec.2001. 2. Súmula 4 do Tribunal Federal de Recursos. Fato gerador. Compatibilidade entre o art. A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. Recurso sem provimento (STJ. 41. Multifários precedentes. 41. Recurso especial provido.

DJU 09. Imposto de importação.1999. inclusive em relação às importações já em curso e cujas guias não estavam registradas na repartição aduaneira na data de sua entrada em vigor (TRF-4ª R.-lei 37/66 [este artigo possui redação alterada pela Dec.-lei 37/66). DJU 03. Tributário. Assim. Nos termos do art. artigo por artigo. na repartição aduaneira. 19 do CTN/66. Incidência sobre importação de veículo já embarcado. 52. José Delgado. Assim. REsp 203815/RJ. 04.-lei 2. Dec. Fato gerador. Porém. p. quando se tratar de mercadoria despachada para consumo. Tributário. o imposto sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional (art. 2.. 4ª T. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro. 3. 1. j. Imposto de importação.427/95 [revogado pelo Dec.1996. AMS 96.472/88].. descascado.09.-lei 37/66. Momento definidor da obrigação tributária ocorre com a entrada da mercadoria no território 17 . Juíza Valéria Albuquerque. ele apenas se aperfeiçoa como registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e. nos termos precisos do parágrafo único do art. 23 do Dec.. j.1997. p. da declaração de importação (art.1999). 1. do embarque do bem estrangeiro e do ingresso do mesmo no território nacional (TRF-2ª R.427/95 [revogado pelo Dec. 1ª T. 1. Juiz Teori Albino Zavascki. embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional. rel. 1.08.03. 1° do Dec. 05. Majoração de alíquota.01.05. Recurso especial a que se dá provimento. 1.1997. 19 do CTN/66). Irrelevantes as datas da celebração do contrato de compra e venda. 2ª T. Tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.471/95].09084. j.06. DJU 02.. Alteração de alíquota. inclusive ICMS e ISS Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional. Inversão do ônus da sucumbência (STJ.0201428-8/RJ.. ‘com a entrada no território nacional da mercadoria que contar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira’.1997. 288). A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias despachadas para consumo é definida pela norma vigente no momento da efetivação do registro da declaração de importação na repartição alfandegária. de 29. Mandado de segurança. AMS 96. Min. Dec. rel. torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’. Procedente dos Estados Unidos da América.717). Fato gerador complexivo e continuado. 25. Impetrante que pretende eximir-se de aumento de alíquota do Imposto de Importação incidente sobre trigo em grão.07. é devida a alíquota do Imposto de Importação prevista no Dec.1995.471/95].06. rel.

j. Dec. j. Imposto de Importação. Possibilidade. 101698). Eros Grau. que é prévio ato administrativo. rel. 2. 1. Precedentes. artigo por artigo.1997.. Se a política de comércio exterior impõe que se aumente ou reduza o valor de alíquota entre a importação. DJU 29. 1.1997. Agravo regimental no recurso extraordinário.471/95 ]. 2ª T. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei.09.. Juiz Alberto Nogueira. 1° . inclusive ICMS e ISS nacional (art. no § 1° do art. DJU 25. não constituindo fato gerador de tributo.07. 153.. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato 18 . art. No caso.06. Fato gerador do Imposto de Importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro. III.04. Apelação não provida (TRF-3ª R. j. da declaração apresentada pelo importador (art. se o fato gerador do imposto . A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec. 19 do CTN).427/95 [revogado pelo Dec.2006. 51). MAS 96. IV e V. é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador. Tributário. O produto importado estará sujeito ao pagamento do imposto respectivo pela alíquota vigente no momento da ocorrência do fato gerador. 4ª T. Min. Constitucional.427/95 [revogado pelo Dec. Juiz Homar Cais.for posterior à vigência do diploma legal. AMS 93. Recurso improvido (TRF. rel. 64). p.. 150. 1. DJU 03. 150.1997.2ª R. Imposto de importação. a.-lei 37/66). pela relevância econômica da relação jurídica com reflexos na política cambial e no comércio exterior do País. 05. a. os quais são excepcionados da regra da anterioridade (Constituição Federal. CF. O que a Constituição exige.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.09. II. Alíquota. na repartição aduaneira competente. 150.03.09004-1/SP.0213217-0/RJ. 3. a chegada da mercadoria ao país e o momento de seu desembaraço aduaneiro. Tributário.11. faculta ao Poder Executivo. 23 do Dec.2006. É inquestionável o caráter nitidamente extrafiscal do Imposto de Importação. Majoração de alíquota. no art.entrada da mercadoria no território nacional . I. 1.. rel. 21 do CTN). 2ª T.1997. Precedente do STF. 1. porque a esta não tem direito o importador enquanto não concretizado o fato gerador. RE-AgR 441537/ES. tanto que a Constituição Federal. p. § 1°). 25. Imposto de Importação. art. III. Alteração de alíquota. Mantida a decisão monocrática. alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I. e não a partir da emissão de guia de importação. não se pode invocar o princípio da segurança jurídica como respaldo a invocado direito ao pagamento de alíquota menor. p.471/95]. II. É facultado ao Poder Executivo alterar as alíquotas (art. Fato gerador.

. REsp 205013/SP. REsp 139658/PR. Tributário. 1.p. rel. Precedentes: RESP 250. 44).471/95].05. inclusive ICMS e ISS gerador do Imposto de Importação. Min.05. Min. DJ 11. Francisco Peçanha Martins. em se tratando de mercadoria 19 . 23 c/c art. 2ª T. rel. sendo irrelevante.02. ICMS. DJ 05.08.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.427. 1. 2. 06. artigo por artigo. Agravo não provido (STF. AI-AgR 420993/PR. p.06. tendo em vista o fato gerador do tributo. DJU 26.2001. Incidência do imposto com a alíquota majorada. em 06. O fato gerador do ICMS. rel. Momento ao fato gerador.-lei 37/66. na repartição competente.2001. Ocorrência. DJ 09.2007.11. no julgamento da ADIn 1293/DF.07. Eliana Calmon. Tributário. art. Importação. Milton Luiz Pereira. 57).2002. rel. Desembaraço aduaneiro. Imposto de Importação. ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. j. 1. in verbis: ‘O imposto de importação tem como fato gerador a entrada de produtos estrangeiros no território (CTN-66. Min.2003). REsp 213909/PR.2002. j. a jurisprudência do Supremo Tribunal no sentido de que. III. na importação de mercadorias. art.09. Recurso especial provido (STJ. consuma-se na data do registro da declaração de importação’ (REsp 313. Fato gerador. Min.1980. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro.02.10.. 2. Agravo regimental em recurso extraordinário. para o imposto de importação. Nessa linha de pensamento exteriorizaram em diversos arestos as Cortes Superiores: o Supremo Tribunal Federal que.02. DJU 16.379/PE. Min. RE 91. 1. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. 2ª T. ocorre no momento do desembaraço aduaneiro. E ainda: ‘Imposto de Importação. p.02. para esse efeito específico. 2ª T. DJ 25. João Otávio de Noronha. rel. 08. da declaração apresentada pelo importador (Dec. Constitucional. EDcl no AgRg no REsp 170163/SP.. Agravo regimental não provido (STF. Incidência. rel. DJU 01.1999. Min. 31. j. Min. José Delgado. o fato gerador.2007. 2. 1. Francisco Peçanha Martins. RE-AgR 252008/SP. a data da celebração do contrato de compra e venda ou a do embarque ou a do ingresso no país de mercadoria importada’. rel. Fixou-se em Plenário. rel. Carlos Velloso. DJ 17. Fato gerador. Tratando-se de mercadoria despachada para consumo. 19). Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. DJ 28.2005. manifestou-se. Variação cambial. REsp 552852/PE. Min.08.2001. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. Humberto Gomes de Barros. Min. Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal. 137).3378/SP.2000.571).2005. rel.117/PE. Maurício Corrêa. Imposto de Importação. Majoração de alíquota. Tributário.

Inexiste incompabilidade entre o art. consoante o disposto no art. 19 do CTN e o art. ou quando do desembarque da mercadoria. o fato gerador ocorre na data do registro. Tributário.309-2/SP. Imposto de Importação. 19 do Código Tributário Nacional com o art. Território nacional. 3. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. 2.-lei 37/66. da declaração de importação. o qual é compatível com o art. A regra geral prevista nos arts. Pleno. Fato gerador.-lei 37/66. ‘O STF já proclamou inexistir incompatibilidade do art. Momento da ocorrência. Compatibilidade do art. p. 19 do Código Tributário Nacional e 1° do Dec. Min. 2. sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. DJ 09.09. e: ‘Na importação de mercadorias para consumo. rel.566). rel. Quando se tratar de mercadoria destinada ao consumo. Luiz Fux. Precedentes do STJ e STF’ (REsp 121617/Humberto).08. 260). considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto de Importação a data do registro na repartição aduaneira da declaração feita para fins de desembaraço aduaneiro. Fato gerador. Seguindo essa mesma linha de orientação.2001).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 19 do CTN’ (EAREsp 170163/Eliana Calmon. 23 do Dec. conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225. REsp 670658/RN.-lei 37/66 e o art. Precedentes.03. o fato gerador.08. Carlos Velloso)’ (REsp 205013/Peçanha Martins. 12. ‘Jurisprudência pacífica do STJ.06. Cordeiro Guerra. 23 do Dec.1980. Min. para consumo próprio. j..602. STF.-lei 37/66 dispõem que o imposto de importação tem como fato gerador a entrada da mercadoria de procedência estrangeira no território nacional. Bens de capital. Min.2002).2005.2002).2006. no sentido de que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre com o registro da declaração de importação na repartição aduaneira.-lei 37/66. Entrada. 23 do Dec. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. 1ª T.o fato gerador do Imposto de Importação ocorre na 20 . Prevalece a regra geral insculpida no art. p.09. 23. 19 do CTN com os arts. DJ 05. 19 do Código Tributário Nacional na importação de bens de capital .04. DJ 18.1980. DJU 14. porém rejeitados’ (ERE 91. 3. inexistindo incompatibilidade entre o art. inclusive ICMS e ISS despachada para consumo. o STJ assim tem se pronunciado: ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. para o Imposto de Importação. 23 do Dec. 19 do CTN e o Dec.-lei 37/66. DJ 25. artigo por artigo. aplicando-se a alíquota vigente na época’ (REsp 250379/Peçanha Martins.-lei 37/66. Na importação de produtos do exterior. Recurso especial provido (STJ. na repartição competente. 23 e 24 do Dec. 1. Embargos conhecidos. rel. Ausência de incompatibilidade entre o art. 19 do Código Tributário Nacional. consuma-se na data do registro da declaração de importação.

366). inclusive ICMS e ISS entrada dos produtos estrangeiros no território nacional. AgRg no REsp 49697/RJ. rel. Momento do fato gerador.1.08. No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. para o Imposto de Importação.11. Art. 4. 202)...08.-lei 37/66.atual denominação da guia de importação . p. Na hipótese. Imposto de Importação. 19 do CTN c/c art.391/95 e 1. REsp 328835/SC. é regido pela lei vigente à época. DJU 14. Humberto Gomes de Barros. Tributário. j. A preliminar de ausência de prova da recusa da repartição fazendária em proceder ao registro 21 . o desembaraço ocorreu na vigência do Dec. Assim.2005.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p.06. o qual se inicia com o registro da declaração de importação. Recurso especial improvido (STJ. Mercadoria despachada para consumo. DJU 01. 4. consuma-se na data do registro da declaração de importação. 21. Veículos automotores. j.. Abandono. 2. 1. deve ser rejeitada a preliminar de ausência de prova pré-constituída quanto à data de introdução das mercadorias no Brasil. o fato gerador.2005. p. Tributário e processual civil. Castro Meira. 236).2005. Desembaraço aduaneiro. Portarias 73/91 e 938/91. REsp 313117/PE. Castro Meira. 23 do Dec.10. 1471/95] . 3. Ocorrência. Registro da declaração de importação: art. Castro Meira.Fato gerador. As Declarações de Trânsito Aduaneiro anexadas aos autos provam que as mercadorias foram introduzidas no Brasil. Min.11. rel. em relação ao fato gerador. REsp 157162/SP rel.2003. DJU 17.427/95. A declaração de importação . I. O fato gerador do imposto de importação é a data da entrada da mercadoria no território nacional e não a data da emissão da guia de importação. 2ª T. 1. O lançamento fiscal. 1ª T.. Min. 116. 3.05. do CTN. portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo. Recurso especial conhecido e provido (STJ. Precedentes do STJ e STF (STJ.2005. Min.não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão. Min. rel. 2. Tributário. Agravo regimental improvido (STJ. j. j.2004. 232). Fato gerador do Imposto Sobre Importação: momento da entrada da mercadoria no território brasileiro. DJU 30. Imposto de Importação. 08.11. Decs. O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro.2003. 1. 2ª T. 03. Preliminares rejeitadas.2004. 1. 03.427/95 [revogados pelo Dec. Apelação e remessa oficial providas. Imposto de Importação. Tributário. 2ª T. 2. artigo por artigo. p. Ausência de registro por decurso do prazo.

01. 6. Recolhimento integral do imposto. 19 do CTN. p. Juiz Roberto Jeuken. p. DJU 12.01. o registro não é mais possível e a mercadoria é considerada abandonada. Fato gerador. 24. j. Descabida nova cobrança do imposto. AMS 96.12.. 4. DJU 29. Declaração de Importação. 49). Peças liberadas pelo relator.01. 3ª T. donde não se justificar que o contribuinte recolha novamente o imposto e em outro momento peça a sua restituição (TRF-3ª R.05.-lei 37/66 com o art.00. rel. Precedentes deste Tribunal e do STF.. donde surgir ao importador a necessidade de recolher aos cofres públicos o montante respectivo. combinado com o art. O Pleno do STF pacíficou a matéria no sentido da compatibilidade da regra do art. que é aquela vigente na data de seu ingresso no país. p. ficando inalterado o aspecto temporal do fato gerador do imposto. início do despacho. 23 do Dec. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do registro da declaração de importação.-lei 37/66 com o art.01. 22. Tributário.-lei 37/66. Juiz Miguel Ângelo de Alvarenga Lopes j.2006. Imposto de Importação. O fato gerador do imposto de importação ocorre com a entrada da mercadoria em território nacional.11. Apelação improvida (TRF-1ª R. AMS 36375/SP. 3. A guia de importação somente autoriza a entrada de mercadoria no Território Nacional. Imposto de Importação.2006. Guia de importação 1. 3. O impetrante inviabilizou o registro da Declaração de Importação. sendo irrelevante a sua data para fixação da alíquota do Imposto de Importação. DJU 17. rel. Não havendo.rel.04..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Juiz Luciano Tolentino. 2ª T. já que tal circunstância constou em declaração complementar.099427-9/MG. artigo por artigo. sendo este o momento considerado como ocorrido o fato gerador (art. ocorrido no momento do registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira. 19 do Código Tributário Nacional. 54). 19 do CTN. nos termos do art. Desembaraço. 7ª T. do CTN).543/2002]). Registro da Declaração de Importação. 23 do Dec.364188/MG.04.2007. 5. Alíquota. durante esse prazo.030/85 [revogado pelo Dec. 91. 116. em 24. pois deixou transcorrer o prazo para dar início ao despacho aduaneiro (art. que se dá com o registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira. j.. 2.2006. Compatibilidade do art. AMS 1999. sendo considerado o fato gerador do Imposto de Importação a entrada da mercadoria no território brasileiro. 22 . 461. Mercadorias que embarcaram em outro navio e em outra data. 03.2006. 571).2003. 23 do Dec. inclusive ICMS e ISS da declaração de importação confunde-se com o mérito.2004... não importando se as mercadorias desembarcaram no mesmo navio e na mesma data. Tributário. Dec. para publicação do acórdão (TRF-1ª R. I. 4. Apelação e remessa oficial providas.

19. Arts. a hipótese de incidência do Imposto sobre Importação traduzse na chegada. 23 do Dec. Anulatória de débito fiscal. vigente à época da concretização do fato gerador. Juiz Mairan Maia. 301)..06.2005. 86 e 87 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec.-lei 37/66. Fato gerador. Constatado que o registro foi providenciado antes do advento do diploma que aumentou a alíquota do Imposto de Importação. reconhecese o direito adquirido ao pagamento do tributo pela alíquota menor. Momento de ocorrência do fato gerador. o registro da declaração de importação. do Dec.-lei 37/66. 5. 19 do Código Tributário Nacional.2006. Tratando-se de mercadoria destinada a consumo.471/95]. 4. a alíquota exigível é aquela vigente na data do registro da declaração de importação no ato do desembaraço aduaneiro. 371). rel.-lei37/66. a data da conclusão do negócio jurídico de aquisição do bem importado. 23. 3. Inversão do ônus da sucumbência (TRF-3ª R. não importando.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. III. 2. DJU 21. artigo por artigo. Na importação de mercadorias despachadas para consumo. 1. À luz do art. a teor do art.2005. o qual inicia o procedimento de desembaraço aduaneiro. Tributário. inclusive ICMS e ISS Tributário. em território nacional. sendo irrelevante o dia de ingresso do produto estrangeiro. 23. Alteração de alíquota. que fixa a data do registro da declaração de importação na repartição 23 .543/2002]. Fato incontroverso. Remessa oficial desprovida (TRF-3ª R. Imposto de Importação. 23 do Dec. Art. 6. Direito adquirido.427/95 [revogado pelo Dec. Dec. I. CTN. rel.. REOMS 187700/SP. ao país. complementado pelo art. harmoniza-se com o perfil constitucional da regra matriz desse tributo na medida em que reconhece.08. e segundo a delimitação constitucional da regra matriz tributária. Registro anterior à majoração. como momento de aperfeiçoamento da obrigação tributária do imposto incidente sobre mercadorias despachadas para consumo. escorreita a atuação do Fisco ao constituir o crédito remanescente. j. nos autos. Incidência do art. 27.08. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada do produto importado no território nacional.. p.-lei 37/66.07. 1. 4. p. a destinação para consumada mercadoria objeto do despacho aduaneiro. 23 do Dec. 07. Art. consubstanciado no auto de infração atacado. Imposto Sobre Importação. AC 22632/SP. 3ª T. Aspecto temporal do fato gerador do tributo. 6ª T. Art.-lei 37/66. Juíza Cecília Marcondes j. 19 do CTN. Dec. 1. II. 1.2006. aplica-se a alíquota vigente à data do registro da declaração de importação. Revogada a Resolução CPA 05-0392 quando do registro da declaração de importação. O art. Sentença reformada. do produto estrangeiro. Apelação em mandado de segurança.. Imposto de Importação. DJU 10. para fins tributários.

105. Apelação a que se nega provimento (TRF-3ª R. para esse 24 . 396). e não com a simples entrada física desta no território nacional. submetendo-a à livre flutuação do mercado. Tributário. 1. para efeitos fiscais.2005. do CTN. da Constituição Federal. 6ª T. a base de cálculo será simplesmente o resultado aritmético da conversão do valor expresso em moeda estrangeira com a taxa vigente. inclusive ICMS e ISS aduaneira. 1. O desembaraço aduaneiro completa a importação e. j. Dec.. artigo por artigo. 3. a variação do câmbio da moeda estrangeira não representa majoração do tributo. Tributos. 1. 02. quando da entrada em vigor do Dec. Tributário. autorizou o Poder Executivo a alterar a forma de fixação e a periodicidade da taxa de câmbio.981/95. a alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. 05. 2. nos termos do art. 2. Ademais. conseqüentemente. j. Desembaraço aduaneiro. não havendo que se falar na existência de direito adquirido à utilização de determinada taxa de câmbio fixa. Não tendo sido efetuada a declaração de importação das mercadorias importadas. Momento da perfectibilização do fato gerador. Ao contrário. arts. Juiz Lazarano Neto. porquanto. da Lei 8.. Dec. 3. Ação ordinária. 1. O art.10.. III. momento que se dá o desembaraço aduaneiro da mercadoria. Portanto.626.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.01. 1ª T. Importação. Ocorrência do fato gerador. O fato gerador do Imposto de Importação nasce com a entrada das mercadorias em território nacional e perfectibiliza-se no momento do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira.855/SP. rel. não agiu com excesso de poder o Executivo ao alterar a taxa de câmbio. e art. DJU 26. Legalidade.03. nem alteração da base de cálculo ou da alíquota. 3.04. A legislação tributária aplicável à operação de importação é aquela vigente à época do fato gerador. a entrada no território nacional da mercadoria.044496-8/PR.471/95]. Taxa de câmbio.04. em coerência com a política econômica global adotada à época (TRF-4ª R. 150. na hipótese de ser destinado a consumo. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec.-lei 37/66. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre por ocasião do registro da Declaração de Importação..2000. a. AMS 170.427. p. Imposto de Importação.03. AMS 2000. sendo irrelevante. é legítima a incidência da exação. p. Majoração de alíquota.2006. A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias para consumo é definida pela norma vigente no momento em que se efetivou o registro da declaração apresentada pelo importador à repartição alfandegária competente.04. representa. 2. Aduaneiro. de 10. Juiz Vivian Josete Pantaleão Caminha. 106. 23 e 44.2005. rel. DJU 22.2006. 848).

p.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. é o valor tributável. tida por interposta. j. 20 do CTN. é fixada levando em consideração a unidade ou quantidade do bem importado. metro. Assim. leva em conta um determinado fato. 22. A base de cálculo do imposto é: I . a data da celebração do contrato de compra e venda relativo ao bem importado.-lei 37/66. alcançaria. No Imposto de Importação.. AC 000. referida no inciso I do art. A primeira. rel. artigo por artigo. 4° do Dec.11. indica três bases de cálculo distintas. Todo imposto. expressa em uma medida determinada pelo peso. É a alíquota especifica.2003. o preço normal que o produto. a unidade de medida adotada pela lei tributária. bem como era previsto no art. peça etc. levado a leilão.quando a alíquota seja ad valorem. para ser cobrado. O quantitativo estabelecido é a base de cálculo que serve de suporte ao conteúdo da obrigação tributária. 1ª T. o CTN. ou seu similar. no art.00.quando a alíquota seja específica. mensurando-o do ponto de vista econômico.2003.10.70. Juiz Wellington Mendes de Almeida. COMENTÁRIOS Base de cálculo. III quando se trate de produto apreendido ou abandonado. o imposto corresponderá a cada unidade destacada. Apelação e remessa oficial. Em outras palavras. 3.. volume. já em desuso. para entrega no porto ou lugar de entrada do produto no País. inclusive ICMS e ISS específico efeito. 25 . 20. o preço da arrematação. 386). II . ao tempo da importação. Art.029873-8/PR. 20. providas (TRF-4ª R. em uma venda em condições de livre concorrência. DJU 12.

levando em consideração a essencialidade ou utilidade do produto. quando da fixação da alíquota. formada por 32 países. CTN). Por fim. inclusive ICMS e ISS A segunda base de cálculo leva em consideração o valor do produto. ou seu similar. a alíquota do produto estrangeiro é majorada. O CTN chama de preço normal o valor que o produto. para entrega no porto ou no lugar da entrada do produto no País. se houver similar nacional. 20. é reduzida. diz respeito à concorrência que possa fazer o produto estrangeiro à indústria nacional. As alíquotas são estabelecidas pelo Poder Executivo. o que faz o Imposto de Importação proporcional (inciso II do art. fixada em termos percentuais. chegando-se ao art. ou seu similar. utilizava-se da expressão valor aduaneiro. eventual e episódica. para ás mercadorias estrangeiras levadas a leilão. tem-se uma terceira base de cálculo. em Comentários à Lei Aduaneira.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. alcançaria em uma venda em condições de livre concorrência. convencionou-se uma nova definição de valor. artigo por artigo. Após um evento internacional intitulado Rodada de Tóquio. Outro aspecto a ser considerado. ensina que por muitos anos a comunidade internacional. A base de cálculo do imposto é o preço da arrematação.GATT. Roosevelt Baldomir Sousa. quando apreendidas ou abandonadas. VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . em caso contrário. Em princípio. 26 . hoje só usada por sete países. de tal modo que. menor alíquota ostenta. Tem-se aí a “alíquota ad valorem”. quanto mais necessário. Observe-se que não se trata do valor de aquisição e sim do preço normal.

seguidos de publicidade. estes atrelados geralmente a acordos disciplinadores da política de preços. Cabe à Secretaria de Comércio Exterior . necessariamente. 27 . dentre os quais a política de proteção aos produtos nacionais. um valor que entende ser o correto. firmando uma pauta de valores mínimos por intermédio da Comissão Executiva. é eminentemente política e passa. a tarefa de fixar o preço de mercado. Acirrados questionamentos surgem em razão da fixação do valor das mercadorias A tarefa. o que não poderia ser diferente diante da responsabilidade que lhe cabe como negociador internacional e guardião dos interesses nacionais. Verifica-se. preço referência. o que pode ser feito tomando como referência o preço constante da fatura comercial. Entretanto. Somente em duas hipóteses cabe o arbitramento: quando a mercadoria estrangeira não está acompanhada da documentação legal. e. Preço de referência é o adotado no interesse de proteger o similar nacional e visa equalizar os preços de oferta quando díspares (Roosevelt Baldomir Sousa. inclusive ICMS e ISS Fixação pelo Poder Executivo. portanto. cit. artigo por artigo. Há um emaranhado de interesses alienígenas e impositivos que são levados em consideração. a discricionariedade do Poder Executivo. o antigo Conselho de Política Aduaneira.Secex. porque todos os valores são adrede estabelecidos. também chamado de preço normal. para o Estado. a seu talante. dos valores das mercadorias. ou atribuindo o órgão. ob. finalmente. a discricionariedade não se confunde com arbítrio. como todo e qualquer ato administrativo. supra).. por interesses internacionais. um dos órgãos da Secretaria de Comércio Exterior Secex.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

ou quando a documentação apresentase inidônea. art. quando do retorno ao Brasil (art. 3°. do qual destaco. objetos pessoais.-lei 1. já comentado acima.455. que os bens desembaraçados como bagagens não podem ser alienados.-lei 37/66. lembranças de viagem etc. em montante cuja fixação atende aos interesses políticos.04. Observe-se. ao controle fiscal (art. de 07. As mercadorias estrangeiras estão sujeitas ao pagamento do Imposto de Importação quando ocorrido o fato gerador. situação que dura por cinco anos.. por fim. Para facilitar o ingresso de bens estrangeiros no País. Entretanto. abrangendo roupas. 9°. Isenção de bagagem. a bagagem dos estrangeiros radicados no Brasil há mais de cinco anos e de brasileiros com mais de dois anos domiciliados no estrangeiro. apenas para exemplificar.-lei 1. O referido dispositivo foi 28 . quando se desligam da missão estrangeira. inclusive ICMS e ISS ignorando-se o valor de aquisição. Dec. quando do desembaraço aduaneiro. foram instituídos regimes especiais. Escapam ainda do pagamento da exação a bagagem do passageiro que ingressa no País. jóias.-lei 37/66). como previsto no CTN. 19 e no Dec. bem assim o longo elenco constante do Dec. toda a bagagem dos agentes diplomáticos. naturalmente. mas sujeitando-a. entretanto. o Brasil. Dec. Dec. ao final dos quais ficam liberados da incidência. senão com o pagamento dos tributos.1976).455/76). Regimes aduaneiros. cujo destino não é.-lei 37/66.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 13. artigo por artigo. há tolerância quanto a bens adquiridos no estrangeiro dentro de um valor limitado pelo Poder Executivo. É a chamada quota isencional (art. permitindo o ingresso da mercadoria com suspensão do pagamento do imposto. livros e revistas. ou seja.

a qual consiste na importação de bens que devem permanecer no País por prazo fixo determinado. a admissão temporária. Os bens devem ser minuciosamente identificados.158-35. Pode-se exigir ou não a expedição de guia de importação. na hipótese. com suspensão de tributos. para assim possibilitar uma eventual taxação. inclusive ICMS e ISS alterado pela Medida Provisória 2. caso em que se materializa a responsabilidade. com do pagamento dos impostos incidentes na Há.2001 (ainda não convertida em lei). sendo dispensada quando se tratar de importação ao abrigo de tratado ou convenção internacional. 4. de 24. 91. 252 do Regulamento Aduaneiro (Dec. atualmente disciplinado pelo art. Exemplo freqüente de admissão temporária existe quanto aos veículos importados para uso e circulação na zona franca ou zona de livre comércio e que saem do território especial por período certo. Temos. cuidando a lei tributária de uma garantia futura. caso seja descumprido o prazo ou a finalidade. bens estes que deverão cumprir uma finalidade. passando a ter a seguinte redação: Art. A legislação brasileira permite duas modalidades de drawback: drawback suspensão e drawback isenção.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. regime especial de entreposto aduaneiro na permite a armazenagem de mercadoria em local alfandegado de uso público.030/85). 267 e seguintes do Dec. Das diversas modalidades de regime especial destaca-se o trânsito aduaneiro.543/2002 como aquele que permite o transporte de mercadoria sob controle aduaneiro. passam a incidir todos os tributos.08. artigo por artigo. 29 . definido no art. ainda. 9° O importação estrangeira suspensão importação. Caso não haja retorno. fato gerador sujeito a uma condição resolutiva.

-lei 37/66). instalação de mercadorias importadas ou exportadas por terceiros usuários. inclusive ICMS e ISS No primeiro. Além dos regimes aduaneiros especiais. 58 e 59. mas esta incidência sofre suspensão até a exportação. há uma diferença muito sutil e que consiste na importação de produtos fabricados com matéria-prima importada. foi revogado pela Medida Provisória 2. hipótese em que há absorção do produto estrangeiro. o entreposto aduaneiro temporário. cujos impostos ficam suspensos pelo prazo de um a três anos. também. Esse dispositivo. depósito ou trapiche).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.15835/2001. Temos. o espaço físico (armazém. exposições. temos o entreposto aduaneiro de uso público. 17. A primeira espécie do gênero mercadoria perdida é a considerada abandonada. Dec. artigo por artigo. Dec. feiras de amostra etc. que se constitui em depósito para receber mercadorias para concursos.455/76). serão devolvidas ao remetente. entretanto. No segundo (drawback isenção). com suspensão de tributos. os bens importados com suspensão são absorvidos pelo produto nacional que vai ser exportado. ainda não convertida em lei até a presente data. por permanecer na aduana além dos prazos e condições indicados em lei (arts.. 30 . em outras palavras. tem a legislação brasileira os chamados entrepostos aduaneiros. que consistem no regime especial de armazenamento de mercadorias em importação ou exportação. Chama-se a atenção para as remessas postais internacionais porque. É. no máximo (art. e que servem geralmente para depósito.-lei 1. que é um espaço físico concedido pelo Ministro da Fazenda. Se não houver exportação há exigência da exação. a título precário e mediante seleção dos interessados por concorrência pública. Perda de mercadoria. sob estreito controle fiscal. se não recebidas nos prazos estabelecidos. Dentre as diversas modalidades.

-lei 37/66 (arts.455/76. artigo por artigo. após a decretação de perda 31 .-lei 1. 25 e 26). A única possibilidade de utilização de bens importados apreendidos é mediante doação dos mesmos. arvoram-se depositários dos bens estrangeiros apreendidos ou indicam terceiras pessoas como depositários. a não ser que tenha sido iniciado o despacho aduaneiro. porque. na condução de processos criminais de contrabando ou descaminho.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. após regular processo administrativo. ou de importação proibida. Uma outra forma de perda é a avaria (perda parcial ou total) e o extravio (perda total). finalmente. violando o Dec. inclusive ICMS e ISS Também obedecem a tratamento distinto as mercadorias apreendidas. A prática é ilegal. como medida acautelatória. este será entregue ao proprietário da mercadoria. que sofrem apreensão liminar para posterior imposição de pena de perdimento. as mercadorias importadas irregularmente. se houver saldo positivo no leilão. em nome e à ordem do Ministro da Fazenda. A recíproca é verdadeira. Temos. Todos os bens apreendidos são recolhidos à Secretaria da Receita Federal. ambas as hipóteses apuradas em procedimento administrativo. O abandono não gera para o destinatário da mercadoria ônus algum. diploma que foi recepcionado pela CF/88 e em nada contraria o Dec. como se tivesse sido despachada normalmente. Daí o equívoco de alguns magistrados que. também recepcionado. hipótese em que a desistência obriga ao pagamento da diferença entre o valor da arrematação e o valor da exação.

E isto porque. em algumas situações a sentença penal faz coisa julgada na esfera administrativa. A questão mais complexa existe quando tramitam concomitantemente processo penal e processo administrativo. A jurisprudência. o proprietário do bem estrangeiro não foi o responsável pelo irregular internamento. estes cíveis e criminais. Por exemplo: o bem apreendido em poder do réu não é de sua propriedade. artigo por artigo. embora oscilante. Pena de perdimento. se comprovado o irregular internamento dos mesmos. Independentemente do processo judicial. tem tratado o proprietário inocente como terceiro de boa-fé. embora sejam independentes as esferas de responsabilidade. que todos os bens estrangeiros apreendidos sejam encaminhados ao Secretário da Receita Federal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ao final do qual é declarada a perda de bens. não responsável pela irregularidade na importação. ou quando não arrematados em hasta negativa. a apreensão de bens importados irregularmente desencadeia a instauração de processo administrativo-tributário. Preconiza-se. inclusive ICMS e ISS em benefício do erário. Aconselha-se. como só acontece quando declarada na esfera penal a inexistência material do fato ou quando se verificar a não-participação do réu no fato criminoso. para maior dinâmica no processamento dos feitos administrativos e judiciais. ainda. da ampla defesa e do contraditório. a demonstrar que melhor seria aguardar-se a finalização do processo judicial para então proceder-se ao perdimento de bem e com ele a irreversível alienação em hasta. seja a autoridade fiscal comunicada quando da finalização do processo judicial. Daí a direta interferência da sentença judicial no procedimento administrativo. antes de ser mandado a leilão. 32 . o qual deve observar os princípios processuais do devido processo legal.

j. § 2°. Sua inaplicação à hipótese. Min.182/72 [rectius: Decreto 70. j. 1.11. 25. Art.10. o valor da mercadoria importada. por isso.. este parágrafo foi revogado pelo Dec. destinadas à fixação de pauta de valor mínimo. Vitamina E e derivados.391/95 [alterado pelo Dec. Dec. Crédito do imposto pago na importação de país membro do Gatt. em face da norma do art. 83. Pleno. O contribuinte não tem 33 . 70. § 1°. 1ª T. RE 92978/SP. REsp 128200/SP. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência. 23). Dec. Min. Tributário. DJU 10. Na importação sob regime drawback. 1° da Lei 7.1980).09. 1ª T. Soares Muñoz. redação dada pelo art.10. 23. 1. 36). DJU 05. art. Imposto de Importação. do Senado Federal]. substituído pela Secex]. Precedentes.263/79]. relativo a bem para o ativo fixo.471/95]. REsp 167. Em havendo isenção dos tributos federais (STJ. Guia para importação. 1.1989. 1°. CF. Fato gerador.. 19. 2ª T. recebendo o benefício de alíquota zero. inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA As Resoluções do Conselho de Política Aduaneira [hoje.02. este revogado pelo Decreto 1. art.427. CTN.10. 145.427/95 [revogado pelo Dec. só há isenção do ICMS quando ocorre a suspensão do Imposto de Importação e do IPI.. Alíquota zero. Dec. Recurso extraordinário não conhecido (STF. REsp 135. A importação da vitamina E. a. obedece às normas estabelecidas no Gatt. rel. rel.1994. Tributário. IPI. devem conter motivação expressa (TFR Súmula 97). Gatt. 150. Alíquota aplicável. 23. somente favorece os produtos nacionais (Lei 4. 19.502/64. rel. Tributário. Recurso não conhecido (STF. Dec.690/88 [suspenso por inconstitucionalidade pela Resolução 11/2005.08. artigo por artigo.433/88].Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1980. O9.. § 2°. arts. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao Imposto de Importação. Min. sob todas as formas.992/PR. 23. j. Humberto Gomes de Barras. art. 1. Incidência da Súmula 83/STJ. rel. 1. Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador. 10 da Lei 2.471/95]. Ilmar Galvão.1998). j.080/SP. Min.1998.-lei 37/66 (art.1989). Recurso não conhecido (STJ. Francisco Peçanha Martins. da Constituição Federal de 1988. revogado pelo Dec.1995). e 153. pois tal creditamento constitui incentivo à indústria nacional e.-lei 2.162/72.145/53. DJU 11. Imposto de Importação. DJU 31. Taxa de licenciamento de importação. ou seja. III. § 2° [rectius: art.

04. A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. o número correto].1992.1999. utilizado em contrabando ou descaminho. j. REsp 264565/PR. 2.03. p.445/76. Mandado de segurança. Veículo novo. independe da prova de boa-fé do contribuinte (responsável pela operação interna com essa mercadoria). arts.05.2001). A pena de perdimento do veículo.-lei 37/66. 1ª T.05. A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador. Veículo transportador de mercadoria estrangeira destituída de documentação. 15. Dec. mas no voto consta Dec. mas quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art.. Majoração de alíquota.445/76 [na publicação consta Dec. IPI e lmposto de lmportação. de que a mercadoria teve clandestino ingresso no território nacional. 23 e 24. inclusive ICMS e ISS direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada. –lei 1. REsp 15085/DF. Fato gerador..-lei 2.331/SC.1999). Isenção. quando concedida por prazo certo e sob condição onerosa. Em se tratando da importação de mercadorias para consumo.471.455/76.02.1995. 3. 13. A isenção. Min. j. Importação. art. 1ª T. Recurso improvido (STJ. REsp 198. Recurso provido (STJ.08. rel.324/97. DJU 31. e a eventual boa-fé do contribuinte que realiza operação de 34 . 15. rel. o fato gerador não ocorre no momento da celebração do contrato. 1. Dec. Milton Luiz Pereira j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Tributário.032/90. É a alíquota vigente nesta data que deve ser aplicada para o cálculo do imposto.05. Lei 8. Pena de perdimento de bens. Humberto Gomes de Barros. Imposto de Importação. 1ª T. rel.-lei 1. Recurso conhecido e provido (STJ. Multifários precedentes. 2. Min. Tributário. Milton Luiz Pereira. DJU 28. REsp 139658/PR. de 27. 23 do Dec. DJU 28.2001. rel. ilegalmente importados.-lei 37/66). DJU 17. Min. 1ª T. j. não pode ser revogada. Min. somente tem aplicação quando devidamente comprovada a responsabilidade do proprietário no ilícito praticado pelo motorista transportador das mercadorias apreendidas (STJ..02.-lei 1..06. Dec.2001).2001. 29.1992. V. 104. em procedimento administrativo regular. artigo por artigo. Perdimento de bens decretado pela autoridade competente em procedimento administrativo regular: Segurança denegada. Dec. Administrativo. 23. 1. Garcia Vieira. a decretação do perdimento dos bens. Ilícito fiscal.632). Havendo comprovação. Tributário.

Princípio da proporcionalidade.11. não responde por eventual fraude na respectiva importação. p. Decisão unânime (STJ.. p.11.1993. Recurso especial não conhecido (STJ.. Min. Apreensão de mercadoria estrangeira..1993. de 1976.Ofensa ao art. 35 .. Dec. III . REsp 23513/RJ. salvo prova de que dela participou ou tinha conhecimento.1998. REsp 11137/PE.1992. Perdimento. no mercado interno. 1ª T. 14. Dissídio pretoriano não demonstrado.-lei 1. mediante nota fiscal. REsp 109710/PR. 104. 24 do Dec.até por ser pena .1996. Ari Pargendler.10. p. REsp 15072/DF. Min.1995. mas nunca a de inibir o fisco de apreendê-la (a mercadoria). Mercadoria de procedência estrangeira.Recurso especial não conhecido (STJ.455/76 e art. inciso V. j. Hélio Mosimann.03. Pena de perdimento do veículo transportador. DJU 06. Min. incabível a pena de perdimento. Min. Quem.1996. do Dec.1997. Aquisição no mercado interno de mercadoria de procedência estrangeira. DJU 08.Havendo desproporção entre o valor da mercadoria e do veículo que a transporta. 2ª T.559).400). adquire. 14.1997. j.12. decretando-lhe a perda. 37. j. rel. I . Veículo transportador.411). 1ª T.não pode abstrair o elemento subjetivo nem desprezar a boa-fé (STJ. Apreensão. de comerciante estabelecido.-lei 1.03. O comprador de mercadoria exposta em loja sujeita a fiscalização não pode ser obrigado a investigar o modo como ela entrou no país. A pena de perdimento . artigo por artigo. mediante nota fiscal. DJU 14. Pena de perdimento. j.10. de empresa regularmente estabelecida no mercado interno.11.05.. DJU 22.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Boa-fé.rel. mercadorias de procedência estrangeira.522). 23.455. 16. 11. rel. quando evidente a desproporção entre o seu valor e o da mercadoria de procedência estrangeira apreendida (STJ. II . DJU 06. p. Tributário. 23. Recurso da Fazenda não conhecido.897). Antônio de Pádua Ribeiro. Min. Tributário. 2ª T.1995. Demócrito Reinaldo j. 21. Humberto Gomes de Barros. rel. REsp 34961/ RS. p. rel.-lei 37/66 não caracterizada. 20. inclusive ICMS e ISS entrada ou saída de mercadoria com ingresso clandestino poderá dar-lhe condição para propor ação de ressarcimento contra o vendedor. 18.04. Pena de perdimento. A pena de perdimento não alcança quem adquiriu a mercadoria estrangeira. Inadmissível a aplicação da pena de perdimento do veículo. 2ª T. Mercadoria adquirida de comerciante estabelecido.

