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Apostila de Contabilidade Gerencial e de Custos

Apostila de Contabilidade Gerencial e de Custos

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Equipe EAD
REITORIA Prof.ª Ms. Cristina Nitz da Cruz COORDENAÇÃO GERAL Prof. Ms. Leonardo Nunes Evangelista COORDENAÇÃO DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO Prof. Ms. José Carlos Belo Rodrigo Jr. ASSESSORIA PEDAGÓGICA Sandra Regina Pinto Pestana DESIGN INSTRUCIONAL Samira Santana Dias REVISÃO ORTOGRÁFICA Aricinara Cristina Porto O’Farrell DESIGN GRÁFICO Etthnã Wholwisk Ramos Martins João Mário Chaves Júnior PROGRAMAÇÃO Luan Pereira Nascimento

Equipe EAD
Equipe EAD

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VIRTUAL

Apresentação
Senhores Discentes do Curso de EAD em Administração

A disciplina a ser ministrada é Contabilidade Gerencial e de Custos em que propomos um estudo de 80hs onde precisamos de técnicas já vistas anteriormente, como por exemplo: Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado de Exercício. Acreditamos na possibilidade de um aprendizado que venha a facilitar o entendimento de como o administrador possa tomar decisões com as informações contidas nesta apostila.

A apostila foi minuciosamente trabalhada em 06 módulos que retratarão tanto a contabilidade gerencial em 04 módulos e 02 módulos de contabilidade de custos com apresentação de alguns exercícios respondidos e outros para prática extra-sala. Os módulos se apresentam da seguinte forma:

Módulo 01: Introdução à Contabilidade Gerencial, onde versará definições de diversos autores sobre o assunto, Comparabilidade e Técnicas utilizadas, Características do processo de Contabilidade Gerencial. Módulo 02 – Capital de Giro – Estudar a Necessidade de Capital de Giro observando os procedimentos que se pode ter uma visão econômica para surgimento de novos investimentos. Análise do Ativo Circulante Operacional, Passivo Circulante Operacional, Análise do Custo de Capital de Giro, Análise de planilha gerencial e exercícios propostos.

Módulo 03 – Fluxo de Caixa – Estudar os segmentos da atividade do fluxo de caixa, como: Atividade Operacional, Atividade de Investimento e Atividade de Financiamento. Preenchimento de planilha gerencial de fluxo de caixa e análise das planilhas. Exercícios propostos. Módulo 04 – Indicadores Econômico – Financeiros

Nesse módulo procuramos mostrar a liquidez, rentabilidade, rotatividade e endividamento de uma empresa embasado nas demonstrações financeiras fictícias de uma empresa. Exercício prático.

Apresentaçã
Apresentação

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presentaçã
Apresentação

Módulo 05 – Introdução à análise de Contabilidade de Custos. Esquema básico de custos. Terminologias utilizadas em custos. Separação entre custos e despesas. Análise de um processo produtivo. Exercícios básicos e propostos. Módulo 06 – Metodologia de custeamento. Estudo e análise do custo direto variável e metodologia do custo por absorção. Exercícios resolvidos e propostos. Ainda como reforço da disciplina elaboramos alguns exercícios diversos onde poderão ser praticados fora da sala de aula. O conhecimento contábil os espera. Tenham grande proveito em mais uma fase de estudos em EAD. Sucesso a todos. Prof. MSc. José Maria Paixão Filho

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Módulo

I
INTRODUÇÃO A CONTABILIDADE GERENCIAL

Contabilidade Gerencial e de Custos

MÓDULO 01. INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE GERENCIAL CONTABILIDADE GERENCIAL 1.1 DEFINIÇÕES ATRAVÉS DE VÁRIOS AUTORES: AUTOR : SÉRGIO DE IUDICIBUS “a contabilidade gerencial pode ser caracterizada, superficialmente, como um enfoque especial conferido a várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados na contabilidade financeira, na contabilidade de custos, na análise de balanços, etc., colocados numa perspectiva diferente, num grau de detalhe mais analítico ou numa forma de apresentação e classificação diferenciada, de maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu processo decisório “. (PADOVEZE, 2000) AUTOR : ROBERTH ANTHONY ( AMERICANO ) “É um dos precursores da contabilidade gerencial, é bastante sintético em sua caracterização da disciplina: “a contabilidade gerencial, que constitui o foco deste livro, preocupa-se com a informação contábil útil à administração”. (PADOVEZE, 2000) AUTOR : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS CONTADORES DOS ESTADOS UNIDOS. “A contabilidade gerencial é o processo de identificação, mensuração, acumulação, análise, preparação, interpretação e comunicação de informações financeiras utilizadas pela administração para planejamento, avaliação e controle dentro de uma organização e para assegurar e contabilizar o uso apropriado de seus recursos”. (PADOVEZE, 2000) AUTOR: SILVIO APARECIDO CREPALDI “ Tem por objetivo fornecer instrumentos aos administradores de empresas que os auxiliem em suas funções gerenciais . É voltada para a melhor utilização dos recursos econômicos da empresa, através de um adequado controle dos insumos efetuados por um sistema de informação gerencial” ( CREPALDI, 2004). Obs: É interessante que o professor faça uma reflexão formando grupos de alunos, tentando com que os mesmos definam com suas próprias palavras a definição sobre contabilidade gerencial baseado no que os autores pensam. No que diz respeito à contabilidade gerencial, SÁ (1971, p.29) menciona que: Entendemos por contabilidade gerencial, como conceito básico, formador do método que orientará o conjunto de conhecimentos contábeis organizado para observar objeto da ciência sob o aspecto administrativo, notadamente sob os da tomada de decisões. A contabilidade gerencial é, pois uma organização de conhecimentos científicos para conseguir efeitos práticos na direção dos empreendimentos, quer sejam eles lucrativos, quer visem

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a suprir apenas ideias. Não se constrói, portanto, uma outra contabilidade; utiliza-se da doutrina e da técnica existente para encaminhá-las na observação de uma finalidade definida, qual seja a da correta administração do patrimônio. 1.2 METAS PARA A CONTABILIDADE GERENCIAL PARA O ALCANCE DOS SEUS OBJETIVOS A administração das empresas industriais precisa da Contabilidade Gerencial para auxiliar no processo decisório, no tocante a: a) ajudar engenheiros eficientemente; b) avisar onde são necessárias melhorias em qualidade, eficiência e rapidez nas operações de produção; c) orientar sobre o que produzir considerando os produtos mais lucrativos d) escolher fornecedores alternativos no caso de ocorrer constantes variações na qualidade dos componentes adquiridos; e) orientar quanto à utilização eficiente da mão-de-obra direta; f) orientar quanto aos investimentos financeiros no mercado A Meta da Contabilidade Gerencial é fornecer as informações de que os gerentes precisam para o planejamento , o controle e a tomada de decisão. Dentro de uma perspectiva gerencial, sobre Planejamento pode-se dizer que é uma atividade fundamental para todas as organizações. “Um plano comunica as metas da empresa aos empregados e especifica os recursos necessários para atingí-los” Os Planos Financeiros são chamados de Orçamentos. ( vide capítulo III ) O Controle das Organizações é alcançado pela avaliação do desempenho dos a projetarem produtos que podem ser fabricados mais

gerentes e das operações que são de sua responsabilidade e desafio . As operações são avaliadas objetivando se as mesmas devem ser ou não alteradas. A avaliação de uma operação pode ser negativa, ainda que a avaliação do gerente possa ser positiva ou vice-versa, ou seja, a avaliação GERENTE X OPERAÇÃO deve ser dissociada. Os gerentes devem confrontar os resultados obtidos com os resultados estimados e, se houver necessidade, estabelecer ações corretivas, pois quando um resultado obtido é divergente do planejado, deverá ocorrer averiguação do desvio e um dos fatores poderá ter sido a não adequação das metas ( plano irreal) ou as variáveis incontroláveis ou ainda mudança

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no cenário estratégico da empresa devido a expansões, retrações e outros fatores e, por conseguinte, desatualização das metas dentro do plano operacional. O controle utilizado para avaliar o desempenho das operações e do operador ( gerente) é denominado de Relatório de Desempenho. O relatório de desempenho estabelece paralelo entre os valores orçados e o realizado, desta forma tornando-se uma excelente ferramenta de controle, pois torna os processos capazes e sob controle. O trabalho do gerente está na abordagem das exceções, ou seja, as investigações estão nos itens que sofreram as variações inesperadas ( desvios), é o estudo das exceções. É importante a ressalva de que as exceções devem ser investigadas, entretanto, é de extrema importância a materialidade dos desvios e as consequências deles. Não deve ser investigado desvios pequenos em relação ao plano estratégico. Em relação à Tomada de Decisão, esta faz parte do contexto planejamento e controle. Elas são tomadas para dirimir dúvidas, para recompensar ou punir determinados processos ou gerentes, para alterar ou revisar as operações e ou planos. A contabilidade gerencial relaciona-se principalmente na tomada de decisões, partindo de subsídios operacionais e estratégicos, por exemplo, para cada segmento da economia, o gerente deve fazer perguntas acerca do plano operacional : Qual o preço do novo produto ? Quanto custa retirar o produto do mercado ? Dentro da perspectiva gerencial acerca deste tripé, pode-se enfatizar que a Tomada de Decisão está baseada em uma análise incremental ( modo apropriado de se abordar a solução para todos os problemas de negócios, nela deverá ocorrer cálculos e estimativas – diferença entre receita e custo), outro aspecto (ideia fundamental) que pode ser abordado são as Medidas de Desempenho. A mensuração é fator preponderante para avaliar o processo e as pessoas que fazem o processo acontecer. Por alternativas diversas, as empresas podem avaliar através dos lucros, da participação de mercado, das vendas, do tempo gasto para fabricação de um produto etc. A maneira como as empresas medem o desempenho afeta a maneira como os gerentes se comportam. Obs: Importante que o professor tente com os alunos através de um texto sobre administração que contenha as metas para alcançar o objetivo da contabilidade gerencial ( planejar, controlar e tomar decisões)

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1.3. Comparabilidade e Técnicas A contabilidade gerencial atua numa perspectiva diferente dos outros ramos da contabilidade e visa atender aos usuários internos. A contabilidade financeira lida com a elaboração e a comunicação de informações econômicas de uma empresa dirigida a uma clientela externa, entidades reguladoras e autoridades governamentais, A grande diferença entre Contabilidade Financeira e Contabilidade Gerencial consiste no seguinte propósito: CONTABILIDADE GERENCIAL CONTABILIDADE FINANCEIRA Gera informações úteis ao usuário interno, Gera informações para atender usuários externos principalmente aos gestores. Mostra uma orientação futura Relata o que aconteceu na entidade até determinada data; Trabalha com relatórios cujas características No que tange a relatórios segue padrões já dependem da necessidade da empresa naquele estabelecidos momento A frequência dos Relatórios é quando necessário A frequência dos Relatórios é a anual, trimestral e ocasionalmente. Não há restrições em relação às informações , Há restrições com relação às informações com exceção das determinadas pela administração produzidas pela entidade. Pode desviar dos princípios fundamentais de Não pode desviar dos princípios fundamentais da Contabilidade Contabilidade – exigência do CFC e CVM. Pode apresentar informações não monetárias (Ex: Apresentam informações monetárias quantidade de HHT; Insumos consumidos em determinados períodos) Fonte: Padoveze (2000) A Contabilidade Gerencial goza de prerrogativa de gerar informações utilizando-se de princípios ou normas adequadas à sua realidade, que será conhecida dentre outras maneiras, pela identificação do ciclo de vida da organização. Vale ressaltar, que os usuários internos, especialmente os responsáveis pelo processo decisório, precisam de informações não só de caráter histórico, mas também de orientação futura, e isto implica saber em que fase da vida se encontra a entidade, por que fase já passou e para onde está caminhando. Resumidamente, podemos dizer que a Contabilidade Gerencial tem o objetivo de coletar dados da contabilidade financeira, fiscal, custos etc., bem como de outras áreas da empresa (RH, produção, comercial etc.) e transformá-los em informações qualificadas e sob medida, a cerca da situação passada e presente da organização, para tomada de decisão dos usuários.

