CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL COMENTADO: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

ELIANA CALMON ALVES Ministra do Superior Tribunal de Justiça

Título III : impostos Capítulo I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. COMENTÁRIOS Definição. O Capítulo I do título III do Código Tributário Nacional tem início com a definição dos tributos em espécies, a partir do imposto. O conceito, que não é dos melhores, tem o mérito de caracterizar o imposto em relação à taxa e à contribuição de melhoria, as duas outras espécies de receita tributária. Estabelecendo que seu fato gerador é uma situação

independente de qualquer atividade estatal específica, relacionada com o contribuinte, indica a não-vinculação da receita. E isso porque o imposto tem caráter geral, sem vantagem específica para com o contribuinte. Esta é a característica mais marcante da espécie de que se cuida, como manifestação maior do poder político que impõe um dever, de caráter geral, sem gerar, em contrapartida, benefício específico ou vinculação orçamentária.

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Daí as diversas nomenclaturas para a espécie, tais como tributo sem causa ou tributo não vinculado. Como as demais espécies do gênero, é pago exclusivamente em dinheiro, o que é uma constante no mundo contemporâneo, onde não mais se tem notícia, senão histórica, de prestação in natura. A propósito, o art. 3° do CTN parece admitir o pagamento não só em moeda, mas em valor que em moeda possa ser expresso, como, por exemplo, o pagamento em Títulos da Dívida Pública, com cotação na Bolsa de Valores. Leis específicas, inclusive, permitiram a dação em pagamento de débitos tributários. Cabe, aqui, referência à criação de padrão de valor para efeito tributário, como, por exemplo, a UFIR - Unidade Fiscal de Referência, Lei 8.383, de 30.12.1991, índice que passou a mensurar as obrigações tributárias por algum tempo, em demonstração inequívoca de que, de acordo com o art. 3° do CTN, um tributo pode estar expresso não só em moeda corrente, mas em valor que nela (moeda) possa se transformar. Atualmente, estão sendo corrigidos os tributos pela Taxa SELIC, a qual traz embutidos juros e correção monetária. Para alguns, o referido índice é inconstitucional, por não estar em lei a forma de composição. Entretanto, o STJ, examinando a questão da inconstitucionalidade da Taxa SELIC, recusou-se a apreciar a questão prejudicial, conforme decisão assim ementada:
Recurso especial (julgamento). Inconstitucionalidade (prejudicial). Argüição/procedimento (Regimento, art. 200 e CPC, arts. 480 a 482). Competências constitucionais (distribuição). Incidente (caso em que lhe falta cabimento). 1. No julgamento do recurso especial, uma vez acolhida a argüição, a Turma remeterá o feito à Corte Especial. 2. Compete à Corte Especial julgar a prejudicial de inconstitucionalidade. 3. Do julgamento, porém, não poderá tirar proveito o autor do recurso especial (recorrente). Caso
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a declaração venha a beneficiar o recorrente, ao incidente faltará cabimento. 4. É que, no exercício da competência prevista no inciso III do art. 105 da Constituição, em princípio o Superior não dispõe do contencioso constitucional. Tê-lo-á em restritas hipóteses. 5. Em tal competência, o que é do Superior é toda a jurisdição infraconstitucional (o direito comum). 6. Já no exercício das competências previstas nos incisos I e II do art. 105, livremente o Superior também desfruta do contencioso constitucional. 7. No exercício da competência do inciso III, é lícito ao Superior previamente declarar a inconstitucionalidade de lei ou de ato normativo, desde que a declaração não seja a favor do recorrente; a favor do recorrido, sim. 8. Caso em que a, inconstitucionalidade, se declarada, não aproveitaria ao recorrido. Por sinal, nem ao recorrente, que interesse algum tinha na declaração, tanto que se defendera com outros fatos e outros fundamentos. Daí, em caso que tal, tratar-se-ia, também, de declaração de inconstitucionalidade em tese. 9. Preliminar de nãocabimento, acolhida por maioria de votos (Corte Especial, AI-REsp 215881/PR, rel. Min. Franciulli Netto, rel. p/ o acórdão Min. Nilson Naves, DJU 08.04.2002, p. 111).

Posteriormente, a 1ª Seção de Direito Público chancelou a legalidade da SELIC, como fator de correção, nos EREsp 291.257/SC, 399.497/SC e 425.709/SP. Assinale-se que a UFIR foi extinta pela Lei 10.522/2002 (art. 29, § 3°), diploma que, no art. 30, indicou como fator de correção a Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC. Em épocas de alta inflação, as obrigações tributárias, as declarações de rendimento e até as certidões de dívida ativa eram expressas em parâmetro de valor devidamente atualizado. O imposto tem como base fática um comportamento do contribuinte, ou uma situação jurídica na qual ele se encontre. Em outras palavras, o imposto, para existir, exige sempre um fato qualquer em que esteja envolvido o particular, sem a participação estatal. A legitimação da imposição soberana está na necessidade do Estado arcar com o gasto público, mantendo a máquina administrativa.
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como. É apenas o consumidor final da mercadoria ou do produto resultante da atividade eleita pelo legislador como necessária e suficiente ao nascimento da obrigação tributária. e sim por terceira pessoa. pelo realizador do fato gerador. embora sofra o ônus econômico. Para o Direito é praticamente irrelevante quem paga. dentre as quais a que enfoca o aspecto da incidência. artigo por artigo. É também chamado de imposto que não repercute. porque o interesse concentra-se em torno de quem realiza o fato gerador. ou a propriedade de um bem. É também chamado de imposto que repercute. sendo suportado pelo contribuinte em definitivo. como ocorre com a propriedade imobiliária.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. não se obriga perante o Estado. na medida em que. porque a carga econômica não é suportada pelo contribuinte. destaca a figura daquele que suporta o ônus econômico da obrigação. constantes. O imposto direto grava situações permanentes. o contribuinte de fato. dividindo a espécie em imposto direto e indireto. isto é. O terceiro. A classificação que ora se coloca não é jurídica. cuja titularidade é o fato gerador do imposto. por exemplo. ou pelo menos continuadas. 4 . geradora do imposto predial. Contrapondo-se. inclusive ICMS e ISS Classificação. O imposto pode ter diversas classificações. o qual grava situação instantânea ou mutável. porque não se vincula ao fato gerador ou ao fato imponível. o exercício de uma atividade lucrativa (exemplo maior é o Imposto de Renda). existe o imposto indireto. ao lado do contribuinte de direito ou contribuinte jurídico. porque a carga econômica é suportada pelo contribuinte.

166. Contrapondo-se aos impostos pessoais. Uma segunda classificação identifica os impostos levando em conta o objeto da incidência. temos os impostos reais. por força da previsão contida no art. O artigo em referência tem sido objeto de contundentes críticas doutrinárias. por sua natureza. Faz-se a distinção apenas para efeito didático. embora prestigiado pelo Judiciário. proporcionais e progressivos. dividindo-os em pessoais e reais. cuja incidência leva em consideração a matéria tributária. a figura do contribuinte de fato torna-se importante na hipótese de repetição de indébito.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. artigo por artigo. Com exceção do Imposto de Renda. uma terceira classificação. levam em consideração as condições pessoais do contribuinte. transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido referido encargo. o IOF etc. in verbis: Art. inclusive ICMS e ISS Entretanto. 5 . tais como o IPI. dividindo os impostos em fixos. como o Imposto de Renda. sem cogitar das condições pessoais do contribuinte. Pessoais são os impostos que. ao serem instituídos. Há. o ICMS. eis que o contribuinte é pessoa física ou jurídica. todos os demais impostos do Sistema Tributário Nacional são reais. unicamente. no caso de tê-lo transferido a terceiro. Juridicamente pessoais são todos os impostos. ainda. a qual leva em conta a forma de tributação. ou. A restituição de tributos que comportem. 166 do CTN. estar por este expressamente autorizado a recebê-la. pelo caráter eminentemente subjetivo da exação. exemplo primeiro da espécie.

COMENTÁRIOS 6 . 154. os atribuídos a estes. cumulativamente. inclusive ICMS e ISS Fixos são os impostos cujo montante é estabelecido em quantidade certa.à União instituir. pela Constituição de 1988. além de ter sido a União contemplada com a competência residual (art. com as competências e limitações nele previstas. da CF). artigo por artigo. quando. Art. não tendo. Proporcionais são os impostos cuja alíquota observa sempre o valor da matéria tributária para atribuir um percentual.ao Distrito Federal e aos Estados não divididos em Municípios instituir. Outros tantos deixaram de existir. nos Territórios Federais. conforme o valor da matéria tributável. Os impostos componentes do sistema tributário nacional são exclusivamente os que constam deste Título. nenhuma pertinência na atualidade. os impostos progressivos são os cuja alíquota é estabelecida em percentagens variáveis. por exemplo. novos impostos foram criados. com a Emenda Constitucional 1/69. Por fim. se aqueles não forem divididos em Municípios. como. tem-se o ICMS. o IOF etc. I. Assim. Compete: I . COMENTÁRIOS Trata-se de dispositivo parcialmente superado. o Imposto sobre Serviços pago pelo profissional autônomo. já sob a égide da CF de 67. II . portanto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. os impostos atribuídos aos Estados e aos Municípios. enquanto outros foram fundidos. cumulativamente. 17. os impostos atribuídos aos Estados e. Art. É o que ocorre em relação ao Imposto de Renda. 18.

do Distrito Federal e dos Municípios. Imposto sobre as Grandes Fortunas. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana . diferentemente do CTN que. agrupando-os da seguinte forma: 1.ITR. só passíveis de cobrança na iminência de guerra externa. 3. Produção e circulação: Imposto sobre Produtos Industrializados .ISS.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 155 e 156. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores . 153.IR. contida nos incisos I e II do art. o Imposto sobre Produtos Industrializados.IOF.ICMS.IPVA. Os impostos nominados estão divididos entre os entes estatais. Comércio exterior: Imposto de Importação e Exportação. Imposto de Renda .IPI. Imposto sobre Operações de Crédito. levou em consideração a natureza do fato sobre o qual incidem as exações. e o Imposto sobre Transmissão Causa Mortins e Doações . Patrimônio e renda: Imposto sobre a Propriedade Territorial . Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários . Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação . Temos a divisão de competência estabelecida constitucionalmente nos arts.IPTU.ITBI. ao dividir os impostos. Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural . o Imposto sobre Operações Financeiras. os Impostos de 7 . Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a eles relativos . 154 da CF e com os impostos extraordinários. os entes integrantes da Federação. 2.ITR. dos Estados. ou o critério econômico.ITCMD. sendo federais o Imposto de Renda. e o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza . O elenco é enriquecido com a competência residual. a que apresenta maior simetria com a Constituição é a que os examina sob a ótica da competência impositiva da União. inclusive ICMS e ISS Dentre as classificações de impostos. artigo por artigo.

CPMF. Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza. a CPMF. combustíveis e lubrificantes e minerais) e os impostos sobre serviços de transporte e comunicações. de competência dos Estados. na esfera municipal temos o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. Da competência estadual são o Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias. Outra significativa alteração foi a ampliação do fato gerador do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis Causa Mortis. Os impostos extraordinários são virtuais e constitucionalmente autorizados em caso de guerra e sobre bases já tributadas por outros impostos. o qual serve para o governo federal direcionar a fiscalização quanto à geração de rendas. 8 . o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural. e que açambarcou as doações e também a transmissão de quaisquer outros bens e direitos que não os imóveis. de competência dos Estados. ingresso de capitais no País e lavagem de dinheiro: É um imposto que tem nítido caráter extrafiscal. Por fim.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. absorve os três impostos especiais (energia elétrica. o Imposto sobre Grandes Fortunas. de competência dos Estados. Imposto sobre a Transmissão Inter Vivos. Surgiu o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. de caráter provisório. artigo por artigo. o ICMS. o Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. Acrescente-se a este rol a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira . e instituiu-se o Imposto sobre Movimentações Financeiras. típico Imposto sobre Movimentações Financeiras. fuga de capitais. Sob a égide da Constituição Federal de 1988. inclusive ICMS e ISS Importação e Exportação.

batizando o imposto com o nome do espaço físico reservado à fiscalização. Alfandegária. Registre-se que as expressões indicadas também servem para nominar o Imposto de Exportação. Embora esteja nominado na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional como como Tarifa Imposto de Importação. COMENTÁRIOS A primeira abordagem que se faz em relação ao Imposto de Importação é quanto ao seu nomen juris. Tarifa são comuns Direitos denominações Aduaneira. § 29. artigo por artigo. 19. com a Emenda Constitucional nº 1/69. alíquota e não espécie tributária. De impropriedade flagrante. 153. ao tempo em que usa a nomenclatura “tarifa” como sinônima de “imposto”. no art. 9 . 76. A Constituição Federal de 1967. “Tarifa” significa lista de preços. inclusive ICMS e ISS O CTN traz a previsão no art. referia-se à Tarifa Alfandegária como termo que abrange os dois impostos do Comércio Exterior: importação e exportação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. valor. O imposto. os nomes vulgares acabam por prestigiar a repartição fiscal. de competência da União. Aduaneiros ou Direitos Alfandegários. Capítulo II IMPOSTOS SOBRE O COMÉRCIO EXTERIOR Seção I Imposto sobre a importação Art. sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional.

O objetivo político é propiciar a condução de recursos e surgimento de empreendimentos para áreas que. artigo por artigo. Daí a liberação de sua majoração. ao contrário. eis que o Executivo. o tributo de que se cuida é utilizado para corrigir distorções socioeconômicas nacionais. A flexibilidade das alíquotas faz com que a legislação tributária do imposto em comento entre em vigor imediatamente. a abertura do comércio exterior. presta-se para atender às oscilações do mercado internacional. destinado à proteção dos produtos nacionais. é aconselhável. tendo secundário significado como fonte de receita. despertariam maior interesse econômico. 150. sem o rigor imposto pelo princípio da anterioridade. está adstrito aos limites mínimo e máximo estabelecidos em lei. socorrendo determinada área. respeitado o 10 . CF). inclusive ICMS e ISS Características. Como instrumento político. há previsão constitucional expressa (§ 1°. Neste sentido. Por vezes. não poderia o Imposto de Importação sofrer as duras limitações das demais exações. Neste sentido. Como instrumento de política econômica. do câmbio e do balanço de pagamento. 153 da CF. o disposto no § 1° do art. Entretanto. As alíquotas são aumentadas quando se deseja diminuir as exportações e diminuídas quando. como ocorre com a criação de zonas de livre comércio ou zonas francas. ao manejar as alíquotas majorantes.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Considerado um dos mais antigos impostos do mundo. Trata-se de imposto com objetivos de política econômica. tem como principal característica a extrafiscalidade. ao incremento de soluções na área do comércio exterior. não é absoluto o poder de majoração. politicamente. dificilmente. art. naturalmente.

um fato material ou um negócio jurídico. 19 do CTN não define com perfeição o fato gerador do imposto em comento. inclusive ICMS e ISS princípio da irretroatividade. classificando-os como supérfluos. pode ele eleger um acontecimento econômico. pois a carga tributária tende a ser suportada por terceiro. ou seja. mas esta situação fática deve estar atrelada a uma situação jurídica. anteceda à ocorrência do fato gerador. artigo por artigo. É o que se denomina.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Quanto ao imposto em análise. de “imposto por dentro”. Além da extrafiscalidade. É seletivo porque a incidência tributária observa a qualidade de cada um dos bens.entrada de mercadoria no território nacional -. o ônus pelo tributo gerado se integra ao preço. similares aos nacionais etc. muito embora não ocorra a transferência de forma clara e objetiva. apenas. 11 . porque. por exemplo. com ânimo de ser internada no País. escolheu o legislador uma situação fática . O certo é que o fato gerador do Imposto de Importação é instantâneo. não supérfluos.vinda do estrangeiro. se para este País não se destina. não havendo definição quanto ao específico momento de sua realização. sem destaque formal. utilizando-o como passagem. Não basta o ingresso do produto estrangeiro no território nacional para que se dê a incidência. porque não basta a ocorrência do fato ali indicado para que se tenha o fato imponível. uma mercadoria pode ingressar no Brasil e não ocorrer o fato gerador. O art. Fato gerador. o Imposto de Importação é um tributo indireto. Com efeito. Como a hipótese de incidência é livremente escolhida pelo legislador. em linguagem vulgar.

inclusive ICMS e ISS Contudo. para delimitar-se a hipótese de incidência. 23 e 44 do Decreto-lei 37/66. enquanto o CTN define o elemento material. E. tem-se como completado o fato gerador do imposto (art. O tempo é a entrega da declaração ou do manifesto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. quando se tratar de mercadoria despachada para consumo. entregue a declaração. “o reconhecimento de fato jurídico já ocorrido”. o fato gerador em exame exige um elemento espacial . exige-se a declaração de importação para o despacho aduaneiro (art. Se a mercadoria adentrar-se sem que esteja acompanhada do documento que a identifica. em razão da escolha da legislação que deve reger a espécie. É. é preciso recorrer ao Dec. em depósito na zona primária. Adhemar Maciel.momento da entrada. nas palavras do Min. e com procedimento de desembaraço já iniciado.território nacional . 23). exige-se que a leitura do art. A entrada é considerada como território aduaneiro. 44).e outro temporal . tem-se como ilícita a operação. o simples ingresso da mercadoria. sabendo-se que não está ela sujeita ao princípio da anterioridade. porque. 19 do CTN seja feita em conjugação com os arts. 12 . diz que. artigo por artigo. Conseqüentemente. É de suma importância a determinação do momento em que ocorre o fato gerador do Imposto de Importação. o decreto-lei define o elemento temporal. Tendo aplicação imediata a lei que majora a alíquota do imposto. O diploma em referência. ao reportar-se ao fato gerador do imposto. Como visto. muitas vezes já descarregada do navio ou aeronave.-lei 37/66. vem a sofrer os efeitos de uma majoração do imposto. no qual é dito qual a mercadoria importada.

a partir do Supremo Tribunal Federal. em nome da segurança jurídica. O STF.11. JURISPRUDÊNCIA “É compatível com o art. ainda. tem entendido que a expedição de guia é um mero expediente burocrático. exigindo-se que sejam elas acompanhadas de motivação expressa. incidindo a lei nova se ainda não foi expedida a declaração ou manifesto. 23 do Dec. o que faz ter o imposto objetivo político. O entendimento é técnico. os que pugnam pela imutabilidade da lei de regência. dando literal interpretação ao art. 13 . com a fixação de pautas de valor mínimo. vem entendendo que o simples ingresso do bem não obsta à aplicação da lei de majoração. diante de um aumento exacerbado e imprevisível da alíquota. Vozes autorizadas. 19 do CTN.-lei 37. em reiterados precedentes.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 19 do Código Tributário Nacional a disposição do art. é muitas vezes utilizada para evitar o dumping. O Dec. rechaçam o entendimento jurisprudencial. A variação de alíquota pelo Executivo. Daí os preços de referência. artigo por artigo. constantes das resoluções do Conselho de Política Aduaneira. harmonizando os preços do mercado interno com o externo. Há. de 18.-lei 37/66 é o texto básico do Imposto de Importação. inclusive ICMS e ISS O Poder Judiciário. mas traz alguns problemas de ordem econômica para o importador. a fim de evitar o arbítrio. vem sendo seguido pelos Tribunais. sem repercussão quanto ao fato gerador. a partir da expedição da guia de importação.1966” (TFR -Súmula 4).

09. Mercadoria despachada para consumo. Resolução do CPA. Tributário.1995]. Min. ao fixar pauta de valor mínimo.1981. 19 do Código Tributário Nacional. Inexistência de contradição ou antinomia entre a norma genérica do art. j. 3. Incidência. Imposto de Importação.04. de 27. não a desfiguram nem contraditam. 2. Min.-lei37/66 com o art. Agravo regimental em recurso extraordinário. de 29. o fato gerador do Imposto de Importação é a entrada. 4. artigo por artigo..-lei 37/66. Incidência do imposto com a alíquota majorada.03. 21.1980. Compatibilidade do art. 1. DJU 22.1981). 1. RE 91337/SP.05. Imposto de Importação. Cordeiro Guerra. 06.rel. j. j. Necessidade de sua motivação. porém a complementam para tornar precisa. Fato gerador.02. no território nacional. da mercadoria importada. DJU 29. O fisco tem o direito de alterar a alíquota dentro dos limites legais (Constituição [1967 c/c EC nº 1/69]. 05. tendo em vista o fato gerador do tributo. em se tratando de mercadoria despachada para consumo.427. Recurso extraordinário conhecido mas não provido (STF. art. 1ª T. RE 94167/RJ. 5. 19. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal em dissídio com a decisão recorrida. Código Tributário Nacional.-lei 37/66 (compatibilização). Assim. Pleno.1978).05.. 19 do Código Tributário Nacional. 2. rel. Fato gerador. Constitucional.471. tal imposto deve ser calculado na consideração da alíquota vigorante no dia desse fato.1978. rel. RE 72874/SP . Precedentes do STF. Dec. I). Momento da ocorrência do fato gerador.1995 [revogado pelo Dec. Imposto de Importação. posto que a caracterização de um necessário momento naquela não previsto.1981). Majoração de alíquota. no tempo e na circunstância.09. Recurso extraordinário provido para cassar a segurança concedida ao importador pela Justiça Federal de São Paulo e pelo Tribunal Federal de Recursos (STF. 23 do Dec. 05. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. DJU 20. art. e não no dia em que foi expedida a guia de importação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a ocorrência do fato gerador. no espaço. 1ª T. 23 do Dec. Improcedência do argumento de que o contribuinte adquiriu o direito de calcular o imposto na consideração da alíquota vigorante no dia em que foi expedida sobredita guia. Pelo que dispõe o art. 19 do CTN e a norma específica do art. inclusive ICMS e ISS 1. Matéria dirimida pelo Pleno deste 14 . Antonio Neder. 1. Recurso extraordinário conhecido pelo segundo fundamento e provido (STF.02. Min. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. e o condicionamento de indeclináveis providências de ordem fiscal. Soares Muñoz.

Humberto Gomes de Barros. 2. Processual civil e tributário. CTN. Dec. AGRRE 252008/SP rel. este revogado pelo Dec. de 27. Decreto 1. artigo por artigo. Imposto de Importação.2000. e 153. j. Inexiste incompatibilidade entre o art. o fato gerador. §1°. Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador. da mercadoria importada. art. Min. Súmula 4/TFR.-lei 37/66 (art. Discussão a respeito de o importador haver adquirido o direito de pagar tal imposto mediante aplicação de alíquota mais favorável. 19 do CTN e o Dec. REsp 121617/PR. CF. Momento do fato gerador. No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. 19 e Dec. CTN.1981. DJU 16. 19. Compatibilidade. Min.2001. ou quando do desembarque da mercadoria. Não há que se falar em nulidade de acórdão que. j.471. 08. 18.. examinando todas as alegações suscitadas na apelação. 1427/95. j.04. 1. p. Majoração de alíquota. Fato gerador.2001). 1ª T.1998. Antônio Neder. no território nacional. a.1981. RE 77604/SP rel..490/95. Recurso extraordinário a que o STF nega conhecimento (STF.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.06. 1. 1. Dec. Min. para o Imposto de Importação.08.02. DJU 17. rel. 1. Guia para importação. Divergência pretoriana que não se acha demonstrada.08. Tributário. DJU 12. Min. 03. Precedentes. O fato gerador do Imposto de Importação é a entrada. inclusive ICMS e ISS Tribunal. consuma-se na data do registro da declaração de importação. Momento do fato gerador.lei 37/66. Maurício Corrêa. Francisco Peçanha Martins.1998. O 15 . 25). Carlos Velloso). Imposto de Importação. Min. Precedentes do STJ e TFR (STJ. 2ª T.05. j. 4. Legitimidade e constitucionalidade decretadas pelo STF. 5. III.716). Alíquota aplicável. necessárias ao deslinde da controvérsia. Dec. 1. Improcedência do argumento. Violação a preceitos da lei processual civil não configurada.05. DJU 25.471/95]. art. decide a lide de forma contrária àquela desejada pelo recorrente.2001). p. 2ª T. REsp 205013/SP rel. Imposto de Importação.06. arts. art. 3. 23).427/95 [revogado pelo Dec.. Na importação de mercadorias para consumo.602.06. Mercadoria para uso próprio. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. 1. Mercadoria despachada para consumo. 23. Tributário. rel. Recurso especial não conhecido (STJ.. Agravo regimental não provido (STF. 1ª T. sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. 19. 150.1995].391/95 [alterado pelo Dec.-lei 37/66. conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225.

2000. Imposto de Importação. para efeitos fiscais. DJU 19. 19 e Dec. Compatibilidade entre o art.05. parágrafo único. Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete. REsp 130230/PR.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Franciulli Netto. não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto . Milton Luiz Pereira. art.277/MG. Multifários precedentes. Min. conseqüentemente. 19 do Código Tributário Nacional e arts.-lei 37/66.09. 1.2001).-lei 37/66. art.1998. os preceitos dos arts. rel. Ari Pargendler. artigo por artigo. 23. Súmula 4 do Tribunal Federal de Recursos. DJU 28. arts. Fato gerador.. A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador. 06. DJU 05. Compatibilidade. 1. 23 do Dec. à espécie. rel. j. 1° e 23 do Dec. 3. Fato gerador..2001. este revogado pelo Dec. Precedentes do STJ e STF.-lei 37. 19 do Código Tributário Nacional. p. Recurso especial não conhecido. 23 do Dec.-lei 37/66. Recurso especial conhecido e provido (STJ. Tributário. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção. Art. Tributário.391/95 [alterado pelo Dec.-lei 37/66. de 1966. III.-lei 37/66. j. Tributário. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento). 2ª T.. Precedentes do Supremo Tribunal Federal.02. Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento). Recurso sem provimento (STJ. 2.05. 1.-lei 37/66 e o art.2000). 08.03. Imposto de Importação. Decisão unânime (STJ. j. Isenção. 143). Não obstante o fato gerador do Imposto de 16 . Min. CTN. do Dec. III. Min.471/95] e 1. e o art. Não há qualquer incompatibilidade entre o art. parágrafo único. Mercadoria isenta.427/95 [revogado pelo Dec. Imposto de Importação. representa a entrada no território nacional da mercadoria. Responsabilidade tributária. e 60. Compatibilidade. Quem promove a importação de mercadoria sem ter a guia de importação sujeita-se ao regime legal vigente na data em que a obtém.06. rel. Ocorrência do fato gerador. 19 do CTN. Dec.427/95. 2ª T. Alíquota aplicável. 41.Inaplicáveis. inclusive ICMS e ISS contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada. REsp 78. A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. Inversão da sucumbência. Recurso especial provido. 23 do Dec. 1. 41. 09.471/95]. e 60.2001. 1. 1ª T. presumida a ausência de responsabilidade do transportador. nos termos do art. Decs. 2. Mercadoria importada a granel. O desembaraço aduaneiro completa a importação e. nos termos do entendimento firmado pelo Pretório Excelso. REsp 185418/SP.

1999). na repartição aduaneira. j. Impetrante que pretende eximir-se de aumento de alíquota do Imposto de Importação incidente sobre trigo em grão. 1. Fato gerador. REsp 203815/RJ. o imposto sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional (art. AMS 96. 04. Imposto de importação.03. 25. rel. rel. Dec. do embarque do bem estrangeiro e do ingresso do mesmo no território nacional (TRF-2ª R..427/95 [revogado pelo Dec. j.471/95]. 1. Dec.0201428-8/RJ. Alteração de alíquota. 05. 1.09084. artigo por artigo.1997. Porém. descascado. AMS 96. p. Nos termos do art.05. Tributário. Tributário.07. Tributário. ele apenas se aperfeiçoa como registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e. 1. j.1999. Momento definidor da obrigação tributária ocorre com a entrada da mercadoria no território 17 . torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’. inclusive ICMS e ISS Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional. Majoração de alíquota. é devida a alíquota do Imposto de Importação prevista no Dec.. inclusive em relação às importações já em curso e cujas guias não estavam registradas na repartição aduaneira na data de sua entrada em vigor (TRF-4ª R.1995. DJU 02. Fato gerador complexivo e continuado.01. 1ª T. Imposto de importação. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro. A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias despachadas para consumo é definida pela norma vigente no momento da efetivação do registro da declaração de importação na repartição alfandegária. p. 288).-lei 37/66. Irrelevantes as datas da celebração do contrato de compra e venda. nos termos precisos do parágrafo único do art.. 52.06.09. 4ª T. DJU 03.471/95].427/95 [revogado pelo Dec.1997. 1° do Dec. Procedente dos Estados Unidos da América. 19 do CTN/66. 2. 3.1997. rel. DJU 09. 2ª T. Juíza Valéria Albuquerque. Juiz Teori Albino Zavascki.08. José Delgado. 1.717). Assim. ‘com a entrada no território nacional da mercadoria que contar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira’.-lei 37/66 [este artigo possui redação alterada pela Dec.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Mandado de segurança. 23 do Dec. 19 do CTN/66). Recurso especial a que se dá provimento.06.. Assim. embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional.-lei 2. Inversão do ônus da sucumbência (STJ. da declaração de importação (art.-lei 37/66).. Min. de 29. Incidência sobre importação de veículo já embarcado.1996.472/88]. quando se tratar de mercadoria despachada para consumo.

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Imposto de Importação. 19 do CTN). 150. Possibilidade. j. Min. 150. j. Fato gerador. j. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato 18 . Juiz Alberto Nogueira. I. DJU 29. É facultado ao Poder Executivo alterar as alíquotas (art. Precedente do STF.. Majoração de alíquota. III. 1.. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec.09004-1/SP. II. Agravo regimental no recurso extraordinário.1997. CF.0213217-0/RJ. faculta ao Poder Executivo. RE-AgR 441537/ES.2006. No caso.entrada da mercadoria no território nacional . MAS 96. é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador. Mantida a decisão monocrática. DJU 03. Constitucional. rel. p. Eros Grau.09.427/95 [revogado pelo Dec. que é prévio ato administrativo.04. Imposto de Importação. O que a Constituição exige. 1. não se pode invocar o princípio da segurança jurídica como respaldo a invocado direito ao pagamento de alíquota menor. Imposto de importação. Juiz Homar Cais. art. 25. Precedentes. no art. O produto importado estará sujeito ao pagamento do imposto respectivo pela alíquota vigente no momento da ocorrência do fato gerador. a. IV e V.1997. 2ª T. da declaração apresentada pelo importador (art. na repartição aduaneira competente. se o fato gerador do imposto . Tributário.471/95]. p. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. Apelação não provida (TRF-3ª R. 51). 101698). alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I.07. inclusive ICMS e ISS nacional (art. 1. Alteração de alíquota. 2ª T. 1° .11. 2. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. Se a política de comércio exterior impõe que se aumente ou reduza o valor de alíquota entre a importação.2ª R. no § 1° do art.427/95 [revogado pelo Dec. 21 do CTN).03.09.1997.-lei 37/66). não constituindo fato gerador de tributo. Tributário. É inquestionável o caráter nitidamente extrafiscal do Imposto de Importação. Dec.. 153. II. e não a partir da emissão de guia de importação.06. § 1°). a. 150. porque a esta não tem direito o importador enquanto não concretizado o fato gerador.. art.for posterior à vigência do diploma legal. 4ª T. Fato gerador do Imposto de Importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro. artigo por artigo. rel. 1.. Recurso improvido (TRF. 05. 3.2006. III. 1. DJU 25. pela relevância econômica da relação jurídica com reflexos na política cambial e no comércio exterior do País. 23 do Dec. os quais são excepcionados da regra da anterioridade (Constituição Federal. Alíquota.1997. p. AMS 93. 64). rel.471/95 ]. tanto que a Constituição Federal. a chegada da mercadoria ao país e o momento de seu desembaraço aduaneiro.

em se tratando de mercadoria 19 . 137). 1.07.. in verbis: ‘O imposto de importação tem como fato gerador a entrada de produtos estrangeiros no território (CTN-66.2000.10.2002. na repartição competente. Precedentes: RESP 250. Tributário.11.2005. para o imposto de importação. Min.2007. sendo irrelevante. DJU 01. 57).2001. rel. Agravo regimental não provido (STF. Carlos Velloso. art. 2. Incidência. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec.05. p.1999. para esse efeito específico. rel. Desembaraço aduaneiro. rel. Min. Eliana Calmon. a jurisprudência do Supremo Tribunal no sentido de que. no julgamento da ADIn 1293/DF. O fato gerador do ICMS. tendo em vista o fato gerador do tributo.09. Min. 2ª T.2007. ICMS.05.06. RE-AgR 252008/SP. 1. ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. Humberto Gomes de Barros.379/PE.2001. Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal. Nessa linha de pensamento exteriorizaram em diversos arestos as Cortes Superiores: o Supremo Tribunal Federal que. Fixou-se em Plenário.3378/SP. DJU 16. 2. Constitucional. Imposto de Importação.427.471/95]. Francisco Peçanha Martins. consuma-se na data do registro da declaração de importação’ (REsp 313.571). Importação. REsp 213909/PR. 44). rel. Incidência do imposto com a alíquota majorada. Milton Luiz Pereira. 1.02. na importação de mercadorias. rel. rel. Francisco Peçanha Martins. Min. RE 91. ocorre no momento do desembaraço aduaneiro. Min. a data da celebração do contrato de compra e venda ou a do embarque ou a do ingresso no país de mercadoria importada’. 2.08. Tributário. DJ 28. 31.1980. DJU 26. José Delgado. DJ 17. 06. artigo por artigo.2003). Variação cambial. DJ 05.. Tributário. REsp 205013/SP. E ainda: ‘Imposto de Importação. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro. manifestou-se. DJ 09. Agravo regimental em recurso extraordinário. j. 08. Majoração de alíquota..2002. da declaração apresentada pelo importador (Dec. Momento ao fato gerador. 23 c/c art. 1. Maurício Corrêa. Min. EDcl no AgRg no REsp 170163/SP. AI-AgR 420993/PR. p.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2005. 2ª T. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. rel. Tratando-se de mercadoria despachada para consumo. Ocorrência. Fato gerador.p. j.2001.02. Imposto de Importação.02. em 06.08.-lei 37/66. Fato gerador. REsp 552852/PE. DJ 25.02. rel. REsp 139658/PR. rel. art. DJ 11. j. Min. João Otávio de Noronha.117/PE. Agravo não provido (STF. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. 19). Recurso especial provido (STJ. inclusive ICMS e ISS gerador do Imposto de Importação. o fato gerador. III. Min. 1. 2ª T. Min.

19 do Código Tributário Nacional com o art. consoante o disposto no art.-lei 37/66. considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto de Importação a data do registro na repartição aduaneira da declaração feita para fins de desembaraço aduaneiro. ‘Jurisprudência pacífica do STJ. o qual é compatível com o art. 1ª T.-lei 37/66. para o Imposto de Importação.2001). 19 do CTN e o Dec. rel. STF. DJ 25. 19 do CTN’ (EAREsp 170163/Eliana Calmon. Luiz Fux.1980. p. Cordeiro Guerra. 2. Min.1980. Entrada. Inexiste incompabilidade entre o art. Carlos Velloso)’ (REsp 205013/Peçanha Martins. Pleno. Ausência de incompatibilidade entre o art. 3.06. da declaração de importação. Min. Precedentes do STJ e STF’ (REsp 121617/Humberto). 260).09.2002).04. o fato gerador ocorre na data do registro. porém rejeitados’ (ERE 91. 19 do CTN e o art. artigo por artigo. 23 do Dec. Tributário. para consumo próprio. Compatibilidade do art. inexistindo incompatibilidade entre o art. Embargos conhecidos.09.2002).-lei 37/66. o fato gerador. Seguindo essa mesma linha de orientação. j. aplicando-se a alíquota vigente na época’ (REsp 250379/Peçanha Martins. rel. 19 do Código Tributário Nacional e 1° do Dec.08. Min. 19 do Código Tributário Nacional. Bens de capital. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. 19 do Código Tributário Nacional na importação de bens de capital . 19 do CTN com os arts.o fato gerador do Imposto de Importação ocorre na 20 . Território nacional. 1.602.-lei 37/66. 23 do Dec. 23 do Dec. 23 e 24 do Dec.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 3.2005. o STJ assim tem se pronunciado: ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. e: ‘Na importação de mercadorias para consumo. REsp 670658/RN.. 2. Quando se tratar de mercadoria destinada ao consumo. 23 do Dec. ‘O STF já proclamou inexistir incompatibilidade do art. no sentido de que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre com o registro da declaração de importação na repartição aduaneira. 12. Precedentes. na repartição competente.566). A regra geral prevista nos arts.03.2006. Fato gerador.08. inclusive ICMS e ISS despachada para consumo. Momento da ocorrência. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. DJU 14.309-2/SP. Fato gerador. conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225. p. DJ 18. Imposto de Importação. DJ 05. 23. ou quando do desembarque da mercadoria.-lei 37/66. Recurso especial provido (STJ. Na importação de produtos do exterior.-lei 37/66 dispõem que o imposto de importação tem como fato gerador a entrada da mercadoria de procedência estrangeira no território nacional. rel. consuma-se na data do registro da declaração de importação. DJ 09. sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. Prevalece a regra geral insculpida no art.-lei 37/66 e o art.

O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro..Fato gerador.08. 1. j. 1. Tributário. Castro Meira. 3. artigo por artigo. Tributário e processual civil. I. Assim.2005.391/95 e 1. o qual se inicia com o registro da declaração de importação. Min. Tributário. Registro da declaração de importação: art. 366). 116. j.atual denominação da guia de importação . j. Min. Veículos automotores. A preliminar de ausência de prova da recusa da repartição fazendária em proceder ao registro 21 . em relação ao fato gerador.06. DJU 30. Na hipótese. 232). Portarias 73/91 e 938/91. p. Imposto de Importação.05. 1. Preliminares rejeitadas. p. 1ª T. 23 do Dec. 03. 2ª T.11. 21. Apelação e remessa oficial providas. para o Imposto de Importação. Momento do fato gerador.10. 08.2005. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. 202).08. rel. REsp 157162/SP rel.427/95. Castro Meira.11. DJU 17. 2ª T. O fato gerador do imposto de importação é a data da entrada da mercadoria no território nacional e não a data da emissão da guia de importação. Imposto de Importação.427/95 [revogados pelo Dec. 1471/95] . consuma-se na data do registro da declaração de importação.2004. Castro Meira. Ausência de registro por decurso do prazo. Tributário. é regido pela lei vigente à época. 4. o fato gerador. Abandono. 2..não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão. 1.2003. p.11. 03. rel. Mercadoria despachada para consumo. Agravo regimental improvido (STJ. REsp 328835/SC. j. DJU 14. Imposto de Importação. REsp 313117/PE. No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. Decs. 2. Min. O lançamento fiscal.2004. Ocorrência.2005. 2ª T.1. do CTN. AgRg no REsp 49697/RJ. Recurso especial conhecido e provido (STJ. Art. 236). Fato gerador do Imposto Sobre Importação: momento da entrada da mercadoria no território brasileiro. DJU 01. deve ser rejeitada a preliminar de ausência de prova pré-constituída quanto à data de introdução das mercadorias no Brasil. A declaração de importação . 3. 2. Humberto Gomes de Barros. inclusive ICMS e ISS entrada dos produtos estrangeiros no território nacional. p.2003. 19 do CTN c/c art. Min. Recurso especial improvido (STJ.-lei 37/66. Precedentes do STJ e STF (STJ. As Declarações de Trânsito Aduaneiro anexadas aos autos provam que as mercadorias foram introduzidas no Brasil.2005.. o desembaraço ocorreu na vigência do Dec. portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo. 4. Desembaraço aduaneiro.

2006.030/85 [revogado pelo Dec. p. não importando se as mercadorias desembarcaram no mesmo navio e na mesma data. 19 do CTN. rel. 91. Apelação improvida (TRF-1ª R. Desembaraço. em 24. O fato gerador do imposto de importação ocorre com a entrada da mercadoria em território nacional. durante esse prazo. Imposto de Importação. inclusive ICMS e ISS da declaração de importação confunde-se com o mérito. 24.01. ocorrido no momento do registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira.. 461.2007. Descabida nova cobrança do imposto. Tributário. para publicação do acórdão (TRF-1ª R. Juiz Roberto Jeuken. rel.01. 19 do Código Tributário Nacional. 23 do Dec.2006. Juiz Miguel Ângelo de Alvarenga Lopes j. Fato gerador. Peças liberadas pelo relator.364188/MG. Tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. que se dá com o registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira. DJU 12.12. 4. AMS 96. 3. sendo este o momento considerado como ocorrido o fato gerador (art.2004. 23 do Dec. Dec. donde surgir ao importador a necessidade de recolher aos cofres públicos o montante respectivo. combinado com o art.04... Mercadorias que embarcaram em outro navio e em outra data.11.-lei 37/66. do CTN). A guia de importação somente autoriza a entrada de mercadoria no Território Nacional. p. 54). Recolhimento integral do imposto. sendo considerado o fato gerador do Imposto de Importação a entrada da mercadoria no território brasileiro. 3ª T. artigo por artigo. j. 6.099427-9/MG. AMS 36375/SP.2003. 4.2006. 22. donde não se justificar que o contribuinte recolha novamente o imposto e em outro momento peça a sua restituição (TRF-3ª R. 49)..2006. AMS 1999. Apelação e remessa oficial providas. sendo irrelevante a sua data para fixação da alíquota do Imposto de Importação.04.543/2002]). Não havendo. 2ª T. que é aquela vigente na data de seu ingresso no país.-lei 37/66 com o art. o registro não é mais possível e a mercadoria é considerada abandonada. 3.rel.05. 03. 23 do Dec. O Pleno do STF pacíficou a matéria no sentido da compatibilidade da regra do art. Compatibilidade do art. 571). pois deixou transcorrer o prazo para dar início ao despacho aduaneiro (art. Declaração de Importação. 5. DJU 17. 19 do CTN.. 2. Juiz Luciano Tolentino. ficando inalterado o aspecto temporal do fato gerador do imposto. j. 22 .01. O impetrante inviabilizou o registro da Declaração de Importação. DJU 29.01. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do registro da declaração de importação.-lei 37/66 com o art. Imposto de Importação. p. Precedentes deste Tribunal e do STF. Registro da Declaração de Importação. nos termos do art. já que tal circunstância constou em declaração complementar. 7ª T. Guia de importação 1. 116. início do despacho. I.00. Alíquota.

08. 301). o registro da declaração de importação. Registro anterior à majoração.. a alíquota exigível é aquela vigente na data do registro da declaração de importação no ato do desembaraço aduaneiro. como momento de aperfeiçoamento da obrigação tributária do imposto incidente sobre mercadorias despachadas para consumo. O art. em território nacional. p. 3. 1. 19 do CTN. consubstanciado no auto de infração atacado. Art. Juiz Mairan Maia. 4. o qual inicia o procedimento de desembaraço aduaneiro. À luz do art. rel. Tratando-se de mercadoria destinada a consumo. a hipótese de incidência do Imposto sobre Importação traduzse na chegada. 07. do produto estrangeiro. Fato incontroverso.427/95 [revogado pelo Dec. Remessa oficial desprovida (TRF-3ª R. Inversão do ônus da sucumbência (TRF-3ª R. reconhecese o direito adquirido ao pagamento do tributo pela alíquota menor. 86 e 87 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. 23.2006. 23 do Dec.-lei 37/66.-lei 37/66. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada do produto importado no território nacional. Imposto de Importação.08.. Juíza Cecília Marcondes j.2006. Tributário. 19 do Código Tributário Nacional. CTN. inclusive ICMS e ISS Tributário. escorreita a atuação do Fisco ao constituir o crédito remanescente.. que fixa a data do registro da declaração de importação na repartição 23 . 3ª T. 23. III. vigente à época da concretização do fato gerador. I.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 23 do Dec. 1. II. 6ª T. 5. Apelação em mandado de segurança. 2. artigo por artigo. a teor do art. a destinação para consumada mercadoria objeto do despacho aduaneiro. Constatado que o registro foi providenciado antes do advento do diploma que aumentou a alíquota do Imposto de Importação. 371).471/95]. e segundo a delimitação constitucional da regra matriz tributária. nos autos. p. 6. Arts. Momento de ocorrência do fato gerador. a data da conclusão do negócio jurídico de aquisição do bem importado. do Dec. Anulatória de débito fiscal. 23 do Dec. Direito adquirido. 1. Dec. Aspecto temporal do fato gerador do tributo. rel. 27. DJU 21. 19. Imposto de Importação.-lei 37/66. para fins tributários.-lei 37/66.07. Revogada a Resolução CPA 05-0392 quando do registro da declaração de importação. Na importação de mercadorias despachadas para consumo. REOMS 187700/SP. Art. 1. complementado pelo art. Art. Incidência do art. DJU 10. não importando.06.543/2002]. j. aplica-se a alíquota vigente à data do registro da declaração de importação. ao país. Imposto Sobre Importação.. Fato gerador. AC 22632/SP.-lei37/66. sendo irrelevante o dia de ingresso do produto estrangeiro. Alteração de alíquota. Sentença reformada.2005.2005. 4. harmoniza-se com o perfil constitucional da regra matriz desse tributo na medida em que reconhece. Dec.