DJU 1°. AMS 92.. Bem apreendido em poder de terceiros. Recurso improvido (TRF-1ª R. artigo por artigo.. p.03.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 3. Tributário. Juiz Eustáquio Silveira. Entretanto.10902-4/DF. 06. Juiz Tourinho Neto. Mercadoria que.05.08. 4ª T.02846-3/MG.04.641). 1. Juiz Gilson Dipp. 23. Imposto de Importação. AC 04141629/SC. Ausência de similaridade.. DJU 29.. Inexistência de obrigação de indenizar por parte da União. Veículo alugado e utilizado para possível prática de descaminho.1998. 1.00.1996..1998. 1. 5.04. 10.386).02. Isenção. Tributário. p. j. 80.-lei 37/66 (TRF-4ª R. 3.471/95] para os desembaraços aduaneiros ocorridos após a majoração.1997. rel.543/2002].05. p. Alienação do veículo regularmente processa da e com a autorização do Ministério das Relações Exteriores e da Receita Federal. 3ª T. Não pode ser declarada a perda do veículo se seu proprietário não teve nenhuma participação na possível prática do crime de descaminho (TRF-1ª R. Tributário. DJU 11.. 2.1998.. Sentença que declarou não provada a existência de crime não faz coisa julgada no cível para respaldar indenização. Benefício fiscal não reconhecido porque não apurada a similaridade na forma do art.. I e II.1998. 103).01. 10. 4. 4ª T. Princípio da nãosurpresa que não atinge o Imposto de Importação. quando os fatos estão sendo apurados na esfera penal.01. DJU 25. foi adquirida irregularmente e sofreu a pena de perdimento em procedimento administrativo.00. 4.427/95 [revogado pelo Dec. j. Mudança de alíquota. rel. Juíza Eliana Calmon j. 1.. 3. j. 2. Administrativo. do Regulamento Aduaneiro. 232. Não há direito adquirido de pagar ao importador imposto com alíquota vigorante quando da expedição de guia de importação.055779-2/MG.03.1998. 250). p. Recurso improvido (TRF-1ª R.1997. 2. rel. 19 do Dec. Veículo regularmente importado com isenção de impostos. Vigência imediata do Dec. Sentença penal absolutória. p. AC 1997. 4. 232. o prazo só tem início quando do trânsito em julgado da sentença penal.1ª T. Impossibilidade. 1.282). do Regulamento Aduaneiro) [revogado pelo Dec. Juíza Eliana Calmon. Importação de veículo com isenção de impostos (art. como autorizado pelo art. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R. AMS 1997. 05. AG 96. inclusive ICMS e ISS Tributário. I e II. Pena de perdimento. 14. 4ª T. j. 14.04.01. rel. rel. DJU 30. 36 . A prescrição de ação contra a União é de cinco anos.1996. não sendo produto de crime.01.1998. Indenização.0371582/DF. Perdimento de bem.. Pena de perdimento. Imposto de Importação de veículos.

Juíza Tânia Terezinha Cardoso Escobar. 200).09. Firmou-se a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a imunidade constitucional. da declaração apresentada pelo importador (art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 10. III.2006. periódicos e o papel destinado a sua impressão. todos aqueles que. 150. 150. a apreensão de um veículo (moto). 05. Alíquota. III. como sua bagagem. 2. p. prevista no art. com base no art. e trazida. inciso X. da CF/88. VI. também abarca a edição de listas telefônicas. Imposto de Importação.03.471/95]. inclusive ICMS e ISS Tributário. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. englobam seu processo produtivo.1996. d.179). no art. para-alcançar.04. 1. quando lá servia. de 1966. d. DJU 06. 105. Precedente do STF.1998. rel Juiz Tourinho Neto j. 1. CF. adquirida no exterior por funcionário da embaixada. Min. Agravo não provido 37 . Fato gerador. AMS 95.427/95 [revogado pelo Dec. Tributário. Precedentes. se o fato gerador do imposto . d. AMS 95. 1.47172. Possibilidade.09. p. 3.for posterior à vigência do diploma legal.. III. p. a. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação. RE-AgR 441537/ES. A importação de microcomputadores para elaboração e impressão de listas telefônicas está abrangida pela imunidade tributária prevista no art. ao referir-se a periódicos.08063-3/DF. da CF/88 (TRF-4ª R. Majoração de alíquota. j.2006. Inocorrência de infração. Fato gerador do imposto de importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro. No caso.01. Administrativo. 23 do Dec. quando requereu os benefícios fiscais de isenção de bagagem diplomática e declarado perante a Receita Federal o mencionado veículo (TRF-1ª R..09.02. DJU 29. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec. Imposto de Importação. 150. é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador.. É inaceitável que o Fisco proceda. rel.-lei 37.entrada da mercadoria no território nacional . inc. DJU 25. inc. Imunidade constitucional Art. Constitucional. artigo por artigo. II. 72. 2ª T. além dos produtos expressamente mencionados em seu texto. O que a Constituição exige. art. Tem sido admitida pela jurisprudência a interpretação extensiva da imunidade constitucional referente a livros. em 1984. 150. Pena de perdimento do veículo. a. Importação. jornais.. Eros Grau. Microcomputadores para elaboração de listas. 64).1998. 2ª T. em 1980. VI. rel. Agravo regimental no recurso extraordinário. do Dec. i. da CF/88. 150. 3ª T..09. 05. na repartição aduaneira competente. de fato.1996. j. VI.-lei 37/66). inc.

A aquisição. Recurso a que se dá provimento (STJ. j. Inocorrência.2005. 5°. o magistrado não está obrigado a rebater. em razão de a empresa importadora da mercadoria ter sucumbido em ação mandamental que impetrara. Mandado de segurança.2000. Redução ou isenção de ICMS. Processual civil. 57). Tributário. Direito líquido e certo. Destarte. 458 e 535. Importação de sementes de país signatário do Gatt. Precedentes: REsp 658.218/RS. por isso que inverter o onus probandi revela severo óbice ao acesso à justiça. rel. artigo por artigo. DJU 01. p. desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. ou que as operações de saída interna dar-se-ão nos limites territoriais do Estado. 4.07. originariamente. XLV). deste relator. um a um.. Aplicar-se ao comprador de boa-fé a pena de perdimento da mercadoria. Carlos Velloso. Solução quiçá inconstitucional.2005. AI-AgR 420993/PR. p. 535 do CPC. 22. em estabelecimento comercial sujeito a fiscalização. 5.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2ª T.05. II. Recurso especial. I. ICMS. Inexiste ofensa ao art. DJU 09. 129). Apreensão de mercadoria adquirida no mercado interno. gera a presunção de boa-fé do adquirente. de mercadoria importada. anos antes. Terceiro de boa-fé. 2ª T. Recurso especial. revela solução deveras drástica para quem não importou e não é sequer responsável tributário pela mercadoria. inclusive ICMS e ISS (STF.. mas também a prova de que as sementes destinam-se à semeadura. DJU 38 . Violação dos arts. desobrigando-se o comprador a investigar o ingresso da mercadoria no país. maxime. o adquirente que não utilizou do mandamus para importar supõe adquirir veículo usado e que ingressou legalmente no país. Para fins de habilitação aos incentivos fiscais (redução ou isenção de impostos). à luz da cláusula pétrea de que a sanção não deve passar da pessoa do infrator (CF. Veículo usado importado. A pena de perdimento não pode desconsiderar a boa-fé do adquirente. 3. REsp 151687/RS. no mercado interno. Min. A simples guia de importação não constitui prova escorreita da similaridade e da destinação do produto importado. faz-se necessária a produção não só da prova da similaridade. Ademais.2000. assentada pela instância a quo com ampla cognição probatória.08.10. Min. j. Importação declarada ilegal em ação mandamental distinta. quando o tribunal de origem pronuncia-se de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos. no intuito de emprestar legalidade ao ato de importação. 2. Embargos de declaração. Mandado de segurança. os argumentos trazidos pela parte. 1. Pena de perdimento. 31. Tributário. mediante nota fiscal. art. quando o veículo fora adquirido. Produção notória. rel. cabendo ao Fisco a prova em contrário. Nancy Andrighi.

2005. não há que se falar em violação aos princípios da segurança jurídica e do ato jurídico perfeito.04. Os arts.04.995/RS. Assim. Impostos federais incidentes sobre a importação (II e IPI). Min. atuar sobre as operações de câmbio com o objetivo de prevenir desequilíbrios na balança de pagamento (art.2004. Luiz Fux. Na hipótese de a base de cálculo estar em expressa em moeda estrangeira. bem como as de seguros e de previdência privada’. 5. 6.. CTN e 1°. CF/88. 2. Verifica-se. Taxa Selic.05. no momento do despacho aduaneiro.-lei 37/66.38. em relação aos produtos de procedência estrangeira. rel. 1ª T. câmbio e capitalização..2006. pois age o Poder Público com o objetivo de proteger o interesse público. 4. p. DJU 22. o valor da operação vigente ao tempo da celebração do contrato com o fornecedor estrangeiro. 19.05.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 46. CTN).-lei 37/66 diz que. artigo por artigo. 21. AgRg no AG 518. em se tratando de mercadoria despachada para consumo.2007. nos termos do art. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. Dec. Os aspectos relevantes para o lançamento tributário e. 3. 8. CTN). proceder-se-á à conversão para a moeda nacional com base no câmbio do dia do fato gerador (art. por tanto. que considera-se ocorrido o fato gerador. Precedentes. conseqüentemente. Variação cambial.00. Recurso especial parcialmente conhecido e desprovido (STJ.015761-9/MG. rel. Sentença mantida. mediante delegação do Conselho Monetário Nacional. 1. Castro Meira. cabe ao Banco Central do Brasil. E mais.2006. DJU 27. Apuração da base de cálculo segundo a relação de câmbio vigente ao tempo do fato gerador (arts. No que tange ao Imposto sobre Produtos Industrializados determina o art. ‘administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira. e REsp 410. 62).. j. 7ª T. Lei 4. XVIII.2007. DJU 31. CTN). Pedido procedente em 39 . para fins de cálculo do montante do imposto a ser recolhido. Prescrição decenal (teoria dos 5+5). Franciulli Netto. 143. CTN. Compete à União. Apelação improvida. Tributário. Juiz Catão Alves.2004. Min. AC 2000. Base de cálculo idêntica à do Imposto de Importação. Pedido improcedente (TRF-1ª R. informam que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do ingresso do produto estrangeiro no território nacional. para a averiguação do montante a ser recolhido pelo contribuinte levam em consideração o momento do fato gerador (art. rel. 144. REsp 718021/DF. DJU 28. 20. 143 e 144.595/64). Tributário. 7. j. 04. ser absolutamente inviável tomar em consideração. 4°. p.157/PR. Inconstitucionalidade reconhecida pelo E. O mesmo Dec. STF. Taxa para emissão de guia de importação. especialmente as de crédito.04. rel.03. 6.Min. inclusive ICMS e ISS 25. 153).06.

20 prevê como base de cálculo para o imposto de importação não o valor de aquisição do produto. 20. Pedido parcialmente procedente (TRF-1ª R. seguindo-se o exame preliminar e/ou conclusivo do valor declarado. 10. a guia de importação somente é expedida mediante o recolhimento da taxa correspondente. da Lei 7. voltando-se para a análise das operações envolvendo mercadorias idênticas e similares. Sobre os valores a serem restituídos incidirão correção monetária. Apelação da Fazenda Nacional improvida. Nesse sentido: REsp 888.00.1995. Remessa oficial parcialmente provida.145/53 e majorada pela Lei 7. da Lei 2. rel. para o valor de revenda ou. desde a data do recolhimento. mas sim seu preço normal. rel.145/53. a partir de janeiro de 1996. Humberto Martins. para critérios de razoabilidade.02. AC 2000. da Lei 7. o que é vedado pelo disposto no art. A autoridade aduaneira exerce o controle sobre o valor declarado pelo importador.. ilmar Galvão. Valor aduaneiro. da Lei 2. 7.Gatt.2007. 145. reconhecendo tratar-se de taxa o valor cobrado pela expedição da guia de importação.. 149).03. Assim. 1°. Valor declarado. 5. DJU 04.690/88. 40 . a declaração de valor aduaneiro e documentos comprobatórios. O próprio texto do referido art. Min. por entender que a base de cálculo do referido tributo confundia-se com a base de cálculo do Imposto de Importação. STF. que deu nova redação ao art. que já engloba juros e correção monetária. DJ 08.826/SP. na esteira do art. Nos termos do art. Min. apenas a Taxa SELIC. 20 do CTN em combinação com as disposições do art.2007. e. 6.002973-7/DF. DJ 10. Imposto de Importação. 1. concluiu pela inconstitucionalidade do disposto no art. Uma vez selecionada a mercadoria para controle de valoração aduaneira. CF/88. 7ª T.690/88. no julgamento do RE 167.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 3. VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . 8.09. 4. Forma de apuração. STJ sedimentou entendimento no sentido de que a prescrição do direito de ação.992/PR. Min. Juiz Catão Alves j. 2º E. em se tratando de repetição de indébito tributário referente à ‘taxa para emissão de guia de importação’. não é obtido apenas através do valor da transação. Tributário.2007. instituída pela Lei 2. 1°. rel. 10. inclusive ICMS e ISS parte. artigo por artigo.645/AL. a apresentação das guias de importação é suficiente para a comprovação do recolhimento do tributo que ora se questiona. rel.2006.690/88. Contudo. obedece à teoria dos 5+5. Apelação da autora provida. o valor a ser considerado. por considerar tratar-se de tributo sujeito a lançamento por homologação.02. até dezembro de 1995. O E.34. pelo importador. Os métodos de sua apuração considerarão fatores outros que não o valor constante na fatura. § 2°. p.05. O valor aduaneiro. entre outros.145/53. com redação dada pelo art. por sua vez. e REsp 610. Teori Albino Zavascki. como último recurso. não é forçosamente aquele atribuído pelas partes à transação. poderão ser apresentados. DJ 12.

1°. Agravo legal. 24. II). não viola aquela regra. tais quadrantes econômicos. A Resolução 7 da Câmara de Comércio Exterior.46414-2/PR.02. 150. 1° da Lei 9. 1ª T. AGV 2006. j.. tendo por premissa a proteção e fomento da indústria nacional.494/97 c/c art. inclusive ICMS e ISS que deve observar as regras do Acordo de Valoração Aduaneira (TRF-4ª R. dos valores constantes em publicações especializadas.. VI. Portaria 80/93. art. p.04. 2. DJU 28. de qualquer modo. 20. Legalidade. Requisitos legais: arts. Imunidade tributária. restará constituído o respectivo crédito em favor da União Federal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.02. c da CF tem caráter amplo.. rel. depende da destinação da mercadoria importada e da política dos órgãos governamentais competentes. Juiz Joel Ilan Paciornik.2007. Quanto ao descumprimento do art.065749-6/SC. Caráter amplo do art. artigo por artigo. A adoção como parâmetro. rel. não se aplicando apenas aos tributos que têm o patrimônio. 150.2003.. 3. em uma venda em condições de livre concorrência para entrega no porto. A apuração de similaridade do produto importado com aquele fabricado no país. na importação de veículos.04. j. O Imposto de Importação possui evidente objetivo extrafiscal. 3. de 25 de abril 41 .2003. DJU 09. necessariamente. para efeitos de isenção fiscal. 261).2006.2006.. § 3°. AC 97. ou seu similar. ainda que indiretamente. 1ª T. DJU 26.437/92. Valor. 9º e 14 do CTN. AMS 2000. A base de cálculo do imposto de importação. c. afete. 05. o valor da compra e venda. 1.035700-7/RS. Imposto de Importação sobre máquina.07. j.04. 2. mas também àqueles cuja incidência. 14. Importação indireta de veículos. ao tempo da importação. alcançaria. Juíza Viviane Josete Pantaleão Caminha. observo que a liberação das mercadorias não esgota o objeto da ação mandamental. O STF já decidiu que a imunidade do art. rel. cabendo à impetrante saldar o débito. Agravo legal improvido (TRF-4ª R. Ao Poder Judiciário está reservada a apreciação do ato deferitório ou indeferitório da isenção apenas sob a ótica dos princípios e formas que regem a Administração Pública e os atos administrativos. 1.06. Imposto de Importação. Isenção do tributo por falta de similar nacional. a renda ou os serviços como fato gerador.01. VI.00. pois. nem conflita com as disposições do Gatt. Juiz Sérgio Renato Tejada Garcia. 2ª T.04. denegada a ordem e reconhecidos como devidos os tributos. da CF. da Lei 8. é o preço normal que o produto. quando a alíquota for ad valorem. Não se configura discriminação injustificada a adoção das listas de preços dos fabricantes quando se tratar de importação direta destes ou de empresas por eles credenciadas (TRF-4ª R. Tributário.2007).. Tributário. não prevalecendo. ou lugar de entrada do produto no País (CTN. p. 848).04.

O Poder Executivo pode. o que indica que a base de cálculo não está incluída na esfera da discricionariedade consentida pelo legislador constitucional. A Constituição Federal de 1988. nas condições e nos limites estabelecidos em lei. 21 do CTN. AMS 2001. Art.. 42 . 25. Neste sentido encaminha-se a jurisprudência.007635-7/RS..05. que concede redução na alíquota dos produtos classificados na Nomenclatura Comum do Mercosul (NMC). porque não é possível haver alteração da base de cálculo ao talante do exeqüente. inclusive ICMS e ISS de 2002. Segundo o CTN. a fim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto. passando a arbitrariedade. no § 1° do art. e lei que indique as causas determinantes do agir do Executivo. é inaplicável retroativamente. Também é preciso que fique assentado o alcance da chamada discricionariedade do Executivo. p. 253). sem o que a discricionariedade seria absoluta. limita-se a autorizar a alteração das alíquotas. Apelação desprovida (TRF-4ª R. Faz-se necessário. portanto. 21.71. DJU 14. 153.2004. 2ª T. artigo por artigo. COMENTÁRIOS A discricionariedade do Poder Executivo. O primeiro ponto a ser examinado quando se comenta o artigo em destaque é a parcial incompatibilidade de sua redação com a atual Constituição.08. Só por lei pode ser feita a alteração. porque não lhe cabe alterar as alíquotas do Imposto de Importação sem justificação. rel. suprimir a expressão agora em demasia.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o Poder Executivo pode alterar as alíquotas e as bases de cálculo.07.2004. contida no texto do art. Juiz João Surreax Chagas j.

como. tem uma expectativa apenas quanto à manutenção da alíquota. como visto. 43 . por exemplo. o julgado do TRF.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. é o momento físico do internamento no País. por exemplo. O STF tem sido rigoroso quanto à vigência da legislação do Imposto de Importação. não pode ser rompida. questão esta umbilicalmente atrelada à sua identificação que. muito se discute quanto à excepcionalidade do Imposto de Importação. TRF-3ª R. Entretanto. instrumento de política econômica e cambial. A imediata vigência da legislação relativa às alíquotas do Imposto de Importação tem ensejado controvérsias que abastecem os Tribunais de demandas a cada alteração de alíquota. quando do desembaraço. ao obter uma guia de importação. autorizam ontologicamente a excepcionalidade. uma empresa. 3ª Região. e jurídico. A situação cria embaraços e. a não ser que se altere o fato gerador do imposto. inclusive ICMS e ISS Na doutrina. em acórdão cuja ementa encontra-se ao final destes comentários (AC 00307889/SP. entrega da declaração ou manifesto de importação. por coerência de princípio. mas. não submetidas as alterações de alíquota ao princípio da não-surpresa. até vexame financeiro. não poucas vezes. é possível haver mudança de alíquota. Com efeito. porque até o momento que antecede o desembaraço aduaneiro. principalmente quando a majora. alguns julgados rebelam-se contra o técnico tratamento. ou seja. artigo por artigo. A dinâmica da vida política e o objetivo maior deste imposto extrafiscal.). mesmo que frustrada seja a expectativa do importador. quando é assinada a declaração.

A Taxa de Melhoramento dos Portos tem base de cálculo diversa do Imposto de Importação. sendo legítima a sua cobrança sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT. JURISPRUDÊNCIA Não contrariam a Constituição os arts. ao alterar as alíquotas do Imposto de Importação. celebrado em Genebra em 1947. não podem prevalecer.General Agreement on Tariffs and Trade. 44 . se não estiverem compatíveis com a Nova Carta. A isenção do Imposto de Importação. não exclui a mercadoria da alíquota minorada de 1% (um por cento). artigo por artigo. de 14.244. porquanto integram o elenco das normas tributárias. da ALALC ou ALADI (STJ-Súmula 124). entretanto. Naturalmente que os tratados e convenções internacionais devem ser observados pelo legislador ordinário. diante de alíquotas estabelecidas em acordos internacionais: o Executivo. hoje Secex.08. concedida por Resolução do CPA.1957. tida como delegação legislativa. A jurisprudência. 3º. Os tratados e convenções assinados anteriormente à CF/88. quanto à fixação das tarifas de importação. inclusive ICMS e ISS Relevante indagação se faz pertinente. como exemplo de convenção o Gatt . está obrigado a respeitar as tarifas internacionais a que se obrigou? Temos. para a Taxa de Melhoramento dos Portos (TFRSúmula 165). incumbiu-se de pacificar o entendimento de que a atribuição não poderia ser do Congresso Nacional e sim do Presidente da República. tendo o Brasil como signatário. 22 e 27 da Lei 3. da qual o Brasil é integrante. Muito se discutiu sobre as atribuições do antigo Conselho de Política Aduaneira. prevista na Lista Nacional Brasileira. substituído pela Organização Mundial do ComércioOMC.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. que definem as atribuições do Conselho de Política Aduaneira quanto à tarifa flexível (STFSúmula 404).

150. RE 224285/CE. III. Ausência de motivação e inadequação da via legislativa. que se operou com a entrada da mercadoria no território nacional.11. Majoração de alíquota. Decreto.-lei 37/66 com o art. ou legal. Ato. Alegação insubsistente. O que a Constituição exige. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador. Pleno. IV.2001). § 1°. III. visto que lei complementar somente será exigida quando a norma constitucional expressamente assim o determinar. V. II. Alegações improcedentes. Motivação. Tributário. Inaplicabilidade sobre os bens descritos na guia de importação. 153. § 1°. Majoração de alíquotas do Imposto de Importação. rel. Improcedência. a Constituição excepcionou a regra inscrita no art. A vigência do diploma legal que alterou a alíquota do Imposto de Importação é anterior à ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação. Imposto de Importação. Compatibilidade do art. mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio. Imposto de Importação: alteração das alíquotas. a.1999).1998. Maurício Corrêa. Min. Exigência de lei complementar. Súmula 4 do antigo TFR. art. 146. 3. 2. Fato gerador do Imposto de Importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN. RE 225602/CE. Carlos Velloso. Constitucional. Alíquotas. 19).1999. da Constituição Federal. I. por ato do Executivo.244/57 e suas alterações posteriores. 23 do Dec. Imposto de Importação. dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição. 19 do CTN. DJU 28. Importação. Imposto de Importação. 150. a que se refere o art. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do Imposto de Importação. Majoração de alíquota. A lei de condições e limites para a majoração da alíquota do Imposto de Importação. 153. Pleno. Alíquotas majoradas pela Portaria Ministerial 201/95. Majoração por ato do Executivo.03. Motivação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. No ponto. é a ordinária. 25. Min. Constitucional. expressamente. da Constituição Federal. Aplicabilidade da Lei 3. art. art. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei: CF. II.04. j. 17. Faculdade do art. Fato gerador. No caso. inclusive ICMS e ISS Recurso extraordinário. artigo por artigo. Inexistência de norma constitucional. III. rel. 1. no art. § 1°. a. que estabeleça ser a faculdade do dispositivo 45 . 153. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. 153. CF. Exigibilidade. assim determinar. Decreto. e art. A lei de condições e de limites é lei ordinária. j. Tributário. § 1°. Tributário. DJU 06.05. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação.

3° da Lei 3. j. Inteiro descabimento da exigência de motivação do ato pelo qual o Poder Executivo exerce a faculdade em apreço.2000). em pretenso prejuízo das pessoas de menor capacidade econômica. DJU 29. ademais. RE 22106 1/CE. A importação de produtos estrangeiros sujeita-se ao controle governamental. pelo art. III. ainda assim..1999. como exigido pelo referido dispositivo constitucional. de 13. RE 222330/ CE. Min. Orientação firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal. 19). a qual..1998. Discriminação que. 1ª T.04. Recurso conhecido e provido (STF. Inocorrência de ofensa ao princípio isonômico no fato de não ter sito autorizada a importação de veículos usados. Entendimento inaceitável. 11.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2000. j.2000. RE 225655.. como um todo. Ilmar Galvão. rel. ao produto de origem estrangeira. Alegada afronta ao princípio constitucional da isonomia. Ilmar Galvão. considerável parcela dos indivíduos continuaria sem acesso aos referidos bens. STF. Importação de automóveis usados. não fosse certo que. 10. no julgamento do RE 203.03.954-3.244/57. Ilmar Galvão. p. rel.04. rel. 1ª T.03. Min.06. inclusive ICMS e ISS constitucional sob enfoque de exercício privativo do Presidente da República.04. I. artigo por artigo. 20. não obstante permitida a importação de veículos novos. Competência do Ministério da Fazenda para indeferir pedidos de Guias de Importação no caso de ocorrer a possibilidade de a importação causar danos à economia nacional. guarda perfeita correlação lógica com a disparidade de tratamento jurídico estabelecida pela norma impugnada. 21. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF 1ª. ao revés. DJU 28. por óbvio o objetivo de ajustar as alíquotas do imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior (art.1999. j. Administrativo. 1ª T.03. se revela consentânea com os interesses fazendários nacionais que o art. II. RE 46 . porque não demonstrado que a abertura do comércio de importação aos automóveis tenha o fito de propiciar o acesso da população. Importação: veículos usados. DJU 28. 21 do CTN). Proibição ditada pela Portaria 8. ao investir as autoridades do Ministério da Fazenda no poder de fiscalizar e controlar o comércio exterior. no caso. 2ª T. Constitucional.05. Limites e condições da alteração das alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas por meio de lei ordinária. DJU. Min.2000... Tributário. 237 da CF teve em mira proteger. do Ministério da Fazenda.1998. RE 225655.05. Moreira Alves. j. Min. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. rel. No mesmo sentido: STF. 21.1991. j. T. única hipótese em que a vedação da importação aos automóveis usados poderia soar como discriminatória.

p.. art. Carlos Velloso. 25. rel. 2ª T. DJU 08.1997. p. 19/CTN e os arts. Min. 1.. RE 156.05. 11. p. permitindo aos Estados instituir alíquota menor. j.06. 4.1998.. 155. rel. Irrelevância. É irrelevante o fato de ter sido expedida a guia de importação antes da chegada da mercadoria em nosso território. Improcedência da alegação. Peçanha Martins.1998. Tributário.1998. Guia de importação. 2ª T. do ADCT/88.06. 23 e 24 do Dec. Min. DJU 29.1998. porque o fato gerador do Imposto de Importação de produtos estrangeiros é a entrada destes no território nacional (CTN. 03. artigo por artigo. 24. o aumento atinge esta operação. § 5°. 19 e Dec. Compatibilidade da referida Resolução com o novo regime constitucional. Veículo estrangeiro. Estado do Paraná. 19). 16). Ilmar Galvão. 3.564/PR. Além de o recorrente não ter contestado esse fato. ICMS. 151). Chegada em território nacional. 47 . DJU 06.1998. Lei que fixou a respectiva alíquota com base na alíquota máxima estabelecida na Resolução 129/79 do Senado Federal. ocorre no momento do registro da declaração do importador. 1ª T. Alegada ofensa ao art.907).11. rel. Tributário.11. Compatibilidade. inclusive ICMS e ISS 208256/CE. 104). para consumo próprio.2. Garcia Vieira. p. Ari Pargendler. REsp 171853/SP. Imposto de Importação. §2°. 1ª T. mas antes da chegada da mercadoria no território nacional.-lei 37/66. art. CTN. Recurso não conhecido (STJ.1999).05. Recurso não conhecido (STF. rel. Min. DJU 27. Min. Recurso provido (STJ.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência..03.03. O contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. tendo em vista o disposto no art. é indiscutível a conotação constitucional da matéria que não comporta exame em sede de recurso especial. Fato gerador. Operações de exportação. Aumento. 17.03. aplicando-se a alíquota da época. Se sobrevém aumento da alíquota da referida exação após a expedição da guia. j. rel. DJU 04.1998. j. REsp 165364/RS. REsp 157493/SP. Alíquota.1997. Recurso especial não conhecido (STJ. j. Min. Imposto de Importação. Alíquota aplicável. Consoante entendimento do Excelso Pretório. da CF/88. 05.02. o tributo é devido à base da legislação aplicável no momento do registro da declaração de importação. IV. O fato gerador do tributo incidente na importação de produto estrangeiro.1997. j. 34.-lei 37/66. inexiste incompatibilidade do art. salvo no ponto em que fixou um limite intransponível. Imposto de Importação.

Majoração de alíquota. Majoração de alíquota.01. Castro Filho. DJU 12. IPI sobre produto importado. j.06. 18. Min..1ª R.13742-4/MG. não é inconstitucional... j.Decreto 1. inclusive ICMS e ISS Mandado de segurança. p. Juiz Olindo Menezes. I).-lei 37/66.03. na diretriz do CTN (art. de 29. opera-se a sua incidência.981/95. Imposto de Importação. O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art. A taxa de câmbio é fator econômico.1998. ICMS.. 1. Dec. DJU 04.14549-4/MG. e.427/95 . DJU 29. 1. o veículo ingressou em território nacional antes da sua publicação. Possibilidade. mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país tenha ocorrido anteriormente.081).427 [revogado pelo Dec. Imposto de Importação.427. 19.2001. 23).2001. na hipótese. Ordem denegada (STJ. 3ª T. Provimento da apelação e da remessa (TRF-1ª R. 116. Imposto de Importação. j. p. Alteração da periodicidade do índice estabelecido para a taxa de câmbio. 2. Se nessa data vigora nova alíquota [70% . p. 19.1996. mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país haja ocorrido anteriormente. mas. AMS 96.01. 3ª T. na diretriz do CTN (art. Majoração de alíquota. Se nessa data vigora nova alíquota [70% . mas a lei ordinária. rel. 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. MS 6141/DF.. 24.revogado pelo Decreto 1. CTN).04.Decreto 1. art. Tributário.03. podendo sobre ela deliberar a autoridade apontada coatora. sem que se possa falar em direito líquido e certo violado. Tributário. AMS 96. Imposto de Importação. art. CTN). rel. artigo por artigo.07. mas a lei ordinária. 25. O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art. 23). assim. de sorte que o aumento da base de cálculo verificado pela alteração da periodicidade da aplicação da taxa não foi direto. para fins de cálculo do Imposto de Importação. a alíquota a ser aplicada é a data do fato gerador do imposto de renda – a entrada da mercadoria estrangeira no território nacional (TRF.1996.06. 1.471/95]. mas reflexo.lei 37/66. o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec. 116. O IPI incide sobre produtos industrializados no exterior. hipótese em que o fato gerador 48 . opera-se a sua incidência. 1. o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec. O Dec. A variação cambial não integra a alíquota ou a base de cálculo daquele tributo. Com o advento da Lei 8. 55). Tributário.471/95].revogado pelo Decreto 1.427/95 .1998.1995.06. 52. Importação de veículo novo. 2. 50). I). 1ª S. de 1995. Importação de veículo. ficou o Poder Executivo autorizado a determinar a periodicidade de fixação da taxa de câmbio.471/95].

.05. rel. A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação. CF). § 1°. para atender a finalidade pública. 18. INAMS 94. 46.02. foi conferida ao Poder Executivo. a alteração de alíquotas no tocante ao Imposto de Importação. que instituiu sobretaxa. relator designado: Juiz Castro Meira). j. 3ª T. a jurisprudência condensada na Súmula 577 do Supremo Tribunal Federal (RE 193. com a indicação objetiva das condições estabelecidas em lei (CF.00. sem a observância ao princípio da anterioridade (art. Imposto de Importação. 2.817-RJ e RE 192.1998. É da própria essência da atividade administrativa. inclusive ICMS e ISS se dá com o seu desembaraço aduaneiro no território nacional (art. CTN). DJU 12. Fato gerador. Adicional. j. que exige 49 . art. rel. 29. artigo por artigo. a majoração de alíquotas. para alterar as alíquotas do Imposto de Importação. 811). 3.46994/PE.01. e não apenas ao Presidente da República.471/95]. Tributário. 3ª T. p. Juiz Ridalvo Costa. I. AMS 1997. Juiz Ridalvo Costa.134). Inobservância dos limites e condições estabelecidos em lei complementar.03.427/95 [revogado pelo Decreto 1. Imposto de Importação.03. Precedente do Tribunal (Argüição de Inconstitucionalidade na AMS 37. Na mercadoria importada. 18. ainda. j. Imposto de Importação. Alteração de alíquota. Improvimento da apelação (TRF-1ª R. Argüição de inconstitucionalidade da Portaria 50/94.05. REO 95. Tributário. Tributário. 25. p. Decs.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. do Ministro da Fazenda. é legítima a cobrança de ICMS por ocasião do despacho aduaneiro. 4.06. Decs. a título de adicional de imposto de 34% sobre o valor das importações de tecidos artificiais e sintéticos originários da República da Coréia..1996. 153.05052103/CE. Só a lei complementar pode fixar as condições e os limites permitidos ao Executivo. DJU 22.. 1. Princípio da anterioridade. Portaria 50/94. nos termos do § 1° do art. Constitucional. A emissão da guia de importação não se confunde com o fato gerador do imposto sobre a importação de produtos estrangeiros (TRF-5ª R. Ausência de motivação. para ajustar a política cambial. I.03. 153. O ato administrativo deve. p.870/CE. Não se deve estender a exigência de lei complementar a hipótese não prevista na Constituição. dentro dos limites previstos em lei. 1. em face da Constituição de 1988. O Imposto de Importação é um tributo em que se permite. Pleno.1998.391/95 e 1. Juiz Olindo Menezes.. não mais prevalecendo.026626-7/BA.6309/SP).1998. II. rel. estar necessariamente motivado.1996. Não há inconstitucionalidade na cobrança do imposto. 79).1998.. DJU 04. 1. 153 da Constituição Federal. § 1º). para que o Executivo possa alterar a alíquota do II (TRF-5ª R.427/95 [revogado] e 1.471/95.

Honorários advocatícios fixados em 10% (dez por cento) sobre o valor da causa (TRF-4ª R.2001. Na hipótese o desembaraço ocorreu na vigência do Decreto 1. III. Agravo regimental não provido (STF 2ª T. j. Juíza Ana Scartezzini.2000. Veículos. Conselho de Política Aduaneira [hoje. j. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec.02.142). Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal. DJU 10. DJU 25.12. 108. Agravo regimental em recurso extraordinário. rel.03. Decs. 08. RE-AgR 252008/SP. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec.09. Min.08. j. Castro Meira.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1.457/75. Acórdão sintonizado com a jurisprudência do STJ e do STF. Recurso especial conhecido e provido (STJ. rel. 50 .427 [revogado] e 1. 1.2005. o qual se inicia como registro da declaração de importação. 2ª T. Majoração de alíquota.427/95. 4.08. rel.04. O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro. 1. portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo. Tributário. feita por ocasião do desembaraço aduaneiro.. Tributário. Imposto de Importação. Imposto de Importação. 1997. A declaração de importação – atual denominação da guia de importação -. IV Apelação improvida (TRF-3ª R.1995..471/95]. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. para a fixação de pauta de valor mínimo para a incidência de tributos.391/95 e 1. p.427/95 [revogados pelo Dec. Constitucional.10. Súmula 97/TFR. O momento da ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é o registro da declaração de importação.004067/SP. 3ª T. Juiz Vladimir Passos de Freitas. Exige-se expressa motivação as resoluções do Conselho de Política Aduaneira. DJU 01. 1. 2. j.471. DJU 16. Incidência do imposto com a alíquota majorada. 03. não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão.05. Decs. 1. Secex]. Agravo regimental. 2. Desembaraço aduaneiro. Fato gerador. 17. Res. 2. de 1995. 73. 1ª T. 22. 137). p.05726/ SC. 1. 1. Fato gerador. artigo por artigo. p. Veículos automotores. Tributário..2005. AC 92.427. Impostos de Importação e Exportação.1995. Legalidade. Imposto de Importação. p. Fato gerador. REsp 157162/SP. Tributário. tendo em vista o fato gerador do tributo.471/95]. Maurício Corrêa.08. 366).371).1997.. Verba honorária. Majoração da alíquota... inclusive ICMS e ISS agilidade e presteza. 3. AMS 96. Incidência. Ocorrência. Min. que abrange a base legal e os fatos que lhe deram origem. rel.

. parágrafo único.02. Apelação improvida (TRF-1ª R. Recurso especial parcialmente conhecido e. Min.. rel. Direito compensatório. 1. Legalidade. p. mas sim quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art.-lei 37/66).CEE. não exime o contribuinte de recolhêlo. REsp 173492/PR.427. 15. DJU 21. Portaria ministerial. AgRg no Ag 470904/RJ.05. não provido (STJ. 201).06. Veículo. p. nessa parte.02. sendo irrelevante o regime fiscal vigente à data da emissão da guia de importação.471 e 1. a portaria ministerial correspondente (art. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ (Súmula 83 do STJ). j. AMS 9501014568/ BA. 300). Dissídio jurisprudencial. Adicional do Imposto de Importação. Leite em pó importado da Comunidade Econômica Européia .01. Juiz Lindoval Marques de Brito. 2. A simples existência de ‘painel’ no âmbito do GATT. 4). CF/88 [rectius: § 1°]. 153. o fato gerador não ocorre no momento do embarque da mercadoria no exterior. contestando a imposição do direito compensatório. Tributário. Aplicação de entendimento sumulado da Corte.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Não padecem de ilegalidade os Decs.2006. rel. na hipótese de ser destinada a consumo. Francisco Peçanha Martins. sendo válida. Imposto de Importação. oriundo da CEE. 19. Fato gerador. 23 do Dec. CF/88 [rectius: § 1°]). da data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. Art.490. João Otávio de Noronha. inclusive ICMS e ISS Precedentes. p. 3. Majoração da alíquota. j.. ‘Painel’ no âmbito do GATT. Alteração de alíquotas através de portaria 51 . 153. Min. Imposto de Importação. Precedentes do STF 4. sob a forma de adicional de Imposto de Importação sobre o leite em pó. 2ª T. DJU 09. 1. 28. Constitucional e tributário.2006.03. de forma que alíquota vigente nesta data é a que deve ser aplicada para o cálculo da exação. j. de 1995. Acórdão em harmonia com a jurisprudência dominante do STJ. 2ª T. O fato gerador do tributo incidente sobre mercadorias importadas do exterior ocorre quando da sua entrada no território nacional e. 1. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência. Recurso especial. 2ª T. Súmula 83/STJ. portanto. Caráter de extrafiscalidade. DJU 22. Tributário e processo civil. artigo por artigo..2002. 1. Cuidando-se de importação de mercadoria para consumo.2005.2001.2005. Não se deve estender a exigência de lei complementar para hipótese não contemplada pela Constituição Federal. rel. Agravo regimental improvido (STJ. Tributário. parágrafo único. 3. Súmula 83/STJ. Lei complementar. Importado. 2. A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação foi concedida ao Poder Executivo e não apenas ao Presidente da República.