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Podemos destacar como característica mais relevante da Contabilidade Gerencial a gestão/administração da empresa, enfocando o planejamento e controle, possui ainda caráter integrativo entre as áreas, evidencia a situação real da empresa e apresentam dados e informações que contenham características qualitativas requeridas no processo decisório. Obs: Importante a aplicação junto aos alunos do que é a comparabilidade entre a contabilidade gerencial e a contabilidade financeira A Contabilidade Gerencial consiste em preparar, de forma simples e objetiva, as informações financeiras para o processo de gestão da empresa, com conhecimento e acompanhamento amplo do contador gerencial nos processos de planejamento, execução e controle, apurando as variações ocorridas e suas possíveis causas. Martins apud Santos e Pinheiro (2001, p.21) , considera que, “para a contabilidade gerencial não deve haver nunca princípios, muito menos legislação (...) devemos no campo da Contabilidade Gerencial procurar conhecer a necessidade do gestor, para bem atendê-lo, só que sem normatizar ou muito menos legislar a esse respeito; a validação deve se consubstanciar na aceitação das regras que provarem ser úteis.” Na aplicação da contabilidade gerencial em uma empresa, regras demais poderão atrapalhar o processo de atendimento das necessidades de informações para os usuários, porém, não se pode deixá-la solta demais, devendo-se criar parâmetros com aplicações úteis e confiáveis ao processo de gestão empresarial. 1.4 - Características dos Processos da Contabilidade Gerencial • IDENTIFICAÇÃO Reconhecimento e avaliação de transações empresariais e outros eventos econômicos para ação contábil apropriada. • MENSURAÇÃO Quantificação, incluindo estimativas, transações impresariais ou outros eventos econômicos que têm ocorrido ou previsões dos que podem acontecer. • ACUMULAÇÃO Delineação de abordagens disciplinadas e consistentes para registrar e classificar transações empresariais apropriadas e outros eventos econômicos. • ANÁLISE Determinação das razões para reportar a atividade e sua relação com outros eventos econômicos e circunstanciais.

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• PREPARAÇÃO E INTERPRETAÇÃO Coordenação e planejamento de dados contábeis, provendo informações apresentadas logicamente, o que inclui, se apropriado, as conclusões referentes a esses dados. • COMUNICAÇÃO Informação pertinente para a administração e outros para usos internos e externos. • PLANEJAMENTO Quantificação e interpretação dos efeitos de transações planejadas e outros eventos econômicos na empresa; inclui aspectos estratégicos, táticos e operacionais e requer que o contador forneça informações quantitativas, históricas e prospectivas para facilitá-la; isso inclui, também, participação no desenvolvimento do sistema de planejamento, estabelecendo metas alcançáveis e escolhendo meios apropriados de monitorar o progresso em direção às metas. • AVALIAÇÃO Julgamento das implicações de eventos históricos e esperados e ajuda na escolha do curso ótimo de ação; inclui a tradução de dados em tendências e relações: comunicação das conclusões derivadas, efetivamente e prontamente, das análises. • CONTROLE Assegurar a integridade da informação financeira relativa às atividades e aos recursos da empresa; monitoramento e medição do desempenho e indução a qualquer ação corretiva exigida para retornar a atividade a seu curso intencional; fornecimento de informações aos executivos que operam em áreas funcionais que possam usá-las para alcançarem o desempenho desejável. • ASSEGURAR RECURSOS DE RESPONSABILIDADE Implementar um sistema de reportar o que está alinhado com as responsabilidades organizacionais e contribuir para o uso efetivo de recursos e de medidas de desempenho da administração; transmitir os objetivos e as metas da administração ao longo da empresa na forma de responsabilidades nomeadas, que são base para identificar responsabilidades; sistema que fornece, contabiliza, reporta e que acumulará e informará receitas apropriadas, despesas, ativos, obrigações e informação quantitativa relacionada para gerentes que terão, então, melhor controle sobre estes elementos. • RELATÓRIOS Preparação de relatórios financeiros baseados em princípios de contabilidade geralmente aceitos, ou em outras bases apropriadas, para grupos não administrativos, como acionistas, credores, agências regulamentadoras e autoridades tributárias; participação no processo de desenvolver os princípios de contabilidade que estão subjacentes ao relatório externo. Fonte: adaptado de ATKINSON et al (2000, p.67).

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II
CAPITAL DE GIRO

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MÓDULO 02. Capital de Giro Toda Organização sofre o efeito da ambiência externa e, um dos principais fatores desta ambiência é o mercado, nesse sentido é necessário utilizar a Contabilidade Gerencial como instrumento no processo de decisão estratégica. O gestor empresarial irá deparar-se com problemas de ordem financeira e a ele deverá ser delegada a capacidade de obter sucesso na resolução de problemas ou obtenção de resultados, portanto, para ter sucesso na empresa, não basta a situação patrimonial presente e muito menos a passada, mas a capacidade que a empresa terá de gerar e gerir o fluxo de caixa no futuro. A lógica do mercado está respaldada em variáveis que se relacionam entre si: Risco; Preço e Retorno. (ver detalhe no desenvolver deste trabalho). O gerente precisa entender a lógica do mercado e associar a contabilidade gerencial. Ele deve acompanhar os retornos que os ativos estão fornecendo e medir sua variabilidade em detrimento ao retorno esperado ou ao retorno médio. O risco do Ativo é comparado ao retorno esperado, para se verificar se são compatíveis, podendo acontecer 03 (três) situações: a) Retorno esperado é compatível com o nível de risco, isso indica que o mercado entende que o preço pelo qual o ativo está sendo negociado é justo; b) Retorno esperado está acima do que parece ser razoável para tal nível de risco e, nesse caso, os agentes do mercado se sentirão atraídos pelo ativo e começarão a comprá-lo, ocasionando uma pressão de demanda que tenderá a aumentar o preço do ativo e diminuir o retorno esperado; c) Retorno esperado está abaixo do que parece razoável para o nível de risco do ativo, e os agentes que o tem na carteira irão ao mercado vendê-lo, acarretando, assim, uma pressão de oferta que tenderá a baixar o preço do ativo e aumentar o seu retorno. O Capital de Giro, também conhecido como capital em giro, de uma empresa corresponde aos valores aplicados em seu circulante. As empresas, na sua atividade normal, se do segmento do comércio, compra, estoca, vende e recebe, ou se do segmento da indústria, compra , estoca, processa , vende e recebe valores monetários decorrentes do produto oriundo do processo. Este ciclo é repetido permanentemente objetivando a manutenção do Giro dos Negócios.

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2.1 DETERMINAÇÕES DO GIRO DOS NEGÓCIOS QUE VAMOS DENOMINAR DE NCG = NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO Para determinar o NCG temos que ter o ativo circulante operacional e o passivo circulante operacional. ATIVO CIRCULANTE OPERACIONAL – ACO É o investimento que decorre automaticamente das atividades de compra / produção / estocagem/venda. PASSIVO CIRCULANTE OPERACIONAL – PCO É o financiamento, também automático, que decorre das atividades do ACO. A diferença entre esses investimentos (ACO ) e financiamentos ( PCO ) é quanto a empresa necessita de capital para financiar o giro, ou seja, a NCG. PORTANTO: NCG = ACO - PCO NCG - NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO ACO – ATIVO CIRCULANTE OPERACIONAL PCO – PASSIVO CIRCULANTE OPERACIONAL As situações básicas que ocorrem numa empresa, com relação ao ACO/PCO podem ser assim resumidas ACO > PCO É a situação normal na maioria das empresas. Há uma NCG para a qual a empresa deve encontrar fontes adequadas de financiamentos. ACO = PCO Neste caso a NCG é igual a zero e, portanto a empresa não tem necessidade de financiamento para o giro. ACO < PCO A empresa tem mais financiamentos operacionais do que investimentos operacionais. Sobram recursos das atividades operacionais, os quais poderão ser usados para aplicação no mercado financeiro ou outras operações que se fazem necessárias à empresa.

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2.2 QUADRO DEMONSTRATIVO DOS EFEITOS DO ACO E PCO MÊS 01 ACO CLIENTES ESTOQUES PCO 200 50 300 100 200 400 150 100 MÊS 02 400 200 200 400 300 300 100 MÊS 03 350 100 250

FORNECEDORES OUTRAS OBRIGAÇÕES

CIRCULANTE LÍQUIDO =NCG

100

-0-

( 50 )

Observa-se nessa planilha que nos 03 meses citados há uma diferença entre os resultados dos circulantes operacionais, isto é, uns apresentando um ACO > que o PCO ( mês 01) em que a empresa tem mais investimentos que financiamento o que normalmente acontece nas empresas. NO mês 02 onde o ACO = PCO onde mostra uma situação de acomodação da administração ( nem tanto investimento e nem tanto financiamento, estão satisfeitos com seus resultados operacionais). E no mês 03 onde o ACO < PCO que demonstra uma viabilidade econômica de capital de giro, isto é, a empresa apresenta sobra de financiamentos sobre os investimentos, podendo então aplicá-lo em outras áreas e segmentos operacionais, na verdade é um aspecto visto num âmbito econômico, o que não deve retratar com a visão estática do que se tem no caixa. Daí então observa que é uma situação interessante de viabilidade de capital de giro.

2.3. Custo de Capital de Giro ou CCG O Custo de Capital de Giro também chamado de Custo de Oportunidade, não deve ser confundido com custo contábil. Na contabilidade custo é o consumo de um bem ou serviço atribuído aos produtos de uma empresa, que de forma direta ou indireta produzirá receita. Um custo contábil implica desembolso, já custo de capital de giro ou custo de oportunidade, se relaciona com possíveis desembolsos ou embolsos que a empresa poderia incorrer se decidisse por determinada alternativa.

