CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL COMENTADO: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

ELIANA CALMON ALVES Ministra do Superior Tribunal de Justiça

Título III : impostos Capítulo I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. COMENTÁRIOS Definição. O Capítulo I do título III do Código Tributário Nacional tem início com a definição dos tributos em espécies, a partir do imposto. O conceito, que não é dos melhores, tem o mérito de caracterizar o imposto em relação à taxa e à contribuição de melhoria, as duas outras espécies de receita tributária. Estabelecendo que seu fato gerador é uma situação

independente de qualquer atividade estatal específica, relacionada com o contribuinte, indica a não-vinculação da receita. E isso porque o imposto tem caráter geral, sem vantagem específica para com o contribuinte. Esta é a característica mais marcante da espécie de que se cuida, como manifestação maior do poder político que impõe um dever, de caráter geral, sem gerar, em contrapartida, benefício específico ou vinculação orçamentária.

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Daí as diversas nomenclaturas para a espécie, tais como tributo sem causa ou tributo não vinculado. Como as demais espécies do gênero, é pago exclusivamente em dinheiro, o que é uma constante no mundo contemporâneo, onde não mais se tem notícia, senão histórica, de prestação in natura. A propósito, o art. 3° do CTN parece admitir o pagamento não só em moeda, mas em valor que em moeda possa ser expresso, como, por exemplo, o pagamento em Títulos da Dívida Pública, com cotação na Bolsa de Valores. Leis específicas, inclusive, permitiram a dação em pagamento de débitos tributários. Cabe, aqui, referência à criação de padrão de valor para efeito tributário, como, por exemplo, a UFIR - Unidade Fiscal de Referência, Lei 8.383, de 30.12.1991, índice que passou a mensurar as obrigações tributárias por algum tempo, em demonstração inequívoca de que, de acordo com o art. 3° do CTN, um tributo pode estar expresso não só em moeda corrente, mas em valor que nela (moeda) possa se transformar. Atualmente, estão sendo corrigidos os tributos pela Taxa SELIC, a qual traz embutidos juros e correção monetária. Para alguns, o referido índice é inconstitucional, por não estar em lei a forma de composição. Entretanto, o STJ, examinando a questão da inconstitucionalidade da Taxa SELIC, recusou-se a apreciar a questão prejudicial, conforme decisão assim ementada:
Recurso especial (julgamento). Inconstitucionalidade (prejudicial). Argüição/procedimento (Regimento, art. 200 e CPC, arts. 480 a 482). Competências constitucionais (distribuição). Incidente (caso em que lhe falta cabimento). 1. No julgamento do recurso especial, uma vez acolhida a argüição, a Turma remeterá o feito à Corte Especial. 2. Compete à Corte Especial julgar a prejudicial de inconstitucionalidade. 3. Do julgamento, porém, não poderá tirar proveito o autor do recurso especial (recorrente). Caso
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a declaração venha a beneficiar o recorrente, ao incidente faltará cabimento. 4. É que, no exercício da competência prevista no inciso III do art. 105 da Constituição, em princípio o Superior não dispõe do contencioso constitucional. Tê-lo-á em restritas hipóteses. 5. Em tal competência, o que é do Superior é toda a jurisdição infraconstitucional (o direito comum). 6. Já no exercício das competências previstas nos incisos I e II do art. 105, livremente o Superior também desfruta do contencioso constitucional. 7. No exercício da competência do inciso III, é lícito ao Superior previamente declarar a inconstitucionalidade de lei ou de ato normativo, desde que a declaração não seja a favor do recorrente; a favor do recorrido, sim. 8. Caso em que a, inconstitucionalidade, se declarada, não aproveitaria ao recorrido. Por sinal, nem ao recorrente, que interesse algum tinha na declaração, tanto que se defendera com outros fatos e outros fundamentos. Daí, em caso que tal, tratar-se-ia, também, de declaração de inconstitucionalidade em tese. 9. Preliminar de nãocabimento, acolhida por maioria de votos (Corte Especial, AI-REsp 215881/PR, rel. Min. Franciulli Netto, rel. p/ o acórdão Min. Nilson Naves, DJU 08.04.2002, p. 111).

Posteriormente, a 1ª Seção de Direito Público chancelou a legalidade da SELIC, como fator de correção, nos EREsp 291.257/SC, 399.497/SC e 425.709/SP. Assinale-se que a UFIR foi extinta pela Lei 10.522/2002 (art. 29, § 3°), diploma que, no art. 30, indicou como fator de correção a Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC. Em épocas de alta inflação, as obrigações tributárias, as declarações de rendimento e até as certidões de dívida ativa eram expressas em parâmetro de valor devidamente atualizado. O imposto tem como base fática um comportamento do contribuinte, ou uma situação jurídica na qual ele se encontre. Em outras palavras, o imposto, para existir, exige sempre um fato qualquer em que esteja envolvido o particular, sem a participação estatal. A legitimação da imposição soberana está na necessidade do Estado arcar com o gasto público, mantendo a máquina administrativa.
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porque não se vincula ao fato gerador ou ao fato imponível. o qual grava situação instantânea ou mutável. porque o interesse concentra-se em torno de quem realiza o fato gerador. porque a carga econômica é suportada pelo contribuinte. existe o imposto indireto. geradora do imposto predial. ou a propriedade de um bem. A classificação que ora se coloca não é jurídica. ao lado do contribuinte de direito ou contribuinte jurídico. constantes. como ocorre com a propriedade imobiliária. sendo suportado pelo contribuinte em definitivo. O imposto pode ter diversas classificações. destaca a figura daquele que suporta o ônus econômico da obrigação. o exercício de uma atividade lucrativa (exemplo maior é o Imposto de Renda). dentre as quais a que enfoca o aspecto da incidência. isto é. na medida em que. Contrapondo-se. É também chamado de imposto que não repercute. artigo por artigo. dividindo a espécie em imposto direto e indireto. por exemplo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. É também chamado de imposto que repercute. pelo realizador do fato gerador. Para o Direito é praticamente irrelevante quem paga. inclusive ICMS e ISS Classificação. ou pelo menos continuadas. cuja titularidade é o fato gerador do imposto. O imposto direto grava situações permanentes. não se obriga perante o Estado. o contribuinte de fato. É apenas o consumidor final da mercadoria ou do produto resultante da atividade eleita pelo legislador como necessária e suficiente ao nascimento da obrigação tributária. O terceiro. embora sofra o ônus econômico. porque a carga econômica não é suportada pelo contribuinte. como. e sim por terceira pessoa. 4 .

dividindo-os em pessoais e reais. estar por este expressamente autorizado a recebê-la. como o Imposto de Renda.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a qual leva em conta a forma de tributação. tais como o IPI. temos os impostos reais. Uma segunda classificação identifica os impostos levando em conta o objeto da incidência. ao serem instituídos. 166. por sua natureza. A restituição de tributos que comportem. Com exceção do Imposto de Renda. a figura do contribuinte de fato torna-se importante na hipótese de repetição de indébito. 166 do CTN. levam em consideração as condições pessoais do contribuinte. embora prestigiado pelo Judiciário. Há. todos os demais impostos do Sistema Tributário Nacional são reais. unicamente. 5 . dividindo os impostos em fixos. no caso de tê-lo transferido a terceiro. uma terceira classificação. O artigo em referência tem sido objeto de contundentes críticas doutrinárias. Juridicamente pessoais são todos os impostos. ainda. eis que o contribuinte é pessoa física ou jurídica. cuja incidência leva em consideração a matéria tributária. ou. proporcionais e progressivos. o IOF etc. por força da previsão contida no art. artigo por artigo. Contrapondo-se aos impostos pessoais. sem cogitar das condições pessoais do contribuinte. exemplo primeiro da espécie. Pessoais são os impostos que. transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido referido encargo. inclusive ICMS e ISS Entretanto. Faz-se a distinção apenas para efeito didático. in verbis: Art. o ICMS. pelo caráter eminentemente subjetivo da exação.

Compete: I . além de ter sido a União contemplada com a competência residual (art. os atribuídos a estes. enquanto outros foram fundidos. II . Outros tantos deixaram de existir. da CF). se aqueles não forem divididos em Municípios. pela Constituição de 1988. 154. inclusive ICMS e ISS Fixos são os impostos cujo montante é estabelecido em quantidade certa. I.ao Distrito Federal e aos Estados não divididos em Municípios instituir. 17. quando. portanto. o IOF etc. Art. É o que ocorre em relação ao Imposto de Renda. cumulativamente. COMENTÁRIOS 6 . com a Emenda Constitucional 1/69. Assim. novos impostos foram criados. nos Territórios Federais. Art. Por fim. Os impostos componentes do sistema tributário nacional são exclusivamente os que constam deste Título. como. conforme o valor da matéria tributável. os impostos atribuídos aos Estados e aos Municípios. já sob a égide da CF de 67. os impostos progressivos são os cuja alíquota é estabelecida em percentagens variáveis. os impostos atribuídos aos Estados e.à União instituir. tem-se o ICMS.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o Imposto sobre Serviços pago pelo profissional autônomo. não tendo. cumulativamente. artigo por artigo. Proporcionais são os impostos cuja alíquota observa sempre o valor da matéria tributária para atribuir um percentual. com as competências e limitações nele previstas. por exemplo. COMENTÁRIOS Trata-se de dispositivo parcialmente superado. nenhuma pertinência na atualidade. 18.

Imposto de Renda .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.IPTU.ISS. agrupando-os da seguinte forma: 1. Os impostos nominados estão divididos entre os entes estatais. Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação .ITBI.ITCMD. Imposto sobre Operações de Crédito. Comércio exterior: Imposto de Importação e Exportação. Imposto sobre as Grandes Fortunas. Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural . dos Estados. ao dividir os impostos.IOF.ITR. do Distrito Federal e dos Municípios. 153. a que apresenta maior simetria com a Constituição é a que os examina sob a ótica da competência impositiva da União. contida nos incisos I e II do art.ITR. o Imposto sobre Produtos Industrializados. Produção e circulação: Imposto sobre Produtos Industrializados . e o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza . Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana . Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários . Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a eles relativos .IR. inclusive ICMS e ISS Dentre as classificações de impostos.ICMS. só passíveis de cobrança na iminência de guerra externa. O elenco é enriquecido com a competência residual. 155 e 156. e o Imposto sobre Transmissão Causa Mortins e Doações .IPVA. os Impostos de 7 . diferentemente do CTN que. os entes integrantes da Federação. levou em consideração a natureza do fato sobre o qual incidem as exações. o Imposto sobre Operações Financeiras. 2. 3. artigo por artigo. 154 da CF e com os impostos extraordinários.IPI. sendo federais o Imposto de Renda. Patrimônio e renda: Imposto sobre a Propriedade Territorial . Temos a divisão de competência estabelecida constitucionalmente nos arts. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores . ou o critério econômico.

Os impostos extraordinários são virtuais e constitucionalmente autorizados em caso de guerra e sobre bases já tributadas por outros impostos. o Imposto sobre Grandes Fortunas. e instituiu-se o Imposto sobre Movimentações Financeiras. Por fim. fuga de capitais. típico Imposto sobre Movimentações Financeiras. 8 . inclusive ICMS e ISS Importação e Exportação. de competência dos Estados. Sob a égide da Constituição Federal de 1988. ingresso de capitais no País e lavagem de dinheiro: É um imposto que tem nítido caráter extrafiscal. de competência dos Estados.CPMF. Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza. Outra significativa alteração foi a ampliação do fato gerador do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis Causa Mortis. e que açambarcou as doações e também a transmissão de quaisquer outros bens e direitos que não os imóveis. de competência dos Estados. absorve os três impostos especiais (energia elétrica. o ICMS.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. de caráter provisório. combustíveis e lubrificantes e minerais) e os impostos sobre serviços de transporte e comunicações. Da competência estadual são o Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias. artigo por artigo. Surgiu o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. na esfera municipal temos o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural. a CPMF. o Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. Imposto sobre a Transmissão Inter Vivos. Acrescente-se a este rol a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira . o qual serve para o governo federal direcionar a fiscalização quanto à geração de rendas.

Aduaneiros ou Direitos Alfandegários. 9 . COMENTÁRIOS A primeira abordagem que se faz em relação ao Imposto de Importação é quanto ao seu nomen juris. Alfandegária. “Tarifa” significa lista de preços. com a Emenda Constitucional nº 1/69. O imposto. Embora esteja nominado na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional como como Tarifa Imposto de Importação. inclusive ICMS e ISS O CTN traz a previsão no art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. no art. 76. ao tempo em que usa a nomenclatura “tarifa” como sinônima de “imposto”. de competência da União. § 29. Capítulo II IMPOSTOS SOBRE O COMÉRCIO EXTERIOR Seção I Imposto sobre a importação Art. 153. referia-se à Tarifa Alfandegária como termo que abrange os dois impostos do Comércio Exterior: importação e exportação. sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional. os nomes vulgares acabam por prestigiar a repartição fiscal. alíquota e não espécie tributária. 19. Tarifa são comuns Direitos denominações Aduaneira. artigo por artigo. De impropriedade flagrante. A Constituição Federal de 1967. Registre-se que as expressões indicadas também servem para nominar o Imposto de Exportação. valor. batizando o imposto com o nome do espaço físico reservado à fiscalização.

não poderia o Imposto de Importação sofrer as duras limitações das demais exações. está adstrito aos limites mínimo e máximo estabelecidos em lei. Trata-se de imposto com objetivos de política econômica. naturalmente. Por vezes. ao contrário. respeitado o 10 . artigo por artigo. socorrendo determinada área. art. não é absoluto o poder de majoração. Considerado um dos mais antigos impostos do mundo. ao manejar as alíquotas majorantes. dificilmente. destinado à proteção dos produtos nacionais. despertariam maior interesse econômico. o tributo de que se cuida é utilizado para corrigir distorções socioeconômicas nacionais. ao incremento de soluções na área do comércio exterior. 153 da CF. Como instrumento político. As alíquotas são aumentadas quando se deseja diminuir as exportações e diminuídas quando. sem o rigor imposto pelo princípio da anterioridade. inclusive ICMS e ISS Características. O objetivo político é propiciar a condução de recursos e surgimento de empreendimentos para áreas que. como ocorre com a criação de zonas de livre comércio ou zonas francas. CF). do câmbio e do balanço de pagamento. o disposto no § 1° do art. presta-se para atender às oscilações do mercado internacional. politicamente. Neste sentido.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 150. há previsão constitucional expressa (§ 1°. é aconselhável. Daí a liberação de sua majoração. a abertura do comércio exterior. eis que o Executivo. Entretanto. tendo secundário significado como fonte de receita. Como instrumento de política econômica. tem como principal característica a extrafiscalidade. A flexibilidade das alíquotas faz com que a legislação tributária do imposto em comento entre em vigor imediatamente. Neste sentido.

em linguagem vulgar. Como a hipótese de incidência é livremente escolhida pelo legislador. com ânimo de ser internada no País. pois a carga tributária tende a ser suportada por terceiro.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o ônus pelo tributo gerado se integra ao preço. por exemplo. anteceda à ocorrência do fato gerador. Quanto ao imposto em análise. classificando-os como supérfluos. Com efeito. não supérfluos. utilizando-o como passagem. sem destaque formal. ou seja. porque não basta a ocorrência do fato ali indicado para que se tenha o fato imponível. É seletivo porque a incidência tributária observa a qualidade de cada um dos bens. Além da extrafiscalidade. pode ele eleger um acontecimento econômico. se para este País não se destina. porque. O certo é que o fato gerador do Imposto de Importação é instantâneo. um fato material ou um negócio jurídico.vinda do estrangeiro. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS princípio da irretroatividade. uma mercadoria pode ingressar no Brasil e não ocorrer o fato gerador.entrada de mercadoria no território nacional -. o Imposto de Importação é um tributo indireto. não havendo definição quanto ao específico momento de sua realização. similares aos nacionais etc. O art. Não basta o ingresso do produto estrangeiro no território nacional para que se dê a incidência. mas esta situação fática deve estar atrelada a uma situação jurídica. É o que se denomina. muito embora não ocorra a transferência de forma clara e objetiva. Fato gerador. apenas. 19 do CTN não define com perfeição o fato gerador do imposto em comento. escolheu o legislador uma situação fática . de “imposto por dentro”. 11 .

É de suma importância a determinação do momento em que ocorre o fato gerador do Imposto de Importação. em razão da escolha da legislação que deve reger a espécie. inclusive ICMS e ISS Contudo. o simples ingresso da mercadoria. artigo por artigo. 23 e 44 do Decreto-lei 37/66. quando se tratar de mercadoria despachada para consumo. diz que.momento da entrada. Tendo aplicação imediata a lei que majora a alíquota do imposto. muitas vezes já descarregada do navio ou aeronave. Adhemar Maciel. exige-se que a leitura do art. 19 do CTN seja feita em conjugação com os arts. entregue a declaração. O diploma em referência. porque.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. em depósito na zona primária. Conseqüentemente. 12 . tem-se como completado o fato gerador do imposto (art. e com procedimento de desembaraço já iniciado. o decreto-lei define o elemento temporal. Se a mercadoria adentrar-se sem que esteja acompanhada do documento que a identifica. 23). A entrada é considerada como território aduaneiro. tem-se como ilícita a operação. exige-se a declaração de importação para o despacho aduaneiro (art. é preciso recorrer ao Dec. “o reconhecimento de fato jurídico já ocorrido”. Como visto. vem a sofrer os efeitos de uma majoração do imposto. É. ao reportar-se ao fato gerador do imposto.território nacional . o fato gerador em exame exige um elemento espacial . E.-lei 37/66. sabendo-se que não está ela sujeita ao princípio da anterioridade. 44). enquanto o CTN define o elemento material. nas palavras do Min. no qual é dito qual a mercadoria importada.e outro temporal . para delimitar-se a hipótese de incidência. O tempo é a entrega da declaração ou do manifesto.

Há. Daí os preços de referência.-lei 37. em nome da segurança jurídica. em reiterados precedentes. exigindo-se que sejam elas acompanhadas de motivação expressa. a partir da expedição da guia de importação. O Dec. diante de um aumento exacerbado e imprevisível da alíquota. o que faz ter o imposto objetivo político.11. Vozes autorizadas. O entendimento é técnico. os que pugnam pela imutabilidade da lei de regência. 19 do CTN. artigo por artigo. tem entendido que a expedição de guia é um mero expediente burocrático. 13 . é muitas vezes utilizada para evitar o dumping. constantes das resoluções do Conselho de Política Aduaneira. JURISPRUDÊNCIA “É compatível com o art. rechaçam o entendimento jurisprudencial. de 18. 23 do Dec. a fim de evitar o arbítrio. harmonizando os preços do mercado interno com o externo. ainda. vem entendendo que o simples ingresso do bem não obsta à aplicação da lei de majoração. mas traz alguns problemas de ordem econômica para o importador. a partir do Supremo Tribunal Federal. inclusive ICMS e ISS O Poder Judiciário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1966” (TFR -Súmula 4). incidindo a lei nova se ainda não foi expedida a declaração ou manifesto. sem repercussão quanto ao fato gerador. O STF.-lei 37/66 é o texto básico do Imposto de Importação. 19 do Código Tributário Nacional a disposição do art. A variação de alíquota pelo Executivo. com a fixação de pautas de valor mínimo. dando literal interpretação ao art. vem sendo seguido pelos Tribunais.

em se tratando de mercadoria despachada para consumo.02. art. Resolução do CPA. DJU 22. Incidência. Pelo que dispõe o art. RE 72874/SP . Imposto de Importação. Incidência do imposto com a alíquota majorada.1981). Min.1981. 05. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. e não no dia em que foi expedida a guia de importação. Fato gerador. no território nacional. ao fixar pauta de valor mínimo. Pleno. Recurso extraordinário conhecido mas não provido (STF.1981). 4. 1ª T.05. I). 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.02. Cordeiro Guerra.09.05.427. 19 do Código Tributário Nacional. inclusive ICMS e ISS 1. DJU 20. Matéria dirimida pelo Pleno deste 14 .. a ocorrência do fato gerador. O fisco tem o direito de alterar a alíquota dentro dos limites legais (Constituição [1967 c/c EC nº 1/69]. Mercadoria despachada para consumo. Momento da ocorrência do fato gerador. Imposto de Importação. o fato gerador do Imposto de Importação é a entrada.1995]. RE 91337/SP. RE 94167/RJ.-lei 37/66. de 27. 06. 1ª T. e o condicionamento de indeclináveis providências de ordem fiscal. no espaço. 19. j.1995 [revogado pelo Dec. rel. 1. Min.09. Recurso extraordinário conhecido pelo segundo fundamento e provido (STF. Min. Dec. 2.rel. j. DJU 29. posto que a caracterização de um necessário momento naquela não previsto. Assim. não a desfiguram nem contraditam. 23 do Dec. 19 do CTN e a norma específica do art.-lei37/66 com o art. 23 do Dec. art. 19 do Código Tributário Nacional. Tributário. tendo em vista o fato gerador do tributo. Inexistência de contradição ou antinomia entre a norma genérica do art. 05. Imposto de Importação. Antonio Neder. Código Tributário Nacional. de 29. no tempo e na circunstância.-lei 37/66 (compatibilização).1978). Precedentes do STF. 3.1980. 21. j.. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal em dissídio com a decisão recorrida. porém a complementam para tornar precisa. tal imposto deve ser calculado na consideração da alíquota vigorante no dia desse fato. 5.04. 1. 2. da mercadoria importada. Agravo regimental em recurso extraordinário. Majoração de alíquota. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal.471.03. rel. Improcedência do argumento de que o contribuinte adquiriu o direito de calcular o imposto na consideração da alíquota vigorante no dia em que foi expedida sobredita guia. Soares Muñoz.1978. Recurso extraordinário provido para cassar a segurança concedida ao importador pela Justiça Federal de São Paulo e pelo Tribunal Federal de Recursos (STF. Necessidade de sua motivação. Constitucional. artigo por artigo. Compatibilidade do art. Fato gerador.

DJU 17. Imposto de Importação. 23).-lei 37/66. Antônio Neder.1981. 1. Dec. No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. Mercadoria despachada para consumo. III.427/95 [revogado pelo Dec. j. CTN.1998. de 27. sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação..490/95. 3.08. o fato gerador.1995].391/95 [alterado pelo Dec.. Súmula 4/TFR. consuma-se na data do registro da declaração de importação.06. 03. e 153. Min.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.06. 2ª T.04. inclusive ICMS e ISS Tribunal. Decreto 1. Imposto de Importação. 18. O fato gerador do Imposto de Importação é a entrada. Compatibilidade. p. j.05. necessárias ao deslinde da controvérsia.06. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. 23. Min. Divergência pretoriana que não se acha demonstrada. examinando todas as alegações suscitadas na apelação.05. 1. Maurício Corrêa. Legitimidade e constitucionalidade decretadas pelo STF.471. O 15 . 2. 5. conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225. 1427/95. art. rel. 08. ou quando do desembarque da mercadoria. Precedentes. AGRRE 252008/SP rel. Na importação de mercadorias para consumo. 4. Majoração de alíquota. 19 do CTN e o Dec. Dec. Imposto de Importação. Agravo regimental não provido (STF. DJU 25. Tributário.. art.471/95]. CTN. RE 77604/SP rel. Discussão a respeito de o importador haver adquirido o direito de pagar tal imposto mediante aplicação de alíquota mais favorável. Não há que se falar em nulidade de acórdão que.. rel. Improcedência do argumento. 25). art. 1. 1.2001). Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador.2001). REsp 121617/PR.1998. da mercadoria importada. p. Carlos Velloso). §1°. Alíquota aplicável. REsp 205013/SP rel. Min. j. Humberto Gomes de Barros. Fato gerador.1981. decide a lide de forma contrária àquela desejada pelo recorrente.602. Violação a preceitos da lei processual civil não configurada. Mercadoria para uso próprio.-lei 37/66 (art. Tributário.lei 37/66. Min. para o Imposto de Importação. DJU 16. CF. 19. 1. j. 1ª T. Francisco Peçanha Martins. 2ª T. Inexiste incompatibilidade entre o art. Dec. 19 e Dec.716).2000. 19. 1ª T. Momento do fato gerador. DJU 12. arts. este revogado pelo Dec.2001. artigo por artigo. no território nacional. Precedentes do STJ e TFR (STJ. a. Recurso extraordinário a que o STF nega conhecimento (STF. Guia para importação.02. 150. 1. Min. Processual civil e tributário.08. Momento do fato gerador. Recurso especial não conhecido (STJ.

. Isenção.1998.. III. Compatibilidade entre o art. arts.Inaplicáveis. e o art. artigo por artigo. 1ª T. Ocorrência do fato gerador. Tributário. Quem promove a importação de mercadoria sem ter a guia de importação sujeita-se ao regime legal vigente na data em que a obtém. Compatibilidade. Fato gerador. representa a entrada no território nacional da mercadoria.2001. Recurso especial provido. Tributário. não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto . A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. 19 e Dec. este revogado pelo Dec.427/95 [revogado pelo Dec. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento). de 1966. rel.05. Min. 19 do Código Tributário Nacional e arts. DJU 19.391/95 [alterado pelo Dec. Não há qualquer incompatibilidade entre o art. Tributário. REsp 130230/PR. Responsabilidade tributária.02. p. à espécie. Min. Imposto de Importação. 09. DJU 05. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção.427/95. Recurso especial conhecido e provido (STJ. j. Imposto de Importação. CTN. REsp 78.-lei 37/66. 2ª T. 1.. 41. 08. para efeitos fiscais. 23 do Dec. 2. art. 1. e 60. 06. Fato gerador. Decisão unânime (STJ.-lei 37/66. j. parágrafo único. Não obstante o fato gerador do Imposto de 16 . Inversão da sucumbência. Recurso sem provimento (STJ. DJU 28. rel. 41. 2. nos termos do art.2000). e 60. Ari Pargendler. 143). Mercadoria isenta. Multifários precedentes. do Dec. Precedentes do STJ e STF. 1.471/95] e 1.-lei 37/66 e o art. A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador. Art.09.-lei 37/66. 23 do Dec. REsp 185418/SP. 19 do Código Tributário Nacional. 1. O desembaraço aduaneiro completa a importação e. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. j. Min. Mercadoria importada a granel. 23 do Dec. 1° e 23 do Dec.06. Alíquota aplicável.05. 2ª T. Milton Luiz Pereira. art. Imposto de Importação. inclusive ICMS e ISS contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada. os preceitos dos arts. Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete. Franciulli Netto. nos termos do entendimento firmado pelo Pretório Excelso. 3. parágrafo único. rel. Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Dec. Recurso especial não conhecido.-lei 37/66.2000. conseqüentemente. Súmula 4 do Tribunal Federal de Recursos. 1.-lei 37.-lei 37/66.471/95].277/MG.2001. III. Decs. 19 do CTN. presumida a ausência de responsabilidade do transportador. 23.03.2001). Compatibilidade.

1° do Dec. na repartição aduaneira. Incidência sobre importação de veículo já embarcado.1995. Assim.. 1.717).03.06. j. 1ª T.05. 05. Momento definidor da obrigação tributária ocorre com a entrada da mercadoria no território 17 . 19 do CTN/66. p.471/95]. Juíza Valéria Albuquerque. AMS 96. Alteração de alíquota.. Tributário. José Delgado.09084.06. Procedente dos Estados Unidos da América. inclusive em relação às importações já em curso e cujas guias não estavam registradas na repartição aduaneira na data de sua entrada em vigor (TRF-4ª R. 1. quando se tratar de mercadoria despachada para consumo. Juiz Teori Albino Zavascki. ‘com a entrada no território nacional da mercadoria que contar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira’. 2ª T. rel.-lei 37/66).471/95]. embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional. Assim..427/95 [revogado pelo Dec. Tributário. 1. Inversão do ônus da sucumbência (STJ. nos termos precisos do parágrafo único do art. 288). Recurso especial a que se dá provimento.08. artigo por artigo.. 2. descascado. da declaração de importação (art. 4ª T. DJU 09. Tributário..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. do embarque do bem estrangeiro e do ingresso do mesmo no território nacional (TRF-2ª R.427/95 [revogado pelo Dec.0201428-8/RJ. Fato gerador complexivo e continuado. 3. Dec. Imposto de importação.1997. é devida a alíquota do Imposto de Importação prevista no Dec.07. Majoração de alíquota. torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’. A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias despachadas para consumo é definida pela norma vigente no momento da efetivação do registro da declaração de importação na repartição alfandegária.01. j. de 29. Porém. 1. DJU 03. 19 do CTN/66).472/88]. 25. p.1997. 23 do Dec.-lei 37/66 [este artigo possui redação alterada pela Dec. inclusive ICMS e ISS Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional. REsp 203815/RJ. Mandado de segurança. j. Imposto de importação. Impetrante que pretende eximir-se de aumento de alíquota do Imposto de Importação incidente sobre trigo em grão. 1. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro. Nos termos do art. Min.1999.1999). Irrelevantes as datas da celebração do contrato de compra e venda. Dec. rel. 52.1996. AMS 96. Fato gerador.1997. DJU 02.-lei 37/66. ele apenas se aperfeiçoa como registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e.-lei 2.09. 04. o imposto sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional (art.

Dec.471/95].1997. rel. Eros Grau. que é prévio ato administrativo. II.04. 150. Alteração de alíquota.. rel. I. DJU 25.1997. artigo por artigo. DJU 03. os quais são excepcionados da regra da anterioridade (Constituição Federal. Majoração de alíquota. 21 do CTN). 64). e não a partir da emissão de guia de importação. Imposto de Importação. III. Fato gerador do Imposto de Importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro. é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador.1997. alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I.11. Fato gerador. DJU 29. não constituindo fato gerador de tributo. Possibilidade. Min. Apelação não provida (TRF-3ª R. j.1997. Alíquota. 101698). III. 1. pela relevância econômica da relação jurídica com reflexos na política cambial e no comércio exterior do País. j.09004-1/SP. Se a política de comércio exterior impõe que se aumente ou reduza o valor de alíquota entre a importação. p. § 1°). j.427/95 [revogado pelo Dec. 3. 19 do CTN).. 1.03. Agravo regimental no recurso extraordinário. 1. MAS 96.. faculta ao Poder Executivo. IV e V..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2ª T. Juiz Homar Cais. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec. Tributário. O produto importado estará sujeito ao pagamento do imposto respectivo pela alíquota vigente no momento da ocorrência do fato gerador. Imposto de Importação. tanto que a Constituição Federal. não se pode invocar o princípio da segurança jurídica como respaldo a invocado direito ao pagamento de alíquota menor. Recurso improvido (TRF. Precedente do STF. porque a esta não tem direito o importador enquanto não concretizado o fato gerador.2006. 2.. 150. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. no § 1° do art. Constitucional. a. 1.for posterior à vigência do diploma legal. a chegada da mercadoria ao país e o momento de seu desembaraço aduaneiro. 153. É facultado ao Poder Executivo alterar as alíquotas (art. RE-AgR 441537/ES.0213217-0/RJ. rel. a. 2ª T. p. inclusive ICMS e ISS nacional (art. O que a Constituição exige. Precedentes. AMS 93. p. 1° . no art. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato 18 . 23 do Dec. art.09. da declaração apresentada pelo importador (art.06.09. 1. II. 4ª T.2ª R. Tributário. No caso. se o fato gerador do imposto . Imposto de importação. 150. CF.-lei 37/66). art.2006.entrada da mercadoria no território nacional .07. 51). Mantida a decisão monocrática. É inquestionável o caráter nitidamente extrafiscal do Imposto de Importação. 25.471/95 ]. Juiz Alberto Nogueira.427/95 [revogado pelo Dec. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. na repartição aduaneira competente. 05.

DJ 09.571). AI-AgR 420993/PR. DJU 01.02. Humberto Gomes de Barros. Min. Ocorrência. Imposto de Importação.06. art. Variação cambial. na importação de mercadorias. 1. ICMS. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal.471/95].p. em se tratando de mercadoria 19 . Tributário. Tributário. j. 1. RE 91.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2ª T. Agravo regimental em recurso extraordinário.427. 31. Precedentes: RESP 250. manifestou-se.10. Eliana Calmon. O fato gerador do ICMS.2005. REsp 205013/SP.. Min. Francisco Peçanha Martins.2007. DJU 26. rel. DJ 28. rel. DJ 25. rel. Desembaraço aduaneiro. Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal. Agravo não provido (STF. Incidência do imposto com a alíquota majorada. Incidência. Min. Recurso especial provido (STJ. artigo por artigo.02. consuma-se na data do registro da declaração de importação’ (REsp 313.3378/SP. III.2000. 23 c/c art.2003). Min.2007. 2ª T. REsp 139658/PR.2002. Maurício Corrêa. o fato gerador. 19). Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. Min. Fixou-se em Plenário. DJ 05. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. Nessa linha de pensamento exteriorizaram em diversos arestos as Cortes Superiores: o Supremo Tribunal Federal que. Constitucional. Tratando-se de mercadoria despachada para consumo. 2. a data da celebração do contrato de compra e venda ou a do embarque ou a do ingresso no país de mercadoria importada’.1999. Importação. 06. RE-AgR 252008/SP. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro. Min. Min. Imposto de Importação.379/PE. Majoração de alíquota.08. REsp 213909/PR. in verbis: ‘O imposto de importação tem como fato gerador a entrada de produtos estrangeiros no território (CTN-66. rel.1980. 57).117/PE.2001.02. tendo em vista o fato gerador do tributo. p. rel. 2ª T. 2. Min. 1. para o imposto de importação. art. Fato gerador. para esse efeito específico. 1.2002. sendo irrelevante. EDcl no AgRg no REsp 170163/SP.2001.. ocorre no momento do desembaraço aduaneiro. E ainda: ‘Imposto de Importação. em 06. DJ 17. rel. Francisco Peçanha Martins. rel. DJU 16.. 44). 08.07.09. Carlos Velloso. rel.2005. 2. Tributário. ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo.-lei 37/66.2001. Min. Momento ao fato gerador. Agravo regimental não provido (STF.02.11. José Delgado. j. 1.08. inclusive ICMS e ISS gerador do Imposto de Importação. a jurisprudência do Supremo Tribunal no sentido de que.05. 137). rel. DJ 11. da declaração apresentada pelo importador (Dec. p. na repartição competente. REsp 552852/PE. j. Fato gerador.05. no julgamento da ADIn 1293/DF. João Otávio de Noronha. Milton Luiz Pereira.

Min. Luiz Fux. 3. Momento da ocorrência. Recurso especial provido (STJ..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ‘O STF já proclamou inexistir incompatibilidade do art.-lei 37/66. da declaração de importação. consuma-se na data do registro da declaração de importação.2002). o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. Quando se tratar de mercadoria destinada ao consumo. ‘Jurisprudência pacífica do STJ. o STJ assim tem se pronunciado: ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. Inexiste incompabilidade entre o art. REsp 670658/RN.2002). porém rejeitados’ (ERE 91. 23 do Dec.-lei 37/66. Min.08. 19 do Código Tributário Nacional.1980. 12. no sentido de que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre com o registro da declaração de importação na repartição aduaneira. Imposto de Importação. Seguindo essa mesma linha de orientação. Tributário. e: ‘Na importação de mercadorias para consumo. STF.03.04. DJU 14.309-2/SP. DJ 18. inexistindo incompatibilidade entre o art. para consumo próprio.566).08. rel. Fato gerador. 23 do Dec. p. 2. consoante o disposto no art. Precedentes.-lei 37/66.-lei 37/66 e o art.-lei 37/66.09. DJ 25. 19 do CTN com os arts. conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225. Entrada.2001). Precedentes do STJ e STF’ (REsp 121617/Humberto). 260). 2.09. Carlos Velloso)’ (REsp 205013/Peçanha Martins. o fato gerador. 19 do CTN’ (EAREsp 170163/Eliana Calmon. 19 do CTN e o Dec. para o Imposto de Importação. na repartição competente. considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto de Importação a data do registro na repartição aduaneira da declaração feita para fins de desembaraço aduaneiro. 23 do Dec. p. Prevalece a regra geral insculpida no art. 23 do Dec. artigo por artigo.-lei 37/66 dispõem que o imposto de importação tem como fato gerador a entrada da mercadoria de procedência estrangeira no território nacional.-lei 37/66.2006. DJ 09. o fato gerador ocorre na data do registro. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira.1980. Compatibilidade do art. rel. 1. 19 do Código Tributário Nacional na importação de bens de capital . 3. 23. 19 do Código Tributário Nacional e 1° do Dec. Embargos conhecidos. Na importação de produtos do exterior. ou quando do desembarque da mercadoria. sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. aplicando-se a alíquota vigente na época’ (REsp 250379/Peçanha Martins. Bens de capital. rel.06. Min.2005. Cordeiro Guerra. j. inclusive ICMS e ISS despachada para consumo. Ausência de incompatibilidade entre o art. DJ 05.602. Pleno. A regra geral prevista nos arts.o fato gerador do Imposto de Importação ocorre na 20 . 19 do Código Tributário Nacional com o art. Território nacional. o qual é compatível com o art. Fato gerador. 23 e 24 do Dec. 1ª T. 19 do CTN e o art.

Momento do fato gerador.-lei 37/66. Tributário e processual civil.427/95 [revogados pelo Dec. Portarias 73/91 e 938/91. A preliminar de ausência de prova da recusa da repartição fazendária em proceder ao registro 21 . 116. As Declarações de Trânsito Aduaneiro anexadas aos autos provam que as mercadorias foram introduzidas no Brasil. 19 do CTN c/c art. Min. 202). Agravo regimental improvido (STJ. Ocorrência.2004. p.. rel. 4. portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo. Tributário. 3. 1ª T. O lançamento fiscal.427/95. Mercadoria despachada para consumo. A declaração de importação . 236).. é regido pela lei vigente à época. Min. Imposto de Importação. 4. 2ª T. 08. j. 1. rel. Ausência de registro por decurso do prazo. 2ª T.. DJU 30. o fato gerador. artigo por artigo. em relação ao fato gerador. REsp 313117/PE. 3. 2. Art. 1. Tributário. Veículos automotores. Precedentes do STJ e STF (STJ.06. REsp 157162/SP rel. DJU 14. Min. Imposto de Importação. 2.2004. Na hipótese. O fato gerador do imposto de importação é a data da entrada da mercadoria no território nacional e não a data da emissão da guia de importação. 03. Castro Meira. O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro.Fato gerador. Castro Meira. REsp 328835/SC. j. Recurso especial conhecido e provido (STJ.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. deve ser rejeitada a preliminar de ausência de prova pré-constituída quanto à data de introdução das mercadorias no Brasil.11. j.11. Humberto Gomes de Barros. o qual se inicia com o registro da declaração de importação.05. 23 do Dec. p. No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. 1471/95] . rel.08. 1. DJU 01. do CTN.. o desembaraço ocorreu na vigência do Dec. j. I. Imposto de Importação. Tributário. DJU 17.08.11. inclusive ICMS e ISS entrada dos produtos estrangeiros no território nacional. Fato gerador do Imposto Sobre Importação: momento da entrada da mercadoria no território brasileiro. Desembaraço aduaneiro. Castro Meira. Assim.2005. p. 2.2005. AgRg no REsp 49697/RJ.2005. Decs.391/95 e 1.atual denominação da guia de importação . 21. Preliminares rejeitadas. Registro da declaração de importação: art. Abandono.10. 2ª T. consuma-se na data do registro da declaração de importação. 366).2003. p.2003. Apelação e remessa oficial providas. Min. 232). Recurso especial improvido (STJ. 1.não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão. 03.1. para o Imposto de Importação.2005.

364188/MG. 23 do Dec. Registro da Declaração de Importação. DJU 29. 49).2007.2006.01. O impetrante inviabilizou o registro da Declaração de Importação. Precedentes deste Tribunal e do STF. Compatibilidade do art.11. 23 do Dec.00. sendo irrelevante a sua data para fixação da alíquota do Imposto de Importação. sendo este o momento considerado como ocorrido o fato gerador (art..01.. início do despacho.2006. 19 do CTN. AMS 36375/SP.04. Declaração de Importação. 461.-lei 37/66 com o art. j. Recolhimento integral do imposto. Tributário. DJU 17.05. 19 do Código Tributário Nacional. 23 do Dec. 4.12. j. Descabida nova cobrança do imposto. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do registro da declaração de importação.030/85 [revogado pelo Dec. 03. 2. p. donde não se justificar que o contribuinte recolha novamente o imposto e em outro momento peça a sua restituição (TRF-3ª R. Imposto de Importação. Apelação improvida (TRF-1ª R. Apelação e remessa oficial providas. 6. 7ª T. 3.. 2ª T.rel.543/2002]). donde surgir ao importador a necessidade de recolher aos cofres públicos o montante respectivo. Peças liberadas pelo relator. p.. que é aquela vigente na data de seu ingresso no país. inclusive ICMS e ISS da declaração de importação confunde-se com o mérito.2003. que se dá com o registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira. A guia de importação somente autoriza a entrada de mercadoria no Território Nacional. 19 do CTN. p. Fato gerador. 22. em 24. do CTN). rel. O Pleno do STF pacíficou a matéria no sentido da compatibilidade da regra do art. sendo considerado o fato gerador do Imposto de Importação a entrada da mercadoria no território brasileiro. 3ª T. 5.01. Tributário. Desembaraço. DJU 12. AMS 96.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 91. 571). o registro não é mais possível e a mercadoria é considerada abandonada. Não havendo. 24.-lei 37/66.2006. ficando inalterado o aspecto temporal do fato gerador do imposto. Juiz Miguel Ângelo de Alvarenga Lopes j. combinado com o art. Juiz Roberto Jeuken. 3. 22 . artigo por artigo.. não importando se as mercadorias desembarcaram no mesmo navio e na mesma data.01.099427-9/MG. O fato gerador do imposto de importação ocorre com a entrada da mercadoria em território nacional. Dec. Imposto de Importação.-lei 37/66 com o art. 116. rel. Guia de importação 1. pois deixou transcorrer o prazo para dar início ao despacho aduaneiro (art. já que tal circunstância constou em declaração complementar.04. nos termos do art. Mercadorias que embarcaram em outro navio e em outra data.2004. 4.. Alíquota. AMS 1999. para publicação do acórdão (TRF-1ª R. 54).2006. durante esse prazo. I. Juiz Luciano Tolentino. ocorrido no momento do registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira.

27. rel. III. O art. 1. Art. Fato gerador. 4. 1. 23 do Dec. Tratando-se de mercadoria destinada a consumo. II. 23. 1. 3. Art. consubstanciado no auto de infração atacado.-lei 37/66. Juiz Mairan Maia. 3ª T. do produto estrangeiro. 6. 07. aplica-se a alíquota vigente à data do registro da declaração de importação. a destinação para consumada mercadoria objeto do despacho aduaneiro.. harmoniza-se com o perfil constitucional da regra matriz desse tributo na medida em que reconhece. Registro anterior à majoração. o qual inicia o procedimento de desembaraço aduaneiro. 19.471/95]. complementado pelo art. Na importação de mercadorias despachadas para consumo. j.2005. para fins tributários.07. 5. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada do produto importado no território nacional. a data da conclusão do negócio jurídico de aquisição do bem importado. e segundo a delimitação constitucional da regra matriz tributária.06. ao país.. Sentença reformada. 4. Dec. que fixa a data do registro da declaração de importação na repartição 23 . a hipótese de incidência do Imposto sobre Importação traduzse na chegada. Arts. Incidência do art. Fato incontroverso. 19 do Código Tributário Nacional. p. Juíza Cecília Marcondes j. como momento de aperfeiçoamento da obrigação tributária do imposto incidente sobre mercadorias despachadas para consumo. do Dec.2006. artigo por artigo.543/2002]. 6ª T. nos autos.2005. vigente à época da concretização do fato gerador. DJU 21. Apelação em mandado de segurança.08. Remessa oficial desprovida (TRF-3ª R. 23 do Dec. REOMS 187700/SP. a alíquota exigível é aquela vigente na data do registro da declaração de importação no ato do desembaraço aduaneiro.-lei 37/66.2006. Constatado que o registro foi providenciado antes do advento do diploma que aumentou a alíquota do Imposto de Importação. 301). CTN. p. DJU 10. Aspecto temporal do fato gerador do tributo.08. Inversão do ônus da sucumbência (TRF-3ª R. Dec. sendo irrelevante o dia de ingresso do produto estrangeiro. escorreita a atuação do Fisco ao constituir o crédito remanescente. Alteração de alíquota. 371). 1. I. AC 22632/SP. Imposto de Importação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Revogada a Resolução CPA 05-0392 quando do registro da declaração de importação..-lei 37/66.-lei37/66. Momento de ocorrência do fato gerador. Imposto de Importação. 86 e 87 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec..-lei 37/66. Art. 2. não importando. em território nacional. Direito adquirido. Tributário. o registro da declaração de importação. 23 do Dec. inclusive ICMS e ISS Tributário. Anulatória de débito fiscal. À luz do art. 19 do CTN. rel. reconhecese o direito adquirido ao pagamento do tributo pela alíquota menor. 23.427/95 [revogado pelo Dec. a teor do art. Imposto Sobre Importação.