Legalidade. alterar as alíquotas do Imposto de Importação. Apelação improvida. à unanimidade (TRF-2ª R. b. p. Imposto de Importação. j. Tributário. preponderando a finalidade da intervenção do Estado no domínio econômico. do Dec. Alteração de alíquotas através de portarias ministeriais. 2. Tributário. O Imposto de Importação reveste-se de caráter extra-fiscal e por tal razão a sua arrecadação tem importância secundária. 6ª T.343/94 [revogado pelo Dec. à unanimidade (TRF-2ª R. DJU 15. 1. § 1° da CF/88.. desde que respeitados os limites legais. Imposto de Importação. Interpretação do art. 3. DJU 15.767/95]. do Dec. Nos termos do art. as alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas em portarias ministeriais. a exceção prevista no art. estão sujeitas às alterações das alíquotas de importação introduzidas pelo art. artigo por artigo.1995. Fato gerador que se configura após a publicação da portaria. como é o caso da Portaria 314/94.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Cabe ao Poder Executivo. Aplicação do art. j. Juiz França Neto.343/94. 200). 153. 1. AMS 7220/RJ. no decorrer do exercício financeiro. 4º do Dec.2002.343/94 só alcança as mercadorias descritas na guia de importação 8194/2571-6. Inocorrência. Irretroatividade. 1. 1°. 197). Compete ao Poder Executivo.. III.09. permanecerão válidas até 31. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada da mercadoria no território nacional. rel. Mandado de segurança.10.10.09. fato esse que se concretiza quando do registro da guia de importação junto à autoridade fiscal competente.2002. Invalidade. Assim. 1. 1. aquelas que possuam prazo de validade determinado. Resolução 01-0449/83. AMS 15544/RJ. é irrelevante a data da expedição da guia de importação para os efeitos de concretização do fato gerador..2002.343/94. 1.03. 4°. Majoração de alíquota. 1. que não tenham termo final. p. Assim. 52 . 17. 4°. mediante ato do Poder Executivo. e tal conduta não importa em ofensa ao princípio da legalidade tributária. desde que respeitados os limites legais. conforme constitucionalmente definido nos arts. rel. a produção dos seus efeitos ocorrem já na vigência de nova regulamentação.. Remessa necessária e apelação providas. haja vista a sua função essencialmente extrafiscal. 17. o que possibilita a alteração de suas alíquotas. 6ª T.2002. O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior. do Dec. Juiz França Neto. inclusive ICMS e ISS ministerial. alterar as alíquotas do Imposto de Importação e tal conduta não importa em ofensa ao principio da legalidade tributária. da Comissão de Política Aduaneira [hoje. concernente ao imposto de importação. Ao contrário. 150. Secex]. Na hipótese de o fato gerador se concretizar após a publicação da Portaria 938/91.

da Magna Carta.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.99 da TAB. produto não constante do edital supracitado. da Lei 3. Fato gerador. Demócrito Reinaldo. do art. 3. 7.2006.06.. Precedentes (STJ. Decorrer do exercício financeiro.99 da TAB.2003). Possibilidade. haja vista a sua função essencialmente extrafiscal. DJ 19. Garantias à livre iniciativa e ao livre exercício da atividade econômica. DJU 28. uma vez que. Princípios da segurança jurídica e do direito adquirido.2006. diante disso. do Dec. 22. com fulcro no parágrafo único. 22. mediante ato do 53 . própria para a reprografia heliográfica. exige-se a realização de prévia audiência entre os interessados nas principais praças do país (art. 08.1995. A alteração de alíquota do Imposto de Importação pela Comissão de Política Aduaneira somente deve ocorrer dentro das hipóteses previstas no art.-lei 63/66. I. 1ª T. a impetrante importou película plana para reprodução fotográfica.02. 8. TRF-3ª R.07.2003. Invalidade da Resolução 01-0449/83. da Comissão de Política Aduaneira. do art. § 1°. Des. Tributário. 22. da Lei 3. rel. 5. O Edital 1. Motivação e finalidade do ato. de 15% para 45%. 6. 6ª T. Min.u. 4. STJ. 1ª T.. 2. Ofensa não caracterizada. j. Alteração de alíquotas. Juíza Consuelo Yoshida. 22. para a alteração de alíquota de produtos não constantes do edital em questão. Milton Luiz Pereira. o que possibilita a alteração de suas alíquotas.061370-8. 1.244/57). Declaração de importação.. No caso vertente. v.u.03. aumentou a alíquota do Imposto de Importação para todos os produtos classificados na posição 37. o ato administrativo deveria ser fundamentado. relativamente à película plana. mediante a criação de um destaque ‘EX’ à posição 37.06.08. do Dec.1999. O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior. Para a alteração de alíquota de produto cujo nível tarifário venha a se revelar insuficiente ou excessivo ao adequado cumprimento dos objetivos da tarifa ou cuja produção interna for de interesse fundamental estimular (letras a e b.04.244/57. 4°. AMS 138242/SP. 6ª T. REsp 170050/SP. 9. por falta de motivação. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R. rel.03.. DJU 15. Ato do Poder Executivo. A majoração de alíquota sem a prévia audiência aos interessados somente é possível quando ocorrerem motivos econômicos de ordem global (art. 18. DJ 30.-lei 63/66). A Resolução 01-0449/83. 622).06. 4°. 3° e parágrafo único do art. rel. rel. Imposto de Importação. Mairan Maia j. Fed.1999. Registro na repartição aduaneira.. artigo por artigo. da mesma lei). Resp 40719/SP. 10. da Lei 3. 3°. com indicação dos motivos que ensejaram a necessidade do aumento de alíquota.244/57 e art.. da Comissão de Política Aduaneira. REOMS 89. inclusive ICMS e ISS § 1° e 153.. j.01.01.03. p.. Min. v. Função extrafiscal..042/82 convocou os interessados na discussão da alteração de alíquota do Imposto de Importação.

5. § 1°. que alterou o código NCM . 4. considerando-se que tem o referido tributo natureza extrafiscal. 3. E. por órgãos ministeriais. 478). 1. 6. 2. do Dec. AMS 176748/SP. deveria pressupor a existência de lei expressa. do CTN e arts. é forçoso reconhecer que se mostram irrelevantes a data da celebração do negócio efetuado. de 18 de dezembro de 2002. 4ª R. sob pena de violação ao Sistema Tributário Nacional. no decorrer do exercício financeiro. 4. 6ª T. 54 .11. j. artigo por artigo. j. Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R. O Dec. 23 e 44. bem como de decreto presidencial correlato.08. inclusive ICMS e ISS Poder Executivo. O momento determinante para ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é aquele em que efetivado o registro da respectiva declaração no órgão aduaneiro competente. p.2005. a data do embarque da mercadoria no país de origem. 550/92 estipula o imposto aduaneiro.. DJU 27. 31. não há que se falar em ofensa aos princípios da segurança jurídica e do direito adquirido. Juíza Consuelo Yoshida. Partindo-se dessa premissa. DJU 30. editada pela Câmara de Comércio Exterior. 6. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei’. 19. pois a alíquota do Imposto de Importação a ser aplicada é aquela referente à norma vigente no momento em que efetuado o registro da declaração de importação para o desembaraço das mercadorias na repartição alfandegária. A Constituição Federal faculta ‘ao Poder Executivo. rel. rel. 153. § 1° e 153.. com base em alíquota zero.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. para as importações de conversores catalíticos produzidos em país integrante do Mercosul. Inexistência de violação aos princípios da motivação e finalidade do ato e às garantias constitucionais do incentivo à livre iniciativa e livre exercício da atividade econômica. se não efetivado o respectivo registro da declaração de importação. STJ e 6ª Turma desta Corte. III.2005. AG 211104/SP. As normas instrumentalizadas em decreto têm precedência sobre aquelas veiculadas por meio de instruções ou resoluções ministeriais. a alteração das alíquotas do Imposto de Importação (art. da Magna Carta. A Resolução 35.12.2006. 3.e.-lei 37/66. b. Imposto de Importação: produtos oriundos de país integrante do Mercosul.Nomenclatura Comum do Mercosul . a alíquota do tributo. 5. não deve prevalecer. Direito tributário. permitindo-se a alteração de suas alíquota conforme exija a política do comércio exterior. por conseqüência. conforme constitucionalmente definido nos arts.. porquanto ainda não aperfeiçoado o nascimento da obrigação tributária em questão. Apelação improvida (TRF-3ª R. 2. Interpretação sistemática do art. Precedentes do Excelso Pretório. Alíquota zero. 14. 7.2005. 258). § 1°).. Juiz Fábio Prieto. ou mesmo a data de desembarque desta no território nacional. I. Da mesma forma. 150. A eventual alteração da alíquota da referida exação.01. p.

5°.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Embargos declaratórios. O art. Majoração. Processual civil. 1ª T.076039-0/PR.244.2003. Juiz Leandro Paulsen.05. Ministro Moreira Alves. DJU 10. O Plenário desta Corte. Majorações da alíquota. no qual se declara a constitucionalidade dos decretos em comento. por unanimidade de votos: Constitucional. este último artigo alterando a redação do art. AC 2004. Registro da declaração.2006. os arts. 6° e 7° do Dec. 25. DJU 05. trazendo.. Fato gerador. Aspecto temporal.-lei 37/66 e o art. 1. diferentemente do afirmado. No mesmo sentido. 2. 2ª T. Irrelevante na definição da lei tributária que incidiu sobre a operação de importação a data em que a impetrante havia firmado negócio jurídico com a empresa sediada no exterior. Apreciação na via administrativa. impende-se seguir a orientação firmada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal no bojo do RE 222330/CE. Fato gerador.. de 1957. Decretos 1. Não há qualquer incompatibilidade entre o art.10.471/95. 22.11. rel. ambos de 1995.04. o que é demonstrado pelo contribuinte interessado.04. j.2006. em relação ao IPI. consoante se verifica no teor da ementa transcrita: ‘Imposto de Importação.. Constitucionalidade dos Decs.199/71. Produto sem similar nacional. sim.427/95 [revogado] e 1. 615).-lei 63/66. e se verifica a pertinência da medida para ajuste aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. rel.06. 4° da Lei 3.01. A respeito da matéria em apreço. em seu art. 04. Tributário. Juiz Leandro Paulsen.2003. Por sua vez. não estabelecem a redução de alíquota ou a isenção dos produtos sem similar nacional.427 e 1. 1. decidiu. Alíquota majorada. 3°. não há como considerá-la como se fosse alíquota zero se havia outra alíquota vigente para o caso quando da ocorrência do fato gerador (TRF-4ª. o art. datado de 20. simples autorização para que tal ocorra.04. Ausente o ato normativo de redução da alíquota. 1.391/95 [revogado].-lei 1. A autorização legal para redução de alíquota é exercida pelo Executivo mediante procedimento em que se analisa a existência ou não de similar nacional. Lei 3.376/97 (TRF-4ª R. A Lei 3. rel. p. Alíquota.1999. Dec. Imposto de Importação. que majorarão a alíquota de importação.244/57. j.471. AC 1998.-lei 37/66 estabelece o aspecto temporal da regra de incidência do Imposto de Importação como sendo a data do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira. estabelece as condições e os limites para alteração das alíquotas do Imposto de Importação.602. 19 do CTN. artigo por artigo.020401-0/RS. 23 do Dec. p. 55 .244/57. inclusive ICMS e ISS Tributário.1999.01. ao julgar o RE 225. Legítima a tributação na alíquota majorada pelo Dec. 4° do Dec. 769). publicado no DJ 11. Imposto de Importação. Imposto de Importação. 23 do Dec.

Fato gerador do imposto de importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN. II. Importação: alíquotas. 19 do CTN.-lei 37/66 com o art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1. 153.03.471. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. Acompanha-se a orientação traçada pelo Pretório Excelso. nos termos do art. Tributação extrafiscal. 153.10.427/95 e 1. Essa orientação se aplica aos Decs. II.09. 14. III. Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante. Dela. divergiu o acórdão recorrido. majoração por ato do Executivo. 25. III. p. 153.1999. 23 do Dec. mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio. a Constituição excepcionou a regra inscrita no art. IV O que a Constituição exige. porém. Súmula 4 do antigo TFR. Majorações da alíquota do Imposto de Importação. o momento do fato gerador do imposto de importação é a entrada da mercadoria no território nacional. já a aplicou ao Decreto 1. 2. § 1°. 1.285. 1ª T. 1ª T.. p.o importador ou quem a lei a ele equiparar. No ponto. rel. Imposto de Importação: alteração das alíquotas. por ato do Executivo. assim determinar. a. CF. EDREO 5132001/CE. da CF/88. A faculdade atribuída ao Poder Executivo para alterar alíquotas dos impostos com finalidade extrafiscal. Constitucional e tributário. art.. o decreto que alterou.08.2006. Imposto de Importação: fato gerador. 22. merece ser prestigiado. Embargos declaratórios acolhidos para dar provimento à remessa oficial (TRF-5ª. e não o seu embarque. No caso. 146. é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador. Apelação e remessa oficial providas (TRF-5ª R. decisum este que. AMS 63969/AL. 150. III. Recurso extraordinário conhecido e provido’. como. no art. § 1°. expressamente.. 19 do Código Tributário Nacional. Assim. 150. 1. mesmo sem eficácia erga omnes. § 1°. CF art. Contribuinte do imposto é: I . Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante j. V RE conhecido e provido. inclusive ICMS e ISS Tributário. art. aliás.427 e 1. DJU 06. Motivação. artigo por artigo.471/95. Compatibilidade do art. j. 19). dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição. rel. 56 . 1. I. a e art. A lei das condições e de limites é lei ordinária. De acordo com o art. Art. ambos de 1995.2006.091). 3. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação.1999. consubstancia poder discricionário. as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação.427/95 a decisão tomada no RE 224. Ato. pelo que há de ser exercida sempre que seja necessária a alteração para ajustar o imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. em que se firmou a constitucionalidade dos Decs.105). DJU 27.

o qual responde juntamente com o contribuinte (art. O responsável designado não sofre indicação aleatoriamente e sim por estar vinculado ao contribuinte de alguma forma. imputando-lhe a obrigação de pagar. - o arrematante de produtos apreendidos ou COMENTÁRIOS Contribuinte. distinguem-se os solidários e os responsáveis por expressa designação. inclusive ICMS e ISS II abandonados. assume a obrigação ex vi lege. bem assim outras pessoas indicadas na legislação pertinente (art. São eles o transportador. tais como o arrematante de mercadoria estrangeira leiloada. 31) indica espécie sui generis de sujeito passivo que. 32.-lei 37/66).-lei 37/66). o destinatário de mercadoria estrangeira remetida pelo correio e os adquirentes de bens nas localidades dos entrepostos aduaneiros. Responsável solidário é o adquirente ou cessionário de mercadoria com isenção ou redução fiscal. Ao lado do contribuinte natural ou equiparado. Enquanto a solidariedade impõe mais um contribuinte. ao mesmo se equipara. na responsabilidade em sentido amplo pode haver ou não a exclusão do contribuinte. 22 do CTN.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a quem a lei impõe o gravame e. dentre outros. sem exclusão do primeiro. há ainda o responsável tributário. Dentre os responsáveis. 32. de tal forma que passa a ser tratado como se contribuinte fosse. artigo por artigo. o Dec. o cessionário. não sendo importador.-lei 37/66 (art. definido no mesmo diploma como sendo “aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitui o fato gerador da obrigação tributária respectiva”. parágrafo único. 57 . o depositário. Dec. Além do contribuinte indicado no art. Dec. mesmo não sendo importador.

Secretaria da Receita Federal. 7. do Dec. a negativa de vigência dos dispositivos focalizados.1987. 102. responde o importador pelo que sobejar da dívida. se foi ele que deu início ao desembaraço aduaneiro.-lei 116/67. Temas constitucional e legais não prequestionados (Súmulas 282 e 356) ou impertinentes à solução da causa. com a Emenda Constitucional nº 1/69]. os tabeliães e os sócios. mantendo-se a quebra dentro do limite admitido como natural pelas autoridades fiscais. e 169). Lei 6. não desonera o importador.lei 37/66 (arts. de dissídio com as Súmulas 261 e 535 e com outros julgados. 529. 2. 322 do RI [redação anterior à Emenda Regimental 21/2007] e Súmula 291). mesmo como contribuinte equiparado.08. Tributário. pois. 60. Instrução Normativa 12/76.6%). Precedentes do STF. 153. não 58 . JURISPRUDÊNCIA Transporte marítimo internacional de granel sólido. 5°. da CF [CF/67.1. À palma de transporte de produtos a granel. Quebra. parágrafo único. 3°. É interessante observar. os síndicos da massa falida. Transporte marítimo de produto a granel.. XI. j. Responsabilidade tributária. Sydney Sanches. inocorrente. que. Acórdão recorrido que condenou as rés ao pagamento do valor do prejuízo da importadora. deduzido apenas o percentual correspondente à quebra natural (0.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. caso o preço do bem leiloado não cubra a dívida fiscal. 1ª T.218. 4°. 582. com alegação de negativa de vigência dos arts. Responsabilidade das empresas armadora e a fretadora do navio transportador. Recurso extraordinário da afretadora. Min. No caso. inocorre a responsabilidade para o recolhimento do tributo na importação. por exemplo. a responsabilidade do arrematante.Código Civil]. 103 e 104 do Código Comercial foram revogados pela Lei 10. por quebra de peso da carga. inclusive ICMS e ISS Exemplo de responsáveis em sentido amplo são os sucessores. RE 112853/RS. 617 e 711 do Código Comercial [os arts.06. 104. artigo por artigo. 1. do CPC.575). Dec. 103. os administradores de bens de terceiros. § 2°. Na hipótese. perante a destinatária (empresa importadora). o inventariante. Recurso extraordinário não conhecido (STF. 2°).1987. DJU 28. 102. Imposto de Importação.406/2002 . p.562/78 (art. 30. Dissídio com as súmulas e julgados paradigmas não caracterizado (art. presumida a ausência de culpa do transportador. 6° e 9° e. rel. 48.

Milton Luiz Pereira. 05.11. DJU 20. Tendo em vista que os direitos materiais tutelados . Imposto de Importação.1995. Min. DJU 10.1998. de logo. 2.04. REsp 38499/RJ.05.2000). 60. 59 . p. A imputação de responsabilidade. art. Min. por força do art. p.. 135.08. Juiz Vladimir Passos de Freitas.. p. descabendo o pagamento da indenização cogitada no parágrafo único.restaram devidamente protegidos nas instâncias ordinárias. 72. 26. também. Recurso especial prejudicado (STJ. exigiria a prova de que se houve o agente marítimo com excesso de poder ou infração à lei. DJU 08. Recurso prejudicado. mandatário ou comissionário transportador.. se fosse o caso. não se tenha como exigível o pagamento do tributo. estranho ao fato gerador do Imposto de Importação (Dec. Min. Tributário. artigo por artigo. Responsabilidade pela falta ou avaria da mercadoria transportada. não há necessidade. 12.-lei 37/66.09. 135. em caso de avaria ou falta de mercadorias (TRF-4ª R. 1ª T. Greve do serviço público. j. Mandado de segurança. j. empregado.783/89 não foram objeto de análise no tribunal de origem. Importação de mercadorias sujeitas a perecimento. responsável pela fiscalização sanitária das mercadorias objeto de importação.2000. Recurso especial não conhecido (STJ. do CTN. Regime de isenção. Transporte. Adhemar Maciel. Desembaraço aduaneiro pendente de despacho do agente de Ministério da Agricultura. 10 a 12 da Lei 7.1997. sendo representante do armador. j. II. Transporte marítimo.650). Agente marítimo (art.305). DJU 31. II. REsp 143. 1. rel. II. AC 042449/ RS. III. 1ª T. 15.08. Na falta superior ao percentual aludido. rel. Com o cumprimento do dever de ofício da autoridade coatora. o mandado de segurança impetrado no primeiro grau perdeu objeto. e com a expedição do laudo técnico atestando o perfeito estado dos bens internados.05.59). 12. restando inobservado o requisito recursal do prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do STF).1995. inclusive ICMS e ISS superando a quebra os 5% previstos como naturais. Papel jornal off set. nem utilidade a justificar a interposição do presente recurso especial. as mesmas razões que justificam o reconhecimento da dispensa da multa conduzem a conclusão lógica de que. j.08. do CTN). O agente marítimo não é representante. Omissão a ser reparada pelo Poder Judiciário. rel.172/SP. somente o excesso poderá ser tributado. 2ª T.-lei 37/66).a saúde pública e o patrimônio . 3. 2ª T. o transportador não pode ser responsabilizado por tributo.1998. 3. rel... Dec. I. As violações apontadas dos arts. Eliana Calmon. Tributário. Se a importação foi isenta. REsp 132624/SP.1997. Recurso provido (STJ.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

17.1993. de 1966 (Súmula 192/TFR). Falta de mercadoria. 57. Responsabilidade do transportador. Imposto de Importação.-lei 37. 11.-lei 37. p.04. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias.01. A responsabilidade pelo recolhimento dos tributos relativos a falta de mercadoria importada é inerente ao importador ou ao transportador da mercadoria (TRF-4ª R. 42.759). A responsabilidade pelo tributo nessa hipótese é do transportador. rel.-lei 37/66.10. e 41..1993. Tributário.25606-1/BA. 4ª T. AC 90.531).. j. DJU 30.07. rel. rel.01. Responsabilidade fiscal do agente marítimo. 06.04. as faltas não superiores a cinco por cento excluem a responsabilidade do transportador quanto à multa..-lei 37/66. Agentes marítimos. mas não com relação ao Imposto de Importação. Imposto de Importação. não é considerado responsável tributário. Nos casos de mercadorias importadas do exterior a granel. DJU 11. Recursos improvidos (TRF-1ª R. parágrafo único.1991.12. Súmula 192 do ex-TFR.17780-8/DF.847). Dec. Juíza Eliana Calmon. não pode ser demandado em nome próprio. Responsabilidade.10328/RS. p.4ª R.05. Mercadoria a granel. 39. Fato gerador. Juiz Leite Soares. 2. Importação.086). 60.05.1997. por via marítima. 14. Fato gerador. j.1991. 26. II. Imposto de Importação. 2. 1°.1997..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. O agente marítimo. de-1966 (Súmula 192 do TFR).. 29. Responsabilidade tributária.1993. p. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. Correção monetária. Falta de mercadoria.. quando no exercício das suas atribuições (Súmula 192 do TFR). sendo o agente apenas representante que. Depósito. artigo por artigo. DJU 20. AC 90. DJU 20. 2ª T. Consolidou-se entendimento jurisprudencial no sentido de não ser o agente marítimo considerado como responsável tributário.j. Processual e tributário. Apelação conhecida.06. 3ª T. 4ª T. Tributário.1994. p. inclusive ICMS e ISS Tributário. 2. O agente marítimo. Juiz Volkmer de Castilho.09. Não 60 . Súmula 192/TFR. REO 93. Não se ressente de fundamentos a apelação que se limita a reportar-se aos termos de sua contestação. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias.. Extravio. 1. III. j. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. Agente marítimo. Recurso improvido (TRF . Inaplicabilidade.. 1. por isso. 1. arts. rel. Juiz José Fernando Camargo. AC 0424689/PR. verificada pela autoridade aduaneira. Dec. Tributário. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R. Sentença confirmada. Falta de mercadoria importada. não é considerável tributário.

Recurso voluntário e remessa oficial improvidos (TRF-3ª R. Mercadoria importada a granel. segundo a qual ‘o agente marítimo. rel. Aperfeiçoa-se o fato gerador. 1.04. II. e mantida a favor do transporte. DJU 05. artigo por artigo. p. Juiz Castro Meira j. João Otávio de Noronha. não é considerado responsável tributário. Imposto de importação. Imposto de Importação. Decadência do direito da União para constituir seu crédito em face do transportador.09. 22. 61 . nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. j. Aplicação da Súmula 192/TFR.09. rel. Caracteriza-se a ilegitimidade de parte do agente marítimo na execução fiscal. exerce este as suas funções próprias. 2ª T.-lei 37. Decadência operada. rel. Recurso voluntário e remessa oficial improvidos. art.03. DJU 20. Agente marítimo. Juiz Baptista Pereira. V. na importação de mercadorias a granel. 05. Não se beneficia da isenção do Imposto de Importação a mercadoria extraviada. j. quando. Embargos a execução fiscal. 3ª T. Honorários advocatícios mantidos a favor dos embargantes. inclusive ICMS e ISS se aplica o entendimento sumulado quando o agente marítimo assina termo de responsabilidade equiparando-se ao transportador marítimo.05. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias. I. O termo de compromisso firmado por agente marítimo não tem o condão de atribuirlhe responsabilidade tributária. p. nesse caso..2005. 51. 2. VI. Verba honorária devida pela embargante carecedora. Recurso especial a que se nega provimento (STJ. que se operou. DJU 24. Princípio da reserva legal. Termo de compromisso. 3..] inciso II.1996. III. nos termos do art.999). Nulidade absoluta do procedimento administrativo. REsp 223836/RS. IV. Dec. na data em que a autoridade fiscal tomou conhecimento da falta da mercadoria. Tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Responsabilidade tributária inexistente. Inexistência de responsabilidade tributária.06.1991.-lei 37/66. Tributário. Min.09618/PE. Não identificação com sujeito passivo na obrigação tributária no auto de infração e no procedimento administrativo o real contribuinte.166-7). 121. Ocorre a nulidade do procedimento administrativo quando não é o transportador devidamente identificado como sujeito passivo da obrigação tributária..07.2005..091991. do CTN. Transportador. de 1966’. pelo que é legítima a exigência do tributo do responsável tributário. 12. 12. 19. p. 332).1996. AC 94.041306/SP. Agente marítimo. 1ª T. AC 91.. [parágrafo único. Aplicação do princípio da reserva legal. vez que o auto de infração fora lavrado em face do agente marítimo e em nenhum momento do procedimento administrativo de qualquer decisão deste. Apelações e remessa improvidas (TRF-5ª R.

porque a mesma não conseguiu comprovar ser a mercadoria estrangeira contemplada pelo benefício isencional. Mercadoria isenta. Art. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção. necessariamente. 04.-lei 37/66. Imposto de Importação. ele apenas se aperfeiçoa com o registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e. seja a mesma oriunda de Tratado Internacional. Compatibilidade.2003.-lei 37/66 [rectius: § 2° do art. Inaplicáveis. Tributário. na responsabilidade tributária da transportadora. Inversão do ônus da sucumbência (STJ. Inversão da sucumbência. 2ª T. j. Juiz Reis Friede. Ademais.05. 2. A autoraembargante não conseguiu comprovar estar a mercadoria estrangeira extraviada contemplada por qualquer isenção fiscal. Recurso especial provido. rel. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento). Não obstante o fato gerador do Imposto de Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional.05. 1°. do Código Tributário Nacional e arts.-lei 37/66. Responsabilidade pelo pagamento do Imposto de Importação da transportadora. Resp 20315/RJ. arts.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 46). III e 60.. 1. parágrafo único. Recurso especial a que se dá provimento. DJU 08. com a entrada no território nacional da mercadoria que constar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira.1999. 2. Mercadoria importada a granel.. Dec. Min.1999. do Dec. 3.-lei 37/66. inclusive ICMS e ISS Tributário. artigo por artigo. 19. 41. José Delgado. embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional. Extravio de mercadoria estrangeira. Apelação improvida (TRF-2ª R.2003. 1°]. 1ª T. do Dec. 156). j. sobretudo. 62 . Ocorrência do fato gerador. parágrafo único. do Dec.. seja ela oriunda de lei. A simples alegação de inexistência de guia de importação não importa no reconhecimento de que a mercadoria extraviada esteja contemplada por qualquer isenção alusiva ao Imposto de Importação. torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’. 1° e 23. Assim. 41. 4. 28. o extravio da mercadoria estrangeira importa. Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete. 3. AC 133478/RJ. os preceitos dos arts. p. DJU 02. à espécie.08. Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento). não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto. Responsabilidade tributária.10. rel. 1. nos termos precisos do parágrafo único. do art. III e 60. p. presumida a ausência de responsabilidade do transportador.

não se terá produto a desembaraçar e 63 . por isso se pode afirmar que não ocorrerá o fato gerador do tributo. DJU 05. O Imposto de Importação é devido pelo seu total. artigo por artigo. j. Imposto de Importação. por isso restou estabelecida uma margem para exonerar o responsável tributário de ônus. Ilegitimidade ad causam. 84). em que as quebras são inevitáveis (IN/SRF 95/84). 4. não haverá o que ser tributado. dentre outros.. nos termo do inciso II do art. Súmula 192 do extinto TFR. pois considerado ocorrente o fato gerador. dessa forma. como responsável tributária. Nas hipóteses de perda da mercadoria. ainda. Agente marítimo. por manter vínculo contratual com este. não deverá responder por eventuais débitos decorrentes da importação. pois não se equipara ao transportador nem ao contribuinte do imposto. por ocasião do desembaraço do bem. em virtude dessa perda. com a assinatura do Termo de Responsabilidade. Perda natural. em face da agência marítima. no caso de líquido.02. Quebra de mercadoria. Agente marítimo e transportador. De acordo com os precedentes jurisprudenciais.04. nada mais justo então de exonerá-lo não só da multa quanto do tributo respectivo. terem parte da carga perdida durante a carga e a descarga. e. ainda quando apurada a falta ou a diminuição do peso da mercadoria. Imposto de Importação. do extinto Tribunal Federal de Recursos. 2. inclusive ICMS e ISS Tributário. pelo qual se exige o pagamento do Imposto de Importação. por quebra natural.2002. AC 265663/ES. aplicável na espécie. para o agenciamento do transporte das mercadorias. estão sujeitos às intempéries e podem. não haverá nacionalização ou aproveitamento do bem pelo importador. 2ª T. mesmo tendo assumido obrigações. Indevido. na qualidade de agente marítimo. 17. 3. sob pena de estar o Fisco tributando bem inexistente. Mercadoria a granel. Aduaneiro. p. a autora.2003. à evaporação ou ao vazamento do produto. a mercadoria sequer ingressará no território nacional. na conferência aduaneiro.. há hipóteses. Sentença modificada apenas em parte. Os bens trazidos a granel não são acondicionados adequadamente em embalagens. Responsabilidade tributária. 1. rel. sujeitarem-se ao ressecamento ou à umidade. para diminuir o percentual dos honorários (TRF-2ª R. Mas não se pode atribuir a responsabilidade pelo pagamento ao agente marítimo. Ação anulatória.-lei 37. a não ser quando caracterizada a sua qualificação de depositário. Discute-se o direito à anulação do crédito tributário. como a do transporte de bens a granel. Tributário. 32 do Dec. sendo grãos. em virtude de falta de mercadoria importada a granel decorrente de quebra. Juiz Guilherme Couto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Conforme estabelecido pelas Instruções Normativas da Secretaria da Receita Federal. Milho transportado a granel. conforme já delimitado pela a Súmula 192. E várias são as razões para que não se faça a tributação.

cujos bens importados enquadravam-se na alíquota zero. enquanto para a redução dos tributos. 2. Discute-se o direito à anulação de crédito tributário. conferida aos produtos importados. 9. 5. enquanto a redução é norma imperativa. ao qual se obrigou o importador. caso ocorresse. As situações de avaria ou o extravio são previstas expressamente pelo Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. pois é instituída em função do fato. cujas ocorrências. 2ª T.. O ponto nodal da questão refere-se à ocorrência ou não do fato gerador do Imposto de Importação. 64 . rel. DJU 19. destinam-se a identificar o responsável e apurar o crédito tributário dele exigível (art. A isenção. objetivamente considerado. Aduaneiro. faria o Fisco nascer uma alíquota não contemplada legalmente. 6. Juiz Eliana Marcelo. mantendo-se a suspensão dos tributos até a sua implementação. Inocorrência. Extravio. Sustenta a autora tratar-se de produtos sujeitos à alíquota zero.. in casu para zero. não admitida por este instituto. Fato gerador do Imposto de Importação. ter sido extraviada ou avariada e quem lhe deu causa. alterando-se as causas determinantes da suspensão. não haveria a obrigação tributária diante da importação com redução de impostos. 467. A avaria ou extravio do bem não pode modificar os critérios de outorga de isenção. A responsabilidade tributária implicará na conjugação de várias situações. portanto. Mercadoria importada. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R. dentre elas a de entrar o bem no território nacional para o consumo.543/2002]. ou seja. 7. AC 63465.2007. Sucumbência. consistente na exigência do Imposto de Importação e respectiva multa.2007. Responsabilidade do transportador. j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. sobre bens extraviados sob a guarda da autora. mesmo estando as mercadorias isentas. seria de caráter objetivo. A suspensão dos impostos resolver-se-á quando ocorrer o acontecimento futuro e certo.04. Precedentes do STJ. Tributário. imputado à autora em face do extravio ocorrido em bem que transportou. 515). 3. inclusive ICMS e ISS conseqüentemente a tributar. vindo a ocorrer a avaria ou extravio dos bens. passando a responsabilidade a terceira pessoa. fazendo nascer tal obrigação fiscal. Precedentes. p.. 12. não se admitindo outra alíquota que não a indicada. artigo por artigo. nas formas dos artigos 478 a 485 do Regulamento Aduaneiro. 6. haveria a transferência do sujeito obrigado. 4. Da mesma forma. de suspensão dos impostos ou de sua redução de alíquota. AC 175713/SP. equivaleria à transmutação de uma isenção objetiva para uma subjetiva. 468 do mesmo Regulamento). rel. Alíquota zero. 1. 8. todo transportador seria o responsável pelo pagamento de impostos.04. Anulatória de débito. 5. 4. Pensar de forma contrária. no caso da suspensão dos impostos. em virtude de extravio ou avaria. Apelação e remessa oficial não providas (TRF-3ª R. insertas no art. conforme admitido pela sentença.

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

Juíza Eliana Marcelo, j. 15.03.2007, DJU 22.03.2007, p. 464). Imposto de Importação. Mercadoria avariada. Sujeito passivo. Transportador. 1. É o transportador o sujeito passivo do Imposto de Importação incidente sobre a mercadoria importada, tendo em vista a assunção da responsabilidade de transportador o bem, documentalmente. 2. Irrelevante o fato de a mercadoria ter sido transportada por caminhão de outra transportadora. 3. O fato gerador do imposto de importação se dá com a entrada da mercadoria importada em território nacional. A avaria da mercadoria não afasta ocorrência do fato gerador (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200070030036965/PR, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 18.06.2003, DJU 09.07.2003, p. 251). Tributário. Importação de produto industrializado. IPI e Imposto de Importação. Isenção subjetiva. Locação do bem antes de decorridos cinco anos. Responsabilidade solidária. Juros de mora. Termo inicial. Decisão administrativa. I. Quando a isenção for vinculada à qualidade do importador, a locação do bem, antes de decorridos cinco anos da efetiva importação, obriga ao prévio pagamento do imposto, a teor do art. 137 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Dec. 91.030/85 [revogado pelo Dec. 4.543/2002]. II. É responsável solidária a pessoa que tenha interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal, nos termos do art. 124, I, do CTN. III. Existindo a solidariedade, o Fisco tem total liberdade para escolher de quem cobrar, podendo, pois, dirigir as suas ações contra todos ou apenas um dos devedores. IV. Uma vez que o julgamento definitivo no âmbito administrativo foi no sentido de reconhecer o não cabimento de acréscimos moratórios antes da decisão da lide, por não estar ainda definitivamente constituído o crédito tributário, não pode o julgador agravar a situação do contribuinte, para fixar como termo inicial para a incidência de juros moratórios a data do vencimento do crédito tributário. V Apelação parcialmente provida (TRF-5ª R., 3ª T., AC 350912/PE, j. 02.06.2005, DJU 30.06.2005, p. 655). Tributário. Responsabilidade tributária. Importação. Mercadoria importada. Perfumes. Adquirente de boa-fé. 1. O adquirente de boa-fé da mercadoria estrangeira, possuidor da regular nota fiscal, não pode ser apenado com a perda do produto, se verificado pelo Fisco que a mercadoria não foi regularmente importada, porquanto não possui o comprador a obrigação legal de exigir do comerciante vendedor a prova documental do regular ingresso do bem no território nacional, obrigação, esta sim, do Poder Público. Precedentes desta Corte e do STJ (q.v. verbi gratia: AMS
65

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

1997.01.000367534, publicado em 13.11.2003). 2. Remessa oficial não provida (TRF-5ª R., 8ª T., REOMS 200442000022149/RR, rel. Juiz Carlos Fernando Mathias, j. 07.11.2006, DJU 04.12.2006, p. 202). Tributário. Imposto de Importação. Responsabilidade por substituição do transportador. Dec.-lei 37/66, art. 60, parágrafo único. Não configuração no caso de inexigibilidade do tributo na operação. I. Isenção e imunidade não se confundem; enquanto esta consubstancia hipótese de incompetência tributária, aquela impede a constituição do crédito fiscal. II. A diferença ontológica entre isenção e imunidade não tem o condão de afastar a exegese construída sobre o parágrafo único do art. 60 do Dec.-lei 37/66, que cuida da responsabilidade do transportador por tributos que deixaram de ser recolhidos em decorrência de dano, avaria ou extravio. III. O transportador não é responsável por substituição no caso de dano, avaria ou extravio de mercadorias quando o tributo não seja devido na operação em razão de hipótese de imunidade, não incidência, suspensão, exclusão ou extinção do crédito tributário. IV Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R., 2ª T., AC 19990100032763/MG, rel. Juíza Vera Carla Nelson de Oliveira Cruz, j. 16.04.2002, DJU 16.05.2002, p. 108).

Seção II Imposto sobre a exportação Art. 23. O imposto, de competência da União, sobre a exportação, nacional. COMENTÁRIOS Finalidade. O imposto incidente sobre bens e produtos nacionais ou nacionalizados, quando destinados ao estrangeiro, tem como fato gerador a saída do território nacional, considerando esta saída no momento em que é expedida a guia de exportação ou documento equivalente. Adotou-se este momento como o da ocorrência do fato gerador por questão de praticidade.
66

para

o

estrangeiro,

de

produtos

nacionais

ou

nacionalizados tem como fato gerador a saída destes do território

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

É um imposto federal, de competência da União, inovação esta oriunda da Emenda Constitucional nº 18/65, porquanto a Carta de 46 atribuía aos Estados-membros a instituição do imposto em realce. A atual competência federal da exação é muito mais lógica e adequada à natureza jurídica do imposto, de índole nitidamente extrafiscal, regulatório do comércio exterior. É utilizado, algumas vezes, para evitar o desabastecimento do mercado interno, quando atraentes os preços do exterior. Pelo caráter extrafiscal do imposto e pelo fato de ser importante para o equilíbrio da balança comercial, tem baixíssima alíquota. Como fonte de receita é a exação despicienda, mas funciona como instrumento da política tributária, não se lhe aplicando, por isso mesmo, o principio da anterioridade. Entretanto, diferentemente do Imposto de Importação, tem sido este imposto altamente criticado, por onerar os bens de produção nacional no mercado externo. Fato gerador. É a saída material do produto nacional ou nacionalizado para outro País, qualquer que seja o objetivo da remessa, independentemente do negócio jurídico que motivou a saída, seja compra e venda, doação ou empréstimo. O momento da ocorrência do fato gerador é o da expedição da guia de exportação ou documento equivalente, conforme estabelece o Dec.-lei 1.578/77, no particular bem mais explícito do que o CTN, haja vista o teor do § 1° do art. 1°, verbis: “Considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da Guia de Exportação ou documento equivalente”.

67

Tipo de imposto. p.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. mas também a subdividida em acondicionamentos no país” (Direito Tributário Brasileiro. Possui institutos próprios. inclusive ICMS e ISS Temos. É um imposto indireto. Atente-se quanto ao fato de que não só a mercadoria nacional é passível de incidência do imposto. podendo ser as mesmas especificas e ad valorem. a fim de facilitar. Observe-se que aqui há profunda diferença do imposto coirmão. o Imposto de Importação. proporcional e seletivo em função do objeto submetido à tributação. com base em contrato. entendendo-se como tal a mercadoria estrangeira que no país sofreu transformação. Direta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda endereçada diretamente ao destinatário no exterior. beneficiamento ou acondicionamento e foi reexportada (regime de drawback). mas também a nacionalizada. artigo por artigo. a cobrança do imposto. uma ficção legal como fato gerador. 68 . ed. portanto. como o Imposto de Importação.. “nacionalizada é não só a mercadoria de origem estrangeira aqui transformada ou beneficiada. 1985. Por isso mesmo remete-se o leitor ao que foi dito quanto aos entrepostos aduaneiros e regimes especiais. 139). cuja expedição de guia é uma mera providência burocrática. Os mesmos conceitos examinados para o Imposto de Importação servem de subsídio para a compreensão das alíquotas deste imposto. na prática. 10. Para Aliomar Baleeiro. As exportações podem ser diretas e indiretas.

