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INFOJURIS

INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA
DO
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA

JURISPRUDÊNCIA SISTEMATIZADA

Criação e Coordenação:
RUI STOCO
(Conselheiro do CNJ no biênio 2007/2009)

 2009 
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INFOJURIS
INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA(*)

(BANCO DE DADOS DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA)

(*) Contém a jurisprudência sistematizada e atualizada até a 86ª Sessão Ordinária (realizada em
09.06.2009), observações, citações de doutrina, jurisprudência e comentários.

–A–
ABONO FAMÍLIA
Não exclusão, ainda que ultrapasse o teto de vencimentos

“Vê-se, assim, que não caberia ao Conselho Nacional de Justiça


excluir verbas outorgadas à magistratura local por leis e constituição do respectivo Estado,
mesmo que tais vantagens não estejam previstas na LOMAN, se posteriores a 05.10.88.
Dessa forma, a parcela de equivalência, por ser um valor transitório e referente a uma
reposição de diferença de remuneração no passado, se excluída agora, reiteraria o prejuízo
de então que pretendia repor. Ademais, na União tal parcela acabou incorporada pela Lei
10.474, e, inclusive, foi levada em conta quando da fixação do subsídio e do teto. Por outro
lado, no que se reporta ao ‘abono família’ devida hoje, a apenas 9 (nove) magistrados,
vantagem de lei de 1948, não há como excluir seu valor se a soma ultrapassa o subsídio,
por se tratar de vantagem legalmente concedida, inclusive antes da Emenda 07/77 e da
LOMAN. No mesmo sentido, a gratificação chamada de adicional trintenário, com
expressa previsão na Constituição do Estado, e já reconhecido pelo egrégio STF não possui
a natureza de adicional de tempo de serviço” (CNJ – PCA 442 – Rel. Cons. Jirair Aram
Meguerian – 13ª Sessão Extraordinária – j. 05.06.2007 – DJU 21.06.2007 – Parte do voto
do relator).

ABUSO DE PODER
Quebra irregular do sigilo fiscal. Apuração que compete à Corregedoria Geral
do Tribunal

Recurso Administrativo. Nulidade processual. Matéria de cunho


judicial. Abuso de poder. Apuração judicial em curso. Hipótese de ocorrência de crime.
Remessa dos autos ao Ministério Público pelo juízo da causa. Avocação dos autos e
suspensão do processo. Inviabilidade. Ausência de poder jurisdicional. Abuso de poder.
Apuração pelo órgão estadual. Recurso indeferido com determinação de apuração dos
fatos relativos ao abuso de poder ao órgão censor. – “Inviabilizada a análise de questões
relativas à nulidade do processo por ausência de citação válida, bem como de ocorrência de
conexão ou continência, na medida em que refogem à competência deste Conselho
Nacional de Justiça. Apontado abuso de poder na determinação de quebra de sigilo fiscal
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que deverá ser apurado pela Corregedoria estadual. Inexistência de ofensa ao artigo 40 do
Código de Processo Penal, se existe processo em curso na esfera judicial, através do qual
pode ser efetivada a referida providência pelo magistrado da causa. Pedidos de sustação do
processo e de avocação dos autos inviabilizada, diante da ausência de poder jurisdicional
deste Conselho. Recurso parcialmente provido, para determinar a apuração pela
Corregedoria-Geral de Justiça do Estado da Paraíba do suposto abuso de poder na
determinação da quebra de sigilo fiscal do recorrido” (CNJ – RD 10849 – Rel. Min.
Corregedor Nacional Gilson Dipp – 71ª Sessão – j. 07.10.2008 – DJU 24.10.2008).

ABUSO DO DIREITO DE DEFESA


Magistrado. Sucessivos adiamentos de julgamento em razão de reiteradas
licenças com afastamento

Reclamação Disciplinar. Juíza de Direito. Julgamento. Sucessivos


pedidos de adiamento. – “A garantia constitucional do contraditório e da ampla defesa
assegura ao Magistrado o acompanhamento pessoal da sessão em que se dá o julgamento
do processo administrativo disciplinar a que responde. No entanto, o sucessivo adiamento
do julgamento do processo administrtivo disciplinar, em virtude das sucessivas licenças do
magistrado acusado, procrastinando o andamento do feito, constitui abuso de direito de
defesa, impondo-se o julgamento do procedimento.O interesse público milita no sentido da
pronta e cabal apuração de denúncia que atribui a magistrado o cometimento de infração
disciplinar. O processo administrativo instaurado para esse fim, não pode ter seu
andamento indefinidamente sobrestado ao talante da autoridade judiciária então
processada” (CNJ – RD 47 – Rel. Ministro Corregedor Antônio de Pádua Ribeiro – 25ª
Sessão Ordinária – j. 12.09.2006 – DJU 29.09.2006 – Ementa não oficial).

ABUSO DO DIREITO DE DENUNCIAR


Revisão Disciplinar. Denúncia contra magistrado. Demonstração de completo
desinteresse em comprovar os fatos alegados

Processo de Revisão Disciplinar. Reclamação convertida em


Revisão. Denúncia oferecida contra desembargador. Alegação de intermediação de votos
em processos judiciais submetidos à segunda instância e direcionamento de resultados.
Matéria fática não comprovada. Inexistência de qualquer elemento indiciário ou
probatório. Revelação de completo desinteresse do denunciante em demonstrar os graves
fatos alegados. – “Abusa do direito de reclamar e de denunciar no âmbito administrativo-
disciplinar a pessoa que não apresenta com a petição inicial os elementos necessários à
apuração e, ao longo do procedimento, demonstra completo desinteresse em comprovar os
fatos alegados” (CNJ – REVDIS 42 – Rel. Cons. Rui Stoco – 49ª Sessão – j. 09.10.2007 –
DJU 25.10.2007).

ABUSO DO DIREITO DE RECORRER


Pedido de Esclarecimentos

Pedido de Esclarecimentos. – “A interposição de embargos de


declaração sem indicação da omissão do julgado e a adição de nova argumentação de
mérito que não foi objeto da inicial e, conseqüentemente, da decisão, pode configurar ação
temerária do embargante, gerando danos inclusive à finalidade da Justiça. O abuso do
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direito ao recurso, contribuindo para inviabilizar a justiça pelo excesso de trabalho, presta
um desserviço à sua agilidade e segurança” (CNJ – PCA 54 – Rel. Cons. Ruth Carvalho –
25ª Sessão – j. 12.09.2006 – DJU 29.09.2006 – Ementa não oficial).

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE


Propositura de Procedimento de Controle Administrativo perante o CNJ na
pendência de ADIn perante o STF

Procedimento de Controle Administrativo. Dispositivo de lei


estadual objeto de Ação Direta de Inconstitucionalidade. Aplicação. Inviabilidade de
atuação do Conselho Nacional de Justiça. – “I) Limitando-se a atuação do Conselho
Nacional de Justiça à esfera administrativa, não se conhece de pedido de instauração de
Procedimento de Controle Administrativo, quando existente ação perante o Supremo
Tribunal Federal questionando a constitucionalidade de dispositivo de lei estadual cuja
aplicação se pretende. II) Pedido conhecido parcialmente, para recomendar ao Tribunal
requerido que agilize a análise dos Procedimentos Administrativos de interesse do
requerente, em cumprimento ao comando inscrito no inciso LXXVII do art. 5º da
Constituição Federal” (CNJ – PCA 9600 – Rel. Cons. Altino Pedrozo dos Santos – 49ª
Sessão – j. 09.10.2007 – DJU 25.10.2007).

AÇÃO JUDICIAL
Palavras-chave: CAUSA – FEITO – PROCESSO
V. tb.: ATIVIDADE JURISDICIONAL

Prazo para a duração do processo

Administrativo. Pedido de Providências. Demora na tramitação de


processo em Tribunal. Razoabilidade dos prazos. Diversas substituições de Relatoria.
Excesso aparente de prazo entre conclusão do julgamento e publicação do acórdão.
Necessidade de inclusão de dados nos levantamentos estatísticos. – “I) Verificando que
houve três redistribuições dos autos para diferentes relatores, restando o prazo médio de
conclusão com cada julgador em 3 (três) anos, não há que se falar em excesso de prazo. II)
Prazo decorrido entre julgamento e publicação do v. acórdão, que pode vir a caracterizar
certo excesso, merece submeter-se a levantamento estatístico global, para, na hipótese de
se verificar ser fenômeno comum aos Tribunais Brasileiros, examinar o Conselho Nacional
de Justiça adoção de possíveis medidas alteradoras das rotinas processuais. III) Pedido de
Providências arquivado, com remessa de cópia do voto às Comissões de Estatística e de
Informática para estudo da viabilidade de levantamento global dos prazos utilizados em
todas as Cortes de Justiça entre julgamento e publicação dos acórdãos” (CNJ – PP 35 –
Rel. Cons. Jirair Aram Meguerian – 1ª Sessão Extraordinária – j. 08.11.2005 – DJU
16.11.2005).

Conselho Nacional de Justiça. Ausência de competência


jurisdicional originária ou revisora. Impossibilidade de controle do mérito da atividade
jurisdicional dos magistrados. Competência constitucional para zelar pela autonomia do
Poder Judiciário e pela observância dos princípios da eficiência (CF, art. 37, caput) e da
razoável duração do processo e celeridade (CF, art. 5º, LXXVIII). Demora no julgamento
pelo Plenário do Tribunal do Júri atribuída à legislação processual e complexidade do feito.

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Inexistência de responsabilidade dos magistrados. Arquivamento. (CNJ – PP 16 – Rel.


Cons. Alexandre de Moraes – 5a Sessão – j. 13.09.2005 – DJU 19.11.2005).

Pretensão de que o direito de postular em juízo seja exercido sem a


interferência de advogado

Recurso administrativo em Pedido de Providências. Solicitação no


sentido de que o direito postulatório possa ser exercido sem a interferência de advogados.
Matéria fora da competência do CNJ como enfocado na decisão monocrática. (CNJ – PP
842 – Rel. Cons. Marcus Faver – 28ª Sessão – j. 24.10.2006 – DJU 20.11.2006 – Ementa
não oficial).

Segredo de Justiça
Vide: SEGREDO DE JUSTIÇA

AÇÃO PENAL
Condenação do réu. Expedição de guia de recolhimento provisória

Guia de recolhimento provisória. Necessidade de trânsito em


julgado para o Ministério Público em primeira instância. Apelação criminal com efeito
devolutivo e suspensivo. Ausência de afronta à Resolução 19/2006 do Conselho Nacional
de Justiça. Aplicação da Súmula 192 do STJ e dos artigos 593 e 597 do CPP, bem como do
artigo 105 da Lei de Execuções Penais. Desnecessidade de trânsito em julgado para o
Ministério Público de acórdão que examinou a apelação. Inexistência de efeito suspensivo
em eventuais recursos especiais ou extraordinários. Pedido conhecido e parcialmente
acolhido. (CNJ – PP 1326 – Rel. Cons. Altino Pedrozo dos Santos – 48ª Sessão – j.
25.09.2007 – DJU 15.10.2007).

AÇÃO RESCISÓRIA
Atualização do valor da causa para efeito de depósito prévio

Procedimento de Controle Administrativo. Instrução Normativa


31, de 27.09.2007 do TST. Depósito prévio em Ação Rescisória. Atualização monetária do
valor da causa. Lei 11.495/2007. – “A regra do art. 4º da Instrução Normativa 31/2007, do
TST, que prevê a atualização do valor da causa para fins de depósito prévio na Ação
Rescisória, está em sintonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (AR-QO
1176/GO, Relator Min. Paulo Brossard, j. 21/02/1990). Improcedência do pedido” (CNJ –
PCA 200810000018903 – Rel. Cons. José Adonis Callou de Araújo Sá – 75ª Sessão – j.
02.12.2008 – DJU 19.12.2008).

ACESSO AOS PRÉDIOS DO PODER JUDICIÁRIO


Modo de se vestir das pessoas que comparecem aos foros e varas

Vestuário. Restrição. Acesso a fórum. Preservação do decoro e da


dignidade da justiça. – “1) Compete ao Juiz, no exercício do poder de polícia, velar por
que se preservem padrões mínimos de dignidade e de decoro no acesso aos órgãos do
Poder Judiciário (CPC, art. 125, III e art. 445, I). 2) Não há mácula de ilegalidade em
comunicado de Juiz Diretor do Fórum que impede a entrada nas dependências do Fórum de

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pessoas com trajes inadequados (calção, short e bermudões) exceções em casos de


urgência ou de impossibilidade financeira de a parte vestir-se de outro modo. 3) A
Constituição Federal veda a discriminação arbitrária, não o tratamento diferenciado ditado
pela razoabilidade e justificado pelo padrão médio de moralidade da sociedade. 4)
Procedimento de Controle Administrativo julgado improcedente” (CNJ – PCA
200910000001233 – Rel. Cons. João Oreste Dalazen – 84ª Sessão – j.12.05.2009 – DJU
15.05.2009).

Sistema eletrônico de segurança

Procedimento de Controle Administrativo. Tribunal Regional


Federal da 3ª Região. Sistema eletrônico de segurança para acesso aos prédios do Poder
Judiciário. – “A garantia de maior segurança no interior das dependências forenses é
justificativa razoável para que seja implementado sistema de segurança com a instalação de
detectores de metal. Precedentes do Conselho Nacional de Justiça. Pedido julgado
improcedente” (CNJ – PCA 200810000024915 – Rel. Cons. Felipe Locke Cavalcanti – 74ª
Sessão – j. 18.11.2008 – DJU 05.12.2008

ACESSO AOS TRIBUNAIS POR ADVOGADOS E MEMBROS DO MINISTÉRIO


PÚBLICO
V. tb.: QUINTO CONSTITUCIONAL

Quinto Constitucional. Lista tríplice

“Recomenda a esses Tribunais que regulamentem a orientação


emanada deste Conselho Nacional de Justiça, aplicável a todos, no sentido de que a lista
tríplice a que se refere o artigo 94, parágrafo único, da Constituição Federal, seja formada
em sessão pública, mediante votos abertos, nominais e fundamentados” (Recomendação
CNJ 13, de 06.11.2007).

Quinto Constitucional. Lista tríplice. Sessão aberta com votação nominal e


fundamentada

Medida Liminar. Tribunal Regional do Trabalho. Sessão Plenária.


Resolução Administrativa estabelecendo que a eleição de candidatos ao quinto
constitucional da Corte e que farão parte da listra tríplice será por votação secreta.
Inadmissibilidade. Pedido de tutela para que se proceda à votação da lista tríplice em
sessão aberta, com votação nominal e fundamentada. (CNJ – PP 200910000012474 – Rel.
Cons. Rui Stoco – Decisão Monocrática – j. 26.03.2009).
Parte da decisão do Relator: “Ademais do fato de a Recomendação 13, de 06.11.2007
deste Conselho recomendar “a Tribunais que regulamentem a orientação emanada deste
Conselho Nacional de Justiça, aplicável a todos, no sentido de que a lista tríplice a que se
refere o artigo 94, parágrafo único, da Constituição Federal seja formada em sessão
pública, mediante votos abertos, nominais e fundamentados” (textual), o inciso X do art.
93 da Constituição Federal determina e impõe, de forma cogente, que todas as decisões dos
Tribunais sejam fundamentadas e proferidas em sessão pública. A efetividade do princípio
da impessoalidade e moralidade administrativas talvez seja a primeira grande tarefa do
Conselho Nacional de Justiça. Garantir não apenas que os atos administrativos do Poder
Judiciário sejam legais, mas que sejam, na mesma medida, legítimos. Essa legitimidade
depende da certeza de que as razões que balizaram os julgamentos são racionais e

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constitucionais. Por isso, a transparência é essencial, obrigatória e inegociável. Todos


haverão de conhecer os fundamentos das decisões para que possam, inclusive, impugná-
las. A credibilidade do Poder Judiciário tem estreita relação com a sua transparência. Não
há ato administrativo, mesmo que discricionário, que esteja acima da determinação do
Estado de Direito de que todas as decisões ou opções públicas devem ser absolutamente
abertas e transparentes. Aliás, a escolha daqueles que irão integrar uma Corte de Justiça
não é discricionária mas regrada, não ficando ao alvedrio da autoridade mas permeada por
regras que atuam como balizas norteadoras, tendo como tegumento protetor o princípio da
legalidade. De modo que, embora a Recomendação 13 deste Conselho não tenha natureza
de lei em sentido estrito, sinaliza de forma pragmática e reveladora o entendimento do
Plenário deste Conselho Nacional de Justiça a respeito da aplicação da determinação
constitucional acerca da fundamentação das decisões administrativas. E não há que se falar
que o caso é de eleição. Eleição no Poder Judiciário significa apenas que a vontade da
maioria terá força vinculante em algumas circunstâncias. Não há o sentido que
encontramos no caso das eleições populares, manifestação soberana da vontade popular.
Nesse último caso, o voto secreto é garantia de independência, é medida protetiva da
autonomia do cidadão. No caso de decisões judiciais, não há justificativa para o voto
secreto e apartado do conhecimento geral e público; não há fundamento para que não se
conheçam as razões de um voto que definirá um membro de Tribunal. No espaço judicial,
os magistrados já têm garantias de independência suficientes, não havendo ameaças ao seu
cargo, nem a sua livre manifestação que possam justificar esse tipo de segredo. Nesse
sentido, votações secretas não encontram sequer justificativas minimamente racionais no
âmbito do Poder Judiciário”.

Quinto constitucional. Acesso a Tribunal de Justiça dos Estados.


Lista tríplice. Formação. Publicidade da Sessão e motivação. Art. 93, Inc. X, da
Constituição Federal. – “‘A Emenda Constitucional 45, de 8 de dezembro de 2004, que
desencadeou a reforma do Poder Judiciário, consagrou, de vez, o princípio da publicidade e
transparência nas decisões judiciais e administrativas por ele proferidas, que passaram a ser
obrigatoriamente realizadas em sessão pública, mediante votos abertos, nominais e
fundamentados. Em respeito a esses postulados constitucionais, é indispensável que a
formação da lista tríplice dos candidatos que concorrerão às vagas destinadas aos
advogados e membros do Ministério Público se faça não só em sessão pública, mas,
também, por meio de votação aberta, nominal e fundamentada, à semelhança do que ocorre
com a promoção por merecimento de magistrado aos Tribunais de segundo grau (Res. CNJ
6/2005, art. 1º)’ (PP 2007.10.00.000497-3). Procedimento de Controle Administrativo de
que se conhece e a que se julga procedente” (CNJ – PP 200910000008082 – Rel. Cons.
Altino Pedrozo dos Santos – 82ª Sessão – j. 14.04.2009 – DJU 17.04.2009).

Quinto Constitucional. Tribunal com número ímpar de vagas. Alternância

Procedimento de Controle Administrativo. Quinto constitucional.

Tribunal com número ímpar de vagas a ser preenchidas por representantes da advocacia

e do Ministério Público. Alternância (art. 100, § 2º, LOMAN). Questão já apreciada pelo

judiciário. Preservação das vagas de origem (art. 4º, EC 45). Inaplicabilidade.

Improcedência. – “I) Matéria já apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o

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Recurso Ordinário interposto no Mandado de Segurança 12.778/MS e decidir que “(...) a

regra prevista no art. 100, § 2º, da LOMAN, somente é aplicável quando o Tribunal já

possui um número ímpar de vagas destinadas ao quinto constitucional e ocorre vacância de

uma delas (...)”. II) Não se aplica o disposto no art. 4º, da EC 45, pois este se destina, tão

somente, a preservar o quinto constitucional na composição dos Tribunais de Justiça, em

virtude da extinção dos Tribunais de Alçada, nos Estados em que estes existiam. III)

Procedimento de Controle Administrativo julgado improcedente” (CNJ – PCA 6600 – Rel.

Cons. Mairan Gonçalves Maia Júnior – 50ª Sessão – j. 23.10.2007 – DJU 09.11.2007).
DOUTRINA: “Não sendo possível a simultânea participação de representantes de
advogados e membros do Ministério Público, em igual número, no Tribunal, far-se-á
revezamento: ora haverá número superior daqueles, ora destes. Quer dizer que a vaga
excedente e que não pode ser atribuída com exclusividade a qualquer das duas classes, será
uma vez preenchida por advogado, e, em seguida, uma vez por membro do Ministério
Público, de modo, que uma vez os representantes de uma das categorias detenham uma
vaga a mais do que outra, seguindo-se igual vantagem para outra categoria” (JOSÉ
RAIMUNDO G. DA CRUZ. A Lei Orgânica da Magistratura Nacional Interpretada. 2. ed.
São Paulo: Juarez de Oliveira, 2002, p. 143).

ACORDOS JUDICIAIS
Caráter normativo. Atividade legislativa. Inviabilidade

Procedimento de Controle Administrativo. Orientação para


realização de acordos judiciais com caráter normativo. Autonomia das partes. Atividade
legislativa. Inviabilidade. Deferimento. – “I) Expedição de orientação genérica com
parâmetros para elaboração de termos de acordos judiciais que vincula os jurisdicionados a
critérios abstratos e genéricos viola o livre exercício da autonomia privada. II) Exorbita a
atividade judicante quando se especifica os limites intransponíveis para efeito de
homologação judicial, investindo-se o magistrado em função tipicamente legislativa. III)
Procedimento de Controle Administrativo a que se dá provimento” (CNJ – PCA 14073 –
Rel. Cons. Mairan Gonçalves Maia Júnior – 54ª Sessão – j. 18.12.2007 – DJU 08.02.2008).

ACUMULAÇÃO DE CARGOS
Servidor Público. Acúmulo das funções com o cargo de Conciliador

Pedido de Providências. Consulta. Tribunal de Justiça da Paraíba.


Incompatibilidade de exercício remunerado do servidor público com o cargo, como
definido na lei paraibana, de Juiz leigo ou Conciliador. – “I) A regra constitucional (CF,
art. 37, XVI) é pela vedação de qualquer hipótese de acumulação remunerada de cargos
públicos, exceto quando houver compatibilidade de horários: (1) a de dois cargos de
professor; (2) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; (3) a de dois
cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas”

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(CNJ – PP 1070 – Rel. Designado Cons. Alexandre de Moraes – 10ª Sessão Extraordinária
– j. 08.05.2007 – DJU 18.05.2007 – Ementa não oficial).

ACUMULAÇÃO DE PROVENTOS DE APOSENTADORIA COM OUTROS


RENDIMENTOS
Acumulação da aposentadoria do cargo de magistrado com remuneração pelo
exercício da atividade de notário ou registrador

Pedido de Providências. Tribunal de Justiça de Pernambuco.


Consulta. Possibilidade de cumulação de aposentadoria no cargo de magistrado com
remuneração auferida pelo exercício da titularidade de notário ou registrador. Consulta
respondida afirmativamente. – “Permite-se a cumulação dos proventos de aposentadoria
no cargo de magistrado com a remuneração auferida no exercício da titularidade do serviço
de notas e registros públicos, considerando que a proibição prevista na Constituição
Federal tem aplicação tão-somente aos cargos, funções e empregos públicos” (CNJ – PP
200810000024356 – Rel. Cons. Andréa Pachá – 72ª Sessão – j. 21.10.2008 – DJU
07.11.2008).

ACUMULAÇÃO E DESACUMULAÇÃO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS


Vide: SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS (ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO)

ACÚMULO DE SERVIÇO
Elevada população carcerária e acúmulo de processos. Município de Ribeirão
das Neves – MG. Recomendação de designação de juiz auxiliar para a Vara de
Execuções

Pedido de Providências. Vara de Execuções Penais de Ribeirão


das Neves. Elevada população carcerária e acúmulo de processos. Designação de juiz.
Recomendação. – “I) Alegação do requerente confirmada pelo TJ/MG, sobre a elevada
população carcerária no Município de Ribeirão das Neves/MG e o acúmulo de processos
na respectiva Vara de Execuções Penais, apesar do reconhecido esforço da juíza titular. II)
Recomendação de designação de juiz para auxiliar para a Vara de Execuções de Ribeirão
das Neves, tal como sugerido pela Corregedoria-Geral de Justiça, sem prejuízo do
atendimento de outras situações prioritárias, segundo avaliação do Tribunal. Procedência
do Pedido de Providências” (CNJ – PP 200710000002757 – Rel. Cons. José Adonis Callou
de Araújo Sá – 57ª Sessão – j. 26.02.2008 – DJU 18.03.2008).

Representação por Excesso de Prazo. Acúmulo de serviço. Descaracterização

Recurso Administrativo. Representação por excesso de prazo.


Acúmulo de Serviço. Promoção de mecanismos de celeridade pelo órgão judiciário.
Excesso de prazo descaracterizado. Arquivamento mantido. – “I) Considera-se justificado
o excesso de prazo quando o acúmulo de serviço constitui empecilho ao normal andamento
da causa não imputável ao magistrado II) A busca de medidas adequadas, tais como
criação de turmas especializadas e prioridade ao julgamento de causas mais antigas, são
meios que garantem a celeridade processual e asseguram a aplicação das garantias
constitucionais expressas no art. 5º da Carta Magna” (CNJ – REP 284 – Rel. Min. Antônio
de Pádua Ribeiro – 36ª Sessão – j. 13.03.2007 – DJU 23.03.2007).

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Representação por excesso de prazo. Aposentadoria do magistrado. Perda do


objeto

Recurso Administrativo em Representação por Excesso de Prazo.


Aposentadoria do magistrado representado. Prejudicialidade do recurso. – “Sendo o
propósito das representações por excesso de prazo punir, no campo disciplinar, o
magistrado pelo retardamento no cumprimento de atos de ofício sob sua responsabilidade,
a sua aposentadoria intercorrente conduz a respectiva representação à perda de objeto por
fato novo indesprezível. Recurso Administrativo prejudicado” (CNJ – REP 392 – Rel.
Cons. Antonio Umberto de Souza Júnior – 61ª Sessão – j. 29.04.2008 – DJU 20.05.2008).

Visitas regulares às penitenciárias pelos juízes das execuções que não devem
ser prejudicadas

Vara de Execuções Criminais. Acúmulo de processos. Prejuízos


aos reeducandos. Cumprimento da Resolução 47/2007 do CNJ. – “Cabe ao tribunal
promover efetivas medidas tendentes a garantir o cumprimento pelos juízes de execuções
criminais das visitas regulares às penitenciárias, como determina a Res. 47/2007” (CNJ –
PP 200710000016770 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 59ª Sessão – j. 25.03.2008 – DJU
15.04.2008).

ADICIONAL
V. tb.: SUBSÍDIO

Adicional de Qualificação – AQ. Implementação e Regulamentação no âmbito


do Conselho Nacional de Justiça
Vide: Instrução Normativa CNJ 11, de 13.11.2008.

Adicional por atividades penosas

Recurso Administrativo. Adicional por atividades penosas.


Previsão no art. 14 da Lei Mineira 10.856/92. Delegação legislativa, aos tribunais, da
regulamentação das hipóteses de exigibilidade da vantagem. Edição pelo TJMG da
Resolução 320/96 que, em seu art. 3º, inciso II, define atividade penosa como sendo aquela
em que o servidor experimente desgaste físico ou psíquico excessivamente acentuado.
Conclusão, pelo TJMG, de inexistência de situação de tensão em nível significativamente
destoante do restante dos serventuários da Justiça Mineira. Ausência de erro ou ilicitude no
ato do TJMG. Recurso a que se nega provimento. (CNJ – PCA 6866 – Rel. Cons. Antonio
Umberto de Souza Júnior – 51ª Sessão – j. 06.11.2007 – DJU 26.11.2007).

ADICIONAL DE ESCOLARIDADE
Inadmissibilidade de concessão

Recurso Administrativo no Procedimento de Controle


Administrativo. Desconstituição de ato administrativo. Adicional de escolaridade. Lei
Estadual 1.102/90. Não acolhimento do pedido. (CNJ – RAPCA 416 – Rel. Cons.
Alexandre de Moraes – 36ª Sessão – j. 13.03.2007 – DJU 23.03.2007 – Ementa não
oficial).

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ADICIONAL DE GUERRA
Palavras-chave: TEMPO DE GUERRA

Determinação de corte

“Dessa forma, o Tribunal de Justiça de São Paulo deverá tornar


definitivo o corte realizado liminarmente pelo CNJ, no valor referente ao pagamento do
adicional de guerra, que deveria ter-se mantido inalterável desde a edição da LOMAN”
(CNJ – PCA 489 – Rel. Cons. Alexandre de Moraes – 13ª Sessão Extraordinária – j.
05.06.2007 – DJU 21.06.2007 – Ementa não oficial).

Natureza pessoal. Parte integrante do subsídio

“A vantagem ‘tempo de guerra’ deve, pois, ser definida como de


natureza pessoal, tal como a gratificação adicional por tempo de serviço. Deve, pois, ser
conferido igual tratamento dado a essa última vantagem que, consoante disposto no art. 4º,
III, alíneas a e b da Res. 13/CNJ, encontra-se compreendida no subsídio” (CNJ – PCA 487
– Rel. Cons. Paulo Schmidt – 13ª Sessão Extraordinária – j. 05.06.2007 – DJU 21.06.2007
– Ementa não oficial).

ADICIONAL DE QUALIFICAÇÃO – AQ
Implementação e regulamentação no âmbito do Conselho Nacional de Justiça
Vide: Instrução Normativa CNJ 11, de 13.11.2008.

ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO – ATS


Absorção das verbas de caráter remuneratório pelo subsídio

Subsídios. Subsistência de adicional de tempo de serviço.


Impossibilidade. – “A introdução dos subsídios absorveu todas as verbas de caráter
remuneratório, inclusive o adicional por tempo de serviço (Res. 13/CNJ, art. 4º, III).
Emergindo em processo aparente situação de afronta à regra constitucional de contenção
remuneratória, deve o Conselho Nacional de Justiça, de ofício, no exercício de sua
competência fiscalizatória, apurar eventuais desvios administrativos. Ordem de prestação
de informações sobre os valores remuneratórios pagos aos magistrados em atividade desde
a véspera da implantação dos subsídios até o presente” (CNJ – PP 200810000022372 –
Rel. Cons. Antonio Umberto de Souza Júnior – 86ª Sessão – j. 09.06.2009 – DJU
17.06.2009).

Compreendido pelo subsídio da magistratura. Resolução 13 do CNJ

Recurso Administrativo em Procedimento de Controle


Administrativo. Arquivamento. Magistrados. Vantagens pecuniárias. Art. 192, I da Lei
8.112/90. Art. 65, VIII, da LOMAN. – “O adicional por tempo de serviço previsto no art.
65, VIII, da LOMAN está compreendido no valor do subsídio dos magistrados (Resolução
13 do CNJ). Recurso a que se nega provimento” (CNJ – PCA 200810000003444 – Rel.
Cons. José Adonis Callou de Araújo Sá – 60ª Sessão – j. 08.04.2008 – DJU 07.05.2008).

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


12

Interrupção no pagamento antes da data-limite estabelecida pelo CNJ

Pedido de Providências. Magistrados. Interrupção no pagamento


de adicionais por tempo de serviço e qüinqüênios antes da data-limite estabelecida pelo
CNJ e desconto dos valores pagos pelos tribunais a esse título, sob a forma de
compensação. Res. 13/2006 do CNJ que permitiu os pagamentos até maio/2006. Direito
ao recebimento desses adicionais até a data-limite estabelecida. Descontos indevidos,
posto que recebidos os valores de boa-fé. Procedência dos pedidos. – “I) Se o CNJ, como
órgão de controle da legalidade dos atos administrativos dos tribunais, atuou como
intérprete e elemento integrador da Lei 11.143/2006 e, para os magistrados que se
submetem ao sistema de subsídio, deu sobrevida aos adicionais até maio de 2006, diante da
dicção do art. 12 da Res. 13/2006, impõe-se reconhecer a todos que se encontrem na
mesma situação o direito a essa percepção até a data-limite, sob pena de discrímen e ofensa
à isonomia. II) A pretensão da Administração Pública de ver repetidos valores
indevidamente pagos a título de subsídio, vencimentos ou proventos, obriga e impõe uma
fase de conhecimento e de dilação probatória em que reste incontroverso que o pagamento
foi efetivamente indevido e que o beneficiário tenha agido de má-fé, considerando que os
valores recebidos de boa-fé não se submetem à restituição, posto que, tendo o pedido
natureza reparatória, essa boa-fé exsurge como causa excludente da responsabilidade”
(CNJ – PP 1069 – Rel. Cons. Rui Stoco – 48ª Sessão – j. 25.09.2007 – DJU 15.10.2007).

Irredutibilidade

“Ressalvado meu posicionamento pessoal e doutrinário quanto à


irredutibilidade de vencimentos, já apontado na análise na medida liminar, juntamente com
a maioria do CNJ, entendemos que no MS 24.875-1/DF o STF decidiu pela
impossibilidade de aplicação da irredutibilidade de vencimentos em relação a
subsídios/adicionais por tempo de serviço, pois a fixação dos subsídios teria incorporado o
adicional por tempo de serviço, não sendo possível, portanto, que o magistrado passasse a
receber, além do subsídio, o valor ‘congelado’ correspondente aos antigos adicionais por
tempo de serviço. Igualmente, seguindo essa mesma orientação, não me parece possível a
manutenção do ‘adicional por tempo de serviço em até 55%, pois, mesmo previsto no art.
129 da Constituição do Estado de São Paulo, encontra previsão expressa e antagônica no
art. 65, VIII, da LOMAN, que fixa a gratificação adicional por qüinqüênio de serviço, até o
máximo de sete” (CNJ – PCA 489 – Rel. Cons. Alexandre de Moraes – 13ª Sessão
Extraordinária – j. 05.06.2007 – DJU 21.06.2007 – Ementa não oficial).

Limitação até sete qüinqüênios

“Quanto ao adicional de tempo de serviço, qüinqüênio, ressalvando


meu ponto de vista, no sentido da decisão do egrégio STF que reconheceu estar seu valor
englobado no subsídio, foi proferida num caso concreto, e diz respeito à situação da
magistratura da União, cuja remuneração anterior, efetivamente incluídos os 7 (sete)
qüinqüênios, em qualquer nível, ficara aquém do valor nominal do subsídio, em virtude da
fórmula matemática que regeu a decisão política consertada entre os três Poderes da União
ao se fixar o subsídio e o teto, tanto que em nenhuma situação houve redução nominal do
valor total da remuneração, ao se introduzir o sistema de subsídios para a União e que está
matematicamente comprovado, no caso do Estado de Minas Gerais, houve redução do
valor nominal da remuneração, devendo a diferença ser paga a título de diferença pessoal
mesmo que venha a ultrapassar o teto máximo, pois senão haveria conflito interno de
normas constitucionais, entre uma cláusula pétrea, irredutibilidade de vencimento e a outra

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


13

fruto de emenda fixando teto e sua repercussão, ainda, assim, em face dos precedentes
deste Conselho, no caso em tela, mantendo a decisão anterior, determino sua exclusão das
rubrica, art. 95, III da CF” (CNJ – PCA 442 – Rel. Cons. Jirair Aram Meguerian – 13ª
Sessão Extraordinária – j. 05.06.2007 – DJU 21.06.2007 – Ementa não oficial).

Não previstos na LOMAN. Possibilidade de sua manutenção

“Ressalvado meu posicionamento pessoal e doutrinário quanto à


irredutibilidade de vencimentos, já apontado na análise na medida liminar, juntamente com
a maioria do CNJ, entendemos que no MS 24.875-1/DF o STF decidiu pela
impossibilidade de aplicação da irredutibilidade de vencimentos em relação à
subsídios/adicionais por tempo de serviço, pois a fixação dos subsídios teria incorporado o
adicional por tempo de serviço, não sendo possível, portanto, que o magistrado passasse a
receber, além do subsídio, o valor ‘congelado’ correspondente aos antigos adicionais por
tempo de serviço. Igualmente, seguindo essa mesma orientação, não me parece possível a
manutenção do ‘adicional por tempo de serviço em até 55%’, pois, mesmo previsto no art.
129 da Constituição do Estado de São Paulo, encontra previsão expressa e antagônica no
art. 65, VIII, da LOMAN, que fixa a gratificação adicional por qüinqüênio de serviço, até o
máximo de sete” (CNJ – PCA 489 – Rel. Cons. Alexandre de Moraes – 13ª Sessão
Extraordinária – j. 05.06.2007 – DJU 21.06.2007 – Ementa não oficial).

“A situação análoga do presente procedimento com o MS 24.875-1/


DF, no sentido da possibilidade excepcional de recebimento de vantagens pecuniárias não
previstas na LOMAN, desde que antigas e universais a todos os servidores públicos, pode
ser extraída do voto proferido pelo Ministro Ricardo Lewandowski no citado julgamento:
“Embora as normas do diploma legal em questão (Estatuto dos Funcionários Públicos
Civis da União), posteriormente alterado pela Lei 8.112/90, tivessem como destinatários os
servidores públicos stricto sensu, o STF estabeleceu que as vantagens previstas no art. 184
estendem-se também aos magistrados. Como referência histórica, merece ser mencionada
decisão proferida pelo Tribunal Pleno, em julgamento datado do ano de 1961, em que foi
relator o Ministro Gonçalves de Oliveira (RMS-DF 8.944, DJU 28.06.61). Mais
recentemente, em decisão prolatada no ano de 2003, a Corte, por seu Tribunal Pleno, sendo
relator o Ministro Maurício Corrêa, assentou que ‘as vantagens previstas no artigo 184 da
Lei 1.711/52, embora dirigidas formalmente aos servidores públicos em sentido estrito,
vêm sendo aplicadas aos magistrados em face do disposto no artigo 32, parágrafo único, da
LOMAN, que equipara as categorias para fins previdenciários’. Em face disso, entendo
temerária a alteração de toda a estrutura remuneratória cinqüentenária da magistratura
paulista – em especial pela similitude do presente citado – antes da adoção do regime de
subsídios pelo Estado de São Paulo. Dessa forma, não vislumbro ilegalidade na
continuidade do pagamento da parcela remuneratória intitulada ‘sexta-parte’, mesmo que
acima do teto constitucional consistente nos subsídios dos Ministros do Supremo Tribunal
Federal, de maneira a se evitar indevido decesso remuneratório, desde que seu valor
nominal seja ‘congelado’” (CNJ – PCA 489 – Rel. Cons. Alexandre de Moraes – 13ª
Sessão Extraordinária – j. 05.06.2007 – DJU 21.06.2007 – Ementa não oficial).

Qüinqüênios. Magistrados. Limite da LOMAN ultrapassado. Pagamento a


título de vantagem pessoal até sua extinção

“Quanto ao adicional de tempo de serviço, qüinqüênio,


ressalvando meu ponto de vista, no sentido da decisão do egrégio STF que reconheceu
estar seu valor englobado no subsídio, foi proferida num caso concreto, e diz respeito à

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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situação da magistratura da União, cuja remuneração anterior, efetivamente incluídos os 7


(sete) qüinqüênios, em qualquer nível, ficara aquém do valor nominal do subsídio, em
virtude da fórmula matemática que regeu a decisão política consertada entre os três
Poderes da União ao se fixar o subsídio e o teto, tanto que em nenhuma situação houve
redução nominal do valor total da remuneração, ao se introduzir o sistema de subsídios
para a União e que está matematicamente comprovado, no caso do Estado de Minas
Gerais, houve redução do valor nominal da remuneração, devendo a diferença ser paga a
título de diferença pessoal mesmo que venha a ultrapassar o teto máximo, pois senão
haveria conflito interno de normas constitucionais, entre uma cláusula pétrea,
irredutibilidade de vencimento e a outra fruto de emenda fixando teto e sua repercussão,
ainda, assim, em face dos precedentes deste Conselho, no caso em tela, mantendo a decisão
anterior, determino sua exclusão das rubrica, art. 95, III da CF” (CNJ – PCA 442 – Rel.
Cons. Jirair Aram Meguerian – 13ª Sessão Extraordinária – j. 05.06.2007 – DJU
21.06.2007 – Parte do voto do relator).

Recebimento de boa-fé. Vedação de devolução, desconto ou compensação

Pedido de Providências. Magistrados. Interrupção no pagamento


de adicionais por tempo de serviço e qüinqüênios antes da data-limite estabelecida pelo
CNJ e desconto dos valores pagos pelos tribunais a esse título, sob a forma de
compensação. Res. 13/2006 do CNJ que permitiu os pagamentos até maio/2006. Direito
ao recebimento desses adicionais até a data-limite estabelecida. Descontos indevidos,
posto que recebidos os valores de boa-fé. Procedência dos pedidos. – “I) Se o CNJ, como
órgão de controle da legalidade dos atos administrativos dos tribunais, atuou como
intérprete e elemento integrador da Lei 11.143/2006 e, para os magistrados que se
submetem ao sistema de subsídio, deu sobrevida aos adicionais até maio de 2006, diante da
dicção do art. 12 da Res. 13/2006, impõe-se reconhecer a todos que se encontrem na
mesma situação o direito a essa percepção até a data-limite, sob pena de discrímen e ofensa
à isonomia. II) A pretensão da Administração Pública de ver repetidos valores
indevidamente pagos a título de subsídio, vencimentos ou proventos, obriga e impõe uma
fase de conhecimento e de dilação probatória em que reste incontroverso que o pagamento
foi efetivamente indevido e que o beneficiário tenha agido de má-fé, considerando que os
valores recebidos de boa-fé não se submetem à restituição, posto que, tendo o pedido
natureza reparatória, essa boa-fé exsurge como causa excludente da responsabilidade”
(CNJ – PP 1069 – Rel. Cons. Rui Stoco – 48ª Sessão – j. 25.09.2007 – DJU 15.10.2007).

“Trata-se de Pedido de Providências, proposto pelo Tribunal


Regional Federal da 5ª Região que, sustentado no ‘reconhecimento da boa-fé’ e no
princípio da isonomia, busca junto ao CNJ o tratamento adotado para os Tribunais
Estaduais, em relação ao ATS e efeitos da Resolução 13 e 14/2006 do CNJ. Assim,
concluo no sentido de que a justificada insegurança jurídica da Administração até decisão
definitiva do STF e regulamentação pelo CNJ: a boa-fé dos beneficiados pelo pagamento
do Adicional por Tempo de Serviço, e o efeito firmado pelo CNJ para os seus atos
normativos e várias das decisões, afastam a obrigatoriedade da devolução do valor
recebido no caso em espécie até a edição das Resoluções 13 e 14/2006-CNJ” (CNJ – PP
1160 – Rel. Cons. Ruth Carvalho – 14ª Sessão Extraordinária – j. 06.06.2007 – DJU
21.06.2007 – Parte do voto do relator).
Observações:
1. A respeito do tema vide a Súmula 106 do TCU, com a seguinte redação: “O julgamento,
pela ilegalidade das concessões de reforma, aposentadoria e pensão, não implica por si só a

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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obrigatoriedade da reposição das importâncias já recebidas de boa-fé, até a data do


conhecimento da decisão pelo órgão competente”.
2. O TRF da 2ª Região assim decidiu: Administrativo. Servidor público. Recebimento de
valores indevidos. Reposição ao Erário. Impossibilidade. – “Esta Segunda Turma já
firmou entendimento no sentido de que o servidor, recebendo de boa-fé remuneração por
enquadramento indevido, por erro exclusivo da Administração, consoante precedentes do
STJ, não está obrigado a devolver a contraprestação recebida, pela prestação prévia de
serviço” (TRF 1a R. – 2a T. – Ap. 1998.38.00.025939-5 – Rel. Tourinho Neto – DJU
07.11.2002, p. 50). No mesmo sentido: STF, 1a T., RE 88.110, Rel. Min. Rodrigues
Alckmin, DJU 20.10.78).

Recebimento por longos anos de boa-fé. Irredutibilidade

“Quanto ao adicional por tempo de serviço, que aqui interessa no


momento, considerou-se que absorvido pelo sistema de subsídios, compreendido em seu
valor, mas, veja-se, e aí o ponto nodal, sem que isso, no caso, tivesse representando
decréscimo à remuneração dos impetrantes. Essa, em verdade, e ao que se crê, a razão pela
qual o julgamento referido não chegou a enfrentar o adicional sob a perspectiva da
irredutibilidade. Por óbvio, não se discute irredutibilidade se redução não houve. E, de
mais a mais, nem faria sentido, de novo pelo que se acredita, garantir irredutibilidade de
gratificação nem mesmo prevista na LOMAN, e não a adicional contemplado pela mesma
legislação (art. 65, VIII). A tese, parece, foi a de que como o teto primitivo impunha a
todos os Magistrados percepção, contando o ATS, de remuneração não superior ao
montante recebido por Ministro, então a implantação do subsídio, absorvendo esses
valores, não ocasionou redução alguma (v. fls. 16/17, item 26, do voto do Min. Sepúlveda
Pertence). De toda sorte, quando mais não fosse, restaria ainda a questão da incidência, à
espécie, do princípio da boa-fé objetiva, de inspiração constitucional (art. 3º, I), e que
concorreria a obviar corte de que se pudesse cogitar. Anotei, no voto antes proferido, que
‘o quadro subjacente ao debate presente envolve a percepção de verba prevista na
LOMAN, de modo contínuo no tempo. E por muito tempo. São anos, décadas até, durante
as quais juízes, além dos servidores, recebem verbas previstas em lei, que compõe a
remuneração, de boa-fé auferida, a qual encerra a contrapartida de trabalho prestado e a
renda de que se utilizam para viver. Em diversos termos, escudado em lei, o Poder Público,
por dez, vinte, trinta anos, paga ao integrante do Judiciário verbas que compõe sua
remuneração, sem qualquer ressalva. Cria a confiança em que esse o importe legítimo da
contrapartida pelos serviços prestados. Com base no respectivo valor, na confiança
despertada sobre sua legitimidade, e reforçada pela previsão da irredutibilidade, o
recebedor organiza seu orçamento, seus gastos, enfrentados, dadas as vedações impostas ao
juiz (art. 95 da CF/88 e art. 36 da LOMAN), essencialmente com a quantia que
consubstancia sua remuneração. E, passado todo esse tempo, o Poder Público, quebrando a
justa expectativa criada, a pretexto de adequar a remuneração ao teto posteriormente
instituído, mercê de reforma constitucional, que, entretanto não exclui a garantia de
irredutibilidade, supondo inclusive que isso fosse possível, ante a natureza do direito
envolvido, e procurando afastá-la ao argumento da ilegitimidade das verbas que sempre
pagou, corta parte da remuneração que vinha sendo paga a seu servidor, em sentido amplo
e comum. Ora, já não fosse o quanto antes deduzido no tocante à irredutibilidade, tem-se
que a situação é típica, conforme se crê, de maltrato a um princípio básico na relação entre
as pessoas, de ordem e origem também constitucional (art. 3º, I), aplicável não só no trato
entre particulares, mas igualmente à Administração Pública. Refere-se o princípio da boa-
fé objetiva, corolário do solidarismo elevado, na disposição constitucional citada, a
elemento axiológico básico do sistema, verdadeiro imperativo ético, de lealdade, a permear

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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as relações em geral, as jurídicas dentre elas. Cuida-se de um padrão ético de


comportamento, um standard de conduta leal, colaborativa, de preservação da confiança e
expectativa despertadas (ver, por todos, a respeito: ADOLFO DI MAJO. Obbligazioni in
genere. Bolonha: Zanichelli, 1985, p. 312). E, contido no amplo espectro desse princípio,
revelando uma das inúmeras funções que lhe são reconhecidas, no caso de limitação ao
exercício de direitos, quer-se vedar comportamentos contraditórios. É a chamada teoria dos
atos próprios, em cujos lindes se coloca a proibição do venire contra factum proprium.
Significa exercitar prerrogativa dissonante, contraditória com comportamento anterior (cf.
JUDITH MARTINS COSTA. A Boa Fé no Direito Privado. São Paulo: Ed. RT, p. 461).
Na espécie, seria a Administração pagar, ao pressuposto de que legítimo esse pagamento,
inclusive porquanto escudado em lei e não raro prestigiado pela jurisprudência, uma certa
remuneração a seus servidores e, tempos depois, à consideração de que alterada a
legislação, mesmo na esfera constitucional, cortar parte das verbas pagas, desconsiderando
a irredutibilidade ao argumento de que ilegítimas as verbas cortadas. Seria, a rigor, como
que uma autotutela tardia, senão pela prescrição administrativa, mas de novo por obra e
incidência da boa-fé objetiva, aqui externada pelo fenômeno da suppressio, ou seja, a perda
da possibilidade de exercício de uma prerrogativa pela inércia do titular durante tempo
passado de tal modo a criar a justa expectativa de que a mesma prerrogativa não mais se
exercitaria (MENEZES CORDEIRO. Da boa fé no Direito Civil., Coimbra: Almedina,
1984, v. 2, p. 466). Posta a matéria ao âmbito administrativo, é o que ALMIRO DO
COUTO E SILVA, forte em larga doutrina que cita, em precedente líder, consubstanciado
no RE 85.179-RJ, bem assim no que lembra chamar-se de situação que o tempo
consolidou, considera ser mesmo uma limitação ao exercício da autotutela, não fosse a
ressalva já contida na própria Súmula 473, que a contempla, em nome da segurança
jurídica e da aparência de legitimidade, aliás no caso mesmo presumida, característica dos
atos administrativos, e ainda que diante da prática de um ato inválido pela Administração
(Princípios da Legalidade da Administração Pública e da Segurança Jurídica no Estado
de Direito Contemporâneo. Revista de Direito Público, n. 84, out.-dez./1987, p. 46-63).
De uma maneira ou de outra, sempre uma questão ou uma preocupação de não frustrar a
justa expectativa criada nas relações, a confiança despertada no sujeito. Exatamente o que
se daria se agora se desconsiderasse a irredutibilidade a pretexto de que ilegítimo o
adicional’. De todo modo, respeita-se a vontade da maioria e, como constou de fls., torna-
se definitiva a liminar para corte. Por fim, quanto às verbas glosadas, resta a chamada
diferença individual de magistrado, que no voto de fls. já se reconhecia inespecífica e
inexplicada. Mas por assim ter permanecido, ou seja, remanescendo a falta de justificativa
sobre sua origem e amparo legal, ou por decisão judicial, repita-se, na esteira do que já
constara do voto de instauração, determina-se o seu corte. A última ressalva a se fazer diz
com a orientação fixada no julgamento do PCA 436, que se deliberou que as verbas
mantidas, quando já implantado o regime do subsídio, devem ser calculadas sobre o
importe da remuneração anterior. Nesses termos, então, com a ressalva de posicionamento
pessoal deste relator, julga-se parcialmente procedente este Procedimento de Controle
Administrativo, para determinar o corte do ATS e da diferença individual de magistrado,
tudo nos moldes do quanto no voto se detalha” (CNJ – PCA 485 – Rel. Cons. Cláudio
Godoy – 13ª Sessão Extraordinária – j. 05.06.2007 – DJU 21.06.2007 – Parte do voto do
relator).

Serviço prestado por servidor à administração direta do Estado. Contagem do


tempo para fins de percepção de adicionais

Adicional por tempo de serviço. Servidor público federal. Anuênio.


Tempo de serviço prestado à administração indireta. Contagem sem limitação temporal.

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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Inviabilidade. – “1) O Supremo Tribunal Federal e o Tribunal de Contas da União já


sedimentaram o entendimento de que se computa o tempo de serviço prestado em prol da
administração pública indireta – empresas públicas, sociedades de economia mista e
fundações instituídas pelo Poder Público –, para fins de percepção de adicional por tempo
de serviço. 2) Os servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações
públicas federais, todavia, somente fazem jus à contagem do tempo de serviço prestado a
empresas públicas federais e sociedades de economia mista – entidades da Administração
Pública Indireta - para os fins de percepção de adicional por tempo de serviço se estiveram
sob o regime da Lei 8.112/90 em algum momento compreendido entre 12/12/1990 e
10/12/1997, em cujo interstício havia previsão legal de concessão de anuênio. 3) Os
servidores que ingressaram no regime da Lei 8.112/90 somente após 10/12/1997 – dia
anterior ao início da vigência da Lei 9.527/97 –, não incorporam adicional por tempo de
serviço conquistado anteriormente ao tempo em que empregados de estatal, pois não há
direito adquirido a vantagens de regime jurídico diverso. 4) Pedido formulado em
Procedimento de Controle Administrativo que se julga improcedente” (CNJ – PCA
200910000011883 – Rel. Cons. João Oreste Dalazen – 86ª Sessão – j. 09.06.2009 – DJU
17.06.2009).

