CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL COMENTADO: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

ELIANA CALMON ALVES Ministra do Superior Tribunal de Justiça

Título III : impostos Capítulo I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. COMENTÁRIOS Definição. O Capítulo I do título III do Código Tributário Nacional tem início com a definição dos tributos em espécies, a partir do imposto. O conceito, que não é dos melhores, tem o mérito de caracterizar o imposto em relação à taxa e à contribuição de melhoria, as duas outras espécies de receita tributária. Estabelecendo que seu fato gerador é uma situação

independente de qualquer atividade estatal específica, relacionada com o contribuinte, indica a não-vinculação da receita. E isso porque o imposto tem caráter geral, sem vantagem específica para com o contribuinte. Esta é a característica mais marcante da espécie de que se cuida, como manifestação maior do poder político que impõe um dever, de caráter geral, sem gerar, em contrapartida, benefício específico ou vinculação orçamentária.

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Daí as diversas nomenclaturas para a espécie, tais como tributo sem causa ou tributo não vinculado. Como as demais espécies do gênero, é pago exclusivamente em dinheiro, o que é uma constante no mundo contemporâneo, onde não mais se tem notícia, senão histórica, de prestação in natura. A propósito, o art. 3° do CTN parece admitir o pagamento não só em moeda, mas em valor que em moeda possa ser expresso, como, por exemplo, o pagamento em Títulos da Dívida Pública, com cotação na Bolsa de Valores. Leis específicas, inclusive, permitiram a dação em pagamento de débitos tributários. Cabe, aqui, referência à criação de padrão de valor para efeito tributário, como, por exemplo, a UFIR - Unidade Fiscal de Referência, Lei 8.383, de 30.12.1991, índice que passou a mensurar as obrigações tributárias por algum tempo, em demonstração inequívoca de que, de acordo com o art. 3° do CTN, um tributo pode estar expresso não só em moeda corrente, mas em valor que nela (moeda) possa se transformar. Atualmente, estão sendo corrigidos os tributos pela Taxa SELIC, a qual traz embutidos juros e correção monetária. Para alguns, o referido índice é inconstitucional, por não estar em lei a forma de composição. Entretanto, o STJ, examinando a questão da inconstitucionalidade da Taxa SELIC, recusou-se a apreciar a questão prejudicial, conforme decisão assim ementada:
Recurso especial (julgamento). Inconstitucionalidade (prejudicial). Argüição/procedimento (Regimento, art. 200 e CPC, arts. 480 a 482). Competências constitucionais (distribuição). Incidente (caso em que lhe falta cabimento). 1. No julgamento do recurso especial, uma vez acolhida a argüição, a Turma remeterá o feito à Corte Especial. 2. Compete à Corte Especial julgar a prejudicial de inconstitucionalidade. 3. Do julgamento, porém, não poderá tirar proveito o autor do recurso especial (recorrente). Caso
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a declaração venha a beneficiar o recorrente, ao incidente faltará cabimento. 4. É que, no exercício da competência prevista no inciso III do art. 105 da Constituição, em princípio o Superior não dispõe do contencioso constitucional. Tê-lo-á em restritas hipóteses. 5. Em tal competência, o que é do Superior é toda a jurisdição infraconstitucional (o direito comum). 6. Já no exercício das competências previstas nos incisos I e II do art. 105, livremente o Superior também desfruta do contencioso constitucional. 7. No exercício da competência do inciso III, é lícito ao Superior previamente declarar a inconstitucionalidade de lei ou de ato normativo, desde que a declaração não seja a favor do recorrente; a favor do recorrido, sim. 8. Caso em que a, inconstitucionalidade, se declarada, não aproveitaria ao recorrido. Por sinal, nem ao recorrente, que interesse algum tinha na declaração, tanto que se defendera com outros fatos e outros fundamentos. Daí, em caso que tal, tratar-se-ia, também, de declaração de inconstitucionalidade em tese. 9. Preliminar de nãocabimento, acolhida por maioria de votos (Corte Especial, AI-REsp 215881/PR, rel. Min. Franciulli Netto, rel. p/ o acórdão Min. Nilson Naves, DJU 08.04.2002, p. 111).

Posteriormente, a 1ª Seção de Direito Público chancelou a legalidade da SELIC, como fator de correção, nos EREsp 291.257/SC, 399.497/SC e 425.709/SP. Assinale-se que a UFIR foi extinta pela Lei 10.522/2002 (art. 29, § 3°), diploma que, no art. 30, indicou como fator de correção a Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC. Em épocas de alta inflação, as obrigações tributárias, as declarações de rendimento e até as certidões de dívida ativa eram expressas em parâmetro de valor devidamente atualizado. O imposto tem como base fática um comportamento do contribuinte, ou uma situação jurídica na qual ele se encontre. Em outras palavras, o imposto, para existir, exige sempre um fato qualquer em que esteja envolvido o particular, sem a participação estatal. A legitimação da imposição soberana está na necessidade do Estado arcar com o gasto público, mantendo a máquina administrativa.
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É apenas o consumidor final da mercadoria ou do produto resultante da atividade eleita pelo legislador como necessária e suficiente ao nascimento da obrigação tributária. É também chamado de imposto que não repercute. sendo suportado pelo contribuinte em definitivo. o qual grava situação instantânea ou mutável. porque a carga econômica não é suportada pelo contribuinte. porque a carga econômica é suportada pelo contribuinte.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. porque não se vincula ao fato gerador ou ao fato imponível. geradora do imposto predial. na medida em que. como ocorre com a propriedade imobiliária. A classificação que ora se coloca não é jurídica. inclusive ICMS e ISS Classificação. ao lado do contribuinte de direito ou contribuinte jurídico. destaca a figura daquele que suporta o ônus econômico da obrigação. dividindo a espécie em imposto direto e indireto. dentre as quais a que enfoca o aspecto da incidência. É também chamado de imposto que repercute. Para o Direito é praticamente irrelevante quem paga. 4 . e sim por terceira pessoa. isto é. constantes. ou pelo menos continuadas. artigo por artigo. por exemplo. o exercício de uma atividade lucrativa (exemplo maior é o Imposto de Renda). não se obriga perante o Estado. O imposto pode ter diversas classificações. porque o interesse concentra-se em torno de quem realiza o fato gerador. Contrapondo-se. ou a propriedade de um bem. existe o imposto indireto. O imposto direto grava situações permanentes. pelo realizador do fato gerador. embora sofra o ônus econômico. o contribuinte de fato. O terceiro. como. cuja titularidade é o fato gerador do imposto.

unicamente. eis que o contribuinte é pessoa física ou jurídica. 166. proporcionais e progressivos. sem cogitar das condições pessoais do contribuinte. uma terceira classificação. Pessoais são os impostos que. todos os demais impostos do Sistema Tributário Nacional são reais. in verbis: Art. Com exceção do Imposto de Renda. Uma segunda classificação identifica os impostos levando em conta o objeto da incidência. ao serem instituídos. cuja incidência leva em consideração a matéria tributária. 166 do CTN. dividindo-os em pessoais e reais. por sua natureza. a qual leva em conta a forma de tributação. como o Imposto de Renda. Contrapondo-se aos impostos pessoais. 5 . ou. ainda. o ICMS. no caso de tê-lo transferido a terceiro. pelo caráter eminentemente subjetivo da exação. Faz-se a distinção apenas para efeito didático. dividindo os impostos em fixos. transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido referido encargo. A restituição de tributos que comportem. levam em consideração as condições pessoais do contribuinte. Juridicamente pessoais são todos os impostos. a figura do contribuinte de fato torna-se importante na hipótese de repetição de indébito. inclusive ICMS e ISS Entretanto. exemplo primeiro da espécie. por força da previsão contida no art. O artigo em referência tem sido objeto de contundentes críticas doutrinárias. embora prestigiado pelo Judiciário. Há. estar por este expressamente autorizado a recebê-la. artigo por artigo. temos os impostos reais.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. tais como o IPI. o IOF etc.

à União instituir.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. com a Emenda Constitucional 1/69. além de ter sido a União contemplada com a competência residual (art. com as competências e limitações nele previstas. não tendo. novos impostos foram criados. I. os impostos atribuídos aos Estados e. por exemplo. inclusive ICMS e ISS Fixos são os impostos cujo montante é estabelecido em quantidade certa. Assim. enquanto outros foram fundidos. 18. COMENTÁRIOS Trata-se de dispositivo parcialmente superado. pela Constituição de 1988. nenhuma pertinência na atualidade. Outros tantos deixaram de existir. como. cumulativamente. quando. da CF).ao Distrito Federal e aos Estados não divididos em Municípios instituir. Art. os atribuídos a estes. nos Territórios Federais. É o que ocorre em relação ao Imposto de Renda. os impostos progressivos são os cuja alíquota é estabelecida em percentagens variáveis. os impostos atribuídos aos Estados e aos Municípios. Art. Proporcionais são os impostos cuja alíquota observa sempre o valor da matéria tributária para atribuir um percentual. portanto. 154. 17. Os impostos componentes do sistema tributário nacional são exclusivamente os que constam deste Título. COMENTÁRIOS 6 . o Imposto sobre Serviços pago pelo profissional autônomo. Compete: I . tem-se o ICMS. artigo por artigo. já sob a égide da CF de 67. cumulativamente. II . conforme o valor da matéria tributável. se aqueles não forem divididos em Municípios. o IOF etc. Por fim.

O elenco é enriquecido com a competência residual. Comércio exterior: Imposto de Importação e Exportação.IR. inclusive ICMS e ISS Dentre as classificações de impostos. Patrimônio e renda: Imposto sobre a Propriedade Territorial . o Imposto sobre Operações Financeiras. os Impostos de 7 . Produção e circulação: Imposto sobre Produtos Industrializados . sendo federais o Imposto de Renda.IPTU. e o Imposto sobre Transmissão Causa Mortins e Doações . e o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza .ICMS. só passíveis de cobrança na iminência de guerra externa. diferentemente do CTN que. agrupando-os da seguinte forma: 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. artigo por artigo.ITR. ao dividir os impostos. contida nos incisos I e II do art.ITCMD. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana . Temos a divisão de competência estabelecida constitucionalmente nos arts. 3. o Imposto sobre Produtos Industrializados. levou em consideração a natureza do fato sobre o qual incidem as exações. Os impostos nominados estão divididos entre os entes estatais.IPI. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores . ou o critério econômico.ITR.ISS. a que apresenta maior simetria com a Constituição é a que os examina sob a ótica da competência impositiva da União. Imposto sobre as Grandes Fortunas. 155 e 156. 153.IPVA.IOF. 154 da CF e com os impostos extraordinários. Imposto de Renda . Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural . do Distrito Federal e dos Municípios. dos Estados. Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários . Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a eles relativos . os entes integrantes da Federação. Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação . Imposto sobre Operações de Crédito.ITBI. 2.

Outra significativa alteração foi a ampliação do fato gerador do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis Causa Mortis. combustíveis e lubrificantes e minerais) e os impostos sobre serviços de transporte e comunicações. e instituiu-se o Imposto sobre Movimentações Financeiras.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. de competência dos Estados. o ICMS. de competência dos Estados. Os impostos extraordinários são virtuais e constitucionalmente autorizados em caso de guerra e sobre bases já tributadas por outros impostos.CPMF. Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza. ingresso de capitais no País e lavagem de dinheiro: É um imposto que tem nítido caráter extrafiscal. o qual serve para o governo federal direcionar a fiscalização quanto à geração de rendas. na esfera municipal temos o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. a CPMF. Imposto sobre a Transmissão Inter Vivos. artigo por artigo. de caráter provisório. o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural. típico Imposto sobre Movimentações Financeiras. absorve os três impostos especiais (energia elétrica. fuga de capitais. e que açambarcou as doações e também a transmissão de quaisquer outros bens e direitos que não os imóveis. Sob a égide da Constituição Federal de 1988. o Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. Por fim. 8 . Da competência estadual são o Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias. o Imposto sobre Grandes Fortunas. Acrescente-se a este rol a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira . de competência dos Estados. Surgiu o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. inclusive ICMS e ISS Importação e Exportação.

76. inclusive ICMS e ISS O CTN traz a previsão no art. no art. 19. ao tempo em que usa a nomenclatura “tarifa” como sinônima de “imposto”. Tarifa são comuns Direitos denominações Aduaneira. § 29. A Constituição Federal de 1967.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Capítulo II IMPOSTOS SOBRE O COMÉRCIO EXTERIOR Seção I Imposto sobre a importação Art. “Tarifa” significa lista de preços. Aduaneiros ou Direitos Alfandegários. Alfandegária. COMENTÁRIOS A primeira abordagem que se faz em relação ao Imposto de Importação é quanto ao seu nomen juris. De impropriedade flagrante. valor. 153. artigo por artigo. sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional. Embora esteja nominado na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional como como Tarifa Imposto de Importação. Registre-se que as expressões indicadas também servem para nominar o Imposto de Exportação. alíquota e não espécie tributária. os nomes vulgares acabam por prestigiar a repartição fiscal. batizando o imposto com o nome do espaço físico reservado à fiscalização. com a Emenda Constitucional nº 1/69. 9 . referia-se à Tarifa Alfandegária como termo que abrange os dois impostos do Comércio Exterior: importação e exportação. O imposto. de competência da União.

está adstrito aos limites mínimo e máximo estabelecidos em lei. Considerado um dos mais antigos impostos do mundo. ao contrário. artigo por artigo. dificilmente. destinado à proteção dos produtos nacionais. Como instrumento político. A flexibilidade das alíquotas faz com que a legislação tributária do imposto em comento entre em vigor imediatamente. do câmbio e do balanço de pagamento. Por vezes. Neste sentido. o disposto no § 1° do art. sem o rigor imposto pelo princípio da anterioridade. eis que o Executivo. inclusive ICMS e ISS Características. Como instrumento de política econômica. Daí a liberação de sua majoração. art. tem como principal característica a extrafiscalidade. o tributo de que se cuida é utilizado para corrigir distorções socioeconômicas nacionais. Trata-se de imposto com objetivos de política econômica. presta-se para atender às oscilações do mercado internacional. não é absoluto o poder de majoração. CF). naturalmente. despertariam maior interesse econômico. ao incremento de soluções na área do comércio exterior. há previsão constitucional expressa (§ 1°. como ocorre com a criação de zonas de livre comércio ou zonas francas.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. As alíquotas são aumentadas quando se deseja diminuir as exportações e diminuídas quando. a abertura do comércio exterior. 153 da CF. Neste sentido. Entretanto. O objetivo político é propiciar a condução de recursos e surgimento de empreendimentos para áreas que. tendo secundário significado como fonte de receita. é aconselhável. não poderia o Imposto de Importação sofrer as duras limitações das demais exações. socorrendo determinada área. 150. respeitado o 10 . ao manejar as alíquotas majorantes. politicamente.

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. porque. Fato gerador. Não basta o ingresso do produto estrangeiro no território nacional para que se dê a incidência. 11 . não supérfluos. pois a carga tributária tende a ser suportada por terceiro. O art. pode ele eleger um acontecimento econômico. Quanto ao imposto em análise. Com efeito. anteceda à ocorrência do fato gerador. É o que se denomina. o Imposto de Importação é um tributo indireto. ou seja.vinda do estrangeiro. similares aos nacionais etc. com ânimo de ser internada no País. sem destaque formal. inclusive ICMS e ISS princípio da irretroatividade. utilizando-o como passagem. porque não basta a ocorrência do fato ali indicado para que se tenha o fato imponível. mas esta situação fática deve estar atrelada a uma situação jurídica. em linguagem vulgar. apenas. classificando-os como supérfluos. um fato material ou um negócio jurídico. É seletivo porque a incidência tributária observa a qualidade de cada um dos bens. O certo é que o fato gerador do Imposto de Importação é instantâneo. de “imposto por dentro”. Além da extrafiscalidade. se para este País não se destina. 19 do CTN não define com perfeição o fato gerador do imposto em comento. não havendo definição quanto ao específico momento de sua realização. Como a hipótese de incidência é livremente escolhida pelo legislador.entrada de mercadoria no território nacional -. escolheu o legislador uma situação fática . artigo por artigo. o ônus pelo tributo gerado se integra ao preço. por exemplo. muito embora não ocorra a transferência de forma clara e objetiva. uma mercadoria pode ingressar no Brasil e não ocorrer o fato gerador.

12 . o fato gerador em exame exige um elemento espacial . em depósito na zona primária. nas palavras do Min. no qual é dito qual a mercadoria importada. É. “o reconhecimento de fato jurídico já ocorrido”. Adhemar Maciel. 44). vem a sofrer os efeitos de uma majoração do imposto. muitas vezes já descarregada do navio ou aeronave. Como visto. porque. A entrada é considerada como território aduaneiro.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. O tempo é a entrega da declaração ou do manifesto. 19 do CTN seja feita em conjugação com os arts.-lei 37/66. E. o simples ingresso da mercadoria. em razão da escolha da legislação que deve reger a espécie. É de suma importância a determinação do momento em que ocorre o fato gerador do Imposto de Importação. enquanto o CTN define o elemento material. o decreto-lei define o elemento temporal. Conseqüentemente. ao reportar-se ao fato gerador do imposto. tem-se como completado o fato gerador do imposto (art. é preciso recorrer ao Dec. exige-se a declaração de importação para o despacho aduaneiro (art. Se a mercadoria adentrar-se sem que esteja acompanhada do documento que a identifica.e outro temporal . diz que. sabendo-se que não está ela sujeita ao princípio da anterioridade. para delimitar-se a hipótese de incidência. entregue a declaração. tem-se como ilícita a operação. 23). inclusive ICMS e ISS Contudo.momento da entrada. artigo por artigo. Tendo aplicação imediata a lei que majora a alíquota do imposto.território nacional . O diploma em referência. exige-se que a leitura do art. quando se tratar de mercadoria despachada para consumo. e com procedimento de desembaraço já iniciado. 23 e 44 do Decreto-lei 37/66.

Há. rechaçam o entendimento jurisprudencial.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 23 do Dec. diante de um aumento exacerbado e imprevisível da alíquota. Daí os preços de referência. A variação de alíquota pelo Executivo. Vozes autorizadas. ainda. O Dec. constantes das resoluções do Conselho de Política Aduaneira. 19 do CTN. o que faz ter o imposto objetivo político. vem sendo seguido pelos Tribunais. sem repercussão quanto ao fato gerador. incidindo a lei nova se ainda não foi expedida a declaração ou manifesto. mas traz alguns problemas de ordem econômica para o importador. a fim de evitar o arbítrio. em nome da segurança jurídica. tem entendido que a expedição de guia é um mero expediente burocrático. com a fixação de pautas de valor mínimo. O entendimento é técnico. 13 . os que pugnam pela imutabilidade da lei de regência. a partir da expedição da guia de importação.-lei 37.-lei 37/66 é o texto básico do Imposto de Importação. é muitas vezes utilizada para evitar o dumping. artigo por artigo. JURISPRUDÊNCIA “É compatível com o art.1966” (TFR -Súmula 4). a partir do Supremo Tribunal Federal. em reiterados precedentes. dando literal interpretação ao art. harmonizando os preços do mercado interno com o externo.11. vem entendendo que o simples ingresso do bem não obsta à aplicação da lei de majoração. O STF. exigindo-se que sejam elas acompanhadas de motivação expressa. 19 do Código Tributário Nacional a disposição do art. inclusive ICMS e ISS O Poder Judiciário. de 18.

Precedentes do STF. 2.05. no tempo e na circunstância.02. Inexistência de contradição ou antinomia entre a norma genérica do art. 21. j. Recurso extraordinário conhecido mas não provido (STF.1980. 1ª T. rel. Assim. posto que a caracterização de um necessário momento naquela não previsto. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal em dissídio com a decisão recorrida. da mercadoria importada. inclusive ICMS e ISS 1. Compatibilidade do art. no território nacional. ao fixar pauta de valor mínimo. Imposto de Importação. Momento da ocorrência do fato gerador. DJU 20. Dec.471. Fato gerador.. Pelo que dispõe o art. não a desfiguram nem contraditam. e não no dia em que foi expedida a guia de importação. 19 do Código Tributário Nacional. Resolução do CPA. o fato gerador do Imposto de Importação é a entrada.04. tal imposto deve ser calculado na consideração da alíquota vigorante no dia desse fato. I). Tributário. 3. Recurso extraordinário conhecido pelo segundo fundamento e provido (STF. Constitucional. a ocorrência do fato gerador. art. Agravo regimental em recurso extraordinário. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. 1. RE 94167/RJ.. Min. Pleno. de 29. DJU 22. DJU 29. 1. j.1978). e o condicionamento de indeclináveis providências de ordem fiscal. Majoração de alíquota.427.1978.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1981). 4. 05. Min. RE 91337/SP.1995]. Imposto de Importação. 06. em se tratando de mercadoria despachada para consumo. 23 do Dec. no espaço. Cordeiro Guerra.-lei 37/66 (compatibilização).09.1981. Fato gerador. Improcedência do argumento de que o contribuinte adquiriu o direito de calcular o imposto na consideração da alíquota vigorante no dia em que foi expedida sobredita guia. j. 19 do CTN e a norma específica do art.09.03.1995 [revogado pelo Dec. artigo por artigo. Necessidade de sua motivação. tendo em vista o fato gerador do tributo.-lei37/66 com o art. Min. Incidência. 19 do Código Tributário Nacional.05. 05. Código Tributário Nacional. 2. Mercadoria despachada para consumo. art. Imposto de Importação. O fisco tem o direito de alterar a alíquota dentro dos limites legais (Constituição [1967 c/c EC nº 1/69].-lei 37/66. 1ª T.02. porém a complementam para tornar precisa. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec.1981). 5. Recurso extraordinário provido para cassar a segurança concedida ao importador pela Justiça Federal de São Paulo e pelo Tribunal Federal de Recursos (STF. Antonio Neder. Incidência do imposto com a alíquota majorada. Matéria dirimida pelo Pleno deste 14 . de 27. RE 72874/SP . 19. rel.rel. 1. Soares Muñoz. 23 do Dec.

AGRRE 252008/SP rel.06. 1. para o Imposto de Importação. o fato gerador. Guia para importação.427/95 [revogado pelo Dec. ou quando do desembarque da mercadoria. 23). rel. e 153.. 2ª T. Dec. Não há que se falar em nulidade de acórdão que. j. p. Majoração de alíquota. Momento do fato gerador. 2. rel. este revogado pelo Dec. Violação a preceitos da lei processual civil não configurada. 2ª T. a.06.. §1°. Fato gerador. sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. Precedentes. examinando todas as alegações suscitadas na apelação. 23.490/95. 4. Imposto de Importação. inclusive ICMS e ISS Tribunal. 19. REsp 205013/SP rel. CTN. arts. 150. CF. Na importação de mercadorias para consumo. DJU 16. 19 do CTN e o Dec. Francisco Peçanha Martins. 1. Inexiste incompatibilidade entre o art.1995]. art. Antônio Neder.391/95 [alterado pelo Dec.1981. 19. da mercadoria importada. Processual civil e tributário. 1. CTN. Humberto Gomes de Barros.-lei 37/66 (art. no território nacional. j. 03. decide a lide de forma contrária àquela desejada pelo recorrente. art.716). j.05.1981. 5.471/95]. 1ª T. 19 e Dec. Compatibilidade.04. REsp 121617/PR. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. Alíquota aplicável.1998. Momento do fato gerador.08. Mercadoria para uso próprio. 18. p. Recurso extraordinário a que o STF nega conhecimento (STF. artigo por artigo. Min.2001). 1ª T.1998.08. necessárias ao deslinde da controvérsia. DJU 12. de 27. Recurso especial não conhecido (STJ. 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Improcedência do argumento. Divergência pretoriana que não se acha demonstrada. DJU 25. 08. conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225. RE 77604/SP rel. III.lei 37/66. Precedentes do STJ e TFR (STJ. Súmula 4/TFR. Legitimidade e constitucionalidade decretadas pelo STF. Tributário.602. 25). Min. Min. Maurício Corrêa. O fato gerador do Imposto de Importação é a entrada. Dec.-lei 37/66. Min. Mercadoria despachada para consumo. Min. Decreto 1.. Imposto de Importação. 3. Imposto de Importação. consuma-se na data do registro da declaração de importação. 1.2001). Dec. Agravo regimental não provido (STF. Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador. Tributário. Carlos Velloso). art. j. Discussão a respeito de o importador haver adquirido o direito de pagar tal imposto mediante aplicação de alíquota mais favorável.05..2001.2000.02. O 15 .06. No caso de importação de mercadoria despachada para consumo.471. 1427/95. DJU 17. 1.

Responsabilidade tributária. Inversão da sucumbência. Recurso especial conhecido e provido (STJ. Multifários precedentes. 3. este revogado pelo Dec. Súmula 4 do Tribunal Federal de Recursos. parágrafo único. Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento). Isenção.277/MG. 06. e o art.. de 1966.05.2000. Precedentes do STJ e STF. art. j.-lei 37/66. 1ª T. 1.05. Ari Pargendler.391/95 [alterado pelo Dec. 09. Fato gerador.02. Compatibilidade entre o art. REsp 78. 19 do CTN. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 23 do Dec.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1.. Imposto de Importação. Min. 143). Imposto de Importação. Decisão unânime (STJ. Art.427/95 [revogado pelo Dec. III. nos termos do entendimento firmado pelo Pretório Excelso.-lei 37/66. Não há qualquer incompatibilidade entre o art. 2.471/95]. do Dec. Min. Quem promove a importação de mercadoria sem ter a guia de importação sujeita-se ao regime legal vigente na data em que a obtém.-lei 37/66 e o art. 2ª T. para efeitos fiscais. REsp 130230/PR. Tributário. DJU 05. III. CTN. à espécie.-lei 37/66. Compatibilidade. 19 do Código Tributário Nacional e arts. presumida a ausência de responsabilidade do transportador. 2. A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. Compatibilidade. arts. j.06. Tributário. não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto . 1° e 23 do Dec.03. Milton Luiz Pereira. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção. e 60. Alíquota aplicável. 23. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento).09. Recurso sem provimento (STJ. DJU 19. 41. Recurso especial não conhecido. 41.2001). Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete.2000). p. nos termos do art. 23 do Dec. Mercadoria isenta. 19 e Dec. art. os preceitos dos arts. A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador. Tributário. Ocorrência do fato gerador. Fato gerador. Não obstante o fato gerador do Imposto de 16 . e 60. O desembaraço aduaneiro completa a importação e.2001.. 1.471/95] e 1. 08. Decs. parágrafo único. conseqüentemente. Franciulli Netto. inclusive ICMS e ISS contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada. rel.-lei 37/66.-lei 37/66. representa a entrada no território nacional da mercadoria. rel. 1. 23 do Dec. Recurso especial provido.-lei 37.1998. Imposto de Importação. rel.Inaplicáveis. 19 do Código Tributário Nacional. REsp 185418/SP.2001. artigo por artigo. Min. j. 2ª T. Dec. DJU 28. 1.427/95. Mercadoria importada a granel.

288). Nos termos do art. Fato gerador. Tributário. Impetrante que pretende eximir-se de aumento de alíquota do Imposto de Importação incidente sobre trigo em grão.-lei 37/66). ‘com a entrada no território nacional da mercadoria que contar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira’.1999. 19 do CTN/66. 1. Momento definidor da obrigação tributária ocorre com a entrada da mercadoria no território 17 . 2..-lei 37/66. Irrelevantes as datas da celebração do contrato de compra e venda.01.427/95 [revogado pelo Dec. p. 23 do Dec.717).1997. Juiz Teori Albino Zavascki.. Procedente dos Estados Unidos da América. Mandado de segurança. rel. AMS 96.05. 19 do CTN/66).. Majoração de alíquota. Incidência sobre importação de veículo já embarcado. Juíza Valéria Albuquerque. rel. p.07.-lei 37/66 [este artigo possui redação alterada pela Dec. 1. de 29. DJU 02. A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias despachadas para consumo é definida pela norma vigente no momento da efetivação do registro da declaração de importação na repartição alfandegária. Assim. ele apenas se aperfeiçoa como registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e.. 1. descascado.08.1996.0201428-8/RJ. rel. Porém.-lei 2.06.1997.471/95]. Dec. Tributário. Tributário. inclusive ICMS e ISS Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional. 4ª T. 05. nos termos precisos do parágrafo único do art. 2ª T. Min. na repartição aduaneira. 3. 1° do Dec. artigo por artigo.. Assim. o imposto sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional (art. 04. 1. 52.1997. Imposto de importação. Inversão do ônus da sucumbência (STJ. Alteração de alíquota. 1ª T. 25. do embarque do bem estrangeiro e do ingresso do mesmo no território nacional (TRF-2ª R. j. Recurso especial a que se dá provimento. DJU 03.1999).427/95 [revogado pelo Dec. REsp 203815/RJ. 1. Imposto de importação. Fato gerador complexivo e continuado. da declaração de importação (art.471/95]. José Delgado. Dec. quando se tratar de mercadoria despachada para consumo.09084. j. AMS 96. é devida a alíquota do Imposto de Importação prevista no Dec. DJU 09. inclusive em relação às importações já em curso e cujas guias não estavam registradas na repartição aduaneira na data de sua entrada em vigor (TRF-4ª R.03.472/88]. j.09.06. embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional.1995. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro. torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

05. e não a partir da emissão de guia de importação. 150. Fato gerador. É inquestionável o caráter nitidamente extrafiscal do Imposto de Importação. IV e V.427/95 [revogado pelo Dec. Imposto de Importação. Alteração de alíquota.1997. pela relevância econômica da relação jurídica com reflexos na política cambial e no comércio exterior do País. 101698). 1.11.2ª R. 51).0213217-0/RJ. rel.. RE-AgR 441537/ES.09. porque a esta não tem direito o importador enquanto não concretizado o fato gerador. O que a Constituição exige. § 1°). Se a política de comércio exterior impõe que se aumente ou reduza o valor de alíquota entre a importação. MAS 96. 25. 21 do CTN). Alíquota. j.. Tributário. faculta ao Poder Executivo. artigo por artigo.09004-1/SP. 1. não constituindo fato gerador de tributo.1997. 19 do CTN). a. rel. Majoração de alíquota.07. Precedentes.471/95 ]. Juiz Homar Cais. inclusive ICMS e ISS nacional (art. Agravo regimental no recurso extraordinário. 2ª T. 1° . Fato gerador do Imposto de Importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro. 150.for posterior à vigência do diploma legal. a chegada da mercadoria ao país e o momento de seu desembaraço aduaneiro. a.04. Recurso improvido (TRF. j. AMS 93.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1997. III. Precedente do STF. j. 1. O produto importado estará sujeito ao pagamento do imposto respectivo pela alíquota vigente no momento da ocorrência do fato gerador. p. alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I. p. Min. 64). II. se o fato gerador do imposto . 23 do Dec. p. DJU 25. II. 3. rel.. 4ª T. Possibilidade. 150. É facultado ao Poder Executivo alterar as alíquotas (art.06.03. art. no § 1° do art. não se pode invocar o princípio da segurança jurídica como respaldo a invocado direito ao pagamento de alíquota menor. Constitucional. Imposto de Importação. Eros Grau. 2. 153.471/95]. que é prévio ato administrativo. tanto que a Constituição Federal.1997.. No caso.. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec. 1. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. III.427/95 [revogado pelo Dec. DJU 03.2006. da declaração apresentada pelo importador (art. Dec. Apelação não provida (TRF-3ª R. 1. Imposto de importação. Juiz Alberto Nogueira. os quais são excepcionados da regra da anterioridade (Constituição Federal. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato 18 .09. Tributário.entrada da mercadoria no território nacional .-lei 37/66). I. no art. é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador. 2ª T. DJU 29.2006. art. CF. Mantida a decisão monocrática. na repartição aduaneira competente. Agravo regimental a que se nega provimento (STF.

2005.2002. REsp 213909/PR. Min. Imposto de Importação. no julgamento da ADIn 1293/DF. REsp 139658/PR. Min. rel. Precedentes: RESP 250. p.08. DJU 16. Min. j.. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. a jurisprudência do Supremo Tribunal no sentido de que. AI-AgR 420993/PR. sendo irrelevante. p. REsp 205013/SP.471/95].117/PE.05. RE 91. manifestou-se. Tratando-se de mercadoria despachada para consumo. EDcl no AgRg no REsp 170163/SP.2000.2007. Ocorrência. 44). DJ 25. Agravo regimental em recurso extraordinário. Desembaraço aduaneiro. Importação.10. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro. DJ 09. consuma-se na data do registro da declaração de importação’ (REsp 313. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. O fato gerador do ICMS. III. Min. Fato gerador. Milton Luiz Pereira.08. artigo por artigo.1999.3378/SP. Tributário.2001. ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. 08. Recurso especial provido (STJ. rel.571).09.379/PE. Tributário.427.02. 06. Humberto Gomes de Barros. DJU 26. da declaração apresentada pelo importador (Dec. Momento ao fato gerador. Agravo não provido (STF. Majoração de alíquota. 2ª T.2001. 1.11. na repartição competente. art. Eliana Calmon. para esse efeito específico. DJ 11. 2ª T. ocorre no momento do desembaraço aduaneiro. a data da celebração do contrato de compra e venda ou a do embarque ou a do ingresso no país de mercadoria importada’. rel. j. ICMS. na importação de mercadorias. Francisco Peçanha Martins. rel. rel. 2.2005. Agravo regimental não provido (STF. j. Min. 1.2002. Min. Incidência. 2.2003). rel. Min. Carlos Velloso. rel.02. Fixou-se em Plenário. Nessa linha de pensamento exteriorizaram em diversos arestos as Cortes Superiores: o Supremo Tribunal Federal que.06. Min. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. tendo em vista o fato gerador do tributo. Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal. inclusive ICMS e ISS gerador do Imposto de Importação. 1. 23 c/c art. 31. art. REsp 552852/PE.. Francisco Peçanha Martins. Imposto de Importação. RE-AgR 252008/SP. Variação cambial. em se tratando de mercadoria 19 . in verbis: ‘O imposto de importação tem como fato gerador a entrada de produtos estrangeiros no território (CTN-66. 1.2001. Incidência do imposto com a alíquota majorada.1980. Min. Maurício Corrêa. 2. DJU 01.p.02. 57). Fato gerador. em 06. 137). Constitucional. o fato gerador. João Otávio de Noronha. 2ª T.2007.-lei 37/66. rel. Tributário. DJ 28.05.07. DJ 17. 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. E ainda: ‘Imposto de Importação.. DJ 05.02. rel. José Delgado. para o imposto de importação. 19).

na repartição competente. 23 e 24 do Dec.1980. Min. para o Imposto de Importação. 19 do Código Tributário Nacional. 23 do Dec. artigo por artigo. Entrada. 23 do Dec. Inexiste incompabilidade entre o art.-lei 37/66.602. 19 do Código Tributário Nacional com o art.-lei 37/66. Recurso especial provido (STJ. rel. para consumo próprio. conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225. da declaração de importação. Carlos Velloso)’ (REsp 205013/Peçanha Martins. rel. Imposto de Importação. Seguindo essa mesma linha de orientação. 3. e: ‘Na importação de mercadorias para consumo. o fato gerador ocorre na data do registro. Embargos conhecidos. ou quando do desembarque da mercadoria.1980. 1ª T. no sentido de que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre com o registro da declaração de importação na repartição aduaneira. o fato gerador. Território nacional. Min. DJU 14.08.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.-lei 37/66. Tributário. DJ 25.04.09. p. DJ 18.-lei 37/66. Pleno.2005. 23. aplicando-se a alíquota vigente na época’ (REsp 250379/Peçanha Martins.2002). p. considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto de Importação a data do registro na repartição aduaneira da declaração feita para fins de desembaraço aduaneiro. Min. 19 do CTN e o Dec. 19 do Código Tributário Nacional na importação de bens de capital . Na importação de produtos do exterior. consoante o disposto no art. Precedentes do STJ e STF’ (REsp 121617/Humberto).. Quando se tratar de mercadoria destinada ao consumo. inexistindo incompatibilidade entre o art. A regra geral prevista nos arts.-lei 37/66 e o art. 23 do Dec. DJ 05. sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. 19 do Código Tributário Nacional e 1° do Dec.-lei 37/66. rel. j. 19 do CTN e o art. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. Momento da ocorrência. 2. o qual é compatível com o art.2002). Cordeiro Guerra. ‘O STF já proclamou inexistir incompatibilidade do art. 2.566). Luiz Fux. 1. Bens de capital. Precedentes. consuma-se na data do registro da declaração de importação. Prevalece a regra geral insculpida no art. 3. 12. DJ 09. Fato gerador.03. 19 do CTN com os arts.o fato gerador do Imposto de Importação ocorre na 20 . Compatibilidade do art.2001).2006.06. o STJ assim tem se pronunciado: ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. Ausência de incompatibilidade entre o art. 23 do Dec. STF.09. ‘Jurisprudência pacífica do STJ.-lei 37/66 dispõem que o imposto de importação tem como fato gerador a entrada da mercadoria de procedência estrangeira no território nacional. 19 do CTN’ (EAREsp 170163/Eliana Calmon.309-2/SP. 260). REsp 670658/RN.08. Fato gerador. porém rejeitados’ (ERE 91. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. inclusive ICMS e ISS despachada para consumo.

REsp 157162/SP rel. Decs. 1471/95] ..427/95 [revogados pelo Dec. rel. 366). artigo por artigo. 232). o qual se inicia com o registro da declaração de importação.Fato gerador. O fato gerador do imposto de importação é a data da entrada da mercadoria no território nacional e não a data da emissão da guia de importação.11. 1ª T. 2. 03. Min. 4. para o Imposto de Importação. p. 1. 2. I. Recurso especial improvido (STJ.2005.-lei 37/66.2003. rel.. DJU 17. do CTN.. Tributário. 202). Imposto de Importação. 2.2005. As Declarações de Trânsito Aduaneiro anexadas aos autos provam que as mercadorias foram introduzidas no Brasil. Castro Meira. Min. 2ª T. o fato gerador. Precedentes do STJ e STF (STJ. O lançamento fiscal. 1. Apelação e remessa oficial providas. j.1. Castro Meira. Min. 21.atual denominação da guia de importação . O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro. 3.não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão. Tributário. Preliminares rejeitadas. 19 do CTN c/c art. consuma-se na data do registro da declaração de importação. Mercadoria despachada para consumo. 2ª T. 2ª T. Ausência de registro por decurso do prazo. Momento do fato gerador.08.2003. inclusive ICMS e ISS entrada dos produtos estrangeiros no território nacional. p. j. DJU 14.. 03. 08. Ocorrência. portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo. Veículos automotores. Desembaraço aduaneiro. 3. Agravo regimental improvido (STJ. A declaração de importação .391/95 e 1. 116. DJU 01. j. A preliminar de ausência de prova da recusa da repartição fazendária em proceder ao registro 21 . Tributário. AgRg no REsp 49697/RJ. p.10. Assim. Humberto Gomes de Barros.2005.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.08. 236). j. 1. DJU 30. p. o desembaraço ocorreu na vigência do Dec. rel. REsp 313117/PE. Min.2005.427/95. Castro Meira.05. Tributário e processual civil. Recurso especial conhecido e provido (STJ. 1.2004. Na hipótese.11. Portarias 73/91 e 938/91. Fato gerador do Imposto Sobre Importação: momento da entrada da mercadoria no território brasileiro.06. Registro da declaração de importação: art. No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. 23 do Dec. em relação ao fato gerador. 4. Imposto de Importação.11. REsp 328835/SC. Abandono. Imposto de Importação. Art.2004. é regido pela lei vigente à época. deve ser rejeitada a preliminar de ausência de prova pré-constituída quanto à data de introdução das mercadorias no Brasil.

já que tal circunstância constou em declaração complementar. AMS 36375/SP.05.. DJU 29.01. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do registro da declaração de importação. Imposto de Importação. 7ª T.. nos termos do art.04.. 22. Precedentes deste Tribunal e do STF.099427-9/MG.. 19 do CTN. sendo este o momento considerado como ocorrido o fato gerador (art.2006. 4. Fato gerador. Registro da Declaração de Importação.01. 571). 22 .2006. Juiz Miguel Ângelo de Alvarenga Lopes j. donde surgir ao importador a necessidade de recolher aos cofres públicos o montante respectivo. combinado com o art. Dec.12. 91. 3. AMS 96. 19 do CTN. 5. rel. j. Juiz Luciano Tolentino. sendo considerado o fato gerador do Imposto de Importação a entrada da mercadoria no território brasileiro. 23 do Dec. Juiz Roberto Jeuken. 23 do Dec. ocorrido no momento do registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira. j. 6. Imposto de Importação. DJU 12. p. Apelação e remessa oficial providas. Tributário.01. Tributário.00. 03. pois deixou transcorrer o prazo para dar início ao despacho aduaneiro (art.2007. 3ª T. em 24. p.-lei 37/66 com o art. 23 do Dec. DJU 17. 2. que se dá com o registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira. não importando se as mercadorias desembarcaram no mesmo navio e na mesma data. Recolhimento integral do imposto. Mercadorias que embarcaram em outro navio e em outra data. I. durante esse prazo. início do despacho.11. do CTN).. para publicação do acórdão (TRF-1ª R. artigo por artigo. 461.543/2002]). Peças liberadas pelo relator. O fato gerador do imposto de importação ocorre com a entrada da mercadoria em território nacional. Desembaraço.2003. O impetrante inviabilizou o registro da Declaração de Importação. Declaração de Importação. sendo irrelevante a sua data para fixação da alíquota do Imposto de Importação. 116.2006. ficando inalterado o aspecto temporal do fato gerador do imposto. donde não se justificar que o contribuinte recolha novamente o imposto e em outro momento peça a sua restituição (TRF-3ª R. 2ª T.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.rel. 3.030/85 [revogado pelo Dec. Guia de importação 1. Descabida nova cobrança do imposto. AMS 1999. 54). 24. Não havendo. Compatibilidade do art.2004. 19 do Código Tributário Nacional.364188/MG. p. A guia de importação somente autoriza a entrada de mercadoria no Território Nacional. O Pleno do STF pacíficou a matéria no sentido da compatibilidade da regra do art. rel.-lei 37/66.. 4. Alíquota.-lei 37/66 com o art.01. que é aquela vigente na data de seu ingresso no país. Apelação improvida (TRF-1ª R.04. o registro não é mais possível e a mercadoria é considerada abandonada.2006. 49). inclusive ICMS e ISS da declaração de importação confunde-se com o mérito.

Imposto de Importação. 19 do Código Tributário Nacional. Art.. a data da conclusão do negócio jurídico de aquisição do bem importado. Dec.-lei37/66. 27.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2006. 23. Aspecto temporal do fato gerador do tributo. Incidência do art. como momento de aperfeiçoamento da obrigação tributária do imposto incidente sobre mercadorias despachadas para consumo. DJU 21. Remessa oficial desprovida (TRF-3ª R. vigente à época da concretização do fato gerador.-lei 37/66.. complementado pelo art. Art. a destinação para consumada mercadoria objeto do despacho aduaneiro. 23 do Dec. 07. Alteração de alíquota. III.06. o registro da declaração de importação. Momento de ocorrência do fato gerador. 4.-lei 37/66. p. Art. 23 do Dec. reconhecese o direito adquirido ao pagamento do tributo pela alíquota menor. À luz do art.427/95 [revogado pelo Dec.-lei 37/66. Na importação de mercadorias despachadas para consumo. 5. o qual inicia o procedimento de desembaraço aduaneiro. Inversão do ônus da sucumbência (TRF-3ª R. Anulatória de débito fiscal. a teor do art. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada do produto importado no território nacional. 6.2005. 19 do CTN. 1. rel.2006. Tributário. 301). 86 e 87 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. Juíza Cecília Marcondes j.07. do produto estrangeiro. 23. 1. Constatado que o registro foi providenciado antes do advento do diploma que aumentou a alíquota do Imposto de Importação. não importando. 2.. Sentença reformada. 4. CTN. 23 do Dec. Dec. nos autos. Tratando-se de mercadoria destinada a consumo. 1.-lei 37/66. para fins tributários. 3. a alíquota exigível é aquela vigente na data do registro da declaração de importação no ato do desembaraço aduaneiro.08. p. do Dec. inclusive ICMS e ISS Tributário. Revogada a Resolução CPA 05-0392 quando do registro da declaração de importação. O art. II.08. 371). em território nacional. rel. DJU 10. Fato incontroverso. 3ª T.2005. Registro anterior à majoração. escorreita a atuação do Fisco ao constituir o crédito remanescente.. AC 22632/SP. consubstanciado no auto de infração atacado. Juiz Mairan Maia. sendo irrelevante o dia de ingresso do produto estrangeiro.471/95]. 1. j. Imposto de Importação. 19. Direito adquirido. ao país. Fato gerador. REOMS 187700/SP.543/2002]. Imposto Sobre Importação. aplica-se a alíquota vigente à data do registro da declaração de importação. 6ª T. Arts. Apelação em mandado de segurança. artigo por artigo. que fixa a data do registro da declaração de importação na repartição 23 . harmoniza-se com o perfil constitucional da regra matriz desse tributo na medida em que reconhece. a hipótese de incidência do Imposto sobre Importação traduzse na chegada. e segundo a delimitação constitucional da regra matriz tributária. I.