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O custo de capital de giro ou custo de oportunidade é de categoria conceitual econômica, que representa a quantidade de recursos que uma empresa está disposta a abrir mão em decorrência de outra alternativa disponível naquele momento. O que vamos denominar de CCG = Custo de Capital de Giro. 2.4 – PLANILHAS EXPLICATIVAS PARA ANÁLISE DA DRE-GERENCIAL E DA PLANILHA DO CAPITAL DE GIRO PLANILHA DE UMA DRE ITENS JAN RECEITA OPERC. BRUTA – ROB 3.500,00 IMPOSTOS 722,75 RECEITA OPERAC. LÍQUIDA – ROL 2.777,25 CUSTOS 2.100,00 LUCRO BRUTO – LOB – 01 677,25 DESPESAS COMERCIAIS 277,73 DESPESA ADMINIST. 416,59 LUCRO OPERACIONAL BRUTO – LOB 02 (17,06) CUSTO DO CAPITAL DE GIRO -30 LUCRO OPERACIONAL LÍQUIDO 12,94 GERENCIAL FEV MAR 3.000,00 2.500,00 619,50 516,25 2.380,50 1.800,00 580,50 238,05 357,08 (14,63) 30 (44,63) 1.983,75 1.500,00 483,75 198,38 297,56 (12,19) -20 7,81 MAR 1600 800 800 2050 1500 400 150 -450 20% TOTAL 9.000,00 1.858,50 7.141,50 5.400,00 1.741,50 714,15 1.071,23 (43,88) -20 63,88 TOTAL 6250 3000 2650 6600 5100 1210 420 -350

PLANILHA DE CAPITAL DE GIRO JAN FEV ATIVO CIRCULANTE OPERACIONAL = ACO DUPLICATAS A RECEBER ESTOQUES PASSIVO CIRCULANTE OPERACIONAL = PCO FORNECEDORES IMPOSTOS A RECOLHER PROVISÕES DIVERSAS CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO -300 2600 1000 1000 2400 2000 400 130 200 10% 2050 1200 850 2150 1600 410 140 -100 15%

CCL DE DEZEMBRO ANO ANTERIOR = R$ (300), IMPORTANTE ESSA INFORMAÇÃO DO ANO ANTERIOR PARA COMPOR A ANÁLISE DA PLANILHA

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INFORMAÇÕES PARA ANÁLISE DAS PLANILHAS: 1- Considerando que CCL = ACO – PCO, onde se verifica se a empresa está com necessidade ou não de capital de giro; 2- Nunca se pode analisar o CCL dentro do próprio mês, isto é, sempre o CCL do mês anterior com a taxa de aplicação ( inflação, variação cambial, selic, etc , a taxa que a administração queira convergir); então: O CCL de dez ( do ano anterior X taxa de 10% de janeiro achará o CCG ( custo de capital de giro de janeiro na planilha da DRE GERENCIAL: R$ 300 X 10% = R$30 , que é o CCG de janeiro) 3- Observa-se que o CCG de dez do ano anterior foi negativo isto quer dizer que se tinha mais financiamento do que investimentos nesse mês, então no mês de janeiro o CCG será negativo, isto é, de natureza contrária ao próprio custo, pois todo custo pela sua própria natureza já é NEGATIVO, e nesse caso ele está positivo ( contrário a sua própria natureza). Isso é bom para Análise do resultado da DRE GERENCIAL. 4- Verifica-se que no LOB 02 A EMPRESA SÓ DEU PREJUÍZO, então na sua análise junto a CCG mês a mês , temos: 4.1 – LOB 02 DE JAN = (R$ 17,06) – CCG ( R$ 30) = LOL de R$ 12,94, observa-se que reverteu um quadro de um resultado negativo para um resultado positivo em detrimento ao CCG que era de natureza contrária do ( custo), conseguindo assim reverter o resultado da empresa; 4.2 – No mês de FEV = LOB 02 = ( R$ 14,63) – CCG R$ 30 = LOL de R$ 44,63, nota-se nesse caso que o CCG está na sua própria natureza ( sem sinal ) e como o LOB 02 já tinha um prejuízo de R$ 14,63 e se teve um custo a mais , então o prejuízo da empresa aumenta; 4.3 – Já no mês de MAR o LOB 02 FOI DE R$ (12,19) e um CCG de R$ ( 20) sua natureza contrária então teremos como LOL de R$ 7,81 gerando um resultado positivo para a empresa. 5- É interessante observar que se pode ter 04 situações matemáticas para análise do LOL e do CCG, onde se tem um exemplo numérico qualquer:

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CASO 01 LOB CCG LOL 100 100 0

CASO 02 100 (100) 200

CASO 03 (100) 100 (200) 0

CASO 04 (100) (100)

Obs: Só existem essas 04 operações matemática que poderão vir a ocorrer nessa análise. 2.5 – COMO SUGESTÃO, TEMOS UM EXEMPLO NUMÉRICO A SER APLICADO: PLANILHA DA DRE – GERENCIAL ITENS RECEITA OPERC. BRUTA – ROB IMPOSTOS RECEITA OPERAC. LÍQUIDA – ROL CUSTOS LUCRO BRUTO – LOB 01 DESPESAS COMERCIAIS DESPESA ADMINIST. LUCRO OPERACIONAL BRUTO = LOB 02 CUSTO DO CAPITAL DE GIRO – CCG LUCRO OPERACIONAL LÍQUIDO – LOL JAN 1.000,00 206,50 793,50 650,00 143,50 79,35 119,03 (54,88) (130,00) 75,13 FEV MAR TOTAL

2.000,00 2.000,00 5.000,00 413,00 413,00 1.032,50

1.587,00 1.587,00 3.967,50 1.300,00 1.300,00 3.250,00 287,00 158,70 238,05 287,00 158,70 238,05 717,50 396,75 595,13 (274,38) (488,00) 213,63

(109,75) (109,75) (175,00) (183,00) 65,25 73,25

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PLANILHA DE CAPITAL DE GIRO JAN CIRCULANTE OPERACIONAL = ACO 2000 DUPLICATAS A RECEBER 1000 ESTOQUES 1000 EXIGÍVEL OPERACIONAL = PCO FORNECEDORES IMPOSTOS A RECOLHER PROVISÕES DIVERSAS CIRCULANTE OPERACIONAL LÍQUIDO 2700 2000 450 250 -700 20% COL DE DEZEMBRO ANO ANTERIOR = R$ (650) INFORMAÇÕES ADICIONAIS PARA A PLANILHA: IMPOSTOS = 20,65% SOBRE O ROB CUSTOS: SOBRE O ROB JAN A MAR = 65% ( CUSTOS) DESPESAS COMERCIAIS = 10% SOBRE O ROL DESPESAS ADMINISTRATIVAS = 15% SOBRE O ROL PEDE-SE: Preencha a planilha corretamente. E fazer toda análise possível: Como por exemplo: a) Houve involução ou evolução no resultado da empresa? b) O CCL em que momento foi positivo ou negativo na análise do Capital de giro? c) O CCG em que momentos ele pode ter sido positivo ou negativo nos resultados da empresa? c) Pelo efeito do CCG no resultado da empresa o administrador está satisfeito ou não?

FEV 2700 1200 1500 3310 2500 410 400 -610 25%

MAR 2300 800 1500 2500 1500 400 600 -200 30%

TOTAL 7000 3000 4000 8510 6000 1260 1250 -1510

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III
FLUXO DE CAIXA

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MÓDULO 03 - FLUXO DE CAIXA - Alguns enfoques importantes A construção do relatório de fluxo de caixa deverá ser feita através do retrabalho dos dados das demonstrações contábeis anteriores. obs : este tópico é de vital importância para o entendimento definitivo do poder integrador da informação contábil. O fluxo de caixa pode ser elaborado por consulta e reacumulação de dados das contas representativas das disponibilidades, bancos, e aplicações financeiras. É muito comum pensar que o fluxo de caixa é de competência exclusiva para o setor financeiro de uma empresa, e que o contador não tem condições para sua elaboração. Raramente vemos o fluxo de caixa sendo elaborado pelo setor contábil. É considerada, inclusive, peça-chave na administração financeira.

3.1 FLUXO DE CAIXA DIÁRIO ( PADOVEZE,2000) A administração diária do fluxo de caixa deve ser de responsabilidade e vital ao setor financeiro. A sua necessidade de informação é imediata, e não pode, de forma alguma, esperar tratamento contábil de mais de algumas horas ou de um dia. ( é uma característica da contabilidade gerencial ). Se o sistema de informação contábil não é construído para se terem saldos diários, pela questão da relação custo/benefício, então temos que deixar a administração movimentações dos recursos financeiros para o setor de tesouraria. Pois através da informatização, hoje temos condições de ter essas informações através do sistema contábil diário. diária das

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3.2 FLUXO DE CAIXA MENSAL ( PADOVEZE,2000) Enquanto que o fluxo de caixa diário serve para atender as necessidades (pagamentos e recebimentos) de curtíssimo prazo da empresa, o fluxo mensal possibilita visão de conjunto e de relevância, que o fluxo diário não oferece. O fluxo de caixa mensal relaciona-se com os movimentos mensais das demais contas da companhia, e dessa forma patrimonial e a demonstração de resultados. Hoje em dia em países de primeiro mundo já se pensa em colocar as informações desse relatório , incorporadas as demonstrações contábeis publicadas. Ver lei 11.638/07 das modificações da lei das S/A. é elemento fundamental para o acompanhamento e controle de recursos da empresa, junto com o balanço

O RELATÓRIO DE FLUXO DE CAIXA DEVE TER 03 SEGMENTOS 1 – ATIVIDADES OPERACIONAIS; 2 – ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS; 3 – ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS. 3.3 ATIVIDADES OPERACIONAIS – trata dos recebimentos e pagamentos oriundos da demonstração de resultado. São os gastos e receitas das atividades de industrialização e comercialização dos produtos e serviços da empresa. Essas atividades têm ligação estreita com os elementos do ativo e passivo circulante, que representam as necessidades líquidas de capital de giro da empresa.Como por exemplo: Compra de mercadorias para revender, Adiantamento de Clientes, Juros pagos por inadimplência de cliente, Pagamento de encargos sociais e trabalhistas, Pagamento de fornecedores, Pagamento de tributos, Recebimento de duplicata de cliente, etc. 3.4 ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS – o segmento das atividades de investimento leva-nos aos dados do ativo permanente ou do realizável em longo prazo, enfocando o conceito de ativo como aplicações de recursos. Devem ser registrados os valores de saída para pagamento dos novos investimentos, bem como os valores de entrada por venda de bens ativados anteriormente. Como por exemplo: Compra de bens permanentes; venda de bens permanentes; empréstimos a sócios; Compra de ações temporárias, Venda de ações temporárias, etc.

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3.5 ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS – o segmento das atividades de financiamento leva-nos aos dados do exigível em longo prazo e do patrimônio líquido, enfocando o conceito de passivo como fontes de recursos. Devemos incluir também os dados dos empréstimos e financiamentos contidos no passivo circulante. Como valores de entrada devemos considerar os novos empréstimos obtidos, bem como as eventuais integralizações de capital. Os valores de saídas referem-se à amortização dos empréstimos, tanto das parcelas do principal quanto aos juros, eventuais pagamentos a título de devolução de capital (ações em tesouraria , por exemplo), o os valores de remuneração aos acionistas e sócios, a títulos de dividendos, lucros distribuídos e participações nos lucros. Como por exemplo: Integralização de Capital Social; Empréstimos e Financiamentos Bancários; Pagamento de juros sobre empréstimos bancários, distribuição de dividendos.