02. O art. Dec. p. Imposto de Importação. AMS 2000. 2. porquanto. da Constituição Federal. de 10. AMS 170. submetendo-a à livre flutuação do mercado. conseqüentemente..-lei 37/66. Importação. representa.04.. e não com a simples entrada física desta no território nacional.2000. rel. Apelação a que se nega provimento (TRF-3ª R. a entrada no território nacional da mercadoria. em coerência com a política econômica global adotada à época (TRF-4ª R.2006. 2. Juiz Vivian Josete Pantaleão Caminha. a. rel. 1. Não tendo sido efetuada a declaração de importação das mercadorias importadas. DJU 26. p. quando da entrada em vigor do Dec. a variação do câmbio da moeda estrangeira não representa majoração do tributo. j. DJU 22. A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias para consumo é definida pela norma vigente no momento em que se efetivou o registro da declaração apresentada pelo importador à repartição alfandegária competente. Ademais. momento que se dá o desembaraço aduaneiro da mercadoria. autorizou o Poder Executivo a alterar a forma de fixação e a periodicidade da taxa de câmbio.03. sendo irrelevante.626. para esse 24 . 1. Ação ordinária. III. 105. é legítima a incidência da exação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 23 e 44. 3.981/95. O desembaraço aduaneiro completa a importação e. Portanto. O fato gerador do Imposto de Importação nasce com a entrada das mercadorias em território nacional e perfectibiliza-se no momento do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira. j. 1. 396).471/95].. inclusive ICMS e ISS aduaneira. 848). 3. da Lei 8. 3. para efeitos fiscais. 2. Desembaraço aduaneiro. não agiu com excesso de poder o Executivo ao alterar a taxa de câmbio.03. 6ª T.10. Juiz Lazarano Neto. nos termos do art. arts.855/SP. Momento da perfectibilização do fato gerador.2005. Taxa de câmbio.427. do CTN. Ocorrência do fato gerador. Ao contrário. e art. Tributário.04.. a alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. a base de cálculo será simplesmente o resultado aritmético da conversão do valor expresso em moeda estrangeira com a taxa vigente. Aduaneiro. nem alteração da base de cálculo ou da alíquota. 05.04. 1ª T. Majoração de alíquota. Dec. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre por ocasião do registro da Declaração de Importação. 150. 106. 1.044496-8/PR.2005. na hipótese de ser destinado a consumo.2006. não havendo que se falar na existência de direito adquirido à utilização de determinada taxa de câmbio fixa. Tributário. artigo por artigo. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. A legislação tributária aplicável à operação de importação é aquela vigente à época do fato gerador. Legalidade.01. Tributos.

029873-8/PR. 1ª T. volume. providas (TRF-4ª R. AC 000. o preço normal que o produto. II . 20. 22. o imposto corresponderá a cada unidade destacada. 386).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. tida por interposta. ao tempo da importação. Art. é fixada levando em consideração a unidade ou quantidade do bem importado. no art. indica três bases de cálculo distintas. é o valor tributável. p. Apelação e remessa oficial. 20. bem como era previsto no art. em uma venda em condições de livre concorrência. metro. inclusive ICMS e ISS específico efeito. 3. para ser cobrado. alcançaria. No Imposto de Importação. a unidade de medida adotada pela lei tributária.00. leva em conta um determinado fato. a data da celebração do contrato de compra e venda relativo ao bem importado. DJU 12.quando a alíquota seja ad valorem. COMENTÁRIOS Base de cálculo. 4° do Dec. mensurando-o do ponto de vista econômico. j. Juiz Wellington Mendes de Almeida. Todo imposto.10. Em outras palavras. já em desuso. o preço da arrematação. Assim.-lei 37/66. o CTN. expressa em uma medida determinada pelo peso...11. O quantitativo estabelecido é a base de cálculo que serve de suporte ao conteúdo da obrigação tributária. 25 . levado a leilão. A primeira. A base de cálculo do imposto é: I . rel.quando a alíquota seja específica. É a alíquota especifica. referida no inciso I do art. artigo por artigo.70. peça etc. ou seu similar.2003.2003. para entrega no porto ou lugar de entrada do produto no País. III quando se trate de produto apreendido ou abandonado. 20 do CTN.

convencionou-se uma nova definição de valor. fixada em termos percentuais. As alíquotas são estabelecidas pelo Poder Executivo. quando da fixação da alíquota. se houver similar nacional. para ás mercadorias estrangeiras levadas a leilão. ou seu similar. Após um evento internacional intitulado Rodada de Tóquio. alcançaria em uma venda em condições de livre concorrência. tem-se uma terceira base de cálculo. chegando-se ao art. VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . eventual e episódica. utilizava-se da expressão valor aduaneiro. para entrega no porto ou no lugar da entrada do produto no País. Tem-se aí a “alíquota ad valorem”. menor alíquota ostenta. levando em consideração a essencialidade ou utilidade do produto. Outro aspecto a ser considerado. inclusive ICMS e ISS A segunda base de cálculo leva em consideração o valor do produto. ensina que por muitos anos a comunidade internacional. o que faz o Imposto de Importação proporcional (inciso II do art. formada por 32 países. de tal modo que. diz respeito à concorrência que possa fazer o produto estrangeiro à indústria nacional.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. em caso contrário.GATT. O CTN chama de preço normal o valor que o produto. é reduzida. Por fim. quando apreendidas ou abandonadas. Roosevelt Baldomir Sousa. Observe-se que não se trata do valor de aquisição e sim do preço normal. CTN). a alíquota do produto estrangeiro é majorada. em Comentários à Lei Aduaneira. ou seu similar. A base de cálculo do imposto é o preço da arrematação. hoje só usada por sete países. Em princípio. 20. artigo por artigo. 26 . quanto mais necessário.

e. a tarefa de fixar o preço de mercado. um valor que entende ser o correto. dos valores das mercadorias.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Preço de referência é o adotado no interesse de proteger o similar nacional e visa equalizar os preços de oferta quando díspares (Roosevelt Baldomir Sousa. o que não poderia ser diferente diante da responsabilidade que lhe cabe como negociador internacional e guardião dos interesses nacionais. é eminentemente política e passa. 27 . dentre os quais a política de proteção aos produtos nacionais. por interesses internacionais. porque todos os valores são adrede estabelecidos. o que pode ser feito tomando como referência o preço constante da fatura comercial. necessariamente. a discricionariedade do Poder Executivo. supra). Entretanto. estes atrelados geralmente a acordos disciplinadores da política de preços. Somente em duas hipóteses cabe o arbitramento: quando a mercadoria estrangeira não está acompanhada da documentação legal. a discricionariedade não se confunde com arbítrio. firmando uma pauta de valores mínimos por intermédio da Comissão Executiva. também chamado de preço normal. como todo e qualquer ato administrativo. o antigo Conselho de Política Aduaneira. finalmente. cit.Secex.. Há um emaranhado de interesses alienígenas e impositivos que são levados em consideração. preço referência. inclusive ICMS e ISS Fixação pelo Poder Executivo. a seu talante. Verifica-se. artigo por artigo. para o Estado. ou atribuindo o órgão. portanto. ob. Acirrados questionamentos surgem em razão da fixação do valor das mercadorias A tarefa. um dos órgãos da Secretaria de Comércio Exterior Secex. Cabe à Secretaria de Comércio Exterior . seguidos de publicidade.

ou seja. abrangendo roupas. Entretanto.455. ou quando a documentação apresentase inidônea. inclusive ICMS e ISS ignorando-se o valor de aquisição. Dec. ao controle fiscal (art. por fim. As mercadorias estrangeiras estão sujeitas ao pagamento do Imposto de Importação quando ocorrido o fato gerador.04. Dec. do qual destaco. a bagagem dos estrangeiros radicados no Brasil há mais de cinco anos e de brasileiros com mais de dois anos domiciliados no estrangeiro. Escapam ainda do pagamento da exação a bagagem do passageiro que ingressa no País.-lei 37/66. quando do desembaraço aduaneiro. 9°.. 13. toda a bagagem dos agentes diplomáticos. lembranças de viagem etc. cujo destino não é. apenas para exemplificar. jóias. art. já comentado acima. há tolerância quanto a bens adquiridos no estrangeiro dentro de um valor limitado pelo Poder Executivo. objetos pessoais. situação que dura por cinco anos.-lei 37/66). de 07. que os bens desembaraçados como bagagens não podem ser alienados. Isenção de bagagem. permitindo o ingresso da mercadoria com suspensão do pagamento do imposto. ao final dos quais ficam liberados da incidência. como previsto no CTN.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. entretanto. Para facilitar o ingresso de bens estrangeiros no País. mas sujeitando-a. 19 e no Dec. É a chamada quota isencional (art. Dec. Regimes aduaneiros. quando do retorno ao Brasil (art.-lei 1.1976). o Brasil.-lei 1. 3°.455/76). O referido dispositivo foi 28 . artigo por artigo. bem assim o longo elenco constante do Dec. naturalmente. em montante cuja fixação atende aos interesses políticos.-lei 37/66. foram instituídos regimes especiais. Observe-se. livros e revistas. senão com o pagamento dos tributos. quando se desligam da missão estrangeira.

29 . 252 do Regulamento Aduaneiro (Dec. Exemplo freqüente de admissão temporária existe quanto aos veículos importados para uso e circulação na zona franca ou zona de livre comércio e que saem do território especial por período certo. A legislação brasileira permite duas modalidades de drawback: drawback suspensão e drawback isenção.2001 (ainda não convertida em lei). 9° O importação estrangeira suspensão importação. regime especial de entreposto aduaneiro na permite a armazenagem de mercadoria em local alfandegado de uso público. Os bens devem ser minuciosamente identificados. sendo dispensada quando se tratar de importação ao abrigo de tratado ou convenção internacional. fato gerador sujeito a uma condição resolutiva. a qual consiste na importação de bens que devem permanecer no País por prazo fixo determinado.030/85). passando a ter a seguinte redação: Art. na hipótese. 267 e seguintes do Dec. com suspensão de tributos. caso seja descumprido o prazo ou a finalidade. 91. ainda. Caso não haja retorno.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. artigo por artigo.08. bens estes que deverão cumprir uma finalidade.543/2002 como aquele que permite o transporte de mercadoria sob controle aduaneiro. Das diversas modalidades de regime especial destaca-se o trânsito aduaneiro. inclusive ICMS e ISS alterado pela Medida Provisória 2. caso em que se materializa a responsabilidade. 4. atualmente disciplinado pelo art. de 24. para assim possibilitar uma eventual taxação. Temos. cuidando a lei tributária de uma garantia futura. passam a incidir todos os tributos. a admissão temporária. com do pagamento dos impostos incidentes na Há. definido no art. Pode-se exigir ou não a expedição de guia de importação.158-35.

a título precário e mediante seleção dos interessados por concorrência pública. que consistem no regime especial de armazenamento de mercadorias em importação ou exportação. ainda não convertida em lei até a presente data. feiras de amostra etc.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. depósito ou trapiche). artigo por artigo. Além dos regimes aduaneiros especiais.-lei 37/66). com suspensão de tributos.455/76). se não recebidas nos prazos estabelecidos. 58 e 59. Dentre as diversas modalidades. Perda de mercadoria. Temos. sob estreito controle fiscal. 30 . É. Esse dispositivo. entretanto. serão devolvidas ao remetente.15835/2001. que é um espaço físico concedido pelo Ministro da Fazenda. Se não houver exportação há exigência da exação. por permanecer na aduana além dos prazos e condições indicados em lei (arts. mas esta incidência sofre suspensão até a exportação. tem a legislação brasileira os chamados entrepostos aduaneiros. Chama-se a atenção para as remessas postais internacionais porque. que se constitui em depósito para receber mercadorias para concursos. No segundo (drawback isenção). exposições. também.. em outras palavras. 17. o entreposto aduaneiro temporário. cujos impostos ficam suspensos pelo prazo de um a três anos. os bens importados com suspensão são absorvidos pelo produto nacional que vai ser exportado. Dec. A primeira espécie do gênero mercadoria perdida é a considerada abandonada. e que servem geralmente para depósito. o espaço físico (armazém. no máximo (art. Dec. foi revogado pela Medida Provisória 2. há uma diferença muito sutil e que consiste na importação de produtos fabricados com matéria-prima importada.-lei 1. hipótese em que há absorção do produto estrangeiro. instalação de mercadorias importadas ou exportadas por terceiros usuários. inclusive ICMS e ISS No primeiro. temos o entreposto aduaneiro de uso público.

como medida acautelatória. A recíproca é verdadeira. Daí o equívoco de alguns magistrados que. as mercadorias importadas irregularmente.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. em nome e à ordem do Ministro da Fazenda. após regular processo administrativo. após a decretação de perda 31 . na condução de processos criminais de contrabando ou descaminho. Temos. diploma que foi recepcionado pela CF/88 e em nada contraria o Dec. ambas as hipóteses apuradas em procedimento administrativo. inclusive ICMS e ISS Também obedecem a tratamento distinto as mercadorias apreendidas. se houver saldo positivo no leilão. que sofrem apreensão liminar para posterior imposição de pena de perdimento.455/76. como se tivesse sido despachada normalmente. artigo por artigo. Todos os bens apreendidos são recolhidos à Secretaria da Receita Federal. 25 e 26). O abandono não gera para o destinatário da mercadoria ônus algum. porque.-lei 1. arvoram-se depositários dos bens estrangeiros apreendidos ou indicam terceiras pessoas como depositários. violando o Dec. A única possibilidade de utilização de bens importados apreendidos é mediante doação dos mesmos.-lei 37/66 (arts. este será entregue ao proprietário da mercadoria. ou de importação proibida. hipótese em que a desistência obriga ao pagamento da diferença entre o valor da arrematação e o valor da exação. Uma outra forma de perda é a avaria (perda parcial ou total) e o extravio (perda total). finalmente. A prática é ilegal. também recepcionado. a não ser que tenha sido iniciado o despacho aduaneiro.

não responsável pela irregularidade na importação. A jurisprudência. seja a autoridade fiscal comunicada quando da finalização do processo judicial. ainda. E isto porque. ao final do qual é declarada a perda de bens.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Pena de perdimento. inclusive ICMS e ISS em benefício do erário. o qual deve observar os princípios processuais do devido processo legal. em algumas situações a sentença penal faz coisa julgada na esfera administrativa. para maior dinâmica no processamento dos feitos administrativos e judiciais. artigo por artigo. a demonstrar que melhor seria aguardar-se a finalização do processo judicial para então proceder-se ao perdimento de bem e com ele a irreversível alienação em hasta. 32 . tem tratado o proprietário inocente como terceiro de boa-fé. que todos os bens estrangeiros apreendidos sejam encaminhados ao Secretário da Receita Federal. A questão mais complexa existe quando tramitam concomitantemente processo penal e processo administrativo. embora oscilante. estes cíveis e criminais. Por exemplo: o bem apreendido em poder do réu não é de sua propriedade. como só acontece quando declarada na esfera penal a inexistência material do fato ou quando se verificar a não-participação do réu no fato criminoso. ou quando não arrematados em hasta negativa. da ampla defesa e do contraditório. Aconselha-se. Independentemente do processo judicial. embora sejam independentes as esferas de responsabilidade. Daí a direta interferência da sentença judicial no procedimento administrativo. antes de ser mandado a leilão. Preconiza-se. a apreensão de bens importados irregularmente desencadeia a instauração de processo administrativo-tributário. o proprietário do bem estrangeiro não foi o responsável pelo irregular internamento. se comprovado o irregular internamento dos mesmos.

j.690/88 [suspenso por inconstitucionalidade pela Resolução 11/2005. O contribuinte não tem 33 . 25. 23. arts. do Senado Federal].10. Imposto de Importação. inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA As Resoluções do Conselho de Política Aduaneira [hoje. RE 92978/SP. CTN. art. Min. DJU 11. j.. CF.. A importação da vitamina E. Crédito do imposto pago na importação de país membro do Gatt. 70. 23. Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador. 23. 1° da Lei 7. j. redação dada pelo art.1994. Gatt. REsp 135. Precedentes. j.391/95 [alterado pelo Dec.992/PR. da Constituição Federal de 1988. 145. 150.263/79]. Dec. REsp 167. 1. Tributário. Vitamina E e derivados. Guia para importação. este parágrafo foi revogado pelo Dec.1989). Min.471/95]. obedece às normas estabelecidas no Gatt. Taxa de licenciamento de importação.1995). 2ª T.145/53. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. § 1°. DJU 31. 83.-lei 2.080/SP. III.1980). pois tal creditamento constitui incentivo à indústria nacional e. rel.10. revogado pelo Dec.09.02. Dec. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao Imposto de Importação. Incidência da Súmula 83/STJ. art. 36). somente favorece os produtos nacionais (Lei 4. 1. rel.1989. este revogado pelo Decreto 1.433/88]. Recurso não conhecido (STF.162/72. em face da norma do art. o valor da mercadoria importada. Ilmar Galvão.10. DJU 05. Na importação sob regime drawback. Alíquota aplicável. Dec. art. devem conter motivação expressa (TFR Súmula 97). Humberto Gomes de Barras. substituído pela Secex]. REsp 128200/SP.1998). 1. e 153. artigo por artigo. 19. § 2°. Min. IPI. sob todas as formas. Alíquota zero. Imposto de Importação. ou seja. Recurso não conhecido (STJ.1980. 19.-lei 37/66 (art. Sua inaplicação à hipótese. Em havendo isenção dos tributos federais (STJ. Fato gerador. por isso. Soares Muñoz.471/95].427/95 [revogado pelo Dec. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência. 23). DJU 10. 1ª T.502/64. 10 da Lei 2. rel. § 2° [rectius: art. Tributário.427..182/72 [rectius: Decreto 70. 1ª T. Art.1998. Dec.08. Francisco Peçanha Martins. Recurso extraordinário não conhecido (STF. O9. 1°. Tributário. destinadas à fixação de pauta de valor mínimo. 1.11. só há isenção do ICMS quando ocorre a suspensão do Imposto de Importação e do IPI. Min.. Pleno. 1. relativo a bem para o ativo fixo. recebendo o benefício de alíquota zero. a. § 2°.

Min. Tributário. Lei 8. utilizado em contrabando ou descaminho. IPI e lmposto de lmportação.. Recurso provido (STJ. Dec. Multifários precedentes.. Fato gerador.2001. Humberto Gomes de Barros. Recurso improvido (STJ. REsp 264565/PR.1992. DJU 31. de 27. j.05.2001).632). Recurso conhecido e provido (STJ. V.1999).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. e a eventual boa-fé do contribuinte que realiza operação de 34 .445/76 [na publicação consta Dec. Min. ilegalmente importados. j. somente tem aplicação quando devidamente comprovada a responsabilidade do proprietário no ilícito praticado pelo motorista transportador das mercadorias apreendidas (STJ.-lei 2... 1ª T.331/SC. 1ª T.-lei 37/66. Dec.-lei 1.2001). Isenção.032/90. o fato gerador não ocorre no momento da celebração do contrato. 1.1999. A pena de perdimento do veículo. 104. Importação. 29. quando concedida por prazo certo e sob condição onerosa. Garcia Vieira. Havendo comprovação. 15. Veículo novo. inclusive ICMS e ISS direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada.04. o número correto]. rel. p. rel. Em se tratando da importação de mercadorias para consumo. 2. 13. independe da prova de boa-fé do contribuinte (responsável pela operação interna com essa mercadoria). DJU 17.05. Tributário.1992. Min.2001. Dec. Mandado de segurança.455/76. DJU 28. REsp 139658/PR. A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. Imposto de Importação.-lei 37/66). artigo por artigo. REsp 15085/DF. j. rel. 23 do Dec. mas no voto consta Dec. Majoração de alíquota.06. É a alíquota vigente nesta data que deve ser aplicada para o cálculo do imposto. Tributário.324/97. A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador. 15. 23.1995. não pode ser revogada. 3.03. DJU 28. 2. REsp 198. Perdimento de bens decretado pela autoridade competente em procedimento administrativo regular: Segurança denegada. 1ª T.02.05.-lei 1.471. A isenção. 1ª T. de que a mercadoria teve clandestino ingresso no território nacional. Veículo transportador de mercadoria estrangeira destituída de documentação. Administrativo. Ilícito fiscal. Min. rel.445/76. –lei 1. 23 e 24. Milton Luiz Pereira. mas quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art. em procedimento administrativo regular. Pena de perdimento de bens.08. Milton Luiz Pereira j. 1. a decretação do perdimento dos bens. arts.02. art. Dec.

18. inciso V. Dissídio pretoriano não demonstrado. O comprador de mercadoria exposta em loja sujeita a fiscalização não pode ser obrigado a investigar o modo como ela entrou no país. p. Mercadoria de procedência estrangeira.1996.Recurso especial não conhecido (STJ. Pena de perdimento. Antônio de Pádua Ribeiro. adquire. Min.não pode abstrair o elemento subjetivo nem desprezar a boa-fé (STJ. 104.1997. 14.10.897). Quem.11.559). Aquisição no mercado interno de mercadoria de procedência estrangeira. p. rel. 1ª T. não responde por eventual fraude na respectiva importação. rel. Pena de perdimento do veículo transportador. Hélio Mosimann. artigo por artigo. A pena de perdimento não alcança quem adquiriu a mercadoria estrangeira. Recurso da Fazenda não conhecido.1996.10. rel.Ofensa ao art. Veículo transportador.. REsp 34961/ RS. 2ª T. Perdimento. 14. DJU 06.1995.1997. 23. mercadorias de procedência estrangeira. Apreensão de mercadoria estrangeira. 20. mas nunca a de inibir o fisco de apreendê-la (a mercadoria).Havendo desproporção entre o valor da mercadoria e do veículo que a transporta. REsp 109710/PR. Ari Pargendler. III .11.. Min. I . REsp 15072/DF. REsp 23513/RJ.. Recurso especial não conhecido (STJ. p.1993.400). DJU 06.03. 24 do Dec.522). Min.03. p.11. rel. Pena de perdimento. Dec. 16. p.. Princípio da proporcionalidade. Humberto Gomes de Barros. j.-lei 37/66 não caracterizada. REsp 11137/PE.-lei 1.até por ser pena . Boa-fé.455.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j. 35 . DJU 14. incabível a pena de perdimento. 23.. do Dec. Min. Inadmissível a aplicação da pena de perdimento do veículo. Tributário.1995. 1ª T. Tributário.rel. Demócrito Reinaldo j.411). de comerciante estabelecido. j. mediante nota fiscal. A pena de perdimento . II . 2ª T. decretando-lhe a perda. quando evidente a desproporção entre o seu valor e o da mercadoria de procedência estrangeira apreendida (STJ. de empresa regularmente estabelecida no mercado interno. 37. de 1976.1998.1992. Decisão unânime (STJ.04.12. no mercado interno. Mercadoria adquirida de comerciante estabelecido. Min.-lei 1. Apreensão. j. mediante nota fiscal. DJU 08. 2ª T. inclusive ICMS e ISS entrada ou saída de mercadoria com ingresso clandestino poderá dar-lhe condição para propor ação de ressarcimento contra o vendedor. DJU 22. salvo prova de que dela participou ou tinha conhecimento.1993. 21. 11.05.455/76 e art.

1998. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R. 1. Administrativo. j. Juíza Eliana Calmon j. j.02846-3/MG..282). Pena de perdimento. DJU 25. Recurso improvido (TRF-1ª R. 2. como autorizado pelo art.01.05.10902-4/DF. Indenização.. Não há direito adquirido de pagar ao importador imposto com alíquota vigorante quando da expedição de guia de importação.05. Vigência imediata do Dec. rel. 232.1998. 2. Sentença que declarou não provada a existência de crime não faz coisa julgada no cível para respaldar indenização. DJU 30. Tributário.01.. 10. p. Entretanto.1ª T. A prescrição de ação contra a União é de cinco anos. Impossibilidade. não sendo produto de crime. Juiz Tourinho Neto.1998.08. Sentença penal absolutória. Isenção.1997. Veículo alugado e utilizado para possível prática de descaminho. 3.. Tributário. p. Imposto de Importação de veículos.00. 14.03. Inexistência de obrigação de indenizar por parte da União. Mercadoria que. j.386). 19 do Dec. Perdimento de bem. 14. 2. Veículo regularmente importado com isenção de impostos. AC 04141629/SC. artigo por artigo. Juiz Gilson Dipp.02.. DJU 1°. p. AMS 92. 250). p. rel.04.-lei 37/66 (TRF-4ª R.. 80.1998. Benefício fiscal não reconhecido porque não apurada a similaridade na forma do art. Princípio da nãosurpresa que não atinge o Imposto de Importação. quando os fatos estão sendo apurados na esfera penal. Tributário. 06. 103).1996.427/95 [revogado pelo Dec. 1. 05.04. Imposto de Importação. Bem apreendido em poder de terceiros.543/2002]. 1.01.1997. 4ª T. 10. AC 1997. do Regulamento Aduaneiro) [revogado pelo Dec. Não pode ser declarada a perda do veículo se seu proprietário não teve nenhuma participação na possível prática do crime de descaminho (TRF-1ª R. 232. DJU 11. 3. DJU 29.641). do Regulamento Aduaneiro.04.1998. 1. Recurso improvido (TRF-1ª R. 4. Ausência de similaridade. Mudança de alíquota.0371582/DF. I e II.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. Juíza Eliana Calmon. 4. j. 23. rel. inclusive ICMS e ISS Tributário. 3ª T.. 36 . 3.. foi adquirida irregularmente e sofreu a pena de perdimento em procedimento administrativo. AG 96. 1.1998. p. 4. Alienação do veículo regularmente processa da e com a autorização do Ministério das Relações Exteriores e da Receita Federal.471/95] para os desembaraços aduaneiros ocorridos após a majoração. rel.03. AMS 1997. Importação de veículo com isenção de impostos (art.00. o prazo só tem início quando do trânsito em julgado da sentença penal.1996.055779-2/MG.. Pena de perdimento. 4ª T. Juiz Eustáquio Silveira. 5.01. rel. I e II. 4ª T.

VI. em 1980. A importação de microcomputadores para elaboração e impressão de listas telefônicas está abrangida pela imunidade tributária prevista no art.02. d. na repartição aduaneira competente. Precedente do STF. 105. para-alcançar. O que a Constituição exige. Min. Inocorrência de infração. i. d. adquirida no exterior por funcionário da embaixada.1996. 2ª T.1998. do Dec.08063-3/DF. É inaceitável que o Fisco proceda. DJU 29.01. CF.179). p. a. Imposto de Importação. jornais.1998.-lei 37. a apreensão de um veículo (moto). 2ª T. III. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação.. Agravo não provido 37 . RE-AgR 441537/ES. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. também abarca a edição de listas telefônicas. se o fato gerador do imposto . inc. além dos produtos expressamente mencionados em seu texto. prevista no art..09.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. de fato. Administrativo. III. 10. Importação. DJU 25.04. Precedentes. Juíza Tânia Terezinha Cardoso Escobar.. a. da CF/88 (TRF-4ª R.09. 150. quando lá servia. VI. Constitucional. inciso X.2006. com base no art. inc. DJU 06.09. AMS 95. da CF/88. 1.entrada da mercadoria no território nacional . Fato gerador do imposto de importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro.47172.-lei 37/66). Imposto de Importação.2006. 150. 1. III. da declaração apresentada pelo importador (art. ao referir-se a periódicos. 200).for posterior à vigência do diploma legal. 1. 05. englobam seu processo produtivo. 72. VI. Pena de perdimento do veículo. Majoração de alíquota.03. como sua bagagem. Agravo regimental no recurso extraordinário. j.471/95]. Microcomputadores para elaboração de listas. 3. periódicos e o papel destinado a sua impressão. inc. j. 3ª T. Imunidade constitucional Art. no art. d. Firmou-se a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a imunidade constitucional. rel Juiz Tourinho Neto j. 23 do Dec. da CF/88.. 64). quando requereu os benefícios fiscais de isenção de bagagem diplomática e declarado perante a Receita Federal o mencionado veículo (TRF-1ª R. é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador. II.. rel. 150. 2.427/95 [revogado pelo Dec. No caso. 05. Possibilidade.1996. Alíquota. de 1966. art. e trazida. p. Eros Grau. 150. inclusive ICMS e ISS Tributário. todos aqueles que. AMS 95. em 1984. Tem sido admitida pela jurisprudência a interpretação extensiva da imunidade constitucional referente a livros. rel. Tributário. 150. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec. artigo por artigo.09. Fato gerador. p.

desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. I. Embargos de declaração. quando o veículo fora adquirido. DJU 38 .10. maxime. Importação declarada ilegal em ação mandamental distinta. Ademais. 2ª T. rel. Direito líquido e certo. DJU 01. os argumentos trazidos pela parte. Carlos Velloso. Veículo usado importado. Precedentes: REsp 658. anos antes. Recurso especial. 535 do CPC. Importação de sementes de país signatário do Gatt. Min. Mandado de segurança.08. Inocorrência. ICMS.05. o adquirente que não utilizou do mandamus para importar supõe adquirir veículo usado e que ingressou legalmente no país. Terceiro de boa-fé. p. j. AI-AgR 420993/PR. o magistrado não está obrigado a rebater. 2. em estabelecimento comercial sujeito a fiscalização. 4. 1. Produção notória. 129). p. assentada pela instância a quo com ampla cognição probatória. no intuito de emprestar legalidade ao ato de importação. REsp 151687/RS.07. Tributário. 5°. Solução quiçá inconstitucional. inclusive ICMS e ISS (STF. Redução ou isenção de ICMS. Para fins de habilitação aos incentivos fiscais (redução ou isenção de impostos). Recurso especial. art. cabendo ao Fisco a prova em contrário. 57). deste relator. à luz da cláusula pétrea de que a sanção não deve passar da pessoa do infrator (CF. Destarte.2000. DJU 09. em razão de a empresa importadora da mercadoria ter sucumbido em ação mandamental que impetrara. Mandado de segurança. A simples guia de importação não constitui prova escorreita da similaridade e da destinação do produto importado. artigo por artigo. Pena de perdimento. 22. Nancy Andrighi.. 2ª T. revela solução deveras drástica para quem não importou e não é sequer responsável tributário pela mercadoria. mas também a prova de que as sementes destinam-se à semeadura. 3. 31. Processual civil.2000. ou que as operações de saída interna dar-se-ão nos limites territoriais do Estado. desobrigando-se o comprador a investigar o ingresso da mercadoria no país. Min. Inexiste ofensa ao art. 458 e 535. Aplicar-se ao comprador de boa-fé a pena de perdimento da mercadoria.2005. um a um. quando o tribunal de origem pronuncia-se de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos. II. no mercado interno. Recurso a que se dá provimento (STJ. mediante nota fiscal.2005. por isso que inverter o onus probandi revela severo óbice ao acesso à justiça. originariamente. XLV). gera a presunção de boa-fé do adquirente. A aquisição. Violação dos arts. Tributário. rel. de mercadoria importada. Apreensão de mercadoria adquirida no mercado interno. 5. A pena de perdimento não pode desconsiderar a boa-fé do adquirente. j. faz-se necessária a produção não só da prova da similaridade.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência..218/RS.

595/64).. 46. 7ª T. No que tange ao Imposto sobre Produtos Industrializados determina o art. Dec. 04.03.04. 143 e 144. Precedentes. Lei 4.015761-9/MG. Base de cálculo idêntica à do Imposto de Importação. Compete à União. nos termos do art. cabe ao Banco Central do Brasil. DJU 22.05.04.2004. Impostos federais incidentes sobre a importação (II e IPI). 8. 7. AgRg no AG 518. Pedido improcedente (TRF-1ª R. 6.. em se tratando de mercadoria despachada para consumo.2005. 4°. CTN. j. Taxa para emissão de guia de importação. Prescrição decenal (teoria dos 5+5). ser absolutamente inviável tomar em consideração. para fins de cálculo do montante do imposto a ser recolhido. inclusive ICMS e ISS 25.157/PR. Min. informam que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do ingresso do produto estrangeiro no território nacional. câmbio e capitalização.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.-lei 37/66 diz que. Tributário.. pois age o Poder Público com o objetivo de proteger o interesse público. não há que se falar em violação aos princípios da segurança jurídica e do ato jurídico perfeito. que considera-se ocorrido o fato gerador.38. 143. 62). E mais. Inconstitucionalidade reconhecida pelo E. rel. p. Apuração da base de cálculo segundo a relação de câmbio vigente ao tempo do fato gerador (arts. CTN). proceder-se-á à conversão para a moeda nacional com base no câmbio do dia do fato gerador (art. e REsp 410. AC 2000. para a averiguação do montante a ser recolhido pelo contribuinte levam em consideração o momento do fato gerador (art. mediante delegação do Conselho Monetário Nacional. j. Os arts. Franciulli Netto. 1.2007. Sentença mantida. CTN). O mesmo Dec. 3. 19. Pedido procedente em 39 .00. DJU 31. CTN e 1°. atuar sobre as operações de câmbio com o objetivo de prevenir desequilíbrios na balança de pagamento (art. Recurso especial parcialmente conhecido e desprovido (STJ. artigo por artigo. Variação cambial. Juiz Catão Alves. Na hipótese de a base de cálculo estar em expressa em moeda estrangeira. conseqüentemente. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. 144.2006.Min.2006. 2. Castro Meira. XVIII. por tanto. DJU 28. 21.05. o valor da operação vigente ao tempo da celebração do contrato com o fornecedor estrangeiro. Taxa Selic. 1ª T. Os aspectos relevantes para o lançamento tributário e. REsp 718021/DF.2007.06.995/RS. Tributário. especialmente as de crédito. rel. 4. em relação aos produtos de procedência estrangeira. 20. Verifica-se. no momento do despacho aduaneiro. ‘administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira.-lei 37/66.2004. Luiz Fux. p. rel. Min. Assim. bem como as de seguros e de previdência privada’. 6. 153). CF/88. 5.04. Apelação improvida. STF. DJU 27. CTN). rel.

Assim.145/53. Remessa oficial parcialmente provida. Humberto Martins. 145. 7.690/88. com redação dada pelo art. a partir de janeiro de 1996. inclusive ICMS e ISS parte. ilmar Galvão. Valor declarado. Pedido parcialmente procedente (TRF-1ª R. obedece à teoria dos 5+5. 20. 3.. Apelação da Fazenda Nacional improvida. entre outros. desde a data do recolhimento.1995. CF/88.00. 2º E.002973-7/DF.2006. por sua vez. Imposto de Importação. da Lei 2. STJ sedimentou entendimento no sentido de que a prescrição do direito de ação. no julgamento do RE 167. que já engloba juros e correção monetária. para o valor de revenda ou. STF.03. e REsp 610. da Lei 2. da Lei 7. A autoridade aduaneira exerce o controle sobre o valor declarado pelo importador.2007.05. Uma vez selecionada a mercadoria para controle de valoração aduaneira. DJ 10. Juiz Catão Alves j. Tributário. O valor aduaneiro. 5. o que é vedado pelo disposto no art. 6. rel. O próprio texto do referido art..992/PR. 8. 10. não é obtido apenas através do valor da transação. O E. DJ 08. voltando-se para a análise das operações envolvendo mercadorias idênticas e similares. 1. a guia de importação somente é expedida mediante o recolhimento da taxa correspondente. artigo por artigo. rel. em se tratando de repetição de indébito tributário referente à ‘taxa para emissão de guia de importação’. até dezembro de 1995. 4. Os métodos de sua apuração considerarão fatores outros que não o valor constante na fatura. 1°.826/SP.02. 149). instituída pela Lei 2. Nesse sentido: REsp 888. 40 . não é forçosamente aquele atribuído pelas partes à transação. para critérios de razoabilidade.145/53.645/AL.02.Gatt. AC 2000. DJU 04. da Lei 7. reconhecendo tratar-se de taxa o valor cobrado pela expedição da guia de importação. mas sim seu preço normal. Min. Min. 7ª T. Apelação da autora provida. rel.09. DJ 12. Sobre os valores a serem restituídos incidirão correção monetária.690/88. 20 prevê como base de cálculo para o imposto de importação não o valor de aquisição do produto. na esteira do art. Contudo. 20 do CTN em combinação com as disposições do art. § 2°. p. o valor a ser considerado. que deu nova redação ao art.145/53 e majorada pela Lei 7. Valor aduaneiro. seguindo-se o exame preliminar e/ou conclusivo do valor declarado. Teori Albino Zavascki. rel. concluiu pela inconstitucionalidade do disposto no art.2007.690/88.34. por considerar tratar-se de tributo sujeito a lançamento por homologação. como último recurso. 10. 1°. a apresentação das guias de importação é suficiente para a comprovação do recolhimento do tributo que ora se questiona. VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . pelo importador.2007. Forma de apuração. Nos termos do art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. por entender que a base de cálculo do referido tributo confundia-se com a base de cálculo do Imposto de Importação. e. apenas a Taxa SELIC. a declaração de valor aduaneiro e documentos comprobatórios. Min. poderão ser apresentados.

02. de 25 de abril 41 . não se aplicando apenas aos tributos que têm o patrimônio. necessariamente.437/92.2007. não prevalecendo. 2. nem conflita com as disposições do Gatt. O STF já decidiu que a imunidade do art. A adoção como parâmetro. 1ª T. Quanto ao descumprimento do art. rel. 20. DJU 09. afete. 1° da Lei 9. alcançaria. observo que a liberação das mercadorias não esgota o objeto da ação mandamental. Legalidade. AMS 2000. 150..2003. 1..04. Não se configura discriminação injustificada a adoção das listas de preços dos fabricantes quando se tratar de importação direta destes ou de empresas por eles credenciadas (TRF-4ª R.494/97 c/c art.46414-2/PR. da CF. pois. 3. 05. A Resolução 7 da Câmara de Comércio Exterior. Tributário. j. de qualquer modo. Juiz Sérgio Renato Tejada Garcia. Imposto de Importação sobre máquina.. inclusive ICMS e ISS que deve observar as regras do Acordo de Valoração Aduaneira (TRF-4ª R. 14.06. 150. j. ou seu similar. j. Juiz Joel Ilan Paciornik. Importação indireta de veículos.00.04. tais quadrantes econômicos. AGV 2006. c da CF tem caráter amplo. II). 1°.2006. Requisitos legais: arts. 1ª T. em uma venda em condições de livre concorrência para entrega no porto. Imposto de Importação. tendo por premissa a proteção e fomento da indústria nacional. O Imposto de Importação possui evidente objetivo extrafiscal.. 2. 1. Imunidade tributária.04. não viola aquela regra.035700-7/RS. 3. Caráter amplo do art. da Lei 8. mas também àqueles cuja incidência.02. Valor. p. A apuração de similaridade do produto importado com aquele fabricado no país. Tributário. o valor da compra e venda. c. Isenção do tributo por falta de similar nacional. ainda que indiretamente. art. VI. a renda ou os serviços como fato gerador. Juíza Viviane Josete Pantaleão Caminha. VI... para efeitos de isenção fiscal. Ao Poder Judiciário está reservada a apreciação do ato deferitório ou indeferitório da isenção apenas sob a ótica dos princípios e formas que regem a Administração Pública e os atos administrativos. rel. 261). restará constituído o respectivo crédito em favor da União Federal.065749-6/SC.2003.04. na importação de veículos. A base de cálculo do imposto de importação.07. depende da destinação da mercadoria importada e da política dos órgãos governamentais competentes. DJU 26. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 28. 24. 2ª T. AC 97. Agravo legal improvido (TRF-4ª R. denegada a ordem e reconhecidos como devidos os tributos. é o preço normal que o produto. dos valores constantes em publicações especializadas. ou lugar de entrada do produto no País (CTN. quando a alíquota for ad valorem. p. artigo por artigo.2007). Portaria 80/93.01.2006. ao tempo da importação. 848). § 3°. Agravo legal.04. 9º e 14 do CTN. cabendo à impetrante saldar o débito.

o Poder Executivo pode alterar as alíquotas e as bases de cálculo. Só por lei pode ser feita a alteração. passando a arbitrariedade. AMS 2001. p.. porque não é possível haver alteração da base de cálculo ao talante do exeqüente. alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto. limita-se a autorizar a alteração das alíquotas. suprimir a expressão agora em demasia. o que indica que a base de cálculo não está incluída na esfera da discricionariedade consentida pelo legislador constitucional.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS de 2002. Neste sentido encaminha-se a jurisprudência. COMENTÁRIOS A discricionariedade do Poder Executivo. Segundo o CTN. A Constituição Federal de 1988. nas condições e nos limites estabelecidos em lei.007635-7/RS. 25.05.71. O Poder Executivo pode.07. Art. contida no texto do art.. a fim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. no § 1° do art.2004. 253). rel. Juiz João Surreax Chagas j.08. O primeiro ponto a ser examinado quando se comenta o artigo em destaque é a parcial incompatibilidade de sua redação com a atual Constituição. que concede redução na alíquota dos produtos classificados na Nomenclatura Comum do Mercosul (NMC). Apelação desprovida (TRF-4ª R. portanto. 2ª T. DJU 14. 21 do CTN. Faz-se necessário. 42 . e lei que indique as causas determinantes do agir do Executivo. sem o que a discricionariedade seria absoluta. porque não lhe cabe alterar as alíquotas do Imposto de Importação sem justificação.2004. é inaplicável retroativamente. artigo por artigo. 153. Também é preciso que fique assentado o alcance da chamada discricionariedade do Executivo. 21.

). a não ser que se altere o fato gerador do imposto. e jurídico. como visto. é possível haver mudança de alíquota. 43 . mesmo que frustrada seja a expectativa do importador. é o momento físico do internamento no País. não poucas vezes. não submetidas as alterações de alíquota ao princípio da não-surpresa. por exemplo. Entretanto. ou seja. por exemplo. principalmente quando a majora. alguns julgados rebelam-se contra o técnico tratamento. em acórdão cuja ementa encontra-se ao final destes comentários (AC 00307889/SP. Com efeito. inclusive ICMS e ISS Na doutrina.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. quando do desembaraço. O STF tem sido rigoroso quanto à vigência da legislação do Imposto de Importação. não pode ser rompida. A situação cria embaraços e. muito se discute quanto à excepcionalidade do Imposto de Importação. quando é assinada a declaração. como. porque até o momento que antecede o desembaraço aduaneiro. artigo por artigo. até vexame financeiro. A imediata vigência da legislação relativa às alíquotas do Imposto de Importação tem ensejado controvérsias que abastecem os Tribunais de demandas a cada alteração de alíquota. ao obter uma guia de importação. mas. instrumento de política econômica e cambial. 3ª Região. o julgado do TRF. tem uma expectativa apenas quanto à manutenção da alíquota. questão esta umbilicalmente atrelada à sua identificação que. entrega da declaração ou manifesto de importação. uma empresa. TRF-3ª R. por coerência de princípio. autorizam ontologicamente a excepcionalidade. A dinâmica da vida política e o objetivo maior deste imposto extrafiscal.

prevista na Lista Nacional Brasileira.08. artigo por artigo. tida como delegação legislativa. JURISPRUDÊNCIA Não contrariam a Constituição os arts. que definem as atribuições do Conselho de Política Aduaneira quanto à tarifa flexível (STFSúmula 404). da qual o Brasil é integrante. Os tratados e convenções assinados anteriormente à CF/88. 3º. entretanto. se não estiverem compatíveis com a Nova Carta. não podem prevalecer. ao alterar as alíquotas do Imposto de Importação. incumbiu-se de pacificar o entendimento de que a atribuição não poderia ser do Congresso Nacional e sim do Presidente da República. 44 . para a Taxa de Melhoramento dos Portos (TFRSúmula 165). A Taxa de Melhoramento dos Portos tem base de cálculo diversa do Imposto de Importação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. hoje Secex. de 14. Naturalmente que os tratados e convenções internacionais devem ser observados pelo legislador ordinário. substituído pela Organização Mundial do ComércioOMC. inclusive ICMS e ISS Relevante indagação se faz pertinente. está obrigado a respeitar as tarifas internacionais a que se obrigou? Temos. celebrado em Genebra em 1947. quanto à fixação das tarifas de importação. diante de alíquotas estabelecidas em acordos internacionais: o Executivo. como exemplo de convenção o Gatt . 22 e 27 da Lei 3.244. porquanto integram o elenco das normas tributárias. sendo legítima a sua cobrança sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT. A isenção do Imposto de Importação. concedida por Resolução do CPA. tendo o Brasil como signatário. Muito se discutiu sobre as atribuições do antigo Conselho de Política Aduaneira. A jurisprudência. não exclui a mercadoria da alíquota minorada de 1% (um por cento).General Agreement on Tariffs and Trade. da ALALC ou ALADI (STJ-Súmula 124).1957.