Nesta hipótese. entendido como fato gerador pelo Tribunal a quo.que estabeleciam alíquotas de 10% e 2%.796/PE. respectivamente.Siscomex. sem fazer expressa referência ao Dec. JURISPRUDÊNCIA Nota: Imposto de Exportação e fato gerador . . Segundo Vittorio Cassone. cujo registro de venda. quando a legislação tributária fala em “empresa comercial exportadora”.136/94 . Alteração de alíquota. citados: 227. que por sua vez emitirá nota fiscal de venda endereçada ao comprador estrangeiro. inclusive ICMS e ISS Indireta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda (com o fim específico de exportação) para destinatário comprador no Brasil. Tributário. O fato gerador do Imposto de Exportação é o registro 69 entendeu os pela de incidência das mencionadas Precedentes resoluções RE porquanto as mesmas foram editadas anteriormente ao momento em que registros exportação. vendendo para empresa situada no exterior. a Turma deu provimento a recurso extraordinário para reformar acórdão do TRF da 5ª Região que afastara a exigência do Imposto de Exportação em operação relativa à venda de açúcar previsto nas Resoluções 2.-lei 1. fora feito anteriormente à edição das referidas normas.04.106/PE ( DJU 28. rel.Considerando que o fato gerador do Imposto de Exportação ocorre no momento em que é feito o registro de exportação junto ao Sistema Integrado de Comércio Exterior . Imposto de Exportação. artigo por artigo. Min.112/94 [revogada] e 2. I. RE 223.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. A Turma. Ellen Gracie.10. está querendo dizer que é qualquer empresa exportadora que pratica atos de comércio de exportação. efetivados 16. que funciona como interveniente comercial. nos contratos de exportação de açúcar -. salientando que o registro de venda não substitui o registro de exportação.248/72 ou a trading companies. a exportação será considerada indireta para o fabricante e direta para o interveniente exportador.2000).2001.

1996. DJU 25. Alíquota.05. não tem o condão de contrariar o que a norma legal define como hipótese de incidência do imposto sobre a 70 . 08. Por conseguinte. constitucionalmente assegurados. editado posteriormente ao registro junto ao Siscomex das operações relativas a exportação... Apelação desprovida (TRF-4ª R. 3. Imposto de importação de açúcar. Direito adquirido. Bacen [revogada].10. dentre as etapas da exportação. Pleno. consoante o § 1°.1991). Registro de venda junto ao Siscomex.-lei 1.578/77. a lei elegeu a expedição da guia para marcar a saída do produto exportado. III. Irretroatividade tributária. A aplicação de ato normativo. Imposto de Exportação. fere o direito adquirido e o princípio da irretroatividade. rel. artigo por artigo. Ao legislador. Granito em bruto. 661/92 [revogado pelo Dec. MS 00547727/PE. 22. Tributário. Segurança jurídica. 2. Juiz Newton de Lucca j. DJU 10. Apelação não conhecida e remessa ex officio improvida (TRF-3ª R. II. Fato gerador. rel. Fato gerador. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. Dec.-lei 1. Direito tributário. 1° do Dec.725).112/94 [revogada] e 2.06.1997. 3ª T. 101. 4ª T. AG 03033329. 1. 4. Juiz Francisco Falcão. 2. 1. Segurança concedida (TRF-5ª R.543/2002]. p.11. j.1997. Res. 6°. Atente-se para que o art. 44.. Açúcar. Resoluções do CMN 2. que juridicamente não acontece quando da contratação do embarque nem do desembarque.019/95]. Negócio jurídico anteriormente firmado.. Tributário.112/94.578/77. DJU 28. Imposto de Exportação.112/94. Medida Provisória 655/94. do art. é lícito instituir formas divorciadas da realidade material. 2. surge para o exportador o direito de ver seu produto tributado nas bases da legislação então vigente. que atribuiu somente ao chefe do Poder Executivo relacionar produto sujeito ao imposto. Direito intertemporal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1991.. que modificou o art.1996. do Decreto 660/92.06. AC 0403282/RS. Segurança concedida. rel. Majoração. Se a cobrança do imposto se deu com base na Resolução 2. 1° do Dec. não importando que o embarque se dê somente após a alteração da alíquota. inclusive ICMS e ISS informatizado das operações de exportação no Siscomex. 4. 4. imbuído de critério político.543/2002].136/94. 04. contrariou o comando da Medida Provisória 655/94 [a Medida Provisória 655/94 transformou-se na Lei 9. já que revogou a delação constante no § 2° do art. p.07. O elemento temporal do fato gerador foi o da expedição da Guia de Exportação ou qualquer documento que à mesma equivalesse segundo a administração fiscal. Ocorrido o fato gerador.873). Juiz Gilson Dipp. Ação ordinária anulatória de débito fiscal. j.

j. p.578/77.Siscomex. AMS 0444922/RS.235).112 e 2.. 2.08.09.1996.578/77 estabelece. § 1°..49689/PE. Juiz José Maria Lucena. DJU 20. 1°.. DJU 10. rel.112/94 [revogada] e 2. Exportação. Fato gerador. Registro no Sistema Integrado de Comércio Exterior Siscomex.112/94 [revogada] e 2.136/94. Sistema Integrado de Comércio Exterior ..05. Imposto de Exportação. j.08. A demora da Administração Pública para expedir o registro de venda não pode prejudicar o contribuinte que se ateve às diretrizes dos planos governamentais para efetuar os seus negócios jurídicos. que considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da guia de exportação ou documento equivalente: 3. O Dec. Fato gerador.1997. que majoraram a alíquota do tributo.1995. Juiz Francisco Falcão. infringe o princípio da irretroatividade da lei tributária a cobrança do Imposto de Exportação nas alíquotas de 10% (dez por cento) ou 2% (dois por cento).1994. 65.-lei 1.1995. Irretroatividade.136/94 do Banco Central do Brasil. 5. artigo por artigo.04. Tributário. Juiz Gilson Dipp. Inexistência. Fato gerador. REO 95.-lei 1. ao instante da edição das Resoluções 2. 83.1995.10. Imposto de Exportação. À época do fato gerador incidia alíquota zero. 12. Remessa oficial improvida (TRF-5ª R. Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário. 26. j. O fato gerador do Imposto de Exportação. Resolução Bacen 2. j. 26. AMS 50202/AL. 30..10.006).831). REO 49689/PE. antes da vigência das resoluções que majoraram a alíquota do Imposto de Exportação. 4. Controvérsia acerca da existência de distinção entre Registro de Venda e 71 . inclusive ICMS e ISS exportação (TRF-4ª R. Precedentes.052051/PE. A impetrante teve seus registros de exportação efetivados em 26. Irretroatividade.1996. p.1995. 26.112/94 [revogada] e 2.10. Demora da Administração Pública. 11. rel. j. em seu art. Juiz Ridalvo Costa. de 1994. Erro material. Encontrando-se registrados na Siscomex os contratos negociados com o exterior. 3ª T.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Constitucional. rel. rel Juiz Geraldo Apoliano j. Não conhecimento da apelação da Fazenda e improvimento da remessa oficial (TRF-5ª R. DJU 1°. Impossível a retroatividade desses diplomas normativos para alcançar as operações de exportação já registradas.08. é a expedição da guia de exportação ou documento equivalente. 10. § 1°.1995. 3ª T.05. 1.. Constitucional e tributário.05. AMS 95. do Dec. p. Ocorrência antes da edição das Resoluções 2. Imposto de Exportação. Precedentes jurisprudenciais desta Colenda Corte: AMS 49552/PE. Tributário. Impossibilidade de prejuízo ao contribuinte.136. 1°. 05. rel. tal como definido no art.1997.136/94. Resoluções 2. 1ª T.

REsp 382494/PR. artigo por artigo. quando ocorre comercialização interna de produtos vegetais. em seu art... j. 132). destinados à futura exportação. Dec. 2ª T.2003.10.972/2000]. em nosso regime legal tributário. institui a referida taxa. Maurício Corrêa. inclusive ICMS e ISS Registro de Exportação.02. nos termos do Dec.-lei 37/66. Tributos e contribuições. 1. 3. 03.163/95 [revogada pela Resolução 2.06.-lei 37/66. não determinam a incidência da taxa de classificação dos produtos vegetais quando destinados à importação sob o. 26).578/77. Inexistência. rel. p. REsp 432839/SC.08.2006. da sua base imponível e da alíquota devida. 60. Erro material.03. verificando-se este durante a vigência da resolução que majorou a alíquota do imposto (Resolução do Banco Central 2. José Delgado.72 . p.305/75. da Lei 6.09.281). Fato gerador. Recurso não provido (STJ.305/75.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. Exportação temporária. Imposto de Exportação. Juiz Hilton Queiroz.. expressando. DJU 23. Precedentes.2003. p. O Dec. 13. Embargos de declaração rejeitados (STF. impondo os elementos do seu fato gerador. Circular Bacen 2. 2. a criação de obrigação tributária por interpretação jurisprudencial. regime drawback. rel. 2. DJU 24. DJU 29. Inexistência. Fato gerador. Homenagem ao princípio da legalidade.. Incidência. Tributário.280/2005]. rel. Juiz João Otávio de Noronha.305/85 [revogada pela lei 9. Taxa de classificação de produtos vegetais. 1° e 7°.. 5. Constitucionalidade.05. rel. Tributário. 2. Diante da inexistência de fato gerador.2006. 25. 1ª T.03. art. j.2003. 2ª T. Não incidência na importação de produtos sob regime de drawback. Lei 9. Imposto de Exportação Açúcar. não há falar na incidência de tributos sobre operação enquadrada no regime de exportação temporária. 1°. ou seja. j. Dec. Impossível. Registro de vendas no Siscomex durante vigência da resolução do Bacen. 21. 4ª T. Tributário. Impossibilidade.597/95 [revogada pela Circular 3. 1. Só há tributo exigível quando existe lei que expressamente o declare. Envio de equipamento ao exterior. esta deve ser aplicada.927/2002]). 1. Lei 6.2002. j. Apelação e remessa oficial a que se nega provimento (TRF-1ª R. Portaria 393/95.069/95. Tributário. unicamente. 4.2002. 1. quem são os sujeitos ativos e passivos. 6. RE-AgR-ED 234954/AL. ainda.2003. Min. Os arts. 99). AMS 199901000505276/MG. Fato gerador.-lei 1. Recurso especial não-provido (STJ. Min. O fato gerador do Imposto de Exportação sobre o açúcar ocorre com o registro de vendas no Siscomex e. DJU 15. A Lei 6.

Longe de prejudicar a cobrança do Imposto de Exportação. Cobrança indireta do tributo. a averbação contribui para legitimar sua exigibilidade.quando a alíquota seja ad valorem. ambos órgãos do Poder Executivo. o nascimento da obrigação tributária.2002. DJU 23. a unidade de medida adotada pela lei tributária. STF A oneração em milhões do exportador autoriza o julgador a liberar a mercadoria impedida de ser exportada no caso presente. A averbação é o ato final do despacho de exportação e consiste na confirmação. artigo por artigo. alcançaria.. da Constituição Federal.2002. ou seu similar. 4. ao tempo da exportação. Averbação de embarque. 6ª T. 73 . Juiz Mairan Maia. Agravo de instrumento provido (TRF-5ª R. portanto. o preço normal que o produto. não havendo óbice ao exercício dessa competência pelo Conselho Monetário Nacional. § 1°. REOMS 173653/SP.597/95.quando a alíquota seja específica. A alteração da alíquota do Imposto de Exportação pelo Poder Executivo encontra-se prevista no art. Art. ao reconhecer a efetiva ocorrência do fato gerador e confirmar. DJU 29. p. devendo ser afastada alegação de inexistência de norma válida instituidora do tributo. Imposto de Exportação. não pode ser obstado por exigências administrativas tendentes a exigir direta ou indiretamente o pagamento do tributo devido. II . de desenvolver livremente sua atividade econômica.543/2002]. sendo. em uma venda em condições de livre concorrência. 24. O direito fundamental do particular. tendo conteúdo prevalentemente declarativo.2002. inclusive ICMS e ISS lei 1. pela fiscalização aduaneira. AG 31752/PE.. Juiz Paulo Machado Cordeiro.11. j.. Precedentes do Eg. 3ª T. portanto.10. Tributário e administrativo. válida a majoração da alíquota efetuada pela Circular Bacen 2. descreve todos os elementos do Imposto de Exportação. conforme disposto no art.10. em qualquer caso. 23. j. do embarque ou da transposição de fronteira da mercadoria. tampouco à sua delegação ao Banco Central do Brasil.10. não importando o momento do registro da venda junto ao Siscomex (TRF-1ª. este o momento a ser considerado para a verificação da legislação aplicável. recepcionado pela Constituição Federal. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. p.578/77. 03. 153.2002.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2. rel. A base de cálculo do imposto é: I . rel.954). 347). O fato gerador do imposto configura-se com o registro da exportação no Siscomex. sendo. 3.

artigo por artigo. FOB é a abreviatura de free on board. Para os efeitos do inciso II. nas vendas efetuadas a prazo superior aos correntes no mercado internacional. deduzidos os tributos diretamente incidentes sobre a operação de exportação e. Como os preços oscilam em função do mercado externo. 74 . Aspectos relevantes. ou seja. E quando é o Judiciário chamado a dirimir contendas em torno da exação. como preço normal o valor à vista do produto. colocado a bordo do veículo que irá transportá-la para o exterior. como já explicitado. A base de cálculo que indica o preço normal deve observar as normas da Organização Mundial do Comércio. o preço da mercadoria mais frete e seguro. Ela é elaborada pelo Conselho Monetário Nacional. o custo do financiamento. FOB ou posto na fronteira. COMENTÁRIOS Base de cálculo. Daí a pouquíssima jurisprudência dos Tribunais Superiores sobre o imposto em destaque. então. O Imposto de Exportação não tem importância fiscal e sim política. dele excluindo-se os custos da exportação e do financiamento. considerase a entrega como efetuada no porto ou lugar da saída do produto. Considera-se. A pauta de valor mínimo só se faz pertinente quando o produto for de difícil apuração ou sofrer marcantes oscilações no mercado internacional. O disposto no parágrafo único objetiva reduzir o preço do produto. sujeitando-se inclusive às flutuações das Bolsas de Mercadoria.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS Parágrafo único. não ensejando questionamentos judiciais freqüentes. geralmente não passam da esfera dos Tribunais Regionais Federais. cabe ao Conselho Monetário Nacional expedir normas sobre a determinação da base de cálculo do imposto e fixar critérios específicos ou pauta de valor mínimo.

ICMS. 2ª T.844).922. 1ª T. recebido pela Constituição. DJU 03.06. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS Geralmente as controvérsias judiciais versam sobre base de cálculo ou isenção. Sepúlveda Pertence. mas o Fisco tem a faculdade de recusar qualquer dos elementos dessa declaração. acrescente-se que o Imposto de Exportação. Exclusão. mas a outorga só por lei pode ser feita.1994.1994. geralmente. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. art. Agravo regimental. 11 do Convenio ICMS 66/88 declarada pelo Supremo Tribunal no RE 149. p.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 24. Min. como previsto no art. ADCT) (STF. pode ter lançamento de oficio.. por declaração do exportador. por força do art. rel. p. Min. A quota de contribuição devida ao IBC. AGRAG 153549/SP.1993.1994. 12. JURISPRUDÊNCIA “O exportador adquire o direito de transferência de crédito do ICMS quando realiza a exportação do produto e não ao estocar a matériaprima” (STJ – Súmula 129).04. pelos exportadores de café cru. ICM. Por fim. não se inclui na base imponível do ICMS. O certo é que obedecem elas a razões de conveniência e oportunidade da Administração. como os demais impostos. AGAG 145172/SP. não comportando comentários em um trabalho de âmbito geral. rel. j.09. j. As quotas isencionais são episódicas e circunstanciais. Exclusão da base de cálculo do montante da cota de contribuição devida ao IBC (Dec. § 8°.-lei 406/68. Afinal. § 5°. 13. especialmente o preço das mercadorias. Exportação de café cru. 149 do CTN. O lançamento é feito. DJU 16. 2°. 75 . 34. o valor constante da fatura comercial é mera indicação por não se constituir em base de cálculo. 30. Base de cálculo.. Inconstitucionalidade do art. Exportação de café cru. Paulo Brossard.11. Tributário.269). Contribuição devida ao IBC.

Mandado de segurança.1992. em decorrência.536). Possibilidade. afetando ruinosamente os contratos firmados anteriormente pela impetrante. p. Fatos complexos. Precedente. Violação do devido processo. Não se nega ao Executivo o direito. Min.. Pena de perdimento. REO 0438009/RS. I. A quantia correspondente ao Imposto de Exportação não integra o valor da mercadoria. Não inclusão do Imposto de Exportação. II. Violação do devido processo.1995. art. Tributário. de chegar-se ao exame do mérito. A desproporcionalidade da sanção imposta restou evidente ante a inexistência de Imposto de Exportação a pagar. REsp 19610/SP. Afastamento do empeço de exame de mérito. Recurso provido (STJ.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Juiz Wellington Mendes de Almeida). 5.865).1992. Aplicação do princípio da razoabilidade. se acham provados com a inicial. Autorização governamental para exportação de açúcar para o exterior.12. A nova alíquota (40%). inclusive ICMS e ISS ICM.04. em seu aspecto substantivo. Recurso improvido (STJ. j. em 76 . Se os fatos. p. 2. II e § 1°). por não integrar o valor líquido faturado. porém. provados com a inicial: existência de direito líquido e certo. ICMS. Alteração exacerbada da alíquota do imposto. 1ª T. 153. Garcia Vieira. DJU 18. Base de cálculo. objetivando a congruência lógica entre as situações postas e as decisões administrativas (TRF-4ª R.. de alterar a alíquota do Imposto de Exportação (CF. bem como pela inexistência de benefício patrimonial a ser auferido. 1ª T. sobre o valor líquido faturado sobre ela não pode incidir o ICM. César Asfor Rocha.03. rel. Exportação de café em grão. 15. REsp 73949/RJ. DJU 04. Base de cálculo. suficientes para o desate da testilha. por motivos conjunturais. 7. a impetrante já havia obtido autorização para exportar 400. rel. A quantia relativa ao Imposto de Exportação. rel.000 toneladas métricas de açúcar para o exterior pelos períodos de 95/96 e 96/97. 1. 3. Processual civil e administrativo. Imposto de Exportação. Min. No caso concreto. firmou contratos para atingir seu objetivo.. A pena de perdimento não é aplicável quando há desproporcionalidade entre o valor da mercadoria apreendida e o valor do veículo que a transportava. Necessidade de respeito a autorização empenhada por períodos certos e determinados. tem o impetrante a condição especial da ação de mandado de segurança: o direito líquido e certo. não se inclui na base de cálculo do ICMS devido na exportação de café em grão. Razoabilidade.1996. artigo por artigo. Tributário. se mostrou desarrazoada e altamente ruinosa para a empresa. dentro das condições da época (alíquota de 2%). Segurança concedida. e até o dever.05. ainda que legalmente alterada. Assim. j. Desproporcionalidade. 01.

Comprovado que a documentação legal (notas fiscais. Min. Insubsistência.03. 1. 4). artigo por artigo.02. inclusive ICMS e ISS seu aspecto substantivo. j. Exportação de café.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Pacificada a interpretação de determinada norma jurídica pelos Tribunais Superiores. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido.. ICMS.-lei 406/68 decisão que determina o acréscimo do valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias. rel. Tributário. Segurança concedida (STJ. 2. 2. p.045). 12.11.. 2°. inviabiliza a pena de perdimento. Súmula 49/STJ. p. DJU 12.1997.1990. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional. em decorrência da isenção. Mandado de segurança. 1. Remessa improvida (TRF-1ª R. Sentença confirmada (TRF-1ª R. eventual divergência havida no 77 . 244). 1. rel. Depósito das mercadorias em vagões ferroviários. Exportação. Adhemar Maciel. Art. rel. Sendo isentas de impostos os bens a serem exportados não se configura dano ao erário. j. 3.1998. 2. AMS 89. Quota de contribuição devida ao IBC. Repercussão. rel. DJU 06. Auto de infração. a ausência de dano ao erário. III.03. Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações. Quota de contribuição ao IBC. ICMS. REO 89. j. Recurso especial. Cabimento. Recurso especial provido (STJ.01. Mostra-se ilegal a lavratura de auto de infração e termo de apreensão e guarda fiscal quando a operação de exportação de mercadoria isenta embasa-se em documentação regular. Exportação de mercadoria isencional. Operação regular. capaz de ensejar a aplicação do Dec. MS 4772/DF. Prova da repercussão. Min. § 8°. João Otávio de Noronha.08. Exportação de café. 19.1989.1990.12. 06. guia de exportação) foram apresentadas pelas exportadoras. Apelo improvido. 1ª Seção. Desnecessidade. DJU 06.455/76. Mercadoria isenta. Recurso especial. 1. Tributário. Base de cálculo. j. Ação rescisória. Juiz Fernando Gonçalves.. Processual civil e tributário. do Dec. 15. Por outro lado.01. 166 do CTN. DJU 27. Contrariedade do acórdão rescindendo a entendimento sumulado no âmbito dos Tribunais Superiores. Juíza Eliana Calmon. Base de cálculo.3. REsp 511036/MG.-lei 1. 2ª T.1990).01398-3/DF. 11.2007. apresenta-se ilegal a apreensão e declaração de perdimento.2007. p.04.17103-1/DF.08. Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no art.

mesmo aquelas provenientes de variação cambial verificada no curso da exportação não podem ser consideradas como base de cálculo do PIS e da COFINS. ao Judiciário compete declarar o direito a essa compensação em sede de mandado de segurança (Súmula 213/STJ). 2° do Dec. 5. 2ª T.-lei 406/68 a decisão que determina que se acrescente o valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias. são excluídas da imunidade definida no art. § 2°. V.09. relativamente às receitas decorrentes de exportações previstas no art. Se. invocando-se as Súmulas 134 . AMS 200538000209924/ MG. j. obstar a rescisão dos respectivos julgados invocando o enunciado das Súmulas 134-TFR e 343-STF 3. Não havendo na Constituição ou em quaisquer outros dispositivos infra-constitucionais definição de quais receitas decorrentes da exportação. Inaplicabilidade do entendimento 271 das súmulas do STF. 3. Tributário. Variação cambial. 14 da MP 1.03. além de ser a compensação uma forma de extinção da obrigação tributária examinável na esfera administrativa. 485. DJU 07. a autoridade e a uniformidade de interpretação do direito federal infraconstitucional. I. rel. I) e regulamentada pelas Leis 10. § 2°. Inteligência do art. pois. I.. Eliana Calmon. Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais. 2. I. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido. 9° da Lei 9. 5°. REsp 427814/MG. Imunidade (art. 4. ‘É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo. do CPC. CTN). Receitas. 149.833/2002 (arts. 8ª T. 170-A. o recurso especial. rel. artigo por artigo. 4.858-6/1999 (atual MP 2. PIS e COFINS. foi alçada a imunidade constitucional pela EC nº 33/2001 (art. CF).2004. 5. Exportação. A isenção do PIS e da COFINS. ontologicamente. § 2°. p. e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações. 192).637/2002 e 10. 78 . 02. não se afigura razoável possam os juizes de instância ordinária fazer tabula rasa das suas súmulas para.. antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial’ (art. 149. respectivamente). Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no disposto no § 8° do art. depois. 1. I e 6°. inclusive ICMS e ISS âmbito dos Tribunais de instância inferior não tem o condão de obstar a ação rescisória ajuizada com espeque no art.TFR e 343 – STF.158-35/2001). Min. Apelação e remessa tida como interposta parcialmente providas (TRF-1ª R.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. propicia ao Superior Tribunal de Justiça transcendendo o interesse subjetivo das partes .assegurar a inteireza positiva.. de natureza extraordinária. Recurso especial conhecido e provido para julgar procedente o pedido objeto da ação rescisória (STJ. 149.2005. 2.718/98. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional. objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo.

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

Juiz Carlos Fernando 30.03.2007, p. 108).

Mathias,

j.

06.02.2007,

DJU

Tributário. Quota de contribuição do café. Dec.-lei 2.295/86. Incompatibilidade com a CF/88. Correção monetária. Honorários advocatícios. 1. A quota de contribuição do café foi instituída por ato administrativo, revigorado pelo Dec.-lei 2.295/86, não lhe definindo fato gerador e o sujeito passivo da obrigação tributária e delegando à autoridade administrativa a fixação de sua base de cálculo, matéria evidentemente sob reserva legal. 2. Em face dos expressos termos do art. 25, inciso I, do ADCT, o Dec.-lei 2.295/86 não foi recepcionado pela Constituição vigente, restando indevido o recolhimento da quota de contribuição incidente na exportação de café. Precedente: RE 191.044, rel. Min. Carlos Velloso, DJ 31.10.1997; e AMS 90.03.037596-8/SP Des. Fed. Marli Ferreira, DJ 22.11.1995, p. 80.893. 3. O Pretório Excelso, no acórdão paradigma que consolidou o entendimento daquela Corte (RE 191.044), consignou que ainda que se defenda a possível recepção da referida contribuição pela Constituição vigente, certo é que o seu valor, então fixado pelo Presidente do extinto IBC, não o foi, por força do princípio da legalidade a que se sujeita a sua instituição e majoração, nos termos dos arts. 159, I e 149 da CF/88. Uma vez destituída de valor, a contribuição seria inexistente. Por outro lado, caso houvesse disposição acerca da alíquota da exação, aí sim, incidiria a regra insculpida no art. 25, inciso I do ADCT, ou seja, a delegação para uma eventual alteração de alíquota, desde que obedecidos limites e condições estabelecidos, teria vigência até 5 de abril de 1989, data em que, à míngua de lei que regulasse sua prorrogação, revogar-se-ia pelo referido art. 25.4. Muito embora requerido na inicial a especificação de índices de correção monetária, essa matéria deverá ser agitada em sede de liquidação de sentença. 5. Reduzidos os honorários advocatícios para R$ 5.000,00 (cinco mil reais), considerando o montante a ser devolvido, e ainda os balizamentos traçados pelo art. 20, § 4° do CPC, bem como os precedentes desta Turma. 6. Apelação parcialmente provida (TRF-3ª R. 6ª T., AC 289547/SP, rel. Juíza Marli Ferreira, j. 10.03.2004, DJU 11.05.2004, p. 266). Tributário. Mandado de segurança. CSSL. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exclusão de receitas decorrentes da exportação. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da CF/88. 1. É pacífico o entendimento dos Tribunais pátrios acerca da inviabilidade de excluir-se da base de cálculo da CSLL as receitas decorrentes de exportação, pois a alteração trazida pela Emenda Constitucional nº 33 refere-se às contribuições que tenham por base de cálculo a receita, e não o lucro. 2. Às contribuições ao PIS e COFINS aplica-se a regra de
79

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, devendo ser excluídas de suas bases de cálculo as receitas decorrentes de exportações. Idêntico tratamento deve ser conferido à variação cambial positiva originada de contratos de exportação e outras verbas vinculadas à atividade exportadora (crédito sobre saque de exportação, crédito presumido de IPI instituído pela Lei 9.363/96), pois, do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200272030015380/SC, rel. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 13.12.2006, DJU 30.04.2007). Tributário. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exportação. Receitas financeiras oriundas de variações cambiais positivas. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal. IPI. Crédito presumido. Lei 9.393. 1. A imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda Constitucional nº 33/2001, abarca as contribuições sociais que incidem sobre o faturamento ou receita, decorrente de operação de exportação, bem como a variação cambial destes valores. 2. Os créditos de IPI sobre matéria-prima, produtos intermediários e material de embalagem, previstos na Lei 9.363/96, não podem constitui receita tributável pelo PIS e pela COFINS quando derivados de operações de exportação. Do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante, pois o benefício fiscal comporia a base de cálculo das contribuições (TRF-4ª R., 1ª T., AC 200471070074584/RS, rel, Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 07.02.2007, DJU 21.02.2007). Mandado de segurança. Compensação tributária. Súmula 213 do STJ. Art. 515, § 3° do CPC. Vendas á Zona Franca de Manaus. Inclusão na base de cálculo do crédito presumido de IPI às exportações. Possibilidade. Equiparação às vendas para o exterior. Art. 40 do ADCT. Leis 9.363/96 e 10.276/2001. 1. Cabível a utilização do mandamus para se obter o reconhecimento do direito à compensação de tributos, a teor do enunciado da Súmula 213 do STJ. 2. Tendo em vista a Lei 10.352/2001 ter acrescentado o § 3° ao art. 515 do CPC, possibilitou-se ao Tribunal o julgamento de processo extinto em primeiro grau sem julgamento de mérito. 3. A teor dos arts. 4° do Dec.-lei 288/67 e 40 do ADCT, para efeitos fiscais, a exportação de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus equivale a uma exportação de produto brasileiro para o estrangeiro. Precedentes do C. STJ. 4. Havendo equiparação dos produtos destinados à Zona Franca de Manaus com aqueles exportados para o exterior, as receitas das vendas efetuadas a tal área, por serem equivalentes a operações de exportação, podem ser incluídas no cálculo do crédito
80

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

presumido de IPI previsto nas Leis 9.363/96 e 10.276/2001 (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200372010029997/SC, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 01.06.2005, DJU 20.07.2005, p. 403).

Art. 25. A lei pode adotar como base de cálculo a parcela do valor ou do preço, referidos no artigo anterior, excedente de valor básico, fixado de acordo com os critérios e dentro dos limites por ela estabelecidos. COMENTÁRIOS Em se tratando de um imposto extra-fiscal, e ligado à política internacional, sensível às oscilações do câmbio e das bolsas de mercadorias internacionais, não se estranha que o CTN tenha autorizado a abandonar-se o preço real, adotando valores fixados por critérios exóticos, fora dos parâmetros normais, para assim obter-se a base de cálculo. A excepcionalidade, entretanto, não está ao arbítrio da autoridade fiscal, porque devem ser estabelecidas em lei não somente as hipóteses em que se aceita o afastamento do preço real, mas também os critérios e limites previamente ajustados. Na prática é a medida altamente polêmica e encontra resistência quanto à aceitação, muito embora sirva de incentivo às exportações. Art. 26. O Poder Executivo pode, nas condições e nos limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto, afim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. COMENTÁRIOS Tudo que se disse em relação ao art. 21, referente ao Imposto de Importação, que, como o de Exportação, não observa o princípio da não-surpresa, serve para o entendimento deste art. 26.
81

578/77). 26. 21 e 26 é absolutamente igual. inclusive no que toca à parcial revogação do art. chamada de isenção atípica. como estabelece o art. É. seja ou não comerciante. porque a Constituição Federal de 1988 só outorgou ao Executivo a atribuição de alterar as alíquotas do imposto e não a sua base de cálculo. parágrafo único do Dec. ou a leva consigo. artigo por artigo. art. COMENTÁRIOS Definição. mas aplica-se as restrições nos valores estabelecidos para o Imposto de Importação quanto à exação em destaque (art.578/77. 82 .578/77 (com redação dada pela Lei 9. A alíquota máxima não pode ultrapassar o percentual de 150% (cento e cinqüenta por cento). 3°). aquele que despacha a mercadoria para remessa ao estrangeiro. seja ela acompanhada ou desacompanhada. em última análise. porque o dever de tributar está na norma e não na hipótese de incidência. por qualquer meio.-lei 1. 3°. adotando a alíquota ad valorem. ou fato gerador. em relação ao Imposto de Exportação temos o Conselho Monetário Nacional.-lei 1. Enquanto no Imposto de Importação tem-se o Secex. A diferença que se pode destacar está no órgão incumbido de administrar as normas. ou a leva consigo para fora do País. 27. a redação dos arts.-lei 1. no percentual de 30% (Dec. Advirta-se que não há incidência quanto à bagagem. A lei ordinária atual não cogita de alíquota específica. Art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. É comum o uso da alíquota zero. 8° do Dec. inclusive ICMS e ISS Aliás. Contribuinte do imposto é o exportador ou quem a lei a ele equiparar.716/98). O contribuinte do Imposto de Exportação é aquele que expede a mercadoria.

28. que o valor das multas impostas por força do Dec. Acrescente-se.578/77 (art. a título de exemplo. na forma da lei. o disposto no art.art. A receita líquida do imposto destina-se à formação de reservas monetárias. artigo por artigo. Segundo Aliomar Baleeiro. assumindo importância. Art. § 2°. não há previsões. o produto da arrecadação do imposto em destaque formará reserva a crédito do Banco Central do Brasil.-lei 1. basta a verificação da necessidade de barrar a exportação para ser ordenada a subida da alíquota zero.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Segundo o Dec. cuja instituição ou revogação dependem de lei. é obrigatória a reserva monetária ou cambial. A CF/67 não continha a previsão da anterior. devendo-se seguir o que está no artigo em comento. Na CF/46 a receita do Imposto de Exportação formava reservas cambiais . inclusive ICMS e ISS Assim. 9°). ou seja. igualmente. a lei poderá criar um Fundo para subvencionar exportações e produção quando o preço 83 . COMENTÁRIOS Reserva monetária. °. 28 do CTN. cuja aplicação ficará a critério do Conselho Monetário Nacional. portanto. 7. A alíquota zero é extremamente útil pela mobilidade que tem o Executivo.-lei 1.578/77 é pesadíssimo (100% do valor do tributo) e também vai compor a reserva. Observe-se que a alíquota zero funciona dentro da presunção de que é o produto tributado. ainda. com a Emenda Constitucional nº 18. Na CF/88. o que não ocorre com a isenção.

46 e seu parágrafo único. de produtos brasileiros exportáveis. como definida no art.a importação. 4.o consumo. V . inclusive ICMS e ISS internacional se apresentar gravoso. 84 . Capítulo V IMPOSTOS ESPECIAIS Seção I Imposto sobre operações relativas a combustíveis. 137). p. 74. IV . II . retirando o excesso de remuneração. como definida no art. energia elétrica e minerais do País Art. § 1° Para os efeitos deste imposto. O imposto. Forense. III . a energia elétrica considera-se produto industrializado. sobre operações relativas a combustíveis. lubrificantes. como definida no art. isto é.a circulação. assim entendida a venda do produto ao público. não compensador para os produtos nacionais (Direito Tributário Brasileiro. de competência da União. 19. ou desestimulando as exportações. lubrificantes.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. assim entendida a colocação do produto no estabelecimento consumidor ou em local de venda ao público. ou a necessidade de garantir o abastecimento do mercado interno.a distribuição.. ed. em benefício do consumidor nacional. artigo por artigo. A elevação de preços. energia elétrica e minerais do País tem como fato gerador: I . 52.a produção.

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

§ 2° O imposto incide, uma só vez, sobre uma das operações previstas em cada inciso deste artigo, como dispuser a lei, e exclui quaisquer outros tributos, sejam quais forem sua natureza ou competência, incidentes sobre aquelas operações. Art. relativamente: I - ao Imposto sobre Produtos Industrializados, quando a incidência seja sobre a produção ou sobre o consumo; II ao Imposto sobre a Importação, quando a 75. A lei observará o disposto neste título

incidência seja sobre essa operação; III distribuição. COMENTÁRIOS O imposto tratado nestes artigos, conhecido como Imposto Único, não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988 como de competência da União. Caminhando o Brasil pela utopia do imposto único, instituiu o Imposto Único sobre Minerais no Código de Minas, de 23.06.1934, passando pelo Dec. 24.673, de 11.07.1934, até o Dec.-lei 1.985, de 29.01.1940, o Código de Minas (alterado pelo Dec.-lei 227/67). Surgiu, depois, o Imposto Único sobre Lubrificantes, ao Imposto sobre Operações Relativas à

Circulação de Mercadorias, quando a incidência seja sobre a

Combustíveis e Energia Elétrica. A experiência do imposto único não foi boa, reclamando os Estados e Municípios da divisão da receita e não poucas vezes levando a controvérsia à Justiça.

85

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

Com a CF/88, cuja preocupação primeira foi repartir da melhor forma o bolo formado com a receita tributária, a tributação sobre energia elétrica, serviços de telecomunicações, combustíveis e minerais passou aos Estados e ao Distrito Federal, com o ICMS (art. 155, § 3°, CF). Assim, remetemos o interessado aos comentários em torno do ICMS. Seção II Impostos extraordinários Art. 76. Na iminência ou no caso de guerra externa, a União pode instituir, temporariamente, impostos extraordinário compreendidos ou não entre os referidos nesta Lei, suprimidos, gradativamente, no prazo máximo de 5 (cinco) anos, contados da celebração da paz. COMENTÁRIOS A atual Constituição Federal de 1988 manteve a tradição inaugurada com a Carta de 1946, prevendo a instituição, pela União, dos impostos especiais (art. 154, II, CF). Diante da excepcionalidade, o legislador constitucional deixou em aberto a previsão quanto ao fato gerador da exação, admitindo que se eleja fato gerador de outro imposto. Também tem este imposto, como característica, a

temporariedade, eis que prevista a sua extinção gradual. Roque Carrazza, assim como Aliomar Baleeiro, consideram uma demasia o texto do art. 76 do CTN, ao estabelecer o prazo de cinco anos para a extinção do imposto extraordinário, quando não há limite de tempo no texto constitucional.

86

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

Embora só possam ser instituídos ou aumentados por lei, devido à excepcionalidade, não estão os impostos extraordinários sujeitos ao princípio da anterioridade ou da não-surpresa (art. 150, § 1°, CF). TÍTULO IV TAXAS Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia; ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. [...]. COMENTÁRIOS Conceito. As espécies do gênero tributo são impostos, taxas e contribuição de melhoria. Diferentemente dos impostos, cuja característica marcante é a desvinculação da receita a uma finalidade determinada, a taxa é o tributo vinculado por excelência, isto é, só é devido pelo contribuinte se houver contraprestação por parte do ente estatal que a houver instituído. A palavra taxa é imprecisa, porque na linguagem jurídica pode significar preço público ou contraprestação por um serviço. Daí a preocupação do direito pretoriano em estabelecer a diferença dos institutos, o que ensejou a edição da Súmula 545 do Supremo Tribunal Federal assim redigida:
Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente daqueles, são compulsórias, e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que as instituiu.

87

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

O verbete transcrito está em sintonia quase absoluta com a legislação atual, devendo-se o quase à consagração do princípio da anualidade (prévia autorização orçamentária), não mais existente. Segundo Aliomar Baleeiro,
Taxa é o tributo cobrado de alguém que se utiliza de serviço público especial e divisível, de caráter administrativo ou jurisdicional, ou o tem à sua disposição, e ainda quando provoca em seu benefício, ou por ato seu, despesas especiais dos cofres públicos (Direito Tributário Brasileiro, 4. ed., Forense).

A Constituição Federal de 1988, no art. 145, II, dá o conceito de taxa como sendo o tributo instituído pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, em razão do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. Pelo conceito constitucional, a taxa existe para custear um serviço público ou em razão do exercício do poder de polícia. Entretanto, diante dos limites constitucionais para a criação de taxas, o legislador constitucional derivado criou, pela Emenda Constitucional nº 39, de 19 de dezembro de 2002, a chamada taxa de iluminação, no art. 149-A, ao outorgar aos Municípios e ao Distrito Federal o poder de instituir o que chamou de contribuição para custeio do serviço de iluminação pública, a ser cobrada na fatura de consumo de energia elétrica. A emenda constitucional foi uma resposta dada à firme posição do Supremo Tribunal Federal em não aceitar a cobrança, por parte dos Municípios, das taxas de iluminação pública, entendendo tratar-se de um serviço indivisível, que maculava a sua natureza jurídica. Não demoraram os Municípios, com a autorização da EC nº 39/2002, a instituírem as novas modalidades tributárias, cuja cobrança tem ensejado centenas, senão milhares de decisões em seu desfavor,
88

DJ 13. Mas o serviço prestado pelo poder público. beneficiando pessoas indeterminadas. indistintamente. os pleitos têm obtido êxito. dentre outros: Ação Cautelar 876/MG. Gilmar Mendes. Quando o serviço público é geral. mesmo que não seja essencial. e sim pelas receitas derivadas dos impostos. 89 . não poupam os juristas de ácidas críticas o Governo. Min.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2003. portanto. DJ 09. prestado a todos.317/RJ. rel.08. No STF.03. O outro aspecto em destaque é que o serviço prestado ou posto à disposição é sempre estatal. suspendeu os efeitos de liminar mandamental na Suspensão de Segurança 1.02. mas as decisões em tutela antecipada. o Ministro Nilson Naves.299.2005. Suspensão de Tutela Antecipada 28/SP. Gilmar Mendes. Min. Nas instâncias ordinárias. como Presidente da Corte. Daí distinguirem-se as taxas de serviço e as taxas de polícia. Nelson Jobim. DJ 01. rel.2004. Min.377. inclusive ICMS e ISS inclusive via ação direta de inconstitucionalidade e ações civis públicas patrocinadas pelo Ministério Público. AI 462. Nelson Jobim. Gilmar Mendes.2005. Para a caracterização do que seja serviço público recorre-se à natureza jurídica do regime jurídico que o rege. não podendo.06. liminares ou cautelares são sistematicamente suspensas nos tribunais superiores. precisa ser um serviço específico e divisível. DJ 05. para ser estipendiado por taxa. Min.min.046. Doutrinariamente. conforme publicação no DJ 23.2005. não podem ser tais serviços custeados por taxas. o Parlamento e o próprio STF. Reclamação 3. registram-se. AI 422. DJ 21. para dizer que é serviço público aquele prestado sob a égide da lei. ser serviço prestado por empresa privada. artigo por artigo. rel. no mesmo sentido. rel.2004.07. os seguintes julgados. ou seja. No STJ.08. rel.