EXEMPLO NUMÉRICO DE UM FLUXO DE CAIXA PERÍODO 01 R$ 1 – DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS ENTRADAS 31.390.452 RECEBIM. DE CLIENTE 31.390.452 SAÍDAS 13.829.429 13.829.429 12.409.652 17.561.023 17.561.023 16.841.550 6.550.685 1.836.348 5.826.767 2.000.524 627.226 719.473 3.659.866 29.251.202 PERÍODO 02 R$ TOTAL R$

PAGAM. A FORNEC 4.293.281 10.843.966 IMPOSTOS RECOLHIDOS 1.435.200 3.271.548 PAGAM. AO PESSOAL 4.791.829 10.618.596 DESPESAS GERAIS 1.659.342 IMPOSTOS S/ O LUCRO 230.000 857.226 SALDO ATIV. OPERAC. 2.139.250 1.419.777

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ANÁLISE DESSA ATIVIDADE OPERACIONAL COMO HIPÓTESES: NAS ENTRADAS OPERACIONAIS: a) Observa-se um crescimento do recebimento de duplicatas dos clientes de um período para o outro, que pode ser considerado pelo aumento das vendas das mercadorias, como também recebimento de juros de clientes , podendo ser através de promoções de pagamento ( anistia de juros dos clientes) motiva o pagamento pelos mesmos; NAS SAÍDAS OPERACIONAIS: a)Os pagamentos aos fornecedores também foi crescente, isto pode indicar um aumento nas compras em detrimento das vendas das mercadorias; como também pagamento dos impostos; o pagamento ao pessoal teve aumento através do aumento das vendas e aumento das comissões e as outras despesas gerais existentes.

EXEMPLO NUMÉRICO DE UM FLUXO DE CAIXA PERÍODO 01 R$ PERÍODO 02 R$ TOTAL R$

2 – DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS ENTRADAS VENDA DE IMOBILIZADO 0 0 0 0 0 0

SAÍDAS INVEST. NO PERMAN. INVEST. REAL. A LP

460.000 460.000 0

1.104.000

1.564.000 1.564.000 0 (1.564.000 )

1.104.000 0 ( 1.104.000 )

SALDO ATIV. INVESTIM (460.000)

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ANÁLISE DESSA ATIVIDADE DE INVESTIMENTOS COMO HIPÓTESES:

NAS ENTRADAS DE INVESTIMENTOS: a) Nesse exemplo, observa-se que não houve nenhuma movimentação de entrada nessa atividade;

NAS SAÍDAS DE INVESTIMENTOS: a) Houve aquisição de ativo permanente para a empresa, como por exemplo: A empresa pode ter melhorada a sua tecnologia, os equipamentos da empresa , trocando seus imobilizados, atualizando-os; b) Aquisição de ações temporárias para revender, investindo no mercado aberto. EXEMPLO NUMÉRICO DE UM FLUXO DE CAIXA PERÍODO 01 R$ PERÍODO 02 R$ TOTAL R$

3 – DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS ENTRADAS NOVOS EMPRÉSTIMOS INTEGRAL CAP SOCIAL SAÍDAS AMORTIZ. DE EMPREST DESP-RECEITAS FINANC RESULTADOS DISTRIB. SALDO ATIV. FINANCIAM 575.000 0 575.000 805.700 724.500 ( 68.000 ) 150.000 ( 230.700 ) 1.000.000 1.000.000 0 1.061.159 832.140 ( 260.462 ) 489.481 ( 61.159 ) 1.866.859 1.556.640 ( 329.262 ) 639.481 ( 291.859 ) 1.575.000 1.000.000 575.000

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ANÁLISE DESSA ATIVIDADE DE FINANCIAMENTO COMO HIPÓTESES: NAS ENTRADAS DE FINANCIAMENTOS: a) Em um período houve empréstimos bancários e no outro período houve integralização de capital social o que deve ser analisado se houve realmente necessidade de aquisição dos 02 financiamentos ao mesmo tempo. NAS SAÍDAS DE FINANCIAMENTOS: a) Houve pagamento de amortização de empréstimos; b) Entre receitas e despesas financeiras houve mais despesas, daí o sinal negativo; c) Houve distribuição de dividendos para os sócios.

EXEMPLO NUMÉRICO DE UM FLUXO DE CAIXA – RESUMO GERAL PERÍODO 01 R$ R$ SALDO DO PERÍODO 283.391 ( + ) SDO INICIAL CX/BCO/ APLIC. FINANCEIRA 400.000 ( = ) SALDO FINAL CX/ BCO/APLIC. FINANC 683.391 729.077 ( 445.686 ) PERÍODO 02 R$ TOTAL

400.000

1.129.077

1.129.077

683.391

ANÁLISE GERAL DO FLUXO DE CAIXA PELAS ATIVIDADES: a) SALDO DOS PERÍODOS DAS ATIVIDADES: Soma-se o saldo das atividades existentes que poderá ser negativo ou positivo.

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b) SALDO INICIAL DE CADA PERÍODO O saldo inicial do caixa será sempre o saldo final do período anterior. Nesse caso foi de R$ 400.000 que foi dado hipoteticamente. Então o saldo inicial de um período sempre será o saldo final do período anterior,com isso: O saldo final do período 01 de R$ 1.129.077 será o saldo inicial do período 02. c) SALDO FINAL DE CADA PERÍODO Será formado pelo total do saldo dos períodos das atividades somados com o saldo inicial das atividades do caixa. d) O TOTAL GERAL DO FLUXO DE CAIXA Corresponde ao saldo dos períodos atividades + o saldo inicial do caixa penúltimo período existente + o saldo final do caixa do último período existente. Então nesse exemplo: Saldo do período das atividades = R$ 283.391 (+/-) Saldo do inicial do penúltimo período que é 01 = R$ 400.000 = Saldo final do total do caixa = R$ 683.391

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DISTRIBUIÇÃO DAS ATIVIDADES NO FLUXO DE CAIXA 19X2 R$ 01 - ATIVIDADES OPERACIONAIS ENTRADAS 19X3 R$ TOTAL R$

SAÍDAS

SALDO DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS 02 - ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS ENTRADAS

SAÍDAS

SALDO DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS 03 - ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS ENTRADAS

SAÍDAS

SALDO DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS SALDO DO PERÍODO DAS ATIVIDADES

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( + ) SALDO INICIAL CAIXA/BANCO (=) SALDO FINAL CAIXA/ BANCO

ATIVIDADE EXTRA-CLASSE Continuação sobre Fluxo de Caixa Conforme planilha acima preencher as suas atividades com as contas presentes: Atividades existentes em 19X2 ( inclusa as 03 atividades) O saldo final do caixa de 19x1 era de R$ 50.000 Compra de mercadorias para revender – R$ 20.000; Compra de ações temporárias na bolsa de valores R$ 5.000; Recebimento de duplicatas de clientes – 100.000; Pagamento da folha de pessoal – R$ 10.000; Pagamento de tributos – R$ 20.000; Contraiu um empréstimo bancário – R$ 60.000; Pagou parcela do empréstimo bancário – R$ 3.000; O cliente adiantou para a empresa R$ 10.000; A empresa recebeu juros de clientes R$ 3.000 Pagou fornecedores R$ 20.000; Fez empréstimos a sócios R$ 10.000 Vendeu maquinário antigo da empresa R$ 10.000; Distribuiu dividendos aos sócios R$ 20.000. Pede-se: Identificar cada item em sua devida atividade e comentar gerencialmente se em cada atividade haveria necessidade de todas essas operações ou você deveria ponderar em algum item de alguma atividade qualquer.

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IV
INDICADORES ECONÔMICO - FINANCEIROS

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MÓDULO 04 - INDICADORES ECONÔMICO – FINANCEIROS No contexto atual, onde a concorrência é cada vez mais forte entre as empresas e a busca pela competitividade é uma necessidade constante até mesmo para a sobrevivência do negócio, a análise da capacidade de pagamento, da rentabilidade, do endividamento e da rotatividade dos ativos, tornam-se fundamental para sobrevivência da empresa. Sem dúvida, a análise das demonstrações contábeis por meio de indicadores é importante no contexto atual das empresas. Segundo Matarazzo (2003, p. 15) “a Análise de Balanços objetiva extrair informações das Demonstrações Financeiras para a tomada de decisões”. A Análise das Demonstrações Financeiras pode ser entendida como um conjunto de técnicas que mostra a situação econômico-financeira da empresa em determinado momento, por meio de indicadores. Observa-se que a análise começa justamente onde termina a contabilidade (nos relatórios contábeis) e tem como principal objetivo extrair informações úteis para ser base para tomada de decisão.

Os indicadores deverão estar de acordo com a visão da alta administração em termos de acompanhamento das atividades, rentabilidade e situação patrimonial e serão por ela escolhidos. Esses indicadores são os elementos que tradicionalmente representam o conceito de análise de balanço. São cálculos matemáticos efetuados a partir do balanço patrimonial e da demonstração de resultados, procurando números que ajudem no processo de clarificação do entendimento da situação na empresa, em seus aspectos patrimoniais, financeiros e de rentabilidade. Os indicadores econômico-financeiros são construídos a partir dos conceitos de interrelação e interdependência de elementos patrimoniais do ativo, passivo e de resultados. Padoveze (2000) O objetivo básico dos indicadores econômico-financeiros é evidenciar a posição atual da empresa, ao mesmo tempo em que tentam inferir o que pode acontecer no futuro, com a empresa, caso aquela situação detectada pelos indicadores tenha sequência.

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4.1 Índices de liquidez ou solvência São quatro os índices de liquidez: imediata, seca, corrente e geral. Os Índices de Liquidez mostram a capacidade que a empresa tem para cumprir com os compromissos assumidos. Para obter um diagnóstico mais correto sobre a liquidez da empresa é fundamental que a organização utilize os quatro índices com o propósito de reduzir equívocos na análise. Se a empresa analisar apenas o índice de liquidez geral, poderá concluir que tem problemas de liquidez e o índice de liquidez corrente pode mostrar justamente o contrário, um índice satisfatório. Pode ocorrer também que os índices de liquidez corrente e geral não sejam satisfatórios, mas a análise da liquidez imediata pode ser adequada para o momento. Percebese, portanto, que a análise individual não pode ser parâmetro para um relatório, o analista deve aplicar os quatro índices de liquidez para chegar a uma conclusão sobre a capacidade da empresa cumprir com os compromissos assumidos. Conforme Zdanawicz (1998, p. 60) “a liquidez é denominada de análise de razão ou quociente, visa a mensuração da capacidade financeira da empresa em pagar seus compromissos de formas imediata, a curto e em longo prazo”. 4.2 Aplicações dos indicadores em uma empresa fictícia A seguir apresenta-se o Balanço Patrimonial e a Demonstração de Resultado de Exercício de uma indústria. Atribuiu-se o nome de Empresa Paixão LTDA. Quadro 1: BALANÇO PATRIMONIAL - Empresa Paixão LTDA. ANO 2008 ANO ATIVO PASSIVO Ativo Circulante 592.000 Passivo Circulante Disponível 55.000 Contas a Pagar Duplicatas a Receber 57.000 Fornecedores Estoques 480.000 Ativo Não Circulante 362.000 Passivo Não Circulante Investimentos Temporários 73.000 Financiamentos Investimentos 150.000 Patrimônio Líquido Imobilizado 139.000 Capital Reservas TOTAL 954.000 TOTAL Fonte: Grifo nosso

2008 100.000 44.000 450.000 450.000 360.000 140.000 220.000 954.000

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Quadro 2: DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Empresa Paixão LTDA. ANO 2008 Vendas 1.843.000 Custo das Vendas (1.281.000) LUCRO BRUTO 562.000 Despesas com vendas (316.000) Despesas Administração (84.000) Receitas/ Desp. Fin. (40.000) LUCRO OPERACIONAL 122.000 Resultado não operacional 58.000 LUCRO ANTES DO IR 180.000 Provisão p/ IR (4.000) LUCRO LIQUIDO 176.000 Fonte: Grifo nosso Outras informações relevantes: - O valor das vendas a prazo no período corresponde a: R$ 800.000 (Oitocentos mil reais); - O valor das compras a prazo no período corresponde a R$ 500.000 (Quinhentos mil reais);