11. Fato gerador. Decreto.1999. DJU 06. A vigência do diploma legal que alterou a alíquota do Imposto de Importação é anterior à ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação. por ato do Executivo. Inexistência de norma constitucional. 19 do CTN.1998. III. III. visto que lei complementar somente será exigida quando a norma constitucional expressamente assim o determinar. art. 1. Faculdade do art. RE 225602/CE. Aplicabilidade da Lei 3. Alegação insubsistente. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. Imposto de Importação. Imposto de Importação: alteração das alíquotas. rel. expressamente. Compatibilidade do art.244/57 e suas alterações posteriores. Ato. II. Majoração de alíquotas do Imposto de Importação. Majoração de alíquota. Alíquotas. j. Pleno. Maurício Corrêa. a Constituição excepcionou a regra inscrita no art. Motivação. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei: CF. Min. 3. III. § 1°. Inaplicabilidade sobre os bens descritos na guia de importação. Decreto. inclusive ICMS e ISS Recurso extraordinário.03. § 1°. O que a Constituição exige. Constitucional. Imposto de Importação. Tributário. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. a. j. é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador. que estabeleça ser a faculdade do dispositivo 45 .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 19). V.05. Carlos Velloso. Exigibilidade. artigo por artigo. 25. Majoração por ato do Executivo. 23 do Dec. dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. II. mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio. A lei de condições e de limites é lei ordinária.1999). Motivação. que se operou com a entrada da mercadoria no território nacional. CF. DJU 28. a. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do Imposto de Importação. Tributário. Súmula 4 do antigo TFR. da Constituição Federal. Fato gerador do Imposto de Importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN. art. § 1°. rel. 150. IV. ou legal. Pleno. e art. 146. no art. Exigência de lei complementar. No caso. assim determinar. Ausência de motivação e inadequação da via legislativa. Alíquotas majoradas pela Portaria Ministerial 201/95. 153. § 1°. 153. 2. Min. RE 224285/CE. A lei de condições e limites para a majoração da alíquota do Imposto de Importação. I. 150. Tributário. da Constituição Federal. 153. Majoração de alíquota. 17.-lei 37/66 com o art. Importação. Imposto de Importação. a que se refere o art. art. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. é a ordinária. Improcedência. Alegações improcedentes.04. 153. Constitucional.2001). No ponto.

1ª T. Constitucional. j. DJU. não obstante permitida a importação de veículos novos. Administrativo. 1ª T. Min. Moreira Alves. 3° da Lei 3. DJU 29. 19).04. ainda assim. do Ministério da Fazenda. Recurso conhecido e provido (STF. por óbvio o objetivo de ajustar as alíquotas do imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior (art. 2ª T. j. Importação de automóveis usados. j. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF 1ª.05.2000). rel. RE 222330/ CE. RE 46 . No mesmo sentido: STF.2000. inclusive ICMS e ISS constitucional sob enfoque de exercício privativo do Presidente da República. se revela consentânea com os interesses fazendários nacionais que o art. p. Inocorrência de ofensa ao princípio isonômico no fato de não ter sito autorizada a importação de veículos usados.2000. Ilmar Galvão.244/57. 11. Min.04. Orientação firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal. RE 22106 1/CE... Proibição ditada pela Portaria 8. RE 225655. Ilmar Galvão. 1ª T. DJU 28.06. em pretenso prejuízo das pessoas de menor capacidade econômica.1999. ao investir as autoridades do Ministério da Fazenda no poder de fiscalizar e controlar o comércio exterior. Entendimento inaceitável.954-3.04. guarda perfeita correlação lógica com a disparidade de tratamento jurídico estabelecida pela norma impugnada. 10. j.03. Min. no caso. Alegada afronta ao princípio constitucional da isonomia. 21. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. como exigido pelo referido dispositivo constitucional. pelo art.03. ao revés. a qual. não fosse certo que. 21 do CTN).2000. A importação de produtos estrangeiros sujeita-se ao controle governamental. Competência do Ministério da Fazenda para indeferir pedidos de Guias de Importação no caso de ocorrer a possibilidade de a importação causar danos à economia nacional. artigo por artigo. considerável parcela dos indivíduos continuaria sem acesso aos referidos bens. ademais. Tributário. ao produto de origem estrangeira. Discriminação que. Limites e condições da alteração das alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas por meio de lei ordinária. II. 21.1998. Ilmar Galvão.1998...1999. rel. Min. j. única hipótese em que a vedação da importação aos automóveis usados poderia soar como discriminatória.. porque não demonstrado que a abertura do comércio de importação aos automóveis tenha o fito de propiciar o acesso da população. Importação: veículos usados. DJU 28. de 13.1991. III. RE 225655. 237 da CF teve em mira proteger. rel. STF. Inteiro descabimento da exigência de motivação do ato pelo qual o Poder Executivo exerce a faculdade em apreço.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. no julgamento do RE 203. rel.05. T.03. 20. como um todo. I.

19/CTN e os arts. Tributário. Consoante entendimento do Excelso Pretório. rel.564/PR.-lei 37/66. aplicando-se a alíquota da época. DJU 27. DJU 04. Ari Pargendler.. p.1999). Min. 05. Imposto de Importação. § 5°. 3. Alíquota aplicável. Min. porque o fato gerador do Imposto de Importação de produtos estrangeiros é a entrada destes no território nacional (CTN. Min. Veículo estrangeiro. DJU 06. mas antes da chegada da mercadoria no território nacional.. Fato gerador.11. 34. inclusive ICMS e ISS 208256/CE.1998.1997. para consumo próprio. do ADCT/88. da CF/88. Operações de exportação. 1. O contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. É irrelevante o fato de ter sido expedida a guia de importação antes da chegada da mercadoria em nosso território. 47 .06. p. Carlos Velloso. art. rel. 19). Chegada em território nacional. Se sobrevém aumento da alíquota da referida exação após a expedição da guia.03. j. 23 e 24 do Dec. é indiscutível a conotação constitucional da matéria que não comporta exame em sede de recurso especial. §2°.1998. permitindo aos Estados instituir alíquota menor. Min. Garcia Vieira. CTN.1998. IV.05. RE 156. Lei que fixou a respectiva alíquota com base na alíquota máxima estabelecida na Resolução 129/79 do Senado Federal. 2ª T. DJU 29. 19 e Dec. Recurso não conhecido (STF.2.05. rel. REsp 157493/SP. 151). Alegada ofensa ao art. Compatibilidade. 11. rel. 16).1997. 2ª T. ICMS. Aumento.907). Além de o recorrente não ter contestado esse fato. art. Estado do Paraná.. j. p. 24. j.02. Recurso especial não conhecido (STJ. Guia de importação. O fato gerador do tributo incidente na importação de produto estrangeiro. 4. 1ª T. o aumento atinge esta operação. salvo no ponto em que fixou um limite intransponível. Recurso não conhecido (STJ. j. DJU 08.. REsp 165364/RS. 1ª T. o tributo é devido à base da legislação aplicável no momento do registro da declaração de importação.1998. 25. Ilmar Galvão.11.06.03.-lei 37/66.03. 03. Imposto de Importação. artigo por artigo.1998. inexiste incompatibilidade do art. tendo em vista o disposto no art. Peçanha Martins. REsp 171853/SP. Imposto de Importação. Irrelevância. Tributário. Improcedência da alegação.1998. Compatibilidade da referida Resolução com o novo regime constitucional. j. Recurso provido (STJ. Min. p. 17. 104).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 155.1997. rel. Alíquota. ocorre no momento do registro da declaração do importador.

Decreto 1.03. na diretriz do CTN (art.03.01.13742-4/MG. art. sem que se possa falar em direito líquido e certo violado. ICMS.1996.. 52.427/95 . DJU 12. DJU 29. assim.1ª R. j. mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país haja ocorrido anteriormente. Imposto de Importação. A variação cambial não integra a alíquota ou a base de cálculo daquele tributo. Dec. a alíquota a ser aplicada é a data do fato gerador do imposto de renda – a entrada da mercadoria estrangeira no território nacional (TRF. 116. na hipótese. Imposto de Importação. opera-se a sua incidência. 23). p. 1. Tributário. Juiz Olindo Menezes.1995. Com o advento da Lei 8. Provimento da apelação e da remessa (TRF-1ª R. o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec. 25. 18. O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art. 24. Se nessa data vigora nova alíquota [70% . hipótese em que o fato gerador 48 . mas reflexo. 50). não é inconstitucional.427 [revogado pelo Dec. 1ª S. Importação de veículo. mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país tenha ocorrido anteriormente.. 1. Majoração de alíquota.-lei 37/66. Importação de veículo novo.427. Imposto de Importação. Alteração da periodicidade do índice estabelecido para a taxa de câmbio. mas a lei ordinária.revogado pelo Decreto 1. art. opera-se a sua incidência. Se nessa data vigora nova alíquota [70% .revogado pelo Decreto 1. I). Possibilidade. 116. de sorte que o aumento da base de cálculo verificado pela alteração da periodicidade da aplicação da taxa não foi direto.07. 19.06. j. inclusive ICMS e ISS Mandado de segurança. de 1995.1998.081). 3ª T. 1. Majoração de alíquota. 1. mas a lei ordinária. CTN). AMS 96. p.06.01. podendo sobre ela deliberar a autoridade apontada coatora.981/95. 1..2001. j. 23).06. rel. I). 2.lei 37/66. 19.471/95].471/95]. rel. Ordem denegada (STJ.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o veículo ingressou em território nacional antes da sua publicação. o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec.Decreto 1. p. 2. Castro Filho. IPI sobre produto importado. O Dec.04. MS 6141/DF.14549-4/MG.. O IPI incide sobre produtos industrializados no exterior. Min.2001. de 29. ficou o Poder Executivo autorizado a determinar a periodicidade de fixação da taxa de câmbio. para fins de cálculo do Imposto de Importação. mas. Tributário. 3ª T..1998. artigo por artigo. na diretriz do CTN (art. Majoração de alíquota. Imposto de Importação.1996.427/95 . e. 55).471/95]. Tributário. CTN). O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art. A taxa de câmbio é fator econômico. AMS 96. DJU 04.

3.06. não mais prevalecendo. 1. p. art. A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação. Princípio da anterioridade.00. Imposto de Importação. Juiz Olindo Menezes.134). Alteração de alíquota. Pleno. DJU 22. Não se deve estender a exigência de lei complementar a hipótese não prevista na Constituição. para atender a finalidade pública. Juiz Ridalvo Costa. nos termos do § 1° do art. rel. inclusive ICMS e ISS se dá com o seu desembaraço aduaneiro no território nacional (art.05052103/CE.471/95. 3ª T.05.427/95 [revogado] e 1. Na mercadoria importada. O ato administrativo deve. rel.03. 2.. j. Tributário.01. § 1°. I.1998. a alteração de alíquotas no tocante ao Imposto de Importação.427/95 [revogado pelo Decreto 1. e não apenas ao Presidente da República. sem a observância ao princípio da anterioridade (art. Decs. Ausência de motivação. AMS 1997. 1.471/95]. § 1º). que instituiu sobretaxa..1998. Tributário.817-RJ e RE 192. Tributário.46994/PE.05. foi conferida ao Poder Executivo. DJU 12.1996.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Adicional. Imposto de Importação. Improvimento da apelação (TRF-1ª R. Imposto de Importação. artigo por artigo.02. INAMS 94. para ajustar a política cambial. CTN). Só a lei complementar pode fixar as condições e os limites permitidos ao Executivo. a jurisprudência condensada na Súmula 577 do Supremo Tribunal Federal (RE 193. j.. REO 95. I.026626-7/BA. É da própria essência da atividade administrativa.1998. 1. para alterar as alíquotas do Imposto de Importação. Juiz Ridalvo Costa. Constitucional. para que o Executivo possa alterar a alíquota do II (TRF-5ª R. j. que exige 49 .391/95 e 1. Argüição de inconstitucionalidade da Portaria 50/94. com a indicação objetiva das condições estabelecidas em lei (CF. CF). Decs. p. 4.. 46.03. ainda. A emissão da guia de importação não se confunde com o fato gerador do imposto sobre a importação de produtos estrangeiros (TRF-5ª R. a majoração de alíquotas. 153.1998. em face da Constituição de 1988. Inobservância dos limites e condições estabelecidos em lei complementar. Precedente do Tribunal (Argüição de Inconstitucionalidade na AMS 37. 18. p. é legítima a cobrança de ICMS por ocasião do despacho aduaneiro. 811). 153 da Constituição Federal. Não há inconstitucionalidade na cobrança do imposto. relator designado: Juiz Castro Meira). O Imposto de Importação é um tributo em que se permite.870/CE. 79). II.1996. dentro dos limites previstos em lei. a título de adicional de imposto de 34% sobre o valor das importações de tecidos artificiais e sintéticos originários da República da Coréia. DJU 04. 25. rel. 18. 153.03. 3ª T. estar necessariamente motivado. do Ministro da Fazenda. Fato gerador. 29.6309/SP).. Portaria 50/94.

Castro Meira.08. 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Veículos automotores. 73. AMS 96. Secex]. Decs.471. 1.471/95]. 366). rel. 3ª T. p. Fato gerador. j. Min. 4.142). Tributário. A declaração de importação – atual denominação da guia de importação -. feita por ocasião do desembaraço aduaneiro.03. artigo por artigo. Fato gerador. Maurício Corrêa.10. 17.02. de 1995. 3. Exige-se expressa motivação as resoluções do Conselho de Política Aduaneira. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. 108.427 [revogado] e 1.1997. 2. Res. Juiz Vladimir Passos de Freitas. Imposto de Importação.427/95 [revogados pelo Dec. Imposto de Importação. rel. DJU 16. Imposto de Importação. Fato gerador. Agravo regimental.1995. j. Veículos.. Ocorrência.471/95]. O momento da ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é o registro da declaração de importação.371). 1. Majoração da alíquota. Desembaraço aduaneiro. 1. o qual se inicia como registro da declaração de importação. Majoração de alíquota. Decs.. III. RE-AgR 252008/SP.08. DJU 01. portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo. 50 . Incidência do imposto com a alíquota majorada. Recurso especial conhecido e provido (STJ. p. rel. Honorários advocatícios fixados em 10% (dez por cento) sobre o valor da causa (TRF-4ª R. 1997. IV Apelação improvida (TRF-3ª R.04.2005. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. j.. não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão. DJU 25. Acórdão sintonizado com a jurisprudência do STJ e do STF. 2. O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro.427/95. 2ª T. Tributário. 1. rel. Legalidade.05. 1.2005. 137). DJU 10.. Impostos de Importação e Exportação.1995. 2.. Tributário. Juíza Ana Scartezzini. Conselho de Política Aduaneira [hoje..391/95 e 1. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec.08. Min.12. 22. Constitucional.427. Agravo regimental não provido (STF 2ª T.2000. Na hipótese o desembaraço ocorreu na vigência do Decreto 1. 03. Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal.05726/ SC. REsp 157162/SP. p. que abrange a base legal e os fatos que lhe deram origem.004067/SP. Súmula 97/TFR. p. inclusive ICMS e ISS agilidade e presteza. 08. AC 92. tendo em vista o fato gerador do tributo.09.2001. 1. Incidência.457/75. Verba honorária. 1ª T. j. Tributário. para a fixação de pauta de valor mínimo para a incidência de tributos. Agravo regimental em recurso extraordinário.

Importado. sendo válida.02.-lei 37/66). Majoração da alíquota. j. Dissídio jurisprudencial.. não exime o contribuinte de recolhêlo. 1. O fato gerador do tributo incidente sobre mercadorias importadas do exterior ocorre quando da sua entrada no território nacional e. Veículo. p. Apelação improvida (TRF-1ª R. Tributário. REsp 173492/PR... Imposto de Importação. nessa parte. 2ª T. Min. Aplicação de entendimento sumulado da Corte. DJU 09. Não se deve estender a exigência de lei complementar para hipótese não contemplada pela Constituição Federal. Caráter de extrafiscalidade. 1. 19. o fato gerador não ocorre no momento do embarque da mercadoria no exterior. DJU 21. 23 do Dec. Súmula 83/STJ. Agravo regimental improvido (STJ. AgRg no Ag 470904/RJ. CF/88 [rectius: § 1°]. Não padecem de ilegalidade os Decs. 2ª T. 15. 1. Fato gerador. rel.2002. 153. na hipótese de ser destinada a consumo. parágrafo único. Súmula 83/STJ. João Otávio de Noronha. da data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. 2. Recurso especial parcialmente conhecido e.471 e 1. rel. Art. 3.2006. Tributário e processo civil. não provido (STJ. Juiz Lindoval Marques de Brito. Alteração de alíquotas através de portaria 51 .490. Acórdão em harmonia com a jurisprudência dominante do STJ. Legalidade. Adicional do Imposto de Importação. A simples existência de ‘painel’ no âmbito do GATT. p. Constitucional e tributário. 2. portanto. Portaria ministerial. sob a forma de adicional de Imposto de Importação sobre o leite em pó. Lei complementar.2005. mas sim quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art. DJU 22.06. Leite em pó importado da Comunidade Econômica Européia .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.05. 2ª T. parágrafo único. 201). 153.CEE. Cuidando-se de importação de mercadoria para consumo. j. Tributário.427. Imposto de Importação. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ (Súmula 83 do STJ). 1.. Direito compensatório.02. 28. j. Francisco Peçanha Martins. AMS 9501014568/ BA. Min. Precedentes do STF 4. sendo irrelevante o regime fiscal vigente à data da emissão da guia de importação. de 1995. CF/88 [rectius: § 1°]). rel. 3. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência. p. inclusive ICMS e ISS Precedentes. oriundo da CEE. contestando a imposição do direito compensatório. A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação foi concedida ao Poder Executivo e não apenas ao Presidente da República.2005. a portaria ministerial correspondente (art.01. 300).2006. ‘Painel’ no âmbito do GATT.2001. artigo por artigo. de forma que alíquota vigente nesta data é a que deve ser aplicada para o cálculo da exação. 4).03. Recurso especial.

. no decorrer do exercício financeiro.343/94.2002. Secex]. Cabe ao Poder Executivo.1995.10. alterar as alíquotas do Imposto de Importação e tal conduta não importa em ofensa ao principio da legalidade tributária. Nos termos do art. 4°. 4°.343/94.10. desde que respeitados os limites legais. haja vista a sua função essencialmente extrafiscal. j. Legalidade. mediante ato do Poder Executivo. Imposto de Importação. permanecerão válidas até 31. artigo por artigo. concernente ao imposto de importação. 1. AMS 7220/RJ. aquelas que possuam prazo de validade determinado. que não tenham termo final. Resolução 01-0449/83. como é o caso da Portaria 314/94. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada da mercadoria no território nacional. o que possibilita a alteração de suas alíquotas. DJU 15. DJU 15.343/94 só alcança as mercadorias descritas na guia de importação 8194/2571-6. alterar as alíquotas do Imposto de Importação.343/94 [revogado pelo Dec.2002. 197). Apelação improvida. Interpretação do art. 2. 1. p. 6ª T. Juiz França Neto. Aplicação do art. as alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas em portarias ministeriais. 1°. estão sujeitas às alterações das alíquotas de importação introduzidas pelo art. 1. da Comissão de Política Aduaneira [hoje. Majoração de alíquota.03. 6ª T. desde que respeitados os limites legais. O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior. 150.767/95].. conforme constitucionalmente definido nos arts. 1. 4º do Dec. 1.. Invalidade. Inocorrência. 52 . Alteração de alíquotas através de portarias ministeriais. 200). é irrelevante a data da expedição da guia de importação para os efeitos de concretização do fato gerador. à unanimidade (TRF-2ª R. j. 1. O Imposto de Importação reveste-se de caráter extra-fiscal e por tal razão a sua arrecadação tem importância secundária. do Dec. Assim. Tributário. 17. a produção dos seus efeitos ocorrem já na vigência de nova regulamentação. Tributário. b. Assim. 17. rel. AMS 15544/RJ. inclusive ICMS e ISS ministerial. do Dec. e tal conduta não importa em ofensa ao princípio da legalidade tributária. Mandado de segurança. Irretroatividade. do Dec.09. à unanimidade (TRF-2ª R. Fato gerador que se configura após a publicação da portaria. Na hipótese de o fato gerador se concretizar após a publicação da Portaria 938/91. III.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Imposto de Importação. preponderando a finalidade da intervenção do Estado no domínio econômico. rel. Compete ao Poder Executivo.09. fato esse que se concretiza quando do registro da guia de importação junto à autoridade fiscal competente. Remessa necessária e apelação providas. § 1° da CF/88. 1. Juiz França Neto. 3. a exceção prevista no art. Ao contrário.2002.2002. p. 153..

mediante ato do 53 . 22. 22. da Lei 3...061370-8. da Lei 3. exige-se a realização de prévia audiência entre os interessados nas principais praças do país (art. Alteração de alíquotas. REOMS 89. Possibilidade.06.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 4°. uma vez que. a impetrante importou película plana para reprodução fotográfica. O Edital 1. Fato gerador. do Dec. 3.244/57.244/57 e art.01. O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior.. rel. para a alteração de alíquota de produtos não constantes do edital em questão. aumentou a alíquota do Imposto de Importação para todos os produtos classificados na posição 37. 6ª T. da Magna Carta.07. I..244/57). Milton Luiz Pereira.2006. 18.. inclusive ICMS e ISS § 1° e 153. Invalidade da Resolução 01-0449/83. TRF-3ª R. Fed. 3°. p. rel. 10. com indicação dos motivos que ensejaram a necessidade do aumento de alíquota. rel.. 2. Imposto de Importação. 6. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R.1999. Min. Mairan Maia j. Juíza Consuelo Yoshida. Precedentes (STJ. 4. 9. com fulcro no parágrafo único.06. Registro na repartição aduaneira. REsp 170050/SP.. § 1°. mediante a criação de um destaque ‘EX’ à posição 37. DJU 28. do art. Princípios da segurança jurídica e do direito adquirido. Função extrafiscal. v.2006. de 15% para 45%.04. 1. diante disso. rel.u. 22. 22. DJU 15. v.03. por falta de motivação. Garantias à livre iniciativa e ao livre exercício da atividade econômica. 3° e parágrafo único do art. da Lei 3. Decorrer do exercício financeiro. Para a alteração de alíquota de produto cujo nível tarifário venha a se revelar insuficiente ou excessivo ao adequado cumprimento dos objetivos da tarifa ou cuja produção interna for de interesse fundamental estimular (letras a e b. da Comissão de Política Aduaneira.1999. j. 5.99 da TAB. 8. 6ª T.2003. DJ 19.08. do Dec.02. 1ª T. AMS 138242/SP. 4°. Resp 40719/SP.-lei 63/66. do art. artigo por artigo. A Resolução 01-0449/83. Ofensa não caracterizada.1995. Ato do Poder Executivo. produto não constante do edital supracitado.2003).06. o ato administrativo deveria ser fundamentado.99 da TAB. Des. da mesma lei). 1ª T. DJ 30. o que possibilita a alteração de suas alíquotas. Min. da Comissão de Política Aduaneira. Demócrito Reinaldo. No caso vertente. A alteração de alíquota do Imposto de Importação pela Comissão de Política Aduaneira somente deve ocorrer dentro das hipóteses previstas no art.-lei 63/66). 08.042/82 convocou os interessados na discussão da alteração de alíquota do Imposto de Importação. Motivação e finalidade do ato.. STJ.u. 7. própria para a reprografia heliográfica. relativamente à película plana. Tributário.01. j. 622).03..03. A majoração de alíquota sem a prévia audiência aos interessados somente é possível quando ocorrerem motivos econômicos de ordem global (art. haja vista a sua função essencialmente extrafiscal. Declaração de importação.

Da mesma forma. conforme constitucionalmente definido nos arts. Juiz Fábio Prieto. 4. se não efetivado o respectivo registro da declaração de importação. considerando-se que tem o referido tributo natureza extrafiscal. 478).Nomenclatura Comum do Mercosul . rel. Juíza Consuelo Yoshida. 5. rel. 23 e 44. E.. 2. As normas instrumentalizadas em decreto têm precedência sobre aquelas veiculadas por meio de instruções ou resoluções ministeriais. para as importações de conversores catalíticos produzidos em país integrante do Mercosul.. DJU 30. 31. I. j. permitindo-se a alteração de suas alíquota conforme exija a política do comércio exterior.e.2005. artigo por artigo. A Constituição Federal faculta ‘ao Poder Executivo. p. 550/92 estipula o imposto aduaneiro. 1. com base em alíquota zero. que alterou o código NCM . do Dec. 2.01.-lei 37/66. 150. ou mesmo a data de desembarque desta no território nacional. é forçoso reconhecer que se mostram irrelevantes a data da celebração do negócio efetuado.2005.2005. AMS 176748/SP. 6. § 1°). Apelação improvida (TRF-3ª R.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. pois a alíquota do Imposto de Importação a ser aplicada é aquela referente à norma vigente no momento em que efetuado o registro da declaração de importação para o desembaraço das mercadorias na repartição alfandegária. III. da Magna Carta. STJ e 6ª Turma desta Corte. A eventual alteração da alíquota da referida exação.12. 3. b. deveria pressupor a existência de lei expressa. O Dec.. Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R. 14. 258). 19. por conseqüência. a alíquota do tributo. § 1°.2006. 6. no decorrer do exercício financeiro. 3. § 1° e 153. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei’. editada pela Câmara de Comércio Exterior. a data do embarque da mercadoria no país de origem. Precedentes do Excelso Pretório. não há que se falar em ofensa aos princípios da segurança jurídica e do direito adquirido. AG 211104/SP. p. 153. bem como de decreto presidencial correlato. 4. porquanto ainda não aperfeiçoado o nascimento da obrigação tributária em questão. a alteração das alíquotas do Imposto de Importação (art. 6ª T. Direito tributário. Interpretação sistemática do art. 7. Alíquota zero. inclusive ICMS e ISS Poder Executivo. por órgãos ministeriais. A Resolução 35.. não deve prevalecer. 5. 4ª R. Imposto de Importação: produtos oriundos de país integrante do Mercosul. de 18 de dezembro de 2002. Partindo-se dessa premissa. Inexistência de violação aos princípios da motivação e finalidade do ato e às garantias constitucionais do incentivo à livre iniciativa e livre exercício da atividade econômica.08. O momento determinante para ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é aquele em que efetivado o registro da respectiva declaração no órgão aduaneiro competente. 54 . j. DJU 27. do CTN e arts.11. sob pena de violação ao Sistema Tributário Nacional.

1. Processual civil.2003. rel.076039-0/PR. Alíquota. Dec. este último artigo alterando a redação do art.-lei 63/66.244/57. A respeito da matéria em apreço. A autorização legal para redução de alíquota é exercida pelo Executivo mediante procedimento em que se analisa a existência ou não de similar nacional. Majoração.471/95. Imposto de Importação. Ministro Moreira Alves. consoante se verifica no teor da ementa transcrita: ‘Imposto de Importação.602. j.01.376/97 (TRF-4ª R. 22. 5°. O Plenário desta Corte.11. Lei 3.. impende-se seguir a orientação firmada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal no bojo do RE 222330/CE.471. Alíquota majorada.244. 25. 2. simples autorização para que tal ocorra.-lei 37/66 estabelece o aspecto temporal da regra de incidência do Imposto de Importação como sendo a data do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira. 1.2006. não há como considerá-la como se fosse alíquota zero se havia outra alíquota vigente para o caso quando da ocorrência do fato gerador (TRF-4ª. Fato gerador. decidiu.-lei 1. DJU 05. o que é demonstrado pelo contribuinte interessado. sim. AC 1998. e se verifica a pertinência da medida para ajuste aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. No mesmo sentido.1999. AC 2004. datado de 20. O art.05.391/95 [revogado]. publicado no DJ 11. não estabelecem a redução de alíquota ou a isenção dos produtos sem similar nacional.10. trazendo. Fato gerador.04.01. Irrelevante na definição da lei tributária que incidiu sobre a operação de importação a data em que a impetrante havia firmado negócio jurídico com a empresa sediada no exterior. ao julgar o RE 225. 19 do CTN. inclusive ICMS e ISS Tributário. Por sua vez.1999. rel.427 e 1. Aspecto temporal. 3°. diferentemente do afirmado. 1ª T.04. Tributário. 23 do Dec.. em relação ao IPI. que majorarão a alíquota de importação. Registro da declaração. 55 . 615). Constitucionalidade dos Decs. 6° e 7° do Dec.-lei 37/66 e o art. 1. artigo por artigo.244/57. ambos de 1995.199/71. p. j.04. Embargos declaratórios. de 1957.. 2ª T. Imposto de Importação. DJU 10. 04. Imposto de Importação. Produto sem similar nacional. A Lei 3. 23 do Dec. no qual se declara a constitucionalidade dos decretos em comento. em seu art. Não há qualquer incompatibilidade entre o art.020401-0/RS. Ausente o ato normativo de redução da alíquota. Majorações da alíquota.2003. o art. por unanimidade de votos: Constitucional. Juiz Leandro Paulsen. estabelece as condições e os limites para alteração das alíquotas do Imposto de Importação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Juiz Leandro Paulsen. p. Decretos 1. 769). os arts. Legítima a tributação na alíquota majorada pelo Dec. rel.2006. 4° do Dec. Apreciação na via administrativa.427/95 [revogado] e 1. 4° da Lei 3.06.

assim determinar.2006. no art. Fato gerador do imposto de importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN. a Constituição excepcionou a regra inscrita no art. e não o seu embarque. as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação. 19). artigo por artigo.471/95. 153. em que se firmou a constitucionalidade dos Decs.03. 1ª T. inclusive ICMS e ISS Tributário. 1. consubstancia poder discricionário. § 1°. A lei das condições e de limites é lei ordinária. II. 22. III. merece ser prestigiado. 19 do Código Tributário Nacional. decisum este que.427 e 1. 1ª T. Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante j. mesmo sem eficácia erga omnes.2006. rel. § 1°.08. mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio. Súmula 4 do antigo TFR. por ato do Executivo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Apelação e remessa oficial providas (TRF-5ª R. CF art. 3.. Motivação. 150. III. 1. DJU 06.o importador ou quem a lei a ele equiparar. 1. AMS 63969/AL. Dela. A faculdade atribuída ao Poder Executivo para alterar alíquotas dos impostos com finalidade extrafiscal. j.105). III. II. a.091). IV O que a Constituição exige. Constitucional e tributário. Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei.09. 56 . nos termos do art. Contribuinte do imposto é: I . p. como. art. rel. Majorações da alíquota do Imposto de Importação. dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição.285.427/95 e 1. § 1°. No ponto. Art. No caso. majoração por ato do Executivo. 1.10. 19 do CTN. pelo que há de ser exercida sempre que seja necessária a alteração para ajustar o imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. 153. 2. Imposto de Importação: fato gerador. Assim. Recurso extraordinário conhecido e provido’. ambos de 1995. art. EDREO 5132001/CE. CF. 153. o decreto que alterou. Tributação extrafiscal. Embargos declaratórios acolhidos para dar provimento à remessa oficial (TRF-5ª.427/95 a decisão tomada no RE 224. o momento do fato gerador do imposto de importação é a entrada da mercadoria no território nacional. 23 do Dec.1999. Importação: alíquotas. 150. Essa orientação se aplica aos Decs. Imposto de Importação: alteração das alíquotas. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. aliás. Ato. De acordo com o art. já a aplicou ao Decreto 1.471.. da CF/88. a e art.1999. 14. é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador. porém. I. V RE conhecido e provido. Acompanha-se a orientação traçada pelo Pretório Excelso. divergiu o acórdão recorrido. expressamente. p. Compatibilidade do art. DJU 27.. 146. 25.-lei 37/66 com o art.

distinguem-se os solidários e os responsáveis por expressa designação. não sendo importador. assume a obrigação ex vi lege. 31) indica espécie sui generis de sujeito passivo que. - o arrematante de produtos apreendidos ou COMENTÁRIOS Contribuinte. Ao lado do contribuinte natural ou equiparado. Enquanto a solidariedade impõe mais um contribuinte. bem assim outras pessoas indicadas na legislação pertinente (art. 32. de tal forma que passa a ser tratado como se contribuinte fosse. São eles o transportador. O responsável designado não sofre indicação aleatoriamente e sim por estar vinculado ao contribuinte de alguma forma. parágrafo único.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Dec. sem exclusão do primeiro. inclusive ICMS e ISS II abandonados. 57 . na responsabilidade em sentido amplo pode haver ou não a exclusão do contribuinte. artigo por artigo. definido no mesmo diploma como sendo “aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitui o fato gerador da obrigação tributária respectiva”. Dec. 22 do CTN. Dentre os responsáveis. dentre outros. tais como o arrematante de mercadoria estrangeira leiloada. o cessionário. 32. a quem a lei impõe o gravame e. Responsável solidário é o adquirente ou cessionário de mercadoria com isenção ou redução fiscal. imputando-lhe a obrigação de pagar. Além do contribuinte indicado no art. mesmo não sendo importador. o Dec. ao mesmo se equipara. o qual responde juntamente com o contribuinte (art. o depositário.-lei 37/66).-lei 37/66 (art. há ainda o responsável tributário. o destinatário de mercadoria estrangeira remetida pelo correio e os adquirentes de bens nas localidades dos entrepostos aduaneiros.-lei 37/66).

Quebra. À palma de transporte de produtos a granel. mesmo como contribuinte equiparado. Dec.406/2002 .-lei 116/67.218. os síndicos da massa falida.08. Na hipótese. presumida a ausência de culpa do transportador. j. 102. Imposto de Importação. mantendo-se a quebra dentro do limite admitido como natural pelas autoridades fiscais.. Responsabilidade tributária.1. 104. 48. 3°. 2°). por quebra de peso da carga. não desonera o importador. a responsabilidade do arrematante. Tributário. 1. a negativa de vigência dos dispositivos focalizados. 322 do RI [redação anterior à Emenda Regimental 21/2007] e Súmula 291). Responsabilidade das empresas armadora e a fretadora do navio transportador. com a Emenda Constitucional nº 1/69]. 7. RE 112853/RS. Sydney Sanches. XI. 529. 30. os administradores de bens de terceiros.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. § 2°. 2. 103 e 104 do Código Comercial foram revogados pela Lei 10. Temas constitucional e legais não prequestionados (Súmulas 282 e 356) ou impertinentes à solução da causa.1987. Acórdão recorrido que condenou as rés ao pagamento do valor do prejuízo da importadora. artigo por artigo. responde o importador pelo que sobejar da dívida.1987. Dissídio com as súmulas e julgados paradigmas não caracterizado (art.lei 37/66 (arts. inclusive ICMS e ISS Exemplo de responsáveis em sentido amplo são os sucessores. p. Recurso extraordinário não conhecido (STF. Min. com alegação de negativa de vigência dos arts. do CPC. 6° e 9° e.562/78 (art. 582. inocorre a responsabilidade para o recolhimento do tributo na importação. se foi ele que deu início ao desembaraço aduaneiro.575). Recurso extraordinário da afretadora.6%). do Dec. 4°. Secretaria da Receita Federal. pois. os tabeliães e os sócios. e 169).06. 153. caso o preço do bem leiloado não cubra a dívida fiscal. da CF [CF/67. de dissídio com as Súmulas 261 e 535 e com outros julgados. não 58 . inocorrente. deduzido apenas o percentual correspondente à quebra natural (0. 102. 617 e 711 do Código Comercial [os arts. DJU 28. É interessante observar.Código Civil]. No caso. 103. 60. o inventariante. por exemplo. Lei 6. Instrução Normativa 12/76. parágrafo único. perante a destinatária (empresa importadora). 5°. 1ª T. rel. Transporte marítimo de produto a granel. que. Precedentes do STF. JURISPRUDÊNCIA Transporte marítimo internacional de granel sólido.

. p. Tributário. de logo. 26. rel. 10 a 12 da Lei 7. Min. Recurso especial prejudicado (STJ. Dec. também. 59 . 05. 135.1997. art. Papel jornal off set.172/SP. DJU 10.1995. AC 042449/ RS.a saúde pública e o patrimônio . DJU 08.-lei 37/66. rel. DJU 20. p.08. Se a importação foi isenta. 1ª T.11. e com a expedição do laudo técnico atestando o perfeito estado dos bens internados. Responsabilidade pela falta ou avaria da mercadoria transportada.1998. II. Tributário. exigiria a prova de que se houve o agente marítimo com excesso de poder ou infração à lei. 2.09.305). estranho ao fato gerador do Imposto de Importação (Dec. Transporte. Imposto de Importação.04. As violações apontadas dos arts. 2ª T. Greve do serviço público. 12. DJU 31.59). empregado. 1. do CTN). rel. 3. Min. Recurso prejudicado. Com o cumprimento do dever de ofício da autoridade coatora. mandatário ou comissionário transportador. j. Desembaraço aduaneiro pendente de despacho do agente de Ministério da Agricultura. Min. somente o excesso poderá ser tributado.restaram devidamente protegidos nas instâncias ordinárias.1995.05. Juiz Vladimir Passos de Freitas. Recurso especial não conhecido (STJ. II. por força do art.. Adhemar Maciel.08. não se tenha como exigível o pagamento do tributo. o transportador não pode ser responsabilizado por tributo. I. 1ª T. 15. Tendo em vista que os direitos materiais tutelados . Transporte marítimo.. 135. nem utilidade a justificar a interposição do presente recurso especial. REsp 38499/RJ. artigo por artigo. A imputação de responsabilidade. restando inobservado o requisito recursal do prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do STF). j. II. do CTN. Importação de mercadorias sujeitas a perecimento. REsp 143. p. descabendo o pagamento da indenização cogitada no parágrafo único. j.2000). as mesmas razões que justificam o reconhecimento da dispensa da multa conduzem a conclusão lógica de que. 2ª T.1998.. não há necessidade. sendo representante do armador. Omissão a ser reparada pelo Poder Judiciário.783/89 não foram objeto de análise no tribunal de origem. REsp 132624/SP. Recurso provido (STJ. Milton Luiz Pereira. Eliana Calmon.08. rel. O agente marítimo não é representante.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. em caso de avaria ou falta de mercadorias (TRF-4ª R. Regime de isenção. inclusive ICMS e ISS superando a quebra os 5% previstos como naturais. o mandado de segurança impetrado no primeiro grau perdeu objeto.-lei 37/66). 60. Na falta superior ao percentual aludido. Agente marítimo (art.05. 72.1997..650). se fosse o caso. Mandado de segurança. responsável pela fiscalização sanitária das mercadorias objeto de importação. III.2000. j. 12. 3.

04. Recursos improvidos (TRF-1ª R. Dec. Tributário. REO 93.06. Súmula 192 do ex-TFR. 14.1997.17. por via marítima. Depósito. Juiz Leite Soares. DJU 20. 2. Apelação conhecida. O agente marítimo. j. A responsabilidade pelo tributo nessa hipótese é do transportador..05. 39. Processual e tributário. 1. por isso.1993. rel. Fato gerador. e 41. inclusive ICMS e ISS Tributário. Recurso improvido (TRF . 06. Não se ressente de fundamentos a apelação que se limita a reportar-se aos termos de sua contestação. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R. 60. Falta de mercadoria. A responsabilidade pelo recolhimento dos tributos relativos a falta de mercadoria importada é inerente ao importador ou ao transportador da mercadoria (TRF-4ª R.10. quando no exercício das suas atribuições (Súmula 192 do TFR). 1°.12.1993.01. 29. 3ª T.. Tributário. as faltas não superiores a cinco por cento excluem a responsabilidade do transportador quanto à multa. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. DJU 20. Juiz José Fernando Camargo.4ª R. Juíza Eliana Calmon.1994.25606-1/BA. Fato gerador. Correção monetária. Falta de mercadoria importada. 4ª T. j. AC 90. 2.10328/RS. p. Responsabilidade do transportador. Imposto de Importação. Responsabilidade tributária. parágrafo único. não pode ser demandado em nome próprio. 4ª T. Imposto de Importação. arts.j. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. Nos casos de mercadorias importadas do exterior a granel.. sendo o agente apenas representante que.1993. p. artigo por artigo.531)..1991. 2ª T. Mercadoria a granel. Importação. Inaplicabilidade. Agente marítimo. Imposto de Importação. III..-lei 37.759). Consolidou-se entendimento jurisprudencial no sentido de não ser o agente marítimo considerado como responsável tributário.17780-8/DF. Tributário. Não 60 . Súmula 192/TFR. 1.05.1997. Falta de mercadoria.07. Responsabilidade fiscal do agente marítimo. Sentença confirmada. Dec.04.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.086). II. 42. 1. 26. 57. rel. rel. Juiz Volkmer de Castilho. DJU 30. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias.847).. 2.-lei 37.. Extravio. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias. não é considerável tributário. AC 0424689/PR. O agente marítimo.01.1991.-lei 37/66. 11. Responsabilidade. verificada pela autoridade aduaneira. j. de-1966 (Súmula 192 do TFR). não é considerado responsável tributário. rel. Agentes marítimos. p.. mas não com relação ao Imposto de Importação.09. AC 90. de 1966 (Súmula 192/TFR). DJU 11.-lei 37/66. p.

Min.091991. Agente marítimo. 19. DJU 20.166-7). 05. j. DJU 05. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec..05. não é considerado responsável tributário. que se operou.03.1991. Tributário.041306/SP. nos termos do art. Recurso voluntário e remessa oficial improvidos (TRF-3ª R. art. Recurso especial a que se nega provimento (STJ. 332). rel. nesse caso. na importação de mercadorias a granel. VI. Caracteriza-se a ilegitimidade de parte do agente marítimo na execução fiscal. Ocorre a nulidade do procedimento administrativo quando não é o transportador devidamente identificado como sujeito passivo da obrigação tributária. REsp 223836/RS. Embargos a execução fiscal.] inciso II. Recurso voluntário e remessa oficial improvidos. 1ª T.-lei 37. p. segundo a qual ‘o agente marítimo.2005.09. 121. pelo que é legítima a exigência do tributo do responsável tributário. Agente marítimo.04.1996. p. exerce este as suas funções próprias. quando. Imposto de Importação.999). III. 3ª T. DJU 24. j. artigo por artigo. p. Imposto de importação. Não identificação com sujeito passivo na obrigação tributária no auto de infração e no procedimento administrativo o real contribuinte. Decadência operada. João Otávio de Noronha. Decadência do direito da União para constituir seu crédito em face do transportador. Verba honorária devida pela embargante carecedora. rel. AC 94.07. II. V.. 2. na data em que a autoridade fiscal tomou conhecimento da falta da mercadoria. Juiz Castro Meira j. 1. Inexistência de responsabilidade tributária. [parágrafo único. Mercadoria importada a granel. 61 . 12. inclusive ICMS e ISS se aplica o entendimento sumulado quando o agente marítimo assina termo de responsabilidade equiparando-se ao transportador marítimo. Não se beneficia da isenção do Imposto de Importação a mercadoria extraviada. de 1966’. vez que o auto de infração fora lavrado em face do agente marítimo e em nenhum momento do procedimento administrativo de qualquer decisão deste.. 51. Princípio da reserva legal.. Aperfeiçoa-se o fato gerador.09. Honorários advocatícios mantidos a favor dos embargantes. Termo de compromisso. e mantida a favor do transporte. Nulidade absoluta do procedimento administrativo. Aplicação do princípio da reserva legal.. do CTN. Tributário. rel.09618/PE. Dec. AC 91. Juiz Baptista Pereira. 2ª T. Transportador. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias. Aplicação da Súmula 192/TFR. 22. Apelações e remessa improvidas (TRF-5ª R.1996.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. IV. Responsabilidade tributária inexistente. O termo de compromisso firmado por agente marítimo não tem o condão de atribuirlhe responsabilidade tributária.2005.06. I. 3. 12.-lei 37/66.