Ação ordinária. AMS 2000. a entrada no território nacional da mercadoria.10. AMS 170.. 106. e não com a simples entrada física desta no território nacional. na hipótese de ser destinado a consumo. A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias para consumo é definida pela norma vigente no momento em que se efetivou o registro da declaração apresentada pelo importador à repartição alfandegária competente.855/SP. quando da entrada em vigor do Dec..03. a variação do câmbio da moeda estrangeira não representa majoração do tributo. da Constituição Federal.2006. Portanto. Momento da perfectibilização do fato gerador. a. de 10. Dec. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre por ocasião do registro da Declaração de Importação. 02. Tributos. p. em coerência com a política econômica global adotada à época (TRF-4ª R. 396). porquanto. 1. j. O art. submetendo-a à livre flutuação do mercado. não havendo que se falar na existência de direito adquirido à utilização de determinada taxa de câmbio fixa. da Lei 8. e art. 1ª T.427. 105. Taxa de câmbio. representa. Aduaneiro. 23 e 44. 2. DJU 22. 6ª T.626. Importação.01.2000. 2.04. 3. p. Desembaraço aduaneiro.-lei 37/66.04.. a base de cálculo será simplesmente o resultado aritmético da conversão do valor expresso em moeda estrangeira com a taxa vigente. 848). Majoração de alíquota. para esse 24 . O desembaraço aduaneiro completa a importação e. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. 2. Ademais. 3. inclusive ICMS e ISS aduaneira. 150. Tributário. do CTN. j. Não tendo sido efetuada a declaração de importação das mercadorias importadas. Ao contrário.2006. Imposto de Importação. Apelação a que se nega provimento (TRF-3ª R. artigo por artigo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. sendo irrelevante. nos termos do art. 3. momento que se dá o desembaraço aduaneiro da mercadoria. Juiz Vivian Josete Pantaleão Caminha. nem alteração da base de cálculo ou da alíquota.04. 05. DJU 26. 1. a alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. Tributário. conseqüentemente.044496-8/PR. A legislação tributária aplicável à operação de importação é aquela vigente à época do fato gerador. Ocorrência do fato gerador. III. Legalidade. Dec.2005.. Juiz Lazarano Neto. não agiu com excesso de poder o Executivo ao alterar a taxa de câmbio. arts.471/95].2005. para efeitos fiscais.03. autorizou o Poder Executivo a alterar a forma de fixação e a periodicidade da taxa de câmbio. rel. 1. 1. rel.981/95. O fato gerador do Imposto de Importação nasce com a entrada das mercadorias em território nacional e perfectibiliza-se no momento do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira. é legítima a incidência da exação.

2003. artigo por artigo. 20. é fixada levando em consideração a unidade ou quantidade do bem importado. 20. ou seu similar. tida por interposta. É a alíquota especifica. AC 000.10.quando a alíquota seja específica. Juiz Wellington Mendes de Almeida.quando a alíquota seja ad valorem. levado a leilão.. II . rel. 25 . o CTN. providas (TRF-4ª R. a data da celebração do contrato de compra e venda relativo ao bem importado. é o valor tributável. 4° do Dec. no art. Art.70.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. COMENTÁRIOS Base de cálculo.029873-8/PR. para ser cobrado. ao tempo da importação. indica três bases de cálculo distintas. 22. a unidade de medida adotada pela lei tributária. expressa em uma medida determinada pelo peso.2003. o imposto corresponderá a cada unidade destacada. o preço normal que o produto. j. o preço da arrematação. referida no inciso I do art. Assim. Apelação e remessa oficial.11. para entrega no porto ou lugar de entrada do produto no País. No Imposto de Importação.. metro.00. peça etc. 1ª T. bem como era previsto no art. A primeira. Em outras palavras. já em desuso. 3. em uma venda em condições de livre concorrência. DJU 12. leva em conta um determinado fato. mensurando-o do ponto de vista econômico. A base de cálculo do imposto é: I . 386). p.-lei 37/66. 20 do CTN. volume. III quando se trate de produto apreendido ou abandonado. O quantitativo estabelecido é a base de cálculo que serve de suporte ao conteúdo da obrigação tributária. alcançaria. inclusive ICMS e ISS específico efeito. Todo imposto.

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. fixada em termos percentuais. Tem-se aí a “alíquota ad valorem”. Por fim. quando apreendidas ou abandonadas.GATT. A base de cálculo do imposto é o preço da arrematação. formada por 32 países. hoje só usada por sete países. levando em consideração a essencialidade ou utilidade do produto. Após um evento internacional intitulado Rodada de Tóquio. ou seu similar. 26 . quando da fixação da alíquota. em Comentários à Lei Aduaneira. As alíquotas são estabelecidas pelo Poder Executivo. chegando-se ao art. é reduzida. utilizava-se da expressão valor aduaneiro. ensina que por muitos anos a comunidade internacional. menor alíquota ostenta. Roosevelt Baldomir Sousa. convencionou-se uma nova definição de valor. para entrega no porto ou no lugar da entrada do produto no País. se houver similar nacional. eventual e episódica. CTN). diz respeito à concorrência que possa fazer o produto estrangeiro à indústria nacional. 20. VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . para ás mercadorias estrangeiras levadas a leilão. quanto mais necessário. alcançaria em uma venda em condições de livre concorrência. O CTN chama de preço normal o valor que o produto. inclusive ICMS e ISS A segunda base de cálculo leva em consideração o valor do produto. ou seu similar. tem-se uma terceira base de cálculo. de tal modo que. o que faz o Imposto de Importação proporcional (inciso II do art. Observe-se que não se trata do valor de aquisição e sim do preço normal. a alíquota do produto estrangeiro é majorada. em caso contrário. artigo por artigo. Em princípio. Outro aspecto a ser considerado.

artigo por artigo. ou atribuindo o órgão.. a discricionariedade não se confunde com arbítrio. estes atrelados geralmente a acordos disciplinadores da política de preços. Verifica-se. preço referência. cit. a seu talante. a tarefa de fixar o preço de mercado. porque todos os valores são adrede estabelecidos. um valor que entende ser o correto. ob. por interesses internacionais. o que não poderia ser diferente diante da responsabilidade que lhe cabe como negociador internacional e guardião dos interesses nacionais. o antigo Conselho de Política Aduaneira. Entretanto. Somente em duas hipóteses cabe o arbitramento: quando a mercadoria estrangeira não está acompanhada da documentação legal. portanto. Cabe à Secretaria de Comércio Exterior . firmando uma pauta de valores mínimos por intermédio da Comissão Executiva. dentre os quais a política de proteção aos produtos nacionais. a discricionariedade do Poder Executivo. Há um emaranhado de interesses alienígenas e impositivos que são levados em consideração. necessariamente. 27 . é eminentemente política e passa. inclusive ICMS e ISS Fixação pelo Poder Executivo. e. finalmente. o que pode ser feito tomando como referência o preço constante da fatura comercial. Acirrados questionamentos surgem em razão da fixação do valor das mercadorias A tarefa. Preço de referência é o adotado no interesse de proteger o similar nacional e visa equalizar os preços de oferta quando díspares (Roosevelt Baldomir Sousa. seguidos de publicidade. dos valores das mercadorias.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. como todo e qualquer ato administrativo. para o Estado. um dos órgãos da Secretaria de Comércio Exterior Secex. supra).Secex. também chamado de preço normal.

em montante cuja fixação atende aos interesses políticos.-lei 1. Dec.1976). o Brasil. art. jóias.-lei 1. Entretanto. lembranças de viagem etc. permitindo o ingresso da mercadoria com suspensão do pagamento do imposto. Regimes aduaneiros. As mercadorias estrangeiras estão sujeitas ao pagamento do Imposto de Importação quando ocorrido o fato gerador. ou seja.-lei 37/66. quando do desembaraço aduaneiro. a bagagem dos estrangeiros radicados no Brasil há mais de cinco anos e de brasileiros com mais de dois anos domiciliados no estrangeiro. já comentado acima.04. foram instituídos regimes especiais. apenas para exemplificar. mas sujeitando-a. Para facilitar o ingresso de bens estrangeiros no País.-lei 37/66). naturalmente. artigo por artigo.-lei 37/66. 19 e no Dec. objetos pessoais. ao final dos quais ficam liberados da incidência.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 9°. abrangendo roupas. como previsto no CTN. de 07. situação que dura por cinco anos. Dec. livros e revistas. cujo destino não é. É a chamada quota isencional (art. Isenção de bagagem.. O referido dispositivo foi 28 . Escapam ainda do pagamento da exação a bagagem do passageiro que ingressa no País. Observe-se.455/76). do qual destaco. por fim. que os bens desembaraçados como bagagens não podem ser alienados. Dec. há tolerância quanto a bens adquiridos no estrangeiro dentro de um valor limitado pelo Poder Executivo. ao controle fiscal (art. inclusive ICMS e ISS ignorando-se o valor de aquisição. entretanto. ou quando a documentação apresentase inidônea. quando do retorno ao Brasil (art. senão com o pagamento dos tributos. toda a bagagem dos agentes diplomáticos. bem assim o longo elenco constante do Dec. 13.455. 3°. quando se desligam da missão estrangeira.

158-35. A legislação brasileira permite duas modalidades de drawback: drawback suspensão e drawback isenção. Caso não haja retorno. 252 do Regulamento Aduaneiro (Dec. 267 e seguintes do Dec. 91. atualmente disciplinado pelo art. a qual consiste na importação de bens que devem permanecer no País por prazo fixo determinado. passando a ter a seguinte redação: Art. caso seja descumprido o prazo ou a finalidade. na hipótese. ainda. Das diversas modalidades de regime especial destaca-se o trânsito aduaneiro. bens estes que deverão cumprir uma finalidade. a admissão temporária. passam a incidir todos os tributos. fato gerador sujeito a uma condição resolutiva. artigo por artigo. Exemplo freqüente de admissão temporária existe quanto aos veículos importados para uso e circulação na zona franca ou zona de livre comércio e que saem do território especial por período certo. 29 .543/2002 como aquele que permite o transporte de mercadoria sob controle aduaneiro. com do pagamento dos impostos incidentes na Há. sendo dispensada quando se tratar de importação ao abrigo de tratado ou convenção internacional. Pode-se exigir ou não a expedição de guia de importação. regime especial de entreposto aduaneiro na permite a armazenagem de mercadoria em local alfandegado de uso público. Temos. Os bens devem ser minuciosamente identificados.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. cuidando a lei tributária de uma garantia futura. 9° O importação estrangeira suspensão importação. com suspensão de tributos.2001 (ainda não convertida em lei). para assim possibilitar uma eventual taxação. de 24.08.030/85). caso em que se materializa a responsabilidade. definido no art. 4. inclusive ICMS e ISS alterado pela Medida Provisória 2.

Temos. com suspensão de tributos. inclusive ICMS e ISS No primeiro. a título precário e mediante seleção dos interessados por concorrência pública. 58 e 59. Se não houver exportação há exigência da exação. serão devolvidas ao remetente. se não recebidas nos prazos estabelecidos.. cujos impostos ficam suspensos pelo prazo de um a três anos. os bens importados com suspensão são absorvidos pelo produto nacional que vai ser exportado. exposições. e que servem geralmente para depósito.455/76).-lei 1. o entreposto aduaneiro temporário. sob estreito controle fiscal. Além dos regimes aduaneiros especiais. que é um espaço físico concedido pelo Ministro da Fazenda. Dec. temos o entreposto aduaneiro de uso público. No segundo (drawback isenção). também. tem a legislação brasileira os chamados entrepostos aduaneiros. feiras de amostra etc. artigo por artigo. Chama-se a atenção para as remessas postais internacionais porque. 17. que consistem no regime especial de armazenamento de mercadorias em importação ou exportação. Dentre as diversas modalidades. 30 . por permanecer na aduana além dos prazos e condições indicados em lei (arts. entretanto. foi revogado pela Medida Provisória 2. Dec. A primeira espécie do gênero mercadoria perdida é a considerada abandonada.15835/2001. que se constitui em depósito para receber mercadorias para concursos. mas esta incidência sofre suspensão até a exportação. há uma diferença muito sutil e que consiste na importação de produtos fabricados com matéria-prima importada. Esse dispositivo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. no máximo (art. ainda não convertida em lei até a presente data. Perda de mercadoria. instalação de mercadorias importadas ou exportadas por terceiros usuários. É. depósito ou trapiche). hipótese em que há absorção do produto estrangeiro. em outras palavras. o espaço físico (armazém.-lei 37/66).

Uma outra forma de perda é a avaria (perda parcial ou total) e o extravio (perda total). A recíproca é verdadeira. arvoram-se depositários dos bens estrangeiros apreendidos ou indicam terceiras pessoas como depositários. 25 e 26). ou de importação proibida.-lei 37/66 (arts.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. as mercadorias importadas irregularmente.-lei 1. em nome e à ordem do Ministro da Fazenda. a não ser que tenha sido iniciado o despacho aduaneiro. artigo por artigo. Temos. também recepcionado. se houver saldo positivo no leilão.455/76. diploma que foi recepcionado pela CF/88 e em nada contraria o Dec. hipótese em que a desistência obriga ao pagamento da diferença entre o valor da arrematação e o valor da exação. violando o Dec. este será entregue ao proprietário da mercadoria. que sofrem apreensão liminar para posterior imposição de pena de perdimento. inclusive ICMS e ISS Também obedecem a tratamento distinto as mercadorias apreendidas. A única possibilidade de utilização de bens importados apreendidos é mediante doação dos mesmos. após regular processo administrativo. Todos os bens apreendidos são recolhidos à Secretaria da Receita Federal. como se tivesse sido despachada normalmente. após a decretação de perda 31 . ambas as hipóteses apuradas em procedimento administrativo. Daí o equívoco de alguns magistrados que. O abandono não gera para o destinatário da mercadoria ônus algum. porque. na condução de processos criminais de contrabando ou descaminho. finalmente. A prática é ilegal. como medida acautelatória.

a apreensão de bens importados irregularmente desencadeia a instauração de processo administrativo-tributário. E isto porque. 32 . Aconselha-se. como só acontece quando declarada na esfera penal a inexistência material do fato ou quando se verificar a não-participação do réu no fato criminoso. artigo por artigo. o proprietário do bem estrangeiro não foi o responsável pelo irregular internamento. A jurisprudência. se comprovado o irregular internamento dos mesmos. embora oscilante. embora sejam independentes as esferas de responsabilidade. ainda. Preconiza-se. que todos os bens estrangeiros apreendidos sejam encaminhados ao Secretário da Receita Federal. Daí a direta interferência da sentença judicial no procedimento administrativo. em algumas situações a sentença penal faz coisa julgada na esfera administrativa. ou quando não arrematados em hasta negativa. ao final do qual é declarada a perda de bens. a demonstrar que melhor seria aguardar-se a finalização do processo judicial para então proceder-se ao perdimento de bem e com ele a irreversível alienação em hasta. Independentemente do processo judicial. tem tratado o proprietário inocente como terceiro de boa-fé. Por exemplo: o bem apreendido em poder do réu não é de sua propriedade. A questão mais complexa existe quando tramitam concomitantemente processo penal e processo administrativo. o qual deve observar os princípios processuais do devido processo legal. Pena de perdimento. inclusive ICMS e ISS em benefício do erário. antes de ser mandado a leilão. estes cíveis e criminais. para maior dinâmica no processamento dos feitos administrativos e judiciais. seja a autoridade fiscal comunicada quando da finalização do processo judicial.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. da ampla defesa e do contraditório. não responsável pela irregularidade na importação.

. e 153. Imposto de Importação. 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. substituído pela Secex]. 1.391/95 [alterado pelo Dec. Incidência da Súmula 83/STJ. Pleno. O9. 10 da Lei 2. ou seja. rel. 83.1980. art.10. § 2° [rectius: art. REsp 135. Gatt. § 1°.. 19.02.471/95]. do Senado Federal]. Min. Sua inaplicação à hipótese. arts. somente favorece os produtos nacionais (Lei 4. 2ª T. sob todas as formas. RE 92978/SP.-lei 2.10.-lei 37/66 (art.471/95]. Ilmar Galvão. rel. 25. 1ª T. 23.11.1995). 1° da Lei 7. inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA As Resoluções do Conselho de Política Aduaneira [hoje.1980). § 2°. 70. 145.09. recebendo o benefício de alíquota zero. Francisco Peçanha Martins. redação dada pelo art. Soares Muñoz. art. Recurso extraordinário não conhecido (STF. Dec. DJU 10. Min.992/PR. Tributário.427.. relativo a bem para o ativo fixo. Tributário. Recurso não conhecido (STJ.1994. da Constituição Federal de 1988. por isso. destinadas à fixação de pauta de valor mínimo. este parágrafo foi revogado pelo Dec.690/88 [suspenso por inconstitucionalidade pela Resolução 11/2005.182/72 [rectius: Decreto 70. j.433/88]. rel. Taxa de licenciamento de importação. este revogado pelo Decreto 1. Tributário. artigo por artigo.1998. rel. Recurso não conhecido (STF. 36). IPI. só há isenção do ICMS quando ocorre a suspensão do Imposto de Importação e do IPI. 23.10. Vitamina E e derivados. revogado pelo Dec. REsp 167. Em havendo isenção dos tributos federais (STJ. CTN.263/79]. O contribuinte não tem 33 . § 2°. 19. 1. 150. Min.08. III. obedece às normas estabelecidas no Gatt.427/95 [revogado pelo Dec. DJU 11. j. Fato gerador.1998). Imposto de Importação. 1ª T. devem conter motivação expressa (TFR Súmula 97). Guia para importação. REsp 128200/SP. Alíquota zero. Min. Dec. em face da norma do art. 1°.1989). Precedentes. Na importação sob regime drawback. 23). art. Dec.. Dec. CF. j. 23.080/SP. 1. o valor da mercadoria importada. Humberto Gomes de Barras. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao Imposto de Importação.1989. j. A importação da vitamina E.162/72. 1. Crédito do imposto pago na importação de país membro do Gatt. pois tal creditamento constitui incentivo à indústria nacional e. a. DJU 05. Alíquota aplicável. Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador. DJU 31.145/53. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência. Art.502/64.

08. Min. Tributário.1992. Veículo novo. Havendo comprovação. IPI e lmposto de lmportação. artigo por artigo. Mandado de segurança.-lei 1. Tributário.03. Veículo transportador de mercadoria estrangeira destituída de documentação.1995.471. 1. REsp 264565/PR. j. Administrativo. mas no voto consta Dec. o fato gerador não ocorre no momento da celebração do contrato. somente tem aplicação quando devidamente comprovada a responsabilidade do proprietário no ilícito praticado pelo motorista transportador das mercadorias apreendidas (STJ.-lei 2. DJU 31. 1ª T.02.445/76. A isenção. REsp 198..1992. quando concedida por prazo certo e sob condição onerosa.2001. não pode ser revogada. Lei 8.2001). Fato gerador. independe da prova de boa-fé do contribuinte (responsável pela operação interna com essa mercadoria). rel.2001. 15.445/76 [na publicação consta Dec. Tributário. 1ª T. Dec. Importação. REsp 139658/PR. Perdimento de bens decretado pela autoridade competente em procedimento administrativo regular: Segurança denegada..331/SC. 2. Majoração de alíquota. –lei 1. 15. REsp 15085/DF. Humberto Gomes de Barros. É a alíquota vigente nesta data que deve ser aplicada para o cálculo do imposto. arts.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.324/97.04. Min. rel. 23 e 24. rel. a decretação do perdimento dos bens. DJU 28. 23 do Dec. Dec..05. 13. utilizado em contrabando ou descaminho. Milton Luiz Pereira. 2. 23. de 27. p.632).-lei 1.-lei 37/66. A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador.455/76.2001). j. e a eventual boa-fé do contribuinte que realiza operação de 34 . Isenção. 1ª T. DJU 17. mas quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art. 104. Pena de perdimento de bens. Imposto de Importação.02. Multifários precedentes. V. 1.-lei 37/66). A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. em procedimento administrativo regular. 3.1999. A pena de perdimento do veículo. Dec.05. Em se tratando da importação de mercadorias para consumo. Garcia Vieira. inclusive ICMS e ISS direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada. Ilícito fiscal. rel. Min. Min.032/90. art.05. Recurso provido (STJ. 29.1999). Dec. Recurso conhecido e provido (STJ. j. o número correto]. DJU 28. Recurso improvido (STJ. Milton Luiz Pereira j.. ilegalmente importados. de que a mercadoria teve clandestino ingresso no território nacional. 1ª T.06.

Dec. de empresa regularmente estabelecida no mercado interno. 14. Mercadoria de procedência estrangeira.. Recurso da Fazenda não conhecido.Ofensa ao art. inclusive ICMS e ISS entrada ou saída de mercadoria com ingresso clandestino poderá dar-lhe condição para propor ação de ressarcimento contra o vendedor. A pena de perdimento não alcança quem adquiriu a mercadoria estrangeira. Pena de perdimento. 16. quando evidente a desproporção entre o seu valor e o da mercadoria de procedência estrangeira apreendida (STJ.455.1997. rel. Tributário. III . Min. II . Pena de perdimento do veículo transportador.1995. DJU 06. decretando-lhe a perda. 24 do Dec. j. 37. 2ª T. p. DJU 08.11. 18. 1ª T. 35 . rel.522).. Recurso especial não conhecido (STJ. Hélio Mosimann.1993. 2ª T.03. j.11. j. p. A pena de perdimento . 23. Boa-fé. I . Tributário. Min. mediante nota fiscal.Recurso especial não conhecido (STJ. 20. Humberto Gomes de Barros. Apreensão..-lei 1. incabível a pena de perdimento. 14. p. no mercado interno. Antônio de Pádua Ribeiro.até por ser pena . Decisão unânime (STJ. Demócrito Reinaldo j. 23.10. REsp 23513/RJ. Pena de perdimento. Min.03. p. p. de 1976.não pode abstrair o elemento subjetivo nem desprezar a boa-fé (STJ.-lei 1.04.1998.12. rel. mercadorias de procedência estrangeira. Apreensão de mercadoria estrangeira. salvo prova de que dela participou ou tinha conhecimento. Veículo transportador. REsp 11137/PE.1992.411). não responde por eventual fraude na respectiva importação.1996. Aquisição no mercado interno de mercadoria de procedência estrangeira.rel.400). j. inciso V.1993.10. rel.-lei 37/66 não caracterizada. artigo por artigo.1996. Dissídio pretoriano não demonstrado. Min.897).455/76 e art.Havendo desproporção entre o valor da mercadoria e do veículo que a transporta.11. mas nunca a de inibir o fisco de apreendê-la (a mercadoria). Mercadoria adquirida de comerciante estabelecido.. REsp 34961/ RS. O comprador de mercadoria exposta em loja sujeita a fiscalização não pode ser obrigado a investigar o modo como ela entrou no país.559).1997. 11. mediante nota fiscal. 104.. REsp 109710/PR. DJU 06. adquire. de comerciante estabelecido. Min.1995. 1ª T. Quem. REsp 15072/DF. 21. Inadmissível a aplicação da pena de perdimento do veículo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Princípio da proporcionalidade. DJU 22. DJU 14.05. do Dec. Ari Pargendler. 2ª T. Perdimento.

0371582/DF. 3ª T. p.02846-3/MG. 36 .641). Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R. Entretanto. Pena de perdimento. Benefício fiscal não reconhecido porque não apurada a similaridade na forma do art. AMS 1997. o prazo só tem início quando do trânsito em julgado da sentença penal.427/95 [revogado pelo Dec. quando os fatos estão sendo apurados na esfera penal. AG 96. j. DJU 25. Inexistência de obrigação de indenizar por parte da União. Isenção. DJU 30.05. 4ª T. 1. Bem apreendido em poder de terceiros.282). 1. Juiz Gilson Dipp. rel.. p. 5. j. Tributário. 4ª T.. Veículo alugado e utilizado para possível prática de descaminho.543/2002]. 05. Ausência de similaridade.05. não sendo produto de crime. 3. 1. Juiz Eustáquio Silveira..1996. j. 06. DJU 11. 2.055779-2/MG.386).1998. 3. 1. 80. Veículo regularmente importado com isenção de impostos. DJU 29.01. p. 232. AMS 92.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 10. Sentença penal absolutória. rel. Não pode ser declarada a perda do veículo se seu proprietário não teve nenhuma participação na possível prática do crime de descaminho (TRF-1ª R. Imposto de Importação..03. 232.04.02. Impossibilidade. 4.1998. Juiz Tourinho Neto.. 250). 14. 3.1996. como autorizado pelo art. Juíza Eliana Calmon. DJU 1°. Recurso improvido (TRF-1ª R. Imposto de Importação de veículos.04. 4. p. Tributário. 103). Indenização.10902-4/DF.01. Importação de veículo com isenção de impostos (art. rel. I e II.01.1997.01. Recurso improvido (TRF-1ª R. Perdimento de bem. AC 04141629/SC.. p. foi adquirida irregularmente e sofreu a pena de perdimento em procedimento administrativo.03. Mudança de alíquota. Mercadoria que. inclusive ICMS e ISS Tributário. 4ª T. j. I e II. 4. 1. 2.-lei 37/66 (TRF-4ª R. Não há direito adquirido de pagar ao importador imposto com alíquota vigorante quando da expedição de guia de importação. do Regulamento Aduaneiro) [revogado pelo Dec.1998. 2. Princípio da nãosurpresa que não atinge o Imposto de Importação. Sentença que declarou não provada a existência de crime não faz coisa julgada no cível para respaldar indenização.08.00. Juíza Eliana Calmon j. Alienação do veículo regularmente processa da e com a autorização do Ministério das Relações Exteriores e da Receita Federal. 14.04. rel.00.1997.1998. rel..1998. AC 1997.471/95] para os desembaraços aduaneiros ocorridos após a majoração. Administrativo.. 10... Tributário.1ª T. artigo por artigo. A prescrição de ação contra a União é de cinco anos.1998. 19 do Dec. do Regulamento Aduaneiro. Vigência imediata do Dec. 23. Pena de perdimento.

. art. 2ª T. periódicos e o papel destinado a sua impressão.09. i.for posterior à vigência do diploma legal. Fato gerador do imposto de importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro. O que a Constituição exige.471/95].02. Alíquota. Imposto de Importação. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. inc. 64). CF. jornais.47172. d. é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador. DJU 06. Majoração de alíquota. 2. na repartição aduaneira competente. adquirida no exterior por funcionário da embaixada. VI. inciso X. DJU 29. Eros Grau. Juíza Tânia Terezinha Cardoso Escobar... AMS 95. também abarca a edição de listas telefônicas.01. 2ª T. inc. Min. de 1966. j..1996. artigo por artigo. para-alcançar. Agravo não provido 37 . prevista no art. 200). a. 3ª T. Importação. 150. inc. III. em 1980. rel Juiz Tourinho Neto j. 72. do Dec. da CF/88. Agravo regimental no recurso extraordinário. 3. 23 do Dec.entrada da mercadoria no território nacional . 105. da declaração apresentada pelo importador (art. 05. e trazida. Microcomputadores para elaboração de listas. p.08063-3/DF. além dos produtos expressamente mencionados em seu texto. Fato gerador.09. ao referir-se a periódicos. Administrativo. Pena de perdimento do veículo. englobam seu processo produtivo. Imunidade constitucional Art. RE-AgR 441537/ES. inclusive ICMS e ISS Tributário. Imposto de Importação. 1. d. de fato. II. 150. em 1984.1998. VI.427/95 [revogado pelo Dec. quando lá servia.2006.09. no art. rel. No caso. Firmou-se a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a imunidade constitucional. se o fato gerador do imposto . Precedente do STF. Precedentes. 05. a. como sua bagagem.03. a apreensão de um veículo (moto). A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec. VI.1996.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. com base no art. quando requereu os benefícios fiscais de isenção de bagagem diplomática e declarado perante a Receita Federal o mencionado veículo (TRF-1ª R. todos aqueles que. p. 150. 1.09. da CF/88 (TRF-4ª R. AMS 95. DJU 25. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação. Inocorrência de infração. da CF/88. Tem sido admitida pela jurisprudência a interpretação extensiva da imunidade constitucional referente a livros.-lei 37. 150. d. Possibilidade. III.2006. 10. Tributário.179). III. Constitucional. É inaceitável que o Fisco proceda. j. A importação de microcomputadores para elaboração e impressão de listas telefônicas está abrangida pela imunidade tributária prevista no art.1998. 150. rel.-lei 37/66). 1. p.04.

DJU 38 . Pena de perdimento. Precedentes: REsp 658. Mandado de segurança. 31. j. 2ª T. ICMS. 4. Recurso especial.08. DJU 09. 1. deste relator.. Mandado de segurança. REsp 151687/RS. Solução quiçá inconstitucional. rel. de mercadoria importada. Redução ou isenção de ICMS. maxime.2005. Inocorrência. revela solução deveras drástica para quem não importou e não é sequer responsável tributário pela mercadoria. inclusive ICMS e ISS (STF.10. p. quando o tribunal de origem pronuncia-se de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos. Violação dos arts. p. Embargos de declaração. 535 do CPC. Tributário. A aquisição. mas também a prova de que as sementes destinam-se à semeadura. j. XLV). por isso que inverter o onus probandi revela severo óbice ao acesso à justiça. 3. assentada pela instância a quo com ampla cognição probatória. 57). Min. um a um. Carlos Velloso. 2. Importação de sementes de país signatário do Gatt. faz-se necessária a produção não só da prova da similaridade. 2ª T. A pena de perdimento não pode desconsiderar a boa-fé do adquirente. 5. à luz da cláusula pétrea de que a sanção não deve passar da pessoa do infrator (CF. Recurso especial. Terceiro de boa-fé. gera a presunção de boa-fé do adquirente.2005. rel. Ademais. Veículo usado importado. 22. DJU 01.. artigo por artigo.05.2000.2000. Min. Recurso a que se dá provimento (STJ. em estabelecimento comercial sujeito a fiscalização. o adquirente que não utilizou do mandamus para importar supõe adquirir veículo usado e que ingressou legalmente no país. mediante nota fiscal. originariamente. no intuito de emprestar legalidade ao ato de importação. quando o veículo fora adquirido. os argumentos trazidos pela parte. AI-AgR 420993/PR. o magistrado não está obrigado a rebater. Importação declarada ilegal em ação mandamental distinta. II. 129). desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. cabendo ao Fisco a prova em contrário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. desobrigando-se o comprador a investigar o ingresso da mercadoria no país. Inexiste ofensa ao art. Processual civil. Nancy Andrighi. A simples guia de importação não constitui prova escorreita da similaridade e da destinação do produto importado. ou que as operações de saída interna dar-se-ão nos limites territoriais do Estado. Produção notória. Destarte. anos antes. 5°. I. Apreensão de mercadoria adquirida no mercado interno. Tributário.07. em razão de a empresa importadora da mercadoria ter sucumbido em ação mandamental que impetrara. Para fins de habilitação aos incentivos fiscais (redução ou isenção de impostos). no mercado interno.218/RS. Direito líquido e certo. 458 e 535. Aplicar-se ao comprador de boa-fé a pena de perdimento da mercadoria. art.

. E mais. 7. 5. Min. bem como as de seguros e de previdência privada’. CTN). Na hipótese de a base de cálculo estar em expressa em moeda estrangeira. 46. em se tratando de mercadoria despachada para consumo. para fins de cálculo do montante do imposto a ser recolhido. 4°. Prescrição decenal (teoria dos 5+5). 04.595/64). 1ª T. mediante delegação do Conselho Monetário Nacional. rel. 20. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. Min. 7ª T. 1. DJU 27. p. câmbio e capitalização. O mesmo Dec. Juiz Catão Alves.Min.2006. Recurso especial parcialmente conhecido e desprovido (STJ.04. por tanto. CTN. p.-lei 37/66. 3. j. AgRg no AG 518. 21.04.05. Lei 4. 143 e 144. rel. DJU 28. 144.2007. rel. Franciulli Netto.2004.2004. Verifica-se. AC 2000. 4. Inconstitucionalidade reconhecida pelo E.03. atuar sobre as operações de câmbio com o objetivo de prevenir desequilíbrios na balança de pagamento (art. e REsp 410. não há que se falar em violação aos princípios da segurança jurídica e do ato jurídico perfeito.-lei 37/66 diz que. Variação cambial. no momento do despacho aduaneiro. CTN). DJU 31. 143. informam que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do ingresso do produto estrangeiro no território nacional. CTN e 1°. CTN). para a averiguação do montante a ser recolhido pelo contribuinte levam em consideração o momento do fato gerador (art. Compete à União. que considera-se ocorrido o fato gerador.06.04. 8. Taxa Selic. Taxa para emissão de guia de importação. 2. Luiz Fux. Sentença mantida.00. conseqüentemente.2006.. cabe ao Banco Central do Brasil. ser absolutamente inviável tomar em consideração. Assim. Base de cálculo idêntica à do Imposto de Importação. 6. 153).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. especialmente as de crédito. REsp 718021/DF. nos termos do art.38. Castro Meira. Dec.05.157/PR. o valor da operação vigente ao tempo da celebração do contrato com o fornecedor estrangeiro. Pedido procedente em 39 . pois age o Poder Público com o objetivo de proteger o interesse público. artigo por artigo. 62).995/RS. Pedido improcedente (TRF-1ª R. Apuração da base de cálculo segundo a relação de câmbio vigente ao tempo do fato gerador (arts. Tributário. 6. proceder-se-á à conversão para a moeda nacional com base no câmbio do dia do fato gerador (art. No que tange ao Imposto sobre Produtos Industrializados determina o art. Apelação improvida.2007. em relação aos produtos de procedência estrangeira.015761-9/MG. ‘administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira. DJU 22. Impostos federais incidentes sobre a importação (II e IPI). j. rel. STF. CF/88. Tributário. inclusive ICMS e ISS 25. XVIII. Os aspectos relevantes para o lançamento tributário e. Os arts. 19.2005.. Precedentes.

03. Os métodos de sua apuração considerarão fatores outros que não o valor constante na fatura. Contudo. entre outros. apenas a Taxa SELIC. a apresentação das guias de importação é suficiente para a comprovação do recolhimento do tributo que ora se questiona.05. Tributário. Apelação da Fazenda Nacional improvida.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.690/88.00. 20 do CTN em combinação com as disposições do art. até dezembro de 1995. inclusive ICMS e ISS parte. instituída pela Lei 2. da Lei 2.34. Nesse sentido: REsp 888. Valor declarado. O E. 1°.690/88. Juiz Catão Alves j. da Lei 7. 8. a declaração de valor aduaneiro e documentos comprobatórios. 4. 1. com redação dada pelo art. para critérios de razoabilidade. por sua vez. Teori Albino Zavascki.145/53.Gatt. Apelação da autora provida. no julgamento do RE 167.02. AC 2000. mas sim seu preço normal. A autoridade aduaneira exerce o controle sobre o valor declarado pelo importador. reconhecendo tratar-se de taxa o valor cobrado pela expedição da guia de importação.1995. o que é vedado pelo disposto no art.992/PR. 7. pelo importador.645/AL. Min.02. por considerar tratar-se de tributo sujeito a lançamento por homologação. 5. STF. DJ 12. Forma de apuração. Imposto de Importação. rel. O próprio texto do referido art. não é forçosamente aquele atribuído pelas partes à transação. O valor aduaneiro. poderão ser apresentados. 20 prevê como base de cálculo para o imposto de importação não o valor de aquisição do produto. Humberto Martins. rel. § 2°.2007. Min. a partir de janeiro de 1996. 20. 10. rel. obedece à teoria dos 5+5. ilmar Galvão. da Lei 7. 149). que já engloba juros e correção monetária. Pedido parcialmente procedente (TRF-1ª R. que deu nova redação ao art. voltando-se para a análise das operações envolvendo mercadorias idênticas e similares. como último recurso. artigo por artigo. para o valor de revenda ou. 1°. 145. 6. 10. 2º E. DJU 04. Remessa oficial parcialmente provida. Min. Nos termos do art. o valor a ser considerado.145/53. p. 40 . na esteira do art. rel.145/53 e majorada pela Lei 7..09. STJ sedimentou entendimento no sentido de que a prescrição do direito de ação. CF/88. Valor aduaneiro.002973-7/DF. VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . DJ 08. e REsp 610.2007.2006.. concluiu pela inconstitucionalidade do disposto no art. 7ª T. da Lei 2. 3. Uma vez selecionada a mercadoria para controle de valoração aduaneira.826/SP. Assim. seguindo-se o exame preliminar e/ou conclusivo do valor declarado. DJ 10. Sobre os valores a serem restituídos incidirão correção monetária. não é obtido apenas através do valor da transação. desde a data do recolhimento. a guia de importação somente é expedida mediante o recolhimento da taxa correspondente. por entender que a base de cálculo do referido tributo confundia-se com a base de cálculo do Imposto de Importação.690/88. e. em se tratando de repetição de indébito tributário referente à ‘taxa para emissão de guia de importação’.2007.

cabendo à impetrante saldar o débito. AGV 2006.2006. AC 97. a renda ou os serviços como fato gerador. tais quadrantes econômicos. alcançaria. 20. da CF. Agravo legal.00. 2. Juíza Viviane Josete Pantaleão Caminha. de qualquer modo. Imunidade tributária.04. rel. em uma venda em condições de livre concorrência para entrega no porto.06. ao tempo da importação. de 25 de abril 41 . Portaria 80/93.2003.494/97 c/c art. para efeitos de isenção fiscal..2007. 261). 24. c da CF tem caráter amplo. 14. Juiz Joel Ilan Paciornik. 3.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Importação indireta de veículos. Ao Poder Judiciário está reservada a apreciação do ato deferitório ou indeferitório da isenção apenas sob a ótica dos princípios e formas que regem a Administração Pública e os atos administrativos. A apuração de similaridade do produto importado com aquele fabricado no país. nem conflita com as disposições do Gatt. ou seu similar. A Resolução 7 da Câmara de Comércio Exterior. não se aplicando apenas aos tributos que têm o patrimônio. DJU 26. DJU 09. não prevalecendo.46414-2/PR. Imposto de Importação. Valor.2006.437/92. j. 2ª T.04. II). ou lugar de entrada do produto no País (CTN. 1ª T.. artigo por artigo. 3. ainda que indiretamente. A base de cálculo do imposto de importação. 150. 1. O STF já decidiu que a imunidade do art. tendo por premissa a proteção e fomento da indústria nacional. na importação de veículos. depende da destinação da mercadoria importada e da política dos órgãos governamentais competentes. p.2003. § 3°. 2.04.. VI. A adoção como parâmetro. Isenção do tributo por falta de similar nacional. observo que a liberação das mercadorias não esgota o objeto da ação mandamental.. j.07. inclusive ICMS e ISS que deve observar as regras do Acordo de Valoração Aduaneira (TRF-4ª R.02.035700-7/RS. quando a alíquota for ad valorem. Não se configura discriminação injustificada a adoção das listas de preços dos fabricantes quando se tratar de importação direta destes ou de empresas por eles credenciadas (TRF-4ª R. Juiz Sérgio Renato Tejada Garcia. Tributário.04. 150. mas também àqueles cuja incidência. 1° da Lei 9. Tributário. 1°. 1. VI. DJU 28. dos valores constantes em publicações especializadas. j. 848). é o preço normal que o produto.2007).01. afete.065749-6/SC. 05.. p. AMS 2000. Legalidade. O Imposto de Importação possui evidente objetivo extrafiscal.04. Caráter amplo do art.02. Requisitos legais: arts. art.. denegada a ordem e reconhecidos como devidos os tributos. Imposto de Importação sobre máquina. 1ª T. necessariamente. c. pois. Agravo legal improvido (TRF-4ª R. 9º e 14 do CTN. da Lei 8. restará constituído o respectivo crédito em favor da União Federal. rel. rel. não viola aquela regra. o valor da compra e venda. Quanto ao descumprimento do art.

portanto. a fim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. é inaplicável retroativamente. 2ª T. 153. porque não lhe cabe alterar as alíquotas do Imposto de Importação sem justificação. A Constituição Federal de 1988. Neste sentido encaminha-se a jurisprudência. o que indica que a base de cálculo não está incluída na esfera da discricionariedade consentida pelo legislador constitucional..07. Também é preciso que fique assentado o alcance da chamada discricionariedade do Executivo. 253). COMENTÁRIOS A discricionariedade do Poder Executivo. nas condições e nos limites estabelecidos em lei. e lei que indique as causas determinantes do agir do Executivo. 21 do CTN. Só por lei pode ser feita a alteração. Juiz João Surreax Chagas j. alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto.2004. Segundo o CTN. contida no texto do art. sem o que a discricionariedade seria absoluta. passando a arbitrariedade. suprimir a expressão agora em demasia. O Poder Executivo pode..05. p. Art. 42 . o Poder Executivo pode alterar as alíquotas e as bases de cálculo.08. inclusive ICMS e ISS de 2002.007635-7/RS. O primeiro ponto a ser examinado quando se comenta o artigo em destaque é a parcial incompatibilidade de sua redação com a atual Constituição. Apelação desprovida (TRF-4ª R.71. Faz-se necessário.2004. rel. DJU 14. 25. que concede redução na alíquota dos produtos classificados na Nomenclatura Comum do Mercosul (NMC). artigo por artigo. no § 1° do art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. limita-se a autorizar a alteração das alíquotas. 21. porque não é possível haver alteração da base de cálculo ao talante do exeqüente. AMS 2001.

como. não poucas vezes. a não ser que se altere o fato gerador do imposto. é possível haver mudança de alíquota. porque até o momento que antecede o desembaraço aduaneiro. TRF-3ª R. quando é assinada a declaração. inclusive ICMS e ISS Na doutrina. muito se discute quanto à excepcionalidade do Imposto de Importação. não submetidas as alterações de alíquota ao princípio da não-surpresa. questão esta umbilicalmente atrelada à sua identificação que. mesmo que frustrada seja a expectativa do importador. principalmente quando a majora. ao obter uma guia de importação. e jurídico. 43 . quando do desembaraço.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. autorizam ontologicamente a excepcionalidade. uma empresa. como visto.). não pode ser rompida. entrega da declaração ou manifesto de importação. por exemplo. A situação cria embaraços e. é o momento físico do internamento no País. 3ª Região. A imediata vigência da legislação relativa às alíquotas do Imposto de Importação tem ensejado controvérsias que abastecem os Tribunais de demandas a cada alteração de alíquota. por coerência de princípio. A dinâmica da vida política e o objetivo maior deste imposto extrafiscal. ou seja. por exemplo. artigo por artigo. até vexame financeiro. o julgado do TRF. O STF tem sido rigoroso quanto à vigência da legislação do Imposto de Importação. em acórdão cuja ementa encontra-se ao final destes comentários (AC 00307889/SP. instrumento de política econômica e cambial. Com efeito. tem uma expectativa apenas quanto à manutenção da alíquota. mas. Entretanto. alguns julgados rebelam-se contra o técnico tratamento.

celebrado em Genebra em 1947. que definem as atribuições do Conselho de Política Aduaneira quanto à tarifa flexível (STFSúmula 404). tida como delegação legislativa. porquanto integram o elenco das normas tributárias. não exclui a mercadoria da alíquota minorada de 1% (um por cento).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1957. A Taxa de Melhoramento dos Portos tem base de cálculo diversa do Imposto de Importação. 3º. não podem prevalecer.244.General Agreement on Tariffs and Trade. diante de alíquotas estabelecidas em acordos internacionais: o Executivo. se não estiverem compatíveis com a Nova Carta. inclusive ICMS e ISS Relevante indagação se faz pertinente.08. hoje Secex. como exemplo de convenção o Gatt . entretanto. Muito se discutiu sobre as atribuições do antigo Conselho de Política Aduaneira. A jurisprudência. ao alterar as alíquotas do Imposto de Importação. quanto à fixação das tarifas de importação. está obrigado a respeitar as tarifas internacionais a que se obrigou? Temos. concedida por Resolução do CPA. prevista na Lista Nacional Brasileira. tendo o Brasil como signatário. incumbiu-se de pacificar o entendimento de que a atribuição não poderia ser do Congresso Nacional e sim do Presidente da República. sendo legítima a sua cobrança sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT. da qual o Brasil é integrante. JURISPRUDÊNCIA Não contrariam a Constituição os arts. da ALALC ou ALADI (STJ-Súmula 124). 22 e 27 da Lei 3. Os tratados e convenções assinados anteriormente à CF/88. 44 . para a Taxa de Melhoramento dos Portos (TFRSúmula 165). de 14. Naturalmente que os tratados e convenções internacionais devem ser observados pelo legislador ordinário. artigo por artigo. A isenção do Imposto de Importação. substituído pela Organização Mundial do ComércioOMC.

ou legal. O que a Constituição exige. inclusive ICMS e ISS Recurso extraordinário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Ato. art. 146. que se operou com a entrada da mercadoria no território nacional. é a ordinária.1998. 25. e art. Alíquotas majoradas pela Portaria Ministerial 201/95. j. Min. Motivação. 1. a Constituição excepcionou a regra inscrita no art. RE 224285/CE. Importação. Alegações improcedentes. Súmula 4 do antigo TFR. Constitucional. a. 19). 23 do Dec. V.04. Imposto de Importação. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. Maurício Corrêa. 150. No ponto. No caso. 2. no art. § 1°. § 1°. rel. Fato gerador. RE 225602/CE. Majoração por ato do Executivo. III.1999). § 1°. 150. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. I. Decreto. j. A vigência do diploma legal que alterou a alíquota do Imposto de Importação é anterior à ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação. é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador. 17. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. art. a. II. Alíquotas. expressamente. Pleno. Imposto de Importação. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do Imposto de Importação. Alegação insubsistente.11. mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio. artigo por artigo. A lei de condições e de limites é lei ordinária. Exigibilidade. Majoração de alíquotas do Imposto de Importação. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. Tributário. II. visto que lei complementar somente será exigida quando a norma constitucional expressamente assim o determinar. 153.1999. Constitucional. assim determinar. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei: CF. Decreto. Pleno. CF. 19 do CTN. a que se refere o art. 153.2001). A lei de condições e limites para a majoração da alíquota do Imposto de Importação. Faculdade do art. da Constituição Federal. Majoração de alíquota. § 1°. Improcedência. Imposto de Importação. Aplicabilidade da Lei 3.244/57 e suas alterações posteriores. Motivação. Imposto de Importação: alteração das alíquotas. Inexistência de norma constitucional.-lei 37/66 com o art. IV. DJU 28. Compatibilidade do art. 153. 3. III.03. Min. DJU 06. Majoração de alíquota.05. III. Carlos Velloso. Tributário. art. rel. 153. por ato do Executivo. que estabeleça ser a faculdade do dispositivo 45 . da Constituição Federal. Ausência de motivação e inadequação da via legislativa. Exigência de lei complementar. Inaplicabilidade sobre os bens descritos na guia de importação. dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição. Fato gerador do Imposto de Importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN. Tributário.

