CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL COMENTADO: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

ELIANA CALMON ALVES Ministra do Superior Tribunal de Justiça

Título III : impostos Capítulo I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. COMENTÁRIOS Definição. O Capítulo I do título III do Código Tributário Nacional tem início com a definição dos tributos em espécies, a partir do imposto. O conceito, que não é dos melhores, tem o mérito de caracterizar o imposto em relação à taxa e à contribuição de melhoria, as duas outras espécies de receita tributária. Estabelecendo que seu fato gerador é uma situação

independente de qualquer atividade estatal específica, relacionada com o contribuinte, indica a não-vinculação da receita. E isso porque o imposto tem caráter geral, sem vantagem específica para com o contribuinte. Esta é a característica mais marcante da espécie de que se cuida, como manifestação maior do poder político que impõe um dever, de caráter geral, sem gerar, em contrapartida, benefício específico ou vinculação orçamentária.

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Daí as diversas nomenclaturas para a espécie, tais como tributo sem causa ou tributo não vinculado. Como as demais espécies do gênero, é pago exclusivamente em dinheiro, o que é uma constante no mundo contemporâneo, onde não mais se tem notícia, senão histórica, de prestação in natura. A propósito, o art. 3° do CTN parece admitir o pagamento não só em moeda, mas em valor que em moeda possa ser expresso, como, por exemplo, o pagamento em Títulos da Dívida Pública, com cotação na Bolsa de Valores. Leis específicas, inclusive, permitiram a dação em pagamento de débitos tributários. Cabe, aqui, referência à criação de padrão de valor para efeito tributário, como, por exemplo, a UFIR - Unidade Fiscal de Referência, Lei 8.383, de 30.12.1991, índice que passou a mensurar as obrigações tributárias por algum tempo, em demonstração inequívoca de que, de acordo com o art. 3° do CTN, um tributo pode estar expresso não só em moeda corrente, mas em valor que nela (moeda) possa se transformar. Atualmente, estão sendo corrigidos os tributos pela Taxa SELIC, a qual traz embutidos juros e correção monetária. Para alguns, o referido índice é inconstitucional, por não estar em lei a forma de composição. Entretanto, o STJ, examinando a questão da inconstitucionalidade da Taxa SELIC, recusou-se a apreciar a questão prejudicial, conforme decisão assim ementada:
Recurso especial (julgamento). Inconstitucionalidade (prejudicial). Argüição/procedimento (Regimento, art. 200 e CPC, arts. 480 a 482). Competências constitucionais (distribuição). Incidente (caso em que lhe falta cabimento). 1. No julgamento do recurso especial, uma vez acolhida a argüição, a Turma remeterá o feito à Corte Especial. 2. Compete à Corte Especial julgar a prejudicial de inconstitucionalidade. 3. Do julgamento, porém, não poderá tirar proveito o autor do recurso especial (recorrente). Caso
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a declaração venha a beneficiar o recorrente, ao incidente faltará cabimento. 4. É que, no exercício da competência prevista no inciso III do art. 105 da Constituição, em princípio o Superior não dispõe do contencioso constitucional. Tê-lo-á em restritas hipóteses. 5. Em tal competência, o que é do Superior é toda a jurisdição infraconstitucional (o direito comum). 6. Já no exercício das competências previstas nos incisos I e II do art. 105, livremente o Superior também desfruta do contencioso constitucional. 7. No exercício da competência do inciso III, é lícito ao Superior previamente declarar a inconstitucionalidade de lei ou de ato normativo, desde que a declaração não seja a favor do recorrente; a favor do recorrido, sim. 8. Caso em que a, inconstitucionalidade, se declarada, não aproveitaria ao recorrido. Por sinal, nem ao recorrente, que interesse algum tinha na declaração, tanto que se defendera com outros fatos e outros fundamentos. Daí, em caso que tal, tratar-se-ia, também, de declaração de inconstitucionalidade em tese. 9. Preliminar de nãocabimento, acolhida por maioria de votos (Corte Especial, AI-REsp 215881/PR, rel. Min. Franciulli Netto, rel. p/ o acórdão Min. Nilson Naves, DJU 08.04.2002, p. 111).

Posteriormente, a 1ª Seção de Direito Público chancelou a legalidade da SELIC, como fator de correção, nos EREsp 291.257/SC, 399.497/SC e 425.709/SP. Assinale-se que a UFIR foi extinta pela Lei 10.522/2002 (art. 29, § 3°), diploma que, no art. 30, indicou como fator de correção a Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC. Em épocas de alta inflação, as obrigações tributárias, as declarações de rendimento e até as certidões de dívida ativa eram expressas em parâmetro de valor devidamente atualizado. O imposto tem como base fática um comportamento do contribuinte, ou uma situação jurídica na qual ele se encontre. Em outras palavras, o imposto, para existir, exige sempre um fato qualquer em que esteja envolvido o particular, sem a participação estatal. A legitimação da imposição soberana está na necessidade do Estado arcar com o gasto público, mantendo a máquina administrativa.
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O imposto pode ter diversas classificações. ou pelo menos continuadas. porque não se vincula ao fato gerador ou ao fato imponível. na medida em que. o qual grava situação instantânea ou mutável. cuja titularidade é o fato gerador do imposto. Contrapondo-se. É também chamado de imposto que não repercute. ao lado do contribuinte de direito ou contribuinte jurídico. Para o Direito é praticamente irrelevante quem paga. inclusive ICMS e ISS Classificação. e sim por terceira pessoa. o contribuinte de fato. existe o imposto indireto. 4 . geradora do imposto predial. O terceiro. porque o interesse concentra-se em torno de quem realiza o fato gerador. porque a carga econômica não é suportada pelo contribuinte. o exercício de uma atividade lucrativa (exemplo maior é o Imposto de Renda). isto é. destaca a figura daquele que suporta o ônus econômico da obrigação. dentre as quais a que enfoca o aspecto da incidência. É apenas o consumidor final da mercadoria ou do produto resultante da atividade eleita pelo legislador como necessária e suficiente ao nascimento da obrigação tributária.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. embora sofra o ônus econômico. porque a carga econômica é suportada pelo contribuinte. É também chamado de imposto que repercute. como. O imposto direto grava situações permanentes. A classificação que ora se coloca não é jurídica. por exemplo. dividindo a espécie em imposto direto e indireto. pelo realizador do fato gerador. não se obriga perante o Estado. ou a propriedade de um bem. constantes. como ocorre com a propriedade imobiliária. artigo por artigo. sendo suportado pelo contribuinte em definitivo.

cuja incidência leva em consideração a matéria tributária. embora prestigiado pelo Judiciário. o ICMS. temos os impostos reais. 166. sem cogitar das condições pessoais do contribuinte. todos os demais impostos do Sistema Tributário Nacional são reais. como o Imposto de Renda. O artigo em referência tem sido objeto de contundentes críticas doutrinárias.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 166 do CTN. Com exceção do Imposto de Renda. in verbis: Art. tais como o IPI. pelo caráter eminentemente subjetivo da exação. unicamente. Uma segunda classificação identifica os impostos levando em conta o objeto da incidência. estar por este expressamente autorizado a recebê-la. por sua natureza. transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido referido encargo. proporcionais e progressivos. Juridicamente pessoais são todos os impostos. Contrapondo-se aos impostos pessoais. dividindo-os em pessoais e reais. eis que o contribuinte é pessoa física ou jurídica. A restituição de tributos que comportem. a qual leva em conta a forma de tributação. Há. artigo por artigo. ou. Pessoais são os impostos que. inclusive ICMS e ISS Entretanto. a figura do contribuinte de fato torna-se importante na hipótese de repetição de indébito. no caso de tê-lo transferido a terceiro. uma terceira classificação. ainda. por força da previsão contida no art. o IOF etc. exemplo primeiro da espécie. ao serem instituídos. 5 . levam em consideração as condições pessoais do contribuinte. Faz-se a distinção apenas para efeito didático. dividindo os impostos em fixos.

Por fim. os impostos progressivos são os cuja alíquota é estabelecida em percentagens variáveis. 18. tem-se o ICMS. novos impostos foram criados. Assim. inclusive ICMS e ISS Fixos são os impostos cujo montante é estabelecido em quantidade certa. COMENTÁRIOS 6 . quando. como. Proporcionais são os impostos cuja alíquota observa sempre o valor da matéria tributária para atribuir um percentual. cumulativamente. 17. portanto. se aqueles não forem divididos em Municípios. pela Constituição de 1988. por exemplo. artigo por artigo. conforme o valor da matéria tributável.à União instituir. o IOF etc. além de ter sido a União contemplada com a competência residual (art. o Imposto sobre Serviços pago pelo profissional autônomo. COMENTÁRIOS Trata-se de dispositivo parcialmente superado. cumulativamente.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Outros tantos deixaram de existir. com as competências e limitações nele previstas. nos Territórios Federais. Compete: I . não tendo. I. nenhuma pertinência na atualidade. os impostos atribuídos aos Estados e aos Municípios.ao Distrito Federal e aos Estados não divididos em Municípios instituir. enquanto outros foram fundidos. com a Emenda Constitucional 1/69. É o que ocorre em relação ao Imposto de Renda. já sob a égide da CF de 67. 154. II . Art. Os impostos componentes do sistema tributário nacional são exclusivamente os que constam deste Título. Art. da CF). os atribuídos a estes. os impostos atribuídos aos Estados e.

Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural . os Impostos de 7 . Os impostos nominados estão divididos entre os entes estatais.ITCMD. Imposto de Renda . inclusive ICMS e ISS Dentre as classificações de impostos.IPVA. Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários . Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana . O elenco é enriquecido com a competência residual.IPI.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.ICMS. 2. só passíveis de cobrança na iminência de guerra externa. os entes integrantes da Federação. Temos a divisão de competência estabelecida constitucionalmente nos arts. Produção e circulação: Imposto sobre Produtos Industrializados . 3. agrupando-os da seguinte forma: 1. Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação .IR. Imposto sobre as Grandes Fortunas. Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a eles relativos . do Distrito Federal e dos Municípios. contida nos incisos I e II do art. levou em consideração a natureza do fato sobre o qual incidem as exações. 153. 154 da CF e com os impostos extraordinários. Imposto sobre Operações de Crédito.ITBI. o Imposto sobre Operações Financeiras.ISS. e o Imposto sobre Transmissão Causa Mortins e Doações . artigo por artigo.ITR.IPTU. Comércio exterior: Imposto de Importação e Exportação. Patrimônio e renda: Imposto sobre a Propriedade Territorial . o Imposto sobre Produtos Industrializados. 155 e 156.IOF. ou o critério econômico. ao dividir os impostos. sendo federais o Imposto de Renda. a que apresenta maior simetria com a Constituição é a que os examina sob a ótica da competência impositiva da União. dos Estados.ITR. diferentemente do CTN que. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores . e o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza .

o Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. artigo por artigo. e que açambarcou as doações e também a transmissão de quaisquer outros bens e direitos que não os imóveis. o Imposto sobre Grandes Fortunas. fuga de capitais. de competência dos Estados. de caráter provisório. Imposto sobre a Transmissão Inter Vivos. combustíveis e lubrificantes e minerais) e os impostos sobre serviços de transporte e comunicações. Acrescente-se a este rol a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira . Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza. e instituiu-se o Imposto sobre Movimentações Financeiras.CPMF. inclusive ICMS e ISS Importação e Exportação. ingresso de capitais no País e lavagem de dinheiro: É um imposto que tem nítido caráter extrafiscal. Outra significativa alteração foi a ampliação do fato gerador do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis Causa Mortis. típico Imposto sobre Movimentações Financeiras. de competência dos Estados. na esfera municipal temos o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Sob a égide da Constituição Federal de 1988. 8 . de competência dos Estados. Da competência estadual são o Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias. o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural. a CPMF. Os impostos extraordinários são virtuais e constitucionalmente autorizados em caso de guerra e sobre bases já tributadas por outros impostos. absorve os três impostos especiais (energia elétrica. Surgiu o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. Por fim. o ICMS. o qual serve para o governo federal direcionar a fiscalização quanto à geração de rendas.

76. artigo por artigo. Registre-se que as expressões indicadas também servem para nominar o Imposto de Exportação. De impropriedade flagrante. 153.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. os nomes vulgares acabam por prestigiar a repartição fiscal. § 29. “Tarifa” significa lista de preços. ao tempo em que usa a nomenclatura “tarifa” como sinônima de “imposto”. de competência da União. 19. inclusive ICMS e ISS O CTN traz a previsão no art. Aduaneiros ou Direitos Alfandegários. A Constituição Federal de 1967. Embora esteja nominado na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional como como Tarifa Imposto de Importação. 9 . com a Emenda Constitucional nº 1/69. alíquota e não espécie tributária. batizando o imposto com o nome do espaço físico reservado à fiscalização. referia-se à Tarifa Alfandegária como termo que abrange os dois impostos do Comércio Exterior: importação e exportação. sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional. Tarifa são comuns Direitos denominações Aduaneira. O imposto. Capítulo II IMPOSTOS SOBRE O COMÉRCIO EXTERIOR Seção I Imposto sobre a importação Art. valor. COMENTÁRIOS A primeira abordagem que se faz em relação ao Imposto de Importação é quanto ao seu nomen juris. Alfandegária. no art.

naturalmente. está adstrito aos limites mínimo e máximo estabelecidos em lei. ao manejar as alíquotas majorantes. 153 da CF. 150. há previsão constitucional expressa (§ 1°. A flexibilidade das alíquotas faz com que a legislação tributária do imposto em comento entre em vigor imediatamente. artigo por artigo. tendo secundário significado como fonte de receita. presta-se para atender às oscilações do mercado internacional. eis que o Executivo. Considerado um dos mais antigos impostos do mundo. sem o rigor imposto pelo princípio da anterioridade. As alíquotas são aumentadas quando se deseja diminuir as exportações e diminuídas quando. politicamente. Como instrumento de política econômica. inclusive ICMS e ISS Características. O objetivo político é propiciar a condução de recursos e surgimento de empreendimentos para áreas que. respeitado o 10 . Daí a liberação de sua majoração. Como instrumento político. CF). Entretanto. tem como principal característica a extrafiscalidade. destinado à proteção dos produtos nacionais. a abertura do comércio exterior. o disposto no § 1° do art. socorrendo determinada área. o tributo de que se cuida é utilizado para corrigir distorções socioeconômicas nacionais.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Trata-se de imposto com objetivos de política econômica. despertariam maior interesse econômico. art. Por vezes. como ocorre com a criação de zonas de livre comércio ou zonas francas. ao contrário. Neste sentido. dificilmente. não é absoluto o poder de majoração. é aconselhável. do câmbio e do balanço de pagamento. Neste sentido. não poderia o Imposto de Importação sofrer as duras limitações das demais exações. ao incremento de soluções na área do comércio exterior.

Não basta o ingresso do produto estrangeiro no território nacional para que se dê a incidência. muito embora não ocorra a transferência de forma clara e objetiva. Fato gerador. pode ele eleger um acontecimento econômico. de “imposto por dentro”. escolheu o legislador uma situação fática . com ânimo de ser internada no País. porque. por exemplo. ou seja. pois a carga tributária tende a ser suportada por terceiro. Como a hipótese de incidência é livremente escolhida pelo legislador. não havendo definição quanto ao específico momento de sua realização. O certo é que o fato gerador do Imposto de Importação é instantâneo. 11 . É seletivo porque a incidência tributária observa a qualidade de cada um dos bens.vinda do estrangeiro. sem destaque formal. um fato material ou um negócio jurídico. inclusive ICMS e ISS princípio da irretroatividade. apenas. O art. artigo por artigo. classificando-os como supérfluos. Quanto ao imposto em análise. Além da extrafiscalidade. não supérfluos. em linguagem vulgar. É o que se denomina. utilizando-o como passagem. 19 do CTN não define com perfeição o fato gerador do imposto em comento. porque não basta a ocorrência do fato ali indicado para que se tenha o fato imponível. o ônus pelo tributo gerado se integra ao preço.entrada de mercadoria no território nacional -. Com efeito. similares aos nacionais etc. uma mercadoria pode ingressar no Brasil e não ocorrer o fato gerador. anteceda à ocorrência do fato gerador. o Imposto de Importação é um tributo indireto. mas esta situação fática deve estar atrelada a uma situação jurídica.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. se para este País não se destina.

É. e com procedimento de desembaraço já iniciado. É de suma importância a determinação do momento em que ocorre o fato gerador do Imposto de Importação. porque. artigo por artigo.e outro temporal . diz que. tem-se como ilícita a operação. 23 e 44 do Decreto-lei 37/66.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o fato gerador em exame exige um elemento espacial . 23). é preciso recorrer ao Dec. E. enquanto o CTN define o elemento material. vem a sofrer os efeitos de uma majoração do imposto. em razão da escolha da legislação que deve reger a espécie. o decreto-lei define o elemento temporal. inclusive ICMS e ISS Contudo. Adhemar Maciel. exige-se que a leitura do art.-lei 37/66. para delimitar-se a hipótese de incidência. ao reportar-se ao fato gerador do imposto. tem-se como completado o fato gerador do imposto (art.momento da entrada. 44). Conseqüentemente. quando se tratar de mercadoria despachada para consumo. 12 . O tempo é a entrega da declaração ou do manifesto.território nacional . “o reconhecimento de fato jurídico já ocorrido”. Como visto. sabendo-se que não está ela sujeita ao princípio da anterioridade. A entrada é considerada como território aduaneiro. exige-se a declaração de importação para o despacho aduaneiro (art. Se a mercadoria adentrar-se sem que esteja acompanhada do documento que a identifica. O diploma em referência. Tendo aplicação imediata a lei que majora a alíquota do imposto. 19 do CTN seja feita em conjugação com os arts. entregue a declaração. em depósito na zona primária. o simples ingresso da mercadoria. nas palavras do Min. no qual é dito qual a mercadoria importada. muitas vezes já descarregada do navio ou aeronave.

em nome da segurança jurídica. 19 do CTN.-lei 37/66 é o texto básico do Imposto de Importação. 19 do Código Tributário Nacional a disposição do art.11. Há. de 18. em reiterados precedentes. Daí os preços de referência. vem entendendo que o simples ingresso do bem não obsta à aplicação da lei de majoração. Vozes autorizadas. harmonizando os preços do mercado interno com o externo. a partir do Supremo Tribunal Federal. com a fixação de pautas de valor mínimo.-lei 37. exigindo-se que sejam elas acompanhadas de motivação expressa. O Dec. é muitas vezes utilizada para evitar o dumping. a partir da expedição da guia de importação. os que pugnam pela imutabilidade da lei de regência. JURISPRUDÊNCIA “É compatível com o art. tem entendido que a expedição de guia é um mero expediente burocrático. mas traz alguns problemas de ordem econômica para o importador. A variação de alíquota pelo Executivo. ainda. a fim de evitar o arbítrio. O entendimento é técnico. artigo por artigo. incidindo a lei nova se ainda não foi expedida a declaração ou manifesto. O STF. inclusive ICMS e ISS O Poder Judiciário. 23 do Dec. dando literal interpretação ao art. constantes das resoluções do Conselho de Política Aduaneira. vem sendo seguido pelos Tribunais.1966” (TFR -Súmula 4). o que faz ter o imposto objetivo político. diante de um aumento exacerbado e imprevisível da alíquota. rechaçam o entendimento jurisprudencial. sem repercussão quanto ao fato gerador.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 13 .

Imposto de Importação. Agravo regimental em recurso extraordinário.03. Min. Imposto de Importação. 4. RE 94167/RJ. Matéria dirimida pelo Pleno deste 14 . j. 1. RE 91337/SP. 23 do Dec. 2. Fato gerador.02. 1ª T. 19 do CTN e a norma específica do art. 5. art. em se tratando de mercadoria despachada para consumo. no espaço.1978. artigo por artigo. 05. O fisco tem o direito de alterar a alíquota dentro dos limites legais (Constituição [1967 c/c EC nº 1/69]. art. a ocorrência do fato gerador.1981). Tributário. 19 do Código Tributário Nacional. Recurso extraordinário conhecido mas não provido (STF. Min.09. Pelo que dispõe o art. Recurso extraordinário provido para cassar a segurança concedida ao importador pela Justiça Federal de São Paulo e pelo Tribunal Federal de Recursos (STF.1978). no tempo e na circunstância. 19 do Código Tributário Nacional. I).rel. Compatibilidade do art. no território nacional. porém a complementam para tornar precisa.-lei 37/66. DJU 29. Momento da ocorrência do fato gerador. Inexistência de contradição ou antinomia entre a norma genérica do art. RE 72874/SP . Pleno. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal em dissídio com a decisão recorrida. 19.1995]. Constitucional. Cordeiro Guerra.471. Código Tributário Nacional. Recurso extraordinário conhecido pelo segundo fundamento e provido (STF. Soares Muñoz..1980. de 27. Precedentes do STF.1981). rel.1981.05. Improcedência do argumento de que o contribuinte adquiriu o direito de calcular o imposto na consideração da alíquota vigorante no dia em que foi expedida sobredita guia. e não no dia em que foi expedida a guia de importação. 21.. 23 do Dec. DJU 20. 06. 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o fato gerador do Imposto de Importação é a entrada. Resolução do CPA. Majoração de alíquota. Fato gerador. 3. Antonio Neder. 1. Necessidade de sua motivação.05. Assim. j.427. 2. rel.04. da mercadoria importada.09. 1ª T. DJU 22. tendo em vista o fato gerador do tributo.-lei 37/66 (compatibilização). j. posto que a caracterização de um necessário momento naquela não previsto. Dec. tal imposto deve ser calculado na consideração da alíquota vigorante no dia desse fato. Mercadoria despachada para consumo. Imposto de Importação. 05. inclusive ICMS e ISS 1.1995 [revogado pelo Dec. não a desfiguram nem contraditam. ao fixar pauta de valor mínimo. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. Incidência. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. de 29.02. e o condicionamento de indeclináveis providências de ordem fiscal. Incidência do imposto com a alíquota majorada. Min.-lei37/66 com o art.

1.08. Francisco Peçanha Martins.lei 37/66. artigo por artigo. Momento do fato gerador. 4. Súmula 4/TFR. Mercadoria para uso próprio. Min.471/95]. 5.471. Processual civil e tributário. Recurso extraordinário a que o STF nega conhecimento (STF. conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225. sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação.1995].2000. arts. de 27.06. j.716). 08. CTN. rel. necessárias ao deslinde da controvérsia. REsp 205013/SP rel. Humberto Gomes de Barros.2001.. Recurso especial não conhecido (STJ. 23.1981. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. Na importação de mercadorias para consumo. 1ª T. Compatibilidade. Não há que se falar em nulidade de acórdão que. III. 1ª T. O 15 .2001).. Alíquota aplicável. Imposto de Importação. 03. examinando todas as alegações suscitadas na apelação.602. Guia para importação. 1. rel. DJU 16. Min. Inexiste incompatibilidade entre o art.391/95 [alterado pelo Dec. RE 77604/SP rel.1998. CTN. Min. este revogado pelo Dec. Maurício Corrêa. p. Precedentes. Antônio Neder. Majoração de alíquota. 19.05. Min. CF. 3. Dec.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 18. Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador. Discussão a respeito de o importador haver adquirido o direito de pagar tal imposto mediante aplicação de alíquota mais favorável. O fato gerador do Imposto de Importação é a entrada.06. j.08. 1. DJU 12. Imposto de Importação. j. AGRRE 252008/SP rel. inclusive ICMS e ISS Tribunal. 19. DJU 17.05. 25). consuma-se na data do registro da declaração de importação. Dec. Carlos Velloso). Fato gerador. 19 e Dec.. art. Imposto de Importação.427/95 [revogado pelo Dec. no território nacional. j. ou quando do desembarque da mercadoria.490/95.04.. Decreto 1. REsp 121617/PR. para o Imposto de Importação. 19 do CTN e o Dec. Tributário.1998. art. 150. 23). 2. Precedentes do STJ e TFR (STJ. 1. No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. Divergência pretoriana que não se acha demonstrada. Momento do fato gerador.-lei 37/66. art. 1427/95. 1. Min. Mercadoria despachada para consumo. Dec. Legitimidade e constitucionalidade decretadas pelo STF. o fato gerador. DJU 25. Violação a preceitos da lei processual civil não configurada.06.2001). 2ª T. decide a lide de forma contrária àquela desejada pelo recorrente. da mercadoria importada. Agravo regimental não provido (STF.1981.-lei 37/66 (art. Tributário. 1. Improcedência do argumento. 2ª T. e 153. a. §1°.02. p.

DJU 19. parágrafo único. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção. Súmula 4 do Tribunal Federal de Recursos. art. j. Imposto de Importação. não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto . Compatibilidade entre o art. j. Fato gerador. 19 e Dec. Recurso especial conhecido e provido (STJ. artigo por artigo. 19 do Código Tributário Nacional e arts.02. Não há qualquer incompatibilidade entre o art. 1. REsp 130230/PR. 23 do Dec.-lei 37/66. Precedentes do STJ e STF. Quem promove a importação de mercadoria sem ter a guia de importação sujeita-se ao regime legal vigente na data em que a obtém. 2ª T. Milton Luiz Pereira. rel. nos termos do entendimento firmado pelo Pretório Excelso.2001). 19 do CTN. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. DJU 05.-lei 37/66. Fato gerador. rel.06. os preceitos dos arts. A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. Ocorrência do fato gerador.471/95] e 1.-lei 37/66. Min. 2ª T.05. e o art. rel.-lei 37/66 e o art. 09. Mercadoria isenta. arts. parágrafo único.-lei 37/66. este revogado pelo Dec. para efeitos fiscais. presumida a ausência de responsabilidade do transportador.-lei 37.. 3. 1. REsp 185418/SP. j.391/95 [alterado pelo Dec. nos termos do art. Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento).1998. 41. inclusive ICMS e ISS contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada.05. III. Compatibilidade. A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador. à espécie. 06.Inaplicáveis. 143). O desembaraço aduaneiro completa a importação e. REsp 78. representa a entrada no território nacional da mercadoria. 23 do Dec. Responsabilidade tributária. Compatibilidade. Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete. 1ª T. Isenção. conseqüentemente. 1. 41. Tributário. Ari Pargendler.. Mercadoria importada a granel. p. Tributário. Dec. Tributário. Imposto de Importação.427/95. Decisão unânime (STJ. Recurso especial provido. do Dec. III.. Franciulli Netto. 23 do Dec.-lei 37/66.03. 1° e 23 do Dec.277/MG. 08. Art.2001. 23. CTN.427/95 [revogado pelo Dec. Multifários precedentes. 19 do Código Tributário Nacional.2000.2000). 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Imposto de Importação.09. Decs. e 60. Alíquota aplicável. DJU 28. 2.471/95]. e 60. Min. de 1966. art. Recurso especial não conhecido. Min. Não obstante o fato gerador do Imposto de 16 .2001. Inversão da sucumbência. Recurso sem provimento (STJ. 2. 1. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento).

embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional.427/95 [revogado pelo Dec. rel.01. Mandado de segurança. rel. Assim. Imposto de importação. A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias despachadas para consumo é definida pela norma vigente no momento da efetivação do registro da declaração de importação na repartição alfandegária. Incidência sobre importação de veículo já embarcado. o imposto sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional (art.-lei 37/66. 05. DJU 09.09. Tributário. Majoração de alíquota. DJU 03.06.0201428-8/RJ. ‘com a entrada no território nacional da mercadoria que contar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira’. Fato gerador complexivo e continuado. Procedente dos Estados Unidos da América.. Momento definidor da obrigação tributária ocorre com a entrada da mercadoria no território 17 . Dec. 1. 2ª T. REsp 203815/RJ.07. 288). Juíza Valéria Albuquerque. 4ª T. inclusive ICMS e ISS Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional. p. descascado.06.08.427/95 [revogado pelo Dec.1997.717). Irrelevantes as datas da celebração do contrato de compra e venda.1996. 19 do CTN/66. Assim. artigo por artigo. Dec.. Nos termos do art. quando se tratar de mercadoria despachada para consumo. inclusive em relação às importações já em curso e cujas guias não estavam registradas na repartição aduaneira na data de sua entrada em vigor (TRF-4ª R. 52. 1. torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’. 1. de 29. Inversão do ônus da sucumbência (STJ. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro. 04. j. Fato gerador.1997.471/95]. 3.1999). 25.471/95].. p. 19 do CTN/66). nos termos precisos do parágrafo único do art.1995. 23 do Dec. 1.. DJU 02. da declaração de importação (art. 1. AMS 96. Juiz Teori Albino Zavascki.472/88]. Alteração de alíquota. j. Tributário.05.1997. na repartição aduaneira. 1ª T. ele apenas se aperfeiçoa como registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e. é devida a alíquota do Imposto de Importação prevista no Dec. José Delgado.09084. Imposto de importação. Min.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Impetrante que pretende eximir-se de aumento de alíquota do Imposto de Importação incidente sobre trigo em grão. rel. Recurso especial a que se dá provimento.. AMS 96. Tributário.1999. do embarque do bem estrangeiro e do ingresso do mesmo no território nacional (TRF-2ª R.03. j. 1° do Dec. 2.-lei 37/66 [este artigo possui redação alterada pela Dec.-lei 37/66).-lei 2. Porém.

se o fato gerador do imposto .03. 2ª T.427/95 [revogado pelo Dec. 2. O que a Constituição exige. Alíquota. 23 do Dec. 1. 19 do CTN). Juiz Alberto Nogueira.1997.1997.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. 3.2ª R. inclusive ICMS e ISS nacional (art. Imposto de Importação. Se a política de comércio exterior impõe que se aumente ou reduza o valor de alíquota entre a importação. Recurso improvido (TRF. III. Precedente do STF. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. p. 1. 1. I. j. IV e V. Fato gerador do Imposto de Importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro. II. é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador. p. Possibilidade. 1.. Constitucional. a. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. Precedentes. rel.09. Juiz Homar Cais. 51). § 1°). Eros Grau. os quais são excepcionados da regra da anterioridade (Constituição Federal.1997. É inquestionável o caráter nitidamente extrafiscal do Imposto de Importação.471/95]. Majoração de alíquota. da declaração apresentada pelo importador (art.1997. Fato gerador. Mantida a decisão monocrática. 05. AMS 93. p.09. no art. não constituindo fato gerador de tributo. rel. não se pode invocar o princípio da segurança jurídica como respaldo a invocado direito ao pagamento de alíquota menor. artigo por artigo. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato 18 .. No caso. Imposto de Importação.04. j. II. RE-AgR 441537/ES. Agravo regimental no recurso extraordinário.2006. 21 do CTN).entrada da mercadoria no território nacional . 150. 101698). Alteração de alíquota. Min.for posterior à vigência do diploma legal. DJU 25.427/95 [revogado pelo Dec. DJU 03. 1° . e não a partir da emissão de guia de importação. rel. É facultado ao Poder Executivo alterar as alíquotas (art. art. faculta ao Poder Executivo.09004-1/SP.06. no § 1° do art. 25. Imposto de importação. art. Tributário.-lei 37/66)..471/95 ]. 4ª T. que é prévio ato administrativo. Tributário. Apelação não provida (TRF-3ª R. 64). DJU 29. a chegada da mercadoria ao país e o momento de seu desembaraço aduaneiro. CF.0213217-0/RJ. III.11..2006. 150. porque a esta não tem direito o importador enquanto não concretizado o fato gerador.07. na repartição aduaneira competente. 1. 2ª T. MAS 96. pela relevância econômica da relação jurídica com reflexos na política cambial e no comércio exterior do País. tanto que a Constituição Federal. 153. O produto importado estará sujeito ao pagamento do imposto respectivo pela alíquota vigente no momento da ocorrência do fato gerador. a. Dec. alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I. 150. j.

rel.05.2002. Francisco Peçanha Martins. Ocorrência. 2ª T. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. DJ 17. Momento ao fato gerador. III. REsp 552852/PE. Humberto Gomes de Barros.2000. a jurisprudência do Supremo Tribunal no sentido de que. na repartição competente. Tributário. rel. Incidência. Min. Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal. rel. Variação cambial.2001. p. artigo por artigo. RE-AgR 252008/SP.2005. DJ 28. 57).379/PE.1980. DJ 11. em 06. Nessa linha de pensamento exteriorizaram em diversos arestos as Cortes Superiores: o Supremo Tribunal Federal que. Fato gerador. art. ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. 31. 08. inclusive ICMS e ISS gerador do Imposto de Importação. ICMS. 44). para o imposto de importação. Tributário.2007.2001.02. Min.. manifestou-se. 1. Importação. 1. 2. DJ 25.2005. rel. DJ 09. Francisco Peçanha Martins.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.117/PE. REsp 139658/PR. consuma-se na data do registro da declaração de importação’ (REsp 313. Imposto de Importação. DJ 05.3378/SP.1999. Min. 1. Tributário. DJU 16. 2ª T. EDcl no AgRg no REsp 170163/SP.2007.471/95]. José Delgado. DJU 26. ocorre no momento do desembaraço aduaneiro. Min. Carlos Velloso. Imposto de Importação. Tratando-se de mercadoria despachada para consumo. REsp 205013/SP. 2.07. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro. 23 c/c art.p.11.-lei 37/66.02. rel. j. da declaração apresentada pelo importador (Dec. Majoração de alíquota. no julgamento da ADIn 1293/DF. j. rel. 2ª T. para esse efeito específico.05. Min.. 1. 19). rel. 2. REsp 213909/PR. em se tratando de mercadoria 19 . Min. Min. Milton Luiz Pereira. E ainda: ‘Imposto de Importação. Min.571). rel. j.08. p.2001. Min. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. Fixou-se em Plenário. Agravo não provido (STF. 06. DJU 01.10. art.02.2003). Eliana Calmon.2002.06. Precedentes: RESP 250. RE 91. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. Incidência do imposto com a alíquota majorada.427.02. Fato gerador. 137). tendo em vista o fato gerador do tributo. Agravo regimental não provido (STF.09. Constitucional. a data da celebração do contrato de compra e venda ou a do embarque ou a do ingresso no país de mercadoria importada’. Maurício Corrêa. AI-AgR 420993/PR. o fato gerador. 1. sendo irrelevante. rel. Agravo regimental em recurso extraordinário.. Recurso especial provido (STJ.08. João Otávio de Noronha. in verbis: ‘O imposto de importação tem como fato gerador a entrada de produtos estrangeiros no território (CTN-66. O fato gerador do ICMS. Desembaraço aduaneiro. na importação de mercadorias.

conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225. e: ‘Na importação de mercadorias para consumo. 19 do CTN e o art. Pleno. DJ 18. artigo por artigo. ‘Jurisprudência pacífica do STJ. considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto de Importação a data do registro na repartição aduaneira da declaração feita para fins de desembaraço aduaneiro. Cordeiro Guerra. da declaração de importação.566). rel. 3.04. 23 do Dec.-lei 37/66 e o art. aplicando-se a alíquota vigente na época’ (REsp 250379/Peçanha Martins. Fato gerador.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. STF. 260). 19 do CTN’ (EAREsp 170163/Eliana Calmon.o fato gerador do Imposto de Importação ocorre na 20 . sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação.-lei 37/66 dispõem que o imposto de importação tem como fato gerador a entrada da mercadoria de procedência estrangeira no território nacional. Imposto de Importação. Recurso especial provido (STJ.06. DJ 09. para o Imposto de Importação. Na importação de produtos do exterior. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. na repartição competente. 23 do Dec. Tributário. Min. 23 do Dec. Entrada. o STJ assim tem se pronunciado: ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. rel. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira.2002). 2.. 19 do Código Tributário Nacional.-lei 37/66. 19 do CTN com os arts. p. 1. DJU 14. no sentido de que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre com o registro da declaração de importação na repartição aduaneira. Território nacional. 12. consoante o disposto no art. DJ 25. Quando se tratar de mercadoria destinada ao consumo.1980.08. Ausência de incompatibilidade entre o art. Embargos conhecidos. o qual é compatível com o art.-lei 37/66.2005.-lei 37/66.-lei 37/66. 1ª T. Fato gerador. 23 e 24 do Dec. 19 do CTN e o Dec. j. p.1980. Precedentes do STJ e STF’ (REsp 121617/Humberto). ‘O STF já proclamou inexistir incompatibilidade do art. DJ 05. rel. Min. Seguindo essa mesma linha de orientação. Inexiste incompabilidade entre o art. o fato gerador ocorre na data do registro.2001).-lei 37/66. porém rejeitados’ (ERE 91.08. 23 do Dec. REsp 670658/RN. Prevalece a regra geral insculpida no art. 2. 23. 19 do Código Tributário Nacional na importação de bens de capital . Min. Bens de capital.03. Luiz Fux. inclusive ICMS e ISS despachada para consumo.309-2/SP.2002). consuma-se na data do registro da declaração de importação.2006.602. 19 do Código Tributário Nacional e 1° do Dec. Precedentes. para consumo próprio.09. 19 do Código Tributário Nacional com o art. o fato gerador. ou quando do desembarque da mercadoria.09. Compatibilidade do art. Carlos Velloso)’ (REsp 205013/Peçanha Martins. inexistindo incompatibilidade entre o art. A regra geral prevista nos arts. 3. Momento da ocorrência.

para o Imposto de Importação.-lei 37/66. Castro Meira. Portarias 73/91 e 938/91. consuma-se na data do registro da declaração de importação.2005. 2ª T. DJU 14. Castro Meira. Tributário. Precedentes do STJ e STF (STJ. Fato gerador do Imposto Sobre Importação: momento da entrada da mercadoria no território brasileiro.. 116. Min. 08. do CTN. 202). Preliminares rejeitadas. Min. o desembaraço ocorreu na vigência do Dec. DJU 30.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. No caso de importação de mercadoria despachada para consumo.. Min. Agravo regimental improvido (STJ.não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão. Decs. Imposto de Importação.11. 2ª T.08. Tributário. 2. A preliminar de ausência de prova da recusa da repartição fazendária em proceder ao registro 21 . p. Abandono. 2. REsp 313117/PE. p.2005. o qual se inicia com o registro da declaração de importação. Recurso especial conhecido e provido (STJ. 1ª T.2004. 23 do Dec. Ausência de registro por decurso do prazo.2005. O fato gerador do imposto de importação é a data da entrada da mercadoria no território nacional e não a data da emissão da guia de importação. Art. 21. artigo por artigo. Recurso especial improvido (STJ.11. Tributário e processual civil. p.Fato gerador.atual denominação da guia de importação . O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro.. AgRg no REsp 49697/RJ.2003. 4. Castro Meira. Imposto de Importação. é regido pela lei vigente à época. REsp 328835/SC. Na hipótese. I. j.11. 03. o fato gerador. 4. Desembaraço aduaneiro. 1. 1471/95] . em relação ao fato gerador. A declaração de importação . Momento do fato gerador. portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo. 232). rel. Veículos automotores. 2ª T.2005. DJU 01. 1. Assim.427/95 [revogados pelo Dec. Ocorrência. Imposto de Importação.391/95 e 1. inclusive ICMS e ISS entrada dos produtos estrangeiros no território nacional. 3. Apelação e remessa oficial providas. 1. rel. REsp 157162/SP rel. 1. Registro da declaração de importação: art. O lançamento fiscal.2004. 2. As Declarações de Trânsito Aduaneiro anexadas aos autos provam que as mercadorias foram introduzidas no Brasil.08.1. rel. Tributário.10. 03. Min. 366). j. j. 236). deve ser rejeitada a preliminar de ausência de prova pré-constituída quanto à data de introdução das mercadorias no Brasil.2003.06.. 3. 19 do CTN c/c art.05. p.427/95. Mercadoria despachada para consumo. j. Humberto Gomes de Barros. DJU 17.

nos termos do art. Precedentes deste Tribunal e do STF. 49).11. Tributário.01. AMS 96. O impetrante inviabilizou o registro da Declaração de Importação. para publicação do acórdão (TRF-1ª R. 5. j. 4. 2ª T.2004.-lei 37/66. 3. combinado com o art. Guia de importação 1. Imposto de Importação.05.099427-9/MG. sendo este o momento considerado como ocorrido o fato gerador (art. Dec.12. Fato gerador. 3.543/2002]). em 24. Recolhimento integral do imposto. Apelação e remessa oficial providas. 571). que é aquela vigente na data de seu ingresso no país.. ocorrido no momento do registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira. DJU 29. A guia de importação somente autoriza a entrada de mercadoria no Território Nacional. do CTN).030/85 [revogado pelo Dec. AMS 36375/SP.2003. pois deixou transcorrer o prazo para dar início ao despacho aduaneiro (art.. Registro da Declaração de Importação. I. sendo considerado o fato gerador do Imposto de Importação a entrada da mercadoria no território brasileiro. 22 . 19 do Código Tributário Nacional.04.-lei 37/66 com o art.2006.. Alíquota. já que tal circunstância constou em declaração complementar. o registro não é mais possível e a mercadoria é considerada abandonada. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do registro da declaração de importação. Mercadorias que embarcaram em outro navio e em outra data.01. Compatibilidade do art.2006. inclusive ICMS e ISS da declaração de importação confunde-se com o mérito. início do despacho. donde surgir ao importador a necessidade de recolher aos cofres públicos o montante respectivo. donde não se justificar que o contribuinte recolha novamente o imposto e em outro momento peça a sua restituição (TRF-3ª R. 19 do CTN. Peças liberadas pelo relator. Tributário. p. 22.00.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. que se dá com o registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira. 19 do CTN. durante esse prazo.2007. Imposto de Importação. 116. Declaração de Importação. artigo por artigo. Descabida nova cobrança do imposto. rel. 7ª T. 461. ficando inalterado o aspecto temporal do fato gerador do imposto. 3ª T. sendo irrelevante a sua data para fixação da alíquota do Imposto de Importação. DJU 17. Não havendo. rel. p. Desembaraço. 24.. DJU 12. Juiz Luciano Tolentino. O Pleno do STF pacíficou a matéria no sentido da compatibilidade da regra do art. 03. 23 do Dec. Apelação improvida (TRF-1ª R.01. 91. não importando se as mercadorias desembarcaram no mesmo navio e na mesma data.-lei 37/66 com o art. 6. 23 do Dec. 54). 2.364188/MG.2006. 4. Juiz Miguel Ângelo de Alvarenga Lopes j..01.04. O fato gerador do imposto de importação ocorre com a entrada da mercadoria em território nacional.rel. Juiz Roberto Jeuken. p.. AMS 1999. 23 do Dec.2006. j.