Politicamente pode ser questionado. questionou-se quanto à constitucionalidade de um serviço de transporte coletivo gratuito. tem por fato gerador uma prestação estatal efetiva ou potencial. ou seja. para utilização individual e. pode ser estipendiado por taxas o poder de polícia. Em São Paulo. Observe-se que só o poder de polícia específico é passível de estipêndio por meio de taxas. a prestação do serviço prevista em lei há de ser obrigatória para o Estado. 90 .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o exercício de atividade fiscalizadora que impõe limites ao exercício dos direitos individuais. Além dos serviços. Taxa e preço. Trata-se de restrição ou limitação coercitiva exercida pelo Estado. artigo por artigo. ou seja. E mesmo assim exige-se que seja divisível e mensurável. por isso mesmo. inclusive ICMS e ISS Os serviços específicos ou singulares são prestados a um número determinado de pessoas. e que seria perfeitamente estipendiado por uma taxa de serviço. Questão que se coloca como de importância é saber se um serviço publico específico e divisível. mas doutrinariamente nega-se a inconstitucionalidade. direcionada a um número determinado de pessoas que estão obrigadas à mesma. com o cuidado para que não haja desvio da vinculação absoluta de sua receita ao serviço específico. A taxa. pode ter alíquota zero. Por fim. como vimos. pago com a receita do IPTU. enquanto a utilização pode ser facultativa. mensurável. segundo noticia Roque Carrazza. ser bancado pelo Estado com a receita dos impostos. posto à disposição um determinado número de pessoas.

Ensina Hugo de Brito Machado que. Em verdade é alei. que estabelece a fronteira entre a taxa e o preço. cobrado dos usuários e sem respaldo de lei. Para tanto. temos preço e não taxa.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. está no desvio do serviço público. o preço. porque submetidos a tratamento jurídico distinto. pois o último. como se o nomen juris fosse capaz de alterar alguma coisa. a receita a ela vinculada é um preço. Se a atividade não é pública. Erradamente atividades públicas são estipendiadas com valor certo. não e compulsória e tem por mola propulsora o pagamento. e só ela. Preço é o valor de uma prestação derivada de um contrato firmado sob a égide da liberdade de contratar. O maior óbice à fixação de critérios científicos seguros para estabelecer a diferença. taxa de uso. se a atividade estatal se situa no âmbito privado. porquanto não há. “se a atividade estatal situa-se no terreno próprio e específico do Estado. A dificuldade surge em relação aos serviços. o valor do serviço é uma taxa”. artigo por artigo. Trata-se de preço. 91 . dão ao valor de tais serviços o nome de tarifa. embora estejam regidos por regimes jurídicos absolutamente distintos. Entretanto. inclusive ICMS e ISS Aproxima-se ela e muito se confunde com o preço ou tarifa. no direito brasileiro. obedece ao regime jurídico privado. Se a remuneração é pelo uso de um bem público. não se tem dúvida. de importância fundamental na condução de cada espécie.

utilização efetiva ou potencial do serviço público. Observe-se que o Município de São Paulo criou a Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares . conhecida como “Taxa do Lixo”.478/2002.remunera serviços que não têm natureza de públicos.atividade monopolizada. atividade . artigo por artigo. que originariamente à iniciativa privada. em relação a lei que as instituiu (STF Súmula 545). . porque estas. diferentemente daqueles. Vejamos: Taxa .699/2003). capacidade contributiva. 92 . em sucessivas leis (13. JURISPRUDÊNCIA Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. sujeitase ao preço público.522/2003 e 13.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. não confisco e irretroatividade. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada a prévia autorização orçamentária. cuja base de cálculo é o custo geral do serviço. Vittorio Casone indica as seguintes diferenças entre as espécies em apreciação. tais como legalidade. . O STF ainda não se manifestou a respeito. 13.remuneração por serviços públicos essências econômica ou cuja não compete Preço público .pressupõe contratação. distribuído de acordo com o volume de geração de resíduos de cada munícipe.TRSD. .exercício do poder de polícia. anterioridade. inclusive ICMS e ISS A taxa é sempre criada por lei e obedece aos princípios constitucionais do sistema tributário. admitem concessão. serviços não essenciais.

DJU 07. Lei 2.2002). Aposição da Corte Maior levou ao cancelamento da Súmula. Tributário. pela Lei 8. 93 . Taxa de licenciamento de importação. com base em tabela.690/88. “É inconstitucional a cobrança da taxa de expediente para emissão de guia de importação (Lei 7. artigo por artigo. de 1991. I. “É válida a cobrança da Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários (Lei 7. 97. o exercício do poder de polícia administrativa. não estão sujeitas ao pagamento de Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP) (extinto TFR .940/89). art. art.Súmula 14). de 1953.5ª R. concluindo pela inexistência de vulneração ao parágrafo único do art. Nota: O verbete sofreu impugnação no STF que entendeu ser de absoluta pertinência a cobrança.571/SP. Ofensa ao princípio da legalidade tributária. Licença ou Guia de Importação ou documento equivalente: a alteração do art. 10)” (TRF .2002 (STJ.145.04. dado que a lei não fixa a base de cálculo e nem a alíquota. I. somente é devida no destino (extinto TFR . art. destinadas a outro País.387. Constitucional. . de taxa para preço público. com simples trânsito em porto nacional.145. por faixas de contribuintes” (TRF .Súmula 220). referente à mercadoria oriunda do estrangeiro com trânsito em porto nacional e destinada a outro porto nacional. 10.05. em razão do poder de polícia desenvolvido quanto à ocupação de imóveis utilizados para comércio ou para prestação de serviços.387. REsp 261. de 1991. 150. não mudou a natureza jurídica do crédito remunerador da atividade estatal especifica.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. em 24. 10 da Lei 2.Súmula 221). inclusive ICMS e ISS O STJ editou a Súmula 157 do teor seguinte: “É ilegítima a cobrança de taxa. com a redação da Lei 8. art. tendo como base a área fiscalizada. CF. pela 1ª Seção.Súmula 15). pelo Município. A Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP). CTN. de 1953.5ª R. IV. As mercadorias oriundas do estrangeiro. na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial”. 77 do CTN a referida cobrança.

diante dessa decisão Plenária no RE 188. II. ou a prestação de serviços. como a de que se trata neste recurso: taxa de localização e funcionamento. de 1991. Taxa de localização e funcionamento. 2 Interpretando essa norma. rel. p. seja no Código Tributário Nacional. os Estados. Pleno. a jurisprudência do STF firmouse no sentido de que só o exercício efetivo. IX. na primeira hipótese.193. efetiva ou potencial. mas improvido (STF.1995. da Constituição Federal.06. II. do poder de polícia. 3. DJU 30. 145 e seu inciso II. ao contribuinte .1995.05. 1.446). 23. 149). Recurso extraordinário não conhecido (STF.05. Carlos Velloso. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição.1997. ADCT. 4. focalizados no recurso extraordinário. rel. Tributário Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante . 20. Min. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. o acórdão extraordinariamente recorrido negou ter havido efetivo exercício do poder de polícia. RE 188107/SC.1997. de serviços públicos específicos e divisíveis. RE 165. efetiva ou potencial. Pleno. I. Contribuição parafiscal ou especial de intervenção no domínio econômico. com a redação da Lei 8.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. na segunda hipótese.145/1953 e 8. Irrelevância. Súmula 279. Art. assim como qualquer prestação de serviços. Poder de polícia. Constitucional. No caso. seja na Constituição anterior. que justificasse a imposição da taxa em questão. por órgão administrativo. O Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante – AFRMM .AFRMM. Fiscalização. É o que estatui a Constituição Federal. III. 25. da Constituição. Nota: A execução das Leis 2. tributário e administrativo. 145. 10 da Lei 2. Recurso extraordinário conhecido (letra b).939/RS.107/SC. de 1953. 21.145. sob o aspecto tributário. ao contribuinte. O AFRMM não é incompatível com a norma do art. pelo Poder Público. mediante atuação de órgãos administrativos do Município. j. art. p. pelo Poder público. terceiro gênero tributário. assim como as que a precederam. Direito constitucional. inclusive ICMS e ISS Inconstitucionalidade do art.387.é uma contribuição parafiscal ou especial. 36. na forma do disposto no art. contribuição de intervenção no domínio econômico. efetiva ou potencial. no art. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir taxas.387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. Min Carlos Velloso. DJU 30. A União. § 2°. 155. II. distinta do imposto e da taxa (CF. da alegação no sentido de que o Fundo da Marinha Mercante teria sido extinto. j.03. artigo por artigo. é que legitimam a cobrança de taxas. As assertivas do acórdão 94 .

1969. com ofensa ao art. j. rel. 87.1998. da Lei 6. incisos I e II. DJU 15.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Luis Gallotti. II. 6. e 94. DJU 06. Inconstitucionalidade declarada dos dispositivos sob enfoque. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico.11. não sendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais. O primeiro. Recurso extraordinário não conhecido (STF. as tarifas correspondem a atos do poder executivo (STF. 27. inclusive ICMS e ISS repousaram na interpretação das provas dos autos ou do direito local.1970). 27. 5. Constitucional.07. por esta Corte. A denominada taxa de manutenção e limpeza da ‘estação rodoviária’ não é verdadeiramente uma taxa.1996. 38). da Constituição Federal. Ement. 145.1997. que limita a faculdade contida no art. DJU 22.05.11. j.152. 1ª T. Imposto sobre a propriedade Predial e Territorial Urbana. Taxas que. 45. Município de São Manuel. 156. Pleno. artigo por artigo. ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU.989/66. mas preço público.. O Supremo Tribunal Federal tem 95 . não mensurável. RE 199. Recurso conhecido e provido (STF. p. Tarifas ou tabelas de preços de serviços públicos explorados diretamente pelo Estado ou mediante concessão. RE 140278/CE. A distinção entre taxa e preço público não é matéria de direito local e sim de direito federal. rel. a área do imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público. que deu nova redação aos arts. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo.12. Tributário. incisos I e II. Taxas. qual seja. Estabelecimento comercial. RMS 4382. p. Pleno. As taxas são tributos estabelecidos por lei.703). Min.11.02. Taxa de fiscalização de localização e funcionamento. Lei 11. 7°. j. Taxa. RE 68690/PR. de qualquer modo. Distinção. em Recurso Extraordinário (Súmulas 279 e 280). rel. Min. Min. que não podem ser revistas. indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte. Recurso extraordinário da Prefeitura.1957. por haverem violado a norma do art. em razão do valor do imóvel. 27. do Município de São Paulo. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU. 00308-01/00183). Sydney Sanches. Min. Ilmar Galvão. Luis Gallotti. Pleno. Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos.969/SP.1991. Os demais.08. rel. j. Preço público. no entendimento deste Relator. 182. Precedentes. conhecido e provido (STF. de 30. § 4°. Tributário. 12.1996. § 2°. § 1°.

.1997. remunera .024-04/SP.904/RS. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF.03. Tributário. ademais. 28. no modo como disciplinada no município de São Paulo. j. 1° T.02. art. Ilmar Galvão. 77. Precedentes jurisprudenciais. rel. Constitucionalidade. p.outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (‘varrição. A taxa de limpeza urbana.05.. p. Min.2001). II.152. 77. artigo por artigo. anualmente renovável.1996. Valor venal do imóvel. DJU 02. caput. 19. Milton Pereira. valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização.1998. Decreto do Executivo. não podendo o contribuinte furtar-se à sua incidência sob alegação de que o ente público não exerce a fiscalização devida. 1. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência. CTN. 18. 36). Embargos de divergência acolhidos (STJ. de 1966. Min. ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’). DJU 27. DJU 23. 16).1996. Planta de valores genéricos. de 1991. 1ª T.699/2003]. da taxa em referência.564. DJU 02. Min.171). na redação dada pela Lei 11. inclusive ICMS e ISS sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência. 13. e 79. RE 276. EREsp 01.76/PR. da taxa em referência. pelo exercício do poder de polícia. Taxa de fiscalização de localização e funcionamento. Município de Porto Alegre. Tributário. j. Ausência de divisibilidade e especificidade. rel. REsp 000. Tributário. Taxa de limpeza urbana.980. 16.2000. pelas Municipalidades.02. Majoração. Impossibilidade Ilegalidade. ficando desfigurado o efetivo exercício do poder de polícia. pelo exercício do poder de polícia. RE 198.522/2003 e 13. Lei 6. Precedentes. Taxa de limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos. Taxas de iluminação e limpeza urbana [acórdão anterior à EC nº 39/2002].478/2002.09. 2. p. Base de cálculo. do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13. utilização e metragem do imóvel) . do CTN. IPTU.além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ . 36. 1ª S.12.12. rel. A majoração da base de cálculo do IPTU 96 . lavagem e capinação’. j.1997. quando inexistente a contraprestação de serviços inerentes a essa espécie de tributos. 1ª T. 3. pelas Municipalidades. a respectiva base de cálculo não está vinculada a atuação estatal..989. Ilegalidade da cobrança de taxa. Ilmar Galvão. rel. Min Ari Pargendler. Escritório de advogado. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF.1998. Tributário. Falta de contraprestação. j.09. não dispondo sequer de órgão incumbido desse mister.tudo com afronta aos arts.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. Recurso parcialmente provido (STJ. anualmente renovável.

. Recurso improvido (STJ.04. Leis 2. do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13. j. Min. REsp 61294/ES. no RE 188. j. Estadia e pesagem de veículos de carga. e 79.tudo com afronta aos arts. 14. 1ª S.152.03. por isso que tem por fato gerador prestação de serviço de caráter genérico.699/2003]. Min. DJU 02. inespecífico.06. Min. II . A taxa de conservação e limpeza pública não se confunde com a do IPTU. exceto nos casos de simples atualização monetária. DJU 05. lavagem e capinação’. 77. inclusive ICMS e ISS depende da elaboração de lei. Lei 6. Peçanha Martins. a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário. de 1966.193. 97 . 21. rel. Tributário.1997..1995. Tributário. Recurso conhecido e provido (STJ. I – A exação prevista no art. rel.Recurso especial não conhecido (STJ. j.1999).outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (varrição. 77 do CTN.1999). Ari Pargendler.989. rel.. diante da decisão Plenária do Colendo STF.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 30. artigo por artigo.11. EREsp 102. DJU 05.05. Garcia Vieira. Ilegitimidade de sua cobrança. 2ª T. na redação dada pela Lei 11. caput. remunera .478/2002. por lhe faltar característica essencial deste.09.1997. 17. 1ª T. Taxa de incidente sobre guias de importação. do CTN. 23. Min.107/SC. REsp 220004/RS. Taxa.145/1953 e 8.10. não mensurável. j..12. Embargos de divergência acolhidos (STJ. A taxa de limpeza urbana.387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. de 1991. indivisível e insuscetível de ser referido a contribuinte certo e determinado. Terminal alfandegário. 23.690/89. Antônio de Pádua Ribeiro. ademais.além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ . tem a natureza de taxa de prestação de serviços e não de preço público. Fiscalização aduaneira.145/53. j.404/SP. valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização. É taxa. Tributário. no modo como disciplinada no Município de São Paulo. e não preço publico.1997. o que exceder disso é aumento de carga tributária e só pode resultar de lei. rel. Taxa de limpeza urbana. Precedentes. à vista do art. 10 da Lei 2.522/2003 e 13.145/53 e 7. rel.1998. ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’). a respectiva base de cálculo não esta vinculada a atuação estatal. II. 13. Carlos Velloso. DJU 11. Nota: A execução das Leis 2. utilização e metragem do imóvel) .16.05. 2ª T. p.1995).1999. Min. qual seja a facultatividade do seu pagamento.1998).02. REsp 86692/MG. inc.

rel. a pretexto de veicular emolumento. Adoção de base de cálculo própria do ICMS. 4°. criou taxa em razão dos serviços prestados.01..1991. j. j. p.. 3. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria.04.. pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza especifica da imposição.2000). Administrativo. portanto. 04. inciso I. Tributário. Lei 7. 77 do CTN.01. I . 77 do CTN.940/89.05. AMS 93. Juiz Castro Aguiar. art. do Presidente do IBAMA. rel. da categoria das taxas. inclusive ICMS e ISS Tributário.1997. subsumindo-se em norma complementar (CTN. 4ª T. II . mas pelo critério da compulsoriedade da exigência (Súmula 545 do STF).Recurso improvido (TRF-2ª R. j.2000. do Presidente do IBAMA.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 17.1998. 2. não se presta à instituição de tributo. 4.1ª R. REO 93. 97. REsp 218103/SP. 44. não ocorrendo violação ao art. até por vício de linguagem. DJU 06. 114). 10.1995. que requer lei em sentido material e formal. Impossibilidade.940/89. de 09.1995. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados. 3ª T.07. a título de poder de polícia.A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art. 100). 2. 1. I. por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’. p.03. Alíquota. Taxa ou preço de armazenagem. Infringência do princípio consagrado no parágrafo único do art. Precedentes.05.314). preço e.1998. do Código Tributário Nacional). não significa que estamos diante de tributo. em face da inexistência da contraprestação de serviços e realização efetiva do poder de polícia (STJ. artigo por artigo..Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’.1ª R. Remessa provida (TRF . DJU 13. na liberação de mercadorias destinadas à exportação. É defeso ao município instituir renovação de taxa de licença de localização e funcionamento. A taxa em exame tem base de cálculo diversa da do imposto.07. Tributário.. p. tecnicamente. Apelação e remessa oficial improvidas.1998. em vicio de ilegalidade. Humberto Gomes de Barros.02. Renovação. Juiz Eustáquio Silveira. rel. Assim. como tal.. Não é inconstitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7. DJU 29. Incorre. rel. j. 1. DJU 13. Taxa instituída pela Portaria 028/91-N. 3ª T. Violação do art. Juiz Olindo Menezes.09833-4/BA. eis que a proibição do parágrafo único refere-se a capital e não a patrimônio. a Portaria 028/91N.0201404-9/RJ. 03. III . 3.. do CTN. Tributário. Taxa de fiscalização. A portaria. que.05. Taxa de licença de localização e funcionamento.12. Sentença confirmada (TRF . esta é.27835-9/BA. Min. 98 . deve ser tratada. AMS 95. 262). CVM. 1ª T.

cujas instalações. III . em face do art.Diferença entre taxa e preço público.1994. que devem ser remunerados pelos serviços que sejam prestados ou postos a disposição de quantos transitam com cargas. da Constituição Federal.10.09. rel. artigo por artigo. DJU 15.. a natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo seu fato gerador. de há muito sumulou sua jurisprudência.A leitura de tal dispositivo. e decorrendo de efetiva utilização das áreas assim projetadas e construídas. mutatis mutandis. I Elucidação da conceituação jurídico-legal da tarifa de armazenagem instituída pela Lei 6. p. IV .009/73.exigidas compulsoriamente. II O Eg. Verbete 545. II . Não é porque o dispositivo em apreço empregou a expressão ‘taxa’. Juiz Arnaldo Lima. 99 .708). como ditado no art.Nos termos do art.009/73.690/88..Apelação conhecida e provida. Juíza Julieta Lunz. 20. 145. que de tal figura jurídica se trata. de preço público.18106-0.As entidades que exploram se obrigam a manter em bom estado os aeroportos.145/53.0206369-0/ES. projetos e construções são mantidos e operados pela União ou entidade da administração federal indireta. da Lei 2.1995. 1ª T. isto visando afastar qualquer dúvida. em relação a lei que as instituiu’. Tributário. 3ª T. haja em conta que. bem assim da utilização de equipamentos e serviços do aeroporto. sendo as taxas-gênero de tributo .06. 4° do CTN. a saber: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem.As tarifas aeroportuárias destinam-se ao pagamento pertinente a utilização de aeroportos. tudo nos termos do voto condutor (TRF-2ª R. jamais de taxa. Precedente específico desta Eg. Infra-estrutura aeroportuária do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. porque estas.313). os preços públicos ou tarifas têm como pressuposto ou antecedente necessário a efetiva utilização do bem público que usufruir.009/73. j. Lei 6.0211235-0/RJ. 15. 51. Turma . diferentemente daqueles.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.04. 11. III . na redação que lhe deu a Lei 7. e têm como base a lei formal e como antecedente fático a fruição do benefício que o recolhimento da tarifa propicia (TRF-2ª R. DJU 02. 10. rel. IV . AMS 93. E. remessa oficial prejudicada.. sendo irrelevante a sua denominação. I .1996. intérprete precípuo da CF.02.. 145 da Constituição Federal vigente. Tarifa de armazenagem. isto através de tarifas ou preços específicos. a espécie. no caso. STF. II. 2° e suas alíneas da Lei 6. p. Taxa exigida pela CACEX para expedição de guia de importação.1994. inclusive ICMS e ISS Tributário. Art.AMS 90. AMS 95. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária. revela que se cuida. Art. j.

funcionamento e instalação de imóvel onde a Caixa Econômica Federal exerce suas atividades.. DJU 13.. juiz Francisco Falcão.1995.107/SC. Autonomia municipal. p. 21. rel.. 3. e.1996. Taxa de serviços públicos. rel. rel.10.02. 1ª T. Mandado de segurança. para a localização de quaisquer estabelecimentos. I . 145.268). DJU 30. A expedição de alvará. j. geralmente são estabelecidas as taxas). Art. Constitucionalidade. Carlos Velloso. por conseguinte. Taxas de iluminação e de limpeza públicas não se enquadram nas taxas contra-prestacionais. Constitucional.03. no RE 188. Lei 7. 4. inclusive ICMS e ISS Nota: A execução das Leis 2.08. Apelo e remessa oficial improvidos (TRF-5ª R. j.. AMS 0444230/RS.193). legitimamente exercido pelo município. DJU 24. j.. Direito Tributário. III . criado sem base de cálculo e sem alíquota (como. 2ª T. 73. II e III. Tributário. 2. 4ª T.940/89. 23. Taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários. foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. 1ª T.09.03.1996. II . rel.113. j. Remessa ex officio provida (TRF-4ª R.09. p. 68.1997. 2. 19.1997.1995. 72. sobre o ordenamento urbano. Juiz Gilson Dipp. em que o patrimônio líquido da empresa funciona não como base imponível.387/1991. Juíza Tânia Terezinha Escobar.004). 06.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.940/89. o que faz desnecessária a comprovação da efetiva contraprestação do serviço público. j.1997. p.668).. CF/88. as atividades e os interesses da comunidade. Tributário. Trata-se de tributo fixo. Tributário.145/1953 e 8. AC 93. 79.É legítima a instituição e cobrança pelo município de taxa de licença para localização. Taxa de licença para localização.Regular utilização do poder de polícia garantindo constitucionalmente. Taxa de verificação anual de funcionamento regular (alvará). REO 0443196/PR.08.1996..1997. o valor do tributo por ele devido (TRF-4ª R. Juíza Lúcia Figueiredo. diante da decisão Plenária do Colendo STF. funcionamento e instalação. 1. II.05. 22. p. Art. alias. rel. corresponde ao controle.Apelação e remessa oficial providas. DJU 27. Min. Interesses genéricos e não específicos divisíveis. Sucumbência invertida (TRF-3ª R. 1. 16.1996.820/SP.301). 14. 100 . mas como um referencial para se estabelecer a classe do contribuinte. do CTN. DJU 10.08.03. p. artigo por artigo. É constitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7.

tem o prazo prescricional de vinte anos para cobrança. Taxa de esgoto sanitário. II. Embargos de declaração opostos à decisão do Relator. A multa administrativa. Embargos de declaração opostos à decisão singular do Relator. ao Distrito Federal e aos Municípios. Tributário. da espécie taxa. DJU 02. a exigência ou 101 . de 30 de junho de 1995. ‘mas. dos Estados e do Distrito Federal. veda à União.09. contados do primeiro exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado.1984). 173 do CTN/66. por não serem preços públicos. Juiz Edgard Antônio Lippmann Júnior.10. Decadência e prescrição. para legislar sobre custas dos serviços forenses (inciso IV) e cujo art. Prestação de serviço por concessionária. cujo art.094/SP. no julgamento do RE 116. Precedentes. Carlos Velloso. a cobrança a título de água e esgoto.1990. Não se tem por afastada a liquidez e certeza da certidão de dívida ativa pelo só fato de trazer referência dos valores originais em moeda não mais em curso no País (TRF4ª R. sim. Natureza jurídica. Serventias judiciais e extrajudiciais. 74. 3. j. Não provimento deste (STF. 19.536/SC. III. rel. julgando a Representação 1. A anuidade exigida pelos conselhos regionais constitui tributo.1996. Natureza jurídica de preço público. Conversão em agravo regimental. rel. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Custas e emolumentos. no inciso I. aos Estados.1996. inclusive ICMS e ISS Execução fiscal. 08. 2. Esse entendimento persiste. garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa’ (RTJ 141/430. RE-ED 447. j. Conselho Regional de Contabilidade. taxas.2005). por não se tratar de crédito de natureza tributária.06. não podem ter seus valores fixados por decreto. sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art. Ato normativo. 3... 1. Liquidez e certeza. j. Orientação que reiterou.08.. Conversão dos embargos em agravo regimental.08. 2ª T. 24 estabelece a competência concorrente da União.00284/PR.495). a 20. p. 1. 153 da Emenda Constitucional nº 1/69).04. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental. mas de preço público. artigo por artigo. Constitucional. o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que ‘as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais’. 28. Min. I.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2005. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não se trata de tributo. sob a vigência da Constituição atual (de 1988). sendo aplicável em matéria de decadência o art. Ação direta de inconstitucionalidade da Resolução 7. AC 95. 2ª T. DJU 26. CDA.208/MG. 150. Inafastabilidade. Anuidades e multas. Direito Constitucional e Tributário. que prevê sua ocorrência após cinco anos. Já ao tempo da Emenda Constitucional nº 1/69.04. 2.

Taxa. Precedentes. Decretação da prescrição intercorrente. rel. não tem prevalência. Sydney Sanches. também.08. de um bem da União (CF.11. de serviço público. 2.314. nos termos em que foi admitido no ordenamento jurídico. Decretação da prescrição intercorrente por requerimento do Ministério Público. da prescrição intercorrente. IV. do CTN. DJU 01. 175 e §§ [rectius: parágrafo único]). 8°. sem lei que o estabeleça. ou são de serviço. Lei 9. IX. entendeu possível a decretação. II e § 1°. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição’. DJU 11. mas de aumento do valor de custas judiciais e extrajudiciais. efetiva ou potencial. III. ADIn 2586/DF. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. Requerimento do Ministério Público. CTN. a majoração de custas judiciais e extrajudiciais resultou de Resolução do Tribunal de Justiça . 1°. ainda que prestado em caráter particular (art. Min. Recurso especial oposto contra acórdão que. inclusive ICMS e ISS aumento de tributo. de serviços públicos específicos e divisíveis.02. 78. Min Carlos Velloso. p. 219. 3. Lei 9. no caso. de serviços públicos específicos e divisíveis.Código de Mineração]: não se tem. A sua aplicação há de sofrer os limites impostos pelo art.2002. Preço público. 4. O art. mas preço público decorrente da exploração pelo particular. de 14. 145. Mas sempre fixadas por lei. Código de Mineração.2003. artigo por artigo. ADIn 1444/PR. Tributário.-lei 227/67 . j. 40 da Lei 6. Pleno. no seu exato sentido jurídico. do CPC.11.. rel. II). art. Recurso especial. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição (CF. o qual alterou o art. Interpretação dos arts. 20. Pleno. § 4°. igualmente. l6. as extrajudiciais (emolumentos). art. II. pois estas resultam. I.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1.2003. de 14.1996. para declaração de inconstitucionalidade da Resolução 07.04. No caso presente. Natureza tributária. e 174. de 30 de junho de 1995.e não de lei formal. 6. Constitucional. Tal conceito abrange não só as custas judiciais. art. sem lei a respeito. 101). 5. j. II do § 3° [rectius art. 20 do Dec. O art. Tributário Taxa Conceito. ADIn julgada improcedente (STF. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (STF. Serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto. 12. 174 do CTN.314. 145 admite a cobrança de ‘taxas. Remuneração pela exploração de recursos minerais. parágrafo único. em execução fiscal referente a serviço de fornecimento de água. 236). 20. Ação direta julgada procedente. art. As taxas decorrem do poder de polícia do Estado. da LEF [Lei 6. mas. resultantes da utilização efetiva ou potencial.05. Repugnam os princípio informadores do nosso 102 . como exigido pela Constituição Federal. ex officio.830/80]. O poder de polícia está conceituado no art. taxa. Aqui não se trata de ‘simples correção monetária dos valores anteriormente fixados’.830/80.1996.2003).

cobrada pelo Poder Público. 1987. Há de ser sempre lembrado de que o art.. O art. o valor cobrado caracterizar-se-ia como taxa. deve-se estabilizar o conflito.-set. no sentido de que ‘a natureza jurídica da remuneração decorre da essência da atividade realizadora. 1977. nº 05. Tem-se. Os serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto é cobrado do usuário pela entidade fornecedora como sendo taxa. sendo o prestador do serviço público pessoa jurídica de direito privado. Prevalência no ordenamento jurídico das conclusões do X Simpósio Nacional de Direito Tributário. da Procuradoria-Geral da Fazenda Estadual/Minas Gerais.830/80. ao contrário. Rev. ‘A remuneração dos serviços de água e esgoto normalmente é feita por taxa. o valor cobrado é preço público/tarifa. 11). Os casos de interrupção do prazo prescricional estão previstos no art. 12. ano 1987. Não há amparo jurídico a tese de que a diferença entre taxa e preço público decorre da natureza da relação estabelecida entre o consumidor ou usuário e a entidade prestadora ou fornecedora do bem ou do serviço. p.312/94 [rectius: de 1954. de natureza compulsória. Obrigatoriedade do serviço de água e esgoto. 40 da Lei 6. por ser a relação entre eles de direito público. visando atender necessidades coletivas ou públicas. 6. Regime tributário da venda de água. impondo-se segurança jurídica aos litigantes. se a entidade que presta o serviço é de direito público. ed. na situação específica examinada. não permitindo o atendimento da respectiva necessidade por outro meio. in casu. O concessionário recebe remuneração da mesma natureza daquela que o poder concedente receberia. 7.. 11. 8. cujo afluente [rectius: efluentes] terá destino fixado pela autoridade [sanitária] competente’. Adoção da tese. jul. 492). 174 do CTN. 9. Precedentes das egrégias 1ª e 2ª Turmas desta 103 . Atividade pública (serviço) essencial posta à disposição da coletividade para o seu bem-estar e proteção à saúde. serviço público concedido. pelo que.080/90] (Código Nacional de Saúde) determina: ‘É obrigatória a ligação de toda construção considerada habitável à rede de canalização de esgoto. p. em face da obrigatoriedade da ligação domiciliar à rede pública’ (Helly Lopes Meirelles. 10. ‘Se a ordem jurídica obriga a utilização de determinado serviço. Após o decurso de determinado tempo sem promoção da parte interessada. se prestasse diretamente o serviço’ (RF. p. 4. RT.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. então é justo que a remuneração correspondente. Precedentes desta Corte e do colendo STF 5. 299. 174 do CTN tem natureza de lei complementar. norma revogada pela Lei 8. Juríd. nele não incluídos os do art.. quando há compulsoriedade. de que a contribuição pelo fornecimento de água e coleta de esgoto é taxa. 11 da Lei 2. não sendo afetada pela existência da concessão. inclusive ICMS e ISS sistema tributário a prescrição indefinida. artigo por artigo. Direito municipal brasileiro. pela via da prescrição. 40). sofra as limitações próprias de tributo’ (Hugo de Brito Machado. v. 3.

A aplicação do selo de controle do IPI. Precedente do TRF 1ª Região.-lei 1.07. 17. face. de serviço público específico e divisível. § 2°). artigo por artigo..502/64. Ausência de identidade de sua base de cálculo com a dos impostos. p. com a Lei 8. REO 3.2000. da ALALC ou ALADI (Súmula 124 do STJ).2002. rel. Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo.03. 77 do CTN. 6. 3. por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.690/88 identifica-se como taxa e não preço público. Taxa de melhoramento dos portos. 286). representa uma obrigação acessória. IPI. DJU 31. 6ª T. 5.522/92. 1. Natureza jurídica.09. DJU 14.2006. 1. 13. A exação criada pela Lei 2. 145. Ressarcimento de custos. 3. previsto no art. 4ª T. Recurso especial não provido (STJ. Juíza Selene Almeida. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R. sendo uma obrigação assumida voluntariamente. porque decorre da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal. Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário. § 2°. Selos de controle quantitativo. 178). j.03.2006.. Importação. DJU 17. Equivoca-se quem reputa inconstitucional a cobrança da taxa de melhoramento dos portos. Min. no RE 167.. Não violação de acordos internacionais.08. A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível. Trata104 .145/53 e 7.437/75. após a declaração de inconstitucionalidade pelo Eg. Taxa que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art. no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo. 21. ao afirmar que essa taxa tem identidade com a base de cálculo do imposto de importação. José Delgado. efetiva ou potencial. inclusive. também. Dec.2002.992-1/210. p. As taxas não podem ter base de cálculo ou fato gerador idênticos àqueles que correspondam aos impostos (CF. 2. 4. Juiz França Neto.145/53 e modificada pela Lei 7. 19. Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia.1999. Tributário. j. da CF e o parágrafo único do art. ou a utilização. j. Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal.289). 1ª T.09. sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT. STF. inclusive ICMS e ISS Corte Superior. REO 9601042105/DF. Tributário. Taxa de expediente (Leis 2. p. 46 da Lei 4..690/88) Ilegalidade.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2. 145. rel. a reiterada doutrina e a jurisprudência dos tribunais superiores que entendem legítima a sua cobrança. art.052/RJ.. REsp 848287/RS. Receita originária. Provimento à remessa necessária (TRF-2ª R. rel.

por ser dele o monopólio na confecção dos selos.502/64. 1 . Dec. 2ª T. DJU 12.2006) (TRF-4ª R. sem que isso venha a desconfigurar sua natureza 2 –‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível. O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações.437/75. nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art.Casa da Moeda-. previsto no Dec. Ibama. Tributário. O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI. EIAC 2003. apenas. DJU 12. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. na verdade. DJU 28.050.03.823-1/DF. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados. Trata-se. IPI. 1ª Seção.002.07. aquela ‘que decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações positivas ou negativas. Obrigação acessória. 113.71. Lei 4. § 2°. TRF . Natureza jurídica. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto.2007. Incorre. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado.71.-lei 1.. proveniente de produto fabricado por empresa pública .05. ADIn 1. como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público. com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R.2006. a portaria que. a pretexto de veicular emolumento.710/RS. Tributário. AC 200371120077868/RS. Selos de controle quantitativo. ou seja. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos Infringentes 2003. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto. apenas. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado.07. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. criou taxa em razão dos serviços prestados no exercício de poder de polícia. Inconstitucionalidade. mas pelo critério da compulsoriedade da 105 .. em vicio de ilegalidade. 06.-lei 1. violação a quaisquer princípios tributário. ou seja.2006.4ª R. j. constituindo-se em receita originária da União. 793). artigo por artigo.Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle.000271-0. Ressarcimento de custos.03. inclusive ICMS e ISS se. do CTN).07. 13.2007).. Cadastro técnico federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. assim.437/75. não havendo. Taxa de cadastramento. de mais um custo. Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira. de obrigação acessória. rel. Juiz Vilson Darós. 1ª Seção. rel. de mais um custo.. p. Trata-se. não caracteriza taxa e nem preço público. j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Portaria 37/98. pelos contribuintes do IPI.

prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. 2. 145.040. 19. Processual civil. conferindo-se tratamento diferenciado a quem produz graus de poluição diferentes e. II. Nessa esteira. portanto. efetiva e potencial. Em obediência à Constituição Federal.804/RS. afigura-se ilegal a cobrança da taxa de segurança ostensiva contra delitos instituída pelo Município de Criciúma. 1ª T. de serviços públicos específicos e divisíveis. rel. Ilegalidade da cobrança. O faturamento da empresa é utilizado como critério referencial a fim de garantir-se a isonomia.. j. Inexiste ofensa da Lei 10..105. AMS 1999. AC 2004. conforme inteligência dos arts. que poderia ocasionar uma possível inconstitucionalidade. 77 do CTN e 145 da Constituição Federal de 1988. p. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.2006.4. DJU 03. rel. 127 do Dec.2006. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha. efetiva ou potencial.010. 1ª T. 617).TCFA. Taxa municipal de segurança ostensiva contra delitos.. em ausência de contraprestação. Conflito negativo de competência. inclusive ICMS e ISS exigência (TRF-4ª R. art. 05.2006. 502). Lei 10. O nomen iuris atribuído à exação cobrada pelo Estado é questão que não importa para sua classificação como tributo. de serviço público específico e divisível. cobrada por este em razão do uso por terceiros de seus bens imóveis. Conhecido o conflito de competência para declarar competente para a matéria a 2ª Seção.760/46. ou a utilização. Matéria não tributária. Não há falar.2006.02.165/2000. p. artigo por artigo. DJU 24.2006. 01. As taxas são tributos que têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia. Competência da 2ª Seção. A taxa de ocupação é uma receita originária do Estado. 145 da CF/88 e 77 e 78 do CTN.461/SC. 106 .04.71. Juiz Vilson Darós. A hipótese de incidência do tributo em questão –TCFA . 1.174. j.000. j.-lei 9. as taxas de serviço instituídas pelos Municípios devem ter como fato gerador o exercício do poder de polícia ou a utilização. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental .165/2000 aos arts.. rel. AC 2003.05.05.2006. DJU 08.72.121/SC. p. Juiz Marcelo Malucelli. uma vez que de prestação de serviços públicos não se trata. na medida em que não restou comprovado que essa exação serve para retribuir serviço público específico e divisível e nem representa exercício do poder de polícia (TRF-4ª R..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 3. 1ª T.060.é o exercício do poder de polícia conferido ao Ibama para controle e fiscalização das atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos naturais. Taxa de ocupação.04. exige o exercício do poder de polícia em maior ou menor grau (TRF-4ª R. fulcro no art. 381)..03.72. por conseguinte.

p. O poder público se serve da cobrança por meio de preço ou tarifa pela prestação de um serviço público voluntário.015/99. Este tipo de atividade não se encontra acobertada pelos princípios constitucionais tributários. A fiscalização de anúncios se faz necessária para preservar a qualidade do meio ambiente nas cidades e adequar a conduta da pessoa física ou jurídica. Queima controlada de cana-de-açúcar. Tribunal. Administrativo.2005. DJU 23. da Carta Magna.010. 3. Tributário. 145. no entanto. A competência para instituição de taxas pelo exercício do poder de polícia vem determinada no art. Embargos à execução fiscal..000. AMS 2001.960/2000. Taxa de fiscalização de anúncio luminosa. 145.2004. Precedentes. CC 2005. direta e especificadamente dirigida ao contribuinte. o disposto no art.500/SP. rel. p. 1.068/AL. 4ª T.201. O C. 2. 23.784/SC. da CF e nos arts. às disposições legais pertinentes. enquanto aquela é compulsória.03. 19. rel. A taxa para uso do fogo não tem a mesma base de cálculo do ITR. Juiz Marcelo Navarro. Taxa de armazenagem portuária.. DJU 06.2005.006. Legalidade na cobrança da taxa para uso do fogo. A taxa é um tributo que tem. 197). 313).06. Mandado de segurança. Tarifa.247.990. se subdividindo em um serviço público e outra em razão do exercício do poder de polícia.2005. Trata-se de uma prestação contratual voluntária. Possibilidade. j. 3. DJU 01. afigura-se devida a tarifa de armazenagem apenas nos casos de efetiva utilização do serviço portuário. A principal distinção entre taxa e preço público reside no fato deste ser facultativo. Juíza Marga Inge Barth Tessler. 1ª parte.. é o meio pelo qual se paga por um serviço facultativo. inclusive ICMS e ISS especificamente a 3ª Turma. Cobrança pela municipalidade em detrimento da CEF. 1. 3ª T. j.03. que utiliza a propaganda. A remuneração para obtenção da autorização para uso do fogo em queimada controlada tem a natureza jurídica de taxa. AC 2000. Exigibilidade. Legalidade. II. 4. 2.04. p.009/73. Corte Especial.10 2004. 339). Precedente deste eg. artigo por artigo. na hipótese de incidência. STF já reconheceu a prescindibilidade da efetiva comprovação da atividade fiscalizadora para a cobrança anual da taxa de localização e 107 .02. Tributário. Juiz Nery Junior... 01. Honorários advocatícios. posto que criada pela Medida Provisória 2. uma atividade estatal. afastando-se.02. a quem recebeu originariamente por distribuição o agravo de instrumento (TRF-4ª R. j.12. Apelação não provida (TRF-3ª R. Apelação improvida (TRF-5ª R.80. inclusive.2006. convertida na Lei 9. a qual definiu os elementos essenciais à sua instituição. Natureza jurídica de taxa. inciso II. rel. 77 e 80 do CTN. Pela análise da Lei 6.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

Min. Des. taxa semelhante àquela aqui discutida.16-6. rel.] Parágrafo único.2002..571/SP.05. j. Diante da não previsão.11.04. inclusive ICMS e ISS funcionamento pelo Município de São Paulo. 7. p. 191. A taxa é de competência comum ou cumulativa.025/69. TRF3. DJ 03. rel. Fed. EAC 91. p.03.2002.77. 145.05. o STJ tem reconhecido a validade da taxa de localização e funcionamento e da taxa de fiscalização de anúncio.12.2002. 330). na certidão da dívida ativa.09. j. no julgamento do REsp 261. DJU 02. DJ 02. De referência à compulsoriedade.2001..63. da CF/88). * Parágrafo único com redação determinada pelo Ato Complementar 34/67. Art.10. Eliana Calmon. DJU 03. A taxa não pode ter base de cálculo ou fato gerador idênticos aos que correspondam a imposto nem ser calculada em função do capital das empresas. da incidência do encargo de 20% previsto no Dec.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.10. União.[. Desde então.2006.. 17. DJ 14.08. sumulado sob nº 545: 108 . caput.038173-0. setença monocrática. diante da notoriedade do exercício do poder de polícia pelo aparato administrativo dessa municipalidade (AgRg no RE 222.001. 2ª Seção.2001. 15. DJ 07.05. Cecília Marcondes. j. AgRg no REsp 2002. inverto os honorários advocatícios fixados na r.252-6/SP.2001.2001). 23. rel. Min.2006. tenha-se presente o entendimento do STF. rel.. podendo ser instituída por todos os entes federativos. A Súmula 157 do STJ foi cancelada pela C. 2ª T. 1ª T. 6ª T. artigo por artigo. 5. Ellen Gracie. STJ. 02.-lei 1.239/SP. 6. Precedentes: STJ. Juíza Consuelo Yoshida. 4.2002. 204. REsp 2000/0079370-1. Apelação e remessa oficial providas (TRF-3ª R. O que caracteriza a espécie tributária é a compulsoriedade. Estados e Municípios (art.04. 07. COMENTÁRIOS Generalidades. p. AC 93.922.2001. inclusive em detrimento da Caixa Econômica Federal. j. generalidade e origem pública. Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça.. e sua renovação anual. j.030.

o que se reflete diretamente sobre a alíquota. proporcional. considera o valor da causa e estabelece faixas de incidência. Genérica é a taxa porque atinge indistintamente todo aquele que a ela estiver vinculado em virtude de algum fato gerador. temos que a alíquota da taxa pode ser fixa. De referência ao quantitativo. A maior das limitações que se impõe à taxa é quanto a seu fato gerador. em relação à lei que as instituiu. progressiva ou regressiva. Fato gerador e base de cálculo. Se. 109 . em que a lei. por exemplo. terá que pagá-la. diferentemente daqueles. a taxa de incêndio. Exemplo de alíquota progressiva é a da taxa judiciária. artigo por artigo. diferentemente. art. utilize. não poderia deixar de ser pública. a taxa existe em razão da prestação de um serviço. 145. inclusive ICMS e ISS Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária. tem função fiscal e o valor será uma alíquota proporcional ao serviço. ou não. tem função extrafiscal (emprego do tributo como instrumento de intervenção pública). porque estas. sendo mais comum a alíquota fixa. CF). ao fixá-la. pois não poderá ser tomado como base situação fática que já tenha servido para a incidência dos impostos (§ 2°. o contribuinte os serviços do Corpo de Bombeiros. Segundo Aliomar Baleeiro. Sendo a taxa derivada de uma vontade do Estado.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. se a taxa é manifestação do poder de polícia. Neste sentido a Súmula 595 do STF. manifestada por força de lei e em atividade administrativa plenamente vinculada.

artigo por artigo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. efetiva ou potencialmente. o poder tributante terá de dispor de um serviço mensurado e individualizado. 110 . JURISPRUDÊNCIA “É inconstitucional a taxa municipal de conservação de estradas de rodagem cuja base de cálculo seja idêntica à do Imposto Territorial Rural” (STF . Entendiam não estar presente na atividade dos mercados de títulos e valores mobiliários o exercício do poder de polícia. distinguir a base de cálculo de uma taxa e de um imposto. o poder público exaure sua atividade dentro de uma previsão fática que se chama fato gerador.Súmula 595). Na prática. A preocupação do legislador quanto à exigência final contida no parágrafo em apreciação (não ter a taxa valor econômico em função do capital da empresa) teve em vista não atropelar o Imposto de Renda. o que se faz imprescindível em razão da restrição contida no CTN. acorreram os contribuintes ao Judiciário. do fato gerador. O STF dissipou todas as dúvidas ao editar a Súmula 665 do teor seguinte: “É constitucional a Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários instituída pela Lei 7. A base de cálculo é a expressão.940/89 instituiu a taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários. é o custo do serviço específico. inclusive ICMS e ISS Para cobrar taxa. muitas vezes.940/89”. questionando a legalidade e a constitucionalidade da lei. A propósito. Assim. quando a Lei federal 7. em número. utilizável pelo sujeito passivo. não é fácil. Sobre a base de cálculo incidem as alíquotas. no exercício do poder de polícia e na realização de serviços.

