CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL COMENTADO: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

ELIANA CALMON ALVES Ministra do Superior Tribunal de Justiça

Título III : impostos Capítulo I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. COMENTÁRIOS Definição. O Capítulo I do título III do Código Tributário Nacional tem início com a definição dos tributos em espécies, a partir do imposto. O conceito, que não é dos melhores, tem o mérito de caracterizar o imposto em relação à taxa e à contribuição de melhoria, as duas outras espécies de receita tributária. Estabelecendo que seu fato gerador é uma situação

independente de qualquer atividade estatal específica, relacionada com o contribuinte, indica a não-vinculação da receita. E isso porque o imposto tem caráter geral, sem vantagem específica para com o contribuinte. Esta é a característica mais marcante da espécie de que se cuida, como manifestação maior do poder político que impõe um dever, de caráter geral, sem gerar, em contrapartida, benefício específico ou vinculação orçamentária.

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Daí as diversas nomenclaturas para a espécie, tais como tributo sem causa ou tributo não vinculado. Como as demais espécies do gênero, é pago exclusivamente em dinheiro, o que é uma constante no mundo contemporâneo, onde não mais se tem notícia, senão histórica, de prestação in natura. A propósito, o art. 3° do CTN parece admitir o pagamento não só em moeda, mas em valor que em moeda possa ser expresso, como, por exemplo, o pagamento em Títulos da Dívida Pública, com cotação na Bolsa de Valores. Leis específicas, inclusive, permitiram a dação em pagamento de débitos tributários. Cabe, aqui, referência à criação de padrão de valor para efeito tributário, como, por exemplo, a UFIR - Unidade Fiscal de Referência, Lei 8.383, de 30.12.1991, índice que passou a mensurar as obrigações tributárias por algum tempo, em demonstração inequívoca de que, de acordo com o art. 3° do CTN, um tributo pode estar expresso não só em moeda corrente, mas em valor que nela (moeda) possa se transformar. Atualmente, estão sendo corrigidos os tributos pela Taxa SELIC, a qual traz embutidos juros e correção monetária. Para alguns, o referido índice é inconstitucional, por não estar em lei a forma de composição. Entretanto, o STJ, examinando a questão da inconstitucionalidade da Taxa SELIC, recusou-se a apreciar a questão prejudicial, conforme decisão assim ementada:
Recurso especial (julgamento). Inconstitucionalidade (prejudicial). Argüição/procedimento (Regimento, art. 200 e CPC, arts. 480 a 482). Competências constitucionais (distribuição). Incidente (caso em que lhe falta cabimento). 1. No julgamento do recurso especial, uma vez acolhida a argüição, a Turma remeterá o feito à Corte Especial. 2. Compete à Corte Especial julgar a prejudicial de inconstitucionalidade. 3. Do julgamento, porém, não poderá tirar proveito o autor do recurso especial (recorrente). Caso
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a declaração venha a beneficiar o recorrente, ao incidente faltará cabimento. 4. É que, no exercício da competência prevista no inciso III do art. 105 da Constituição, em princípio o Superior não dispõe do contencioso constitucional. Tê-lo-á em restritas hipóteses. 5. Em tal competência, o que é do Superior é toda a jurisdição infraconstitucional (o direito comum). 6. Já no exercício das competências previstas nos incisos I e II do art. 105, livremente o Superior também desfruta do contencioso constitucional. 7. No exercício da competência do inciso III, é lícito ao Superior previamente declarar a inconstitucionalidade de lei ou de ato normativo, desde que a declaração não seja a favor do recorrente; a favor do recorrido, sim. 8. Caso em que a, inconstitucionalidade, se declarada, não aproveitaria ao recorrido. Por sinal, nem ao recorrente, que interesse algum tinha na declaração, tanto que se defendera com outros fatos e outros fundamentos. Daí, em caso que tal, tratar-se-ia, também, de declaração de inconstitucionalidade em tese. 9. Preliminar de nãocabimento, acolhida por maioria de votos (Corte Especial, AI-REsp 215881/PR, rel. Min. Franciulli Netto, rel. p/ o acórdão Min. Nilson Naves, DJU 08.04.2002, p. 111).

Posteriormente, a 1ª Seção de Direito Público chancelou a legalidade da SELIC, como fator de correção, nos EREsp 291.257/SC, 399.497/SC e 425.709/SP. Assinale-se que a UFIR foi extinta pela Lei 10.522/2002 (art. 29, § 3°), diploma que, no art. 30, indicou como fator de correção a Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC. Em épocas de alta inflação, as obrigações tributárias, as declarações de rendimento e até as certidões de dívida ativa eram expressas em parâmetro de valor devidamente atualizado. O imposto tem como base fática um comportamento do contribuinte, ou uma situação jurídica na qual ele se encontre. Em outras palavras, o imposto, para existir, exige sempre um fato qualquer em que esteja envolvido o particular, sem a participação estatal. A legitimação da imposição soberana está na necessidade do Estado arcar com o gasto público, mantendo a máquina administrativa.
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existe o imposto indireto. embora sofra o ônus econômico. ou a propriedade de um bem. constantes. e sim por terceira pessoa. o qual grava situação instantânea ou mutável. É também chamado de imposto que repercute. destaca a figura daquele que suporta o ônus econômico da obrigação. não se obriga perante o Estado. sendo suportado pelo contribuinte em definitivo. artigo por artigo. o exercício de uma atividade lucrativa (exemplo maior é o Imposto de Renda). 4 . ou pelo menos continuadas. dividindo a espécie em imposto direto e indireto. isto é. porque o interesse concentra-se em torno de quem realiza o fato gerador. inclusive ICMS e ISS Classificação. na medida em que. porque a carga econômica não é suportada pelo contribuinte. O imposto pode ter diversas classificações. como ocorre com a propriedade imobiliária. Para o Direito é praticamente irrelevante quem paga. o contribuinte de fato. Contrapondo-se. porque a carga econômica é suportada pelo contribuinte. como. pelo realizador do fato gerador. O imposto direto grava situações permanentes.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. É também chamado de imposto que não repercute. É apenas o consumidor final da mercadoria ou do produto resultante da atividade eleita pelo legislador como necessária e suficiente ao nascimento da obrigação tributária. cuja titularidade é o fato gerador do imposto. porque não se vincula ao fato gerador ou ao fato imponível. por exemplo. A classificação que ora se coloca não é jurídica. dentre as quais a que enfoca o aspecto da incidência. geradora do imposto predial. O terceiro. ao lado do contribuinte de direito ou contribuinte jurídico.

artigo por artigo. por força da previsão contida no art. transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido referido encargo. estar por este expressamente autorizado a recebê-la. sem cogitar das condições pessoais do contribuinte. pelo caráter eminentemente subjetivo da exação. unicamente. embora prestigiado pelo Judiciário. Com exceção do Imposto de Renda. proporcionais e progressivos. O artigo em referência tem sido objeto de contundentes críticas doutrinárias. temos os impostos reais. dividindo os impostos em fixos. 166. A restituição de tributos que comportem. ou. a figura do contribuinte de fato torna-se importante na hipótese de repetição de indébito. Contrapondo-se aos impostos pessoais. Há. exemplo primeiro da espécie. Faz-se a distinção apenas para efeito didático. ao serem instituídos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. por sua natureza. Juridicamente pessoais são todos os impostos. no caso de tê-lo transferido a terceiro. todos os demais impostos do Sistema Tributário Nacional são reais. Pessoais são os impostos que. levam em consideração as condições pessoais do contribuinte. como o Imposto de Renda. 166 do CTN. in verbis: Art. 5 . eis que o contribuinte é pessoa física ou jurídica. dividindo-os em pessoais e reais. o ICMS. ainda. o IOF etc. inclusive ICMS e ISS Entretanto. a qual leva em conta a forma de tributação. uma terceira classificação. tais como o IPI. cuja incidência leva em consideração a matéria tributária. Uma segunda classificação identifica os impostos levando em conta o objeto da incidência.

se aqueles não forem divididos em Municípios. como. tem-se o ICMS. 17. os atribuídos a estes. não tendo. conforme o valor da matéria tributável. Por fim. É o que ocorre em relação ao Imposto de Renda. Os impostos componentes do sistema tributário nacional são exclusivamente os que constam deste Título. pela Constituição de 1988.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. COMENTÁRIOS Trata-se de dispositivo parcialmente superado. enquanto outros foram fundidos. Outros tantos deixaram de existir. por exemplo. 154.à União instituir. Art. Assim.ao Distrito Federal e aos Estados não divididos em Municípios instituir. além de ter sido a União contemplada com a competência residual (art. novos impostos foram criados. 18. II . cumulativamente. artigo por artigo. quando. os impostos atribuídos aos Estados e. nos Territórios Federais. Proporcionais são os impostos cuja alíquota observa sempre o valor da matéria tributária para atribuir um percentual. portanto. com a Emenda Constitucional 1/69. I. da CF). com as competências e limitações nele previstas. inclusive ICMS e ISS Fixos são os impostos cujo montante é estabelecido em quantidade certa. já sob a égide da CF de 67. o IOF etc. cumulativamente. Compete: I . os impostos atribuídos aos Estados e aos Municípios. o Imposto sobre Serviços pago pelo profissional autônomo. Art. nenhuma pertinência na atualidade. os impostos progressivos são os cuja alíquota é estabelecida em percentagens variáveis. COMENTÁRIOS 6 .

ITR. inclusive ICMS e ISS Dentre as classificações de impostos. Produção e circulação: Imposto sobre Produtos Industrializados . Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores .IOF.ICMS. Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural .ITCMD. 2. diferentemente do CTN que. o Imposto sobre Produtos Industrializados. o Imposto sobre Operações Financeiras. e o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza . Imposto de Renda . Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários . artigo por artigo. do Distrito Federal e dos Municípios. sendo federais o Imposto de Renda.ITBI. Imposto sobre as Grandes Fortunas. Patrimônio e renda: Imposto sobre a Propriedade Territorial .IPTU. agrupando-os da seguinte forma: 1. O elenco é enriquecido com a competência residual. levou em consideração a natureza do fato sobre o qual incidem as exações. Imposto sobre Operações de Crédito. a que apresenta maior simetria com a Constituição é a que os examina sob a ótica da competência impositiva da União.IPVA. os Impostos de 7 .ITR.ISS. Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a eles relativos . 3. contida nos incisos I e II do art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. os entes integrantes da Federação. ao dividir os impostos.IPI. Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação . só passíveis de cobrança na iminência de guerra externa. Temos a divisão de competência estabelecida constitucionalmente nos arts. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana . e o Imposto sobre Transmissão Causa Mortins e Doações . Comércio exterior: Imposto de Importação e Exportação. dos Estados. ou o critério econômico. 154 da CF e com os impostos extraordinários. 153. 155 e 156.IR. Os impostos nominados estão divididos entre os entes estatais.

Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza. inclusive ICMS e ISS Importação e Exportação. 8 . o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural. absorve os três impostos especiais (energia elétrica. Sob a égide da Constituição Federal de 1988. o qual serve para o governo federal direcionar a fiscalização quanto à geração de rendas. Por fim. o ICMS. de competência dos Estados. fuga de capitais.CPMF. artigo por artigo. ingresso de capitais no País e lavagem de dinheiro: É um imposto que tem nítido caráter extrafiscal. de caráter provisório. Acrescente-se a este rol a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira . combustíveis e lubrificantes e minerais) e os impostos sobre serviços de transporte e comunicações. o Imposto sobre Grandes Fortunas. de competência dos Estados. Os impostos extraordinários são virtuais e constitucionalmente autorizados em caso de guerra e sobre bases já tributadas por outros impostos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. de competência dos Estados. Imposto sobre a Transmissão Inter Vivos. a CPMF. Surgiu o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. Da competência estadual são o Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias. e que açambarcou as doações e também a transmissão de quaisquer outros bens e direitos que não os imóveis. Outra significativa alteração foi a ampliação do fato gerador do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis Causa Mortis. o Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. na esfera municipal temos o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. típico Imposto sobre Movimentações Financeiras. e instituiu-se o Imposto sobre Movimentações Financeiras.

Aduaneiros ou Direitos Alfandegários. 9 . De impropriedade flagrante. Tarifa são comuns Direitos denominações Aduaneira. sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional. O imposto. Registre-se que as expressões indicadas também servem para nominar o Imposto de Exportação. artigo por artigo. 76. Alfandegária. 19. os nomes vulgares acabam por prestigiar a repartição fiscal. “Tarifa” significa lista de preços. Capítulo II IMPOSTOS SOBRE O COMÉRCIO EXTERIOR Seção I Imposto sobre a importação Art. valor.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 153. COMENTÁRIOS A primeira abordagem que se faz em relação ao Imposto de Importação é quanto ao seu nomen juris. de competência da União. ao tempo em que usa a nomenclatura “tarifa” como sinônima de “imposto”. inclusive ICMS e ISS O CTN traz a previsão no art. batizando o imposto com o nome do espaço físico reservado à fiscalização. A Constituição Federal de 1967. § 29. no art. alíquota e não espécie tributária. Embora esteja nominado na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional como como Tarifa Imposto de Importação. com a Emenda Constitucional nº 1/69. referia-se à Tarifa Alfandegária como termo que abrange os dois impostos do Comércio Exterior: importação e exportação.

A flexibilidade das alíquotas faz com que a legislação tributária do imposto em comento entre em vigor imediatamente. Daí a liberação de sua majoração. tem como principal característica a extrafiscalidade. Entretanto. As alíquotas são aumentadas quando se deseja diminuir as exportações e diminuídas quando. artigo por artigo. é aconselhável. Trata-se de imposto com objetivos de política econômica. 153 da CF. O objetivo político é propiciar a condução de recursos e surgimento de empreendimentos para áreas que. há previsão constitucional expressa (§ 1°. destinado à proteção dos produtos nacionais. sem o rigor imposto pelo princípio da anterioridade. está adstrito aos limites mínimo e máximo estabelecidos em lei. 150. naturalmente. dificilmente. Como instrumento de política econômica. ao contrário. presta-se para atender às oscilações do mercado internacional. Neste sentido. o disposto no § 1° do art. Neste sentido. despertariam maior interesse econômico.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Considerado um dos mais antigos impostos do mundo. do câmbio e do balanço de pagamento. ao incremento de soluções na área do comércio exterior. tendo secundário significado como fonte de receita. eis que o Executivo. ao manejar as alíquotas majorantes. não poderia o Imposto de Importação sofrer as duras limitações das demais exações. CF). art. politicamente. respeitado o 10 . o tributo de que se cuida é utilizado para corrigir distorções socioeconômicas nacionais. como ocorre com a criação de zonas de livre comércio ou zonas francas. Como instrumento político. socorrendo determinada área. a abertura do comércio exterior. não é absoluto o poder de majoração. inclusive ICMS e ISS Características. Por vezes.

Quanto ao imposto em análise. O art. não havendo definição quanto ao específico momento de sua realização. artigo por artigo. 11 . Como a hipótese de incidência é livremente escolhida pelo legislador. porque. Não basta o ingresso do produto estrangeiro no território nacional para que se dê a incidência.entrada de mercadoria no território nacional -. com ânimo de ser internada no País. um fato material ou um negócio jurídico. Com efeito. porque não basta a ocorrência do fato ali indicado para que se tenha o fato imponível. similares aos nacionais etc. o ônus pelo tributo gerado se integra ao preço. pode ele eleger um acontecimento econômico. se para este País não se destina. 19 do CTN não define com perfeição o fato gerador do imposto em comento. mas esta situação fática deve estar atrelada a uma situação jurídica. não supérfluos. inclusive ICMS e ISS princípio da irretroatividade. muito embora não ocorra a transferência de forma clara e objetiva. pois a carga tributária tende a ser suportada por terceiro. classificando-os como supérfluos. anteceda à ocorrência do fato gerador.vinda do estrangeiro. apenas. por exemplo. É seletivo porque a incidência tributária observa a qualidade de cada um dos bens. de “imposto por dentro”. É o que se denomina. Fato gerador. ou seja. uma mercadoria pode ingressar no Brasil e não ocorrer o fato gerador. Além da extrafiscalidade. sem destaque formal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. O certo é que o fato gerador do Imposto de Importação é instantâneo. utilizando-o como passagem. escolheu o legislador uma situação fática . o Imposto de Importação é um tributo indireto. em linguagem vulgar.

23). inclusive ICMS e ISS Contudo. quando se tratar de mercadoria despachada para consumo. “o reconhecimento de fato jurídico já ocorrido”. entregue a declaração. para delimitar-se a hipótese de incidência. nas palavras do Min. 19 do CTN seja feita em conjugação com os arts. O diploma em referência. artigo por artigo. e com procedimento de desembaraço já iniciado. em razão da escolha da legislação que deve reger a espécie. ao reportar-se ao fato gerador do imposto. o fato gerador em exame exige um elemento espacial . Se a mercadoria adentrar-se sem que esteja acompanhada do documento que a identifica. É. Como visto. porque.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. exige-se a declaração de importação para o despacho aduaneiro (art. É de suma importância a determinação do momento em que ocorre o fato gerador do Imposto de Importação. Tendo aplicação imediata a lei que majora a alíquota do imposto. A entrada é considerada como território aduaneiro. é preciso recorrer ao Dec. no qual é dito qual a mercadoria importada. Conseqüentemente.momento da entrada. Adhemar Maciel. 12 .e outro temporal . 23 e 44 do Decreto-lei 37/66. muitas vezes já descarregada do navio ou aeronave. tem-se como ilícita a operação. O tempo é a entrega da declaração ou do manifesto. o decreto-lei define o elemento temporal. exige-se que a leitura do art. vem a sofrer os efeitos de uma majoração do imposto. sabendo-se que não está ela sujeita ao princípio da anterioridade. 44).território nacional .-lei 37/66. diz que. enquanto o CTN define o elemento material. E. tem-se como completado o fato gerador do imposto (art. o simples ingresso da mercadoria. em depósito na zona primária.

de 18. 19 do CTN. O entendimento é técnico. JURISPRUDÊNCIA “É compatível com o art. exigindo-se que sejam elas acompanhadas de motivação expressa. em nome da segurança jurídica. O Dec.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. os que pugnam pela imutabilidade da lei de regência.-lei 37. inclusive ICMS e ISS O Poder Judiciário. 13 . constantes das resoluções do Conselho de Política Aduaneira. 23 do Dec. vem entendendo que o simples ingresso do bem não obsta à aplicação da lei de majoração. diante de um aumento exacerbado e imprevisível da alíquota. O STF. é muitas vezes utilizada para evitar o dumping.-lei 37/66 é o texto básico do Imposto de Importação. artigo por artigo. Há.1966” (TFR -Súmula 4). dando literal interpretação ao art. incidindo a lei nova se ainda não foi expedida a declaração ou manifesto. mas traz alguns problemas de ordem econômica para o importador.11. Vozes autorizadas. o que faz ter o imposto objetivo político. em reiterados precedentes. harmonizando os preços do mercado interno com o externo. Daí os preços de referência. sem repercussão quanto ao fato gerador. A variação de alíquota pelo Executivo. 19 do Código Tributário Nacional a disposição do art. a partir da expedição da guia de importação. vem sendo seguido pelos Tribunais. tem entendido que a expedição de guia é um mero expediente burocrático. com a fixação de pautas de valor mínimo. ainda. rechaçam o entendimento jurisprudencial. a partir do Supremo Tribunal Federal. a fim de evitar o arbítrio.

posto que a caracterização de um necessário momento naquela não previsto. inclusive ICMS e ISS 1. de 27. 23 do Dec. Min..-lei37/66 com o art. Dec. RE 72874/SP .1995 [revogado pelo Dec. O fisco tem o direito de alterar a alíquota dentro dos limites legais (Constituição [1967 c/c EC nº 1/69]. Momento da ocorrência do fato gerador. Código Tributário Nacional.1981). Matéria dirimida pelo Pleno deste 14 . DJU 29. no território nacional.1981). Assim. e não no dia em que foi expedida a guia de importação. Agravo regimental em recurso extraordinário. Fato gerador. Resolução do CPA. 19. Imposto de Importação. 06. Min. Antonio Neder. o fato gerador do Imposto de Importação é a entrada. de 29. artigo por artigo. 21. 05. Inexistência de contradição ou antinomia entre a norma genérica do art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Imposto de Importação.05. rel. e o condicionamento de indeclináveis providências de ordem fiscal. no tempo e na circunstância. art. j. não a desfiguram nem contraditam. 19 do Código Tributário Nacional. 1. 5. 19 do CTN e a norma específica do art. Improcedência do argumento de que o contribuinte adquiriu o direito de calcular o imposto na consideração da alíquota vigorante no dia em que foi expedida sobredita guia.1980. 19 do Código Tributário Nacional. 05. Imposto de Importação.09. Soares Muñoz.1978).-lei 37/66.04. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. Recurso extraordinário conhecido mas não provido (STF. 1ª T. 1. no espaço.1981.02.rel.03. DJU 22. porém a complementam para tornar precisa. 1ª T.427. Pleno. Constitucional. j. rel. j. Incidência do imposto com a alíquota majorada.09. da mercadoria importada.1995]. Compatibilidade do art. Fato gerador. 1. Incidência. 23 do Dec. Tributário.05. Precedentes do STF. RE 91337/SP. Min. tal imposto deve ser calculado na consideração da alíquota vigorante no dia desse fato. 2. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal.1978. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal em dissídio com a decisão recorrida. Recurso extraordinário conhecido pelo segundo fundamento e provido (STF. Recurso extraordinário provido para cassar a segurança concedida ao importador pela Justiça Federal de São Paulo e pelo Tribunal Federal de Recursos (STF. tendo em vista o fato gerador do tributo. 2. I). Necessidade de sua motivação. art. DJU 20. ao fixar pauta de valor mínimo.02.471.. em se tratando de mercadoria despachada para consumo. RE 94167/RJ. a ocorrência do fato gerador. 4. Mercadoria despachada para consumo. Pelo que dispõe o art.-lei 37/66 (compatibilização). 3. Cordeiro Guerra. Majoração de alíquota.

1995]. Alíquota aplicável. O fato gerador do Imposto de Importação é a entrada.lei 37/66. rel. III. 19. Guia para importação.2001). 5.1998. 03. p. 1ª T. decide a lide de forma contrária àquela desejada pelo recorrente.02. §1°.391/95 [alterado pelo Dec. j. Tributário. artigo por artigo. Legitimidade e constitucionalidade decretadas pelo STF.2001). Súmula 4/TFR.1981. 23. Momento do fato gerador. Min. 25).06. p. CF. 150. O 15 . consuma-se na data do registro da declaração de importação. Majoração de alíquota. Dec. 1. da mercadoria importada. DJU 16. 19 do CTN e o Dec. Dec.-lei 37/66. Francisco Peçanha Martins. para o Imposto de Importação. 3. DJU 12. Não há que se falar em nulidade de acórdão que. Min. de 27. Compatibilidade. No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. Imposto de Importação. Dec. Decreto 1. Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador. j. REsp 121617/PR. art.1981. Min. 1ª T.2001. 2. 1. 23). Recurso especial não conhecido (STJ. AGRRE 252008/SP rel.2000. 1. inclusive ICMS e ISS Tribunal. ou quando do desembarque da mercadoria.716). RE 77604/SP rel.. Precedentes.602. DJU 17. Mercadoria para uso próprio.. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira.. j.06. Min.05. necessárias ao deslinde da controvérsia.471. 2ª T. Maurício Corrêa.08.1998. DJU 25. sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. Antônio Neder. 1. Imposto de Importação. Processual civil e tributário.. 1. Carlos Velloso). Recurso extraordinário a que o STF nega conhecimento (STF. Divergência pretoriana que não se acha demonstrada. Momento do fato gerador. o fato gerador. Fato gerador. este revogado pelo Dec. 19.490/95. Inexiste incompatibilidade entre o art. CTN.04. Precedentes do STJ e TFR (STJ.427/95 [revogado pelo Dec. Violação a preceitos da lei processual civil não configurada. Humberto Gomes de Barros.471/95]. Imposto de Importação. a. conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225. Tributário. 08. 19 e Dec. REsp 205013/SP rel. examinando todas as alegações suscitadas na apelação. no território nacional. 4. 2ª T. e 153.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. art.08. j. art. 18. Min.06. Agravo regimental não provido (STF. Improcedência do argumento. Mercadoria despachada para consumo. CTN. Discussão a respeito de o importador haver adquirido o direito de pagar tal imposto mediante aplicação de alíquota mais favorável. 1427/95. Na importação de mercadorias para consumo. rel.05. arts.-lei 37/66 (art. 1.

j. REsp 78.2001). e 60.427/95. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento). 23 do Dec. Não há qualquer incompatibilidade entre o art. III. e o art.277/MG. 1. Recurso sem provimento (STJ.2000. 08. nos termos do entendimento firmado pelo Pretório Excelso. rel. Fato gerador. rel.-lei 37/66.-lei 37/66. 23 do Dec. Responsabilidade tributária. Tributário. Tributário. Tributário.05. 41. à espécie.2000). p. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto . Min. 2ª T. Inversão da sucumbência. REsp 130230/PR. Compatibilidade. Recurso especial não conhecido. Não obstante o fato gerador do Imposto de 16 .471/95]. Min. Mercadoria importada a granel. Imposto de Importação. Imposto de Importação. Art. Compatibilidade. 09.02. artigo por artigo. art.-lei 37/66 e o art. 2ª T. 19 e Dec.. nos termos do art. 2. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção. Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete.09. parágrafo único.471/95] e 1. Recurso especial conhecido e provido (STJ.2001.03. 1° e 23 do Dec. arts.-lei 37/66.-lei 37.06.1998. 143).391/95 [alterado pelo Dec. Milton Luiz Pereira.05. Imposto de Importação. A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador. DJU 28. Fato gerador. Ari Pargendler. de 1966. 1.Inaplicáveis.. Compatibilidade entre o art. presumida a ausência de responsabilidade do transportador. 1. rel. Ocorrência do fato gerador.. 1. REsp 185418/SP. 19 do Código Tributário Nacional. do Dec. Alíquota aplicável. Decisão unânime (STJ. 23 do Dec. III. conseqüentemente. 19 do CTN. 06. Súmula 4 do Tribunal Federal de Recursos. representa a entrada no território nacional da mercadoria. 2. este revogado pelo Dec. 41.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. art. Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento). Quem promove a importação de mercadoria sem ter a guia de importação sujeita-se ao regime legal vigente na data em que a obtém. Franciulli Netto. CTN. para efeitos fiscais. DJU 19.-lei 37/66.427/95 [revogado pelo Dec. 19 do Código Tributário Nacional e arts.2001. Mercadoria isenta. os preceitos dos arts. Isenção. Decs. 23. j. 1ª T. 1. Multifários precedentes. DJU 05. j. Precedentes do STJ e STF. 3. Recurso especial provido. inclusive ICMS e ISS contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada. Dec. Min. O desembaraço aduaneiro completa a importação e.-lei 37/66. e 60. parágrafo único.

03.06.472/88]. do embarque do bem estrangeiro e do ingresso do mesmo no território nacional (TRF-2ª R. Dec.05. j. AMS 96. 288).07. artigo por artigo. Imposto de importação. rel. quando se tratar de mercadoria despachada para consumo. Juiz Teori Albino Zavascki.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Procedente dos Estados Unidos da América.01. descascado. rel. AMS 96. o imposto sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional (art. 1.1999). Nos termos do art. 3. DJU 03.1999. Majoração de alíquota. j.-lei 37/66.. Fato gerador complexivo e continuado. A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias despachadas para consumo é definida pela norma vigente no momento da efetivação do registro da declaração de importação na repartição alfandegária. de 29. José Delgado. Assim. embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional. DJU 09.08. 52. Impetrante que pretende eximir-se de aumento de alíquota do Imposto de Importação incidente sobre trigo em grão. ‘com a entrada no território nacional da mercadoria que contar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira’. Porém. rel. Mandado de segurança. Imposto de importação. 23 do Dec. 19 do CTN/66.06. na repartição aduaneira. 1ª T. DJU 02. 05. Alteração de alíquota. Irrelevantes as datas da celebração do contrato de compra e venda. 1.1995. inclusive ICMS e ISS Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional. 19 do CTN/66). Juíza Valéria Albuquerque. Min. p. é devida a alíquota do Imposto de Importação prevista no Dec.. Recurso especial a que se dá provimento. 1° do Dec. 25.-lei 37/66). torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’.1997..0201428-8/RJ. Tributário. Assim. ele apenas se aperfeiçoa como registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e. nos termos precisos do parágrafo único do art. 2.427/95 [revogado pelo Dec. Incidência sobre importação de veículo já embarcado. Tributário. REsp 203815/RJ. 1. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro. j.1996. 4ª T.1997. 1. Fato gerador.-lei 37/66 [este artigo possui redação alterada pela Dec. 2ª T.09084.1997. Dec. p.09. Tributário.. Inversão do ônus da sucumbência (STJ.. inclusive em relação às importações já em curso e cujas guias não estavam registradas na repartição aduaneira na data de sua entrada em vigor (TRF-4ª R. da declaração de importação (art. Momento definidor da obrigação tributária ocorre com a entrada da mercadoria no território 17 .717).471/95]. 1. 04.-lei 2.427/95 [revogado pelo Dec.471/95].

rel. Tributário. art. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. que é prévio ato administrativo. III. 2ª T. no art. j. É facultado ao Poder Executivo alterar as alíquotas (art. tanto que a Constituição Federal.09004-1/SP.-lei 37/66).427/95 [revogado pelo Dec. Precedentes.1997. 1. DJU 29. 1. No caso. Agravo regimental no recurso extraordinário. 1. os quais são excepcionados da regra da anterioridade (Constituição Federal. 25. Mantida a decisão monocrática. Fato gerador do Imposto de Importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro. É inquestionável o caráter nitidamente extrafiscal do Imposto de Importação. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec. j. 64). Fato gerador.03. Alíquota. RE-AgR 441537/ES.. é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador.2006. Apelação não provida (TRF-3ª R. alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I.entrada da mercadoria no território nacional . Juiz Alberto Nogueira.04. a. rel. pela relevância econômica da relação jurídica com reflexos na política cambial e no comércio exterior do País. inclusive ICMS e ISS nacional (art. 101698).427/95 [revogado pelo Dec.471/95]. 150. II. § 1°). 19 do CTN). 4ª T. porque a esta não tem direito o importador enquanto não concretizado o fato gerador. Juiz Homar Cais.0213217-0/RJ. 05. na repartição aduaneira competente. IV e V. CF. artigo por artigo. MAS 96.1997. a. 21 do CTN). Tributário. 1.1997. Imposto de importação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. e não a partir da emissão de guia de importação. Possibilidade. p. 150.2ª R. Agravo regimental a que se nega provimento (STF.2006.for posterior à vigência do diploma legal. 1° . se o fato gerador do imposto .. não se pode invocar o princípio da segurança jurídica como respaldo a invocado direito ao pagamento de alíquota menor. Recurso improvido (TRF. p. Eros Grau. Majoração de alíquota. rel. 153... Dec. 3. 1. DJU 25. faculta ao Poder Executivo. Imposto de Importação.09. não constituindo fato gerador de tributo.1997.09. art.. Alteração de alíquota. AMS 93. Imposto de Importação. da declaração apresentada pelo importador (art. 51). a chegada da mercadoria ao país e o momento de seu desembaraço aduaneiro.471/95 ]. Precedente do STF. O produto importado estará sujeito ao pagamento do imposto respectivo pela alíquota vigente no momento da ocorrência do fato gerador. O que a Constituição exige. III. I. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato 18 . II. 2ª T. 2. Constitucional.06. DJU 03. 150.07. j. 23 do Dec. no § 1° do art. p.11. Min. Se a política de comércio exterior impõe que se aumente ou reduza o valor de alíquota entre a importação.

1.2001. j. RE 91. Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal. Eliana Calmon. O fato gerador do ICMS.02. rel.2001. 06. rel. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal.2005. 23 c/c art. manifestou-se. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. ocorre no momento do desembaraço aduaneiro. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro. art.p. p. rel.2007. em 06. Fato gerador. DJ 25. Min. DJU 01.07. Ocorrência. Min.2002. rel. rel. a data da celebração do contrato de compra e venda ou a do embarque ou a do ingresso no país de mercadoria importada’. Maurício Corrêa. Imposto de Importação. Min. Tributário. AI-AgR 420993/PR. rel. Imposto de Importação. rel. RE-AgR 252008/SP. Min.1999. 2. Importação. DJ 17. DJU 26. in verbis: ‘O imposto de importação tem como fato gerador a entrada de produtos estrangeiros no território (CTN-66. Desembaraço aduaneiro. Fixou-se em Plenário. Incidência do imposto com a alíquota majorada.. Tratando-se de mercadoria despachada para consumo.2007.571). 2ª T. Recurso especial provido (STJ. 19). 2ª T.379/PE. Momento ao fato gerador.2000.02. DJU 16.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1.427. Min.1980. sendo irrelevante.471/95].2003). Francisco Peçanha Martins. 57). 31. Milton Luiz Pereira. 1. REsp 139658/PR. da declaração apresentada pelo importador (Dec. Tributário. 137).2001. artigo por artigo.2005.05. rel. 2ª T. na repartição competente.. DJ 05. 1. DJ 09. Humberto Gomes de Barros. José Delgado.08. Min.11. consuma-se na data do registro da declaração de importação’ (REsp 313. para o imposto de importação. 1. EDcl no AgRg no REsp 170163/SP. Constitucional. 2.02.08. Min. Carlos Velloso. Tributário.-lei 37/66. Incidência. art.02. Min. 2. REsp 552852/PE.. Francisco Peçanha Martins.09. Majoração de alíquota. j.117/PE. o fato gerador. p. Agravo regimental não provido (STF. j. para esse efeito específico. Fato gerador. E ainda: ‘Imposto de Importação. REsp 205013/SP. REsp 213909/PR. Variação cambial.05. Precedentes: RESP 250. no julgamento da ADIn 1293/DF. Agravo regimental em recurso extraordinário. a jurisprudência do Supremo Tribunal no sentido de que. DJ 11. III.2002. João Otávio de Noronha. ICMS. Min. 08. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. em se tratando de mercadoria 19 .3378/SP. DJ 28. Agravo não provido (STF. 44).06. Nessa linha de pensamento exteriorizaram em diversos arestos as Cortes Superiores: o Supremo Tribunal Federal que. tendo em vista o fato gerador do tributo.10. inclusive ICMS e ISS gerador do Imposto de Importação. rel. ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. na importação de mercadorias.

Recurso especial provido (STJ.1980. o STJ assim tem se pronunciado: ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. 2. 23 do Dec.-lei 37/66. 19 do Código Tributário Nacional com o art.-lei 37/66. 23 do Dec. e: ‘Na importação de mercadorias para consumo. porém rejeitados’ (ERE 91. 23. DJU 14. Imposto de Importação. Bens de capital. Cordeiro Guerra. Min. inclusive ICMS e ISS despachada para consumo.2001). Momento da ocorrência.566).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2002). Compatibilidade do art. Min.-lei 37/66 e o art. STF. 1. Inexiste incompabilidade entre o art. 19 do Código Tributário Nacional na importação de bens de capital . o fato gerador ocorre na data do registro. 23 do Dec. sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. 3. Prevalece a regra geral insculpida no art. Precedentes do STJ e STF’ (REsp 121617/Humberto). 3. ‘Jurisprudência pacífica do STJ. A regra geral prevista nos arts.2006. Seguindo essa mesma linha de orientação.04.. Entrada. Precedentes. o fato gerador. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. para consumo próprio. Tributário.1980. rel. 23 e 24 do Dec. 19 do CTN e o art.09.-lei 37/66 dispõem que o imposto de importação tem como fato gerador a entrada da mercadoria de procedência estrangeira no território nacional.06. ‘O STF já proclamou inexistir incompatibilidade do art.o fato gerador do Imposto de Importação ocorre na 20 . 19 do Código Tributário Nacional. Carlos Velloso)’ (REsp 205013/Peçanha Martins. considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto de Importação a data do registro na repartição aduaneira da declaração feita para fins de desembaraço aduaneiro. 19 do CTN e o Dec. DJ 25. j. 2. DJ 05. Quando se tratar de mercadoria destinada ao consumo.08. 19 do CTN’ (EAREsp 170163/Eliana Calmon. conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225. 12. no sentido de que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre com o registro da declaração de importação na repartição aduaneira. Embargos conhecidos.2002). consuma-se na data do registro da declaração de importação. para o Imposto de Importação. 23 do Dec. Na importação de produtos do exterior. 19 do Código Tributário Nacional e 1° do Dec. o qual é compatível com o art.08.602. p. Fato gerador. Luiz Fux. ou quando do desembarque da mercadoria. inexistindo incompatibilidade entre o art. DJ 09.-lei 37/66.309-2/SP.2005. Território nacional. consoante o disposto no art. aplicando-se a alíquota vigente na época’ (REsp 250379/Peçanha Martins.-lei 37/66. DJ 18.09. rel. p. Pleno. 260). da declaração de importação.03. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. Fato gerador. Min. REsp 670658/RN. 1ª T. artigo por artigo. 19 do CTN com os arts.-lei 37/66. Ausência de incompatibilidade entre o art. na repartição competente. rel.

Min. p. deve ser rejeitada a preliminar de ausência de prova pré-constituída quanto à data de introdução das mercadorias no Brasil.10. Castro Meira.05.08. j. rel. 03.2005. Castro Meira.06. 202). Min. Min. Decs. j. portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo.11. artigo por artigo.. Ausência de registro por decurso do prazo. DJU 14. Tributário. o fato gerador.2003. Veículos automotores. Portarias 73/91 e 938/91. 2ª T..2004. 2ª T. 19 do CTN c/c art.08. I. REsp 328835/SC.391/95 e 1. Na hipótese.11.427/95 [revogados pelo Dec. 03.atual denominação da guia de importação . DJU 01. 236). 1. Ocorrência. REsp 313117/PE. REsp 157162/SP rel. j. 4. Agravo regimental improvido (STJ.1. 21. DJU 17. No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. Imposto de Importação. O lançamento fiscal. Precedentes do STJ e STF (STJ. para o Imposto de Importação. em relação ao fato gerador. o qual se inicia com o registro da declaração de importação. 232). rel. Art. 1.2003. 366). do CTN. Assim.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. O fato gerador do imposto de importação é a data da entrada da mercadoria no território nacional e não a data da emissão da guia de importação. Min. o desembaraço ocorreu na vigência do Dec. 08.não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão. DJU 30. Registro da declaração de importação: art. consuma-se na data do registro da declaração de importação. 1. A preliminar de ausência de prova da recusa da repartição fazendária em proceder ao registro 21 .2005. j. 3. p. 2. Mercadoria despachada para consumo.2005. Preliminares rejeitadas.Fato gerador. 3. A declaração de importação . Tributário.. 2. Abandono. O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro. 1. AgRg no REsp 49697/RJ. 23 do Dec. Momento do fato gerador. Tributário. Fato gerador do Imposto Sobre Importação: momento da entrada da mercadoria no território brasileiro. 1ª T. p. é regido pela lei vigente à época.2004. Imposto de Importação. 116. Desembaraço aduaneiro. Castro Meira. 2ª T. Tributário e processual civil.11. Imposto de Importação. Recurso especial improvido (STJ. 2. 1471/95] .-lei 37/66. Apelação e remessa oficial providas.427/95.2005. 4. rel. As Declarações de Trânsito Aduaneiro anexadas aos autos provam que as mercadorias foram introduzidas no Brasil. Recurso especial conhecido e provido (STJ. p. inclusive ICMS e ISS entrada dos produtos estrangeiros no território nacional. Humberto Gomes de Barros.

rel. Dec. 22 . Declaração de Importação. 23 do Dec. Compatibilidade do art. Fato gerador.01. rel. pois deixou transcorrer o prazo para dar início ao despacho aduaneiro (art. ocorrido no momento do registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira. Imposto de Importação. Guia de importação 1.. DJU 12. I.364188/MG.-lei 37/66 com o art. donde não se justificar que o contribuinte recolha novamente o imposto e em outro momento peça a sua restituição (TRF-3ª R. 2ª T. 6. 91.2004. 3. 03. 4. 3ª T.099427-9/MG. AMS 36375/SP. sendo este o momento considerado como ocorrido o fato gerador (art. 19 do CTN. O impetrante inviabilizou o registro da Declaração de Importação. 54). inclusive ICMS e ISS da declaração de importação confunde-se com o mérito. em 24.2003. Apelação e remessa oficial providas. p. 23 do Dec. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do registro da declaração de importação. Juiz Miguel Ângelo de Alvarenga Lopes j.. durante esse prazo. o registro não é mais possível e a mercadoria é considerada abandonada. 461.01. AMS 1999.. Imposto de Importação. do CTN). ficando inalterado o aspecto temporal do fato gerador do imposto.11. Tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2006.030/85 [revogado pelo Dec. Juiz Luciano Tolentino. Descabida nova cobrança do imposto. 49). j. artigo por artigo. que é aquela vigente na data de seu ingresso no país.04.12. 571). Juiz Roberto Jeuken. 2. 7ª T. para publicação do acórdão (TRF-1ª R. j. 19 do CTN.01. O fato gerador do imposto de importação ocorre com a entrada da mercadoria em território nacional. A guia de importação somente autoriza a entrada de mercadoria no Território Nacional... DJU 17. 19 do Código Tributário Nacional.543/2002]). Precedentes deste Tribunal e do STF. Peças liberadas pelo relator. que se dá com o registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira. Alíquota.2007. Recolhimento integral do imposto. p. Registro da Declaração de Importação. 4. 24. Mercadorias que embarcaram em outro navio e em outra data. Desembaraço.01. 22.. 23 do Dec. rel. já que tal circunstância constou em declaração complementar.00. combinado com o art.-lei 37/66. AMS 96. DJU 29. não importando se as mercadorias desembarcaram no mesmo navio e na mesma data. O Pleno do STF pacíficou a matéria no sentido da compatibilidade da regra do art. p.2006. sendo considerado o fato gerador do Imposto de Importação a entrada da mercadoria no território brasileiro. 3. Tributário.-lei 37/66 com o art. Apelação improvida (TRF-1ª R. 5. Não havendo.2006. 116. donde surgir ao importador a necessidade de recolher aos cofres públicos o montante respectivo. nos termos do art.2006.04.05. sendo irrelevante a sua data para fixação da alíquota do Imposto de Importação. início do despacho.

2005. Apelação em mandado de segurança. vigente à época da concretização do fato gerador.427/95 [revogado pelo Dec.. À luz do art. Art. CTN. a teor do art. sendo irrelevante o dia de ingresso do produto estrangeiro. Incidência do art. 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.-lei 37/66. que fixa a data do registro da declaração de importação na repartição 23 . como momento de aperfeiçoamento da obrigação tributária do imposto incidente sobre mercadorias despachadas para consumo. Na importação de mercadorias despachadas para consumo. Sentença reformada. REOMS 187700/SP.. artigo por artigo. 23. Tratando-se de mercadoria destinada a consumo.08. do produto estrangeiro. reconhecese o direito adquirido ao pagamento do tributo pela alíquota menor. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada do produto importado no território nacional. j. II. 6ª T. rel. DJU 10. não importando. 5. harmoniza-se com o perfil constitucional da regra matriz desse tributo na medida em que reconhece. Fato gerador. Art. 1. Remessa oficial desprovida (TRF-3ª R. a hipótese de incidência do Imposto sobre Importação traduzse na chegada. Inversão do ônus da sucumbência (TRF-3ª R. Arts. Direito adquirido.06. do Dec. 23 do Dec. 301). inclusive ICMS e ISS Tributário. 3ª T. a destinação para consumada mercadoria objeto do despacho aduaneiro. o registro da declaração de importação. a alíquota exigível é aquela vigente na data do registro da declaração de importação no ato do desembaraço aduaneiro. 2. 371). Alteração de alíquota.2006. em território nacional. Juiz Mairan Maia. 86 e 87 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. nos autos. p. Anulatória de débito fiscal. III. Art. Juíza Cecília Marcondes j. Momento de ocorrência do fato gerador. 6. escorreita a atuação do Fisco ao constituir o crédito remanescente. 3.. p. 1. 1. Imposto de Importação. 4. DJU 21. para fins tributários. Aspecto temporal do fato gerador do tributo. O art.-lei 37/66.-lei37/66. Dec. I.471/95].2006. aplica-se a alíquota vigente à data do registro da declaração de importação.-lei 37/66. e segundo a delimitação constitucional da regra matriz tributária. 07. rel. Dec. a data da conclusão do negócio jurídico de aquisição do bem importado.2005. 23. 27. Tributário. 23 do Dec.-lei 37/66. consubstanciado no auto de infração atacado. Imposto Sobre Importação. 23 do Dec. Revogada a Resolução CPA 05-0392 quando do registro da declaração de importação. 19. Constatado que o registro foi providenciado antes do advento do diploma que aumentou a alíquota do Imposto de Importação. Fato incontroverso.07.08. 4.543/2002]. o qual inicia o procedimento de desembaraço aduaneiro. complementado pelo art. Registro anterior à majoração. Imposto de Importação. 19 do Código Tributário Nacional. AC 22632/SP.. 19 do CTN. ao país.