1. 5.. Tratando-se de mercadoria destinada a consumo. Dec. Na importação de mercadorias despachadas para consumo. 4. 2. 4. 07. DJU 10. a teor do art.2006. 86 e 87 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. Juiz Mairan Maia. inclusive ICMS e ISS Tributário. Imposto de Importação. ao país. reconhecese o direito adquirido ao pagamento do tributo pela alíquota menor. 6. 23. Alteração de alíquota.-lei37/66. e segundo a delimitação constitucional da regra matriz tributária. Art. que fixa a data do registro da declaração de importação na repartição 23 . complementado pelo art.. 23 do Dec.2005. 19.2005. escorreita a atuação do Fisco ao constituir o crédito remanescente.-lei 37/66. 19 do Código Tributário Nacional.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a data da conclusão do negócio jurídico de aquisição do bem importado. Apelação em mandado de segurança. 1.-lei 37/66. 3ª T. Tributário. 23 do Dec. Art. Registro anterior à majoração. 3. como momento de aperfeiçoamento da obrigação tributária do imposto incidente sobre mercadorias despachadas para consumo. 1. III. artigo por artigo. REOMS 187700/SP. Inversão do ônus da sucumbência (TRF-3ª R. CTN.06. Sentença reformada. Arts. Momento de ocorrência do fato gerador. Direito adquirido. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada do produto importado no território nacional. p. Dec. Imposto Sobre Importação. não importando.543/2002]. II. rel. Art. 19 do CTN. Juíza Cecília Marcondes j. I. vigente à época da concretização do fato gerador. Remessa oficial desprovida (TRF-3ª R. do produto estrangeiro.08. a alíquota exigível é aquela vigente na data do registro da declaração de importação no ato do desembaraço aduaneiro. o qual inicia o procedimento de desembaraço aduaneiro. 27. À luz do art.427/95 [revogado pelo Dec. 1.07. em território nacional. Incidência do art. AC 22632/SP. Anulatória de débito fiscal.. a destinação para consumada mercadoria objeto do despacho aduaneiro. Revogada a Resolução CPA 05-0392 quando do registro da declaração de importação. para fins tributários. Fato gerador. harmoniza-se com o perfil constitucional da regra matriz desse tributo na medida em que reconhece. p. consubstanciado no auto de infração atacado. j. a hipótese de incidência do Imposto sobre Importação traduzse na chegada. o registro da declaração de importação. sendo irrelevante o dia de ingresso do produto estrangeiro. nos autos.. do Dec.-lei 37/66. 301). 371).471/95]. 23. 23 do Dec. Aspecto temporal do fato gerador do tributo.2006. rel. 6ª T.-lei 37/66. Fato incontroverso. DJU 21. O art. Constatado que o registro foi providenciado antes do advento do diploma que aumentou a alíquota do Imposto de Importação.08. Imposto de Importação. aplica-se a alíquota vigente à data do registro da declaração de importação.

a entrada no território nacional da mercadoria.04. 848).04. 106. sendo irrelevante. A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias para consumo é definida pela norma vigente no momento em que se efetivou o registro da declaração apresentada pelo importador à repartição alfandegária competente. Juiz Lazarano Neto.855/SP. 3. quando da entrada em vigor do Dec. Ao contrário. inclusive ICMS e ISS aduaneira. O art. 3. p. Tributário. 396).981/95. 2. Dec. AMS 2000. e não com a simples entrada física desta no território nacional. Ação ordinária. Desembaraço aduaneiro. 2. Imposto de Importação. momento que se dá o desembaraço aduaneiro da mercadoria.044496-8/PR. Majoração de alíquota.. 23 e 44. A legislação tributária aplicável à operação de importação é aquela vigente à época do fato gerador.01.. Portanto. não agiu com excesso de poder o Executivo ao alterar a taxa de câmbio. 1. Ademais. AMS 170. a alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. DJU 22.2005.2006. Dec. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre por ocasião do registro da Declaração de Importação. para efeitos fiscais. 1. submetendo-a à livre flutuação do mercado. autorizou o Poder Executivo a alterar a forma de fixação e a periodicidade da taxa de câmbio. 1. Apelação a que se nega provimento (TRF-3ª R. 105. rel. arts. Tributos.03. artigo por artigo. Momento da perfectibilização do fato gerador. da Constituição Federal. Ocorrência do fato gerador. nem alteração da base de cálculo ou da alíquota. Juiz Vivian Josete Pantaleão Caminha. na hipótese de ser destinado a consumo. 1ª T. Taxa de câmbio. 3. a.2000. Legalidade. não havendo que se falar na existência de direito adquirido à utilização de determinada taxa de câmbio fixa. III. e art. Importação.-lei 37/66. é legítima a incidência da exação. DJU 26. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. a base de cálculo será simplesmente o resultado aritmético da conversão do valor expresso em moeda estrangeira com a taxa vigente. j. j.. O fato gerador do Imposto de Importação nasce com a entrada das mercadorias em território nacional e perfectibiliza-se no momento do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira. 6ª T. 02.. O desembaraço aduaneiro completa a importação e. p.471/95]. do CTN.10. 150. em coerência com a política econômica global adotada à época (TRF-4ª R. Aduaneiro. Tributário. de 10.03. nos termos do art.626. a variação do câmbio da moeda estrangeira não representa majoração do tributo.2006. Não tendo sido efetuada a declaração de importação das mercadorias importadas. porquanto. representa.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. para esse 24 . 2. 05. 1.427. conseqüentemente.04. da Lei 8.2005.

leva em conta um determinado fato. No Imposto de Importação. o preço da arrematação. Assim. é o valor tributável. 25 . é fixada levando em consideração a unidade ou quantidade do bem importado. o preço normal que o produto.029873-8/PR. providas (TRF-4ª R.quando a alíquota seja específica. 20. para ser cobrado. a data da celebração do contrato de compra e venda relativo ao bem importado. no art. ou seu similar. volume. referida no inciso I do art. ao tempo da importação. A base de cálculo do imposto é: I . 1ª T. rel.2003.. inclusive ICMS e ISS específico efeito. 20 do CTN. 4° do Dec. para entrega no porto ou lugar de entrada do produto no País. em uma venda em condições de livre concorrência. É a alíquota especifica. II . 20. o imposto corresponderá a cada unidade destacada. indica três bases de cálculo distintas. a unidade de medida adotada pela lei tributária.00. Todo imposto. alcançaria..70. mensurando-o do ponto de vista econômico.2003. peça etc.quando a alíquota seja ad valorem. Art. 3. Juiz Wellington Mendes de Almeida. COMENTÁRIOS Base de cálculo. expressa em uma medida determinada pelo peso. A primeira. p.11.-lei 37/66. Em outras palavras. 22. DJU 12. o CTN. metro. artigo por artigo. Apelação e remessa oficial. 386). tida por interposta. III quando se trate de produto apreendido ou abandonado. bem como era previsto no art. O quantitativo estabelecido é a base de cálculo que serve de suporte ao conteúdo da obrigação tributária. j. levado a leilão.10.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. já em desuso. AC 000.

Observe-se que não se trata do valor de aquisição e sim do preço normal. 20. levando em consideração a essencialidade ou utilidade do produto. VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . Após um evento internacional intitulado Rodada de Tóquio. o que faz o Imposto de Importação proporcional (inciso II do art. para entrega no porto ou no lugar da entrada do produto no País. utilizava-se da expressão valor aduaneiro. em Comentários à Lei Aduaneira. artigo por artigo. ou seu similar. Roosevelt Baldomir Sousa. Em princípio. Outro aspecto a ser considerado. inclusive ICMS e ISS A segunda base de cálculo leva em consideração o valor do produto. 26 . alcançaria em uma venda em condições de livre concorrência. a alíquota do produto estrangeiro é majorada. para ás mercadorias estrangeiras levadas a leilão. As alíquotas são estabelecidas pelo Poder Executivo. quanto mais necessário. em caso contrário. menor alíquota ostenta. é reduzida. hoje só usada por sete países. se houver similar nacional. CTN). fixada em termos percentuais. tem-se uma terceira base de cálculo. A base de cálculo do imposto é o preço da arrematação. formada por 32 países. ou seu similar. chegando-se ao art. de tal modo que. quando da fixação da alíquota. diz respeito à concorrência que possa fazer o produto estrangeiro à indústria nacional. eventual e episódica. O CTN chama de preço normal o valor que o produto. ensina que por muitos anos a comunidade internacional. Por fim.GATT.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. quando apreendidas ou abandonadas. Tem-se aí a “alíquota ad valorem”. convencionou-se uma nova definição de valor.

artigo por artigo. e. Cabe à Secretaria de Comércio Exterior . preço referência. por interesses internacionais. estes atrelados geralmente a acordos disciplinadores da política de preços. seguidos de publicidade. Somente em duas hipóteses cabe o arbitramento: quando a mercadoria estrangeira não está acompanhada da documentação legal. o antigo Conselho de Política Aduaneira. cit. portanto. o que pode ser feito tomando como referência o preço constante da fatura comercial. dos valores das mercadorias. 27 .Secex. para o Estado. a seu talante. dentre os quais a política de proteção aos produtos nacionais. Preço de referência é o adotado no interesse de proteger o similar nacional e visa equalizar os preços de oferta quando díspares (Roosevelt Baldomir Sousa. a tarefa de fixar o preço de mercado. inclusive ICMS e ISS Fixação pelo Poder Executivo. Verifica-se. firmando uma pauta de valores mínimos por intermédio da Comissão Executiva. necessariamente. supra). Há um emaranhado de interesses alienígenas e impositivos que são levados em consideração. porque todos os valores são adrede estabelecidos. também chamado de preço normal. é eminentemente política e passa. o que não poderia ser diferente diante da responsabilidade que lhe cabe como negociador internacional e guardião dos interesses nacionais. ou atribuindo o órgão. ob. a discricionariedade não se confunde com arbítrio. um valor que entende ser o correto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. um dos órgãos da Secretaria de Comércio Exterior Secex. a discricionariedade do Poder Executivo. finalmente. como todo e qualquer ato administrativo. Entretanto.. Acirrados questionamentos surgem em razão da fixação do valor das mercadorias A tarefa.

jóias. Dec. ao controle fiscal (art.-lei 37/66. situação que dura por cinco anos. 13. naturalmente. Dec. Para facilitar o ingresso de bens estrangeiros no País. o Brasil. por fim.04. bem assim o longo elenco constante do Dec. entretanto. permitindo o ingresso da mercadoria com suspensão do pagamento do imposto. quando do retorno ao Brasil (art. artigo por artigo. cujo destino não é.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.-lei 1. do qual destaco. O referido dispositivo foi 28 .-lei 37/66. As mercadorias estrangeiras estão sujeitas ao pagamento do Imposto de Importação quando ocorrido o fato gerador. 3°. foram instituídos regimes especiais.-lei 37/66). livros e revistas. senão com o pagamento dos tributos. Escapam ainda do pagamento da exação a bagagem do passageiro que ingressa no País. objetos pessoais. ou quando a documentação apresentase inidônea. lembranças de viagem etc. quando do desembaraço aduaneiro. apenas para exemplificar. mas sujeitando-a. Regimes aduaneiros. Entretanto. de 07.455/76). como previsto no CTN. em montante cuja fixação atende aos interesses políticos. É a chamada quota isencional (art. a bagagem dos estrangeiros radicados no Brasil há mais de cinco anos e de brasileiros com mais de dois anos domiciliados no estrangeiro. art. ou seja.-lei 1.. quando se desligam da missão estrangeira. toda a bagagem dos agentes diplomáticos. 9°. abrangendo roupas. inclusive ICMS e ISS ignorando-se o valor de aquisição. já comentado acima. há tolerância quanto a bens adquiridos no estrangeiro dentro de um valor limitado pelo Poder Executivo. ao final dos quais ficam liberados da incidência. que os bens desembaraçados como bagagens não podem ser alienados.1976). Isenção de bagagem. Observe-se. 19 e no Dec.455. Dec.

Os bens devem ser minuciosamente identificados. 4. Temos. A legislação brasileira permite duas modalidades de drawback: drawback suspensão e drawback isenção. Caso não haja retorno. atualmente disciplinado pelo art. caso em que se materializa a responsabilidade.08. 267 e seguintes do Dec.2001 (ainda não convertida em lei). cuidando a lei tributária de uma garantia futura. Exemplo freqüente de admissão temporária existe quanto aos veículos importados para uso e circulação na zona franca ou zona de livre comércio e que saem do território especial por período certo. 9° O importação estrangeira suspensão importação. para assim possibilitar uma eventual taxação. definido no art.158-35.030/85). passando a ter a seguinte redação: Art. caso seja descumprido o prazo ou a finalidade. 252 do Regulamento Aduaneiro (Dec. regime especial de entreposto aduaneiro na permite a armazenagem de mercadoria em local alfandegado de uso público. fato gerador sujeito a uma condição resolutiva. ainda. 91. na hipótese. artigo por artigo.543/2002 como aquele que permite o transporte de mercadoria sob controle aduaneiro. com suspensão de tributos. Das diversas modalidades de regime especial destaca-se o trânsito aduaneiro. 29 .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Pode-se exigir ou não a expedição de guia de importação. bens estes que deverão cumprir uma finalidade. de 24. sendo dispensada quando se tratar de importação ao abrigo de tratado ou convenção internacional. passam a incidir todos os tributos. a admissão temporária. com do pagamento dos impostos incidentes na Há. a qual consiste na importação de bens que devem permanecer no País por prazo fixo determinado. inclusive ICMS e ISS alterado pela Medida Provisória 2.

os bens importados com suspensão são absorvidos pelo produto nacional que vai ser exportado.15835/2001. cujos impostos ficam suspensos pelo prazo de um a três anos. que se constitui em depósito para receber mercadorias para concursos. Se não houver exportação há exigência da exação. É. entretanto.. que é um espaço físico concedido pelo Ministro da Fazenda. 17. a título precário e mediante seleção dos interessados por concorrência pública. instalação de mercadorias importadas ou exportadas por terceiros usuários. e que servem geralmente para depósito. 58 e 59. que consistem no regime especial de armazenamento de mercadorias em importação ou exportação. temos o entreposto aduaneiro de uso público. A primeira espécie do gênero mercadoria perdida é a considerada abandonada. Dentre as diversas modalidades. ainda não convertida em lei até a presente data. com suspensão de tributos. serão devolvidas ao remetente. 30 . sob estreito controle fiscal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Chama-se a atenção para as remessas postais internacionais porque. hipótese em que há absorção do produto estrangeiro. também. feiras de amostra etc.-lei 1.455/76). artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS No primeiro. Temos. o entreposto aduaneiro temporário.-lei 37/66). Além dos regimes aduaneiros especiais. Dec. depósito ou trapiche). por permanecer na aduana além dos prazos e condições indicados em lei (arts. Dec. mas esta incidência sofre suspensão até a exportação. tem a legislação brasileira os chamados entrepostos aduaneiros. Perda de mercadoria. Esse dispositivo. No segundo (drawback isenção). o espaço físico (armazém. foi revogado pela Medida Provisória 2. há uma diferença muito sutil e que consiste na importação de produtos fabricados com matéria-prima importada. exposições. em outras palavras. se não recebidas nos prazos estabelecidos. no máximo (art.

artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS Também obedecem a tratamento distinto as mercadorias apreendidas. A recíproca é verdadeira. A única possibilidade de utilização de bens importados apreendidos é mediante doação dos mesmos. ou de importação proibida.455/76.-lei 1. se houver saldo positivo no leilão. finalmente. como medida acautelatória. após a decretação de perda 31 . Uma outra forma de perda é a avaria (perda parcial ou total) e o extravio (perda total). também recepcionado. violando o Dec. a não ser que tenha sido iniciado o despacho aduaneiro. O abandono não gera para o destinatário da mercadoria ônus algum. porque. as mercadorias importadas irregularmente. na condução de processos criminais de contrabando ou descaminho.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Temos. em nome e à ordem do Ministro da Fazenda. hipótese em que a desistência obriga ao pagamento da diferença entre o valor da arrematação e o valor da exação. Daí o equívoco de alguns magistrados que. que sofrem apreensão liminar para posterior imposição de pena de perdimento. ambas as hipóteses apuradas em procedimento administrativo. este será entregue ao proprietário da mercadoria. 25 e 26). Todos os bens apreendidos são recolhidos à Secretaria da Receita Federal. diploma que foi recepcionado pela CF/88 e em nada contraria o Dec. após regular processo administrativo. como se tivesse sido despachada normalmente. A prática é ilegal.-lei 37/66 (arts. arvoram-se depositários dos bens estrangeiros apreendidos ou indicam terceiras pessoas como depositários.

em algumas situações a sentença penal faz coisa julgada na esfera administrativa. o proprietário do bem estrangeiro não foi o responsável pelo irregular internamento. Independentemente do processo judicial. Aconselha-se. Pena de perdimento. A jurisprudência. Daí a direta interferência da sentença judicial no procedimento administrativo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. se comprovado o irregular internamento dos mesmos. o qual deve observar os princípios processuais do devido processo legal. antes de ser mandado a leilão. inclusive ICMS e ISS em benefício do erário. artigo por artigo. a demonstrar que melhor seria aguardar-se a finalização do processo judicial para então proceder-se ao perdimento de bem e com ele a irreversível alienação em hasta. como só acontece quando declarada na esfera penal a inexistência material do fato ou quando se verificar a não-participação do réu no fato criminoso. que todos os bens estrangeiros apreendidos sejam encaminhados ao Secretário da Receita Federal. ou quando não arrematados em hasta negativa. embora sejam independentes as esferas de responsabilidade. não responsável pela irregularidade na importação. 32 . seja a autoridade fiscal comunicada quando da finalização do processo judicial. ainda. tem tratado o proprietário inocente como terceiro de boa-fé. para maior dinâmica no processamento dos feitos administrativos e judiciais. da ampla defesa e do contraditório. embora oscilante. Por exemplo: o bem apreendido em poder do réu não é de sua propriedade. E isto porque. a apreensão de bens importados irregularmente desencadeia a instauração de processo administrativo-tributário. Preconiza-se. estes cíveis e criminais. A questão mais complexa existe quando tramitam concomitantemente processo penal e processo administrativo. ao final do qual é declarada a perda de bens.

Guia para importação. 1°. 25.145/53. Dec. 1ª T. § 2° [rectius: art. Min.10. Recurso não conhecido (STF. A importação da vitamina E. rel. 1. a. Imposto de Importação. DJU 05. Tributário. DJU 11. art. O contribuinte não tem 33 . Tributário. j. REsp 167. o valor da mercadoria importada. devem conter motivação expressa (TFR Súmula 97). artigo por artigo. Humberto Gomes de Barras. 150.11. Precedentes. Vitamina E e derivados. Crédito do imposto pago na importação de país membro do Gatt.1995).1998). 10 da Lei 2. sob todas as formas. 1° da Lei 7. destinadas à fixação de pauta de valor mínimo. 23. § 1°. 2ª T. IPI. 83.08. CF. 1. inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA As Resoluções do Conselho de Política Aduaneira [hoje. O9. redação dada pelo art. Fato gerador. 1. Na importação sob regime drawback. 23). III.391/95 [alterado pelo Dec.992/PR. 23. § 2°. REsp 128200/SP.. Taxa de licenciamento de importação. por isso. Tributário.263/79]. rel. este revogado pelo Decreto 1.690/88 [suspenso por inconstitucionalidade pela Resolução 11/2005.502/64.10. Dec. este parágrafo foi revogado pelo Dec. j. art. Francisco Peçanha Martins. Recurso extraordinário não conhecido (STF. art.-lei 2. 36). j. Em havendo isenção dos tributos federais (STJ. obedece às normas estabelecidas no Gatt. Incidência da Súmula 83/STJ. rel. ou seja.162/72.1998.09. 19.-lei 37/66 (art. do Senado Federal]. Art.02. 1. somente favorece os produtos nacionais (Lei 4. DJU 10.427. DJU 31. Soares Muñoz.. rel.10.471/95]. arts. Recurso não conhecido (STJ. Pleno. 23. Alíquota zero.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. § 2°. 1. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao Imposto de Importação. Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador. Dec. 1ª T.433/88]. 19. Min. 70. Imposto de Importação. Min.080/SP. recebendo o benefício de alíquota zero. Alíquota aplicável. Ilmar Galvão. Min.427/95 [revogado pelo Dec. da Constituição Federal de 1988. CTN. RE 92978/SP. j.1989).1994.1989. só há isenção do ICMS quando ocorre a suspensão do Imposto de Importação e do IPI. 145. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência. pois tal creditamento constitui incentivo à indústria nacional e. e 153. REsp 135.471/95]. em face da norma do art. substituído pela Secex]. Sua inaplicação à hipótese. revogado pelo Dec..182/72 [rectius: Decreto 70.1980. Dec..1980). relativo a bem para o ativo fixo. Gatt.

1999). 23.05.-lei 37/66). Humberto Gomes de Barros. em procedimento administrativo regular. 1ª T. artigo por artigo. Milton Luiz Pereira.05. independe da prova de boa-fé do contribuinte (responsável pela operação interna com essa mercadoria).1999. rel. 1. 1ª T. Tributário. É a alíquota vigente nesta data que deve ser aplicada para o cálculo do imposto.471.455/76.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Garcia Vieira. Dec. DJU 28. Isenção. 15.02.04. art. a decretação do perdimento dos bens. Multifários precedentes. inclusive ICMS e ISS direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada. 1ª T. Dec. Fato gerador. Perdimento de bens decretado pela autoridade competente em procedimento administrativo regular: Segurança denegada. Havendo comprovação. Tributário.2001. de que a mercadoria teve clandestino ingresso no território nacional. DJU 31. p. somente tem aplicação quando devidamente comprovada a responsabilidade do proprietário no ilícito praticado pelo motorista transportador das mercadorias apreendidas (STJ. Veículo transportador de mercadoria estrangeira destituída de documentação. rel.02. 23 e 24. DJU 28.03. 15.445/76 [na publicação consta Dec. Imposto de Importação. IPI e lmposto de lmportação. Recurso improvido (STJ. Tributário.1995. 104. DJU 17. mas no voto consta Dec. o fato gerador não ocorre no momento da celebração do contrato.. de 27.-lei 1. 23 do Dec. REsp 264565/PR.032/90. A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. Pena de perdimento de bens.2001). REsp 15085/DF. Min. mas quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art. Dec.324/97. Dec. 1. j. arts. A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador. Ilícito fiscal. j. Min. Min.2001). Majoração de alíquota. V. 2.1992.-lei 2. ilegalmente importados. Em se tratando da importação de mercadorias para consumo.2001.1992.445/76. utilizado em contrabando ou descaminho. 1ª T. j. 2.331/SC. A pena de perdimento do veículo. Min.. o número correto]..-lei 1. Lei 8. REsp 198. REsp 139658/PR. Veículo novo. Mandado de segurança. rel. 29. 3. Administrativo. e a eventual boa-fé do contribuinte que realiza operação de 34 .08. não pode ser revogada.632). Recurso conhecido e provido (STJ. quando concedida por prazo certo e sob condição onerosa. A isenção.-lei 37/66.. –lei 1. rel. Recurso provido (STJ.05. Milton Luiz Pereira j. Importação.06. 13.

REsp 15072/DF. DJU 14.897). j. O comprador de mercadoria exposta em loja sujeita a fiscalização não pode ser obrigado a investigar o modo como ela entrou no país. j. Recurso especial não conhecido (STJ.1997. REsp 109710/PR. DJU 08. quando evidente a desproporção entre o seu valor e o da mercadoria de procedência estrangeira apreendida (STJ. Princípio da proporcionalidade. rel. Mercadoria de procedência estrangeira.411).04. mas nunca a de inibir o fisco de apreendê-la (a mercadoria). adquire. 16.. A pena de perdimento não alcança quem adquiriu a mercadoria estrangeira.Ofensa ao art.Havendo desproporção entre o valor da mercadoria e do veículo que a transporta. salvo prova de que dela participou ou tinha conhecimento. Ari Pargendler. 21.10. inclusive ICMS e ISS entrada ou saída de mercadoria com ingresso clandestino poderá dar-lhe condição para propor ação de ressarcimento contra o vendedor.455. Quem. Apreensão.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. Perdimento.não pode abstrair o elemento subjetivo nem desprezar a boa-fé (STJ. decretando-lhe a perda. do Dec. Recurso da Fazenda não conhecido.11. Apreensão de mercadoria estrangeira. 23. Min. 2ª T. j. mediante nota fiscal.1992. de comerciante estabelecido. 2ª T. Dec. Veículo transportador. 20. 11. 23.-lei 1. p. DJU 22.11. Decisão unânime (STJ.. inciso V.1996. j. rel. de empresa regularmente estabelecida no mercado interno. 24 do Dec. 18.até por ser pena . Hélio Mosimann. incabível a pena de perdimento. A pena de perdimento .03. REsp 11137/PE. 37. Pena de perdimento. Min.. de 1976. DJU 06. 35 . Humberto Gomes de Barros.400).559). III .1995. rel. p.11. p. artigo por artigo.1998. rel. 14. Mercadoria adquirida de comerciante estabelecido. Tributário. II .455/76 e art. Aquisição no mercado interno de mercadoria de procedência estrangeira. Min.-lei 1.1993.1997. 2ª T. 104. 14. não responde por eventual fraude na respectiva importação. REsp 34961/ RS. Pena de perdimento.10.rel.522). DJU 06.-lei 37/66 não caracterizada. p. Antônio de Pádua Ribeiro.1995. p.05. 1ª T. no mercado interno.03. mediante nota fiscal. I .1996. Tributário.12.1993. Dissídio pretoriano não demonstrado. Min.. Boa-fé. mercadorias de procedência estrangeira. Inadmissível a aplicação da pena de perdimento do veículo. REsp 23513/RJ. Min. 1ª T. Demócrito Reinaldo j. Pena de perdimento do veículo transportador.Recurso especial não conhecido (STJ.

1997. Tributário. 4. AC 1997. Indenização. rel. p. Mercadoria que. rel. 19 do Dec.01. Pena de perdimento.1996. Benefício fiscal não reconhecido porque não apurada a similaridade na forma do art. foi adquirida irregularmente e sofreu a pena de perdimento em procedimento administrativo. 05. 23. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R.02. Tributário..04. 1... 14. Não pode ser declarada a perda do veículo se seu proprietário não teve nenhuma participação na possível prática do crime de descaminho (TRF-1ª R. Não há direito adquirido de pagar ao importador imposto com alíquota vigorante quando da expedição de guia de importação.08. 2. rel. o prazo só tem início quando do trânsito em julgado da sentença penal. quando os fatos estão sendo apurados na esfera penal. 250).1998. p.1998. Veículo regularmente importado com isenção de impostos. 4ª T.04. I e II. 1. Inexistência de obrigação de indenizar por parte da União.01.02846-3/MG. Juíza Eliana Calmon j.. 2. 3. 3. AG 96. artigo por artigo. Juiz Tourinho Neto.. DJU 1°. Juiz Gilson Dipp. 06. Impossibilidade. AC 04141629/SC. j. Alienação do veículo regularmente processa da e com a autorização do Ministério das Relações Exteriores e da Receita Federal. Vigência imediata do Dec.1ª T. inclusive ICMS e ISS Tributário.0371582/DF. DJU 29.1998.1998. 14.10902-4/DF. Recurso improvido (TRF-1ª R. Entretanto.03. DJU 30. Mudança de alíquota..-lei 37/66 (TRF-4ª R. Recurso improvido (TRF-1ª R. Imposto de Importação de veículos. 36 .04. p. 3ª T. I e II.471/95] para os desembaraços aduaneiros ocorridos após a majoração. j.05. Isenção. não sendo produto de crime.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2. Pena de perdimento.641). do Regulamento Aduaneiro. 103). DJU 25.1997. 10.01. Ausência de similaridade. 80. 1. Perdimento de bem.. 3. 232. 4.543/2002]. 4ª T. Tributário. p..1998. 1. 4ª T.282).01.03. j. Veículo alugado e utilizado para possível prática de descaminho. Sentença penal absolutória. 4. A prescrição de ação contra a União é de cinco anos.1998. AMS 92.00. Princípio da nãosurpresa que não atinge o Imposto de Importação. j.427/95 [revogado pelo Dec. Bem apreendido em poder de terceiros. rel. 5. AMS 1997. p.055779-2/MG.. DJU 11.. Sentença que declarou não provada a existência de crime não faz coisa julgada no cível para respaldar indenização. Administrativo. 1. 10.05.1996.00.386). Juíza Eliana Calmon. 232. Imposto de Importação. Importação de veículo com isenção de impostos (art. do Regulamento Aduaneiro) [revogado pelo Dec. como autorizado pelo art. Juiz Eustáquio Silveira. rel.

é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador. É inaceitável que o Fisco proceda. de 1966. 2.471/95]. 3ª T. 105. rel Juiz Tourinho Neto j. da declaração apresentada pelo importador (art. j. ao referir-se a periódicos. d. 05. 2ª T. Tem sido admitida pela jurisprudência a interpretação extensiva da imunidade constitucional referente a livros.1996. Alíquota. A importação de microcomputadores para elaboração e impressão de listas telefônicas está abrangida pela imunidade tributária prevista no art.. além dos produtos expressamente mencionados em seu texto. Imunidade constitucional Art. VI. DJU 29. 72. da CF/88. inc. 1. art.for posterior à vigência do diploma legal. Administrativo. d. 64). 23 do Dec.08063-3/DF. II. como sua bagagem. em 1980. 3.1998. a. Eros Grau. i. III. Microcomputadores para elaboração de listas. 150. Constitucional. III. na repartição aduaneira competente. da CF/88. Firmou-se a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a imunidade constitucional. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec. Tributário. se o fato gerador do imposto . da CF/88 (TRF-4ª R.09.-lei 37/66). 150. Inocorrência de infração. d. quando requereu os benefícios fiscais de isenção de bagagem diplomática e declarado perante a Receita Federal o mencionado veículo (TRF-1ª R. DJU 25.09. do Dec.1996. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação. Pena de perdimento do veículo. no art. em 1984. de fato. 05. e trazida. III.. Imposto de Importação.. Fato gerador.2006. periódicos e o papel destinado a sua impressão. para-alcançar. j. Majoração de alíquota.entrada da mercadoria no território nacional . Agravo regimental a que se nega provimento (STF. Imposto de Importação. adquirida no exterior por funcionário da embaixada.179). 200). p. rel. VI. artigo por artigo. Fato gerador do imposto de importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro. todos aqueles que. Possibilidade. Precedente do STF. 150. p. CF. RE-AgR 441537/ES. quando lá servia. com base no art.02. 150. O que a Constituição exige.01. Importação. englobam seu processo produtivo. Juíza Tânia Terezinha Cardoso Escobar.04. 1. 150. 10..47172. a.09.-lei 37. No caso. inciso X. AMS 95. Precedentes. 1. inclusive ICMS e ISS Tributário. inc. também abarca a edição de listas telefônicas.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inc.2006. VI. Agravo regimental no recurso extraordinário.09. 2ª T. AMS 95. rel. DJU 06. jornais. Agravo não provido 37 . a apreensão de um veículo (moto). prevista no art.427/95 [revogado pelo Dec.1998. p. Min..03.

Veículo usado importado. Embargos de declaração. o adquirente que não utilizou do mandamus para importar supõe adquirir veículo usado e que ingressou legalmente no país. Recurso especial. Produção notória.10. 2. Inexiste ofensa ao art. Mandado de segurança. XLV). Importação declarada ilegal em ação mandamental distinta. j. Recurso especial. desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 31. ICMS. de mercadoria importada. Para fins de habilitação aos incentivos fiscais (redução ou isenção de impostos). 535 do CPC. mediante nota fiscal. Min. 57). DJU 09. por isso que inverter o onus probandi revela severo óbice ao acesso à justiça.218/RS. A aquisição. Pena de perdimento. Nancy Andrighi. 5°. j. Redução ou isenção de ICMS. mas também a prova de que as sementes destinam-se à semeadura.07. Mandado de segurança. assentada pela instância a quo com ampla cognição probatória.. Processual civil. o magistrado não está obrigado a rebater. 458 e 535. faz-se necessária a produção não só da prova da similaridade. Direito líquido e certo. Ademais. um a um.. 4. Destarte. Aplicar-se ao comprador de boa-fé a pena de perdimento da mercadoria. à luz da cláusula pétrea de que a sanção não deve passar da pessoa do infrator (CF. anos antes. I. A simples guia de importação não constitui prova escorreita da similaridade e da destinação do produto importado. quando o veículo fora adquirido. p.2005. desobrigando-se o comprador a investigar o ingresso da mercadoria no país. em estabelecimento comercial sujeito a fiscalização. gera a presunção de boa-fé do adquirente. II. Solução quiçá inconstitucional. art. A pena de perdimento não pode desconsiderar a boa-fé do adquirente.2000. 129). 3. p. DJU 38 . Tributário. Precedentes: REsp 658. artigo por artigo. rel. Recurso a que se dá provimento (STJ. inclusive ICMS e ISS (STF. 5. maxime. deste relator. AI-AgR 420993/PR. Apreensão de mercadoria adquirida no mercado interno. Inocorrência. DJU 01.08. 1.2005. Importação de sementes de país signatário do Gatt. no mercado interno. ou que as operações de saída interna dar-se-ão nos limites territoriais do Estado. Violação dos arts. Terceiro de boa-fé. revela solução deveras drástica para quem não importou e não é sequer responsável tributário pela mercadoria.05. quando o tribunal de origem pronuncia-se de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos. 22. em razão de a empresa importadora da mercadoria ter sucumbido em ação mandamental que impetrara. 2ª T.2000. os argumentos trazidos pela parte.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. no intuito de emprestar legalidade ao ato de importação. cabendo ao Fisco a prova em contrário. Carlos Velloso. Tributário. Min. originariamente. 2ª T. REsp 151687/RS.

. Luiz Fux. DJU 31. 144.04. AgRg no AG 518. conseqüentemente. CTN).. que considera-se ocorrido o fato gerador. 04. DJU 28. p.04.2005. 6. STF. pois age o Poder Público com o objetivo de proteger o interesse público. CTN.05. j. rel. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. 4. Min. por tanto.2006. 153). artigo por artigo. em relação aos produtos de procedência estrangeira.157/PR. Taxa Selic. Apuração da base de cálculo segundo a relação de câmbio vigente ao tempo do fato gerador (arts. Franciulli Netto. Precedentes. para a averiguação do montante a ser recolhido pelo contribuinte levam em consideração o momento do fato gerador (art. 20. proceder-se-á à conversão para a moeda nacional com base no câmbio do dia do fato gerador (art. ser absolutamente inviável tomar em consideração. 143. 2. 21.2006.2004.05. Na hipótese de a base de cálculo estar em expressa em moeda estrangeira. 3.2007. rel. Variação cambial. Recurso especial parcialmente conhecido e desprovido (STJ. 143 e 144. Os arts. REsp 718021/DF.015761-9/MG. Compete à União. Juiz Catão Alves. 19. DJU 22.00.03. Tributário. DJU 27. Sentença mantida. CTN). inclusive ICMS e ISS 25. 8. Verifica-se. no momento do despacho aduaneiro. nos termos do art. não há que se falar em violação aos princípios da segurança jurídica e do ato jurídico perfeito.595/64). Pedido improcedente (TRF-1ª R. Pedido procedente em 39 . atuar sobre as operações de câmbio com o objetivo de prevenir desequilíbrios na balança de pagamento (art.-lei 37/66 diz que. mediante delegação do Conselho Monetário Nacional. O mesmo Dec.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. Inconstitucionalidade reconhecida pelo E. o valor da operação vigente ao tempo da celebração do contrato com o fornecedor estrangeiro. Impostos federais incidentes sobre a importação (II e IPI). rel. Lei 4. AC 2000. informam que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do ingresso do produto estrangeiro no território nacional.2004. ‘administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira. 5. CTN). 1ª T. CTN e 1°. 1. E mais. especialmente as de crédito. No que tange ao Imposto sobre Produtos Industrializados determina o art. j. Dec. Tributário. e REsp 410. Os aspectos relevantes para o lançamento tributário e. Apelação improvida.06. Taxa para emissão de guia de importação. em se tratando de mercadoria despachada para consumo. Base de cálculo idêntica à do Imposto de Importação. CF/88. 46.2007.Min. 62).38.. cabe ao Banco Central do Brasil. 6. 7.04. XVIII. p.-lei 37/66.995/RS. bem como as de seguros e de previdência privada’. 7ª T. câmbio e capitalização. Min. 4°. para fins de cálculo do montante do imposto a ser recolhido. Prescrição decenal (teoria dos 5+5). Castro Meira. Assim.

CF/88. 20..2007. ilmar Galvão. reconhecendo tratar-se de taxa o valor cobrado pela expedição da guia de importação. 149). o que é vedado pelo disposto no art. Min.03. 5.02. 6.145/53. Apelação da autora provida. e. 10. Uma vez selecionada a mercadoria para controle de valoração aduaneira.05.1995. pelo importador. rel. Min. que deu nova redação ao art. mas sim seu preço normal. Nesse sentido: REsp 888. não é forçosamente aquele atribuído pelas partes à transação. desde a data do recolhimento. instituída pela Lei 2. Pedido parcialmente procedente (TRF-1ª R.690/88. artigo por artigo. STF.00. 20 prevê como base de cálculo para o imposto de importação não o valor de aquisição do produto. voltando-se para a análise das operações envolvendo mercadorias idênticas e similares. para critérios de razoabilidade. Assim. O E.690/88. Min. da Lei 2. por considerar tratar-se de tributo sujeito a lançamento por homologação. até dezembro de 1995. por sua vez. e REsp 610.Gatt. que já engloba juros e correção monetária.2007. DJU 04. como último recurso. da Lei 2. 7ª T. 145. 40 . inclusive ICMS e ISS parte. Forma de apuração.826/SP. Tributário. a guia de importação somente é expedida mediante o recolhimento da taxa correspondente. 4. Teori Albino Zavascki. o valor a ser considerado. 3. a partir de janeiro de 1996. 8. rel. A autoridade aduaneira exerce o controle sobre o valor declarado pelo importador. Nos termos do art. AC 2000. VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . DJ 12.2006. da Lei 7. Contudo.09. p.992/PR. § 2°. no julgamento do RE 167. Apelação da Fazenda Nacional improvida. Sobre os valores a serem restituídos incidirão correção monetária. Valor aduaneiro. na esteira do art. 10. com redação dada pelo art. concluiu pela inconstitucionalidade do disposto no art. 1°. Valor declarado. obedece à teoria dos 5+5. entre outros.002973-7/DF. 1°.145/53. Remessa oficial parcialmente provida. Imposto de Importação.02. 1. para o valor de revenda ou. apenas a Taxa SELIC. STJ sedimentou entendimento no sentido de que a prescrição do direito de ação. Humberto Martins. DJ 08. O valor aduaneiro.145/53 e majorada pela Lei 7.. a apresentação das guias de importação é suficiente para a comprovação do recolhimento do tributo que ora se questiona. 7.2007. da Lei 7.690/88. 2º E. Juiz Catão Alves j. a declaração de valor aduaneiro e documentos comprobatórios. por entender que a base de cálculo do referido tributo confundia-se com a base de cálculo do Imposto de Importação. em se tratando de repetição de indébito tributário referente à ‘taxa para emissão de guia de importação’. 20 do CTN em combinação com as disposições do art. Os métodos de sua apuração considerarão fatores outros que não o valor constante na fatura. poderão ser apresentados. não é obtido apenas através do valor da transação. rel. DJ 10. seguindo-se o exame preliminar e/ou conclusivo do valor declarado.645/AL.34. rel. O próprio texto do referido art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

O STF já decidiu que a imunidade do art. p. rel.. Imposto de Importação sobre máquina. 2.04. 150.04. 261). Juíza Viviane Josete Pantaleão Caminha. art. rel. inclusive ICMS e ISS que deve observar as regras do Acordo de Valoração Aduaneira (TRF-4ª R. A adoção como parâmetro. é o preço normal que o produto. 3. 05.494/97 c/c art. § 3°. nem conflita com as disposições do Gatt.00. na importação de veículos. mas também àqueles cuja incidência. A apuração de similaridade do produto importado com aquele fabricado no país. pois. não se aplicando apenas aos tributos que têm o patrimônio.46414-2/PR. Imunidade tributária. 1° da Lei 9. a renda ou os serviços como fato gerador. Valor. de 25 de abril 41 . cabendo à impetrante saldar o débito. Ao Poder Judiciário está reservada a apreciação do ato deferitório ou indeferitório da isenção apenas sob a ótica dos princípios e formas que regem a Administração Pública e os atos administrativos. DJU 09. 2. 1ª T. Agravo legal improvido (TRF-4ª R. Juiz Sérgio Renato Tejada Garcia. Importação indireta de veículos. j. O Imposto de Importação possui evidente objetivo extrafiscal. c. não viola aquela regra. para efeitos de isenção fiscal. tendo por premissa a proteção e fomento da indústria nacional.04. Portaria 80/93. Não se configura discriminação injustificada a adoção das listas de preços dos fabricantes quando se tratar de importação direta destes ou de empresas por eles credenciadas (TRF-4ª R.2006. c da CF tem caráter amplo. Caráter amplo do art.2003. artigo por artigo. 1. 2ª T. Tributário.2006. Imposto de Importação. DJU 26. 1ª T.. 150. 1°.04. da CF. o valor da compra e venda. j..2007).437/92. A base de cálculo do imposto de importação. restará constituído o respectivo crédito em favor da União Federal. Tributário.02. alcançaria. 1. ou lugar de entrada do produto no País (CTN. AC 97. VI. 24. Isenção do tributo por falta de similar nacional. afete. observo que a liberação das mercadorias não esgota o objeto da ação mandamental. Agravo legal.01..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. AGV 2006.2007.06. 848). Requisitos legais: arts.04.2003. 3.. II). rel. denegada a ordem e reconhecidos como devidos os tributos. ou seu similar. dos valores constantes em publicações especializadas. de qualquer modo. ao tempo da importação. AMS 2000. 14.065749-6/SC. Quanto ao descumprimento do art. quando a alíquota for ad valorem. em uma venda em condições de livre concorrência para entrega no porto.07.. 20. DJU 28. A Resolução 7 da Câmara de Comércio Exterior. da Lei 8. p. Juiz Joel Ilan Paciornik. não prevalecendo. 9º e 14 do CTN. j. tais quadrantes econômicos.02. depende da destinação da mercadoria importada e da política dos órgãos governamentais competentes.035700-7/RS. Legalidade. necessariamente. ainda que indiretamente. VI.

07. sem o que a discricionariedade seria absoluta. 42 . é inaplicável retroativamente. alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. o Poder Executivo pode alterar as alíquotas e as bases de cálculo.71. nas condições e nos limites estabelecidos em lei. no § 1° do art. 2ª T.. A Constituição Federal de 1988.2004. portanto. COMENTÁRIOS A discricionariedade do Poder Executivo. artigo por artigo. 21 do CTN. porque não é possível haver alteração da base de cálculo ao talante do exeqüente.2004.007635-7/RS. que concede redução na alíquota dos produtos classificados na Nomenclatura Comum do Mercosul (NMC). O primeiro ponto a ser examinado quando se comenta o artigo em destaque é a parcial incompatibilidade de sua redação com a atual Constituição. Art. 253).05. inclusive ICMS e ISS de 2002. O Poder Executivo pode. passando a arbitrariedade. rel. Apelação desprovida (TRF-4ª R. Também é preciso que fique assentado o alcance da chamada discricionariedade do Executivo.. e lei que indique as causas determinantes do agir do Executivo. suprimir a expressão agora em demasia. Faz-se necessário. DJU 14. o que indica que a base de cálculo não está incluída na esfera da discricionariedade consentida pelo legislador constitucional. Só por lei pode ser feita a alteração. 25. Segundo o CTN. limita-se a autorizar a alteração das alíquotas. AMS 2001. Juiz João Surreax Chagas j. 21. porque não lhe cabe alterar as alíquotas do Imposto de Importação sem justificação. contida no texto do art.08. 153. Neste sentido encaminha-se a jurisprudência. a fim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior.

entrega da declaração ou manifesto de importação.). Com efeito. em acórdão cuja ementa encontra-se ao final destes comentários (AC 00307889/SP. 3ª Região. inclusive ICMS e ISS Na doutrina. por exemplo. e jurídico. autorizam ontologicamente a excepcionalidade. instrumento de política econômica e cambial. ou seja. TRF-3ª R. artigo por artigo. A dinâmica da vida política e o objetivo maior deste imposto extrafiscal. alguns julgados rebelam-se contra o técnico tratamento. muito se discute quanto à excepcionalidade do Imposto de Importação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. quando do desembaraço. não submetidas as alterações de alíquota ao princípio da não-surpresa. Entretanto. ao obter uma guia de importação. por exemplo. 43 . não pode ser rompida. O STF tem sido rigoroso quanto à vigência da legislação do Imposto de Importação. até vexame financeiro. A imediata vigência da legislação relativa às alíquotas do Imposto de Importação tem ensejado controvérsias que abastecem os Tribunais de demandas a cada alteração de alíquota. o julgado do TRF. porque até o momento que antecede o desembaraço aduaneiro. questão esta umbilicalmente atrelada à sua identificação que. mesmo que frustrada seja a expectativa do importador. mas. a não ser que se altere o fato gerador do imposto. como visto. uma empresa. tem uma expectativa apenas quanto à manutenção da alíquota. por coerência de princípio. como. é possível haver mudança de alíquota. principalmente quando a majora. é o momento físico do internamento no País. quando é assinada a declaração. A situação cria embaraços e. não poucas vezes.

hoje Secex.1957. diante de alíquotas estabelecidas em acordos internacionais: o Executivo.08. Muito se discutiu sobre as atribuições do antigo Conselho de Política Aduaneira. A jurisprudência. ao alterar as alíquotas do Imposto de Importação. incumbiu-se de pacificar o entendimento de que a atribuição não poderia ser do Congresso Nacional e sim do Presidente da República. se não estiverem compatíveis com a Nova Carta. A isenção do Imposto de Importação. entretanto. A Taxa de Melhoramento dos Portos tem base de cálculo diversa do Imposto de Importação. está obrigado a respeitar as tarifas internacionais a que se obrigou? Temos. que definem as atribuições do Conselho de Política Aduaneira quanto à tarifa flexível (STFSúmula 404). 22 e 27 da Lei 3. 3º. porquanto integram o elenco das normas tributárias. tendo o Brasil como signatário. Naturalmente que os tratados e convenções internacionais devem ser observados pelo legislador ordinário.244. substituído pela Organização Mundial do ComércioOMC. de 14. artigo por artigo.General Agreement on Tariffs and Trade. quanto à fixação das tarifas de importação. prevista na Lista Nacional Brasileira. para a Taxa de Melhoramento dos Portos (TFRSúmula 165). 44 . celebrado em Genebra em 1947. sendo legítima a sua cobrança sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT. como exemplo de convenção o Gatt . da ALALC ou ALADI (STJ-Súmula 124).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. tida como delegação legislativa. não podem prevalecer. não exclui a mercadoria da alíquota minorada de 1% (um por cento). inclusive ICMS e ISS Relevante indagação se faz pertinente. da qual o Brasil é integrante. concedida por Resolução do CPA. JURISPRUDÊNCIA Não contrariam a Constituição os arts. Os tratados e convenções assinados anteriormente à CF/88.