7°.04. a área de imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público. Os demais. Min. com ofensa ao art. Conhecimento e provimento do recurso da contribuinte (STF. sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art. Decreto 16. Sua natureza jurídica. p. ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU. que deu nova redação aos arts. Min. e 94 da Lei 6. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo. qual seja. Moreira Alves. mas. de 26.989/66.1995. 156.1981.213). do Governo do Estado de São Paulo (STF.685. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU. Pleno.685. rel.1981. não podem eles ter seus valores fixados por decreto. DJU 10. da Constituição Federal de 1988. RE 204.1996. 1. 87 e incisos I e II. redação dada pelo art 1º da Lei 7. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. 182. Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos. § 2°. garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa. sim. rel. DJU 04. 15. Pleno.08. Não sendo as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais preços públicos.02.1984. Min. 23. Taxas que. § 4°.1992). 12. Custas e emolumentos judiciais e extrajudiciais. Lei 10. Min.888). de 26.02. Tributário. não mensurável indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte. do Governo do Estado de São Paulo. j. 145. de qualquer modo. da Constituição Federal.1994. Inconstitucionalidade dos dispositivos sob enfoque. Pleno. Taxa de licenciamento de importação. RE 167992/DF. Representação de inconstitucionalidade.02. Soares Muñoz. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência. Art. Não conhecimento do recurso da Municipalidade. no entendimento deste Relator. § 2°. DJU 25. 10 da Lei 2.11. p/ac. inclusive ICMS e ISS Município de São Paulo. 145. j. rel.09. o valor da mercadoria importada. ou seja. não tendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais. RP 1094/SP. Ilmar Galvão. II. 08.1997. Tributário.921/90. 111 .145/53.690/88. em razão do valor do imóvel. artigo por artigo. § 1°.827/SP. que limita a faculdade contida no art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Ilmar Galvão. em face da norma do art. por haverem violado a norma do art. 153 da Emenda Constitucional 1/69). taxas. do município de São Paulo. O primeiro. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico.12. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao imposto de importação. rel. j. Recurso não conhecido (STF. Representação julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade do Decreto 16. p.

98/99. Tributário.03.. j. consoante o entendimento mais moderno desta Corte. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência. 1ª T. rel. Ag 314761/SP. 12.1999. em matéria de cunho eminentemente constitucional. Taxas de conservação e limpeza urbana. Lei 10. Base de cálculos. de remoção de lixo domiciliar e de iluminação pública.253/89).que constitui apenas um dos elementos que integram a base de cálculo do IPTU .TAP.2000.08. com redação dada pela Lei 7. Ilmar Galvão. Destarte.2000). Ag 121. Carlos Velloso. j. 1. José Delgado. arts. Recurso não provido (STJ. rel. com a revogação da decisão de fls. Min. rel. Decisão da matéria pelo Colendo STF..1999. CTN. 2ª T. III. Súmula 83 do STJ. Importação. 3. Plenário. inclusive ICMS e ISS Constitucional e tributário. por possuírem base de cálculo própria do IPTU. 2. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ . Min. 145. da CF (‘As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos’). 77 e 79. Na ocasião.Súmula 83 .145/53. 1. por maioria. Min.03. Milton Luiz Pereira. instituída pela Lei 2.690/88. rel. Exações entendidas como inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. A taxa de expediente..05.não implica identidade com a base de cálculo do IPTU. entendeu-se que o fato de a alíquota da referida taxa variar em função da metragem da área construída do imóvel . Município de São Paulo.1997.04. j. Processual civil. II. Agravo regimental desprovido (STJ. Multiplicidade de precedentes. no julgamento do RE 204. 18.801/SP. DJU 31.921/90. 04. impossível o exame da matéria pelo Superior Tribunal de Justiça.1999). Tributário e processual civil. Inconstitucionalidade. em sede de recurso especial. O Colendo STF. Apreciação incomportável no âmbito do recurso especial. rel. 2. como fundamento central. REsp 157060/SP.921/90. Legalidade. Taxas de conservação e limpeza de logradouros públicos. que é inconstitucional a cobrança das taxas de conservação e limpeza na forma estabelecida pela Lei Municipal 10. artigo por artigo. 1ª T. decidiu que é constitucional a taxa de coleta de lixo domiciliar instituída pelo Município de São Carlos .09. Min.11. Legalidade de aumento de Tarifas Portuárias (TAP) por ato ministerial. por maioria) . Preços públicos. Tributário. Taxa de expediente.STJ. DJU 10.827-SP (DJU 25. Taxa de Armazenagem Portuária . Aldir Passarinho Júnior. Agravo regimental provido. DJU 27. 3. O Colendo Supremo Tribunal Federal entendeu. ao apreciar o RE 232393/SP. Base de cálculo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. é 112 .1999). I. Agravo de instrumento desprovido (STJ.1999. Min. 26.SP (Lei municipal 10. § 2°. afastando-se a alegada ofensa ao art.05. Não se conhece de recurso especial quando a decisão atacada basilou-se.

III . o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo das referidas taxas com a do IPTU. inciso I. Tributário.2000. rel. § 2°. Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da Taxa de Fiscalização de Anúncios . II — Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’. eis que possui base de cálculo própria do imposto de importação. Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança das taxas em questão. 145. j. sabendo-se que o art. Efetivo exercício do poder de polícia. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria.Recurso improvido (TRF-2ª R. da categoria das taxas. j. 03. para que se pudesse dissentir dessa orientação seria necessário o reexame de 113 . deve ser tratada. situação que não viola a vedação prevista no disposto no art. § 2°. da Constituição do Brasil. 145. 1. de 20. j. até por vício de linguagem. ainda. Recurso especial.TFLF. que instituiu a taxa de fiscalização da CVM (RE 177.570/PE. Alíquota. nesta superior instância. Francisco Peçanha Martins. Município de Belo Horizonte. REsp 166. preço e. Taxa de Fiscalização. Taxa de Fiscalização de Anúncios . rel.685/ES. da Constituição.TFLF..06. artigo por artigo. tecnicamente. Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7. 20. Taxa de fiscalização. 2ª T. DJU 01. ambas do Município de Belo Horizonte.. por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’. Lei 7.A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.TFA.1999. Agravo regimental no agravo de instrumento. 2. Juiz Castro Aguiar.. art. Alegada ofensa ao art. §§ 1° e 2°).940/89. DJU 01. Taxa ou preço de armazenagem. Firmou-se. Recurso provido (STJ. Comissão de Valores Mobiliários.07. Precedente STF.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Constitucionalidade. Reexame de fatos e provas.020.07.1999).1989. Localização e Funcionamento . Localização e Funcionamento . Administrativo. por entender que são exigidas com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal.1995.940.314). 77 e parágrafo único CTN repete preceito constitucional (CF. descabe a alegação de contrariedade à lei tributária nacional.835) e. REsp 205. DJU 13. pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza específica da imposição. 145.. 16. Assim. inclusive ICMS e ISS flagrantemente inconstitucional.1404-9/RJ.TFA e da Taxa de Fiscalização. 4°. como tal.05. Processual civil.05.08. 1ª T. p. Recurso não conhecido (STJ. não significa que estamos diante de tributo. 3ª T. Garcia Vieira.2000).1995. 44. I . 3. Tributário. AMS 95. Min. Constitucionalidade. Min. rel. do Código Tributário Nacional). esta é. Violação de lei federal não configurada.12.

.032/MG. João Otávio de Noronha.02. 1ª T. DJU 19.. 145. Falta de prequestionamento do disposto no inciso II do mesmo art. j. 07. Min. 98).08.12.150/MG. Taxa de incêndio Estado de Minas Gerais.049/MG. Impossibilidade de apreciação de tese em tomo do art. 1. j. Min. 145. 392).2003. Ellen Gracie. circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula nº 279 do STF. AIAgR 618. Agravo regimental improvido (STF.2003. 2. rel. Base de cálculo.03. § 2°. 13. Coincidência com a do IPTU. mesmo não tendo se referido expressamente ao art. O Supremo Tribunal Federal. DJ 03. Taxa de incêndio.2006. A corte de origem deliberou sobre a correspondência entre as bases de calculo do IPTU e da taxa de limpeza pública.938/2003. p. e RMS 21. RE-AgR 346695/MG.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Lei 6..a metragem da área construída do imóvel . Art. 2. 2ª T.2007. DJU 27. José Delgado. no julgamento do RE 232. DJU 01. ROMS 21.que é o valor do imóvel (CTN. Constitucionalidade. Precedentes: RMS 23. Análise da norma pelo Tribunal de Justiça o Estado de Minas Gerais em ação direta de inconstitucionalidade transitada em julgado.2007. que. Min. Agravo regimental a que se nega provimento (STF.607/MG. Controvérsia referente á especificidade e divisibilidade da taxa de limpeza pública não dirimida pelo Tribunal a quo. 2ª T. Taxa de limpeza pública. DJ 21. 2ª T. inclusive ICMS e ISS fatos e provas. Súmulas STF nº 282 e 356. 83).763/75. DJ 09. j. ser tomado em linha de conta na determinação da alíquota da taxa de coleta de lixo. Recurso ordinário desprovido (STJ. não quer dizer que teria essa taxa base de cálculo igual à do IPTU’. p. Questão devidamente prequestionada.04. da Constituição Federal. É esse o entendimento aplicado também pelo STJ. no julgamento do RE 206777/SP.. 2ª T.2006.12. Recurso ordinário em manado de segurança. considerou constitucional a cobrança de taxa de incêndio. 02.10. por entender que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e a sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto. rel. Eros Grau. art.2007. Análise do recurso quanto ao art. 1ª Turma. 145 da Constituição Federal. Município de Belo Horizonte. 1.280/MG. João Otávio de Noronha. RMS 21. 4. 33). 3.08. A posição adotada pelo Tribunal a quo.393 (Sessão de 12. II da CF/88 114 .. 144 da Constituição Estadual. Min. 145 da Constituição.2006. contudo. Tributário. Tributário. Min. encontra-se coerente com o decidido pelo Plenário desta Corte. artigo por artigo. com redação da Lei 14.09.1999) fixou entendimento no sentido de que ‘o fato de um dos elementos utilizados na fixação da base de cálculo do IPTU . rel. p.2007.12. Juiz Teori Albino Zavascki.

2. anterior à EC nº 45/2004]..2005. Taxa de conservação de estradas de rodagem.145 foi extinta pela Lei 8. Processual civil e tributário. 1. 144 da Constituição Estadual. 2. rel. Considerando que ocorreu o trânsito em julgado desse acórdão. 105. 21. ROMS 22.2005. DJU 06.2006. A exação criada pela Lei 2. também. Taxa de expediente (Leis 2.04. Matéria constitucional. 232). Min. Importação.145/53 e modificada pela Lei 7. Segunda Turma) (STJ. 2ª T.522/1992. III. rel. Confronto entre lei municipal e federal. REsp 179. j. 105 da Constituição Federal para resolver conflito entre lei local e lei federal [de acordo com a redação do art. O ITR tem como fator gerador a propriedade rural e como base de cálculo o valor da terra nua. Resolução 11/2005 do Senado Federal] identifica-se como taxa e não preço público. j. 03.145/53 e 7. o que afasta a possibilidade de identificação com o imposto e a eventual ofensa ao art. Eliana Calmon.11. da CF. É legítima a taxa de incêndio instituída pela Lei estadual 6. Cabimento do recurso especial pela alínea b. DJU 09.690/88 [taxa prevista no art. foi considerada legítima pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais na ADIn 1. inclusive ICMS e ISS e dos arts. Recurso especial não conhecido (STJ.690/88). Cabe recurso especial fundado na alínea b do inciso III do art.049/MG e 21. descabe o reexame da matéria nessa oportunidade. Min.802/SP.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. ao criar a taxa de incêndio. b. p. Tributário. 77. 1. Fato gerador e base de cálculo. tampouco para prequestionar questão constitucional. Vide. 1. 78 e 79 do CTN. Ausência de identidade com o ITR. Min. Taxa 115 ..280/MG.2006. 77 do CTN. Conservação e Melhoramentos de Estradas de Rodagem tem como fato gerador a prestação de serviços de conservação e como base de cálculo o custo do serviço dividido entre os proprietários de imóvel rural segundo fórmula adotada por pontos de utilização dos serviços. Ilegalidade. visto que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e que sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto’ (RMS 21. 2ª T. 2.0000. enquanto a Taxa de Construção. que a declaração de constitucionalidade produz efeitos erga omnes e que nesse julgamento foi analisada a questão em torno do art. João Otávio de Noronha. p.02. Precedentes.763/75. sob pena de violar a rígida distribuição de competência recursal disposta na Lei Maior. 3.404860-1/000. com redação dada pela Lei 14. 4.763/75.938/2003. com redação dada pela Lei 14. 321). Não cabe ao Superior de Justiça intervir em matéria de competência do STF.632/MG.038/2003. João Otávio de Noronha. 10 da Lei 2. artigo por artigo.05. A Lei 6.12. Recurso especial. porque decore da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal.

01. 174 do CTN. 178). 77 do CTN. 5 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal. Entende a Eg. 3. contados da data de sua formalização definitiva. Conforme se extrai a partir da r.1999.2000. Juíza Selen Almeida. ajuizado o executivo em pauta em 18. § 2°. após a declaração de inconstitucionalidade pelo eg. Tributário. rel.. 7. Embargos à execução fiscal. com observância do estabelecido pelo art. em 01. qual seja. através de mero cálculo aritmético.. primeira figura. Sucumbência recíproca. Execução fiscal.2000 (fato incontroverso). para interrupção do prazo prescricional: portanto.2105/DF. qual seja. artigo por artigo. REO 96.1995. Verificada. sentença. Parcial procedência aos embargos. 2. do Eg. de cunho prescricional. inclusive ICMS e ISS que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art. não procedeu o contribuinte/recorrido ao devido recolhimento do mesmo. 6. elencada no inciso V. ao verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. 3. 6. a prescrição. j. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido.01. nos presentes autos. com a cobrança de específicos meses colhidos pela prescrição). 5. STJ. com a Lei 8. Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo. 1. 21. 4ª T. cumprindo destacar que. DJU 17. 5. Município de São Paulo X União.12. Precedente do TRF 1ª Região. STF. Taxas de conservação e taxas de limpeza pública devidas. como se denotará. Contaminado pela prescrição. 156. do art.992-1/210. por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.522/92. configurado o alegado evento prescricional. do CTN. da CF e o parágrafo único do art.09. 4. Equivocada se tem revelado certa forma de contagem fazendária: a partir do fato e formalizado o crédito. p. em relação ao ano de 1995. de rigor a extinção do débito prescrito da forma como operada. 145. afastada a sua anulação neste ângulo.04. encontra-se parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. após a formalização do crédito tributário em questão.1ª R. Inocorrência.4. uma das causas de extinção do crédito tributário. Coincidência com a base de cálculo do IPTU. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. nos termos 116 . dali por diante passa a fluir o prazo de sua cobrança. 3ª Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. Prescrição parcial ocorrida. segundo a qual suficiente a propositura da ação. Constituem os débitos atos distintos identificáveis e autônomos. no RE 167. Operou-se a prescrição em relação a alguns dos débitos exeqüendos (taxa de licença e taxa de limpeza referentes ao ano de 1995).03. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. Remessa oficial improvida (TRF .

17. 11. e do art. de fato. específicos. tão-somente reconhecendo-se a ocorrência da prescrição parcial. Apesar de reconhecida a prescrição em relação aos débitos supra citados. 77. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. Impõe-se o parcial provimento ao apelo da Municipalidade envolvida. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo poder público. nem ao da indivisibilidade. antes enfocados. neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. 9. a propósito. não ensejando. imediato. de molde a permitir exigência da exação em pauta. do descumprimento nem ao requisito da especificidade. No que tange às taxas de conservação e de limpeza pública. 13. amiúde praticada. conservação e limpeza pública. CTN. sem óbice substancial pela parte contribuinte. 10. reconhecendo-se a legitimidade da cobrança das taxas de conservação e de limpeza pública. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. Precedentes. inafastada a presunção de certeza da CDA em questão. CF. que contam com aqueles referidos serviços. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. tanto quanto se sujeitando a União ao 117 . 14. consoante parágrafo único do art. Também inocorre á propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: como destacado pela Municipalidade envolvida. inclusive ICMS e ISS da jurisprudência que. no tocante ao tema aqui em mérito. Pertinente e adequada a ponderação. avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços. portanto. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da União. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. fato incontroverso. 12. 16. ônus cabalmente seu. 15. sentença. A divisibilidade se coloca também límpida. a título de taxa. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referidos serviços. CTN. 8. artigo por artigo. Não se ressentem referidas taxas. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. vencimento de 1996/1998. da União. para julgar parcialmente procedentes os embargos. A natureza da atividade estatal envolvida se põe límpida. 204. pelo serviço efetivamente prestado. reformando-se em parte a r. vez que dotado de valores autônomos. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. firmados através do inciso II do art. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor residual do débito executado. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. adota-se. a declaração de nulidade da ação de execução fiscal. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. 145. sendo capital repisar-se tanto se tributa.

não mais exige o prévio requerimento do contribuinte e a autorização da Secretaria da Receita Federal para a realização da compensação em relação a quaisquer tributos e contribuições. deve ser utilizada exclusivamente a taxa SELIC. b) IPC de mar. Portanto. o direito de compensar o tributo indevidamente recolhido./91. V .690/88. a partir de jan.032515-7.690/88. III .992-1/PR) e do C. DJU 23. II .250/95. no caso.É inconstitucional a taxa instituída pelo art. uma vez que o contribuinte não precisa esperar o esgotamento do qüinqüênio previsto no § 4° do art. de mesma espécie e destinação.11. Precedente da E. concedido à Fazenda Pública para homologar a conduta do contribuinte ou lançar de ofício a eventual diferença apurada. Compensação. em flagrante discrepância com o previsto no art.. I. em favor do Município implicado. Inconstitucionalidade. modificado pela MP 66/2002. c) INPC de mar.10.430/96. Tributário. 559). atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. 168. rel. STJ. Art. CTN. STF (RE 167./88 até fev. os seguintes índices: a) BTN a partir de dez. Possibilidade. o que. utilizando-se. Precedentes do STF e do STJ.145/53.954/SP. convertida na Lei 10. haja vista a identidade de sua base de cálculo com aquela vigente para o imposto de importação. mesmo no caso de tributo lançado por homologação. inclusive ICMS e ISS pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança.2005. In casu. quando o contribuinte recolhe o tributo sem o prévio exame da autoridade fiscal.01.O prazo disposto no art. Fed.145/53. j. 1° da Lei 7. da Constituição Federal. 10 da Lei 2./90 a fev. 3ª Turma: AC 97. p. I . devidas ao Fisco. artigo por artigo. AC 993. 25. rel.11. 77 do CTN. Precedentes do E. Parcial provimento ao apelo (TRF-3ª R. a compensação devia ser efetuada somente entre contribuições e tributos da mesma espécie e destinação.637/2002.833/2003. Des. e d) UFIR./91 a dez. 18. j. 74 da Lei 9.383/91 e 9. que representa a taxa de inflação do período considerado acrescida de juros 118 . DJU 17. uma vez que se trata de direito superveniente. ou seja. Carlos Muta. II e § 2°. na redação que lhe foi atribuída pelo art. IV .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.A correção monetária deve ser calculada desde a data do recolhimento indevido..A partir de janeiro de 1996. não configurada a decadência do direito de pleitear a compensação dos pagamentos efetuados em período superior ao qüinqüênio contado retroativamente da propositura da ação. 145. a taxa de emissão de guias de importação somente pode ser compensada com outras taxas. o art. entretanto.2006. com redação dada pelo art./91. 3ª T./92. Taxa para expedição de guia de importação.03. 1° da Lei 7. não pode ser aplicado no caso em pauta.2005.Na vigência das Leis 8. 150 do CTN. 16.2007. Atualmente. e pela Lei 10. conta-se a partir deste recolhimento. e art./90. administrativa ou judicialmente. para postular. 10 da Lei 2. Juiz Silva Neto.

artigo por artigo. j. 05. A fixação por portarias. da tipicidade e com a regra do art. do Estatuto Constitucional. e art. e do art. a partir do recolhimento indevido. Tese dos cinco mais cinco. AC 2001. têm natureza de taxa e não de preço público. 77. 97 do CTN. Fixação por portaria.11. 3. Taxa Selic.113. Juíza Cecília Marcondes. Constitucional.. 8ª T. 1. Ofensa ao art.244/67.307/SP rel. 1. Suframa. p. Princípio da legalidade. 6. 2. 06. Controle de internamentos na Zona Franca de Manaus. Apelação e remessa oficial. 7. parágrafo único. Juíza Maria do Carmo Cardoso.2006. Administrativo. fixar as referidas taxas cobradas pela Suframa. 77. Tributário e processual civil. VI . da Lei 9. § 2°. do CTN. Impossibilidade. 10. embora a arrecadação e a fiscalização sejam a ela delegadas. da CF.250/95 [artigo revogado pela Lei 9. 118). tida por interposta. 3ª T. Lei 2. À Suframa foi conferido o poder de polícia para expedição de guias de importação. 7° e 97.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Desembaraço aduaneiro.2006.-lei 288/67 e do Dec. indubitavelmente. 024/99). § 2°. Não é concebível que essas taxas sejam instituídas por portarias. p.. 5. Prescrição.10. está em confronto com o princípio da legalidade tributária. armazenamento ou estocagem. 39. inclusive ICMS e ISS reais. Identidade de base de cálculo.Apelação da União Federal desprovida.2006. As remunerações estabelecidas pelas Portarias editadas pela Suframa (171/83. 309/95. da CF. pelos índices adotados na Tabela da Justiça Federal. 145. 145. DJU 23. mantendo-se os juros de mora fixados na sentença. nos termos do art. 305/95. Prescrição. Taxa de licenciamento de importação. Correção monetária. 197/96. 4. art.000. Delegação do poder de tributar.392/AM. A correção monetária a ser adotada na restituição dos valores recolhidos indevidamente deverá ser feita. a que se dá parcial provimento (TRF-1ª R. do CTN. bem como a utilização de suas instalações e equipamentos. o prazo prescricional para efetivar-se a 119 . art.690/88.. § 2°. DJU 17. Tributário. Violação aos arts. armazenamento ou estocagem. das taxas por utilização de instalações e equipamentos da Suframa. Remuneração pela anuência aos pedidos de guias de importação.532/1997].Apelação da autora e remessa oficial parcialmente providas (TRF-3ª R.08. parágrafo único. 1° da Lei 7. com a redação conferida pelo art. rel. 566). do CTN. nos termos do Dec. AC 370. Somente a União pode por lei. ‘O Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento de que. da CF. j.2006. 145. pelo serviço de carga e descarga..145/53. Arts. Tabela da justiça federal. Vedada a identidade de base de cálculo entre taxa e imposto. 61. nos termos do § 4°. em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação. VII . prestação de serviço de carga e descarga.04. Natureza jurídica de taxa. 150.32.

acrescidos de mais cinco anos contados daquela data em que se deu a homologação tácita. que trazia a TFA (Taxa de Fiscalização Ambiental). Ofensa ao princípio da isonomia e igualdade tributária. a prescrição. uma vez que. em um primeiro momento. Provimento parcial ao recurso adesivo da autora (TRF-1ª R.938/81. 145.01. lnocorrência. abarcando muito mais atividades do que apenas a fiscalização in locu dos estabelecimentos submetidos à tributação. cobrada em razão da emissão de licença ou guia de importação (Lei 2. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . pelo sujeito ativo. rel. inclusive ICMS e ISS compensação via ação judicial. com a redação dada pelo art. por violação do art. 10. AC 1998. neste caso. j. entretanto. Os efeitos decorrentes da suspensão de eficácia de dispositivo legal não prejudicam os efeitos ex tunc que resultam do reconhecimento.03. 1° da Lei 7. Lei 9. representado nas metas. I. não acumulável com nenhum outro índice no mesmo período. Precedentes do Eg. Juiz Hilton Queiroz. por sua inconstitucionalidade. artigo por artigo. de inconstitucionalidade.250/95). porque indevidas desde a sua instituição.165/2000.837/DF. Tratando-se. DJU 11.690/88). 3. 4ª T.34.960/2000. O STF. não pode ser estabelecida com referência às parcelas recolhidas. Tributário. considerou-a inconstitucional.. cautelarmente.165/2000 criou a TCFA (Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental). Imposto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Poder de polícia. na repetição do indébito tributário. por sua natureza jurídica de tributo vinculado. examinando a legislação de regência da taxa de licenciamento de importação. são de um por cento ao mês.2003. Superior Tribunal de Justiça. É assentado o entendimento no STF que basta a manutenção. Lei 10.000.145/65.TCFA. tampouco com juros moratórios. alterando a redação da Lei 6. é desta que se inicia o termo a quo do lapso prescricional para o ajuizamento da ação correspondente.1996 (Lei 9. II. é de cinco anos. A Lei 10. 4. competências e instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente. A taxa. 6. que se assenta na capacidade econômica do contribuinte. Lei complementar. 11. foi editada para substituir a Lei 9. não pode ter base de cálculo própria de imposto. contados da ocorrência do fato gerador.04. O fato gerador da TCFA é o serviço prestado de exercício de poder de polícia. 5. tornando-se inexigíveis (REsp 191484/RS)’. cuja eficácia foi suspensa. incidenter tantum. Improvimento ao apelo da União. p 81). de órgão de controle em funcionamento (RE 116. Os juros de mora.960/2000. na ADIn 2. 8. 7. de declaração da inconstitucionalidade da lei instituidora do tributo.109. § 2°. III. Mandado de segurança.2003. 2. A taxa Selic deve ser aplicada como índice de correção monetária a partir de 1° .518 120 . A cobrança da taxa pelo exercício do poder de polícia não se confunde com a taxa decorrente da prestação de serviço público.178-8. Base de cálculo.. do Estatuto Constitucional. art.

a TCFA não exige. Ocorrência. porquanto a taxa não é instituída considerando-se somente o capital da empresa. pois.835-1/PE).960/2000. Ofensa ao princípio da legalidade e isonomia.2005.TFA afronta o princípio da isonomia.. inclusive ICMS e ISS e RE 230. mas não é tributo. 151). 631). Arts. A TFA não tem como fato gerador qualquer atividade estatal relacionada à impetrante e. 31. Constitucional. Precedente do Supremo Tribunal Federal. 150.08. 154. através de lei complementar. Não há infringência aos arts. da Constituição Federal. e 145.2005. j. 15. Não se admite que a TCFA. Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R. DJU 23.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 3ª T. pode-se dizer que é um preço público. bastando a lei ordinária. à atividade por ela exercida. o requisito constitutivo formal de lei complementar. editada pelo ente político incumbido de executar o poder de polícia a que se refere a cobrança. Tributário. A Taxa de Fiscalização Ambiental . Questão de ordem. 3ª T.06. para a respectiva instituição. que leva a uma distinção dentro dos limites da razoabilidade e da proporcionalidade. p... instituiu tratamento igual a sujeitos passivos. rel. VI. Mandado de segurança. disfarçadamente. p. 2.627/SP. de competência legislativa da União Federal. I. da Constituição Federal. ao estipular valores uniformes por categorias de contribuintes. AG 244. III. bem como ao art. 77 do CTN. Taxa de Fiscalização Ambiental .TFA. 145 da Constituição Federal e 77 do CTN. artigo por artigo. só poderia ter sido criada dentro da competência residual da União. 3. que se encontram muitas vezes em situações econômicas distintas. Tendo em vista ser devido pelo administrado que ocupa bem do Estado. 154. Juiz Nery Junior. uma vez que efetuado com base em dois critérios conjugados: o grau de poluição da atividade exercida e o capital social da empresa. Tendo a natureza jurídica de taxa.05. O cálculo do valor da TCFA não apresenta qualquer ofensa ao principio da isonomia tributária. REOMS 242. DJU 13. Conflito que se suscita perante o Plenário do Tribunal para firmar a Seção Competente. Precedente do E. STF (RE 177. Natureza tributária inexistente. da CF/88.. § 2°.07. A ‘taxa’ 121 . Juiz Nery Junior. Taxa de Ocupação de Terreno de Marinha. A taxa de ocupação é uma retribuição anual de índole contratual. VII.973). II. sim. IV Remessa oficial não provida (TRF-3ª R. V. Não importa o nomen iuris destinado a esta ou aquela exação cobrada pelo Estado. rel. insculpido no art. I.2006. utilize base de cálculo de imposto. A mencionada taxa possui natureza jurídica de imposto e. não de uma taxa. que no caso é o Ibama. 1. como tal. na forma do art. j. Lei 9.816/SP. mas também incide o tributo em função do porte da pessoa jurídica e sua atividade-fim. IV.2006. I. II. o que dirá se a exação é ou não tributo será o regime legal que a instituiu e a mantém.

pois não albergada na previsão contida no art. A Taxa de Serviços Urbanos refere-se ao valor venal do imóvel. 4. 1.. 122 . Juíza Tânia Terezinha Cardoso e Escobar. d.03.101. DJU 06. no caso. é remuneração pelo uso da coisa. porquanto trata-se de uma contraprestação do administrado para que utilize bem do Estado. II.266). A ocupação de bem de uso dominical pelo administrado (que se aproxima de um contrato de locação ou de uma enfiteuse) não é uma utilidade ou comodidade fruível pelo administrado que diga respeito a necessidades ou comodidades básicas da sociedade. Precedentes do STF. 5. que prevê três subespécies de contribuições no supra transcrito dispositivo: (a) as sociais (aí incluídas as destinadas ao custeio da Seguridade Social). porquanto não se apresenta como fato gerador signo presuntivo de riqueza (o princípio informador dos impostos é a capacidade contributiva). Taxa de Serviços Urbanos.. também não se configuraria como serviço público. j. 22. e sim como contraprestação à ocupação de terrena da União. do Regimento Interno. geralmente criado sem base de cálculo e sem alíquota. uma vez que não está em jogo obra pública. torna-se imperioso. 2ª T. Ademais. de serviço específico e divisível.040. também pode-se dizer com segurança que de contribuição de melhoria não se trata. a taxa de ocupação é devida como retribuição pelo uso de bem público. inclusive ICMS e ISS em questão não tem como fato gerador o exercício regular do poder de polícia (entendido como o condicionamento.2001. nos termos do art. Considerando que os juizes componentes da 1ª e 2ª Seção desta Corte já declinaram a competência. devido a um acordo entre União e o ocupante. rel. 4°. Seguindo a trilogia do CTN. fazendo-se um raciocínio por exclusão. a limitação.06. porquanto não se está oferecendo aos administrados em geral (princípio da generalidade). efetiva ou potencial. Constitucional e tributário. Também não se trata de utilização.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. sendo que.2001. Apelação não provida. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. Município de Salvador. existe base de cálculo (valor do domínio pleno do terreno. A taxa é tributo fixo. Ilegitimidade da cobrança.-lei 2. Igualmente não se trata de imposto. 149 da Constituição Federal. em que o seu valor é estabelecido de forma compatível com o custo da atividade estatal a qual está vinculada. submeter a divergência ao Plenário do Tribunal para que reste fixada a competência para a apreciação da matéria (TRF-4ª R.62/SC. 1. 7. 1°] do Dec. 6. (b) as de intervenção no domínio econômico e [c] as de interesses das categorias profissionais. 9. pena de restar desvirtuada a sua natureza jurídica de taxa.398/87). QUOREO 1999. artigo por artigo. anualmente atualizado) e alíquotas variáveis (incisos I e II [do art. 8. A ‘taxa de ocupação’ evidentemente não se caracteriza como contribuição social. ao exercício da liberdade e da propriedade do administrado).162.