Apelação a que se nega provimento (TRF-3ª R. AMS 2000. 106. 2. Tributos. nos termos do art. AMS 170. a variação do câmbio da moeda estrangeira não representa majoração do tributo. nem alteração da base de cálculo ou da alíquota.427. é legítima a incidência da exação. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre por ocasião do registro da Declaração de Importação. porquanto. A legislação tributária aplicável à operação de importação é aquela vigente à época do fato gerador. 02.471/95]. p. 1ª T. Desembaraço aduaneiro. 1. Majoração de alíquota. 3. rel. Importação. Momento da perfectibilização do fato gerador. a. 2. 1.855/SP.03. a alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. Não tendo sido efetuada a declaração de importação das mercadorias importadas. 1. autorizou o Poder Executivo a alterar a forma de fixação e a periodicidade da taxa de câmbio. sendo irrelevante. não agiu com excesso de poder o Executivo ao alterar a taxa de câmbio. conseqüentemente. a base de cálculo será simplesmente o resultado aritmético da conversão do valor expresso em moeda estrangeira com a taxa vigente. 396).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Legalidade. Dec. Taxa de câmbio. não havendo que se falar na existência de direito adquirido à utilização de determinada taxa de câmbio fixa. DJU 26.04.. representa. Juiz Lazarano Neto. Imposto de Importação. da Constituição Federal. quando da entrada em vigor do Dec. do CTN. Ademais. 23 e 44.04.-lei 37/66. O fato gerador do Imposto de Importação nasce com a entrada das mercadorias em território nacional e perfectibiliza-se no momento do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira. p. j. III. 2. 3. 1.2000. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. Tributário. inclusive ICMS e ISS aduaneira. Ocorrência do fato gerador. arts. de 10. j.626. Aduaneiro. artigo por artigo. Portanto. submetendo-a à livre flutuação do mercado. da Lei 8. O desembaraço aduaneiro completa a importação e. rel.04. O art. Ação ordinária. a entrada no território nacional da mercadoria.03.044496-8/PR.10.2005.01. para efeitos fiscais. 3.. 150.2005.. momento que se dá o desembaraço aduaneiro da mercadoria. 105.981/95. 05. 6ª T. em coerência com a política econômica global adotada à época (TRF-4ª R. DJU 22.2006.2006. Tributário. Dec. A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias para consumo é definida pela norma vigente no momento em que se efetivou o registro da declaração apresentada pelo importador à repartição alfandegária competente. Ao contrário. e art. e não com a simples entrada física desta no território nacional. na hipótese de ser destinado a consumo.. para esse 24 . 848). Juiz Vivian Josete Pantaleão Caminha.

Assim. a unidade de medida adotada pela lei tributária. inclusive ICMS e ISS específico efeito. para ser cobrado. para entrega no porto ou lugar de entrada do produto no País. j. DJU 12. II . bem como era previsto no art.70. leva em conta um determinado fato.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1ª T. 20. providas (TRF-4ª R. em uma venda em condições de livre concorrência.2003. levado a leilão. AC 000. 22. No Imposto de Importação.-lei 37/66.. Juiz Wellington Mendes de Almeida.11.2003. Art. expressa em uma medida determinada pelo peso. Todo imposto. já em desuso. 25 . metro.029873-8/PR.quando a alíquota seja ad valorem. III quando se trate de produto apreendido ou abandonado. ou seu similar. tida por interposta. A primeira. referida no inciso I do art. é fixada levando em consideração a unidade ou quantidade do bem importado.00. alcançaria.quando a alíquota seja específica. A base de cálculo do imposto é: I . É a alíquota especifica. indica três bases de cálculo distintas. peça etc. o CTN. Em outras palavras. 386).. ao tempo da importação. 4° do Dec. o preço normal que o produto. volume. artigo por artigo. COMENTÁRIOS Base de cálculo. Apelação e remessa oficial. p. mensurando-o do ponto de vista econômico. O quantitativo estabelecido é a base de cálculo que serve de suporte ao conteúdo da obrigação tributária. rel. é o valor tributável. 3. 20 do CTN. no art.10. a data da celebração do contrato de compra e venda relativo ao bem importado. o imposto corresponderá a cada unidade destacada. o preço da arrematação. 20.

fixada em termos percentuais. ensina que por muitos anos a comunidade internacional. utilizava-se da expressão valor aduaneiro. As alíquotas são estabelecidas pelo Poder Executivo. Em princípio. Por fim. quando da fixação da alíquota.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Observe-se que não se trata do valor de aquisição e sim do preço normal. Outro aspecto a ser considerado. é reduzida. Após um evento internacional intitulado Rodada de Tóquio. para entrega no porto ou no lugar da entrada do produto no País. Tem-se aí a “alíquota ad valorem”. levando em consideração a essencialidade ou utilidade do produto. 20. chegando-se ao art. quanto mais necessário. ou seu similar. CTN). de tal modo que. VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . inclusive ICMS e ISS A segunda base de cálculo leva em consideração o valor do produto. O CTN chama de preço normal o valor que o produto. Roosevelt Baldomir Sousa. A base de cálculo do imposto é o preço da arrematação. menor alíquota ostenta. em caso contrário. para ás mercadorias estrangeiras levadas a leilão. 26 . alcançaria em uma venda em condições de livre concorrência. se houver similar nacional. quando apreendidas ou abandonadas. convencionou-se uma nova definição de valor. diz respeito à concorrência que possa fazer o produto estrangeiro à indústria nacional. formada por 32 países. artigo por artigo. tem-se uma terceira base de cálculo. ou seu similar. a alíquota do produto estrangeiro é majorada. eventual e episódica.GATT. o que faz o Imposto de Importação proporcional (inciso II do art. hoje só usada por sete países. em Comentários à Lei Aduaneira.

Verifica-se. seguidos de publicidade. supra). dentre os quais a política de proteção aos produtos nacionais. é eminentemente política e passa. preço referência.. também chamado de preço normal. dos valores das mercadorias. o antigo Conselho de Política Aduaneira. cit. firmando uma pauta de valores mínimos por intermédio da Comissão Executiva. inclusive ICMS e ISS Fixação pelo Poder Executivo. Entretanto. porque todos os valores são adrede estabelecidos. o que pode ser feito tomando como referência o preço constante da fatura comercial. a discricionariedade não se confunde com arbítrio. a seu talante.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a tarefa de fixar o preço de mercado. o que não poderia ser diferente diante da responsabilidade que lhe cabe como negociador internacional e guardião dos interesses nacionais. e. a discricionariedade do Poder Executivo. portanto. como todo e qualquer ato administrativo. artigo por artigo. Preço de referência é o adotado no interesse de proteger o similar nacional e visa equalizar os preços de oferta quando díspares (Roosevelt Baldomir Sousa. ou atribuindo o órgão. Acirrados questionamentos surgem em razão da fixação do valor das mercadorias A tarefa. ob. estes atrelados geralmente a acordos disciplinadores da política de preços. Cabe à Secretaria de Comércio Exterior . para o Estado.Secex. 27 . um valor que entende ser o correto. Há um emaranhado de interesses alienígenas e impositivos que são levados em consideração. por interesses internacionais. necessariamente. Somente em duas hipóteses cabe o arbitramento: quando a mercadoria estrangeira não está acompanhada da documentação legal. um dos órgãos da Secretaria de Comércio Exterior Secex. finalmente.

objetos pessoais. lembranças de viagem etc.-lei 37/66.04. Dec. quando se desligam da missão estrangeira. Escapam ainda do pagamento da exação a bagagem do passageiro que ingressa no País. art. já comentado acima. a bagagem dos estrangeiros radicados no Brasil há mais de cinco anos e de brasileiros com mais de dois anos domiciliados no estrangeiro.-lei 37/66. abrangendo roupas. de 07. livros e revistas. Dec. O referido dispositivo foi 28 . por fim. Isenção de bagagem. ou quando a documentação apresentase inidônea. o Brasil. entretanto. jóias.-lei 1.-lei 37/66). situação que dura por cinco anos. Observe-se. mas sujeitando-a. Entretanto. permitindo o ingresso da mercadoria com suspensão do pagamento do imposto. Para facilitar o ingresso de bens estrangeiros no País. naturalmente. inclusive ICMS e ISS ignorando-se o valor de aquisição. As mercadorias estrangeiras estão sujeitas ao pagamento do Imposto de Importação quando ocorrido o fato gerador. 3°. que os bens desembaraçados como bagagens não podem ser alienados. Dec.1976). É a chamada quota isencional (art. ao controle fiscal (art. foram instituídos regimes especiais. ao final dos quais ficam liberados da incidência. 19 e no Dec. Regimes aduaneiros. quando do desembaraço aduaneiro. há tolerância quanto a bens adquiridos no estrangeiro dentro de um valor limitado pelo Poder Executivo. apenas para exemplificar. 9°. bem assim o longo elenco constante do Dec.455. 13..455/76). senão com o pagamento dos tributos. cujo destino não é. toda a bagagem dos agentes diplomáticos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. do qual destaco. ou seja. quando do retorno ao Brasil (art. em montante cuja fixação atende aos interesses políticos. artigo por artigo. como previsto no CTN.-lei 1.

caso em que se materializa a responsabilidade. 267 e seguintes do Dec. Temos. na hipótese. fato gerador sujeito a uma condição resolutiva.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Os bens devem ser minuciosamente identificados. Pode-se exigir ou não a expedição de guia de importação. artigo por artigo. de 24. ainda. Exemplo freqüente de admissão temporária existe quanto aos veículos importados para uso e circulação na zona franca ou zona de livre comércio e que saem do território especial por período certo. 91.2001 (ainda não convertida em lei).030/85). bens estes que deverão cumprir uma finalidade. a admissão temporária. inclusive ICMS e ISS alterado pela Medida Provisória 2. com do pagamento dos impostos incidentes na Há. atualmente disciplinado pelo art. a qual consiste na importação de bens que devem permanecer no País por prazo fixo determinado.543/2002 como aquele que permite o transporte de mercadoria sob controle aduaneiro. 29 . 252 do Regulamento Aduaneiro (Dec.08. 9° O importação estrangeira suspensão importação. definido no art. cuidando a lei tributária de uma garantia futura. com suspensão de tributos. A legislação brasileira permite duas modalidades de drawback: drawback suspensão e drawback isenção. Caso não haja retorno. sendo dispensada quando se tratar de importação ao abrigo de tratado ou convenção internacional. passando a ter a seguinte redação: Art. 4. passam a incidir todos os tributos. para assim possibilitar uma eventual taxação. caso seja descumprido o prazo ou a finalidade. regime especial de entreposto aduaneiro na permite a armazenagem de mercadoria em local alfandegado de uso público.158-35. Das diversas modalidades de regime especial destaca-se o trânsito aduaneiro.

Dec. depósito ou trapiche). também. Esse dispositivo. em outras palavras. o entreposto aduaneiro temporário. Dec.15835/2001. Dentre as diversas modalidades. Temos. 58 e 59. 30 . há uma diferença muito sutil e que consiste na importação de produtos fabricados com matéria-prima importada. os bens importados com suspensão são absorvidos pelo produto nacional que vai ser exportado. feiras de amostra etc. instalação de mercadorias importadas ou exportadas por terceiros usuários. que consistem no regime especial de armazenamento de mercadorias em importação ou exportação. Se não houver exportação há exigência da exação. se não recebidas nos prazos estabelecidos. por permanecer na aduana além dos prazos e condições indicados em lei (arts. tem a legislação brasileira os chamados entrepostos aduaneiros. No segundo (drawback isenção).455/76). Chama-se a atenção para as remessas postais internacionais porque. A primeira espécie do gênero mercadoria perdida é a considerada abandonada. Além dos regimes aduaneiros especiais. que se constitui em depósito para receber mercadorias para concursos. entretanto. É. ainda não convertida em lei até a presente data.-lei 1. inclusive ICMS e ISS No primeiro. que é um espaço físico concedido pelo Ministro da Fazenda. 17. exposições. cujos impostos ficam suspensos pelo prazo de um a três anos. a título precário e mediante seleção dos interessados por concorrência pública.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. sob estreito controle fiscal.. Perda de mercadoria. mas esta incidência sofre suspensão até a exportação. no máximo (art. com suspensão de tributos. artigo por artigo. serão devolvidas ao remetente. foi revogado pela Medida Provisória 2. e que servem geralmente para depósito. hipótese em que há absorção do produto estrangeiro. o espaço físico (armazém. temos o entreposto aduaneiro de uso público.-lei 37/66).

em nome e à ordem do Ministro da Fazenda.-lei 1. Daí o equívoco de alguns magistrados que.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a não ser que tenha sido iniciado o despacho aduaneiro.-lei 37/66 (arts. as mercadorias importadas irregularmente. também recepcionado. 25 e 26). após a decretação de perda 31 .455/76. arvoram-se depositários dos bens estrangeiros apreendidos ou indicam terceiras pessoas como depositários. como se tivesse sido despachada normalmente. como medida acautelatória. se houver saldo positivo no leilão. artigo por artigo. Temos. na condução de processos criminais de contrabando ou descaminho. violando o Dec. inclusive ICMS e ISS Também obedecem a tratamento distinto as mercadorias apreendidas. hipótese em que a desistência obriga ao pagamento da diferença entre o valor da arrematação e o valor da exação. que sofrem apreensão liminar para posterior imposição de pena de perdimento. ambas as hipóteses apuradas em procedimento administrativo. finalmente. A única possibilidade de utilização de bens importados apreendidos é mediante doação dos mesmos. este será entregue ao proprietário da mercadoria. A recíproca é verdadeira. O abandono não gera para o destinatário da mercadoria ônus algum. Todos os bens apreendidos são recolhidos à Secretaria da Receita Federal. diploma que foi recepcionado pela CF/88 e em nada contraria o Dec. após regular processo administrativo. porque. A prática é ilegal. Uma outra forma de perda é a avaria (perda parcial ou total) e o extravio (perda total). ou de importação proibida.

estes cíveis e criminais. Independentemente do processo judicial. ou quando não arrematados em hasta negativa. o qual deve observar os princípios processuais do devido processo legal. ainda. seja a autoridade fiscal comunicada quando da finalização do processo judicial. antes de ser mandado a leilão.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ao final do qual é declarada a perda de bens. Daí a direta interferência da sentença judicial no procedimento administrativo. para maior dinâmica no processamento dos feitos administrativos e judiciais. embora sejam independentes as esferas de responsabilidade. E isto porque. Aconselha-se. como só acontece quando declarada na esfera penal a inexistência material do fato ou quando se verificar a não-participação do réu no fato criminoso. que todos os bens estrangeiros apreendidos sejam encaminhados ao Secretário da Receita Federal. a apreensão de bens importados irregularmente desencadeia a instauração de processo administrativo-tributário. tem tratado o proprietário inocente como terceiro de boa-fé. não responsável pela irregularidade na importação. Pena de perdimento. em algumas situações a sentença penal faz coisa julgada na esfera administrativa. A questão mais complexa existe quando tramitam concomitantemente processo penal e processo administrativo. Preconiza-se. o proprietário do bem estrangeiro não foi o responsável pelo irregular internamento. artigo por artigo. a demonstrar que melhor seria aguardar-se a finalização do processo judicial para então proceder-se ao perdimento de bem e com ele a irreversível alienação em hasta. da ampla defesa e do contraditório. inclusive ICMS e ISS em benefício do erário. Por exemplo: o bem apreendido em poder do réu não é de sua propriedade. A jurisprudência. embora oscilante. 32 . se comprovado o irregular internamento dos mesmos.

DJU 10.1980. j.145/53. 1. Taxa de licenciamento de importação. Tributário. ou seja. § 2° [rectius: art. Recurso extraordinário não conhecido (STF. 1. rel. Dec. Francisco Peçanha Martins. Gatt. arts.-lei 37/66 (art. CF. Dec. 10 da Lei 2. Alíquota aplicável. 2ª T. a. este revogado pelo Decreto 1.11. Recurso não conhecido (STF. pois tal creditamento constitui incentivo à indústria nacional e.1989). 1°. relativo a bem para o ativo fixo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1. Min. 145. rel. § 2°. DJU 11. Art. substituído pela Secex]. Na importação sob regime drawback. REsp 135. Humberto Gomes de Barras. 23.263/79]. Ilmar Galvão. este parágrafo foi revogado pelo Dec.09.02. destinadas à fixação de pauta de valor mínimo.. e 153. CTN. 36). Pleno. 70. Guia para importação.1995). recebendo o benefício de alíquota zero.427.1980). 19. 23). inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA As Resoluções do Conselho de Política Aduaneira [hoje. 1ª T. somente favorece os produtos nacionais (Lei 4. por isso. REsp 128200/SP. Alíquota zero. revogado pelo Dec. j.1989. Em havendo isenção dos tributos federais (STJ.080/SP. Min. Dec. 25. § 2°. Recurso não conhecido (STJ. Dec.427/95 [revogado pelo Dec. Tributário.1998). 83.471/95]. 23. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao Imposto de Importação.08.433/88]. devem conter motivação expressa (TFR Súmula 97). Incidência da Súmula 83/STJ. só há isenção do ICMS quando ocorre a suspensão do Imposto de Importação e do IPI.391/95 [alterado pelo Dec. DJU 05. j. obedece às normas estabelecidas no Gatt. j..502/64. rel. Vitamina E e derivados. art.10. Crédito do imposto pago na importação de país membro do Gatt. RE 92978/SP. Imposto de Importação.-lei 2. 19. Tributário. do Senado Federal]. Min. III. Precedentes. O9. REsp 167.10. DJU 31. Imposto de Importação. art. rel. 150. Sua inaplicação à hipótese. Soares Muñoz.471/95]. Min.182/72 [rectius: Decreto 70. 23. sob todas as formas. § 1°.690/88 [suspenso por inconstitucionalidade pela Resolução 11/2005.1994. 1. 1ª T.. Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador.10. redação dada pelo art.992/PR.1998. Fato gerador. IPI. O contribuinte não tem 33 . art. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência..162/72. 1. A importação da vitamina E. artigo por artigo. 1° da Lei 7. o valor da mercadoria importada. da Constituição Federal de 1988. em face da norma do art.

2.-lei 2. j. DJU 28.02. Min. Milton Luiz Pereira j. Recurso provido (STJ.08. Havendo comprovação. rel. 3. quando concedida por prazo certo e sob condição onerosa.471. Em se tratando da importação de mercadorias para consumo.445/76 [na publicação consta Dec.2001.. DJU 28. REsp 139658/PR. rel. Isenção. Tributário. Dec. Dec.02. ilegalmente importados. 15. Administrativo. 23 do Dec.632).2001). DJU 31. É a alíquota vigente nesta data que deve ser aplicada para o cálculo do imposto. Dec.-lei 37/66). a decretação do perdimento dos bens.331/SC. e a eventual boa-fé do contribuinte que realiza operação de 34 . Multifários precedentes. o número correto].455/76. Dec. Lei 8. Min. A pena de perdimento do veículo. 23 e 24. somente tem aplicação quando devidamente comprovada a responsabilidade do proprietário no ilícito praticado pelo motorista transportador das mercadorias apreendidas (STJ. Pena de perdimento de bens.1999). –lei 1. 13. Recurso conhecido e provido (STJ.1995.1999. j..03.-lei 1. REsp 264565/PR. 1. 1ª T.445/76. Humberto Gomes de Barros. Mandado de segurança. utilizado em contrabando ou descaminho. Importação. Garcia Vieira. não pode ser revogada. 1ª T. 104. Perdimento de bens decretado pela autoridade competente em procedimento administrativo regular: Segurança denegada. o fato gerador não ocorre no momento da celebração do contrato. 23.324/97.05.05. Majoração de alíquota.1992. REsp 15085/DF..05. REsp 198.. rel.-lei 37/66. inclusive ICMS e ISS direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada. 1. A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. Min. artigo por artigo. 15. Fato gerador. A isenção. rel. Tributário. art. mas quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art. IPI e lmposto de lmportação.032/90. 1ª T. V. independe da prova de boa-fé do contribuinte (responsável pela operação interna com essa mercadoria). j. de que a mercadoria teve clandestino ingresso no território nacional.04. Ilícito fiscal. A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador. Min. arts. 2. Recurso improvido (STJ.1992. Veículo novo.-lei 1.06.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Veículo transportador de mercadoria estrangeira destituída de documentação. p. Milton Luiz Pereira. em procedimento administrativo regular. de 27. DJU 17. mas no voto consta Dec. 29. 1ª T. Imposto de Importação.2001). Tributário.2001.

de 1976. Tributário. 2ª T. inciso V. Antônio de Pádua Ribeiro. 2ª T. O comprador de mercadoria exposta em loja sujeita a fiscalização não pode ser obrigado a investigar o modo como ela entrou no país.559).1993. Pena de perdimento. 1ª T. III . p. Aquisição no mercado interno de mercadoria de procedência estrangeira. Apreensão. 16.1997.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. Decisão unânime (STJ. Pena de perdimento do veículo transportador. 14. Dissídio pretoriano não demonstrado. rel. mediante nota fiscal. inclusive ICMS e ISS entrada ou saída de mercadoria com ingresso clandestino poderá dar-lhe condição para propor ação de ressarcimento contra o vendedor. II .11. A pena de perdimento . Min. Dec.11. DJU 22. Mercadoria adquirida de comerciante estabelecido.05.. 1ª T. Inadmissível a aplicação da pena de perdimento do veículo. p.03. de comerciante estabelecido. 104. Perdimento. Recurso da Fazenda não conhecido.. Recurso especial não conhecido (STJ. Min. Apreensão de mercadoria estrangeira.-lei 37/66 não caracterizada. j. 35 . REsp 23513/RJ. rel. mercadorias de procedência estrangeira. de empresa regularmente estabelecida no mercado interno. p.rel.1998.10. REsp 109710/PR.Ofensa ao art.Recurso especial não conhecido (STJ. DJU 06. Min. p. artigo por artigo.1995. Quem. Min. DJU 08. I . 18. Ari Pargendler. Pena de perdimento.Havendo desproporção entre o valor da mercadoria e do veículo que a transporta. Veículo transportador. rel. Min.não pode abstrair o elemento subjetivo nem desprezar a boa-fé (STJ. Mercadoria de procedência estrangeira. mas nunca a de inibir o fisco de apreendê-la (a mercadoria). Princípio da proporcionalidade. 24 do Dec. incabível a pena de perdimento.522). não responde por eventual fraude na respectiva importação.-lei 1. Hélio Mosimann. DJU 06. 21. A pena de perdimento não alcança quem adquiriu a mercadoria estrangeira.11. Demócrito Reinaldo j.04. 20.455.1995. j. REsp 15072/DF.. j. Boa-fé. REsp 34961/ RS.897). Humberto Gomes de Barros. 14. rel.-lei 1. mediante nota fiscal.411). adquire.455/76 e art.12.400). 37. 2ª T. do Dec.1993.1992. j..1996. 23. 23. quando evidente a desproporção entre o seu valor e o da mercadoria de procedência estrangeira apreendida (STJ. decretando-lhe a perda.1997.até por ser pena . 11. salvo prova de que dela participou ou tinha conhecimento. DJU 14.10. REsp 11137/PE. p. Tributário. no mercado interno.03.1996.

p.04. Não há direito adquirido de pagar ao importador imposto com alíquota vigorante quando da expedição de guia de importação. Bem apreendido em poder de terceiros.01. 250).471/95] para os desembaraços aduaneiros ocorridos após a majoração.01.282). 4. 2. o prazo só tem início quando do trânsito em julgado da sentença penal. Inexistência de obrigação de indenizar por parte da União. 3. do Regulamento Aduaneiro) [revogado pelo Dec.1996.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Veículo regularmente importado com isenção de impostos.1998. Imposto de Importação de veículos.. DJU 30.543/2002]. 19 do Dec. 3. I e II.055779-2/MG. Benefício fiscal não reconhecido porque não apurada a similaridade na forma do art. 1.01. 232.03.386). rel. DJU 25. quando os fatos estão sendo apurados na esfera penal. 1.1997. Juiz Tourinho Neto. Não pode ser declarada a perda do veículo se seu proprietário não teve nenhuma participação na possível prática do crime de descaminho (TRF-1ª R. j. 103). 1.427/95 [revogado pelo Dec. 1.05. j. Alienação do veículo regularmente processa da e com a autorização do Ministério das Relações Exteriores e da Receita Federal.00.-lei 37/66 (TRF-4ª R. p. 3ª T.. DJU 29. rel. Recurso improvido (TRF-1ª R. 80.04. AMS 1997.08. Impossibilidade. Perdimento de bem.00. Mudança de alíquota. 10. DJU 1°. como autorizado pelo art. 36 .02846-3/MG. Importação de veículo com isenção de impostos (art.02.1998. Juiz Gilson Dipp. artigo por artigo.. A prescrição de ação contra a União é de cinco anos. 10. Veículo alugado e utilizado para possível prática de descaminho. I e II. 4. Indenização. j.1998. Tributário. 2. Vigência imediata do Dec.0371582/DF. Mercadoria que. 232. DJU 11.. inclusive ICMS e ISS Tributário. 4ª T. 5. Juiz Eustáquio Silveira. Princípio da nãosurpresa que não atinge o Imposto de Importação. AC 1997. 3. Juíza Eliana Calmon j. Entretanto. Pena de perdimento. Tributário. Tributário. Recurso improvido (TRF-1ª R. Isenção.1998. Sentença que declarou não provada a existência de crime não faz coisa julgada no cível para respaldar indenização. Ausência de similaridade.1ª T. 05.. rel.01.1998. AG 96. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R. p. AC 04141629/SC.04. foi adquirida irregularmente e sofreu a pena de perdimento em procedimento administrativo.05. rel... 4. Imposto de Importação. 06..1998.1996. do Regulamento Aduaneiro. j. não sendo produto de crime. 14. 23.03.. 14. p. p.641). Administrativo. 1.1997.. 4ª T. Sentença penal absolutória. 4ª T. rel. AMS 92. 2. Pena de perdimento. Juíza Eliana Calmon.10902-4/DF.

Tem sido admitida pela jurisprudência a interpretação extensiva da imunidade constitucional referente a livros. II.. Administrativo. 1.09. d. da declaração apresentada pelo importador (art.-lei 37/66). inc. todos aqueles que. 1. 2. 10. quando requereu os benefícios fiscais de isenção de bagagem diplomática e declarado perante a Receita Federal o mencionado veículo (TRF-1ª R. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação. Imunidade constitucional Art. e trazida. 72. Fato gerador do imposto de importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro. i. no art. inclusive ICMS e ISS Tributário. No caso. Possibilidade.. Firmou-se a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a imunidade constitucional. Imposto de Importação. na repartição aduaneira competente. de fato. III. Agravo regimental no recurso extraordinário. do Dec.-lei 37. 150. DJU 29. art. rel. 150. DJU 06. Precedentes. 105. 150. VI. AMS 95. Imposto de Importação. de 1966. englobam seu processo produtivo. é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador. A importação de microcomputadores para elaboração e impressão de listas telefônicas está abrangida pela imunidade tributária prevista no art. jornais. VI. III. como sua bagagem.1998. AMS 95. a. Min. p.09. para-alcançar. Precedente do STF.47172. 05. Juíza Tânia Terezinha Cardoso Escobar. quando lá servia. j.03. com base no art.1998. 05.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 25.1996. também abarca a edição de listas telefônicas.02. É inaceitável que o Fisco proceda. 200). Tributário. III.entrada da mercadoria no território nacional .179). Microcomputadores para elaboração de listas. d. Importação.2006. 3. 1. em 1980. artigo por artigo. 64). 2ª T. 2ª T. VI.427/95 [revogado pelo Dec.08063-3/DF. 3ª T. inciso X. p. inc. periódicos e o papel destinado a sua impressão. 150. Eros Grau. j. inc. a apreensão de um veículo (moto). Inocorrência de infração. ao referir-se a periódicos. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec. da CF/88.1996. RE-AgR 441537/ES. 150. em 1984. se o fato gerador do imposto . rel Juiz Tourinho Neto j. Pena de perdimento do veículo. Alíquota. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. O que a Constituição exige. d. p. CF. da CF/88 (TRF-4ª R.09. Fato gerador. a.. além dos produtos expressamente mencionados em seu texto. prevista no art. 23 do Dec... adquirida no exterior por funcionário da embaixada.2006. Constitucional. da CF/88. Agravo não provido 37 . Majoração de alíquota.09.471/95]. rel.01.04.for posterior à vigência do diploma legal.

Tributário. Min. Precedentes: REsp 658. o magistrado não está obrigado a rebater. cabendo ao Fisco a prova em contrário. deste relator. 4. XLV).05. faz-se necessária a produção não só da prova da similaridade. mas também a prova de que as sementes destinam-se à semeadura. art. ou que as operações de saída interna dar-se-ão nos limites territoriais do Estado. 1. Recurso a que se dá provimento (STJ. o adquirente que não utilizou do mandamus para importar supõe adquirir veículo usado e que ingressou legalmente no país. Produção notória. II.218/RS. 22. 57). Embargos de declaração. Para fins de habilitação aos incentivos fiscais (redução ou isenção de impostos). REsp 151687/RS. Destarte.2005. 129). desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. Direito líquido e certo. por isso que inverter o onus probandi revela severo óbice ao acesso à justiça. Nancy Andrighi. Recurso especial. DJU 09. assentada pela instância a quo com ampla cognição probatória. Inocorrência.2005. originariamente. no mercado interno. Min. Redução ou isenção de ICMS. Recurso especial. 5. rel. maxime. 5°. inclusive ICMS e ISS (STF. Mandado de segurança. 2ª T. à luz da cláusula pétrea de que a sanção não deve passar da pessoa do infrator (CF. quando o tribunal de origem pronuncia-se de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos. Tributário. 535 do CPC.10. p. AI-AgR 420993/PR. j. Importação declarada ilegal em ação mandamental distinta. revela solução deveras drástica para quem não importou e não é sequer responsável tributário pela mercadoria. artigo por artigo. A aquisição. Ademais. Terceiro de boa-fé. Aplicar-se ao comprador de boa-fé a pena de perdimento da mercadoria. Violação dos arts. 2. Importação de sementes de país signatário do Gatt. p. em estabelecimento comercial sujeito a fiscalização. 2ª T. ICMS. Mandado de segurança.08. 31. mediante nota fiscal. em razão de a empresa importadora da mercadoria ter sucumbido em ação mandamental que impetrara. 458 e 535. 3. A pena de perdimento não pode desconsiderar a boa-fé do adquirente. Inexiste ofensa ao art. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. um a um.2000. j.07.2000. Solução quiçá inconstitucional. no intuito de emprestar legalidade ao ato de importação. Veículo usado importado. gera a presunção de boa-fé do adquirente.. anos antes. Apreensão de mercadoria adquirida no mercado interno. I. os argumentos trazidos pela parte. desobrigando-se o comprador a investigar o ingresso da mercadoria no país. DJU 01. de mercadoria importada. Pena de perdimento. Processual civil. A simples guia de importação não constitui prova escorreita da similaridade e da destinação do produto importado. DJU 38 . quando o veículo fora adquirido.. Carlos Velloso.

AgRg no AG 518. 62). Base de cálculo idêntica à do Imposto de Importação. 6.03. atuar sobre as operações de câmbio com o objetivo de prevenir desequilíbrios na balança de pagamento (art. conseqüentemente. 8. XVIII. 143. Apuração da base de cálculo segundo a relação de câmbio vigente ao tempo do fato gerador (arts.2004. rel. 6. Dec. especialmente as de crédito. 19. inclusive ICMS e ISS 25.. CF/88. Lei 4.595/64). CTN). Taxa Selic.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel.-lei 37/66. proceder-se-á à conversão para a moeda nacional com base no câmbio do dia do fato gerador (art. Variação cambial. Tributário. em se tratando de mercadoria despachada para consumo. cabe ao Banco Central do Brasil. 21. Apelação improvida.2007. Assim. j. Pedido improcedente (TRF-1ª R. Compete à União. nos termos do art. 2. informam que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do ingresso do produto estrangeiro no território nacional. DJU 28. Pedido procedente em 39 . 153). 4°. câmbio e capitalização. em relação aos produtos de procedência estrangeira. CTN. Recurso especial parcialmente conhecido e desprovido (STJ. DJU 22. por tanto.04. Impostos federais incidentes sobre a importação (II e IPI). 46. Juiz Catão Alves. Tributário. 3. para a averiguação do montante a ser recolhido pelo contribuinte levam em consideração o momento do fato gerador (art. DJU 31. No que tange ao Imposto sobre Produtos Industrializados determina o art. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. para fins de cálculo do montante do imposto a ser recolhido. Os aspectos relevantes para o lançamento tributário e. CTN). ‘administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira. Sentença mantida. STF. 4. Min. ser absolutamente inviável tomar em consideração. Luiz Fux. 144. o valor da operação vigente ao tempo da celebração do contrato com o fornecedor estrangeiro. 04. artigo por artigo. 20. Taxa para emissão de guia de importação. CTN e 1°.2006. Na hipótese de a base de cálculo estar em expressa em moeda estrangeira. Verifica-se..06.05.38. Franciulli Netto. j.Min.04. Inconstitucionalidade reconhecida pelo E. Castro Meira. não há que se falar em violação aos princípios da segurança jurídica e do ato jurídico perfeito. Os arts. REsp 718021/DF. que considera-se ocorrido o fato gerador.2004. bem como as de seguros e de previdência privada’.015761-9/MG. 143 e 144.2005. p. O mesmo Dec.2006.995/RS.157/PR. rel. 7. Precedentes..-lei 37/66 diz que. mediante delegação do Conselho Monetário Nacional. e REsp 410. rel. 1. CTN). no momento do despacho aduaneiro. Prescrição decenal (teoria dos 5+5). Min. 1ª T.2007. E mais.05. p.04. 7ª T. 5.00. pois age o Poder Público com o objetivo de proteger o interesse público. DJU 27. AC 2000.

Valor declarado. Min. rel. instituída pela Lei 2.00. da Lei 2. 20 prevê como base de cálculo para o imposto de importação não o valor de aquisição do produto.02. 10. inclusive ICMS e ISS parte. Sobre os valores a serem restituídos incidirão correção monetária. 1°.2007. 4. 5. STJ sedimentou entendimento no sentido de que a prescrição do direito de ação. rel. 6. entre outros. STF. CF/88. no julgamento do RE 167. Apelação da Fazenda Nacional improvida. DJU 04. O E. na esteira do art.992/PR. a partir de janeiro de 1996. Juiz Catão Alves j. e REsp 610. apenas a Taxa SELIC. AC 2000.645/AL.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. da Lei 7.03. não é obtido apenas através do valor da transação.. 1°. poderão ser apresentados. desde a data do recolhimento. e. 20 do CTN em combinação com as disposições do art. Imposto de Importação.690/88.34. 1.09.05. § 2°.. Min. ilmar Galvão. Contudo. O próprio texto do referido art. Humberto Martins. pelo importador. o que é vedado pelo disposto no art.02. VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . por considerar tratar-se de tributo sujeito a lançamento por homologação.002973-7/DF. Tributário.2007. DJ 08.145/53. 149).2006. rel. concluiu pela inconstitucionalidade do disposto no art. a declaração de valor aduaneiro e documentos comprobatórios. a guia de importação somente é expedida mediante o recolhimento da taxa correspondente. 40 .2007. da Lei 2.1995. por sua vez. 7ª T. DJ 10. que deu nova redação ao art. para critérios de razoabilidade. Valor aduaneiro. Pedido parcialmente procedente (TRF-1ª R. A autoridade aduaneira exerce o controle sobre o valor declarado pelo importador. mas sim seu preço normal. Uma vez selecionada a mercadoria para controle de valoração aduaneira. o valor a ser considerado. O valor aduaneiro.145/53. Forma de apuração. Teori Albino Zavascki. DJ 12. para o valor de revenda ou. como último recurso. por entender que a base de cálculo do referido tributo confundia-se com a base de cálculo do Imposto de Importação. reconhecendo tratar-se de taxa o valor cobrado pela expedição da guia de importação. com redação dada pelo art. Min. Remessa oficial parcialmente provida. 7. artigo por artigo.690/88.145/53 e majorada pela Lei 7. 145. até dezembro de 1995. Assim. não é forçosamente aquele atribuído pelas partes à transação. Nos termos do art. em se tratando de repetição de indébito tributário referente à ‘taxa para emissão de guia de importação’. p. Nesse sentido: REsp 888.690/88. 10. 8. rel. da Lei 7. voltando-se para a análise das operações envolvendo mercadorias idênticas e similares. Apelação da autora provida. Os métodos de sua apuração considerarão fatores outros que não o valor constante na fatura. que já engloba juros e correção monetária. a apresentação das guias de importação é suficiente para a comprovação do recolhimento do tributo que ora se questiona. obedece à teoria dos 5+5. 20. 3.Gatt.826/SP. seguindo-se o exame preliminar e/ou conclusivo do valor declarado. 2º E.

DJU 09. c. 1°. 24. depende da destinação da mercadoria importada e da política dos órgãos governamentais competentes. Juiz Joel Ilan Paciornik. de 25 de abril 41 . ou lugar de entrada do produto no País (CTN. Tributário. 2. Requisitos legais: arts. DJU 26. 3.035700-7/RS.2003. dos valores constantes em publicações especializadas.04. A Resolução 7 da Câmara de Comércio Exterior. c da CF tem caráter amplo. 150. VI. AMS 2000. 848).2006. tendo por premissa a proteção e fomento da indústria nacional.04. restará constituído o respectivo crédito em favor da União Federal.04. Agravo legal. denegada a ordem e reconhecidos como devidos os tributos. Portaria 80/93.07. não prevalecendo. p. O STF já decidiu que a imunidade do art.04. O Imposto de Importação possui evidente objetivo extrafiscal.01. afete.. alcançaria. em uma venda em condições de livre concorrência para entrega no porto. 1. j. ao tempo da importação... 1ª T. 9º e 14 do CTN. não viola aquela regra. Ao Poder Judiciário está reservada a apreciação do ato deferitório ou indeferitório da isenção apenas sob a ótica dos princípios e formas que regem a Administração Pública e os atos administrativos. Tributário. j.2007. nem conflita com as disposições do Gatt. Imposto de Importação. Valor. a renda ou os serviços como fato gerador.. na importação de veículos. 1° da Lei 9. 150. A base de cálculo do imposto de importação. Importação indireta de veículos. ainda que indiretamente. AC 97. AGV 2006. Quanto ao descumprimento do art. 2ª T. Não se configura discriminação injustificada a adoção das listas de preços dos fabricantes quando se tratar de importação direta destes ou de empresas por eles credenciadas (TRF-4ª R. observo que a liberação das mercadorias não esgota o objeto da ação mandamental..06. 05. 3.437/92. para efeitos de isenção fiscal. necessariamente.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. cabendo à impetrante saldar o débito. Imunidade tributária. rel. 2.. artigo por artigo. não se aplicando apenas aos tributos que têm o patrimônio. o valor da compra e venda. Juíza Viviane Josete Pantaleão Caminha.2003. art.02. Juiz Sérgio Renato Tejada Garcia. A adoção como parâmetro. Imposto de Importação sobre máquina. Caráter amplo do art.2006. DJU 28.494/97 c/c art. de qualquer modo. quando a alíquota for ad valorem.02.04. Isenção do tributo por falta de similar nacional.46414-2/PR. 1. p. mas também àqueles cuja incidência. 261). § 3°. II). tais quadrantes econômicos. rel. da CF. Agravo legal improvido (TRF-4ª R. j.00. 14. é o preço normal que o produto. rel.065749-6/SC.2007). pois. VI. 20. inclusive ICMS e ISS que deve observar as regras do Acordo de Valoração Aduaneira (TRF-4ª R. da Lei 8. ou seu similar. Legalidade. 1ª T. A apuração de similaridade do produto importado com aquele fabricado no país.