2. quando da entrada em vigor do Dec. a entrada no território nacional da mercadoria. 2. Imposto de Importação. A legislação tributária aplicável à operação de importação é aquela vigente à época do fato gerador. Ação ordinária. 106. nem alteração da base de cálculo ou da alíquota. Dec. conseqüentemente.2006. 02.04. a. arts. em coerência com a política econômica global adotada à época (TRF-4ª R. 2. não agiu com excesso de poder o Executivo ao alterar a taxa de câmbio. O desembaraço aduaneiro completa a importação e. 1ª T.. Ademais. porquanto. Ocorrência do fato gerador. artigo por artigo.855/SP. Não tendo sido efetuada a declaração de importação das mercadorias importadas. 1.2000. III. 1. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre por ocasião do registro da Declaração de Importação. 1. Juiz Lazarano Neto. Desembaraço aduaneiro. j. 3. para esse 24 . Tributário. Tributos. Apelação a que se nega provimento (TRF-3ª R. a variação do câmbio da moeda estrangeira não representa majoração do tributo. e não com a simples entrada física desta no território nacional. do CTN.. Aduaneiro.471/95]. sendo irrelevante. 05.2005. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. Portanto. Juiz Vivian Josete Pantaleão Caminha. p. 6ª T. da Constituição Federal.. Legalidade. momento que se dá o desembaraço aduaneiro da mercadoria. 848).626. 3. na hipótese de ser destinado a consumo. Dec. DJU 26. rel. a alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. de 10. representa. Momento da perfectibilização do fato gerador. AMS 170. e art. 23 e 44. Ao contrário. inclusive ICMS e ISS aduaneira. O fato gerador do Imposto de Importação nasce com a entrada das mercadorias em território nacional e perfectibiliza-se no momento do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira.10.2006. DJU 22.427. autorizou o Poder Executivo a alterar a forma de fixação e a periodicidade da taxa de câmbio. rel. nos termos do art. 396). Tributário. 150. submetendo-a à livre flutuação do mercado. 1.2005. para efeitos fiscais. AMS 2000.04.. 105. p. da Lei 8.03.03.04. não havendo que se falar na existência de direito adquirido à utilização de determinada taxa de câmbio fixa.044496-8/PR. é legítima a incidência da exação. 3. Majoração de alíquota. a base de cálculo será simplesmente o resultado aritmético da conversão do valor expresso em moeda estrangeira com a taxa vigente. Importação.981/95.01. Taxa de câmbio. O art. A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias para consumo é definida pela norma vigente no momento em que se efetivou o registro da declaração apresentada pelo importador à repartição alfandegária competente.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j.-lei 37/66.

ao tempo da importação. para entrega no porto ou lugar de entrada do produto no País. mensurando-o do ponto de vista econômico. 20 do CTN. artigo por artigo.quando a alíquota seja específica. A primeira. inclusive ICMS e ISS específico efeito. 1ª T. em uma venda em condições de livre concorrência.70. ou seu similar. Juiz Wellington Mendes de Almeida. já em desuso. III quando se trate de produto apreendido ou abandonado. A base de cálculo do imposto é: I . 4° do Dec. 386). 25 . É a alíquota especifica. a unidade de medida adotada pela lei tributária. j. tida por interposta. Em outras palavras. indica três bases de cálculo distintas. 3. 20. o preço da arrematação. 20. Assim. DJU 12..-lei 37/66.10. II .11. no art. referida no inciso I do art. COMENTÁRIOS Base de cálculo. leva em conta um determinado fato. rel. metro. No Imposto de Importação. Todo imposto. O quantitativo estabelecido é a base de cálculo que serve de suporte ao conteúdo da obrigação tributária. alcançaria. o imposto corresponderá a cada unidade destacada. a data da celebração do contrato de compra e venda relativo ao bem importado. p. Apelação e remessa oficial. bem como era previsto no art. AC 000. para ser cobrado. é o valor tributável. Art. expressa em uma medida determinada pelo peso. é fixada levando em consideração a unidade ou quantidade do bem importado.00..quando a alíquota seja ad valorem.2003.2003. 22. providas (TRF-4ª R. levado a leilão. peça etc.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o CTN.029873-8/PR. o preço normal que o produto. volume.

hoje só usada por sete países. O CTN chama de preço normal o valor que o produto. diz respeito à concorrência que possa fazer o produto estrangeiro à indústria nacional. chegando-se ao art. em Comentários à Lei Aduaneira.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 20. fixada em termos percentuais. de tal modo que. VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio .GATT. é reduzida. para entrega no porto ou no lugar da entrada do produto no País. Após um evento internacional intitulado Rodada de Tóquio. se houver similar nacional. ensina que por muitos anos a comunidade internacional. tem-se uma terceira base de cálculo. Por fim. ou seu similar. para ás mercadorias estrangeiras levadas a leilão. a alíquota do produto estrangeiro é majorada. Tem-se aí a “alíquota ad valorem”. Roosevelt Baldomir Sousa. 26 . formada por 32 países. eventual e episódica. As alíquotas são estabelecidas pelo Poder Executivo. convencionou-se uma nova definição de valor. quando apreendidas ou abandonadas. Observe-se que não se trata do valor de aquisição e sim do preço normal. ou seu similar. A base de cálculo do imposto é o preço da arrematação. CTN). utilizava-se da expressão valor aduaneiro. artigo por artigo. Outro aspecto a ser considerado. alcançaria em uma venda em condições de livre concorrência. menor alíquota ostenta. em caso contrário. levando em consideração a essencialidade ou utilidade do produto. quando da fixação da alíquota. o que faz o Imposto de Importação proporcional (inciso II do art. inclusive ICMS e ISS A segunda base de cálculo leva em consideração o valor do produto. quanto mais necessário. Em princípio.

preço referência. um valor que entende ser o correto. também chamado de preço normal. Somente em duas hipóteses cabe o arbitramento: quando a mercadoria estrangeira não está acompanhada da documentação legal. porque todos os valores são adrede estabelecidos. para o Estado. como todo e qualquer ato administrativo. por interesses internacionais. dentre os quais a política de proteção aos produtos nacionais. dos valores das mercadorias.. inclusive ICMS e ISS Fixação pelo Poder Executivo. e. a discricionariedade não se confunde com arbítrio. firmando uma pauta de valores mínimos por intermédio da Comissão Executiva. supra). Há um emaranhado de interesses alienígenas e impositivos que são levados em consideração. a discricionariedade do Poder Executivo. ob. finalmente. o que não poderia ser diferente diante da responsabilidade que lhe cabe como negociador internacional e guardião dos interesses nacionais. é eminentemente política e passa. Entretanto. 27 . Preço de referência é o adotado no interesse de proteger o similar nacional e visa equalizar os preços de oferta quando díspares (Roosevelt Baldomir Sousa. necessariamente. Verifica-se.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o que pode ser feito tomando como referência o preço constante da fatura comercial. Acirrados questionamentos surgem em razão da fixação do valor das mercadorias A tarefa. artigo por artigo. a seu talante. um dos órgãos da Secretaria de Comércio Exterior Secex. ou atribuindo o órgão. o antigo Conselho de Política Aduaneira. a tarefa de fixar o preço de mercado. seguidos de publicidade.Secex. cit. estes atrelados geralmente a acordos disciplinadores da política de preços. portanto. Cabe à Secretaria de Comércio Exterior .

Regimes aduaneiros. permitindo o ingresso da mercadoria com suspensão do pagamento do imposto. já comentado acima. quando do desembaraço aduaneiro. 9°. de 07. Dec. por fim.1976). mas sujeitando-a. objetos pessoais. jóias. artigo por artigo.-lei 1. foram instituídos regimes especiais. 19 e no Dec. como previsto no CTN. Para facilitar o ingresso de bens estrangeiros no País. abrangendo roupas. senão com o pagamento dos tributos. situação que dura por cinco anos. Observe-se. do qual destaco. naturalmente. o Brasil. quando do retorno ao Brasil (art. toda a bagagem dos agentes diplomáticos. ao final dos quais ficam liberados da incidência.. inclusive ICMS e ISS ignorando-se o valor de aquisição. entretanto. ou quando a documentação apresentase inidônea. 13.455. Entretanto. apenas para exemplificar. cujo destino não é. Escapam ainda do pagamento da exação a bagagem do passageiro que ingressa no País.04.-lei 37/66. bem assim o longo elenco constante do Dec. Isenção de bagagem. art. Dec.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 3°. lembranças de viagem etc. É a chamada quota isencional (art. O referido dispositivo foi 28 . Dec.-lei 1. a bagagem dos estrangeiros radicados no Brasil há mais de cinco anos e de brasileiros com mais de dois anos domiciliados no estrangeiro.455/76). ou seja. em montante cuja fixação atende aos interesses políticos. que os bens desembaraçados como bagagens não podem ser alienados. há tolerância quanto a bens adquiridos no estrangeiro dentro de um valor limitado pelo Poder Executivo. quando se desligam da missão estrangeira.-lei 37/66). ao controle fiscal (art. As mercadorias estrangeiras estão sujeitas ao pagamento do Imposto de Importação quando ocorrido o fato gerador. livros e revistas.-lei 37/66.

Caso não haja retorno. A legislação brasileira permite duas modalidades de drawback: drawback suspensão e drawback isenção. Temos. de 24. a qual consiste na importação de bens que devem permanecer no País por prazo fixo determinado. passam a incidir todos os tributos. fato gerador sujeito a uma condição resolutiva. inclusive ICMS e ISS alterado pela Medida Provisória 2. artigo por artigo. cuidando a lei tributária de uma garantia futura. 267 e seguintes do Dec. 29 . caso em que se materializa a responsabilidade. sendo dispensada quando se tratar de importação ao abrigo de tratado ou convenção internacional.543/2002 como aquele que permite o transporte de mercadoria sob controle aduaneiro.08.2001 (ainda não convertida em lei).158-35. Das diversas modalidades de regime especial destaca-se o trânsito aduaneiro. Pode-se exigir ou não a expedição de guia de importação. 4. para assim possibilitar uma eventual taxação.030/85). atualmente disciplinado pelo art. caso seja descumprido o prazo ou a finalidade. Exemplo freqüente de admissão temporária existe quanto aos veículos importados para uso e circulação na zona franca ou zona de livre comércio e que saem do território especial por período certo. 91. definido no art. Os bens devem ser minuciosamente identificados. passando a ter a seguinte redação: Art. ainda. com do pagamento dos impostos incidentes na Há. na hipótese. bens estes que deverão cumprir uma finalidade. 9° O importação estrangeira suspensão importação. regime especial de entreposto aduaneiro na permite a armazenagem de mercadoria em local alfandegado de uso público. com suspensão de tributos. 252 do Regulamento Aduaneiro (Dec.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a admissão temporária.

depósito ou trapiche). inclusive ICMS e ISS No primeiro.15835/2001. tem a legislação brasileira os chamados entrepostos aduaneiros. com suspensão de tributos. que se constitui em depósito para receber mercadorias para concursos. No segundo (drawback isenção). ainda não convertida em lei até a presente data.-lei 1.-lei 37/66). foi revogado pela Medida Provisória 2. 58 e 59. que consistem no regime especial de armazenamento de mercadorias em importação ou exportação. e que servem geralmente para depósito. feiras de amostra etc.. por permanecer na aduana além dos prazos e condições indicados em lei (arts. 17. serão devolvidas ao remetente. cujos impostos ficam suspensos pelo prazo de um a três anos.455/76). Dentre as diversas modalidades. os bens importados com suspensão são absorvidos pelo produto nacional que vai ser exportado. Dec. temos o entreposto aduaneiro de uso público. há uma diferença muito sutil e que consiste na importação de produtos fabricados com matéria-prima importada. sob estreito controle fiscal. o espaço físico (armazém. A primeira espécie do gênero mercadoria perdida é a considerada abandonada. 30 .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. É. entretanto. mas esta incidência sofre suspensão até a exportação. Dec. Chama-se a atenção para as remessas postais internacionais porque. se não recebidas nos prazos estabelecidos. o entreposto aduaneiro temporário. Se não houver exportação há exigência da exação. em outras palavras. Além dos regimes aduaneiros especiais. Temos. Esse dispositivo. Perda de mercadoria. a título precário e mediante seleção dos interessados por concorrência pública. no máximo (art. exposições. artigo por artigo. também. instalação de mercadorias importadas ou exportadas por terceiros usuários. que é um espaço físico concedido pelo Ministro da Fazenda. hipótese em que há absorção do produto estrangeiro.

arvoram-se depositários dos bens estrangeiros apreendidos ou indicam terceiras pessoas como depositários. após a decretação de perda 31 . Todos os bens apreendidos são recolhidos à Secretaria da Receita Federal. A única possibilidade de utilização de bens importados apreendidos é mediante doação dos mesmos.-lei 37/66 (arts.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. porque. O abandono não gera para o destinatário da mercadoria ônus algum. A prática é ilegal. como se tivesse sido despachada normalmente. hipótese em que a desistência obriga ao pagamento da diferença entre o valor da arrematação e o valor da exação. Daí o equívoco de alguns magistrados que. também recepcionado. este será entregue ao proprietário da mercadoria. violando o Dec. ou de importação proibida. artigo por artigo. ambas as hipóteses apuradas em procedimento administrativo. que sofrem apreensão liminar para posterior imposição de pena de perdimento. a não ser que tenha sido iniciado o despacho aduaneiro. como medida acautelatória.-lei 1. A recíproca é verdadeira. Uma outra forma de perda é a avaria (perda parcial ou total) e o extravio (perda total). finalmente. diploma que foi recepcionado pela CF/88 e em nada contraria o Dec. se houver saldo positivo no leilão. em nome e à ordem do Ministro da Fazenda.455/76. 25 e 26). inclusive ICMS e ISS Também obedecem a tratamento distinto as mercadorias apreendidas. após regular processo administrativo. na condução de processos criminais de contrabando ou descaminho. Temos. as mercadorias importadas irregularmente.

o qual deve observar os princípios processuais do devido processo legal. Pena de perdimento. embora sejam independentes as esferas de responsabilidade. estes cíveis e criminais. a apreensão de bens importados irregularmente desencadeia a instauração de processo administrativo-tributário. ao final do qual é declarada a perda de bens. como só acontece quando declarada na esfera penal a inexistência material do fato ou quando se verificar a não-participação do réu no fato criminoso.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. da ampla defesa e do contraditório. tem tratado o proprietário inocente como terceiro de boa-fé. em algumas situações a sentença penal faz coisa julgada na esfera administrativa. E isto porque. Daí a direta interferência da sentença judicial no procedimento administrativo. que todos os bens estrangeiros apreendidos sejam encaminhados ao Secretário da Receita Federal. 32 . Aconselha-se. antes de ser mandado a leilão. ou quando não arrematados em hasta negativa. Por exemplo: o bem apreendido em poder do réu não é de sua propriedade. não responsável pela irregularidade na importação. Independentemente do processo judicial. ainda. Preconiza-se. embora oscilante. se comprovado o irregular internamento dos mesmos. a demonstrar que melhor seria aguardar-se a finalização do processo judicial para então proceder-se ao perdimento de bem e com ele a irreversível alienação em hasta. seja a autoridade fiscal comunicada quando da finalização do processo judicial. A questão mais complexa existe quando tramitam concomitantemente processo penal e processo administrativo. artigo por artigo. A jurisprudência. o proprietário do bem estrangeiro não foi o responsável pelo irregular internamento. inclusive ICMS e ISS em benefício do erário. para maior dinâmica no processamento dos feitos administrativos e judiciais.

artigo por artigo. Pleno. por isso. Francisco Peçanha Martins. pois tal creditamento constitui incentivo à indústria nacional e. inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA As Resoluções do Conselho de Política Aduaneira [hoje. REsp 167. Art.471/95]. 1. Guia para importação. 70. 1. 1° da Lei 7. rel..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel.-lei 2. j. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência. O contribuinte não tem 33 . Ilmar Galvão.992/PR. art.10. § 2°.690/88 [suspenso por inconstitucionalidade pela Resolução 11/2005.02. IPI. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao Imposto de Importação.433/88]. recebendo o benefício de alíquota zero. O9.. redação dada pelo art. do Senado Federal]. Tributário. Dec. Taxa de licenciamento de importação.145/53.1989).263/79]. o valor da mercadoria importada. 150. sob todas as formas.182/72 [rectius: Decreto 70. Soares Muñoz. 36). ou seja. 1.427/95 [revogado pelo Dec. 23. a. revogado pelo Dec. Gatt. j. Min.1980. Min. 23). 1°.1994. Min. este parágrafo foi revogado pelo Dec. art.. rel.. Tributário. Vitamina E e derivados. DJU 10. RE 92978/SP. Dec. relativo a bem para o ativo fixo. Recurso não conhecido (STF. j. 1. este revogado pelo Decreto 1. 23. Imposto de Importação. somente favorece os produtos nacionais (Lei 4. Humberto Gomes de Barras. Fato gerador. Tributário. Recurso extraordinário não conhecido (STF. 19. Dec. Em havendo isenção dos tributos federais (STJ.09. A importação da vitamina E. j.427.471/95].08. Min. Sua inaplicação à hipótese. § 2°.1998.502/64. § 1°. Incidência da Súmula 83/STJ.1989. 1. obedece às normas estabelecidas no Gatt. 10 da Lei 2. 1ª T. Crédito do imposto pago na importação de país membro do Gatt. Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador.10. DJU 31. § 2° [rectius: art. REsp 128200/SP. destinadas à fixação de pauta de valor mínimo.1980). Precedentes. 83. DJU 11. substituído pela Secex]. rel. 19. CF.10. REsp 135.162/72. Alíquota aplicável. DJU 05. devem conter motivação expressa (TFR Súmula 97).391/95 [alterado pelo Dec.1998).1995). art. 2ª T. arts. 1ª T. Dec.-lei 37/66 (art. 145. III. Imposto de Importação. e 153. Recurso não conhecido (STJ. só há isenção do ICMS quando ocorre a suspensão do Imposto de Importação e do IPI. da Constituição Federal de 1988. em face da norma do art. 23. 25. Na importação sob regime drawback.080/SP. CTN.11. Alíquota zero.

-lei 1. ilegalmente importados.2001. 1.06.. de que a mercadoria teve clandestino ingresso no território nacional.02. Ilícito fiscal. independe da prova de boa-fé do contribuinte (responsável pela operação interna com essa mercadoria). DJU 28.-lei 37/66).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. REsp 139658/PR. Tributário.-lei 37/66. Veículo transportador de mercadoria estrangeira destituída de documentação. DJU 31. A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador. Mandado de segurança. 23 e 24... de 27.05. rel. Importação. Em se tratando da importação de mercadorias para consumo. REsp 198. Veículo novo.-lei 1. artigo por artigo.. Dec. Dec. Multifários precedentes. não pode ser revogada. Recurso provido (STJ.02.324/97. A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. 15. 15. 3. rel. Recurso improvido (STJ. em procedimento administrativo regular.04. art. IPI e lmposto de lmportação. j. Min. mas no voto consta Dec. Milton Luiz Pereira.331/SC. rel. Isenção. Lei 8. Perdimento de bens decretado pela autoridade competente em procedimento administrativo regular: Segurança denegada.08. A pena de perdimento do veículo. arts. mas quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art.03. Min. DJU 17. rel. j. Tributário. 2. Dec. Min. somente tem aplicação quando devidamente comprovada a responsabilidade do proprietário no ilícito praticado pelo motorista transportador das mercadorias apreendidas (STJ. A isenção. 23. o fato gerador não ocorre no momento da celebração do contrato. Recurso conhecido e provido (STJ.1999). Min.632). DJU 28.471.445/76. –lei 1. e a eventual boa-fé do contribuinte que realiza operação de 34 . 1ª T. utilizado em contrabando ou descaminho. Tributário.1995. 13. Fato gerador. p.1992. V.2001). 1ª T. inclusive ICMS e ISS direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada. É a alíquota vigente nesta data que deve ser aplicada para o cálculo do imposto. 2. j. Administrativo.2001.455/76.-lei 2.1992. Pena de perdimento de bens. 1ª T.1999. o número correto].032/90. Garcia Vieira.445/76 [na publicação consta Dec. Havendo comprovação. Majoração de alíquota. 1. Humberto Gomes de Barros. REsp 15085/DF. Imposto de Importação. a decretação do perdimento dos bens. Dec. 1ª T. 104. Milton Luiz Pereira j. 29.2001). 23 do Dec.05. quando concedida por prazo certo e sob condição onerosa. REsp 264565/PR.05.

2ª T. Min. DJU 22. 24 do Dec.03. p. 20. Apreensão de mercadoria estrangeira. 23. j.05.10. REsp 23513/RJ. adquire. Hélio Mosimann. não responde por eventual fraude na respectiva importação.10. mediante nota fiscal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.Recurso especial não conhecido (STJ. rel.-lei 1. Min. 1ª T. 2ª T. DJU 08. rel.-lei 1..12. 18. DJU 06.. 37. Mercadoria de procedência estrangeira. REsp 34961/ RS. 23. mediante nota fiscal. Pena de perdimento. Ari Pargendler. Tributário.522).1996.11. Apreensão. salvo prova de que dela participou ou tinha conhecimento. p.. 16. incabível a pena de perdimento. 14. Decisão unânime (STJ. DJU 06.559).1998.04. de 1976. I . Recurso da Fazenda não conhecido.1993. 14. Pena de perdimento. Mercadoria adquirida de comerciante estabelecido.1997. Boa-fé. de comerciante estabelecido. A pena de perdimento não alcança quem adquiriu a mercadoria estrangeira. rel. 11.Ofensa ao art. j. p. Tributário. Min.. artigo por artigo. 2ª T.rel.455.400). Demócrito Reinaldo j. mercadorias de procedência estrangeira. Aquisição no mercado interno de mercadoria de procedência estrangeira. A pena de perdimento . p.1996. Dec. Antônio de Pádua Ribeiro. REsp 11137/PE.1995. no mercado interno. 1ª T. REsp 15072/DF. Min. inclusive ICMS e ISS entrada ou saída de mercadoria com ingresso clandestino poderá dar-lhe condição para propor ação de ressarcimento contra o vendedor.não pode abstrair o elemento subjetivo nem desprezar a boa-fé (STJ. Perdimento. quando evidente a desproporção entre o seu valor e o da mercadoria de procedência estrangeira apreendida (STJ.1995. 21. Quem. mas nunca a de inibir o fisco de apreendê-la (a mercadoria).03. Princípio da proporcionalidade. Veículo transportador.455/76 e art. Pena de perdimento do veículo transportador. Recurso especial não conhecido (STJ. de empresa regularmente estabelecida no mercado interno. p.411). O comprador de mercadoria exposta em loja sujeita a fiscalização não pode ser obrigado a investigar o modo como ela entrou no país. Dissídio pretoriano não demonstrado. Inadmissível a aplicação da pena de perdimento do veículo. 35 . Humberto Gomes de Barros. Min. j. j. 104. REsp 109710/PR.Havendo desproporção entre o valor da mercadoria e do veículo que a transporta. inciso V.até por ser pena .897).1992. decretando-lhe a perda.1993.-lei 37/66 não caracterizada. II .11. DJU 14. do Dec.11. III . rel.1997..

1998. p. Alienação do veículo regularmente processa da e com a autorização do Ministério das Relações Exteriores e da Receita Federal. AC 1997. p.641). 06. 3ª T. Bem apreendido em poder de terceiros.0371582/DF. rel. Veículo alugado e utilizado para possível prática de descaminho. Impossibilidade. DJU 25.1996..01.. Sentença que declarou não provada a existência de crime não faz coisa julgada no cível para respaldar indenização.01. Juíza Eliana Calmon. o prazo só tem início quando do trânsito em julgado da sentença penal. 1. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência..02846-3/MG. Princípio da nãosurpresa que não atinge o Imposto de Importação. 2. 4ª T.1996.05. artigo por artigo.01.. 05. do Regulamento Aduaneiro.04. 10. p. 232.00. 4.08. 4ª T.1997. Imposto de Importação de veículos.1998. j. Pena de perdimento. Pena de perdimento. Imposto de Importação. 1.10902-4/DF. 1. Tributário. j. A prescrição de ação contra a União é de cinco anos. I e II. 3. Ausência de similaridade.05.04.1ª T. 4. Juiz Gilson Dipp. do Regulamento Aduaneiro) [revogado pelo Dec. p.282). DJU 11. Indenização. inclusive ICMS e ISS Tributário. AG 96. Sentença penal absolutória. Juíza Eliana Calmon j. Não pode ser declarada a perda do veículo se seu proprietário não teve nenhuma participação na possível prática do crime de descaminho (TRF-1ª R. 103). Importação de veículo com isenção de impostos (art. Perdimento de bem. rel. AMS 1997.. quando os fatos estão sendo apurados na esfera penal.02. foi adquirida irregularmente e sofreu a pena de perdimento em procedimento administrativo. Tributário. AMS 92.427/95 [revogado pelo Dec. DJU 30. rel. Não há direito adquirido de pagar ao importador imposto com alíquota vigorante quando da expedição de guia de importação. Recurso improvido (TRF-1ª R. 14. 5.1997.. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R.00. j. DJU 29. I e II. AC 04141629/SC. 1. 19 do Dec.1998. Juiz Eustáquio Silveira..03.. Recurso improvido (TRF-1ª R.03. DJU 1°.. 80. 4. Mudança de alíquota. Inexistência de obrigação de indenizar por parte da União. 2. Mercadoria que. Vigência imediata do Dec.01. 4ª T. 3. 10. Tributário.386).1998.471/95] para os desembaraços aduaneiros ocorridos após a majoração. 2. p. Benefício fiscal não reconhecido porque não apurada a similaridade na forma do art. como autorizado pelo art. não sendo produto de crime. 250).-lei 37/66 (TRF-4ª R. 23. 1. 14. j. 3. Juiz Tourinho Neto. Isenção. Entretanto.04. Administrativo. 232.1998.543/2002]. rel. 36 .055779-2/MG.1998. Veículo regularmente importado com isenção de impostos..

3ª T. adquirida no exterior por funcionário da embaixada. Fato gerador do imposto de importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro. jornais. todos aqueles que. inc. Imunidade constitucional Art. ao referir-se a periódicos. a. rel.2006. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. inc.1996. em 1980.2006. se o fato gerador do imposto . Majoração de alíquota. também abarca a edição de listas telefônicas. Constitucional. Eros Grau. Min. i. Microcomputadores para elaboração de listas. AMS 95. CF. 72. Agravo regimental no recurso extraordinário. Alíquota. 150.02. 150. DJU 06. Imposto de Importação. da CF/88 (TRF-4ª R..1998. 2ª T. VI. rel. do Dec.for posterior à vigência do diploma legal. em 1984. Possibilidade. artigo por artigo.-lei 37/66).09.427/95 [revogado pelo Dec. DJU 29. 64). No caso. 3.1996. da CF/88. VI. rel Juiz Tourinho Neto j. III. 23 do Dec. d. Precedente do STF. 05. Tem sido admitida pela jurisprudência a interpretação extensiva da imunidade constitucional referente a livros.entrada da mercadoria no território nacional . Tributário. art.03.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.08063-3/DF. além dos produtos expressamente mencionados em seu texto. 150. a. Pena de perdimento do veículo. Fato gerador. A importação de microcomputadores para elaboração e impressão de listas telefônicas está abrangida pela imunidade tributária prevista no art. e trazida. é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador. II. 2ª T. na repartição aduaneira competente.. de 1966. da CF/88.. Precedentes. p. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec.09. Importação. III. 10. p. no art. VI. j.179). 05.01.47172. periódicos e o papel destinado a sua impressão.04. a apreensão de um veículo (moto). inciso X. Juíza Tânia Terezinha Cardoso Escobar. RE-AgR 441537/ES. para-alcançar. Administrativo. inc.471/95].09.-lei 37. 1. inclusive ICMS e ISS Tributário. 105. com base no art. 200). d. d. 150.. englobam seu processo produtivo. O que a Constituição exige. p. Firmou-se a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a imunidade constitucional. 2. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação. Agravo não provido 37 ..09. de fato. quando requereu os benefícios fiscais de isenção de bagagem diplomática e declarado perante a Receita Federal o mencionado veículo (TRF-1ª R. prevista no art. É inaceitável que o Fisco proceda. como sua bagagem.1998. DJU 25. 150. da declaração apresentada pelo importador (art. Imposto de Importação. j. 1. Inocorrência de infração. quando lá servia. AMS 95. 1. III.

Min. 5. 2ª T. Produção notória. assentada pela instância a quo com ampla cognição probatória.05. à luz da cláusula pétrea de que a sanção não deve passar da pessoa do infrator (CF. DJU 01. AI-AgR 420993/PR. mas também a prova de que as sementes destinam-se à semeadura. A simples guia de importação não constitui prova escorreita da similaridade e da destinação do produto importado. originariamente. desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. Recurso a que se dá provimento (STJ. maxime. artigo por artigo. anos antes. 57). quando o veículo fora adquirido. mediante nota fiscal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. REsp 151687/RS. j. rel. A pena de perdimento não pode desconsiderar a boa-fé do adquirente. revela solução deveras drástica para quem não importou e não é sequer responsável tributário pela mercadoria. p. 3. XLV).2005. Precedentes: REsp 658. em estabelecimento comercial sujeito a fiscalização. Embargos de declaração. Tributário. quando o tribunal de origem pronuncia-se de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos. Mandado de segurança. Redução ou isenção de ICMS. o magistrado não está obrigado a rebater. no intuito de emprestar legalidade ao ato de importação.10. Ademais. 129). ICMS.218/RS. Inocorrência. Processual civil. p. Veículo usado importado. 2ª T. Aplicar-se ao comprador de boa-fé a pena de perdimento da mercadoria.2000.. 458 e 535. deste relator. Min. Solução quiçá inconstitucional. Tributário.2000.2005. Destarte.07. DJU 38 . ou que as operações de saída interna dar-se-ão nos limites territoriais do Estado. no mercado interno. 1. I. 2. um a um. DJU 09. desobrigando-se o comprador a investigar o ingresso da mercadoria no país. inclusive ICMS e ISS (STF. 31. cabendo ao Fisco a prova em contrário. Direito líquido e certo. 5°. por isso que inverter o onus probandi revela severo óbice ao acesso à justiça. Pena de perdimento. Importação de sementes de país signatário do Gatt. Nancy Andrighi. Para fins de habilitação aos incentivos fiscais (redução ou isenção de impostos). Apreensão de mercadoria adquirida no mercado interno. Terceiro de boa-fé. Carlos Velloso.. o adquirente que não utilizou do mandamus para importar supõe adquirir veículo usado e que ingressou legalmente no país. gera a presunção de boa-fé do adquirente. 22. faz-se necessária a produção não só da prova da similaridade. 4. os argumentos trazidos pela parte. Inexiste ofensa ao art. Recurso especial. Mandado de segurança. II. Violação dos arts. art. de mercadoria importada.08. Recurso especial. rel. A aquisição. j. Importação declarada ilegal em ação mandamental distinta. 535 do CPC. em razão de a empresa importadora da mercadoria ter sucumbido em ação mandamental que impetrara.

e REsp 410. REsp 718021/DF. 7.38. que considera-se ocorrido o fato gerador. 6. Os aspectos relevantes para o lançamento tributário e. Impostos federais incidentes sobre a importação (II e IPI). por tanto. CF/88. j.015761-9/MG. CTN e 1°.595/64). Inconstitucionalidade reconhecida pelo E. 04. conseqüentemente. 143. 2. Pedido procedente em 39 . AgRg no AG 518. Apelação improvida. DJU 27. CTN. Compete à União. Juiz Catão Alves.05. Apuração da base de cálculo segundo a relação de câmbio vigente ao tempo do fato gerador (arts. em se tratando de mercadoria despachada para consumo. 3. rel. rel. 1ª T. Luiz Fux. Lei 4. Taxa para emissão de guia de importação. ‘administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira.00. artigo por artigo. 20.995/RS... ser absolutamente inviável tomar em consideração. no momento do despacho aduaneiro. Castro Meira. 8. cabe ao Banco Central do Brasil. especialmente as de crédito. 153).05.04. XVIII. No que tange ao Imposto sobre Produtos Industrializados determina o art. 6. p. 46.2005.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Assim.157/PR. Precedentes.06. AC 2000. Franciulli Netto. nos termos do art. mediante delegação do Conselho Monetário Nacional. j. DJU 22. para fins de cálculo do montante do imposto a ser recolhido. para a averiguação do montante a ser recolhido pelo contribuinte levam em consideração o momento do fato gerador (art. 1. Sentença mantida. 7ª T. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. O mesmo Dec.2006. proceder-se-á à conversão para a moeda nacional com base no câmbio do dia do fato gerador (art. Recurso especial parcialmente conhecido e desprovido (STJ. atuar sobre as operações de câmbio com o objetivo de prevenir desequilíbrios na balança de pagamento (art. 21. pois age o Poder Público com o objetivo de proteger o interesse público. CTN). DJU 31.2007. Dec. 143 e 144. DJU 28. câmbio e capitalização. informam que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do ingresso do produto estrangeiro no território nacional.. Min. Os arts.2004. Tributário. o valor da operação vigente ao tempo da celebração do contrato com o fornecedor estrangeiro. Pedido improcedente (TRF-1ª R. não há que se falar em violação aos princípios da segurança jurídica e do ato jurídico perfeito. Na hipótese de a base de cálculo estar em expressa em moeda estrangeira.2004.04.Min.2007.04. Taxa Selic. Verifica-se. 62). em relação aos produtos de procedência estrangeira. 4°.-lei 37/66. Base de cálculo idêntica à do Imposto de Importação. STF. Min. CTN). CTN).-lei 37/66 diz que. rel. 19. inclusive ICMS e ISS 25. 5. bem como as de seguros e de previdência privada’. E mais. 144. Variação cambial. p.03. rel. Prescrição decenal (teoria dos 5+5). Tributário. 4.2006.

145/53. STF. Nesse sentido: REsp 888.2007. Remessa oficial parcialmente provida. o que é vedado pelo disposto no art. da Lei 7. Valor aduaneiro.34. da Lei 7.03. A autoridade aduaneira exerce o controle sobre o valor declarado pelo importador.826/SP. o valor a ser considerado. Tributário. Forma de apuração. seguindo-se o exame preliminar e/ou conclusivo do valor declarado. 10. a partir de janeiro de 1996. instituída pela Lei 2.2007. reconhecendo tratar-se de taxa o valor cobrado pela expedição da guia de importação. para critérios de razoabilidade. com redação dada pelo art.690/88. entre outros. 1. Min.645/AL. por sua vez. da Lei 2. da Lei 2.002973-7/DF. mas sim seu preço normal. Uma vez selecionada a mercadoria para controle de valoração aduaneira. ilmar Galvão.690/88. Pedido parcialmente procedente (TRF-1ª R. Min. no julgamento do RE 167.2006. como último recurso. rel. 3. DJ 08. não é obtido apenas através do valor da transação. para o valor de revenda ou. 20. 2º E. Apelação da Fazenda Nacional improvida.690/88. 6. O próprio texto do referido art. 4. Juiz Catão Alves j. na esteira do art. 1°.145/53.05. Assim. por considerar tratar-se de tributo sujeito a lançamento por homologação. Valor declarado. pelo importador. rel.145/53 e majorada pela Lei 7. 5. poderão ser apresentados. até dezembro de 1995. a declaração de valor aduaneiro e documentos comprobatórios. Teori Albino Zavascki. apenas a Taxa SELIC. Contudo. Apelação da autora provida. por entender que a base de cálculo do referido tributo confundia-se com a base de cálculo do Imposto de Importação.00. Sobre os valores a serem restituídos incidirão correção monetária. DJ 12. desde a data do recolhimento. 1°. 40 . 7. não é forçosamente aquele atribuído pelas partes à transação. 20 prevê como base de cálculo para o imposto de importação não o valor de aquisição do produto. que deu nova redação ao art. CF/88. § 2°.. 8.992/PR. VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . 145. em se tratando de repetição de indébito tributário referente à ‘taxa para emissão de guia de importação’. 7ª T. Imposto de Importação.Gatt. AC 2000.2007.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Min. Humberto Martins. que já engloba juros e correção monetária. DJ 10. a apresentação das guias de importação é suficiente para a comprovação do recolhimento do tributo que ora se questiona. 20 do CTN em combinação com as disposições do art.09. STJ sedimentou entendimento no sentido de que a prescrição do direito de ação. voltando-se para a análise das operações envolvendo mercadorias idênticas e similares. rel.1995. rel. e REsp 610. e. 10. DJU 04. p.02.02. Nos termos do art. obedece à teoria dos 5+5. concluiu pela inconstitucionalidade do disposto no art. artigo por artigo. Os métodos de sua apuração considerarão fatores outros que não o valor constante na fatura. a guia de importação somente é expedida mediante o recolhimento da taxa correspondente. O E.. O valor aduaneiro. 149). inclusive ICMS e ISS parte.

04. 1ª T. 05. Imposto de Importação. em uma venda em condições de livre concorrência para entrega no porto.035700-7/RS. Portaria 80/93. c da CF tem caráter amplo. Caráter amplo do art. rel. tendo por premissa a proteção e fomento da indústria nacional.. VI.01. j. j. 1. A base de cálculo do imposto de importação. mas também àqueles cuja incidência. restará constituído o respectivo crédito em favor da União Federal.. pois.. cabendo à impetrante saldar o débito. 2. 9º e 14 do CTN. não prevalecendo. afete. ou seu similar. 150. c.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2007..437/92. p. Juíza Viviane Josete Pantaleão Caminha. DJU 09. 1ª T. de qualquer modo. dos valores constantes em publicações especializadas. VI. art. 1°.065749-6/SC. Tributário. 261). da CF. para efeitos de isenção fiscal. DJU 26. 24.00. nem conflita com as disposições do Gatt. tais quadrantes econômicos. 1. alcançaria.2003. AC 97. O STF já decidiu que a imunidade do art. não viola aquela regra. o valor da compra e venda. Importação indireta de veículos.04. quando a alíquota for ad valorem.494/97 c/c art. na importação de veículos. O Imposto de Importação possui evidente objetivo extrafiscal. depende da destinação da mercadoria importada e da política dos órgãos governamentais competentes.02. Quanto ao descumprimento do art. 3. ao tempo da importação.2006. de 25 de abril 41 . Isenção do tributo por falta de similar nacional. DJU 28. AGV 2006. Valor. 2. Imposto de Importação sobre máquina. 150. a renda ou os serviços como fato gerador. 1° da Lei 9. artigo por artigo. ainda que indiretamente.06.2006. AMS 2000. 20. é o preço normal que o produto. 14. p. inclusive ICMS e ISS que deve observar as regras do Acordo de Valoração Aduaneira (TRF-4ª R. ou lugar de entrada do produto no País (CTN.07. denegada a ordem e reconhecidos como devidos os tributos. Legalidade.04. Ao Poder Judiciário está reservada a apreciação do ato deferitório ou indeferitório da isenção apenas sob a ótica dos princípios e formas que regem a Administração Pública e os atos administrativos. A adoção como parâmetro. 3. Agravo legal improvido (TRF-4ª R. Juiz Joel Ilan Paciornik. da Lei 8. Requisitos legais: arts. rel. j. observo que a liberação das mercadorias não esgota o objeto da ação mandamental. II).2003.. § 3°.04.46414-2/PR. Tributário. Não se configura discriminação injustificada a adoção das listas de preços dos fabricantes quando se tratar de importação direta destes ou de empresas por eles credenciadas (TRF-4ª R.04. A Resolução 7 da Câmara de Comércio Exterior. Imunidade tributária. Juiz Sérgio Renato Tejada Garcia. não se aplicando apenas aos tributos que têm o patrimônio.2007). rel. Agravo legal. necessariamente. 848).02. A apuração de similaridade do produto importado com aquele fabricado no país. 2ª T..

artigo por artigo. Faz-se necessário. passando a arbitrariedade.05. 21. que concede redução na alíquota dos produtos classificados na Nomenclatura Comum do Mercosul (NMC). portanto. 153. AMS 2001.2004. alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto. a fim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. no § 1° do art. Neste sentido encaminha-se a jurisprudência. 2ª T.2004. limita-se a autorizar a alteração das alíquotas.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. é inaplicável retroativamente. 42 . COMENTÁRIOS A discricionariedade do Poder Executivo. Apelação desprovida (TRF-4ª R..08. inclusive ICMS e ISS de 2002. Art. sem o que a discricionariedade seria absoluta. O primeiro ponto a ser examinado quando se comenta o artigo em destaque é a parcial incompatibilidade de sua redação com a atual Constituição. 253). Segundo o CTN. o que indica que a base de cálculo não está incluída na esfera da discricionariedade consentida pelo legislador constitucional. porque não lhe cabe alterar as alíquotas do Imposto de Importação sem justificação. O Poder Executivo pode.. DJU 14. rel. A Constituição Federal de 1988.007635-7/RS. nas condições e nos limites estabelecidos em lei. porque não é possível haver alteração da base de cálculo ao talante do exeqüente.71. Também é preciso que fique assentado o alcance da chamada discricionariedade do Executivo. Juiz João Surreax Chagas j. e lei que indique as causas determinantes do agir do Executivo.07. o Poder Executivo pode alterar as alíquotas e as bases de cálculo. 25. suprimir a expressão agora em demasia. 21 do CTN. p. Só por lei pode ser feita a alteração. contida no texto do art.

A situação cria embaraços e. como. por coerência de princípio. por exemplo. em acórdão cuja ementa encontra-se ao final destes comentários (AC 00307889/SP. não pode ser rompida. o julgado do TRF. TRF-3ª R. mesmo que frustrada seja a expectativa do importador. quando do desembaraço. por exemplo. e jurídico. 43 . principalmente quando a majora. alguns julgados rebelam-se contra o técnico tratamento. quando é assinada a declaração. não poucas vezes. a não ser que se altere o fato gerador do imposto. porque até o momento que antecede o desembaraço aduaneiro. entrega da declaração ou manifesto de importação.). A imediata vigência da legislação relativa às alíquotas do Imposto de Importação tem ensejado controvérsias que abastecem os Tribunais de demandas a cada alteração de alíquota. inclusive ICMS e ISS Na doutrina. instrumento de política econômica e cambial. como visto. não submetidas as alterações de alíquota ao princípio da não-surpresa. uma empresa. muito se discute quanto à excepcionalidade do Imposto de Importação. 3ª Região. mas. é possível haver mudança de alíquota.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. autorizam ontologicamente a excepcionalidade. A dinâmica da vida política e o objetivo maior deste imposto extrafiscal. Com efeito. ao obter uma guia de importação. até vexame financeiro. questão esta umbilicalmente atrelada à sua identificação que. artigo por artigo. Entretanto. é o momento físico do internamento no País. O STF tem sido rigoroso quanto à vigência da legislação do Imposto de Importação. tem uma expectativa apenas quanto à manutenção da alíquota. ou seja.

não podem prevalecer. 3º. ao alterar as alíquotas do Imposto de Importação. Muito se discutiu sobre as atribuições do antigo Conselho de Política Aduaneira.244. da ALALC ou ALADI (STJ-Súmula 124). entretanto. artigo por artigo. da qual o Brasil é integrante. prevista na Lista Nacional Brasileira. como exemplo de convenção o Gatt .General Agreement on Tariffs and Trade.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Naturalmente que os tratados e convenções internacionais devem ser observados pelo legislador ordinário. quanto à fixação das tarifas de importação. A jurisprudência. está obrigado a respeitar as tarifas internacionais a que se obrigou? Temos. celebrado em Genebra em 1947. sendo legítima a sua cobrança sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT. se não estiverem compatíveis com a Nova Carta. concedida por Resolução do CPA. inclusive ICMS e ISS Relevante indagação se faz pertinente. 22 e 27 da Lei 3. que definem as atribuições do Conselho de Política Aduaneira quanto à tarifa flexível (STFSúmula 404). Os tratados e convenções assinados anteriormente à CF/88.1957. hoje Secex. incumbiu-se de pacificar o entendimento de que a atribuição não poderia ser do Congresso Nacional e sim do Presidente da República. não exclui a mercadoria da alíquota minorada de 1% (um por cento). JURISPRUDÊNCIA Não contrariam a Constituição os arts. tida como delegação legislativa. substituído pela Organização Mundial do ComércioOMC. porquanto integram o elenco das normas tributárias.08. tendo o Brasil como signatário. de 14. 44 . A isenção do Imposto de Importação. para a Taxa de Melhoramento dos Portos (TFRSúmula 165). diante de alíquotas estabelecidas em acordos internacionais: o Executivo. A Taxa de Melhoramento dos Portos tem base de cálculo diversa do Imposto de Importação.