ADICIONAL TRINTENÁRIO
Não constitui adicional por tempo de serviço

“Vê-se, assim, que não caberia ao Conselho Nacional de Justiça


excluir verbas outorgadas à magistratura local por leis e constituição do respectivo Estado,
mesmo que tais vantagens não estejam previstas na LOMAN, se posteriores a 05.10.88.
Dessa forma, a parcela de equivalência, por ser um valor transitório e referente a uma
reposição de diferença de remuneração no passado, se excluída agora, reiteraria o prejuízo
de então que pretendia repor. Ademais, na União tal parcela acabou incorporada pela Lei
10.474, e, inclusive, foi levada em conta quando da fixação do subsídio e do teto. Por outro
lado, no que se reporta ao ‘abono família’ devida hoje, a apenas 9 (nove) magistrados,
vantagem de lei de 1948, não há como excluir seu valor se a soma ultrapassa o subsídio,
por se tratar de vantagem legalmente concedida, inclusive antes da Emenda 07/77 e da
LOMAN. No mesmo sentido, a gratificação chamada de adicional trintenário, com
expressa previsão na Constituição do Estado, e já reconhecido pelo egrégio STF não possui
a natureza de adicional de tempo de serviço” (CNJ – PCA 442 – Rel. Cons. Jirair Aram
Meguerian – 13ª Sessão Extraordinária – j. 05.06.2007 – DJU 21.06.2007 – Parte do voto
do relator).

ADITAMENTO
Petição inicial. Aditamento após julgamento pelo Plenário

Embargos declaratórios em Procedimento de Controle


Administrativo. Fatos novos. – “Inviável o aditamento do pedido após decisão plenária.
Diante da relevância das noticias anunciadas e tendo este Conselho a prerrogativa de agir
ex officio, deve ser instaurado novo procedimento” (CNJ – PCA 90 – Rel. Cons. Ruth Lies
Scholte Carvalho – 25ª Sessão Ordinária – j. 12.09.2006 – DJU 29.09.2006 – Ementa não
oficial).

ADMINISTRAÇÃO PENITENCIÁRIA

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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Cumprimento da Resolução 47/2007 do CNJ. Condições adequadas de


funcionamento das prisões e garantia aos presos de sua integridade física e
moral

Penitenciária de Guareí/SP. Descumprimento da Resolução


47/2007 do CNJ. – “É premente o cumprimento da Resolução 47/2007, do CNJ, a fim de
proporcionar segurança e assegurar condições adequadas de funcionamento dos
estabelecimentos prisionais, além de garantir aos presos o respeito à sua integridade física
e moral. Soluções concretas devem ser adotadas pela Corregedoria-Geral de Justiça do
TJSP, afastando-se meros paliativos” (CNJ – PP 200710000015260 – Rel. Cons. Paulo
Lôbo – 60ª Sessão – j. 08.04.2008 – DJU 07.05.2008).

Superpopulação carcerária. Tratamento conjunto do Poder Judiciário e


Executivo, sob pena de violação ao princípio da separação dos Poderes

“O enfoque a ser dado ao problema da superpopulação prisional


transcende os limites pontuais em cada caso, porquanto é macro, sistêmico, mundial e
complexo. Não pode ser abordado isoladamente, mas sim receber tratamento conjunto de
todos os órgãos setoriais envolvidos dos Poderes Judiciário e Executivo, por meio dos
canais competentes, sob pena de usurpação da competência originária para formulação das
políticas públicas de Administração Penitenciária, ocasionando violação ao princípio da
separação dos Poderes (art. 2º da CF/88) e à cláusula da reserva do possível (APDF 45).
Procedimento de Controle Administrativo a que se nega provimento” (CNJ – PCA
200810000002397 – Rel. Cons. Jorge Maurique – 60ª Sessão – j. 08.04.2008 – DJU
07.05.2008).

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Comportamento exigido de seus agentes

“O traço fundamental do Estado Democrático de Direito é a


impessoalidade, não se admite privilégios e favoritismos na Administração. A coisa
pública não pode prestigiar este ou aquele, gerando preferências que favorecem interesses
exclusivamente privado. Nem sequer por um momento o Administrador pode deixar de
cuidar do interesse da coletividade. Procedimento de Controle Administrativo julgado
procedente, com a determinação de providências várias e remessa de cópias aos órgãos
responsáveis pela apuração dos ilícitos administrativos e criminais e devolução de parcelas
indevidamente pagas” (CNJ – PCA 255 – Rel. Cons. Felipe Locke Cavalcanti – 65ª Sessão
– j. 24.06.2008 – DJU 05.08.2008).

Presunção de que venha a agir de forma irregular e com má-fé

“Impossibilidade de se presumir que a Administração Pública


venha, futuramente, a agir de forma irregular e com caracterizada má-fé” (CNJ – PP
200710000012910 – Rel. Cons. Andréa Pachá – 62ª Sessão – j. 13.05.2008 – DJU
02.06.2008).

ADOÇÃO
V. tb.: ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – INFÂNCIA E
JUVENTUDE

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


19

Cadastro Nacional de Adoção. Implantação e funcionamento

“O Conselho Nacional de Justiça implantará o Banco Nacional de


Adoção, que tem por finalidade consolidar dados de todas as comarcas das unidades da
federação referentes a crianças e adolescentes disponíveis para adoção, após o trânsito em
julgado dos respectivos processos, assim como dos pretendentes a adoção domiciliados no
Brasil e devidamente habilitados” (Art. 1º da Res. CNJ 54, de 29.04.2008).

“O Banco Nacional de Adoção ficará hospedado no Conselho


Nacional de Justiça, assegurado o acesso aos dados nele contidos exclusivamente pelos
órgãos autorizados” (Art. 2º da Res. CNJ 54, de 29.04.2008).

“As Corregedorias dos Tribunais de Justiça funcionarão como


administradoras do sistema do respectivo Estado, e terão acesso integral aos cadastrados,
com a atribuição de cadastrar e liberar o acesso ao juiz competente de cada uma das
comarcas, bem como zelar pela correta alimentação do sistema, que deverá se ultimar no
prazo de 180 dias da publicação desta Resolução” (Art. 3º da Res. CNJ 54, de 29.04.2008).

“As Corregedorias Gerais da Justiça e os juízes responsáveis pela


alimentação diária do sistema encaminharão os dados por meio eletrônico ao Banco
Nacional de Adoção” (Art. 4º da Res. CNJ 54, de 29.04.2008).

“O Conselho Nacional de Justiça prestará o apoio técnico


necessário aos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal para alimentar os
dados no Banco Nacional de Adoção. Os Tribunais poderão manter os atuais sistemas de
controle de adoções em utilização, ou substituí-los por outros que entendam mais
adequados, desde que assegurada a migração dos dados, por meio eletrônico, contidos nas
fichas e formulários que integram os anexos desta Resolução” (Art. 5º e parágrafo único da
Res. CNJ 54, de 29.04.2008).

“O Conselho Nacional de Justiça, as Comissões Estaduais


Judiciárias de Adoção - CEJAS/Cejais e as Corregedorias Gerais da Justiça devem
fomentar campanhas incentivando a adoção de crianças e adolescentes em abrigos e sem
perspectivas de reinserção na família natural. O Conselho Nacional de Justiça celebrará
convênio com a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República
-SEDH para troca de dados e consultas ao Banco Nacional de Adoção” (Art. 6º e parágrafo
único da Res. CNJ 54, de 29.04.2008).

ADVERTÊNCIA
Palavras-chave: REPREENSÃO – PENALIDADES
V. tb.: CENSURA

Sanção disciplinar de censura nas hipóteses de negligência funcional

Dosimetria da sanção disciplinar: censura ou aposentadoria. – “A


censura é a sanção própria para os casos de negligência funcional (LOMAN, art. 44). A
ausência de prova do dolo do acusado obsta a imposição de sanção mais severa. Revisão
disciplinar parcialmente conhecida e rejeitada” (CNJ – RD 34 – Rel. Cons. Antonio
Umberto de Souza Júnior – 74ª Sessão – j. 18.11.2008 – DJU 05.12.2008).

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


20

Sanção imposta a magistrado. Promoção ao Tribunal de Justiça

Revisão Disciplinar. Magistrado. Falta punível com penas de


advertência/censura. Representado promovido ao Tribunal de Justiça. Impossibilidade de
aplicação da pena. LOMAN, art. 42, parágrafo único. Participação no julgamento de
Desembargador declarado suspeito. Decisão unânime. Nulidade inexistente. – “I)
Promovido o Juiz de Direito para Desembargador antes do encerramento do julgamento do
procedimento disciplinar, na hipótese de penas de advertência ou censura, correto o
arquivamento ou a improcedência da representação, por impossibilidade de aplicação da
penalidade. II) A participação de magistrado declarado suspeito na votação não gerou
prejuízo ou sequer alterou a conclusão, porquanto esta se deu à unanimidade. O voto em
tela seria irrelevante perante o resultado, eis que, mesmo sem ele, a decisão não favoreceria
ao representante (Precedente Colendo STJ, 5a T., Proc. 2003/0230933-5, DJU 27.09.2004,
p. 373). III) Revisão Disciplinar julgada improcedente” (CNJ – REVDIS 20 – Rel. Cons.
Jirair Aram Meguerian – 40ª Sessão – j. 15.05.2007 – DJU 24.05.2007).

ADVOCACIA
Carga de autos. Critérios estabelecidos pelo Tribunal visando sua
regulamentação

Recurso Administrativo no Procedimento de Controle


Administrativo. Carga de autos. Direito de acesso. Prerrogativas da advocacia.
Responsabilidade dos advogados por atos de seus prepostos. Norma do Tribunal
regulamentadora. Legalidade. Desprovimento. – “I) O direito de o causídico ter vista e
exame do processo integra a garantia da ampla defesa, pois o advogado é indispensável à
administração da Justiça (arts. 5º, LV, e 133, caput, da CF/88). Precedentes (PCAs 14.401
e 15.168). II) Não há ilegalidade em norma regulamentadora de Tribunal que estabelece
parâmetros para administrar carga dos autos aos advogados e seus prepostos. Eventual
irregularidade praticada por pessoa autorizada pelo advogado da causa deve ser resolvida
na esfera da co-responsabilidade. III) Recurso Administrativo no Procedimento de
Controle Administrativo conhecido, por tempestivo, mas cujo provimento se nega” (CNJ –
PCA 200810000020107 – Rel. Cons. Jorge Maurique – 75ª Sessão – j. 02.12.2008 – DJU
19.12.2008).

Concurso de ingresso na atividade notarial e de registro. Inclusão do tempo de


exercício da advocacia como título

Procedimentos de Controle Administrativo. Concurso Público


para Ingresso de Provas e Títulos para Delegação dos Serviços de Tabelionato e de
Registro. Impugnação do edital. Prova de títulos. Exercício da advocacia. – Não fere o
princípio da isonomia a possibilidade de incluir tempo de exercício da advocacia como
título. Improcedentes. (CNJ – PCA 200810000001794, PCA 200810000002907, PCA
200810000003407, PCA 200810000001903 e PCA 200710000012556 – Rel. Cons.
Andréa Pachá – 58ª Sessão – j. 11.03.2008 – DJU 03.04.2008).

Quarentena. Vedação ao Juiz de Direito de Primeira Instância de exercer a


advocacia na comarca na qual se afastou por aposentadoria ou exoneração

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


21

Pedido de Providências. Consulta. Art. 95, parágrafo único, inc. V,


da Constituição Federal. Quarentena. Extensão da vedação relativa aos juízes de
primeira instância. – “1) Ao juiz de Direito é vedado exercer a advocacia na Comarca da
qual se afastou, antes de decorridos três anos do afastamento do cargo, por aposentadoria
ou exoneração. 2) Ao juiz Federal ou juiz do Trabalho é vedado exercer a advocacia na
seção, onde não houver subdivisão judiciária, subseção ou foro do qual se afastou, antes de
decorridos três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração. Consulta
parcialmente conhecida” (CNJ – PP 200910000010374 – Rel. Cons. José Adonis Callou de
Araújo Sá – 82ª Sessão – j. 14.04.2009 – DJU 17.04.2009).

ADVOGADO
Palavras-chave: CONSULTOR – PROCURADOR – REPRESENTANTE
V. tb.: ADVOCACIA

Adoção de regra uniforme para tornar imprescindível a atuação de advogados


nos Juizados Especiais

Pedido de Providências. Dispensa de advogado nos Juizados


Especiais Federais (art. 10 da Lei 10.259/01). Regulamentação uniforme. Inviabilidade.
ADIM 3168/DF. Rejeição do pedido. – “I) Inviável adotar regra uniforme no sentido de
tornar imprescindível a assistência das partes por advogados nos Juizados Especiais
Federais, em face dos princípios da celeridade, oralidade, informalidade, simplicidade,
economia processual e acesso à jurisdição. II) Questão já analisada pelo Supremo Tribunal
Federal, no sentido de considerar constitucional a prescindibilidade dos causídicos nas
causas de natureza cível perante os Juizados Especiais Federais. III) Pedido de provimento
rejeitado” (CNJ – PP 1037 – Rel. Cons. Mairan Gonçalves Maia Júnior – 47ª Sessão – j.
11.09.2007 – DJU 27.09.2007).

Atendimento pelos magistrados

“Não se pode deslembrar que é parte das prerrogativas de


autonomia garantida ao exercício da função jurisdicional a possibilidade de organização e
definição dos momentos adequados para a prática de atos processuais e de atendimento e
recebimento de advogados. A magistrada requerida, conforme narrativa feita, estava
envolvida em várias atividades naquele dia, havendo audiências agendadas e
compromissos definidos. A decisão que tomou de recusar o atendimento imediato do
advogado, definindo o momento conveniente para fazê-lo não configura qualquer
desrespeito, tampouco obstáculo ao exercício da profissão, evidentemente se tal ocorreu
segundo as suas informações prestadas” (CNJ – RD 200810000009318 – Rel. Cons. Rui
Stoco – 69ª Sessão – j. 09.09.2008 – DJU 26.09.2008 – Ementa não oficial).

“O advogado é essencial e indispensável à administração da justiça


(CF/88, art. 133) e, nos termos do Estatuto da Advocacia merece respeito e consideração.
E, dúvida não resta, a ele se deve assegurar o direito de ser recebido em audiência pelo
representante da Magistratura. Não haverá de ser preterido ou desrespeitado” (CNJ – RD
200810000009318 – Rel. Cons. Rui Stoco – 69ª Sessão – j. 09.09.2008 – DJU 26.09.2008
– Ementa não oficial).

Pedido de Providências. Consulta formulada indagando acerca do


atendimento dos advogados pelos juízes de direito. Decisão monocrática proferida.

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


22

Recurso contra a decisão interposto fora do prazo legal. Rejeição pelo relator. Pedido de
reconsideração insistindo no conhecimento do recurso. Inadmissibilidade. Pedido de
reconsideração afastado e recurso não conhecido. – “O art. 98 do Regimento Interno deste
Conselho prevê apenas e tão-somente a oitiva dos eventuais beneficiários dos efeitos de ato
impugnado, que são intimados por edital nos Procedimentos de Controle Administrativo.
Não faz menção à intimação por edital de ‘terceiros prejudicados’. Na hipótese dos autos
não se trata de procedimento dessa espécie (PCA), mas apenas, de ‘consulta’ que sequer
encontra previsão expressa no Regimento Interno desta Corte. De sorte que nada
justificava a intimação dos magistrados brasileiros na hipótese sob análise” (CNJ – PCA
1465 – Rel. Cons. Rui Stoco – 50ª Sessão – j. 23.10.2007 – DJU 09.11.2007 – Ementa não
oficial).

Atividades jurídicas incompatíveis com o exercício da advocacia. Matéria


regulada pela Res. 11, art. 2º

Pedido de Providências. Res. 11 do CNJ. Definição sobre


atividades que, jurídicas, sejam incompatíveis com o exercício da advocacia. Matéria já
abrigada na disposição do art. 2º do referido ato normativo. Arquivamento. (CNJ – PP 356
– Rel. Cons. Cláudio Godoy – 18ª Sessão – j. 02.05.2006 – DJU 08.05.2006).

Ato normativo de tribunal visando proibir o exercício cumulativo de advocacia


privada com a de defensor público nomeado

Procedimento de Controle Administrativo. Ato emanado da


Corregedoria Geral de Justiça do TJAP. Caráter orientativo. Pretensão de controle com
vistas à proibição de exercício cumulativo da advocacia privada com as atribuições de
defensor público nomeado ad nutum. Competência do CNJ. Desconstituição do ato. – “I)
Pedido de desconstituição da Recomendação 003/2008, emanada da Corregedoria-Geral de
Justiça do Tribunal de Justiça do Amapá para desestimular a atuação jurisdicional restritiva
do desempenho da advocacia privada pelos Defensores Públicos ad nutum. II) Conquanto
meramente orientativa a Recomendação 003/2008, bem assim, despida de juízo de valor
acerca da legalidade ou constitucionalidade da atuação dos Defensores nomeados ad
nutum e considerada, ainda, sua clara intenção de acautelar os juízes estaduais acerca da
temeridade de decisões proibitivas do exercício de atividades sujeitas a regras
institucionais e regulamentação próprias, sem prévia interposição legislativa ou
manifestação expressa do STF, sua edição afeta, ainda que indiretamente, o conteúdo
decisório de decisões judiciais. III) Procedimento de Controle Administrativo a que se
defere” (CNJ – PCA 200810000012391 – Rel. Cons. Mairan Gonçalves Maia Júnior – 75ª
Sessão – j. 02.12.2008 – DJU 19.12.2008).

Atuação de advogado. Reclamação a ser dirigida à Corregedoria do Tribunal


local. Matéria estranha à atividade censória do CNJ

Pedido de Providências. Reclamo contra atuação de advogado.


Matéria estranha à atividade censória do CNJ. Narrativa, no mais, a exigir esclarecimentos,
ante a forma com que vazada, mas o que se pode dar na Corregedoria de origem. Atividade
do CNJ, quando de conteúdo disciplinar, em principio supletiva. Ausência de qualquer
indicativo de que o caso não possa ser apurado na Corregedoria do Tribunal local
Arquivamento, com remessa de cópias, e ressalvada a possibilidade de retomada do
expediente, se o caso. (CNJ – PP 174 – Rel. Cons. Cláudio Luiz Bueno de Godoy – 12ª
Sessão – j. 31.01.2006 – DJU 09.02.2006).

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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Carga de autos

Procedimento de Controle Administrativo. Limitação da carga de


autos a advogados. Ato normativo que ofende direito do advogado. Necessidade de esgotar
a instância administrativa. Competência da Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça para
apreciar o pedido. Remessa do PCA. (CNJ – PCA 401 – Rel. Paulo Schmidt – 11ª Sessão
Extraordinária – j. 09.05.2007 – DJU 18.05.2007).

Carga de autos. Critérios estabelecidos pelo Tribunal visando sua


regulamentação

Recurso Administrativo no Procedimento de Controle


Administrativo. Carga de autos. Direito de acesso. Prerrogativas da advocacia.
Responsabilidade dos advogados por atos de seus prepostos. Norma do Tribunal
regulamentadora. Legalidade. Desprovimento. – “I) O direito de o causídico ter vista e
exame do processo integra a garantia da ampla defesa, pois o advogado é indispensável à
administração da Justiça (arts. 5º, LV, e 133, caput, da CF/88). Precedentes (PCAs 14.401
e 15.168). II) Não há ilegalidade em norma regulamentadora de Tribunal que estabelece
parâmetros para administrar carga dos autos aos advogados e seus prepostos. Eventual
irregularidade praticada por pessoa autorizada pelo advogado da causa deve ser resolvida
na esfera da co-responsabilidade. III) Recurso Administrativo no Procedimento de
Controle Administrativo conhecido, por tempestivo, mas cujo provimento se nega” (CNJ –
PCA 200810000020107 – Rel. Cons. Jorge Maurique – 75ª Sessão – j. 02.12.2008 – DJU
19.12.2008).

Critérios para integração do quinto constitucional dos tribunais

Quinto Constitucional. Acesso a Tribunal de Justiça dos Estados.


Lista tríplice. Formação. Publicidade da sessão e motivação da decisão. Artigo 93, inciso
X, da Constituição Federal. – “A Emenda Constitucional 45, de 8 de dezembro de 2004,
que desencadeou a reforma do Poder Judiciário, consagrou, de vez, o princípio da
publicidade e transparência nas decisões judiciais e administrativas por ele proferidas, que
passaram a ser obrigatoriamente realizadas em sessão pública, mediante votos abertos,
nominais e fundamentados. Em respeito a esses postulados constitucionais, é indispensável
que a formação da lista tríplice dos candidatos que concorrerão às vagas destinadas aos
advogados e membros do Ministério Público se faça não só em sessão pública, mas,
também, por meio de votação aberta, nominal e fundamentada, à semelhança do que ocorre
com a promoção por merecimento de magistrados aos Tribunais de segundo grau
(Resolução CNJ 6/2005, art. 1º)” (CNJ – PP 200710000004973 – Rel. Cons. Altino
Pedrozo dos Santos – 45ª Sessão – j. 14.08.2007 – DJU 05.09.2007).

Distinção entre acesso aos autos e carga dos autos

Procedimento de Controle Administrativo. Regulamento do


Tribunal sobre acesso e carga de autos. Distinção entre acesso aos autos e carga dos
autos. Ausência de conflito entre os princípios da publicidade e da indispensabilidade do
advogado. Indeferimento. – “Não se confunde o acesso dos autos com a carga dos autos. O
acesso significa a concretização do direito de qualquer pessoa compulsar os autos na
serventia do Tribunal, enquanto que a carga dos autos é o direito das partes e seus
representantes retirarem os autos do processo em que litigam das dependências da Corte.

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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Precedentes do STF (AI 577847-PR e MC no MS 26772-DF)” (CNJ – PCA


200710000014401, PCA 200710000015168 e PCA 200710000009387 – Rel. Cons. Jorge
Maurique – 65ª Sessão – j. 24.06.2008 – DJU 05.08.2008).

Exigência de juntada do contrato de honorários para expedição de Requisição


de Pequeno Valor

Recurso Administrativo em Procedimento de Controle


Administrativo. Indeferimento de liminar. Ausência de urgência. Portaria
08/GAJUC/JEF/PI. Exigência de contrato de horários para expedição de RPV-
Requisição de Pequeno Valor. – “1) Pretensão de suspensão dos efeitos da Portaria
08/CAJUC/JEF/PI, que torna exigível a juntada de contrato de honorários advocatícios aos
respectivos processos, como condição para a expedição de Requisições de Pequeno Valor
– RPVs. 2) O cumprimento da Portaria até final julgamento deste Procedimento de
Controle Administrativo não implicará danos irreparáveis às partes e aos advogados com
atuação no espaço de incidência da norma. Recurso a que se nega provimento” (CNJ –
PCA 200910000000964 – Rel. Cons. José Adonis Callou de Araújo Sá – 80ª Sessão – j.
17.03.2009 – DJU 06.04.2009).

Insurgência contra a concessão da palavra ao MP na sessão de julgamento

Pedido de Providências. Advogado que se insurge contra a


concessão da palavra ao membro do Ministério Público em todas as sessões de julgamento.
Alegado desequilíbrio entre as partes. Pedido improcedente. (CNJ – PP 6386 – Rel. Cons.
Andréa Pachá – 49ª Sessão – j. 09.10.2007 – DJU 25.10.2007).

Interposição de Representação por Excesso de Prazo e de Reclamação


Disciplinar. Necessidade de instrumento de procuração com poderes especiais

Recurso Administrativo. Reclamação Disciplinar. Interposição por


advogado. Exigência de procuração com poderes específicos. Regulamento Geral da
Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça. Arquivamento sumário mantido. – “I) Para
a formulação de Reclamação Disciplinar e de representação por excesso de prazo, por
intermédio de procurador, é indispensável a juntada de cópia da procuração com poderes
especiais para esse fim” (art. 14, § 1º, do Regulamento Geral da Corregedoria). II) Recurso
conhecido e não provido” (CNJ – RD 361 – Rel. Min. Corregedor Nacional Cesar Asfor
Rocha – 49ª Sessão – j. 09.10.2007 – DJU 25.10.2007).

Livre exercício profissional do advogado. Cerceamento e retaliações por parte


da OAB. Controle que refoge da competência do CNJ

Pedido de Providências. Recurso. Tutela do livre exercício


profissional. Alegação de cerceamento e retaliações por parte da Ordem dos Advogados
do Brasil. Solicitação de acompanhamento e/ou avocação de mandado de segurança em
curso perante a Justiça Estadual. Falta de delimitação do ato impugnado. Violação ao
art. 96 do RI/CNJ. – “I) Refoge à competência deste Órgão o controle de atos praticados
por agentes estranhos aos quadros do Poder Judiciário. II) Conquanto indispensável à
administração da justiça (art. 133, CF/88), a figura do advogado não se insere no quadro de
carreira da magistratura e, portanto, na organização funcional do poder incumbido de
prestar, em caráter definitivo, o serviço jurisdicional demandado pela coletividade. III) O
controle autorizado pelo artigo 103-B da CF/88 circunscreve-se à área administrativa e

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


25

financeira, transbordando das tarefas confiadas ao Conselho eventuais auditorias sobre a


instrução de processos judiciais, bem assim, sobre a formação do convencimento dos
julgadores, seja em primeira instância, seja em grau recursal. IV) Falta de delimitação do
ato impugnado, em flagrante violação ao disposto no art. 96 do Regimento Interno do
Conselho Nacional de Justiça. V) Recurso não provido” (CNJ – PP 200810000003237 –
Rel. Cons. Mairan Gonçalves Maia Júnior – 60ª Sessão – j. 08.04.2008 – DJU 07.05.2008).

Possibilidade de uso de energia do Fórum durante a sessão de julgamento

Pedido de Providências. Consulta de advogado. Possibilidade de


uso da energia do Fórum durante a sessão de julgamento. Utilização de “notebook”.
Prática obstada por Juiz Presidente da sessão do Tribunal do Júri. – “Em respeito aos
princípios do contraditório e da ampla defesa, não se pode permitir que magistrado ou
servidor de tribunal impeça que advogado, defensor público, ou mesmo membro do
Ministério Público façam uso de computador portátil em sessão de julgamento, uma vez
que se encontram no exercício constitucional de suas atribuições, sob pena de configurar
manifesto cerceamento de defesa. Além disso, o gasto de energia não tem nenhuma
expressão econômica, conforme atestado pela Agência Nacional de Energia Elétrica –
ANEEL, representando consumo baixíssimo (0,06 kWh) e custo de menos de um centavo
(R$ 0,038) por hora. Episódio que deve ser examinado pela Corregedoria Nacional de
Justiça a qual se remete o procedimento para análise disciplinar. Decisão unânime quanto
ao mérito da consulta e, por maioria, remetido à Corregedoria” (CNJ – PP
20071000013561 – Rel. Cons. Técio Lins e Silva – 76ª Sessão – j. 16.12.2008 – DJU
30.01.2009).

Prescindibilidade de sua atuação

“Apura-se que a exigência intransigente da assistência de advogado


acaba por não atender ao objetivo último do processo que é o acesso à ordem jurídica justa
(onde assume relevo a tendência à universalização da jurisdição, embora nela não se esgote
seu conteúdo, conforme a já clássica advertência de Kazuo Watanabe); tampouco se
mostra exigível, ou mesmo necessária, para que a parte que tenha razão – seja ele o autor
ou o réu – obtenha a tutela jurisdicional e por fim, menos ainda se mostra proporcional em
sentido estrito, na medida em que não há qualquer justificativa democrática para a
exigência da contratação de um profissional. Não se pode inferir qualquer vestígio de falta
funcional com fundamento nos elementos suscitados na presente Reclamação Disciplinar.
O ato essencialmente judicial questionado, como já advertido, não ultrapassa o perímetro
judicializado e com abrigo nas construções pretorianas não pode merecer qualquer espécie
de censura neste ambiente administrativo” (CNJ – DOCAV 4423 – Rel. Min. Corregedor
Nacional Cesar Asfor Rocha – 53ª Sessão – j. 04.12.2007 – DJU 20.12.2007 – Ementa não
oficial).

Presença das partes acompanhadas de advogados perante a justiça trabalhista.


Faculdade

Pedido de Providências. Presença das partes na Justiça


Trabalhista acompanhadas de advogado. Norma do Tribunal de origem que torna
obrigatória. Inviabilidade. Deferimento. – “I) É facultativa a presença das partes
acompanhadas de advogados perante a justiça trabalhista, nos termos do art. 791, § 1º da
CLT, bem como diante do entendimento cautelar do STF na suspensão da eficácia do art.
1º, I, do EOAB (ADI – MC 1.127/DF). II) Pedido de Providências julgado procedente para

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


26

determinar ao Tribunal ad quo que modifique o teor de provimentos de sua e. Corregedoria


no sentido oposto ao mandamento legal e entendimento jurisprudencial” (CNJ – PP 9788 –
Rel. Cons. Mairan Gonçalves Maia Júnior – 54ª Sessão – j. 18.12.2007 – DJU 08.02.2008).

Pretensão de que o direito de postular em juízo seja exercido sem a


interferência de advogado

Recurso administrativo em Pedido de Providências. Solicitação no


sentido de que o direito postulatório possa ser exercido sem a interferência de advogados.
Matéria fora da competência do CNJ como enfocado na decisão monocrática. (CNJ – PP
842 – Rel. Cons. Marcus Faver – 28ª Sessão – j. 24.10.2006 – DJU 20.11.2006 – Ementa
não oficial).

Quinto Constitucional dos Tribunais. Lista tríplice

“Recomenda a esses Tribunais que regulamentem a orientação


emanada deste Conselho Nacional de Justiça, aplicável a todos, no sentido de que a lista
tríplice a que se refere o artigo 94, parágrafo único, da Constituição Federal, seja formada
em sessão pública, mediante votos abertos, nominais e fundamentados” (Recomendação
CNJ 13, de 06.11.2007).

AFASTAMENTO DE MAGISTRADO DA JURISDIÇÃO


V. tb.: MAGISTRADOS

Afastamento para fins de aperfeiçoamento profissional


Vide: Res. CNJ 64, de 16.12.2008.

Afastamento para fins de aperfeiçoamento profissional. Afastamento após a


conclusão do curso
Vide: Art. 10 da Res. CNJ 64, de 16.12.2008.

Afastamento para fins de aperfeiçoamento profissional. Pagamento de diárias


Vide: Art. 9º da Res. CNJ 64, de 16.12.2008.

Afastamento para fins de aperfeiçoamento profissional. Pagamento de férias


Vide: Art. 11 da Res. CNJ 64, de 16.12.2008.

Interesse particular. Remuneração

Procedimento de Controle Administrativo. Tribunal de Justiça de


Mato Grosso. Regra de Lei de Organização e Divisão Judiciárias do Estado do Mato
Grosso. COJE-MT que dispõe acerca do afastamento do Magistrado em razão de
interesse particular. Afastamento não previsto pela Lei Orgânica da Magistratura
Nacional – LOMAN. – “I) Ajuizamento de Mandado de Segurança Coletivo pela
Associação dos Magistrados. Segurança Impetrada após o ingresso do Procedimento de
Controle Administrativo. Inviabilidade do afastamento da competência do Conselho
Nacional de Justiça. II) Como única que é, a Magistratura carece de regras uniformes,
estabelecidas no seu Estatuto, para que se viabilize a preservação de seu caráter unitário –
artigo 93 caput da Constituição Federal. III) O afastamento da jurisdição está previsto em
números fechados pela LOMAN. Não há justificativa possível para alargamento das

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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possibilidades previstas na Lei Federal, especialmente quanto a afastamentos para tratar de


“interesses pessoais”, cujo conceito, vago e impreciso, pode dar ensejo a interpretações as
mais variadas possíveis. IV) Exegese que deverá considerar a regra geral da Constituição
Federal que trata da ininterrupção da Jurisdição. IV) Pedido julgado procedente para
determinar ao Tribunal de Justiça do Mato Grosso que deixe de conceder qualquer
afastamento aos Magistrados do Estado, nos termos do art. 252 “b” do Código de
Organização e Divisão Judiciárias do Estado – COJE/MT” (CNJ – PCA 200810000017431
– Rel. Cons. Felipe Locke Cavalcanti – 70ª Sessão – j. 23.09.2008 – DJU 13.10.2008).

Juiz Eleitoral. Afastamento de suas funções por dez dias em razão de arguição
de suspeição

Procedimento de Controle Administrativo. Magistrado em


exercício no TRE/GO. Argüição de suspeição. Reclamação. Decisão de afastamento das
funções eleitorais pelo prazo de dez dias. Sanção administrativa. Ofensa princípios
constitucionais. – “O afastamento determinado pelo TRE-GO consubstanciou-se em velada
aplicação de sanção disciplinar, uma vez que o Código de Processo Civil e o Regimento
Interno do TRE/GO convergem para o afastamento do magistrado do feito que originou a
suspeição, e não de suas atividades eleitorais. O ato aqui impugnado prescinde de
razoabilidade, de proporcionalidade, além de ofender os princípios constitucionais do
devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Procedimento que se julga
procedente” (CNJ – PCA 200910000018348 – Rel. Cons. Técio Lins e Silva – 86ª Sessão
– j. 09.06.2009 – DJU 17.06.2009).

AFASTAMENTO DE MAGISTRADO DAS FUNÇÕES DURANTE O CURSO DE


PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR
Afastamento por 90 dias. Prorrogação. Competência do Relator

Processo Administrativo Disciplinar. Magistrado. Prazo de


afastamento e de instrução. Prorrogação. Decisão do relator. Questão de Ordem. – “Cabe
ao relator deliberar sobre a prorrogação do prazo de afastamento do magistrado acusado e
da instrução do Processo Disciplinar, com fundamento nas disposições do artigo 6º,
parágrafo único, e artigo 7º, § 5º da mencionada Res. 30/2007 do CNJ” (CNJ – PAD
200810000011027 – Rel. Cons. José Adonis Callou de Araújo Sá – 72ª Sessão – j.
21.10.2008 – DJU 07.11.2008).

Sindicância. Instrumento preparatório. Desnecessidade de


observação de formalidades. Indicativos de violações aos deveres funcionais. Instauração
de Processo Administrativo Disciplinar. Decretação de afastamento preventivo. –
“Tratando-se de conduta, em tese, compatível com o exercício da judicatura, impõe-se o
afastamento preventivo do Sindicado (LOMAN, art. 24, § 3º e RICNJ art. 75, parágrafo
único). VIII) O afastamento implica na suspensão, com exceção dos vencimentos, de todas
as vantagens decorrentes da condição de magistrado, tais como uso de gabinete, biblioteca
do Tribunal, veículo oficial, nomeação de servidores e acesso a locais de uso exclusivo dos
magistrados” (CNJ – SIND 200810000027254 – Rel. Min. Corregedor Gilson Dipp – 83ª
Sessão – j. 28.04.2009 – DJU 15.05.2009).

Efeitos do afastamento para responder ao processo

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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“Tratando-se de conduta, em tese, incompatível com o exercício da


judicatura, impõe-se o afastamento preventivo do Sindicado (LOMAN art. 27, § 3º e
RICNJ art. 75, parágrafo único). O afastamento implica na suspensão, com exceção dos
vencimentos, de todas as vantagens decorrentes da condição de magistrado, tais como uso
de gabinete, de veículo oficial e manutenção ou designação de servidores em cargos de
confiança ou funções comissionadas. Os feitos atribuídos ao magistrado afastado deverão
ser conduzidos por magistrado convocado ou redistribuído, evitando-se prejuízo aos
jurisdicionados” (CNJ – SIND 200810000012267 – Rel. Min. Corregedor Gilson Dipp –
85ª Sessão – j. 26.05.2009 – DJU 17.06.2009).

Juiz de Direito. Procedimento instaurado no Tribunal de origem. Pretensão


de revisão antecipada dos atos praticados e de arquivamento liminar pelo CNJ

Procedimento de Controle Administrativo. Juiz de Direito.


Pretensão de arquivamento liminar de processo disciplinar cuja instauração foi determina
pelo Tribunal de Justiça e no qual nenhum ato foi ainda praticado. Inadmissibilidade.
Liminar negada e petição inicial rejeitada. – “É ressabido que, nos termos do art. 103-B, §
4º da Constituição Federal compete ao CNJ a fiscalização e revisão dos atos
administrativos praticados pelos tribunais, sem invadir seus espaços de liberdade ou
impedir a sua prática. Exerce, portanto controle de legalidade a posteriori, através da
revisão disciplinar, sem antecipar sua apreciação no que pertine ao mérito e sem interferir
na condução dos procedimentos, disciplinares ou não, salvo para arrostar impedimentos,
suspeições ou nulidades pontuais e, enfim, vícios localizados. De sorte que esse tipo de
providência aniquiladora de procedimento originário per saltum ofende os incisos II e V do
§ 4º do referido art. 103-B da Carta Magna” (CNJ – PCA 200910000012334 – Rel. Cons.
Rui Stoco – Decisão monocrática – j. 26.03.2009 – Voto 215/09).

Possibilidade de imposição de sanção no âmbito administrativo,


independentemente do julgamento no âmbito criminal

Reclamação Disciplinar. Dispensa de Sindicância. Independência


entre as instâncias penal e administrativa. Indicativos de violações aos deveres
funcionais. Instauração de Processo Administrativo Disciplinar. – “A doutrina e
jurisprudência pátrias têm reiteradamente registrado que a independência entre as
instâncias penal, civil e administrativa permite à Administração impor punição disciplinar
ao servidor faltoso à revelia de anterior julgamento no âmbito criminal, ou em sede de ação
civil, mesmo que a conduta imputada configure crime em tese. Assim, somente em
hipóteses excepcionais – negativa de autoria ou inexistência do fato – a sentença criminal
produzirá efeitos na seara administrativa. Na presente hipótese o Superior Tribunal de
Justiça rejeitou a denúncia por falta de tipicidade da conduta, nos termos do Art. 43, I do
Código Penal. Assim, não havendo o reconhecimento de negativa de autoria ou de não
ocorrência do fato, não há que se falar em impossibilidade de aplicação de eventual sanção
na esfera administrativa” (CNJ – RD 200710000012260 – Rel. Min. Corregedor Gilson
Dipp – 81ª Sessão – j. 31.03.2009 – DJU 07.04.2009).

Possibilidade, em caráter excepcional, de afastamento antes da instauração do


procedimento.

Procedimento de Controle Administrativo. Afastamento preventivo


de magistrado sem oitiva prévia. Indícios de flagrante descumprimento de dever
funcional. Fatos de natureza grave. Recebimento de denúncia. Possibilidade. – “I) O

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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afastamento de magistrado do exercício de suas funções, em princípio, deve ser precedido


de instauração de Procedimento Administrativo Disciplinar, conforme se extrai dos arts.
27, § 3º, da Lei Orgânica da Magistratura Nacional, e 6º, parágrafo único, da Res. 30, do
Conselho Nacional de Justiça, garantido, antes dessa instauração, prazo para a
apresentação defesa (LOMAN, art. 27, § 1º, e Res. 30, art. 7, § 1º). Todavia, na hipótese de
flagrante e grave descumprimento de dever funcional ou recebimento de denúncia por
prática, em tese, de crime, pode o magistrado, sem a sua oitiva prévia, ser preventivamente
afastado. II) Não há ilegalidade no ato de Tribunal de Justiça que decide pelo afastamento
cautelar e provisório de magistrado, quando demonstrado que atos praticados durante o
desempenho das funções revelam evidentes indícios de descumprimento dos deveres
funcionais; que contra o magistrado tramitam representações de natureza criminal, que
culminaram, inclusive, na quebra de sigilo bancário e fiscal, e que outros atos, também
realizados no exercício da função, deram ensejo ao recebimento de denúncia pela prática,
em tese, de crimes de realização de interceptação de comunicação telefônica com objetivo
não autorizado em lei (Lei 9.296/1996, art. 10), prevaricação (CP, art. 319), falsidade
ideológica (CP, art. 299, parágrafo único) e denunciação caluniosa (CP, art. 339 - três
vezes). Procedimento de Controle Administrativo de que se conhece e a que se nega
provimento” (CNJ – PCA 200910000005860 – Rel. Cons. Altino Pedrozo dos Santos – 81ª
Sessão – j. 31.03.2009 – DJU 07.04.2009).

Procedimento de Controle Administrativo. Tribunal de Justiça do


Espírito Santo. Afastamento. Instauração de PAD. Ausência de ilegalidade. Observância
dos procedimentos previstos na Res. 30. Necessidade de preservação da competência
originária das cortes. Improcedente. – “1) Apesar do afastamento de magistrado do
exercício de suas funções pressupor a abertura de procedimento administrativo disciplinar
pelo Tribunal de origem, é legítimo o afastamento preventivo no caso de evidente
descumprimento de dever funcional. 2) Inexistindo qualquer indício de inobservância dos
procedimentos legais previstos para a instauração de procedimento administrativo
disciplinar e estando delimitadas as acusações imputadas ao magistrado, inexiste razão
para a atuação do Conselho Nacional de Justiça, que deve preservar a competência
originária dos Tribunais. Pedido a que se julga improcedente” (CNJ – PCA
200910000003047 – Rel. Cons. Andréa Pachá – 82ª Sessão – j. 14.04.2009 – DJU
17.04.2009).

Procedimento de Controle Administrativo. Tribunal Regional


Eleitoral do Estado do Pará. Afastamento preventivo de juiz eleitoral de suas funções,
antes da instauração de Processo Administrativo Disciplinar. Parcialidade reconhecida
em exceção de suspeição. Art. 27 da LOMAN. Resolução CNJ 30/2007. – “1) Não há
ilegalidade no excepcional afastamento preventivo e acautelatório de magistrado do
exercício da função eleitoral, diante do reconhecimento, na via de exceção de suspeição, da
parcialidade na condução dos feitos relativos às eleições municipais de 2008. 2) Diante dos
fatos apurados na exceção de suspeição e dos que narrados da representação do Ministério
Público, outra alternativa não se apresentava ao Tribunal Regional Eleitoral senão o
afastamento preventivo do magistrado, para assegurar a imparcialidade da condução do
processo eleitoral. 3) ‘Em caso de patente e grave descumprimento de dever funcional,
contudo, não há ilegalidade no excepcional afastamento ‘preventivo e acautelatório’ de
magistrado do exercício da função eleitoral, em circunstância em que se postergue a virtual
instauração de Processo Administrativo Disciplinar e a oportunidade para defesa prévia,
em virtude da urgência que constitui a tônica do processo eleitoral’ (PCA 25518, Rel.
Cons. João Oreste Dalazen, julgado em 4 de novembro de 2008). 4) A natureza
acautelatória do afastamento não dispensa a instauração posterior do Processo

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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Administrativo Disciplinar, com observância da disciplina da LOMAN (LC 35/79) e da


Res. 30 de 2007 deste CNJ. Improcedência do pedido de invalidação do afastamento.
Fixação de prazo para deliberação sobre instauração de PAD ou arquivamento da
representação” (CNJ – PCA 200810000024459 – Rel. Cons. José Adonis Callou de Araújo
Sá – 82ª Sessão – j. 14.04.2009 – DJU 17.04.2009).

Possibilidade, em caráter excepcional, de afastamento antes da instauração do


procedimento. Juiz eleitoral que declara que não cumpre decisão judicial
emanada de Ministro do TSE

Procedimento de Controle Administrativo. Magistrado.


Afastamento “preventivo e acautelatório” da função de juiz eleitoral. Formalidades
legais. Defesa prévia. Abertura de Processo Administrativo Disciplinar. Descumprimento
de decisão judicial. – “1) Em linha de princípio, o afastamento do magistrado do exercício
pleno da função jurisdicional supõe a abertura de Processo Administrativo Disciplinar pelo
respectivo Tribunal, antes a plausibilidade da imputação, precedido de defesa prévia (Res.
30, do CNJ). 2) Em caso de patente e grave descumprimento de dever funcional, contudo,
não há ilegalidade no excepcional afastamento “preventivo e acautelatório” de magistrado
do exercício da função eleitoral, em circunstância em que se postergue a virtual instauração
de Processo Administrativo Disciplinar e a oportunidade para defesa prévia, em virtude da
urgência que constitui a tônica do processo eleitoral. 3) A natureza acautelatória e urgente
do provimento administrativo, a exemplo do provimento jurisdicional, como sói acontecer
com as liminares, muitas vezes reclama decisão inaudita altera pars (CPC, art. 804, por
analogia). Protrair-se o exercício do direito de defesa, sem o suprimir, não constitui
ilegalidade, máxime se se trata de providência inafastável, a bem da ordem pública. 4) Juiz
eleitoral que, aberta e ostensivamente, declara que não cumpre decisão judicial emanada de
Ministro do Tribunal Superior Eleitoral, “diante da antijuridicidade da decisão”,
consistente em deferir o registro de candidaturas ao cargo de Vereador e inclusão no
sistema de votação, sujeita-se a afastamento preventivo e acautelatório legítimo e
imperativo do exercício da função eleitoral, sob pena de perecer o direito ao registro das
candidaturas, em face do lapso temporal brevíssimo para a realização da eleição. 5) A
desobediência à decisão judicial superior reveste-se ainda de maior gravidade, a justificar a
decisão extrema do Tribunal Regional Eleitoral, quando se atende para a circunstâncias de
que promana de magistrado e presumivelmente acarretou distúrbios sociais no município
para cuja Câmara de Vereadores se requereu o registro das candidaturas, ao ponto de
provocar a anulação da eleição. 6) Procedimento de Controle Administrativo cujo pedido é
julgado improcedente” (CNJ – PCA 200810000025518 – Rel. Cons. Min. João Oreste
Dalazen – 73ª Sessão – j. 04.11.2008 – DJU 21.11.2008).

AJUDA DE CUSTO
V. tb.: AUXÍLIO MORADIA – DIÁRIAS, PASSAGENS E DESPESAS COM
LOCOMOÇÃO – PASSAGENS E DIÁRIAS

Pagamento de ajuda de custo aos Juízes, auxiliares e servidores no âmbito do


CNJ
Vide: Portaria CNJ 250, de 19.05.2008

Pagamento de auxílio-moradia, diárias e concessão de passagens no âmbito do


CNJ
Vide: Portaria CNJ 251, de 19.05.2008 e Portaria CNJ 357, de 26.08.2008.

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“AMICUS CURIAE”
V. tb.: ASSOCIAÇÃO NACIONAL REPRESENTATIVA DE CLASSE

Admissibilidade de associação nacional em defesa de direitos e garantias de


magistrados

Recurso Administrativo no Procedimento de Controle


Administrativo. Legitimidade de Associação em defesa de direito individual. Hipótese
excepcional. Tese inédita no CNJ. Deferimento. – “I) Admite-se a participação como
amicus curiae de entidade nacional de magistrados em processos que digam respeito a
direitos e garantias de magistrados desde que o tema de fundo a ser abordado ainda não
tenha sido analisado pelo Conselho Nacional de Justiça. Exegese dos arts. 9º, II, da Lei
9.784/99, e 100 do RICNJ. II) Recurso Administrativo a que se conhece, por tempestivo,
dando-se provimento” (CNJ – PCA 200810000010813 – Rel. Cons. Jorge Maurique – 67ª
Sessão – j. 12.08.2008 – DJU 01.09.2008).

ANALISTA JUDICIÁRIO
Executor de Mandados. Lotação em gabinetes. Desvio de função

Analistas judiciários. Execução de mandados. Lotação em


gabinetes. Desvio de função. – “A atividade desenvolvida pelo analista judiciário,
especialidade execução de mandados, é específica e demanda atuação externa. Contradiz o
interesse público a designação desses servidores para prestação de serviços internos, em
gabinetes, salvo se comprovada a necessidade do serviço ou para ocupação de cargo em
comissão. Pedido deferido” (CNJ – PP 200810000009161 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 74ª
Sessão – j. 18.11.2008 – DJU 5.12.2008).

APAE – ASSOCIAÇÃO DE PAIS DE CRIANÇAS EXCEPCIONAIS


Exercício do cargo de presidente ou diretor por Magistrado

Não pode o magistrado exercer comércio ou participar, como


diretor ou ocupante de cargo de direção, de sociedade comercial de qualquer
espécie/natureza ou de economia mista (art. 36, I da LOMAN). Também está impedido de
exercer cargo de direção ou de técnico de pessoas jurídicas de direito privado (art. 44 do
C.Civil, c.c. 36, II da LOMAN). Ressalva-se apenas a direção de associação de classe ou
de escola de magistrados e o exercício de um cargo de magistério. Não pode,
conseqüentemente, um juiz ser presidente ou diretor de Rotary, de Lions, de APAEs, de
ONGs, de Sociedade Espírita, Rosa-Cruz, etc. Vedado também ser Grão Mestre de
Maçonaria; síndico de edifício em condomínio; diretor de escola ou faculdade pública ou
particular, entre outras vedações. Consulta que se conhece respondendo-se
afirmativamente no sentido dos impedimentos” (CNJ – PP 775 – Rel. Cons. Marcus Faver
– 29ª Sessão – j. 14.11.2006 – DJU 06.12.2006).
Observação: A Orientação 2, de 16.02.2007 da Corregedoria Nacional de Justiça orienta
as Corregedorias de Justiça quanto à fiscalização das vedações impostas aos magistrados
de exercerem funções de justiça desportiva e de grão-mestre de entidade maçônica, ou de
cargos de direção de ONGs, entidades beneficentes e de instituições de ensino.

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APOSENTADORIA COMPULSÓRIA AOS 70 (SETENTA) ANOS DE IDADE


Caráter automático, não dependendo de ato de autoridade ou publicidade

“A aposentadoria compulsória é automática, não dependendo de


ato de autoridade ou de publicidade, que têm efeitos meramente declarativos” (CNJ – PCA
160 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 28ª Sessão – j. 24.10.2006 – DJU 20.11.2006).

Conciliadores

“No caso sub examine, os conciliadores não ocupam cargo público,


de sorte a não ser alcançados pela aposentadoria compulsória aos setenta anos, da mesma
forma que os notários e registradores, conforme fixado pela Suprem Corte. Outrossim,
ainda que as funções exercidas pelos conciliadores do Tribunal de Justiça do Maranhão
pudessem ser equiparadas as do cargo em confiança, como restou fixado por este Conselho
no PP 1070, em relação ao Estado da Paraíba, ainda assim a compulsoriedade da
aposentadoria aos setenta anos não lhes seria aplicável, haja vista não se tratar de cargo
efetivo. Destarte, não há restrições etárias fixadas para o exercício da função de
conciliador, inexistindo irregularidades quanto a esse aspecto na situação daqueles
conciliadores em atividade no Tribunal de Justiça do Maranhão que possuem mais de
setenta anos” (CNJ – PP 1355 – Rel. Cons. Rui Stoco – 52ª Sessão – j. 20.11.2007 – DJU
07.12.2007 – Ementa não oficial).

Incidência dos limites normativos da data em que se completa 70 anos de idade

Recurso Administrativo no Procedimento de Controle


Administrativo. Idade-limite para aposentadoria compulsória de magistrado. Contagem
do tempo. Incidência dos limites normativos na data em que se completa 70 anos de idade.
Improvimento. – “I) A aposentadoria dos magistrados vitalícios será compulsória, aos
setenta anos de idade (arts. 40, § 1º, II, da CF/88, 74 da LOMAN, 186 e 187, da Lei
8.112/90, aliado ao entendimento sumular 36 do STF). Precedentes do STF (ADI 2.883-DF
e ADI 98). II) Compreende-se, nos termos da Lei, por completar setenta anos de idade o
período de aproximadamente 25.550 dias na vida de uma pessoa, mostrando-se difícil
reforçar o óbvio, porquanto setenta anos trata de questão cronológica – e não de questão
semântica. III) Recurso Administrativo no Procedimento de Controle Administrativo a que
se nega provimento” (CNJ – PCA 16239 e PCA 15636 – Rel. Cons. Jorge Maurique – 53ª
Sessão – j. 04.12.2007 – DJU 20.12.2007).

“Acrescente-se, por derradeiro, que, se as normas constitucionais e


infraconstitucionais ora impugnadas não possuem em sua redação expressa que o servidor
se aposenta compulsoriamente quando atingir “setenta anos e um dia”, tal se dá justamente
por ser evidente que uma pessoa não fica completando uma certa idade ao longo de um
período de 364 dias, como quer alegar o recorrente. Em verdade, ela no dia de seu
aniversário completa os setenta anos, e no dia seguinte, já não possui mais 70 anos, mas
sim 71 anos incompletos, completando os 71 anos de idade no dia de seu aniversário
seguinte” (CNJ – PCA 16239 e PCA 15636 – Rel. Cons. Jorge Maurique – 53ª Sessão – j.
04.12.2007 – DJU 20.12.2007 – Ementa não oficial).