253). limita-se a autorizar a alteração das alíquotas. nas condições e nos limites estabelecidos em lei. Faz-se necessário. Neste sentido encaminha-se a jurisprudência. Só por lei pode ser feita a alteração. contida no texto do art. portanto. porque não é possível haver alteração da base de cálculo ao talante do exeqüente. Juiz João Surreax Chagas j. Art. Apelação desprovida (TRF-4ª R. inclusive ICMS e ISS de 2002. AMS 2001. 21. suprimir a expressão agora em demasia. 2ª T. passando a arbitrariedade. 25.71.07. A Constituição Federal de 1988. porque não lhe cabe alterar as alíquotas do Imposto de Importação sem justificação. Também é preciso que fique assentado o alcance da chamada discricionariedade do Executivo. rel.08. O primeiro ponto a ser examinado quando se comenta o artigo em destaque é a parcial incompatibilidade de sua redação com a atual Constituição. Segundo o CTN. o Poder Executivo pode alterar as alíquotas e as bases de cálculo. 21 do CTN. p. artigo por artigo. O Poder Executivo pode. é inaplicável retroativamente.2004.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 42 . sem o que a discricionariedade seria absoluta. no § 1° do art.. e lei que indique as causas determinantes do agir do Executivo. 153.2004. DJU 14. alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto. COMENTÁRIOS A discricionariedade do Poder Executivo. que concede redução na alíquota dos produtos classificados na Nomenclatura Comum do Mercosul (NMC).007635-7/RS.. o que indica que a base de cálculo não está incluída na esfera da discricionariedade consentida pelo legislador constitucional. a fim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior.05.

não poucas vezes. O STF tem sido rigoroso quanto à vigência da legislação do Imposto de Importação. não pode ser rompida. como. por coerência de princípio. mesmo que frustrada seja a expectativa do importador. principalmente quando a majora. instrumento de política econômica e cambial. como visto. uma empresa. entrega da declaração ou manifesto de importação. quando é assinada a declaração. A imediata vigência da legislação relativa às alíquotas do Imposto de Importação tem ensejado controvérsias que abastecem os Tribunais de demandas a cada alteração de alíquota. A situação cria embaraços e. a não ser que se altere o fato gerador do imposto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. até vexame financeiro. mas. em acórdão cuja ementa encontra-se ao final destes comentários (AC 00307889/SP. e jurídico. é possível haver mudança de alíquota. porque até o momento que antecede o desembaraço aduaneiro. muito se discute quanto à excepcionalidade do Imposto de Importação. TRF-3ª R. 43 . inclusive ICMS e ISS Na doutrina. artigo por artigo. 3ª Região. o julgado do TRF. ao obter uma guia de importação. A dinâmica da vida política e o objetivo maior deste imposto extrafiscal. por exemplo. questão esta umbilicalmente atrelada à sua identificação que. quando do desembaraço. não submetidas as alterações de alíquota ao princípio da não-surpresa. ou seja. Com efeito. alguns julgados rebelam-se contra o técnico tratamento. Entretanto.). é o momento físico do internamento no País. tem uma expectativa apenas quanto à manutenção da alíquota. autorizam ontologicamente a excepcionalidade. por exemplo.

artigo por artigo. Naturalmente que os tratados e convenções internacionais devem ser observados pelo legislador ordinário. inclusive ICMS e ISS Relevante indagação se faz pertinente. hoje Secex. da qual o Brasil é integrante. JURISPRUDÊNCIA Não contrariam a Constituição os arts. como exemplo de convenção o Gatt .General Agreement on Tariffs and Trade. concedida por Resolução do CPA. incumbiu-se de pacificar o entendimento de que a atribuição não poderia ser do Congresso Nacional e sim do Presidente da República. Muito se discutiu sobre as atribuições do antigo Conselho de Política Aduaneira. 44 . quanto à fixação das tarifas de importação. não exclui a mercadoria da alíquota minorada de 1% (um por cento). A Taxa de Melhoramento dos Portos tem base de cálculo diversa do Imposto de Importação. que definem as atribuições do Conselho de Política Aduaneira quanto à tarifa flexível (STFSúmula 404).1957. da ALALC ou ALADI (STJ-Súmula 124). entretanto. substituído pela Organização Mundial do ComércioOMC. A isenção do Imposto de Importação. sendo legítima a sua cobrança sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT. tendo o Brasil como signatário. 3º. diante de alíquotas estabelecidas em acordos internacionais: o Executivo. Os tratados e convenções assinados anteriormente à CF/88. porquanto integram o elenco das normas tributárias. A jurisprudência.244. 22 e 27 da Lei 3. para a Taxa de Melhoramento dos Portos (TFRSúmula 165). de 14. está obrigado a respeitar as tarifas internacionais a que se obrigou? Temos. tida como delegação legislativa.08.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. se não estiverem compatíveis com a Nova Carta. ao alterar as alíquotas do Imposto de Importação. não podem prevalecer. prevista na Lista Nacional Brasileira. celebrado em Genebra em 1947.

rel. Aplicabilidade da Lei 3. é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador. Alíquotas majoradas pela Portaria Ministerial 201/95. Majoração de alíquota.1999). a que se refere o art. Constitucional. j. Exigência de lei complementar. Compatibilidade do art. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei: CF. art. Ato. DJU 28. No caso. Decreto. j.05. Tributário. 19 do CTN. Pleno. A vigência do diploma legal que alterou a alíquota do Imposto de Importação é anterior à ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação. No ponto. Majoração de alíquotas do Imposto de Importação. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do Imposto de Importação. Exigibilidade. Min. Decreto. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF.2001). § 1°.1998. Tributário. Imposto de Importação. 153. III. 1. Fato gerador. § 1°. Motivação. RE 225602/CE.244/57 e suas alterações posteriores. § 1°. I. 153. Alegação insubsistente. II. ou legal. a Constituição excepcionou a regra inscrita no art.11. 2. Tributário. que estabeleça ser a faculdade do dispositivo 45 . art. Fato gerador do Imposto de Importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN. III. rel. CF. Alíquotas. inclusive ICMS e ISS Recurso extraordinário. III. RE 224285/CE. que se operou com a entrada da mercadoria no território nacional. no art. Inexistência de norma constitucional. 25.-lei 37/66 com o art. é a ordinária. 17. Improcedência.1999. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. Imposto de Importação. Constitucional. da Constituição Federal. visto que lei complementar somente será exigida quando a norma constitucional expressamente assim o determinar. Súmula 4 do antigo TFR. 150. expressamente. Carlos Velloso. a. O que a Constituição exige. Inaplicabilidade sobre os bens descritos na guia de importação. art. 153. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. 3. Alegações improcedentes. Importação. 153. por ato do Executivo. 146. II. A lei de condições e de limites é lei ordinária. Pleno. DJU 06. Imposto de Importação. mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Majoração de alíquota. A lei de condições e limites para a majoração da alíquota do Imposto de Importação. dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição. artigo por artigo. 23 do Dec. Faculdade do art. Imposto de Importação: alteração das alíquotas. Maurício Corrêa. IV. 19). e art. da Constituição Federal. 150. V. Min. assim determinar. § 1°. Majoração por ato do Executivo. a. Motivação.04. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. Ausência de motivação e inadequação da via legislativa.03.

No mesmo sentido: STF.03. 21. Inocorrência de ofensa ao princípio isonômico no fato de não ter sito autorizada a importação de veículos usados.1991. II. Min.04. de 13. rel. ademais. Discriminação que. T. 237 da CF teve em mira proteger. Alegada afronta ao princípio constitucional da isonomia. não obstante permitida a importação de veículos novos. Min. Min. Recurso conhecido e provido (STF.03. considerável parcela dos indivíduos continuaria sem acesso aos referidos bens. como exigido pelo referido dispositivo constitucional. Constitucional.04. 2ª T. j. a qual. Competência do Ministério da Fazenda para indeferir pedidos de Guias de Importação no caso de ocorrer a possibilidade de a importação causar danos à economia nacional.05. no caso.. inclusive ICMS e ISS constitucional sob enfoque de exercício privativo do Presidente da República. Tributário. por óbvio o objetivo de ajustar as alíquotas do imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior (art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. única hipótese em que a vedação da importação aos automóveis usados poderia soar como discriminatória. Importação: veículos usados.1998. Importação de automóveis usados. ainda assim.04. 21 do CTN). DJU 29..2000). 1ª T. 21. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. RE 46 . pelo art.2000. p.1999. DJU 28.2000.954-3.03. no julgamento do RE 203.1999. RE 225655. ao revés. artigo por artigo. rel. guarda perfeita correlação lógica com a disparidade de tratamento jurídico estabelecida pela norma impugnada. 10. se revela consentânea com os interesses fazendários nacionais que o art. j. 11. Inteiro descabimento da exigência de motivação do ato pelo qual o Poder Executivo exerce a faculdade em apreço. DJU. RE 225655.1998. DJU 28.2000. Administrativo. 1ª T.. A importação de produtos estrangeiros sujeita-se ao controle governamental. j. I. Moreira Alves. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF 1ª. em pretenso prejuízo das pessoas de menor capacidade econômica.. Proibição ditada pela Portaria 8. III. Limites e condições da alteração das alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas por meio de lei ordinária. Entendimento inaceitável. RE 22106 1/CE. rel. 19). Ilmar Galvão.. rel. 1ª T. Orientação firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal. j. ao investir as autoridades do Ministério da Fazenda no poder de fiscalizar e controlar o comércio exterior. não fosse certo que. RE 222330/ CE. 3° da Lei 3. Ilmar Galvão.06. como um todo. j. 20. Ilmar Galvão.244/57. do Ministério da Fazenda. porque não demonstrado que a abertura do comércio de importação aos automóveis tenha o fito de propiciar o acesso da população. Min.05. ao produto de origem estrangeira. STF.

Irrelevância. art. Operações de exportação. rel. RE 156. Alíquota aplicável. ocorre no momento do registro da declaração do importador. Imposto de Importação.05. 4. mas antes da chegada da mercadoria no território nacional.-lei 37/66. 151). Min. é indiscutível a conotação constitucional da matéria que não comporta exame em sede de recurso especial. rel.1998. Recurso não conhecido (STJ. rel. Além de o recorrente não ter contestado esse fato. 34. 19/CTN e os arts.02. porque o fato gerador do Imposto de Importação de produtos estrangeiros é a entrada destes no território nacional (CTN. 16). Imposto de Importação. Fato gerador. 2ª T. para consumo próprio.1998. Aumento. Recurso especial não conhecido (STJ. j.03. Garcia Vieira. REsp 157493/SP.11.1998. Recurso provido (STJ. j. REsp 165364/RS. 1ª T. Recurso não conhecido (STF. DJU 29. Improcedência da alegação. Tributário. Min.1997. 03. 2ª T. artigo por artigo. Alegada ofensa ao art. j.-lei 37/66.1998. o aumento atinge esta operação. O fato gerador do tributo incidente na importação de produto estrangeiro. inexiste incompatibilidade do art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. do ADCT/88. 23 e 24 do Dec. §2°.2. Imposto de Importação. art. Compatibilidade.03. 19 e Dec. Veículo estrangeiro. salvo no ponto em que fixou um limite intransponível. p.06. 3. Peçanha Martins. aplicando-se a alíquota da época. Carlos Velloso.1998.. inclusive ICMS e ISS 208256/CE. permitindo aos Estados instituir alíquota menor.. 47 .11. rel.. Estado do Paraná.03. Ilmar Galvão. Ari Pargendler. 1. 19).1997. p. 11. Compatibilidade da referida Resolução com o novo regime constitucional. da CF/88. DJU 06. Consoante entendimento do Excelso Pretório. Alíquota. Lei que fixou a respectiva alíquota com base na alíquota máxima estabelecida na Resolução 129/79 do Senado Federal. 24.564/PR. 104). Min.907).1998. 1ª T.1999). DJU 27. Guia de importação. rel. 05. tendo em vista o disposto no art. o tributo é devido à base da legislação aplicável no momento do registro da declaração de importação. j.. REsp 171853/SP.05. CTN. j. Chegada em território nacional. 155. 25. Tributário. p. DJU 04. É irrelevante o fato de ter sido expedida a guia de importação antes da chegada da mercadoria em nosso território. O contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. 17. IV. Min.06. Se sobrevém aumento da alíquota da referida exação após a expedição da guia. Min. DJU 08. p. ICMS. § 5°.1997.

3ª T. sem que se possa falar em direito líquido e certo violado. p. O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art. podendo sobre ela deliberar a autoridade apontada coatora. Castro Filho. 1. Ordem denegada (STJ. 23).471/95]. opera-se a sua incidência. art. opera-se a sua incidência. mas reflexo.427/95 .1ª R. 116. 1. Com o advento da Lei 8. Tributário. j. na diretriz do CTN (art. 3ª T. j. 1.427.revogado pelo Decreto 1. CTN). 55). hipótese em que o fato gerador 48 .. 1. DJU 04. IPI sobre produto importado.2001. 24. 23). Alteração da periodicidade do índice estabelecido para a taxa de câmbio. 2. rel.2001. 50). Majoração de alíquota. 1ª S.471/95]. Imposto de Importação. 19. art. DJU 29.427/95 .06.1998. 1..1996.1996. AMS 96.03.14549-4/MG.07. a alíquota a ser aplicada é a data do fato gerador do imposto de renda – a entrada da mercadoria estrangeira no território nacional (TRF. o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec.06. não é inconstitucional. artigo por artigo.427 [revogado pelo Dec. AMS 96. Majoração de alíquota. Se nessa data vigora nova alíquota [70% .081).. O Dec. o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec.01. Imposto de Importação. A variação cambial não integra a alíquota ou a base de cálculo daquele tributo. mas. mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país tenha ocorrido anteriormente. na diretriz do CTN (art.471/95]. Possibilidade.revogado pelo Decreto 1.-lei 37/66. Importação de veículo. Dec.04. de 1995. A taxa de câmbio é fator econômico. I). DJU 12. o veículo ingressou em território nacional antes da sua publicação. mas a lei ordinária.. 2. 52. na hipótese. p. O IPI incide sobre produtos industrializados no exterior. CTN). Importação de veículo novo.1998. Se nessa data vigora nova alíquota [70% . 116. inclusive ICMS e ISS Mandado de segurança. mas a lei ordinária. p. Majoração de alíquota. j.13742-4/MG.981/95. O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art. I). para fins de cálculo do Imposto de Importação.Decreto 1. mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país haja ocorrido anteriormente.lei 37/66. de sorte que o aumento da base de cálculo verificado pela alteração da periodicidade da aplicação da taxa não foi direto. ficou o Poder Executivo autorizado a determinar a periodicidade de fixação da taxa de câmbio.03. Min. Imposto de Importação. MS 6141/DF.. e. Provimento da apelação e da remessa (TRF-1ª R. ICMS.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1995.Decreto 1. Tributário. assim. Juiz Olindo Menezes. Tributário. 19. Imposto de Importação. 18. 25. rel.01. de 29.06.

a jurisprudência condensada na Súmula 577 do Supremo Tribunal Federal (RE 193.05. para atender a finalidade pública. 4. dentro dos limites previstos em lei.. DJU 12.06. Juiz Ridalvo Costa. 3ª T. Ausência de motivação. Precedente do Tribunal (Argüição de Inconstitucionalidade na AMS 37. 2.05052103/CE. do Ministro da Fazenda. Pleno.026626-7/BA. p. Constitucional.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a alteração de alíquotas no tocante ao Imposto de Importação. II. Na mercadoria importada.00. para que o Executivo possa alterar a alíquota do II (TRF-5ª R. 153. 79). art. Tributário. Argüição de inconstitucionalidade da Portaria 50/94. para ajustar a política cambial.1998. I. 153 da Constituição Federal. Improvimento da apelação (TRF-1ª R. Não se deve estender a exigência de lei complementar a hipótese não prevista na Constituição. a título de adicional de imposto de 34% sobre o valor das importações de tecidos artificiais e sintéticos originários da República da Coréia. 3. 153. 29. 18. AMS 1997. Tributário. 46. p. Imposto de Importação. O ato administrativo deve. nos termos do § 1° do art. 1. A emissão da guia de importação não se confunde com o fato gerador do imposto sobre a importação de produtos estrangeiros (TRF-5ª R.03. Inobservância dos limites e condições estabelecidos em lei complementar. § 1º). Imposto de Importação. DJU 04. foi conferida ao Poder Executivo.46994/PE.870/CE. 3ª T.. Princípio da anterioridade. Juiz Olindo Menezes.471/95]. inclusive ICMS e ISS se dá com o seu desembaraço aduaneiro no território nacional (art. CF).1996. INAMS 94. 1. em face da Constituição de 1988. Imposto de Importação. Fato gerador. para alterar as alíquotas do Imposto de Importação. e não apenas ao Presidente da República. artigo por artigo. j. não mais prevalecendo. CTN). que exige 49 . estar necessariamente motivado. REO 95. Juiz Ridalvo Costa. j. O Imposto de Importação é um tributo em que se permite.6309/SP).03. A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação. I.391/95 e 1..427/95 [revogado pelo Decreto 1. é legítima a cobrança de ICMS por ocasião do despacho aduaneiro.05.03. ainda. Alteração de alíquota. Portaria 50/94. 1. rel. É da própria essência da atividade administrativa.471/95. § 1°. que instituiu sobretaxa. 18.1998. Não há inconstitucionalidade na cobrança do imposto.134).1998. 811). Adicional.1996..02. relator designado: Juiz Castro Meira). j. Decs. Só a lei complementar pode fixar as condições e os limites permitidos ao Executivo. Decs. rel. a majoração de alíquotas. p. rel. sem a observância ao princípio da anterioridade (art.427/95 [revogado] e 1.1998. 25.. Tributário.817-RJ e RE 192. com a indicação objetiva das condições estabelecidas em lei (CF.01. DJU 22.

. Verba honorária.09. 1997. 1.142). DJU 10. RE-AgR 252008/SP. Tributário. 1.10. rel. para a fixação de pauta de valor mínimo para a incidência de tributos.391/95 e 1.1995. 1.471. portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. Majoração de alíquota. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal... 1. 2. 03. 1. DJU 25. Fato gerador. 3ª T. o qual se inicia como registro da declaração de importação. A declaração de importação – atual denominação da guia de importação -. Recurso especial conhecido e provido (STJ.427 [revogado] e 1. Tributário.. inclusive ICMS e ISS agilidade e presteza.1995. Imposto de Importação. rel.2005. 73. Imposto de Importação. Exige-se expressa motivação as resoluções do Conselho de Política Aduaneira.1997. Honorários advocatícios fixados em 10% (dez por cento) sobre o valor da causa (TRF-4ª R.08. que abrange a base legal e os fatos que lhe deram origem. 3. 4. 50 .004067/SP.2000. 137). 1. 366). III. j. tendo em vista o fato gerador do tributo. artigo por artigo.427. Secex]. 1ª T. Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal. Ocorrência. Res. Imposto de Importação. j. Juiz Vladimir Passos de Freitas. 17. Juíza Ana Scartezzini.08.05726/ SC. 08. Decs.04. Min. p.08. de 1995.2005.457/75. rel.427/95. 108. p.2001.. Constitucional. 2. 2. IV Apelação improvida (TRF-3ª R. AC 92. Súmula 97/TFR. O momento da ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é o registro da declaração de importação. REsp 157162/SP.471/95]. p.03. Majoração da alíquota. p. 1. Maurício Corrêa. Fato gerador. Min. Agravo regimental em recurso extraordinário. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec.. Castro Meira. DJU 16.02. Desembaraço aduaneiro. Fato gerador. Tributário. Incidência do imposto com a alíquota majorada. 2ª T. Agravo regimental não provido (STF 2ª T. Agravo regimental. rel. Na hipótese o desembaraço ocorreu na vigência do Decreto 1.427/95 [revogados pelo Dec. Decs. Veículos automotores. Veículos. Conselho de Política Aduaneira [hoje. feita por ocasião do desembaraço aduaneiro. Tributário. DJU 01. AMS 96.05.371). Acórdão sintonizado com a jurisprudência do STJ e do STF. O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro. 22.12. não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão. j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Impostos de Importação e Exportação. Incidência. j. Legalidade.471/95].

sendo válida. rel. Imposto de Importação. 2.. Tributário. Lei complementar.2002. 3. nessa parte. ‘Painel’ no âmbito do GATT. inclusive ICMS e ISS Precedentes. 300). Cuidando-se de importação de mercadoria para consumo. 1. Min. Precedentes do STF 4. Juiz Lindoval Marques de Brito. CF/88 [rectius: § 1°]. Fato gerador.. rel. 1.427. 1. de 1995.01.CEE. Veículo.02. p.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Legalidade. j.2006. 3. CF/88 [rectius: § 1°]). AMS 9501014568/ BA. 23 do Dec. rel.2005. Apelação improvida (TRF-1ª R. Importado.03. Acórdão em harmonia com a jurisprudência dominante do STJ. 153. Recurso especial. Dissídio jurisprudencial. 153. 15. DJU 22. 4). Min. 19. da data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. contestando a imposição do direito compensatório. Agravo regimental improvido (STJ. Não padecem de ilegalidade os Decs. Art. Tributário. Constitucional e tributário. Adicional do Imposto de Importação.2001. a portaria ministerial correspondente (art. p. Leite em pó importado da Comunidade Econômica Européia . 2ª T. Recurso especial parcialmente conhecido e. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ (Súmula 83 do STJ). Portaria ministerial. oriundo da CEE. O fato gerador do tributo incidente sobre mercadorias importadas do exterior ocorre quando da sua entrada no território nacional e. portanto. de forma que alíquota vigente nesta data é a que deve ser aplicada para o cálculo da exação.06. 28..490. 1. Súmula 83/STJ. Não se deve estender a exigência de lei complementar para hipótese não contemplada pela Constituição Federal. artigo por artigo. DJU 09. 2. Majoração da alíquota. 201). Alteração de alíquotas através de portaria 51 . AgRg no Ag 470904/RJ.2006. Aplicação de entendimento sumulado da Corte. parágrafo único. DJU 21. sendo irrelevante o regime fiscal vigente à data da emissão da guia de importação.471 e 1. Súmula 83/STJ. parágrafo único. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência. não provido (STJ.. Imposto de Importação. j. sob a forma de adicional de Imposto de Importação sobre o leite em pó. Direito compensatório. p. Tributário e processo civil. João Otávio de Noronha. Francisco Peçanha Martins. 2ª T.2005. 2ª T. o fato gerador não ocorre no momento do embarque da mercadoria no exterior.05. não exime o contribuinte de recolhêlo.-lei 37/66). A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação foi concedida ao Poder Executivo e não apenas ao Presidente da República. Caráter de extrafiscalidade.02. j. REsp 173492/PR. na hipótese de ser destinada a consumo. A simples existência de ‘painel’ no âmbito do GATT. mas sim quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art.

aquelas que possuam prazo de validade determinado.09. desde que respeitados os limites legais.2002. concernente ao imposto de importação. 1. preponderando a finalidade da intervenção do Estado no domínio econômico. Remessa necessária e apelação providas. Cabe ao Poder Executivo. haja vista a sua função essencialmente extrafiscal. Interpretação do art. Imposto de Importação. Juiz França Neto. O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior. 1. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada da mercadoria no território nacional. 3. Alteração de alíquotas através de portarias ministeriais. j. alterar as alíquotas do Imposto de Importação e tal conduta não importa em ofensa ao principio da legalidade tributária. 6ª T. 4º do Dec.343/94. 150. rel. Irretroatividade. 1.343/94.2002. o que possibilita a alteração de suas alíquotas.2002.10. Inocorrência. Majoração de alíquota. Assim. Assim. alterar as alíquotas do Imposto de Importação. desde que respeitados os limites legais.03. do Dec.1995. p. permanecerão válidas até 31. inclusive ICMS e ISS ministerial. Mandado de segurança. é irrelevante a data da expedição da guia de importação para os efeitos de concretização do fato gerador.. da Comissão de Política Aduaneira [hoje. 1.. 17. Aplicação do art. AMS 15544/RJ. 4°. AMS 7220/RJ.10. à unanimidade (TRF-2ª R. Invalidade. 6ª T. Resolução 01-0449/83. j. artigo por artigo. b. 1. § 1° da CF/88. Nos termos do art. do Dec. Imposto de Importação.343/94 [revogado pelo Dec. a produção dos seus efeitos ocorrem já na vigência de nova regulamentação. 1. DJU 15.. O Imposto de Importação reveste-se de caráter extra-fiscal e por tal razão a sua arrecadação tem importância secundária. p.343/94 só alcança as mercadorias descritas na guia de importação 8194/2571-6.09. Compete ao Poder Executivo. fato esse que se concretiza quando do registro da guia de importação junto à autoridade fiscal competente. à unanimidade (TRF-2ª R. Juiz França Neto. 153. Na hipótese de o fato gerador se concretizar após a publicação da Portaria 938/91. no decorrer do exercício financeiro. mediante ato do Poder Executivo. Legalidade. 1. Fato gerador que se configura após a publicação da portaria. 1°.2002. as alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas em portarias ministeriais. a exceção prevista no art. estão sujeitas às alterações das alíquotas de importação introduzidas pelo art. Tributário. 200). 2. 4°.. do Dec. e tal conduta não importa em ofensa ao princípio da legalidade tributária. III. 52 . como é o caso da Portaria 314/94. rel. Ao contrário. Apelação improvida. 17. DJU 15. Tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. conforme constitucionalmente definido nos arts. Secex]. que não tenham termo final.767/95]. 197).

. 1. 08. 8. mediante ato do 53 .1999. de 15% para 45%. 1ª T. 3°. relativamente à película plana. Alteração de alíquotas. aumentou a alíquota do Imposto de Importação para todos os produtos classificados na posição 37. 622). A majoração de alíquota sem a prévia audiência aos interessados somente é possível quando ocorrerem motivos econômicos de ordem global (art. 3.2006. haja vista a sua função essencialmente extrafiscal. Precedentes (STJ. 9.2003). da Comissão de Política Aduaneira.-lei 63/66. A Resolução 01-0449/83. v. rel. DJ 19. 22.. § 1°. inclusive ICMS e ISS § 1° e 153.1995. exige-se a realização de prévia audiência entre os interessados nas principais praças do país (art. da Lei 3. a impetrante importou película plana para reprodução fotográfica. Imposto de Importação. do Dec.08.1999..-lei 63/66). Des. Ofensa não caracterizada. DJ 30. da Lei 3.99 da TAB. 1ª T. 4.2006. Função extrafiscal. do art. Para a alteração de alíquota de produto cujo nível tarifário venha a se revelar insuficiente ou excessivo ao adequado cumprimento dos objetivos da tarifa ou cuja produção interna for de interesse fundamental estimular (letras a e b. por falta de motivação.. 2.244/57).07. Demócrito Reinaldo. Mairan Maia j.03. Invalidade da Resolução 01-0449/83. Ato do Poder Executivo. Declaração de importação. Fed. o ato administrativo deveria ser fundamentado. REOMS 89. j. 6.01. do Dec. 22..061370-8. Princípios da segurança jurídica e do direito adquirido.. rel. Milton Luiz Pereira. 5.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. Registro na repartição aduaneira. O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior. uma vez que. AMS 138242/SP.042/82 convocou os interessados na discussão da alteração de alíquota do Imposto de Importação.03. STJ. 4°. da Magna Carta.04. Motivação e finalidade do ato. Garantias à livre iniciativa e ao livre exercício da atividade econômica. I. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R. DJU 15. Tributário.244/57.06..u. com indicação dos motivos que ensejaram a necessidade do aumento de alíquota. rel. 4°. 10. 22. O Edital 1. A alteração de alíquota do Imposto de Importação pela Comissão de Política Aduaneira somente deve ocorrer dentro das hipóteses previstas no art.06. o que possibilita a alteração de suas alíquotas. com fulcro no parágrafo único.. REsp 170050/SP. No caso vertente. 18. Min.99 da TAB. Possibilidade. da Comissão de Política Aduaneira. da Lei 3. j.01. Resp 40719/SP. 22.03. própria para a reprografia heliográfica. TRF-3ª R. 6ª T.02. 6ª T. DJU 28. Decorrer do exercício financeiro. mediante a criação de um destaque ‘EX’ à posição 37. 3° e parágrafo único do art.. Juíza Consuelo Yoshida. Fato gerador. artigo por artigo. para a alteração de alíquota de produtos não constantes do edital em questão.u. 7. do art.06. produto não constante do edital supracitado. Min. diante disso. rel.2003.244/57 e art. v. da mesma lei).

4. p. para as importações de conversores catalíticos produzidos em país integrante do Mercosul. DJU 27. da Magna Carta.. 23 e 44. j. AMS 176748/SP. 5.2006. 4ª R. DJU 30. 31. Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R.-lei 37/66. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei’. 258). 5. 54 . III. sob pena de violação ao Sistema Tributário Nacional. pois a alíquota do Imposto de Importação a ser aplicada é aquela referente à norma vigente no momento em que efetuado o registro da declaração de importação para o desembaraço das mercadorias na repartição alfandegária. 478). 3. O Dec. 3. editada pela Câmara de Comércio Exterior. a data do embarque da mercadoria no país de origem. Apelação improvida (TRF-3ª R. A Constituição Federal faculta ‘ao Poder Executivo.08. 6. 14. inclusive ICMS e ISS Poder Executivo.2005.2005. a alíquota do tributo. por conseqüência. p. Alíquota zero. rel. não deve prevalecer. A eventual alteração da alíquota da referida exação. § 1°. O momento determinante para ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é aquele em que efetivado o registro da respectiva declaração no órgão aduaneiro competente. 153. Juíza Consuelo Yoshida. porquanto ainda não aperfeiçoado o nascimento da obrigação tributária em questão. A Resolução 35. 550/92 estipula o imposto aduaneiro. Direito tributário. 2.e. E. deveria pressupor a existência de lei expressa. a alteração das alíquotas do Imposto de Importação (art. 4.Nomenclatura Comum do Mercosul . 7. 1. com base em alíquota zero. 150. 19. por órgãos ministeriais.01.. é forçoso reconhecer que se mostram irrelevantes a data da celebração do negócio efetuado.11. As normas instrumentalizadas em decreto têm precedência sobre aquelas veiculadas por meio de instruções ou resoluções ministeriais. que alterou o código NCM . Da mesma forma. Interpretação sistemática do art. artigo por artigo. se não efetivado o respectivo registro da declaração de importação. bem como de decreto presidencial correlato. STJ e 6ª Turma desta Corte. do CTN e arts. AG 211104/SP. 6ª T. do Dec. Inexistência de violação aos princípios da motivação e finalidade do ato e às garantias constitucionais do incentivo à livre iniciativa e livre exercício da atividade econômica. rel.12. ou mesmo a data de desembarque desta no território nacional. não há que se falar em ofensa aos princípios da segurança jurídica e do direito adquirido. conforme constitucionalmente definido nos arts. § 1° e 153. 2. Juiz Fábio Prieto. 6.. b. permitindo-se a alteração de suas alíquota conforme exija a política do comércio exterior. § 1°).. no decorrer do exercício financeiro. j.2005.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. I. de 18 de dezembro de 2002. Imposto de Importação: produtos oriundos de país integrante do Mercosul. Precedentes do Excelso Pretório. Partindo-se dessa premissa. considerando-se que tem o referido tributo natureza extrafiscal.

.602. 25. 5°. 3°. e se verifica a pertinência da medida para ajuste aos objetivos da política cambial e do comércio exterior.10. Produto sem similar nacional. inclusive ICMS e ISS Tributário. Juiz Leandro Paulsen. o art.-lei 1. 769). 4° da Lei 3. Ministro Moreira Alves. 615). Dec. Constitucionalidade dos Decs. simples autorização para que tal ocorra. Fato gerador.1999. 19 do CTN. 1ª T. Por sua vez.-lei 63/66. este último artigo alterando a redação do art. j. Fato gerador.1999. decidiu. no qual se declara a constitucionalidade dos decretos em comento. artigo por artigo. p. por unanimidade de votos: Constitucional. Legítima a tributação na alíquota majorada pelo Dec.471.391/95 [revogado]. trazendo. de 1957.04. p. 23 do Dec. impende-se seguir a orientação firmada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal no bojo do RE 222330/CE.2003. Majorações da alíquota. Embargos declaratórios. A autorização legal para redução de alíquota é exercida pelo Executivo mediante procedimento em que se analisa a existência ou não de similar nacional.427 e 1. Majoração..471/95.01. o que é demonstrado pelo contribuinte interessado.04. AC 2004. consoante se verifica no teor da ementa transcrita: ‘Imposto de Importação. 55 . Imposto de Importação. Não há qualquer incompatibilidade entre o art.05. Tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. em seu art.-lei 37/66 e o art. 1. em relação ao IPI. estabelece as condições e os limites para alteração das alíquotas do Imposto de Importação.-lei 37/66 estabelece o aspecto temporal da regra de incidência do Imposto de Importação como sendo a data do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira. datado de 20.2006. não há como considerá-la como se fosse alíquota zero se havia outra alíquota vigente para o caso quando da ocorrência do fato gerador (TRF-4ª. não estabelecem a redução de alíquota ou a isenção dos produtos sem similar nacional.020401-0/RS. ao julgar o RE 225. 04. 6° e 7° do Dec. DJU 05.199/71. Imposto de Importação. Registro da declaração. publicado no DJ 11. Processual civil. Apreciação na via administrativa. Imposto de Importação.076039-0/PR. rel. O art. 1. A Lei 3. Decretos 1. DJU 10. A respeito da matéria em apreço.01. Aspecto temporal. 22.244/57. rel.11. 23 do Dec.2003. os arts. Alíquota. ambos de 1995. j. 1. Alíquota majorada. AC 1998. No mesmo sentido. que majorarão a alíquota de importação. Lei 3. Irrelevante na definição da lei tributária que incidiu sobre a operação de importação a data em que a impetrante havia firmado negócio jurídico com a empresa sediada no exterior.04. 2.2006. O Plenário desta Corte. Juiz Leandro Paulsen.427/95 [revogado] e 1. sim.06. rel.244/57. diferentemente do afirmado. Ausente o ato normativo de redução da alíquota.244.. 4° do Dec.376/97 (TRF-4ª R. 2ª T.

08. 19). § 1°. Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante. 1ª T. Importação: alíquotas. II. 146. nos termos do art. Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante j. 150.105). 23 do Dec.427 e 1. 1ª T.. como..-lei 37/66 com o art. 19 do CTN. Embargos declaratórios acolhidos para dar provimento à remessa oficial (TRF-5ª. 1. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. Dela. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. II. III..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.285. p. Essa orientação se aplica aos Decs. Ato. 1. em que se firmou a constitucionalidade dos Decs. art. Contribuinte do imposto é: I . IV O que a Constituição exige. 22. rel.1999.2006. No ponto. Tributação extrafiscal. por ato do Executivo. o decreto que alterou.1999. decisum este que.427/95 e 1.09. A faculdade atribuída ao Poder Executivo para alterar alíquotas dos impostos com finalidade extrafiscal.10.2006. 153. aliás. é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador. mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio. da CF/88.091). De acordo com o art. as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação. § 1°. 56 . DJU 06. 25. porém. a Constituição excepcionou a regra inscrita no art.471/95. a. Súmula 4 do antigo TFR. merece ser prestigiado. Constitucional e tributário. Imposto de Importação: alteração das alíquotas. V RE conhecido e provido. Assim. ambos de 1995. no art. DJU 27. 150. majoração por ato do Executivo. No caso.03. 1.o importador ou quem a lei a ele equiparar. dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição. 2. Imposto de Importação: fato gerador. 153. Fato gerador do imposto de importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN. CF. Compatibilidade do art. Apelação e remessa oficial providas (TRF-5ª R. III. EDREO 5132001/CE. art. artigo por artigo. 19 do Código Tributário Nacional. já a aplicou ao Decreto 1. o momento do fato gerador do imposto de importação é a entrada da mercadoria no território nacional. I. pelo que há de ser exercida sempre que seja necessária a alteração para ajustar o imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. e não o seu embarque. Recurso extraordinário conhecido e provido’. A lei das condições e de limites é lei ordinária. p. Acompanha-se a orientação traçada pelo Pretório Excelso. Art. 14. mesmo sem eficácia erga omnes. Motivação. j.427/95 a decisão tomada no RE 224. assim determinar. § 1°. CF art. a e art. AMS 63969/AL. 1.471. 153. III. Majorações da alíquota do Imposto de Importação. inclusive ICMS e ISS Tributário. expressamente. 3. consubstancia poder discricionário. rel. divergiu o acórdão recorrido.

Dec. Ao lado do contribuinte natural ou equiparado. sem exclusão do primeiro. mesmo não sendo importador. São eles o transportador. o Dec. imputando-lhe a obrigação de pagar.-lei 37/66 (art.-lei 37/66). 32. 32. assume a obrigação ex vi lege. o cessionário.-lei 37/66). definido no mesmo diploma como sendo “aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitui o fato gerador da obrigação tributária respectiva”. de tal forma que passa a ser tratado como se contribuinte fosse. Dec. não sendo importador. há ainda o responsável tributário. distinguem-se os solidários e os responsáveis por expressa designação. o qual responde juntamente com o contribuinte (art. bem assim outras pessoas indicadas na legislação pertinente (art. inclusive ICMS e ISS II abandonados. dentre outros. o depositário. ao mesmo se equipara. Responsável solidário é o adquirente ou cessionário de mercadoria com isenção ou redução fiscal. artigo por artigo. tais como o arrematante de mercadoria estrangeira leiloada. 31) indica espécie sui generis de sujeito passivo que. Dentre os responsáveis. a quem a lei impõe o gravame e.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 22 do CTN. parágrafo único. - o arrematante de produtos apreendidos ou COMENTÁRIOS Contribuinte. Enquanto a solidariedade impõe mais um contribuinte. O responsável designado não sofre indicação aleatoriamente e sim por estar vinculado ao contribuinte de alguma forma. o destinatário de mercadoria estrangeira remetida pelo correio e os adquirentes de bens nas localidades dos entrepostos aduaneiros. 57 . Além do contribuinte indicado no art. na responsabilidade em sentido amplo pode haver ou não a exclusão do contribuinte.

inclusive ICMS e ISS Exemplo de responsáveis em sentido amplo são os sucessores. do Dec. Dissídio com as súmulas e julgados paradigmas não caracterizado (art. do CPC. 103 e 104 do Código Comercial foram revogados pela Lei 10. Temas constitucional e legais não prequestionados (Súmulas 282 e 356) ou impertinentes à solução da causa. os síndicos da massa falida. mesmo como contribuinte equiparado. por exemplo. 617 e 711 do Código Comercial [os arts. parágrafo único. a negativa de vigência dos dispositivos focalizados. É interessante observar. perante a destinatária (empresa importadora). 6° e 9° e. § 2°. 30. JURISPRUDÊNCIA Transporte marítimo internacional de granel sólido. Recurso extraordinário não conhecido (STF. Transporte marítimo de produto a granel. 1. 102. com alegação de negativa de vigência dos arts. 48. da CF [CF/67. Responsabilidade das empresas armadora e a fretadora do navio transportador. o inventariante. por quebra de peso da carga. XI. Acórdão recorrido que condenou as rés ao pagamento do valor do prejuízo da importadora.Código Civil]. 153. 7. DJU 28. pois. 529. deduzido apenas o percentual correspondente à quebra natural (0.08. RE 112853/RS.-lei 116/67. Min.lei 37/66 (arts. Tributário. inocorre a responsabilidade para o recolhimento do tributo na importação. Imposto de Importação. que. 5°. Instrução Normativa 12/76. de dissídio com as Súmulas 261 e 535 e com outros julgados. 102.06. 2. rel. responde o importador pelo que sobejar da dívida.1.562/78 (art. Dec. a responsabilidade do arrematante. Lei 6. Quebra. presumida a ausência de culpa do transportador. Responsabilidade tributária. mantendo-se a quebra dentro do limite admitido como natural pelas autoridades fiscais. 582.6%). os administradores de bens de terceiros. Na hipótese.1987. Sydney Sanches. se foi ele que deu início ao desembaraço aduaneiro. os tabeliães e os sócios. não desonera o importador. Secretaria da Receita Federal.1987. 2°). e 169).406/2002 . 104. artigo por artigo. caso o preço do bem leiloado não cubra a dívida fiscal. inocorrente.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 3°. 103.218.. 322 do RI [redação anterior à Emenda Regimental 21/2007] e Súmula 291). j. À palma de transporte de produtos a granel. 4°. com a Emenda Constitucional nº 1/69]. não 58 . Precedentes do STF. p. 60. 1ª T. No caso.575). Recurso extraordinário da afretadora.

Se a importação foi isenta. as mesmas razões que justificam o reconhecimento da dispensa da multa conduzem a conclusão lógica de que. 60. REsp 132624/SP.05.restaram devidamente protegidos nas instâncias ordinárias. Recurso especial não conhecido (STJ. REsp 38499/RJ. j. 2ª T. REsp 143.. 135. p. DJU 08. Regime de isenção.-lei 37/66. Desembaraço aduaneiro pendente de despacho do agente de Ministério da Agricultura. 59 . j. Tributário. do CTN. 2. II.783/89 não foram objeto de análise no tribunal de origem. III. rel. 2ª T. estranho ao fato gerador do Imposto de Importação (Dec.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência..1998.1997. sendo representante do armador.11.09. p. j. 26. DJU 10. Adhemar Maciel.2000. 1ª T. Recurso especial prejudicado (STJ. de logo. restando inobservado o requisito recursal do prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do STF). rel. 135. Papel jornal off set.2000). 12.650). Importação de mercadorias sujeitas a perecimento. do CTN). DJU 20. II. Mandado de segurança. A imputação de responsabilidade. o transportador não pode ser responsabilizado por tributo. DJU 31.1995. Greve do serviço público. descabendo o pagamento da indenização cogitada no parágrafo único. artigo por artigo. Na falta superior ao percentual aludido. também.08. Omissão a ser reparada pelo Poder Judiciário.305). rel. art. 3. Agente marítimo (art. 12.172/SP. O agente marítimo não é representante. Eliana Calmon.04. exigiria a prova de que se houve o agente marítimo com excesso de poder ou infração à lei. Com o cumprimento do dever de ofício da autoridade coatora. Recurso prejudicado.08. Min. não se tenha como exigível o pagamento do tributo. II.59). Dec. Min. Min. Responsabilidade pela falta ou avaria da mercadoria transportada. 1. o mandado de segurança impetrado no primeiro grau perdeu objeto. mandatário ou comissionário transportador. I.1995. não há necessidade. Tributário.1998. Imposto de Importação. Milton Luiz Pereira. Juiz Vladimir Passos de Freitas. Transporte.. Transporte marítimo. 1ª T. 72. rel. empregado. responsável pela fiscalização sanitária das mercadorias objeto de importação. 3. somente o excesso poderá ser tributado. 15. As violações apontadas dos arts. nem utilidade a justificar a interposição do presente recurso especial.. e com a expedição do laudo técnico atestando o perfeito estado dos bens internados. 10 a 12 da Lei 7.08. em caso de avaria ou falta de mercadorias (TRF-4ª R.1997. p.05. j.-lei 37/66). AC 042449/ RS. se fosse o caso. inclusive ICMS e ISS superando a quebra os 5% previstos como naturais.a saúde pública e o patrimônio .. Recurso provido (STJ. Tendo em vista que os direitos materiais tutelados . por força do art. 05.

Dec. não é considerável tributário.01.4ª R. quando no exercício das suas atribuições (Súmula 192 do TFR).1993. p. DJU 11. as faltas não superiores a cinco por cento excluem a responsabilidade do transportador quanto à multa.10. Mercadoria a granel. Responsabilidade do transportador. rel. Processual e tributário.12. de-1966 (Súmula 192 do TFR). DJU 30. Dec. Importação.25606-1/BA. Recursos improvidos (TRF-1ª R. Fato gerador. 4ª T. Inaplicabilidade. Juiz José Fernando Camargo.07. Fato gerador.05. Imposto de Importação.. Extravio. Imposto de Importação. sendo o agente apenas representante que. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias. 06. AC 90.. AC 0424689/PR. Responsabilidade.1997.1994. REO 93. 29. Súmula 192 do ex-TFR.j. Sentença confirmada. 11. 1°. Não se ressente de fundamentos a apelação que se limita a reportar-se aos termos de sua contestação.1993. p. mas não com relação ao Imposto de Importação.086). Falta de mercadoria. de 1966 (Súmula 192/TFR). rel. A responsabilidade pelo tributo nessa hipótese é do transportador.-lei 37/66. 4ª T.1997. 26. 60. 1. Responsabilidade tributária.. e 41. j. Nos casos de mercadorias importadas do exterior a granel. A responsabilidade pelo recolhimento dos tributos relativos a falta de mercadoria importada é inerente ao importador ou ao transportador da mercadoria (TRF-4ª R. 2. III.. Juiz Leite Soares.06.1993. artigo por artigo. Imposto de Importação. Súmula 192/TFR. O agente marítimo. por isso.17. Juíza Eliana Calmon.09. Tributário. Juiz Volkmer de Castilho. j. 1. Tributário. não pode ser demandado em nome próprio. Falta de mercadoria. Tributário. AC 90. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias.04.759).-lei 37. arts. Consolidou-se entendimento jurisprudencial no sentido de não ser o agente marítimo considerado como responsável tributário. O agente marítimo.1991. II. não é considerado responsável tributário. Agente marítimo. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. Falta de mercadoria importada. 39. DJU 20. 2. Recurso improvido (TRF .10328/RS. Apelação conhecida. verificada pela autoridade aduaneira.04.-lei 37.01. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. Depósito. Responsabilidade fiscal do agente marítimo. j. parágrafo único. Agentes marítimos. rel.531). 2ª T. 42. rel. Correção monetária.17780-8/DF. por via marítima. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R. 1. p....-lei 37/66. 3ª T. p.05.847). 57. Não 60 . 14. inclusive ICMS e ISS Tributário. 2.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 20.1991..