Ocorrência do fato gerador. 1ª T. Assim.05. 156). 1. Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento). Juiz Reis Friede. não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto. Inaplicáveis.10. Mercadoria isenta. 46). parágrafo único. Inversão da sucumbência.2003. 4. 3. Apelação improvida (TRF-2ª R. Resp 20315/RJ. 41.08. rel. Min. Mercadoria importada a granel. AC 133478/RJ. arts.. com a entrada no território nacional da mercadoria que constar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira. do Dec. Art. nos termos precisos do parágrafo único. inclusive ICMS e ISS Tributário. porque a mesma não conseguiu comprovar ser a mercadoria estrangeira contemplada pelo benefício isencional. 2.2003. do Código Tributário Nacional e arts. presumida a ausência de responsabilidade do transportador. Recurso especial provido. 3. Responsabilidade tributária. 1°. DJU 08. 1. Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete. 62 .-lei 37/66. Dec. José Delgado. na responsabilidade tributária da transportadora.. Extravio de mercadoria estrangeira. do Dec. Ademais. 28. torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’. o extravio da mercadoria estrangeira importa. seja ela oriunda de lei. Não obstante o fato gerador do Imposto de Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional.-lei 37/66. j. rel. A autoraembargante não conseguiu comprovar estar a mercadoria estrangeira extraviada contemplada por qualquer isenção fiscal. Compatibilidade.1999.1999. 04. Inversão do ônus da sucumbência (STJ. ele apenas se aperfeiçoa com o registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e. Responsabilidade pelo pagamento do Imposto de Importação da transportadora.-lei 37/66. III e 60. 1° e 23.. embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento). do Dec. sobretudo. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção. p. 2ª T. artigo por artigo. à espécie. 19. Tributário. 1°].05. III e 60. DJU 02. A simples alegação de inexistência de guia de importação não importa no reconhecimento de que a mercadoria extraviada esteja contemplada por qualquer isenção alusiva ao Imposto de Importação. j.-lei 37/66 [rectius: § 2° do art. 41. os preceitos dos arts. p. Imposto de Importação. parágrafo único. necessariamente.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. seja a mesma oriunda de Tratado Internacional. 2. do art. Recurso especial a que se dá provimento.

pelo qual se exige o pagamento do Imposto de Importação. Agente marítimo. sendo grãos. rel. terem parte da carga perdida durante a carga e a descarga. do extinto Tribunal Federal de Recursos. artigo por artigo. na conferência aduaneiro. Sentença modificada apenas em parte. E várias são as razões para que não se faça a tributação. conforme já delimitado pela a Súmula 192. Tributário. 2ª T. nada mais justo então de exonerá-lo não só da multa quanto do tributo respectivo. mesmo tendo assumido obrigações. com a assinatura do Termo de Responsabilidade. por isso se pode afirmar que não ocorrerá o fato gerador do tributo.. no caso de líquido. Discute-se o direito à anulação do crédito tributário.. não haverá nacionalização ou aproveitamento do bem pelo importador. dentre outros. não se terá produto a desembaraçar e 63 . 4. Mercadoria a granel. p. por isso restou estabelecida uma margem para exonerar o responsável tributário de ônus. 84). ainda. para diminuir o percentual dos honorários (TRF-2ª R.-lei 37. ainda quando apurada a falta ou a diminuição do peso da mercadoria. sob pena de estar o Fisco tributando bem inexistente. em virtude de falta de mercadoria importada a granel decorrente de quebra. Imposto de Importação.02. por ocasião do desembaraço do bem. Perda natural.04. Os bens trazidos a granel não são acondicionados adequadamente em embalagens. O Imposto de Importação é devido pelo seu total. Mas não se pode atribuir a responsabilidade pelo pagamento ao agente marítimo.2003. como responsável tributária. 1.2002. DJU 05. em face da agência marítima. a não ser quando caracterizada a sua qualificação de depositário. nos termo do inciso II do art. De acordo com os precedentes jurisprudenciais. Responsabilidade tributária. Imposto de Importação. como a do transporte de bens a granel. pois considerado ocorrente o fato gerador. na qualidade de agente marítimo. pois não se equipara ao transportador nem ao contribuinte do imposto. em que as quebras são inevitáveis (IN/SRF 95/84). Agente marítimo e transportador. 17. a mercadoria sequer ingressará no território nacional. à evaporação ou ao vazamento do produto. por quebra natural. inclusive ICMS e ISS Tributário. há hipóteses. 3. Conforme estabelecido pelas Instruções Normativas da Secretaria da Receita Federal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. dessa forma. e. não deverá responder por eventuais débitos decorrentes da importação. a autora. Indevido. AC 265663/ES. 2. sujeitarem-se ao ressecamento ou à umidade. não haverá o que ser tributado. para o agenciamento do transporte das mercadorias. j. em virtude dessa perda. estão sujeitos às intempéries e podem. Juiz Guilherme Couto. Nas hipóteses de perda da mercadoria. Quebra de mercadoria. Súmula 192 do extinto TFR. aplicável na espécie. Ação anulatória. Milho transportado a granel. Ilegitimidade ad causam. por manter vínculo contratual com este. Aduaneiro. 32 do Dec.

Pensar de forma contrária. Fato gerador do Imposto de Importação. p. A responsabilidade tributária implicará na conjugação de várias situações. alterando-se as causas determinantes da suspensão. vindo a ocorrer a avaria ou extravio dos bens. As situações de avaria ou o extravio são previstas expressamente pelo Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. AC 63465. 1. 2ª T. Inocorrência. portanto. enquanto a redução é norma imperativa. A isenção. 4. ou seja. inclusive ICMS e ISS conseqüentemente a tributar. cujos bens importados enquadravam-se na alíquota zero. Mercadoria importada. rel. Precedentes. 468 do mesmo Regulamento). em virtude de extravio ou avaria. passando a responsabilidade a terceira pessoa. Sustenta a autora tratar-se de produtos sujeitos à alíquota zero. ao qual se obrigou o importador. AC 175713/SP. objetivamente considerado. O ponto nodal da questão refere-se à ocorrência ou não do fato gerador do Imposto de Importação.. Extravio. consistente na exigência do Imposto de Importação e respectiva multa. 5. Tributário. caso ocorresse. ter sido extraviada ou avariada e quem lhe deu causa. destinam-se a identificar o responsável e apurar o crédito tributário dele exigível (art. nas formas dos artigos 478 a 485 do Regulamento Aduaneiro.. de suspensão dos impostos ou de sua redução de alíquota. 515). conforme admitido pela sentença. 467. 8. 6. conferida aos produtos importados. in casu para zero.2007. fazendo nascer tal obrigação fiscal. mesmo estando as mercadorias isentas. Precedentes do STJ. Aduaneiro. Anulatória de débito.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. faria o Fisco nascer uma alíquota não contemplada legalmente. Sucumbência. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R. rel. Discute-se o direito à anulação de crédito tributário. não admitida por este instituto. 64 . Alíquota zero. Apelação e remessa oficial não providas (TRF-3ª R. Responsabilidade do transportador. equivaleria à transmutação de uma isenção objetiva para uma subjetiva. pois é instituída em função do fato. 7. não se admitindo outra alíquota que não a indicada. não haveria a obrigação tributária diante da importação com redução de impostos. sobre bens extraviados sob a guarda da autora.. dentre elas a de entrar o bem no território nacional para o consumo.543/2002]. A suspensão dos impostos resolver-se-á quando ocorrer o acontecimento futuro e certo.2007. mantendo-se a suspensão dos tributos até a sua implementação. seria de caráter objetivo. A avaria ou extravio do bem não pode modificar os critérios de outorga de isenção. 12. 3. DJU 19. cujas ocorrências. 2. imputado à autora em face do extravio ocorrido em bem que transportou. todo transportador seria o responsável pelo pagamento de impostos. Da mesma forma. enquanto para a redução dos tributos.04. no caso da suspensão dos impostos. 4. artigo por artigo. j. 6. insertas no art. 5. haveria a transferência do sujeito obrigado.04. Juiz Eliana Marcelo. 9.

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Juíza Eliana Marcelo, j. 15.03.2007, DJU 22.03.2007, p. 464). Imposto de Importação. Mercadoria avariada. Sujeito passivo. Transportador. 1. É o transportador o sujeito passivo do Imposto de Importação incidente sobre a mercadoria importada, tendo em vista a assunção da responsabilidade de transportador o bem, documentalmente. 2. Irrelevante o fato de a mercadoria ter sido transportada por caminhão de outra transportadora. 3. O fato gerador do imposto de importação se dá com a entrada da mercadoria importada em território nacional. A avaria da mercadoria não afasta ocorrência do fato gerador (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200070030036965/PR, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 18.06.2003, DJU 09.07.2003, p. 251). Tributário. Importação de produto industrializado. IPI e Imposto de Importação. Isenção subjetiva. Locação do bem antes de decorridos cinco anos. Responsabilidade solidária. Juros de mora. Termo inicial. Decisão administrativa. I. Quando a isenção for vinculada à qualidade do importador, a locação do bem, antes de decorridos cinco anos da efetiva importação, obriga ao prévio pagamento do imposto, a teor do art. 137 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Dec. 91.030/85 [revogado pelo Dec. 4.543/2002]. II. É responsável solidária a pessoa que tenha interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal, nos termos do art. 124, I, do CTN. III. Existindo a solidariedade, o Fisco tem total liberdade para escolher de quem cobrar, podendo, pois, dirigir as suas ações contra todos ou apenas um dos devedores. IV. Uma vez que o julgamento definitivo no âmbito administrativo foi no sentido de reconhecer o não cabimento de acréscimos moratórios antes da decisão da lide, por não estar ainda definitivamente constituído o crédito tributário, não pode o julgador agravar a situação do contribuinte, para fixar como termo inicial para a incidência de juros moratórios a data do vencimento do crédito tributário. V Apelação parcialmente provida (TRF-5ª R., 3ª T., AC 350912/PE, j. 02.06.2005, DJU 30.06.2005, p. 655). Tributário. Responsabilidade tributária. Importação. Mercadoria importada. Perfumes. Adquirente de boa-fé. 1. O adquirente de boa-fé da mercadoria estrangeira, possuidor da regular nota fiscal, não pode ser apenado com a perda do produto, se verificado pelo Fisco que a mercadoria não foi regularmente importada, porquanto não possui o comprador a obrigação legal de exigir do comerciante vendedor a prova documental do regular ingresso do bem no território nacional, obrigação, esta sim, do Poder Público. Precedentes desta Corte e do STJ (q.v. verbi gratia: AMS
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1997.01.000367534, publicado em 13.11.2003). 2. Remessa oficial não provida (TRF-5ª R., 8ª T., REOMS 200442000022149/RR, rel. Juiz Carlos Fernando Mathias, j. 07.11.2006, DJU 04.12.2006, p. 202). Tributário. Imposto de Importação. Responsabilidade por substituição do transportador. Dec.-lei 37/66, art. 60, parágrafo único. Não configuração no caso de inexigibilidade do tributo na operação. I. Isenção e imunidade não se confundem; enquanto esta consubstancia hipótese de incompetência tributária, aquela impede a constituição do crédito fiscal. II. A diferença ontológica entre isenção e imunidade não tem o condão de afastar a exegese construída sobre o parágrafo único do art. 60 do Dec.-lei 37/66, que cuida da responsabilidade do transportador por tributos que deixaram de ser recolhidos em decorrência de dano, avaria ou extravio. III. O transportador não é responsável por substituição no caso de dano, avaria ou extravio de mercadorias quando o tributo não seja devido na operação em razão de hipótese de imunidade, não incidência, suspensão, exclusão ou extinção do crédito tributário. IV Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R., 2ª T., AC 19990100032763/MG, rel. Juíza Vera Carla Nelson de Oliveira Cruz, j. 16.04.2002, DJU 16.05.2002, p. 108).

Seção II Imposto sobre a exportação Art. 23. O imposto, de competência da União, sobre a exportação, nacional. COMENTÁRIOS Finalidade. O imposto incidente sobre bens e produtos nacionais ou nacionalizados, quando destinados ao estrangeiro, tem como fato gerador a saída do território nacional, considerando esta saída no momento em que é expedida a guia de exportação ou documento equivalente. Adotou-se este momento como o da ocorrência do fato gerador por questão de praticidade.
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para

o

estrangeiro,

de

produtos

nacionais

ou

nacionalizados tem como fato gerador a saída destes do território

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É um imposto federal, de competência da União, inovação esta oriunda da Emenda Constitucional nº 18/65, porquanto a Carta de 46 atribuía aos Estados-membros a instituição do imposto em realce. A atual competência federal da exação é muito mais lógica e adequada à natureza jurídica do imposto, de índole nitidamente extrafiscal, regulatório do comércio exterior. É utilizado, algumas vezes, para evitar o desabastecimento do mercado interno, quando atraentes os preços do exterior. Pelo caráter extrafiscal do imposto e pelo fato de ser importante para o equilíbrio da balança comercial, tem baixíssima alíquota. Como fonte de receita é a exação despicienda, mas funciona como instrumento da política tributária, não se lhe aplicando, por isso mesmo, o principio da anterioridade. Entretanto, diferentemente do Imposto de Importação, tem sido este imposto altamente criticado, por onerar os bens de produção nacional no mercado externo. Fato gerador. É a saída material do produto nacional ou nacionalizado para outro País, qualquer que seja o objetivo da remessa, independentemente do negócio jurídico que motivou a saída, seja compra e venda, doação ou empréstimo. O momento da ocorrência do fato gerador é o da expedição da guia de exportação ou documento equivalente, conforme estabelece o Dec.-lei 1.578/77, no particular bem mais explícito do que o CTN, haja vista o teor do § 1° do art. 1°, verbis: “Considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da Guia de Exportação ou documento equivalente”.

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As exportações podem ser diretas e indiretas. como o Imposto de Importação. Possui institutos próprios. cuja expedição de guia é uma mera providência burocrática. na prática. 139). 68 . portanto. a fim de facilitar. Observe-se que aqui há profunda diferença do imposto coirmão. mas também a subdividida em acondicionamentos no país” (Direito Tributário Brasileiro. mas também a nacionalizada. podendo ser as mesmas especificas e ad valorem. Atente-se quanto ao fato de que não só a mercadoria nacional é passível de incidência do imposto. Direta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda endereçada diretamente ao destinatário no exterior. uma ficção legal como fato gerador. Por isso mesmo remete-se o leitor ao que foi dito quanto aos entrepostos aduaneiros e regimes especiais. É um imposto indireto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o Imposto de Importação. Tipo de imposto. proporcional e seletivo em função do objeto submetido à tributação. ed. com base em contrato. 10. entendendo-se como tal a mercadoria estrangeira que no país sofreu transformação. inclusive ICMS e ISS Temos. 1985. beneficiamento ou acondicionamento e foi reexportada (regime de drawback). “nacionalizada é não só a mercadoria de origem estrangeira aqui transformada ou beneficiada. Os mesmos conceitos examinados para o Imposto de Importação servem de subsídio para a compreensão das alíquotas deste imposto.. p. a cobrança do imposto. artigo por artigo. Para Aliomar Baleeiro.

a exportação será considerada indireta para o fabricante e direta para o interveniente exportador. RE 223. A Turma. está querendo dizer que é qualquer empresa exportadora que pratica atos de comércio de exportação. a Turma deu provimento a recurso extraordinário para reformar acórdão do TRF da 5ª Região que afastara a exigência do Imposto de Exportação em operação relativa à venda de açúcar previsto nas Resoluções 2. citados: 227. Nesta hipótese.136/94 .que estabeleciam alíquotas de 10% e 2%. cujo registro de venda.2001.-lei 1. Segundo Vittorio Cassone. sem fazer expressa referência ao Dec. salientando que o registro de venda não substitui o registro de exportação. quando a legislação tributária fala em “empresa comercial exportadora”. Tributário. respectivamente. Min. Alteração de alíquota. efetivados 16.106/PE ( DJU 28. Imposto de Exportação.10. que por sua vez emitirá nota fiscal de venda endereçada ao comprador estrangeiro. artigo por artigo. que funciona como interveniente comercial.796/PE.Siscomex. fora feito anteriormente à edição das referidas normas. entendido como fato gerador pelo Tribunal a quo. nos contratos de exportação de açúcar -.Considerando que o fato gerador do Imposto de Exportação ocorre no momento em que é feito o registro de exportação junto ao Sistema Integrado de Comércio Exterior . vendendo para empresa situada no exterior. inclusive ICMS e ISS Indireta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda (com o fim específico de exportação) para destinatário comprador no Brasil. rel.04.112/94 [revogada] e 2.2000). O fato gerador do Imposto de Exportação é o registro 69 entendeu os pela de incidência das mencionadas Precedentes resoluções RE porquanto as mesmas foram editadas anteriormente ao momento em que registros exportação. Ellen Gracie. .248/72 ou a trading companies. JURISPRUDÊNCIA Nota: Imposto de Exportação e fato gerador . I.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

Resoluções do CMN 2.. rel. Medida Provisória 655/94. 08. II. 1.1991. artigo por artigo.10.06. Juiz Gilson Dipp.. 3. surge para o exportador o direito de ver seu produto tributado nas bases da legislação então vigente. constitucionalmente assegurados. 3ª T.. Fato gerador.543/2002]. Segurança concedida. AG 03033329. 661/92 [revogado pelo Dec. Majoração. O elemento temporal do fato gerador foi o da expedição da Guia de Exportação ou qualquer documento que à mesma equivalesse segundo a administração fiscal. não tem o condão de contrariar o que a norma legal define como hipótese de incidência do imposto sobre a 70 . A aplicação de ato normativo. Se a cobrança do imposto se deu com base na Resolução 2. Bacen [revogada]. contrariou o comando da Medida Provisória 655/94 [a Medida Provisória 655/94 transformou-se na Lei 9.1996. Registro de venda junto ao Siscomex. rel. 1° do Dec. 2. 04.. 2. Irretroatividade tributária. já que revogou a delação constante no § 2° do art. que atribuiu somente ao chefe do Poder Executivo relacionar produto sujeito ao imposto. Apelação desprovida (TRF-4ª R.-lei 1. Granito em bruto. MS 00547727/PE. Direito intertemporal. 101. Segurança concedida (TRF-5ª R. rel. 1° do Dec. Por conseguinte. Imposto de Exportação. Tributário.1997.543/2002]. 22.112/94.07.-lei 1.1997. Res.06. 4. Segurança jurídica. 1.112/94.112/94 [revogada] e 2. consoante o § 1°. Ao legislador. Dec. Direito tributário. j. DJU 28. Açúcar. dentre as etapas da exportação. Ação ordinária anulatória de débito fiscal. DJU 25. Ocorrido o fato gerador.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Apelação não conhecida e remessa ex officio improvida (TRF-3ª R.873). AC 0403282/RS. 44. Imposto de Exportação. é lícito instituir formas divorciadas da realidade material.578/77. não importando que o embarque se dê somente após a alteração da alíquota. Tributário. editado posteriormente ao registro junto ao Siscomex das operações relativas a exportação. fere o direito adquirido e o princípio da irretroatividade. Negócio jurídico anteriormente firmado.578/77.019/95]. p. que modificou o art..1991).11. 4. III. inclusive ICMS e ISS informatizado das operações de exportação no Siscomex. imbuído de critério político.725). p. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec.1996. Fato gerador. do art. Alíquota.05. Direito adquirido.136/94. Juiz Newton de Lucca j. que juridicamente não acontece quando da contratação do embarque nem do desembarque. 6°. do Decreto 660/92. a lei elegeu a expedição da guia para marcar a saída do produto exportado. j. DJU 10. 4. 2. Juiz Francisco Falcão. Pleno. Atente-se para que o art. Imposto de importação de açúcar. 4ª T.

Irretroatividade.1995. Fato gerador.10. Juiz José Maria Lucena.1997. j. 10. À época do fato gerador incidia alíquota zero. j. Juiz Francisco Falcão. rel. rel. artigo por artigo. O Dec. REO 95.. Imposto de Exportação. Remessa oficial improvida (TRF-5ª R. § 1°. Impossível a retroatividade desses diplomas normativos para alcançar as operações de exportação já registradas. 05. Imposto de Exportação. Constitucional e tributário. Imposto de Exportação. A impetrante teve seus registros de exportação efetivados em 26. tal como definido no art.136. Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário. Não conhecimento da apelação da Fazenda e improvimento da remessa oficial (TRF-5ª R. Exportação. O fato gerador do Imposto de Exportação. AMS 0444922/RS.-lei 1... 3ª T.112/94 [revogada] e 2.Siscomex. 65.112/94 [revogada] e 2. § 1°. Constitucional. Fato gerador. p. p. Irretroatividade.136/94 do Banco Central do Brasil.052051/PE. 83.08.1997. rel. Tributário. do Dec. em seu art..08. Erro material. Resoluções 2. REO 49689/PE. Sistema Integrado de Comércio Exterior . Fato gerador. DJU 1°. DJU 20. j.136/94. rel Juiz Geraldo Apoliano j.112 e 2.49689/PE. DJU 10.1994.1995. que considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da guia de exportação ou documento equivalente: 3.05. 26.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2.235).10.10. 1. 26. 5.1995. infringe o princípio da irretroatividade da lei tributária a cobrança do Imposto de Exportação nas alíquotas de 10% (dez por cento) ou 2% (dois por cento).. rel. 26. ao instante da edição das Resoluções 2. j. 3ª T. Registro no Sistema Integrado de Comércio Exterior Siscomex.1996.05. inclusive ICMS e ISS exportação (TRF-4ª R.112/94 [revogada] e 2. Controvérsia acerca da existência de distinção entre Registro de Venda e 71 .1995.04. A demora da Administração Pública para expedir o registro de venda não pode prejudicar o contribuinte que se ateve às diretrizes dos planos governamentais para efetuar os seus negócios jurídicos. que majoraram a alíquota do tributo. 1ª T. Demora da Administração Pública. 30. Inexistência.831). 4.-lei 1. 11. de 1994. Precedentes jurisprudenciais desta Colenda Corte: AMS 49552/PE. AMS 50202/AL. Impossibilidade de prejuízo ao contribuinte.09.1996..05.08. Juiz Gilson Dipp. 12. j.006). é a expedição da guia de exportação ou documento equivalente. 1°. AMS 95. Tributário. 1°. antes da vigência das resoluções que majoraram a alíquota do Imposto de Exportação. Ocorrência antes da edição das Resoluções 2. Precedentes. Resolução Bacen 2.578/77 estabelece.578/77. Encontrando-se registrados na Siscomex os contratos negociados com o exterior.1995.136/94. p. Juiz Ridalvo Costa.

Impossível. 1°. O fato gerador do Imposto de Exportação sobre o açúcar ocorre com o registro de vendas no Siscomex e. a criação de obrigação tributária por interpretação jurisprudencial.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. José Delgado. esta deve ser aplicada. Diante da inexistência de fato gerador. 1° e 7°.. 2ª T. em nosso regime legal tributário. DJU 23.03. regime drawback. Fato gerador. 25. j. art..2003. 6. Recurso especial não-provido (STJ.05. Tributário. rel.280/2005]. 60. Os arts. nos termos do Dec. Impossibilidade.10. rel.2003. Exportação temporária.069/95.03. REsp 432839/SC. ainda. artigo por artigo. j. Tributário. quem são os sujeitos ativos e passivos. da Lei 6. Erro material. Inexistência. Taxa de classificação de produtos vegetais. ou seja. p. Lei 9.2003. Maurício Corrêa. expressando. Envio de equipamento ao exterior. não determinam a incidência da taxa de classificação dos produtos vegetais quando destinados à importação sob o. 03. O Dec. DJU 24. DJU 29. p. 1. Constitucionalidade. 1.2002. Dec.927/2002]).08.06. Homenagem ao princípio da legalidade.-lei 37/66. 132). 2ª T.-lei 37/66. 26). Imposto de Exportação Açúcar. Incidência.972/2000]. j. 1ª T. 2. Imposto de Exportação.2002. Não incidência na importação de produtos sob regime de drawback. Portaria 393/95. 2. Tributário. em seu art. Juiz Hilton Queiroz. Circular Bacen 2.. Apelação e remessa oficial a que se nega provimento (TRF-1ª R. Fato gerador.597/95 [revogada pela Circular 3. impondo os elementos do seu fato gerador.2003.-lei 1.09. Embargos de declaração rejeitados (STF. 1. unicamente.163/95 [revogada pela Resolução 2. j. quando ocorre comercialização interna de produtos vegetais.02. AMS 199901000505276/MG. Juiz João Otávio de Noronha. Recurso não provido (STJ.305/75. 5.281). 1.2006. 21.72 . Precedentes. REsp 382494/PR.578/77. p. institui a referida taxa. 13. inclusive ICMS e ISS Registro de Exportação. 4ª T. Registro de vendas no Siscomex durante vigência da resolução do Bacen. verificando-se este durante a vigência da resolução que majorou a alíquota do imposto (Resolução do Banco Central 2. rel. Dec.305/75. Min. rel. Tributário. não há falar na incidência de tributos sobre operação enquadrada no regime de exportação temporária. DJU 15. 99). Tributos e contribuições. Fato gerador. Min. A Lei 6. destinados à futura exportação.305/85 [revogada pela lei 9. 3. Inexistência.. 2.2006. RE-AgR-ED 234954/AL.. Só há tributo exigível quando existe lei que expressamente o declare. p. 4. da sua base imponível e da alíquota devida. Lei 6.

Agravo de instrumento provido (TRF-5ª R. o nascimento da obrigação tributária.quando a alíquota seja específica. ou seu similar. 3ª T. 3. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec.2002. 6ª T. em uma venda em condições de livre concorrência. rel. 347). O direito fundamental do particular. 03. rel. Longe de prejudicar a cobrança do Imposto de Exportação. a averbação contribui para legitimar sua exigibilidade. não pode ser obstado por exigências administrativas tendentes a exigir direta ou indiretamente o pagamento do tributo devido. Art. § 1°. o preço normal que o produto. A base de cálculo do imposto é: I .10. j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.954). em qualquer caso. STF A oneração em milhões do exportador autoriza o julgador a liberar a mercadoria impedida de ser exportada no caso presente. devendo ser afastada alegação de inexistência de norma válida instituidora do tributo. artigo por artigo.2002. A averbação é o ato final do despacho de exportação e consiste na confirmação.10. Juiz Paulo Machado Cordeiro. 73 .597/95. 153. REOMS 173653/SP. não havendo óbice ao exercício dessa competência pelo Conselho Monetário Nacional. 23. da Constituição Federal. conforme disposto no art. 24. Precedentes do Eg. 4. alcançaria.. DJU 23.. recepcionado pela Constituição Federal. p. de desenvolver livremente sua atividade econômica. descreve todos os elementos do Imposto de Exportação.10. Tributário e administrativo. p. tendo conteúdo prevalentemente declarativo. pela fiscalização aduaneira. 2.11. II .543/2002]. tampouco à sua delegação ao Banco Central do Brasil. portanto. ambos órgãos do Poder Executivo. DJU 29.. ao tempo da exportação. portanto. Cobrança indireta do tributo. inclusive ICMS e ISS lei 1. sendo.2002.578/77. j. válida a majoração da alíquota efetuada pela Circular Bacen 2. este o momento a ser considerado para a verificação da legislação aplicável. não importando o momento do registro da venda junto ao Siscomex (TRF-1ª.2002. sendo. Juiz Mairan Maia. do embarque ou da transposição de fronteira da mercadoria. Averbação de embarque. AG 31752/PE.quando a alíquota seja ad valorem. Imposto de Exportação. O fato gerador do imposto configura-se com o registro da exportação no Siscomex. ao reconhecer a efetiva ocorrência do fato gerador e confirmar. A alteração da alíquota do Imposto de Exportação pelo Poder Executivo encontra-se prevista no art. a unidade de medida adotada pela lei tributária.

colocado a bordo do veículo que irá transportá-la para o exterior. 74 . sujeitando-se inclusive às flutuações das Bolsas de Mercadoria. como já explicitado. como preço normal o valor à vista do produto. então. cabe ao Conselho Monetário Nacional expedir normas sobre a determinação da base de cálculo do imposto e fixar critérios específicos ou pauta de valor mínimo. Ela é elaborada pelo Conselho Monetário Nacional. Considera-se. nas vendas efetuadas a prazo superior aos correntes no mercado internacional. FOB é a abreviatura de free on board. artigo por artigo. Daí a pouquíssima jurisprudência dos Tribunais Superiores sobre o imposto em destaque. COMENTÁRIOS Base de cálculo. o preço da mercadoria mais frete e seguro. O disposto no parágrafo único objetiva reduzir o preço do produto. não ensejando questionamentos judiciais freqüentes.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. FOB ou posto na fronteira. ou seja. deduzidos os tributos diretamente incidentes sobre a operação de exportação e. Como os preços oscilam em função do mercado externo. inclusive ICMS e ISS Parágrafo único. A base de cálculo que indica o preço normal deve observar as normas da Organização Mundial do Comércio. considerase a entrega como efetuada no porto ou lugar da saída do produto. O Imposto de Exportação não tem importância fiscal e sim política. Aspectos relevantes. o custo do financiamento. A pauta de valor mínimo só se faz pertinente quando o produto for de difícil apuração ou sofrer marcantes oscilações no mercado internacional. geralmente não passam da esfera dos Tribunais Regionais Federais. dele excluindo-se os custos da exportação e do financiamento. Para os efeitos do inciso II. E quando é o Judiciário chamado a dirimir contendas em torno da exação.

. ICM. especialmente o preço das mercadorias.1994.1993.269). AGAG 145172/SP. Exportação de café cru. ADCT) (STF. artigo por artigo. AGRAG 153549/SP. como previsto no art. como os demais impostos. JURISPRUDÊNCIA “O exportador adquire o direito de transferência de crédito do ICMS quando realiza a exportação do produto e não ao estocar a matériaprima” (STJ – Súmula 129)..-lei 406/68. Sepúlveda Pertence. Exclusão da base de cálculo do montante da cota de contribuição devida ao IBC (Dec. 13. Paulo Brossard. Tributário. 11 do Convenio ICMS 66/88 declarada pelo Supremo Tribunal no RE 149. Inconstitucionalidade do art. recebido pela Constituição. pode ter lançamento de oficio. Base de cálculo. ICMS.09. Min. Afinal. 1ª T. pelos exportadores de café cru. 24.11. A quota de contribuição devida ao IBC. 34.06. rel.922. o valor constante da fatura comercial é mera indicação por não se constituir em base de cálculo. 149 do CTN. mas o Fisco tem a faculdade de recusar qualquer dos elementos dessa declaração. 2°. Exportação de café cru. p. Agravo regimental. inclusive ICMS e ISS Geralmente as controvérsias judiciais versam sobre base de cálculo ou isenção.04.1994. acrescente-se que o Imposto de Exportação. j. Min. § 8°. não comportando comentários em um trabalho de âmbito geral.844). geralmente. O certo é que obedecem elas a razões de conveniência e oportunidade da Administração. Agravo regimental a que se nega provimento (STF.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Contribuição devida ao IBC. § 5°.1994. Exclusão. DJU 03. j. 75 . 2ª T. As quotas isencionais são episódicas e circunstanciais. mas a outorga só por lei pode ser feita. por força do art. 12. art. por declaração do exportador. não se inclui na base imponível do ICMS. O lançamento é feito. p. DJU 16. rel. 30. Por fim.

Violação do devido processo. 2. por motivos conjunturais. por não integrar o valor líquido faturado. Mandado de segurança. REsp 73949/RJ. Base de cálculo. p. 5. j. Tributário. Processual civil e administrativo. rel. artigo por artigo. 1. porém. rel. 15. de chegar-se ao exame do mérito. objetivando a congruência lógica entre as situações postas e as decisões administrativas (TRF-4ª R.04.000 toneladas métricas de açúcar para o exterior pelos períodos de 95/96 e 96/97. 1ª T. se mostrou desarrazoada e altamente ruinosa para a empresa. ainda que legalmente alterada. Imposto de Exportação. firmou contratos para atingir seu objetivo. sobre o valor líquido faturado sobre ela não pode incidir o ICM.05.1996. Fatos complexos.. A pena de perdimento não é aplicável quando há desproporcionalidade entre o valor da mercadoria apreendida e o valor do veículo que a transportava.865). se acham provados com a inicial. Autorização governamental para exportação de açúcar para o exterior. a impetrante já havia obtido autorização para exportar 400. Min. em 76 . Não se nega ao Executivo o direito. Tributário. Pena de perdimento. de alterar a alíquota do Imposto de Exportação (CF. Alteração exacerbada da alíquota do imposto. provados com a inicial: existência de direito líquido e certo. p. Possibilidade. A nova alíquota (40%). César Asfor Rocha. Assim. Min. Precedente. Garcia Vieira. e até o dever. A quantia relativa ao Imposto de Exportação. Necessidade de respeito a autorização empenhada por períodos certos e determinados. 153.1995. 7. A quantia correspondente ao Imposto de Exportação não integra o valor da mercadoria. A desproporcionalidade da sanção imposta restou evidente ante a inexistência de Imposto de Exportação a pagar. bem como pela inexistência de benefício patrimonial a ser auferido.536). não se inclui na base de cálculo do ICMS devido na exportação de café em grão. 01.12. Recurso improvido (STJ. DJU 18. Segurança concedida. DJU 04. dentro das condições da época (alíquota de 2%). em decorrência. Recurso provido (STJ. em seu aspecto substantivo. afetando ruinosamente os contratos firmados anteriormente pela impetrante. Não inclusão do Imposto de Exportação. 1ª T. No caso concreto. tem o impetrante a condição especial da ação de mandado de segurança: o direito líquido e certo. inclusive ICMS e ISS ICM. Exportação de café em grão. Razoabilidade. Desproporcionalidade. II e § 1°). Juiz Wellington Mendes de Almeida). REO 0438009/RS.. ICMS. Afastamento do empeço de exame de mérito. 3. Violação do devido processo. j. Aplicação do princípio da razoabilidade. II. suficientes para o desate da testilha.03.1992. rel.. Base de cálculo. Se os fatos. art. I. REsp 19610/SP.1992.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

Base de cálculo.1990. Quota de contribuição ao IBC.02.17103-1/DF. j.-lei 1.1998.1989. rel. DJU 12. Tributário. 11. Exportação de café. Quota de contribuição devida ao IBC.12. Comprovado que a documentação legal (notas fiscais. Apelo improvido. 12. Sentença confirmada (TRF-1ª R. MS 4772/DF. 166 do CTN. 3. Contrariedade do acórdão rescindendo a entendimento sumulado no âmbito dos Tribunais Superiores. apresenta-se ilegal a apreensão e declaração de perdimento. inviabiliza a pena de perdimento.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Por outro lado. rel.01.03. Art. Auto de infração. Repercussão. REsp 511036/MG. Mandado de segurança. Min. 19. Insubsistência. artigo por artigo. 15. p. Recurso especial. rel. Exportação de mercadoria isencional. p. Min. 4). Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no art. guia de exportação) foram apresentadas pelas exportadoras.08.01398-3/DF. capaz de ensejar a aplicação do Dec.03. Mostra-se ilegal a lavratura de auto de infração e termo de apreensão e guarda fiscal quando a operação de exportação de mercadoria isenta embasa-se em documentação regular. III. 2°.2007. DJU 27. Exportação de café. j. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido. Desnecessidade. eventual divergência havida no 77 . 1. Operação regular. 1. DJU 06. j. Recurso especial. 1.3. Tributário. ICMS. Processual civil e tributário. do Dec. Sendo isentas de impostos os bens a serem exportados não se configura dano ao erário. 06. j. 2.1990).. ICMS.-lei 406/68 decisão que determina o acréscimo do valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias. João Otávio de Noronha. 2.1997. Recurso especial provido (STJ. Juiz Fernando Gonçalves. Mercadoria isenta. inclusive ICMS e ISS seu aspecto substantivo. 2ª T. Ação rescisória. Pacificada a interpretação de determinada norma jurídica pelos Tribunais Superiores. AMS 89.11.04. Cabimento. 244). 1ª Seção.1990. 1. Exportação. Base de cálculo. em decorrência da isenção. REO 89. 2. Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações.045)..01.2007.. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional. § 8°.08. p. Depósito das mercadorias em vagões ferroviários. Segurança concedida (STJ. Remessa improvida (TRF-1ª R. Juíza Eliana Calmon. DJU 06. a ausência de dano ao erário. Prova da repercussão. rel. Súmula 49/STJ.455/76. Adhemar Maciel.

§ 2°.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS âmbito dos Tribunais de instância inferior não tem o condão de obstar a ação rescisória ajuizada com espeque no art. além de ser a compensação uma forma de extinção da obrigação tributária examinável na esfera administrativa. 149. são excluídas da imunidade definida no art. invocando-se as Súmulas 134 . 3.-lei 406/68 a decisão que determina que se acrescente o valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias.assegurar a inteireza positiva. Eliana Calmon.TFR e 343 – STF. 02. AMS 200538000209924/ MG. 4. antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial’ (art.. ao Judiciário compete declarar o direito a essa compensação em sede de mandado de segurança (Súmula 213/STJ). depois. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido. § 2°. REsp 427814/MG.09.158-35/2001). 2. j. I. Tributário. 5°. não se afigura razoável possam os juizes de instância ordinária fazer tabula rasa das suas súmulas para. 8ª T.2005. DJU 07. 2° do Dec. 485. 2. § 2°. rel. Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no disposto no § 8° do art. I. 5. artigo por artigo. objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo. Receitas. V. o recurso especial. Apelação e remessa tida como interposta parcialmente providas (TRF-1ª R. 4. I e 6°. Min. respectivamente). I) e regulamentada pelas Leis 10.637/2002 e 10.03. PIS e COFINS. ‘É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo. 1. ontologicamente. propicia ao Superior Tribunal de Justiça transcendendo o interesse subjetivo das partes . Não havendo na Constituição ou em quaisquer outros dispositivos infra-constitucionais definição de quais receitas decorrentes da exportação. e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações. 149. CTN). relativamente às receitas decorrentes de exportações previstas no art. foi alçada a imunidade constitucional pela EC nº 33/2001 (art. 9° da Lei 9. de natureza extraordinária. CF). I. 2ª T.. do CPC. A isenção do PIS e da COFINS. 149. Inteligência do art. pois. p. 5. 170-A.833/2002 (arts. 78 . Recurso especial conhecido e provido para julgar procedente o pedido objeto da ação rescisória (STJ. mesmo aquelas provenientes de variação cambial verificada no curso da exportação não podem ser consideradas como base de cálculo do PIS e da COFINS. Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional.. 192). rel. obstar a rescisão dos respectivos julgados invocando o enunciado das Súmulas 134-TFR e 343-STF 3.718/98. 14 da MP 1. Variação cambial.858-6/1999 (atual MP 2.2004. Se. Imunidade (art. a autoridade e a uniformidade de interpretação do direito federal infraconstitucional. Exportação. Inaplicabilidade do entendimento 271 das súmulas do STF.

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Juiz Carlos Fernando 30.03.2007, p. 108).

Mathias,

j.

06.02.2007,

DJU

Tributário. Quota de contribuição do café. Dec.-lei 2.295/86. Incompatibilidade com a CF/88. Correção monetária. Honorários advocatícios. 1. A quota de contribuição do café foi instituída por ato administrativo, revigorado pelo Dec.-lei 2.295/86, não lhe definindo fato gerador e o sujeito passivo da obrigação tributária e delegando à autoridade administrativa a fixação de sua base de cálculo, matéria evidentemente sob reserva legal. 2. Em face dos expressos termos do art. 25, inciso I, do ADCT, o Dec.-lei 2.295/86 não foi recepcionado pela Constituição vigente, restando indevido o recolhimento da quota de contribuição incidente na exportação de café. Precedente: RE 191.044, rel. Min. Carlos Velloso, DJ 31.10.1997; e AMS 90.03.037596-8/SP Des. Fed. Marli Ferreira, DJ 22.11.1995, p. 80.893. 3. O Pretório Excelso, no acórdão paradigma que consolidou o entendimento daquela Corte (RE 191.044), consignou que ainda que se defenda a possível recepção da referida contribuição pela Constituição vigente, certo é que o seu valor, então fixado pelo Presidente do extinto IBC, não o foi, por força do princípio da legalidade a que se sujeita a sua instituição e majoração, nos termos dos arts. 159, I e 149 da CF/88. Uma vez destituída de valor, a contribuição seria inexistente. Por outro lado, caso houvesse disposição acerca da alíquota da exação, aí sim, incidiria a regra insculpida no art. 25, inciso I do ADCT, ou seja, a delegação para uma eventual alteração de alíquota, desde que obedecidos limites e condições estabelecidos, teria vigência até 5 de abril de 1989, data em que, à míngua de lei que regulasse sua prorrogação, revogar-se-ia pelo referido art. 25.4. Muito embora requerido na inicial a especificação de índices de correção monetária, essa matéria deverá ser agitada em sede de liquidação de sentença. 5. Reduzidos os honorários advocatícios para R$ 5.000,00 (cinco mil reais), considerando o montante a ser devolvido, e ainda os balizamentos traçados pelo art. 20, § 4° do CPC, bem como os precedentes desta Turma. 6. Apelação parcialmente provida (TRF-3ª R. 6ª T., AC 289547/SP, rel. Juíza Marli Ferreira, j. 10.03.2004, DJU 11.05.2004, p. 266). Tributário. Mandado de segurança. CSSL. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exclusão de receitas decorrentes da exportação. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da CF/88. 1. É pacífico o entendimento dos Tribunais pátrios acerca da inviabilidade de excluir-se da base de cálculo da CSLL as receitas decorrentes de exportação, pois a alteração trazida pela Emenda Constitucional nº 33 refere-se às contribuições que tenham por base de cálculo a receita, e não o lucro. 2. Às contribuições ao PIS e COFINS aplica-se a regra de
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imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, devendo ser excluídas de suas bases de cálculo as receitas decorrentes de exportações. Idêntico tratamento deve ser conferido à variação cambial positiva originada de contratos de exportação e outras verbas vinculadas à atividade exportadora (crédito sobre saque de exportação, crédito presumido de IPI instituído pela Lei 9.363/96), pois, do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200272030015380/SC, rel. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 13.12.2006, DJU 30.04.2007). Tributário. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exportação. Receitas financeiras oriundas de variações cambiais positivas. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal. IPI. Crédito presumido. Lei 9.393. 1. A imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda Constitucional nº 33/2001, abarca as contribuições sociais que incidem sobre o faturamento ou receita, decorrente de operação de exportação, bem como a variação cambial destes valores. 2. Os créditos de IPI sobre matéria-prima, produtos intermediários e material de embalagem, previstos na Lei 9.363/96, não podem constitui receita tributável pelo PIS e pela COFINS quando derivados de operações de exportação. Do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante, pois o benefício fiscal comporia a base de cálculo das contribuições (TRF-4ª R., 1ª T., AC 200471070074584/RS, rel, Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 07.02.2007, DJU 21.02.2007). Mandado de segurança. Compensação tributária. Súmula 213 do STJ. Art. 515, § 3° do CPC. Vendas á Zona Franca de Manaus. Inclusão na base de cálculo do crédito presumido de IPI às exportações. Possibilidade. Equiparação às vendas para o exterior. Art. 40 do ADCT. Leis 9.363/96 e 10.276/2001. 1. Cabível a utilização do mandamus para se obter o reconhecimento do direito à compensação de tributos, a teor do enunciado da Súmula 213 do STJ. 2. Tendo em vista a Lei 10.352/2001 ter acrescentado o § 3° ao art. 515 do CPC, possibilitou-se ao Tribunal o julgamento de processo extinto em primeiro grau sem julgamento de mérito. 3. A teor dos arts. 4° do Dec.-lei 288/67 e 40 do ADCT, para efeitos fiscais, a exportação de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus equivale a uma exportação de produto brasileiro para o estrangeiro. Precedentes do C. STJ. 4. Havendo equiparação dos produtos destinados à Zona Franca de Manaus com aqueles exportados para o exterior, as receitas das vendas efetuadas a tal área, por serem equivalentes a operações de exportação, podem ser incluídas no cálculo do crédito
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presumido de IPI previsto nas Leis 9.363/96 e 10.276/2001 (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200372010029997/SC, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 01.06.2005, DJU 20.07.2005, p. 403).