é a ordinária. Improcedência. 153. Exigência de lei complementar. 150. Alegações improcedentes. Min. Decreto. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. Majoração de alíquota. 19). Exigibilidade. II. A vigência do diploma legal que alterou a alíquota do Imposto de Importação é anterior à ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação. Alegação insubsistente. III. e art. artigo por artigo. art. 25. da Constituição Federal. II. O que a Constituição exige. § 1°. Motivação. DJU 28. Inexistência de norma constitucional. Pleno. Imposto de Importação: alteração das alíquotas. 1.1999). a Constituição excepcionou a regra inscrita no art. Min. Alíquotas. Fato gerador do Imposto de Importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do Imposto de Importação. rel. Aplicabilidade da Lei 3. por ato do Executivo. CF. Ausência de motivação e inadequação da via legislativa. A lei de condições e de limites é lei ordinária.03. Fato gerador. Faculdade do art. Alíquotas majoradas pela Portaria Ministerial 201/95. no art. Constitucional. 150. 17. 153. RE 224285/CE. Súmula 4 do antigo TFR. a que se refere o art. IV. Majoração de alíquotas do Imposto de Importação. Imposto de Importação. da Constituição Federal. Ato.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. expressamente. que se operou com a entrada da mercadoria no território nacional. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. Majoração por ato do Executivo. 153.1998. III. Importação. dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição. rel. 2. V. Carlos Velloso. mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio. 153. visto que lei complementar somente será exigida quando a norma constitucional expressamente assim o determinar. art. 19 do CTN. DJU 06. I.04. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. a. A lei de condições e limites para a majoração da alíquota do Imposto de Importação. § 1°. No caso.1999. 23 do Dec. assim determinar. j. § 1°.-lei 37/66 com o art. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei: CF. 146.05. Inaplicabilidade sobre os bens descritos na guia de importação. que estabeleça ser a faculdade do dispositivo 45 . Constitucional. é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador. 3.11. j. Imposto de Importação. Pleno. Motivação. Maurício Corrêa. III. Imposto de Importação. § 1°. Tributário. Tributário. art.2001). Tributário. a. Compatibilidade do art. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. ou legal. No ponto. Decreto. Majoração de alíquota. RE 225602/CE. inclusive ICMS e ISS Recurso extraordinário.244/57 e suas alterações posteriores.

Constitucional.2000. guarda perfeita correlação lógica com a disparidade de tratamento jurídico estabelecida pela norma impugnada. p. não fosse certo que.03. Alegada afronta ao princípio constitucional da isonomia. de 13. rel. Moreira Alves. única hipótese em que a vedação da importação aos automóveis usados poderia soar como discriminatória. I. Proibição ditada pela Portaria 8. Orientação firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal. Discriminação que. 11. DJU 29. Competência do Ministério da Fazenda para indeferir pedidos de Guias de Importação no caso de ocorrer a possibilidade de a importação causar danos à economia nacional. rel. por óbvio o objetivo de ajustar as alíquotas do imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior (art. RE 225655.. Min. Administrativo. como exigido pelo referido dispositivo constitucional. 10. Inocorrência de ofensa ao princípio isonômico no fato de não ter sito autorizada a importação de veículos usados.244/57. Recurso conhecido e provido (STF. RE 22106 1/CE. Importação de automóveis usados. 21.1998. pelo art. no julgamento do RE 203. em pretenso prejuízo das pessoas de menor capacidade econômica. RE 46 . Ilmar Galvão.06.04. RE 225655.2000. II. inclusive ICMS e ISS constitucional sob enfoque de exercício privativo do Presidente da República. 1ª T.04. Entendimento inaceitável. RE 222330/ CE. STF. ao revés.2000). Min.03. Min.. ainda assim. j. ademais.1991.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j. ao produto de origem estrangeira. se revela consentânea com os interesses fazendários nacionais que o art. Min. Ilmar Galvão. 21.1998. artigo por artigo. 3° da Lei 3. T. DJU 28.1999.05.. DJU 28.1999. 237 da CF teve em mira proteger. rel. não obstante permitida a importação de veículos novos. como um todo. DJU. 21 do CTN). no caso. III.03. do Ministério da Fazenda. Tributário. porque não demonstrado que a abertura do comércio de importação aos automóveis tenha o fito de propiciar o acesso da população. Inteiro descabimento da exigência de motivação do ato pelo qual o Poder Executivo exerce a faculdade em apreço. Importação: veículos usados. Limites e condições da alteração das alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas por meio de lei ordinária.04.954-3. j. considerável parcela dos indivíduos continuaria sem acesso aos referidos bens. 1ª T. j. No mesmo sentido: STF.2000. 2ª T.. a qual. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. 19). 1ª T..05. A importação de produtos estrangeiros sujeita-se ao controle governamental. ao investir as autoridades do Ministério da Fazenda no poder de fiscalizar e controlar o comércio exterior. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF 1ª. rel. j. Ilmar Galvão. 20.

Aumento.1998. p. Além de o recorrente não ter contestado esse fato. Ilmar Galvão. rel.1998. 4. Min. inclusive ICMS e ISS 208256/CE. permitindo aos Estados instituir alíquota menor. 25. p.1997. RE 156. artigo por artigo. 23 e 24 do Dec. Se sobrevém aumento da alíquota da referida exação após a expedição da guia. 47 .06. Min. Veículo estrangeiro.907). 34.03. j. para consumo próprio. Garcia Vieira. Imposto de Importação. do ADCT/88.-lei 37/66. Min. 2ª T. é indiscutível a conotação constitucional da matéria que não comporta exame em sede de recurso especial. Carlos Velloso.1999).. j.-lei 37/66. Compatibilidade. art. j. Fato gerador. Recurso não conhecido (STF.05. 24. Irrelevância. 19).1998. 05. DJU 29. REsp 157493/SP. rel. 16).06. 3.03. § 5°.. rel.02. Imposto de Importação. REsp 171853/SP. Estado do Paraná. tendo em vista o disposto no art. DJU 06. 104). o aumento atinge esta operação.1998. O fato gerador do tributo incidente na importação de produto estrangeiro.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ICMS..1998. mas antes da chegada da mercadoria no território nacional. p.564/PR. 19/CTN e os arts. porque o fato gerador do Imposto de Importação de produtos estrangeiros é a entrada destes no território nacional (CTN. j. Compatibilidade da referida Resolução com o novo regime constitucional. salvo no ponto em que fixou um limite intransponível.11.05. 151). Ari Pargendler. Min. 19 e Dec. inexiste incompatibilidade do art. CTN.11. 2ª T. 11.03. ocorre no momento do registro da declaração do importador. 1ª T. Improcedência da alegação. Min.1998.1997. O contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. p. Alíquota. 155. Alegada ofensa ao art. 03.2. Peçanha Martins. DJU 08. Recurso provido (STJ. É irrelevante o fato de ter sido expedida a guia de importação antes da chegada da mercadoria em nosso território. Imposto de Importação. Chegada em território nacional. REsp 165364/RS. 1ª T. Tributário. DJU 04. aplicando-se a alíquota da época. art. Lei que fixou a respectiva alíquota com base na alíquota máxima estabelecida na Resolução 129/79 do Senado Federal. da CF/88. 17. j. Guia de importação. rel. 1.1997. Operações de exportação. Alíquota aplicável. Consoante entendimento do Excelso Pretório. rel. Recurso especial não conhecido (STJ. IV. Tributário. Recurso não conhecido (STJ. DJU 27.. §2°. o tributo é devido à base da legislação aplicável no momento do registro da declaração de importação.

de 1995. CTN). art. 2. mas a lei ordinária.Decreto 1. art. hipótese em que o fato gerador 48 .06. O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art. Majoração de alíquota.1996. 3ª T. DJU 29. 3ª T. O Dec.1995. sem que se possa falar em direito líquido e certo violado. 52.14549-4/MG. I). 1. Importação de veículo.081).427 [revogado pelo Dec. rel. O IPI incide sobre produtos industrializados no exterior. O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art. Majoração de alíquota.revogado pelo Decreto 1. A taxa de câmbio é fator econômico. Imposto de Importação. A variação cambial não integra a alíquota ou a base de cálculo daquele tributo. Tributário. de sorte que o aumento da base de cálculo verificado pela alteração da periodicidade da aplicação da taxa não foi direto. 1. j. 1. Dec. 116.1998.. p. opera-se a sua incidência. Imposto de Importação.471/95]. ICMS. DJU 12.-lei 37/66.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país tenha ocorrido anteriormente.427/95 .1ª R. artigo por artigo. Alteração da periodicidade do índice estabelecido para a taxa de câmbio. rel.Decreto 1. IPI sobre produto importado. Imposto de Importação. 19. o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec. 25.06. 19. 24. ficou o Poder Executivo autorizado a determinar a periodicidade de fixação da taxa de câmbio. mas. não é inconstitucional. 55).471/95]. a alíquota a ser aplicada é a data do fato gerador do imposto de renda – a entrada da mercadoria estrangeira no território nacional (TRF. Com o advento da Lei 8. Majoração de alíquota.981/95. Ordem denegada (STJ.revogado pelo Decreto 1.1998.. 1.06.. I).lei 37/66.427/95 . assim. j. o veículo ingressou em território nacional antes da sua publicação. Tributário.01. mas reflexo. e. Tributário. MS 6141/DF. j. 1.. para fins de cálculo do Imposto de Importação.03. na hipótese. inclusive ICMS e ISS Mandado de segurança. 116. p. 50). mas a lei ordinária. Possibilidade. Juiz Olindo Menezes. podendo sobre ela deliberar a autoridade apontada coatora. Provimento da apelação e da remessa (TRF-1ª R.03. Imposto de Importação. 18.2001. na diretriz do CTN (art. mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país haja ocorrido anteriormente.2001. 2. 1ª S. na diretriz do CTN (art.13742-4/MG.. AMS 96.1996. Importação de veículo novo.471/95].04. CTN). de 29. Castro Filho.427. Se nessa data vigora nova alíquota [70% .01. o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec. 23).07. DJU 04. AMS 96. Se nessa data vigora nova alíquota [70% . p. opera-se a sua incidência. Min. 23).

Imposto de Importação. § 1°. 3ª T. 2. Juiz Olindo Menezes. rel. É da própria essência da atividade administrativa.1998. Portaria 50/94. 153 da Constituição Federal.03. Ausência de motivação.427/95 [revogado] e 1. Tributário. O Imposto de Importação é um tributo em que se permite. CF).026626-7/BA. A emissão da guia de importação não se confunde com o fato gerador do imposto sobre a importação de produtos estrangeiros (TRF-5ª R.. é legítima a cobrança de ICMS por ocasião do despacho aduaneiro. Argüição de inconstitucionalidade da Portaria 50/94. Juiz Ridalvo Costa. p.391/95 e 1. Imposto de Importação. Precedente do Tribunal (Argüição de Inconstitucionalidade na AMS 37. DJU 04. II. DJU 22. p. a título de adicional de imposto de 34% sobre o valor das importações de tecidos artificiais e sintéticos originários da República da Coréia. nos termos do § 1° do art.01.1996. 79).870/CE. não mais prevalecendo. Não há inconstitucionalidade na cobrança do imposto.1998. art. 25. em face da Constituição de 1988. j. § 1º). 811). para ajustar a política cambial.00. Decs.02. rel. Só a lei complementar pode fixar as condições e os limites permitidos ao Executivo. ainda. Decs. 3. dentro dos limites previstos em lei.. estar necessariamente motivado.1998. foi conferida ao Poder Executivo. I.03.817-RJ e RE 192. p. 1.05052103/CE. a jurisprudência condensada na Súmula 577 do Supremo Tribunal Federal (RE 193. DJU 12.1996.6309/SP). 1. Pleno. I. Na mercadoria importada.03. 46. que instituiu sobretaxa. rel. Juiz Ridalvo Costa. Constitucional. relator designado: Juiz Castro Meira). Alteração de alíquota.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j. do Ministro da Fazenda.. Improvimento da apelação (TRF-1ª R. 29. Tributário.46994/PE. 153.134). CTN).05. a alteração de alíquotas no tocante ao Imposto de Importação. inclusive ICMS e ISS se dá com o seu desembaraço aduaneiro no território nacional (art. 3ª T. para alterar as alíquotas do Imposto de Importação. com a indicação objetiva das condições estabelecidas em lei (CF. 18.06. Inobservância dos limites e condições estabelecidos em lei complementar. Fato gerador. Imposto de Importação.05.471/95. A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação.1998. Princípio da anterioridade. sem a observância ao princípio da anterioridade (art. 4..471/95]. Não se deve estender a exigência de lei complementar a hipótese não prevista na Constituição. a majoração de alíquotas. AMS 1997. Tributário. artigo por artigo. REO 95. 1.. que exige 49 .427/95 [revogado pelo Decreto 1. para atender a finalidade pública. 18. para que o Executivo possa alterar a alíquota do II (TRF-5ª R. Adicional. INAMS 94. j. O ato administrativo deve. e não apenas ao Presidente da República. 153.

de 1995. Fato gerador. Fato gerador.142). Agravo regimental não provido (STF 2ª T. 1.1997. 1997. Acórdão sintonizado com a jurisprudência do STJ e do STF. Min. 2. Fato gerador. Decs. inclusive ICMS e ISS agilidade e presteza. Incidência do imposto com a alíquota majorada. Incidência. Recurso especial conhecido e provido (STJ. 1. 2.. 137).. Imposto de Importação. Honorários advocatícios fixados em 10% (dez por cento) sobre o valor da causa (TRF-4ª R. 1. Majoração de alíquota.12.471. 22. Maurício Corrêa.2001. Agravo regimental em recurso extraordinário.. j. REsp 157162/SP. 3. AMS 96. Veículos. Tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.05726/ SC.08.. Súmula 97/TFR. j. 50 . Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal. Agravo regimental.. Imposto de Importação. rel. não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão. O momento da ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é o registro da declaração de importação. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. p.10. p. 2. rel. 03. Decs. 2ª T. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. 73.03. 1. j.427/95 [revogados pelo Dec.2005. Exige-se expressa motivação as resoluções do Conselho de Política Aduaneira. Constitucional.471/95]. DJU 25.427 [revogado] e 1.08. 17. 08. o qual se inicia como registro da declaração de importação. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. Verba honorária.471/95].1995.05. Legalidade. Tributário. Tributário. Desembaraço aduaneiro. DJU 01. rel. Ocorrência.09.004067/SP. A declaração de importação – atual denominação da guia de importação -.2000. rel.08.391/95 e 1.427.04. 1. Juíza Ana Scartezzini. 108. Majoração da alíquota. DJU 10. para a fixação de pauta de valor mínimo para a incidência de tributos. DJU 16. portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo. III. O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro.371).427/95. que abrange a base legal e os fatos que lhe deram origem. RE-AgR 252008/SP. p.. Secex]. Min. 1. Castro Meira. Juiz Vladimir Passos de Freitas. 366). 1. feita por ocasião do desembaraço aduaneiro. j. artigo por artigo. Veículos automotores. Imposto de Importação. p. 3ª T. 1ª T. Res. Tributário. Conselho de Política Aduaneira [hoje. IV Apelação improvida (TRF-3ª R. 4. tendo em vista o fato gerador do tributo. Impostos de Importação e Exportação. Na hipótese o desembaraço ocorreu na vigência do Decreto 1.1995.457/75. AC 92.02.2005.

02. na hipótese de ser destinada a consumo. a portaria ministerial correspondente (art.05. da data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira.2001.01. Alteração de alíquotas através de portaria 51 . 28. Constitucional e tributário. Francisco Peçanha Martins. rel. sendo válida.02. AMS 9501014568/ BA. oriundo da CEE. j. Legalidade.2005. DJU 21. rel.2006. 15. j. 300).. Importado. 2ª T. de 1995. 1.427.. não exime o contribuinte de recolhêlo. Súmula 83/STJ. Tributário. sob a forma de adicional de Imposto de Importação sobre o leite em pó. mas sim quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art. Min. ‘Painel’ no âmbito do GATT. Apelação improvida (TRF-1ª R.06. j.471 e 1. Tributário. 1. 153.2002. Direito compensatório. Juiz Lindoval Marques de Brito.2006. REsp 173492/PR. Veículo. p.. 2. A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação foi concedida ao Poder Executivo e não apenas ao Presidente da República. rel. Imposto de Importação. Lei complementar. Majoração da alíquota. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ (Súmula 83 do STJ). portanto. o fato gerador não ocorre no momento do embarque da mercadoria no exterior. Caráter de extrafiscalidade. João Otávio de Noronha. Fato gerador. Agravo regimental improvido (STJ. Não padecem de ilegalidade os Decs. 4). Art.-lei 37/66). p. 19. 1. 1. Min. 23 do Dec. Dissídio jurisprudencial.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. AgRg no Ag 470904/RJ. Portaria ministerial.. 3. Recurso especial. sendo irrelevante o regime fiscal vigente à data da emissão da guia de importação. não provido (STJ. CF/88 [rectius: § 1°]). A simples existência de ‘painel’ no âmbito do GATT. 2ª T. parágrafo único. Adicional do Imposto de Importação. 2. p. Não se deve estender a exigência de lei complementar para hipótese não contemplada pela Constituição Federal. 201). de forma que alíquota vigente nesta data é a que deve ser aplicada para o cálculo da exação. Imposto de Importação. inclusive ICMS e ISS Precedentes. Recurso especial parcialmente conhecido e. O fato gerador do tributo incidente sobre mercadorias importadas do exterior ocorre quando da sua entrada no território nacional e. CF/88 [rectius: § 1°]. 2ª T.490. contestando a imposição do direito compensatório. Precedentes do STF 4. 3.CEE. artigo por artigo. Acórdão em harmonia com a jurisprudência dominante do STJ.03. 153. Leite em pó importado da Comunidade Econômica Européia . Cuidando-se de importação de mercadoria para consumo. parágrafo único. DJU 09. Súmula 83/STJ. DJU 22.2005. Aplicação de entendimento sumulado da Corte. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência. nessa parte. Tributário e processo civil.

a produção dos seus efeitos ocorrem já na vigência de nova regulamentação. 150. conforme constitucionalmente definido nos arts. Nos termos do art. Inocorrência. é irrelevante a data da expedição da guia de importação para os efeitos de concretização do fato gerador. aquelas que possuam prazo de validade determinado.10. DJU 15. 1. 4°. preponderando a finalidade da intervenção do Estado no domínio econômico. Invalidade. estão sujeitas às alterações das alíquotas de importação introduzidas pelo art. 52 . concernente ao imposto de importação. mediante ato do Poder Executivo. 197). à unanimidade (TRF-2ª R. Compete ao Poder Executivo. Aplicação do art. Legalidade. 1°. Cabe ao Poder Executivo. haja vista a sua função essencialmente extrafiscal. Juiz França Neto. rel. do Dec. 17. que não tenham termo final.2002. III. 3. da Comissão de Política Aduaneira [hoje. do Dec. 1. Mandado de segurança.03. à unanimidade (TRF-2ª R. Juiz França Neto. Irretroatividade.. como é o caso da Portaria 314/94. j.343/94 só alcança as mercadorias descritas na guia de importação 8194/2571-6. 1. 6ª T. no decorrer do exercício financeiro. O Imposto de Importação reveste-se de caráter extra-fiscal e por tal razão a sua arrecadação tem importância secundária. Remessa necessária e apelação providas. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada da mercadoria no território nacional. e tal conduta não importa em ofensa ao princípio da legalidade tributária. Ao contrário.09. Secex]. AMS 7220/RJ. 1.2002. desde que respeitados os limites legais.2002. alterar as alíquotas do Imposto de Importação. p. a exceção prevista no art. 1. Resolução 01-0449/83. inclusive ICMS e ISS ministerial.767/95]. 4º do Dec. permanecerão válidas até 31. 2. AMS 15544/RJ. § 1° da CF/88.10. O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior. 153.. artigo por artigo. Imposto de Importação. rel. Majoração de alíquota. 200). 1. as alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas em portarias ministeriais. j. Fato gerador que se configura após a publicação da portaria. o que possibilita a alteração de suas alíquotas. Assim. 4°.2002..09. Tributário.1995.343/94 [revogado pelo Dec. do Dec. Alteração de alíquotas através de portarias ministeriais. Assim. 1.343/94. 6ª T. alterar as alíquotas do Imposto de Importação e tal conduta não importa em ofensa ao principio da legalidade tributária. Interpretação do art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. fato esse que se concretiza quando do registro da guia de importação junto à autoridade fiscal competente.. Imposto de Importação.343/94. p. desde que respeitados os limites legais. b. Na hipótese de o fato gerador se concretizar após a publicação da Portaria 938/91. Apelação improvida. 17. Tributário. DJU 15.

por falta de motivação. rel. TRF-3ª R. rel. Possibilidade. 3. DJU 15. DJ 19. da Lei 3.2003. Imposto de Importação.2006. Ofensa não caracterizada. própria para a reprografia heliográfica.. o que possibilita a alteração de suas alíquotas.99 da TAB. a impetrante importou película plana para reprodução fotográfica.-lei 63/66).. 4. No caso vertente.04. Tributário. p.2006. haja vista a sua função essencialmente extrafiscal.. para a alteração de alíquota de produtos não constantes do edital em questão. AMS 138242/SP. Mairan Maia j.03. v.06.03. da Comissão de Política Aduaneira. 6. 1.1999. do Dec. Min. aumentou a alíquota do Imposto de Importação para todos os produtos classificados na posição 37.2003). 22.244/57 e art. 22. da Magna Carta.07. exige-se a realização de prévia audiência entre os interessados nas principais praças do país (art. o ato administrativo deveria ser fundamentado. Função extrafiscal. REsp 170050/SP. Registro na repartição aduaneira.244/57). O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior. Fato gerador. 8. 22.06.042/82 convocou os interessados na discussão da alteração de alíquota do Imposto de Importação. A Resolução 01-0449/83. 5. rel.06. diante disso. Motivação e finalidade do ato. 22.01.1999. com fulcro no parágrafo único.01..03..02.1995.99 da TAB. A majoração de alíquota sem a prévia audiência aos interessados somente é possível quando ocorrerem motivos econômicos de ordem global (art. j. Juíza Consuelo Yoshida.u. 6ª T. Invalidade da Resolução 01-0449/83. 6ª T. 9. mediante a criação de um destaque ‘EX’ à posição 37.u. da Lei 3. REOMS 89. Para a alteração de alíquota de produto cujo nível tarifário venha a se revelar insuficiente ou excessivo ao adequado cumprimento dos objetivos da tarifa ou cuja produção interna for de interesse fundamental estimular (letras a e b. 4°. do Dec. I. rel. da Lei 3. 18. 1ª T. 3° e parágrafo único do art. 7. Princípios da segurança jurídica e do direito adquirido.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. O Edital 1. uma vez que. Resp 40719/SP. da Comissão de Política Aduaneira. DJ 30. STJ. 4°. Demócrito Reinaldo. artigo por artigo. 2. da mesma lei).-lei 63/66.. DJU 28. Milton Luiz Pereira. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R. Fed. A alteração de alíquota do Imposto de Importação pela Comissão de Política Aduaneira somente deve ocorrer dentro das hipóteses previstas no art. Min. § 1°. Precedentes (STJ.08. Ato do Poder Executivo.. do art. 3°. Garantias à livre iniciativa e ao livre exercício da atividade econômica. Alteração de alíquotas. relativamente à película plana.. j. 08. produto não constante do edital supracitado.244/57. do art. com indicação dos motivos que ensejaram a necessidade do aumento de alíquota. inclusive ICMS e ISS § 1° e 153.. Des. de 15% para 45%. 1ª T. Decorrer do exercício financeiro. Declaração de importação. v. 10. mediante ato do 53 .061370-8. 622).

porquanto ainda não aperfeiçoado o nascimento da obrigação tributária em questão. não há que se falar em ofensa aos princípios da segurança jurídica e do direito adquirido. j. ou mesmo a data de desembarque desta no território nacional. AMS 176748/SP. 3. 3. não deve prevalecer. por órgãos ministeriais. Juiz Fábio Prieto. inclusive ICMS e ISS Poder Executivo. conforme constitucionalmente definido nos arts.2006. artigo por artigo. 153. Alíquota zero. é forçoso reconhecer que se mostram irrelevantes a data da celebração do negócio efetuado.Nomenclatura Comum do Mercosul . permitindo-se a alteração de suas alíquota conforme exija a política do comércio exterior. A eventual alteração da alíquota da referida exação. 54 . Inexistência de violação aos princípios da motivação e finalidade do ato e às garantias constitucionais do incentivo à livre iniciativa e livre exercício da atividade econômica. 2. 19. 5. 1. Interpretação sistemática do art. Juíza Consuelo Yoshida.. com base em alíquota zero. 550/92 estipula o imposto aduaneiro. 6ª T. por conseqüência. a alíquota do tributo. Precedentes do Excelso Pretório. Direito tributário. j.. As normas instrumentalizadas em decreto têm precedência sobre aquelas veiculadas por meio de instruções ou resoluções ministeriais. a data do embarque da mercadoria no país de origem.2005. para as importações de conversores catalíticos produzidos em país integrante do Mercosul.2005. 2.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. que alterou o código NCM . 23 e 44. Da mesma forma.. no decorrer do exercício financeiro. DJU 27. 14. O Dec. DJU 30. 6. p.11. editada pela Câmara de Comércio Exterior. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei’. § 1°).e.-lei 37/66. p. 478). de 18 de dezembro de 2002.2005.. sob pena de violação ao Sistema Tributário Nacional. AG 211104/SP.01.08. I. 4ª R. considerando-se que tem o referido tributo natureza extrafiscal. pois a alíquota do Imposto de Importação a ser aplicada é aquela referente à norma vigente no momento em que efetuado o registro da declaração de importação para o desembaraço das mercadorias na repartição alfandegária. Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R. 7. deveria pressupor a existência de lei expressa. a alteração das alíquotas do Imposto de Importação (art. 150. STJ e 6ª Turma desta Corte. do CTN e arts. 258). III. Imposto de Importação: produtos oriundos de país integrante do Mercosul.12. Apelação improvida (TRF-3ª R. se não efetivado o respectivo registro da declaração de importação. O momento determinante para ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é aquele em que efetivado o registro da respectiva declaração no órgão aduaneiro competente. § 1° e 153. 5. A Constituição Federal faculta ‘ao Poder Executivo. A Resolução 35. 31. § 1°. do Dec. 4. bem como de decreto presidencial correlato. E. rel. Partindo-se dessa premissa. b. 6. 4. da Magna Carta.

1999. Imposto de Importação. Apreciação na via administrativa. 1. publicado no DJ 11. inclusive ICMS e ISS Tributário. 23 do Dec.244.427 e 1. Processual civil.020401-0/RS. O Plenário desta Corte. Juiz Leandro Paulsen.602.076039-0/PR. Imposto de Importação.-lei 37/66 e o art. p. Alíquota.471. estabelece as condições e os limites para alteração das alíquotas do Imposto de Importação. Legítima a tributação na alíquota majorada pelo Dec.244/57. sim.427/95 [revogado] e 1. os arts.471/95. Decretos 1.-lei 63/66.01. No mesmo sentido. 615). 5°. datado de 20.-lei 1. não estabelecem a redução de alíquota ou a isenção dos produtos sem similar nacional. j. 4° da Lei 3.10. 2.244/57. DJU 10. Alíquota majorada.06.2003. 3°. O art. Embargos declaratórios. Registro da declaração. 4° do Dec. por unanimidade de votos: Constitucional. Aspecto temporal.391/95 [revogado]. em seu art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. simples autorização para que tal ocorra.04. impende-se seguir a orientação firmada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal no bojo do RE 222330/CE. AC 1998. 1ª T. trazendo. A respeito da matéria em apreço.. o art.2003. Ausente o ato normativo de redução da alíquota. 6° e 7° do Dec.2006. A Lei 3. não há como considerá-la como se fosse alíquota zero se havia outra alíquota vigente para o caso quando da ocorrência do fato gerador (TRF-4ª. de 1957. Tributário. no qual se declara a constitucionalidade dos decretos em comento. Ministro Moreira Alves. que majorarão a alíquota de importação.199/71..01. 25. em relação ao IPI. A autorização legal para redução de alíquota é exercida pelo Executivo mediante procedimento em que se analisa a existência ou não de similar nacional.05.04. Imposto de Importação. Constitucionalidade dos Decs.2006. Irrelevante na definição da lei tributária que incidiu sobre a operação de importação a data em que a impetrante havia firmado negócio jurídico com a empresa sediada no exterior. rel. Não há qualquer incompatibilidade entre o art. ao julgar o RE 225. este último artigo alterando a redação do art. Por sua vez. rel. Dec. 769). 1. o que é demonstrado pelo contribuinte interessado. 2ª T. decidiu.11. 04. 1. j. consoante se verifica no teor da ementa transcrita: ‘Imposto de Importação.376/97 (TRF-4ª R. AC 2004. Majoração. 23 do Dec. artigo por artigo. ambos de 1995.04. Fato gerador. p. diferentemente do afirmado. e se verifica a pertinência da medida para ajuste aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. Lei 3. rel.1999. Juiz Leandro Paulsen.. 19 do CTN. Fato gerador.-lei 37/66 estabelece o aspecto temporal da regra de incidência do Imposto de Importação como sendo a data do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira. 22. 55 . Majorações da alíquota. Produto sem similar nacional. DJU 05.

Majorações da alíquota do Imposto de Importação. V RE conhecido e provido.-lei 37/66 com o art.427/95 a decisão tomada no RE 224. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. p.427/95 e 1.1999. Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante j. Recurso extraordinário conhecido e provido’. aliás.. expressamente. art.o importador ou quem a lei a ele equiparar. § 1°. 150. pelo que há de ser exercida sempre que seja necessária a alteração para ajustar o imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. divergiu o acórdão recorrido.471.285. assim determinar. I. as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação. CF. AMS 63969/AL. artigo por artigo. art. A faculdade atribuída ao Poder Executivo para alterar alíquotas dos impostos com finalidade extrafiscal. Constitucional e tributário. Motivação.105). p. 19). Importação: alíquotas. decisum este que. Art. nos termos do art. Fato gerador do imposto de importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN. j. 153. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. o decreto que alterou. já a aplicou ao Decreto 1. Apelação e remessa oficial providas (TRF-5ª R. 1. como. II. 153. o momento do fato gerador do imposto de importação é a entrada da mercadoria no território nacional.091). Dela. Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante. consubstancia poder discricionário.427 e 1. no art. rel. 19 do CTN.2006. II. 1ª T. majoração por ato do Executivo. No caso.. De acordo com o art. 3.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Imposto de Importação: fato gerador. Tributação extrafiscal. 1. e não o seu embarque. 1ª T. 146. Acompanha-se a orientação traçada pelo Pretório Excelso. Embargos declaratórios acolhidos para dar provimento à remessa oficial (TRF-5ª. Contribuinte do imposto é: I .08. merece ser prestigiado. Súmula 4 do antigo TFR. III. Ato. CF art. rel. em que se firmou a constitucionalidade dos Decs. 1. da CF/88. DJU 27. DJU 06. 14. 19 do Código Tributário Nacional.471/95. § 1°. por ato do Executivo. EDREO 5132001/CE. Imposto de Importação: alteração das alíquotas. No ponto. § 1°. mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio. 150. III. mesmo sem eficácia erga omnes. IV O que a Constituição exige.. Essa orientação se aplica aos Decs. 25. Compatibilidade do art. a e art. 22.03.10. 2. 153. a. ambos de 1995. inclusive ICMS e ISS Tributário. Assim.2006. porém. 1. III. dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição. é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador. A lei das condições e de limites é lei ordinária. a Constituição excepcionou a regra inscrita no art.1999.09. 23 do Dec. 56 .

Dec. de tal forma que passa a ser tratado como se contribuinte fosse. o depositário. São eles o transportador. Enquanto a solidariedade impõe mais um contribuinte. 57 . Dentre os responsáveis. inclusive ICMS e ISS II abandonados.-lei 37/66). distinguem-se os solidários e os responsáveis por expressa designação.-lei 37/66 (art. o Dec. Ao lado do contribuinte natural ou equiparado.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. não sendo importador. bem assim outras pessoas indicadas na legislação pertinente (art. 32. o cessionário. a quem a lei impõe o gravame e. dentre outros.-lei 37/66). Dec. assume a obrigação ex vi lege. tais como o arrematante de mercadoria estrangeira leiloada. na responsabilidade em sentido amplo pode haver ou não a exclusão do contribuinte. definido no mesmo diploma como sendo “aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitui o fato gerador da obrigação tributária respectiva”. 32. - o arrematante de produtos apreendidos ou COMENTÁRIOS Contribuinte. O responsável designado não sofre indicação aleatoriamente e sim por estar vinculado ao contribuinte de alguma forma. parágrafo único. mesmo não sendo importador. o destinatário de mercadoria estrangeira remetida pelo correio e os adquirentes de bens nas localidades dos entrepostos aduaneiros. Além do contribuinte indicado no art. imputando-lhe a obrigação de pagar. sem exclusão do primeiro. 31) indica espécie sui generis de sujeito passivo que. o qual responde juntamente com o contribuinte (art. ao mesmo se equipara. 22 do CTN. Responsável solidário é o adquirente ou cessionário de mercadoria com isenção ou redução fiscal. há ainda o responsável tributário. artigo por artigo.

104. Sydney Sanches. 103. No caso. 322 do RI [redação anterior à Emenda Regimental 21/2007] e Súmula 291). 2°). não 58 . Secretaria da Receita Federal. mesmo como contribuinte equiparado. deduzido apenas o percentual correspondente à quebra natural (0.1987.218. inocorrente. por exemplo. À palma de transporte de produtos a granel.08. 2. que.lei 37/66 (arts. 102. 5°.-lei 116/67. não desonera o importador. 60. os tabeliães e os sócios. 103 e 104 do Código Comercial foram revogados pela Lei 10. a responsabilidade do arrematante. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Instrução Normativa 12/76. com alegação de negativa de vigência dos arts. os síndicos da massa falida. se foi ele que deu início ao desembaraço aduaneiro. Na hipótese. a negativa de vigência dos dispositivos focalizados. Dec. Dissídio com as súmulas e julgados paradigmas não caracterizado (art.06. 48. 3°. Responsabilidade tributária. do CPC.575). e 169). j.1987. Tributário. parágrafo único. XI. caso o preço do bem leiloado não cubra a dívida fiscal. de dissídio com as Súmulas 261 e 535 e com outros julgados. 30.562/78 (art. Acórdão recorrido que condenou as rés ao pagamento do valor do prejuízo da importadora. 102. 153. por quebra de peso da carga. 4°. § 2°. da CF [CF/67. JURISPRUDÊNCIA Transporte marítimo internacional de granel sólido. pois. Recurso extraordinário não conhecido (STF.Código Civil]. 529. Transporte marítimo de produto a granel.406/2002 . É interessante observar. Recurso extraordinário da afretadora. DJU 28. os administradores de bens de terceiros.6%). o inventariante. 1ª T. Temas constitucional e legais não prequestionados (Súmulas 282 e 356) ou impertinentes à solução da causa.. mantendo-se a quebra dentro do limite admitido como natural pelas autoridades fiscais. Quebra. 7. perante a destinatária (empresa importadora). Imposto de Importação.1. p. artigo por artigo. presumida a ausência de culpa do transportador. 1. 6° e 9° e. Responsabilidade das empresas armadora e a fretadora do navio transportador. com a Emenda Constitucional nº 1/69]. inclusive ICMS e ISS Exemplo de responsáveis em sentido amplo são os sucessores. RE 112853/RS. Precedentes do STF. 582. Lei 6. 617 e 711 do Código Comercial [os arts. inocorre a responsabilidade para o recolhimento do tributo na importação. responde o importador pelo que sobejar da dívida. do Dec. Min.

2ª T. o mandado de segurança impetrado no primeiro grau perdeu objeto. Regime de isenção. 59 . rel. AC 042449/ RS. Greve do serviço público. REsp 38499/RJ. estranho ao fato gerador do Imposto de Importação (Dec. Recurso especial prejudicado (STJ. Na falta superior ao percentual aludido.2000. Recurso provido (STJ. e com a expedição do laudo técnico atestando o perfeito estado dos bens internados.1997. Min. Mandado de segurança. restando inobservado o requisito recursal do prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do STF).1995. Min. não se tenha como exigível o pagamento do tributo. as mesmas razões que justificam o reconhecimento da dispensa da multa conduzem a conclusão lógica de que. Transporte marítimo.172/SP. DJU 20. Recurso prejudicado. j. sendo representante do armador. por força do art. 2.. rel. Min.783/89 não foram objeto de análise no tribunal de origem.08. DJU 31.1995. não há necessidade.05.-lei 37/66). As violações apontadas dos arts. de logo. empregado. Dec. Tendo em vista que os direitos materiais tutelados . DJU 08. artigo por artigo. Responsabilidade pela falta ou avaria da mercadoria transportada. 12. 26. j. O agente marítimo não é representante. 2ª T.a saúde pública e o patrimônio .1997.restaram devidamente protegidos nas instâncias ordinárias. Se a importação foi isenta. mandatário ou comissionário transportador. DJU 10. art.-lei 37/66. em caso de avaria ou falta de mercadorias (TRF-4ª R. 05.05.08. A imputação de responsabilidade. descabendo o pagamento da indenização cogitada no parágrafo único. II. o transportador não pode ser responsabilizado por tributo. Importação de mercadorias sujeitas a perecimento.09. 12. p. Papel jornal off set. Tributário. Tributário. rel. Adhemar Maciel. 135. I.11.1998. 1ª T. Imposto de Importação. inclusive ICMS e ISS superando a quebra os 5% previstos como naturais.305).2000). 15. Recurso especial não conhecido (STJ.04.08. também..650). p. 3.59).. do CTN). Desembaraço aduaneiro pendente de despacho do agente de Ministério da Agricultura. do CTN. Transporte. p. 3. responsável pela fiscalização sanitária das mercadorias objeto de importação. rel. 1ª T. II. 135. II. Agente marítimo (art. 1..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Juiz Vladimir Passos de Freitas.1998. se fosse o caso. 72. Omissão a ser reparada pelo Poder Judiciário.. 10 a 12 da Lei 7. III. REsp 132624/SP. j. Com o cumprimento do dever de ofício da autoridade coatora. nem utilidade a justificar a interposição do presente recurso especial. Eliana Calmon. exigiria a prova de que se houve o agente marítimo com excesso de poder ou infração à lei. 60. Milton Luiz Pereira. j. somente o excesso poderá ser tributado. REsp 143.

4ª T. 1.. II. de 1966 (Súmula 192/TFR). Sentença confirmada. rel.04. Processual e tributário. 3ª T.1993.1993. 57. Súmula 192/TFR. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias. por isso.086). rel.1991. p.04. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. Súmula 192 do ex-TFR. quando no exercício das suas atribuições (Súmula 192 do TFR). Agentes marítimos.j. 42.. sendo o agente apenas representante que. 4ª T.10328/RS. Falta de mercadoria. j. Imposto de Importação. mas não com relação ao Imposto de Importação. e 41.531). j.05. 1. DJU 30. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R. DJU 11.847). Responsabilidade tributária..12. Inaplicabilidade. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias. Correção monetária.. 60.06. DJU 20. artigo por artigo.07. Dec.17780-8/DF. não é considerado responsável tributário. parágrafo único. 2.01.-lei 37. p. Extravio. Recurso improvido (TRF . Recursos improvidos (TRF-1ª R.09. Fato gerador. Fato gerador. 1°.01. AC 90. 2ª T. Imposto de Importação. as faltas não superiores a cinco por cento excluem a responsabilidade do transportador quanto à multa.1997. p. p. não pode ser demandado em nome próprio. Tributário.05.-lei 37/66. verificada pela autoridade aduaneira.17. 26. Nos casos de mercadorias importadas do exterior a granel. Juiz José Fernando Camargo. Tributário.4ª R.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 06. Importação. 2. Não 60 .. REO 93. inclusive ICMS e ISS Tributário. Juiz Leite Soares. Juiz Volkmer de Castilho.1991. rel. Responsabilidade do transportador.. não é considerável tributário. III. j.-lei 37. Responsabilidade fiscal do agente marítimo. A responsabilidade pelo tributo nessa hipótese é do transportador.1997.25606-1/BA. Falta de mercadoria.1993. Apelação conhecida. 1. 29.759). Agente marítimo. Não se ressente de fundamentos a apelação que se limita a reportar-se aos termos de sua contestação. 11. Responsabilidade. Depósito. AC 0424689/PR. por via marítima. Mercadoria a granel. Juíza Eliana Calmon. O agente marítimo. Falta de mercadoria importada. 39..-lei 37/66. Imposto de Importação. Dec. rel. A responsabilidade pelo recolhimento dos tributos relativos a falta de mercadoria importada é inerente ao importador ou ao transportador da mercadoria (TRF-4ª R. 2. Tributário. Consolidou-se entendimento jurisprudencial no sentido de não ser o agente marítimo considerado como responsável tributário. de-1966 (Súmula 192 do TFR). 14.. DJU 20.1994. AC 90.10. O agente marítimo. arts. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec.

DJU 20. Aperfeiçoa-se o fato gerador. artigo por artigo. p.. I. Inexistência de responsabilidade tributária. Imposto de importação. REsp 223836/RS.1991. [parágrafo único. Recurso voluntário e remessa oficial improvidos (TRF-3ª R. Agente marítimo. rel. Termo de compromisso. Decadência operada. III. Mercadoria importada a granel. j. vez que o auto de infração fora lavrado em face do agente marítimo e em nenhum momento do procedimento administrativo de qualquer decisão deste. do CTN. de 1966’. j.-lei 37. VI. rel. V. II..] inciso II. p. 1ª T. Juiz Castro Meira j. Dec. DJU 24. DJU 05.. 51. Honorários advocatícios mantidos a favor dos embargantes. Não se beneficia da isenção do Imposto de Importação a mercadoria extraviada. Juiz Baptista Pereira. 332). Tributário.041306/SP. 61 . Ocorre a nulidade do procedimento administrativo quando não é o transportador devidamente identificado como sujeito passivo da obrigação tributária.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Embargos a execução fiscal. e mantida a favor do transporte. O termo de compromisso firmado por agente marítimo não tem o condão de atribuirlhe responsabilidade tributária.1996. IV. Aplicação do princípio da reserva legal. 3.2005. AC 91. na importação de mercadorias a granel. Recurso voluntário e remessa oficial improvidos. rel. Aplicação da Súmula 192/TFR. 1. João Otávio de Noronha. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. Agente marítimo.09.06. 12. não é considerado responsável tributário. 12. Nulidade absoluta do procedimento administrativo. exerce este as suas funções próprias. 22. Transportador. quando.1996. Decadência do direito da União para constituir seu crédito em face do transportador. Tributário. 05.04. Recurso especial a que se nega provimento (STJ. Não identificação com sujeito passivo na obrigação tributária no auto de infração e no procedimento administrativo o real contribuinte. que se operou. Verba honorária devida pela embargante carecedora. pelo que é legítima a exigência do tributo do responsável tributário.09. nesse caso.2005. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias.999). AC 94. segundo a qual ‘o agente marítimo. Min. 2.091991. Princípio da reserva legal.. na data em que a autoridade fiscal tomou conhecimento da falta da mercadoria.166-7). p. Apelações e remessa improvidas (TRF-5ª R. art. Caracteriza-se a ilegitimidade de parte do agente marítimo na execução fiscal.03. 121.-lei 37/66. Imposto de Importação.05. 2ª T. 19.. nos termos do art. Responsabilidade tributária inexistente.09618/PE.07. 3ª T. inclusive ICMS e ISS se aplica o entendimento sumulado quando o agente marítimo assina termo de responsabilidade equiparando-se ao transportador marítimo.