4.3- Quadro 3: Dos Indicadores de Liquidez DEFINIÇÃO DOS INDICES Liquidez Geral Liquidez Corrente Liquidez Seca Liquidez Imediata Fonte: Grifo nosso

FÓRMULAS AC+ANC PC + PNC Ativo Circulante Passivo Circulante Ativo Circulante – Estoques Passivo Circulante ____Disponível___ Passivo Circulante

INDICES DA EMPRESA 1,12 4,11 0,78 0,38

Entende-se pelo índice de liquidez geral que para cada um real de dívida total, a empresa tem R$ 1,12 de recursos totais, envolvendo valores, a curto e longo prazo. O índice de liquidez corrente mostra que para cada um real de dívida circulante e não circulante a empresa tem R$ 4,11 de recursos a curto prazo. Portanto, a organização tem condições de cumprir com todas as obrigações a curto prazo e ainda tem uma folga de 3,11 para cada 1,00 de dívida a curto prazo. O índice de liquidez seca mostra que para cada um real de dívida circulante a empresa tem R$ 0,78 de liquidez seca. Para obter o ILC é preciso pegar o Ativo Circulante,

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deduzir os estoques e a partir desse valor, dividir pelo total das dívidas a curto prazo (passivo circulante). O índice de liquidez imediata mostra que para cada um real de dívida circulante prazo, a empresa tem R$ 0,38 de recurso disponível. Portanto, a empresa cumpriu com 38% das obrigações a curto prazo apenas com os valores considerados disponíveis. Observa-se que disponível normalmente considera-se o valor do caixa, mais o saldo da conta bancos - conta movimento. Vale lembrar que teoricamente, quanto maior a liquidez, melhor para empresa analisada. 4.4 Quadro 4: Dos Indicadores de Endividamento DEFINIÇÃO DOS INDICES Participação de Capitais de Terceiros Composição do Endividamento Imobilização do Patrimônio Líquido Imobilização dos Recursos Não- Correntes Fonte: Grifo nosso O índice de participação de capital de terceiros refere-se a 1,65, percebe-se que para cada R$ 1,00 de capital próprio existem aplicados na empresa de R$ 1,65 de capitais de terceiros. O índice mostra que o capital próprio é bem superior ao capital de terceiros. O índice de composição do endividamento de 0,24 indica que para cada R$ 1,00 de dividas totais existem R$ 0,24 de obrigações vencíveis a curto prazo, isto é, a empresa terá de repor, a curto prazo, 24% dos capitais tomados de terceiros. As obrigações de curto prazo são inferiores às obrigações a longo prazo, portanto entende-se que essa situação pode ser considerada normal, isso justifica-se pelo fato da empresa apresentar um Índice de Liquidez Corrente superior a 1,00, ou seja, 4,11. Dessa forma, conclui-se que o índice revela uma situação favorável, apesar de 24% dos recursos tomados de terceiros terem vencimento a curto prazo. O índice de imobilização do patrimônio líquido revela que para cada R$ 1,00 do Patrimônio Líquido teoricamente a empresa imobilizou R$ 0,80, ou seja, a empresa imobilizou 80% do seu capital próprio e o restante está aplicado no ativo circulante.

FÓRMULAS Exigível Total Patrimônio Líquido Passivo Circulante Exigível Total Ativo Permanente Patrimônio Líquido Ativo Permanente PL + PNC

INDICES DA EMPRESA 1,65 0,24 0,80 0,36

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O índice de imobilização dos recursos não correntes de 0,36 indica que para cada R$ 1,00 de recursos não correntes a empresa imobilizou R$ 0,36 ou seja, 36% dos recursos não correntes. O restante, teoricamente está aplicado no Ativo Circulante. Observa-se que apesar da empresa analisada apresentar capital de terceiros maior que o capital próprio, o retorno dos investidores é satisfatório. Dessa forma, a administração da empresa deve comparar esses índices com outros períodos da própria organização e assim verificar a tendência do grau de endividamento do negócio. Cabe ressaltar que teoricamente, os índices de endividamento, quanto menor, melhor para a empresa. 4.5 Quadro 5 : Dos Indicadores de Rentabilidade DEFINIÇÃO DOS INDICES Liquidez ou Giro do Ativo Margem Líquida Rentabilidade do Ativo Rentabilidade do Patrimônio Líquido Fonte: Grifo nosso

FÓRMULAS

Vendas Líquidas/Ativo Total Lucro Líquido/Vendas Líquidas Lucro Líquido/Ativo Total Lucro Líquido/Patrimônio Líquido

INDICES DA EMPRESA 1,93 0,10 0,18 0,49

Liquidez ou Giro do Ativo ( comentário) O índice mostra que a cada um real investido, ou seja, aplicado nessa empresa foram vendidos R$ 1,93 nesse período. Portanto, os valores aplicados nesse negócio giraram quase duas vezes no período analisado. Margem Líquida ( comentário) O índice de 0,10, refere-se à margem líquida e indica que a cada um real obtido em vendas a empresa conseguiu R$ 0,10 de lucro líquido. Portanto, a margem líquida da empresa é 10% no período analisado. Rentabilidade do Ativo ( comentário ) O índice de rentabilidade do ativo é 0,18 e revela o seguinte: a cada um real investido, ou seja, aplicado no ativo dessa empresa, houve uma lucratividade de R$ 0,18.

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Para entender melhor a importância deste índice de 0,18 calcula-se o prazo e o retorno do capital total investido, assim verifica-se em quantos anos a empresa terá duplicado o valor do seu Ativo. Portanto: 0,18 x 100 = 18% ano de retorno. 100/18 = 5,55 anos. Observa-se que em pouco mais de cinco anos a empresa retornará o valor total investido nesse negócio, prazo considerado bom, de uma forma geral.

Rentabilidade do Patrimônio Líquido A rentabilidade do patrimônio líquido corresponde à seguinte situação: para cada um real de capital próprio, a empresa tem retorno de R$ 0,49 no período analisado. Para entender melhor a importância do índice de 0,49, calcula-se o prazo de retorno do capital investido pelos donos dessa empresa. Portanto: 0,49 x 100 = 49% ao ano de retorno sobre o capital próprio (patrimônio líquido) 100/49 = 2,04 anos Observa-se que 2,04 anos é o tempo necessário para o retorno sobre o investimento próprio, conforme os relatórios analisados. Percebe-se um certo conforto quanto a rentabilidade, em virtude dos indicadores mostrarem prazos satisfatórios de retorno, tanto para o valor total investido (total do ativo), quanto para o capital próprio da empresa analisada. Salienta-se que teoricamente, quanto maior a rentabilidade (índices), melhor. 4.6 Quadro 6: Indicadores de Rotatividade DEFINIÇÃO DOS INDICES Rotação de Estoques Rotação de Duplicatas a Receber Rotação de Fornecedores Rotação do Ativo Circulante

FÓRMULAS CMV Estoque Médio de Mercadorias Vendas a Prazo Média de Clientes Compra a Prazo Média de Fornecedores Vendas Ativo Circulante

INDICES DA EMPRESA 2,66 14,03 8,77 3,11

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Fonte: Grifo nosso O índice de rotatividade dos estoques mostra que o giro dessa conta corresponde a 2,66 no período analisado, ou seja, mais de duas vezes e meia. Vale ressaltar que considera-se como estoque médio o valor apresentado nessa conta no ano analisado. Na rotatividade da conta clientes ou ( duplicatas a receber ) observa-se um índice de 14,03, isso mostra que a cada um real da referida conta foram vendidos R$ 14,03 (quatorze reais e três centavos). A rotatividade da conta fornecedor permite o seguinte entendimento: o giro dessa conta foi superior a oito vezes no período analisado. Vale lembrar que esses indicadores devem ser acompanhados periodicamente pela administração da empresa. O giro do Ativo Circulante é de 3,11, isso permite analisar que para cada um real de circulante a empresa vendeu R$ 3,11 (três reais e onze centavos). OBS: É interessante que o orientador pratique como exercício, em atividade extraclasse, outro balanço extraído de revistas técnicas , jornais, boletins, os índices estudados aqui. No retorno com a turma praticar os comentários em cima dos índices encontrados.

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V
INTRODUÇÃO A CONTABILIDADE DE CUSTOS

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MÓDULO 05– INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE DE CUSTOS 5.1 – CONTABILIDADE FINANCEIRA X CONTABILIDADE DE CUSTOS ( Martins, 2003) SÉCULO XVIII – REVOLUÇÃO INDUSTRIAL – ERA MERCANTILISTA ( COMÉRCIO) CMV = EI + C – EF VENDAS – CMV = LOB LOB - DESPESAS = LOL 5.2– PRINCÍPIOS BÁSICOS APLICADOS NA DA CONTABILIDADE DE CUSTOS ( Martins, 2003) 5.2.1 - PRINCÍPIO DA REALIZAÇÃO DA RECEITA 5.2.2 - PRINCÍPIO DA CONFRONTAÇÃO DAS DEPESAS 5.2.3 - PRINCÍPIO DO CUSTO HISTÓRICO COMO BASE DE VALOR 5.2.4 - CONSISTÊNCIA OU UNIFORMIDADE 5.2.5 - CONSERVADORISMO OU PRUDÊNCIA 5.2.6 - MATERIALIDADE OU RELEVÂNCIA DISSEMINAÇÃO DOS PRINCÍPIOS - AUDITORIA INDEPENDENTE ( EXTERNA ) - IMPOSTO DE RENDA MUDANÇA DE AVALIAÇÃO = COMPRA X FABRICAÇÃO EMBUTIR TODAS AS DESPESAS ACESSÓRIAS (DEIXA DE SER DESPESAS E SIM CUSTOS ) ANTES = CONTABILIDADE DE CUSTOS ERA SIMPLESMENTE AUXILIAR NA AVALIAÇÃO DE ESTOQUES E LUCROS GLOBAIS COMO ARMA DE CONTROLE E DECISÃO GERENCIAL. HOJE = O CUSTO PASSOU A SER RELEVANTE, AUMENTO DA COMPETITIVIDADE. NÃO AOS CUSTOS INCORRIDOS E SIM AOS PREÇOS PRATICADOS NO MERCADO. O CONHECIMENTO DOS CUSTOS É VITAL PARA SABER SE, DADO O PREÇO, O PRODUTO É RENTÁVEL; OU, SE NÃO RENTÁVEL, SE É POSSÍVEL REDUZÍ-LOS. 5.3 TERMINOLOGIA CONTÁBIL ( Martins, 2003 ) GASTO - SACRIFÍCIO FINANCEIRO COM QUE A ENTIDADE ARCA PARA A OBTENÇÃO DE UM PRODUTO OU SERVIÇO QUALQUER.