Art. 25. A lei pode adotar como base de cálculo a parcela do valor ou do preço, referidos no artigo anterior, excedente de valor básico, fixado de acordo com os critérios e dentro dos limites por ela estabelecidos. COMENTÁRIOS Em se tratando de um imposto extra-fiscal, e ligado à política internacional, sensível às oscilações do câmbio e das bolsas de mercadorias internacionais, não se estranha que o CTN tenha autorizado a abandonar-se o preço real, adotando valores fixados por critérios exóticos, fora dos parâmetros normais, para assim obter-se a base de cálculo. A excepcionalidade, entretanto, não está ao arbítrio da autoridade fiscal, porque devem ser estabelecidas em lei não somente as hipóteses em que se aceita o afastamento do preço real, mas também os critérios e limites previamente ajustados. Na prática é a medida altamente polêmica e encontra resistência quanto à aceitação, muito embora sirva de incentivo às exportações. Art. 26. O Poder Executivo pode, nas condições e nos limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto, afim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. COMENTÁRIOS Tudo que se disse em relação ao art. 21, referente ao Imposto de Importação, que, como o de Exportação, não observa o princípio da não-surpresa, serve para o entendimento deste art. 26.
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A lei ordinária atual não cogita de alíquota específica. 27. inclusive ICMS e ISS Aliás. em relação ao Imposto de Exportação temos o Conselho Monetário Nacional. em última análise. por qualquer meio.578/77.-lei 1. seja ou não comerciante. como estabelece o art. seja ela acompanhada ou desacompanhada. 21 e 26 é absolutamente igual. É. ou a leva consigo.716/98). aquele que despacha a mercadoria para remessa ao estrangeiro. porque a Constituição Federal de 1988 só outorgou ao Executivo a atribuição de alterar as alíquotas do imposto e não a sua base de cálculo. A alíquota máxima não pode ultrapassar o percentual de 150% (cento e cinqüenta por cento). A diferença que se pode destacar está no órgão incumbido de administrar as normas. É comum o uso da alíquota zero. 3°). ou fato gerador.-lei 1.-lei 1. a redação dos arts. ou a leva consigo para fora do País. 3°. porque o dever de tributar está na norma e não na hipótese de incidência. parágrafo único do Dec.578/77 (com redação dada pela Lei 9. 82 . Art. chamada de isenção atípica. artigo por artigo. Enquanto no Imposto de Importação tem-se o Secex. 26. COMENTÁRIOS Definição. no percentual de 30% (Dec. 8° do Dec. art. O contribuinte do Imposto de Exportação é aquele que expede a mercadoria. inclusive no que toca à parcial revogação do art. Contribuinte do imposto é o exportador ou quem a lei a ele equiparar. adotando a alíquota ad valorem.578/77).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. mas aplica-se as restrições nos valores estabelecidos para o Imposto de Importação quanto à exação em destaque (art. Advirta-se que não há incidência quanto à bagagem.

art. Art. o que não ocorre com a isenção. a lei poderá criar um Fundo para subvencionar exportações e produção quando o preço 83 . igualmente. A alíquota zero é extremamente útil pela mobilidade que tem o Executivo. artigo por artigo. § 2°. ainda. devendo-se seguir o que está no artigo em comento. Na CF/88. °. não há previsões. basta a verificação da necessidade de barrar a exportação para ser ordenada a subida da alíquota zero. o disposto no art. 28 do CTN. Observe-se que a alíquota zero funciona dentro da presunção de que é o produto tributado. inclusive ICMS e ISS Assim.578/77 (art. 7. ou seja.578/77 é pesadíssimo (100% do valor do tributo) e também vai compor a reserva. assumindo importância. A receita líquida do imposto destina-se à formação de reservas monetárias. que o valor das multas impostas por força do Dec. com a Emenda Constitucional nº 18. cuja instituição ou revogação dependem de lei. A CF/67 não continha a previsão da anterior. Segundo o Dec. 28. na forma da lei. o produto da arrecadação do imposto em destaque formará reserva a crédito do Banco Central do Brasil. a título de exemplo. Segundo Aliomar Baleeiro. cuja aplicação ficará a critério do Conselho Monetário Nacional. é obrigatória a reserva monetária ou cambial.-lei 1. Acrescente-se. portanto. 9°).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Na CF/46 a receita do Imposto de Exportação formava reservas cambiais . COMENTÁRIOS Reserva monetária.-lei 1.

A elevação de preços. ou a necessidade de garantir o abastecimento do mercado interno. 19. como definida no art. ou desestimulando as exportações. assim entendida a venda do produto ao público. 4. p. não compensador para os produtos nacionais (Direito Tributário Brasileiro. inclusive ICMS e ISS internacional se apresentar gravoso. 137). como definida no art. Capítulo V IMPOSTOS ESPECIAIS Seção I Imposto sobre operações relativas a combustíveis. Forense.a produção. lubrificantes. energia elétrica e minerais do País tem como fato gerador: I . a energia elétrica considera-se produto industrializado. de produtos brasileiros exportáveis. isto é. 84 .a circulação. lubrificantes. III . em benefício do consumidor nacional. ed. II . IV . 74. artigo por artigo. § 1° Para os efeitos deste imposto.a importação. de competência da União. 46 e seu parágrafo único.a distribuição. retirando o excesso de remuneração.o consumo. sobre operações relativas a combustíveis. 52.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. energia elétrica e minerais do País Art. como definida no art.. V . assim entendida a colocação do produto no estabelecimento consumidor ou em local de venda ao público. O imposto.

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§ 2° O imposto incide, uma só vez, sobre uma das operações previstas em cada inciso deste artigo, como dispuser a lei, e exclui quaisquer outros tributos, sejam quais forem sua natureza ou competência, incidentes sobre aquelas operações. Art. relativamente: I - ao Imposto sobre Produtos Industrializados, quando a incidência seja sobre a produção ou sobre o consumo; II ao Imposto sobre a Importação, quando a 75. A lei observará o disposto neste título

incidência seja sobre essa operação; III distribuição. COMENTÁRIOS O imposto tratado nestes artigos, conhecido como Imposto Único, não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988 como de competência da União. Caminhando o Brasil pela utopia do imposto único, instituiu o Imposto Único sobre Minerais no Código de Minas, de 23.06.1934, passando pelo Dec. 24.673, de 11.07.1934, até o Dec.-lei 1.985, de 29.01.1940, o Código de Minas (alterado pelo Dec.-lei 227/67). Surgiu, depois, o Imposto Único sobre Lubrificantes, ao Imposto sobre Operações Relativas à

Circulação de Mercadorias, quando a incidência seja sobre a

Combustíveis e Energia Elétrica. A experiência do imposto único não foi boa, reclamando os Estados e Municípios da divisão da receita e não poucas vezes levando a controvérsia à Justiça.

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Com a CF/88, cuja preocupação primeira foi repartir da melhor forma o bolo formado com a receita tributária, a tributação sobre energia elétrica, serviços de telecomunicações, combustíveis e minerais passou aos Estados e ao Distrito Federal, com o ICMS (art. 155, § 3°, CF). Assim, remetemos o interessado aos comentários em torno do ICMS. Seção II Impostos extraordinários Art. 76. Na iminência ou no caso de guerra externa, a União pode instituir, temporariamente, impostos extraordinário compreendidos ou não entre os referidos nesta Lei, suprimidos, gradativamente, no prazo máximo de 5 (cinco) anos, contados da celebração da paz. COMENTÁRIOS A atual Constituição Federal de 1988 manteve a tradição inaugurada com a Carta de 1946, prevendo a instituição, pela União, dos impostos especiais (art. 154, II, CF). Diante da excepcionalidade, o legislador constitucional deixou em aberto a previsão quanto ao fato gerador da exação, admitindo que se eleja fato gerador de outro imposto. Também tem este imposto, como característica, a

temporariedade, eis que prevista a sua extinção gradual. Roque Carrazza, assim como Aliomar Baleeiro, consideram uma demasia o texto do art. 76 do CTN, ao estabelecer o prazo de cinco anos para a extinção do imposto extraordinário, quando não há limite de tempo no texto constitucional.

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Embora só possam ser instituídos ou aumentados por lei, devido à excepcionalidade, não estão os impostos extraordinários sujeitos ao princípio da anterioridade ou da não-surpresa (art. 150, § 1°, CF). TÍTULO IV TAXAS Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia; ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. [...]. COMENTÁRIOS Conceito. As espécies do gênero tributo são impostos, taxas e contribuição de melhoria. Diferentemente dos impostos, cuja característica marcante é a desvinculação da receita a uma finalidade determinada, a taxa é o tributo vinculado por excelência, isto é, só é devido pelo contribuinte se houver contraprestação por parte do ente estatal que a houver instituído. A palavra taxa é imprecisa, porque na linguagem jurídica pode significar preço público ou contraprestação por um serviço. Daí a preocupação do direito pretoriano em estabelecer a diferença dos institutos, o que ensejou a edição da Súmula 545 do Supremo Tribunal Federal assim redigida:
Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente daqueles, são compulsórias, e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que as instituiu.

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Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

O verbete transcrito está em sintonia quase absoluta com a legislação atual, devendo-se o quase à consagração do princípio da anualidade (prévia autorização orçamentária), não mais existente. Segundo Aliomar Baleeiro,
Taxa é o tributo cobrado de alguém que se utiliza de serviço público especial e divisível, de caráter administrativo ou jurisdicional, ou o tem à sua disposição, e ainda quando provoca em seu benefício, ou por ato seu, despesas especiais dos cofres públicos (Direito Tributário Brasileiro, 4. ed., Forense).

A Constituição Federal de 1988, no art. 145, II, dá o conceito de taxa como sendo o tributo instituído pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, em razão do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. Pelo conceito constitucional, a taxa existe para custear um serviço público ou em razão do exercício do poder de polícia. Entretanto, diante dos limites constitucionais para a criação de taxas, o legislador constitucional derivado criou, pela Emenda Constitucional nº 39, de 19 de dezembro de 2002, a chamada taxa de iluminação, no art. 149-A, ao outorgar aos Municípios e ao Distrito Federal o poder de instituir o que chamou de contribuição para custeio do serviço de iluminação pública, a ser cobrada na fatura de consumo de energia elétrica. A emenda constitucional foi uma resposta dada à firme posição do Supremo Tribunal Federal em não aceitar a cobrança, por parte dos Municípios, das taxas de iluminação pública, entendendo tratar-se de um serviço indivisível, que maculava a sua natureza jurídica. Não demoraram os Municípios, com a autorização da EC nº 39/2002, a instituírem as novas modalidades tributárias, cuja cobrança tem ensejado centenas, senão milhares de decisões em seu desfavor,
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rel. não podendo. prestado a todos. os seguintes julgados. Quando o serviço público é geral. artigo por artigo.2003.2005.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. e sim pelas receitas derivadas dos impostos.02. precisa ser um serviço específico e divisível.min. Min. Min.07. Mas o serviço prestado pelo poder público. Suspensão de Tutela Antecipada 28/SP. conforme publicação no DJ 23. mesmo que não seja essencial. os pleitos têm obtido êxito. Nas instâncias ordinárias.046.03. rel. Gilmar Mendes. dentre outros: Ação Cautelar 876/MG. Reclamação 3. AI 462. o Parlamento e o próprio STF. AI 422.08. suspendeu os efeitos de liminar mandamental na Suspensão de Segurança 1. No STF. Min. DJ 09. liminares ou cautelares são sistematicamente suspensas nos tribunais superiores. para dizer que é serviço público aquele prestado sob a égide da lei.08.2004. não poupam os juristas de ácidas críticas o Governo. beneficiando pessoas indeterminadas. Gilmar Mendes. DJ 13.317/RJ. Daí distinguirem-se as taxas de serviço e as taxas de polícia. Gilmar Mendes. no mesmo sentido. inclusive ICMS e ISS inclusive via ação direta de inconstitucionalidade e ações civis públicas patrocinadas pelo Ministério Público. rel.377. Nelson Jobim. Min. 89 . ou seja. No STJ.06.299.2005. DJ 21. DJ 01. indistintamente. rel. DJ 05. mas as decisões em tutela antecipada. Doutrinariamente. rel. o Ministro Nilson Naves.2005. registram-se.2004. como Presidente da Corte. ser serviço prestado por empresa privada. para ser estipendiado por taxa. O outro aspecto em destaque é que o serviço prestado ou posto à disposição é sempre estatal. não podem ser tais serviços custeados por taxas. portanto. Nelson Jobim. Para a caracterização do que seja serviço público recorre-se à natureza jurídica do regime jurídico que o rege.

ou seja. pode ter alíquota zero. Taxa e preço. o exercício de atividade fiscalizadora que impõe limites ao exercício dos direitos individuais. posto à disposição um determinado número de pessoas.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Por fim. Em São Paulo. Além dos serviços. e que seria perfeitamente estipendiado por uma taxa de serviço. A taxa. com o cuidado para que não haja desvio da vinculação absoluta de sua receita ao serviço específico. artigo por artigo. questionou-se quanto à constitucionalidade de um serviço de transporte coletivo gratuito. Observe-se que só o poder de polícia específico é passível de estipêndio por meio de taxas. ser bancado pelo Estado com a receita dos impostos. Politicamente pode ser questionado. mensurável. enquanto a utilização pode ser facultativa. para utilização individual e. mas doutrinariamente nega-se a inconstitucionalidade. como vimos. segundo noticia Roque Carrazza. pago com a receita do IPTU. ou seja. direcionada a um número determinado de pessoas que estão obrigadas à mesma. 90 . tem por fato gerador uma prestação estatal efetiva ou potencial. a prestação do serviço prevista em lei há de ser obrigatória para o Estado. pode ser estipendiado por taxas o poder de polícia. inclusive ICMS e ISS Os serviços específicos ou singulares são prestados a um número determinado de pessoas. Questão que se coloca como de importância é saber se um serviço publico específico e divisível. por isso mesmo. E mesmo assim exige-se que seja divisível e mensurável. Trata-se de restrição ou limitação coercitiva exercida pelo Estado.

inclusive ICMS e ISS Aproxima-se ela e muito se confunde com o preço ou tarifa. porquanto não há. que estabelece a fronteira entre a taxa e o preço. não se tem dúvida.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a receita a ela vinculada é um preço. A dificuldade surge em relação aos serviços. não e compulsória e tem por mola propulsora o pagamento. Entretanto. Se a remuneração é pelo uso de um bem público. taxa de uso. temos preço e não taxa. de importância fundamental na condução de cada espécie. Ensina Hugo de Brito Machado que. Erradamente atividades públicas são estipendiadas com valor certo. no direito brasileiro. está no desvio do serviço público. Em verdade é alei. O maior óbice à fixação de critérios científicos seguros para estabelecer a diferença. “se a atividade estatal situa-se no terreno próprio e específico do Estado. dão ao valor de tais serviços o nome de tarifa. Para tanto. Se a atividade não é pública. como se o nomen juris fosse capaz de alterar alguma coisa. porque submetidos a tratamento jurídico distinto. embora estejam regidos por regimes jurídicos absolutamente distintos. e só ela. 91 . obedece ao regime jurídico privado. se a atividade estatal se situa no âmbito privado. Preço é o valor de uma prestação derivada de um contrato firmado sob a égide da liberdade de contratar. pois o último. o valor do serviço é uma taxa”. artigo por artigo. cobrado dos usuários e sem respaldo de lei. Trata-se de preço. o preço.

artigo por artigo.TRSD. JURISPRUDÊNCIA Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. . não confisco e irretroatividade. em sucessivas leis (13. conhecida como “Taxa do Lixo”. anterioridade. .pressupõe contratação. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada a prévia autorização orçamentária. 92 . sujeitase ao preço público.atividade monopolizada. inclusive ICMS e ISS A taxa é sempre criada por lei e obedece aos princípios constitucionais do sistema tributário.utilização efetiva ou potencial do serviço público. tais como legalidade.remuneração por serviços públicos essências econômica ou cuja não compete Preço público . que originariamente à iniciativa privada. O STF ainda não se manifestou a respeito.remunera serviços que não têm natureza de públicos. Observe-se que o Município de São Paulo criou a Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares . .699/2003). porque estas. distribuído de acordo com o volume de geração de resíduos de cada munícipe. serviços não essenciais. em relação a lei que as instituiu (STF Súmula 545).522/2003 e 13. cuja base de cálculo é o custo geral do serviço.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. atividade . Vejamos: Taxa .exercício do poder de polícia. Vittorio Casone indica as seguintes diferenças entre as espécies em apreciação. capacidade contributiva. 13. diferentemente daqueles. admitem concessão.478/2002.

pelo Município. de 1991.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.940/89). art.05. art. Aposição da Corte Maior levou ao cancelamento da Súmula. 10)” (TRF . I.5ª R. com simples trânsito em porto nacional. referente à mercadoria oriunda do estrangeiro com trânsito em porto nacional e destinada a outro porto nacional. 93 .571/SP.387. Lei 2. CF. o exercício do poder de polícia administrativa.387. art. somente é devida no destino (extinto TFR . Tributário. “É válida a cobrança da Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários (Lei 7. pela 1ª Seção. A Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP). . I.145. Ofensa ao princípio da legalidade tributária.2002). de 1991. 10 da Lei 2.04.Súmula 15). Licença ou Guia de Importação ou documento equivalente: a alteração do art. tendo como base a área fiscalizada. não estão sujeitas ao pagamento de Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP) (extinto TFR .690/88. 10.Súmula 221). CTN.145.5ª R. 97. de 1953. 77 do CTN a referida cobrança. em 24. dado que a lei não fixa a base de cálculo e nem a alíquota. 150. de 1953. As mercadorias oriundas do estrangeiro. com a redação da Lei 8.Súmula 14). pela Lei 8. de taxa para preço público. em razão do poder de polícia desenvolvido quanto à ocupação de imóveis utilizados para comércio ou para prestação de serviços. “É inconstitucional a cobrança da taxa de expediente para emissão de guia de importação (Lei 7. Taxa de licenciamento de importação.Súmula 220). inclusive ICMS e ISS O STJ editou a Súmula 157 do teor seguinte: “É ilegítima a cobrança de taxa. REsp 261. art. não mudou a natureza jurídica do crédito remunerador da atividade estatal especifica. por faixas de contribuintes” (TRF . com base em tabela. Nota: O verbete sofreu impugnação no STF que entendeu ser de absoluta pertinência a cobrança. concluindo pela inexistência de vulneração ao parágrafo único do art. destinadas a outro País. artigo por artigo. Constitucional.2002 (STJ. na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial”. IV. DJU 07.

No caso. As assertivas do acórdão 94 . em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização.05. sob o aspecto tributário. efetiva ou potencial. 23. contribuição de intervenção no domínio econômico. Nota: A execução das Leis 2. na segunda hipótese. distinta do imposto e da taxa (CF. IX. RE 188107/SC. pelo Poder público. Pleno.145/1953 e 8.05. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir taxas. Constitucional. I. a jurisprudência do STF firmouse no sentido de que só o exercício efetivo. de 1991. de 1953. ao contribuinte . pelo Poder Público.AFRMM. da Constituição. no art. assim como as que a precederam. da alegação no sentido de que o Fundo da Marinha Mercante teria sido extinto. mas improvido (STF. 155. efetiva ou potencial.107/SC. efetiva ou potencial. art. ADCT. 10 da Lei 2. 145. É o que estatui a Constituição Federal. § 2°. 149). como a de que se trata neste recurso: taxa de localização e funcionamento.é uma contribuição parafiscal ou especial. Súmula 279. 3. Poder de polícia. Taxa de localização e funcionamento. os Estados. é que legitimam a cobrança de taxas. tributário e administrativo. que justificasse a imposição da taxa em questão. DJU 30. ao contribuinte. Min.193.446). Fiscalização. 1. Irrelevância. seja na Constituição anterior.1995. p.387. do poder de polícia. na primeira hipótese. inclusive ICMS e ISS Inconstitucionalidade do art. 4. II. Direito constitucional. Art. assim como qualquer prestação de serviços.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 25. focalizados no recurso extraordinário. 36. rel. p. 21. 2 Interpretando essa norma.06. j.387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. Pleno.1997.1995. A União. III. II.939/RS. Min Carlos Velloso. rel. o acórdão extraordinariamente recorrido negou ter havido efetivo exercício do poder de polícia. O AFRMM não é incompatível com a norma do art. terceiro gênero tributário. RE 165. j. 20. da Constituição Federal. Recurso extraordinário não conhecido (STF. artigo por artigo. DJU 30. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. II. seja no Código Tributário Nacional. mediante atuação de órgãos administrativos do Município. O Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante – AFRMM .03. Carlos Velloso. por órgão administrativo. na forma do disposto no art. ou a prestação de serviços. 145 e seu inciso II. de serviços públicos específicos e divisíveis. Recurso extraordinário conhecido (letra b).145. com a redação da Lei 8. diante dessa decisão Plenária no RE 188.1997. Tributário Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante . Contribuição parafiscal ou especial de intervenção no domínio econômico.

Ilmar Galvão. e 94. 5. Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos.969/SP. 145. RMS 4382. Imposto sobre a propriedade Predial e Territorial Urbana. 27. Os demais. A denominada taxa de manutenção e limpeza da ‘estação rodoviária’ não é verdadeiramente uma taxa. 7°.1997. rel. DJU 06. DJU 15. qual seja. 6. 27. não mensurável. que deu nova redação aos arts. p. ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU.11. 45.989/66. em Recurso Extraordinário (Súmulas 279 e 280). II. Taxa de fiscalização de localização e funcionamento. em razão do valor do imóvel. por haverem violado a norma do art. Pleno. RE 140278/CE. Constitucional. do Município de São Paulo..1957. DJU 22. RE 68690/PR. por esta Corte. Tarifas ou tabelas de preços de serviços públicos explorados diretamente pelo Estado ou mediante concessão.1991. Min. A distinção entre taxa e preço público não é matéria de direito local e sim de direito federal. Pleno. não sendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais. que limita a faculdade contida no art. 38). Estabelecimento comercial.1996. O primeiro. j. Taxas. de qualquer modo. da Constituição Federal. Luis Gallotti. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico.11.08. 182.1998. Min. com ofensa ao art. a área do imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público. 27. de 30. Recurso conhecido e provido (STF. 87. 00308-01/00183).05.1969. O Supremo Tribunal Federal tem 95 .152.1970). j. da Lei 6.07. Inconstitucionalidade declarada dos dispositivos sob enfoque. conhecido e provido (STF. mas preço público. Tributário. incisos I e II.1996. § 1°.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.703). artigo por artigo. 156. 1ª T. Pleno. Luis Gallotti. rel. Taxa. inclusive ICMS e ISS repousaram na interpretação das provas dos autos ou do direito local. rel. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU. Distinção.02. § 4°. incisos I e II.12. § 2°. p. Min.11. rel. que não podem ser revistas. Recurso extraordinário da Prefeitura. indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte. as tarifas correspondem a atos do poder executivo (STF. Lei 11. As taxas são tributos estabelecidos por lei. Tributário. Precedentes. Sydney Sanches. RE 199. Recurso extraordinário não conhecido (STF. Preço público. j. j. 12. Município de São Manuel. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo. Ement. Taxas que. no entendimento deste Relator. Min.

Tributário. Ilegalidade da cobrança de taxa. utilização e metragem do imóvel) .. no modo como disciplinada no município de São Paulo. DJU 02. Tributário.478/2002. j. 1ª S. do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13.02. lavagem e capinação’.1996. DJU 23. 13.152. ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’). Escritório de advogado.1997.980. EREsp 01. Majoração. rel. Embargos de divergência acolhidos (STJ. p. 3.12. A taxa de limpeza urbana. Taxa de limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos. caput. pelo exercício do poder de polícia. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência. 18. Ilmar Galvão. 1ª T. j. da taxa em referência. pelas Municipalidades.1998.além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ . anualmente renovável.2001). Recurso extraordinário conhecido e provido (STF.1998. Min Ari Pargendler. artigo por artigo. 1ª T. da taxa em referência. rel.12. Constitucionalidade. Taxa de limpeza urbana. 1. a respectiva base de cálculo não está vinculada a atuação estatal. 36.02.09. Ilmar Galvão. IPTU. Min. Recurso parcialmente provido (STJ.03. Min. Município de Porto Alegre. II.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. DJU 27.564.171). 1° T. pelas Municipalidades. valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização. rel.. Precedentes jurisprudenciais. de 1966. DJU 02. Impossibilidade Ilegalidade. rel. do CTN. Milton Pereira. j. não dispondo sequer de órgão incumbido desse mister.outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (‘varrição. 28.05. A majoração da base de cálculo do IPTU 96 . 77.. 36). Ausência de divisibilidade e especificidade. Tributário. anualmente renovável. Taxa de fiscalização de localização e funcionamento.tudo com afronta aos arts. 2. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. quando inexistente a contraprestação de serviços inerentes a essa espécie de tributos. pelo exercício do poder de polícia.1996. Min. p. Falta de contraprestação. Precedentes. CTN.024-04/SP. 77. 16. 19. e 79.1997. na redação dada pela Lei 11. ficando desfigurado o efetivo exercício do poder de polícia.522/2003 e 13. art.989.699/2003].904/RS. Base de cálculo. Decreto do Executivo. Taxas de iluminação e limpeza urbana [acórdão anterior à EC nº 39/2002].2000.76/PR. Valor venal do imóvel. 16). j. Tributário.. RE 198. Lei 6. REsp 000. RE 276. de 1991. remunera . inclusive ICMS e ISS sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência.09. não podendo o contribuinte furtar-se à sua incidência sob alegação de que o ente público não exerce a fiscalização devida. Planta de valores genéricos. ademais.

DJU 02.1998). REsp 220004/RS. Ari Pargendler. Precedentes.03. Terminal alfandegário.1995. Min. 17. Lei 6.522/2003 e 13. j. 77. Min. Min. e não preço publico.. à vista do art.387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. Antônio de Pádua Ribeiro. rel. tem a natureza de taxa de prestação de serviços e não de preço público. ademais. 21. rel. Estadia e pesagem de veículos de carga. Tributário.478/2002. por isso que tem por fato gerador prestação de serviço de caráter genérico.Recurso especial não conhecido (STJ.1999.além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ . 1ª T.1997. remunera . 23. inc. 2ª T.107/SC. j. Nota: A execução das Leis 2. rel. artigo por artigo. e 79. II. 13. 2ª T. A taxa de limpeza urbana. Min. REsp 61294/ES. I – A exação prevista no art. DJU 11. exceto nos casos de simples atualização monetária. rel.09. j. do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13. qual seja a facultatividade do seu pagamento. caput. Taxa de limpeza urbana.193. a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário. não mensurável.06.tudo com afronta aos arts. II .1995). DJU 05.1999). Leis 2.04. 23. 14. Fiscalização aduaneira. Tributário. Taxa de incidente sobre guias de importação. Ilegitimidade de sua cobrança.145/1953 e 8. valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização. indivisível e insuscetível de ser referido a contribuinte certo e determinado. REsp 86692/MG.1998.05.outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (varrição.11. Recurso improvido (STJ. por lhe faltar característica essencial deste. 77 do CTN. o que exceder disso é aumento de carga tributária e só pode resultar de lei. A taxa de conservação e limpeza pública não se confunde com a do IPTU.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j.145/53. lavagem e capinação’.. j. DJU 30.1999).699/2003]. rel.690/89. no modo como disciplinada no Município de São Paulo. Min.152. Embargos de divergência acolhidos (STJ. diante da decisão Plenária do Colendo STF.989. 1ª S. 10 da Lei 2. de 1966.16. na redação dada pela Lei 11. inespecífico.1997.05. no RE 188. inclusive ICMS e ISS depende da elaboração de lei.404/SP. a respectiva base de cálculo não esta vinculada a atuação estatal..1997. p. EREsp 102.10.02.145/53 e 7. DJU 05. do CTN.12. ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’). utilização e metragem do imóvel) . Garcia Vieira. de 1991. Recurso conhecido e provido (STJ.. É taxa. Carlos Velloso. Peçanha Martins. 97 . Taxa. Tributário.

07.1997. não significa que estamos diante de tributo. Remessa provida (TRF .. CVM. 97. 1. I. 4°. I . na liberação de mercadorias destinadas à exportação. Taxa instituída pela Portaria 028/91-N. Taxa de licença de localização e funcionamento. 2. não se presta à instituição de tributo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2000. 100). 98 . 3.1991. do CTN. 114). criou taxa em razão dos serviços prestados. j. inclusive ICMS e ISS Tributário.Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’. 4ª T. do Presidente do IBAMA. Assim. Administrativo..Recurso improvido (TRF-2ª R. 03. a Portaria 028/91N. DJU 06. 3ª T. REsp 218103/SP.1998. do Presidente do IBAMA. 1ª T. esta é. Impossibilidade. j. em vicio de ilegalidade. Taxa ou preço de armazenagem. rel. 3ª T. a título de poder de polícia. Tributário. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria.. Juiz Castro Aguiar. Adoção de base de cálculo própria do ICMS. 17. 262). que. a pretexto de veicular emolumento.. não ocorrendo violação ao art. j. Juiz Olindo Menezes. 10. como tal.314). É defeso ao município instituir renovação de taxa de licença de localização e funcionamento. Tributário. eis que a proibição do parágrafo único refere-se a capital e não a patrimônio. portanto.1998. rel. 77 do CTN.A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art. A portaria. AMS 93.04.12. p. Taxa de fiscalização.02.1ª R.1998.0201404-9/RJ. deve ser tratada. 4. inciso I..2000). Renovação. art. j.05. DJU 29. Precedentes. 44. A taxa em exame tem base de cálculo diversa da do imposto. 3. Sentença confirmada (TRF .1ª R.05. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados. 04. 2. mas pelo critério da compulsoriedade da exigência (Súmula 545 do STF). AMS 95. Não é inconstitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7. p. Lei 7. rel. preço e.09833-4/BA. Infringência do princípio consagrado no parágrafo único do art. rel. Alíquota.01. do Código Tributário Nacional).05. DJU 13.27835-9/BA. da categoria das taxas. III .1995. subsumindo-se em norma complementar (CTN. Juiz Eustáquio Silveira. Violação do art. p. até por vício de linguagem. Apelação e remessa oficial improvidas. pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza especifica da imposição..940/89. Humberto Gomes de Barros. 1.03. artigo por artigo. de 09. 77 do CTN.07. Tributário.940/89.1995. II . Min. tecnicamente. que requer lei em sentido material e formal. por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’. Incorre. DJU 13.. REO 93. em face da inexistência da contraprestação de serviços e realização efetiva do poder de polícia (STJ.01.

de preço público.A leitura de tal dispositivo.exigidas compulsoriamente. que devem ser remunerados pelos serviços que sejam prestados ou postos a disposição de quantos transitam com cargas. Tarifa de armazenagem.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.708). isto através de tarifas ou preços específicos. rel. 3ª T.1994.02. a saber: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. intérprete precípuo da CF. j.As entidades que exploram se obrigam a manter em bom estado os aeroportos. projetos e construções são mantidos e operados pela União ou entidade da administração federal indireta.. a espécie. I . tudo nos termos do voto condutor (TRF-2ª R. IV .10. sendo as taxas-gênero de tributo . Turma . cujas instalações. j. 2° e suas alíneas da Lei 6. inclusive ICMS e ISS Tributário. DJU 15. E. Art. p. da Constituição Federal.18106-0. mutatis mutandis.04. jamais de taxa. Verbete 545. Infra-estrutura aeroportuária do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. 51.Diferença entre taxa e preço público. remessa oficial prejudicada. 15. II O Eg. isto visando afastar qualquer dúvida. Tributário.1996. que de tal figura jurídica se trata. revela que se cuida.AMS 90.1995. 145. da Lei 2. Não é porque o dispositivo em apreço empregou a expressão ‘taxa’. 10.0211235-0/RJ.. os preços públicos ou tarifas têm como pressuposto ou antecedente necessário a efetiva utilização do bem público que usufruir. 20. na redação que lhe deu a Lei 7.009/73. III . AMS 95. no caso. 145 da Constituição Federal vigente. haja em conta que. III . 4° do CTN. como ditado no art.1994. Juiz Arnaldo Lima. STF. artigo por artigo. p. e decorrendo de efetiva utilização das áreas assim projetadas e construídas. DJU 02. IV . a natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo seu fato gerador. porque estas. diferentemente daqueles.690/88. e têm como base a lei formal e como antecedente fático a fruição do benefício que o recolhimento da tarifa propicia (TRF-2ª R.. Art.145/53. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária. II .009/73. rel. 99 . de há muito sumulou sua jurisprudência.Apelação conhecida e provida..009/73.0206369-0/ES. Precedente específico desta Eg. Taxa exigida pela CACEX para expedição de guia de importação.Nos termos do art. 11. em relação a lei que as instituiu’. Juíza Julieta Lunz. Lei 6. I Elucidação da conceituação jurídico-legal da tarifa de armazenagem instituída pela Lei 6.09. bem assim da utilização de equipamentos e serviços do aeroporto.06.313). 1ª T. sendo irrelevante a sua denominação. em face do art.As tarifas aeroportuárias destinam-se ao pagamento pertinente a utilização de aeroportos. AMS 93. II.

Interesses genéricos e não específicos divisíveis. DJU 30.. foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. j.193). Taxa de licença para localização. Tributário. e. p. 19. Min. I . É constitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. 2. 3. inclusive ICMS e ISS Nota: A execução das Leis 2. rel. 4ª T.03. Art. Trata-se de tributo fixo.. Sucumbência invertida (TRF-3ª R. j. 2ª T. CF/88. Constitucional.Apelação e remessa oficial providas. 1ª T.09. funcionamento e instalação de imóvel onde a Caixa Econômica Federal exerce suas atividades. Lei 7. 16. para a localização de quaisquer estabelecimentos.10. Direito Tributário. 79.1997. AMS 0444230/RS. Taxas de iluminação e de limpeza públicas não se enquadram nas taxas contra-prestacionais. Carlos Velloso.03. Taxa de verificação anual de funcionamento regular (alvará). III .301). diante da decisão Plenária do Colendo STF.668). 22. Mandado de segurança.107/SC. por conseguinte. j. mas como um referencial para se estabelecer a classe do contribuinte. Juíza Tânia Terezinha Escobar.004). Autonomia municipal.1996. II.940/89. 21. corresponde ao controle.05. as atividades e os interesses da comunidade.09. REO 0443196/PR.1996. DJU 27. j. 100 . 1. funcionamento e instalação. 2. rel. 68. o valor do tributo por ele devido (TRF-4ª R.. Tributário. criado sem base de cálculo e sem alíquota (como. AC 93.03.1996. 14. Juiz Gilson Dipp. 73.É legítima a instituição e cobrança pelo município de taxa de licença para localização. alias.1997.08. II . artigo por artigo.1996.08. 06. Remessa ex officio provida (TRF-4ª R. no RE 188. 1ª T. 1. sobre o ordenamento urbano.820/SP. juiz Francisco Falcão. Art. p. em que o patrimônio líquido da empresa funciona não como base imponível.1997. 23. II e III. j.08.. 145.02. Apelo e remessa oficial improvidos (TRF-5ª R.940/89. p. 72. rel. DJU 24. Taxa de serviços públicos. rel. rel..145/1953 e 8.113.1995.Regular utilização do poder de polícia garantindo constitucionalmente.1997. p. o que faz desnecessária a comprovação da efetiva contraprestação do serviço público. Taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários. A expedição de alvará. Constitucionalidade. geralmente são estabelecidas as taxas). Tributário. legitimamente exercido pelo município.1995. DJU 10.387/1991.. DJU 13. do CTN.268). 4. Juíza Lúcia Figueiredo..

tem o prazo prescricional de vinte anos para cobrança. a exigência ou 101 . A multa administrativa. Conversão em agravo regimental. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. a 20. Liquidez e certeza. dos Estados e do Distrito Federal.536/SC. Embargos de declaração opostos à decisão do Relator. por não serem preços públicos.208/MG. AC 95. ao Distrito Federal e aos Municípios. 2. sob a vigência da Constituição atual (de 1988).1996. 2ª T. Ação direta de inconstitucionalidade da Resolução 7. Taxa de esgoto sanitário. cujo art. garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa’ (RTJ 141/430.1996. 2ª T.2005.00284/PR. III. 24 estabelece a competência concorrente da União. Serventias judiciais e extrajudiciais. aos Estados. rel. a cobrança a título de água e esgoto. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não se trata de tributo. 19. Natureza jurídica. sendo aplicável em matéria de decadência o art. Direito Constitucional e Tributário. j. Constitucional.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. CDA. 3.09. Inafastabilidade. Ato normativo. ‘mas. 1. 153 da Emenda Constitucional nº 1/69).. Decadência e prescrição.10.04.2005). julgando a Representação 1. contados do primeiro exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Não provimento deste (STF. Natureza jurídica de preço público. Embargos de declaração opostos à decisão singular do Relator. rel. artigo por artigo.094/SP. j. 3.1984). 1. mas de preço público. não podem ter seus valores fixados por decreto. 173 do CTN/66. taxas. sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art.08. Orientação que reiterou. A anuidade exigida pelos conselhos regionais constitui tributo. 2. por não se tratar de crédito de natureza tributária. Custas e emolumentos. Tributário. 74. Anuidades e multas. no inciso I. no julgamento do RE 116. Min. de 30 de junho de 1995.06. DJU 26. I.495). o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que ‘as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais’.. Prestação de serviço por concessionária.08. inclusive ICMS e ISS Execução fiscal. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental. Precedentes. que prevê sua ocorrência após cinco anos. veda à União. RE-ED 447. sim. Não se tem por afastada a liquidez e certeza da certidão de dívida ativa pelo só fato de trazer referência dos valores originais em moeda não mais em curso no País (TRF4ª R. Esse entendimento persiste.04. 08. II. Já ao tempo da Emenda Constitucional nº 1/69. DJU 02. p. Conversão dos embargos em agravo regimental. para legislar sobre custas dos serviços forenses (inciso IV) e cujo art.1990. Conselho Regional de Contabilidade. 28.. Juiz Edgard Antônio Lippmann Júnior. j. da espécie taxa. Carlos Velloso. 150.

igualmente. 12. rel. Aqui não se trata de ‘simples correção monetária dos valores anteriormente fixados’. 4. Tributário. Ação direta julgada procedente. Constitucional.830/80. Serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto. 145.314. 5.2002. IX. de 14. ou são de serviço. da LEF [Lei 6. 20. A sua aplicação há de sofrer os limites impostos pelo art. DJU 01. p. 219. CTN. O poder de polícia está conceituado no art. j. 78. nos termos em que foi admitido no ordenamento jurídico. mas preço público decorrente da exploração pelo particular. II do § 3° [rectius art. de serviço público. I.-lei 227/67 . não tem prevalência. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição’. Lei 9. 20. de serviços públicos específicos e divisíveis. Natureza tributária.314. ainda que prestado em caráter particular (art. e 174. Recurso especial oposto contra acórdão que. Tributário Taxa Conceito. efetiva ou potencial. o qual alterou o art. 101). § 4°. a majoração de custas judiciais e extrajudiciais resultou de Resolução do Tribunal de Justiça . 20 do Dec.04. mas. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição (CF. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. taxa. No caso presente. ADIn julgada improcedente (STF. O art. também. j. Pleno.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 236). II e § 1°. da prescrição intercorrente. ADIn 2586/DF. 40 da Lei 6.e não de lei formal. resultantes da utilização efetiva ou potencial.1996. Repugnam os princípio informadores do nosso 102 . Requerimento do Ministério Público.02. II). Preço público. Decretação da prescrição intercorrente. III. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (STF. Min Carlos Velloso. art. Código de Mineração. Decretação da prescrição intercorrente por requerimento do Ministério Público.11. sem lei que o estabeleça. 3. As taxas decorrem do poder de polícia do Estado. rel. DJU 11.2003. mas de aumento do valor de custas judiciais e extrajudiciais. O art. Precedentes. no caso. para declaração de inconstitucionalidade da Resolução 07. Interpretação dos arts. ADIn 1444/PR. inclusive ICMS e ISS aumento de tributo. l6. ex officio. sem lei a respeito. Min. artigo por artigo. 2.. Taxa. 1°. II. entendeu possível a decretação. de 14. Recurso especial. 6. do CPC. Pleno. parágrafo único. em execução fiscal referente a serviço de fornecimento de água.05. 145 admite a cobrança de ‘taxas. Lei 9. 174 do CTN. como exigido pela Constituição Federal. pois estas resultam. as extrajudiciais (emolumentos). de 30 de junho de 1995. Mas sempre fixadas por lei. 8°.2003).11. no seu exato sentido jurídico. art. 1. Sydney Sanches.08. art. de serviços públicos específicos e divisíveis. art.Código de Mineração]: não se tem. 175 e §§ [rectius: parágrafo único]).2003. de um bem da União (CF. IV. Tal conceito abrange não só as custas judiciais. Remuneração pela exploração de recursos minerais.1996.830/80]. do CTN.

299. 1987. nele não incluídos os do art. 10. 40 da Lei 6. O art. artigo por artigo. p. Tem-se. de que a contribuição pelo fornecimento de água e coleta de esgoto é taxa. o valor cobrado caracterizar-se-ia como taxa.830/80. quando há compulsoriedade. sofra as limitações próprias de tributo’ (Hugo de Brito Machado. 7. deve-se estabilizar o conflito.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 174 do CTN tem natureza de lei complementar. na situação específica examinada. 492). in casu. impondo-se segurança jurídica aos litigantes. Os casos de interrupção do prazo prescricional estão previstos no art. não permitindo o atendimento da respectiva necessidade por outro meio.080/90] (Código Nacional de Saúde) determina: ‘É obrigatória a ligação de toda construção considerada habitável à rede de canalização de esgoto. de natureza compulsória. por ser a relação entre eles de direito público. se prestasse diretamente o serviço’ (RF. o valor cobrado é preço público/tarifa. jul. visando atender necessidades coletivas ou públicas. Obrigatoriedade do serviço de água e esgoto. 12. Direito municipal brasileiro. 1977. Os serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto é cobrado do usuário pela entidade fornecedora como sendo taxa. Atividade pública (serviço) essencial posta à disposição da coletividade para o seu bem-estar e proteção à saúde. cujo afluente [rectius: efluentes] terá destino fixado pela autoridade [sanitária] competente’. Não há amparo jurídico a tese de que a diferença entre taxa e preço público decorre da natureza da relação estabelecida entre o consumidor ou usuário e a entidade prestadora ou fornecedora do bem ou do serviço.. ‘Se a ordem jurídica obriga a utilização de determinado serviço. inclusive ICMS e ISS sistema tributário a prescrição indefinida. 6. 11. ano 1987. então é justo que a remuneração correspondente. p. Após o decurso de determinado tempo sem promoção da parte interessada. RT. Regime tributário da venda de água.312/94 [rectius: de 1954. Precedentes desta Corte e do colendo STF 5. da Procuradoria-Geral da Fazenda Estadual/Minas Gerais. 174 do CTN. nº 05. não sendo afetada pela existência da concessão. se a entidade que presta o serviço é de direito público. O concessionário recebe remuneração da mesma natureza daquela que o poder concedente receberia. pelo que. Precedentes das egrégias 1ª e 2ª Turmas desta 103 . Há de ser sempre lembrado de que o art. em face da obrigatoriedade da ligação domiciliar à rede pública’ (Helly Lopes Meirelles. ‘A remuneração dos serviços de água e esgoto normalmente é feita por taxa. Juríd. 9. Prevalência no ordenamento jurídico das conclusões do X Simpósio Nacional de Direito Tributário. ao contrário. 4. serviço público concedido. norma revogada pela Lei 8. ed.. 11). sendo o prestador do serviço público pessoa jurídica de direito privado. 8. 11 da Lei 2. 40). p.. pela via da prescrição. Rev. 3. cobrada pelo Poder Público. no sentido de que ‘a natureza jurídica da remuneração decorre da essência da atividade realizadora.-set. v. Adoção da tese.

Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia.2002. inclusive. inclusive ICMS e ISS Corte Superior. 77 do CTN.502/64. 4. efetiva ou potencial.690/88 identifica-se como taxa e não preço público. também. Tributário. Equivoca-se quem reputa inconstitucional a cobrança da taxa de melhoramento dos portos. de serviço público específico e divisível. 178). p. 21. da ALALC ou ALADI (Súmula 124 do STJ). As taxas não podem ter base de cálculo ou fato gerador idênticos àqueles que correspondam aos impostos (CF. j.09. com a Lei 8. Min. Natureza jurídica. representa uma obrigação acessória. sendo uma obrigação assumida voluntariamente. Tributário. previsto no art. 286). A exação criada pela Lei 2. Recurso especial não provido (STJ. Dec. a reiterada doutrina e a jurisprudência dos tribunais superiores que entendem legítima a sua cobrança. p.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 6. § 2°). rel. 46 da Lei 4.2000. IPI. ao afirmar que essa taxa tem identidade com a base de cálculo do imposto de importação. Precedente do TRF 1ª Região.052/RJ.. § 2°. no RE 167. 6ª T. ou a utilização. Juiz França Neto. 145... 1. REO 9601042105/DF. 3. rel. face. artigo por artigo. Ausência de identidade de sua base de cálculo com a dos impostos.522/92.437/75. A aplicação do selo de controle do IPI. Receita originária. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R. 4ª T. DJU 17. Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário. José Delgado. DJU 14. 19.145/53 e modificada pela Lei 7. Taxa que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. Selos de controle quantitativo. 145.2002. da CF e o parágrafo único do art. 13. j.289). sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT. 5. STF. Juíza Selene Almeida. j. 3. Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo.-lei 1.03.09. 2. A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível. 17.08. porque decorre da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal. 1. p.. Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal. REsp 848287/RS. art. DJU 31.690/88) Ilegalidade. no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo. Importação. Trata104 . rel. Provimento à remessa necessária (TRF-2ª R. Taxa de melhoramento dos portos.07. por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação. 1ª T. 2.145/53 e 7. Taxa de expediente (Leis 2.. REO 3. após a declaração de inconstitucionalidade pelo Eg.1999.992-1/210. Ressarcimento de custos. Não violação de acordos internacionais.2006.2006.03.

1ª Seção. 1ª Seção. 06. Ibama. do CTN). rel.05.502/64. Cadastro técnico federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. não havendo. proveniente de produto fabricado por empresa pública . ou seja. ou seja. como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público. com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R. Trata-se. Tributário.. na verdade. Lei 4. por ser dele o monopólio na confecção dos selos.07. a pretexto de veicular emolumento.Casa da Moeda-. 113. nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art. p. Natureza jurídica.-lei 1. j.823-1/DF. aquela ‘que decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações positivas ou negativas. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. assim.03. Juiz Vilson Darós. mas pelo critério da compulsoriedade da 105 . Tributário. 793). pelos contribuintes do IPI. a portaria que.07. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. apenas. Dec.03.050.2006.. Inconstitucionalidade. criou taxa em razão dos serviços prestados no exercício de poder de polícia. Ressarcimento de custos. AC 200371120077868/RS. apenas. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados. inclusive ICMS e ISS se.. Obrigação acessória. Taxa de cadastramento. Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira. de mais um custo. violação a quaisquer princípios tributário.4ª R. O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI. Selos de controle quantitativo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Trata-se. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. de obrigação acessória..002.2006) (TRF-4ª R. artigo por artigo.2007. constituindo-se em receita originária da União.Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle.2006.710/RS. Portaria 37/98.000271-0. § 2°. sem que isso venha a desconfigurar sua natureza 2 –‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível. 1 . rel. TRF .2007). O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações. DJU 12.07. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos Infringentes 2003.71. j. DJU 12. Incorre. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. IPI. ADIn 1.437/75. de mais um custo. 2ª T. EIAC 2003. DJU 28. 13.-lei 1. em vicio de ilegalidade. previsto no Dec.437/75. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. não caracteriza taxa e nem preço público.71. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto.

71.105.2006.2006.174.760/46. Inexiste ofensa da Lei 10. que poderia ocasionar uma possível inconstitucionalidade. 2. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.72.2006.010.72. Lei 10. 502). Nessa esteira. Taxa municipal de segurança ostensiva contra delitos.165/2000.-lei 9. 77 do CTN e 145 da Constituição Federal de 1988. Ilegalidade da cobrança. rel.2006. Não há falar. O faturamento da empresa é utilizado como critério referencial a fim de garantir-se a isonomia. j. As taxas são tributos que têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia. Em obediência à Constituição Federal.121/SC. AC 2003.02. 145. 617). Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental .804/RS. DJU 03.165/2000 aos arts.000.05. 3.461/SC.2006. 127 do Dec. por conseguinte. j. em ausência de contraprestação. ou a utilização. O nomen iuris atribuído à exação cobrada pelo Estado é questão que não importa para sua classificação como tributo. Conflito negativo de competência. na medida em que não restou comprovado que essa exação serve para retribuir serviço público específico e divisível e nem representa exercício do poder de polícia (TRF-4ª R. de serviço público específico e divisível. as taxas de serviço instituídas pelos Municípios devem ter como fato gerador o exercício do poder de polícia ou a utilização. p. conferindo-se tratamento diferenciado a quem produz graus de poluição diferentes e. cobrada por este em razão do uso por terceiros de seus bens imóveis. p. 106 .03. Competência da 2ª Seção.. Juiz Vilson Darós. efetiva e potencial. Processual civil. Taxa de ocupação. rel.TCFA. artigo por artigo..é o exercício do poder de polícia conferido ao Ibama para controle e fiscalização das atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos naturais. 1ª T. afigura-se ilegal a cobrança da taxa de segurança ostensiva contra delitos instituída pelo Município de Criciúma. Matéria não tributária. art. AC 2004. fulcro no art. II. j. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. rel.4. 145 da CF/88 e 77 e 78 do CTN.060. 01.04. A hipótese de incidência do tributo em questão –TCFA .05. uma vez que de prestação de serviços públicos não se trata. 1ª T. conforme inteligência dos arts. efetiva ou potencial. de serviços públicos específicos e divisíveis.. Conhecido o conflito de competência para declarar competente para a matéria a 2ª Seção. AMS 1999. p. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha.. 381). 05. exige o exercício do poder de polícia em maior ou menor grau (TRF-4ª R.040.2006. inclusive ICMS e ISS exigência (TRF-4ª R. DJU 24.. Juiz Marcelo Malucelli.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1ª T. 19. portanto.04.. DJU 08. 1. A taxa de ocupação é uma receita originária do Estado.

10 2004. 3ª T. O poder público se serve da cobrança por meio de preço ou tarifa pela prestação de um serviço público voluntário. Taxa de fiscalização de anúncio luminosa. STF já reconheceu a prescindibilidade da efetiva comprovação da atividade fiscalizadora para a cobrança anual da taxa de localização e 107 . A principal distinção entre taxa e preço público reside no fato deste ser facultativo. Juíza Marga Inge Barth Tessler. o disposto no art. AC 2000. posto que criada pela Medida Provisória 2. Natureza jurídica de taxa. A competência para instituição de taxas pelo exercício do poder de polícia vem determinada no art. DJU 01. p. Juiz Marcelo Navarro. Administrativo.02. 2. Tributário.2005.990. 3. Tributário. no entanto. 4. 145. Cobrança pela municipalidade em detrimento da CEF.03. na hipótese de incidência. p. Legalidade.015/99. 4ª T. j. 1. inclusive. rel. Apelação improvida (TRF-5ª R. p. 145. Tarifa. se subdividindo em um serviço público e outra em razão do exercício do poder de polícia.009/73. DJU 23.068/AL. A taxa para uso do fogo não tem a mesma base de cálculo do ITR. Honorários advocatícios. j. direta e especificadamente dirigida ao contribuinte. II. CC 2005. Pela análise da Lei 6.80.784/SC. Juiz Nery Junior.960/2000. 19.2004. Embargos à execução fiscal..010. A taxa é um tributo que tem. Este tipo de atividade não se encontra acobertada pelos princípios constitucionais tributários. uma atividade estatal. da Carta Magna. rel. inciso II.. 2.12. AMS 2001. afigura-se devida a tarifa de armazenagem apenas nos casos de efetiva utilização do serviço portuário. 1ª parte.2005.06.201.2005.000. Taxa de armazenagem portuária. Mandado de segurança. a qual definiu os elementos essenciais à sua instituição. 3. A remuneração para obtenção da autorização para uso do fogo em queimada controlada tem a natureza jurídica de taxa. DJU 06. inclusive ICMS e ISS especificamente a 3ª Turma.247. Precedentes... enquanto aquela é compulsória. Exigibilidade. artigo por artigo.02. Corte Especial. Legalidade na cobrança da taxa para uso do fogo. afastando-se. a quem recebeu originariamente por distribuição o agravo de instrumento (TRF-4ª R. Queima controlada de cana-de-açúcar. 339). é o meio pelo qual se paga por um serviço facultativo. A fiscalização de anúncios se faz necessária para preservar a qualidade do meio ambiente nas cidades e adequar a conduta da pessoa física ou jurídica. 197). j. rel. Apelação não provida (TRF-3ª R. 77 e 80 do CTN. O C.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 01. Tribunal. Trata-se de uma prestação contratual voluntária.2006.006.. 313).03. que utiliza a propaganda. 1. da CF e nos arts. Possibilidade. 23.04. às disposições legais pertinentes.500/SP. Precedente deste eg. convertida na Lei 9.

inclusive em detrimento da Caixa Econômica Federal.2001. 17..05. caput.08. Ellen Gracie.10. AgRg no REsp 2002. EAC 91. 2ª Seção.16-6. rel.04.. 02. Estados e Municípios (art.77.[. Min. artigo por artigo.63. Diante da não previsão. TRF3. Precedentes: STJ. rel. j.025/69. 15..11.2002. A Súmula 157 do STJ foi cancelada pela C. 6. COMENTÁRIOS Generalidades.03. podendo ser instituída por todos os entes federativos. Min. Cecília Marcondes.571/SP. 191.030. 2ª T. no julgamento do REsp 261.12. tenha-se presente o entendimento do STF. na certidão da dívida ativa. inclusive ICMS e ISS funcionamento pelo Município de São Paulo. da incidência do encargo de 20% previsto no Dec. O que caracteriza a espécie tributária é a compulsoriedade. 204. 23. rel. 7. DJU 03. DJU 02.038173-0. diante da notoriedade do exercício do poder de polícia pelo aparato administrativo dessa municipalidade (AgRg no RE 222. REsp 2000/0079370-1.2001. o STJ tem reconhecido a validade da taxa de localização e funcionamento e da taxa de fiscalização de anúncio. e sua renovação anual. j. A taxa não pode ter base de cálculo ou fato gerador idênticos aos que correspondam a imposto nem ser calculada em função do capital das empresas. De referência à compulsoriedade. j. Des. j. 5. Desde então. Fed. sumulado sob nº 545: 108 . STJ.001. 4. Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça. Apelação e remessa oficial providas (TRF-3ª R.09. da CF/88).2001. rel. p.2006. j.05. DJ 14. DJ 03. inverto os honorários advocatícios fixados na r. 6ª T.2002. 07.10.2006.] Parágrafo único.2002. setença monocrática.239/SP..252-6/SP. DJ 07.-lei 1. DJ 02.2002. 145.922. taxa semelhante àquela aqui discutida. p.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.04.. Eliana Calmon.05. União.2001). Juíza Consuelo Yoshida. 330). generalidade e origem pública. AC 93.2001. Art. A taxa é de competência comum ou cumulativa. p. * Parágrafo único com redação determinada pelo Ato Complementar 34/67. 1ª T.

CF). tem função fiscal e o valor será uma alíquota proporcional ao serviço. progressiva ou regressiva. artigo por artigo. o que se reflete diretamente sobre a alíquota. De referência ao quantitativo. art. temos que a alíquota da taxa pode ser fixa. a taxa existe em razão da prestação de um serviço. Se. considera o valor da causa e estabelece faixas de incidência. não poderia deixar de ser pública. diferentemente daqueles. proporcional. se a taxa é manifestação do poder de polícia. terá que pagá-la. em relação à lei que as instituiu. 145. porque estas. a taxa de incêndio. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária. Exemplo de alíquota progressiva é a da taxa judiciária. utilize. A maior das limitações que se impõe à taxa é quanto a seu fato gerador. o contribuinte os serviços do Corpo de Bombeiros. tem função extrafiscal (emprego do tributo como instrumento de intervenção pública). diferentemente.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. manifestada por força de lei e em atividade administrativa plenamente vinculada. Segundo Aliomar Baleeiro. Genérica é a taxa porque atinge indistintamente todo aquele que a ela estiver vinculado em virtude de algum fato gerador. sendo mais comum a alíquota fixa. Fato gerador e base de cálculo. 109 . em que a lei. inclusive ICMS e ISS Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. pois não poderá ser tomado como base situação fática que já tenha servido para a incidência dos impostos (§ 2°. Neste sentido a Súmula 595 do STF. por exemplo. ou não. Sendo a taxa derivada de uma vontade do Estado. ao fixá-la.

no exercício do poder de polícia e na realização de serviços. quando a Lei federal 7. o poder público exaure sua atividade dentro de uma previsão fática que se chama fato gerador.Súmula 595). em número. A propósito.940/89”. do fato gerador. é o custo do serviço específico.940/89 instituiu a taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários. Sobre a base de cálculo incidem as alíquotas.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. questionando a legalidade e a constitucionalidade da lei. utilizável pelo sujeito passivo. distinguir a base de cálculo de uma taxa e de um imposto. 110 . Na prática. A base de cálculo é a expressão. acorreram os contribuintes ao Judiciário. efetiva ou potencialmente. não é fácil. Entendiam não estar presente na atividade dos mercados de títulos e valores mobiliários o exercício do poder de polícia. o poder tributante terá de dispor de um serviço mensurado e individualizado. artigo por artigo. JURISPRUDÊNCIA “É inconstitucional a taxa municipal de conservação de estradas de rodagem cuja base de cálculo seja idêntica à do Imposto Territorial Rural” (STF . inclusive ICMS e ISS Para cobrar taxa. o que se faz imprescindível em razão da restrição contida no CTN. O STF dissipou todas as dúvidas ao editar a Súmula 665 do teor seguinte: “É constitucional a Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários instituída pela Lei 7. A preocupação do legislador quanto à exigência final contida no parágrafo em apreciação (não ter a taxa valor econômico em função do capital da empresa) teve em vista não atropelar o Imposto de Renda. Assim. muitas vezes.

04. II. rel.08. não tendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais. Ilmar Galvão. Taxa de licenciamento de importação.145/53. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. ou seja.1996. 10 da Lei 2. não mensurável indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte. p.1992).827/SP. Os demais. DJU 04.213). de qualquer modo. p/ac. Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos. sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art. Min. 111 .1994. Pleno. mas. inclusive ICMS e ISS Município de São Paulo. Tributário.1981. artigo por artigo. rel. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo. DJU 10.690/88.09. sim. § 4°. p. § 1°. que deu nova redação aos arts. 1. DJU 25. no entendimento deste Relator. a área de imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público. 7°. Decreto 16. rel. Representação julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade do Decreto 16. RE 204. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência.1997. do Governo do Estado de São Paulo.02. j. Taxas que. não podem eles ter seus valores fixados por decreto. com ofensa ao art. RE 167992/DF. Ilmar Galvão. Não conhecimento do recurso da Municipalidade.685. rel. Min. Tributário. Moreira Alves. Lei 10. 23.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1995. Min.888). Soares Muñoz. do município de São Paulo. o valor da mercadoria importada. Não sendo as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais preços públicos. ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU. 145. da Constituição Federal. § 2°. 12. Inconstitucionalidade dos dispositivos sob enfoque. e 94 da Lei 6.02.989/66. que limita a faculdade contida no art. em razão do valor do imóvel. § 2°. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao imposto de importação.685. j. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU. Art. de 26. Representação de inconstitucionalidade.921/90. Pleno. garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa. O primeiro. taxas. da Constituição Federal de 1988.12. Min. em face da norma do art. de 26. 182. redação dada pelo art 1º da Lei 7. Custas e emolumentos judiciais e extrajudiciais. do Governo do Estado de São Paulo (STF.1984. 153 da Emenda Constitucional 1/69). por haverem violado a norma do art. 156. 145. 15. Conhecimento e provimento do recurso da contribuinte (STF. RP 1094/SP. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico. qual seja. Pleno. 87 e incisos I e II. 08.02. j. Recurso não conhecido (STF.1981. Sua natureza jurídica.11.

Recurso não provido (STJ. rel. Min. 2ª T. Aldir Passarinho Júnior.Súmula 83 . 18. Destarte. Processual civil. Ag 121. impossível o exame da matéria pelo Superior Tribunal de Justiça. decidiu que é constitucional a taxa de coleta de lixo domiciliar instituída pelo Município de São Carlos .1999. por possuírem base de cálculo própria do IPTU. afastando-se a alegada ofensa ao art.145/53. j.253/89). Min. Exações entendidas como inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal.04. Min.801/SP.2000. 1ª T. Taxa de Armazenagem Portuária . Município de São Paulo.921/90. Apreciação incomportável no âmbito do recurso especial. Taxa de expediente.não implica identidade com a base de cálculo do IPTU.1997. com a revogação da decisão de fls. j. Base de cálculos. 1ª T.SP (Lei municipal 10. Súmula 83 do STJ. inclusive ICMS e ISS Constitucional e tributário. Ag 314761/SP.08.que constitui apenas um dos elementos que integram a base de cálculo do IPTU . CTN. Min.03. arts. Agravo regimental desprovido (STJ. § 2°. Preços públicos. rel. Tributário. Ilmar Galvão.TAP. Taxas de conservação e limpeza urbana.1999). O Colendo Supremo Tribunal Federal entendeu. 2. Taxas de conservação e limpeza de logradouros públicos. DJU 31.05. como fundamento central.827-SP (DJU 25.03.1999. José Delgado. 77 e 79. Importação. 3. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ . I. 3. consoante o entendimento mais moderno desta Corte.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Tributário. Inconstitucionalidade.. 145. rel. III. no julgamento do RE 204.690/88.. Plenário. que é inconstitucional a cobrança das taxas de conservação e limpeza na forma estabelecida pela Lei Municipal 10. II. instituída pela Lei 2.1999. 1.2000).09. Legalidade.STJ. Não se conhece de recurso especial quando a decisão atacada basilou-se. de remoção de lixo domiciliar e de iluminação pública. Agravo de instrumento desprovido (STJ. 12. com redação dada pela Lei 7.11. Decisão da matéria pelo Colendo STF. Agravo regimental provido. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência. 2. O Colendo STF. Legalidade de aumento de Tarifas Portuárias (TAP) por ato ministerial.. REsp 157060/SP. Multiplicidade de precedentes. rel. Tributário e processual civil. entendeu-se que o fato de a alíquota da referida taxa variar em função da metragem da área construída do imóvel . rel. Min. 26. 1. A taxa de expediente. ao apreciar o RE 232393/SP. artigo por artigo.05. DJU 27. Carlos Velloso. em sede de recurso especial. em matéria de cunho eminentemente constitucional. é 112 . Na ocasião.1999). Milton Luiz Pereira. Lei 10. Base de cálculo. j. DJU 10. por maioria) . 04. da CF (‘As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos’).921/90. por maioria. 98/99.

685/ES. Violação de lei federal não configurada. Garcia Vieira. 3ª T.12.020. j. esta é. 44. Precedente STF. Min.2000.TFA e da Taxa de Fiscalização.TFLF. Constitucionalidade. 4°. 77 e parágrafo único CTN repete preceito constitucional (CF. 03.05. Administrativo. REsp 166.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Lei 7.1995. artigo por artigo. §§ 1° e 2°). Francisco Peçanha Martins. o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo das referidas taxas com a do IPTU. Taxa de Fiscalização de Anúncios . pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza específica da imposição. para que se pudesse dissentir dessa orientação seria necessário o reexame de 113 .314). deve ser tratada. Município de Belo Horizonte. 145.1989. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Assim. Comissão de Valores Mobiliários. inciso I. do Código Tributário Nacional). Recurso especial. da Constituição. Taxa ou preço de armazenagem. da Constituição do Brasil. REsp 205. Firmou-se. 3. até por vício de linguagem.. 2ª T. tecnicamente.940/89. III . § 2°.. Min. Taxa de Fiscalização. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria.835) e. ambas do Município de Belo Horizonte. inclusive ICMS e ISS flagrantemente inconstitucional.07. 145. Taxa de fiscalização.07. Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7. rel. Juiz Castro Aguiar.Recurso improvido (TRF-2ª R. 16. eis que possui base de cálculo própria do imposto de importação. rel. descabe a alegação de contrariedade à lei tributária nacional. j. 20.1999)..A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art. que instituiu a taxa de fiscalização da CVM (RE 177. por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’.940. 2. Tributário. § 2°. AMS 95. da categoria das taxas. DJU 01.2000).TFLF. Efetivo exercício do poder de polícia.1404-9/RJ.1999.05. Recurso provido (STJ. Processual civil. sabendo-se que o art. preço e. ainda. Alíquota. Recurso não conhecido (STJ.570/PE. não significa que estamos diante de tributo.1995. I . Alegada ofensa ao art. situação que não viola a vedação prevista no disposto no art. DJU 13.TFA. j. Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança das taxas em questão. como tal. Localização e Funcionamento . Reexame de fatos e provas. nesta superior instância. rel.. art.06.08. 145. DJU 01. Agravo regimental no agravo de instrumento. Localização e Funcionamento . p. II — Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’. de 20. 1. Constitucionalidade. por entender que são exigidas com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal. 1ª T. Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da Taxa de Fiscalização de Anúncios . Tributário.

rel. Taxa de limpeza pública. Precedentes: RMS 23. rel. DJU 01. O Supremo Tribunal Federal.2006.. DJ 03. inclusive ICMS e ISS fatos e provas. 392). 4. 83).. e RMS 21.12.393 (Sessão de 12. 1. RE-AgR 346695/MG. É esse o entendimento aplicado também pelo STJ. DJU 27. 2ª T..12.2006. ser tomado em linha de conta na determinação da alíquota da taxa de coleta de lixo. artigo por artigo. mesmo não tendo se referido expressamente ao art. 1ª Turma. 2ª T. Eros Grau. no julgamento do RE 232. Taxa de incêndio Estado de Minas Gerais. Tributário.1999) fixou entendimento no sentido de que ‘o fato de um dos elementos utilizados na fixação da base de cálculo do IPTU . § 2°.a metragem da área construída do imóvel .938/2003. Min. considerou constitucional a cobrança de taxa de incêndio. Recurso ordinário desprovido (STJ. 13. João Otávio de Noronha. 145. A posição adotada pelo Tribunal a quo. rel. da Constituição Federal. Min. Min. DJ 09. João Otávio de Noronha. Constitucionalidade. A corte de origem deliberou sobre a correspondência entre as bases de calculo do IPTU e da taxa de limpeza pública.049/MG. DJU 19.09. Análise da norma pelo Tribunal de Justiça o Estado de Minas Gerais em ação direta de inconstitucionalidade transitada em julgado. 144 da Constituição Estadual. que. 1. DJ 21.150/MG.2007.2007. Tributário. Agravo regimental improvido (STF. Lei 6. contudo.763/75. no julgamento do RE 206777/SP. Art. Controvérsia referente á especificidade e divisibilidade da taxa de limpeza pública não dirimida pelo Tribunal a quo. Falta de prequestionamento do disposto no inciso II do mesmo art. 02.032/MG. Coincidência com a do IPTU. 3.12. Min. 2ª T.02.2007. encontra-se coerente com o decidido pelo Plenário desta Corte.2003.607/MG.. Juiz Teori Albino Zavascki. j.280/MG. Questão devidamente prequestionada. Ellen Gracie. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. com redação da Lei 14.2003.2006. ROMS 21.2007. circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula nº 279 do STF. não quer dizer que teria essa taxa base de cálculo igual à do IPTU’. AIAgR 618. Taxa de incêndio. j. II da CF/88 114 . por entender que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e a sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto. 98).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. 2. 1ª T.08. Súmulas STF nº 282 e 356. RMS 21. 145 da Constituição Federal.03. 145. 2ª T. 33).04. Município de Belo Horizonte. Recurso ordinário em manado de segurança. 145 da Constituição. Impossibilidade de apreciação de tese em tomo do art.. José Delgado. j. 07. 2.10. p.que é o valor do imóvel (CTN. Base de cálculo. Análise do recurso quanto ao art.08. Min. art. p.

038/2003. Min. Vide. 1. O ITR tem como fator gerador a propriedade rural e como base de cálculo o valor da terra nua..2006. João Otávio de Noronha. 321). da CF. também. que a declaração de constitucionalidade produz efeitos erga omnes e que nesse julgamento foi analisada a questão em torno do art.938/2003. 2. Resolução 11/2005 do Senado Federal] identifica-se como taxa e não preço público.690/88). 3. rel. Min. Confronto entre lei municipal e federal. DJU 09. 144 da Constituição Estadual. REsp 179. 1. Min.2006. p. 105 da Constituição Federal para resolver conflito entre lei local e lei federal [de acordo com a redação do art. 2. ao criar a taxa de incêndio. rel. Taxa 115 . b. Cabimento do recurso especial pela alínea b. 2ª T.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 06. j.11. João Otávio de Noronha.632/MG.522/1992. descabe o reexame da matéria nessa oportunidade. Matéria constitucional.12. com redação dada pela Lei 14. rel. Processual civil e tributário.04. Taxa de conservação de estradas de rodagem. Importação. porque decore da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal. com redação dada pela Lei 14.145/53 e 7. É legítima a taxa de incêndio instituída pela Lei estadual 6. Fato gerador e base de cálculo.2005. j. ROMS 22. 21. 77. III. Cabe recurso especial fundado na alínea b do inciso III do art. foi considerada legítima pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais na ADIn 1.145 foi extinta pela Lei 8. Tributário. inclusive ICMS e ISS e dos arts. Precedentes. artigo por artigo. 1.690/88 [taxa prevista no art. p. Ausência de identidade com o ITR.. Segunda Turma) (STJ. o que afasta a possibilidade de identificação com o imposto e a eventual ofensa ao art. 10 da Lei 2.280/MG. tampouco para prequestionar questão constitucional. Ilegalidade. anterior à EC nº 45/2004].049/MG e 21. A Lei 6.05.2005. 78 e 79 do CTN. Considerando que ocorreu o trânsito em julgado desse acórdão.763/75.02.802/SP. Conservação e Melhoramentos de Estradas de Rodagem tem como fato gerador a prestação de serviços de conservação e como base de cálculo o custo do serviço dividido entre os proprietários de imóvel rural segundo fórmula adotada por pontos de utilização dos serviços. Não cabe ao Superior de Justiça intervir em matéria de competência do STF. 232).404860-1/000. A exação criada pela Lei 2. Eliana Calmon. 77 do CTN. Recurso especial não conhecido (STJ. 105.0000. Recurso especial.145/53 e modificada pela Lei 7. 2ª T. 03. 4. enquanto a Taxa de Construção. 2. sob pena de violar a rígida distribuição de competência recursal disposta na Lei Maior. visto que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e que sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto’ (RMS 21.763/75. Taxa de expediente (Leis 2.

Verificada.. afastada a sua anulação neste ângulo. Sucumbência recíproca. Equivocada se tem revelado certa forma de contagem fazendária: a partir do fato e formalizado o crédito. Precedente do TRF 1ª Região. após a declaração de inconstitucionalidade pelo eg.. Taxas de conservação e taxas de limpeza pública devidas.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. 21. de cunho prescricional. Entende a Eg.1999. § 2°.992-1/210. 145. configurado o alegado evento prescricional. encontra-se parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. cumprindo destacar que. não procedeu o contribuinte/recorrido ao devido recolhimento do mesmo. nos presentes autos. Embargos à execução fiscal. 4.04. qual seja. em relação ao ano de 1995. 178).2105/DF. contados da data de sua formalização definitiva. 3.2000. 1. para interrupção do prazo prescricional: portanto. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. elencada no inciso V.12. nos termos 116 . do Eg. 3ª Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106.1ª R. de rigor a extinção do débito prescrito da forma como operada. 174 do CTN. Remessa oficial improvida (TRF . 5 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. STJ. 156. primeira figura. 7. Contaminado pela prescrição. da CF e o parágrafo único do art. Tributário. a prescrição. Município de São Paulo X União. 77 do CTN. Operou-se a prescrição em relação a alguns dos débitos exeqüendos (taxa de licença e taxa de limpeza referentes ao ano de 1995).03. Juíza Selen Almeida. j.09. após a formalização do crédito tributário em questão.2000 (fato incontroverso). 3. uma das causas de extinção do crédito tributário. com observância do estabelecido pelo art. Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal. p. Conforme se extrai a partir da r. dali por diante passa a fluir o prazo de sua cobrança. com a cobrança de específicos meses colhidos pela prescrição). sentença. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. 6. segundo a qual suficiente a propositura da ação. por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação. do CTN.01. qual seja. 5. Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo. rel. Parcial procedência aos embargos. em 01. Execução fiscal. Prescrição parcial ocorrida. 5. Coincidência com a base de cálculo do IPTU. DJU 17. inclusive ICMS e ISS que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art. Constituem os débitos atos distintos identificáveis e autônomos. 4ª T. no RE 167.4. Inocorrência. do art. STF. 6. com a Lei 8.01. 2.522/92. REO 96. ajuizado o executivo em pauta em 18. artigo por artigo. como se denotará.1995. ao verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. através de mero cálculo aritmético.

tão-somente reconhecendo-se a ocorrência da prescrição parcial. a propósito. 145. sendo capital repisar-se tanto se tributa. a declaração de nulidade da ação de execução fiscal. A natureza da atividade estatal envolvida se põe límpida. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. Apesar de reconhecida a prescrição em relação aos débitos supra citados. consoante parágrafo único do art. 14. no tocante ao tema aqui em mérito. Precedentes. pelo serviço efetivamente prestado. No que tange às taxas de conservação e de limpeza pública. que contam com aqueles referidos serviços. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. adota-se. Também inocorre á propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: como destacado pela Municipalidade envolvida. A divisibilidade se coloca também límpida. específicos. inafastada a presunção de certeza da CDA em questão. sem óbice substancial pela parte contribuinte. imediato. conservação e limpeza pública. 11. do descumprimento nem ao requisito da especificidade. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo poder público. 13. reformando-se em parte a r. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referidos serviços. ônus cabalmente seu. a título de taxa. para julgar parcialmente procedentes os embargos. artigo por artigo. vez que dotado de valores autônomos. portanto. de molde a permitir exigência da exação em pauta. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. CF. amiúde praticada. não ensejando. nem ao da indivisibilidade. 15. tanto quanto se sujeitando a União ao 117 . atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. 17. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da União. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. e do art. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. 77. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. 9. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor residual do débito executado. vencimento de 1996/1998. reconhecendo-se a legitimidade da cobrança das taxas de conservação e de limpeza pública. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. 10. fato incontroverso. 8. CTN. firmados através do inciso II do art. inclusive ICMS e ISS da jurisprudência que. neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. 16. Não se ressentem referidas taxas.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. antes enfocados. Impõe-se o parcial provimento ao apelo da Municipalidade envolvida. Pertinente e adequada a ponderação. 12. CTN. da União. sentença. avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços. de fato. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. 204.

da Constituição Federal. a partir de jan. rel.O prazo disposto no art.03. Possibilidade. III . concedido à Fazenda Pública para homologar a conduta do contribuinte ou lançar de ofício a eventual diferença apurada.É inconstitucional a taxa instituída pelo art. utilizando-se. a compensação devia ser efetuada somente entre contribuições e tributos da mesma espécie e destinação. 3ª Turma: AC 97. inclusive ICMS e ISS pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. não mais exige o prévio requerimento do contribuinte e a autorização da Secretaria da Receita Federal para a realização da compensação em relação a quaisquer tributos e contribuições. quando o contribuinte recolhe o tributo sem o prévio exame da autoridade fiscal.10. 145.954/SP. 1° da Lei 7. 168./92. o art. conta-se a partir deste recolhimento.145/53. 16. artigo por artigo. e d) UFIR. o que. DJU 23. Taxa para expedição de guia de importação.833/2003. b) IPC de mar.690/88. modificado pela MP 66/2002.A correção monetária deve ser calculada desde a data do recolhimento indevido. p.383/91 e 9. entretanto. j. 150 do CTN.690/88. com redação dada pelo art. Precedentes do STF e do STJ.2006. IV . 18. os seguintes índices: a) BTN a partir de dez. AC 993. na redação que lhe foi atribuída pelo art. ou seja./90 a fev. 10 da Lei 2. a taxa de emissão de guias de importação somente pode ser compensada com outras taxas. Carlos Muta. STF (RE 167. e pela Lei 10./91 a dez. 1° da Lei 7. de mesma espécie e destinação. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. haja vista a identidade de sua base de cálculo com aquela vigente para o imposto de importação./88 até fev.. uma vez que se trata de direito superveniente. administrativa ou judicialmente..637/2002. deve ser utilizada exclusivamente a taxa SELIC. 77 do CTN./91. rel. que representa a taxa de inflação do período considerado acrescida de juros 118 .2005. e art. Juiz Silva Neto. Tributário. Fed.11.Na vigência das Leis 8. 3ª T. II . o direito de compensar o tributo indevidamente recolhido. II e § 2°. Parcial provimento ao apelo (TRF-3ª R. CTN. no caso. mesmo no caso de tributo lançado por homologação. I. não pode ser aplicado no caso em pauta. V . convertida na Lei 10. Des. 10 da Lei 2./90.992-1/PR) e do C. Precedentes do E. In casu.A partir de janeiro de 1996. Atualmente. Compensação. STJ.032515-7. em favor do Município implicado. em flagrante discrepância com o previsto no art. Precedente da E.11./91.2005. I . DJU 17. 74 da Lei 9. uma vez que o contribuinte não precisa esperar o esgotamento do qüinqüênio previsto no § 4° do art. para postular.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2007. não configurada a decadência do direito de pleitear a compensação dos pagamentos efetuados em período superior ao qüinqüênio contado retroativamente da propositura da ação.430/96. c) INPC de mar. Art. Portanto. Inconstitucionalidade. devidas ao Fisco. 25.250/95. 559). j.01.145/53.

77. 3.2006.2006. 305/95. DJU 17. a que se dá parcial provimento (TRF-1ª R. A correção monetária a ser adotada na restituição dos valores recolhidos indevidamente deverá ser feita. do CTN. Tributário e processual civil. j. VII . artigo por artigo. Delegação do poder de tributar.244/67. da Lei 9. 97 do CTN.532/1997]. das taxas por utilização de instalações e equipamentos da Suframa... § 2°. 145. AC 370.08. 024/99). 118). Identidade de base de cálculo. do Estatuto Constitucional.. 39. Remuneração pela anuência aos pedidos de guias de importação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 23. j.32. 77. nos termos do § 4°. 7. Natureza jurídica de taxa.392/AM. Prescrição. do CTN. pelo serviço de carga e descarga. Fixação por portaria. bem como a utilização de suas instalações e equipamentos. da CF. está em confronto com o princípio da legalidade tributária. Taxa de licenciamento de importação. 2. art. Arts.2006.-lei 288/67 e do Dec. e do art. o prazo prescricional para efetivar-se a 119 . 61. em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação. da tipicidade e com a regra do art. art.2006. Suframa. com a redação conferida pelo art. Taxa Selic. As remunerações estabelecidas pelas Portarias editadas pela Suframa (171/83. Tabela da justiça federal. 197/96. 3ª T.690/88. Somente a União pode por lei. 1° da Lei 7. parágrafo único. do CTN.Apelação da União Federal desprovida. Tributário. 8ª T. nos termos do art. rel. da CF. 145. 1.145/53. À Suframa foi conferido o poder de polícia para expedição de guias de importação. Impossibilidade. Controle de internamentos na Zona Franca de Manaus. prestação de serviço de carga e descarga. Tese dos cinco mais cinco. nos termos do Dec.113. e art. Não é concebível que essas taxas sejam instituídas por portarias.11. da CF.Apelação da autora e remessa oficial parcialmente providas (TRF-3ª R.000. 6.10. Correção monetária. Desembaraço aduaneiro. 5. 309/95. p. Ofensa ao art. a partir do recolhimento indevido. Vedada a identidade de base de cálculo entre taxa e imposto.04. parágrafo único. tida por interposta. fixar as referidas taxas cobradas pela Suframa. Constitucional. p. armazenamento ou estocagem. Princípio da legalidade. 566). 7° e 97. VI .307/SP rel. A fixação por portarias. AC 2001. 145. 06. 1. 05. ‘O Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento de que. mantendo-se os juros de mora fixados na sentença. 4. indubitavelmente. Violação aos arts. Prescrição. inclusive ICMS e ISS reais. 150. armazenamento ou estocagem. Administrativo. Apelação e remessa oficial. têm natureza de taxa e não de preço público. § 2°. § 2°. Juíza Cecília Marcondes. embora a arrecadação e a fiscalização sejam a ela delegadas. 10. Juíza Maria do Carmo Cardoso.. Lei 2.250/95 [artigo revogado pela Lei 9. pelos índices adotados na Tabela da Justiça Federal.

1996 (Lei 9. A taxa Selic deve ser aplicada como índice de correção monetária a partir de 1° . p 81). I..2003. não acumulável com nenhum outro índice no mesmo período. Juiz Hilton Queiroz. 2.145/65. por sua natureza jurídica de tributo vinculado. tampouco com juros moratórios.04. não pode ter base de cálculo própria de imposto. A taxa. Base de cálculo. III. É assentado o entendimento no STF que basta a manutenção. Lei complementar. é desta que se inicia o termo a quo do lapso prescricional para o ajuizamento da ação correspondente. Provimento parcial ao recurso adesivo da autora (TRF-1ª R. Improvimento ao apelo da União. Imposto. Os juros de mora.03. neste caso. é de cinco anos. na repetição do indébito tributário. 1° da Lei 7.2003. acrescidos de mais cinco anos contados daquela data em que se deu a homologação tácita. AC 1998. 5. art.165/2000 criou a TCFA (Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental).960/2000.938/81. entretanto. porque indevidas desde a sua instituição. 11. de inconstitucionalidade.960/2000. Superior Tribunal de Justiça. cautelarmente. 4. j. Os efeitos decorrentes da suspensão de eficácia de dispositivo legal não prejudicam os efeitos ex tunc que resultam do reconhecimento. artigo por artigo. considerou-a inconstitucional. inclusive ICMS e ISS compensação via ação judicial. que trazia a TFA (Taxa de Fiscalização Ambiental).165/2000. Tratando-se. na ADIn 2. DJU 11.34.. A Lei 10. 145. do Estatuto Constitucional. não pode ser estabelecida com referência às parcelas recolhidas. a prescrição. que se assenta na capacidade econômica do contribuinte. Tributário. II. foi editada para substituir a Lei 9. contados da ocorrência do fato gerador. Lei 9. lnocorrência. incidenter tantum. 10. em um primeiro momento.690/88). A cobrança da taxa pelo exercício do poder de polícia não se confunde com a taxa decorrente da prestação de serviço público.109. examinando a legislação de regência da taxa de licenciamento de importação. § 2°. 4ª T.000. por violação do art. pelo sujeito ativo. abarcando muito mais atividades do que apenas a fiscalização in locu dos estabelecimentos submetidos à tributação. cuja eficácia foi suspensa. Lei 10. O STF.TCFA.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. por sua inconstitucionalidade.178-8. 7. 6. Poder de polícia. são de um por cento ao mês. rel. com a redação dada pelo art. tornando-se inexigíveis (REsp 191484/RS)’. de declaração da inconstitucionalidade da lei instituidora do tributo.250/95).837/DF. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . 3. alterando a redação da Lei 6. 8. Precedentes do Eg. competências e instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente. Ofensa ao princípio da isonomia e igualdade tributária. uma vez que. de órgão de controle em funcionamento (RE 116. Mandado de segurança. representado nas metas. cobrada em razão da emissão de licença ou guia de importação (Lei 2.01. O fato gerador da TCFA é o serviço prestado de exercício de poder de polícia.518 120 .

editada pelo ente político incumbido de executar o poder de polícia a que se refere a cobrança.2006. 154.2006. Taxa de Ocupação de Terreno de Marinha. j. o que dirá se a exação é ou não tributo será o regime legal que a instituiu e a mantém. Tendo a natureza jurídica de taxa. da Constituição Federal. Ofensa ao princípio da legalidade e isonomia. Natureza tributária inexistente. Precedente do E. Não importa o nomen iuris destinado a esta ou aquela exação cobrada pelo Estado. 151). Arts. 145 da Constituição Federal e 77 do CTN. artigo por artigo. só poderia ter sido criada dentro da competência residual da União. como tal. ao estipular valores uniformes por categorias de contribuintes.06. bem como ao art. rel. que leva a uma distinção dentro dos limites da razoabilidade e da proporcionalidade. rel. A Taxa de Fiscalização Ambiental .07.TFA. A TFA não tem como fato gerador qualquer atividade estatal relacionada à impetrante e. pode-se dizer que é um preço público. II. para a respectiva instituição.. da CF/88.973). AG 244.. Questão de ordem. 631). Ocorrência. insculpido no art.960/2000. utilize base de cálculo de imposto. a TCFA não exige. e 145. I. que no caso é o Ibama. Taxa de Fiscalização Ambiental . VI.627/SP. Tendo em vista ser devido pelo administrado que ocupa bem do Estado. I.TFA afronta o princípio da isonomia.08.2005. REOMS 242. Juiz Nery Junior. sim. 154. IV Remessa oficial não provida (TRF-3ª R. 31. Não se admite que a TCFA. p. p. O cálculo do valor da TCFA não apresenta qualquer ofensa ao principio da isonomia tributária.816/SP. uma vez que efetuado com base em dois critérios conjugados: o grau de poluição da atividade exercida e o capital social da empresa.05. 3ª T. 3ª T.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 150. A ‘taxa’ 121 . Lei 9.2005. STF (RE 177. pois. bastando a lei ordinária. 2. através de lei complementar. Precedente do Supremo Tribunal Federal. § 2°. 3. IV. I. à atividade por ela exercida. na forma do art.. DJU 23. o requisito constitutivo formal de lei complementar. DJU 13. Juiz Nery Junior. porquanto a taxa não é instituída considerando-se somente o capital da empresa. Não há infringência aos arts. II. VII. mas também incide o tributo em função do porte da pessoa jurídica e sua atividade-fim. j. V. que se encontram muitas vezes em situações econômicas distintas.. da Constituição Federal. de competência legislativa da União Federal. 77 do CTN. 15. III. A taxa de ocupação é uma retribuição anual de índole contratual. 1. Mandado de segurança. disfarçadamente. A mencionada taxa possui natureza jurídica de imposto e. mas não é tributo. Conflito que se suscita perante o Plenário do Tribunal para firmar a Seção Competente. instituiu tratamento igual a sujeitos passivos.835-1/PE). Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R. inclusive ICMS e ISS e RE 230. Tributário. não de uma taxa. Constitucional.

pena de restar desvirtuada a sua natureza jurídica de taxa. p.. a limitação. inclusive ICMS e ISS em questão não tem como fato gerador o exercício regular do poder de polícia (entendido como o condicionamento.266). pois não albergada na previsão contida no art. 5.162.398/87). Também não se trata de utilização. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. 4. do Regimento Interno. e sim como contraprestação à ocupação de terrena da União. Constitucional e tributário.. DJU 06. porquanto não se apresenta como fato gerador signo presuntivo de riqueza (o princípio informador dos impostos é a capacidade contributiva).101. é remuneração pelo uso da coisa. 149 da Constituição Federal. 4°.62/SC. porquanto trata-se de uma contraprestação do administrado para que utilize bem do Estado. uma vez que não está em jogo obra pública. de serviço específico e divisível. 1. em que o seu valor é estabelecido de forma compatível com o custo da atividade estatal a qual está vinculada. existe base de cálculo (valor do domínio pleno do terreno.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. artigo por artigo. A ocupação de bem de uso dominical pelo administrado (que se aproxima de um contrato de locação ou de uma enfiteuse) não é uma utilidade ou comodidade fruível pelo administrado que diga respeito a necessidades ou comodidades básicas da sociedade. Ademais.03. também não se configuraria como serviço público. Ilegitimidade da cobrança. 8. Precedentes do STF. no caso. 7. a taxa de ocupação é devida como retribuição pelo uso de bem público. A taxa é tributo fixo. Apelação não provida. Juíza Tânia Terezinha Cardoso e Escobar. d. Considerando que os juizes componentes da 1ª e 2ª Seção desta Corte já declinaram a competência.06. 1. 9. 122 . (b) as de intervenção no domínio econômico e [c] as de interesses das categorias profissionais.040. Seguindo a trilogia do CTN. II. A ‘taxa de ocupação’ evidentemente não se caracteriza como contribuição social. também pode-se dizer com segurança que de contribuição de melhoria não se trata. 6. geralmente criado sem base de cálculo e sem alíquota. sendo que. A Taxa de Serviços Urbanos refere-se ao valor venal do imóvel. que prevê três subespécies de contribuições no supra transcrito dispositivo: (a) as sociais (aí incluídas as destinadas ao custeio da Seguridade Social). Igualmente não se trata de imposto. porquanto não se está oferecendo aos administrados em geral (princípio da generalidade).2001. rel. devido a um acordo entre União e o ocupante. nos termos do art. fazendo-se um raciocínio por exclusão. Taxa de Serviços Urbanos. ao exercício da liberdade e da propriedade do administrado). torna-se imperioso.2001.-lei 2. 1°] do Dec. 2ª T. efetiva ou potencial. Município de Salvador. j. QUOREO 1999. submeter a divergência ao Plenário do Tribunal para que reste fixada a competência para a apreciação da matéria (TRF-4ª R. 22. anualmente atualizado) e alíquotas variáveis (incisos I e II [do art.