Recurso especial a que se dá provimento.2003. seja a mesma oriunda de Tratado Internacional.10. Ocorrência do fato gerador. torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’. Inversão do ônus da sucumbência (STJ. 1° e 23. 41. DJU 02. Compatibilidade. Responsabilidade tributária. 1. nos termos precisos do parágrafo único. 62 . 19. Inaplicáveis. 41. do Dec. parágrafo único. 156). Dec... Tributário.2003. do Código Tributário Nacional e arts. não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto. Não obstante o fato gerador do Imposto de Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional. 3. Assim. 1. Recurso especial provido. 3. rel. Art.1999. Apelação improvida (TRF-2ª R. III e 60. p. porque a mesma não conseguiu comprovar ser a mercadoria estrangeira contemplada pelo benefício isencional.-lei 37/66 [rectius: § 2° do art. Inversão da sucumbência.-lei 37/66. à espécie. inclusive ICMS e ISS Tributário. 1°]. 2.05.1999. artigo por artigo. Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento). Imposto de Importação. Min.-lei 37/66. 1°. Extravio de mercadoria estrangeira. Juiz Reis Friede. Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete. 46). p. AC 133478/RJ. ele apenas se aperfeiçoa com o registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e. 4.08. 1ª T. 28. seja ela oriunda de lei. III e 60. do Dec. 2ª T. embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional. do art. Resp 20315/RJ.-lei 37/66. j. com a entrada no território nacional da mercadoria que constar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira. 2. Responsabilidade pelo pagamento do Imposto de Importação da transportadora. sobretudo.. os preceitos dos arts. Mercadoria isenta. necessariamente.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. na responsabilidade tributária da transportadora. 04. DJU 08. rel. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento). A simples alegação de inexistência de guia de importação não importa no reconhecimento de que a mercadoria extraviada esteja contemplada por qualquer isenção alusiva ao Imposto de Importação. j. parágrafo único. arts. Ademais. o extravio da mercadoria estrangeira importa. do Dec. Mercadoria importada a granel. presumida a ausência de responsabilidade do transportador. José Delgado. A autoraembargante não conseguiu comprovar estar a mercadoria estrangeira extraviada contemplada por qualquer isenção fiscal.05.

como a do transporte de bens a granel. e. Sentença modificada apenas em parte. Tributário. Mercadoria a granel. Juiz Guilherme Couto. para diminuir o percentual dos honorários (TRF-2ª R. Mas não se pode atribuir a responsabilidade pelo pagamento ao agente marítimo. por ocasião do desembaraço do bem. Responsabilidade tributária.04. 2. por isso se pode afirmar que não ocorrerá o fato gerador do tributo. pelo qual se exige o pagamento do Imposto de Importação. 1. De acordo com os precedentes jurisprudenciais. 2ª T. por isso restou estabelecida uma margem para exonerar o responsável tributário de ônus. em virtude de falta de mercadoria importada a granel decorrente de quebra. pois considerado ocorrente o fato gerador. por quebra natural. Aduaneiro. 4. estão sujeitos às intempéries e podem. inclusive ICMS e ISS Tributário. em que as quebras são inevitáveis (IN/SRF 95/84). terem parte da carga perdida durante a carga e a descarga. a mercadoria sequer ingressará no território nacional.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.-lei 37. Conforme estabelecido pelas Instruções Normativas da Secretaria da Receita Federal. como responsável tributária. Milho transportado a granel. DJU 05. Imposto de Importação. ainda. nada mais justo então de exonerá-lo não só da multa quanto do tributo respectivo. p. na conferência aduaneiro. para o agenciamento do transporte das mercadorias. O Imposto de Importação é devido pelo seu total. sob pena de estar o Fisco tributando bem inexistente. nos termo do inciso II do art. pois não se equipara ao transportador nem ao contribuinte do imposto. sujeitarem-se ao ressecamento ou à umidade. na qualidade de agente marítimo. Perda natural.2003. mesmo tendo assumido obrigações. Imposto de Importação. AC 265663/ES. 84).. aplicável na espécie. Indevido. rel. conforme já delimitado pela a Súmula 192. j.02. ainda quando apurada a falta ou a diminuição do peso da mercadoria. Os bens trazidos a granel não são acondicionados adequadamente em embalagens. Súmula 192 do extinto TFR. no caso de líquido. em face da agência marítima. Ilegitimidade ad causam. Nas hipóteses de perda da mercadoria. artigo por artigo. Agente marítimo. Ação anulatória. dentre outros. Discute-se o direito à anulação do crédito tributário. 17. sendo grãos. não haverá o que ser tributado. E várias são as razões para que não se faça a tributação. 32 do Dec. do extinto Tribunal Federal de Recursos. a não ser quando caracterizada a sua qualificação de depositário.. Quebra de mercadoria. à evaporação ou ao vazamento do produto. por manter vínculo contratual com este. há hipóteses. Agente marítimo e transportador. não se terá produto a desembaraçar e 63 .2002. com a assinatura do Termo de Responsabilidade. a autora. não haverá nacionalização ou aproveitamento do bem pelo importador. em virtude dessa perda. dessa forma. 3. não deverá responder por eventuais débitos decorrentes da importação.

467. artigo por artigo. cujas ocorrências. As situações de avaria ou o extravio são previstas expressamente pelo Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. 7. objetivamente considerado. enquanto para a redução dos tributos. A responsabilidade tributária implicará na conjugação de várias situações... insertas no art. 12. conferida aos produtos importados. vindo a ocorrer a avaria ou extravio dos bens. imputado à autora em face do extravio ocorrido em bem que transportou. Pensar de forma contrária. 1. em virtude de extravio ou avaria. fazendo nascer tal obrigação fiscal. 2ª T. inclusive ICMS e ISS conseqüentemente a tributar. 64 . Aduaneiro. passando a responsabilidade a terceira pessoa. ao qual se obrigou o importador. 3. sobre bens extraviados sob a guarda da autora. Apelação e remessa oficial não providas (TRF-3ª R. mesmo estando as mercadorias isentas. pois é instituída em função do fato. AC 63465.04. nas formas dos artigos 478 a 485 do Regulamento Aduaneiro. Inocorrência. A avaria ou extravio do bem não pode modificar os critérios de outorga de isenção. faria o Fisco nascer uma alíquota não contemplada legalmente. conforme admitido pela sentença. consistente na exigência do Imposto de Importação e respectiva multa. Tributário. Fato gerador do Imposto de Importação. Da mesma forma. todo transportador seria o responsável pelo pagamento de impostos. A isenção. DJU 19. dentre elas a de entrar o bem no território nacional para o consumo. 468 do mesmo Regulamento). Anulatória de débito. cujos bens importados enquadravam-se na alíquota zero. 6. Mercadoria importada. 9. 5. Juiz Eliana Marcelo. no caso da suspensão dos impostos. haveria a transferência do sujeito obrigado. j. ter sido extraviada ou avariada e quem lhe deu causa. 5. 2. 4. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. destinam-se a identificar o responsável e apurar o crédito tributário dele exigível (art. Sucumbência. Responsabilidade do transportador. Precedentes. Alíquota zero. Extravio.. seria de caráter objetivo. 6. Precedentes do STJ. mantendo-se a suspensão dos tributos até a sua implementação. alterando-se as causas determinantes da suspensão. AC 175713/SP. não se admitindo outra alíquota que não a indicada. 8. equivaleria à transmutação de uma isenção objetiva para uma subjetiva. Discute-se o direito à anulação de crédito tributário. de suspensão dos impostos ou de sua redução de alíquota.543/2002]. portanto.2007. ou seja. 515). 4. enquanto a redução é norma imperativa. não haveria a obrigação tributária diante da importação com redução de impostos. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R. in casu para zero. A suspensão dos impostos resolver-se-á quando ocorrer o acontecimento futuro e certo. rel.2007. não admitida por este instituto. O ponto nodal da questão refere-se à ocorrência ou não do fato gerador do Imposto de Importação. p. caso ocorresse. Sustenta a autora tratar-se de produtos sujeitos à alíquota zero.04.

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Juíza Eliana Marcelo, j. 15.03.2007, DJU 22.03.2007, p. 464). Imposto de Importação. Mercadoria avariada. Sujeito passivo. Transportador. 1. É o transportador o sujeito passivo do Imposto de Importação incidente sobre a mercadoria importada, tendo em vista a assunção da responsabilidade de transportador o bem, documentalmente. 2. Irrelevante o fato de a mercadoria ter sido transportada por caminhão de outra transportadora. 3. O fato gerador do imposto de importação se dá com a entrada da mercadoria importada em território nacional. A avaria da mercadoria não afasta ocorrência do fato gerador (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200070030036965/PR, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 18.06.2003, DJU 09.07.2003, p. 251). Tributário. Importação de produto industrializado. IPI e Imposto de Importação. Isenção subjetiva. Locação do bem antes de decorridos cinco anos. Responsabilidade solidária. Juros de mora. Termo inicial. Decisão administrativa. I. Quando a isenção for vinculada à qualidade do importador, a locação do bem, antes de decorridos cinco anos da efetiva importação, obriga ao prévio pagamento do imposto, a teor do art. 137 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Dec. 91.030/85 [revogado pelo Dec. 4.543/2002]. II. É responsável solidária a pessoa que tenha interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal, nos termos do art. 124, I, do CTN. III. Existindo a solidariedade, o Fisco tem total liberdade para escolher de quem cobrar, podendo, pois, dirigir as suas ações contra todos ou apenas um dos devedores. IV. Uma vez que o julgamento definitivo no âmbito administrativo foi no sentido de reconhecer o não cabimento de acréscimos moratórios antes da decisão da lide, por não estar ainda definitivamente constituído o crédito tributário, não pode o julgador agravar a situação do contribuinte, para fixar como termo inicial para a incidência de juros moratórios a data do vencimento do crédito tributário. V Apelação parcialmente provida (TRF-5ª R., 3ª T., AC 350912/PE, j. 02.06.2005, DJU 30.06.2005, p. 655). Tributário. Responsabilidade tributária. Importação. Mercadoria importada. Perfumes. Adquirente de boa-fé. 1. O adquirente de boa-fé da mercadoria estrangeira, possuidor da regular nota fiscal, não pode ser apenado com a perda do produto, se verificado pelo Fisco que a mercadoria não foi regularmente importada, porquanto não possui o comprador a obrigação legal de exigir do comerciante vendedor a prova documental do regular ingresso do bem no território nacional, obrigação, esta sim, do Poder Público. Precedentes desta Corte e do STJ (q.v. verbi gratia: AMS
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1997.01.000367534, publicado em 13.11.2003). 2. Remessa oficial não provida (TRF-5ª R., 8ª T., REOMS 200442000022149/RR, rel. Juiz Carlos Fernando Mathias, j. 07.11.2006, DJU 04.12.2006, p. 202). Tributário. Imposto de Importação. Responsabilidade por substituição do transportador. Dec.-lei 37/66, art. 60, parágrafo único. Não configuração no caso de inexigibilidade do tributo na operação. I. Isenção e imunidade não se confundem; enquanto esta consubstancia hipótese de incompetência tributária, aquela impede a constituição do crédito fiscal. II. A diferença ontológica entre isenção e imunidade não tem o condão de afastar a exegese construída sobre o parágrafo único do art. 60 do Dec.-lei 37/66, que cuida da responsabilidade do transportador por tributos que deixaram de ser recolhidos em decorrência de dano, avaria ou extravio. III. O transportador não é responsável por substituição no caso de dano, avaria ou extravio de mercadorias quando o tributo não seja devido na operação em razão de hipótese de imunidade, não incidência, suspensão, exclusão ou extinção do crédito tributário. IV Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R., 2ª T., AC 19990100032763/MG, rel. Juíza Vera Carla Nelson de Oliveira Cruz, j. 16.04.2002, DJU 16.05.2002, p. 108).

Seção II Imposto sobre a exportação Art. 23. O imposto, de competência da União, sobre a exportação, nacional. COMENTÁRIOS Finalidade. O imposto incidente sobre bens e produtos nacionais ou nacionalizados, quando destinados ao estrangeiro, tem como fato gerador a saída do território nacional, considerando esta saída no momento em que é expedida a guia de exportação ou documento equivalente. Adotou-se este momento como o da ocorrência do fato gerador por questão de praticidade.
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para

o

estrangeiro,

de

produtos

nacionais

ou

nacionalizados tem como fato gerador a saída destes do território

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É um imposto federal, de competência da União, inovação esta oriunda da Emenda Constitucional nº 18/65, porquanto a Carta de 46 atribuía aos Estados-membros a instituição do imposto em realce. A atual competência federal da exação é muito mais lógica e adequada à natureza jurídica do imposto, de índole nitidamente extrafiscal, regulatório do comércio exterior. É utilizado, algumas vezes, para evitar o desabastecimento do mercado interno, quando atraentes os preços do exterior. Pelo caráter extrafiscal do imposto e pelo fato de ser importante para o equilíbrio da balança comercial, tem baixíssima alíquota. Como fonte de receita é a exação despicienda, mas funciona como instrumento da política tributária, não se lhe aplicando, por isso mesmo, o principio da anterioridade. Entretanto, diferentemente do Imposto de Importação, tem sido este imposto altamente criticado, por onerar os bens de produção nacional no mercado externo. Fato gerador. É a saída material do produto nacional ou nacionalizado para outro País, qualquer que seja o objetivo da remessa, independentemente do negócio jurídico que motivou a saída, seja compra e venda, doação ou empréstimo. O momento da ocorrência do fato gerador é o da expedição da guia de exportação ou documento equivalente, conforme estabelece o Dec.-lei 1.578/77, no particular bem mais explícito do que o CTN, haja vista o teor do § 1° do art. 1°, verbis: “Considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da Guia de Exportação ou documento equivalente”.

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Direta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda endereçada diretamente ao destinatário no exterior. mas também a nacionalizada. Os mesmos conceitos examinados para o Imposto de Importação servem de subsídio para a compreensão das alíquotas deste imposto. entendendo-se como tal a mercadoria estrangeira que no país sofreu transformação. Observe-se que aqui há profunda diferença do imposto coirmão.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. uma ficção legal como fato gerador. o Imposto de Importação. cuja expedição de guia é uma mera providência burocrática. ed. proporcional e seletivo em função do objeto submetido à tributação. Possui institutos próprios. p. artigo por artigo. Para Aliomar Baleeiro. portanto. Tipo de imposto. “nacionalizada é não só a mercadoria de origem estrangeira aqui transformada ou beneficiada. É um imposto indireto. na prática. Atente-se quanto ao fato de que não só a mercadoria nacional é passível de incidência do imposto. 139). com base em contrato.. 1985. beneficiamento ou acondicionamento e foi reexportada (regime de drawback). Por isso mesmo remete-se o leitor ao que foi dito quanto aos entrepostos aduaneiros e regimes especiais. 68 . a cobrança do imposto. como o Imposto de Importação. As exportações podem ser diretas e indiretas. 10. inclusive ICMS e ISS Temos. a fim de facilitar. podendo ser as mesmas especificas e ad valorem. mas também a subdividida em acondicionamentos no país” (Direito Tributário Brasileiro.

2001. A Turma.04.248/72 ou a trading companies.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2000).que estabeleciam alíquotas de 10% e 2%.112/94 [revogada] e 2. RE 223. . respectivamente. I. está querendo dizer que é qualquer empresa exportadora que pratica atos de comércio de exportação. Tributário. inclusive ICMS e ISS Indireta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda (com o fim específico de exportação) para destinatário comprador no Brasil. artigo por artigo.Siscomex.Considerando que o fato gerador do Imposto de Exportação ocorre no momento em que é feito o registro de exportação junto ao Sistema Integrado de Comércio Exterior . vendendo para empresa situada no exterior. Ellen Gracie.-lei 1. a exportação será considerada indireta para o fabricante e direta para o interveniente exportador. O fato gerador do Imposto de Exportação é o registro 69 entendeu os pela de incidência das mencionadas Precedentes resoluções RE porquanto as mesmas foram editadas anteriormente ao momento em que registros exportação. fora feito anteriormente à edição das referidas normas.10. a Turma deu provimento a recurso extraordinário para reformar acórdão do TRF da 5ª Região que afastara a exigência do Imposto de Exportação em operação relativa à venda de açúcar previsto nas Resoluções 2. cujo registro de venda. Segundo Vittorio Cassone. Alteração de alíquota. Imposto de Exportação. sem fazer expressa referência ao Dec. que por sua vez emitirá nota fiscal de venda endereçada ao comprador estrangeiro. salientando que o registro de venda não substitui o registro de exportação.106/PE ( DJU 28.136/94 . citados: 227. entendido como fato gerador pelo Tribunal a quo. nos contratos de exportação de açúcar -. JURISPRUDÊNCIA Nota: Imposto de Exportação e fato gerador . efetivados 16. quando a legislação tributária fala em “empresa comercial exportadora”. rel. que funciona como interveniente comercial.796/PE. Nesta hipótese. Min.

surge para o exportador o direito de ver seu produto tributado nas bases da legislação então vigente. do Decreto 660/92. 4.11. Negócio jurídico anteriormente firmado.07. Se a cobrança do imposto se deu com base na Resolução 2. Medida Provisória 655/94. consoante o § 1°. 1.112/94.05. rel. não tem o condão de contrariar o que a norma legal define como hipótese de incidência do imposto sobre a 70 . II. Segurança jurídica. Resoluções do CMN 2. Bacen [revogada]. Juiz Francisco Falcão. que atribuiu somente ao chefe do Poder Executivo relacionar produto sujeito ao imposto. Tributário. Direito tributário.1996. que modificou o art. não importando que o embarque se dê somente após a alteração da alíquota. Res. Irretroatividade tributária.-lei 1. 1° do Dec. Segurança concedida (TRF-5ª R. 08. rel.112/94 [revogada] e 2. Registro de venda junto ao Siscomex.019/95]. Fato gerador.-lei 1.578/77. 4. Granito em bruto. Açúcar. p. Dec. Ao legislador. AG 03033329. Alíquota. 1. 44. Direito intertemporal. Imposto de Exportação. Imposto de Exportação. contrariou o comando da Medida Provisória 655/94 [a Medida Provisória 655/94 transformou-se na Lei 9.1997. Por conseguinte. 101. dentre as etapas da exportação.136/94.. do art.725). AC 0403282/RS. 6°. 2. Direito adquirido.1997. O elemento temporal do fato gerador foi o da expedição da Guia de Exportação ou qualquer documento que à mesma equivalesse segundo a administração fiscal. a lei elegeu a expedição da guia para marcar a saída do produto exportado. 2. 04. Segurança concedida. artigo por artigo. j.112/94. 1° do Dec. Ação ordinária anulatória de débito fiscal.1991). 661/92 [revogado pelo Dec.1991. Fato gerador. 3ª T. é lícito instituir formas divorciadas da realidade material.10. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. Majoração. Pleno. MS 00547727/PE. Apelação não conhecida e remessa ex officio improvida (TRF-3ª R.873). 3. 2. A aplicação de ato normativo.. já que revogou a delação constante no § 2° do art. editado posteriormente ao registro junto ao Siscomex das operações relativas a exportação..578/77.1996.. inclusive ICMS e ISS informatizado das operações de exportação no Siscomex. rel. Apelação desprovida (TRF-4ª R.543/2002]. Ocorrido o fato gerador. p. III. DJU 10.543/2002]. Atente-se para que o art.06. j. fere o direito adquirido e o princípio da irretroatividade.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Juiz Gilson Dipp. Imposto de importação de açúcar. 22.06. que juridicamente não acontece quando da contratação do embarque nem do desembarque. Juiz Newton de Lucca j. 4ª T. 4.. imbuído de critério político. constitucionalmente assegurados. Tributário. DJU 25. DJU 28.

10.112/94 [revogada] e 2.08.136/94. Exportação. rel Juiz Geraldo Apoliano j.136/94 do Banco Central do Brasil. REO 49689/PE. Constitucional e tributário. AMS 50202/AL. 30. Juiz Ridalvo Costa. 12.1995.05.112 e 2. REO 95.112/94 [revogada] e 2. Precedentes jurisprudenciais desta Colenda Corte: AMS 49552/PE. 83.235). 26. que majoraram a alíquota do tributo. 4. j. Irretroatividade. de 1994.05. 26.136. 26.. Precedentes. Fato gerador. Não conhecimento da apelação da Fazenda e improvimento da remessa oficial (TRF-5ª R. 1.1997.-lei 1. Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário. Sistema Integrado de Comércio Exterior . 1°. rel. Encontrando-se registrados na Siscomex os contratos negociados com o exterior. DJU 20. p... § 1°. Erro material. 1ª T.006). À época do fato gerador incidia alíquota zero. Imposto de Exportação. Juiz Gilson Dipp. Juiz Francisco Falcão. j. A impetrante teve seus registros de exportação efetivados em 26.. j. em seu art. j.49689/PE. tal como definido no art. inclusive ICMS e ISS exportação (TRF-4ª R. Constitucional. Resolução Bacen 2. Fato gerador. 05. Registro no Sistema Integrado de Comércio Exterior Siscomex.578/77 estabelece.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Inexistência. rel. O fato gerador do Imposto de Exportação. 11. 3ª T. ao instante da edição das Resoluções 2. p.1997. 65.Siscomex. j. § 1°. DJU 1°.10.578/77.. AMS 95. 10.08.1994. p. antes da vigência das resoluções que majoraram a alíquota do Imposto de Exportação.. Tributário.1995. Impossibilidade de prejuízo ao contribuinte. Impossível a retroatividade desses diplomas normativos para alcançar as operações de exportação já registradas. DJU 10. artigo por artigo.112/94 [revogada] e 2.10.136/94. Remessa oficial improvida (TRF-5ª R.1996.08.09. do Dec. O Dec.05. rel. Demora da Administração Pública. Ocorrência antes da edição das Resoluções 2.-lei 1. Juiz José Maria Lucena. Irretroatividade. Fato gerador.04. Controvérsia acerca da existência de distinção entre Registro de Venda e 71 . rel.1996.1995. Imposto de Exportação.1995.1995. Tributário. 1°. A demora da Administração Pública para expedir o registro de venda não pode prejudicar o contribuinte que se ateve às diretrizes dos planos governamentais para efetuar os seus negócios jurídicos. é a expedição da guia de exportação ou documento equivalente. AMS 0444922/RS. Imposto de Exportação. 5.831). 3ª T.052051/PE. Resoluções 2. infringe o princípio da irretroatividade da lei tributária a cobrança do Imposto de Exportação nas alíquotas de 10% (dez por cento) ou 2% (dois por cento). 2. que considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da guia de exportação ou documento equivalente: 3.

Dec. Tributário. O Dec.2006. Lei 9. esta deve ser aplicada. unicamente.927/2002]).972/2000]. Inexistência. Inexistência. DJU 29. Tributário. Incidência. 1°.2002. expressando. impondo os elementos do seu fato gerador. Recurso especial não-provido (STJ. Maurício Corrêa. verificando-se este durante a vigência da resolução que majorou a alíquota do imposto (Resolução do Banco Central 2.2002. Envio de equipamento ao exterior. em nosso regime legal tributário. Apelação e remessa oficial a que se nega provimento (TRF-1ª R. p. a criação de obrigação tributária por interpretação jurisprudencial.069/95.72 . AMS 199901000505276/MG. José Delgado. Fato gerador. não determinam a incidência da taxa de classificação dos produtos vegetais quando destinados à importação sob o. Exportação temporária. 1. da sua base imponível e da alíquota devida.-lei 37/66. j. 132). rel. regime drawback. Imposto de Exportação Açúcar. Precedentes. REsp 382494/PR.305/75.2003. REsp 432839/SC. rel. Portaria 393/95. nos termos do Dec. Min. Homenagem ao princípio da legalidade.03. ainda. em seu art.05..305/85 [revogada pela lei 9.2003. Taxa de classificação de produtos vegetais.. O fato gerador do Imposto de Exportação sobre o açúcar ocorre com o registro de vendas no Siscomex e. Juiz João Otávio de Noronha. 60. quem são os sujeitos ativos e passivos. 6. Os arts. 1ª T. Impossibilidade.-lei 1.-lei 37/66. 2. Tributário. Constitucionalidade. institui a referida taxa. 1. j.. Fato gerador. 03.09. 2.578/77. Lei 6. 2. quando ocorre comercialização interna de produtos vegetais. artigo por artigo.10. 4. rel. Impossível. 26). p. RE-AgR-ED 234954/AL. 25.280/2005]. 4ª T. Registro de vendas no Siscomex durante vigência da resolução do Bacen. Recurso não provido (STJ. art.. Não incidência na importação de produtos sob regime de drawback. 1. Tributário. DJU 24. j. Dec. 13. Embargos de declaração rejeitados (STF. DJU 23..08. Erro material.163/95 [revogada pela Resolução 2. Só há tributo exigível quando existe lei que expressamente o declare.06. rel. Tributos e contribuições. 99). não há falar na incidência de tributos sobre operação enquadrada no regime de exportação temporária. 21. 1° e 7°.2006.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Diante da inexistência de fato gerador. Circular Bacen 2. ou seja.597/95 [revogada pela Circular 3.02. 2ª T. p. Min. 2ª T.281). destinados à futura exportação. j. 5. Imposto de Exportação. da Lei 6. 3.2003. Juiz Hilton Queiroz.03. Fato gerador. p. A Lei 6.305/75.2003. inclusive ICMS e ISS Registro de Exportação. 1. DJU 15.

ao reconhecer a efetiva ocorrência do fato gerador e confirmar. 2. p. A averbação é o ato final do despacho de exportação e consiste na confirmação.2002. do embarque ou da transposição de fronteira da mercadoria. tampouco à sua delegação ao Banco Central do Brasil. devendo ser afastada alegação de inexistência de norma válida instituidora do tributo. 153. a averbação contribui para legitimar sua exigibilidade.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Imposto de Exportação. 73 .quando a alíquota seja específica.11. não havendo óbice ao exercício dessa competência pelo Conselho Monetário Nacional.. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. o nascimento da obrigação tributária. sendo. Agravo de instrumento provido (TRF-5ª R. DJU 23. Averbação de embarque. Art. 4. alcançaria. 3. recepcionado pela Constituição Federal.954).quando a alíquota seja ad valorem. § 1°. em uma venda em condições de livre concorrência.10. STF A oneração em milhões do exportador autoriza o julgador a liberar a mercadoria impedida de ser exportada no caso presente. tendo conteúdo prevalentemente declarativo. 24. A alteração da alíquota do Imposto de Exportação pelo Poder Executivo encontra-se prevista no art. p. artigo por artigo. pela fiscalização aduaneira. ou seu similar. válida a majoração da alíquota efetuada pela Circular Bacen 2.578/77. de desenvolver livremente sua atividade econômica. rel. II . ambos órgãos do Poder Executivo.10.. O fato gerador do imposto configura-se com o registro da exportação no Siscomex. 347). não pode ser obstado por exigências administrativas tendentes a exigir direta ou indiretamente o pagamento do tributo devido. Longe de prejudicar a cobrança do Imposto de Exportação. DJU 29. não importando o momento do registro da venda junto ao Siscomex (TRF-1ª.2002. j.10.2002. descreve todos os elementos do Imposto de Exportação.2002. Cobrança indireta do tributo. REOMS 173653/SP. portanto. sendo. Juiz Paulo Machado Cordeiro. Tributário e administrativo. AG 31752/PE. Precedentes do Eg. 3ª T. ao tempo da exportação. 23. j. o preço normal que o produto. em qualquer caso. inclusive ICMS e ISS lei 1. 6ª T..597/95. O direito fundamental do particular. Juiz Mairan Maia. A base de cálculo do imposto é: I . 03. conforme disposto no art. rel.543/2002]. da Constituição Federal. a unidade de medida adotada pela lei tributária. portanto. este o momento a ser considerado para a verificação da legislação aplicável.

A pauta de valor mínimo só se faz pertinente quando o produto for de difícil apuração ou sofrer marcantes oscilações no mercado internacional. dele excluindo-se os custos da exportação e do financiamento. como já explicitado. Para os efeitos do inciso II. COMENTÁRIOS Base de cálculo. Como os preços oscilam em função do mercado externo. colocado a bordo do veículo que irá transportá-la para o exterior. o custo do financiamento. E quando é o Judiciário chamado a dirimir contendas em torno da exação. ou seja. O Imposto de Exportação não tem importância fiscal e sim política. Aspectos relevantes. geralmente não passam da esfera dos Tribunais Regionais Federais. deduzidos os tributos diretamente incidentes sobre a operação de exportação e. inclusive ICMS e ISS Parágrafo único. FOB ou posto na fronteira. cabe ao Conselho Monetário Nacional expedir normas sobre a determinação da base de cálculo do imposto e fixar critérios específicos ou pauta de valor mínimo. A base de cálculo que indica o preço normal deve observar as normas da Organização Mundial do Comércio. FOB é a abreviatura de free on board. O disposto no parágrafo único objetiva reduzir o preço do produto. o preço da mercadoria mais frete e seguro. então. não ensejando questionamentos judiciais freqüentes. 74 . Daí a pouquíssima jurisprudência dos Tribunais Superiores sobre o imposto em destaque.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. artigo por artigo. como preço normal o valor à vista do produto. considerase a entrega como efetuada no porto ou lugar da saída do produto. Considera-se. sujeitando-se inclusive às flutuações das Bolsas de Mercadoria. nas vendas efetuadas a prazo superior aos correntes no mercado internacional. Ela é elaborada pelo Conselho Monetário Nacional.

pelos exportadores de café cru. pode ter lançamento de oficio. 12. As quotas isencionais são episódicas e circunstanciais. § 8°.11.1994.269). acrescente-se que o Imposto de Exportação. por declaração do exportador. Inconstitucionalidade do art. O lançamento é feito.09. O certo é que obedecem elas a razões de conveniência e oportunidade da Administração. 2ª T.04. rel.1994. Agravo regimental. 2°. geralmente.1994. AGRAG 153549/SP.844).-lei 406/68. Contribuição devida ao IBC. não comportando comentários em um trabalho de âmbito geral. Afinal. 34. Por fim. art. DJU 03. especialmente o preço das mercadorias. 13. Exportação de café cru. j. Exclusão da base de cálculo do montante da cota de contribuição devida ao IBC (Dec. p. 24. mas o Fisco tem a faculdade de recusar qualquer dos elementos dessa declaração. 30. 149 do CTN. DJU 16. Min. por força do art. 75 . JURISPRUDÊNCIA “O exportador adquire o direito de transferência de crédito do ICMS quando realiza a exportação do produto e não ao estocar a matériaprima” (STJ – Súmula 129). A quota de contribuição devida ao IBC. ICM. 1ª T. Base de cálculo. como previsto no art. Tributário. Sepúlveda Pertence.922. ICMS. o valor constante da fatura comercial é mera indicação por não se constituir em base de cálculo. Paulo Brossard. § 5°. recebido pela Constituição.. inclusive ICMS e ISS Geralmente as controvérsias judiciais versam sobre base de cálculo ou isenção. Agravo regimental a que se nega provimento (STF.. não se inclui na base imponível do ICMS.06. rel. ADCT) (STF. p. Min. Exportação de café cru. 11 do Convenio ICMS 66/88 declarada pelo Supremo Tribunal no RE 149. j. AGAG 145172/SP. como os demais impostos. mas a outorga só por lei pode ser feita.1993. artigo por artigo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Exclusão.

II.000 toneladas métricas de açúcar para o exterior pelos períodos de 95/96 e 96/97. REsp 73949/RJ.1992. Segurança concedida. Base de cálculo. dentro das condições da época (alíquota de 2%). em 76 .12. provados com a inicial: existência de direito líquido e certo. ainda que legalmente alterada. Garcia Vieira. Fatos complexos. Pena de perdimento.1992. Imposto de Exportação. Tributário. art. Recurso improvido (STJ. em seu aspecto substantivo. não se inclui na base de cálculo do ICMS devido na exportação de café em grão.. 1ª T.865). p. rel. inclusive ICMS e ISS ICM. Base de cálculo. tem o impetrante a condição especial da ação de mandado de segurança: o direito líquido e certo. No caso concreto. Min. j. bem como pela inexistência de benefício patrimonial a ser auferido. REsp 19610/SP. A quantia correspondente ao Imposto de Exportação não integra o valor da mercadoria.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. de chegar-se ao exame do mérito. Possibilidade.03. Min. Exportação de café em grão.. I. A nova alíquota (40%). Desproporcionalidade. firmou contratos para atingir seu objetivo. por motivos conjunturais. a impetrante já havia obtido autorização para exportar 400. Se os fatos. Violação do devido processo. 3. 2. artigo por artigo. rel. porém. suficientes para o desate da testilha. REO 0438009/RS. de alterar a alíquota do Imposto de Exportação (CF.1995. César Asfor Rocha. Assim.536). se mostrou desarrazoada e altamente ruinosa para a empresa. sobre o valor líquido faturado sobre ela não pode incidir o ICM. 1. A quantia relativa ao Imposto de Exportação. 153. Aplicação do princípio da razoabilidade. Necessidade de respeito a autorização empenhada por períodos certos e determinados. Não se nega ao Executivo o direito. DJU 18. e até o dever. A desproporcionalidade da sanção imposta restou evidente ante a inexistência de Imposto de Exportação a pagar. 5. 15. Recurso provido (STJ. Juiz Wellington Mendes de Almeida). se acham provados com a inicial. Mandado de segurança. Violação do devido processo. Autorização governamental para exportação de açúcar para o exterior. objetivando a congruência lógica entre as situações postas e as decisões administrativas (TRF-4ª R. II e § 1°). Processual civil e administrativo. em decorrência. rel. j.1996. ICMS.04. DJU 04.05. Alteração exacerbada da alíquota do imposto. 01. Precedente. 1ª T. p. A pena de perdimento não é aplicável quando há desproporcionalidade entre o valor da mercadoria apreendida e o valor do veículo que a transportava. Não inclusão do Imposto de Exportação. por não integrar o valor líquido faturado. Afastamento do empeço de exame de mérito. 7. afetando ruinosamente os contratos firmados anteriormente pela impetrante. Razoabilidade. Tributário.

Recurso especial.1997.04. ICMS. rel. guia de exportação) foram apresentadas pelas exportadoras.03. Min. 06. 12.01398-3/DF.. 244). 11. Remessa improvida (TRF-1ª R. Exportação.045). Sendo isentas de impostos os bens a serem exportados não se configura dano ao erário.1998. 2.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2. Mandado de segurança. inviabiliza a pena de perdimento. Exportação de mercadoria isencional. Apelo improvido. DJU 12.01. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional. rel.2007. 4). capaz de ensejar a aplicação do Dec. Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no art. 1ª Seção. DJU 27.03.. Min.17103-1/DF. Exportação de café.455/76. Juíza Eliana Calmon. 3. Tributário. rel.3. Quota de contribuição ao IBC. Súmula 49/STJ. Juiz Fernando Gonçalves.08. AMS 89. artigo por artigo. Insubsistência. Prova da repercussão. III. Recurso especial provido (STJ. MS 4772/DF. j. Sentença confirmada (TRF-1ª R. Tributário. Recurso especial. Comprovado que a documentação legal (notas fiscais. inclusive ICMS e ISS seu aspecto substantivo. Processual civil e tributário. Exportação de café. rel. Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações. Cabimento. Depósito das mercadorias em vagões ferroviários. do Dec. Mostra-se ilegal a lavratura de auto de infração e termo de apreensão e guarda fiscal quando a operação de exportação de mercadoria isenta embasa-se em documentação regular. DJU 06. João Otávio de Noronha. 1.11. em decorrência da isenção.1990. 2. Art. j. 1. 1.2007. 2ª T. Base de cálculo. § 8°. Repercussão. 166 do CTN. DJU 06.-lei 1..12. j. apresenta-se ilegal a apreensão e declaração de perdimento.02. Desnecessidade. Adhemar Maciel. 1. Contrariedade do acórdão rescindendo a entendimento sumulado no âmbito dos Tribunais Superiores. p. 19. j. Segurança concedida (STJ. 2°.-lei 406/68 decisão que determina o acréscimo do valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias.1989. 15. REO 89.1990.1990). p. a ausência de dano ao erário. Operação regular. REsp 511036/MG. Por outro lado. Base de cálculo. Ação rescisória. Mercadoria isenta. ICMS. Pacificada a interpretação de determinada norma jurídica pelos Tribunais Superiores.01. Auto de infração.08. p. eventual divergência havida no 77 . Quota de contribuição devida ao IBC.

respectivamente). p. 8ª T. 3. mesmo aquelas provenientes de variação cambial verificada no curso da exportação não podem ser consideradas como base de cálculo do PIS e da COFINS. I. PIS e COFINS. 5.. Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no disposto no § 8° do art. 5°. Inteligência do art. I) e regulamentada pelas Leis 10. do CPC.637/2002 e 10. Não havendo na Constituição ou em quaisquer outros dispositivos infra-constitucionais definição de quais receitas decorrentes da exportação. j. ao Judiciário compete declarar o direito a essa compensação em sede de mandado de segurança (Súmula 213/STJ).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. § 2°. CF). REsp 427814/MG. além de ser a compensação uma forma de extinção da obrigação tributária examinável na esfera administrativa. A isenção do PIS e da COFINS.-lei 406/68 a decisão que determina que se acrescente o valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias. propicia ao Superior Tribunal de Justiça transcendendo o interesse subjetivo das partes . o recurso especial.2005. 4. antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial’ (art.158-35/2001). § 2°. 2° do Dec. Tributário. 5. 14 da MP 1. e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações.TFR e 343 – STF. Variação cambial. Exportação. não se afigura razoável possam os juizes de instância ordinária fazer tabula rasa das suas súmulas para. invocando-se as Súmulas 134 . § 2°. depois. 2.2004. AMS 200538000209924/ MG. 78 . Receitas. 149.. relativamente às receitas decorrentes de exportações previstas no art. 149. rel.833/2002 (arts. 1. 2. pois. Apelação e remessa tida como interposta parcialmente providas (TRF-1ª R. CTN). 2ª T. são excluídas da imunidade definida no art..718/98.assegurar a inteireza positiva. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido. Min. artigo por artigo. ‘É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo. 149. inclusive ICMS e ISS âmbito dos Tribunais de instância inferior não tem o condão de obstar a ação rescisória ajuizada com espeque no art. 485. foi alçada a imunidade constitucional pela EC nº 33/2001 (art. de natureza extraordinária. 192). Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais. 170-A. Inaplicabilidade do entendimento 271 das súmulas do STF.09. Recurso especial conhecido e provido para julgar procedente o pedido objeto da ação rescisória (STJ.858-6/1999 (atual MP 2. 4. obstar a rescisão dos respectivos julgados invocando o enunciado das Súmulas 134-TFR e 343-STF 3. rel. ontologicamente. a autoridade e a uniformidade de interpretação do direito federal infraconstitucional. V. I. 02. 9° da Lei 9. objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo. Eliana Calmon.03. DJU 07. I. I e 6°. Se. Imunidade (art. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional.

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Juiz Carlos Fernando 30.03.2007, p. 108).

Mathias,

j.

06.02.2007,

DJU

Tributário. Quota de contribuição do café. Dec.-lei 2.295/86. Incompatibilidade com a CF/88. Correção monetária. Honorários advocatícios. 1. A quota de contribuição do café foi instituída por ato administrativo, revigorado pelo Dec.-lei 2.295/86, não lhe definindo fato gerador e o sujeito passivo da obrigação tributária e delegando à autoridade administrativa a fixação de sua base de cálculo, matéria evidentemente sob reserva legal. 2. Em face dos expressos termos do art. 25, inciso I, do ADCT, o Dec.-lei 2.295/86 não foi recepcionado pela Constituição vigente, restando indevido o recolhimento da quota de contribuição incidente na exportação de café. Precedente: RE 191.044, rel. Min. Carlos Velloso, DJ 31.10.1997; e AMS 90.03.037596-8/SP Des. Fed. Marli Ferreira, DJ 22.11.1995, p. 80.893. 3. O Pretório Excelso, no acórdão paradigma que consolidou o entendimento daquela Corte (RE 191.044), consignou que ainda que se defenda a possível recepção da referida contribuição pela Constituição vigente, certo é que o seu valor, então fixado pelo Presidente do extinto IBC, não o foi, por força do princípio da legalidade a que se sujeita a sua instituição e majoração, nos termos dos arts. 159, I e 149 da CF/88. Uma vez destituída de valor, a contribuição seria inexistente. Por outro lado, caso houvesse disposição acerca da alíquota da exação, aí sim, incidiria a regra insculpida no art. 25, inciso I do ADCT, ou seja, a delegação para uma eventual alteração de alíquota, desde que obedecidos limites e condições estabelecidos, teria vigência até 5 de abril de 1989, data em que, à míngua de lei que regulasse sua prorrogação, revogar-se-ia pelo referido art. 25.4. Muito embora requerido na inicial a especificação de índices de correção monetária, essa matéria deverá ser agitada em sede de liquidação de sentença. 5. Reduzidos os honorários advocatícios para R$ 5.000,00 (cinco mil reais), considerando o montante a ser devolvido, e ainda os balizamentos traçados pelo art. 20, § 4° do CPC, bem como os precedentes desta Turma. 6. Apelação parcialmente provida (TRF-3ª R. 6ª T., AC 289547/SP, rel. Juíza Marli Ferreira, j. 10.03.2004, DJU 11.05.2004, p. 266). Tributário. Mandado de segurança. CSSL. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exclusão de receitas decorrentes da exportação. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da CF/88. 1. É pacífico o entendimento dos Tribunais pátrios acerca da inviabilidade de excluir-se da base de cálculo da CSLL as receitas decorrentes de exportação, pois a alteração trazida pela Emenda Constitucional nº 33 refere-se às contribuições que tenham por base de cálculo a receita, e não o lucro. 2. Às contribuições ao PIS e COFINS aplica-se a regra de
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imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, devendo ser excluídas de suas bases de cálculo as receitas decorrentes de exportações. Idêntico tratamento deve ser conferido à variação cambial positiva originada de contratos de exportação e outras verbas vinculadas à atividade exportadora (crédito sobre saque de exportação, crédito presumido de IPI instituído pela Lei 9.363/96), pois, do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200272030015380/SC, rel. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 13.12.2006, DJU 30.04.2007). Tributário. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exportação. Receitas financeiras oriundas de variações cambiais positivas. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal. IPI. Crédito presumido. Lei 9.393. 1. A imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda Constitucional nº 33/2001, abarca as contribuições sociais que incidem sobre o faturamento ou receita, decorrente de operação de exportação, bem como a variação cambial destes valores. 2. Os créditos de IPI sobre matéria-prima, produtos intermediários e material de embalagem, previstos na Lei 9.363/96, não podem constitui receita tributável pelo PIS e pela COFINS quando derivados de operações de exportação. Do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante, pois o benefício fiscal comporia a base de cálculo das contribuições (TRF-4ª R., 1ª T., AC 200471070074584/RS, rel, Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 07.02.2007, DJU 21.02.2007). Mandado de segurança. Compensação tributária. Súmula 213 do STJ. Art. 515, § 3° do CPC. Vendas á Zona Franca de Manaus. Inclusão na base de cálculo do crédito presumido de IPI às exportações. Possibilidade. Equiparação às vendas para o exterior. Art. 40 do ADCT. Leis 9.363/96 e 10.276/2001. 1. Cabível a utilização do mandamus para se obter o reconhecimento do direito à compensação de tributos, a teor do enunciado da Súmula 213 do STJ. 2. Tendo em vista a Lei 10.352/2001 ter acrescentado o § 3° ao art. 515 do CPC, possibilitou-se ao Tribunal o julgamento de processo extinto em primeiro grau sem julgamento de mérito. 3. A teor dos arts. 4° do Dec.-lei 288/67 e 40 do ADCT, para efeitos fiscais, a exportação de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus equivale a uma exportação de produto brasileiro para o estrangeiro. Precedentes do C. STJ. 4. Havendo equiparação dos produtos destinados à Zona Franca de Manaus com aqueles exportados para o exterior, as receitas das vendas efetuadas a tal área, por serem equivalentes a operações de exportação, podem ser incluídas no cálculo do crédito
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presumido de IPI previsto nas Leis 9.363/96 e 10.276/2001 (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200372010029997/SC, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 01.06.2005, DJU 20.07.2005, p. 403).