No mesmo sentido: STF. não obstante permitida a importação de veículos novos. se revela consentânea com os interesses fazendários nacionais que o art. artigo por artigo. ao revés. Min. 11. ademais. 3° da Lei 3. DJU 28. do Ministério da Fazenda.1999. Recurso conhecido e provido (STF. II.2000). Orientação firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal. III.04. Ilmar Galvão. j. RE 225655. única hipótese em que a vedação da importação aos automóveis usados poderia soar como discriminatória. ao investir as autoridades do Ministério da Fazenda no poder de fiscalizar e controlar o comércio exterior. 19).1998. DJU 29. Inteiro descabimento da exigência de motivação do ato pelo qual o Poder Executivo exerce a faculdade em apreço.1998. DJU.04. 20. p. inclusive ICMS e ISS constitucional sob enfoque de exercício privativo do Presidente da República.03. j.. como um todo..1999. 10. j. RE 222330/ CE. 1ª T. I. não fosse certo que. RE 22106 1/CE.2000. j. Limites e condições da alteração das alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas por meio de lei ordinária. rel. 21.03. no julgamento do RE 203.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. por óbvio o objetivo de ajustar as alíquotas do imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior (art. 1ª T. considerável parcela dos indivíduos continuaria sem acesso aos referidos bens..2000.. em pretenso prejuízo das pessoas de menor capacidade econômica. Min.2000. j.06. RE 225655.04. Ilmar Galvão.. 2ª T. no caso. DJU 28. 1ª T.05. T. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF 1ª. rel. ao produto de origem estrangeira. ainda assim. Moreira Alves. Tributário. Alegada afronta ao princípio constitucional da isonomia. como exigido pelo referido dispositivo constitucional. pelo art.1991. rel. porque não demonstrado que a abertura do comércio de importação aos automóveis tenha o fito de propiciar o acesso da população. de 13. a qual. Administrativo. Proibição ditada pela Portaria 8. A importação de produtos estrangeiros sujeita-se ao controle governamental. 21 do CTN). RE 46 . Min. Entendimento inaceitável. rel.954-3.05. guarda perfeita correlação lógica com a disparidade de tratamento jurídico estabelecida pela norma impugnada. 237 da CF teve em mira proteger. Competência do Ministério da Fazenda para indeferir pedidos de Guias de Importação no caso de ocorrer a possibilidade de a importação causar danos à economia nacional.244/57. STF. 21. Min. Ilmar Galvão. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. Inocorrência de ofensa ao princípio isonômico no fato de não ter sito autorizada a importação de veículos usados.03. Constitucional. Discriminação que. Importação: veículos usados. Importação de automóveis usados.

-lei 37/66. Tributário.1998. 2ª T.564/PR. §2°.1997. do ADCT/88. 17.03. REsp 171853/SP. 19). p. Se sobrevém aumento da alíquota da referida exação após a expedição da guia.06.11.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. rel. para consumo próprio.1997. Peçanha Martins. 16). É irrelevante o fato de ter sido expedida a guia de importação antes da chegada da mercadoria em nosso território. Fato gerador. Irrelevância. IV. 24.. Carlos Velloso.-lei 37/66. Estado do Paraná. Consoante entendimento do Excelso Pretório.907). aplicando-se a alíquota da época. RE 156. REsp 165364/RS.. rel.06. 1. p. Recurso especial não conhecido (STJ. Aumento. salvo no ponto em que fixou um limite intransponível. DJU 04. Imposto de Importação. 104). Chegada em território nacional.1998. art. da CF/88. 34. DJU 08. j. 23 e 24 do Dec. DJU 27. Alíquota aplicável. 155... 05.1998. Guia de importação. inclusive ICMS e ISS 208256/CE. 25.05. 2ª T.03. 47 . art. Min.02.1997. O fato gerador do tributo incidente na importação de produto estrangeiro.1999). Imposto de Importação. 151). § 5°. Tributário. 19/CTN e os arts. 4.1998. mas antes da chegada da mercadoria no território nacional. p.2. 3. Ilmar Galvão. porque o fato gerador do Imposto de Importação de produtos estrangeiros é a entrada destes no território nacional (CTN. ICMS. rel. j. Operações de exportação. Além de o recorrente não ter contestado esse fato. j. Min. rel. Compatibilidade da referida Resolução com o novo regime constitucional.1998. 03. Recurso provido (STJ. inexiste incompatibilidade do art. é indiscutível a conotação constitucional da matéria que não comporta exame em sede de recurso especial. o aumento atinge esta operação. 19 e Dec. Garcia Vieira. Alíquota. CTN. 11. tendo em vista o disposto no art. ocorre no momento do registro da declaração do importador. p.11. Alegada ofensa ao art. permitindo aos Estados instituir alíquota menor.03. DJU 06. DJU 29.1998. j. Compatibilidade. 1ª T. o tributo é devido à base da legislação aplicável no momento do registro da declaração de importação. artigo por artigo. Veículo estrangeiro. Ari Pargendler. REsp 157493/SP. Recurso não conhecido (STF. j. Imposto de Importação. Min. Lei que fixou a respectiva alíquota com base na alíquota máxima estabelecida na Resolução 129/79 do Senado Federal. Min. Recurso não conhecido (STJ. Min. Improcedência da alegação.05. 1ª T. O contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação.

mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país tenha ocorrido anteriormente.04. Tributário. opera-se a sua incidência. Importação de veículo novo. mas. 23). rel.revogado pelo Decreto 1. rel. Tributário. Se nessa data vigora nova alíquota [70% . 1. Provimento da apelação e da remessa (TRF-1ª R. Majoração de alíquota. DJU 29.06. CTN).1996. mas reflexo. O Dec. O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art. na diretriz do CTN (art. 116. 50). Imposto de Importação. Castro Filho. 55). Alteração da periodicidade do índice estabelecido para a taxa de câmbio..Decreto 1. A taxa de câmbio é fator econômico.2001.981/95.2001. j.-lei 37/66. Majoração de alíquota. artigo por artigo. mas a lei ordinária. AMS 96. opera-se a sua incidência.. não é inconstitucional. AMS 96. Se nessa data vigora nova alíquota [70% . CTN).427/95 . 19. 2. 2.06. de 29.471/95].427/95 . Possibilidade. Ordem denegada (STJ. Com o advento da Lei 8. o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec. I).471/95].lei 37/66.1996.. hipótese em que o fato gerador 48 .1ª R. inclusive ICMS e ISS Mandado de segurança.1998.471/95]. 1.01. p. Dec. I). 24. 1ª S. Juiz Olindo Menezes. Imposto de Importação.06. para fins de cálculo do Imposto de Importação. IPI sobre produto importado. DJU 04.427 [revogado pelo Dec. sem que se possa falar em direito líquido e certo violado. Min. O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art. de 1995. Importação de veículo. art. a alíquota a ser aplicada é a data do fato gerador do imposto de renda – a entrada da mercadoria estrangeira no território nacional (TRF. mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país haja ocorrido anteriormente.13742-4/MG. ICMS. 3ª T. Tributário. ficou o Poder Executivo autorizado a determinar a periodicidade de fixação da taxa de câmbio. 1. A variação cambial não integra a alíquota ou a base de cálculo daquele tributo.03. p.427. 19. MS 6141/DF.revogado pelo Decreto 1. p. na hipótese. o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec. 23). 52. 25. na diretriz do CTN (art. 18.. j..14549-4/MG.081). Imposto de Importação.1998. assim. 3ª T.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Majoração de alíquota. podendo sobre ela deliberar a autoridade apontada coatora. 1. O IPI incide sobre produtos industrializados no exterior. Imposto de Importação. 1.07. de sorte que o aumento da base de cálculo verificado pela alteração da periodicidade da aplicação da taxa não foi direto. art. o veículo ingressou em território nacional antes da sua publicação.01.03. DJU 12. 116.1995. j. e. mas a lei ordinária.Decreto 1.

CF). 153 da Constituição Federal. em face da Constituição de 1988. 18. j. Imposto de Importação. para atender a finalidade pública. a alteração de alíquotas no tocante ao Imposto de Importação. é legítima a cobrança de ICMS por ocasião do despacho aduaneiro. O ato administrativo deve. INAMS 94.134).. 46.05052103/CE.1998. p. § 1°. 3ª T.471/95. Fato gerador.01. do Ministro da Fazenda. Tributário.870/CE. para ajustar a política cambial.05. 811). nos termos do § 1° do art. para alterar as alíquotas do Imposto de Importação. a título de adicional de imposto de 34% sobre o valor das importações de tecidos artificiais e sintéticos originários da República da Coréia. foi conferida ao Poder Executivo. 1. dentro dos limites previstos em lei. que instituiu sobretaxa.. rel.. Não se deve estender a exigência de lei complementar a hipótese não prevista na Constituição. não mais prevalecendo. DJU 12. CTN).427/95 [revogado pelo Decreto 1. Juiz Ridalvo Costa. O Imposto de Importação é um tributo em que se permite. 153. Na mercadoria importada.1998. 3.1996.1996.05. com a indicação objetiva das condições estabelecidas em lei (CF. AMS 1997. REO 95. Só a lei complementar pode fixar as condições e os limites permitidos ao Executivo. estar necessariamente motivado. Não há inconstitucionalidade na cobrança do imposto. 3ª T. inclusive ICMS e ISS se dá com o seu desembaraço aduaneiro no território nacional (art. Imposto de Importação. A emissão da guia de importação não se confunde com o fato gerador do imposto sobre a importação de produtos estrangeiros (TRF-5ª R.00. II. I. 2. DJU 22. p. 1. 25. Juiz Ridalvo Costa. Tributário. relator designado: Juiz Castro Meira). artigo por artigo.02.46994/PE.471/95]. e não apenas ao Presidente da República. art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1998. Argüição de inconstitucionalidade da Portaria 50/94.6309/SP). Improvimento da apelação (TRF-1ª R.06. Decs.391/95 e 1.03. A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação.. ainda. É da própria essência da atividade administrativa. rel. Inobservância dos limites e condições estabelecidos em lei complementar. Adicional. 4. 1. sem a observância ao princípio da anterioridade (art.817-RJ e RE 192. j. a jurisprudência condensada na Súmula 577 do Supremo Tribunal Federal (RE 193. Constitucional. para que o Executivo possa alterar a alíquota do II (TRF-5ª R. Decs.427/95 [revogado] e 1. Pleno. rel. 79). 153.03. j.026626-7/BA.1998. § 1º). Ausência de motivação.03. p. Tributário. que exige 49 . Juiz Olindo Menezes. Alteração de alíquota. Precedente do Tribunal (Argüição de Inconstitucionalidade na AMS 37. 18. a majoração de alíquotas. I.. Portaria 50/94. 29. Princípio da anterioridade. Imposto de Importação. DJU 04.

Secex]. 17. Majoração de alíquota. 1. Min.05726/ SC. j.1997..2005.. rel. Majoração da alíquota. Impostos de Importação e Exportação.427/95 [revogados pelo Dec. Castro Meira. Tributário.2000. 1.427 [revogado] e 1. Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal. REsp 157162/SP.142). Imposto de Importação. Decs. p. Honorários advocatícios fixados em 10% (dez por cento) sobre o valor da causa (TRF-4ª R. Imposto de Importação. Exige-se expressa motivação as resoluções do Conselho de Política Aduaneira. 108. Súmula 97/TFR. 1. rel.09.08.1995. O momento da ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é o registro da declaração de importação. O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro. 3. 366). rel. Decs. 4.05. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec.471/95]. Fato gerador. Legalidade.391/95 e 1. p. AMS 96. Juíza Ana Scartezzini. não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão. 2. tendo em vista o fato gerador do tributo. rel.08. p. 137).10. AC 92. 1ª T.. Tributário.2001.427/95. Conselho de Política Aduaneira [hoje. DJU 16. p.1995. DJU 25. DJU 01.471. Fato gerador.04. Agravo regimental. artigo por artigo. Min. Veículos automotores. Tributário. Constitucional.471/95]. 1997. IV Apelação improvida (TRF-3ª R. Maurício Corrêa. Verba honorária. Na hipótese o desembaraço ocorreu na vigência do Decreto 1. Tributário. Imposto de Importação. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. 2.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2005. j.004067/SP.. Desembaraço aduaneiro. o qual se inicia como registro da declaração de importação. 22.. Fato gerador. Agravo regimental não provido (STF 2ª T. de 1995.03.371). III. A declaração de importação – atual denominação da guia de importação -.02. Juiz Vladimir Passos de Freitas..08. Res.457/75. 03. 73. 50 . que abrange a base legal e os fatos que lhe deram origem.12. Recurso especial conhecido e provido (STJ. Agravo regimental em recurso extraordinário. para a fixação de pauta de valor mínimo para a incidência de tributos. 1. RE-AgR 252008/SP. DJU 10. feita por ocasião do desembaraço aduaneiro. Veículos. j. 1. Incidência do imposto com a alíquota majorada. Acórdão sintonizado com a jurisprudência do STJ e do STF. 08. 2ª T. Incidência. 3ª T.427. Ocorrência. j. 1. inclusive ICMS e ISS agilidade e presteza. 1. portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. 2.

4). sob a forma de adicional de Imposto de Importação sobre o leite em pó. 2ª T. inclusive ICMS e ISS Precedentes.02. Leite em pó importado da Comunidade Econômica Européia . 3.2005. Acórdão em harmonia com a jurisprudência dominante do STJ. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência. rel.01. A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação foi concedida ao Poder Executivo e não apenas ao Presidente da República.03.2002. 2. 23 do Dec. João Otávio de Noronha. Imposto de Importação. 1. não exime o contribuinte de recolhêlo.02.427. Adicional do Imposto de Importação. 15. portanto. Dissídio jurisprudencial. Importado. rel. Não se deve estender a exigência de lei complementar para hipótese não contemplada pela Constituição Federal. j. 153. sendo válida.490. 2ª T. Veículo. não provido (STJ. Majoração da alíquota. ‘Painel’ no âmbito do GATT. na hipótese de ser destinada a consumo. Juiz Lindoval Marques de Brito.471 e 1. sendo irrelevante o regime fiscal vigente à data da emissão da guia de importação..2006. Portaria ministerial. 1. Imposto de Importação. o fato gerador não ocorre no momento do embarque da mercadoria no exterior. Aplicação de entendimento sumulado da Corte. AgRg no Ag 470904/RJ. Não padecem de ilegalidade os Decs. Tributário e processo civil. rel.2005. 2ª T. Tributário. 153. Constitucional e tributário. j. A simples existência de ‘painel’ no âmbito do GATT. oriundo da CEE...2001. CF/88 [rectius: § 1°]). Recurso especial. Súmula 83/STJ. de forma que alíquota vigente nesta data é a que deve ser aplicada para o cálculo da exação.-lei 37/66). a portaria ministerial correspondente (art. AMS 9501014568/ BA.06. contestando a imposição do direito compensatório. Tributário. Fato gerador. Caráter de extrafiscalidade.2006. DJU 21. DJU 22. CF/88 [rectius: § 1°]. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ (Súmula 83 do STJ). p. Precedentes do STF 4. Súmula 83/STJ. da data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. p. O fato gerador do tributo incidente sobre mercadorias importadas do exterior ocorre quando da sua entrada no território nacional e. Direito compensatório. parágrafo único. artigo por artigo. mas sim quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art.05. de 1995.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Recurso especial parcialmente conhecido e. Min. Legalidade. 1. 19. DJU 09. Apelação improvida (TRF-1ª R.. 300).CEE. Min. REsp 173492/PR. 3. p. Agravo regimental improvido (STJ. Lei complementar. Alteração de alíquotas através de portaria 51 . Cuidando-se de importação de mercadoria para consumo. 1. 2. 28. j. Art. nessa parte. Francisco Peçanha Martins. parágrafo único. 201).

p. Alteração de alíquotas através de portarias ministeriais. preponderando a finalidade da intervenção do Estado no domínio econômico. as alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas em portarias ministeriais.2002. 1. Compete ao Poder Executivo. 1. Tributário. Interpretação do art. à unanimidade (TRF-2ª R. 1. DJU 15. 4º do Dec. Fato gerador que se configura após a publicação da portaria. Na hipótese de o fato gerador se concretizar após a publicação da Portaria 938/91.767/95]. DJU 15. rel. mediante ato do Poder Executivo. III. permanecerão válidas até 31. a exceção prevista no art.2002. 153. haja vista a sua função essencialmente extrafiscal. 17. Assim. 3. 1°. 4°. O Imposto de Importação reveste-se de caráter extra-fiscal e por tal razão a sua arrecadação tem importância secundária.343/94 só alcança as mercadorias descritas na guia de importação 8194/2571-6. 150. desde que respeitados os limites legais. rel. 200). Tributário.03. é irrelevante a data da expedição da guia de importação para os efeitos de concretização do fato gerador. Imposto de Importação. do Dec. fato esse que se concretiza quando do registro da guia de importação junto à autoridade fiscal competente.. j.1995. 1. e tal conduta não importa em ofensa ao princípio da legalidade tributária. o que possibilita a alteração de suas alíquotas. Nos termos do art. como é o caso da Portaria 314/94. AMS 15544/RJ. 1. no decorrer do exercício financeiro. § 1° da CF/88. à unanimidade (TRF-2ª R.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.343/94. aquelas que possuam prazo de validade determinado.10. O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior. Juiz França Neto. AMS 7220/RJ. desde que respeitados os limites legais. Aplicação do art. Assim. Invalidade. Secex]. alterar as alíquotas do Imposto de Importação e tal conduta não importa em ofensa ao principio da legalidade tributária. conforme constitucionalmente definido nos arts. 17. Apelação improvida. Inocorrência. 2. b. artigo por artigo. 52 . inclusive ICMS e ISS ministerial. 1.343/94 [revogado pelo Dec. da Comissão de Política Aduaneira [hoje. Resolução 01-0449/83. 6ª T.2002. a produção dos seus efeitos ocorrem já na vigência de nova regulamentação. concernente ao imposto de importação. Imposto de Importação. do Dec.10.343/94. Legalidade. estão sujeitas às alterações das alíquotas de importação introduzidas pelo art.. do Dec. Irretroatividade. Juiz França Neto.09. Mandado de segurança.09. 197). O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada da mercadoria no território nacional. p. Majoração de alíquota. Ao contrário. j. 6ª T.2002. alterar as alíquotas do Imposto de Importação. que não tenham termo final. 4°. Cabe ao Poder Executivo. 1. Remessa necessária e apelação providas...

4°.u.03.. 6ª T... 622). com indicação dos motivos que ensejaram a necessidade do aumento de alíquota. Declaração de importação. 6. da Comissão de Política Aduaneira. o que possibilita a alteração de suas alíquotas. da Lei 3. I. artigo por artigo. No caso vertente. da mesma lei). 7. própria para a reprografia heliográfica. 22. Possibilidade. Milton Luiz Pereira. da Comissão de Política Aduaneira.06. diante disso. por falta de motivação.08. relativamente à película plana. 5. 4°. 22.02. com fulcro no parágrafo único. uma vez que. Des. § 1°. 22. TRF-3ª R. 6ª T.2003). DJU 15.1999. Min.99 da TAB. 1ª T. 8.. Para a alteração de alíquota de produto cujo nível tarifário venha a se revelar insuficiente ou excessivo ao adequado cumprimento dos objetivos da tarifa ou cuja produção interna for de interesse fundamental estimular (letras a e b. Min. 18. j. rel. Registro na repartição aduaneira. Mairan Maia j. Decorrer do exercício financeiro. para a alteração de alíquota de produtos não constantes do edital em questão. v. 1. do art. Resp 40719/SP. 4. Invalidade da Resolução 01-0449/83.-lei 63/66). 3°. produto não constante do edital supracitado.2003. DJ 19. REOMS 89. haja vista a sua função essencialmente extrafiscal. o ato administrativo deveria ser fundamentado. p. v.04. 08. inclusive ICMS e ISS § 1° e 153. de 15% para 45%. O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior. aumentou a alíquota do Imposto de Importação para todos os produtos classificados na posição 37. Motivação e finalidade do ato. rel. Ofensa não caracterizada. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R. j.2006. 10.u. 22. O Edital 1. mediante a criação de um destaque ‘EX’ à posição 37.1995. rel. Demócrito Reinaldo. 9.061370-8. Imposto de Importação. Fed.. STJ.03. 3° e parágrafo único do art. da Lei 3.. da Magna Carta.03.. exige-se a realização de prévia audiência entre os interessados nas principais praças do país (art. 3.1999.06.-lei 63/66.. Função extrafiscal. do art.01. Princípios da segurança jurídica e do direito adquirido. a impetrante importou película plana para reprodução fotográfica. Precedentes (STJ. 2.. do Dec.2006. 1ª T.042/82 convocou os interessados na discussão da alteração de alíquota do Imposto de Importação. REsp 170050/SP. rel. A alteração de alíquota do Imposto de Importação pela Comissão de Política Aduaneira somente deve ocorrer dentro das hipóteses previstas no art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.99 da TAB. Ato do Poder Executivo.244/57). AMS 138242/SP. Fato gerador. DJU 28. do Dec. mediante ato do 53 . Juíza Consuelo Yoshida. Tributário. DJ 30.244/57 e art.01. A majoração de alíquota sem a prévia audiência aos interessados somente é possível quando ocorrerem motivos econômicos de ordem global (art. A Resolução 01-0449/83.244/57. da Lei 3.07.06. Alteração de alíquotas. Garantias à livre iniciativa e ao livre exercício da atividade econômica.

da Magna Carta. rel. no decorrer do exercício financeiro. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei’. 4ª R. Da mesma forma. inclusive ICMS e ISS Poder Executivo.2005. do Dec.01. conforme constitucionalmente definido nos arts. 150. Partindo-se dessa premissa.. Alíquota zero. 54 . 19. 3. As normas instrumentalizadas em decreto têm precedência sobre aquelas veiculadas por meio de instruções ou resoluções ministeriais.Nomenclatura Comum do Mercosul . Apelação improvida (TRF-3ª R. considerando-se que tem o referido tributo natureza extrafiscal. O momento determinante para ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é aquele em que efetivado o registro da respectiva declaração no órgão aduaneiro competente.2005. p. STJ e 6ª Turma desta Corte. b.2005. A Resolução 35. E. que alterou o código NCM . j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. não há que se falar em ofensa aos princípios da segurança jurídica e do direito adquirido. § 1°. Direito tributário. p. porquanto ainda não aperfeiçoado o nascimento da obrigação tributária em questão. 153. A eventual alteração da alíquota da referida exação. 6. 1. Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R. 31. bem como de decreto presidencial correlato.e. Interpretação sistemática do art. 5. AMS 176748/SP. sob pena de violação ao Sistema Tributário Nacional. a data do embarque da mercadoria no país de origem. com base em alíquota zero. 3. Juíza Consuelo Yoshida. por órgãos ministeriais..11. 14. 23 e 44.. O Dec. artigo por artigo. não deve prevalecer. Precedentes do Excelso Pretório. editada pela Câmara de Comércio Exterior. se não efetivado o respectivo registro da declaração de importação. permitindo-se a alteração de suas alíquota conforme exija a política do comércio exterior. A Constituição Federal faculta ‘ao Poder Executivo. 2. pois a alíquota do Imposto de Importação a ser aplicada é aquela referente à norma vigente no momento em que efetuado o registro da declaração de importação para o desembaraço das mercadorias na repartição alfandegária. § 1°). 6. 7. a alíquota do tributo. 550/92 estipula o imposto aduaneiro. 4. Imposto de Importação: produtos oriundos de país integrante do Mercosul. deveria pressupor a existência de lei expressa. I. j. 5. 4. AG 211104/SP. III. DJU 30. 258). 6ª T. é forçoso reconhecer que se mostram irrelevantes a data da celebração do negócio efetuado. de 18 de dezembro de 2002. Juiz Fábio Prieto.2006. DJU 27. 2.-lei 37/66. do CTN e arts. § 1° e 153. rel.08. a alteração das alíquotas do Imposto de Importação (art. por conseqüência.. ou mesmo a data de desembarque desta no território nacional. 478). para as importações de conversores catalíticos produzidos em país integrante do Mercosul. Inexistência de violação aos princípios da motivação e finalidade do ato e às garantias constitucionais do incentivo à livre iniciativa e livre exercício da atividade econômica.12.

244/57. decidiu. trazendo. diferentemente do afirmado. Majorações da alíquota. 3°. Imposto de Importação.391/95 [revogado]. Fato gerador. 04. não estabelecem a redução de alíquota ou a isenção dos produtos sem similar nacional. estabelece as condições e os limites para alteração das alíquotas do Imposto de Importação. Ausente o ato normativo de redução da alíquota. A autorização legal para redução de alíquota é exercida pelo Executivo mediante procedimento em que se analisa a existência ou não de similar nacional.. AC 2004.1999. Juiz Leandro Paulsen. rel. 23 do Dec. Embargos declaratórios. O art.05. o que é demonstrado pelo contribuinte interessado. 769).020401-0/RS.2006.471.2003. O Plenário desta Corte. AC 1998.376/97 (TRF-4ª R. p. 19 do CTN. 5°. de 1957. Registro da declaração.2003. Irrelevante na definição da lei tributária que incidiu sobre a operação de importação a data em que a impetrante havia firmado negócio jurídico com a empresa sediada no exterior.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Imposto de Importação.244/57.-lei 37/66 e o art.11. Alíquota majorada. Lei 3. 2ª T.076039-0/PR. ao julgar o RE 225. simples autorização para que tal ocorra. Apreciação na via administrativa. 6° e 7° do Dec. 55 . 4° da Lei 3. j. A respeito da matéria em apreço. os arts. datado de 20.471/95.-lei 1. 4° do Dec. 25. ambos de 1995. Tributário. j. 1.199/71. em seu art. Decretos 1. impende-se seguir a orientação firmada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal no bojo do RE 222330/CE. 615). Alíquota.-lei 37/66 estabelece o aspecto temporal da regra de incidência do Imposto de Importação como sendo a data do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira. Processual civil. Imposto de Importação.244. inclusive ICMS e ISS Tributário. Por sua vez.01. Fato gerador. Ministro Moreira Alves. 23 do Dec.06. No mesmo sentido. e se verifica a pertinência da medida para ajuste aos objetivos da política cambial e do comércio exterior.427 e 1. Legítima a tributação na alíquota majorada pelo Dec. em relação ao IPI. no qual se declara a constitucionalidade dos decretos em comento.-lei 63/66. 1..602. Não há qualquer incompatibilidade entre o art. DJU 10. Aspecto temporal. 1. artigo por artigo.04. não há como considerá-la como se fosse alíquota zero se havia outra alíquota vigente para o caso quando da ocorrência do fato gerador (TRF-4ª.427/95 [revogado] e 1. p. 2.01. que majorarão a alíquota de importação. publicado no DJ 11.04. o art. este último artigo alterando a redação do art. A Lei 3.2006. Constitucionalidade dos Decs. por unanimidade de votos: Constitucional. Produto sem similar nacional.. consoante se verifica no teor da ementa transcrita: ‘Imposto de Importação. 1ª T. sim. rel. 22. Dec. Juiz Leandro Paulsen. Majoração.04. DJU 05.1999.10. rel.

Tributação extrafiscal. Art.105). Súmula 4 do antigo TFR. AMS 63969/AL. a. Essa orientação se aplica aos Decs. artigo por artigo. pelo que há de ser exercida sempre que seja necessária a alteração para ajustar o imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. 25. rel.427 e 1. A faculdade atribuída ao Poder Executivo para alterar alíquotas dos impostos com finalidade extrafiscal. Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante. 150. 19). a Constituição excepcionou a regra inscrita no art. é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador. Majorações da alíquota do Imposto de Importação.09. 56 . CF art. A lei das condições e de limites é lei ordinária. § 1°. Contribuinte do imposto é: I . 1. No ponto. da CF/88. 14. I. 3. II. as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação.2006. inclusive ICMS e ISS Tributário. consubstancia poder discricionário. 2. 146. Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante j. No caso. o decreto que alterou. Recurso extraordinário conhecido e provido’. Ato.427/95 e 1. Apelação e remessa oficial providas (TRF-5ª R. De acordo com o art. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. Fato gerador do imposto de importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN.o importador ou quem a lei a ele equiparar. 19 do CTN.285.091). 150. j. DJU 27. nos termos do art.08. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação.1999.427/95 a decisão tomada no RE 224.-lei 37/66 com o art. Compatibilidade do art. p. 153. IV O que a Constituição exige. p. assim determinar. EDREO 5132001/CE. Constitucional e tributário. e não o seu embarque. já a aplicou ao Decreto 1.471/95. CF. III. 1ª T. Imposto de Importação: fato gerador. majoração por ato do Executivo. Motivação. Importação: alíquotas. 153. dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição.1999.03. mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio. art. por ato do Executivo. V RE conhecido e provido. 19 do Código Tributário Nacional. ambos de 1995. Assim. III. em que se firmou a constitucionalidade dos Decs. rel. Embargos declaratórios acolhidos para dar provimento à remessa oficial (TRF-5ª. Dela. expressamente. 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o momento do fato gerador do imposto de importação é a entrada da mercadoria no território nacional. 1. art. Imposto de Importação: alteração das alíquotas. II. divergiu o acórdão recorrido. porém. decisum este que. 153. mesmo sem eficácia erga omnes.10.2006.. aliás. a e art. merece ser prestigiado.. Acompanha-se a orientação traçada pelo Pretório Excelso. § 1°. 1. 23 do Dec. § 1°. DJU 06. no art. III. 1ª T. 22. como..471.

a quem a lei impõe o gravame e. parágrafo único. 32. o qual responde juntamente com o contribuinte (art. artigo por artigo. - o arrematante de produtos apreendidos ou COMENTÁRIOS Contribuinte. 31) indica espécie sui generis de sujeito passivo que. definido no mesmo diploma como sendo “aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitui o fato gerador da obrigação tributária respectiva”. Ao lado do contribuinte natural ou equiparado. mesmo não sendo importador.-lei 37/66 (art. dentre outros. na responsabilidade em sentido amplo pode haver ou não a exclusão do contribuinte. O responsável designado não sofre indicação aleatoriamente e sim por estar vinculado ao contribuinte de alguma forma. Dec. o cessionário.-lei 37/66). o destinatário de mercadoria estrangeira remetida pelo correio e os adquirentes de bens nas localidades dos entrepostos aduaneiros. não sendo importador. São eles o transportador. Dec.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. tais como o arrematante de mercadoria estrangeira leiloada.-lei 37/66). sem exclusão do primeiro. 57 . de tal forma que passa a ser tratado como se contribuinte fosse. Dentre os responsáveis. Enquanto a solidariedade impõe mais um contribuinte. 22 do CTN. distinguem-se os solidários e os responsáveis por expressa designação. o Dec. assume a obrigação ex vi lege. Responsável solidário é o adquirente ou cessionário de mercadoria com isenção ou redução fiscal. Além do contribuinte indicado no art. ao mesmo se equipara. inclusive ICMS e ISS II abandonados. há ainda o responsável tributário. 32. imputando-lhe a obrigação de pagar. bem assim outras pessoas indicadas na legislação pertinente (art. o depositário.

Recurso extraordinário não conhecido (STF.1987. 2.06. a negativa de vigência dos dispositivos focalizados.1. Quebra. do CPC. § 2°. mesmo como contribuinte equiparado. 102. 617 e 711 do Código Comercial [os arts. mantendo-se a quebra dentro do limite admitido como natural pelas autoridades fiscais. Lei 6. 6° e 9° e. Dissídio com as súmulas e julgados paradigmas não caracterizado (art. não desonera o importador. deduzido apenas o percentual correspondente à quebra natural (0. 60.08. parágrafo único.. Na hipótese. Sydney Sanches. por exemplo. caso o preço do bem leiloado não cubra a dívida fiscal. pois. DJU 28.6%).218. com a Emenda Constitucional nº 1/69]. Acórdão recorrido que condenou as rés ao pagamento do valor do prejuízo da importadora. responde o importador pelo que sobejar da dívida. p. a responsabilidade do arrematante. e 169). É interessante observar. 153.1987. com alegação de negativa de vigência dos arts. 103. 4°. Precedentes do STF.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Secretaria da Receita Federal. 48. artigo por artigo. presumida a ausência de culpa do transportador. 3°.406/2002 . rel. j. 2°). Responsabilidade tributária. 104. Recurso extraordinário da afretadora. 30. Temas constitucional e legais não prequestionados (Súmulas 282 e 356) ou impertinentes à solução da causa. No caso. não 58 . os síndicos da massa falida. perante a destinatária (empresa importadora). os tabeliães e os sócios.lei 37/66 (arts. À palma de transporte de produtos a granel. 7. Tributário. o inventariante. 582. 1ª T. que. RE 112853/RS.575). 102. inocorre a responsabilidade para o recolhimento do tributo na importação. do Dec.-lei 116/67. 1. Instrução Normativa 12/76. inclusive ICMS e ISS Exemplo de responsáveis em sentido amplo são os sucessores. 529. 103 e 104 do Código Comercial foram revogados pela Lei 10.Código Civil]. Dec. se foi ele que deu início ao desembaraço aduaneiro. de dissídio com as Súmulas 261 e 535 e com outros julgados. XI. JURISPRUDÊNCIA Transporte marítimo internacional de granel sólido.562/78 (art. os administradores de bens de terceiros. 322 do RI [redação anterior à Emenda Regimental 21/2007] e Súmula 291). por quebra de peso da carga. Responsabilidade das empresas armadora e a fretadora do navio transportador. da CF [CF/67. Imposto de Importação. inocorrente. 5°. Min. Transporte marítimo de produto a granel.

não se tenha como exigível o pagamento do tributo. Importação de mercadorias sujeitas a perecimento. rel. Min. O agente marítimo não é representante.1997. art. 59 .08. 26. se fosse o caso. 2. Na falta superior ao percentual aludido. 15. A imputação de responsabilidade. e com a expedição do laudo técnico atestando o perfeito estado dos bens internados.1998. de logo. REsp 143.11. sendo representante do armador. não há necessidade.650).2000. 60. p. III.-lei 37/66. REsp 38499/RJ. as mesmas razões que justificam o reconhecimento da dispensa da multa conduzem a conclusão lógica de que. empregado.172/SP. mandatário ou comissionário transportador. Omissão a ser reparada pelo Poder Judiciário.. Adhemar Maciel. Recurso prejudicado. p.05. Milton Luiz Pereira.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Recurso provido (STJ.305). 135. 12. DJU 20.783/89 não foram objeto de análise no tribunal de origem. do CTN. Imposto de Importação.1997. 12. artigo por artigo.09. p. 72. Tendo em vista que os direitos materiais tutelados . inclusive ICMS e ISS superando a quebra os 5% previstos como naturais.2000). descabendo o pagamento da indenização cogitada no parágrafo único.a saúde pública e o patrimônio .04. rel. As violações apontadas dos arts. 1ª T. em caso de avaria ou falta de mercadorias (TRF-4ª R. do CTN). Juiz Vladimir Passos de Freitas.restaram devidamente protegidos nas instâncias ordinárias. o transportador não pode ser responsabilizado por tributo. estranho ao fato gerador do Imposto de Importação (Dec. 2ª T. Responsabilidade pela falta ou avaria da mercadoria transportada.. Recurso especial prejudicado (STJ. Min. II. o mandado de segurança impetrado no primeiro grau perdeu objeto. Tributário.. 1ª T.1995. Greve do serviço público. Regime de isenção. Transporte marítimo. j.59). j. 1. Papel jornal off set. DJU 08. 3.08. 10 a 12 da Lei 7.. DJU 10. II. Eliana Calmon. também.05. II. Recurso especial não conhecido (STJ. j. AC 042449/ RS. exigiria a prova de que se houve o agente marítimo com excesso de poder ou infração à lei. Com o cumprimento do dever de ofício da autoridade coatora. Tributário. 3. responsável pela fiscalização sanitária das mercadorias objeto de importação.08.-lei 37/66).. Min. Se a importação foi isenta. rel. restando inobservado o requisito recursal do prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do STF). Desembaraço aduaneiro pendente de despacho do agente de Ministério da Agricultura.1995. REsp 132624/SP. j. 05. Transporte. I. 2ª T. Agente marítimo (art. Dec.1998. Mandado de segurança. 135. somente o excesso poderá ser tributado. por força do art. rel. nem utilidade a justificar a interposição do presente recurso especial. DJU 31.

4ª T. Dec. arts.04.759).. 29. por isso. Tributário. DJU 30. p. DJU 11. O agente marítimo. 39.1993.1993. de 1966 (Súmula 192/TFR).04.847). j. artigo por artigo. AC 90. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias. Imposto de Importação. Responsabilidade.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Responsabilidade do transportador. DJU 20. Súmula 192/TFR. Importação. Tributário.10328/RS.05. Falta de mercadoria. REO 93.01. Dec.25606-1/BA. 42.1994.-lei 37. 2. Falta de mercadoria. 14. Depósito. Falta de mercadoria importada. e 41..17780-8/DF. Extravio. DJU 20. A responsabilidade pelo recolhimento dos tributos relativos a falta de mercadoria importada é inerente ao importador ou ao transportador da mercadoria (TRF-4ª R. AC 90. 1. II..1991. Juiz José Fernando Camargo. rel. não pode ser demandado em nome próprio. Responsabilidade fiscal do agente marítimo.05.1997. não é considerado responsável tributário. Inaplicabilidade. A responsabilidade pelo tributo nessa hipótese é do transportador.. sendo o agente apenas representante que. Imposto de Importação. por via marítima. rel. AC 0424689/PR. 3ª T. p.. 4ª T. Nos casos de mercadorias importadas do exterior a granel. Processual e tributário.17.1991. 06. as faltas não superiores a cinco por cento excluem a responsabilidade do transportador quanto à multa. verificada pela autoridade aduaneira. mas não com relação ao Imposto de Importação. Recurso improvido (TRF . quando no exercício exclusivo das atribuições próprias. de-1966 (Súmula 192 do TFR). Responsabilidade tributária.086). 1. Juíza Eliana Calmon. Imposto de Importação.. Juiz Leite Soares. Correção monetária..531). 57. rel. 2. Sentença confirmada. Agente marítimo.1997. Tributário. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. parágrafo único. O agente marítimo.. inclusive ICMS e ISS Tributário.-lei 37. 60. p. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. Juiz Volkmer de Castilho. rel.01. 1°.07. 2. p. 1. Súmula 192 do ex-TFR.12. Mercadoria a granel. Apelação conhecida. Não 60 . j. 26. III.j. quando no exercício das suas atribuições (Súmula 192 do TFR). 2ª T.-lei 37/66.1993. 11. j.4ª R. Consolidou-se entendimento jurisprudencial no sentido de não ser o agente marítimo considerado como responsável tributário.09. Fato gerador. Recursos improvidos (TRF-1ª R. Agentes marítimos. não é considerável tributário.-lei 37/66. Fato gerador. Não se ressente de fundamentos a apelação que se limita a reportar-se aos termos de sua contestação. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R.10.06.

1ª T. III. Caracteriza-se a ilegitimidade de parte do agente marítimo na execução fiscal. j. AC 91. Decadência do direito da União para constituir seu crédito em face do transportador.09618/PE.041306/SP. I. Agente marítimo. Decadência operada. segundo a qual ‘o agente marítimo. j. 332). vez que o auto de infração fora lavrado em face do agente marítimo e em nenhum momento do procedimento administrativo de qualquer decisão deste.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Agente marítimo. AC 94. 05. e mantida a favor do transporte.2005. 12. Tributário. Nulidade absoluta do procedimento administrativo. DJU 24. pelo que é legítima a exigência do tributo do responsável tributário.2005. 3. art. do CTN.07..1996. Termo de compromisso. 22. Juiz Baptista Pereira. Inexistência de responsabilidade tributária. Juiz Castro Meira j. 19. 2ª T. VI. João Otávio de Noronha. O termo de compromisso firmado por agente marítimo não tem o condão de atribuirlhe responsabilidade tributária. Aplicação do princípio da reserva legal. rel. 121. de 1966’. inclusive ICMS e ISS se aplica o entendimento sumulado quando o agente marítimo assina termo de responsabilidade equiparando-se ao transportador marítimo. Recurso voluntário e remessa oficial improvidos. IV. II. Verba honorária devida pela embargante carecedora. nos termos do art.03.06. na data em que a autoridade fiscal tomou conhecimento da falta da mercadoria.999). Dec. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. p. Imposto de Importação.. Não se beneficia da isenção do Imposto de Importação a mercadoria extraviada. que se operou. na importação de mercadorias a granel. Aplicação da Súmula 192/TFR. Não identificação com sujeito passivo na obrigação tributária no auto de infração e no procedimento administrativo o real contribuinte. Transportador. Embargos a execução fiscal.09.05.. REsp 223836/RS. p.1991. Recurso voluntário e remessa oficial improvidos (TRF-3ª R. Tributário. não é considerado responsável tributário. exerce este as suas funções próprias.-lei 37/66. 51. 2.1996. Recurso especial a que se nega provimento (STJ. 3ª T. DJU 05. artigo por artigo. Aperfeiçoa-se o fato gerador. Min. DJU 20.091991.166-7).-lei 37.09.04. 12. rel. quando. Imposto de importação.. rel. Responsabilidade tributária inexistente. Honorários advocatícios mantidos a favor dos embargantes.. [parágrafo único. Mercadoria importada a granel. 61 . Ocorre a nulidade do procedimento administrativo quando não é o transportador devidamente identificado como sujeito passivo da obrigação tributária. 1. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias.] inciso II. nesse caso. Princípio da reserva legal. V. p. Apelações e remessa improvidas (TRF-5ª R.