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Exemplos :
  

Gastos com mão-de-obra Gastos com aquisição de mercadorias para revenda Gastos com aquisição de máquinas e equipamentos

INVESTIMENTO – GASTO ATIVADO EM FUNÇÃO DE SUA VIDA ÚTIL OU BENEFÍCIO ATRIBUÍVEIS A FUTURO(S) PERÍODO(S). Exemplos :
    

Aquisição de móveis e utensílios Aquisição de imóveis Aquisição de marcas patente Aquisição de material de escritórios Aquisição de máquinas e equipamentos

CUSTO – GASTO RELATIVO A BEM OU SERVIÇOS UTILIZADO NA PRODUÇÃO DE OUTROS BENS E SERVIÇOS. Exemplos :
    

Salário do pessoal da produção Matéria-prima utilizada no processo produtivo Combustíveis e lubrificantes usados nas máquinas de fabricação Depreciação dos equipamentos da fábrica Gastos com manutenção das máquinas da fábrica

DESPESA – BEM OU SERVIÇO CONSUMIDOS DIRETA OU INDIRETAMENTE PARA A OBTENÇÃO DE RECEITAS. AS DESPESAS REDUZEM O PL E TÊM CARACTERÍSTICAS DE REPRESENTAR SACRIFÍCIOS NO PROCESSO DE OBTENÇÃO DE RECEITAS Observação: Em termos práticos, nem sempre é fácil distinguir custos de despesas. Pode-se, entretanto, propor uma regra simples do ponto de vista didático: Todos os gastos realizados com o produto até que esteja pronto são custos, a partir daí são despesas. Exemplos:
   

Salários e encargos sociais do pessoal de vendas Energia elétrica do escritório Gastos com combustíveis e refeições do pessoal de vendas Telefone do escritório

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Atenção: Os encargos financeiros incorridos pela empresa, mesmos aqueles decorrentes de insumos para a produção, são sempre considerados Despesas. DESEMBOLSO – Pagamento resultante da aquisição de um bem ou serviço. Pode ocorrer junto com gasto (à vista) ou depois deste ( a prazo). PERDA – BEM OU SERVIÇOS CONSUMIDOS DE FORMA ANORMAL E INVOLUNTÁRIA No 1º caso, são considerados da mesma natureza que as despesas e são lançados diretamente contra o resultado do período No 2º caso, as perdas normais de matérias-primas na produção industrial, integram o custo da produção do período. A distinção mais importante entre custo e despesa é que se um gasto é considerado despesa, ele afeta diretamente o resultado do exercício. Se ele é considerado custo, só afetará o resultado da parcela do gasto que corresponder aos produtos vendidos. A parcela correspondente aos produtos em estoque ficará ativada.

EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO 01) Classifique os gastos abaixo em: investimentos ( I ); custo ( C ); despesas ( D ); perdas ( P) e desembolso ( Db ): a) Compra, à vista, de um computador ( I e Db) b) Compra, a prazo, de matéria-prima ( I ) c) Compra, à vista, de matérias-secundárias ( I, Db ) d) Transferência de materiais secundários do almoxarifado para a produção ( C ) e) Pagamento de prêmios de seguro, cobrindo a fábrica e os imóveis da administração comercial ( Db, C e D ) f) Pagamento de energia elétrica relativa às instalações industriais ( C e Db ) g) Pagamento de energia elétrica relativa ao departamento de vendas ( D e Db) h) Pagamento de encargos financeiros relativos à compra de matéria-prima ( Db e D) i) Embalagem utilizada em produto no decorrer do processo de produção ( C ) j) Danificação de matérias-primas em função de incêndio ( D e P) l) Pagamento de frete e carretas sobre produtos vendidos pela fábrica ( Db e D) m) Pagamento de taxas sobre talões de cheques nos bancos ( Db e D)

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02) O encargo financeiro efetivado por uma entidade com vistas a obtenção de um bem, para a produção de um bem ou para a obtenção de uma receita qualquer é o que se denomina: a) ( ) gasto b) ( ) investimento c) ( X ) despesa d) ( ) custo 03) ... é o gasto realizado na obtenção de um bem para o ativo da entidade (bem este ativado em função de sua vida útil ou porque serão atribuído a exercícios futuros). a) ( X ) investimentos b) ( ) desembolso c) ( ) custo d) ( ) perda 04) Preencha as lacunas e assinale a opção que completa as afirmativas: I) (CUSTO ) é o gasto relativo a bem ou serviço utilizado para a produção de outros bens ou serviços. II) ( DESPESA) é o gasto produzido direta ou indiretamente para a obtenção de receitas. a) ( ) Despesa – custo b) ( ) Perda – despesa c) ( ) Custo – despesa d) ( ) Custo – perda 5.4 SEPARAÇÃO DE CUSTOS X DESPESAS ( Martins, 2003) Os gastos relativos ao processo de produção são custos, e os relativos à administração, às vendas e aos financiamentos são despesas. Prática usual - rateio das despesas administrativas para custos ( arbitrário ) REGRAS BÁSICAS PARA RATEIO a) Valor irrelevante dentro do gasto total não rateia; b) Valores relevantes e repetitivos a cada período, que em uma eventual divisão teriam sua parte maior considerada como despesas integralmente, sem rateio para custo; c) Valores cujo rateio é extremamente arbitrário devem ser evitados para a apropriação aos custos OBS 01: Todas as despesas são ou foram gastos. Porém, alguns gastos muitas vezes não se transformam em despesas (por exemplo, terrenos, que não se deprecia), ou se transformam quando de sua venda.

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OBS 02 : Todos os custos que são ou foram gastos se transformam em despesas quando da entrega dos bens ou serviços a que se referem. Muitos gastos são automaticamente transformados em despesas, outros passam primeiro pela fase de custos e outros ainda fazem a via – sacra completa, passando por investimento, custo e despesa.

5.5 SEPARAÇÃO DE CUSTOS E DESPESAS GASTOS RELATIVOS AO PROCESSO DE PRODUÇÃO SÃO CUSTOS; GASTOS RELATIVOS À ADMINISTRAÇÃO SÃO DESPESAS. ALGUNS ITENS QUE SE TEM DIFICULDADES DE SEPARAÇÃO:  ADMINISTRAÇÃO GERAL;  GASTOS COM DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS;  DEPARTAMENTO DE CONTABILIDADE;  DEPARTAMENTO DE COMPRAS. ONDE TERMINAM OS CUSTOS DE PRODUÇÃO? VENDA GASTOS COM CUSTOS DESPESAS EXEMPLO: EMBALAGENS (PODE SER CUSTO E DESPESA). GASTOS NA PRODUÇÃO QUE NÃO SÃO CUSTOS:  UTILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS E MÃO-DE –OBRA PARA ELABORAÇÃO DE SERVIÇOS NÃO DESTINADOS À VENDA (ALTRUÍSMO);  UTILIZAÇÃO DO DERPARTAMENTO DE MANUTENÇÃO PARA FAZER REPAROS EM MÁQUINAS DE OUTROS DEPARTAMENTOS;  USO DE PESSOAL OCIOSO PARA AMPLIAR INSTALAÇÕES DE OUTRO DEPARTAMENTO; Esses custos deverão ser alocados no departamento que teve o benefício e não ser considerado custo.

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EXERCÍCIO SOBRE CUSTOS E DESPESAS MATERIAIS DIVERSOS DE FABRICAÇÃO.....................10.000 ENERGIA ELÉTRICA DA FÁBRICA..................................65.000 MANUTENÇÃO DA FÁBRICA...........................................50.000 DEPRECIAÇÃO DA ADM...................................................20.000 FRETES NA ENTREGA DA MERCADORIA........................7.000 CORREIOS, TELEFONE ETC................................-.............5.000 MATERIAIS CONSUMIDOS NO ESCRITÓRIO...................5.000 SEGURO DA FÁBRICA......................................................20.000 COMISSÕES SOBRE VENDAS..........................................60.000 SALÁRIO DA FÁBRICA....................................................280.000 MATÉRIA PRIMA CONSUMIDA...................................... 550.000 SALÁRIO ADM................................................................... 70.000 DEPRECIAÇÃO NA FÁBRICA............................................60.000 DESPESAS FINANCEIRAS.................................................50.000 SALÁRIOS DO DEPTO VENDAS........................................30.000 HONORÁRIOS DA DIRETORIA...........................................40.000 MANUTENÇÃO DA ADM.....................................................10.000 SEGUROS DOS EQUIPAM. DA ADM..................................40.000 DEPRECIAÇÃO DO DEPTO DE VENDAS...........................10.000 JUROS S/ EMPRESTIMO BANC..........................................30.000 JUROS PASSIVOS..................................................................5.000 TOTAL DO PERÍODO...................................................????????? Para melhor conhecimento de uma despesa, de um custo e de gastos. PEDE-SE: a) Qual o valor total dos gastos? b) Qual o valor total dos custos? c) Qual o valor total das despesas? 5.6 - CUSTO DIRETO – VÁRIAS DEFINIÇÕES ( Martins, 2003) São os custos que podem ser apropriados diretamente aos produtos, bastando haver uma medida de consumo (quilos de mat. Consumido, horas de mão de obra utilizada, embalagens utilizadas e, até mesmo, em alguns casos, quantidade de energia consumida).

São todos os custos que se identificam naturalmente ao objeto de custeio, de modo mais econômico e lógico. Também são apropriados diretamente aos produtos fabricados ou serviços.

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É todo o custo que está vinculado diretamente ao produto, e varia com a quantidade produzida. Sem ele o produto não existiria. Sua apropriação pode ser direta (sem rateio) , bastando que exista uma medida de consumo, como quilograma, horas-máquina, horashomem trabalhadas, etc. EXEMPLO DE CUSTO DIRETO: MATÉRIA-PRIMA, MATERIAIS SECUNDÁRIOS OU MATERIAIS AUXILIARES, EMBALAGENS, MÃO-DE-OBRA DIRETA. 5.7 CUSTO INDIRETO - VÁRIAS DEFINIÇÕES ( Martins, 2003)  É todo o custo que não está vinculado diretamente ao produto, mas sim ao conjunto do processo produtivo. Para serem incorporados aos produtos, obedecem a uma mecânica de apropriação de um processo de rateio.

 São todos os custos que devem ser rateados nos produtos fabricados e que fazem parte do custo direto do produto, mas só podemos dizer isto de uma empresa que produz mais de um produto, uma empresa que produz um único produto os custos são diretos a ele.  São os custos que não oferecem condições de serem medidos objetivamente, e qualquer tentativa de alocação destes custos aos produtos tem que ser feita de forma estimada e, muitas vezes arbitrárias.

ALGUNS EXEMPLOS: DEPRECIAÇÃO DOS BENS DA FÁBRICA, ENERGIA ELÉTRICA DA FÁBRICA, TELEFONE DA FÁBRICA, MÃO DE OBRA INDIRETA DA FÁBRICA ( MOI ), ETC.

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QUANTO AO NÍVEL DE ATIVIDADE OS CUSTOS PODEM SER: 5.8 - CUSTOS FIXOS ( Martins, 2003) É o custo que a empresa tem mensalmente, independente da produção e não se altera com o volume produzido dentro de uma determinada faixa. É um custo fixo no total, mas variável nas unidades produzidas. Quanto mais produzir, menor será o custo por unidade. POR EXEMPLO: R$ 200,00 IMPUTADOS A 80 UNIDADES = R$ 2,5 /U R$ 200,00 IMPUTADOS A 100 UNIDADES = R$ 2,00/U EXEMPLO: ALUGUEL, DEPRECIAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS, SALÁRIO DO SUPERVISOR DA FÁBRICA. São aqueles cujos valores são os mesmos, qualquer que seja o volume da empresa. É o caso, por exemplo, do aluguel de fábrica. Este será cobrado pelo mesmo valor qualquer que seja o nível da produção, inclusive no caso de a fábrica não produzir. 5.9 CUSTO VARIÁVEL ( Martins, 2003) São aqueles cujos valores se alteram em função do volume de produção da empresa. É o custo que aparece somente quando a empresa inicia a produção e venda de seus produtos. Ele é fixo na unidade e variável no total. Quanto mais produzir, maior vai ser o volume consumido. EXEMPLO: MATÉRIA-PRIMA CONSUMIDA R$ 200,00 PARA FABRICAR 200 UNIDADES; R$ 200,00 PARA FABRICAR 1.000 UNIDADES. 5.10 - CUSTO SEMIVARIÁVEL OU SEMIFIXO ( Martins, 2003) É o custo que varia em função do volume de produção ou venda, mas não exatamente nas mesmas proporções.