Art. 25. A lei pode adotar como base de cálculo a parcela do valor ou do preço, referidos no artigo anterior, excedente de valor básico, fixado de acordo com os critérios e dentro dos limites por ela estabelecidos. COMENTÁRIOS Em se tratando de um imposto extra-fiscal, e ligado à política internacional, sensível às oscilações do câmbio e das bolsas de mercadorias internacionais, não se estranha que o CTN tenha autorizado a abandonar-se o preço real, adotando valores fixados por critérios exóticos, fora dos parâmetros normais, para assim obter-se a base de cálculo. A excepcionalidade, entretanto, não está ao arbítrio da autoridade fiscal, porque devem ser estabelecidas em lei não somente as hipóteses em que se aceita o afastamento do preço real, mas também os critérios e limites previamente ajustados. Na prática é a medida altamente polêmica e encontra resistência quanto à aceitação, muito embora sirva de incentivo às exportações. Art. 26. O Poder Executivo pode, nas condições e nos limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto, afim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. COMENTÁRIOS Tudo que se disse em relação ao art. 21, referente ao Imposto de Importação, que, como o de Exportação, não observa o princípio da não-surpresa, serve para o entendimento deste art. 26.
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inclusive ICMS e ISS Aliás. Enquanto no Imposto de Importação tem-se o Secex. Art. a redação dos arts. mas aplica-se as restrições nos valores estabelecidos para o Imposto de Importação quanto à exação em destaque (art. 27. em última análise. 21 e 26 é absolutamente igual. ou a leva consigo para fora do País. COMENTÁRIOS Definição. aquele que despacha a mercadoria para remessa ao estrangeiro.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. adotando a alíquota ad valorem. como estabelece o art. A lei ordinária atual não cogita de alíquota específica. artigo por artigo. É.-lei 1. O contribuinte do Imposto de Exportação é aquele que expede a mercadoria. parágrafo único do Dec. em relação ao Imposto de Exportação temos o Conselho Monetário Nacional. 3°). Advirta-se que não há incidência quanto à bagagem. porque o dever de tributar está na norma e não na hipótese de incidência. chamada de isenção atípica.716/98). A diferença que se pode destacar está no órgão incumbido de administrar as normas. 82 . por qualquer meio. A alíquota máxima não pode ultrapassar o percentual de 150% (cento e cinqüenta por cento). ou fato gerador. 3°. Contribuinte do imposto é o exportador ou quem a lei a ele equiparar.-lei 1. 8° do Dec.-lei 1. no percentual de 30% (Dec. art. inclusive no que toca à parcial revogação do art. 26. ou a leva consigo. porque a Constituição Federal de 1988 só outorgou ao Executivo a atribuição de alterar as alíquotas do imposto e não a sua base de cálculo.578/77 (com redação dada pela Lei 9. É comum o uso da alíquota zero. seja ou não comerciante. seja ela acompanhada ou desacompanhada.578/77.578/77).

9°). cuja instituição ou revogação dependem de lei. assumindo importância. A alíquota zero é extremamente útil pela mobilidade que tem o Executivo. Acrescente-se. portanto. que o valor das multas impostas por força do Dec. COMENTÁRIOS Reserva monetária. A CF/67 não continha a previsão da anterior. A receita líquida do imposto destina-se à formação de reservas monetárias.578/77 é pesadíssimo (100% do valor do tributo) e também vai compor a reserva. § 2°. basta a verificação da necessidade de barrar a exportação para ser ordenada a subida da alíquota zero. artigo por artigo. é obrigatória a reserva monetária ou cambial.art. igualmente.-lei 1. Na CF/46 a receita do Imposto de Exportação formava reservas cambiais . inclusive ICMS e ISS Assim. o produto da arrecadação do imposto em destaque formará reserva a crédito do Banco Central do Brasil. Observe-se que a alíquota zero funciona dentro da presunção de que é o produto tributado. 28. na forma da lei. ainda. não há previsões. ou seja. °. Segundo o Dec. o disposto no art. Na CF/88. com a Emenda Constitucional nº 18. a lei poderá criar um Fundo para subvencionar exportações e produção quando o preço 83 . cuja aplicação ficará a critério do Conselho Monetário Nacional.578/77 (art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.-lei 1. o que não ocorre com a isenção. a título de exemplo. Segundo Aliomar Baleeiro. devendo-se seguir o que está no artigo em comento. 7. 28 do CTN. Art.

Forense. de produtos brasileiros exportáveis. V . inclusive ICMS e ISS internacional se apresentar gravoso.a circulação. isto é. ed. 137).a distribuição. como definida no art. IV .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 46 e seu parágrafo único. ou a necessidade de garantir o abastecimento do mercado interno.a importação. A elevação de preços.a produção. III . ou desestimulando as exportações. 84 . 74.. em benefício do consumidor nacional. § 1° Para os efeitos deste imposto. como definida no art. Capítulo V IMPOSTOS ESPECIAIS Seção I Imposto sobre operações relativas a combustíveis. lubrificantes. energia elétrica e minerais do País tem como fato gerador: I . assim entendida a venda do produto ao público.o consumo. de competência da União. O imposto. a energia elétrica considera-se produto industrializado. artigo por artigo. retirando o excesso de remuneração. não compensador para os produtos nacionais (Direito Tributário Brasileiro. sobre operações relativas a combustíveis. assim entendida a colocação do produto no estabelecimento consumidor ou em local de venda ao público. energia elétrica e minerais do País Art. como definida no art. p. lubrificantes. 19. 4. 52. II .

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§ 2° O imposto incide, uma só vez, sobre uma das operações previstas em cada inciso deste artigo, como dispuser a lei, e exclui quaisquer outros tributos, sejam quais forem sua natureza ou competência, incidentes sobre aquelas operações. Art. relativamente: I - ao Imposto sobre Produtos Industrializados, quando a incidência seja sobre a produção ou sobre o consumo; II ao Imposto sobre a Importação, quando a 75. A lei observará o disposto neste título

incidência seja sobre essa operação; III distribuição. COMENTÁRIOS O imposto tratado nestes artigos, conhecido como Imposto Único, não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988 como de competência da União. Caminhando o Brasil pela utopia do imposto único, instituiu o Imposto Único sobre Minerais no Código de Minas, de 23.06.1934, passando pelo Dec. 24.673, de 11.07.1934, até o Dec.-lei 1.985, de 29.01.1940, o Código de Minas (alterado pelo Dec.-lei 227/67). Surgiu, depois, o Imposto Único sobre Lubrificantes, ao Imposto sobre Operações Relativas à

Circulação de Mercadorias, quando a incidência seja sobre a

Combustíveis e Energia Elétrica. A experiência do imposto único não foi boa, reclamando os Estados e Municípios da divisão da receita e não poucas vezes levando a controvérsia à Justiça.

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Com a CF/88, cuja preocupação primeira foi repartir da melhor forma o bolo formado com a receita tributária, a tributação sobre energia elétrica, serviços de telecomunicações, combustíveis e minerais passou aos Estados e ao Distrito Federal, com o ICMS (art. 155, § 3°, CF). Assim, remetemos o interessado aos comentários em torno do ICMS. Seção II Impostos extraordinários Art. 76. Na iminência ou no caso de guerra externa, a União pode instituir, temporariamente, impostos extraordinário compreendidos ou não entre os referidos nesta Lei, suprimidos, gradativamente, no prazo máximo de 5 (cinco) anos, contados da celebração da paz. COMENTÁRIOS A atual Constituição Federal de 1988 manteve a tradição inaugurada com a Carta de 1946, prevendo a instituição, pela União, dos impostos especiais (art. 154, II, CF). Diante da excepcionalidade, o legislador constitucional deixou em aberto a previsão quanto ao fato gerador da exação, admitindo que se eleja fato gerador de outro imposto. Também tem este imposto, como característica, a

temporariedade, eis que prevista a sua extinção gradual. Roque Carrazza, assim como Aliomar Baleeiro, consideram uma demasia o texto do art. 76 do CTN, ao estabelecer o prazo de cinco anos para a extinção do imposto extraordinário, quando não há limite de tempo no texto constitucional.

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Embora só possam ser instituídos ou aumentados por lei, devido à excepcionalidade, não estão os impostos extraordinários sujeitos ao princípio da anterioridade ou da não-surpresa (art. 150, § 1°, CF). TÍTULO IV TAXAS Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia; ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. [...]. COMENTÁRIOS Conceito. As espécies do gênero tributo são impostos, taxas e contribuição de melhoria. Diferentemente dos impostos, cuja característica marcante é a desvinculação da receita a uma finalidade determinada, a taxa é o tributo vinculado por excelência, isto é, só é devido pelo contribuinte se houver contraprestação por parte do ente estatal que a houver instituído. A palavra taxa é imprecisa, porque na linguagem jurídica pode significar preço público ou contraprestação por um serviço. Daí a preocupação do direito pretoriano em estabelecer a diferença dos institutos, o que ensejou a edição da Súmula 545 do Supremo Tribunal Federal assim redigida:
Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente daqueles, são compulsórias, e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que as instituiu.

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Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

O verbete transcrito está em sintonia quase absoluta com a legislação atual, devendo-se o quase à consagração do princípio da anualidade (prévia autorização orçamentária), não mais existente. Segundo Aliomar Baleeiro,
Taxa é o tributo cobrado de alguém que se utiliza de serviço público especial e divisível, de caráter administrativo ou jurisdicional, ou o tem à sua disposição, e ainda quando provoca em seu benefício, ou por ato seu, despesas especiais dos cofres públicos (Direito Tributário Brasileiro, 4. ed., Forense).

A Constituição Federal de 1988, no art. 145, II, dá o conceito de taxa como sendo o tributo instituído pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, em razão do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. Pelo conceito constitucional, a taxa existe para custear um serviço público ou em razão do exercício do poder de polícia. Entretanto, diante dos limites constitucionais para a criação de taxas, o legislador constitucional derivado criou, pela Emenda Constitucional nº 39, de 19 de dezembro de 2002, a chamada taxa de iluminação, no art. 149-A, ao outorgar aos Municípios e ao Distrito Federal o poder de instituir o que chamou de contribuição para custeio do serviço de iluminação pública, a ser cobrada na fatura de consumo de energia elétrica. A emenda constitucional foi uma resposta dada à firme posição do Supremo Tribunal Federal em não aceitar a cobrança, por parte dos Municípios, das taxas de iluminação pública, entendendo tratar-se de um serviço indivisível, que maculava a sua natureza jurídica. Não demoraram os Municípios, com a autorização da EC nº 39/2002, a instituírem as novas modalidades tributárias, cuja cobrança tem ensejado centenas, senão milhares de decisões em seu desfavor,
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317/RJ. Suspensão de Tutela Antecipada 28/SP.2004. mesmo que não seja essencial. rel. prestado a todos.06. suspendeu os efeitos de liminar mandamental na Suspensão de Segurança 1. rel. Mas o serviço prestado pelo poder público. portanto. Nas instâncias ordinárias.2005. 89 .2005.03. Min. DJ 21. DJ 09. não poupam os juristas de ácidas críticas o Governo. Gilmar Mendes. inclusive ICMS e ISS inclusive via ação direta de inconstitucionalidade e ações civis públicas patrocinadas pelo Ministério Público.min. rel. Min. Daí distinguirem-se as taxas de serviço e as taxas de polícia. Reclamação 3.07. DJ 05. não podendo. ou seja. No STF. indistintamente. Nelson Jobim. para dizer que é serviço público aquele prestado sob a égide da lei. liminares ou cautelares são sistematicamente suspensas nos tribunais superiores. o Parlamento e o próprio STF.08. ser serviço prestado por empresa privada. Gilmar Mendes.08. No STJ. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2004. os seguintes julgados. dentre outros: Ação Cautelar 876/MG.299. para ser estipendiado por taxa. Gilmar Mendes. rel. Doutrinariamente. DJ 13. beneficiando pessoas indeterminadas. Quando o serviço público é geral. conforme publicação no DJ 23.046. não podem ser tais serviços custeados por taxas. os pleitos têm obtido êxito. precisa ser um serviço específico e divisível. artigo por artigo. AI 462. registram-se. Nelson Jobim. e sim pelas receitas derivadas dos impostos.02. AI 422. Para a caracterização do que seja serviço público recorre-se à natureza jurídica do regime jurídico que o rege. O outro aspecto em destaque é que o serviço prestado ou posto à disposição é sempre estatal. mas as decisões em tutela antecipada. DJ 01. Min. o Ministro Nilson Naves. Min. como Presidente da Corte. no mesmo sentido.377.2005.2003.

como vimos. inclusive ICMS e ISS Os serviços específicos ou singulares são prestados a um número determinado de pessoas. Trata-se de restrição ou limitação coercitiva exercida pelo Estado. tem por fato gerador uma prestação estatal efetiva ou potencial. o exercício de atividade fiscalizadora que impõe limites ao exercício dos direitos individuais. ou seja. A taxa. direcionada a um número determinado de pessoas que estão obrigadas à mesma. para utilização individual e. Em São Paulo. pago com a receita do IPTU. segundo noticia Roque Carrazza. Taxa e preço. com o cuidado para que não haja desvio da vinculação absoluta de sua receita ao serviço específico. Questão que se coloca como de importância é saber se um serviço publico específico e divisível. artigo por artigo. ser bancado pelo Estado com a receita dos impostos. Observe-se que só o poder de polícia específico é passível de estipêndio por meio de taxas. a prestação do serviço prevista em lei há de ser obrigatória para o Estado. mas doutrinariamente nega-se a inconstitucionalidade. Além dos serviços. e que seria perfeitamente estipendiado por uma taxa de serviço. pode ter alíquota zero. enquanto a utilização pode ser facultativa. pode ser estipendiado por taxas o poder de polícia. 90 . posto à disposição um determinado número de pessoas. por isso mesmo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. mensurável. E mesmo assim exige-se que seja divisível e mensurável. questionou-se quanto à constitucionalidade de um serviço de transporte coletivo gratuito. ou seja. Por fim. Politicamente pode ser questionado.

temos preço e não taxa. 91 . se a atividade estatal se situa no âmbito privado. pois o último. Trata-se de preço. Ensina Hugo de Brito Machado que. Erradamente atividades públicas são estipendiadas com valor certo. o preço. a receita a ela vinculada é um preço. A dificuldade surge em relação aos serviços. que estabelece a fronteira entre a taxa e o preço.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. não se tem dúvida. embora estejam regidos por regimes jurídicos absolutamente distintos. no direito brasileiro. Se a atividade não é pública. porque submetidos a tratamento jurídico distinto. Para tanto. taxa de uso. cobrado dos usuários e sem respaldo de lei. de importância fundamental na condução de cada espécie. artigo por artigo. dão ao valor de tais serviços o nome de tarifa. o valor do serviço é uma taxa”. como se o nomen juris fosse capaz de alterar alguma coisa. “se a atividade estatal situa-se no terreno próprio e específico do Estado. e só ela. está no desvio do serviço público. Preço é o valor de uma prestação derivada de um contrato firmado sob a égide da liberdade de contratar. porquanto não há. Se a remuneração é pelo uso de um bem público. O maior óbice à fixação de critérios científicos seguros para estabelecer a diferença. obedece ao regime jurídico privado. inclusive ICMS e ISS Aproxima-se ela e muito se confunde com o preço ou tarifa. não e compulsória e tem por mola propulsora o pagamento. Entretanto. Em verdade é alei.

92 .478/2002. porque estas. Observe-se que o Município de São Paulo criou a Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares . tais como legalidade. .522/2003 e 13.remunera serviços que não têm natureza de públicos.pressupõe contratação. admitem concessão. Vejamos: Taxa . Vittorio Casone indica as seguintes diferenças entre as espécies em apreciação. sujeitase ao preço público. distribuído de acordo com o volume de geração de resíduos de cada munícipe. em sucessivas leis (13.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. artigo por artigo.utilização efetiva ou potencial do serviço público. 13. serviços não essenciais. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada a prévia autorização orçamentária. . conhecida como “Taxa do Lixo”.699/2003).remuneração por serviços públicos essências econômica ou cuja não compete Preço público .exercício do poder de polícia. JURISPRUDÊNCIA Preços de serviços públicos e taxas não se confundem.TRSD. não confisco e irretroatividade.atividade monopolizada. cuja base de cálculo é o custo geral do serviço. em relação a lei que as instituiu (STF Súmula 545). . anterioridade. diferentemente daqueles. capacidade contributiva. atividade . que originariamente à iniciativa privada. O STF ainda não se manifestou a respeito. inclusive ICMS e ISS A taxa é sempre criada por lei e obedece aos princípios constitucionais do sistema tributário.

com base em tabela.2002).145.2002 (STJ. pela 1ª Seção. de taxa para preço público. Nota: O verbete sofreu impugnação no STF que entendeu ser de absoluta pertinência a cobrança. de 1953. REsp 261. I. pela Lei 8. pelo Município. em razão do poder de polícia desenvolvido quanto à ocupação de imóveis utilizados para comércio ou para prestação de serviços. 150. em 24. por faixas de contribuintes” (TRF . artigo por artigo.5ª R. com simples trânsito em porto nacional.5ª R. Licença ou Guia de Importação ou documento equivalente: a alteração do art. destinadas a outro País. 97.387.05. inclusive ICMS e ISS O STJ editou a Súmula 157 do teor seguinte: “É ilegítima a cobrança de taxa.940/89). IV.145. Aposição da Corte Maior levou ao cancelamento da Súmula. o exercício do poder de polícia administrativa. art. 10. As mercadorias oriundas do estrangeiro. . CF. Lei 2. art. art. não estão sujeitas ao pagamento de Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP) (extinto TFR . referente à mercadoria oriunda do estrangeiro com trânsito em porto nacional e destinada a outro porto nacional. 77 do CTN a referida cobrança. Constitucional.Súmula 220). 10 da Lei 2.Súmula 15). “É inconstitucional a cobrança da taxa de expediente para emissão de guia de importação (Lei 7.387. I. de 1953. não mudou a natureza jurídica do crédito remunerador da atividade estatal especifica. tendo como base a área fiscalizada. somente é devida no destino (extinto TFR .04.571/SP. com a redação da Lei 8. 93 . A Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP).Súmula 221). de 1991. art. dado que a lei não fixa a base de cálculo e nem a alíquota. Tributário. de 1991. CTN.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Taxa de licenciamento de importação. concluindo pela inexistência de vulneração ao parágrafo único do art.690/88. 10)” (TRF . Ofensa ao princípio da legalidade tributária. “É válida a cobrança da Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários (Lei 7.Súmula 14). na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial”. DJU 07.

1. é que legitimam a cobrança de taxas. na forma do disposto no art. Súmula 279. do poder de polícia.145/1953 e 8. Direito constitucional. As assertivas do acórdão 94 . de 1991. os Estados. 2 Interpretando essa norma. O AFRMM não é incompatível com a norma do art. Pleno. pelo Poder público. Pleno. da Constituição. No caso. na primeira hipótese. DJU 30. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. Tributário Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante . Fiscalização. inclusive ICMS e ISS Inconstitucionalidade do art. ou a prestação de serviços. Recurso extraordinário conhecido (letra b).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. com a redação da Lei 8. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. assim como qualquer prestação de serviços. da alegação no sentido de que o Fundo da Marinha Mercante teria sido extinto. seja na Constituição anterior. 10 da Lei 2. efetiva ou potencial. Recurso extraordinário não conhecido (STF. da Constituição Federal. diante dessa decisão Plenária no RE 188.1997. contribuição de intervenção no domínio econômico. RE 165. no art. ao contribuinte. p. 21.06. art.1997. mediante atuação de órgãos administrativos do Município. artigo por artigo. focalizados no recurso extraordinário. Carlos Velloso.193. É o que estatui a Constituição Federal. terceiro gênero tributário. p. por órgão administrativo. 155. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir taxas. II. RE 188107/SC.AFRMM. IX. 23. que justificasse a imposição da taxa em questão.05. Min Carlos Velloso. 36. Irrelevância. de 1953.387. de serviços públicos específicos e divisíveis. Nota: A execução das Leis 2. efetiva ou potencial. Poder de polícia.1995. como a de que se trata neste recurso: taxa de localização e funcionamento. assim como as que a precederam.05. mas improvido (STF. I.145. II. a jurisprudência do STF firmouse no sentido de que só o exercício efetivo. 149). 25. tributário e administrativo. Constitucional. seja no Código Tributário Nacional. o acórdão extraordinariamente recorrido negou ter havido efetivo exercício do poder de polícia. j.387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. sob o aspecto tributário.107/SC. na segunda hipótese. Min. pelo Poder Público.1995.446). § 2°. efetiva ou potencial. rel.03. 3. j. rel. Contribuição parafiscal ou especial de intervenção no domínio econômico. Art. ao contribuinte .é uma contribuição parafiscal ou especial. 145 e seu inciso II. A União. 20.939/RS. 145. O Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante – AFRMM . 4. ADCT. Taxa de localização e funcionamento. distinta do imposto e da taxa (CF. III. DJU 30. II.

rel. § 2°. Ement. § 4°. Pleno. Pleno. 1ª T. j. DJU 06. por esta Corte. 45. que não podem ser revistas.1969. artigo por artigo. que limita a faculdade contida no art. p.12. RMS 4382. de qualquer modo. Ilmar Galvão.1996. rel. RE 68690/PR. Luis Gallotti. As taxas são tributos estabelecidos por lei. por haverem violado a norma do art. Recurso extraordinário não conhecido (STF.989/66. p. 156. Pleno. II. 27. Min. 27.969/SP. Tributário. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico. Município de São Manuel. Distinção. Preço público. 00308-01/00183). O primeiro.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.11. rel. as tarifas correspondem a atos do poder executivo (STF. Constitucional. Tarifas ou tabelas de preços de serviços públicos explorados diretamente pelo Estado ou mediante concessão. com ofensa ao art. inclusive ICMS e ISS repousaram na interpretação das provas dos autos ou do direito local. 6. Precedentes. j.07. 5. O Supremo Tribunal Federal tem 95 . em razão do valor do imóvel.1996. A distinção entre taxa e preço público não é matéria de direito local e sim de direito federal.. no entendimento deste Relator. conhecido e provido (STF. indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte. Min. 7°. Inconstitucionalidade declarada dos dispositivos sob enfoque. em Recurso Extraordinário (Súmulas 279 e 280). incisos I e II. Imposto sobre a propriedade Predial e Territorial Urbana. Taxas.703). rel. que deu nova redação aos arts.1997.1970). 182. RE 199. Taxas que.05. Min. 38). 145.02. Os demais. Taxa de fiscalização de localização e funcionamento. da Lei 6. Lei 11. qual seja. DJU 22. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo. Recurso extraordinário da Prefeitura. de 30. da Constituição Federal.11. Recurso conhecido e provido (STF. § 1°. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU.1957. 87.08. j. incisos I e II. A denominada taxa de manutenção e limpeza da ‘estação rodoviária’ não é verdadeiramente uma taxa. Estabelecimento comercial. j. Sydney Sanches. e 94. RE 140278/CE. não mensurável. Taxa. DJU 15.1991.1998. Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos. não sendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais. ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU. Min. mas preço público. do Município de São Paulo. Tributário.11.152. a área do imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público. 12. Luis Gallotti. 27.

lavagem e capinação’. Min.1996. DJU 23.478/2002.. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência.12. REsp 000. 77. anualmente renovável. DJU 02. Recurso parcialmente provido (STJ.1996.699/2003].Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2000. Taxas de iluminação e limpeza urbana [acórdão anterior à EC nº 39/2002].. Precedentes jurisprudenciais.02.05. Tributário. ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’). Taxa de limpeza urbana. Falta de contraprestação. Min Ari Pargendler. Ilmar Galvão. Município de Porto Alegre. Milton Pereira. 1ª T.76/PR.1998. Base de cálculo. pelo exercício do poder de polícia. j.. caput. rel..024-04/SP. 77. 36. utilização e metragem do imóvel) . Precedentes. 2. 16.além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ .03. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. j. j.1997. DJU 27. a respectiva base de cálculo não está vinculada a atuação estatal. valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização. 1ª S. Min. 1. art. Valor venal do imóvel. RE 198.outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (‘varrição.522/2003 e 13. 19. Impossibilidade Ilegalidade. 3. rel. Lei 6. 36). 13.1998. de 1991. p. da taxa em referência.2001). Ilegalidade da cobrança de taxa. 16). 28.171).02. 18. 1ª T. Taxa de limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos. Tributário. Planta de valores genéricos. A taxa de limpeza urbana.904/RS. DJU 02. ademais. ficando desfigurado o efetivo exercício do poder de polícia. Escritório de advogado. II. pelas Municipalidades. de 1966. EREsp 01. pelas Municipalidades. não podendo o contribuinte furtar-se à sua incidência sob alegação de que o ente público não exerce a fiscalização devida.152.564.tudo com afronta aos arts. A majoração da base de cálculo do IPTU 96 .09. da taxa em referência. no modo como disciplinada no município de São Paulo.989. e 79. rel. j. 1° T. Embargos de divergência acolhidos (STJ. Decreto do Executivo. Ausência de divisibilidade e especificidade. quando inexistente a contraprestação de serviços inerentes a essa espécie de tributos. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. Tributário. RE 276. na redação dada pela Lei 11. do CTN.12. Min. CTN. Ilmar Galvão. p. pelo exercício do poder de polícia.980. não dispondo sequer de órgão incumbido desse mister. Taxa de fiscalização de localização e funcionamento. anualmente renovável. artigo por artigo. IPTU.1997. Constitucionalidade. remunera . Majoração.09. Tributário. rel. p. do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13. inclusive ICMS e ISS sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência.

02.05. Embargos de divergência acolhidos (STJ. exceto nos casos de simples atualização monetária.1998. 77 do CTN. qual seja a facultatividade do seu pagamento. REsp 86692/MG. Min. 21. j. do CTN.11.404/SP. Nota: A execução das Leis 2.1998). 23.1999). REsp 220004/RS.1995. inclusive ICMS e ISS depende da elaboração de lei. Lei 6. A taxa de limpeza urbana. 13. Taxa de limpeza urbana. de 1966. Fiscalização aduaneira. Antônio de Pádua Ribeiro. Terminal alfandegário. j. lavagem e capinação’. rel. p. Min.outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (varrição. diante da decisão Plenária do Colendo STF.145/53 e 7. Tributário. ademais. Peçanha Martins. Taxa de incidente sobre guias de importação.145/53.06.522/2003 e 13. DJU 30.989. 1ª S. I – A exação prevista no art. Tributário. indivisível e insuscetível de ser referido a contribuinte certo e determinado.1999. 17.12. por isso que tem por fato gerador prestação de serviço de caráter genérico. Ilegitimidade de sua cobrança.1997. Recurso conhecido e provido (STJ. o que exceder disso é aumento de carga tributária e só pode resultar de lei. II . DJU 11. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13. Precedentes. a respectiva base de cálculo não esta vinculada a atuação estatal.478/2002..1995). remunera . Garcia Vieira.. ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’).05. 14. no modo como disciplinada no Município de São Paulo.1999).. Min. EREsp 102.além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ .04.193. Carlos Velloso. A taxa de conservação e limpeza pública não se confunde com a do IPTU. rel. inespecífico. artigo por artigo. e 79. É taxa..387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. Tributário. a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário. rel.1997. Taxa. DJU 05. 1ª T.145/1953 e 8. DJU 02. e não preço publico.699/2003]. 23. DJU 05. tem a natureza de taxa de prestação de serviços e não de preço público. por lhe faltar característica essencial deste.tudo com afronta aos arts. no RE 188.09.1997.Recurso especial não conhecido (STJ.10.107/SC.16. Min. rel. Recurso improvido (STJ. Min. Leis 2. 10 da Lei 2. 97 . à vista do art. inc.690/89. Ari Pargendler. II. caput. REsp 61294/ES. 2ª T. 77. j. valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização. Estadia e pesagem de veículos de carga. de 1991. j. 2ª T. utilização e metragem do imóvel) .152. na redação dada pela Lei 11.03. não mensurável. j.

12. Taxa de licença de localização e funcionamento. Alíquota.07. AMS 95. É defeso ao município instituir renovação de taxa de licença de localização e funcionamento. que.. esta é. rel. 1. Administrativo. Tributário. DJU 06.1998. Min. de 09. I .05. Tributário. II . preço e. 100). a título de poder de polícia.01. mas pelo critério da compulsoriedade da exigência (Súmula 545 do STF).1991. 44. Humberto Gomes de Barros. 97. CVM. subsumindo-se em norma complementar (CTN. 77 do CTN. Taxa instituída pela Portaria 028/91-N. j. do Código Tributário Nacional). Renovação. 4°. Não é inconstitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7. criou taxa em razão dos serviços prestados. por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’. não se presta à instituição de tributo. que requer lei em sentido material e formal. DJU 13. na liberação de mercadorias destinadas à exportação. do Presidente do IBAMA.1995.1998.. 3.1995. 04.. pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza especifica da imposição.A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art.940/89. p. rel. 114).1998. da categoria das taxas.0201404-9/RJ. Precedentes. não significa que estamos diante de tributo.2000. j. III .2000). a pretexto de veicular emolumento. 2. 262). Juiz Eustáquio Silveira. 3ª T. REO 93. deve ser tratada.. A taxa em exame tem base de cálculo diversa da do imposto. j. do CTN. 4ª T. 98 . eis que a proibição do parágrafo único refere-se a capital e não a patrimônio.02. I. rel. Assim. em face da inexistência da contraprestação de serviços e realização efetiva do poder de polícia (STJ. 3ª T. Infringência do princípio consagrado no parágrafo único do art. como tal. rel. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria. art. Incorre. em vicio de ilegalidade. Taxa ou preço de armazenagem. até por vício de linguagem.. A portaria.27835-9/BA. DJU 29. 3. tecnicamente. Adoção de base de cálculo própria do ICMS. portanto. Taxa de fiscalização.Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’. Tributário.1ª R.. 77 do CTN. a Portaria 028/91N.Recurso improvido (TRF-2ª R. 1ª T.05. p. Apelação e remessa oficial improvidas. 4.. 2.1997.09833-4/BA.1ª R.05. 1. REsp 218103/SP.314). Impossibilidade. Remessa provida (TRF . DJU 13. artigo por artigo.940/89.01. não ocorrendo violação ao art. Sentença confirmada (TRF . inclusive ICMS e ISS Tributário. p.07. Violação do art. Juiz Olindo Menezes. do Presidente do IBAMA. 10. Lei 7. j.04. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados. AMS 93. inciso I.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 03. Juiz Castro Aguiar. 17.03.

projetos e construções são mantidos e operados pela União ou entidade da administração federal indireta. em face do art. STF..exigidas compulsoriamente. Turma . 145. e têm como base a lei formal e como antecedente fático a fruição do benefício que o recolhimento da tarifa propicia (TRF-2ª R.1996. I . revela que se cuida. I Elucidação da conceituação jurídico-legal da tarifa de armazenagem instituída pela Lei 6.708).. Taxa exigida pela CACEX para expedição de guia de importação.AMS 90.690/88. DJU 15. tudo nos termos do voto condutor (TRF-2ª R. 20. os preços públicos ou tarifas têm como pressuposto ou antecedente necessário a efetiva utilização do bem público que usufruir. II O Eg. AMS 93. j.009/73.1994. IV . a natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo seu fato gerador. Tarifa de armazenagem. 15.06.As tarifas aeroportuárias destinam-se ao pagamento pertinente a utilização de aeroportos. intérprete precípuo da CF. de preço público. AMS 95.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. Juíza Julieta Lunz. em relação a lei que as instituiu’.10. 4° do CTN. mutatis mutandis.. rel.. IV . 1ª T. de há muito sumulou sua jurisprudência.02. 99 . 11. diferentemente daqueles. da Constituição Federal. 3ª T. Juiz Arnaldo Lima. porque estas. Lei 6. j. II.Apelação conhecida e provida. cujas instalações. e decorrendo de efetiva utilização das áreas assim projetadas e construídas. haja em conta que. 10. Não é porque o dispositivo em apreço empregou a expressão ‘taxa’.145/53. III .18106-0. Infra-estrutura aeroportuária do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. DJU 02.A leitura de tal dispositivo.As entidades que exploram se obrigam a manter em bom estado os aeroportos. da Lei 2. 145 da Constituição Federal vigente. 2° e suas alíneas da Lei 6. como ditado no art. artigo por artigo. remessa oficial prejudicada. que de tal figura jurídica se trata. que devem ser remunerados pelos serviços que sejam prestados ou postos a disposição de quantos transitam com cargas.Nos termos do art. Art. Verbete 545. E.009/73. isto visando afastar qualquer dúvida. jamais de taxa.1995.0206369-0/ES. bem assim da utilização de equipamentos e serviços do aeroporto. sendo irrelevante a sua denominação. na redação que lhe deu a Lei 7. Tributário. p. III . isto através de tarifas ou preços específicos. Art.0211235-0/RJ. Precedente específico desta Eg.09. a espécie. inclusive ICMS e ISS Tributário. II .04. sendo as taxas-gênero de tributo . no caso.1994.313). a saber: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. 51.Diferença entre taxa e preço público. p. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária.009/73.

artigo por artigo.08.05.1997. Juiz Gilson Dipp.145/1953 e 8. diante da decisão Plenária do Colendo STF. Carlos Velloso. REO 0443196/PR. 73. Trata-se de tributo fixo. rel. Tributário. 22. Tributário. foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005.004).1997. 68.820/SP. II e III. 4ª T.08. criado sem base de cálculo e sem alíquota (como. 2.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. É constitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7.03.03..940/89. j. II. p..107/SC. CF/88. 100 . 2. Juíza Lúcia Figueiredo. Min. 23. funcionamento e instalação de imóvel onde a Caixa Econômica Federal exerce suas atividades. 4. Autonomia municipal. p. corresponde ao controle. Taxa de verificação anual de funcionamento regular (alvará). e. j... II .668). mas como um referencial para se estabelecer a classe do contribuinte. DJU 27. Taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários.1997.1996. juiz Francisco Falcão. sobre o ordenamento urbano. Interesses genéricos e não específicos divisíveis.Apelação e remessa oficial providas. I . em que o patrimônio líquido da empresa funciona não como base imponível. j.301). Taxa de licença para localização. 72.09. p. DJU 24.1996. o valor do tributo por ele devido (TRF-4ª R.1996.. Art. Constitucional. funcionamento e instalação. 1. 1. 2ª T. as atividades e os interesses da comunidade.1995. Taxas de iluminação e de limpeza públicas não se enquadram nas taxas contra-prestacionais. legitimamente exercido pelo município. 3. 79.10. p.940/89. 1ª T. rel.08. 06. 1ª T. DJU 13. DJU 30.1997. AC 93.É legítima a instituição e cobrança pelo município de taxa de licença para localização. 16.387/1991. rel. A expedição de alvará. Apelo e remessa oficial improvidos (TRF-5ª R.1996. Constitucionalidade. para a localização de quaisquer estabelecimentos.113.02.. 21.193). geralmente são estabelecidas as taxas). no RE 188. p. 145. Mandado de segurança. o que faz desnecessária a comprovação da efetiva contraprestação do serviço público.268). rel. Remessa ex officio provida (TRF-4ª R. j. Juíza Tânia Terezinha Escobar. AMS 0444230/RS. Art. 19.. por conseguinte. Direito Tributário. 14. do CTN.1995. Sucumbência invertida (TRF-3ª R. inclusive ICMS e ISS Nota: A execução das Leis 2. DJU 10.03. III . rel. Lei 7. Taxa de serviços públicos.09. j. alias.Regular utilização do poder de polícia garantindo constitucionalmente. Tributário.

Embargos de declaração opostos à decisão singular do Relator. Conversão em agravo regimental. Não se tem por afastada a liquidez e certeza da certidão de dívida ativa pelo só fato de trazer referência dos valores originais em moeda não mais em curso no País (TRF4ª R. a cobrança a título de água e esgoto. Natureza jurídica de preço público. garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa’ (RTJ 141/430. Já ao tempo da Emenda Constitucional nº 1/69. Custas e emolumentos. j.06. 150. no julgamento do RE 116. julgando a Representação 1. Tributário. Ação direta de inconstitucionalidade da Resolução 7. Conversão dos embargos em agravo regimental.2005. II. rel. sendo aplicável em matéria de decadência o art. Serventias judiciais e extrajudiciais. p. sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art.04. Esse entendimento persiste. 3. 1. Natureza jurídica. Orientação que reiterou. a exigência ou 101 .. j. de 30 de junho de 1995. veda à União.1990.208/MG. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná.1984). Anuidades e multas. para legislar sobre custas dos serviços forenses (inciso IV) e cujo art.08. Conselho Regional de Contabilidade. tem o prazo prescricional de vinte anos para cobrança. j. da espécie taxa. Ato normativo. Taxa de esgoto sanitário. Prestação de serviço por concessionária. Constitucional. não podem ter seus valores fixados por decreto. DJU 02. 2.1996.495). Decadência e prescrição. 3. 24 estabelece a competência concorrente da União. Juiz Edgard Antônio Lippmann Júnior.094/SP. que prevê sua ocorrência após cinco anos. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não se trata de tributo. Não provimento deste (STF. CDA. Liquidez e certeza. 153 da Emenda Constitucional nº 1/69). ao Distrito Federal e aos Municípios.. 2. 2ª T. artigo por artigo. A multa administrativa. a 20.09. por não serem preços públicos. o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que ‘as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais’. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental.10. Min. III. dos Estados e do Distrito Federal. sim. aos Estados. A anuidade exigida pelos conselhos regionais constitui tributo. taxas. rel. sob a vigência da Constituição atual (de 1988). Embargos de declaração opostos à decisão do Relator. mas de preço público. AC 95.1996.2005). 08.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. RE-ED 447. por não se tratar de crédito de natureza tributária.04. 1. 2ª T. 28.. contados do primeiro exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. 173 do CTN/66.00284/PR.536/SC. Inafastabilidade. Precedentes. inclusive ICMS e ISS Execução fiscal. I. cujo art.08. DJU 26. Direito Constitucional e Tributário. 19. ‘mas. Carlos Velloso. 74. no inciso I.

Serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto.314. nos termos em que foi admitido no ordenamento jurídico. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição’. Recurso especial oposto contra acórdão que.08. No caso presente. Preço público.2002.1996. art. II. art. 20. no caso. de serviços públicos específicos e divisíveis. mas de aumento do valor de custas judiciais e extrajudiciais. Min. ex officio.2003).2003. 1. 78. 175 e §§ [rectius: parágrafo único]). mas preço público decorrente da exploração pelo particular. II e § 1°.Código de Mineração]: não se tem. ainda que prestado em caráter particular (art. de um bem da União (CF.314. Requerimento do Ministério Público. Pleno. Tributário Taxa Conceito. Min Carlos Velloso. DJU 11. rel. no seu exato sentido jurídico. 4. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (STF. 8°.e não de lei formal. 5. igualmente. A sua aplicação há de sofrer os limites impostos pelo art. 145 admite a cobrança de ‘taxas. Precedentes. l6. ADIn julgada improcedente (STF. 20.830/80]. as extrajudiciais (emolumentos). de 14. p. art.830/80. resultantes da utilização efetiva ou potencial. § 4°. para declaração de inconstitucionalidade da Resolução 07. rel. Decretação da prescrição intercorrente. DJU 01.05. ou são de serviço.04. Pleno. Tal conceito abrange não só as custas judiciais. I. 145. 2. ADIn 2586/DF. artigo por artigo. O art. em execução fiscal referente a serviço de fornecimento de água. Mas sempre fixadas por lei. como exigido pela Constituição Federal. mas. a majoração de custas judiciais e extrajudiciais resultou de Resolução do Tribunal de Justiça . do CPC. de serviço público. entendeu possível a decretação. art. Decretação da prescrição intercorrente por requerimento do Ministério Público. j. 236). pois estas resultam. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. 174 do CTN. da prescrição intercorrente. II). 40 da Lei 6. de 30 de junho de 1995. Remuneração pela exploração de recursos minerais. Tributário. 6. 20 do Dec. o qual alterou o art. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição (CF. parágrafo único.11. Repugnam os princípio informadores do nosso 102 . da LEF [Lei 6. 101). Aqui não se trata de ‘simples correção monetária dos valores anteriormente fixados’. ADIn 1444/PR. As taxas decorrem do poder de polícia do Estado. III. Natureza tributária. Interpretação dos arts. 3. Sydney Sanches.1996. Ação direta julgada procedente. O art. Constitucional. não tem prevalência. Lei 9. Taxa.2003. 1°. do CTN. O poder de polícia está conceituado no art. 12. taxa.-lei 227/67 . IV.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. de serviços públicos específicos e divisíveis.11.. de 14. 219.02. II do § 3° [rectius art. j. efetiva ou potencial. Lei 9. inclusive ICMS e ISS aumento de tributo. sem lei que o estabeleça. IX. Código de Mineração. CTN. e 174. Recurso especial. sem lei a respeito. também.

quando há compulsoriedade. p. O art. Precedentes desta Corte e do colendo STF 5. Obrigatoriedade do serviço de água e esgoto. 11. inclusive ICMS e ISS sistema tributário a prescrição indefinida. Não há amparo jurídico a tese de que a diferença entre taxa e preço público decorre da natureza da relação estabelecida entre o consumidor ou usuário e a entidade prestadora ou fornecedora do bem ou do serviço. 10. da Procuradoria-Geral da Fazenda Estadual/Minas Gerais. em face da obrigatoriedade da ligação domiciliar à rede pública’ (Helly Lopes Meirelles. de natureza compulsória. pela via da prescrição. impondo-se segurança jurídica aos litigantes. 492). pelo que.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Juríd. no sentido de que ‘a natureza jurídica da remuneração decorre da essência da atividade realizadora.. serviço público concedido. norma revogada pela Lei 8. sofra as limitações próprias de tributo’ (Hugo de Brito Machado. se a entidade que presta o serviço é de direito público. 9. p. jul. Rev. 174 do CTN. artigo por artigo. 174 do CTN tem natureza de lei complementar. ‘A remuneração dos serviços de água e esgoto normalmente é feita por taxa. 3. 11 da Lei 2. 40).830/80. Precedentes das egrégias 1ª e 2ª Turmas desta 103 . 8. não permitindo o atendimento da respectiva necessidade por outro meio.312/94 [rectius: de 1954. O concessionário recebe remuneração da mesma natureza daquela que o poder concedente receberia. Os serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto é cobrado do usuário pela entidade fornecedora como sendo taxa. nº 05. Tem-se. por ser a relação entre eles de direito público. Há de ser sempre lembrado de que o art. Adoção da tese. de que a contribuição pelo fornecimento de água e coleta de esgoto é taxa. cujo afluente [rectius: efluentes] terá destino fixado pela autoridade [sanitária] competente’. não sendo afetada pela existência da concessão. o valor cobrado caracterizar-se-ia como taxa. nele não incluídos os do art. Após o decurso de determinado tempo sem promoção da parte interessada. 4.. in casu. 7. 299. Regime tributário da venda de água.080/90] (Código Nacional de Saúde) determina: ‘É obrigatória a ligação de toda construção considerada habitável à rede de canalização de esgoto. 1977. 12.-set. 1987. na situação específica examinada.. Atividade pública (serviço) essencial posta à disposição da coletividade para o seu bem-estar e proteção à saúde. v. 11). 6. ano 1987. 40 da Lei 6. cobrada pelo Poder Público. ao contrário. Direito municipal brasileiro. deve-se estabilizar o conflito. se prestasse diretamente o serviço’ (RF. Os casos de interrupção do prazo prescricional estão previstos no art. Prevalência no ordenamento jurídico das conclusões do X Simpósio Nacional de Direito Tributário. então é justo que a remuneração correspondente. ‘Se a ordem jurídica obriga a utilização de determinado serviço. visando atender necessidades coletivas ou públicas. RT. sendo o prestador do serviço público pessoa jurídica de direito privado. p. o valor cobrado é preço público/tarifa. ed.