à espécie. Imposto de Importação. nos termos precisos do parágrafo único. com a entrada no território nacional da mercadoria que constar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira.1999. ele apenas se aperfeiçoa com o registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e. 1. 04. p. Mercadoria importada a granel. não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto. Extravio de mercadoria estrangeira. presumida a ausência de responsabilidade do transportador. j. Ademais. 41. Recurso especial a que se dá provimento.05. arts. 1°]. 3. A autoraembargante não conseguiu comprovar estar a mercadoria estrangeira extraviada contemplada por qualquer isenção fiscal.. porque a mesma não conseguiu comprovar ser a mercadoria estrangeira contemplada pelo benefício isencional. rel. do Dec. do Dec. Ocorrência do fato gerador. Responsabilidade tributária. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento). Mercadoria isenta. parágrafo único. 1°. 62 . necessariamente. 2. Assim. seja ela oriunda de lei. AC 133478/RJ. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção. 46). torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’. sobretudo. Compatibilidade. 19. seja a mesma oriunda de Tratado Internacional.. do art. 1ª T.1999. os preceitos dos arts. Inaplicáveis. Responsabilidade pelo pagamento do Imposto de Importação da transportadora. inclusive ICMS e ISS Tributário.. Dec. parágrafo único. Min. José Delgado. o extravio da mercadoria estrangeira importa. j. 41. Inversão da sucumbência. III e 60. Resp 20315/RJ. DJU 02.10. 1° e 23. III e 60. Tributário. 2ª T. A simples alegação de inexistência de guia de importação não importa no reconhecimento de que a mercadoria extraviada esteja contemplada por qualquer isenção alusiva ao Imposto de Importação. embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional. Recurso especial provido.08. artigo por artigo. na responsabilidade tributária da transportadora. 28. rel. Inversão do ônus da sucumbência (STJ. p. 156).-lei 37/66. 3. 1. DJU 08. Juiz Reis Friede. Apelação improvida (TRF-2ª R.2003.2003. Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete. Art. 4.-lei 37/66. 2.-lei 37/66. do Dec. do Código Tributário Nacional e arts.05. Não obstante o fato gerador do Imposto de Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional.-lei 37/66 [rectius: § 2° do art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento).

p. E várias são as razões para que não se faça a tributação. De acordo com os precedentes jurisprudenciais. por manter vínculo contratual com este. Indevido. pois considerado ocorrente o fato gerador. a autora. por quebra natural. 2. a mercadoria sequer ingressará no território nacional. por isso restou estabelecida uma margem para exonerar o responsável tributário de ônus. artigo por artigo. no caso de líquido.04. conforme já delimitado pela a Súmula 192. ainda quando apurada a falta ou a diminuição do peso da mercadoria. 3. com a assinatura do Termo de Responsabilidade. Tributário. Sentença modificada apenas em parte. ainda. aplicável na espécie. à evaporação ou ao vazamento do produto.2003. mesmo tendo assumido obrigações. para diminuir o percentual dos honorários (TRF-2ª R. em que as quebras são inevitáveis (IN/SRF 95/84). por ocasião do desembaraço do bem. Imposto de Importação. terem parte da carga perdida durante a carga e a descarga. pelo qual se exige o pagamento do Imposto de Importação. 17. na conferência aduaneiro. dentre outros. Ilegitimidade ad causam. 2ª T. 1. em virtude dessa perda. não haverá nacionalização ou aproveitamento do bem pelo importador. para o agenciamento do transporte das mercadorias. Milho transportado a granel. Responsabilidade tributária. não deverá responder por eventuais débitos decorrentes da importação. Súmula 192 do extinto TFR. Agente marítimo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. estão sujeitos às intempéries e podem. Juiz Guilherme Couto. nos termo do inciso II do art. Mas não se pode atribuir a responsabilidade pelo pagamento ao agente marítimo. Nas hipóteses de perda da mercadoria. como responsável tributária. 84). sujeitarem-se ao ressecamento ou à umidade. inclusive ICMS e ISS Tributário. sob pena de estar o Fisco tributando bem inexistente. sendo grãos.2002.-lei 37. 4. não haverá o que ser tributado. j. O Imposto de Importação é devido pelo seu total. por isso se pode afirmar que não ocorrerá o fato gerador do tributo. como a do transporte de bens a granel.02. na qualidade de agente marítimo. não se terá produto a desembaraçar e 63 . AC 265663/ES. em virtude de falta de mercadoria importada a granel decorrente de quebra. dessa forma. Agente marítimo e transportador. Perda natural. Aduaneiro. a não ser quando caracterizada a sua qualificação de depositário. Conforme estabelecido pelas Instruções Normativas da Secretaria da Receita Federal. Quebra de mercadoria. 32 do Dec. Imposto de Importação. Os bens trazidos a granel não são acondicionados adequadamente em embalagens.. e. em face da agência marítima. Ação anulatória. do extinto Tribunal Federal de Recursos. rel.. pois não se equipara ao transportador nem ao contribuinte do imposto. Discute-se o direito à anulação do crédito tributário. nada mais justo então de exonerá-lo não só da multa quanto do tributo respectivo. Mercadoria a granel. há hipóteses. DJU 05.

Anulatória de débito.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. não haveria a obrigação tributária diante da importação com redução de impostos. mesmo estando as mercadorias isentas. in casu para zero. Alíquota zero. imputado à autora em face do extravio ocorrido em bem que transportou. AC 175713/SP. não se admitindo outra alíquota que não a indicada. consistente na exigência do Imposto de Importação e respectiva multa. conforme admitido pela sentença. DJU 19. cujas ocorrências.04. sobre bens extraviados sob a guarda da autora. Precedentes do STJ. p. Fato gerador do Imposto de Importação. fazendo nascer tal obrigação fiscal. 6. inclusive ICMS e ISS conseqüentemente a tributar.04. equivaleria à transmutação de uma isenção objetiva para uma subjetiva. 8. Responsabilidade do transportador. enquanto para a redução dos tributos. ou seja. 4. seria de caráter objetivo. no caso da suspensão dos impostos. passando a responsabilidade a terceira pessoa. 6. 3. 467. pois é instituída em função do fato. 5. j. O ponto nodal da questão refere-se à ocorrência ou não do fato gerador do Imposto de Importação. objetivamente considerado. Sustenta a autora tratar-se de produtos sujeitos à alíquota zero. ter sido extraviada ou avariada e quem lhe deu causa.543/2002].2007. AC 63465. alterando-se as causas determinantes da suspensão.. 2. 9. A avaria ou extravio do bem não pode modificar os critérios de outorga de isenção.. Da mesma forma. enquanto a redução é norma imperativa. portanto. Juiz Eliana Marcelo. Apelação e remessa oficial não providas (TRF-3ª R. rel. não admitida por este instituto. nas formas dos artigos 478 a 485 do Regulamento Aduaneiro. haveria a transferência do sujeito obrigado. Tributário. Aduaneiro. A isenção. mantendo-se a suspensão dos tributos até a sua implementação. 468 do mesmo Regulamento). todo transportador seria o responsável pelo pagamento de impostos. insertas no art. Mercadoria importada. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R.. Extravio. 1. destinam-se a identificar o responsável e apurar o crédito tributário dele exigível (art.2007. Pensar de forma contrária. Discute-se o direito à anulação de crédito tributário. vindo a ocorrer a avaria ou extravio dos bens. 4. 2ª T. Sucumbência. 5. Precedentes. caso ocorresse. artigo por artigo. em virtude de extravio ou avaria. 64 . A responsabilidade tributária implicará na conjugação de várias situações. 12. A suspensão dos impostos resolver-se-á quando ocorrer o acontecimento futuro e certo. dentre elas a de entrar o bem no território nacional para o consumo. Inocorrência. rel. de suspensão dos impostos ou de sua redução de alíquota. cujos bens importados enquadravam-se na alíquota zero. ao qual se obrigou o importador. 7. conferida aos produtos importados. As situações de avaria ou o extravio são previstas expressamente pelo Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. faria o Fisco nascer uma alíquota não contemplada legalmente. 515).

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Juíza Eliana Marcelo, j. 15.03.2007, DJU 22.03.2007, p. 464). Imposto de Importação. Mercadoria avariada. Sujeito passivo. Transportador. 1. É o transportador o sujeito passivo do Imposto de Importação incidente sobre a mercadoria importada, tendo em vista a assunção da responsabilidade de transportador o bem, documentalmente. 2. Irrelevante o fato de a mercadoria ter sido transportada por caminhão de outra transportadora. 3. O fato gerador do imposto de importação se dá com a entrada da mercadoria importada em território nacional. A avaria da mercadoria não afasta ocorrência do fato gerador (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200070030036965/PR, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 18.06.2003, DJU 09.07.2003, p. 251). Tributário. Importação de produto industrializado. IPI e Imposto de Importação. Isenção subjetiva. Locação do bem antes de decorridos cinco anos. Responsabilidade solidária. Juros de mora. Termo inicial. Decisão administrativa. I. Quando a isenção for vinculada à qualidade do importador, a locação do bem, antes de decorridos cinco anos da efetiva importação, obriga ao prévio pagamento do imposto, a teor do art. 137 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Dec. 91.030/85 [revogado pelo Dec. 4.543/2002]. II. É responsável solidária a pessoa que tenha interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal, nos termos do art. 124, I, do CTN. III. Existindo a solidariedade, o Fisco tem total liberdade para escolher de quem cobrar, podendo, pois, dirigir as suas ações contra todos ou apenas um dos devedores. IV. Uma vez que o julgamento definitivo no âmbito administrativo foi no sentido de reconhecer o não cabimento de acréscimos moratórios antes da decisão da lide, por não estar ainda definitivamente constituído o crédito tributário, não pode o julgador agravar a situação do contribuinte, para fixar como termo inicial para a incidência de juros moratórios a data do vencimento do crédito tributário. V Apelação parcialmente provida (TRF-5ª R., 3ª T., AC 350912/PE, j. 02.06.2005, DJU 30.06.2005, p. 655). Tributário. Responsabilidade tributária. Importação. Mercadoria importada. Perfumes. Adquirente de boa-fé. 1. O adquirente de boa-fé da mercadoria estrangeira, possuidor da regular nota fiscal, não pode ser apenado com a perda do produto, se verificado pelo Fisco que a mercadoria não foi regularmente importada, porquanto não possui o comprador a obrigação legal de exigir do comerciante vendedor a prova documental do regular ingresso do bem no território nacional, obrigação, esta sim, do Poder Público. Precedentes desta Corte e do STJ (q.v. verbi gratia: AMS
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1997.01.000367534, publicado em 13.11.2003). 2. Remessa oficial não provida (TRF-5ª R., 8ª T., REOMS 200442000022149/RR, rel. Juiz Carlos Fernando Mathias, j. 07.11.2006, DJU 04.12.2006, p. 202). Tributário. Imposto de Importação. Responsabilidade por substituição do transportador. Dec.-lei 37/66, art. 60, parágrafo único. Não configuração no caso de inexigibilidade do tributo na operação. I. Isenção e imunidade não se confundem; enquanto esta consubstancia hipótese de incompetência tributária, aquela impede a constituição do crédito fiscal. II. A diferença ontológica entre isenção e imunidade não tem o condão de afastar a exegese construída sobre o parágrafo único do art. 60 do Dec.-lei 37/66, que cuida da responsabilidade do transportador por tributos que deixaram de ser recolhidos em decorrência de dano, avaria ou extravio. III. O transportador não é responsável por substituição no caso de dano, avaria ou extravio de mercadorias quando o tributo não seja devido na operação em razão de hipótese de imunidade, não incidência, suspensão, exclusão ou extinção do crédito tributário. IV Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R., 2ª T., AC 19990100032763/MG, rel. Juíza Vera Carla Nelson de Oliveira Cruz, j. 16.04.2002, DJU 16.05.2002, p. 108).

Seção II Imposto sobre a exportação Art. 23. O imposto, de competência da União, sobre a exportação, nacional. COMENTÁRIOS Finalidade. O imposto incidente sobre bens e produtos nacionais ou nacionalizados, quando destinados ao estrangeiro, tem como fato gerador a saída do território nacional, considerando esta saída no momento em que é expedida a guia de exportação ou documento equivalente. Adotou-se este momento como o da ocorrência do fato gerador por questão de praticidade.
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para

o

estrangeiro,

de

produtos

nacionais

ou

nacionalizados tem como fato gerador a saída destes do território

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É um imposto federal, de competência da União, inovação esta oriunda da Emenda Constitucional nº 18/65, porquanto a Carta de 46 atribuía aos Estados-membros a instituição do imposto em realce. A atual competência federal da exação é muito mais lógica e adequada à natureza jurídica do imposto, de índole nitidamente extrafiscal, regulatório do comércio exterior. É utilizado, algumas vezes, para evitar o desabastecimento do mercado interno, quando atraentes os preços do exterior. Pelo caráter extrafiscal do imposto e pelo fato de ser importante para o equilíbrio da balança comercial, tem baixíssima alíquota. Como fonte de receita é a exação despicienda, mas funciona como instrumento da política tributária, não se lhe aplicando, por isso mesmo, o principio da anterioridade. Entretanto, diferentemente do Imposto de Importação, tem sido este imposto altamente criticado, por onerar os bens de produção nacional no mercado externo. Fato gerador. É a saída material do produto nacional ou nacionalizado para outro País, qualquer que seja o objetivo da remessa, independentemente do negócio jurídico que motivou a saída, seja compra e venda, doação ou empréstimo. O momento da ocorrência do fato gerador é o da expedição da guia de exportação ou documento equivalente, conforme estabelece o Dec.-lei 1.578/77, no particular bem mais explícito do que o CTN, haja vista o teor do § 1° do art. 1°, verbis: “Considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da Guia de Exportação ou documento equivalente”.

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podendo ser as mesmas especificas e ad valorem. Para Aliomar Baleeiro. portanto. com base em contrato. a cobrança do imposto. mas também a nacionalizada. 68 . Atente-se quanto ao fato de que não só a mercadoria nacional é passível de incidência do imposto. É um imposto indireto. Tipo de imposto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ed. inclusive ICMS e ISS Temos. p. mas também a subdividida em acondicionamentos no país” (Direito Tributário Brasileiro. 1985. o Imposto de Importação. artigo por artigo. As exportações podem ser diretas e indiretas. Por isso mesmo remete-se o leitor ao que foi dito quanto aos entrepostos aduaneiros e regimes especiais. Possui institutos próprios. a fim de facilitar. 139). cuja expedição de guia é uma mera providência burocrática. Direta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda endereçada diretamente ao destinatário no exterior. como o Imposto de Importação. 10. entendendo-se como tal a mercadoria estrangeira que no país sofreu transformação.. beneficiamento ou acondicionamento e foi reexportada (regime de drawback). proporcional e seletivo em função do objeto submetido à tributação. uma ficção legal como fato gerador. “nacionalizada é não só a mercadoria de origem estrangeira aqui transformada ou beneficiada. Observe-se que aqui há profunda diferença do imposto coirmão. Os mesmos conceitos examinados para o Imposto de Importação servem de subsídio para a compreensão das alíquotas deste imposto. na prática.

Ellen Gracie. nos contratos de exportação de açúcar -.que estabeleciam alíquotas de 10% e 2%.04.Considerando que o fato gerador do Imposto de Exportação ocorre no momento em que é feito o registro de exportação junto ao Sistema Integrado de Comércio Exterior . I. salientando que o registro de venda não substitui o registro de exportação. .106/PE ( DJU 28. vendendo para empresa situada no exterior. RE 223. que por sua vez emitirá nota fiscal de venda endereçada ao comprador estrangeiro. JURISPRUDÊNCIA Nota: Imposto de Exportação e fato gerador .796/PE. Imposto de Exportação. citados: 227.136/94 . a Turma deu provimento a recurso extraordinário para reformar acórdão do TRF da 5ª Região que afastara a exigência do Imposto de Exportação em operação relativa à venda de açúcar previsto nas Resoluções 2. inclusive ICMS e ISS Indireta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda (com o fim específico de exportação) para destinatário comprador no Brasil. Tributário. a exportação será considerada indireta para o fabricante e direta para o interveniente exportador. O fato gerador do Imposto de Exportação é o registro 69 entendeu os pela de incidência das mencionadas Precedentes resoluções RE porquanto as mesmas foram editadas anteriormente ao momento em que registros exportação. que funciona como interveniente comercial. artigo por artigo. respectivamente. rel. fora feito anteriormente à edição das referidas normas. Nesta hipótese. cujo registro de venda. está querendo dizer que é qualquer empresa exportadora que pratica atos de comércio de exportação. entendido como fato gerador pelo Tribunal a quo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Min. sem fazer expressa referência ao Dec. A Turma.10. Segundo Vittorio Cassone.-lei 1. efetivados 16. Alteração de alíquota. quando a legislação tributária fala em “empresa comercial exportadora”.2000).248/72 ou a trading companies.112/94 [revogada] e 2.Siscomex.2001.

não tem o condão de contrariar o que a norma legal define como hipótese de incidência do imposto sobre a 70 .1996. 3.1997. Açúcar. Irretroatividade tributária. Fato gerador. a lei elegeu a expedição da guia para marcar a saída do produto exportado. Segurança concedida. Direito tributário. Por conseguinte. 22. artigo por artigo. Negócio jurídico anteriormente firmado. não importando que o embarque se dê somente após a alteração da alíquota. constitucionalmente assegurados. Juiz Francisco Falcão. Imposto de Exportação.543/2002].11.. Pleno.05.112/94 [revogada] e 2. rel. Alíquota. Apelação não conhecida e remessa ex officio improvida (TRF-3ª R.112/94. dentre as etapas da exportação. 44. Direito intertemporal. Registro de venda junto ao Siscomex.10. DJU 28. 08. consoante o § 1°.873). Medida Provisória 655/94. Fato gerador. Tributário.1991. surge para o exportador o direito de ver seu produto tributado nas bases da legislação então vigente. é lícito instituir formas divorciadas da realidade material. 3ª T. Ocorrido o fato gerador.578/77. rel.1991). 101. Resoluções do CMN 2. 04. 4.-lei 1. já que revogou a delação constante no § 2° do art. imbuído de critério político. Ao legislador. do Decreto 660/92. 2.578/77. 6°. Atente-se para que o art. 4. Apelação desprovida (TRF-4ª R. j. 1° do Dec. 1. 1. Juiz Newton de Lucca j. Se a cobrança do imposto se deu com base na Resolução 2. do art.019/95]. DJU 25.112/94. AG 03033329. Majoração. Res. II. A aplicação de ato normativo.06. AC 0403282/RS.. que modificou o art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Ação ordinária anulatória de débito fiscal. III. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. Direito adquirido.-lei 1. fere o direito adquirido e o princípio da irretroatividade. Imposto de Exportação. 2.07. Imposto de importação de açúcar.. rel. p. p. 661/92 [revogado pelo Dec. que juridicamente não acontece quando da contratação do embarque nem do desembarque. Juiz Gilson Dipp.136/94. 4ª T.06. 4. Dec. MS 00547727/PE. editado posteriormente ao registro junto ao Siscomex das operações relativas a exportação. inclusive ICMS e ISS informatizado das operações de exportação no Siscomex..1996.1997. O elemento temporal do fato gerador foi o da expedição da Guia de Exportação ou qualquer documento que à mesma equivalesse segundo a administração fiscal.. DJU 10. j. 2. Segurança concedida (TRF-5ª R.543/2002]. Tributário. que atribuiu somente ao chefe do Poder Executivo relacionar produto sujeito ao imposto. Bacen [revogada]. Granito em bruto. Segurança jurídica. contrariou o comando da Medida Provisória 655/94 [a Medida Provisória 655/94 transformou-se na Lei 9.725). 1° do Dec.

112/94 [revogada] e 2. Impossibilidade de prejuízo ao contribuinte. artigo por artigo.05. Controvérsia acerca da existência de distinção entre Registro de Venda e 71 . j.112/94 [revogada] e 2. Juiz José Maria Lucena. Tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 65. REO 95. AMS 0444922/RS.10. em seu art. rel. j. Registro no Sistema Integrado de Comércio Exterior Siscomex. Encontrando-se registrados na Siscomex os contratos negociados com o exterior. Resolução Bacen 2. j.1996.1994.831). p. é a expedição da guia de exportação ou documento equivalente. 3ª T. Fato gerador.1996. Ocorrência antes da edição das Resoluções 2.578/77. À época do fato gerador incidia alíquota zero. antes da vigência das resoluções que majoraram a alíquota do Imposto de Exportação. de 1994. 5.. ao instante da edição das Resoluções 2..10. Juiz Gilson Dipp. Tributário. Juiz Ridalvo Costa. infringe o princípio da irretroatividade da lei tributária a cobrança do Imposto de Exportação nas alíquotas de 10% (dez por cento) ou 2% (dois por cento). DJU 20. O fato gerador do Imposto de Exportação.1995. rel. 12. 05.112/94 [revogada] e 2. Irretroatividade.578/77 estabelece. AMS 95.-lei 1.. p. Imposto de Exportação.05. O Dec.136.05.Siscomex.. A demora da Administração Pública para expedir o registro de venda não pode prejudicar o contribuinte que se ateve às diretrizes dos planos governamentais para efetuar os seus negócios jurídicos..1997. 30.08. Constitucional e tributário. Exportação. Fato gerador. Precedentes jurisprudenciais desta Colenda Corte: AMS 49552/PE. Resoluções 2.136/94. rel.08. 10. Demora da Administração Pública.1995. Irretroatividade. Remessa oficial improvida (TRF-5ª R.. tal como definido no art. rel Juiz Geraldo Apoliano j.08. 26. Juiz Francisco Falcão.136/94. do Dec.235). j.49689/PE. inclusive ICMS e ISS exportação (TRF-4ª R. § 1°. 2. Erro material. p.136/94 do Banco Central do Brasil.1995. Não conhecimento da apelação da Fazenda e improvimento da remessa oficial (TRF-5ª R. REO 49689/PE.-lei 1. que majoraram a alíquota do tributo. Imposto de Exportação.1997. Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário. 3ª T. Fato gerador. 1ª T. 26. j.006). rel. Precedentes.04.1995. 83. 1.1995. AMS 50202/AL. § 1°. DJU 10. 1°. Sistema Integrado de Comércio Exterior . 4. Imposto de Exportação. Inexistência. 26. 1°.052051/PE. DJU 1°. que considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da guia de exportação ou documento equivalente: 3. Impossível a retroatividade desses diplomas normativos para alcançar as operações de exportação já registradas. 11.09.112 e 2. Constitucional.10. A impetrante teve seus registros de exportação efetivados em 26.

p. j. Tributário. 60.305/75.10. regime drawback.09. 2. 1° e 7°. 4ª T.2002. Precedentes. 1ª T. Juiz Hilton Queiroz. Apelação e remessa oficial a que se nega provimento (TRF-1ª R..72 .163/95 [revogada pela Resolução 2. p.. em nosso regime legal tributário. Embargos de declaração rejeitados (STF. em seu art. 3. Registro de vendas no Siscomex durante vigência da resolução do Bacen. rel. ou seja. RE-AgR-ED 234954/AL.2006. Taxa de classificação de produtos vegetais. Juiz João Otávio de Noronha.305/85 [revogada pela lei 9. 26). Envio de equipamento ao exterior. p. Min. rel. Imposto de Exportação. verificando-se este durante a vigência da resolução que majorou a alíquota do imposto (Resolução do Banco Central 2.-lei 37/66. a criação de obrigação tributária por interpretação jurisprudencial. 03. Incidência. rel. Os arts. Constitucionalidade.06.-lei 1. 2.08. AMS 199901000505276/MG. nos termos do Dec. 4.2003. 1.03. Homenagem ao princípio da legalidade. Recurso não provido (STJ. Impossível.597/95 [revogada pela Circular 3.2003. Fato gerador. Tributário.02. Lei 9. DJU 24.-lei 37/66. 5. DJU 23. inclusive ICMS e ISS Registro de Exportação. Inexistência.305/75. 132).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Maurício Corrêa.927/2002]). destinados à futura exportação. não há falar na incidência de tributos sobre operação enquadrada no regime de exportação temporária.280/2005]. Inexistência.069/95. Portaria 393/95. 21. Tributário. j. não determinam a incidência da taxa de classificação dos produtos vegetais quando destinados à importação sob o. Imposto de Exportação Açúcar. 25. 2. rel. REsp 382494/PR.281). DJU 29. Fato gerador. José Delgado. Lei 6. Tributário. Circular Bacen 2.972/2000]. expressando. 99). 1°. Só há tributo exigível quando existe lei que expressamente o declare.05.03. institui a referida taxa.2002. Fato gerador.. O fato gerador do Imposto de Exportação sobre o açúcar ocorre com o registro de vendas no Siscomex e.. da Lei 6.2003. Exportação temporária. 13..2006. Diante da inexistência de fato gerador. Impossibilidade. Tributos e contribuições. j. A Lei 6. 2ª T. impondo os elementos do seu fato gerador. j. 2ª T. 6. Não incidência na importação de produtos sob regime de drawback. DJU 15. Dec. ainda. artigo por artigo. da sua base imponível e da alíquota devida. Min. 1. Dec. esta deve ser aplicada. REsp 432839/SC. O Dec. 1. quando ocorre comercialização interna de produtos vegetais. unicamente. 1.578/77. Recurso especial não-provido (STJ.2003. art. quem são os sujeitos ativos e passivos. Erro material. p.

não havendo óbice ao exercício dessa competência pelo Conselho Monetário Nacional. p. Agravo de instrumento provido (TRF-5ª R. sendo. inclusive ICMS e ISS lei 1. A averbação é o ato final do despacho de exportação e consiste na confirmação. 24. ao tempo da exportação.. 4. válida a majoração da alíquota efetuada pela Circular Bacen 2. devendo ser afastada alegação de inexistência de norma válida instituidora do tributo. 73 . a averbação contribui para legitimar sua exigibilidade. pela fiscalização aduaneira...Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.quando a alíquota seja específica. Imposto de Exportação. 3. Art. em uma venda em condições de livre concorrência. rel. descreve todos os elementos do Imposto de Exportação. alcançaria. ambos órgãos do Poder Executivo. não importando o momento do registro da venda junto ao Siscomex (TRF-1ª. p. Averbação de embarque. 153.11. 03. artigo por artigo. Precedentes do Eg. Juiz Paulo Machado Cordeiro. o preço normal que o produto.10. portanto. § 1°.2002. j.10. da Constituição Federal. O fato gerador do imposto configura-se com o registro da exportação no Siscomex. conforme disposto no art. rel. A alteração da alíquota do Imposto de Exportação pelo Poder Executivo encontra-se prevista no art. REOMS 173653/SP. portanto. STF A oneração em milhões do exportador autoriza o julgador a liberar a mercadoria impedida de ser exportada no caso presente. 23. do embarque ou da transposição de fronteira da mercadoria. II . sendo. este o momento a ser considerado para a verificação da legislação aplicável. não pode ser obstado por exigências administrativas tendentes a exigir direta ou indiretamente o pagamento do tributo devido. de desenvolver livremente sua atividade econômica.10. j. O direito fundamental do particular.578/77. Cobrança indireta do tributo. Juiz Mairan Maia. DJU 23. ao reconhecer a efetiva ocorrência do fato gerador e confirmar. 347). 2. 6ª T. AG 31752/PE. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. tendo conteúdo prevalentemente declarativo.954). em qualquer caso.2002. Longe de prejudicar a cobrança do Imposto de Exportação.quando a alíquota seja ad valorem.543/2002]. recepcionado pela Constituição Federal. ou seu similar. o nascimento da obrigação tributária. tampouco à sua delegação ao Banco Central do Brasil. a unidade de medida adotada pela lei tributária.2002. A base de cálculo do imposto é: I .597/95. 3ª T. DJU 29. Tributário e administrativo.2002.

dele excluindo-se os custos da exportação e do financiamento. deduzidos os tributos diretamente incidentes sobre a operação de exportação e. Considera-se. considerase a entrega como efetuada no porto ou lugar da saída do produto. Ela é elaborada pelo Conselho Monetário Nacional. FOB é a abreviatura de free on board.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. O Imposto de Exportação não tem importância fiscal e sim política. inclusive ICMS e ISS Parágrafo único. Para os efeitos do inciso II. geralmente não passam da esfera dos Tribunais Regionais Federais. A base de cálculo que indica o preço normal deve observar as normas da Organização Mundial do Comércio. ou seja. cabe ao Conselho Monetário Nacional expedir normas sobre a determinação da base de cálculo do imposto e fixar critérios específicos ou pauta de valor mínimo. Daí a pouquíssima jurisprudência dos Tribunais Superiores sobre o imposto em destaque. como preço normal o valor à vista do produto. 74 . FOB ou posto na fronteira. A pauta de valor mínimo só se faz pertinente quando o produto for de difícil apuração ou sofrer marcantes oscilações no mercado internacional. não ensejando questionamentos judiciais freqüentes. E quando é o Judiciário chamado a dirimir contendas em torno da exação. artigo por artigo. o custo do financiamento. nas vendas efetuadas a prazo superior aos correntes no mercado internacional. como já explicitado. colocado a bordo do veículo que irá transportá-la para o exterior. Aspectos relevantes. COMENTÁRIOS Base de cálculo. O disposto no parágrafo único objetiva reduzir o preço do produto. sujeitando-se inclusive às flutuações das Bolsas de Mercadoria. o preço da mercadoria mais frete e seguro. então. Como os preços oscilam em função do mercado externo.

Base de cálculo. o valor constante da fatura comercial é mera indicação por não se constituir em base de cálculo. Contribuição devida ao IBC.922. ADCT) (STF. 12. não comportando comentários em um trabalho de âmbito geral.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2°. Exclusão. ICMS. 2ª T.09.04. Afinal.1993. p. geralmente. acrescente-se que o Imposto de Exportação. Exportação de café cru. 149 do CTN. § 5°. rel. art. p. Por fim. AGAG 145172/SP. Agravo regimental. Tributário.11. AGRAG 153549/SP. por declaração do exportador. DJU 16. Inconstitucionalidade do art. artigo por artigo. 34. DJU 03. como os demais impostos. 11 do Convenio ICMS 66/88 declarada pelo Supremo Tribunal no RE 149. como previsto no art.1994. Min..844). Sepúlveda Pertence. Agravo regimental a que se nega provimento (STF.. j. ICM. inclusive ICMS e ISS Geralmente as controvérsias judiciais versam sobre base de cálculo ou isenção. § 8°.1994. não se inclui na base imponível do ICMS. Min. JURISPRUDÊNCIA “O exportador adquire o direito de transferência de crédito do ICMS quando realiza a exportação do produto e não ao estocar a matériaprima” (STJ – Súmula 129). 75 . j. mas a outorga só por lei pode ser feita. pelos exportadores de café cru. rel.-lei 406/68. Exportação de café cru. As quotas isencionais são episódicas e circunstanciais. por força do art. 13. Exclusão da base de cálculo do montante da cota de contribuição devida ao IBC (Dec. recebido pela Constituição. 30.1994. especialmente o preço das mercadorias. 1ª T. 24. mas o Fisco tem a faculdade de recusar qualquer dos elementos dessa declaração.269). Paulo Brossard. A quota de contribuição devida ao IBC.06. O certo é que obedecem elas a razões de conveniência e oportunidade da Administração. pode ter lançamento de oficio. O lançamento é feito.

865). 7. DJU 18. Precedente. inclusive ICMS e ISS ICM. Min. não se inclui na base de cálculo do ICMS devido na exportação de café em grão. e até o dever.05. Desproporcionalidade.03.000 toneladas métricas de açúcar para o exterior pelos períodos de 95/96 e 96/97. Processual civil e administrativo. II. 1. 2. II e § 1°). A desproporcionalidade da sanção imposta restou evidente ante a inexistência de Imposto de Exportação a pagar. Pena de perdimento. 5. afetando ruinosamente os contratos firmados anteriormente pela impetrante.1992. 01. a impetrante já havia obtido autorização para exportar 400. No caso concreto. por motivos conjunturais. REsp 19610/SP. A quantia correspondente ao Imposto de Exportação não integra o valor da mercadoria. A pena de perdimento não é aplicável quando há desproporcionalidade entre o valor da mercadoria apreendida e o valor do veículo que a transportava. 1ª T. p. p. art.12. Não se nega ao Executivo o direito. Não inclusão do Imposto de Exportação. Violação do devido processo. de alterar a alíquota do Imposto de Exportação (CF. suficientes para o desate da testilha. sobre o valor líquido faturado sobre ela não pode incidir o ICM. em 76 . provados com a inicial: existência de direito líquido e certo. bem como pela inexistência de benefício patrimonial a ser auferido. 3. j. objetivando a congruência lógica entre as situações postas e as decisões administrativas (TRF-4ª R. 153.1992. Tributário. 15. Possibilidade. Se os fatos. ICMS. de chegar-se ao exame do mérito. Segurança concedida.1996. Necessidade de respeito a autorização empenhada por períodos certos e determinados. se acham provados com a inicial.. Razoabilidade. I. 1ª T. Mandado de segurança. Aplicação do princípio da razoabilidade. em decorrência. em seu aspecto substantivo. Tributário. Min. rel. Juiz Wellington Mendes de Almeida). Recurso provido (STJ.1995. A nova alíquota (40%).536). Exportação de café em grão. rel. REsp 73949/RJ. Fatos complexos. se mostrou desarrazoada e altamente ruinosa para a empresa. Autorização governamental para exportação de açúcar para o exterior. rel. Recurso improvido (STJ. Base de cálculo. Alteração exacerbada da alíquota do imposto. DJU 04. j. Base de cálculo. firmou contratos para atingir seu objetivo... Assim. tem o impetrante a condição especial da ação de mandado de segurança: o direito líquido e certo. César Asfor Rocha. Garcia Vieira. dentro das condições da época (alíquota de 2%). Violação do devido processo. por não integrar o valor líquido faturado.04. ainda que legalmente alterada.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. A quantia relativa ao Imposto de Exportação. REO 0438009/RS. Afastamento do empeço de exame de mérito. porém. Imposto de Exportação. artigo por artigo.

REsp 511036/MG.045). Sentença confirmada (TRF-1ª R. Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no art. inviabiliza a pena de perdimento. Operação regular.1989. Mandado de segurança. Base de cálculo. Cabimento.01. ICMS. 2. j. rel.08. 15.. Min. Mercadoria isenta. 244).11. rel. Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações. 1. Recurso especial. AMS 89. MS 4772/DF. p. 166 do CTN. Min. Depósito das mercadorias em vagões ferroviários. Remessa improvida (TRF-1ª R. Juiz Fernando Gonçalves.1990. em decorrência da isenção.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2°.1990). j. DJU 06. Exportação.03. DJU 12. 1.. DJU 06.08.01398-3/DF.01. Recurso especial.03.-lei 406/68 decisão que determina o acréscimo do valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias. Mostra-se ilegal a lavratura de auto de infração e termo de apreensão e guarda fiscal quando a operação de exportação de mercadoria isenta embasa-se em documentação regular. p. Ação rescisória. artigo por artigo. Base de cálculo.1997. III. inclusive ICMS e ISS seu aspecto substantivo.3. j. 11. Recurso especial provido (STJ. João Otávio de Noronha.2007. guia de exportação) foram apresentadas pelas exportadoras.455/76. eventual divergência havida no 77 . Exportação de café. Exportação de mercadoria isencional.2007. Por outro lado.17103-1/DF. 1ª Seção. Art. Processual civil e tributário. Segurança concedida (STJ. Quota de contribuição ao IBC. Quota de contribuição devida ao IBC. 4). 12. apresenta-se ilegal a apreensão e declaração de perdimento. Exportação de café. REO 89. do Dec. Súmula 49/STJ. 1. Auto de infração. Adhemar Maciel. Desnecessidade. § 8°. Tributário. rel.02.12. ICMS. Repercussão.1990. 19.-lei 1. 2. Insubsistência. a ausência de dano ao erário. Comprovado que a documentação legal (notas fiscais. Tributário. j. 2. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional.. rel. 06. Prova da repercussão. Contrariedade do acórdão rescindendo a entendimento sumulado no âmbito dos Tribunais Superiores. p. Juíza Eliana Calmon. 1. Sendo isentas de impostos os bens a serem exportados não se configura dano ao erário. 2ª T. Pacificada a interpretação de determinada norma jurídica pelos Tribunais Superiores. capaz de ensejar a aplicação do Dec. DJU 27. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido.1998. 3. Apelo improvido.04.

5. REsp 427814/MG.. foi alçada a imunidade constitucional pela EC nº 33/2001 (art. são excluídas da imunidade definida no art. j. e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações.833/2002 (arts. 2° do Dec.assegurar a inteireza positiva. 14 da MP 1. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido. V.158-35/2001). § 2°. 2ª T. depois.TFR e 343 – STF. rel.-lei 406/68 a decisão que determina que se acrescente o valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias. 149. 5°. § 2°. I e 6°. I. relativamente às receitas decorrentes de exportações previstas no art. 5. rel. não se afigura razoável possam os juizes de instância ordinária fazer tabula rasa das suas súmulas para. a autoridade e a uniformidade de interpretação do direito federal infraconstitucional. 4. pois. artigo por artigo. Receitas. CTN). obstar a rescisão dos respectivos julgados invocando o enunciado das Súmulas 134-TFR e 343-STF 3. 02. AMS 200538000209924/ MG. 149. Inteligência do art. ‘É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo. 2. ao Judiciário compete declarar o direito a essa compensação em sede de mandado de segurança (Súmula 213/STJ). Não havendo na Constituição ou em quaisquer outros dispositivos infra-constitucionais definição de quais receitas decorrentes da exportação. ontologicamente. Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais. PIS e COFINS. do CPC. objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo. 3. Inaplicabilidade do entendimento 271 das súmulas do STF. I.637/2002 e 10... antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial’ (art. Imunidade (art. além de ser a compensação uma forma de extinção da obrigação tributária examinável na esfera administrativa.09. respectivamente). Apelação e remessa tida como interposta parcialmente providas (TRF-1ª R.858-6/1999 (atual MP 2. Recurso especial conhecido e provido para julgar procedente o pedido objeto da ação rescisória (STJ. § 2°. 8ª T. Se. 2. A isenção do PIS e da COFINS. mesmo aquelas provenientes de variação cambial verificada no curso da exportação não podem ser consideradas como base de cálculo do PIS e da COFINS. Variação cambial. de natureza extraordinária. DJU 07. 9° da Lei 9. 192).03. I.2004. Eliana Calmon. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional. Tributário. 4. invocando-se as Súmulas 134 . 170-A. 78 . 1. propicia ao Superior Tribunal de Justiça transcendendo o interesse subjetivo das partes . Exportação.2005. Min. Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no disposto no § 8° do art. CF). p. 485.718/98. I) e regulamentada pelas Leis 10.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS âmbito dos Tribunais de instância inferior não tem o condão de obstar a ação rescisória ajuizada com espeque no art. 149. o recurso especial.

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

Juiz Carlos Fernando 30.03.2007, p. 108).

Mathias,

j.

06.02.2007,

DJU

Tributário. Quota de contribuição do café. Dec.-lei 2.295/86. Incompatibilidade com a CF/88. Correção monetária. Honorários advocatícios. 1. A quota de contribuição do café foi instituída por ato administrativo, revigorado pelo Dec.-lei 2.295/86, não lhe definindo fato gerador e o sujeito passivo da obrigação tributária e delegando à autoridade administrativa a fixação de sua base de cálculo, matéria evidentemente sob reserva legal. 2. Em face dos expressos termos do art. 25, inciso I, do ADCT, o Dec.-lei 2.295/86 não foi recepcionado pela Constituição vigente, restando indevido o recolhimento da quota de contribuição incidente na exportação de café. Precedente: RE 191.044, rel. Min. Carlos Velloso, DJ 31.10.1997; e AMS 90.03.037596-8/SP Des. Fed. Marli Ferreira, DJ 22.11.1995, p. 80.893. 3. O Pretório Excelso, no acórdão paradigma que consolidou o entendimento daquela Corte (RE 191.044), consignou que ainda que se defenda a possível recepção da referida contribuição pela Constituição vigente, certo é que o seu valor, então fixado pelo Presidente do extinto IBC, não o foi, por força do princípio da legalidade a que se sujeita a sua instituição e majoração, nos termos dos arts. 159, I e 149 da CF/88. Uma vez destituída de valor, a contribuição seria inexistente. Por outro lado, caso houvesse disposição acerca da alíquota da exação, aí sim, incidiria a regra insculpida no art. 25, inciso I do ADCT, ou seja, a delegação para uma eventual alteração de alíquota, desde que obedecidos limites e condições estabelecidos, teria vigência até 5 de abril de 1989, data em que, à míngua de lei que regulasse sua prorrogação, revogar-se-ia pelo referido art. 25.4. Muito embora requerido na inicial a especificação de índices de correção monetária, essa matéria deverá ser agitada em sede de liquidação de sentença. 5. Reduzidos os honorários advocatícios para R$ 5.000,00 (cinco mil reais), considerando o montante a ser devolvido, e ainda os balizamentos traçados pelo art. 20, § 4° do CPC, bem como os precedentes desta Turma. 6. Apelação parcialmente provida (TRF-3ª R. 6ª T., AC 289547/SP, rel. Juíza Marli Ferreira, j. 10.03.2004, DJU 11.05.2004, p. 266). Tributário. Mandado de segurança. CSSL. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exclusão de receitas decorrentes da exportação. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da CF/88. 1. É pacífico o entendimento dos Tribunais pátrios acerca da inviabilidade de excluir-se da base de cálculo da CSLL as receitas decorrentes de exportação, pois a alteração trazida pela Emenda Constitucional nº 33 refere-se às contribuições que tenham por base de cálculo a receita, e não o lucro. 2. Às contribuições ao PIS e COFINS aplica-se a regra de
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imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, devendo ser excluídas de suas bases de cálculo as receitas decorrentes de exportações. Idêntico tratamento deve ser conferido à variação cambial positiva originada de contratos de exportação e outras verbas vinculadas à atividade exportadora (crédito sobre saque de exportação, crédito presumido de IPI instituído pela Lei 9.363/96), pois, do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200272030015380/SC, rel. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 13.12.2006, DJU 30.04.2007). Tributário. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exportação. Receitas financeiras oriundas de variações cambiais positivas. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal. IPI. Crédito presumido. Lei 9.393. 1. A imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda Constitucional nº 33/2001, abarca as contribuições sociais que incidem sobre o faturamento ou receita, decorrente de operação de exportação, bem como a variação cambial destes valores. 2. Os créditos de IPI sobre matéria-prima, produtos intermediários e material de embalagem, previstos na Lei 9.363/96, não podem constitui receita tributável pelo PIS e pela COFINS quando derivados de operações de exportação. Do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante, pois o benefício fiscal comporia a base de cálculo das contribuições (TRF-4ª R., 1ª T., AC 200471070074584/RS, rel, Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 07.02.2007, DJU 21.02.2007). Mandado de segurança. Compensação tributária. Súmula 213 do STJ. Art. 515, § 3° do CPC. Vendas á Zona Franca de Manaus. Inclusão na base de cálculo do crédito presumido de IPI às exportações. Possibilidade. Equiparação às vendas para o exterior. Art. 40 do ADCT. Leis 9.363/96 e 10.276/2001. 1. Cabível a utilização do mandamus para se obter o reconhecimento do direito à compensação de tributos, a teor do enunciado da Súmula 213 do STJ. 2. Tendo em vista a Lei 10.352/2001 ter acrescentado o § 3° ao art. 515 do CPC, possibilitou-se ao Tribunal o julgamento de processo extinto em primeiro grau sem julgamento de mérito. 3. A teor dos arts. 4° do Dec.-lei 288/67 e 40 do ADCT, para efeitos fiscais, a exportação de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus equivale a uma exportação de produto brasileiro para o estrangeiro. Precedentes do C. STJ. 4. Havendo equiparação dos produtos destinados à Zona Franca de Manaus com aqueles exportados para o exterior, as receitas das vendas efetuadas a tal área, por serem equivalentes a operações de exportação, podem ser incluídas no cálculo do crédito
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presumido de IPI previsto nas Leis 9.363/96 e 10.276/2001 (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200372010029997/SC, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 01.06.2005, DJU 20.07.2005, p. 403).