3ª T. Recurso voluntário e remessa oficial improvidos (TRF-3ª R. Aperfeiçoa-se o fato gerador. 19. DJU 05. 12.041306/SP. Recurso especial a que se nega provimento (STJ.166-7). Inexistência de responsabilidade tributária. j.091991..] inciso II. art. V. Apelações e remessa improvidas (TRF-5ª R. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias. Mercadoria importada a granel. 2. pelo que é legítima a exigência do tributo do responsável tributário. rel. nos termos do art. rel. O termo de compromisso firmado por agente marítimo não tem o condão de atribuirlhe responsabilidade tributária. VI. segundo a qual ‘o agente marítimo.-lei 37/66. 51. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec.09. AC 91. exerce este as suas funções próprias. de 1966’. Aplicação da Súmula 192/TFR. III. p. DJU 24.1996. 1ª T. 121. p.07. DJU 20. Não se beneficia da isenção do Imposto de Importação a mercadoria extraviada.03. REsp 223836/RS.. Imposto de Importação. Ocorre a nulidade do procedimento administrativo quando não é o transportador devidamente identificado como sujeito passivo da obrigação tributária. 61 .999). 3. Embargos a execução fiscal. [parágrafo único.2005. Tributário. Princípio da reserva legal. na importação de mercadorias a granel. 05. Agente marítimo.09.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j.. Honorários advocatícios mantidos a favor dos embargantes. Decadência do direito da União para constituir seu crédito em face do transportador. Juiz Castro Meira j. Agente marítimo. Verba honorária devida pela embargante carecedora. Recurso voluntário e remessa oficial improvidos. Imposto de importação. 2ª T. na data em que a autoridade fiscal tomou conhecimento da falta da mercadoria. que se operou. inclusive ICMS e ISS se aplica o entendimento sumulado quando o agente marítimo assina termo de responsabilidade equiparando-se ao transportador marítimo. rel...-lei 37. p.04. IV. Aplicação do princípio da reserva legal. Não identificação com sujeito passivo na obrigação tributária no auto de infração e no procedimento administrativo o real contribuinte.09618/PE. Caracteriza-se a ilegitimidade de parte do agente marítimo na execução fiscal. vez que o auto de infração fora lavrado em face do agente marítimo e em nenhum momento do procedimento administrativo de qualquer decisão deste.1991. e mantida a favor do transporte. Responsabilidade tributária inexistente. do CTN. João Otávio de Noronha. Transportador. Min.05. 22. artigo por artigo.2005. 1. nesse caso. 12. AC 94. 332). Termo de compromisso. quando. II.06. Tributário. Nulidade absoluta do procedimento administrativo. não é considerado responsável tributário. Juiz Baptista Pereira.1996. I. Dec. Decadência operada.

presumida a ausência de responsabilidade do transportador. A simples alegação de inexistência de guia de importação não importa no reconhecimento de que a mercadoria extraviada esteja contemplada por qualquer isenção alusiva ao Imposto de Importação.05. p. III e 60. seja ela oriunda de lei.. rel. com a entrada no território nacional da mercadoria que constar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira.. 156). III e 60. necessariamente. Recurso especial a que se dá provimento. os preceitos dos arts. do art. Mercadoria importada a granel. ele apenas se aperfeiçoa com o registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e.05. Ocorrência do fato gerador. DJU 08. j. do Dec. DJU 02. arts. j. 4. do Código Tributário Nacional e arts.10. 41.1999. Min.2003. rel. 1ª T. Apelação improvida (TRF-2ª R. 04. Não obstante o fato gerador do Imposto de Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional. Art. p. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção. Inversão da sucumbência. Responsabilidade pelo pagamento do Imposto de Importação da transportadora. sobretudo. AC 133478/RJ. não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto. Juiz Reis Friede. parágrafo único. 3.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 46). Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento). Mercadoria isenta. 3. Compatibilidade. porque a mesma não conseguiu comprovar ser a mercadoria estrangeira contemplada pelo benefício isencional. 19. Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete.08. 1. Ademais. 1° e 23.-lei 37/66 [rectius: § 2° do art. do Dec. à espécie. 1°]. embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional. torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’. 2. José Delgado.-lei 37/66.1999. 41. Recurso especial provido.2003. Resp 20315/RJ. 1. Inversão do ônus da sucumbência (STJ. Imposto de Importação. nos termos precisos do parágrafo único. 28. Dec. na responsabilidade tributária da transportadora. A autoraembargante não conseguiu comprovar estar a mercadoria estrangeira extraviada contemplada por qualquer isenção fiscal.. inclusive ICMS e ISS Tributário. 1°. do Dec. Responsabilidade tributária. Extravio de mercadoria estrangeira.-lei 37/66. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento). seja a mesma oriunda de Tratado Internacional. Inaplicáveis. o extravio da mercadoria estrangeira importa. 2ª T. 2.-lei 37/66. Tributário. Assim. artigo por artigo. parágrafo único. 62 .

Imposto de Importação. por quebra natural. Discute-se o direito à anulação do crédito tributário. p. O Imposto de Importação é devido pelo seu total. ainda quando apurada a falta ou a diminuição do peso da mercadoria. Perda natural. Tributário. pelo qual se exige o pagamento do Imposto de Importação. Ilegitimidade ad causam. estão sujeitos às intempéries e podem. e.-lei 37. não haverá o que ser tributado. Sentença modificada apenas em parte. sujeitarem-se ao ressecamento ou à umidade. por manter vínculo contratual com este. Aduaneiro. 2ª T. nada mais justo então de exonerá-lo não só da multa quanto do tributo respectivo. pois considerado ocorrente o fato gerador. não deverá responder por eventuais débitos decorrentes da importação. rel. na conferência aduaneiro. para o agenciamento do transporte das mercadorias. para diminuir o percentual dos honorários (TRF-2ª R. Mercadoria a granel. em virtude dessa perda. Imposto de Importação. conforme já delimitado pela a Súmula 192. Indevido. 84). Agente marítimo e transportador. 3. dessa forma. por isso restou estabelecida uma margem para exonerar o responsável tributário de ônus.02. em virtude de falta de mercadoria importada a granel decorrente de quebra. Súmula 192 do extinto TFR. como a do transporte de bens a granel. Mas não se pode atribuir a responsabilidade pelo pagamento ao agente marítimo. mesmo tendo assumido obrigações. com a assinatura do Termo de Responsabilidade. Agente marítimo. por isso se pode afirmar que não ocorrerá o fato gerador do tributo. nos termo do inciso II do art. Responsabilidade tributária. 32 do Dec. 2. inclusive ICMS e ISS Tributário. Quebra de mercadoria. em face da agência marítima. j. em que as quebras são inevitáveis (IN/SRF 95/84). do extinto Tribunal Federal de Recursos. Os bens trazidos a granel não são acondicionados adequadamente em embalagens... dentre outros. terem parte da carga perdida durante a carga e a descarga.2003. E várias são as razões para que não se faça a tributação. Milho transportado a granel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. pois não se equipara ao transportador nem ao contribuinte do imposto. à evaporação ou ao vazamento do produto. como responsável tributária. por ocasião do desembaraço do bem. sendo grãos. a não ser quando caracterizada a sua qualificação de depositário. artigo por artigo. 17. sob pena de estar o Fisco tributando bem inexistente. Juiz Guilherme Couto. a autora. Conforme estabelecido pelas Instruções Normativas da Secretaria da Receita Federal. na qualidade de agente marítimo. há hipóteses. no caso de líquido. AC 265663/ES.2002. DJU 05. 4. De acordo com os precedentes jurisprudenciais. Ação anulatória. Nas hipóteses de perda da mercadoria. ainda. a mercadoria sequer ingressará no território nacional. não haverá nacionalização ou aproveitamento do bem pelo importador. 1. não se terá produto a desembaraçar e 63 .04. aplicável na espécie.

Extravio. sobre bens extraviados sob a guarda da autora. 2ª T. Precedentes. AC 63465. 4. equivaleria à transmutação de uma isenção objetiva para uma subjetiva. cujas ocorrências. vindo a ocorrer a avaria ou extravio dos bens. p. não haveria a obrigação tributária diante da importação com redução de impostos. Precedentes do STJ. nas formas dos artigos 478 a 485 do Regulamento Aduaneiro.2007. ter sido extraviada ou avariada e quem lhe deu causa. 467. cujos bens importados enquadravam-se na alíquota zero. destinam-se a identificar o responsável e apurar o crédito tributário dele exigível (art. mantendo-se a suspensão dos tributos até a sua implementação. 2. 12. pois é instituída em função do fato. Discute-se o direito à anulação de crédito tributário. As situações de avaria ou o extravio são previstas expressamente pelo Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec.543/2002]. insertas no art. Sucumbência. conforme admitido pela sentença. A responsabilidade tributária implicará na conjugação de várias situações. caso ocorresse. mesmo estando as mercadorias isentas. enquanto para a redução dos tributos. Aduaneiro. não se admitindo outra alíquota que não a indicada. 8. em virtude de extravio ou avaria. todo transportador seria o responsável pelo pagamento de impostos. Tributário. não admitida por este instituto.04. ao qual se obrigou o importador. A isenção. O ponto nodal da questão refere-se à ocorrência ou não do fato gerador do Imposto de Importação. objetivamente considerado. Apelação e remessa oficial não providas (TRF-3ª R. Pensar de forma contrária. consistente na exigência do Imposto de Importação e respectiva multa.04. haveria a transferência do sujeito obrigado.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Juiz Eliana Marcelo. Alíquota zero. ou seja. rel. de suspensão dos impostos ou de sua redução de alíquota. conferida aos produtos importados. faria o Fisco nascer uma alíquota não contemplada legalmente. imputado à autora em face do extravio ocorrido em bem que transportou.. AC 175713/SP. DJU 19. A avaria ou extravio do bem não pode modificar os critérios de outorga de isenção. passando a responsabilidade a terceira pessoa.. 9. 3. no caso da suspensão dos impostos. seria de caráter objetivo. artigo por artigo. Anulatória de débito. fazendo nascer tal obrigação fiscal. 468 do mesmo Regulamento). Inocorrência. Da mesma forma. 5. 1. 5. 6. enquanto a redução é norma imperativa. 6. Sustenta a autora tratar-se de produtos sujeitos à alíquota zero. 515). rel. Responsabilidade do transportador. portanto. 64 . dentre elas a de entrar o bem no território nacional para o consumo. j.2007. inclusive ICMS e ISS conseqüentemente a tributar. in casu para zero. A suspensão dos impostos resolver-se-á quando ocorrer o acontecimento futuro e certo. Mercadoria importada.. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R. 7. alterando-se as causas determinantes da suspensão. Fato gerador do Imposto de Importação. 4.

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Juíza Eliana Marcelo, j. 15.03.2007, DJU 22.03.2007, p. 464). Imposto de Importação. Mercadoria avariada. Sujeito passivo. Transportador. 1. É o transportador o sujeito passivo do Imposto de Importação incidente sobre a mercadoria importada, tendo em vista a assunção da responsabilidade de transportador o bem, documentalmente. 2. Irrelevante o fato de a mercadoria ter sido transportada por caminhão de outra transportadora. 3. O fato gerador do imposto de importação se dá com a entrada da mercadoria importada em território nacional. A avaria da mercadoria não afasta ocorrência do fato gerador (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200070030036965/PR, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 18.06.2003, DJU 09.07.2003, p. 251). Tributário. Importação de produto industrializado. IPI e Imposto de Importação. Isenção subjetiva. Locação do bem antes de decorridos cinco anos. Responsabilidade solidária. Juros de mora. Termo inicial. Decisão administrativa. I. Quando a isenção for vinculada à qualidade do importador, a locação do bem, antes de decorridos cinco anos da efetiva importação, obriga ao prévio pagamento do imposto, a teor do art. 137 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Dec. 91.030/85 [revogado pelo Dec. 4.543/2002]. II. É responsável solidária a pessoa que tenha interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal, nos termos do art. 124, I, do CTN. III. Existindo a solidariedade, o Fisco tem total liberdade para escolher de quem cobrar, podendo, pois, dirigir as suas ações contra todos ou apenas um dos devedores. IV. Uma vez que o julgamento definitivo no âmbito administrativo foi no sentido de reconhecer o não cabimento de acréscimos moratórios antes da decisão da lide, por não estar ainda definitivamente constituído o crédito tributário, não pode o julgador agravar a situação do contribuinte, para fixar como termo inicial para a incidência de juros moratórios a data do vencimento do crédito tributário. V Apelação parcialmente provida (TRF-5ª R., 3ª T., AC 350912/PE, j. 02.06.2005, DJU 30.06.2005, p. 655). Tributário. Responsabilidade tributária. Importação. Mercadoria importada. Perfumes. Adquirente de boa-fé. 1. O adquirente de boa-fé da mercadoria estrangeira, possuidor da regular nota fiscal, não pode ser apenado com a perda do produto, se verificado pelo Fisco que a mercadoria não foi regularmente importada, porquanto não possui o comprador a obrigação legal de exigir do comerciante vendedor a prova documental do regular ingresso do bem no território nacional, obrigação, esta sim, do Poder Público. Precedentes desta Corte e do STJ (q.v. verbi gratia: AMS
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1997.01.000367534, publicado em 13.11.2003). 2. Remessa oficial não provida (TRF-5ª R., 8ª T., REOMS 200442000022149/RR, rel. Juiz Carlos Fernando Mathias, j. 07.11.2006, DJU 04.12.2006, p. 202). Tributário. Imposto de Importação. Responsabilidade por substituição do transportador. Dec.-lei 37/66, art. 60, parágrafo único. Não configuração no caso de inexigibilidade do tributo na operação. I. Isenção e imunidade não se confundem; enquanto esta consubstancia hipótese de incompetência tributária, aquela impede a constituição do crédito fiscal. II. A diferença ontológica entre isenção e imunidade não tem o condão de afastar a exegese construída sobre o parágrafo único do art. 60 do Dec.-lei 37/66, que cuida da responsabilidade do transportador por tributos que deixaram de ser recolhidos em decorrência de dano, avaria ou extravio. III. O transportador não é responsável por substituição no caso de dano, avaria ou extravio de mercadorias quando o tributo não seja devido na operação em razão de hipótese de imunidade, não incidência, suspensão, exclusão ou extinção do crédito tributário. IV Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R., 2ª T., AC 19990100032763/MG, rel. Juíza Vera Carla Nelson de Oliveira Cruz, j. 16.04.2002, DJU 16.05.2002, p. 108).

Seção II Imposto sobre a exportação Art. 23. O imposto, de competência da União, sobre a exportação, nacional. COMENTÁRIOS Finalidade. O imposto incidente sobre bens e produtos nacionais ou nacionalizados, quando destinados ao estrangeiro, tem como fato gerador a saída do território nacional, considerando esta saída no momento em que é expedida a guia de exportação ou documento equivalente. Adotou-se este momento como o da ocorrência do fato gerador por questão de praticidade.
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para

o

estrangeiro,

de

produtos

nacionais

ou

nacionalizados tem como fato gerador a saída destes do território

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É um imposto federal, de competência da União, inovação esta oriunda da Emenda Constitucional nº 18/65, porquanto a Carta de 46 atribuía aos Estados-membros a instituição do imposto em realce. A atual competência federal da exação é muito mais lógica e adequada à natureza jurídica do imposto, de índole nitidamente extrafiscal, regulatório do comércio exterior. É utilizado, algumas vezes, para evitar o desabastecimento do mercado interno, quando atraentes os preços do exterior. Pelo caráter extrafiscal do imposto e pelo fato de ser importante para o equilíbrio da balança comercial, tem baixíssima alíquota. Como fonte de receita é a exação despicienda, mas funciona como instrumento da política tributária, não se lhe aplicando, por isso mesmo, o principio da anterioridade. Entretanto, diferentemente do Imposto de Importação, tem sido este imposto altamente criticado, por onerar os bens de produção nacional no mercado externo. Fato gerador. É a saída material do produto nacional ou nacionalizado para outro País, qualquer que seja o objetivo da remessa, independentemente do negócio jurídico que motivou a saída, seja compra e venda, doação ou empréstimo. O momento da ocorrência do fato gerador é o da expedição da guia de exportação ou documento equivalente, conforme estabelece o Dec.-lei 1.578/77, no particular bem mais explícito do que o CTN, haja vista o teor do § 1° do art. 1°, verbis: “Considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da Guia de Exportação ou documento equivalente”.

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a cobrança do imposto. É um imposto indireto. Tipo de imposto. artigo por artigo. como o Imposto de Importação. beneficiamento ou acondicionamento e foi reexportada (regime de drawback).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. entendendo-se como tal a mercadoria estrangeira que no país sofreu transformação. 139). o Imposto de Importação. podendo ser as mesmas especificas e ad valorem. As exportações podem ser diretas e indiretas. “nacionalizada é não só a mercadoria de origem estrangeira aqui transformada ou beneficiada. 10. Possui institutos próprios. com base em contrato. Os mesmos conceitos examinados para o Imposto de Importação servem de subsídio para a compreensão das alíquotas deste imposto. mas também a subdividida em acondicionamentos no país” (Direito Tributário Brasileiro. cuja expedição de guia é uma mera providência burocrática. na prática. Observe-se que aqui há profunda diferença do imposto coirmão. uma ficção legal como fato gerador. Por isso mesmo remete-se o leitor ao que foi dito quanto aos entrepostos aduaneiros e regimes especiais. p. Atente-se quanto ao fato de que não só a mercadoria nacional é passível de incidência do imposto.. Direta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda endereçada diretamente ao destinatário no exterior. proporcional e seletivo em função do objeto submetido à tributação. inclusive ICMS e ISS Temos. a fim de facilitar. 1985. 68 . mas também a nacionalizada. portanto. ed. Para Aliomar Baleeiro.

que funciona como interveniente comercial. Nesta hipótese.248/72 ou a trading companies. nos contratos de exportação de açúcar -. A Turma. quando a legislação tributária fala em “empresa comercial exportadora”.-lei 1.10. rel.112/94 [revogada] e 2.04. Ellen Gracie. salientando que o registro de venda não substitui o registro de exportação. Min.que estabeleciam alíquotas de 10% e 2%. vendendo para empresa situada no exterior. Imposto de Exportação. efetivados 16. cujo registro de venda.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.Considerando que o fato gerador do Imposto de Exportação ocorre no momento em que é feito o registro de exportação junto ao Sistema Integrado de Comércio Exterior . artigo por artigo. a exportação será considerada indireta para o fabricante e direta para o interveniente exportador. está querendo dizer que é qualquer empresa exportadora que pratica atos de comércio de exportação.106/PE ( DJU 28. fora feito anteriormente à edição das referidas normas.2000). Tributário. I. entendido como fato gerador pelo Tribunal a quo. Alteração de alíquota.Siscomex.136/94 . . O fato gerador do Imposto de Exportação é o registro 69 entendeu os pela de incidência das mencionadas Precedentes resoluções RE porquanto as mesmas foram editadas anteriormente ao momento em que registros exportação. a Turma deu provimento a recurso extraordinário para reformar acórdão do TRF da 5ª Região que afastara a exigência do Imposto de Exportação em operação relativa à venda de açúcar previsto nas Resoluções 2. Segundo Vittorio Cassone.796/PE.2001. que por sua vez emitirá nota fiscal de venda endereçada ao comprador estrangeiro. RE 223. inclusive ICMS e ISS Indireta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda (com o fim específico de exportação) para destinatário comprador no Brasil. citados: 227. respectivamente. JURISPRUDÊNCIA Nota: Imposto de Exportação e fato gerador . sem fazer expressa referência ao Dec.

III. que atribuiu somente ao chefe do Poder Executivo relacionar produto sujeito ao imposto. Alíquota. 22. Pleno..578/77. Majoração. Juiz Newton de Lucca j. Ação ordinária anulatória de débito fiscal. artigo por artigo. Apelação desprovida (TRF-4ª R. Irretroatividade tributária. 4. 08. Segurança jurídica. surge para o exportador o direito de ver seu produto tributado nas bases da legislação então vigente. 3.543/2002].873). Fato gerador. j. Segurança concedida. constitucionalmente assegurados.. MS 00547727/PE. 4. que modificou o art.06. do Decreto 660/92. Tributário. 2. rel.543/2002]. p. consoante o § 1°. AC 0403282/RS. editado posteriormente ao registro junto ao Siscomex das operações relativas a exportação. Medida Provisória 655/94. a lei elegeu a expedição da guia para marcar a saída do produto exportado. Ocorrido o fato gerador. 4ª T.10. 1° do Dec.06. 661/92 [revogado pelo Dec. dentre as etapas da exportação. 1. Resoluções do CMN 2... não importando que o embarque se dê somente após a alteração da alíquota. A aplicação de ato normativo. Imposto de importação de açúcar. DJU 10.136/94.05. 2. Tributário. 2. 101. do art.1991. Dec. j.1991). Juiz Francisco Falcão.07. 1° do Dec. Segurança concedida (TRF-5ª R. O elemento temporal do fato gerador foi o da expedição da Guia de Exportação ou qualquer documento que à mesma equivalesse segundo a administração fiscal. Ao legislador.1996. Fato gerador. 3ª T. Por conseguinte. 4.578/77.11. DJU 28. 04. Imposto de Exportação. 44.. II. não tem o condão de contrariar o que a norma legal define como hipótese de incidência do imposto sobre a 70 . DJU 25.019/95]. Imposto de Exportação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Açúcar. Direito adquirido.1997. p.112/94. AG 03033329. Se a cobrança do imposto se deu com base na Resolução 2.-lei 1. Apelação não conhecida e remessa ex officio improvida (TRF-3ª R. Juiz Gilson Dipp.112/94. Negócio jurídico anteriormente firmado. 6°. Atente-se para que o art. Direito tributário. Bacen [revogada]. Granito em bruto. imbuído de critério político. contrariou o comando da Medida Provisória 655/94 [a Medida Provisória 655/94 transformou-se na Lei 9. é lícito instituir formas divorciadas da realidade material. rel.112/94 [revogada] e 2. inclusive ICMS e ISS informatizado das operações de exportação no Siscomex.725). já que revogou a delação constante no § 2° do art. que juridicamente não acontece quando da contratação do embarque nem do desembarque.1996.1997. fere o direito adquirido e o princípio da irretroatividade. Direito intertemporal.-lei 1. Registro de venda junto ao Siscomex. rel. Res. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. 1.

Juiz Ridalvo Costa.052051/PE.1995.49689/PE. Fato gerador. j. 26. p. tal como definido no art. 5. O fato gerador do Imposto de Exportação.. 83. Remessa oficial improvida (TRF-5ª R. AMS 0444922/RS..006). 4. Inexistência. j. Juiz Gilson Dipp. Demora da Administração Pública. Juiz José Maria Lucena. 2. infringe o princípio da irretroatividade da lei tributária a cobrança do Imposto de Exportação nas alíquotas de 10% (dez por cento) ou 2% (dois por cento). de 1994. rel Juiz Geraldo Apoliano j.1995. inclusive ICMS e ISS exportação (TRF-4ª R.10.05. Encontrando-se registrados na Siscomex os contratos negociados com o exterior. 11. Fato gerador. em seu art.1995.1996.1997. Impossibilidade de prejuízo ao contribuinte. Constitucional. rel. 65. Erro material. § 1°. rel.112/94 [revogada] e 2.831). Resolução Bacen 2.05. DJU 1°. é a expedição da guia de exportação ou documento equivalente. que majoraram a alíquota do tributo. j. O Dec. Imposto de Exportação.1995. Controvérsia acerca da existência de distinção entre Registro de Venda e 71 . 1ª T.-lei 1.1996. Registro no Sistema Integrado de Comércio Exterior Siscomex.. Tributário. Irretroatividade. rel. antes da vigência das resoluções que majoraram a alíquota do Imposto de Exportação. A impetrante teve seus registros de exportação efetivados em 26.112 e 2. AMS 50202/AL. 1°.112/94 [revogada] e 2.578/77. Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário. Não conhecimento da apelação da Fazenda e improvimento da remessa oficial (TRF-5ª R. 3ª T. Precedentes. À época do fato gerador incidia alíquota zero. Sistema Integrado de Comércio Exterior . 1°. DJU 10. § 1°. AMS 95.09. artigo por artigo. 1..136/94. que considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da guia de exportação ou documento equivalente: 3. Constitucional e tributário. rel.1995. REO 49689/PE.08. Fato gerador. 12. 3ª T.235).1994.. j. j.08. Tributário. Precedentes jurisprudenciais desta Colenda Corte: AMS 49552/PE. Imposto de Exportação. Irretroatividade.112/94 [revogada] e 2.10.-lei 1. A demora da Administração Pública para expedir o registro de venda não pode prejudicar o contribuinte que se ateve às diretrizes dos planos governamentais para efetuar os seus negócios jurídicos.136/94 do Banco Central do Brasil.Siscomex.578/77 estabelece. Ocorrência antes da edição das Resoluções 2. 26. DJU 20.10. Impossível a retroatividade desses diplomas normativos para alcançar as operações de exportação já registradas. 05. 30. ao instante da edição das Resoluções 2.. Resoluções 2.136. do Dec. Exportação. 26.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 10. Juiz Francisco Falcão. REO 95.04.136/94. p.1997. p.05.08. Imposto de Exportação.

.2002.578/77. Embargos de declaração rejeitados (STF. j.2003. Precedentes. 4. esta deve ser aplicada. 2.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Apelação e remessa oficial a que se nega provimento (TRF-1ª R.. 1. Min..163/95 [revogada pela Resolução 2.2002. Tributário. O fato gerador do Imposto de Exportação sobre o açúcar ocorre com o registro de vendas no Siscomex e.2003. expressando. Não incidência na importação de produtos sob regime de drawback. Impossibilidade. José Delgado. p.72 . 99). 1.2006. p. quando ocorre comercialização interna de produtos vegetais. Dec.597/95 [revogada pela Circular 3.-lei 37/66. inclusive ICMS e ISS Registro de Exportação.305/75.069/95. j. Fato gerador. Tributário. Erro material. Registro de vendas no Siscomex durante vigência da resolução do Bacen. art. rel. 1°. O Dec..02. Circular Bacen 2. 3.03.972/2000].. 1. 2. Só há tributo exigível quando existe lei que expressamente o declare. REsp 382494/PR. A Lei 6.2006. Recurso especial não-provido (STJ. destinados à futura exportação. rel. impondo os elementos do seu fato gerador. a criação de obrigação tributária por interpretação jurisprudencial. unicamente. não há falar na incidência de tributos sobre operação enquadrada no regime de exportação temporária. Homenagem ao princípio da legalidade. Inexistência. 1. 25. da Lei 6. Lei 6. 2ª T. p. da sua base imponível e da alíquota devida. 60. Juiz Hilton Queiroz. regime drawback. Inexistência. Tributário. Juiz João Otávio de Noronha. Fato gerador.06. Incidência. 1° e 7°. Min. 13. DJU 23. em seu art. rel. institui a referida taxa.927/2002]). 4ª T. Constitucionalidade. Taxa de classificação de produtos vegetais. Tributário.281).05.305/85 [revogada pela lei 9. DJU 24. ou seja. 6.2003. não determinam a incidência da taxa de classificação dos produtos vegetais quando destinados à importação sob o. Os arts. verificando-se este durante a vigência da resolução que majorou a alíquota do imposto (Resolução do Banco Central 2. rel. Envio de equipamento ao exterior. Recurso não provido (STJ. Lei 9. 26). artigo por artigo. 21. Portaria 393/95.2003. 2.305/75. quem são os sujeitos ativos e passivos.09. 5. DJU 15. Dec. 132). REsp 432839/SC. Fato gerador.08. RE-AgR-ED 234954/AL. 03. em nosso regime legal tributário. Diante da inexistência de fato gerador. Impossível. 1ª T. ainda. p. Imposto de Exportação Açúcar. DJU 29. Imposto de Exportação. Exportação temporária. nos termos do Dec. j. AMS 199901000505276/MG. Maurício Corrêa.-lei 1.10.-lei 37/66. j. 2ª T.03.280/2005]. Tributos e contribuições.

sendo.578/77. Juiz Paulo Machado Cordeiro. do embarque ou da transposição de fronteira da mercadoria. tampouco à sua delegação ao Banco Central do Brasil. Precedentes do Eg.2002. 23. Art.. o nascimento da obrigação tributária. DJU 29. DJU 23. a averbação contribui para legitimar sua exigibilidade. p. da Constituição Federal. conforme disposto no art. STF A oneração em milhões do exportador autoriza o julgador a liberar a mercadoria impedida de ser exportada no caso presente. Juiz Mairan Maia.543/2002]. não importando o momento do registro da venda junto ao Siscomex (TRF-1ª. ou seu similar. Cobrança indireta do tributo. Agravo de instrumento provido (TRF-5ª R. 03. j.2002. a unidade de medida adotada pela lei tributária. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. A alteração da alíquota do Imposto de Exportação pelo Poder Executivo encontra-se prevista no art. II . 153. 3. em qualquer caso.10. portanto. A base de cálculo do imposto é: I . ambos órgãos do Poder Executivo. este o momento a ser considerado para a verificação da legislação aplicável. rel. 73 . 3ª T. descreve todos os elementos do Imposto de Exportação. p. artigo por artigo. em uma venda em condições de livre concorrência. § 1°. pela fiscalização aduaneira.2002.2002. tendo conteúdo prevalentemente declarativo. devendo ser afastada alegação de inexistência de norma válida instituidora do tributo. o preço normal que o produto. 2. 6ª T.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. recepcionado pela Constituição Federal. REOMS 173653/SP. rel. portanto. O fato gerador do imposto configura-se com o registro da exportação no Siscomex.10. inclusive ICMS e ISS lei 1. ao reconhecer a efetiva ocorrência do fato gerador e confirmar. 24. não pode ser obstado por exigências administrativas tendentes a exigir direta ou indiretamente o pagamento do tributo devido. Imposto de Exportação. Tributário e administrativo.10. de desenvolver livremente sua atividade econômica. O direito fundamental do particular. j..954). A averbação é o ato final do despacho de exportação e consiste na confirmação. válida a majoração da alíquota efetuada pela Circular Bacen 2. 347)..quando a alíquota seja específica.597/95. AG 31752/PE.quando a alíquota seja ad valorem.11. 4. Averbação de embarque. ao tempo da exportação. Longe de prejudicar a cobrança do Imposto de Exportação. sendo. alcançaria. não havendo óbice ao exercício dessa competência pelo Conselho Monetário Nacional.

colocado a bordo do veículo que irá transportá-la para o exterior. inclusive ICMS e ISS Parágrafo único. E quando é o Judiciário chamado a dirimir contendas em torno da exação. FOB ou posto na fronteira. O disposto no parágrafo único objetiva reduzir o preço do produto. COMENTÁRIOS Base de cálculo. o custo do financiamento. ou seja. Daí a pouquíssima jurisprudência dos Tribunais Superiores sobre o imposto em destaque. não ensejando questionamentos judiciais freqüentes. Aspectos relevantes. como já explicitado. nas vendas efetuadas a prazo superior aos correntes no mercado internacional. O Imposto de Exportação não tem importância fiscal e sim política. deduzidos os tributos diretamente incidentes sobre a operação de exportação e. geralmente não passam da esfera dos Tribunais Regionais Federais. artigo por artigo. dele excluindo-se os custos da exportação e do financiamento. 74 . sujeitando-se inclusive às flutuações das Bolsas de Mercadoria. cabe ao Conselho Monetário Nacional expedir normas sobre a determinação da base de cálculo do imposto e fixar critérios específicos ou pauta de valor mínimo. Ela é elaborada pelo Conselho Monetário Nacional. A base de cálculo que indica o preço normal deve observar as normas da Organização Mundial do Comércio. como preço normal o valor à vista do produto. Para os efeitos do inciso II.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o preço da mercadoria mais frete e seguro. considerase a entrega como efetuada no porto ou lugar da saída do produto. FOB é a abreviatura de free on board. Considera-se. então. Como os preços oscilam em função do mercado externo. A pauta de valor mínimo só se faz pertinente quando o produto for de difícil apuração ou sofrer marcantes oscilações no mercado internacional.

mas o Fisco tem a faculdade de recusar qualquer dos elementos dessa declaração. O certo é que obedecem elas a razões de conveniência e oportunidade da Administração. Exportação de café cru. As quotas isencionais são episódicas e circunstanciais. 1ª T. Agravo regimental.09. mas a outorga só por lei pode ser feita. como previsto no art. 2ª T.. Contribuição devida ao IBC.1994.922.844). § 8°. Afinal. pelos exportadores de café cru.1994. Base de cálculo. 12. Min.-lei 406/68. Tributário. 149 do CTN. ICMS.06. geralmente. DJU 16. 11 do Convenio ICMS 66/88 declarada pelo Supremo Tribunal no RE 149. p. 13. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. O lançamento é feito. como os demais impostos. Exclusão da base de cálculo do montante da cota de contribuição devida ao IBC (Dec. Inconstitucionalidade do art. Exclusão. ADCT) (STF.. não se inclui na base imponível do ICMS. A quota de contribuição devida ao IBC. pode ter lançamento de oficio. acrescente-se que o Imposto de Exportação. 75 .269). especialmente o preço das mercadorias. recebido pela Constituição.11. p. por declaração do exportador. 24. rel. AGRAG 153549/SP. JURISPRUDÊNCIA “O exportador adquire o direito de transferência de crédito do ICMS quando realiza a exportação do produto e não ao estocar a matériaprima” (STJ – Súmula 129). Sepúlveda Pertence. § 5°. Por fim. Paulo Brossard. DJU 03. j. artigo por artigo. j. rel. 34.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.04.1994. AGAG 145172/SP. 30.1993. por força do art. ICM. o valor constante da fatura comercial é mera indicação por não se constituir em base de cálculo. inclusive ICMS e ISS Geralmente as controvérsias judiciais versam sobre base de cálculo ou isenção. Min. 2°. não comportando comentários em um trabalho de âmbito geral. art. Exportação de café cru.

artigo por artigo. Violação do devido processo. Garcia Vieira. Aplicação do princípio da razoabilidade. ainda que legalmente alterada. inclusive ICMS e ISS ICM.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Afastamento do empeço de exame de mérito. DJU 04. 2. Necessidade de respeito a autorização empenhada por períodos certos e determinados. Não inclusão do Imposto de Exportação. suficientes para o desate da testilha. Fatos complexos.. A pena de perdimento não é aplicável quando há desproporcionalidade entre o valor da mercadoria apreendida e o valor do veículo que a transportava. Assim. se mostrou desarrazoada e altamente ruinosa para a empresa.1992. Segurança concedida. se acham provados com a inicial. por não integrar o valor líquido faturado.1992. Recurso improvido (STJ. Possibilidade. rel.. A quantia correspondente ao Imposto de Exportação não integra o valor da mercadoria. 7.865). 5. Base de cálculo. 3. Imposto de Exportação. por motivos conjunturais. sobre o valor líquido faturado sobre ela não pode incidir o ICM. de alterar a alíquota do Imposto de Exportação (CF. 1ª T. REsp 19610/SP. não se inclui na base de cálculo do ICMS devido na exportação de café em grão. Razoabilidade. em 76 .12. Tributário. art. A quantia relativa ao Imposto de Exportação. p. DJU 18. A desproporcionalidade da sanção imposta restou evidente ante a inexistência de Imposto de Exportação a pagar. Exportação de café em grão. firmou contratos para atingir seu objetivo. Juiz Wellington Mendes de Almeida). bem como pela inexistência de benefício patrimonial a ser auferido. No caso concreto. Pena de perdimento. tem o impetrante a condição especial da ação de mandado de segurança: o direito líquido e certo. Se os fatos. afetando ruinosamente os contratos firmados anteriormente pela impetrante.04. Min. A nova alíquota (40%).. César Asfor Rocha. rel. II.05. em seu aspecto substantivo. e até o dever.03. Precedente. REO 0438009/RS. Autorização governamental para exportação de açúcar para o exterior. 01. j. provados com a inicial: existência de direito líquido e certo. I. dentro das condições da época (alíquota de 2%).536).000 toneladas métricas de açúcar para o exterior pelos períodos de 95/96 e 96/97. Mandado de segurança. 15. Alteração exacerbada da alíquota do imposto. porém. p. 153.1995.1996. Recurso provido (STJ. Não se nega ao Executivo o direito. de chegar-se ao exame do mérito. ICMS. Desproporcionalidade. 1. j. REsp 73949/RJ. Violação do devido processo. em decorrência. II e § 1°). 1ª T. Base de cálculo. a impetrante já havia obtido autorização para exportar 400. objetivando a congruência lógica entre as situações postas e as decisões administrativas (TRF-4ª R. Processual civil e administrativo. Tributário. Min. rel.

Cabimento. Recurso especial provido (STJ. DJU 06. AMS 89. Apelo improvido. DJU 06.. Prova da repercussão.2007. Mostra-se ilegal a lavratura de auto de infração e termo de apreensão e guarda fiscal quando a operação de exportação de mercadoria isenta embasa-se em documentação regular.1998. Ação rescisória. a ausência de dano ao erário. Repercussão. guia de exportação) foram apresentadas pelas exportadoras. artigo por artigo. Desnecessidade. 4). Art. capaz de ensejar a aplicação do Dec. ICMS. 2. inclusive ICMS e ISS seu aspecto substantivo. 2.04. Juiz Fernando Gonçalves.03. 1. 2.-lei 1.01.3. ICMS. do Dec.08. rel.17103-1/DF. 06. p.045). Remessa improvida (TRF-1ª R. DJU 27. Depósito das mercadorias em vagões ferroviários. Por outro lado. § 8°. 166 do CTN.1990. Processual civil e tributário. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional..08. Mercadoria isenta. Quota de contribuição devida ao IBC. Tributário. Sentença confirmada (TRF-1ª R. p. DJU 12. Min. p.11. Exportação de café. Auto de infração. j. 12. inviabiliza a pena de perdimento. Exportação de café. j. 244). rel. Min. 2°.02. Sendo isentas de impostos os bens a serem exportados não se configura dano ao erário. REsp 511036/MG.01398-3/DF. Quota de contribuição ao IBC.01. Exportação de mercadoria isencional. rel. Contrariedade do acórdão rescindendo a entendimento sumulado no âmbito dos Tribunais Superiores. 19. 3. Base de cálculo. 1. Base de cálculo. Mandado de segurança. em decorrência da isenção.2007. Recurso especial.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 11.455/76. 1ª Seção.03. j. III. Pacificada a interpretação de determinada norma jurídica pelos Tribunais Superiores. Insubsistência. Tributário. Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no art. Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações. Operação regular.1990). rel. MS 4772/DF.. Comprovado que a documentação legal (notas fiscais. Recurso especial. apresenta-se ilegal a apreensão e declaração de perdimento. Súmula 49/STJ. 2ª T. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido. Segurança concedida (STJ. João Otávio de Noronha.1990.12. 1. Adhemar Maciel. Exportação. 1. eventual divergência havida no 77 .-lei 406/68 decisão que determina o acréscimo do valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias.1989. 15. j. REO 89.1997. Juíza Eliana Calmon.

5°.assegurar a inteireza positiva. e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações. § 2°. Tributário. 149. I. Inaplicabilidade do entendimento 271 das súmulas do STF.2004. rel. não se afigura razoável possam os juizes de instância ordinária fazer tabula rasa das suas súmulas para. Apelação e remessa tida como interposta parcialmente providas (TRF-1ª R. objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo. I e 6°. CTN). 4. o recurso especial. Recurso especial conhecido e provido para julgar procedente o pedido objeto da ação rescisória (STJ. Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no disposto no § 8° do art. rel. Inteligência do art.637/2002 e 10. Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais. ontologicamente. Eliana Calmon. Exportação. § 2°. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido. respectivamente). ao Judiciário compete declarar o direito a essa compensação em sede de mandado de segurança (Súmula 213/STJ). inclusive ICMS e ISS âmbito dos Tribunais de instância inferior não tem o condão de obstar a ação rescisória ajuizada com espeque no art. I. CF). DJU 07. de natureza extraordinária. AMS 200538000209924/ MG. Não havendo na Constituição ou em quaisquer outros dispositivos infra-constitucionais definição de quais receitas decorrentes da exportação. I.TFR e 343 – STF. 2. I) e regulamentada pelas Leis 10.. obstar a rescisão dos respectivos julgados invocando o enunciado das Súmulas 134-TFR e 343-STF 3. Min. a autoridade e a uniformidade de interpretação do direito federal infraconstitucional.833/2002 (arts. 3. 1. Imunidade (art. 170-A. artigo por artigo. pois.-lei 406/68 a decisão que determina que se acrescente o valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional. antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial’ (art. 149. 5. 5. depois. mesmo aquelas provenientes de variação cambial verificada no curso da exportação não podem ser consideradas como base de cálculo do PIS e da COFINS. Receitas. PIS e COFINS.. 2. 192). são excluídas da imunidade definida no art.03. propicia ao Superior Tribunal de Justiça transcendendo o interesse subjetivo das partes . p. 2° do Dec. j. § 2°.158-35/2001). 14 da MP 1. invocando-se as Súmulas 134 .858-6/1999 (atual MP 2.2005. além de ser a compensação uma forma de extinção da obrigação tributária examinável na esfera administrativa. do CPC. 9° da Lei 9. ‘É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo. relativamente às receitas decorrentes de exportações previstas no art.. 485.718/98. 8ª T. 2ª T. 02. 78 .09.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 149. V. foi alçada a imunidade constitucional pela EC nº 33/2001 (art. 4. Se. A isenção do PIS e da COFINS. REsp 427814/MG. Variação cambial.

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Juiz Carlos Fernando 30.03.2007, p. 108).

Mathias,

j.

06.02.2007,

DJU

Tributário. Quota de contribuição do café. Dec.-lei 2.295/86. Incompatibilidade com a CF/88. Correção monetária. Honorários advocatícios. 1. A quota de contribuição do café foi instituída por ato administrativo, revigorado pelo Dec.-lei 2.295/86, não lhe definindo fato gerador e o sujeito passivo da obrigação tributária e delegando à autoridade administrativa a fixação de sua base de cálculo, matéria evidentemente sob reserva legal. 2. Em face dos expressos termos do art. 25, inciso I, do ADCT, o Dec.-lei 2.295/86 não foi recepcionado pela Constituição vigente, restando indevido o recolhimento da quota de contribuição incidente na exportação de café. Precedente: RE 191.044, rel. Min. Carlos Velloso, DJ 31.10.1997; e AMS 90.03.037596-8/SP Des. Fed. Marli Ferreira, DJ 22.11.1995, p. 80.893. 3. O Pretório Excelso, no acórdão paradigma que consolidou o entendimento daquela Corte (RE 191.044), consignou que ainda que se defenda a possível recepção da referida contribuição pela Constituição vigente, certo é que o seu valor, então fixado pelo Presidente do extinto IBC, não o foi, por força do princípio da legalidade a que se sujeita a sua instituição e majoração, nos termos dos arts. 159, I e 149 da CF/88. Uma vez destituída de valor, a contribuição seria inexistente. Por outro lado, caso houvesse disposição acerca da alíquota da exação, aí sim, incidiria a regra insculpida no art. 25, inciso I do ADCT, ou seja, a delegação para uma eventual alteração de alíquota, desde que obedecidos limites e condições estabelecidos, teria vigência até 5 de abril de 1989, data em que, à míngua de lei que regulasse sua prorrogação, revogar-se-ia pelo referido art. 25.4. Muito embora requerido na inicial a especificação de índices de correção monetária, essa matéria deverá ser agitada em sede de liquidação de sentença. 5. Reduzidos os honorários advocatícios para R$ 5.000,00 (cinco mil reais), considerando o montante a ser devolvido, e ainda os balizamentos traçados pelo art. 20, § 4° do CPC, bem como os precedentes desta Turma. 6. Apelação parcialmente provida (TRF-3ª R. 6ª T., AC 289547/SP, rel. Juíza Marli Ferreira, j. 10.03.2004, DJU 11.05.2004, p. 266). Tributário. Mandado de segurança. CSSL. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exclusão de receitas decorrentes da exportação. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da CF/88. 1. É pacífico o entendimento dos Tribunais pátrios acerca da inviabilidade de excluir-se da base de cálculo da CSLL as receitas decorrentes de exportação, pois a alteração trazida pela Emenda Constitucional nº 33 refere-se às contribuições que tenham por base de cálculo a receita, e não o lucro. 2. Às contribuições ao PIS e COFINS aplica-se a regra de
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imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, devendo ser excluídas de suas bases de cálculo as receitas decorrentes de exportações. Idêntico tratamento deve ser conferido à variação cambial positiva originada de contratos de exportação e outras verbas vinculadas à atividade exportadora (crédito sobre saque de exportação, crédito presumido de IPI instituído pela Lei 9.363/96), pois, do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200272030015380/SC, rel. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 13.12.2006, DJU 30.04.2007). Tributário. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exportação. Receitas financeiras oriundas de variações cambiais positivas. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal. IPI. Crédito presumido. Lei 9.393. 1. A imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda Constitucional nº 33/2001, abarca as contribuições sociais que incidem sobre o faturamento ou receita, decorrente de operação de exportação, bem como a variação cambial destes valores. 2. Os créditos de IPI sobre matéria-prima, produtos intermediários e material de embalagem, previstos na Lei 9.363/96, não podem constitui receita tributável pelo PIS e pela COFINS quando derivados de operações de exportação. Do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante, pois o benefício fiscal comporia a base de cálculo das contribuições (TRF-4ª R., 1ª T., AC 200471070074584/RS, rel, Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 07.02.2007, DJU 21.02.2007). Mandado de segurança. Compensação tributária. Súmula 213 do STJ. Art. 515, § 3° do CPC. Vendas á Zona Franca de Manaus. Inclusão na base de cálculo do crédito presumido de IPI às exportações. Possibilidade. Equiparação às vendas para o exterior. Art. 40 do ADCT. Leis 9.363/96 e 10.276/2001. 1. Cabível a utilização do mandamus para se obter o reconhecimento do direito à compensação de tributos, a teor do enunciado da Súmula 213 do STJ. 2. Tendo em vista a Lei 10.352/2001 ter acrescentado o § 3° ao art. 515 do CPC, possibilitou-se ao Tribunal o julgamento de processo extinto em primeiro grau sem julgamento de mérito. 3. A teor dos arts. 4° do Dec.-lei 288/67 e 40 do ADCT, para efeitos fiscais, a exportação de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus equivale a uma exportação de produto brasileiro para o estrangeiro. Precedentes do C. STJ. 4. Havendo equiparação dos produtos destinados à Zona Franca de Manaus com aqueles exportados para o exterior, as receitas das vendas efetuadas a tal área, por serem equivalentes a operações de exportação, podem ser incluídas no cálculo do crédito
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presumido de IPI previsto nas Leis 9.363/96 e 10.276/2001 (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200372010029997/SC, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 01.06.2005, DJU 20.07.2005, p. 403).