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.12. Neste sentido. 77. 145. 16.Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7. Município de Araçatuba X ECT. características inerentes às taxas. 352 do RITRF-1). assim se procede. de conservação de pavimentação. de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas.113.09. Precedentes desta Corte e do STF 3. Execução fiscal.22. de limpeza pública. Tributário. firmados através do inciso II do art. 2. de serviços públicos específicos e divisíveis. j. em 11.2003. Parcial procedência dos embargos. pois o valor da execução é de R$ 2.. parágrafo único. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. 2. CF. 1. I . pelo Município que nada tem de divisibilidade e de especificidade. Constitucionalidade.88/BA.940/89).003. inclusive ICMS e ISS semelhantemente à base de cálculo do IPTU.07..487/RJ. ao Distrito Federal e aos Municípios instituir impostos sobre patrimônio. de vigilância pública predial. Embargos à execução fiscal.2006. renda ou serviços uns dos outros. sabendo-se que o art. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art. que fazem referência às taxas pela razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização.A taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários tem base de cálculo diversa da do imposto e não é calculada em função do capital da empresa. artigo por artigo. 145. CTN. 1ª T.. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição. 146). Tributário. da multa e da correção monetária. 11. conservação e urbanização de logradouros públicos. II e § 2°. Inexistência de afronta ao art. violando o art. do CTN. j. p. e do art. 77 do CTN. repete preceito constitucional (art. Prescrição parcial consumada. e. Legitimidade da cobrança dos juros. de limpeza pública. AC 134. DJU 29. fere o art.2006.descabe a alegação de contrariedade a lei tributária. de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios. Remessa dos autos à Corte Especial para apreciação (art.330. efetiva ou potencial. Taxas de remoção de lixo comercial. da CF. 475 do CPC.2006. aos Estados.940/89. A TSU possui natureza de imposto e não de taxa. Taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários (Lei 7.. para publicação do acórdão (TRF-1ª R. Peças liberadas pelo relator. §§ 1° e 2°). No que tange às taxas de remoção de lixo comercial. rel. 150 da CF posto que é vedado à União.09. Juiz Luciano Tolentino Amaral. Juiz Ricardo Regueira. Legitimidade da cobrança. 145. 4. 77. excluindo-se o reexame necessário. Entendendo a E. O fato gerador da TSU é a prestação dos serviços de pavimentação. II . 54).09.2004. Acolhida argüição de inconstitucionalidade. avulta em destaque a 123 . p.003. de fato. DJU 13. Taxa de Iluminação Pública indevida. Não conhecimento da remessa oficial. III – Recurso provido (TRF-2ª R. rel. Feito suspenso. Sucumbência recíproca. AC 2000. 7ª T.

11. avulta em destaque a indivisibilidade de dito serviço. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa.01. como se denotará. 7. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. que lhe reconheceu ilegitimidade. com o Excelso Pretório que. de molde a permitir sua exigência. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP). CF. No âmbito dos requisitos para as taxas em geral. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público. ônus cabalmente seu. guarda harmonia a r. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. ainda que não conhecidos. encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. inclusive ICMS e ISS divisibilidade de ditos serviços. artigo por artigo. claramente. contados da data de sua formalização definitiva. com observância do estabelecido pelo art. 10. antes enfocados. consoante arts. que contam com aquele referido serviço. 8. limpeza de vias públicas. e 516. Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10. Ante a devolutividade do apelo. CTN. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. imediato. 4. 512. imediato. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. de fato. e do art. remoção de lixo comercial. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. a título de taxa. caput e § 3°. sendo capital repisar-se tanto se tributa. 3. Contaminado pela prescrição. 14. pelo serviço efetivamente prestado. 77. 515. A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida. todos do CPC. da ECT. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. pois exatamente esta calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. vetou o uso daquele tributo para tal fim.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Pertinente e adequada a ponderação. 6. ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos. 174 do CTN. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço. 13. de molde a impedir exigência de taxa. 145. amiúde praticada. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. por meio da Súmula 670. Inconstitucional dita exação. 12. 9.1995 a 124 . Constatada será a ocorrência da prescrição. qual seja. vigilância pública predial e prevenção a incêndio. A divisibilidade se coloca também límpida. nem ao da indivisibilidade. sentença. conservação da pavimentação. firmados através do inciso II do art. 5. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte.

Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo. recaem sobre o crédito tributário. 24. sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos.12. Afigura-se coerente venha dado valor. 18. realmente. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10. para dele fazer parte integrante. como se extrai. 17. segundo a qual os juros. Coerente a compreensão. em essência adere a correção monetária.09. 161.1996. Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa.09.1995 e de 10. a cujo principal. contudo incidente com referência às taxas retratadas. quando do sentenciamento dos embargos. Vencidas as dívidas em 10. do art. primeira figura.1995. 20. em dados momentos. 16. 19. 23. 25. qual seja. denomina a tanto de remissão. A respeito de constituírem os débitos atos distintos.da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico.01. 22. em direta consonância com o inciso V.07. uma vez que regida pela LEF dita nuança. exatamente por motivo inverso.1996.1995 a 10. do art.12. como se dá com o não pagamento tributário. nos presentes autos. do CTN. da moeda nacional .12. assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária.07. histórica. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. a prescrição. porém que brota da incursão por ato ilícito. originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente. a corresponder. Verificada. consoante art. elencada no inciso V. identificáveis e autônomos.2000. CTN. Tão assim acertado o entendimento que a Administração. figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária . inclusive ICMS e ISS 10. à dívida em sua junção de principal com atualização. CTN. Reflete a multa moratória acessório sancionatório. de rigor a extinção dos débitos prescritos. a cifra maior. 97. segundo a qual suficiente a propositura da ação. Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR. artigo por artigo. Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária. a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP. vez que indevida sua cobrança.01. decorrência .1995 a 10. conforme entendimento desta Colenda Terceira Turma. STJ.1995 até 10. do E. 21. anos posteriores. cumpre-se 125 .12. instituto inerente ao crédito tributário. em sua superioridade em si . para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28.límpida e lícita. e à luz evidentemente de lei a respeito.de tal sorte que sua incidência. 15.1995 e de 10. deva recair sobre o débito. vez que estes os incidentes no caso vertente.1995 a 10.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 156. quando pratica a dispensa de correção monetária. uma das causas de extinção do crédito tributário. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN). amiúde construída.esta fruto da inerente desvalorização.

perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados. através de mero cálculo aritmético. artigo por artigo. 27. rel. Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial.. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10 % sobre a diferença excluída em prol da ECT. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. bem como verificando-se legítima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. de vigilância e quanto à taxa de prevenção contra incêndios. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido. 26. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. visando a declaração 126 . 99/127) interposta pela parte Impetrante . Recepção pela CF/88.1995. j. em favor do Município implicado. 28.. Trata-se de apelação cível em mandado de segurança (fls.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.S.04. adota-se. 401).A. nos termos da jurisprudência que.N. a atingir vencimentos ocorridos de 10. a propósito. sentença. Decreto-lei 1. Exigência legítima.12.. F. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente.C.02. Taxa de classificação de produtos vegetais. Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP. de conservação de pavimentação.01. Dr. específicos. mercadoria importada.2007.. bem como ante a ocorrência da prescrição parcial. em favor do Município implicado. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. inclusive ICMS e ISS destacar que.B. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF. por inconstitucional). de limpeza pública. Constitucional e tributário. p.3ª R. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata. contra sentença do douto juiz de origem. AC 1079.2007. na forma retro fixada. Inviolabilidade do princípio da legalidade e da indelegabilidade. Juiz Silva Neto. impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r.831/SP.1995 até 10. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. 1. 3ª T. Constitucionalidade. DJU 11.899/81. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. Portarias interministeriais. Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo. vez que dotado de valores autônomos. 28.

TRF da 2ª Região . 145. de base de cálculo de imposto.C. A taxa de classificação de produtos vegetais. da referida Lei e Decreto 82. 8°).110/78.Taxa de Classificação de Produtos Vegetais. § 2°.2003).10. base de cálculo semelhante a de imposto.-lei 1. revogado pelo Dec. bem como de seus derivados é sucedâneos (fls. A referida taxa tem previsão legal.Relator(a): Desembargador Federal Napoleão Maia Filho. 7°. I. e 48. 2. O art. I e II. no Decreto-lei 1. portanto.899/81). 145. não tendo.664/2000] estenderam a obrigatoriedade da referida classificação aos estabelecimentos que beneficiem ou industrializem produtos vegetais. também. As portarias editadas observaram os 127 .305/75 [revogada pela Lei 9. pois. Não se trata. 3. editada com base e no Dec. cobrada pela Impetrada . 5. todos do CTN. no exercício do poder de polícia. por suposta contrariedade aos arts.972/2000] deu novo tratamento à matéria. Inviolabilidade ao princípio da legalidade tributária na fixação do valor da taxa de classificação de produtos vegetais por portaria interministerial. 77 do CTN). § 2°. 14) subsumem-se nos mencionados tipos legais. bem como aos arts. sobre o milho em grão importado pela apelante.899/813 [rectius: Dec.2003 . expressa por tonelada ou fração da mercadoria. 1°.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. A Lei 9.AMS – 15159 .-lei 1.04.Data: 10. todos da CF/88. para efeito de liberação do produto vegetal importado.Fonte: DJU . artigo por artigo. 145.Órgão julgador: Quarta Turma-Fonte: DJ .AMS -UF: PB .UF: ES .Data: 22.P. inclusive ICMS e ISS de inconstitucionalidade e de ilegalidade da Taxa de Classificação de Vegetais (instituída pelo Dec.Órgão julgador: Sexta Turma . 150. II e § 2°. decorre do poder de polícia da administração e da utilização efetiva pelo contribuinte de serviço público específico e divisível (art. 77. Inviolabilidade do art. . na hipótese.fls. dentre elas a industrialização de cereais e de sementes oleagionosas. 6.972/20002 [rectius: Lei 9. e a quantidade de produto fiscalizado influi diretamente na mensuração do serviço. A base de cálculo da taxa. 82.972/2000] instituiu a classificação dos produtos vegetais de valor econômico destinados à comercialização interna. O art. sucedida pela C. guarda a necessária relação com a atividade estatal prestada no exercício do poder de polícia. 137. 4. acarretando a incidência da TCPV .899/81 (art. pois a atividade do Estado. desvinculada de qualquer atividade estatal específica em relação ao contribuinte. paga em razão do serviço prestado de classificação vegetal. que autorizou a redução do valor legal fixado por ato administrativo.899/81]. As atividades elencadas no estatuto social da apelante. mantendo a obrigatoriedade da classificação vegetal. 7°. não havendo ofensa ao art. da CF/88. da Lei 6. da Carta Constitucional (Precedente TRF 5ª Região . I. instituída para fazer face às despesas de fiscalização de produtos vegetais importados do estrangeiro. 97.110/781 [rectius: Dec.-lei 1. 3. consiste em fiscalizar a qualidade do produto vegetal.

consagrado no art. rel. da Constituição Federal.55770 Órgão julgador: Terceira Turma . 7. 15 [rectius: inciso I]. interesse ou liberdade. 78 do CTN.2002 p.Data: 27.784.2003 .. Inocorrência de violação ao art. Precedentes do TRF da 4ª Região . DJU 12. j. 150. Considera-se poder de polícia a atividade da administração pública que. I. 8. 3ª T.. 150. em razão de interesse público concernente à segurança.06.2001. da CF/88 e ao art. 97]. AMS 30.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 15. TRF da 2ª Região .AMS – 15159 . Juiz Hélio Sílvio Ourem Campos. DJ 17. 20. 680 . da CF/88 e art. TRF 2ª R.Data: 22. II e III.05.10.2004.. à disciplina da produção e do mercado. limitando ou disciplinando direito. à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. aos costumes.UF: ES . Des. 5ª T.AMS .AMS – 73749 . federal Castro Meira. não incluída a competência legislativa (Precedentes: TRF 5ª Região.899/81 trata-se de delegação da capacidade tributária ativa. 48. regula a prática de ato ou abstenção de fato.09.Órgão Julgador: Sexta Turma . Parágrafo único. à higiene. 976 [rectius: art.DJU : 09. à ordem.048/ PE. inclusive ICMS e ISS termos da autorização legal.09. 17 [rectius: inciso I]. AMS 82.03.Fonte: DJ . Apelação interposta pela Impetrante improvida. 113).Segunda Turma . do CTN (Precedentes: TRF 5ª Região .775/RJ. O princípio da legalidade tributária. 78.Fonte: DJU . traz limite explícito para a instituição ou aumento de tributos. 128 . 8° do Decreto-lei 1. Não há violação aos arts. Sentença mantida (TRF-5ª R. pois que a delegação prevista no art. com observância do processo legal e. p. Apelação Cível 149..2004. e não para a sua redução. rel.2003.2002).Relator(a): Desembargador Federal Nereu Santos. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável.10. Art. ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. * Artigo com redação determinada pelo Ato Complementar 31/66. artigo por artigo. visando a proteção do contribuinte.Relator(a): Juiz Alcides Vettorazzi).

sem abuso ou desvio de poder. porquanto esta específica atividade estatal pode ensejar o surgimento de um custo adicional. é dizer que nem sempre a taxa tem conteúdo fiscal. COMENTÁRIOS Conceito. via pagamento da taxa. em qualquer hipótese. em verdade. não mais se conceitua o poder de polícia como discricionário. Entendo que melhor do que tecer comentários ao poder de polícia. é possível fazê-lo tendo a taxa como suporte. mas o CTN não se negou a também conceituar. 129 . inclusive ICMS e ISS tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária. que mereçam a proteção pública. quando se almeja proteger direitos individuais e coletivos. O direito administrativo fornece o conceito jurídico. tão bem sistematizados nos compêndios de direito administrativo. é o nítido caráter de contraprestação. significa limitação ao exercício de direitos. Atualmente. artigo por artigo. mas extrafiscal quando decorre do exercício do poder de polícia.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. surgindo hipóteses em que se apresenta a exação com nítido caráter extrafiscal. custo este suportado pelos cidadãos. Por exemplo. a referência à lei é imprescindível. O que é imprescindível. A expressão “poder de polícia” não traduz bem o que seja esta atividade estatal que. inclusive segurança advinda do próprio Estado. adverte o festejado jurista. porque sob a égide de uma sociedade que está a exigir a cada dia maior segurança. Como bem identifica Aliomar Baleeiro. a taxa é de conteúdo fiscal quando decorre da prática de um serviço.

rel. Alegada incompatibilidade com os arts. Normas por meio das quais a autarquia. III. 145. p. b. de 25.2000.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 5°.1998.09.823-1/DF.1998. invadindo.01. criando a taxa de fiscalização ambiental (TFA). inclusive ICMS e ISS Daí a pertinência e atualidade do comando inserto no parágrafo único do artigo comentado. A parte final do parágrafo em apreciação contém a advertência de que a discricionariedade do exercício do poder de polícia não significa abuso ou desvio de poder. e estabeleceu sanções para a hipótese de inobservância de requisitos impostos aos contribuintes. 8° da Lei 9. DJU 16. de 28.1997. mas também o direito de punir. JURISPRUDÊNCIA Ação direta de inconstitucionalidade Arts. 13. Art. da Constituição Federal. aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos impugnados. 154. como claro ficou na ementa do ADIn 1. 6). ADIn 1.960. e l4 da Portaria 113. j. IV. 10. Ação direta de inconstitucionalidade. Os princípios da legalidade e do devido processo legal. Por isto é que o STF.938/81. não podem ser olvidados pelo administrador no exercício do poder de polícia. dentre outros. Plausibilidade dos fundamentos do pedido. Cautelar deferida (STF. não fica a autoridade desvinculada dos princípios que disciplinam os atos administrativos. em prestígio a uma infinidade de decisões dos Tribunais Regionais. instituiu taxa para registro de pessoas físicas e jurídicas no Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. sem lei que a autorizasse. do Ibama. que introduziu novos artigos na Lei 6.04. Min.823-1/DF. 9°. e 150. 30. II. repudiou a intervenção do Ibama no exercício da fiscalização de atividade de sua competência. 167. Ilmar Galvão. embora com maior liberdade do agir. Dispositivos 130 . artigo por artigo.10. a competência do Poder Legislativo. § 1°. porquanto. I. assim. criando multa sem respaldo legal. Pleno. 8°. com ofensa ao princípio da legalidade estrita que disciplina não apenas o direito de exigir tributo.

tendo-se limitado a estipular. valores uniformes por classe de contribuintes. e como contribuintes pessoas físicas ou jurídicas que exercem atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. RE 239. como previsto no art. e não nos anos que se seguem. ainda. validamente.2000. Taxa de licença para localização e funcionamento.04.. todos da Constituição Federal. II. Tributário e administrativo. E. no exercício do poder de polícia. o novel tributo. Só há contraprestação do serviço e materialização do poder de polícia quando da obtenção da licença para localização e funcionamento no território do Município. Estado de Minas Gerais. por razões óbvias. Alegada ofensa aos arts. no caso. a forfait. com flagrante desobediência ao princípio da isonomia. DJU 12. É legítima a cobrança de taxa. rel. e § 2°. MC 1. Legitimidade. da Carta Magna. em recurso extraordinário.2000).05. Instalação de agência da CEF. previsto para as indústrias que comprovarem a realização de reflorestamento proporcional ao seu consumo de carvão vegetal.2000. por haverem definido. 5°.12. II. inclusive ICMS e ISS insuscetíveis de instituir. Taxa florestal. caput. pelo Município. Recurso não conhecido (STF..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. mas a atividade por esses exercida.02. Min. ADIn 2. não o serviço prestado ou posto à disposição do contribuinte.2000). 145. não especificadas em lei. Taxa para localização e funcionamento. em face da necessidade de reexame de prova. Ilmar Galvão. DJU 28. rel. qual seja o custo estimado do serviço de fiscalização. Poder de polícia. 07.1999. Lei 7.178. 150. DJU 28. pelo ente público. consistente. Ilmar Galvão. na dispensa do mesmo tratamento tributário a contribuintes de expressão econômica extremamente variada. em forma de redução do tributo. diante do incentivo fiscal. como fato gerador. I e IV. Efeito confiscatório insuscetível de ser apreciado pelo STF. j.163/77. aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos instituidores da TFA. em razão do poder de polícia exercido pelo 131 . Exação fiscal que serve de contrapartida ao exercício do poder de polícia. 1ª T. Medida cautelar deferida (STF. Súmula 279 do STF. Min. Materialização. Garcia Vieira. cujos elementos básicos se encontram definidos em lei. 1ª T. 21. e 152. Cautelar procedente (STJ. Descabimento da alegação de ofensa ao princípio da isonomia. rel. Tributário.2000). possuindo base de cálculo distinta da de outros impostos. na ocasião da licença de localização e funcionamento.704/SC.03. por não haver indicado as respectivas alíquotas ou o critério a ser utilizado para o cálculo do valor devido.397/MG. Pleno. 145.03. j. Min. 29. Poder de polícia. Plausibilidade da tese da inconstitucionalidade. Tributário. j. artigo por artigo.

não foram impugnadas as normas federais de modo a permitir a exata compreensão do inconformismo. uma vez que alega vulnerado dispositivo da Carta Política. Decisão unânime (STJ. do Município de Belo Horizonte. incidindo. DJU 04.641/89. 1.2001). em parte. Recurso especial não conhecido (STJ. Min. DJU 12. a Súmula 284 da Corte Máxima. REsp l47510/SP.06. ao dispor que: ‘É ilegítima a cobrança de taxa. Recurso não conhecido (STJ. rel. este sodalício houve por bem sedimentar a matéria por meio da Súmula 157. No que concerne à taxa de licença para publicidade. Min.04. Constitucionalidade. também.11.2000). Taxa de licença para publicidade.. na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial’. j. instalação e funcionamento. 2ª T.1998.2001. a efetiva contraprestação especifica. Tributário e administrativo. Franciuili Netto. Tributário. Efetivo exercício do poder de polícia. j. por conseguinte.03. 2ª T. Cobrança anual pelo Município de Sorocaba. instalação e funcionamento. instituída pela Lei 5. rel. Município de Belo Horizonte. em decorrência da renovação anual. 01. rel.024/SP. 2ª T. REsp 147. Reexame de fatos e provas. 1. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. ISS. Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da taxa de fiscalização de anúncios. por entender que é exigida com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal no controle da exploração e da utilização da publicidade na paisagem urbana. Entidade bancária. Recurso especial conhecido e provido.142/RS. Utilização de terminal alfandegário. Estadia e pesagem de veículo. Rejeitadas as preliminares de nulidade do acórdão. Precedentes jurisprudenciais. inclusive ICMS e ISS Município. Tributário. REsp 212.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Lei 5. pelo Município. 2. Taxa de fiscalização de anúncios. Nulidade do acórdão.641/89. Se assim não fosse.09. uma vez que não está materializado o poder de polícia e. com o objetivo de evitar 132 . Peçanha Martins.08. Inocorrência. A perpetuação da cobrança do tributo carece dos requisitos necessários à imposição da taxa de fiscalização. taxa de fiscalização. padece de fomento jurídico..2000. cuja competência recursal é do Excelso Supremo Tribunal Federal. É taxa e não preço público a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário. Ilegalidade. instalação e funcionamento. 3. Min. 10. Cobrança obrigatória a título de ‘tarifa’.. artigo por artigo. prevalece a mesma interpretação adotada para afastar a incidência da taxa de fiscalização.1999). j. 08. DJU 04. A irresignação referente ao ISS. Agravo regimental no agravo de instrumento. Francisco Peçanha Martins. Com arrimo em remansosa jurisprudência.

no caso. Sepúlveda Pertence). rel.2006. Carlos Britto. Ilmar Galvão) e 198. AI-AgR 527. por não mensurar o custo da atividade estatal Precedentes do STF e desta Turma. Ilegitimidade. 7ª T. 9). A cobrança pela inscrição e renovação de cadastro de poluidores potenciais insere-se na competência fiscalizatória do Ibama sobre o meio ambiente e assim constitui exercício 133 . 145. circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula 279 do STF. A concessão de liminar em ADIn pelo C. inclusive ICMS e ISS prejuízos à estética da cidade e à segurança dos munícipes. da CF). STF. Município de Belo Horizonte.2006. 216. j. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência da taxa em referência. 1. Ilmar Galvão).316 (Min. DJU 04. 2. AC 1997.503/MG. Taxa de fiscalização.2005. para que se pudesse dissentir dessa orientação. II. Tributário. 2ª T.207 (Min.. 2. 77 e 78 do CTN. Min. Nego provimento (STF.350. Perda de objeto. DJU 09.12. Município de Goiânia. j.2006. 98). Processo civil. Portaria 113/97-Ibama. DJU 19. 20. 63). 276. Juiz Antônio Ezequiel da Silva.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. cobrada como contrapartida pelo exercício do poder de polícia.2005. rel. da Constituição do Brasil.814/MG. Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança da taxa de fiscalização de anúncios. Tributário. rel. Ilmar Galvão). O número de empregados não pode servir de base de cálculo da taxa municipal de licença para funcionamento.06. p.2006..12. j. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. ainda. 220. Embargos à execução fiscal. localização e funcionamento.80/GO. Alegada ofensa ao inciso II e ao § 2° do art. p. 13. a teor dos arts. 23. 3. Min. p. (art. Celso de Melo). situação que não viola a vedação prevista no disposto no art.11. 2. não causa perda de objeto de ação de conhecimento que visa a nulidade de cobrança baseada na mesma norma. Taxa de licença para funcionamento de estabelecimento comercial e industrial. 3. Número de empregados. seria necessário o reexame dos fatos e das provas da causa. Base imponível. 145 do Magno Texto. § 2°. Firmou-se.001.08. visando apenas suspender eficácia de norma até discussão definitiva de mérito. 1 Cabível a instituição de taxa para licença de funcionamento pelo Município com base no exercício do poder de polícia. a base de cálculo da taxa deve vincular-se ao fato gerador do tributo. 4 Apelação e remessa não providas (TRF-1ª R. Entretanto.08. Precedentes: RE 258. Eros Grau.478 (Min.149. o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo da referida taxa com a do IPTU. Taxa Princípio da legalidade. AI-AgR 581 .904 (Min. 145. o exercício do poder de polícia. 1ª T . artigo por artigo.254 (Min.

12.773/RJ. Súmula 545/STF: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. do art. Embargos à execução fiscal. 7°. Metrologia. de 26. pois que a referida atividade destoa. espécie de tributo. DJU 16. j. do que determina a Constituição da República (art. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à previa autorização orçamentária. Postos de combustíveis. Precedentes. p. artigo por artigo. diferentemente daqueles. 166). Apelação e remessa improvidas (TRF-1ª R. 2. Legitimidade. não excede a 60 salários mínimos: aplicabilidade do § 2°. p. 4. em relação aos desdobramentos promovidos. não se pode cogitar de prescrição. Deve-se obstar a ação estatal alusiva às cobranças decorrente do poder fiscalizador. Juiz Paulo Espírito Santo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2ª T. pelo que não tem nenhuma validade a Portaria 113/97-Ibama neste ponto. inclusive ICMS e ISS de poder de polícia. 3. 1.12.010. Taxa. do Código de Processo Civil. introduzido pela Lei 10.2005. Não se conhece da remessa oficial. Embora o art. rel. Caracterização. 5.352. verificável pelo inequívoco exercício de poder de polícia.995. Juíza Maria do Carmo Cardoso. sob pena de violação aos princípios fundamentais de contenção do poder de tributar. Prescrição. j. sequer mediante delegação.966/73 mencione preço público.12. II). a natureza da verba pecuniária configura-se como taxa. 475. Cobrança pela Municipalidade. b da Lei 5. sendo esta a natureza da cobrança instituída pela Portaria 113/97Ibama. Ilegalidade. Poder de polícia..2001. quando o valor da dívida executada e embargada. Tributário. AC 324.933/99 (TRF-2ª R. é legítima e independe de comprovação 134 . O exercício efetivo de poder de polícia só pode ser custeado por taxa. Inmetro. Constitucional.009. ante a compulsoriedade de que se reveste a aludida atividade administrativa fiscalizatória. 11.2005. rel. Tributário. O princípio da legalidade no campo tributário exige que apenas a lei crie tributos. Não pode o Inmetro. Cobrança.11. em virtude de a matéria ter sido disciplinada na Lei 9. AC 1999. Inocorrência. a partir do exercício de 2000. 15. A cobrança anual da taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio. CEF. porque estas. 37 c/c 145.2004. Direito processual civil. em relação à lei que as instituiu’. cobrar dos postos de gasolina (apelados) a verba pecuniária decorrente das aferições realizadas nas bombas de combustível. entre a constituição definitiva do crédito tributário e a citação do executado. Atividade administrativa. Precedentes. Taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio. 8ª T. DJU 15.02. como no caso. 3. 158).2005. Não tendo decorrido o prazo de cinco anos..59/DF. sem que haja lei especifica... Remessa oficial. Inconstitucionalidade. Não conhecimento. As cobranças pelas aferições são legítimas. Fiscalização. Compulsoriedade.

AC 533. §§ 1° e 2°). de âmbito nacional ou regional (art. 2 . para efeito de elidir o exercício regular. de sua competência tributária. de determinar a redução das atividades geradoras de poluição (art.938/81]). j. sob qualquer forma. caput [da lei 6. A alegação de que a CEF exerce atividade de interesse público. rel. pequena ou grande). 4. não impede a cobrança da referida taxa. porque pública ou vinculada à Administração Indireta da União. 586).06.O atuar do Ibama consiste no desempenho efetivo das atividades de fiscalização e licenciamento de estabelecimentos e atividades potencialmente poluidoras. a instituição válida de uma taxa de polícia correspondente depende.Não ha violação aos princípios constitucionais da legalidade (e tipicidade) ou da isonomia tributárias.938/81]).2003. com seu potencial de poluição e com o grau de utilização de recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização (art. 10.Para sanar os vícios de que padecia a Lei 9. 5 . 1 . a União instituiu uma taxa de polícia.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. A Lei 10.. 6 . dos elementos da exação: fato gerador. § 4° [da Lei 6. 17-D). tendo em vista que o poder de polícia alcança tanto os atos preparatórios como os de continuidade do exercício. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental .938/81]) ou de homologar os licenciamentos de competência dos órgãos estaduais do Sisnama (art.TCFA. pelo Município. Juiz Nery Junior.165/2000.. de qualquer prerrogativa especial.TCFA. econômico e social. deu ao órgão destinatário da exação uma série de competências relativas ao poder de polícia correspondente à referida taxa.960/2000. 10.938/81]). estes estabelecidos de acordo com o porte da empresa (micro. de 135 . 10. o sujeito passivo (art. 3 .É inequívoco que a Lei 10. 17-C) e os valores (art. 4 – Havendo a competência administrativa cujo desempenho caracterize o exercício do poder de polícia. Lei 10. de causar degradação ambiental (art. 3ª T. da regular definição. 5.01. foi editada a Lei 10. tão-somente. § 3° [da Lei 6. além de conferir ao referido órgão (Ibama) a competência administrativa exclusiva para licenciar as atividades e obras com significativo impacto ambiental.165/2000 definiu o fato gerador (art. Tributário. a instalação. artigo por artigo. conferindo ao Ibama (sujeito ativo da exação) a competência administrativa para previamente licenciar a construção. p. Constitucionalidade. Precedentes (TRF-3ª R. Exigibilidade. bem como os capazes.165/2000. 17-D.No caso em tela. 10. inclusive ICMS e ISS do efetivo exercício do poder de polícia. base de cálculo e alíquota. 17-B).2007. sujeitos. DJU 17. não gozando a empresa. antes de criar uma taxa de polícia. por lei. § 2° [da Lei 6.618/SP. 04.165/2000 que instituiu de modo válido a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . a ampliação e o funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais considerados efetiva e potencialmente poluidores.

. como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público.2007).03.271-0. 2ª T. Trata-se.Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle. do CTN. tem-se como adequado o critério de valoração. violação a quaisquer princípios tributários.. AMS 273300/SP. parágrafo único.165/2000 dos critérios de classificação da Lei 9. 7 . necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos infringentes 2003. IPI. 2 . rel. 10. 9 . Obrigação acessória. TRF-4ª R. não havendo. previsto no Decretolei 1. Tributário. rel. nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art.2007. Natureza jurídica. 13. § 2° do CTN). pois ao estabelecer como um dos critérios quantificadores da taxa o porte do sujeito passivo (micro.2006) (TRF-4ª R. de mais um custo. na verdade.07. 1 . de obrigação acessória. por ser dele o monopólio na confecção dos selos.Não procede o argumento de ofensa ao disposto no art.437/75. O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações. 113.. 8 . 1ª Seção. cuja atividade administrativa. DJU 30. positivas ou negativas. do potencial poluidor da atividade e do grau de utilização dos recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização. Juiz Djalma Gomes. Trata-se. rende ensejo à cobrança de taxa de polícia. p. ou seja. artigo por artigo. Selos de controle quantitativo. 4ª T. apenas. assim.71. 77. e utilizando-se a Lei 10. 136 . eis que não se pode negar que a magnitude de cada um desses aspectos interfere diretamente na complexidade do exercício da atividade de polícia.437/75. não houve determinação do valor da taxa a partir do capital da empresa. Decreto-lei 1. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. Lei 4. pequena empresa ou empresa de grande porte).502/64. sem que isso venha a desconfigurar sua natureza.841/99 [revogada pela LC 123/2006]..05. Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira. 293).08.Sendo o valor da taxa determinado em função do porte da empresa.000. inclusive ICMS e ISS modo a caracterizar uma ação concreta e especifica da Administração.03. aquela que ‘decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações. j.Apelação improvida (TRF-3ª R. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado.2006. j. Ressarcimento de custos. que demanda a realização de diligências e outras atividades concretas para conceder o licenciamento ou manter a licença concedida.05. AC 200371120077868/RS. DJU 12. DJU 28.2006. pelos contribuintes do IPI.‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência..

Cobrança de preço público. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto. 145. em obediência ao princípio da reserva legal. 06. 3ª T.07. Receita originária. proveniente de produto fabricado por empresa pública .Casa da Moeda -. A cobrança efetuada pelo Inmetro em razão da aferição de bombas de combustível constitui taxa.500. previsto no art. 1ª Seção. 1..092).2006.2006. Juíza Vânia Hack de Almeida.2006. Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia. j. Inmetro. II. revelando-se legítima a sua cobrança a partir do exercício 2000.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.025.71. Lei 6. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . p. Efetiva atuação poder de polícia. 24.. Tributário e constitucional. constituindo-se em receita originária da União. Tratase.07. com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R. inclusive ICMS e ISS Embargos à execução fiscal. ou seja. rel.615/2000. por ser dele o monopólio na confecção dos selos.2006.050.. A aplicação do selo de controle do IPI. Ressarcimento de custos. Decreto-lei 1. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. AC 2002. DJU 19. Art. não caracteriza taxa e nem preço público. A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível.04. de modo que o referido tributo somente podendo [rectius: pode] ser instituído ou majorado mediante lei.TCFA. 46 da Lei 4. CF. artigo por artigo. representa uma obrigação acessória. As inscrições em dívida ativa têm origem no crédito constituído pela cobrança de preço público por prestação de serviço de aferição de bombas de combustível no estabelecimento da embargante. j. 137 . apenas. O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI. 793). Aferição de bombas de combustível.710. sendo uma obrigação assumida voluntariamente. no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo.933/99 é que foi instituída a taxa de serviços metrológicos.315/RS. Selos de controle quantitativo. Lei 10. Juiz Vilson Darós. IPI.931/81. de serviço público específico e divisível. rel. de mais um custo. Base de cálculo própria de imposto e progressividade fiscal. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. Somente com a edição da Lei 9. levandose em consideração a natureza compulsória e coercitiva que decorre do exercício do poder de polícia.502/64. efetiva ou potencial. Ibama. EIAC 2003.027. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. razão pela qual não merece acolhida a pretensão do recorrente (TRF-4ª R. p. ou a utilização. Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário.07.437/75.10/RS. DJU 12. Natureza jurídica.

d) no acompanhamento de dados estatísticos regionalizado sobre poluição e utilização de recursos naturais. através do prévio licenciamento concedido pelo referido órgão. Art.960/2000). e) na apreciação dos relatórios de apresentação obrigatória. Juiz Francisco Wildo. quando por ele usufruídos a qualquer título. em rondas terrestres. 138 .165/2000 ao instituir a TCFA delimitou. 145. Inexistência de contrariedade ao art. sanando os vícios de constitucionalidade da legislação anterior (Lei 9. Os serviços públicos a que se refere o art. marítimas. sem ingresso de fiscais no estabelecimento fiscalizado. DJU 15. consistente na vistoria à distância. o que torna insubsistente a alegação do apelante de ausência efetiva de fiscalização e de violação ao preceito constitucional do art. restando. introduzindo dispositivos à Lei 6. A Lei 10. AMS 92646/PE. nitidamente. da CF. II. b) pelo monitoramento remoto de atividades. Apelação improvida (TRF-5ª R. trazendo todos os elementos caracterizadores do tributo. 12.735/89 exerce a atividade fiscalizatória e de controle de aplicação de critérios.01. instituiu a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . 145. b) potencialmente. em consonância com a política nacional. sejam postos à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento. rel. a atuação do poder de polícia conferido ao Ibama. normas e padrões de qualidade ambiental. sendo de utilização compulsória.2006. o qual apresenta sua configuração no desempenho da função fiscalizadora para averiguar se as atividades e obras causadoras de significativo impacto ambiental estão sendo desenvolvidas nos termos em que foram autorizadas.. j. A hipótese de incidência da indigitada exação é o exercício do poder de polícia outorgado legalmente ao Ibama. Precedentes. 77 consideram-se: I ..931/81. o que se apresenta por demais acertado. artigo por artigo. c) na análise de imagens de satélite.615/2000. criada pela Lei 7. da CF. pois esta autarquia.02. p 860). inclusive ICMS e ISS Inexistência.TCFA. uma vez que a Lei 10. 79. 1ª T.utilizados pelo contribuinte: a) efetivamente.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2006. II. fluviais ou aéreas. quando. Efetiva atuação do poder de polícia pelo Ibama por meio de fiscalização realizada através de: a) visitas de fiscais aos estabelecimentos dos agentes poluidores ou utilizadores de recursos naturais.

sob normas e controles estatais. por parte de cada um dos seus usuários. O Poder Judiciário. quando . Mas nem todo serviço público é gerador de taxa.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a partir do STF. Além da autonomia de cada unidade de serviço. quando possam ser destacados em unidades autônomas de intervenção. para sê-lo. transcrevo o dado por Hely Lopes Meirelles: Serviço público é todo aquele prestado pela Administração ou por seus delegados. ou posto à sua disposição necessário). pela simplicidade e abrangência. O conceito do que seja serviço público não encontra unanimidade entre os estudiosos do direito administrativo. para satisfazer necessidades essenciais ou secundárias da coletividade. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS II . é preciso que. tem sido rigoroso na apreciação da legalidade de um sem-número de taxas que surgem sem atenção às características indicadas nos incisos do artigo em comento. quando suscetíveis de utilização. de utilidade ou de necessidade públicas. seja específico (destacado como unidade autônoma) e divisível (possibilidade de utilização. ou simples conveniências do Estado. exige-se que seja ele prestado ao contribuinte (utilização efetiva). por parte de cada usuário). III divisíveis. De todos os conceitos. separadamente.específicos. como fez em relação ao poder de polícia. COMENTÁRIOS O exercício do poder de polícia e a prestação de serviço público são atividades tipicamente estatais. nas palavras do CTN. porque. deixando o CTN de conceituá-lo. 139 (serviço em funcionamento para ser utilizado.

Nos serviços públicos relativos a consecução de vias públicas e logradouros e de combate a sinistros. Recurso extraordinário do constituinte a que o Plenário do STF dá provimento. II . 37. 77 e 79 do CTN). Taxa de expediente prevista na Lei de Minas Gerais 4.474. Min.06.1993..As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador o exercício do poder de polícia.. j. art.1981. j. Taxa de limpeza pública.957). inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA 1.) III — Diversamente do IPTU.. Demócrito Reinaldo. Min. p. 18. (. p.08. Demócrito Reinaldo.1993. 23. do serviço público específico e divisível. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição (STJ. j. que ele argüiu. tem o seu custeio satisfeito pelos impostos gerais. Min. 14. por ser inerente à função normal do Estado. 15. 77 do CTN. Decisão unânime (STJ.04. IV – Recurso provido. para conceder a segurança postulada.584-4/MG.Nos serviços públicos urbanos encontram-se presentes os requisitos da especificidade e da diversibilidade (arts. I . 1ª T. j.1993. a utilização efetiva ou potencial. a utilização efetiva ou potencial. REsp 32.564).972).1981).Na espécie. nº 48. 1ª T.1993. rel. DJU 23.1993. Min. Antônio Neder. item I. 140 . está o recorrido sujeito à cobrança da taxa de serviços urbanos. 16. DJU 16. DJU 16. I. DJU 10.. rel. para custear o serviço de policiamento dos bancos e entidades congêneres. 12. encontramse presentes os requisitos de especificidade e da diversibilidade (arts. 2. p. RE 73. como dispõe o art.03. 3. 1ª T. rel.870/SP. artigo por artigo. 15. 1ª T.06. 21..08. de 1968. REsp 33.08. Cesar Asfor Rocha. da Constituição devem custear o poder especial de polícia.996/GO. III .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. II .1993. do serviço público e divisível. que tem como base de cálculo o valor venal do imóvel. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. Sendo assim. em votação uniforme. 77 e 79 do CTN). da mencionada norma local (STF. visto que o poder geral de polícia. rel.940/SP. é inconstitucional.As conhecidas taxas de lixo têm como fato gerador o exercício do poder de polícia. O policiamento de segurança das pessoas e das casas é atribuição normal do Estado e serviço que os impostos gerais custeiam.. e declarar a inconstitucionalidade. I . a taxa de limpeza pública é cobrada em função do metro quadrado ou fração da propriedade (STJ. As taxas instituídas no art. Tabela A. REsp 11.06. ele não pode constituir fato gerador da taxa de segurança de pessoas e casa.

da CF. 4.989/66.1998.777/SP (DJU 30. arts. Tributário e processual civil. do Município de São Paulo. j. As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador ‘o exercício do poder de polícia. peças. encontram-se presentes os requisitos de especificidade e de divisibilidade (arts. Mim. preços públicos e emolumentos. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição [rectius: “o exercício regular do poder de polícia. 165. entretanto. em matéria de cunho eminentemente constitucional. e 167 do CTN. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição”]’ (art.1999). 130. 15. Agravo regimental. o que ofende o inciso II. Precedentes desta Corte. parágrafo único.2000. as importações de partes. 3. ofende o art.050/SP (DJU 07. Afastou-se.11. Não se conhece de recurso especial.1999). Nos serviços públicos relativos à limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos. I e II e 94). Lei 8. inclusive ICMS e ISS Taxa de armazenagem. artigo por artigo. 77 e 79. do serviço público específico e divisível. produtos industrializados e outros insumos vinculados à fabricação de produtos destinados à exportação. A taxa de armazenagem é preço público. Prequestionamento. Taxa de iluminação e limpeza pública.989/66. Decisão da matéria pelo Colendo STF. na parte em que a decisão atacada basilou-se. 87. de serviço público específico e divisível. que prevêem a cobrança de taxa pelos serviços de conservação e limpeza de ruas. 19. do CTN). DJU 15. Garcia Vieira. 1ª T. rel. mas o adicional de tarifa portuária não. Ilmar Galvão. A Lei 8. 2. matérias-primas. a alegação de que o Município não teria competência para estabelecer as condições para o parcelamento do IPTU e a de que seria indevida a adoção. REsp 188. no âmbito do aresto a quo. do CTN).03. 6 Nada se discutiu (em face dos óbices acima apontados) sobre o IPTU 141 . 86. Matéria constitucional. 1. ou a utilização. de unidade monetária própria (UFN) para atualização das parcelas do IPTU. I e II.1997). 677.391/SP. da CF/88 (Lei 6. 77. 91. pelo Município. efetiva ou potencial. Precedentes citados: RE 206. II.04. 145. a utilização efetiva ou potencial.03.349/AM.2000) e RE 185.387/91 isenta de pagamento de taxas.387/91. Ausência do necessário prequestionamento dos arts. componentes. ao fundamento de que a referida taxa. RE 188. ATP. por possuir base de cálculo própria de imposto.05. rel. I. Dispositivos indicados como afrontados não abordados. 145.06. quanto ao IPTU e aos efeitos decorrentes da inconstitucionalidade de texto legal. em nenhum momento. 5. Min. do art.. O colendo STF declarou incidentalmente a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 6. como fundamento central. 93. § 2°. Agravo regimental contra decisão que proveu recurso especial do agravado. III. I. do CC/1916 [sem correspondente no CC/2002].Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. e pelo fato de não serem divisíveis os serviços públicos que ela visa custear. RE 190 126/SP (DJU 05. Recurso parcialmente provido (STJ. Isenção.

AGREsp 734369/RJ.212/RJ. quais sejam. deixou ele de demonstrar as circunstâncias identificadoras da discordância entre o caso confrontado e o aresto paradigma. Esta Corte possui o entendimento de ser incabível analisar a violação dos arts. Dissídio superado. 292). do CPC. a legitimidade da cobrança da taxa de iluminação e limpeza pública. do CPC. Arts. João Otávio de Noronha. III. 7. do CTN. CF/88). em face da consideração do acórdão recorrido de ilegalidade da Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP). 77 e 79 do CTN. Incompetência desta Corte.. 02. Ausência de prequestionamento. Agravo regimental improvido (STF. 2.2007. bem como não apresentou. apenas. 1. Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública e Taxa de Iluminação Pública (TIP). Agravo regimental não provido (STJ. Divisibilidade. razão pela qual ausente o necessário prequestionamento. Recurso especial inadmitido. As matérias infraconstitucionais supostamente violadas no recurso especial.. adequadamente. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 77 e 79. A decisão debateu. Processual civil. inclusive ICMS e ISS e os efeitos da declaração de inconstitucionalidade. Tributário.06. pois o recorrente não realizou o necessário cotejo analítico. rel. DJU 27. 3. Min. DJ 21. arts. Matéria constitucional. AGA 526. não pode ser conhecida por esta Corte por referir-se à matéria constitucional. c. Min. Agravo regimental em agravo de instrumento. artigo por artigo. Ausência de prequestionamento e dissídio pretoriano superado. 3. Tributário. por serem matérias de índole constitucional.03. Incidência da taxa Selic para cobrança dos débitos fiscais. § 1°. Humberto Martins. 462.2005. da Lei de Introdução ao Código Civil. 462. 4. A alegada violação aos arts. por reproduzirem os aludidos dispositivos legais preceitos constitucionais. e da Taxa de Iluminação Pública (TIP). DJU 30. Matéria constitucional.06.913/SP. 20.301). A 1ª Seção assentou que a divisibilidade e especificidade de taxas referentes a serviços de limpeza pública e de iluminação pública são insuceptíveis de controle no âmbito do recurso especial. As normas ordinárias sob liça (arts. da Lei de Introdução ao Código Civil Ausência de prequestionamento. j. Divergência jurisprudencial não demonstrada. p. rel. 1. 2ª T. 6°. 77 e 79 do CTN. 2. 145.2005).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. o dissídio jurisprudencial. 105. não foram objeto de análise pelo Tribunal de origem. § 1°. Arts. O recurso especial não pode ser conhecido pela alínea c do permissivo constitucional [art. 6°.03. Processual civil. 77 e 79 do CTN) reproduzem regra constitucional (art. Precedentes (REsp 173. Apesar da transcrição de ementa. É cabível a incidência da taxa 142 . 1ª T.2007. com relação à Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP) e da Taxa de Iluminação Pública (TIP).2005. j.03. da CF/88].

77 e 79 do CTN. relator Ministro Francisco Peçanha Martins. I. em recente julgamento do EREsp 213. que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações. do CTN. a teor dos preceitos que emanam da Carta Magna (CF arts. Taxa de Remoção de Lixo e de Limpeza Urbana. relatados pelo eminente Ministro Luiz Fux.889/SP. 3. e pela Corte Especial.2007. Processual civil. 1. p. ‘Divergência jurisprudencial entre acórdãos que analisaram matéria de ordem constitucional.. Recurso especial conhecido em parte e provido (STJ. Min.. 1. III e 105. em sede de recurso especial. j. Taxa de Coleta de Lixo. 77 e 79 do CTN. Taxa de Iluminação Pública. Matéria constitucional. Min.DJU 06.2007. 246). 2. DJ 04. 2ª T. Repetição do indébito.03. O prazo para o ajuizamento da ação de repetição do indébito é de prescrição qüinqüenal e. 2ª T. controvérsia atinente a taxa de coleta de lixo. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial.05. Prescrição.02.01.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Precedentes.257/SC. por regular especialmente a matéria tributária. devendo ser a pretensão recursal provida nesta parte. 145. Tributário. 18. 257).497/SC e 425. Afigura-se inviável examinar. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial.. DJU 03. da Constituição Federal. de combate a incêndio e de conservação de vias. Cabimento. Recurso especial não conhecido (STJ. j. que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações. 01. Sempre que presente 143 . prevalece sobre a regra geral que dispõe sobre os feitos contra a Fazenda Pública (arts.03. quando do julgamento dos EREsp 291.06.2001). 168. Constitucional e tributário. Recurso especial. 145.709/SC. REsp 896.910/32). Matéria constitucional. REsp 547. Orientação consagrada pela Primeira Seção. de limpeza urbana e de iluminação pública. Agravo regimental não provido (STJ. 102.2007. rel. João Otávio de Noronha. § 2°.08.643/PR. § 2°. rel. 2. inclusive ICMS e ISS Selic para a cobrança de débitos fiscais. Tributário. 1. José Delgado.2007. p. do CTN e Decreto 20. controvérsia atinente a taxa de remoção de lixo. da CF. em sede de recurso especial.2000.2006. João Otávio de Noronha. Lei 9. IPTU. j.926/PR. Taxa de Combate a Incêndio e Taxa de Conservação de Vias. artigo por artigo. Taxa de controle e fiscalização ambiental.960 de 28. 2ª T. DJU 12. 215).341/RJ. Mandado de segurança. Precedentes. p. Art. Humberto Martins. 399.828/PR. Inconstitucionalidade. AGA 750.2006. visto que os arts.03. 165 e 168. rel. na assentada 14 de maio de 2003. reproduzem o preceito inscrito no art. III) (REsp 196. não cabe apreciar nesta instância superior. Afigura-se inviável examinar. Min. 3. 15. visto que os arts. de relatoria do ilustre Min. reproduzem o preceito inscrito no art.

artigo por artigo.11.01. AMS 213. estará aberta a possibilidade para que o interessado se socorra do Poder Judiciário através do writ. 145.960.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. criada pela Lei 9. as Constituições dos Estados. 77 do CTN). O STF afastou. a materialidade da hipótese de incidência fixou-se no exercício pelo contribuinte de atividade potencialmente poluidora. sendo certo entretanto que o valor exigido incidiu efetivamente sobre o mês de janeiro de 2000. este § 2° foi revogado pela Lei 10. certo que se estará diante de imposto. de 28. a este sujeitando todos os sujeitos passivos citados no § 2° do art. 77 que as taxas cobradas pelas pessoas políticas de direito público interno. 2.638/SP. Para efeito de instituição e cobrança de taxas. Art. Sentença mantida (TRF-3ª R.178-8/DF. dos Estados.01. 6ª T. Ao revés. inclusive ICMS e ISS ato de autoridade que por ação ou omissão. as Leis Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios e a legislação com elas compatível.2004. 17-C. 144 .2005).960/2000.. por inconstitucionalidade. com data de pagamento.165/2000]. 153 e 154. j. da Constituição Federal. na Medida Cautelar requerida na ADIn 2.938/81. Não sendo dado ao Estado criar taxa com a mesma base de cálculo ou fato gerador de imposto (parágrafo único do art. ou a utilização.2000. com a redação dada pela Lei 10.mas sempre de forma concreta . segundo a Constituição Federal. efetiva ou potencial. 3. fixada por essa lei em 31 de março [art. eis que não se vislumbra na exação a prestação regular pela Administração do poder de polícia ou mesmo de serviço público específico e divisível. 10. de serviço público específico e divisível. da Lei 6. rel. competem a cada uma dessas pessoas de direito público. Juíza Marli Ferreira. 17-B [conforme redação dada pela Lei 9. 7. § 1°. em violação dos disposto nos arts. a Taxa de Fiscalização Ambiental. 4.960/2000. 80.. consideram-se compreendidas no âmbito das atribuições da União. dentro de suas respectivas atribuições.165/2000]. atual ou potencialmente . inciso II. do Distrito Federal ou dos Municípios aquelas que.possa ameaçar ou violar direito líquido e certo do contribuinte. 5. O Código Tributário Nacional dispõe no art. DJU 28. o STF entendeu prejudicado o prosseguimento daquela ação declaratória de inconstitucionalidade. À vista da edição da Lei 10. têm como fato gerador o ‘exercício regular do poder de polícia. desde logo se verifica que o fato gerador invocado dissocia-se daqueles próprios da taxa. No caso da taxa de fiscalização ambiental veiculada pela Lei 9. I. 6. razão pela qual não há como se declarar perda de objeto da presente ação.165/2000. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição’.

II. JURISPRUDÊNCIA Tributário. Em relação às taxas não há problema quanto à discriminação da arrecadação. artigo por artigo. observando o ente estatal que a instituir no limite de sua competência. a dar suporte ao serviço público gerador da exação. está explicitada no art. também chamada de cumulativa ou paralela. 154. prevalece o direito federal ou o estadual sobre o municipal. Com propriedade observa Hugo de Brito Machado que. porque ela destina-se. art. Tributo que tem por fato gerador benefício resultante de obra pública. Inconstitucionalidade. Em havendo duplicidade na tributação cumulativa. § 1°. próprio de contribuição de melhoria. da Carta Magna.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. com a especificação em doze incisos. em matéria de imposto. 23 da Carta Política. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. Diferentemente. e não a utilização. como preconizado no art. pelo contribuinte. Lei 3. inclusive ICMS e ISS COMENTÁRIOS O dispositivo em destaque reafirma competência comum dos entes federados. Sobre as matérias elencadas no art. 145. especificamente. de serviço público específico e divisível. da Constituição Federal. Município de Santo André/SP. nos termos do art. em se tratando de taxas essa competência é dos Estados. inciso I. não se permitindo. Taxa de pavimentação asfáltica. 244. a competência residual é da União. bitributação. art. em hipótese alguma. 25. Impossibilidade de sua cobrança como contribuição.999/72. 23 pode ser instituída taxa. Observe-se que a competência comum. como estabelece a Constituição Federal de 1988. por inobservância das formalidades legais que constituem o pressuposto do lançamento dessa 145 .

Prescrição parcial consumada. de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios. Parcial procedência dos embargos. j. de molde a permitir sua exigência. 02. neste passo 146 .. Taxas de remoção de lixo comercial. 5. 21. Entendendo a E.1972. 77. de limpeza pública. Inocorrência da alegada afronta ao art. p. 276 da Lei 3. 3. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. REsp 0001609/SP rel. Execução fiscal. 22. a título de taxa. Recurso não conhecido (STF. rel. sendo capital repisar-se tanto se tributa. vigilância pública predial e prevenção a incêndio. Pertinente e adequada a ponderação. da ECT. 4. do Município de Santo André/SP.12. que não permite a utilização da taxa como instrumento para recuperação do custo de obra pública. que contam com aquele referido serviço. pelo serviço efetivamente prestado. Américo Luz.1995. II. Embargos à execução fiscal. 1ª T. de limpeza pública. avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços. Não conhecimento da remessa oficial.12.11. nem ao da indivisibilidade.09. 15.999. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art. p. porquanto a exigência fiscal tem como fato gerador hipótese concernente a contribuição de melhoria. pois o valor da execução é de R$ 2003. excluindo-se o reexame necessário. A divisibilidade se coloca também límpida. 475 do CPC. Ilmar Galvão. Município de Araçatuba XECT.. 28. No que tange às taxas de remoção de lixo comercial. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. Ilegalidade. Min. RE 140779/SP. de 29. Sucumbência recíproca. que se declara.1990. Tributário. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. remoção de lixo comercial. 145. Inconstitucionalidade. imediato. CTN.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 6. j. Recurso provido (STJ. 2ª T. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. inclusive ICMS e ISS espécie tributaria. 2. Tributário.360). firmados através do inciso II do art.08. de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas. DJU 08. de fato. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. da multa e da correção monetária. do art. de vigilância pública predial. Taxa de iluminação pública indevida. conservação da pavimentação. artigo por artigo. Min. A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida. limpeza de vias públicas. Cobrança de taxa de pavimentação e calçamento para recuperação de custo de obra pública.1990.351). assim se procede. Legitimidade da cobrança dos juros. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço. 18. da Emenda Constitucional nº 01/69. amiúde praticada. e do art. DJU 17. CF. de conservação de pavimentação. 1.1995.

Constatada será a ocorrência da prescrição. Contaminado pela prescrição. como se denotará. com o Excelso Pretório que. STJ.07.1995 e de 10. antes enfocados.1995.1996. qual seja. 14. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. com observância do estabelecido pelo art.12.1995 a 10. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP). 18. 10.2000.07. 13. 515. ainda que não conhecidos. 145. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN).09. e do art. vetou o uso daquele tributo para tal fim. ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. caput e § 3° e 516. a prescrição. todos do CPC. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte. avulta em destaque a indivisibilidadede de dito serviço. Vencidas as dívidas em 10. No âmbito dos requisitos para as taxas em geral. 77. CTN. elencada no inciso V. segundo a qual suficiente a propositura da ação. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. nos presentes autos. ônus cabalmente seu. 15.1995 até 10.1995 e de 10. 17.12. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos. imediato. Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária. Inconstitucional dita exação. artigo por artigo. Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10. 9. por meio da Súmula 670. claramente.12.1995 a 10.01. uma vez que regida pela LEF dita nuança. que lhe reconheceu ilegitimidade. Ante a devolutividade do apelo. para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28. 12. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10.1995 a 10. 174 do CTN. uma das causas de extinção do créditos tributário. de rigor a extinção dos débitos prescritos. guarda harmonia a r. de fato. firmados através do inciso II do art. do CTN. Verificada. CF. consoante art. do art.12. sentença.1995 a 10.01. encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. qual seja. 147 .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 7. 11.09. de molde a impedir exigência de taxa. sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos. primeira figura. 16. do E. 156. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. 512.1996. conforme entendimento desta Colenda 3ª Turma.01. contados da data de sua formalização definitiva. 19. inclusive ICMS e ISS não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. 8.

20. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados. em sua superioridade em si . pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. 23. histórica. 27. 24. recaem sobre o crédito tributário. do art. CTN. Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial. deva recair sobre o débito. consoante art. Reflete a multa moratória acessório sancionatório. por inconstitucional) . cumpre-se destacar que. figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária . anos posteriores. Coerente a compreensão. e à luz evidentemente de lei a respeito. para dele fazer parte integrante. através de mero cálculo aritmético. a corresponder.esta fruto da inerente desvalorização.da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico. como se extrai. segundo a qual os juros. denomina a tanto de remissão. em dados momentos. a cujo principal. A respeito de constituírem os débitos atos distintos. 26. identificáveis e autônomos. a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP. a cifra maior. contudo incidente com referência às taxas retratadas. artigo por artigo. quando do sentenciamento dos embargos. Tão assim acertado o entendimento que a Administração. decorrência límpida e lícita. em direta consonância com o inciso V. Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP. vez que estes os incidentes no caso vertente. exatamente por motivo inverso. 21. em essência adere a correção monetária. vez que indevida sua cobrança. originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente. a propósito. 161. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. 97. adota-se. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo. realmente. 22. específicos. da moeda nacional . de limpeza pública. de conservação de pavimentação. quando pratica a dispensa de correção monetária. assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária. inclusive ICMS e ISS Afigura-se coerente venha dado valor. bem como verificando-se legitima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.de tal sorte que sua incidência. com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido. amiúde construída. nos termos da jurisprudência que. vez que dotado de valores autônomos. 25. porém que brota da incursão por ato ilícito. de vigilância e quanto à taxa de prevenção 148 . CTN. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. como se dá com o não pagamento tributário. à divida em sua junção de principal com atualização. Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR. instituto inerente ao crédito tributário.

sendo cobrada para atender ao custo de obra pública. tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. 149 .2007. no âmbito de suas respectivas atribuições. como previsto na Constituição Federal (art. TÍTULO V CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA Art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. III). sentença. bem como ante a ocorrência da prescrição parcial. é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária. p.401). impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r. inclusive ICMS e ISS contra incêndios. 28.2007. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. A contribuição de melhoria cobrada pela União.1995. AC 1079831/SP.3ª R. na forma retro fixada. 81.. Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo. rel.1995 até 10. julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF . atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. COMENTÁRIOS Definição. 145. artigo por artigo. pelo Distrito Federal ou pelos Municípios. DJU 11.12. para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata.01. j. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. realizada em favor do interesse público.02. 28. tendo-se em conta a vantagem advinda da obra realizada.04. em favor do Município implicado. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. em favor do Município implicado. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. a atingir vencimentos ocorridos de 10. 3ª T. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. pelos Estados. A espécie tributária aqui enfocada insere-se na competência das três esferas estatais. Juiz Silva Neto.

Hugo de Brito Machado e Silva Martins. continuam a afirmar que persistem ambos os limites. que o próprio art. o qual deve ser rateado entre os que se beneficiarem com a valorização imobiliária. dentre outros. ainda. Neste sentido tem-se a opinião de Roque Carrazza. fazendo parte da essência do tributo. na doutrina.. diante da previsão do art. Neste sentido são as lições de Ives Gandra Martins. dispositivo este recepcionado pela Carta de 1988. permanecendo na Constituição Federal de 1988 apenas o limite individual. A divergência nasceu da simplificação verificada na Constituição de 1988. Dentro de um critério de razoabilidade interpretativa. parece correto afirmar a continuidade dos limites.) III . que está extinto o limite total. 81 do CTN. Geraldo Ataliba. artigo por artigo. CF). discordando do entendimento. o texto normativo do referido diploma em nada destoa do conceito constante do CTN. Há doutrinadores que. decorrente de obras públicas” (art. 150 .. foram revogados pelo Decreto-lei 195/67. 145. III. Tem como limite o custo total da obra. ao eliminar a palavra valorização e prever simplesmente: “A União.contribuição de melhoria. global e individual. sendo esta valorização o limite individual cobrado de cada beneficiário. art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 82. Quanto ao custo total da obra há quem sustente. e tem como particular característica a inexistência de alíquota ou de base de cálculo. Entretanto. 81 e o seguinte. inclusive ICMS e ISS Trata-se de espécie tributária que se alinha aos impostos e às taxas. os Estados. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: (. Há quem afirme. A valorização imobiliária é da natureza da espécie tributária em apreciação. Valdir de Oliveira Rocha.

Sentença mantida em grau de reexame necessário. o Professor Sacha Calmon Navarro Coelho entende que o Decreto-lei 195/67. ao dispor que a contribuição de melhoria tem como fato gerador o acréscimo de valor dos imóveis localizados nas áreas direta ou indiretamente beneficiadas por obras públicas. embora alterasse a expressão “imóveis valorizados” por “móveis beneficiados”. Min. não há contribuição de melhoria. Tem como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. ambos compatíveis com o Dec. Contribuição de melhoria. tornando-se inconstitucional. Valoração do imóvel. Se não houver aumento do valor do imóvel. Carlos Velloso. artigo por artigo. DJU 30. vale dizer. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária. inclusive ICMS e ISS Do mesmo modo. Direito tributário. Recapeamento asfáltico. o quantum da valorização imobiliária (STF. alterou o critério do custo da obra do CTN que não tem como se sustentar..1994). 2ª T. não há eiva de inconstitucionalidade alguma (RDA 120/131). Não comprovação. Sem valorização imobiliária decorrente de obra pública. não alterou substancialmente a espécie tributária de que se cuida. Esta é uma posição que não encontra guarida no direito pretoriano. Podemos afirmar que permanecem em vigor os arts. Contribuição de melhoria. Contudo. Recurso desprovido.09. Fato gerador. rel. 81 e 82 do CTN.-lei 195/67. Base de cálculo. porque a hipótese de incidência desta é a valorização e a sua base é a diferença entre os dois momentos: o anterior e o posterior à obra pública. entende-se que a Emenda Constitucional nº 23/83. Valorização imobiliária. não pode o poder 151 .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. JURISPRUDÊNCIA Ação declaratória de inexistência de relação jurídicotributária. porque o Supremo Tribunal Federal tem entendido que. recepcionados pela Constituição Federal 1988. RE 114069/SP. em havendo lei municipal autorizativa.

Contribuição de melhoria. Art. impondo-se adotar o entendimento unânime da época em que proferido o julgamento pelo Tribunal a quo. Recurso provido (STJ. Contribuição de melhoria.2007. REsp 8.1999). de que quando foi instituída a contribuição de melhoria a obra ainda não havia sido 152 .2007. Ação de repetição de indébito. Ilegalidade do lançamento de contribuição de melhoria baseado no custo. sendo certo é vedado à esta Corte Superior.1999. 81 e 82.03. Manifesta divergência acerca do atual estágio do empreendimento que deu origem à exação discutida. Recapeamento de via pública. Controvérsia que gravita sobre se a obra pública não finalizada dá ensejo à cobrança de contribuição de melhoria. Precedentes da jurisprudência. 1ª T. Precedentes o STF (STJ. não servindo como base de cálculo tão-só o custo da obra pública realizada (REsp 280. Recurso provido (STJ. rel. 1. 1.1995. REsp 634/SP. Recurso especial provido (STJ.05. 1º. CTN. Hipótese de incidência e fato gerador da exação. 2ª T. como pelo vencido. A publicação prévia do edital e necessária para cobrança da contribuição e não para realização da obra. Art. Min. Fato gerador valorização do imóvel. j. 17.. sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. Nexo de causalidade. Fato gerador. 2ª T. rel. 1.471/RS. Valorização do imóvel.1995). Garcia Vieira. com o custo coberto por um ‘plano de rateio entre todos os beneficiados’.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Tributário. Inocorrência. 1° e 2°). rel. conseqüente da obra pública realizada no local de situação do imóvel. em sede de Recurso Especial. 4. João Otávio de Noronha. Min. Tributário.06. Min. A contribuição de melhoria tem como fato gerador a real valorização do imóvel. a teor do verbete Sumular 07/STJ. 2. Contribuição de melhoria. artigo por artigo. CF/67 [c/c EC nº 01/69] (Emenda 23/83). CTN. 2° e 3º). Decreto-lei 195/67 (arts. Min. Francisco Peçanha Martins. Arts. tanto pelo voto vencedor. 18.248/SP. 13. afronta exigências legais (arts. rel.1994.. DJU 21. 81 e 82. Requisitos da valorização ou de específico benefício. II.10.04. Decreto-lei 195/67.06. 04. j. inclusive ICMS e ISS público cobrar-lhe a mais valia. DJU 05.02. j.. Min. Tributário. REsp 200283/SP.2002). DJ 28. DJU 18.03. III. CF/88].. 270). Obra pública efetivada. DJU 05. 145. invadir a seara fática-probatória. Base de cálculo. Milton Luiz Pereira. rel. 2ª T. Direito à restituição. REsp 629. arts. 09. 2.417/SP. 2. CF/88 [rectius: art.1994).05. Tributário. 3. p. Obra inacabada. 1ª T. II. Contribuição de melhoria.. Américo Luz. j. 145.

e como limite individual a valorização do imóvel beneficiado. 81 e 82. 3. 165.. 7. 18. 3.12. p. DJ 17. do CTN. Recurso especial provido (STJ.. 10. 81 e 82. Questão surgida no acórdão recorrido. rel. Recurso especial conhecido e provido (STJ. DJU 01. j. 284). Min. rel.2007. artigo por artigo.1999). Contribuição de melhoria CTN arts.2004.1999.495/RS. Consectariamente. 397). DJ 17. II. haja vista que a obra pública que deu origem à exação não foi concluída.10.12. Revela-se.05.02 2007. obter. José Delgado.05. Prevalece o entendimento no STF e no STJ de que não houve alteração do CTN pelo DL 195/67.2002. Tributário.495/RS. DJ 06. REsp 647134/SP. Min.Requisitos de valorização ou de benefício. II. uma vez que incontroversa a não efetivação da valorização do imóvel. 145. Tributário.2004. 2. p. Precedentes: REsp 615. p. Malheiros.996/SP rel. 2002. rel. 1. 2ª T. Isto porque a hipótese de incidência da contribuição de melhoria pressupõe o binômio valorização do imóvel e realização da obra pública sendo indispensável o nexo de causalidade entre os dois para sua instituição e cobrança. 28. Fato gerador. 1ª T.2002. Eliana Calmon. Min Luiz Fux. 4..996/SP. Min. REsp 143.08. evidente o direito de a empresa que pagou indevidamente a contribuição de melhoria. CF/88 [rectius: art.788/RS. portanto. nos termos do art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.) Só depois de pronta a obra e verificada a existência da valorização imobiliária que ela provocou é que se torna admissível a tributação por via de contribuição de melhoria’ (Roque António Carrazza. Francisco Peçanha Martins. DJU 05. 8. 4. CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a diferença entre o valor do imóvel antes da obra ser iniciada e após a sua conclusão (Precedentes do STJ: REsp 615. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. Min. o fato gerador de contribuição de melhoria se perfaz somente após a conclusão a [sic] obra que lhe deu origem e quando for possível aferir a valorização do bem imóvel beneficiado pelo empreendimento estatal. 6.. 1. 9. rel. Francisco Peçanha Martins. III. É ilegal a contribuição de melhoria instituída sem observância do limite individual de cada contribuinte. 145. Falta de prequestionamento. É cediço em doutrina que: ‘(. a repetição do indébito tributário. j. apropriados à obra pública realizada no local da 153 . Arts. Contribuição de melhoria. DJ 06. CF/88]. Curso de Direito Constitucional Tributário.05. REsp 362. 499). rel Min José Delgado. A contribuição de melhoria tem como limite geral o custo da obra. inclusive ICMS e ISS concluída porquanto pendente a parte relativa à pavimentação das vias que circundavam o imóvel de propriedade da recorrente. REsp 143. do CTN. 5.

05. d) delimitação da zona beneficiada.. nela contidas.11. 3. ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida. Min.publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto.regulamentação do processo administrativo de instrução e julgamento da impugnação a que se refere o inciso anterior. 2. e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas. do inciso I. III . precedentes jurisprudenciais. 1ª T. Garcia Vieira. pelos interessados. DJU 09. rel. para impugnação. Art. 233). de qualquer dos elementos referidos no inciso anterior. 4.2001. b) orçamento do custo da obra. DJU 19. Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ. A lei relativa à contribuição de melhoria observará os seguintes requisitos mínimos: I . REsp 160. p. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS situação do imóvel. 82.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. EREsp 8. sem prejuízo da sua apreciação judicial.11.04. Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento. Min.030/SP. Milton Luiz Pereira.285/RJ. rel. § 1° A contribuição relativa a cada imóvel será determinada pelo rateio da parcela do custo da obra a que se refere a alínea c. pelos imóveis situados na zona 154 . j.fixação de prazo não inferior a 30 (trinta) dias.1998.2001. c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição. II .

da forma e dos prazos de seu pagamento e dos elementos que integraram o respectivo cálculo. ou impugnar os defeitos corrigíveis. COMENTÁRIOS Requisitos. via contribuição de melhoria. artigo por artigo. Para que o poder público esteja autorizado a cobrar contribuição de melhoria. o que hão obsta que. a posteriori. no exercício do poder-dever da administração pública. valorização do imóvel em decorrência da obra. 155 . Ao contribuinte não é dado impugnar a realização de obra alguma. assim como antecedente será a impugnação. infra). porque. faz-se pertinente atender aos requisitos. se assim não for. 82 do CTN são a causa mais comum das demandas sobre contribuição de melhoria.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. argumentam. Da definição vista no artigo antecedente. podemos concluir que na caracterização da contribuição de melhoria identificamos como pressupostos: realização de obra pública. § 2° Por ocasião do respectivo lançamento. pelo custo da obra. limite total da contribuição identificada com o custo da obra e limite individual igual ao acréscimo de valor provocado pela obra. em cada imóvel. Para alguns doutrinadores a publicação dos elementos elencados no inciso I do art. não poderia o contribuinte obstar as obras irregulares. inclusive ICMS e ISS beneficiada em função dos respectivos fatores individuais de valorização. segundo registra Célio Armando Janczeski (ob. As exigências do art. 82 deverá anteceder a obra.. venha a cobrar-se. cada contribuinte deverá ser notificado do montante da contribuição. cit.

82 contempla talvez um dos comandos mais justos do nosso sistema tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. quando obedecidos os princípios básicos. Segundo opinião de Yoshiaki Ichihara. permitindo uma divisão igualitária da carga tributária. sem atender os requisitos mínimos” (ob. e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas.. cit. não é das melhores a experiência brasileira. mas depois da execução e quando for possível a avaliação da mais valia ou da valorização decorrente (ob. Como então interpretar a expressão do inciso I: publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto. o momento da ocorrência do fato gerador não poderá coincidir com a execução da obra pública. c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição. somente após a conclusão da obra é que se pode avaliar em quanto acresceram de valor os imóveis beneficiados. infra. quando já se sabe com precisão o custo da mesma. p. cit. somente após a conclusão da obra é que se publica o edital. Por outro ângulo.. Esta espécie de tributo é considerada pelos estudiosos a mais democrática. Entretanto. 68). “nas poucas vezes em que se tem tentando cobrá-la. d) delimitação da zona beneficiada. Como registra Láudio Camargo Fabretti. isto é. O § 1° do art. 156 . inclusive ICMS e ISS Assim. o foi deforma ilegal. infra). por onerar exclusivamente aqueles que de forma direta se beneficiaram com a obra pública. artigo por artigo. b) orçamento do custo da obra. nela contidas? O entendimento é o de que a publicação deve anteceder a cobrança e não a realização da obra.

O certo é que não as contempla o CTN que. Boletim de Direito Municipal. Edgard Neves da Silva. 2. RDDT 30:30/35. Valdir de Oliveira Rocha. 1998. 1994. que a partir da CF/88 e contribuições classificadas. Ives Gandra Martins. Forense. São Paulo. ano 2. por sua vez.Edital da cobrança antes do término da obra. Determinação do Montante do Tributo.. Hipótese de Incidência Tributaria. São Paulo. o que justifica o abandono do governo da espécie em comento. ed. out. 1997. Arx Tourinho. A controvertida contribuição de melhoria. 1998. 1995. Dialética. Saraiva. 1990. apresenta-se complexa a cobrança do tributo. p.Realização da obra pública. p. Os limites da contribuição de melhoria. Láudio Camargo Fabretti. Malheiros. p. Yoshiaki Ichihara.. inclusive ICMS e ISS Na prática. LTr. São Paulo. ano 33. Comentários à Constituição Federal. Celso Ribeiro Bastos. mar. 465. 115. CDTFP. RDDT 21 60/65 junho 1997. Hugo de Brito Machado.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. reclassificadas esquematizadas das formas mais diversas. Contribuição de melhoria . Código Tributário Nacional Comentado. Carlos Valder do Nascimento. São Paulo. DOUTRINA Célio Armando Janczeski. RT. p 152. 161-168. artigo por artigo. Rio de Janeiro. por fim. p. São Paulo. p. Suplemento Tributário 73/97. Contribuição de melhoria Hipótese de incidência tributária . Luiz Fernando Pellegrini. ed. 6. JURISPRUDÊNCIA 157 . nº 8. 94-98. São Paulo. 1997. 1997. Saraiva. Saraiva. v. coord. 1997. 1998. o qual procurou no âmbito das contribuições sociais solucionar o seu problema de caixa. 144-145. Comentários ao Código Tributário Nacional. Perfil da contribuição de melhoria. abandonado ficou no que toca à contribuição de melhoria. 5. Cabe proliferaram as aqui registrar. Geraldo Ataliba. 1990. Cursos de Direito Constitucional.

Não havendo aumento do valor do imóvel. Milton Pereira. 5. 02.1992. Min. também da corrente doutrinária que. Contribuição de melhoria. 143).1967. adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba. 18. Lei 5. rel. 18. de saudosa memória). porque à época as normas gerais de Direito tributário ainda não tinham o status ou a força de lei complementar (Emenda Constitucional nº 1/69. o valor do imóvel após a conclusão da obra. A entidade tributante ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada. 1.06. Tributário.-lei 195/67. de 24. 02. teve o condão de revogar o art. Violação de lei federal e divergência jurisprudencial não configuradas. REsp 6340/SP. Célio Borja. 139). Min.1998. j. de 1967. Ari Pargendler. a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria.. o valor do imóvel antes de a obra ser iniciada. b) a obra provocou a valorização do imóvel.1998. REsp 169. 3. de 1969 (art.1995. 82. b) RE 116. DJU 18. 82 do CTN que.791/SP. Contribuição de melhoria. 20. j. impossível a cobrança do tributo. no trato da contribuição da melhoria. 07. José Delgado.1994. 18. REsp 89. rel. DJU 06. inclusive ICMS e ISS Tributário.05. Min.1998. Tributário. 82 da Lei 5. ou seja. § 1°). j. de 1966. c) REsp 35.. o edital que antecede a cobrança da contribuição de melhoria pode ser publicado depois da realização da obra pública. Valorização imobiliária. Adoção. O art. 5° do Decreto-lei 195. 2ª T. art. 2ª T. 2ª T. Dec. Edital.1998.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.10. rel. É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária (Geraldo Ataliba). 5°.1999). mas não para realização da obra pública. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária. No novo regime.172. art. p.131/SP.1993. REsp 143. DJU 29. Recurso não conhecido (STJ.06.133-2-SC. 2..05. Min. artigo por artigo. § 1°). A partir do Dec. Edital.. Min. O Dec. Precedentes do STF e do STJ.12. DJU 03. DJ 08. rel. o segundo. Min. o que só ocorreu após a promulgação da EC nº 1. Recurso especial conhecido e improvido (STJ. rel. 4.-lei 195/67. 158 . foi revogado pelo art. c) a base de cálculo e a diferença entre dois momentos: o primeiro.03. p. art.06. Min. j. EC 01/69. Precedentes jurisprudenciais: a) RE 116. Francisco Peçanha Martins.02. § 1°. art. rel. à época não possuía a força de lei complementar.148-5/SP. Contribuição de melhoria.996/SP rel.-lei 195. 1ª T. 1ª T.172/66. a diferença entre o valor do imóvel antes do início da obra e o valor do mesmo após a conclusão da obra.147-7/SP.1999. DJ 25. Base de cálculo. Recurso provido (STJ. Milton Luiz Pereira.08. Octávio Gallotti.05..

) (TJPR. Lançamento. do RISTJ.06. RT 654:113). Contribuição de melhoria. p. do CPC. 115). 3ª Câm.. 1990. II . RT 532:241). Art. Lançamento por municipalidade. nov. Nulidade de lançamento. II. sendo certo que o mero inconformismo não justifica a oposição de embargos de declaração. rel. mar.. Desatendimento. ainda.A questão a ser dirimida por esta Corte. Tributário.756-1. Contribuição de melhoria. Lei específica para cada obra... Pavimentação asfáltica. 82 do CTN. em cada obra feita pelo Município. ou não.. 535.. Nulidade. Ação declaratória procedente (.-dez. para exigência de contribuição de melhoria. 420. de lei específica.) (extinto 1° TACivSP. Contribuição de melhoria. III). Recursos desprovidos (8ª Câm. 255. 05. Pressupostos de valorização do imóvel e de limite de despesa total da obra a ser rateada subsistentes mesmo na vigência da Constituição Federal de 1988 (art.) (extinto 1° TACivSP. rel.Inexiste. 145. porquanto o extenso voto-condutor do aresto recorrido examinou detidamente todas as questões pertinentes ao desate da lide.. v. Juiz Ricardo Arco-verde Credie.03. Ement. uma vez que aquela regra jurídica. 5° e parágrafo único) para validade do lançamento procedente. RT. saliente-se que o recorrente limitou-se a transcrever as ementas dos acórdãos indicados como paradigmas. sem. Necessidade.. j. Requisitos. Ap.-abr. Publicidade. JTACSP 120. artigo por artigo. Exigência mantida pela EC nº 23/83. Cobrança.u. Obras públicas. da CF.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 159 . v. III .1989. inclusive ICMS e ISS Contribuição de melhoria.1990. embora não sendo constitucional.. Ap. Necessidade. j. in casu. Custeio da obra. 145. Ement. e parágrafos. no entanto.u. 98).. de modo que restou desatendido o art. Declaração de voto (. Embargos à execução fiscal procedentes..523-2.-lei 195/67 e art. Contribuição de melhoria. continua por (. Pressuposto do limite total da despesa realizada. III. de Ofício 404. Segurança concedida. de observância dos requisitos do Decreto-lei 195/67 (art. Tributo. 1990. Juiz Costa de Oliveira. Inobservância de exigências legais. p. 5° do Dec. a alegada violação ao art.No tocante ao dissídio pretoriano. Assentamento de guias e sarjetas. 28. Contribuição de melhoria. RT 591:152).. que continua subsistindo após o advento do art. proceder ao devido cotejo analítico. Inobservância das formalidades essenciais previstas no Decreto-lei 195/67. I . Requisitos. cinge-se à necessidade. Sentença mantida (extinto 1° TAC/SP.

como ocorre na hipótese ora sub judice. Min. quanto ao argumento do recorrente no sentido de que cumpriu as exigências de publicação prévia de dois editais. o princípio da anterioridade.2005.Por fim. 145. Por isso a exigência. pode. inclusive ICMS e ISS ou seja. E isto em decorrência da mera leitura de preceitos constitucionais (art. 150. a). da CF). de respeito ao princípio da legalidade. uma lei para cada vez que a Municipalidade for exigir o referido tributo em decorrência de obra por ela realizada.04.. soberana quanto à possibilidade de exame do conjunto fático-probatório. Edital.2005. 217).Recurso especial parcialmente conhecido e.Acrescente-se. j. VII . 04. 141). Nesse passo. de modo que se revela inviável essa apreciação em sede de recurso especial. artigo por artigo. ou não surpresa para alguns. na medida em que impõe a potestade tributária sem permitir ao contribuinte organizar devidamente seu orçamento. por força do óbice imposto pela Súmula nº 07/STJ VIII . nos moldes preconizados pela Constituição Federal (art. Castro Meira. V Mesmo sem adentrar conclusivamente à questão da classificação das espécies tributarias.05. ainda. 1ª T. p. entretanto. a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria.É de conhecimento comum que a referida contribuição de melhoria é tributo cujo fato imponível decorre de valorização imobiliária causada pela realização de uma obra pública. REsp 143.2006. Francisco Falcão. 1. DJU 13. rel. REsp 739. Precedentes da 1ª e 2ª Turma.03. Este é o seu requisito ínsito. ser posterior à realização da obra pública’ (REsp 84.342/RS. IV. rel. 2ª T.417. VI . ‘A partir do DL 195/67. Tributário. é fácil perceber que determinados tributos revelam inequívoca carga discriminatória. Min. 2. que a cobrança de tributo por simples ato administrativo da autoridade competente fere. rel. seja por se beneficiarem de um serviço estatal público específico e divisível (no caso das taxas).998/SP. Contribuição de melhoria.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. não reconheceu plausibilidade à alegação. seja em razão de valorização na sua propriedade em face do Estado ter realizado uma obra pública. 160 . porquanto somente podem atingir determinadas pessoas que efetivamente podem ser sujeitos passivos da obrigação tributaria.. 08. III. Recurso especial. nesta parte. DJU 04. Min. j.06. improvido (STJ. Recurso especial improvido (STJ.2006. ademais. sua exigibilidade está expressamente condicionada à existência de uma situação fática que promova a referida valorização. verifico que a Corte a quo. um fato específico do qual decorra incremento no sentido de valorizar o patrimônio imobiliário de quem eventualmente possa figurar no pólo passivo da obrigação tributária. Américo Luz). também constitucional. p.

285/RJ. Fato gerador. inciso I. Fato gerador. ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida. j. ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria. Precedentes do STJ e do STJ. Não comprovação. Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ. Reexame necessário. DL 195/67. 5. Min.2001. Ação ordinária. 2. rel. DJU 19. artigo por artigo. 1. Arts. Valorização do imóvel. A entidade tributante. CF/88]. II. Adoção. Nulidade da cobrança reconhecida pela própria Municipalidade. rel. Art. c) a base de cálculo é a diferença entre dois momentos: o primeiro. do Código Tributário Nacional. 145. Valorização do imóvel. rel. III. p.4.495/RS. 81 e 82.11. Garcia Vieira. inclusive ICMS e ISS Tributário. b) a obra pública provocou a valorização do imóvel. 05. Arts. desde o início e não 161 .05. 170 do Código Tributário Nacional. Contribuição de melhoria. bem como por se tratar de crédito futuro. Precedentes jurisprudenciais. REsp 160. 3. 3. adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba. Min. Min. CF/88 [rectius: art. Milton Luiz Pereira. o segundo. apropriados à obra pública realizada no local da situação do imóvel. 4. 1ª T. 81 e 82. Recurso provido.2004. José Delgado. Arts.04. Tributário. 233).2001. Contribuição de melhoria. 20. 165. o valor do imóvel antes da obra ser iniciada. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. da corrente doutrinária que. Decisão mantida. tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) a exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada. p. no trato da contribuição da melhoria. Repetição do indébito. Honorários advocatícios arbitrados corretamente.. Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento. 1ª T. REsp 615. CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83. EREsp 8. II.2004. de saudosa memória). Falta de prequestionamento. j. do CTN.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1998. 18. Art. Diversidade de precedentes jurisprudenciais do STJ e do STF.04.. Taxa Selic. também. DJU 09. 1. do CTN. 145.. Legalidade. ‘É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária’ (Geraldo Ataliba). 2. Possibilidade. Questão surgida no acórdão recorrido. (STJ. Fato gerador. Requisito essencial.11. 81 e 82. Requisitos de valorização ou de benefício. 158). o valor do imóvel após a conclusão da obra. Pedido de compensação negado por falta de autorização administrativa. do Código Tributário Nacional e Decreto-lei 195/97 [rectius: Dec. Não resta dúvida de que o autor possui direito à restituição do que pagou a título de tributo indevido.-lei 195/67]. DJU 17. Contribuição de melhoria. Valores pagos indevidamente.030/SP.

inclusive ICMS e ISS apenas a partir do Edital nº 10/2004.425. j. 162 . Confirmação da sentença singular em sede de reexame necessário (TJPR. do Código Tributário Nacional. Juiz Sérgio Rodrigues. DJU 7357). 10. 165. rel. nos termos do art. 1ª Câmara Cível.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2007.04. I. artigo por artigo. Acórdão 28.