Notários e Registradores

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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“Conforme decidiu a Suprema Corte pátria, os serviços notariais e


de registro não são cargos ou empregos públicos, não se sujeitando à aposentadoria
compulsória aos setenta anos, Por se tratar de delegação de serviço público, não se aplica a
norma prevista no inciso VIII do art. 37 da Carta Magna de 1988” (CNJ – PCA 301 – Rel.
Cons. Germana Moraes – 14ª Sessão Extraordinária – j. 06.06.2007 – DJU 21.06.2007).
Observação: A Emenda Constitucional 20, de 15.12.1998, deu nova redação ao art. 40 da
Constituição Federal, preceituando que “Aos servidores titulares de cargos efetivos da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e
fundações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo, observados
critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo”,
estabelecendo, portanto, aposentadoria compulsória aos setenta anos de idade apenas aos
servidores titulares de cargos efetivos, de sorte que apenas esses agentes, com esses
atributos, poderiam obter aposentadoria compulsória aos setenta anos de idade. Esse, aliás,
o entendimento que vem sendo perfilhado na jurisprudência. Trata-se de questão submetida
ao Colendo Supremo Tribunal Federal, com alguns votos favoráveis à tese.

Procedimento de Controle Administrativo. Decisão do STF da


ADIN 3522. Aposentadoria compulsória de notários. Regime Jurídico dos Servidores
Públicos. Inaplicabilidade. EC 20/98. Exercício de atividade em caráter privado por
delegação do poder público. Inaplicabilidade da aposentadoria compulsória aos setenta
anos. Inconstitucionalidade. – “I) O artigo 40, § 1º, inciso II, da Constituição do Brasil, na
redação que lhe foi conferida pela EC 20/98, está restrito aos cargos efetivos da União, dos
Estados-membros, do Distrito Federal e dos Municípios – incluídas as autarquias e
fundações. II) Os serviços de registros públicos, cartorários e notariais são exercidos em
caráter privado por delegação do Poder Público, serviço público não privativo. III) Os
notários e os registradores exercem atividade estatal; entretanto, não são titulares de cargo
público efetivo, tampouco ocupam cargo público. Não são servidores públicos, não lhes
alcançando a compulsoriedade imposta pelo mencionado artigo 40 da CB/88 –
aposentadoria compulsória aos sestenta anos de idade” (CNJ – PCA 281 – Rel. Cons.
Germana Moraes – 11ª Sessão Extraordinária – j. 09.05.2007 – DJU 18.05.2007 – Ementa
não oficial).

Servidor aposentado contratado para cargo em comissão após os 70 anos

Controle de ato administrativo. Manutenção de servidor


aposentado no cargo de Diretor Geral após os 70 anos. – “Servidores com cargos em
comissão podem ser mantidos ou contratados após 70 anos, já que a aposentadoria
compulsória aplica-se somente aos servidores efetivos” (CNJ – PCA 9995 – Rel. Cons.
Andréa Pachá – 49ª Sessão – j. 09.10.2007 – DJU 25.10.2007).

Servidores de Tribunal de Justiça, detentores de cargos efetivos, em atividade


após terem completado setenta anos de idade

Pedido de Providências. Servidores públicos de Tribunal de


Justiça, detentores de cargos efetivos em atividade, com idade superior a setenta anos.
Aplicação do inciso II, do § 1º, do art. 40 da Constituição da República. Não-incidência
da restrição constitucional aos conciliadores tendo em vista que não são ocupantes de
cargo efetivo. Providência parcial do pedido. – “Constitui irregularidade grave, passível de
imposição de sanção disciplinar, o descumprimento ao comando do art. 40, § 1º, inciso II
da Constituição Federal, que determina a aposentadoria compulsória dos agentes públicos
aos setenta anos de idade, impondo-se à autoridade administrativa providenciar a

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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publicação do ato de ofício, independentemente de qualquer outra providência, bastando o


implemento da idade-limite” (CNJ – PP 1355 – Rel. Cons. Rui Stoco – 52ª Sessão – j.
20.11.2007 – DJU 07.12.2007).

APOSENTADORIA COMPULSÓRIA COMO SANÇÃO


Magistrado. Comprovação de práticas comerciais reiteradas

Processo Administrativo Disciplinar. Apuração de infração


Disciplinar. Magistrado. Realização de atos negociais. Violação da LOMAN. Art. 42, V.
Penalidade de aposentadoria compulsória. – “I) Comprovação de práticas comerciais
reiteradas, com escopo de satisfação de interesse pessoal e obtenção de vantagens
econômicas, para si ou para terceiros, em detrimento dos deveres inerentes ao exercício da
judicatura e das vedações legais (arts. 35, VIII, e 36, I, da LOMAN). II) Demonstração
cabal, ao longo da instrução, de materialidade das infrações disciplinares, dolo e
consciência plena da ilicitude. III) Constatadas a autoria e a materialidade do
descumprimento de dever funcional, a escolha da pena disciplinar incidente é iluminada
pelo princípio da proporcionalidade, ou seja, por um juízo de ponderação ancorado no caso
concreto, considerada a carga retributiva da sanção, a finalidade preventiva de novos
desvios e, sobretudo, o grau de reprovabilidade da ação/omissão combatida. IV) Deve-se
levar em conta a gravidade da conduta ensejadora da imputação, a carga coativa da pena, o
grau de culpabilidade e a eficácia da medida punitiva. V) Procedimento a que se defere
para aplicar-se a pena de aposentadoria compulsória, com vencimentos proporcionais ao
tempo de serviço (arts. 28 e 42, V, LOMAN)” (CNJ – PAD 200810000017765 – Rel.
Cons. Mairan Gonçalves Maia Júnior – 86ª Sessão – j. 09.06.2009 – DJU 17.06.2009).

Processo Administrativo Disciplinar. Faltas graves cometidas por magistrado


no exercício do cargo e comportamentais na vida privada. Pena de
aposentadoria compulsória

Avocação de Processo Disciplinar. Sindicância e Processo


Administrativo Disciplinar instaurados contra magistrado e avocados por proposta do
Corregedor Nacional de Justiça. Múltiplas imputações e irregularidades no exercício do
cargo e comportamentais na vida privada. Gravidade das faltas cometidas que justificam
a imposição de sanção. Aposentadoria compulsória determinada. Procedência das
imputações. Art. 103-B, § 4º, inc. III da CF; art. 28 da Loman e art. 5º da Res. CNJ
30/2007. – “Comprovadas inúmeras faltas cometidas por magistrado caracterizadas por: a)
excessivos atrasos na prolação de sentenças e despachos, constatados em correições
ordinárias e extraordinárias determinadas pelo Tribunal; b) retenção indevida de guias de
levantamento de numerário; c) tráfico de influência e vinculação de processos exclusivos;
d) ausência de independência na atuação jurisdicional; e) favorecimento de partes nos
processos em detrimento de outras; e) solicitação insistente de empréstimo de dinheiro a
advogado, cujo valor estava depositado em autos de processo presidido pelo investigado,
que aguardava a expedição de guia de levantamento sob alegação de que necessitava saldar
dívidas; f) negligência no cumprimento das obrigações do cargo e procedimento funcional
incompatível com o bom desempenho das atividades; g) conduta pessoal na vida privada
incompatível com a dignidade, a honra e o decoro da função pública, justifica-se a
imposição da pena de aposentadoria compulsória, com subsídios proporcionais ao tempo
de serviço, prevista na legislação de regência” (CNJ – PD 200810000012822 – Rel. Cons.
Rui Stoco – 84ª Sessão – j. 12.05.2009 – DJU 15.05.2009).

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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APOSENTADORIA DE MAGISTRADO
Palavras-chave: INATIVOS
V. tb.: APOSENTADOS – PROVENTOS DE APOSENTADORIA DE MAGISTRADOS

Aposentadoria como sanção. Modo de cálculo dos proventos

Pedido de Providências. Consulta. Magistrado. Aposentadoria


como sanção disciplinar. Modo de cálculo. – “O tempo a ser considerado, para fixação do
valor dos proventos de aposentadoria voluntária ou involuntária (inclusive compulsória),
será o tempo do serviço, excluídas as contagens fictícias, só se considerando o tempo de
contribuição a partir da vigência de norma regulamentadora do novo regime previdenciário
dos servidores efetivos, extensivo à Magistratura Nacional” (CNJ – PP 200830000000346
– Rel. Designado Cons. Antonio Umberto de Souza Júnior – 69ª Sessão – j. 09.09.2008 –
DJU 26.09.2008).

Aposentadoria por invalidez. Reavaliação periódica

Pedido de Providências. Tribunal Regional do Trabalho da 15ª


Região. Regulamentação da reavaliação periódica de magistrados aposentados por
invalidez. Existência de previsão legal. Desnecessária a regulamentação. – “Há
normativos suficientes na legislação brasileira a dar suporte ao tratamento da exigência de
reavaliação periódica de magistrados aposentados por invalidez, quais sejam os artigos 93,
VI e 40, parágrafo 12 da Constituição Federal combinados com os artigos 42 e 47 da Lei
8.213/91 e parágrafo único do artigo 46 do Decreto 3.048/99, sendo, portanto,
desnecessária a regulamentação da matéria pelo CNJ. Permanece a possibilidade de
regulamentação, pelos Tribunais, dos procedimentos a ela referentes” (CNJ – PP
200810000017066 – Rel. Cons. Andréa Pachá – 70ª Sessão – j. 23.09.2008 – DJU
13.10.2008).

Juiz de Direito. Aposentadoria por invalidez. Desconstituição pelo CNJ do ato


do tribunal que concedeu a inativação

Procedimento de Controle Administrativo. Aposentadoria por invalidez.


Concessão. Instância administrativa. Tribunal. Aferição da incapacidade permanente.
CNJ. Controle. Instauração de procedimento ex officio. Possibilidade. Anulação do
benefício. – “I) A limitação física, ainda que grave, não induz, necessariamente à
incapacidade (invalidez) permanente para o trabalho, requisito para a concessão do
benefício ao servidor (art. 40, §1º, I, CF/88). II) O laudo pericial elaborado por
determinação do CNJ não deixou dúvidas quanto à equivocidade da decisão da Presidência
do TJSP ao deferir pedido de aposentadoria por invalidez. III) Procedimento iniciado de
ofício para desconstituir, com efeitos ex nunc, o ato administrativo concessivo de
aposentadoria por invalidez” (CNJ – PCA 200810000006949 – Rel. Cons. Mairan
Gonçalves Maia Júnior – 85ª Sessão – j. 26.05.2009 – DJU 17.06.2009).

Tempo mínimo de cinco anos no último cargo ocupado para efeito de


recebimento dos proventos

Consulta. Aposentadoria de magistrado. Tempo mínimo. – “1) ‘(...)


O termo inicial para a contagem do tempo mínimo de cinco anos no cargo efetivo em que

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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se dará a aposentadoria, no caso da magistratura, não se dará do ingresso na carreira, mas


sim do último cargo ocupado na estrutura do Poder Judiciário, segundo a legislação própria
(PP 1282)’. 2) Deve ser computado o tempo mínimo de cinco anos, integralmente, no
exercício do cargo de magistrado membro do Tribunal, se neste aposentar-se. Se não forem
completados os cinco anos, será considerada a remuneração de juiz de carreira de primeiro
grau” (CNJ – PP 200810000016256 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 69ª Sessão – j. 09.09.2008
– DJU 26.09.2008).

APOSENTADORIA DE TITULAR DE SERVENTIA EXTRAJUDICIAL


Aposentadoria voluntária a pedido de titular de serventia. Pretensão de
regresso em razão de arrependimento
Procedimento de Controle Administrativo. Serventia extrajudicial.
Aposentadoria compulsória convertida em aposentadoria voluntária a pedido do
interessado. Regresso à titularidade da serventia fundado em posterior arrependimento
juridicamente ineficaz. Impossibilidade. – “Deferida ao titular de serventia extrajudicial a
sua aposentadoria voluntária, solicitada por ele de modo expresso e incondicional, é
irregular o ato de tribunal que lhe assegure o retorno ao posto em virtude de posterior
arrependimento inspirado na invalidação do ato de efetivação de seu sucessor na serventia.
Somente eventual reconhecimento de nulidade do ato de aposentadoria propicia a
restauração da situação anterior. Ato de aposentadoria regularmente expedido e registrado
em tribunal de contas. Procedimento de controle administrativo conhecido. Pedido
acolhido” (CNJ – PCA 200810000015409 – Rel. Cons. Antonio Umberto de Souza Júnior
– 75ª Sessão – j. 02.12.2008 – DJU 19.12.2008).

APOSENTADOS
Palavras-chave: INATIVOS
V. tb.: APOSENTADORIA DE MAGISTRADOS – PROVENTOS DE
APOSENTADORIA DE MAGISTRADOS

Magistrados. Reavaliação periódica

Pedido de Providências. Tribunal Regional do Trabalho da 15ª


Região. Regulamentação da reavaliação periódica de magistrados aposentados por
invalidez. Existência de previsão legal. Desnecessária a regulamentação. – “Há
normativos suficientes na legislação brasileiras a dar suporte ao tratamento da exigência de
reavaliação periódica de magistrados aposentados por invalidez, quais sejam os artigos 93,
VI e 40, parágrafo 12 da Constituição Federal combinados com os artigos 42 e 47 da Lei
8.213/91 e parágrafo único do artigo 46 do Decreto 3.048/99, sendo, portanto,
desnecessária a regulamentação da matéria pelo CNJ. Permanece a possibilidade de
regulamentação, pelos Tribunais, dos procedimentos a ela referentes” (CNJ – PP
200810000017066 – Rel. Cons. Andréa Pachá – 70ª Sessão – j. 23.09.2008 – DJU
13.10.2008).

Proventos dos magistrados. Irredutibilidade

Pedido de Providências. Consulta. Vencimentos. Aposentadoria.


Magistrados. Acréscimo de 20% sobre os proventos da aposentadoria (art. 184, inciso III,
da Lei 1.711/52, c.c. o art. 250 da Lei 8.112/90) e o teto constitucional após a EC

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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41/2003. Garantia constitucional da irredutibilidade de vencimentos. Intangibilidade. – “I)


Não obstante cuidar-se de vantagem que não substantiva direito adquirido de estatura
constitucional, razão por que, após a EC 41/2003, não seria possível assegurar sua
percepção indefinida no tempo, fora ou além do teto a todos submetido, aos impetrantes,
porque magistrados, a Constituição assegurou diretamente o direito à irredutibilidade de
vencimentos modalidade qualificada de direito adquirido, oponível às emendas
constitucionais mesmas. II) Ainda que, em tese, se considerasse susceptível de sofrer
dispensa específica pelo poder de reforma constitucional, haveria de reclamar para tanto
norma expressa e inequívoca, a que não se presta o art. 9 o da EC 41/02, pois o art. 17 do
ADCT, a que se reporta, é norma referida no momento inicial de vigência da Constituição
de 1988, no qual incidiu e, neste momento, pelo fato mesmo de incidir, teve extinta a sua
eficácia; de qualquer sorte, é mais que duvidosa a sua compatibilidade com a ‘cláusula
pétrea’ de indenidade dos direitos e garantias fundamentais outorgados pela Constituição
de 1988, recebida como ato constituinte originário. III) Os impetrantes – sob o pálio da
garantia da irredutibilidade de vencimentos –, têm direito a continuar percebendo o
acréscimo de 20% sobre os proventos, até que seu montante seja absorvido pelo subsídio
fixado em lei para o Ministro do Supremo Tribunal Federal. (...) (STF, MS. 24.875/DF,
Relator Ministro Sepúlveda Pertence). Consulta respondida afirmativamente, com
ressalvas” (CNJ – PP 666 – Rel. Cons. Paulo Schmidt – 26ª Sessão – j. 26.09.2006 – DJU
16.10.2006 – Ementa não oficial).

ARBITRAMENTO
Corte Arbitral. Convênio com o Tribunal

Corte Arbitral. Convênio com o Tribunal de Justiça de Goiás.


Previsão de expedição de mandado de desocupação para cumprimento de sentença
arbitral. Ilegalidade na Cláusula 3ª, § 8º, inciso V, do referido Convênio, havendo vício no
mandado de desocupação compulsória do imóvel em que residia o requerente.
Procedência parcial do pedido. – “Como se vê, a sentença arbitral assume a natureza de
título executivo e, como conseqüência, não sendo cumprida voluntariamente, deve o titular
do direito nela reconhecido executá-la perante o Poder Judiciário. Entretanto,
independentemente da existência de Processo de Execução tramitado na esfera
jurisdicional, não pode a Corte Arbitral, naturalmente, expedir mandado de execução,
penhorar bens, efetivar atos de constrição, proceder à desocupação compulsória de imóveis
ou qualquer outro ato inerente ao poder de império estatal. Aí – repita-se – se o vencido se
recusa a cumprir a decisão arbitral voluntariamente é imprescindível que o particular
recorra ao judiciário, a fim de ver o seu direito satisfeito” (CNJ – PP 1315 – Rel. Cons.
Joaquim Falcão – 48ª Sessão – j. 25.09.2007 – DJU 15.10.2007 – Ementa não oficial).

ARMA E MUNIÇÃO
Custódia pelo Poder Judiciário. Recomendação de edição de ato normativo
pelos tribunais

Pedido de Providências. Custódia de armas e munição pelo Poder


Judiciário. Lei 10.823, de 22 de dezembro de 2003, alterada pela Lei 11.706, de 2008.
Recomendação de edição de ato normativo e determinações aos tribunais para
providências. Pedido julgado parcialmente procedente. – “I) Cabe aos Tribunais, cientes
das peculiaridades de cada uma de suas unidades, exercer seu poder normativo, para editar
ato, a fim de adotar solução homogênea quanto às armas e munições acauteladas

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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provisoriamente. II) Compete aos Tribunais prover suas unidades com o necessário para
que se coloque em segurança materiais apreendidos e sob sua custódia. III) Necessidade de
demonstrar o cumprimento do § 5º da Lei 10.826 que estabelece o encaminhamento ao
SINARM ou ao SIGMA, semestralmente, da relação de armas acauteladas em juízo,
mencionando suas características e o local onde se encontram. IV) Sistema Nacional de
Bens Apreendidos, instituído pelo Conselho Nacional de Justiça que deve ser alimentado e
atualizado quanto as armas e munições apreendidas. V) Pedido parcialmente acolhido para
a edição de Recomendação aos Tribunais e outras providências” (CNJ – PP
200810000015860 – Rel. Cons. Felipe Locke Cavalcanti – 83ª Sessão – j. 28.04.2009 –
DJU 15.05.2009).

ARQUIVAMENTO DE PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO


Atribuição cometida à Secretaria-Geral, através dos Juízes Assessores

Pedido de Providências. Arquivamento. Denegação do recurso. –


“I) A Secretária-Geral do CNJ, de acordo com o inciso II, da Portaria 23, de 20.04.2006,
pode, motivadamente, determinar o arquivamento de expedientes manifestamente
incabíveis no âmbito da competência do Conselho, ou contrários a enunciados
administrativos, informando-se ao interessado as razões de decidir e, se possível,
orientando quanto ao procedimento a ser eventualmente adotado. II) Conhece-se do
recurso, em decorrência de sua tempestividade, mas nega-lhe provimento, com a
confirmação integral da decisão de arquivamento” (CNJ – PP 1042 – Rel. Cons. Germana
Moares – 12ª Sessão Extraordinária – j. 22.05.2007 – DJU 04.06.2007).

ARROLAMENTO
Vide: SEPARAÇÃO E PARTILHA EXTRAJUDICIAL

ASSENTO REGIMENTAL
Vide: REGIMENTO INTERNO

ASSESSOR
V.tb.: CARGO EM COMISSÃO

Assessores de Juízes e Desembargadores. Transformação das funções em


cargos efetivos

Pedido de Providências. Res. 07/2005 do CNJ. Prestação de


serviços. – “Desde logo, quanto ao pedido para que o Egrégio Conselho ‘regulamente, no
âmbito do Poder Judiciário brasileiro, que vede a prestação de serviços por pessoas
abrangidas pela resolução do nepotismo através de empresas prestadoras de serviço’, urge
julgá-lo improcedente (...). No que tange à pretensão de criar a 'obrigatoriedade de serem
transformados em cargos efetivos aqueles que exercem as funções de assessoria dos
magistrados', data vênia, ela é de todo descabida, haja vista que alude aos Assessores
Judiciários, cargos previstos em lei, e possíveis de serem ocupados por pessoas de
confiança (...). Pedido improcedente” (CNJ – PP 1090 – Rel. Cons. Oscar Argollo – 9ª
Sessão Extraordinária – j. 17.04.2007 – DJU 27.04.2007 – Ementa não oficial).

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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ASSINATURA DIGITAL
Palavra-chave: ASSINATURA ELETRÔNICA

Adoção pelos tribunais

Pedido de Providências. Associação de Magistrados. Pedido para


que o Tribunal de Justiça regulamente formas alternativas de assinatura mecânica ou
eletrônica pelos magistrados. Circunstâncias peculiares de cada Tribunal que impedem
qualquer decisão de caráter impositivo. Recomendação aos Tribunais, como orientação
programática, para que regulamentem e efetivem o uso de formas eletrônicas de assinatura,
segundo suas possibilidades e estágio de desenvolvimento dos estudos. (CNJ – PP 922 e
923 – Rel. Cons. Rui Stoco – 46ª Sessão – j. 28.08.2007 – DJU 14.09.2007).
Vide: Recomendação CNJ 12, de 11.09.2007.

Regulamentação e implementação

“Recomenda aos Tribunais Regionais Federais, aos Tribunais


Regionais do Trabalho, aos órgãos da Justiça Militar da União e dos Estados e aos
Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal e Territórios que regulamentem e
efetivem o uso de formas eletrônicas de assinatura, no menos prazo possível, segundo as
suas possibilidades e o atual estágio de desenvolvimento técnico” (Recomendação CNJ 12,
de 11.09.2007).

ASSINATURA ELETRÔNICA
Vide: ASSINATURA DIGITAL

ASSISTÊNCIA
Vide: ASSISTÊNCIA JURÍDICA GRATUITA

ASSISTÊNCIA JURÍDICA GRATUITA


Palavras-chave: ASSISTÊNCIA – JUSTIÇA GRATUITA
V. tb.: GRATUIDADE

Criação de Comissão de Estudos para esse fim

“Como anotado na decisão recorrida, não cabe ao CNJ criar


comissão de estudos para a criação de uma rede de assistência judiciária composta por
advogados privados” (CNJ – PP 1086 – Rel. Cons. Douglas Alencar Rodrigues – 31ª
Sessão – j. 05.12.2006 – DJU 21.12.2006 – Ementa não oficial).

Defensoria Pública da União. Instituição do Programa de assistência integral e


gratuita

Pedido de Providências. Defensoria Pública da União.


Recomendação do CNJ de instituição efetiva Arts. 103-B e 134, caput e §1º, da CF/88.
Programa de Assistência Jurídica Integral e Gratuita. Inconstitucionalidade afastada.
Insuficiência estrutural da Defensoria Pública da União. Viabilidade de inserção no

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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Relatório Anual e de manifestação ao Poder Executivo. – “Entende-se viável , ainda, que o


Conselho Nacional de Justiça manifeste ao Executivo, através de ofício, sua preocupação
com a insuficiência estrutural da defensoria Pública e a necessidade premente de se
implementar uma Defensoria Pública efetiva e eficaz, como matéria de interesse do
Judiciário, nos termos do artigo 19 do Regimento Interno do CNJ. Quanto ao pedido de
recomendação ao Poder Judiciário Federal, entende-se não ser medida indicada para a
solução buscada pelo requerente. Pedido parcialmente procedente” (CNJ – PP 131 – Rel.
Cons. Ruth Carvalho – 12ª Sessão – j. 31.01.2006 – DJU 09.02.2006 – Ementa não
oficial).

Exigência de requerimento prévio e expedição de alvará

Regra adotada nas Comarcas do Estado do Mato Grosso, no sentido


de que para a concessão de assistência judiciária gratuita é necessário que a parte ou seu
procurador envie requerimento ao Juiz Diretor do Foro que, deferindo o pedido,
determinará a expedição de um alvará para acompanhar a petição inicial no momento de
sua distribuição. Regra contrária à previsão do art; 4o da Lei 1.060/50. (CNJ – PCA 165 –
Rel. Cons. Eduardo Lorenzoni – 30ª Sessão – j. 28.11.2006 – DJU 13.12.2006 – Ementa
não oficial).

Programa de assistência integral e gratuita. Possibilidade de outras formas de


prestação de assistência jurídica

Programa de assistência jurídica integral e gratuita. Sintonia com


a Constituição Federal e com a Lei n° 1.060/50. Manutenção. – “É certo que a
Constituição Federal de 1988 previu a obrigatoriedade de criação, instalação e
funcionamento pleno das Defensorias Públicas, como instituição essencial à função
jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a orientação jurídica e a defesa em todos os graus
e gratuitamente dos necessitados, que deverá, em âmbito nacional, ser organizada por lei
complementar. Nos Estados, a EC n° 45/04 fortaleceu as Defensorias Públicas Estaduais,
assegurando-lhes autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta
orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. Essa
importante previsão constitucional, porém, não exclui outras formas estatais de prestação
de assistência jurídica, buscando garantir acesso integral à Justiça e à prestação
jurisdicional” (CNJ – PP 07 – Rel. Cons. Alexandre de Moraes – 3ª Sessão – j. 16.08.2005
– DJU 05.09.2005 – Ementa não oficial).

ASSOCIAÇÃO
V. tb.: ENTIDADE REPRESENTATIVA DE CLASSE

Associação de classe. Colégio de presidentes de tribunais estaduais.


Caracterização como tal

Associação de classe. Magistrado Presidente. Afastamento


previsto na LOMAN. Possibilidade. – “É associação de classe, para os fins do disposto no
art. 73, III da LOMAN, a entidade de âmbito nacional composta por Presidentes dos
Tribunais de Justiça cujos objetivos são, entre outros, a integração dos Tribunais de Justiça
em todo o território nacional e o intercâmbio de experiências funcionais e administrativas.
A atividade de presidente de associação de classe de âmbito nacional demanda
disponibilidade de tempo para deslocamento e cumprimento das obrigações inerentes ao

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


41

seu exercício, sendo legal e legítimo o afastamento do magistrado de suas funções


judicantes, parcial ou totalmente” (CNJ – PCA 200910000012814 – Rel. Cons. Paulo Lôbo
– 82ª Sessão – j. 14.04.2009 – DJU 17.04.2009).

Associação representativa de classe. Intervenção em processos no CNJ como


interessada. Constituição há menos de um ano

Pedido de Providências. Associação. Intervenção. Legitimidade.


Mitigação de prazo mínimo de constituição. Privatização de serventias extrajudiciais
estatais. Situação de transitoriedade. Regime anterior não mais recepcionado pela
Constituição Federal. – “I) Em regra, a associação constituída há menos de um ano não
detém legitimidade para propor ou intervir em processo. Todavia, mitiga-se a exigência
diante da flexibilidade das normas procedimentais em sede de processo administrativo.
Exegese dos arts. 5º, V, “a”, da Lei 7.437/85, e 45, XII, do RICNJ. Precedentes do STF
(RE 364.051/SP, MS 21.098/DF, AgReg. no MS 21.278/RS, MC na ACO 876/BA) e do
STJ (RMS 22.230/RJ, REsp 705.469/MS, RMS 12.632/RJ, RMS 11.365/RO)” (CNJ – PP
200810000021537 – Rel. Cons. Jorge Maurique – 72ª Sessão – j. 21.10.2008 – DJU
07.11.2008).

ASSOCIAÇÃO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE


Exercício de cargo de direção por magistrado

Pedido de Providências. Magistrado. Cargo de direção em


associação de assistência à saúde. Compatibilidade. Inexistência de prejuízo à atividade
judicante. “Inexiste incompatibilidade no exercício de cargo de direção em associação de
assistência à saúde por magistrado investido nas funções, desde que não haja prejuízo à
atividade judicante” (CNJ – PP 200810000004291 – Rel. Designado Min. Corregedor
Nacional Cesar Asfor Rocha – 68ª Sessão – j. 26.08.2008 – DJU 12.09.2008).

ASSOCIAÇÃO DE CLASSE DA MAGISTRATURA


Direito do Presidente de associação ao afastamento das funções judicantes

Pedido de Providências. Magistrado. Afastamento. Exercício da


Presidência de Associação de Classe. – “O art. 73, inciso III, não deixa margem a dúvidas
quanto ao direito do presidente de associação de classe da magistatura ao afastamento das
funções judicantes, de sorte que o afastamento do magistrado para tal mister não se
encontra adstrito ao juízo de conveniência administrativa” (CNJ – PP 1150 – Rel. Cons.
Paulo Schmidt – 9ª Sessão Extraordinária – j. 17.04.2007 – DJU 27.04.2007 – Ementa não
oficial).

Desembargadora que exerce o cargo de Vice-Presidente do Tribunal de Justiça


e é primeira dama do Estado (esposa do Governador). Impossibilidade de
dirigir associação civil, como Presidente de Honra

Consulta. Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba. Viabilidade


do exercício de atividades junto a associação civil no cargo de presidente de honra.
Situação individual da requerente. Primeira dama do Estado. Vice-Presidente do Tribunal
de Justiça da Paraíba. Consulta respondida negativamente. – “I) É inviável em um só
momento, o exercício de atividades, mesmo que honoríficas, mas certamente de

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


42

representação, junto ao Poder Judiciário e Executivo. Embora não possua função gerencial
junto a Associação Civil, até por ser este um cargo de honra exercido pela primeira dama
do Estado, certamente necessita do empenho pessoal da Presidente e de sua
representatividade no Estado. II) Consulta a que se responde negativamente” (CNJ –
CONS 200910000012036 – Rel. Cons. Felipe Locke Cavalcanti – 85ª Sessão – j.
26.05.2009 – DJU 17.06.2009).

ASSOCIAÇÃO NACIONAL REPRESENTATIVA DE CLASSE


V. tb.: “AMICUS CURIAE”

Atuação como amicus curiae em defesa de direitos e garantias de magistrados

Recurso Administrativo no Procedimento de Controle


Administrativo. Legitimidade de Associação em defesa de direito individual. Hipótese
excepcional. Tese inédita no CNJ. Deferimento. – “I) Admite-se a participação como
amicus curiae de entidade nacional de magistrados em processos que digam respeito à
direitos e garantias de magistrados desde que o tema de fundo a ser abordado ainda não
tenha sido analisado pelo Conselho Nacional de Justiça. Exegese dos arts. 9º, II, da Lei
9.784/99, e 100 do RICNJ. II) Recurso Administrativo a que se conhece, por tempestivo,
dando-se provimento” (CNJ – PCA 200810000010813 – Rel. Cons. Jorge Maurique – 67ª
Sessão – j. 12.08.2008 – DJU 01.09.2008).

ATAQUE A DECISÃO DO CNJ ATRAVÉS DE AÇÕES JUDICIAIS PROPOSTAS


PERANTE A JUSTIÇA ESTADUAL
Competência exclusiva do STF para desconstituir decisões do CNJ

Concurso unificado para serventias extrajudiciais. Decisão do PP


861. Afastamento de determinações do CNJ por magistrados locais. Aplicação do
entendimento fixado por este CNJ no PCA 200710000014942. Apenas o Supremo
Tribunal Federal tem competência para afastar aplicação de decisão do CNJ” (CNJ – PP
20091000003102 – Rel. Cons. Joaquim Falcão – 82ª Sessão – j. 14.04.2009 – DJU
17.04.2009).

ATENDIMENTO AO PÚBLICO
Ofícios de Justiça. Horário de atendimento

Restauração de Autos. Poder Judiciário. Horário de atendimento


ao público nos Ofícios de Justiça. Ato administrativo discricionário dos Tribunais de
Justiça (CF, art. 96, inciso I, “a”). – “A fixação de horário de atendimento ao público nos
Ofícios de Justiça é típico ato administrativo discricionário, devendo os Tribunais, em sua
análise atentar para o interesse público e a estrita observância do princípio da eficiência.
Possibilidade de controle pelo Conselho Nacional de Justiça nas hipóteses de ilegalidade
ou quebra dos princípios da administração pública, em especial, o da eficiência, não
presentes na hipótese” (CNJ – RA 1 – Rel. Cons. Alexandre de Moraes – 10ª Sessão
Extraordinária – j. 08.05.2007 – DJU 18.05.2007 – Ementa não oficial).

ATENDIMENTO DOS ADVOGADOS


Implantação do sistema de senhas. Parceria com a Subseção da OAB

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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Pedido de Providências. Sistema de senhas para atendimento de


advogados. Juízo de direito da Vara de Família e Sucessões da Comarca de Taubaté.
Parceria com a OAB. – “I) A implantação do sistema de senhas para atendimento resulta
de parceria com a Subseção da OAB, que inclusive patrocinou a aquisição dos
equipamentos e mantém o abastecimento das papeladas. II) As medidas adotadas para
ordenação do atendimento no balcão da Vara de Família e Sucessões da Comarca de
Taubaté, resultantes de tratativas com a OAB local, não caracterizam violação de
prerrogativas dos advogados. Improcedência do pedido” (CNJ – PP 10961 – Rel. Cons.
José Adonis Callou de Araújo Sá – 54ª Sessão – j. 18.12.2007 – DJU 08.02.2008).

ATENDIMENTO DOS ADVOGADOS POR MAGISTRADOS


Decisão monocrática. Recurso intempestivo não conhecido

Pedido de Providências. Consulta formulada indagando acerca do


atendimento dos advogados pelos juízes de direito. Decisão monocrática proferida.
Recurso contra a decisão interposto fora do prazo legal. Rejeição pelo relator. Pedido de
reconsideração insistindo no conhecimento do recurso. Inadmissibilidade. Pedido de
reconsideração afastado e recurso não conhecido. – “O art. 98 do Regimento Interno deste
Conselho prevê apenas e tão-somente a oitiva dos eventuais beneficiários dos efeitos de ato
impugnado, que são intimados por edital nos Procedimentos de Controle Administrativo.
Não faz menção à intimação por edital de “terceiros prejudicados”. Na hipótese dos autos
não se trata de procedimento dessa espécie (PCA), mas apenas, de “consulta” que sequer
encontra previsão expressa no Regimento Interno desta Corte. De sorte que nada
justificava a intimação dos magistrados brasileiros na hipótese sob análise” (CNJ – PCA
1465 – Rel. Cons. Rui Stoco – 50ª Sessão – j. 23.10.2007 – DJU 09.11.2007 – Ementa não
oficial).

Pronunciamento em decisão monocrática que não possui força de impor


observância por parte da totalidade dos magistrados

Pedido de Providências. Consulta formulada indagando acerca do


atendimento dos advogados pelos juízes de direito. Decisão monocrática proferida.
Recurso contra a decisão interposto fora do prazo legal. Rejeição pelo relator. Pedido de
reconsideração insistindo no conhecimento do recurso. Inadmissibilidade. Pedido de
reconsideração afastado e recurso não conhecido. – “Uma vez que o pronunciamento
atacado não possui o condão e força de impor a observância de um dado comportamento
ao consulente, nem à totalidade dos magistrados do Estado do Rio Grande do Norte ou do
Brasil – como enfatizado no voto vencedor do Conselheiro Técio Lins e Silva – até porque
não houve qualquer comunicação de que o mesmo estivesse sendo inobservado, não há,
também, necessidade de comunicá-lo a outrem, além daquele que requereu o
pronunciamento do Conselho” (CNJ – PCA 1465 – Rel. Cons. Rui Stoco – 50ª Sessão – j.
23.10.2007 – DJU 09.11.2007 – Ementa não oficial).

ATENDIMENTO PELAS SERVENTIAS JUDICIAIS (“CARTÓRIOS”)


V. tb.: SERVENTIAS JUDICIAIS

Exigência de prévia apresentação de extrato

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


44

Procedimento de Controle Administrativo. Exigência de emissão


de apresentação de extrato para atendimento nas varas federais de Blumenau.
Inexistência de ilegalidade. Pedido julgado improcedente. – “Não há ilegalidade e/ou
irregularidade na exigência de apresentação de extrato para atendimento nos balcões das
Secretarias dos Juízos nos Tribunais” (CNJ – PCA 200810000011118 – Rel. Cons. Andréa
Pachá – 67ª Sessão – j. 12.08.2008 – DJU 01.09.2008).

ATIVIDADE CENSÓRIA DOS TRIBUNAIS


Manutenção de segredo de justiça

Pedido de Providências. Consulta. Legitimidade membro do


Tribunal de Justiça. Auto-aplicabilidade dos artigos 93, incisos IX e X da Constituição
Federal. – “Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, sendo as
decisões administrativas dos tribunais motivadas e tomadas pelo voto da maioria absoluta
de seus membros. Possibilidade constitucional de edição de lei para restringir a publicidade
dos atos processuais em virtude de defesa da intimidade ou exigência do interesse social
(CF, art. 5º, inciso LX). Recepção da LOMAN (art. 40). Possibilidade de segredo de
justiça no exercício de atividade censória dos tribunais, de maneira a garantir o devido
resguardo à dignidade e à independência do magistrado” (CNJ – PP 1108 – Rel. Cons.
Alexandre de Moraes – 36ª Sessão – j. 13.03.2007 – DJU 23.03.2007).

ATIVIDADE JURÍDICA (ART. 93, I, DA CF/88)


Palavras-chave: CONCURSO PÚBLICO EM GERAL

Agentes Fiscais de Rendas. Consulta com interesse meramente individual

Recurso Administrativo. Atividade jurídica. Agentes fiscais de


renda. – “Para efeito de verificação das atribuições do cargo como subsumíveis no
conceito de atividade jurídica, devem os candidatos submetê-las à respectiva banca
examinadora do concurso público. Questões individuais e concretas não se prestam à
consulta dirigida ao CNJ” (CNJ – PP 200810000008880 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 65ª
Sessão – j. 24.06.2008 – DJU 05.08.2008).

Analista de Finanças e Controle da CGU

“A Resolução CNJ 11/06 regulamenta o critério de atividade


jurídica para a inscrição em concurso público de ingresso na carreira da magistratura
nacional. Ao contrário do que sustenta o recorrente, as disposições da Resolução CNJ
11/06 não amparam seu pedido, na medida em que o autor requer uma declaração abstrata
de que o tempo de serviço no cargo de Analista de Finanças e Controle da CGU cumpre a
exigência constitucional de três anos de atividade jurídica. O art. 5º da referida Resolução
dispõe expressamente que “a comprovação do período de três anos de atividade jurídica de
que trata o art. 93, I, da Constituição Federal, deverá ser realizada por ocasião da inscrição
definitiva do concurso”. Assim, nos termos da decisão recorrida, o Plenário já se
manifestou diversas vezes sobre o assunto, firmando entendimento de que questões como a
proposta pelo requerente devem ser apresentadas, concretamente, à comissão do concurso
(PP 50 e PP 3105)” (CNJ – PP 6350 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 48ª Sessão – j. 25.09.2007
– DJU 15.10.2007 – Ementa não oficial).

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Atuação em serviço voluntariado do Tribunal

Procedimento de Controle Administrativo. Juiz de Direito do


Tribunal de Justiça do Pará. Serviço voluntariado no âmbito dos Tribunais.
Desnecessidade, no momento, de fixação de regras genéricas para que seja estabelecido o
serviço voluntário no Poder Judiciário. Atividade do voluntário para fins de comprovação
de Atividade Jurídica do bacharel em Direito. Res. 11 de 31.01.2006. – “O serviço
voluntariado, por não possuir atribuições específicas em Lei, não pode ser considerado
para fins da Res. 11 como Atividade Jurídica. Pedido de Providências inacolhido” (CNJ –
PP 13986 – Rel. Cons. Felipe Locke Cavalcanti – 50ª Sessão – j. 23.10.2007 – DJU
09.11.2007).

Atuação na função de conciliador e juiz leigo em Juizados Especiais

Juizados Especiais Cíveis e Criminais. Exercício das funções de


conciliador e de juiz leigo. Atividade jurídica típica. Resolução 11 deste CNJ. – “A
atividade de conciliação desempenhada perante os Juizados Especiais Cíveis e Criminais,
quando exercida por bacharel em direito (art. 7º da Lei 9.099/95), deve ser compreendida
como atividade jurídica específica, compatível com as situações referidas na resolução 11
deste CNJ. Afinal, se a atuação do bacharel tem por objetivo conduzir as partes à
conciliação – qualificando-se por isso, como modalidade anômala de assessoria jurídica
(art. 1º, II, da Lei 8.906/94), que é prestada em procedimento jurisdicional – evidente que o
sucesso de sua atividade reclamará qualificação técnica específica, capaz de permitir a
análise jurídica do caso concreto e a exposição aos litigantes dos riscos pessoais e
patrimoniais envolvidos. Pedido de Providências acolhido, com edição de enunciado
administrativo” (CNJ – PP 587 – Rel. Cons. Douglas Rodrigues – 23ª Sessão – j.
15.08.2006 – DJU 01.09.2006).

Auditor da Receita Federal. Consulta com interesse meramente individual

Pedido de Providências. Consulta individual. Auditor fiscal da


Receita Federal do Brasil. Atividade jurídica. Artigo 2º da Resolução 11/2006 do
Conselho Nacional de Justiça. – “Questiona-se se o exercício da atividade de Auditoria
Fiscal da Receita Federal do Brasil (cargo resultante da unificação dos cargos de Auditor
Fiscal da Previdência Social e Auditor Fiscal da Receita Federal – Lei 11.457/2007) se
insere no cômputo para atividade jurídica, nos termos do artigo 2º da Resolução 11/2006.
Interesse meramente individual, sem repercussão institucional relevante para o Judiciário
Nacional não é atribuição deste Conselho Nacional de Justiça. Consulta não conhecida”
(CNJ – PP 200810000009380 – Rel. Cons. Técio Lins e Silva – 65ª Sessão – j. 24.06.2008
– DJU 05.08.2008).

Auditor da Receita Federal. Pedido de esclarecimento sobre alcance de


acórdão

Pedido de Providências. Consulta individual. Auditor Fiscal da


Receita Federal do Brasil. Atividade jurídica. Art. 2º da Res. 3.460. Incompatibilidade.
Interpretação. – “Pedido de esclarecimentos sobre o alcance do acórdão proferido nos
autos da Ação Direta de Inconstitucionalidade 34.460/DF. Via inadequada. O CNJ não é
instância recursal de decisões judiciais, quiçá de decisão do Plenário do Supremo Tribunal
Federal em controle de constitucionalidade. É competência da Comissão do Concurso,
avaliar e classificar os candidatos, assim como valorar a documentação comprobatória da

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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prática de atividade jurídica. Precedentes. Pedido de providência não reconhecido” (CNJ –


PP 200810000012573 – Rel. Cons. Técio Lins e Silva – 69ª Sessão – j. 09.09.2008 – DJU
26.09.2008).

Candidato aprovado em concurso de ingresso na Magistratura sem comprovar


3 anos de atividade jurídica

Pedido de Providências. Nomeação para o cargo de Juíza de Direito


de candidato aprovado em concurso que não comprovou o requisito constitucional de três
anos de prática jurídica. Matéria judicializada. Existência de decisão judicial amparando a
situação da magistrada. (CNJ – PP 1216 – Rel. Paulo Schmidt – 11ª Sessão Extraordinária
– j. 09.05.2007 – DJU 18.05.2007 – Ementa não oficial).

Candidato que não atendeu ao requisito pretendendo a nulidade do concurso

Procedimento de Controle Administrativo. Pedido de anulação de


concurso público para o ingresso na carreira da magistratura do Estado do Amazonas.
Resolução 11 do CNJ. Concurso integralmente realizado pela Fundação Getúlio Vargas,
sem interferência da Comissão do Tribunal na elaboração e aplicação das provas.
Improcedência da alegação de nulidade pela participação de assessor do membro da
comissão. – “I) A participação de candidato que não atendia, na data da inscrição, o
requisito de tempo de atividade jurídica, não tem por efeito a nulidade do concurso. Edital
do concurso anterior à Resolução 11 do CNJ, que fixou a inscrição definitiva como
momento de exigência do requisito. II) Não tem relevância para a pretensão de anulação do
certame, a alegação de que a homologação pelo Tribunal foi relatada pelo próprio
presidente. III) Improcedência do pedido” (CNJ – PCA 634 – Rel. Cons. José Adonis
Callou de Araújo Sá – 48ª Sessão – j. 25.09.2007 – DJU 15.10.2007).

Caracterização como jurídica toda atividade que tenha como pressuposto a


interpretação ou utilização de conhecimentos jurídicos

Ingresso na Magistratura de carreira. Concurso público. Novas


exigências estabelecidas pela Emenda Constitucional 45/04. Requisito óbvio de ser
bacharel em direito e ter, no mínimo, três anos de atividade jurídica. Tal lapso temporal é
de ser computado somente após a obtenção, pelo candidato, do grau de bacharel.
Interpretação autêntica do art. 93, I da Constituição Federal, consentânea inclusive com os
anais do Congresso Nacional. Com a reforma do Judiciário o Constituinte Derivado
procurou estabelecer idade mínima para o ingresso na carreira. Tentativa de obter
candidatos com maior maturidade e evitar problemas com a excessiva juvenilização da
magistratura. Conceito de ‘atividade jurídica’ mais abrangente do que a antiga ‘prática
forense’. Idéia de alcançar não só a atividade exercida, com exclusividade, pelo bacharel
em direito, como também a decorrente do exercício de cargos, empregos ou funções em
que se exija a utilização preponderante de conhecimentos jurídicos. O ingresso na carreira
é procedimento complexo, com diversas etapas e diferentes agentes. Fase inicial
consubstanciada no concurso público com comissão de inscrição e bancas examinadoras,
com competências específicas para analisar os requisitos da inscrição e as aptidões técnicas
dos candidatos. A comprovação do requisito do período de três anos de atividade jurídica
há de ser feita perante a Comissão e até a data da inscrição definitiva do candidato no
certame. Tal circunstância deve ser, no entanto explicitada no edital. Quem exercer
atividade de magistério em cursos formais ou informais de preparação de candidatos fica
impedido, por motivos éticos de integrar as bancas do concurso, em até três anos após a

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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cessação da atividade. Interpretação analógica com o art. 95 parágrafo único, inciso V da


Constituição Federal. Pedido específico de providências não acolhido. Edição, no entanto,
de Resolução do CNJ sobre a matéria. (CNJ – PP 50 – Rel. Cons. Marcus Faver – 12ª
Sessão – j. 31.01.2006 – DJU 09.02.2006).

“Assim, deve ser considerada como atividade jurídica, apta a suprir


o requisito do art. 93, I da Constituição Federal, não somente o exercício da advocacia ou
de cargos privativos de Bacharel em Direito, porquanto não são apenas esses ofícios que
dão ao ingressante na carreira a experiência exigida pela Constituição Federal. Devem, sob
esse prisma, ser consideradas como atividade jurídica todas as atividades nas quais o marco
principal seja a interpretação ou utilização preponderantemente de conhecimentos
jurídicos, cabendo às comissões examinadoras análise dos casos concretos” (CNJ – PP 50
– Rel. Cons. Marcus Faver – 12ª Sessão – j. 31.01.2006 – DJU 09.02.2006 – Ementa não
oficial).

Pedido de Providências. Atividade Jurídica. – “Além do exercício


da advocacia ou de cargos privativos de bacharel em Direito, deve ser considerada
atividade jurídica, apta a suprir o requisito do art. 93, inciso I, da Carta Federal, todas as
atividades jurídicas que tenha como pressuposto a interpretação ou utilização
preponderantemente de conhecimentos jurídicos, cabendo às comissões examinadoras a
análise dos casos concretos” (CNJ – PP 1163 – Rel. Cons. Marcus Faver – 8ª Sessão
Extraordinária – j. 20.03.2007 – DJU 30.03.2007 – Ementa não oficial).

Cômputo de atividade jurídica anterior à colação de grau


V. tb.: CONCURSO DE INGRESSO NA MAGISTRATURA

“Trata-se de Pedido de Providências subscrito por T.L.S., onde o


requerente espera que o CNJ reconheça a possibilidade de cômputo de atividade jurídica
anterior à colação de grau, para perfazer os três anos exigidos para ingresso na
Magistratura. Por estar em desacordo com a Res. 11/2006 deste CNJ, indeferi
liminarmente o processamento do presente pedido, nos termos da decisão monocrática de
fls. Assim, por estar a matéria pacificada no âmbito deste Plenário, e considerando a
importante diretriz jurisprudencial da Suprema Corte pátria acima citada, entendo que o
recurso administrativo deve ser rejeitado, confirmando-se a decisão monocrática que
indeferiu o pedido do requerente em todos os seus termos, mantendo-se incólume o inteiro
teor da Res. 11/2006 deste Conselho, que disciplinou a matéria” (CNJ – PP 927 – Rel.
Cons. Germana Moraes – 31ª Sessão – j. 05.12.2006 – DJU 21.12.2006 – Ementa não
oficial).

Concurso de ingresso na Magistratura. Exigência de comprovação da prática


da advocacia de, no mínimo, cinco anos

Procedimento de Controle Administrativo. Impugnação. Edital.


Concurso Público para Magistratura. Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe. Atividade
jurídica. Comprovação do exercício da advocacia. Competência da comissão do
concurso. – “Ao exigir do candidato ao cargo de Juiz de Direito do TJ/SE, a comprovação
da prática de, no mínimo, cinco atos privativos de advogado no período de um ano, a
Comissão Examinadora, a quem cabe avaliar e classificar os candidatos, agiu dentro de
suas atribuições, nos termos do que previsto na Constituição da República e na Resolução
11/2006 deste Conselho. Precedentes. Improcedência do Procedimento de Controle

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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Administrativo” (CNJ – PCA 200810000011222 – Rel. Cons. Técio Lins e Silva – 65ª
Sessão – j. 24.06.2008 – DJU 05.08.2008).

Concurso de ingresso na Magistratura. Termo inicial de contagem da


atividade jurídica

Consulta autuada como Pedido de Providência. Tribunal Regional


do Trabalho da 22ª Região. Comissão de Concurso para Juiz Substituto. Termo inicial da
contagem temporal da “atividade jurídica”. Candidata aprovada que eventualmente não
preencheria o requisito indispensável de 3 (três) anos de atividade jurídica após o
bacharelado. Impetração de mandado de segurança frente ao Superior Tribunal d Trabalho.
Pedido prejudicado. Uma vez jurisdicionada a matéria, prejudicada fica a competência do
Conselho Nacional de Justiça. Arquivamento. (CNJ – PP 1043 – Rel. Cons. Marcus Faver
– 33ª Sessão – j. 23.01.2007 – DJU 06.02.2007).

Consulta. Interesse individual

Recurso Administrativo no Pedido de Providências. Consulta


sobre atividade jurídica. Interesse individual. Competência da comissão do concurso. –
“Interesse meramente individual, sem repercussão institucional relevante para o Judiciário
nacional não é atribuição deste Conselho Nacional de Justiça. É da Comissão do respectivo
concurso a competência para o exame das atividades desenvolvidas pelo candidato como
sendo jurídicas ou não, como sendo válidas ou não para comprovação do requisito legal.
Precedentes. Recurso Administrativo a que se nega provimento. Decisão unânime” (CNJ –
PP 200810000028192 – Rel. Cons. Técio Lins e Silva – 76ª Sessão – j. 16.12.2008 – DJU
30.01.2009).

Definição. Res. CNJ 11, de 31.01.2006

Pedido de Providências. Res. Do CNJ 11 de 31.01.2006. Triênio


de atividade jurídica. Definição de atividade jurídica. Precedente do STF. Momento para
a comprovação da atividade jurídica. Esclarecimentos prestados em tese. – “O Plenário do
CNJ, no exercício de suas atribuições constitucionais, aprovou na sessão do dia 31.01.2006
a Res. 11/2006, que regulamentou o critério de atividade jurídica para a inscrição em
concurso público de ingresso na carreira da magistratura nacional. Ao regulamentar o
inciso I, do art. 93 da Carta Magna de 1988, a mencionada Res. 11, em conformidade com
a interpretação extraída dos anais do Congresso Nacional sobre a matéria, fixou, como
termo inicial da contagem do triênio de atividade jurídica, a obtenção do diploma de
bacharel em Direito (art. 10 da Res. 11/2006). O art. 20 da citada Res. 11 define a atividade
jurídica como aquela exercida com exclusividade por bacharel em Direito, bem como o
exercício de cargos, empregos ou funções, inclusive de magistério superior, que exija a
utilização preponderante de conhecimento jurídico vedada a contagem do estágio
acadêmico ou qualquer outra atividade anterior à colação de grau. A Suprema Corte pátria,
ao julgar a ADIN 3460/DF, tendo como relator o eminente Min. Carlos Britto reconheceu a
constitucionalidade de idêntica norma oriunda de resolução do Conselho Superior do
Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, que previa a contagem da atividade
jurídica após a conclusão do curso superior em Direito. A comprovação do tempo de
atividade jurídica, nos termos do artigo 50 da Res. 11/2006, e de acordo com a novel
orientação jurisprudencial da Excelsa Corte (ADIN 3640/DF), deverá ser efetuada por
ocasião da inscrição, e não na posse. Esclarecimentos prestados em tese, uma vez que o
requerente não fez comprovação da data em que concluiu o curso superior em Direito,

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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impossibilitando a análise do caso concreto” (CNJ – PP 1050 – Rel. Cons. Germana de


Moraes – 36ª Sessão – j. 14.03.2007 – DJU 23.03.2007).

Escrivães de Polícia e agentes da Polícia Federal

Pedido de Providências. Extensão do conceito de atividade jurídica.


Res. CNJ 11. Função dos escrivães de polícia e agentes da Polícia Federal. Utilização
preponderante de conhecimentos jurídicos. Submissão à previsão do art. 2°. Consulta
respondida. (CNJ – PP 1238 – Rel. Cons. Cláudio Godoy – 8ª Sessão Extraordinária – j.
20.03.2007 – DJU 30.03.2007).

Exigência do bacharel em direito de três anos de atividade jurídica como


condição para ingresso na Magistratura
Vide: CONCURSO DE INGRESSO NA MAGISTRATURA

Interpretação da Res. 11, de 31.01.2006

Pedido de Providências. Interpretação do art. 6o da Res. 11.


Expressa alusão tanto à integração de professores de cursos preparatórios em Bancas
Examinadoras e Comissão de Concurso. Consulta nestes termos respondidos. (CNJ – PP
1448 – Rel. Cons. Claúdio Godoy – 12ª Sessão Extraordinária – j. 22.05.2007 – DJU
04.06.2007).

Momento da aferição ou comprovação. Inscrição definitiva

“Dessa forma e a partir da Emenda Constitucional 45/04, não é de


se admitir que a verificação ou o preenchimento dos requisitos ou condições para o
ingresso na magistratura de carreira, possam ser postergados para exame na data da posse.
Reconhecendo-se que o procedimento para o ingresso na carreira da magistratura,
corresponde a ato administrativo complexo, envolvendo várias etapas e diversos atores,
tem-se que a verificação das condições e requisitos da inscrição é matéria de competência
exclusiva da comissão do concurso e indelegável para outros atores, v.g., por exemplo, ao
Presidente do tribunal. Assim, tem-se que, para o concurso da magistratura, não é de ser
aplicada a súmula 266 do STJ, uma vez que os requisitos hão de ser comprovados até a
data da inscrição definitiva e examinados pela comissão do concurso, especificamente
constituída para tal finalidade” (CNJ – PP 50 – Rel. Cons. Marcus Faver – 12ª Sessão – j.
31.01.2006 – DJU 09.02.2006 – Ementa não oficial).
Jurisprudência do STJ: “1. A comprovação dos três anos de atividade jurídica, exigida
daqueles que pretendem ingressar na carreira da Magistratura, deve ser feita no momento
da inscrição definitiva, daí ser recomendável se faça constar nos editais de abertura desses
concursos a data provável em que se realizará tal inscrição. Caso ocorra a antecipação do
cronograma inicial, dessa alteração nenhum prejuízo poderá resultar para aqueles
interessados que se inscreveram considerando que, respeitada a data inicialmente prevista
para a inscrição definitiva, teriam como atender à exigência constitucional. 2. A data a ser
considerada para a aferição dos três anos de conclusão do curso de Direito é aquela em que
o estudante conclui com êxito todas as disciplinas do curso de graduação. Em
conseqüência, as atividades jurídicas desenvolvidas a partir dessa data, assim consideradas
aquelas previstas no Edital, devem ser aproveitadas na comprovação da exigência
constitucional” (STJ – 6ª T – RMS 26.667-DF – Rel. Nilson Naves – j. 11.11.2008 – Bol.
STJ 01/18 de 2009).

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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Períodos cumulativos

Pedido de Providências. Consulta. Res. 11/2006-CNJ. Atividade


jurídica. Períodos cumulativos. – “(...) Considerar que a realização simultânea das
atividades previstas nos artigos 2.° e 3.° da Resolução poderia levar ao cômputo em dobro
do período de atividade jurídica seria contrário ao texto constitucional e aos objetivos da
EC 45/2004, que exigiu esse tempo mínimo de prática para que o bacharel possa adquirir
experiência jurídica necessária para o ingresso na carreira da magistratura. Pedido
indeferido” (CNJ – PP 941 – Rel. Cons. Eduardo Lorenzoni – 30ª Sessão – j. 28.11.2006 –
DJU 13.12.2006 – Ementa não oficial).

Policial Rodoviário Federal e bacharel em Direito

Pedido de Providências. Consulta. Atividade Jurídica. Policial


Rodoviário Federal. Bacharel em Direito. Dedicação exclusiva. Resolução CNJ 11, de
31.01.2006. (CNJ – PP 1209 – Rel. Cons. Alexandre de Moraes – 36ª Sessão – j.
13.03.2007 – DJU 23.03.2007 – Ementa não oficial).

ATIVIDADE JURISDICIONAL
V. tb.: AÇÃO JUDICIAL

Inadmissibilidade de interferência do CNJ

Conselho Nacional de Justiça. Ausência de competência


jurisdicional originária ou revisora impossibilidade de controle do mérito da atividade
jurisdicional dos magistrados ou para revisão de decisões judiciais. Pedido improcedente
por ausência de competência constitucional do CNJ. – “No exercício de suas funções
jurisdicionais, os magistrados atuam com absoluta autonomia e independência na formação
de suas convicções, pois a independência judicial constitui um direito fundamental dos
cidadãos, inclusive o direito à tutela judicial e o direito ao processo e julgamento por um
Tribunal independente e imparcial” (CNJ – PP 314 – Rel. Cons. Alexandre de Moraes – 3ª
Sessão Extraordinária – j. 28.03.2006 – DJU 12.04.2006 – Ementa não oficial).

Pedido de Providências. Confederação dos Servidores Públicos do


Brasil – CSPB. Pedido de julgamento imparcial. – “Confederação de trabalhadores que
manifesta sua preocupação com julgamento futuro de demanda na qual figura como
interessada. Solicitação de intervenção do Conselho Nacional de Justiça para garantir
julgamento legal e justo. Ausência de fundamento constitucional ou legal para a
intervenção deste Conselho. Presunção de legalidade dos atos praticados pelo Poder
Judiciário. Impossibilidade do Órgão de controle tutelar a execução da atividade fim do
Poder Judiciário. Pedido arquivado monocraticamente. Recurso que se nega provimento”
(CNJ – PP 14711 – Rel. Cons. Felipe Locke Cavalcanti – 54ª Sessão – j. 18.12.2007 – DJU
08.02.2008).

“O Conselho Nacional de Justiça deve ter como primado a


independência dos magistrados no exercício da função jurisdicional, o que significa dizer
que a preservação das atribuições do Judiciário em sua inteireza é pressuposto essencial, na
medida em que a atuação deste Conselho não poderá implicar interferência na atividade
jurisdicional, controlando decisões judiciais, tampouco suprimindo as matérias à

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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apreciação judicial ou às instâncias recursais” (CNJ – PP 1402 – Rel. Cons. Paulo Lôbo –
42ª Sessão – j. 12.06.2007 – DJU 29.06.2007).

“A aferição de prejuízo decorrente de avaliação de imóvel


alegadamente vil trata de nítida matéria jurisdicional, passível de revisão por meios
processuais inerentes. Incompetência do Conselho Nacional de Justiça para controle desses
atos (Art. 103-B, §4º, da CF/88), conforme reiterados precedentes (PCA 631 e PPs 16, 21,
42 e 63). Por outro lado, o prejuízo a ser demonstrado não trata do prejuízo particular, mas
sim do prejuízo substancial, causado a quantidade relevante de jurisdicionados, em
situação idêntica, ou, pelo menos, similar à do requerente, de modo a conferir indícios
mínimos da má-execução ou da má-fiscalização do Convênio em tela. Prejuízo, portanto, é
o prejuízo substancial, decorrente da celebração, execução e fiscalização do Convênio, e
não o mero prejuízo individual, in concreto e isolado” (CNJ – PCA 200810000025890 –
Rel. Cons. Jorge Maurique – 77ª Sessão – j. 27.01.2009 – DJU 13.02.2009).

Recurso administrativo em Pedido de Providências. Decisão


monocrática de arquivamento. Manutenção. Insurgência contra decisão judicial.
Incompetência do Conselho Nacional de Justiça. – “A escolha da aplicação da legislação
ao caso concreto, em demanda judicial, compete ao magistrado que atua na causa, de
acordo com a análise dos fatos que são trazidos aos autos e com a sua livre convicção
(CPC, art. 131), não se tratando, pois, de matéria administrativa que comporte atuação
deste Conselho, que é órgão de controle estrito da atuação administrativa e financeira do
Poder Judiciário, nos termos do que dispõe o parágrafo 4º do art. 103-B da Constituição
Federal. Ademais, o acerto, ou não, da aplicação da lei pelo juiz ao caso resolve-se,
também, no âmbito judicial, por meio de recurso próprio em cada espécie de processo e
procedimento. Recurso Administrativo em Pedido de Providências de que se conhece e a
que se nega provimento” (CNJ – PP 200810000032559 – Rel. Cons. Altino Pedrozo dos
Santos – 80ª Sessão – j. 17.03.2009 – DJU 06.04.2009).

Procedimento de Controle Administrativo. Processo judicial.


Distribuição. Antecipação de tutela. – “I) A questão atinente a eventual error in
procedendo na distribuição processual denota, em regra, caráter jurisdicional, sendo
inclusive passível de correção pelos meios recursais ordinários (PP 11060). II) O mérito de
decisão judicial que antecipa os efeitos de tutela e impõe multa diária (astreintes) por
descumprimento não é passível de conhecimento pelo CNJ, conflitando com sua
competência, a qual é limitada à atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário,
nos termos do art. 103-B, § 4º, da CF/88 (PPs 16, 21, 42, 63 e 200810000003961; PCAs
631 e 200910000005032). III) Procedimento de Controle Administrativo a que não se
conhece, por tratar de matéria jurisdicional” (CNJ – PCA 200910000009669 – Rel. Cons.
Jorge Maurique – 82ª Sessão – j. 14.04.2009 – DJU 17.04.2009).

ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO


Palavras-chave: NOTÁRIO – OFICIAL DE REGISTRO
V. tb.: EMOLUMENTOS – REGISTRADOR (TITULAR DE SERVENTIA
EXTRAJUDICIAL) – REGISTRO DE IMÓVEIS – SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS
(ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO)

Acumulação e desacumulação de serventias extrajudiciais

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


52

Acumulação e desacumulação de serventias extrajudiciais por Ato


Administrativo. Possibilidade. – Precedentes deste CNJ (PCA 19531) e STF (ADI 2413).
Com a ressalva de que compete a este CNJ analisar tais atos administrativos no caso de
eventual irregularidade com o que dispõe a Lei 8.935/94, art. 26, parágrafo único.
Suspensão de concurso público para serventias extrajudiciais ante eventual redução do
rol de vacância decorrente de anexação alegadamente irregular. Impossibilidade no caso.
– “Não se trata de exclusão isolada de serventias do concurso, sem justificativa, mas de
anterior anexação de serviços que, não existindo mais, não integram a listagem. Simples
alegação de que algumas serventias poderiam se manter sem a anexação não é bastante
para que se suspenda o concurso público” (CNJ – PCA 200810000016104 – Rel. Cons.
Joaquim Falcão – 72ª Sessão – j. 21.10.2008 – DJU 07.11.2008).

Procedimento de Controle Administrativo. Serviços extrajudiciais


acumulados nos termos da lei. Pretensão de desacumulação de vários serviços no Estado.
Questão já apreciada pelo plenário. Jurisprudência pacífica. Pedido improcedente. –
“Como já decidiu o Conselho Nacional de Justiça reiteradas vezes, a desacumulação dos
serviços notariais que tenham sido anteriormente agrupados só encontra justificativa se
comprovado que, em razão do volume dos serviços ou da receita é viável e sustentável a
cisão, de modo a cumprir a regra do caput do art. 26 da Lei 8.935/94. Trata-se de
prerrogativa que se insere na autonomia privativa do Tribunal ao qual as serventias estão
submetidas nos respectivos Estados da Federação” (CNJ – PCA 200810000016220 – Rel.
Cons. Rui Stoco – 71ª Sessão – j. 07.10.2008 – DJU 24.10.2008).

Serventia extrajudicial. Desacumulação. Possibilidade. – “A


desacumulação pode gerar a transferência de serviços notariais e de registro para outro
cartório, conforme previsão constante do art. 26, parágrafo único da Lei 8.935/94.
‘Somente o Tribunal de origem pode analisar o volume, a receita e a população atendida
pelo serviço extrajudicial, de modo a avaliar as possibilidades de desacumulação’ (PP
16220)” (CNJ – PCA 200810000014624 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 72ª Sessão – j.
21.10.2008 – DJU 07.11.2008).

Anulação de processo administrativo disciplinar. Interesse individual

Competência. Conselho Nacional de Justiça. Anulação de


Processo Administrativo Disciplinar. Oficial de registro. Natureza individual. Avocação
de processo. – “ A competência constitucional do Conselho Nacional de Justiça está
centrada em matérias de natureza administrativa de projeção coletiva (CF/88, art. 103-B, §
4º)” (CNJ – PCA 20081000005970 – Rel. Cons. João Oreste Dalazen – 74ª Sessão – j.
18.11.2008 – DJU 05.12.2008).

“O pedido de anulação de Processo Administrativo Disciplinar


instaurado em Corregedoria local contra Oficial de Registro Civil ostenta natureza
meramente individual, apreciável em face das nuances de cada caso, razão por que não se
inscreve na competência do CNJ” (CNJ – PCA 20081000005970 – Rel. Cons. João Oreste
Dalazen – 74ª Sessão – j. 18.11.2008 – DJU 05.12.2008).

Atuação em serviço voluntário no Poder Judiciário

Procedimento de Controle Administrativo. Juiz de Direito do


Tribunal de Justiça do Pará. Serviço voluntariado no âmbito dos Tribunais.
Desnecessidade, no momento, de fixação de regras genéricas para que seja estabelecido o

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


53

serviço voluntário no Poder Judiciário. Atividade do voluntário para fins de comprovação


de Atividade Jurídica do bacharel em Direito. Res. 11 de 31.01.2006. – “O serviço
voluntariado, por não possuir atribuições específicas em Lei, não pode ser considerado
para fins da Resolução 11 como Atividade Jurídica. Pedido de Providências inacolhido”
(CNJ – PP 13986 – Rel. Cons. Felipe Locke Cavalcanti – 50ª Sessão – j. 23.10.2007 – DJU
09.11.2007).

Concurso de Ingresso. Homologação. Etapa do certame sob o poder


discricionário da Administração

Concurso público. Serventias extrajudiciais. Remoção.


Homologação. Discricionariedade. – “O ato de homologação de concurso público
constitui-se em uma etapa do certame e encontra-se dentro do âmbito do poder
discricionário da Administração Pública, mormente porque, no exercício do controle do
procedimento, cabe à Administração verificar se houve irregularidades ou vícios no
concurso, e decidir, com base nos elementos coletados, e de acordo com a sua
conveniência e oportunidade, pela homologação. Procedimento de Controle Administrativo
de que se conhece e a que se nega provimento” (CNJ – PCA 200810000010229 – Rel.
Cons. Altino Pedrozo dos Santos – 72ª Sessão – j. 21.10.2008 – DJU 07.11.2008).

Cumulação de serventias (atividade notarial e de registro civil). Vedação de


lavratura de escritura pública de inventário, partilha, separação e divórcio
consensuais

Procedimento de Controle Administrativo. Registro civil de distrito


ou município que não sedia comarca. Acumulação de função notarial. Impugnação do
provimento 164/2007 da Corregedoria-Geral de Justiça de Minas Gerais. Restrição à
lavratura de Escritura Pública de Inventário, Partilha, Separação e Divórcio
Consensuais. – “I) A Lei Estadual 12919/98 (art. 2º, § 2º) e outras normas expedidas pelo
TJ/MG autorizam ao Cartório de Registro Civil de distrito ou município que não seja sede
de comarca, a acumulação de serviço notarial. II) Invalidade do art. 2º do Provimento
164/2007 da Corregedoria-Geral de Justiça de Minas Gerais, que vedou a lavratura de
escritura pública de inventário, partilha, separação e divórcio consensuais pelos oficiais do
Registro Civil que acumulam a função notarial. III. Pedido julgado procedente para
declarar inválido o parágrafo único do artigo 2º do Provimento 164/2007 da Corregedoria-
Geral de Justiça de Minas Gerais” (CNJ – PCA 527 – Rel. Cons. José Adonis Callou de
Araújo Sá – 49ª Sessão – j. 09.10.2007 – DJU 25.10.2007).

Delegações efetuadas sem concurso após a vigência da CF/88

Pedido de Providências. Cartórios. Serviços extrajudiciais.


Serventias extrajudiciais. Concurso público. Formas de titularização. CF/88, art. 236 e EC
22/82. Obrigatoriedade de concurso público para ingresso e remoção. Vedação da
manutenção de interinos ou respondentes por prazo além do previsto no art. 236, CF/88.
Aplicação da Res. 7 do CNJ – Nepotismo – aos serviços extrajudiciais nos casos interinos.
Negado provimento. (CNJ – PP 861 – Rel. Cons. Joaquim Falcão – 63ª Sessão – j.
27.05.2008 – DJU 13.06.2008).

Pedido de Providências. Concurso público em serventias


extrajudiciais. Instauração de procedimentos de controle administrativo. – “De acordo
com o § 3o, do art. 236 da Carta Política de 1988, o ato de delegação de serventias

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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extrajudiciais deve recair sobre aprovado em concurso público. Em face da decisão


plenária exarada nos autos do PCA 395, determina-se que os tribunais requeridos
apresentem, no prazo de trinta dias, relação de delegações efetuadas após a vigência da
Constituição Federal de 1988, com a respectiva forma de provimento (se oriunda de
concurso público ou não), instaurando-se Procedimento de Controle Administrativo para
os Tribunais que não observaram a regra constitucional ou que não prestaram as
informações” (CNJ – PP 845 – Rel. Cons. Germana Moraes – 12ª Sessão Extraordinária –
j. 22.05.2007 – DJU 04.06.2007).

Pedido de Providências. Nomeação precária e temporária para


exercício da titularidade de serventia extrajudicial por funcionário que não ostenta cargo,
após a Constituição Federal de 1988. Exercício da titularidade sem concurso público.
Legalidade do ato do Tribunal de Justiça do Estado do Pará que incluiu a serventia
extrajudicial vaga no certame em andamento para o regular provimento dos cargos. – “Se
a designação para responder pela titularidade de serventia extrajudicial alcançou pessoa
não concursada para esses específicos cargos de notário e registrador e tal fato ocorreu a
partir do advento da Constituição Federal de 1988, ainda que respaldada em disposição de
lei ou Constituição Estadual, resta caracterizada a irregularidade do provimento por
desrespeito ao § 3º do art. 236 da Carta Magna, posto que, segundo o seu comando, o
ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso público de provas e
títulos, não se admitindo exceções” (CNJ – PP 200810000013644 – Rel. Cons. Rui Stoco –
69ª Sessão – j. 09.09.2008 – DJU 26.09.2008).
PRECEDENTE DO STF: Ação Direta de Inconstitucionalidade. Medida liminar.
Notários e Registradores. Titular. Necessidade de concurso público. Art. 236, § 3º da
Constituição. Impossibilidade de efetivação imediata de serventuário substituto na
vacância do cargo. Liminar deferida com efeitos “ex tunc”. – “Lei complementar estadual
que converte em titulares de cartórios de registros e notas bacharéis em Direito que não
realizaram concurso público específico para o cargo. Afronta ao § 3º do art. 236 e ao inciso
II do art. 37 da Constituição Federal. Precedentes. Liminar deferida com efeitos ex tunc.
Decisão unânime” (STF – Sessão Plenária – MC em ADI 3.519 – Rel. Min. Joaquim
Barbosa – j. 16.06.2005 – RTJ 196/557).
Parte do voto do Ministro Relator: Esta Corte, em casos análogos ao presente, já
apreciou a questão, firmando entendimento no sentido da inconstitucionalidade de
dispositivos semelhantes (cf. ADI 363, DJ de 3-5-1996; ADI 690, DJ de 25-8-1995, e ADI
552, DJ de 25-8-1995, todas da relatoria do Ministro Sydney Sanches; ADI 417, Rel. Min.
Maurício Corrêa, DJ de 8-5-1998; ADI 126, Rel. Min. Octavio Gallotti, DJ de 5-6-1992, e
ADI 2.379-MC, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ de 6-6-2002, v.g.).

Pedidos de providências. Nomeação precária e temporária para


exercício da titularidade de serventias extrajudiciais por funcionários que não ostentam
os cargos, após Constituição Federal de 1988. Exercício da titularidade sem concurso
público. Legalidade do ato do Tribunal de Justiça do Estado do Pará que incluiu as
serventias extrajudiciais vagas no certame em andamento para regular provimento dos
cargos. – “Se a designação para responder pela titularidade de serventia extrajudicial
alcançou pessoa não concursada para esses específicos cargos de notário e registrador e tal
fato ocorreu a partir do advento da Constituição Federal de 1988, ainda que respaldada em
disposição de lei ou Constituição Estadual, resta caracterizada a irregularidade do
provimento por desrespeito ao § 3º do art. 236 da Carta Magna, posto que, segundo o seu
comando, o ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso público de
provas e títulos, não se admitindo exceções” (CNJ – PP 200810000013589, PP

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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200810000013620 e PP 200810000013632 – Rel. Cons. Rui Stoco – 68ª sessão – j.


26.08.2008 – DJU 12.09.2008).
PRECEDENTE DO STF: Ação Direta de Inconstitucionalidade. Medida liminar.
Notários e Registradores. Titular. Necessidade de concurso público. Art. 236, § 3º da
Constituição. Impossibilidade de efetivação imediata de serventuário substituto na
vacância do cargo. Liminar deferida com efeitos “ex tunc”. – “Lei complementar estadual
que converte em titulares de cartórios de registros e notas bacharéis em Direito que não
realizaram concurso público específico para o cargo. Afronta ao § 3º do art. 236 e ao inciso
II do art. 37 da Constituição Federal. Precedentes. Liminar deferida com efeitos ex tunc.
Decisão unânime” (STF – Sessão Plenária – MC em ADI 3.519 – Rel. Min. Joaquim
Barbosa – j. 16.06.2005 – RTJ 196/557).
Parte do voto do Ministro Relator: Esta Corte, em casos análogos ao presente, já
apreciou a questão, firmando entendimento no sentido da inconstitucionalidade de
dispositivos semelhantes (cf. ADI 363, DJ de 3-5-1996; ADI 690, DJ de 25-8-1995, e ADI
552, DJ de 25-8-1995, todas da relatoria do Ministro Sydney Sanches; ADI 417, Rel. Min.
Maurício Corrêa, DJ de 8-5-1998; ADI 126, Rel. Min. Octavio Gallotti, DJ de 5-6-1992, e
ADI 2.379-MC, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ de 6-6-2002, v.g.).

Pedido de Providências. Serventias extrajudiciais notariais e


registrais. Estado do Piauí. Oficiais designados sem realização de concurso público.
Ofensa ao art. 236, § 3º da Constituição Federal e art. 39, § 2º, da Lei 8.935/94. – “Os
serviços notariais e de registro serão exercidos em caráter privado, por delegação do Poder
Público, mas com ingresso por concurso público de provas e títulos” (CNJ – PP 271 e PP
361 – Rel. Cons. Marcus Faver – 22ª Sessão – j. 04.07.2006 – DJU 17.07.2006).

Procedimento de Controle Administrativo. Delegações de serviços


notariais e registrais no Estado do Mato Grosso do Sul. Atos praticados após a
Constituição de 1988. Não incidência de prazo prescritivo. Determinação de imediata
desconstituição de todos os atos de delegação. Determinação de abertura de concurso
público. – “Estabelece o artigo 236 da CF/88 que o ingresso na atividade notarial e de
registro ‘depende de concurso público’” (CNJ – PCA 395 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 40ª
Sessão – j. 15.05.2007 – DJU 24.05.2007 – Ementa não oficial).

Exercício por magistrado aposentado. Acumulação da aposentadoria do cargo


de magistrado com remuneração pelo exercício da atividade notarial e de
registro

Pedido de Providências. Tribunal de Justiça de Pernambuco.


Consulta. Possibilidade de cumulação de aposentadoria no cargo de magistrado com
remuneração auferida pelo exercício da titularidade de notário ou registrador. Consulta
respondida afirmativamente. – “Permite-se a cumulação dos proventos de aposentadoria
no cargo de magistrado com a remuneração auferida no exercício da titularidade do serviço
de notas e registros públicos, considerando que a proibição prevista na Constituição
Federal tem aplicação tão-somente aos cargos, funções e empregos públicos” (CNJ – PP
200810000024356 – Rel. Cons. Andréa Pachá – 72ª Sessão – j. 21.10.2008 – DJU
07.11.2008).

Funcionário contratado. Demissão. Impossibilidade de controle do CNJ

Reversão da pena de demissão aplicada a escrevente de serventia


extrajudicial. Alegação de perseguição. Pedido improcedente. – “A atividade exercida em

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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caráter privado não possibilita interferência do Poder Público, impossibilitando o controle


do CNJ nas demissões e admissões de empregados das serventias extrajudiciais” (CNJ –
PCA 597 – Rel. Cons. Joaquim Falcão – 49ª Sessão – j. 09.10.2007 – DJU 25.10.2007).

“Verifica-se que efetivamente a questão das admissões e demissões


em Serventias Extrajudiciais não é controlada pelo Poder Público porque a concessão do
serviço transfere integralmente as obrigações de caráter trabalhista ao Oficial Registrador e
Notarial. A atividade passa, portanto, a ser exercida em caráter privado e o vínculo
mantido com os funcionários é regido pela CLT, descabendo interferência e fiscalização do
Poder Judiciário quanto a este específico aspecto” (CNJ – PCA 597 – Rel. Cons. Joaquim
Falcão – 49ª Sessão – j. 09.10.2007 – DJU 25.10.2007 – Ementa não oficial).

Pretensão de titular de serventia judicial transferir-se para serventia


extrajudicial. Inadmissibilidade

Procedimento de Controle Administrativo. Escrivães titulares de


varas da família. Pretensão de remoção para a atividade notarial e de registro.
Inadmissibilidade. Improcedência do pedido. – “O processamento de autos e a função
cartorária judicial, ou seja, o sistema cartorial de apoio ao exercício da atividade típica de
julgar, não se confunde com a atividade extrajudicial exercida pelos chamados cartórios de
notas ou de registro de imóveis pelo sistema de delegação, não se admitindo que o titular
de serventia judicial possa remover-se para serventia extrajudicial, por força do art. 236 da
CF/88, ainda que a legislação local seja permissiva. Mostra-se, portanto, apodíctico que na
atividade notarial e de registro não há remoção sem concurso, ou seja, sem que se assegure
igualdade a todos os interessados que estejam na mesma situação” (CNJ – PCA 14279 –
Rel. Cons. Rui Stoco – 55ª Sessão – j. 29.01.2008 – DJU 20.02.2008).

Serventias agrupadas, com acumulação ilegal dos serviços de notas e registro


civil

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de ingresso


na atividade notarial e de registro. Colocação em concurso de serventias agrupadas,
acumulando ilegalmente serviços de notas com registro civil e de protesto com registros
imóveis. Inadmissibilidade. Determinação para a desanexação, com publicação de novo
edital de concurso após a regularização dos serviços, abrindo-se novas inscrições. – “Não
são acumuláveis os serviços notariais e de registro, exceto nos municípios que não
comportam mais de um dos serviços, em razão do volume de serviços ou da receita, posto
que a anterior legislação permissiva dos Estados sobre a matéria não foi recepcionada pela
Constituição Federal, nem pela Lei Federal 8.935/94, que regulamentou o art. 236 daquela
Carta de Princípios” (CNJ – PCA 3841 – Rel. Cons. Rui Stoco – 50ª Sessão – j. 23.10.2007
– DJU 09.11.2007).

Serviço de distribuição de Tribunal de Justiça. Não caracterização como


atividade notarial e de registro

Pedido de Providências. Serviço de distribuição de Tribunal de


Justiça. Atividade de distribuição de feitos e de expedição de certidões cíveis e criminais.
Serviço Público exclusivo colocado em concurso como se fora atividade notarial e de
registro, estabelecendo-se critério de delegação, nos moldes da Lei 8.935, de 18.11.94.
Inadmissibilidade. – “Os serviços de distribuição de processos e de expedição de certidões
cíveis e criminais dos Tribunais não se caracterizam como atividade notarial e de registro e

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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constituem atividade pública indelegável, só exercitável por servidores da administração


direta, detentores de cargos efetivos” (CNJ – PP 415 e PP 721 – Rel. Cons. Rui Stoco – 54ª
Sessão – j. 18.12.2007 – DJU 08.02.2008).

Substituição do titular. Inexistência de direito subjetivo do substituto mais


antigo. Atribuição exclusiva do Tribunal

Serventia extrajudicial. Titular não-concursado. Afastamento.


Titularidade provisória. Substituto mais antigo. Direito subjetivo. Inexistência. – “1) Não
se configura a delegação da prestação de serviço cartorário quando ausente a condição de
prévia habilitação em concurso público. 2) No caso de afastamento de titular de serventia
extrajudicial não-concursado, compete ao respectivo Tribunal, mediante exercício do poder
discricionário, escolher o interino que responderá pelo cartório até provimento definitivo
do cargo mediante regular concurso público. Não há, assim, direito subjetivo do substituto
mais antigo à titularidade provisória” (CNJ – PCA 200810000010734 – Rel. Cons. João
Oreste Dalazen – 72ª Sessão – j. 21.10.2008 – DJU 07.11.2008).

ATIVIDADE PENOSA
Pagamento de adicional a esse título

Recurso Administrativo. Adicional por atividades penosas.


Previsão no art. 14 da Lei Mineira 10.856/92. Delegação legislativa, aos tribunais, da
regulamentação das hipóteses de exigibilidade da vantagem. Edição pelo TJMG da
Resolução 320/96 que, em seu art. 3º, inciso II, define atividade penosa como sendo aquela
em que o servidor experimente desgaste físico ou psíquico excessivamente acentuado.
Conclusão, pelo TJMG, de inexistência de situação de tensão em nível significativamente
destoante do restante dos serventuários da Justiça Mineira. Ausência de erro ou ilicitude no
ato do TJMG. Recurso a que se nega provimento. (CNJ – PCA 6866 – Rel. Cons. Antonio
Umberto de Souza Júnior – 51ª Sessão – j. 06.11.2007 – DJU 26.11.2007).

ATO ADMINISTRATIVO
Palavras-chave: DECISÃO ADMINISTRATIVA
V. tb.: DESPACHO

Alegação de ofensa à Resolução do Conselho da Justiça Federal.


Incompetência do CNJ

Procedimento de Controle Administrativo. Alegação de


desrespeito à Resolução do Conselho da Justiça Federal. Incompetência do Conselho
Nacional de Justiça. – “Em se tratando de suposta prática administrativa irregular no
âmbito da Justiça Federal, a prudência aconselha que seja resguardada a competência
hierárquica do Conselho Nacional de Justiça, deixando-se para o Conselho da Justiça
Federal a competência originária para conhecer e solucionar o conflito de interesses.
Remessa dos autos ao Conselho da Justiça Federal” (CNJ – PCA 200710000017293 – Rel.
Cons. Min. João Oreste Dalazen – 57ª Sessão – j. 26.02.2008 – DJU 18.03.2008).

Âmbito de apreciação pelo CNJ

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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Procedimento de Controle Administrativo. Aviso 879/2006 do


Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Suspensão do parcelamento das férias
durante o ano de 2007. Ato expedido no âmbito do poder discricionário. Ausência de
supressão de direitos. Avaliação de conveniência e oportunidade. – “‘Não pode o CNJ
substituir o administrador na análise da conveniência e oportunidade dos atos
administrativos, devendo o recorrente eleger a via administrativa adequada para se insurgir
contra os atos daquele Tribunal. Assim, impedido o acolhimento da pretensão do
recorrente’ (PCA 450, Relator Conselheiro Paulo Lôbo). Improcedência do Procedimento
de Controle Administrativo” (CNJ – PCA 200810000005489 – Rel. Cons. Técio Lins e
Silva – 67ª Sessão – j. 12.08.2008 – DJU 01.09.2008).

Recurso Administrativo no Procedimento de Controle


Administrativo. Questões individuais. Ausência de ilegalidade. Natureza do vínculo dos
cargos comissionados. Improvimento. – “Não estando configurada ilegalidade flagrante,
nem descumprimento de decisão do CNJ, não devem ser analisados todos os contornos do
ato administrativo que exonerou a recorrente” (CNJ – PP 9867 – Rel. Cons. Jorge
Maurique – 52ª Sessão – j. 20.11.2007 – DJU 07.12.2007).

Anulação com fulcro na Súmula 473 do STF

“A anulação de atos administrativos com fulcro na Súmula/STF


473, bem assim, a ausência de resistência por parte do agente público ou órgão responsável
pela prática viciada gera superveniente falta de interesse processual na manifestação deste
Órgão de controle” (CNJ – PCA 200810000011167 – Rel. Cons. Mairan Gonçalves Maia
Júnior – 66ª Sessão – j. 29.07.2008 – DJU 18.08.2008 – Parte do voto do Relator).

Atribuição de nome de pessoas vivas a prédios públicos. Violação aos


princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade e moralidade

Procedimento de Controle Administrativo. Desconstituição de Ato


Administrativo. Atos Normativos do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região.
Atribuição de nome de pessoas vivas a prédios públicos. Afronta o art. 1º da Lei
6.454/1977 e aos Princípios Constitucionais da legalidade, impessoalidade e moralidade.
Art. 37, caput da CF/88. (CNJ – PCA 344 e PCA 263 – Rel. Eduardo Lorenzoni – 38ª
Sessão – j. 10.04.2007 – DJU 20.04.2007 – Ementa não oficial).

Atuação do CNJ. Impossibilidade de rever ato administrativo sob o aspecto da


conveniência e oportunidade

“Não pode o CNJ substituir o administrador na análise da


conveniência e oportunidade dos atos administrativos, devendo o recorrente eleger a via
administrativa adequada pra se insurgir contra os atos daquele Tribunal. Assim, impedido o
acolhimento da pretensão do recorrente” (CNJ – PCA 450 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 14ª
Sessão Extraordinária – j. 06.06.2007 – DJU 21.06.2007 – Ementa não oficial).

Procedimento de Controle Administrativo. Aviso 879/2006 do


Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Suspensão do parcelamento das férias
durante o ano de 2007. Ato expedido no âmbito do poder discricionário. Ausência de
supressão de direitos. Avaliação de conveniência e oportunidade. – “‘Não pode o CNJ
substituir o administrador na análise da conveniência e oportunidade dos atos
administrativos, devendo o recorrente eleger a via administrativa adequada para se insurgir

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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contra os atos daquele Tribunal. Assim, impedido o acolhimento da pretensão do


recorrente’ (PCA 450, Relator Conselheiro Paulo Lôbo). Improcedência do Procedimento
de Controle Administrativo” (CNJ – PCA 200810000005489 – Rel. Cons. Técio Lins e
Silva – 67ª Sessão – j. 12.08.2008 – DJU 01.09.2008).

Recurso Administrativo em Pedido de Providências. Sindicato de


servidores. Insurgência com utilização de veículos na capital do Estado para que os
oficiais de justiça cumpram mandados judiciais. Alegação de prática irregular e de ofensa
à isonomia, com pedido de extensão de benefício aos demais oficiais de justiça. Recurso
improvido. – “1) O Egrégio Conselho Nacional de Justiça já decidiu não ter competência
para rever a conveniência e oportunidade dos atos administrativos, pois sua atuação
restringe-se à verificação da legalidade e regularidade jurídica dos atos da administração
judiciária (PCA 200810000009800). 2) A avaliação a respeito das possibilidades e da
adequação na disponibilidade de veículos de serviço para o cumprimento dos mandados e
diligências judiciais constitui decisão que compõe o feixe de atribuições da direção dos
Tribunais de Justiça, posto que a Carta Magna lhes confere autonomia administrativa e
financeira, como expressamente estabelece o art. 99 desse Estatuto” (CNJ – PP
200910000007831 – Rel. Cons. Rui Stoco – 86ª Sessão – j. 09.06.2009 – DJU 17.06.2009).

Ausência da prática de qualquer ato. Impossibilidade de atuação do CNJ

Controle de legalidade. Ausência de Ato Administrativo.


Impossibilidade de atuação do Conselho Nacional de Justiça. – “O artigo 103-B, parágrafo
4º, inciso II, da Constituição Federal, expressamente dispõe que cabe ao Conselho
Nacional de Justiça apreciar a legalidade de atos administrativos praticados por membros
ou órgãos do Poder Judiciário. Logo, não havendo ato a ser examinado não há controle a
ser exercido. Procedimento de Controle Administrativo de que se conhece parcialmente e a
que se nega provimento” (CNJ – PCA 200810000013541 – Rel. Cons. Altino Pedrozo dos
Santos – 72ª Sessão – j. 21.10.2008 – DJU 07.11.2008).

CNJ. Secretário-Geral. Competência


Vide: Portaria CNJ 23, de 20.04.2006 e Portaria CNJ 12, de 23.01.2006

Concurso público. Quebra do sigilo nas provas. Anulação

Recurso Administrativo. Anulação de concurso público. Princípio


da Autotutela administrativa. Quebra de sigilo nas provas objetivas. Manutenção da
decisão monocrática. – “O concurso público é uma das grandes contribuições que o
Direito Administrativo prestou à democracia. Por ele, o Estado seleciona, dentre os
possíveis candidatos, os mais bem preparados, evitando-se que essa escolha seja realizada
por decisões políticas, de conhecido prejuízo à sociedade. Assim, quando reconhecida pela
própria administração a possibilidade de fraude, mesmo que provocada por um erro seu – o
que ocorreu neste caso pela constatada e inegável quebra de sigilo na prova objetiva – não
há outra solução adequada, senão a manutenção do ato de anulação” (CNJ – PCA 614 –
Rel. Cons. Felipe Locke Cavalcanti – 46ª Sessão – j. 28.08.2007 – DJU 14.09.2007).

Controle. Ato inexistência. Atuação do CNJ que não alcança a mera intenção

Recurso Administrativo. Ato administrativo inexistente. – “O


controle administrativo exercido pelo Conselho Nacional de Justiça não alcança intenções

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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de atos, mas atos administrativos concretos” (CNJ – PCA 200910000015141 – Rel. Cons.
Paulo Lôbo – 84ª Sessão – j.12.05.2009 – DJU 15.05.2009).

Controle de legalidade pelo CNJ, em harmonia com o princípio da


preservação da autonomia dos tribunais

“O controle de legalidade dos atos administrativos é realizado por


este Conselho em harmonia com o princípio da preservação da autonomia dos Tribunais.
Esse é o único caminho que a hermenêutica jurídica fornece ao intérprete de um sistema
jurídico complexo, de sorte que somente a harmonização de regras e princípios protege
direitos sem autoritarismos” (CNJ – PP 6696 – Rel. Cons. Rui Stoco – 50ª Sessão – j.
23.10.2007 – DJU 09.11.2007 – Ementa não oficial).

Recurso Administrativo em Procedimento de Controle


Administrativo. Concurso de Ingresso para Provimento de Cargos de Servidores Efetivos
do Tribunal Superior do Trabalho. Questionamento por candidato acerca da legalidade
de critérios estabelecidos e de quesito de avaliação da prova subjetiva. Pretensão de
declaração de incorreção do gabarito e conseqüente pontuação. – “O Conselho Nacional
de Justiça não tem competência para rever a conveniência e oportunidade dos atos
administrativos, pois sua atuação restringe-se à verificação da legalidade e regularidade
jurídica dos atos da administração judiciária. Nem lhe cabe substituir-se ao órgão
administrativo do Tribunal para julgar gabarito de prova em concurso público de ingresso,
posto refugir de sua atribuição de revisor da regularidade dos atos. Aos órgãos do Poder
Judiciário não compete imiscuir-se no mérito do ato administrativo e na área de liberdade
concedida ao administrador, cabendo-lhe apenas atuar no campo da legalidade” (CNJ –
PCA 200810000009800 – Rel. Cons. Rui Stoco – 65ª Sessão – j. 24.06.2008 – DJU
05.08.2008).

Controle pelo CNJ. Aspectos relativos à oportunidade e conveniência.


Inadmissibilidade

Recurso Administrativo em Procedimento de Controle


Administrativo. Concurso de Ingresso para Provimento de Cargos de Servidores Efetivos
do Tribunal Superior do Trabalho. Questionamento por candidato acerca da legalidade
de critérios estabelecidos e de quesito de avaliação da prova subjetiva. Pretensão de
declaração de incorreção do gabarito e conseqüente pontuação. – “O Conselho Nacional
de Justiça não tem competência para rever a conveniência e oportunidade dos atos
administrativos, pois sua atuação restringe-se à verificação da legalidade e regularidade
jurídica dos atos da administração judiciária. Nem lhe cabe substituir-se ao órgão
administrativo do Tribunal para julgar gabarito de prova em concurso público de ingresso,
posto refugir de sua atribuição de revisor da regularidade dos atos. Aos órgãos do Poder
Judiciário não compete imiscuir-se no mérito do ato administrativo e na área de liberdade
concedida ao administrador, cabendo-lhe apenas atuar no campo da legalidade” (CNJ –
PCA 200810000009800 – Rel. Cons. Rui Stoco – 65ª Sessão – j. 24.06.2008 – DJU
05.08.2008).

Recurso Administrativo em Procedimento de Controle


Administrativo. Transferência do III Tribunal do Júri determinada pelo Conselho Superior
da Magistratura do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ato administrativo discricionário e
fundamentado do Tribunal. Juízo de oportunidade e conveniência exercitado por quem
melhor pode exercê-lo em razão da proximidade com as necessidades locais dos

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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jurisdicionados (CNJ – PCA 472 – Rel. Cons. Min. Vantuil Abdala – 37ª Sessão – j.
27.03.2007 – DJU 12.04.2007 – Ementa não oficial).

Controle pelo CNJ. Inadmissibilidade (ou admissibilidade) de controle de atos


praticados há mais de cinco anos. Decadência ou preclusão do direito

“Impõe-se, com a ressalva necessária, admitir o entendimento no


sentido de que o prazo decadencial de cinco anos a que se referem o art. 54 da Lei 9.784/99
e 95, parágrafo único do Regimento Interno do CNJ, estabelecido para a revisão e anulação
de ato administrativo irregular, não se aplica quando este ato tiver afrontado diretamente
norma constitucional, que restaria inócua se tal revisão não pudesse ser admitida,
considerando a dicção da ilustrada e expressiva maioria deste Egrégio Conselho, não
obstante entendimento em relação ao qual guardo reservas, mas já alentado por inúmeros e
reiterados precedentes em situações parelhas, conforme a messe de julgados apontados”
(CNJ – PCA 200810000006974 e PCA 200810000008855 – Rel. Cons. Rui Stoco – 66ª
Sessão – j. 29.07.2008 – DJU 18.08.2008).

Procedimento de Controle Administrativo. Tribunal de Justiça de


Goiás. Servidores nomeados e efetivados após a Constituição Federal de 1988 sem
concurso público. Ilegalidade. Impossibilidade de convalidação do ato ilegal. – “I) Atos
inconstitucionais são nulos e destituídos, em conseqüência, de qualquer de eficácia
jurídica. II) A nulidade de atos de investidura não pode ser protegida pelo decurso de prazo
porque servem de fonte direta para o futuro da relação entre o servidor e a Administração.
III) Ressalva quanto aos atos de aposentadoria do servidor e quanto àqueles efetivados em
razão da extinção de seus órgãos de origem. IV) Pedidos julgados parcialmente
procedentes. Determinação de imediata exoneração de servidores nomeados sem concurso
público após 1988 e a determinação para a realização de certame para novas nomeações”
(CNJ – PCA 200710000012131, PCA 200810000003262 e PCA 200710000014437 – Rel.
Cons. Felipe Locke Cavalcanti – 63ª Sessão – j. 27.05.2008 – DJU 13.06.2008).
Parte do Voto parcialmente vencido do Conselheiro Rui Stoco: “A primeira observação
a ser feita é que tanto a Lei Federal 9.784/99 e o Regimento Interno do CNJ vedam a
revisão de atos praticados a mais de cinco anos. E se legem habemos devemos respeitá-la.
Aliás, o art. 2º da Lei 9.784/99 dispõe que a ‘Administração Pública obedecerá ao princípio
da segurança jurídica’ e no art. 54 fixa o prazo decadencial de cinco anos para aquela
revisão de atos. Também o parágrafo único do art. 95 do Regimento Interno do CNJ
estabelece o mesmo princípio. O segundo aspecto tem a ver com a segurança jurídica, não
se podendo aceitar o argumento de que os atos tidos por inconstitucionais não se submetem
a esse regime posto que ‘nulos e destituídos de qualquer eficácia jurídica’. Isto porque, na
esteira da melhor doutrina, o STF evoluiu no sentido de modular com incidência
prospectiva os efeitos da declaração de inconstitucionalidade, como previsto
expressamente em leis mais recentes. As Leis 9.868, de 10.11.99 (art. 27) e 9.882, de
03.12.99 (art. 11), passaram a dispor, respectivamente, acerca do processo administrativo
da União, da Ação Declaratória de Constitucionalidade, Ação Direta de
Constitucionalidade e Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental, referindo-se
à segurança jurídica, quer como princípio geral da Administração Pública, de matriz
constitucional, a justificar a permanência no mundo jurídico de atos administrativos
inválidos, quer como os princípios da supremacia da Constituição e da nulidade ex tunc da
lei inconstitucional. Aliás, no julgamento do PCA 510 esse entendimento foi prevalecente,
afastando-se a incidência dos efeitos da nulidade quando contraposta com o princípio da
segurança jurídica, como enfatizaram os Conselheiros Mairan Maia e Ministro João Oreste
Dalazen”.

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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Promoção por merecimento. Controle de ato administrativo


praticado em 1994. Decadência do direito. – “O CNJ não controla atos administrativos
praticados há mais de 5 anos, que não afrontem diretamente a Constituição, por força do
disposto no art. 95, parágrafo único do RICNJ” (CNJ – PCA 200810000006287 – Rel.
Cons. Paulo Lôbo – 65ª Sessão – j. 24.06.2008 – DJU 05.08.2008).

Recurso Administrativo contra decisão monocrática. Questões


relativas a concursos ocorridos em 1988 e 1992. Alegação de nepotismo no âmbito do
TJSE. – “1) Não pode o CNJ controlar atos administrativos ocorridos há mais de cinco
anos. II) O Requerente poderia ter promovido das medidas pertinentes à defesa dos
interesses de seus associados à época em que pretensamente seus direitos teriam sido
ofendidos. III) Alegação de nepotismo sem concretude e sem provas não pode ser
acolhida.” (CNJ – PP 200810000014910 – Rel. Cons. Marcelo Nobre – 75ª Sessão – j.
02.12.2008 – DJU 19.12.2008).

Controle pelo CNJ. Necessidade de esgotar a instância administrativa


originária

Procedimento de Controle Administrativo. Limitação da carga de


autos a advogados. Ato normativo que ofende direito do advogado. Necessidade de esgotar
a instância administrativa. Competência da Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça para
apreciar o pedido. Remessa do PCA. (CNJ – PCA 401 – Rel. Paulo Schmidt – 11ª Sessão
Extraordinária – j. 09.05.2007 – DJU 18.05.2007).

Desconstituição. Impossibilidade análise da matéria pelo CNJ

Procedimento de Controle Administrativo. Desconstituição de ato


administrativo. Homologação de Oficio Imobiliário da comarca de Itajubá-MG. Questão
anteriormente deduzida em mandados de segurança e ação ordinária. Impossibilidade de
análise na esfera administrativa pelo CNJ. Pedido não conhecido. (CNJ – PCA 308 – Rel.
Cons. Marcus Faver – 38ª Sessão – j. 10.04.2007 – DJU 20.04.2007).

Desconstituição. Resolução e Assento Regimental editados por Tribunal

Procedimento de Controle Administrativo. Desconstituição de Ato


Administrativo. Res. 228/2005 e Assento Regimental 377/2006 do TJSP. Alegação de
violação ao princípio da legalidade. – “Data máxima vênia, não vislumbro qualquer
ilegalidade na Res. 228/2005, até porque, seu art. 5º (substituição) respeita a Res. 16, do
Egrégio Conselho, ainda que essa última norma tenha sido editada posteriormente, (...). Por
fim, quanto ao Assento Regimental 377/2006, o Colendo Órgão Especial agiu dentro de
sua competência administrativa delegada do Tribunal Pleno e de acordo com as normas
vigentes, eis que editado em conformidade com a Constituição Federal, a LOMAN e o
Regimento Interno daquele Colendo Tribunal (arts. 251, I, e 343 e segs.). Pedido
improcedente” (CNJ – PCA 396 – Rel. Cons. Oscar Argollo – 9ª Sessão Extraordinária – j.
17.04.2007 – DJU 27.04.2007 – Ementa não oficial e parte do voto).

Desnecessidade de responder a todos os argumentos apresentados pelas partes

“O julgador, quer na via judicial, quer na administrativa, não está


adstrito a pronunciar-se sobre todos os argumentos desenvolvidos pelas partes que

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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integram a lide” (CNJ – PCA 200810000010590 – Rel. Cons. Mairan Gonçalves maia
Júnior – 82ª Sessão – j. 14.04.2009 – DJU 17.04.2009).

Inexistência de irregularidade ou excesso

Procedimento de Controle Administrativo. Tribunal de Justiça do


Rio de Janeiro. Suspensão do Ato Executivo Conjunto 47/2006. – “Não se constatando
irregularidade ou excesso no ato, necessária sua manutenção. Pedido julgado
improcedente” (CNJ – PCA 207 – Rel. Cons. Paulo Schmidt – 36ª Sessão – j. 14.03.2007 –
DJU 23.03.2007 – Ementa não oficial).

Instalação de Vara do Trabalho em desacordo com os princípios


constitucionais da moralidade e eficiência

Procedimento de Controle Administrativo. Desconstituição de ato


administrativo. Instalação de Vara do Trabalho. – “Entendi, ao conceder a liminar, que
embora a lei facultasse ao Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região escolher dentre as
cidades relacionadas no artigo 3º da Lei 10.770, de 21.11.2003, aquelas em que seriam
instaladas as Varas do Trabalho, a opção pela cidade de Santa Rita de Sapucaí se fez em
dissonância com os princípios constitucionais da moralidade e da eficiência norteadores da
matéria e o inciso XIII do artigo 93 da Constituição Federal, ao determinar a instalação de
uma Vara do Trabalho em cidade com movimentação processual que, à vista de suas
condições demográficas, não justificaria tal medida”. Encaminhamento dos autos ao
Conselho Superior de Justiça do Trabalho” (CNJ – PCA 166 – Rel. Cons. Germana Moraes
– 23ª Sessão – j. 15.08.2006 – DJU 01.09.2006 – Ementa não oficial).

Interdição de estabelecimento prisional. Natureza administrativa da medida

“Daí por que correta a decisão da Corregedoria-Geral da Justiça


paulista no presente caso, vez que, não apenas traduz o controle hierárquico administrativo,
mas por estar sobretudo revestida de competência e formalidades necessárias, observando-
se assim o princípio da legalidade da execução penal. Não há dúvida que a natureza
jurídica do ato de interdição de estabelecimento de execução penal é administrativa. Não
fosse assim, a mencionada medida cautelar interposta perante o STJ teria sido distribuída e
julgada por algumas das Turmas componentes da 3ª Seção (5ª ou 6ª Turmas – art. 9º, § 3º,
I, do RISTJ), o que de fato não ocorreu, pois foi apreciada pela 1ª Turma, componente da
1ª Seção, a qual cabe processar e julgar os feitos relativos, entre outros, a nulidade ou
anulabilidade de atos administrativos (art. 9º, § 1º, II, do RISTJ)” (CNJ – PCA
200810000002397 – Rel. Cons. Jorge Maurique – 60ª Sessão – j. 08.04.2008 – DJU
07.05.2008 – Ementa não oficial).

Motivação

Procedimento de Controle Administrativo. Autorização de


residência fora da Comarca. Decisão administrativa não motivada. Nulidade reconhecida.
– “De acordo com o ordenamento constitucional vigente, somente no caso de autorização
administrativa do tribunal respectivo, é que o juiz titular poderá residir em local diverso do
da comarca em que exerce o oficio jurisdicional. O inciso X do art. 93 da Carta Magna de
1988 exige que as decisões administrativas sejam motivadas, não bastando a simples
referência a texto legal para indeferir pleito administrativo, havendo necessidade de
fundamentação quanto aos argumentos levantados pelo requerente, uma vez que a

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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motivação exprime de modo expresso e textual todas as situações de fato que levaram o
agente à manifestação da vontade. Reconhece-se a nulidade da decisão administrativa do
TJMG, por ausência de fundamentação, determinando que a douta Corte Superior
requerida prolate nova decisão, observando o inciso X do art. 93 da Carta Magna de 1988,
apreciando motivadamente os argumentos elencados pelo requerente no seu pleito
administrativo. Recomendação aos Tribunais” (CNJ – PCA 152 – Rel. Cons. Germana
Moraes – 6ª Sessão Extraordinária – j. 06.03.2007 – DJU 15.03.2007).

Pessoa portadora de necessidades especiais. Acesso às unidades do Poder


Judiciário de Minas Gerais

Pedido de Providências. Expedição de Ato Regulamentar. Apoio à


pessoa deficiente. Poder Judiciário local de Minas Gerais. Acesso às unidades do Poder
Judiciário. (CNJ – PP 1236 – Rel. Cons. Ruth Carvalho – 38ª Sessão – j. 10.04.2007 – DJU
20.04.2007 – Ementa não oficial).

Possibilidade de convalidação de atos administrativos inválidos

“A primeira observação a ser feita é que tanto a Lei Federal


9.784/99 e o Regimento Interno do CNJ vedam a revisão de atos praticados a mais de
cinco anos. E se legem habemos devemos respeitá-la. Aliás, o art. 2º da Lei 9.784/99
dispõe que a ‘Administração Pública obedecerá ao princípio da segurança jurídica’ e no
art. 54 fixa o prazo decadencial de cinco anos para aquela revisão de atos. Também o
parágrafo único do art. 95 do Regimento Interno do CNJ estabelece o mesmo princípio. O
segundo aspecto tem a ver com a segurança jurídica, não se podendo aceitar o argumento
de que os atos tidos por inconstitucionais não se submetem a esse regime posto que ‘nulos
e destituídos de qualquer eficácia jurídica’. Isto porque, na esteira da melhor doutrina, o
STF evoluiu no sentido de modular com incidência prospectiva os efeitos da declaração de
inconstitucionalidade, como previsto expressamente em leis mais recentes. As Leis 9.868,
de 10.11.99 (art. 27) e 9.882, de 03.12.99 (art. 11), passaram a dispor, respectivamente,
acerca do processo administrativo da União, da Ação Declaratória de Constitucionalidade,
Ação Direta de Constitucionalidade e Argüição de Descumprimento de Preceito
Fundamental, referindo-se à segurança jurídica, quer como princípio geral da
Administração Pública, de matriz constitucional, a justificar a permanência no mundo
jurídico de atos administrativos inválidos, quer como os princípios da supremacia da
Constituição e da nulidade ex tunc da lei inconstitucional. Aliás, no julgamento do PCA
510 esse entendimento foi prevalecente, afastando-se a incidência dos efeitos da nulidade
quando contraposta com o princípio da segurança jurídica, como enfatizaram os
Conselheiros Mairan Maia e Ministro João Oreste Dalazen” (CNJ – PCA
200710000012131, PCA 200810000003262 e PCA 200710000014437 – Rel. Cons. Felipe
Locke Cavalcanti – 63ª Sessão – j. 27.05.2008 – DJU 13.06.2008 – Parte do Voto
parcialmente vencido do Conselheiro Rui Stoco).

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de ingresso


na magistratura. Apuração de irregularidades denunciadas. – “Os princípios da segurança
jurídica, do fato consumado e a teoria da modulação prospectiva dos efeitos das nulidades
justificam a convalidação dos atos de nomeação e exercício da judicatura por parte de
candidatos em concurso de ingresso que apresentou irregularidades em seu
desenvolvimento, mas não revelou nulidades essenciais e absolutas. Impõe-se a solução
para preservar os atos judiciais e administrativos praticados e já consumados e evitar grave
dano e prejuízos ao Tribunal de Justiça e aos juízes nomeados e regularmente empossados

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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há mais de um ano e que não contribuíram para tais irregularidades, bem como para
preservar a segurança jurídica, sem prejuízo da apuração dos fatos e eventual imposição de
sanções aos responsáveis” (CNJ – PCA 510 – Rel. Designado Cons. Min. Cesar Asfor
Rocha – 58ª Sessão – j. 11.03.2008 – DJU 03.04.2008 – Parte do voto vencedor do Cons.
Rui Stoco).

“Vale considerar que um dos interesses fundamentais no Direito é a


estabilidade das relações constituídas. É pacificação dos vínculos estabelecidos a fim de se
preservar a ordem. Este objetivo importa muito mais no Direito Administrativo do que no
Direito Privado. É que os atos administrativos têm repercussão mais ampla, alcançando
inúmeros sujeitos, uns direta, e outros indiretamente, como observou SEABRA
FAGUNDES. Interferem com a ordem e estabilidade das relações sociais em escala muito
maior. Daí que a possibilidade de convalidação de certas situações – noção antagônica à de
nulidade em seu sentido corrente – tem especial relevo no Direito Administrativo. Não
brigam com o princípio da legalidade, antes atendem-lhe o espírito, as soluções que se
inspirem na tranqüilização das relações que não comprometem insuprivelmente o interesse
público, conquanto tenham sido produzidas de maneira inválida. É que a convalidação é
uma forma de recomposição da legalidade ferida. Portanto, não é repugnante ao Direito
Administrativo a hipótese de convalescimento dos atos inválidos (CELSO ANTÔNIO
BANDEIRA DE MELLO. Curso de Direito Administrativo. 9. ed. Malheiros Editores, S.
Paulo, p. 297). Já observava CAIO TÁCITO: ‘Também o Direito Público valoriza o
decurso do tempo como elemento tanto aquisitivo como extintivo de direitos e obrigações’
(Temas de Direito Público. Ed. Renovar, S. Paulo, v. 2, p. 1928). Como se verifica, a teoria
do fato consumado não é estranha ao Direito, nem recebe censura da doutrina ou da
jurisprudência. Pelo contrário, está consagrada” (CNJ – PCA 510 – Rel. Designado Cons.
Min. Cesar Asfor Rocha – 58ª Sessão – j. 11.03.2008 – DJU 03.04.2008 – Parte do voto
vencedor do Cons. Rui Stoco).

Possibilidade de reexame pelo próprio órgão que o editou

Recurso Administrativo. Revogação de Resolução editada pelo


Conselho Superior da Justiça do Trabalho. Súmula 473/STF. – “Não se justifica a
intervenção do Conselho Nacional de Justiça quando há possibilidade de reexame do ato
administrativo pelo próprio órgão que o editou (STF, súmula 473)” (CNJ – PCA 11217 –
Rel. Cons. Altino Pedrozo dos Santos – 49ª Sessão – j. 09.10.2007 – DJU 25.10.2007).

Possibilidade de revisão pelo próprio órgão ou Tribunal de que se originou

Ato administrativo. Possibilidade de revisão pelo próprio órgão de


que se originou. Desnecessidade de provocação direta do Conselho Nacional de Justiça.
Decisão monocrática mantida. – “I) A relevância outorgada pela Emenda 45/2004 ao
Conselho Nacional de Justiça exige reflexão no sentido de se racionalizar a sua atuação,
sem que isso implique renúncia de competência, de modo a permitir-lhe dedicar-se
efetivamente à tarefa de construir políticas e definir estratégias que possam tornar mais
eficaz e eficiente o sistema judiciário brasileiro, sob pena de, em curto prazo, vir a padecer
dos mesmos males que afligem a entrega da prestação jurisdicional. II) Em se tratando de
impugnação de ato administrativo, de aplicação restrita no âmbito do Tribunal Estadual
respectivo, e passível de revisão pelo próprio órgão que o editou, a provocação direta do
Conselho Nacional de Justiça acarreta dispêndio de energia que poderia ser canalizada para
aquele objetivo maior, contribuindo, por conseguinte, para atrofiar o seu funcionamento
em prejuízo do alcance dos fins para os quais foi destinado. III) Recurso Administrativo

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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conhecido e desprovido” (CNJ – PCA 200710000013044 – Rel. Cons. Altino Pedrozo dos
Santos – 62ª Sessão – j. 13.05.2008 – DJU 02.06.2008).

Prerrogativa da Administração de anular seus próprios atos

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso Público para


admissão de servidores na Justiça Federal parcialmente anulado. Irregularidades na
aplicação de provas objetivas. Anulação de atos administrativos. Princípios da isonomia e
da vinculação ao edital. Prerrogativa da administração. Súmula 473 do STF –
Indeferimento. – “I – Uma vez constatadas irregularidades na aplicação de provas
objetivas, tem a Administração a prerrogativa de anular o certame, em todo ou em parte,
nos termos da Súmula 473/STF; II – Não se mostra irrazoável ou ilegítimo o ato que
determina a renovação de provas, visando dar efetividade aos princípios da isonomia e da
vinculação ao edital; III – Procedimento de Controle Administrativo a que se indefere”
(CNJ – PCA 623 – Rel. Cons. Jorge Maurique – 45ª Sessão – j. 14.08.2007 – DJU
05.09.2007).
Súmula 473 do STF: “A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de
vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por
motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada,
em todos os casos, a apreciação judicial”.

Pressupostos para o exercício do controle de atos

Procedimento de Controle Administrativo. Anulação de decisão


proferida pelo Conselho de Administração do TRF/1ª Região. Requisitos para
denominação de edifício da Justiça Federal. Questão não-consolidada e desprovida de
repercussão geral. Ato administrativo discricionário. Controle incabível. – “A apreciação,
pelo Conselho Nacional de Justiça, da legalidade de atos administrativos praticados por
órgãos ou agentes públicos pressupõe, por um lado, a repercussão geral do provimento
pugnado e, por outro, a consolidação definitiva da situação jurídica decorrente da atuação
questionada” (CNJ – PCA 200810000006846 – Rel. Cons. Mairan Gonçalves Maia Júnior
– 65ª Sessão – j. 24.06.2008 – DJU 05.08.2008).

Pretensão de desconstituição do ato. Ausência de descrição da questão fática

Procedimento de Controle Administrativo. Desconstituição de ato


administrativo. Pedido. Suspensão da instrução do PAD 093/2004 – SEJU. Ausência de
descrição dos fatos considerados como desvios funcionais. Ausência de descrição formal
dos fatos acusatórios e sua tipificação legal. Pedido. Edição de uma nova portaria
descritiva dos fatos. Liminar indeferida. Garantia ao princípio constitucional da ampla
defesa. Acolhimento do pedido. (CNJ – PCA 333 – Rel. Cons. Alexandre de Moraes – 36ª
Sessão – j. 13.03.2007 – DJU 23.03.2007 – Ementa não oficial).

Questão submetida ao exame do CNJ. Competência para apreciar a matéria


do Conselho da Justiça Federal – CFJ

Procedimento de Controle Administrativo. Questão de ordem


suscitada de ofício. Manipulação conjunta de representações a órgãos administrativos
distintos, ambos com competência revisora. Conveniência e oportunidade do exaurimento
do debate no âmbito administrativo originário. – “Restando demonstrado que a questão
submetida ao exame deste Conselho Nacional de Justiça foi também deduzida ao Conselho

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


67

da Justiça Federal, órgão administrativo com competência para o reexame do ato


administrativo questionado (art. 105 da CF c.c. a Lei 8.472/92), configura-se
desnecessária, pelo menos momentaneamente, a atuação deste CNJ. Nessa hipótese, o
trânsito da mesma questão perante duas instâncias administrativas diferentes não deve ser
admitido, porquanto contrária às noções essenciais de logicidade, segurança e economia na
atuação da Administração Pública. Remessa da matéria ao CJF” (CNJ – PCA 63 – Rel.
Cons. Douglas Alencar Rodrigues – 16ª Sessão – j. 11.04.2006 – DJU 24.04.2006).

Reestruturação do quadro administrativo do Poder Judiciário do Estado do


Espírito Santo. Regulação deferida ao Tribunal de Justiça. Ausência de
violação a qualquer dispositivo legal. Incompetência do CNJ para apreciação
da alegação de inconstitucionalidade

Procedimento de Controle Administrativo. Estado do Espírito


Santo. Lei reestruturando o quadro administrativo do Poder Judiciário do Estado.
Regulamentação deferida ao Tribunal de Justiça. Alegação de inconstitucionalidade.
Incompetência do CNJ para apreciação da questão. Extinção gradativa do cargo de
escrivão. Criação do cargo de Chefe de Secretaria. Opção político-administrativa do
Tribunal que não fere qualquer princípio legal. Gratificação de função atribuída a
substituto Eventual benefício que todavia não pode ser concedido além do prazo da efetiva
substituição e somente após um mês de serviço prestado. Princípio da moralidade
administrativa e previsão do Estatuto do Servidor Público daquele Estado. Procedência
parcial do pedido, com anulação do dispositivo que permitia o pagamento do benefício sem
a contraprestação do serviço. (CNJ – PCA 21 – Rel. Cons. Marcus Faver – 12ª Sessão – j.
31.01.2006 – DJU 09.02.2006).

Remoção de servidor ou magistrado. Ato ocorrido há mais de cinco anos.


Inadmissibilidade de controle administrativo (preclusão)

Procedimento de Controle Administrativo. Irregularidade em


concurso de remoção aberto em 2000. Prescritibilidade. – “Nos termos do parágrafo único
do art. 95 do Regimento Interno deste Conselho, não se mostra possível o controle
administrativo de atos praticados há mais de cinco anos, não existindo, portanto,
possibilidade de anulação do ato praticado anteriormente a esse marco” (CNJ – PCA 297 –
Rel. Cons. Germana Moraes – 11ª Sessão Extraordinária – j. 09.05.2007 – DJU 18.05.2007
– Ementa não oficial).

Revisão. Desvio de função dos oficiais de justiça

Procedimento de Controle Administrativo. Revisão de ato


administrativo. Decisão administrativa do TJPI. Inconstitucionalidade do parágrafo único
do artigo 44 da Lei Estadual 52.237/02. Oficial de Justiça do Poder Judiciário do Piauí.
Desvio de função. – “Afastado pelo TJ/PI o cumprimento de tal dispositivo legal porque
inconstitucional, com a suspensão do pagamento das parcelas, resta flagrante o prejuízo
dos servidores em desvio de função. (...) a alegada necessidade de serviço para justificar a
prática de desvio de função nada mais é do que fórmula criada pelo TJ/PI para atender
oficiais de justiça que, atraídos pelas vantagens e garantias, buscam quedar-se em
gabinetes, com flagrante prejuízo da celeridade e efetividade da prestação jurisdicional. É
que, afastados de suas funções originais deixam de cumprir mandados e diligências
levando a administração a contratar oficias de justiça ad hoc, situação que não pode ser
mantida sob pena de claro e evidente desvio de finalidade dos atos de designações. (...)

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


68

Ante o exposto, julgo parcialmente procedente o pedido formulado, para, prejudicado o


exame da legalidade do ato, indicar ao Tribunal requerido que, diante do evidente desvio
de finalidade do ato de nomeação dos Oficiais de Justiça para funções outras, em prejuízo
ao interesse publico e a administração da justiça e, agora, dos servidores, determine a
imediata recondução destes a suas funções originárias” (CNJ – PCA 343 – Rel. Cons. Ruth
Carvalho – 9ª Sessão Extraordinária – j. 17.04.2007 – DJU 27.04.2007 – Parte do voto).

Revisão. Discussão na esfera administrativa do próprio tribunal

Procedimento de Controle Administrativo. Revisão de ato


administrativo. Resolução 1.046/2005 do TRT da 4ª Região. Interesse meramente
individual, a ser discutido na esfera administrativa do próprio TRT da 4ª região. Edição da
Resolução CNJ 11, de 31.01.2006. Pedido improcedente. (CNJ – PCA 31 – Rel. Cons.
Marcus Faver – 12ª Sessão – j. 31.01.2006 – DJU 09.02.2006 – Ementa não oficial).

Revisão. Pedido denegado

Recurso Administrativo no Procedimento de Controle


Administrativo. Revisão de ato administrativo. Pedido. Suspensão de despacho da
Presidência do TJPR que determinou o parcelamento de pagamento pecuniário individual.
Desconstituição do Decreto Judiciário 291. Decisão monocrática. Não acolhimento do
pedido. (CNJ – PCA 446 – Rel. Cons. Alexandre de Moraes – 38ª Sessão – j. 10.04.2007 –
DJU 20.04.2007 – Ementa não oficial).

Revisão de ato administrativo. Delegação de competência do Desembargador


para Juiz Auxiliar da Corregedoria

Recurso no Pedido de Controle Administrativo. Revisão de ato


administrativo. Ato de delegação de competência do Desembargador relator em processo
administrativo disciplinar para Juiz Auxiliar da Corregedoria. Violação ao princípio do juiz
natural. Decisão monocrática. (CNJ – PCA 250 – Rel. Cons. Alexandre de Moraes – 36ª
Sessão – j. 13.03.2007 – DJU 23.03.2007 – Ementa não oficial).

Revisão pelo CNJ. Exigência de consolidação definitiva da situação jurídica

Recurso Administrativo em Procedimento de Controle


Administrativo. Técnico judiciário executor de mandados. Pleito de remoção por
antiguidade. Indeferimento. Alegada perseguição e violação ao princípio da legalidade.
Direito individual. Não conhecimento. – “A apreciação, por parte do Conselho Nacional de
Justiça, da legalidade dos atos administrativos praticados por órgãos ou agentes públicos
pressupõe, por um lado, a consolidação definitiva da situação jurídica decorrente da
atuação questionada e, por outro, a repercussão geral do provimento pugnado” (CNJ –
PCA 20081000016232 – Rel. Cons. Mairan Gonçalves Maia Júnior – 74ª Sessão – j.
18.11.2008 – DJU 05.12.2008).

Revisão pelo CNJ. Exigência de esgotamento das instâncias administrativas


pelo próprio órgão ou Tribunal que editou o ato

Ato administrativo. Possibilidade de revisão pelo próprio órgão de


que se originou. Desnecessidade de provocação direta do Conselho Nacional de Justiça.
Decisão monocrática mantida. – “I) A relevância outorgada pela Emenda 45/2004 ao

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


69

Conselho Nacional de Justiça exige reflexão no sentido de se racionalizar a sua atuação,


sem que isso implique renúncia de competência, de modo a permitir-lhe dedicar-se
efetivamente à tarefa de construir políticas e definir estratégias que possam tornar mais
eficaz e eficiente o sistema judiciário brasileiro, sob pena de, em curto prazo, vir a padecer
dos mesmos males que afligem a entrega da prestação jurisdicional. II) Em se tratando de
impugnação de ato administrativo, de aplicação restrita no âmbito do Tribunal Estadual
respectivo, e passível de revisão pelo próprio órgão que o editou, a provocação direta do
Conselho Nacional de Justiça acarreta dispêndio de energia que poderia ser canalizada para
aquele objetivo maior, contribuindo, por conseguinte, para atrofiar o seu funcionamento
em prejuízo do alcance dos fins para os quais foi destinado. III) Recurso Administrativo
conhecido e desprovido” (CNJ – PCA 200710000013044 – Rel. Cons. Altino Pedrozo dos
Santos – 62ª Sessão – j. 13.05.2008 – DJU 02.06.2008).

Revogação de portaria. Perda do objeto

Recurso Administrativo em PCA. Impugnação de portaria do


TJMS. Dispensa de servidor na data de seu aniversário. Revogação da portaria. Perda do
objeto. Recurso improvido. – “Não há que se falar em declaração de nulidade de ato
administrativo já revogado pelo Tribunal de origem. Recurso a que se nega provimento”
(CNJ – PCA 200910000009750 – Rel. Cons. Andréa Pachá – 83ª Sessão – j. 28.04.2009 –
DJU 15.05.2009).

Suspensão de pagamento de gratificação especial

Controle administrativo. Servidor Público. Suspensão de


pagamento de gratificação especial por ato não motivado da administração. Verba
pretensamente fixada em lei. Ato motivado publicado no mês seguinte ao corte da verba.
Pedido improcedente. (CNJ – PCA 499 – Rel. Cons. Felipe Locke Cavalcanti – 45ª Sessão
– j. 14.08.2007 – DJU 05.09.2007).

Tribunal de Contas da União

Pedido de Providências. Irresignação em face de ato administrativo


do Tribunal de Contas da União. Incompetência do Conselho Nacional de Justiça, pois o
referido órgão não integra o Poder Judiciário. (CNJ – PP 18080 – Rel. Cons. Paulo Lôbo –
55ª Sessão – j. 29.01.2008 – DJU 20.02.2008).

ATO DA AUTORIDADE JUDICIÁRIA SUJEITO AO CONTROLE DO PRÓPRIO


TRIBUNAL
Impossibilidade de atuação do CNJ. Princípio da subsidiariedade

Recurso Administrativo. Procedimento de Controle Administrativo.


Ato de autoridade judiciária sujeito a controle por órgão local. Incompetência do
Conselho Nacional de Justiça. Princípio da subsidiariedade. – “Não cabe, como regra
geral, a intervenção do CNJ para controlar ato de autoridade judiciária sujeito a supervisão
de órgão local. A criação do Conselho Nacional de Justiça não eliminou as instâncias
locais de controle que, salvo nos casos de morosidade ou irregularidade, devem ser
prestigiadas. Incidência do princípio da subsidiariedade. Precedentes. Recurso conhecido e
improvido” (CNJ – PCA 200810000027345 – Rel. Cons. Antonio Umberto de Souza
Júnior – 80ª Sessão – j. 17.03.2009 – DJU 06.04.2009).

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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ATO IMPUGNADO
Necessidade de indicação clara e precisa

Procedimento de Controle Administrativo. Delimitação dos


fundamentos fáticos do pedido. Indicação clara e precisa. Obrigatoriedade. Art. 92,
RICNJ. – “I) Constitui ônus do autor, ao provocar o controle administrativo do CNJ, a
indicação precisa do ato impugnado, delimitando com clareza as razões fáticas que
justificam sua postulação. II) Consoante o disposto no art. 92 do Regimento Interno do
CNJ, somente a especificação precisa dos fatos subjacentes ao pedido legitima e ampara a
atividade persecutória do controle e fiscalização administrativa. III) À luz das funções
institucionais delineadas pela Constituição Federal, no art. 103-B, ao CNJ incumbe o
controle administrativo e financeiro dos órgãos jurisdicionais e serviços auxiliares da
Justiça, mas, apenas e tão-somente, diante de fatos e/ou dados concretos. Refoge à
competência do Conselho a atividade de auditoria sobre a execução de contratos
administrativos de prestação de serviços. IV) Procedimento de Controle Administrativo
não-conhecido” (CNJ – PCA 200910000001725 – Rel. Cons. Mairan Gonçalves Maia
Júnior – 82ª Sessão – j. 14.04.2009 – DJU 17.04.2009).

ATO JUDICIAL
V. tb.: DECISÃO JUDICIAL – QUESTÃO JUDICIAL

Denominação dada às operações policiais em atos judiciais. Recomendação aos


Magistrados Criminais que evitem a adoção de tal prática
Vide: Recomendação CNJ 18, de 04.11.2008.

Inadmissibilidade de controle pelo CNJ

Pedido de Providências. Consulta sobre a possibilidade de


reconhecimento da vantagem prevista a Lei 1.711/52 para magistrados aposentados.
Existência de decisão judicial. Não conhecimento. – “Não cabe ao CNJ a análise, revisão
ou reforma de decisão de cunho jurisdicional” (CNJ – PP 200710000016185 – Rel. Cons.
Andréa Pachá – 61ª Sessão – j. 29.04.2008 – DJU 20.05.2008).

Recurso Administrativo. Pedido de Providências. Prazo.


Intempestividade. Exame de matéria judicial. Arquivamento sumário mantido. – “É
intempestivo o recurso protocolizado após o decêndio legal (art. 103 do RICNJ). A atuação
deste Conselho Nacional de Justiça está adstrita ao controle da atividade funcional, e não
judicante, dos membros e demais órgãos integrante do Poder Judiciário. Recurso não
provido” (CNJ – PP 1247 – Rel. Min. Corregedor Nacional Cesar Asfor Rocha – 51ª
Sessão – j. 06.11.2007 – DJU 26.11.2007).

Recurso Administrativo em Pedido de Providências. Decisão


monocrática que não conheceu o pedido. Matéria estranha às atribuições do CNJ. Ato
judicial. – “Não compete ao Conselho Nacional de Justiça - órgão de controle
administrativo - atuar como revisor de decisões judiciais. A atuação deste Conselho deve
ter como primado à independência dos magistrados no exercício de seu poder jurisdicional.
Precedentes. Recurso Administrativo a que se nega provimento. Decisão unânime” (CNJ –
PP 200810000014806 – Rel. Cons. Técio Lins e Silva – 77ª Sessão – j. 27.01.2009 – DJU

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


71

13.02.2009).

Pretensão de reexame do mérito de decisão monocrática acerca de correição


parcial

Recurso Administrativo. Reclamação Disciplinar. – “O CNJ não


reaprecia o mérito da decisão monocrática relativa à correição parcial, de caráter
jurisidicional, porquanto não tem competência constitucional para o reexame de matéria
jurisdicional” (CNJ – RD 10 – Rel. Ministro Corregedor Antônio de Pádua Ribeiro – 25ª
Sessão Ordinária – j. 12.09.2006 – DJU 29.09.2006 – Ementa não oficial).

Pretensão de revisão pelo CNJ. Inadmissibilidade

Pedido de Providências. Recurso administrativo. Decisão


monocrática reconhecendo a incompetência do CNJ para revisar decisões judiciais.
Alegação de arbitrariedade e injustiça. Incompetência do CNJ para revisar decisão judicial.
Recurso improvido. (CNJ – PP 512 – Rel. Paulo Lôbo – 25ª Sessão – j. 12.09.2006 – DJU
29.09.2006).
No mesmo sentido: CNJ – PP 568 – Rel. Paulo Lôbo – 25ª Sessão – j. 12.09.2006 – DJU
29.09.2006).

ATO JURÍDICO PERFEITO


Nepotismo. Nomeações de servidores anteriores à Lei n° 9.421/96

Procedimento de Controle Administrativo. Poder Judiciário da


União e do Distrito Federal e Territórios. Designação de Servidores para Cargos de
confiança e funções gratificadas. Prática de nepotismo. Princípios da impessoalidade e da
moralidade administrativas. Lei ordinária federal e alcance temporal da disciplina. – “Os
princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade administrativa, inscritos no
art. 37, caput da CF, ostentam densidade normativa suficiente para inibir a prática do
chamado nepotismo, razão por que não se faz necessária edição de outra norma jurídica, de
caráter infraconstitucional, para coibir esse fenômeno. Disso decorre que a edição da Lei
Federal n° 9.421/96, no âmbito do Poder Judiciário da União e do Distrito Federal e
Territórios – definindo como atos de nepotismo as indicações de cônjuges, companheiros
ou parentes até o terceiro grau, inclusive, dos membros ou dos juízes vinculados aos
tribunais, ressalvadas as hipóteses em que tais servidores são ocupantes de cargos de
provimento efetivo das carreiras judiciárias, quando a vedação é restrita à nomeação ou
designação para servir junto ao magistrado determinante da incompatibilidade –, há de ser
compreendida como instituidora de critérios objetivos destinados a qualificar a prática,
assim ensejando o seu combate pelas várias instâncias e formas de controle dos atos do
Poder Público. Ante o significado e a eficácia normativa dos princípios da impessoalidade
e da moralidade administrativas, não se mostra razoável sustentar que a Lei n° 9.421/96
tenha buscado legitimar os atos de nomeação e designação de servidores realizados à
margem de seus critérios, ainda que processados em momento anterior ao seu advento,
inexistindo, nesses casos, ato jurídico perfeito ou direito adquirido. Pedido de Providências
conhecido e parcialmente acolhido. Processo de Controle Administrativo procedente (CNJ
– PCA 15 – Rel. Cons. Douglas Rodrigues – 7ª Sessão – j. 18.10.2005 – DOU 24.10.2005).

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


72

ATO JURISDICIONAL
Revisão pelo CNJ. Inadmissibilidade

Pedido de Providências. Ato jurisdicional. Revisão. Incompetência


CNJ. – “Como sabido, compete ao Conselho o controle da atuação administrativa e
financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes (art.
103-B, § 4º, CF). Não se permite ao CNJ se imiscuir nos atos praticados pelos juízes, no
regular exercício da prestação jurisdicional” (CNJ – PP 1204 – Rel. Cons. Joaquim Falcão
– 10ª Sessão Extraordinária – j. 08.05.2007 – DJU 18.05.2007 – Ementa não oficial).

Recurso administrativo em Pedido de Providências. Decisão


monocrática de arquivamento. Manutenção. Insurgência contra decisão judicial.
Incompetência do Conselho Nacional de Justiça. – “A escolha da aplicação da legislação
ao caso concreto, em demanda judicial, compete ao magistrado que atua na causa, de
acordo com a análise dos fatos que são trazidos aos autos e com a sua livre convicção
(CPC, art. 131), não se tratando, pois, de matéria administrativa que comporte atuação
deste Conselho, que é órgão de controle estrito da atuação administrativa e financeira do
Poder Judiciário, nos termos do que dispõe o parágrafo 4º do art. 103-B da Constituição
Federal. Ademais, o acerto, ou não, da aplicação da lei pelo juiz ao caso resolve-se,
também, no âmbito judicial, por meio de recurso próprio em cada espécie de processo e
procedimento. Recurso Administrativo em Pedido de Providências de que se conhece e a
que se nega provimento” (CNJ – PP 200810000032559 – Rel. Cons. Altino Pedrozo dos
Santos – 80ª Sessão – j. 17.03.2009 – DJU 06.04.2009).

ATO NORMATIVO
Vide: REGIMENTO INTERNO

ATO NORMATIVO DE TRIBUNAL


Limitação mensal do número de mandados a ser cumpridos com gratuidade

Pedido de Providências. Ato normativo. Limite do número de


mandados cumpridos mensalmente. Ações com trâmite amparado pelo benefício da
gratuidade da Justiça. Princípio da inafastabilidade do controle judicial. CF/88, art. 5º,
XXXV. – “I) A melhor exegese do art. 5º, XXXV, da CF/88, qual seja, aquela capaz de lhe
conferir máxima efetividade, rechaça a validade, não só de leis, mas de atos tendentes a
obstaculizar o acesso ao Poder Judiciário, bem assim, o recebimento de postulações e seu
regular processamento, inclusive mediante deferimento da gratuidade, quando se faça
necessária. II) O princípio da inafastabilidade da jurisdição plasma-se, sobretudo, na
seqüência regular das rotinas procedimentais inerentes ao devido processo legal,
desenvolvendo-se o trâmite segundo as regras e prazos de Direito Processual, sob a
fiscalização e direção do juiz. III) Destaca-se o direito de acesso à jurisdição como direito
ao efetivo processamento das demandas, estejam, ou não, amparadas pelo benefício da
gratuidade. IV) Não há jurisdição efetiva onde a máquina judiciária impede ou limita o
livre acesso de todos ao Poder Judiciário, inclusive mediante isenção do pagamento de
custas, em casos de reconhecida hipossuficiência econômica do postulante. V) Pedido de
providências a que se defere” (CNJ – PP 200810000027310 – Rel. Cons. Mairan
Gonçalves Maia Júnior – 76ª Sessão – j. 16.12.2008 – DJU 30.01.2009).

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


73

ATOS DELEGÁVEIS
Vide: ATOS ORDINATÓRIOS

ATOS ORDINATÓRIOS
Palavras-chave: ATOS DELEGÁVEIS
Inoportunidade do CNJ de estabelecer instrução uniforme para todo o país

Pedido de Providências. Regulamentação sobre atos ordinatórios.


Prática pelo servidor. Art. 162, § 4º, do CPC. Delegação de serviços de protocolo.
Inoportunidade deste Conselho de estabelecer regulamento ou instrução uniforme para
todo o país, indicando exaustivamente os atos delegáveis ou que dispensam despacho
judicial” (CNJ – PP 109 – Rel. Paulo Lôbo – 23ª Sessão – j. 15.08.2006 – DJU 01.09.2006
– Ementa não oficial).

ATOS PROCESSUAIS
Comunicação, publicidade e divulgação no âmbito do CNJ. Instituição do
Diário Eletrônico, que substitui integralmente a versão impressa das
publicações oficiais
Vide: Portaria CNJ 229, de 15.04.2008

ATRIBUIÇÃO DE NOMES A BENS PÚBLICOS


Administração do Poder Judiciário nacional. Atribuição de nomes de pessoas
vivas. Regulamentação
Vide: Res. CNJ 52, de 08.04.2008.

AUDITOR OU AGENTE FISCAL DA RECEITA FEDERAL


Atividade jurídica. Consulta com interesse meramente individual

Pedido de Providências. Consulta individual. Auditor fiscal da


Receita Federal do Brasil. Atividade jurídica. Artigo 2º da Resolução 11/2006 do
Conselho Nacional de Justiça. – “Questiona-se se o exercício da atividade de Auditoria
Fiscal da Receita Federal do Brasil (cargo resultante da unificação dos cargos de Auditor
Fiscal da Previdência Social e Auditor Fiscal da Receita Federal – Lei 11.457/2007) se
insere no cômputo para atividade jurídica, nos termos do artigo 2º da Resolução 11/2006.
Interesse meramente individual, sem repercussão institucional relevante para o Judiciário
Nacional não é atribuição deste Conselho Nacional de Justiça. Consulta não conhecida”
(CNJ – PP 200810000009380 – Rel. Cons. Técio Lins e Silva – 65ª Sessão – j. 24.06.2008
– DJU 05.08.2008).

Recurso Administrativo. Atividade jurídica. Agentes fiscais de


renda. – “Para efeito de verificação das atribuições do cargo como subsumíveis no
conceito de atividade jurídica, devem os candidatos submetê-las à respectiva banca
examinadora do concurso público. Questões individuais e concretas não se prestam à
consulta dirigida ao CNJ” (CNJ – PP 200810000008880 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 65ª
Sessão – j. 24.06.2008 – DJU 05.08.2008).

Enquadramento no art. 2º da Res. 11/2006

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


74

“O cargo de Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil, resultante


da unificação dos cargos de Auditor Fiscal da Previdência Social e Auditor Fiscal da
Receita Federal (Lei 11.457/2007), claramente pode ser enquadrado no art. 2º da Res.
11/2006 do CNJ” (CNJ – PP 1438 – Rel. Cons. Eduardo Lorenzoni – 42ª Sessão – j.
12.06.2007 – DJU 29.06.2007).

AUDITORIA MILITAR
Vide: JUSTIÇA MILITAR

AULAS
Palavras-chave: MAGISTÉRIO

Exercício do magistério pelos juízes. Mais de uma atividade docente

Recurso Administrativo. Reclamação Disciplinar. Magistrado.


Exercício do Magistério. – “I) A norma do art. 95, parágrafo único da Constituição Federal
não impede o exercício pelo magistrado de mais de uma atividade docente. II) O exercício
do magistério pelo Magistrado deve se dar em carga horária compatível com o
desempenho da atividade jurisdicional. Precedente do Supremo Tribunal Federal (MC na
ADIN 3126/DF). III) Recurso a que se nega provimento” (CNJ – RD 434 – Rel. Min.
Corregedor Nacional Antônio de Pádua Ribeiro – 42ª Sessão – j. 12.06.2007 – DJU
29.06.2007).

AUTARQUIA ESTADUAL
Centro de perícias. Incompetência do CNJ

Pedido de Providência. Deficiência do Centro de Perícias Renato


Chaves, que realiza exames de insanidade mental para todo o Estado do Pará. Autarquia
Estadual. Incompetência do Conselho Nacional de Justiça. Arquivamento do Processo.
(CNJ – PCA 231 – Rel. Cons. Eduardo Lorenzoni – 36ª Sessão – j. 14.03.2007 – DJU
23.03.2007 – Ementa não oficial).

AUTONOMIA DOS TRIBUNAIS


Ampliação da competência de Varas (unidades jurisdicionais)

Procedimento de Controle Administrativo. Ampliação da competência das Varas


Cíveis, Comerciais e de Relação de Consumo. Res. 18/2008 do Tribunal de Justiça do
Estado da Bahia. Autonomia e discricionariedade. Pedido julgado improcedente. – “A
Constituição Federal confere aos Tribunais a competência privativa para a organização e
funcionamento de seus órgãos jurisdicionais, não cabendo ao CNJ intervir em sua
administração. Pedido a que se julga improcedente” (CNJ – PCA 200810000028647 – Rel.
Cons. Andréa Pachá – 77ª Sessão – j. 27.01.2009 – DJU 13.02.2009).

Criação de turmas de julgamento por norma regimental

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


75

Procedimento de Controle Administrativo. Consulta de caráter


geral. Autonomia dos tribunais. Competência e funcionamento dos órgãos jurisdicionais e
administrativos. Criação (divisão ou fracionamento) de turmas por norma regimental.
Possibilidade. Indeferimento. – “I) Por revestir-se dos requisitos de generalidade e
interesse geral, deve ser conhecido o presente Procedimento de Controle Administrativo.
II) O Conselho Nacional de Justiça deve zelar pela autonomia do Poder Judiciário, nos
termos precisos do art. 103-B, §4º, inciso I, da CF/88. III) Com a extinção da representação
classista e o advento da EC 24/99, não mais se aplica o § 8º do artigo 670 da CLT,
mostrando-se plenamente possível a criação (divisão ou fracionamento) dos TRTs com 8
membros em Turmas. Aplicação da Res. 32/CSJT, que confere legitimidade de alteração
regimental aos Tribunais de origem (MC na ADI 410/SC). IV) Procedimento de Controle
Administrativo a que se de indefere” (CNJ – PCA 200810000008041 – Rel. Cons. Jorge
Maurique – 69ª Sessão – j. 09.09.2008 – DJU 26.09.2008).

Distribuição e funções e competências entre órgãos jurisdicionais

“A distribuição de funções e competências entre os órgãos


jurisdicionais, a proposição de criação de novas Varas, bem assim, a alteração da
organização e da divisão judiciárias são de incumbência privativa dos Tribunais,
obedecendo ao juízo de conveniência e oportunidade orientado por cronogramas de
trabalho elaborados a partir de critérios técnicos e do estabelecimento de ordens prioritárias
de atividades” (CNJ – PP 200810000004266 – Rel. Cons. Mairan Gonçalves Maia Júnior –
65ª Sessão – j. 24.06.2008 – DJU 05.08.2008 – Parte do voto do Relator).

Estabelecimento de critérios para promoção e remoção de magistrados

“A delegação contida na Res. 06 objetivou preservar a autonomia


administrativa dos tribunais, sobretudo para a positivação de especificidades regionais e
setoriais, ao mesmo tempo em que visou reunir um amplo arsenal de experiências que
deverão balizar a edição do futuro Estatuto da Magistratura” (CNJ – PP 734 – Rel. Cons.
Douglas Alencar Rodrigues – 32ª Sessão – j. 18.12.2006 – DJU 10.01.2007 – Ementa não
oficial).
Observação: A Res. 06, de 13.09.2005, do CNJ dispõe sobre a aferição do merecimento
para promoção de magistrados e acesso aos Tribunais de 2º Grau.

Servidores designados para ocupação dos cargos

Pedido de Providências. Concurso Público para Escrivão


Judiciário. Servidores designados para ocupação de cargos. Expiração do prazo do
concurso público realizado em 2004. Pedido indeferido. – “Não vislumbro irregularidade
no fato do tribunal manter servidores, de seu quadro funcional, na titularidade de Escrivão
Judiciário, posto que as atividades estão sendo devidamente desenvolvidas. É preciso que
se mantenha a observância da autonomia administrativa e financeira dos Tribunais, ponto
de concordância neste Conselho” (CNJ – PP 20081000000959 – Rel. Cons. Andréa Pachá
– 58ª Sessão – j. 11.03.2008 – DJU 03.04.2008 – Ementa não oficial).

AUTOR
V. tb.: REQUERENTE

Ausência de qualificação do requerente em procedimento perante o CNJ

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


76

Pedido de Providências. Alegação de omissão do Tribunal de


Justiça que não realizou sufrágio para eleição de juiz de paz. Requerente que não reside
no Estado, não consta como eleitor no Cadastro Nacional e não se identificou nos autos,
declinando apenas o nome e endereço. Pedido não conhecido. – “Nos termos do art. 109,
parágrafo único do Regimento Interno do CNJ, não preenche os pressupostos de
desenvolvimento válido e regular do procedimento o requerente que não se qualifica
adequadamente e não apresenta informações e documentação suficiente que comprove,
induvidosamente, sua identidade” (CNJ – PP 4328 – Rel. Cons. Rui Stoco – 47ª Sessão – j.
11.09.2007 – DJU 27.09.2007).

AUTORIZAÇÃO DE VIAGEM PARA MENORES


Inexistência de postos de atendimento

Autorização de viagem para menor. Inexistência de postos de


atendimento. – “Deve o Poder Judiciário Estadual viabilizar a instalação de postos de
atendimento, para fins de autorização de viagens de menores, em aeroportos e rodoviárias
nas cidades de grande densidade populacional” (CNJ – PP 200910000001865 – Rel. Cons.
Paulo Lôbo – 81ª Sessão – j. 31.03.2009 – DJU 07.04.2009).

AUTOS DE PROCESSO
Ato da Corregedoria Geral determinando a entrega dos autos com vista ao
Ministério Público nas dependências do fórum

Procedimento de Controle Administrativo. Ato emanado da


Corregedoria Geral de Justiça do Estado de Mato Grosso com a determinação de entrega
dos autos com vista aos membros do Ministério Público nas dependências do fórum.
Precedentes. Liminar concedida. Pedido julgado procedente. – “I) Essencial ao exercício
da função jurisdicional do Estado (art. 127, caput, da CF/88), as prerrogativas dos
Membros do Ministério Público prestam à proteção do Jurisdicionado. II) A recomendação
feita pela Corregedoria mato-grossense implica na descontinuidade da prestação
jurisdicional, acarreta atrasos na tramitação dos processos e, portanto, prejudica o cidadão
usuário dos serviços da Justiça, tudo isto a caracterizar a urgência do sobrestamento do ato.
III) Não pode uma recomendação do Corregedor Geral da Justiça modificar disposição
legal contida em Lei Federal. IV) Pedido julgado procedente, tornada definitiva a liminar
antes concedida” (CNJ – PCA 200810000028234 – Rel. Cons. Felipe Locke Cavalcanti –
76ª Sessão – j. 16.12.2008 – DJU 30.01.2009).

Distinção entre acesso aos autos e carga dos autos

Procedimento de Controle Administrativo. Regulamento do


Tribunal sobre acesso e carga de autos. Distinção entre acesso aos autos e carga dos
autos. Ausência de conflito entre os princípios da publicidade e da indispensabilidade do
advogado. Indeferimento. – “Não se confunde o acesso dos autos com a carga dos autos. O
acesso significa a concretização do direito de qualquer pessoa compulsar os autos na
serventia do Tribunal, enquanto que a carga dos autos é o direito das partes e seus
representantes retirarem os autos do processo em que litigam das dependências da Corte.
Precedentes do STF (AI 577847-PR e MC no MS 26772-DF)” (CNJ – PCA

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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200710000014401, PCA 200710000015168 e PCA 200710000009387 – Rel. Cons. Jorge


Maurique – 65ª Sessão – j. 24.06.2008 – DJU 05.08.2008).

Extração de cópias

“Devem os Tribunais ofertar serviço de fotocópia em suas


serventias para possibilitar o direito de acesso e extração de cópias. Não disponibilizando o
serviço, deverão permitir, mediante cautela idônea, a retirada dos autos, mesmo que por
pessoas estranhas ao processo” (CNJ – PCA 200710000014401, PCA 200710000015168 e
PCA 200710000009387 – Rel. Cons. Jorge Maurique – 65ª Sessão – j. 24.06.2008 – DJU
05.08.2008).

Processos Criminais. Remessa ao Ministério Publico antes da distribuição

Pedido de Providências. Distribuição irregular dos processos


criminais, descumprimento Res. 204/2005 e Constituição Federal. – “O processo deve ser
imediatamente distribuído ao ser protocolizado no Tribunal, não havendo justificativa para
postergação da distribuição. Inteligência do Art. 93, XV, da Constituição Federal.” (CNJ –
PP 2009100000029070 – Rel. Cons. Marcelo Nobre – 81ª Sessão – j. 31.03.2009 – DJU
07.04.2009).

Consulta. Distribuição processual. Recursos criminais.


Manifestação prévia da Procuradoria-Geral de Justiça. – “A distribuição dos recursos
criminais deve preceder o encaminhamento à Procuradoria-Geral de Justiça, por força do
disposto no art. 93, XV da Constituição Federal e do art. 41, III da Lei 8.625/1993” (CNJ –
CONS 200910000016261 – Rel. Cons. Paulo Lobo – 86ª Sessão – j. 09.06.2009 – DJU
17.06.2009).

Processos digitais findos perante o CNJ. Acesso aos autos

"Nos processos digitais findos ou em curso perante o Conselho


Nacional de Justiça, o acesso à íntegra dos autos é limitado às partes e seus
advogados constituídos e ao Ministério Público (Lei 11.419/2006, art. 11, § 6º)."
(Enunciado Administrativo CNJ 11, de 02.06.2008).
Precedente: PCA 200710000003932 – 62ª Sessão Ordinária – j. 15.05.2008.
Revogado na 69ª Sessão Ordinária, do dia 09 de setembro de 2008 (REVSEC
200820000007325)

Retirada dos autos do cartório sem ser parte integrante dele

“Devem os Tribunais ofertar serviço de fotocópia em suas


serventias para possibilitar o direito de acesso e extração de cópias. Não disponibilizando o
serviço, deverão permitir, mediante cautela idônea, a retirada dos autos, mesmo que por
pessoas estranhas ao processo” (CNJ – PCA 200710000014401, PCA 200710000015168 e
PCA 200710000009387 – Rel. Cons. Jorge Maurique – 65ª Sessão – j. 24.06.2008 – DJU
05.08.2008).

“Não se mostra razoável permitir que qualquer cidadão, até mesmo


advogado, possa retirar processo sem ser parte integrante dele, em face do controle dos
prazos e da segurança dos documentos acostados nos autos” (CNJ – PCA

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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200710000014401, PCA 200710000015168 e PCA 200710000009387 – Rel. Cons. Jorge


Maurique – 65ª Sessão – j. 24.06.2008 – DJU 05.08.2008).

AUXÍLIO MORADIA
V. tb.: AJUDA DE CUSTO

Caráter indenizatório

“Dessa forma, concluo que a concessão do auxílio moradia, nos


termos da LOMAN e do art. 215 da Lei Complementar Estadual 4.964, de 26.12.85, pelo
Tribunal de Justiça de Mato Grosso, somente deverá ser considerada legal quando
indenizatória e transitória, para magistrados de 1º grau que não possuam residência própria
ou oficial na Comarca, jamais, porém, podendo incorporar-se aos subsídios. Nessas
hipóteses, nos termos constitucionais e legais – por se tratar de verba indenizatória – não
estará sujeita ao teto remuneratório constitucional” (CNJ – PCA 440 – Rel. Cons.
Alexandre de Moraes – 6ª Sessão Extraordinária – j. 06.03.2007 – DJU 15.03.2007 – Parte
do voto do relator).

Caráter transitório do benefício

Auxílio-moradia. Concessão. – “Não se pode, portanto, pretender


aplicar de forma universal – a todos os magistrados do Estado – uma verba indenizatória
de natureza transitória, cuja razoabilidade indica a necessidade de implementação somente
para aqueles magistrados que atuando em Comarcas sem residência oficial, igualmente,
não possuam residência própria” (CNJ – PCA 440 – Rel. Cons. Alexandre de Moraes – 6ª
Sessão Extraordinária – j. 06.03.2007 – DJU 15.03.2007 – Ementa não oficial).

Exigência de lei estadual como condição para sua concessão

“Em relação ao auxílio-moradia, importante fixar a premissa de


impossibilidade de sua fixação e pagamento sem expressa previsão de legislação estadual,
nos termos do art. 65, II da LOMAN (suspensão do § 3º, do art. 65 da LOMAN: Rep.
1.417/DF – Rel. Min. Moreira Alves. A título exemplificativo, posteriormente: MS
209.399/160/MG – Rel. Min. Aldir Passarinho – Diário da Justiça: 14.12.90 – Ementário
1.606-1, referente ao TRT – 3ª Região. Nesse julgamento unânime, participaram os atuais
Ministros Sepúlveda Pertence, Celso de Mello e Marco Aurélio)” (CNJ – PCA 440 – Rel.
Cons. Alexandre de Moraes – 6ª Sessão Extraordinária – j. 06.03.2007 – DJU 15.03.2007 –
Ementa não oficial).

Impugnação de resolução editada por Tribunal Estadual que regulamentou o


auxílio moradia. Extinção do benefício no âmbito do Estado

Procedimento de Controle Administrativo. Auxílio-moradia.


Impugnação de Res. 23/2006 do Tribunal de Justiça do Pará que regulamentou o referido
auxílio. – “O caput do artigo 65 da LOMAN diz ‘poderão ser’ concedidas vantagens,
expressão que revela a facultatividade de sua aplicação. Sendo assim, diante da autonomia
administrativa do Colendo Tribunal, assegurada pela Constituição Federal, não vislumbro
qualquer irregularidade ou ilegalidade no ato administrativo impugnado, que suprime, de
vez, no Poder Judiciário do Estado do Pará, o auxílio-moradia pecuniário ou em qualquer

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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das modalidades que a aludida norma define” (CNJ– PCA 423 – Rel. Cons. Oscar Argollo
– 11ª Sessão Extraordinária – j. 09.05.2007 – DJU 18.05.2007 – Ementa não oficial).

Magistrados inativos. Incabimento

“Diante do exposto, julgo parcialmente procedente o presente


Procedimento de Controle Administrativo, a fim de determinar ao TJ/RO, quanto às verbas
abaixo, o seguinte: auxílio moradia pago de forma indiscriminada e sem limitação ao teto
remuneratório: suspensão definitiva do seu pagamento, a contar da decisão do TJ/RO que
regulamentou o corte: (a) aos magistrados que disponham de residência própria na sede da
comarca; (b) aos magistrados que disponham de residência oficial na sede da comarca; (c)
aos eventuais inativos; (d) àqueles que não se enquadram no marco temporal fixado pelo
Presidente do TJ/RO no processo administrativo 034/2007 (“o auxílio moradia não será
concedido por prazo superior a cinco anos dentro de cada período de oito anos”). Não há
falar em ressarcimento, pois somente agora possibilitou-se a análise da legalidade de seu
pagamento” (CNJ – PCA 486 – Rel. Cons. Eduardo Lorenzoni – 13ª Sessão Extraordinária
– j. 05.06.2007 – DJU 21.06.2007 – Ementa não oficial).

Natureza jurídica e caráter indenizatório

“Os argumentos trazidos aos autos pelo TJ/RO apenas corroboram


a constatação de que a verba está sendo paga com intuito remuneratório. Sublinhe-se, em
primeiro lugar, que o reconhecimento pelo CNJ da legalidade do auxílio moradia não
implica que deva o mesmo ser concedido a todos os magistrados daquele Estado. Por outro
lado, a invocada necessidade de tratamento igualitário a todos os magistrados – o qual
restaria ofendido no caso de restringir-se a sua concessão – afasta a sua marca
indenizatória, pois as verbas indenizatórias são devidas apenas em casos específicos, e não
a todas as pessoas, de forma generalizada como defendida pelo TJ/RO. O auxílio moradia
visa justamente a suprir faltas específicas, existentes em determinadas cidades, com
relação a determinados magistrados. Veja-se o voto do ilustre conselheiro Alexandre de
Moraes, proferido na instauração do PCA 440, em que o CNJ firmou posicionamento
acerca a natureza jurídica do auxílio moradia (verba salarial, que apenas será legal quando
tiver caráter indenizatório e transitório). Também ficou esclarecido que a sua concessão
dar-se-á segundo o princípio da proporcionalidade – princípio este que tem justamente o
objetivo de afastar arbitrariedades e que, especificamente quanto ao auxílio moradia,
impede a sua concessão indiscriminada: ‘Ocorre, porém, que o referido auxílio moradia é
pago de forma indiscriminada a todos os magistrados estaduais, ignorando, dessa fora, a
natureza jurídica dessa verba indenizatória, pois, conforme afirmou o STF, trata-se de ‘um
regime a que é natural e inerente o caráter transitório’ (MS Pleno MS 21.852/DF – Rel.
Min. Octavio Gallotti). Não se pode portanto, pretender aplicar de forma universal – a
todos os magistrados do Estado – uma verba indenizatória de natureza transitória, cuja
razoabilidade indica a necessidade de implementação somente para aqueles magistrados
que, atuando em Comarcas sem residência oficial, igualmente, não possuam residência
própria. Observe-se que, recentemente, na AO 587, Rel. Min. Ellen Gracie (06.04.2006), o
Supremo Tribunal Federal declinou de sua competência para a análise da legalidade do
auxílio moradia destinado aos magistrados do Distrito Federal, exatamente por se tratar de
verba indenizatória e eventual, não devida a todos os magistrados indistintamente
(conferir, ainda, em relação à natureza indenizatória e eventual do auxílio moradia: RE
99.198, 2ª Turma, Rel. Min. Oscar Correa, v.u.). O pagamento indiscriminado do auxílio
moradia a todos os membros do Poder Judiciário transforma essa verba indenizatória em
clara verba salarial, de natureza permanente, ferindo a razoabilidade, pois acaba por

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


80

desconsiderar sua natureza jurídica e sua finalidade legal. O princípio da razoabilidade


definido como aquele que exige proporcionalidade, justiça e adequação entre os meios
utilizados pelo Poder Público, no exercício de suas atividades, inclusive administrativas, e
os fins por ela almejados, levando-se em conta critérios racionais e coerentes (MARIA
PAULA DALLARI BUCCI. O Princípio da Razoabilidade em Apoio à Legalidade.
Cadernos de Direito Constitucional e Ciência Política, Ed. RT, São Paulo, ano 4, n. 16,
p. 173, jul-set./96; CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELLO. Regulamentação
Profissional: Princípio da Razoabilidade. Revista de Direito Administrativo, v. 204, p.
333 ss., abr-jun./96), ou ainda, como define-o José Eduardo Martins Cardoso, sob a óptica
da Administração Pública, aquele que ‘determina à Administração Pública, no exercício de
faculdades discricionárias, o dever de atuar em plena conformidade com critérios racionais,
sensatos e coerentes, fundamentados nas concepções sociais dominantes” (Princípios
Constitucionais da Administração Pública de Acordo com a Emenda Constitucional 19/98.
Os 10 Anos da Constituição Federal (Coord. Alexandre de Moraes). São Paulo: Atlas,
1998, p. 182) é de observância a todas as autoridades públicas. A Constituição Federal
exige do Poder Público, como já tive oportunidade de afirmar (Constituição do Brasil
Interpretada e Legislação Constitucional. 6. Ed. São Paulo: Atlas, 2006, item 5.100), uma
coerência lógica nas decisões e medidas administrativas, estando englobados na
razoabilidade, a prudência, a proporção, a indiscriminação, a proteção, a
proporcionalidade, a causalidade, em suma, a não-arbitrariedade (Conferir: AUGUSTIN
GORDILLO. Princípios Gerais de Direito Público. São Paulo: Ed. RT, 1977. p. 183;
DROMI, ROBERTO. Derecho Administrativo. 6. ed. Buenos Aires: Ciudad Argentina,
1997, p. 36)”. Aliás, a Associação dos Magistrados do Estado de Rondônia ajuizou
reclamação perante o Supremo Tribunal Federal, que foi atuada sob o número 5.120-0, em
desfavor justamente da decisão cautelar proferida neste PCA, sob o argumento de que
houve ‘evidente invasão de competência legislativa federal e estadual, pois criou novas
hipóteses de vedação à percepção da verba denominada auxílio moradia pelos
magistrados’. A Associação acrescentou que o CNJ teria usurpado a competência do STF
‘ao afastar a Lei Estadual de Rondônia do seu campo de aplicação, por suposta
inconstitucionalidade’, não observando, assim, os fundamentos lançados pelo STF nas
ADIs 3.823, 3.367, 1.899, 2.105 e 509. O Relator, Ministro Ricardo Lewandowski, não
conheceu a reclamação, sustentando que a tese de cabimento de reclamação com base em
ofensa apenas a fundamentos de decisão do STF (a chamada ‘transcendência dos
fundamentos determinantes de suas decisões’) encontra-se, por ora, sem definição naquela
Corte. O relator também consignou que a decisão do CNJ, que era a então reclamada, não
se fundamentou em declaração de inconstitucionalidade. Com efeito, em momento algum
foram invocados argumento de índole constitucional para determinar o corte cautelar do
auxílio moradia dos magistrados do Estado de Rondônia. Assim, já afasto o argumento de
usurpação de competência do STF” (CNJ – PCA 486 – Rel. Cons. Eduardo Lorenzoni –
13ª Sessão Extraordinária – j. 05.06.2007 – DJU 21.06.2007 – Parte do voto do relator).

Pagamento de auxílio-moradia, diárias e concessão de passagens no âmbito do


CNJ
Vide: Portaria CNJ 251, de 19.05.2008 e Portaria CNJ 357, de 26.08.2008.

Pagamento indiscriminado e sem limitação ao teto remuneratório

“Diante do exposto, julgo parcialmente procedente o presente


Procedimento de Controle Administrativo, a fim de determinar ao TJ/RO, quanto às verbas
abaixo, o seguinte: auxílio moradia pago de forma indiscriminada e sem limitação ao teto
remuneratório: suspensão definitiva do seu pagamento, a contar da decisão do TJ/RO que

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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regulamentou o corte: (a) aos magistrados que disponham de residência própria na sede da
comarca; (b) aos magistrados que disponham de residência oficial na sede da comarca; (c)
aos eventuais inativos; (d) àqueles que não se enquadram no marco temporal fixado pelo
Presidente do TJ/RO no processo administrativo 034/2007 (“o auxílio moradia não será
concedido por prazo superior a cinco anos dentro de cada período de oito anos”). Não há
falar em ressarcimento, pois somente agora possibilitou-se a análise da legalidade de seu
pagamento” (CNJ – PCA 486 – Rel. Cons. Eduardo Lorenzoni – 13ª Sessão Extraordinária
– j. 05.06.2007 – DJU 21.06.2007 – Ementa não oficial).

Previsão expressa na LOMAN. Manutenção

“O auxílio moradia está previsto na LOMAN (art. 65, II), devendo


ser mantido o seu pagamento – porém, nos moldes compatíveis com o seu imanente caráter
indenizatório. Nesta esteira, a Res. 13 do CNJ, em seu art. 8º, inciso I, alínea “b”,
determina a sua não-sujeição ao teto remuneratório, em razão de sua natureza
indenizatória. Porém, o seu pagamento de forma indiscriminada deve ser coibido. O
próprio COJE, em seu artigo 57, dispõe que o auxílio-moradia deve ser pago ao
“magistrado em efetivo exercício, que não dispuser de residência oficial”“ (CNJ – PCA
486 – Rel. Cons. Eduardo Lorenzoni – 13ª Sessão Extraordinária – j. 05.06.2007 – DJU
21.06.2007 – Ementa não oficial).

AUXÍLIO PRÉ-ESCOLAR
Pagamento aos juízes do trabalho

Procedimento de Controle Administrativo. Conselho Superior da


Justiça do Trabalho. Pagamento de auxílio pré-escolar aos magistrados do trabalho.
Possibilidade. Fundamento constitucional. Lei 8069/90. Resolução 13/2006 do CNJ. – “1)
Pretensão de revisão da decisão do Conselho Superior da Justiça do Trabalho que entendeu
indevido o pagamento de auxílio pré-escolar aos dependentes dos magistrados. 2) O
benefício do auxílio pré-escolar tem fundamento no art. 208, IV, da CF e no art. 54 da Lei
8069/90 (ECA), que asseguram a assistência pré-escolar às crianças de 0 a 6 anos. A Res.
13/2006 do CNJ, que dispõe sobre o subsídio mensal dos magistrados, refere-se
expressamente ao auxílio pré-escolar como verba de caráter eventual, excluindo-o do teto
remuneratório. 3) No âmbito da Justiça Federal o benefício está regulamentado pela Res.
4/2008 do CJF, que fixa como objetivo a assistência aos dependentes legais dos servidores
e dos magistrados. 4) Não se aplica ao auxílio pré-escolar as restrições contidas no art. 65,
§ 2º da LOMAN e no art. 10 da Res. 13/2006 deste Conselho. 5) Reconhecimento do
direito dos magistrados à percepção do benefício do auxílio pré-escolar. Determinação ao
Conselho Superior da Justiça do Trabalho para que regulamente a matéria no âmbito da
Justiça do Trabalho, no prazo de 90 (noventa dias)” (CNJ – PCA 200810000033357 – Rel.
Cons. José Adonis Callou de Araújo Sá – 84ª Sessão – j.12.05.2009 – DJU 15.05.2009).

AUXÍLIO-TRANSPORTE
Oficiais de Justiça. Pretensão de regulamentação por parte do CNJ. Matéria
afeta à Corregedoria Geral

Recurso administrativo em pedido de providências. Tribunal de


Justiça do Estado Maranhão. Lei complementar estadual 85/2005. Resoluções 18 e 44 do
TJ/MA. Central de mandados. Tabela de auxílio transporte. – “I) A regulamentação do

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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funcionamento da Central de Mandados está afeta ao juízo de oportunidade e conveniência


da Corregedoria-Geral do Tribunal, nos termos da Lei Complementar Estadual 85/2005,
razão porque não cabe a intervenção deste Conselho para determinar a expedição da tabela
pretendida. II) Existência de norma expedida pelo TJ/MA contendo previsão de valor fixo
para ressarcimento das despesas com transporte dos oficiais de justiça do Estado
(Resolução 44/2007). Recurso administrativo a que se nega provimento” (CNJ – PP 5880 –
Rel. Cons. José Adonis Callou de Araújo Sá – 68ª sessão – j. 26.08.2008 – DJU
12.09.2008).

AUXÍLIOS
Palavra-chave: BENEFÍCIOS
V. tb.: AUXÍLIO MORADIA

Servidores do CNJ. Aplicação de normas do STF

“Aplica as normas do supremo Tribunal Federal para a concessão


dos benefícios: Assistência Médica e Odontológica a Servidores, Empregados e
Dependentes, Auxílio-Alimentação, Assistência Pré-Escolar e Auxílio-Transporte aos
servidores do Conselho Nacional de Justiça” (art. 1º da Portaria CNJ 71, de 04.12.2006).

Servidores do CNJ. Assistência à saúde

“A assistência à saúde dos servidores ativos ou inativos do


Conselho Nacional de Justiça – CNJ, bem como de seus dependentes ou pensionistas, será
prestada na forma de auxílio, de caráter indenizatório, mediante ressarcimento parcial de
despesas com planos privados de assistência à saúde, de livre escolha e responsabilidade
do beneficiário, na forma estabelecida nesta Resolução” (art. 1º da Res. CNJ 38, de
14.08.2007).

Servidores do CNJ. Assistência à saúde. Beneficiários


Vide: Res. CNJ 38, de 14.08.2007, art. 2º.

Servidores do CNJ. Assistência à saúde. Critérios para concessão


Vide: Res. CNJ 38 de 14.08.2007, art. 3º e seguintes.

AVALIADOR JUDICIAL
Reclassificação. Exigência de obediência à autonomia dos tribunais

Procedimento de Controle Administrativo. Cargo de avaliador


judicial. Reclassificação. Alteração Lei Organização judiciária. TJBA. Falta de atribuição
do CNJ. Art. 25, X, RICNJ. – “I) Exsurge cristalina a regra definidora do controle
autorizado pelo Art. 103-B da CF/88, circunscrito à área administrativa e financeira da
atividade emanada dos órgãos jurisdicionais, serviços auxiliares, serventias e prestadores
de serviços notariais e de registro. II) Jungido este Conselho à condição de instância de
controle dos atos administrativos e financeiros do Poder Judiciário e serviços auxiliares,
não pode se sobrepor aos Tribunais no exercício de funções gerenciais e, tampouco, revisar
o mérito de ações de política judiciária interna, consubstanciadas a partir da interposição
legislativa, sob pena de mácula à autonomia assegurada pelo art. 99 da CF/88 e
desestabilização do equilíbrio institucional. III) Transborda das tarefas confiadas ao CNJ

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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eventuais auditorias sobre a melhor exegese da legislação que disciplina o plano de carreira
de servidores, bem assim, a conveniência da reclassificação legal de cargos vinculados aos
Tribunais. IV) A Carta Magna deferiu aos Estados competência exclusiva para
organizarem suas próprias Justiças (art. 125, caput) e aos Tribunais a iniciativa da lei de
organização judiciária (art. 125, § 6º). V) Carecem os autos de elementos hábeis a
demonstrar a redução de vencimentos dos avaliadores em razão das novas regras. VI)
Procedimento de Controle Administrativo não-conhecido” (CNJ – PCA 200810000028994
– Rel. Cons. Mairan Gonçalves Maia Júnior – 80ª Sessão – j. 17.03.2009 – DJU
06.04.2009).

AVOCAÇÃO DE PROCESSO DISCIPLINAR


Palavra-chave: AVOCATÓRIA

Competência do CNJ restrita ao âmbito administrativo. Ausência de


excepcionalidade e interesse público a justificar a avocação

Avocação de Processo Disciplinar contra Magistrado. – “I) A


competência constitucional deste Conselho é restrita ao âmbito administrativo, não
podendo intervir em conteúdo de decisão judicial, seja para corrigir eventual vício de
ilegalidade ou nulidade, seja para inibir o exercício regular dos órgãos investidos de
jurisdição, devendo a parte valer-se dos meios recursais cabíveis. II) Alegação de
imprecações pejorativas e desrespeitosas contra a parte e contra o exercício da advocacia
que já são objeto de apuração por meio do procedimento administrativo disciplinar
instaurado no âmbito do tribunal competente. III) O pedido de avocação esbarra no óbice
do art. 85 do Regimento Interno, não se vislumbrando excepcionalidade e interesse público
que recomende ao relator fazê-lo de ofício, ultrapassando o juízo natural administrativo,
conforme precedente da Avocação 01/2005” (CNJ – APD 7 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 18ª
Sessão – j. 02.05.2006 – DJU 08.05.2006).

Faltas graves cometidas por magistrado no exercício do cargo e


comportamentais na vida privada. Pena de aposentadoria compulsória

Avocação de Processo Disciplinar. Sindicância e Processo


Administrativo Disciplinar instaurados contra magistrado e avocados por proposta do
Corregedor Nacional de Justiça. Múltiplas imputações e irregularidades no exercício do
cargo e comportamentais na vida privada. Gravidade das faltas cometidas que justificam
a imposição de sanção. Aposentadoria compulsória determinada. Procedência das
imputações. Art. 103-B, § 4º, inc. III da CF; art. 28 da Loman e art. 5º da Res. CNJ
30/2007. – “Comprovadas inúmeras faltas cometidas por magistrado caracterizadas por: a)
excessivos atrasos na prolação de sentenças e despachos, constatados em correições
ordinárias e extraordinárias determinadas pelo Tribunal; b) retenção indevida de guias de
levantamento de numerário; c) tráfico de influência e vinculação de processos exclusivos;
d) ausência de independência na atuação jurisdicional; e) favorecimento de partes nos
processos em detrimento de outras; e) solicitação insistente de empréstimo de dinheiro a
advogado, cujo valor estava depositado em autos de processo presidido pelo investigado,
que aguardava a expedição de guia de levantamento sob alegação de que necessitava saldar
dívidas; f) negligência no cumprimento das obrigações do cargo e procedimento funcional
incompatível com o bom desempenho das atividades; g) conduta pessoal na vida privada
incompatível com a dignidade, a honra e o decoro da função pública, justifica-se a
imposição da pena de aposentadoria compulsória, com subsídios proporcionais ao tempo

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de serviço, prevista na legislação de regência” (CNJ – PD 200810000012822 – Rel. Cons.


Rui Stoco – 84ª Sessão – j. 12.05.2009 – DJU 15.05.2009).

Ilegitimidade da própria parte interessada para requerer a avocação

“A avocação de processo disciplinar é medida de admissibilidade


restrita e titularidade expressa, sujeita a representação apenas de membro do próprio
Conselho, do Procurador-Geral da República, do Presidente do Conselho Federal da OAB
ou de entidade nacional da Magistratura, sendo certo que desde o julgamento do APD
01/2005, o Plenário do CNJ – por unanimidade – firmou entendimento pacífico acerca da
ilegitimidade da própria parte interessada em requerer a avocação de processo disciplinar
que contra si tramita, em face da natureza extraordinária do procedimento previsto” (CNJ –
PP 200810000010801 – Rel. Cons. Rui Stoco – 67ª Sessão – j. 12.08.2008 – DJU
01.09.2008).

“Titular de serventia extrajudicial indiciado em Processo


Administrativo Disciplinar carece de legitimidade ativa para formular pedido de avocação
ao Conselho Nacional de Justiça, nos termos do art. 85 do Regimento Interno.
Procedimento de Controle Administrativo não conhecido, no particular. Recurso
Administrativo contra liminar que indefere suspensão do processo julgado prejudicado”
(CNJ – PCA 20081000005970 – Rel. Cons. João Oreste Dalazen – 74ª Sessão – j.
18.11.2008 – DJU 05.12.2008).

Impossibilidade do CNJ de intervir em toda e qualquer questão administrativa


na órbita dos Tribunais

Processo Administrativo Disciplinar. Avocação pelo CNJ.


Preservação da autonomia dos Tribunais. – “Não cabe ao CNJ imiscuir-se em toda e
qualquer questão administrativa na órbita dos Tribunais, sob pena de ampliar suas funções
constitucionais de controle e planejamento e ferir de morte a autonomia dos demais órgãos
do Poder Judiciário, garantida pela Constituição Federal. Neste contexto, a avocação de
processos disciplinares deve ser reservada a situações de arbitrariedade ou leniência. A
auto-percepção espontânea da incompetência funcional do Conselho da Magistratura para
promover atos de controle disciplinar de magistrados, com o conseqüente deslocamento do
processo administrativo para o órgão próprio, a inexistência de prova de suspeição dos
julgadores remanescentes e o concurso do próprio acusado no retardamento da conclusão
do feito disciplinar são elementos que solapam qualquer base para cogitar-se de avocação.
Pedido indeferido, sem prejuízo de sua renovação na superveniência de quadro fático
justificador” (CNJ – PCA 620 – Rel. Cons. Antonio Umberto de Souza Júnior – 54ª Sessão
– j. 18.12.2007 – DJU 08.02.2008).

Magistrado afastado de suas funções judicantes. Competência delegada pelo


Tribunal Pleno à Corte Especial

Pedido de Providência. Avocação de Processo Disciplinar.


Decisão de Afastamento de magistrado de suas funções judicantes proferida pela Corte
Especial do TJPE. Alegação de incompetência para processar e julgar procedimentos
disciplinares administrativos contra magistrados. Resolução 84 de 24/01/1996. Pedido
conhecido e desprovido. – “A Corte Especial do Tribunal de Justiça de Pernambuco possui
competência, delegada do Tribunal Pleno, nos termos da respectiva resolução, para
processar e julgar, originariamente, juízes do 1° Grau e aplicar as respectivas sanções,

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inclusive no campo administrativo. Neste sentido, poderá, nos termos ao art. 27, § 3°, da
LOMAN, no âmbito do procedimento investigatório inicial, afastar o magistrado do
exercício das suas funções, sem prejuízo dos vencimentos e das vantagens, até a decisão
final” (CNJ – APD 05 – Rel. Cons. Joaquim Falcão – 2ª Sessão Extraordinária – j.
14.03.2006 – DJU 06.04.2006 – Ementa não oficial).

Pedido formulado pela própria parte interessada

“Antes do exame dos óbices levantados pelo tribunal requerido,


necessário esclarecer que desde o julgamento do APD 01/2005, quando o plenário do CNJ
– por unanimidade – se manifestou pela ilegitimidade da própria parte interessada em
requerer a avocação de processo disciplinar que contra si tramita, em face da natureza
extraordinária do procedimento previsto pela EC 45, esse entendimento tem sido
reiteradamente adotado pelo colegiado” (CNJ – PCA 128 – Rel. Cons. Paulo Schmidt – 30ª
Sessão – j. 28.11.2006 – DJU 13.12.2006 – Ementa não oficial).

“Sob o fundamento de que a avocatória não deve servir de válvula


de escape para o qualquer requerido fugir do juízo administrativo natural, decidiu o
Plenário do CNJ nos autos da APD 01/2005 que ausente qualquer motivo de relevância, à
vista do interesse público, a justificar a avocação do feito disciplinar em curso, deve este
prosseguir perante a autoridade administrativa natural instituída pela Constituição para a
sua apuração, instrução e julgamento” (CNJ – PCA 128 – Rel. Cons. Paulo Schmidt – 30ª
Sessão – j. 28.11.2006 – DJU 13.12.2006 – Ementa não oficial).

Avocação de procedimento disciplinar. Processos disciplinares


391/2005 e 602/2005 que tramitam perante o TRT 15ª Região contra o interessado.
Pedido referendado pela ANAMATRA. Indeferimento. – “Impossibilidade de formulação
do pedido de avocação pelo próprio interessado. Inteligência do art. 85 do Regimento
Interno do Conselho Nacional de Justiça. Ausência de convalidação por conta de memorial
apresentado por associação de classe. Inexistência de razão suficiente para representação
de ofício. Precedente deste Conselho na APD 01” (CNJ – APD 02 – Rel. Cláudio Godoy –
13ª Sessão – j. 14.02.2006 – DJU 08.03.2006).

Avocação de Processo Administrativo Disciplinar. Ilegitimidade


ativa para que a parte interessada no feito administrativo requeira diretamente a
instauração do procedimento para defesa de interesses meramente pessoais. (art. 85 do
Regimento Interno do CNJ). – “Na falta de qualquer motivo de relevância no caso
vertente, sob a ótica do interesse público, a justificar a avocação do feito disciplinar em
curso, deve este prosseguir perante a autoridade administrativa natural instituída pela
Constituição para a sua apuração, instrução e julgamento. Via de conseqüência, não deve o
pedido de avocação ser conhecido por ausência de legitimidade ativa da parte requerente”
(CNJ – APD 05 – Rel. Cons. Joaquim Falcão – 2ª Sessão Extraordinária – j. 14.03.2006 –
DJU 06.04.2006 – Ementa não oficial).

Avocação de Processo Disciplinar. Artigo 85 do Regimento interno


do Conselho Nacional de Justiça. Ausência de legitimidade ativa para que a parte no feito
administrativo requeira diretamente a instauração do procedimento, para a defesa de seus
próprios e pessoais interesses, fugindo ao jugo da autoridade administrativa natural
instituída pela Constituição Federal. Excepcionalidade da medida que impõe restrição de
manejo, dentro de conveniência lastreada à vista do interesse público, inocorrente no caso.

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Pedido, no particular, não conhecido. (CNJ – APD 01 – Rel. Cons. Paulo Schmidt – 1ª
Sessão Extraordinária – j. 08.11.2005 – DJU 16.11.2005).

Avocação de Processo Disciplinar. Pedido formulado


individualmente por magistrado. Ausência de situação excepcional. Pedido de
esclarecimentos. Avocação de processo disciplinar. Inteligência do art. 21, parágrafo único
do Regimento Interno. O pedido é de ser formulado no prazo de cinco dias sob pena de
preclusão. Formulação intempestiva. Não reconhecimento. Pedido não conhecido. (CNJ –
APD 03 – Rel. Cons. Marcus Faver – 26ª Sessão – j. 26.09.2006 – DJU 16.10.2006).

Pressupostos

Pedido de avocação de Processo Disciplinar. Art. 85 do


Regimento Interno do CNJ. Proposta do Corregedor Nacional de Justiça. Procedimento
que não alcança seu final em razão dos inúmeros entraves e dificuldades ocorridas.
Argüições de suspeições que impediram o prosseguimento da causa e retiraram por largo
tempo o “quorum” exigido para deliberação do Tribunal Pleno. Acolhimento do pedido. –
“A excessiva demora para a conclusão de Procedimento Administrativo Disciplinar, com
possibilidade de não alcançar a sua finalidade ou de impor ao investigado ou indiciado que
suporte procrastinação, angústia e ansiedade pelo fato da demora justificam a avocação do
processo, com seu prosseguimento perante o Conselho Nacional de Justiça” (CNJ – PD
200810000012822 – Rel. Cons. Rui Stoco – 69ª Sessão – j. 09.09.2008 – DJU 26.09.2008).

Pedido de Providências. Processo Administrativo Disciplinar


contra magistrado. Pretensão de afastar do julgamento o Corregedor-Geral sob alegação
de inimizade. Pedido prejudicado. Pretensão de avocação do processo. Pedido
improcedente. – “Nada justifica retirar do comando do próprio Tribunal ao qual pertence o
indiciado a apreciação e julgamento de processos de natureza disciplinar, pela via da
avocação do processo, quando os pressupostos que justificam a medida não se encontram
presentes” (CNJ – PP 200810000010801 – Rel. Cons. Rui Stoco – 67ª Sessão – j.
12.08.2008 – DJU 01.09.2008).

“Somente se justifica o pedido de avocação quando, ad exemplum,


não tenha sido assegurado o direito de defesa; o procedimento não alcança solução em
prazo razoável, havendo risco do advento da prescrição, face à sua injustificável
morosidade; não haja quorum para a apreciação da causa em razão de afastamentos,
impedimentos ou suspeições; haja fortes evidências de perseguição ou favorecimento do
investigado além de outras causas” (CNJ – PP 200810000010801 – Rel. Cons. Rui Stoco
– 67ª Sessão – j. 12.08.2008 – DJU 01.09.2008).

Procedimento em curso na Corregedoria do tribunal de origem

Processo Administrativo-disciplinar. Falta de defesa prévia.


Suspensão por decisão judicial. Posterior concessão da oportunidade. Determinação
administrativa para se aguardar julgamento do mandado de segurança. Avocação. – “I)
Verificada, em sede judicial, a inobservância da concessão de prazo para defesa prévia
(LOMAN, art. 27, § 1º), tanto que deferida liminarmente a suspensão do processo
disciplinar, à autoridade administrativa cabe, além do cumprimento da decisão judicial,
convencendo-se da omissão, adotar as providências destinadas a sanar a falha. II) Havendo
procedimento em curso na Corregedoria Nacional de Justiça, acerca do mesmo fato,
sobrestado para aguardar a decisão do Tribunal de origem, cabe, nesse procedimento

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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incidentemente, a representação ao Plenário do Conselho para avocação do processo


disciplinar. III) Avocação determinada a fim de que o feito passe a tramitar no CNJ e,
inclusive, para o saneamento de eventual falha procedimental que esteja impedindo sua
normal tramitação no tribunal de origem” (CNJ – RD 02 – Rel. Min. Corregedor Nacional
Antônio de Pádua Ribeiro – 31ª Sessão – j. 05.12.2006 – DJU 21.12.2006).

Procedimento no CNJ
Vide: Regimento Interno do CNJ, arts. 85 a 87.

Processo Administrativo Disciplinar. Ilegitimidade de parte

Avocação de Processo Disciplinar. Tribunal de Justiça de São


Paulo. Postulação de Magistrado. Pedido não conhecido por ilegitimidade de parte. – “I)
O Requerente não tem legitimidade para postular avocatória de Processo, nos termos do
art. 85 do Regimento Interno do Egrégio Conselho. II) Tal entendimento não obsta
eventual futura postulação de revisão disciplinar, conforme facultado pela Constituição
Federal” (CNJ – APD 9 – Rel. Cons. Oscar Argollo – 36ª Sessão – j. 14.03.2007 – DJU
23.03.2007 – Ementa não oficial).

AVOCATÓRIA
Vide: AVOCAÇÃO DE PROCESSO DISCIPLINAR

–B–
BALANÇO
Vide: ESTATÍSTICA

BANCA EXAMINADORA DE CONCURSO


Concurso de ingresso na Magistratura. Participação de professores de cursos
preparatórios em banca de concurso de ingresso na Magistratura

Pedido de Providências. Consulta. Res. 11/CNJ. Participação de


professores de cursos preparatórios nas bancas dos concursos para a carreira da
magistratura. Impedimento. – “I) Não podem atuar como examinadores nos Concursos
para Magistratura os professores de cursos preparatórios, por ferir postulados da
moralidade e da isonomia. II) A vedação que não se limita ao âmbito geográfico do Estado
em que o examinador exerce o magistério” (CNJ – PP 984 – Rel. Douglas Rodrigues – 29ª
Sessão – j. 14.11.2006 – DJU 06.12.2006).

BANCO DE SOLUÇÕES DO PODER JUDICIÁRIO


Criação e implementação
Vide: Res. CNJ 12, de 14.02.2006.

BEM IMÓVEL

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Bem anteriormente entregue ao Poder Judiciário. Utilização pela Defensoria


Pública. Desafetação pelo Executivo. Incompetência do CNJ

Procedimento de Controle Administrativo. Prédio utilizado pela


Defensoria Pública. Ato de desafetação. Bem imóvel entregue ao Poder Judiciário. Ato
administrativo. Chefe do Poder Executivo Estadual. Controle. Falta de atribuição
constitucional do CNJ. Art. 103-B, CF/88. – “I) O CNJ tem por missão estratégica,
primordialmente, definir as balizas orientadoras da moldura institucional do Poder
Judiciário, engendrando diretrizes e programas de modernização, com o objetivo de
superar as deficiências estruturais verificadas no modelo vigente. II) Ao CNJ, órgão
administrativo de controle interno do Poder Judiciário, a Constituição de 1988 não delegou
atribuição para revisar, revogar ou anular atos do Poder Executivo. III) A nova
conformação da lide, a partir do advento de fato novo, operou a transmutação da situação
concreta ensejadora do controle pretendido, deslocando o eixo da discussão para seara
alheia à competência do Conselho. IV) Procedimento de controle administrativo não-
conhecido” (CNJ – PCA 2009100000010520 – Rel. Cons. Mairan Gonçalves Maia Júnior
– 83ª Sessão – j. 28.04.2009 – DJU 15.05.2009).

BENEFICIÁRIO
Vide: DEPENDÊNCIA ECONÔMICA

BENEFÍCIOS
V.tb.: AUXÍLIOS – FÉRIAS – VEÍCULO OFICIAL

Afetos ao cargo ou função efetivamente exercidos. Utilização de veículo oficial

Juiz Substituto de 2º Grau. Veículo oficial. – “O direito a


determinados benefícios previstos em lei só se justificam no limite das atribuições do cargo
ou função efetivamente exercidos. Não é benefício pessoal, mas prerrogativa do cargo ou
função” (CNJ – PP 200810000001710 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 61ª Sessão – j.
29.04.2008 – DJU 20.05.2008).

BENS APREENDIDOS EM PROCEDIMENTOS CRIMINAIS NO ÂMBITO DO


PODER JUDICIÁRIO
Instituição do Sistema Nacional de Bens Apreendidos - SNBA
Vide: Res. CNJ 63, de 16.12.2008.

Sistema Nacional de Bens Apreendidos - SNBA. Informações a serem


armazenados por meio de sistema eletrônico hospedado no CNJ
Vide: Art. 2º da Res. CNJ 63, de 16.12.2008.

Sistema Nacional de Bens Apreendidos - SNBA. Cadastramento dos bens


Vide: Art. 3º da Res. CNJ 63, de 16.12.2008.

BENS MÓVEIS PATRIMONIAIS


Administração no âmbito do Conselho Nacional de Justiça
Vide: Instrução Normativa CNJ 6, de 01.10.2008.

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BENS PÚBLICOS DO ESTADO OU DO MUNICÍPIO


Atribuição por lei de nome de pessoa viva

Pedido de Providências. Consulta. Atribuição de nomes de pessoas


vivas, por leis específicas, a bens públicos pertencentes ao Estado ou município e cedidos
ao Judiciário. Decisão do CNJ no PCA 344. Res. 52/2008 do CNJ. Inaplicabilidade. –
“Consulta respondida no sentido de afirmar a inaplicabilidade da orientação do CNJ no
PCA 344 e na Res. 52/2008, aos casos de prédios cedidos ao Poder Judiciário pelo Estado
ou Município, e que receberam atribuição de nomes por leis específicas editas pelo titular
do bem” (CNJ – PP 200810000014879 – Rel. Cons. José Adonis Callou de Araújo Sá – 71ª
Sessão – j. 07.10.2008 – DJU 24.10.2008).

BENS PÚBLICOS SOB A ADMINISTRAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO


Atribuição de nomes de pessoas vivas. Regulamentação
Vide: Res. CNJ 52, de 08.04.2008.

BOA-FÉ
Acréscimos pecuniários (adicionais temporais) recebidos de boa-fé

“Quanto ao adicional por tempo de serviço, que aqui interessa no


momento, considerou-se que absorvido pelo sistema de subsídios, compreendido em seu
valor, mas, veja-se, e aí o ponto nodal, sem que isso, no caso, tivesse representando
decréscimo à remuneração dos impetrantes. Essa, em verdade, e ao que se crê, a razão pela
qual o julgamento referido não chegou a enfrentar o adicional sob a perspectiva da
irredutibilidade. Por óbvio, não se discute irredutibilidade se redução não houve. E, de
mais a mais, nem faria sentido, de novo pelo que se acredita, garantir irredutibilidade de
gratificação nem mesmo prevista na LOMAN, e não a adicional contemplado pela mesma
legislação (art. 65, VIII). A tese, parece, foi a de que como o teto primitivo impunha a
todos os Magistrados percepção, contando o ATS, de remuneração não superior ao
montante recebido por Ministro, então a implantação do subsídio, absorvendo esses
valores, não ocasionou redução alguma (v. fls. 16/17, item 26, do voto do Min. Sepúlveda
Pertence). De toda sorte, quando mais não fosse, restaria ainda a questão da incidência, à
espécie, do princípio da boa-fé objetiva, de inspiração constitucional (art. 3º, I), e que
concorreria a obviar corte de que se pudesse cogitar. Anotei, no voto antes proferido, que
‘o quadro subjacente ao debate presente envolve a percepção de verba prevista na
LOMAN, de modo contínuo no tempo. E por muito tempo. São anos, décadas até, durante
as quais juízes, além dos servidores, recebem verbas previstas em lei, que compõe a
remuneração, de boa-fé auferida, a qual encerra a contrapartida de trabalho prestado e a
renda de que se utilizam para viver. Em diversos termos, escudado em lei, o Poder Público,
por dez, vinte, trinta anos, paga ao integrante do Judiciário verbas que compõe sua
remuneração, sem qualquer ressalva. Cria a confiança em que esse o importe legítimo da
contrapartida pelos serviços prestados. Com base no respectivo valor, na confiança
despertada sobre sua legitimidade, e reforçada pela previsão da irredutibilidade, o
recebedor organiza seu orçamento, seus gastos, enfrentados, dadas as vedações impostas ao
juiz (art. 95 da CF/88 e art. 36 da LOMAN), essencialmente com a quantia que
consubstancia sua remuneração. E, passado todo esse tempo, o Poder Público, quebrando a
justa expectativa criada, a pretexto de adequar a remuneração ao teto posteriormente

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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instituído, mercê de reforma constitucional, que, entretanto não exclui a garantia de


irredutibilidade, supondo inclusive que isso fosse possível, ante a natureza do direito
envolvido, e procurando afastá-la ao argumento da ilegitimidade das verbas que sempre
pagou, corta parte da remuneração que vinha sendo paga a seu servidor, em sentido amplo
e comum. Ora, já não fosse o quanto antes deduzido no tocante à irredutibilidade, tem-se
que a situação é típica, conforme se crê, de maltrato a um princípio básico na relação entre
as pessoas, de ordem e origem também constitucional (art. 3º, I), aplicável não só no trato
entre particulares, mas igualmente à Administração Pública. Refere-se o princípio da boa-
fé objetiva, corolário do solidarismo elevado, na disposição constitucional citada, a
elemento axiológico básico do sistema, verdadeiro imperativo ético, de lealdade, a permear
as relações em geral, as jurídicas dentre elas. Cuida-se de um padrão ético de
comportamento, um standard de conduta leal, colaborativa, de preservação da confiança e
expectativa despertadas (ver, por todos, a respeito: ADOLFO DI MAJO. Obbligazioni in
genere. Bolonha: Zanichelli, 1985, p. 312). E, contido no amplo espectro desse princípio,
revelando uma das inúmeras funções que lhe são reconhecidas, no caso de limitação ao
exercício de direitos, quer-se vedar comportamentos contraditórios. É a chamada teoria dos
atos próprios, em cujos lindes se coloca a proibição do venire contra factum proprium.
Significa exercitar prerrogativa dissonante, contraditória com comportamento anterior (cf.
JUDITH MARTINS COSTA. A Boa Fé no Direito Privado. São Paulo: Ed. RT, p. 461).
Na espécie, seria a Administração pagar, ao pressuposto de que legítimo esse pagamento,
inclusive porquanto escudado em lei e não raro prestigiado pela jurisprudência, uma certa
remuneração a seus servidores e, tempos depois, à consideração de que alterada a
legislação, mesmo na esfera constitucional, cortar parte das verbas pagas, desconsiderando
a irredutibilidade ao argumento de que ilegítimas as verbas cortadas. Seria, a rigor, como
que uma autotutela tardia, senão pela prescrição administrativa, mas de novo por obra e
incidência da boa-fé objetiva, aqui externada pelo fenômeno da suppressio, ou seja, a perda
da possibilidade de exercício de uma prerrogativa pela inércia do titular durante tempo
passado de tal modo a criar a justa expectativa de que a mesma prerrogativa não mais se
exercitaria (MENEZES CORDEIRO. Da boa fé no Direito Civil., Coimbra: Almedina,
1984, v. 2, p. 466). Posta a matéria ao âmbito administrativo, é o que ALMIRO DO
COUTO E SILVA, forte em larga doutrina que cita, em precedente líder, consubstanciado
no RE 85.179-RJ, bem assim no que lembra chamar-se de situação que o tempo
consolidou, considera ser mesmo uma limitação ao exercício da autotutela, não fosse a
ressalva já contida na própria Súmula 473, que a contempla, em nome da segurança
jurídica e da aparência de legitimidade, aliás no caso mesmo presumida, característica dos
atos administrativos, e ainda que diante da prática de um ato inválido pela Administração
(Princípios da Legalidade da Administração Pública e da Segurança Jurídica no Estado
de Direito Contemporâneo. Revista de Direito Público, n. 84, out.-dez./1987, p. 46-63).
De uma maneira ou de outra, sempre uma questão ou uma preocupação de não frustrar a
justa expectativa criada nas relações, a confiança despertada no sujeito. Exatamente o que
se daria se agora se desconsiderasse a irredutibilidade a pretexto de que ilegítimo o
adicional’. De todo modo, respeita-se a vontade da maioria e, como constou de fls., torna-
se definitiva a liminar para corte. Por fim, quanto às verbas glosadas, resta a chamada
diferença individual de magistrado, que no voto de fls. já se reconhecia inespecífica e
inexplicada. Mas por assim ter permanecido, ou seja, remanescendo a falta de justificativa
sobre sua origem e amparo legal, ou por decisão judicial, repita-se, na esteira do que já
constara do voto de instauração, determina-se o seu corte. A última ressalva a se fazer diz
com a orientação fixada no julgamento do PCA 436, que se deliberou que as verbas
mantidas, quando já implantado o regime do subsídio, devem ser calculadas sobre o
importe da remuneração anterior. Nesses termos, então, com a ressalva de posicionamento
pessoal deste relator, julga-se parcialmente procedente este Procedimento de Controle

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Administrativo, para determinar o corte do ATS e da diferença individual de magistrado,


tudo nos moldes do quanto no voto se detalha” (CNJ – PCA 485 – Rel. Cons. Cláudio
Godoy – 13ª Sessão Extraordinária – j. 05.06.2007 – DJU 21.06.2007 – Parte do voto do
relator).

Servidor Público e magistrados. Valores recebidos da Administração Pública


de boa-fé

Aqui, em princípio, vale distinguir os casos de mero erro da


Administração Pública dos casos de alteração de seu entendimento sobre certa questão. No
caso de equívoco da administração, outra não poderá ser a solução que não a devolução
pelo servidor das parcelas indevidamente pagas. Mas há outro tipo de situação, esta
bastante comum, quando com base em interpretação jurídica razoável é realizado
determinado pagamento e tal entendimento acaba por não prevalecer em instâncias
administrativas superiores ou em instâncias judiciais. Neste caso nos parece que o melhor
desfecho será o reconhecimento do recebimento de boa-fé – posto que calcado em
entendimento jurídico razoável – e, em razão disto, prevalece a desnecessidade da
devolução de parcelas pagas. Nesse mesmo sentido, preleciona o preclaro Juiz Federal
Edílson Nobre Júnior, em sua tese de doutorado: ‘Há hipóteses em que o pagamento
indevido é concretizado em decorrência de erro imputável à Administração, com base em
interpretação jurídica que, não obstante razoável, não vem a prevalecer nas instâncias
finais do Judiciário. Nestes casos, não é de ser desconsiderada a boa-fé do destinatário, a
demarcar temporalmente a eficácia da ação retificadora da Administração sobre os
vencimentos ou proventos do servidor’. Este é o entendimento majoritário dos Tribunais
Superiores, senão vejamos: ‘Administrativo. Agravo Regimental. Pagamento indevido
efetuado pela Administração e recebido de boa-fé pelo servidor. Restituição dos valores.
Inviabilidade. Nova orientação deste Corte. Firmou-se o entendimento, a partir do
julgamento do REsp. 488.905/RS, por esta Quinta Turma, no sentido da inviabilidade de
restituição dos valores erroneamente pagos pela Administração – em virtude de desacerto
na interpretação ou má aplicação da lei – quando verificada a boa-fé dos servidores
beneficiados. Precedentes. Agravo Regimental desprovido. (STJ – Rel. Min. Felix Fisher –
Órgão Julgador: Quinta Turma. DJ: 21.11.2006. Data da Publicação/Fonte: DJ 05.02.2007
p. 343)’. É certo que a Administração pode a qualquer momento rever o seu ato desprovido
de amparo legal, no entanto, a prerrogativa não deve implicar na penalização do
Magistrado, ou ex-Magistrado in casu, pelo recebimento de valor até então considerado
lícito pela própria administração. Também o Tribunal de Contas da União, em casos
similares a dos presentes autos, sumulou a matéria no seguinte sentido: ‘Súmula 106 – O
julgamento, pela legalidade das concessões de reforma, aposentadoria e pensão, não
implica por si só a obrigatoriedade da reposição das importâncias já recebidas de boa fé,
até a data do conhecimento da decisão pelo órgão competente’. Conclusivamente, Senhora
Presidente, concluo votando pela procedência parcial do pleito formulado nos autos do
Procedimento de Controle Administrativo 546 (PCA 546), para o fim de invalidar, em
parte, a decisão proferida pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho, afastando a
obrigatoriedade da devolução do valor recebido a título de indenização de férias não
gozadas pelo requerente” (CNJ – PCA 546 – Rel. Cons. Paulo Schmidt – 14ª Sessão
Extraordinária – j. 06.06.2007 – DJU 21.06.2007 – Parte do voto do relator).

“Trata-se de Pedido de Providências, proposto pelo Tribunal


Regional Federal da 5ª Região que, sustentado no ‘reconhecimento da boa-fé’ e no
princípio da isonomia, busca junto ao CNJ o tratamento adotado para os Tribunais
Estaduais, em relação ao ATS e efeitos da Resolução 13 e 14/2006 do CNJ. Assim,

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


92

concluo no sentido de que a justificada insegurança jurídica da Administração até decisão


definitiva do STF e regulamentação pelo CNJ: a boa-fé dos beneficiados pelo pagamento
do Adicional por Tempo de Serviço, e o efeito firmado pelo CNJ para os seus atos
normativos e várias das decisões, afastam a obrigatoriedade da devolução do valor
recebido no caso em espécie até a edição das Resoluções 13 e 14/2006-CNJ” (CNJ – PP
1160 – Rel. Cons. Ruth Carvalho – 14ª Sessão Extraordinária – j. 06.06.2007 – DJU
21.06.2007 – Parte do voto do relator).
Observações:
1. A respeito do tema vide a Súmula 106 do TCU, com a seguinte redação: “O julgamento,
pela ilegalidade das concessões de reforma, aposentadoria e pensão, não implica por si só a
obrigatoriedade da reposição das importâncias já recebidas de boa-fé, até a data do
conhecimento da decisão pelo órgão competente”.
2. O TRF da 2ª Região assim decidiu: Administrativo. Servidor público. Recebimento de
valores indevidos. Reposição ao Erário. Impossibilidade. – “Esta Segunda Turma já
firmou entendimento no sentido de que o servidor, recebendo de boa-fé remuneração por
enquadramento indevido, por erro exclusivo da Administração, consoante precedentes do
STJ, não está obrigado a devolver a contraprestação recebida, pela prestação prévia de
serviço” (TRF 1a R. – 2a T. – Ap. 1998.38.00.025939-5 – Rel. Tourinho Neto – DJU
07.11.2002, p. 50). No mesmo sentido: STF, 1a T., RE 88.110, Rel. Min. Rodrigues
Alckmin, DJU 20.10.78).

Valores recebidos de boa-fé. Inadmissibilidade de devolução, desconto ou


compensação

Pedido de Providências. Magistrados. Interrupção no pagamento


de adicionais por tempo de serviço e qüinqüênios antes da data-limite estabelecida pelo
CNJ e desconto dos valores pagos pelos tribunais a esse título, sob a forma de
compensação. Res. 13/2006 do CNJ que permitiu os pagamentos até maio/2006. Direito
ao recebimento desses adicionais até a data-limite estabelecida. Descontos indevidos,
posto que recebidos os valores de boa-fé. Procedência dos pedidos. – “I) Se o CNJ, como
órgão de controle da legalidade dos atos administrativos dos tribunais, atuou como
intérprete e elemento integrador da Lei 11.143/2006 e, para os magistrados que se
submetem ao sistema de subsídio, deu sobrevida aos adicionais até maio de 2006, diante da
dicção do art. 12 da Res. 13/2006, impõe-se reconhecer a todos que se encontrem na
mesma situação o direito a essa percepção até a data-limite, sob pena de discrímen e ofensa
à isonomia. II) A pretensão da Administração Pública de ver repetidos valores
indevidamente pagos a título de subsídio, vencimentos ou proventos, obriga e impõe uma
fase de conhecimento e de dilação probatória em que reste incontroverso que o pagamento
foi efetivamente indevido e que o beneficiário tenha agido de má-fé, considerando que os
valores recebidos de boa-fé não se submetem à restituição, posto que, tendo o pedido
natureza reparatória, essa boa-fé exsurge como causa excludente da responsabilidade”
(CNJ – PP 1069 – Rel. Cons. Rui Stoco – 48ª Sessão – j. 25.09.2007 – DJU 15.10.2007).

–C–
CALAMIDADE PÚBLICA
Enchentes no Estado de Santa Catarina. Suspensão dos prazos processuais, em
tramitação no CNJ, até 6 de janeiro de 2009, inclusive.

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


93

Vide: Portaria CNJ 426, de 02.12.2008.

Enchentes no Estado de Santa Catarina. Transação penal. Destinação dos


recursos, provenientes de aplicação de penas restritivas da liberdade em penas
alternativas, para auxílio humanitário às vítimas das enchentes naquele
Estado
Vide: Recomendação CNJ 19, de 02.12.2008.

CARGA DE AUTOS
Critérios estabelecidos pelo Tribunal para regulamentar a carga de autos aos
advogados e seus prepostos

Recurso Administrativo no Procedimento de Controle


Administrativo. Carga de autos. Direito de acesso. Prerrogativas da advocacia.
Responsabilidade dos advogados por atos de seus prepostos. Norma do Tribunal
regulamentadora. Legalidade. Desprovimento. – “I) O direito de o causídico ter vista e
exame do processo integra a garantia da ampla defesa, pois o advogado é indispensável à
administração da Justiça (arts. 5º, LV, e 133, caput, da CF/88). Precedentes (PCAs 14.401
e 15.168). II) Não há ilegalidade em norma regulamentadora de Tribunal que estabelece
parâmetros para administrar carga dos autos aos advogados e seus prepostos. Eventual
irregularidade praticada por pessoa autorizada pelo advogado da causa deve ser resolvida
na esfera da co-responsabilidade. III) Recurso Administrativo no Procedimento de
Controle Administrativo conhecido, por tempestivo, mas cujo provimento se nega” (CNJ –
PCA 200810000020107 – Rel. Cons. Jorge Maurique – 75ª Sessão – j. 02.12.2008 – DJU
19.12.2008).

Distinção entre acesso aos autos e carga dos autos

Procedimento de Controle Administrativo. Regulamento do


Tribunal sobre acesso e carga de autos. Distinção entre acesso aos autos e carga dos
autos. Ausência de conflito entre os princípios da publicidade e da indispensabilidade do
advogado. Indeferimento. – “Não se confunde o acesso dos autos com a carga dos autos. O
acesso significa a concretização do direito de qualquer pessoa compulsar os autos na
serventia do Tribunal, enquanto que a carga dos autos é o direito das partes e seus
representantes retirarem os autos do processo em que litigam das dependências da Corte.
Precedentes do STF (AI 577847-PR e MC no MS 26772-DF)” (CNJ – PCA
200710000014401, PCA 200710000015168 e PCA 200710000009387 – Rel. Cons. Jorge
Maurique – 65ª Sessão – j. 24.06.2008 – DJU 05.08.2008).

Retirada dos autos de cartório

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


94

“Devem os Tribunais ofertar serviço de fotocópia em suas


serventias para possibilitar o direito de acesso e extração de cópias. Não disponibilizando o
serviço, deverão permitir, mediante cautela idônea, a retirada dos autos, mesmo que por
pessoas estranhas ao processo” (CNJ – PCA 200710000014401, PCA 200710000015168 e
PCA 200710000009387 – Rel. Cons. Jorge Maurique – 65ª Sessão – j. 24.06.2008 – DJU
05.08.2008).

“Não se mostra razoável permitir que qualquer cidadão, até mesmo


advogado, possa retirar processo sem ser parte integrante dele, em face do controle dos
prazos e da segurança dos documentos acostados nos autos” (CNJ – PCA
200710000014401, PCA 200710000015168 e PCA 200710000009387 – Rel. Cons. Jorge
Maurique – 65ª Sessão – j. 24.06.2008 – DJU 05.08.2008).

CARGA DE AUTOS DE PROCESSO


Advogados

Procedimento de Controle Administrativo. Limitação da carga de


autos a advogados. Ato normativo que ofende direito do advogado. Necessidade de esgotar
a instância administrativa. Competência da Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça para
apreciar o pedido. Remessa do PCA. (CNJ – PCA 401 – Rel. Paulo Schmidt – 11ª Sessão
Extraordinária – j. 09.05.2007 – DJU 18.05.2007).

CARGO DE DIREÇÃO
Servidor público eleito para cargo diretivo. Alegação de abandono do cargo.
Afastamento através de licença remunerada

Procedimento de Controle Administrativo. Servidor eleito para


cargo diretivo em entidade associativa. Licença remunerada prevista no art. 41 da Lei
Estadual 12.643/04. Direito configurado. Processo Administrativo para imposição da
pena de demissão por abandono de cargo público. Inadmissibilidade. – “A eleição de
servidor do Tribunal de Justiça para cargo de direção em entidade associativa faz surgir o
direito a licença-remunerada, nos exatos termos do art. 41 da Lei Estadual no 12.643/2004.
A circunstância de que a entidade de classe para a qual eleito o servidor não postulou o
registro sindical junto ao Ministério do Trabalho e Emprego – requisito essencial para a
aquisição da personalidade sindical típica (art. 80, I, da CF c/c IN MTb 03/94; Mandado de
Injunção 144-SP, Relator Min. Sepúlveda Pertence, DJU de 28.5.93, p. 10.381; ADIn
1121-4, Rel. Min. Celso de Mello, DJU-I de 6.10.95) – não basta para elidir o direito a
licença-remunerada, desde que subsista eficaz a natureza associativa da entidade civil
assim constituída (CC, art. 53). Nessa hipótese, a instauração de procedimentos
administrativos destinados à apuração das faltas do servidor ao trabalho, tidas por
injustificadas, com a ulterior aplicação da sanção demissória, não passa pelo crivo da
legalidade (CF, art. 371, demandando pronta retificação no âmbito deste Conselho
Nacional de Justiça. Procedimento de Controle Administrativo procedente” (CNJ – PCA
22 – Rel. Cons. Douglas Rodrigues – 10ª Sessão – j. 06.12.2005 – DJU 15.12.2005).

CARGO ELETIVO
Cumulação de proventos da magistratura com pensão parlamentar de
congressistas ou de Deputado Estadual. Obediência ao teto remuneratório

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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Consulta. Resoluções CNJ 13 e 14/06. Possibilidade de


acumulação de subsídios/proventos de magistrados ativos/inativos com proventos
intitulados pensão parlamentar, desde que, esses últimos obtidos até a edição da Lei 9.506,
de 30.10.1997, ou seja, até o momento de extinção do IPC – Instituto de Previdência dos
Congressistas, ou seus congêneres estaduais. Hipótese excepcional de inaplicabilidade do
teto remuneratório constitucional. Impossibilidade de acumulação de proventos de
aposentadoria de magistrados com proventos intitulados pensão parlamentar originários do
exercício de cargo de congressistas ou Deputado Estadual à conta do regime de
previdência previsto no art. 40, por expressa vedação de seu § 6º. Obrigatoriedade de
respeito ao teto remuneratório constitucional (CF, art. 37, inciso XI) no caso de cumulação
entre subsídios/remuneração com proventos concernentes à aposentadoria concedida pelo
INSS. Consulta conhecida e respondida. (CNJ – PP 851 – Rel. Cons. Alexandre de Moraes
– 26ª Sessão – j. 26.09.2006 – DJU 16.10.2006).

Magistrado aposentado eleito para vice-prefeito. Sujeição da soma das


remunerações ao teto constitucional

Pedido de Providências. Consulta. Cumulação dos vencimentos de


Juiz do Trabalho aposentado com remuneração de cargo eletivo. – “I) Por expressa
disposição constitucional, o magistrado tem garantida a acumulação de proventos de
inatividade com remuneração de cargo eletivo de Vice-Prefeito, sujeitando-se a soma
resultante da acumulação, contudo, ao limite previsto no inciso XI do art. 37 da
Constituição Federal, nos termos § 11 do art, 40 da CF, com a redação dada pela EC
20/98” (CNJ – PP 917 – Rel. Cons. Paulo Schmidt – 26ª Sessão – j. 26.09.2006 – DJU
16.10.2006 – Ementa não oficial).

CARGOS DE DIREÇÃO NOS TRIBUNAIS


Composição, competência e funcionamento do Conselho Superior da
Magistratura

“É certo, contudo, que aos Tribunais cabe fixar, em Regimento


Interno, a composição, a competência e o funcionamento de seus Conselhos da
Magistratura (art. 104 da LOMAN), mas esse poder regulamentar há de ser compreendido
dentro dos limites fixados para a atuação desses órgãos, quais sejam aqueles de natureza
estritamente disciplinar, como antes observado” (CNJ – PCA 225 – Rel. Cons. Douglas
Alencar Rodrigues – 32ª Sessão – j. 18.12.2006 – DJU 10.01.2007 – Ementa não oficial).

Corregedor-Geral. Incidência do art. 102 da LC 35/79 (LOMAN)

“O cargo de Corregedor-Geral tem natureza de direção, integrando


a administração superior de todos os tribunais para fins de incidência do art. 102 da LC
35/79 – Lei Orgânica da Magistratura. Fica ressalvado somente ao magistrado que tenha
ocupado, nas duas últimas administrações, os cargos de Corregedor-Geral e de Vice-
Presidente, o direito de concorrer ao cargo de Presidente na próxima eleição, sem o óbice
de inelegibilidade de exercício de cargos de direção por quatro anos previsto no art. 102,
parte final, da LC 35/79” (CNJ – PCA 20 – Rel. Cons. Joaquim Falcão – 14ª Sessão – j.
07.03.2006 – DJU 20.03.2006 – Ementa não oficial).

Elegibilidade

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


96

Condições de elegibilidade para cargo de direção em Tribunal.


LOMAN, art. 102. Inelegibilidade configurada com exercício de dois mandatos de dois
anos, mesmo que incompletos, conforme entendimentos do STF e do CNJ. – “Este
entendimento é corroborado pelo CNJ, que no PP 1184, em que o voto vencedor, do
Conselheiro Alexandre de Moraes, no tocante à elegibilidade de um desembargador que já
tinha exercido dois mandatos em cargos de direção, assim declarou: ‘Os acontecimentos
supervenientes, que lhe retiraram 25 dias do mandato de Vice-Presidente, não tem o
condão de alterar a inelegibilidade, uma vez que efetivamente foi candidato, foi eleito e
exerceu em sua plenitude e de forma efetiva dois cargos de direção no Tribunal de Justiça
de Tocantins – Corregedor-Geral e Vice-Presidente do Tribunal de Justiça.’ Note-se que o
precedente é idêntico ao ora analisado. Naquele, assim como neste, o requerente foi eleito
para dois mandatos de cargo de direção de 2 anos. Assim como neste, naquele caso um dos
mandatos não teve integralmente 2 anos, mas sim 1 ano e 11 meses, em razão de decisão
do Supremo. Ou seja, é precedente idêntico” (CNJ – PP 200710000019137 – Rel. Cons.
Joaquim Falcão – 63ª Sessão – j. 27.05.2008 – DJU 13.06.2008 – Parte do voto do
Relator).

Consulta. Cargos de direção de Tribunal. Elegibilidade.


Inelegibilidade: hipóteses. – “1) A finalidade da norma constante do art. 102 da LOMAN é
propiciar a realização de rodízio entre todos os membros do Tribunal, evitando a
perpetuação no poder e a ocorrência de fraude à lei, caso o titular de um cargo diretivo
possa renunciar antes do encerramento do mandato, com intuito de evitar a inelegibilidade.
2) A inelegibilidade decorre do cumprimento de mandatos para os quais o magistrado é
eleito, perfazendo o total de quatro anos, ou quando foi eleito primeiramente para o cargo
de Presidente. 3) Considera-se cumprido o mandato quando tiver sido exercido em sua
maior parte. 4) São elegíveis os magistrados que cumprirem os dois mandatos, quando: a)
todos os membros do Tribunal tenham tido oportunidade de ocupar o cargo; b) dentre os
nomes elegíveis, houver recusa de todos, manifestada e aceita antes da eleição” (CNJ – PP
200810000018459 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 69ª Sessão – j. 09.09.2008 – DJU
26.09.2008).

Pedido de Providências. Consulta respondida negativamente, no


sentido da inelegibilidade do magistrado candidato ao cargo de Presidente do Tribunal de
Justiça de Tocantins, uma vez que exerceu, em sua plenitude e de forma efetiva, dois
cargos de direção (Corregedor-Geral de Justiça e Vice-Presidente do Tribunal). (CNJ – PP
1184 – Rel. Cons. Alexandre de Moraes. – 30ª Sessão – j. 28.11.2006 – DJU 13.12.2006 –
Ementa não oficial).

Elegibilidade. Critérios

Pedido de Providências. Competência do CNJ. Ato regulamentar


editado pelo TRT/3ª Região. Resolução 180/2006. Alteração do Regimento Interno quanto
aos critérios de elegibilidade. Cargos de direção. Ordem de antigüidade. ADIN 3976-8.
Inelegibilidade de magistrados ocupantes de cargos diretivos nos últimos quatro anos.
Art. 102 da LOMAN. Regra de observância obrigatória. – “I) Competência do CNJ para
conhecer o pedido, à vista do disposto no artigo 103-B, § 4º, I e II, da Constituição Federal
e da repercussão geral, para o Poder Judiciário, da matéria debatida. II) Critérios para
aferição da elegibilidade a cargos diretivos de Tribunais: 1º- posição de antigüidade do
candidato e 2º - não-exercício de cargo diretivo por prazo superior a 04 anos (art. 102 da
LOMAN). III) Óbice à aferição da observância do critério da antiguidade, pelo Regimento

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


97

Interno do TRT da 3ª Região, alterado pela Resolução 180/2006, à vista da existência da


Ação Direta de Inconstitucionalidade 3.976-8, em curso no E. STF e cuja decisão tem
efeito vinculante e eficácia erga omnes. IV) Desconformidade do artigo 210-A do
Regimento Interno do TRT da 3ª Região com o art. 102 da LOMAN no tocante à regra da
inelegibilidade de magistrados ocupantes de cargos diretivos nos últimos quatro anos. V)
Pedido de Providências a que se julga procedente para fins de reconhecimento da
ilegalidade do artigo 210-A do Regimento Interno do TRT da 3ª Região e determinação de
adequação de seus termos ao artigo 102 da LOMAN” (CNJ – PP 200810000001265 – Rel.
Cons. Mairan Gonçalves Maia Júnior – 67ª Sessão – j. 12.08.2008 – DJU 01.09.2008).

Elegibilidade dos mais antigos (art. 102 da Loman)

Recurso administrativo no Procedimento de Controle


Administrativo. – “Insurgência quanto à decisão monocrática proferida. Eleição para a
Presidência do Tribunal de Justiça do Amazonas. Alegação de violação ao princípio da
proteção da confiança e da segurança jurídica. Prática administrativa que não pode ser
reconhecida em razão da análise histórica das eleições do Tribunal de Justiça
amazonense. Validade da eleição do atual Presidente que estava entre os três elegíveis à
época do pleito. Eleição levada a termo nos moldes do art. 102 da LOMAN. Recurso a que
se nega provimento. – No presente caso, como se demonstrou, é inviável o reconhecimento
da praxe administrativa, em razão do processo histórico das eleições aos cargos de direção
do Tribunal de Justiça do Amazonas. Nesta mesma direção, entendemos que, mesmo
eventualmente reconhecido o costume (prática administrativa da assunção do
Desembargador mais antigo à Presidência do Tribunal) ele é mitigado em razão do preceito
legal que confere ao Tribunal a possibilidade de escolha, mesmo que restrita, já que o
artigo 102 da LOMAN prevê que o pleito se dá entre os juízes mais antigos, em número
correspondente ao dos cargos de direção de cada Tribunal” (CNJ – PCA
200810000014661 – Rel. Cons. Felipe Locke Cavalcanti – 69ª Sessão – j. 09.09.2008 –
DJU 26.09.2008).

Recurso contra indeferimento de liminar. Eleição de dirigentes de


Tribunal. Elegibilidade dos mais antigos. Art. 102 da LOMAN. – “O juiz incluído entre os
três mais antigos e desimpedidos, impossibilitado de concorrer à reeleição do cargo de
Corregedor do Tribunal, não está automaticamente eleito para o cargo de Presidente ou de
Vice-Presidente, pois tal pretensão implicaria inexistência da eleição. Eleitos os outros dois
para os referidos cargos, agiu corretamente o Tribunal que convocou o próximo juiz mais
antigo para concorrer ao cargo de Corregedor” (CNJ – PCA 26 – Rel. Cons. Paulo Lôbo –
1ª Sessão Extraordinária – j. 08.11.2005 – DJU 16.11.2005).

Eleição. Diferença entre “aclamação” e “consagração”

“A palavra ‘aclamação’ depende de manifestação inequívoca, ao


passo que a ‘consagração’ resulta da imposição de uma situação diante de um fato
consumado. O Plenário do Colendo Tribunal foi provocado a examinar a matéria e, por
maioria de votos, entendeu por bem submeter à eleição os nomes da Requerente e do
Interessado. Portanto, não seria o caso de ‘aclamação’ – et pour cause – nem o de
‘consagração’” (CNJ – PCA 62 – Rel. Cons. Oscar Argollo – 14ª Sessão – j. 07.03.2006 –
DJU 20.03.2006 – Ementa não oficial).

Eleição para complementar mandato inferior a um ano (art. 102, parágrafo


único, da LOMAN). Inaplicabilidade do requisito de antiguidade

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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Procedimento de Controle Administrativo. Interpretação do


parágrafo único do art. 102 da LOMAN. “Mandato tampão”. Cargo diretivo de Tribunal.
Inaplicabilidade do requisito de antiguidade, nesse caso. – “A LOMAN fixou a
antiguidade como critério para eleição de magistrados para os cargos de direção nos
Tribunais do país. Todavia, a exceção que o parágrafo único do art. 102 da LOMAN
estabelece em relação às hipóteses do caput é geral. No caso de eleição para complementar
mandato com tempo inferior a 1 (um) ano, não se aplica o requisito de antiguidade” (CNJ –
PP 15922 e PCA 15697 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 53ª Sessão – j. 04.12.2007 – DJU
20.12.2007).

Eleições nos tribunais

Desconstituição de ato administrativo. Eleições. Conselho da


Magistratura. Reeleição de membros. Artigos 102 e 104 da LOMAN. Improcedência. –
“Hipótese em que se sustenta a ofensa a preceitos constitucionais e legais, bem como ao
Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins, para ver declarada nula
a reeleição de membros do Conselho da Magistratura. Compatibilidade com as regras
inscritas nos arts. 93, caput, da Constituição Federal, 102 e 104 da LC 35/79 (LOMAN),
7º, inciso XXIV, 12, § 5º e 14 do RITJ/TO. Procedimento de Controle Administrativo
improcedente” (CNJ – PCA 225 – Rel. Cons. Douglas Alencar Rodrigues – 32ª Sessão – j.
18.12.2006 – DJU 10.01.2007).

Recurso contra indeferimento de liminar. Eleição de dirigentes de


Tribunal. Elegibilidade dos mais antigos. Art. 102 da LOMAN. – “O juiz incluído entre os
três mais antigos e desimpedidos, impossibilitado de concorrer à reeleição do cargo de
Corregedor do Tribunal, não está automaticamente eleito para o cargo de Presidente ou de
Vice-Presidente, pois tal pretensão implicaria inexistência da eleição. Eleitos os outros dois
para os referidos cargos, agiu corretamente o Tribunal que convocou o próximo juiz mais
antigo para concorrer ao cargo de Corregedor” (CNJ – PCA 26 – Rel. Cons. Paulo Luiz
Neto Lobo – 1ª Sessão Extraordinária – j. 08.11.2005 – DJU 16.11.2005).

Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Número de Desembargadores


elegíveis, por seção, superior a 20. Inocorrência de violação ao princípio da
isonomia

“A redução do universo de Desembargadores elegíveis para os


cargos de cúpula do Tribunal de Justiça de São Paulo (i.e., 2º, 3º e 4º Vice-Presidentes), da
totalidade dos integrantes das seções para a primeira terça parte mais antiga,
contemplando, com isso, número de elegíveis, por seção, superior a 20 Desembargadores,
não constitui gravame ao princípio da isonomia ou a qualquer disposição constitucional”
(CNJ – PCA 48 – Rel. Cons. Joaquim Falcão – 14ª Sessão – j. 07.03.2006– DJU
20.03.2006 – Ementa não oficial).

Verba pelo exercício de funções temporárias, que somada ao subsídio, não


pode ultrapassar o teto remuneratório

Teto de vencimentos ou subsídios. Res. 13, de 21.03.2006. Funções


de Presidente de Tribunal, Vice-Presidente e Corregedor-Geral. Esclarecimentos sobre a
inclusão da verba pelo exercício de funções temporárias. – “Esclareço à autoridade
requerente que a verba pelo exercício temporário das funções de Presidente, Vice-

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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Presidente ou Corregedor não está incluída no subsídio de Desembargador, não podendo,


entretanto, a soma do subsídio com a citada verba, ultrapassar o limite de 90,25 (noventa
inteiros e vinte e cinco centésimos por cento) do subsídio dos Ministros da Excelsa Corte,
em conformidade com o disposto na Res. CNJ 7, de 18.10.2005” (CNJ – PP 598 – Rel.
Cons. Cláudio Godoy – 24ª Sessão – j. 29.08.2006 – DJU 15.09.2006).
Observação: Por decisão do Supremo Tribunal Federal, o limite ou teto para os
magistrados estaduais e federais é o mesmo, ou seja, 100% (e não 90,25%) do subsídio dos
Ministros, correspondendo atualmente a R$ 24.500,00, nos termos da Lei 11.143, de
26.07.2005.

CARGOS EM COMISSÃO
Autonomia dos Tribunais para avaliar seu quadro de servidores com a
finalidade de criar ou extinguir cargos

Procedimento de Controle Administrativo. Alegação de que o


Tribunal de Justiça não realiza concurso público para provimento de cargos de escrivão,
preferindo delegar essas funções para ocupantes de cargos em comissão. Confirmação de
omissão na realização de concurso para ingresso na atividade notarial e de registro
confirmada pelo Tribunal. Procedência em parte para fixar prazo para realização do
certame. – “Os Tribunais têm autonomia para avaliar seu quadro de servidores e enviar
projetos de lei para criação ou extinção de cargos. De forma que, apenas a partir de uma
avaliação da estrutura interna, do quadro de servidores e das exigências de uma
administração eficiente, é possível concluir pela necessidade, ou não, de extinção do cargo
de Escrivão de Serventia Judiciária ou de modificação de sua forma de provimento. Esse
tipo de ponderação e decisão compõe as prerrogativas advindas da autonomia dos
Tribunais, de modo que, inexistindo ilegalidade a ser sanada, não se justifica, sob esse
aspecto, a intervenção do CNJ” (CNJ – PCA 200710000008759 – Rel. Cons. Rui Stoco –
57ª Sessão – j. 26.02.2008 – DJU 18.03.2008).

Criação por lei sem exigência de concurso público. Possibilidade

Pedido de Providências. Projeto de lei de iniciativa de Tribunal de


Justiça. Criação de cargos em comissão sem exigência de concurso público. Autorização
constitucional. – “Estabelecendo a Constituição Federal, em seu artigo 37, inciso II, que as
nomeações para cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração
prescindem de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, não
há óbice a que Tribunais de Justiça, de acordo com a competência a eles conferida pelo
artigo 96, inciso II, alínea “b”, da mesma Constituição, elaborem projeto de lei para a
criação desses cargos sem previsão de concurso público” (CNJ – PP 200810000007000 –
Rel. Cons. Altino Pedrozo dos Santos – 69ª Sessão – j. 09.09.2008 – DJU 26.09.2008).

Magistrados aposentados exercendo cargo em comissão

Pedido de Providências. Consulta. Magistrados aposentados


exercendo cargo em comissão. – “Creio, na hipótese dos autos, que a cumulação de
provento com subsídio, por cargo comissionado, é possível, mas deve respeitar o teto
remuneratório (alínea ‘f’ do inciso II, do art. 23 da Res. 13) da classe em que se encontra o
interessado, in casu, R$ 24.500,00, eis que na esfera do Poder Judiciário da União.
Consulta respondida negativamente” (CNJ – PP 1283 – Rel. Cons. Oscar Argollo – 9ª
Sessão Extraordinária – j. 17.04.2007 – DJU 27.04.2007 – Ementa não oficial).

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


100

Servidor público municipal cedido para exercer cargo em comissão no


Tribunal de Justiça. Aposentadoria por invalidez pelo regime próprio dos
servidores públicos estaduais. Impossibilidade

Servidor municipal requisitado para exercer cargo comissionado


no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte. Aposentadoria pelo regime
próprio dos servidores públicos estaduais. – “Ato concedido por maioria de votos no
TJRN, após exoneração a pedido do cargo exercido no município. Aposentadoria por
invalidez. Impossibilidade. O fato de o Tribunal de Contas do Estado estar apreciando a
legalidade do ato e de haver ação judicial em andamento não impede o CNJ de atuar e
exercer o controle administrativo sobre a sua legalidade, desde que não haja expressa
manifestação do STF a respeito. Procedimento instaurado a requerimento do Ministério
Público estadual. Dado provimento para desconstituir o ato e para que se adotem as
providências administrativas para o ressarcimento das verbas pagas indevidamente.
Decisão unânime” (CNJ – PCA 200710000015430 – Rel. Cons. Técio Lins e Silva – 57ª
Sessão – j. 26.02.2008 – DJU 18.03.2008).

CARROS OFICIAIS
V. tb.: VEÍCULO OFICIAL

Regulamentação da utilização de carros oficiais dos tribunais

Pedido de Providências. Aquisição de novos veículos pelo TJMA.


Alegação de ofensa aos princípios constitucionais. Condições precárias dos Juizados
Especiais Cíveis e Criminais. Regulamentação da utilização de carros oficiais no âmbito
dos tribunais. (CNJ – PP 200710000009612 – Rel. Cons. Andréa Pachá – 60ª Sessão – j.
08.04.2008 – DJU 07.05.2008).

Utilização dos veículos oficiais do Conselho Nacional de Justiça


Vide: Instrução Normativa CNJ 12, de 05.12.2008.

CARTA PRECATÓRIA
Ato normativo de Tribunal estabelecendo ônus processuais às partes
indevidamente

Pedido de Providências. Orientação Normativa 14/2002.


Expedição de carta precatória por Juízo Federal. Excesso de prazo no cumprimento.
Determinação de diligências da parte junto ao Juízo Estadual deprecado. Ilegalidade da
Orientação Normativa emanada da Corregedoria-Geral. Matéria sujeita à Cláusula de
Reserva Legal. Disciplina do Procedimento pelos Códigos de Processo Civil e Penal. – “I)
Competência do CNJ para conhecer o pedido, à vista do disposto no artigo 103-B, § 4º, I e
II, da Constituição Federal de 1988 e da repercussão geral, para o Poder Judiciário, da
questão debatida. II) A exigência contida na Orientação Normativa 14/2002 excedeu os
termos do procedimento descrito, quer pelo Código de Processo Civil (Seção II do
Capítulo IV do Título V do Livro I), quer pelo Código de Processo Penal (Capítulo I do
Título X do Livro I), para a expedição de cartas precatórias. Intelecção dos artigos: 202,
203, 205 e 212 do CPC e 354, 355 e 356 do CPP. III) Não podem ser criados ônus
processuais por intermédio de atos normativos infra-legais. IV) Pedido a que se defere para

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


101

efeito de desconstituir a Orientação Normativa 14/2002, expedida pela Corregedoria-Geral


do TRF da 1ª Região” (CNJ – PP 200810000000078 – Rel. Cons. Mairan Gonçalves Maia
Júnior – 62ª Sessão – j. 13.05.2008 – DJU 02.06.2008).

Reclamação disciplinar em razão do não cumprimento

Reclamação Disciplinar. Não cumprimento de precatória. Zona


rural. Falta de transporte. Inocorrência de infração disciplinar. Determinação de
providências administrativas ao Tribunal de Justiça da Bahia. – “I) Não configura, a
priori, infração disciplinar o não-cumprimento de carta precatória para citação de réu
residente em local distante, na zona rural, inexistindo transporte à disposição do oficial de
justiça ou recursos financeiros com essa finalidade. II) Em se tratando de carta precatória
para citação de réu em processo penal movido pela Justiça Pública, em que não é exigível
o pagamento prévio de custas, cabe ao Poder Judiciário do Estado em que se encontrar o
réu prover os meios necessários à realização da citação. III) Fixação de prazo ao Tribunal
de Justiça da Bahia para adoção das providências administrativas necessárias ao
cumprimento da carta precatória, que deverá ser reenviada pela Primeira Vara do Júri de
São Paulo. IV) Reclamação Disciplinar arquivada, com determinação de providência
administrativa” (CNJ – RD 26 – Rel. Min. Corregedor Nacional Antônio de Pádua Ribeiro
– 31ª Sessão – j. 05.12.2006 – DJU 21.12.2006).

CARTÓRIOS
Vide: SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS (ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO)
– SERVENTIAS JUDICIAIS

CATRACA ELETRÔNICA
Palavra-chave: CONTROLE DE ENTRADA E SAÍDA DE PESSOAS DE EDIFÍCIOS
PÚBLICOS
V. tb.: SISTEMA ELETRÔNICO DE SEGURANÇA

Ingresso em dependências do Poder Judiciário

Recurso Administrativo no Procedimento de Controle


Administrativo. Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Sistema eletrônico de segurança
para acesso aos prédios do Poder Judiciário. – “A garantia de maior segurança no interior
das dependências forenses apresenta justificativa razoável e não fere o princípio da
igualdade. Alegação de desigualdade de tratamento não detectada. Catracas eletrônicas
capazes de identificar os advogados. Precedentes do Conselho Nacional de Justiça.
Recurso a que se nega provimento” (CNJ – PCA 200810000019427 – Rel. Cons. Felipe
Locke Cavalcanti – 72ª Sessão – j. 21.10.2008 – DJU 07.11.2008).

CAUSA
Vide: AÇÃO JUDICIAL

CENSURA
V. tb.: ADVERTÊNCIA

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


102

Sanção disciplinar de censura nas hipóteses de negligência funcional

Dosimetria da sanção disciplinar: censura ou aposentadoria. – “A


censura é a sanção própria para os casos de negligência funcional (LOMAN, art. 44). A
ausência de prova do dolo do acusado obsta a imposição de sanção mais severa. Revisão
disciplinar parcialmente conhecida e rejeitada” (CNJ – RD 34 – Rel. Cons. Antonio
Umberto de Souza Júnior – 74ª Sessão – j. 18.11.2008 – DJU 05.12.2008).

Sanção imposta a magistrado. Promoção ao Tribunal de Justiça

Revisão Disciplinar. Magistrado. Falta punível com penas de


advertência/censura. Representado promovido ao Tribunal de Justiça. Impossibilidade de
aplicação da pena. LOMAN, art. 42, parágrafo único. Participação no julgamento de
Desembargador declarado suspeito. Decisão unânime. Nulidade inexistente. – “I)
Promovido o Juiz de Direito para Desembargador antes do encerramento do julgamento do
procedimento disciplinar, na hipótese de penas de advertência ou censura, correto o
arquivamento ou a improcedência da representação, por impossibilidade de aplicação da
penalidade. II) A participação de magistrado declarado suspeito na votação não gerou
prejuízo ou sequer alterou a conclusão, porquanto esta se deu a unanimidade. O voto em
tela seria irrelevante perante o resultado, eis que, mesmo sem ele, a decisão não favoreceria
ao representante (Precedente Colendo STJ, 5a T., Proc. 2003/0230933-5, DJU 27.09.2004,
p. 373). III) Revisão Disciplinar julgada improcedente” (CNJ – REVDIS 20 – Rel. Cons.
Jirair Aram Meguerian – 40ª Sessão – j. 15.05.2007 – DJU 24.05.2007).

CENTRAL DE CONCILIAÇÃO
Pagamento de precatórios

“A criação de uma Central de Conciliação especificamente para


pagamento dos precatórios, mediante acordo dos credores com o Estado, implica na
solução real do problema, com vantagens para ambas as partes: para o Estado, que paga
com desconto e para o credor, que recebe o seu crédito, mas merece todo o cuidado do
Tribunal, exatamente para que não sejam coagidos os credores e para que a ordem dos
precatórios não seja alterada quando da não aceitação do acordo” (CNJ – PP 1393 – Rel.
Cons. Ruth Lies Scholte Carvalho – 42ª Sessão – j. 12.06.2007 – DJU 29.06.2007 –
Ementa não oficial).

CENTRAL DE MANDADOS
Desativação pelo tribunal

Pedido de Providências. Ressarcimento de despesas efetuadas por


Oficiais de Justiça para cumprimento de mandados. Pedidos de aplicação da Lei
Complementar Estadual n° 85/2005 com a instalação da Central de Cumprimento de
Mandados. Edição da tabela com valores específicos das despesas realizadas e
pagamento dos ressarcimentos devidos com despesas com transporte. – “A desativação da
Central de Mandados é ato discricionário do Tribunal. Pedido de edição de tabela
prejudicado pela improcedência do pedido anterior, já que as disposições normativas
estabelecem um valor fixo para a despesa até que a central de mandados seja instalada. E
quanto ao pedido de ressarcimento de despesas, há comprovação do pagamento pelo

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


103

Tribunal” (CNJ – PP 1319 – Rel. Cons. Eduardo Kurtz Lorenzoni – 39ª Sessão – j.
24.04.2007 – DJU 11.05.2007 – Ementa não oficial).

Tabela de auxílio-transporte. Pretensão de regulamentação por parte do CNJ.


Matéria afeta à Corregedoria Geral

Recurso administrativo em pedido de providências. Tribunal de


Justiça do Estado Maranhão. Lei complementar estadual 85/2005. Resoluções 18 e 44 do
TJ/MA. Central de mandados. Tabela de auxílio transporte. – “I) A regulamentação do
funcionamento da Central de Mandados está afeta ao juízo de oportunidade e conveniência
da Corregedoria-Geral do Tribunal, nos termos da Lei Complementar Estadual 85/2005,
razão porque não cabe a intervenção deste Conselho para determinar a expedição da tabela
pretendida. II) Existência de norma expedida pelo TJ/MA contendo previsão de valor fixo
para ressarcimento das despesas com transporte dos oficiais de justiça do Estado
(Resolução 44/2007). Recurso administrativo a que se nega provimento” (CNJ – PP 5880 –
Rel. Cons. José Adonis Callou de Araújo Sá – 68ª sessão – j. 26.08.2008 – DJU
12.09.2008).

CENTRO DE PERÍCIAS
Autarquia estadual. Incompetência do CNJ

Pedido de Providência. Deficiência do Centro de Perícias Renato


Chaves, que realiza exames de insanidade mental para todo o Estado do Pará. Autarquia
Estadual. Incompetência do Conselho Nacional de Justiça. Arquivamento do Processo.
(CNJ – PCA 231 – Rel. Cons. Eduardo Lorenzoni – 36ª Sessão – j. 14.03.2007 – DJU
23.03.2007 – Ementa não oficial).

CERCEAMENTO DE DEFESA
Intimação de terceiros interessados por edital

Procedimento de Controle Administrativo. Insurgência contra a


intimação de terceiros interessados por edital. Alegação de que o Tribunal não incluiu no
concurso algumas serventias criadas após o advento da CF/88 e da Lei Federal 8.935/94
e que estariam em regime ilegal de acumulação. – “Não há falar em cerceamento de defesa
por falta de intimação pessoal dos terceiros interessados. A intimação por edital encontra
supedâneo em norma constante do Regimento Interno do CNJ, inexistindo previsão legal
ou regimental de intimação pessoal, como pretendido” (CNJ – PCA 200810000006974 e
PCA 200810000008855 – Rel. Cons. Rui Stoco – 66ª Sessão – j. 29.07.2008 – DJU
18.08.2008).

CERTAME
Vide: CONCURSO PÚBLICO EM GERAL – CONCURSO DE INGRESSO NA
MAGISTRATURA

CERTIDÃO PÚBLICA
Direito constitucional

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


104

Pedido de Providências. Portaria 23/2006 do CNJ. Certidão.


Dificuldade na obtenção de certidão pública. – “(...) O Colendo TRT informa que o
Requerente apresentou Reclamação Correcional (149.765/2004-000-00-00) ao TST, cujo
resultado, à unanimidade, foi no sentido de que: ‘... a certidão expedida atende plenamente,
em essência, quer ao v. acórdão concessivo da segurança... quer à medida liminar deferida
na presente reclamação...’. Pedido improcedente” (CNJ – PP 791 – Rel. Cons. Oscar
Argollo – 9ª Sessão Extraordinária – j. 17.04.2007 – DJU 27.04.2007 – Ementa não oficial
e Parte do voto do relator).

Pedido de Providências. Questões de cunho individual. Não-


conhecimento. Direito de obtenção de certidão. Imperativo de interesse público. Omissão
do Tribunal. Ausência de justificativa. Deferimento. – “I) Em razão do caráter individual
da tutela requerida, refoge à competência do CNJ a discussão proposta, porquanto não
pode se fazer substituir à instância com atribuições para tanto. Precedentes. II) No tocante
ao direito à expedição de certidão (arts. 5º, inciso XXXIV, alínea ‘b’, da CF/88, e 2º da Lei
9.051/95), imperioso que o Poder Judiciário, no exercício de atividades de natureza
administrativa, atue impelido pelos vetores constitucionais norteadores da gestão pública
dos interesses da coletividade (arts. 5º e 37, caput, da CF/88). III) Pedido de Providências a
que se defere” (CNJ – PP 200710000016847 – Rel. Cons. Mairan Gonçalves Maia Júnior –
59ª Sessão – j. 25.03.2008 – DJU 15.04.2008).

CESSÃO DE SERVIDORES DO EXECUTIVO AO PODER JUDICIÁRIO


V. Tb.: REQUISIÇÃO DE SERVIDORES PELO JUDICIÁRIO
Cessão por convênio entre o Tribunal e o Município. Possibilidade

“Em se tratando de Convênio celebrado entre Tribunal e


Município, para fins de agilizar execuções fiscais de interesse da Fazenda local por meio
de cessão de servidores do Poder Executivo ao Poder Judiciário para ocupar funções de
Oficial de Justiça ad hoc, não há falar em ilegalidade quando o instrumento for por prazo
determinado, o meirinho for agente público investido por lei nos quadros do Estado e
houver devido acompanhamento e fiscalização da Corregedoria-Geral da Justiça de
origem. Exegese combinada dos precedentes do Supremo Tribunal Federal sobre casos
análogos (RE 78593-SP e ADI 1141-GO). Recurso Administrativo no Procedimento de
Controle Administrativo a que se conhece, por tempestivo, mas nega-se provimento” (CNJ
– PCA 200810000025890 – Rel. Cons. Jorge Maurique – 77ª Sessão – j. 27.01.2009 – DJU
13.02.2009).

Procedimento de Controle Administrativo. Servidores municipais.


Cessão. Função de escrevente judiciário. Anexos fiscais. Similitude com o PCA
200810000015630, 71ª Sessão Plenária. – “I) Em casos singulares de excepcional
necessidade do serviço, pode-se admitir a realização de convênios para cessão de
servidores originários do Poder Executivo Municipal para o exercício da função de
escrevente. II) Impõe viabilizar e acompanhar a substituição gradativa do modelo de
aproveitamento, no Poder Judiciário, de servidores cedidos por outros órgãos pela
incorporação de servidores nomeados após regular aprovação em concurso público. III)
Deferido, em julgamento anterior, o prazo de um ano para apresentação, à Comissão de
Estatística e Gestão Estratégica, de cronograma de trabalho orientado para o planejamento
de ações concretas, visando à substituição dos servidores municipais por servidores de
carreira do Tribunal do Estado de São Paulo (PCA 200810000015630). IV) Procedimento

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


105

de Controle Administrativo a que se julga improcedente” (CNJ – PCA 200910000002651


– Rel. Cons. Mairan Gonçalves Maia Júnior – 81ª Sessão – j. 31.03.2009 – DJU
07.04.2009).

Requisição de servidores junto a outros Poderes

“Em se tratando de Convênio celebrado entre Tribunal e


Município, para fins de agilizar execuções fiscais de interesse da Fazenda local por meio
de cessão de servidores do Poder Executivo ao Poder Judiciário para ocupar funções de
Oficial de Justiça ad hoc, não há falar em ilegalidade quando o instrumento for por prazo
determinado, o meirinho for agente público investido por lei nos quadros do Estado e
houver devido acompanhamento e fiscalização da Corregedoria-Geral da Justiça de
origem. Exegese combinada dos precedentes do Supremo Tribunal Federal sobre casos
análogos (RE 78593-SP e ADI 1141-GO). Recurso Administrativo no Procedimento de
Controle Administrativo a que se conhece, por tempestivo, mas nega-se provimento” (CNJ
– PCA 200810000025890 – Rel. Cons. Jorge Maurique – 77ª Sessão – j. 27.01.2009 – DJU
13.02.2009).

CITAÇÃO
Citação do indiciado em processo disciplinar através do seu defensor

Procedimento de Controle Administrativo. Magistratura. Processo


Administrativo Disciplinar. Quorum para deliberação de instauração e afastamento do
processado. Convocação de juízes de primeiro grau. Impossibilidade. Comunicação dos
atos processuais. Citação do processado na pessoa de seu defensor. Possibilidade.
Deferimento parcial. – “Mostra-se plenamente válida a citação do processado na pessoa de
seu defensor, mormente no caso do ato atingir a finalidade, mitigando-se a forma pela
essência. Exegese conjugada dos arts. 244 do CPC, 26, § 5º, da Lei 9.784/99, e 24 da Res.
30/CNJ” (CNJ – PCA 200810000010813 – Rel. Cons. Jorge Maurique – 71ª Sessão – j.
07.10.2008 – DJU 24.10.2008).
Observação: Acórdão retificado na 73ª Sessão Ordinária, de 04.11.2008.

CLASSIFICAÇÃO PROCESSUAL
Padronização e uniformização taxonômica e terminológica

“Ficam criadas as Tabelas Processuais Unificadas do Poder


Judiciário, objetivando a padronização e uniformização taxonômica e terminológica de
classes, assuntos e movimentação processuais no âmbito da Justiça Estadual, Federal, do
Trabalho e do Superior Tribunal de Justiça, a serem empregadas em sistemas processuais,
cujo conteúdo, disponível no Portal do Conselho Nacional de Justiça (www.cnj.jus.br),
integra a presente Resolução” (art. 1º da Res. CNJ 46, de 18.12.2007).

Tabelas Processuais Unificadas do Poder Judiciário. Criação e implantação


Vide: Res. CNJ 46, de 18.12.2007

CÓDIGO DE ÉTICA DA MAGISTRATURA NACIONAL


V. tb.: NORMAS – Res. CNJ 60, de 19.09.2008

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


106

COISA JULGADA
Matéria jurisdicionalizada. Não conhecimento

Recurso Administrativo no Pedido de Providências. Suspensão de


vencimentos de servidor. Militar inativo. Inacumulabilidade. Matéria jurisdicionalizada.
Existência de coisa julgada. Óbice à atuação administrativa. Improvimento. – “I) Havendo
coisa julgada, formada no âmbito jurisdicional sobre a mesma questão, inviável rediscuti-la
no âmbito administrativo. II) Recurso Administrativo no Pedido de Providências a que se
conhece, por tempestivo, mas nega-se provimento” (CNJ – PP 200810000024113 – Rel.
Cons. Jorge Maurique – 75ª Sessão – j. 02.12.2008 – DJU 19.12.2008).

No âmbito administrativo. Prevalência que se impõe na análise de


procedimento que reitera questões já analisadas

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de Ingresso


na Atividade Notarial e de Registro. Impugnação do Edital. Serventias não incluídas no
concurso em andamento. Alegação de que alguns itens do Edital acerca da atribuição de
pontos aos títulos dos candidatos atentam contra a isonomia. Efetivação de substitutos
como titulares de serventias sem a realização de concurso. – “A análise e decisão em um
procedimento, acerca de partes identificadas do edital de concurso de ingresso impedem
que se impugne essas mesmas partes em outro procedimento, ou que se decida novamente
sobre a mesma questão, impondo-se fazer prevalecer o princípio da coisa julgada
administrativa” (CNJ – PCA 613 – Rel. Cons. Rui Stoco – 60ª Sessão – j. 08.04.2008 –
DJU 07.05.2008).

COLEGIADO
Vide: ÓRGÃO ESPECIAL DOS TRIBUNAIS – TRIBUNAL PLENO

COLÉGIO DE PRESIDENTES DE TRIBUNAIS ESTADUAIS


Caracterização como associação de classe

Associação de classe. Magistrado Presidente. Afastamento


previsto na LOMAN. Possibilidade. – “É associação de classe, para os fins do disposto no
art. 73, III da LOMAN, a entidade de âmbito nacional composta por Presidentes dos
Tribunais de Justiça cujos objetivos são, entre outros, a integração dos Tribunais de Justiça
em todo o território nacional e o intercâmbio de experiências funcionais e administrativas.
A atividade de presidente de associação de classe de âmbito nacional demanda
disponibilidade de tempo para deslocamento e cumprimento das obrigações inerentes ao
seu exercício, sendo legal e legítimo o afastamento do magistrado de suas funções
judicantes, parcial ou totalmente” (CNJ – PCA 200910000012814 – Rel. Cons. Paulo Lôbo
– 82ª Sessão – j. 14.04.2009 – DJU 17.04.2009).

COMISSÃO DE AVALIAÇÃO
Promoção de Juízes de Direito

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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Recurso Administrativo no Procedimento de Controle


Administrativo. Votação de promoção de juízes para entrância especial. Tribunal de
Justiça do Estado da Bahia. Descumprimento da alternância nas votações para as vagas
por antigüidade e por merecimento. Ausência de fundamentação dos votos na promoção
por merecimento. Ausência de publicação dos índices de produtividade dos juízes
concorrentes. Descabimento. Inexistência de prejuízo para a requerente. Votos
pronunciados com base nos relatórios da Comissão de Avaliação Funcional formada por
Desembargadores votantes. Ausência de prova de irregularidade nos relatórios. Decisão
monocrática mantida. Desprovimento do recurso. – “I) O trabalho desenvolvido por uma
Comissão de Avaliação dos magistrados inscritos na promoção para merecimento obedece
rigorosamente a idéia de que tal promoção deve estar respaldada, na maior profundidade
possível, no merecimento apurado objetivamente em relação ao candidato, justamente para
deixar pouca ou nenhuma margem ao privilégio de algum juiz em detrimento de outro. II)
Os elementos do Relatório de Avaliação são objetivos e a requerente não conseguiu
demonstrar qualquer irregularidade neste relatório, a não ser a ausência de extensas
manifestações dos Desembargadores no momento da votação III – Se houve uma comissão
que apreciou cada caso, fez relatório, pontuou as atividades de cada magistrado, nada
justifica que ainda assim o Desembargador, ao votar, decline novamente os motivos de sua
preferência. Alias, é de todo inconveniente que outros motivos, além daqueles
objetivamente demonstrados, direcionem a escolha dos juízes” (CNJ – PCA 402 e 932 –
Rel. Cons. Marcus Faver – 41ª Sessão – j. 29.05.2007 – DJU 13.06.2007 – Ementa não
oficial).

COMISSÃO DE CONCURSO DE INGRESSO


Edital que proíbe a manifestação de recurso à banca examinadora

Concurso público. Previsão editalícia genérica de impossibilidade


de recursos à banca examinadora. Ilegalidade. Recomendação aos Tribunais. – “I) A
vedação de recurso administrativo em toda e qualquer fase do concurso público atenta
contra os mais basilares princípios do Estado Democrático de Direito (art. 5°, inciso
XXXIII). II) Além dos princípios mencionados, a impossibilidade da vista das provas e
conseqüente recurso, fere, ainda, o princípio da publicidade que deve permear, em regra,
toda atividade da administração. III) Admitir a impossibilidade do recurso é transcender o
estado democrático de direito para retornar a idade pré-medieval, quando das invasões
bárbaras, em que os ‘julgamentos’ e ‘julgadores’, por se guiarem por inspiração divina, não
concebiam sua falibilidade. IV) Nas provas orais, por também se prestarem a auferir
conhecimentos outros, não só aqueles técnico-jurídicos, é inviável a pretensão recursal,
pois o juízo de valoração de tais conhecimentos deve se dar pela banca examinadora, não
havendo possibilidade de recursos pois a revisão redundaria na reaplicação da prova, o que
não é sequer razoável” (CNJ – PP 468 – Rel. Cons. Ruth Carvalho – 25a Sessão – j.
12.09.2006– DJU 29.09.2006 – Ementa não oficial).

Participação de magistrado. Remuneração

Pedido de Providências. Resolução 13/2006-CNJ. Art. 5º.


Magistrados. Direito de remuneração. Participação em banca examinadora de concursos.
Não acolhimento do pedido. – “A participação de magistrado como membro de comissão
de concurso público já foi enfrentada por este Conselho, estando expressamente prevista
no art. 4º, inciso II, ‘h’ e inciso VIII da Resolução 13/2006 do CNJ a proibição de

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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percepção de valores por tal atividade” (CNJ – PP 1463 – Rel. Cons. Paulo Schmidt – 41ª
Sessão – j. 29.05.2007 – DJU 13.06.2007 – Ementa não oficial).

Pedido de Providências. Revisão. Resolução 13/2006. Inclusão de


verbas de caráter eventual ou temporário como gratificação a magistrados. Membro de
comissão examinadora Concurso Público. Provimento de cargo de juiz federal substituto.
Decisão monocrática. Indeferimento. Art.19-RICNJ. Não acolhimento do pedido. (CNJ –
PP 1390 – Rel. Cons. Oscar Argollo – 41ª Sessão – j. 29.05.2007 – DJU 13.06.2007 –
Ementa não oficial).

Participação de professores de cursos preparatórios em banca de concurso de


ingresso na Magistratura

Pedido de Providências. Consulta. Res. 11/CNJ. Participação de


professores de cursos preparatórios nas bancas dos concursos para a carreira da
magistratura. Impedimento. – “I) Não podem atuar como examinadores nos Concursos
para Magistratura os professores de cursos preparatórios, por ferir postulados da
moralidade e da isonomia. II) A vedação que não se limita ao âmbito geográfico do Estado
em que o examinador exerce o magistério” (CNJ – PP 984 – Rel. Douglas Rodrigues – 29ª
Sessão – j. 14.11.2006 – DJU 06.12.2006).

Provimento de cargos nos demais poderes e na administração indireta.


Participação de magistrado. Remuneração

Pedido de Providências. Consulta. Pedido para que se assegure


aos magistrados o direito de remuneração pelo exercício eventual e transitório de membro
de comissão de concurso público para provimento de cargos nos demais poderes e na
administração indireta do Estado. Exercício permitido pela Carta Magna. Possibilidade
de remuneração, exceto nos concursos de ingresso na magistratura. Consulta acolhida em
parte. – “I) O exercício de atividade em banca examinadora por magistrado, seja em
concurso de ingresso na Magistratura ou em qualquer outro concurso público, no âmbito
dos demais Poderes ou na administração indireta ou fundacional, não caracteriza a
assunção de cargo ou função, nos termos do art. 95, parágrafo único, inciso I da CF/88 e,
portanto, não é vedado. II) Os magistrados têm direito à remuneração pelo exercício da
atividade eventual e transitória de membro de comissão de concurso para provimento de
cargos em outros Poderes e na administração indireta do Estado, exceto nos concursos de
ingresso na Magistratura, por força do disposto no art. 65 da Lei Orgânica da Magistratura
Nacional (LC 35, de 14.03.79), do que restou decidido no PP 1463 e de vedação expressa
constante da Resolução 13, de 21.03.2006 do CNJ” (CNJ – PP 12052 – Rel. Cons. Rui
Stoco – 54ª Sessão – j. 18.12.2007 – DJU 08.02.2008).

COMISSÃO DE ESTUDOS
Criação pelo CNJ

“Como anotado na decisão recorrida, não cabe ao CNJ criar


comissão de estudos para a criação de uma rede de assistência judiciária composta por
advogados privados” (CNJ – PP 1086 – Rel. Cons. Douglas Alencar Rodrigues – 31ª
Sessão – j. 05.12.2006 – DJU 21.12.2006 – Ementa não oficial).

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


109

COMISSÃO DISCIPLINAR
V. tb.: COMISSÃO PROCESSANTE

Exercício por magistrados de funções em comissões disciplinares


Observação: A Resolução 10, de 19.12.2005 veda o exercício pelos membros do Poder
Judiciário de funções nos Tribunais de Justiça Desportiva e Comissões Disciplinares.

COMISSÃO PROCESSANTE
Procedimento administrativo disciplinar

Procedimento de Controle Administrativo. Apuração disciplinar na


origem. Nomeação de Comissão Processante. Publicidade suficiente. Ausência de
irregularidade na sua composição. Art. 149 da Lei 8.112/90. Afastamento preventivo que
não se dá de maneira automática. Pedido indeferido. (CNJ – PCA 444 – Rel. Cons. Cláudio
Godoy – 11ª Sessão Extraordinária – j. 09.05.2007 – DJU 18.05.2007).

COMISSARIADO VOLUNTÁRIO
Nomeação ou credenciamento

Procedimento de Controle Administrativo. Comissariado


Voluntário de Menores. Provimento n. 135/2005 da Corregedoria Geral de Justiça do
Estado de Minas Gerais. Art. 146 do ECA. – “Não compete ao Ministério Público ou ao
Conselho Tutelar, como pretende o requerente, a nomeação ou credenciamento do
Comissário Voluntário, mas sim a representação para a imposição de pena administrativa.
Cumpre ao Juiz da Infância e da Juventude tal credenciamento, investido de autoridade por
força do art. 146 do ECA” (CNJ – PCA 13 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 9ª Sessão – j.
29.11.2005 – DJU 07.12.2005).

COMPETÊNCIA
V. tb.: ÓRGÃO ESPECIAL DOS TRIBUNAIS

Afastamento de Magistrado de suas funções judicantes. Possibilidade de


delegação do Tribunal Pleno

Pedido de Providência. Avocação de Processo Disciplinar.


Decisão de Afastamento de magistrado de suas funções judicantes proferida pela Corte
Especial do TJPE. Alegação de incompetência para processar e julgar procedimentos
disciplinares administrativos contra magistrados. Resolução 84 de 24/01/1996. Pedido
conhecido e desprovido. – “A Corte Especial do Tribunal de Justiça de Pernambuco possui
competência, delegada do Tribunal Pleno, nos termos da respectiva resolução, para
processar e julgar, originariamente, juízes do 1° Grau e aplicar as respectivas sanções,
inclusive no campo administrativo. Neste sentido, poderá, nos termos ao art. 27, § 3°, da
LOMAN, no âmbito do procedimento investigatório inicial, afastar o magistrado do
exercício das suas funções, sem prejuízo dos vencimentos e das vantagens, até a decisão
final” (CNJ – APD 05 – Rel. Cons. Joaquim Falcão – 2ª Sessão Extraordinária – j.
14.03.2006 – DJU 06.04.2006 – Ementa não oficial).

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Delegação do magistrado a servidores da competência para fazer juízo de


admissibilidade de pretensão

Procedimento de Controle Administrativo. Juizado Especial Cível


de Defesa do Consumidor. Comarca de Itabuna/BA. Portaria 7/2008. Atendimento
judiciário realizado pelos servidores. Delegação. Juízo de admissibilidade. Vedação de
atendimento às partes com causas superiores a 20 salários mínimos. Presença obrigatória
do advogado. Possibilidade de alteração do valor da causa, de ofício, pelo magistrado. –
“O juízo de admissibilidade de peça judicial compete unicamente ao magistrado investido
da função jurisdicional, sendo ilegal sua delegação a servidor do juízo. Precedente. A
alteração do valor da causa, de ofício e motivada, pelo magistrado, possibilita a adequação
do valor sugerido pela parte, podendo, inclusive, acarretar a desobrigação da presença do
advogado. Procedimento que se julga procedente” (CNJ – PCA 200910000017060 – Rel.
Cons. Técio Lins e Silva – 86ª Sessão – j. 09.06.2009 – DJU 17.06.2009).

Fixação de competência para julgamento de recurso pelo tribunal

Recurso Administrativo no Procedimento de Controle


Administrativo. Suspensão da decisão do Presidente da seção de direito privado do
Tribunal de Justiça. Fixação da competência do Desembargador “A” para julgamento do
recurso em processo que foi objeto de recurso anterior. Incompetência do CNJ para
apreciação da questão. Matéria de competência exclusiva do Tribunal de Justiça. Art. 96 da
CF. (CNJ – PCA 633 – Rel. Cons. Andréa Pachá – 45ª Sessão – j. 14.08.2007 – DJU
05.09.2007).

Previsão constitucional para a competência do CNJ (artigos 102, I, “r” e 103-B,


§ 4º da CF/88)

Conselho Nacional de Justiça. Competências constitucionais.


Competência constitucional do Conselho Nacional de Justiça para controlar e supervisionar
financeira, administrativa e disciplinarmente todos os órgãos do Poder Judiciário, com
exceção do Supremo Tribunal Federal. Inteligência dos arts. 102, I, ‘r’ e 103-B, § 4°, da
Constituição Federal. Não conhecimento do Pedido de Controle Administrativo em relação
ao Supremo Tribunal Federal. Conhecimento em relação aos demais órgãos do Poder
Judiciário. Possibilidade de controle da constitucionalidade, legalidade do ato
administrativo discricionário e fiel observância aos princípios e preceitos do art. 37 do
texto constitucional. Possibilidade de controle do ato administrativo discricionário nas
hipóteses de desvio de poder ou de finalidade e pela teoria dos motivos determinantes.
Atos normativos de tribunais e do Conselho da Justiça Federal que alteraram horário de
expediente dos servidores públicos ocupantes de cargos de provimento efetivo.
Regulamentação por atos administrativos discricionários dentro dos parâmetros fixados
pela Lei 8.112/90. Inexistência de inconstitucionalidade ou ilegalidade. Não Comprovação
de Ferimento ao Interesse Público ou a Prestação Jurisdicional. O Ministério Público
Federal não apresentou provas ou meros indícios de ferimento ao principio da eficiência
pelas alterações administrativas realizadas. Pedidos Conhecidos em parte (PCA 77, 80, 81,
82, 83) e indeferidos na parte conhecida. (CNJ – PCA 77, PCA 79, PCA 80, PCA 81, PCA
82 e PCA 83 – Rel. Cons. Alexandre de Moraes – 3ª Sessão Extraordinária – j. 28.03.2006
– DJU 12.04.2006).

Princípio do juiz natural

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


111

Princípio do juiz natural. Exigência de respeito absoluto às regras


objetivas de determinação de competência, para que não seja afetada a independência e a
imparcialidade do órgão julgador. Possibilidade, excepcional, de afastamento de
magistrado suspeito ou impedido. Exceções de suspeição e impedimento (CPC, arts. 312 e
seguintes). Matéria jurisdicional. Impossibilidade de usurpação dessa competência pela
Corregedoria-Geral da Justiça. Desconstituição de decisão administrativa de avocação e
redistribuição de processo. Pedido procedente. (CNJ – PCA 530 – Rel. Cons. Alexandre de
Moraes – 42ª Sessão – j. 12.06.2007 – DJU 29.06.2007).