Art. 25. A lei pode adotar como base de cálculo a parcela do valor ou do preço, referidos no artigo anterior, excedente de valor básico, fixado de acordo com os critérios e dentro dos limites por ela estabelecidos. COMENTÁRIOS Em se tratando de um imposto extra-fiscal, e ligado à política internacional, sensível às oscilações do câmbio e das bolsas de mercadorias internacionais, não se estranha que o CTN tenha autorizado a abandonar-se o preço real, adotando valores fixados por critérios exóticos, fora dos parâmetros normais, para assim obter-se a base de cálculo. A excepcionalidade, entretanto, não está ao arbítrio da autoridade fiscal, porque devem ser estabelecidas em lei não somente as hipóteses em que se aceita o afastamento do preço real, mas também os critérios e limites previamente ajustados. Na prática é a medida altamente polêmica e encontra resistência quanto à aceitação, muito embora sirva de incentivo às exportações. Art. 26. O Poder Executivo pode, nas condições e nos limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto, afim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. COMENTÁRIOS Tudo que se disse em relação ao art. 21, referente ao Imposto de Importação, que, como o de Exportação, não observa o princípio da não-surpresa, serve para o entendimento deste art. 26.
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3°. em última análise. 8° do Dec. ou a leva consigo. artigo por artigo.-lei 1. 82 . chamada de isenção atípica. 27. seja ela acompanhada ou desacompanhada. seja ou não comerciante. A diferença que se pode destacar está no órgão incumbido de administrar as normas.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. adotando a alíquota ad valorem. Contribuinte do imposto é o exportador ou quem a lei a ele equiparar.716/98). É comum o uso da alíquota zero. Art. mas aplica-se as restrições nos valores estabelecidos para o Imposto de Importação quanto à exação em destaque (art. COMENTÁRIOS Definição. parágrafo único do Dec.578/77). porque o dever de tributar está na norma e não na hipótese de incidência. aquele que despacha a mercadoria para remessa ao estrangeiro. 26. Advirta-se que não há incidência quanto à bagagem. ou fato gerador. em relação ao Imposto de Exportação temos o Conselho Monetário Nacional. art.-lei 1.-lei 1. A lei ordinária atual não cogita de alíquota específica. 21 e 26 é absolutamente igual. É. por qualquer meio. O contribuinte do Imposto de Exportação é aquele que expede a mercadoria. inclusive ICMS e ISS Aliás. inclusive no que toca à parcial revogação do art. porque a Constituição Federal de 1988 só outorgou ao Executivo a atribuição de alterar as alíquotas do imposto e não a sua base de cálculo. a redação dos arts. 3°).578/77 (com redação dada pela Lei 9. no percentual de 30% (Dec. A alíquota máxima não pode ultrapassar o percentual de 150% (cento e cinqüenta por cento). ou a leva consigo para fora do País. Enquanto no Imposto de Importação tem-se o Secex.578/77. como estabelece o art.

assumindo importância. 28 do CTN. a lei poderá criar um Fundo para subvencionar exportações e produção quando o preço 83 . o produto da arrecadação do imposto em destaque formará reserva a crédito do Banco Central do Brasil. 7.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.-lei 1. ou seja. o que não ocorre com a isenção. Segundo o Dec. a título de exemplo. com a Emenda Constitucional nº 18.-lei 1. Na CF/46 a receita do Imposto de Exportação formava reservas cambiais . na forma da lei. não há previsões. A receita líquida do imposto destina-se à formação de reservas monetárias.art. 9°). A CF/67 não continha a previsão da anterior.578/77 é pesadíssimo (100% do valor do tributo) e também vai compor a reserva. Segundo Aliomar Baleeiro. COMENTÁRIOS Reserva monetária. basta a verificação da necessidade de barrar a exportação para ser ordenada a subida da alíquota zero. o disposto no art. Art. A alíquota zero é extremamente útil pela mobilidade que tem o Executivo. Acrescente-se. § 2°. cuja instituição ou revogação dependem de lei. inclusive ICMS e ISS Assim. artigo por artigo. Na CF/88.578/77 (art. cuja aplicação ficará a critério do Conselho Monetário Nacional. ainda. é obrigatória a reserva monetária ou cambial. °. 28. Observe-se que a alíquota zero funciona dentro da presunção de que é o produto tributado. que o valor das multas impostas por força do Dec. igualmente. devendo-se seguir o que está no artigo em comento. portanto.

a importação. p. inclusive ICMS e ISS internacional se apresentar gravoso. ou desestimulando as exportações. IV .. não compensador para os produtos nacionais (Direito Tributário Brasileiro.o consumo. ou a necessidade de garantir o abastecimento do mercado interno. como definida no art. artigo por artigo.a produção. 4. § 1° Para os efeitos deste imposto. O imposto. retirando o excesso de remuneração. III . assim entendida a venda do produto ao público. a energia elétrica considera-se produto industrializado.a circulação. lubrificantes. 137). energia elétrica e minerais do País tem como fato gerador: I . em benefício do consumidor nacional. A elevação de preços. II . 19. de produtos brasileiros exportáveis. 74. Forense. isto é. de competência da União. como definida no art. energia elétrica e minerais do País Art.a distribuição. como definida no art. 46 e seu parágrafo único. 84 . assim entendida a colocação do produto no estabelecimento consumidor ou em local de venda ao público.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. V . ed. 52. sobre operações relativas a combustíveis. lubrificantes. Capítulo V IMPOSTOS ESPECIAIS Seção I Imposto sobre operações relativas a combustíveis.

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§ 2° O imposto incide, uma só vez, sobre uma das operações previstas em cada inciso deste artigo, como dispuser a lei, e exclui quaisquer outros tributos, sejam quais forem sua natureza ou competência, incidentes sobre aquelas operações. Art. relativamente: I - ao Imposto sobre Produtos Industrializados, quando a incidência seja sobre a produção ou sobre o consumo; II ao Imposto sobre a Importação, quando a 75. A lei observará o disposto neste título

incidência seja sobre essa operação; III distribuição. COMENTÁRIOS O imposto tratado nestes artigos, conhecido como Imposto Único, não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988 como de competência da União. Caminhando o Brasil pela utopia do imposto único, instituiu o Imposto Único sobre Minerais no Código de Minas, de 23.06.1934, passando pelo Dec. 24.673, de 11.07.1934, até o Dec.-lei 1.985, de 29.01.1940, o Código de Minas (alterado pelo Dec.-lei 227/67). Surgiu, depois, o Imposto Único sobre Lubrificantes, ao Imposto sobre Operações Relativas à

Circulação de Mercadorias, quando a incidência seja sobre a

Combustíveis e Energia Elétrica. A experiência do imposto único não foi boa, reclamando os Estados e Municípios da divisão da receita e não poucas vezes levando a controvérsia à Justiça.

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Com a CF/88, cuja preocupação primeira foi repartir da melhor forma o bolo formado com a receita tributária, a tributação sobre energia elétrica, serviços de telecomunicações, combustíveis e minerais passou aos Estados e ao Distrito Federal, com o ICMS (art. 155, § 3°, CF). Assim, remetemos o interessado aos comentários em torno do ICMS. Seção II Impostos extraordinários Art. 76. Na iminência ou no caso de guerra externa, a União pode instituir, temporariamente, impostos extraordinário compreendidos ou não entre os referidos nesta Lei, suprimidos, gradativamente, no prazo máximo de 5 (cinco) anos, contados da celebração da paz. COMENTÁRIOS A atual Constituição Federal de 1988 manteve a tradição inaugurada com a Carta de 1946, prevendo a instituição, pela União, dos impostos especiais (art. 154, II, CF). Diante da excepcionalidade, o legislador constitucional deixou em aberto a previsão quanto ao fato gerador da exação, admitindo que se eleja fato gerador de outro imposto. Também tem este imposto, como característica, a

temporariedade, eis que prevista a sua extinção gradual. Roque Carrazza, assim como Aliomar Baleeiro, consideram uma demasia o texto do art. 76 do CTN, ao estabelecer o prazo de cinco anos para a extinção do imposto extraordinário, quando não há limite de tempo no texto constitucional.

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Embora só possam ser instituídos ou aumentados por lei, devido à excepcionalidade, não estão os impostos extraordinários sujeitos ao princípio da anterioridade ou da não-surpresa (art. 150, § 1°, CF). TÍTULO IV TAXAS Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia; ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. [...]. COMENTÁRIOS Conceito. As espécies do gênero tributo são impostos, taxas e contribuição de melhoria. Diferentemente dos impostos, cuja característica marcante é a desvinculação da receita a uma finalidade determinada, a taxa é o tributo vinculado por excelência, isto é, só é devido pelo contribuinte se houver contraprestação por parte do ente estatal que a houver instituído. A palavra taxa é imprecisa, porque na linguagem jurídica pode significar preço público ou contraprestação por um serviço. Daí a preocupação do direito pretoriano em estabelecer a diferença dos institutos, o que ensejou a edição da Súmula 545 do Supremo Tribunal Federal assim redigida:
Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente daqueles, são compulsórias, e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que as instituiu.

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Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

O verbete transcrito está em sintonia quase absoluta com a legislação atual, devendo-se o quase à consagração do princípio da anualidade (prévia autorização orçamentária), não mais existente. Segundo Aliomar Baleeiro,
Taxa é o tributo cobrado de alguém que se utiliza de serviço público especial e divisível, de caráter administrativo ou jurisdicional, ou o tem à sua disposição, e ainda quando provoca em seu benefício, ou por ato seu, despesas especiais dos cofres públicos (Direito Tributário Brasileiro, 4. ed., Forense).

A Constituição Federal de 1988, no art. 145, II, dá o conceito de taxa como sendo o tributo instituído pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, em razão do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. Pelo conceito constitucional, a taxa existe para custear um serviço público ou em razão do exercício do poder de polícia. Entretanto, diante dos limites constitucionais para a criação de taxas, o legislador constitucional derivado criou, pela Emenda Constitucional nº 39, de 19 de dezembro de 2002, a chamada taxa de iluminação, no art. 149-A, ao outorgar aos Municípios e ao Distrito Federal o poder de instituir o que chamou de contribuição para custeio do serviço de iluminação pública, a ser cobrada na fatura de consumo de energia elétrica. A emenda constitucional foi uma resposta dada à firme posição do Supremo Tribunal Federal em não aceitar a cobrança, por parte dos Municípios, das taxas de iluminação pública, entendendo tratar-se de um serviço indivisível, que maculava a sua natureza jurídica. Não demoraram os Municípios, com a autorização da EC nº 39/2002, a instituírem as novas modalidades tributárias, cuja cobrança tem ensejado centenas, senão milhares de decisões em seu desfavor,
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para ser estipendiado por taxa. rel. não podem ser tais serviços custeados por taxas. conforme publicação no DJ 23. ou seja. como Presidente da Corte. No STJ. precisa ser um serviço específico e divisível. AI 462.02. indistintamente. Min. O outro aspecto em destaque é que o serviço prestado ou posto à disposição é sempre estatal. não poupam os juristas de ácidas críticas o Governo. liminares ou cautelares são sistematicamente suspensas nos tribunais superiores. e sim pelas receitas derivadas dos impostos.377.2005. Nelson Jobim. rel. para dizer que é serviço público aquele prestado sob a égide da lei.317/RJ. suspendeu os efeitos de liminar mandamental na Suspensão de Segurança 1. DJ 09.2003. DJ 21. Quando o serviço público é geral.2005.299.07. Gilmar Mendes.2004. dentre outros: Ação Cautelar 876/MG. artigo por artigo. beneficiando pessoas indeterminadas.06. no mesmo sentido. Nelson Jobim. Mas o serviço prestado pelo poder público. rel. Gilmar Mendes.08. os pleitos têm obtido êxito.2004. DJ 05. DJ 01.046. 89 . inclusive ICMS e ISS inclusive via ação direta de inconstitucionalidade e ações civis públicas patrocinadas pelo Ministério Público. AI 422. DJ 13. Suspensão de Tutela Antecipada 28/SP.08. Para a caracterização do que seja serviço público recorre-se à natureza jurídica do regime jurídico que o rege. rel. Daí distinguirem-se as taxas de serviço e as taxas de polícia.03. não podendo. mesmo que não seja essencial. Doutrinariamente. Min. o Ministro Nilson Naves. Reclamação 3. o Parlamento e o próprio STF. Gilmar Mendes. rel. ser serviço prestado por empresa privada.2005. Nas instâncias ordinárias. os seguintes julgados. portanto. registram-se.min. Min. prestado a todos. mas as decisões em tutela antecipada.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. No STF. Min.

Trata-se de restrição ou limitação coercitiva exercida pelo Estado. inclusive ICMS e ISS Os serviços específicos ou singulares são prestados a um número determinado de pessoas. para utilização individual e. o exercício de atividade fiscalizadora que impõe limites ao exercício dos direitos individuais. Em São Paulo. por isso mesmo. ou seja. pago com a receita do IPTU. Por fim. 90 . direcionada a um número determinado de pessoas que estão obrigadas à mesma. A taxa. e que seria perfeitamente estipendiado por uma taxa de serviço. tem por fato gerador uma prestação estatal efetiva ou potencial. E mesmo assim exige-se que seja divisível e mensurável. pode ser estipendiado por taxas o poder de polícia. mensurável. como vimos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Taxa e preço. Observe-se que só o poder de polícia específico é passível de estipêndio por meio de taxas. ou seja. segundo noticia Roque Carrazza. posto à disposição um determinado número de pessoas. Politicamente pode ser questionado. pode ter alíquota zero. a prestação do serviço prevista em lei há de ser obrigatória para o Estado. com o cuidado para que não haja desvio da vinculação absoluta de sua receita ao serviço específico. Além dos serviços. questionou-se quanto à constitucionalidade de um serviço de transporte coletivo gratuito. ser bancado pelo Estado com a receita dos impostos. enquanto a utilização pode ser facultativa. mas doutrinariamente nega-se a inconstitucionalidade. artigo por artigo. Questão que se coloca como de importância é saber se um serviço publico específico e divisível.

Preço é o valor de uma prestação derivada de um contrato firmado sob a égide da liberdade de contratar. Em verdade é alei. não e compulsória e tem por mola propulsora o pagamento. artigo por artigo. porque submetidos a tratamento jurídico distinto. não se tem dúvida. pois o último. se a atividade estatal se situa no âmbito privado. Erradamente atividades públicas são estipendiadas com valor certo. Se a remuneração é pelo uso de um bem público. A dificuldade surge em relação aos serviços. obedece ao regime jurídico privado. o valor do serviço é uma taxa”. cobrado dos usuários e sem respaldo de lei. no direito brasileiro. como se o nomen juris fosse capaz de alterar alguma coisa. porquanto não há. Ensina Hugo de Brito Machado que.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Se a atividade não é pública. inclusive ICMS e ISS Aproxima-se ela e muito se confunde com o preço ou tarifa. Entretanto. temos preço e não taxa. e só ela. taxa de uso. Para tanto. embora estejam regidos por regimes jurídicos absolutamente distintos. de importância fundamental na condução de cada espécie. Trata-se de preço. está no desvio do serviço público. a receita a ela vinculada é um preço. “se a atividade estatal situa-se no terreno próprio e específico do Estado. que estabelece a fronteira entre a taxa e o preço. O maior óbice à fixação de critérios científicos seguros para estabelecer a diferença. o preço. dão ao valor de tais serviços o nome de tarifa. 91 .

anterioridade. Observe-se que o Município de São Paulo criou a Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares . artigo por artigo. em sucessivas leis (13. atividade . . 92 .atividade monopolizada. O STF ainda não se manifestou a respeito.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.699/2003). inclusive ICMS e ISS A taxa é sempre criada por lei e obedece aos princípios constitucionais do sistema tributário. 13.utilização efetiva ou potencial do serviço público. Vejamos: Taxa . . serviços não essenciais.remunera serviços que não têm natureza de públicos. admitem concessão.478/2002. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada a prévia autorização orçamentária. capacidade contributiva. distribuído de acordo com o volume de geração de resíduos de cada munícipe. diferentemente daqueles. JURISPRUDÊNCIA Preços de serviços públicos e taxas não se confundem.pressupõe contratação. porque estas.exercício do poder de polícia. tais como legalidade. Vittorio Casone indica as seguintes diferenças entre as espécies em apreciação.remuneração por serviços públicos essências econômica ou cuja não compete Preço público . cuja base de cálculo é o custo geral do serviço. sujeitase ao preço público. .TRSD. conhecida como “Taxa do Lixo”.522/2003 e 13. em relação a lei que as instituiu (STF Súmula 545). que originariamente à iniciativa privada. não confisco e irretroatividade.

art. em 24. Tributário. Lei 2. “É válida a cobrança da Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários (Lei 7. Constitucional. inclusive ICMS e ISS O STJ editou a Súmula 157 do teor seguinte: “É ilegítima a cobrança de taxa. A Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP). tendo como base a área fiscalizada. não estão sujeitas ao pagamento de Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP) (extinto TFR . destinadas a outro País.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2002). Ofensa ao princípio da legalidade tributária. por faixas de contribuintes” (TRF . CF.Súmula 15). pelo Município. 93 .145. de 1991. com a redação da Lei 8. 150.Súmula 14). artigo por artigo.5ª R.690/88.145. na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial”. concluindo pela inexistência de vulneração ao parágrafo único do art. pela 1ª Seção. não mudou a natureza jurídica do crédito remunerador da atividade estatal especifica. de 1953.05. “É inconstitucional a cobrança da taxa de expediente para emissão de guia de importação (Lei 7. CTN.5ª R.387. art. em razão do poder de polícia desenvolvido quanto à ocupação de imóveis utilizados para comércio ou para prestação de serviços. de 1991.Súmula 220). REsp 261. pela Lei 8. art. art. DJU 07. Aposição da Corte Maior levou ao cancelamento da Súmula.2002 (STJ.Súmula 221).940/89). Nota: O verbete sofreu impugnação no STF que entendeu ser de absoluta pertinência a cobrança. com base em tabela. I. de taxa para preço público. com simples trânsito em porto nacional. somente é devida no destino (extinto TFR . 77 do CTN a referida cobrança. o exercício do poder de polícia administrativa. de 1953. 97. 10 da Lei 2.387. IV. dado que a lei não fixa a base de cálculo e nem a alíquota. As mercadorias oriundas do estrangeiro. 10. referente à mercadoria oriunda do estrangeiro com trânsito em porto nacional e destinada a outro porto nacional. I. Licença ou Guia de Importação ou documento equivalente: a alteração do art. 10)” (TRF . .571/SP.04. Taxa de licenciamento de importação.

20. § 2°. II. j.06. 23. 155. na primeira hipótese. DJU 30. p. RE 188107/SC.939/RS. que justificasse a imposição da taxa em questão.107/SC. O Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante – AFRMM .03. na forma do disposto no art. o acórdão extraordinariamente recorrido negou ter havido efetivo exercício do poder de polícia. 21. ao contribuinte . No caso.05. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. mediante atuação de órgãos administrativos do Município. terceiro gênero tributário.1995. Pleno. com a redação da Lei 8. I.193. efetiva ou potencial. ADCT. Contribuição parafiscal ou especial de intervenção no domínio econômico. do poder de polícia.1995. DJU 30.1997. mas improvido (STF. Irrelevância. As assertivas do acórdão 94 . a jurisprudência do STF firmouse no sentido de que só o exercício efetivo. 1. Poder de polícia.145.é uma contribuição parafiscal ou especial. 25. Tributário Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante . efetiva ou potencial. Recurso extraordinário conhecido (letra b). diante dessa decisão Plenária no RE 188. focalizados no recurso extraordinário. como a de que se trata neste recurso: taxa de localização e funcionamento. RE 165.446).145/1953 e 8. 149). ao contribuinte. 10 da Lei 2. os Estados. art.05. inclusive ICMS e ISS Inconstitucionalidade do art. assim como qualquer prestação de serviços. tributário e administrativo. 4. Fiscalização. Súmula 279. da alegação no sentido de que o Fundo da Marinha Mercante teria sido extinto. distinta do imposto e da taxa (CF. rel. Recurso extraordinário não conhecido (STF. sob o aspecto tributário. da Constituição Federal. Min. é que legitimam a cobrança de taxas. rel. 2 Interpretando essa norma. 145. IX. ou a prestação de serviços. II. artigo por artigo. da Constituição. contribuição de intervenção no domínio econômico. assim como as que a precederam. II. Art. de serviços públicos específicos e divisíveis. de 1991. p.387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005.387. Constitucional. no art.1997. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir taxas. 3. O AFRMM não é incompatível com a norma do art. Taxa de localização e funcionamento. 36. É o que estatui a Constituição Federal. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. A União. pelo Poder Público. Direito constitucional. na segunda hipótese. por órgão administrativo. Nota: A execução das Leis 2. seja na Constituição anterior. pelo Poder público. efetiva ou potencial. de 1953. Min Carlos Velloso. III. 145 e seu inciso II.AFRMM. Carlos Velloso. seja no Código Tributário Nacional. Pleno.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j.

1991.1957. Recurso conhecido e provido (STF. Min. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo. da Lei 6. 38). Taxa de fiscalização de localização e funcionamento. 6. 5.11. 27. j. Sydney Sanches. 156. Constitucional. A denominada taxa de manutenção e limpeza da ‘estação rodoviária’ não é verdadeiramente uma taxa. Luis Gallotti. j. Min. qual seja. as tarifas correspondem a atos do poder executivo (STF. Min. Precedentes.02. de qualquer modo. O Supremo Tribunal Federal tem 95 . Taxas. Lei 11. II. no entendimento deste Relator.1997. rel. 45. Estabelecimento comercial. que não podem ser revistas. A distinção entre taxa e preço público não é matéria de direito local e sim de direito federal. § 4°. Tarifas ou tabelas de preços de serviços públicos explorados diretamente pelo Estado ou mediante concessão. Taxas que. DJU 22. artigo por artigo. 27. incisos I e II. que deu nova redação aos arts. 182.152. O primeiro. Recurso extraordinário da Prefeitura.1996. Imposto sobre a propriedade Predial e Territorial Urbana. Pleno. e 94. rel.11. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU. Tributário. As taxas são tributos estabelecidos por lei.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Taxa. Distinção. Ement. Recurso extraordinário não conhecido (STF. mas preço público.12. rel.. Inconstitucionalidade declarada dos dispositivos sob enfoque. j.08.969/SP. 00308-01/00183). inclusive ICMS e ISS repousaram na interpretação das provas dos autos ou do direito local. ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU. 1ª T. com ofensa ao art. Ilmar Galvão. RE 68690/PR. Município de São Manuel.07.1970).989/66. da Constituição Federal. RMS 4382. incisos I e II. rel. Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos. do Município de São Paulo. por esta Corte. DJU 15. Os demais. em Recurso Extraordinário (Súmulas 279 e 280). 87. Pleno. que limita a faculdade contida no art. 145.1969. Min. conhecido e provido (STF. Tributário. não mensurável. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico.703). p. em razão do valor do imóvel. 7°. 27.05. § 2°. j. Preço público.11. RE 140278/CE. por haverem violado a norma do art. a área do imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público. RE 199. não sendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais.1996. p.1998. § 1°. 12. de 30. DJU 06. Pleno. indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte. Luis Gallotti.

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. Min. Valor venal do imóvel. no modo como disciplinada no município de São Paulo. art. DJU 27. Embargos de divergência acolhidos (STJ. 16. Ilegalidade da cobrança de taxa.03. Tributário. Tributário.. 1ª T. Min. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. Taxa de limpeza urbana. Majoração. caput. Constitucionalidade. p. do CTN.1998.024-04/SP. DJU 02. EREsp 01. Ilmar Galvão. 36. DJU 02.05. 2.12. de 1966. ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’). 1ª T. 1. anualmente renovável. pelo exercício do poder de polícia. Precedentes jurisprudenciais. Escritório de advogado. Lei 6. 1° T. da taxa em referência.522/2003 e 13... Tributário. ademais. 3. pelas Municipalidades. 18. Ilmar Galvão. Taxa de fiscalização de localização e funcionamento. 77. 36).152. rel. pelo exercício do poder de polícia. 77. 19.989.171). na redação dada pela Lei 11.1997.564. Taxas de iluminação e limpeza urbana [acórdão anterior à EC nº 39/2002].478/2002.699/2003]. REsp 000. a respectiva base de cálculo não está vinculada a atuação estatal. j. Decreto do Executivo. Planta de valores genéricos.. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência. p.02. da taxa em referência.980. Min. valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização.1996. j. A majoração da base de cálculo do IPTU 96 . Tributário. quando inexistente a contraprestação de serviços inerentes a essa espécie de tributos. ficando desfigurado o efetivo exercício do poder de polícia. Falta de contraprestação.2000. inclusive ICMS e ISS sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência.2001). RE 198. remunera . Município de Porto Alegre. 28. rel.1997. artigo por artigo. rel.76/PR. Min Ari Pargendler. Milton Pereira.12. Precedentes. e 79. IPTU.02. CTN.além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ .1998. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. RE 276. rel. de 1991. II.outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (‘varrição. 16). lavagem e capinação’. j. pelas Municipalidades. não podendo o contribuinte furtar-se à sua incidência sob alegação de que o ente público não exerce a fiscalização devida. anualmente renovável.1996. Taxa de limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos.904/RS. DJU 23.tudo com afronta aos arts. 1ª S.09. Impossibilidade Ilegalidade. não dispondo sequer de órgão incumbido desse mister. 13. utilização e metragem do imóvel) . A taxa de limpeza urbana. Recurso parcialmente provido (STJ. Ausência de divisibilidade e especificidade. do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13. Base de cálculo.09. j.

EREsp 102. Min.05.522/2003 e 13. e não preço publico. a respectiva base de cálculo não esta vinculada a atuação estatal. no modo como disciplinada no Município de São Paulo.387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. Peçanha Martins. por isso que tem por fato gerador prestação de serviço de caráter genérico.10. Min. Garcia Vieira. 2ª T. DJU 05. Ari Pargendler.1998). 17. indivisível e insuscetível de ser referido a contribuinte certo e determinado. Ilegitimidade de sua cobrança..16.1995. 21. do CTN. diante da decisão Plenária do Colendo STF.06. inclusive ICMS e ISS depende da elaboração de lei.1999. Recurso improvido (STJ. 2ª T. Taxa de incidente sobre guias de importação.12. I – A exação prevista no art. artigo por artigo. rel. A taxa de conservação e limpeza pública não se confunde com a do IPTU. lavagem e capinação’.. a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário. Tributário. Leis 2. II . 23. exceto nos casos de simples atualização monetária. Tributário.1995). o que exceder disso é aumento de carga tributária e só pode resultar de lei. 10 da Lei 2. de 1966. Min. 14. na redação dada pela Lei 11. II. não mensurável. remunera . j. rel. DJU 02. qual seja a facultatividade do seu pagamento. Carlos Velloso. REsp 61294/ES. DJU 30. utilização e metragem do imóvel) . p.145/53. Terminal alfandegário. à vista do art. 77 do CTN.1999). 13.989. valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização. 97 . ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’). rel.1997. 1ª S. DJU 05.404/SP.1998. caput. e 79. j. É taxa..690/89. Taxa de limpeza urbana. por lhe faltar característica essencial deste. Tributário.outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (varrição.tudo com afronta aos arts. 1ª T.além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ . DJU 11.478/2002. Precedentes. ademais. Antônio de Pádua Ribeiro. no RE 188. Estadia e pesagem de veículos de carga.699/2003]. Taxa. j..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel.152. A taxa de limpeza urbana. Nota: A execução das Leis 2.11.145/1953 e 8. inc. de 1991.1997. Fiscalização aduaneira. REsp 220004/RS. Recurso conhecido e provido (STJ. rel.Recurso especial não conhecido (STJ.107/SC. 77. Min. j. REsp 86692/MG. tem a natureza de taxa de prestação de serviços e não de preço público.1999).04. Min. Embargos de divergência acolhidos (STJ.1997. j. 23. Lei 6. inespecífico.09.02.145/53 e 7.05.193. do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13.03.

j. 3ª T.2000). Adoção de base de cálculo própria do ICMS. rel. em vicio de ilegalidade.05. CVM. 77 do CTN. j. 1.A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art. a pretexto de veicular emolumento.940/89. 4°. DJU 13. não significa que estamos diante de tributo. 4.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência..1998. AMS 93. 98 . preço e. 3ª T. A taxa em exame tem base de cálculo diversa da do imposto.01. Administrativo.07. Tributário. por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’. a título de poder de polícia. 03. esta é. 2. 3.. Precedentes.1ª R. 114). É defeso ao município instituir renovação de taxa de licença de localização e funcionamento. I. inciso I. de 09. A portaria. I . Min. 44. 77 do CTN. Apelação e remessa oficial improvidas. REO 93.Recurso improvido (TRF-2ª R. Impossibilidade.03. até por vício de linguagem. Taxa de licença de localização e funcionamento. Incorre. do Presidente do IBAMA. que requer lei em sentido material e formal. j. Alíquota. Lei 7. 1.. Sentença confirmada (TRF . pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza especifica da imposição. não se presta à instituição de tributo.05.02. Assim.05. Taxa de fiscalização. 1ª T. Infringência do princípio consagrado no parágrafo único do art. Não é inconstitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7. como tal. inclusive ICMS e ISS Tributário.. Tributário. Tributário.12.09833-4/BA. Juiz Eustáquio Silveira.Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’.1ª R. que. 04.01. do Presidente do IBAMA.2000. p. rel.1998. 97.314). DJU 13.07. mas pelo critério da compulsoriedade da exigência (Súmula 545 do STF).1998. eis que a proibição do parágrafo único refere-se a capital e não a patrimônio. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria. em face da inexistência da contraprestação de serviços e realização efetiva do poder de polícia (STJ. Violação do art. DJU 06. Taxa ou preço de armazenagem. Humberto Gomes de Barros. Juiz Castro Aguiar. Juiz Olindo Menezes. DJU 29. artigo por artigo.27835-9/BA. 4ª T. 100). na liberação de mercadorias destinadas à exportação. Remessa provida (TRF ... deve ser tratada.1995. 10. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados.940/89. rel. art.1995. II . 17. não ocorrendo violação ao art.. do Código Tributário Nacional). 262). criou taxa em razão dos serviços prestados. rel. da categoria das taxas. REsp 218103/SP. p. a Portaria 028/91N. Taxa instituída pela Portaria 028/91-N. subsumindo-se em norma complementar (CTN.04.1997. tecnicamente. portanto. j. 3. Renovação. do CTN.1991. p. III . 2.0201404-9/RJ. AMS 95.

de há muito sumulou sua jurisprudência. 10.145/53.009/73. Juíza Julieta Lunz. no caso. que de tal figura jurídica se trata. em face do art.1994.Apelação conhecida e provida. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária. 51.708). III . cujas instalações. isto através de tarifas ou preços específicos. AMS 95. como ditado no art. a natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo seu fato gerador. artigo por artigo. rel. revela que se cuida. rel.10.. II. em relação a lei que as instituiu’. p.1995.exigidas compulsoriamente.690/88. Juiz Arnaldo Lima. j. jamais de taxa. Taxa exigida pela CACEX para expedição de guia de importação.02. isto visando afastar qualquer dúvida. 1ª T. de preço público. p. Tributário. II O Eg. Art. AMS 93. que devem ser remunerados pelos serviços que sejam prestados ou postos a disposição de quantos transitam com cargas. Tarifa de armazenagem. E. da Constituição Federal. e têm como base a lei formal e como antecedente fático a fruição do benefício que o recolhimento da tarifa propicia (TRF-2ª R. na redação que lhe deu a Lei 7. 3ª T. STF. a espécie. sendo irrelevante a sua denominação. Não é porque o dispositivo em apreço empregou a expressão ‘taxa’.Diferença entre taxa e preço público.A leitura de tal dispositivo. 20. 145 da Constituição Federal vigente. 15. DJU 02.009/73. bem assim da utilização de equipamentos e serviços do aeroporto. Turma . da Lei 2. 2° e suas alíneas da Lei 6.06. remessa oficial prejudicada. Precedente específico desta Eg. Infra-estrutura aeroportuária do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. a saber: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem.As tarifas aeroportuárias destinam-se ao pagamento pertinente a utilização de aeroportos.0211235-0/RJ. Lei 6.313).18106-0. 11. tudo nos termos do voto condutor (TRF-2ª R. mutatis mutandis. Verbete 545. IV .. e decorrendo de efetiva utilização das áreas assim projetadas e construídas. III . Art. 4° do CTN.009/73. diferentemente daqueles.As entidades que exploram se obrigam a manter em bom estado os aeroportos. I .0206369-0/ES. porque estas.. sendo as taxas-gênero de tributo .1994.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. haja em conta que. intérprete precípuo da CF. DJU 15. projetos e construções são mantidos e operados pela União ou entidade da administração federal indireta.Nos termos do art.AMS 90. j. I Elucidação da conceituação jurídico-legal da tarifa de armazenagem instituída pela Lei 6. 99 .1996.04. IV .09. inclusive ICMS e ISS Tributário.. 145. os preços públicos ou tarifas têm como pressuposto ou antecedente necessário a efetiva utilização do bem público que usufruir. II .

o valor do tributo por ele devido (TRF-4ª R. III . Tributário. inclusive ICMS e ISS Nota: A execução das Leis 2.. 4. 3. 1. Min. 06. AMS 0444230/RS. geralmente são estabelecidas as taxas). Constitucional. Taxa de licença para localização. rel.193). funcionamento e instalação. AC 93. Juíza Lúcia Figueiredo. 16. 2. Tributário. 79. Taxa de verificação anual de funcionamento regular (alvará). 2.1996. 1. 145. DJU 13. Lei 7. DJU 27. diante da decisão Plenária do Colendo STF. rel.940/89. Tributário.09. Trata-se de tributo fixo. Taxa de serviços públicos. p. 73. Carlos Velloso. p.05. DJU 24. 22. j. j. p. p. 100 . A expedição de alvará.08. p. criado sem base de cálculo e sem alíquota (como.1997. 21.03.. É constitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7. DJU 10. rel.1996. o que faz desnecessária a comprovação da efetiva contraprestação do serviço público.. j. foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. no RE 188. 19.1995. 14.1996... rel. 72. I . em que o patrimônio líquido da empresa funciona não como base imponível. rel. II .113. 23. funcionamento e instalação de imóvel onde a Caixa Econômica Federal exerce suas atividades. Sucumbência invertida (TRF-3ª R.1995. 1ª T. REO 0443196/PR.004). DJU 30.03.Apelação e remessa oficial providas. para a localização de quaisquer estabelecimentos.1997. Taxas de iluminação e de limpeza públicas não se enquadram nas taxas contra-prestacionais. Taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários. Juiz Gilson Dipp. Constitucionalidade.268).301). Direito Tributário. 1ª T.1997. Apelo e remessa oficial improvidos (TRF-5ª R.387/1991. Autonomia municipal. legitimamente exercido pelo município. j. Mandado de segurança.10. do CTN. mas como um referencial para se estabelecer a classe do contribuinte. e.668). Art. j.107/SC. 4ª T. alias.08.09.940/89. 2ª T. Remessa ex officio provida (TRF-4ª R. sobre o ordenamento urbano.02... artigo por artigo. 68. Art. Juíza Tânia Terezinha Escobar. corresponde ao controle.1996. juiz Francisco Falcão.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Interesses genéricos e não específicos divisíveis. CF/88.É legítima a instituição e cobrança pelo município de taxa de licença para localização.1997. II e III. II.Regular utilização do poder de polícia garantindo constitucionalmente.08.820/SP.145/1953 e 8. as atividades e os interesses da comunidade.03. por conseguinte.

DJU 26. j. 2ª T. 150. a 20. a cobrança a título de água e esgoto. no inciso I. Já ao tempo da Emenda Constitucional nº 1/69. 24 estabelece a competência concorrente da União. Prestação de serviço por concessionária.536/SC. Constitucional. da espécie taxa. 3. Precedentes. Tributário. não podem ter seus valores fixados por decreto.. sendo aplicável em matéria de decadência o art. Ato normativo. RE-ED 447.208/MG. mas de preço público. de 30 de junho de 1995. julgando a Representação 1. cujo art. 2. Ação direta de inconstitucionalidade da Resolução 7. sob a vigência da Constituição atual (de 1988). Min. Anuidades e multas. 173 do CTN/66. A anuidade exigida pelos conselhos regionais constitui tributo.2005. Conselho Regional de Contabilidade. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não se trata de tributo. Conversão dos embargos em agravo regimental.1996. Não se tem por afastada a liquidez e certeza da certidão de dívida ativa pelo só fato de trazer referência dos valores originais em moeda não mais em curso no País (TRF4ª R.495). p. AC 95.04. I.1990. a exigência ou 101 .. Embargos de declaração opostos à decisão do Relator. rel. aos Estados. no julgamento do RE 116.2005). artigo por artigo. 2ª T. Liquidez e certeza.06.. Inafastabilidade. 2. por não se tratar de crédito de natureza tributária. inclusive ICMS e ISS Execução fiscal. Não provimento deste (STF. Embargos de declaração opostos à decisão singular do Relator.00284/PR.1984). Conversão em agravo regimental.08. o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que ‘as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais’. Serventias judiciais e extrajudiciais.09. sim. 1. taxas. III. 74. II. 19. A multa administrativa. CDA. Orientação que reiterou. Esse entendimento persiste. 153 da Emenda Constitucional nº 1/69). Direito Constitucional e Tributário. veda à União. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j. contados do primeiro exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. DJU 02. ‘mas. rel.094/SP. tem o prazo prescricional de vinte anos para cobrança. 28. Natureza jurídica de preço público. Juiz Edgard Antônio Lippmann Júnior. Carlos Velloso. para legislar sobre custas dos serviços forenses (inciso IV) e cujo art.08.04. 1. 08.10. garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa’ (RTJ 141/430. Custas e emolumentos. que prevê sua ocorrência após cinco anos. Natureza jurídica.1996. sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art. dos Estados e do Distrito Federal. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental. por não serem preços públicos. Taxa de esgoto sanitário. Decadência e prescrição. ao Distrito Federal e aos Municípios. 3. j.

ou são de serviço. taxa. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização.-lei 227/67 .830/80]. 12. resultantes da utilização efetiva ou potencial.02. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (STF. 8°. 236).04. Pleno. 174 do CTN. Requerimento do Ministério Público. 219. II e § 1°. para declaração de inconstitucionalidade da Resolução 07. Preço público.2003. Precedentes. Lei 9. o qual alterou o art. 20 do Dec. Constitucional. do CTN. A sua aplicação há de sofrer os limites impostos pelo art. de serviços públicos específicos e divisíveis.05. rel. Natureza tributária. igualmente.11. art. As taxas decorrem do poder de polícia do Estado. O poder de polícia está conceituado no art. 20. mas preço público decorrente da exploração pelo particular. art.1996. entendeu possível a decretação. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição (CF. DJU 11. mas de aumento do valor de custas judiciais e extrajudiciais. l6. 5. como exigido pela Constituição Federal. 1°. Taxa. 3. Tal conceito abrange não só as custas judiciais. II. 145 admite a cobrança de ‘taxas. Remuneração pela exploração de recursos minerais. IV. 78. ADIn 2586/DF. No caso presente. Serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto. Mas sempre fixadas por lei. em execução fiscal referente a serviço de fornecimento de água. Min. CTN. IX.1996. a majoração de custas judiciais e extrajudiciais resultou de Resolução do Tribunal de Justiça . Min Carlos Velloso. 4. efetiva ou potencial. mas. 20. ex officio. de 14. Pleno. j.2003. e 174. III. Código de Mineração. de um bem da União (CF. 6. Lei 9. Recurso especial. no seu exato sentido jurídico. parágrafo único. Decretação da prescrição intercorrente. do CPC.11.830/80. O art. § 4°.Código de Mineração]: não se tem.314. artigo por artigo. Ação direta julgada procedente. ainda que prestado em caráter particular (art. 2. de 14. no caso. O art. Aqui não se trata de ‘simples correção monetária dos valores anteriormente fixados’. de serviço público.08. ADIn julgada improcedente (STF. não tem prevalência. p. Sydney Sanches.314.e não de lei formal. Interpretação dos arts. as extrajudiciais (emolumentos). II). art. Tributário. art. Decretação da prescrição intercorrente por requerimento do Ministério Público. j. de 30 de junho de 1995. 40 da Lei 6. de serviços públicos específicos e divisíveis. também. rel. inclusive ICMS e ISS aumento de tributo. II do § 3° [rectius art. da LEF [Lei 6. Tributário Taxa Conceito. 145. Repugnam os princípio informadores do nosso 102 . 101).2003). pois estas resultam.. 1. 175 e §§ [rectius: parágrafo único]). nos termos em que foi admitido no ordenamento jurídico. Recurso especial oposto contra acórdão que.2002. sem lei a respeito. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição’. da prescrição intercorrente.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ADIn 1444/PR. DJU 01. I. sem lei que o estabeleça.

1977. 11. pelo que. 4.080/90] (Código Nacional de Saúde) determina: ‘É obrigatória a ligação de toda construção considerada habitável à rede de canalização de esgoto. impondo-se segurança jurídica aos litigantes. serviço público concedido. visando atender necessidades coletivas ou públicas. norma revogada pela Lei 8. deve-se estabilizar o conflito. Adoção da tese. 299.-set. não sendo afetada pela existência da concessão.. ed. in casu. 3. Não há amparo jurídico a tese de que a diferença entre taxa e preço público decorre da natureza da relação estabelecida entre o consumidor ou usuário e a entidade prestadora ou fornecedora do bem ou do serviço. cobrada pelo Poder Público. 492). ‘Se a ordem jurídica obriga a utilização de determinado serviço. Precedentes desta Corte e do colendo STF 5. 11). p. jul. sofra as limitações próprias de tributo’ (Hugo de Brito Machado. 12. Rev. na situação específica examinada. pela via da prescrição. quando há compulsoriedade. O art. se prestasse diretamente o serviço’ (RF. 7. o valor cobrado caracterizar-se-ia como taxa. artigo por artigo. Precedentes das egrégias 1ª e 2ª Turmas desta 103 . 174 do CTN tem natureza de lei complementar. nele não incluídos os do art. então é justo que a remuneração correspondente. de natureza compulsória. Juríd. 10.. Os casos de interrupção do prazo prescricional estão previstos no art. 40).830/80. o valor cobrado é preço público/tarifa. nº 05. 1987. 11 da Lei 2. por ser a relação entre eles de direito público. no sentido de que ‘a natureza jurídica da remuneração decorre da essência da atividade realizadora. Prevalência no ordenamento jurídico das conclusões do X Simpósio Nacional de Direito Tributário. se a entidade que presta o serviço é de direito público. Após o decurso de determinado tempo sem promoção da parte interessada. Regime tributário da venda de água. inclusive ICMS e ISS sistema tributário a prescrição indefinida. Direito municipal brasileiro. O concessionário recebe remuneração da mesma natureza daquela que o poder concedente receberia.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ao contrário. da Procuradoria-Geral da Fazenda Estadual/Minas Gerais. v. p. Os serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto é cobrado do usuário pela entidade fornecedora como sendo taxa. não permitindo o atendimento da respectiva necessidade por outro meio. de que a contribuição pelo fornecimento de água e coleta de esgoto é taxa. cujo afluente [rectius: efluentes] terá destino fixado pela autoridade [sanitária] competente’. sendo o prestador do serviço público pessoa jurídica de direito privado. RT. ano 1987. 9. Atividade pública (serviço) essencial posta à disposição da coletividade para o seu bem-estar e proteção à saúde. 8. 174 do CTN. Tem-se. Há de ser sempre lembrado de que o art. p. 40 da Lei 6.. 6. ‘A remuneração dos serviços de água e esgoto normalmente é feita por taxa. em face da obrigatoriedade da ligação domiciliar à rede pública’ (Helly Lopes Meirelles. Obrigatoriedade do serviço de água e esgoto.312/94 [rectius: de 1954.