-lei 1. Tributário. Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo. 19.. REO 3. Natureza jurídica. Importação. 46 da Lei 4. Provimento à remessa necessária (TRF-2ª R. face. j. REsp 848287/RS. Selos de controle quantitativo. A exação criada pela Lei 2. Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia. 2. Ausência de identidade de sua base de cálculo com a dos impostos. 178).690/88 identifica-se como taxa e não preço público.09.145/53 e 7.289).03.03..2006. STF. Taxa de melhoramento dos portos. ao afirmar que essa taxa tem identidade com a base de cálculo do imposto de importação. artigo por artigo. Taxa que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art. Trata104 . rel. José Delgado. IPI. 2.08. 17. da ALALC ou ALADI (Súmula 124 do STJ). 286). Ressarcimento de custos. efetiva ou potencial. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. 1ª T. Tributário. ou a utilização. Precedente do TRF 1ª Região. Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário. § 2°.09.2006. 4ª T.2002. 4.. também. 13. 1. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R. As taxas não podem ter base de cálculo ou fato gerador idênticos àqueles que correspondam aos impostos (CF. 145. inclusive ICMS e ISS Corte Superior. rel. Taxa de expediente (Leis 2. Equivoca-se quem reputa inconstitucional a cobrança da taxa de melhoramento dos portos. art.07. Juiz França Neto. com a Lei 8. Dec.2002. p. porque decorre da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal. A aplicação do selo de controle do IPI.. p. Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal. 21.522/92. a reiterada doutrina e a jurisprudência dos tribunais superiores que entendem legítima a sua cobrança. previsto no art. Receita originária. DJU 17.2000..1999.145/53 e modificada pela Lei 7. REO 9601042105/DF. A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível.437/75.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j. por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação. no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo.690/88) Ilegalidade. DJU 14. Min. 1. de serviço público específico e divisível. representa uma obrigação acessória. 6. Juíza Selene Almeida. p. 5. inclusive. rel.992-1/210. Não violação de acordos internacionais. 3. sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT. no RE 167.052/RJ. § 2°). 6ª T. DJU 31. Recurso especial não provido (STJ. j. da CF e o parágrafo único do art.502/64. 145. sendo uma obrigação assumida voluntariamente. após a declaração de inconstitucionalidade pelo Eg. 77 do CTN. 3.

07. j. Trata-se. previsto no Dec. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos Infringentes 2003. rel. Selos de controle quantitativo. artigo por artigo. 06.002. como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público. proveniente de produto fabricado por empresa pública . assim. violação a quaisquer princípios tributário. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto.437/75. Incorre. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. ADIn 1..Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle. a pretexto de veicular emolumento. O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado.2007). do CTN). 1ª Seção.-lei 1. 1 . DJU 28.2006.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.710/RS. Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira.71.07. Portaria 37/98. constituindo-se em receita originária da União. por ser dele o monopólio na confecção dos selos.. Ibama. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. mas pelo critério da compulsoriedade da 105 . Obrigação acessória. com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R. não havendo.71. Inconstitucionalidade. 1ª Seção. inclusive ICMS e ISS se. sem que isso venha a desconfigurar sua natureza 2 –‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível. apenas. na verdade. Natureza jurídica. Ressarcimento de custos. Trata-se.07. j. Cadastro técnico federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art. Taxa de cadastramento. aquela ‘que decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações positivas ou negativas.05.2006) (TRF-4ª R.03. Tributário.502/64.050. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI.823-1/DF. AC 200371120077868/RS. ou seja.437/75. em vicio de ilegalidade. § 2°.4ª R. de obrigação acessória.000271-0. TRF .03.2007. Lei 4. 13. de mais um custo. a portaria que. DJU 12. de mais um custo. Tributário. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto. DJU 12. 793).Casa da Moeda-. p. ou seja. EIAC 2003. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados. Juiz Vilson Darós. 2ª T. pelos contribuintes do IPI. Dec. 113. não caracteriza taxa e nem preço público. IPI..-lei 1.. rel. apenas. criou taxa em razão dos serviços prestados no exercício de poder de polícia.2006.

j. O faturamento da empresa é utilizado como critério referencial a fim de garantir-se a isonomia. 1. em ausência de contraprestação.040. Juiz Marcelo Malucelli.2006.165/2000 aos arts.2006. Ilegalidade da cobrança.461/SC. II. AMS 1999. 145. 2. DJU 03.2006. portanto.. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. 617). 19.04. 127 do Dec. efetiva ou potencial. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. O nomen iuris atribuído à exação cobrada pelo Estado é questão que não importa para sua classificação como tributo.804/RS. conferindo-se tratamento diferenciado a quem produz graus de poluição diferentes e. Inexiste ofensa da Lei 10. 106 . 1ª T. 05. artigo por artigo. Competência da 2ª Seção. Lei 10. rel.05.2006. p. fulcro no art.2006. p.. Taxa de ocupação. AC 2003. j. Conflito negativo de competência.72. Em obediência à Constituição Federal. na medida em que não restou comprovado que essa exação serve para retribuir serviço público específico e divisível e nem representa exercício do poder de polícia (TRF-4ª R. rel. j.. 1ª T. As taxas são tributos que têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia. 3.2006. conforme inteligência dos arts. DJU 08. Juiz Vilson Darós. as taxas de serviço instituídas pelos Municípios devem ter como fato gerador o exercício do poder de polícia ou a utilização.121/SC. p. 77 do CTN e 145 da Constituição Federal de 1988. A hipótese de incidência do tributo em questão –TCFA . Matéria não tributária. inclusive ICMS e ISS exigência (TRF-4ª R.. art. efetiva e potencial. afigura-se ilegal a cobrança da taxa de segurança ostensiva contra delitos instituída pelo Município de Criciúma.04. Taxa municipal de segurança ostensiva contra delitos. DJU 24.72. 1ª T.02. exige o exercício do poder de polícia em maior ou menor grau (TRF-4ª R.174.71. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . cobrada por este em razão do uso por terceiros de seus bens imóveis.010.760/46. Nessa esteira.4.105. rel.-lei 9. Processual civil. AC 2004. A taxa de ocupação é uma receita originária do Estado. 01.05.060.é o exercício do poder de polícia conferido ao Ibama para controle e fiscalização das atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos naturais.. ou a utilização. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha.165/2000. por conseguinte. que poderia ocasionar uma possível inconstitucionalidade. uma vez que de prestação de serviços públicos não se trata. de serviço público específico e divisível.TCFA. de serviços públicos específicos e divisíveis. Não há falar..000. 502).03. 381). 145 da CF/88 e 77 e 78 do CTN. Conhecido o conflito de competência para declarar competente para a matéria a 2ª Seção.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

inclusive ICMS e ISS especificamente a 3ª Turma..990. Corte Especial. Tributário. uma atividade estatal. Tribunal. Juiz Nery Junior. p. A remuneração para obtenção da autorização para uso do fogo em queimada controlada tem a natureza jurídica de taxa. 2. p.009/73.2006. Administrativo.06. DJU 01.201. 145. DJU 06. Trata-se de uma prestação contratual voluntária. Queima controlada de cana-de-açúcar. Este tipo de atividade não se encontra acobertada pelos princípios constitucionais tributários.. se subdividindo em um serviço público e outra em razão do exercício do poder de polícia.. que utiliza a propaganda. Legalidade. Apelação improvida (TRF-5ª R. Apelação não provida (TRF-3ª R. 77 e 80 do CTN. AMS 2001. Exigibilidade.. rel.000. enquanto aquela é compulsória. 4. 313). 3. posto que criada pela Medida Provisória 2. afigura-se devida a tarifa de armazenagem apenas nos casos de efetiva utilização do serviço portuário.015/99. a qual definiu os elementos essenciais à sua instituição. DJU 23. Tributário.2005. o disposto no art.04.12. afastando-se.02.10 2004. no entanto.247.960/2000. j. 197). A taxa para uso do fogo não tem a mesma base de cálculo do ITR. Mandado de segurança.500/SP. artigo por artigo. 1ª parte. Natureza jurídica de taxa. 145. convertida na Lei 9.010. direta e especificadamente dirigida ao contribuinte.068/AL. A principal distinção entre taxa e preço público reside no fato deste ser facultativo. Taxa de armazenagem portuária.80. STF já reconheceu a prescindibilidade da efetiva comprovação da atividade fiscalizadora para a cobrança anual da taxa de localização e 107 . Cobrança pela municipalidade em detrimento da CEF. 3ª T. O poder público se serve da cobrança por meio de preço ou tarifa pela prestação de um serviço público voluntário.03. CC 2005. Taxa de fiscalização de anúncio luminosa.03. 01. é o meio pelo qual se paga por um serviço facultativo. p. 339). às disposições legais pertinentes. A taxa é um tributo que tem. Juíza Marga Inge Barth Tessler.784/SC. O C. Juiz Marcelo Navarro. inclusive. AC 2000.2005. 1.006. rel. Embargos à execução fiscal. II. da CF e nos arts. Precedente deste eg.02. 19.2005. 4ª T. Precedentes. 1. A fiscalização de anúncios se faz necessária para preservar a qualidade do meio ambiente nas cidades e adequar a conduta da pessoa física ou jurídica. j. A competência para instituição de taxas pelo exercício do poder de polícia vem determinada no art. Legalidade na cobrança da taxa para uso do fogo. rel. Honorários advocatícios.2004. Possibilidade. j. 2. da Carta Magna. na hipótese de incidência. 23. Tarifa. a quem recebeu originariamente por distribuição o agravo de instrumento (TRF-4ª R.. 3. inciso II.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Pela análise da Lei 6.

11. 23. Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça. Eliana Calmon. 145. 191.05. inverto os honorários advocatícios fixados na r..12. o STJ tem reconhecido a validade da taxa de localização e funcionamento e da taxa de fiscalização de anúncio. Ellen Gracie. Des..63. Desde então. j. j.2006. Fed. p. diante da notoriedade do exercício do poder de polícia pelo aparato administrativo dessa municipalidade (AgRg no RE 222. e sua renovação anual. 2ª T.2001. j. Min.04.030.2002. 7. REsp 2000/0079370-1. TRF3.2002.[. 1ª T.252-6/SP. p.571/SP.05. rel. DJ 07. DJ 03. União. tenha-se presente o entendimento do STF. Diante da não previsão. EAC 91. generalidade e origem pública. rel. A Súmula 157 do STJ foi cancelada pela C. da CF/88). j.05.10.038173-0.2002.. artigo por artigo.001. 02. 07. * Parágrafo único com redação determinada pelo Ato Complementar 34/67.239/SP. inclusive em detrimento da Caixa Econômica Federal. De referência à compulsoriedade. AC 93. DJU 03. rel. na certidão da dívida ativa. 4. p. 15. Apelação e remessa oficial providas (TRF-3ª R.2001).2001. A taxa é de competência comum ou cumulativa. 204. A taxa não pode ter base de cálculo ou fato gerador idênticos aos que correspondam a imposto nem ser calculada em função do capital das empresas. da incidência do encargo de 20% previsto no Dec. setença monocrática.77.04.09. inclusive ICMS e ISS funcionamento pelo Município de São Paulo. rel. AgRg no REsp 2002. Juíza Consuelo Yoshida. Min.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j. DJU 02. DJ 14.2001. podendo ser instituída por todos os entes federativos. Estados e Municípios (art. DJ 02.10. caput.. 6ª T. 6. STJ. 2ª Seção. sumulado sob nº 545: 108 .025/69.] Parágrafo único. 330).2006. no julgamento do REsp 261.08. 17.. O que caracteriza a espécie tributária é a compulsoriedade. Precedentes: STJ.2002.922. Cecília Marcondes.-lei 1.03.2001. 5. Art.16-6. COMENTÁRIOS Generalidades. taxa semelhante àquela aqui discutida.

art. tem função fiscal e o valor será uma alíquota proporcional ao serviço. progressiva ou regressiva. manifestada por força de lei e em atividade administrativa plenamente vinculada. Genérica é a taxa porque atinge indistintamente todo aquele que a ela estiver vinculado em virtude de algum fato gerador. Segundo Aliomar Baleeiro. proporcional. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária. Exemplo de alíquota progressiva é a da taxa judiciária. CF). De referência ao quantitativo. tem função extrafiscal (emprego do tributo como instrumento de intervenção pública). artigo por artigo. se a taxa é manifestação do poder de polícia. por exemplo. a taxa de incêndio. Neste sentido a Súmula 595 do STF. o que se reflete diretamente sobre a alíquota. terá que pagá-la. o contribuinte os serviços do Corpo de Bombeiros. temos que a alíquota da taxa pode ser fixa. Fato gerador e base de cálculo. ao fixá-la. sendo mais comum a alíquota fixa. não poderia deixar de ser pública. ou não. 109 . Sendo a taxa derivada de uma vontade do Estado. diferentemente daqueles. diferentemente. utilize. A maior das limitações que se impõe à taxa é quanto a seu fato gerador. pois não poderá ser tomado como base situação fática que já tenha servido para a incidência dos impostos (§ 2°. em relação à lei que as instituiu. 145. porque estas. a taxa existe em razão da prestação de um serviço. considera o valor da causa e estabelece faixas de incidência. em que a lei. Se. inclusive ICMS e ISS Preços de serviços públicos e taxas não se confundem.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

acorreram os contribuintes ao Judiciário. Na prática. o poder público exaure sua atividade dentro de uma previsão fática que se chama fato gerador. Assim.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. no exercício do poder de polícia e na realização de serviços. 110 . quando a Lei federal 7. JURISPRUDÊNCIA “É inconstitucional a taxa municipal de conservação de estradas de rodagem cuja base de cálculo seja idêntica à do Imposto Territorial Rural” (STF .940/89 instituiu a taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários. distinguir a base de cálculo de uma taxa e de um imposto. utilizável pelo sujeito passivo. efetiva ou potencialmente. A preocupação do legislador quanto à exigência final contida no parágrafo em apreciação (não ter a taxa valor econômico em função do capital da empresa) teve em vista não atropelar o Imposto de Renda. é o custo do serviço específico. em número. Sobre a base de cálculo incidem as alíquotas. A base de cálculo é a expressão. inclusive ICMS e ISS Para cobrar taxa. o poder tributante terá de dispor de um serviço mensurado e individualizado. artigo por artigo. Entendiam não estar presente na atividade dos mercados de títulos e valores mobiliários o exercício do poder de polícia.940/89”. muitas vezes. A propósito. o que se faz imprescindível em razão da restrição contida no CTN. O STF dissipou todas as dúvidas ao editar a Súmula 665 do teor seguinte: “É constitucional a Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários instituída pela Lei 7. do fato gerador. não é fácil.Súmula 595). questionando a legalidade e a constitucionalidade da lei.

do Governo do Estado de São Paulo. 23. Min. Lei 10. que deu nova redação aos arts. Tributário.02. Ilmar Galvão. 145. § 4°. rel. Representação julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade do Decreto 16. p/ac. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência.1997. a área de imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público. Custas e emolumentos judiciais e extrajudiciais.685. no entendimento deste Relator. Soares Muñoz.11. da Constituição Federal de 1988. 153 da Emenda Constitucional 1/69). por haverem violado a norma do art. não mensurável indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte.12. Min. Recurso não conhecido (STF. j. p. Art. Não conhecimento do recurso da Municipalidade. sim. j. redação dada pelo art 1º da Lei 7.1995. Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos. rel. p. O primeiro. 10 da Lei 2. 7°. Taxas que. com ofensa ao art. II. ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU. não tendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais. o valor da mercadoria importada. § 1°. j. Pleno.1996. RE 167992/DF.827/SP. 1. artigo por artigo. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU.690/88. Decreto 16. do município de São Paulo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Min. em face da norma do art. rel.685. Os demais.1992). Min. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao imposto de importação.213). 15.08. mas. 182. § 2°.1984.989/66. de 26. § 2°. DJU 25. RP 1094/SP.145/53. Pleno. Inconstitucionalidade dos dispositivos sob enfoque. Ilmar Galvão. Conhecimento e provimento do recurso da contribuinte (STF. não podem eles ter seus valores fixados por decreto. 111 . garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa. e 94 da Lei 6. 156. Tributário. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico. 145. de qualquer modo. em razão do valor do imóvel.1981. Pleno. 12.04. do Governo do Estado de São Paulo (STF. inclusive ICMS e ISS Município de São Paulo. ou seja. qual seja. Não sendo as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais preços públicos.1981.1994. de 26. Moreira Alves. RE 204. DJU 10.888). taxas. Representação de inconstitucionalidade.02. rel.921/90. sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art. que limita a faculdade contida no art. 87 e incisos I e II. 08. DJU 04.09. da Constituição Federal.02. Sua natureza jurídica. Taxa de licenciamento de importação.

1999. 77 e 79. Na ocasião.1999). Legalidade de aumento de Tarifas Portuárias (TAP) por ato ministerial. 1.921/90. por maioria) . A taxa de expediente. DJU 10. rel. 1ª T. é 112 . em sede de recurso especial. entendeu-se que o fato de a alíquota da referida taxa variar em função da metragem da área construída do imóvel . Apreciação incomportável no âmbito do recurso especial. Recurso não provido (STJ.SP (Lei municipal 10. O Colendo STF.TAP. Min. j. 1ª T. Taxas de conservação e limpeza de logradouros públicos. 3. José Delgado. Aldir Passarinho Júnior.. Não se conhece de recurso especial quando a decisão atacada basilou-se. Milton Luiz Pereira. Ilmar Galvão. Tributário. no julgamento do RE 204.253/89).145/53.05. consoante o entendimento mais moderno desta Corte. Exações entendidas como inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. j. j. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ . inclusive ICMS e ISS Constitucional e tributário. 145. Base de cálculo.. 26. Agravo regimental desprovido (STJ. da CF (‘As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos’). com a revogação da decisão de fls.2000. 04. Carlos Velloso. I. 18. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência. Decisão da matéria pelo Colendo STF. instituída pela Lei 2.. Multiplicidade de precedentes. Min. DJU 27. Min. Destarte. Taxas de conservação e limpeza urbana. rel. Agravo de instrumento desprovido (STJ. 98/99. decidiu que é constitucional a taxa de coleta de lixo domiciliar instituída pelo Município de São Carlos . 3. Base de cálculos.1999. 1. com redação dada pela Lei 7.11.09. afastando-se a alegada ofensa ao art. § 2°.Súmula 83 .que constitui apenas um dos elementos que integram a base de cálculo do IPTU .1999).STJ. Min.1997. impossível o exame da matéria pelo Superior Tribunal de Justiça. por possuírem base de cálculo própria do IPTU. Importação. 12.08. DJU 31. em matéria de cunho eminentemente constitucional. Taxa de expediente. III.não implica identidade com a base de cálculo do IPTU. Plenário. Ag 121.05.827-SP (DJU 25.04. Agravo regimental provido. Min. como fundamento central. Tributário e processual civil. ao apreciar o RE 232393/SP. rel.1999. CTN. Taxa de Armazenagem Portuária . Tributário. REsp 157060/SP.03. de remoção de lixo domiciliar e de iluminação pública. 2. Preços públicos. Legalidade. Processual civil. que é inconstitucional a cobrança das taxas de conservação e limpeza na forma estabelecida pela Lei Municipal 10. O Colendo Supremo Tribunal Federal entendeu.921/90. por maioria. Lei 10. Inconstitucionalidade. Ag 314761/SP.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel.03.801/SP. artigo por artigo. rel. Súmula 83 do STJ. arts. II. Município de São Paulo. 2.690/88. 2ª T.2000).

05. Precedente STF. rel. Localização e Funcionamento . Min. Taxa ou preço de armazenagem. por entender que são exigidas com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal. esta é. AMS 95. Administrativo. 77 e parágrafo único CTN repete preceito constitucional (CF. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Garcia Vieira. III . por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’. 145.. rel.. até por vício de linguagem. tecnicamente. 3ª T.940/89.314).07. 1ª T. Alegada ofensa ao art. do Código Tributário Nacional).2000. Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança das taxas em questão. Taxa de Fiscalização de Anúncios . Constitucionalidade. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria. 1. 44. Constitucionalidade. Localização e Funcionamento . situação que não viola a vedação prevista no disposto no art. art. como tal. j. inciso I. o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo das referidas taxas com a do IPTU.570/PE.. Taxa de fiscalização. Alíquota. Município de Belo Horizonte. § 2°. 16. 2. Processual civil.. 145. Taxa de Fiscalização.TFA. § 2°. j.07. que instituiu a taxa de fiscalização da CVM (RE 177.06.685/ES.Recurso improvido (TRF-2ª R. ambas do Município de Belo Horizonte. Violação de lei federal não configurada. REsp 205. I . 4°. Francisco Peçanha Martins. Lei 7. Tributário. sabendo-se que o art. nesta superior instância. Min.TFLF. descabe a alegação de contrariedade à lei tributária nacional. deve ser tratada. da categoria das taxas. pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza específica da imposição. 3. 20.1995.1999.A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art. REsp 166.08. Recurso não conhecido (STJ.1999).020.1989. Recurso provido (STJ.940. 03.TFA e da Taxa de Fiscalização. p. ainda. Reexame de fatos e provas.1404-9/RJ. Recurso especial.05.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Efetivo exercício do poder de polícia. de 20. j. Juiz Castro Aguiar. Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7. não significa que estamos diante de tributo. Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da Taxa de Fiscalização de Anúncios . da Constituição. Tributário. Comissão de Valores Mobiliários. DJU 13. Firmou-se. para que se pudesse dissentir dessa orientação seria necessário o reexame de 113 . DJU 01. preço e. Assim. DJU 01.TFLF.1995. rel.12. eis que possui base de cálculo própria do imposto de importação. da Constituição do Brasil. Agravo regimental no agravo de instrumento. §§ 1° e 2°). 145.835) e. artigo por artigo. II — Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’.2000). inclusive ICMS e ISS flagrantemente inconstitucional. 2ª T.

A corte de origem deliberou sobre a correspondência entre as bases de calculo do IPTU e da taxa de limpeza pública. 4.1999) fixou entendimento no sentido de que ‘o fato de um dos elementos utilizados na fixação da base de cálculo do IPTU . Base de cálculo. 1ª Turma. DJ 03. 2.2003. Recurso ordinário em manado de segurança. não quer dizer que teria essa taxa base de cálculo igual à do IPTU’.. 83). Eros Grau. 2ª T.032/MG. rel. da Constituição Federal.2007.2007. Art.04. Taxa de incêndio. Súmulas STF nº 282 e 356.10. 2. rel. 2ª T. Min.2006. que.03. Coincidência com a do IPTU. Precedentes: RMS 23. DJU 01. Tributário.a metragem da área construída do imóvel . 98). inclusive ICMS e ISS fatos e provas..02. Ellen Gracie. Lei 6.. no julgamento do RE 232. Constitucionalidade. contudo. 33).12.que é o valor do imóvel (CTN.2006.2007. DJU 19. II da CF/88 114 . Questão devidamente prequestionada. Agravo regimental improvido (STF. Min.2003. RE-AgR 346695/MG.09. 145. DJU 27. com redação da Lei 14. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. Taxa de incêndio Estado de Minas Gerais.. 145. 13.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 392).938/2003.2006. DJ 21.. e RMS 21. 2ª T. José Delgado. mesmo não tendo se referido expressamente ao art. DJ 09. artigo por artigo. § 2°. Falta de prequestionamento do disposto no inciso II do mesmo art. ser tomado em linha de conta na determinação da alíquota da taxa de coleta de lixo.150/MG. ROMS 21.763/75.049/MG. j. 145 da Constituição. RMS 21. Controvérsia referente á especificidade e divisibilidade da taxa de limpeza pública não dirimida pelo Tribunal a quo. 02. 145 da Constituição Federal. p. 07. p.280/MG. 144 da Constituição Estadual.12. Taxa de limpeza pública. no julgamento do RE 206777/SP. 1. circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula nº 279 do STF. Juiz Teori Albino Zavascki.12. Análise da norma pelo Tribunal de Justiça o Estado de Minas Gerais em ação direta de inconstitucionalidade transitada em julgado.08. 1ª T. Min. Recurso ordinário desprovido (STJ.08. Análise do recurso quanto ao art. Impossibilidade de apreciação de tese em tomo do art. j. A posição adotada pelo Tribunal a quo. É esse o entendimento aplicado também pelo STJ. Min. j. Município de Belo Horizonte. considerou constitucional a cobrança de taxa de incêndio. O Supremo Tribunal Federal.393 (Sessão de 12. p. art. por entender que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e a sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto. 3. Min. João Otávio de Noronha.2007. rel. 1. João Otávio de Noronha. Tributário. 2ª T. AIAgR 618. encontra-se coerente com o decidido pelo Plenário desta Corte.607/MG.

. Matéria constitucional. Recurso especial. sob pena de violar a rígida distribuição de competência recursal disposta na Lei Maior. Taxa de expediente (Leis 2. ROMS 22. 1. REsp 179. 232). Ilegalidade.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2006. 03. João Otávio de Noronha. Cabimento do recurso especial pela alínea b. Considerando que ocorreu o trânsito em julgado desse acórdão. artigo por artigo. porque decore da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal. o que afasta a possibilidade de identificação com o imposto e a eventual ofensa ao art. Conservação e Melhoramentos de Estradas de Rodagem tem como fato gerador a prestação de serviços de conservação e como base de cálculo o custo do serviço dividido entre os proprietários de imóvel rural segundo fórmula adotada por pontos de utilização dos serviços. 2. inclusive ICMS e ISS e dos arts. 10 da Lei 2. anterior à EC nº 45/2004]. Processual civil e tributário. também. Min.690/88 [taxa prevista no art. 2ª T. A exação criada pela Lei 2. visto que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e que sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto’ (RMS 21.938/2003. Confronto entre lei municipal e federal. rel. Min. 21. rel. DJU 09.145 foi extinta pela Lei 8.11. Min. Fato gerador e base de cálculo. rel.0000. III. 105.038/2003.12. Taxa 115 .802/SP. b. 105 da Constituição Federal para resolver conflito entre lei local e lei federal [de acordo com a redação do art. 1. Não cabe ao Superior de Justiça intervir em matéria de competência do STF. foi considerada legítima pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais na ADIn 1.04. 144 da Constituição Estadual. com redação dada pela Lei 14. Precedentes. 77 do CTN. Taxa de conservação de estradas de rodagem. j. 3. Importação. DJU 06.2005. com redação dada pela Lei 14. Vide. Recurso especial não conhecido (STJ. enquanto a Taxa de Construção. p. 1. 2.05. 2.2006.632/MG.763/75. 321). Resolução 11/2005 do Senado Federal] identifica-se como taxa e não preço público. tampouco para prequestionar questão constitucional.049/MG e 21.690/88).2005. 4. 2ª T.. 78 e 79 do CTN. Tributário.522/1992. 77. João Otávio de Noronha. descabe o reexame da matéria nessa oportunidade. Segunda Turma) (STJ.763/75.280/MG. ao criar a taxa de incêndio.145/53 e modificada pela Lei 7. que a declaração de constitucionalidade produz efeitos erga omnes e que nesse julgamento foi analisada a questão em torno do art.02. j. A Lei 6.145/53 e 7. da CF. Cabe recurso especial fundado na alínea b do inciso III do art. p. O ITR tem como fator gerador a propriedade rural e como base de cálculo o valor da terra nua. É legítima a taxa de incêndio instituída pela Lei estadual 6.404860-1/000. Ausência de identidade com o ITR. Eliana Calmon.

segundo a qual suficiente a propositura da ação.01. Município de São Paulo X União. Inocorrência.2105/DF.522/92. Taxas de conservação e taxas de limpeza pública devidas.04. qual seja. 5 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. 156. em 01.12. primeira figura. como se denotará. após a declaração de inconstitucionalidade pelo eg. 1. Sucumbência recíproca. DJU 17. para interrupção do prazo prescricional: portanto. j.4. 4ª T. configurado o alegado evento prescricional. Embargos à execução fiscal. da CF e o parágrafo único do art. 5. p. nos termos 116 . Equivocada se tem revelado certa forma de contagem fazendária: a partir do fato e formalizado o crédito. 145. ajuizado o executivo em pauta em 18.01. elencada no inciso V. após a formalização do crédito tributário em questão. Execução fiscal. 6. do art. não procedeu o contribuinte/recorrido ao devido recolhimento do mesmo. em relação ao ano de 1995. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido.. 4. de rigor a extinção do débito prescrito da forma como operada. 6. do Eg. Operou-se a prescrição em relação a alguns dos débitos exeqüendos (taxa de licença e taxa de limpeza referentes ao ano de 1995). com observância do estabelecido pelo art. 77 do CTN. § 2°. artigo por artigo. Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo.2000. 178). REO 96. uma das causas de extinção do crédito tributário. 21. STF. no RE 167. por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação. a prescrição. Remessa oficial improvida (TRF . 3. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente.. Conforme se extrai a partir da r. 7. encontra-se parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos.992-1/210. Prescrição parcial ocorrida. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. dali por diante passa a fluir o prazo de sua cobrança. 2. Coincidência com a base de cálculo do IPTU. rel. inclusive ICMS e ISS que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art. STJ. do CTN. ao verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. Entende a Eg. 3. nos presentes autos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 174 do CTN. 5.1ª R.2000 (fato incontroverso). Constituem os débitos atos distintos identificáveis e autônomos. Verificada.09. Precedente do TRF 1ª Região.1995. Tributário. Juíza Selen Almeida.03. através de mero cálculo aritmético. 3ª Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. de cunho prescricional. sentença. Contaminado pela prescrição. cumprindo destacar que. com a cobrança de específicos meses colhidos pela prescrição). com a Lei 8. afastada a sua anulação neste ângulo. qual seja. contados da data de sua formalização definitiva. Parcial procedência aos embargos.1999. Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal.

consoante parágrafo único do art. a declaração de nulidade da ação de execução fiscal. 10. de fato. inafastada a presunção de certeza da CDA em questão. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo poder público. Apesar de reconhecida a prescrição em relação aos débitos supra citados. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. pelo serviço efetivamente prestado. adota-se. conservação e limpeza pública. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. 8. amiúde praticada. reconhecendo-se a legitimidade da cobrança das taxas de conservação e de limpeza pública. 145. neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. 204. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. tanto quanto se sujeitando a União ao 117 . que contam com aqueles referidos serviços. 14. portanto. sentença. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. no tocante ao tema aqui em mérito. CF. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. do descumprimento nem ao requisito da especificidade. A natureza da atividade estatal envolvida se põe límpida. vencimento de 1996/1998. sem óbice substancial pela parte contribuinte. CTN. firmados através do inciso II do art. específicos. imediato. No que tange às taxas de conservação e de limpeza pública. 13. 12. ônus cabalmente seu. 11. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor residual do débito executado. vez que dotado de valores autônomos. Não se ressentem referidas taxas. antes enfocados. 77. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. reformando-se em parte a r. fato incontroverso. tão-somente reconhecendo-se a ocorrência da prescrição parcial. a propósito. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. Impõe-se o parcial provimento ao apelo da Municipalidade envolvida.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. CTN. nem ao da indivisibilidade. a título de taxa. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. inclusive ICMS e ISS da jurisprudência que. não ensejando. de molde a permitir exigência da exação em pauta. 9. 15. Precedentes. e do art. avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços. artigo por artigo. Também inocorre á propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: como destacado pela Municipalidade envolvida. da União. 16. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da União. sendo capital repisar-se tanto se tributa. Pertinente e adequada a ponderação. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referidos serviços. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. para julgar parcialmente procedentes os embargos. A divisibilidade se coloca também límpida. 17.

III .145/53. convertida na Lei 10./91.11. c) INPC de mar. o direito de compensar o tributo indevidamente recolhido.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.10. e d) UFIR. 16. DJU 23./88 até fev. quando o contribuinte recolhe o tributo sem o prévio exame da autoridade fiscal. entretanto.250/95. p. b) IPC de mar. 1° da Lei 7.690/88.A partir de janeiro de 1996.2005. II . em favor do Município implicado. a taxa de emissão de guias de importação somente pode ser compensada com outras taxas. j. no caso. não configurada a decadência do direito de pleitear a compensação dos pagamentos efetuados em período superior ao qüinqüênio contado retroativamente da propositura da ação. artigo por artigo.430/96. rel. em flagrante discrepância com o previsto no art. 10 da Lei 2.É inconstitucional a taxa instituída pelo art. Tributário.O prazo disposto no art. para postular.833/2003. a partir de jan. j. 10 da Lei 2./92.. STF (RE 167. administrativa ou judicialmente. uma vez que se trata de direito superveniente. AC 993. na redação que lhe foi atribuída pelo art. deve ser utilizada exclusivamente a taxa SELIC. e art.2007. modificado pela MP 66/2002. Carlos Muta. não pode ser aplicado no caso em pauta. não mais exige o prévio requerimento do contribuinte e a autorização da Secretaria da Receita Federal para a realização da compensação em relação a quaisquer tributos e contribuições. I. e pela Lei 10. mesmo no caso de tributo lançado por homologação.032515-7. IV . os seguintes índices: a) BTN a partir de dez./90 a fev. Portanto. utilizando-se.637/2002. II e § 2°. Fed. a compensação devia ser efetuada somente entre contribuições e tributos da mesma espécie e destinação.992-1/PR) e do C.954/SP. Des. Atualmente. 3ª Turma: AC 97. devidas ao Fisco. 150 do CTN.145/53. Possibilidade. Juiz Silva Neto. Parcial provimento ao apelo (TRF-3ª R. uma vez que o contribuinte não precisa esperar o esgotamento do qüinqüênio previsto no § 4° do art. rel. haja vista a identidade de sua base de cálculo com aquela vigente para o imposto de importação. que representa a taxa de inflação do período considerado acrescida de juros 118 ./91 a dez. STJ./91. Art.2005. 1° da Lei 7. V . Precedentes do STF e do STJ. 74 da Lei 9.11. o que. de mesma espécie e destinação. com redação dada pelo art. inclusive ICMS e ISS pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. In casu. Precedentes do E.690/88. 3ª T.383/91 e 9. 77 do CTN. da Constituição Federal./90. CTN. ou seja.03. 18.. o art. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. DJU 17.01. conta-se a partir deste recolhimento.A correção monetária deve ser calculada desde a data do recolhimento indevido. 168. 559). Precedente da E. 145. Taxa para expedição de guia de importação. I . Inconstitucionalidade. Compensação.2006.Na vigência das Leis 8. concedido à Fazenda Pública para homologar a conduta do contribuinte ou lançar de ofício a eventual diferença apurada. 25.

j. 305/95.11. § 2°. está em confronto com o princípio da legalidade tributária. da CF. Controle de internamentos na Zona Franca de Manaus. DJU 23. 309/95. embora a arrecadação e a fiscalização sejam a ela delegadas. art. Fixação por portaria. Somente a União pode por lei. 10. mantendo-se os juros de mora fixados na sentença. 05. artigo por artigo. do CTN. Arts.32.2006. 145.307/SP rel. 06. 2. parágrafo único. Taxa Selic. 97 do CTN. À Suframa foi conferido o poder de polícia para expedição de guias de importação. Correção monetária. AC 370.532/1997].. e do art. As remunerações estabelecidas pelas Portarias editadas pela Suframa (171/83. Tributário e processual civil. 77.2006. § 2°. 150. Violação aos arts. Prescrição. Impossibilidade. nos termos do Dec. e art. 3ª T. bem como a utilização de suas instalações e equipamentos. da CF. 61.000. 145. em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação. a partir do recolhimento indevido.-lei 288/67 e do Dec. Prescrição. Juíza Maria do Carmo Cardoso.. 1. o prazo prescricional para efetivar-se a 119 .08. da tipicidade e com a regra do art. 3. 1. A correção monetária a ser adotada na restituição dos valores recolhidos indevidamente deverá ser feita. da Lei 9.244/67. 118). Identidade de base de cálculo. armazenamento ou estocagem. das taxas por utilização de instalações e equipamentos da Suframa. nos termos do art. Suframa. nos termos do § 4°. indubitavelmente. DJU 17.. do CTN. com a redação conferida pelo art. Taxa de licenciamento de importação. AC 2001.145/53. Juíza Cecília Marcondes. Não é concebível que essas taxas sejam instituídas por portarias. Ofensa ao art.392/AM. a que se dá parcial provimento (TRF-1ª R. VI . Tese dos cinco mais cinco. Tributário. 7. art. j. rel. 566). fixar as referidas taxas cobradas pela Suframa. A fixação por portarias. 8ª T. p.113. p. do CTN. 39. Natureza jurídica de taxa. 145. 1° da Lei 7. armazenamento ou estocagem.2006.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Princípio da legalidade. 77. VII . do Estatuto Constitucional. 6.Apelação da autora e remessa oficial parcialmente providas (TRF-3ª R.10. 197/96. têm natureza de taxa e não de preço público. 7° e 97. inclusive ICMS e ISS reais. Administrativo. prestação de serviço de carga e descarga. pelos índices adotados na Tabela da Justiça Federal..Apelação da União Federal desprovida. 4. ‘O Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento de que. Delegação do poder de tributar. Apelação e remessa oficial. Tabela da justiça federal. 5. pelo serviço de carga e descarga. Remuneração pela anuência aos pedidos de guias de importação. parágrafo único.690/88. tida por interposta. § 2°. da CF.04.250/95 [artigo revogado pela Lei 9. 024/99). Vedada a identidade de base de cálculo entre taxa e imposto.2006. Lei 2. Constitucional. Desembaraço aduaneiro.

considerou-a inconstitucional. de órgão de controle em funcionamento (RE 116. são de um por cento ao mês. 11. é de cinco anos.2003. abarcando muito mais atividades do que apenas a fiscalização in locu dos estabelecimentos submetidos à tributação. examinando a legislação de regência da taxa de licenciamento de importação. porque indevidas desde a sua instituição. cobrada em razão da emissão de licença ou guia de importação (Lei 2. por violação do art. Imposto. uma vez que. pelo sujeito ativo.. Improvimento ao apelo da União. Os juros de mora. por sua inconstitucionalidade. Mandado de segurança.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. art. tornando-se inexigíveis (REsp 191484/RS)’. Lei 9. que se assenta na capacidade econômica do contribuinte.. O STF. 4ª T. não pode ser estabelecida com referência às parcelas recolhidas.837/DF. de inconstitucionalidade. A Lei 10. lnocorrência. entretanto. 145. competências e instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente. 6. A taxa Selic deve ser aplicada como índice de correção monetária a partir de 1° . Tributário. na ADIn 2. III. inclusive ICMS e ISS compensação via ação judicial. § 2°. Juiz Hilton Queiroz.518 120 . em um primeiro momento. foi editada para substituir a Lei 9. com a redação dada pelo art. artigo por artigo. não acumulável com nenhum outro índice no mesmo período. Base de cálculo. 7. representado nas metas. Precedentes do Eg. tampouco com juros moratórios. Superior Tribunal de Justiça. Provimento parcial ao recurso adesivo da autora (TRF-1ª R. Poder de polícia. cautelarmente.04. de declaração da inconstitucionalidade da lei instituidora do tributo. A taxa. Lei complementar.TCFA. 2. alterando a redação da Lei 6. 10. é desta que se inicia o termo a quo do lapso prescricional para o ajuizamento da ação correspondente.145/65. cuja eficácia foi suspensa. j. 8. Os efeitos decorrentes da suspensão de eficácia de dispositivo legal não prejudicam os efeitos ex tunc que resultam do reconhecimento. AC 1998. 5. neste caso. por sua natureza jurídica de tributo vinculado.690/88).109. Ofensa ao princípio da isonomia e igualdade tributária. I. Tratando-se. não pode ter base de cálculo própria de imposto. na repetição do indébito tributário. II. DJU 11. rel.03. 3. do Estatuto Constitucional. p 81). 1° da Lei 7.178-8. O fato gerador da TCFA é o serviço prestado de exercício de poder de polícia. É assentado o entendimento no STF que basta a manutenção.2003. a prescrição. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental .960/2000.165/2000 criou a TCFA (Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental). acrescidos de mais cinco anos contados daquela data em que se deu a homologação tácita.250/95).34. contados da ocorrência do fato gerador. 4. Lei 10.938/81.01.165/2000.960/2000. que trazia a TFA (Taxa de Fiscalização Ambiental).000.1996 (Lei 9. incidenter tantum. A cobrança da taxa pelo exercício do poder de polícia não se confunde com a taxa decorrente da prestação de serviço público.