A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. Majoração por ato do Executivo. 17.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 153. Constitucional.-lei 37/66 com o art. que se operou com a entrada da mercadoria no território nacional. Fato gerador. 153. Exigibilidade. Tributário.1999. Súmula 4 do antigo TFR. Imposto de Importação. Inaplicabilidade sobre os bens descritos na guia de importação. No caso. rel. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. Ausência de motivação e inadequação da via legislativa. RE 224285/CE. CF. Ato. Tributário. III.1999). 3. A lei de condições e limites para a majoração da alíquota do Imposto de Importação. Alíquotas majoradas pela Portaria Ministerial 201/95. no art. Alegação insubsistente. Inexistência de norma constitucional. § 1°.11. a. j. 2. Motivação. e art. 23 do Dec. DJU 28. 19 do CTN. 150.05. Exigência de lei complementar.2001). Carlos Velloso. III. § 1°. inclusive ICMS e ISS Recurso extraordinário. artigo por artigo. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. Faculdade do art. é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador. 1. Majoração de alíquotas do Imposto de Importação. 153. a. Majoração de alíquota. Improcedência. Aplicabilidade da Lei 3. mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio. Imposto de Importação: alteração das alíquotas. art. RE 225602/CE. II. I. Imposto de Importação. Motivação. Pleno. Pleno. art. 146. Compatibilidade do art. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. art. Alíquotas. Decreto. Importação. a Constituição excepcionou a regra inscrita no art. V.03. Min. Alegações improcedentes. II. Constitucional. que estabeleça ser a faculdade do dispositivo 45 . Fato gerador do Imposto de Importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN. Decreto. assim determinar. a que se refere o art. ou legal. III. 19). 25. DJU 06. rel. Tributário. IV. j. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei: CF. visto que lei complementar somente será exigida quando a norma constitucional expressamente assim o determinar. Min.04. No ponto. § 1°. dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição. expressamente. § 1°. Maurício Corrêa. é a ordinária. por ato do Executivo. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do Imposto de Importação. 150. A vigência do diploma legal que alterou a alíquota do Imposto de Importação é anterior à ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação. da Constituição Federal. O que a Constituição exige. Imposto de Importação.244/57 e suas alterações posteriores. 153. A lei de condições e de limites é lei ordinária. Majoração de alíquota. da Constituição Federal.1998.

Administrativo.04. Ilmar Galvão.03. 237 da CF teve em mira proteger. Entendimento inaceitável. 3° da Lei 3.03. Orientação firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal. j. Alegada afronta ao princípio constitucional da isonomia.04. como exigido pelo referido dispositivo constitucional. Inteiro descabimento da exigência de motivação do ato pelo qual o Poder Executivo exerce a faculdade em apreço. por óbvio o objetivo de ajustar as alíquotas do imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior (art. DJU 28. Ilmar Galvão. A importação de produtos estrangeiros sujeita-se ao controle governamental. porque não demonstrado que a abertura do comércio de importação aos automóveis tenha o fito de propiciar o acesso da população. em pretenso prejuízo das pessoas de menor capacidade econômica. rel. Min. DJU 28. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF 1ª. ao revés. rel..2000. p. RE 225655. 1ª T. rel. Min.1999. Ilmar Galvão. no caso.. 21. Moreira Alves. 11. j. pelo art. 1ª T. Limites e condições da alteração das alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas por meio de lei ordinária. Min.1998. Proibição ditada pela Portaria 8. 20. 19).244/57. única hipótese em que a vedação da importação aos automóveis usados poderia soar como discriminatória. No mesmo sentido: STF. não obstante permitida a importação de veículos novos. DJU. Importação de automóveis usados.. T. 21 do CTN). j..1998. de 13.04.1991. guarda perfeita correlação lógica com a disparidade de tratamento jurídico estabelecida pela norma impugnada. não fosse certo que. 1ª T. Constitucional. j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j.1999..05.05. artigo por artigo. Discriminação que. 10. III. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. rel.03. 21. como um todo. ao investir as autoridades do Ministério da Fazenda no poder de fiscalizar e controlar o comércio exterior. Inocorrência de ofensa ao princípio isonômico no fato de não ter sito autorizada a importação de veículos usados.2000. Importação: veículos usados. do Ministério da Fazenda. Competência do Ministério da Fazenda para indeferir pedidos de Guias de Importação no caso de ocorrer a possibilidade de a importação causar danos à economia nacional.2000. se revela consentânea com os interesses fazendários nacionais que o art. DJU 29. RE 222330/ CE. inclusive ICMS e ISS constitucional sob enfoque de exercício privativo do Presidente da República. Tributário.954-3. a qual. II. STF. RE 225655. RE 22106 1/CE.2000). 2ª T. ainda assim. no julgamento do RE 203. Recurso conhecido e provido (STF. I. Min.06. ao produto de origem estrangeira. considerável parcela dos indivíduos continuaria sem acesso aos referidos bens. ademais. RE 46 .

1998. DJU 27.03. inclusive ICMS e ISS 208256/CE.. Chegada em território nacional.03.-lei 37/66. DJU 06. Min. rel. tendo em vista o disposto no art. Imposto de Importação. Lei que fixou a respectiva alíquota com base na alíquota máxima estabelecida na Resolução 129/79 do Senado Federal. Imposto de Importação. 3. j.1997.1997. Aumento.11. rel. mas antes da chegada da mercadoria no território nacional. 4. Peçanha Martins. Recurso especial não conhecido (STJ. j.11. Min. 104). Se sobrevém aumento da alíquota da referida exação após a expedição da guia.06. permitindo aos Estados instituir alíquota menor. 1ª T. salvo no ponto em que fixou um limite intransponível. 1ª T. o aumento atinge esta operação. j. Tributário. Além de o recorrente não ter contestado esse fato. 05.. O fato gerador do tributo incidente na importação de produto estrangeiro. do ADCT/88. j. é indiscutível a conotação constitucional da matéria que não comporta exame em sede de recurso especial. artigo por artigo. para consumo próprio. Veículo estrangeiro. REsp 165364/RS. Min.03. Operações de exportação. Tributário. Garcia Vieira.. 23 e 24 do Dec.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1998. Recurso não conhecido (STF.02. O contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. ICMS. p. 19 e Dec. Improcedência da alegação. j. porque o fato gerador do Imposto de Importação de produtos estrangeiros é a entrada destes no território nacional (CTN. REsp 157493/SP. Irrelevância. Compatibilidade da referida Resolução com o novo regime constitucional. 47 .. 1. da CF/88.907). 17. Consoante entendimento do Excelso Pretório. DJU 29. Alíquota. §2°. Ari Pargendler. Fato gerador. p. 19/CTN e os arts. 24. RE 156. rel. Recurso provido (STJ. 11. 03. Compatibilidade. Min.1997. art. Alegada ofensa ao art. 25. Recurso não conhecido (STJ. 19). Ilmar Galvão. 2ª T. rel. § 5°. 155. 34. rel. ocorre no momento do registro da declaração do importador. DJU 04. Carlos Velloso. Estado do Paraná.06. Alíquota aplicável. 151). inexiste incompatibilidade do art. p. o tributo é devido à base da legislação aplicável no momento do registro da declaração de importação.05.1998. Imposto de Importação. É irrelevante o fato de ter sido expedida a guia de importação antes da chegada da mercadoria em nosso território. Min.1998.1999). REsp 171853/SP.2. IV. 2ª T.1998. 16). DJU 08.1998. art. Guia de importação. aplicando-se a alíquota da época. p.05.-lei 37/66.564/PR. CTN.

art. para fins de cálculo do Imposto de Importação.01. de 1995. 24. Com o advento da Lei 8.1ª R.lei 37/66.06.471/95].1996.981/95.2001. 3ª T. 1.427/95 . ICMS. 52. mas a lei ordinária. a alíquota a ser aplicada é a data do fato gerador do imposto de renda – a entrada da mercadoria estrangeira no território nacional (TRF. I). 23). Ordem denegada (STJ. 2.. 1. O IPI incide sobre produtos industrializados no exterior.1996. j.Decreto 1.03. 19. 1ª S. p. Majoração de alíquota. Imposto de Importação. Tributário. Importação de veículo novo. mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país tenha ocorrido anteriormente. Tributário. DJU 29.2001.1995. 1. 19.03. 3ª T. p. AMS 96.471/95]. 23). Min. A variação cambial não integra a alíquota ou a base de cálculo daquele tributo. 55). MS 6141/DF. 18.427/95 .06.1998.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. assim. Majoração de alíquota. Alteração da periodicidade do índice estabelecido para a taxa de câmbio. na hipótese. mas. O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art. na diretriz do CTN (art. mas a lei ordinária. artigo por artigo. CTN).471/95].07. 116. rel. A taxa de câmbio é fator econômico. 25. rel. o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec. I). sem que se possa falar em direito líquido e certo violado. j..-lei 37/66. mas reflexo. ficou o Poder Executivo autorizado a determinar a periodicidade de fixação da taxa de câmbio.. AMS 96. mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país haja ocorrido anteriormente.revogado pelo Decreto 1..01. Juiz Olindo Menezes. DJU 04.13742-4/MG.427 [revogado pelo Dec. Imposto de Importação. O Dec. Castro Filho. Importação de veículo. o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec. Dec. opera-se a sua incidência. hipótese em que o fato gerador 48 .. Possibilidade. na diretriz do CTN (art. 1. IPI sobre produto importado. Majoração de alíquota. j. O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art. DJU 12. de sorte que o aumento da base de cálculo verificado pela alteração da periodicidade da aplicação da taxa não foi direto. Se nessa data vigora nova alíquota [70% .Decreto 1. Imposto de Importação. 1.14549-4/MG. de 29. e. 2.04. opera-se a sua incidência. Provimento da apelação e da remessa (TRF-1ª R. o veículo ingressou em território nacional antes da sua publicação. 116. p.revogado pelo Decreto 1. não é inconstitucional.427. Imposto de Importação.1998. Tributário. podendo sobre ela deliberar a autoridade apontada coatora. CTN). inclusive ICMS e ISS Mandado de segurança. art.081). Se nessa data vigora nova alíquota [70% . 50).06.

Portaria 50/94. 3. para alterar as alíquotas do Imposto de Importação. DJU 12.46994/PE. 18.1998. Na mercadoria importada.03. sem a observância ao princípio da anterioridade (art. não mais prevalecendo. REO 95. I. Adicional.. relator designado: Juiz Castro Meira). I. que instituiu sobretaxa.817-RJ e RE 192. DJU 04. § 1º). 153. j. Imposto de Importação. II. Juiz Ridalvo Costa. inclusive ICMS e ISS se dá com o seu desembaraço aduaneiro no território nacional (art. a alteração de alíquotas no tocante ao Imposto de Importação. AMS 1997.471/95. Tributário. CTN). é legítima a cobrança de ICMS por ocasião do despacho aduaneiro. O ato administrativo deve. 25. com a indicação objetiva das condições estabelecidas em lei (CF. 79). que exige 49 . DJU 22. O Imposto de Importação é um tributo em que se permite. p. dentro dos limites previstos em lei... Princípio da anterioridade. Ausência de motivação.06.870/CE.6309/SP). 3ª T. A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação. Não se deve estender a exigência de lei complementar a hipótese não prevista na Constituição. Imposto de Importação. Não há inconstitucionalidade na cobrança do imposto. rel. Pleno. Decs. Argüição de inconstitucionalidade da Portaria 50/94.02.00.03.05.1998.. j. artigo por artigo.471/95]. Constitucional. 153 da Constituição Federal.026626-7/BA. § 1°. Tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1996.427/95 [revogado] e 1. a majoração de alíquotas.05052103/CE. foi conferida ao Poder Executivo.1996. Tributário. do Ministro da Fazenda. rel. Juiz Ridalvo Costa. 1. Imposto de Importação.01. para atender a finalidade pública. 46. Improvimento da apelação (TRF-1ª R. e não apenas ao Presidente da República. Só a lei complementar pode fixar as condições e os limites permitidos ao Executivo. a jurisprudência condensada na Súmula 577 do Supremo Tribunal Federal (RE 193. ainda. art. Juiz Olindo Menezes. Precedente do Tribunal (Argüição de Inconstitucionalidade na AMS 37. 2. rel.391/95 e 1.05.427/95 [revogado pelo Decreto 1.1998. 18. nos termos do § 1° do art. em face da Constituição de 1988. É da própria essência da atividade administrativa. 1.134). p. 4. p. para ajustar a política cambial. a título de adicional de imposto de 34% sobre o valor das importações de tecidos artificiais e sintéticos originários da República da Coréia. Decs. 811). 153. 1. j. Inobservância dos limites e condições estabelecidos em lei complementar.03. Alteração de alíquota.. para que o Executivo possa alterar a alíquota do II (TRF-5ª R. 3ª T.1998. estar necessariamente motivado. A emissão da guia de importação não se confunde com o fato gerador do imposto sobre a importação de produtos estrangeiros (TRF-5ª R. 29. CF). INAMS 94. Fato gerador.

Min.1995.371). p. j. p. p.10. DJU 10.471/95]. Secex].427/95 [revogados pelo Dec. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec.2005. Veículos.12. rel. REsp 157162/SP. 08. 50 . Castro Meira.427/95. j. Acórdão sintonizado com a jurisprudência do STJ e do STF. 2.02. Decs. 108. A declaração de importação – atual denominação da guia de importação -.004067/SP.1995. Agravo regimental não provido (STF 2ª T. Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. III.457/75. Desembaraço aduaneiro. AMS 96. Maurício Corrêa. 73. Agravo regimental. Incidência. não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão. Constitucional.. 3.427 [revogado] e 1. 1.05. Ocorrência. 366).391/95 e 1. Res. 2.03. tendo em vista o fato gerador do tributo. AC 92. O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro.. Fato gerador. 137). 1. rel. 1ª T. Agravo regimental em recurso extraordinário. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. inclusive ICMS e ISS agilidade e presteza.08. rel. Tributário. Impostos de Importação e Exportação. IV Apelação improvida (TRF-3ª R.. 2ª T. Juíza Ana Scartezzini. Min. Fato gerador. 1. Tributário. DJU 16. Exige-se expressa motivação as resoluções do Conselho de Política Aduaneira. Majoração de alíquota. 22. artigo por artigo. DJU 01.09.08. Honorários advocatícios fixados em 10% (dez por cento) sobre o valor da causa (TRF-4ª R. que abrange a base legal e os fatos que lhe deram origem. 03. 4.. Decs.427.471. Verba honorária. Juiz Vladimir Passos de Freitas. Legalidade. Súmula 97/TFR. Majoração da alíquota. Na hipótese o desembaraço ocorreu na vigência do Decreto 1. Recurso especial conhecido e provido (STJ.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j.. Conselho de Política Aduaneira [hoje. o qual se inicia como registro da declaração de importação. de 1995. RE-AgR 252008/SP. rel. 1. DJU 25.05726/ SC. Tributário. 1. para a fixação de pauta de valor mínimo para a incidência de tributos. Incidência do imposto com a alíquota majorada.08. j. 17.2001. Imposto de Importação. 1997. Imposto de Importação. 1. portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo.1997. Tributário. Fato gerador.142). Veículos automotores. feita por ocasião do desembaraço aduaneiro.471/95]. Imposto de Importação. O momento da ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é o registro da declaração de importação.04.. 2.2000. 1.2005. p. 3ª T.

sendo válida. 4). Legalidade. Fato gerador.. Leite em pó importado da Comunidade Econômica Européia . Art. mas sim quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art.. Constitucional e tributário. Tributário. A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação foi concedida ao Poder Executivo e não apenas ao Presidente da República. Precedentes do STF 4.CEE. DJU 22. artigo por artigo. 1.427. 1.. 2ª T. 3. 28. parágrafo único. 23 do Dec. Aplicação de entendimento sumulado da Corte. rel. Min. 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 3. rel. não provido (STJ. 19. 15. Não padecem de ilegalidade os Decs. nessa parte. AgRg no Ag 470904/RJ.2006. sendo irrelevante o regime fiscal vigente à data da emissão da guia de importação. contestando a imposição do direito compensatório. sob a forma de adicional de Imposto de Importação sobre o leite em pó. DJU 21. Min. Súmula 83/STJ. Imposto de Importação. rel. DJU 09. Imposto de Importação.02. p. Lei complementar. Apelação improvida (TRF-1ª R.2002. de forma que alíquota vigente nesta data é a que deve ser aplicada para o cálculo da exação. p.471 e 1. Importado. A simples existência de ‘painel’ no âmbito do GATT. Veículo. Francisco Peçanha Martins.-lei 37/66). CF/88 [rectius: § 1°]). j. o fato gerador não ocorre no momento do embarque da mercadoria no exterior.01. parágrafo único. João Otávio de Noronha. de 1995. p. O fato gerador do tributo incidente sobre mercadorias importadas do exterior ocorre quando da sua entrada no território nacional e. Cuidando-se de importação de mercadoria para consumo. 153.2006. 2. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ (Súmula 83 do STJ).2001. 201). Súmula 83/STJ. 2. Portaria ministerial. Direito compensatório. 2ª T. j. Recurso especial parcialmente conhecido e. Tributário. Majoração da alíquota. j. portanto.05.06. inclusive ICMS e ISS Precedentes. 2ª T. Adicional do Imposto de Importação. Dissídio jurisprudencial. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência. 1. Caráter de extrafiscalidade.03. AMS 9501014568/ BA..490. Recurso especial. REsp 173492/PR. Tributário e processo civil.02. 153. Alteração de alíquotas através de portaria 51 . Agravo regimental improvido (STJ.2005.2005. a portaria ministerial correspondente (art. oriundo da CEE. na hipótese de ser destinada a consumo. Acórdão em harmonia com a jurisprudência dominante do STJ. ‘Painel’ no âmbito do GATT. CF/88 [rectius: § 1°]. da data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. Não se deve estender a exigência de lei complementar para hipótese não contemplada pela Constituição Federal. 300). Juiz Lindoval Marques de Brito. não exime o contribuinte de recolhêlo.

Ao contrário. é irrelevante a data da expedição da guia de importação para os efeitos de concretização do fato gerador. haja vista a sua função essencialmente extrafiscal. as alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas em portarias ministeriais. estão sujeitas às alterações das alíquotas de importação introduzidas pelo art. o que possibilita a alteração de suas alíquotas.343/94 só alcança as mercadorias descritas na guia de importação 8194/2571-6. Aplicação do art. 52 . Assim.343/94. 6ª T. artigo por artigo.2002. Tributário. 1. permanecerão válidas até 31. Fato gerador que se configura após a publicação da portaria.2002. j. 3. Resolução 01-0449/83. e tal conduta não importa em ofensa ao princípio da legalidade tributária. Nos termos do art.1995. p. 4°. 17.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. § 1° da CF/88. AMS 15544/RJ. 6ª T.. O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior. 1. fato esse que se concretiza quando do registro da guia de importação junto à autoridade fiscal competente. 4°. Legalidade.343/94 [revogado pelo Dec. Assim. do Dec.03. alterar as alíquotas do Imposto de Importação..09.. 17. rel. Invalidade.09. Juiz França Neto. do Dec. aquelas que possuam prazo de validade determinado. Cabe ao Poder Executivo. desde que respeitados os limites legais. 1. no decorrer do exercício financeiro. Tributário. DJU 15. conforme constitucionalmente definido nos arts. do Dec. a exceção prevista no art. Irretroatividade. Imposto de Importação. como é o caso da Portaria 314/94. alterar as alíquotas do Imposto de Importação e tal conduta não importa em ofensa ao principio da legalidade tributária. 150. Mandado de segurança.10. Remessa necessária e apelação providas. à unanimidade (TRF-2ª R.2002. à unanimidade (TRF-2ª R. Compete ao Poder Executivo. a produção dos seus efeitos ocorrem já na vigência de nova regulamentação. O Imposto de Importação reveste-se de caráter extra-fiscal e por tal razão a sua arrecadação tem importância secundária. b. 1.343/94. Majoração de alíquota. AMS 7220/RJ. 1°.2002. preponderando a finalidade da intervenção do Estado no domínio econômico. III. p. Apelação improvida. 200). 4º do Dec. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada da mercadoria no território nacional. 197). da Comissão de Política Aduaneira [hoje. Alteração de alíquotas através de portarias ministeriais. Na hipótese de o fato gerador se concretizar após a publicação da Portaria 938/91. 1. desde que respeitados os limites legais. DJU 15. que não tenham termo final. rel. Imposto de Importação. 1.10. inclusive ICMS e ISS ministerial.. concernente ao imposto de importação. Juiz França Neto. Inocorrência. Secex]. Interpretação do art.767/95]. 1. j. 2. 153. mediante ato do Poder Executivo.

Garantias à livre iniciativa e ao livre exercício da atividade econômica. j. rel.u.03. do Dec.06.244/57. REsp 170050/SP. j. 9. a impetrante importou película plana para reprodução fotográfica. 22. Min. 2. Juíza Consuelo Yoshida. STJ. própria para a reprografia heliográfica. Imposto de Importação.04. o que possibilita a alteração de suas alíquotas.03.-lei 63/66. Registro na repartição aduaneira. O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior.244/57 e art. por falta de motivação.99 da TAB. Princípios da segurança jurídica e do direito adquirido.01. Invalidade da Resolução 01-0449/83. DJ 19.08. 4. Decorrer do exercício financeiro. 3. TRF-3ª R. DJ 30. do art. v.99 da TAB. rel. 6.1999.03. A majoração de alíquota sem a prévia audiência aos interessados somente é possível quando ocorrerem motivos econômicos de ordem global (art. Ofensa não caracterizada. o ato administrativo deveria ser fundamentado. Fato gerador. Alteração de alíquotas. 18. Resp 40719/SP. com fulcro no parágrafo único.. v. do art. da Lei 3. com indicação dos motivos que ensejaram a necessidade do aumento de alíquota. A alteração de alíquota do Imposto de Importação pela Comissão de Política Aduaneira somente deve ocorrer dentro das hipóteses previstas no art. 1ª T. Fed. DJU 15.. A Resolução 01-0449/83. aumentou a alíquota do Imposto de Importação para todos os produtos classificados na posição 37. artigo por artigo. DJU 28. da Lei 3. produto não constante do edital supracitado.1995. da Lei 3.u. 22...1999..061370-8. 08. Função extrafiscal. Min. para a alteração de alíquota de produtos não constantes do edital em questão. 3°.06.-lei 63/66). do Dec.244/57).2006.07. 6ª T.2006. 22. § 1°. Des. uma vez que. 3° e parágrafo único do art. 22. de 15% para 45%. rel. 622).02. mediante a criação de um destaque ‘EX’ à posição 37.. inclusive ICMS e ISS § 1° e 153. AMS 138242/SP.042/82 convocou os interessados na discussão da alteração de alíquota do Imposto de Importação. O Edital 1. da Magna Carta. No caso vertente. mediante ato do 53 . Ato do Poder Executivo. Motivação e finalidade do ato. 6ª T. relativamente à película plana. Declaração de importação. exige-se a realização de prévia audiência entre os interessados nas principais praças do país (art. Possibilidade. da mesma lei). 4°. 7. da Comissão de Política Aduaneira. da Comissão de Política Aduaneira. 10. Para a alteração de alíquota de produto cujo nível tarifário venha a se revelar insuficiente ou excessivo ao adequado cumprimento dos objetivos da tarifa ou cuja produção interna for de interesse fundamental estimular (letras a e b. 4°. haja vista a sua função essencialmente extrafiscal.. p.. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R. 1ª T. rel. Mairan Maia j. Milton Luiz Pereira. Tributário. I.. Demócrito Reinaldo. REOMS 89.01.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. diante disso.06.2003. 1. Precedentes (STJ.2003). 8. 5.

artigo por artigo. A Constituição Federal faculta ‘ao Poder Executivo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. O Dec. A eventual alteração da alíquota da referida exação. 3. Precedentes do Excelso Pretório.2005. 550/92 estipula o imposto aduaneiro. j. a alíquota do tributo. § 1° e 153. 4. § 1°). Interpretação sistemática do art. j. Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R.2006. editada pela Câmara de Comércio Exterior. Juíza Consuelo Yoshida. conforme constitucionalmente definido nos arts.08. Da mesma forma. Inexistência de violação aos princípios da motivação e finalidade do ato e às garantias constitucionais do incentivo à livre iniciativa e livre exercício da atividade econômica.e. por órgãos ministeriais.01. Direito tributário. I. Apelação improvida (TRF-3ª R. ou mesmo a data de desembarque desta no território nacional. 2. 6. 23 e 44. que alterou o código NCM .12. 31.Nomenclatura Comum do Mercosul . As normas instrumentalizadas em decreto têm precedência sobre aquelas veiculadas por meio de instruções ou resoluções ministeriais. III. 6. p. pois a alíquota do Imposto de Importação a ser aplicada é aquela referente à norma vigente no momento em que efetuado o registro da declaração de importação para o desembaraço das mercadorias na repartição alfandegária. DJU 30. permitindo-se a alteração de suas alíquota conforme exija a política do comércio exterior. se não efetivado o respectivo registro da declaração de importação. porquanto ainda não aperfeiçoado o nascimento da obrigação tributária em questão. é forçoso reconhecer que se mostram irrelevantes a data da celebração do negócio efetuado. O momento determinante para ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é aquele em que efetivado o registro da respectiva declaração no órgão aduaneiro competente. AG 211104/SP. a data do embarque da mercadoria no país de origem.2005. Partindo-se dessa premissa. do CTN e arts... com base em alíquota zero. DJU 27. Juiz Fábio Prieto. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei’. Imposto de Importação: produtos oriundos de país integrante do Mercosul. por conseqüência. sob pena de violação ao Sistema Tributário Nacional. 4ª R. p. 19. da Magna Carta.2005. b. não há que se falar em ofensa aos princípios da segurança jurídica e do direito adquirido. 5. a alteração das alíquotas do Imposto de Importação (art. 153. para as importações de conversores catalíticos produzidos em país integrante do Mercosul. A Resolução 35. 478).-lei 37/66. 258). inclusive ICMS e ISS Poder Executivo. 7.. E. 54 . 4.11. 3. 150. Alíquota zero. deveria pressupor a existência de lei expressa.. no decorrer do exercício financeiro. 6ª T. bem como de decreto presidencial correlato. 14. do Dec. de 18 de dezembro de 2002. não deve prevalecer. § 1°. rel. 2. 1. considerando-se que tem o referido tributo natureza extrafiscal. 5. AMS 176748/SP. STJ e 6ª Turma desta Corte. rel.

rel.04.244.05. estabelece as condições e os limites para alteração das alíquotas do Imposto de Importação. 5°.1999.06. Majoração.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. A autorização legal para redução de alíquota é exercida pelo Executivo mediante procedimento em que se analisa a existência ou não de similar nacional.602. j.244/57. A Lei 3.. 4° da Lei 3. Embargos declaratórios. decidiu. ao julgar o RE 225.427/95 [revogado] e 1. este último artigo alterando a redação do art. p.244/57. Fato gerador. impende-se seguir a orientação firmada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal no bojo do RE 222330/CE. Imposto de Importação.11. Ministro Moreira Alves. o que é demonstrado pelo contribuinte interessado. 23 do Dec.391/95 [revogado].2006. consoante se verifica no teor da ementa transcrita: ‘Imposto de Importação. 1. não há como considerá-la como se fosse alíquota zero se havia outra alíquota vigente para o caso quando da ocorrência do fato gerador (TRF-4ª. Ausente o ato normativo de redução da alíquota. Fato gerador. inclusive ICMS e ISS Tributário.1999. AC 1998.376/97 (TRF-4ª R. simples autorização para que tal ocorra.076039-0/PR.01.020401-0/RS. 769). 4° do Dec. DJU 05. 55 . não estabelecem a redução de alíquota ou a isenção dos produtos sem similar nacional. artigo por artigo.-lei 63/66. ambos de 1995. Lei 3. 2. Registro da declaração. em seu art. Majorações da alíquota. Constitucionalidade dos Decs. Irrelevante na definição da lei tributária que incidiu sobre a operação de importação a data em que a impetrante havia firmado negócio jurídico com a empresa sediada no exterior. 25.04. Alíquota majorada.-lei 1. Legítima a tributação na alíquota majorada pelo Dec.2006. Apreciação na via administrativa.. o art. DJU 10. e se verifica a pertinência da medida para ajuste aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. Dec. rel.427 e 1. 04. Produto sem similar nacional. O art.2003. em relação ao IPI. Processual civil. 1. Por sua vez. Imposto de Importação. 2ª T.-lei 37/66 estabelece o aspecto temporal da regra de incidência do Imposto de Importação como sendo a data do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira. p. j. AC 2004.. os arts. diferentemente do afirmado. A respeito da matéria em apreço.471/95.10. Alíquota. rel. 6° e 7° do Dec. publicado no DJ 11. trazendo.01. Juiz Leandro Paulsen. Decretos 1. 1. Juiz Leandro Paulsen. por unanimidade de votos: Constitucional. 19 do CTN. que majorarão a alíquota de importação. Aspecto temporal. Imposto de Importação. 1ª T. Não há qualquer incompatibilidade entre o art.-lei 37/66 e o art.04.199/71.471. Tributário. de 1957. O Plenário desta Corte. datado de 20. 23 do Dec. no qual se declara a constitucionalidade dos decretos em comento. 615). No mesmo sentido. sim. 22.2003. 3°.

art. IV O que a Constituição exige. 25. DJU 27. 2. § 1°.10. assim determinar. consubstancia poder discricionário. De acordo com o art. Súmula 4 do antigo TFR. Imposto de Importação: fato gerador. como. 146. Essa orientação se aplica aos Decs. em que se firmou a constitucionalidade dos Decs. 1. Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante.. CF. mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio. No caso. nos termos do art. Assim.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. V RE conhecido e provido. CF art.1999. Majorações da alíquota do Imposto de Importação. Constitucional e tributário. a Constituição excepcionou a regra inscrita no art.08. expressamente. da CF/88. inclusive ICMS e ISS Tributário.427/95 a decisão tomada no RE 224. 3.2006. merece ser prestigiado. e não o seu embarque. 1ª T.427 e 1. Recurso extraordinário conhecido e provido’. artigo por artigo. 19 do CTN. por ato do Executivo. 14. 19). já a aplicou ao Decreto 1. 23 do Dec. o decreto que alterou. dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição.09. porém. § 1°. as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação.285. III.2006. II. art.471/95. Dela. divergiu o acórdão recorrido. é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador. 1. A faculdade atribuída ao Poder Executivo para alterar alíquotas dos impostos com finalidade extrafiscal. Apelação e remessa oficial providas (TRF-5ª R. no art. majoração por ato do Executivo. § 1°. Acompanha-se a orientação traçada pelo Pretório Excelso. ambos de 1995. III. Embargos declaratórios acolhidos para dar provimento à remessa oficial (TRF-5ª. 153. Contribuinte do imposto é: I ..427/95 e 1. AMS 63969/AL. decisum este que. EDREO 5132001/CE. 56 . mesmo sem eficácia erga omnes. Importação: alíquotas. DJU 06. No ponto. p.105). 1ª T. 1.091). 22.o importador ou quem a lei a ele equiparar. o momento do fato gerador do imposto de importação é a entrada da mercadoria no território nacional. aliás. 150. rel. pelo que há de ser exercida sempre que seja necessária a alteração para ajustar o imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante j. 153. Motivação. 150.471. p. 19 do Código Tributário Nacional.1999. rel. a. Ato.03. Tributação extrafiscal. I.-lei 37/66 com o art.. 1. III. II. A lei das condições e de limites é lei ordinária. 153. Compatibilidade do art. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. Fato gerador do imposto de importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. a e art. Art. Imposto de Importação: alteração das alíquotas. j.

há ainda o responsável tributário. a quem a lei impõe o gravame e. parágrafo único. 32. o cessionário. imputando-lhe a obrigação de pagar. 57 . o qual responde juntamente com o contribuinte (art. inclusive ICMS e ISS II abandonados.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. na responsabilidade em sentido amplo pode haver ou não a exclusão do contribuinte. assume a obrigação ex vi lege. de tal forma que passa a ser tratado como se contribuinte fosse. o Dec. ao mesmo se equipara.-lei 37/66). Dec. o depositário. São eles o transportador. Enquanto a solidariedade impõe mais um contribuinte. artigo por artigo. Dentre os responsáveis. sem exclusão do primeiro. 31) indica espécie sui generis de sujeito passivo que. Dec. Responsável solidário é o adquirente ou cessionário de mercadoria com isenção ou redução fiscal. - o arrematante de produtos apreendidos ou COMENTÁRIOS Contribuinte. mesmo não sendo importador. 32. definido no mesmo diploma como sendo “aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitui o fato gerador da obrigação tributária respectiva”. distinguem-se os solidários e os responsáveis por expressa designação. Ao lado do contribuinte natural ou equiparado. dentre outros. Além do contribuinte indicado no art. o destinatário de mercadoria estrangeira remetida pelo correio e os adquirentes de bens nas localidades dos entrepostos aduaneiros. tais como o arrematante de mercadoria estrangeira leiloada. O responsável designado não sofre indicação aleatoriamente e sim por estar vinculado ao contribuinte de alguma forma. não sendo importador. 22 do CTN.-lei 37/66 (art. bem assim outras pessoas indicadas na legislação pertinente (art.-lei 37/66).

lei 37/66 (arts..562/78 (art. Dec. À palma de transporte de produtos a granel. 3°.6%). a responsabilidade do arrematante.406/2002 . 322 do RI [redação anterior à Emenda Regimental 21/2007] e Súmula 291). 582. Transporte marítimo de produto a granel. os administradores de bens de terceiros. Lei 6. Instrução Normativa 12/76. perante a destinatária (empresa importadora).-lei 116/67. Recurso extraordinário não conhecido (STF. pois. Secretaria da Receita Federal. 2°). RE 112853/RS. com alegação de negativa de vigência dos arts. p.575). a negativa de vigência dos dispositivos focalizados. parágrafo único. JURISPRUDÊNCIA Transporte marítimo internacional de granel sólido. 1. 103. j. 102. Acórdão recorrido que condenou as rés ao pagamento do valor do prejuízo da importadora. os tabeliães e os sócios. XI. 103 e 104 do Código Comercial foram revogados pela Lei 10. se foi ele que deu início ao desembaraço aduaneiro.1. Min. deduzido apenas o percentual correspondente à quebra natural (0. de dissídio com as Súmulas 261 e 535 e com outros julgados. No caso.218. responde o importador pelo que sobejar da dívida. DJU 28. 30. Dissídio com as súmulas e julgados paradigmas não caracterizado (art. da CF [CF/67. artigo por artigo. Recurso extraordinário da afretadora. Quebra. Tributário. do Dec. inclusive ICMS e ISS Exemplo de responsáveis em sentido amplo são os sucessores.08. inocorre a responsabilidade para o recolhimento do tributo na importação. 60. 1ª T. 6° e 9° e.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 4°. Responsabilidade tributária. Responsabilidade das empresas armadora e a fretadora do navio transportador. caso o preço do bem leiloado não cubra a dívida fiscal.06. Temas constitucional e legais não prequestionados (Súmulas 282 e 356) ou impertinentes à solução da causa. Imposto de Importação. 104. os síndicos da massa falida. 617 e 711 do Código Comercial [os arts. mantendo-se a quebra dentro do limite admitido como natural pelas autoridades fiscais. Precedentes do STF. mesmo como contribuinte equiparado. presumida a ausência de culpa do transportador. § 2°. É interessante observar. Sydney Sanches. por exemplo. do CPC. rel. 48. 5°. inocorrente. 102.1987. 2. por quebra de peso da carga. Na hipótese. 153. que. com a Emenda Constitucional nº 1/69]. não desonera o importador. o inventariante. não 58 . 7.Código Civil]. e 169).1987. 529.

. rel. Transporte.59). DJU 20. 72.05. não se tenha como exigível o pagamento do tributo.04. Mandado de segurança. Min. Dec. o transportador não pode ser responsabilizado por tributo.09. mandatário ou comissionário transportador. responsável pela fiscalização sanitária das mercadorias objeto de importação. DJU 08.2000). rel. Tributário. 15. Recurso prejudicado.restaram devidamente protegidos nas instâncias ordinárias. 59 .305). 60. Min. Papel jornal off set. de logo. sendo representante do armador. REsp 132624/SP. DJU 31. I. descabendo o pagamento da indenização cogitada no parágrafo único. Min.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. Responsabilidade pela falta ou avaria da mercadoria transportada.1995. exigiria a prova de que se houve o agente marítimo com excesso de poder ou infração à lei. 1.2000. j. Tendo em vista que os direitos materiais tutelados . Imposto de Importação. Recurso especial prejudicado (STJ.11. 135. Juiz Vladimir Passos de Freitas. Importação de mercadorias sujeitas a perecimento. II.. 12. O agente marítimo não é representante. em caso de avaria ou falta de mercadorias (TRF-4ª R. Recurso especial não conhecido (STJ. As violações apontadas dos arts.08. nem utilidade a justificar a interposição do presente recurso especial. rel. do CTN). Com o cumprimento do dever de ofício da autoridade coatora. se fosse o caso. Greve do serviço público.a saúde pública e o patrimônio . Milton Luiz Pereira. II. Agente marítimo (art. II. somente o excesso poderá ser tributado. p.1997.1998. Regime de isenção. p. Eliana Calmon. REsp 143.. Se a importação foi isenta. inclusive ICMS e ISS superando a quebra os 5% previstos como naturais. empregado. Tributário.172/SP. e com a expedição do laudo técnico atestando o perfeito estado dos bens internados.-lei 37/66. III.783/89 não foram objeto de análise no tribunal de origem.. 135. 1ª T. 05. REsp 38499/RJ.-lei 37/66). Desembaraço aduaneiro pendente de despacho do agente de Ministério da Agricultura. 3. AC 042449/ RS. Recurso provido (STJ.08. A imputação de responsabilidade.08. 10 a 12 da Lei 7. Adhemar Maciel.650). p. Na falta superior ao percentual aludido.. 2ª T. Omissão a ser reparada pelo Poder Judiciário. estranho ao fato gerador do Imposto de Importação (Dec. as mesmas razões que justificam o reconhecimento da dispensa da multa conduzem a conclusão lógica de que. j. 2ª T.1995. 1ª T. do CTN. não há necessidade. 12. art. restando inobservado o requisito recursal do prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do STF).1998. 26. 2. também.1997. artigo por artigo. por força do art. j.05. Transporte marítimo. 3. o mandado de segurança impetrado no primeiro grau perdeu objeto. j. DJU 10.

AC 90. Falta de mercadoria... O agente marítimo. 14.1997. p. de-1966 (Súmula 192 do TFR). Dec.1993. A responsabilidade pelo recolhimento dos tributos relativos a falta de mercadoria importada é inerente ao importador ou ao transportador da mercadoria (TRF-4ª R. Recursos improvidos (TRF-1ª R. 1. p. sendo o agente apenas representante que.01. quando no exercício das suas atribuições (Súmula 192 do TFR).-lei 37. 57.05. Tributário. Inaplicabilidade. Tributário. Mercadoria a granel.1997. j.4ª R. Imposto de Importação. Extravio. Responsabilidade do transportador.. Imposto de Importação. Imposto de Importação. Falta de mercadoria.j. Tributário.. parágrafo único.10328/RS. 60. Sentença confirmada. verificada pela autoridade aduaneira. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias. 4ª T.. 11. O agente marítimo. Processual e tributário.04. 06. por isso. 2ª T.-lei 37. inclusive ICMS e ISS Tributário. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. p. Juíza Eliana Calmon. Juiz José Fernando Camargo.. Agente marítimo. por via marítima. Falta de mercadoria importada.07. artigo por artigo. não pode ser demandado em nome próprio. mas não com relação ao Imposto de Importação.12.09.01. Nos casos de mercadorias importadas do exterior a granel. Não se ressente de fundamentos a apelação que se limita a reportar-se aos termos de sua contestação. Depósito. 1°.531). 26. Dec. Consolidou-se entendimento jurisprudencial no sentido de não ser o agente marítimo considerado como responsável tributário. Juiz Leite Soares.. não é considerado responsável tributário. 3ª T. 39. DJU 20.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1993.-lei 37/66.1993. 2. 29.06. Súmula 192 do ex-TFR. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias. Responsabilidade fiscal do agente marítimo. DJU 30.17. A responsabilidade pelo tributo nessa hipótese é do transportador. Súmula 192/TFR. rel.086). não é considerável tributário. j.759). Correção monetária. rel. Fato gerador.847). 4ª T. p.10.1991.1991.17780-8/DF. 1. j. III. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R.25606-1/BA.05. as faltas não superiores a cinco por cento excluem a responsabilidade do transportador quanto à multa. 42. 2. DJU 20. Responsabilidade tributária. Não 60 . arts.04. AC 0424689/PR. AC 90. Apelação conhecida. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec.1994. REO 93. de 1966 (Súmula 192/TFR).. Recurso improvido (TRF . 2. e 41. II. rel. Juiz Volkmer de Castilho. Responsabilidade. rel. Fato gerador. Importação.-lei 37/66. 1. Agentes marítimos. DJU 11.

DJU 05. IV. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias. 12.05.09. que se operou.09618/PE.1996. 1. não é considerado responsável tributário. de 1966’. Não se beneficia da isenção do Imposto de Importação a mercadoria extraviada. 05. Aplicação da Súmula 192/TFR.166-7).. p. art.07.. Dec. Recurso voluntário e remessa oficial improvidos (TRF-3ª R. Princípio da reserva legal.] inciso II. Transportador.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. João Otávio de Noronha. AC 91.999). exerce este as suas funções próprias.06.1996. 2ª T.-lei 37. p. Caracteriza-se a ilegitimidade de parte do agente marítimo na execução fiscal. O termo de compromisso firmado por agente marítimo não tem o condão de atribuirlhe responsabilidade tributária. Inexistência de responsabilidade tributária. pelo que é legítima a exigência do tributo do responsável tributário. Tributário. 51. artigo por artigo. Apelações e remessa improvidas (TRF-5ª R. e mantida a favor do transporte. na importação de mercadorias a granel. 3ª T. do CTN. V. Aperfeiçoa-se o fato gerador. Responsabilidade tributária inexistente. Juiz Castro Meira j. Nulidade absoluta do procedimento administrativo. [parágrafo único. Termo de compromisso. na data em que a autoridade fiscal tomou conhecimento da falta da mercadoria. Imposto de importação. REsp 223836/RS.03. nos termos do art.2005. inclusive ICMS e ISS se aplica o entendimento sumulado quando o agente marítimo assina termo de responsabilidade equiparando-se ao transportador marítimo. 332). Aplicação do princípio da reserva legal. Agente marítimo.091991. II. 2. Embargos a execução fiscal. Juiz Baptista Pereira.1991. Decadência do direito da União para constituir seu crédito em face do transportador.09.. I. 1ª T. nesse caso. Agente marítimo. j. Imposto de Importação. 61 .2005. Tributário.. Não identificação com sujeito passivo na obrigação tributária no auto de infração e no procedimento administrativo o real contribuinte. III.041306/SP. VI. Recurso especial a que se nega provimento (STJ. rel. 3. 22. DJU 20.-lei 37/66. p. j. 12. Honorários advocatícios mantidos a favor dos embargantes. Ocorre a nulidade do procedimento administrativo quando não é o transportador devidamente identificado como sujeito passivo da obrigação tributária. 19. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. rel. Verba honorária devida pela embargante carecedora. 121. segundo a qual ‘o agente marítimo. Mercadoria importada a granel. AC 94. Min. quando. vez que o auto de infração fora lavrado em face do agente marítimo e em nenhum momento do procedimento administrativo de qualquer decisão deste.. DJU 24. Recurso voluntário e remessa oficial improvidos. Decadência operada.04. rel.

1°]. artigo por artigo. 19. Responsabilidade tributária.-lei 37/66.-lei 37/66.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Min.1999. Tributário. Compatibilidade.1999. 156). Recurso especial a que se dá provimento. embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional. com a entrada no território nacional da mercadoria que constar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira. 1. do Dec. Não obstante o fato gerador do Imposto de Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional. Imposto de Importação. A autoraembargante não conseguiu comprovar estar a mercadoria estrangeira extraviada contemplada por qualquer isenção fiscal. 2. j. 62 . parágrafo único. do Código Tributário Nacional e arts. Ocorrência do fato gerador. rel.05. Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete. inclusive ICMS e ISS Tributário. Responsabilidade pelo pagamento do Imposto de Importação da transportadora. DJU 02. 1ª T. o extravio da mercadoria estrangeira importa. Inversão da sucumbência.2003. sobretudo. 46).08. ele apenas se aperfeiçoa com o registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e. do Dec. Recurso especial provido. não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto. do art.. à espécie. III e 60. torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’. porque a mesma não conseguiu comprovar ser a mercadoria estrangeira contemplada pelo benefício isencional. nos termos precisos do parágrafo único. Dec. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção. p. Inversão do ônus da sucumbência (STJ. Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento). presumida a ausência de responsabilidade do transportador. rel. seja a mesma oriunda de Tratado Internacional. 41. 2. p. 41. 28.2003. Inaplicáveis. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento). do Dec. Juiz Reis Friede.. seja ela oriunda de lei. parágrafo único. 3. Extravio de mercadoria estrangeira. os preceitos dos arts. 3. j. III e 60. José Delgado. na responsabilidade tributária da transportadora. necessariamente. 1. 2ª T. 1°. arts. Apelação improvida (TRF-2ª R.05.-lei 37/66 [rectius: § 2° do art. 4. Art. 04. Assim. Ademais. Resp 20315/RJ. 1° e 23.-lei 37/66. DJU 08.. A simples alegação de inexistência de guia de importação não importa no reconhecimento de que a mercadoria extraviada esteja contemplada por qualquer isenção alusiva ao Imposto de Importação. AC 133478/RJ.10. Mercadoria isenta. Mercadoria importada a granel.

pois considerado ocorrente o fato gerador. nada mais justo então de exonerá-lo não só da multa quanto do tributo respectivo. p. Conforme estabelecido pelas Instruções Normativas da Secretaria da Receita Federal. Nas hipóteses de perda da mercadoria. Indevido.2003.. com a assinatura do Termo de Responsabilidade. Imposto de Importação. Mercadoria a granel. Ação anulatória. 2. Os bens trazidos a granel não são acondicionados adequadamente em embalagens.04. por isso se pode afirmar que não ocorrerá o fato gerador do tributo. não se terá produto a desembaraçar e 63 . Discute-se o direito à anulação do crédito tributário. para diminuir o percentual dos honorários (TRF-2ª R. 3. Responsabilidade tributária. não haverá o que ser tributado. Mas não se pode atribuir a responsabilidade pelo pagamento ao agente marítimo. como responsável tributária.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Tributário. em virtude de falta de mercadoria importada a granel decorrente de quebra. nos termo do inciso II do art. Imposto de Importação. pelo qual se exige o pagamento do Imposto de Importação. Quebra de mercadoria. artigo por artigo. a autora. e. como a do transporte de bens a granel. 32 do Dec. 1. terem parte da carga perdida durante a carga e a descarga. aplicável na espécie. j. em face da agência marítima. 84). Juiz Guilherme Couto. sob pena de estar o Fisco tributando bem inexistente. por manter vínculo contratual com este. ainda quando apurada a falta ou a diminuição do peso da mercadoria. Sentença modificada apenas em parte. por quebra natural. 17. dessa forma. dentre outros. para o agenciamento do transporte das mercadorias. conforme já delimitado pela a Súmula 192. ainda. na conferência aduaneiro. O Imposto de Importação é devido pelo seu total. inclusive ICMS e ISS Tributário. a mercadoria sequer ingressará no território nacional. Ilegitimidade ad causam. por ocasião do desembaraço do bem. não haverá nacionalização ou aproveitamento do bem pelo importador. não deverá responder por eventuais débitos decorrentes da importação. sujeitarem-se ao ressecamento ou à umidade. à evaporação ou ao vazamento do produto. no caso de líquido. Aduaneiro. em virtude dessa perda. Agente marítimo e transportador.. em que as quebras são inevitáveis (IN/SRF 95/84). De acordo com os precedentes jurisprudenciais. rel. Perda natural. 4. estão sujeitos às intempéries e podem. E várias são as razões para que não se faça a tributação. Súmula 192 do extinto TFR.02. DJU 05. 2ª T. Agente marítimo.2002. há hipóteses. do extinto Tribunal Federal de Recursos.-lei 37. Milho transportado a granel. mesmo tendo assumido obrigações. por isso restou estabelecida uma margem para exonerar o responsável tributário de ônus. sendo grãos. na qualidade de agente marítimo. AC 265663/ES. pois não se equipara ao transportador nem ao contribuinte do imposto. a não ser quando caracterizada a sua qualificação de depositário.

5. Apelação e remessa oficial não providas (TRF-3ª R. DJU 19. consistente na exigência do Imposto de Importação e respectiva multa. não se admitindo outra alíquota que não a indicada. inclusive ICMS e ISS conseqüentemente a tributar.543/2002]. Anulatória de débito. destinam-se a identificar o responsável e apurar o crédito tributário dele exigível (art. todo transportador seria o responsável pelo pagamento de impostos. 64 . portanto. enquanto para a redução dos tributos. ao qual se obrigou o importador. Precedentes.2007. p. Sucumbência. ter sido extraviada ou avariada e quem lhe deu causa. mesmo estando as mercadorias isentas. Precedentes do STJ. fazendo nascer tal obrigação fiscal. conforme admitido pela sentença. Fato gerador do Imposto de Importação. cujas ocorrências. 4. Responsabilidade do transportador. dentre elas a de entrar o bem no território nacional para o consumo. de suspensão dos impostos ou de sua redução de alíquota. Mercadoria importada. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R. 6. 5. 3. 2ª T. A isenção.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Extravio. sobre bens extraviados sob a guarda da autora. faria o Fisco nascer uma alíquota não contemplada legalmente. Inocorrência.. conferida aos produtos importados. 4. insertas no art. imputado à autora em face do extravio ocorrido em bem que transportou. caso ocorresse. alterando-se as causas determinantes da suspensão. 515). nas formas dos artigos 478 a 485 do Regulamento Aduaneiro. Alíquota zero. Aduaneiro. em virtude de extravio ou avaria. Sustenta a autora tratar-se de produtos sujeitos à alíquota zero. 468 do mesmo Regulamento). 9. in casu para zero. A suspensão dos impostos resolver-se-á quando ocorrer o acontecimento futuro e certo. Tributário. passando a responsabilidade a terceira pessoa. 467. Da mesma forma. Pensar de forma contrária. rel. 2. A responsabilidade tributária implicará na conjugação de várias situações. AC 63465.2007.. no caso da suspensão dos impostos. A avaria ou extravio do bem não pode modificar os critérios de outorga de isenção. pois é instituída em função do fato. 1.04. 7. O ponto nodal da questão refere-se à ocorrência ou não do fato gerador do Imposto de Importação. não haveria a obrigação tributária diante da importação com redução de impostos. mantendo-se a suspensão dos tributos até a sua implementação. não admitida por este instituto. j. 12. AC 175713/SP. artigo por artigo. haveria a transferência do sujeito obrigado. 6. ou seja. Juiz Eliana Marcelo. 8. equivaleria à transmutação de uma isenção objetiva para uma subjetiva. As situações de avaria ou o extravio são previstas expressamente pelo Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec.04. objetivamente considerado. cujos bens importados enquadravam-se na alíquota zero. seria de caráter objetivo.. Discute-se o direito à anulação de crédito tributário. rel. enquanto a redução é norma imperativa. vindo a ocorrer a avaria ou extravio dos bens.

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Juíza Eliana Marcelo, j. 15.03.2007, DJU 22.03.2007, p. 464). Imposto de Importação. Mercadoria avariada. Sujeito passivo. Transportador. 1. É o transportador o sujeito passivo do Imposto de Importação incidente sobre a mercadoria importada, tendo em vista a assunção da responsabilidade de transportador o bem, documentalmente. 2. Irrelevante o fato de a mercadoria ter sido transportada por caminhão de outra transportadora. 3. O fato gerador do imposto de importação se dá com a entrada da mercadoria importada em território nacional. A avaria da mercadoria não afasta ocorrência do fato gerador (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200070030036965/PR, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 18.06.2003, DJU 09.07.2003, p. 251). Tributário. Importação de produto industrializado. IPI e Imposto de Importação. Isenção subjetiva. Locação do bem antes de decorridos cinco anos. Responsabilidade solidária. Juros de mora. Termo inicial. Decisão administrativa. I. Quando a isenção for vinculada à qualidade do importador, a locação do bem, antes de decorridos cinco anos da efetiva importação, obriga ao prévio pagamento do imposto, a teor do art. 137 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Dec. 91.030/85 [revogado pelo Dec. 4.543/2002]. II. É responsável solidária a pessoa que tenha interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal, nos termos do art. 124, I, do CTN. III. Existindo a solidariedade, o Fisco tem total liberdade para escolher de quem cobrar, podendo, pois, dirigir as suas ações contra todos ou apenas um dos devedores. IV. Uma vez que o julgamento definitivo no âmbito administrativo foi no sentido de reconhecer o não cabimento de acréscimos moratórios antes da decisão da lide, por não estar ainda definitivamente constituído o crédito tributário, não pode o julgador agravar a situação do contribuinte, para fixar como termo inicial para a incidência de juros moratórios a data do vencimento do crédito tributário. V Apelação parcialmente provida (TRF-5ª R., 3ª T., AC 350912/PE, j. 02.06.2005, DJU 30.06.2005, p. 655). Tributário. Responsabilidade tributária. Importação. Mercadoria importada. Perfumes. Adquirente de boa-fé. 1. O adquirente de boa-fé da mercadoria estrangeira, possuidor da regular nota fiscal, não pode ser apenado com a perda do produto, se verificado pelo Fisco que a mercadoria não foi regularmente importada, porquanto não possui o comprador a obrigação legal de exigir do comerciante vendedor a prova documental do regular ingresso do bem no território nacional, obrigação, esta sim, do Poder Público. Precedentes desta Corte e do STJ (q.v. verbi gratia: AMS
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1997.01.000367534, publicado em 13.11.2003). 2. Remessa oficial não provida (TRF-5ª R., 8ª T., REOMS 200442000022149/RR, rel. Juiz Carlos Fernando Mathias, j. 07.11.2006, DJU 04.12.2006, p. 202). Tributário. Imposto de Importação. Responsabilidade por substituição do transportador. Dec.-lei 37/66, art. 60, parágrafo único. Não configuração no caso de inexigibilidade do tributo na operação. I. Isenção e imunidade não se confundem; enquanto esta consubstancia hipótese de incompetência tributária, aquela impede a constituição do crédito fiscal. II. A diferença ontológica entre isenção e imunidade não tem o condão de afastar a exegese construída sobre o parágrafo único do art. 60 do Dec.-lei 37/66, que cuida da responsabilidade do transportador por tributos que deixaram de ser recolhidos em decorrência de dano, avaria ou extravio. III. O transportador não é responsável por substituição no caso de dano, avaria ou extravio de mercadorias quando o tributo não seja devido na operação em razão de hipótese de imunidade, não incidência, suspensão, exclusão ou extinção do crédito tributário. IV Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R., 2ª T., AC 19990100032763/MG, rel. Juíza Vera Carla Nelson de Oliveira Cruz, j. 16.04.2002, DJU 16.05.2002, p. 108).

Seção II Imposto sobre a exportação Art. 23. O imposto, de competência da União, sobre a exportação, nacional. COMENTÁRIOS Finalidade. O imposto incidente sobre bens e produtos nacionais ou nacionalizados, quando destinados ao estrangeiro, tem como fato gerador a saída do território nacional, considerando esta saída no momento em que é expedida a guia de exportação ou documento equivalente. Adotou-se este momento como o da ocorrência do fato gerador por questão de praticidade.
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para

o

estrangeiro,

de

produtos

nacionais

ou

nacionalizados tem como fato gerador a saída destes do território

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É um imposto federal, de competência da União, inovação esta oriunda da Emenda Constitucional nº 18/65, porquanto a Carta de 46 atribuía aos Estados-membros a instituição do imposto em realce. A atual competência federal da exação é muito mais lógica e adequada à natureza jurídica do imposto, de índole nitidamente extrafiscal, regulatório do comércio exterior. É utilizado, algumas vezes, para evitar o desabastecimento do mercado interno, quando atraentes os preços do exterior. Pelo caráter extrafiscal do imposto e pelo fato de ser importante para o equilíbrio da balança comercial, tem baixíssima alíquota. Como fonte de receita é a exação despicienda, mas funciona como instrumento da política tributária, não se lhe aplicando, por isso mesmo, o principio da anterioridade. Entretanto, diferentemente do Imposto de Importação, tem sido este imposto altamente criticado, por onerar os bens de produção nacional no mercado externo. Fato gerador. É a saída material do produto nacional ou nacionalizado para outro País, qualquer que seja o objetivo da remessa, independentemente do negócio jurídico que motivou a saída, seja compra e venda, doação ou empréstimo. O momento da ocorrência do fato gerador é o da expedição da guia de exportação ou documento equivalente, conforme estabelece o Dec.-lei 1.578/77, no particular bem mais explícito do que o CTN, haja vista o teor do § 1° do art. 1°, verbis: “Considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da Guia de Exportação ou documento equivalente”.

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Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ed. a cobrança do imposto. 139). Atente-se quanto ao fato de que não só a mercadoria nacional é passível de incidência do imposto.. como o Imposto de Importação. mas também a subdividida em acondicionamentos no país” (Direito Tributário Brasileiro. proporcional e seletivo em função do objeto submetido à tributação. na prática. podendo ser as mesmas especificas e ad valorem. Por isso mesmo remete-se o leitor ao que foi dito quanto aos entrepostos aduaneiros e regimes especiais. Para Aliomar Baleeiro. com base em contrato. a fim de facilitar. cuja expedição de guia é uma mera providência burocrática. 68 . Os mesmos conceitos examinados para o Imposto de Importação servem de subsídio para a compreensão das alíquotas deste imposto. p. 1985. entendendo-se como tal a mercadoria estrangeira que no país sofreu transformação. “nacionalizada é não só a mercadoria de origem estrangeira aqui transformada ou beneficiada. 10. inclusive ICMS e ISS Temos. Observe-se que aqui há profunda diferença do imposto coirmão. beneficiamento ou acondicionamento e foi reexportada (regime de drawback). portanto. artigo por artigo. As exportações podem ser diretas e indiretas. uma ficção legal como fato gerador. Possui institutos próprios. Tipo de imposto. o Imposto de Importação. Direta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda endereçada diretamente ao destinatário no exterior. mas também a nacionalizada. É um imposto indireto.

cujo registro de venda.106/PE ( DJU 28.796/PE. Imposto de Exportação. salientando que o registro de venda não substitui o registro de exportação.Siscomex. sem fazer expressa referência ao Dec. entendido como fato gerador pelo Tribunal a quo.248/72 ou a trading companies. está querendo dizer que é qualquer empresa exportadora que pratica atos de comércio de exportação. RE 223.-lei 1. quando a legislação tributária fala em “empresa comercial exportadora”. a exportação será considerada indireta para o fabricante e direta para o interveniente exportador.que estabeleciam alíquotas de 10% e 2%. Nesta hipótese.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.04. efetivados 16. Alteração de alíquota.112/94 [revogada] e 2. inclusive ICMS e ISS Indireta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda (com o fim específico de exportação) para destinatário comprador no Brasil.136/94 . I.10. artigo por artigo.2000). nos contratos de exportação de açúcar -. rel. O fato gerador do Imposto de Exportação é o registro 69 entendeu os pela de incidência das mencionadas Precedentes resoluções RE porquanto as mesmas foram editadas anteriormente ao momento em que registros exportação. Segundo Vittorio Cassone. fora feito anteriormente à edição das referidas normas. Ellen Gracie. citados: 227.2001. . vendendo para empresa situada no exterior. Tributário. a Turma deu provimento a recurso extraordinário para reformar acórdão do TRF da 5ª Região que afastara a exigência do Imposto de Exportação em operação relativa à venda de açúcar previsto nas Resoluções 2. JURISPRUDÊNCIA Nota: Imposto de Exportação e fato gerador . A Turma. que por sua vez emitirá nota fiscal de venda endereçada ao comprador estrangeiro. que funciona como interveniente comercial. Min.Considerando que o fato gerador do Imposto de Exportação ocorre no momento em que é feito o registro de exportação junto ao Sistema Integrado de Comércio Exterior . respectivamente.

Dec.10. O elemento temporal do fato gerador foi o da expedição da Guia de Exportação ou qualquer documento que à mesma equivalesse segundo a administração fiscal. Res.1991. artigo por artigo. DJU 28. j.578/77.11.112/94.1997.543/2002]. que juridicamente não acontece quando da contratação do embarque nem do desembarque. AG 03033329. III. 3. AC 0403282/RS. Imposto de Exportação. rel. 661/92 [revogado pelo Dec.1996. Tributário. Imposto de Exportação. DJU 25.136/94. Alíquota. 101.. Fato gerador. Juiz Gilson Dipp. 1° do Dec. do art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. já que revogou a delação constante no § 2° do art. Direito tributário. Direito intertemporal. DJU 10.1991). dentre as etapas da exportação.-lei 1..019/95]. Açúcar. 4. imbuído de critério político. Ocorrido o fato gerador.873). Ação ordinária anulatória de débito fiscal. fere o direito adquirido e o princípio da irretroatividade.1997. Apelação desprovida (TRF-4ª R. 4. não tem o condão de contrariar o que a norma legal define como hipótese de incidência do imposto sobre a 70 . A aplicação de ato normativo. editado posteriormente ao registro junto ao Siscomex das operações relativas a exportação. do Decreto 660/92. Segurança concedida. Direito adquirido. consoante o § 1°. 22. j.06. a lei elegeu a expedição da guia para marcar a saída do produto exportado. 2. Ao legislador. 2. surge para o exportador o direito de ver seu produto tributado nas bases da legislação então vigente. contrariou o comando da Medida Provisória 655/94 [a Medida Provisória 655/94 transformou-se na Lei 9. que atribuiu somente ao chefe do Poder Executivo relacionar produto sujeito ao imposto. Bacen [revogada]. Resoluções do CMN 2. constitucionalmente assegurados. rel. Segurança concedida (TRF-5ª R. Atente-se para que o art.05. Fato gerador. MS 00547727/PE. que modificou o art. Juiz Francisco Falcão.-lei 1.725). Tributário. Imposto de importação de açúcar. inclusive ICMS e ISS informatizado das operações de exportação no Siscomex.. p. II. Granito em bruto. 1. Majoração. 3ª T.. 04.07. Apelação não conhecida e remessa ex officio improvida (TRF-3ª R. 4ª T. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. 6°.1996. não importando que o embarque se dê somente após a alteração da alíquota. Registro de venda junto ao Siscomex. Segurança jurídica. 1. Medida Provisória 655/94. Se a cobrança do imposto se deu com base na Resolução 2. Por conseguinte. Pleno.112/94. p. é lícito instituir formas divorciadas da realidade material. 2. 4.. 08.543/2002].06.578/77. Irretroatividade tributária. rel.112/94 [revogada] e 2. 1° do Dec. 44. Negócio jurídico anteriormente firmado. Juiz Newton de Lucca j.

que majoraram a alíquota do tributo.09. Ocorrência antes da edição das Resoluções 2.Siscomex.235). antes da vigência das resoluções que majoraram a alíquota do Imposto de Exportação. Fato gerador. Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário. Juiz Ridalvo Costa.578/77. 26. 1°. A demora da Administração Pública para expedir o registro de venda não pode prejudicar o contribuinte que se ateve às diretrizes dos planos governamentais para efetuar os seus negócios jurídicos.1995. Tributário. j.1997.006). ao instante da edição das Resoluções 2. 83. p. 1. rel. 05. 4. 3ª T.578/77 estabelece.. AMS 0444922/RS.136/94. Não conhecimento da apelação da Fazenda e improvimento da remessa oficial (TRF-5ª R. 12. Imposto de Exportação.1996. Precedentes. Fato gerador.112/94 [revogada] e 2. A impetrante teve seus registros de exportação efetivados em 26. que considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da guia de exportação ou documento equivalente: 3.831).1995. AMS 95. Registro no Sistema Integrado de Comércio Exterior Siscomex.04. j. Juiz Gilson Dipp.10. 11. rel. 1ª T.05. Juiz José Maria Lucena. 1°. Constitucional.112/94 [revogada] e 2. j. 26. Resolução Bacen 2. À época do fato gerador incidia alíquota zero. Impossibilidade de prejuízo ao contribuinte.08. Irretroatividade. 65.136.1995.05.1996. Constitucional e tributário.10. REO 49689/PE. Irretroatividade.10. p.49689/PE. 10. Exportação. DJU 10. infringe o princípio da irretroatividade da lei tributária a cobrança do Imposto de Exportação nas alíquotas de 10% (dez por cento) ou 2% (dois por cento). DJU 1°. 3ª T.052051/PE. artigo por artigo. AMS 50202/AL.. Inexistência. Sistema Integrado de Comércio Exterior . REO 95.1997. Precedentes jurisprudenciais desta Colenda Corte: AMS 49552/PE. rel. Juiz Francisco Falcão. O Dec. 30. § 1°.05.08.-lei 1. Erro material.136/94 do Banco Central do Brasil. Impossível a retroatividade desses diplomas normativos para alcançar as operações de exportação já registradas. Imposto de Exportação. 5. inclusive ICMS e ISS exportação (TRF-4ª R. Demora da Administração Pública. rel Juiz Geraldo Apoliano j. em seu art. Tributário. O fato gerador do Imposto de Exportação.08.. DJU 20. Resoluções 2. tal como definido no art. de 1994.-lei 1...1995. § 1°.112/94 [revogada] e 2.112 e 2. Controvérsia acerca da existência de distinção entre Registro de Venda e 71 . rel. do Dec.. Remessa oficial improvida (TRF-5ª R. 2. é a expedição da guia de exportação ou documento equivalente.1994.1995. p. 26. j. Fato gerador.136/94. j. Imposto de Exportação. Encontrando-se registrados na Siscomex os contratos negociados com o exterior.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

rel.305/85 [revogada pela lei 9. da sua base imponível e da alíquota devida. 60.2003. O fato gerador do Imposto de Exportação sobre o açúcar ocorre com o registro de vendas no Siscomex e. 25.03. 2. 4. 03. rel. 1. 1° e 7°. 1ª T. Apelação e remessa oficial a que se nega provimento (TRF-1ª R. ainda.281). unicamente.06. impondo os elementos do seu fato gerador. Erro material. p. Imposto de Exportação. Só há tributo exigível quando existe lei que expressamente o declare. 5. REsp 432839/SC.-lei 1. em nosso regime legal tributário.72 . Fato gerador.305/75. p. 132).927/2002]).578/77. Homenagem ao princípio da legalidade. 21. esta deve ser aplicada. j. Fato gerador. Tributário. AMS 199901000505276/MG. Inexistência.-lei 37/66. A Lei 6. 1. Maurício Corrêa.2003. Envio de equipamento ao exterior.2002.069/95.05. 4ª T. Recurso especial não-provido (STJ.. RE-AgR-ED 234954/AL. j. 99). quando ocorre comercialização interna de produtos vegetais. em seu art. DJU 29.03.. 2..2006. O Dec. Tributário.2003. Tributos e contribuições.2003. Lei 6. expressando. ou seja. 1. j.02. Os arts. Inexistência. destinados à futura exportação. Impossibilidade. Exportação temporária. Juiz Hilton Queiroz.597/95 [revogada pela Circular 3. Recurso não provido (STJ. da Lei 6. Embargos de declaração rejeitados (STF. Portaria 393/95. Tributário. Não incidência na importação de produtos sob regime de drawback.08. Diante da inexistência de fato gerador. a criação de obrigação tributária por interpretação jurisprudencial. 3. Dec. Imposto de Exportação Açúcar.. institui a referida taxa.09.-lei 37/66. 6. 1. 13. Taxa de classificação de produtos vegetais. não há falar na incidência de tributos sobre operação enquadrada no regime de exportação temporária. não determinam a incidência da taxa de classificação dos produtos vegetais quando destinados à importação sob o.2002. artigo por artigo. REsp 382494/PR.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1°.. 26). Min. p. verificando-se este durante a vigência da resolução que majorou a alíquota do imposto (Resolução do Banco Central 2. Impossível. regime drawback. Dec.2006. Registro de vendas no Siscomex durante vigência da resolução do Bacen.280/2005]. rel. DJU 23. j. Juiz João Otávio de Noronha. Lei 9. rel. DJU 24.10. Min. DJU 15. 2. José Delgado. Tributário.163/95 [revogada pela Resolução 2. inclusive ICMS e ISS Registro de Exportação. nos termos do Dec. p. Constitucionalidade. art. 2ª T. Fato gerador.305/75. Circular Bacen 2. Incidência. Precedentes. quem são os sujeitos ativos e passivos.972/2000]. 2ª T.

.597/95. 6ª T. tampouco à sua delegação ao Banco Central do Brasil. da Constituição Federal. recepcionado pela Constituição Federal. DJU 29. 3ª T.2002. A alteração da alíquota do Imposto de Exportação pelo Poder Executivo encontra-se prevista no art. não importando o momento do registro da venda junto ao Siscomex (TRF-1ª. 3. devendo ser afastada alegação de inexistência de norma válida instituidora do tributo. ou seu similar.954).2002. ao reconhecer a efetiva ocorrência do fato gerador e confirmar. este o momento a ser considerado para a verificação da legislação aplicável. a averbação contribui para legitimar sua exigibilidade. 153. conforme disposto no art. Imposto de Exportação. AG 31752/PE. artigo por artigo. rel. o preço normal que o produto. j. STF A oneração em milhões do exportador autoriza o julgador a liberar a mercadoria impedida de ser exportada no caso presente. 24. A averbação é o ato final do despacho de exportação e consiste na confirmação. § 1°. ao tempo da exportação. 23. REOMS 173653/SP. O fato gerador do imposto configura-se com o registro da exportação no Siscomex. 347). em qualquer caso. do embarque ou da transposição de fronteira da mercadoria.10. p.10.11. Averbação de embarque. tendo conteúdo prevalentemente declarativo. O direito fundamental do particular.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. sendo. ambos órgãos do Poder Executivo. DJU 23.578/77. em uma venda em condições de livre concorrência. Longe de prejudicar a cobrança do Imposto de Exportação. não havendo óbice ao exercício dessa competência pelo Conselho Monetário Nacional. válida a majoração da alíquota efetuada pela Circular Bacen 2. j. 03.. portanto. Art. portanto. 73 . II . a unidade de medida adotada pela lei tributária.. sendo. p.10.2002. o nascimento da obrigação tributária. não pode ser obstado por exigências administrativas tendentes a exigir direta ou indiretamente o pagamento do tributo devido. rel. inclusive ICMS e ISS lei 1. descreve todos os elementos do Imposto de Exportação. 2. alcançaria. 4. Precedentes do Eg. Tributário e administrativo. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec.2002. Juiz Paulo Machado Cordeiro.quando a alíquota seja ad valorem. Agravo de instrumento provido (TRF-5ª R. A base de cálculo do imposto é: I .543/2002].quando a alíquota seja específica. de desenvolver livremente sua atividade econômica. Juiz Mairan Maia. pela fiscalização aduaneira. Cobrança indireta do tributo.

então. Ela é elaborada pelo Conselho Monetário Nacional. como já explicitado. FOB ou posto na fronteira.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ou seja. A pauta de valor mínimo só se faz pertinente quando o produto for de difícil apuração ou sofrer marcantes oscilações no mercado internacional. geralmente não passam da esfera dos Tribunais Regionais Federais. considerase a entrega como efetuada no porto ou lugar da saída do produto. Considera-se. dele excluindo-se os custos da exportação e do financiamento. E quando é o Judiciário chamado a dirimir contendas em torno da exação. nas vendas efetuadas a prazo superior aos correntes no mercado internacional. não ensejando questionamentos judiciais freqüentes. O Imposto de Exportação não tem importância fiscal e sim política. inclusive ICMS e ISS Parágrafo único. Aspectos relevantes. A base de cálculo que indica o preço normal deve observar as normas da Organização Mundial do Comércio. Como os preços oscilam em função do mercado externo. deduzidos os tributos diretamente incidentes sobre a operação de exportação e. sujeitando-se inclusive às flutuações das Bolsas de Mercadoria. o custo do financiamento. cabe ao Conselho Monetário Nacional expedir normas sobre a determinação da base de cálculo do imposto e fixar critérios específicos ou pauta de valor mínimo. COMENTÁRIOS Base de cálculo. colocado a bordo do veículo que irá transportá-la para o exterior. o preço da mercadoria mais frete e seguro. Para os efeitos do inciso II. FOB é a abreviatura de free on board. Daí a pouquíssima jurisprudência dos Tribunais Superiores sobre o imposto em destaque. artigo por artigo. 74 . como preço normal o valor à vista do produto. O disposto no parágrafo único objetiva reduzir o preço do produto.

1994. recebido pela Constituição. DJU 16.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.-lei 406/68. § 8°. 24. Inconstitucionalidade do art. como os demais impostos. ADCT) (STF. pode ter lançamento de oficio. A quota de contribuição devida ao IBC. como previsto no art. art. Exclusão. 13.1994..11. Min. DJU 03. 12. O certo é que obedecem elas a razões de conveniência e oportunidade da Administração. p. por força do art.269).1994. Exportação de café cru. especialmente o preço das mercadorias. não comportando comentários em um trabalho de âmbito geral. Min.844). artigo por artigo. Sepúlveda Pertence. Contribuição devida ao IBC. rel. As quotas isencionais são episódicas e circunstanciais. 149 do CTN.1993. acrescente-se que o Imposto de Exportação. Base de cálculo. pelos exportadores de café cru. Agravo regimental. Exportação de café cru. 34. O lançamento é feito. Paulo Brossard. inclusive ICMS e ISS Geralmente as controvérsias judiciais versam sobre base de cálculo ou isenção. por declaração do exportador.04. j. Por fim. § 5°. JURISPRUDÊNCIA “O exportador adquire o direito de transferência de crédito do ICMS quando realiza a exportação do produto e não ao estocar a matériaprima” (STJ – Súmula 129). Agravo regimental a que se nega provimento (STF.922. p. Exclusão da base de cálculo do montante da cota de contribuição devida ao IBC (Dec.06. 1ª T. ICMS. 2°. geralmente. rel. não se inclui na base imponível do ICMS.09. 2ª T. mas o Fisco tem a faculdade de recusar qualquer dos elementos dessa declaração. j. AGAG 145172/SP. 11 do Convenio ICMS 66/88 declarada pelo Supremo Tribunal no RE 149. Afinal. AGRAG 153549/SP. 75 . ICM. Tributário. o valor constante da fatura comercial é mera indicação por não se constituir em base de cálculo. 30. mas a outorga só por lei pode ser feita..

5.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j. 153. não se inclui na base de cálculo do ICMS devido na exportação de café em grão. Não inclusão do Imposto de Exportação.536). 15. art.03. 1ª T.04. Min. inclusive ICMS e ISS ICM. 7. tem o impetrante a condição especial da ação de mandado de segurança: o direito líquido e certo.. em 76 . César Asfor Rocha. Não se nega ao Executivo o direito.1992. Juiz Wellington Mendes de Almeida). Recurso improvido (STJ. afetando ruinosamente os contratos firmados anteriormente pela impetrante. ainda que legalmente alterada. rel. Base de cálculo. de chegar-se ao exame do mérito. Mandado de segurança. A quantia relativa ao Imposto de Exportação. Se os fatos. provados com a inicial: existência de direito líquido e certo. 01. artigo por artigo. por não integrar o valor líquido faturado. p.05. Desproporcionalidade. Precedente. rel. Tributário. REsp 19610/SP. 2. Necessidade de respeito a autorização empenhada por períodos certos e determinados. Violação do devido processo. suficientes para o desate da testilha. Alteração exacerbada da alíquota do imposto. Aplicação do princípio da razoabilidade. Processual civil e administrativo. objetivando a congruência lógica entre as situações postas e as decisões administrativas (TRF-4ª R. A desproporcionalidade da sanção imposta restou evidente ante a inexistência de Imposto de Exportação a pagar. II. Fatos complexos. A nova alíquota (40%). Garcia Vieira. I.1996. porém. DJU 18. rel. Violação do devido processo. em seu aspecto substantivo. A pena de perdimento não é aplicável quando há desproporcionalidade entre o valor da mercadoria apreendida e o valor do veículo que a transportava. dentro das condições da época (alíquota de 2%). 1ª T. bem como pela inexistência de benefício patrimonial a ser auferido. firmou contratos para atingir seu objetivo. Exportação de café em grão.1992. Min. se acham provados com a inicial.1995. REO 0438009/RS. Segurança concedida. p. DJU 04. Recurso provido (STJ. de alterar a alíquota do Imposto de Exportação (CF.865).000 toneladas métricas de açúcar para o exterior pelos períodos de 95/96 e 96/97. se mostrou desarrazoada e altamente ruinosa para a empresa. Imposto de Exportação. j.. 3. por motivos conjunturais. ICMS. Afastamento do empeço de exame de mérito. II e § 1°). A quantia correspondente ao Imposto de Exportação não integra o valor da mercadoria.. e até o dever.12. Assim. Razoabilidade. 1. No caso concreto. Pena de perdimento. Possibilidade. Tributário. Autorização governamental para exportação de açúcar para o exterior. REsp 73949/RJ. Base de cálculo. sobre o valor líquido faturado sobre ela não pode incidir o ICM. em decorrência. a impetrante já havia obtido autorização para exportar 400.

MS 4772/DF. apresenta-se ilegal a apreensão e declaração de perdimento.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. § 8°. j. AMS 89. p. ICMS. Remessa improvida (TRF-1ª R.455/76. REO 89. inclusive ICMS e ISS seu aspecto substantivo.2007. 06. Min. Recurso especial provido (STJ. j. 19.1998.1989. DJU 06.03. rel. 2ª T. capaz de ensejar a aplicação do Dec.04. Insubsistência. 2.1990.03. eventual divergência havida no 77 . j.. Sentença confirmada (TRF-1ª R.. inviabiliza a pena de perdimento. 12. Processual civil e tributário. 4). Auto de infração.2007. 1ª Seção. Quota de contribuição ao IBC. Base de cálculo.1990).045). p. 15. Por outro lado. Mercadoria isenta. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional. Recurso especial. REsp 511036/MG. 3. Base de cálculo. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido. rel.08. Exportação de mercadoria isencional. Desnecessidade. p. Operação regular. 166 do CTN. DJU 12. a ausência de dano ao erário. Segurança concedida (STJ. artigo por artigo. DJU 06. guia de exportação) foram apresentadas pelas exportadoras. do Dec. 2.1990. ICMS. Depósito das mercadorias em vagões ferroviários.3. Cabimento. 2°.12. Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações.02. Tributário.01. Ação rescisória. Mandado de segurança.01398-3/DF. Repercussão. Apelo improvido. Juíza Eliana Calmon. 1.08. Súmula 49/STJ. Comprovado que a documentação legal (notas fiscais. 244). Exportação de café.. em decorrência da isenção. Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no art. 1. Quota de contribuição devida ao IBC. 1. Art.11. Exportação de café. Tributário. 1. 11. rel. Sendo isentas de impostos os bens a serem exportados não se configura dano ao erário. João Otávio de Noronha.17103-1/DF.1997. 2. Exportação. Min. Adhemar Maciel. Prova da repercussão. III. Mostra-se ilegal a lavratura de auto de infração e termo de apreensão e guarda fiscal quando a operação de exportação de mercadoria isenta embasa-se em documentação regular. Pacificada a interpretação de determinada norma jurídica pelos Tribunais Superiores.-lei 406/68 decisão que determina o acréscimo do valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias. Contrariedade do acórdão rescindendo a entendimento sumulado no âmbito dos Tribunais Superiores. j. DJU 27. rel.-lei 1. Recurso especial.01. Juiz Fernando Gonçalves.

858-6/1999 (atual MP 2.833/2002 (arts.09. 2° do Dec. 149. 4. 5. relativamente às receitas decorrentes de exportações previstas no art. foi alçada a imunidade constitucional pela EC nº 33/2001 (art. Inteligência do art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. 4.-lei 406/68 a decisão que determina que se acrescente o valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias. 5. DJU 07. 2ª T. 2. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido. § 2°. ontologicamente. não se afigura razoável possam os juizes de instância ordinária fazer tabula rasa das suas súmulas para.158-35/2001). I. 149. pois. rel. § 2°. o recurso especial. Imunidade (art. PIS e COFINS. 1. Não havendo na Constituição ou em quaisquer outros dispositivos infra-constitucionais definição de quais receitas decorrentes da exportação. Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no disposto no § 8° do art. invocando-se as Súmulas 134 . § 2°. 3. Exportação. respectivamente). I) e regulamentada pelas Leis 10.2005. e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações. 5°. de natureza extraordinária. 14 da MP 1. ‘É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo. Eliana Calmon.637/2002 e 10. 192). 8ª T. mesmo aquelas provenientes de variação cambial verificada no curso da exportação não podem ser consideradas como base de cálculo do PIS e da COFINS.2004. além de ser a compensação uma forma de extinção da obrigação tributária examinável na esfera administrativa.assegurar a inteireza positiva. j. 485. Receitas.. 2.. propicia ao Superior Tribunal de Justiça transcendendo o interesse subjetivo das partes . 78 . são excluídas da imunidade definida no art. CTN).TFR e 343 – STF. artigo por artigo. 9° da Lei 9. V. I. 149. Recurso especial conhecido e provido para julgar procedente o pedido objeto da ação rescisória (STJ.718/98. Variação cambial. depois. Tributário. a autoridade e a uniformidade de interpretação do direito federal infraconstitucional. Se. A isenção do PIS e da COFINS. rel. CF). do CPC. Min. AMS 200538000209924/ MG.. inclusive ICMS e ISS âmbito dos Tribunais de instância inferior não tem o condão de obstar a ação rescisória ajuizada com espeque no art. antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial’ (art. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional. Inaplicabilidade do entendimento 271 das súmulas do STF. 02. ao Judiciário compete declarar o direito a essa compensação em sede de mandado de segurança (Súmula 213/STJ). REsp 427814/MG. obstar a rescisão dos respectivos julgados invocando o enunciado das Súmulas 134-TFR e 343-STF 3. Apelação e remessa tida como interposta parcialmente providas (TRF-1ª R. 170-A. objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo. Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais. I e 6°.03. I.

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Juiz Carlos Fernando 30.03.2007, p. 108).

Mathias,

j.

06.02.2007,

DJU

Tributário. Quota de contribuição do café. Dec.-lei 2.295/86. Incompatibilidade com a CF/88. Correção monetária. Honorários advocatícios. 1. A quota de contribuição do café foi instituída por ato administrativo, revigorado pelo Dec.-lei 2.295/86, não lhe definindo fato gerador e o sujeito passivo da obrigação tributária e delegando à autoridade administrativa a fixação de sua base de cálculo, matéria evidentemente sob reserva legal. 2. Em face dos expressos termos do art. 25, inciso I, do ADCT, o Dec.-lei 2.295/86 não foi recepcionado pela Constituição vigente, restando indevido o recolhimento da quota de contribuição incidente na exportação de café. Precedente: RE 191.044, rel. Min. Carlos Velloso, DJ 31.10.1997; e AMS 90.03.037596-8/SP Des. Fed. Marli Ferreira, DJ 22.11.1995, p. 80.893. 3. O Pretório Excelso, no acórdão paradigma que consolidou o entendimento daquela Corte (RE 191.044), consignou que ainda que se defenda a possível recepção da referida contribuição pela Constituição vigente, certo é que o seu valor, então fixado pelo Presidente do extinto IBC, não o foi, por força do princípio da legalidade a que se sujeita a sua instituição e majoração, nos termos dos arts. 159, I e 149 da CF/88. Uma vez destituída de valor, a contribuição seria inexistente. Por outro lado, caso houvesse disposição acerca da alíquota da exação, aí sim, incidiria a regra insculpida no art. 25, inciso I do ADCT, ou seja, a delegação para uma eventual alteração de alíquota, desde que obedecidos limites e condições estabelecidos, teria vigência até 5 de abril de 1989, data em que, à míngua de lei que regulasse sua prorrogação, revogar-se-ia pelo referido art. 25.4. Muito embora requerido na inicial a especificação de índices de correção monetária, essa matéria deverá ser agitada em sede de liquidação de sentença. 5. Reduzidos os honorários advocatícios para R$ 5.000,00 (cinco mil reais), considerando o montante a ser devolvido, e ainda os balizamentos traçados pelo art. 20, § 4° do CPC, bem como os precedentes desta Turma. 6. Apelação parcialmente provida (TRF-3ª R. 6ª T., AC 289547/SP, rel. Juíza Marli Ferreira, j. 10.03.2004, DJU 11.05.2004, p. 266). Tributário. Mandado de segurança. CSSL. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exclusão de receitas decorrentes da exportação. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da CF/88. 1. É pacífico o entendimento dos Tribunais pátrios acerca da inviabilidade de excluir-se da base de cálculo da CSLL as receitas decorrentes de exportação, pois a alteração trazida pela Emenda Constitucional nº 33 refere-se às contribuições que tenham por base de cálculo a receita, e não o lucro. 2. Às contribuições ao PIS e COFINS aplica-se a regra de
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imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, devendo ser excluídas de suas bases de cálculo as receitas decorrentes de exportações. Idêntico tratamento deve ser conferido à variação cambial positiva originada de contratos de exportação e outras verbas vinculadas à atividade exportadora (crédito sobre saque de exportação, crédito presumido de IPI instituído pela Lei 9.363/96), pois, do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200272030015380/SC, rel. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 13.12.2006, DJU 30.04.2007). Tributário. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exportação. Receitas financeiras oriundas de variações cambiais positivas. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal. IPI. Crédito presumido. Lei 9.393. 1. A imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda Constitucional nº 33/2001, abarca as contribuições sociais que incidem sobre o faturamento ou receita, decorrente de operação de exportação, bem como a variação cambial destes valores. 2. Os créditos de IPI sobre matéria-prima, produtos intermediários e material de embalagem, previstos na Lei 9.363/96, não podem constitui receita tributável pelo PIS e pela COFINS quando derivados de operações de exportação. Do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante, pois o benefício fiscal comporia a base de cálculo das contribuições (TRF-4ª R., 1ª T., AC 200471070074584/RS, rel, Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 07.02.2007, DJU 21.02.2007). Mandado de segurança. Compensação tributária. Súmula 213 do STJ. Art. 515, § 3° do CPC. Vendas á Zona Franca de Manaus. Inclusão na base de cálculo do crédito presumido de IPI às exportações. Possibilidade. Equiparação às vendas para o exterior. Art. 40 do ADCT. Leis 9.363/96 e 10.276/2001. 1. Cabível a utilização do mandamus para se obter o reconhecimento do direito à compensação de tributos, a teor do enunciado da Súmula 213 do STJ. 2. Tendo em vista a Lei 10.352/2001 ter acrescentado o § 3° ao art. 515 do CPC, possibilitou-se ao Tribunal o julgamento de processo extinto em primeiro grau sem julgamento de mérito. 3. A teor dos arts. 4° do Dec.-lei 288/67 e 40 do ADCT, para efeitos fiscais, a exportação de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus equivale a uma exportação de produto brasileiro para o estrangeiro. Precedentes do C. STJ. 4. Havendo equiparação dos produtos destinados à Zona Franca de Manaus com aqueles exportados para o exterior, as receitas das vendas efetuadas a tal área, por serem equivalentes a operações de exportação, podem ser incluídas no cálculo do crédito
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presumido de IPI previsto nas Leis 9.363/96 e 10.276/2001 (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200372010029997/SC, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 01.06.2005, DJU 20.07.2005, p. 403).