145/53 e 7. As taxas não podem ter base de cálculo ou fato gerador idênticos àqueles que correspondam aos impostos (CF. 5. Taxa que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R.522/92. A aplicação do selo de controle do IPI. também. Ausência de identidade de sua base de cálculo com a dos impostos. ao afirmar que essa taxa tem identidade com a base de cálculo do imposto de importação. 13. A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível. inclusive ICMS e ISS Corte Superior. 4. 6ª T. 19.08. Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia.2002. Min. no RE 167. A exação criada pela Lei 2. Ressarcimento de custos..690/88 identifica-se como taxa e não preço público.-lei 1.502/64.09. com a Lei 8. sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Taxa de expediente (Leis 2. de serviço público específico e divisível. § 2°. no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo. rel. face. 178). 1. da ALALC ou ALADI (Súmula 124 do STJ). porque decorre da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal. Taxa de melhoramento dos portos. p. efetiva ou potencial.1999. REO 9601042105/DF. p. j. art. Equivoca-se quem reputa inconstitucional a cobrança da taxa de melhoramento dos portos. REsp 848287/RS.2006.145/53 e modificada pela Lei 7. previsto no art. DJU 14. após a declaração de inconstitucionalidade pelo Eg.2000. José Delgado.03. Precedente do TRF 1ª Região. 1.437/75.. artigo por artigo. Trata104 .690/88) Ilegalidade. 1ª T. inclusive. Importação. 3. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. Juiz França Neto.03.09.052/RJ. rel.07. 77 do CTN. 6. 286). Selos de controle quantitativo. sendo uma obrigação assumida voluntariamente. 21.289). 17.992-1/210. Não violação de acordos internacionais. Juíza Selene Almeida. Dec. p. ou a utilização. Natureza jurídica. 2. Recurso especial não provido (STJ. da CF e o parágrafo único do art. 4ª T. 46 da Lei 4. Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal. Tributário. Tributário. a reiterada doutrina e a jurisprudência dos tribunais superiores que entendem legítima a sua cobrança. STF.2002. j. por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação. § 2°). Receita originária. Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário... representa uma obrigação acessória. 145. j. DJU 17. Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo.. 3. 145. Provimento à remessa necessária (TRF-2ª R. IPI. rel. 2.2006. REO 3. DJU 31.

823-1/DF. artigo por artigo. a pretexto de veicular emolumento. aquela ‘que decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações positivas ou negativas.07. O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações. 793). Tributário.07.2007. ADIn 1. j. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. não caracteriza taxa e nem preço público. 113. não havendo. IPI. Trata-se. Obrigação acessória. Trata-se. 2ª T. pelos contribuintes do IPI. previsto no Dec. Natureza jurídica.002. Taxa de cadastramento. Cadastro técnico federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais.2007). com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R. proveniente de produto fabricado por empresa pública . Ressarcimento de custos.2006. sem que isso venha a desconfigurar sua natureza 2 –‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível. DJU 12. O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI.502/64. Tributário.Casa da Moeda-. na verdade. em vicio de ilegalidade. de obrigação acessória.05. violação a quaisquer princípios tributário.050. Lei 4. de mais um custo. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. ou seja. por ser dele o monopólio na confecção dos selos.71. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto.2006. assim.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. p. ou seja.710/RS.71..03.2006) (TRF-4ª R. Ibama. Juiz Vilson Darós. j.437/75.-lei 1. 1ª Seção. DJU 12.. Incorre. Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira.07.437/75.. de mais um custo. inclusive ICMS e ISS se.000271-0. mas pelo critério da compulsoriedade da 105 . necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos Infringentes 2003. Selos de controle quantitativo.-lei 1..Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle.4ª R. Portaria 37/98. como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público. 1 . TRF . AC 200371120077868/RS. § 2°. EIAC 2003. apenas. criou taxa em razão dos serviços prestados no exercício de poder de polícia. DJU 28.03. a portaria que. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados. Dec. rel. 06. 13. constituindo-se em receita originária da União. Inconstitucionalidade. apenas. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. 1ª Seção. do CTN). nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art. rel. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado.

1ª T. Juiz Marcelo Malucelli.165/2000 aos arts.TCFA. 3. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. 1. A hipótese de incidência do tributo em questão –TCFA .04. p.010. que poderia ocasionar uma possível inconstitucionalidade.000. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha. exige o exercício do poder de polícia em maior ou menor grau (TRF-4ª R. 01..2006.05. afigura-se ilegal a cobrança da taxa de segurança ostensiva contra delitos instituída pelo Município de Criciúma. AC 2004.. DJU 08. 1ª T. Taxa de ocupação. ou a utilização. II. portanto. 19. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental .. Processual civil. art.804/RS. Juiz Vilson Darós. em ausência de contraprestação. uma vez que de prestação de serviços públicos não se trata.2006. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição.040. AC 2003. Competência da 2ª Seção. 2.461/SC..05. efetiva ou potencial. de serviço público específico e divisível. 127 do Dec.. 77 do CTN e 145 da Constituição Federal de 1988. Não há falar.03.71.2006.760/46. As taxas são tributos que têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia. por conseguinte. j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. O nomen iuris atribuído à exação cobrada pelo Estado é questão que não importa para sua classificação como tributo.72. p. Conflito negativo de competência. j.060.2006. Em obediência à Constituição Federal.02. efetiva e potencial.-lei 9. DJU 24.4. fulcro no art.2006. 617). rel.105. 381).04. AMS 1999. Matéria não tributária. A taxa de ocupação é uma receita originária do Estado.. 1ª T. Conhecido o conflito de competência para declarar competente para a matéria a 2ª Seção. 05.121/SC. Nessa esteira. Inexiste ofensa da Lei 10.165/2000.2006.72. 502). Lei 10.174. 145. DJU 03. conferindo-se tratamento diferenciado a quem produz graus de poluição diferentes e. j. cobrada por este em razão do uso por terceiros de seus bens imóveis. artigo por artigo. O faturamento da empresa é utilizado como critério referencial a fim de garantir-se a isonomia. p. Ilegalidade da cobrança. 106 . 145 da CF/88 e 77 e 78 do CTN. inclusive ICMS e ISS exigência (TRF-4ª R. as taxas de serviço instituídas pelos Municípios devem ter como fato gerador o exercício do poder de polícia ou a utilização. conforme inteligência dos arts. rel. Taxa municipal de segurança ostensiva contra delitos. na medida em que não restou comprovado que essa exação serve para retribuir serviço público específico e divisível e nem representa exercício do poder de polícia (TRF-4ª R. de serviços públicos específicos e divisíveis.é o exercício do poder de polícia conferido ao Ibama para controle e fiscalização das atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos naturais.

STF já reconheceu a prescindibilidade da efetiva comprovação da atividade fiscalizadora para a cobrança anual da taxa de localização e 107 . 3. Administrativo.201. inclusive. se subdividindo em um serviço público e outra em razão do exercício do poder de polícia. Apelação improvida (TRF-5ª R... convertida na Lei 9. o disposto no art. Exigibilidade. enquanto aquela é compulsória. Apelação não provida (TRF-3ª R. 3. a qual definiu os elementos essenciais à sua instituição. 197). Tributário.015/99.80. A taxa para uso do fogo não tem a mesma base de cálculo do ITR. Precedentes. 145. j.12. p. direta e especificadamente dirigida ao contribuinte. A competência para instituição de taxas pelo exercício do poder de polícia vem determinada no art.03.960/2000.. Juiz Nery Junior. A principal distinção entre taxa e preço público reside no fato deste ser facultativo. no entanto.247.006. AMS 2001.2005. inclusive ICMS e ISS especificamente a 3ª Turma. Precedente deste eg. Juíza Marga Inge Barth Tessler. O C. afastando-se.500/SP. p. 1. A fiscalização de anúncios se faz necessária para preservar a qualidade do meio ambiente nas cidades e adequar a conduta da pessoa física ou jurídica. que utiliza a propaganda.009/73. Taxa de armazenagem portuária. 1. 77 e 80 do CTN. A taxa é um tributo que tem. Mandado de segurança..10 2004.02. Embargos à execução fiscal.010.000. Honorários advocatícios. Pela análise da Lei 6.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Tarifa.068/AL. uma atividade estatal. 339). Tribunal.990. inciso II. II. DJU 06. DJU 23. O poder público se serve da cobrança por meio de preço ou tarifa pela prestação de um serviço público voluntário. da CF e nos arts. 4ª T.02. p. Corte Especial. 1ª parte. 2. da Carta Magna. 4. 01. rel. rel. 313). 19.2005. Tributário..06. Queima controlada de cana-de-açúcar. Possibilidade. Cobrança pela municipalidade em detrimento da CEF. afigura-se devida a tarifa de armazenagem apenas nos casos de efetiva utilização do serviço portuário.03. 3ª T.2005. Legalidade na cobrança da taxa para uso do fogo. a quem recebeu originariamente por distribuição o agravo de instrumento (TRF-4ª R. Juiz Marcelo Navarro. Legalidade. às disposições legais pertinentes. Natureza jurídica de taxa. j. CC 2005. Este tipo de atividade não se encontra acobertada pelos princípios constitucionais tributários.2004. rel. AC 2000.784/SC. DJU 01. posto que criada pela Medida Provisória 2. 2. é o meio pelo qual se paga por um serviço facultativo. Taxa de fiscalização de anúncio luminosa. artigo por artigo. Trata-se de uma prestação contratual voluntária. j.04. na hipótese de incidência. A remuneração para obtenção da autorização para uso do fogo em queimada controlada tem a natureza jurídica de taxa. 145. 23.2006.

p.03. j. podendo ser instituída por todos os entes federativos.09. j. 330).2002. 17. 204. da incidência do encargo de 20% previsto no Dec. A taxa não pode ter base de cálculo ou fato gerador idênticos aos que correspondam a imposto nem ser calculada em função do capital das empresas.63.08.10. Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça.2001. Diante da não previsão.2001). Min. o STJ tem reconhecido a validade da taxa de localização e funcionamento e da taxa de fiscalização de anúncio. 5. no julgamento do REsp 261.. COMENTÁRIOS Generalidades.04. DJU 02. rel. Min. Fed. DJ 07.05. A taxa é de competência comum ou cumulativa. sumulado sob nº 545: 108 .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2002.2006.2001.. 7.025/69.2002. Precedentes: STJ. 2ª T. 6ª T. j. setença monocrática. da CF/88). 23. 191.04. DJ 02.-lei 1. 15.77. p. e sua renovação anual. j.2001. REsp 2000/0079370-1. Cecília Marcondes. inclusive ICMS e ISS funcionamento pelo Município de São Paulo.239/SP. Art. * Parágrafo único com redação determinada pelo Ato Complementar 34/67. caput.05. na certidão da dívida ativa. De referência à compulsoriedade. rel.[. STJ. Apelação e remessa oficial providas (TRF-3ª R. União. DJU 03. 6. DJ 03.10.001. rel. DJ 14.05. A Súmula 157 do STJ foi cancelada pela C.252-6/SP.571/SP. tenha-se presente o entendimento do STF. rel. 4.12. diante da notoriedade do exercício do poder de polícia pelo aparato administrativo dessa municipalidade (AgRg no RE 222. AC 93.038173-0.11. Desde então. O que caracteriza a espécie tributária é a compulsoriedade.922.2006.. Ellen Gracie. inverto os honorários advocatícios fixados na r. Des. Eliana Calmon.] Parágrafo único. artigo por artigo.2001. generalidade e origem pública. TRF3. 145.. 07. Juíza Consuelo Yoshida. 2ª Seção. j..030. AgRg no REsp 2002. EAC 91.16-6.2002. p. taxa semelhante àquela aqui discutida. inclusive em detrimento da Caixa Econômica Federal. 02. 1ª T. Estados e Municípios (art.

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. A maior das limitações que se impõe à taxa é quanto a seu fato gerador. diferentemente daqueles. progressiva ou regressiva. em relação à lei que as instituiu. temos que a alíquota da taxa pode ser fixa. sendo mais comum a alíquota fixa. diferentemente. terá que pagá-la. manifestada por força de lei e em atividade administrativa plenamente vinculada. ou não. proporcional. tem função extrafiscal (emprego do tributo como instrumento de intervenção pública). Se. De referência ao quantitativo. Exemplo de alíquota progressiva é a da taxa judiciária. inclusive ICMS e ISS Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. se a taxa é manifestação do poder de polícia. tem função fiscal e o valor será uma alíquota proporcional ao serviço. o que se reflete diretamente sobre a alíquota. em que a lei. CF). Neste sentido a Súmula 595 do STF. artigo por artigo. pois não poderá ser tomado como base situação fática que já tenha servido para a incidência dos impostos (§ 2°. a taxa de incêndio. Segundo Aliomar Baleeiro. considera o valor da causa e estabelece faixas de incidência. 145. a taxa existe em razão da prestação de um serviço. por exemplo. Sendo a taxa derivada de uma vontade do Estado. art. utilize. não poderia deixar de ser pública. porque estas. o contribuinte os serviços do Corpo de Bombeiros. ao fixá-la. Genérica é a taxa porque atinge indistintamente todo aquele que a ela estiver vinculado em virtude de algum fato gerador. 109 . são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária. Fato gerador e base de cálculo.

inclusive ICMS e ISS Para cobrar taxa. Na prática. no exercício do poder de polícia e na realização de serviços.940/89”. é o custo do serviço específico. do fato gerador.940/89 instituiu a taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. quando a Lei federal 7. Sobre a base de cálculo incidem as alíquotas. JURISPRUDÊNCIA “É inconstitucional a taxa municipal de conservação de estradas de rodagem cuja base de cálculo seja idêntica à do Imposto Territorial Rural” (STF .Súmula 595). distinguir a base de cálculo de uma taxa e de um imposto. Entendiam não estar presente na atividade dos mercados de títulos e valores mobiliários o exercício do poder de polícia. artigo por artigo. efetiva ou potencialmente. em número. acorreram os contribuintes ao Judiciário. 110 . Assim. questionando a legalidade e a constitucionalidade da lei. O STF dissipou todas as dúvidas ao editar a Súmula 665 do teor seguinte: “É constitucional a Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários instituída pela Lei 7. não é fácil. o poder tributante terá de dispor de um serviço mensurado e individualizado. A preocupação do legislador quanto à exigência final contida no parágrafo em apreciação (não ter a taxa valor econômico em função do capital da empresa) teve em vista não atropelar o Imposto de Renda. o poder público exaure sua atividade dentro de uma previsão fática que se chama fato gerador. utilizável pelo sujeito passivo. muitas vezes. A propósito. A base de cálculo é a expressão. o que se faz imprescindível em razão da restrição contida no CTN.

da Constituição Federal. rel. O primeiro. Ilmar Galvão.1994. Min. Tributário.08.1996. Sua natureza jurídica. não tendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais. Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos. p. Não conhecimento do recurso da Municipalidade. § 1°. 12.145/53. com ofensa ao art.1984. Os demais. do Governo do Estado de São Paulo. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo. Representação julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade do Decreto 16. RE 204. Decreto 16.02. j. Custas e emolumentos judiciais e extrajudiciais. Não sendo as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais preços públicos. Pleno. Pleno. de 26. Taxa de licenciamento de importação. que deu nova redação aos arts. Recurso não conhecido (STF. artigo por artigo.921/90. § 4°.685. do Governo do Estado de São Paulo (STF. § 2°. Inconstitucionalidade dos dispositivos sob enfoque. Representação de inconstitucionalidade. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU. que limita a faculdade contida no art. RP 1094/SP. no entendimento deste Relator. 156. em razão do valor do imóvel. RE 167992/DF. Conhecimento e provimento do recurso da contribuinte (STF. de qualquer modo. 15.888).1981. Pleno. e 94 da Lei 6. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico. Min.1992). Ilmar Galvão. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana.11. 145. em face da norma do art. 10 da Lei 2. 87 e incisos I e II. 153 da Emenda Constitucional 1/69). 182. mas. DJU 10. 7°. 145. garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa. 111 . não podem eles ter seus valores fixados por decreto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. de 26. Tributário. Min. Lei 10. rel. sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art. p/ac. rel.213). 1. DJU 04.989/66.1997.02. Soares Muñoz.1995.02. ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU. p. § 2°.690/88.04. j. ou seja. por haverem violado a norma do art. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao imposto de importação. Moreira Alves. a área de imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público. redação dada pelo art 1º da Lei 7.09.685. taxas. não mensurável indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte. Min. o valor da mercadoria importada.827/SP.1981. da Constituição Federal de 1988. Taxas que. sim. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência. qual seja. do município de São Paulo. II. DJU 25. Art. inclusive ICMS e ISS Município de São Paulo. j. 08.12. rel. 23.

Tributário.1999. impossível o exame da matéria pelo Superior Tribunal de Justiça. com redação dada pela Lei 7.05. em matéria de cunho eminentemente constitucional. Súmula 83 do STJ. Min. O Colendo Supremo Tribunal Federal entendeu. Min. Taxa de expediente. Min.que constitui apenas um dos elementos que integram a base de cálculo do IPTU . da CF (‘As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos’). Legalidade. 04. I.03.09. Legalidade de aumento de Tarifas Portuárias (TAP) por ato ministerial. ao apreciar o RE 232393/SP. Destarte. Carlos Velloso. A taxa de expediente. 1. 77 e 79. Taxas de conservação e limpeza de logradouros públicos. III.253/89). 26. j. Min. Na ocasião. Apreciação incomportável no âmbito do recurso especial.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Milton Luiz Pereira. Município de São Paulo.Súmula 83 . Decisão da matéria pelo Colendo STF. artigo por artigo. arts. Tributário e processual civil. II.. por maioria) .11.não implica identidade com a base de cálculo do IPTU. 2ª T.03. 12.04.2000. Não se conhece de recurso especial quando a decisão atacada basilou-se.801/SP. decidiu que é constitucional a taxa de coleta de lixo domiciliar instituída pelo Município de São Carlos .690/88. DJU 31. 3.827-SP (DJU 25.2000). Importação. inclusive ICMS e ISS Constitucional e tributário. Processual civil. Agravo de instrumento desprovido (STJ. instituída pela Lei 2. afastando-se a alegada ofensa ao art. Min. Agravo regimental provido.05. Inconstitucionalidade. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência. Plenário.145/53. j. Recurso não provido (STJ.1999). rel. de remoção de lixo domiciliar e de iluminação pública.TAP. rel.1999.STJ.08. rel. Base de cálculo. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ . 1ª T. Base de cálculos. Multiplicidade de precedentes.921/90. rel. por possuírem base de cálculo própria do IPTU. José Delgado. CTN. 2. como fundamento central. 1ª T. Taxa de Armazenagem Portuária . é 112 .1999. Preços públicos. que é inconstitucional a cobrança das taxas de conservação e limpeza na forma estabelecida pela Lei Municipal 10. 2..SP (Lei municipal 10. com a revogação da decisão de fls.1999). em sede de recurso especial. por maioria. consoante o entendimento mais moderno desta Corte. entendeu-se que o fato de a alíquota da referida taxa variar em função da metragem da área construída do imóvel . § 2°. Aldir Passarinho Júnior. Agravo regimental desprovido (STJ. REsp 157060/SP. Taxas de conservação e limpeza urbana. O Colendo STF. rel. 18. DJU 27. 98/99. Exações entendidas como inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal.1997. 1. Ag 314761/SP. Ag 121. Lei 10. 145. no julgamento do RE 204. 3.921/90. Tributário. j. DJU 10.. Ilmar Galvão.

até por vício de linguagem. sabendo-se que o art.07. Assim. REsp 205. 2ª T. Constitucionalidade.835) e.1995.940/89. deve ser tratada. Juiz Castro Aguiar. tecnicamente. j. preço e.06. Comissão de Valores Mobiliários. para que se pudesse dissentir dessa orientação seria necessário o reexame de 113 . 145.1999. Localização e Funcionamento . REsp 166. 03.1999). eis que possui base de cálculo própria do imposto de importação. 4°. 1ª T. j. pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza específica da imposição. 3.. Alíquota. Taxa de Fiscalização.TFA. do Código Tributário Nacional). Violação de lei federal não configurada. Min. I . 2. Garcia Vieira. Taxa de fiscalização. Processual civil. nesta superior instância.TFA e da Taxa de Fiscalização. p. Taxa ou preço de armazenagem.05.A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art. inciso I. Agravo regimental no agravo de instrumento.020. Tributário. da Constituição..12.05. rel. Constitucionalidade. § 2°. por entender que são exigidas com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal. como tal. Município de Belo Horizonte.1404-9/RJ.. 145. o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo das referidas taxas com a do IPTU. rel. DJU 01. art. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria. AMS 95. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. da Constituição do Brasil.314). Precedente STF.940. III . Localização e Funcionamento . por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’. Recurso provido (STJ.. inclusive ICMS e ISS flagrantemente inconstitucional. Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7. Administrativo.2000.685/ES. Reexame de fatos e provas. Min. 16. Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da Taxa de Fiscalização de Anúncios . descabe a alegação de contrariedade à lei tributária nacional. II — Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’. rel. Recurso especial. Lei 7. DJU 13. Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança das taxas em questão. não significa que estamos diante de tributo. Francisco Peçanha Martins. Taxa de Fiscalização de Anúncios . Recurso não conhecido (STJ.Recurso improvido (TRF-2ª R.1995. 1. situação que não viola a vedação prevista no disposto no art. 20. DJU 01. que instituiu a taxa de fiscalização da CVM (RE 177. 3ª T. Alegada ofensa ao art. Tributário.570/PE. artigo por artigo.07. § 2°. 44. 77 e parágrafo único CTN repete preceito constitucional (CF. da categoria das taxas.1989.TFLF.TFLF.2000). 145. §§ 1° e 2°). ambas do Município de Belo Horizonte. j.08. de 20. Efetivo exercício do poder de polícia. ainda.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Firmou-se. esta é.

33). 2ª T. Falta de prequestionamento do disposto no inciso II do mesmo art. Análise do recurso quanto ao art. Base de cálculo.938/2003. Taxa de incêndio Estado de Minas Gerais. j. Min.10. Min.que é o valor do imóvel (CTN. 2ª T.. 145.049/MG. Recurso ordinário em manado de segurança. rel. DJU 19. mesmo não tendo se referido expressamente ao art. É esse o entendimento aplicado também pelo STJ. e RMS 21. 144 da Constituição Estadual. DJ 03. rel. 4. art. Eros Grau. 83). 1. Juiz Teori Albino Zavascki. ROMS 21. j.02. Taxa de limpeza pública. j. 1ª Turma. Lei 6.08. circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula nº 279 do STF.2007.08. contudo.2003. Taxa de incêndio.12. O Supremo Tribunal Federal.03.393 (Sessão de 12. Constitucionalidade.2006.150/MG.032/MG. João Otávio de Noronha. p. II da CF/88 114 . 2. DJU 27. Coincidência com a do IPTU.2007.2007. 2ª T. Recurso ordinário desprovido (STJ. com redação da Lei 14. DJ 09. A corte de origem deliberou sobre a correspondência entre as bases de calculo do IPTU e da taxa de limpeza pública. Precedentes: RMS 23.280/MG.2006.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2ª T.12. 13. A posição adotada pelo Tribunal a quo. encontra-se coerente com o decidido pelo Plenário desta Corte. 1ª T. Art. por entender que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e a sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto. Min. que. 392). considerou constitucional a cobrança de taxa de incêndio. João Otávio de Noronha. 145. inclusive ICMS e ISS fatos e provas.. Tributário. Controvérsia referente á especificidade e divisibilidade da taxa de limpeza pública não dirimida pelo Tribunal a quo. Tributário. RE-AgR 346695/MG. no julgamento do RE 206777/SP. 3. Min.763/75.a metragem da área construída do imóvel . DJU 01. Análise da norma pelo Tribunal de Justiça o Estado de Minas Gerais em ação direta de inconstitucionalidade transitada em julgado.. § 2°. Súmulas STF nº 282 e 356. DJ 21. Município de Belo Horizonte. 145 da Constituição Federal.1999) fixou entendimento no sentido de que ‘o fato de um dos elementos utilizados na fixação da base de cálculo do IPTU .. Ellen Gracie. 07. AIAgR 618. 98). Agravo regimental a que se nega provimento (STF. p. Questão devidamente prequestionada. Impossibilidade de apreciação de tese em tomo do art. José Delgado. Min. 02. no julgamento do RE 232. rel.607/MG.12. 2. p. RMS 21.09.04.2007.2003.. 1. da Constituição Federal.2006. 145 da Constituição. Agravo regimental improvido (STF. artigo por artigo. ser tomado em linha de conta na determinação da alíquota da taxa de coleta de lixo. não quer dizer que teria essa taxa base de cálculo igual à do IPTU’.

038/2003. p. João Otávio de Noronha.2006. rel. Precedentes. Processual civil e tributário. Taxa de conservação de estradas de rodagem. Vide. artigo por artigo. Tributário. 77. O ITR tem como fator gerador a propriedade rural e como base de cálculo o valor da terra nua. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.145/53 e 7. Fato gerador e base de cálculo. da CF.2005. 10 da Lei 2. com redação dada pela Lei 14. 78 e 79 do CTN. b. 321). porque decore da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal. 144 da Constituição Estadual. 105 da Constituição Federal para resolver conflito entre lei local e lei federal [de acordo com a redação do art.11. 1. também. Resolução 11/2005 do Senado Federal] identifica-se como taxa e não preço público. 2ª T. ROMS 22. enquanto a Taxa de Construção. Não cabe ao Superior de Justiça intervir em matéria de competência do STF.2005. inclusive ICMS e ISS e dos arts.02. Segunda Turma) (STJ. j. foi considerada legítima pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais na ADIn 1.12. Min. 4. rel..522/1992.0000. A Lei 6. João Otávio de Noronha. DJU 09. Min. 2ª T.145/53 e modificada pela Lei 7. 77 do CTN. Cabe recurso especial fundado na alínea b do inciso III do art. com redação dada pela Lei 14. III. sob pena de violar a rígida distribuição de competência recursal disposta na Lei Maior.2006. Eliana Calmon.763/75. A exação criada pela Lei 2. Taxa 115 . j.690/88). tampouco para prequestionar questão constitucional. p. Confronto entre lei municipal e federal. 2. ao criar a taxa de incêndio.145 foi extinta pela Lei 8. Ausência de identidade com o ITR.05. descabe o reexame da matéria nessa oportunidade.280/MG. 03. 21.802/SP.04. Considerando que ocorreu o trânsito em julgado desse acórdão..404860-1/000. 2. que a declaração de constitucionalidade produz efeitos erga omnes e que nesse julgamento foi analisada a questão em torno do art. o que afasta a possibilidade de identificação com o imposto e a eventual ofensa ao art.763/75. Recurso especial não conhecido (STJ. 232). 2. 3. 1. DJU 06. Importação. REsp 179. 1. Ilegalidade. Taxa de expediente (Leis 2. Cabimento do recurso especial pela alínea b.632/MG. 105.690/88 [taxa prevista no art. Recurso especial. Conservação e Melhoramentos de Estradas de Rodagem tem como fato gerador a prestação de serviços de conservação e como base de cálculo o custo do serviço dividido entre os proprietários de imóvel rural segundo fórmula adotada por pontos de utilização dos serviços. Matéria constitucional. anterior à EC nº 45/2004]. É legítima a taxa de incêndio instituída pela Lei estadual 6. Min.938/2003. visto que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e que sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto’ (RMS 21.049/MG e 21.

156. 4ª T. Precedente do TRF 1ª Região. inclusive ICMS e ISS que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art. afastada a sua anulação neste ângulo. Contaminado pela prescrição. rel. do Eg.992-1/210.2105/DF. Sucumbência recíproca. para interrupção do prazo prescricional: portanto. cumprindo destacar que. STF. nos presentes autos. Conforme se extrai a partir da r. Remessa oficial improvida (TRF . Juíza Selen Almeida. a prescrição.09. artigo por artigo. 174 do CTN. com a Lei 8.03. Prescrição parcial ocorrida.1999. 3. com a cobrança de específicos meses colhidos pela prescrição). em 01.12. qual seja. da CF e o parágrafo único do art. configurado o alegado evento prescricional. p.522/92.4. 21.. do art. 178). 5. não procedeu o contribuinte/recorrido ao devido recolhimento do mesmo. ao verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. uma das causas de extinção do crédito tributário. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá.01.2000 (fato incontroverso). sentença. Equivocada se tem revelado certa forma de contagem fazendária: a partir do fato e formalizado o crédito. qual seja. encontra-se parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação. contados da data de sua formalização definitiva. Entende a Eg. dali por diante passa a fluir o prazo de sua cobrança. do CTN. após a declaração de inconstitucionalidade pelo eg. 3. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. § 2°.04. de cunho prescricional. Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo. em relação ao ano de 1995. 77 do CTN. Constituem os débitos atos distintos identificáveis e autônomos. Taxas de conservação e taxas de limpeza pública devidas. j. através de mero cálculo aritmético. no RE 167..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Parcial procedência aos embargos. 6. Coincidência com a base de cálculo do IPTU. Verificada. DJU 17. segundo a qual suficiente a propositura da ação. nos termos 116 . ajuizado o executivo em pauta em 18. 2. 7. Execução fiscal.1ª R. 6. como se denotará. Operou-se a prescrição em relação a alguns dos débitos exeqüendos (taxa de licença e taxa de limpeza referentes ao ano de 1995). Embargos à execução fiscal.1995.2000. 3ª Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. com observância do estabelecido pelo art. após a formalização do crédito tributário em questão. REO 96. STJ.01. Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal. Inocorrência. 5. 4. elencada no inciso V. Tributário. 1. primeira figura. Município de São Paulo X União. de rigor a extinção do débito prescrito da forma como operada. 145. 5 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento.

no tocante ao tema aqui em mérito. a declaração de nulidade da ação de execução fiscal. 10. amiúde praticada. artigo por artigo. 77. reformando-se em parte a r. conservação e limpeza pública. consoante parágrafo único do art. CTN. ônus cabalmente seu. a propósito. portanto. Precedentes. de fato. neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. 9. No que tange às taxas de conservação e de limpeza pública. da União. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. para julgar parcialmente procedentes os embargos. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. e do art. inclusive ICMS e ISS da jurisprudência que. sendo capital repisar-se tanto se tributa. tanto quanto se sujeitando a União ao 117 . ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. Não se ressentem referidas taxas. tão-somente reconhecendo-se a ocorrência da prescrição parcial. Pertinente e adequada a ponderação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. não ensejando. avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo poder público. vencimento de 1996/1998. A divisibilidade se coloca também límpida. fato incontroverso. pelo serviço efetivamente prestado. inafastada a presunção de certeza da CDA em questão. Impõe-se o parcial provimento ao apelo da Municipalidade envolvida. 12. antes enfocados. firmados através do inciso II do art. 16. imediato. que contam com aqueles referidos serviços. sem óbice substancial pela parte contribuinte. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor residual do débito executado. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da União. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. do descumprimento nem ao requisito da especificidade. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. adota-se. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. CF. 145. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. CTN. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. Apesar de reconhecida a prescrição em relação aos débitos supra citados. 11. Também inocorre á propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: como destacado pela Municipalidade envolvida. 14. nem ao da indivisibilidade. sentença. 17. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. A natureza da atividade estatal envolvida se põe límpida. 204. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referidos serviços. 13. a título de taxa. 8. reconhecendo-se a legitimidade da cobrança das taxas de conservação e de limpeza pública. 15. específicos. vez que dotado de valores autônomos. de molde a permitir exigência da exação em pauta.

01.430/96. Possibilidade. I . ou seja. 10 da Lei 2. da Constituição Federal. 1° da Lei 7.O prazo disposto no art. com redação dada pelo art.145/53. modificado pela MP 66/2002. Inconstitucionalidade. uma vez que o contribuinte não precisa esperar o esgotamento do qüinqüênio previsto no § 4° do art.2007.992-1/PR) e do C. haja vista a identidade de sua base de cálculo com aquela vigente para o imposto de importação. Art. em favor do Município implicado. 16. DJU 23. no caso. 77 do CTN. STF (RE 167. In casu. 145. 18./88 até fev./91 a dez. artigo por artigo.833/2003. deve ser utilizada exclusivamente a taxa SELIC.A partir de janeiro de 1996.032515-7. Precedentes do STF e do STJ. e art.2005. inclusive ICMS e ISS pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. 3ª T. Tributário. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso./91. a partir de jan. entretanto. 3ª Turma: AC 97. devidas ao Fisco. Atualmente. DJU 17.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Precedente da E. II . não mais exige o prévio requerimento do contribuinte e a autorização da Secretaria da Receita Federal para a realização da compensação em relação a quaisquer tributos e contribuições. AC 993. p. administrativa ou judicialmente.11./90 a fev. Juiz Silva Neto.03. o art. Portanto. 25.954/SP. Precedentes do E.145/53. os seguintes índices: a) BTN a partir de dez.10. de mesma espécie e destinação. concedido à Fazenda Pública para homologar a conduta do contribuinte ou lançar de ofício a eventual diferença apurada.É inconstitucional a taxa instituída pelo art.. em flagrante discrepância com o previsto no art. j. mesmo no caso de tributo lançado por homologação.690/88. e d) UFIR. j. a compensação devia ser efetuada somente entre contribuições e tributos da mesma espécie e destinação. Carlos Muta. e pela Lei 10. uma vez que se trata de direito superveniente. não configurada a decadência do direito de pleitear a compensação dos pagamentos efetuados em período superior ao qüinqüênio contado retroativamente da propositura da ação.637/2002. I. 559). na redação que lhe foi atribuída pelo art. convertida na Lei 10./91. 168. STJ. CTN.. b) IPC de mar. III . II e § 2°. Parcial provimento ao apelo (TRF-3ª R. 74 da Lei 9.2006. Des. utilizando-se.690/88. a taxa de emissão de guias de importação somente pode ser compensada com outras taxas./92. V ./90. não pode ser aplicado no caso em pauta.11. c) INPC de mar. Taxa para expedição de guia de importação. rel. 1° da Lei 7.383/91 e 9. rel. Fed.250/95. 150 do CTN. 10 da Lei 2. Compensação. que representa a taxa de inflação do período considerado acrescida de juros 118 .2005.Na vigência das Leis 8. o que. o direito de compensar o tributo indevidamente recolhido. conta-se a partir deste recolhimento. quando o contribuinte recolhe o tributo sem o prévio exame da autoridade fiscal. IV . para postular.A correção monetária deve ser calculada desde a data do recolhimento indevido.

08. 7° e 97.392/AM. artigo por artigo.. 61. pelo serviço de carga e descarga. embora a arrecadação e a fiscalização sejam a ela delegadas.244/67. do CTN. Ofensa ao art. As remunerações estabelecidas pelas Portarias editadas pela Suframa (171/83. § 2°.2006.04. em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação.000. Desembaraço aduaneiro. está em confronto com o princípio da legalidade tributária.10. AC 370. Administrativo. 309/95.250/95 [artigo revogado pela Lei 9. armazenamento ou estocagem. Remuneração pela anuência aos pedidos de guias de importação.. j. Identidade de base de cálculo. 145. das taxas por utilização de instalações e equipamentos da Suframa. AC 2001. Suframa. 1° da Lei 7.2006. Delegação do poder de tributar. DJU 17. Constitucional. 1. prestação de serviço de carga e descarga. rel.532/1997]. Taxa de licenciamento de importação. 4.-lei 288/67 e do Dec. 3ª T. tida por interposta. 77. § 2°. j. e art. Apelação e remessa oficial. art. ‘O Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento de que. 6. 7. nos termos do § 4°. Prescrição. Impossibilidade. 05. parágrafo único. da tipicidade e com a regra do art. e do art. armazenamento ou estocagem. 5.113. Juíza Cecília Marcondes. indubitavelmente.2006. com a redação conferida pelo art.690/88. p. da CF. 39. 197/96. Somente a União pode por lei. Juíza Maria do Carmo Cardoso. Tributário e processual civil. art. Correção monetária. Tese dos cinco mais cinco. bem como a utilização de suas instalações e equipamentos. Vedada a identidade de base de cálculo entre taxa e imposto. Lei 2. 305/95. p. Natureza jurídica de taxa. 150. Fixação por portaria. têm natureza de taxa e não de preço público.145/53. o prazo prescricional para efetivar-se a 119 .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 145. do Estatuto Constitucional. 566). 118). Tabela da justiça federal. Tributário. 3. Não é concebível que essas taxas sejam instituídas por portarias. da Lei 9. 1. DJU 23. 06. À Suframa foi conferido o poder de polícia para expedição de guias de importação. da CF. do CTN. VII . mantendo-se os juros de mora fixados na sentença. 024/99).. a que se dá parcial provimento (TRF-1ª R. 97 do CTN. nos termos do Dec. Prescrição. Arts. 10..Apelação da União Federal desprovida. Princípio da legalidade. fixar as referidas taxas cobradas pela Suframa. do CTN.11.307/SP rel. Controle de internamentos na Zona Franca de Manaus. 145. 2. pelos índices adotados na Tabela da Justiça Federal. A correção monetária a ser adotada na restituição dos valores recolhidos indevidamente deverá ser feita. nos termos do art. § 2°. Violação aos arts. parágrafo único. inclusive ICMS e ISS reais. da CF.Apelação da autora e remessa oficial parcialmente providas (TRF-3ª R. 77. a partir do recolhimento indevido. Taxa Selic. VI .2006.32. 8ª T. A fixação por portarias.

por sua inconstitucionalidade. cuja eficácia foi suspensa. Lei 9. 2. uma vez que. cobrada em razão da emissão de licença ou guia de importação (Lei 2. porque indevidas desde a sua instituição. a prescrição. Tributário. 10. 6. 7. que trazia a TFA (Taxa de Fiscalização Ambiental). inclusive ICMS e ISS compensação via ação judicial. A taxa Selic deve ser aplicada como índice de correção monetária a partir de 1° . II. tampouco com juros moratórios. são de um por cento ao mês. Superior Tribunal de Justiça. Improvimento ao apelo da União. 11. na repetição do indébito tributário. com a redação dada pelo art. j.165/2000 criou a TCFA (Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental). 3.TCFA. na ADIn 2. é desta que se inicia o termo a quo do lapso prescricional para o ajuizamento da ação correspondente. O STF.938/81.145/65. Lei complementar. competências e instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente. 145.250/95).178-8. em um primeiro momento. acrescidos de mais cinco anos contados daquela data em que se deu a homologação tácita. que se assenta na capacidade econômica do contribuinte. 1° da Lei 7. O fato gerador da TCFA é o serviço prestado de exercício de poder de polícia. não pode ser estabelecida com referência às parcelas recolhidas.. Os efeitos decorrentes da suspensão de eficácia de dispositivo legal não prejudicam os efeitos ex tunc que resultam do reconhecimento.960/2000. AC 1998. É assentado o entendimento no STF que basta a manutenção. alterando a redação da Lei 6. Base de cálculo.2003. DJU 11. Imposto. não acumulável com nenhum outro índice no mesmo período. incidenter tantum. abarcando muito mais atividades do que apenas a fiscalização in locu dos estabelecimentos submetidos à tributação. de declaração da inconstitucionalidade da lei instituidora do tributo. por sua natureza jurídica de tributo vinculado. Lei 10. é de cinco anos. A Lei 10. art. 5.837/DF. A cobrança da taxa pelo exercício do poder de polícia não se confunde com a taxa decorrente da prestação de serviço público. Tratando-se. tornando-se inexigíveis (REsp 191484/RS)’. examinando a legislação de regência da taxa de licenciamento de importação. 4ª T. Precedentes do Eg.165/2000. rel. não pode ter base de cálculo própria de imposto.960/2000.109. representado nas metas. do Estatuto Constitucional.34. 4. Mandado de segurança.2003. artigo por artigo. Juiz Hilton Queiroz.000. pelo sujeito ativo. entretanto.518 120 .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . neste caso. considerou-a inconstitucional. Poder de polícia. de inconstitucionalidade. Os juros de mora. foi editada para substituir a Lei 9. por violação do art.1996 (Lei 9.01. de órgão de controle em funcionamento (RE 116. § 2°. III.03. I. p 81).04. lnocorrência. Ofensa ao princípio da isonomia e igualdade tributária. A taxa.690/88). Provimento parcial ao recurso adesivo da autora (TRF-1ª R. contados da ocorrência do fato gerador. 8. cautelarmente..

rel.2006. 151). O cálculo do valor da TCFA não apresenta qualquer ofensa ao principio da isonomia tributária.06.TFA afronta o princípio da isonomia. instituiu tratamento igual a sujeitos passivos.835-1/PE). 3ª T.2005. p. rel. Arts. 15.07. Precedente do E. o requisito constitutivo formal de lei complementar. uma vez que efetuado com base em dois critérios conjugados: o grau de poluição da atividade exercida e o capital social da empresa. A taxa de ocupação é uma retribuição anual de índole contratual. bem como ao art.08. inclusive ICMS e ISS e RE 230. III. II. Ocorrência. 154. pode-se dizer que é um preço público. a TCFA não exige. STF (RE 177.816/SP. Questão de ordem. através de lei complementar. Taxa de Ocupação de Terreno de Marinha. pois. Precedente do Supremo Tribunal Federal. II. Juiz Nery Junior.627/SP. disfarçadamente. só poderia ter sido criada dentro da competência residual da União. como tal.. A TFA não tem como fato gerador qualquer atividade estatal relacionada à impetrante e. Tendo em vista ser devido pelo administrado que ocupa bem do Estado.. da Constituição Federal. Ofensa ao princípio da legalidade e isonomia. A Taxa de Fiscalização Ambiental . I. Tendo a natureza jurídica de taxa. não de uma taxa. I. I. artigo por artigo. 77 do CTN. IV Remessa oficial não provida (TRF-3ª R. da Constituição Federal. bastando a lei ordinária.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 150. 3. DJU 13. mas não é tributo. AG 244.2005. Taxa de Fiscalização Ambiental . para a respectiva instituição. sim. j. VII.960/2000. j. Juiz Nery Junior. Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R. Conflito que se suscita perante o Plenário do Tribunal para firmar a Seção Competente. VI. insculpido no art. Mandado de segurança. que se encontram muitas vezes em situações econômicas distintas. Natureza tributária inexistente. 1. utilize base de cálculo de imposto. e 145. Constitucional. mas também incide o tributo em função do porte da pessoa jurídica e sua atividade-fim. p. V. à atividade por ela exercida. Não se admite que a TCFA. editada pelo ente político incumbido de executar o poder de polícia a que se refere a cobrança. na forma do art. Não há infringência aos arts. o que dirá se a exação é ou não tributo será o regime legal que a instituiu e a mantém. Tributário.2006.TFA. DJU 23. Lei 9. A mencionada taxa possui natureza jurídica de imposto e. Não importa o nomen iuris destinado a esta ou aquela exação cobrada pelo Estado. de competência legislativa da União Federal. 154. A ‘taxa’ 121 . REOMS 242.973). 631). que leva a uma distinção dentro dos limites da razoabilidade e da proporcionalidade.. que no caso é o Ibama. ao estipular valores uniformes por categorias de contribuintes. § 2°. porquanto a taxa não é instituída considerando-se somente o capital da empresa. 2. IV. 31. da CF/88.. 145 da Constituição Federal e 77 do CTN. 3ª T.05.

anualmente atualizado) e alíquotas variáveis (incisos I e II [do art.-lei 2..06. Precedentes do STF. 9.2001. pois não albergada na previsão contida no art. Seguindo a trilogia do CTN. Constitucional e tributário.040. também pode-se dizer com segurança que de contribuição de melhoria não se trata. efetiva ou potencial. sendo que.398/87). Igualmente não se trata de imposto. geralmente criado sem base de cálculo e sem alíquota. Considerando que os juizes componentes da 1ª e 2ª Seção desta Corte já declinaram a competência. porquanto não se está oferecendo aos administrados em geral (princípio da generalidade).101. também não se configuraria como serviço público. ao exercício da liberdade e da propriedade do administrado). Município de Salvador. rel. torna-se imperioso. 122 . j. DJU 06. A Taxa de Serviços Urbanos refere-se ao valor venal do imóvel. 1. artigo por artigo. 5. II.266). 149 da Constituição Federal. existe base de cálculo (valor do domínio pleno do terreno. 4. 1. de serviço específico e divisível. nos termos do art..62/SC. A ocupação de bem de uso dominical pelo administrado (que se aproxima de um contrato de locação ou de uma enfiteuse) não é uma utilidade ou comodidade fruível pelo administrado que diga respeito a necessidades ou comodidades básicas da sociedade. uma vez que não está em jogo obra pública. 6. 1°] do Dec. Juíza Tânia Terezinha Cardoso e Escobar. em que o seu valor é estabelecido de forma compatível com o custo da atividade estatal a qual está vinculada. 4°. A ‘taxa de ocupação’ evidentemente não se caracteriza como contribuição social. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. d.2001.03. Também não se trata de utilização. submeter a divergência ao Plenário do Tribunal para que reste fixada a competência para a apreciação da matéria (TRF-4ª R. A taxa é tributo fixo. é remuneração pelo uso da coisa. QUOREO 1999. que prevê três subespécies de contribuições no supra transcrito dispositivo: (a) as sociais (aí incluídas as destinadas ao custeio da Seguridade Social).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Ilegitimidade da cobrança.162. porquanto trata-se de uma contraprestação do administrado para que utilize bem do Estado. 7. porquanto não se apresenta como fato gerador signo presuntivo de riqueza (o princípio informador dos impostos é a capacidade contributiva). (b) as de intervenção no domínio econômico e [c] as de interesses das categorias profissionais. inclusive ICMS e ISS em questão não tem como fato gerador o exercício regular do poder de polícia (entendido como o condicionamento. 2ª T. pena de restar desvirtuada a sua natureza jurídica de taxa. a limitação. do Regimento Interno. Ademais. e sim como contraprestação à ocupação de terrena da União. fazendo-se um raciocínio por exclusão. Taxa de Serviços Urbanos. a taxa de ocupação é devida como retribuição pelo uso de bem público. devido a um acordo entre União e o ocupante. 22. Apelação não provida. 8. p. no caso.