487/RJ. No que tange às taxas de remoção de lixo comercial. Prescrição parcial consumada. 150 da CF posto que é vedado à União. de fato. rel.. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art.2006. Taxa de Iluminação Pública indevida. 2. inclusive ICMS e ISS semelhantemente à base de cálculo do IPTU. 145. Execução fiscal. aos Estados. DJU 13. III – Recurso provido (TRF-2ª R. que fazem referência às taxas pela razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. pois o valor da execução é de R$ 2. renda ou serviços uns dos outros. Entendendo a E. 77.2006. Tributário. 145. Não conhecimento da remessa oficial. fere o art. 4.12. assim se procede. p. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. da multa e da correção monetária. Embargos à execução fiscal.330.09. j. artigo por artigo. AC 2000.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Juiz Ricardo Regueira. Tributário.113. 475 do CPC. CTN. Parcial procedência dos embargos. Legitimidade da cobrança.003. 145.2006. Constitucionalidade. 11. ao Distrito Federal e aos Municípios instituir impostos sobre patrimônio.descabe a alegação de contrariedade a lei tributária. Remessa dos autos à Corte Especial para apreciação (art. CF. e do art.940/89.2003. repete preceito constitucional (art. firmados através do inciso II do art. II e § 2°. de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios.2004. de serviços públicos específicos e divisíveis..003. da CF. pelo Município que nada tem de divisibilidade e de especificidade. 1. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição. avulta em destaque a 123 . Neste sentido. 1ª T. I . 7ª T.940/89). Juiz Luciano Tolentino Amaral. sabendo-se que o art. Sucumbência recíproca. de limpeza pública. de limpeza pública. II .Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7. 54).07. de vigilância pública predial. para publicação do acórdão (TRF-1ª R. Acolhida argüição de inconstitucionalidade. em 11. Taxas de remoção de lixo comercial. §§ 1° e 2°). Precedentes desta Corte e do STF 3. 16. Município de Araçatuba X ECT. DJU 29. 352 do RITRF-1).A taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários tem base de cálculo diversa da do imposto e não é calculada em função do capital da empresa. Taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários (Lei 7. rel.09.. de conservação de pavimentação. Peças liberadas pelo relator. Inexistência de afronta ao art. Feito suspenso. Legitimidade da cobrança dos juros. 77. conservação e urbanização de logradouros públicos. 77 do CTN. parágrafo único. violando o art. 146). do CTN. A TSU possui natureza de imposto e não de taxa.22.88/BA. e. efetiva ou potencial. excluindo-se o reexame necessário. 2. de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas. características inerentes às taxas. p. O fato gerador da TSU é a prestação dos serviços de pavimentação.09. j. AC 134..

com observância do estabelecido pelo art. Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP). de molde a permitir sua exigência. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. qual seja. ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. CTN. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte. ainda que não conhecidos. 512. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. com o Excelso Pretório que. nem ao da indivisibilidade. 3. No âmbito dos requisitos para as taxas em geral. A divisibilidade se coloca também límpida. 4. 174 do CTN. da ECT. vetou o uso daquele tributo para tal fim. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço. pelo serviço efetivamente prestado. Contaminado pela prescrição. amiúde praticada.01. encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. como se denotará. que lhe reconheceu ilegitimidade. CF. 12. 6. a título de taxa. caput e § 3°. 9. por meio da Súmula 670. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. 515. remoção de lixo comercial. 5. ônus cabalmente seu. todos do CPC. pois exatamente esta calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. artigo por artigo. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. Constatada será a ocorrência da prescrição. imediato. de molde a impedir exigência de taxa. Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10. 8. A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida. neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. vigilância pública predial e prevenção a incêndio. Ante a devolutividade do apelo. limpeza de vias públicas. conservação da pavimentação. 14. imediato. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. sendo capital repisar-se tanto se tributa. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. firmados através do inciso II do art. 11. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. e do art. e 516. guarda harmonia a r. avulta em destaque a indivisibilidade de dito serviço.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. antes enfocados. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. Inconstitucional dita exação. 13. 10. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público. inclusive ICMS e ISS divisibilidade de ditos serviços. contados da data de sua formalização definitiva. de fato. claramente. que contam com aquele referido serviço. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. 77. 145. sentença. consoante arts.1995 a 124 . 7. Pertinente e adequada a ponderação.

a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP.12.límpida e lícita.1996. elencada no inciso V.da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico. Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR. 161. assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária.07. para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28. decorrência . A respeito de constituírem os débitos atos distintos. CTN. vez que indevida sua cobrança. da moeda nacional . Tão assim acertado o entendimento que a Administração. como se dá com o não pagamento tributário. Verificada. realmente. deva recair sobre o débito.de tal sorte que sua incidência. à dívida em sua junção de principal com atualização. 22. instituto inerente ao crédito tributário. STJ. inclusive ICMS e ISS 10.01. em sua superioridade em si . denomina a tanto de remissão. consoante art.2000. identificáveis e autônomos. 17. Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária. CTN. primeira figura.1996.1995 a 10. do E. segundo a qual os juros. e à luz evidentemente de lei a respeito. Coerente a compreensão.09.esta fruto da inerente desvalorização.1995 a 10.01.1995 e de 10. porém que brota da incursão por ato ilícito. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN). 97. quando pratica a dispensa de correção monetária. 18. 23. em dados momentos. como se extrai. nos presentes autos. 21. Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa. 16. a corresponder.12. artigo por artigo. uma vez que regida pela LEF dita nuança. segundo a qual suficiente a propositura da ação. em essência adere a correção monetária. uma das causas de extinção do crédito tributário. sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos.12. amiúde construída. a prescrição. figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária . 20. qual seja.1995 a 10. 15.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. cumpre-se 125 . originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente. de rigor a extinção dos débitos prescritos. histórica.1995 e de 10. quando do sentenciamento dos embargos. do CTN.1995. Vencidas as dívidas em 10.07. 156. conforme entendimento desta Colenda Terceira Turma. 19. vez que estes os incidentes no caso vertente. anos posteriores. a cujo principal. exatamente por motivo inverso. em direta consonância com o inciso V.12. 24. Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106.09. 25. Reflete a multa moratória acessório sancionatório. Afigura-se coerente venha dado valor. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10. a cifra maior. contudo incidente com referência às taxas retratadas. para dele fazer parte integrante. do art.1995 até 10. do art. recaem sobre o crédito tributário.

bem como ante a ocorrência da prescrição parcial. julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF. impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r. 3ª T.B.3ª R.2007. 28. Recepção pela CF/88. 1. 28. Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo. Trata-se de apelação cível em mandado de segurança (fls. bem como verificando-se legítima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial. Constitucional e tributário. de limpeza pública. 401). atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso.. sentença.. mercadoria importada. vez que dotado de valores autônomos. 27. nos termos da jurisprudência que. a propósito.04. AC 1079. em favor do Município implicado.2007. Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial. rel. específicos. Exigência legítima. a atingir vencimentos ocorridos de 10. Inviolabilidade do princípio da legalidade e da indelegabilidade. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente.02. Taxa de classificação de produtos vegetais.S. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. p. artigo por artigo. Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP.. em favor do Município implicado.. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso.C.1995 até 10. adota-se.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados. Constitucionalidade. Dr. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata. Portarias interministeriais. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10 % sobre a diferença excluída em prol da ECT.831/SP. de vigilância e quanto à taxa de prevenção contra incêndios. inclusive ICMS e ISS destacar que. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido. Decreto-lei 1.N.A. na forma retro fixada. por inconstitucional). através de mero cálculo aritmético. de conservação de pavimentação. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso.1995. F. visando a declaração 126 . tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. DJU 11. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. Juiz Silva Neto.01. j. 26. 99/127) interposta pela parte Impetrante .12. contra sentença do douto juiz de origem.899/81.

para efeito de liberação do produto vegetal importado. portanto. 7°.899/813 [rectius: Dec. dentre elas a industrialização de cereais e de sementes oleagionosas. 4. 150. da referida Lei e Decreto 82. sucedida pela C. Inviolabilidade ao princípio da legalidade tributária na fixação do valor da taxa de classificação de produtos vegetais por portaria interministerial. 137.Data: 10.972/20002 [rectius: Lei 9. sobre o milho em grão importado pela apelante. 8°). acarretando a incidência da TCPV . da Lei 6.2003).Relator(a): Desembargador Federal Napoleão Maia Filho. § 2°. Inviolabilidade do art. 3. consiste em fiscalizar a qualidade do produto vegetal. 2. 145. inclusive ICMS e ISS de inconstitucionalidade e de ilegalidade da Taxa de Classificação de Vegetais (instituída pelo Dec. I.Órgão julgador: Quarta Turma-Fonte: DJ . também. da CF/88.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.04. no exercício do poder de polícia. 145.-lei 1. de base de cálculo de imposto.Fonte: DJU . 3. no Decreto-lei 1. não havendo ofensa ao art. e a quantidade de produto fiscalizado influi diretamente na mensuração do serviço.Órgão julgador: Sexta Turma . desvinculada de qualquer atividade estatal específica em relação ao contribuinte.P. na hipótese.110/78. A base de cálculo da taxa. revogado pelo Dec.AMS -UF: PB . 6. mantendo a obrigatoriedade da classificação vegetal. da Carta Constitucional (Precedente TRF 5ª Região .899/81 (art.305/75 [revogada pela Lei 9. A referida taxa tem previsão legal. I.UF: ES . decorre do poder de polícia da administração e da utilização efetiva pelo contribuinte de serviço público específico e divisível (art. As portarias editadas observaram os 127 . 77. paga em razão do serviço prestado de classificação vegetal.2003 . que autorizou a redução do valor legal fixado por ato administrativo. 1°.110/781 [rectius: Dec. todos do CTN. 7°. expressa por tonelada ou fração da mercadoria.-lei 1. 97. base de cálculo semelhante a de imposto. editada com base e no Dec. pois a atividade do Estado.899/81]. instituída para fazer face às despesas de fiscalização de produtos vegetais importados do estrangeiro. § 2°. artigo por artigo.664/2000] estenderam a obrigatoriedade da referida classificação aos estabelecimentos que beneficiem ou industrializem produtos vegetais. II e § 2°. As atividades elencadas no estatuto social da apelante. . pois. bem como aos arts. 14) subsumem-se nos mencionados tipos legais.AMS – 15159 .972/2000] deu novo tratamento à matéria.C. bem como de seus derivados é sucedâneos (fls. I e II.Data: 22. e 48. 145.10. O art.972/2000] instituiu a classificação dos produtos vegetais de valor econômico destinados à comercialização interna. A Lei 9. 82. por suposta contrariedade aos arts.899/81). A taxa de classificação de produtos vegetais.fls. todos da CF/88.-lei 1. cobrada pela Impetrada . O art. não tendo. 5.Taxa de Classificação de Produtos Vegetais. TRF da 2ª Região . guarda a necessária relação com a atividade estatal prestada no exercício do poder de polícia. Não se trata. 77 do CTN).

Não há violação aos arts. do CTN (Precedentes: TRF 5ª Região . O princípio da legalidade tributária. 78 do CTN. Art. em razão de interesse público concernente à segurança. da Constituição Federal. DJU 15.2002).2002 p.05. 976 [rectius: art.Relator(a): Desembargador Federal Nereu Santos. 17 [rectius: inciso I].DJU : 09. Apelação Cível 149. à higiene. Des. 78. pois que a delegação prevista no art.Fonte: DJU .Segunda Turma .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. TRF da 2ª Região . interesse ou liberdade. da CF/88 e ao art. à ordem. Parágrafo único. 48. 97]. visando a proteção do contribuinte. * Artigo com redação determinada pelo Ato Complementar 31/66. 150. Inocorrência de violação ao art. limitando ou disciplinando direito.Órgão Julgador: Sexta Turma . Apelação interposta pela Impetrante improvida.2003 .775/RJ. 3ª T. p..2001.55770 Órgão julgador: Terceira Turma . Considera-se poder de polícia a atividade da administração pública que.2004. 20. AMS 82.2004.10. AMS 30. artigo por artigo. j.09. ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público..AMS – 15159 .10. rel. Sentença mantida (TRF-5ª R. federal Castro Meira. 8. inclusive ICMS e ISS termos da autorização legal. 680 . rel.UF: ES . aos costumes. 150. consagrado no art. não incluída a competência legislativa (Precedentes: TRF 5ª Região. e não para a sua redução. 128 .06.AMS – 73749 .Relator(a): Juiz Alcides Vettorazzi). traz limite explícito para a instituição ou aumento de tributos.048/ PE. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável. TRF 2ª R.09.784. DJ 17. da CF/88 e art. à disciplina da produção e do mercado. 113).2003. DJU 12. I.Data: 22. 8° do Decreto-lei 1. 7.Data: 27. com observância do processo legal e.AMS . 5ª T. 15 [rectius: inciso I].Fonte: DJ . Juiz Hélio Sílvio Ourem Campos.03. à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. Precedentes do TRF da 4ª Região . II e III.899/81 trata-se de delegação da capacidade tributária ativa. regula a prática de ato ou abstenção de fato..

é dizer que nem sempre a taxa tem conteúdo fiscal. é o nítido caráter de contraprestação. não mais se conceitua o poder de polícia como discricionário. porquanto esta específica atividade estatal pode ensejar o surgimento de um custo adicional. quando se almeja proteger direitos individuais e coletivos. COMENTÁRIOS Conceito. O que é imprescindível. porque sob a égide de uma sociedade que está a exigir a cada dia maior segurança. tão bem sistematizados nos compêndios de direito administrativo. surgindo hipóteses em que se apresenta a exação com nítido caráter extrafiscal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Por exemplo. Entendo que melhor do que tecer comentários ao poder de polícia. Como bem identifica Aliomar Baleeiro. 129 . a taxa é de conteúdo fiscal quando decorre da prática de um serviço. via pagamento da taxa. é possível fazê-lo tendo a taxa como suporte. mas extrafiscal quando decorre do exercício do poder de polícia. custo este suportado pelos cidadãos. que mereçam a proteção pública. adverte o festejado jurista. significa limitação ao exercício de direitos. A expressão “poder de polícia” não traduz bem o que seja esta atividade estatal que. inclusive segurança advinda do próprio Estado. artigo por artigo. O direito administrativo fornece o conceito jurídico. Atualmente. a referência à lei é imprescindível. mas o CTN não se negou a também conceituar. em verdade. sem abuso ou desvio de poder. inclusive ICMS e ISS tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária. em qualquer hipótese.

154. embora com maior liberdade do agir. Por isto é que o STF. de 25. porquanto. em prestígio a uma infinidade de decisões dos Tribunais Regionais. Art. rel. DJU 16. aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos impugnados.04. Normas por meio das quais a autarquia.01. JURISPRUDÊNCIA Ação direta de inconstitucionalidade Arts. § 1°. II. e l4 da Portaria 113. A parte final do parágrafo em apreciação contém a advertência de que a discricionariedade do exercício do poder de polícia não significa abuso ou desvio de poder. 13. inclusive ICMS e ISS Daí a pertinência e atualidade do comando inserto no parágrafo único do artigo comentado.823-1/DF. Dispositivos 130 . IV.09. Ilmar Galvão. instituiu taxa para registro de pessoas físicas e jurídicas no Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. a competência do Poder Legislativo. III.823-1/DF. mas também o direito de punir. 6). 167. Plausibilidade dos fundamentos do pedido. 10. dentre outros. que introduziu novos artigos na Lei 6. sem lei que a autorizasse. 145. Cautelar deferida (STF. Min.938/81. Os princípios da legalidade e do devido processo legal. 5°. Alegada incompatibilidade com os arts. j. e estabeleceu sanções para a hipótese de inobservância de requisitos impostos aos contribuintes. não fica a autoridade desvinculada dos princípios que disciplinam os atos administrativos.1997. do Ibama. criando multa sem respaldo legal. da Constituição Federal. Ação direta de inconstitucionalidade. ADIn 1. assim. não podem ser olvidados pelo administrador no exercício do poder de polícia. e 150. Pleno. b. artigo por artigo. p. 9°.1998.960. 8°. I. com ofensa ao princípio da legalidade estrita que disciplina não apenas o direito de exigir tributo.2000. invadindo. criando a taxa de fiscalização ambiental (TFA).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. como claro ficou na ementa do ADIn 1. repudiou a intervenção do Ibama no exercício da fiscalização de atividade de sua competência.10. 30. 8° da Lei 9. de 28.1998.

e como contribuintes pessoas físicas ou jurídicas que exercem atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. Tributário.1999. MC 1. rel. j. I e IV. DJU 28. Só há contraprestação do serviço e materialização do poder de polícia quando da obtenção da licença para localização e funcionamento no território do Município.163/77. inclusive ICMS e ISS insuscetíveis de instituir.397/MG. não especificadas em lei. j. e § 2°. II. não o serviço prestado ou posto à disposição do contribuinte. Min. Instalação de agência da CEF. Alegada ofensa aos arts.704/SC. aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos instituidores da TFA. validamente.02. j. como fato gerador. RE 239. Garcia Vieira. diante do incentivo fiscal. Legitimidade. Tributário e administrativo. Lei 7. no exercício do poder de polícia. artigo por artigo.05. em razão do poder de polícia exercido pelo 131 .03. Recurso não conhecido (STF. 5°. 145. Min. pelo ente público. Descabimento da alegação de ofensa ao princípio da isonomia. Exação fiscal que serve de contrapartida ao exercício do poder de polícia. Efeito confiscatório insuscetível de ser apreciado pelo STF. previsto para as indústrias que comprovarem a realização de reflorestamento proporcional ao seu consumo de carvão vegetal. Taxa florestal. 145. 29. pelo Município. tendo-se limitado a estipular. Taxa de licença para localização e funcionamento..2000). É legítima a cobrança de taxa. valores uniformes por classe de contribuintes. Materialização. todos da Constituição Federal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 150. o novel tributo. Medida cautelar deferida (STF. 07. Poder de polícia. com flagrante desobediência ao princípio da isonomia. Tributário. rel. possuindo base de cálculo distinta da de outros impostos. Plausibilidade da tese da inconstitucionalidade. cujos elementos básicos se encontram definidos em lei. Taxa para localização e funcionamento.2000. 1ª T. ADIn 2. Súmula 279 do STF. em face da necessidade de reexame de prova. II. Min. por haverem definido. Pleno. DJU 12.2000). qual seja o custo estimado do serviço de fiscalização. em recurso extraordinário. Cautelar procedente (STJ. Estado de Minas Gerais.2000. ainda. Poder de polícia. na ocasião da licença de localização e funcionamento. Ilmar Galvão. no caso. em forma de redução do tributo. na dispensa do mesmo tratamento tributário a contribuintes de expressão econômica extremamente variada. Ilmar Galvão.12. da Carta Magna. e 152. por não haver indicado as respectivas alíquotas ou o critério a ser utilizado para o cálculo do valor devido. a forfait. como previsto no art. 1ª T. e não nos anos que se seguem. 21.2000).04.03.. rel. consistente. DJU 28.178. caput. mas a atividade por esses exercida. E. por razões óbvias.

Lei 5.09.2001). 2ª T.11. Tributário. do Município de Belo Horizonte. 1. REsp 212. a Súmula 284 da Corte Máxima. Entidade bancária. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. DJU 04. Se assim não fosse. Inocorrência. Taxa de fiscalização de anúncios. uma vez que não está materializado o poder de polícia e. Recurso especial conhecido e provido. Utilização de terminal alfandegário. 01. rel. com o objetivo de evitar 132 . DJU 04. padece de fomento jurídico. Min.2001. Tributário. Francisco Peçanha Martins.024/SP. ao dispor que: ‘É ilegítima a cobrança de taxa. Peçanha Martins. A irresignação referente ao ISS. em decorrência da renovação anual. Recurso especial não conhecido (STJ. 08. Precedentes jurisprudenciais.2000. ISS. Decisão unânime (STJ. em parte. não foram impugnadas as normas federais de modo a permitir a exata compreensão do inconformismo. instalação e funcionamento. instituída pela Lei 5. A perpetuação da cobrança do tributo carece dos requisitos necessários à imposição da taxa de fiscalização. Recurso não conhecido (STJ. j. Município de Belo Horizonte. por conseguinte. Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da taxa de fiscalização de anúncios.04. a efetiva contraprestação especifica.2000). rel. Nulidade do acórdão. 3. uma vez que alega vulnerado dispositivo da Carta Política. Cobrança anual pelo Município de Sorocaba.1998. por entender que é exigida com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal no controle da exploração e da utilização da publicidade na paisagem urbana. na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial’.. j. REsp l47510/SP. Efetivo exercício do poder de polícia.03. 2ª T. 2ª T. Reexame de fatos e provas. É taxa e não preço público a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário. incidindo. Franciuili Netto. Estadia e pesagem de veículo. instalação e funcionamento.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.08. Min. Constitucionalidade. REsp 147. inclusive ICMS e ISS Município. também. artigo por artigo.06. 10.641/89. Cobrança obrigatória a título de ‘tarifa’. 1. No que concerne à taxa de licença para publicidade. cuja competência recursal é do Excelso Supremo Tribunal Federal.1999). Min. j. pelo Município.142/RS.641/89. taxa de fiscalização.. rel. Com arrimo em remansosa jurisprudência. Tributário e administrativo. Taxa de licença para publicidade. Ilegalidade. Rejeitadas as preliminares de nulidade do acórdão. Agravo regimental no agravo de instrumento. prevalece a mesma interpretação adotada para afastar a incidência da taxa de fiscalização. DJU 12. 2.. este sodalício houve por bem sedimentar a matéria por meio da Súmula 157. instalação e funcionamento.

Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança da taxa de fiscalização de anúncios. o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo da referida taxa com a do IPTU.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.12. Base imponível. para que se pudesse dissentir dessa orientação. j. no caso. DJU 09.904 (Min.11. 63). 7ª T. O número de empregados não pode servir de base de cálculo da taxa municipal de licença para funcionamento. Tributário. rel. circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula 279 do STF. 220. Ilmar Galvão). p. II. Ilegitimidade.06. Taxa Princípio da legalidade.2006. 13. visando apenas suspender eficácia de norma até discussão definitiva de mérito.. Ilmar Galvão) e 198. ainda. 2ª T. 3. Número de empregados. o exercício do poder de polícia. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. Carlos Britto. da CF). Município de Goiânia. Município de Belo Horizonte. Min. artigo por artigo.. Entretanto. Sepúlveda Pertence). 2. 1. AC 1997.814/MG. Precedentes: RE 258. A concessão de liminar em ADIn pelo C. não causa perda de objeto de ação de conhecimento que visa a nulidade de cobrança baseada na mesma norma. A cobrança pela inscrição e renovação de cadastro de poluidores potenciais insere-se na competência fiscalizatória do Ibama sobre o meio ambiente e assim constitui exercício 133 . DJU 19. DJU 04.254 (Min. Nego provimento (STF. 2. Min. AI-AgR 527. Taxa de fiscalização.2006. situação que não viola a vedação prevista no disposto no art.478 (Min. inclusive ICMS e ISS prejuízos à estética da cidade e à segurança dos munícipes. seria necessário o reexame dos fatos e das provas da causa.350.2006.207 (Min. 3. 4 Apelação e remessa não providas (TRF-1ª R. Alegada ofensa ao inciso II e ao § 2° do art. 145. Tributário. Firmou-se.08. Ilmar Galvão). O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência da taxa em referência. Celso de Melo). Juiz Antônio Ezequiel da Silva. 20. Embargos à execução fiscal. rel. por não mensurar o custo da atividade estatal Precedentes do STF e desta Turma. a base de cálculo da taxa deve vincular-se ao fato gerador do tributo. Portaria 113/97-Ibama. p. 216. 1 Cabível a instituição de taxa para licença de funcionamento pelo Município com base no exercício do poder de polícia.149.001. Perda de objeto.80/GO. Processo civil. 276. 77 e 78 do CTN.08. 23. localização e funcionamento. (art.2005. 9). 145. § 2°. da Constituição do Brasil.2005. a teor dos arts. j. cobrada como contrapartida pelo exercício do poder de polícia. 145 do Magno Texto.2006. STF. AI-AgR 581 . rel. Taxa de licença para funcionamento de estabelecimento comercial e industrial. 98). p.12. Eros Grau.503/MG.316 (Min. 2. j. 1ª T .

2005. 3. Poder de polícia. pois que a referida atividade destoa. Inmetro. A cobrança anual da taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio. Legitimidade. do que determina a Constituição da República (art. Direito processual civil..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. como no caso. Inocorrência.773/RJ..02. j. Deve-se obstar a ação estatal alusiva às cobranças decorrente do poder fiscalizador. Juíza Maria do Carmo Cardoso. Cobrança. Constitucional.933/99 (TRF-2ª R. Prescrição.995. espécie de tributo.2004.352. de 26. sequer mediante delegação. 2ª T.009. Atividade administrativa. ante a compulsoriedade de que se reveste a aludida atividade administrativa fiscalizatória. Postos de combustíveis.11. quando o valor da dívida executada e embargada. em virtude de a matéria ter sido disciplinada na Lei 9.966/73 mencione preço público. do Código de Processo Civil. diferentemente daqueles.. a natureza da verba pecuniária configura-se como taxa. 8ª T. j. Apelação e remessa improvidas (TRF-1ª R. Tributário. Compulsoriedade.2005. do art. cobrar dos postos de gasolina (apelados) a verba pecuniária decorrente das aferições realizadas nas bombas de combustível. p. em relação à lei que as instituiu’. introduzido pela Lei 10.12. b da Lei 5.59/DF. verificável pelo inequívoco exercício de poder de polícia. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à previa autorização orçamentária. Não conhecimento. As cobranças pelas aferições são legítimas. a partir do exercício de 2000. II). rel.2005. 5. Precedentes. é legítima e independe de comprovação 134 . rel. Não se conhece da remessa oficial.2001. 475. 3. Não tendo decorrido o prazo de cinco anos. CEF. artigo por artigo. não se pode cogitar de prescrição. sob pena de violação aos princípios fundamentais de contenção do poder de tributar. DJU 16. O exercício efetivo de poder de polícia só pode ser custeado por taxa. não excede a 60 salários mínimos: aplicabilidade do § 2°. O princípio da legalidade no campo tributário exige que apenas a lei crie tributos. Caracterização. Inconstitucionalidade. 2. Juiz Paulo Espírito Santo.12. 4. 37 c/c 145. Remessa oficial. pelo que não tem nenhuma validade a Portaria 113/97-Ibama neste ponto. 1. sendo esta a natureza da cobrança instituída pela Portaria 113/97Ibama. DJU 15. 11. entre a constituição definitiva do crédito tributário e a citação do executado.010. 166). AC 1999. Não pode o Inmetro. 158). Metrologia. inclusive ICMS e ISS de poder de polícia. porque estas. Ilegalidade. 15.12. Fiscalização. Súmula 545/STF: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. sem que haja lei especifica.. 7°. AC 324. Cobrança pela Municipalidade. Embargos à execução fiscal. em relação aos desdobramentos promovidos. Tributário. Embora o art. Taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio. Precedentes. p. Taxa.

A alegação de que a CEF exerce atividade de interesse público. pequena ou grande). 17-B).165/2000 que instituiu de modo válido a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . sob qualquer forma. 1 .O atuar do Ibama consiste no desempenho efetivo das atividades de fiscalização e licenciamento de estabelecimentos e atividades potencialmente poluidoras. 10. a ampliação e o funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais considerados efetiva e potencialmente poluidores. a instalação. 586).TCFA.938/81]) ou de homologar os licenciamentos de competência dos órgãos estaduais do Sisnama (art.938/81]). § 2° [da Lei 6. 5 .938/81]). de qualquer prerrogativa especial. Precedentes (TRF-3ª R. artigo por artigo. o sujeito passivo (art. não gozando a empresa. Constitucionalidade. § 4° [da Lei 6. com seu potencial de poluição e com o grau de utilização de recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização (art. de causar degradação ambiental (art. DJU 17.960/2000. não impede a cobrança da referida taxa. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . conferindo ao Ibama (sujeito ativo da exação) a competência administrativa para previamente licenciar a construção. 2 . de determinar a redução das atividades geradoras de poluição (art.618/SP.165/2000. a União instituiu uma taxa de polícia. de âmbito nacional ou regional (art. A Lei 10. foi editada a Lei 10.01.165/2000 definiu o fato gerador (art.Não ha violação aos princípios constitucionais da legalidade (e tipicidade) ou da isonomia tributárias. 3 . antes de criar uma taxa de polícia. 04. Exigibilidade. 17-D). tão-somente.2003. j. § 3° [da Lei 6.É inequívoco que a Lei 10.938/81]). tendo em vista que o poder de polícia alcança tanto os atos preparatórios como os de continuidade do exercício. 5. bem como os capazes. 3ª T. caput [da lei 6. rel.165/2000. 4. econômico e social.06. para efeito de elidir o exercício regular. Juiz Nery Junior.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. além de conferir ao referido órgão (Ibama) a competência administrativa exclusiva para licenciar as atividades e obras com significativo impacto ambiental. deu ao órgão destinatário da exação uma série de competências relativas ao poder de polícia correspondente à referida taxa.Para sanar os vícios de que padecia a Lei 9. de sua competência tributária. pelo Município. de 135 . da regular definição. dos elementos da exação: fato gerador.2007. por lei. base de cálculo e alíquota. a instituição válida de uma taxa de polícia correspondente depende. AC 533. 10. 6 . sujeitos. p. 17-C) e os valores (art. 10.TCFA.No caso em tela. estes estabelecidos de acordo com o porte da empresa (micro. §§ 1° e 2°). Tributário. inclusive ICMS e ISS do efetivo exercício do poder de polícia. 10. porque pública ou vinculada à Administração Indireta da União. 17-D. 4 – Havendo a competência administrativa cujo desempenho caracterize o exercício do poder de polícia... Lei 10.

. 8 . e utilizando-se a Lei 10. 136 . § 2° do CTN). DJU 30. do CTN. Natureza jurídica. 13. parágrafo único. nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art. 293).Apelação improvida (TRF-3ª R.Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle.. Trata-se. rel. 10. não houve determinação do valor da taxa a partir do capital da empresa. 2ª T. 77.271-0.Não procede o argumento de ofensa ao disposto no art. como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público. TRF-4ª R. na verdade.03. cuja atividade administrativa. pequena empresa ou empresa de grande porte).05.03. previsto no Decretolei 1. pois ao estabelecer como um dos critérios quantificadores da taxa o porte do sujeito passivo (micro. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos infringentes 2003. Tributário.2006. 2 .Sendo o valor da taxa determinado em função do porte da empresa. de mais um custo.07. inclusive ICMS e ISS modo a caracterizar uma ação concreta e especifica da Administração..502/64. j.. j. 113. AC 200371120077868/RS. não havendo. 7 . Ressarcimento de custos.2006. sem que isso venha a desconfigurar sua natureza.2007). 4ª T. do potencial poluidor da atividade e do grau de utilização dos recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. assim. Juiz Djalma Gomes. Obrigação acessória. 1 . AMS 273300/SP.841/99 [revogada pela LC 123/2006]. de obrigação acessória.. ou seja. aquela que ‘decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações. eis que não se pode negar que a magnitude de cada um desses aspectos interfere diretamente na complexidade do exercício da atividade de polícia. p. Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira.437/75.05. artigo por artigo. que demanda a realização de diligências e outras atividades concretas para conceder o licenciamento ou manter a licença concedida. Decreto-lei 1.165/2000 dos critérios de classificação da Lei 9.‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível. positivas ou negativas. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. Lei 4. tem-se como adequado o critério de valoração.2007.2006) (TRF-4ª R.000. O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações.08. apenas. violação a quaisquer princípios tributários. pelos contribuintes do IPI. rel. DJU 28. 1ª Seção. IPI. Selos de controle quantitativo. DJU 12. rende ensejo à cobrança de taxa de polícia.437/75. 9 .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.71. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. Trata-se.

027. no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo. com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R. 137 . IPI. Selos de controle quantitativo. rel. 1. representa uma obrigação acessória.437/75.Casa da Moeda -.04. de mais um custo. Juíza Vânia Hack de Almeida.931/81.07. 1ª Seção. A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível. Aferição de bombas de combustível. Tratase. de modo que o referido tributo somente podendo [rectius: pode] ser instituído ou majorado mediante lei. O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI. efetiva ou potencial. de serviço público específico e divisível. 3ª T.2006. DJU 19. Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia.10/RS.71. Base de cálculo própria de imposto e progressividade fiscal.. Cobrança de preço público. EIAC 2003. 145. não caracteriza taxa e nem preço público. j.315/RS.500.710. por ser dele o monopólio na confecção dos selos.07. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. Art. previsto no art. CF.933/99 é que foi instituída a taxa de serviços metrológicos. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. 46 da Lei 4. proveniente de produto fabricado por empresa pública .2006. apenas. Efetiva atuação poder de polícia. 06. A aplicação do selo de controle do IPI.2006. p. Natureza jurídica. artigo por artigo.07.615/2000.. rel. levandose em consideração a natureza compulsória e coercitiva que decorre do exercício do poder de polícia. Lei 10. Decreto-lei 1. em obediência ao princípio da reserva legal. 793). Somente com a edição da Lei 9. sendo uma obrigação assumida voluntariamente.050. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. Receita originária. DJU 12. Juiz Vilson Darós. revelando-se legítima a sua cobrança a partir do exercício 2000. Lei 6.. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . II. inclusive ICMS e ISS Embargos à execução fiscal. p. As inscrições em dívida ativa têm origem no crédito constituído pela cobrança de preço público por prestação de serviço de aferição de bombas de combustível no estabelecimento da embargante. ou seja.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.TCFA. Inmetro. Ibama. AC 2002.092). Tributário e constitucional. 24. constituindo-se em receita originária da União. Ressarcimento de custos. A cobrança efetuada pelo Inmetro em razão da aferição de bombas de combustível constitui taxa.025. ou a utilização.502/64. razão pela qual não merece acolhida a pretensão do recorrente (TRF-4ª R.2006. Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto. j.

b) potencialmente. pois esta autarquia. através do prévio licenciamento concedido pelo referido órgão. restando. marítimas.02.165/2000 ao instituir a TCFA delimitou.. d) no acompanhamento de dados estatísticos regionalizado sobre poluição e utilização de recursos naturais.01. nitidamente. Precedentes. artigo por artigo. uma vez que a Lei 10. em rondas terrestres. 145. A hipótese de incidência da indigitada exação é o exercício do poder de polícia outorgado legalmente ao Ibama.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS Inexistência. 79. 145.2006.. A Lei 10. 138 . em consonância com a política nacional.931/81. e) na apreciação dos relatórios de apresentação obrigatória.960/2000). fluviais ou aéreas. Art.utilizados pelo contribuinte: a) efetivamente. DJU 15. da CF. instituiu a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . da CF. sejam postos à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento. a atuação do poder de polícia conferido ao Ibama. quando por ele usufruídos a qualquer título. criada pela Lei 7. Os serviços públicos a que se refere o art.735/89 exerce a atividade fiscalizatória e de controle de aplicação de critérios. Apelação improvida (TRF-5ª R. Juiz Francisco Wildo. trazendo todos os elementos caracterizadores do tributo. AMS 92646/PE. normas e padrões de qualidade ambiental.615/2000. sendo de utilização compulsória. j. b) pelo monitoramento remoto de atividades. 77 consideram-se: I . sanando os vícios de constitucionalidade da legislação anterior (Lei 9. 12. p 860). quando. sem ingresso de fiscais no estabelecimento fiscalizado. Inexistência de contrariedade ao art. consistente na vistoria à distância.2006. 1ª T. Efetiva atuação do poder de polícia pelo Ibama por meio de fiscalização realizada através de: a) visitas de fiscais aos estabelecimentos dos agentes poluidores ou utilizadores de recursos naturais. o que se apresenta por demais acertado. rel.TCFA. c) na análise de imagens de satélite. II. o que torna insubsistente a alegação do apelante de ausência efetiva de fiscalização e de violação ao preceito constitucional do art. introduzindo dispositivos à Lei 6. II. o qual apresenta sua configuração no desempenho da função fiscalizadora para averiguar se as atividades e obras causadoras de significativo impacto ambiental estão sendo desenvolvidas nos termos em que foram autorizadas.

para sê-lo. seja específico (destacado como unidade autônoma) e divisível (possibilidade de utilização. porque. Mas nem todo serviço público é gerador de taxa. artigo por artigo. Além da autonomia de cada unidade de serviço. para satisfazer necessidades essenciais ou secundárias da coletividade. COMENTÁRIOS O exercício do poder de polícia e a prestação de serviço público são atividades tipicamente estatais. O conceito do que seja serviço público não encontra unanimidade entre os estudiosos do direito administrativo. como fez em relação ao poder de polícia.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. de utilidade ou de necessidade públicas. quando suscetíveis de utilização. ou simples conveniências do Estado. III divisíveis. separadamente. quando . exige-se que seja ele prestado ao contribuinte (utilização efetiva). deixando o CTN de conceituá-lo. sob normas e controles estatais. inclusive ICMS e ISS II . ou posto à sua disposição necessário). quando possam ser destacados em unidades autônomas de intervenção.específicos. De todos os conceitos. tem sido rigoroso na apreciação da legalidade de um sem-número de taxas que surgem sem atenção às características indicadas nos incisos do artigo em comento. por parte de cada um dos seus usuários. por parte de cada usuário). transcrevo o dado por Hely Lopes Meirelles: Serviço público é todo aquele prestado pela Administração ou por seus delegados. a partir do STF. nas palavras do CTN. 139 (serviço em funcionamento para ser utilizado. é preciso que. pela simplicidade e abrangência. O Poder Judiciário.

23. por ser inerente à função normal do Estado. I. 77 e 79 do CTN).. DJU 10. do serviço público e divisível. j.940/SP.03. j.584-4/MG. a utilização efetiva ou potencial. está o recorrido sujeito à cobrança da taxa de serviços urbanos. II . rel. Cesar Asfor Rocha. 1ª T. rel. 37. I . Decisão unânime (STJ.1981. 15. III .1993.1981). 77 e 79 do CTN). da Constituição devem custear o poder especial de polícia. 16.. RE 73. é inconstitucional. p.1993.564). ele não pode constituir fato gerador da taxa de segurança de pessoas e casa. que tem como base de cálculo o valor venal do imóvel. REsp 32.1993. DJU 16. que ele argüiu.996/GO. DJU 23. em votação uniforme.. Tabela A.04.08. da mencionada norma local (STF. 15.474.. 14. 1ª T. do serviço público específico e divisível. j. Min. inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA 1. como dispõe o art. O policiamento de segurança das pessoas e das casas é atribuição normal do Estado e serviço que os impostos gerais custeiam. REsp 11. encontramse presentes os requisitos de especificidade e da diversibilidade (arts. art. Demócrito Reinaldo.) III — Diversamente do IPTU. 18.1993. I . 21.. para custear o serviço de policiamento dos bancos e entidades congêneres. artigo por artigo. 3. II . Min. Taxa de expediente prevista na Lei de Minas Gerais 4.06. rel.957).972).. 12. a taxa de limpeza pública é cobrada em função do metro quadrado ou fração da propriedade (STJ. 77 do CTN. 1ª T. nº 48. 2. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. 140 . IV – Recurso provido. Demócrito Reinaldo.870/SP. p. Recurso extraordinário do constituinte a que o Plenário do STF dá provimento.1993. rel. Min. tem o seu custeio satisfeito pelos impostos gerais. e declarar a inconstitucionalidade. p. j.08. Min. DJU 16. de 1968.Na espécie.08.As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador o exercício do poder de polícia.Nos serviços públicos urbanos encontram-se presentes os requisitos da especificidade e da diversibilidade (arts. As taxas instituídas no art. item I.1993. Sendo assim. (. a utilização efetiva ou potencial. para conceder a segurança postulada.Nos serviços públicos relativos a consecução de vias públicas e logradouros e de combate a sinistros. REsp 33. Taxa de limpeza pública.As conhecidas taxas de lixo têm como fato gerador o exercício do poder de polícia. 1ª T. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição (STJ. Antônio Neder. visto que o poder geral de polícia.06.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.06.

de unidade monetária própria (UFN) para atualização das parcelas do IPTU. do CTN). 87. efetiva ou potencial. e pelo fato de não serem divisíveis os serviços públicos que ela visa custear.2000) e RE 185. Dispositivos indicados como afrontados não abordados. 6 Nada se discutiu (em face dos óbices acima apontados) sobre o IPTU 141 . I e II e 94). ao fundamento de que a referida taxa. 77 e 79. ATP. quanto ao IPTU e aos efeitos decorrentes da inconstitucionalidade de texto legal. Agravo regimental contra decisão que proveu recurso especial do agravado. do art. A Lei 8.1998. Decisão da matéria pelo Colendo STF.05. rel. 93.03.03. na parte em que a decisão atacada basilou-se.391/SP. RE 190 126/SP (DJU 05. O colendo STF declarou incidentalmente a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 6. Garcia Vieira. encontram-se presentes os requisitos de especificidade e de divisibilidade (arts. que prevêem a cobrança de taxa pelos serviços de conservação e limpeza de ruas. ofende o art. Recurso parcialmente provido (STJ. A taxa de armazenagem é preço público. 5. 15. Isenção.11. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição [rectius: “o exercício regular do poder de polícia. Precedentes desta Corte.1999).06. do Município de São Paulo. I. a utilização efetiva ou potencial. como fundamento central. do CTN). peças. 91. Taxa de iluminação e limpeza pública. mas o adicional de tarifa portuária não.04. RE 188. Não se conhece de recurso especial.1997). da CF/88 (Lei 6. Afastou-se. Mim. Precedentes citados: RE 206. artigo por artigo. em matéria de cunho eminentemente constitucional. 1ª T. matérias-primas.387/91. 130. 77. § 2°. 1. da CF. Prequestionamento. Lei 8. inclusive ICMS e ISS Taxa de armazenagem. Tributário e processual civil. REsp 188. em nenhum momento. componentes. I. pelo Município.2000. a alegação de que o Município não teria competência para estabelecer as condições para o parcelamento do IPTU e a de que seria indevida a adoção. III.777/SP (DJU 30.. entretanto. do serviço público específico e divisível. j. Ilmar Galvão. 3. e 167 do CTN. 165. preços públicos e emolumentos. Agravo regimental. I e II. As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador ‘o exercício do poder de polícia. arts. por possuir base de cálculo própria de imposto. produtos industrializados e outros insumos vinculados à fabricação de produtos destinados à exportação. no âmbito do aresto a quo. Min. 86.1999). rel.989/66.349/AM. 677. 145. 145. de serviço público específico e divisível. Matéria constitucional. Ausência do necessário prequestionamento dos arts. Nos serviços públicos relativos à limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos. as importações de partes.989/66. parágrafo único. 4. ou a utilização. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição”]’ (art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.387/91 isenta de pagamento de taxas. 2. do CC/1916 [sem correspondente no CC/2002]. DJU 15. 19. II. o que ofende o inciso II.050/SP (DJU 07.

2005. § 1°. por reproduzirem os aludidos dispositivos legais preceitos constitucionais. 462. Esta Corte possui o entendimento de ser incabível analisar a violação dos arts. 1ª T. § 1°. pois o recorrente não realizou o necessário cotejo analítico. apenas. Divisibilidade. com relação à Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP) e da Taxa de Iluminação Pública (TIP). j. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 77 e 79. 2. As normas ordinárias sob liça (arts.301). p. CF/88). Recurso especial inadmitido. da Lei de Introdução ao Código Civil Ausência de prequestionamento.03. em face da consideração do acórdão recorrido de ilegalidade da Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP). adequadamente. Agravo regimental improvido (STF. e da Taxa de Iluminação Pública (TIP). DJU 27. Processual civil. 3.03. A 1ª Seção assentou que a divisibilidade e especificidade de taxas referentes a serviços de limpeza pública e de iluminação pública são insuceptíveis de controle no âmbito do recurso especial. Matéria constitucional. Incompetência desta Corte. p. Ausência de prequestionamento e dissídio pretoriano superado. 77 e 79 do CTN.. Divergência jurisprudencial não demonstrada. III. Matéria constitucional. j.913/SP. 2ª T. artigo por artigo. 1. Tributário. 77 e 79 do CTN. do CTN. a legitimidade da cobrança da taxa de iluminação e limpeza pública. 77 e 79 do CTN) reproduzem regra constitucional (art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. da Lei de Introdução ao Código Civil. Processual civil. Incidência da taxa Selic para cobrança dos débitos fiscais. 2. do CPC. DJU 30.03. DJ 21. AGA 526. Arts. Tributário. razão pela qual ausente o necessário prequestionamento.. As matérias infraconstitucionais supostamente violadas no recurso especial. por serem matérias de índole constitucional. rel. inclusive ICMS e ISS e os efeitos da declaração de inconstitucionalidade. Agravo regimental em agravo de instrumento. Ausência de prequestionamento. Humberto Martins. do CPC. 02. O recurso especial não pode ser conhecido pela alínea c do permissivo constitucional [art. deixou ele de demonstrar as circunstâncias identificadoras da discordância entre o caso confrontado e o aresto paradigma.2005. 20. 462. 3. 6°. 145. bem como não apresentou. Min. não pode ser conhecida por esta Corte por referir-se à matéria constitucional. 292).2005). 6°. Min. Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública e Taxa de Iluminação Pública (TIP). Precedentes (REsp 173. É cabível a incidência da taxa 142 .212/RJ. não foram objeto de análise pelo Tribunal de origem. João Otávio de Noronha. Arts. Dissídio superado. c. 4.06.2007. arts. quais sejam. 7. o dissídio jurisprudencial. Agravo regimental não provido (STJ. rel. Apesar da transcrição de ementa. da CF/88]. AGREsp 734369/RJ. A decisão debateu. A alegada violação aos arts. 105.06.2007. 1.