Art. 25. A lei pode adotar como base de cálculo a parcela do valor ou do preço, referidos no artigo anterior, excedente de valor básico, fixado de acordo com os critérios e dentro dos limites por ela estabelecidos. COMENTÁRIOS Em se tratando de um imposto extra-fiscal, e ligado à política internacional, sensível às oscilações do câmbio e das bolsas de mercadorias internacionais, não se estranha que o CTN tenha autorizado a abandonar-se o preço real, adotando valores fixados por critérios exóticos, fora dos parâmetros normais, para assim obter-se a base de cálculo. A excepcionalidade, entretanto, não está ao arbítrio da autoridade fiscal, porque devem ser estabelecidas em lei não somente as hipóteses em que se aceita o afastamento do preço real, mas também os critérios e limites previamente ajustados. Na prática é a medida altamente polêmica e encontra resistência quanto à aceitação, muito embora sirva de incentivo às exportações. Art. 26. O Poder Executivo pode, nas condições e nos limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto, afim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. COMENTÁRIOS Tudo que se disse em relação ao art. 21, referente ao Imposto de Importação, que, como o de Exportação, não observa o princípio da não-surpresa, serve para o entendimento deste art. 26.
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-lei 1. O contribuinte do Imposto de Exportação é aquele que expede a mercadoria. COMENTÁRIOS Definição.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. em relação ao Imposto de Exportação temos o Conselho Monetário Nacional. no percentual de 30% (Dec. É comum o uso da alíquota zero.-lei 1. a redação dos arts. 3°.-lei 1. porque a Constituição Federal de 1988 só outorgou ao Executivo a atribuição de alterar as alíquotas do imposto e não a sua base de cálculo. Art. por qualquer meio. 26. porque o dever de tributar está na norma e não na hipótese de incidência. seja ela acompanhada ou desacompanhada.578/77). 21 e 26 é absolutamente igual. A lei ordinária atual não cogita de alíquota específica. artigo por artigo.578/77 (com redação dada pela Lei 9. mas aplica-se as restrições nos valores estabelecidos para o Imposto de Importação quanto à exação em destaque (art.716/98). aquele que despacha a mercadoria para remessa ao estrangeiro. ou a leva consigo para fora do País. chamada de isenção atípica. ou a leva consigo. seja ou não comerciante. 8° do Dec. Enquanto no Imposto de Importação tem-se o Secex. adotando a alíquota ad valorem. Advirta-se que não há incidência quanto à bagagem. Contribuinte do imposto é o exportador ou quem a lei a ele equiparar. A diferença que se pode destacar está no órgão incumbido de administrar as normas. inclusive ICMS e ISS Aliás. 3°). art.578/77. É. A alíquota máxima não pode ultrapassar o percentual de 150% (cento e cinqüenta por cento). inclusive no que toca à parcial revogação do art. parágrafo único do Dec. em última análise. como estabelece o art. 27. 82 . ou fato gerador.

cuja instituição ou revogação dependem de lei. portanto. inclusive ICMS e ISS Assim.578/77 é pesadíssimo (100% do valor do tributo) e também vai compor a reserva. na forma da lei.-lei 1. Segundo o Dec. ou seja. § 2°.-lei 1. °. A alíquota zero é extremamente útil pela mobilidade que tem o Executivo. a lei poderá criar um Fundo para subvencionar exportações e produção quando o preço 83 . 28. basta a verificação da necessidade de barrar a exportação para ser ordenada a subida da alíquota zero. o disposto no art. ainda. Na CF/88. que o valor das multas impostas por força do Dec. A CF/67 não continha a previsão da anterior. Na CF/46 a receita do Imposto de Exportação formava reservas cambiais . assumindo importância. a título de exemplo.578/77 (art. Acrescente-se. igualmente. devendo-se seguir o que está no artigo em comento. o produto da arrecadação do imposto em destaque formará reserva a crédito do Banco Central do Brasil. Art. 9°). COMENTÁRIOS Reserva monetária. Segundo Aliomar Baleeiro. A receita líquida do imposto destina-se à formação de reservas monetárias.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. não há previsões. com a Emenda Constitucional nº 18. Observe-se que a alíquota zero funciona dentro da presunção de que é o produto tributado. o que não ocorre com a isenção. cuja aplicação ficará a critério do Conselho Monetário Nacional.art. é obrigatória a reserva monetária ou cambial. 7. 28 do CTN. artigo por artigo.

como definida no art. A elevação de preços..a importação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 84 . sobre operações relativas a combustíveis. IV . de produtos brasileiros exportáveis. 46 e seu parágrafo único. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS internacional se apresentar gravoso. assim entendida a venda do produto ao público. III . § 1° Para os efeitos deste imposto. assim entendida a colocação do produto no estabelecimento consumidor ou em local de venda ao público. 19. O imposto. Capítulo V IMPOSTOS ESPECIAIS Seção I Imposto sobre operações relativas a combustíveis. energia elétrica e minerais do País Art. II . V . retirando o excesso de remuneração. p. lubrificantes.a distribuição. 137). 52. não compensador para os produtos nacionais (Direito Tributário Brasileiro. Forense. como definida no art. lubrificantes. em benefício do consumidor nacional. isto é.o consumo. a energia elétrica considera-se produto industrializado. ou desestimulando as exportações. ou a necessidade de garantir o abastecimento do mercado interno. como definida no art. de competência da União.a produção. 74. ed. 4.a circulação. energia elétrica e minerais do País tem como fato gerador: I .

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§ 2° O imposto incide, uma só vez, sobre uma das operações previstas em cada inciso deste artigo, como dispuser a lei, e exclui quaisquer outros tributos, sejam quais forem sua natureza ou competência, incidentes sobre aquelas operações. Art. relativamente: I - ao Imposto sobre Produtos Industrializados, quando a incidência seja sobre a produção ou sobre o consumo; II ao Imposto sobre a Importação, quando a 75. A lei observará o disposto neste título

incidência seja sobre essa operação; III distribuição. COMENTÁRIOS O imposto tratado nestes artigos, conhecido como Imposto Único, não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988 como de competência da União. Caminhando o Brasil pela utopia do imposto único, instituiu o Imposto Único sobre Minerais no Código de Minas, de 23.06.1934, passando pelo Dec. 24.673, de 11.07.1934, até o Dec.-lei 1.985, de 29.01.1940, o Código de Minas (alterado pelo Dec.-lei 227/67). Surgiu, depois, o Imposto Único sobre Lubrificantes, ao Imposto sobre Operações Relativas à

Circulação de Mercadorias, quando a incidência seja sobre a

Combustíveis e Energia Elétrica. A experiência do imposto único não foi boa, reclamando os Estados e Municípios da divisão da receita e não poucas vezes levando a controvérsia à Justiça.

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Com a CF/88, cuja preocupação primeira foi repartir da melhor forma o bolo formado com a receita tributária, a tributação sobre energia elétrica, serviços de telecomunicações, combustíveis e minerais passou aos Estados e ao Distrito Federal, com o ICMS (art. 155, § 3°, CF). Assim, remetemos o interessado aos comentários em torno do ICMS. Seção II Impostos extraordinários Art. 76. Na iminência ou no caso de guerra externa, a União pode instituir, temporariamente, impostos extraordinário compreendidos ou não entre os referidos nesta Lei, suprimidos, gradativamente, no prazo máximo de 5 (cinco) anos, contados da celebração da paz. COMENTÁRIOS A atual Constituição Federal de 1988 manteve a tradição inaugurada com a Carta de 1946, prevendo a instituição, pela União, dos impostos especiais (art. 154, II, CF). Diante da excepcionalidade, o legislador constitucional deixou em aberto a previsão quanto ao fato gerador da exação, admitindo que se eleja fato gerador de outro imposto. Também tem este imposto, como característica, a

temporariedade, eis que prevista a sua extinção gradual. Roque Carrazza, assim como Aliomar Baleeiro, consideram uma demasia o texto do art. 76 do CTN, ao estabelecer o prazo de cinco anos para a extinção do imposto extraordinário, quando não há limite de tempo no texto constitucional.

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Embora só possam ser instituídos ou aumentados por lei, devido à excepcionalidade, não estão os impostos extraordinários sujeitos ao princípio da anterioridade ou da não-surpresa (art. 150, § 1°, CF). TÍTULO IV TAXAS Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia; ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. [...]. COMENTÁRIOS Conceito. As espécies do gênero tributo são impostos, taxas e contribuição de melhoria. Diferentemente dos impostos, cuja característica marcante é a desvinculação da receita a uma finalidade determinada, a taxa é o tributo vinculado por excelência, isto é, só é devido pelo contribuinte se houver contraprestação por parte do ente estatal que a houver instituído. A palavra taxa é imprecisa, porque na linguagem jurídica pode significar preço público ou contraprestação por um serviço. Daí a preocupação do direito pretoriano em estabelecer a diferença dos institutos, o que ensejou a edição da Súmula 545 do Supremo Tribunal Federal assim redigida:
Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente daqueles, são compulsórias, e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que as instituiu.

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Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

O verbete transcrito está em sintonia quase absoluta com a legislação atual, devendo-se o quase à consagração do princípio da anualidade (prévia autorização orçamentária), não mais existente. Segundo Aliomar Baleeiro,
Taxa é o tributo cobrado de alguém que se utiliza de serviço público especial e divisível, de caráter administrativo ou jurisdicional, ou o tem à sua disposição, e ainda quando provoca em seu benefício, ou por ato seu, despesas especiais dos cofres públicos (Direito Tributário Brasileiro, 4. ed., Forense).

A Constituição Federal de 1988, no art. 145, II, dá o conceito de taxa como sendo o tributo instituído pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, em razão do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. Pelo conceito constitucional, a taxa existe para custear um serviço público ou em razão do exercício do poder de polícia. Entretanto, diante dos limites constitucionais para a criação de taxas, o legislador constitucional derivado criou, pela Emenda Constitucional nº 39, de 19 de dezembro de 2002, a chamada taxa de iluminação, no art. 149-A, ao outorgar aos Municípios e ao Distrito Federal o poder de instituir o que chamou de contribuição para custeio do serviço de iluminação pública, a ser cobrada na fatura de consumo de energia elétrica. A emenda constitucional foi uma resposta dada à firme posição do Supremo Tribunal Federal em não aceitar a cobrança, por parte dos Municípios, das taxas de iluminação pública, entendendo tratar-se de um serviço indivisível, que maculava a sua natureza jurídica. Não demoraram os Municípios, com a autorização da EC nº 39/2002, a instituírem as novas modalidades tributárias, cuja cobrança tem ensejado centenas, senão milhares de decisões em seu desfavor,
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Suspensão de Tutela Antecipada 28/SP. prestado a todos. No STJ. O outro aspecto em destaque é que o serviço prestado ou posto à disposição é sempre estatal.2005.02. suspendeu os efeitos de liminar mandamental na Suspensão de Segurança 1. não poupam os juristas de ácidas críticas o Governo. artigo por artigo. No STF. não podem ser tais serviços custeados por taxas. no mesmo sentido. como Presidente da Corte.377.317/RJ. Nelson Jobim. Min. rel. não podendo. Gilmar Mendes. rel. dentre outros: Ação Cautelar 876/MG. Min. DJ 01. portanto. Reclamação 3. DJ 21. inclusive ICMS e ISS inclusive via ação direta de inconstitucionalidade e ações civis públicas patrocinadas pelo Ministério Público. mesmo que não seja essencial. Quando o serviço público é geral.08. os seguintes julgados.299.2005. rel.046.2005. Doutrinariamente. Nelson Jobim. ser serviço prestado por empresa privada. mas as decisões em tutela antecipada. precisa ser um serviço específico e divisível. DJ 05.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. liminares ou cautelares são sistematicamente suspensas nos tribunais superiores. Gilmar Mendes. o Ministro Nilson Naves.2004. indistintamente. DJ 09. Mas o serviço prestado pelo poder público. AI 422.2004. DJ 13. rel. Daí distinguirem-se as taxas de serviço e as taxas de polícia.06. ou seja. beneficiando pessoas indeterminadas. para ser estipendiado por taxa. conforme publicação no DJ 23. registram-se. 89 . Nas instâncias ordinárias.08. Para a caracterização do que seja serviço público recorre-se à natureza jurídica do regime jurídico que o rege. Gilmar Mendes.07. para dizer que é serviço público aquele prestado sob a égide da lei.min. rel. Min. o Parlamento e o próprio STF.03. e sim pelas receitas derivadas dos impostos.2003. os pleitos têm obtido êxito. Min. AI 462.

mensurável. tem por fato gerador uma prestação estatal efetiva ou potencial. Politicamente pode ser questionado. A taxa. ou seja. questionou-se quanto à constitucionalidade de um serviço de transporte coletivo gratuito. direcionada a um número determinado de pessoas que estão obrigadas à mesma. Trata-se de restrição ou limitação coercitiva exercida pelo Estado. por isso mesmo. pode ser estipendiado por taxas o poder de polícia. pago com a receita do IPTU. ou seja. Além dos serviços. Observe-se que só o poder de polícia específico é passível de estipêndio por meio de taxas. E mesmo assim exige-se que seja divisível e mensurável. enquanto a utilização pode ser facultativa. para utilização individual e. a prestação do serviço prevista em lei há de ser obrigatória para o Estado. pode ter alíquota zero. Taxa e preço. Por fim. mas doutrinariamente nega-se a inconstitucionalidade. e que seria perfeitamente estipendiado por uma taxa de serviço. artigo por artigo. 90 . ser bancado pelo Estado com a receita dos impostos. inclusive ICMS e ISS Os serviços específicos ou singulares são prestados a um número determinado de pessoas. posto à disposição um determinado número de pessoas. o exercício de atividade fiscalizadora que impõe limites ao exercício dos direitos individuais. com o cuidado para que não haja desvio da vinculação absoluta de sua receita ao serviço específico. segundo noticia Roque Carrazza. Questão que se coloca como de importância é saber se um serviço publico específico e divisível. como vimos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Em São Paulo.

no direito brasileiro. não e compulsória e tem por mola propulsora o pagamento. artigo por artigo. O maior óbice à fixação de critérios científicos seguros para estabelecer a diferença. embora estejam regidos por regimes jurídicos absolutamente distintos. de importância fundamental na condução de cada espécie. cobrado dos usuários e sem respaldo de lei. porque submetidos a tratamento jurídico distinto. pois o último. está no desvio do serviço público. dão ao valor de tais serviços o nome de tarifa. taxa de uso. que estabelece a fronteira entre a taxa e o preço. Para tanto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 91 . Se a remuneração é pelo uso de um bem público. Trata-se de preço. Entretanto. e só ela. “se a atividade estatal situa-se no terreno próprio e específico do Estado. Em verdade é alei. temos preço e não taxa. o preço. obedece ao regime jurídico privado. Ensina Hugo de Brito Machado que. Erradamente atividades públicas são estipendiadas com valor certo. inclusive ICMS e ISS Aproxima-se ela e muito se confunde com o preço ou tarifa. o valor do serviço é uma taxa”. não se tem dúvida. A dificuldade surge em relação aos serviços. Preço é o valor de uma prestação derivada de um contrato firmado sob a égide da liberdade de contratar. a receita a ela vinculada é um preço. Se a atividade não é pública. se a atividade estatal se situa no âmbito privado. como se o nomen juris fosse capaz de alterar alguma coisa. porquanto não há.

inclusive ICMS e ISS A taxa é sempre criada por lei e obedece aos princípios constitucionais do sistema tributário. distribuído de acordo com o volume de geração de resíduos de cada munícipe.remuneração por serviços públicos essências econômica ou cuja não compete Preço público . artigo por artigo.atividade monopolizada. atividade . . serviços não essenciais. anterioridade. . tais como legalidade. porque estas. em sucessivas leis (13.remunera serviços que não têm natureza de públicos. em relação a lei que as instituiu (STF Súmula 545). . não confisco e irretroatividade. O STF ainda não se manifestou a respeito. diferentemente daqueles.522/2003 e 13. Vittorio Casone indica as seguintes diferenças entre as espécies em apreciação. admitem concessão.utilização efetiva ou potencial do serviço público. 92 . conhecida como “Taxa do Lixo”.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.exercício do poder de polícia.478/2002.699/2003). JURISPRUDÊNCIA Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. Vejamos: Taxa . 13. capacidade contributiva. Observe-se que o Município de São Paulo criou a Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares . são compulsórias e têm sua cobrança condicionada a prévia autorização orçamentária. sujeitase ao preço público. que originariamente à iniciativa privada.TRSD. cuja base de cálculo é o custo geral do serviço.pressupõe contratação.

CTN.05.5ª R. Nota: O verbete sofreu impugnação no STF que entendeu ser de absoluta pertinência a cobrança. somente é devida no destino (extinto TFR . Ofensa ao princípio da legalidade tributária.Súmula 14). I. destinadas a outro País.2002).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. art. art. na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial”. 150.940/89). pela Lei 8. em 24. A Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP).Súmula 221). DJU 07. dado que a lei não fixa a base de cálculo e nem a alíquota.690/88. Licença ou Guia de Importação ou documento equivalente: a alteração do art. concluindo pela inexistência de vulneração ao parágrafo único do art. de 1953. não estão sujeitas ao pagamento de Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP) (extinto TFR .571/SP. “É inconstitucional a cobrança da taxa de expediente para emissão de guia de importação (Lei 7. o exercício do poder de polícia administrativa.387. Constitucional. artigo por artigo. 10 da Lei 2. “É válida a cobrança da Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários (Lei 7. com simples trânsito em porto nacional. Aposição da Corte Maior levou ao cancelamento da Súmula. de 1953.5ª R. de 1991. de 1991. não mudou a natureza jurídica do crédito remunerador da atividade estatal especifica. IV. Taxa de licenciamento de importação. REsp 261. 97. Lei 2.04. I. por faixas de contribuintes” (TRF . art. 10. CF. de taxa para preço público. As mercadorias oriundas do estrangeiro. com base em tabela. . tendo como base a área fiscalizada. em razão do poder de polícia desenvolvido quanto à ocupação de imóveis utilizados para comércio ou para prestação de serviços. art. pela 1ª Seção.Súmula 15).Súmula 220). referente à mercadoria oriunda do estrangeiro com trânsito em porto nacional e destinada a outro porto nacional. 77 do CTN a referida cobrança. 93 .145. inclusive ICMS e ISS O STJ editou a Súmula 157 do teor seguinte: “É ilegítima a cobrança de taxa. Tributário. pelo Município. com a redação da Lei 8. 10)” (TRF .2002 (STJ.387.145.

AFRMM. com a redação da Lei 8. 3. os Estados. II. assim como qualquer prestação de serviços. rel. terceiro gênero tributário.1997. o acórdão extraordinariamente recorrido negou ter havido efetivo exercício do poder de polícia. focalizados no recurso extraordinário. § 2°. 149). 25. No caso. IX. 36. II. As assertivas do acórdão 94 . Taxa de localização e funcionamento. 20. RE 188107/SC. diante dessa decisão Plenária no RE 188.1995. mediante atuação de órgãos administrativos do Município. na forma do disposto no art.1997. O AFRMM não é incompatível com a norma do art. ao contribuinte. 155.06. j. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. no art.387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. A União. da Constituição Federal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.145.é uma contribuição parafiscal ou especial.446). Nota: A execução das Leis 2. do poder de polícia. p. 10 da Lei 2. 23. art. j. 4. pelo Poder público.03. que justificasse a imposição da taxa em questão. 145 e seu inciso II. seja na Constituição anterior. DJU 30. 21. pelo Poder Público. O Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante – AFRMM . da Constituição. RE 165. inclusive ICMS e ISS Inconstitucionalidade do art.05. efetiva ou potencial.05. rel. ou a prestação de serviços. na segunda hipótese. Direito constitucional.145/1953 e 8. DJU 30. Art.1995. III.939/RS. Recurso extraordinário conhecido (letra b). a jurisprudência do STF firmouse no sentido de que só o exercício efetivo.387. ao contribuinte . I. Poder de polícia. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir taxas. por órgão administrativo. 1. Súmula 279. assim como as que a precederam. Pleno. 145. É o que estatui a Constituição Federal. Constitucional. Min Carlos Velloso. artigo por artigo. Recurso extraordinário não conhecido (STF. tributário e administrativo. seja no Código Tributário Nacional. como a de que se trata neste recurso: taxa de localização e funcionamento. Min. 2 Interpretando essa norma. Fiscalização. sob o aspecto tributário. de 1953.193.107/SC. Tributário Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante . em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. efetiva ou potencial. distinta do imposto e da taxa (CF. de serviços públicos específicos e divisíveis. Contribuição parafiscal ou especial de intervenção no domínio econômico. Pleno. é que legitimam a cobrança de taxas. Irrelevância. de 1991. na primeira hipótese. ADCT. mas improvido (STF. contribuição de intervenção no domínio econômico. da alegação no sentido de que o Fundo da Marinha Mercante teria sido extinto. Carlos Velloso. efetiva ou potencial. p. II.

Município de São Manuel. inclusive ICMS e ISS repousaram na interpretação das provas dos autos ou do direito local. de 30. Min. de qualquer modo. 182. Pleno. qual seja.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Tributário.1969. artigo por artigo. que deu nova redação aos arts. Min.1970).1957. 7°.1997. 145. Recurso conhecido e provido (STF. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo. Luis Gallotti. rel. não mensurável. Pleno. 00308-01/00183). Taxa.02. Luis Gallotti. DJU 06.11. § 1°.07. Ilmar Galvão.1996. Lei 11. rel. 12. conhecido e provido (STF. Pleno. não sendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais. 27. p. Preço público. § 2°. Sydney Sanches. Taxa de fiscalização de localização e funcionamento. que limita a faculdade contida no art. DJU 15. O primeiro. Recurso extraordinário não conhecido (STF. as tarifas correspondem a atos do poder executivo (STF. da Constituição Federal. mas preço público. Estabelecimento comercial. A distinção entre taxa e preço público não é matéria de direito local e sim de direito federal.11.703). com ofensa ao art. Tributário. que não podem ser revistas. 87. Taxas. DJU 22. 27. Ement. RMS 4382. II.. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico. RE 68690/PR. 1ª T. § 4°. RE 199. rel. j. p. no entendimento deste Relator. RE 140278/CE. A denominada taxa de manutenção e limpeza da ‘estação rodoviária’ não é verdadeiramente uma taxa.12.152. O Supremo Tribunal Federal tem 95 . por haverem violado a norma do art. em Recurso Extraordinário (Súmulas 279 e 280).05. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU. Os demais.1996. Min. Inconstitucionalidade declarada dos dispositivos sob enfoque. Taxas que. por esta Corte. ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU. Constitucional. 5. Recurso extraordinário da Prefeitura. rel. e 94.1998. As taxas são tributos estabelecidos por lei.08. Precedentes. Min. j. Distinção. Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos. Imposto sobre a propriedade Predial e Territorial Urbana.1991. 6. 45.969/SP. em razão do valor do imóvel. incisos I e II. Tarifas ou tabelas de preços de serviços públicos explorados diretamente pelo Estado ou mediante concessão. j. a área do imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público.989/66. da Lei 6.11. incisos I e II. 38). do Município de São Paulo. 156. 27. indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte. j.

outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (‘varrição. DJU 02.além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ . Taxas de iluminação e limpeza urbana [acórdão anterior à EC nº 39/2002]. RE 198.1996. caput. pelo exercício do poder de polícia. Milton Pereira. lavagem e capinação’.1997. Recurso parcialmente provido (STJ. rel. Embargos de divergência acolhidos (STJ.12. 36). Escritório de advogado.tudo com afronta aos arts. Município de Porto Alegre. CTN. 18. no modo como disciplinada no município de São Paulo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.152. A taxa de limpeza urbana. 13. 77. Valor venal do imóvel. Impossibilidade Ilegalidade.05.09.02. Ilmar Galvão. 1ª T. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência. Ilegalidade da cobrança de taxa. da taxa em referência.1996.. 28. a respectiva base de cálculo não está vinculada a atuação estatal.03. j. DJU 27. de 1966.989. p.024-04/SP. Constitucionalidade.1997. quando inexistente a contraprestação de serviços inerentes a essa espécie de tributos.76/PR. anualmente renovável. pelo exercício do poder de polícia.699/2003]. Precedentes jurisprudenciais. j. ademais.02. art. Ausência de divisibilidade e especificidade. Min. artigo por artigo. utilização e metragem do imóvel) . Taxa de limpeza urbana. II. Tributário. pelas Municipalidades. Tributário. Min. RE 276. 1. 3.2001). DJU 23.980. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. Ilmar Galvão. Precedentes. rel. 2. não dispondo sequer de órgão incumbido desse mister. pelas Municipalidades. A majoração da base de cálculo do IPTU 96 .12.478/2002. DJU 02.2000. da taxa em referência. 19. 1° T. 1ª S. de 1991. valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização. Tributário. p. 77. EREsp 01.171). e 79. Taxa de fiscalização de localização e funcionamento.1998. não podendo o contribuinte furtar-se à sua incidência sob alegação de que o ente público não exerce a fiscalização devida. do CTN. j. 16. Min Ari Pargendler.. 1ª T. IPTU. Taxa de limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos. rel. Majoração. rel.1998. REsp 000. ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’). anualmente renovável. Lei 6.564. inclusive ICMS e ISS sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência..904/RS. p. Base de cálculo. 36.09. ficando desfigurado o efetivo exercício do poder de polícia. na redação dada pela Lei 11.522/2003 e 13.. Tributário. remunera . Falta de contraprestação. j. Planta de valores genéricos. do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13. 16). Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. Decreto do Executivo. Min.

1ª T. caput.09. EREsp 102. Min.além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ . Fiscalização aduaneira. Recurso conhecido e provido (STJ.1995). DJU 02. 23. e 79. Terminal alfandegário. Antônio de Pádua Ribeiro.699/2003].1997.1999. j. não mensurável. Min. Leis 2.1998). j. j. diante da decisão Plenária do Colendo STF.. Ari Pargendler. tem a natureza de taxa de prestação de serviços e não de preço público. 2ª T. Min.05. de 1966. ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’).145/1953 e 8. 77. 14.outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (varrição.03. e não preço publico. inespecífico. DJU 05. ademais. Precedentes. Lei 6.12. 77 do CTN. j.02. 97 . Carlos Velloso. rel.1998.10.690/89.1999). 21. Nota: A execução das Leis 2. II .152.1997. do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13. inclusive ICMS e ISS depende da elaboração de lei. Ilegitimidade de sua cobrança.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Taxa..04. DJU 11. utilização e metragem do imóvel) . Peçanha Martins. remunera . Tributário. DJU 30. no RE 188.107/SC. na redação dada pela Lei 11. a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário. Tributário. por lhe faltar característica essencial deste. rel. exceto nos casos de simples atualização monetária. DJU 05. indivisível e insuscetível de ser referido a contribuinte certo e determinado. Taxa de limpeza urbana. lavagem e capinação’.387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005.989.tudo com afronta aos arts. o que exceder disso é aumento de carga tributária e só pode resultar de lei. A taxa de limpeza urbana.16. A taxa de conservação e limpeza pública não se confunde com a do IPTU. I – A exação prevista no art. Embargos de divergência acolhidos (STJ. Taxa de incidente sobre guias de importação. rel. valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização. REsp 86692/MG.404/SP. rel.1999). artigo por artigo. REsp 61294/ES. 1ª S.1997.. 2ª T. Tributário. rel. 13. por isso que tem por fato gerador prestação de serviço de caráter genérico. II. p.. 17. Garcia Vieira.145/53. qual seja a facultatividade do seu pagamento. inc. a respectiva base de cálculo não esta vinculada a atuação estatal.1995. do CTN. Estadia e pesagem de veículos de carga.11. no modo como disciplinada no Município de São Paulo.Recurso especial não conhecido (STJ. 23. REsp 220004/RS.478/2002. É taxa. de 1991.145/53 e 7. Recurso improvido (STJ.06.193. 10 da Lei 2.522/2003 e 13. à vista do art. Min. j. Min.05.

3ª T. 1ª T. j. Precedentes. 4°. deve ser tratada.04. 77 do CTN. portanto.A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art. por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’.03. A portaria. p.Recurso improvido (TRF-2ª R. 44. 03. inciso I.01. Tributário.07.1998.1997.940/89. 3. como tal.. que. 2. 114).. inclusive ICMS e ISS Tributário. que requer lei em sentido material e formal.12. 2. Taxa ou preço de armazenagem. de 09. 17. do Presidente do IBAMA. DJU 06. AMS 93. a pretexto de veicular emolumento. rel. 262). j. 77 do CTN. 100). p. Sentença confirmada (TRF . Juiz Olindo Menezes.2000. não significa que estamos diante de tributo. mas pelo critério da compulsoriedade da exigência (Súmula 545 do STF). subsumindo-se em norma complementar (CTN.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. preço e.05. Assim.05. CVM. 98 . rel. Taxa de licença de localização e funcionamento. III . art. esta é. não ocorrendo violação ao art. 4ª T. Violação do art. até por vício de linguagem. DJU 29. rel. AMS 95. p. a título de poder de polícia.940/89.09833-4/BA. em vicio de ilegalidade. Impossibilidade. Juiz Eustáquio Silveira.0201404-9/RJ. II . Lei 7. Tributário.27835-9/BA. do CTN. I . a Portaria 028/91N. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria. Administrativo.314). Não é inconstitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7. do Presidente do IBAMA.07. É defeso ao município instituir renovação de taxa de licença de localização e funcionamento. REO 93... Apelação e remessa oficial improvidas. em face da inexistência da contraprestação de serviços e realização efetiva do poder de polícia (STJ.02.1995. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados. Adoção de base de cálculo própria do ICMS. 1. Incorre. criou taxa em razão dos serviços prestados.1991...05. j. artigo por artigo. da categoria das taxas.1998. Alíquota. Tributário.01.. pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza especifica da imposição. Taxa instituída pela Portaria 028/91-N. Juiz Castro Aguiar. Taxa de fiscalização. DJU 13. REsp 218103/SP.2000). Renovação. j. 10.1998. do Código Tributário Nacional).1ª R. rel. 04. I. Remessa provida (TRF .Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’. Humberto Gomes de Barros. Min. na liberação de mercadorias destinadas à exportação.1ª R. DJU 13. não se presta à instituição de tributo. A taxa em exame tem base de cálculo diversa da do imposto. 1. tecnicamente. 3. Infringência do princípio consagrado no parágrafo único do art. eis que a proibição do parágrafo único refere-se a capital e não a patrimônio. 3ª T. 97.1995. 4.

. 1ª T.009/73. 3ª T. III . a natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo seu fato gerador. 10. revela que se cuida. haja em conta que. da Lei 2. Taxa exigida pela CACEX para expedição de guia de importação.1995.09.. projetos e construções são mantidos e operados pela União ou entidade da administração federal indireta.0211235-0/RJ. a saber: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. III . porque estas. jamais de taxa. como ditado no art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. na redação que lhe deu a Lei 7. Juiz Arnaldo Lima. I Elucidação da conceituação jurídico-legal da tarifa de armazenagem instituída pela Lei 6.A leitura de tal dispositivo. p.1994. IV . Art. intérprete precípuo da CF.009/73. 145 da Constituição Federal vigente. rel. IV .As tarifas aeroportuárias destinam-se ao pagamento pertinente a utilização de aeroportos. a espécie. que devem ser remunerados pelos serviços que sejam prestados ou postos a disposição de quantos transitam com cargas.0206369-0/ES. 20. bem assim da utilização de equipamentos e serviços do aeroporto. isto visando afastar qualquer dúvida.313). 11. de há muito sumulou sua jurisprudência. 15. sendo irrelevante a sua denominação. Tributário. e têm como base a lei formal e como antecedente fático a fruição do benefício que o recolhimento da tarifa propicia (TRF-2ª R. Tarifa de armazenagem.04. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária.145/53. os preços públicos ou tarifas têm como pressuposto ou antecedente necessário a efetiva utilização do bem público que usufruir. I . Art. Verbete 545.Apelação conhecida e provida.1994. de preço público. II. da Constituição Federal.690/88. II . j. remessa oficial prejudicada. 4° do CTN..02.exigidas compulsoriamente.708). Juíza Julieta Lunz. sendo as taxas-gênero de tributo . cujas instalações. diferentemente daqueles. j. 145. tudo nos termos do voto condutor (TRF-2ª R. DJU 02. Turma . AMS 95. II O Eg. p. DJU 15. mutatis mutandis. inclusive ICMS e ISS Tributário. Precedente específico desta Eg. em face do art.009/73.Nos termos do art.. e decorrendo de efetiva utilização das áreas assim projetadas e construídas.AMS 90. Lei 6.06. em relação a lei que as instituiu’.1996. rel.As entidades que exploram se obrigam a manter em bom estado os aeroportos. 2° e suas alíneas da Lei 6.18106-0. isto através de tarifas ou preços específicos.10.Diferença entre taxa e preço público. 51. 99 . Não é porque o dispositivo em apreço empregou a expressão ‘taxa’. artigo por artigo. que de tal figura jurídica se trata. STF. no caso. AMS 93. E. Infra-estrutura aeroportuária do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.

4.02. Autonomia municipal.1996. 79.1996. 1. Lei 7. Juíza Lúcia Figueiredo.. j. REO 0443196/PR. Taxa de licença para localização. sobre o ordenamento urbano. o valor do tributo por ele devido (TRF-4ª R.387/1991.Apelação e remessa oficial providas. para a localização de quaisquer estabelecimentos.668). as atividades e os interesses da comunidade.08.107/SC. II.10. em que o patrimônio líquido da empresa funciona não como base imponível.1995. j. por conseguinte.08. Constitucionalidade. 1ª T.145/1953 e 8. j. j. juiz Francisco Falcão.03. rel. AC 93. e. Juíza Tânia Terezinha Escobar. Trata-se de tributo fixo. p. rel. 100 .1995. Art. 145.. Mandado de segurança. 73.1997. Art. Direito Tributário. Juiz Gilson Dipp. É constitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7.. 2. 3. no RE 188. criado sem base de cálculo e sem alíquota (como. inclusive ICMS e ISS Nota: A execução das Leis 2.193). corresponde ao controle. Sucumbência invertida (TRF-3ª R.09. 1. II e III.1996.301).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1997. funcionamento e instalação de imóvel onde a Caixa Econômica Federal exerce suas atividades. Apelo e remessa oficial improvidos (TRF-5ª R.113. A expedição de alvará. DJU 24. AMS 0444230/RS. rel. 1ª T. p. DJU 10.09. Remessa ex officio provida (TRF-4ª R.1997. mas como um referencial para se estabelecer a classe do contribuinte. Carlos Velloso. 22. 2. Tributário. p. 21. 06. Tributário. j. 23. Constitucional. I . 72. Taxa de verificação anual de funcionamento regular (alvará).05.. 68. funcionamento e instalação. rel. do CTN.É legítima a instituição e cobrança pelo município de taxa de licença para localização.03. diante da decisão Plenária do Colendo STF.1997.820/SP. rel. III .. geralmente são estabelecidas as taxas). Tributário. 2ª T.08.940/89. 14. 16.004). 19. Taxa de serviços públicos.. DJU 27.940/89. DJU 13. Min.268).1996. Taxas de iluminação e de limpeza públicas não se enquadram nas taxas contra-prestacionais. CF/88. DJU 30.. p. 4ª T. legitimamente exercido pelo município. o que faz desnecessária a comprovação da efetiva contraprestação do serviço público.Regular utilização do poder de polícia garantindo constitucionalmente. Interesses genéricos e não específicos divisíveis. artigo por artigo. Taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários. II . p.03. alias. foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005.

A multa administrativa.08. Juiz Edgard Antônio Lippmann Júnior. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental.06. sob a vigência da Constituição atual (de 1988).09. rel. 74. p. j. 3. Liquidez e certeza. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná.. artigo por artigo. Precedentes.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. sim. Min. 2ª T.2005. no inciso I. Natureza jurídica. Natureza jurídica de preço público. julgando a Representação 1. 1. veda à União. aos Estados. Prestação de serviço por concessionária. j. III. DJU 26. Ação direta de inconstitucionalidade da Resolução 7. 24 estabelece a competência concorrente da União.04. Orientação que reiterou.1996. Não se tem por afastada a liquidez e certeza da certidão de dívida ativa pelo só fato de trazer referência dos valores originais em moeda não mais em curso no País (TRF4ª R. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não se trata de tributo. Conversão em agravo regimental.2005). Direito Constitucional e Tributário. Conversão dos embargos em agravo regimental. não podem ter seus valores fixados por decreto. 28. a 20. Ato normativo. a cobrança a título de água e esgoto. Não provimento deste (STF.1996. Serventias judiciais e extrajudiciais. por não se tratar de crédito de natureza tributária. DJU 02. CDA. sendo aplicável em matéria de decadência o art. 173 do CTN/66. Conselho Regional de Contabilidade.208/MG. contados do primeiro exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Constitucional. de 30 de junho de 1995. 150. que prevê sua ocorrência após cinco anos. Taxa de esgoto sanitário.1990. Tributário. Custas e emolumentos. Já ao tempo da Emenda Constitucional nº 1/69.1984). no julgamento do RE 116. rel. por não serem preços públicos. 2. o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que ‘as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais’. Esse entendimento persiste. AC 95. 153 da Emenda Constitucional nº 1/69). 1. Carlos Velloso. dos Estados e do Distrito Federal. tem o prazo prescricional de vinte anos para cobrança. ‘mas. I.04. inclusive ICMS e ISS Execução fiscal.536/SC. Embargos de declaração opostos à decisão do Relator. cujo art. 2ª T. mas de preço público. sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art.495). Embargos de declaração opostos à decisão singular do Relator. 19. Inafastabilidade. para legislar sobre custas dos serviços forenses (inciso IV) e cujo art. Decadência e prescrição. II. RE-ED 447.10.. da espécie taxa. 2. ao Distrito Federal e aos Municípios.08.094/SP. Anuidades e multas. taxas.. 3. A anuidade exigida pelos conselhos regionais constitui tributo. j. 08.00284/PR. a exigência ou 101 . garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa’ (RTJ 141/430.

Código de Mineração]: não se tem. II e § 1°.11. ADIn julgada improcedente (STF. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição (CF. ou são de serviço.05. mas preço público decorrente da exploração pelo particular.11. ainda que prestado em caráter particular (art. mas de aumento do valor de custas judiciais e extrajudiciais. As taxas decorrem do poder de polícia do Estado.08. 5.2003. ADIn 2586/DF. nos termos em que foi admitido no ordenamento jurídico. art. art. parágrafo único. no seu exato sentido jurídico. também. mas. p. da prescrição intercorrente. IX. sem lei a respeito. Lei 9. entendeu possível a decretação. a majoração de custas judiciais e extrajudiciais resultou de Resolução do Tribunal de Justiça . DJU 11. 20.1996. 145 admite a cobrança de ‘taxas. Precedentes. ex officio.-lei 227/67 .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. art. de um bem da União (CF. Decretação da prescrição intercorrente. 40 da Lei 6. e 174. 2. Constitucional. A sua aplicação há de sofrer os limites impostos pelo art. Recurso especial.1996. Recurso especial oposto contra acórdão que. III. de 14. Requerimento do Ministério Público. rel. Tributário Taxa Conceito.314. 236). No caso presente.2002. 101). para declaração de inconstitucionalidade da Resolução 07. Repugnam os princípio informadores do nosso 102 . sem lei que o estabeleça. Tal conceito abrange não só as custas judiciais. Interpretação dos arts. em execução fiscal referente a serviço de fornecimento de água.. da LEF [Lei 6. igualmente. Serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto. Pleno. CTN. inclusive ICMS e ISS aumento de tributo. as extrajudiciais (emolumentos). artigo por artigo.2003. 175 e §§ [rectius: parágrafo único]).830/80. art. como exigido pela Constituição Federal. DJU 01. Ação direta julgada procedente.2003). resultantes da utilização efetiva ou potencial. § 4°. O art. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. Taxa. 20 do Dec. 8°. não tem prevalência. Aqui não se trata de ‘simples correção monetária dos valores anteriormente fixados’. I. 6. Tributário.02. II do § 3° [rectius art. taxa. do CTN. Preço público. 20. l6. IV. Mas sempre fixadas por lei. 219. de serviços públicos específicos e divisíveis. Pleno. Min. de serviço público. Sydney Sanches. O art. de serviços públicos específicos e divisíveis. de 30 de junho de 1995. Remuneração pela exploração de recursos minerais. j. 4. do CPC. 3. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (STF. no caso. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição’. de 14. 1.830/80]. ADIn 1444/PR. o qual alterou o art. Natureza tributária. Lei 9. j. II.04. 174 do CTN. Decretação da prescrição intercorrente por requerimento do Ministério Público. Código de Mineração. Min Carlos Velloso. II). 78. efetiva ou potencial. rel. 12.e não de lei formal. 145. O poder de polícia está conceituado no art. 1°.314. pois estas resultam.

Precedentes das egrégias 1ª e 2ª Turmas desta 103 . norma revogada pela Lei 8. Obrigatoriedade do serviço de água e esgoto. 11. sofra as limitações próprias de tributo’ (Hugo de Brito Machado. de que a contribuição pelo fornecimento de água e coleta de esgoto é taxa. deve-se estabilizar o conflito. v. 4. Tem-se. não sendo afetada pela existência da concessão.312/94 [rectius: de 1954. então é justo que a remuneração correspondente. ano 1987. 40 da Lei 6. serviço público concedido. pelo que. ‘Se a ordem jurídica obriga a utilização de determinado serviço. em face da obrigatoriedade da ligação domiciliar à rede pública’ (Helly Lopes Meirelles.. Precedentes desta Corte e do colendo STF 5. ‘A remuneração dos serviços de água e esgoto normalmente é feita por taxa. Juríd. 12. 40). cujo afluente [rectius: efluentes] terá destino fixado pela autoridade [sanitária] competente’. de natureza compulsória. se prestasse diretamente o serviço’ (RF.. 492). 11). p.830/80. Há de ser sempre lembrado de que o art. Adoção da tese. jul. 1977. sendo o prestador do serviço público pessoa jurídica de direito privado. O art. p. nele não incluídos os do art. nº 05.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Prevalência no ordenamento jurídico das conclusões do X Simpósio Nacional de Direito Tributário. Os casos de interrupção do prazo prescricional estão previstos no art. Após o decurso de determinado tempo sem promoção da parte interessada. in casu. não permitindo o atendimento da respectiva necessidade por outro meio. Atividade pública (serviço) essencial posta à disposição da coletividade para o seu bem-estar e proteção à saúde. RT. quando há compulsoriedade. Rev. 6. Direito municipal brasileiro. 174 do CTN. ed. na situação específica examinada. cobrada pelo Poder Público. ao contrário.. O concessionário recebe remuneração da mesma natureza daquela que o poder concedente receberia. da Procuradoria-Geral da Fazenda Estadual/Minas Gerais. impondo-se segurança jurídica aos litigantes. 299. Regime tributário da venda de água. por ser a relação entre eles de direito público. pela via da prescrição. p. 174 do CTN tem natureza de lei complementar. no sentido de que ‘a natureza jurídica da remuneração decorre da essência da atividade realizadora. o valor cobrado caracterizar-se-ia como taxa. 3. artigo por artigo. 1987. visando atender necessidades coletivas ou públicas. o valor cobrado é preço público/tarifa. se a entidade que presta o serviço é de direito público. inclusive ICMS e ISS sistema tributário a prescrição indefinida. 7.-set. 11 da Lei 2. Não há amparo jurídico a tese de que a diferença entre taxa e preço público decorre da natureza da relação estabelecida entre o consumidor ou usuário e a entidade prestadora ou fornecedora do bem ou do serviço.080/90] (Código Nacional de Saúde) determina: ‘É obrigatória a ligação de toda construção considerada habitável à rede de canalização de esgoto. 10. 9. Os serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto é cobrado do usuário pela entidade fornecedora como sendo taxa. 8.

21. porque decorre da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal. 1.690/88) Ilegalidade. rel.07. artigo por artigo. DJU 14. 4ª T. 6. face. DJU 17..690/88 identifica-se como taxa e não preço público.052/RJ. ou a utilização. art. Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário.09. Taxa de expediente (Leis 2. 3. Ausência de identidade de sua base de cálculo com a dos impostos.. José Delgado.2002. Juiz França Neto. REO 9601042105/DF. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. As taxas não podem ter base de cálculo ou fato gerador idênticos àqueles que correspondam aos impostos (CF. no RE 167. 46 da Lei 4. representa uma obrigação acessória. previsto no art. Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia. 286). Natureza jurídica. REO 3. 4.2000..289). Ressarcimento de custos. A exação criada pela Lei 2. Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo. 19. IPI. sendo uma obrigação assumida voluntariamente. REsp 848287/RS. Receita originária.03. 13. no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. 17. Não violação de acordos internacionais. da CF e o parágrafo único do art. 3.502/64. Tributário. inclusive ICMS e ISS Corte Superior. A aplicação do selo de controle do IPI. Selos de controle quantitativo.522/92. 1ª T. 1. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R. DJU 31..2006. 145.992-1/210.03. por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação. p. da ALALC ou ALADI (Súmula 124 do STJ).1999. § 2°). 5. A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível. Min. rel. Taxa de melhoramento dos portos.09. a reiterada doutrina e a jurisprudência dos tribunais superiores que entendem legítima a sua cobrança.08. Taxa que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art. inclusive. p. 77 do CTN. STF. j. ao afirmar que essa taxa tem identidade com a base de cálculo do imposto de importação. Recurso especial não provido (STJ. j. com a Lei 8.145/53 e modificada pela Lei 7. efetiva ou potencial.-lei 1. p. § 2°. após a declaração de inconstitucionalidade pelo Eg. 2.2002. Precedente do TRF 1ª Região. 6ª T.437/75. Tributário.145/53 e 7. Provimento à remessa necessária (TRF-2ª R. Equivoca-se quem reputa inconstitucional a cobrança da taxa de melhoramento dos portos. Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal. Trata104 . 145. de serviço público específico e divisível. Importação.2006. sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT.. também. 178). Juíza Selene Almeida. j. 2. Dec.

Ressarcimento de custos. 113. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados. na verdade.2006.437/75. Obrigação acessória. 13. criou taxa em razão dos serviços prestados no exercício de poder de polícia. ou seja.437/75. pelos contribuintes do IPI.4ª R. Inconstitucionalidade. não havendo. DJU 28. Tributário.Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle. nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art. AC 200371120077868/RS. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto.710/RS.. DJU 12. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto. constituindo-se em receita originária da União. Tributário. artigo por artigo. rel. a portaria que.2007. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto.03. inclusive ICMS e ISS se.Casa da Moeda-.823-1/DF. Incorre.000271-0. TRF . EIAC 2003. Trata-se.71. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. 1 .07. assim. proveniente de produto fabricado por empresa pública .502/64.-lei 1. ADIn 1.. Selos de controle quantitativo. com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R. de obrigação acessória. de mais um custo. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos Infringentes 2003. j.2006) (TRF-4ª R. apenas. IPI. 1ª Seção. mas pelo critério da compulsoriedade da 105 . j.07. do CTN). sem que isso venha a desconfigurar sua natureza 2 –‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. a pretexto de veicular emolumento. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado.050. apenas. em vicio de ilegalidade..2007). Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira.05.. violação a quaisquer princípios tributário.07.002. 06. não caracteriza taxa e nem preço público. DJU 12. Cadastro técnico federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI.-lei 1. como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público. Juiz Vilson Darós. Trata-se. Taxa de cadastramento.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Natureza jurídica. Lei 4. ou seja.2006. 1ª Seção. de mais um custo. aquela ‘que decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações positivas ou negativas.71. Ibama. 2ª T. Portaria 37/98. rel.03. Dec. § 2°. 793). p. previsto no Dec. O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações.

381)..060. 3. 145. Inexiste ofensa da Lei 10.2006. Nessa esteira. 1ª T. que poderia ocasionar uma possível inconstitucionalidade. de serviço público específico e divisível. rel. DJU 24. j.040. 145 da CF/88 e 77 e 78 do CTN. Não há falar. fulcro no art. 01.165/2000. 1ª T. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição.02. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. efetiva e potencial. na medida em que não restou comprovado que essa exação serve para retribuir serviço público específico e divisível e nem representa exercício do poder de polícia (TRF-4ª R.72. j.. Em obediência à Constituição Federal.-lei 9.. 77 do CTN e 145 da Constituição Federal de 1988. p. AC 2003. A taxa de ocupação é uma receita originária do Estado. 617).72. O nomen iuris atribuído à exação cobrada pelo Estado é questão que não importa para sua classificação como tributo. 127 do Dec. art. as taxas de serviço instituídas pelos Municípios devem ter como fato gerador o exercício do poder de polícia ou a utilização. II. inclusive ICMS e ISS exigência (TRF-4ª R. por conseguinte. Juiz Vilson Darós. 502). em ausência de contraprestação. A hipótese de incidência do tributo em questão –TCFA . portanto. As taxas são tributos que têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia. conferindo-se tratamento diferenciado a quem produz graus de poluição diferentes e.. efetiva ou potencial. rel.4. p. DJU 08. Competência da 2ª Seção. artigo por artigo.05.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. exige o exercício do poder de polícia em maior ou menor grau (TRF-4ª R. j. conforme inteligência dos arts.71.05. Conflito negativo de competência.04.010. 19. ou a utilização.000.. Processual civil. de serviços públicos específicos e divisíveis..2006.121/SC. Taxa municipal de segurança ostensiva contra delitos. Matéria não tributária. afigura-se ilegal a cobrança da taxa de segurança ostensiva contra delitos instituída pelo Município de Criciúma. O faturamento da empresa é utilizado como critério referencial a fim de garantir-se a isonomia.TCFA. AC 2004. cobrada por este em razão do uso por terceiros de seus bens imóveis.04.804/RS. Conhecido o conflito de competência para declarar competente para a matéria a 2ª Seção. 1. 2. 106 . Juiz Marcelo Malucelli. Taxa de ocupação.2006.é o exercício do poder de polícia conferido ao Ibama para controle e fiscalização das atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos naturais. p. 05.165/2000 aos arts. uma vez que de prestação de serviços públicos não se trata.760/46. AMS 1999.2006.03.105. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . rel. DJU 03. 1ª T. Lei 10.2006.174.461/SC. Ilegalidade da cobrança.2006. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha.

II. afigura-se devida a tarifa de armazenagem apenas nos casos de efetiva utilização do serviço portuário. Exigibilidade. j.990.12. DJU 01. 197). Taxa de fiscalização de anúncio luminosa. a qual definiu os elementos essenciais à sua instituição.009/73. 313). se subdividindo em um serviço público e outra em razão do exercício do poder de polícia.068/AL.80. A taxa para uso do fogo não tem a mesma base de cálculo do ITR. STF já reconheceu a prescindibilidade da efetiva comprovação da atividade fiscalizadora para a cobrança anual da taxa de localização e 107 .. Pela análise da Lei 6.2005. A taxa é um tributo que tem. j.2005. o disposto no art. 77 e 80 do CTN. rel. 1ª parte. Juiz Nery Junior. no entanto. Honorários advocatícios.015/99. convertida na Lei 9. 01.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Tribunal. Embargos à execução fiscal. na hipótese de incidência. O poder público se serve da cobrança por meio de preço ou tarifa pela prestação de um serviço público voluntário. p. Juíza Marga Inge Barth Tessler. Legalidade. Queima controlada de cana-de-açúcar. uma atividade estatal. 3.02. inciso II. 4ª T.247. 1. Possibilidade.02. Apelação não provida (TRF-3ª R. Tributário.2006. 2. Trata-se de uma prestação contratual voluntária. Cobrança pela municipalidade em detrimento da CEF. 339). Este tipo de atividade não se encontra acobertada pelos princípios constitucionais tributários. CC 2005. Tarifa. posto que criada pela Medida Provisória 2. 23.04. artigo por artigo. enquanto aquela é compulsória.. da CF e nos arts.000. AC 2000. O C.. afastando-se. p. A remuneração para obtenção da autorização para uso do fogo em queimada controlada tem a natureza jurídica de taxa.201. Natureza jurídica de taxa. 3ª T. 145. direta e especificadamente dirigida ao contribuinte.784/SC. j.. Juiz Marcelo Navarro. p. inclusive. rel. 2.. Mandado de segurança. 1. AMS 2001. é o meio pelo qual se paga por um serviço facultativo. DJU 23. Tributário. 145.2005. A competência para instituição de taxas pelo exercício do poder de polícia vem determinada no art. rel. 4. às disposições legais pertinentes. Legalidade na cobrança da taxa para uso do fogo. inclusive ICMS e ISS especificamente a 3ª Turma. 19. DJU 06.2004. 3.960/2000. Precedentes. Taxa de armazenagem portuária.03. Corte Especial.500/SP.006.03. Administrativo. a quem recebeu originariamente por distribuição o agravo de instrumento (TRF-4ª R.06. A fiscalização de anúncios se faz necessária para preservar a qualidade do meio ambiente nas cidades e adequar a conduta da pessoa física ou jurídica. A principal distinção entre taxa e preço público reside no fato deste ser facultativo.10 2004. Apelação improvida (TRF-5ª R. que utiliza a propaganda. da Carta Magna.010. Precedente deste eg.

COMENTÁRIOS Generalidades.-lei 1. Eliana Calmon. da CF/88). DJU 02. 7.09. Cecília Marcondes.239/SP.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 23.2001.. no julgamento do REsp 261. diante da notoriedade do exercício do poder de polícia pelo aparato administrativo dessa municipalidade (AgRg no RE 222. 1ª T. Art. rel. A Súmula 157 do STJ foi cancelada pela C. Des.2006. 145. AC 93. tenha-se presente o entendimento do STF. generalidade e origem pública. rel. podendo ser instituída por todos os entes federativos. Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça. Juíza Consuelo Yoshida. TRF3.2001. Estados e Municípios (art. Diante da não previsão.025/69. setença monocrática. O que caracteriza a espécie tributária é a compulsoriedade.2001. artigo por artigo.] Parágrafo único.12. na certidão da dívida ativa. 17..05. rel. j. o STJ tem reconhecido a validade da taxa de localização e funcionamento e da taxa de fiscalização de anúncio.571/SP.[.2006. 4.16-6.10. Desde então. EAC 91.2002. REsp 2000/0079370-1. DJ 14. taxa semelhante àquela aqui discutida. p.04. Fed.63.038173-0.2001.. 15. Apelação e remessa oficial providas (TRF-3ª R.2002. DJ 07. De referência à compulsoriedade. inclusive ICMS e ISS funcionamento pelo Município de São Paulo.04.77. Precedentes: STJ. Min. e sua renovação anual. inclusive em detrimento da Caixa Econômica Federal. 6. 2ª T. 204. 330).2001).03. DJ 03.. União.922. j.11. da incidência do encargo de 20% previsto no Dec.001.2002. p. 07. DJ 02. A taxa é de competência comum ou cumulativa.2002. Ellen Gracie. j. Min. 6ª T. STJ. A taxa não pode ter base de cálculo ou fato gerador idênticos aos que correspondam a imposto nem ser calculada em função do capital das empresas. 02. sumulado sob nº 545: 108 .030. * Parágrafo único com redação determinada pelo Ato Complementar 34/67. 2ª Seção.05.252-6/SP. caput. p.10. DJU 03. AgRg no REsp 2002.05. 5. j. rel. 191.08. inverto os honorários advocatícios fixados na r.. j.

não poderia deixar de ser pública. em relação à lei que as instituiu. ao fixá-la. 109 . temos que a alíquota da taxa pode ser fixa. Genérica é a taxa porque atinge indistintamente todo aquele que a ela estiver vinculado em virtude de algum fato gerador. o contribuinte os serviços do Corpo de Bombeiros. proporcional. Se. tem função extrafiscal (emprego do tributo como instrumento de intervenção pública). terá que pagá-la. De referência ao quantitativo. diferentemente. artigo por artigo. Fato gerador e base de cálculo. a taxa de incêndio. utilize. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária. se a taxa é manifestação do poder de polícia. 145. ou não. Exemplo de alíquota progressiva é a da taxa judiciária. considera o valor da causa e estabelece faixas de incidência. A maior das limitações que se impõe à taxa é quanto a seu fato gerador. sendo mais comum a alíquota fixa.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Neste sentido a Súmula 595 do STF. Sendo a taxa derivada de uma vontade do Estado. diferentemente daqueles. art. o que se reflete diretamente sobre a alíquota. Segundo Aliomar Baleeiro. tem função fiscal e o valor será uma alíquota proporcional ao serviço. CF). a taxa existe em razão da prestação de um serviço. por exemplo. inclusive ICMS e ISS Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. progressiva ou regressiva. porque estas. manifestada por força de lei e em atividade administrativa plenamente vinculada. pois não poderá ser tomado como base situação fática que já tenha servido para a incidência dos impostos (§ 2°. em que a lei.

distinguir a base de cálculo de uma taxa e de um imposto. quando a Lei federal 7.Súmula 595). A base de cálculo é a expressão. A propósito. o poder público exaure sua atividade dentro de uma previsão fática que se chama fato gerador. no exercício do poder de polícia e na realização de serviços. do fato gerador.940/89”. efetiva ou potencialmente. inclusive ICMS e ISS Para cobrar taxa. Sobre a base de cálculo incidem as alíquotas.940/89 instituiu a taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários. em número. 110 . A preocupação do legislador quanto à exigência final contida no parágrafo em apreciação (não ter a taxa valor econômico em função do capital da empresa) teve em vista não atropelar o Imposto de Renda. Na prática. não é fácil. acorreram os contribuintes ao Judiciário. Assim. o que se faz imprescindível em razão da restrição contida no CTN. muitas vezes. Entendiam não estar presente na atividade dos mercados de títulos e valores mobiliários o exercício do poder de polícia. é o custo do serviço específico. utilizável pelo sujeito passivo. artigo por artigo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o poder tributante terá de dispor de um serviço mensurado e individualizado. questionando a legalidade e a constitucionalidade da lei. JURISPRUDÊNCIA “É inconstitucional a taxa municipal de conservação de estradas de rodagem cuja base de cálculo seja idêntica à do Imposto Territorial Rural” (STF . O STF dissipou todas as dúvidas ao editar a Súmula 665 do teor seguinte: “É constitucional a Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários instituída pela Lei 7.

RE 204. não podem eles ter seus valores fixados por decreto. 87 e incisos I e II.08. Os demais. ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU. DJU 04. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao imposto de importação. rel. § 4°. do município de São Paulo.685.213). mas.09.1984.1992). garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa. Tributário. 7°.02. j. Min. Não sendo as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais preços públicos. Representação de inconstitucionalidade. da Constituição Federal de 1988. Representação julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade do Decreto 16. não tendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais. qual seja. § 1°. Sua natureza jurídica. Pleno.12. p.685. § 2°. p. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana.1994. RE 167992/DF.11.1996. 153 da Emenda Constitucional 1/69). 182. Art.690/88. j. de 26. Não conhecimento do recurso da Municipalidade.1981. rel. 12. Pleno. o valor da mercadoria importada. com ofensa ao art. Taxas que.1997. e 94 da Lei 6. em face da norma do art. de qualquer modo. no entendimento deste Relator. em razão do valor do imóvel. do Governo do Estado de São Paulo (STF. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo.921/90. 111 . que limita a faculdade contida no art. 1. DJU 25. 08. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência. de 26. Inconstitucionalidade dos dispositivos sob enfoque.888). a área de imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público. por haverem violado a norma do art. Decreto 16. inclusive ICMS e ISS Município de São Paulo.04. da Constituição Federal. 145. taxas. II.827/SP. Soares Muñoz.02.1981. 23. 156. não mensurável indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte. RP 1094/SP. Lei 10. Ilmar Galvão. Min. O primeiro. Min. 15. Moreira Alves. rel. que deu nova redação aos arts. do Governo do Estado de São Paulo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos. Taxa de licenciamento de importação.02. Pleno. ou seja. j. Conhecimento e provimento do recurso da contribuinte (STF.145/53. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU. artigo por artigo. Tributário. 10 da Lei 2. p/ac. § 2°. Recurso não conhecido (STF. 145. rel. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico. Ilmar Galvão. Custas e emolumentos judiciais e extrajudiciais. DJU 10. Min. sim. redação dada pelo art 1º da Lei 7.989/66.1995. sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art.

Taxas de conservação e limpeza urbana. Tributário. 145. Min. Base de cálculos. Agravo regimental provido.145/53. por maioria. Decisão da matéria pelo Colendo STF.09.que constitui apenas um dos elementos que integram a base de cálculo do IPTU . 2. § 2°. REsp 157060/SP. O Colendo Supremo Tribunal Federal entendeu. por possuírem base de cálculo própria do IPTU. 98/99. arts. Destarte. ao apreciar o RE 232393/SP.05.. 26. rel. O Colendo STF. consoante o entendimento mais moderno desta Corte.1999. Min.921/90. Apreciação incomportável no âmbito do recurso especial. Base de cálculo. no julgamento do RE 204.STJ. 1ª T. A taxa de expediente.253/89). Súmula 83 do STJ. Tributário. 2ª T.Súmula 83 . Recurso não provido (STJ. 2.04. 12. Importação. CTN. Legalidade. 1. decidiu que é constitucional a taxa de coleta de lixo domiciliar instituída pelo Município de São Carlos . Ilmar Galvão.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. José Delgado. I. afastando-se a alegada ofensa ao art. Agravo de instrumento desprovido (STJ.08. j. Agravo regimental desprovido (STJ. Plenário.690/88. com redação dada pela Lei 7.05. Milton Luiz Pereira. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ . em sede de recurso especial. com a revogação da decisão de fls. que é inconstitucional a cobrança das taxas de conservação e limpeza na forma estabelecida pela Lei Municipal 10. DJU 31. instituída pela Lei 2. Tributário e processual civil. rel. em matéria de cunho eminentemente constitucional. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS Constitucional e tributário. Multiplicidade de precedentes.03. Taxa de Armazenagem Portuária .não implica identidade com a base de cálculo do IPTU. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência. rel.1999).2000). Min. DJU 27. Taxas de conservação e limpeza de logradouros públicos. Na ocasião. Processual civil. II. Min. 18. III.1999. Legalidade de aumento de Tarifas Portuárias (TAP) por ato ministerial. Município de São Paulo. entendeu-se que o fato de a alíquota da referida taxa variar em função da metragem da área construída do imóvel . rel. Ag 314761/SP.11.. como fundamento central.TAP.827-SP (DJU 25.1999. Taxa de expediente.801/SP. Inconstitucionalidade. 1ª T.. DJU 10. impossível o exame da matéria pelo Superior Tribunal de Justiça. 1. Lei 10. de remoção de lixo domiciliar e de iluminação pública.03. da CF (‘As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos’). j. rel.SP (Lei municipal 10. Aldir Passarinho Júnior. 04. 3. é 112 . j. 3. Min. Exações entendidas como inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. Ag 121.1999). Não se conhece de recurso especial quando a decisão atacada basilou-se. por maioria) . 77 e 79. Carlos Velloso.921/90.2000.1997. Preços públicos.

Precedente STF. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria.940/89. §§ 1° e 2°). I . 145. pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza específica da imposição.TFLF. Reexame de fatos e provas.12. Alíquota. § 2°. preço e.314).020.1404-9/RJ. Taxa de fiscalização. eis que possui base de cálculo própria do imposto de importação.TFA e da Taxa de Fiscalização. DJU 13. Tributário. 03. j. DJU 01.A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art. 3ª T. Taxa ou preço de armazenagem.2000. AMS 95. rel. Francisco Peçanha Martins. j.06. Tributário.1999. Administrativo. o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo das referidas taxas com a do IPTU.570/PE. Recurso não conhecido (STJ.08. Assim. sabendo-se que o art. 2ª T. até por vício de linguagem. rel. p.. Juiz Castro Aguiar. Alegada ofensa ao art. por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’. que instituiu a taxa de fiscalização da CVM (RE 177. como tal. REsp 205. inciso I. ainda. 4°. Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança das taxas em questão. 3. 2. Agravo regimental no agravo de instrumento.Recurso improvido (TRF-2ª R.1989. 20. 145. da Constituição do Brasil. Taxa de Fiscalização de Anúncios .940. Taxa de Fiscalização. Firmou-se.1999). Violação de lei federal não configurada. j..TFLF. descabe a alegação de contrariedade à lei tributária nacional. Localização e Funcionamento . não significa que estamos diante de tributo. 77 e parágrafo único CTN repete preceito constitucional (CF. 1ª T.07. situação que não viola a vedação prevista no disposto no art.1995. Recurso provido (STJ. ambas do Município de Belo Horizonte. Garcia Vieira. Min. § 2°.05.07.685/ES. Min.05.. Recurso especial. Processual civil.2000). da Constituição. Comissão de Valores Mobiliários. II — Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’. Município de Belo Horizonte. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. de 20. Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da Taxa de Fiscalização de Anúncios . da categoria das taxas. inclusive ICMS e ISS flagrantemente inconstitucional. III . Lei 7. artigo por artigo. rel. Efetivo exercício do poder de polícia.TFA. Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7. esta é. art.835) e. 1. Constitucionalidade.1995. para que se pudesse dissentir dessa orientação seria necessário o reexame de 113 . Localização e Funcionamento .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. deve ser tratada. do Código Tributário Nacional). tecnicamente. DJU 01. Constitucionalidade. 44. por entender que são exigidas com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal. 16.. REsp 166. nesta superior instância. 145.

12. 145 da Constituição. encontra-se coerente com o decidido pelo Plenário desta Corte. 2. AIAgR 618. 1.09. A corte de origem deliberou sobre a correspondência entre as bases de calculo do IPTU e da taxa de limpeza pública. 392).. O Supremo Tribunal Federal.08. 1. José Delgado.a metragem da área construída do imóvel . Min. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. Constitucionalidade.2003.032/MG.2007.2006. DJ 09. Juiz Teori Albino Zavascki. art. contudo. Taxa de incêndio Estado de Minas Gerais. Tributário. Tributário. circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula nº 279 do STF. rel. Min. considerou constitucional a cobrança de taxa de incêndio. Min.02. RMS 21. Min. Recurso ordinário em manado de segurança. não quer dizer que teria essa taxa base de cálculo igual à do IPTU’..04. Ellen Gracie. 83). 144 da Constituição Estadual.08. Agravo regimental improvido (STF. Taxa de incêndio. 3. Taxa de limpeza pública. ser tomado em linha de conta na determinação da alíquota da taxa de coleta de lixo. com redação da Lei 14.. da Constituição Federal. por entender que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e a sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto. 02. Questão devidamente prequestionada. A posição adotada pelo Tribunal a quo. artigo por artigo. Controvérsia referente á especificidade e divisibilidade da taxa de limpeza pública não dirimida pelo Tribunal a quo. Falta de prequestionamento do disposto no inciso II do mesmo art. 2. João Otávio de Noronha. Base de cálculo. Análise da norma pelo Tribunal de Justiça o Estado de Minas Gerais em ação direta de inconstitucionalidade transitada em julgado. j. no julgamento do RE 206777/SP. Recurso ordinário desprovido (STJ. j.2006.2003. 145.049/MG. 1ª T. Município de Belo Horizonte. Súmulas STF nº 282 e 356. 33).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2ª T.393 (Sessão de 12. RE-AgR 346695/MG. 2ª T. inclusive ICMS e ISS fatos e provas. 07. rel. p.que é o valor do imóvel (CTN. p. 4. Eros Grau. É esse o entendimento aplicado também pelo STJ. Coincidência com a do IPTU. II da CF/88 114 . Impossibilidade de apreciação de tese em tomo do art. Análise do recurso quanto ao art. Lei 6. 13. que.10.2006.. 1ª Turma. 2ª T.2007. ROMS 21. rel.763/75. p. 145. no julgamento do RE 232.607/MG.03. DJ 03.12.150/MG.12. DJ 21. § 2°.280/MG.2007.1999) fixou entendimento no sentido de que ‘o fato de um dos elementos utilizados na fixação da base de cálculo do IPTU .. DJU 19. mesmo não tendo se referido expressamente ao art. e RMS 21. DJU 01. João Otávio de Noronha. 145 da Constituição Federal. j. DJU 27.938/2003. Art. Min. 2ª T.2007. 98). Precedentes: RMS 23.

rel. 21.145/53 e 7.632/MG. 1. A exação criada pela Lei 2. Ausência de identidade com o ITR. Segunda Turma) (STJ. Taxa 115 .2005. 78 e 79 do CTN. Precedentes.. Min. inclusive ICMS e ISS e dos arts. 105 da Constituição Federal para resolver conflito entre lei local e lei federal [de acordo com a redação do art.038/2003. A Lei 6. Conservação e Melhoramentos de Estradas de Rodagem tem como fato gerador a prestação de serviços de conservação e como base de cálculo o custo do serviço dividido entre os proprietários de imóvel rural segundo fórmula adotada por pontos de utilização dos serviços.. 77 do CTN.522/1992. Cabimento do recurso especial pela alínea b. foi considerada legítima pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais na ADIn 1. 2. p.049/MG e 21. Taxa de expediente (Leis 2.145 foi extinta pela Lei 8. ao criar a taxa de incêndio.0000. DJU 09. com redação dada pela Lei 14. Considerando que ocorreu o trânsito em julgado desse acórdão. 2ª T. j.145/53 e modificada pela Lei 7.763/75. Eliana Calmon. 144 da Constituição Estadual. da CF. 3. Importação. 2.2006.404860-1/000. Tributário. Fato gerador e base de cálculo. 1.802/SP.12. Taxa de conservação de estradas de rodagem.11. Resolução 11/2005 do Senado Federal] identifica-se como taxa e não preço público. rel. Matéria constitucional. DJU 06. João Otávio de Noronha. Confronto entre lei municipal e federal. REsp 179. ROMS 22. 232). Recurso especial.2005.690/88 [taxa prevista no art. enquanto a Taxa de Construção. porque decore da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal. Vide. 2. j. Min. 03. 1.2006. tampouco para prequestionar questão constitucional. o que afasta a possibilidade de identificação com o imposto e a eventual ofensa ao art. b. 77. p. É legítima a taxa de incêndio instituída pela Lei estadual 6.938/2003. 4. 321). III. Recurso especial não conhecido (STJ. rel. anterior à EC nº 45/2004]. 10 da Lei 2.05.763/75.04. que a declaração de constitucionalidade produz efeitos erga omnes e que nesse julgamento foi analisada a questão em torno do art. com redação dada pela Lei 14. artigo por artigo. Não cabe ao Superior de Justiça intervir em matéria de competência do STF. O ITR tem como fator gerador a propriedade rural e como base de cálculo o valor da terra nua. Ilegalidade. 105. Min. sob pena de violar a rígida distribuição de competência recursal disposta na Lei Maior. descabe o reexame da matéria nessa oportunidade. Cabe recurso especial fundado na alínea b do inciso III do art.690/88). visto que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e que sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto’ (RMS 21. João Otávio de Noronha.280/MG.02. 2ª T. também. Processual civil e tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

Taxas de conservação e taxas de limpeza pública devidas. 156. dali por diante passa a fluir o prazo de sua cobrança. de cunho prescricional. 4ª T.2105/DF. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. 6. Execução fiscal. Inocorrência. primeira figura. 1. 3. da CF e o parágrafo único do art. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente.1ª R. Tributário. elencada no inciso V.2000 (fato incontroverso). afastada a sua anulação neste ângulo.03.04. 5. com observância do estabelecido pelo art. inclusive ICMS e ISS que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art. nos presentes autos. do CTN. do art. Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal. com a Lei 8. Operou-se a prescrição em relação a alguns dos débitos exeqüendos (taxa de licença e taxa de limpeza referentes ao ano de 1995). de rigor a extinção do débito prescrito da forma como operada. 4. 5. 6. artigo por artigo.1995. por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação. p. § 2°. qual seja. em 01. Conforme se extrai a partir da r. DJU 17. 21. STJ. 5 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. com a cobrança de específicos meses colhidos pela prescrição). Município de São Paulo X União. uma das causas de extinção do crédito tributário.09. Juíza Selen Almeida. ao verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. não procedeu o contribuinte/recorrido ao devido recolhimento do mesmo.992-1/210. Precedente do TRF 1ª Região. Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo. contados da data de sua formalização definitiva. 7. 145. Contaminado pela prescrição. 3ª Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. nos termos 116 . 3.522/92. após a formalização do crédito tributário em questão.4. encontra-se parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. Coincidência com a base de cálculo do IPTU.12. rel.01. através de mero cálculo aritmético. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá.1999. Remessa oficial improvida (TRF . 2.. Constituem os débitos atos distintos identificáveis e autônomos. 77 do CTN. Sucumbência recíproca. cumprindo destacar que. STF. em relação ao ano de 1995. para interrupção do prazo prescricional: portanto. Verificada.. 178). configurado o alegado evento prescricional. no RE 167. a prescrição.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. como se denotará. j.01. Prescrição parcial ocorrida. Parcial procedência aos embargos. segundo a qual suficiente a propositura da ação.2000. Equivocada se tem revelado certa forma de contagem fazendária: a partir do fato e formalizado o crédito. Embargos à execução fiscal. Entende a Eg. ajuizado o executivo em pauta em 18. após a declaração de inconstitucionalidade pelo eg. REO 96. qual seja. do Eg. sentença. 174 do CTN.

CF. antes enfocados. Também inocorre á propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: como destacado pela Municipalidade envolvida. específicos. nem ao da indivisibilidade. reformando-se em parte a r. vez que dotado de valores autônomos. neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. conservação e limpeza pública. 8. para julgar parcialmente procedentes os embargos. 10. 9. sendo capital repisar-se tanto se tributa. Não se ressentem referidas taxas. Pertinente e adequada a ponderação. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. da União. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referidos serviços. sem óbice substancial pela parte contribuinte.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. portanto. Impõe-se o parcial provimento ao apelo da Municipalidade envolvida. tão-somente reconhecendo-se a ocorrência da prescrição parcial. CTN. reconhecendo-se a legitimidade da cobrança das taxas de conservação e de limpeza pública. tanto quanto se sujeitando a União ao 117 . A divisibilidade se coloca também límpida. imediato. vencimento de 1996/1998. inclusive ICMS e ISS da jurisprudência que. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo poder público. não ensejando. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. no tocante ao tema aqui em mérito. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. Precedentes. e do art. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. consoante parágrafo único do art. 77. 204. a título de taxa. CTN. inafastada a presunção de certeza da CDA em questão. 17. 13. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. sentença. 14. de molde a permitir exigência da exação em pauta. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor residual do débito executado. 12. avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços. adota-se. amiúde praticada. 145. que contam com aqueles referidos serviços. de fato. No que tange às taxas de conservação e de limpeza pública. 16. 11. a declaração de nulidade da ação de execução fiscal. do descumprimento nem ao requisito da especificidade. fato incontroverso. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. artigo por artigo. pelo serviço efetivamente prestado. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. firmados através do inciso II do art. 15. ônus cabalmente seu. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. Apesar de reconhecida a prescrição em relação aos débitos supra citados. A natureza da atividade estatal envolvida se põe límpida. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. a propósito. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da União.

uma vez que se trata de direito superveniente.A partir de janeiro de 1996. I . Juiz Silva Neto. j. e art. DJU 23. 74 da Lei 9. uma vez que o contribuinte não precisa esperar o esgotamento do qüinqüênio previsto no § 4° do art.2007. Parcial provimento ao apelo (TRF-3ª R.10.690/88. Compensação. 168./91. STF (RE 167.383/91 e 9. a compensação devia ser efetuada somente entre contribuições e tributos da mesma espécie e destinação.992-1/PR) e do C. o que. concedido à Fazenda Pública para homologar a conduta do contribuinte ou lançar de ofício a eventual diferença apurada. AC 993. Fed. Inconstitucionalidade. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. III . p.032515-7. com redação dada pelo art. rel. artigo por artigo. o art. In casu. rel. que representa a taxa de inflação do período considerado acrescida de juros 118 . utilizando-se.430/96. DJU 17. CTN. em favor do Município implicado.01. STJ.690/88./88 até fev. II . os seguintes índices: a) BTN a partir de dez. 10 da Lei 2. conta-se a partir deste recolhimento. ou seja. Portanto. não configurada a decadência do direito de pleitear a compensação dos pagamentos efetuados em período superior ao qüinqüênio contado retroativamente da propositura da ação. Des. quando o contribuinte recolhe o tributo sem o prévio exame da autoridade fiscal.O prazo disposto no art.11. da Constituição Federal.2006. mesmo no caso de tributo lançado por homologação. não mais exige o prévio requerimento do contribuinte e a autorização da Secretaria da Receita Federal para a realização da compensação em relação a quaisquer tributos e contribuições. Tributário./91. convertida na Lei 10.833/2003. no caso. Possibilidade. 1° da Lei 7./90. b) IPC de mar./92. 10 da Lei 2. 25.03. 18.A correção monetária deve ser calculada desde a data do recolhimento indevido. II e § 2°.954/SP.2005. a taxa de emissão de guias de importação somente pode ser compensada com outras taxas. I.Na vigência das Leis 8.. na redação que lhe foi atribuída pelo art. Taxa para expedição de guia de importação. 77 do CTN. Atualmente.250/95. inclusive ICMS e ISS pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 559). IV . o direito de compensar o tributo indevidamente recolhido. 16. e d) UFIR. Art. V . a partir de jan. Precedente da E. modificado pela MP 66/2002.11. administrativa ou judicialmente..637/2002./91 a dez. Precedentes do E. em flagrante discrepância com o previsto no art. devidas ao Fisco. Precedentes do STF e do STJ. 150 do CTN.145/53. para postular. 3ª Turma: AC 97. c) INPC de mar./90 a fev. haja vista a identidade de sua base de cálculo com aquela vigente para o imposto de importação. não pode ser aplicado no caso em pauta. de mesma espécie e destinação.2005. 1° da Lei 7. e pela Lei 10. 145. 3ª T.É inconstitucional a taxa instituída pelo art.145/53. Carlos Muta. deve ser utilizada exclusivamente a taxa SELIC. entretanto. j.

307/SP rel.. Administrativo.250/95 [artigo revogado pela Lei 9. bem como a utilização de suas instalações e equipamentos. indubitavelmente. fixar as referidas taxas cobradas pela Suframa. têm natureza de taxa e não de preço público. e art. Tributário. À Suframa foi conferido o poder de polícia para expedição de guias de importação. 145. está em confronto com o princípio da legalidade tributária. 05.11.2006. ‘O Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento de que. em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação. Somente a União pode por lei. do CTN. Correção monetária. A correção monetária a ser adotada na restituição dos valores recolhidos indevidamente deverá ser feita.2006. Remuneração pela anuência aos pedidos de guias de importação. a partir do recolhimento indevido. DJU 23. art. 97 do CTN. 145. Não é concebível que essas taxas sejam instituídas por portarias. AC 2001.08. Juíza Cecília Marcondes. Delegação do poder de tributar. a que se dá parcial provimento (TRF-1ª R. Suframa..10. da tipicidade e com a regra do art.2006. Violação aos arts. Prescrição. 77. 145. 7° e 97. parágrafo único. AC 370. 6. 7. 06.392/AM. § 2°.145/53. Lei 2. rel. VII .000. inclusive ICMS e ISS reais. 118). do CTN. 61. da CF. parágrafo único. Taxa de licenciamento de importação. 4. nos termos do art. do Estatuto Constitucional. Tributário e processual civil. Identidade de base de cálculo. das taxas por utilização de instalações e equipamentos da Suframa. Constitucional. 1. p. Apelação e remessa oficial.. da CF. Arts. da Lei 9.244/67. 197/96. Taxa Selic.04. pelo serviço de carga e descarga. 3.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. da CF. § 2°. tida por interposta. mantendo-se os juros de mora fixados na sentença. Vedada a identidade de base de cálculo entre taxa e imposto. Tese dos cinco mais cinco. As remunerações estabelecidas pelas Portarias editadas pela Suframa (171/83. com a redação conferida pelo art.690/88. art. j.532/1997].113. Prescrição.Apelação da autora e remessa oficial parcialmente providas (TRF-3ª R. Natureza jurídica de taxa. j.Apelação da União Federal desprovida. VI . Controle de internamentos na Zona Franca de Manaus.-lei 288/67 e do Dec. Ofensa ao art. pelos índices adotados na Tabela da Justiça Federal. 150. § 2°.2006. 77. nos termos do Dec. prestação de serviço de carga e descarga. Tabela da justiça federal. 309/95. Desembaraço aduaneiro. 566). Princípio da legalidade. 8ª T. Impossibilidade. e do art. 39.. o prazo prescricional para efetivar-se a 119 . 10. Fixação por portaria. 2. 305/95. nos termos do § 4°. p. 024/99). 1. artigo por artigo. Juíza Maria do Carmo Cardoso.32. armazenamento ou estocagem. A fixação por portarias. do CTN. embora a arrecadação e a fiscalização sejam a ela delegadas. DJU 17. 5. armazenamento ou estocagem. 3ª T. 1° da Lei 7.

p 81). AC 1998. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . § 2°.. por sua inconstitucionalidade. tampouco com juros moratórios.165/2000.34. não acumulável com nenhum outro índice no mesmo período. Juiz Hilton Queiroz. 8. Imposto.1996 (Lei 9. 2.. III. 4ª T. que se assenta na capacidade econômica do contribuinte. de inconstitucionalidade. A taxa Selic deve ser aplicada como índice de correção monetária a partir de 1° . Provimento parcial ao recurso adesivo da autora (TRF-1ª R. 4. por sua natureza jurídica de tributo vinculado. foi editada para substituir a Lei 9. inclusive ICMS e ISS compensação via ação judicial. É assentado o entendimento no STF que basta a manutenção. Superior Tribunal de Justiça. 7.01. de órgão de controle em funcionamento (RE 116. Lei 9. porque indevidas desde a sua instituição. é de cinco anos. na repetição do indébito tributário.2003.03. II.000. Improvimento ao apelo da União. Os efeitos decorrentes da suspensão de eficácia de dispositivo legal não prejudicam os efeitos ex tunc que resultam do reconhecimento. O STF. Lei 10. Ofensa ao princípio da isonomia e igualdade tributária. DJU 11. Lei complementar. acrescidos de mais cinco anos contados daquela data em que se deu a homologação tácita. Tratando-se. é desta que se inicia o termo a quo do lapso prescricional para o ajuizamento da ação correspondente. abarcando muito mais atividades do que apenas a fiscalização in locu dos estabelecimentos submetidos à tributação.837/DF. 1° da Lei 7.165/2000 criou a TCFA (Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental). alterando a redação da Lei 6.250/95). O fato gerador da TCFA é o serviço prestado de exercício de poder de polícia.109. entretanto.960/2000. a prescrição.TCFA. não pode ter base de cálculo própria de imposto. competências e instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente. pelo sujeito ativo. neste caso. do Estatuto Constitucional. 3. Os juros de mora. 5. Mandado de segurança. em um primeiro momento. examinando a legislação de regência da taxa de licenciamento de importação. com a redação dada pelo art. uma vez que. lnocorrência. tornando-se inexigíveis (REsp 191484/RS)’.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.690/88). cuja eficácia foi suspensa. 11. que trazia a TFA (Taxa de Fiscalização Ambiental). representado nas metas.2003.04. j. contados da ocorrência do fato gerador. são de um por cento ao mês. por violação do art. de declaração da inconstitucionalidade da lei instituidora do tributo.518 120 . 145. 6. I. Base de cálculo. cautelarmente. artigo por artigo. Tributário. rel.178-8. cobrada em razão da emissão de licença ou guia de importação (Lei 2.938/81. art. Precedentes do Eg. considerou-a inconstitucional. incidenter tantum.145/65. Poder de polícia. 10. A taxa. na ADIn 2. não pode ser estabelecida com referência às parcelas recolhidas. A Lei 10.960/2000. A cobrança da taxa pelo exercício do poder de polícia não se confunde com a taxa decorrente da prestação de serviço público.

da Constituição Federal. p. V.2006.. insculpido no art. Lei 9. 15. 150. ao estipular valores uniformes por categorias de contribuintes. artigo por artigo. não de uma taxa. através de lei complementar. o que dirá se a exação é ou não tributo será o regime legal que a instituiu e a mantém.2005. como tal. porquanto a taxa não é instituída considerando-se somente o capital da empresa. para a respectiva instituição. só poderia ter sido criada dentro da competência residual da União. rel. 631). Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R. bastando a lei ordinária. 151).07. Mandado de segurança. A mencionada taxa possui natureza jurídica de imposto e. 1. à atividade por ela exercida.. disfarçadamente. rel. uma vez que efetuado com base em dois critérios conjugados: o grau de poluição da atividade exercida e o capital social da empresa. Ocorrência. Questão de ordem. DJU 13. Arts. DJU 23. 154. utilize base de cálculo de imposto. Taxa de Fiscalização Ambiental . bem como ao art. a TCFA não exige.TFA..08. I. 3.2006. Tendo a natureza jurídica de taxa. IV Remessa oficial não provida (TRF-3ª R. da CF/88. sim. Não importa o nomen iuris destinado a esta ou aquela exação cobrada pelo Estado. de competência legislativa da União Federal. mas não é tributo. na forma do art. Não se admite que a TCFA. pois. 3ª T. o requisito constitutivo formal de lei complementar. Não há infringência aos arts. inclusive ICMS e ISS e RE 230. AG 244. Juiz Nery Junior.05. A TFA não tem como fato gerador qualquer atividade estatal relacionada à impetrante e. da Constituição Federal. e 145. III. Taxa de Ocupação de Terreno de Marinha..960/2000. pode-se dizer que é um preço público. REOMS 242.06. I. 3ª T. mas também incide o tributo em função do porte da pessoa jurídica e sua atividade-fim. I. instituiu tratamento igual a sujeitos passivos. Constitucional. A taxa de ocupação é uma retribuição anual de índole contratual. 31. p. II.973). Juiz Nery Junior. Tributário. 77 do CTN. Conflito que se suscita perante o Plenário do Tribunal para firmar a Seção Competente.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. que se encontram muitas vezes em situações econômicas distintas.627/SP. A ‘taxa’ 121 . Precedente do Supremo Tribunal Federal. j. VI. editada pelo ente político incumbido de executar o poder de polícia a que se refere a cobrança. II.2005. 2. A Taxa de Fiscalização Ambiental . 154. Precedente do E. que no caso é o Ibama.816/SP. que leva a uma distinção dentro dos limites da razoabilidade e da proporcionalidade. Ofensa ao princípio da legalidade e isonomia. Tendo em vista ser devido pelo administrado que ocupa bem do Estado. 145 da Constituição Federal e 77 do CTN. j. IV.TFA afronta o princípio da isonomia. Natureza tributária inexistente.835-1/PE). § 2°. VII. O cálculo do valor da TCFA não apresenta qualquer ofensa ao principio da isonomia tributária. STF (RE 177.

2ª T. 22. DJU 06. Ilegitimidade da cobrança. artigo por artigo. ao exercício da liberdade e da propriedade do administrado). Taxa de Serviços Urbanos. A taxa é tributo fixo. Município de Salvador. d. pois não albergada na previsão contida no art.266). Ademais. Constitucional e tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2001. QUOREO 1999. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. Precedentes do STF. Também não se trata de utilização. 6. 149 da Constituição Federal. porquanto não se apresenta como fato gerador signo presuntivo de riqueza (o princípio informador dos impostos é a capacidade contributiva). existe base de cálculo (valor do domínio pleno do terreno. torna-se imperioso. 4°. devido a um acordo entre União e o ocupante. 4. Apelação não provida. A ocupação de bem de uso dominical pelo administrado (que se aproxima de um contrato de locação ou de uma enfiteuse) não é uma utilidade ou comodidade fruível pelo administrado que diga respeito a necessidades ou comodidades básicas da sociedade. também não se configuraria como serviço público.06. porquanto trata-se de uma contraprestação do administrado para que utilize bem do Estado. de serviço específico e divisível. Juíza Tânia Terezinha Cardoso e Escobar. 1°] do Dec. pena de restar desvirtuada a sua natureza jurídica de taxa. 7. Seguindo a trilogia do CTN. efetiva ou potencial. uma vez que não está em jogo obra pública. j. 1. anualmente atualizado) e alíquotas variáveis (incisos I e II [do art.101. 8. A Taxa de Serviços Urbanos refere-se ao valor venal do imóvel. em que o seu valor é estabelecido de forma compatível com o custo da atividade estatal a qual está vinculada. nos termos do art. é remuneração pelo uso da coisa.162. II.-lei 2.398/87). submeter a divergência ao Plenário do Tribunal para que reste fixada a competência para a apreciação da matéria (TRF-4ª R. sendo que. rel. (b) as de intervenção no domínio econômico e [c] as de interesses das categorias profissionais. do Regimento Interno. porquanto não se está oferecendo aos administrados em geral (princípio da generalidade). 122 . que prevê três subespécies de contribuições no supra transcrito dispositivo: (a) as sociais (aí incluídas as destinadas ao custeio da Seguridade Social). Considerando que os juizes componentes da 1ª e 2ª Seção desta Corte já declinaram a competência. inclusive ICMS e ISS em questão não tem como fato gerador o exercício regular do poder de polícia (entendido como o condicionamento. A ‘taxa de ocupação’ evidentemente não se caracteriza como contribuição social. a taxa de ocupação é devida como retribuição pelo uso de bem público.03. Igualmente não se trata de imposto.040. também pode-se dizer com segurança que de contribuição de melhoria não se trata. 1. 5. fazendo-se um raciocínio por exclusão. geralmente criado sem base de cálculo e sem alíquota. 9. p. a limitação.. no caso. e sim como contraprestação à ocupação de terrena da União..62/SC.2001.

assim se procede. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art. de limpeza pública.09. A TSU possui natureza de imposto e não de taxa. de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição. 150 da CF posto que é vedado à União. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. III – Recurso provido (TRF-2ª R. Taxas de remoção de lixo comercial.88/BA.940/89). Município de Araçatuba X ECT. Remessa dos autos à Corte Especial para apreciação (art.Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7. p. do CTN. CTN. 145. pelo Município que nada tem de divisibilidade e de especificidade. Neste sentido.2003. e. j. repete preceito constitucional (art. Legitimidade da cobrança dos juros. fere o art. de fato. de conservação de pavimentação.2006. II e § 2°. firmados através do inciso II do art. conservação e urbanização de logradouros públicos. 2. j. Peças liberadas pelo relator. de serviços públicos específicos e divisíveis. 352 do RITRF-1). renda ou serviços uns dos outros. O fato gerador da TSU é a prestação dos serviços de pavimentação. violando o art. 77 do CTN. ao Distrito Federal e aos Municípios instituir impostos sobre patrimônio..003. No que tange às taxas de remoção de lixo comercial. sabendo-se que o art. Taxa de Iluminação Pública indevida. CF. artigo por artigo. Tributário. 7ª T. Feito suspenso. I . Inexistência de afronta ao art. Precedentes desta Corte e do STF 3.22. parágrafo único.113. que fazem referência às taxas pela razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. da CF. Sucumbência recíproca. Parcial procedência dos embargos. 146). Legitimidade da cobrança. em 11. 145. 11. Juiz Ricardo Regueira. Tributário. da multa e da correção monetária. efetiva ou potencial.003.2006. 54). II . 1ª T. 16. e do art. p. DJU 13. Não conhecimento da remessa oficial. pois o valor da execução é de R$ 2.2004. Acolhida argüição de inconstitucionalidade. para publicação do acórdão (TRF-1ª R. 77.330.2006. Prescrição parcial consumada. de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas.09. Entendendo a E.A taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários tem base de cálculo diversa da do imposto e não é calculada em função do capital da empresa. Constitucionalidade. AC 2000. 145. 475 do CPC. de vigilância pública predial. 4. 1.. aos Estados. §§ 1° e 2°).07. Execução fiscal. 77. DJU 29.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. excluindo-se o reexame necessário. características inerentes às taxas.. rel. Taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários (Lei 7.940/89. avulta em destaque a 123 .descabe a alegação de contrariedade a lei tributária. Embargos à execução fiscal. 2.09.12. inclusive ICMS e ISS semelhantemente à base de cálculo do IPTU.487/RJ. de limpeza pública. AC 134. rel. Juiz Luciano Tolentino Amaral.

sentença. que contam com aquele referido serviço. e 516. firmados através do inciso II do art. Ante a devolutividade do apelo. amiúde praticada. de molde a impedir exigência de taxa. 145. de molde a permitir sua exigência. 6. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP). guarda harmonia a r. que lhe reconheceu ilegitimidade. CTN. a título de taxa. A divisibilidade se coloca também límpida. 8. 12. imediato. A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte. 13.01. vetou o uso daquele tributo para tal fim. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. conservação da pavimentação. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. No âmbito dos requisitos para as taxas em geral. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. ainda que não conhecidos. claramente. 11. nem ao da indivisibilidade. avulta em destaque a indivisibilidade de dito serviço. artigo por artigo.1995 a 124 . Contaminado pela prescrição. e do art. ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10. contados da data de sua formalização definitiva. 10. como se denotará. 5. vigilância pública predial e prevenção a incêndio. da ECT. pois exatamente esta calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. remoção de lixo comercial. qual seja. Constatada será a ocorrência da prescrição. inclusive ICMS e ISS divisibilidade de ditos serviços. caput e § 3°. neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. de fato. todos do CPC. 512. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. ônus cabalmente seu. 14. 174 do CTN. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. 3. Pertinente e adequada a ponderação. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. sendo capital repisar-se tanto se tributa. 9. Inconstitucional dita exação. 4. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço. pelo serviço efetivamente prestado. 515. limpeza de vias públicas. com observância do estabelecido pelo art. imediato. 7. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. 77. por meio da Súmula 670. com o Excelso Pretório que. antes enfocados.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. consoante arts. CF.

uma das causas de extinção do crédito tributário.1995 e de 10.de tal sorte que sua incidência. 161. 97. segundo a qual suficiente a propositura da ação. amiúde construída. 17.12.1995 a 10. CTN. cumpre-se 125 . Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa. Tão assim acertado o entendimento que a Administração. do E. a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP. 22. em sua superioridade em si .1995 e de 10.07. 18. Verificada. em dados momentos. elencada no inciso V.esta fruto da inerente desvalorização.12. assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária.07. recaem sobre o crédito tributário. STJ. denomina a tanto de remissão. Reflete a multa moratória acessório sancionatório. segundo a qual os juros. nos presentes autos. do CTN. decorrência . Afigura-se coerente venha dado valor. em essência adere a correção monetária. e à luz evidentemente de lei a respeito. do art. para dele fazer parte integrante. 23. como se dá com o não pagamento tributário. porém que brota da incursão por ato ilícito.da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico. conforme entendimento desta Colenda Terceira Turma. Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR.límpida e lícita. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10. realmente. a prescrição. em direta consonância com o inciso V.1995 até 10. 16.1995 a 10. inclusive ICMS e ISS 10.1996. 21. para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28. contudo incidente com referência às taxas retratadas. artigo por artigo.01. 20. originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente. A respeito de constituírem os débitos atos distintos. vez que estes os incidentes no caso vertente. 156.1996.09. à dívida em sua junção de principal com atualização. a corresponder.1995. deva recair sobre o débito. Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. identificáveis e autônomos. vez que indevida sua cobrança. 19.1995 a 10. exatamente por motivo inverso. de rigor a extinção dos débitos prescritos. 24. do art.12. figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária . consoante art. anos posteriores. CTN. 15. uma vez que regida pela LEF dita nuança. Vencidas as dívidas em 10. histórica.01. a cujo principal. quando do sentenciamento dos embargos. da moeda nacional . sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos.2000. Coerente a compreensão. como se extrai. qual seja.12. Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária. instituto inerente ao crédito tributário. primeira figura. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. quando pratica a dispensa de correção monetária. 25. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN). a cifra maior.09.

831/SP. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. Trata-se de apelação cível em mandado de segurança (fls. j. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo. de limpeza pública. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r..01. F. 28.1995 até 10. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. específicos. Decreto-lei 1.02. 1. sentença. p.S. na forma retro fixada. para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata. por inconstitucional). Inviolabilidade do princípio da legalidade e da indelegabilidade. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10 % sobre a diferença excluída em prol da ECT. 3ª T. bem como verificando-se legítima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial. artigo por artigo. DJU 11. Constitucionalidade.N. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. visando a declaração 126 . em favor do Município implicado. Portarias interministeriais..2007.04. de vigilância e quanto à taxa de prevenção contra incêndios. Taxa de classificação de produtos vegetais.12. 26. vez que dotado de valores autônomos. com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido. adota-se. a atingir vencimentos ocorridos de 10.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 401). Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial. Recepção pela CF/88. 99/127) interposta pela parte Impetrante . Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP. Juiz Silva Neto.. contra sentença do douto juiz de origem.A. nos termos da jurisprudência que. em favor do Município implicado. bem como ante a ocorrência da prescrição parcial. Exigência legítima. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. a propósito. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente.1995. através de mero cálculo aritmético.2007.3ª R.. 28. inclusive ICMS e ISS destacar que. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança.B. rel. AC 1079. mercadoria importada. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. de conservação de pavimentação.899/81. 27. julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF.C. Dr. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados. Constitucional e tributário.

10. acarretando a incidência da TCPV . I. consiste em fiscalizar a qualidade do produto vegetal.UF: ES . também. e a quantidade de produto fiscalizado influi diretamente na mensuração do serviço. 82. 5. 3. guarda a necessária relação com a atividade estatal prestada no exercício do poder de polícia. 8°).972/2000] deu novo tratamento à matéria. todos do CTN.Órgão julgador: Sexta Turma . por suposta contrariedade aos arts.-lei 1.2003 . portanto. 6. Não se trata. na hipótese. bem como aos arts. que autorizou a redução do valor legal fixado por ato administrativo. da Lei 6. desvinculada de qualquer atividade estatal específica em relação ao contribuinte. base de cálculo semelhante a de imposto.Órgão julgador: Quarta Turma-Fonte: DJ . 150.899/81].Taxa de Classificação de Produtos Vegetais.P. Inviolabilidade do art. revogado pelo Dec. As portarias editadas observaram os 127 . 137. 7°.664/2000] estenderam a obrigatoriedade da referida classificação aos estabelecimentos que beneficiem ou industrializem produtos vegetais.899/81).305/75 [revogada pela Lei 9. 145. pois. todos da CF/88. . As atividades elencadas no estatuto social da apelante. decorre do poder de polícia da administração e da utilização efetiva pelo contribuinte de serviço público específico e divisível (art.899/813 [rectius: Dec. dentre elas a industrialização de cereais e de sementes oleagionosas. § 2°. da Carta Constitucional (Precedente TRF 5ª Região . e 48. 14) subsumem-se nos mencionados tipos legais. no exercício do poder de polícia.972/2000] instituiu a classificação dos produtos vegetais de valor econômico destinados à comercialização interna. 1°.2003).-lei 1.Relator(a): Desembargador Federal Napoleão Maia Filho. pois a atividade do Estado. 145. O art.Data: 22. I e II. sobre o milho em grão importado pela apelante. I.110/78.-lei 1.899/81 (art. instituída para fazer face às despesas de fiscalização de produtos vegetais importados do estrangeiro. TRF da 2ª Região . da referida Lei e Decreto 82. bem como de seus derivados é sucedâneos (fls. 7°.AMS – 15159 . A referida taxa tem previsão legal. expressa por tonelada ou fração da mercadoria.04. O art. II e § 2°. não tendo. A base de cálculo da taxa. A Lei 9. de base de cálculo de imposto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 77. artigo por artigo.972/20002 [rectius: Lei 9. sucedida pela C. no Decreto-lei 1. A taxa de classificação de produtos vegetais.Fonte: DJU . 4. cobrada pela Impetrada . 145. 2.110/781 [rectius: Dec.C. editada com base e no Dec. § 2°. paga em razão do serviço prestado de classificação vegetal. inclusive ICMS e ISS de inconstitucionalidade e de ilegalidade da Taxa de Classificação de Vegetais (instituída pelo Dec. Inviolabilidade ao princípio da legalidade tributária na fixação do valor da taxa de classificação de produtos vegetais por portaria interministerial.AMS -UF: PB . 97. para efeito de liberação do produto vegetal importado.fls. não havendo ofensa ao art. 3.Data: 10. 77 do CTN). mantendo a obrigatoriedade da classificação vegetal. da CF/88.

Considera-se poder de polícia a atividade da administração pública que. com observância do processo legal e. da Constituição Federal.784. rel.2002 p. O princípio da legalidade tributária. 7. à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos.Órgão Julgador: Sexta Turma .UF: ES .AMS .55770 Órgão julgador: Terceira Turma .Data: 22. Apelação Cível 149. 976 [rectius: art.2004. 48.2002).Relator(a): Desembargador Federal Nereu Santos. 113). ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público.2001.Fonte: DJU . à disciplina da produção e do mercado. DJ 17. da CF/88 e art. * Artigo com redação determinada pelo Ato Complementar 31/66.Data: 27. aos costumes.2003 . TRF 2ª R. consagrado no art. limitando ou disciplinando direito.AMS – 15159 . 128 . DJU 12.048/ PE. rel. Juiz Hélio Sílvio Ourem Campos. p. 17 [rectius: inciso I]. Art. em razão de interesse público concernente à segurança.775/RJ.Segunda Turma . j. 20. interesse ou liberdade. 78 do CTN. Precedentes do TRF da 4ª Região . 150. DJU 15. Sentença mantida (TRF-5ª R. Não há violação aos arts.10. artigo por artigo. do CTN (Precedentes: TRF 5ª Região .AMS – 73749 . e não para a sua redução. Inocorrência de violação ao art. AMS 30. da CF/88 e ao art. 8° do Decreto-lei 1. 5ª T.2003. 97]. 78.10. 150. Apelação interposta pela Impetrante improvida. não incluída a competência legislativa (Precedentes: TRF 5ª Região. TRF da 2ª Região .09. Parágrafo único. 15 [rectius: inciso I].09. federal Castro Meira.Relator(a): Juiz Alcides Vettorazzi).Fonte: DJ .06. visando a proteção do contribuinte. 3ª T. traz limite explícito para a instituição ou aumento de tributos.. Des.899/81 trata-se de delegação da capacidade tributária ativa. à higiene. 680 . 8. AMS 82. II e III..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS termos da autorização legal. à ordem.DJU : 09.. I.05.. regula a prática de ato ou abstenção de fato.2004. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável. pois que a delegação prevista no art.03.

inclusive ICMS e ISS tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária. é o nítido caráter de contraprestação. sem abuso ou desvio de poder. mas o CTN não se negou a também conceituar. O direito administrativo fornece o conceito jurídico. é dizer que nem sempre a taxa tem conteúdo fiscal. inclusive segurança advinda do próprio Estado. porque sob a égide de uma sociedade que está a exigir a cada dia maior segurança. em qualquer hipótese. em verdade. via pagamento da taxa. a taxa é de conteúdo fiscal quando decorre da prática de um serviço. porquanto esta específica atividade estatal pode ensejar o surgimento de um custo adicional. significa limitação ao exercício de direitos. Atualmente. artigo por artigo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. custo este suportado pelos cidadãos. A expressão “poder de polícia” não traduz bem o que seja esta atividade estatal que. O que é imprescindível. mas extrafiscal quando decorre do exercício do poder de polícia. adverte o festejado jurista. surgindo hipóteses em que se apresenta a exação com nítido caráter extrafiscal. quando se almeja proteger direitos individuais e coletivos. Como bem identifica Aliomar Baleeiro. COMENTÁRIOS Conceito. é possível fazê-lo tendo a taxa como suporte. 129 . que mereçam a proteção pública. Por exemplo. tão bem sistematizados nos compêndios de direito administrativo. a referência à lei é imprescindível. Entendo que melhor do que tecer comentários ao poder de polícia. não mais se conceitua o poder de polícia como discricionário.

dentre outros. ADIn 1. com ofensa ao princípio da legalidade estrita que disciplina não apenas o direito de exigir tributo. 13. Ilmar Galvão. de 25. p. não fica a autoridade desvinculada dos princípios que disciplinam os atos administrativos.823-1/DF.09.1997. 8° da Lei 9. artigo por artigo. assim. Pleno.1998. mas também o direito de punir. b. 10.04. 30. aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos impugnados. Por isto é que o STF. JURISPRUDÊNCIA Ação direta de inconstitucionalidade Arts. sem lei que a autorizasse. inclusive ICMS e ISS Daí a pertinência e atualidade do comando inserto no parágrafo único do artigo comentado. Os princípios da legalidade e do devido processo legal.960. que introduziu novos artigos na Lei 6. criando multa sem respaldo legal. § 1°. rel. 145. 154. em prestígio a uma infinidade de decisões dos Tribunais Regionais. Dispositivos 130 . A parte final do parágrafo em apreciação contém a advertência de que a discricionariedade do exercício do poder de polícia não significa abuso ou desvio de poder.01. de 28. I. repudiou a intervenção do Ibama no exercício da fiscalização de atividade de sua competência. Cautelar deferida (STF. Min. 6). 167. como claro ficou na ementa do ADIn 1. II. e estabeleceu sanções para a hipótese de inobservância de requisitos impostos aos contribuintes. 9°. j.823-1/DF. DJU 16. embora com maior liberdade do agir.10. Art. Alegada incompatibilidade com os arts. porquanto. instituiu taxa para registro de pessoas físicas e jurídicas no Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. IV. Normas por meio das quais a autarquia. a competência do Poder Legislativo. invadindo. 5°. Plausibilidade dos fundamentos do pedido.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. da Constituição Federal. e l4 da Portaria 113.1998. e 150. do Ibama.2000. III. Ação direta de inconstitucionalidade. não podem ser olvidados pelo administrador no exercício do poder de polícia.938/81. criando a taxa de fiscalização ambiental (TFA). 8°.

Tributário e administrativo. possuindo base de cálculo distinta da de outros impostos.. Tributário.704/SC. I e IV. Só há contraprestação do serviço e materialização do poder de polícia quando da obtenção da licença para localização e funcionamento no território do Município. em forma de redução do tributo. no caso. Tributário. Materialização. em recurso extraordinário. em razão do poder de polícia exercido pelo 131 .2000). Min. cujos elementos básicos se encontram definidos em lei. Cautelar procedente (STJ. Súmula 279 do STF.2000). Descabimento da alegação de ofensa ao princípio da isonomia. DJU 28. da Carta Magna. aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos instituidores da TFA. 145. 07. Medida cautelar deferida (STF. ADIn 2.397/MG. todos da Constituição Federal. consistente.12. 21. DJU 12. pelo ente público. pelo Município.2000). 1ª T. previsto para as indústrias que comprovarem a realização de reflorestamento proporcional ao seu consumo de carvão vegetal. por haverem definido. com flagrante desobediência ao princípio da isonomia. valores uniformes por classe de contribuintes. rel. Estado de Minas Gerais. e 152. não o serviço prestado ou posto à disposição do contribuinte. Ilmar Galvão. Plausibilidade da tese da inconstitucionalidade.04. artigo por artigo. Poder de polícia. Poder de polícia.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. mas a atividade por esses exercida.02. por razões óbvias.163/77. Ilmar Galvão. caput. em face da necessidade de reexame de prova. Taxa florestal. ainda. como fato gerador. 29. II. e como contribuintes pessoas físicas ou jurídicas que exercem atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. inclusive ICMS e ISS insuscetíveis de instituir.178. na ocasião da licença de localização e funcionamento. Efeito confiscatório insuscetível de ser apreciado pelo STF.03. na dispensa do mesmo tratamento tributário a contribuintes de expressão econômica extremamente variada. Pleno.1999. Instalação de agência da CEF. 145.05. j. rel. 5°. Min. Legitimidade. por não haver indicado as respectivas alíquotas ou o critério a ser utilizado para o cálculo do valor devido. DJU 28. MC 1. Taxa para localização e funcionamento. E. validamente. RE 239. e não nos anos que se seguem. II. j. qual seja o custo estimado do serviço de fiscalização. Lei 7. Min. como previsto no art. não especificadas em lei.2000. no exercício do poder de polícia. j.03. Exação fiscal que serve de contrapartida ao exercício do poder de polícia. a forfait. Recurso não conhecido (STF. diante do incentivo fiscal.2000. tendo-se limitado a estipular. Taxa de licença para localização e funcionamento. É legítima a cobrança de taxa. 1ª T. 150. Alegada ofensa aos arts. Garcia Vieira. rel.. o novel tributo. e § 2°.

do Município de Belo Horizonte. Reexame de fatos e provas. cuja competência recursal é do Excelso Supremo Tribunal Federal. Entidade bancária. j. Com arrimo em remansosa jurisprudência. Decisão unânime (STJ.08. com o objetivo de evitar 132 . 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. Município de Belo Horizonte. 2ª T. instalação e funcionamento. Agravo regimental no agravo de instrumento. Taxa de fiscalização de anúncios. Rejeitadas as preliminares de nulidade do acórdão.. Recurso especial conhecido e provido. 1. 08. Min. em parte. em decorrência da renovação anual. Inocorrência. na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial’.024/SP. pelo Município.142/RS. este sodalício houve por bem sedimentar a matéria por meio da Súmula 157. A irresignação referente ao ISS. 2ª T. 2ª T. Utilização de terminal alfandegário. incidindo. Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da taxa de fiscalização de anúncios. Taxa de licença para publicidade.06. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. ISS. Lei 5. Min. DJU 04. Franciuili Netto. Recurso não conhecido (STJ. Efetivo exercício do poder de polícia. não foram impugnadas as normas federais de modo a permitir a exata compreensão do inconformismo. j. Tributário. Tributário. taxa de fiscalização. 2. Se assim não fosse. Cobrança anual pelo Município de Sorocaba. É taxa e não preço público a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário. uma vez que não está materializado o poder de polícia e. Recurso especial não conhecido (STJ. No que concerne à taxa de licença para publicidade. ao dispor que: ‘É ilegítima a cobrança de taxa. por conseguinte.641/89. DJU 04.03. REsp 147. Constitucionalidade. instalação e funcionamento. a Súmula 284 da Corte Máxima. Precedentes jurisprudenciais. 10. rel. também. Cobrança obrigatória a título de ‘tarifa’. uma vez que alega vulnerado dispositivo da Carta Política. DJU 12. a efetiva contraprestação especifica. padece de fomento jurídico. rel. instalação e funcionamento..04. Estadia e pesagem de veículo.2000). prevalece a mesma interpretação adotada para afastar a incidência da taxa de fiscalização. j. Min.1998.09. Peçanha Martins. artigo por artigo. Nulidade do acórdão.11.2000. A perpetuação da cobrança do tributo carece dos requisitos necessários à imposição da taxa de fiscalização. instituída pela Lei 5.1999). por entender que é exigida com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal no controle da exploração e da utilização da publicidade na paisagem urbana. Tributário e administrativo. 3. Ilegalidade. 01. REsp 212. inclusive ICMS e ISS Município. Francisco Peçanha Martins..2001). REsp l47510/SP.641/89.2001.

1ª T . j.2006.254 (Min. 2ª T.08. Precedentes: RE 258.2005. localização e funcionamento. Taxa de fiscalização. no caso. Tributário. § 2°. DJU 04. Nego provimento (STF.12.814/MG. Juiz Antônio Ezequiel da Silva. Ilmar Galvão) e 198.2005. 1.12. Tributário.. Sepúlveda Pertence).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 09. inclusive ICMS e ISS prejuízos à estética da cidade e à segurança dos munícipes. 145. cobrada como contrapartida pelo exercício do poder de polícia.478 (Min. Perda de objeto. Entretanto.316 (Min. Firmou-se.2006. Processo civil. rel. Base imponível.80/GO. Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança da taxa de fiscalização de anúncios. Ilmar Galvão). artigo por artigo.207 (Min. p. Celso de Melo). 20. não causa perda de objeto de ação de conhecimento que visa a nulidade de cobrança baseada na mesma norma. 4 Apelação e remessa não providas (TRF-1ª R. seria necessário o reexame dos fatos e das provas da causa. 2. Município de Belo Horizonte. 3. DJU 19. Número de empregados.001. Alegada ofensa ao inciso II e ao § 2° do art. Eros Grau. 13. Min. situação que não viola a vedação prevista no disposto no art. STF. 216. AI-AgR 527. por não mensurar o custo da atividade estatal Precedentes do STF e desta Turma. 220. o exercício do poder de polícia. 98). Min.11. A concessão de liminar em ADIn pelo C. 1 Cabível a instituição de taxa para licença de funcionamento pelo Município com base no exercício do poder de polícia. Taxa de licença para funcionamento de estabelecimento comercial e industrial. Carlos Britto. 7ª T.2006. II. circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula 279 do STF. 9).. 145 do Magno Texto. p.350.06.2006. 63). Embargos à execução fiscal. a base de cálculo da taxa deve vincular-se ao fato gerador do tributo. Ilmar Galvão). 276. A cobrança pela inscrição e renovação de cadastro de poluidores potenciais insere-se na competência fiscalizatória do Ibama sobre o meio ambiente e assim constitui exercício 133 . 77 e 78 do CTN. Município de Goiânia. rel. da CF).149.08. 3. o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo da referida taxa com a do IPTU.503/MG. rel. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência da taxa em referência. para que se pudesse dissentir dessa orientação. p. Taxa Princípio da legalidade. visando apenas suspender eficácia de norma até discussão definitiva de mérito. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. O número de empregados não pode servir de base de cálculo da taxa municipal de licença para funcionamento. AI-AgR 581 . j. 2. 23. Portaria 113/97-Ibama. a teor dos arts. da Constituição do Brasil. AC 1997. (art.904 (Min. ainda. 2. Ilegitimidade. 145. j.

010. Não se conhece da remessa oficial. j. Prescrição. Compulsoriedade. Metrologia. em virtude de a matéria ter sido disciplinada na Lei 9. a natureza da verba pecuniária configura-se como taxa.2004. sendo esta a natureza da cobrança instituída pela Portaria 113/97Ibama. sob pena de violação aos princípios fundamentais de contenção do poder de tributar. verificável pelo inequívoco exercício de poder de polícia. diferentemente daqueles. sequer mediante delegação. Precedentes. 8ª T. em relação aos desdobramentos promovidos. Postos de combustíveis. do que determina a Constituição da República (art. Tributário.2001. do art. 11. introduzido pela Lei 10. Taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio. pelo que não tem nenhuma validade a Portaria 113/97-Ibama neste ponto.. Taxa.2005. do Código de Processo Civil. Não pode o Inmetro. As cobranças pelas aferições são legítimas. II). Embora o art. DJU 15. Não tendo decorrido o prazo de cinco anos.2005. ante a compulsoriedade de que se reveste a aludida atividade administrativa fiscalizatória. sem que haja lei especifica. como no caso. 2.. O exercício efetivo de poder de polícia só pode ser custeado por taxa. 166). 5. Tributário. b da Lei 5. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à previa autorização orçamentária. 37 c/c 145. em relação à lei que as instituiu’. 7°. Legitimidade.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. é legítima e independe de comprovação 134 . 15. Inconstitucionalidade. Remessa oficial.12. Deve-se obstar a ação estatal alusiva às cobranças decorrente do poder fiscalizador. p. Fiscalização. rel. j. Atividade administrativa. rel. pois que a referida atividade destoa. DJU 16. 158).59/DF. Súmula 545/STF: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. Ilegalidade. Cobrança.773/RJ.995. inclusive ICMS e ISS de poder de polícia. porque estas. CEF. Não conhecimento. não se pode cogitar de prescrição.02. 4.2005.11. Juíza Maria do Carmo Cardoso. 1. Constitucional.12. artigo por artigo. O princípio da legalidade no campo tributário exige que apenas a lei crie tributos... A cobrança anual da taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio. Inmetro.966/73 mencione preço público. cobrar dos postos de gasolina (apelados) a verba pecuniária decorrente das aferições realizadas nas bombas de combustível. p. entre a constituição definitiva do crédito tributário e a citação do executado. 475. Juiz Paulo Espírito Santo. 2ª T. a partir do exercício de 2000. AC 1999.933/99 (TRF-2ª R. Precedentes. quando o valor da dívida executada e embargada. Cobrança pela Municipalidade. de 26. Inocorrência.009.12.352. AC 324. espécie de tributo. 3. Caracterização. 3. Apelação e remessa improvidas (TRF-1ª R. Poder de polícia. não excede a 60 salários mínimos: aplicabilidade do § 2°. Embargos à execução fiscal. Direito processual civil.

artigo por artigo.No caso em tela.01. Precedentes (TRF-3ª R.2007. de âmbito nacional ou regional (art.. a instalação. foi editada a Lei 10. 17-D.938/81]). 17-B).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.Não ha violação aos princípios constitucionais da legalidade (e tipicidade) ou da isonomia tributárias. de determinar a redução das atividades geradoras de poluição (art. da regular definição. bem como os capazes. sob qualquer forma. 10.165/2000 definiu o fato gerador (art. pelo Município. dos elementos da exação: fato gerador. rel. Exigibilidade. j. p. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . não impede a cobrança da referida taxa. tão-somente.165/2000. Tributário. 17-D). a instituição válida de uma taxa de polícia correspondente depende. 10. 3ª T.165/2000 que instituiu de modo válido a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . estes estabelecidos de acordo com o porte da empresa (micro. 6 . Lei 10.. §§ 1° e 2°).960/2000. por lei. além de conferir ao referido órgão (Ibama) a competência administrativa exclusiva para licenciar as atividades e obras com significativo impacto ambiental.938/81]) ou de homologar os licenciamentos de competência dos órgãos estaduais do Sisnama (art. inclusive ICMS e ISS do efetivo exercício do poder de polícia.Para sanar os vícios de que padecia a Lei 9.O atuar do Ibama consiste no desempenho efetivo das atividades de fiscalização e licenciamento de estabelecimentos e atividades potencialmente poluidoras.TCFA. § 4° [da Lei 6. conferindo ao Ibama (sujeito ativo da exação) a competência administrativa para previamente licenciar a construção. caput [da lei 6. deu ao órgão destinatário da exação uma série de competências relativas ao poder de polícia correspondente à referida taxa. porque pública ou vinculada à Administração Indireta da União. DJU 17. 3 . 1 . 2 .165/2000. 04. 10. a ampliação e o funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais considerados efetiva e potencialmente poluidores.06. 10. de 135 . A alegação de que a CEF exerce atividade de interesse público. A Lei 10. de sua competência tributária. com seu potencial de poluição e com o grau de utilização de recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização (art. econômico e social. Constitucionalidade. o sujeito passivo (art. § 3° [da Lei 6.938/81]). pequena ou grande).938/81]). não gozando a empresa. de qualquer prerrogativa especial.618/SP. para efeito de elidir o exercício regular. 17-C) e os valores (art. AC 533. sujeitos.TCFA.É inequívoco que a Lei 10. 586). § 2° [da Lei 6.2003. 5 . Juiz Nery Junior. a União instituiu uma taxa de polícia. de causar degradação ambiental (art. base de cálculo e alíquota. tendo em vista que o poder de polícia alcança tanto os atos preparatórios como os de continuidade do exercício. antes de criar uma taxa de polícia. 5. 4 – Havendo a competência administrativa cujo desempenho caracterize o exercício do poder de polícia. 4.

assim. do potencial poluidor da atividade e do grau de utilização dos recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização. 2 .841/99 [revogada pela LC 123/2006].437/75.71. não houve determinação do valor da taxa a partir do capital da empresa. j.07. TRF-4ª R. positivas ou negativas. tem-se como adequado o critério de valoração. violação a quaisquer princípios tributários. rel. § 2° do CTN). A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. 8 .. 7 . Decreto-lei 1. 77. 136 . Lei 4. DJU 28.03.2007).. rende ensejo à cobrança de taxa de polícia. e utilizando-se a Lei 10.Apelação improvida (TRF-3ª R. sem que isso venha a desconfigurar sua natureza. j. 4ª T. pelos contribuintes do IPI. do CTN. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. 1 . que demanda a realização de diligências e outras atividades concretas para conceder o licenciamento ou manter a licença concedida.271-0. ou seja. 293).. Ressarcimento de custos. p. por ser dele o monopólio na confecção dos selos.Não procede o argumento de ofensa ao disposto no art. inclusive ICMS e ISS modo a caracterizar uma ação concreta e especifica da Administração.Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle..05.437/75.000.03. rel. 10. não havendo. Trata-se.502/64. 13. AMS 273300/SP.165/2000 dos critérios de classificação da Lei 9. de obrigação acessória.2006. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos infringentes 2003. de mais um custo. 9 .. IPI. 1ª Seção. na verdade. Juiz Djalma Gomes. Obrigação acessória. O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível. 113. artigo por artigo. 2ª T. parágrafo único. eis que não se pode negar que a magnitude de cada um desses aspectos interfere diretamente na complexidade do exercício da atividade de polícia. apenas. Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira. previsto no Decretolei 1. Selos de controle quantitativo. como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público.2006) (TRF-4ª R.2007. DJU 12. AC 200371120077868/RS. Tributário.2006. DJU 30.05. nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art. pois ao estabelecer como um dos critérios quantificadores da taxa o porte do sujeito passivo (micro. pequena empresa ou empresa de grande porte). Trata-se. Natureza jurídica.08. cuja atividade administrativa. aquela que ‘decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações.Sendo o valor da taxa determinado em função do porte da empresa.

145.615/2000.2006.315/RS.2006. rel. apenas. artigo por artigo. Ressarcimento de custos. Juiz Vilson Darós. ou a utilização. CF.710. Lei 10.500. Tratase. Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia. levandose em consideração a natureza compulsória e coercitiva que decorre do exercício do poder de polícia. representa uma obrigação acessória. A aplicação do selo de controle do IPI. no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo. A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . Natureza jurídica. em obediência ao princípio da reserva legal. Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário.07. Somente com a edição da Lei 9. de modo que o referido tributo somente podendo [rectius: pode] ser instituído ou majorado mediante lei. 3ª T.092). 06.71. 137 . p.437/75.. 1. 793). Efetiva atuação poder de polícia.025. A cobrança efetuada pelo Inmetro em razão da aferição de bombas de combustível constitui taxa. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. Art. Tributário e constitucional.050.07.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 46 da Lei 4. DJU 12. j. inclusive ICMS e ISS Embargos à execução fiscal. 24. DJU 19. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. Juíza Vânia Hack de Almeida. rel. previsto no art.933/99 é que foi instituída a taxa de serviços metrológicos. AC 2002. Base de cálculo própria de imposto e progressividade fiscal.TCFA. sendo uma obrigação assumida voluntariamente. revelando-se legítima a sua cobrança a partir do exercício 2000.. p. j. Decreto-lei 1. Receita originária. O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI. Lei 6.04. efetiva ou potencial. não caracteriza taxa e nem preço público. II. constituindo-se em receita originária da União. IPI.502/64. por ser dele o monopólio na confecção dos selos.2006..2006. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto.027.07. As inscrições em dívida ativa têm origem no crédito constituído pela cobrança de preço público por prestação de serviço de aferição de bombas de combustível no estabelecimento da embargante.931/81. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. razão pela qual não merece acolhida a pretensão do recorrente (TRF-4ª R. com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R. Selos de controle quantitativo. de mais um custo. EIAC 2003. Cobrança de preço público. 1ª Seção. proveniente de produto fabricado por empresa pública . Aferição de bombas de combustível. de serviço público específico e divisível.10/RS. Ibama.Casa da Moeda -. Inmetro. ou seja.

da CF. Art. através do prévio licenciamento concedido pelo referido órgão. 12.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. b) pelo monitoramento remoto de atividades. criada pela Lei 7. sejam postos à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento. marítimas. em rondas terrestres. artigo por artigo. p 860). pois esta autarquia.2006. d) no acompanhamento de dados estatísticos regionalizado sobre poluição e utilização de recursos naturais. A Lei 10. introduzindo dispositivos à Lei 6.01. Apelação improvida (TRF-5ª R. rel. sem ingresso de fiscais no estabelecimento fiscalizado. b) potencialmente.utilizados pelo contribuinte: a) efetivamente. Precedentes.TCFA. DJU 15. quando. 145.02. o que torna insubsistente a alegação do apelante de ausência efetiva de fiscalização e de violação ao preceito constitucional do art. Inexistência de contrariedade ao art. da CF. sanando os vícios de constitucionalidade da legislação anterior (Lei 9. AMS 92646/PE. 77 consideram-se: I . sendo de utilização compulsória. c) na análise de imagens de satélite. II. o que se apresenta por demais acertado. Os serviços públicos a que se refere o art.960/2000). consistente na vistoria à distância. fluviais ou aéreas. instituiu a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental .931/81. a atuação do poder de polícia conferido ao Ibama.165/2000 ao instituir a TCFA delimitou.. o qual apresenta sua configuração no desempenho da função fiscalizadora para averiguar se as atividades e obras causadoras de significativo impacto ambiental estão sendo desenvolvidas nos termos em que foram autorizadas. em consonância com a política nacional. Efetiva atuação do poder de polícia pelo Ibama por meio de fiscalização realizada através de: a) visitas de fiscais aos estabelecimentos dos agentes poluidores ou utilizadores de recursos naturais. restando. A hipótese de incidência da indigitada exação é o exercício do poder de polícia outorgado legalmente ao Ibama. 145. II.. j. inclusive ICMS e ISS Inexistência. 79. 138 . e) na apreciação dos relatórios de apresentação obrigatória. quando por ele usufruídos a qualquer título.2006. trazendo todos os elementos caracterizadores do tributo. 1ª T.615/2000. Juiz Francisco Wildo.735/89 exerce a atividade fiscalizatória e de controle de aplicação de critérios. normas e padrões de qualidade ambiental. nitidamente. uma vez que a Lei 10.

a partir do STF. pela simplicidade e abrangência. é preciso que.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. O conceito do que seja serviço público não encontra unanimidade entre os estudiosos do direito administrativo. sob normas e controles estatais. quando suscetíveis de utilização. como fez em relação ao poder de polícia. para satisfazer necessidades essenciais ou secundárias da coletividade.específicos. para sê-lo. O Poder Judiciário. inclusive ICMS e ISS II . COMENTÁRIOS O exercício do poder de polícia e a prestação de serviço público são atividades tipicamente estatais. por parte de cada usuário). Além da autonomia de cada unidade de serviço. De todos os conceitos. ou simples conveniências do Estado. quando possam ser destacados em unidades autônomas de intervenção. 139 (serviço em funcionamento para ser utilizado. separadamente. tem sido rigoroso na apreciação da legalidade de um sem-número de taxas que surgem sem atenção às características indicadas nos incisos do artigo em comento. Mas nem todo serviço público é gerador de taxa. exige-se que seja ele prestado ao contribuinte (utilização efetiva). quando . porque. de utilidade ou de necessidade públicas. ou posto à sua disposição necessário). III divisíveis. deixando o CTN de conceituá-lo. por parte de cada um dos seus usuários. seja específico (destacado como unidade autônoma) e divisível (possibilidade de utilização. artigo por artigo. nas palavras do CTN. transcrevo o dado por Hely Lopes Meirelles: Serviço público é todo aquele prestado pela Administração ou por seus delegados.

como dispõe o art. 140 . de 1968. 3. art. do serviço público específico e divisível. 16. As taxas instituídas no art. 1ª T.1993. I . REsp 32.. DJU 16. p. II . p. ele não pode constituir fato gerador da taxa de segurança de pessoas e casa.As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador o exercício do poder de polícia.08. Recurso extraordinário do constituinte a que o Plenário do STF dá provimento.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1ª T.. rel. visto que o poder geral de polícia.08.1993. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição (STJ. j.940/SP.1981). inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA 1. I. Taxa de limpeza pública.. 21. encontramse presentes os requisitos de especificidade e da diversibilidade (arts. da Constituição devem custear o poder especial de polícia.03. está o recorrido sujeito à cobrança da taxa de serviços urbanos. j. 15. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição.. Min. 15. 14. II . nº 48. e declarar a inconstitucionalidade. RE 73. da mencionada norma local (STF. Min. para custear o serviço de policiamento dos bancos e entidades congêneres.1993.1993. é inconstitucional. j. em votação uniforme. Tabela A.957). tem o seu custeio satisfeito pelos impostos gerais. rel.06.584-4/MG.870/SP. p. DJU 10. IV – Recurso provido. 2. Decisão unânime (STJ.Nos serviços públicos urbanos encontram-se presentes os requisitos da especificidade e da diversibilidade (arts. que tem como base de cálculo o valor venal do imóvel. para conceder a segurança postulada. Min. Taxa de expediente prevista na Lei de Minas Gerais 4.Na espécie. I . III . 23.Nos serviços públicos relativos a consecução de vias públicas e logradouros e de combate a sinistros. O policiamento de segurança das pessoas e das casas é atribuição normal do Estado e serviço que os impostos gerais custeiam.04.564).. rel. 18.474.972).06. a utilização efetiva ou potencial. Demócrito Reinaldo. DJU 16. 77 e 79 do CTN).08. DJU 23. (.As conhecidas taxas de lixo têm como fato gerador o exercício do poder de polícia.1993. j. 1ª T. Cesar Asfor Rocha.1993. a utilização efetiva ou potencial. item I. 37.06. por ser inerente à função normal do Estado. REsp 11. Min.) III — Diversamente do IPTU. que ele argüiu.996/GO. 12. do serviço público e divisível. Sendo assim. a taxa de limpeza pública é cobrada em função do metro quadrado ou fração da propriedade (STJ. 77 do CTN.. Antônio Neder. REsp 33.1981. 1ª T. Demócrito Reinaldo. rel. 77 e 79 do CTN). artigo por artigo.

encontram-se presentes os requisitos de especificidade e de divisibilidade (arts. 4. DJU 15. Precedentes desta Corte. 87.03. o que ofende o inciso II. Ilmar Galvão. Taxa de iluminação e limpeza pública. ATP. Agravo regimental. mas o adicional de tarifa portuária não.777/SP (DJU 30. A Lei 8.387/91 isenta de pagamento de taxas. Lei 8. de serviço público específico e divisível. 3. Afastou-se. Mim. preços públicos e emolumentos. RE 190 126/SP (DJU 05. 1ª T. e 167 do CTN. 130.06. 1. artigo por artigo. na parte em que a decisão atacada basilou-se. ou a utilização. de unidade monetária própria (UFN) para atualização das parcelas do IPTU. As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador ‘o exercício do poder de polícia. entretanto. da CF/88 (Lei 6. Nos serviços públicos relativos à limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos. I. e pelo fato de não serem divisíveis os serviços públicos que ela visa custear. 19. Ausência do necessário prequestionamento dos arts. do Município de São Paulo. como fundamento central. pelo Município. inclusive ICMS e ISS Taxa de armazenagem. 5. quanto ao IPTU e aos efeitos decorrentes da inconstitucionalidade de texto legal. Recurso parcialmente provido (STJ.989/66. RE 188. da CF. 2. 86. Agravo regimental contra decisão que proveu recurso especial do agravado. Dispositivos indicados como afrontados não abordados. por possuir base de cálculo própria de imposto.05. Min. II. efetiva ou potencial. 77.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 6 Nada se discutiu (em face dos óbices acima apontados) sobre o IPTU 141 . ao fundamento de que a referida taxa.349/AM.11. Não se conhece de recurso especial. Precedentes citados: RE 206. Matéria constitucional. rel. em matéria de cunho eminentemente constitucional. do CC/1916 [sem correspondente no CC/2002]. em nenhum momento.391/SP. Decisão da matéria pelo Colendo STF. arts.989/66.387/91. do art. do CTN). no âmbito do aresto a quo.04. 677.. ofende o art. j. Isenção. produtos industrializados e outros insumos vinculados à fabricação de produtos destinados à exportação.1997). matérias-primas. a utilização efetiva ou potencial.1999). I. A taxa de armazenagem é preço público. 77 e 79.03. peças.050/SP (DJU 07. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição [rectius: “o exercício regular do poder de polícia. § 2°.2000.1998. 93. parágrafo único. Tributário e processual civil. as importações de partes. 91. III. 165. 15. que prevêem a cobrança de taxa pelos serviços de conservação e limpeza de ruas. O colendo STF declarou incidentalmente a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 6. REsp 188.2000) e RE 185. rel. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição”]’ (art. Prequestionamento. do serviço público específico e divisível. I e II. a alegação de que o Município não teria competência para estabelecer as condições para o parcelamento do IPTU e a de que seria indevida a adoção. Garcia Vieira. I e II e 94). do CTN). 145. componentes. 145.1999).

por reproduzirem os aludidos dispositivos legais preceitos constitucionais. não foram objeto de análise pelo Tribunal de origem.. Esta Corte possui o entendimento de ser incabível analisar a violação dos arts. Processual civil. apenas. AGA 526. p. Divisibilidade. Matéria constitucional. do CTN. razão pela qual ausente o necessário prequestionamento. arts. inclusive ICMS e ISS e os efeitos da declaração de inconstitucionalidade. Matéria constitucional. As matérias infraconstitucionais supostamente violadas no recurso especial. Divergência jurisprudencial não demonstrada. c. quais sejam. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Arts. DJU 30.2005. 77 e 79 do CTN) reproduzem regra constitucional (art. Min. Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública e Taxa de Iluminação Pública (TIP). 77 e 79 do CTN. João Otávio de Noronha. Incidência da taxa Selic para cobrança dos débitos fiscais. deixou ele de demonstrar as circunstâncias identificadoras da discordância entre o caso confrontado e o aresto paradigma.913/SP. 7. 02. 1. É cabível a incidência da taxa 142 . do CPC.212/RJ. O recurso especial não pode ser conhecido pela alínea c do permissivo constitucional [art. 105. 462. Processual civil. Agravo regimental não provido (STJ. Tributário. a legitimidade da cobrança da taxa de iluminação e limpeza pública. Apesar da transcrição de ementa. rel.301). 77 e 79 do CTN. da Lei de Introdução ao Código Civil Ausência de prequestionamento.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 462. A alegada violação aos arts. da Lei de Introdução ao Código Civil. A 1ª Seção assentou que a divisibilidade e especificidade de taxas referentes a serviços de limpeza pública e de iluminação pública são insuceptíveis de controle no âmbito do recurso especial. CF/88). 4. da CF/88].2005). j. Ausência de prequestionamento e dissídio pretoriano superado. Incompetência desta Corte. artigo por artigo.06. 6°.2007. não pode ser conhecida por esta Corte por referir-se à matéria constitucional. A decisão debateu. 77 e 79. 3.03. § 1°.06. Tributário. 292). III. p. Agravo regimental improvido (STF. 20. Agravo regimental em agravo de instrumento. Min. As normas ordinárias sob liça (arts. 3. 1ª T. 2. Ausência de prequestionamento. adequadamente.03. bem como não apresentou. em face da consideração do acórdão recorrido de ilegalidade da Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP). e da Taxa de Iluminação Pública (TIP). Arts. § 1°. 2. rel. 6°.2005. AGREsp 734369/RJ.03.2007. 145. por serem matérias de índole constitucional. 2ª T. DJ 21. pois o recorrente não realizou o necessário cotejo analítico. Humberto Martins. com relação à Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP) e da Taxa de Iluminação Pública (TIP). Precedentes (REsp 173. 1. do CPC. Recurso especial inadmitido. Dissídio superado. o dissídio jurisprudencial.. j. DJU 27.

1. 1. Matéria constitucional. Taxa de Combate a Incêndio e Taxa de Conservação de Vias. Precedentes. Matéria constitucional. Repetição do indébito. Afigura-se inviável examinar. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial. Min. 77 e 79 do CTN. Taxa de Iluminação Pública. 246). 1. João Otávio de Noronha. 2ª T. Cabimento. visto que os arts. Agravo regimental não provido (STJ. relatados pelo eminente Ministro Luiz Fux. 3.08.2007. Processual civil. Min. REsp 547. João Otávio de Noronha. na assentada 14 de maio de 2003. artigo por artigo. e pela Corte Especial. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial. Lei 9. relator Ministro Francisco Peçanha Martins. III e 105. DJU 12. 18.2000.2007. 165 e 168.2001). de combate a incêndio e de conservação de vias. do CTN.. j. em recente julgamento do EREsp 213. 77 e 79 do CTN. Taxa de Coleta de Lixo. reproduzem o preceito inscrito no art. Precedentes. Tributário. que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações. 2. AGA 750.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.257/SC. 2ª T. 3. 215). Prescrição. Sempre que presente 143 . § 2°.2007. a teor dos preceitos que emanam da Carta Magna (CF arts. prevalece sobre a regra geral que dispõe sobre os feitos contra a Fazenda Pública (arts.643/PR. Tributário.828/PR. j.2006. § 2°. Recurso especial. O prazo para o ajuizamento da ação de repetição do indébito é de prescrição qüinqüenal e. controvérsia atinente a taxa de remoção de lixo. da CF..926/PR. Art. rel. Taxa de controle e fiscalização ambiental. j.497/SC e 425. rel. de limpeza urbana e de iluminação pública. controvérsia atinente a taxa de coleta de lixo. p. em sede de recurso especial.03. 15. do CTN e Decreto 20. José Delgado. 399. visto que os arts. Taxa de Remoção de Lixo e de Limpeza Urbana. ‘Divergência jurisprudencial entre acórdãos que analisaram matéria de ordem constitucional. 145. Humberto Martins. REsp 896. 102.06.03.2007. quando do julgamento dos EREsp 291. Inconstitucionalidade. 145. DJ 04. 2. DJU 03. Recurso especial não conhecido (STJ. p. devendo ser a pretensão recursal provida nesta parte. Constitucional e tributário. I. Afigura-se inviável examinar. Recurso especial conhecido em parte e provido (STJ.341/RJ.DJU 06. por regular especialmente a matéria tributária.709/SC.02.2006. rel. 01. não cabe apreciar nesta instância superior. 257).. Orientação consagrada pela Primeira Seção. p. 168.05. reproduzem o preceito inscrito no art. Mandado de segurança.960 de 28. da Constituição Federal. III) (REsp 196.01. que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações. IPTU. 2ª T. em sede de recurso especial.910/32). inclusive ICMS e ISS Selic para a cobrança de débitos fiscais.889/SP.03. de relatoria do ilustre Min. Min.

Ao revés.mas sempre de forma concreta . No caso da taxa de fiscalização ambiental veiculada pela Lei 9. criada pela Lei 9. 3. têm como fato gerador o ‘exercício regular do poder de polícia. 2. 6.960. Sentença mantida (TRF-3ª R. 153 e 154. 7.960/2000. I. dos Estados. consideram-se compreendidas no âmbito das atribuições da União. na Medida Cautelar requerida na ADIn 2. atual ou potencialmente . da Lei 6. competem a cada uma dessas pessoas de direito público.01. fixada por essa lei em 31 de março [art. 144 .2004. eis que não se vislumbra na exação a prestação regular pela Administração do poder de polícia ou mesmo de serviço público específico e divisível. segundo a Constituição Federal.165/2000]. j.possa ameaçar ou violar direito líquido e certo do contribuinte. do Distrito Federal ou dos Municípios aquelas que. 145. efetiva ou potencial.938/81. ou a utilização.. 17-B [conforme redação dada pela Lei 9. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição’..2000. a materialidade da hipótese de incidência fixou-se no exercício pelo contribuinte de atividade potencialmente poluidora. 77 que as taxas cobradas pelas pessoas políticas de direito público interno. inclusive ICMS e ISS ato de autoridade que por ação ou omissão. com data de pagamento. 4. as Leis Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios e a legislação com elas compatível. a Taxa de Fiscalização Ambiental.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.165/2000. da Constituição Federal. certo que se estará diante de imposto.165/2000]. Art.178-8/DF. o STF entendeu prejudicado o prosseguimento daquela ação declaratória de inconstitucionalidade. DJU 28. § 1°. este § 2° foi revogado pela Lei 10.01. O Código Tributário Nacional dispõe no art.638/SP. as Constituições dos Estados. inciso II. a este sujeitando todos os sujeitos passivos citados no § 2° do art. Para efeito de instituição e cobrança de taxas. 80. sendo certo entretanto que o valor exigido incidiu efetivamente sobre o mês de janeiro de 2000. razão pela qual não há como se declarar perda de objeto da presente ação. desde logo se verifica que o fato gerador invocado dissocia-se daqueles próprios da taxa. por inconstitucionalidade. 10.11. de 28. de serviço público específico e divisível. Juíza Marli Ferreira. 5.2005). Não sendo dado ao Estado criar taxa com a mesma base de cálculo ou fato gerador de imposto (parágrafo único do art. 6ª T.960/2000. com a redação dada pela Lei 10. em violação dos disposto nos arts. AMS 213. 77 do CTN). O STF afastou. estará aberta a possibilidade para que o interessado se socorra do Poder Judiciário através do writ. À vista da edição da Lei 10. rel. dentro de suas respectivas atribuições. artigo por artigo. 17-C.

nos termos do art. em se tratando de taxas essa competência é dos Estados. em matéria de imposto. Em havendo duplicidade na tributação cumulativa. II. Lei 3. a competência residual é da União. a dar suporte ao serviço público gerador da exação. inciso I. Inconstitucionalidade. próprio de contribuição de melhoria. em hipótese alguma. por inobservância das formalidades legais que constituem o pressuposto do lançamento dessa 145 . também chamada de cumulativa ou paralela. 23 da Carta Política. 25. prevalece o direito federal ou o estadual sobre o municipal. Município de Santo André/SP. Em relação às taxas não há problema quanto à discriminação da arrecadação. Com propriedade observa Hugo de Brito Machado que. Impossibilidade de sua cobrança como contribuição. observando o ente estatal que a instituir no limite de sua competência. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. Sobre as matérias elencadas no art. Taxa de pavimentação asfáltica. pelo contribuinte. Tributo que tem por fato gerador benefício resultante de obra pública. especificamente.999/72. como preconizado no art. e não a utilização. inclusive ICMS e ISS COMENTÁRIOS O dispositivo em destaque reafirma competência comum dos entes federados. com a especificação em doze incisos. art. 145.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. está explicitada no art. bitributação. art. de serviço público específico e divisível. Observe-se que a competência comum. 244. Diferentemente. porque ela destina-se. § 1°. da Carta Magna. como estabelece a Constituição Federal de 1988. 154. 23 pode ser instituída taxa. JURISPRUDÊNCIA Tributário. não se permitindo. artigo por artigo. da Constituição Federal.

11. vigilância pública predial e prevenção a incêndio. A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida. Taxas de remoção de lixo comercial. II. de conservação de pavimentação. p. nem ao da indivisibilidade. da ECT. Sucumbência recíproca. assim se procede. 02. avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços. j. a título de taxa. amiúde praticada. da Emenda Constitucional nº 01/69. de molde a permitir sua exigência. DJU 08. 5. Recurso provido (STJ. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. Execução fiscal. de vigilância pública predial. Embargos à execução fiscal. excluindo-se o reexame necessário. 3. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art. Tributário. Taxa de iluminação pública indevida. Min. j. 475 do CPC. pelo serviço efetivamente prestado. 28.12. 1. conservação da pavimentação. Tributário.08. de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas. rel. sendo capital repisar-se tanto se tributa. Não conhecimento da remessa oficial. Ilegalidade. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral.1995.12.1995. neste passo 146 . Inocorrência da alegada afronta ao art. 4. limpeza de vias públicas. 145. e do art. Município de Araçatuba XECT. Ilmar Galvão. 6. firmados através do inciso II do art. 22.1990.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2. Min. 21.351). quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. RE 140779/SP. de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios.. que não permite a utilização da taxa como instrumento para recuperação do custo de obra pública. inclusive ICMS e ISS espécie tributaria. CTN.09.360). No que tange às taxas de remoção de lixo comercial.. A divisibilidade se coloca também límpida. remoção de lixo comercial. do Município de Santo André/SP. 18. 15. REsp 0001609/SP rel. de 29. CF. pois o valor da execução é de R$ 2003. Cobrança de taxa de pavimentação e calçamento para recuperação de custo de obra pública. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto.999. de limpeza pública. p. porquanto a exigência fiscal tem como fato gerador hipótese concernente a contribuição de melhoria. Recurso não conhecido (STF. de limpeza pública. Entendendo a E. Inconstitucionalidade. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. 2ª T. 1ª T. Parcial procedência dos embargos. Américo Luz. Pertinente e adequada a ponderação. imediato. de fato. Prescrição parcial consumada. Legitimidade da cobrança dos juros. artigo por artigo. 77. DJU 17.1990. do art. da multa e da correção monetária.1972. 276 da Lei 3. que se declara. que contam com aquele referido serviço.

156. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. vetou o uso daquele tributo para tal fim. ainda que não conhecidos. uma vez que regida pela LEF dita nuança. artigo por artigo. Contaminado pela prescrição. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN.12.07. como se denotará. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte.1995 a 10. 10. 13. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público. para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28. claramente. contados da data de sua formalização definitiva. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. 7. 18. 9.12. 17. qual seja. segundo a qual suficiente a propositura da ação. elencada no inciso V. sentença.1995 e de 10. Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. Verificada. a prescrição.1995 a 10. uma das causas de extinção do créditos tributário. Ante a devolutividade do apelo. 77.09.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. de fato. Inconstitucional dita exação. Constatada será a ocorrência da prescrição. CF. 145. Vencidas as dívidas em 10. todos do CPC.09. do CTN. consoante art. imediato. No âmbito dos requisitos para as taxas em geral. STJ. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN). 512. Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10.1995 a 10.1995. conforme entendimento desta Colenda 3ª Turma. ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo.12. firmados através do inciso II do art. 15. 174 do CTN. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. qual seja. por meio da Súmula 670. 8.1995 e de 10. guarda harmonia a r. caput e § 3° e 516. 14. encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. primeira figura. antes enfocados. nos presentes autos. de rigor a extinção dos débitos prescritos. do E. Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária. 19. Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP). com observância do estabelecido pelo art. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos. inclusive ICMS e ISS não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. 515. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas.01. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10. que lhe reconheceu ilegitimidade.1996.01.1995 até 10. avulta em destaque a indivisibilidadede de dito serviço. do art.1996.12. com o Excelso Pretório que. 11. CTN. e do art. 16. de molde a impedir exigência de taxa.01.07. 12. ônus cabalmente seu. 147 . ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos.1995 a 10.2000.

24. vez que dotado de valores autônomos. anos posteriores. 97. histórica. em sua superioridade em si . CTN. Tão assim acertado o entendimento que a Administração. realmente. 20. adota-se.esta fruto da inerente desvalorização.de tal sorte que sua incidência. 26. através de mero cálculo aritmético. cumpre-se destacar que. contudo incidente com referência às taxas retratadas. e à luz evidentemente de lei a respeito. Coerente a compreensão. Reflete a multa moratória acessório sancionatório. artigo por artigo. em dados momentos. porém que brota da incursão por ato ilícito. assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária. consoante art. a cujo principal. para dele fazer parte integrante. 27. a corresponder. do art. denomina a tanto de remissão. de vigilância e quanto à taxa de prevenção 148 . Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. decorrência límpida e lícita. segundo a qual os juros. Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial. em direta consonância com o inciso V. da moeda nacional . com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido. quando do sentenciamento dos embargos. a cifra maior. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. vez que indevida sua cobrança.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. deva recair sobre o débito. 25. figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária . a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP. 161. A respeito de constituírem os débitos atos distintos. Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo. em essência adere a correção monetária. quando pratica a dispensa de correção monetária. amiúde construída. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. 23. a propósito. como se extrai. de limpeza pública. identificáveis e autônomos. de conservação de pavimentação. como se dá com o não pagamento tributário.da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico. exatamente por motivo inverso. bem como verificando-se legitima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial. à divida em sua junção de principal com atualização. vez que estes os incidentes no caso vertente. instituto inerente ao crédito tributário. 22. nos termos da jurisprudência que. por inconstitucional) . originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente. 21. recaem sobre o crédito tributário. inclusive ICMS e ISS Afigura-se coerente venha dado valor. específicos. Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. CTN. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados.

04. no âmbito de suas respectivas atribuições. 28. como previsto na Constituição Federal (art. AC 1079831/SP. é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária.01. a atingir vencimentos ocorridos de 10. COMENTÁRIOS Definição. impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r. pelo Distrito Federal ou pelos Municípios. 145. na forma retro fixada.02.1995 até 10. A espécie tributária aqui enfocada insere-se na competência das três esferas estatais. 149 . tendo-se em conta a vantagem advinda da obra realizada. tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. inclusive ICMS e ISS contra incêndios. para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata.2007.. rel. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. 81. sentença. artigo por artigo. bem como ante a ocorrência da prescrição parcial. p. Juiz Silva Neto.. em favor do Município implicado. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. pelos Estados.2007. 28.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. realizada em favor do interesse público. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. sendo cobrada para atender ao custo de obra pública. em favor do Município implicado. Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo.1995.401). julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF .3ª R. j.12. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. A contribuição de melhoria cobrada pela União. TÍTULO V CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA Art. 3ª T. DJU 11. III). atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso.

na doutrina.contribuição de melhoria. 145. Neste sentido são as lições de Ives Gandra Martins. ao eliminar a palavra valorização e prever simplesmente: “A União. e tem como particular característica a inexistência de alíquota ou de base de cálculo. art. Dentro de um critério de razoabilidade interpretativa. ainda. fazendo parte da essência do tributo. foram revogados pelo Decreto-lei 195/67. A valorização imobiliária é da natureza da espécie tributária em apreciação. Há quem afirme. o qual deve ser rateado entre os que se beneficiarem com a valorização imobiliária. que está extinto o limite total..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: (. 150 . sendo esta valorização o limite individual cobrado de cada beneficiário.. Tem como limite o custo total da obra. Valdir de Oliveira Rocha. inclusive ICMS e ISS Trata-se de espécie tributária que se alinha aos impostos e às taxas. Hugo de Brito Machado e Silva Martins. discordando do entendimento. continuam a afirmar que persistem ambos os limites. Neste sentido tem-se a opinião de Roque Carrazza. A divergência nasceu da simplificação verificada na Constituição de 1988. 81 e o seguinte. Quanto ao custo total da obra há quem sustente. os Estados. III. artigo por artigo. Há doutrinadores que. 82. global e individual. o texto normativo do referido diploma em nada destoa do conceito constante do CTN. parece correto afirmar a continuidade dos limites. Entretanto. que o próprio art. Geraldo Ataliba. permanecendo na Constituição Federal de 1988 apenas o limite individual.) III . dispositivo este recepcionado pela Carta de 1988. diante da previsão do art. CF). decorrente de obras públicas” (art. 81 do CTN. dentre outros.

Recurso desprovido. 81 e 82 do CTN.1994). o Professor Sacha Calmon Navarro Coelho entende que o Decreto-lei 195/67. Valoração do imóvel.. Esta é uma posição que não encontra guarida no direito pretoriano. não há eiva de inconstitucionalidade alguma (RDA 120/131). porque a hipótese de incidência desta é a valorização e a sua base é a diferença entre os dois momentos: o anterior e o posterior à obra pública. artigo por artigo. Contudo. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária. em havendo lei municipal autorizativa. rel. entende-se que a Emenda Constitucional nº 23/83. Carlos Velloso. DJU 30. Fato gerador. Podemos afirmar que permanecem em vigor os arts. RE 114069/SP.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Recapeamento asfáltico. ambos compatíveis com o Dec. Tem como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. o quantum da valorização imobiliária (STF. embora alterasse a expressão “imóveis valorizados” por “móveis beneficiados”. Min. não há contribuição de melhoria. Sentença mantida em grau de reexame necessário. vale dizer. não pode o poder 151 . Base de cálculo. Se não houver aumento do valor do imóvel. Contribuição de melhoria. 2ª T. Contribuição de melhoria. JURISPRUDÊNCIA Ação declaratória de inexistência de relação jurídicotributária. tornando-se inconstitucional. Sem valorização imobiliária decorrente de obra pública. alterou o critério do custo da obra do CTN que não tem como se sustentar. Não comprovação. recepcionados pela Constituição Federal 1988.09.-lei 195/67. ao dispor que a contribuição de melhoria tem como fato gerador o acréscimo de valor dos imóveis localizados nas áreas direta ou indiretamente beneficiadas por obras públicas. inclusive ICMS e ISS Do mesmo modo. porque o Supremo Tribunal Federal tem entendido que. Valorização imobiliária. Direito tributário. não alterou substancialmente a espécie tributária de que se cuida.

Contribuição de melhoria. 4. Min.2007.02. Min. Ação de repetição de indébito. rel. inclusive ICMS e ISS público cobrar-lhe a mais valia. Tributário. 3. Min. Contribuição de melhoria. REsp 634/SP. 81 e 82. j. CF/88].Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a teor do verbete Sumular 07/STJ. Fato gerador valorização do imóvel. Controvérsia que gravita sobre se a obra pública não finalizada dá ensejo à cobrança de contribuição de melhoria. DJU 05. João Otávio de Noronha. p. 18. 2° e 3º). 1. não servindo como base de cálculo tão-só o custo da obra pública realizada (REsp 280. como pelo vencido. REsp 8.471/RS. Recurso provido (STJ. arts. 2ª T. DJU 05. 1ª T. Precedentes o STF (STJ.06. Hipótese de incidência e fato gerador da exação. 1° e 2°). 270). 81 e 82.06. Decreto-lei 195/67. III. rel. 2. 2. sendo certo é vedado à esta Corte Superior. Valorização do imóvel. em sede de Recurso Especial.1995). 17. Direito à restituição. 1. de que quando foi instituída a contribuição de melhoria a obra ainda não havia sido 152 . CTN. sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício.1999). rel. Recurso especial provido (STJ. Francisco Peçanha Martins. 1º. 04.1999. 09. II. Obra pública efetivada. Min. com o custo coberto por um ‘plano de rateio entre todos os beneficiados’. 13. Arts. afronta exigências legais (arts. Requisitos da valorização ou de específico benefício.. CTN. A contribuição de melhoria tem como fato gerador a real valorização do imóvel. CF/88 [rectius: art.. Américo Luz. j. A publicação prévia do edital e necessária para cobrança da contribuição e não para realização da obra. Tributário. DJU 18. Art. artigo por artigo. Ilegalidade do lançamento de contribuição de melhoria baseado no custo. Contribuição de melhoria. Nexo de causalidade.417/SP. 145. Inocorrência.03. j. rel. DJ 28. Contribuição de melhoria. Manifesta divergência acerca do atual estágio do empreendimento que deu origem à exação discutida. CF/67 [c/c EC nº 01/69] (Emenda 23/83). Tributário.03. Tributário. Recapeamento de via pública.04. rel..248/SP. Precedentes da jurisprudência. 2. Min.10. Fato gerador. Decreto-lei 195/67 (arts. Base de cálculo. Garcia Vieira. Obra inacabada.2007. j. tanto pelo voto vencedor. REsp 629. REsp 200283/SP.1995.. impondo-se adotar o entendimento unânime da época em que proferido o julgamento pelo Tribunal a quo. II. 1. conseqüente da obra pública realizada no local de situação do imóvel. 145.. 2ª T. Milton Luiz Pereira. DJU 21. 2ª T. invadir a seara fática-probatória.2002). Art. Recurso provido (STJ.1994.05.1994).05. 1ª T.

. 2002. CF/88 [rectius: art. rel Min José Delgado. Malheiros. Min. 28. É cediço em doutrina que: ‘(. Min. DJ 06. 5. Eliana Calmon. Recurso especial provido (STJ. Francisco Peçanha Martins. REsp 362. II. É ilegal a contribuição de melhoria instituída sem observância do limite individual de cada contribuinte. CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83. portanto. José Delgado. a repetição do indébito tributário. rel.495/RS. Min.996/SP. II. DJU 01. Consectariamente.495/RS. 81 e 82. III. 397). 2. 165. REsp 143. Contribuição de melhoria.Requisitos de valorização ou de benefício. inclusive ICMS e ISS concluída porquanto pendente a parte relativa à pavimentação das vias que circundavam o imóvel de propriedade da recorrente. DJ 06. Tributário. j. apropriados à obra pública realizada no local da 153 . 145. 9. 4. 10. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. Questão surgida no acórdão recorrido.2004. do CTN. Isto porque a hipótese de incidência da contribuição de melhoria pressupõe o binômio valorização do imóvel e realização da obra pública sendo indispensável o nexo de causalidade entre os dois para sua instituição e cobrança. DJ 17.. Revela-se. 1. Precedentes: REsp 615.1999). rel. Contribuição de melhoria CTN arts.12.2007. 2ª T. Min Luiz Fux. A contribuição de melhoria tem como limite geral o custo da obra. p. 4. Fato gerador.10. nos termos do art.. Recurso especial conhecido e provido (STJ. uma vez que incontroversa a não efetivação da valorização do imóvel. rel.996/SP rel. do CTN. haja vista que a obra pública que deu origem à exação não foi concluída.) Só depois de pronta a obra e verificada a existência da valorização imobiliária que ela provocou é que se torna admissível a tributação por via de contribuição de melhoria’ (Roque António Carrazza.05. o fato gerador de contribuição de melhoria se perfaz somente após a conclusão a [sic] obra que lhe deu origem e quando for possível aferir a valorização do bem imóvel beneficiado pelo empreendimento estatal. j.08. 7. rel. 8. 3.788/RS. 284).05. 145. evidente o direito de a empresa que pagou indevidamente a contribuição de melhoria. REsp 647134/SP. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a diferença entre o valor do imóvel antes da obra ser iniciada e após a sua conclusão (Precedentes do STJ: REsp 615.. CF/88]. e como limite individual a valorização do imóvel beneficiado. obter. DJ 17. 6. p.1999. 81 e 82. Tributário.12. 3. 18. artigo por artigo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Francisco Peçanha Martins. Min. REsp 143. 1ª T. 499). Arts. 1. Falta de prequestionamento. Curso de Direito Constitucional Tributário.2002.05. Prevalece o entendimento no STF e no STJ de que não houve alteração do CTN pelo DL 195/67. p.2002.02 2007. DJU 05.2004.

nela contidas. Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento. do inciso I. 4. e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas.. Min. 82. d) delimitação da zona beneficiada. 05.030/SP. Milton Luiz Pereira. Min. 2. pelos imóveis situados na zona 154 .11. EREsp 8.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j. A lei relativa à contribuição de melhoria observará os seguintes requisitos mínimos: I .1998. b) orçamento do custo da obra. sem prejuízo da sua apreciação judicial. precedentes jurisprudenciais.285/RJ.fixação de prazo não inferior a 30 (trinta) dias.publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto.11. III . de qualquer dos elementos referidos no inciso anterior.2001. para impugnação. artigo por artigo. REsp 160. II . 3. 233). DJU 09. rel.regulamentação do processo administrativo de instrução e julgamento da impugnação a que se refere o inciso anterior. Garcia Vieira. 1ª T. ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida. rel. § 1° A contribuição relativa a cada imóvel será determinada pelo rateio da parcela do custo da obra a que se refere a alínea c. Art.04. p.2001. pelos interessados. inclusive ICMS e ISS situação do imóvel. DJU 19. Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ. c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição.

o que hão obsta que. via contribuição de melhoria. 82 deverá anteceder a obra. assim como antecedente será a impugnação. 155 . faz-se pertinente atender aos requisitos. se assim não for. segundo registra Célio Armando Janczeski (ob. COMENTÁRIOS Requisitos. venha a cobrar-se. inclusive ICMS e ISS beneficiada em função dos respectivos fatores individuais de valorização. infra). As exigências do art. ou impugnar os defeitos corrigíveis. cada contribuinte deverá ser notificado do montante da contribuição. § 2° Por ocasião do respectivo lançamento. a posteriori. porque. valorização do imóvel em decorrência da obra. Ao contribuinte não é dado impugnar a realização de obra alguma. limite total da contribuição identificada com o custo da obra e limite individual igual ao acréscimo de valor provocado pela obra. pelo custo da obra. Para que o poder público esteja autorizado a cobrar contribuição de melhoria. cit. no exercício do poder-dever da administração pública. podemos concluir que na caracterização da contribuição de melhoria identificamos como pressupostos: realização de obra pública. da forma e dos prazos de seu pagamento e dos elementos que integraram o respectivo cálculo. em cada imóvel.. artigo por artigo. Para alguns doutrinadores a publicação dos elementos elencados no inciso I do art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Da definição vista no artigo antecedente. 82 do CTN são a causa mais comum das demandas sobre contribuição de melhoria. não poderia o contribuinte obstar as obras irregulares. argumentam.

Como então interpretar a expressão do inciso I: publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto. Entretanto. b) orçamento do custo da obra. sem atender os requisitos mínimos” (ob. o momento da ocorrência do fato gerador não poderá coincidir com a execução da obra pública. quando já se sabe com precisão o custo da mesma. cit. 82 contempla talvez um dos comandos mais justos do nosso sistema tributário. inclusive ICMS e ISS Assim. permitindo uma divisão igualitária da carga tributária. Como registra Láudio Camargo Fabretti. somente após a conclusão da obra é que se pode avaliar em quanto acresceram de valor os imóveis beneficiados. d) delimitação da zona beneficiada. e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas. isto é.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 68).. cit. infra). Por outro ângulo. “nas poucas vezes em que se tem tentando cobrá-la. Esta espécie de tributo é considerada pelos estudiosos a mais democrática. O § 1° do art. quando obedecidos os princípios básicos. 156 . p. o foi deforma ilegal. nela contidas? O entendimento é o de que a publicação deve anteceder a cobrança e não a realização da obra. Segundo opinião de Yoshiaki Ichihara.. artigo por artigo. c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição. por onerar exclusivamente aqueles que de forma direta se beneficiaram com a obra pública. mas depois da execução e quando for possível a avaliação da mais valia ou da valorização decorrente (ob. infra. não é das melhores a experiência brasileira. somente após a conclusão da obra é que se publica o edital.

coord. Comentários à Constituição Federal. v. RT. São Paulo. CDTFP. São Paulo. A controvertida contribuição de melhoria. Hipótese de Incidência Tributaria. out. p.. Hugo de Brito Machado. Código Tributário Nacional Comentado. 5. Edgard Neves da Silva. RDDT 21 60/65 junho 1997. Ives Gandra Martins.Realização da obra pública. 1997. apresenta-se complexa a cobrança do tributo. JURISPRUDÊNCIA 157 . Contribuição de melhoria . 465. 1998. Perfil da contribuição de melhoria. 1998. reclassificadas esquematizadas das formas mais diversas. ano 33. mar. 94-98. Láudio Camargo Fabretti. O certo é que não as contempla o CTN que. 1997. Os limites da contribuição de melhoria. Valdir de Oliveira Rocha. abandonado ficou no que toca à contribuição de melhoria. ed. p. ano 2. p. 1997. Luiz Fernando Pellegrini. Determinação do Montante do Tributo. São Paulo. RDDT 30:30/35. Carlos Valder do Nascimento. Dialética. 1990. inclusive ICMS e ISS Na prática. São Paulo. Suplemento Tributário 73/97.. Malheiros. 1997. Comentários ao Código Tributário Nacional. artigo por artigo. p. o qual procurou no âmbito das contribuições sociais solucionar o seu problema de caixa. Arx Tourinho. 1994. 2.Edital da cobrança antes do término da obra. 1990. 144-145. Contribuição de melhoria Hipótese de incidência tributária . p. o que justifica o abandono do governo da espécie em comento. Celso Ribeiro Bastos. Boletim de Direito Municipal. 6. p 152. por sua vez. DOUTRINA Célio Armando Janczeski. Rio de Janeiro. 1995. ed. 1998. que a partir da CF/88 e contribuições classificadas. Geraldo Ataliba. Saraiva. Cabe proliferaram as aqui registrar. Yoshiaki Ichihara. 115. LTr. Cursos de Direito Constitucional.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. São Paulo. 161-168. São Paulo. Forense. nº 8. por fim. Saraiva. Saraiva.

art. à época não possuía a força de lei complementar. REsp 6340/SP. c) REsp 35. 5°. também da corrente doutrinária que. de 1967. 2. Tributário.1998.1992.1993. o segundo. 82. O Dec. de 1966. 02. Violação de lei federal e divergência jurisprudencial não configuradas. 2ª T. o que só ocorreu após a promulgação da EC nº 1. Francisco Peçanha Martins.133-2-SC. de saudosa memória). A entidade tributante ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada. Tributário.05. É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária (Geraldo Ataliba). a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria.1998. art. rel. 1ª T. EC 01/69. de 1969 (art. artigo por artigo. Edital. § 1°). Valorização imobiliária. Precedentes jurisprudenciais: a) RE 116. o valor do imóvel antes de a obra ser iniciada. c) a base de cálculo e a diferença entre dois momentos: o primeiro. 1ª T. 07. o valor do imóvel após a conclusão da obra. rel.05. Octávio Gallotti. j. Edital. no trato da contribuição da melhoria. 2ª T. REsp 89. José Delgado. ou seja. Min..06.1998. 02. inclusive ICMS e ISS Tributário.1967. Recurso não conhecido (STJ.791/SP. Base de cálculo.-lei 195/67.06. Min. REsp 143. p. Min. 143). porque à época as normas gerais de Direito tributário ainda não tinham o status ou a força de lei complementar (Emenda Constitucional nº 1/69.02. j.131/SP. 1. o edital que antecede a cobrança da contribuição de melhoria pode ser publicado depois da realização da obra pública.172/66. Milton Luiz Pereira. Célio Borja.. Contribuição de melhoria..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a diferença entre o valor do imóvel antes do início da obra e o valor do mesmo após a conclusão da obra. rel. 18. Min. A partir do Dec.03. § 1°). Min. 18.05.1999. No novo regime. Lei 5. art..172. DJU 03. 5° do Decreto-lei 195. Min. 3.996/SP rel.08. DJU 29. Recurso provido (STJ..-lei 195. rel. Recurso especial conhecido e improvido (STJ.147-7/SP. b) RE 116. rel. DJ 08. Milton Pereira. 2ª T. DJU 06. DJ 25. foi revogado pelo art. 20. 4. 82 da Lei 5. impossível a cobrança do tributo. j.-lei 195/67.12. Adoção.1994. Dec. mas não para realização da obra pública.1995.148-5/SP. teve o condão de revogar o art.10. 5. 158 .06. O art. b) a obra provocou a valorização do imóvel.1998.1999). Não havendo aumento do valor do imóvel. j. adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba. rel. Precedentes do STF e do STJ. § 1°. Ari Pargendler. art. Min. Contribuição de melhoria. DJU 18. Contribuição de melhoria. p. REsp 169. 139). de 24. 82 do CTN que. 18. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária.

Declaração de voto (. 05. no entanto. Exigência mantida pela EC nº 23/83. sem. proceder ao devido cotejo analítico.Inexiste. Requisitos. III. ainda. Desatendimento. p. de modo que restou desatendido o art. 115). Ap. 5° e parágrafo único) para validade do lançamento procedente. Segurança concedida. Ap. Pressuposto do limite total da despesa realizada. 420. Ement. 1990. Embargos à execução fiscal procedentes. Nulidade de lançamento.. Juiz Costa de Oliveira. continua por (.A questão a ser dirimida por esta Corte. 145. mar. II. de lei específica. Contribuição de melhoria.. Contribuição de melhoria.. 82 do CTN. in casu. do CPC. Lei específica para cada obra. porquanto o extenso voto-condutor do aresto recorrido examinou detidamente todas as questões pertinentes ao desate da lide. Ement.1989. da CF. RT.. j. sendo certo que o mero inconformismo não justifica a oposição de embargos de declaração. Lançamento por municipalidade. 145. Contribuição de melhoria. Recursos desprovidos (8ª Câm.-abr. JTACSP 120. para exigência de contribuição de melhoria. Obras públicas. Necessidade. rel.06.-dez. Inobservância de exigências legais. de Ofício 404. Juiz Ricardo Arco-verde Credie. Inobservância das formalidades essenciais previstas no Decreto-lei 195/67.u. RT 654:113).. que continua subsistindo após o advento do art. j.) (extinto 1° TACivSP. Assentamento de guias e sarjetas. e parágrafos. 535. III . Ação declaratória procedente (. do RISTJ. RT 532:241). Pressupostos de valorização do imóvel e de limite de despesa total da obra a ser rateada subsistentes mesmo na vigência da Constituição Federal de 1988 (art. 159 . 3ª Câm. cinge-se à necessidade.) (TJPR. Pavimentação asfáltica.. Cobrança. Necessidade.. rel.-lei 195/67 e art.u. embora não sendo constitucional.. II . Tributário. inclusive ICMS e ISS Contribuição de melhoria.756-1...No tocante ao dissídio pretoriano.. 255.) (extinto 1° TACivSP. saliente-se que o recorrente limitou-se a transcrever as ementas dos acórdãos indicados como paradigmas. I . III).. RT 591:152). 28. v. Contribuição de melhoria.03. de observância dos requisitos do Decreto-lei 195/67 (art. 98). a alegada violação ao art. nov. em cada obra feita pelo Município. p. ou não. Contribuição de melhoria. Sentença mantida (extinto 1° TAC/SP. artigo por artigo. Publicidade. Nulidade. 5° do Dec.523-2. Requisitos. Lançamento.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. v. Custeio da obra. Art. Tributo. 1990.1990. uma vez que aquela regra jurídica.

06. DJU 13..342/RS. nesta parte. Min. é fácil perceber que determinados tributos revelam inequívoca carga discriminatória.05. rel. REsp 739. ainda. seja em razão de valorização na sua propriedade em face do Estado ter realizado uma obra pública. III.É de conhecimento comum que a referida contribuição de melhoria é tributo cujo fato imponível decorre de valorização imobiliária causada pela realização de uma obra pública.. Recurso especial. Tributário. 141). artigo por artigo. por força do óbice imposto pela Súmula nº 07/STJ VIII . Min. de modo que se revela inviável essa apreciação em sede de recurso especial. Precedentes da 1ª e 2ª Turma. de respeito ao princípio da legalidade.2005.Por fim. Edital. pode. VI . Nesse passo. Américo Luz).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2. DJU 04. verifico que a Corte a quo. 145. 2ª T. seja por se beneficiarem de um serviço estatal público específico e divisível (no caso das taxas). 217). Recurso especial improvido (STJ. improvido (STJ. entretanto.Acrescente-se.2006. 04.03. 1ª T.04. Castro Meira. Por isso a exigência.417. rel. Min. rel. ademais. da CF). ser posterior à realização da obra pública’ (REsp 84. 08. uma lei para cada vez que a Municipalidade for exigir o referido tributo em decorrência de obra por ela realizada. E isto em decorrência da mera leitura de preceitos constitucionais (art. quanto ao argumento do recorrente no sentido de que cumpriu as exigências de publicação prévia de dois editais.2005. a). como ocorre na hipótese ora sub judice. também constitucional. 150. j. nos moldes preconizados pela Constituição Federal (art. soberana quanto à possibilidade de exame do conjunto fático-probatório.998/SP. não reconheceu plausibilidade à alegação. 1. Francisco Falcão. Este é o seu requisito ínsito. a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria. V Mesmo sem adentrar conclusivamente à questão da classificação das espécies tributarias. porquanto somente podem atingir determinadas pessoas que efetivamente podem ser sujeitos passivos da obrigação tributaria. IV. o princípio da anterioridade. p. inclusive ICMS e ISS ou seja. REsp 143. Contribuição de melhoria. p.Recurso especial parcialmente conhecido e. sua exigibilidade está expressamente condicionada à existência de uma situação fática que promova a referida valorização. 160 . ‘A partir do DL 195/67. um fato específico do qual decorra incremento no sentido de valorizar o patrimônio imobiliário de quem eventualmente possa figurar no pólo passivo da obrigação tributária. ou não surpresa para alguns.2006. j. VII . que a cobrança de tributo por simples ato administrativo da autoridade competente fere. na medida em que impõe a potestade tributária sem permitir ao contribuinte organizar devidamente seu orçamento.

c) a base de cálculo é a diferença entre dois momentos: o primeiro. 2.4.. 158). artigo por artigo. III. adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba. do CTN. 165.11. José Delgado. no trato da contribuição da melhoria. do Código Tributário Nacional. Reexame necessário. Adoção. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. Honorários advocatícios arbitrados corretamente.2001. inclusive ICMS e ISS Tributário. do CTN. o valor do imóvel após a conclusão da obra. Não comprovação. Art. inciso I. Arts. REsp 615. Diversidade de precedentes jurisprudenciais do STJ e do STF. Fato gerador. Pedido de compensação negado por falta de autorização administrativa. rel. Min. Valores pagos indevidamente. rel. 233). rel. 18.495/RS. apropriados à obra pública realizada no local da situação do imóvel.1998. DL 195/67.2004. Requisitos de valorização ou de benefício. de saudosa memória). 1ª T. Possibilidade. 145. Ação ordinária. ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida. 1. 4. Min.2001. CF/88 [rectius: art. Contribuição de melhoria. Nulidade da cobrança reconhecida pela própria Municipalidade. 20. II. o valor do imóvel antes da obra ser iniciada. 170 do Código Tributário Nacional. Questão surgida no acórdão recorrido. Fato gerador.. 145. Decisão mantida. também. o segundo. (STJ. Requisito essencial.-lei 195/67]. Milton Luiz Pereira. DJU 19. Art. EREsp 8. 81 e 82.04. p. Valorização do imóvel. bem como por se tratar de crédito futuro. 05. Tributário. Taxa Selic. Contribuição de melhoria. Arts.11. CF/88]. Min. j. DJU 09. do Código Tributário Nacional e Decreto-lei 195/97 [rectius: Dec. Garcia Vieira. Falta de prequestionamento. 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. desde o início e não 161 . Valorização do imóvel. p.2004. b) a obra pública provocou a valorização do imóvel. 3..030/SP. Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento. 81 e 82. tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) a exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada. A entidade tributante. Contribuição de melhoria. Precedentes jurisprudenciais. Não resta dúvida de que o autor possui direito à restituição do que pagou a título de tributo indevido. Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ. REsp 160.285/RJ. Recurso provido. DJU 17. Arts. CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83.05. ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria.04. 1ª T. II. 81 e 82. 2. ‘É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária’ (Geraldo Ataliba). 5. Precedentes do STJ e do STJ. 3. j. Fato gerador. Legalidade. da corrente doutrinária que. Repetição do indébito.

162 . 165. Juiz Sérgio Rodrigues. artigo por artigo. do Código Tributário Nacional. DJU 7357).2007. inclusive ICMS e ISS apenas a partir do Edital nº 10/2004. rel. 1ª Câmara Cível.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Confirmação da sentença singular em sede de reexame necessário (TJPR. nos termos do art. 10. Acórdão 28.425. j. I.04.

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