2004.003. de limpeza pública. 145. de serviços públicos específicos e divisíveis. Parcial procedência dos embargos. 2. Acolhida argüição de inconstitucionalidade.12. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição. Neste sentido. sabendo-se que o art. pois o valor da execução é de R$ 2. inclusive ICMS e ISS semelhantemente à base de cálculo do IPTU. de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios.2006. Constitucionalidade. Prescrição parcial consumada. Juiz Ricardo Regueira. firmados através do inciso II do art. 1. Juiz Luciano Tolentino Amaral. I . de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas. repete preceito constitucional (art. de limpeza pública. p. AC 2000. 145. do CTN. Legitimidade da cobrança dos juros. Feito suspenso. da CF. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. II e § 2°.487/RJ. Entendendo a E. e do art.2006. p. que fazem referência às taxas pela razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. violando o art. Taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários (Lei 7.940/89). Não conhecimento da remessa oficial. §§ 1° e 2°). 475 do CPC.. da multa e da correção monetária. pelo Município que nada tem de divisibilidade e de especificidade. em 11. Município de Araçatuba X ECT. Sucumbência recíproca. 16. conservação e urbanização de logradouros públicos. características inerentes às taxas. Taxa de Iluminação Pública indevida. Tributário. Embargos à execução fiscal.113. 1ª T.09. Legitimidade da cobrança. fere o art. avulta em destaque a 123 . aos Estados.09. de conservação de pavimentação.07. 4. 2. de vigilância pública predial. Execução fiscal. 7ª T. j.. II . 146). 352 do RITRF-1).22.88/BA.2003. A TSU possui natureza de imposto e não de taxa.09. 77. Inexistência de afronta ao art. parágrafo único. AC 134. de fato. 77. CF. para publicação do acórdão (TRF-1ª R. rel. DJU 13. artigo por artigo. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.descabe a alegação de contrariedade a lei tributária. 150 da CF posto que é vedado à União. 54). Precedentes desta Corte e do STF 3. O fato gerador da TSU é a prestação dos serviços de pavimentação. CTN. Peças liberadas pelo relator. Taxas de remoção de lixo comercial. 145. No que tange às taxas de remoção de lixo comercial.. III – Recurso provido (TRF-2ª R. DJU 29.940/89. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art. 77 do CTN.. Remessa dos autos à Corte Especial para apreciação (art. Tributário. 11. j. efetiva ou potencial. e.003.Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7.330. ao Distrito Federal e aos Municípios instituir impostos sobre patrimônio.A taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários tem base de cálculo diversa da do imposto e não é calculada em função do capital da empresa. assim se procede.2006. excluindo-se o reexame necessário. renda ou serviços uns dos outros.

segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. de molde a impedir exigência de taxa. 77. Ante a devolutividade do apelo. encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Contaminado pela prescrição. com observância do estabelecido pelo art. neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. como se denotará. que lhe reconheceu ilegitimidade. 512. todos do CPC. nem ao da indivisibilidade. consoante arts. A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida. e do art.1995 a 124 . 515. 4. guarda harmonia a r. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. claramente. 10. que contam com aquele referido serviço. com o Excelso Pretório que. Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10. Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP). 11. antes enfocados. caput e § 3°. sendo capital repisar-se tanto se tributa. qual seja. CTN. 3. CF. de fato. artigo por artigo. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. 13. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. 12. No âmbito dos requisitos para as taxas em geral. ainda que não conhecidos. ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. vigilância pública predial e prevenção a incêndio. Pertinente e adequada a ponderação. e 516. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte. firmados através do inciso II do art. 8. 6. vetou o uso daquele tributo para tal fim. Constatada será a ocorrência da prescrição. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público. inclusive ICMS e ISS divisibilidade de ditos serviços. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. contados da data de sua formalização definitiva. por meio da Súmula 670. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço. conservação da pavimentação. 14. imediato. sentença. 9. Inconstitucional dita exação. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. A divisibilidade se coloca também límpida.01. da ECT. remoção de lixo comercial. 174 do CTN. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos. ônus cabalmente seu. amiúde praticada. 5. a título de taxa. pois exatamente esta calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. avulta em destaque a indivisibilidade de dito serviço. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. 145. limpeza de vias públicas. 7. imediato. de molde a permitir sua exigência. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. pelo serviço efetivamente prestado.

156. em direta consonância com o inciso V. CTN. 19. deva recair sobre o débito. da moeda nacional . 21. 25. realmente. amiúde construída. a corresponder. Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa. 20. porém que brota da incursão por ato ilícito. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. do CTN. a cifra maior. identificáveis e autônomos. a prescrição. e à luz evidentemente de lei a respeito. Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR. 16. anos posteriores. assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária.12. para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28. Verificada. A respeito de constituírem os débitos atos distintos. originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente. 97. quando do sentenciamento dos embargos. instituto inerente ao crédito tributário. vez que estes os incidentes no caso vertente.1995 até 10. uma das causas de extinção do crédito tributário. em sua superioridade em si . de rigor a extinção dos débitos prescritos. do art.1996.1995 a 10.12.2000. nos presentes autos. STJ. contudo incidente com referência às taxas retratadas. 15.da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico. vez que indevida sua cobrança. inclusive ICMS e ISS 10. conforme entendimento desta Colenda Terceira Turma. denomina a tanto de remissão. segundo a qual suficiente a propositura da ação. histórica.09.de tal sorte que sua incidência. artigo por artigo. 23. CTN. Tão assim acertado o entendimento que a Administração.12. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10. quando pratica a dispensa de correção monetária. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN). a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP. qual seja. Reflete a multa moratória acessório sancionatório.1995 a 10.07.01.07.1995 e de 10. como se dá com o não pagamento tributário. do art.1995 a 10. para dele fazer parte integrante.1995 e de 10. 24.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1995. Vencidas as dívidas em 10. Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária.1996. 22. uma vez que regida pela LEF dita nuança. em essência adere a correção monetária.límpida e lícita. cumpre-se 125 . figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária . 17. consoante art. decorrência . Afigura-se coerente venha dado valor.01. recaem sobre o crédito tributário. Coerente a compreensão. 161. em dados momentos. do E. Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo. sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos. à dívida em sua junção de principal com atualização. segundo a qual os juros. elencada no inciso V. a cujo principal.09.12. exatamente por motivo inverso.esta fruto da inerente desvalorização. primeira figura. 18. como se extrai.

. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. de limpeza pública.C. 27.A. Portarias interministeriais. julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF. em favor do Município implicado. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados. Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo. na forma retro fixada. AC 1079.2007. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP.12. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. Constitucionalidade.N. 26. inclusive ICMS e ISS destacar que. a propósito.2007. Exigência legítima. 28. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10 % sobre a diferença excluída em prol da ECT. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. Recepção pela CF/88. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. vez que dotado de valores autônomos. por inconstitucional). Juiz Silva Neto. de vigilância e quanto à taxa de prevenção contra incêndios. 3ª T. adota-se. rel. Inviolabilidade do princípio da legalidade e da indelegabilidade. 1.B.S. DJU 11. 99/127) interposta pela parte Impetrante . a atingir vencimentos ocorridos de 10. Trata-se de apelação cível em mandado de segurança (fls. contra sentença do douto juiz de origem. específicos. j.1995 até 10. de conservação de pavimentação.3ª R.02. em favor do Município implicado. visando a declaração 126 .899/81. Constitucional e tributário. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. 28.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.04. nos termos da jurisprudência que. para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata.. p. Dr.1995.. impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r. artigo por artigo. mercadoria importada. F. sentença. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido.831/SP.. bem como verificando-se legítima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial. Decreto-lei 1. através de mero cálculo aritmético. Taxa de classificação de produtos vegetais. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. bem como ante a ocorrência da prescrição parcial. 401).01. Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial.

137.Órgão julgador: Sexta Turma . não havendo ofensa ao art. 145. 14) subsumem-se nos mencionados tipos legais. 145. da referida Lei e Decreto 82.899/813 [rectius: Dec. 77. paga em razão do serviço prestado de classificação vegetal. As portarias editadas observaram os 127 . e a quantidade de produto fiscalizado influi diretamente na mensuração do serviço. § 2°. O art.110/78. 77 do CTN). bem como aos arts.Fonte: DJU . pois.Taxa de Classificação de Produtos Vegetais.972/2000] instituiu a classificação dos produtos vegetais de valor econômico destinados à comercialização interna.2003 .Órgão julgador: Quarta Turma-Fonte: DJ .-lei 1. mantendo a obrigatoriedade da classificação vegetal. 6. 82. I. TRF da 2ª Região . 5. 3. da Carta Constitucional (Precedente TRF 5ª Região . no exercício do poder de polícia. 3. I e II.664/2000] estenderam a obrigatoriedade da referida classificação aos estabelecimentos que beneficiem ou industrializem produtos vegetais. 4. artigo por artigo. O art. A taxa de classificação de produtos vegetais.305/75 [revogada pela Lei 9. instituída para fazer face às despesas de fiscalização de produtos vegetais importados do estrangeiro. inclusive ICMS e ISS de inconstitucionalidade e de ilegalidade da Taxa de Classificação de Vegetais (instituída pelo Dec.P.04. todos da CF/88.899/81 (art.-lei 1.899/81). por suposta contrariedade aos arts. acarretando a incidência da TCPV . da CF/88. Não se trata. § 2°.UF: ES . 2. I.110/781 [rectius: Dec. 7°. que autorizou a redução do valor legal fixado por ato administrativo. As atividades elencadas no estatuto social da apelante. sobre o milho em grão importado pela apelante. A base de cálculo da taxa. de base de cálculo de imposto. Inviolabilidade do art.-lei 1. .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. sucedida pela C. base de cálculo semelhante a de imposto. 8°). todos do CTN. 150.2003). 7°.Data: 22. bem como de seus derivados é sucedâneos (fls. da Lei 6.10. dentre elas a industrialização de cereais e de sementes oleagionosas. 145. pois a atividade do Estado. cobrada pela Impetrada . 1°. II e § 2°. A Lei 9.899/81]. também. no Decreto-lei 1.972/20002 [rectius: Lei 9. consiste em fiscalizar a qualidade do produto vegetal. revogado pelo Dec.C.972/2000] deu novo tratamento à matéria. 97. editada com base e no Dec. expressa por tonelada ou fração da mercadoria.AMS – 15159 .Data: 10. decorre do poder de polícia da administração e da utilização efetiva pelo contribuinte de serviço público específico e divisível (art.fls. e 48. para efeito de liberação do produto vegetal importado. na hipótese. não tendo. portanto.AMS -UF: PB .Relator(a): Desembargador Federal Napoleão Maia Filho. Inviolabilidade ao princípio da legalidade tributária na fixação do valor da taxa de classificação de produtos vegetais por portaria interministerial. desvinculada de qualquer atividade estatal específica em relação ao contribuinte. guarda a necessária relação com a atividade estatal prestada no exercício do poder de polícia. A referida taxa tem previsão legal.

UF: ES . I. Art.899/81 trata-se de delegação da capacidade tributária ativa. da Constituição Federal. j. DJU 12.Relator(a): Desembargador Federal Nereu Santos. consagrado no art.09. traz limite explícito para a instituição ou aumento de tributos. federal Castro Meira.2004..55770 Órgão julgador: Terceira Turma .Data: 22. rel. 113). 15 [rectius: inciso I]. Sentença mantida (TRF-5ª R. Precedentes do TRF da 4ª Região . regula a prática de ato ou abstenção de fato. Considera-se poder de polícia a atividade da administração pública que. à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos.Fonte: DJU . 20.AMS – 15159 .Relator(a): Juiz Alcides Vettorazzi). à higiene. visando a proteção do contribuinte. AMS 30. 680 .AMS – 73749 . em razão de interesse público concernente à segurança. artigo por artigo. pois que a delegação prevista no art.Órgão Julgador: Sexta Turma .. 128 . TRF 2ª R. não incluída a competência legislativa (Precedentes: TRF 5ª Região.. II e III. aos costumes. à ordem. 48.10.784. ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. O princípio da legalidade tributária.775/RJ. com observância do processo legal e. 8° do Decreto-lei 1. Parágrafo único. interesse ou liberdade. limitando ou disciplinando direito. Des. Apelação Cível 149. do CTN (Precedentes: TRF 5ª Região .Segunda Turma . 8.048/ PE. 150. Apelação interposta pela Impetrante improvida. 3ª T. 7. 976 [rectius: art.Data: 27. AMS 82.2001. 17 [rectius: inciso I]. Inocorrência de violação ao art.DJU : 09.05. Juiz Hélio Sílvio Ourem Campos. 78 do CTN. 150.. DJU 15. Não há violação aos arts. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável.Fonte: DJ .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2003.2003 .09.2002). da CF/88 e ao art. p. e não para a sua redução.AMS . 78. da CF/88 e art. rel.2004. 5ª T. inclusive ICMS e ISS termos da autorização legal. à disciplina da produção e do mercado.06. 97]. DJ 17. * Artigo com redação determinada pelo Ato Complementar 31/66.03.10.2002 p. TRF da 2ª Região .

tão bem sistematizados nos compêndios de direito administrativo. sem abuso ou desvio de poder. Por exemplo. surgindo hipóteses em que se apresenta a exação com nítido caráter extrafiscal. 129 . em qualquer hipótese. porquanto esta específica atividade estatal pode ensejar o surgimento de um custo adicional. Atualmente.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a taxa é de conteúdo fiscal quando decorre da prática de um serviço. via pagamento da taxa. em verdade. mas extrafiscal quando decorre do exercício do poder de polícia. que mereçam a proteção pública. custo este suportado pelos cidadãos. porque sob a égide de uma sociedade que está a exigir a cada dia maior segurança. é dizer que nem sempre a taxa tem conteúdo fiscal. Como bem identifica Aliomar Baleeiro. significa limitação ao exercício de direitos. é possível fazê-lo tendo a taxa como suporte. adverte o festejado jurista. A expressão “poder de polícia” não traduz bem o que seja esta atividade estatal que. não mais se conceitua o poder de polícia como discricionário. COMENTÁRIOS Conceito. inclusive segurança advinda do próprio Estado. a referência à lei é imprescindível. artigo por artigo. O que é imprescindível. Entendo que melhor do que tecer comentários ao poder de polícia. mas o CTN não se negou a também conceituar. é o nítido caráter de contraprestação. O direito administrativo fornece o conceito jurídico. inclusive ICMS e ISS tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária. quando se almeja proteger direitos individuais e coletivos.

a competência do Poder Legislativo. rel.823-1/DF. aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos impugnados. instituiu taxa para registro de pessoas físicas e jurídicas no Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. A parte final do parágrafo em apreciação contém a advertência de que a discricionariedade do exercício do poder de polícia não significa abuso ou desvio de poder. e estabeleceu sanções para a hipótese de inobservância de requisitos impostos aos contribuintes. Os princípios da legalidade e do devido processo legal. Art. 8°. embora com maior liberdade do agir.960. I. não fica a autoridade desvinculada dos princípios que disciplinam os atos administrativos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.823-1/DF.1997.1998. 145. invadindo. dentre outros. IV. assim. III.01. repudiou a intervenção do Ibama no exercício da fiscalização de atividade de sua competência. DJU 16. do Ibama.1998. criando a taxa de fiscalização ambiental (TFA). Pleno. b.09. ADIn 1.04. e 150. j. 154. não podem ser olvidados pelo administrador no exercício do poder de polícia. p. Por isto é que o STF. Cautelar deferida (STF.10.938/81. 167. com ofensa ao princípio da legalidade estrita que disciplina não apenas o direito de exigir tributo. criando multa sem respaldo legal. Alegada incompatibilidade com os arts. de 28. em prestígio a uma infinidade de decisões dos Tribunais Regionais. 30. 5°. sem lei que a autorizasse. Dispositivos 130 .2000. mas também o direito de punir. Ação direta de inconstitucionalidade. inclusive ICMS e ISS Daí a pertinência e atualidade do comando inserto no parágrafo único do artigo comentado. 9°. Normas por meio das quais a autarquia. II. Min. de 25. e l4 da Portaria 113. artigo por artigo. Ilmar Galvão. 8° da Lei 9. 6). porquanto. Plausibilidade dos fundamentos do pedido. como claro ficou na ementa do ADIn 1. JURISPRUDÊNCIA Ação direta de inconstitucionalidade Arts. que introduziu novos artigos na Lei 6. 10. 13. da Constituição Federal. § 1°.

1ª T. Estado de Minas Gerais. j. Súmula 279 do STF. Ilmar Galvão. a forfait. 21.03. Lei 7. Taxa para localização e funcionamento. caput. em recurso extraordinário. como fato gerador.178. RE 239. e § 2°. 145.2000). e não nos anos que se seguem. Exação fiscal que serve de contrapartida ao exercício do poder de polícia. Instalação de agência da CEF. da Carta Magna.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Taxa florestal. e 152. possuindo base de cálculo distinta da de outros impostos.12. Tributário. aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos instituidores da TFA. Materialização. ainda. no caso. Legitimidade. Pleno.2000. E. no exercício do poder de polícia. Tributário e administrativo. em face da necessidade de reexame de prova. 29. Garcia Vieira. 07. 5°. na dispensa do mesmo tratamento tributário a contribuintes de expressão econômica extremamente variada. Poder de polícia. consistente. valores uniformes por classe de contribuintes.2000.04. j. como previsto no art. Alegada ofensa aos arts. inclusive ICMS e ISS insuscetíveis de instituir. rel. 150. Só há contraprestação do serviço e materialização do poder de polícia quando da obtenção da licença para localização e funcionamento no território do Município. validamente. artigo por artigo.02.704/SC. mas a atividade por esses exercida. Ilmar Galvão. Plausibilidade da tese da inconstitucionalidade. previsto para as indústrias que comprovarem a realização de reflorestamento proporcional ao seu consumo de carvão vegetal. DJU 12. tendo-se limitado a estipular. II. Min. DJU 28. diante do incentivo fiscal. em forma de redução do tributo. e como contribuintes pessoas físicas ou jurídicas que exercem atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. Medida cautelar deferida (STF. j. II. o novel tributo.2000). não o serviço prestado ou posto à disposição do contribuinte. Min.05. na ocasião da licença de localização e funcionamento.. por razões óbvias. qual seja o custo estimado do serviço de fiscalização. Poder de polícia.. por haverem definido. I e IV. MC 1.03.2000). todos da Constituição Federal. em razão do poder de polícia exercido pelo 131 . com flagrante desobediência ao princípio da isonomia.1999. Taxa de licença para localização e funcionamento. Recurso não conhecido (STF. 1ª T. DJU 28. Tributário. ADIn 2. pelo Município.163/77.397/MG. rel. Cautelar procedente (STJ. pelo ente público. não especificadas em lei. rel. 145. cujos elementos básicos se encontram definidos em lei. por não haver indicado as respectivas alíquotas ou o critério a ser utilizado para o cálculo do valor devido. Descabimento da alegação de ofensa ao princípio da isonomia. Min. É legítima a cobrança de taxa. Efeito confiscatório insuscetível de ser apreciado pelo STF.

Tributário.2001). j. com o objetivo de evitar 132 . Agravo regimental no agravo de instrumento.1999). padece de fomento jurídico. rel. Franciuili Netto. incidindo. DJU 04. em parte.142/RS. j.641/89.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.06.024/SP. Cobrança obrigatória a título de ‘tarifa’. DJU 04. Min. 2ª T. Cobrança anual pelo Município de Sorocaba. Reexame de fatos e provas. Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da taxa de fiscalização de anúncios. uma vez que alega vulnerado dispositivo da Carta Política.. Com arrimo em remansosa jurisprudência. A perpetuação da cobrança do tributo carece dos requisitos necessários à imposição da taxa de fiscalização. Tributário.03.641/89. 2ª T. 1. em decorrência da renovação anual. É taxa e não preço público a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário. instituída pela Lei 5.08. Tributário e administrativo. A irresignação referente ao ISS. Taxa de licença para publicidade. Taxa de fiscalização de anúncios. 2ª T. a Súmula 284 da Corte Máxima. Nulidade do acórdão. Min. Francisco Peçanha Martins. instalação e funcionamento. Efetivo exercício do poder de polícia. rel. por entender que é exigida com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal no controle da exploração e da utilização da publicidade na paisagem urbana. Peçanha Martins. não foram impugnadas as normas federais de modo a permitir a exata compreensão do inconformismo.. a efetiva contraprestação especifica. 3. instalação e funcionamento.11. Ilegalidade. Constitucionalidade. taxa de fiscalização.04.2001. 10. Recurso não conhecido (STJ. j. também. Precedentes jurisprudenciais. REsp l47510/SP. Município de Belo Horizonte. Se assim não fosse. Lei 5. prevalece a mesma interpretação adotada para afastar a incidência da taxa de fiscalização. cuja competência recursal é do Excelso Supremo Tribunal Federal.. uma vez que não está materializado o poder de polícia e. ao dispor que: ‘É ilegítima a cobrança de taxa. Min. por conseguinte. 01. artigo por artigo. na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial’. Recurso especial conhecido e provido. No que concerne à taxa de licença para publicidade. Estadia e pesagem de veículo. 08. Recurso especial não conhecido (STJ. 1. rel. inclusive ICMS e ISS Município. pelo Município. instalação e funcionamento. Inocorrência.09.2000). Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. do Município de Belo Horizonte. Entidade bancária.2000. Utilização de terminal alfandegário. REsp 147. este sodalício houve por bem sedimentar a matéria por meio da Súmula 157. Rejeitadas as preliminares de nulidade do acórdão. ISS. DJU 12.1998. 2. REsp 212. Decisão unânime (STJ.

O número de empregados não pode servir de base de cálculo da taxa municipal de licença para funcionamento. DJU 09. 20. j. da CF). inclusive ICMS e ISS prejuízos à estética da cidade e à segurança dos munícipes. 216. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. 145. visando apenas suspender eficácia de norma até discussão definitiva de mérito. Município de Belo Horizonte. Eros Grau. DJU 19. 3.904 (Min. p.2006. 23.12. circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula 279 do STF. 1.11. 7ª T. § 2°. 1ª T . a teor dos arts. Ilmar Galvão). 2.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.814/MG.2005. localização e funcionamento.. Ilmar Galvão) e 198. Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança da taxa de fiscalização de anúncios. A cobrança pela inscrição e renovação de cadastro de poluidores potenciais insere-se na competência fiscalizatória do Ibama sobre o meio ambiente e assim constitui exercício 133 . AI-AgR 527. j. A concessão de liminar em ADIn pelo C. Número de empregados. 2ª T. p. Processo civil. rel. Juiz Antônio Ezequiel da Silva.2005. Sepúlveda Pertence). Tributário. o exercício do poder de polícia. 276. no caso. 2.80/GO. Firmou-se. artigo por artigo. a base de cálculo da taxa deve vincular-se ao fato gerador do tributo. para que se pudesse dissentir dessa orientação.001. Min. Alegada ofensa ao inciso II e ao § 2° do art. 98). 1 Cabível a instituição de taxa para licença de funcionamento pelo Município com base no exercício do poder de polícia. 3. Tributário. AC 1997.149. ainda.08. DJU 04. Município de Goiânia. Embargos à execução fiscal.2006. Ilegitimidade. situação que não viola a vedação prevista no disposto no art.2006.503/MG. p. (art. Celso de Melo).316 (Min. 63).08. Entretanto. rel. Taxa de licença para funcionamento de estabelecimento comercial e industrial. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência da taxa em referência.350. seria necessário o reexame dos fatos e das provas da causa.. Base imponível. Ilmar Galvão). 77 e 78 do CTN. Portaria 113/97-Ibama. o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo da referida taxa com a do IPTU. Taxa de fiscalização. 4 Apelação e remessa não providas (TRF-1ª R. da Constituição do Brasil. 145 do Magno Texto. Precedentes: RE 258.2006.478 (Min. 145. STF. não causa perda de objeto de ação de conhecimento que visa a nulidade de cobrança baseada na mesma norma. Taxa Princípio da legalidade. 9). AI-AgR 581 . 13.207 (Min. Nego provimento (STF.06. cobrada como contrapartida pelo exercício do poder de polícia. Carlos Britto. Min. Perda de objeto.254 (Min. 220. rel. por não mensurar o custo da atividade estatal Precedentes do STF e desta Turma. j. II. 2.12.

Juíza Maria do Carmo Cardoso. artigo por artigo. Não conhecimento. Tributário.12. CEF. 1.2005. Súmula 545/STF: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. Precedentes. II).009. Apelação e remessa improvidas (TRF-1ª R. Precedentes. rel.12. Deve-se obstar a ação estatal alusiva às cobranças decorrente do poder fiscalizador. porque estas. entre a constituição definitiva do crédito tributário e a citação do executado. 2ª T. j. p. sequer mediante delegação. O princípio da legalidade no campo tributário exige que apenas a lei crie tributos.. Constitucional. 15.11. 158). Embargos à execução fiscal. Não tendo decorrido o prazo de cinco anos. Taxa.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 4. sob pena de violação aos princípios fundamentais de contenção do poder de tributar. DJU 16. quando o valor da dívida executada e embargada. 3.59/DF. rel.773/RJ. Inconstitucionalidade. Cobrança pela Municipalidade. Direito processual civil. do que determina a Constituição da República (art. AC 324. verificável pelo inequívoco exercício de poder de polícia. b da Lei 5.2005. Atividade administrativa. em relação aos desdobramentos promovidos. p. Inocorrência. do art. sem que haja lei especifica. Prescrição. em relação à lei que as instituiu’. de 26.02. inclusive ICMS e ISS de poder de polícia. 3.12.. DJU 15. 475. Metrologia. Fiscalização. cobrar dos postos de gasolina (apelados) a verba pecuniária decorrente das aferições realizadas nas bombas de combustível. diferentemente daqueles. pois que a referida atividade destoa. não excede a 60 salários mínimos: aplicabilidade do § 2°. 11.966/73 mencione preço público. Compulsoriedade.2001. é legítima e independe de comprovação 134 . Caracterização. Não se conhece da remessa oficial. Cobrança. Inmetro. As cobranças pelas aferições são legítimas. Poder de polícia.995. Tributário. j. introduzido pela Lei 10. 7°. a partir do exercício de 2000. Ilegalidade. Remessa oficial. Taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio.352.933/99 (TRF-2ª R.2004. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à previa autorização orçamentária. O exercício efetivo de poder de polícia só pode ser custeado por taxa. em virtude de a matéria ter sido disciplinada na Lei 9. 166). Juiz Paulo Espírito Santo.2005. não se pode cogitar de prescrição. 5. sendo esta a natureza da cobrança instituída pela Portaria 113/97Ibama. A cobrança anual da taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio. do Código de Processo Civil. AC 1999.010. como no caso. Legitimidade. a natureza da verba pecuniária configura-se como taxa. Não pode o Inmetro. 2. pelo que não tem nenhuma validade a Portaria 113/97-Ibama neste ponto... Embora o art. ante a compulsoriedade de que se reveste a aludida atividade administrativa fiscalizatória. espécie de tributo. Postos de combustíveis. 37 c/c 145. 8ª T.

17-D. tão-somente. não impede a cobrança da referida taxa. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental .938/81]). de determinar a redução das atividades geradoras de poluição (art. DJU 17. rel.165/2000. base de cálculo e alíquota.01. 4. artigo por artigo. de 135 .618/SP. além de conferir ao referido órgão (Ibama) a competência administrativa exclusiva para licenciar as atividades e obras com significativo impacto ambiental. tendo em vista que o poder de polícia alcança tanto os atos preparatórios como os de continuidade do exercício.165/2000. Precedentes (TRF-3ª R.165/2000 definiu o fato gerador (art. da regular definição. Constitucionalidade. 2 . econômico e social. a União instituiu uma taxa de polícia. conferindo ao Ibama (sujeito ativo da exação) a competência administrativa para previamente licenciar a construção. o sujeito passivo (art. 17-B).O atuar do Ibama consiste no desempenho efetivo das atividades de fiscalização e licenciamento de estabelecimentos e atividades potencialmente poluidoras. bem como os capazes.2003. de sua competência tributária.TCFA. j. pequena ou grande).No caso em tela. com seu potencial de poluição e com o grau de utilização de recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização (art.165/2000 que instituiu de modo válido a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . Exigibilidade.. sujeitos. de qualquer prerrogativa especial. de causar degradação ambiental (art. 4 – Havendo a competência administrativa cujo desempenho caracterize o exercício do poder de polícia. § 2° [da Lei 6. a instituição válida de uma taxa de polícia correspondente depende. 10. § 3° [da Lei 6. § 4° [da Lei 6.960/2000. 10. porque pública ou vinculada à Administração Indireta da União. Lei 10.938/81]). 5. 10. não gozando a empresa. inclusive ICMS e ISS do efetivo exercício do poder de polícia. 6 . 10. de âmbito nacional ou regional (art. 3 . §§ 1° e 2°). A alegação de que a CEF exerce atividade de interesse público. 586). a instalação. 17-D). pelo Município.938/81]) ou de homologar os licenciamentos de competência dos órgãos estaduais do Sisnama (art. 04.2007. caput [da lei 6.06. foi editada a Lei 10.Para sanar os vícios de que padecia a Lei 9.938/81]). para efeito de elidir o exercício regular. deu ao órgão destinatário da exação uma série de competências relativas ao poder de polícia correspondente à referida taxa.TCFA..É inequívoco que a Lei 10. AC 533. 3ª T.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. sob qualquer forma. antes de criar uma taxa de polícia. Juiz Nery Junior. 17-C) e os valores (art. a ampliação e o funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais considerados efetiva e potencialmente poluidores. Tributário.Não ha violação aos princípios constitucionais da legalidade (e tipicidade) ou da isonomia tributárias. A Lei 10. 5 . p. dos elementos da exação: fato gerador. por lei. estes estabelecidos de acordo com o porte da empresa (micro. 1 .

de mais um custo. aquela que ‘decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações.Apelação improvida (TRF-3ª R. sem que isso venha a desconfigurar sua natureza.165/2000 dos critérios de classificação da Lei 9.. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado.Sendo o valor da taxa determinado em função do porte da empresa..‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível.71. 1ª Seção. AC 200371120077868/RS.2006. 293). 8 . 13. eis que não se pode negar que a magnitude de cada um desses aspectos interfere diretamente na complexidade do exercício da atividade de polícia. AMS 273300/SP. 1 . 113. Obrigação acessória. inclusive ICMS e ISS modo a caracterizar uma ação concreta e especifica da Administração. rel.271-0.03.07.03.. j. DJU 30. previsto no Decretolei 1.437/75. nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art. 136 .502/64. Trata-se.. Lei 4. 7 . do CTN. 4ª T. 2 . rende ensejo à cobrança de taxa de polícia. de obrigação acessória. IPI.000.841/99 [revogada pela LC 123/2006]. 77. Tributário. do potencial poluidor da atividade e do grau de utilização dos recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização. 2ª T. artigo por artigo. tem-se como adequado o critério de valoração. O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações. Selos de controle quantitativo. parágrafo único.. Natureza jurídica. não havendo. DJU 28. rel.2007). necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos infringentes 2003. Juiz Djalma Gomes. § 2° do CTN).2006. cuja atividade administrativa. Decreto-lei 1. pelos contribuintes do IPI. positivas ou negativas.Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle. Ressarcimento de custos. na verdade. que demanda a realização de diligências e outras atividades concretas para conceder o licenciamento ou manter a licença concedida. ou seja. não houve determinação do valor da taxa a partir do capital da empresa. Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira. j.2007. e utilizando-se a Lei 10.05. 9 .Não procede o argumento de ofensa ao disposto no art. Trata-se. violação a quaisquer princípios tributários.437/75. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. pois ao estabelecer como um dos critérios quantificadores da taxa o porte do sujeito passivo (micro. como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público.05.2006) (TRF-4ª R. p. DJU 12. 10. assim. pequena empresa ou empresa de grande porte). dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. TRF-4ª R.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.08. apenas.

Receita originária. Ibama. proveniente de produto fabricado por empresa pública . com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Aferição de bombas de combustível. p.500. Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia. II. sendo uma obrigação assumida voluntariamente. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.437/75. j.07.10/RS.027.2006.07. Juiz Vilson Darós.2006.. apenas. Cobrança de preço público. Ressarcimento de custos.502/64. j. 24.050.615/2000. rel. 137 . Tratase. Art. ou a utilização. DJU 19. Inmetro. em obediência ao princípio da reserva legal. artigo por artigo.315/RS. DJU 12.04. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI. 46 da Lei 4. Natureza jurídica. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. rel.2006. representa uma obrigação acessória. A cobrança efetuada pelo Inmetro em razão da aferição de bombas de combustível constitui taxa. Lei 10. Decreto-lei 1. 3ª T. levandose em consideração a natureza compulsória e coercitiva que decorre do exercício do poder de polícia. inclusive ICMS e ISS Embargos à execução fiscal. 145. As inscrições em dívida ativa têm origem no crédito constituído pela cobrança de preço público por prestação de serviço de aferição de bombas de combustível no estabelecimento da embargante.TCFA. A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível.933/99 é que foi instituída a taxa de serviços metrológicos. 1ª Seção.Casa da Moeda -. de mais um custo.710. 06. Somente com a edição da Lei 9.. de serviço público específico e divisível. IPI. revelando-se legítima a sua cobrança a partir do exercício 2000. CF. previsto no art.025. 1. Efetiva atuação poder de polícia. no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo. ou seja. de modo que o referido tributo somente podendo [rectius: pode] ser instituído ou majorado mediante lei. 793).07.931/81. Lei 6.71. Tributário e constitucional.092). dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. p. Juíza Vânia Hack de Almeida. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. Base de cálculo própria de imposto e progressividade fiscal. constituindo-se em receita originária da União. efetiva ou potencial. Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário. razão pela qual não merece acolhida a pretensão do recorrente (TRF-4ª R. EIAC 2003..2006. Selos de controle quantitativo. AC 2002. não caracteriza taxa e nem preço público. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto. A aplicação do selo de controle do IPI.

735/89 exerce a atividade fiscalizatória e de controle de aplicação de critérios.. trazendo todos os elementos caracterizadores do tributo. DJU 15. Juiz Francisco Wildo. instituiu a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . Efetiva atuação do poder de polícia pelo Ibama por meio de fiscalização realizada através de: a) visitas de fiscais aos estabelecimentos dos agentes poluidores ou utilizadores de recursos naturais. da CF.01. fluviais ou aéreas. Precedentes. II. da CF. 77 consideram-se: I . em rondas terrestres. o qual apresenta sua configuração no desempenho da função fiscalizadora para averiguar se as atividades e obras causadoras de significativo impacto ambiental estão sendo desenvolvidas nos termos em que foram autorizadas. II..TCFA. 145. criada pela Lei 7. 145. c) na análise de imagens de satélite. Os serviços públicos a que se refere o art. artigo por artigo. introduzindo dispositivos à Lei 6.615/2000. quando.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. A Lei 10. Art.960/2000). inclusive ICMS e ISS Inexistência.utilizados pelo contribuinte: a) efetivamente.2006. marítimas. sejam postos à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento. Apelação improvida (TRF-5ª R. 138 . quando por ele usufruídos a qualquer título. 1ª T. normas e padrões de qualidade ambiental.165/2000 ao instituir a TCFA delimitou. p 860). AMS 92646/PE. j. rel. o que se apresenta por demais acertado. 79. restando. sem ingresso de fiscais no estabelecimento fiscalizado.2006. consistente na vistoria à distância. sendo de utilização compulsória.931/81. pois esta autarquia. 12. d) no acompanhamento de dados estatísticos regionalizado sobre poluição e utilização de recursos naturais. nitidamente. uma vez que a Lei 10. o que torna insubsistente a alegação do apelante de ausência efetiva de fiscalização e de violação ao preceito constitucional do art. através do prévio licenciamento concedido pelo referido órgão. a atuação do poder de polícia conferido ao Ibama. b) pelo monitoramento remoto de atividades.02. Inexistência de contrariedade ao art. e) na apreciação dos relatórios de apresentação obrigatória. b) potencialmente. em consonância com a política nacional. sanando os vícios de constitucionalidade da legislação anterior (Lei 9. A hipótese de incidência da indigitada exação é o exercício do poder de polícia outorgado legalmente ao Ibama.

a partir do STF. ou posto à sua disposição necessário). separadamente. quando suscetíveis de utilização. deixando o CTN de conceituá-lo. porque. como fez em relação ao poder de polícia. Além da autonomia de cada unidade de serviço. exige-se que seja ele prestado ao contribuinte (utilização efetiva). quando possam ser destacados em unidades autônomas de intervenção. sob normas e controles estatais. ou simples conveniências do Estado. quando .específicos. O conceito do que seja serviço público não encontra unanimidade entre os estudiosos do direito administrativo. inclusive ICMS e ISS II . por parte de cada um dos seus usuários. é preciso que. artigo por artigo. para satisfazer necessidades essenciais ou secundárias da coletividade. III divisíveis. transcrevo o dado por Hely Lopes Meirelles: Serviço público é todo aquele prestado pela Administração ou por seus delegados. de utilidade ou de necessidade públicas. pela simplicidade e abrangência. por parte de cada usuário).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. tem sido rigoroso na apreciação da legalidade de um sem-número de taxas que surgem sem atenção às características indicadas nos incisos do artigo em comento. COMENTÁRIOS O exercício do poder de polícia e a prestação de serviço público são atividades tipicamente estatais. para sê-lo. seja específico (destacado como unidade autônoma) e divisível (possibilidade de utilização. 139 (serviço em funcionamento para ser utilizado. O Poder Judiciário. De todos os conceitos. nas palavras do CTN. Mas nem todo serviço público é gerador de taxa.

DJU 10. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição (STJ. 77 do CTN. ele não pode constituir fato gerador da taxa de segurança de pessoas e casa. que tem como base de cálculo o valor venal do imóvel.08. e declarar a inconstitucionalidade. III .940/SP. Taxa de limpeza pública.. IV – Recurso provido. 16.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. Min.1981). item I.1993... art. DJU 23. p. p. 23. 3. Min.1981. Recurso extraordinário do constituinte a que o Plenário do STF dá provimento. j. 15. para conceder a segurança postulada. Min. 12.08. DJU 16. de 1968. 18. 77 e 79 do CTN). Sendo assim. da Constituição devem custear o poder especial de polícia.. I . 15. REsp 32. rel.06.As conhecidas taxas de lixo têm como fato gerador o exercício do poder de polícia. que ele argüiu.957). tem o seu custeio satisfeito pelos impostos gerais. 37.564). Demócrito Reinaldo. I . a utilização efetiva ou potencial. j. encontramse presentes os requisitos de especificidade e da diversibilidade (arts. Decisão unânime (STJ. (.08. p. 21. Min. REsp 33. j.Nos serviços públicos relativos a consecução de vias públicas e logradouros e de combate a sinistros.870/SP. artigo por artigo. para custear o serviço de policiamento dos bancos e entidades congêneres. do serviço público específico e divisível. 1ª T. Taxa de expediente prevista na Lei de Minas Gerais 4. O policiamento de segurança das pessoas e das casas é atribuição normal do Estado e serviço que os impostos gerais custeiam.474. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. I.996/GO.584-4/MG. do serviço público e divisível. da mencionada norma local (STF.1993. Antônio Neder.) III — Diversamente do IPTU. DJU 16. rel. rel. 1ª T. II .1993. está o recorrido sujeito à cobrança da taxa de serviços urbanos. nº 48. II . 1ª T.. rel. Tabela A. RE 73. como dispõe o art.04. 77 e 79 do CTN). As taxas instituídas no art. Cesar Asfor Rocha. a utilização efetiva ou potencial.03. 2. visto que o poder geral de polícia.06.06. em votação uniforme. 14.Nos serviços públicos urbanos encontram-se presentes os requisitos da especificidade e da diversibilidade (arts.As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador o exercício do poder de polícia.1993. 1ª T. inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA 1.1993. 140 . j.Na espécie. a taxa de limpeza pública é cobrada em função do metro quadrado ou fração da propriedade (STJ.1993. REsp 11. é inconstitucional. Demócrito Reinaldo. por ser inerente à função normal do Estado.972).