Art. 25. A lei pode adotar como base de cálculo a parcela do valor ou do preço, referidos no artigo anterior, excedente de valor básico, fixado de acordo com os critérios e dentro dos limites por ela estabelecidos. COMENTÁRIOS Em se tratando de um imposto extra-fiscal, e ligado à política internacional, sensível às oscilações do câmbio e das bolsas de mercadorias internacionais, não se estranha que o CTN tenha autorizado a abandonar-se o preço real, adotando valores fixados por critérios exóticos, fora dos parâmetros normais, para assim obter-se a base de cálculo. A excepcionalidade, entretanto, não está ao arbítrio da autoridade fiscal, porque devem ser estabelecidas em lei não somente as hipóteses em que se aceita o afastamento do preço real, mas também os critérios e limites previamente ajustados. Na prática é a medida altamente polêmica e encontra resistência quanto à aceitação, muito embora sirva de incentivo às exportações. Art. 26. O Poder Executivo pode, nas condições e nos limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto, afim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. COMENTÁRIOS Tudo que se disse em relação ao art. 21, referente ao Imposto de Importação, que, como o de Exportação, não observa o princípio da não-surpresa, serve para o entendimento deste art. 26.
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A lei ordinária atual não cogita de alíquota específica. inclusive no que toca à parcial revogação do art. 21 e 26 é absolutamente igual. ou a leva consigo. 8° do Dec. A alíquota máxima não pode ultrapassar o percentual de 150% (cento e cinqüenta por cento). ou a leva consigo para fora do País. É comum o uso da alíquota zero. O contribuinte do Imposto de Exportação é aquele que expede a mercadoria. em última análise.578/77). artigo por artigo. parágrafo único do Dec. em relação ao Imposto de Exportação temos o Conselho Monetário Nacional. 27. 3°. ou fato gerador. no percentual de 30% (Dec. 26. porque a Constituição Federal de 1988 só outorgou ao Executivo a atribuição de alterar as alíquotas do imposto e não a sua base de cálculo. COMENTÁRIOS Definição.578/77.-lei 1. Advirta-se que não há incidência quanto à bagagem. mas aplica-se as restrições nos valores estabelecidos para o Imposto de Importação quanto à exação em destaque (art. adotando a alíquota ad valorem. A diferença que se pode destacar está no órgão incumbido de administrar as normas.716/98). É. como estabelece o art.-lei 1. a redação dos arts. aquele que despacha a mercadoria para remessa ao estrangeiro.-lei 1. art. chamada de isenção atípica. 82 . Art. seja ela acompanhada ou desacompanhada. Enquanto no Imposto de Importação tem-se o Secex. por qualquer meio. seja ou não comerciante.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. porque o dever de tributar está na norma e não na hipótese de incidência.578/77 (com redação dada pela Lei 9. inclusive ICMS e ISS Aliás. Contribuinte do imposto é o exportador ou quem a lei a ele equiparar. 3°).

-lei 1. °. assumindo importância. o que não ocorre com a isenção. basta a verificação da necessidade de barrar a exportação para ser ordenada a subida da alíquota zero. A CF/67 não continha a previsão da anterior. Acrescente-se. igualmente. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS Assim. ainda. A receita líquida do imposto destina-se à formação de reservas monetárias.578/77 (art. que o valor das multas impostas por força do Dec. é obrigatória a reserva monetária ou cambial. a título de exemplo. A alíquota zero é extremamente útil pela mobilidade que tem o Executivo.-lei 1. a lei poderá criar um Fundo para subvencionar exportações e produção quando o preço 83 . Segundo Aliomar Baleeiro.578/77 é pesadíssimo (100% do valor do tributo) e também vai compor a reserva. ou seja. o disposto no art. na forma da lei. § 2°. devendo-se seguir o que está no artigo em comento. 7. Art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Observe-se que a alíquota zero funciona dentro da presunção de que é o produto tributado. COMENTÁRIOS Reserva monetária. o produto da arrecadação do imposto em destaque formará reserva a crédito do Banco Central do Brasil. não há previsões. 28. Na CF/46 a receita do Imposto de Exportação formava reservas cambiais . portanto. Na CF/88. cuja instituição ou revogação dependem de lei. 9°). 28 do CTN. Segundo o Dec. com a Emenda Constitucional nº 18. cuja aplicação ficará a critério do Conselho Monetário Nacional.art.

de produtos brasileiros exportáveis. retirando o excesso de remuneração. 4. § 1° Para os efeitos deste imposto. lubrificantes. p.. 19. artigo por artigo. ou desestimulando as exportações. 137). 46 e seu parágrafo único. de competência da União.a circulação.a produção. a energia elétrica considera-se produto industrializado. III . como definida no art. 84 . 74. energia elétrica e minerais do País Art. como definida no art. Forense. assim entendida a venda do produto ao público. V . isto é. energia elétrica e minerais do País tem como fato gerador: I . ou a necessidade de garantir o abastecimento do mercado interno. inclusive ICMS e ISS internacional se apresentar gravoso. em benefício do consumidor nacional.a importação.o consumo. II . ed. lubrificantes. IV . A elevação de preços. não compensador para os produtos nacionais (Direito Tributário Brasileiro. O imposto. 52. como definida no art. Capítulo V IMPOSTOS ESPECIAIS Seção I Imposto sobre operações relativas a combustíveis.a distribuição. assim entendida a colocação do produto no estabelecimento consumidor ou em local de venda ao público.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. sobre operações relativas a combustíveis.

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§ 2° O imposto incide, uma só vez, sobre uma das operações previstas em cada inciso deste artigo, como dispuser a lei, e exclui quaisquer outros tributos, sejam quais forem sua natureza ou competência, incidentes sobre aquelas operações. Art. relativamente: I - ao Imposto sobre Produtos Industrializados, quando a incidência seja sobre a produção ou sobre o consumo; II ao Imposto sobre a Importação, quando a 75. A lei observará o disposto neste título

incidência seja sobre essa operação; III distribuição. COMENTÁRIOS O imposto tratado nestes artigos, conhecido como Imposto Único, não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988 como de competência da União. Caminhando o Brasil pela utopia do imposto único, instituiu o Imposto Único sobre Minerais no Código de Minas, de 23.06.1934, passando pelo Dec. 24.673, de 11.07.1934, até o Dec.-lei 1.985, de 29.01.1940, o Código de Minas (alterado pelo Dec.-lei 227/67). Surgiu, depois, o Imposto Único sobre Lubrificantes, ao Imposto sobre Operações Relativas à

Circulação de Mercadorias, quando a incidência seja sobre a

Combustíveis e Energia Elétrica. A experiência do imposto único não foi boa, reclamando os Estados e Municípios da divisão da receita e não poucas vezes levando a controvérsia à Justiça.

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Com a CF/88, cuja preocupação primeira foi repartir da melhor forma o bolo formado com a receita tributária, a tributação sobre energia elétrica, serviços de telecomunicações, combustíveis e minerais passou aos Estados e ao Distrito Federal, com o ICMS (art. 155, § 3°, CF). Assim, remetemos o interessado aos comentários em torno do ICMS. Seção II Impostos extraordinários Art. 76. Na iminência ou no caso de guerra externa, a União pode instituir, temporariamente, impostos extraordinário compreendidos ou não entre os referidos nesta Lei, suprimidos, gradativamente, no prazo máximo de 5 (cinco) anos, contados da celebração da paz. COMENTÁRIOS A atual Constituição Federal de 1988 manteve a tradição inaugurada com a Carta de 1946, prevendo a instituição, pela União, dos impostos especiais (art. 154, II, CF). Diante da excepcionalidade, o legislador constitucional deixou em aberto a previsão quanto ao fato gerador da exação, admitindo que se eleja fato gerador de outro imposto. Também tem este imposto, como característica, a

temporariedade, eis que prevista a sua extinção gradual. Roque Carrazza, assim como Aliomar Baleeiro, consideram uma demasia o texto do art. 76 do CTN, ao estabelecer o prazo de cinco anos para a extinção do imposto extraordinário, quando não há limite de tempo no texto constitucional.

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Embora só possam ser instituídos ou aumentados por lei, devido à excepcionalidade, não estão os impostos extraordinários sujeitos ao princípio da anterioridade ou da não-surpresa (art. 150, § 1°, CF). TÍTULO IV TAXAS Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia; ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. [...]. COMENTÁRIOS Conceito. As espécies do gênero tributo são impostos, taxas e contribuição de melhoria. Diferentemente dos impostos, cuja característica marcante é a desvinculação da receita a uma finalidade determinada, a taxa é o tributo vinculado por excelência, isto é, só é devido pelo contribuinte se houver contraprestação por parte do ente estatal que a houver instituído. A palavra taxa é imprecisa, porque na linguagem jurídica pode significar preço público ou contraprestação por um serviço. Daí a preocupação do direito pretoriano em estabelecer a diferença dos institutos, o que ensejou a edição da Súmula 545 do Supremo Tribunal Federal assim redigida:
Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente daqueles, são compulsórias, e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que as instituiu.

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Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

O verbete transcrito está em sintonia quase absoluta com a legislação atual, devendo-se o quase à consagração do princípio da anualidade (prévia autorização orçamentária), não mais existente. Segundo Aliomar Baleeiro,
Taxa é o tributo cobrado de alguém que se utiliza de serviço público especial e divisível, de caráter administrativo ou jurisdicional, ou o tem à sua disposição, e ainda quando provoca em seu benefício, ou por ato seu, despesas especiais dos cofres públicos (Direito Tributário Brasileiro, 4. ed., Forense).

A Constituição Federal de 1988, no art. 145, II, dá o conceito de taxa como sendo o tributo instituído pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, em razão do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. Pelo conceito constitucional, a taxa existe para custear um serviço público ou em razão do exercício do poder de polícia. Entretanto, diante dos limites constitucionais para a criação de taxas, o legislador constitucional derivado criou, pela Emenda Constitucional nº 39, de 19 de dezembro de 2002, a chamada taxa de iluminação, no art. 149-A, ao outorgar aos Municípios e ao Distrito Federal o poder de instituir o que chamou de contribuição para custeio do serviço de iluminação pública, a ser cobrada na fatura de consumo de energia elétrica. A emenda constitucional foi uma resposta dada à firme posição do Supremo Tribunal Federal em não aceitar a cobrança, por parte dos Municípios, das taxas de iluminação pública, entendendo tratar-se de um serviço indivisível, que maculava a sua natureza jurídica. Não demoraram os Municípios, com a autorização da EC nº 39/2002, a instituírem as novas modalidades tributárias, cuja cobrança tem ensejado centenas, senão milhares de decisões em seu desfavor,
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Min.046. liminares ou cautelares são sistematicamente suspensas nos tribunais superiores.2005. Gilmar Mendes. Min. Gilmar Mendes. ou seja.2003. O outro aspecto em destaque é que o serviço prestado ou posto à disposição é sempre estatal. Min. precisa ser um serviço específico e divisível. 89 .03. como Presidente da Corte.2004.min. e sim pelas receitas derivadas dos impostos. No STJ. Reclamação 3.06. o Ministro Nilson Naves. Gilmar Mendes. rel. portanto. No STF. DJ 01.299. rel. para ser estipendiado por taxa.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2004. para dizer que é serviço público aquele prestado sob a égide da lei. não poupam os juristas de ácidas críticas o Governo. inclusive ICMS e ISS inclusive via ação direta de inconstitucionalidade e ações civis públicas patrocinadas pelo Ministério Público. suspendeu os efeitos de liminar mandamental na Suspensão de Segurança 1. não podendo. no mesmo sentido.2005. indistintamente. artigo por artigo. ser serviço prestado por empresa privada. Nelson Jobim.02. rel. dentre outros: Ação Cautelar 876/MG. Nelson Jobim.07. rel. conforme publicação no DJ 23.317/RJ. AI 422. Suspensão de Tutela Antecipada 28/SP. o Parlamento e o próprio STF. Para a caracterização do que seja serviço público recorre-se à natureza jurídica do regime jurídico que o rege. Quando o serviço público é geral. Doutrinariamente. prestado a todos. mesmo que não seja essencial.08. não podem ser tais serviços custeados por taxas. DJ 05. DJ 09. os pleitos têm obtido êxito. Min.377. Nas instâncias ordinárias. mas as decisões em tutela antecipada.2005.08. registram-se. os seguintes julgados. rel. Mas o serviço prestado pelo poder público. Daí distinguirem-se as taxas de serviço e as taxas de polícia. DJ 13. beneficiando pessoas indeterminadas. DJ 21. AI 462.

e que seria perfeitamente estipendiado por uma taxa de serviço. Trata-se de restrição ou limitação coercitiva exercida pelo Estado.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Por fim. Questão que se coloca como de importância é saber se um serviço publico específico e divisível. pode ter alíquota zero. artigo por artigo. pago com a receita do IPTU. Em São Paulo. ser bancado pelo Estado com a receita dos impostos. posto à disposição um determinado número de pessoas. o exercício de atividade fiscalizadora que impõe limites ao exercício dos direitos individuais. Politicamente pode ser questionado. mensurável. Taxa e preço. Observe-se que só o poder de polícia específico é passível de estipêndio por meio de taxas. tem por fato gerador uma prestação estatal efetiva ou potencial. Além dos serviços. com o cuidado para que não haja desvio da vinculação absoluta de sua receita ao serviço específico. questionou-se quanto à constitucionalidade de um serviço de transporte coletivo gratuito. enquanto a utilização pode ser facultativa. direcionada a um número determinado de pessoas que estão obrigadas à mesma. por isso mesmo. mas doutrinariamente nega-se a inconstitucionalidade. a prestação do serviço prevista em lei há de ser obrigatória para o Estado. como vimos. A taxa. E mesmo assim exige-se que seja divisível e mensurável. segundo noticia Roque Carrazza. ou seja. 90 . pode ser estipendiado por taxas o poder de polícia. ou seja. para utilização individual e. inclusive ICMS e ISS Os serviços específicos ou singulares são prestados a um número determinado de pessoas.

Entretanto. está no desvio do serviço público. como se o nomen juris fosse capaz de alterar alguma coisa. Ensina Hugo de Brito Machado que. cobrado dos usuários e sem respaldo de lei. Em verdade é alei. obedece ao regime jurídico privado. Preço é o valor de uma prestação derivada de um contrato firmado sob a égide da liberdade de contratar. A dificuldade surge em relação aos serviços. embora estejam regidos por regimes jurídicos absolutamente distintos. temos preço e não taxa. no direito brasileiro. dão ao valor de tais serviços o nome de tarifa. porque submetidos a tratamento jurídico distinto. de importância fundamental na condução de cada espécie. se a atividade estatal se situa no âmbito privado. Se a atividade não é pública. O maior óbice à fixação de critérios científicos seguros para estabelecer a diferença. Erradamente atividades públicas são estipendiadas com valor certo. Trata-se de preço. Para tanto. “se a atividade estatal situa-se no terreno próprio e específico do Estado. porquanto não há. artigo por artigo. 91 . taxa de uso. inclusive ICMS e ISS Aproxima-se ela e muito se confunde com o preço ou tarifa. não se tem dúvida. o valor do serviço é uma taxa”. que estabelece a fronteira entre a taxa e o preço. e só ela. não e compulsória e tem por mola propulsora o pagamento. a receita a ela vinculada é um preço. o preço. pois o último.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Se a remuneração é pelo uso de um bem público.

conhecida como “Taxa do Lixo”.exercício do poder de polícia.atividade monopolizada.522/2003 e 13. não confisco e irretroatividade. O STF ainda não se manifestou a respeito. sujeitase ao preço público. .utilização efetiva ou potencial do serviço público. inclusive ICMS e ISS A taxa é sempre criada por lei e obedece aos princípios constitucionais do sistema tributário. admitem concessão. em relação a lei que as instituiu (STF Súmula 545). são compulsórias e têm sua cobrança condicionada a prévia autorização orçamentária.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. que originariamente à iniciativa privada.pressupõe contratação. em sucessivas leis (13. 92 .TRSD. distribuído de acordo com o volume de geração de resíduos de cada munícipe. . anterioridade. tais como legalidade. atividade . porque estas. JURISPRUDÊNCIA Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. .remunera serviços que não têm natureza de públicos. cuja base de cálculo é o custo geral do serviço. artigo por artigo.478/2002. capacidade contributiva.remuneração por serviços públicos essências econômica ou cuja não compete Preço público . serviços não essenciais. Vejamos: Taxa .699/2003). diferentemente daqueles. Observe-se que o Município de São Paulo criou a Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares . Vittorio Casone indica as seguintes diferenças entre as espécies em apreciação. 13.

somente é devida no destino (extinto TFR .Súmula 221). art.Súmula 220).940/89). 10. I. . CTN.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. em 24. Ofensa ao princípio da legalidade tributária. com simples trânsito em porto nacional. 93 .04. DJU 07. Taxa de licenciamento de importação.5ª R. com a redação da Lei 8.2002). CF. I. artigo por artigo. pela Lei 8.571/SP. pela 1ª Seção. de 1991. inclusive ICMS e ISS O STJ editou a Súmula 157 do teor seguinte: “É ilegítima a cobrança de taxa. pelo Município. 97. com base em tabela.145.5ª R.Súmula 14). dado que a lei não fixa a base de cálculo e nem a alíquota. 150. As mercadorias oriundas do estrangeiro. “É válida a cobrança da Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários (Lei 7.387. A Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP).Súmula 15). na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial”.387. art. “É inconstitucional a cobrança da taxa de expediente para emissão de guia de importação (Lei 7. art. referente à mercadoria oriunda do estrangeiro com trânsito em porto nacional e destinada a outro porto nacional. tendo como base a área fiscalizada. destinadas a outro País. Lei 2. 10)” (TRF . Aposição da Corte Maior levou ao cancelamento da Súmula. o exercício do poder de polícia administrativa. de 1953.690/88. Nota: O verbete sofreu impugnação no STF que entendeu ser de absoluta pertinência a cobrança. 10 da Lei 2. art.05. Constitucional. não estão sujeitas ao pagamento de Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP) (extinto TFR . em razão do poder de polícia desenvolvido quanto à ocupação de imóveis utilizados para comércio ou para prestação de serviços.2002 (STJ.145. de taxa para preço público. REsp 261. IV. Tributário. Licença ou Guia de Importação ou documento equivalente: a alteração do art. 77 do CTN a referida cobrança. de 1991. não mudou a natureza jurídica do crédito remunerador da atividade estatal especifica. de 1953. concluindo pela inexistência de vulneração ao parágrafo único do art. por faixas de contribuintes” (TRF .

ADCT. Nota: A execução das Leis 2. A União. de 1953. 2 Interpretando essa norma.1997. I.387. No caso. art. que justificasse a imposição da taxa em questão. Tributário Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante .145. Recurso extraordinário não conhecido (STF. IX. tributário e administrativo.06. 23. ao contribuinte.é uma contribuição parafiscal ou especial. da Constituição. j. como a de que se trata neste recurso: taxa de localização e funcionamento. mediante atuação de órgãos administrativos do Município. no art. Poder de polícia. de 1991. pelo Poder público. É o que estatui a Constituição Federal. Min Carlos Velloso.145/1953 e 8. com a redação da Lei 8. ou a prestação de serviços.1995. Direito constitucional. II. 21. 36. os Estados. na primeira hipótese. As assertivas do acórdão 94 . 155. da Constituição Federal.387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. Pleno.03. 1. 3. contribuição de intervenção no domínio econômico. seja no Código Tributário Nacional.05.193. Constitucional. mas improvido (STF.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. de serviços públicos específicos e divisíveis.446). O Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante – AFRMM . Irrelevância. terceiro gênero tributário. p. Art. efetiva ou potencial. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. distinta do imposto e da taxa (CF. efetiva ou potencial. pelo Poder Público. 20. da alegação no sentido de que o Fundo da Marinha Mercante teria sido extinto. 25. na forma do disposto no art. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. RE 165.939/RS. na segunda hipótese. p. j. Min.1995. 149). DJU 30. Carlos Velloso. seja na Constituição anterior. sob o aspecto tributário. Contribuição parafiscal ou especial de intervenção no domínio econômico. III. 145 e seu inciso II. 10 da Lei 2. Pleno. diante dessa decisão Plenária no RE 188. assim como qualquer prestação de serviços. rel. DJU 30. rel.1997. II. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir taxas. artigo por artigo. Fiscalização. § 2°. o acórdão extraordinariamente recorrido negou ter havido efetivo exercício do poder de polícia. assim como as que a precederam.AFRMM. focalizados no recurso extraordinário.05. 145. II. do poder de polícia. RE 188107/SC. é que legitimam a cobrança de taxas. 4. ao contribuinte . por órgão administrativo. Taxa de localização e funcionamento. Recurso extraordinário conhecido (letra b). inclusive ICMS e ISS Inconstitucionalidade do art. efetiva ou potencial. O AFRMM não é incompatível com a norma do art.107/SC. Súmula 279. a jurisprudência do STF firmouse no sentido de que só o exercício efetivo.

07. 7°. conhecido e provido (STF. por esta Corte. em Recurso Extraordinário (Súmulas 279 e 280). 27. Constitucional. 12. Distinção. Min. II. ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU. 145.08. Recurso extraordinário não conhecido (STF. em razão do valor do imóvel. Pleno.1957. Taxa. Tributário. 00308-01/00183). rel. Imposto sobre a propriedade Predial e Territorial Urbana. da Lei 6.. rel.05. RMS 4382. p. O primeiro. não mensurável. artigo por artigo. 156. Taxas que.11. Min. 5. Preço público. 1ª T. Ilmar Galvão. que deu nova redação aos arts. Pleno. j.1996. Inconstitucionalidade declarada dos dispositivos sob enfoque. inclusive ICMS e ISS repousaram na interpretação das provas dos autos ou do direito local.11. j. RE 199. qual seja. Tributário. 27. 27.1970). Luis Gallotti.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Taxa de fiscalização de localização e funcionamento. DJU 22. Recurso extraordinário da Prefeitura. Min. A distinção entre taxa e preço público não é matéria de direito local e sim de direito federal. Os demais. As taxas são tributos estabelecidos por lei. A denominada taxa de manutenção e limpeza da ‘estação rodoviária’ não é verdadeiramente uma taxa. Lei 11. no entendimento deste Relator. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico. não sendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais. Tarifas ou tabelas de preços de serviços públicos explorados diretamente pelo Estado ou mediante concessão. 6. 45. a área do imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público. Luis Gallotti.1998. que limita a faculdade contida no art. da Constituição Federal.1996.12. Sydney Sanches. O Supremo Tribunal Federal tem 95 . Município de São Manuel. 38). Estabelecimento comercial. j.152.969/SP. as tarifas correspondem a atos do poder executivo (STF. incisos I e II.703). RE 68690/PR. e 94. Precedentes.1969. com ofensa ao art. Taxas. § 4°. Pleno. rel. Min. Recurso conhecido e provido (STF. p. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo. rel. j. indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte. mas preço público.11. 182. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU. § 2°. do Município de São Paulo.989/66. 87. de qualquer modo.1991. de 30.1997. DJU 06. incisos I e II. Ement. Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos. DJU 15.02. que não podem ser revistas. § 1°. RE 140278/CE. por haverem violado a norma do art.

Constitucionalidade. na redação dada pela Lei 11.76/PR. ademais.05. valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização. Precedentes jurisprudenciais. Min Ari Pargendler. Taxa de fiscalização de localização e funcionamento. de 1966. II. REsp 000. CTN. utilização e metragem do imóvel) . Ausência de divisibilidade e especificidade. rel.2001).1996. da taxa em referência. Taxa de limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos.09. A taxa de limpeza urbana. lavagem e capinação’. DJU 02.1996.904/RS.além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ . 1° T. Planta de valores genéricos. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF.1997. 19. anualmente renovável. 16. ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’). da taxa em referência. 36. Taxas de iluminação e limpeza urbana [acórdão anterior à EC nº 39/2002].03. Escritório de advogado. art. Min. a respectiva base de cálculo não está vinculada a atuação estatal. anualmente renovável. DJU 27. Lei 6. rel. p. j. não dispondo sequer de órgão incumbido desse mister.outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (‘varrição.12. 77. Min. rel.02. do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13.1998. Taxa de limpeza urbana. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência. de 1991.522/2003 e 13.1998.. Min. j.tudo com afronta aos arts.478/2002. RE 198. Base de cálculo. Ilmar Galvão. DJU 23. 1ª T. caput. Falta de contraprestação. pelas Municipalidades. DJU 02.09. Tributário. p. quando inexistente a contraprestação de serviços inerentes a essa espécie de tributos... do CTN. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência.989. Tributário. j. 1ª S. Ilmar Galvão. rel. 1ª T. Ilegalidade da cobrança de taxa. Precedentes.02. IPTU.152. 1. Tributário. pelo exercício do poder de polícia. 16). remunera . Tributário. no modo como disciplinada no município de São Paulo. 2. ficando desfigurado o efetivo exercício do poder de polícia.1997. Recurso parcialmente provido (STJ. p.171). Município de Porto Alegre. 3.564. 18.699/2003]. RE 276. Embargos de divergência acolhidos (STJ. j.. pelas Municipalidades. 36). A majoração da base de cálculo do IPTU 96 . não podendo o contribuinte furtar-se à sua incidência sob alegação de que o ente público não exerce a fiscalização devida. 28. e 79. pelo exercício do poder de polícia. 77. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Impossibilidade Ilegalidade.980.024-04/SP. Majoração. 13.2000. Valor venal do imóvel. Milton Pereira.12. EREsp 01. Decreto do Executivo.

diante da decisão Plenária do Colendo STF. rel. Garcia Vieira. p.09.04. Terminal alfandegário..11. DJU 11. Ilegitimidade de sua cobrança. Taxa de incidente sobre guias de importação. II . inc. Leis 2. Tributário..1999).404/SP. DJU 02. 23. por isso que tem por fato gerador prestação de serviço de caráter genérico.outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (varrição.1998. ademais. rel. REsp 220004/RS. por lhe faltar característica essencial deste. A taxa de limpeza urbana.690/89. 2ª T. qual seja a facultatividade do seu pagamento. j.1998). Fiscalização aduaneira. a respectiva base de cálculo não esta vinculada a atuação estatal. de 1966. rel. Recurso conhecido e provido (STJ. no RE 188. 1ª T. lavagem e capinação’.522/2003 e 13. indivisível e insuscetível de ser referido a contribuinte certo e determinado. 77. Min. do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13.1995. 2ª T.1997. REsp 61294/ES. I – A exação prevista no art. o que exceder disso é aumento de carga tributária e só pode resultar de lei. Estadia e pesagem de veículos de carga. j.. e 79. 10 da Lei 2. e não preço publico. não mensurável. na redação dada pela Lei 11. DJU 05. j. 14. rel. 23. 97 . Carlos Velloso.1995). Nota: A execução das Leis 2. Precedentes.03. à vista do art. valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização. 77 do CTN. Lei 6. artigo por artigo. A taxa de conservação e limpeza pública não se confunde com a do IPTU.. É taxa.699/2003].06.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.02. 17. remunera . 1ª S.145/1953 e 8.10.05.05.387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005.16. tem a natureza de taxa de prestação de serviços e não de preço público.145/53. rel. exceto nos casos de simples atualização monetária. REsp 86692/MG. Embargos de divergência acolhidos (STJ.1999.1997. no modo como disciplinada no Município de São Paulo. j.107/SC.152. Min. utilização e metragem do imóvel) . de 1991. 21. DJU 30. j.tudo com afronta aos arts. Min. inclusive ICMS e ISS depende da elaboração de lei.145/53 e 7. caput. Min. ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’). Min.1997. Taxa de limpeza urbana.Recurso especial não conhecido (STJ.478/2002.12.além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ . DJU 05. inespecífico. Antônio de Pádua Ribeiro.989. EREsp 102. do CTN. Recurso improvido (STJ. Ari Pargendler. a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário. Taxa. II. Tributário. Tributário. Peçanha Martins.193.1999). 13.

940/89. Apelação e remessa oficial improvidas.1995. Juiz Olindo Menezes. criou taxa em razão dos serviços prestados. art. Infringência do princípio consagrado no parágrafo único do art. não significa que estamos diante de tributo. 04. AMS 95.03. II . 1.01. Lei 7. em face da inexistência da contraprestação de serviços e realização efetiva do poder de polícia (STJ. 4ª T. não ocorrendo violação ao art. DJU 13. Administrativo.940/89. Tributário. AMS 93. Remessa provida (TRF . rel.2000). pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza especifica da imposição. por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’. mas pelo critério da compulsoriedade da exigência (Súmula 545 do STF).09833-4/BA.. 2.. 1ª T. p. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados. 262). esta é. tecnicamente.02.A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. deve ser tratada. 3. Tributário. Impossibilidade. portanto. III . p. 97. 3ª T.2000. Juiz Eustáquio Silveira.1991. que requer lei em sentido material e formal. inciso I. artigo por artigo. da categoria das taxas.1997.1998. 114). do Presidente do IBAMA.01. j. até por vício de linguagem. 17. Alíquota.27835-9/BA. Sentença confirmada (TRF . A portaria.1ª R. Assim.1995. Taxa de fiscalização. 1. Incorre. I . 100).. A taxa em exame tem base de cálculo diversa da do imposto.Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’. I. 77 do CTN. não se presta à instituição de tributo. j. Humberto Gomes de Barros.12. a pretexto de veicular emolumento. preço e. Tributário.04.1998. Adoção de base de cálculo própria do ICMS.. como tal. Não é inconstitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7.07. que. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria.314). em vicio de ilegalidade. Taxa instituída pela Portaria 028/91-N.05. do Código Tributário Nacional).1ª R. a título de poder de polícia. REsp 218103/SP. rel. 4°. REO 93. j. DJU 06. subsumindo-se em norma complementar (CTN. Violação do art. É defeso ao município instituir renovação de taxa de licença de localização e funcionamento. Taxa de licença de localização e funcionamento. 98 . a Portaria 028/91N. 2. 77 do CTN.. de 09. 4.1998. Taxa ou preço de armazenagem.07. j. DJU 13.Recurso improvido (TRF-2ª R. Precedentes. inclusive ICMS e ISS Tributário. 44. na liberação de mercadorias destinadas à exportação. do CTN. eis que a proibição do parágrafo único refere-se a capital e não a patrimônio. CVM. Min.0201404-9/RJ. DJU 29.05. p. 10. Juiz Castro Aguiar. 03.. do Presidente do IBAMA. 3..05. 3ª T. Renovação. rel.

a saber: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. DJU 02. Art. bem assim da utilização de equipamentos e serviços do aeroporto. III . revela que se cuida.009/73. Precedente específico desta Eg. de há muito sumulou sua jurisprudência. 1ª T.1994. haja em conta que.As tarifas aeroportuárias destinam-se ao pagamento pertinente a utilização de aeroportos. III . os preços públicos ou tarifas têm como pressuposto ou antecedente necessário a efetiva utilização do bem público que usufruir.. 15.Apelação conhecida e provida.Diferença entre taxa e preço público.0211235-0/RJ.0206369-0/ES. Não é porque o dispositivo em apreço empregou a expressão ‘taxa’. Lei 6.10. artigo por artigo. DJU 15. remessa oficial prejudicada.708).1995. 20.009/73.. projetos e construções são mantidos e operados pela União ou entidade da administração federal indireta. IV . sendo irrelevante a sua denominação. no caso. 4° do CTN. Verbete 545.A leitura de tal dispositivo.02. p. I Elucidação da conceituação jurídico-legal da tarifa de armazenagem instituída pela Lei 6.690/88. 10.313). em relação a lei que as instituiu’. II O Eg. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária. da Lei 2.AMS 90. 2° e suas alíneas da Lei 6.. intérprete precípuo da CF. 145 da Constituição Federal vigente. II. isto visando afastar qualquer dúvida. j. AMS 93. de preço público. Juíza Julieta Lunz. IV .06. a espécie. 145. 99 . E.exigidas compulsoriamente. cujas instalações. da Constituição Federal. p.1994. Taxa exigida pela CACEX para expedição de guia de importação. isto através de tarifas ou preços específicos. Juiz Arnaldo Lima.Nos termos do art. Turma .18106-0. j. tudo nos termos do voto condutor (TRF-2ª R. e têm como base a lei formal e como antecedente fático a fruição do benefício que o recolhimento da tarifa propicia (TRF-2ª R. Art. a natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo seu fato gerador. diferentemente daqueles. inclusive ICMS e ISS Tributário.009/73. 11. sendo as taxas-gênero de tributo . 51.1996.04.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.09. I . rel. e decorrendo de efetiva utilização das áreas assim projetadas e construídas. Infra-estrutura aeroportuária do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. porque estas.. STF. AMS 95. em face do art. 3ª T.145/53. na redação que lhe deu a Lei 7. que de tal figura jurídica se trata. Tributário. como ditado no art. Tarifa de armazenagem. rel.As entidades que exploram se obrigam a manter em bom estado os aeroportos. que devem ser remunerados pelos serviços que sejam prestados ou postos a disposição de quantos transitam com cargas. II . mutatis mutandis. jamais de taxa.

rel.107/SC. DJU 27.1995.004). do CTN. Lei 7.1996.10. DJU 30. DJU 10.113.145/1953 e 8. AMS 0444230/RS. em que o patrimônio líquido da empresa funciona não como base imponível.1997.193).. 68.03. II e III. e.03. rel. alias. j.820/SP.09.Regular utilização do poder de polícia garantindo constitucionalmente. artigo por artigo. p. 06. j. 1ª T.387/1991. Taxas de iluminação e de limpeza públicas não se enquadram nas taxas contra-prestacionais. 1. funcionamento e instalação. 73. sobre o ordenamento urbano. o que faz desnecessária a comprovação da efetiva contraprestação do serviço público. Constitucionalidade. 19. Taxa de licença para localização. 72. corresponde ao controle. 79. Juiz Gilson Dipp. DJU 24.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 13. 22.940/89. Mandado de segurança. funcionamento e instalação de imóvel onde a Caixa Econômica Federal exerce suas atividades. 1ª T.02. p.940/89.08.1996. É constitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7. Tributário. Juíza Lúcia Figueiredo. Autonomia municipal.1996.Apelação e remessa oficial providas. as atividades e os interesses da comunidade.301). Constitucional. mas como um referencial para se estabelecer a classe do contribuinte. rel. diante da decisão Plenária do Colendo STF. inclusive ICMS e ISS Nota: A execução das Leis 2. 3. Taxa de verificação anual de funcionamento regular (alvará). Taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários.08. A expedição de alvará. Tributário. 16. I . 145. para a localização de quaisquer estabelecimentos. p. rel. criado sem base de cálculo e sem alíquota (como. juiz Francisco Falcão. Carlos Velloso.1996. j. legitimamente exercido pelo município. rel.09. Apelo e remessa oficial improvidos (TRF-5ª R. II.05. 2ª T.. 2. geralmente são estabelecidas as taxas). j. Taxa de serviços públicos. p. 1.. 4. foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005.É legítima a instituição e cobrança pelo município de taxa de licença para localização. Interesses genéricos e não específicos divisíveis.. 23.668).. CF/88. no RE 188. o valor do tributo por ele devido (TRF-4ª R.268). 21. Sucumbência invertida (TRF-3ª R. Trata-se de tributo fixo. j. Remessa ex officio provida (TRF-4ª R. Art.1997. AC 93. Min.08. Tributário.03. 2. Art. Direito Tributário. 14. 4ª T. 100 .1997.. II .1995.1997. p.. III . por conseguinte. REO 0443196/PR. Juíza Tânia Terezinha Escobar.

Ato normativo.04. por não se tratar de crédito de natureza tributária. 2ª T. não podem ter seus valores fixados por decreto. 28. 2ª T. Embargos de declaração opostos à decisão do Relator. Liquidez e certeza. Custas e emolumentos. I. rel. 3.. inclusive ICMS e ISS Execução fiscal.06. Natureza jurídica. 08. Precedentes. sendo aplicável em matéria de decadência o art. Não se tem por afastada a liquidez e certeza da certidão de dívida ativa pelo só fato de trazer referência dos valores originais em moeda não mais em curso no País (TRF4ª R. taxas.536/SC. 1. para legislar sobre custas dos serviços forenses (inciso IV) e cujo art. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Orientação que reiterou. Conversão dos embargos em agravo regimental. 173 do CTN/66.2005).. Inafastabilidade. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental. de 30 de junho de 1995. Decadência e prescrição. artigo por artigo. Esse entendimento persiste. 1. aos Estados. II. Constitucional.00284/PR.2005. Anuidades e multas. DJU 26. 74. sim. Não provimento deste (STF. dos Estados e do Distrito Federal. mas de preço público. a cobrança a título de água e esgoto. 3.208/MG.094/SP. Conselho Regional de Contabilidade. 2. Já ao tempo da Emenda Constitucional nº 1/69. Conversão em agravo regimental. j. Ação direta de inconstitucionalidade da Resolução 7.08. cujo art. 153 da Emenda Constitucional nº 1/69). 24 estabelece a competência concorrente da União. Prestação de serviço por concessionária. j. Direito Constitucional e Tributário. Tributário. RE-ED 447.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Taxa de esgoto sanitário. 2. Juiz Edgard Antônio Lippmann Júnior. a exigência ou 101 .1996. julgando a Representação 1. A multa administrativa. rel.1990. ao Distrito Federal e aos Municípios.1996. sob a vigência da Constituição atual (de 1988). no inciso I. Carlos Velloso. A anuidade exigida pelos conselhos regionais constitui tributo. a 20.1984). veda à União.10. por não serem preços públicos. AC 95. tem o prazo prescricional de vinte anos para cobrança. contados do primeiro exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. da espécie taxa. CDA. III.04. Serventias judiciais e extrajudiciais. Natureza jurídica de preço público.08. que prevê sua ocorrência após cinco anos. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não se trata de tributo. j.09. 150. ‘mas. garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa’ (RTJ 141/430. no julgamento do RE 116..495). Embargos de declaração opostos à decisão singular do Relator. Min. sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art. o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que ‘as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais’. p. 19. DJU 02.

Preço público.2003. do CPC. mas.Código de Mineração]: não se tem.04. rel. 3. 175 e §§ [rectius: parágrafo único]). 78. Remuneração pela exploração de recursos minerais. mas preço público decorrente da exploração pelo particular.-lei 227/67 . § 4°. art. 40 da Lei 6. Lei 9. de serviços públicos específicos e divisíveis. II e § 1°. art.1996. IV. 145. 2. 236). II. pois estas resultam. as extrajudiciais (emolumentos). entendeu possível a decretação. 4. As taxas decorrem do poder de polícia do Estado. No caso presente. taxa. também. 20. IX. nos termos em que foi admitido no ordenamento jurídico. O poder de polícia está conceituado no art.2003. mas de aumento do valor de custas judiciais e extrajudiciais. art. no caso. Aqui não se trata de ‘simples correção monetária dos valores anteriormente fixados’. 5. Decretação da prescrição intercorrente por requerimento do Ministério Público. Serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto. III. ADIn 1444/PR. do CTN. 1. art. de serviços públicos específicos e divisíveis.2002. artigo por artigo.11. da LEF [Lei 6.e não de lei formal. Sydney Sanches.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 20. j.314. 101). efetiva ou potencial. 1°. Código de Mineração. para declaração de inconstitucionalidade da Resolução 07. A sua aplicação há de sofrer os limites impostos pelo art.830/80. ex officio.1996. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição (CF. Min Carlos Velloso. no seu exato sentido jurídico. 145 admite a cobrança de ‘taxas.. j. Pleno. de serviço público. ADIn 2586/DF. da prescrição intercorrente. Repugnam os princípio informadores do nosso 102 . resultantes da utilização efetiva ou potencial. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (STF. Ação direta julgada procedente.2003). Mas sempre fixadas por lei. DJU 01. Lei 9. de 14. sem lei que o estabeleça.02. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. 8°. de 30 de junho de 1995. II). Taxa. O art. Interpretação dos arts. a majoração de custas judiciais e extrajudiciais resultou de Resolução do Tribunal de Justiça . 20 do Dec. de 14. igualmente. em execução fiscal referente a serviço de fornecimento de água. Tributário. Recurso especial oposto contra acórdão que. 219.05. II do § 3° [rectius art. o qual alterou o art. Decretação da prescrição intercorrente. l6. Pleno. inclusive ICMS e ISS aumento de tributo. DJU 11. Natureza tributária. O art. Min. CTN. sem lei a respeito. rel. parágrafo único. 174 do CTN. de um bem da União (CF. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição’. Tal conceito abrange não só as custas judiciais. Requerimento do Ministério Público. ADIn julgada improcedente (STF. Constitucional. Precedentes.830/80]. 12. Recurso especial.314. ainda que prestado em caráter particular (art. ou são de serviço. como exigido pela Constituição Federal. Tributário Taxa Conceito. 6.11. I. p.08. não tem prevalência. e 174.

Rev. de que a contribuição pelo fornecimento de água e coleta de esgoto é taxa. então é justo que a remuneração correspondente.080/90] (Código Nacional de Saúde) determina: ‘É obrigatória a ligação de toda construção considerada habitável à rede de canalização de esgoto. da Procuradoria-Geral da Fazenda Estadual/Minas Gerais. p. Direito municipal brasileiro. sofra as limitações próprias de tributo’ (Hugo de Brito Machado. no sentido de que ‘a natureza jurídica da remuneração decorre da essência da atividade realizadora. 6. ‘Se a ordem jurídica obriga a utilização de determinado serviço. ed. Não há amparo jurídico a tese de que a diferença entre taxa e preço público decorre da natureza da relação estabelecida entre o consumidor ou usuário e a entidade prestadora ou fornecedora do bem ou do serviço.. 11. se a entidade que presta o serviço é de direito público. Adoção da tese. O art. na situação específica examinada.. p. Os casos de interrupção do prazo prescricional estão previstos no art.830/80. jul. Atividade pública (serviço) essencial posta à disposição da coletividade para o seu bem-estar e proteção à saúde. Precedentes desta Corte e do colendo STF 5. 3. Após o decurso de determinado tempo sem promoção da parte interessada. impondo-se segurança jurídica aos litigantes. RT. visando atender necessidades coletivas ou públicas. p. Os serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto é cobrado do usuário pela entidade fornecedora como sendo taxa. Prevalência no ordenamento jurídico das conclusões do X Simpósio Nacional de Direito Tributário. não sendo afetada pela existência da concessão. 299. pelo que. ano 1987. nele não incluídos os do art. 10. ao contrário. pela via da prescrição. cujo afluente [rectius: efluentes] terá destino fixado pela autoridade [sanitária] competente’. 9. não permitindo o atendimento da respectiva necessidade por outro meio. norma revogada pela Lei 8. deve-se estabilizar o conflito. se prestasse diretamente o serviço’ (RF.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 11). Tem-se. quando há compulsoriedade. artigo por artigo. 40 da Lei 6. v. 1977. 174 do CTN tem natureza de lei complementar.-set. Juríd. in casu. Regime tributário da venda de água. 12. Há de ser sempre lembrado de que o art. o valor cobrado caracterizar-se-ia como taxa. 7. sendo o prestador do serviço público pessoa jurídica de direito privado. Precedentes das egrégias 1ª e 2ª Turmas desta 103 . por ser a relação entre eles de direito público. 4. em face da obrigatoriedade da ligação domiciliar à rede pública’ (Helly Lopes Meirelles. 492). o valor cobrado é preço público/tarifa.. nº 05. de natureza compulsória. Obrigatoriedade do serviço de água e esgoto. 8. 1987. cobrada pelo Poder Público. 40). inclusive ICMS e ISS sistema tributário a prescrição indefinida. ‘A remuneração dos serviços de água e esgoto normalmente é feita por taxa.312/94 [rectius: de 1954. 11 da Lei 2. 174 do CTN. O concessionário recebe remuneração da mesma natureza daquela que o poder concedente receberia. serviço público concedido.