José Delgado. p. rel. Matéria constitucional.03. rel. p. Min. visto que os arts. Recurso especial não conhecido (STJ. em sede de recurso especial. do CTN.926/PR. devendo ser a pretensão recursal provida nesta parte. p. I. 15. de relatoria do ilustre Min. § 2°. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial. que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações. Recurso especial conhecido em parte e provido (STJ. Min. por regular especialmente a matéria tributária. Recurso especial. 246). III) (REsp 196. Repetição do indébito. ‘Divergência jurisprudencial entre acórdãos que analisaram matéria de ordem constitucional.. AGA 750. Taxa de Iluminação Pública.341/RJ.03. rel. artigo por artigo. Cabimento. § 2°. Taxa de Coleta de Lixo. j. inclusive ICMS e ISS Selic para a cobrança de débitos fiscais.889/SP. 1. DJU 03. 77 e 79 do CTN. Precedentes. 145.910/32). 2. DJ 04. DJU 12.DJU 06.05.709/SC. IPTU. em sede de recurso especial. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial. Processual civil. Inconstitucionalidade. e pela Corte Especial. a teor dos preceitos que emanam da Carta Magna (CF arts. Orientação consagrada pela Primeira Seção. Afigura-se inviável examinar. do CTN e Decreto 20. III e 105. 2ª T.257/SC. de limpeza urbana e de iluminação pública.01.2006. 77 e 79 do CTN. João Otávio de Noronha. 168. REsp 896. controvérsia atinente a taxa de remoção de lixo. 3. Precedentes. Taxa de Remoção de Lixo e de Limpeza Urbana. 01.. j.06. j. 165 e 168. Taxa de controle e fiscalização ambiental.2007. 102. em recente julgamento do EREsp 213. 2ª T. Sempre que presente 143 . prevalece sobre a regra geral que dispõe sobre os feitos contra a Fazenda Pública (arts. Tributário. Humberto Martins. 2.2007.03. 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 257).02.2000. Taxa de Combate a Incêndio e Taxa de Conservação de Vias. Lei 9. 2ª T.2006. Min. João Otávio de Noronha. Tributário.08.960 de 28.497/SC e 425. Prescrição. 145.. 3. 215).2001). controvérsia atinente a taxa de coleta de lixo. Mandado de segurança. que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações. quando do julgamento dos EREsp 291. Constitucional e tributário.2007. Art. da CF. da Constituição Federal. relator Ministro Francisco Peçanha Martins. Matéria constitucional. 399.2007. reproduzem o preceito inscrito no art. reproduzem o preceito inscrito no art. visto que os arts. relatados pelo eminente Ministro Luiz Fux. Agravo regimental não provido (STJ. 1. 18.828/PR. não cabe apreciar nesta instância superior. Afigura-se inviável examinar. na assentada 14 de maio de 2003. de combate a incêndio e de conservação de vias. O prazo para o ajuizamento da ação de repetição do indébito é de prescrição qüinqüenal e.643/PR. REsp 547.

de serviço público específico e divisível. da Constituição Federal. 77 do CTN). certo que se estará diante de imposto. as Leis Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios e a legislação com elas compatível. de 28.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. com a redação dada pela Lei 10.01. razão pela qual não há como se declarar perda de objeto da presente ação.960/2000. competem a cada uma dessas pessoas de direito público.938/81. I.2005).960. fixada por essa lei em 31 de março [art. 144 .mas sempre de forma concreta . estará aberta a possibilidade para que o interessado se socorra do Poder Judiciário através do writ.. por inconstitucionalidade. 4.165/2000. 17-B [conforme redação dada pela Lei 9. Não sendo dado ao Estado criar taxa com a mesma base de cálculo ou fato gerador de imposto (parágrafo único do art. desde logo se verifica que o fato gerador invocado dissocia-se daqueles próprios da taxa.2000. § 1°. No caso da taxa de fiscalização ambiental veiculada pela Lei 9. j.. 77 que as taxas cobradas pelas pessoas políticas de direito público interno.possa ameaçar ou violar direito líquido e certo do contribuinte. 80.165/2000]. o STF entendeu prejudicado o prosseguimento daquela ação declaratória de inconstitucionalidade. Sentença mantida (TRF-3ª R. rel. À vista da edição da Lei 10. Para efeito de instituição e cobrança de taxas. em violação dos disposto nos arts. na Medida Cautelar requerida na ADIn 2. O STF afastou. eis que não se vislumbra na exação a prestação regular pela Administração do poder de polícia ou mesmo de serviço público específico e divisível. consideram-se compreendidas no âmbito das atribuições da União.178-8/DF. Art. atual ou potencialmente . 3. 6ª T. da Lei 6. 145. 2.165/2000]. Ao revés.638/SP. têm como fato gerador o ‘exercício regular do poder de polícia. com data de pagamento. 6. a Taxa de Fiscalização Ambiental. efetiva ou potencial. do Distrito Federal ou dos Municípios aquelas que. as Constituições dos Estados. 10. 5. a materialidade da hipótese de incidência fixou-se no exercício pelo contribuinte de atividade potencialmente poluidora. 7. a este sujeitando todos os sujeitos passivos citados no § 2° do art.11.2004. dentro de suas respectivas atribuições.01. DJU 28. criada pela Lei 9. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição’. 153 e 154. O Código Tributário Nacional dispõe no art. Juíza Marli Ferreira.960/2000. segundo a Constituição Federal. inclusive ICMS e ISS ato de autoridade que por ação ou omissão. artigo por artigo. sendo certo entretanto que o valor exigido incidiu efetivamente sobre o mês de janeiro de 2000. 17-C. inciso II. AMS 213. este § 2° foi revogado pela Lei 10. dos Estados. ou a utilização.

como estabelece a Constituição Federal de 1988. inclusive ICMS e ISS COMENTÁRIOS O dispositivo em destaque reafirma competência comum dos entes federados. 145. a competência residual é da União. 23 da Carta Política. Taxa de pavimentação asfáltica. Com propriedade observa Hugo de Brito Machado que. com a especificação em doze incisos. 244. 23 pode ser instituída taxa. a dar suporte ao serviço público gerador da exação. em se tratando de taxas essa competência é dos Estados. art. artigo por artigo. não se permitindo. está explicitada no art. de serviço público específico e divisível. da Constituição Federal. em hipótese alguma. II. Inconstitucionalidade. JURISPRUDÊNCIA Tributário. Em relação às taxas não há problema quanto à discriminação da arrecadação. inciso I. Tributo que tem por fato gerador benefício resultante de obra pública. Impossibilidade de sua cobrança como contribuição. bitributação. nos termos do art. porque ela destina-se. em matéria de imposto. Município de Santo André/SP. § 1°. 154. Lei 3. Observe-se que a competência comum. próprio de contribuição de melhoria. especificamente. Em havendo duplicidade na tributação cumulativa.999/72. Sobre as matérias elencadas no art. observando o ente estatal que a instituir no limite de sua competência. pelo contribuinte. e não a utilização. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. art. prevalece o direito federal ou o estadual sobre o municipal. por inobservância das formalidades legais que constituem o pressuposto do lançamento dessa 145 . da Carta Magna. Diferentemente. também chamada de cumulativa ou paralela.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. como preconizado no art. 25.

firmados através do inciso II do art. imediato. de conservação de pavimentação. artigo por artigo.09. da multa e da correção monetária.12. de 29.08. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. 3. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. sendo capital repisar-se tanto se tributa. p. 2ª T. Município de Araçatuba XECT. de molde a permitir sua exigência. amiúde praticada.1995. excluindo-se o reexame necessário. p. Execução fiscal. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço. Tributário. DJU 17. A divisibilidade se coloca também límpida. 02. 1ª T. 21. 145. Inconstitucionalidade. 22.999. Taxa de iluminação pública indevida. 276 da Lei 3. No que tange às taxas de remoção de lixo comercial. 1. 18. 5. Pertinente e adequada a ponderação.. REsp 0001609/SP rel.351).1990. 4. remoção de lixo comercial. e do art. 475 do CPC.1990. 6. A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida. 2. Ilegalidade. Min. conservação da pavimentação. RE 140779/SP. Sucumbência recíproca. neste passo 146 . 28. do art. nem ao da indivisibilidade. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. do Município de Santo André/SP. j. CTN. vigilância pública predial e prevenção a incêndio. Ilmar Galvão. Américo Luz. de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios. Taxas de remoção de lixo comercial. de limpeza pública. 15. assim se procede. Min. 77. Embargos à execução fiscal. CF.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art. de limpeza pública.1995. da ECT.1972. j. Tributário. que não permite a utilização da taxa como instrumento para recuperação do custo de obra pública.12. Prescrição parcial consumada. da Emenda Constitucional nº 01/69. a título de taxa.360). que contam com aquele referido serviço. Recurso não conhecido (STF. limpeza de vias públicas. Parcial procedência dos embargos. Legitimidade da cobrança dos juros. de vigilância pública predial. de fato. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. pois o valor da execução é de R$ 2003. Cobrança de taxa de pavimentação e calçamento para recuperação de custo de obra pública. DJU 08. Recurso provido (STJ.11. avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços. Entendendo a E. Inocorrência da alegada afronta ao art. de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas.. Não conhecimento da remessa oficial. que se declara. inclusive ICMS e ISS espécie tributaria. porquanto a exigência fiscal tem como fato gerador hipótese concernente a contribuição de melhoria. pelo serviço efetivamente prestado. II.

imediato.1995 a 10. consoante art.09. No âmbito dos requisitos para as taxas em geral. uma das causas de extinção do créditos tributário.1995.09. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1995 a 10. 147 . contados da data de sua formalização definitiva. vetou o uso daquele tributo para tal fim. 13.01. para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28. com o Excelso Pretório que. que lhe reconheceu ilegitimidade. 19. Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10. 11. do E. de rigor a extinção dos débitos prescritos.1995 a 10. 512. de molde a impedir exigência de taxa. artigo por artigo.1995 até 10. sentença. elencada no inciso V. Inconstitucional dita exação.12. 156. inclusive ICMS e ISS não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. conforme entendimento desta Colenda 3ª Turma. Verificada. 14.1995 a 10.12. antes enfocados. 10. 12. e do art. Contaminado pela prescrição. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. STJ. por meio da Súmula 670. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público. segundo a qual suficiente a propositura da ação. guarda harmonia a r. de fato. 8. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10.12. firmados através do inciso II do art. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. qual seja.1995 e de 10. 9. Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa.07. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos. Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP). ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN). uma vez que regida pela LEF dita nuança. qual seja. 18. sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos. com observância do estabelecido pelo art. Vencidas as dívidas em 10.12. primeira figura. 145. CF. a prescrição.1996.2000. 77. ônus cabalmente seu. 7. claramente. ainda que não conhecidos. Constatada será a ocorrência da prescrição. 16. CTN. como se denotará.1996. 17. Ante a devolutividade do apelo. avulta em destaque a indivisibilidadede de dito serviço. 174 do CTN. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento.1995 e de 10. encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. nos presentes autos. 515. do art. caput e § 3° e 516. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN.01. do CTN.07. 15.01. todos do CPC. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto.

e à luz evidentemente de lei a respeito. bem como verificando-se legitima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial. em sua superioridade em si . em direta consonância com o inciso V. específicos. histórica. para dele fazer parte integrante. contudo incidente com referência às taxas retratadas. vez que dotado de valores autônomos. quando pratica a dispensa de correção monetária. exatamente por motivo inverso. Reflete a multa moratória acessório sancionatório. Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP. 23. de limpeza pública. CTN. recaem sobre o crédito tributário. instituto inerente ao crédito tributário. figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária . a corresponder. Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial. 97. denomina a tanto de remissão. vez que indevida sua cobrança.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.de tal sorte que sua incidência. em essência adere a correção monetária. consoante art. 20. da moeda nacional . quando do sentenciamento dos embargos. por inconstitucional) . vez que estes os incidentes no caso vertente. originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente. A respeito de constituírem os débitos atos distintos. a cifra maior. assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária. de vigilância e quanto à taxa de prevenção 148 . do art. Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR. amiúde construída. cumpre-se destacar que. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. à divida em sua junção de principal com atualização. com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido. anos posteriores. como se extrai. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados. inclusive ICMS e ISS Afigura-se coerente venha dado valor. 25.da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico. a propósito. identificáveis e autônomos. Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo. a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP. 26. Coerente a compreensão.esta fruto da inerente desvalorização. Tão assim acertado o entendimento que a Administração. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. 24. a cujo principal. 161. decorrência límpida e lícita. adota-se. como se dá com o não pagamento tributário. 27. 22. realmente. deva recair sobre o débito. CTN. de conservação de pavimentação. em dados momentos. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. nos termos da jurisprudência que. 21. através de mero cálculo aritmético. porém que brota da incursão por ato ilícito. artigo por artigo. segundo a qual os juros.

inclusive ICMS e ISS contra incêndios. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso.. A contribuição de melhoria cobrada pela União. sendo cobrada para atender ao custo de obra pública.1995 até 10.3ª R. 149 . como previsto na Constituição Federal (art. Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo. 145. tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado.1995. 28. em favor do Município implicado.. p. AC 1079831/SP. 3ª T.04. a atingir vencimentos ocorridos de 10.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. sentença.02. no âmbito de suas respectivas atribuições. rel. pelo Distrito Federal ou pelos Municípios. bem como ante a ocorrência da prescrição parcial.401). é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária. TÍTULO V CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA Art. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. 28. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. pelos Estados. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. III). tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. Juiz Silva Neto. DJU 11. na forma retro fixada. A espécie tributária aqui enfocada insere-se na competência das três esferas estatais. artigo por artigo. em favor do Município implicado.01. 81.12. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso.2007. para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata. impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. COMENTÁRIOS Definição. tendo-se em conta a vantagem advinda da obra realizada.2007. julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF . realizada em favor do interesse público. j.

na doutrina. o texto normativo do referido diploma em nada destoa do conceito constante do CTN. Há doutrinadores que. parece correto afirmar a continuidade dos limites. que está extinto o limite total. Hugo de Brito Machado e Silva Martins. art. 81 do CTN. A divergência nasceu da simplificação verificada na Constituição de 1988. 81 e o seguinte. decorrente de obras públicas” (art. diante da previsão do art. ao eliminar a palavra valorização e prever simplesmente: “A União. 82. artigo por artigo. sendo esta valorização o limite individual cobrado de cada beneficiário.. Neste sentido são as lições de Ives Gandra Martins. dispositivo este recepcionado pela Carta de 1988. dentre outros. foram revogados pelo Decreto-lei 195/67. Dentro de um critério de razoabilidade interpretativa. que o próprio art. Geraldo Ataliba.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. fazendo parte da essência do tributo. ainda.) III .contribuição de melhoria. Há quem afirme. Neste sentido tem-se a opinião de Roque Carrazza. Valdir de Oliveira Rocha. III. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: (. A valorização imobiliária é da natureza da espécie tributária em apreciação. discordando do entendimento. Entretanto. continuam a afirmar que persistem ambos os limites. e tem como particular característica a inexistência de alíquota ou de base de cálculo. Tem como limite o custo total da obra. os Estados. 145. permanecendo na Constituição Federal de 1988 apenas o limite individual. global e individual. o qual deve ser rateado entre os que se beneficiarem com a valorização imobiliária. inclusive ICMS e ISS Trata-se de espécie tributária que se alinha aos impostos e às taxas. Quanto ao custo total da obra há quem sustente. CF).. 150 .

embora alterasse a expressão “imóveis valorizados” por “móveis beneficiados”. Contudo. Fato gerador. Sentença mantida em grau de reexame necessário.09. ao dispor que a contribuição de melhoria tem como fato gerador o acréscimo de valor dos imóveis localizados nas áreas direta ou indiretamente beneficiadas por obras públicas. recepcionados pela Constituição Federal 1988. alterou o critério do custo da obra do CTN que não tem como se sustentar. Min. o Professor Sacha Calmon Navarro Coelho entende que o Decreto-lei 195/67. 81 e 82 do CTN. Podemos afirmar que permanecem em vigor os arts. em havendo lei municipal autorizativa. DJU 30. não alterou substancialmente a espécie tributária de que se cuida. o quantum da valorização imobiliária (STF. Direito tributário. Contribuição de melhoria. 2ª T. inclusive ICMS e ISS Do mesmo modo. RE 114069/SP. Se não houver aumento do valor do imóvel. tornando-se inconstitucional. vale dizer. Tem como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado.. Esta é uma posição que não encontra guarida no direito pretoriano. não pode o poder 151 . Sem valorização imobiliária decorrente de obra pública.-lei 195/67. JURISPRUDÊNCIA Ação declaratória de inexistência de relação jurídicotributária. não há contribuição de melhoria. rel. Não comprovação. artigo por artigo. Valorização imobiliária. Contribuição de melhoria. entende-se que a Emenda Constitucional nº 23/83. não há eiva de inconstitucionalidade alguma (RDA 120/131). ambos compatíveis com o Dec. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária. Recurso desprovido. porque a hipótese de incidência desta é a valorização e a sua base é a diferença entre os dois momentos: o anterior e o posterior à obra pública. porque o Supremo Tribunal Federal tem entendido que.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Recapeamento asfáltico.1994). Base de cálculo. Valoração do imóvel. Carlos Velloso.

2° e 3º). rel. artigo por artigo. CTN. não servindo como base de cálculo tão-só o custo da obra pública realizada (REsp 280. A publicação prévia do edital e necessária para cobrança da contribuição e não para realização da obra. Min. rel. 2. Art. REsp 200283/SP. DJU 05.03. Art. REsp 634/SP.06. 1º. Ação de repetição de indébito. 145. em sede de Recurso Especial. Arts.06. CF/88 [rectius: art. DJU 05. j. Min.2007.. Obra pública efetivada.. j. arts. p. invadir a seara fática-probatória. 2. CF/67 [c/c EC nº 01/69] (Emenda 23/83). Francisco Peçanha Martins. Contribuição de melhoria.. 145. tanto pelo voto vencedor. sendo certo é vedado à esta Corte Superior. Decreto-lei 195/67. II.2007. 04. 09.05. 4. Tributário. rel. III. João Otávio de Noronha. rel. a teor do verbete Sumular 07/STJ. Direito à restituição. Decreto-lei 195/67 (arts. CTN.03. afronta exigências legais (arts. Precedentes o STF (STJ. Nexo de causalidade.1994). Min. 81 e 82.1995). rel. Ilegalidade do lançamento de contribuição de melhoria baseado no custo. Recurso provido (STJ. Contribuição de melhoria. 3. Precedentes da jurisprudência.417/SP. 1ª T. Américo Luz. Requisitos da valorização ou de específico benefício. REsp 8. Min. Contribuição de melhoria. DJ 28. Garcia Vieira. 2ª T.10. 1.1999. Fato gerador. 13.1994.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Recapeamento de via pública. DJU 18. Min.. Recurso provido (STJ. j. 1° e 2°). Hipótese de incidência e fato gerador da exação. 270). Milton Luiz Pereira.1999).248/SP. 2. 17. Valorização do imóvel.2002). II. Tributário. impondo-se adotar o entendimento unânime da época em que proferido o julgamento pelo Tribunal a quo. Controvérsia que gravita sobre se a obra pública não finalizada dá ensejo à cobrança de contribuição de melhoria.04. conseqüente da obra pública realizada no local de situação do imóvel. Inocorrência. com o custo coberto por um ‘plano de rateio entre todos os beneficiados’. inclusive ICMS e ISS público cobrar-lhe a mais valia. Fato gerador valorização do imóvel. Recurso especial provido (STJ. Base de cálculo. DJU 21.. A contribuição de melhoria tem como fato gerador a real valorização do imóvel. 1. CF/88].05. sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício.02. 1. Tributário. como pelo vencido. 2ª T. Obra inacabada.1995.471/RS. Tributário. Contribuição de melhoria. 81 e 82. de que quando foi instituída a contribuição de melhoria a obra ainda não havia sido 152 . 1ª T. REsp 629. 2ª T. j. 18. Manifesta divergência acerca do atual estágio do empreendimento que deu origem à exação discutida.

2004. Contribuição de melhoria CTN arts. Recurso especial provido (STJ. 165..12. inclusive ICMS e ISS concluída porquanto pendente a parte relativa à pavimentação das vias que circundavam o imóvel de propriedade da recorrente. Min. Questão surgida no acórdão recorrido.1999. Revela-se. Tributário.08. É cediço em doutrina que: ‘(. 5. 81 e 82. Eliana Calmon. 1ª T. portanto. Malheiros. rel. Francisco Peçanha Martins. 3.. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. Min. Precedentes: REsp 615. II. rel Min José Delgado. DJU 05. 3. Francisco Peçanha Martins.) Só depois de pronta a obra e verificada a existência da valorização imobiliária que ela provocou é que se torna admissível a tributação por via de contribuição de melhoria’ (Roque António Carrazza.Requisitos de valorização ou de benefício. j.. haja vista que a obra pública que deu origem à exação não foi concluída. rel. José Delgado.996/SP. REsp 143.. 18.2002. 145.996/SP rel. evidente o direito de a empresa que pagou indevidamente a contribuição de melhoria. DJ 17. p. Min. rel. DJ 06. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a diferença entre o valor do imóvel antes da obra ser iniciada e após a sua conclusão (Precedentes do STJ: REsp 615. CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83.2004. 145. Recurso especial conhecido e provido (STJ. 9.12. REsp 143. REsp 362. apropriados à obra pública realizada no local da 153 .05. A contribuição de melhoria tem como limite geral o custo da obra. o fato gerador de contribuição de melhoria se perfaz somente após a conclusão a [sic] obra que lhe deu origem e quando for possível aferir a valorização do bem imóvel beneficiado pelo empreendimento estatal. CF/88 [rectius: art.2007. 397). 81 e 82. Isto porque a hipótese de incidência da contribuição de melhoria pressupõe o binômio valorização do imóvel e realização da obra pública sendo indispensável o nexo de causalidade entre os dois para sua instituição e cobrança. 8.495/RS. uma vez que incontroversa a não efetivação da valorização do imóvel. Min Luiz Fux. 28. p. Prevalece o entendimento no STF e no STJ de que não houve alteração do CTN pelo DL 195/67. obter. a repetição do indébito tributário. rel. REsp 647134/SP. DJ 06. nos termos do art. artigo por artigo. 2002. DJU 01. 499). 2. Falta de prequestionamento. 4. e como limite individual a valorização do imóvel beneficiado. Fato gerador. É ilegal a contribuição de melhoria instituída sem observância do limite individual de cada contribuinte.02 2007. j. 7. III.10. Consectariamente. Min. 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 6.05. 10. p. CF/88]. Contribuição de melhoria. Tributário.788/RS. Curso de Direito Constitucional Tributário. 2ª T. DJ 17.05. II. 1. Arts.495/RS.1999). do CTN. do CTN. 284).2002. 4.

III .. Milton Luiz Pereira. inclusive ICMS e ISS situação do imóvel.11. nela contidas. Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ. ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida.fixação de prazo não inferior a 30 (trinta) dias. 3. do inciso I. 2. artigo por artigo. 82. Min. precedentes jurisprudenciais. § 1° A contribuição relativa a cada imóvel será determinada pelo rateio da parcela do custo da obra a que se refere a alínea c.11.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.regulamentação do processo administrativo de instrução e julgamento da impugnação a que se refere o inciso anterior.285/RJ. Art.2001. b) orçamento do custo da obra. 4. DJU 19. 1ª T.04. pelos imóveis situados na zona 154 . de qualquer dos elementos referidos no inciso anterior. REsp 160. e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas. Min. rel. rel. j.2001. II . DJU 09. Garcia Vieira.030/SP. para impugnação.1998. 05. 233). p. EREsp 8. d) delimitação da zona beneficiada.publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto. pelos interessados. Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento. A lei relativa à contribuição de melhoria observará os seguintes requisitos mínimos: I . c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição. sem prejuízo da sua apreciação judicial.

em cada imóvel. § 2° Por ocasião do respectivo lançamento. valorização do imóvel em decorrência da obra. pelo custo da obra. ou impugnar os defeitos corrigíveis. cada contribuinte deverá ser notificado do montante da contribuição. a posteriori. artigo por artigo. 82 do CTN são a causa mais comum das demandas sobre contribuição de melhoria. segundo registra Célio Armando Janczeski (ob.. cit. 82 deverá anteceder a obra. 155 . Para alguns doutrinadores a publicação dos elementos elencados no inciso I do art. podemos concluir que na caracterização da contribuição de melhoria identificamos como pressupostos: realização de obra pública. Ao contribuinte não é dado impugnar a realização de obra alguma. da forma e dos prazos de seu pagamento e dos elementos que integraram o respectivo cálculo. As exigências do art. via contribuição de melhoria. venha a cobrar-se. se assim não for. inclusive ICMS e ISS beneficiada em função dos respectivos fatores individuais de valorização. COMENTÁRIOS Requisitos. argumentam. assim como antecedente será a impugnação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. não poderia o contribuinte obstar as obras irregulares. Da definição vista no artigo antecedente. infra). limite total da contribuição identificada com o custo da obra e limite individual igual ao acréscimo de valor provocado pela obra. faz-se pertinente atender aos requisitos. o que hão obsta que. porque. no exercício do poder-dever da administração pública. Para que o poder público esteja autorizado a cobrar contribuição de melhoria.

c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição. por onerar exclusivamente aqueles que de forma direta se beneficiaram com a obra pública. Como então interpretar a expressão do inciso I: publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto. isto é. o momento da ocorrência do fato gerador não poderá coincidir com a execução da obra pública. Esta espécie de tributo é considerada pelos estudiosos a mais democrática. d) delimitação da zona beneficiada. Como registra Láudio Camargo Fabretti. quando já se sabe com precisão o custo da mesma. nela contidas? O entendimento é o de que a publicação deve anteceder a cobrança e não a realização da obra. somente após a conclusão da obra é que se publica o edital. inclusive ICMS e ISS Assim. cit. o foi deforma ilegal. artigo por artigo. mas depois da execução e quando for possível a avaliação da mais valia ou da valorização decorrente (ob. cit. sem atender os requisitos mínimos” (ob. infra). Segundo opinião de Yoshiaki Ichihara. 82 contempla talvez um dos comandos mais justos do nosso sistema tributário. b) orçamento do custo da obra. Entretanto. somente após a conclusão da obra é que se pode avaliar em quanto acresceram de valor os imóveis beneficiados. 68). 156 . permitindo uma divisão igualitária da carga tributária.. “nas poucas vezes em que se tem tentando cobrá-la.. Por outro ângulo. p. quando obedecidos os princípios básicos. e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. não é das melhores a experiência brasileira. O § 1° do art. infra.

1994. RDDT 30:30/35. Láudio Camargo Fabretti. coord. São Paulo. nº 8. Contribuição de melhoria . o qual procurou no âmbito das contribuições sociais solucionar o seu problema de caixa. A controvertida contribuição de melhoria. JURISPRUDÊNCIA 157 . Saraiva. Arx Tourinho. Dialética. que a partir da CF/88 e contribuições classificadas. Determinação do Montante do Tributo. 161-168. Forense. p. apresenta-se complexa a cobrança do tributo. Yoshiaki Ichihara. 1997. mar. ano 33. RT. p. Geraldo Ataliba. Os limites da contribuição de melhoria. Contribuição de melhoria Hipótese de incidência tributária . 2. reclassificadas esquematizadas das formas mais diversas. 1998. Comentários à Constituição Federal. Edgard Neves da Silva. 1997. 1990.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. artigo por artigo. Valdir de Oliveira Rocha. p. por fim. Cursos de Direito Constitucional. Luiz Fernando Pellegrini. São Paulo. por sua vez. abandonado ficou no que toca à contribuição de melhoria. Hugo de Brito Machado.Edital da cobrança antes do término da obra. 5. 144-145. São Paulo. 1998. 1990. 465.Realização da obra pública. Malheiros. Rio de Janeiro. 1997. Cabe proliferaram as aqui registrar. p. ed. Carlos Valder do Nascimento. 115. 1997. O certo é que não as contempla o CTN que.. Perfil da contribuição de melhoria. 6. LTr. Saraiva. RDDT 21 60/65 junho 1997. inclusive ICMS e ISS Na prática. 1998. o que justifica o abandono do governo da espécie em comento. São Paulo. Boletim de Direito Municipal. 1995. 94-98. Hipótese de Incidência Tributaria. ed. Celso Ribeiro Bastos. CDTFP. p 152. v. DOUTRINA Célio Armando Janczeski. São Paulo. São Paulo. p. Comentários ao Código Tributário Nacional. Ives Gandra Martins. Saraiva. ano 2.. Suplemento Tributário 73/97. Código Tributário Nacional Comentado. out.

§ 1°).996/SP rel. DJU 06. art. o que só ocorreu após a promulgação da EC nº 1.1992. o edital que antecede a cobrança da contribuição de melhoria pode ser publicado depois da realização da obra pública. Tributário. rel.05. Min. REsp 169. de saudosa memória). DJU 03.172/66. o valor do imóvel antes de a obra ser iniciada. DJU 29. Célio Borja. 158 . rel.03. c) REsp 35. 18.1998.131/SP. Francisco Peçanha Martins. j.05. Milton Pereira. a diferença entre o valor do imóvel antes do início da obra e o valor do mesmo após a conclusão da obra.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.06. o segundo. A partir do Dec. art. impossível a cobrança do tributo. de 1969 (art..1999. rel. O art.1995. EC 01/69. c) a base de cálculo e a diferença entre dois momentos: o primeiro. Dec. 07. 1ª T. 82 do CTN que. É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária (Geraldo Ataliba). inclusive ICMS e ISS Tributário. b) a obra provocou a valorização do imóvel. ou seja. 2ª T.1993. j. 2.08. Contribuição de melhoria. Ari Pargendler. rel. 82 da Lei 5. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária. 2ª T. REsp 89. 3. REsp 143. Base de cálculo. Precedentes do STF e do STJ. José Delgado. 143).1967. no trato da contribuição da melhoria.1999). DJ 08. Adoção. de 24.1994..02.1998.-lei 195. No novo regime. o valor do imóvel após a conclusão da obra. A entidade tributante ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada.06.1998. de 1967. Edital. 139).06. Precedentes jurisprudenciais: a) RE 116. Lei 5. teve o condão de revogar o art. 20. de 1966. 5° do Decreto-lei 195.148-5/SP.-lei 195/67. 02.147-7/SP. p. p. Milton Luiz Pereira. Recurso não conhecido (STJ.791/SP. Tributário. REsp 6340/SP. DJU 18. b) RE 116. mas não para realização da obra pública. adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba. Min.. à época não possuía a força de lei complementar. 82. foi revogado pelo art. Min. 2ª T. Min. 4. 5°. 1ª T. rel.10..133-2-SC. Min.172. § 1°.-lei 195/67. DJ 25. Contribuição de melhoria. 1. j. Octávio Gallotti. O Dec.12. 5. art. 18. Violação de lei federal e divergência jurisprudencial não configuradas. 18. Não havendo aumento do valor do imóvel. rel. Contribuição de melhoria. Min. j. Min. a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria. Edital.05. § 1°). 02. porque à época as normas gerais de Direito tributário ainda não tinham o status ou a força de lei complementar (Emenda Constitucional nº 1/69.1998. art. também da corrente doutrinária que. Recurso especial conhecido e improvido (STJ. Valorização imobiliária. artigo por artigo. Recurso provido (STJ..

nov. j. Cobrança. Tributo. Recursos desprovidos (8ª Câm. Custeio da obra. Ap. mar. 82 do CTN. Ap. 05.u. em cada obra feita pelo Município. do RISTJ. sendo certo que o mero inconformismo não justifica a oposição de embargos de declaração. I . de observância dos requisitos do Decreto-lei 195/67 (art. Contribuição de melhoria. 420. Lançamento. 28.) (extinto 1° TACivSP. Contribuição de melhoria. 255. 3ª Câm. II. III .Inexiste. Necessidade. de lei específica.u. artigo por artigo. Contribuição de melhoria. embora não sendo constitucional. Embargos à execução fiscal procedentes. de modo que restou desatendido o art. porquanto o extenso voto-condutor do aresto recorrido examinou detidamente todas as questões pertinentes ao desate da lide.1989. Lei específica para cada obra. p.523-2.. para exigência de contribuição de melhoria. que continua subsistindo após o advento do art.A questão a ser dirimida por esta Corte.03. Nulidade. Declaração de voto (. Necessidade. Ação declaratória procedente (. 1990.) (TJPR. uma vez que aquela regra jurídica. do CPC. Tributário.-lei 195/67 e art.. no entanto. cinge-se à necessidade. rel. Sentença mantida (extinto 1° TAC/SP. p. de Ofício 404. RT 654:113). Desatendimento... Requisitos. Publicidade. II . 5° e parágrafo único) para validade do lançamento procedente.1990.-abr. Contribuição de melhoria. Ement. inclusive ICMS e ISS Contribuição de melhoria. III. Juiz Costa de Oliveira. Juiz Ricardo Arco-verde Credie. Inobservância das formalidades essenciais previstas no Decreto-lei 195/67. Assentamento de guias e sarjetas.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. continua por (. 145. Art. e parágrafos.. Inobservância de exigências legais.. v.-dez. saliente-se que o recorrente limitou-se a transcrever as ementas dos acórdãos indicados como paradigmas.. 535.. ainda.. RT.. Lançamento por municipalidade. 145. 115). in casu.. ou não. proceder ao devido cotejo analítico. Requisitos. Nulidade de lançamento.756-1. Pressupostos de valorização do imóvel e de limite de despesa total da obra a ser rateada subsistentes mesmo na vigência da Constituição Federal de 1988 (art. Ement.No tocante ao dissídio pretoriano. da CF.) (extinto 1° TACivSP. v. Pressuposto do limite total da despesa realizada. j. a alegada violação ao art. sem. 159 . Obras públicas. rel. 98).. III). RT 591:152). 1990. JTACSP 120. Contribuição de melhoria.06. RT 532:241). Segurança concedida. Exigência mantida pela EC nº 23/83. Pavimentação asfáltica. 5° do Dec.

da CF). entretanto. não reconheceu plausibilidade à alegação. uma lei para cada vez que a Municipalidade for exigir o referido tributo em decorrência de obra por ela realizada. VII . seja por se beneficiarem de um serviço estatal público específico e divisível (no caso das taxas). 217). de respeito ao princípio da legalidade.É de conhecimento comum que a referida contribuição de melhoria é tributo cujo fato imponível decorre de valorização imobiliária causada pela realização de uma obra pública. DJU 13. ou não surpresa para alguns.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j. nos moldes preconizados pela Constituição Federal (art. rel. ademais. REsp 143. pode. E isto em decorrência da mera leitura de preceitos constitucionais (art. VI . seja em razão de valorização na sua propriedade em face do Estado ter realizado uma obra pública. artigo por artigo... Este é o seu requisito ínsito. Francisco Falcão. 2. Min. o princípio da anterioridade. Por isso a exigência. ser posterior à realização da obra pública’ (REsp 84.417. REsp 739. 145. na medida em que impõe a potestade tributária sem permitir ao contribuinte organizar devidamente seu orçamento. 160 . soberana quanto à possibilidade de exame do conjunto fático-probatório. 1. rel.998/SP. j. 141). Min. IV. Américo Luz).Acrescente-se. Nesse passo. Contribuição de melhoria. Edital. improvido (STJ.2006.05. rel. Tributário. quanto ao argumento do recorrente no sentido de que cumpriu as exigências de publicação prévia de dois editais. por força do óbice imposto pela Súmula nº 07/STJ VIII . inclusive ICMS e ISS ou seja. ainda. nesta parte.06.342/RS. III. Castro Meira. Recurso especial. p.2005. 04. Recurso especial improvido (STJ. verifico que a Corte a quo. V Mesmo sem adentrar conclusivamente à questão da classificação das espécies tributarias.Recurso especial parcialmente conhecido e. ‘A partir do DL 195/67. é fácil perceber que determinados tributos revelam inequívoca carga discriminatória. DJU 04.04. sua exigibilidade está expressamente condicionada à existência de uma situação fática que promova a referida valorização. porquanto somente podem atingir determinadas pessoas que efetivamente podem ser sujeitos passivos da obrigação tributaria. de modo que se revela inviável essa apreciação em sede de recurso especial. que a cobrança de tributo por simples ato administrativo da autoridade competente fere.2005. a). p. 2ª T. também constitucional. 08. um fato específico do qual decorra incremento no sentido de valorizar o patrimônio imobiliário de quem eventualmente possa figurar no pólo passivo da obrigação tributária. Min. a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria. como ocorre na hipótese ora sub judice.Por fim.03. 150.2006. Precedentes da 1ª e 2ª Turma. 1ª T.

adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba. 2. Fato gerador. p. o valor do imóvel após a conclusão da obra. rel.495/RS. também. j. Falta de prequestionamento. Reexame necessário. CF/88 [rectius: art. Arts. p. DJU 09. do CTN. c) a base de cálculo é a diferença entre dois momentos: o primeiro. Diversidade de precedentes jurisprudenciais do STJ e do STF. b) a obra pública provocou a valorização do imóvel. Valorização do imóvel. 5. Valorização do imóvel. inciso I. 18. da corrente doutrinária que. Recurso provido.04. III. Art. Contribuição de melhoria. Art. II. Fato gerador. Fato gerador. Min. do CTN. Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento. Min. rel. inclusive ICMS e ISS Tributário. CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83. REsp 160. desde o início e não 161 . Não comprovação.11. Pedido de compensação negado por falta de autorização administrativa.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.285/RJ. tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) a exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada. Possibilidade. apropriados à obra pública realizada no local da situação do imóvel. j. bem como por se tratar de crédito futuro. Legalidade. Precedentes do STJ e do STJ. Arts. 3. DJU 17. 170 do Código Tributário Nacional.. o segundo. Adoção. Nulidade da cobrança reconhecida pela própria Municipalidade.05. do Código Tributário Nacional e Decreto-lei 195/97 [rectius: Dec. o valor do imóvel antes da obra ser iniciada. 05. 3. 2. 20. REsp 615. Repetição do indébito. rel. José Delgado.2004.. Precedentes jurisprudenciais. 158). 4. do Código Tributário Nacional.2004. Tributário. Questão surgida no acórdão recorrido. Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ. Min. Valores pagos indevidamente.2001. ‘É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária’ (Geraldo Ataliba). Decisão mantida. artigo por artigo.-lei 195/67]. Ação ordinária. ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria. Honorários advocatícios arbitrados corretamente. CF/88]. Arts. Contribuição de melhoria. Garcia Vieira. 1ª T. EREsp 8. 145. ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida.4.11. Não resta dúvida de que o autor possui direito à restituição do que pagou a título de tributo indevido. DL 195/67.030/SP. Requisito essencial. 81 e 82. de saudosa memória). Taxa Selic. 145.2001.1998. 165. 81 e 82. (STJ. 1.. Contribuição de melhoria. Milton Luiz Pereira.04. 1ª T. 81 e 82. no trato da contribuição da melhoria. Requisitos de valorização ou de benefício. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. DJU 19. II. A entidade tributante. 1. 233).

do Código Tributário Nacional. DJU 7357). 165. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS apenas a partir do Edital nº 10/2004. Confirmação da sentença singular em sede de reexame necessário (TJPR. 1ª Câmara Cível.2007. j. nos termos do art. 162 .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Juiz Sérgio Rodrigues.425. Acórdão 28. I.04. rel. 10.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful