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CTN-COMENTADO-DOUTRINA-E-JURISPRUDÊNCIA

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CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL COMENTADO: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

ELIANA CALMON ALVES Ministra do Superior Tribunal de Justiça

Título III : impostos Capítulo I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. COMENTÁRIOS Definição. O Capítulo I do título III do Código Tributário Nacional tem início com a definição dos tributos em espécies, a partir do imposto. O conceito, que não é dos melhores, tem o mérito de caracterizar o imposto em relação à taxa e à contribuição de melhoria, as duas outras espécies de receita tributária. Estabelecendo que seu fato gerador é uma situação

independente de qualquer atividade estatal específica, relacionada com o contribuinte, indica a não-vinculação da receita. E isso porque o imposto tem caráter geral, sem vantagem específica para com o contribuinte. Esta é a característica mais marcante da espécie de que se cuida, como manifestação maior do poder político que impõe um dever, de caráter geral, sem gerar, em contrapartida, benefício específico ou vinculação orçamentária.

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Daí as diversas nomenclaturas para a espécie, tais como tributo sem causa ou tributo não vinculado. Como as demais espécies do gênero, é pago exclusivamente em dinheiro, o que é uma constante no mundo contemporâneo, onde não mais se tem notícia, senão histórica, de prestação in natura. A propósito, o art. 3° do CTN parece admitir o pagamento não só em moeda, mas em valor que em moeda possa ser expresso, como, por exemplo, o pagamento em Títulos da Dívida Pública, com cotação na Bolsa de Valores. Leis específicas, inclusive, permitiram a dação em pagamento de débitos tributários. Cabe, aqui, referência à criação de padrão de valor para efeito tributário, como, por exemplo, a UFIR - Unidade Fiscal de Referência, Lei 8.383, de 30.12.1991, índice que passou a mensurar as obrigações tributárias por algum tempo, em demonstração inequívoca de que, de acordo com o art. 3° do CTN, um tributo pode estar expresso não só em moeda corrente, mas em valor que nela (moeda) possa se transformar. Atualmente, estão sendo corrigidos os tributos pela Taxa SELIC, a qual traz embutidos juros e correção monetária. Para alguns, o referido índice é inconstitucional, por não estar em lei a forma de composição. Entretanto, o STJ, examinando a questão da inconstitucionalidade da Taxa SELIC, recusou-se a apreciar a questão prejudicial, conforme decisão assim ementada:
Recurso especial (julgamento). Inconstitucionalidade (prejudicial). Argüição/procedimento (Regimento, art. 200 e CPC, arts. 480 a 482). Competências constitucionais (distribuição). Incidente (caso em que lhe falta cabimento). 1. No julgamento do recurso especial, uma vez acolhida a argüição, a Turma remeterá o feito à Corte Especial. 2. Compete à Corte Especial julgar a prejudicial de inconstitucionalidade. 3. Do julgamento, porém, não poderá tirar proveito o autor do recurso especial (recorrente). Caso
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a declaração venha a beneficiar o recorrente, ao incidente faltará cabimento. 4. É que, no exercício da competência prevista no inciso III do art. 105 da Constituição, em princípio o Superior não dispõe do contencioso constitucional. Tê-lo-á em restritas hipóteses. 5. Em tal competência, o que é do Superior é toda a jurisdição infraconstitucional (o direito comum). 6. Já no exercício das competências previstas nos incisos I e II do art. 105, livremente o Superior também desfruta do contencioso constitucional. 7. No exercício da competência do inciso III, é lícito ao Superior previamente declarar a inconstitucionalidade de lei ou de ato normativo, desde que a declaração não seja a favor do recorrente; a favor do recorrido, sim. 8. Caso em que a, inconstitucionalidade, se declarada, não aproveitaria ao recorrido. Por sinal, nem ao recorrente, que interesse algum tinha na declaração, tanto que se defendera com outros fatos e outros fundamentos. Daí, em caso que tal, tratar-se-ia, também, de declaração de inconstitucionalidade em tese. 9. Preliminar de nãocabimento, acolhida por maioria de votos (Corte Especial, AI-REsp 215881/PR, rel. Min. Franciulli Netto, rel. p/ o acórdão Min. Nilson Naves, DJU 08.04.2002, p. 111).

Posteriormente, a 1ª Seção de Direito Público chancelou a legalidade da SELIC, como fator de correção, nos EREsp 291.257/SC, 399.497/SC e 425.709/SP. Assinale-se que a UFIR foi extinta pela Lei 10.522/2002 (art. 29, § 3°), diploma que, no art. 30, indicou como fator de correção a Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC. Em épocas de alta inflação, as obrigações tributárias, as declarações de rendimento e até as certidões de dívida ativa eram expressas em parâmetro de valor devidamente atualizado. O imposto tem como base fática um comportamento do contribuinte, ou uma situação jurídica na qual ele se encontre. Em outras palavras, o imposto, para existir, exige sempre um fato qualquer em que esteja envolvido o particular, sem a participação estatal. A legitimação da imposição soberana está na necessidade do Estado arcar com o gasto público, mantendo a máquina administrativa.
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dividindo a espécie em imposto direto e indireto. ao lado do contribuinte de direito ou contribuinte jurídico. o qual grava situação instantânea ou mutável. não se obriga perante o Estado. existe o imposto indireto. porque a carga econômica é suportada pelo contribuinte. cuja titularidade é o fato gerador do imposto. pelo realizador do fato gerador. destaca a figura daquele que suporta o ônus econômico da obrigação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. dentre as quais a que enfoca o aspecto da incidência. Para o Direito é praticamente irrelevante quem paga. inclusive ICMS e ISS Classificação. A classificação que ora se coloca não é jurídica. porque não se vincula ao fato gerador ou ao fato imponível. e sim por terceira pessoa. ou pelo menos continuadas. Contrapondo-se. geradora do imposto predial. O imposto pode ter diversas classificações. isto é. embora sofra o ônus econômico. artigo por artigo. como ocorre com a propriedade imobiliária. sendo suportado pelo contribuinte em definitivo. o contribuinte de fato. porque a carga econômica não é suportada pelo contribuinte. na medida em que. constantes. ou a propriedade de um bem. O terceiro. É também chamado de imposto que não repercute. É também chamado de imposto que repercute. 4 . o exercício de uma atividade lucrativa (exemplo maior é o Imposto de Renda). por exemplo. É apenas o consumidor final da mercadoria ou do produto resultante da atividade eleita pelo legislador como necessária e suficiente ao nascimento da obrigação tributária. O imposto direto grava situações permanentes. como. porque o interesse concentra-se em torno de quem realiza o fato gerador.

ou. A restituição de tributos que comportem. por sua natureza. transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido referido encargo. o IOF etc. levam em consideração as condições pessoais do contribuinte. temos os impostos reais. como o Imposto de Renda. Contrapondo-se aos impostos pessoais. Uma segunda classificação identifica os impostos levando em conta o objeto da incidência. tais como o IPI. 166. inclusive ICMS e ISS Entretanto. uma terceira classificação. exemplo primeiro da espécie. cuja incidência leva em consideração a matéria tributária. dividindo os impostos em fixos. pelo caráter eminentemente subjetivo da exação. artigo por artigo. a qual leva em conta a forma de tributação. ainda. ao serem instituídos. unicamente. O artigo em referência tem sido objeto de contundentes críticas doutrinárias. 166 do CTN. eis que o contribuinte é pessoa física ou jurídica. Juridicamente pessoais são todos os impostos. sem cogitar das condições pessoais do contribuinte. embora prestigiado pelo Judiciário. Pessoais são os impostos que. proporcionais e progressivos. Com exceção do Imposto de Renda. in verbis: Art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o ICMS. Faz-se a distinção apenas para efeito didático. 5 . Há. a figura do contribuinte de fato torna-se importante na hipótese de repetição de indébito. todos os demais impostos do Sistema Tributário Nacional são reais. por força da previsão contida no art. no caso de tê-lo transferido a terceiro. estar por este expressamente autorizado a recebê-la. dividindo-os em pessoais e reais.

o Imposto sobre Serviços pago pelo profissional autônomo. Proporcionais são os impostos cuja alíquota observa sempre o valor da matéria tributária para atribuir um percentual. II . os impostos atribuídos aos Estados e. os impostos atribuídos aos Estados e aos Municípios. com as competências e limitações nele previstas.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. os impostos progressivos são os cuja alíquota é estabelecida em percentagens variáveis. Art. cumulativamente. como. enquanto outros foram fundidos. Assim. É o que ocorre em relação ao Imposto de Renda. inclusive ICMS e ISS Fixos são os impostos cujo montante é estabelecido em quantidade certa.à União instituir. Os impostos componentes do sistema tributário nacional são exclusivamente os que constam deste Título. portanto. conforme o valor da matéria tributável. 17. da CF). Compete: I . novos impostos foram criados. se aqueles não forem divididos em Municípios. com a Emenda Constitucional 1/69. quando. já sob a égide da CF de 67. COMENTÁRIOS Trata-se de dispositivo parcialmente superado. Por fim. os atribuídos a estes. pela Constituição de 1988. COMENTÁRIOS 6 . nenhuma pertinência na atualidade. por exemplo. 154. nos Territórios Federais.ao Distrito Federal e aos Estados não divididos em Municípios instituir. I. tem-se o ICMS. Outros tantos deixaram de existir. cumulativamente. artigo por artigo. além de ter sido a União contemplada com a competência residual (art. o IOF etc. não tendo. 18. Art.

agrupando-os da seguinte forma: 1.IR. Imposto sobre as Grandes Fortunas. levou em consideração a natureza do fato sobre o qual incidem as exações.ITCMD. contida nos incisos I e II do art. só passíveis de cobrança na iminência de guerra externa. Produção e circulação: Imposto sobre Produtos Industrializados .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.ITBI. do Distrito Federal e dos Municípios. Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a eles relativos . Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários . Imposto sobre Operações de Crédito.IOF. ao dividir os impostos. e o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza . sendo federais o Imposto de Renda. Os impostos nominados estão divididos entre os entes estatais. Patrimônio e renda: Imposto sobre a Propriedade Territorial . Comércio exterior: Imposto de Importação e Exportação. a que apresenta maior simetria com a Constituição é a que os examina sob a ótica da competência impositiva da União.IPI. 2. 153. O elenco é enriquecido com a competência residual. 3. os Impostos de 7 .IPVA. Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação . Temos a divisão de competência estabelecida constitucionalmente nos arts. o Imposto sobre Produtos Industrializados.IPTU.ITR.ISS. os entes integrantes da Federação. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores . 154 da CF e com os impostos extraordinários. ou o critério econômico.ITR. diferentemente do CTN que. dos Estados. inclusive ICMS e ISS Dentre as classificações de impostos. o Imposto sobre Operações Financeiras. 155 e 156. artigo por artigo. Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural . e o Imposto sobre Transmissão Causa Mortins e Doações . Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana . Imposto de Renda .ICMS.

CPMF. Surgiu o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. Imposto sobre a Transmissão Inter Vivos. Por fim. absorve os três impostos especiais (energia elétrica. na esfera municipal temos o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. o ICMS. artigo por artigo. Outra significativa alteração foi a ampliação do fato gerador do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis Causa Mortis. ingresso de capitais no País e lavagem de dinheiro: É um imposto que tem nítido caráter extrafiscal. 8 . Acrescente-se a este rol a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira . o qual serve para o governo federal direcionar a fiscalização quanto à geração de rendas. de competência dos Estados. combustíveis e lubrificantes e minerais) e os impostos sobre serviços de transporte e comunicações. e que açambarcou as doações e também a transmissão de quaisquer outros bens e direitos que não os imóveis. o Imposto sobre Grandes Fortunas. e instituiu-se o Imposto sobre Movimentações Financeiras. típico Imposto sobre Movimentações Financeiras. Da competência estadual são o Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias. de caráter provisório. Sob a égide da Constituição Federal de 1988. de competência dos Estados. o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural. de competência dos Estados. Os impostos extraordinários são virtuais e constitucionalmente autorizados em caso de guerra e sobre bases já tributadas por outros impostos. Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza. fuga de capitais. a CPMF. inclusive ICMS e ISS Importação e Exportação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores.

Aduaneiros ou Direitos Alfandegários. referia-se à Tarifa Alfandegária como termo que abrange os dois impostos do Comércio Exterior: importação e exportação. valor. Tarifa são comuns Direitos denominações Aduaneira. 76. os nomes vulgares acabam por prestigiar a repartição fiscal. 19. de competência da União. com a Emenda Constitucional nº 1/69. Embora esteja nominado na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional como como Tarifa Imposto de Importação. “Tarifa” significa lista de preços. COMENTÁRIOS A primeira abordagem que se faz em relação ao Imposto de Importação é quanto ao seu nomen juris. 153. O imposto. Alfandegária. no art. Capítulo II IMPOSTOS SOBRE O COMÉRCIO EXTERIOR Seção I Imposto sobre a importação Art. batizando o imposto com o nome do espaço físico reservado à fiscalização. A Constituição Federal de 1967. § 29. ao tempo em que usa a nomenclatura “tarifa” como sinônima de “imposto”. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS O CTN traz a previsão no art. alíquota e não espécie tributária. sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional. De impropriedade flagrante. 9 .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Registre-se que as expressões indicadas também servem para nominar o Imposto de Exportação.

respeitado o 10 . a abertura do comércio exterior. politicamente. socorrendo determinada área. como ocorre com a criação de zonas de livre comércio ou zonas francas. art. eis que o Executivo. Trata-se de imposto com objetivos de política econômica. Considerado um dos mais antigos impostos do mundo. sem o rigor imposto pelo princípio da anterioridade. naturalmente. dificilmente. Neste sentido. o disposto no § 1° do art. tendo secundário significado como fonte de receita. CF). despertariam maior interesse econômico. artigo por artigo. não poderia o Imposto de Importação sofrer as duras limitações das demais exações. Como instrumento político. 150. Por vezes. destinado à proteção dos produtos nacionais. tem como principal característica a extrafiscalidade. ao contrário. inclusive ICMS e ISS Características.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. A flexibilidade das alíquotas faz com que a legislação tributária do imposto em comento entre em vigor imediatamente. não é absoluto o poder de majoração. As alíquotas são aumentadas quando se deseja diminuir as exportações e diminuídas quando. Daí a liberação de sua majoração. ao manejar as alíquotas majorantes. o tributo de que se cuida é utilizado para corrigir distorções socioeconômicas nacionais. Como instrumento de política econômica. presta-se para atender às oscilações do mercado internacional. do câmbio e do balanço de pagamento. Entretanto. ao incremento de soluções na área do comércio exterior. O objetivo político é propiciar a condução de recursos e surgimento de empreendimentos para áreas que. há previsão constitucional expressa (§ 1°. Neste sentido. está adstrito aos limites mínimo e máximo estabelecidos em lei. é aconselhável. 153 da CF.

porque.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o ônus pelo tributo gerado se integra ao preço. 11 . muito embora não ocorra a transferência de forma clara e objetiva. utilizando-o como passagem. 19 do CTN não define com perfeição o fato gerador do imposto em comento. em linguagem vulgar. É seletivo porque a incidência tributária observa a qualidade de cada um dos bens. um fato material ou um negócio jurídico. o Imposto de Importação é um tributo indireto.entrada de mercadoria no território nacional -. de “imposto por dentro”. apenas. artigo por artigo. O art. anteceda à ocorrência do fato gerador. similares aos nacionais etc. escolheu o legislador uma situação fática . não havendo definição quanto ao específico momento de sua realização. porque não basta a ocorrência do fato ali indicado para que se tenha o fato imponível. pois a carga tributária tende a ser suportada por terceiro. Além da extrafiscalidade. uma mercadoria pode ingressar no Brasil e não ocorrer o fato gerador. Não basta o ingresso do produto estrangeiro no território nacional para que se dê a incidência. ou seja. mas esta situação fática deve estar atrelada a uma situação jurídica. Quanto ao imposto em análise. O certo é que o fato gerador do Imposto de Importação é instantâneo. não supérfluos. inclusive ICMS e ISS princípio da irretroatividade. É o que se denomina. classificando-os como supérfluos. sem destaque formal. se para este País não se destina. Fato gerador. com ânimo de ser internada no País. Com efeito. pode ele eleger um acontecimento econômico.vinda do estrangeiro. Como a hipótese de incidência é livremente escolhida pelo legislador. por exemplo.

momento da entrada. o decreto-lei define o elemento temporal. Se a mercadoria adentrar-se sem que esteja acompanhada do documento que a identifica. É de suma importância a determinação do momento em que ocorre o fato gerador do Imposto de Importação. quando se tratar de mercadoria despachada para consumo. entregue a declaração. para delimitar-se a hipótese de incidência. A entrada é considerada como território aduaneiro. 19 do CTN seja feita em conjugação com os arts. O diploma em referência. em depósito na zona primária. exige-se a declaração de importação para o despacho aduaneiro (art. O tempo é a entrega da declaração ou do manifesto. inclusive ICMS e ISS Contudo. 12 . Tendo aplicação imediata a lei que majora a alíquota do imposto. o simples ingresso da mercadoria.e outro temporal . tem-se como ilícita a operação. exige-se que a leitura do art. 23 e 44 do Decreto-lei 37/66. “o reconhecimento de fato jurídico já ocorrido”. é preciso recorrer ao Dec.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. porque. enquanto o CTN define o elemento material. 23). em razão da escolha da legislação que deve reger a espécie. É. e com procedimento de desembaraço já iniciado. artigo por artigo. 44). sabendo-se que não está ela sujeita ao princípio da anterioridade. Como visto.território nacional . Conseqüentemente. o fato gerador em exame exige um elemento espacial . Adhemar Maciel. vem a sofrer os efeitos de uma majoração do imposto. tem-se como completado o fato gerador do imposto (art. diz que. E. nas palavras do Min. muitas vezes já descarregada do navio ou aeronave. no qual é dito qual a mercadoria importada. ao reportar-se ao fato gerador do imposto.-lei 37/66.

dando literal interpretação ao art. em nome da segurança jurídica.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. artigo por artigo. 19 do Código Tributário Nacional a disposição do art. O STF. 23 do Dec. tem entendido que a expedição de guia é um mero expediente burocrático. ainda. rechaçam o entendimento jurisprudencial. harmonizando os preços do mercado interno com o externo. Vozes autorizadas. vem entendendo que o simples ingresso do bem não obsta à aplicação da lei de majoração. mas traz alguns problemas de ordem econômica para o importador. a fim de evitar o arbítrio. 19 do CTN.-lei 37. O Dec. O entendimento é técnico. constantes das resoluções do Conselho de Política Aduaneira. de 18. sem repercussão quanto ao fato gerador.11. com a fixação de pautas de valor mínimo. a partir do Supremo Tribunal Federal.-lei 37/66 é o texto básico do Imposto de Importação. é muitas vezes utilizada para evitar o dumping. os que pugnam pela imutabilidade da lei de regência. a partir da expedição da guia de importação. Há. 13 . em reiterados precedentes. incidindo a lei nova se ainda não foi expedida a declaração ou manifesto. Daí os preços de referência. vem sendo seguido pelos Tribunais. o que faz ter o imposto objetivo político. inclusive ICMS e ISS O Poder Judiciário. diante de um aumento exacerbado e imprevisível da alíquota. A variação de alíquota pelo Executivo.1966” (TFR -Súmula 4). JURISPRUDÊNCIA “É compatível com o art. exigindo-se que sejam elas acompanhadas de motivação expressa.

06. O fisco tem o direito de alterar a alíquota dentro dos limites legais (Constituição [1967 c/c EC nº 1/69].-lei 37/66. Min. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Assim. de 29. 19 do CTN e a norma específica do art. 1. art. em se tratando de mercadoria despachada para consumo. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal em dissídio com a decisão recorrida. Dec. tendo em vista o fato gerador do tributo. Min. DJU 29. ao fixar pauta de valor mínimo. 1. Constitucional. a ocorrência do fato gerador. no território nacional. Pleno.02.427. 05.1978). j. Incidência.rel.1995 [revogado pelo Dec. j.09. 19. Código Tributário Nacional.09. rel. Antonio Neder.-lei 37/66 (compatibilização). 19 do Código Tributário Nacional. Pelo que dispõe o art. RE 72874/SP . Necessidade de sua motivação. Inexistência de contradição ou antinomia entre a norma genérica do art. Incidência do imposto com a alíquota majorada. 1ª T.05. e o condicionamento de indeclináveis providências de ordem fiscal.1981. art. inclusive ICMS e ISS 1. Agravo regimental em recurso extraordinário.1995].1978. 05. porém a complementam para tornar precisa. não a desfiguram nem contraditam. Imposto de Importação. no tempo e na circunstância. 2.. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. 1ª T.05. Recurso extraordinário conhecido pelo segundo fundamento e provido (STF.1980.-lei37/66 com o art. o fato gerador do Imposto de Importação é a entrada. Tributário.04.. Majoração de alíquota.1981).02. 23 do Dec. Momento da ocorrência do fato gerador. artigo por artigo.471. Matéria dirimida pelo Pleno deste 14 . posto que a caracterização de um necessário momento naquela não previsto. e não no dia em que foi expedida a guia de importação. Mercadoria despachada para consumo. Recurso extraordinário conhecido mas não provido (STF. DJU 20.1981). Fato gerador. tal imposto deve ser calculado na consideração da alíquota vigorante no dia desse fato. Fato gerador. Imposto de Importação. Precedentes do STF. 2. Cordeiro Guerra. Min. j. Recurso extraordinário provido para cassar a segurança concedida ao importador pela Justiça Federal de São Paulo e pelo Tribunal Federal de Recursos (STF. da mercadoria importada. DJU 22. RE 91337/SP. 5.03. Soares Muñoz. 4. Resolução do CPA. Compatibilidade do art. 19 do Código Tributário Nacional. I). Imposto de Importação. RE 94167/RJ. no espaço. 21. rel. 3. 1. de 27. Improcedência do argumento de que o contribuinte adquiriu o direito de calcular o imposto na consideração da alíquota vigorante no dia em que foi expedida sobredita guia. 23 do Dec.

Não há que se falar em nulidade de acórdão que. conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225. ou quando do desembarque da mercadoria. p. Humberto Gomes de Barros. 1.. §1°. da mercadoria importada. Mercadoria para uso próprio. 4.08. este revogado pelo Dec. Agravo regimental não provido (STF. o fato gerador.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j.1998. sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. Discussão a respeito de o importador haver adquirido o direito de pagar tal imposto mediante aplicação de alíquota mais favorável. 19 do CTN e o Dec. j. inclusive ICMS e ISS Tribunal. 5. 19 e Dec. DJU 25. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. O fato gerador do Imposto de Importação é a entrada. 25).06.1998. Recurso especial não conhecido (STJ. 1.1981. Imposto de Importação. 08. 1. Majoração de alíquota.2001. no território nacional. 1ª T. 3.427/95 [revogado pelo Dec. consuma-se na data do registro da declaração de importação. Processual civil e tributário. Min. 1ª T. Mercadoria despachada para consumo. 19. Imposto de Importação. 1427/95.391/95 [alterado pelo Dec. DJU 12. RE 77604/SP rel. 150. DJU 16. j. O 15 . j. 2ª T. Recurso extraordinário a que o STF nega conhecimento (STF. Momento do fato gerador. p. Improcedência do argumento. para o Imposto de Importação.2000.1981. Guia para importação. Violação a preceitos da lei processual civil não configurada. arts. de 27. necessárias ao deslinde da controvérsia.. 2ª T. Dec. art.lei 37/66. 18. CTN. Min. 03. art. Divergência pretoriana que não se acha demonstrada. Min. 2.. examinando todas as alegações suscitadas na apelação. decide a lide de forma contrária àquela desejada pelo recorrente.490/95. a. Antônio Neder. DJU 17.-lei 37/66 (art.06.471. III. artigo por artigo.-lei 37/66. 1. REsp 205013/SP rel. art. Dec. e 153.08. rel. Tributário.05. Min. Inexiste incompatibilidade entre o art. Na importação de mercadorias para consumo.05. Min. Precedentes.02. AGRRE 252008/SP rel. Compatibilidade.602. Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador. 1.716). 23. Súmula 4/TFR. 23). Legitimidade e constitucionalidade decretadas pelo STF. CTN. CF. Alíquota aplicável.06. 1. Precedentes do STJ e TFR (STJ.2001).04. Tributário.1995]. Fato gerador. Francisco Peçanha Martins. Carlos Velloso). Dec. rel. 19. Imposto de Importação. Maurício Corrêa. No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. REsp 121617/PR. Momento do fato gerador.2001).471/95]. Decreto 1..

CTN. 06. j. rel. 2. do Dec. Imposto de Importação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 3. Multifários precedentes.2001. Recurso especial conhecido e provido (STJ. Isenção.-lei 37/66 e o art.-lei 37/66. 09. 1. Compatibilidade. 2ª T. 1. 1° e 23 do Dec. 23 do Dec. 41. Decisão unânime (STJ. Imposto de Importação. arts. este revogado pelo Dec.-lei 37.09. Franciulli Netto. inclusive ICMS e ISS contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada. Alíquota aplicável. Compatibilidade. Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete. Recurso especial provido.2000). DJU 28. Responsabilidade tributária. Milton Luiz Pereira.2001. Ocorrência do fato gerador.-lei 37/66. Min. Mercadoria importada a granel. III. Fato gerador. Tributário.-lei 37/66. 1.2001).427/95 [revogado pelo Dec. presumida a ausência de responsabilidade do transportador. REsp 78. representa a entrada no território nacional da mercadoria. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. Art.05. Quem promove a importação de mercadoria sem ter a guia de importação sujeita-se ao regime legal vigente na data em que a obtém. 08. 19 e Dec. os preceitos dos arts.-lei 37/66. 23 do Dec. 1. 1ª T. Recurso especial não conhecido. O desembaraço aduaneiro completa a importação e. Imposto de Importação. Não obstante o fato gerador do Imposto de 16 . Mercadoria isenta. rel. à espécie.Inaplicáveis. 41. e 60.06. Não há qualquer incompatibilidade entre o art. nos termos do art. Súmula 4 do Tribunal Federal de Recursos. 2. não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto . REsp 130230/PR. Fato gerador. rel. A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador.03.427/95. Ari Pargendler. Min. Tributário. 1. e 60. Compatibilidade entre o art.-lei 37/66. para efeitos fiscais. Precedentes do STJ e STF.1998..2000. de 1966. artigo por artigo. conseqüentemente. j. p. 23 do Dec. 19 do Código Tributário Nacional e arts. parágrafo único. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento). art.277/MG.391/95 [alterado pelo Dec.. DJU 05. parágrafo único. REsp 185418/SP.02. Min. Dec.05. Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento).471/95].. nos termos do entendimento firmado pelo Pretório Excelso. DJU 19. 19 do Código Tributário Nacional. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção. Tributário. art. 143). 19 do CTN. 23. 2ª T.471/95] e 1. Decs. Recurso sem provimento (STJ. e o art. III. Inversão da sucumbência. j.

09084.1997. 23 do Dec. do embarque do bem estrangeiro e do ingresso do mesmo no território nacional (TRF-2ª R. Recurso especial a que se dá provimento. Tributário.471/95]. Assim.427/95 [revogado pelo Dec.-lei 2.01.-lei 37/66. rel. nos termos precisos do parágrafo único do art. p. Imposto de importação.03. 2ª T. j.1997.06. Tributário. Irrelevantes as datas da celebração do contrato de compra e venda. 1. na repartição aduaneira. torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’. Fato gerador. 04. A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias despachadas para consumo é definida pela norma vigente no momento da efetivação do registro da declaração de importação na repartição alfandegária. Juíza Valéria Albuquerque. Dec. Inversão do ônus da sucumbência (STJ.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 19 do CTN/66. Juiz Teori Albino Zavascki.1999). José Delgado. 52.09. 1. 05.05. Fato gerador complexivo e continuado.0201428-8/RJ. 1.717).. rel. 1° do Dec. Majoração de alíquota.06.07. j. 3.. REsp 203815/RJ.-lei 37/66 [este artigo possui redação alterada pela Dec.1996. Min.1997. de 29. Mandado de segurança. AMS 96. AMS 96. 19 do CTN/66)..08. Alteração de alíquota. Porém. DJU 03. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro.1995. inclusive ICMS e ISS Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional. Nos termos do art.472/88]. Incidência sobre importação de veículo já embarcado. quando se tratar de mercadoria despachada para consumo. p. 288). inclusive em relação às importações já em curso e cujas guias não estavam registradas na repartição aduaneira na data de sua entrada em vigor (TRF-4ª R. 4ª T. 25. Assim. DJU 09. artigo por artigo.. 2. o imposto sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional (art. DJU 02.427/95 [revogado pelo Dec. é devida a alíquota do Imposto de Importação prevista no Dec. Procedente dos Estados Unidos da América. 1. Tributário.1999. rel. Dec. Momento definidor da obrigação tributária ocorre com a entrada da mercadoria no território 17 . 1ª T.-lei 37/66). embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional. da declaração de importação (art. descascado. ‘com a entrada no território nacional da mercadoria que contar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira’. Impetrante que pretende eximir-se de aumento de alíquota do Imposto de Importação incidente sobre trigo em grão. Imposto de importação.. j. ele apenas se aperfeiçoa como registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e.471/95]. 1.

150.04.2006. 2ª T. Imposto de importação. art. Tributário.0213217-0/RJ.2ª R. p. Eros Grau. art. É facultado ao Poder Executivo alterar as alíquotas (art. Precedentes. e não a partir da emissão de guia de importação. 21 do CTN). pela relevância econômica da relação jurídica com reflexos na política cambial e no comércio exterior do País.1997. tanto que a Constituição Federal. RE-AgR 441537/ES. Alíquota. alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I. rel. é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador.. MAS 96. não constituindo fato gerador de tributo. § 1°).2006. rel. Juiz Alberto Nogueira. 150.471/95]. Dec.-lei 37/66). 1. II.427/95 [revogado pelo Dec. CF. No caso. porque a esta não tem direito o importador enquanto não concretizado o fato gerador. artigo por artigo. na repartição aduaneira competente. 51).11. da declaração apresentada pelo importador (art. 64). faculta ao Poder Executivo. 4ª T. Precedente do STF. 150. DJU 25. Fato gerador do Imposto de Importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro. p. 2ª T. no art.07. O que a Constituição exige. não se pode invocar o princípio da segurança jurídica como respaldo a invocado direito ao pagamento de alíquota menor. 101698).09.1997.03. j.. p. a. III. 1. Recurso improvido (TRF. II. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec. I. Possibilidade. IV e V. Imposto de Importação. É inquestionável o caráter nitidamente extrafiscal do Imposto de Importação. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. 1. 3. Juiz Homar Cais. 19 do CTN). Tributário. j. DJU 03. se o fato gerador do imposto . Alteração de alíquota. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato 18 . Se a política de comércio exterior impõe que se aumente ou reduza o valor de alíquota entre a importação.09.1997. 05. Apelação não provida (TRF-3ª R. 1° . Min.entrada da mercadoria no território nacional . rel. O produto importado estará sujeito ao pagamento do imposto respectivo pela alíquota vigente no momento da ocorrência do fato gerador.. no § 1° do art. 153. j. 1. 25. a. Mantida a decisão monocrática. 1.1997. Constitucional.. Imposto de Importação. DJU 29. os quais são excepcionados da regra da anterioridade (Constituição Federal. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. 23 do Dec. Fato gerador. 2.09004-1/SP. que é prévio ato administrativo.for posterior à vigência do diploma legal.06. AMS 93. a chegada da mercadoria ao país e o momento de seu desembaraço aduaneiro.. inclusive ICMS e ISS nacional (art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. III.427/95 [revogado pelo Dec. Majoração de alíquota.471/95 ]. Agravo regimental no recurso extraordinário.

2. Francisco Peçanha Martins. no julgamento da ADIn 1293/DF. Fato gerador. Tributário. EDcl no AgRg no REsp 170163/SP. 2.. Agravo regimental em recurso extraordinário. 08. Imposto de Importação. Min. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. 57). in verbis: ‘O imposto de importação tem como fato gerador a entrada de produtos estrangeiros no território (CTN-66.02.2005. art.2007. DJU 01. Fato gerador. para esse efeito específico.09.08. Humberto Gomes de Barros. RE-AgR 252008/SP. 1. REsp 205013/SP. Fixou-se em Plenário. Ocorrência. DJ 17. rel. 2ª T.2001. artigo por artigo. REsp 213909/PR. Tributário. p. Precedentes: RESP 250. Agravo não provido (STF. Imposto de Importação. Carlos Velloso. Momento ao fato gerador. Milton Luiz Pereira. REsp 139658/PR. O fato gerador do ICMS. Tratando-se de mercadoria despachada para consumo. p. da declaração apresentada pelo importador (Dec.. DJ 09. Nessa linha de pensamento exteriorizaram em diversos arestos as Cortes Superiores: o Supremo Tribunal Federal que.571). Incidência.1980. rel. Recurso especial provido (STJ.02. José Delgado.2002. ocorre no momento do desembaraço aduaneiro. DJ 11. DJ 05.3378/SP. Desembaraço aduaneiro. em 06. Francisco Peçanha Martins. Agravo regimental não provido (STF. Min. 31.05. REsp 552852/PE.117/PE. DJ 25.427.. ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo.02. a jurisprudência do Supremo Tribunal no sentido de que. DJ 28. para o imposto de importação. Eliana Calmon.2001. em se tratando de mercadoria 19 .07. sendo irrelevante. DJU 26.471/95]. Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal. Min. Min. rel. rel. inclusive ICMS e ISS gerador do Imposto de Importação. João Otávio de Noronha. consuma-se na data do registro da declaração de importação’ (REsp 313. rel. rel. Min. art. Min. j. tendo em vista o fato gerador do tributo. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro. Incidência do imposto com a alíquota majorada. RE 91. Importação. 1.2003). 2. 23 c/c art.379/PE. na importação de mercadorias.02. Variação cambial.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a data da celebração do contrato de compra e venda ou a do embarque ou a do ingresso no país de mercadoria importada’. na repartição competente. Min. rel. Tributário. Min. 06.2005.11. j. ICMS.10. 1. rel. j.05. Maurício Corrêa. 2ª T. rel. 19). E ainda: ‘Imposto de Importação. 1. AI-AgR 420993/PR. o fato gerador.p. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal.2002. Majoração de alíquota. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec.1999. 2ª T.06.08.-lei 37/66.2000. 44). 137). III.2001. 1. Min. manifestou-se. DJU 16.2007. Constitucional.

2.-lei 37/66 e o art. conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225.-lei 37/66.-lei 37/66. 2. Luiz Fux. 3. DJ 25. DJU 14. rel. 19 do Código Tributário Nacional na importação de bens de capital . Fato gerador. sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. inexistindo incompatibilidade entre o art. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira.566). 19 do CTN’ (EAREsp 170163/Eliana Calmon. Pleno.03. 19 do Código Tributário Nacional com o art.09. Inexiste incompabilidade entre o art. 3. Min. o fato gerador ocorre na data do registro. Min.309-2/SP. 1ª T. A regra geral prevista nos arts. 19 do CTN e o Dec. Na importação de produtos do exterior. p. 12. na repartição competente. 1. 23. Quando se tratar de mercadoria destinada ao consumo. ‘O STF já proclamou inexistir incompatibilidade do art. e: ‘Na importação de mercadorias para consumo.2006. no sentido de que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre com o registro da declaração de importação na repartição aduaneira.-lei 37/66.08. aplicando-se a alíquota vigente na época’ (REsp 250379/Peçanha Martins.-lei 37/66 dispõem que o imposto de importação tem como fato gerador a entrada da mercadoria de procedência estrangeira no território nacional. 23 do Dec. DJ 05.08. Cordeiro Guerra. 19 do CTN e o art. ou quando do desembarque da mercadoria. porém rejeitados’ (ERE 91. Seguindo essa mesma linha de orientação. Precedentes do STJ e STF’ (REsp 121617/Humberto). Recurso especial provido (STJ. da declaração de importação. para o Imposto de Importação.06. consoante o disposto no art.-lei 37/66. rel. Bens de capital. o STJ assim tem se pronunciado: ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. 19 do Código Tributário Nacional. 23 do Dec. DJ 09. Tributário. Fato gerador. inclusive ICMS e ISS despachada para consumo. REsp 670658/RN. o qual é compatível com o art. STF.1980. 19 do CTN com os arts.. Imposto de Importação. Embargos conhecidos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Precedentes. Min. Prevalece a regra geral insculpida no art. Território nacional.2002). consuma-se na data do registro da declaração de importação. Momento da ocorrência. j. 19 do Código Tributário Nacional e 1° do Dec. Ausência de incompatibilidade entre o art.602. para consumo próprio.-lei 37/66. DJ 18.2002). Entrada. Compatibilidade do art.2005. rel.2001). artigo por artigo. 23 e 24 do Dec.o fato gerador do Imposto de Importação ocorre na 20 . Carlos Velloso)’ (REsp 205013/Peçanha Martins. considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto de Importação a data do registro na repartição aduaneira da declaração feita para fins de desembaraço aduaneiro. ‘Jurisprudência pacífica do STJ.1980.09. 260). 23 do Dec. p.04. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. o fato gerador. 23 do Dec.

19 do CTN c/c art.1. 23 do Dec. DJU 01.2003.Fato gerador. Momento do fato gerador..2005. O lançamento fiscal. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 232). 1. p. Registro da declaração de importação: art. Apelação e remessa oficial providas. 1. o fato gerador. 21. 2. 202). o desembaraço ocorreu na vigência do Dec. 236). Portarias 73/91 e 938/91.08.391/95 e 1. Precedentes do STJ e STF (STJ. O fato gerador do imposto de importação é a data da entrada da mercadoria no território nacional e não a data da emissão da guia de importação. j. rel. 03. p. O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro. o qual se inicia com o registro da declaração de importação.11. A preliminar de ausência de prova da recusa da repartição fazendária em proceder ao registro 21 . 2. Art.11. DJU 14. j.. REsp 157162/SP rel. rel.2005. Mercadoria despachada para consumo. j. I. 2ª T. Tributário. Castro Meira. 366). para o Imposto de Importação. portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo. Fato gerador do Imposto Sobre Importação: momento da entrada da mercadoria no território brasileiro. Min. Min. Desembaraço aduaneiro. AgRg no REsp 49697/RJ. DJU 17. Na hipótese.427/95.08. Imposto de Importação. 03. Abandono. 4.11.atual denominação da guia de importação .06. 2ª T. As Declarações de Trânsito Aduaneiro anexadas aos autos provam que as mercadorias foram introduzidas no Brasil. 1. p. é regido pela lei vigente à época. 3. 2ª T. p. 3. 1471/95] . 4.10. deve ser rejeitada a preliminar de ausência de prova pré-constituída quanto à data de introdução das mercadorias no Brasil. Tributário..427/95 [revogados pelo Dec. Veículos automotores.-lei 37/66.2003. Decs.2004. REsp 313117/PE. 2. inclusive ICMS e ISS entrada dos produtos estrangeiros no território nacional. 116. Preliminares rejeitadas. Agravo regimental improvido (STJ. Imposto de Importação. Min. Humberto Gomes de Barros. artigo por artigo.05. Tributário e processual civil.. Ocorrência. Ausência de registro por decurso do prazo. 1ª T. em relação ao fato gerador. Castro Meira. Recurso especial conhecido e provido (STJ. Recurso especial improvido (STJ. Min. DJU 30. No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. Castro Meira.não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão. j. REsp 328835/SC. consuma-se na data do registro da declaração de importação.2004. do CTN. A declaração de importação . Imposto de Importação. 1. Assim. Tributário. 08.2005.2005.

2004. Apelação improvida (TRF-1ª R. 19 do CTN. inclusive ICMS e ISS da declaração de importação confunde-se com o mérito. pois deixou transcorrer o prazo para dar início ao despacho aduaneiro (art.2006. A guia de importação somente autoriza a entrada de mercadoria no Território Nacional. já que tal circunstância constou em declaração complementar. 3ª T. artigo por artigo.2006. o registro não é mais possível e a mercadoria é considerada abandonada.2006.-lei 37/66 com o art.-lei 37/66 com o art.030/85 [revogado pelo Dec. Alíquota. 4. 23 do Dec. Registro da Declaração de Importação.00.. sendo considerado o fato gerador do Imposto de Importação a entrada da mercadoria no território brasileiro. que é aquela vigente na data de seu ingresso no país. O impetrante inviabilizou o registro da Declaração de Importação. donde não se justificar que o contribuinte recolha novamente o imposto e em outro momento peça a sua restituição (TRF-3ª R. 2. 3. Declaração de Importação. Dec. 23 do Dec. AMS 96.05. DJU 17. rel. Guia de importação 1. O Pleno do STF pacíficou a matéria no sentido da compatibilidade da regra do art. Tributário. 23 do Dec. 24.. nos termos do art. 4. Não havendo. Peças liberadas pelo relator.11. em 24.543/2002]). O fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do registro da declaração de importação. durante esse prazo. 461.2006. para publicação do acórdão (TRF-1ª R. 22 . sendo irrelevante a sua data para fixação da alíquota do Imposto de Importação. início do despacho.04. não importando se as mercadorias desembarcaram no mesmo navio e na mesma data.. Compatibilidade do art. Imposto de Importação. que se dá com o registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira. 19 do CTN. Desembaraço. 5. Juiz Luciano Tolentino. p.01. p. Imposto de Importação. Precedentes deste Tribunal e do STF. j. 7ª T. sendo este o momento considerado como ocorrido o fato gerador (art. Descabida nova cobrança do imposto.. 2ª T.2007.01. DJU 29.rel. do CTN). Recolhimento integral do imposto. 19 do Código Tributário Nacional.2003.099427-9/MG.364188/MG. Tributário. 3.. donde surgir ao importador a necessidade de recolher aos cofres públicos o montante respectivo. Juiz Roberto Jeuken. 571). rel. Fato gerador. ocorrido no momento do registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira.12. O fato gerador do imposto de importação ocorre com a entrada da mercadoria em território nacional. 91.. j. 03. AMS 36375/SP. ficando inalterado o aspecto temporal do fato gerador do imposto.01. combinado com o art. DJU 12. 22. 6. Mercadorias que embarcaram em outro navio e em outra data.04. 49).-lei 37/66.01. 54). I. AMS 1999.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Apelação e remessa oficial providas. p. 116. Juiz Miguel Ângelo de Alvarenga Lopes j.

08. rel. 3. Anulatória de débito fiscal.2005. inclusive ICMS e ISS Tributário. CTN. 371). Fato incontroverso. rel. REOMS 187700/SP. 4.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. que fixa a data do registro da declaração de importação na repartição 23 . a alíquota exigível é aquela vigente na data do registro da declaração de importação no ato do desembaraço aduaneiro. DJU 10.-lei 37/66. Fato gerador.-lei 37/66. 301). O art. ao país. 3ª T. Dec. Art. Imposto de Importação. Tratando-se de mercadoria destinada a consumo. 1. escorreita a atuação do Fisco ao constituir o crédito remanescente. 5. Dec. a destinação para consumada mercadoria objeto do despacho aduaneiro.2005. p. Constatado que o registro foi providenciado antes do advento do diploma que aumentou a alíquota do Imposto de Importação. o qual inicia o procedimento de desembaraço aduaneiro... j. aplica-se a alíquota vigente à data do registro da declaração de importação. 6. Momento de ocorrência do fato gerador. I. 2. Inversão do ônus da sucumbência (TRF-3ª R.-lei 37/66.-lei37/66. Imposto Sobre Importação. o registro da declaração de importação. vigente à época da concretização do fato gerador. Imposto de Importação. do Dec. 1. À luz do art. Art. a data da conclusão do negócio jurídico de aquisição do bem importado. 19. AC 22632/SP. em território nacional. Aspecto temporal do fato gerador do tributo. nos autos. Remessa oficial desprovida (TRF-3ª R. 23 do Dec. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada do produto importado no território nacional. e segundo a delimitação constitucional da regra matriz tributária. consubstanciado no auto de infração atacado.07.543/2002]. 23. 19 do Código Tributário Nacional.471/95]. Arts. Sentença reformada.. 6ª T. 07. Art. 1.08. não importando. Apelação em mandado de segurança. 23 do Dec. 27. Tributário. do produto estrangeiro. Direito adquirido. sendo irrelevante o dia de ingresso do produto estrangeiro. Alteração de alíquota..06. harmoniza-se com o perfil constitucional da regra matriz desse tributo na medida em que reconhece. Na importação de mercadorias despachadas para consumo. Juíza Cecília Marcondes j. reconhecese o direito adquirido ao pagamento do tributo pela alíquota menor. para fins tributários. 86 e 87 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. artigo por artigo. 23. 1. 23 do Dec. complementado pelo art. DJU 21. Juiz Mairan Maia. Revogada a Resolução CPA 05-0392 quando do registro da declaração de importação. p. II. 4.2006. Incidência do art.-lei 37/66. como momento de aperfeiçoamento da obrigação tributária do imposto incidente sobre mercadorias despachadas para consumo. a teor do art. III. a hipótese de incidência do Imposto sobre Importação traduzse na chegada.427/95 [revogado pelo Dec. 19 do CTN. Registro anterior à majoração.2006.

044496-8/PR. a alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. rel. não agiu com excesso de poder o Executivo ao alterar a taxa de câmbio. j. 2. 1. Majoração de alíquota. Ocorrência do fato gerador. 3. quando da entrada em vigor do Dec. a entrada no território nacional da mercadoria.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. e não com a simples entrada física desta no território nacional. 02. p. a base de cálculo será simplesmente o resultado aritmético da conversão do valor expresso em moeda estrangeira com a taxa vigente. não havendo que se falar na existência de direito adquirido à utilização de determinada taxa de câmbio fixa. 1. para esse 24 . 2. Tributos. Portanto.03. Ao contrário. Importação. a. Apelação a que se nega provimento (TRF-3ª R. 396). 1. DJU 26. Momento da perfectibilização do fato gerador. Juiz Lazarano Neto. Tributário. Imposto de Importação. submetendo-a à livre flutuação do mercado. III. na hipótese de ser destinado a consumo. de 10. Tributário. Ação ordinária. conseqüentemente. rel. 1. p. A legislação tributária aplicável à operação de importação é aquela vigente à época do fato gerador.626. da Lei 8. artigo por artigo. é legítima a incidência da exação. AMS 2000.2006. Dec. porquanto..2006.10. 6ª T. da Constituição Federal.04. do CTN. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre por ocasião do registro da Declaração de Importação. AMS 170. Dec. Não tendo sido efetuada a declaração de importação das mercadorias importadas.2000. autorizou o Poder Executivo a alterar a forma de fixação e a periodicidade da taxa de câmbio. 2. 150. em coerência com a política econômica global adotada à época (TRF-4ª R. representa. Taxa de câmbio. sendo irrelevante.2005. 05. Legalidade. Aduaneiro. O art. Desembaraço aduaneiro. A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias para consumo é definida pela norma vigente no momento em que se efetivou o registro da declaração apresentada pelo importador à repartição alfandegária competente..01. momento que se dá o desembaraço aduaneiro da mercadoria. O desembaraço aduaneiro completa a importação e.981/95.04. Ademais.2005. 3. DJU 22. nos termos do art. nem alteração da base de cálculo ou da alíquota. Juiz Vivian Josete Pantaleão Caminha. 106.471/95]. e art. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec.855/SP.04.-lei 37/66.03..427. inclusive ICMS e ISS aduaneira. j. 23 e 44. arts. 3.. O fato gerador do Imposto de Importação nasce com a entrada das mercadorias em território nacional e perfectibiliza-se no momento do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira. 848). 105. 1ª T. a variação do câmbio da moeda estrangeira não representa majoração do tributo. para efeitos fiscais.

no art. indica três bases de cálculo distintas. metro. No Imposto de Importação.-lei 37/66. 20.029873-8/PR. artigo por artigo. Todo imposto. já em desuso. alcançaria. 4° do Dec. leva em conta um determinado fato.2003. COMENTÁRIOS Base de cálculo. É a alíquota especifica. ou seu similar. bem como era previsto no art.11. Em outras palavras. referida no inciso I do art. AC 000. é o valor tributável. 25 . j.. em uma venda em condições de livre concorrência. A base de cálculo do imposto é: I . 3. 22.2003. o imposto corresponderá a cada unidade destacada. para entrega no porto ou lugar de entrada do produto no País. providas (TRF-4ª R. p. Apelação e remessa oficial. Juiz Wellington Mendes de Almeida. tida por interposta. a unidade de medida adotada pela lei tributária.quando a alíquota seja ad valorem.10. ao tempo da importação. O quantitativo estabelecido é a base de cálculo que serve de suporte ao conteúdo da obrigação tributária. DJU 12. para ser cobrado.. mensurando-o do ponto de vista econômico.quando a alíquota seja específica. o preço da arrematação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS específico efeito. 1ª T. 20. volume. o preço normal que o produto. II . III quando se trate de produto apreendido ou abandonado. Assim. peça etc.70. 386).00. Art. rel. o CTN. expressa em uma medida determinada pelo peso. 20 do CTN. levado a leilão. é fixada levando em consideração a unidade ou quantidade do bem importado. a data da celebração do contrato de compra e venda relativo ao bem importado. A primeira.

hoje só usada por sete países. em caso contrário. para entrega no porto ou no lugar da entrada do produto no País. a alíquota do produto estrangeiro é majorada. chegando-se ao art. o que faz o Imposto de Importação proporcional (inciso II do art. ou seu similar. 26 .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ensina que por muitos anos a comunidade internacional. de tal modo que. Outro aspecto a ser considerado. Tem-se aí a “alíquota ad valorem”. Por fim. convencionou-se uma nova definição de valor. para ás mercadorias estrangeiras levadas a leilão. tem-se uma terceira base de cálculo. Em princípio. VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . formada por 32 países.GATT. Após um evento internacional intitulado Rodada de Tóquio. fixada em termos percentuais. artigo por artigo. Observe-se que não se trata do valor de aquisição e sim do preço normal. alcançaria em uma venda em condições de livre concorrência. As alíquotas são estabelecidas pelo Poder Executivo. inclusive ICMS e ISS A segunda base de cálculo leva em consideração o valor do produto. levando em consideração a essencialidade ou utilidade do produto. em Comentários à Lei Aduaneira. utilizava-se da expressão valor aduaneiro. é reduzida. A base de cálculo do imposto é o preço da arrematação. quanto mais necessário. diz respeito à concorrência que possa fazer o produto estrangeiro à indústria nacional. 20. eventual e episódica. menor alíquota ostenta. quando apreendidas ou abandonadas. quando da fixação da alíquota. CTN). Roosevelt Baldomir Sousa. se houver similar nacional. ou seu similar. O CTN chama de preço normal o valor que o produto.

porque todos os valores são adrede estabelecidos.. o antigo Conselho de Política Aduaneira. a discricionariedade do Poder Executivo. Há um emaranhado de interesses alienígenas e impositivos que são levados em consideração.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. um valor que entende ser o correto. Somente em duas hipóteses cabe o arbitramento: quando a mercadoria estrangeira não está acompanhada da documentação legal. Cabe à Secretaria de Comércio Exterior . também chamado de preço normal. cit. é eminentemente política e passa. supra). necessariamente. preço referência. dentre os quais a política de proteção aos produtos nacionais. finalmente. para o Estado. artigo por artigo. seguidos de publicidade. como todo e qualquer ato administrativo. a tarefa de fixar o preço de mercado. a seu talante. inclusive ICMS e ISS Fixação pelo Poder Executivo. ob. portanto. Preço de referência é o adotado no interesse de proteger o similar nacional e visa equalizar os preços de oferta quando díspares (Roosevelt Baldomir Sousa. o que não poderia ser diferente diante da responsabilidade que lhe cabe como negociador internacional e guardião dos interesses nacionais. 27 . Acirrados questionamentos surgem em razão da fixação do valor das mercadorias A tarefa. um dos órgãos da Secretaria de Comércio Exterior Secex. a discricionariedade não se confunde com arbítrio. Entretanto. dos valores das mercadorias. ou atribuindo o órgão. Verifica-se. estes atrelados geralmente a acordos disciplinadores da política de preços. o que pode ser feito tomando como referência o preço constante da fatura comercial.Secex. firmando uma pauta de valores mínimos por intermédio da Comissão Executiva. por interesses internacionais. e.

-lei 1. As mercadorias estrangeiras estão sujeitas ao pagamento do Imposto de Importação quando ocorrido o fato gerador. Entretanto. 9°. Para facilitar o ingresso de bens estrangeiros no País. apenas para exemplificar. livros e revistas. Escapam ainda do pagamento da exação a bagagem do passageiro que ingressa no País. que os bens desembaraçados como bagagens não podem ser alienados. Dec. Dec. Isenção de bagagem. o Brasil. a bagagem dos estrangeiros radicados no Brasil há mais de cinco anos e de brasileiros com mais de dois anos domiciliados no estrangeiro. entretanto.-lei 1. quando se desligam da missão estrangeira. ou quando a documentação apresentase inidônea. situação que dura por cinco anos. quando do desembaraço aduaneiro. foram instituídos regimes especiais. inclusive ICMS e ISS ignorando-se o valor de aquisição. 13. lembranças de viagem etc.455/76). há tolerância quanto a bens adquiridos no estrangeiro dentro de um valor limitado pelo Poder Executivo. artigo por artigo. É a chamada quota isencional (art. Regimes aduaneiros. ao controle fiscal (art.-lei 37/66).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. objetos pessoais. de 07.-lei 37/66.1976).. por fim. jóias. mas sujeitando-a. Dec. senão com o pagamento dos tributos. quando do retorno ao Brasil (art.-lei 37/66. O referido dispositivo foi 28 . naturalmente. ou seja. bem assim o longo elenco constante do Dec.04. Observe-se. em montante cuja fixação atende aos interesses políticos. permitindo o ingresso da mercadoria com suspensão do pagamento do imposto. cujo destino não é. do qual destaco. 3°. como previsto no CTN.455. 19 e no Dec. abrangendo roupas. ao final dos quais ficam liberados da incidência. toda a bagagem dos agentes diplomáticos. já comentado acima. art.

Pode-se exigir ou não a expedição de guia de importação. 4. com suspensão de tributos. A legislação brasileira permite duas modalidades de drawback: drawback suspensão e drawback isenção. Exemplo freqüente de admissão temporária existe quanto aos veículos importados para uso e circulação na zona franca ou zona de livre comércio e que saem do território especial por período certo. Os bens devem ser minuciosamente identificados. bens estes que deverão cumprir uma finalidade. 29 . Temos. 91. passam a incidir todos os tributos.08. a admissão temporária. 267 e seguintes do Dec. caso em que se materializa a responsabilidade.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. na hipótese. sendo dispensada quando se tratar de importação ao abrigo de tratado ou convenção internacional.2001 (ainda não convertida em lei).543/2002 como aquele que permite o transporte de mercadoria sob controle aduaneiro. regime especial de entreposto aduaneiro na permite a armazenagem de mercadoria em local alfandegado de uso público. a qual consiste na importação de bens que devem permanecer no País por prazo fixo determinado. de 24. Caso não haja retorno. definido no art. 9° O importação estrangeira suspensão importação. cuidando a lei tributária de uma garantia futura.030/85). ainda. fato gerador sujeito a uma condição resolutiva. com do pagamento dos impostos incidentes na Há.158-35. artigo por artigo. passando a ter a seguinte redação: Art. inclusive ICMS e ISS alterado pela Medida Provisória 2. caso seja descumprido o prazo ou a finalidade. 252 do Regulamento Aduaneiro (Dec. atualmente disciplinado pelo art. para assim possibilitar uma eventual taxação. Das diversas modalidades de regime especial destaca-se o trânsito aduaneiro.

no máximo (art. serão devolvidas ao remetente. Perda de mercadoria. a título precário e mediante seleção dos interessados por concorrência pública. cujos impostos ficam suspensos pelo prazo de um a três anos. Dec. instalação de mercadorias importadas ou exportadas por terceiros usuários. Além dos regimes aduaneiros especiais. No segundo (drawback isenção). Temos.-lei 1.-lei 37/66). artigo por artigo. há uma diferença muito sutil e que consiste na importação de produtos fabricados com matéria-prima importada. 30 . por permanecer na aduana além dos prazos e condições indicados em lei (arts.. que se constitui em depósito para receber mercadorias para concursos. entretanto. e que servem geralmente para depósito. 17. os bens importados com suspensão são absorvidos pelo produto nacional que vai ser exportado. foi revogado pela Medida Provisória 2. o entreposto aduaneiro temporário. sob estreito controle fiscal. Dec. que consistem no regime especial de armazenamento de mercadorias em importação ou exportação. É. que é um espaço físico concedido pelo Ministro da Fazenda. se não recebidas nos prazos estabelecidos. Chama-se a atenção para as remessas postais internacionais porque. também. temos o entreposto aduaneiro de uso público. o espaço físico (armazém. depósito ou trapiche).455/76). Dentre as diversas modalidades. exposições. 58 e 59. em outras palavras. com suspensão de tributos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. hipótese em que há absorção do produto estrangeiro. Se não houver exportação há exigência da exação.15835/2001. inclusive ICMS e ISS No primeiro. A primeira espécie do gênero mercadoria perdida é a considerada abandonada. feiras de amostra etc. ainda não convertida em lei até a presente data. Esse dispositivo. tem a legislação brasileira os chamados entrepostos aduaneiros. mas esta incidência sofre suspensão até a exportação.

após regular processo administrativo. Daí o equívoco de alguns magistrados que. na condução de processos criminais de contrabando ou descaminho. este será entregue ao proprietário da mercadoria. violando o Dec. ou de importação proibida.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. diploma que foi recepcionado pela CF/88 e em nada contraria o Dec. se houver saldo positivo no leilão. Uma outra forma de perda é a avaria (perda parcial ou total) e o extravio (perda total). hipótese em que a desistência obriga ao pagamento da diferença entre o valor da arrematação e o valor da exação. a não ser que tenha sido iniciado o despacho aduaneiro. arvoram-se depositários dos bens estrangeiros apreendidos ou indicam terceiras pessoas como depositários. ambas as hipóteses apuradas em procedimento administrativo. porque. A recíproca é verdadeira. Todos os bens apreendidos são recolhidos à Secretaria da Receita Federal. em nome e à ordem do Ministro da Fazenda. A prática é ilegal. A única possibilidade de utilização de bens importados apreendidos é mediante doação dos mesmos. como se tivesse sido despachada normalmente. como medida acautelatória. também recepcionado. Temos. que sofrem apreensão liminar para posterior imposição de pena de perdimento. 25 e 26).455/76. inclusive ICMS e ISS Também obedecem a tratamento distinto as mercadorias apreendidas.-lei 1. após a decretação de perda 31 . finalmente. O abandono não gera para o destinatário da mercadoria ônus algum. artigo por artigo.-lei 37/66 (arts. as mercadorias importadas irregularmente.

inclusive ICMS e ISS em benefício do erário. para maior dinâmica no processamento dos feitos administrativos e judiciais.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o proprietário do bem estrangeiro não foi o responsável pelo irregular internamento. Daí a direta interferência da sentença judicial no procedimento administrativo. ou quando não arrematados em hasta negativa. se comprovado o irregular internamento dos mesmos. a demonstrar que melhor seria aguardar-se a finalização do processo judicial para então proceder-se ao perdimento de bem e com ele a irreversível alienação em hasta. Aconselha-se. que todos os bens estrangeiros apreendidos sejam encaminhados ao Secretário da Receita Federal. ao final do qual é declarada a perda de bens. Pena de perdimento. Preconiza-se. E isto porque. A jurisprudência. embora oscilante. seja a autoridade fiscal comunicada quando da finalização do processo judicial. o qual deve observar os princípios processuais do devido processo legal. tem tratado o proprietário inocente como terceiro de boa-fé. 32 . da ampla defesa e do contraditório. não responsável pela irregularidade na importação. embora sejam independentes as esferas de responsabilidade. como só acontece quando declarada na esfera penal a inexistência material do fato ou quando se verificar a não-participação do réu no fato criminoso. em algumas situações a sentença penal faz coisa julgada na esfera administrativa. ainda. Por exemplo: o bem apreendido em poder do réu não é de sua propriedade. Independentemente do processo judicial. estes cíveis e criminais. a apreensão de bens importados irregularmente desencadeia a instauração de processo administrativo-tributário. A questão mais complexa existe quando tramitam concomitantemente processo penal e processo administrativo. antes de ser mandado a leilão. artigo por artigo.

§ 2°. 2ª T. 10 da Lei 2.10. Min. 1°.11. O contribuinte não tem 33 . CTN.182/72 [rectius: Decreto 70. Sua inaplicação à hipótese. 1ª T. DJU 11..1995). o valor da mercadoria importada. Taxa de licenciamento de importação. 1. Ilmar Galvão. CF. Min.427/95 [revogado pelo Dec. arts.263/79]. IPI. Guia para importação. art. inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA As Resoluções do Conselho de Política Aduaneira [hoje. O9. artigo por artigo. Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador. revogado pelo Dec. A importação da vitamina E. Recurso não conhecido (STF. em face da norma do art. Gatt. somente favorece os produtos nacionais (Lei 4. Recurso extraordinário não conhecido (STF.-lei 2. substituído pela Secex].1998). obedece às normas estabelecidas no Gatt.471/95]. ou seja. devem conter motivação expressa (TFR Súmula 97). Tributário. § 1°. 23. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao Imposto de Importação. Imposto de Importação. destinadas à fixação de pauta de valor mínimo. Dec. redação dada pelo art. pois tal creditamento constitui incentivo à indústria nacional e. Dec.1994. Art.145/53. 83.391/95 [alterado pelo Dec. Imposto de Importação.1998. Na importação sob regime drawback.162/72. 145. Soares Muñoz. do Senado Federal]. 1. rel. da Constituição Federal de 1988.. 19. Precedentes. REsp 135. Alíquota zero. rel. a. 150.427.1980). 25. REsp 167.690/88 [suspenso por inconstitucionalidade pela Resolução 11/2005. Pleno. Tributário. 23). 70. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência. DJU 05.10. Tributário. DJU 31. Recurso não conhecido (STJ. 1. § 2°. relativo a bem para o ativo fixo. 1° da Lei 7.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. REsp 128200/SP. 36).. 23.. Francisco Peçanha Martins. III. Humberto Gomes de Barras. Fato gerador. 1ª T. e 153.471/95].502/64.10. só há isenção do ICMS quando ocorre a suspensão do Imposto de Importação e do IPI. Alíquota aplicável. Vitamina E e derivados. Min. art.1989. 19. DJU 10. Min.08. este revogado pelo Decreto 1. art. sob todas as formas.433/88]. RE 92978/SP. recebendo o benefício de alíquota zero.080/SP. j. j.1989). 23. Dec. Crédito do imposto pago na importação de país membro do Gatt.1980. rel. 1. rel. 1. § 2° [rectius: art. j.-lei 37/66 (art. por isso. j. este parágrafo foi revogado pelo Dec. Dec.992/PR. Em havendo isenção dos tributos federais (STJ.02.09. Incidência da Súmula 83/STJ.

2. j. e a eventual boa-fé do contribuinte que realiza operação de 34 . REsp 198. Recurso conhecido e provido (STJ.2001.331/SC. A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. A pena de perdimento do veículo. Garcia Vieira. 1ª T.1999). rel.-lei 2..2001). 23 do Dec. 15. Dec. REsp 15085/DF. 104. Tributário.06. rel. 13. Humberto Gomes de Barros. utilizado em contrabando ou descaminho. Multifários precedentes.032/90. arts. Milton Luiz Pereira. Min. DJU 28.08. o número correto]. Perdimento de bens decretado pela autoridade competente em procedimento administrativo regular: Segurança denegada. art. Recurso provido (STJ.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 23 e 24. 1. j. 2.445/76. Administrativo. o fato gerador não ocorre no momento da celebração do contrato. –lei 1. somente tem aplicação quando devidamente comprovada a responsabilidade do proprietário no ilícito praticado pelo motorista transportador das mercadorias apreendidas (STJ.. j.-lei 1. Pena de perdimento de bens. a decretação do perdimento dos bens. Min. REsp 139658/PR. Veículo transportador de mercadoria estrangeira destituída de documentação. Milton Luiz Pereira j. Min. de que a mercadoria teve clandestino ingresso no território nacional. quando concedida por prazo certo e sob condição onerosa. Dec.05.02. em procedimento administrativo regular. Isenção.. Min. Fato gerador.1992.05. DJU 17. A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador. de 27.04. 29. inclusive ICMS e ISS direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada. artigo por artigo.1999. ilegalmente importados.03. IPI e lmposto de lmportação.-lei 37/66.2001. Ilícito fiscal.-lei 1. independe da prova de boa-fé do contribuinte (responsável pela operação interna com essa mercadoria). mas quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art. É a alíquota vigente nesta data que deve ser aplicada para o cálculo do imposto. rel. 1ª T. 1ª T.455/76. Recurso improvido (STJ. Tributário. A isenção.1995. 23.05. 3. Importação. Mandado de segurança.324/97. DJU 28. Majoração de alíquota.2001). mas no voto consta Dec.. Tributário. REsp 264565/PR. 1. Em se tratando da importação de mercadorias para consumo.471. DJU 31. Dec. 15. Imposto de Importação. rel. p. não pode ser revogada. V.-lei 37/66). Veículo novo. Lei 8.632). Havendo comprovação. 1ª T.02.1992. Dec.445/76 [na publicação consta Dec.

1996. mas nunca a de inibir o fisco de apreendê-la (a mercadoria). Pena de perdimento do veículo transportador.. p. Recurso especial não conhecido (STJ. Veículo transportador. A pena de perdimento . REsp 23513/RJ. DJU 22.1998.03. adquire.1993. 1ª T. Inadmissível a aplicação da pena de perdimento do veículo. A pena de perdimento não alcança quem adquiriu a mercadoria estrangeira. Tributário. Dissídio pretoriano não demonstrado. mercadorias de procedência estrangeira. Hélio Mosimann. quando evidente a desproporção entre o seu valor e o da mercadoria de procedência estrangeira apreendida (STJ.-lei 1. j. rel. DJU 06.rel. p.1997.-lei 37/66 não caracterizada. Min. II . I . artigo por artigo.Havendo desproporção entre o valor da mercadoria e do veículo que a transporta. Humberto Gomes de Barros. 23.1997.. Aquisição no mercado interno de mercadoria de procedência estrangeira.04.1992.03.12.11. p. Pena de perdimento. 2ª T. 14.1996. Dec. DJU 06. mediante nota fiscal. Boa-fé. REsp 34961/ RS. inclusive ICMS e ISS entrada ou saída de mercadoria com ingresso clandestino poderá dar-lhe condição para propor ação de ressarcimento contra o vendedor. 16.1993.. salvo prova de que dela participou ou tinha conhecimento. REsp 11137/PE. Mercadoria de procedência estrangeira.05. Ari Pargendler. do Dec. Apreensão de mercadoria estrangeira.559).455/76 e art. 20.Recurso especial não conhecido (STJ. mediante nota fiscal. REsp 15072/DF. inciso V. 14. Antônio de Pádua Ribeiro.411). j. 18. Princípio da proporcionalidade.Ofensa ao art.11. de comerciante estabelecido. 23. Min. 21. Recurso da Fazenda não conhecido. DJU 08. não responde por eventual fraude na respectiva importação. Min. 104. REsp 109710/PR. rel. Demócrito Reinaldo j.1995. 35 ..até por ser pena .-lei 1.455. III . decretando-lhe a perda.10.não pode abstrair o elemento subjetivo nem desprezar a boa-fé (STJ. incabível a pena de perdimento. j. no mercado interno. 1ª T. Apreensão. 11. 2ª T. Pena de perdimento. O comprador de mercadoria exposta em loja sujeita a fiscalização não pode ser obrigado a investigar o modo como ela entrou no país.11. DJU 14.1995. Tributário. j. 2ª T. rel. p. Decisão unânime (STJ. Quem. 37. Mercadoria adquirida de comerciante estabelecido. Min. p.10. 24 do Dec..522). Min. Perdimento. de 1976.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.400).897). de empresa regularmente estabelecida no mercado interno. rel.

p. inclusive ICMS e ISS Tributário. Inexistência de obrigação de indenizar por parte da União. Juiz Gilson Dipp. Bem apreendido em poder de terceiros. Benefício fiscal não reconhecido porque não apurada a similaridade na forma do art. 10. 1.. 19 do Dec. Juiz Tourinho Neto. 250). Mercadoria que. Entretanto. 1.1998. rel. Tributário. rel. 80..00. j.. como autorizado pelo art. 2.055779-2/MG.03. 1. AC 1997.1998. rel.641). p.1ª T. Sentença que declarou não provada a existência de crime não faz coisa julgada no cível para respaldar indenização.1998. j.. DJU 11.282). Juíza Eliana Calmon. 3ª T.1996. 103).08. 1. 3. 06. artigo por artigo. foi adquirida irregularmente e sofreu a pena de perdimento em procedimento administrativo.02846-3/MG. do Regulamento Aduaneiro. 3.-lei 37/66 (TRF-4ª R... DJU 29. 3.. 4ª T. do Regulamento Aduaneiro) [revogado pelo Dec. Administrativo. 4.10902-4/DF.1998. p. I e II.1997. 4. DJU 30. j. 4ª T. o prazo só tem início quando do trânsito em julgado da sentença penal.04.02.1997. 4. Imposto de Importação.05. 232.427/95 [revogado pelo Dec. 5. Tributário. Juiz Eustáquio Silveira.1998. Importação de veículo com isenção de impostos (art. 05.01. Pena de perdimento. 14. 2. 232. Indenização. AC 04141629/SC.1996. 10.543/2002]. Sentença penal absolutória. DJU 1°..04. Pena de perdimento.471/95] para os desembaraços aduaneiros ocorridos após a majoração. 4ª T. 23. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R. p. Veículo regularmente importado com isenção de impostos. Não pode ser declarada a perda do veículo se seu proprietário não teve nenhuma participação na possível prática do crime de descaminho (TRF-1ª R. 1. Princípio da nãosurpresa que não atinge o Imposto de Importação.04.01. 14. p. 2. Recurso improvido (TRF-1ª R. AMS 92. quando os fatos estão sendo apurados na esfera penal. Ausência de similaridade. Tributário. Não há direito adquirido de pagar ao importador imposto com alíquota vigorante quando da expedição de guia de importação. Alienação do veículo regularmente processa da e com a autorização do Ministério das Relações Exteriores e da Receita Federal. A prescrição de ação contra a União é de cinco anos. j.05. AMS 1997.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. AG 96.01. Veículo alugado e utilizado para possível prática de descaminho. 36 . rel.01. Impossibilidade. Recurso improvido (TRF-1ª R.00.1998.. rel.386). não sendo produto de crime. Imposto de Importação de veículos. DJU 25.03. Juíza Eliana Calmon j.0371582/DF.. I e II. Perdimento de bem. Isenção. Mudança de alíquota. Vigência imediata do Dec.

adquirida no exterior por funcionário da embaixada. Constitucional. além dos produtos expressamente mencionados em seu texto. 2. na repartição aduaneira competente. Min. A importação de microcomputadores para elaboração e impressão de listas telefônicas está abrangida pela imunidade tributária prevista no art. j. com base no art. 3ª T. III.. como sua bagagem. É inaceitável que o Fisco proceda.-lei 37/66).2006.. DJU 29. quando requereu os benefícios fiscais de isenção de bagagem diplomática e declarado perante a Receita Federal o mencionado veículo (TRF-1ª R. 1. p. Eros Grau. inc. para-alcançar. artigo por artigo. j. também abarca a edição de listas telefônicas. Agravo não provido 37 . inc. d.. d.427/95 [revogado pelo Dec. da CF/88. Precedentes. Tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 25. 1. VI. Pena de perdimento do veículo. prevista no art. rel.03. p. 150. de 1966. III. 2ª T. 105. AMS 95. Inocorrência de infração. II. VI. Administrativo.-lei 37. em 1980. inc.04. art..09. a apreensão de um veículo (moto). Tem sido admitida pela jurisprudência a interpretação extensiva da imunidade constitucional referente a livros. Fato gerador do imposto de importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro. 150. Majoração de alíquota. inciso X. a. No caso. da CF/88. 150. Precedente do STF. englobam seu processo produtivo. se o fato gerador do imposto .09.47172.1998. Importação.2006. 72. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação. Fato gerador. O que a Constituição exige.09. 64). 150. CF.08063-3/DF.1998. Firmou-se a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a imunidade constitucional. rel Juiz Tourinho Neto j.1996. e trazida. 05. RE-AgR 441537/ES. 1.for posterior à vigência do diploma legal. no art. jornais. Imposto de Importação. do Dec. Microcomputadores para elaboração de listas. a.1996.471/95]. rel. ao referir-se a periódicos. DJU 06. i. inclusive ICMS e ISS Tributário. periódicos e o papel destinado a sua impressão. Alíquota.02. Possibilidade. 05.. AMS 95. da CF/88 (TRF-4ª R. 2ª T. todos aqueles que. em 1984. é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec. de fato.179).entrada da mercadoria no território nacional . d. 200).01. Imposto de Importação. da declaração apresentada pelo importador (art. 150. 3. 23 do Dec. p. quando lá servia. Agravo regimental no recurso extraordinário. Imunidade constitucional Art. 10. VI.09. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. Juíza Tânia Terezinha Cardoso Escobar. III.

Nancy Andrighi. Terceiro de boa-fé.2000. Tributário. 31. 458 e 535. Recurso especial. quando o veículo fora adquirido.07. Solução quiçá inconstitucional. Recurso especial. desobrigando-se o comprador a investigar o ingresso da mercadoria no país. Inexiste ofensa ao art. gera a presunção de boa-fé do adquirente. 1. Embargos de declaração. Tributário. II. Processual civil. à luz da cláusula pétrea de que a sanção não deve passar da pessoa do infrator (CF. Min. REsp 151687/RS. inclusive ICMS e ISS (STF. Para fins de habilitação aos incentivos fiscais (redução ou isenção de impostos). no mercado interno. 22. deste relator. 4. em razão de a empresa importadora da mercadoria ter sucumbido em ação mandamental que impetrara. j. Importação declarada ilegal em ação mandamental distinta. rel. p. artigo por artigo. faz-se necessária a produção não só da prova da similaridade. um a um. Produção notória. Min.10. Pena de perdimento. 5°. no intuito de emprestar legalidade ao ato de importação. Mandado de segurança. Inocorrência.2005. Mandado de segurança. anos antes.. de mercadoria importada. 129). o adquirente que não utilizou do mandamus para importar supõe adquirir veículo usado e que ingressou legalmente no país.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. assentada pela instância a quo com ampla cognição probatória. A aquisição.2005. ou que as operações de saída interna dar-se-ão nos limites territoriais do Estado. Redução ou isenção de ICMS. A pena de perdimento não pode desconsiderar a boa-fé do adquirente. DJU 38 . XLV). Violação dos arts. Recurso a que se dá provimento (STJ. os argumentos trazidos pela parte. desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. por isso que inverter o onus probandi revela severo óbice ao acesso à justiça. cabendo ao Fisco a prova em contrário.05. A simples guia de importação não constitui prova escorreita da similaridade e da destinação do produto importado. 2ª T.2000. Ademais. rel. DJU 09. art. Aplicar-se ao comprador de boa-fé a pena de perdimento da mercadoria. originariamente. 3. I. 2ª T. o magistrado não está obrigado a rebater. Carlos Velloso. 5. ICMS. mediante nota fiscal. Veículo usado importado. 2. Importação de sementes de país signatário do Gatt.. revela solução deveras drástica para quem não importou e não é sequer responsável tributário pela mercadoria. DJU 01. p. Direito líquido e certo. 535 do CPC. 57). j. mas também a prova de que as sementes destinam-se à semeadura. Destarte.08. Apreensão de mercadoria adquirida no mercado interno. Precedentes: REsp 658. em estabelecimento comercial sujeito a fiscalização. AI-AgR 420993/PR. maxime. quando o tribunal de origem pronuncia-se de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos.218/RS.

Taxa Selic. O mesmo Dec. DJU 27. CTN e 1°. 04. CF/88. No que tange ao Imposto sobre Produtos Industrializados determina o art. e REsp 410.. E mais. não há que se falar em violação aos princípios da segurança jurídica e do ato jurídico perfeito.05. Pedido improcedente (TRF-1ª R. Assim. 1. CTN). 4°. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira.-lei 37/66 diz que. Tributário. DJU 22. ser absolutamente inviável tomar em consideração. o valor da operação vigente ao tempo da celebração do contrato com o fornecedor estrangeiro.2006.2006. no momento do despacho aduaneiro. 8. conseqüentemente. p. DJU 31. Juiz Catão Alves. 46.04. em relação aos produtos de procedência estrangeira. bem como as de seguros e de previdência privada’.595/64).2007.06. 2. artigo por artigo. mediante delegação do Conselho Monetário Nacional. Luiz Fux.-lei 37/66.015761-9/MG.00.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. AC 2000. Compete à União. Franciulli Netto. p. 143.. 20. Verifica-se. XVIII. Impostos federais incidentes sobre a importação (II e IPI). Os aspectos relevantes para o lançamento tributário e. Dec.. Min. Castro Meira. pois age o Poder Público com o objetivo de proteger o interesse público. nos termos do art. Apuração da base de cálculo segundo a relação de câmbio vigente ao tempo do fato gerador (arts. 1ª T.2005. STF. ‘administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira. 5. Prescrição decenal (teoria dos 5+5).04. para fins de cálculo do montante do imposto a ser recolhido. rel. rel. Lei 4. 3. cabe ao Banco Central do Brasil. rel. 7.05. REsp 718021/DF. CTN). Apelação improvida. 6. 143 e 144. Base de cálculo idêntica à do Imposto de Importação. 7ª T.995/RS. inclusive ICMS e ISS 25. proceder-se-á à conversão para a moeda nacional com base no câmbio do dia do fato gerador (art. câmbio e capitalização. Precedentes. Taxa para emissão de guia de importação.04.2004. AgRg no AG 518.Min. Os arts.03. CTN). informam que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do ingresso do produto estrangeiro no território nacional. 19. DJU 28. especialmente as de crédito. 4. Tributário. por tanto. 153). rel.2007. Recurso especial parcialmente conhecido e desprovido (STJ. Sentença mantida. Min.2004.38. atuar sobre as operações de câmbio com o objetivo de prevenir desequilíbrios na balança de pagamento (art. Variação cambial. j.157/PR. que considera-se ocorrido o fato gerador. Na hipótese de a base de cálculo estar em expressa em moeda estrangeira. 6. 144. j. 21. 62). para a averiguação do montante a ser recolhido pelo contribuinte levam em consideração o momento do fato gerador (art. em se tratando de mercadoria despachada para consumo. Inconstitucionalidade reconhecida pelo E. Pedido procedente em 39 . CTN.

20 prevê como base de cálculo para o imposto de importação não o valor de aquisição do produto. da Lei 2.690/88.03. Uma vez selecionada a mercadoria para controle de valoração aduaneira. 4. 20 do CTN em combinação com as disposições do art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. mas sim seu preço normal. Forma de apuração. voltando-se para a análise das operações envolvendo mercadorias idênticas e similares. Valor aduaneiro.2007. seguindo-se o exame preliminar e/ou conclusivo do valor declarado. da Lei 7. § 2°.002973-7/DF. Juiz Catão Alves j. DJ 12.00. artigo por artigo. ilmar Galvão. na esteira do art. que deu nova redação ao art.. 10. poderão ser apresentados. Apelação da autora provida. 7ª T. entre outros.645/AL.Gatt. para o valor de revenda ou. a apresentação das guias de importação é suficiente para a comprovação do recolhimento do tributo que ora se questiona. Valor declarado. concluiu pela inconstitucionalidade do disposto no art.145/53 e majorada pela Lei 7. O valor aduaneiro. e REsp 610. 8.145/53.2007. apenas a Taxa SELIC. Sobre os valores a serem restituídos incidirão correção monetária.02. DJ 08. 40 . no julgamento do RE 167. pelo importador. instituída pela Lei 2. não é obtido apenas através do valor da transação. 7. STJ sedimentou entendimento no sentido de que a prescrição do direito de ação. o que é vedado pelo disposto no art. rel.1995. até dezembro de 1995.02. 145. Nos termos do art. Os métodos de sua apuração considerarão fatores outros que não o valor constante na fatura. 6. obedece à teoria dos 5+5. 10. p. VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . Teori Albino Zavascki. AC 2000. DJU 04. Nesse sentido: REsp 888. que já engloba juros e correção monetária. por entender que a base de cálculo do referido tributo confundia-se com a base de cálculo do Imposto de Importação. da Lei 2. DJ 10. e. 20. STF. por sua vez. Apelação da Fazenda Nacional improvida. Assim. a guia de importação somente é expedida mediante o recolhimento da taxa correspondente. a declaração de valor aduaneiro e documentos comprobatórios. 1°.34. Remessa oficial parcialmente provida. Tributário.690/88. Humberto Martins. 149). desde a data do recolhimento. o valor a ser considerado. 1. 5. 2º E. Min. Min.. CF/88. com redação dada pelo art. não é forçosamente aquele atribuído pelas partes à transação. para critérios de razoabilidade. A autoridade aduaneira exerce o controle sobre o valor declarado pelo importador. rel. 3. da Lei 7. 1°. rel.2006. a partir de janeiro de 1996. Imposto de Importação. rel. O próprio texto do referido art.690/88. por considerar tratar-se de tributo sujeito a lançamento por homologação. reconhecendo tratar-se de taxa o valor cobrado pela expedição da guia de importação. O E.145/53. Contudo.826/SP.992/PR. inclusive ICMS e ISS parte. em se tratando de repetição de indébito tributário referente à ‘taxa para emissão de guia de importação’.2007. Min. Pedido parcialmente procedente (TRF-1ª R. como último recurso.05.09.

261). 24. Juiz Sérgio Renato Tejada Garcia.2007). 1ª T.2007. Valor. ou lugar de entrada do produto no País (CTN. inclusive ICMS e ISS que deve observar as regras do Acordo de Valoração Aduaneira (TRF-4ª R... 1. tais quadrantes econômicos.494/97 c/c art. II). 9º e 14 do CTN. Tributário. Quanto ao descumprimento do art. é o preço normal que o produto. j. em uma venda em condições de livre concorrência para entrega no porto. 1ª T. observo que a liberação das mercadorias não esgota o objeto da ação mandamental.2006. Agravo legal. O Imposto de Importação possui evidente objetivo extrafiscal. art.437/92. rel. Juíza Viviane Josete Pantaleão Caminha. denegada a ordem e reconhecidos como devidos os tributos. mas também àqueles cuja incidência. DJU 26. AMS 2000. p.2003. não se aplicando apenas aos tributos que têm o patrimônio. A adoção como parâmetro. ou seu similar.. Legalidade. nem conflita com as disposições do Gatt. DJU 09. 3. restará constituído o respectivo crédito em favor da União Federal. AGV 2006. Tributário. j. A base de cálculo do imposto de importação. Portaria 80/93.04.04. depende da destinação da mercadoria importada e da política dos órgãos governamentais competentes. c.04.. Isenção do tributo por falta de similar nacional. 848). dos valores constantes em publicações especializadas. ainda que indiretamente. 14.02. artigo por artigo. Importação indireta de veículos. VI. alcançaria. para efeitos de isenção fiscal. Não se configura discriminação injustificada a adoção das listas de preços dos fabricantes quando se tratar de importação direta destes ou de empresas por eles credenciadas (TRF-4ª R.00.2003. tendo por premissa a proteção e fomento da indústria nacional. c da CF tem caráter amplo.04. A apuração de similaridade do produto importado com aquele fabricado no país. da Lei 8. 2ª T. rel. ao tempo da importação. Requisitos legais: arts.035700-7/RS. O STF já decidiu que a imunidade do art.065749-6/SC. cabendo à impetrante saldar o débito.01. j. Imunidade tributária. não viola aquela regra.2006. 3.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2. o valor da compra e venda.46414-2/PR. Imposto de Importação. de qualquer modo. Caráter amplo do art..07. 2.04. da CF. de 25 de abril 41 . p.. não prevalecendo.06. na importação de veículos. Agravo legal improvido (TRF-4ª R. Juiz Joel Ilan Paciornik. 1. 150. 20. 05.02. 1°. DJU 28. necessariamente. VI. AC 97. 1° da Lei 9. Imposto de Importação sobre máquina. rel. pois. Ao Poder Judiciário está reservada a apreciação do ato deferitório ou indeferitório da isenção apenas sob a ótica dos princípios e formas que regem a Administração Pública e os atos administrativos. A Resolução 7 da Câmara de Comércio Exterior. afete. § 3°. 150. quando a alíquota for ad valorem. a renda ou os serviços como fato gerador.

Art. e lei que indique as causas determinantes do agir do Executivo. é inaplicável retroativamente. portanto. O primeiro ponto a ser examinado quando se comenta o artigo em destaque é a parcial incompatibilidade de sua redação com a atual Constituição. limita-se a autorizar a alteração das alíquotas. Juiz João Surreax Chagas j. no § 1° do art. DJU 14. 253). que concede redução na alíquota dos produtos classificados na Nomenclatura Comum do Mercosul (NMC). Faz-se necessário..08. 21.. p.71. passando a arbitrariedade. COMENTÁRIOS A discricionariedade do Poder Executivo. inclusive ICMS e ISS de 2002. 25. Só por lei pode ser feita a alteração. contida no texto do art. porque não é possível haver alteração da base de cálculo ao talante do exeqüente. Apelação desprovida (TRF-4ª R. alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto.07. 21 do CTN. o que indica que a base de cálculo não está incluída na esfera da discricionariedade consentida pelo legislador constitucional.007635-7/RS.05.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Segundo o CTN. O Poder Executivo pode. sem o que a discricionariedade seria absoluta. nas condições e nos limites estabelecidos em lei. 2ª T. rel. A Constituição Federal de 1988. 153.2004. suprimir a expressão agora em demasia. artigo por artigo. o Poder Executivo pode alterar as alíquotas e as bases de cálculo. porque não lhe cabe alterar as alíquotas do Imposto de Importação sem justificação. AMS 2001. a fim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior.2004. 42 . Neste sentido encaminha-se a jurisprudência. Também é preciso que fique assentado o alcance da chamada discricionariedade do Executivo.

artigo por artigo. quando do desembaraço. 43 . entrega da declaração ou manifesto de importação. em acórdão cuja ementa encontra-se ao final destes comentários (AC 00307889/SP. A situação cria embaraços e. autorizam ontologicamente a excepcionalidade. tem uma expectativa apenas quanto à manutenção da alíquota. Entretanto. como. quando é assinada a declaração. mas. O STF tem sido rigoroso quanto à vigência da legislação do Imposto de Importação. como visto. por exemplo. Com efeito. 3ª Região. TRF-3ª R. é o momento físico do internamento no País.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS Na doutrina. A dinâmica da vida política e o objetivo maior deste imposto extrafiscal. A imediata vigência da legislação relativa às alíquotas do Imposto de Importação tem ensejado controvérsias que abastecem os Tribunais de demandas a cada alteração de alíquota. não pode ser rompida. até vexame financeiro. é possível haver mudança de alíquota. instrumento de política econômica e cambial. e jurídico. principalmente quando a majora. questão esta umbilicalmente atrelada à sua identificação que. não poucas vezes. uma empresa. muito se discute quanto à excepcionalidade do Imposto de Importação. por exemplo. por coerência de princípio. alguns julgados rebelam-se contra o técnico tratamento. ao obter uma guia de importação. o julgado do TRF. porque até o momento que antecede o desembaraço aduaneiro.). não submetidas as alterações de alíquota ao princípio da não-surpresa. a não ser que se altere o fato gerador do imposto. ou seja. mesmo que frustrada seja a expectativa do importador.

08. concedida por Resolução do CPA. tendo o Brasil como signatário. hoje Secex.244. Naturalmente que os tratados e convenções internacionais devem ser observados pelo legislador ordinário. 22 e 27 da Lei 3. inclusive ICMS e ISS Relevante indagação se faz pertinente. substituído pela Organização Mundial do ComércioOMC.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Os tratados e convenções assinados anteriormente à CF/88. não podem prevalecer. da qual o Brasil é integrante. 44 . diante de alíquotas estabelecidas em acordos internacionais: o Executivo. JURISPRUDÊNCIA Não contrariam a Constituição os arts. da ALALC ou ALADI (STJ-Súmula 124). não exclui a mercadoria da alíquota minorada de 1% (um por cento).1957. A isenção do Imposto de Importação. porquanto integram o elenco das normas tributárias. artigo por artigo. tida como delegação legislativa. para a Taxa de Melhoramento dos Portos (TFRSúmula 165). A jurisprudência. está obrigado a respeitar as tarifas internacionais a que se obrigou? Temos. de 14. quanto à fixação das tarifas de importação.General Agreement on Tariffs and Trade. ao alterar as alíquotas do Imposto de Importação. Muito se discutiu sobre as atribuições do antigo Conselho de Política Aduaneira. 3º. como exemplo de convenção o Gatt . que definem as atribuições do Conselho de Política Aduaneira quanto à tarifa flexível (STFSúmula 404). se não estiverem compatíveis com a Nova Carta. A Taxa de Melhoramento dos Portos tem base de cálculo diversa do Imposto de Importação. entretanto. prevista na Lista Nacional Brasileira. sendo legítima a sua cobrança sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT. incumbiu-se de pacificar o entendimento de que a atribuição não poderia ser do Congresso Nacional e sim do Presidente da República. celebrado em Genebra em 1947.

11. 153. a que se refere o art. Majoração de alíquota. II. Tributário. Fato gerador do Imposto de Importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN. expressamente. 153. IV.05. Alíquotas. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. 23 do Dec. da Constituição Federal. Tributário. que se operou com a entrada da mercadoria no território nacional. 153. V. Improcedência. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação.2001). Majoração por ato do Executivo. No ponto. rel. dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição. assim determinar. 25. Pleno. § 1°. Compatibilidade do art. CF. A lei de condições e de limites é lei ordinária. Maurício Corrêa. Inaplicabilidade sobre os bens descritos na guia de importação. Majoração de alíquota.03. 3. 2.1999. Alíquotas majoradas pela Portaria Ministerial 201/95. 19 do CTN.1998.1999). A vigência do diploma legal que alterou a alíquota do Imposto de Importação é anterior à ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação. Imposto de Importação. art. Fato gerador. a. 146. é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador.04. Majoração de alíquotas do Imposto de Importação. 1. mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio. Decreto. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei: CF. No caso. DJU 28. DJU 06. Aplicabilidade da Lei 3. Pleno. Tributário. visto que lei complementar somente será exigida quando a norma constitucional expressamente assim o determinar. Importação. a. 150. rel. da Constituição Federal. Constitucional. art.-lei 37/66 com o art. e art. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do Imposto de Importação. Decreto. Constitucional. Súmula 4 do antigo TFR. 19). Imposto de Importação: alteração das alíquotas. art. artigo por artigo. j. Ato. RE 225602/CE. Imposto de Importação. 150. § 1°. I. Inexistência de norma constitucional. Faculdade do art. por ato do Executivo. Alegação insubsistente. Min. Exigibilidade. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. no art. é a ordinária. Imposto de Importação. III. § 1°. que estabeleça ser a faculdade do dispositivo 45 . ou legal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Motivação. inclusive ICMS e ISS Recurso extraordinário. RE 224285/CE. Carlos Velloso. O que a Constituição exige. III. II. III. Ausência de motivação e inadequação da via legislativa. Motivação. Exigência de lei complementar. A lei de condições e limites para a majoração da alíquota do Imposto de Importação. § 1°. Alegações improcedentes. 153. j. a Constituição excepcionou a regra inscrita no art. Min.244/57 e suas alterações posteriores. 17. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação.

Recurso extraordinário conhecido e provido (STF 1ª. Ilmar Galvão. 1ª T. Alegada afronta ao princípio constitucional da isonomia. RE 225655. Min. 21. Inteiro descabimento da exigência de motivação do ato pelo qual o Poder Executivo exerce a faculdade em apreço. T. Importação de automóveis usados. Recurso conhecido e provido (STF. ainda assim. no julgamento do RE 203. como um todo.04. única hipótese em que a vedação da importação aos automóveis usados poderia soar como discriminatória.1999. RE 22106 1/CE. III. de 13. guarda perfeita correlação lógica com a disparidade de tratamento jurídico estabelecida pela norma impugnada. A importação de produtos estrangeiros sujeita-se ao controle governamental. Min. Min.. Inocorrência de ofensa ao princípio isonômico no fato de não ter sito autorizada a importação de veículos usados. rel. rel. Administrativo.. ao revés. STF. 237 da CF teve em mira proteger. DJU. 1ª T. Discriminação que. j. RE 222330/ CE. 2ª T.03.2000. rel. Importação: veículos usados.2000). Constitucional. porque não demonstrado que a abertura do comércio de importação aos automóveis tenha o fito de propiciar o acesso da população.04. Min.1991.. artigo por artigo. ao produto de origem estrangeira. 11. No mesmo sentido: STF. Entendimento inaceitável. j.. j. RE 225655.. DJU 28. Ilmar Galvão. pelo art. Tributário. p. DJU 28.954-3. se revela consentânea com os interesses fazendários nacionais que o art. 1ª T. 19).05.04. Moreira Alves. Competência do Ministério da Fazenda para indeferir pedidos de Guias de Importação no caso de ocorrer a possibilidade de a importação causar danos à economia nacional. em pretenso prejuízo das pessoas de menor capacidade econômica. II. 3° da Lei 3. por óbvio o objetivo de ajustar as alíquotas do imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior (art. RE 46 . ao investir as autoridades do Ministério da Fazenda no poder de fiscalizar e controlar o comércio exterior.06. inclusive ICMS e ISS constitucional sob enfoque de exercício privativo do Presidente da República. não fosse certo que. j. a qual. 20. como exigido pelo referido dispositivo constitucional. DJU 29. Proibição ditada pela Portaria 8. 21. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2000. I. não obstante permitida a importação de veículos novos. j. considerável parcela dos indivíduos continuaria sem acesso aos referidos bens.1998.03. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. Ilmar Galvão.03.1998. Orientação firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal. no caso.244/57. do Ministério da Fazenda. ademais. 21 do CTN). Limites e condições da alteração das alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas por meio de lei ordinária. 10.1999.05.2000.

para consumo próprio. art.-lei 37/66. 3.. ocorre no momento do registro da declaração do importador. 151). art. j. Veículo estrangeiro. Ilmar Galvão. artigo por artigo. Garcia Vieira. 4. j. Estado do Paraná. DJU 08. Recurso especial não conhecido (STJ.1997. § 5°.06. 2ª T.11. p. REsp 171853/SP. 155. Irrelevância. O fato gerador do tributo incidente na importação de produto estrangeiro. inclusive ICMS e ISS 208256/CE.1998. do ADCT/88. 16). DJU 29. rel. Min. rel. Ari Pargendler. 1ª T. Se sobrevém aumento da alíquota da referida exação após a expedição da guia. REsp 157493/SP. Min. Recurso não conhecido (STJ. rel. 24.1999).03. 25. 2ª T. Imposto de Importação. p. Alegada ofensa ao art. da CF/88. IV. Lei que fixou a respectiva alíquota com base na alíquota máxima estabelecida na Resolução 129/79 do Senado Federal. Min. é indiscutível a conotação constitucional da matéria que não comporta exame em sede de recurso especial.564/PR.05. Além de o recorrente não ter contestado esse fato. tendo em vista o disposto no art. 47 .1997.907). aplicando-se a alíquota da época. Compatibilidade. DJU 06. j. Imposto de Importação.03. Alíquota aplicável. 1ª T. Fato gerador. REsp 165364/RS. O contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. rel.. Imposto de Importação. RE 156.05. mas antes da chegada da mercadoria no território nacional..1997. ICMS. DJU 27. Guia de importação. É irrelevante o fato de ter sido expedida a guia de importação antes da chegada da mercadoria em nosso território. 104). Consoante entendimento do Excelso Pretório. CTN. Tributário.2. j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o tributo é devido à base da legislação aplicável no momento do registro da declaração de importação. 19/CTN e os arts. 19 e Dec. Alíquota.1998. Compatibilidade da referida Resolução com o novo regime constitucional. 17. Aumento. permitindo aos Estados instituir alíquota menor. Operações de exportação.11. 23 e 24 do Dec.-lei 37/66.1998. 03.1998. §2°.06. Recurso não conhecido (STF.. rel. 34. Improcedência da alegação. Tributário. 19). Carlos Velloso.1998. Min. inexiste incompatibilidade do art.1998. Peçanha Martins. o aumento atinge esta operação. salvo no ponto em que fixou um limite intransponível. p. j. Chegada em território nacional. Recurso provido (STJ. p. 05. 11. 1.03. Min. porque o fato gerador do Imposto de Importação de produtos estrangeiros é a entrada destes no território nacional (CTN. DJU 04.02.

981/95. rel.14549-4/MG. o veículo ingressou em território nacional antes da sua publicação. Imposto de Importação. I). mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país haja ocorrido anteriormente.1995.1996.06. 24.revogado pelo Decreto 1. Se nessa data vigora nova alíquota [70% . na hipótese. Ordem denegada (STJ.-lei 37/66.. mas reflexo.. Majoração de alíquota. O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art. Dec. Majoração de alíquota.01.1996. DJU 12. I). art. Majoração de alíquota. mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país tenha ocorrido anteriormente. Provimento da apelação e da remessa (TRF-1ª R. Se nessa data vigora nova alíquota [70% .06. A variação cambial não integra a alíquota ou a base de cálculo daquele tributo. 116. MS 6141/DF.471/95]. a alíquota a ser aplicada é a data do fato gerador do imposto de renda – a entrada da mercadoria estrangeira no território nacional (TRF. o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec. Importação de veículo. p. O Dec.03. j.2001. mas a lei ordinária. 25. CTN). 23). mas a lei ordinária. 18.lei 37/66. IPI sobre produto importado. podendo sobre ela deliberar a autoridade apontada coatora. O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art.07. opera-se a sua incidência. 52. sem que se possa falar em direito líquido e certo violado. 19. de 29. 2.Decreto 1. de sorte que o aumento da base de cálculo verificado pela alteração da periodicidade da aplicação da taxa não foi direto..2001. DJU 29. 50). mas.427/95 .. e.13742-4/MG.Decreto 1. DJU 04. 3ª T. j. Imposto de Importação. opera-se a sua incidência.revogado pelo Decreto 1. 1ª S.1998.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1ª R.06. de 1995. Alteração da periodicidade do índice estabelecido para a taxa de câmbio.03. art. Importação de veículo novo. 3ª T.471/95]. Imposto de Importação. na diretriz do CTN (art. Imposto de Importação. j. 55). ficou o Poder Executivo autorizado a determinar a periodicidade de fixação da taxa de câmbio. na diretriz do CTN (art. 1. 116.427/95 . Possibilidade. A taxa de câmbio é fator econômico.427 [revogado pelo Dec. artigo por artigo.1998. 1. Min.04. AMS 96. ICMS. Tributário. não é inconstitucional.427.. Juiz Olindo Menezes. 23). para fins de cálculo do Imposto de Importação. 1. 2. p. Tributário. AMS 96. rel. 1. Com o advento da Lei 8. Castro Filho. inclusive ICMS e ISS Mandado de segurança. 19.081).471/95]. hipótese em que o fato gerador 48 . p. assim. CTN). 1.01. O IPI incide sobre produtos industrializados no exterior. o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec. Tributário.

134). Juiz Olindo Menezes. 25. artigo por artigo. Alteração de alíquota.391/95 e 1. Ausência de motivação. p. rel. em face da Constituição de 1988. Portaria 50/94. com a indicação objetiva das condições estabelecidas em lei (CF. A emissão da guia de importação não se confunde com o fato gerador do imposto sobre a importação de produtos estrangeiros (TRF-5ª R. Tributário.. Improvimento da apelação (TRF-1ª R. a alteração de alíquotas no tocante ao Imposto de Importação.02. Só a lei complementar pode fixar as condições e os limites permitidos ao Executivo. Não há inconstitucionalidade na cobrança do imposto. Juiz Ridalvo Costa.05. 153.05052103/CE.01. rel. 153 da Constituição Federal. 18.1998. inclusive ICMS e ISS se dá com o seu desembaraço aduaneiro no território nacional (art. é legítima a cobrança de ICMS por ocasião do despacho aduaneiro. rel. § 1º). Na mercadoria importada. CF). 1. 2. Juiz Ridalvo Costa. a jurisprudência condensada na Súmula 577 do Supremo Tribunal Federal (RE 193.00. 4.. 18. dentro dos limites previstos em lei. Decs. e não apenas ao Presidente da República. Imposto de Importação. j. Tributário. para que o Executivo possa alterar a alíquota do II (TRF-5ª R. estar necessariamente motivado.06. que exige 49 .1998. Precedente do Tribunal (Argüição de Inconstitucionalidade na AMS 37. I.427/95 [revogado] e 1. ainda. Constitucional. Adicional.471/95]. para alterar as alíquotas do Imposto de Importação. 1. 3ª T. a majoração de alíquotas. Não se deve estender a exigência de lei complementar a hipótese não prevista na Constituição.03. relator designado: Juiz Castro Meira). DJU 04. sem a observância ao princípio da anterioridade (art.05. para ajustar a política cambial. O ato administrativo deve. Imposto de Importação. Tributário. II.1998. não mais prevalecendo. 29. 3ª T. Inobservância dos limites e condições estabelecidos em lei complementar. INAMS 94. Argüição de inconstitucionalidade da Portaria 50/94. O Imposto de Importação é um tributo em que se permite. foi conferida ao Poder Executivo. 1.. 811). Fato gerador. AMS 1997.1996. p..427/95 [revogado pelo Decreto 1.1998. Imposto de Importação. DJU 12. que instituiu sobretaxa.1996.03. a título de adicional de imposto de 34% sobre o valor das importações de tecidos artificiais e sintéticos originários da República da Coréia.817-RJ e RE 192. j.46994/PE. Decs. Pleno. REO 95. I.471/95. 46.870/CE. do Ministro da Fazenda. para atender a finalidade pública. 3. 79).6309/SP). nos termos do § 1° do art. j.026626-7/BA. É da própria essência da atividade administrativa.03.. p. DJU 22. CTN). art. Princípio da anterioridade. 153.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação. § 1°.

142). 50 . j..12. que abrange a base legal e os fatos que lhe deram origem. Impostos de Importação e Exportação. Majoração da alíquota. de 1995. inclusive ICMS e ISS agilidade e presteza. Juiz Vladimir Passos de Freitas. Imposto de Importação. j. AC 92. p.. feita por ocasião do desembaraço aduaneiro.371). 2. artigo por artigo. Secex]. Maurício Corrêa. 2.2005.09. IV Apelação improvida (TRF-3ª R. rel. Fato gerador. A declaração de importação – atual denominação da guia de importação -. 1.427/95 [revogados pelo Dec. 2.08. DJU 25. Majoração de alíquota. 366).. Acórdão sintonizado com a jurisprudência do STJ e do STF. Tributário.427/95. Fato gerador. p. DJU 10.08.391/95 e 1. Na hipótese o desembaraço ocorreu na vigência do Decreto 1.471/95]. Súmula 97/TFR. portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo. Res. Ocorrência.1995. Agravo regimental não provido (STF 2ª T. O momento da ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é o registro da declaração de importação. Min. Tributário. Veículos. 3ª T. rel. tendo em vista o fato gerador do tributo..1997.1995. não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão.427 [revogado] e 1.2001. 1. Conselho de Política Aduaneira [hoje. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. Agravo regimental. Decs. 2ª T. Desembaraço aduaneiro. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. Incidência do imposto com a alíquota majorada. 108. Exige-se expressa motivação as resoluções do Conselho de Política Aduaneira. 4. 17. 137). Honorários advocatícios fixados em 10% (dez por cento) sobre o valor da causa (TRF-4ª R. Castro Meira.04. 22.. j. DJU 01. Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal.2005. 1ª T. DJU 16. REsp 157162/SP. Imposto de Importação. p. Juíza Ana Scartezzini. 1. Constitucional. RE-AgR 252008/SP.05726/ SC. Fato gerador. rel. O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro. 1. AMS 96.2000. Incidência.02. para a fixação de pauta de valor mínimo para a incidência de tributos. Legalidade. Verba honorária.004067/SP.457/75. Min. j. 1.05.08. Decs. 3. rel. Tributário. 08. 03.471. 1.. III. Recurso especial conhecido e provido (STJ.03. Tributário. o qual se inicia como registro da declaração de importação. 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. Imposto de Importação. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. 1997.427.471/95]. 73. Veículos automotores.10. Agravo regimental em recurso extraordinário.

-lei 37/66). a portaria ministerial correspondente (art. Aplicação de entendimento sumulado da Corte. oriundo da CEE. Legalidade. 1. DJU 21. Leite em pó importado da Comunidade Econômica Européia . portanto. Imposto de Importação. j. Súmula 83/STJ. contestando a imposição do direito compensatório. O fato gerador do tributo incidente sobre mercadorias importadas do exterior ocorre quando da sua entrada no território nacional e. 1. Tributário e processo civil. A simples existência de ‘painel’ no âmbito do GATT. DJU 22. 1..490. j.03.2006. Não padecem de ilegalidade os Decs.2005. Veículo. Imposto de Importação. CF/88 [rectius: § 1°]). DJU 09. artigo por artigo. na hipótese de ser destinada a consumo.. 153. de 1995. 23 do Dec. 15. 2ª T. 28. A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação foi concedida ao Poder Executivo e não apenas ao Presidente da República. CF/88 [rectius: § 1°]. Alteração de alíquotas através de portaria 51 .02.2001. Juiz Lindoval Marques de Brito. 3. 3. Majoração da alíquota. Tributário. Direito compensatório. rel. Caráter de extrafiscalidade. sendo válida. Art.471 e 1. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ (Súmula 83 do STJ). sob a forma de adicional de Imposto de Importação sobre o leite em pó. Lei complementar. Apelação improvida (TRF-1ª R. Tributário. não provido (STJ.. o fato gerador não ocorre no momento do embarque da mercadoria no exterior. nessa parte. Recurso especial parcialmente conhecido e. 19. Não se deve estender a exigência de lei complementar para hipótese não contemplada pela Constituição Federal. parágrafo único. Portaria ministerial. 2. Precedentes do STF 4. João Otávio de Noronha. Constitucional e tributário.427. 153. 1. sendo irrelevante o regime fiscal vigente à data da emissão da guia de importação. p. Acórdão em harmonia com a jurisprudência dominante do STJ. de forma que alíquota vigente nesta data é a que deve ser aplicada para o cálculo da exação. Min. Adicional do Imposto de Importação. rel. 2ª T. j.2002. Recurso especial. Agravo regimental improvido (STJ. 300). REsp 173492/PR.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. da data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira.02. 2.CEE. mas sim quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art. Súmula 83/STJ.01. ‘Painel’ no âmbito do GATT.2006. p. Importado. 2ª T. Dissídio jurisprudencial. p. AgRg no Ag 470904/RJ. 201). rel. Francisco Peçanha Martins. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência. parágrafo único.05.06. Cuidando-se de importação de mercadoria para consumo. 4)..2005. Fato gerador. AMS 9501014568/ BA. inclusive ICMS e ISS Precedentes. Min. não exime o contribuinte de recolhêlo.

p.343/94. O Imposto de Importação reveste-se de caráter extra-fiscal e por tal razão a sua arrecadação tem importância secundária. Alteração de alíquotas através de portarias ministeriais. Secex]. 52 . aquelas que possuam prazo de validade determinado. Inocorrência. a produção dos seus efeitos ocorrem já na vigência de nova regulamentação.343/94. 6ª T. a exceção prevista no art. do Dec. O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior. DJU 15. 153.. j. do Dec. AMS 15544/RJ. fato esse que se concretiza quando do registro da guia de importação junto à autoridade fiscal competente. que não tenham termo final. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada da mercadoria no território nacional. Tributário. Resolução 01-0449/83. Assim. estão sujeitas às alterações das alíquotas de importação introduzidas pelo art.10. 200). § 1° da CF/88. p.343/94 só alcança as mercadorias descritas na guia de importação 8194/2571-6. 4º do Dec. 4°. Ao contrário. 1. Legalidade. AMS 7220/RJ.767/95]. Invalidade. 1. haja vista a sua função essencialmente extrafiscal. alterar as alíquotas do Imposto de Importação. é irrelevante a data da expedição da guia de importação para os efeitos de concretização do fato gerador. rel. Compete ao Poder Executivo. desde que respeitados os limites legais.. Apelação improvida. 1. 150. 6ª T. 1. mediante ato do Poder Executivo. 17. 1.10. Interpretação do art. rel. Na hipótese de o fato gerador se concretizar após a publicação da Portaria 938/91. 197). Cabe ao Poder Executivo.2002. Imposto de Importação. do Dec. como é o caso da Portaria 314/94. Fato gerador que se configura após a publicação da portaria. as alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas em portarias ministeriais. inclusive ICMS e ISS ministerial. 2. 17. III. Nos termos do art. Tributário. e tal conduta não importa em ofensa ao princípio da legalidade tributária.343/94 [revogado pelo Dec.. 3. Aplicação do art. artigo por artigo. à unanimidade (TRF-2ª R. j. Juiz França Neto. Majoração de alíquota. o que possibilita a alteração de suas alíquotas.1995. no decorrer do exercício financeiro. à unanimidade (TRF-2ª R. 1. Imposto de Importação. 4°. Irretroatividade. conforme constitucionalmente definido nos arts. da Comissão de Política Aduaneira [hoje.09. DJU 15. concernente ao imposto de importação.03.2002.09.2002. Juiz França Neto. 1. 1°. alterar as alíquotas do Imposto de Importação e tal conduta não importa em ofensa ao principio da legalidade tributária. desde que respeitados os limites legais..2002. preponderando a finalidade da intervenção do Estado no domínio econômico.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. permanecerão válidas até 31. Remessa necessária e apelação providas. Mandado de segurança. Assim. b.

diante disso. A majoração de alíquota sem a prévia audiência aos interessados somente é possível quando ocorrerem motivos econômicos de ordem global (art.244/57). da Comissão de Política Aduaneira. j.06.. Ofensa não caracterizada.07. artigo por artigo. da Comissão de Política Aduaneira. 10. DJ 19. REOMS 89. 08.. inclusive ICMS e ISS § 1° e 153. Decorrer do exercício financeiro. 2. produto não constante do edital supracitado.03. Fato gerador. TRF-3ª R. rel. Min.. 4°.2006. rel. 3° e parágrafo único do art. o ato administrativo deveria ser fundamentado. rel. 5. do art. para a alteração de alíquota de produtos não constantes do edital em questão. 4°. 7. 1ª T. 6ª T. por falta de motivação. DJU 15. 4. No caso vertente. Função extrafiscal. Tributário.99 da TAB. p.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.-lei 63/66.244/57 e art.042/82 convocou os interessados na discussão da alteração de alíquota do Imposto de Importação. Ato do Poder Executivo... 1. a impetrante importou película plana para reprodução fotográfica.244/57.. da Lei 3. 6. Juíza Consuelo Yoshida.1995. Milton Luiz Pereira. 18. com fulcro no parágrafo único. DJ 30. relativamente à película plana.03. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R. do art.01. Alteração de alíquotas. 22. O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior. j. 1ª T. 3.2003. de 15% para 45%.1999. própria para a reprografia heliográfica. 3°. uma vez que. 22. Invalidade da Resolução 01-0449/83.06. Motivação e finalidade do ato. do Dec. Possibilidade. Mairan Maia j. Min.02. mediante a criação de um destaque ‘EX’ à posição 37. Demócrito Reinaldo. da mesma lei). 6ª T. Des. § 1°.03. Precedentes (STJ.-lei 63/66). 22. v. Registro na repartição aduaneira.061370-8. Princípios da segurança jurídica e do direito adquirido.06.08. v. 622).. Resp 40719/SP.u. 9.1999. REsp 170050/SP. haja vista a sua função essencialmente extrafiscal. da Lei 3. 22. DJU 28. AMS 138242/SP. da Magna Carta.2003). STJ. com indicação dos motivos que ensejaram a necessidade do aumento de alíquota. da Lei 3. mediante ato do 53 . exige-se a realização de prévia audiência entre os interessados nas principais praças do país (art.01.2006. do Dec.04.99 da TAB. Imposto de Importação. aumentou a alíquota do Imposto de Importação para todos os produtos classificados na posição 37. Declaração de importação. A Resolução 01-0449/83. o que possibilita a alteração de suas alíquotas. Garantias à livre iniciativa e ao livre exercício da atividade econômica. Para a alteração de alíquota de produto cujo nível tarifário venha a se revelar insuficiente ou excessivo ao adequado cumprimento dos objetivos da tarifa ou cuja produção interna for de interesse fundamental estimular (letras a e b. A alteração de alíquota do Imposto de Importação pela Comissão de Política Aduaneira somente deve ocorrer dentro das hipóteses previstas no art. O Edital 1. Fed. 8.u. rel.. I..

j. não deve prevalecer. 3. ou mesmo a data de desembarque desta no território nacional. 258). se não efetivado o respectivo registro da declaração de importação. 3.2005. Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R. de 18 de dezembro de 2002. por órgãos ministeriais. j. § 1° e 153. que alterou o código NCM . DJU 30. 19. AG 211104/SP. editada pela Câmara de Comércio Exterior. O momento determinante para ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é aquele em que efetivado o registro da respectiva declaração no órgão aduaneiro competente..2005. com base em alíquota zero. permitindo-se a alteração de suas alíquota conforme exija a política do comércio exterior. do Dec. para as importações de conversores catalíticos produzidos em país integrante do Mercosul. a data do embarque da mercadoria no país de origem. conforme constitucionalmente definido nos arts. porquanto ainda não aperfeiçoado o nascimento da obrigação tributária em questão. As normas instrumentalizadas em decreto têm precedência sobre aquelas veiculadas por meio de instruções ou resoluções ministeriais. DJU 27. 31. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei’. E.-lei 37/66. Juiz Fábio Prieto.2005. Imposto de Importação: produtos oriundos de país integrante do Mercosul. é forçoso reconhecer que se mostram irrelevantes a data da celebração do negócio efetuado. Apelação improvida (TRF-3ª R. não há que se falar em ofensa aos princípios da segurança jurídica e do direito adquirido. 478).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 4. p. § 1°. 5. rel. deveria pressupor a existência de lei expressa.01. 5. sob pena de violação ao Sistema Tributário Nacional. 4. do CTN e arts. AMS 176748/SP.12. no decorrer do exercício financeiro. Inexistência de violação aos princípios da motivação e finalidade do ato e às garantias constitucionais do incentivo à livre iniciativa e livre exercício da atividade econômica.08. inclusive ICMS e ISS Poder Executivo.11. STJ e 6ª Turma desta Corte.. Partindo-se dessa premissa. p. bem como de decreto presidencial correlato. por conseqüência. Da mesma forma.e. 4ª R. I. 153. 6. artigo por artigo. 550/92 estipula o imposto aduaneiro. 6ª T. A Constituição Federal faculta ‘ao Poder Executivo. 2. 2.Nomenclatura Comum do Mercosul . 1.. A Resolução 35. Precedentes do Excelso Pretório. O Dec. rel. 7.2006. Direito tributário. 54 . § 1°).. 23 e 44. III. 6. pois a alíquota do Imposto de Importação a ser aplicada é aquela referente à norma vigente no momento em que efetuado o registro da declaração de importação para o desembaraço das mercadorias na repartição alfandegária. a alíquota do tributo. considerando-se que tem o referido tributo natureza extrafiscal. 150. Interpretação sistemática do art. da Magna Carta. b. A eventual alteração da alíquota da referida exação. Juíza Consuelo Yoshida. a alteração das alíquotas do Imposto de Importação (art. Alíquota zero. 14.

O art.2006. AC 2004. o art. No mesmo sentido. 2ª T. Dec. Tributário.1999. em seu art. 19 do CTN. Alíquota.244. 2.. Imposto de Importação. Registro da declaração. trazendo.04.04. por unanimidade de votos: Constitucional. diferentemente do afirmado.11. j.2006. Apreciação na via administrativa.2003. o que é demonstrado pelo contribuinte interessado. 5°.05.. Fato gerador. Por sua vez. 6° e 7° do Dec.427/95 [revogado] e 1. Ausente o ato normativo de redução da alíquota. j. Lei 3. ambos de 1995. estabelece as condições e os limites para alteração das alíquotas do Imposto de Importação. artigo por artigo.427 e 1. de 1957. simples autorização para que tal ocorra. Majoração. os arts. 1.-lei 1. sim. rel. 04. impende-se seguir a orientação firmada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal no bojo do RE 222330/CE.471. ao julgar o RE 225. Juiz Leandro Paulsen. e se verifica a pertinência da medida para ajuste aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. Constitucionalidade dos Decs. Aspecto temporal. rel. 1ª T. A autorização legal para redução de alíquota é exercida pelo Executivo mediante procedimento em que se analisa a existência ou não de similar nacional. Fato gerador.01. 1. Irrelevante na definição da lei tributária que incidiu sobre a operação de importação a data em que a impetrante havia firmado negócio jurídico com a empresa sediada no exterior. Legítima a tributação na alíquota majorada pelo Dec. 769).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 25. rel. não estabelecem a redução de alíquota ou a isenção dos produtos sem similar nacional. publicado no DJ 11. A respeito da matéria em apreço. O Plenário desta Corte. AC 1998.. 55 . 1. Alíquota majorada.602.01.2003. este último artigo alterando a redação do art.244/57. 3°. Processual civil. 4° da Lei 3. Não há qualquer incompatibilidade entre o art.244/57. 22. DJU 10. decidiu. Ministro Moreira Alves.-lei 37/66 estabelece o aspecto temporal da regra de incidência do Imposto de Importação como sendo a data do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira.06. Embargos declaratórios. 4° do Dec. p.391/95 [revogado]. inclusive ICMS e ISS Tributário. Imposto de Importação.10. 23 do Dec.076039-0/PR.020401-0/RS.-lei 37/66 e o art. no qual se declara a constitucionalidade dos decretos em comento. datado de 20. p. em relação ao IPI. não há como considerá-la como se fosse alíquota zero se havia outra alíquota vigente para o caso quando da ocorrência do fato gerador (TRF-4ª. A Lei 3.04. que majorarão a alíquota de importação. DJU 05. Imposto de Importação. 615).199/71. consoante se verifica no teor da ementa transcrita: ‘Imposto de Importação.376/97 (TRF-4ª R. 23 do Dec.-lei 63/66.1999. Decretos 1. Juiz Leandro Paulsen. Majorações da alíquota.471/95. Produto sem similar nacional.

105).o importador ou quem a lei a ele equiparar. a e art. Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante. III. por ato do Executivo. ambos de 1995. 153. § 1°. III. em que se firmou a constitucionalidade dos Decs. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação.471/95. já a aplicou ao Decreto 1. Constitucional e tributário. 1.-lei 37/66 com o art. Art. j. 1. II. Recurso extraordinário conhecido e provido’. De acordo com o art.03.10. Importação: alíquotas.. Imposto de Importação: fato gerador.427 e 1. 150. pelo que há de ser exercida sempre que seja necessária a alteração para ajustar o imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. art. 19 do Código Tributário Nacional. 22. No ponto.2006. Tributação extrafiscal. I. 25. Ato. 150. divergiu o acórdão recorrido. Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante j. Súmula 4 do antigo TFR. 56 . A faculdade atribuída ao Poder Executivo para alterar alíquotas dos impostos com finalidade extrafiscal. 1. decisum este que. expressamente. mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio.. aliás. 14. merece ser prestigiado. rel. § 1°. mesmo sem eficácia erga omnes. as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação. Embargos declaratórios acolhidos para dar provimento à remessa oficial (TRF-5ª. No caso. III.427/95 e 1. 19). o momento do fato gerador do imposto de importação é a entrada da mercadoria no território nacional. 153.1999. 1ª T. Essa orientação se aplica aos Decs. Majorações da alíquota do Imposto de Importação. 23 do Dec. da CF/88.471. a Constituição excepcionou a regra inscrita no art. IV O que a Constituição exige. AMS 63969/AL.1999. assim determinar. DJU 27.. CF art. Assim. 153. II. consubstancia poder discricionário. Dela. § 1°. porém. 1. rel. A lei das condições e de limites é lei ordinária. dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição.427/95 a decisão tomada no RE 224. majoração por ato do Executivo. inclusive ICMS e ISS Tributário. art.091).09. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. 2.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Imposto de Importação: alteração das alíquotas. nos termos do art. p. e não o seu embarque. o decreto que alterou. Apelação e remessa oficial providas (TRF-5ª R. CF. Motivação.285. 19 do CTN. V RE conhecido e provido. DJU 06. 146. 1ª T. EDREO 5132001/CE. a. 3. Acompanha-se a orientação traçada pelo Pretório Excelso. como. no art. é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador. Contribuinte do imposto é: I . p. artigo por artigo. Compatibilidade do art.2006. Fato gerador do imposto de importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN.08.

Ao lado do contribuinte natural ou equiparado. - o arrematante de produtos apreendidos ou COMENTÁRIOS Contribuinte. ao mesmo se equipara. Dec. definido no mesmo diploma como sendo “aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitui o fato gerador da obrigação tributária respectiva”. o cessionário. São eles o transportador. não sendo importador. imputando-lhe a obrigação de pagar. 57 . o destinatário de mercadoria estrangeira remetida pelo correio e os adquirentes de bens nas localidades dos entrepostos aduaneiros. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS II abandonados. dentre outros. mesmo não sendo importador. 22 do CTN. 31) indica espécie sui generis de sujeito passivo que. 32. sem exclusão do primeiro. o qual responde juntamente com o contribuinte (art. Além do contribuinte indicado no art. O responsável designado não sofre indicação aleatoriamente e sim por estar vinculado ao contribuinte de alguma forma. distinguem-se os solidários e os responsáveis por expressa designação. o Dec. de tal forma que passa a ser tratado como se contribuinte fosse. na responsabilidade em sentido amplo pode haver ou não a exclusão do contribuinte. Enquanto a solidariedade impõe mais um contribuinte.-lei 37/66 (art. Dentre os responsáveis. a quem a lei impõe o gravame e. Responsável solidário é o adquirente ou cessionário de mercadoria com isenção ou redução fiscal.-lei 37/66). Dec. tais como o arrematante de mercadoria estrangeira leiloada. 32.-lei 37/66). há ainda o responsável tributário. bem assim outras pessoas indicadas na legislação pertinente (art. parágrafo único. assume a obrigação ex vi lege. o depositário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

a responsabilidade do arrematante.562/78 (art. e 169). Tributário.6%). 617 e 711 do Código Comercial [os arts. Secretaria da Receita Federal. Dissídio com as súmulas e julgados paradigmas não caracterizado (art. 1ª T.1987. parágrafo único. mantendo-se a quebra dentro do limite admitido como natural pelas autoridades fiscais. a negativa de vigência dos dispositivos focalizados. presumida a ausência de culpa do transportador.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.218.-lei 116/67. 102. 2°). responde o importador pelo que sobejar da dívida. Dec. Quebra. Precedentes do STF. Acórdão recorrido que condenou as rés ao pagamento do valor do prejuízo da importadora. pois. § 2°. Instrução Normativa 12/76. 153. À palma de transporte de produtos a granel. Recurso extraordinário não conhecido (STF. não 58 . do CPC. da CF [CF/67. 7.08. Lei 6. DJU 28. 582.. artigo por artigo. No caso. Responsabilidade tributária. 5°. rel. 30. não desonera o importador. 102. 6° e 9° e. Min. É interessante observar. Recurso extraordinário da afretadora. inocorrente. com a Emenda Constitucional nº 1/69]. os tabeliães e os sócios.575).lei 37/66 (arts. por quebra de peso da carga. RE 112853/RS. 103 e 104 do Código Comercial foram revogados pela Lei 10. JURISPRUDÊNCIA Transporte marítimo internacional de granel sólido. Sydney Sanches. de dissídio com as Súmulas 261 e 535 e com outros julgados.1. XI. Responsabilidade das empresas armadora e a fretadora do navio transportador. Transporte marítimo de produto a granel.Código Civil]. Temas constitucional e legais não prequestionados (Súmulas 282 e 356) ou impertinentes à solução da causa. 4°. caso o preço do bem leiloado não cubra a dívida fiscal. deduzido apenas o percentual correspondente à quebra natural (0. inocorre a responsabilidade para o recolhimento do tributo na importação. os administradores de bens de terceiros. por exemplo. 2. p. que. 3°. 103. 48. Imposto de Importação. 1. com alegação de negativa de vigência dos arts. os síndicos da massa falida. inclusive ICMS e ISS Exemplo de responsáveis em sentido amplo são os sucessores. 104. 529.1987. o inventariante. mesmo como contribuinte equiparado.406/2002 . do Dec. 322 do RI [redação anterior à Emenda Regimental 21/2007] e Súmula 291). 60. perante a destinatária (empresa importadora). se foi ele que deu início ao desembaraço aduaneiro. Na hipótese.06. j.

172/SP. Com o cumprimento do dever de ofício da autoridade coatora. inclusive ICMS e ISS superando a quebra os 5% previstos como naturais. Min.305). Milton Luiz Pereira. REsp 132624/SP. restando inobservado o requisito recursal do prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do STF). Na falta superior ao percentual aludido. se fosse o caso. 59 . por força do art.-lei 37/66. Tributário. II. REsp 38499/RJ. rel.. A imputação de responsabilidade.05. o mandado de segurança impetrado no primeiro grau perdeu objeto. do CTN).08. II. O agente marítimo não é representante. Se a importação foi isenta. DJU 20. Min.09. também. j. 05. 60. Agente marítimo (art. Recurso especial não conhecido (STJ. não há necessidade. estranho ao fato gerador do Imposto de Importação (Dec. p. III. j. art.783/89 não foram objeto de análise no tribunal de origem. REsp 143. rel. Recurso provido (STJ.2000.2000). 1ª T. Transporte marítimo..08. Imposto de Importação. p. Omissão a ser reparada pelo Poder Judiciário. rel. Importação de mercadorias sujeitas a perecimento. DJU 10. descabendo o pagamento da indenização cogitada no parágrafo único. Regime de isenção. Responsabilidade pela falta ou avaria da mercadoria transportada... não se tenha como exigível o pagamento do tributo. empregado.05.1997.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. de logo. o transportador não pode ser responsabilizado por tributo. e com a expedição do laudo técnico atestando o perfeito estado dos bens internados.. I.1997. Min. 2ª T. Greve do serviço público. 3.1995. sendo representante do armador. 1. DJU 31.11. 135. mandatário ou comissionário transportador. Recurso prejudicado. em caso de avaria ou falta de mercadorias (TRF-4ª R. DJU 08. II. Recurso especial prejudicado (STJ. Papel jornal off set. artigo por artigo. j. p.04. somente o excesso poderá ser tributado. Desembaraço aduaneiro pendente de despacho do agente de Ministério da Agricultura. AC 042449/ RS. Tributário.-lei 37/66). Transporte. 26. Tendo em vista que os direitos materiais tutelados . j. 2. 12. As violações apontadas dos arts. 3. Dec. as mesmas razões que justificam o reconhecimento da dispensa da multa conduzem a conclusão lógica de que. Eliana Calmon. 12.1998. 1ª T. 2ª T. 135. Mandado de segurança.1998.restaram devidamente protegidos nas instâncias ordinárias.a saúde pública e o patrimônio . 10 a 12 da Lei 7. Adhemar Maciel. exigiria a prova de que se houve o agente marítimo com excesso de poder ou infração à lei. 15.08. do CTN.59).650). responsável pela fiscalização sanitária das mercadorias objeto de importação. nem utilidade a justificar a interposição do presente recurso especial. 72.1995. Juiz Vladimir Passos de Freitas.

Correção monetária.-lei 37/66.-lei 37. 26. 4ª T.01. Dec.04. sendo o agente apenas representante que. AC 0424689/PR. 60..086). 39. 2ª T. verificada pela autoridade aduaneira. por via marítima. Juíza Eliana Calmon.759). Fato gerador. A responsabilidade pelo tributo nessa hipótese é do transportador. p. j. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. Mercadoria a granel. rel. AC 90.04. Recursos improvidos (TRF-1ª R.1993. Responsabilidade.4ª R. 11. de 1966 (Súmula 192/TFR). Recurso improvido (TRF .06. 2. 57. DJU 20. Depósito. quando no exercício das suas atribuições (Súmula 192 do TFR).09. 2. Agente marítimo. p. AC 90. Imposto de Importação. DJU 11. as faltas não superiores a cinco por cento excluem a responsabilidade do transportador quanto à multa. Apelação conhecida. Responsabilidade do transportador. 1. Importação. Sentença confirmada. DJU 20.1991..847).. Juiz José Fernando Camargo. DJU 30. Súmula 192 do ex-TFR.12.25606-1/BA. III. Tributário. Responsabilidade tributária.-lei 37.1997. arts. 06. não é considerável tributário.1993. rel. REO 93.1997. 4ª T. 42.10. Inaplicabilidade. Falta de mercadoria. p.17780-8/DF. parágrafo único. II. p. por isso. rel.07.05.531). O agente marítimo.10328/RS. Extravio. Nos casos de mercadorias importadas do exterior a granel.1993. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias. 1°. Não 60 .17. Juiz Leite Soares. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias. Falta de mercadoria. Súmula 192/TFR. Fato gerador. Responsabilidade fiscal do agente marítimo. não é considerado responsável tributário. rel. Juiz Volkmer de Castilho.01. O agente marítimo. e 41. 1. Dec. não pode ser demandado em nome próprio. Falta de mercadoria importada. 1..-lei 37/66. Processual e tributário.. Imposto de Importação. Consolidou-se entendimento jurisprudencial no sentido de não ser o agente marítimo considerado como responsável tributário. Agentes marítimos. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. 14.1994. 2. 29. A responsabilidade pelo recolhimento dos tributos relativos a falta de mercadoria importada é inerente ao importador ou ao transportador da mercadoria (TRF-4ª R.. j.. Tributário.1991. Tributário.j. artigo por artigo. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R. j. 3ª T. Imposto de Importação. Não se ressente de fundamentos a apelação que se limita a reportar-se aos termos de sua contestação. de-1966 (Súmula 192 do TFR).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS Tributário.05.. mas não com relação ao Imposto de Importação.

2005. exerce este as suas funções próprias.. inclusive ICMS e ISS se aplica o entendimento sumulado quando o agente marítimo assina termo de responsabilidade equiparando-se ao transportador marítimo. não é considerado responsável tributário. 22. III. Agente marítimo. 19. DJU 24. AC 94. IV.999). Min. Aplicação do princípio da reserva legal. art.166-7). 2. REsp 223836/RS. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. quando. de 1966’.09618/PE. Decadência operada. Aperfeiçoa-se o fato gerador. 05. Agente marítimo. DJU 20.. Não se beneficia da isenção do Imposto de Importação a mercadoria extraviada.1996. Ocorre a nulidade do procedimento administrativo quando não é o transportador devidamente identificado como sujeito passivo da obrigação tributária. Dec. João Otávio de Noronha. 1. artigo por artigo. II.1996. 51.. p. 2ª T. Tributário. Termo de compromisso. Recurso voluntário e remessa oficial improvidos (TRF-3ª R. 61 . Imposto de importação. na importação de mercadorias a granel.091991. e mantida a favor do transporte.03. do CTN.04. Responsabilidade tributária inexistente. Não identificação com sujeito passivo na obrigação tributária no auto de infração e no procedimento administrativo o real contribuinte.] inciso II. Juiz Castro Meira j. rel. 12. VI. Juiz Baptista Pereira. segundo a qual ‘o agente marítimo. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias. Embargos a execução fiscal. Nulidade absoluta do procedimento administrativo.09. Imposto de Importação. p.06. Recurso voluntário e remessa oficial improvidos. [parágrafo único. Princípio da reserva legal.041306/SP. j. nos termos do art. nesse caso. 332). vez que o auto de infração fora lavrado em face do agente marítimo e em nenhum momento do procedimento administrativo de qualquer decisão deste.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Tributário. O termo de compromisso firmado por agente marítimo não tem o condão de atribuirlhe responsabilidade tributária. AC 91. Apelações e remessa improvidas (TRF-5ª R. Recurso especial a que se nega provimento (STJ.09.-lei 37. p. Mercadoria importada a granel. 3. V.2005..07. Decadência do direito da União para constituir seu crédito em face do transportador.1991. Transportador. Verba honorária devida pela embargante carecedora. rel. 12. na data em que a autoridade fiscal tomou conhecimento da falta da mercadoria. pelo que é legítima a exigência do tributo do responsável tributário.-lei 37/66. que se operou. Aplicação da Súmula 192/TFR. Honorários advocatícios mantidos a favor dos embargantes.. DJU 05. 1ª T. I. 3ª T. rel. Inexistência de responsabilidade tributária. 121.05. Caracteriza-se a ilegitimidade de parte do agente marítimo na execução fiscal. j.

seja a mesma oriunda de Tratado Internacional. Inversão da sucumbência. j. 19. não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto.. Tributário. sobretudo. ele apenas se aperfeiçoa com o registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e. 1. Mercadoria isenta. do Dec. Compatibilidade. 2. 28. DJU 02. Apelação improvida (TRF-2ª R. rel. 1° e 23. Ademais. AC 133478/RJ.05. Resp 20315/RJ.10. 1°].1999. nos termos precisos do parágrafo único. Dec. Inversão do ônus da sucumbência (STJ.-lei 37/66 [rectius: § 2° do art. com a entrada no território nacional da mercadoria que constar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira. Não obstante o fato gerador do Imposto de Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional. 1. Ocorrência do fato gerador. Imposto de Importação. 62 . Responsabilidade tributária. A simples alegação de inexistência de guia de importação não importa no reconhecimento de que a mercadoria extraviada esteja contemplada por qualquer isenção alusiva ao Imposto de Importação. Recurso especial a que se dá provimento. 2. do Código Tributário Nacional e arts. 41.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. necessariamente. 41. Inaplicáveis. p. presumida a ausência de responsabilidade do transportador.-lei 37/66. III e 60. embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional. seja ela oriunda de lei. 1ª T. Min.2003. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento). o extravio da mercadoria estrangeira importa. j. 156). 4. III e 60. artigo por artigo. Juiz Reis Friede.. na responsabilidade tributária da transportadora. Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete. Responsabilidade pelo pagamento do Imposto de Importação da transportadora..08. do Dec. à espécie. parágrafo único. A autoraembargante não conseguiu comprovar estar a mercadoria estrangeira extraviada contemplada por qualquer isenção fiscal. Art. 46). Extravio de mercadoria estrangeira.-lei 37/66. porque a mesma não conseguiu comprovar ser a mercadoria estrangeira contemplada pelo benefício isencional. Mercadoria importada a granel. 04. 3. 3. 2ª T. Assim. do Dec. rel. do art. José Delgado. Recurso especial provido. arts. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção.1999. p. DJU 08.-lei 37/66.05. parágrafo único. inclusive ICMS e ISS Tributário. 1°. os preceitos dos arts. torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’.2003. Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento).

ainda. Imposto de Importação. não haverá o que ser tributado. Ilegitimidade ad causam. em virtude dessa perda. 32 do Dec. mesmo tendo assumido obrigações. pois considerado ocorrente o fato gerador. dessa forma. AC 265663/ES. Mas não se pode atribuir a responsabilidade pelo pagamento ao agente marítimo. Perda natural. com a assinatura do Termo de Responsabilidade. há hipóteses. 4. Quebra de mercadoria. não deverá responder por eventuais débitos decorrentes da importação. De acordo com os precedentes jurisprudenciais. por isso restou estabelecida uma margem para exonerar o responsável tributário de ônus. E várias são as razões para que não se faça a tributação. a autora. Tributário. Os bens trazidos a granel não são acondicionados adequadamente em embalagens. artigo por artigo.02. ainda quando apurada a falta ou a diminuição do peso da mercadoria. a mercadoria sequer ingressará no território nacional. por manter vínculo contratual com este. sob pena de estar o Fisco tributando bem inexistente. pois não se equipara ao transportador nem ao contribuinte do imposto. do extinto Tribunal Federal de Recursos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. para diminuir o percentual dos honorários (TRF-2ª R. na conferência aduaneiro. como a do transporte de bens a granel.04. pelo qual se exige o pagamento do Imposto de Importação. 84). e. 2. Súmula 192 do extinto TFR. 3. j. 1. por isso se pode afirmar que não ocorrerá o fato gerador do tributo. O Imposto de Importação é devido pelo seu total. por ocasião do desembaraço do bem. Milho transportado a granel. na qualidade de agente marítimo. Discute-se o direito à anulação do crédito tributário. dentre outros. em virtude de falta de mercadoria importada a granel decorrente de quebra. p. nada mais justo então de exonerá-lo não só da multa quanto do tributo respectivo. aplicável na espécie. Responsabilidade tributária. sendo grãos. em face da agência marítima. Juiz Guilherme Couto. em que as quebras são inevitáveis (IN/SRF 95/84). sujeitarem-se ao ressecamento ou à umidade. nos termo do inciso II do art. Mercadoria a granel.-lei 37. como responsável tributária. inclusive ICMS e ISS Tributário. não se terá produto a desembaraçar e 63 . a não ser quando caracterizada a sua qualificação de depositário.2003. Aduaneiro. Imposto de Importação. Nas hipóteses de perda da mercadoria. à evaporação ou ao vazamento do produto. DJU 05. Agente marítimo.. por quebra natural. Ação anulatória. no caso de líquido.2002. terem parte da carga perdida durante a carga e a descarga. para o agenciamento do transporte das mercadorias. conforme já delimitado pela a Súmula 192. Sentença modificada apenas em parte.. estão sujeitos às intempéries e podem. não haverá nacionalização ou aproveitamento do bem pelo importador. Indevido. 17. 2ª T. Agente marítimo e transportador. rel. Conforme estabelecido pelas Instruções Normativas da Secretaria da Receita Federal.

Aduaneiro. conforme admitido pela sentença. 2ª T. em virtude de extravio ou avaria. portanto. 1. Mercadoria importada. 515). enquanto a redução é norma imperativa. ou seja. Precedentes do STJ. Da mesma forma. 12. rel. 4. 6.04. Fato gerador do Imposto de Importação.. Discute-se o direito à anulação de crédito tributário. sobre bens extraviados sob a guarda da autora. Apelação e remessa oficial não providas (TRF-3ª R. A responsabilidade tributária implicará na conjugação de várias situações. Sustenta a autora tratar-se de produtos sujeitos à alíquota zero. 468 do mesmo Regulamento). Precedentes. no caso da suspensão dos impostos. não se admitindo outra alíquota que não a indicada. Responsabilidade do transportador. DJU 19. 5. A isenção.543/2002]. Anulatória de débito. faria o Fisco nascer uma alíquota não contemplada legalmente. rel. O ponto nodal da questão refere-se à ocorrência ou não do fato gerador do Imposto de Importação. não haveria a obrigação tributária diante da importação com redução de impostos. in casu para zero. ao qual se obrigou o importador. 9. de suspensão dos impostos ou de sua redução de alíquota. ter sido extraviada ou avariada e quem lhe deu causa. Inocorrência. 64 . haveria a transferência do sujeito obrigado. passando a responsabilidade a terceira pessoa. 3. pois é instituída em função do fato. cujos bens importados enquadravam-se na alíquota zero. destinam-se a identificar o responsável e apurar o crédito tributário dele exigível (art. AC 63465. 467. inclusive ICMS e ISS conseqüentemente a tributar.2007. A suspensão dos impostos resolver-se-á quando ocorrer o acontecimento futuro e certo. Extravio. mesmo estando as mercadorias isentas. insertas no art. 2. objetivamente considerado. conferida aos produtos importados. caso ocorresse. fazendo nascer tal obrigação fiscal. 6. imputado à autora em face do extravio ocorrido em bem que transportou. enquanto para a redução dos tributos. Alíquota zero. Juiz Eliana Marcelo. 8. Sucumbência. consistente na exigência do Imposto de Importação e respectiva multa. não admitida por este instituto. p.. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R. seria de caráter objetivo. AC 175713/SP. equivaleria à transmutação de uma isenção objetiva para uma subjetiva. cujas ocorrências. mantendo-se a suspensão dos tributos até a sua implementação.04. Pensar de forma contrária.2007. dentre elas a de entrar o bem no território nacional para o consumo. 4.. todo transportador seria o responsável pelo pagamento de impostos. 7. 5. nas formas dos artigos 478 a 485 do Regulamento Aduaneiro. alterando-se as causas determinantes da suspensão. Tributário. artigo por artigo. j. As situações de avaria ou o extravio são previstas expressamente pelo Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. A avaria ou extravio do bem não pode modificar os critérios de outorga de isenção. vindo a ocorrer a avaria ou extravio dos bens.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

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Juíza Eliana Marcelo, j. 15.03.2007, DJU 22.03.2007, p. 464). Imposto de Importação. Mercadoria avariada. Sujeito passivo. Transportador. 1. É o transportador o sujeito passivo do Imposto de Importação incidente sobre a mercadoria importada, tendo em vista a assunção da responsabilidade de transportador o bem, documentalmente. 2. Irrelevante o fato de a mercadoria ter sido transportada por caminhão de outra transportadora. 3. O fato gerador do imposto de importação se dá com a entrada da mercadoria importada em território nacional. A avaria da mercadoria não afasta ocorrência do fato gerador (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200070030036965/PR, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 18.06.2003, DJU 09.07.2003, p. 251). Tributário. Importação de produto industrializado. IPI e Imposto de Importação. Isenção subjetiva. Locação do bem antes de decorridos cinco anos. Responsabilidade solidária. Juros de mora. Termo inicial. Decisão administrativa. I. Quando a isenção for vinculada à qualidade do importador, a locação do bem, antes de decorridos cinco anos da efetiva importação, obriga ao prévio pagamento do imposto, a teor do art. 137 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Dec. 91.030/85 [revogado pelo Dec. 4.543/2002]. II. É responsável solidária a pessoa que tenha interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal, nos termos do art. 124, I, do CTN. III. Existindo a solidariedade, o Fisco tem total liberdade para escolher de quem cobrar, podendo, pois, dirigir as suas ações contra todos ou apenas um dos devedores. IV. Uma vez que o julgamento definitivo no âmbito administrativo foi no sentido de reconhecer o não cabimento de acréscimos moratórios antes da decisão da lide, por não estar ainda definitivamente constituído o crédito tributário, não pode o julgador agravar a situação do contribuinte, para fixar como termo inicial para a incidência de juros moratórios a data do vencimento do crédito tributário. V Apelação parcialmente provida (TRF-5ª R., 3ª T., AC 350912/PE, j. 02.06.2005, DJU 30.06.2005, p. 655). Tributário. Responsabilidade tributária. Importação. Mercadoria importada. Perfumes. Adquirente de boa-fé. 1. O adquirente de boa-fé da mercadoria estrangeira, possuidor da regular nota fiscal, não pode ser apenado com a perda do produto, se verificado pelo Fisco que a mercadoria não foi regularmente importada, porquanto não possui o comprador a obrigação legal de exigir do comerciante vendedor a prova documental do regular ingresso do bem no território nacional, obrigação, esta sim, do Poder Público. Precedentes desta Corte e do STJ (q.v. verbi gratia: AMS
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1997.01.000367534, publicado em 13.11.2003). 2. Remessa oficial não provida (TRF-5ª R., 8ª T., REOMS 200442000022149/RR, rel. Juiz Carlos Fernando Mathias, j. 07.11.2006, DJU 04.12.2006, p. 202). Tributário. Imposto de Importação. Responsabilidade por substituição do transportador. Dec.-lei 37/66, art. 60, parágrafo único. Não configuração no caso de inexigibilidade do tributo na operação. I. Isenção e imunidade não se confundem; enquanto esta consubstancia hipótese de incompetência tributária, aquela impede a constituição do crédito fiscal. II. A diferença ontológica entre isenção e imunidade não tem o condão de afastar a exegese construída sobre o parágrafo único do art. 60 do Dec.-lei 37/66, que cuida da responsabilidade do transportador por tributos que deixaram de ser recolhidos em decorrência de dano, avaria ou extravio. III. O transportador não é responsável por substituição no caso de dano, avaria ou extravio de mercadorias quando o tributo não seja devido na operação em razão de hipótese de imunidade, não incidência, suspensão, exclusão ou extinção do crédito tributário. IV Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R., 2ª T., AC 19990100032763/MG, rel. Juíza Vera Carla Nelson de Oliveira Cruz, j. 16.04.2002, DJU 16.05.2002, p. 108).

Seção II Imposto sobre a exportação Art. 23. O imposto, de competência da União, sobre a exportação, nacional. COMENTÁRIOS Finalidade. O imposto incidente sobre bens e produtos nacionais ou nacionalizados, quando destinados ao estrangeiro, tem como fato gerador a saída do território nacional, considerando esta saída no momento em que é expedida a guia de exportação ou documento equivalente. Adotou-se este momento como o da ocorrência do fato gerador por questão de praticidade.
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para

o

estrangeiro,

de

produtos

nacionais

ou

nacionalizados tem como fato gerador a saída destes do território

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É um imposto federal, de competência da União, inovação esta oriunda da Emenda Constitucional nº 18/65, porquanto a Carta de 46 atribuía aos Estados-membros a instituição do imposto em realce. A atual competência federal da exação é muito mais lógica e adequada à natureza jurídica do imposto, de índole nitidamente extrafiscal, regulatório do comércio exterior. É utilizado, algumas vezes, para evitar o desabastecimento do mercado interno, quando atraentes os preços do exterior. Pelo caráter extrafiscal do imposto e pelo fato de ser importante para o equilíbrio da balança comercial, tem baixíssima alíquota. Como fonte de receita é a exação despicienda, mas funciona como instrumento da política tributária, não se lhe aplicando, por isso mesmo, o principio da anterioridade. Entretanto, diferentemente do Imposto de Importação, tem sido este imposto altamente criticado, por onerar os bens de produção nacional no mercado externo. Fato gerador. É a saída material do produto nacional ou nacionalizado para outro País, qualquer que seja o objetivo da remessa, independentemente do negócio jurídico que motivou a saída, seja compra e venda, doação ou empréstimo. O momento da ocorrência do fato gerador é o da expedição da guia de exportação ou documento equivalente, conforme estabelece o Dec.-lei 1.578/77, no particular bem mais explícito do que o CTN, haja vista o teor do § 1° do art. 1°, verbis: “Considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da Guia de Exportação ou documento equivalente”.

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portanto. artigo por artigo. podendo ser as mesmas especificas e ad valorem. como o Imposto de Importação. mas também a subdividida em acondicionamentos no país” (Direito Tributário Brasileiro. 1985. Por isso mesmo remete-se o leitor ao que foi dito quanto aos entrepostos aduaneiros e regimes especiais.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. Direta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda endereçada diretamente ao destinatário no exterior. Observe-se que aqui há profunda diferença do imposto coirmão. É um imposto indireto. uma ficção legal como fato gerador. inclusive ICMS e ISS Temos.. com base em contrato. entendendo-se como tal a mercadoria estrangeira que no país sofreu transformação. “nacionalizada é não só a mercadoria de origem estrangeira aqui transformada ou beneficiada. 68 . proporcional e seletivo em função do objeto submetido à tributação. Tipo de imposto. a cobrança do imposto. a fim de facilitar. mas também a nacionalizada. Para Aliomar Baleeiro. 10. o Imposto de Importação. Os mesmos conceitos examinados para o Imposto de Importação servem de subsídio para a compreensão das alíquotas deste imposto. cuja expedição de guia é uma mera providência burocrática. ed. Possui institutos próprios. na prática. 139). beneficiamento ou acondicionamento e foi reexportada (regime de drawback). As exportações podem ser diretas e indiretas. Atente-se quanto ao fato de que não só a mercadoria nacional é passível de incidência do imposto.

que funciona como interveniente comercial. está querendo dizer que é qualquer empresa exportadora que pratica atos de comércio de exportação. Alteração de alíquota. fora feito anteriormente à edição das referidas normas. respectivamente.2001.112/94 [revogada] e 2. cujo registro de venda.que estabeleciam alíquotas de 10% e 2%. Tributário. Ellen Gracie.796/PE. nos contratos de exportação de açúcar -.248/72 ou a trading companies.106/PE ( DJU 28. a exportação será considerada indireta para o fabricante e direta para o interveniente exportador. . entendido como fato gerador pelo Tribunal a quo. Min. sem fazer expressa referência ao Dec. artigo por artigo. rel. efetivados 16.10. quando a legislação tributária fala em “empresa comercial exportadora”. O fato gerador do Imposto de Exportação é o registro 69 entendeu os pela de incidência das mencionadas Precedentes resoluções RE porquanto as mesmas foram editadas anteriormente ao momento em que registros exportação. Segundo Vittorio Cassone. A Turma. I.Considerando que o fato gerador do Imposto de Exportação ocorre no momento em que é feito o registro de exportação junto ao Sistema Integrado de Comércio Exterior . RE 223.2000). Imposto de Exportação. vendendo para empresa situada no exterior. a Turma deu provimento a recurso extraordinário para reformar acórdão do TRF da 5ª Região que afastara a exigência do Imposto de Exportação em operação relativa à venda de açúcar previsto nas Resoluções 2. salientando que o registro de venda não substitui o registro de exportação. que por sua vez emitirá nota fiscal de venda endereçada ao comprador estrangeiro. inclusive ICMS e ISS Indireta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda (com o fim específico de exportação) para destinatário comprador no Brasil. citados: 227.136/94 .Siscomex.04.-lei 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Nesta hipótese. JURISPRUDÊNCIA Nota: Imposto de Exportação e fato gerador .

3.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.07. Tributário.725).-lei 1. Registro de venda junto ao Siscomex. consoante o § 1°. Granito em bruto. rel.10. Direito tributário. que modificou o art. fere o direito adquirido e o princípio da irretroatividade. Medida Provisória 655/94. 4. 1° do Dec. Segurança jurídica. imbuído de critério político. 4ª T.578/77. Ação ordinária anulatória de débito fiscal.019/95]. Negócio jurídico anteriormente firmado. Imposto de Exportação. que atribuiu somente ao chefe do Poder Executivo relacionar produto sujeito ao imposto. surge para o exportador o direito de ver seu produto tributado nas bases da legislação então vigente. inclusive ICMS e ISS informatizado das operações de exportação no Siscomex. não tem o condão de contrariar o que a norma legal define como hipótese de incidência do imposto sobre a 70 .-lei 1. 2. A aplicação de ato normativo. que juridicamente não acontece quando da contratação do embarque nem do desembarque. DJU 25. 2. não importando que o embarque se dê somente após a alteração da alíquota. III. Fato gerador. constitucionalmente assegurados. 04.. DJU 10. j. 3ª T. Direito intertemporal. Resoluções do CMN 2. 6°. 661/92 [revogado pelo Dec.1996. Irretroatividade tributária.06. rel.112/94 [revogada] e 2. Direito adquirido. a lei elegeu a expedição da guia para marcar a saída do produto exportado. editado posteriormente ao registro junto ao Siscomex das operações relativas a exportação. O elemento temporal do fato gerador foi o da expedição da Guia de Exportação ou qualquer documento que à mesma equivalesse segundo a administração fiscal. Apelação não conhecida e remessa ex officio improvida (TRF-3ª R. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec.06. p. rel. 4.136/94. DJU 28. é lícito instituir formas divorciadas da realidade material.112/94. Imposto de importação de açúcar. 101.578/77. do Decreto 660/92. Juiz Newton de Lucca j.543/2002]. Tributário. 1° do Dec.1997. Imposto de Exportação. Fato gerador. Ao legislador.. 1. AC 0403282/RS. dentre as etapas da exportação. Res.1991). Ocorrido o fato gerador. 08. 22. 4. Atente-se para que o art. 2. Açúcar.. Juiz Francisco Falcão. Por conseguinte. já que revogou a delação constante no § 2° do art. Bacen [revogada]. Segurança concedida (TRF-5ª R. p.873). 44. Majoração. Se a cobrança do imposto se deu com base na Resolução 2. AG 03033329.1991.112/94. 1. Alíquota.. Apelação desprovida (TRF-4ª R. II.1997. MS 00547727/PE. j.543/2002]..1996.05. Dec. contrariou o comando da Medida Provisória 655/94 [a Medida Provisória 655/94 transformou-se na Lei 9. Juiz Gilson Dipp. do art. Segurança concedida. Pleno. artigo por artigo.11.

-lei 1.112/94 [revogada] e 2.10. Ocorrência antes da edição das Resoluções 2.05.1995. Juiz José Maria Lucena. ao instante da edição das Resoluções 2. Impossibilidade de prejuízo ao contribuinte. rel.. p..1995. inclusive ICMS e ISS exportação (TRF-4ª R. artigo por artigo. p. Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário.08. Fato gerador. que considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da guia de exportação ou documento equivalente: 3.052051/PE. Irretroatividade. j. 3ª T. A impetrante teve seus registros de exportação efetivados em 26. Controvérsia acerca da existência de distinção entre Registro de Venda e 71 . Juiz Ridalvo Costa. 10.112 e 2.006). é a expedição da guia de exportação ou documento equivalente. 26. Imposto de Exportação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Precedentes. j.1995. Sistema Integrado de Comércio Exterior . REO 95. 26. 1. Registro no Sistema Integrado de Comércio Exterior Siscomex. Imposto de Exportação.49689/PE.136/94. 26.Siscomex.. 1°. em seu art. AMS 50202/AL. j. Inexistência.1995. Não conhecimento da apelação da Fazenda e improvimento da remessa oficial (TRF-5ª R. j. Exportação. § 1°. 5. 1ª T. Juiz Francisco Falcão.112/94 [revogada] e 2.09. Tributário.. 83. DJU 10. Impossível a retroatividade desses diplomas normativos para alcançar as operações de exportação já registradas.05. Imposto de Exportação. 05. que majoraram a alíquota do tributo. 1°. Erro material.04.578/77 estabelece. A demora da Administração Pública para expedir o registro de venda não pode prejudicar o contribuinte que se ateve às diretrizes dos planos governamentais para efetuar os seus negócios jurídicos.1994. DJU 20. 4. 11.578/77.08. Fato gerador.05. rel.-lei 1. Fato gerador. do Dec. O Dec.08. 65. rel Juiz Geraldo Apoliano j. Constitucional e tributário. antes da vigência das resoluções que majoraram a alíquota do Imposto de Exportação. infringe o princípio da irretroatividade da lei tributária a cobrança do Imposto de Exportação nas alíquotas de 10% (dez por cento) ou 2% (dois por cento).136/94. Precedentes jurisprudenciais desta Colenda Corte: AMS 49552/PE. 3ª T. Demora da Administração Pública.136/94 do Banco Central do Brasil.1996. p. de 1994. 12. rel. 30. § 1°.136. À época do fato gerador incidia alíquota zero. O fato gerador do Imposto de Exportação. tal como definido no art..1997.1996. Remessa oficial improvida (TRF-5ª R. 2. j.112/94 [revogada] e 2. Irretroatividade..1997. AMS 95. Resolução Bacen 2.10. Encontrando-se registrados na Siscomex os contratos negociados com o exterior.831).235). Tributário. rel. Constitucional. Juiz Gilson Dipp. DJU 1°. AMS 0444922/RS.1995.10. Resoluções 2. REO 49689/PE.

1. a criação de obrigação tributária por interpretação jurisprudencial. Incidência. Não incidência na importação de produtos sob regime de drawback.2002.305/75. Juiz João Otávio de Noronha.06. 03. ou seja. O fato gerador do Imposto de Exportação sobre o açúcar ocorre com o registro de vendas no Siscomex e. j. RE-AgR-ED 234954/AL. Dec. Impossibilidade.280/2005]. Embargos de declaração rejeitados (STF. Portaria 393/95. Diante da inexistência de fato gerador. 1°. quem são os sujeitos ativos e passivos. não há falar na incidência de tributos sobre operação enquadrada no regime de exportação temporária. Tributário.305/85 [revogada pela lei 9. DJU 29. 2ª T. Só há tributo exigível quando existe lei que expressamente o declare. Taxa de classificação de produtos vegetais. 1. nos termos do Dec. 6.02. Recurso não provido (STJ. rel. Min. 26).03. 5. DJU 24. artigo por artigo. Maurício Corrêa.2003. 2. Tributário. Constitucionalidade.-lei 1. Os arts. Dec. quando ocorre comercialização interna de produtos vegetais. em seu art. Homenagem ao princípio da legalidade. 1° e 7°. Inexistência. art. 60. Envio de equipamento ao exterior. Impossível. 1. Tributário. p.. A Lei 6.578/77.. 13. O Dec. impondo os elementos do seu fato gerador. rel. expressando. j.09. José Delgado.2003. p.2003. 2. AMS 199901000505276/MG. ainda.. 4ª T.03.10. 99). Circular Bacen 2. REsp 432839/SC. Inexistência. regime drawback. Recurso especial não-provido (STJ.2006. 3. esta deve ser aplicada. j..08.72 . destinados à futura exportação. Min. 132). Fato gerador. Imposto de Exportação. Erro material.281).-lei 37/66. Lei 9. p. institui a referida taxa.. 4. Tributos e contribuições. rel. 2.-lei 37/66. da sua base imponível e da alíquota devida. verificando-se este durante a vigência da resolução que majorou a alíquota do imposto (Resolução do Banco Central 2. Fato gerador. 21. inclusive ICMS e ISS Registro de Exportação. em nosso regime legal tributário. 2ª T. 1. unicamente. j. Lei 6.05. DJU 15.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Imposto de Exportação Açúcar. Juiz Hilton Queiroz.2003. Registro de vendas no Siscomex durante vigência da resolução do Bacen. rel.305/75. não determinam a incidência da taxa de classificação dos produtos vegetais quando destinados à importação sob o. Tributário.163/95 [revogada pela Resolução 2. 25. Precedentes.972/2000].927/2002]).2002.597/95 [revogada pela Circular 3. p. da Lei 6. DJU 23. Apelação e remessa oficial a que se nega provimento (TRF-1ª R. REsp 382494/PR. Exportação temporária.2006.069/95. Fato gerador. 1ª T.

Art.10.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.10.11. válida a majoração da alíquota efetuada pela Circular Bacen 2. j. alcançaria. este o momento a ser considerado para a verificação da legislação aplicável. rel.597/95. 3. inclusive ICMS e ISS lei 1. Juiz Paulo Machado Cordeiro. ou seu similar.10. Longe de prejudicar a cobrança do Imposto de Exportação. 73 . artigo por artigo. da Constituição Federal. DJU 29.2002. descreve todos os elementos do Imposto de Exportação. o preço normal que o produto. p. portanto.quando a alíquota seja específica.. recepcionado pela Constituição Federal. 347).2002.2002. 153. a averbação contribui para legitimar sua exigibilidade. O direito fundamental do particular. p. A averbação é o ato final do despacho de exportação e consiste na confirmação. Averbação de embarque. ao reconhecer a efetiva ocorrência do fato gerador e confirmar. 24. § 1°.. não havendo óbice ao exercício dessa competência pelo Conselho Monetário Nacional. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. pela fiscalização aduaneira. Agravo de instrumento provido (TRF-5ª R. de desenvolver livremente sua atividade econômica. em uma venda em condições de livre concorrência. 4. rel. ao tempo da exportação. portanto. O fato gerador do imposto configura-se com o registro da exportação no Siscomex. REOMS 173653/SP. não pode ser obstado por exigências administrativas tendentes a exigir direta ou indiretamente o pagamento do tributo devido. A alteração da alíquota do Imposto de Exportação pelo Poder Executivo encontra-se prevista no art. conforme disposto no art. em qualquer caso. A base de cálculo do imposto é: I . STF A oneração em milhões do exportador autoriza o julgador a liberar a mercadoria impedida de ser exportada no caso presente. tendo conteúdo prevalentemente declarativo. II . 2. Imposto de Exportação.954). do embarque ou da transposição de fronteira da mercadoria. ambos órgãos do Poder Executivo. AG 31752/PE. 03. 23. 6ª T.quando a alíquota seja ad valorem. Precedentes do Eg. j. 3ª T. sendo. Cobrança indireta do tributo. Tributário e administrativo.2002. devendo ser afastada alegação de inexistência de norma válida instituidora do tributo. Juiz Mairan Maia. DJU 23.578/77. tampouco à sua delegação ao Banco Central do Brasil. não importando o momento do registro da venda junto ao Siscomex (TRF-1ª.. o nascimento da obrigação tributária. a unidade de medida adotada pela lei tributária.543/2002]. sendo.

cabe ao Conselho Monetário Nacional expedir normas sobre a determinação da base de cálculo do imposto e fixar critérios específicos ou pauta de valor mínimo. o preço da mercadoria mais frete e seguro. A base de cálculo que indica o preço normal deve observar as normas da Organização Mundial do Comércio. Ela é elaborada pelo Conselho Monetário Nacional. 74 . sujeitando-se inclusive às flutuações das Bolsas de Mercadoria. então.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. deduzidos os tributos diretamente incidentes sobre a operação de exportação e. nas vendas efetuadas a prazo superior aos correntes no mercado internacional. como já explicitado. considerase a entrega como efetuada no porto ou lugar da saída do produto. ou seja. FOB ou posto na fronteira. FOB é a abreviatura de free on board. COMENTÁRIOS Base de cálculo. O Imposto de Exportação não tem importância fiscal e sim política. dele excluindo-se os custos da exportação e do financiamento. Como os preços oscilam em função do mercado externo. A pauta de valor mínimo só se faz pertinente quando o produto for de difícil apuração ou sofrer marcantes oscilações no mercado internacional. não ensejando questionamentos judiciais freqüentes. colocado a bordo do veículo que irá transportá-la para o exterior. o custo do financiamento. artigo por artigo. como preço normal o valor à vista do produto. geralmente não passam da esfera dos Tribunais Regionais Federais. Considera-se. O disposto no parágrafo único objetiva reduzir o preço do produto. inclusive ICMS e ISS Parágrafo único. Para os efeitos do inciso II. E quando é o Judiciário chamado a dirimir contendas em torno da exação. Daí a pouquíssima jurisprudência dos Tribunais Superiores sobre o imposto em destaque. Aspectos relevantes.

inclusive ICMS e ISS Geralmente as controvérsias judiciais versam sobre base de cálculo ou isenção. 2ª T. § 5°.11.04. mas o Fisco tem a faculdade de recusar qualquer dos elementos dessa declaração. 2°. por declaração do exportador. Sepúlveda Pertence.1994.. Exportação de café cru. rel. Exportação de café cru. Agravo regimental. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. As quotas isencionais são episódicas e circunstanciais. j. 30. j. geralmente. p. não comportando comentários em um trabalho de âmbito geral.844). não se inclui na base imponível do ICMS.-lei 406/68. ICM. art.06.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. artigo por artigo. Exclusão. Exclusão da base de cálculo do montante da cota de contribuição devida ao IBC (Dec. DJU 16.1994. Afinal. § 8°. por força do art. A quota de contribuição devida ao IBC. o valor constante da fatura comercial é mera indicação por não se constituir em base de cálculo. O lançamento é feito. Tributário. O certo é que obedecem elas a razões de conveniência e oportunidade da Administração. como os demais impostos. ADCT) (STF. Min.922. 11 do Convenio ICMS 66/88 declarada pelo Supremo Tribunal no RE 149. Por fim. 13. 24. p.1993. 34. 75 . 1ª T. pode ter lançamento de oficio. Inconstitucionalidade do art. ICMS. 12. AGRAG 153549/SP. Contribuição devida ao IBC. 149 do CTN. DJU 03.1994. Min. recebido pela Constituição. Base de cálculo. pelos exportadores de café cru. especialmente o preço das mercadorias.. mas a outorga só por lei pode ser feita.09.269). AGAG 145172/SP. como previsto no art. acrescente-se que o Imposto de Exportação. JURISPRUDÊNCIA “O exportador adquire o direito de transferência de crédito do ICMS quando realiza a exportação do produto e não ao estocar a matériaprima” (STJ – Súmula 129). Paulo Brossard.

Afastamento do empeço de exame de mérito. firmou contratos para atingir seu objetivo.12. Garcia Vieira. Mandado de segurança. a impetrante já havia obtido autorização para exportar 400. REO 0438009/RS. 5. Min.03.. artigo por artigo. No caso concreto. 15. Segurança concedida.1992. 1ª T. Base de cálculo.1995. 153. Alteração exacerbada da alíquota do imposto. Min. Violação do devido processo. II e § 1°). rel. A pena de perdimento não é aplicável quando há desproporcionalidade entre o valor da mercadoria apreendida e o valor do veículo que a transportava. não se inclui na base de cálculo do ICMS devido na exportação de café em grão. Necessidade de respeito a autorização empenhada por períodos certos e determinados. ainda que legalmente alterada. REsp 19610/SP. de chegar-se ao exame do mérito.536).865). Recurso provido (STJ. Tributário.04. bem como pela inexistência de benefício patrimonial a ser auferido. afetando ruinosamente os contratos firmados anteriormente pela impetrante. se acham provados com a inicial. Se os fatos. A quantia relativa ao Imposto de Exportação. Processual civil e administrativo. rel. p. Pena de perdimento. Violação do devido processo.1992. Base de cálculo. por não integrar o valor líquido faturado. Precedente. Exportação de café em grão.05. 01. em 76 . Razoabilidade.1996. em seu aspecto substantivo. de alterar a alíquota do Imposto de Exportação (CF. porém. DJU 04. objetivando a congruência lógica entre as situações postas e as decisões administrativas (TRF-4ª R. sobre o valor líquido faturado sobre ela não pode incidir o ICM. tem o impetrante a condição especial da ação de mandado de segurança: o direito líquido e certo. Aplicação do princípio da razoabilidade. I.. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j. suficientes para o desate da testilha. César Asfor Rocha. A desproporcionalidade da sanção imposta restou evidente ante a inexistência de Imposto de Exportação a pagar. Possibilidade. Não se nega ao Executivo o direito. 3. 1ª T. j. art. 7.000 toneladas métricas de açúcar para o exterior pelos períodos de 95/96 e 96/97. e até o dever. Autorização governamental para exportação de açúcar para o exterior. 1. dentro das condições da época (alíquota de 2%). se mostrou desarrazoada e altamente ruinosa para a empresa. Tributário. REsp 73949/RJ. Não inclusão do Imposto de Exportação. inclusive ICMS e ISS ICM. II. DJU 18. Imposto de Exportação. ICMS. Recurso improvido (STJ. p. em decorrência. Desproporcionalidade. Juiz Wellington Mendes de Almeida). provados com a inicial: existência de direito líquido e certo.. A quantia correspondente ao Imposto de Exportação não integra o valor da mercadoria. A nova alíquota (40%). 2. por motivos conjunturais. Fatos complexos. Assim.

Auto de infração. 2. Tributário.2007.04. inclusive ICMS e ISS seu aspecto substantivo. Sentença confirmada (TRF-1ª R. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido. REO 89. inviabiliza a pena de perdimento.08. 244). Quota de contribuição devida ao IBC.3. 1. Exportação de mercadoria isencional. Exportação de café. Pacificada a interpretação de determinada norma jurídica pelos Tribunais Superiores.. 11. 1ª Seção. 2ª T.01. Súmula 49/STJ. Processual civil e tributário. Segurança concedida (STJ. 2. rel. III. em decorrência da isenção. Contrariedade do acórdão rescindendo a entendimento sumulado no âmbito dos Tribunais Superiores. Mandado de segurança.-lei 406/68 decisão que determina o acréscimo do valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias. Remessa improvida (TRF-1ª R. 3. Cabimento. a ausência de dano ao erário. apresenta-se ilegal a apreensão e declaração de perdimento. 2. artigo por artigo. do Dec. 06. DJU 06.03. Operação regular. AMS 89. j. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional.01.. Prova da repercussão.1989.455/76. j.01398-3/DF. 166 do CTN. j. DJU 06. Recurso especial provido (STJ. Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações. ICMS. Mercadoria isenta. Min. Min.11.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Sendo isentas de impostos os bens a serem exportados não se configura dano ao erário. j.2007. 15. João Otávio de Noronha.03. 19. guia de exportação) foram apresentadas pelas exportadoras.1990.08. Por outro lado. rel. Comprovado que a documentação legal (notas fiscais.02. REsp 511036/MG. 2°. 1. Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no art. ICMS. MS 4772/DF. Repercussão. Adhemar Maciel. Tributário. Base de cálculo. 1. Base de cálculo. DJU 27.045). Insubsistência.. Recurso especial. Recurso especial.1990. DJU 12. p. 12. 1. Juiz Fernando Gonçalves. eventual divergência havida no 77 .-lei 1. p. Mostra-se ilegal a lavratura de auto de infração e termo de apreensão e guarda fiscal quando a operação de exportação de mercadoria isenta embasa-se em documentação regular.1997. Apelo improvido. Depósito das mercadorias em vagões ferroviários.17103-1/DF. Quota de contribuição ao IBC.12. Art. Juíza Eliana Calmon.1998.1990). 4). Ação rescisória. rel. Desnecessidade. rel. Exportação de café. capaz de ensejar a aplicação do Dec. § 8°. Exportação. p.

relativamente às receitas decorrentes de exportações previstas no art. o recurso especial. 170-A. 78 . rel. 5. p.-lei 406/68 a decisão que determina que se acrescente o valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias. objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo. § 2°. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido. além de ser a compensação uma forma de extinção da obrigação tributária examinável na esfera administrativa.858-6/1999 (atual MP 2.158-35/2001). § 2°. respectivamente). Receitas.TFR e 343 – STF. não se afigura razoável possam os juizes de instância ordinária fazer tabula rasa das suas súmulas para. Se. Variação cambial. e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações. DJU 07. inclusive ICMS e ISS âmbito dos Tribunais de instância inferior não tem o condão de obstar a ação rescisória ajuizada com espeque no art. Eliana Calmon. j. A isenção do PIS e da COFINS. 2. artigo por artigo. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional.03. 149. Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no disposto no § 8° do art. Tributário. invocando-se as Súmulas 134 . Apelação e remessa tida como interposta parcialmente providas (TRF-1ª R. CTN). 9° da Lei 9. 149. 149. 485. 8ª T.718/98. 2° do Dec. I. ontologicamente. CF). 2ª T. Min. I. propicia ao Superior Tribunal de Justiça transcendendo o interesse subjetivo das partes . 5.. são excluídas da imunidade definida no art. 5°. 4.2005. antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial’ (art..637/2002 e 10. Imunidade (art. 1. REsp 427814/MG. foi alçada a imunidade constitucional pela EC nº 33/2001 (art. Recurso especial conhecido e provido para julgar procedente o pedido objeto da ação rescisória (STJ. I) e regulamentada pelas Leis 10.09. mesmo aquelas provenientes de variação cambial verificada no curso da exportação não podem ser consideradas como base de cálculo do PIS e da COFINS. ao Judiciário compete declarar o direito a essa compensação em sede de mandado de segurança (Súmula 213/STJ). obstar a rescisão dos respectivos julgados invocando o enunciado das Súmulas 134-TFR e 343-STF 3. § 2°. 2. Não havendo na Constituição ou em quaisquer outros dispositivos infra-constitucionais definição de quais receitas decorrentes da exportação. Exportação. PIS e COFINS. 192). I e 6°. Inteligência do art.2004. Inaplicabilidade do entendimento 271 das súmulas do STF. depois. do CPC. ‘É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo.. rel. V. Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais. de natureza extraordinária. 14 da MP 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.833/2002 (arts. 4. pois. 3. AMS 200538000209924/ MG. I. a autoridade e a uniformidade de interpretação do direito federal infraconstitucional.assegurar a inteireza positiva. 02.

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Juiz Carlos Fernando 30.03.2007, p. 108).

Mathias,

j.

06.02.2007,

DJU

Tributário. Quota de contribuição do café. Dec.-lei 2.295/86. Incompatibilidade com a CF/88. Correção monetária. Honorários advocatícios. 1. A quota de contribuição do café foi instituída por ato administrativo, revigorado pelo Dec.-lei 2.295/86, não lhe definindo fato gerador e o sujeito passivo da obrigação tributária e delegando à autoridade administrativa a fixação de sua base de cálculo, matéria evidentemente sob reserva legal. 2. Em face dos expressos termos do art. 25, inciso I, do ADCT, o Dec.-lei 2.295/86 não foi recepcionado pela Constituição vigente, restando indevido o recolhimento da quota de contribuição incidente na exportação de café. Precedente: RE 191.044, rel. Min. Carlos Velloso, DJ 31.10.1997; e AMS 90.03.037596-8/SP Des. Fed. Marli Ferreira, DJ 22.11.1995, p. 80.893. 3. O Pretório Excelso, no acórdão paradigma que consolidou o entendimento daquela Corte (RE 191.044), consignou que ainda que se defenda a possível recepção da referida contribuição pela Constituição vigente, certo é que o seu valor, então fixado pelo Presidente do extinto IBC, não o foi, por força do princípio da legalidade a que se sujeita a sua instituição e majoração, nos termos dos arts. 159, I e 149 da CF/88. Uma vez destituída de valor, a contribuição seria inexistente. Por outro lado, caso houvesse disposição acerca da alíquota da exação, aí sim, incidiria a regra insculpida no art. 25, inciso I do ADCT, ou seja, a delegação para uma eventual alteração de alíquota, desde que obedecidos limites e condições estabelecidos, teria vigência até 5 de abril de 1989, data em que, à míngua de lei que regulasse sua prorrogação, revogar-se-ia pelo referido art. 25.4. Muito embora requerido na inicial a especificação de índices de correção monetária, essa matéria deverá ser agitada em sede de liquidação de sentença. 5. Reduzidos os honorários advocatícios para R$ 5.000,00 (cinco mil reais), considerando o montante a ser devolvido, e ainda os balizamentos traçados pelo art. 20, § 4° do CPC, bem como os precedentes desta Turma. 6. Apelação parcialmente provida (TRF-3ª R. 6ª T., AC 289547/SP, rel. Juíza Marli Ferreira, j. 10.03.2004, DJU 11.05.2004, p. 266). Tributário. Mandado de segurança. CSSL. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exclusão de receitas decorrentes da exportação. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da CF/88. 1. É pacífico o entendimento dos Tribunais pátrios acerca da inviabilidade de excluir-se da base de cálculo da CSLL as receitas decorrentes de exportação, pois a alteração trazida pela Emenda Constitucional nº 33 refere-se às contribuições que tenham por base de cálculo a receita, e não o lucro. 2. Às contribuições ao PIS e COFINS aplica-se a regra de
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imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, devendo ser excluídas de suas bases de cálculo as receitas decorrentes de exportações. Idêntico tratamento deve ser conferido à variação cambial positiva originada de contratos de exportação e outras verbas vinculadas à atividade exportadora (crédito sobre saque de exportação, crédito presumido de IPI instituído pela Lei 9.363/96), pois, do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200272030015380/SC, rel. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 13.12.2006, DJU 30.04.2007). Tributário. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exportação. Receitas financeiras oriundas de variações cambiais positivas. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal. IPI. Crédito presumido. Lei 9.393. 1. A imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda Constitucional nº 33/2001, abarca as contribuições sociais que incidem sobre o faturamento ou receita, decorrente de operação de exportação, bem como a variação cambial destes valores. 2. Os créditos de IPI sobre matéria-prima, produtos intermediários e material de embalagem, previstos na Lei 9.363/96, não podem constitui receita tributável pelo PIS e pela COFINS quando derivados de operações de exportação. Do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante, pois o benefício fiscal comporia a base de cálculo das contribuições (TRF-4ª R., 1ª T., AC 200471070074584/RS, rel, Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 07.02.2007, DJU 21.02.2007). Mandado de segurança. Compensação tributária. Súmula 213 do STJ. Art. 515, § 3° do CPC. Vendas á Zona Franca de Manaus. Inclusão na base de cálculo do crédito presumido de IPI às exportações. Possibilidade. Equiparação às vendas para o exterior. Art. 40 do ADCT. Leis 9.363/96 e 10.276/2001. 1. Cabível a utilização do mandamus para se obter o reconhecimento do direito à compensação de tributos, a teor do enunciado da Súmula 213 do STJ. 2. Tendo em vista a Lei 10.352/2001 ter acrescentado o § 3° ao art. 515 do CPC, possibilitou-se ao Tribunal o julgamento de processo extinto em primeiro grau sem julgamento de mérito. 3. A teor dos arts. 4° do Dec.-lei 288/67 e 40 do ADCT, para efeitos fiscais, a exportação de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus equivale a uma exportação de produto brasileiro para o estrangeiro. Precedentes do C. STJ. 4. Havendo equiparação dos produtos destinados à Zona Franca de Manaus com aqueles exportados para o exterior, as receitas das vendas efetuadas a tal área, por serem equivalentes a operações de exportação, podem ser incluídas no cálculo do crédito
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presumido de IPI previsto nas Leis 9.363/96 e 10.276/2001 (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200372010029997/SC, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 01.06.2005, DJU 20.07.2005, p. 403).

Art. 25. A lei pode adotar como base de cálculo a parcela do valor ou do preço, referidos no artigo anterior, excedente de valor básico, fixado de acordo com os critérios e dentro dos limites por ela estabelecidos. COMENTÁRIOS Em se tratando de um imposto extra-fiscal, e ligado à política internacional, sensível às oscilações do câmbio e das bolsas de mercadorias internacionais, não se estranha que o CTN tenha autorizado a abandonar-se o preço real, adotando valores fixados por critérios exóticos, fora dos parâmetros normais, para assim obter-se a base de cálculo. A excepcionalidade, entretanto, não está ao arbítrio da autoridade fiscal, porque devem ser estabelecidas em lei não somente as hipóteses em que se aceita o afastamento do preço real, mas também os critérios e limites previamente ajustados. Na prática é a medida altamente polêmica e encontra resistência quanto à aceitação, muito embora sirva de incentivo às exportações. Art. 26. O Poder Executivo pode, nas condições e nos limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto, afim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. COMENTÁRIOS Tudo que se disse em relação ao art. 21, referente ao Imposto de Importação, que, como o de Exportação, não observa o princípio da não-surpresa, serve para o entendimento deste art. 26.
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82 . 3°. parágrafo único do Dec. ou a leva consigo para fora do País. Enquanto no Imposto de Importação tem-se o Secex. como estabelece o art. a redação dos arts.-lei 1. É comum o uso da alíquota zero. porque o dever de tributar está na norma e não na hipótese de incidência. aquele que despacha a mercadoria para remessa ao estrangeiro. por qualquer meio. 26. 3°). inclusive ICMS e ISS Aliás.578/77. em última análise. no percentual de 30% (Dec. em relação ao Imposto de Exportação temos o Conselho Monetário Nacional. COMENTÁRIOS Definição. Contribuinte do imposto é o exportador ou quem a lei a ele equiparar.578/77). art.578/77 (com redação dada pela Lei 9. A diferença que se pode destacar está no órgão incumbido de administrar as normas.-lei 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ou a leva consigo. seja ela acompanhada ou desacompanhada. 21 e 26 é absolutamente igual. 27. chamada de isenção atípica. porque a Constituição Federal de 1988 só outorgou ao Executivo a atribuição de alterar as alíquotas do imposto e não a sua base de cálculo. Advirta-se que não há incidência quanto à bagagem. O contribuinte do Imposto de Exportação é aquele que expede a mercadoria. ou fato gerador. inclusive no que toca à parcial revogação do art. adotando a alíquota ad valorem.-lei 1. mas aplica-se as restrições nos valores estabelecidos para o Imposto de Importação quanto à exação em destaque (art. Art. É. artigo por artigo. A alíquota máxima não pode ultrapassar o percentual de 150% (cento e cinqüenta por cento). A lei ordinária atual não cogita de alíquota específica. 8° do Dec.716/98). seja ou não comerciante.

9°). assumindo importância. o que não ocorre com a isenção. cuja instituição ou revogação dependem de lei. 28 do CTN. A receita líquida do imposto destina-se à formação de reservas monetárias. § 2°. é obrigatória a reserva monetária ou cambial. a título de exemplo. o disposto no art. basta a verificação da necessidade de barrar a exportação para ser ordenada a subida da alíquota zero. com a Emenda Constitucional nº 18. 7. artigo por artigo. Na CF/46 a receita do Imposto de Exportação formava reservas cambiais . não há previsões. cuja aplicação ficará a critério do Conselho Monetário Nacional. Observe-se que a alíquota zero funciona dentro da presunção de que é o produto tributado. ainda. a lei poderá criar um Fundo para subvencionar exportações e produção quando o preço 83 .578/77 é pesadíssimo (100% do valor do tributo) e também vai compor a reserva. inclusive ICMS e ISS Assim. na forma da lei. o produto da arrecadação do imposto em destaque formará reserva a crédito do Banco Central do Brasil. °.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.-lei 1. A CF/67 não continha a previsão da anterior.578/77 (art.art. igualmente. devendo-se seguir o que está no artigo em comento. Na CF/88. Acrescente-se. Segundo Aliomar Baleeiro. 28. Art.-lei 1. A alíquota zero é extremamente útil pela mobilidade que tem o Executivo. Segundo o Dec. portanto. que o valor das multas impostas por força do Dec. ou seja. COMENTÁRIOS Reserva monetária.

Forense. § 1° Para os efeitos deste imposto. 19. assim entendida a venda do produto ao público.a distribuição. como definida no art. energia elétrica e minerais do País tem como fato gerador: I . 74. não compensador para os produtos nacionais (Direito Tributário Brasileiro.a produção. como definida no art. de produtos brasileiros exportáveis. V . inclusive ICMS e ISS internacional se apresentar gravoso. lubrificantes. 52. isto é. IV . ed. energia elétrica e minerais do País Art. II .o consumo. O imposto. de competência da União. em benefício do consumidor nacional. III .. 84 . sobre operações relativas a combustíveis.a importação. 137). A elevação de preços. ou desestimulando as exportações.a circulação. p. lubrificantes. assim entendida a colocação do produto no estabelecimento consumidor ou em local de venda ao público.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. como definida no art. a energia elétrica considera-se produto industrializado. retirando o excesso de remuneração. artigo por artigo. Capítulo V IMPOSTOS ESPECIAIS Seção I Imposto sobre operações relativas a combustíveis. ou a necessidade de garantir o abastecimento do mercado interno. 46 e seu parágrafo único. 4.

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§ 2° O imposto incide, uma só vez, sobre uma das operações previstas em cada inciso deste artigo, como dispuser a lei, e exclui quaisquer outros tributos, sejam quais forem sua natureza ou competência, incidentes sobre aquelas operações. Art. relativamente: I - ao Imposto sobre Produtos Industrializados, quando a incidência seja sobre a produção ou sobre o consumo; II ao Imposto sobre a Importação, quando a 75. A lei observará o disposto neste título

incidência seja sobre essa operação; III distribuição. COMENTÁRIOS O imposto tratado nestes artigos, conhecido como Imposto Único, não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988 como de competência da União. Caminhando o Brasil pela utopia do imposto único, instituiu o Imposto Único sobre Minerais no Código de Minas, de 23.06.1934, passando pelo Dec. 24.673, de 11.07.1934, até o Dec.-lei 1.985, de 29.01.1940, o Código de Minas (alterado pelo Dec.-lei 227/67). Surgiu, depois, o Imposto Único sobre Lubrificantes, ao Imposto sobre Operações Relativas à

Circulação de Mercadorias, quando a incidência seja sobre a

Combustíveis e Energia Elétrica. A experiência do imposto único não foi boa, reclamando os Estados e Municípios da divisão da receita e não poucas vezes levando a controvérsia à Justiça.

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Com a CF/88, cuja preocupação primeira foi repartir da melhor forma o bolo formado com a receita tributária, a tributação sobre energia elétrica, serviços de telecomunicações, combustíveis e minerais passou aos Estados e ao Distrito Federal, com o ICMS (art. 155, § 3°, CF). Assim, remetemos o interessado aos comentários em torno do ICMS. Seção II Impostos extraordinários Art. 76. Na iminência ou no caso de guerra externa, a União pode instituir, temporariamente, impostos extraordinário compreendidos ou não entre os referidos nesta Lei, suprimidos, gradativamente, no prazo máximo de 5 (cinco) anos, contados da celebração da paz. COMENTÁRIOS A atual Constituição Federal de 1988 manteve a tradição inaugurada com a Carta de 1946, prevendo a instituição, pela União, dos impostos especiais (art. 154, II, CF). Diante da excepcionalidade, o legislador constitucional deixou em aberto a previsão quanto ao fato gerador da exação, admitindo que se eleja fato gerador de outro imposto. Também tem este imposto, como característica, a

temporariedade, eis que prevista a sua extinção gradual. Roque Carrazza, assim como Aliomar Baleeiro, consideram uma demasia o texto do art. 76 do CTN, ao estabelecer o prazo de cinco anos para a extinção do imposto extraordinário, quando não há limite de tempo no texto constitucional.

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Embora só possam ser instituídos ou aumentados por lei, devido à excepcionalidade, não estão os impostos extraordinários sujeitos ao princípio da anterioridade ou da não-surpresa (art. 150, § 1°, CF). TÍTULO IV TAXAS Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia; ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. [...]. COMENTÁRIOS Conceito. As espécies do gênero tributo são impostos, taxas e contribuição de melhoria. Diferentemente dos impostos, cuja característica marcante é a desvinculação da receita a uma finalidade determinada, a taxa é o tributo vinculado por excelência, isto é, só é devido pelo contribuinte se houver contraprestação por parte do ente estatal que a houver instituído. A palavra taxa é imprecisa, porque na linguagem jurídica pode significar preço público ou contraprestação por um serviço. Daí a preocupação do direito pretoriano em estabelecer a diferença dos institutos, o que ensejou a edição da Súmula 545 do Supremo Tribunal Federal assim redigida:
Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente daqueles, são compulsórias, e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que as instituiu.

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O verbete transcrito está em sintonia quase absoluta com a legislação atual, devendo-se o quase à consagração do princípio da anualidade (prévia autorização orçamentária), não mais existente. Segundo Aliomar Baleeiro,
Taxa é o tributo cobrado de alguém que se utiliza de serviço público especial e divisível, de caráter administrativo ou jurisdicional, ou o tem à sua disposição, e ainda quando provoca em seu benefício, ou por ato seu, despesas especiais dos cofres públicos (Direito Tributário Brasileiro, 4. ed., Forense).

A Constituição Federal de 1988, no art. 145, II, dá o conceito de taxa como sendo o tributo instituído pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, em razão do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. Pelo conceito constitucional, a taxa existe para custear um serviço público ou em razão do exercício do poder de polícia. Entretanto, diante dos limites constitucionais para a criação de taxas, o legislador constitucional derivado criou, pela Emenda Constitucional nº 39, de 19 de dezembro de 2002, a chamada taxa de iluminação, no art. 149-A, ao outorgar aos Municípios e ao Distrito Federal o poder de instituir o que chamou de contribuição para custeio do serviço de iluminação pública, a ser cobrada na fatura de consumo de energia elétrica. A emenda constitucional foi uma resposta dada à firme posição do Supremo Tribunal Federal em não aceitar a cobrança, por parte dos Municípios, das taxas de iluminação pública, entendendo tratar-se de um serviço indivisível, que maculava a sua natureza jurídica. Não demoraram os Municípios, com a autorização da EC nº 39/2002, a instituírem as novas modalidades tributárias, cuja cobrança tem ensejado centenas, senão milhares de decisões em seu desfavor,
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não podem ser tais serviços custeados por taxas. rel.2004. os seguintes julgados. Min. 89 . Min.317/RJ. registram-se. rel. o Ministro Nilson Naves.08. portanto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. mas as decisões em tutela antecipada.06. rel. DJ 13. liminares ou cautelares são sistematicamente suspensas nos tribunais superiores. rel. Nelson Jobim. ser serviço prestado por empresa privada. o Parlamento e o próprio STF.2003. Nelson Jobim. Reclamação 3. conforme publicação no DJ 23. Para a caracterização do que seja serviço público recorre-se à natureza jurídica do regime jurídico que o rege. No STF.377.07. inclusive ICMS e ISS inclusive via ação direta de inconstitucionalidade e ações civis públicas patrocinadas pelo Ministério Público.02. DJ 09.08. Gilmar Mendes. Suspensão de Tutela Antecipada 28/SP. No STJ. para dizer que é serviço público aquele prestado sob a égide da lei. indistintamente.299. para ser estipendiado por taxa.2005.2004. ou seja. no mesmo sentido. DJ 01. precisa ser um serviço específico e divisível.046.min. AI 462. como Presidente da Corte. Min.2005. e sim pelas receitas derivadas dos impostos. mesmo que não seja essencial. Min. Gilmar Mendes. suspendeu os efeitos de liminar mandamental na Suspensão de Segurança 1. Mas o serviço prestado pelo poder público. Gilmar Mendes. Daí distinguirem-se as taxas de serviço e as taxas de polícia. rel. Quando o serviço público é geral. prestado a todos. não poupam os juristas de ácidas críticas o Governo. não podendo. DJ 05. artigo por artigo. O outro aspecto em destaque é que o serviço prestado ou posto à disposição é sempre estatal. os pleitos têm obtido êxito.2005. AI 422. Nas instâncias ordinárias. dentre outros: Ação Cautelar 876/MG. beneficiando pessoas indeterminadas. DJ 21.03. Doutrinariamente.

e que seria perfeitamente estipendiado por uma taxa de serviço. mensurável. artigo por artigo. enquanto a utilização pode ser facultativa. 90 . Questão que se coloca como de importância é saber se um serviço publico específico e divisível. E mesmo assim exige-se que seja divisível e mensurável. inclusive ICMS e ISS Os serviços específicos ou singulares são prestados a um número determinado de pessoas. Trata-se de restrição ou limitação coercitiva exercida pelo Estado. ser bancado pelo Estado com a receita dos impostos. Além dos serviços. questionou-se quanto à constitucionalidade de um serviço de transporte coletivo gratuito. ou seja. a prestação do serviço prevista em lei há de ser obrigatória para o Estado. Em São Paulo. como vimos. A taxa. Observe-se que só o poder de polícia específico é passível de estipêndio por meio de taxas. Taxa e preço. posto à disposição um determinado número de pessoas. pago com a receita do IPTU. direcionada a um número determinado de pessoas que estão obrigadas à mesma. para utilização individual e. Por fim. segundo noticia Roque Carrazza. pode ter alíquota zero.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o exercício de atividade fiscalizadora que impõe limites ao exercício dos direitos individuais. por isso mesmo. tem por fato gerador uma prestação estatal efetiva ou potencial. Politicamente pode ser questionado. mas doutrinariamente nega-se a inconstitucionalidade. ou seja. pode ser estipendiado por taxas o poder de polícia. com o cuidado para que não haja desvio da vinculação absoluta de sua receita ao serviço específico.

como se o nomen juris fosse capaz de alterar alguma coisa.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. e só ela. O maior óbice à fixação de critérios científicos seguros para estabelecer a diferença. embora estejam regidos por regimes jurídicos absolutamente distintos. Em verdade é alei. Erradamente atividades públicas são estipendiadas com valor certo. não e compulsória e tem por mola propulsora o pagamento. Preço é o valor de uma prestação derivada de um contrato firmado sob a égide da liberdade de contratar. inclusive ICMS e ISS Aproxima-se ela e muito se confunde com o preço ou tarifa. obedece ao regime jurídico privado. a receita a ela vinculada é um preço. cobrado dos usuários e sem respaldo de lei. dão ao valor de tais serviços o nome de tarifa. não se tem dúvida. pois o último. “se a atividade estatal situa-se no terreno próprio e específico do Estado. Entretanto. 91 . Trata-se de preço. de importância fundamental na condução de cada espécie. se a atividade estatal se situa no âmbito privado. que estabelece a fronteira entre a taxa e o preço. no direito brasileiro. está no desvio do serviço público. o preço. A dificuldade surge em relação aos serviços. artigo por artigo. temos preço e não taxa. Se a remuneração é pelo uso de um bem público. o valor do serviço é uma taxa”. Se a atividade não é pública. taxa de uso. porquanto não há. Ensina Hugo de Brito Machado que. porque submetidos a tratamento jurídico distinto. Para tanto.

Observe-se que o Município de São Paulo criou a Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares . conhecida como “Taxa do Lixo”. não confisco e irretroatividade. distribuído de acordo com o volume de geração de resíduos de cada munícipe. 92 . diferentemente daqueles. sujeitase ao preço público. JURISPRUDÊNCIA Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. atividade . artigo por artigo. tais como legalidade.atividade monopolizada.remunera serviços que não têm natureza de públicos. . cuja base de cálculo é o custo geral do serviço.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.TRSD.remuneração por serviços públicos essências econômica ou cuja não compete Preço público . em relação a lei que as instituiu (STF Súmula 545). admitem concessão. capacidade contributiva.699/2003). anterioridade.522/2003 e 13. 13. inclusive ICMS e ISS A taxa é sempre criada por lei e obedece aos princípios constitucionais do sistema tributário. . serviços não essenciais. que originariamente à iniciativa privada.pressupõe contratação. em sucessivas leis (13.exercício do poder de polícia. . Vittorio Casone indica as seguintes diferenças entre as espécies em apreciação.utilização efetiva ou potencial do serviço público. Vejamos: Taxa .478/2002. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada a prévia autorização orçamentária. O STF ainda não se manifestou a respeito. porque estas.

CF. com simples trânsito em porto nacional. DJU 07. REsp 261. Aposição da Corte Maior levou ao cancelamento da Súmula. art. 10)” (TRF . concluindo pela inexistência de vulneração ao parágrafo único do art. pela Lei 8. 77 do CTN a referida cobrança.Súmula 15). IV. em 24. 93 . dado que a lei não fixa a base de cálculo e nem a alíquota.690/88.571/SP. Nota: O verbete sofreu impugnação no STF que entendeu ser de absoluta pertinência a cobrança. não estão sujeitas ao pagamento de Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP) (extinto TFR . art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. As mercadorias oriundas do estrangeiro.2002 (STJ.5ª R. inclusive ICMS e ISS O STJ editou a Súmula 157 do teor seguinte: “É ilegítima a cobrança de taxa. destinadas a outro País.145. de 1991. o exercício do poder de polícia administrativa.Súmula 220). A Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP). . de 1953. 97.Súmula 14). com a redação da Lei 8. CTN. referente à mercadoria oriunda do estrangeiro com trânsito em porto nacional e destinada a outro porto nacional. Lei 2.05. com base em tabela. por faixas de contribuintes” (TRF . “É válida a cobrança da Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários (Lei 7.940/89). pelo Município. “É inconstitucional a cobrança da taxa de expediente para emissão de guia de importação (Lei 7. Licença ou Guia de Importação ou documento equivalente: a alteração do art. 150. art.145. art.04. Ofensa ao princípio da legalidade tributária.5ª R. artigo por artigo. Taxa de licenciamento de importação. I. de taxa para preço público.Súmula 221). 10 da Lei 2. pela 1ª Seção. Tributário.2002). em razão do poder de polícia desenvolvido quanto à ocupação de imóveis utilizados para comércio ou para prestação de serviços. de 1953. 10. na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial”. Constitucional. somente é devida no destino (extinto TFR .387. não mudou a natureza jurídica do crédito remunerador da atividade estatal especifica. tendo como base a área fiscalizada. I.387. de 1991.

Min. A União. § 2°. 145.387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. focalizados no recurso extraordinário. Recurso extraordinário não conhecido (STF. 2 Interpretando essa norma. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. 149). Poder de polícia. I. da Constituição Federal. efetiva ou potencial. ou a prestação de serviços.AFRMM. 3. por órgão administrativo. é que legitimam a cobrança de taxas. de 1991. III. 155. inclusive ICMS e ISS Inconstitucionalidade do art. art. da Constituição. 10 da Lei 2. RE 188107/SC.107/SC. efetiva ou potencial. Contribuição parafiscal ou especial de intervenção no domínio econômico.1997. 21. DJU 30. p. Súmula 279. como a de que se trata neste recurso: taxa de localização e funcionamento. no art. na primeira hipótese. distinta do imposto e da taxa (CF. As assertivas do acórdão 94 . O Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante – AFRMM . p. contribuição de intervenção no domínio econômico. o acórdão extraordinariamente recorrido negou ter havido efetivo exercício do poder de polícia. Taxa de localização e funcionamento. 36. do poder de polícia.145/1953 e 8. Tributário Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante . Art.05. II. pelo Poder Público. Pleno. j. 1. 20. j. diante dessa decisão Plenária no RE 188. ao contribuinte .387. ao contribuinte. 145 e seu inciso II.06. II. da alegação no sentido de que o Fundo da Marinha Mercante teria sido extinto. que justificasse a imposição da taxa em questão. Direito constitucional. na segunda hipótese.145. os Estados. É o que estatui a Constituição Federal. pelo Poder público. de 1953. Pleno. DJU 30.1997. O AFRMM não é incompatível com a norma do art.03. 23. II. terceiro gênero tributário. IX.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Constitucional. seja no Código Tributário Nacional. Nota: A execução das Leis 2. Recurso extraordinário conhecido (letra b).1995. No caso.446). 4. seja na Constituição anterior. assim como as que a precederam.939/RS. rel. sob o aspecto tributário. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir taxas. ADCT. efetiva ou potencial. tributário e administrativo. 25. mediante atuação de órgãos administrativos do Município. de serviços públicos específicos e divisíveis. Irrelevância.é uma contribuição parafiscal ou especial.193. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. na forma do disposto no art. assim como qualquer prestação de serviços. rel. com a redação da Lei 8.1995. a jurisprudência do STF firmouse no sentido de que só o exercício efetivo. Min Carlos Velloso. Carlos Velloso. Fiscalização.05. mas improvido (STF. artigo por artigo. RE 165.

Pleno. 45. DJU 15. RE 199. Pleno.1957. rel. não mensurável. Ilmar Galvão. A denominada taxa de manutenção e limpeza da ‘estação rodoviária’ não é verdadeiramente uma taxa. conhecido e provido (STF. rel. 27. O Supremo Tribunal Federal tem 95 . inclusive ICMS e ISS repousaram na interpretação das provas dos autos ou do direito local. Taxas que. Recurso extraordinário não conhecido (STF. j. 38). por haverem violado a norma do art. 87. as tarifas correspondem a atos do poder executivo (STF. que não podem ser revistas.989/66. Tributário. § 1°.02. RE 68690/PR. j. Luis Gallotti. DJU 22. Município de São Manuel. Ement.1991. de 30. Constitucional. Min. Imposto sobre a propriedade Predial e Territorial Urbana. Min. § 2°. com ofensa ao art. Recurso extraordinário da Prefeitura. p. Recurso conhecido e provido (STF.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. do Município de São Paulo.11.11.1970). rel. 00308-01/00183). Preço público. 6. Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos.05. ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU. 27. Min. Taxa de fiscalização de localização e funcionamento. artigo por artigo. que limita a faculdade contida no art. 145. mas preço público. j. 182. Os demais. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo.1969. Tributário. em Recurso Extraordinário (Súmulas 279 e 280). Estabelecimento comercial. A distinção entre taxa e preço público não é matéria de direito local e sim de direito federal. de qualquer modo. Taxa.969/SP. indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte. da Lei 6. Inconstitucionalidade declarada dos dispositivos sob enfoque. Pleno.1996. Tarifas ou tabelas de preços de serviços públicos explorados diretamente pelo Estado ou mediante concessão. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico. DJU 06.1996. Distinção.. Min.703). da Constituição Federal. As taxas são tributos estabelecidos por lei. no entendimento deste Relator. que deu nova redação aos arts.1998.11.12. § 4°. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU. Sydney Sanches. e 94. p.1997. incisos I e II. Taxas. O primeiro. 156. II. 1ª T. RE 140278/CE. não sendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais.07. em razão do valor do imóvel. j. 27. RMS 4382. 12. Luis Gallotti. 7°. a área do imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público. 5. qual seja. incisos I e II. Precedentes.152.08. Lei 11. rel. por esta Corte.

. Tributário. 1ª T.699/2003].além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ . O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência. na redação dada pela Lei 11. rel. 3. pelas Municipalidades.152. 1° T.1997. A taxa de limpeza urbana. Min Ari Pargendler. 28.12.2001). REsp 000. da taxa em referência.outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (‘varrição.02.1998.478/2002..12. Precedentes jurisprudenciais. Milton Pereira. Taxa de limpeza urbana. j. Recurso parcialmente provido (STJ.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Ilmar Galvão. Taxa de limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos. art.76/PR. Precedentes. j. rel. de 1966. Taxa de fiscalização de localização e funcionamento. 16.1997.tudo com afronta aos arts. artigo por artigo. 1ª T. EREsp 01. Majoração. não podendo o contribuinte furtar-se à sua incidência sob alegação de que o ente público não exerce a fiscalização devida. Ilmar Galvão. Embargos de divergência acolhidos (STJ.1996. 36). A majoração da base de cálculo do IPTU 96 . Planta de valores genéricos.03.1996. j. Escritório de advogado. 13.02. II.2000.522/2003 e 13. 18. Min. DJU 02. caput. DJU 02. Impossibilidade Ilegalidade. 1. Tributário. 77. não dispondo sequer de órgão incumbido desse mister. anualmente renovável. Lei 6. inclusive ICMS e ISS sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência. ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’). Falta de contraprestação. IPTU.171). 2. Decreto do Executivo.. RE 198. e 79. Ausência de divisibilidade e especificidade.564. pelo exercício do poder de polícia. Município de Porto Alegre. quando inexistente a contraprestação de serviços inerentes a essa espécie de tributos. ademais. do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13. utilização e metragem do imóvel) . Ilegalidade da cobrança de taxa.05. Min.904/RS. CTN. Min. a respectiva base de cálculo não está vinculada a atuação estatal. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. Taxas de iluminação e limpeza urbana [acórdão anterior à EC nº 39/2002]. no modo como disciplinada no município de São Paulo. pelo exercício do poder de polícia.989.09. Base de cálculo. Tributário. do CTN. p. 36. valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. DJU 27. Valor venal do imóvel. anualmente renovável. de 1991. RE 276. p. 1ª S. Tributário. ficando desfigurado o efetivo exercício do poder de polícia.024-04/SP. pelas Municipalidades. rel. lavagem e capinação’.980. da taxa em referência. 16). DJU 23. j.1998. rel.09. remunera . 19.. Constitucionalidade. p. 77.

É taxa. a respectiva base de cálculo não esta vinculada a atuação estatal. 23.404/SP.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.699/2003]. DJU 02.outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (varrição.1997. de 1966. Ilegitimidade de sua cobrança. Fiscalização aduaneira. do CTN. DJU 05.tudo com afronta aos arts. II . Recurso conhecido e provido (STJ. 77 do CTN.1995. REsp 61294/ES. Nota: A execução das Leis 2.além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ . e não preço publico. ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’). EREsp 102. utilização e metragem do imóvel) . Taxa.02.387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005.04.1995).478/2002. DJU 30. na redação dada pela Lei 11.1999).16. 14. Embargos de divergência acolhidos (STJ.145/53 e 7. DJU 11. 17. Leis 2. A taxa de limpeza urbana.. Terminal alfandegário. rel. REsp 220004/RS.107/SC. Min. ademais. Min..1999).1997.522/2003 e 13. 2ª T. indivisível e insuscetível de ser referido a contribuinte certo e determinado.1998. caput. Min. lavagem e capinação’.06. 13. I – A exação prevista no art. p. inclusive ICMS e ISS depende da elaboração de lei. de 1991.Recurso especial não conhecido (STJ.05. j. remunera . o que exceder disso é aumento de carga tributária e só pode resultar de lei. Taxa de limpeza urbana. Tributário. rel. j. DJU 05. rel. 10 da Lei 2. não mensurável. Tributário. no modo como disciplinada no Município de São Paulo.1999. tem a natureza de taxa de prestação de serviços e não de preço público. 23. 2ª T.10.09. Precedentes. no RE 188. rel.690/89.. por isso que tem por fato gerador prestação de serviço de caráter genérico. Garcia Vieira.989. diante da decisão Plenária do Colendo STF. 21. à vista do art. Recurso improvido (STJ. rel. exceto nos casos de simples atualização monetária.145/1953 e 8. II. qual seja a facultatividade do seu pagamento. Carlos Velloso. Ari Pargendler. j. Tributário.03.11.193. j. 77. Min. por lhe faltar característica essencial deste.145/53.1997. 1ª T. artigo por artigo. Lei 6.05. Min. A taxa de conservação e limpeza pública não se confunde com a do IPTU.152.12. j. a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário. Estadia e pesagem de veículos de carga. valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização.1998). 1ª S. Taxa de incidente sobre guias de importação. Antônio de Pádua Ribeiro. Peçanha Martins. inc. do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13. REsp 86692/MG. e 79. 97 . inespecífico..

1ª R. criou taxa em razão dos serviços prestados. 77 do CTN.12. DJU 06. 1.A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art.07. 4°. Renovação. III .09833-4/BA. do Código Tributário Nacional). por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’.02. em vicio de ilegalidade. Humberto Gomes de Barros. Taxa instituída pela Portaria 028/91-N. 262). 17. preço e. eis que a proibição do parágrafo único refere-se a capital e não a patrimônio. j.Recurso improvido (TRF-2ª R. Sentença confirmada (TRF . rel.. do CTN. não significa que estamos diante de tributo.1998. Min. I . Adoção de base de cálculo própria do ICMS. I.05. deve ser tratada. que. REsp 218103/SP. j.940/89. II .. a título de poder de polícia. 114). na liberação de mercadorias destinadas à exportação. A taxa em exame tem base de cálculo diversa da do imposto.Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’. Infringência do princípio consagrado no parágrafo único do art. Remessa provida (TRF . Tributário.. do Presidente do IBAMA. rel.01. 4. p. 3.1998. DJU 13.. 2. Assim.2000. A portaria. não se presta à instituição de tributo. como tal. pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza especifica da imposição.. Administrativo.2000). tecnicamente. esta é.05. 1. Tributário. Alíquota. AMS 93.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 4ª T.03. Incorre. Juiz Eustáquio Silveira. mas pelo critério da compulsoriedade da exigência (Súmula 545 do STF). 98 . Lei 7. DJU 13. 97.. inclusive ICMS e ISS Tributário.0201404-9/RJ. REO 93. CVM. Impossibilidade.1995. a Portaria 028/91N. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria. 10.05. Taxa de fiscalização.1991. Precedentes. de 09.1997. artigo por artigo. Taxa de licença de localização e funcionamento. É defeso ao município instituir renovação de taxa de licença de localização e funcionamento. art. 100).07. p. j. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados. 3ª T.01. rel. Violação do art. inciso I. 03. 1ª T.27835-9/BA.04. p.1998. Taxa ou preço de armazenagem. 44. 3. Apelação e remessa oficial improvidas. da categoria das taxas. rel. 77 do CTN. até por vício de linguagem. a pretexto de veicular emolumento. DJU 29. em face da inexistência da contraprestação de serviços e realização efetiva do poder de polícia (STJ. 3ª T. portanto. Juiz Olindo Menezes. 04. Não é inconstitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7. subsumindo-se em norma complementar (CTN. j. AMS 95. não ocorrendo violação ao art. 2.1ª R. do Presidente do IBAMA. Juiz Castro Aguiar.314).940/89. que requer lei em sentido material e formal..1995. Tributário.

III . revela que se cuida. E. isto através de tarifas ou preços específicos. Infra-estrutura aeroportuária do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. Tarifa de armazenagem.09. a saber: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. Taxa exigida pela CACEX para expedição de guia de importação. Verbete 545.06. Não é porque o dispositivo em apreço empregou a expressão ‘taxa’. 145 da Constituição Federal vigente.009/73. rel.. p.A leitura de tal dispositivo.10.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. e decorrendo de efetiva utilização das áreas assim projetadas e construídas. sendo as taxas-gênero de tributo . a espécie. da Constituição Federal. 15. tudo nos termos do voto condutor (TRF-2ª R. sendo irrelevante a sua denominação. jamais de taxa. que devem ser remunerados pelos serviços que sejam prestados ou postos a disposição de quantos transitam com cargas.0206369-0/ES. da Lei 2. Precedente específico desta Eg. II. a natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo seu fato gerador.009/73. j. rel. STF. 4° do CTN. 145. 1ª T. porque estas. intérprete precípuo da CF. de preço público. Turma . 10. 3ª T.145/53. p. na redação que lhe deu a Lei 7. Art.18106-0. bem assim da utilização de equipamentos e serviços do aeroporto.Apelação conhecida e provida. isto visando afastar qualquer dúvida. Juiz Arnaldo Lima. que de tal figura jurídica se trata. IV .1996. DJU 15. e têm como base a lei formal e como antecedente fático a fruição do benefício que o recolhimento da tarifa propicia (TRF-2ª R. II O Eg. no caso.009/73.As tarifas aeroportuárias destinam-se ao pagamento pertinente a utilização de aeroportos.As entidades que exploram se obrigam a manter em bom estado os aeroportos. os preços públicos ou tarifas têm como pressuposto ou antecedente necessário a efetiva utilização do bem público que usufruir.exigidas compulsoriamente. em relação a lei que as instituiu’.0211235-0/RJ. artigo por artigo. cujas instalações. Lei 6. haja em conta que.690/88.. de há muito sumulou sua jurisprudência. Tributário.04. diferentemente daqueles.Nos termos do art. III .. Art. AMS 95. Juíza Julieta Lunz. em face do art..708). DJU 02. como ditado no art. IV . I . inclusive ICMS e ISS Tributário. 20. projetos e construções são mantidos e operados pela União ou entidade da administração federal indireta. II . I Elucidação da conceituação jurídico-legal da tarifa de armazenagem instituída pela Lei 6. 51. 11. AMS 93. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária. j.Diferença entre taxa e preço público.1995. 99 .AMS 90.1994.313).02. mutatis mutandis.1994. 2° e suas alíneas da Lei 6. remessa oficial prejudicada.

Art. Direito Tributário.145/1953 e 8. criado sem base de cálculo e sem alíquota (como. Trata-se de tributo fixo.08. o que faz desnecessária a comprovação da efetiva contraprestação do serviço público. DJU 27. AMS 0444230/RS. mas como um referencial para se estabelecer a classe do contribuinte. DJU 24. rel. Taxa de licença para localização. o valor do tributo por ele devido (TRF-4ª R.03.É legítima a instituição e cobrança pelo município de taxa de licença para localização. artigo por artigo.1996. j. geralmente são estabelecidas as taxas).09. Constitucionalidade. 68. Carlos Velloso.08. 22. diante da decisão Plenária do Colendo STF. II. Juiz Gilson Dipp.1997. DJU 10.107/SC. AC 93.1996.1997. as atividades e os interesses da comunidade. Taxa de serviços públicos.940/89. DJU 13..668). Remessa ex officio provida (TRF-4ª R. e.Apelação e remessa oficial providas. j.268). foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005.1997. em que o patrimônio líquido da empresa funciona não como base imponível.1996. rel. rel. Apelo e remessa oficial improvidos (TRF-5ª R.05. corresponde ao controle. 1ª T. p. 19...02. p. p. 1. 79. 14. 4. j.1996. DJU 30. 100 . 16. I . Taxa de verificação anual de funcionamento regular (alvará).820/SP. do CTN. 06. Constitucional.10. p.03.193).940/89. 23. p. no RE 188. funcionamento e instalação. rel.1997. j. CF/88. II e III. 2. Tributário. funcionamento e instalação de imóvel onde a Caixa Econômica Federal exerce suas atividades. Sucumbência invertida (TRF-3ª R. sobre o ordenamento urbano.. Interesses genéricos e não específicos divisíveis.. rel.301). Taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários.. por conseguinte. A expedição de alvará. juiz Francisco Falcão.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.09. Art.113.1995. 2ª T. III . Tributário.004). para a localização de quaisquer estabelecimentos. 4ª T. legitimamente exercido pelo município. j. 72. Taxas de iluminação e de limpeza públicas não se enquadram nas taxas contra-prestacionais. inclusive ICMS e ISS Nota: A execução das Leis 2. 73. 145.Regular utilização do poder de polícia garantindo constitucionalmente. Autonomia municipal. 3.387/1991. 1. Tributário. REO 0443196/PR. É constitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7. Juíza Tânia Terezinha Escobar. Juíza Lúcia Figueiredo. alias. 1ª T. Min. 21.03.1995. II .08. Lei 7.. 2. Mandado de segurança.

08. j. cujo art. DJU 02. Ato normativo. 08. 28. j. Juiz Edgard Antônio Lippmann Júnior. o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que ‘as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais’.04. Ação direta de inconstitucionalidade da Resolução 7. 2ª T. Tributário. I.06.1984). Conversão dos embargos em agravo regimental. aos Estados. Inafastabilidade. Prestação de serviço por concessionária. a exigência ou 101 . sendo aplicável em matéria de decadência o art. Natureza jurídica de preço público.04. RE-ED 447. da espécie taxa. p. contados do primeiro exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Liquidez e certeza. Carlos Velloso.08. III. A anuidade exigida pelos conselhos regionais constitui tributo. artigo por artigo. Conversão em agravo regimental. 24 estabelece a competência concorrente da União. a cobrança a título de água e esgoto. inclusive ICMS e ISS Execução fiscal. II. Esse entendimento persiste. Precedentes. sim. Taxa de esgoto sanitário. Já ao tempo da Emenda Constitucional nº 1/69. j. 173 do CTN/66. Custas e emolumentos.208/MG. DJU 26. Embargos de declaração opostos à decisão singular do Relator. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental. 19. 2. A multa administrativa. 2. no inciso I.094/SP. 2ª T. 3. Decadência e prescrição. Anuidades e multas. Natureza jurídica.1990. julgando a Representação 1.536/SC.. Constitucional. Serventias judiciais e extrajudiciais. mas de preço público. Não provimento deste (STF.495).10. de 30 de junho de 1995. no julgamento do RE 116. 74. Embargos de declaração opostos à decisão do Relator. dos Estados e do Distrito Federal. Conselho Regional de Contabilidade. 3. para legislar sobre custas dos serviços forenses (inciso IV) e cujo art. sob a vigência da Constituição atual (de 1988). AC 95. 1. rel.1996. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. 150. ao Distrito Federal e aos Municípios.2005). CDA. por não serem preços públicos. taxas. 1. que prevê sua ocorrência após cinco anos. ‘mas. Orientação que reiterou.2005... garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa’ (RTJ 141/430. veda à União.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. por não se tratar de crédito de natureza tributária.00284/PR. a 20. rel. Direito Constitucional e Tributário. não podem ter seus valores fixados por decreto. tem o prazo prescricional de vinte anos para cobrança. Não se tem por afastada a liquidez e certeza da certidão de dívida ativa pelo só fato de trazer referência dos valores originais em moeda não mais em curso no País (TRF4ª R.09. Min. 153 da Emenda Constitucional nº 1/69).1996. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não se trata de tributo. sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art.

II. ex officio. Natureza tributária. rel. O art. mas. Pleno. 101). Código de Mineração. efetiva ou potencial. do CPC. § 4°. taxa. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. Decretação da prescrição intercorrente por requerimento do Ministério Público. de um bem da União (CF.Código de Mineração]: não se tem. rel. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (STF. l6. 174 do CTN. 4. 145 admite a cobrança de ‘taxas. a majoração de custas judiciais e extrajudiciais resultou de Resolução do Tribunal de Justiça . As taxas decorrem do poder de polícia do Estado. e 174. art. as extrajudiciais (emolumentos).11. 20 do Dec.02. em execução fiscal referente a serviço de fornecimento de água. j.. 1°. pois estas resultam. de serviços públicos específicos e divisíveis. p. 20. nos termos em que foi admitido no ordenamento jurídico. Requerimento do Ministério Público. da prescrição intercorrente. 5. mas de aumento do valor de custas judiciais e extrajudiciais. 175 e §§ [rectius: parágrafo único]). I. Repugnam os princípio informadores do nosso 102 . O poder de polícia está conceituado no art. ADIn 1444/PR. O art. DJU 11. 78. DJU 01. sem lei que o estabeleça. mas preço público decorrente da exploração pelo particular. Sydney Sanches. art. de serviços públicos específicos e divisíveis. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição (CF. 236). II). resultantes da utilização efetiva ou potencial.2003). 40 da Lei 6. do CTN. 219. artigo por artigo.2002. CTN.11. Ação direta julgada procedente. o qual alterou o art. Lei 9. Mas sempre fixadas por lei. Min Carlos Velloso. sem lei a respeito. Lei 9. No caso presente.314. IX. 2. Recurso especial oposto contra acórdão que. Constitucional. Recurso especial.314. no caso. 3. entendeu possível a decretação. III. 6. ou são de serviço. 145. 8°. art. de 14. parágrafo único. da LEF [Lei 6. Tributário Taxa Conceito. no seu exato sentido jurídico. j. Serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto. igualmente. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição’.1996. também.04. ainda que prestado em caráter particular (art. para declaração de inconstitucionalidade da Resolução 07. Pleno. II do § 3° [rectius art. Precedentes. de 30 de junho de 1995.1996. Preço público. Remuneração pela exploração de recursos minerais.08.-lei 227/67 . A sua aplicação há de sofrer os limites impostos pelo art.05. inclusive ICMS e ISS aumento de tributo. Taxa. 20. não tem prevalência. 12.830/80.2003. Interpretação dos arts.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Decretação da prescrição intercorrente. como exigido pela Constituição Federal. II e § 1°. Min.2003. 1.830/80]. art. de 14. Tributário. IV.e não de lei formal. Tal conceito abrange não só as custas judiciais. de serviço público. ADIn 2586/DF. Aqui não se trata de ‘simples correção monetária dos valores anteriormente fixados’. ADIn julgada improcedente (STF.

-set. Tem-se. pela via da prescrição. de que a contribuição pelo fornecimento de água e coleta de esgoto é taxa. p. nele não incluídos os do art. pelo que. no sentido de que ‘a natureza jurídica da remuneração decorre da essência da atividade realizadora. ‘Se a ordem jurídica obriga a utilização de determinado serviço. 12.. 299. cobrada pelo Poder Público. visando atender necessidades coletivas ou públicas. 40 da Lei 6. se a entidade que presta o serviço é de direito público. por ser a relação entre eles de direito público. 1987.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o valor cobrado é preço público/tarifa. Os serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto é cobrado do usuário pela entidade fornecedora como sendo taxa. norma revogada pela Lei 8. 1977. 3. in casu. de natureza compulsória. v. em face da obrigatoriedade da ligação domiciliar à rede pública’ (Helly Lopes Meirelles. na situação específica examinada. Precedentes das egrégias 1ª e 2ª Turmas desta 103 . Juríd. 11. sendo o prestador do serviço público pessoa jurídica de direito privado. jul. 174 do CTN. Após o decurso de determinado tempo sem promoção da parte interessada. 11). 6. Os casos de interrupção do prazo prescricional estão previstos no art. 40). inclusive ICMS e ISS sistema tributário a prescrição indefinida. da Procuradoria-Geral da Fazenda Estadual/Minas Gerais. Prevalência no ordenamento jurídico das conclusões do X Simpósio Nacional de Direito Tributário. não permitindo o atendimento da respectiva necessidade por outro meio. ano 1987. RT. Não há amparo jurídico a tese de que a diferença entre taxa e preço público decorre da natureza da relação estabelecida entre o consumidor ou usuário e a entidade prestadora ou fornecedora do bem ou do serviço. o valor cobrado caracterizar-se-ia como taxa. 10. 9. Precedentes desta Corte e do colendo STF 5. sofra as limitações próprias de tributo’ (Hugo de Brito Machado. Regime tributário da venda de água. impondo-se segurança jurídica aos litigantes. Há de ser sempre lembrado de que o art. Atividade pública (serviço) essencial posta à disposição da coletividade para o seu bem-estar e proteção à saúde.830/80. 492). cujo afluente [rectius: efluentes] terá destino fixado pela autoridade [sanitária] competente’.. artigo por artigo. 174 do CTN tem natureza de lei complementar. ‘A remuneração dos serviços de água e esgoto normalmente é feita por taxa. então é justo que a remuneração correspondente.. não sendo afetada pela existência da concessão. 11 da Lei 2. Obrigatoriedade do serviço de água e esgoto. 7. serviço público concedido. se prestasse diretamente o serviço’ (RF. O concessionário recebe remuneração da mesma natureza daquela que o poder concedente receberia. ao contrário.080/90] (Código Nacional de Saúde) determina: ‘É obrigatória a ligação de toda construção considerada habitável à rede de canalização de esgoto. nº 05. 8. deve-se estabilizar o conflito. Adoção da tese. quando há compulsoriedade. Rev. ed.312/94 [rectius: de 1954. p. 4. p. O art. Direito municipal brasileiro.

19.690/88) Ilegalidade. Taxa que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art. DJU 31. sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT. rel. 21.502/64. 13. Tributário. após a declaração de inconstitucionalidade pelo Eg. ou a utilização.145/53 e 7. 6. Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.2002.09. representa uma obrigação acessória.289). inclusive.. da CF e o parágrafo único do art.2000. 1. 1ª T. no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo. Receita originária.08.-lei 1. Ausência de identidade de sua base de cálculo com a dos impostos. 286). A aplicação do selo de controle do IPI. DJU 17. por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação. face. a reiterada doutrina e a jurisprudência dos tribunais superiores que entendem legítima a sua cobrança. de serviço público específico e divisível. Dec. p. Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal. também. 145. IPI. REsp 848287/RS. p. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R. art. 178). com a Lei 8. 4ª T. porque decorre da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal. Recurso especial não provido (STJ. Taxa de expediente (Leis 2. rel. Juiz França Neto... Selos de controle quantitativo. As taxas não podem ter base de cálculo ou fato gerador idênticos àqueles que correspondam aos impostos (CF. 3. sendo uma obrigação assumida voluntariamente. § 2°). inclusive ICMS e ISS Corte Superior.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível.03. Juíza Selene Almeida. da ALALC ou ALADI (Súmula 124 do STJ). Min. previsto no art. Importação. José Delgado. 6ª T. efetiva ou potencial.07.437/75. 1. Provimento à remessa necessária (TRF-2ª R. rel.2006. REO 3. Natureza jurídica. Trata104 . Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário. p. 145.522/92. 5. A exação criada pela Lei 2. Taxa de melhoramento dos portos. Ressarcimento de custos. artigo por artigo. j. 4. 46 da Lei 4. 77 do CTN. ao afirmar que essa taxa tem identidade com a base de cálculo do imposto de importação. 3. Não violação de acordos internacionais. STF. REO 9601042105/DF.1999.2006. § 2°.690/88 identifica-se como taxa e não preço público. DJU 14. Equivoca-se quem reputa inconstitucional a cobrança da taxa de melhoramento dos portos..2002.09.992-1/210. 17. Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia. Tributário.. 2.052/RJ. j.145/53 e modificada pela Lei 7. j. Precedente do TRF 1ª Região. no RE 167.03. 2.

constituindo-se em receita originária da União.502/64.437/75. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. j. Inconstitucionalidade. § 2°. DJU 12. 1ª Seção.050.002.-lei 1. ADIn 1.07. artigo por artigo. com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R.. de mais um custo.710/RS. ou seja. na verdade. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. Portaria 37/98.07. aquela ‘que decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações positivas ou negativas. apenas. 1 .-lei 1.. não havendo.07. 793). DJU 28. TRF . AC 200371120077868/RS. sem que isso venha a desconfigurar sua natureza 2 –‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível. Tributário. 2ª T. Taxa de cadastramento.437/75.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos Infringentes 2003. ou seja. nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art. apenas. em vicio de ilegalidade.71. j. Selos de controle quantitativo. 13.2007.2006) (TRF-4ª R. Lei 4. 06.03. EIAC 2003. Incorre. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados. Ibama. Trata-se. Cadastro técnico federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. Trata-se. mas pelo critério da compulsoriedade da 105 . Ressarcimento de custos. DJU 12.. criou taxa em razão dos serviços prestados no exercício de poder de polícia. a portaria que. Dec. assim. Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira. não caracteriza taxa e nem preço público. Juiz Vilson Darós. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto.823-1/DF. pelos contribuintes do IPI. 113. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. previsto no Dec.000271-0. do CTN).71. O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI.. rel.2006.05. Natureza jurídica. como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público. O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações. inclusive ICMS e ISS se. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. por ser dele o monopólio na confecção dos selos.03. de mais um custo. a pretexto de veicular emolumento. proveniente de produto fabricado por empresa pública .Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle.4ª R. IPI. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado.2006. violação a quaisquer princípios tributário.2007).Casa da Moeda-. Tributário. 1ª Seção. rel. de obrigação acessória. Obrigação acessória. p.

Em obediência à Constituição Federal. p..040. j. Não há falar. Taxa municipal de segurança ostensiva contra delitos. em ausência de contraprestação. art. O faturamento da empresa é utilizado como critério referencial a fim de garantir-se a isonomia. 2. as taxas de serviço instituídas pelos Municípios devem ter como fato gerador o exercício do poder de polícia ou a utilização. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.72.-lei 9. Juiz Vilson Darós. AC 2004. Ilegalidade da cobrança. Competência da 2ª Seção. DJU 24. 1. 502). Lei 10. Conflito negativo de competência. 3.. efetiva e potencial.05. 381).000.. cobrada por este em razão do uso por terceiros de seus bens imóveis. de serviços públicos específicos e divisíveis.2006. p. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha. 01. p. AC 2003. ou a utilização. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição.71. Nessa esteira. por conseguinte. II.TCFA. efetiva ou potencial. A hipótese de incidência do tributo em questão –TCFA .2006. Juiz Marcelo Malucelli. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. portanto. 145 da CF/88 e 77 e 78 do CTN.. 617). A taxa de ocupação é uma receita originária do Estado.2006. 19. O nomen iuris atribuído à exação cobrada pelo Estado é questão que não importa para sua classificação como tributo. 1ª T. conferindo-se tratamento diferenciado a quem produz graus de poluição diferentes e. Matéria não tributária.121/SC.2006.760/46.105. DJU 03.. 05. exige o exercício do poder de polícia em maior ou menor grau (TRF-4ª R. 145. As taxas são tributos que têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental .04. Taxa de ocupação. uma vez que de prestação de serviços públicos não se trata. Conhecido o conflito de competência para declarar competente para a matéria a 2ª Seção. fulcro no art. conforme inteligência dos arts.4. rel. j.060.174.05. Processual civil. DJU 08. de serviço público específico e divisível. j.. 106 . 1ª T. 127 do Dec.165/2000. artigo por artigo.2006. inclusive ICMS e ISS exigência (TRF-4ª R. na medida em que não restou comprovado que essa exação serve para retribuir serviço público específico e divisível e nem representa exercício do poder de polícia (TRF-4ª R.é o exercício do poder de polícia conferido ao Ibama para controle e fiscalização das atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos naturais.804/RS. rel.461/SC. afigura-se ilegal a cobrança da taxa de segurança ostensiva contra delitos instituída pelo Município de Criciúma.02.04.010. 1ª T.2006. Inexiste ofensa da Lei 10.72.03.165/2000 aos arts. que poderia ocasionar uma possível inconstitucionalidade. AMS 1999. 77 do CTN e 145 da Constituição Federal de 1988.

Possibilidade.2006. rel. Embargos à execução fiscal. A taxa para uso do fogo não tem a mesma base de cálculo do ITR. DJU 06. 23. 4. 3. Tributário. uma atividade estatal. j. na hipótese de incidência.000.201.960/2000. II.. 3.80. DJU 23.12. inclusive ICMS e ISS especificamente a 3ª Turma. 2. 313). 1. Queima controlada de cana-de-açúcar. afigura-se devida a tarifa de armazenagem apenas nos casos de efetiva utilização do serviço portuário. 77 e 80 do CTN. se subdividindo em um serviço público e outra em razão do exercício do poder de polícia.2004. no entanto. p..2005.006. artigo por artigo. O C. A fiscalização de anúncios se faz necessária para preservar a qualidade do meio ambiente nas cidades e adequar a conduta da pessoa física ou jurídica.990. convertida na Lei 9. Juíza Marga Inge Barth Tessler. A taxa é um tributo que tem. 4ª T.03. Taxa de fiscalização de anúncio luminosa. A principal distinção entre taxa e preço público reside no fato deste ser facultativo. STF já reconheceu a prescindibilidade da efetiva comprovação da atividade fiscalizadora para a cobrança anual da taxa de localização e 107 .500/SP. inclusive.784/SC. j. 145.010. da Carta Magna.04.2005. Legalidade na cobrança da taxa para uso do fogo. rel. Apelação não provida (TRF-3ª R. 3ª T. Pela análise da Lei 6. Administrativo. O poder público se serve da cobrança por meio de preço ou tarifa pela prestação de um serviço público voluntário. A remuneração para obtenção da autorização para uso do fogo em queimada controlada tem a natureza jurídica de taxa. às disposições legais pertinentes. Cobrança pela municipalidade em detrimento da CEF. DJU 01. p. Taxa de armazenagem portuária. o disposto no art.2005.247. 1ª parte. Precedentes. rel. Precedente deste eg.06. Corte Especial. 19.03. AC 2000. da CF e nos arts. direta e especificadamente dirigida ao contribuinte.. Este tipo de atividade não se encontra acobertada pelos princípios constitucionais tributários. j. p. Tributário. Tribunal.. CC 2005. a quem recebeu originariamente por distribuição o agravo de instrumento (TRF-4ª R. Juiz Nery Junior. Apelação improvida (TRF-5ª R. a qual definiu os elementos essenciais à sua instituição. AMS 2001. 1. inciso II. 339). posto que criada pela Medida Provisória 2. Legalidade. 145. Mandado de segurança. 197). 2.068/AL. A competência para instituição de taxas pelo exercício do poder de polícia vem determinada no art. Tarifa. que utiliza a propaganda.10 2004. Natureza jurídica de taxa. Juiz Marcelo Navarro. 01.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. é o meio pelo qual se paga por um serviço facultativo.02. afastando-se.. enquanto aquela é compulsória. Trata-se de uma prestação contratual voluntária. Exigibilidade. Honorários advocatícios.02.015/99.009/73.

AC 93.77. 204.-lei 1. Juíza Consuelo Yoshida. 02. Cecília Marcondes. A taxa não pode ter base de cálculo ou fato gerador idênticos aos que correspondam a imposto nem ser calculada em função do capital das empresas. DJ 14. p. na certidão da dívida ativa. j. inclusive em detrimento da Caixa Econômica Federal. diante da notoriedade do exercício do poder de polícia pelo aparato administrativo dessa municipalidade (AgRg no RE 222. inclusive ICMS e ISS funcionamento pelo Município de São Paulo. 145. o STJ tem reconhecido a validade da taxa de localização e funcionamento e da taxa de fiscalização de anúncio. * Parágrafo único com redação determinada pelo Ato Complementar 34/67. Apelação e remessa oficial providas (TRF-3ª R. 5.[.04. inverto os honorários advocatícios fixados na r. Desde então. sumulado sob nº 545: 108 . A taxa é de competência comum ou cumulativa.12.001. REsp 2000/0079370-1. TRF3. Precedentes: STJ. caput. 15.] Parágrafo único.2001. 330).. j.922. podendo ser instituída por todos os entes federativos.10. Diante da não previsão.030.05.2001. taxa semelhante àquela aqui discutida. Art. 2ª Seção. rel. setença monocrática. 23. 6. Min. p. p.2001.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel.03. artigo por artigo. AgRg no REsp 2002. DJU 03.04. generalidade e origem pública. A Súmula 157 do STJ foi cancelada pela C. Ellen Gracie.. 4. Des.16-6. 17.05. DJ 07.. 6ª T. 2ª T. tenha-se presente o entendimento do STF.2006. Fed.10. j.63. DJU 02.2001).2001.239/SP. O que caracteriza a espécie tributária é a compulsoriedade. e sua renovação anual.252-6/SP. 191.2002. da incidência do encargo de 20% previsto no Dec.2002. União. rel.038173-0.08... EAC 91. j. Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça. COMENTÁRIOS Generalidades. j. da CF/88). Min. DJ 02. rel. 7.571/SP. DJ 03.2006.11.05. Estados e Municípios (art. STJ. Eliana Calmon. 07. no julgamento do REsp 261. De referência à compulsoriedade. 1ª T.2002.09.025/69.2002.

artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. utilize.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. considera o valor da causa e estabelece faixas de incidência. a taxa de incêndio. Segundo Aliomar Baleeiro. Fato gerador e base de cálculo. não poderia deixar de ser pública. De referência ao quantitativo. ao fixá-la. em que a lei. CF). diferentemente. o contribuinte os serviços do Corpo de Bombeiros. por exemplo. Neste sentido a Súmula 595 do STF. em relação à lei que as instituiu. sendo mais comum a alíquota fixa. progressiva ou regressiva. Sendo a taxa derivada de uma vontade do Estado. a taxa existe em razão da prestação de um serviço. terá que pagá-la. Genérica é a taxa porque atinge indistintamente todo aquele que a ela estiver vinculado em virtude de algum fato gerador. A maior das limitações que se impõe à taxa é quanto a seu fato gerador. ou não. temos que a alíquota da taxa pode ser fixa. art. tem função fiscal e o valor será uma alíquota proporcional ao serviço. diferentemente daqueles. proporcional. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária. 109 . tem função extrafiscal (emprego do tributo como instrumento de intervenção pública). se a taxa é manifestação do poder de polícia. manifestada por força de lei e em atividade administrativa plenamente vinculada. 145. pois não poderá ser tomado como base situação fática que já tenha servido para a incidência dos impostos (§ 2°. Se. Exemplo de alíquota progressiva é a da taxa judiciária. porque estas. o que se reflete diretamente sobre a alíquota.

artigo por artigo.940/89”. inclusive ICMS e ISS Para cobrar taxa. o que se faz imprescindível em razão da restrição contida no CTN.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Na prática. O STF dissipou todas as dúvidas ao editar a Súmula 665 do teor seguinte: “É constitucional a Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários instituída pela Lei 7. utilizável pelo sujeito passivo. A propósito. não é fácil. Sobre a base de cálculo incidem as alíquotas. o poder público exaure sua atividade dentro de uma previsão fática que se chama fato gerador. 110 . no exercício do poder de polícia e na realização de serviços. Assim. em número. do fato gerador.940/89 instituiu a taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários. acorreram os contribuintes ao Judiciário. Entendiam não estar presente na atividade dos mercados de títulos e valores mobiliários o exercício do poder de polícia. distinguir a base de cálculo de uma taxa e de um imposto. JURISPRUDÊNCIA “É inconstitucional a taxa municipal de conservação de estradas de rodagem cuja base de cálculo seja idêntica à do Imposto Territorial Rural” (STF . efetiva ou potencialmente. muitas vezes. A base de cálculo é a expressão. quando a Lei federal 7. é o custo do serviço específico. A preocupação do legislador quanto à exigência final contida no parágrafo em apreciação (não ter a taxa valor econômico em função do capital da empresa) teve em vista não atropelar o Imposto de Renda. o poder tributante terá de dispor de um serviço mensurado e individualizado.Súmula 595). questionando a legalidade e a constitucionalidade da lei.

p/ac. sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art. 23. rel.213). Tributário.888). 182. Soares Muñoz. O primeiro. Sua natureza jurídica. de qualquer modo.1997. II. Não sendo as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais preços públicos. Representação julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade do Decreto 16.685. j. qual seja. 08. j. não mensurável indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte. § 2°. Não conhecimento do recurso da Municipalidade. 15. não tendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais. garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa. Os demais. 153 da Emenda Constitucional 1/69). p. Representação de inconstitucionalidade. 87 e incisos I e II. com ofensa ao art.827/SP. 156. Min. sim. 145. Decreto 16. do Governo do Estado de São Paulo (STF. § 1°.921/90. RP 1094/SP.1994. redação dada pelo art 1º da Lei 7. Min. Conhecimento e provimento do recurso da contribuinte (STF. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência. Pleno. ou seja. § 2°. 10 da Lei 2. Ilmar Galvão. Min.1995. Inconstitucionalidade dos dispositivos sob enfoque. DJU 10.02. j. e 94 da Lei 6.04. 1.02. Recurso não conhecido (STF. no entendimento deste Relator. Ilmar Galvão. que limita a faculdade contida no art.02. Taxa de licenciamento de importação. do Governo do Estado de São Paulo. não podem eles ter seus valores fixados por decreto.1981. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao imposto de importação. Min. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico.08. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU.690/88. DJU 25. p.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. Art. Tributário. Moreira Alves. a área de imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público.1984. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo. RE 167992/DF. DJU 04. por haverem violado a norma do art.989/66. mas. artigo por artigo. 145.1992). Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos. ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU. rel. taxas. Custas e emolumentos judiciais e extrajudiciais. Pleno.09. em razão do valor do imóvel. Pleno. RE 204. inclusive ICMS e ISS Município de São Paulo. da Constituição Federal.12. de 26. rel. do município de São Paulo.1981. § 4°. de 26.145/53. 12. em face da norma do art.1996. rel.685. o valor da mercadoria importada. Lei 10. da Constituição Federal de 1988.11. 7°. 111 . Taxas que. que deu nova redação aos arts.

1999. como fundamento central. Na ocasião. Taxas de conservação e limpeza urbana.690/88. 1. 2ª T. por possuírem base de cálculo própria do IPTU. Base de cálculo. II. Multiplicidade de precedentes. Agravo de instrumento desprovido (STJ.. CTN.08. da CF (‘As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos’). Ag 314761/SP.1999. DJU 10.03. 1. Base de cálculos. consoante o entendimento mais moderno desta Corte. Taxas de conservação e limpeza de logradouros públicos. Tributário. Tributário. 1ª T.. Lei 10.2000.não implica identidade com a base de cálculo do IPTU. com a revogação da decisão de fls.09.2000). 3. Legalidade de aumento de Tarifas Portuárias (TAP) por ato ministerial. inclusive ICMS e ISS Constitucional e tributário. de remoção de lixo domiciliar e de iluminação pública. arts. 77 e 79. 12. Milton Luiz Pereira. é 112 . Destarte. 26. 98/99. Agravo regimental desprovido (STJ. Inconstitucionalidade.827-SP (DJU 25.que constitui apenas um dos elementos que integram a base de cálculo do IPTU . Aldir Passarinho Júnior. Ag 121.STJ. Legalidade. impossível o exame da matéria pelo Superior Tribunal de Justiça.1997.05. Não se conhece de recurso especial quando a decisão atacada basilou-se. Processual civil.921/90. Min. com redação dada pela Lei 7. I.801/SP. 3.Súmula 83 . rel. Decisão da matéria pelo Colendo STF. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência.03. afastando-se a alegada ofensa ao art. artigo por artigo. A taxa de expediente. 1ª T. instituída pela Lei 2. REsp 157060/SP. Preços públicos. Taxa de expediente. DJU 27. Min. Carlos Velloso.253/89). José Delgado. III. Agravo regimental provido. Súmula 83 do STJ. rel. ao apreciar o RE 232393/SP. j. § 2°. Min. DJU 31. Min. 04. por maioria) .11.SP (Lei municipal 10. 2. 2. j. Tributário e processual civil. Importação. Taxa de Armazenagem Portuária . rel. O Colendo STF. Recurso não provido (STJ. que é inconstitucional a cobrança das taxas de conservação e limpeza na forma estabelecida pela Lei Municipal 10. Apreciação incomportável no âmbito do recurso especial. 18. por maioria.1999). Min. entendeu-se que o fato de a alíquota da referida taxa variar em função da metragem da área construída do imóvel . rel. decidiu que é constitucional a taxa de coleta de lixo domiciliar instituída pelo Município de São Carlos . O Colendo Supremo Tribunal Federal entendeu. em sede de recurso especial. no julgamento do RE 204. Plenário.145/53.921/90. em matéria de cunho eminentemente constitucional.1999). j. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ . rel. Exações entendidas como inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. Ilmar Galvão.05.04.1999.. 145.TAP. Município de São Paulo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

por entender que são exigidas com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal. Taxa ou preço de armazenagem.. Localização e Funcionamento .2000.06. Min. que instituiu a taxa de fiscalização da CVM (RE 177.TFA. nesta superior instância. Efetivo exercício do poder de polícia.1999). art. Garcia Vieira. deve ser tratada.Recurso improvido (TRF-2ª R. o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo das referidas taxas com a do IPTU.08.07.020. como tal. REsp 166. Município de Belo Horizonte. 44. Taxa de fiscalização.685/ES. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. j. Comissão de Valores Mobiliários. Francisco Peçanha Martins. 77 e parágrafo único CTN repete preceito constitucional (CF.314). Constitucionalidade. Precedente STF.05. ambas do Município de Belo Horizonte. p. por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’. Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. de 20. rel. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria. 03. AMS 95.. Juiz Castro Aguiar. Taxa de Fiscalização.1995. DJU 13. Firmou-se. DJU 01. Taxa de Fiscalização de Anúncios .TFA e da Taxa de Fiscalização. descabe a alegação de contrariedade à lei tributária nacional. do Código Tributário Nacional). Administrativo. j. para que se pudesse dissentir dessa orientação seria necessário o reexame de 113 . Processual civil. Min. Localização e Funcionamento . eis que possui base de cálculo própria do imposto de importação. Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da Taxa de Fiscalização de Anúncios . tecnicamente. Reexame de fatos e provas.1999.. da Constituição..1404-9/RJ.570/PE. 145. 1ª T. j. 3ª T. 2. 3. 145. III . § 2°. Assim. Recurso especial.2000).1989.940/89. 1.940. até por vício de linguagem. §§ 1° e 2°). inclusive ICMS e ISS flagrantemente inconstitucional. situação que não viola a vedação prevista no disposto no art. 145. preço e. Constitucionalidade. 4°. Violação de lei federal não configurada. Alíquota. esta é.TFLF. I . 16. II — Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’.TFLF. pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza específica da imposição. REsp 205. DJU 01. Lei 7. Alegada ofensa ao art.1995. sabendo-se que o art. 2ª T. ainda. Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança das taxas em questão.12. Tributário.05. § 2°. não significa que estamos diante de tributo. rel. Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7.835) e. da Constituição do Brasil. 20. inciso I. Recurso provido (STJ. Recurso não conhecido (STJ.07. artigo por artigo. da categoria das taxas.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel.A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art.

2ª T.049/MG. 144 da Constituição Estadual. considerou constitucional a cobrança de taxa de incêndio. Falta de prequestionamento do disposto no inciso II do mesmo art. 1ª T. 4. 02.08. j.a metragem da área construída do imóvel . Lei 6. Min.2003. por entender que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e a sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto. ROMS 21. inclusive ICMS e ISS fatos e provas.10. mesmo não tendo se referido expressamente ao art. da Constituição Federal. 2ª T. É esse o entendimento aplicado também pelo STJ. RE-AgR 346695/MG. O Supremo Tribunal Federal. João Otávio de Noronha.1999) fixou entendimento no sentido de que ‘o fato de um dos elementos utilizados na fixação da base de cálculo do IPTU . DJ 21.2007. Base de cálculo. § 2°.09. A posição adotada pelo Tribunal a quo. 145. Recurso ordinário em manado de segurança.763/75. Coincidência com a do IPTU.607/MG. 145. Análise da norma pelo Tribunal de Justiça o Estado de Minas Gerais em ação direta de inconstitucionalidade transitada em julgado.032/MG..que é o valor do imóvel (CTN.2007. Recurso ordinário desprovido (STJ. 1ª Turma.2007. Agravo regimental improvido (STF. não quer dizer que teria essa taxa base de cálculo igual à do IPTU’.03. Min. art. 1. ser tomado em linha de conta na determinação da alíquota da taxa de coleta de lixo. Art.393 (Sessão de 12. Tributário. Taxa de incêndio. Precedentes: RMS 23. 1. 2ª T.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Min. Min. II da CF/88 114 . José Delgado. Tributário.2006. 33). 392).2003.. Município de Belo Horizonte.938/2003. 2. A corte de origem deliberou sobre a correspondência entre as bases de calculo do IPTU e da taxa de limpeza pública. j. DJU 01.150/MG. 145 da Constituição Federal. rel. rel. no julgamento do RE 232. AIAgR 618.12. 3. 07. Questão devidamente prequestionada. João Otávio de Noronha.04. Ellen Gracie. no julgamento do RE 206777/SP. Taxa de incêndio Estado de Minas Gerais. contudo. circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula nº 279 do STF. DJU 19.2007. 145 da Constituição. Análise do recurso quanto ao art. Súmulas STF nº 282 e 356. encontra-se coerente com o decidido pelo Plenário desta Corte. 2.. Controvérsia referente á especificidade e divisibilidade da taxa de limpeza pública não dirimida pelo Tribunal a quo. DJU 27. j. Eros Grau. artigo por artigo. Constitucionalidade..2006.2006. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. p. 83). DJ 03.08.12.. DJ 09. e RMS 21. Impossibilidade de apreciação de tese em tomo do art. 98). Min. com redação da Lei 14. Taxa de limpeza pública.02. 13. p. rel. 2ª T.280/MG. p. RMS 21.12. Juiz Teori Albino Zavascki. que.

tampouco para prequestionar questão constitucional.145/53 e 7. Cabimento do recurso especial pela alínea b.038/2003.. João Otávio de Noronha. João Otávio de Noronha. O ITR tem como fator gerador a propriedade rural e como base de cálculo o valor da terra nua. rel. 1. DJU 06. Ausência de identidade com o ITR. rel. anterior à EC nº 45/2004].04. Segunda Turma) (STJ. com redação dada pela Lei 14. 2. Fato gerador e base de cálculo. porque decore da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal. Eliana Calmon. também.802/SP. DJU 09. Min.12. Min. Matéria constitucional. A exação criada pela Lei 2.280/MG.049/MG e 21.05. 144 da Constituição Estadual. Precedentes.. Confronto entre lei municipal e federal.0000.938/2003. rel. ROMS 22. 78 e 79 do CTN. Importação. j. REsp 179. descabe o reexame da matéria nessa oportunidade. Recurso especial. 1.145 foi extinta pela Lei 8. 2.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 232). Resolução 11/2005 do Senado Federal] identifica-se como taxa e não preço público. sob pena de violar a rígida distribuição de competência recursal disposta na Lei Maior. visto que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e que sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto’ (RMS 21.2005. Conservação e Melhoramentos de Estradas de Rodagem tem como fato gerador a prestação de serviços de conservação e como base de cálculo o custo do serviço dividido entre os proprietários de imóvel rural segundo fórmula adotada por pontos de utilização dos serviços. p.690/88 [taxa prevista no art. que a declaração de constitucionalidade produz efeitos erga omnes e que nesse julgamento foi analisada a questão em torno do art. É legítima a taxa de incêndio instituída pela Lei estadual 6. Processual civil e tributário. 2ª T. 03. Recurso especial não conhecido (STJ.11. inclusive ICMS e ISS e dos arts. o que afasta a possibilidade de identificação com o imposto e a eventual ofensa ao art.02. 321). 3.2006. 105 da Constituição Federal para resolver conflito entre lei local e lei federal [de acordo com a redação do art. Ilegalidade.763/75. Cabe recurso especial fundado na alínea b do inciso III do art. III. 2ª T. p.763/75. A Lei 6. Taxa 115 . b. 77. 1. foi considerada legítima pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais na ADIn 1.522/1992. enquanto a Taxa de Construção. ao criar a taxa de incêndio. Não cabe ao Superior de Justiça intervir em matéria de competência do STF. com redação dada pela Lei 14. Taxa de expediente (Leis 2.2005. Considerando que ocorreu o trânsito em julgado desse acórdão. 10 da Lei 2. Min. 2. 105. j.632/MG.404860-1/000. artigo por artigo. 21. Taxa de conservação de estradas de rodagem. 77 do CTN. Tributário.2006. da CF.690/88). Vide. 4.145/53 e modificada pela Lei 7.

ao verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. DJU 17. 4. Tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. Município de São Paulo X União. Inocorrência. uma das causas de extinção do crédito tributário.. Embargos à execução fiscal. 5.03. 6. elencada no inciso V. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. Conforme se extrai a partir da r. 3. Constituem os débitos atos distintos identificáveis e autônomos. Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal.1ª R. Execução fiscal. para interrupção do prazo prescricional: portanto. 77 do CTN. encontra-se parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos.. com observância do estabelecido pelo art. 4ª T. Precedente do TRF 1ª Região.2000.12.2105/DF. Sucumbência recíproca. qual seja. de cunho prescricional. 5 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. § 2°. sentença. 156. 7. inclusive ICMS e ISS que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art. cumprindo destacar que. Entende a Eg. 178). STJ. Juíza Selen Almeida. Verificada. Remessa oficial improvida (TRF .1999. configurado o alegado evento prescricional. por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação. após a declaração de inconstitucionalidade pelo eg. 6. 2. primeira figura. contados da data de sua formalização definitiva. do CTN. dali por diante passa a fluir o prazo de sua cobrança. Prescrição parcial ocorrida. REO 96.01. Taxas de conservação e taxas de limpeza pública devidas. nos termos 116 . rel. 174 do CTN. em relação ao ano de 1995. Equivocada se tem revelado certa forma de contagem fazendária: a partir do fato e formalizado o crédito. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. Contaminado pela prescrição. 3. Coincidência com a base de cálculo do IPTU. a prescrição. 3ª Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. j.992-1/210. no RE 167. após a formalização do crédito tributário em questão. Parcial procedência aos embargos. Operou-se a prescrição em relação a alguns dos débitos exeqüendos (taxa de licença e taxa de limpeza referentes ao ano de 1995). do Eg. em 01. com a Lei 8. 145. nos presentes autos. 1. Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo. ajuizado o executivo em pauta em 18.4. de rigor a extinção do débito prescrito da forma como operada. através de mero cálculo aritmético. não procedeu o contribuinte/recorrido ao devido recolhimento do mesmo.522/92. segundo a qual suficiente a propositura da ação.1995. 21. como se denotará.09. do art.01. afastada a sua anulação neste ângulo.2000 (fato incontroverso). da CF e o parágrafo único do art. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. STF. qual seja. artigo por artigo.04. 5. com a cobrança de específicos meses colhidos pela prescrição).

Impõe-se o parcial provimento ao apelo da Municipalidade envolvida. No que tange às taxas de conservação e de limpeza pública. consoante parágrafo único do art. vencimento de 1996/1998. no tocante ao tema aqui em mérito. amiúde praticada. vez que dotado de valores autônomos. não ensejando. 8.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS da jurisprudência que. ônus cabalmente seu. conservação e limpeza pública. neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. fato incontroverso. da União. específicos. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. 11. A divisibilidade se coloca também límpida. antes enfocados. Apesar de reconhecida a prescrição em relação aos débitos supra citados. firmados através do inciso II do art. 17. para julgar parcialmente procedentes os embargos. do descumprimento nem ao requisito da especificidade. 12. Precedentes. inafastada a presunção de certeza da CDA em questão. CTN. a título de taxa. sentença. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo poder público. 204. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. 15. nem ao da indivisibilidade. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. A natureza da atividade estatal envolvida se põe límpida. 13. a propósito. sem óbice substancial pela parte contribuinte. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referidos serviços. 14. tão-somente reconhecendo-se a ocorrência da prescrição parcial. imediato. CTN. Também inocorre á propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: como destacado pela Municipalidade envolvida. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da União. reconhecendo-se a legitimidade da cobrança das taxas de conservação e de limpeza pública. 10. 145. pelo serviço efetivamente prestado. tanto quanto se sujeitando a União ao 117 . de molde a permitir exigência da exação em pauta. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor residual do débito executado. CF. Pertinente e adequada a ponderação. Não se ressentem referidas taxas. adota-se. 16. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. e do art. avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. 77. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. reformando-se em parte a r. artigo por artigo. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. que contam com aqueles referidos serviços. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. 9. a declaração de nulidade da ação de execução fiscal. portanto. de fato. sendo capital repisar-se tanto se tributa.

145/53./91 a dez. quando o contribuinte recolhe o tributo sem o prévio exame da autoridade fiscal. 10 da Lei 2. rel. Des. 3ª T.383/91 e 9. artigo por artigo.11./90. Juiz Silva Neto. inclusive ICMS e ISS pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança./91..992-1/PR) e do C.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Art. 16. e art. 1° da Lei 7. modificado pela MP 66/2002. 145.2005.A partir de janeiro de 1996. conta-se a partir deste recolhimento. AC 993. b) IPC de mar./90 a fev. utilizando-se. Atualmente. de mesma espécie e destinação. III . Carlos Muta.430/96.032515-7. V .690/88. administrativa ou judicialmente. 150 do CTN../92. Precedentes do STF e do STJ.03. entretanto.O prazo disposto no art. da Constituição Federal. convertida na Lei 10. devidas ao Fisco.2005. mesmo no caso de tributo lançado por homologação. STJ.2007. Taxa para expedição de guia de importação. no caso.10. não configurada a decadência do direito de pleitear a compensação dos pagamentos efetuados em período superior ao qüinqüênio contado retroativamente da propositura da ação. na redação que lhe foi atribuída pelo art.690/88. DJU 23.637/2002. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. e pela Lei 10./88 até fev. STF (RE 167. a taxa de emissão de guias de importação somente pode ser compensada com outras taxas. os seguintes índices: a) BTN a partir de dez. 74 da Lei 9. 168. IV . que representa a taxa de inflação do período considerado acrescida de juros 118 . o que.Na vigência das Leis 8. em favor do Município implicado. 18. Precedente da E.954/SP. a compensação devia ser efetuada somente entre contribuições e tributos da mesma espécie e destinação. com redação dada pelo art. Possibilidade. não mais exige o prévio requerimento do contribuinte e a autorização da Secretaria da Receita Federal para a realização da compensação em relação a quaisquer tributos e contribuições. c) INPC de mar. para postular. a partir de jan./91. Parcial provimento ao apelo (TRF-3ª R. 25. In casu. não pode ser aplicado no caso em pauta. II e § 2°. o direito de compensar o tributo indevidamente recolhido. 3ª Turma: AC 97. uma vez que o contribuinte não precisa esperar o esgotamento do qüinqüênio previsto no § 4° do art. Tributário. concedido à Fazenda Pública para homologar a conduta do contribuinte ou lançar de ofício a eventual diferença apurada. DJU 17. j. 559). rel. 1° da Lei 7.833/2003. Compensação. Precedentes do E. uma vez que se trata de direito superveniente.250/95. em flagrante discrepância com o previsto no art. Portanto. CTN. Fed.É inconstitucional a taxa instituída pelo art.11. o art.2006. p. 77 do CTN. haja vista a identidade de sua base de cálculo com aquela vigente para o imposto de importação. Inconstitucionalidade. j.145/53.A correção monetária deve ser calculada desde a data do recolhimento indevido.01. II . I . deve ser utilizada exclusivamente a taxa SELIC. I. e d) UFIR. 10 da Lei 2. ou seja.

AC 370. As remunerações estabelecidas pelas Portarias editadas pela Suframa (171/83. 05. Juíza Cecília Marcondes. Prescrição.2006.. 6.10. art. j. DJU 17.08. pelo serviço de carga e descarga.244/67. Somente a União pode por lei. 7. 7° e 97. fixar as referidas taxas cobradas pela Suframa.2006. p.000. parágrafo único. 10. da CF. indubitavelmente.-lei 288/67 e do Dec. Fixação por portaria.. com a redação conferida pelo art. parágrafo único. Administrativo. Lei 2. 1° da Lei 7. da tipicidade e com a regra do art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Identidade de base de cálculo. do CTN. Prescrição. 06.532/1997]. Não é concebível que essas taxas sejam instituídas por portarias. Princípio da legalidade. DJU 23.2006. Vedada a identidade de base de cálculo entre taxa e imposto. em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação.Apelação da autora e remessa oficial parcialmente providas (TRF-3ª R. Arts. Correção monetária. 1.250/95 [artigo revogado pela Lei 9. p. 024/99). e do art.690/88. Juíza Maria do Carmo Cardoso. 118). Impossibilidade. § 2°. embora a arrecadação e a fiscalização sejam a ela delegadas.307/SP rel. do CTN.. Desembaraço aduaneiro. da CF.145/53. artigo por artigo. 309/95. 3. 197/96. mantendo-se os juros de mora fixados na sentença. tida por interposta. a que se dá parcial provimento (TRF-1ª R. 145. ‘O Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento de que. 8ª T. Taxa de licenciamento de importação.11. nos termos do art. 305/95. da Lei 9. está em confronto com o princípio da legalidade tributária. A fixação por portarias. Ofensa ao art. 5. armazenamento ou estocagem.. pelos índices adotados na Tabela da Justiça Federal. prestação de serviço de carga e descarga. A correção monetária a ser adotada na restituição dos valores recolhidos indevidamente deverá ser feita. 39. 4. a partir do recolhimento indevido. À Suframa foi conferido o poder de polícia para expedição de guias de importação. Natureza jurídica de taxa. Tributário e processual civil. 1. nos termos do Dec. j. Constitucional. têm natureza de taxa e não de preço público. Tributário.392/AM. bem como a utilização de suas instalações e equipamentos.2006. art.04. do CTN. 77. § 2°. da CF. das taxas por utilização de instalações e equipamentos da Suframa. armazenamento ou estocagem. 61. rel. do Estatuto Constitucional. e art. VI . inclusive ICMS e ISS reais. 150. VII . Delegação do poder de tributar. 3ª T. Apelação e remessa oficial. nos termos do § 4°. Taxa Selic. AC 2001. Tabela da justiça federal. o prazo prescricional para efetivar-se a 119 . 566). Suframa. 145.113. 145. Remuneração pela anuência aos pedidos de guias de importação. Violação aos arts. § 2°. 2.32. Controle de internamentos na Zona Franca de Manaus.Apelação da União Federal desprovida. 97 do CTN. 77. Tese dos cinco mais cinco.

por sua inconstitucionalidade.960/2000. 5. por sua natureza jurídica de tributo vinculado. É assentado o entendimento no STF que basta a manutenção.145/65. § 2°. Mandado de segurança. A taxa. j.01. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . não acumulável com nenhum outro índice no mesmo período. incidenter tantum. I. lnocorrência. Os efeitos decorrentes da suspensão de eficácia de dispositivo legal não prejudicam os efeitos ex tunc que resultam do reconhecimento. Lei 10. 10. pelo sujeito ativo. 7. entretanto. rel. representado nas metas. porque indevidas desde a sua instituição. Base de cálculo. do Estatuto Constitucional. de órgão de controle em funcionamento (RE 116. não pode ter base de cálculo própria de imposto. Os juros de mora. por violação do art. DJU 11. 8. 1° da Lei 7. Tratando-se. 4ª T. A cobrança da taxa pelo exercício do poder de polícia não se confunde com a taxa decorrente da prestação de serviço público.000. abarcando muito mais atividades do que apenas a fiscalização in locu dos estabelecimentos submetidos à tributação.165/2000. a prescrição. artigo por artigo. 4. contados da ocorrência do fato gerador.2003. Improvimento ao apelo da União. tornando-se inexigíveis (REsp 191484/RS)’. A Lei 10. na repetição do indébito tributário. Poder de polícia. p 81). considerou-a inconstitucional.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Superior Tribunal de Justiça. A taxa Selic deve ser aplicada como índice de correção monetária a partir de 1° .178-8.04. examinando a legislação de regência da taxa de licenciamento de importação. Lei 9. cobrada em razão da emissão de licença ou guia de importação (Lei 2. 145.837/DF. art. O fato gerador da TCFA é o serviço prestado de exercício de poder de polícia. na ADIn 2. cautelarmente. competências e instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente. Imposto.938/81. inclusive ICMS e ISS compensação via ação judicial.250/95).1996 (Lei 9. cuja eficácia foi suspensa. 2..690/88).. 11.960/2000. uma vez que.2003. II. não pode ser estabelecida com referência às parcelas recolhidas. são de um por cento ao mês. 3. 6. AC 1998. acrescidos de mais cinco anos contados daquela data em que se deu a homologação tácita. que trazia a TFA (Taxa de Fiscalização Ambiental).34. de inconstitucionalidade. foi editada para substituir a Lei 9. com a redação dada pelo art. O STF. é de cinco anos. Ofensa ao princípio da isonomia e igualdade tributária.518 120 . Precedentes do Eg. que se assenta na capacidade econômica do contribuinte. Lei complementar.03.165/2000 criou a TCFA (Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental). é desta que se inicia o termo a quo do lapso prescricional para o ajuizamento da ação correspondente. Juiz Hilton Queiroz. III. de declaração da inconstitucionalidade da lei instituidora do tributo. Tributário. Provimento parcial ao recurso adesivo da autora (TRF-1ª R. alterando a redação da Lei 6.109. tampouco com juros moratórios.TCFA. neste caso. em um primeiro momento.

A Taxa de Fiscalização Ambiental . STF (RE 177. 154. da Constituição Federal. pode-se dizer que é um preço público. o requisito constitutivo formal de lei complementar. VII.. sim. II.627/SP. a TCFA não exige. na forma do art. 15. que leva a uma distinção dentro dos limites da razoabilidade e da proporcionalidade.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Juiz Nery Junior. à atividade por ela exercida. bastando a lei ordinária. Não importa o nomen iuris destinado a esta ou aquela exação cobrada pelo Estado.08. DJU 23.973).TFA. inclusive ICMS e ISS e RE 230. Tributário.06. REOMS 242. como tal. IV. rel.816/SP. Conflito que se suscita perante o Plenário do Tribunal para firmar a Seção Competente. III. 151). mas não é tributo. A taxa de ocupação é uma retribuição anual de índole contratual.07.2006. utilize base de cálculo de imposto. 145 da Constituição Federal e 77 do CTN. DJU 13.2006. Não há infringência aos arts.2005. Juiz Nery Junior. O cálculo do valor da TCFA não apresenta qualquer ofensa ao principio da isonomia tributária.. ao estipular valores uniformes por categorias de contribuintes. 1. A ‘taxa’ 121 . 3. que se encontram muitas vezes em situações econômicas distintas. 154. I. A mencionada taxa possui natureza jurídica de imposto e.. Constitucional. 3ª T. I. Lei 9.. j. 2. rel.2005. AG 244. 3ª T. uma vez que efetuado com base em dois critérios conjugados: o grau de poluição da atividade exercida e o capital social da empresa.05. pois. disfarçadamente. editada pelo ente político incumbido de executar o poder de polícia a que se refere a cobrança. 150. Mandado de segurança. Natureza tributária inexistente. mas também incide o tributo em função do porte da pessoa jurídica e sua atividade-fim. 31. da CF/88. V. Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R. Não se admite que a TCFA. que no caso é o Ibama. de competência legislativa da União Federal. porquanto a taxa não é instituída considerando-se somente o capital da empresa.960/2000. Precedente do E. IV Remessa oficial não provida (TRF-3ª R. Taxa de Fiscalização Ambiental . Tendo em vista ser devido pelo administrado que ocupa bem do Estado. § 2°. só poderia ter sido criada dentro da competência residual da União. 77 do CTN. A TFA não tem como fato gerador qualquer atividade estatal relacionada à impetrante e. j. para a respectiva instituição. Questão de ordem. Ocorrência. Taxa de Ocupação de Terreno de Marinha. não de uma taxa. VI. insculpido no art. II. e 145. bem como ao art. Precedente do Supremo Tribunal Federal. p. da Constituição Federal. Arts. artigo por artigo. p.TFA afronta o princípio da isonomia. o que dirá se a exação é ou não tributo será o regime legal que a instituiu e a mantém. I. Ofensa ao princípio da legalidade e isonomia. Tendo a natureza jurídica de taxa. 631).835-1/PE). instituiu tratamento igual a sujeitos passivos. através de lei complementar.

Constitucional e tributário. do Regimento Interno. QUOREO 1999. 22.398/87). rel. que prevê três subespécies de contribuições no supra transcrito dispositivo: (a) as sociais (aí incluídas as destinadas ao custeio da Seguridade Social). ao exercício da liberdade e da propriedade do administrado). 7. geralmente criado sem base de cálculo e sem alíquota. 6. (b) as de intervenção no domínio econômico e [c] as de interesses das categorias profissionais. torna-se imperioso. Igualmente não se trata de imposto.266). também pode-se dizer com segurança que de contribuição de melhoria não se trata. Município de Salvador. Considerando que os juizes componentes da 1ª e 2ª Seção desta Corte já declinaram a competência. Ilegitimidade da cobrança. d. 9. 5. 1°] do Dec. 122 . em que o seu valor é estabelecido de forma compatível com o custo da atividade estatal a qual está vinculada. efetiva ou potencial. de serviço específico e divisível. 149 da Constituição Federal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. porquanto não se está oferecendo aos administrados em geral (princípio da generalidade). A Taxa de Serviços Urbanos refere-se ao valor venal do imóvel. porquanto trata-se de uma contraprestação do administrado para que utilize bem do Estado. A taxa é tributo fixo. p.101. nos termos do art. Juíza Tânia Terezinha Cardoso e Escobar. pena de restar desvirtuada a sua natureza jurídica de taxa. Apelação não provida. DJU 06.. é remuneração pelo uso da coisa. Seguindo a trilogia do CTN. também não se configuraria como serviço público.-lei 2.62/SC. 1. e sim como contraprestação à ocupação de terrena da União. artigo por artigo. no caso. existe base de cálculo (valor do domínio pleno do terreno. fazendo-se um raciocínio por exclusão. 8. A ocupação de bem de uso dominical pelo administrado (que se aproxima de um contrato de locação ou de uma enfiteuse) não é uma utilidade ou comodidade fruível pelo administrado que diga respeito a necessidades ou comodidades básicas da sociedade. 4..040. porquanto não se apresenta como fato gerador signo presuntivo de riqueza (o princípio informador dos impostos é a capacidade contributiva). Também não se trata de utilização. submeter a divergência ao Plenário do Tribunal para que reste fixada a competência para a apreciação da matéria (TRF-4ª R. 1.03.162. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. devido a um acordo entre União e o ocupante. pois não albergada na previsão contida no art. Taxa de Serviços Urbanos.2001. j. II. sendo que. inclusive ICMS e ISS em questão não tem como fato gerador o exercício regular do poder de polícia (entendido como o condicionamento.2001. anualmente atualizado) e alíquotas variáveis (incisos I e II [do art. A ‘taxa de ocupação’ evidentemente não se caracteriza como contribuição social. 4°.06. Ademais. a taxa de ocupação é devida como retribuição pelo uso de bem público. uma vez que não está em jogo obra pública. a limitação. 2ª T. Precedentes do STF.

77. rel. características inerentes às taxas. Feito suspenso. p. Sucumbência recíproca. Embargos à execução fiscal.07. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. No que tange às taxas de remoção de lixo comercial.113. j. parágrafo único.940/89). de vigilância pública predial. O fato gerador da TSU é a prestação dos serviços de pavimentação.003. Acolhida argüição de inconstitucionalidade.2006. DJU 13. CF. AC 134. 7ª T. violando o art. §§ 1° e 2°).Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7. de fato. Inexistência de afronta ao art. da multa e da correção monetária. Constitucionalidade.003. Taxas de remoção de lixo comercial.330. AC 2000. Precedentes desta Corte e do STF 3. inclusive ICMS e ISS semelhantemente à base de cálculo do IPTU. CTN. 352 do RITRF-1). sabendo-se que o art.940/89. 145. Município de Araçatuba X ECT. 16. 146). II . 2.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2003. 145. Legitimidade da cobrança. 150 da CF posto que é vedado à União. de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios.88/BA. renda ou serviços uns dos outros. em 11. 77. Peças liberadas pelo relator.2006. j. 145.. Entendendo a E. do CTN. de conservação de pavimentação.22. efetiva ou potencial. que fazem referência às taxas pela razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. Prescrição parcial consumada. excluindo-se o reexame necessário. 475 do CPC. avulta em destaque a 123 . 1ª T. de serviços públicos específicos e divisíveis. Legitimidade da cobrança dos juros. ao Distrito Federal e aos Municípios instituir impostos sobre patrimônio.A taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários tem base de cálculo diversa da do imposto e não é calculada em função do capital da empresa. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição. Tributário. e. Taxa de Iluminação Pública indevida. 11. 2. A TSU possui natureza de imposto e não de taxa. rel.09. fere o art. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art. 77 do CTN. pois o valor da execução é de R$ 2.09. de limpeza pública. para publicação do acórdão (TRF-1ª R. firmados através do inciso II do art..2004. Juiz Ricardo Regueira. repete preceito constitucional (art. III – Recurso provido (TRF-2ª R. Juiz Luciano Tolentino Amaral. aos Estados. de limpeza pública. da CF. Não conhecimento da remessa oficial.descabe a alegação de contrariedade a lei tributária. conservação e urbanização de logradouros públicos. I . artigo por artigo. pelo Município que nada tem de divisibilidade e de especificidade. assim se procede. 4.487/RJ. e do art..2006.. Neste sentido. Parcial procedência dos embargos. Remessa dos autos à Corte Especial para apreciação (art. DJU 29. p.12. Execução fiscal. Tributário. 1. de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas. II e § 2°.09. 54). Taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários (Lei 7.

No âmbito dos requisitos para as taxas em geral. da ECT. ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. qual seja. 9. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. que contam com aquele referido serviço. Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10. sendo capital repisar-se tanto se tributa. 145. consoante arts. Contaminado pela prescrição. nem ao da indivisibilidade. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. 11. claramente. de molde a impedir exigência de taxa. A divisibilidade se coloca também límpida. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos. de fato. pelo serviço efetivamente prestado. 174 do CTN. sentença. firmados através do inciso II do art. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço. 7. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP). e 516. ônus cabalmente seu. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte. A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida. de molde a permitir sua exigência. remoção de lixo comercial. limpeza de vias públicas. amiúde praticada. 4. imediato. com observância do estabelecido pelo art. 515. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. como se denotará. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público. Inconstitucional dita exação. a título de taxa. Constatada será a ocorrência da prescrição. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. 13. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. 5. 12. por meio da Súmula 670. Pertinente e adequada a ponderação. 8. avulta em destaque a indivisibilidade de dito serviço. ainda que não conhecidos. pois exatamente esta calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. Ante a devolutividade do apelo. vigilância pública predial e prevenção a incêndio. com o Excelso Pretório que. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. 512. que lhe reconheceu ilegitimidade. 10. vetou o uso daquele tributo para tal fim.01. encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. 14. todos do CPC. CTN. artigo por artigo. 77.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 6. 3.1995 a 124 . antes enfocados. caput e § 3°. contados da data de sua formalização definitiva. inclusive ICMS e ISS divisibilidade de ditos serviços. imediato. e do art. guarda harmonia a r. CF. conservação da pavimentação. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto.

161. CTN. STJ. 23. artigo por artigo. instituto inerente ao crédito tributário. uma vez que regida pela LEF dita nuança. 19. para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28. 25. do art. Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo. uma das causas de extinção do crédito tributário. do art. conforme entendimento desta Colenda Terceira Turma. Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR. sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos. 22.1996. de rigor a extinção dos débitos prescritos.2000. nos presentes autos. à dívida em sua junção de principal com atualização. do E.1995 e de 10. quando do sentenciamento dos embargos. recaem sobre o crédito tributário. vez que indevida sua cobrança.12.07. assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária. decorrência .01.12. exatamente por motivo inverso. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. segundo a qual os juros. como se extrai. em direta consonância com o inciso V. inclusive ICMS e ISS 10.09. e à luz evidentemente de lei a respeito. a cujo principal. realmente. 156. 21.09. histórica. Vencidas as dívidas em 10.07.1995 a 10.1995 e de 10. vez que estes os incidentes no caso vertente. porém que brota da incursão por ato ilícito. amiúde construída.01. a corresponder. identificáveis e autônomos. Verificada. segundo a qual suficiente a propositura da ação. originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente. Tão assim acertado o entendimento que a Administração.1995 até 10. da moeda nacional . em essência adere a correção monetária.1996. em sua superioridade em si .12.da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico. 15. Coerente a compreensão. consoante art. cumpre-se 125 . 18.1995 a 10. deva recair sobre o débito.esta fruto da inerente desvalorização. a prescrição. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN). A respeito de constituírem os débitos atos distintos. 24. Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária. 17. contudo incidente com referência às taxas retratadas. CTN. quando pratica a dispensa de correção monetária. primeira figura. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10.1995.límpida e lícita. denomina a tanto de remissão. Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa. figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária . anos posteriores. 97. Reflete a multa moratória acessório sancionatório.1995 a 10.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.de tal sorte que sua incidência. Afigura-se coerente venha dado valor. do CTN. a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP. para dele fazer parte integrante. em dados momentos. 16. a cifra maior. elencada no inciso V. qual seja. 20. como se dá com o não pagamento tributário.12.

em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. 99/127) interposta pela parte Impetrante . para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata.04. Trata-se de apelação cível em mandado de segurança (fls. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial. sentença. adota-se. através de mero cálculo aritmético. 401). atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. F. j.1995. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo. 26. com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido.B. Taxa de classificação de produtos vegetais. na forma retro fixada. bem como ante a ocorrência da prescrição parcial. 28. AC 1079. artigo por artigo. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. Inviolabilidade do princípio da legalidade e da indelegabilidade. por inconstitucional). pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. Exigência legítima.12. Constitucionalidade.3ª R. julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF.C.A. 28. Dr.. DJU 11.831/SP. Juiz Silva Neto. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. inclusive ICMS e ISS destacar que. Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP.S. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10 % sobre a diferença excluída em prol da ECT. nos termos da jurisprudência que.1995 até 10. impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. vez que dotado de valores autônomos. em favor do Município implicado. Constitucional e tributário.2007..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.02. em favor do Município implicado. 27. bem como verificando-se legítima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial.2007.N. Recepção pela CF/88. de limpeza pública. específicos. visando a declaração 126 . 1.01. a atingir vencimentos ocorridos de 10.. mercadoria importada. rel. Portarias interministeriais. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. contra sentença do douto juiz de origem. 3ª T. Decreto-lei 1. p. a propósito. de vigilância e quanto à taxa de prevenção contra incêndios. de conservação de pavimentação. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados..899/81.

-lei 1. 2. 145. dentre elas a industrialização de cereais e de sementes oleagionosas. guarda a necessária relação com a atividade estatal prestada no exercício do poder de polícia. TRF da 2ª Região .Órgão julgador: Quarta Turma-Fonte: DJ . pois.110/78. 8°). consiste em fiscalizar a qualidade do produto vegetal. e a quantidade de produto fiscalizado influi diretamente na mensuração do serviço. 1°. e 48. Inviolabilidade do art. artigo por artigo. editada com base e no Dec. Não se trata. da Lei 6.C. portanto.899/81 (art.04. 7°. todos da CF/88. As portarias editadas observaram os 127 . todos do CTN. inclusive ICMS e ISS de inconstitucionalidade e de ilegalidade da Taxa de Classificação de Vegetais (instituída pelo Dec. paga em razão do serviço prestado de classificação vegetal. 3. O art. instituída para fazer face às despesas de fiscalização de produtos vegetais importados do estrangeiro.AMS -UF: PB . não tendo.Fonte: DJU . A Lei 9. 5. A base de cálculo da taxa.2003). para efeito de liberação do produto vegetal importado. A taxa de classificação de produtos vegetais. 77. .899/813 [rectius: Dec.UF: ES . por suposta contrariedade aos arts. na hipótese. O art.P. I. da CF/88.-lei 1. 6. 145. bem como de seus derivados é sucedâneos (fls. revogado pelo Dec.899/81].972/2000] deu novo tratamento à matéria. 4. sucedida pela C. da referida Lei e Decreto 82. expressa por tonelada ou fração da mercadoria.664/2000] estenderam a obrigatoriedade da referida classificação aos estabelecimentos que beneficiem ou industrializem produtos vegetais. 14) subsumem-se nos mencionados tipos legais.972/20002 [rectius: Lei 9. desvinculada de qualquer atividade estatal específica em relação ao contribuinte. sobre o milho em grão importado pela apelante. também. não havendo ofensa ao art. acarretando a incidência da TCPV .fls.2003 . no Decreto-lei 1.899/81).Órgão julgador: Sexta Turma .Taxa de Classificação de Produtos Vegetais. 97. 145. II e § 2°. Inviolabilidade ao princípio da legalidade tributária na fixação do valor da taxa de classificação de produtos vegetais por portaria interministerial.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. bem como aos arts.-lei 1. 137. A referida taxa tem previsão legal. As atividades elencadas no estatuto social da apelante. pois a atividade do Estado.10.Relator(a): Desembargador Federal Napoleão Maia Filho. de base de cálculo de imposto. base de cálculo semelhante a de imposto. 7°.AMS – 15159 . decorre do poder de polícia da administração e da utilização efetiva pelo contribuinte de serviço público específico e divisível (art.305/75 [revogada pela Lei 9. 150. no exercício do poder de polícia.972/2000] instituiu a classificação dos produtos vegetais de valor econômico destinados à comercialização interna.Data: 10.Data: 22. 77 do CTN). 82. cobrada pela Impetrada . § 2°. da Carta Constitucional (Precedente TRF 5ª Região . § 2°. 3. que autorizou a redução do valor legal fixado por ato administrativo. I e II.110/781 [rectius: Dec. mantendo a obrigatoriedade da classificação vegetal. I.

15 [rectius: inciso I]. 976 [rectius: art. I. ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. II e III. com observância do processo legal e.2002). 128 .03. e não para a sua redução.Fonte: DJ . aos costumes. 113). 20.05. TRF da 2ª Região . limitando ou disciplinando direito. interesse ou liberdade. 3ª T. j. regula a prática de ato ou abstenção de fato.Relator(a): Juiz Alcides Vettorazzi).Fonte: DJU . à disciplina da produção e do mercado. da CF/88 e art. à higiene.10. Não há violação aos arts. 8. traz limite explícito para a instituição ou aumento de tributos. artigo por artigo. não incluída a competência legislativa (Precedentes: TRF 5ª Região. Parágrafo único. Inocorrência de violação ao art. 8° do Decreto-lei 1. da Constituição Federal. visando a proteção do contribuinte. O princípio da legalidade tributária. 78 do CTN. DJ 17.899/81 trata-se de delegação da capacidade tributária ativa.. rel.Data: 27. DJU 12. Apelação Cível 149.2001.AMS – 73749 .55770 Órgão julgador: Terceira Turma . consagrado no art.. 97]. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável. Apelação interposta pela Impetrante improvida. pois que a delegação prevista no art. 7. Sentença mantida (TRF-5ª R.AMS – 15159 . * Artigo com redação determinada pelo Ato Complementar 31/66. 150. Des. inclusive ICMS e ISS termos da autorização legal.775/RJ.048/ PE.Segunda Turma .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. TRF 2ª R. rel. AMS 30. à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos.09.09.10.2003. 48.Relator(a): Desembargador Federal Nereu Santos. Art.. 17 [rectius: inciso I]. 680 .AMS . do CTN (Precedentes: TRF 5ª Região . Juiz Hélio Sílvio Ourem Campos. AMS 82.2002 p.2004.06. 5ª T.Órgão Julgador: Sexta Turma .2004.DJU : 09.2003 .. DJU 15.784. em razão de interesse público concernente à segurança. p. da CF/88 e ao art. federal Castro Meira. Precedentes do TRF da 4ª Região . Considera-se poder de polícia a atividade da administração pública que. 150.Data: 22. 78. à ordem.UF: ES .

Entendo que melhor do que tecer comentários ao poder de polícia. em verdade. a taxa é de conteúdo fiscal quando decorre da prática de um serviço. O que é imprescindível. é o nítido caráter de contraprestação. mas o CTN não se negou a também conceituar. porquanto esta específica atividade estatal pode ensejar o surgimento de um custo adicional. que mereçam a proteção pública. inclusive ICMS e ISS tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária. a referência à lei é imprescindível. sem abuso ou desvio de poder. mas extrafiscal quando decorre do exercício do poder de polícia. quando se almeja proteger direitos individuais e coletivos. inclusive segurança advinda do próprio Estado. é dizer que nem sempre a taxa tem conteúdo fiscal. tão bem sistematizados nos compêndios de direito administrativo. A expressão “poder de polícia” não traduz bem o que seja esta atividade estatal que. surgindo hipóteses em que se apresenta a exação com nítido caráter extrafiscal. artigo por artigo. significa limitação ao exercício de direitos. é possível fazê-lo tendo a taxa como suporte. Por exemplo. em qualquer hipótese. via pagamento da taxa. porque sob a égide de uma sociedade que está a exigir a cada dia maior segurança. Como bem identifica Aliomar Baleeiro. 129 . COMENTÁRIOS Conceito. O direito administrativo fornece o conceito jurídico. Atualmente. adverte o festejado jurista. custo este suportado pelos cidadãos. não mais se conceitua o poder de polícia como discricionário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

DJU 16. rel. ADIn 1. b.2000. instituiu taxa para registro de pessoas físicas e jurídicas no Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. porquanto. II. Normas por meio das quais a autarquia. mas também o direito de punir. 5°. 8° da Lei 9. Cautelar deferida (STF. 167. § 1°. sem lei que a autorizasse. III. 13. em prestígio a uma infinidade de decisões dos Tribunais Regionais. dentre outros. Min. aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos impugnados.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 6).01. 8°. Ilmar Galvão.09. que introduziu novos artigos na Lei 6. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS Daí a pertinência e atualidade do comando inserto no parágrafo único do artigo comentado.1998. não podem ser olvidados pelo administrador no exercício do poder de polícia.1997. 154. com ofensa ao princípio da legalidade estrita que disciplina não apenas o direito de exigir tributo. a competência do Poder Legislativo. Por isto é que o STF. A parte final do parágrafo em apreciação contém a advertência de que a discricionariedade do exercício do poder de polícia não significa abuso ou desvio de poder. Plausibilidade dos fundamentos do pedido. e estabeleceu sanções para a hipótese de inobservância de requisitos impostos aos contribuintes.960. I. Dispositivos 130 . não fica a autoridade desvinculada dos princípios que disciplinam os atos administrativos. e l4 da Portaria 113. embora com maior liberdade do agir.10. da Constituição Federal. j.04. de 25. criando multa sem respaldo legal. Ação direta de inconstitucionalidade. Pleno. e 150. Alegada incompatibilidade com os arts. invadindo. repudiou a intervenção do Ibama no exercício da fiscalização de atividade de sua competência. 9°. JURISPRUDÊNCIA Ação direta de inconstitucionalidade Arts.1998. assim.823-1/DF. do Ibama. 30.938/81. p.823-1/DF. de 28. 145. Art. como claro ficou na ementa do ADIn 1. Os princípios da legalidade e do devido processo legal. 10. criando a taxa de fiscalização ambiental (TFA). IV.

07. II.12. no caso. em face da necessidade de reexame de prova. Poder de polícia. não o serviço prestado ou posto à disposição do contribuinte. no exercício do poder de polícia. E. 145. II. rel. qual seja o custo estimado do serviço de fiscalização. em recurso extraordinário. possuindo base de cálculo distinta da de outros impostos. Descabimento da alegação de ofensa ao princípio da isonomia. DJU 28. Min. da Carta Magna.03. por haverem definido. Min. 1ª T. Materialização. o novel tributo. rel. Garcia Vieira. j. 145. em forma de redução do tributo. por razões óbvias.2000. mas a atividade por esses exercida. caput. valores uniformes por classe de contribuintes. e como contribuintes pessoas físicas ou jurídicas que exercem atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. todos da Constituição Federal.2000). Pleno. cujos elementos básicos se encontram definidos em lei. Só há contraprestação do serviço e materialização do poder de polícia quando da obtenção da licença para localização e funcionamento no território do Município. validamente. artigo por artigo. j. Taxa de licença para localização e funcionamento. Poder de polícia. com flagrante desobediência ao princípio da isonomia. a forfait. Tributário.03. DJU 28. Súmula 279 do STF. 29. em razão do poder de polícia exercido pelo 131 .04. rel. e § 2°. e 152. MC 1. Efeito confiscatório insuscetível de ser apreciado pelo STF. pelo Município. pelo ente público. RE 239.. Tributário e administrativo.163/77. Taxa florestal. Ilmar Galvão. Lei 7. não especificadas em lei. aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos instituidores da TFA. previsto para as indústrias que comprovarem a realização de reflorestamento proporcional ao seu consumo de carvão vegetal.397/MG.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 150. ADIn 2. ainda. como fato gerador. DJU 12. Ilmar Galvão. 5°.2000). Recurso não conhecido (STF.178. e não nos anos que se seguem. I e IV. 1ª T. Tributário. Medida cautelar deferida (STF.1999. diante do incentivo fiscal. Taxa para localização e funcionamento. Instalação de agência da CEF. tendo-se limitado a estipular.704/SC.2000.02. 21. por não haver indicado as respectivas alíquotas ou o critério a ser utilizado para o cálculo do valor devido. Exação fiscal que serve de contrapartida ao exercício do poder de polícia. É legítima a cobrança de taxa. na ocasião da licença de localização e funcionamento. Estado de Minas Gerais..2000). consistente. como previsto no art. Legitimidade. j.05. Min. Alegada ofensa aos arts. na dispensa do mesmo tratamento tributário a contribuintes de expressão econômica extremamente variada. inclusive ICMS e ISS insuscetíveis de instituir. Plausibilidade da tese da inconstitucionalidade. Cautelar procedente (STJ.

2ª T. Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da taxa de fiscalização de anúncios. uma vez que alega vulnerado dispositivo da Carta Política. 1.06. 10. Município de Belo Horizonte. instalação e funcionamento.2001). Recurso não conhecido (STJ. rel.04. não foram impugnadas as normas federais de modo a permitir a exata compreensão do inconformismo. padece de fomento jurídico.. na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial’. REsp 212.1999). Tributário e administrativo. REsp l47510/SP. Estadia e pesagem de veículo. rel. Min. Franciuili Netto. DJU 12. rel.03. Tributário. j. taxa de fiscalização. em parte. Inocorrência..09. A irresignação referente ao ISS. incidindo.08. Reexame de fatos e provas.641/89. Cobrança anual pelo Município de Sorocaba.2000.1998. É taxa e não preço público a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário. DJU 04.2001. por conseguinte. Com arrimo em remansosa jurisprudência. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Min.024/SP. 2. Nulidade do acórdão. também.142/RS. Entidade bancária.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. REsp 147. a efetiva contraprestação especifica. Decisão unânime (STJ. pelo Município. Taxa de fiscalização de anúncios. Se assim não fosse. instalação e funcionamento. 08. artigo por artigo.641/89. instalação e funcionamento. cuja competência recursal é do Excelso Supremo Tribunal Federal. Utilização de terminal alfandegário. ISS. Precedentes jurisprudenciais. Ilegalidade. 1. com o objetivo de evitar 132 . Lei 5. por entender que é exigida com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal no controle da exploração e da utilização da publicidade na paisagem urbana. Cobrança obrigatória a título de ‘tarifa’. prevalece a mesma interpretação adotada para afastar a incidência da taxa de fiscalização. Peçanha Martins. Efetivo exercício do poder de polícia. 2ª T. 01. Recurso especial não conhecido (STJ. a Súmula 284 da Corte Máxima. Tributário.. inclusive ICMS e ISS Município.11. 2ª T. j. Francisco Peçanha Martins. j. No que concerne à taxa de licença para publicidade.2000). em decorrência da renovação anual. Taxa de licença para publicidade. este sodalício houve por bem sedimentar a matéria por meio da Súmula 157. do Município de Belo Horizonte. Min. Recurso especial conhecido e provido. ao dispor que: ‘É ilegítima a cobrança de taxa. A perpetuação da cobrança do tributo carece dos requisitos necessários à imposição da taxa de fiscalização. Rejeitadas as preliminares de nulidade do acórdão. uma vez que não está materializado o poder de polícia e. Constitucionalidade. instituída pela Lei 5. Agravo regimental no agravo de instrumento. DJU 04. 3.

Tributário. AC 1997.2005. § 2°. Ilmar Galvão).12.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o exercício do poder de polícia. 2ª T. Ilmar Galvão). Município de Goiânia.08. cobrada como contrapartida pelo exercício do poder de polícia. Embargos à execução fiscal. seria necessário o reexame dos fatos e das provas da causa.06. AI-AgR 527. Precedentes: RE 258. circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula 279 do STF. visando apenas suspender eficácia de norma até discussão definitiva de mérito. 98). 276. Portaria 113/97-Ibama. Carlos Britto. 2. localização e funcionamento.. Firmou-se. Ilegitimidade.2005.149. 3. II.. o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo da referida taxa com a do IPTU. 4 Apelação e remessa não providas (TRF-1ª R. 216.08. 13.254 (Min. no caso. rel.2006. DJU 19. situação que não viola a vedação prevista no disposto no art. 20. não causa perda de objeto de ação de conhecimento que visa a nulidade de cobrança baseada na mesma norma. Min. Taxa de licença para funcionamento de estabelecimento comercial e industrial. j.350.001. Perda de objeto. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. Processo civil.814/MG. a teor dos arts. A concessão de liminar em ADIn pelo C. Município de Belo Horizonte. 77 e 78 do CTN. por não mensurar o custo da atividade estatal Precedentes do STF e desta Turma. p. Base imponível.2006. j. 220. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência da taxa em referência. Eros Grau. 2. 9). STF. 63). Taxa de fiscalização. Tributário.2006. O número de empregados não pode servir de base de cálculo da taxa municipal de licença para funcionamento.503/MG.478 (Min. Sepúlveda Pertence). Celso de Melo). DJU 04. Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança da taxa de fiscalização de anúncios. inclusive ICMS e ISS prejuízos à estética da cidade e à segurança dos munícipes. 3. 1ª T . Juiz Antônio Ezequiel da Silva. Alegada ofensa ao inciso II e ao § 2° do art. p. Número de empregados. 145 do Magno Texto. ainda. da Constituição do Brasil.316 (Min. Ilmar Galvão) e 198. A cobrança pela inscrição e renovação de cadastro de poluidores potenciais insere-se na competência fiscalizatória do Ibama sobre o meio ambiente e assim constitui exercício 133 . 2. j. a base de cálculo da taxa deve vincular-se ao fato gerador do tributo. artigo por artigo. AI-AgR 581 . Taxa Princípio da legalidade.11. 145. rel. da CF). p. Entretanto. Min. 1 Cabível a instituição de taxa para licença de funcionamento pelo Município com base no exercício do poder de polícia. DJU 09.904 (Min. Nego provimento (STF. 145.12. para que se pudesse dissentir dessa orientação.207 (Min. 23. rel.80/GO. 7ª T. (art.2006. 1.

Legitimidade. Deve-se obstar a ação estatal alusiva às cobranças decorrente do poder fiscalizador. do Código de Processo Civil. Metrologia. do que determina a Constituição da República (art. rel. II). porque estas.12. Ilegalidade. entre a constituição definitiva do crédito tributário e a citação do executado. artigo por artigo. 5. cobrar dos postos de gasolina (apelados) a verba pecuniária decorrente das aferições realizadas nas bombas de combustível. Não pode o Inmetro. a partir do exercício de 2000. a natureza da verba pecuniária configura-se como taxa. O exercício efetivo de poder de polícia só pode ser custeado por taxa.. DJU 15. não excede a 60 salários mínimos: aplicabilidade do § 2°. Constitucional. Embora o art. b da Lei 5. Fiscalização. Atividade administrativa. sequer mediante delegação. sob pena de violação aos princípios fundamentais de contenção do poder de tributar. 4. Prescrição. em relação aos desdobramentos promovidos. 158). é legítima e independe de comprovação 134 . Tributário. Caracterização. j. diferentemente daqueles. 8ª T. Direito processual civil. Inocorrência. Precedentes. Não conhecimento. Não tendo decorrido o prazo de cinco anos.12. p. quando o valor da dívida executada e embargada. Juíza Maria do Carmo Cardoso. pelo que não tem nenhuma validade a Portaria 113/97-Ibama neste ponto. do art. Remessa oficial. em virtude de a matéria ter sido disciplinada na Lei 9. como no caso. Tributário. introduzido pela Lei 10. Apelação e remessa improvidas (TRF-1ª R. sendo esta a natureza da cobrança instituída pela Portaria 113/97Ibama.2004. ante a compulsoriedade de que se reveste a aludida atividade administrativa fiscalizatória. O princípio da legalidade no campo tributário exige que apenas a lei crie tributos.59/DF. Juiz Paulo Espírito Santo. Poder de polícia. de 26.352. espécie de tributo. Taxa. 3. AC 324. Inconstitucionalidade. não se pode cogitar de prescrição. Cobrança. A cobrança anual da taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio.966/73 mencione preço público. verificável pelo inequívoco exercício de poder de polícia. 1. j. Compulsoriedade. 166).2005. inclusive ICMS e ISS de poder de polícia. Precedentes. p. Súmula 545/STF: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem.2005..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 475. Inmetro. 15. CEF. 2.11. 2ª T. DJU 16. Taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio.773/RJ.. 37 c/c 145.933/99 (TRF-2ª R. pois que a referida atividade destoa. 3. Não se conhece da remessa oficial. rel. sem que haja lei especifica. Cobrança pela Municipalidade. Postos de combustíveis.995. 11. As cobranças pelas aferições são legítimas.12. em relação à lei que as instituiu’.02.2001.010. Embargos à execução fiscal. AC 1999. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à previa autorização orçamentária. 7°.009.2005..

5. dos elementos da exação: fato gerador. de determinar a redução das atividades geradoras de poluição (art. conferindo ao Ibama (sujeito ativo da exação) a competência administrativa para previamente licenciar a construção.2007. bem como os capazes. não gozando a empresa.. p. Constitucionalidade.Não ha violação aos princípios constitucionais da legalidade (e tipicidade) ou da isonomia tributárias. além de conferir ao referido órgão (Ibama) a competência administrativa exclusiva para licenciar as atividades e obras com significativo impacto ambiental.TCFA. 10. de causar degradação ambiental (art. 04. a União instituiu uma taxa de polícia.Para sanar os vícios de que padecia a Lei 9. pequena ou grande). de âmbito nacional ou regional (art. Exigibilidade. Lei 10. caput [da lei 6. tendo em vista que o poder de polícia alcança tanto os atos preparatórios como os de continuidade do exercício.938/81]) ou de homologar os licenciamentos de competência dos órgãos estaduais do Sisnama (art. da regular definição. § 3° [da Lei 6. DJU 17.2003. base de cálculo e alíquota. j. a ampliação e o funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais considerados efetiva e potencialmente poluidores. pelo Município.No caso em tela. 586). 17-C) e os valores (art. o sujeito passivo (art. 10. 17-D). 3ª T. AC 533.01.165/2000 definiu o fato gerador (art.É inequívoco que a Lei 10. de sua competência tributária. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS do efetivo exercício do poder de polícia. 3 . tão-somente. 10.06. A alegação de que a CEF exerce atividade de interesse público. sob qualquer forma. de 135 . 6 . estes estabelecidos de acordo com o porte da empresa (micro. § 2° [da Lei 6.165/2000. 4 – Havendo a competência administrativa cujo desempenho caracterize o exercício do poder de polícia.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. sujeitos. 5 . 4. com seu potencial de poluição e com o grau de utilização de recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização (art. de qualquer prerrogativa especial. antes de criar uma taxa de polícia.938/81]). não impede a cobrança da referida taxa.165/2000. a instituição válida de uma taxa de polícia correspondente depende. Juiz Nery Junior. 17-B). porque pública ou vinculada à Administração Indireta da União.618/SP. para efeito de elidir o exercício regular. Precedentes (TRF-3ª R.O atuar do Ibama consiste no desempenho efetivo das atividades de fiscalização e licenciamento de estabelecimentos e atividades potencialmente poluidoras. §§ 1° e 2°). rel. a instalação.. deu ao órgão destinatário da exação uma série de competências relativas ao poder de polícia correspondente à referida taxa.960/2000. 1 . 17-D. A Lei 10. foi editada a Lei 10. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . econômico e social. Tributário. 10. por lei.165/2000 que instituiu de modo válido a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental .TCFA.938/81]). § 4° [da Lei 6. 2 .938/81]).

O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações. AMS 273300/SP. apenas. DJU 12. p. TRF-4ª R.Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle. ou seja. pois ao estabelecer como um dos critérios quantificadores da taxa o porte do sujeito passivo (micro. Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira. previsto no Decretolei 1. 136 . rel. j. pequena empresa ou empresa de grande porte). Juiz Djalma Gomes.841/99 [revogada pela LC 123/2006].05.08. 4ª T. como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público. Trata-se. aquela que ‘decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado.271-0. 13. DJU 30. na verdade. eis que não se pode negar que a magnitude de cada um desses aspectos interfere diretamente na complexidade do exercício da atividade de polícia.2006) (TRF-4ª R. 9 . pelos contribuintes do IPI. 1ª Seção.437/75. DJU 28. Trata-se. tem-se como adequado o critério de valoração.437/75.2006. e utilizando-se a Lei 10.05. AC 200371120077868/RS. de mais um custo. 8 .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. artigo por artigo. 7 ..Apelação improvida (TRF-3ª R.165/2000 dos critérios de classificação da Lei 9. 113.2007).Sendo o valor da taxa determinado em função do porte da empresa. que demanda a realização de diligências e outras atividades concretas para conceder o licenciamento ou manter a licença concedida.71. 2ª T..03.. positivas ou negativas. § 2° do CTN). dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. parágrafo único. rel. Ressarcimento de custos. do CTN. Decreto-lei 1.2006. inclusive ICMS e ISS modo a caracterizar uma ação concreta e especifica da Administração. não havendo.‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. Lei 4. 1 . 10. rende ensejo à cobrança de taxa de polícia.. 77. Natureza jurídica. nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art. assim.. Obrigação acessória.03. de obrigação acessória. cuja atividade administrativa. Tributário.000. sem que isso venha a desconfigurar sua natureza. Selos de controle quantitativo.Não procede o argumento de ofensa ao disposto no art. não houve determinação do valor da taxa a partir do capital da empresa. j. 293).502/64. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos infringentes 2003.2007.07. violação a quaisquer princípios tributários. 2 . IPI. do potencial poluidor da atividade e do grau de utilização dos recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização.

. de modo que o referido tributo somente podendo [rectius: pode] ser instituído ou majorado mediante lei. com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R.092). rel. EIAC 2003. 46 da Lei 4. Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia. 145. ou seja. Tratase. sendo uma obrigação assumida voluntariamente. 1ª Seção. Cobrança de preço público. previsto no art.437/75.04. Somente com a edição da Lei 9.71. II. Efetiva atuação poder de polícia.Casa da Moeda -.2006. constituindo-se em receita originária da União. O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI. rel. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. razão pela qual não merece acolhida a pretensão do recorrente (TRF-4ª R.315/RS. efetiva ou potencial.2006. Juiz Vilson Darós. A aplicação do selo de controle do IPI. não caracteriza taxa e nem preço público. apenas. Decreto-lei 1.502/64.933/99 é que foi instituída a taxa de serviços metrológicos.710. de serviço público específico e divisível.2006.050. Lei 10. 24. 3ª T.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Natureza jurídica. Juíza Vânia Hack de Almeida. representa uma obrigação acessória.025. de mais um custo. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. inclusive ICMS e ISS Embargos à execução fiscal. Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário. em obediência ao princípio da reserva legal. proveniente de produto fabricado por empresa pública . Aferição de bombas de combustível. revelando-se legítima a sua cobrança a partir do exercício 2000.TCFA.027. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. Base de cálculo própria de imposto e progressividade fiscal. levandose em consideração a natureza compulsória e coercitiva que decorre do exercício do poder de polícia. 793).615/2000.931/81. j. 06. no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo. AC 2002. A cobrança efetuada pelo Inmetro em razão da aferição de bombas de combustível constitui taxa. A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível. p. CF. As inscrições em dívida ativa têm origem no crédito constituído pela cobrança de preço público por prestação de serviço de aferição de bombas de combustível no estabelecimento da embargante. j. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto.. p.10/RS. IPI.2006. Ibama. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto. artigo por artigo. 137 .07. Selos de controle quantitativo. 1. Inmetro. ou a utilização. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . Art.07. Ressarcimento de custos. Receita originária. DJU 12.07. Lei 6.500.. Tributário e constitucional. DJU 19.

.615/2000.165/2000 ao instituir a TCFA delimitou. inclusive ICMS e ISS Inexistência. normas e padrões de qualidade ambiental. o que se apresenta por demais acertado. A Lei 10. sendo de utilização compulsória. uma vez que a Lei 10. Efetiva atuação do poder de polícia pelo Ibama por meio de fiscalização realizada através de: a) visitas de fiscais aos estabelecimentos dos agentes poluidores ou utilizadores de recursos naturais. o qual apresenta sua configuração no desempenho da função fiscalizadora para averiguar se as atividades e obras causadoras de significativo impacto ambiental estão sendo desenvolvidas nos termos em que foram autorizadas.735/89 exerce a atividade fiscalizatória e de controle de aplicação de critérios. Precedentes. 145. 77 consideram-se: I . p 860). sem ingresso de fiscais no estabelecimento fiscalizado. consistente na vistoria à distância.2006. sejam postos à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento. criada pela Lei 7.2006.02. trazendo todos os elementos caracterizadores do tributo.01. sanando os vícios de constitucionalidade da legislação anterior (Lei 9. fluviais ou aéreas. 138 . em consonância com a política nacional. 79. b) pelo monitoramento remoto de atividades. II. Apelação improvida (TRF-5ª R. artigo por artigo. nitidamente. Inexistência de contrariedade ao art.. através do prévio licenciamento concedido pelo referido órgão. II. da CF. Juiz Francisco Wildo.960/2000).TCFA. restando. c) na análise de imagens de satélite. introduzindo dispositivos à Lei 6. o que torna insubsistente a alegação do apelante de ausência efetiva de fiscalização e de violação ao preceito constitucional do art. rel. Os serviços públicos a que se refere o art. quando. da CF. A hipótese de incidência da indigitada exação é o exercício do poder de polícia outorgado legalmente ao Ibama. DJU 15. d) no acompanhamento de dados estatísticos regionalizado sobre poluição e utilização de recursos naturais. 12. a atuação do poder de polícia conferido ao Ibama. 1ª T. quando por ele usufruídos a qualquer título. AMS 92646/PE.utilizados pelo contribuinte: a) efetivamente. em rondas terrestres. instituiu a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . pois esta autarquia. Art. 145. j. b) potencialmente.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.931/81. e) na apreciação dos relatórios de apresentação obrigatória. marítimas.

O Poder Judiciário. por parte de cada usuário). Além da autonomia de cada unidade de serviço. De todos os conceitos. como fez em relação ao poder de polícia. nas palavras do CTN. separadamente. seja específico (destacado como unidade autônoma) e divisível (possibilidade de utilização. Mas nem todo serviço público é gerador de taxa. para satisfazer necessidades essenciais ou secundárias da coletividade. artigo por artigo. tem sido rigoroso na apreciação da legalidade de um sem-número de taxas que surgem sem atenção às características indicadas nos incisos do artigo em comento. ou posto à sua disposição necessário). COMENTÁRIOS O exercício do poder de polícia e a prestação de serviço público são atividades tipicamente estatais. ou simples conveniências do Estado. para sê-lo. O conceito do que seja serviço público não encontra unanimidade entre os estudiosos do direito administrativo. transcrevo o dado por Hely Lopes Meirelles: Serviço público é todo aquele prestado pela Administração ou por seus delegados. 139 (serviço em funcionamento para ser utilizado. quando . III divisíveis. quando possam ser destacados em unidades autônomas de intervenção.específicos. quando suscetíveis de utilização. por parte de cada um dos seus usuários. de utilidade ou de necessidade públicas. exige-se que seja ele prestado ao contribuinte (utilização efetiva). a partir do STF. sob normas e controles estatais. deixando o CTN de conceituá-lo. pela simplicidade e abrangência. inclusive ICMS e ISS II . porque.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. é preciso que.

da Constituição devem custear o poder especial de polícia. 1ª T.584-4/MG.474. 140 .1981). da mencionada norma local (STF. 77 e 79 do CTN). item I. j. visto que o poder geral de polícia. que ele argüiu. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição (STJ.As conhecidas taxas de lixo têm como fato gerador o exercício do poder de polícia. 12. nº 48. Min. e declarar a inconstitucionalidade. j. 2.06. para conceder a segurança postulada. As taxas instituídas no art. II . 15. REsp 33. tem o seu custeio satisfeito pelos impostos gerais. III . para custear o serviço de policiamento dos bancos e entidades congêneres.972). por ser inerente à função normal do Estado.) III — Diversamente do IPTU. (. como dispõe o art. 1ª T. I . 77 e 79 do CTN).. Recurso extraordinário do constituinte a que o Plenário do STF dá provimento. 16. de 1968. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. Sendo assim.. REsp 11. Taxa de expediente prevista na Lei de Minas Gerais 4. j. 23.1993. DJU 10. inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA 1.08.Nos serviços públicos urbanos encontram-se presentes os requisitos da especificidade e da diversibilidade (arts. rel.1993. é inconstitucional.08. a utilização efetiva ou potencial. Decisão unânime (STJ. art.1981. 21.08.As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador o exercício do poder de polícia. I. Min. rel.996/GO. a utilização efetiva ou potencial.. 1ª T. do serviço público e divisível. p.1993. Min.03. 77 do CTN.06. Min. DJU 23. p. a taxa de limpeza pública é cobrada em função do metro quadrado ou fração da propriedade (STJ. RE 73. j.1993. que tem como base de cálculo o valor venal do imóvel.Nos serviços públicos relativos a consecução de vias públicas e logradouros e de combate a sinistros. artigo por artigo.04.870/SP.06. Taxa de limpeza pública. do serviço público específico e divisível. encontramse presentes os requisitos de especificidade e da diversibilidade (arts. IV – Recurso provido. Antônio Neder. 1ª T. DJU 16. 18. Demócrito Reinaldo. ele não pode constituir fato gerador da taxa de segurança de pessoas e casa. DJU 16.957). rel. 3.Na espécie. em votação uniforme. II .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. rel.564).. está o recorrido sujeito à cobrança da taxa de serviços urbanos..1993. Tabela A.1993. Cesar Asfor Rocha. 15. 37. REsp 32. Demócrito Reinaldo. p. I . O policiamento de segurança das pessoas e das casas é atribuição normal do Estado e serviço que os impostos gerais custeiam.940/SP. 14.

no âmbito do aresto a quo. Garcia Vieira. quanto ao IPTU e aos efeitos decorrentes da inconstitucionalidade de texto legal. da CF/88 (Lei 6. encontram-se presentes os requisitos de especificidade e de divisibilidade (arts. § 2°. I. 91. 145. componentes. a alegação de que o Município não teria competência para estabelecer as condições para o parcelamento do IPTU e a de que seria indevida a adoção. 145. II. inclusive ICMS e ISS Taxa de armazenagem. ATP. Min. efetiva ou potencial. Agravo regimental contra decisão que proveu recurso especial do agravado. ofende o art.1999). III. do CTN).05. de unidade monetária própria (UFN) para atualização das parcelas do IPTU. rel. Mim.03. O colendo STF declarou incidentalmente a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 6. 93. artigo por artigo. As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador ‘o exercício do poder de polícia. 4.1998. e 167 do CTN. parágrafo único.06. preços públicos e emolumentos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. do Município de São Paulo. de serviço público específico e divisível. do art. Taxa de iluminação e limpeza pública.050/SP (DJU 07. 86. Ausência do necessário prequestionamento dos arts. Isenção. Dispositivos indicados como afrontados não abordados. Lei 8. o que ofende o inciso II. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição”]’ (art. 87. Afastou-se. RE 188. Não se conhece de recurso especial. e pelo fato de não serem divisíveis os serviços públicos que ela visa custear.777/SP (DJU 30. Nos serviços públicos relativos à limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos. arts.349/AM. em nenhum momento. I e II e 94).2000. RE 190 126/SP (DJU 05. 165.387/91.989/66. as importações de partes. 77. em matéria de cunho eminentemente constitucional. por possuir base de cálculo própria de imposto.989/66.387/91 isenta de pagamento de taxas. 19. ao fundamento de que a referida taxa. do CTN). 6 Nada se discutiu (em face dos óbices acima apontados) sobre o IPTU 141 . I. Matéria constitucional.03.04. DJU 15. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição [rectius: “o exercício regular do poder de polícia. 77 e 79. que prevêem a cobrança de taxa pelos serviços de conservação e limpeza de ruas. do serviço público específico e divisível. na parte em que a decisão atacada basilou-se. REsp 188. peças. Decisão da matéria pelo Colendo STF. 2. 1. 1ª T. entretanto. Tributário e processual civil. do CC/1916 [sem correspondente no CC/2002]. matérias-primas. Precedentes desta Corte. Precedentes citados: RE 206. rel. 130. 5. A Lei 8. 677. I e II. Agravo regimental.2000) e RE 185. a utilização efetiva ou potencial. mas o adicional de tarifa portuária não. j.1997).391/SP. 3.1999). Prequestionamento.11. pelo Município.. da CF. 15. Ilmar Galvão. A taxa de armazenagem é preço público. Recurso parcialmente provido (STJ. produtos industrializados e outros insumos vinculados à fabricação de produtos destinados à exportação. ou a utilização. como fundamento central.

AGA 526. João Otávio de Noronha. do CTN. Min. 1.03. AGREsp 734369/RJ. Esta Corte possui o entendimento de ser incabível analisar a violação dos arts. 6°. 1. Divisibilidade. Incompetência desta Corte. Ausência de prequestionamento. 2ª T. por serem matérias de índole constitucional. § 1°. em face da consideração do acórdão recorrido de ilegalidade da Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP). Processual civil.2005. rel. do CPC. Min. DJU 30. 462. deixou ele de demonstrar as circunstâncias identificadoras da discordância entre o caso confrontado e o aresto paradigma. arts. Apesar da transcrição de ementa. Agravo regimental improvido (STF. e da Taxa de Iluminação Pública (TIP). Processual civil. p.2007. 3. A decisão debateu. Divergência jurisprudencial não demonstrada. 4. As normas ordinárias sob liça (arts. da CF/88]. 2. 20. artigo por artigo. DJU 27.03. a legitimidade da cobrança da taxa de iluminação e limpeza pública. j. 105. 6°.06. quais sejam. Tributário. não pode ser conhecida por esta Corte por referir-se à matéria constitucional. A alegada violação aos arts. § 1°. pois o recorrente não realizou o necessário cotejo analítico.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. c. DJ 21. 1ª T. 145. da Lei de Introdução ao Código Civil Ausência de prequestionamento. Dissídio superado. 77 e 79 do CTN) reproduzem regra constitucional (art.. É cabível a incidência da taxa 142 . 462. Agravo regimental em agravo de instrumento. 292). Precedentes (REsp 173. 3. O recurso especial não pode ser conhecido pela alínea c do permissivo constitucional [art. CF/88). 77 e 79 do CTN. bem como não apresentou.913/SP. Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública e Taxa de Iluminação Pública (TIP).301). 02. III. Matéria constitucional.. inclusive ICMS e ISS e os efeitos da declaração de inconstitucionalidade. não foram objeto de análise pelo Tribunal de origem. A 1ª Seção assentou que a divisibilidade e especificidade de taxas referentes a serviços de limpeza pública e de iluminação pública são insuceptíveis de controle no âmbito do recurso especial.2005. Ausência de prequestionamento e dissídio pretoriano superado.2007. adequadamente. 77 e 79 do CTN. As matérias infraconstitucionais supostamente violadas no recurso especial. Arts. 2. Humberto Martins. do CPC. Recurso especial inadmitido. Matéria constitucional.03. 7. por reproduzirem os aludidos dispositivos legais preceitos constitucionais. Tributário. razão pela qual ausente o necessário prequestionamento. Arts. apenas. com relação à Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP) e da Taxa de Iluminação Pública (TIP). Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental não provido (STJ.06. p. Incidência da taxa Selic para cobrança dos débitos fiscais. 77 e 79.212/RJ. j. rel. da Lei de Introdução ao Código Civil.2005). o dissídio jurisprudencial.

926/PR. REsp 896. 102. José Delgado. 15. p.03. que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações. Tributário. visto que os arts. Taxa de Combate a Incêndio e Taxa de Conservação de Vias. 215). Repetição do indébito. 01. 145. Matéria constitucional. Taxa de controle e fiscalização ambiental. Taxa de Coleta de Lixo. de relatoria do ilustre Min. Constitucional e tributário. rel.. 77 e 79 do CTN. visto que os arts. Afigura-se inviável examinar. IPTU. Processual civil.2006. Tributário. 18. 3. ‘Divergência jurisprudencial entre acórdãos que analisaram matéria de ordem constitucional.257/SC. 3. Precedentes.08.02.2007.960 de 28. Sempre que presente 143 . relatados pelo eminente Ministro Luiz Fux. 168. j.497/SC e 425. de combate a incêndio e de conservação de vias. rel. de limpeza urbana e de iluminação pública. João Otávio de Noronha. Recurso especial conhecido em parte e provido (STJ.03. controvérsia atinente a taxa de coleta de lixo. Mandado de segurança. j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. § 2°. 2ª T. na assentada 14 de maio de 2003. 246). 2. a teor dos preceitos que emanam da Carta Magna (CF arts.05. rel. por regular especialmente a matéria tributária. 2ª T.643/PR.2006.2000.DJU 06. 165 e 168. Taxa de Iluminação Pública.. I. do CTN e Decreto 20.2001). artigo por artigo. não cabe apreciar nesta instância superior.2007. DJU 03. Min. quando do julgamento dos EREsp 291. da CF. p.828/PR. REsp 547. devendo ser a pretensão recursal provida nesta parte. Lei 9. Matéria constitucional. 145. Min. Afigura-se inviável examinar. 399. Recurso especial não conhecido (STJ. inclusive ICMS e ISS Selic para a cobrança de débitos fiscais. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial. 2. DJ 04.01. Precedentes. reproduzem o preceito inscrito no art.709/SC. e pela Corte Especial. Humberto Martins. em recente julgamento do EREsp 213. 257).910/32).341/RJ. Orientação consagrada pela Primeira Seção. Recurso especial. O prazo para o ajuizamento da ação de repetição do indébito é de prescrição qüinqüenal e. Min. Cabimento. Art. da Constituição Federal. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial. 1. do CTN.06. DJU 12. relator Ministro Francisco Peçanha Martins. Inconstitucionalidade.03.889/SP.2007. § 2°. João Otávio de Noronha. Prescrição. Taxa de Remoção de Lixo e de Limpeza Urbana. em sede de recurso especial. III e 105. p. Agravo regimental não provido (STJ. 2ª T. 77 e 79 do CTN. 1. reproduzem o preceito inscrito no art. AGA 750. 1. em sede de recurso especial.2007. controvérsia atinente a taxa de remoção de lixo. j. III) (REsp 196. prevalece sobre a regra geral que dispõe sobre os feitos contra a Fazenda Pública (arts.. que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações.

80.178-8/DF. dos Estados. 7. razão pela qual não há como se declarar perda de objeto da presente ação. 144 . desde logo se verifica que o fato gerador invocado dissocia-se daqueles próprios da taxa.960/2000. Juíza Marli Ferreira. as Constituições dos Estados. segundo a Constituição Federal. 77 do CTN).165/2000]. 17-B [conforme redação dada pela Lei 9.01. a materialidade da hipótese de incidência fixou-se no exercício pelo contribuinte de atividade potencialmente poluidora. AMS 213.2004. as Leis Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios e a legislação com elas compatível. criada pela Lei 9. a este sujeitando todos os sujeitos passivos citados no § 2° do art. inclusive ICMS e ISS ato de autoridade que por ação ou omissão. rel. com a redação dada pela Lei 10.2000. I. § 1°. No caso da taxa de fiscalização ambiental veiculada pela Lei 9. DJU 28. de serviço público específico e divisível. a Taxa de Fiscalização Ambiental. de 28. consideram-se compreendidas no âmbito das atribuições da União. 77 que as taxas cobradas pelas pessoas políticas de direito público interno.165/2000. Não sendo dado ao Estado criar taxa com a mesma base de cálculo ou fato gerador de imposto (parágrafo único do art. 5. com data de pagamento. estará aberta a possibilidade para que o interessado se socorra do Poder Judiciário através do writ.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. da Constituição Federal. competem a cada uma dessas pessoas de direito público. j. o STF entendeu prejudicado o prosseguimento daquela ação declaratória de inconstitucionalidade.165/2000].mas sempre de forma concreta . O Código Tributário Nacional dispõe no art.01.960.938/81. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição’. fixada por essa lei em 31 de março [art. certo que se estará diante de imposto.. do Distrito Federal ou dos Municípios aquelas que. sendo certo entretanto que o valor exigido incidiu efetivamente sobre o mês de janeiro de 2000. Art. Ao revés.2005). este § 2° foi revogado pela Lei 10.638/SP. inciso II. Para efeito de instituição e cobrança de taxas. dentro de suas respectivas atribuições. Sentença mantida (TRF-3ª R. efetiva ou potencial. 6ª T. na Medida Cautelar requerida na ADIn 2. artigo por artigo. por inconstitucionalidade.possa ameaçar ou violar direito líquido e certo do contribuinte. da Lei 6.. O STF afastou. 3. 17-C. têm como fato gerador o ‘exercício regular do poder de polícia. À vista da edição da Lei 10. atual ou potencialmente . 6.11. 145. 10. 2. ou a utilização.960/2000. 4. em violação dos disposto nos arts. eis que não se vislumbra na exação a prestação regular pela Administração do poder de polícia ou mesmo de serviço público específico e divisível. 153 e 154.

JURISPRUDÊNCIA Tributário. inciso I. de serviço público específico e divisível. 244. artigo por artigo. está explicitada no art. e não a utilização. especificamente. com a especificação em doze incisos. nos termos do art. prevalece o direito federal ou o estadual sobre o municipal. 145. Em havendo duplicidade na tributação cumulativa. Impossibilidade de sua cobrança como contribuição. como estabelece a Constituição Federal de 1988. da Carta Magna.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. próprio de contribuição de melhoria. 23 pode ser instituída taxa. 25. Município de Santo André/SP. observando o ente estatal que a instituir no limite de sua competência. não se permitindo. II.999/72. em se tratando de taxas essa competência é dos Estados. 154. porque ela destina-se. em hipótese alguma. da Constituição Federal. § 1°. inclusive ICMS e ISS COMENTÁRIOS O dispositivo em destaque reafirma competência comum dos entes federados. Diferentemente. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. também chamada de cumulativa ou paralela. bitributação. art. Inconstitucionalidade. Tributo que tem por fato gerador benefício resultante de obra pública. Sobre as matérias elencadas no art. Em relação às taxas não há problema quanto à discriminação da arrecadação. art. Lei 3. Com propriedade observa Hugo de Brito Machado que. em matéria de imposto. 23 da Carta Política. a dar suporte ao serviço público gerador da exação. pelo contribuinte. Observe-se que a competência comum. como preconizado no art. por inobservância das formalidades legais que constituem o pressuposto do lançamento dessa 145 . a competência residual é da União. Taxa de pavimentação asfáltica.

02. Embargos à execução fiscal. de limpeza pública. amiúde praticada. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art. A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida. 28.360). rel. Inconstitucionalidade.09. Execução fiscal. 22.12. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. pois o valor da execução é de R$ 2003. porquanto a exigência fiscal tem como fato gerador hipótese concernente a contribuição de melhoria. da Emenda Constitucional nº 01/69.1995. do Município de Santo André/SP. que não permite a utilização da taxa como instrumento para recuperação do custo de obra pública. REsp 0001609/SP rel. Taxa de iluminação pública indevida. Pertinente e adequada a ponderação. RE 140779/SP. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. CF. imediato. Recurso provido (STJ. de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios. 276 da Lei 3. 1ª T.1990. de fato. que se declara. de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas. excluindo-se o reexame necessário. inclusive ICMS e ISS espécie tributaria. Entendendo a E. Prescrição parcial consumada. sendo capital repisar-se tanto se tributa. que contam com aquele referido serviço. 145.999. 4. avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços.11. 77. conservação da pavimentação. II. a título de taxa. DJU 17. 2ª T.1990. da multa e da correção monetária. 1. de conservação de pavimentação. artigo por artigo. 15.08. Recurso não conhecido (STF. Min. Parcial procedência dos embargos. j. Ilegalidade. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço. Cobrança de taxa de pavimentação e calçamento para recuperação de custo de obra pública.12. Ilmar Galvão. firmados através do inciso II do art. 21. de vigilância pública predial. 6. de 29. assim se procede. j. da ECT. A divisibilidade se coloca também límpida. Taxas de remoção de lixo comercial. Inocorrência da alegada afronta ao art.1995. Tributário. nem ao da indivisibilidade. Min. limpeza de vias públicas. 2. Américo Luz. 18. 5. pelo serviço efetivamente prestado. p.. No que tange às taxas de remoção de lixo comercial.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte.351). Legitimidade da cobrança dos juros. remoção de lixo comercial. de molde a permitir sua exigência. Sucumbência recíproca. Não conhecimento da remessa oficial. e do art. 3. de limpeza pública.. do art. p. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. Município de Araçatuba XECT. neste passo 146 . 475 do CPC. Tributário. CTN. DJU 08.1972. vigilância pública predial e prevenção a incêndio.

11.01. 156. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. No âmbito dos requisitos para as taxas em geral.12. STJ.07. que lhe reconheceu ilegitimidade. de molde a impedir exigência de taxa. Inconstitucional dita exação. Contaminado pela prescrição. do CTN. Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10.12. como se denotará. Ante a devolutividade do apelo. a prescrição. conforme entendimento desta Colenda 3ª Turma.1995 e de 10. Constatada será a ocorrência da prescrição. com observância do estabelecido pelo art. 145. de fato. 9.01. consoante art. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. uma vez que regida pela LEF dita nuança. 16. 18. 15.1996. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos. 17. 14. de rigor a extinção dos débitos prescritos. antes enfocados. Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa.09. nos presentes autos. Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10.2000.07. 512.12. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte. ainda que não conhecidos. com o Excelso Pretório que. Verificada.1995 a 10. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN). e do art. sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos. CF. para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28. claramente. sentença. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. elencada no inciso V. do art.1995 e de 10. 8.1996. caput e § 3° e 516.09.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.12. imediato.1995 a 10. uma das causas de extinção do créditos tributário. 19. contados da data de sua formalização definitiva. vetou o uso daquele tributo para tal fim. 147 . Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP). CTN. avulta em destaque a indivisibilidadede de dito serviço. 12. qual seja.1995 a 10. inclusive ICMS e ISS não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. 13.01. 10. primeira figura. firmados através do inciso II do art.1995 até 10. por meio da Súmula 670. artigo por artigo. 515. Vencidas as dívidas em 10. encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. todos do CPC. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente.1995 a 10. 77. segundo a qual suficiente a propositura da ação. qual seja. 7. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público. do E. ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento.1995. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. ônus cabalmente seu. 174 do CTN. guarda harmonia a r.

através de mero cálculo aritmético. a propósito. A respeito de constituírem os débitos atos distintos. 25.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. à divida em sua junção de principal com atualização. consoante art. 26. realmente. e à luz evidentemente de lei a respeito. vez que indevida sua cobrança. vez que dotado de valores autônomos. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. do art. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados. quando do sentenciamento dos embargos. em sua superioridade em si . com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido. a cujo principal. adota-se. 20.da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico. nos termos da jurisprudência que. inclusive ICMS e ISS Afigura-se coerente venha dado valor. Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR. 21. quando pratica a dispensa de correção monetária. decorrência límpida e lícita. 27. 24.de tal sorte que sua incidência. deva recair sobre o débito. de conservação de pavimentação. a corresponder. específicos. CTN. em essência adere a correção monetária. 23. bem como verificando-se legitima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial. anos posteriores. de vigilância e quanto à taxa de prevenção 148 . instituto inerente ao crédito tributário. figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária . CTN. por inconstitucional) . vez que estes os incidentes no caso vertente. da moeda nacional . em direta consonância com o inciso V. a cifra maior. segundo a qual os juros. porém que brota da incursão por ato ilícito. assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária. Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial. como se dá com o não pagamento tributário. Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo. amiúde construída. para dele fazer parte integrante. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. de limpeza pública. Reflete a multa moratória acessório sancionatório. 161. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. exatamente por motivo inverso. originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente. contudo incidente com referência às taxas retratadas. Tão assim acertado o entendimento que a Administração. cumpre-se destacar que. Coerente a compreensão. como se extrai. identificáveis e autônomos. histórica. em dados momentos. denomina a tanto de remissão. 97. recaem sobre o crédito tributário. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP.esta fruto da inerente desvalorização. 22. artigo por artigo. a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP.

3ª R. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. pelo Distrito Federal ou pelos Municípios. 145. j. TÍTULO V CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA Art. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. 81. bem como ante a ocorrência da prescrição parcial. p. a atingir vencimentos ocorridos de 10. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. como previsto na Constituição Federal (art. Juiz Silva Neto. pelos Estados. AC 1079831/SP.01. 3ª T. III). atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. A contribuição de melhoria cobrada pela União.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. em favor do Município implicado.401). COMENTÁRIOS Definição. é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária. julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF . sendo cobrada para atender ao custo de obra pública.04.02. tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado.. 149 . suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. no âmbito de suas respectivas atribuições. A espécie tributária aqui enfocada insere-se na competência das três esferas estatais.2007. para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata. em favor do Município implicado. 28. artigo por artigo.. Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo.1995 até 10.12. realizada em favor do interesse público.1995. tendo-se em conta a vantagem advinda da obra realizada. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso.2007. rel. sentença. DJU 11. 28. na forma retro fixada. impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r. inclusive ICMS e ISS contra incêndios.

os Estados. Dentro de um critério de razoabilidade interpretativa. III. e tem como particular característica a inexistência de alíquota ou de base de cálculo. 150 . permanecendo na Constituição Federal de 1988 apenas o limite individual. CF). A valorização imobiliária é da natureza da espécie tributária em apreciação. artigo por artigo. 81 do CTN.contribuição de melhoria. sendo esta valorização o limite individual cobrado de cada beneficiário. 82. art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: (. 81 e o seguinte. dispositivo este recepcionado pela Carta de 1988. dentre outros. Há doutrinadores que. que o próprio art. inclusive ICMS e ISS Trata-se de espécie tributária que se alinha aos impostos e às taxas. global e individual.. Valdir de Oliveira Rocha. Neste sentido tem-se a opinião de Roque Carrazza. Tem como limite o custo total da obra. parece correto afirmar a continuidade dos limites. ao eliminar a palavra valorização e prever simplesmente: “A União. Hugo de Brito Machado e Silva Martins. continuam a afirmar que persistem ambos os limites.) III . fazendo parte da essência do tributo.. o texto normativo do referido diploma em nada destoa do conceito constante do CTN. Entretanto. que está extinto o limite total. ainda. discordando do entendimento. na doutrina. Há quem afirme. decorrente de obras públicas” (art. o qual deve ser rateado entre os que se beneficiarem com a valorização imobiliária. 145. Geraldo Ataliba. foram revogados pelo Decreto-lei 195/67. Neste sentido são as lições de Ives Gandra Martins. diante da previsão do art. Quanto ao custo total da obra há quem sustente. A divergência nasceu da simplificação verificada na Constituição de 1988.

Não comprovação. rel. entende-se que a Emenda Constitucional nº 23/83. o Professor Sacha Calmon Navarro Coelho entende que o Decreto-lei 195/67. DJU 30. Tem como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. Contribuição de melhoria. não alterou substancialmente a espécie tributária de que se cuida. Fato gerador. tornando-se inconstitucional. Carlos Velloso. o quantum da valorização imobiliária (STF. Min. Direito tributário. ambos compatíveis com o Dec. Valorização imobiliária. RE 114069/SP. Contribuição de melhoria. Se não houver aumento do valor do imóvel. em havendo lei municipal autorizativa. JURISPRUDÊNCIA Ação declaratória de inexistência de relação jurídicotributária. Contudo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. alterou o critério do custo da obra do CTN que não tem como se sustentar. Sentença mantida em grau de reexame necessário. 2ª T. Recapeamento asfáltico.09. Valoração do imóvel. porque o Supremo Tribunal Federal tem entendido que. Base de cálculo. embora alterasse a expressão “imóveis valorizados” por “móveis beneficiados”. porque a hipótese de incidência desta é a valorização e a sua base é a diferença entre os dois momentos: o anterior e o posterior à obra pública. ao dispor que a contribuição de melhoria tem como fato gerador o acréscimo de valor dos imóveis localizados nas áreas direta ou indiretamente beneficiadas por obras públicas. vale dizer. inclusive ICMS e ISS Do mesmo modo. artigo por artigo. 81 e 82 do CTN. Recurso desprovido. Sem valorização imobiliária decorrente de obra pública. recepcionados pela Constituição Federal 1988. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária.1994).-lei 195/67. não há contribuição de melhoria. Esta é uma posição que não encontra guarida no direito pretoriano. não há eiva de inconstitucionalidade alguma (RDA 120/131).. não pode o poder 151 . Podemos afirmar que permanecem em vigor os arts.

Min. Milton Luiz Pereira. 1. DJ 28. Art. II. Contribuição de melhoria. 1° e 2°). Américo Luz.248/SP. 1º. Valorização do imóvel. Contribuição de melhoria. j. 1. Fato gerador. 2ª T. 1. 13. com o custo coberto por um ‘plano de rateio entre todos os beneficiados’. CF/88]. 2° e 3º). Art. Fato gerador valorização do imóvel. DJU 18. Min. Min. Recapeamento de via pública.1994.417/SP. sendo certo é vedado à esta Corte Superior. A publicação prévia do edital e necessária para cobrança da contribuição e não para realização da obra. III. inclusive ICMS e ISS público cobrar-lhe a mais valia. de que quando foi instituída a contribuição de melhoria a obra ainda não havia sido 152 . João Otávio de Noronha. Contribuição de melhoria. j. Francisco Peçanha Martins.03. Min. artigo por artigo. 2ª T. 18. arts. CF/88 [rectius: art. 17. Tributário. CF/67 [c/c EC nº 01/69] (Emenda 23/83). DJU 05. Obra pública efetivada. 145. Ação de repetição de indébito. 1ª T. j. Tributário. 81 e 82.1999. Nexo de causalidade.2007. Precedentes o STF (STJ. rel. em sede de Recurso Especial.10. REsp 8. j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 3. Recurso provido (STJ.02. Min.05. Arts. Contribuição de melhoria.06. rel. REsp 200283/SP. invadir a seara fática-probatória. 2.03.06.2007. Inocorrência. Decreto-lei 195/67 (arts. rel. DJU 05. II. Precedentes da jurisprudência.. tanto pelo voto vencedor..2002). Requisitos da valorização ou de específico benefício..1994). Recurso especial provido (STJ.. Manifesta divergência acerca do atual estágio do empreendimento que deu origem à exação discutida. REsp 634/SP.1995. Ilegalidade do lançamento de contribuição de melhoria baseado no custo. Recurso provido (STJ. Obra inacabada. 04. Garcia Vieira. Direito à restituição. 1ª T. 2ª T. DJU 21. p. a teor do verbete Sumular 07/STJ. não servindo como base de cálculo tão-só o custo da obra pública realizada (REsp 280. Base de cálculo. 09.1999). 145.. impondo-se adotar o entendimento unânime da época em que proferido o julgamento pelo Tribunal a quo. Hipótese de incidência e fato gerador da exação. 81 e 82. sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício.04. Controvérsia que gravita sobre se a obra pública não finalizada dá ensejo à cobrança de contribuição de melhoria. rel. CTN. REsp 629. 270). 2.1995). 4. rel. A contribuição de melhoria tem como fato gerador a real valorização do imóvel.471/RS. afronta exigências legais (arts. Tributário. CTN.05. Tributário. conseqüente da obra pública realizada no local de situação do imóvel. como pelo vencido. 2. Decreto-lei 195/67.

05. Min Luiz Fux. Consectariamente.) Só depois de pronta a obra e verificada a existência da valorização imobiliária que ela provocou é que se torna admissível a tributação por via de contribuição de melhoria’ (Roque António Carrazza. a repetição do indébito tributário. 4. 28.. REsp 143.12. Min. 3. A contribuição de melhoria tem como limite geral o custo da obra. rel.495/RS. Recurso especial conhecido e provido (STJ. 1. 4. 145. 499). 397).2004. rel. 18.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. REsp 362. DJ 06.02 2007. Curso de Direito Constitucional Tributário. nos termos do art. Falta de prequestionamento. rel. rel Min José Delgado. É cediço em doutrina que: ‘(. obter.2002. Malheiros. j. apropriados à obra pública realizada no local da 153 . Isto porque a hipótese de incidência da contribuição de melhoria pressupõe o binômio valorização do imóvel e realização da obra pública sendo indispensável o nexo de causalidade entre os dois para sua instituição e cobrança. 9. 10. Tributário. 165.1999). haja vista que a obra pública que deu origem à exação não foi concluída. Eliana Calmon. 1ª T. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. Arts. evidente o direito de a empresa que pagou indevidamente a contribuição de melhoria. artigo por artigo. uma vez que incontroversa a não efetivação da valorização do imóvel. rel. Francisco Peçanha Martins. 2.08. Contribuição de melhoria.788/RS. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a diferença entre o valor do imóvel antes da obra ser iniciada e após a sua conclusão (Precedentes do STJ: REsp 615.05. p. Recurso especial provido (STJ. DJU 01. 81 e 82. 3. CF/88 [rectius: art. 5.. 81 e 82. Tributário. p. III. DJ 17. j. José Delgado. II. 145. 7. 2002. do CTN. DJ 17.Requisitos de valorização ou de benefício. inclusive ICMS e ISS concluída porquanto pendente a parte relativa à pavimentação das vias que circundavam o imóvel de propriedade da recorrente. Precedentes: REsp 615. É ilegal a contribuição de melhoria instituída sem observância do limite individual de cada contribuinte. CF/88]. portanto.495/RS. do CTN. Fato gerador. Revela-se. Prevalece o entendimento no STF e no STJ de que não houve alteração do CTN pelo DL 195/67. Francisco Peçanha Martins. DJU 05. REsp 143.996/SP. 1.12.2007.996/SP rel. II. CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83. Min.1999. Min. e como limite individual a valorização do imóvel beneficiado. o fato gerador de contribuição de melhoria se perfaz somente após a conclusão a [sic] obra que lhe deu origem e quando for possível aferir a valorização do bem imóvel beneficiado pelo empreendimento estatal.10. 6.2004. Min. p.05. Contribuição de melhoria CTN arts. 8. REsp 647134/SP. Questão surgida no acórdão recorrido..2002. DJ 06. 284). 2ª T.

rel. EREsp 8. b) orçamento do custo da obra. j. 233). Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ. A lei relativa à contribuição de melhoria observará os seguintes requisitos mínimos: I . Min. Milton Luiz Pereira. rel. 3. Min. REsp 160.04. para impugnação. § 1° A contribuição relativa a cada imóvel será determinada pelo rateio da parcela do custo da obra a que se refere a alínea c. III . sem prejuízo da sua apreciação judicial. DJU 19. nela contidas. d) delimitação da zona beneficiada.285/RJ. de qualquer dos elementos referidos no inciso anterior. 82. precedentes jurisprudenciais.2001. 05. ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida. do inciso I. Garcia Vieira.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto.11.11. 4. inclusive ICMS e ISS situação do imóvel. p.fixação de prazo não inferior a 30 (trinta) dias. 2.1998. Art. Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento. pelos imóveis situados na zona 154 . c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição. 1ª T.030/SP. pelos interessados. artigo por artigo..regulamentação do processo administrativo de instrução e julgamento da impugnação a que se refere o inciso anterior. DJU 09. e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas.2001. II .

porque. assim como antecedente será a impugnação. faz-se pertinente atender aos requisitos. argumentam. Ao contribuinte não é dado impugnar a realização de obra alguma. § 2° Por ocasião do respectivo lançamento. 82 deverá anteceder a obra. inclusive ICMS e ISS beneficiada em função dos respectivos fatores individuais de valorização. o que hão obsta que. cada contribuinte deverá ser notificado do montante da contribuição.. Da definição vista no artigo antecedente. Para alguns doutrinadores a publicação dos elementos elencados no inciso I do art. COMENTÁRIOS Requisitos. As exigências do art. valorização do imóvel em decorrência da obra. se assim não for. podemos concluir que na caracterização da contribuição de melhoria identificamos como pressupostos: realização de obra pública. em cada imóvel. cit. no exercício do poder-dever da administração pública. pelo custo da obra. artigo por artigo. via contribuição de melhoria. venha a cobrar-se. da forma e dos prazos de seu pagamento e dos elementos que integraram o respectivo cálculo. segundo registra Célio Armando Janczeski (ob.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. limite total da contribuição identificada com o custo da obra e limite individual igual ao acréscimo de valor provocado pela obra. 82 do CTN são a causa mais comum das demandas sobre contribuição de melhoria. ou impugnar os defeitos corrigíveis. Para que o poder público esteja autorizado a cobrar contribuição de melhoria. não poderia o contribuinte obstar as obras irregulares. infra). 155 . a posteriori.

sem atender os requisitos mínimos” (ob. somente após a conclusão da obra é que se publica o edital. infra). nela contidas? O entendimento é o de que a publicação deve anteceder a cobrança e não a realização da obra. cit. quando obedecidos os princípios básicos. artigo por artigo. e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas. Entretanto.. Como registra Láudio Camargo Fabretti. mas depois da execução e quando for possível a avaliação da mais valia ou da valorização decorrente (ob. cit. b) orçamento do custo da obra. infra. 68). permitindo uma divisão igualitária da carga tributária. “nas poucas vezes em que se tem tentando cobrá-la.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. o foi deforma ilegal. c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição. O § 1° do art.. Segundo opinião de Yoshiaki Ichihara. Por outro ângulo. não é das melhores a experiência brasileira. 82 contempla talvez um dos comandos mais justos do nosso sistema tributário. inclusive ICMS e ISS Assim. Como então interpretar a expressão do inciso I: publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto. somente após a conclusão da obra é que se pode avaliar em quanto acresceram de valor os imóveis beneficiados. Esta espécie de tributo é considerada pelos estudiosos a mais democrática. o momento da ocorrência do fato gerador não poderá coincidir com a execução da obra pública. por onerar exclusivamente aqueles que de forma direta se beneficiaram com a obra pública. isto é. 156 . d) delimitação da zona beneficiada. quando já se sabe com precisão o custo da mesma.

CDTFP. Rio de Janeiro. 1997. p. artigo por artigo. São Paulo.Realização da obra pública. São Paulo. O certo é que não as contempla o CTN que. 1994. p. Ives Gandra Martins. Perfil da contribuição de melhoria. Láudio Camargo Fabretti. mar. ano 33. DOUTRINA Célio Armando Janczeski. Comentários à Constituição Federal. 6. Geraldo Ataliba. 1998. Luiz Fernando Pellegrini. JURISPRUDÊNCIA 157 . Saraiva. 144-145. 94-98. ano 2. coord. 115. 1998. Arx Tourinho. 1997. Os limites da contribuição de melhoria. Saraiva. Cursos de Direito Constitucional. São Paulo. inclusive ICMS e ISS Na prática. 2. o qual procurou no âmbito das contribuições sociais solucionar o seu problema de caixa.Edital da cobrança antes do término da obra. RDDT 30:30/35. o que justifica o abandono do governo da espécie em comento. Dialética. Carlos Valder do Nascimento. São Paulo. Saraiva. Comentários ao Código Tributário Nacional. São Paulo. 465. A controvertida contribuição de melhoria.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Hipótese de Incidência Tributaria. ed. 1995. Valdir de Oliveira Rocha. p 152.. v. Forense. Suplemento Tributário 73/97. Hugo de Brito Machado. ed. apresenta-se complexa a cobrança do tributo. Boletim de Direito Municipal. Yoshiaki Ichihara. RDDT 21 60/65 junho 1997. Código Tributário Nacional Comentado. que a partir da CF/88 e contribuições classificadas. out. reclassificadas esquematizadas das formas mais diversas. por sua vez. 1990. Contribuição de melhoria . Cabe proliferaram as aqui registrar. por fim. p. LTr. 1997. Determinação do Montante do Tributo. São Paulo. Celso Ribeiro Bastos. 1998. Contribuição de melhoria Hipótese de incidência tributária . nº 8.. 1990. abandonado ficou no que toca à contribuição de melhoria. 5. 1997. Edgard Neves da Silva. p. Malheiros. p. 161-168. RT.

133-2-SC. 18.. DJU 06. artigo por artigo. 139). Edital. a diferença entre o valor do imóvel antes do início da obra e o valor do mesmo após a conclusão da obra. c) REsp 35. 02. Violação de lei federal e divergência jurisprudencial não configuradas. DJ 25.05. Min. 5° do Decreto-lei 195. 2ª T.05. Octávio Gallotti. de 1967. 82. Min. Recurso especial conhecido e improvido (STJ. Não havendo aumento do valor do imóvel. 158 . DJU 03. impossível a cobrança do tributo. Min. porque à época as normas gerais de Direito tributário ainda não tinham o status ou a força de lei complementar (Emenda Constitucional nº 1/69. 82 da Lei 5. b) a obra provocou a valorização do imóvel. o valor do imóvel após a conclusão da obra. Milton Luiz Pereira. no trato da contribuição da melhoria.1992. 1. p. rel. No novo regime. ou seja. Min.06. DJU 29. c) a base de cálculo e a diferença entre dois momentos: o primeiro. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária.1998. art.996/SP rel..-lei 195/67.1998. de saudosa memória). É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária (Geraldo Ataliba).1998.-lei 195. Recurso não conhecido (STJ. § 1°. Min. 2ª T. 2. EC 01/69. o segundo.131/SP. DJU 18. Contribuição de melhoria.05. j. Contribuição de melhoria.1967. 4. rel. REsp 169. Min. A entidade tributante ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada. Célio Borja. 82 do CTN que. art. foi revogado pelo art. o valor do imóvel antes de a obra ser iniciada.02. adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba. Contribuição de melhoria. 18. Adoção. O art. REsp 89.1999).1995. § 1°). 20. Milton Pereira. REsp 143. DJ 08. Recurso provido (STJ.06. Ari Pargendler. 18. 5. p. Francisco Peçanha Martins. de 24. REsp 6340/SP. A partir do Dec. 5°. teve o condão de revogar o art. Edital.1998.-lei 195/67.08. de 1966. rel.12. Precedentes do STF e do STJ. o edital que antecede a cobrança da contribuição de melhoria pode ser publicado depois da realização da obra pública. 1ª T.172/66. também da corrente doutrinária que. art. Base de cálculo. j. j. José Delgado. à época não possuía a força de lei complementar. 02.. art.06. mas não para realização da obra pública. inclusive ICMS e ISS Tributário. Dec.1993. Lei 5.791/SP. O Dec. Valorização imobiliária.148-5/SP.172. Precedentes jurisprudenciais: a) RE 116. § 1°). j. Min. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1994.1999.03. a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria. Tributário. b) RE 116.147-7/SP. rel.10. rel. 1ª T.. 143).. 07. Tributário. 2ª T. o que só ocorreu após a promulgação da EC nº 1. de 1969 (art. 3.

e parágrafos.Inexiste.) (TJPR. 159 . 420.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. III). Lançamento. RT. que continua subsistindo após o advento do art. JTACSP 120. 535. Ap. nov. RT 591:152). artigo por artigo. ainda. do CPC... 1990.No tocante ao dissídio pretoriano. 115). 28. III ..1990. 3ª Câm. Juiz Ricardo Arco-verde Credie.. III. Nulidade de lançamento. Ap. uma vez que aquela regra jurídica. 145. Nulidade.) (extinto 1° TACivSP. embora não sendo constitucional.u. Contribuição de melhoria.) (extinto 1° TACivSP.. sendo certo que o mero inconformismo não justifica a oposição de embargos de declaração.. Pavimentação asfáltica. proceder ao devido cotejo analítico. Inobservância das formalidades essenciais previstas no Decreto-lei 195/67.1989. do RISTJ. Juiz Costa de Oliveira. Contribuição de melhoria. porquanto o extenso voto-condutor do aresto recorrido examinou detidamente todas as questões pertinentes ao desate da lide. Segurança concedida. Ement. rel. II. cinge-se à necessidade.-lei 195/67 e art.03. Desatendimento. Contribuição de melhoria. p. continua por (. de Ofício 404. 5° e parágrafo único) para validade do lançamento procedente. in casu. para exigência de contribuição de melhoria. Assentamento de guias e sarjetas. 82 do CTN. Pressupostos de valorização do imóvel e de limite de despesa total da obra a ser rateada subsistentes mesmo na vigência da Constituição Federal de 1988 (art. Declaração de voto (. p. mar..756-1.. Contribuição de melhoria. Requisitos. 145. Sentença mantida (extinto 1° TAC/SP. sem.. Necessidade. de modo que restou desatendido o art. RT 532:241). em cada obra feita pelo Município.523-2. da CF. 5° do Dec. Publicidade. no entanto. inclusive ICMS e ISS Contribuição de melhoria.u. Requisitos.06.-dez... de lei específica. Recursos desprovidos (8ª Câm. 255. ou não. Cobrança.-abr. 05. Art. Tributo. 98). Lei específica para cada obra. saliente-se que o recorrente limitou-se a transcrever as ementas dos acórdãos indicados como paradigmas. Ação declaratória procedente (. a alegada violação ao art. Custeio da obra. rel. Pressuposto do limite total da despesa realizada. Ement. Obras públicas. Embargos à execução fiscal procedentes. Contribuição de melhoria. j. Inobservância de exigências legais. 1990. I .A questão a ser dirimida por esta Corte.. j. Lançamento por municipalidade. Exigência mantida pela EC nº 23/83. de observância dos requisitos do Decreto-lei 195/67 (art. v. Tributário. v. Necessidade. II . RT 654:113).

998/SP.. 145. rel. Francisco Falcão. porquanto somente podem atingir determinadas pessoas que efetivamente podem ser sujeitos passivos da obrigação tributaria. DJU 04. como ocorre na hipótese ora sub judice. p. 08. 2. artigo por artigo. também constitucional. 217). ainda.342/RS. da CF). não reconheceu plausibilidade à alegação.05. 2ª T.03. Recurso especial improvido (STJ. sua exigibilidade está expressamente condicionada à existência de uma situação fática que promova a referida valorização. j. ‘A partir do DL 195/67.2006. DJU 13. Castro Meira. V Mesmo sem adentrar conclusivamente à questão da classificação das espécies tributarias. Min. seja por se beneficiarem de um serviço estatal público específico e divisível (no caso das taxas). por força do óbice imposto pela Súmula nº 07/STJ VIII . ademais. um fato específico do qual decorra incremento no sentido de valorizar o patrimônio imobiliário de quem eventualmente possa figurar no pólo passivo da obrigação tributária. é fácil perceber que determinados tributos revelam inequívoca carga discriminatória. quanto ao argumento do recorrente no sentido de que cumpriu as exigências de publicação prévia de dois editais. Min. inclusive ICMS e ISS ou seja. pode. de modo que se revela inviável essa apreciação em sede de recurso especial. soberana quanto à possibilidade de exame do conjunto fático-probatório. p. nesta parte. entretanto.2005. 1ª T. Edital. improvido (STJ. REsp 739. rel. uma lei para cada vez que a Municipalidade for exigir o referido tributo em decorrência de obra por ela realizada. VII .04. E isto em decorrência da mera leitura de preceitos constitucionais (art. 04. na medida em que impõe a potestade tributária sem permitir ao contribuinte organizar devidamente seu orçamento. 1. Min. Precedentes da 1ª e 2ª Turma. seja em razão de valorização na sua propriedade em face do Estado ter realizado uma obra pública. Contribuição de melhoria. que a cobrança de tributo por simples ato administrativo da autoridade competente fere. o princípio da anterioridade.É de conhecimento comum que a referida contribuição de melhoria é tributo cujo fato imponível decorre de valorização imobiliária causada pela realização de uma obra pública. Américo Luz). ou não surpresa para alguns.Por fim.Acrescente-se. rel. 150. 160 .2006. ser posterior à realização da obra pública’ (REsp 84. nos moldes preconizados pela Constituição Federal (art. REsp 143. Por isso a exigência.. IV. VI .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. verifico que a Corte a quo. III.Recurso especial parcialmente conhecido e. Tributário.06. 141). Nesse passo. j. Recurso especial. Este é o seu requisito ínsito. a). a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria.417.2005. de respeito ao princípio da legalidade.

II. inciso I. tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) a exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada. (STJ. Requisito essencial. 81 e 82. CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83. Nulidade da cobrança reconhecida pela própria Municipalidade. Precedentes do STJ e do STJ. 1ª T. EREsp 8. Não resta dúvida de que o autor possui direito à restituição do que pagou a título de tributo indevido. rel. o valor do imóvel após a conclusão da obra. do CTN.2001. Min. 170 do Código Tributário Nacional. 145. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. 158). Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ. Contribuição de melhoria. no trato da contribuição da melhoria. 3. Valorização do imóvel. p.285/RJ. DJU 17. 05. Pedido de compensação negado por falta de autorização administrativa. ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida.05. 81 e 82.4. 5. Art. Contribuição de melhoria. desde o início e não 161 . Taxa Selic.11. José Delgado. rel.. de saudosa memória). Valores pagos indevidamente. 165. REsp 615. 18. DJU 09. Milton Luiz Pereira. 1.04. Arts. p.11. Honorários advocatícios arbitrados corretamente. 3. artigo por artigo. Precedentes jurisprudenciais.030/SP. 2. Contribuição de melhoria.. 2. Diversidade de precedentes jurisprudenciais do STJ e do STF. inclusive ICMS e ISS Tributário. c) a base de cálculo é a diferença entre dois momentos: o primeiro. Possibilidade. Tributário. ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria. Min. Decisão mantida.495/RS. Valorização do imóvel. III.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1998. 145. Min. do CTN. 233).2001. da corrente doutrinária que..2004. b) a obra pública provocou a valorização do imóvel. Questão surgida no acórdão recorrido. apropriados à obra pública realizada no local da situação do imóvel. II. Recurso provido. o valor do imóvel antes da obra ser iniciada. Não comprovação. Ação ordinária. 81 e 82. rel. j. DJU 19. DL 195/67.-lei 195/67]. 1. Fato gerador. ‘É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária’ (Geraldo Ataliba). Fato gerador. Legalidade. 20. Repetição do indébito. Art.2004. 4. bem como por se tratar de crédito futuro. Fato gerador. j. Garcia Vieira. A entidade tributante. do Código Tributário Nacional e Decreto-lei 195/97 [rectius: Dec.04. CF/88]. Arts. 1ª T. o segundo. Adoção. Requisitos de valorização ou de benefício. também. REsp 160. Reexame necessário. Arts. CF/88 [rectius: art. Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento. do Código Tributário Nacional. Falta de prequestionamento. adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba.

do Código Tributário Nacional. I. Juiz Sérgio Rodrigues.04. 165. Acórdão 28. inclusive ICMS e ISS apenas a partir do Edital nº 10/2004. artigo por artigo.2007. rel.425. nos termos do art. 162 . j. Confirmação da sentença singular em sede de reexame necessário (TJPR.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 10. DJU 7357). 1ª Câmara Cível.

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