145/53 e modificada pela Lei 7. 21. a reiterada doutrina e a jurisprudência dos tribunais superiores que entendem legítima a sua cobrança. 5. DJU 14. ao afirmar que essa taxa tem identidade com a base de cálculo do imposto de importação. Taxa que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art. 13. representa uma obrigação acessória. 286). 2. Provimento à remessa necessária (TRF-2ª R. REO 3.522/92. no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo.. 1ª T. 46 da Lei 4. inclusive.03.. inclusive ICMS e ISS Corte Superior. também. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. A exação criada pela Lei 2.437/75.690/88) Ilegalidade. 4. Juíza Selene Almeida. rel. 17. 6. Receita originária. Dec. 6ª T. previsto no art. 178). com a Lei 8. 77 do CTN. da CF e o parágrafo único do art. STF. p.690/88 identifica-se como taxa e não preço público. efetiva ou potencial. REO 9601042105/DF. IPI. 145. DJU 31.-lei 1. REsp 848287/RS. Taxa de melhoramento dos portos. sendo uma obrigação assumida voluntariamente. art.08. por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação. Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia. artigo por artigo. 4ª T.289).052/RJ. DJU 17.09. após a declaração de inconstitucionalidade pelo Eg. sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT. A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R. Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo. j. As taxas não podem ter base de cálculo ou fato gerador idênticos àqueles que correspondam aos impostos (CF. Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário. 2. porque decorre da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal. Tributário. Natureza jurídica. p. ou a utilização. A aplicação do selo de controle do IPI.992-1/210. rel. Selos de controle quantitativo.145/53 e 7. 1.. 3. da ALALC ou ALADI (Súmula 124 do STJ). no RE 167. Ausência de identidade de sua base de cálculo com a dos impostos. 145.2006. j. face.2000. Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal. Não violação de acordos internacionais.07.03.502/64. Equivoca-se quem reputa inconstitucional a cobrança da taxa de melhoramento dos portos. 3.2006..2002. § 2°.1999. Min.2002. Importação.09. p. rel. Taxa de expediente (Leis 2. Ressarcimento de custos. de serviço público específico e divisível.. José Delgado. 1. Trata104 . § 2°). 19. Juiz França Neto. j. Recurso especial não provido (STJ.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Precedente do TRF 1ª Região. Tributário.

por ser dele o monopólio na confecção dos selos. 1ª Seção. Inconstitucionalidade. ou seja. IPI.2006) (TRF-4ª R. Trata-se.71. com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R..437/75. rel.502/64. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos Infringentes 2003. rel. Obrigação acessória. por ser dele o monopólio na confecção dos selos.710/RS. Portaria 37/98. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. de mais um custo. aquela ‘que decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações positivas ou negativas. Lei 4. j. p. previsto no Dec. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. ou seja.. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto. do CTN).07. DJU 12.002. sem que isso venha a desconfigurar sua natureza 2 –‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível. artigo por artigo. 2ª T. 1ª Seção.000271-0. inclusive ICMS e ISS se.. pelos contribuintes do IPI. na verdade. Selos de controle quantitativo. Dec.2006. AC 200371120077868/RS. Tributário. como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público.03. Incorre.2007. Ibama. EIAC 2003.. Tributário. a pretexto de veicular emolumento.Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle. 06. não caracteriza taxa e nem preço público. Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira.71. DJU 28. Trata-se. j. proveniente de produto fabricado por empresa pública .-lei 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 12.437/75. Juiz Vilson Darós. de mais um custo. assim.2007).07. O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações. violação a quaisquer princípios tributário. 13. não havendo. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. Ressarcimento de custos. 1 .050. a portaria que.4ª R. TRF . § 2°.2006. de obrigação acessória. O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI. em vicio de ilegalidade. nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art.-lei 1. apenas.05. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados. constituindo-se em receita originária da União. apenas. Cadastro técnico federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. criou taxa em razão dos serviços prestados no exercício de poder de polícia. ADIn 1. 113.823-1/DF. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. mas pelo critério da compulsoriedade da 105 .03. Natureza jurídica. Taxa de cadastramento. 793).Casa da Moeda-.07.

Nessa esteira. DJU 08. efetiva ou potencial. 3.71. O nomen iuris atribuído à exação cobrada pelo Estado é questão que não importa para sua classificação como tributo.804/RS.2006.05.060.2006. em ausência de contraprestação.. p. 127 do Dec. Taxa de ocupação. As taxas são tributos que têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia. DJU 03. 1ª T. uma vez que de prestação de serviços públicos não se trata.. Inexiste ofensa da Lei 10.461/SC. Conflito negativo de competência.2006.04. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. exige o exercício do poder de polícia em maior ou menor grau (TRF-4ª R. Não há falar.. 502)..760/46. p. 01.03. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha. A taxa de ocupação é uma receita originária do Estado. 1. de serviço público específico e divisível.4. A hipótese de incidência do tributo em questão –TCFA . AMS 1999. p. 19. j. Processual civil.02. 381).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2. Juiz Marcelo Malucelli. efetiva e potencial. 145 da CF/88 e 77 e 78 do CTN. que poderia ocasionar uma possível inconstitucionalidade.2006. as taxas de serviço instituídas pelos Municípios devem ter como fato gerador o exercício do poder de polícia ou a utilização.é o exercício do poder de polícia conferido ao Ibama para controle e fiscalização das atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos naturais. Conhecido o conflito de competência para declarar competente para a matéria a 2ª Seção. por conseguinte. rel. 106 . portanto. O faturamento da empresa é utilizado como critério referencial a fim de garantir-se a isonomia.174. 77 do CTN e 145 da Constituição Federal de 1988.05.105.72. 05. 1ª T. DJU 24. Juiz Vilson Darós. 1ª T. II. de serviços públicos específicos e divisíveis.TCFA.2006. Taxa municipal de segurança ostensiva contra delitos. AC 2003. 145. Em obediência à Constituição Federal. conferindo-se tratamento diferenciado a quem produz graus de poluição diferentes e. na medida em que não restou comprovado que essa exação serve para retribuir serviço público específico e divisível e nem representa exercício do poder de polícia (TRF-4ª R. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. Lei 10.2006.04. j. rel. artigo por artigo.165/2000. rel.165/2000 aos arts.040.-lei 9. cobrada por este em razão do uso por terceiros de seus bens imóveis. AC 2004. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . conforme inteligência dos arts.. art.72.121/SC. afigura-se ilegal a cobrança da taxa de segurança ostensiva contra delitos instituída pelo Município de Criciúma. fulcro no art. Competência da 2ª Seção. 617). Ilegalidade da cobrança. ou a utilização. j. inclusive ICMS e ISS exigência (TRF-4ª R.010.000.. Matéria não tributária.

784/SC. A taxa é um tributo que tem.247. 19. direta e especificadamente dirigida ao contribuinte. j. Cobrança pela municipalidade em detrimento da CEF. na hipótese de incidência.10 2004. DJU 01. A taxa para uso do fogo não tem a mesma base de cálculo do ITR. enquanto aquela é compulsória. A remuneração para obtenção da autorização para uso do fogo em queimada controlada tem a natureza jurídica de taxa. Honorários advocatícios. Pela análise da Lei 6. 145. inciso II. Tribunal.2005. p.06.02. Queima controlada de cana-de-açúcar. DJU 23.010. Tributário. 2. A competência para instituição de taxas pelo exercício do poder de polícia vem determinada no art. às disposições legais pertinentes.006. a qual definiu os elementos essenciais à sua instituição.. 3. que utiliza a propaganda. STF já reconheceu a prescindibilidade da efetiva comprovação da atividade fiscalizadora para a cobrança anual da taxa de localização e 107 . DJU 06.500/SP. 23. 3. Juiz Marcelo Navarro. Apelação não provida (TRF-3ª R. Embargos à execução fiscal. Taxa de fiscalização de anúncio luminosa. rel. Legalidade na cobrança da taxa para uso do fogo. p.2004. Taxa de armazenagem portuária. 197). A principal distinção entre taxa e preço público reside no fato deste ser facultativo. 1. Juiz Nery Junior. da Carta Magna. se subdividindo em um serviço público e outra em razão do exercício do poder de polícia. AMS 2001. Possibilidade.2005.201. afigura-se devida a tarifa de armazenagem apenas nos casos de efetiva utilização do serviço portuário. 4. 4ª T. é o meio pelo qual se paga por um serviço facultativo. artigo por artigo. 3ª T.. CC 2005. Mandado de segurança.960/2000.990. p.000. afastando-se. AC 2000. inclusive ICMS e ISS especificamente a 3ª Turma. 145. Juíza Marga Inge Barth Tessler. II. Trata-se de uma prestação contratual voluntária. convertida na Lei 9. rel.2006.068/AL. j.80. Administrativo. 1ª parte. Tributário. da CF e nos arts. Este tipo de atividade não se encontra acobertada pelos princípios constitucionais tributários. Apelação improvida (TRF-5ª R.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. uma atividade estatal. 77 e 80 do CTN. o disposto no art.02. 313). Corte Especial..03. Precedente deste eg. Tarifa.. no entanto. Exigibilidade.2005. Precedentes. inclusive. 1. O poder público se serve da cobrança por meio de preço ou tarifa pela prestação de um serviço público voluntário. rel. Natureza jurídica de taxa.03. O C. 339). a quem recebeu originariamente por distribuição o agravo de instrumento (TRF-4ª R.12.015/99. posto que criada pela Medida Provisória 2. 01. 2. A fiscalização de anúncios se faz necessária para preservar a qualidade do meio ambiente nas cidades e adequar a conduta da pessoa física ou jurídica.04.009/73. j.. Legalidade.

o STJ tem reconhecido a validade da taxa de localização e funcionamento e da taxa de fiscalização de anúncio. DJ 14. 5. DJU 03. setença monocrática.04. Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça. sumulado sob nº 545: 108 . 2ª Seção. Min. 23. rel. rel.63. artigo por artigo. p.10. EAC 91..239/SP. A Súmula 157 do STJ foi cancelada pela C. p.77. da CF/88). j. 191.04. tenha-se presente o entendimento do STF..030. 1ª T. rel.12..05. 07. DJU 02. Eliana Calmon. 7. 6.09.2006.2001. 15. AC 93.2002.2006.10. inclusive em detrimento da Caixa Econômica Federal. no julgamento do REsp 261.2001. Precedentes: STJ. podendo ser instituída por todos os entes federativos. j.] Parágrafo único. 145. Apelação e remessa oficial providas (TRF-3ª R. caput.. DJ 07. da incidência do encargo de 20% previsto no Dec. inverto os honorários advocatícios fixados na r.571/SP. inclusive ICMS e ISS funcionamento pelo Município de São Paulo. TRF3. rel. j.038173-0. j. COMENTÁRIOS Generalidades. A taxa não pode ter base de cálculo ou fato gerador idênticos aos que correspondam a imposto nem ser calculada em função do capital das empresas. Des.03. taxa semelhante àquela aqui discutida.2002. 4. União. 02. na certidão da dívida ativa. diante da notoriedade do exercício do poder de polícia pelo aparato administrativo dessa municipalidade (AgRg no RE 222. Art. e sua renovação anual. generalidade e origem pública. 204.2001. Desde então.2002. Juíza Consuelo Yoshida. A taxa é de competência comum ou cumulativa. Cecília Marcondes.11. Estados e Municípios (art.025/69.[.08. O que caracteriza a espécie tributária é a compulsoriedade.252-6/SP.2001).922. 6ª T. Diante da não previsão. 17. j. p. STJ. REsp 2000/0079370-1.001.. * Parágrafo único com redação determinada pelo Ato Complementar 34/67.2002. Min. De referência à compulsoriedade. Ellen Gracie. DJ 02. Fed.2001.05. AgRg no REsp 2002.16-6.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.05. DJ 03.-lei 1. 330). 2ª T.

porque estas. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária. em que a lei. o que se reflete diretamente sobre a alíquota. por exemplo. temos que a alíquota da taxa pode ser fixa. sendo mais comum a alíquota fixa. terá que pagá-la. Sendo a taxa derivada de uma vontade do Estado. A maior das limitações que se impõe à taxa é quanto a seu fato gerador. utilize. De referência ao quantitativo. se a taxa é manifestação do poder de polícia. manifestada por força de lei e em atividade administrativa plenamente vinculada. Genérica é a taxa porque atinge indistintamente todo aquele que a ela estiver vinculado em virtude de algum fato gerador. considera o valor da causa e estabelece faixas de incidência. tem função extrafiscal (emprego do tributo como instrumento de intervenção pública). inclusive ICMS e ISS Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. diferentemente daqueles. proporcional. o contribuinte os serviços do Corpo de Bombeiros. 145. art. Exemplo de alíquota progressiva é a da taxa judiciária. a taxa de incêndio. ou não. 109 .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. CF). Se. progressiva ou regressiva. em relação à lei que as instituiu. ao fixá-la. a taxa existe em razão da prestação de um serviço. não poderia deixar de ser pública. pois não poderá ser tomado como base situação fática que já tenha servido para a incidência dos impostos (§ 2°. Fato gerador e base de cálculo. diferentemente. artigo por artigo. Neste sentido a Súmula 595 do STF. Segundo Aliomar Baleeiro. tem função fiscal e o valor será uma alíquota proporcional ao serviço.

Entendiam não estar presente na atividade dos mercados de títulos e valores mobiliários o exercício do poder de polícia. O STF dissipou todas as dúvidas ao editar a Súmula 665 do teor seguinte: “É constitucional a Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários instituída pela Lei 7. Assim. Sobre a base de cálculo incidem as alíquotas. o poder público exaure sua atividade dentro de uma previsão fática que se chama fato gerador. distinguir a base de cálculo de uma taxa e de um imposto. não é fácil. A base de cálculo é a expressão. 110 . é o custo do serviço específico. JURISPRUDÊNCIA “É inconstitucional a taxa municipal de conservação de estradas de rodagem cuja base de cálculo seja idêntica à do Imposto Territorial Rural” (STF .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. efetiva ou potencialmente. o que se faz imprescindível em razão da restrição contida no CTN. acorreram os contribuintes ao Judiciário. inclusive ICMS e ISS Para cobrar taxa. utilizável pelo sujeito passivo.Súmula 595). muitas vezes. artigo por artigo. questionando a legalidade e a constitucionalidade da lei. do fato gerador. A preocupação do legislador quanto à exigência final contida no parágrafo em apreciação (não ter a taxa valor econômico em função do capital da empresa) teve em vista não atropelar o Imposto de Renda. A propósito. quando a Lei federal 7. no exercício do poder de polícia e na realização de serviços. em número. o poder tributante terá de dispor de um serviço mensurado e individualizado.940/89 instituiu a taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários. Na prática.940/89”.

989/66.02. § 4°. rel. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência.11. 153 da Emenda Constitucional 1/69). 1. em razão do valor do imóvel. rel. j.04.685.1996.1984.1995. artigo por artigo. RE 204. Lei 10. no entendimento deste Relator. não podem eles ter seus valores fixados por decreto. DJU 04. a área de imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público. rel. mas. Representação de inconstitucionalidade.685. 182.1981. não tendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais. sim.921/90. rel. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. j. qual seja. ou seja. o valor da mercadoria importada.1997. inclusive ICMS e ISS Município de São Paulo. § 2°. Custas e emolumentos judiciais e extrajudiciais. Tributário. p/ac. 87 e incisos I e II. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo. § 1°. sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art. em face da norma do art. 145. Conhecimento e provimento do recurso da contribuinte (STF.1981. Representação julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade do Decreto 16. ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU. Pleno.08. da Constituição Federal. j. do Governo do Estado de São Paulo (STF. Ilmar Galvão.1992). da Constituição Federal de 1988. DJU 10.1994. com ofensa ao art.02. Recurso não conhecido (STF. 145. do município de São Paulo. p. § 2°. Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos. garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa. Min.827/SP. 156. que deu nova redação aos arts. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao imposto de importação. do Governo do Estado de São Paulo. Taxa de licenciamento de importação. Ilmar Galvão. por haverem violado a norma do art. Inconstitucionalidade dos dispositivos sob enfoque. RE 167992/DF. Não sendo as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais preços públicos.888).690/88. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico. Soares Muñoz. 111 . Min.09. Pleno. Sua natureza jurídica. Não conhecimento do recurso da Municipalidade. de qualquer modo. Decreto 16. Taxas que.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. de 26.12. 12. Art. O primeiro. DJU 25. p. RP 1094/SP.145/53.213). 23. 10 da Lei 2. Os demais. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU. Tributário. Min. II. de 26. que limita a faculdade contida no art. 7°. taxas. e 94 da Lei 6. Min. 08.02. 15. redação dada pelo art 1º da Lei 7. não mensurável indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte. Moreira Alves. Pleno.

Processual civil. da CF (‘As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos’). 26. Base de cálculos. Agravo de instrumento desprovido (STJ.827-SP (DJU 25. 12. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ .05.145/53. Tributário.. Ag 314761/SP. de remoção de lixo domiciliar e de iluminação pública.2000). j.2000. j. II. ao apreciar o RE 232393/SP. O Colendo STF. Importação.04. Taxa de Armazenagem Portuária .690/88.08. DJU 31. 145.não implica identidade com a base de cálculo do IPTU. rel. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência. Taxa de expediente. 2. Legalidade de aumento de Tarifas Portuárias (TAP) por ato ministerial. j. por possuírem base de cálculo própria do IPTU.. 1. 18. 2ª T. em sede de recurso especial. com a revogação da decisão de fls. inclusive ICMS e ISS Constitucional e tributário. 98/99. Súmula 83 do STJ. Legalidade. decidiu que é constitucional a taxa de coleta de lixo domiciliar instituída pelo Município de São Carlos . Min. Taxas de conservação e limpeza de logradouros públicos. Lei 10. 2. Apreciação incomportável no âmbito do recurso especial.. Na ocasião. Carlos Velloso. I. Min. O Colendo Supremo Tribunal Federal entendeu.1999. rel. consoante o entendimento mais moderno desta Corte.921/90. em matéria de cunho eminentemente constitucional.801/SP. 04. rel. Agravo regimental provido.1999. Aldir Passarinho Júnior. III. instituída pela Lei 2. Recurso não provido (STJ.1999). impossível o exame da matéria pelo Superior Tribunal de Justiça. Tributário.03. com redação dada pela Lei 7. Destarte.SP (Lei municipal 10. artigo por artigo. Milton Luiz Pereira. § 2°. que é inconstitucional a cobrança das taxas de conservação e limpeza na forma estabelecida pela Lei Municipal 10. 3.05. entendeu-se que o fato de a alíquota da referida taxa variar em função da metragem da área construída do imóvel . Min. Ag 121.Súmula 83 . REsp 157060/SP. Ilmar Galvão. Min. Não se conhece de recurso especial quando a decisão atacada basilou-se. rel. A taxa de expediente. 3.253/89). Min.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. por maioria) .que constitui apenas um dos elementos que integram a base de cálculo do IPTU . 1ª T. 77 e 79. Decisão da matéria pelo Colendo STF. José Delgado. DJU 10. Tributário e processual civil. Taxas de conservação e limpeza urbana.TAP. Plenário. DJU 27. rel. Agravo regimental desprovido (STJ.921/90. Base de cálculo. Município de São Paulo. arts.1999. como fundamento central. Multiplicidade de precedentes.1997. afastando-se a alegada ofensa ao art. 1. por maioria. 1ª T.1999). CTN.03. no julgamento do RE 204.11.09. é 112 . Preços públicos.STJ. Exações entendidas como inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. Inconstitucionalidade.

pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza específica da imposição. rel.12.. tecnicamente. situação que não viola a vedação prevista no disposto no art. 145. DJU 01.1404-9/RJ. 4°.06. Agravo regimental no agravo de instrumento. preço e. inclusive ICMS e ISS flagrantemente inconstitucional.1999. j. o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo das referidas taxas com a do IPTU. nesta superior instância. 03.685/ES. Min. de 20. Min. III . Processual civil. Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da Taxa de Fiscalização de Anúncios . Município de Belo Horizonte. Taxa de Fiscalização de Anúncios .020.1999). deve ser tratada. Garcia Vieira. §§ 1° e 2°).05. j. Firmou-se.Recurso improvido (TRF-2ª R. esta é. descabe a alegação de contrariedade à lei tributária nacional. como tal. REsp 166. 77 e parágrafo único CTN repete preceito constitucional (CF. que instituiu a taxa de fiscalização da CVM (RE 177. do Código Tributário Nacional). Efetivo exercício do poder de polícia.2000. 2ª T. 16.07. 44.1995. da Constituição. REsp 205. Administrativo. Localização e Funcionamento .TFLF.1989. Comissão de Valores Mobiliários. DJU 13. 1ª T. Reexame de fatos e provas. Juiz Castro Aguiar. Tributário.. ainda. art. sabendo-se que o art. Tributário. II — Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’. Francisco Peçanha Martins. rel.05.07. Lei 7. Localização e Funcionamento . Constitucionalidade.TFA. Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança das taxas em questão. j. 145. eis que possui base de cálculo própria do imposto de importação. da categoria das taxas. Recurso especial. não significa que estamos diante de tributo. 1. ambas do Município de Belo Horizonte. I . 3ª T. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. rel. inciso I.TFA e da Taxa de Fiscalização. § 2°.940. 3. Assim. artigo por artigo.940/89.835) e. até por vício de linguagem. 2. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria. Constitucionalidade. por entender que são exigidas com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal.314). Recurso provido (STJ. Violação de lei federal não configurada. Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7. DJU 01. p. § 2°.08. para que se pudesse dissentir dessa orientação seria necessário o reexame de 113 . AMS 95.570/PE. Alegada ofensa ao art. por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’. 145.TFLF. Precedente STF. Recurso não conhecido (STJ. da Constituição do Brasil.A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art. Taxa de Fiscalização. 20.. Alíquota.2000).1995.. Taxa ou preço de armazenagem. Taxa de fiscalização.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

Análise da norma pelo Tribunal de Justiça o Estado de Minas Gerais em ação direta de inconstitucionalidade transitada em julgado. Art. 145..2003. circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula nº 279 do STF.02.que é o valor do imóvel (CTN. 02. RMS 21.. Min. Súmulas STF nº 282 e 356. Constitucionalidade. Juiz Teori Albino Zavascki. por entender que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e a sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto. Eros Grau. É esse o entendimento aplicado também pelo STJ. DJU 27.607/MG. considerou constitucional a cobrança de taxa de incêndio. da Constituição Federal. Controvérsia referente á especificidade e divisibilidade da taxa de limpeza pública não dirimida pelo Tribunal a quo. João Otávio de Noronha.938/2003.2007.08. inclusive ICMS e ISS fatos e provas.a metragem da área construída do imóvel .04. 145. não quer dizer que teria essa taxa base de cálculo igual à do IPTU’.1999) fixou entendimento no sentido de que ‘o fato de um dos elementos utilizados na fixação da base de cálculo do IPTU . 2. Município de Belo Horizonte. Recurso ordinário desprovido (STJ.. Lei 6. Questão devidamente prequestionada. DJ 21. rel. Precedentes: RMS 23.. que. 392). rel. 33). Tributário. Min.09. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. ser tomado em linha de conta na determinação da alíquota da taxa de coleta de lixo. art. João Otávio de Noronha.10.2007. AIAgR 618.2006. artigo por artigo. 2. j.03. ROMS 21.2007. Min. Coincidência com a do IPTU. 2ª T.12. 1ª Turma. José Delgado. DJU 01.2003. Ellen Gracie. 145 da Constituição Federal. 145 da Constituição.08.12. A corte de origem deliberou sobre a correspondência entre as bases de calculo do IPTU e da taxa de limpeza pública. RE-AgR 346695/MG. Recurso ordinário em manado de segurança. no julgamento do RE 232. 98). 2ª T. p.393 (Sessão de 12.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. e RMS 21. DJ 03. Taxa de limpeza pública. j. 07. 83). encontra-se coerente com o decidido pelo Plenário desta Corte.150/MG. 13. com redação da Lei 14.049/MG. Impossibilidade de apreciação de tese em tomo do art.2007. no julgamento do RE 206777/SP. p. j. Análise do recurso quanto ao art. contudo. Taxa de incêndio. Min.. 1. p. O Supremo Tribunal Federal.280/MG.2006.12. 4. II da CF/88 114 .032/MG.763/75. mesmo não tendo se referido expressamente ao art. Falta de prequestionamento do disposto no inciso II do mesmo art. DJU 19. 1. Taxa de incêndio Estado de Minas Gerais. rel. 144 da Constituição Estadual. Base de cálculo. 1ª T. Agravo regimental improvido (STF. 3. DJ 09. A posição adotada pelo Tribunal a quo. Tributário. Min. § 2°. 2ª T. 2ª T.2006.

2005.145/53 e modificada pela Lei 7. Processual civil e tributário.. 105 da Constituição Federal para resolver conflito entre lei local e lei federal [de acordo com a redação do art. 144 da Constituição Estadual. b.145 foi extinta pela Lei 8. 4.763/75. visto que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e que sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto’ (RMS 21. DJU 09. Segunda Turma) (STJ. Taxa 115 . Recurso especial não conhecido (STJ. É legítima a taxa de incêndio instituída pela Lei estadual 6. que a declaração de constitucionalidade produz efeitos erga omnes e que nesse julgamento foi analisada a questão em torno do art.2006. 321). ROMS 22. Min. Resolução 11/2005 do Senado Federal] identifica-se como taxa e não preço público. Importação. III. Eliana Calmon. com redação dada pela Lei 14. Matéria constitucional. 1.280/MG. descabe o reexame da matéria nessa oportunidade. 21. artigo por artigo. REsp 179. Ausência de identidade com o ITR. enquanto a Taxa de Construção. Tributário. Cabe recurso especial fundado na alínea b do inciso III do art. 2.049/MG e 21. ao criar a taxa de incêndio.038/2003. Conservação e Melhoramentos de Estradas de Rodagem tem como fato gerador a prestação de serviços de conservação e como base de cálculo o custo do serviço dividido entre os proprietários de imóvel rural segundo fórmula adotada por pontos de utilização dos serviços. 105.763/75.522/1992. Min. 03. j.690/88 [taxa prevista no art. também.2005.0000. 78 e 79 do CTN.2006. inclusive ICMS e ISS e dos arts. rel.05. Taxa de expediente (Leis 2. com redação dada pela Lei 14.145/53 e 7. 2ª T. A Lei 6.04. João Otávio de Noronha. 77 do CTN. o que afasta a possibilidade de identificação com o imposto e a eventual ofensa ao art. da CF. João Otávio de Noronha. rel. rel. 1. Confronto entre lei municipal e federal. 2. anterior à EC nº 45/2004].690/88).12. 3. foi considerada legítima pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais na ADIn 1. O ITR tem como fator gerador a propriedade rural e como base de cálculo o valor da terra nua.802/SP. Ilegalidade.632/MG. Min. sob pena de violar a rígida distribuição de competência recursal disposta na Lei Maior. A exação criada pela Lei 2. Vide. Considerando que ocorreu o trânsito em julgado desse acórdão. 10 da Lei 2.11. 1. tampouco para prequestionar questão constitucional. 232).404860-1/000. Precedentes. porque decore da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal. 2. Taxa de conservação de estradas de rodagem. Recurso especial. Fato gerador e base de cálculo.02.938/2003. DJU 06. 77. p. 2ª T.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Não cabe ao Superior de Justiça intervir em matéria de competência do STF. Cabimento do recurso especial pela alínea b. j.. p.

da CF e o parágrafo único do art. através de mero cálculo aritmético. nos presentes autos. Juíza Selen Almeida. 156.09. Execução fiscal. Sucumbência recíproca. 178). Entende a Eg. Coincidência com a base de cálculo do IPTU. após a declaração de inconstitucionalidade pelo eg. Operou-se a prescrição em relação a alguns dos débitos exeqüendos (taxa de licença e taxa de limpeza referentes ao ano de 1995). Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. inclusive ICMS e ISS que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art. Precedente do TRF 1ª Região. Município de São Paulo X União.. como se denotará.1999. 174 do CTN. 3ª Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. após a formalização do crédito tributário em questão.522/92.1995. 3. por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação. uma das causas de extinção do crédito tributário. artigo por artigo. em relação ao ano de 1995. 1. 5. 3.992-1/210. 77 do CTN. Tributário. cumprindo destacar que. com a Lei 8. Remessa oficial improvida (TRF . Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal.03. DJU 17. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. p. Inocorrência. Embargos à execução fiscal. não procedeu o contribuinte/recorrido ao devido recolhimento do mesmo.04. nos termos 116 .01.2000. ajuizado o executivo em pauta em 18. Taxas de conservação e taxas de limpeza pública devidas. de cunho prescricional. REO 96. STF. 7. no RE 167. 4. 5 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. rel. primeira figura. Verificada. Conforme se extrai a partir da r.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ao verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. Contaminado pela prescrição. segundo a qual suficiente a propositura da ação. 5. em 01. 21. § 2°. afastada a sua anulação neste ângulo. do art.. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. 4ª T. com a cobrança de específicos meses colhidos pela prescrição). para interrupção do prazo prescricional: portanto. qual seja. Prescrição parcial ocorrida. j.2105/DF. encontra-se parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. sentença. configurado o alegado evento prescricional. Equivocada se tem revelado certa forma de contagem fazendária: a partir do fato e formalizado o crédito.12. 2. contados da data de sua formalização definitiva. STJ. a prescrição. dali por diante passa a fluir o prazo de sua cobrança. do Eg. do CTN. Parcial procedência aos embargos.1ª R. com observância do estabelecido pelo art.2000 (fato incontroverso). de rigor a extinção do débito prescrito da forma como operada. 6. 145. qual seja. 6. elencada no inciso V. Constituem os débitos atos distintos identificáveis e autônomos.4.01.

segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. sentença. 12. CTN. Impõe-se o parcial provimento ao apelo da Municipalidade envolvida. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor residual do débito executado. Precedentes. consoante parágrafo único do art. pelo serviço efetivamente prestado. sendo capital repisar-se tanto se tributa. 15. CF. adota-se. artigo por artigo. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referidos serviços. a declaração de nulidade da ação de execução fiscal. 204. fato incontroverso. 14. 17. avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços. vencimento de 1996/1998. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. 145. Não se ressentem referidas taxas. Pertinente e adequada a ponderação. Também inocorre á propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: como destacado pela Municipalidade envolvida. portanto. não ensejando. inclusive ICMS e ISS da jurisprudência que. ônus cabalmente seu. no tocante ao tema aqui em mérito. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. antes enfocados. reconhecendo-se a legitimidade da cobrança das taxas de conservação e de limpeza pública. neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. para julgar parcialmente procedentes os embargos. A divisibilidade se coloca também límpida. A natureza da atividade estatal envolvida se põe límpida. específicos. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. da União. conservação e limpeza pública.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 11. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. vez que dotado de valores autônomos. 9. 77. imediato. a título de taxa. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. de molde a permitir exigência da exação em pauta. sem óbice substancial pela parte contribuinte. de fato. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da União. reformando-se em parte a r. No que tange às taxas de conservação e de limpeza pública. CTN. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. e do art. 10. a propósito. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo poder público. 8. nem ao da indivisibilidade. 16. inafastada a presunção de certeza da CDA em questão. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. tão-somente reconhecendo-se a ocorrência da prescrição parcial. amiúde praticada. tanto quanto se sujeitando a União ao 117 . no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. 13. que contam com aqueles referidos serviços. Apesar de reconhecida a prescrição em relação aos débitos supra citados. do descumprimento nem ao requisito da especificidade. firmados através do inciso II do art.

145. III .690/88.032515-7. quando o contribuinte recolhe o tributo sem o prévio exame da autoridade fiscal. o direito de compensar o tributo indevidamente recolhido. mesmo no caso de tributo lançado por homologação. Des. 1° da Lei 7./92.2006. modificado pela MP 66/2002.833/2003.383/91 e 9.É inconstitucional a taxa instituída pelo art.03./91. p. Compensação. 10 da Lei 2. devidas ao Fisco. CTN. Possibilidade./90. não mais exige o prévio requerimento do contribuinte e a autorização da Secretaria da Receita Federal para a realização da compensação em relação a quaisquer tributos e contribuições. Juiz Silva Neto. convertida na Lei 10. a compensação devia ser efetuada somente entre contribuições e tributos da mesma espécie e destinação. IV . não configurada a decadência do direito de pleitear a compensação dos pagamentos efetuados em período superior ao qüinqüênio contado retroativamente da propositura da ação. II .. Portanto..954/SP.145/53. V . 74 da Lei 9. 10 da Lei 2. os seguintes índices: a) BTN a partir de dez.O prazo disposto no art. DJU 17.637/2002. entretanto. 3ª T. Art. b) IPC de mar. e d) UFIR.145/53. que representa a taxa de inflação do período considerado acrescida de juros 118 .11. In casu. j. Precedente da E. j. ou seja. 1° da Lei 7. II e § 2°./88 até fev. AC 993.A partir de janeiro de 1996. Tributário. 18.01. inclusive ICMS e ISS pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. Carlos Muta.690/88. 16. na redação que lhe foi atribuída pelo art.A correção monetária deve ser calculada desde a data do recolhimento indevido. da Constituição Federal./91 a dez.10./90 a fev. Atualmente.Na vigência das Leis 8.430/96. 3ª Turma: AC 97. 168.2005. uma vez que o contribuinte não precisa esperar o esgotamento do qüinqüênio previsto no § 4° do art. Inconstitucionalidade. Fed. Precedentes do E. Parcial provimento ao apelo (TRF-3ª R.11. no caso. com redação dada pelo art. para postular. e art. o que.2007. STJ. rel. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. o art. artigo por artigo. haja vista a identidade de sua base de cálculo com aquela vigente para o imposto de importação. rel.2005. a partir de jan. I. em favor do Município implicado. Taxa para expedição de guia de importação. 559). 25./91. de mesma espécie e destinação. Precedentes do STF e do STJ. concedido à Fazenda Pública para homologar a conduta do contribuinte ou lançar de ofício a eventual diferença apurada.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 150 do CTN. e pela Lei 10. a taxa de emissão de guias de importação somente pode ser compensada com outras taxas. administrativa ou judicialmente. 77 do CTN. conta-se a partir deste recolhimento. STF (RE 167. utilizando-se.250/95. I . deve ser utilizada exclusivamente a taxa SELIC. DJU 23. uma vez que se trata de direito superveniente.992-1/PR) e do C. c) INPC de mar. não pode ser aplicado no caso em pauta. em flagrante discrepância com o previsto no art.

em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação. Desembaraço aduaneiro. prestação de serviço de carga e descarga. Não é concebível que essas taxas sejam instituídas por portarias. DJU 23. À Suframa foi conferido o poder de polícia para expedição de guias de importação. Administrativo. j.532/1997].Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. VI . 024/99). 7. nos termos do Dec. bem como a utilização de suas instalações e equipamentos. nos termos do § 4°.392/AM. a que se dá parcial provimento (TRF-1ª R.244/67. pelo serviço de carga e descarga. pelos índices adotados na Tabela da Justiça Federal. art. 1. 4.2006. Princípio da legalidade. Suframa. 97 do CTN.113. 5. Ofensa ao art. § 2°. a partir do recolhimento indevido. § 2°. armazenamento ou estocagem. p. 2. indubitavelmente.11. 05. Taxa de licenciamento de importação. rel. 145. § 2°. do CTN. da Lei 9. DJU 17. Correção monetária. 1° da Lei 7. da CF. 8ª T. Apelação e remessa oficial. embora a arrecadação e a fiscalização sejam a ela delegadas. Lei 2. armazenamento ou estocagem.10. Prescrição. Controle de internamentos na Zona Franca de Manaus.Apelação da autora e remessa oficial parcialmente providas (TRF-3ª R. Tabela da justiça federal. A fixação por portarias.2006.-lei 288/67 e do Dec. As remunerações estabelecidas pelas Portarias editadas pela Suframa (171/83. 150. fixar as referidas taxas cobradas pela Suframa. j. Taxa Selic. e art. com a redação conferida pelo art. Impossibilidade. Juíza Maria do Carmo Cardoso. 06. o prazo prescricional para efetivar-se a 119 . e do art. A correção monetária a ser adotada na restituição dos valores recolhidos indevidamente deverá ser feita. tida por interposta.. 309/95. do CTN.04. Natureza jurídica de taxa.08. ‘O Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento de que. Tributário. Identidade de base de cálculo. Arts. Fixação por portaria. Constitucional. da CF. p. 197/96. 77. 118). Tese dos cinco mais cinco. parágrafo único. 1. 566). Tributário e processual civil. AC 2001. parágrafo único.2006. está em confronto com o princípio da legalidade tributária.307/SP rel. 305/95. 6. Somente a União pode por lei. Remuneração pela anuência aos pedidos de guias de importação.2006..Apelação da União Federal desprovida. inclusive ICMS e ISS reais. 39. da CF.32. mantendo-se os juros de mora fixados na sentença. artigo por artigo. VII . Vedada a identidade de base de cálculo entre taxa e imposto. 7° e 97. 145. 77. da tipicidade e com a regra do art. Juíza Cecília Marcondes.. 3ª T. 145.. do CTN. Violação aos arts. do Estatuto Constitucional. 10.145/53. AC 370. Prescrição. 3. 61.690/88. Delegação do poder de tributar. têm natureza de taxa e não de preço público. nos termos do art. art.000.250/95 [artigo revogado pela Lei 9. das taxas por utilização de instalações e equipamentos da Suframa.

178-8. é de cinco anos. A taxa. por sua inconstitucionalidade.03. Os efeitos decorrentes da suspensão de eficácia de dispositivo legal não prejudicam os efeitos ex tunc que resultam do reconhecimento. A cobrança da taxa pelo exercício do poder de polícia não se confunde com a taxa decorrente da prestação de serviço público.04. AC 1998. Ofensa ao princípio da isonomia e igualdade tributária.690/88). que se assenta na capacidade econômica do contribuinte. O STF. em um primeiro momento. inclusive ICMS e ISS compensação via ação judicial. III. cuja eficácia foi suspensa. j. são de um por cento ao mês. DJU 11.518 120 . Tratando-se. Imposto.000. entretanto.34. 2.960/2000. de declaração da inconstitucionalidade da lei instituidora do tributo. de órgão de controle em funcionamento (RE 116. abarcando muito mais atividades do que apenas a fiscalização in locu dos estabelecimentos submetidos à tributação. art.837/DF. examinando a legislação de regência da taxa de licenciamento de importação. por sua natureza jurídica de tributo vinculado. 4. artigo por artigo. 7. alterando a redação da Lei 6. 5. competências e instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente.. Juiz Hilton Queiroz. é desta que se inicia o termo a quo do lapso prescricional para o ajuizamento da ação correspondente.TCFA.250/95). incidenter tantum.165/2000 criou a TCFA (Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental). Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . cautelarmente. 1° da Lei 7. I. A taxa Selic deve ser aplicada como índice de correção monetária a partir de 1° . com a redação dada pelo art. que trazia a TFA (Taxa de Fiscalização Ambiental).165/2000. tornando-se inexigíveis (REsp 191484/RS)’. porque indevidas desde a sua instituição. Poder de polícia. 145. acrescidos de mais cinco anos contados daquela data em que se deu a homologação tácita. por violação do art. neste caso. lnocorrência.145/65.938/81.. II. de inconstitucionalidade. não pode ter base de cálculo própria de imposto. uma vez que. Precedentes do Eg. 10. Superior Tribunal de Justiça. É assentado o entendimento no STF que basta a manutenção. Os juros de mora. não acumulável com nenhum outro índice no mesmo período. do Estatuto Constitucional.960/2000.01. Lei 10. 8. 4ª T. Provimento parcial ao recurso adesivo da autora (TRF-1ª R.109. 3. Tributário. Lei 9. pelo sujeito ativo. Lei complementar. rel.2003. p 81). considerou-a inconstitucional. O fato gerador da TCFA é o serviço prestado de exercício de poder de polícia. a prescrição.1996 (Lei 9. foi editada para substituir a Lei 9. não pode ser estabelecida com referência às parcelas recolhidas.2003. 6.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. contados da ocorrência do fato gerador. tampouco com juros moratórios. § 2°. na repetição do indébito tributário. A Lei 10. Mandado de segurança. na ADIn 2. Improvimento ao apelo da União. 11. Base de cálculo. cobrada em razão da emissão de licença ou guia de importação (Lei 2. representado nas metas.

p. A TFA não tem como fato gerador qualquer atividade estatal relacionada à impetrante e.2006. Não se admite que a TCFA. IV. Não importa o nomen iuris destinado a esta ou aquela exação cobrada pelo Estado.627/SP. 154. disfarçadamente. III. que se encontram muitas vezes em situações econômicas distintas. Constitucional. Taxa de Ocupação de Terreno de Marinha. e 145. Tributário.2005. 1. p. que leva a uma distinção dentro dos limites da razoabilidade e da proporcionalidade. STF (RE 177. porquanto a taxa não é instituída considerando-se somente o capital da empresa. mas também incide o tributo em função do porte da pessoa jurídica e sua atividade-fim. que no caso é o Ibama.835-1/PE).07. utilize base de cálculo de imposto. 3ª T. Precedente do E. II. instituiu tratamento igual a sujeitos passivos. Juiz Nery Junior. 631). a TCFA não exige. bastando a lei ordinária. A Taxa de Fiscalização Ambiental . pode-se dizer que é um preço público. j. j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. I. Questão de ordem. da CF/88.2005. editada pelo ente político incumbido de executar o poder de polícia a que se refere a cobrança. bem como ao art.. mas não é tributo. I.TFA afronta o princípio da isonomia. para a respectiva instituição.960/2000. da Constituição Federal. Tendo a natureza jurídica de taxa. rel. Lei 9. 151). de competência legislativa da União Federal. VI. 3. Natureza tributária inexistente. pois. 3ª T. 15. Taxa de Fiscalização Ambiental . I. 2. DJU 13. II. como tal.816/SP. sim. rel. Conflito que se suscita perante o Plenário do Tribunal para firmar a Seção Competente. § 2°. A ‘taxa’ 121 . 150. 77 do CTN. Não há infringência aos arts. o que dirá se a exação é ou não tributo será o regime legal que a instituiu e a mantém. O cálculo do valor da TCFA não apresenta qualquer ofensa ao principio da isonomia tributária.. 145 da Constituição Federal e 77 do CTN.05. Precedente do Supremo Tribunal Federal. artigo por artigo.TFA. REOMS 242.973). IV Remessa oficial não provida (TRF-3ª R. 31. o requisito constitutivo formal de lei complementar. A taxa de ocupação é uma retribuição anual de índole contratual. 154. Mandado de segurança. Juiz Nery Junior. Ocorrência. insculpido no art. não de uma taxa. à atividade por ela exercida. Arts. uma vez que efetuado com base em dois critérios conjugados: o grau de poluição da atividade exercida e o capital social da empresa.2006. A mencionada taxa possui natureza jurídica de imposto e.. Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R. inclusive ICMS e ISS e RE 230. AG 244. Ofensa ao princípio da legalidade e isonomia.06. Tendo em vista ser devido pelo administrado que ocupa bem do Estado. só poderia ter sido criada dentro da competência residual da União. VII. V. ao estipular valores uniformes por categorias de contribuintes. através de lei complementar. na forma do art. DJU 23. da Constituição Federal..08.

d. a limitação.62/SC. 1. 1°] do Dec.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. fazendo-se um raciocínio por exclusão. em que o seu valor é estabelecido de forma compatível com o custo da atividade estatal a qual está vinculada. 5. e sim como contraprestação à ocupação de terrena da União. Também não se trata de utilização. 4. torna-se imperioso. Precedentes do STF. II. também não se configuraria como serviço público. A ocupação de bem de uso dominical pelo administrado (que se aproxima de um contrato de locação ou de uma enfiteuse) não é uma utilidade ou comodidade fruível pelo administrado que diga respeito a necessidades ou comodidades básicas da sociedade. QUOREO 1999. Município de Salvador.266). uma vez que não está em jogo obra pública. DJU 06. 122 . 8.03. Considerando que os juizes componentes da 1ª e 2ª Seção desta Corte já declinaram a competência. submeter a divergência ao Plenário do Tribunal para que reste fixada a competência para a apreciação da matéria (TRF-4ª R. Apelação não provida.398/87). pois não albergada na previsão contida no art. Constitucional e tributário. Ademais. Igualmente não se trata de imposto. no caso. que prevê três subespécies de contribuições no supra transcrito dispositivo: (a) as sociais (aí incluídas as destinadas ao custeio da Seguridade Social). geralmente criado sem base de cálculo e sem alíquota. inclusive ICMS e ISS em questão não tem como fato gerador o exercício regular do poder de polícia (entendido como o condicionamento. porquanto trata-se de uma contraprestação do administrado para que utilize bem do Estado. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. porquanto não se apresenta como fato gerador signo presuntivo de riqueza (o princípio informador dos impostos é a capacidade contributiva). 9. 6. p. Juíza Tânia Terezinha Cardoso e Escobar. A Taxa de Serviços Urbanos refere-se ao valor venal do imóvel. existe base de cálculo (valor do domínio pleno do terreno.. pena de restar desvirtuada a sua natureza jurídica de taxa. anualmente atualizado) e alíquotas variáveis (incisos I e II [do art. é remuneração pelo uso da coisa. sendo que.06.-lei 2. nos termos do art. devido a um acordo entre União e o ocupante. 22. do Regimento Interno. 7. Seguindo a trilogia do CTN. (b) as de intervenção no domínio econômico e [c] as de interesses das categorias profissionais..162. artigo por artigo. A ‘taxa de ocupação’ evidentemente não se caracteriza como contribuição social. porquanto não se está oferecendo aos administrados em geral (princípio da generalidade). 1. a taxa de ocupação é devida como retribuição pelo uso de bem público. rel. ao exercício da liberdade e da propriedade do administrado). 4°.040. Taxa de Serviços Urbanos.2001.2001. j. 2ª T. de serviço específico e divisível. também pode-se dizer com segurança que de contribuição de melhoria não se trata. A taxa é tributo fixo.101. Ilegitimidade da cobrança. efetiva ou potencial. 149 da Constituição Federal.

A taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários tem base de cálculo diversa da do imposto e não é calculada em função do capital da empresa..940/89). renda ou serviços uns dos outros. 77. j.09. de conservação de pavimentação. 1. aos Estados. Taxas de remoção de lixo comercial. 2. de vigilância pública predial. para publicação do acórdão (TRF-1ª R. 150 da CF posto que é vedado à União. Tributário. Município de Araçatuba X ECT. violando o art. Não conhecimento da remessa oficial. e. Legitimidade da cobrança dos juros. artigo por artigo. 145. ao Distrito Federal e aos Municípios instituir impostos sobre patrimônio. Tributário.2003. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. repete preceito constitucional (art. assim se procede.487/RJ. em 11. Sucumbência recíproca. efetiva ou potencial. Peças liberadas pelo relator. do CTN. Parcial procedência dos embargos. AC 134. No que tange às taxas de remoção de lixo comercial.003. §§ 1° e 2°).. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art. Remessa dos autos à Corte Especial para apreciação (art. 2.07. que fazem referência às taxas pela razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. DJU 29. inclusive ICMS e ISS semelhantemente à base de cálculo do IPTU.940/89. Execução fiscal. j. Precedentes desta Corte e do STF 3. de limpeza pública. características inerentes às taxas. Taxa de Iluminação Pública indevida. 7ª T..113. II .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2004. AC 2000. de limpeza pública.2006. parágrafo único. Legitimidade da cobrança. 352 do RITRF-1). Taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários (Lei 7. rel. 145. CF. Feito suspenso. 475 do CPC. I . O fato gerador da TSU é a prestação dos serviços de pavimentação. pois o valor da execução é de R$ 2. Constitucionalidade.003.09. p. excluindo-se o reexame necessário. conservação e urbanização de logradouros públicos. 77 do CTN. Acolhida argüição de inconstitucionalidade. fere o art. da CF.Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7. III – Recurso provido (TRF-2ª R. de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas. 145. Juiz Luciano Tolentino Amaral. rel. de serviços públicos específicos e divisíveis. firmados através do inciso II do art.2006.88/BA. pelo Município que nada tem de divisibilidade e de especificidade. 77. 54). p.330. Neste sentido. de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios. Entendendo a E. da multa e da correção monetária.descabe a alegação de contrariedade a lei tributária. CTN. sabendo-se que o art.09. 146). 4. Prescrição parcial consumada. Juiz Ricardo Regueira. Embargos à execução fiscal. e do art. A TSU possui natureza de imposto e não de taxa. de fato.22. DJU 13. 1ª T. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição.2006. avulta em destaque a 123 .12. 16.. II e § 2°. 11. Inexistência de afronta ao art.

encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. nem ao da indivisibilidade. limpeza de vias públicas. A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida. com o Excelso Pretório que. 9.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. de molde a permitir sua exigência. ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. 7. 12. 13. consoante arts. sentença. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público. conservação da pavimentação. Constatada será a ocorrência da prescrição. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos. Contaminado pela prescrição. 8. pois exatamente esta calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. 5. que contam com aquele referido serviço. claramente. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. 14. 145. remoção de lixo comercial. artigo por artigo. 512. 10. da ECT. antes enfocados. caput e § 3°. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte. 174 do CTN. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. a título de taxa. firmados através do inciso II do art. com observância do estabelecido pelo art. Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço. Inconstitucional dita exação. neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. e 516. Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP). contados da data de sua formalização definitiva. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente.1995 a 124 .01. imediato. qual seja. e do art. guarda harmonia a r. por meio da Súmula 670. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. que lhe reconheceu ilegitimidade. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. 77. amiúde praticada. 4. 11. A divisibilidade se coloca também límpida. todos do CPC. ainda que não conhecidos. CF. vetou o uso daquele tributo para tal fim. pelo serviço efetivamente prestado. Pertinente e adequada a ponderação. Ante a devolutividade do apelo. No âmbito dos requisitos para as taxas em geral. imediato. como se denotará. de fato. avulta em destaque a indivisibilidade de dito serviço. de molde a impedir exigência de taxa. ônus cabalmente seu. CTN. 515. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. vigilância pública predial e prevenção a incêndio. 6. 3. inclusive ICMS e ISS divisibilidade de ditos serviços. sendo capital repisar-se tanto se tributa. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte.

24.1995 a 10.1996. como se extrai.1995 e de 10.2000. histórica. e à luz evidentemente de lei a respeito. em sua superioridade em si .09. a cifra maior. segundo a qual os juros. instituto inerente ao crédito tributário.1995. 19. assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária. uma vez que regida pela LEF dita nuança. em essência adere a correção monetária. anos posteriores.esta fruto da inerente desvalorização.límpida e lícita. STJ. 23. para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28. exatamente por motivo inverso. figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária . porém que brota da incursão por ato ilícito.1995 até 10. sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos. qual seja. vez que estes os incidentes no caso vertente. recaem sobre o crédito tributário. Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa. 17. 15. Vencidas as dívidas em 10. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10. 156. originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente. em direta consonância com o inciso V. a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP.07.de tal sorte que sua incidência. segundo a qual suficiente a propositura da ação. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. Reflete a multa moratória acessório sancionatório. realmente. 22. deva recair sobre o débito. contudo incidente com referência às taxas retratadas. denomina a tanto de remissão. Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo. Verificada.1995 e de 10. decorrência . amiúde construída. a cujo principal. como se dá com o não pagamento tributário. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN).12.07. em dados momentos. 21.12. para dele fazer parte integrante. a corresponder.09.1995 a 10. artigo por artigo. uma das causas de extinção do crédito tributário. Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR. de rigor a extinção dos débitos prescritos. quando do sentenciamento dos embargos. a prescrição. conforme entendimento desta Colenda Terceira Turma. consoante art.01. Tão assim acertado o entendimento que a Administração. Afigura-se coerente venha dado valor. 18. CTN. Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária. 25.12.da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico. 20. do E. 161. nos presentes autos. vez que indevida sua cobrança. CTN. quando pratica a dispensa de correção monetária. cumpre-se 125 . elencada no inciso V. 97. do art. do art. do CTN. primeira figura.12.1995 a 10.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS 10. 16.01. Coerente a compreensão. à dívida em sua junção de principal com atualização. identificáveis e autônomos.1996. da moeda nacional . A respeito de constituírem os débitos atos distintos.

Constitucionalidade. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá.2007. 27. adota-se. em favor do Município implicado. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. j. AC 1079.. nos termos da jurisprudência que. específicos. de conservação de pavimentação. Constitucional e tributário. 28. julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF.831/SP. 28.04. 1. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. bem como ante a ocorrência da prescrição parcial. na forma retro fixada. F. com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido. Dr. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP.2007. rel. 401). Juiz Silva Neto. por inconstitucional).1995.01. bem como verificando-se legítima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial.. visando a declaração 126 . suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10 % sobre a diferença excluída em prol da ECT. 3ª T. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. através de mero cálculo aritmético. Inviolabilidade do princípio da legalidade e da indelegabilidade.S. 99/127) interposta pela parte Impetrante . atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. Decreto-lei 1. impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r. para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata. p.B. inclusive ICMS e ISS destacar que.C. 26. contra sentença do douto juiz de origem.02.3ª R. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados.. sentença. Trata-se de apelação cível em mandado de segurança (fls.12. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança.. Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. Recepção pela CF/88. artigo por artigo. vez que dotado de valores autônomos. de vigilância e quanto à taxa de prevenção contra incêndios. Taxa de classificação de produtos vegetais. mercadoria importada. Portarias interministeriais. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. a propósito. de limpeza pública.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. DJU 11.N. em favor do Município implicado. a atingir vencimentos ocorridos de 10.1995 até 10. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança.899/81.A. Exigência legítima.

-lei 1.899/81 (art. 6. § 2°. . 82.Taxa de Classificação de Produtos Vegetais. que autorizou a redução do valor legal fixado por ato administrativo. 3. da referida Lei e Decreto 82. de base de cálculo de imposto.Relator(a): Desembargador Federal Napoleão Maia Filho. pois a atividade do Estado. dentre elas a industrialização de cereais e de sementes oleagionosas. não havendo ofensa ao art.10. não tendo.C. paga em razão do serviço prestado de classificação vegetal. 1°. 77.Data: 22. A base de cálculo da taxa. todos do CTN. expressa por tonelada ou fração da mercadoria. TRF da 2ª Região . da CF/88. no Decreto-lei 1.110/781 [rectius: Dec.AMS – 15159 . inclusive ICMS e ISS de inconstitucionalidade e de ilegalidade da Taxa de Classificação de Vegetais (instituída pelo Dec. A referida taxa tem previsão legal. I. 145. acarretando a incidência da TCPV .110/78. base de cálculo semelhante a de imposto. artigo por artigo. guarda a necessária relação com a atividade estatal prestada no exercício do poder de polícia. As portarias editadas observaram os 127 .P. bem como de seus derivados é sucedâneos (fls. I e II. O art. mantendo a obrigatoriedade da classificação vegetal.Órgão julgador: Quarta Turma-Fonte: DJ .UF: ES . para efeito de liberação do produto vegetal importado. na hipótese. e 48. As atividades elencadas no estatuto social da apelante. 137. bem como aos arts.664/2000] estenderam a obrigatoriedade da referida classificação aos estabelecimentos que beneficiem ou industrializem produtos vegetais.-lei 1. 7°. § 2°. Inviolabilidade ao princípio da legalidade tributária na fixação do valor da taxa de classificação de produtos vegetais por portaria interministerial.972/2000] deu novo tratamento à matéria.305/75 [revogada pela Lei 9. desvinculada de qualquer atividade estatal específica em relação ao contribuinte. 2. I.2003). portanto. 5. A taxa de classificação de produtos vegetais. 97.-lei 1.fls. da Carta Constitucional (Precedente TRF 5ª Região . decorre do poder de polícia da administração e da utilização efetiva pelo contribuinte de serviço público específico e divisível (art. cobrada pela Impetrada . pois.2003 . Não se trata.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. por suposta contrariedade aos arts. no exercício do poder de polícia. Inviolabilidade do art.Órgão julgador: Sexta Turma . sobre o milho em grão importado pela apelante. 4. também.899/81). O art.Fonte: DJU . II e § 2°.04. da Lei 6. sucedida pela C. 8°). 145. 3.899/81]. instituída para fazer face às despesas de fiscalização de produtos vegetais importados do estrangeiro. consiste em fiscalizar a qualidade do produto vegetal. 77 do CTN).972/2000] instituiu a classificação dos produtos vegetais de valor econômico destinados à comercialização interna. revogado pelo Dec. todos da CF/88. 150. editada com base e no Dec. A Lei 9.899/813 [rectius: Dec. 7°.Data: 10. 145.972/20002 [rectius: Lei 9.AMS -UF: PB . 14) subsumem-se nos mencionados tipos legais. e a quantidade de produto fiscalizado influi diretamente na mensuração do serviço.

artigo por artigo. 78. I. DJU 12. Art. da Constituição Federal. 20.2001.Relator(a): Juiz Alcides Vettorazzi).06.Órgão Julgador: Sexta Turma .2002).. * Artigo com redação determinada pelo Ato Complementar 31/66. 7.Fonte: DJ . ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. 680 . TRF da 2ª Região . em razão de interesse público concernente à segurança. à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. AMS 82. à disciplina da produção e do mercado. DJ 17.775/RJ.2002 p. aos costumes. Considera-se poder de polícia a atividade da administração pública que. visando a proteção do contribuinte.. 17 [rectius: inciso I].2003 . 78 do CTN.048/ PE.Data: 27. com observância do processo legal e. 128 .UF: ES . pois que a delegação prevista no art. Inocorrência de violação ao art.09. Des. traz limite explícito para a instituição ou aumento de tributos.Fonte: DJU . Parágrafo único.10. O princípio da legalidade tributária. do CTN (Precedentes: TRF 5ª Região . interesse ou liberdade. AMS 30.784.2004. 15 [rectius: inciso I]. Sentença mantida (TRF-5ª R.05. Apelação interposta pela Impetrante improvida. 8. da CF/88 e art. à ordem.2004. 3ª T.55770 Órgão julgador: Terceira Turma . Apelação Cível 149. 97]. limitando ou disciplinando direito. e não para a sua redução.Segunda Turma .Relator(a): Desembargador Federal Nereu Santos.DJU : 09. à higiene. inclusive ICMS e ISS termos da autorização legal. consagrado no art. 150. II e III.10. Juiz Hélio Sílvio Ourem Campos.Data: 22. j. 976 [rectius: art. rel.AMS . da CF/88 e ao art. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável. 5ª T. p. 8° do Decreto-lei 1. rel.09.2003. TRF 2ª R.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 113). DJU 15. Precedentes do TRF da 4ª Região . Não há violação aos arts.899/81 trata-se de delegação da capacidade tributária ativa. 150. federal Castro Meira.. regula a prática de ato ou abstenção de fato.. 48.AMS – 15159 .AMS – 73749 . não incluída a competência legislativa (Precedentes: TRF 5ª Região.03.

A expressão “poder de polícia” não traduz bem o que seja esta atividade estatal que. que mereçam a proteção pública. COMENTÁRIOS Conceito. em verdade. é dizer que nem sempre a taxa tem conteúdo fiscal. sem abuso ou desvio de poder. a taxa é de conteúdo fiscal quando decorre da prática de um serviço. mas extrafiscal quando decorre do exercício do poder de polícia. surgindo hipóteses em que se apresenta a exação com nítido caráter extrafiscal. adverte o festejado jurista. a referência à lei é imprescindível. 129 . inclusive segurança advinda do próprio Estado. via pagamento da taxa. significa limitação ao exercício de direitos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. mas o CTN não se negou a também conceituar. artigo por artigo. porque sob a égide de uma sociedade que está a exigir a cada dia maior segurança. é possível fazê-lo tendo a taxa como suporte. Como bem identifica Aliomar Baleeiro. Atualmente. O direito administrativo fornece o conceito jurídico. em qualquer hipótese. Por exemplo. tão bem sistematizados nos compêndios de direito administrativo. não mais se conceitua o poder de polícia como discricionário. quando se almeja proteger direitos individuais e coletivos. porquanto esta específica atividade estatal pode ensejar o surgimento de um custo adicional. O que é imprescindível. Entendo que melhor do que tecer comentários ao poder de polícia. inclusive ICMS e ISS tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária. custo este suportado pelos cidadãos. é o nítido caráter de contraprestação.

e 150. sem lei que a autorizasse.823-1/DF. 167. assim. p. JURISPRUDÊNCIA Ação direta de inconstitucionalidade Arts. Normas por meio das quais a autarquia.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Alegada incompatibilidade com os arts.04. que introduziu novos artigos na Lei 6. Cautelar deferida (STF. b.960. IV. I. a competência do Poder Legislativo. não fica a autoridade desvinculada dos princípios que disciplinam os atos administrativos. j.823-1/DF.09. porquanto. repudiou a intervenção do Ibama no exercício da fiscalização de atividade de sua competência. 10. criando multa sem respaldo legal. com ofensa ao princípio da legalidade estrita que disciplina não apenas o direito de exigir tributo.1997.938/81. da Constituição Federal. ADIn 1. inclusive ICMS e ISS Daí a pertinência e atualidade do comando inserto no parágrafo único do artigo comentado. § 1°. III. DJU 16.2000. 8° da Lei 9. criando a taxa de fiscalização ambiental (TFA). dentre outros. de 25. 145. rel. 5°. 9°.10. de 28. como claro ficou na ementa do ADIn 1. e estabeleceu sanções para a hipótese de inobservância de requisitos impostos aos contribuintes. Por isto é que o STF. Ilmar Galvão. A parte final do parágrafo em apreciação contém a advertência de que a discricionariedade do exercício do poder de polícia não significa abuso ou desvio de poder.01. embora com maior liberdade do agir. 154. não podem ser olvidados pelo administrador no exercício do poder de polícia. artigo por artigo. do Ibama. 8°. Min. aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos impugnados. Art. Os princípios da legalidade e do devido processo legal. 6).1998. mas também o direito de punir. Plausibilidade dos fundamentos do pedido. Dispositivos 130 . e l4 da Portaria 113. 13. II.1998. em prestígio a uma infinidade de decisões dos Tribunais Regionais. Ação direta de inconstitucionalidade. Pleno. 30. instituiu taxa para registro de pessoas físicas e jurídicas no Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. invadindo.

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Tributário. j. e 152. ADIn 2.163/77. rel.2000). consistente. por razões óbvias. no exercício do poder de polícia.03. como previsto no art. Medida cautelar deferida (STF. não o serviço prestado ou posto à disposição do contribuinte. Recurso não conhecido (STF. Poder de polícia. pelo ente público. Alegada ofensa aos arts. mas a atividade por esses exercida. Plausibilidade da tese da inconstitucionalidade. não especificadas em lei. rel. inclusive ICMS e ISS insuscetíveis de instituir. Estado de Minas Gerais. Instalação de agência da CEF. no caso. em recurso extraordinário. 29. Súmula 279 do STF. possuindo base de cálculo distinta da de outros impostos. Taxa florestal.704/SC. rel. aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos instituidores da TFA. Taxa de licença para localização e funcionamento. Tributário e administrativo. Ilmar Galvão. Pleno. DJU 28. validamente. j. caput. Taxa para localização e funcionamento. Materialização. Ilmar Galvão. como fato gerador. Min. por haverem definido. em razão do poder de polícia exercido pelo 131 .12. É legítima a cobrança de taxa. a forfait. 145. 150. MC 1. Só há contraprestação do serviço e materialização do poder de polícia quando da obtenção da licença para localização e funcionamento no território do Município. 145. 1ª T. diante do incentivo fiscal. Tributário.2000). da Carta Magna.. pelo Município. II.178. e como contribuintes pessoas físicas ou jurídicas que exercem atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. E. Poder de polícia.02. Min. Legitimidade. artigo por artigo. na dispensa do mesmo tratamento tributário a contribuintes de expressão econômica extremamente variada. o novel tributo. 1ª T. II. Descabimento da alegação de ofensa ao princípio da isonomia. ainda. Lei 7.397/MG. 07. Efeito confiscatório insuscetível de ser apreciado pelo STF. j. cujos elementos básicos se encontram definidos em lei. e não nos anos que se seguem. 5°. na ocasião da licença de localização e funcionamento. com flagrante desobediência ao princípio da isonomia. tendo-se limitado a estipular. valores uniformes por classe de contribuintes.2000). I e IV. previsto para as indústrias que comprovarem a realização de reflorestamento proporcional ao seu consumo de carvão vegetal. DJU 28.03.04. 21. em face da necessidade de reexame de prova..1999. por não haver indicado as respectivas alíquotas ou o critério a ser utilizado para o cálculo do valor devido.2000. DJU 12. Garcia Vieira.05. e § 2°. todos da Constituição Federal. RE 239. em forma de redução do tributo. Min.2000. qual seja o custo estimado do serviço de fiscalização. Exação fiscal que serve de contrapartida ao exercício do poder de polícia. Cautelar procedente (STJ.

ISS. inclusive ICMS e ISS Município. Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da taxa de fiscalização de anúncios. Rejeitadas as preliminares de nulidade do acórdão. por conseguinte.. 1.04. A perpetuação da cobrança do tributo carece dos requisitos necessários à imposição da taxa de fiscalização. 2ª T.09. artigo por artigo. rel.024/SP. Taxa de fiscalização de anúncios.11. com o objetivo de evitar 132 . 10.. Agravo regimental no agravo de instrumento. rel. Franciuili Netto. ao dispor que: ‘É ilegítima a cobrança de taxa. uma vez que não está materializado o poder de polícia e. cuja competência recursal é do Excelso Supremo Tribunal Federal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Peçanha Martins.142/RS.2000. por entender que é exigida com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal no controle da exploração e da utilização da publicidade na paisagem urbana. REsp l47510/SP.641/89. em decorrência da renovação anual.2001. do Município de Belo Horizonte.2001). 2ª T.1998. também. DJU 04. rel. 01. Recurso especial não conhecido (STJ. Min. na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial’. 2. 2ª T. Ilegalidade. j. Estadia e pesagem de veículo. Utilização de terminal alfandegário. Precedentes jurisprudenciais. Inocorrência. No que concerne à taxa de licença para publicidade.03. Tributário. j. este sodalício houve por bem sedimentar a matéria por meio da Súmula 157. instalação e funcionamento. Com arrimo em remansosa jurisprudência. não foram impugnadas as normas federais de modo a permitir a exata compreensão do inconformismo. Recurso especial conhecido e provido. Recurso não conhecido (STJ.06. 3.641/89.1999). uma vez que alega vulnerado dispositivo da Carta Política. j. Entidade bancária. DJU 04. 1. É taxa e não preço público a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário.. Tributário e administrativo. Lei 5.08. instalação e funcionamento. Constitucionalidade. Tributário. Decisão unânime (STJ. Cobrança obrigatória a título de ‘tarifa’. padece de fomento jurídico. Reexame de fatos e provas. a efetiva contraprestação especifica. instalação e funcionamento. Min. pelo Município. REsp 212. Se assim não fosse. taxa de fiscalização. REsp 147. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. prevalece a mesma interpretação adotada para afastar a incidência da taxa de fiscalização. Nulidade do acórdão. Taxa de licença para publicidade.2000). Efetivo exercício do poder de polícia. Cobrança anual pelo Município de Sorocaba. a Súmula 284 da Corte Máxima. incidindo. DJU 12. em parte. Francisco Peçanha Martins. instituída pela Lei 5. 08. Min. Município de Belo Horizonte. A irresignação referente ao ISS.

1. 23. Tributário. Município de Goiânia. 7ª T. da Constituição do Brasil. por não mensurar o custo da atividade estatal Precedentes do STF e desta Turma. p. 63). AI-AgR 581 . Ilegitimidade. 9). j...12. Ilmar Galvão).350.2006. Número de empregados.904 (Min.2005. Portaria 113/97-Ibama.2006. 2ª T. § 2°. artigo por artigo. Carlos Britto. II. 77 e 78 do CTN. rel.2006. rel.316 (Min. visando apenas suspender eficácia de norma até discussão definitiva de mérito.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Taxa de licença para funcionamento de estabelecimento comercial e industrial. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. 1 Cabível a instituição de taxa para licença de funcionamento pelo Município com base no exercício do poder de polícia. cobrada como contrapartida pelo exercício do poder de polícia. Min. 3. p. inclusive ICMS e ISS prejuízos à estética da cidade e à segurança dos munícipes. Tributário. Embargos à execução fiscal. 220. não causa perda de objeto de ação de conhecimento que visa a nulidade de cobrança baseada na mesma norma. 2.12. A concessão de liminar em ADIn pelo C. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência da taxa em referência. o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo da referida taxa com a do IPTU. 2. ainda. O número de empregados não pode servir de base de cálculo da taxa municipal de licença para funcionamento. seria necessário o reexame dos fatos e das provas da causa. Alegada ofensa ao inciso II e ao § 2° do art. Base imponível. Eros Grau. j.2005. Nego provimento (STF.149.80/GO.503/MG. DJU 04. Entretanto. circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula 279 do STF. 145 do Magno Texto. DJU 19. Taxa de fiscalização. Município de Belo Horizonte. o exercício do poder de polícia. Perda de objeto. rel. 13.08. Firmou-se. situação que não viola a vedação prevista no disposto no art. 98). p. Juiz Antônio Ezequiel da Silva. Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança da taxa de fiscalização de anúncios. Celso de Melo). 20. 145. a teor dos arts.11. localização e funcionamento. A cobrança pela inscrição e renovação de cadastro de poluidores potenciais insere-se na competência fiscalizatória do Ibama sobre o meio ambiente e assim constitui exercício 133 . para que se pudesse dissentir dessa orientação. no caso. STF. 1ª T .2006. da CF). Ilmar Galvão). DJU 09.207 (Min.814/MG.06.478 (Min. 216. 3. AI-AgR 527. Sepúlveda Pertence). 276. Precedentes: RE 258. (art.08. Processo civil. Taxa Princípio da legalidade. AC 1997.254 (Min. a base de cálculo da taxa deve vincular-se ao fato gerador do tributo. Min. Ilmar Galvão) e 198. 4 Apelação e remessa não providas (TRF-1ª R. 2.001. 145. j.

8ª T. Legitimidade. pelo que não tem nenhuma validade a Portaria 113/97-Ibama neste ponto. Cobrança pela Municipalidade.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1.12. de 26. 4. AC 324. 158). Precedentes. As cobranças pelas aferições são legítimas. p. verificável pelo inequívoco exercício de poder de polícia.966/73 mencione preço público. Apelação e remessa improvidas (TRF-1ª R. DJU 16.12. em virtude de a matéria ter sido disciplinada na Lei 9. II). Súmula 545/STF: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. 3. Não pode o Inmetro. Prescrição.2005.010.995. Caracterização. sob pena de violação aos princípios fundamentais de contenção do poder de tributar. 3. Taxa. Não se conhece da remessa oficial. 166).2004.2001.12.2005. pois que a referida atividade destoa. Remessa oficial. Cobrança. em relação à lei que as instituiu’. do que determina a Constituição da República (art. Juíza Maria do Carmo Cardoso. Ilegalidade. Fiscalização.773/RJ.59/DF. AC 1999. Embargos à execução fiscal. é legítima e independe de comprovação 134 . introduzido pela Lei 10. Compulsoriedade. 5.933/99 (TRF-2ª R. A cobrança anual da taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio. 7°. 2ª T. DJU 15. Metrologia. 2. Não tendo decorrido o prazo de cinco anos. b da Lei 5. Taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio. sequer mediante delegação.. do art. a natureza da verba pecuniária configura-se como taxa. como no caso. 37 c/c 145.009. CEF.. Inmetro. não excede a 60 salários mínimos: aplicabilidade do § 2°. entre a constituição definitiva do crédito tributário e a citação do executado. 475.02. rel. Direito processual civil. Constitucional.2005. Não conhecimento. sem que haja lei especifica. espécie de tributo. quando o valor da dívida executada e embargada. porque estas. Postos de combustíveis. Tributário. Embora o art. rel.352. 11. sendo esta a natureza da cobrança instituída pela Portaria 113/97Ibama. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à previa autorização orçamentária. Atividade administrativa. 15. cobrar dos postos de gasolina (apelados) a verba pecuniária decorrente das aferições realizadas nas bombas de combustível. não se pode cogitar de prescrição. inclusive ICMS e ISS de poder de polícia. Inconstitucionalidade.. O exercício efetivo de poder de polícia só pode ser custeado por taxa. Deve-se obstar a ação estatal alusiva às cobranças decorrente do poder fiscalizador. em relação aos desdobramentos promovidos. j. do Código de Processo Civil. diferentemente daqueles. ante a compulsoriedade de que se reveste a aludida atividade administrativa fiscalizatória. O princípio da legalidade no campo tributário exige que apenas a lei crie tributos. Tributário. a partir do exercício de 2000. Poder de polícia. j. artigo por artigo. Inocorrência. Juiz Paulo Espírito Santo. Precedentes..11. p.

586). 2 . Precedentes (TRF-3ª R. dos elementos da exação: fato gerador. pelo Município. 3ª T. inclusive ICMS e ISS do efetivo exercício do poder de polícia.TCFA. 17-D. a instituição válida de uma taxa de polícia correspondente depende.938/81]). econômico e social. para efeito de elidir o exercício regular. 5 . estes estabelecidos de acordo com o porte da empresa (micro. 10. de 135 . sob qualquer forma. 1 . 17-C) e os valores (art. porque pública ou vinculada à Administração Indireta da União...Para sanar os vícios de que padecia a Lei 9. 10. de âmbito nacional ou regional (art. além de conferir ao referido órgão (Ibama) a competência administrativa exclusiva para licenciar as atividades e obras com significativo impacto ambiental. 3 . de qualquer prerrogativa especial. A alegação de que a CEF exerce atividade de interesse público. de causar degradação ambiental (art.165/2000 que instituiu de modo válido a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental .01. rel. AC 533. Tributário. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . tão-somente. § 2° [da Lei 6. de determinar a redução das atividades geradoras de poluição (art. 17-B).165/2000 definiu o fato gerador (art. deu ao órgão destinatário da exação uma série de competências relativas ao poder de polícia correspondente à referida taxa. de sua competência tributária. 10. Exigibilidade.938/81]) ou de homologar os licenciamentos de competência dos órgãos estaduais do Sisnama (art. o sujeito passivo (art. p.938/81]). § 3° [da Lei 6.938/81]).Não ha violação aos princípios constitucionais da legalidade (e tipicidade) ou da isonomia tributárias. bem como os capazes. 6 . a ampliação e o funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais considerados efetiva e potencialmente poluidores. Constitucionalidade. j.No caso em tela. 4 – Havendo a competência administrativa cujo desempenho caracterize o exercício do poder de polícia. Juiz Nery Junior.165/2000. Lei 10. § 4° [da Lei 6. com seu potencial de poluição e com o grau de utilização de recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização (art. por lei.TCFA.O atuar do Ibama consiste no desempenho efetivo das atividades de fiscalização e licenciamento de estabelecimentos e atividades potencialmente poluidoras. A Lei 10.É inequívoco que a Lei 10. conferindo ao Ibama (sujeito ativo da exação) a competência administrativa para previamente licenciar a construção. 17-D). não gozando a empresa. a instalação. pequena ou grande). antes de criar uma taxa de polícia.960/2000. 04. §§ 1° e 2°).165/2000. a União instituiu uma taxa de polícia.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.618/SP. base de cálculo e alíquota. 5. sujeitos. da regular definição.06. DJU 17.2003. 10. tendo em vista que o poder de polícia alcança tanto os atos preparatórios como os de continuidade do exercício.2007. caput [da lei 6. artigo por artigo. foi editada a Lei 10. 4. não impede a cobrança da referida taxa.

03.437/75. Obrigação acessória. DJU 12. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos infringentes 2003.841/99 [revogada pela LC 123/2006].437/75. IPI. 293). 113. rel. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. ou seja. violação a quaisquer princípios tributários. j.. 13. DJU 28.2007. cuja atividade administrativa.2007). 9 . § 2° do CTN).502/64. nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art. de obrigação acessória.271-0. do potencial poluidor da atividade e do grau de utilização dos recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização.. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira. e utilizando-se a Lei 10.2006. Juiz Djalma Gomes. previsto no Decretolei 1. assim. j. não havendo. de mais um custo...‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível. na verdade.000. 7 . 2 .05.. artigo por artigo. parágrafo único. TRF-4ª R. apenas. pelos contribuintes do IPI.07. Trata-se. do CTN. que demanda a realização de diligências e outras atividades concretas para conceder o licenciamento ou manter a licença concedida. positivas ou negativas.2006) (TRF-4ª R. Tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2006. pois ao estabelecer como um dos critérios quantificadores da taxa o porte do sujeito passivo (micro. 1 . Decreto-lei 1. eis que não se pode negar que a magnitude de cada um desses aspectos interfere diretamente na complexidade do exercício da atividade de polícia. 4ª T.Não procede o argumento de ofensa ao disposto no art.08. rel.Sendo o valor da taxa determinado em função do porte da empresa. Lei 4. 2ª T.Apelação improvida (TRF-3ª R. Selos de controle quantitativo. AMS 273300/SP. não houve determinação do valor da taxa a partir do capital da empresa. Trata-se. DJU 30. 1ª Seção. tem-se como adequado o critério de valoração. Natureza jurídica.165/2000 dos critérios de classificação da Lei 9.05. 10. Ressarcimento de custos.Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle.71. pequena empresa ou empresa de grande porte). p. O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações. sem que isso venha a desconfigurar sua natureza. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. 77.03. inclusive ICMS e ISS modo a caracterizar uma ação concreta e especifica da Administração. AC 200371120077868/RS. como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público. aquela que ‘decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações. rende ensejo à cobrança de taxa de polícia. 136 . 8 .

efetiva ou potencial. Juíza Vânia Hack de Almeida.. EIAC 2003. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. Efetiva atuação poder de polícia. Selos de controle quantitativo.2006. levandose em consideração a natureza compulsória e coercitiva que decorre do exercício do poder de polícia. Ressarcimento de custos. rel. O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI.71. Cobrança de preço público. Ibama.. j. DJU 12.050. em obediência ao princípio da reserva legal. apenas. p. 137 . constituindo-se em receita originária da União. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . Natureza jurídica. A aplicação do selo de controle do IPI. Base de cálculo própria de imposto e progressividade fiscal.07. CF. de mais um custo.502/64. 46 da Lei 4.315/RS. 24. AC 2002.2006. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado.500. A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível. previsto no art. IPI. revelando-se legítima a sua cobrança a partir do exercício 2000.710. II.07. j.615/2000. Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário.933/99 é que foi instituída a taxa de serviços metrológicos.10/RS.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.092). rel.07.Casa da Moeda -. com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R. Lei 10. de modo que o referido tributo somente podendo [rectius: pode] ser instituído ou majorado mediante lei. 06. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto. Tratase.04.931/81. Lei 6. Art. Tributário e constitucional.TCFA. 1. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia. 793). ou a utilização. Aferição de bombas de combustível. 1ª Seção. Juiz Vilson Darós. Somente com a edição da Lei 9.. As inscrições em dívida ativa têm origem no crédito constituído pela cobrança de preço público por prestação de serviço de aferição de bombas de combustível no estabelecimento da embargante. não caracteriza taxa e nem preço público.437/75. sendo uma obrigação assumida voluntariamente. p.2006. de serviço público específico e divisível. no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo. artigo por artigo. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. A cobrança efetuada pelo Inmetro em razão da aferição de bombas de combustível constitui taxa.027. Inmetro. 3ª T. Decreto-lei 1.2006.025. inclusive ICMS e ISS Embargos à execução fiscal. 145. representa uma obrigação acessória. DJU 19. proveniente de produto fabricado por empresa pública . ou seja. Receita originária. razão pela qual não merece acolhida a pretensão do recorrente (TRF-4ª R.

A hipótese de incidência da indigitada exação é o exercício do poder de polícia outorgado legalmente ao Ibama. introduzindo dispositivos à Lei 6.960/2000). pois esta autarquia. marítimas.. c) na análise de imagens de satélite. II. normas e padrões de qualidade ambiental. Apelação improvida (TRF-5ª R. 1ª T. uma vez que a Lei 10. b) pelo monitoramento remoto de atividades. 145. consistente na vistoria à distância. em consonância com a política nacional. 145. sendo de utilização compulsória. 79. sem ingresso de fiscais no estabelecimento fiscalizado. Precedentes. rel.165/2000 ao instituir a TCFA delimitou.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. b) potencialmente. sejam postos à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento. 12. trazendo todos os elementos caracterizadores do tributo.. Os serviços públicos a que se refere o art. e) na apreciação dos relatórios de apresentação obrigatória.735/89 exerce a atividade fiscalizatória e de controle de aplicação de critérios. restando. 77 consideram-se: I . inclusive ICMS e ISS Inexistência. a atuação do poder de polícia conferido ao Ibama. sanando os vícios de constitucionalidade da legislação anterior (Lei 9. II.TCFA. o que se apresenta por demais acertado. A Lei 10. instituiu a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental .931/81. DJU 15. nitidamente. o qual apresenta sua configuração no desempenho da função fiscalizadora para averiguar se as atividades e obras causadoras de significativo impacto ambiental estão sendo desenvolvidas nos termos em que foram autorizadas.02. quando. Inexistência de contrariedade ao art. fluviais ou aéreas. artigo por artigo.2006. Art. Juiz Francisco Wildo. p 860). da CF. AMS 92646/PE. d) no acompanhamento de dados estatísticos regionalizado sobre poluição e utilização de recursos naturais.615/2000. quando por ele usufruídos a qualquer título. o que torna insubsistente a alegação do apelante de ausência efetiva de fiscalização e de violação ao preceito constitucional do art. j. criada pela Lei 7.01. em rondas terrestres. da CF.utilizados pelo contribuinte: a) efetivamente.2006. 138 . Efetiva atuação do poder de polícia pelo Ibama por meio de fiscalização realizada através de: a) visitas de fiscais aos estabelecimentos dos agentes poluidores ou utilizadores de recursos naturais. através do prévio licenciamento concedido pelo referido órgão.

pela simplicidade e abrangência. seja específico (destacado como unidade autônoma) e divisível (possibilidade de utilização. exige-se que seja ele prestado ao contribuinte (utilização efetiva). Além da autonomia de cada unidade de serviço. para satisfazer necessidades essenciais ou secundárias da coletividade. ou simples conveniências do Estado. por parte de cada usuário). III divisíveis. O Poder Judiciário. inclusive ICMS e ISS II . Mas nem todo serviço público é gerador de taxa.específicos. quando possam ser destacados em unidades autônomas de intervenção. é preciso que. nas palavras do CTN. sob normas e controles estatais. transcrevo o dado por Hely Lopes Meirelles: Serviço público é todo aquele prestado pela Administração ou por seus delegados. separadamente. a partir do STF. quando suscetíveis de utilização. para sê-lo. O conceito do que seja serviço público não encontra unanimidade entre os estudiosos do direito administrativo. 139 (serviço em funcionamento para ser utilizado.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. porque. deixando o CTN de conceituá-lo. por parte de cada um dos seus usuários. De todos os conceitos. artigo por artigo. COMENTÁRIOS O exercício do poder de polícia e a prestação de serviço público são atividades tipicamente estatais. como fez em relação ao poder de polícia. tem sido rigoroso na apreciação da legalidade de um sem-número de taxas que surgem sem atenção às características indicadas nos incisos do artigo em comento. quando . ou posto à sua disposição necessário). de utilidade ou de necessidade públicas.

art. Tabela A. 1ª T. 3. tem o seu custeio satisfeito pelos impostos gerais.06. Taxa de expediente prevista na Lei de Minas Gerais 4.972).1993.564). da Constituição devem custear o poder especial de polícia. 23. 140 . do serviço público e divisível.474. Antônio Neder.. rel. REsp 33. Recurso extraordinário do constituinte a que o Plenário do STF dá provimento. 16. I ..As conhecidas taxas de lixo têm como fato gerador o exercício do poder de polícia. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição (STJ. II . 21. 77 e 79 do CTN). encontramse presentes os requisitos de especificidade e da diversibilidade (arts. Demócrito Reinaldo.1993.) III — Diversamente do IPTU.957). do serviço público específico e divisível. Cesar Asfor Rocha. Taxa de limpeza pública. 18. I . j.Nos serviços públicos relativos a consecução de vias públicas e logradouros e de combate a sinistros. j. para conceder a segurança postulada.08. 2.. RE 73. 15.996/GO. 1ª T. que tem como base de cálculo o valor venal do imóvel. 77 e 79 do CTN). REsp 32.940/SP. por ser inerente à função normal do Estado.1993.584-4/MG. Decisão unânime (STJ. Min.1993. 1ª T. DJU 16. 37. DJU 16. artigo por artigo. 77 do CTN. III . j. é inconstitucional. Demócrito Reinaldo. para custear o serviço de policiamento dos bancos e entidades congêneres.06. a utilização efetiva ou potencial. Min. e declarar a inconstitucionalidade. p. a taxa de limpeza pública é cobrada em função do metro quadrado ou fração da propriedade (STJ. ele não pode constituir fato gerador da taxa de segurança de pessoas e casa. p.Na espécie. As taxas instituídas no art. que ele argüiu.03. visto que o poder geral de polícia. Min.. 15. a utilização efetiva ou potencial. p. (.06. Min.08.. de 1968. O policiamento de segurança das pessoas e das casas é atribuição normal do Estado e serviço que os impostos gerais custeiam. inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA 1.. DJU 10. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição.08.870/SP.04. I. II . em votação uniforme. da mencionada norma local (STF. Sendo assim. está o recorrido sujeito à cobrança da taxa de serviços urbanos. 1ª T. IV – Recurso provido.1981).Nos serviços públicos urbanos encontram-se presentes os requisitos da especificidade e da diversibilidade (arts. rel. 14. rel. 12.1993. REsp 11. DJU 23.As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador o exercício do poder de polícia.1993.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. nº 48. j. como dispõe o art. item I. rel.1981.

na parte em que a decisão atacada basilou-se. quanto ao IPTU e aos efeitos decorrentes da inconstitucionalidade de texto legal. 1ª T.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. da CF. Taxa de iluminação e limpeza pública. do CTN).777/SP (DJU 30. do art. a utilização efetiva ou potencial. por possuir base de cálculo própria de imposto. peças. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição [rectius: “o exercício regular do poder de polícia. Lei 8. em nenhum momento.05. Isenção. e 167 do CTN. 77. Afastou-se. 3. da CF/88 (Lei 6. 145.03.11.2000. Dispositivos indicados como afrontados não abordados. Ilmar Galvão. Não se conhece de recurso especial. do CTN). § 2°. Nos serviços públicos relativos à limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos. REsp 188. componentes. I. I. 165. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição”]’ (art. 86. 145. produtos industrializados e outros insumos vinculados à fabricação de produtos destinados à exportação.349/AM.387/91. encontram-se presentes os requisitos de especificidade e de divisibilidade (arts. 4. Recurso parcialmente provido (STJ.1998. ofende o art. I e II.387/91 isenta de pagamento de taxas. 2. no âmbito do aresto a quo. 87.1999). III. rel.1997). rel. do Município de São Paulo. 130. 1. e pelo fato de não serem divisíveis os serviços públicos que ela visa custear. o que ofende o inciso II.06. As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador ‘o exercício do poder de polícia. arts. j. 77 e 79. Min. 91. a alegação de que o Município não teria competência para estabelecer as condições para o parcelamento do IPTU e a de que seria indevida a adoção. Ausência do necessário prequestionamento dos arts. II.050/SP (DJU 07. inclusive ICMS e ISS Taxa de armazenagem. 19. 93. em matéria de cunho eminentemente constitucional. Prequestionamento. RE 188. O colendo STF declarou incidentalmente a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 6. ATP. Mim. as importações de partes.1999).03. matérias-primas. do CC/1916 [sem correspondente no CC/2002]. Precedentes citados: RE 206. Precedentes desta Corte. I e II e 94). mas o adicional de tarifa portuária não. que prevêem a cobrança de taxa pelos serviços de conservação e limpeza de ruas.2000) e RE 185.989/66.. efetiva ou potencial. parágrafo único. 6 Nada se discutiu (em face dos óbices acima apontados) sobre o IPTU 141 . Tributário e processual civil. Agravo regimental. pelo Município. Agravo regimental contra decisão que proveu recurso especial do agravado. A Lei 8. entretanto. de serviço público específico e divisível. preços públicos e emolumentos. 15. Matéria constitucional. artigo por artigo. RE 190 126/SP (DJU 05. A taxa de armazenagem é preço público. de unidade monetária própria (UFN) para atualização das parcelas do IPTU.04. ou a utilização.391/SP. 677. Decisão da matéria pelo Colendo STF. DJU 15. 5. do serviço público específico e divisível. ao fundamento de que a referida taxa. Garcia Vieira. como fundamento central.989/66.

É cabível a incidência da taxa 142 . j. inclusive ICMS e ISS e os efeitos da declaração de inconstitucionalidade. A alegada violação aos arts. A 1ª Seção assentou que a divisibilidade e especificidade de taxas referentes a serviços de limpeza pública e de iluminação pública são insuceptíveis de controle no âmbito do recurso especial. Apesar da transcrição de ementa. arts. 462. j. Tributário. 77 e 79 do CTN) reproduzem regra constitucional (art. do CTN. Matéria constitucional. com relação à Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP) e da Taxa de Iluminação Pública (TIP). 6°. 77 e 79. 3. Agravo regimental não provido (STJ. 1ª T. quais sejam. da Lei de Introdução ao Código Civil. DJU 30. do CPC. por serem matérias de índole constitucional. O recurso especial não pode ser conhecido pela alínea c do permissivo constitucional [art. Arts. § 1°.2007. c. 02. Tributário. Ausência de prequestionamento. Processual civil. 292). p. 2. Divisibilidade. AGA 526. Incidência da taxa Selic para cobrança dos débitos fiscais. do CPC. bem como não apresentou. Processual civil. Incompetência desta Corte. 2.212/RJ. da CF/88].2005. a legitimidade da cobrança da taxa de iluminação e limpeza pública. 77 e 79 do CTN. e da Taxa de Iluminação Pública (TIP). Agravo regimental em agravo de instrumento. apenas. 4. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. artigo por artigo. Recurso especial inadmitido. As matérias infraconstitucionais supostamente violadas no recurso especial. 105.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 7. 462. o dissídio jurisprudencial. em face da consideração do acórdão recorrido de ilegalidade da Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP). DJU 27. 6°. DJ 21. Min.. 3. deixou ele de demonstrar as circunstâncias identificadoras da discordância entre o caso confrontado e o aresto paradigma. A decisão debateu.2005). rel. Ausência de prequestionamento e dissídio pretoriano superado. Precedentes (REsp 173. rel. Arts.2007. 2ª T. por reproduzirem os aludidos dispositivos legais preceitos constitucionais. Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública e Taxa de Iluminação Pública (TIP). AGREsp 734369/RJ. Dissídio superado. razão pela qual ausente o necessário prequestionamento. 1. p. CF/88). As normas ordinárias sob liça (arts.2005.03. Humberto Martins. Min. não foram objeto de análise pelo Tribunal de origem. III. pois o recorrente não realizou o necessário cotejo analítico.03. Agravo regimental improvido (STF. Esta Corte possui o entendimento de ser incabível analisar a violação dos arts. 77 e 79 do CTN.06. § 1°. Matéria constitucional. João Otávio de Noronha. 145. Divergência jurisprudencial não demonstrada. 1..03.913/SP. não pode ser conhecida por esta Corte por referir-se à matéria constitucional.301).06. da Lei de Introdução ao Código Civil Ausência de prequestionamento. 20. adequadamente.

j. REsp 547.2000. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial. rel. 246). DJU 12. 2. 2. Processual civil. 3. 168. 145.926/PR. 257). 399. Precedentes. Min. devendo ser a pretensão recursal provida nesta parte. 1.2007. IPTU. Orientação consagrada pela Primeira Seção. 15.08. por regular especialmente a matéria tributária. em sede de recurso especial. Precedentes. controvérsia atinente a taxa de remoção de lixo. João Otávio de Noronha.2007. e pela Corte Especial. j. 2ª T. João Otávio de Noronha. Min. 18.2006.643/PR. 2ª T. visto que os arts.. do CTN.889/SP. reproduzem o preceito inscrito no art. 3. Mandado de segurança.910/32).257/SC. em recente julgamento do EREsp 213. rel.828/PR. 215). j.01. DJ 04. I. a teor dos preceitos que emanam da Carta Magna (CF arts.03.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. da Constituição Federal. AGA 750. Lei 9. Agravo regimental não provido (STJ.. Afigura-se inviável examinar. Cabimento. Tributário. 77 e 79 do CTN. de combate a incêndio e de conservação de vias.960 de 28.06. Sempre que presente 143 . p. Constitucional e tributário. Min.497/SC e 425. de limpeza urbana e de iluminação pública.709/SC. do CTN e Decreto 20. José Delgado. controvérsia atinente a taxa de coleta de lixo. não cabe apreciar nesta instância superior. 102. Recurso especial. que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações. Repetição do indébito. p. Recurso especial conhecido em parte e provido (STJ.03. p. que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações.02. Taxa de Remoção de Lixo e de Limpeza Urbana. na assentada 14 de maio de 2003. 2ª T. Tributário. 77 e 79 do CTN. de relatoria do ilustre Min. visto que os arts. ‘Divergência jurisprudencial entre acórdãos que analisaram matéria de ordem constitucional. Afigura-se inviável examinar.2007. Humberto Martins. relatados pelo eminente Ministro Luiz Fux. DJU 03. Taxa de Combate a Incêndio e Taxa de Conservação de Vias. da CF. Recurso especial não conhecido (STJ.2007. III e 105. 165 e 168. O prazo para o ajuizamento da ação de repetição do indébito é de prescrição qüinqüenal e. reproduzem o preceito inscrito no art.2001). Taxa de Coleta de Lixo. § 2°. 1. prevalece sobre a regra geral que dispõe sobre os feitos contra a Fazenda Pública (arts. artigo por artigo.DJU 06.2006. Matéria constitucional. Taxa de Iluminação Pública. 145. Taxa de controle e fiscalização ambiental.05.341/RJ. 01. rel. em sede de recurso especial. Matéria constitucional. REsp 896.. Art. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial.03. Inconstitucionalidade. § 2°. Prescrição. inclusive ICMS e ISS Selic para a cobrança de débitos fiscais. quando do julgamento dos EREsp 291. relator Ministro Francisco Peçanha Martins. III) (REsp 196. 1.

dentro de suas respectivas atribuições.165/2000].. 4. AMS 213. O STF afastou.638/SP. Para efeito de instituição e cobrança de taxas. § 1°. Art. a este sujeitando todos os sujeitos passivos citados no § 2° do art. estará aberta a possibilidade para que o interessado se socorra do Poder Judiciário através do writ. 153 e 154. com a redação dada pela Lei 10. a materialidade da hipótese de incidência fixou-se no exercício pelo contribuinte de atividade potencialmente poluidora. segundo a Constituição Federal.165/2000. este § 2° foi revogado pela Lei 10. dos Estados. O Código Tributário Nacional dispõe no art. consideram-se compreendidas no âmbito das atribuições da União.2000. desde logo se verifica que o fato gerador invocado dissocia-se daqueles próprios da taxa. da Constituição Federal. artigo por artigo. têm como fato gerador o ‘exercício regular do poder de polícia. certo que se estará diante de imposto. 2. competem a cada uma dessas pessoas de direito público. 6. 77 que as taxas cobradas pelas pessoas políticas de direito público interno. ou a utilização. 5. 77 do CTN). 7. em violação dos disposto nos arts.mas sempre de forma concreta .178-8/DF. Não sendo dado ao Estado criar taxa com a mesma base de cálculo ou fato gerador de imposto (parágrafo único do art. efetiva ou potencial.01. 6ª T.possa ameaçar ou violar direito líquido e certo do contribuinte. j. eis que não se vislumbra na exação a prestação regular pela Administração do poder de polícia ou mesmo de serviço público específico e divisível. 145. as Constituições dos Estados. atual ou potencialmente . No caso da taxa de fiscalização ambiental veiculada pela Lei 9. 80.11. o STF entendeu prejudicado o prosseguimento daquela ação declaratória de inconstitucionalidade.2005). 10.165/2000]. sendo certo entretanto que o valor exigido incidiu efetivamente sobre o mês de janeiro de 2000. 144 . I. Sentença mantida (TRF-3ª R. Ao revés. 17-C.. fixada por essa lei em 31 de março [art. 17-B [conforme redação dada pela Lei 9. na Medida Cautelar requerida na ADIn 2. À vista da edição da Lei 10. com data de pagamento. de 28. do Distrito Federal ou dos Municípios aquelas que. rel. 3. inciso II.960/2000. razão pela qual não há como se declarar perda de objeto da presente ação. a Taxa de Fiscalização Ambiental.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. por inconstitucionalidade. Juíza Marli Ferreira. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição’. inclusive ICMS e ISS ato de autoridade que por ação ou omissão. DJU 28. da Lei 6.938/81.2004. de serviço público específico e divisível. criada pela Lei 9. as Leis Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios e a legislação com elas compatível.960/2000.01.960.

como estabelece a Constituição Federal de 1988. Tributo que tem por fato gerador benefício resultante de obra pública. artigo por artigo. 23 da Carta Política. está explicitada no art. observando o ente estatal que a instituir no limite de sua competência. Em relação às taxas não há problema quanto à discriminação da arrecadação. Taxa de pavimentação asfáltica. Com propriedade observa Hugo de Brito Machado que. bitributação. Lei 3. inciso I. também chamada de cumulativa ou paralela. Em havendo duplicidade na tributação cumulativa. não se permitindo. como preconizado no art. art. Observe-se que a competência comum. nos termos do art. com a especificação em doze incisos. prevalece o direito federal ou o estadual sobre o municipal. pelo contribuinte. 244. em hipótese alguma. § 1°. Inconstitucionalidade. Diferentemente. 154. a competência residual é da União. de serviço público específico e divisível. Município de Santo André/SP. em se tratando de taxas essa competência é dos Estados. inclusive ICMS e ISS COMENTÁRIOS O dispositivo em destaque reafirma competência comum dos entes federados. da Carta Magna. e não a utilização. em matéria de imposto. da Constituição Federal. especificamente. a dar suporte ao serviço público gerador da exação. art. por inobservância das formalidades legais que constituem o pressuposto do lançamento dessa 145 . Sobre as matérias elencadas no art. 23 pode ser instituída taxa.999/72.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Impossibilidade de sua cobrança como contribuição. II. 25. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. JURISPRUDÊNCIA Tributário. 145. porque ela destina-se. próprio de contribuição de melhoria.

Inconstitucionalidade.08. Legitimidade da cobrança dos juros. 1ª T. pois o valor da execução é de R$ 2003. 77. de conservação de pavimentação. e do art. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art. de 29. firmados através do inciso II do art.11. de molde a permitir sua exigência. 18.360). vigilância pública predial e prevenção a incêndio. que se declara. A divisibilidade se coloca também límpida.1995. Parcial procedência dos embargos.09. pelo serviço efetivamente prestado. inclusive ICMS e ISS espécie tributaria.. de limpeza pública. Sucumbência recíproca.1990. conservação da pavimentação. p. de limpeza pública. Taxa de iluminação pública indevida. 15. Recurso provido (STJ.. Américo Luz. j. rel. Ilegalidade. do art.12. p. Embargos à execução fiscal. sendo capital repisar-se tanto se tributa. 475 do CPC. Min. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. da ECT. 28.351).12. 2.1972. REsp 0001609/SP rel. CTN. 4. 5. excluindo-se o reexame necessário. nem ao da indivisibilidade. II. Min. que não permite a utilização da taxa como instrumento para recuperação do custo de obra pública. Cobrança de taxa de pavimentação e calçamento para recuperação de custo de obra pública. de fato. RE 140779/SP. a título de taxa. A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço. que contam com aquele referido serviço.999. 2ª T. 6. Ilmar Galvão. artigo por artigo. assim se procede. de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios. limpeza de vias públicas. avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços. da multa e da correção monetária. neste passo 146 .1995. CF. 3. porquanto a exigência fiscal tem como fato gerador hipótese concernente a contribuição de melhoria. Execução fiscal. amiúde praticada. Tributário. Entendendo a E. No que tange às taxas de remoção de lixo comercial. DJU 08. 1. remoção de lixo comercial. Recurso não conhecido (STF. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto.1990. Taxas de remoção de lixo comercial. 276 da Lei 3. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. 02. Pertinente e adequada a ponderação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Não conhecimento da remessa oficial. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. Inocorrência da alegada afronta ao art. 21. Prescrição parcial consumada. 145. j. DJU 17. do Município de Santo André/SP. da Emenda Constitucional nº 01/69. de vigilância pública predial. 22. Município de Araçatuba XECT. Tributário. de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas. imediato. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis.

guarda harmonia a r. como se denotará.12.1995 e de 10. sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos.1995 até 10. do E. uma das causas de extinção do créditos tributário.01. inclusive ICMS e ISS não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. 145. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106.1995 a 10. Inconstitucional dita exação. Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP). antes enfocados. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. artigo por artigo. qual seja.09. Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10. No âmbito dos requisitos para as taxas em geral.12. STJ. todos do CPC. 12.09. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos. CTN.1996.07.12. do CTN. claramente. avulta em destaque a indivisibilidadede de dito serviço. Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa. 16. 14. que lhe reconheceu ilegitimidade.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. Vencidas as dívidas em 10. de fato. 10. Contaminado pela prescrição. Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária. vetou o uso daquele tributo para tal fim. 77.1995 a 10. sentença. 17.1995 e de 10. Constatada será a ocorrência da prescrição. uma vez que regida pela LEF dita nuança. ainda que não conhecidos.1996. segundo a qual suficiente a propositura da ação. com o Excelso Pretório que. e do art. de molde a impedir exigência de taxa. de rigor a extinção dos débitos prescritos. ônus cabalmente seu. 18. 11.12. 7. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN). 19. para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28. firmados através do inciso II do art. com observância do estabelecido pelo art. CF. 8.07.1995 a 10. 15. contados da data de sua formalização definitiva.1995. ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. conforme entendimento desta Colenda 3ª Turma. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10. Ante a devolutividade do apelo. primeira figura. 147 . encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. 13. imediato. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. a prescrição. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. 156.1995 a 10.01. 515.2000. Verificada. por meio da Súmula 670. consoante art. nos presentes autos. elencada no inciso V. 9. do art. caput e § 3° e 516. 512. 174 do CTN.01. qual seja.

à divida em sua junção de principal com atualização. através de mero cálculo aritmético. adota-se.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. recaem sobre o crédito tributário. assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária. como se dá com o não pagamento tributário. segundo a qual os juros. anos posteriores. Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial. em sua superioridade em si . cumpre-se destacar que. a corresponder. consoante art. de limpeza pública. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. a cujo principal. decorrência límpida e lícita. a cifra maior. específicos. a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP. nos termos da jurisprudência que. 97. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados. CTN. do art. a propósito. vez que indevida sua cobrança. 21. em dados momentos. inclusive ICMS e ISS Afigura-se coerente venha dado valor. vez que estes os incidentes no caso vertente. como se extrai. e à luz evidentemente de lei a respeito.esta fruto da inerente desvalorização. identificáveis e autônomos. de vigilância e quanto à taxa de prevenção 148 . Tão assim acertado o entendimento que a Administração. quando pratica a dispensa de correção monetária. figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária . porém que brota da incursão por ato ilícito. com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido. em essência adere a correção monetária. 23.de tal sorte que sua incidência. amiúde construída. CTN. bem como verificando-se legitima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial. 22. Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP. deva recair sobre o débito. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. realmente. por inconstitucional) . 24. originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente. vez que dotado de valores autônomos. 26.da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico. para dele fazer parte integrante. em direta consonância com o inciso V. Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR. 27. 161. Coerente a compreensão. exatamente por motivo inverso. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. da moeda nacional . denomina a tanto de remissão. artigo por artigo. quando do sentenciamento dos embargos. Reflete a multa moratória acessório sancionatório. 25. 20. histórica. Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo. de conservação de pavimentação. contudo incidente com referência às taxas retratadas. instituto inerente ao crédito tributário. A respeito de constituírem os débitos atos distintos.

12. COMENTÁRIOS Definição. AC 1079831/SP. A contribuição de melhoria cobrada pela União.01. é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária.2007. na forma retro fixada. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. artigo por artigo. sentença. Juiz Silva Neto. III). inclusive ICMS e ISS contra incêndios. como previsto na Constituição Federal (art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.04. em favor do Município implicado. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. A espécie tributária aqui enfocada insere-se na competência das três esferas estatais.3ª R. impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r. TÍTULO V CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA Art. no âmbito de suas respectivas atribuições. Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo.02. j. 28.1995. 28. tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado.2007. 145. p. bem como ante a ocorrência da prescrição parcial. pelos Estados. sendo cobrada para atender ao custo de obra pública. em favor do Município implicado. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. realizada em favor do interesse público.401). para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT.. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF . suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. 81. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. rel. a atingir vencimentos ocorridos de 10. 3ª T. 149 .. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. tendo-se em conta a vantagem advinda da obra realizada. pelo Distrito Federal ou pelos Municípios.1995 até 10. DJU 11.

Há doutrinadores que. 81 e o seguinte. Geraldo Ataliba.contribuição de melhoria. 81 do CTN. Neste sentido tem-se a opinião de Roque Carrazza.. Neste sentido são as lições de Ives Gandra Martins. dentre outros.. sendo esta valorização o limite individual cobrado de cada beneficiário. inclusive ICMS e ISS Trata-se de espécie tributária que se alinha aos impostos e às taxas. na doutrina. Dentro de um critério de razoabilidade interpretativa. A valorização imobiliária é da natureza da espécie tributária em apreciação. permanecendo na Constituição Federal de 1988 apenas o limite individual.) III . 145. III. e tem como particular característica a inexistência de alíquota ou de base de cálculo. 82. Tem como limite o custo total da obra. discordando do entendimento. continuam a afirmar que persistem ambos os limites. Hugo de Brito Machado e Silva Martins. Entretanto. Valdir de Oliveira Rocha. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: (. foram revogados pelo Decreto-lei 195/67. o texto normativo do referido diploma em nada destoa do conceito constante do CTN. os Estados. fazendo parte da essência do tributo. dispositivo este recepcionado pela Carta de 1988. o qual deve ser rateado entre os que se beneficiarem com a valorização imobiliária. diante da previsão do art. art. A divergência nasceu da simplificação verificada na Constituição de 1988.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ao eliminar a palavra valorização e prever simplesmente: “A União. que está extinto o limite total. CF). Há quem afirme. ainda. 150 . artigo por artigo. que o próprio art. Quanto ao custo total da obra há quem sustente. decorrente de obras públicas” (art. parece correto afirmar a continuidade dos limites. global e individual.

rel. inclusive ICMS e ISS Do mesmo modo.1994). Podemos afirmar que permanecem em vigor os arts. ambos compatíveis com o Dec. Contribuição de melhoria. Carlos Velloso. Contribuição de melhoria. Base de cálculo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. não alterou substancialmente a espécie tributária de que se cuida. ao dispor que a contribuição de melhoria tem como fato gerador o acréscimo de valor dos imóveis localizados nas áreas direta ou indiretamente beneficiadas por obras públicas.. Esta é uma posição que não encontra guarida no direito pretoriano. RE 114069/SP. o quantum da valorização imobiliária (STF.09. embora alterasse a expressão “imóveis valorizados” por “móveis beneficiados”. recepcionados pela Constituição Federal 1988. não há eiva de inconstitucionalidade alguma (RDA 120/131). Tem como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. não há contribuição de melhoria. 81 e 82 do CTN. entende-se que a Emenda Constitucional nº 23/83. Fato gerador. artigo por artigo. porque o Supremo Tribunal Federal tem entendido que. Recapeamento asfáltico. DJU 30. Sem valorização imobiliária decorrente de obra pública. Não comprovação. tornando-se inconstitucional. Valorização imobiliária. alterou o critério do custo da obra do CTN que não tem como se sustentar. 2ª T. o Professor Sacha Calmon Navarro Coelho entende que o Decreto-lei 195/67. JURISPRUDÊNCIA Ação declaratória de inexistência de relação jurídicotributária. Direito tributário. Valoração do imóvel.-lei 195/67. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária. Se não houver aumento do valor do imóvel. vale dizer. porque a hipótese de incidência desta é a valorização e a sua base é a diferença entre os dois momentos: o anterior e o posterior à obra pública. Recurso desprovido. Contudo. em havendo lei municipal autorizativa. Min. não pode o poder 151 . Sentença mantida em grau de reexame necessário.

Controvérsia que gravita sobre se a obra pública não finalizada dá ensejo à cobrança de contribuição de melhoria. rel. REsp 8.03. Obra inacabada. III.471/RS. Tributário. 4. REsp 200283/SP. Min. Garcia Vieira. j. 1º. Ação de repetição de indébito. Contribuição de melhoria. 3. 1ª T. Tributário. Fato gerador.248/SP. 2. artigo por artigo. 09. 81 e 82. Art. rel. DJU 05. A publicação prévia do edital e necessária para cobrança da contribuição e não para realização da obra. j. Américo Luz. Ilegalidade do lançamento de contribuição de melhoria baseado no custo. 04. 1° e 2°). Hipótese de incidência e fato gerador da exação. Recurso especial provido (STJ.05. Recapeamento de via pública. DJU 05. j. a teor do verbete Sumular 07/STJ.06. 1ª T. Min. Manifesta divergência acerca do atual estágio do empreendimento que deu origem à exação discutida. Base de cálculo. Tributário. CF/88 [rectius: art. A contribuição de melhoria tem como fato gerador a real valorização do imóvel. II. Francisco Peçanha Martins.1999). rel.. 270). 2ª T. em sede de Recurso Especial.. 2ª T. Precedentes o STF (STJ. 2° e 3º).1994. Milton Luiz Pereira. CTN.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 81 e 82.06. Valorização do imóvel. Fato gerador valorização do imóvel.1995).02. invadir a seara fática-probatória. Recurso provido (STJ. Contribuição de melhoria.. Requisitos da valorização ou de específico benefício. 1. CF/67 [c/c EC nº 01/69] (Emenda 23/83). 145. DJU 18. Min. 2. 145. Obra pública efetivada. não servindo como base de cálculo tão-só o custo da obra pública realizada (REsp 280. p. DJU 21. 1. Contribuição de melhoria. sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. 2ª T.417/SP. 17. Decreto-lei 195/67. CTN. impondo-se adotar o entendimento unânime da época em que proferido o julgamento pelo Tribunal a quo. Min. rel. Precedentes da jurisprudência. arts.1994).2002). 18.2007. 1. rel.. tanto pelo voto vencedor.03.1999.2007. de que quando foi instituída a contribuição de melhoria a obra ainda não havia sido 152 . Tributário. Arts. sendo certo é vedado à esta Corte Superior. DJ 28.04. Nexo de causalidade. j. Recurso provido (STJ. REsp 634/SP. REsp 629.1995. conseqüente da obra pública realizada no local de situação do imóvel. Decreto-lei 195/67 (arts. com o custo coberto por um ‘plano de rateio entre todos os beneficiados’. Inocorrência. como pelo vencido. CF/88]. Contribuição de melhoria. inclusive ICMS e ISS público cobrar-lhe a mais valia. Art. Direito à restituição. II. João Otávio de Noronha. afronta exigências legais (arts. 13. Min.05.10. 2..

José Delgado.1999. Francisco Peçanha Martins. DJ 06. artigo por artigo.. Min. Min. II. Min.05. rel. nos termos do art. 284). DJU 05. 3.2004. 4. apropriados à obra pública realizada no local da 153 .2002. 28. Contribuição de melhoria. 8. Precedentes: REsp 615.996/SP rel. 2ª T. DJ 17. do CTN. 145. Consectariamente. Contribuição de melhoria CTN arts. Eliana Calmon. uma vez que incontroversa a não efetivação da valorização do imóvel..2007. 6. p.12. Falta de prequestionamento.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 01. É ilegal a contribuição de melhoria instituída sem observância do limite individual de cada contribuinte. Curso de Direito Constitucional Tributário. Francisco Peçanha Martins. III. 2002. do CTN. Recurso especial conhecido e provido (STJ. 1ª T.05.2002. Fato gerador. a repetição do indébito tributário. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a diferença entre o valor do imóvel antes da obra ser iniciada e após a sua conclusão (Precedentes do STJ: REsp 615. rel.1999). Prevalece o entendimento no STF e no STJ de que não houve alteração do CTN pelo DL 195/67. 1. 499). 81 e 82. inclusive ICMS e ISS concluída porquanto pendente a parte relativa à pavimentação das vias que circundavam o imóvel de propriedade da recorrente. 1. 165. 2. evidente o direito de a empresa que pagou indevidamente a contribuição de melhoria. REsp 143. REsp 647134/SP.495/RS. A contribuição de melhoria tem como limite geral o custo da obra. Isto porque a hipótese de incidência da contribuição de melhoria pressupõe o binômio valorização do imóvel e realização da obra pública sendo indispensável o nexo de causalidade entre os dois para sua instituição e cobrança.. Arts. 397). CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83. haja vista que a obra pública que deu origem à exação não foi concluída. 7. 4. Revela-se. e como limite individual a valorização do imóvel beneficiado. REsp 362. rel. rel. Min Luiz Fux. obter.Requisitos de valorização ou de benefício. p. CF/88 [rectius: art. p. Malheiros. 81 e 82.10.2004. II. Recurso especial provido (STJ. É cediço em doutrina que: ‘(. 10. 18. Tributário. DJ 17.12.05. 145. Min. Tributário. 9. 5. 3.495/RS. portanto. o fato gerador de contribuição de melhoria se perfaz somente após a conclusão a [sic] obra que lhe deu origem e quando for possível aferir a valorização do bem imóvel beneficiado pelo empreendimento estatal.. Questão surgida no acórdão recorrido. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. REsp 143.) Só depois de pronta a obra e verificada a existência da valorização imobiliária que ela provocou é que se torna admissível a tributação por via de contribuição de melhoria’ (Roque António Carrazza.08. rel Min José Delgado.788/RS. CF/88].996/SP. j.02 2007. DJ 06. j.

e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas.2001. A lei relativa à contribuição de melhoria observará os seguintes requisitos mínimos: I . 4.2001.04. de qualquer dos elementos referidos no inciso anterior. § 1° A contribuição relativa a cada imóvel será determinada pelo rateio da parcela do custo da obra a que se refere a alínea c.fixação de prazo não inferior a 30 (trinta) dias.11.publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Garcia Vieira. c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição. pelos interessados. p. III . artigo por artigo. 2. 82. 233).285/RJ. Milton Luiz Pereira. 3. Min. sem prejuízo da sua apreciação judicial. inclusive ICMS e ISS situação do imóvel. precedentes jurisprudenciais. REsp 160. nela contidas.11. j. b) orçamento do custo da obra. rel. Min. DJU 09. 05. do inciso I. Art. para impugnação. DJU 19. ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida.regulamentação do processo administrativo de instrução e julgamento da impugnação a que se refere o inciso anterior. rel. d) delimitação da zona beneficiada. II . Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ. EREsp 8. pelos imóveis situados na zona 154 .. 1ª T. Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento.030/SP.1998.

faz-se pertinente atender aos requisitos. no exercício do poder-dever da administração pública. em cada imóvel. COMENTÁRIOS Requisitos. a posteriori. argumentam. Da definição vista no artigo antecedente. segundo registra Célio Armando Janczeski (ob. ou impugnar os defeitos corrigíveis. Para que o poder público esteja autorizado a cobrar contribuição de melhoria. Ao contribuinte não é dado impugnar a realização de obra alguma. 155 . o que hão obsta que. valorização do imóvel em decorrência da obra. Para alguns doutrinadores a publicação dos elementos elencados no inciso I do art. cit. 82 deverá anteceder a obra. limite total da contribuição identificada com o custo da obra e limite individual igual ao acréscimo de valor provocado pela obra. venha a cobrar-se. § 2° Por ocasião do respectivo lançamento. não poderia o contribuinte obstar as obras irregulares. podemos concluir que na caracterização da contribuição de melhoria identificamos como pressupostos: realização de obra pública.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. As exigências do art. pelo custo da obra. artigo por artigo. se assim não for. via contribuição de melhoria. da forma e dos prazos de seu pagamento e dos elementos que integraram o respectivo cálculo. cada contribuinte deverá ser notificado do montante da contribuição. assim como antecedente será a impugnação. infra). 82 do CTN são a causa mais comum das demandas sobre contribuição de melhoria.. inclusive ICMS e ISS beneficiada em função dos respectivos fatores individuais de valorização. porque.

Esta espécie de tributo é considerada pelos estudiosos a mais democrática. Por outro ângulo. quando obedecidos os princípios básicos. b) orçamento do custo da obra. cit. Entretanto. 82 contempla talvez um dos comandos mais justos do nosso sistema tributário. Como registra Láudio Camargo Fabretti. Como então interpretar a expressão do inciso I: publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. infra). artigo por artigo. 156 ... O § 1° do art. isto é. somente após a conclusão da obra é que se publica o edital. não é das melhores a experiência brasileira. o foi deforma ilegal. quando já se sabe com precisão o custo da mesma. permitindo uma divisão igualitária da carga tributária. Segundo opinião de Yoshiaki Ichihara. mas depois da execução e quando for possível a avaliação da mais valia ou da valorização decorrente (ob. somente após a conclusão da obra é que se pode avaliar em quanto acresceram de valor os imóveis beneficiados. “nas poucas vezes em que se tem tentando cobrá-la. c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição. p. sem atender os requisitos mínimos” (ob. por onerar exclusivamente aqueles que de forma direta se beneficiaram com a obra pública. infra. cit. e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas. 68). inclusive ICMS e ISS Assim. o momento da ocorrência do fato gerador não poderá coincidir com a execução da obra pública. d) delimitação da zona beneficiada. nela contidas? O entendimento é o de que a publicação deve anteceder a cobrança e não a realização da obra.

p. RT. Ives Gandra Martins. 1995.. Código Tributário Nacional Comentado. 1998. o qual procurou no âmbito das contribuições sociais solucionar o seu problema de caixa.Realização da obra pública. Hipótese de Incidência Tributaria. Determinação do Montante do Tributo. São Paulo. Contribuição de melhoria . por sua vez. Cursos de Direito Constitucional. Os limites da contribuição de melhoria. out.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. nº 8. São Paulo. abandonado ficou no que toca à contribuição de melhoria. Suplemento Tributário 73/97. 1994. p. LTr. p. Cabe proliferaram as aqui registrar. CDTFP. ano 2. O certo é que não as contempla o CTN que. 94-98. Geraldo Ataliba. JURISPRUDÊNCIA 157 . ed. Saraiva.. RDDT 30:30/35. v. Comentários ao Código Tributário Nacional. p. reclassificadas esquematizadas das formas mais diversas. mar. ed. 1997. Dialética. que a partir da CF/88 e contribuições classificadas. Celso Ribeiro Bastos. artigo por artigo. Saraiva. 1990. p. 1998. A controvertida contribuição de melhoria. 144-145. São Paulo. o que justifica o abandono do governo da espécie em comento. Valdir de Oliveira Rocha. p 152. Forense. Arx Tourinho. Malheiros. RDDT 21 60/65 junho 1997. Hugo de Brito Machado. Edgard Neves da Silva. 1997. DOUTRINA Célio Armando Janczeski. 115. São Paulo. coord. ano 33. 161-168. 1998. Contribuição de melhoria Hipótese de incidência tributária . Carlos Valder do Nascimento. por fim. Luiz Fernando Pellegrini. São Paulo. 6. apresenta-se complexa a cobrança do tributo. 2. Comentários à Constituição Federal. 465. Láudio Camargo Fabretti. Perfil da contribuição de melhoria.Edital da cobrança antes do término da obra. Saraiva. Boletim de Direito Municipal. inclusive ICMS e ISS Na prática. São Paulo. Rio de Janeiro. 1997. 1997. 1990. Yoshiaki Ichihara. 5.

rel. Min.996/SP rel.-lei 195. Valorização imobiliária. Tributário. Edital.1992.1998. b) a obra provocou a valorização do imóvel. 2ª T.. 20. A entidade tributante ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada. rel. José Delgado..1995. p. Tributário. teve o condão de revogar o art. Min. também da corrente doutrinária que. 5° do Decreto-lei 195. Recurso provido (STJ. 5°. O Dec. j. impossível a cobrança do tributo. 139). DJU 06. Ari Pargendler. 158 . DJU 18. Recurso não conhecido (STJ. Min. 2ª T. 5.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1998. porque à época as normas gerais de Direito tributário ainda não tinham o status ou a força de lei complementar (Emenda Constitucional nº 1/69.1999). mas não para realização da obra pública. Edital. p. Dec. de 1966.05. § 1°). 02. 82. art.. Min.791/SP. Precedentes jurisprudenciais: a) RE 116. 02. Lei 5.1994. Adoção. 18. 1ª T. 1. Precedentes do STF e do STJ. 18. b) RE 116. de 1969 (art. 143). 2ª T.06. 3. foi revogado pelo art. Milton Pereira. § 1°). artigo por artigo. art.133-2-SC. Recurso especial conhecido e improvido (STJ. No novo regime. rel.08. j. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária.1998. REsp 6340/SP. o edital que antecede a cobrança da contribuição de melhoria pode ser publicado depois da realização da obra pública. § 1°..-lei 195/67. j. Violação de lei federal e divergência jurisprudencial não configuradas.1999. 1ª T. 2. REsp 169. DJ 08. 82 da Lei 5.10.06.02.172/66. Contribuição de melhoria. rel. 4. DJ 25. EC 01/69. art. rel. 82 do CTN que. o segundo. de 1967. Célio Borja. de saudosa memória). à época não possuía a força de lei complementar. REsp 143.05. Milton Luiz Pereira. Min. DJU 03. a diferença entre o valor do imóvel antes do início da obra e o valor do mesmo após a conclusão da obra. de 24.131/SP. inclusive ICMS e ISS Tributário.. Contribuição de melhoria.148-5/SP. a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria.12. É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária (Geraldo Ataliba). Base de cálculo. adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba. Min. ou seja. O art.1967. Octávio Gallotti. o valor do imóvel após a conclusão da obra.06. o valor do imóvel antes de a obra ser iniciada.1998.147-7/SP. DJU 29.172. 18. j. Francisco Peçanha Martins. REsp 89. rel. no trato da contribuição da melhoria.03. art. o que só ocorreu após a promulgação da EC nº 1. Não havendo aumento do valor do imóvel. c) REsp 35.-lei 195/67. 07. Contribuição de melhoria. c) a base de cálculo e a diferença entre dois momentos: o primeiro.05.1993. A partir do Dec. Min.

Custeio da obra. Inobservância das formalidades essenciais previstas no Decreto-lei 195/67. I . Lançamento. Lançamento por municipalidade. Pressuposto do limite total da despesa realizada. Nulidade. III . mar. Sentença mantida (extinto 1° TAC/SP. embora não sendo constitucional. Contribuição de melhoria. Necessidade. RT 532:241). Ement. em cada obra feita pelo Município. Segurança concedida. para exigência de contribuição de melhoria. Exigência mantida pela EC nº 23/83. p. Inobservância de exigências legais.-lei 195/67 e art. continua por (. Contribuição de melhoria..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. Obras públicas. 535. Recursos desprovidos (8ª Câm. sendo certo que o mero inconformismo não justifica a oposição de embargos de declaração. Juiz Ricardo Arco-verde Credie. proceder ao devido cotejo analítico.) (extinto 1° TACivSP. Cobrança.1990.) (TJPR. de Ofício 404. Contribuição de melhoria. nov. Assentamento de guias e sarjetas.03. III. Ação declaratória procedente (. Tributário. Ap.. Ement.A questão a ser dirimida por esta Corte. Juiz Costa de Oliveira.1989.523-2. rel. 115).) (extinto 1° TACivSP. in casu. v. RT 591:152). 5° do Dec. 05. v. Pressupostos de valorização do imóvel e de limite de despesa total da obra a ser rateada subsistentes mesmo na vigência da Constituição Federal de 1988 (art. 255. ainda.. a alegada violação ao art..u. de observância dos requisitos do Decreto-lei 195/67 (art. de lei específica. porquanto o extenso voto-condutor do aresto recorrido examinou detidamente todas as questões pertinentes ao desate da lide. j. Necessidade. Tributo. j. uma vez que aquela regra jurídica. da CF. 1990. Ap. 5° e parágrafo único) para validade do lançamento procedente.. 3ª Câm. II . 1990.06. 82 do CTN.-abr. cinge-se à necessidade. 159 .. ou não. Lei específica para cada obra. Art. Publicidade. p. 145.756-1. 28. do RISTJ. 420. RT. Requisitos.No tocante ao dissídio pretoriano. Contribuição de melhoria. e parágrafos.. RT 654:113). Contribuição de melhoria.. Requisitos. saliente-se que o recorrente limitou-se a transcrever as ementas dos acórdãos indicados como paradigmas. Pavimentação asfáltica. II.Inexiste. Embargos à execução fiscal procedentes. 98). no entanto. 145. Nulidade de lançamento. sem. de modo que restou desatendido o art. do CPC. JTACSP 120...u.. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS Contribuição de melhoria. Declaração de voto (. rel. que continua subsistindo após o advento do art. Desatendimento. III).-dez.

a).05. 141). porquanto somente podem atingir determinadas pessoas que efetivamente podem ser sujeitos passivos da obrigação tributaria. nesta parte. p. 1ª T. Por isso a exigência. 145. 2. sua exigibilidade está expressamente condicionada à existência de uma situação fática que promova a referida valorização.2005. verifico que a Corte a quo. Francisco Falcão.Recurso especial parcialmente conhecido e.2005. seja por se beneficiarem de um serviço estatal público específico e divisível (no caso das taxas). como ocorre na hipótese ora sub judice. rel. VII . Min. 217). Recurso especial. Edital. V Mesmo sem adentrar conclusivamente à questão da classificação das espécies tributarias. p. Nesse passo. Américo Luz). 150. Contribuição de melhoria. o princípio da anterioridade. por força do óbice imposto pela Súmula nº 07/STJ VIII . 08. uma lei para cada vez que a Municipalidade for exigir o referido tributo em decorrência de obra por ela realizada. quanto ao argumento do recorrente no sentido de que cumpriu as exigências de publicação prévia de dois editais. nos moldes preconizados pela Constituição Federal (art. VI . j.Acrescente-se. 2ª T.998/SP. rel. ainda. a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria. DJU 04. ser posterior à realização da obra pública’ (REsp 84.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. IV. seja em razão de valorização na sua propriedade em face do Estado ter realizado uma obra pública. na medida em que impõe a potestade tributária sem permitir ao contribuinte organizar devidamente seu orçamento.417.06. ‘A partir do DL 195/67. III. um fato específico do qual decorra incremento no sentido de valorizar o patrimônio imobiliário de quem eventualmente possa figurar no pólo passivo da obrigação tributária. j. que a cobrança de tributo por simples ato administrativo da autoridade competente fere. 1. não reconheceu plausibilidade à alegação. REsp 739.. da CF). Este é o seu requisito ínsito.. Min. REsp 143. improvido (STJ. é fácil perceber que determinados tributos revelam inequívoca carga discriminatória. rel.2006.04. entretanto. de respeito ao princípio da legalidade. Castro Meira. 160 . Min.03. de modo que se revela inviável essa apreciação em sede de recurso especial. E isto em decorrência da mera leitura de preceitos constitucionais (art. 04. também constitucional. DJU 13. Precedentes da 1ª e 2ª Turma. Recurso especial improvido (STJ. soberana quanto à possibilidade de exame do conjunto fático-probatório. ou não surpresa para alguns. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS ou seja.É de conhecimento comum que a referida contribuição de melhoria é tributo cujo fato imponível decorre de valorização imobiliária causada pela realização de uma obra pública. ademais. pode. Tributário.342/RS.Por fim.2006.

Fato gerador.285/RJ. III. Precedentes jurisprudenciais. de saudosa memória). 81 e 82.030/SP. Precedentes do STJ e do STJ.2004. Min. inciso I. 5. Contribuição de melhoria. 1ª T. 1. Garcia Vieira. 145. Possibilidade. Não comprovação. 233). Falta de prequestionamento. Arts. II. Milton Luiz Pereira. da corrente doutrinária que. Art. Taxa Selic. Min. Reexame necessário. Fato gerador. CF/88 [rectius: art.04. do Código Tributário Nacional. Valorização do imóvel. rel. Nulidade da cobrança reconhecida pela própria Municipalidade. 20.11. Não resta dúvida de que o autor possui direito à restituição do que pagou a título de tributo indevido. 3. ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida. artigo por artigo. 2. do CTN. DJU 17. desde o início e não 161 . rel. Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ. apropriados à obra pública realizada no local da situação do imóvel. Decisão mantida. Recurso provido. p. Requisito essencial.495/RS. o valor do imóvel após a conclusão da obra. Diversidade de precedentes jurisprudenciais do STJ e do STF. Arts. inclusive ICMS e ISS Tributário. Min. rel. 145. j. DJU 09.2001..2001. ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria. EREsp 8. Tributário. Valores pagos indevidamente. DJU 19. Ação ordinária. Pedido de compensação negado por falta de autorização administrativa. CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83. 3..-lei 195/67]. no trato da contribuição da melhoria. 4. ‘É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária’ (Geraldo Ataliba). Requisitos de valorização ou de benefício. bem como por se tratar de crédito futuro. p. do Código Tributário Nacional e Decreto-lei 195/97 [rectius: Dec. REsp 615. Contribuição de melhoria. Adoção.4. 158). 1ª T. A entidade tributante. CF/88]. Arts.11.. o valor do imóvel antes da obra ser iniciada. 81 e 82. 81 e 82. Legalidade. 1.2004. 165. 05. Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento. Contribuição de melhoria. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. REsp 160.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DL 195/67. José Delgado. tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) a exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada. Fato gerador. 18.05. c) a base de cálculo é a diferença entre dois momentos: o primeiro. 2. Repetição do indébito. b) a obra pública provocou a valorização do imóvel.1998. Honorários advocatícios arbitrados corretamente. j. do CTN. Art. II. adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba. Valorização do imóvel. o segundo. 170 do Código Tributário Nacional. Questão surgida no acórdão recorrido. (STJ.04. também.

I. nos termos do art. artigo por artigo. do Código Tributário Nacional. DJU 7357).04.425. inclusive ICMS e ISS apenas a partir do Edital nº 10/2004. Confirmação da sentença singular em sede de reexame necessário (TJPR.2007. Acórdão 28. 1ª Câmara Cível. Juiz Sérgio Rodrigues. rel. 165.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 10. 162 . j.

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