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SÃO OS CUSTOS CONSIDERADOS FIXOS ATÉ UMA DETERMINADA PARCELA, E A PARTIR DESTE PONTO PASSAM A SER VARIÁVEIS. R$ 100,00 PARA FABRICAR ATÉ 1.000 UNIDADES; R$ 200,00 PARA FABRICAR ATÉ 2.500 UNIDADES. O EXEMPLO MAIS TÍPICO É A ENERGIA ELÉTRICA DA INDÚSTRIA. São os custos que variam com o nível de produção que, entretanto, têm uma parcela fixa mesmo que nada seja produzido. É o caso, por exemplo, da conta de energia elétrica da fábrica, na qual a concessionária cobra uma taxa mínima mesmo que nada seja gasto no período, embora o valor total da conta dependa do número de kilowats consumidos e, portanto, do volume de produção da empresa.

5.11 CUSTO DE PRODUÇÃO DE UM PERÍODO MATERIAIS DIRETOS PRODUTOS EM ELABORAÇÃO EIPE + ( MD CONSUMIDO; MOD; CIF) SAÍDAS PARA PRODUTOS EM ELABORAÇÃO que são: ( MP, MS e ME); ISTO É, MD COSNUMIDO EFPE

EIMD COMPRAS(Ma téria Prima (MP), Material Secundário(MS ), Material de Embalagens (ME). EFMD

SAÍDAS PARA PROD. ACABADOS

PRODUTOS ACABADOS EIPA ( É O MESMO QUE: CUSTO DE PROD. ACABADOS) SAÍDAS DE PROD VENDIDOS = CPV ( CUSTO DE PROD. VENDIDOS

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EFPA EIMD = ESTOQUE INICIAL DE MATERIAIS DIRETOS EIPE = ESTOQUE INICIAL DE PRODUTOS EM ELABORAÇÃO EIPA = ESTOQUE INICIAL DE PRODUTOS ACABADOS EFMD= ESTOQUE FINAL DE MATERIAIS DIRETOS EFPE = ESTOQUE FINAL DE PRODUTOS EM ELABORAÇÃO EFPA = ESTOQUE FINAL DE PRODUTOS ACABADOS ENTÃO O SALDO DE ESTOQUE CORRESPONDERÁ: EFMD + EFPE + EFPA Fonte: Grifo nosso

EXERCÍCIO PRODUTO

PRÁTICO

SOBRE

PROCESSO

PRODUTIVO

DE

UM

Considerando que num processo produtivo qualquer a empresa apresentava em seus estoques: Matéria-Prima = R$ 1.000 Material Secundário = R$ 200 Material de Embalagem = R$ 100 Fez as seguintes aquisições no mês: Matéria-Prima = R$ 2.000 Material Secundário = R$ 300 Material de Embalagem = R$ 50 MOD = Mão de Obra = R$ 3.000 Custos Indiretos de Fabricação ( CIFS ) = R$ 4.000 Existia um saldo de EIPE de R$ 1.000 Não existia saldo de estoque em PA. Informações Adicionais:

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Foram transferidos todos os EI de MD para o Processo em Elaboração e a metade de todo que foi adquirido no próprio mês. No final do processo em elaboração foi considerado produzido 60% do saldo total que tinha na produção. E a empresa só conseguiu vender 70 % do que foi produzido. ( que é considerado o CUSTO DO PRODUTO VENDIDO). O administrador conseguiu vender esse produto com uma margem comercial sobre o CUSTO DO PRODUTO VENDIDO DE 40%. Pede-se : Calcular o EFMD; EFPE; EFPA: CPV e PV.
MD
EIMP= 1.000 1.000 = MP vendido somente EIMS= 200 200 = MS que foi produ EIME= 100 100 = ME CPV= 3.906 MP= 2.000 1.000 = MP MS= 300 150 = MS ME= 50 25 = ME

PE
MD = 1.300 EIPE = 1.000 MOD = 3.000 CIFS = 4.000 9.300 EFPE = 3.720 5.580 5.580 foi transferido 50% 60% de PE para PA PE= 5.580 EIPA = 0

PA
foi 70% do duzido = 5.580 EFPA = 1.674 3.906

3.650
EFMD= 1.175

2.475

COMENTÁRIOS DO EXERCÍCIO: ENTÃO: Todo o EIMD foi transferido para pe e o que foi adquirido no mês foi transferido somente a metade ( 50% do adquirido). O ESTOQUE FINAL DE PE (EFPE) FOI O SALDO QUE FICOU A SER PRODUZIDO PARA O PRÓXIMO PERÍODO NO VALOR DE R$ 3.750. O VALOR TRANSFERIDO PARA PA FOI DE 60% DO TOTAL QUE TINHA NA PRODUÇÃO NO VALOR DE R$ 5.580 FOI VENDIDO SOMENTE 70% DO QUE FOI PRODUZIDO, ENTÃO 70% DE R$ 5.580 QUE É = R$ 3.906.

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COMO ACHAR A MARGEM COMERCIAL? MC ( MARGEM COMECIAL = CPV ( CUSTO DO PRODUTO VENDIDO X PERCENTUAL DA MARGEM PRETENDIDA. ENTÃO = MC = 3.906 X 40% = 1.562,40 QUAL O PREÇO DE VENDA DA MERCADORIA? PV? PV = CPV + MC PV = 3.906 + 1.562,40 = PV = 5.468,40 Considerando o exercício anterior fazer o fechamento da fórmula procurando achar o mesmo preço de venda encontrado acima. APURAÇÃO DO PV PELA FÓRMULA 1. 2. 3. MD CONSUMIDO (MP, MAT SEC. EMB)-------MOD (MÃO DE OBRA DIRETA)------------------CIFS (CUSTOS IND. DE FABRICAÇÃO)-------

= CUSTO DO PRODUTO DO PERÍODO---------------(+) EIPE (EST. INICIAL DE PROD. EM ELAB)------(-) EFPE ( EST. FINAL DE PROD. EM ELAB)-------(=) CPA (CUSTO DE PROD. ACAB.)-------------------(+) EIPA( EST. INICIAL DE PROD. ACABADOS)--(- ) EFPA( EST. FINAL DE PROD. ACABADOS)----(=) CPV (CUSTO DE PROD. VENDIDOS)-------------(+) MARGEM LÍQUIDA ( % )---------------------------(=) PV (PREÇO DE VENDA)------------------------------EXERCÍCIO PRÁTICO SOBRE PROCESSO PRODUTIVO DE UM PRODUTO Considerando que num processo produtivo qualquer a empresa apresentava em seus estoques remanescente ( do mês anterior):

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Matéria-Prima ( MP ) = R$ 3.000 Material Secundário ( MS )– R$ 2.000 Material de Embalagem ( ME ) – R$ 1.000 EIPE = R$ 1.000 EIPA = R$ 2.000 Considerando ainda as seguintes aquisições no mês de produção: Matéria-prima: R$ 5.000; Material Secundário: R$ 1.000; Material de embalagem: R$ 1.000; Nessa produção ainda teve os seguintes gastos: Custos Indiretos de Fabricação – CIFs = R$ 10.000; Mão-de-Obra direta = R$ MOD = R$ 3.000 Durante o processo produtivo aconteceu as seguintes questões: 1) Do saldo dos EI de MD todo o valor foi transferido para produtos em elaboração; 2) Do que foi adquirido de mD no mês foi transferido de cada 50% de cada; 3) No ato da produção foi considerado do total existente somente 70% produzido e transferido para produtos acabados; 4) Do total do produto acabado foi baixado um custo de produto vendido de 60% do valor; 5) O administrador tinha em mente uma margem comercial desse produto de 70% sobre o custo do produto vendido. 6) Calcular: EFMD; EFPE; EFPA, CPV, MC E PV DESE PRODUTO. 7) Apurar o PV pela fórmula. APURAÇÃO DO PV PELA FÓRMULA 1- MD CONSUMIDO (MP, MAT SEC. EMB)-------2- MOD (MÃO DE OBRA DIRETA)------------------3- CIFS (CUSTOS IND. DE FABRICAÇÃO)--------= CUSTO DO PRODUTO DO PERÍODO---------------(+) EIPE (EST. INICIAL DE PROD. EM ELAB)------(-) EFPE ( EST. FINAL DE PROD. EM ELAB)--------

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(=) CPA (CUSTO DE PROD. ACAB.)-------------------(+) EIPA( EST. INICIAL DE PROD. ACABADOS)--(- ) EFPA( EST. FINAL DE PROD. ACABADOS)----(=) CPV (CUSTO DE PROD. VENDIDOS)-------------(+) MARGEM LÍQUIDA ( % )---------------------------(=) PV (PREÇO DE VENDA)-------------------------------

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VIRTUAL

Módulo

VI
METODOLOGIA DE CUSTEAMENTO

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MÓDULO 06 - METODOLOGIA DE CUSTEAMENTO ( Martins, 2003) CUSTEIO DIRETO – Não integra aos produtos, e aos inventários o valor dos custos fixos e indiretos. CUSTEIO POR ABSORÇÃO – Integra todos os custos incorridos na fabricação do produto, hoje utilizado em todos os balanços, em obediência aos princípios contábeis e pela verdade transparente da utilização dos custos. PARA SE FAZER E VENDER UM PRODUTO, A EMPRESA TEM QUE INCORRER NOS SEGUINTES GASTOS OPERACIONAIS: MATÉRIA – PRIMA Necessária para uma unidade do produto (A) 200 unidades a R$ 2,30 cada; MATERIAIS AUXILIARES Consumidos para cada unidade do produto (A) 0,1 unidades a R$ 360,00 cada; Tempo necessário para produzir uma unidade do produto (A) 04 horas a R$ 50,00 por hora GASTOS DO PERÍODO (são os CIFS e as despesas de apoio que poderão serem inclusas no processo de produção) Salários dos deptos de apoio à produção R$ 200.000 Despesas dos deptos de apoio à produção Custos indiretos de fabricação R$ 150.000 Salários e despesas adm. R$ 70.000 Salários e despesas comerciais R$ 50.000 R$ 90.000

OUTROS DADOS Comissões - 12% sobre o preço de venda Preço de venda r$ 1.700 por unid do produto (a) Quant. Produzida ( é igualmente vendida) 1.000 unid. 6.1 CUSTO DO PRODUTO POR CUSTEAMENTO DIRETO/VARIÁVEL Ex: Considerando que na produção de um produto A qualquer, temos:

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CUSTO VARIÁVEL Matéria – prima - 200 unidades x R$ 2,30------------------------------ = R$ 460,00 Materiais auxiliares – 0,10 unidades a R$ 360,00----------------------= R$ 36,00 Mão de obra direta – 4 horas a R$ 50,00 --------------------------------= R$ 200,00 Comissões – 12% de R$ 1.700 ( PVU- Preço de Venda Unitário) = R$ 204,00 TOTAL DO CUSTO VARIÁVEL DO PRODUTO A ---------------------= R$ 900,00 MARGEM DE LUCRO Preço de venda unitário do produto - PVU (a) ---- R$ 1.700----100,00 % Custo variável unitário -------------------------------- R$ 900---- 52,94 % Lucro variável por unidade ------------------------------R$ 800-----47,06% Considerações sobre esse método direto/variável: Observa-se que foram utilizados somente os custos diretos de fabricação e os custos variáveis, não foram inclusos nem custos fixos e nem custos indiretos. Observa-se ainda que o PVU que é um valor dado qualquer, foi de R$ 1.700 ( que corresponde aos 100% do produto) e que os custos diretos e os variáveis ( nesse caso representado pelas comissões de vendas) somaram um total de R$ 900 que corresponde a 52,09% sobre o preço de venda. E que a Lucro variável por unidade foi de R$ 800 , o que deixa uma grande margem de lucro para a empresa. OBS: Considerar sempre como se fosse o custo de produção de somente um produto. Na verdade esse custo não apresenta dificuldades de análise por incluir somente alguns custos de produção, o mesmo não é aceito pela legislação tributária brasileira por não incluir todos os custos necessários a uma produção. 6.2 CUSTO DO PRODUTO PELO MÉTODO DE CUSTEIO POR ABSORÇÃO Na análise desse custeio observa-se a absorção de todos os custos existentes na fabricação do produto. Iremos separar em 03 grupos: CI que chamaremos de CUSTO INDUSTRIAL onde sua composição é somente de custos diretos de fabricação, OG que chamaremos de OUTROS GASTOS( que são os CIFS e os custos e despesas de apoio) e as DESPESAS OPERACIONAIS que chamaremos de DO ( que refere-se a todo e qualquer despesa que possa ser inclusa no processo produtivo.Não esquecendo que as despesas variáveis deverão agora compor esse grupo de produção).

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CUSTO INDUSTRIAL Matéria-prima – 200 unidades x R$ 2,30------------------------------R$ 460,00 Materiais auxiliares – 0,10 unidades a R$ 360,00-------------------R$ 36,00 Mão de obra direta – 4 horas a R$ 50,00------------------------------R$ 200,00 TOTAL DOS CI ( CUSTO INDUSTRIAL)------------------------------R$ 496,00 Observa-se na composição do CI ( custo industrial) só tem custos diretos de produção. OUTROS GASTOS Salários dos deptos de apoio à produção---------R$ 200.000 Despesas dos deptos de apoio à produção-------R$ 90.000 Custos Indiretos de Fabricação-----------------------R$ 150.000 SOMA------------------------------------------------------- R$ 440.000 OUTROS GASTOS POR UNIDADE R$ 440.000:1.000 UNID-----R$ 440 TOTAL DOS CUSTOS INDUSTRIAIS DO PRODUTO ( A ) R$ 1.136

QUE CORRESPONDE A SOMA DE CI + OG = R$ 496,00 + R$ 440,00 = 1.136 Observa-se que nos Outros Gastos = OG é composto somente de CIFS e despesas de apoio. DESPESAS OPERACIONAIS COMISSÕES 12% DE R$ 1.700 (PREÇO DE VENDA UNIT.) --- R$ 204,00 OUTRAS DESPESAS Salários e despesas administrativas----R$ 70.000 Salários e despesas comerciais----------R$ 50.000 SOMA-------------------------------------------R$120.000 OUTRAS DESPESAS POR UNID R$ 120.000 : 1.000 UNID--------- R$ 120,00 TOTAL DAS DESPESAS OPERAC-------------------------------------- (B)R$ 324,00 O total das Desp. Operacionais correspondem ao somatório de comissões + outras despesas existentes. CUSTO TOTAL DO PRODUTO (SOMA DE A+B)----------------R$1.460,00

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MARGEM DE LUCRO Preço de venda unitário do prod.( A ) R$ 1.700,00----------100,00 % Custo industrial unitário ------------------R$ 1.136,00------------ 66,82% Despesas operacionais por unidade--R$ Lucro líquido por unidade----------------R$ 324,00------------ 19,06% 240,00-------------14,12%

Alguns comentários sobre o resultado desse método: Observa-se que para a base de cálculo é necessário uma separação de custos diretos e outros gastos onde se chama de Custos Industriais, logo após buscar o cálculo das despesas operacionais que são as despesas variáveis que nesse caso trata-se das comissões de vendas e as outras despesas que poderão compor os custos de produção. Observa-se que considerando o PVU de R$ 1.700 (estimado pelo administrador) corresponde a 100% dos produtos, e que os custos industriais no valor de R$ 1.136,00 que correspondem a 66,82% do processo produtivo sobre o PVU, e as despesas operacionais participam com 19,06% que corresponde a R$ 324,00 sobre o PVU. O lucro líquido por unidade foi de R$ 240,00 que corresponde a 14,12% sobre o PVU.

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EXERCÍCIO DE CONTABILIDADE DE CUSTOS EXERCÍCIO 01 Conforme dados das contas abaixo identificar as que podem ser consideradas no custeamento direto/variável, custeamento por absorção e verificar se houve lucro ou prejuízo unitário pelos dois métodos. Aluguel da fábrica – R$ 35.000 Mão-de-Obra Direta – 06 hs a R$ 20,00p/hora Depreciação da fábrica- R$ 30.000 Matéria-Prima utilizada – 04 unidades a R$ 40,00 Mão - de – Obra Indireta = 7.000 Telefone da fábrica – R$ 2.000 PVU – R$ 4.500 Seguro da fábrica – R$ 20.000 Energia da fábrica – R$ 30.000 Salários de apoio da Adm – 20.000 Embalagem no momento da venda – R$ 3.000 Despesa da Adm. – R$ 10.000 Embalagem na produção– 1,0unidade a R$ 200,00cada Despesa de apoio da adm. R$ 10.000 Energia da Adm. – R$ 5.000 Manutenção da fábrica – R$ 10.000 Comissão sobre vendas – R$ 10% do PVU Depreciação depto Adm e Vendas – R$ 10.000 Telefone da Adm – R$ 1.000 Desp. Apoio depto vendas – R$ 30.000 Materiais secundários –2,0 unidade a R$ 400,00 Salários da Adm – R$ 55.000 Salários depto de vendas – R$ 40.000 Manutenção do depto vendas – R$ 1.000 Despesa com vendas – R$ 20.000 Energia dpto de vendas – R$ 2.000

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Obs: A empresa pretendia produzir nesse processo produtivo = 2.000 unidades Qual o PV unitário? Para melhor entendimento observar que tudo que refere-se à fábrica, ao processo produtivo e à produção é referente a custo.

EXERCÍCIO 02 Conforme dados das contas abaixo identificar as que podem ser consideradas no custeamento direto/variável, custeamento por absorção e verificar se houve lucro ou prejuízo unitário pelos dois métodos. Manutenção da fábrica – R$ 10.000 Comissão sobre vendas – R$ 15% do PVU Despesa financeira – R$3.000 Depreciação depto Adm e Vendas – R$ 10.000 Telefone da Adm – R$ 1.000 Desp. Apoio depto vendas – R$ 5.000 Materiais auxiliares –3,0 unidade a R$ 80,00 Salários da Adm – R$ 55.000 Salários depto de vendas – R$ 20.000 Manutenção do depto vendas – R$ 1.000 Despesa com vendas – R$ 20.000 Energia dpto de vendas – R$ 2.000 Aluguel da fábrica – R$5.000 Mão-de-Obra Direta – 03 hs a R$ 30,00p/hora Depreciação da fábrica- R$ 20.000 Matéria-Prima utilizada – 10unidades a R$ 35,00 Mão - de – Obra Indireta = 5.000 Telefone da fábrica – R$ 2.000 PVU – R$ 6.500 Seguro da fábrica – R$ 20.000 Energia da fábrica – R$ 30.000 Salários de apoio da Adm – 20.000

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Embalagem no momento da venda – R$ 3.000 Despesa da Adm. – R$ 10.000 Embalagem na produção– 1,0unidade a R$ 100,00cada Despesa de apoio da adm. R$ 10.000 Energia da Adm. – R$ 5.000 Obs: A empresa pretendia produzir nesse processo produtivo = 1500 unidades. Qual o PV unitário?

EXERCÍCIOS DIVERSOS SOBRE CONTABILIDADE DE CUSTO 1) Considere os dados abaixo, extraídos da linha de produção de uma indústria. Considerando que o estoque inicial é zero e que a empresa vendeu todo o estoque produzido, o valor do Custo dos Produtos Vendidos, calculado pelo custeio por absorção, em reais, é: Custo fixo R$ 1.000,00 Custo variável unitário R$ 10 ,00 Despesas fixas R$ 180,00 Preço de venda unitário R$ 20,00 Despesas variáveis R$ 3,00 (por unidade vendida) Quantidade produzida = 270 unidades 2) Considerando o resultado do item anterior o administrador gostaria de ter uma margem comercial de venda de 60% sobre o custo do produto vendido. Qual o valor dessa margem comercial de venda? 3) Ainda referente ao item 02 qual o valor do preço de venda unitário? 4) A terminologia aplicada em custos industriais conceitua gastos como sacrifício financeiro (entrega ou promessa de entrega) para a entidade. Nessa terminologia, custo é gasto relativo a bem: a) ativado, em função de sua vida útil. b) consumido de forma anormal e involuntária. c) consumido para a obtenção de receita.

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d) consumido na produção de outro bem. e) ainda que se encontre no ativo sem participar ainda do processo produtivo 5) Considerando um processo produtivo, temos os seguintes itens: MD consumido = R$ 3.000; MOD = R$ 2.000 ; CIF’S = R$ 6.000; EIMD = 100; EFMD = 0; EIPE = R$ 1.000; EFPE = 0 EIPA = 200 Obs: Foi vendido somente 60% do que foi produzido. Pergunta-se: Qual o valor do preço de venda considerando que o administrador gostaria de uma margem comercial de 60%?

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REFERÊNCIAS ATKINSON, A. A.; BANKER, R. D.; KAPLAN, R. S.; YOUNG, S. M.. Contabilidade Gerencial. Tradução André Olimpo Mosselman e Du Chenoy Castro. São Paulo: Atlas, 2000. CREPALDI, Silvio Aparecido. Contabilidade Gerencial: Teoria e Prática. São Paulo. Atlas. 2004. MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. São Paulo: Atlas, 2003. MATARAZZO, Dante C. Análise Financeira de Balanços. São Paulo: Atlas, 2003. PADOVEZE, Clóvis Luís. Contabilidade Gerencial: um enfoque em sistema de informação contábil. São Paulo: Atlas, 2000. SÁ, Antonio Lopes, Contabilidade Básica. São Paulo: Atlas, 1971. SANTOS, José Luis dos. PINHEIRO, Paulo Roberto. Fundamentos de Gestão Estratégica de Custos. São Paulo.Atlas.2001. ZDANAWICZ, José Eduardo. Estrutura e análise das demonstrações contábeis. 1ª ed. Porto Alegre: Zagra, 1998.

Contabilidade Gerencial e de Custos

Curso a Distancia de Graduação em Administração

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