O colendo STF declarou incidentalmente a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 6. A taxa de armazenagem é preço público. Matéria constitucional. Decisão da matéria pelo Colendo STF. Agravo regimental. § 2°. Não se conhece de recurso especial. REsp 188. inclusive ICMS e ISS Taxa de armazenagem. 19.03.391/SP. matérias-primas. em nenhum momento.1997). Prequestionamento. parágrafo único. as importações de partes. na parte em que a decisão atacada basilou-se. Recurso parcialmente provido (STJ. Lei 8. 6 Nada se discutiu (em face dos óbices acima apontados) sobre o IPTU 141 . Isenção. Dispositivos indicados como afrontados não abordados. peças. Mim. do CC/1916 [sem correspondente no CC/2002]. do serviço público específico e divisível. I.1999). Precedentes desta Corte. mas o adicional de tarifa portuária não. Ausência do necessário prequestionamento dos arts. 145. Taxa de iluminação e limpeza pública.777/SP (DJU 30. 86. I e II.050/SP (DJU 07. II. rel. 165. arts. 130.2000) e RE 185. 677. preços públicos e emolumentos. por possuir base de cálculo própria de imposto.387/91. 1. ofende o art. no âmbito do aresto a quo. 145. pelo Município. As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador ‘o exercício do poder de polícia. 5.. 77. encontram-se presentes os requisitos de especificidade e de divisibilidade (arts. 3.04. ATP. 87. entretanto. do Município de São Paulo. componentes. III.1999). prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição [rectius: “o exercício regular do poder de polícia. 91.2000. 77 e 79. RE 190 126/SP (DJU 05. Garcia Vieira. da CF. 1ª T. do art.349/AM. A Lei 8. Precedentes citados: RE 206. produtos industrializados e outros insumos vinculados à fabricação de produtos destinados à exportação. Tributário e processual civil. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição”]’ (art. Nos serviços públicos relativos à limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos. e 167 do CTN. rel.1998.387/91 isenta de pagamento de taxas. efetiva ou potencial. o que ofende o inciso II.06. j. Min. como fundamento central. Agravo regimental contra decisão que proveu recurso especial do agravado. I. I e II e 94). da CF/88 (Lei 6. RE 188. Afastou-se. Ilmar Galvão.03.11. artigo por artigo.989/66. e pelo fato de não serem divisíveis os serviços públicos que ela visa custear. ou a utilização. 4. do CTN).05. a alegação de que o Município não teria competência para estabelecer as condições para o parcelamento do IPTU e a de que seria indevida a adoção. 93. 15. que prevêem a cobrança de taxa pelos serviços de conservação e limpeza de ruas. 2.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. do CTN). ao fundamento de que a referida taxa. a utilização efetiva ou potencial. de serviço público específico e divisível. DJU 15. em matéria de cunho eminentemente constitucional. de unidade monetária própria (UFN) para atualização das parcelas do IPTU.989/66. quanto ao IPTU e aos efeitos decorrentes da inconstitucionalidade de texto legal.

Matéria constitucional.03. 77 e 79. do CPC.. AGREsp 734369/RJ. do CTN. 145. quais sejam. Precedentes (REsp 173. rel. com relação à Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP) e da Taxa de Iluminação Pública (TIP). Agravo regimental em agravo de instrumento. em face da consideração do acórdão recorrido de ilegalidade da Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP). § 1°. p.2007. Min. Recurso especial inadmitido. CF/88). 77 e 79 do CTN. Incompetência desta Corte. artigo por artigo. por serem matérias de índole constitucional. Processual civil. 1ª T. A decisão debateu. Esta Corte possui o entendimento de ser incabível analisar a violação dos arts. Agravo regimental não provido (STJ. deixou ele de demonstrar as circunstâncias identificadoras da discordância entre o caso confrontado e o aresto paradigma. DJU 30. Ausência de prequestionamento. Dissídio superado. da CF/88]. A 1ª Seção assentou que a divisibilidade e especificidade de taxas referentes a serviços de limpeza pública e de iluminação pública são insuceptíveis de controle no âmbito do recurso especial. 2. Agravo regimental improvido (STF.2005). 2. Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública e Taxa de Iluminação Pública (TIP). j.2005.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 77 e 79 do CTN. Tributário. 105. Arts. 1. Arts. inclusive ICMS e ISS e os efeitos da declaração de inconstitucionalidade. § 1°. João Otávio de Noronha. É cabível a incidência da taxa 142 . 3. DJU 27. O recurso especial não pode ser conhecido pela alínea c do permissivo constitucional [art. DJ 21. p. 20. c. As normas ordinárias sob liça (arts. Humberto Martins.03. 77 e 79 do CTN) reproduzem regra constitucional (art. adequadamente. pois o recorrente não realizou o necessário cotejo analítico. 462. Tributário. do CPC. 4. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. por reproduzirem os aludidos dispositivos legais preceitos constitucionais. 1. arts.2005. Apesar da transcrição de ementa. A alegada violação aos arts. apenas.06. 7. razão pela qual ausente o necessário prequestionamento. 2ª T. Matéria constitucional. 6°.301). rel.913/SP. a legitimidade da cobrança da taxa de iluminação e limpeza pública. Ausência de prequestionamento e dissídio pretoriano superado. bem como não apresentou.06.03. Processual civil. o dissídio jurisprudencial. AGA 526. não pode ser conhecida por esta Corte por referir-se à matéria constitucional. Divisibilidade. e da Taxa de Iluminação Pública (TIP). As matérias infraconstitucionais supostamente violadas no recurso especial. 292).2007. Incidência da taxa Selic para cobrança dos débitos fiscais. da Lei de Introdução ao Código Civil..212/RJ. 6°. Min. não foram objeto de análise pelo Tribunal de origem. j. 02. da Lei de Introdução ao Código Civil Ausência de prequestionamento. III. Divergência jurisprudencial não demonstrada. 3. 462.

05. da Constituição Federal. Agravo regimental não provido (STJ. na assentada 14 de maio de 2003. rel. do CTN e Decreto 20. relatados pelo eminente Ministro Luiz Fux. inclusive ICMS e ISS Selic para a cobrança de débitos fiscais. AGA 750. Taxa de Coleta de Lixo. e pela Corte Especial.. 3.2007. 145. rel. § 2°. Sempre que presente 143 . reproduzem o preceito inscrito no art. Min.03. IPTU.2007. Matéria constitucional. a teor dos preceitos que emanam da Carta Magna (CF arts. p. Tributário. 399.03. controvérsia atinente a taxa de coleta de lixo. Prescrição. O prazo para o ajuizamento da ação de repetição do indébito é de prescrição qüinqüenal e..2001).497/SC e 425. § 2°. p. 168. 145.2006. 2ª T.341/RJ. 77 e 79 do CTN. 246). quando do julgamento dos EREsp 291. Precedentes. 18.2000. Min. de relatoria do ilustre Min.03. visto que os arts. artigo por artigo. 1. por regular especialmente a matéria tributária. 2ª T.960 de 28. Taxa de Combate a Incêndio e Taxa de Conservação de Vias. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial. III) (REsp 196. REsp 547. 2. Processual civil. 2.01. que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações. p. prevalece sobre a regra geral que dispõe sobre os feitos contra a Fazenda Pública (arts. controvérsia atinente a taxa de remoção de lixo. não cabe apreciar nesta instância superior. Tributário. de combate a incêndio e de conservação de vias. rel. 77 e 79 do CTN. Humberto Martins. Afigura-se inviável examinar. DJ 04. devendo ser a pretensão recursal provida nesta parte. 15. José Delgado. em sede de recurso especial. ‘Divergência jurisprudencial entre acórdãos que analisaram matéria de ordem constitucional. REsp 896. j. 102. j. Repetição do indébito. Matéria constitucional. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial.06. da CF. Afigura-se inviável examinar. DJU 12. Inconstitucionalidade. Art. j. Lei 9. 257). Taxa de controle e fiscalização ambiental. Taxa de Remoção de Lixo e de Limpeza Urbana. visto que os arts. I.2007. 215)..2006.828/PR. relator Ministro Francisco Peçanha Martins. Cabimento. DJU 03. 01.643/PR.910/32).889/SP.709/SC. 2ª T. Recurso especial não conhecido (STJ. III e 105. Recurso especial.2007. Taxa de Iluminação Pública.02. Precedentes.08. 3. Orientação consagrada pela Primeira Seção. Min. 165 e 168.DJU 06. de limpeza urbana e de iluminação pública. reproduzem o preceito inscrito no art. do CTN.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Recurso especial conhecido em parte e provido (STJ. João Otávio de Noronha. 1.926/PR. em sede de recurso especial. João Otávio de Noronha. Mandado de segurança. em recente julgamento do EREsp 213.257/SC. 1. Constitucional e tributário. que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações.

em violação dos disposto nos arts.960. com data de pagamento.960/2000. as Constituições dos Estados.178-8/DF.165/2000. este § 2° foi revogado pela Lei 10. I. 4.2000.mas sempre de forma concreta .. atual ou potencialmente . competem a cada uma dessas pessoas de direito público. inclusive ICMS e ISS ato de autoridade que por ação ou omissão. dentro de suas respectivas atribuições. O Código Tributário Nacional dispõe no art. segundo a Constituição Federal. Não sendo dado ao Estado criar taxa com a mesma base de cálculo ou fato gerador de imposto (parágrafo único do art. 6. Art. Ao revés. sendo certo entretanto que o valor exigido incidiu efetivamente sobre o mês de janeiro de 2000. da Lei 6. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição’. 6ª T. Sentença mantida (TRF-3ª R. 153 e 154. têm como fato gerador o ‘exercício regular do poder de polícia.2004. 77 do CTN). Juíza Marli Ferreira. estará aberta a possibilidade para que o interessado se socorra do Poder Judiciário através do writ. À vista da edição da Lei 10. a Taxa de Fiscalização Ambiental.01. as Leis Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios e a legislação com elas compatível. a materialidade da hipótese de incidência fixou-se no exercício pelo contribuinte de atividade potencialmente poluidora.11. por inconstitucionalidade. 144 . desde logo se verifica que o fato gerador invocado dissocia-se daqueles próprios da taxa. 145. dos Estados. j.638/SP. AMS 213. 17-C. 7.possa ameaçar ou violar direito líquido e certo do contribuinte. 80. 77 que as taxas cobradas pelas pessoas políticas de direito público interno. efetiva ou potencial.165/2000]. ou a utilização. eis que não se vislumbra na exação a prestação regular pela Administração do poder de polícia ou mesmo de serviço público específico e divisível. inciso II. fixada por essa lei em 31 de março [art. razão pela qual não há como se declarar perda de objeto da presente ação. 2. No caso da taxa de fiscalização ambiental veiculada pela Lei 9. § 1°. o STF entendeu prejudicado o prosseguimento daquela ação declaratória de inconstitucionalidade. certo que se estará diante de imposto..960/2000. DJU 28. a este sujeitando todos os sujeitos passivos citados no § 2° do art. consideram-se compreendidas no âmbito das atribuições da União. artigo por artigo.938/81. 3. 17-B [conforme redação dada pela Lei 9. na Medida Cautelar requerida na ADIn 2. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. de 28. de serviço público específico e divisível. 5. com a redação dada pela Lei 10. 10.01. da Constituição Federal.2005). Para efeito de instituição e cobrança de taxas. O STF afastou.165/2000]. criada pela Lei 9. do Distrito Federal ou dos Municípios aquelas que.

observando o ente estatal que a instituir no limite de sua competência. 145. da Constituição Federal. II. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição.999/72. Observe-se que a competência comum. Inconstitucionalidade. e não a utilização. art. prevalece o direito federal ou o estadual sobre o municipal. da Carta Magna. Sobre as matérias elencadas no art. Município de Santo André/SP. Em havendo duplicidade na tributação cumulativa.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. em se tratando de taxas essa competência é dos Estados. próprio de contribuição de melhoria. nos termos do art. Taxa de pavimentação asfáltica. Diferentemente. como preconizado no art. 244. Tributo que tem por fato gerador benefício resultante de obra pública. está explicitada no art. não se permitindo. § 1°. inclusive ICMS e ISS COMENTÁRIOS O dispositivo em destaque reafirma competência comum dos entes federados. como estabelece a Constituição Federal de 1988. em hipótese alguma. em matéria de imposto. artigo por artigo. 25. pelo contribuinte. 23 pode ser instituída taxa. Lei 3. inciso I. bitributação. Em relação às taxas não há problema quanto à discriminação da arrecadação. 154. JURISPRUDÊNCIA Tributário. com a especificação em doze incisos. também chamada de cumulativa ou paralela. especificamente. por inobservância das formalidades legais que constituem o pressuposto do lançamento dessa 145 . de serviço público específico e divisível. a competência residual é da União. Com propriedade observa Hugo de Brito Machado que. porque ela destina-se. 23 da Carta Política. a dar suporte ao serviço público gerador da exação. art. Impossibilidade de sua cobrança como contribuição.

Não conhecimento da remessa oficial. 02. j. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. j. Américo Luz. Tributário. 3.360). Taxa de iluminação pública indevida. avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços. pois o valor da execução é de R$ 2003. 2ª T. Município de Araçatuba XECT. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. 2. Min. vigilância pública predial e prevenção a incêndio. 6. de vigilância pública predial.1972.999. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. limpeza de vias públicas. de molde a permitir sua exigência. RE 140779/SP. Sucumbência recíproca. 18. p. conservação da pavimentação. 475 do CPC.11. sendo capital repisar-se tanto se tributa. 1ª T. do art.09. excluindo-se o reexame necessário. pelo serviço efetivamente prestado. da multa e da correção monetária. Recurso provido (STJ. CF. Inocorrência da alegada afronta ao art. porquanto a exigência fiscal tem como fato gerador hipótese concernente a contribuição de melhoria. de limpeza pública. firmados através do inciso II do art. Execução fiscal.1995. REsp 0001609/SP rel. 1. Pertinente e adequada a ponderação. DJU 08. Recurso não conhecido (STF. e do art. Inconstitucionalidade. que não permite a utilização da taxa como instrumento para recuperação do custo de obra pública. Tributário. Parcial procedência dos embargos. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. 4.. Embargos à execução fiscal. do Município de Santo André/SP. Prescrição parcial consumada. de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas. Min. inclusive ICMS e ISS espécie tributaria. 276 da Lei 3. A divisibilidade se coloca também límpida. a título de taxa. 5.12. 145. de conservação de pavimentação. amiúde praticada. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art. 21. imediato. No que tange às taxas de remoção de lixo comercial.12. que se declara. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço. rel. Legitimidade da cobrança dos juros.351). 77. Taxas de remoção de lixo comercial.1995. p. Ilmar Galvão. 15.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.08. artigo por artigo. Entendendo a E.1990. remoção de lixo comercial. CTN. de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios. II. de limpeza pública. 28.1990. DJU 17. que contam com aquele referido serviço. da Emenda Constitucional nº 01/69. de fato. de 29. 22. Cobrança de taxa de pavimentação e calçamento para recuperação de custo de obra pública. Ilegalidade. neste passo 146 . no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. da ECT. assim se procede. A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida.. nem ao da indivisibilidade.

10. segundo a qual suficiente a propositura da ação. 174 do CTN.07. antes enfocados. 8. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. 512. 12. de rigor a extinção dos débitos prescritos. por meio da Súmula 670. sentença. consoante art. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. 15.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. qual seja. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. nos presentes autos.1995 a 10.2000. todos do CPC. vetou o uso daquele tributo para tal fim. 9.12. imediato. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. uma das causas de extinção do créditos tributário. 156. 77. Inconstitucional dita exação. com observância do estabelecido pelo art. uma vez que regida pela LEF dita nuança. Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa.01. CTN. Contaminado pela prescrição.09. ônus cabalmente seu.01.1995 a 10. avulta em destaque a indivisibilidadede de dito serviço. Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária. 13. Vencidas as dívidas em 10. de fato. 7. encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. contados da data de sua formalização definitiva. 18. 147 . a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público. guarda harmonia a r. ainda que não conhecidos. 145. a prescrição. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN).1995 a 10. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. qual seja.1996. artigo por artigo. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10. claramente. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. conforme entendimento desta Colenda 3ª Turma. com o Excelso Pretório que. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte. 515. firmados através do inciso II do art. para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28. ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. Constatada será a ocorrência da prescrição. como se denotará.1995 e de 10. CF.12. Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP).01. primeira figura. inclusive ICMS e ISS não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. de molde a impedir exigência de taxa.1995 e de 10. Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10.07. No âmbito dos requisitos para as taxas em geral. Ante a devolutividade do apelo. e do art. STJ.09. 11.1995. elencada no inciso V. do CTN. do E. 19. Verificada.12. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos. que lhe reconheceu ilegitimidade.1995 a 10.1995 até 10. 16. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos.12. caput e § 3° e 516. 17. 14. do art.1996.

deva recair sobre o débito. Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados. CTN. vez que indevida sua cobrança. em essência adere a correção monetária. da moeda nacional . figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária . assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária. 27. recaem sobre o crédito tributário. instituto inerente ao crédito tributário. quando do sentenciamento dos embargos. realmente. denomina a tanto de remissão. vez que dotado de valores autônomos. histórica. em direta consonância com o inciso V. segundo a qual os juros. anos posteriores. A respeito de constituírem os débitos atos distintos. 26. artigo por artigo. Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo.esta fruto da inerente desvalorização. 25. e à luz evidentemente de lei a respeito. de limpeza pública. 161.de tal sorte que sua incidência. como se extrai. Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial. quando pratica a dispensa de correção monetária. 22. em dados momentos. nos termos da jurisprudência que. a cujo principal. a cifra maior. a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. 23. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. cumpre-se destacar que. 20. 97. como se dá com o não pagamento tributário. 24. porém que brota da incursão por ato ilícito. a propósito. em sua superioridade em si . adota-se. com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido. Reflete a multa moratória acessório sancionatório. a corresponder. identificáveis e autônomos. por inconstitucional) . sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. à divida em sua junção de principal com atualização. para dele fazer parte integrante. Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP. bem como verificando-se legitima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial. específicos. consoante art. decorrência límpida e lícita. inclusive ICMS e ISS Afigura-se coerente venha dado valor. de vigilância e quanto à taxa de prevenção 148 . amiúde construída. Tão assim acertado o entendimento que a Administração. originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente. CTN. contudo incidente com referência às taxas retratadas.da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico. de conservação de pavimentação. vez que estes os incidentes no caso vertente. exatamente por motivo inverso. do art. através de mero cálculo aritmético. 21. Coerente a compreensão.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF . 28. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. em favor do Município implicado. p.1995. como previsto na Constituição Federal (art. no âmbito de suas respectivas atribuições.01. sentença. sendo cobrada para atender ao custo de obra pública.2007. AC 1079831/SP. Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo. pelo Distrito Federal ou pelos Municípios. 145. 149 . para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso.3ª R. impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r. TÍTULO V CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA Art. A contribuição de melhoria cobrada pela União. é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária. pelos Estados. a atingir vencimentos ocorridos de 10. A espécie tributária aqui enfocada insere-se na competência das três esferas estatais. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. 3ª T. na forma retro fixada..02. tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. DJU 11. rel.401). j. artigo por artigo.1995 até 10. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança.2007. inclusive ICMS e ISS contra incêndios. 28. realizada em favor do interesse público. Juiz Silva Neto.04. tendo-se em conta a vantagem advinda da obra realizada. em favor do Município implicado.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. COMENTÁRIOS Definição. III).. bem como ante a ocorrência da prescrição parcial. 81.12.

. CF). continuam a afirmar que persistem ambos os limites. e tem como particular característica a inexistência de alíquota ou de base de cálculo. III. que está extinto o limite total. ainda.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ao eliminar a palavra valorização e prever simplesmente: “A União. Entretanto. A divergência nasceu da simplificação verificada na Constituição de 1988. Há doutrinadores que. o qual deve ser rateado entre os que se beneficiarem com a valorização imobiliária. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: (. 82. global e individual. Geraldo Ataliba. dentre outros. decorrente de obras públicas” (art. art. Quanto ao custo total da obra há quem sustente. os Estados. 150 . permanecendo na Constituição Federal de 1988 apenas o limite individual. Hugo de Brito Machado e Silva Martins. que o próprio art. artigo por artigo. Valdir de Oliveira Rocha. inclusive ICMS e ISS Trata-se de espécie tributária que se alinha aos impostos e às taxas. parece correto afirmar a continuidade dos limites. 145. dispositivo este recepcionado pela Carta de 1988.contribuição de melhoria. o texto normativo do referido diploma em nada destoa do conceito constante do CTN. 81 e o seguinte. fazendo parte da essência do tributo.) III . Tem como limite o custo total da obra. na doutrina. diante da previsão do art. sendo esta valorização o limite individual cobrado de cada beneficiário. A valorização imobiliária é da natureza da espécie tributária em apreciação. 81 do CTN. foram revogados pelo Decreto-lei 195/67. Dentro de um critério de razoabilidade interpretativa. Há quem afirme. discordando do entendimento.. Neste sentido tem-se a opinião de Roque Carrazza. Neste sentido são as lições de Ives Gandra Martins.

Esta é uma posição que não encontra guarida no direito pretoriano. DJU 30. Direito tributário. não pode o poder 151 . não há contribuição de melhoria. recepcionados pela Constituição Federal 1988. Carlos Velloso. não alterou substancialmente a espécie tributária de que se cuida. Sentença mantida em grau de reexame necessário. embora alterasse a expressão “imóveis valorizados” por “móveis beneficiados”. tornando-se inconstitucional. RE 114069/SP. porque a hipótese de incidência desta é a valorização e a sua base é a diferença entre os dois momentos: o anterior e o posterior à obra pública. JURISPRUDÊNCIA Ação declaratória de inexistência de relação jurídicotributária. Recapeamento asfáltico.. Valorização imobiliária. o Professor Sacha Calmon Navarro Coelho entende que o Decreto-lei 195/67. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária. rel. em havendo lei municipal autorizativa. Valoração do imóvel. 2ª T.1994). porque o Supremo Tribunal Federal tem entendido que. Não comprovação. 81 e 82 do CTN.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ao dispor que a contribuição de melhoria tem como fato gerador o acréscimo de valor dos imóveis localizados nas áreas direta ou indiretamente beneficiadas por obras públicas. Contudo. alterou o critério do custo da obra do CTN que não tem como se sustentar. vale dizer. Recurso desprovido. artigo por artigo. Base de cálculo. Min.09. Tem como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. Sem valorização imobiliária decorrente de obra pública. Contribuição de melhoria. Contribuição de melhoria. inclusive ICMS e ISS Do mesmo modo.-lei 195/67. Fato gerador. o quantum da valorização imobiliária (STF. não há eiva de inconstitucionalidade alguma (RDA 120/131). ambos compatíveis com o Dec. Podemos afirmar que permanecem em vigor os arts. Se não houver aumento do valor do imóvel. entende-se que a Emenda Constitucional nº 23/83.

II. Art. 81 e 82. Contribuição de melhoria. DJU 05. arts. Contribuição de melhoria. 4. Valorização do imóvel. 2. 2. em sede de Recurso Especial. impondo-se adotar o entendimento unânime da época em que proferido o julgamento pelo Tribunal a quo. Contribuição de melhoria. rel. sendo certo é vedado à esta Corte Superior.1994)..1999). rel. Garcia Vieira. Francisco Peçanha Martins. não servindo como base de cálculo tão-só o custo da obra pública realizada (REsp 280. Recurso especial provido (STJ. de que quando foi instituída a contribuição de melhoria a obra ainda não havia sido 152 . 145. REsp 8. Art.2007. com o custo coberto por um ‘plano de rateio entre todos os beneficiados’.06. tanto pelo voto vencedor. Precedentes o STF (STJ.. Precedentes da jurisprudência. 09. Fato gerador valorização do imóvel. 1° e 2°). Tributário. Arts.05.417/SP. Inocorrência. Decreto-lei 195/67. 1ª T. 3. REsp 629. como pelo vencido. A publicação prévia do edital e necessária para cobrança da contribuição e não para realização da obra.2007. REsp 200283/SP. j.2002). 1. A contribuição de melhoria tem como fato gerador a real valorização do imóvel. sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. p. inclusive ICMS e ISS público cobrar-lhe a mais valia.06. Recurso provido (STJ. Obra pública efetivada. Ilegalidade do lançamento de contribuição de melhoria baseado no custo. invadir a seara fática-probatória. CF/67 [c/c EC nº 01/69] (Emenda 23/83). João Otávio de Noronha. REsp 634/SP. Ação de repetição de indébito. CF/88 [rectius: art. 2ª T. 2. j. DJ 28. j. j. Contribuição de melhoria. Recurso provido (STJ. rel. 2° e 3º). Fato gerador. Manifesta divergência acerca do atual estágio do empreendimento que deu origem à exação discutida.05. DJU 05. artigo por artigo.1999.248/SP. DJU 18.02.1995). Min. Milton Luiz Pereira.. 145. CF/88]. Nexo de causalidade. Tributário. Tributário. 17. II.. Direito à restituição. Américo Luz.1995. CTN. Min. 1ª T. CTN.03. 2ª T.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 13. Min. conseqüente da obra pública realizada no local de situação do imóvel. a teor do verbete Sumular 07/STJ. Hipótese de incidência e fato gerador da exação. 270). Decreto-lei 195/67 (arts. DJU 21. Min.1994. III. 1. 18.. 04. 2ª T. Tributário. 1º. Controvérsia que gravita sobre se a obra pública não finalizada dá ensejo à cobrança de contribuição de melhoria. rel.04. Min. 1. Base de cálculo. afronta exigências legais (arts.10.03. Recapeamento de via pública. rel. 81 e 82.471/RS. Requisitos da valorização ou de específico benefício. Obra inacabada.

CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Min. 1. Contribuição de melhoria. 28. Tributário. DJ 06.Requisitos de valorização ou de benefício.05. REsp 362. Min. 397).. 2ª T. 81 e 82. Fato gerador. 4. obter. É cediço em doutrina que: ‘(. rel.12. e como limite individual a valorização do imóvel beneficiado. 4. Consectariamente. rel. CF/88]. 284).05. p. CF/88 [rectius: art. José Delgado. A contribuição de melhoria tem como limite geral o custo da obra.996/SP rel. Precedentes: REsp 615. Min Luiz Fux. É ilegal a contribuição de melhoria instituída sem observância do limite individual de cada contribuinte. j. Tributário. 2002.) Só depois de pronta a obra e verificada a existência da valorização imobiliária que ela provocou é que se torna admissível a tributação por via de contribuição de melhoria’ (Roque António Carrazza. a repetição do indébito tributário. j.2007.495/RS. inclusive ICMS e ISS concluída porquanto pendente a parte relativa à pavimentação das vias que circundavam o imóvel de propriedade da recorrente. Francisco Peçanha Martins. III. evidente o direito de a empresa que pagou indevidamente a contribuição de melhoria. 145. REsp 647134/SP. Recurso especial provido (STJ. uma vez que incontroversa a não efetivação da valorização do imóvel. 9. DJU 05.1999. II. 6. do CTN. nos termos do art. rel Min José Delgado.10. Questão surgida no acórdão recorrido. haja vista que a obra pública que deu origem à exação não foi concluída. portanto. REsp 143. Revela-se. 10. 8.02 2007. Arts. apropriados à obra pública realizada no local da 153 . Recurso especial conhecido e provido (STJ.2004. 18. Isto porque a hipótese de incidência da contribuição de melhoria pressupõe o binômio valorização do imóvel e realização da obra pública sendo indispensável o nexo de causalidade entre os dois para sua instituição e cobrança. Min.2004. Francisco Peçanha Martins. DJU 01.788/RS..05.996/SP. Prevalece o entendimento no STF e no STJ de que não houve alteração do CTN pelo DL 195/67. DJ 06. 165. Min. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a diferença entre o valor do imóvel antes da obra ser iniciada e após a sua conclusão (Precedentes do STJ: REsp 615. 3.08. p.2002. p. DJ 17. artigo por artigo. do CTN. 3. Contribuição de melhoria CTN arts. o fato gerador de contribuição de melhoria se perfaz somente após a conclusão a [sic] obra que lhe deu origem e quando for possível aferir a valorização do bem imóvel beneficiado pelo empreendimento estatal.1999). 499). rel. II. REsp 143. 1ª T.2002. Curso de Direito Constitucional Tributário. 1. Malheiros. 145. rel. DJ 17..495/RS.12. Eliana Calmon. 2. 5. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. Falta de prequestionamento. 7. 81 e 82..

j. rel. REsp 160. Milton Luiz Pereira. 2. Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ. II . p.030/SP. precedentes jurisprudenciais. inclusive ICMS e ISS situação do imóvel. rel.fixação de prazo não inferior a 30 (trinta) dias. 3. nela contidas. 1ª T. para impugnação.publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto. de qualquer dos elementos referidos no inciso anterior. Garcia Vieira. ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida. sem prejuízo da sua apreciação judicial. pelos interessados.1998. c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição.11. d) delimitação da zona beneficiada. 82.regulamentação do processo administrativo de instrução e julgamento da impugnação a que se refere o inciso anterior. Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento.04. EREsp 8. e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas. 233). 05.11. DJU 09. artigo por artigo. § 1° A contribuição relativa a cada imóvel será determinada pelo rateio da parcela do custo da obra a que se refere a alínea c. III . b) orçamento do custo da obra. A lei relativa à contribuição de melhoria observará os seguintes requisitos mínimos: I . 4. Min. DJU 19.285/RJ. Art..2001.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2001. pelos imóveis situados na zona 154 . Min. do inciso I.

82 deverá anteceder a obra. valorização do imóvel em decorrência da obra. ou impugnar os defeitos corrigíveis. Ao contribuinte não é dado impugnar a realização de obra alguma. 155 . faz-se pertinente atender aos requisitos. inclusive ICMS e ISS beneficiada em função dos respectivos fatores individuais de valorização. em cada imóvel. via contribuição de melhoria. cada contribuinte deverá ser notificado do montante da contribuição. a posteriori. Para que o poder público esteja autorizado a cobrar contribuição de melhoria. cit. venha a cobrar-se. se assim não for.. artigo por artigo. infra). 82 do CTN são a causa mais comum das demandas sobre contribuição de melhoria. não poderia o contribuinte obstar as obras irregulares. COMENTÁRIOS Requisitos. segundo registra Célio Armando Janczeski (ob. argumentam. podemos concluir que na caracterização da contribuição de melhoria identificamos como pressupostos: realização de obra pública. o que hão obsta que. As exigências do art. assim como antecedente será a impugnação. Da definição vista no artigo antecedente. no exercício do poder-dever da administração pública. porque. pelo custo da obra.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. § 2° Por ocasião do respectivo lançamento. Para alguns doutrinadores a publicação dos elementos elencados no inciso I do art. limite total da contribuição identificada com o custo da obra e limite individual igual ao acréscimo de valor provocado pela obra. da forma e dos prazos de seu pagamento e dos elementos que integraram o respectivo cálculo.

sem atender os requisitos mínimos” (ob. e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas. Como registra Láudio Camargo Fabretti. somente após a conclusão da obra é que se pode avaliar em quanto acresceram de valor os imóveis beneficiados.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. cit. quando obedecidos os princípios básicos. infra). somente após a conclusão da obra é que se publica o edital. não é das melhores a experiência brasileira. Como então interpretar a expressão do inciso I: publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto. 82 contempla talvez um dos comandos mais justos do nosso sistema tributário. d) delimitação da zona beneficiada. artigo por artigo. Por outro ângulo. inclusive ICMS e ISS Assim. b) orçamento do custo da obra. Esta espécie de tributo é considerada pelos estudiosos a mais democrática. “nas poucas vezes em que se tem tentando cobrá-la. quando já se sabe com precisão o custo da mesma. nela contidas? O entendimento é o de que a publicação deve anteceder a cobrança e não a realização da obra. p. mas depois da execução e quando for possível a avaliação da mais valia ou da valorização decorrente (ob. infra. Entretanto. o momento da ocorrência do fato gerador não poderá coincidir com a execução da obra pública. O § 1° do art. Segundo opinião de Yoshiaki Ichihara. o foi deforma ilegal. cit. 156 . isto é. por onerar exclusivamente aqueles que de forma direta se beneficiaram com a obra pública. 68).. permitindo uma divisão igualitária da carga tributária.. c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição.

São Paulo. nº 8. p. artigo por artigo. 1997. LTr. Edgard Neves da Silva. Carlos Valder do Nascimento. o qual procurou no âmbito das contribuições sociais solucionar o seu problema de caixa. Cursos de Direito Constitucional. Luiz Fernando Pellegrini. São Paulo.. Forense. Hugo de Brito Machado. 1995. abandonado ficou no que toca à contribuição de melhoria. Hipótese de Incidência Tributaria. Perfil da contribuição de melhoria. Saraiva. reclassificadas esquematizadas das formas mais diversas. ano 2.Realização da obra pública. Ives Gandra Martins. 1997. coord. Malheiros. A controvertida contribuição de melhoria. 1998. 144-145. 1994. v. por fim. p. DOUTRINA Célio Armando Janczeski. por sua vez. 1998. inclusive ICMS e ISS Na prática. JURISPRUDÊNCIA 157 .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. São Paulo. Geraldo Ataliba. Suplemento Tributário 73/97. apresenta-se complexa a cobrança do tributo. 161-168. São Paulo. 6. Comentários à Constituição Federal. 1998. o que justifica o abandono do governo da espécie em comento. p 152. Boletim de Direito Municipal. RDDT 30:30/35. RDDT 21 60/65 junho 1997. 465.Edital da cobrança antes do término da obra. Yoshiaki Ichihara. Saraiva. Código Tributário Nacional Comentado. 1990. Cabe proliferaram as aqui registrar. p. Os limites da contribuição de melhoria. Arx Tourinho. Saraiva. que a partir da CF/88 e contribuições classificadas. Rio de Janeiro. Celso Ribeiro Bastos. CDTFP. p. ed. ed. 115. São Paulo. Comentários ao Código Tributário Nacional. 1997. 1990. Láudio Camargo Fabretti. Determinação do Montante do Tributo. 5. out.. Contribuição de melhoria Hipótese de incidência tributária . 2. RT. Valdir de Oliveira Rocha. ano 33. mar. Dialética. 1997. 94-98. São Paulo. O certo é que não as contempla o CTN que. p. Contribuição de melhoria .

o que só ocorreu após a promulgação da EC nº 1.147-7/SP. Valorização imobiliária. 139). 02. REsp 6340/SP.08.131/SP. também da corrente doutrinária que. Dec. de 24. Recurso especial conhecido e improvido (STJ. c) a base de cálculo e a diferença entre dois momentos: o primeiro. 2ª T. porque à época as normas gerais de Direito tributário ainda não tinham o status ou a força de lei complementar (Emenda Constitucional nº 1/69. Célio Borja. Lei 5. teve o condão de revogar o art. Milton Luiz Pereira. 20.1998.1998.05. j. adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba. 2ª T. b) a obra provocou a valorização do imóvel. REsp 143.133-2-SC. 1. DJU 18. 18.1999.148-5/SP. 82. Min. Recurso provido (STJ. j.10. 1ª T. § 1°). 82 do CTN que. Violação de lei federal e divergência jurisprudencial não configuradas. Recurso não conhecido (STJ.1993. art. j.05. mas não para realização da obra pública. ou seja. DJU 06. de saudosa memória). Min. DJU 29.1992. 02.1998. É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária (Geraldo Ataliba). rel. Contribuição de melhoria. impossível a cobrança do tributo. foi revogado pelo art. A partir do Dec. EC 01/69.1998. c) REsp 35. Precedentes jurisprudenciais: a) RE 116. rel.-lei 195/67. rel. § 1°).-lei 195/67.791/SP.03. 1ª T. Edital.06. Min.172/66. Precedentes do STF e do STJ. a diferença entre o valor do imóvel antes do início da obra e o valor do mesmo após a conclusão da obra. rel. Min.1995. b) RE 116. 82 da Lei 5. 3. a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria.1999). 18. REsp 169. O Dec.. art. 143). Min. o valor do imóvel antes de a obra ser iniciada. O art. p.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. de 1967. 4. Base de cálculo. Contribuição de melhoria. No novo regime. o valor do imóvel após a conclusão da obra. art. A entidade tributante ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada.12. Contribuição de melhoria. DJ 08. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária. Tributário. rel.06.06.996/SP rel. inclusive ICMS e ISS Tributário. REsp 89. à época não possuía a força de lei complementar. José Delgado.02. 5° do Decreto-lei 195. Min. Min. 158 . Francisco Peçanha Martins. Não havendo aumento do valor do imóvel. 07. p. o edital que antecede a cobrança da contribuição de melhoria pode ser publicado depois da realização da obra pública. DJ 25. Ari Pargendler. Milton Pereira. j. 2ª T.-lei 195. de 1966. 18..05. 5.1994. artigo por artigo. o segundo.1967. 2. Octávio Gallotti. de 1969 (art.172. Tributário. § 1°. rel. art.. Edital. 5°. no trato da contribuição da melhoria. DJU 03.. Adoção..

. a alegada violação ao art. Lei específica para cada obra. ou não.. 145. RT 654:113).) (TJPR. JTACSP 120. Contribuição de melhoria. Desatendimento. III .A questão a ser dirimida por esta Corte. Contribuição de melhoria. que continua subsistindo após o advento do art. Contribuição de melhoria. Declaração de voto (.-abr. sem. Nulidade. RT 591:152).1989.. Lançamento. 5° e parágrafo único) para validade do lançamento procedente.u. 98). proceder ao devido cotejo analítico. artigo por artigo. III. do CPC. j..06. 5° do Dec. para exigência de contribuição de melhoria. da CF. saliente-se que o recorrente limitou-se a transcrever as ementas dos acórdãos indicados como paradigmas. Embargos à execução fiscal procedentes. Tributário.. mar. Ação declaratória procedente (. cinge-se à necessidade. embora não sendo constitucional..Inexiste. 05. Assentamento de guias e sarjetas. Sentença mantida (extinto 1° TAC/SP.. 28. in casu. 420. Requisitos.523-2. 535. Segurança concedida.) (extinto 1° TACivSP. II . de Ofício 404. rel. Art. Requisitos. Tributo. j. Inobservância de exigências legais. Cobrança.1990. Lançamento por municipalidade. Exigência mantida pela EC nº 23/83. Pressuposto do limite total da despesa realizada. Pavimentação asfáltica. uma vez que aquela regra jurídica. 3ª Câm.u. RT 532:241). de observância dos requisitos do Decreto-lei 195/67 (art.03. do RISTJ. Obras públicas. 255. Juiz Ricardo Arco-verde Credie. Necessidade. 159 .-dez. Ement. 115). porquanto o extenso voto-condutor do aresto recorrido examinou detidamente todas as questões pertinentes ao desate da lide..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.-lei 195/67 e art. 82 do CTN. Pressupostos de valorização do imóvel e de limite de despesa total da obra a ser rateada subsistentes mesmo na vigência da Constituição Federal de 1988 (art. rel. Ap.) (extinto 1° TACivSP. p. Inobservância das formalidades essenciais previstas no Decreto-lei 195/67.No tocante ao dissídio pretoriano. Contribuição de melhoria. continua por (. Ap. ainda. 1990. v. em cada obra feita pelo Município. e parágrafos. nov.. 145.. Recursos desprovidos (8ª Câm. II. III). I . Nulidade de lançamento. Contribuição de melhoria. inclusive ICMS e ISS Contribuição de melhoria. p. Juiz Costa de Oliveira.756-1. de modo que restou desatendido o art. no entanto. Necessidade. de lei específica. Ement. Publicidade... v. sendo certo que o mero inconformismo não justifica a oposição de embargos de declaração. 1990. RT. Custeio da obra.

Acrescente-se. REsp 739. Recurso especial. 1ª T. nesta parte. ‘A partir do DL 195/67. na medida em que impõe a potestade tributária sem permitir ao contribuinte organizar devidamente seu orçamento. 2ª T. rel.Por fim. uma lei para cada vez que a Municipalidade for exigir o referido tributo em decorrência de obra por ela realizada. Por isso a exigência. 160 . 04. REsp 143. soberana quanto à possibilidade de exame do conjunto fático-probatório.2006. ademais. entretanto. Min. Nesse passo. um fato específico do qual decorra incremento no sentido de valorizar o patrimônio imobiliário de quem eventualmente possa figurar no pólo passivo da obrigação tributária. III.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. improvido (STJ. sua exigibilidade está expressamente condicionada à existência de uma situação fática que promova a referida valorização. Precedentes da 1ª e 2ª Turma. seja em razão de valorização na sua propriedade em face do Estado ter realizado uma obra pública. Min. Edital. 150. é fácil perceber que determinados tributos revelam inequívoca carga discriminatória. a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria. DJU 13.2005. ou não surpresa para alguns. também constitucional.417. V Mesmo sem adentrar conclusivamente à questão da classificação das espécies tributarias. 145. E isto em decorrência da mera leitura de preceitos constitucionais (art.04.É de conhecimento comum que a referida contribuição de melhoria é tributo cujo fato imponível decorre de valorização imobiliária causada pela realização de uma obra pública. j. rel. como ocorre na hipótese ora sub judice. 1. Castro Meira.2005. seja por se beneficiarem de um serviço estatal público específico e divisível (no caso das taxas). 2. Francisco Falcão.Recurso especial parcialmente conhecido e. quanto ao argumento do recorrente no sentido de que cumpriu as exigências de publicação prévia de dois editais.342/RS. ser posterior à realização da obra pública’ (REsp 84. verifico que a Corte a quo.06. da CF).. Américo Luz). porquanto somente podem atingir determinadas pessoas que efetivamente podem ser sujeitos passivos da obrigação tributaria. de modo que se revela inviável essa apreciação em sede de recurso especial. inclusive ICMS e ISS ou seja. Contribuição de melhoria. pode. Min.. j. p. 141). ainda.05. DJU 04. de respeito ao princípio da legalidade. Tributário. a).03. que a cobrança de tributo por simples ato administrativo da autoridade competente fere. o princípio da anterioridade. VII . 217). p.2006. por força do óbice imposto pela Súmula nº 07/STJ VIII . IV. artigo por artigo. rel.998/SP. não reconheceu plausibilidade à alegação. Este é o seu requisito ínsito. Recurso especial improvido (STJ. VI . nos moldes preconizados pela Constituição Federal (art. 08.

Fato gerador. b) a obra pública provocou a valorização do imóvel. adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba.05. DJU 17. 18. Adoção. 170 do Código Tributário Nacional. Arts. 145. Honorários advocatícios arbitrados corretamente. do Código Tributário Nacional e Decreto-lei 195/97 [rectius: Dec.-lei 195/67]. Art. II. inclusive ICMS e ISS Tributário. 3. Precedentes jurisprudenciais. Contribuição de melhoria. também. 81 e 82. p. do CTN. Contribuição de melhoria.495/RS. rel. CF/88]. 20. no trato da contribuição da melhoria. de saudosa memória). 1ª T. Possibilidade.2001. DJU 09. Valorização do imóvel. Nulidade da cobrança reconhecida pela própria Municipalidade. inciso I. Contribuição de melhoria. 4. 1ª T. 3.04. desde o início e não 161 . Diversidade de precedentes jurisprudenciais do STJ e do STF. ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 233). 165. Valores pagos indevidamente. Min. Reexame necessário.2004. A entidade tributante. Questão surgida no acórdão recorrido. Requisitos de valorização ou de benefício. Min.1998.11. José Delgado. 145.04. bem como por se tratar de crédito futuro. EREsp 8. c) a base de cálculo é a diferença entre dois momentos: o primeiro. do CTN.. Taxa Selic. Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ.. 81 e 82.2004. rel. Repetição do indébito. Decisão mantida. 81 e 82. (STJ. III. Art. REsp 615. Milton Luiz Pereira. Pedido de compensação negado por falta de autorização administrativa. Não comprovação. Fato gerador.2001. tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) a exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada.4. Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento. da corrente doutrinária que. Precedentes do STJ e do STJ. CF/88 [rectius: art. 05.030/SP. Fato gerador. 2. Min. artigo por artigo. rel.11. ‘É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária’ (Geraldo Ataliba). Valorização do imóvel. Arts. 158). Falta de prequestionamento. apropriados à obra pública realizada no local da situação do imóvel. Não resta dúvida de que o autor possui direito à restituição do que pagou a título de tributo indevido. DJU 19. ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. Garcia Vieira. Ação ordinária. Recurso provido. Arts. 5. Legalidade. j. 1. 1. o valor do imóvel antes da obra ser iniciada. o valor do imóvel após a conclusão da obra. o segundo. REsp 160. Tributário. do Código Tributário Nacional. 2. p. II. j. CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83.285/RJ. DL 195/67. Requisito essencial.

I. do Código Tributário Nacional. Acórdão 28. Juiz Sérgio Rodrigues.425.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. artigo por artigo. 1ª Câmara Cível. 162 . Confirmação da sentença singular em sede de reexame necessário (TJPR. inclusive ICMS e ISS apenas a partir do Edital nº 10/2004. nos termos do art. 165. rel. DJU 7357). j. 10.04.2007.