II. o requisito constitutivo formal de lei complementar.973). 77 do CTN.2005. REOMS 242. rel. só poderia ter sido criada dentro da competência residual da União. utilize base de cálculo de imposto. 2. AG 244. 154. II.960/2000. VII. 154. inclusive ICMS e ISS e RE 230. Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R. rel. através de lei complementar. Conflito que se suscita perante o Plenário do Tribunal para firmar a Seção Competente. 3. sim.06.835-1/PE). ao estipular valores uniformes por categorias de contribuintes. 145 da Constituição Federal e 77 do CTN. 15. de competência legislativa da União Federal. da Constituição Federal. V. Não importa o nomen iuris destinado a esta ou aquela exação cobrada pelo Estado.2006. mas também incide o tributo em função do porte da pessoa jurídica e sua atividade-fim. bem como ao art. que no caso é o Ibama. STF (RE 177. A mencionada taxa possui natureza jurídica de imposto e. Precedente do Supremo Tribunal Federal. da Constituição Federal. à atividade por ela exercida. a TCFA não exige. mas não é tributo.TFA. I. Juiz Nery Junior. Taxa de Fiscalização Ambiental . Não se admite que a TCFA.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. não de uma taxa. III. DJU 23. § 2°. A Taxa de Fiscalização Ambiental . na forma do art. Tendo em vista ser devido pelo administrado que ocupa bem do Estado. artigo por artigo. bastando a lei ordinária. Arts. Tendo a natureza jurídica de taxa.. 3ª T. VI.08.2005. 3ª T. 150. Precedente do E. editada pelo ente político incumbido de executar o poder de polícia a que se refere a cobrança. Tributário. IV Remessa oficial não provida (TRF-3ª R. que se encontram muitas vezes em situações econômicas distintas. 631). porquanto a taxa não é instituída considerando-se somente o capital da empresa. Taxa de Ocupação de Terreno de Marinha.05. Lei 9. Questão de ordem. e 145. Mandado de segurança. Juiz Nery Junior. Ofensa ao princípio da legalidade e isonomia. Não há infringência aos arts. j.627/SP. 1. insculpido no art. que leva a uma distinção dentro dos limites da razoabilidade e da proporcionalidade. A ‘taxa’ 121 .. O cálculo do valor da TCFA não apresenta qualquer ofensa ao principio da isonomia tributária. disfarçadamente. para a respectiva instituição. o que dirá se a exação é ou não tributo será o regime legal que a instituiu e a mantém.2006. DJU 13. como tal.TFA afronta o princípio da isonomia. IV..816/SP.. 151). uma vez que efetuado com base em dois critérios conjugados: o grau de poluição da atividade exercida e o capital social da empresa. da CF/88. I.07. p. Natureza tributária inexistente. pode-se dizer que é um preço público. I. Ocorrência. j. Constitucional. pois. A TFA não tem como fato gerador qualquer atividade estatal relacionada à impetrante e. A taxa de ocupação é uma retribuição anual de índole contratual. instituiu tratamento igual a sujeitos passivos. 31.

ao exercício da liberdade e da propriedade do administrado). porquanto não se apresenta como fato gerador signo presuntivo de riqueza (o princípio informador dos impostos é a capacidade contributiva).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. pois não albergada na previsão contida no art. devido a um acordo entre União e o ocupante. Apelação não provida. a limitação. 9.03. artigo por artigo. existe base de cálculo (valor do domínio pleno do terreno. rel. DJU 06. d. anualmente atualizado) e alíquotas variáveis (incisos I e II [do art. em que o seu valor é estabelecido de forma compatível com o custo da atividade estatal a qual está vinculada. Juíza Tânia Terezinha Cardoso e Escobar.162. Ademais.266). fazendo-se um raciocínio por exclusão. p. Constitucional e tributário. porquanto trata-se de uma contraprestação do administrado para que utilize bem do Estado. uma vez que não está em jogo obra pública. 4. Seguindo a trilogia do CTN. Considerando que os juizes componentes da 1ª e 2ª Seção desta Corte já declinaram a competência. 6.. inclusive ICMS e ISS em questão não tem como fato gerador o exercício regular do poder de polícia (entendido como o condicionamento. Também não se trata de utilização. Igualmente não se trata de imposto. A ‘taxa de ocupação’ evidentemente não se caracteriza como contribuição social. A ocupação de bem de uso dominical pelo administrado (que se aproxima de um contrato de locação ou de uma enfiteuse) não é uma utilidade ou comodidade fruível pelo administrado que diga respeito a necessidades ou comodidades básicas da sociedade. é remuneração pelo uso da coisa. também não se configuraria como serviço público. no caso.398/87). prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. QUOREO 1999. e sim como contraprestação à ocupação de terrena da União. 122 . sendo que. Precedentes do STF. de serviço específico e divisível. 22. 1°] do Dec. submeter a divergência ao Plenário do Tribunal para que reste fixada a competência para a apreciação da matéria (TRF-4ª R.2001. Taxa de Serviços Urbanos. 1. j.-lei 2.040. 5. porquanto não se está oferecendo aos administrados em geral (princípio da generalidade). do Regimento Interno.62/SC. 1. também pode-se dizer com segurança que de contribuição de melhoria não se trata. II. A taxa é tributo fixo. pena de restar desvirtuada a sua natureza jurídica de taxa. efetiva ou potencial. 2ª T. a taxa de ocupação é devida como retribuição pelo uso de bem público. 7. Ilegitimidade da cobrança. 4°. 149 da Constituição Federal. torna-se imperioso.101..06. (b) as de intervenção no domínio econômico e [c] as de interesses das categorias profissionais. Município de Salvador. geralmente criado sem base de cálculo e sem alíquota. nos termos do art.2001. que prevê três subespécies de contribuições no supra transcrito dispositivo: (a) as sociais (aí incluídas as destinadas ao custeio da Seguridade Social). 8. A Taxa de Serviços Urbanos refere-se ao valor venal do imóvel.

j. Remessa dos autos à Corte Especial para apreciação (art. excluindo-se o reexame necessário. A TSU possui natureza de imposto e não de taxa.2003. 352 do RITRF-1). Prescrição parcial consumada.. de vigilância pública predial.A taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários tem base de cálculo diversa da do imposto e não é calculada em função do capital da empresa. Neste sentido. DJU 29. de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios.2006.487/RJ. 145. 7ª T.. Entendendo a E. II . 11. pois o valor da execução é de R$ 2. assim se procede. parágrafo único. e. 77 do CTN. j.940/89. Legitimidade da cobrança.2004.2006. 77. Taxas de remoção de lixo comercial. O fato gerador da TSU é a prestação dos serviços de pavimentação. Juiz Ricardo Regueira.003. avulta em destaque a 123 . Legitimidade da cobrança dos juros.. rel. 146). da multa e da correção monetária. rel. de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas. 1.Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7. Embargos à execução fiscal. No que tange às taxas de remoção de lixo comercial. III – Recurso provido (TRF-2ª R. Tributário. Juiz Luciano Tolentino Amaral. p.003. conservação e urbanização de logradouros públicos. artigo por artigo. características inerentes às taxas.09. Município de Araçatuba X ECT. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. renda ou serviços uns dos outros. Execução fiscal. em 11. AC 2000. inclusive ICMS e ISS semelhantemente à base de cálculo do IPTU. 2. aos Estados. 16. de limpeza pública.descabe a alegação de contrariedade a lei tributária. Tributário. DJU 13. Precedentes desta Corte e do STF 3. de limpeza pública. AC 134. sabendo-se que o art. 145.09. CTN. Não conhecimento da remessa oficial. II e § 2°. Constitucionalidade. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição. pelo Município que nada tem de divisibilidade e de especificidade.940/89). 54). do CTN. ao Distrito Federal e aos Municípios instituir impostos sobre patrimônio. p. 145. Sucumbência recíproca. repete preceito constitucional (art. Inexistência de afronta ao art. 1ª T. de fato. da CF.2006. 77. I . 4.330. Feito suspenso. §§ 1° e 2°).. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art. 150 da CF posto que é vedado à União. firmados através do inciso II do art. e do art. 475 do CPC. Acolhida argüição de inconstitucionalidade. fere o art. 2. CF.09. Taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários (Lei 7. violando o art.88/BA.12. para publicação do acórdão (TRF-1ª R. Parcial procedência dos embargos.113. Taxa de Iluminação Pública indevida.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.07. efetiva ou potencial.22. de serviços públicos específicos e divisíveis. Peças liberadas pelo relator. de conservação de pavimentação. que fazem referência às taxas pela razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização.

ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. claramente. Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP). No âmbito dos requisitos para as taxas em geral. remoção de lixo comercial. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. CF. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. consoante arts. 7. 6. 12. todos do CPC. com observância do estabelecido pelo art. vigilância pública predial e prevenção a incêndio. e 516. 9. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos. que lhe reconheceu ilegitimidade. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço. 515. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. qual seja. A divisibilidade se coloca também límpida. Pertinente e adequada a ponderação. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. por meio da Súmula 670. 4.1995 a 124 . CTN. sentença. 174 do CTN. conservação da pavimentação. 77. nem ao da indivisibilidade. de molde a impedir exigência de taxa. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. de fato. e do art. artigo por artigo. 145. inclusive ICMS e ISS divisibilidade de ditos serviços. Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10. amiúde praticada.01. pelo serviço efetivamente prestado. de molde a permitir sua exigência. sendo capital repisar-se tanto se tributa. 3. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. firmados através do inciso II do art. Constatada será a ocorrência da prescrição. guarda harmonia a r. 5. pois exatamente esta calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. com o Excelso Pretório que. encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. contados da data de sua formalização definitiva. imediato. 11. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. 512. 14. 10. como se denotará. da ECT.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a título de taxa. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público. antes enfocados. 8. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte. limpeza de vias públicas. imediato. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. ônus cabalmente seu. que contam com aquele referido serviço. Contaminado pela prescrição. ainda que não conhecidos. Inconstitucional dita exação. avulta em destaque a indivisibilidade de dito serviço. Ante a devolutividade do apelo. 13. caput e § 3°. vetou o uso daquele tributo para tal fim. A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida.

histórica. denomina a tanto de remissão. assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária. Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa. instituto inerente ao crédito tributário.1995 a 10.07. recaem sobre o crédito tributário. a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP. porém que brota da incursão por ato ilícito. consoante art. CTN. contudo incidente com referência às taxas retratadas.esta fruto da inerente desvalorização. como se extrai. em sua superioridade em si . originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente.09.01. 22. da moeda nacional . inclusive ICMS e ISS 10. 156. a prescrição. Reflete a multa moratória acessório sancionatório. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN). sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos. 18. nos presentes autos. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. A respeito de constituírem os débitos atos distintos. 19. a corresponder. uma vez que regida pela LEF dita nuança.límpida e lícita.12. para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28. vez que indevida sua cobrança. vez que estes os incidentes no caso vertente. Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10. 17. Verificada. 21. em direta consonância com o inciso V. quando pratica a dispensa de correção monetária. qual seja. segundo a qual os juros.1995 até 10. Vencidas as dívidas em 10. cumpre-se 125 .01. artigo por artigo. em essência adere a correção monetária. uma das causas de extinção do crédito tributário. do art.12. CTN. e à luz evidentemente de lei a respeito. 20. Coerente a compreensão. em dados momentos. identificáveis e autônomos. Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo. anos posteriores.1995. conforme entendimento desta Colenda Terceira Turma. quando do sentenciamento dos embargos. 25. à dívida em sua junção de principal com atualização. de rigor a extinção dos débitos prescritos. 16. Afigura-se coerente venha dado valor. Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR.1995 e de 10. primeira figura.1995 a 10. Tão assim acertado o entendimento que a Administração.12. do art. 161. para dele fazer parte integrante. 15.1996.09.1995 e de 10. segundo a qual suficiente a propositura da ação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária . do E. a cujo principal.da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico. realmente. 24.07. elencada no inciso V. STJ. deva recair sobre o débito.1996. a cifra maior.de tal sorte que sua incidência. exatamente por motivo inverso. do CTN. como se dá com o não pagamento tributário. amiúde construída. decorrência .12.1995 a 10. 97. 23.2000.

Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial. a atingir vencimentos ocorridos de 10. DJU 11.B.1995 até 10.. rel. 99/127) interposta pela parte Impetrante . 1. para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata.. 401). Taxa de classificação de produtos vegetais. Trata-se de apelação cível em mandado de segurança (fls.C. Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP.3ª R. mercadoria importada. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança.831/SP. 28. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. j. 26.899/81. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados. 28. vez que dotado de valores autônomos. específicos. 27. F. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. adota-se. artigo por artigo.N.. através de mero cálculo aritmético. AC 1079. Exigência legítima. contra sentença do douto juiz de origem.A. em favor do Município implicado. impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r. 3ª T. na forma retro fixada. Dr. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10 % sobre a diferença excluída em prol da ECT. bem como ante a ocorrência da prescrição parcial.S. Decreto-lei 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.12. julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF.1995. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. Constitucional e tributário. bem como verificando-se legítima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial. de conservação de pavimentação. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá.. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. nos termos da jurisprudência que. de limpeza pública. visando a declaração 126 . a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. Juiz Silva Neto.01. de vigilância e quanto à taxa de prevenção contra incêndios. inclusive ICMS e ISS destacar que. Constitucionalidade. Portarias interministeriais. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo. por inconstitucional).2007. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. a propósito. Recepção pela CF/88. sentença. com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido. em favor do Município implicado.2007. p.04.02. Inviolabilidade do princípio da legalidade e da indelegabilidade.

14) subsumem-se nos mencionados tipos legais. editada com base e no Dec.110/781 [rectius: Dec. da Lei 6. portanto. 5. sobre o milho em grão importado pela apelante. 4. e 48. A referida taxa tem previsão legal.UF: ES .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. que autorizou a redução do valor legal fixado por ato administrativo.-lei 1.P. 8°).AMS -UF: PB .fls. 3. As portarias editadas observaram os 127 . 2. 145. Não se trata. 82. revogado pelo Dec.Órgão julgador: Quarta Turma-Fonte: DJ .972/2000] instituiu a classificação dos produtos vegetais de valor econômico destinados à comercialização interna. não havendo ofensa ao art. As atividades elencadas no estatuto social da apelante. A taxa de classificação de produtos vegetais. no exercício do poder de polícia. § 2°.899/81]. pois a atividade do Estado. não tendo.C.Órgão julgador: Sexta Turma . paga em razão do serviço prestado de classificação vegetal.-lei 1. por suposta contrariedade aos arts. todos da CF/88. sucedida pela C.-lei 1. bem como aos arts. I. para efeito de liberação do produto vegetal importado. artigo por artigo. I e II. 7°. todos do CTN. dentre elas a industrialização de cereais e de sementes oleagionosas. na hipótese. expressa por tonelada ou fração da mercadoria. no Decreto-lei 1. 77 do CTN). 137.Data: 22. A base de cálculo da taxa.04. pois. II e § 2°.Data: 10. da Carta Constitucional (Precedente TRF 5ª Região .899/813 [rectius: Dec. O art. consiste em fiscalizar a qualidade do produto vegetal. Inviolabilidade do art. instituída para fazer face às despesas de fiscalização de produtos vegetais importados do estrangeiro. .110/78. cobrada pela Impetrada . 7°.Taxa de Classificação de Produtos Vegetais. acarretando a incidência da TCPV . 97. base de cálculo semelhante a de imposto. 3. da referida Lei e Decreto 82. O art. 1°.2003 .Relator(a): Desembargador Federal Napoleão Maia Filho.AMS – 15159 . 145.972/20002 [rectius: Lei 9. de base de cálculo de imposto.Fonte: DJU .899/81 (art. 150. A Lei 9.899/81).2003). § 2°. da CF/88.664/2000] estenderam a obrigatoriedade da referida classificação aos estabelecimentos que beneficiem ou industrializem produtos vegetais. guarda a necessária relação com a atividade estatal prestada no exercício do poder de polícia.305/75 [revogada pela Lei 9. 145. Inviolabilidade ao princípio da legalidade tributária na fixação do valor da taxa de classificação de produtos vegetais por portaria interministerial. bem como de seus derivados é sucedâneos (fls.972/2000] deu novo tratamento à matéria. decorre do poder de polícia da administração e da utilização efetiva pelo contribuinte de serviço público específico e divisível (art. e a quantidade de produto fiscalizado influi diretamente na mensuração do serviço. TRF da 2ª Região .10. I. 77. inclusive ICMS e ISS de inconstitucionalidade e de ilegalidade da Taxa de Classificação de Vegetais (instituída pelo Dec. também. 6. desvinculada de qualquer atividade estatal específica em relação ao contribuinte. mantendo a obrigatoriedade da classificação vegetal.

Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável. Considera-se poder de polícia a atividade da administração pública que. interesse ou liberdade. Apelação interposta pela Impetrante improvida.05. traz limite explícito para a instituição ou aumento de tributos.2003. regula a prática de ato ou abstenção de fato..03.10.784. 15 [rectius: inciso I].2002 p. 97].Data: 27. Apelação Cível 149. não incluída a competência legislativa (Precedentes: TRF 5ª Região. e não para a sua redução. TRF 2ª R.2004. inclusive ICMS e ISS termos da autorização legal. em razão de interesse público concernente à segurança.2002). Art. Parágrafo único.AMS – 73749 . p. à disciplina da produção e do mercado. rel. 48.Segunda Turma . Precedentes do TRF da 4ª Região .2004.. 3ª T. j. 128 . 20. I. da CF/88 e art. TRF da 2ª Região . Des.UF: ES . à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. com observância do processo legal e. 78 do CTN. artigo por artigo. O princípio da legalidade tributária.Data: 22. 8° do Decreto-lei 1. pois que a delegação prevista no art. DJ 17.2003 .AMS . 680 . AMS 82. Inocorrência de violação ao art. ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. visando a proteção do contribuinte. aos costumes. 5ª T. 17 [rectius: inciso I]..Fonte: DJU . Não há violação aos arts. da CF/88 e ao art. 8. DJU 12.. 976 [rectius: art.Relator(a): Desembargador Federal Nereu Santos. 78. rel.899/81 trata-se de delegação da capacidade tributária ativa. DJU 15. federal Castro Meira. Juiz Hélio Sílvio Ourem Campos.2001.55770 Órgão julgador: Terceira Turma .Fonte: DJ .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. do CTN (Precedentes: TRF 5ª Região . II e III. consagrado no art. 150.06.775/RJ. 150. 113). à higiene.Relator(a): Juiz Alcides Vettorazzi).AMS – 15159 . da Constituição Federal. Sentença mantida (TRF-5ª R.Órgão Julgador: Sexta Turma . AMS 30.10. * Artigo com redação determinada pelo Ato Complementar 31/66.09.09.048/ PE. limitando ou disciplinando direito. 7.DJU : 09. à ordem.

tão bem sistematizados nos compêndios de direito administrativo. Entendo que melhor do que tecer comentários ao poder de polícia. significa limitação ao exercício de direitos. surgindo hipóteses em que se apresenta a exação com nítido caráter extrafiscal. O direito administrativo fornece o conceito jurídico. é dizer que nem sempre a taxa tem conteúdo fiscal. mas o CTN não se negou a também conceituar. porquanto esta específica atividade estatal pode ensejar o surgimento de um custo adicional. Atualmente. em verdade. em qualquer hipótese. mas extrafiscal quando decorre do exercício do poder de polícia. Por exemplo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive segurança advinda do próprio Estado. não mais se conceitua o poder de polícia como discricionário. porque sob a égide de uma sociedade que está a exigir a cada dia maior segurança. quando se almeja proteger direitos individuais e coletivos. custo este suportado pelos cidadãos. a taxa é de conteúdo fiscal quando decorre da prática de um serviço. via pagamento da taxa. inclusive ICMS e ISS tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária. é o nítido caráter de contraprestação. a referência à lei é imprescindível. A expressão “poder de polícia” não traduz bem o que seja esta atividade estatal que. Como bem identifica Aliomar Baleeiro. que mereçam a proteção pública. 129 . COMENTÁRIOS Conceito. é possível fazê-lo tendo a taxa como suporte. adverte o festejado jurista. sem abuso ou desvio de poder. artigo por artigo. O que é imprescindível.

04. 8°. 145. Plausibilidade dos fundamentos do pedido. DJU 16.938/81. embora com maior liberdade do agir. criando multa sem respaldo legal. ADIn 1. assim. de 28. que introduziu novos artigos na Lei 6.10. com ofensa ao princípio da legalidade estrita que disciplina não apenas o direito de exigir tributo. Normas por meio das quais a autarquia.823-1/DF. a competência do Poder Legislativo.01. A parte final do parágrafo em apreciação contém a advertência de que a discricionariedade do exercício do poder de polícia não significa abuso ou desvio de poder. 9°. p. Por isto é que o STF. b. Pleno. em prestígio a uma infinidade de decisões dos Tribunais Regionais. como claro ficou na ementa do ADIn 1. JURISPRUDÊNCIA Ação direta de inconstitucionalidade Arts. Ilmar Galvão. repudiou a intervenção do Ibama no exercício da fiscalização de atividade de sua competência. Cautelar deferida (STF.1997. Ação direta de inconstitucionalidade. III. e l4 da Portaria 113.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1998. da Constituição Federal. 167. Min. 13. 154.09. não podem ser olvidados pelo administrador no exercício do poder de polícia. Alegada incompatibilidade com os arts. artigo por artigo. II. de 25. do Ibama. sem lei que a autorizasse. 6). aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos impugnados. dentre outros. j. 8° da Lei 9. e estabeleceu sanções para a hipótese de inobservância de requisitos impostos aos contribuintes.960. 10.1998. § 1°. 5°. Art. rel. inclusive ICMS e ISS Daí a pertinência e atualidade do comando inserto no parágrafo único do artigo comentado. IV. não fica a autoridade desvinculada dos princípios que disciplinam os atos administrativos. criando a taxa de fiscalização ambiental (TFA). I. porquanto. mas também o direito de punir. e 150. Dispositivos 130 .823-1/DF. invadindo. instituiu taxa para registro de pessoas físicas e jurídicas no Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. Os princípios da legalidade e do devido processo legal. 30.2000.

pelo Município. valores uniformes por classe de contribuintes. o novel tributo. no caso. 29. Súmula 279 do STF.1999.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Garcia Vieira. 145. por haverem definido.2000).03.05. Cautelar procedente (STJ.397/MG.04. rel. tendo-se limitado a estipular. possuindo base de cálculo distinta da de outros impostos. não especificadas em lei.2000. por razões óbvias. Medida cautelar deferida (STF.2000). a forfait. aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos instituidores da TFA... Estado de Minas Gerais. Min.03. Descabimento da alegação de ofensa ao princípio da isonomia.02. como previsto no art. todos da Constituição Federal. Materialização. em forma de redução do tributo. em razão do poder de polícia exercido pelo 131 . em face da necessidade de reexame de prova.2000). Taxa de licença para localização e funcionamento. II. j. 1ª T. mas a atividade por esses exercida. na ocasião da licença de localização e funcionamento. como fato gerador. Tributário e administrativo.12. pelo ente público. na dispensa do mesmo tratamento tributário a contribuintes de expressão econômica extremamente variada. II. Poder de polícia. Plausibilidade da tese da inconstitucionalidade. rel. Pleno. Taxa florestal. previsto para as indústrias que comprovarem a realização de reflorestamento proporcional ao seu consumo de carvão vegetal. MC 1. caput. rel. ainda.178. j. e não nos anos que se seguem. qual seja o custo estimado do serviço de fiscalização. E. j. não o serviço prestado ou posto à disposição do contribuinte. Min.163/77. Lei 7. com flagrante desobediência ao princípio da isonomia. 07. 21. por não haver indicado as respectivas alíquotas ou o critério a ser utilizado para o cálculo do valor devido. diante do incentivo fiscal. consistente. inclusive ICMS e ISS insuscetíveis de instituir. DJU 28. em recurso extraordinário. DJU 28. DJU 12. Efeito confiscatório insuscetível de ser apreciado pelo STF. 1ª T.2000. no exercício do poder de polícia. Só há contraprestação do serviço e materialização do poder de polícia quando da obtenção da licença para localização e funcionamento no território do Município. artigo por artigo. RE 239. Instalação de agência da CEF. Ilmar Galvão. Poder de polícia. É legítima a cobrança de taxa. validamente. Taxa para localização e funcionamento. 150. Tributário. da Carta Magna. e 152. Recurso não conhecido (STF. I e IV.704/SC. Legitimidade. Alegada ofensa aos arts. Tributário. e como contribuintes pessoas físicas ou jurídicas que exercem atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. ADIn 2. Exação fiscal que serve de contrapartida ao exercício do poder de polícia. e § 2°. Ilmar Galvão. Min. 5°. cujos elementos básicos se encontram definidos em lei. 145.

641/89. j.09. ao dispor que: ‘É ilegítima a cobrança de taxa. em parte.024/SP. prevalece a mesma interpretação adotada para afastar a incidência da taxa de fiscalização. rel. Recurso especial conhecido e provido. Cobrança anual pelo Município de Sorocaba. Peçanha Martins. Inocorrência. instituída pela Lei 5. Min. 1. na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial’. 1. cuja competência recursal é do Excelso Supremo Tribunal Federal. DJU 04. por entender que é exigida com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal no controle da exploração e da utilização da publicidade na paisagem urbana.04. não foram impugnadas as normas federais de modo a permitir a exata compreensão do inconformismo. instalação e funcionamento. Nulidade do acórdão. Taxa de fiscalização de anúncios. Lei 5. instalação e funcionamento. 2ª T. É taxa e não preço público a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário. incidindo. 3. 2ª T. Estadia e pesagem de veículo. Reexame de fatos e provas.08. Efetivo exercício do poder de polícia. por conseguinte. Min. Taxa de licença para publicidade..142/RS. Utilização de terminal alfandegário.2001).641/89. Se assim não fosse.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS Município. rel. REsp l47510/SP. do Município de Belo Horizonte. A irresignação referente ao ISS. A perpetuação da cobrança do tributo carece dos requisitos necessários à imposição da taxa de fiscalização. ISS. Tributário. uma vez que alega vulnerado dispositivo da Carta Política. rel. 2. Tributário e administrativo.1998. Município de Belo Horizonte. 2ª T. No que concerne à taxa de licença para publicidade. taxa de fiscalização. Cobrança obrigatória a título de ‘tarifa’. Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da taxa de fiscalização de anúncios. em decorrência da renovação anual. a efetiva contraprestação especifica. Precedentes jurisprudenciais. Recurso especial não conhecido (STJ. Recurso não conhecido (STJ. instalação e funcionamento. também. artigo por artigo. 01. Agravo regimental no agravo de instrumento. REsp 147.2001. pelo Município. j. padece de fomento jurídico. DJU 12. Decisão unânime (STJ. 08.. Com arrimo em remansosa jurisprudência.1999). Franciuili Netto.. Constitucionalidade. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.2000). Tributário. com o objetivo de evitar 132 . j. Entidade bancária. Francisco Peçanha Martins. Min. DJU 04.03. uma vez que não está materializado o poder de polícia e. 10. REsp 212.2000.11.06. Ilegalidade. este sodalício houve por bem sedimentar a matéria por meio da Súmula 157. Rejeitadas as preliminares de nulidade do acórdão. a Súmula 284 da Corte Máxima.

Município de Belo Horizonte. 145. o exercício do poder de polícia. 20. 1 Cabível a instituição de taxa para licença de funcionamento pelo Município com base no exercício do poder de polícia. ainda.12. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. p. A concessão de liminar em ADIn pelo C.08. rel. AC 1997.2005. AI-AgR 581 . Número de empregados. 77 e 78 do CTN. 216. 9). a teor dos arts. Nego provimento (STF.80/GO. 145. localização e funcionamento. circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula 279 do STF.904 (Min. da Constituição do Brasil. 4 Apelação e remessa não providas (TRF-1ª R. para que se pudesse dissentir dessa orientação. inclusive ICMS e ISS prejuízos à estética da cidade e à segurança dos munícipes.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a base de cálculo da taxa deve vincular-se ao fato gerador do tributo. 3. rel. A cobrança pela inscrição e renovação de cadastro de poluidores potenciais insere-se na competência fiscalizatória do Ibama sobre o meio ambiente e assim constitui exercício 133 . j. DJU 04. Taxa de licença para funcionamento de estabelecimento comercial e industrial. da CF). cobrada como contrapartida pelo exercício do poder de polícia. 63). Taxa Princípio da legalidade.2006.814/MG. o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo da referida taxa com a do IPTU.06. Firmou-se.316 (Min.478 (Min. Processo civil.08.503/MG. visando apenas suspender eficácia de norma até discussão definitiva de mérito.149. rel. II. p. 2ª T. por não mensurar o custo da atividade estatal Precedentes do STF e desta Turma. no caso. 276. 7ª T. Portaria 113/97-Ibama. Entretanto.. Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança da taxa de fiscalização de anúncios. Ilmar Galvão) e 198. Precedentes: RE 258. Juiz Antônio Ezequiel da Silva. (art.12. p. Eros Grau. Taxa de fiscalização. Tributário. artigo por artigo. não causa perda de objeto de ação de conhecimento que visa a nulidade de cobrança baseada na mesma norma. 145 do Magno Texto. Base imponível.. Ilmar Galvão). Carlos Britto. DJU 19. Min. 2. Município de Goiânia.2006. Tributário. STF. 13. j. 1.254 (Min. § 2°. j. situação que não viola a vedação prevista no disposto no art.350. seria necessário o reexame dos fatos e das provas da causa.11. Ilegitimidade. Ilmar Galvão). 98). Alegada ofensa ao inciso II e ao § 2° do art. 2. Embargos à execução fiscal.2006. 220. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência da taxa em referência.2005.2006. 3. Celso de Melo). 23. Perda de objeto. 2. Sepúlveda Pertence). DJU 09. AI-AgR 527. Min. 1ª T . O número de empregados não pode servir de base de cálculo da taxa municipal de licença para funcionamento.001.207 (Min.

DJU 15. As cobranças pelas aferições são legítimas. 3. Metrologia. espécie de tributo. artigo por artigo. Não pode o Inmetro. 8ª T. Direito processual civil. CEF. A cobrança anual da taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio. do Código de Processo Civil. cobrar dos postos de gasolina (apelados) a verba pecuniária decorrente das aferições realizadas nas bombas de combustível. Taxa. Inconstitucionalidade.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ante a compulsoriedade de que se reveste a aludida atividade administrativa fiscalizatória.966/73 mencione preço público. a natureza da verba pecuniária configura-se como taxa. Não tendo decorrido o prazo de cinco anos. p. Cobrança. a partir do exercício de 2000. 7°. Precedentes. Postos de combustíveis.11. 475.02. sequer mediante delegação. Embargos à execução fiscal. 3. Remessa oficial. Poder de polícia. DJU 16. 2ª T. 1. não se pode cogitar de prescrição. não excede a 60 salários mínimos: aplicabilidade do § 2°. Juíza Maria do Carmo Cardoso. inclusive ICMS e ISS de poder de polícia.. 2.2005. entre a constituição definitiva do crédito tributário e a citação do executado. 158). rel. Ilegalidade. Cobrança pela Municipalidade. O princípio da legalidade no campo tributário exige que apenas a lei crie tributos. Embora o art.352. Taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio.995. Súmula 545/STF: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. em relação à lei que as instituiu’.12. como no caso.12. 37 c/c 145.773/RJ. Deve-se obstar a ação estatal alusiva às cobranças decorrente do poder fiscalizador. em virtude de a matéria ter sido disciplinada na Lei 9.010. do art.2004.2005. AC 324. Atividade administrativa. Fiscalização. Não se conhece da remessa oficial. diferentemente daqueles. AC 1999. sob pena de violação aos princípios fundamentais de contenção do poder de tributar. Inmetro.009.2005. Tributário. Caracterização. introduzido pela Lei 10.12. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à previa autorização orçamentária. Juiz Paulo Espírito Santo.2001. pois que a referida atividade destoa. 166).. 5. sem que haja lei especifica. Prescrição. Compulsoriedade. 4. Precedentes.. quando o valor da dívida executada e embargada. Inocorrência. p. II). Legitimidade.. porque estas. O exercício efetivo de poder de polícia só pode ser custeado por taxa. Não conhecimento. sendo esta a natureza da cobrança instituída pela Portaria 113/97Ibama. de 26.59/DF. Apelação e remessa improvidas (TRF-1ª R. em relação aos desdobramentos promovidos. j. verificável pelo inequívoco exercício de poder de polícia. é legítima e independe de comprovação 134 . Constitucional. Tributário.933/99 (TRF-2ª R. 15. rel. b da Lei 5. 11. j. do que determina a Constituição da República (art. pelo que não tem nenhuma validade a Portaria 113/97-Ibama neste ponto.

04. 1 . Juiz Nery Junior. 17-C) e os valores (art. 4.Para sanar os vícios de que padecia a Lei 9. para efeito de elidir o exercício regular.938/81]) ou de homologar os licenciamentos de competência dos órgãos estaduais do Sisnama (art. 586). conferindo ao Ibama (sujeito ativo da exação) a competência administrativa para previamente licenciar a construção. base de cálculo e alíquota.165/2000 definiu o fato gerador (art.938/81]). de qualquer prerrogativa especial. 10. DJU 17. foi editada a Lei 10.O atuar do Ibama consiste no desempenho efetivo das atividades de fiscalização e licenciamento de estabelecimentos e atividades potencialmente poluidoras. 10.2003. 17-D. antes de criar uma taxa de polícia. j. além de conferir ao referido órgão (Ibama) a competência administrativa exclusiva para licenciar as atividades e obras com significativo impacto ambiental.165/2000. de âmbito nacional ou regional (art. 2 .2007. Precedentes (TRF-3ª R. com seu potencial de poluição e com o grau de utilização de recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização (art. 17-D). AC 533. p. a instalação. pelo Município. dos elementos da exação: fato gerador.. Constitucionalidade.Não ha violação aos princípios constitucionais da legalidade (e tipicidade) ou da isonomia tributárias.TCFA. de causar degradação ambiental (art. tendo em vista que o poder de polícia alcança tanto os atos preparatórios como os de continuidade do exercício. 4 – Havendo a competência administrativa cujo desempenho caracterize o exercício do poder de polícia. deu ao órgão destinatário da exação uma série de competências relativas ao poder de polícia correspondente à referida taxa. por lei.938/81]). 10.938/81]). 3ª T. inclusive ICMS e ISS do efetivo exercício do poder de polícia.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. caput [da lei 6. porque pública ou vinculada à Administração Indireta da União. de 135 . pequena ou grande). §§ 1° e 2°). não gozando a empresa. 17-B). bem como os capazes.06. de determinar a redução das atividades geradoras de poluição (art. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . § 4° [da Lei 6. a União instituiu uma taxa de polícia. § 3° [da Lei 6. 5 . 6 ..TCFA. A Lei 10.960/2000. Exigibilidade.01. a instituição válida de uma taxa de polícia correspondente depende. de sua competência tributária. 5. a ampliação e o funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais considerados efetiva e potencialmente poluidores. tão-somente. Lei 10. § 2° [da Lei 6. 10.165/2000 que instituiu de modo válido a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . sob qualquer forma.No caso em tela.É inequívoco que a Lei 10.165/2000. Tributário. o sujeito passivo (art. sujeitos. econômico e social. estes estabelecidos de acordo com o porte da empresa (micro. artigo por artigo. A alegação de que a CEF exerce atividade de interesse público. rel.618/SP. 3 . da regular definição. não impede a cobrança da referida taxa.

Obrigação acessória. 10. 1ª Seção. de obrigação acessória. j. cuja atividade administrativa. pelos contribuintes do IPI. 293). TRF-4ª R. de mais um custo. pois ao estabelecer como um dos critérios quantificadores da taxa o porte do sujeito passivo (micro. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos infringentes 2003. pequena empresa ou empresa de grande porte).‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível. 2ª T. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. DJU 12. assim. previsto no Decretolei 1. inclusive ICMS e ISS modo a caracterizar uma ação concreta e especifica da Administração.Não procede o argumento de ofensa ao disposto no art. § 2° do CTN). A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. DJU 28. sem que isso venha a desconfigurar sua natureza. do potencial poluidor da atividade e do grau de utilização dos recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização. nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art. Decreto-lei 1. positivas ou negativas.2006. DJU 30. Trata-se.71. 113.000. Tributário.437/75. Juiz Djalma Gomes. 7 .2007.Apelação improvida (TRF-3ª R. Selos de controle quantitativo. rel.. 77. 8 . AMS 273300/SP. parágrafo único. 9 . ou seja. 2 .Sendo o valor da taxa determinado em função do porte da empresa.. não houve determinação do valor da taxa a partir do capital da empresa.03.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Lei 4. 4ª T. e utilizando-se a Lei 10.2006) (TRF-4ª R.271-0. Trata-se. 13. j. que demanda a realização de diligências e outras atividades concretas para conceder o licenciamento ou manter a licença concedida.2006. rel. Ressarcimento de custos.. Natureza jurídica. artigo por artigo. violação a quaisquer princípios tributários. eis que não se pode negar que a magnitude de cada um desses aspectos interfere diretamente na complexidade do exercício da atividade de polícia. não havendo. O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações. p.05.03. AC 200371120077868/RS.841/99 [revogada pela LC 123/2006].165/2000 dos critérios de classificação da Lei 9..Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle. rende ensejo à cobrança de taxa de polícia.08. tem-se como adequado o critério de valoração.437/75. apenas. aquela que ‘decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações. na verdade. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto.502/64. IPI..07. 136 . 1 . como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público.2007).05. Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira. do CTN.

previsto no art.04.07.933/99 é que foi instituída a taxa de serviços metrológicos. Natureza jurídica. de mais um custo. 137 . Tratase.615/2000. j. em obediência ao princípio da reserva legal.07. O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI. p. Cobrança de preço público. 793).092). por ser dele o monopólio na confecção dos selos. sendo uma obrigação assumida voluntariamente. com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R. Ressarcimento de custos. 1ª Seção. levandose em consideração a natureza compulsória e coercitiva que decorre do exercício do poder de polícia. 145. Efetiva atuação poder de polícia. Aferição de bombas de combustível. rel. p.. Lei 10. As inscrições em dívida ativa têm origem no crédito constituído pela cobrança de preço público por prestação de serviço de aferição de bombas de combustível no estabelecimento da embargante. Receita originária. A cobrança efetuada pelo Inmetro em razão da aferição de bombas de combustível constitui taxa. II.2006. 46 da Lei 4. DJU 12. Inmetro.71. DJU 19. artigo por artigo. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . Tributário e constitucional. Selos de controle quantitativo. efetiva ou potencial. proveniente de produto fabricado por empresa pública . Lei 6.10/RS.TCFA. Decreto-lei 1. A aplicação do selo de controle do IPI.710. Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia.050. 3ª T.027.Casa da Moeda -. Somente com a edição da Lei 9. Ibama. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. AC 2002. Juíza Vânia Hack de Almeida.315/RS. Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário. rel. Juiz Vilson Darós. constituindo-se em receita originária da União. Base de cálculo própria de imposto e progressividade fiscal. não caracteriza taxa e nem preço público. inclusive ICMS e ISS Embargos à execução fiscal. razão pela qual não merece acolhida a pretensão do recorrente (TRF-4ª R. revelando-se legítima a sua cobrança a partir do exercício 2000. Art. de modo que o referido tributo somente podendo [rectius: pode] ser instituído ou majorado mediante lei.502/64. ou a utilização.07.500.. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto. j.025. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado.437/75.2006.2006. apenas. CF.. de serviço público específico e divisível. EIAC 2003.2006.931/81. A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. IPI. no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo. 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 24. ou seja. representa uma obrigação acessória. 06.

2006. 77 consideram-se: I .utilizados pelo contribuinte: a) efetivamente. sem ingresso de fiscais no estabelecimento fiscalizado. quando por ele usufruídos a qualquer título. e) na apreciação dos relatórios de apresentação obrigatória. marítimas. rel. da CF. artigo por artigo. sendo de utilização compulsória. c) na análise de imagens de satélite.960/2000).931/81.165/2000 ao instituir a TCFA delimitou. A Lei 10.TCFA. o qual apresenta sua configuração no desempenho da função fiscalizadora para averiguar se as atividades e obras causadoras de significativo impacto ambiental estão sendo desenvolvidas nos termos em que foram autorizadas. DJU 15. a atuação do poder de polícia conferido ao Ibama. 145.01. 1ª T. A hipótese de incidência da indigitada exação é o exercício do poder de polícia outorgado legalmente ao Ibama. Juiz Francisco Wildo. fluviais ou aéreas. normas e padrões de qualidade ambiental. Art. 12. inclusive ICMS e ISS Inexistência. em rondas terrestres. AMS 92646/PE.2006.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. instituiu a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . II. introduzindo dispositivos à Lei 6. quando. em consonância com a política nacional. b) pelo monitoramento remoto de atividades.735/89 exerce a atividade fiscalizatória e de controle de aplicação de critérios. sanando os vícios de constitucionalidade da legislação anterior (Lei 9.615/2000. 138 . o que torna insubsistente a alegação do apelante de ausência efetiva de fiscalização e de violação ao preceito constitucional do art. restando. Precedentes. d) no acompanhamento de dados estatísticos regionalizado sobre poluição e utilização de recursos naturais. II.02.. o que se apresenta por demais acertado. Inexistência de contrariedade ao art. sejam postos à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento. da CF. 145. Os serviços públicos a que se refere o art. b) potencialmente. uma vez que a Lei 10. nitidamente. pois esta autarquia. consistente na vistoria à distância. p 860). Efetiva atuação do poder de polícia pelo Ibama por meio de fiscalização realizada através de: a) visitas de fiscais aos estabelecimentos dos agentes poluidores ou utilizadores de recursos naturais. trazendo todos os elementos caracterizadores do tributo. através do prévio licenciamento concedido pelo referido órgão.. 79. j. Apelação improvida (TRF-5ª R. criada pela Lei 7.

exige-se que seja ele prestado ao contribuinte (utilização efetiva). sob normas e controles estatais. por parte de cada usuário). artigo por artigo. nas palavras do CTN. seja específico (destacado como unidade autônoma) e divisível (possibilidade de utilização. separadamente. por parte de cada um dos seus usuários. III divisíveis. é preciso que. O Poder Judiciário. inclusive ICMS e ISS II . quando suscetíveis de utilização. como fez em relação ao poder de polícia. pela simplicidade e abrangência. ou simples conveniências do Estado. transcrevo o dado por Hely Lopes Meirelles: Serviço público é todo aquele prestado pela Administração ou por seus delegados.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.específicos. porque. a partir do STF. Além da autonomia de cada unidade de serviço. de utilidade ou de necessidade públicas. De todos os conceitos. para sê-lo. 139 (serviço em funcionamento para ser utilizado. ou posto à sua disposição necessário). para satisfazer necessidades essenciais ou secundárias da coletividade. tem sido rigoroso na apreciação da legalidade de um sem-número de taxas que surgem sem atenção às características indicadas nos incisos do artigo em comento. O conceito do que seja serviço público não encontra unanimidade entre os estudiosos do direito administrativo. quando possam ser destacados em unidades autônomas de intervenção. deixando o CTN de conceituá-lo. quando . Mas nem todo serviço público é gerador de taxa. COMENTÁRIOS O exercício do poder de polícia e a prestação de serviço público são atividades tipicamente estatais.

rel. 77 e 79 do CTN). j. 18. REsp 11. I.1993. (. Min.06. da mencionada norma local (STF. a utilização efetiva ou potencial. 77 do CTN. j. do serviço público e divisível. III . é inconstitucional. 140 .972). 15.Nos serviços públicos urbanos encontram-se presentes os requisitos da especificidade e da diversibilidade (arts. Antônio Neder. DJU 16.1993. p. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição (STJ. I . p.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.) III — Diversamente do IPTU. 37.1981. do serviço público específico e divisível.1993. rel. REsp 32.04.1993. que tem como base de cálculo o valor venal do imóvel. Decisão unânime (STJ. art. encontramse presentes os requisitos de especificidade e da diversibilidade (arts.564).03. Taxa de expediente prevista na Lei de Minas Gerais 4. em votação uniforme. II .1981). 12. rel. Tabela A.06.870/SP. 1ª T. 3. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. rel.As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador o exercício do poder de polícia.08. Min. item I. Demócrito Reinaldo.584-4/MG.08. por ser inerente à função normal do Estado.As conhecidas taxas de lixo têm como fato gerador o exercício do poder de polícia. 77 e 79 do CTN). As taxas instituídas no art. inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA 1. DJU 10.996/GO. 1ª T. 21. I ..1993. 23.. para conceder a segurança postulada. 2.. Demócrito Reinaldo. que ele argüiu. de 1968. a utilização efetiva ou potencial. Min.Nos serviços públicos relativos a consecução de vias públicas e logradouros e de combate a sinistros. j. está o recorrido sujeito à cobrança da taxa de serviços urbanos. a taxa de limpeza pública é cobrada em função do metro quadrado ou fração da propriedade (STJ.474. Recurso extraordinário do constituinte a que o Plenário do STF dá provimento. Cesar Asfor Rocha. O policiamento de segurança das pessoas e das casas é atribuição normal do Estado e serviço que os impostos gerais custeiam.. 1ª T. Sendo assim.940/SP. REsp 33. ele não pode constituir fato gerador da taxa de segurança de pessoas e casa.. 16.1993. tem o seu custeio satisfeito pelos impostos gerais. DJU 23. como dispõe o art. II . artigo por artigo. e declarar a inconstitucionalidade. da Constituição devem custear o poder especial de polícia. Min.957). nº 48. visto que o poder geral de polícia. 1ª T. para custear o serviço de policiamento dos bancos e entidades congêneres.Na espécie. DJU 16. Taxa de limpeza pública.06. 14.. 15. IV – Recurso provido.08. RE 73. j. p.

Dispositivos indicados como afrontados não abordados. A taxa de armazenagem é preço público. 677. 165. 87. inclusive ICMS e ISS Taxa de armazenagem. a alegação de que o Município não teria competência para estabelecer as condições para o parcelamento do IPTU e a de que seria indevida a adoção. Matéria constitucional. do CTN). I. 6 Nada se discutiu (em face dos óbices acima apontados) sobre o IPTU 141 . pelo Município. do art. ao fundamento de que a referida taxa. que prevêem a cobrança de taxa pelos serviços de conservação e limpeza de ruas. Precedentes desta Corte.1997). 145. de serviço público específico e divisível. rel. artigo por artigo. I e II.2000) e RE 185. na parte em que a decisão atacada basilou-se. de unidade monetária própria (UFN) para atualização das parcelas do IPTU.. em matéria de cunho eminentemente constitucional. como fundamento central. III. Ausência do necessário prequestionamento dos arts. 145. do serviço público específico e divisível. a utilização efetiva ou potencial. j.989/66. produtos industrializados e outros insumos vinculados à fabricação de produtos destinados à exportação. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição [rectius: “o exercício regular do poder de polícia. 3.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. II. peças. 19.05. 4.11. e pelo fato de não serem divisíveis os serviços públicos que ela visa custear. Nos serviços públicos relativos à limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos. encontram-se presentes os requisitos de especificidade e de divisibilidade (arts. 93. da CF/88 (Lei 6. mas o adicional de tarifa portuária não. as importações de partes. rel. ofende o art. do CC/1916 [sem correspondente no CC/2002]. Agravo regimental contra decisão que proveu recurso especial do agravado. do CTN). DJU 15.1999). Min.050/SP (DJU 07. efetiva ou potencial. 77 e 79.387/91 isenta de pagamento de taxas. parágrafo único.04. Agravo regimental. REsp 188. RE 190 126/SP (DJU 05. 1. § 2°. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição”]’ (art. do Município de São Paulo. Mim. Lei 8. em nenhum momento. 1ª T.1999).06. 130. Isenção.1998. por possuir base de cálculo própria de imposto.391/SP. no âmbito do aresto a quo.03. Prequestionamento. 15.989/66. arts. ou a utilização. matérias-primas. da CF. Precedentes citados: RE 206. I. I e II e 94).777/SP (DJU 30.349/AM. As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador ‘o exercício do poder de polícia. 2. 91. Decisão da matéria pelo Colendo STF. RE 188. Não se conhece de recurso especial. e 167 do CTN.03. Ilmar Galvão. Garcia Vieira. componentes. 77. ATP. Recurso parcialmente provido (STJ.2000. 86.387/91. quanto ao IPTU e aos efeitos decorrentes da inconstitucionalidade de texto legal. Tributário e processual civil. entretanto. Afastou-se. Taxa de iluminação e limpeza pública. O colendo STF declarou incidentalmente a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 6. preços públicos e emolumentos. o que ofende o inciso II. A Lei 8. 5.

02. Arts. da Lei de Introdução ao Código Civil. Ausência de prequestionamento e dissídio pretoriano superado. 1. não foram objeto de análise pelo Tribunal de origem. p. Min. Apesar da transcrição de ementa. Processual civil. deixou ele de demonstrar as circunstâncias identificadoras da discordância entre o caso confrontado e o aresto paradigma. quais sejam. do CTN. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. a legitimidade da cobrança da taxa de iluminação e limpeza pública. 2. 1ª T. o dissídio jurisprudencial. A 1ª Seção assentou que a divisibilidade e especificidade de taxas referentes a serviços de limpeza pública e de iluminação pública são insuceptíveis de controle no âmbito do recurso especial. Divisibilidade. da Lei de Introdução ao Código Civil Ausência de prequestionamento. artigo por artigo. p. Esta Corte possui o entendimento de ser incabível analisar a violação dos arts. 7. 462. 77 e 79. O recurso especial não pode ser conhecido pela alínea c do permissivo constitucional [art. apenas. rel.06. Recurso especial inadmitido. 2ª T. DJU 30. 292). AGREsp 734369/RJ. arts. 1. Agravo regimental não provido (STJ. 77 e 79 do CTN) reproduzem regra constitucional (art. com relação à Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP) e da Taxa de Iluminação Pública (TIP). por reproduzirem os aludidos dispositivos legais preceitos constitucionais. Agravo regimental improvido (STF. 145.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. 77 e 79 do CTN.03. Tributário. Divergência jurisprudencial não demonstrada. bem como não apresentou.212/RJ.2005. Incompetência desta Corte. 4. As matérias infraconstitucionais supostamente violadas no recurso especial.301). Ausência de prequestionamento. do CPC. Incidência da taxa Selic para cobrança dos débitos fiscais. Processual civil. DJ 21. pois o recorrente não realizou o necessário cotejo analítico. 6°. Dissídio superado. c. 462.03. adequadamente. e da Taxa de Iluminação Pública (TIP). João Otávio de Noronha. do CPC. 3. A alegada violação aos arts. Agravo regimental em agravo de instrumento. razão pela qual ausente o necessário prequestionamento. rel.. Tributário. A decisão debateu. CF/88).03.06. por serem matérias de índole constitucional. Matéria constitucional. 6°. DJU 27. 20. III. j. Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública e Taxa de Iluminação Pública (TIP). em face da consideração do acórdão recorrido de ilegalidade da Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP).913/SP.2007. Matéria constitucional. § 1°. AGA 526. Min. j. 77 e 79 do CTN. Humberto Martins. Precedentes (REsp 173.2005. § 1°.2005). 105. inclusive ICMS e ISS e os efeitos da declaração de inconstitucionalidade. da CF/88]. não pode ser conhecida por esta Corte por referir-se à matéria constitucional.2007. As normas ordinárias sob liça (arts. 3. Arts. É cabível a incidência da taxa 142 .

na assentada 14 de maio de 2003.2007. João Otávio de Noronha. Taxa de Combate a Incêndio e Taxa de Conservação de Vias. visto que os arts. 2. 145. Agravo regimental não provido (STJ. quando do julgamento dos EREsp 291.03. Art. 257).05. prevalece sobre a regra geral que dispõe sobre os feitos contra a Fazenda Pública (arts. Taxa de Remoção de Lixo e de Limpeza Urbana.. que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações. 01. ‘Divergência jurisprudencial entre acórdãos que analisaram matéria de ordem constitucional. DJ 04. devendo ser a pretensão recursal provida nesta parte. 18. I. p. 246).2006.2000. Orientação consagrada pela Primeira Seção.828/PR.03. de combate a incêndio e de conservação de vias. 2ª T. 15. 2. DJU 12. de relatoria do ilustre Min.2007. artigo por artigo. rel.709/SC.01.960 de 28. § 2°. AGA 750. 145.. Taxa de Coleta de Lixo. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial. da CF. Taxa de controle e fiscalização ambiental. IPTU. 77 e 79 do CTN. 1. 2ª T. Precedentes. 168.2007. controvérsia atinente a taxa de remoção de lixo. controvérsia atinente a taxa de coleta de lixo. III) (REsp 196. Prescrição.643/PR. Min. Min. 77 e 79 do CTN. 2ª T. Precedentes. José Delgado. REsp 896. rel. Mandado de segurança. Processual civil. e pela Corte Especial. Tributário. Constitucional e tributário. 3. Inconstitucionalidade. inclusive ICMS e ISS Selic para a cobrança de débitos fiscais. 102.08. 1. visto que os arts. 3. Tributário. Afigura-se inviável examinar.06.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações. Repetição do indébito.497/SC e 425.03. Recurso especial conhecido em parte e provido (STJ. p. rel. por regular especialmente a matéria tributária. III e 105.889/SP. do CTN. 1. Afigura-se inviável examinar. em sede de recurso especial.341/RJ. REsp 547. João Otávio de Noronha. da Constituição Federal. j.910/32).. de limpeza urbana e de iluminação pública.2001). Recurso especial.2007. DJU 03. do CTN e Decreto 20. relatados pelo eminente Ministro Luiz Fux. Cabimento. 399. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial. Matéria constitucional. p. Recurso especial não conhecido (STJ. j. relator Ministro Francisco Peçanha Martins. Lei 9. O prazo para o ajuizamento da ação de repetição do indébito é de prescrição qüinqüenal e.257/SC. Taxa de Iluminação Pública. não cabe apreciar nesta instância superior. j. em sede de recurso especial.02. reproduzem o preceito inscrito no art. reproduzem o preceito inscrito no art. em recente julgamento do EREsp 213. a teor dos preceitos que emanam da Carta Magna (CF arts. 165 e 168.DJU 06. § 2°. Min.926/PR.2006. 215). Sempre que presente 143 . Matéria constitucional. Humberto Martins.

2. 80. DJU 28.165/2000]. da Lei 6. 77 do CTN).2000. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição’. a Taxa de Fiscalização Ambiental. AMS 213.638/SP. certo que se estará diante de imposto. artigo por artigo. 77 que as taxas cobradas pelas pessoas políticas de direito público interno.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. fixada por essa lei em 31 de março [art. 5. Ao revés. Não sendo dado ao Estado criar taxa com a mesma base de cálculo ou fato gerador de imposto (parágrafo único do art. 17-C.possa ameaçar ou violar direito líquido e certo do contribuinte. o STF entendeu prejudicado o prosseguimento daquela ação declaratória de inconstitucionalidade. Art. as Leis Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios e a legislação com elas compatível.11. efetiva ou potencial. desde logo se verifica que o fato gerador invocado dissocia-se daqueles próprios da taxa.01.165/2000.. sendo certo entretanto que o valor exigido incidiu efetivamente sobre o mês de janeiro de 2000. 6.960/2000. 145. do Distrito Federal ou dos Municípios aquelas que. inclusive ICMS e ISS ato de autoridade que por ação ou omissão. O Código Tributário Nacional dispõe no art. j. rel. 144 . ou a utilização. dentro de suas respectivas atribuições. competem a cada uma dessas pessoas de direito público. § 1°. Para efeito de instituição e cobrança de taxas. dos Estados. 4. em violação dos disposto nos arts.mas sempre de forma concreta . 6ª T.178-8/DF. na Medida Cautelar requerida na ADIn 2. inciso II. com data de pagamento. as Constituições dos Estados. segundo a Constituição Federal. de serviço público específico e divisível. Juíza Marli Ferreira. I. com a redação dada pela Lei 10. têm como fato gerador o ‘exercício regular do poder de polícia. consideram-se compreendidas no âmbito das atribuições da União. 3.2005).165/2000]. a materialidade da hipótese de incidência fixou-se no exercício pelo contribuinte de atividade potencialmente poluidora..960/2000. 153 e 154. este § 2° foi revogado pela Lei 10. eis que não se vislumbra na exação a prestação regular pela Administração do poder de polícia ou mesmo de serviço público específico e divisível. 10. de 28.01. estará aberta a possibilidade para que o interessado se socorra do Poder Judiciário através do writ. a este sujeitando todos os sujeitos passivos citados no § 2° do art.938/81. 7. razão pela qual não há como se declarar perda de objeto da presente ação. criada pela Lei 9.960. 17-B [conforme redação dada pela Lei 9. O STF afastou.2004. À vista da edição da Lei 10. da Constituição Federal. No caso da taxa de fiscalização ambiental veiculada pela Lei 9. por inconstitucionalidade. atual ou potencialmente . Sentença mantida (TRF-3ª R.

23 da Carta Política. porque ela destina-se. não se permitindo. prevalece o direito federal ou o estadual sobre o municipal. com a especificação em doze incisos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Em havendo duplicidade na tributação cumulativa. a dar suporte ao serviço público gerador da exação. art. bitributação. Sobre as matérias elencadas no art.999/72. da Constituição Federal. Lei 3. está explicitada no art. em matéria de imposto. artigo por artigo. 244. 25. Em relação às taxas não há problema quanto à discriminação da arrecadação. inclusive ICMS e ISS COMENTÁRIOS O dispositivo em destaque reafirma competência comum dos entes federados. nos termos do art. próprio de contribuição de melhoria. Taxa de pavimentação asfáltica. como estabelece a Constituição Federal de 1988. Diferentemente. 23 pode ser instituída taxa. 154. observando o ente estatal que a instituir no limite de sua competência. § 1°. II. art. de serviço público específico e divisível. Inconstitucionalidade. também chamada de cumulativa ou paralela. a competência residual é da União. e não a utilização. da Carta Magna. Município de Santo André/SP. especificamente. Observe-se que a competência comum. Impossibilidade de sua cobrança como contribuição. como preconizado no art. em hipótese alguma. por inobservância das formalidades legais que constituem o pressuposto do lançamento dessa 145 . inciso I. em se tratando de taxas essa competência é dos Estados. Tributo que tem por fato gerador benefício resultante de obra pública. JURISPRUDÊNCIA Tributário. pelo contribuinte. Com propriedade observa Hugo de Brito Machado que. 145. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição.

15. firmados através do inciso II do art.12. Parcial procedência dos embargos. Inocorrência da alegada afronta ao art.09. pois o valor da execução é de R$ 2003. Legitimidade da cobrança dos juros.. 28. do Município de Santo André/SP. CTN. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. vigilância pública predial e prevenção a incêndio. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço. Cobrança de taxa de pavimentação e calçamento para recuperação de custo de obra pública. da Emenda Constitucional nº 01/69. a título de taxa.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 276 da Lei 3. de limpeza pública. 21. Inconstitucionalidade. A divisibilidade se coloca também límpida. e do art.08. Embargos à execução fiscal. Tributário. 22. avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços. neste passo 146 . 145. 18. de molde a permitir sua exigência. limpeza de vias públicas. Entendendo a E. da multa e da correção monetária. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. remoção de lixo comercial. No que tange às taxas de remoção de lixo comercial. que contam com aquele referido serviço. Américo Luz. Tributário. RE 140779/SP. de conservação de pavimentação. da ECT. sendo capital repisar-se tanto se tributa.. Execução fiscal. p. que não permite a utilização da taxa como instrumento para recuperação do custo de obra pública. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art.11.999. j. Taxa de iluminação pública indevida. nem ao da indivisibilidade. 3. do art.12. Taxas de remoção de lixo comercial. que se declara. Não conhecimento da remessa oficial. 2ª T.1995. artigo por artigo. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. Min. CF. p. assim se procede. Recurso não conhecido (STF. imediato. inclusive ICMS e ISS espécie tributaria. 6. REsp 0001609/SP rel. conservação da pavimentação. 77. 4. Recurso provido (STJ. Prescrição parcial consumada.360). quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte.1972. excluindo-se o reexame necessário. porquanto a exigência fiscal tem como fato gerador hipótese concernente a contribuição de melhoria. DJU 17.351). A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida. de vigilância pública predial. Pertinente e adequada a ponderação. pelo serviço efetivamente prestado. Ilmar Galvão. de limpeza pública. DJU 08. de fato. amiúde praticada. j. II. 02. 2. de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas. 5. 1. de 29. Município de Araçatuba XECT. Ilegalidade.1990. rel. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto.1995. Sucumbência recíproca. Min. 1ª T.1990. de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios. 475 do CPC.

antes enfocados. nos presentes autos. caput e § 3° e 516.1995 a 10.12. a prescrição.1995 a 10. Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária. 11.12. encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa.1995.07. 15.07. ônus cabalmente seu. claramente. qual seja. 13.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. e do art. avulta em destaque a indivisibilidadede de dito serviço. de rigor a extinção dos débitos prescritos. vetou o uso daquele tributo para tal fim. 18. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. conforme entendimento desta Colenda 3ª Turma.01. 17.1995 até 10. do E. 16. 12. uma das causas de extinção do créditos tributário. por meio da Súmula 670. contados da data de sua formalização definitiva.1995 e de 10. Ante a devolutividade do apelo. 174 do CTN.01. 9. STJ. com o Excelso Pretório que. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte. qual seja. Vencidas as dívidas em 10. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN).2000. sentença. elencada no inciso V. 8. sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos. artigo por artigo.12.09. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. 7. segundo a qual suficiente a propositura da ação.1995 a 10. 512. 14. 156.1996. do CTN. Verificada. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público. de fato. 515. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10. 19. ainda que não conhecidos. No âmbito dos requisitos para as taxas em geral.01.1995 e de 10. Contaminado pela prescrição. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. de molde a impedir exigência de taxa. Inconstitucional dita exação. Constatada será a ocorrência da prescrição. para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28. 145. Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP).12. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. que lhe reconheceu ilegitimidade. todos do CPC. com observância do estabelecido pelo art.09. CTN. do art. guarda harmonia a r. Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10. uma vez que regida pela LEF dita nuança. 10. primeira figura. consoante art. 147 . imediato. ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo.1995 a 10.1996. firmados através do inciso II do art. como se denotará. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos. 77. CF. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. inclusive ICMS e ISS não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito.

para dele fazer parte integrante. através de mero cálculo aritmético. da moeda nacional . 27. em essência adere a correção monetária. 97. originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente. Tão assim acertado o entendimento que a Administração. segundo a qual os juros. Reflete a multa moratória acessório sancionatório. nos termos da jurisprudência que. por inconstitucional) . a cifra maior. recaem sobre o crédito tributário. a propósito. A respeito de constituírem os débitos atos distintos. porém que brota da incursão por ato ilícito. identificáveis e autônomos. consoante art. instituto inerente ao crédito tributário. anos posteriores. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. CTN. 23. vez que dotado de valores autônomos. quando do sentenciamento dos embargos.de tal sorte que sua incidência. 26. a cujo principal. bem como verificando-se legitima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. cumpre-se destacar que. Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo. específicos. 25. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. em dados momentos. de conservação de pavimentação. vez que estes os incidentes no caso vertente. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. em direta consonância com o inciso V. Coerente a compreensão. a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP. e à luz evidentemente de lei a respeito.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. do art.da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico. adota-se. como se dá com o não pagamento tributário. contudo incidente com referência às taxas retratadas. 21. realmente. histórica. Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial. quando pratica a dispensa de correção monetária. inclusive ICMS e ISS Afigura-se coerente venha dado valor. de vigilância e quanto à taxa de prevenção 148 . assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária. 20. Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP. como se extrai. Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR. figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária . deva recair sobre o débito. em sua superioridade em si . 24. denomina a tanto de remissão. 22. CTN. a corresponder. vez que indevida sua cobrança. artigo por artigo. amiúde construída. à divida em sua junção de principal com atualização.esta fruto da inerente desvalorização. decorrência límpida e lícita. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados. 161. de limpeza pública. exatamente por motivo inverso. com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido.

em favor do Município implicado. pelo Distrito Federal ou pelos Municípios.401). sendo cobrada para atender ao custo de obra pública. tendo-se em conta a vantagem advinda da obra realizada. a atingir vencimentos ocorridos de 10. 28. 28.02. no âmbito de suas respectivas atribuições. j. na forma retro fixada. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r. p. 145. rel. em favor do Município implicado. III). artigo por artigo. para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata. inclusive ICMS e ISS contra incêndios. tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. AC 1079831/SP. COMENTÁRIOS Definição. sentença. A contribuição de melhoria cobrada pela União. TÍTULO V CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA Art. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. Juiz Silva Neto.12. bem como ante a ocorrência da prescrição parcial.2007..04. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. pelos Estados.3ª R. julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF . 149 . atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso.2007.1995 até 10. A espécie tributária aqui enfocada insere-se na competência das três esferas estatais. é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança.. realizada em favor do interesse público. como previsto na Constituição Federal (art. 3ª T. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. DJU 11. 81. Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança.01.1995.

diante da previsão do art. discordando do entendimento. CF). global e individual. parece correto afirmar a continuidade dos limites. Dentro de um critério de razoabilidade interpretativa. continuam a afirmar que persistem ambos os limites.) III . Hugo de Brito Machado e Silva Martins. 82. na doutrina. 150 . o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: (. A divergência nasceu da simplificação verificada na Constituição de 1988. que está extinto o limite total. 81 e o seguinte. 145. que o próprio art.contribuição de melhoria. permanecendo na Constituição Federal de 1988 apenas o limite individual.. dentre outros. ainda. e tem como particular característica a inexistência de alíquota ou de base de cálculo. Entretanto. Neste sentido são as lições de Ives Gandra Martins. Tem como limite o custo total da obra. foram revogados pelo Decreto-lei 195/67. Valdir de Oliveira Rocha. ao eliminar a palavra valorização e prever simplesmente: “A União. fazendo parte da essência do tributo. Neste sentido tem-se a opinião de Roque Carrazza. art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Há quem afirme. Quanto ao custo total da obra há quem sustente. o qual deve ser rateado entre os que se beneficiarem com a valorização imobiliária.. 81 do CTN. artigo por artigo. sendo esta valorização o limite individual cobrado de cada beneficiário. o texto normativo do referido diploma em nada destoa do conceito constante do CTN. Há doutrinadores que. decorrente de obras públicas” (art. A valorização imobiliária é da natureza da espécie tributária em apreciação. dispositivo este recepcionado pela Carta de 1988. inclusive ICMS e ISS Trata-se de espécie tributária que se alinha aos impostos e às taxas. os Estados. III. Geraldo Ataliba.

Sem valorização imobiliária decorrente de obra pública. alterou o critério do custo da obra do CTN que não tem como se sustentar. Sentença mantida em grau de reexame necessário. ambos compatíveis com o Dec. porque o Supremo Tribunal Federal tem entendido que. Valoração do imóvel. em havendo lei municipal autorizativa.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Carlos Velloso. Fato gerador.09. Contribuição de melhoria. Se não houver aumento do valor do imóvel. embora alterasse a expressão “imóveis valorizados” por “móveis beneficiados”.. inclusive ICMS e ISS Do mesmo modo. não pode o poder 151 . DJU 30. Valorização imobiliária. vale dizer. não há eiva de inconstitucionalidade alguma (RDA 120/131). 2ª T. Direito tributário. Tem como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. Podemos afirmar que permanecem em vigor os arts. não alterou substancialmente a espécie tributária de que se cuida. o Professor Sacha Calmon Navarro Coelho entende que o Decreto-lei 195/67. Recurso desprovido.-lei 195/67. o quantum da valorização imobiliária (STF. JURISPRUDÊNCIA Ação declaratória de inexistência de relação jurídicotributária. 81 e 82 do CTN. entende-se que a Emenda Constitucional nº 23/83. tornando-se inconstitucional. ao dispor que a contribuição de melhoria tem como fato gerador o acréscimo de valor dos imóveis localizados nas áreas direta ou indiretamente beneficiadas por obras públicas. Contribuição de melhoria. artigo por artigo. Min. Recapeamento asfáltico. Contudo. rel. não há contribuição de melhoria. Base de cálculo. Esta é uma posição que não encontra guarida no direito pretoriano. recepcionados pela Constituição Federal 1988. porque a hipótese de incidência desta é a valorização e a sua base é a diferença entre os dois momentos: o anterior e o posterior à obra pública. Não comprovação. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária.1994). RE 114069/SP.

CF/88]. Base de cálculo. REsp 629. 270). rel. Contribuição de melhoria.10. 2. Min. Contribuição de melhoria. DJU 05. Recurso provido (STJ. j.02. 1º.1994. DJ 28. 2ª T. inclusive ICMS e ISS público cobrar-lhe a mais valia. Valorização do imóvel. A contribuição de melhoria tem como fato gerador a real valorização do imóvel. Decreto-lei 195/67. Garcia Vieira. DJU 05. como pelo vencido. 1. rel. impondo-se adotar o entendimento unânime da época em que proferido o julgamento pelo Tribunal a quo.06. Contribuição de melhoria. 09. Recapeamento de via pública.06. Precedentes o STF (STJ. CF/88 [rectius: art. Art. 1. rel. REsp 8. 2ª T. Francisco Peçanha Martins. 81 e 82. Nexo de causalidade.05. artigo por artigo. rel. Min. 1° e 2°). Requisitos da valorização ou de específico benefício.1994). REsp 200283/SP.04. Min.2002). DJU 18. Arts. Tributário.1999). Contribuição de melhoria. sendo certo é vedado à esta Corte Superior. Américo Luz. 13. Recurso especial provido (STJ. Ilegalidade do lançamento de contribuição de melhoria baseado no custo. arts. afronta exigências legais (arts. João Otávio de Noronha. invadir a seara fática-probatória. II.1995.2007. 1ª T. j. não servindo como base de cálculo tão-só o custo da obra pública realizada (REsp 280. a teor do verbete Sumular 07/STJ. Milton Luiz Pereira. 81 e 82. Obra pública efetivada.248/SP. Manifesta divergência acerca do atual estágio do empreendimento que deu origem à exação discutida. Art. Ação de repetição de indébito. Hipótese de incidência e fato gerador da exação. 4. j. Tributário. CTN. Precedentes da jurisprudência.. Inocorrência. II.03. Recurso provido (STJ. 17.03. REsp 634/SP. 3. 04. tanto pelo voto vencedor. em sede de Recurso Especial. 145.2007. 145. Tributário. Min. Obra inacabada.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. Fato gerador valorização do imóvel. Min. conseqüente da obra pública realizada no local de situação do imóvel. 2ª T. de que quando foi instituída a contribuição de melhoria a obra ainda não havia sido 152 . 2° e 3º). com o custo coberto por um ‘plano de rateio entre todos os beneficiados’. 1ª T. 2.05. CTN. rel. Tributário. Decreto-lei 195/67 (arts.. CF/67 [c/c EC nº 01/69] (Emenda 23/83). p.1999.471/RS. Direito à restituição.417/SP.. III. j. Fato gerador. 1. 2..1995). 18. Controvérsia que gravita sobre se a obra pública não finalizada dá ensejo à cobrança de contribuição de melhoria. DJU 21. A publicação prévia do edital e necessária para cobrança da contribuição e não para realização da obra.

nos termos do art. CF/88 [rectius: art. Eliana Calmon. É cediço em doutrina que: ‘(.08. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a diferença entre o valor do imóvel antes da obra ser iniciada e após a sua conclusão (Precedentes do STJ: REsp 615. Falta de prequestionamento.05. j. uma vez que incontroversa a não efetivação da valorização do imóvel. rel. 10.996/SP rel. evidente o direito de a empresa que pagou indevidamente a contribuição de melhoria.2004. CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83.12. DJ 06. p. do CTN. CF/88]. a repetição do indébito tributário. Min. 8. 145.495/RS. DJ 17. 7. Francisco Peçanha Martins.) Só depois de pronta a obra e verificada a existência da valorização imobiliária que ela provocou é que se torna admissível a tributação por via de contribuição de melhoria’ (Roque António Carrazza. REsp 143. DJU 05. REsp 143. Recurso especial provido (STJ. REsp 647134/SP. 1ª T. A contribuição de melhoria tem como limite geral o custo da obra. j.996/SP. DJ 06. haja vista que a obra pública que deu origem à exação não foi concluída. inclusive ICMS e ISS concluída porquanto pendente a parte relativa à pavimentação das vias que circundavam o imóvel de propriedade da recorrente. 397). rel. 165.495/RS. Tributário. Malheiros. 145. e como limite individual a valorização do imóvel beneficiado. Curso de Direito Constitucional Tributário. Fato gerador. 2ª T.05. Arts. Tributário.. REsp 362. rel.Requisitos de valorização ou de benefício. 499).10. 5. Min. III. do CTN. Prevalece o entendimento no STF e no STJ de que não houve alteração do CTN pelo DL 195/67. p. 2. apropriados à obra pública realizada no local da 153 . Min. Revela-se. 9. Recurso especial conhecido e provido (STJ. Isto porque a hipótese de incidência da contribuição de melhoria pressupõe o binômio valorização do imóvel e realização da obra pública sendo indispensável o nexo de causalidade entre os dois para sua instituição e cobrança.02 2007. 18.. Min Luiz Fux. Consectariamente. Contribuição de melhoria. Francisco Peçanha Martins.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. portanto. Precedentes: REsp 615. 6. 3.2002. II.788/RS. 81 e 82. o fato gerador de contribuição de melhoria se perfaz somente após a conclusão a [sic] obra que lhe deu origem e quando for possível aferir a valorização do bem imóvel beneficiado pelo empreendimento estatal.. artigo por artigo. É ilegal a contribuição de melhoria instituída sem observância do limite individual de cada contribuinte. DJ 17.. 81 e 82.1999. rel Min José Delgado.1999). DJU 01. II. Contribuição de melhoria CTN arts. José Delgado.2004. obter. 1.2002. 4.12.05. 284). 28. 1. rel. 2002. 4. 3.2007. Questão surgida no acórdão recorrido. Min. p.

j. Min. b) orçamento do custo da obra. 2. ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida. rel. pelos interessados. inclusive ICMS e ISS situação do imóvel. rel.11. 05. 82. pelos imóveis situados na zona 154 . p. precedentes jurisprudenciais.285/RJ. Art.04. e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas.1998. Garcia Vieira. 1ª T. § 1° A contribuição relativa a cada imóvel será determinada pelo rateio da parcela do custo da obra a que se refere a alínea c. d) delimitação da zona beneficiada. III . de qualquer dos elementos referidos no inciso anterior. Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento. REsp 160.030/SP. para impugnação. 3. Milton Luiz Pereira. Min.regulamentação do processo administrativo de instrução e julgamento da impugnação a que se refere o inciso anterior.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. sem prejuízo da sua apreciação judicial.fixação de prazo não inferior a 30 (trinta) dias.2001.publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto. II . DJU 09. nela contidas. Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ. 4.. artigo por artigo. 233). EREsp 8.2001. c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição. A lei relativa à contribuição de melhoria observará os seguintes requisitos mínimos: I .11. DJU 19. do inciso I.

As exigências do art. não poderia o contribuinte obstar as obras irregulares. a posteriori. ou impugnar os defeitos corrigíveis. segundo registra Célio Armando Janczeski (ob. artigo por artigo. o que hão obsta que. no exercício do poder-dever da administração pública. Para que o poder público esteja autorizado a cobrar contribuição de melhoria. infra). faz-se pertinente atender aos requisitos. se assim não for. Para alguns doutrinadores a publicação dos elementos elencados no inciso I do art. 155 . cada contribuinte deverá ser notificado do montante da contribuição. 82 do CTN são a causa mais comum das demandas sobre contribuição de melhoria. 82 deverá anteceder a obra. da forma e dos prazos de seu pagamento e dos elementos que integraram o respectivo cálculo.. valorização do imóvel em decorrência da obra. podemos concluir que na caracterização da contribuição de melhoria identificamos como pressupostos: realização de obra pública. COMENTÁRIOS Requisitos. limite total da contribuição identificada com o custo da obra e limite individual igual ao acréscimo de valor provocado pela obra. cit.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS beneficiada em função dos respectivos fatores individuais de valorização. pelo custo da obra. Ao contribuinte não é dado impugnar a realização de obra alguma. Da definição vista no artigo antecedente. assim como antecedente será a impugnação. venha a cobrar-se. via contribuição de melhoria. porque. argumentam. § 2° Por ocasião do respectivo lançamento. em cada imóvel.

82 contempla talvez um dos comandos mais justos do nosso sistema tributário. Por outro ângulo. “nas poucas vezes em que se tem tentando cobrá-la. permitindo uma divisão igualitária da carga tributária. p.. artigo por artigo. b) orçamento do custo da obra. isto é. quando obedecidos os princípios básicos. c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição. sem atender os requisitos mínimos” (ob. infra).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. nela contidas? O entendimento é o de que a publicação deve anteceder a cobrança e não a realização da obra. 68). cit. infra. não é das melhores a experiência brasileira. o foi deforma ilegal.. somente após a conclusão da obra é que se pode avaliar em quanto acresceram de valor os imóveis beneficiados. inclusive ICMS e ISS Assim. cit. d) delimitação da zona beneficiada. por onerar exclusivamente aqueles que de forma direta se beneficiaram com a obra pública. somente após a conclusão da obra é que se publica o edital. quando já se sabe com precisão o custo da mesma. e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas. Entretanto. Como registra Láudio Camargo Fabretti. Como então interpretar a expressão do inciso I: publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto. o momento da ocorrência do fato gerador não poderá coincidir com a execução da obra pública. 156 . mas depois da execução e quando for possível a avaliação da mais valia ou da valorização decorrente (ob. Segundo opinião de Yoshiaki Ichihara. Esta espécie de tributo é considerada pelos estudiosos a mais democrática. O § 1° do art.

1997. 161-168... 1995. Forense. v. Saraiva. p. p. 115. Cabe proliferaram as aqui registrar. ano 33. p. p. Luiz Fernando Pellegrini. CDTFP. Contribuição de melhoria . São Paulo. Suplemento Tributário 73/97. Edgard Neves da Silva. 465. 1998. p 152. 1997. Carlos Valder do Nascimento. nº 8. São Paulo. 144-145. por sua vez. coord. ano 2. Valdir de Oliveira Rocha. Boletim de Direito Municipal. 1997. São Paulo. Código Tributário Nacional Comentado. Ives Gandra Martins.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS Na prática.Edital da cobrança antes do término da obra. reclassificadas esquematizadas das formas mais diversas. O certo é que não as contempla o CTN que. DOUTRINA Célio Armando Janczeski. Perfil da contribuição de melhoria. 5. Hipótese de Incidência Tributaria. 6. ed. artigo por artigo. Malheiros. ed. São Paulo. Hugo de Brito Machado. Contribuição de melhoria Hipótese de incidência tributária . Rio de Janeiro. RDDT 30:30/35. Geraldo Ataliba. RT. Láudio Camargo Fabretti. Comentários à Constituição Federal. RDDT 21 60/65 junho 1997. Yoshiaki Ichihara. Arx Tourinho. Saraiva. Os limites da contribuição de melhoria. 1998. out. apresenta-se complexa a cobrança do tributo. Cursos de Direito Constitucional. Celso Ribeiro Bastos. JURISPRUDÊNCIA 157 . que a partir da CF/88 e contribuições classificadas. Saraiva. LTr. 1997. o qual procurou no âmbito das contribuições sociais solucionar o seu problema de caixa. 1994. 1998. p. abandonado ficou no que toca à contribuição de melhoria. São Paulo. mar. Dialética. 94-98. 1990. Comentários ao Código Tributário Nacional. A controvertida contribuição de melhoria. São Paulo. Determinação do Montante do Tributo. 1990. o que justifica o abandono do governo da espécie em comento. por fim. 2.Realização da obra pública.

12.147-7/SP. 07. mas não para realização da obra pública.06. EC 01/69. o edital que antecede a cobrança da contribuição de melhoria pode ser publicado depois da realização da obra pública.. Min. O art. Min. 139). 2ª T. 1ª T.791/SP. de saudosa memória). Não havendo aumento do valor do imóvel. 1.-lei 195/67. rel. rel. o segundo. c) a base de cálculo e a diferença entre dois momentos: o primeiro. Milton Pereira. 18. a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria. j. Ari Pargendler.02. O Dec. à época não possuía a força de lei complementar. rel. 18.1992.-lei 195/67. art. 143). p. Min. Precedentes jurisprudenciais: a) RE 116. Contribuição de melhoria.131/SP. c) REsp 35. art. Min. REsp 169.148-5/SP. foi revogado pelo art. rel. Min. Contribuição de melhoria.. p. DJU 03. Recurso provido (STJ.03. art. de 1969 (art. Adoção. 5°. Edital.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. também da corrente doutrinária que.06. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária.172.1998. É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária (Geraldo Ataliba). A partir do Dec. art.1967. de 1966. inclusive ICMS e ISS Tributário. Célio Borja. Base de cálculo.1999. DJU 18. b) a obra provocou a valorização do imóvel. de 1967. 2ª T. Lei 5.. 5.05. 3. DJ 08. No novo regime.08. ou seja. o valor do imóvel após a conclusão da obra. DJU 29. Tributário. 20. rel. Precedentes do STF e do STJ. 1ª T.. 02.172/66. 158 . 2ª T. j. impossível a cobrança do tributo. j.996/SP rel.133-2-SC. 02.10. 82 do CTN que.1998. 18. de 24. Violação de lei federal e divergência jurisprudencial não configuradas. Octávio Gallotti.05. adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba. 82. Dec. Contribuição de melhoria.-lei 195. j. o valor do imóvel antes de a obra ser iniciada. artigo por artigo. Francisco Peçanha Martins..1999). § 1°. Min. REsp 143. 82 da Lei 5. b) RE 116.1994. § 1°). Valorização imobiliária. Recurso não conhecido (STJ. 5° do Decreto-lei 195.1995.06. Min.1998.05. Edital. Recurso especial conhecido e improvido (STJ. a diferença entre o valor do imóvel antes do início da obra e o valor do mesmo após a conclusão da obra. rel. 4. § 1°). José Delgado. 2. porque à época as normas gerais de Direito tributário ainda não tinham o status ou a força de lei complementar (Emenda Constitucional nº 1/69. A entidade tributante ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada. no trato da contribuição da melhoria. Tributário. REsp 89.1998. Milton Luiz Pereira. REsp 6340/SP.1993. teve o condão de revogar o art. DJU 06. DJ 25. o que só ocorreu após a promulgação da EC nº 1.

756-1. II.. I .. de observância dos requisitos do Decreto-lei 195/67 (art. Contribuição de melhoria. 115).) (extinto 1° TACivSP.. p. 05. Art.-lei 195/67 e art. cinge-se à necessidade. 5° do Dec. ou não. uma vez que aquela regra jurídica. in casu. Contribuição de melhoria. proceder ao devido cotejo analítico.u. RT 591:152).) (TJPR. v. v. ainda.. porquanto o extenso voto-condutor do aresto recorrido examinou detidamente todas as questões pertinentes ao desate da lide. 145. Ap. 5° e parágrafo único) para validade do lançamento procedente. Juiz Ricardo Arco-verde Credie.u. Juiz Costa de Oliveira. de modo que restou desatendido o art. Declaração de voto (. Ement. 28.Inexiste. Contribuição de melhoria.. Tributário.. 1990.. III . Recursos desprovidos (8ª Câm. e parágrafos.03.-abr. Pressupostos de valorização do imóvel e de limite de despesa total da obra a ser rateada subsistentes mesmo na vigência da Constituição Federal de 1988 (art. j. Obras públicas. sendo certo que o mero inconformismo não justifica a oposição de embargos de declaração. Exigência mantida pela EC nº 23/83. do CPC. mar. artigo por artigo. Nulidade de lançamento. de Ofício 404. II . JTACSP 120. em cada obra feita pelo Município. Ap. RT 532:241). embora não sendo constitucional. RT.. Nulidade. no entanto.1989.-dez. Ação declaratória procedente (. Desatendimento. p. para exigência de contribuição de melhoria. Requisitos. que continua subsistindo após o advento do art. Tributo. a alegada violação ao art.1990.. nov. inclusive ICMS e ISS Contribuição de melhoria. Lançamento por municipalidade. 1990.. 159 .No tocante ao dissídio pretoriano. 3ª Câm. III. Requisitos. Sentença mantida (extinto 1° TAC/SP. Inobservância das formalidades essenciais previstas no Decreto-lei 195/67. do RISTJ.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Lei específica para cada obra.) (extinto 1° TACivSP. Assentamento de guias e sarjetas. 255. j. rel. Pavimentação asfáltica.. Pressuposto do limite total da despesa realizada. saliente-se que o recorrente limitou-se a transcrever as ementas dos acórdãos indicados como paradigmas. sem. 82 do CTN. 98). rel. continua por (.06. Ement. RT 654:113). 535. Publicidade. Cobrança. 145. III). Inobservância de exigências legais. Embargos à execução fiscal procedentes.A questão a ser dirimida por esta Corte. Necessidade.523-2. da CF. Contribuição de melhoria. Segurança concedida.. Contribuição de melhoria. Lançamento. Necessidade. 420. Custeio da obra. de lei específica.

sua exigibilidade está expressamente condicionada à existência de uma situação fática que promova a referida valorização. inclusive ICMS e ISS ou seja. p. o princípio da anterioridade. Américo Luz). Min. III. por força do óbice imposto pela Súmula nº 07/STJ VIII . ou não surpresa para alguns. a). 2. improvido (STJ. é fácil perceber que determinados tributos revelam inequívoca carga discriminatória.2006. 04. V Mesmo sem adentrar conclusivamente à questão da classificação das espécies tributarias. ainda. 2ª T. quanto ao argumento do recorrente no sentido de que cumpriu as exigências de publicação prévia de dois editais.998/SP.03. 150.417. j. de modo que se revela inviável essa apreciação em sede de recurso especial. uma lei para cada vez que a Municipalidade for exigir o referido tributo em decorrência de obra por ela realizada.05.2005.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. um fato específico do qual decorra incremento no sentido de valorizar o patrimônio imobiliário de quem eventualmente possa figurar no pólo passivo da obrigação tributária. 141). ser posterior à realização da obra pública’ (REsp 84.Acrescente-se. 145. soberana quanto à possibilidade de exame do conjunto fático-probatório. VII . seja em razão de valorização na sua propriedade em face do Estado ter realizado uma obra pública. entretanto. 1. REsp 739. de respeito ao princípio da legalidade. a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria.2005. verifico que a Corte a quo. nesta parte.É de conhecimento comum que a referida contribuição de melhoria é tributo cujo fato imponível decorre de valorização imobiliária causada pela realização de uma obra pública.. na medida em que impõe a potestade tributária sem permitir ao contribuinte organizar devidamente seu orçamento. Francisco Falcão. E isto em decorrência da mera leitura de preceitos constitucionais (art. Recurso especial improvido (STJ. p. da CF). Recurso especial. Este é o seu requisito ínsito. rel. DJU 13. Tributário. pode. VI . rel. também constitucional.342/RS.. ‘A partir do DL 195/67. 217).Por fim. Por isso a exigência. Min.04. Min. Nesse passo. DJU 04. rel. Edital. 160 . que a cobrança de tributo por simples ato administrativo da autoridade competente fere. Contribuição de melhoria. nos moldes preconizados pela Constituição Federal (art. não reconheceu plausibilidade à alegação. porquanto somente podem atingir determinadas pessoas que efetivamente podem ser sujeitos passivos da obrigação tributaria.Recurso especial parcialmente conhecido e. j. Precedentes da 1ª e 2ª Turma. 08. artigo por artigo. como ocorre na hipótese ora sub judice. IV. REsp 143. ademais. 1ª T. seja por se beneficiarem de um serviço estatal público específico e divisível (no caso das taxas).06.2006. Castro Meira.

II. inclusive ICMS e ISS Tributário. 81 e 82. 158). do Código Tributário Nacional e Decreto-lei 195/97 [rectius: Dec. Legalidade. CF/88 [rectius: art. também. Questão surgida no acórdão recorrido. Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ. Possibilidade.11. p.285/RJ. do Código Tributário Nacional. Precedentes jurisprudenciais. da corrente doutrinária que. Reexame necessário. DL 195/67. José Delgado. II. Não resta dúvida de que o autor possui direito à restituição do que pagou a título de tributo indevido. 2. Fato gerador. Art.04. Requisito essencial. desde o início e não 161 .030/SP. Fato gerador. DJU 19. Arts. Ação ordinária. Contribuição de melhoria. p. Contribuição de melhoria. ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida. III.2001. rel. 4. Não comprovação. Valorização do imóvel. DJU 09.4. apropriados à obra pública realizada no local da situação do imóvel. Valorização do imóvel. rel. 5. 1ª T.495/RS. o valor do imóvel antes da obra ser iniciada. Falta de prequestionamento. 20. b) a obra pública provocou a valorização do imóvel. DJU 17. Min. 81 e 82.2004. ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria. 145. rel. Precedentes do STJ e do STJ. Decisão mantida. REsp 160. 3. tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) a exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada. Arts. 170 do Código Tributário Nacional. Valores pagos indevidamente. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Pedido de compensação negado por falta de autorização administrativa.. ‘É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária’ (Geraldo Ataliba).2004. bem como por se tratar de crédito futuro. 1.-lei 195/67]. (STJ. Recurso provido. 3. 1. o segundo. CF/88]. 18. 05. Art. Repetição do indébito. j. Requisitos de valorização ou de benefício. CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83.11. 2. c) a base de cálculo é a diferença entre dois momentos: o primeiro. Contribuição de melhoria. do CTN. 165.04. adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba. 1ª T. Fato gerador. 233). Honorários advocatícios arbitrados corretamente. do CTN.. Garcia Vieira. EREsp 8. j. 145. Arts. A entidade tributante. Min. Diversidade de precedentes jurisprudenciais do STJ e do STF. Tributário. Taxa Selic. 81 e 82. REsp 615. Milton Luiz Pereira. Nulidade da cobrança reconhecida pela própria Municipalidade.. Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento.05.1998. Min. de saudosa memória). o valor do imóvel após a conclusão da obra. artigo por artigo. no trato da contribuição da melhoria. inciso I.2001. Adoção.

Acórdão 28. DJU 7357). Juiz Sérgio Rodrigues. nos termos do art. 1ª Câmara Cível.04.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. do Código Tributário Nacional. 165. inclusive ICMS e ISS apenas a partir do Edital nº 10/2004.425. 10. I. artigo por artigo. 162 .2007. Confirmação da sentença singular em sede de reexame necessário (TJPR. rel. j.

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