“Absolutamente incompetente para processar e julgar a exceção de


suspeição o órgão administrativo – Corregedoria-Geral da Justiça, por meio de correição
parcial, pois trata-se, na hipótese, de incidente processual de conteúdo jurisdicional, a ser
decidido pelo órgão fracionário do Tribunal” (CNJ – PCA 530 – Rel. Cons. Alexandre de
Moraes – 42ª Sessão – j. 12.06.2007 – DJU 29.06.2007 – Ementa não oficial).

COMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA DOS TRIBUNAIS


Após o advento do CNJ

“A competência administrativa dos tribunais, inclusive para


apreciação dos processos respectivos, não foi reduzida ou afetada com o advento do CNJ
(EC n. 45/2004). O controle da atuação administrativa é efetivado quando a matéria é
submetida diretamente ao CNJ, ou quando este promove iniciativa de ofício. Não houve
alteração de competência do TST para apreciação de recursos contra decisões
administrativas dos TRT, não podendo este Conselho determinar a sustação dos atos
decisórios do relator ou do tribunal” (CNJ – PCA 26 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 1ª Sessão
Extraordinária – j. 08.11.2005 – DJU 16.11.2005).

COMPETÊNCIA EXCEPCIONAL DA JUSTIÇA ESTADUAL PARA JULGAR


AÇÕES JUDICIAIS DOS SEGURADOS E BENEFICIÁRIOS DA PREVIDÊNCIA
SOCIAL QUANDO A COMARCA DO SEU DOMICÍLIO NÃO FOR SEDE DE
VARA DO JUÍZO FEDERAL (CF, art. 109, § 3º)
Ato da Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça em descumprimento ao
comando constitucional

Procedimento de Controle Administrativo. Ato emanado da


Corregedoria Geral de Justiça do Estado do Paraná. Competência delegada da Justiça
Estadual. Lei Estadual que aglutinou várias unidades judiciárias numa única comarca.
Liminar mantida. Não descaracterização da característica de comarca pela simples
mudança de nomenclatura. Procedência do pedido para manter os processos na origem. –
“I) O parágrafo 3º do art. 109 da Constituição Federal visa a dar efetividade ao comando,
também constitucional, de facilitação do acesso à Justiça, proporcionando aos segurados e
beneficiários da Previdência Social a possibilidade de ajuizarem suas ações no foro de seu
domicílio. II) O ato da Corregedoria paranaense implica na redistribuição de mais de
20.000 processos e impossibilidade de ajuizamento de ações previdenciárias no domicílio
do interessado, dificultando o acesso à Justiça. III) A lei local que modificou a estrutura
judiciária, aglutinando várias comarcas, numa única, sem modificar a característica
estrutural destas, manteve na realidade Foros Regionais com características de verdadeiras
comarcas, logo não é possível suprir a competências destas em detrimento do usuário.
Prevalência do princípio constitucional da garantia do acesso à Justiça. IV) Pedido julgado

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


112

procedente tornando definitiva a medida liminar antes concedida” (CNJ – PCA


200810000027679 – Rel. Cons. Felipe Locke Cavalcanti – 76ª Sessão – j. 16.12.2008 –
DJU 30.01.2009).

COMPETÊNCIA JURISDICIONAL
Estabelecimento da competência da vara conforme as partes sejam, ou não,
beneficiárias de assistência judiciária gratuita, ou em razão da serventia
judicial respectiva ser privatizada ou estatizada

Afastamento de incidência de norma local. Competência de varas.


Processos cíveis. Restrição em relação a beneficiários da assistência judiciária. – “1) As
normas locais que estabelecem competência para determinadas varas, em razão de uma das
partes ser juridicamente necessitada ou da natureza privatizada ou estatizada da serventia
judicial, têm caráter eminentemente discriminatório e podem comprometer a razoável
duração do processo. Afastamento da incidência dessas normas (PP 1609). 2) A
Constituição Federal garantiu amplo e igualitário acesso à justiça, não sendo admissível
que a lei estadual imponha distinção entre jurisdicionados, em razão da sua situação
econômica” (CNJ – PP 200910000023484 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 86ª Sessão – j.
09.06.2009 – DJU 17.06.2009).

CONCILIAÇÃO
V. tb.: JUÍZO ARBITRAL

Acordos homologados. Valoração como sentenças

“Recomenda aos Tribunais Regionais Federais, aos Tribunais


Regionais do Trabalho e aos Tribunais de Justiça do país que adotem providências no
sentido de que os acordos homologados judicialmente sejam valorados como sentenças,
para todos os efeitos” (Recomendação CNJ 6, de 24.10.2006).

Movimento pela Conciliação. Criação de endereço eletrônico denominado


“conciliar”

“Recomenda aos Tribunais a criação de um endereço eletrônico,


ligado à Presidência no âmbito de cada Tribunal, denominado conciliar, para fins de
facilitar a comunicação do Movimento pela Conciliação, como no exemplo que segue:
conciliar@cnj.gov.br” (Recomendação CNJ 15, de 20.11.2007).

Movimento pela conciliação. Incentivo à sua continuidade e autonomia

“Recomenda aos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito


Federal, aos Tribunais Regionais Federais e aos Tribunais Regionais do Trabalho que
promovam o planejamento e a execução de ações tendentes a dar continuidade ao
Movimento pela Conciliação, tais como: a) a constituição de comissão permanente
encarregada dessas atividades; b) o planejamento anual, no âmbito do Tribunal, do
Movimento pela Conciliação, em que se podem inserir a fixação de um dia da semana com
pauta exclusiva de conciliações, a preparação de semanas de conciliação e do Dia Nacional
da Conciliação de 2007, a definição de metas, a realização de pesquisas, dentre outras
atividades; c) a oferta de cursos de capacitação de conciliadores, magistrados e servidores;

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


113

d) a divulgação, interna e externa, do Movimento pela Conciliação, inclusive da estatística


específica de conciliações. Os Tribunais deverão encaminhar, para fins de divulgação pelo
Conselho Nacional de Justiça, o planejamento anual do Movimento pela Conciliação até o
dia 30 de abril de 2007. Para fins de divulgação da estatística dos Tribunais no site do CNJ,
os Tribunais acima referidos deverão encaminhar ao Conselho Nacional de Justiça, até o
dia 10 do mês seguinte, dados mensais sobre conciliações” (Recomendação CNJ 8, de
27.02.2007).

Possibilidade nos procedimentos do CNJ

Pedido de Providências. Conciliação. Termo de compromisso de


adequação. Viabilidade jurídica. – “A preocupação com a solução consensual dos litígios
não precisa ficar confinada ao ambiente judicial. Conciliar é, antes de tudo, um modo
diferente de enfrentar os problemas que pode também permear as ações corretivas e
preventivas do Conselho Nacional de Justiça. ‘Conciliar é legal’. Conciliação homologada”
(CNJ – PP 4950 – Rel. Cons. Antonio Umberto de Souza Júnior – 53ª Sessão – j.
04.12.2007 – DJU 20.12.2007).

CONCILIADOR OU JUIZ LEIGO


Acúmulo das funções de servidor público com o cargo de Conciliador

Pedido de Providências. Consulta. Tribunal de Justiça da Paraíba.


Incompatibilidade de exercício remunerado do servidor público com o cargo, como
definido na lei paraibana, de Juiz leigo ou Conciliador. – “I) A regra constitucional (CF,
art. 37, XVI) é pela vedação de qualquer hipótese de acumulação remunerada de cargos
públicos, exceto quando houver compatibilidade de horários: (1) a de dois cargos de
professor; (2) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; (3) a de dois
cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas”
(CNJ – PP 1070 – Rel. Designado Cons. Alexandre de Moraes – 10ª Sessão Extraordinária
– j. 08.05.2007 – DJU 18.05.2007 – Ementa não oficial).

Delegação de atividades jurisdicionais típicas

Procedimento de Controle Administrativo. Lei 10.259/2001. Atos


normativos editados pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região e pelo Conselho da
Justiça Federal, que fixam parâmetros para a atuação de conciliadores. Delegação de
atividades jurisdicionais típicas. Impossibilidade. Hipótese em que se questiona a
legalidade e constitucionalidade de atos normativos editados pelo Corregedor dos Juizados
Especiais Federais da 4ª Região e pelo Conselho da Justiça Federal, respectivamente,
regulamentando a atuação dos conciliadores no âmbito dos Juizados Especiais Federais.
Previsão da possibilidade de delegação aos conciliadores de atos jurisdicionais típicos –
condução de instruções e coleta de provas orais, em afronta a princípios constitucionais
(devido processo legal, juízo natural e da indelegabilidade da jurisdição) e legais
(identidade física do juiz, oralidade e imediação) informativos da jurisdição. Procedimento
de Controle Administrativo procedente. (CNJ – PCA 453 – Rel. Cons. Douglas Alencar
Rodrigues – 41ª Sessão – j. 29.05.2007 – DJU 13.06.2007).

Exigência de cinco anos de experiência para assumir o cargo

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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Concurso Público. Conciliador e juiz leigo. Irrazoabilidade da


exigência de cinco anos de experiência para o cargo de juiz leigo sem computar estágio na
OAB. Tempo de atividade jurídica para magistratura é de três anos. Efeito moralizador do
concurso público realizado por entidade isenta e reconhecida. Participação da OAB no
certame. Improcedência do pedido. (CNJ – PCA 174 – Rel. Cons. Joaquim Falcão – 47ª
Sessão – j. 11.09.2007 – DJU 27.09.2007).

CONCILIADORES EM JUIZADOS ESPECIAIS


Aposentadoria compulsória. Obrigatoriedade quando do implemento da idade
de 70 anos

Pedido de Providências. Servidores públicos de Tribunal de


Justiça, detentores de cargos efetivos em atividade, com idade superior a setenta anos.
Aplicação do inciso II, do § 1º, do art. 40 da Constituição da República. Não-incidência
da restrição constitucional aos conciliadores tendo em vista que não são ocupantes de
cargo efetivo. Providência parcial do pedido. – “Constitui irregularidade grave, passível de
imposição de sanção disciplinar, o descumprimento ao comando do art. 40, § 1º, inciso II
da Constituição Federal, que determina a aposentadoria compulsória dos agentes públicos
aos setenta anos de idade, impondo-se à autoridade administrativa providenciar a
publicação do ato de ofício, independentemente de qualquer outra providência, bastando o
implemento da idade-limite” (CNJ – PP 1355 – Rel. Cons. Rui Stoco – 52ª Sessão – j.
20.11.2007 – DJU 07.12.2007).
Parte do Voto do Relator:
“No caso sub examine, os conciliadores não ocupam cargo público,
de sorte a não ser alcançados pela aposentadoria compulsória aos setenta anos, da mesma
forma que os notários e registradores, conforme fixado pela Suprem Corte. Outrossim,
ainda que as funções exercidas pelos conciliadores do Tribunal de Justiça do Maranhão
pudessem ser equiparadas as do cargo em confiança, como restou fixado por este Conselho
no PP 1070, em relação ao Estado da Paraíba, ainda assim a compulsoriedade da
aposentadoria aos setenta anos não lhes seria aplicável, haja vista não se tratar de cargo
efetivo. Destarte, não há restrições etárias fixadas para o exercício da função de
conciliador, inexistindo irregularidades quanto a esse aspecto na situação daqueles
conciliadores em atividade no Tribunal de Justiça do Maranhão que possuem mais de
setenta anos” (CNJ – PP 1355 – Rel. Cons. Rui Stoco – 52ª Sessão – j. 20.11.2007 – DJU
07.12.2007).

Livre nomeação pelo Presidente do Tribunal. Exoneração que compete a essa


autoridade

Recurso em Procedimento de Controle Administrativo.


Conciliador. Livre nomeação pelo Presidente do Tribunal de Justiça. Exoneração
pretendida. Negativa por se tratar de mandato a termo fixado em lei estadual. Pretensão
de desconstituição. Alegação de discricionariedade. Discussão sobre teses jurídicas.
Matéria estranha a este Conselho Nacional de Justiça. – “O procedimento estabelecido no
artigo 95 e seguinte, do Regimento Interno do Conselho Nacional de Justiça, a ser exercido
pelo Plenário, de ofício ou mediante provocação, visa ao controle dos atos administrativos
praticados por membros ou órgãos do Poder Judiciário, quando contrariem os princípios da
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, de observância
obrigatória, nos termos do artigo 37 da Constituição da República. Não é ele meio próprio
para ver prevalecer tese jurídica contrária àquele adotada no ato administrativo impugnado,

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


115

quando não se constata que este tenha sido praticado ao arrepio daqueles princípios
constitucionais. Recurso Administrativo de que se conhece e a que se nega provimento”
(CNJ – PP 12581 – Rel. Cons. Altino Pedrozo dos Santos – 52ª Sessão – j. 20.11.2007 –
DJU 07.12.2007).

Remuneração

Consulta. Instalação temporária de Juizado Especial no aeroporto


de Brasília. Conciliadores e atermadores. Pagamentos. Consulta respondida nos seguintes
termos: – “Viabilidade do pagamento de bolsa aos conciliadores e atermadores, recrutados
como estagiários, com fundamento na Lei 6494/77 e Decreto 87.494, de 18.08.1982, ou
pagamento de parcela indenizatória de despesas, nos termos da Lei 9608/98. Inadequação
do pagamento de diárias aos conciliadores e atermadores que sejam recrutados para
exercício no Juizado Especial do Aeroporto de Brasília” (CNJ – PP 200710000010158 –
Rel. Cons. José Adonis Callou de Araújo Sá – 46ª Sessão – j. 28.08.2007 – DJU
14.09.2007).

CONCUBINATO
Vide: UNIÃO ESTÁVEL

CONCURSO
Vide: CONCURSO DE INGRESSO NA MAGISTRATURA – CONCURSO PÚBLICO
EM GERAL

CONCURSO DE INGRESSO NA ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO


Palavras-chave: DESMEMBRAMENTO DE SERVENTIAS
V. tb.: SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS (ATIVIDADE NOTARIAL E DE
REGISTRO)

Abertura de concurso. Alegação pelo titular de serventia de direito adquirido e


estabilidade

Procedimento de Controle Administrativo. Art. 19 do ADCT,


CF/88. Edital TJMG 01/1999. Desrespeito aos direitos de titular e estabilidade sobre
serventias. Abertura de concurso para provimento de serviços extrajudiciais, que se afirma
acumulados a serventia de que o reclamante é titular. Alegação de direito adquirido e de
aplicação do artigo 26 da Lei 8.935/94. Matéria já submetida a mais de uma ação judicial,
inclusive com julgamento nas instâncias ordinárias. Não conhecimento. Pedido não
conhecido. (CNJ – PCA 119 – Rel. Cons. Cláudio Godoy – 23ª Sessão – j. 15.08.2006 –
DJU 01.09.2006 – Ementa não oficial).

Admissão do exercício da advocacia como título, para efeito de pontuação

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso Público para


Ingresso para Delegação dos Serviços de Tabelionato e de Registro de Minas Gerais.
Impugnação. Exercício da advocacia. Fixação das serventias. Improcedente. – “I) Não há
violação ao princípio da isonomia nem utilização de critério discriminatório ao se pontuar,
para fins de titulação, apenas o exercício da advocacia. II) Não viola o critério geral

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


116

determinado pelo CNJ a fixação das serventias para as quais os candidatos concorrem”
(CNJ – PCA 200810000009173 – Rel. Cons. Andréa Pachá – 65ª Sessão – j. 24.06.2008 –
DJU 05.08.2008).

Alegação de nulidade. Inexistência de prejuízo substancial

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso Público de


Atividades Notariais e de Registro. Irregularidade que não enseja nulidade por ausência
de prejuízo substancial. Falha mecânica sanada. Improcedência. – “I) Não há nulidade
sem prejuízo substancial, aplicando-se o princípio da instrumentalidade das formas (pas de
nullité sans grief). II) Falha mecânica verificada na etiquetagem dos cadernos de questões
e de respostas corrigida sem prejudicar a idoneidade do certame. III) Procedimento de
Controle Administrativo julgado improcedente” (CNJ – PCA 181 – Rel. Cons. Mairan
Gonçalves Maia Júnior – 50ª Sessão – j. 23.10.2007 – DJU 09.11.2007).

Anulação de questão. Pedido indeferido

Procedimento de Controle Administrativo. Desconstituição de ato


administrativo. Concurso público. Edital 01/2005 para provimento de cargos em serviços
de tabelionato e de registros do Estado de Minas Gerais. Indeferimento de recurso
administrativo para anulação de questão. – “Após o exame das razões recursais do
Requerente, não encontro fundamento relevante para modificar meu entendimento acerca
da inexistência de interesse geral a legitimar a atuação deste Conselho Nacional de Justiça
por meio do presente Procedimento de Controle Administrativo, não obstante seu objeto
diga respeito a concurso público promovido pelo Poder Judiciário. (...) E, como dito na
decisão de indeferimento da medida liminar, mesmo após ser retificado, o edital não
deixou de incluir tais pontos no programa de conhecimentos específicos, como se vê a fls.
86 dos autos, o que inviabiliza a declaração de nulidade da questão de número 67 da prova
objetiva. Pedido indeferido” (CNJ – PCA 123 – Rel. Cons. Eduardo Lorenzoni – 23ª
Sessão – j. 15.08.2006 – DJU 01.09.2006 – Ementa não oficial).

Anulação do concurso. Edital em conformidade com os preceitos


constitucionais

Recursos Administrativos. Procedimentos de Controle


Administrativo. Anulação do Edital 02/2007 TJMG. Concurso de Provas e Títulos para
Ingresso no Serviço de Tabelionato e de Registro. Atividade notarial é uma só.
Regularidade na avaliação para todas as especialidades. Edital que atende aos ditames
constitucionais. Recurso improvido. (CNJ – PCA 200810000002518 e PCA
200810000002490 – Rel. Cons. Andréa Pachá – 60ª Sessão – j. 08.04.2008 – DJU
07.05.2008).

Anulação do concurso. Pedido indeferido

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso público para


provimento de vagas na titularidade de Serviços Notariais e de Registro. TJSE. Liminar
indeferida. Alegação. Conflito no quantitativo de vagas estabelecidas no certame e no Ato
822/2006. Pedido de anulação do concurso. Improcedência do pedido. (CNJ – PCA 411-
Rel. Paulo Schmidt – 38ª Sessão – j. 10.04.2007 – DJU 20.04.2007 – Ementa não oficial).

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117

Atividade notarial e de registro. Pontuação máxima estipulada em Edital de


concurso

Procedimento de Controle Administrativo. Atividade notarial e


registro. Concurso de remoção. Insurgência contra o entendimento da comissão de
concurso, que limitou em cinco pontos a pontuação máxima a ser considerada para
remoção em concurso público. Inexistência de ilegalidade do edital e ata regulamentar que
estabeleceram pontuação máximas em cinco pontos e da ata 145 da comissão de concurso
(CNJ – PCA 200810000024150 – Rel. Cons. Rui Stoco – 74ª Sessão – j. 18.11.2008 – DJU
05.12.2008).

Ausência de declaração de vacância de serventia oferecida em concurso

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso para


provimento de Serventias Extrajudiciais. Alegação de nulidade pela ausência de
declaração de vacância da serventia oferecida em concurso. Pedido improcedente. – “A
divergência entre o ato que publicou as serventias vagas e as serventias listadas para o
concurso não é suficiente para anular o concurso” (CNJ – PCA 516 – Rel. Paulo Schmidt –
11ª Sessão Extraordinária – j. 09.05.2007 – DJU 18.05.2007).

Ausência de especificação no edital das pendências judiciais acerca das


delegações vagas

“A ausência de especificação, no edital do concurso, sobre o


conteúdo das pendências judiciais referentes às delegações vagas no Edital do Concurso
não consubstancia ilegalidade a ensejar a intervenção deste Conselho. Pedido julgado
improcedente” (CNJ – PCA 200810000025208 – Rel. Cons. José Adonis Callou de Araújo
Sá – 77ª Sessão – j. 27.01.2009 – DJU 13.02.2009).

Ausência de informação acerca do faturamento das serventias extrajudiciais


postas em concurso

Serventias extrajudiciais. Concurso público. Escolha. Falta de


informação do faturamento das serventias oferecidas. Transparência administrativa. –
“Em nome da transparência que deve permear a atuação do administrador em geral, deve o
tribunal promotor de concurso público para provimento de serventias extrajudiciais
disponibilizar a todos os candidatos aprovados os dados concernentes ao faturamento
financeiro de todas as serventias constantes da lista de ofertas. Liminar deferida” (CNJ –
PCA 200910000001245 – Rel. Cons. Antonio Umberto de Souza Júnior – 77ª Sessão – j.
27.01.2009 – DJU 13.02.2009).

Ausência de relação de serventias na lista de oferta de vagas depois da


republicação do edital. Princípio da eficiência

“Questionamento concernente à não figuração de serventias


extrajudiciais na lista de oferta para provimento em concurso público por ingresso, depois
de republicado o edital de chamamento dos candidatos para escolha dos serviços que
titularizarão, não pode propiciar o adiamento da conclusão do certame. Observância
necessária do princípio da eficiência. Saneamento eventual de irregularidades para
disponibilização futura das serventias. Liminar indeferida” (CNJ – PCA 200910000001245
– Rel. Cons. Antonio Umberto de Souza Júnior – 77ª Sessão – j. 27.01.2009 – DJU

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118

13.02.2009).

Banca examinadora. Ausência de notário. Nulidade do certame

Procedimento de Controle Administrativo. Anulação de concurso


público – III Concurso de provas e títulos para provimento de serventias extrajudiciais do
Estado de Rondônia. Inobservância dos arts. 15 da Lei 8.935/94, 37 e 236, § 3º, da CF/88,
e do princípio da legalidade. Ausência de notário na banca examinadora. Possibilidade
da Administração declarar nulo seus atos quando eivados de ilegalidade (Súmulas s 346 e
473 do STF). Pedido procedente. – “A formação da Comissão Examinadora, ao desprezar
o texto legal que impõe a presença de um registrador e de um notário, eiva de nulidade
todo o certame, pois referida exigência legal, insculpida no art. 15 da Lei 8.935/94, tem por
finalidade garantir o princípio da eficiência administrativa, uma vez que contará com
profissionais de áreas distintas, que têm o dever de exercer referido múnus (sic) público,
não estando no âmbito da liberalidade renunciar ao exercício deste dever” (CNJ – PCA 30
– Rel. Cons. Germana Moraes – 12ª Sessão – j. 31.01.2006 – DJU 09.02.2006 – Ementa
não oficial).

Candidato aprovado, empossado e assumindo a serventia. Pretensão de nova


escolha de serventia no mesmo concurso de que participou. Inadmissibilidade

Recurso Administrativo em Procedimento de Controle


Administrativo. Concurso de ingresso na atividade notarial e de registro. Candidato
aprovado e que já fez sua escolha, tomando posse e assumindo a serventia. Pretensão de
participar da segunda audiência de escolha, sob alegação de ilegalidade de se permitir
aos outros candidatos escolher serventias do mesmo concurso que, após escolhidas, se
vagaram posteriormente. Recurso não conhecido. – “Inadmissível àquele que participou de
ingresso na atividade notarial e de registro, foi aprovado, exerceu o direito de escolha e
tomou posse, concorrer na escolha de serventias que se vagaram dentro do prazo de
validade do certame, visando apenas rendimentos mais alentados, considerando que já não
mais pode ser considerado candidato mas titular de unidade de serviço público” (CNJ –
PCA 200710000015703, PCA 200810000015203 – Rel. Cons. Rui Stoco – 69ª Sessão – j.
09.09.2008 – DJU 26.09.2008).

Candidato aprovado em concurso e que ocupa cargo público. Quando em deve


desincompatibilizar-se para assumir a serventia

Recurso Administrativo em Procedimento de Controle


Administrativo. Serventia extrajudicial. Concurso. Momento de desincompatibilização de
atividade incompatível com o exercício da atividade notarial ou registral. – “Mostra-se
razoável que candidato aprovado em concurso público para ingresso na atividade notarial
ou registral postergue para o último instante possível o desligamento de função
incompatível com o novo ofício. Afinal, em caso de qualquer imprevisto a obstar a
assunção do novo serviço, o candidato vitorioso ficaria em situação inusitada, sem poder
assumir o novo posto nem prosseguir no antigo, do qual se teria desvinculado. Recurso
conhecido e, no mérito, desprovido” (CNJ – PCA 200810000009980 – Rel. Cons. Antonio
Umberto de Souza Júnior – 85ª Sessão – j. 26.05.2009 – DJU 17.06.2009).

Candidato aprovado que escolheu serventia e a assumiu. Afastamento


posterior em favor de quem não prestou concurso com base na Constituição do
Estado. Inadmissibilidade

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119

Procedimento de Controle Administrativo. Serventia extrajudicial.


Concurso de ingresso. Candidato aprovado que fez escolha da serventia. Posterior
determinação do seu afastamento para entregar a delegação a quem não prestou
concurso, com fundamento no Art. 309, § 3º da Constituição do Estado. Inadmissibilidade.
Vaga que já havia sido escolhida legitimamente pelo candidato aprovado e ora
Requerente. – “Após a promulgação da Constituição Federal de 1988, o ingresso na
atividade notarial e de registro ocorre apenas pela via única e exclusiva do concurso
público, nos termos do § 3º do Art. 236 dessa Carta de Princípios, de sorte que o só fato de
a pessoa estar designada sem concurso durante a sua vigência, com fundamento em
dispositivo de Constituição Estadual local, mostra-se irrelevante e inócuo para assegurar
direito à titularidade da serventia” (CNJ – PCA 200810000027163 – Rel. Cons. Rui Stoco
– 81ª Sessão – j. 31.03.2009 – DJU 07.04.2009).

Candidato aprovado que fez opção por certa serventia e dela desistiu em
seguida. Deslocamento para a última colocação

“Não havendo opção do candidato por qualquer das serventias


ofertadas no certame, não se mostra passível de alteração a deliberação da Comissão
Permanente de mantê-lo na classificação original, sendo o deslocamento para a última
colocação reservado aos candidatos que fizessem a opção e, posteriormente desistissem”
(CNJ – PCA 317 – Rel. Cons. Germana Moraes – 11ª Sessão Extraordinária – j.
09.05.2007 – DJU 18.05.2007).
Parte do voto da Relatora: “Não fazendo opção, a lógica impõe a permanência do
candidato na sua colocação original, reservando-se o deslocamento para o último lugar
para os candidatos que fizeram opção e, posteriormente, desistiram da delegação”.

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de ingresso


na atividade notarial e de registro. Pretensão de anulação da audiência de escolha, com
nova publicação da lista de candidatos. Inadmissibilidade. Precedentes. Pedidos não
providos. – “O critério estabelecido pela Comissão de Concurso de Ingresso na Atividade
Notarial e de Registro, de: a) manter na sua classificação original o candidato que não
optar por serventia, na primeira audiência de sua escolha, e de: b) passar para o último
lugar o candidato que optar por unidade cartorial e dela desistir após o término das
escolhas, atende o interesse público e evita que essas unidade fiquem vagas
prematuramente e sejam dirigidas por largo tempo por pessoas não concursadas. Nesse
sentido posicionou-se o CNJ nos PCA 317 e 523” (CNJ – PCA 2008100000014739, PCA
200710000015570, PCA 200810000011180 – Rel. Cons. Rui Stoco – 69ª Sessão – j.
09.09.2008 – DJU 26.09.2008).

Procedimento de Controle Administrativo. Opção dos candidatos


por serventias. Precedente. Improcedência. – “Não havendo opção do candidato por
qualquer das serventias ofertadas no certame, não se mostra passível de alteração a
deliberação da Comissão permanente de mantê-lo na classificação original, sendo o
deslocamento para a última colocação reservado aos candidatos que fizessem a opção e,
posteriormente desistissem. Na 11ª Sessão Extraordinária, do dia 09.05.2007, ao julgar o
Procedimento de Controle Administrativo - PCA 317, o Plenário decidiu pela regularidade
do ato da Comissão do Certame, questionado neste procedimento. Improcedência do
pedido de revisão do ato administrativo” (CNJ – PCA 523 – Rel. Cons. Germana Moraes –
14ª Sessão Extraordinária – j. 06.06.2007 – DJU 21.06.2007).

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


120

Candidato aprovado que pretende ser nomeado para serventia, antes da


publicação da classificação geral, em caráter preferencial

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de ingresso


na atividade notarial e de registro. Certame não concluído, aguardando a fase de
eventuais recursos contra a lista de classificação. Candidato aprovado que pretende ser
nomeado para uma das serventias que apontou, antes da publicação da classificação
geral, em caráter preferencial. Alegação de ser portador de defeito físico.
Inadmissibilidade. Improcedência do pedido. – “Aos candidatos portadores de deficiência
física é assegurada reserva de vagas em percentual não inferior a 5%, nem superior a 20%
e a figuração em lista de classificação separada, exclusiva para estes, conforme o
Enunciado Administrativo 2, de 29.01.2009 do CNJ. Todavia não se lhes concedeu o
privilégio de escolha solitária, isolada e separada dos demais aprovados e que ostentem a
mesma condição de portadores de alguma deficiência, nada justificando que essa escolha
privilegiada ocorra antes mesmo da publicação das listas de classificação” (CNJ – PCA
200910000000861 – Rel. Cons. Rui Stoco – 80ª Sessão – j. 17.03.2009 – DJU 06.04.2009).

Candidato aprovado que se absteve de escolher serventias quando chamado a


fazê-lo. Manutenção em sua classificação original

“Não havendo opção do candidato por qualquer das serventias


ofertadas no certame, não se mostra passível de alteração a deliberação da Comissão
Permanente de mantê-lo na classificação original, sendo o deslocamento para a última
colocação reservado aos candidatos que fizessem a opção e, posteriormente desistissem”
(CNJ – PCA 317 – Rel. Cons. Germana Moraes – 11ª Sessão Extraordinária – j.
09.05.2007 – DJU 18.05.2007).

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de ingresso


na atividade notarial e de registro. Pretensão de anulação da audiência de escolha, com
nova publicação da lista de candidatos. Inadmissibilidade. Precedentes. Pedidos não
providos. – “O critério estabelecido pela Comissão de Concurso de Ingresso na Atividade
Notarial e de Registro, de: a) manter na sua classificação original o candidato que não
optar por serventia, na primeira audiência de sua escolha, e de: b) passar para o último
lugar o candidato que optar por unidade cartorial e dela desistir após o término das
escolhas, atende o interesse público e evita que essas unidade fiquem vagas
prematuramente e sejam dirigidas por largo tempo por pessoas não concursadas. Nesse
sentido posicionou-se o CNJ nos PCA 317 e 523” (CNJ – PCA 2008100000014739, PCA
200710000015570, PCA 200810000011180 – Rel. Cons. Rui Stoco – 69ª Sessão – j.
09.09.2008 – DJU 26.09.2008).

Procedimento de Controle Administrativo. Opção dos candidatos


por serventias. Precedente. Improcedência. – “Não havendo opção do candidato por
qualquer das serventias ofertadas no certame, não se mostra passível de alteração a
deliberação da Comissão permanente de mantê-lo na classificação original, sendo o
deslocamento para a última colocação reservado aos candidatos que fizessem a opção e,
posteriormente desistissem. Na 11ª Sessão Extraordinária, do dia 09.05.2007, ao julgar o
Procedimento de Controle Administrativo - PCA 317, o Plenário decidiu pela regularidade
do ato da Comissão do Certame, questionado neste procedimento. Improcedência do
pedido de revisão do ato administrativo” (CNJ – PCA 523 – Rel. Cons. Germana Moraes –
14ª Sessão Extraordinária – j. 06.06.2007 – DJU 21.06.2007).

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


121

Candidato portador de necessidades especiais

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de provas e


títulos para atividade notarial e de registro. Reserva de vagas para candidatos portadores
de necessidades especiais. Reserva de 10% das vagas asseguradas. Número de candidatos
inferiores às vagas existentes. Pretensão de escolha privilegiada. Inadmissibilidade. – “Se,
em concurso para preenchimento de serventias extrajudiciais o número de candidatos é
inferior ao número de vagas postas no certame, a reserva para portadores de necessidades
especiais perde o sentido e não mais se justifica” (CNJ – PCA 602 – Rel. Cons. Rui Stoco
– 47ª Sessão – j. 11.09.2007 – DJU 27.09.2007).

Candidato que apresenta antecedente criminal. Prescrição da pena em


abstrato. Concorrente que não pode ter sua inscrição indeferida, entretanto,
caso seja aprovado, deve ter sua idoneidade moral atestada segundo seu
comportamento cotidiano

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso Público para


Atividade Notarial e de Registro. Candidato que teve indeferido seu pedido de inscrição
em razão de apresentar antecedente criminal. Ação penal que recebeu decisão de extinção
da punibilidade em razão da prescrição da pena em abstrato. Pedido prejudicado com
relação à participação no concurso. Pretensão de que se assegure a posse sem
investigação de conduta moral, em caso de aprovação. Indeferida. – “O candidato inscrito
em Concurso Público de Ingresso na Atividade Notarial e de Registro não pode ter sua
inscrição indeferida pelo fato de ter antecedente criminal, se a pretensão punitiva esboçada
pelo Estado foi extinta em razão da prescrição da pena em abstrato. Todavia, em caso de
aprovação, afastada a consideração do fato como antecedente criminal, caberá à comissão
do concurso avaliar livremente o candidato sob o aspecto moral, segundo seu
comportamento cotidiano” (CNJ – PCA 200710000013391 – Rel. Cons. Rui Stoco – 57ª
Sessão – j. 26.02.2008 – DJU 18.03.2008).

Candidato que apresenta antecedente criminal. Prescrição da pena em


abstrato. Fato que não se apaga do mundo fenomênico. Impossibilidade de
obtenção de salvo conduto que o exima de qualquer avaliação de sua
idoneidade moral

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso Público para


Atividade Notarial e de Registro. Candidato que teve indeferido seu pedido de inscrição
em razão de apresentar antecedente criminal. Ação penal que recebeu decisão de extinção
da punibilidade em razão da prescrição da pena em abstrato. Pedido prejudicado com
relação à participação no concurso. Pretensão de que se assegure a posse sem
investigação de conduta moral, em caso de aprovação. Indeferida. – “Significa que o ato
considerado criminoso, que deu ensancha à instauração de ação penal e que se conduziu à
prescrição da pretensão punitiva por inércia do Estado continua existindo no mundo
fenomênico, de sorte que não poderá ser considerado como ato ilícito-punitivo no âmbito
penal, por força da prescrição extintiva, mas não se apaga como comportamento a ser
analisado para efeito moral. Impossível, portanto, que o autor obtenha neste procedimento
qualquer salvo-conduto que o exima de posterior avaliação de seu comportamento e de sua
idoneidade moral, que deve ser feita por primeiro e prioritariamente pela Comissão do
Concurso” (CNJ – PCA 200710000013391 – Rel. Cons. Rui Stoco – 57ª Sessão – j.
26.02.2008 – DJU 18.03.2008 – Ementa não oficial).

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


122

Candidato respondendo a processo criminal. Direito de participar do certame

“Em juízo prévio de análise, embora se mostre plausível e


recomendada a comprovação de idoneidade moral do candidato para a titularização dos
serviços notarias e de registro, a garantia constitucional da presunção de inocência
constante do art. 5º, inciso LVII, da Constituição da República proíbe que qualquer
cidadão tenha seus direitos individuais restringidos por estar respondendo a processo
criminal. Até que advenha eventual condenação, a Carta Magna proíbe que se conclua e se
conjecture acerca da materialidade de fato punível, da autoria e do comportamento culposo
do agente. Tal garantia de nada adiantaria se, em casos como o dos autos, fosse possível
atestar que o requerente não tem idoneidade moral. Ademais, marcada a prova para o dia
21.10.2007, tem-se comprovado o periculum in mora já que a demora na decisão poderá
tornar inútil a pretensão do requerente, como antes enfatizado” (CNJ – PCA 13391 – Rel.
Cons. Rui Stoco – 50ª Sessão – j. 23.10.2007 – DJU 09.11.2007 – Ementa não oficial).

Cobrança de taxa para inscrição e interposição de recurso

Procedimentos de Controle Administrativo. Concurso Público de


ingresso na atividade notarial e registro do Estado do Paraná. Edital 01/2006. Alegação
de ilegalidade de alguns itens do edital. – “I) A cobrança de taxas para inscrição e
interposição de recurso administrativo é legal” (CNJ – PCA 231, 242, 262, 352 – Rel.
Cons. Oscar Argollo – 10ª Sessão Extraordinária – j. 08.05.2007 – DJU 18.05.2007 –
Ementa não oficial).

Colocação em concurso de serventias agrupadas, com acumulação ilegal dos


serviços de notas e registro civil

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de ingresso


na atividade notarial e de registro. Colocação em concurso de serventias agrupadas,
acumulando ilegalmente serviços de notas com registro civil e de protesto com registros
imóveis. Inadmissibilidade. Determinação para a desanexação, com publicação de novo
edital de concurso após a regularização dos serviços, abrindo-se novas inscrições. – “Não
são acumuláveis os serviços notariais e de registro, exceto nos municípios que não
comportam mais de um dos serviços, em razão do volume de serviços ou da receita, posto
que a anterior legislação permissiva dos Estados sobre a matéria não foi recepcionada pela
Constituição Federal, nem pela Lei Federal 8.935/94, que regulamentou o art. 236 daquela
Carta de Princípios” (CNJ – PCA 3841 – Rel. Cons. Rui Stoco – 50ª Sessão – j. 23.10.2007
– DJU 09.11.2007).

Comissão de concurso. Comunicado visando esclarecer os termos do Edital

Concurso público para provimento de vagas em serventias


extrajudiciais no estado de Goiás. Lei Estadual 13.136/97. Títulos. Pontuação.
Competência de comissão para publicação de comunicado esclarecedor de edital.
Presunção de boa-fé. Não comprovação de favorecimento individual. Não provimento.
(CNJ – PCA 20091000001828 – Rel. Cons. Joaquim Falcão – 82ª Sessão – j. 14.04.2009 –
DJU 17.04.2009).

Competência do CNJ para apreciar questão relativa à introdução de questões


fora do conteúdo programático do concurso

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


123

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso Público para


oficiais de Cartórios de Notas e de Registro do Rio Grande do Sul. Possibilidade da
intervenção do Conselho no caso de alegações sobre a existência de questões fora do
conteúdo programático do concurso. Questão, em parte, já jurisdicionalizada, que não pode
ser conhecida pelo Conselho. Conhecimento parcial do pedido e indeferimento. (CNJ –
PCA 197 – Rel. Cons. Germana de Moraes – 27ª Sessão – j. 10.10.2006 – DJU 27.10.2006
– Ementa não oficial).

Comprovação de conclusão de curso, bacharelado ou habilitação nos


concursos de ingresso e remoção

Procedimento de Controle Administrativo. Serventias


extrajudiciais. Concurso de ingresso e remoção. Insurgência contra resolução que
regulamentou o certame e contra a listagem geral de serventias. Ataques a vários aspectos
do edital. Procedência parcial do pedido. – “Nos termos da Súmula 266 do STJ, com
exceção dos concursos para ingresso nas carreiras da Magistratura e do Ministério Público,
a comprovação do bacharelado em direito deverá ser exigida apenas no momento da
posse” (CNJ – PCA 7238 e 627 – Rel. Cons. Rui Stoco – 47ª Sessão – j. 11.09.2007 – DJU
27.09.2007).
Súmula 266 do STJ: “O diploma ou habilitação legal para o exercício do cargo deve ser
exigido na posse e não na inscrição para o concurso público”.

Concurso de ingresso. Pedido de revisão e anulação de questões

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso público para


Ingresso na Atividade Notarial e de Registro. Pedido de revisão e anulação de questões de
prova objetiva. Interesse individual. – “A jurisprudência majoritária dos Tribunais
Superiores é no sentido de que, somente nos casos de flagrante erro material perceptível de
plano e, excepcionalmente, deve ser declarada nula questão de prova objetiva, sob pena de
invadir-se a competência administrativa da Banca Examinadora. Por outro turno, o simples
fato da Banca Examinadora alterar o gabarito preliminar, após a análise dos recursos dos
candidatos, não caracteriza per se a ilegalidade sustentada pelo requerente, mas adequação
administrativa ao julgamento dos recursos. A substituição ou anulação de questões eivadas
de vícios na correção – ressalte-se, correção esta realizada após análise de todos os
recursos dos candidatos insatisfeitos com o gabarito preliminar – foi fundamentada na
opção de resposta admitida pela Banca, e que resultou no gabarito definitivo. O que se
verifica, in casu, é a insurgência do requerente com a opção adotada pela Banca e que, à
evidência, não autoriza este Conselho a rever as aludidas questões, sobretudo, porque
caracteriza interesse meramente individual, sem repercussão institucional relevante para o
Judiciário nacional” (CNJ – PCA 518 – Rel. Cons. Ruth Lies Scholte Carvalho – 11ª
Sessão Extraordinária – j. 09.05.2007 – DJU 18.05.2007 – Ementa não oficial).

Concurso de remoção. Admissão apenas dentro da mesma entrância

Discrepância nas datas de vacância das serventias. Inscrição no

certame. Requisito de ausência de condenação por crime doloso nos últimos 5 (cinco)

anos. Concurso de remoção. Admissão apenas dentro da mesma entrância e categoria

funcional. Exigência legal. – “Não se vislumbra qualquer inconstitucionalidade ou


INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ
124

irregularidade na exigência contida na Res. 13/2006, de a remoção conter-se na mesma

entrância, de acordo com a LC Estadual 183/99. Com efeito, em situação semelhante

decidiu o STJ (RMS 13802/Rui Stoco) o direito questionado com base em lei estadual com

igual disposição” (CNJ – PCA 520 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 45ª Sessão – j. 14.08.2007 –

DJU 05.09.2007).

Concurso de remoção. Ausência de habilitação do candidato que é notário em


outro Estado da Federação

Procedimento de Controle Administrativo. Edital de concurso para


remoção nos serviços notariais e de registros do Tribunal de Justiça do Estado do
Paraná. Critérios de avaliação profissional. Lei Estadual. Inconstitucionalidade
inexistente. – “O Requerente é notário no Estado do Rio de Janeiro e, assim, à luz da
legislação do Paraná, não possui habilitação necessária para se inscrever no concurso, eis
que não poderá comprovar o efetivo exercício das funções de Notário naquele Estado da
Federação” (CNJ – PCA 95 – Rel. Cons. Oscar Argollo – 23ª Sessão – j. 15.08.2006 – DJU
01.09.2006 – Ementa não oficial).

Concurso de remoção. Suspensão do certame na pendência de julgamento de


ação direta de inconstitucionalidade

Concurso de remoção. Suspensão incontroversa do concurso pelo


advento de ação direta de inconstitucionalidade. Prejudicialidade. – “Já suspensos os
concursos de remoção diante da pendência de julgamento de ação direta de
inconstitucionalidade, por ato do próprio Tribunal organizador dos certames, quando da
formulação do pedido perante o Conselho Nacional de Justiça, não merece conhecimento
pleito de invalidação de tais certames por falta de interesse de agir” (CNJ – PCA
200710000007627 – Rel. Cons. Antonio Umberto de Souza Júnior – 57ª Sessão – j.
26.02.2008 – DJU 18.03.2008).

Concurso realizado pelo Juiz Diretor do Fórum para serventia específica

Atividade Notarial e de Registro. Concurso de Ingresso.


Classificação dos candidatos. – “Se o concurso for feito pelo Juiz Diretor do foro, o será
para uma específica serventia, aplicando-se a regra do art. 8º, mas se o concurso é para
provimento de serventias em todo o Estado, até mesmo por uma questão de economia de
procedimentos e facilitação da classificação dos candidatos, a regra adotada pelo Estado de
Minas Gerais está equivocada. Ademais, não há prejuízo para a administração na
realização do concurso com a classificação geral dos candidatos, de sorte que se impõe a
correção no edital para permitir que os candidatos se inscrevam para o concurso e
concorram às vagas de todo o Estado oferecidas no edital, porque desta forma restarão
atendidos os ditames constitucionais” (CNJ – PP 9030 – Rel. Cons. Andréa Pachá – 50ª
Sessão – j. 23.10.2007 – DJU 09.11.2007 – Ementa não oficial).

Contratação de empresa especializada para realizar o concurso

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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Procedimento de Controle Administrativo. Contratação de


empresa realizadora de concurso. Ausência de vagas para deficientes físicos em concurso
de notário e registrador. Parentesco de candidatos com membros da Comissão
Examinadora do concurso. Improcedência. – “As normas estaduais admitem a contratação
de empresa com notória especialidade técnica em qualquer fase do certame, razão pela qual
não se vislumbra ilegalidade a macular a contratação da empresa realizadora do concurso”
(CNJ – PCA 301 – Rel. Cons. Germana Moraes – 14ª Sessão Extraordinária – j.
06.06.2007 – DJU 21.06.2007).

Critério de classificação e direito de escolha segundo essa ordem

Atividade Notarial e de Registro. Concurso de Ingresso.


Classificação dos candidatos. – “Acolhe-se parcialmente o pedido neste PCA, para
determinar a adoção do critério de classificação geral de candidatos, com direito de escolha
da serventia de acordo com a ordem classificatória, determinando a publicidade dos dados
referentes à movimentação financeira dos cartórios constantes do edital, quando da escolha
das serventias, mantendo hígido o certame quanto aos demais aspectos” (CNJ – PP 9030 –
Rel. Cons. Andréa Pachá – 50ª Sessão – j. 23.10.2007 – DJU 09.11.2007 – Ementa não
oficial).

Critério de desempate na hipótese de empate ou coincidência de data de


vacância. Adoção da ordem alfabética dos nomes das cidades ou distritos

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de ingresso e


remoção. Serventias extrajudiciais. – “O critério de desempate instituído, ou seja, ‘ordem
alfabética dos nomes das cidades ou distritos judiciários’ no caso de serventias com a
mesma data de criação ou, quando instaladas, mas nunca providas, a data de instalação,
não faz qualquer sentido e não pode prevalecer. A Administração no estabelecimento de
critérios com alcance normativo está obrigada a realizar escolhas que possam ser
justificadas do ponto de vista racional e fundadas também no fumus boni iuris. Na hipótese
sub examine o critério escolhido não encontra qualquer justificação racional, lógica ou
jurídica, configurando-se como uma escolha puramente aleatória e, como tal, em afronta ao
princípio da legalidade” (CNJ – PCA 7238 e 627 – Rel. Cons. Rui Stoco – 47ª Sessão – j.
11.09.2007 – DJU 27.09.2007).

Procedimento de Controle Administrativo. Serventias


extrajudiciais. Concurso de ingresso e remoção. Insurgência contra resolução que
regulamentou o certame e contra a listagem geral de serventias. Ataques a vários aspectos
do edital. Procedência parcial do pedido. – “I) Não se pode admitir como critério válido,
na hipótese de empate ou coincidência de data de vacância da serventia extrajudicial, a
ordem alfabética dos nomes das cidades ou distritos. II) A falta de comunicação não pode
converter-se em, data de vacância de serventia extrajudicial através de mera ficção, sob
pena de subversão da realidade fática. III) Nos termos da Súmula 266 do STJ, com exceção
dos concursos para ingresso nas carreiras da Magistratura e do Ministério Público, a
comprovação do bacharelado em direito deverá ser exigida apenas no momento da posse”
(CNJ – PCA 7238 e 627 – Rel. Cons. Rui Stoco – 47ª Sessão – j. 11.09.2007 – DJU
27.09.2007).

Data da prova. Coincidência com datas de outros concursos da mesma


natureza

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


126

Procedimento de Controle Administrativo. XLI Concurso Público


para Atividades Notariais e/ou Registrais do Estado do Rio de Janeiro. Data de provas.
Coincidência com datas de concursos em outros estados. Irrelevância. Seguro caução.
Legalidade. Art. 22 da Lei 8.935/94 c/c Lei Estadual 2.891/98. – “1) A coincidência de
datas de realização de concursos em estados diversos não consubstancia ilegalidade a
ensejar a intervenção deste Conselho Nacional de Justiça. 2) A exigência de caução, que
poderá ser prestada em apólice de seguro de responsabilidade civil, como condição para o
exercício das atividades pelos delegados notários e registradores tem fundamento na Lei
2891/98 do Estado do Rio de Janeiro e afigura-se compatível com os princípios da
legalidade, razoabilidade e primazia do interesse público. 3) A competência de controle
administrativo do CNJ não se destina à tutela de pretensões individuais de restituição de
taxa de inscrição em concurso público. Pedido julgado improcedente” (CNJ – PCA
200810000027084 – Rel. Cons. José Adonis Callou de Araújo Sá – 77ª Sessão – j.
27.01.2009 – DJU 13.02.2009).

Decisão da Comissão de contenção da oferta das serventias a limite temporal


anterior ao estipulado no edital. Princípio da vinculação ao edital

Procedimento de Controle Administrativo. Serventias


extrajudiciais. Concurso público. Princípio da vinculação do edital. – “Viola o princípio
da vinculação do edital a decisão de comissão de concurso público que determine a
contenção da oferta das serventias a limite temporal anterior àquele estipulado no
respectivo edital. Liminar deferida para observância rigorosa do termo final fixado no
edital do concurso. Pedido conhecido, em parte, e, na parte conhecida, integralmente
acolhido” (CNJ – PCA 200810000013474 – Rel. Cons. Antonio Umberto de Souza Júnior
– 74ª Sessão – j. 18.11.2008 – DJU 05.12.2008).

Delegação de serventias extrajudiciais. Competência privativa dos tribunais

Procedimento de Controle Administrativo. Delegação de serventias


extrajudiciais. Competência privativa dos Tribunais. Art. 96, inciso I, alínea “b”, da Carta
Federal. (CNJ – PCA 410 – Rel. Cons. Germana Moraes – 11ª Sessão Extraordinária – j.
09.05.2007 – DJU 18.05.2007 – Ementa não oficial).

Delegações efetuadas sem concurso após a vigência da CF/88

Pedido de Providências. Concurso público em serventias


extrajudiciais. Instauração de procedimentos de controle administrativo. – “De acordo
com o § 3o, do art. 236 da Carta Política de 1988, o ato de delegação de serventias
extrajudiciais deve recair sobre aprovado em concurso público. Em face da decisão
plenária exarada nos autos do PCA 395, determina-se que os tribunais requeridos
apresentem, no prazo de trinta dias, relação de delegações efetuadas após a vigência da
Constituição Federal de 1988, com a respectiva forma de provimento (se oriunda de
concurso público ou não), instaurando-se Procedimento de Controle Administrativo para
os Tribunais que não observaram a regra constitucional ou que não prestaram as
informações” (CNJ – PP 845 – Rel. Cons. Germana Moraes – 12ª Sessão Extraordinária –
j. 22.05.2007 – DJU 04.06.2007).

Descumprimento de liminar deferida. Prosseguimento do concurso com


desconsideração do dispositivo suspenso

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


127

Procedimento de Controle Administrativo. Reclamo contra a


realização de concurso de outorga de delegações extrajudiciais. Alegação de
descumprimento de liminar deferida em ação direta, movida contra lei estadual que
regulamentou o certame. Reclamação já ajuizada. Seguimento do concurso, ademais, se
deu com aviso de desconsideração dos títulos previstos no dispositivo legal de efeitos
suspensos. (CNJ – PCA 140 – Rel. Cons. Cláudio Godoy – 24ª Sessão – j. 29.08.2006 –
DJU 15.09.2006).

Desistência da ação judicial sobre o certame. Inexistência de coisa julgada

Recurso Administrativo no Procedimento de Controle


Administrativo. Concurso para serventias judiciais. Desistência de ação judicial sobre o
certame. Efeitos perante a administração. Inexistência de coisa julgada ou desrespeito à
ordem judicial. Disponibilização de serventias. Possibilidade. Improvimento. – “I) Não há
coisa julgada material na hipótese de desistência da ação mandamental, cujo objeto trata de
disponibilização de serventias para escolha de candidatos aprovados em fase final de
certame (art. 267, VIII e §4º, do CPC). Daí por que possível à Administração do Concurso
prosseguir na continuidade das fases previstas em edital, sendo desnecessária nova
convocatória para segunda escolha dos candidatos. II) Recurso administrativo no
Procedimento de Controle Administrativo a que se conhece, por tempestivo, mas nega-se
provimento” (CNJ – PCA 200810000006834 – Rel. Cons. Jorge Maurique – 69ª Sessão –
j. 09.09.2008 – DJU 26.09.2008).

Desmembramento de serventias. Reorganização pelo Tribunal

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso público para a


o ingresso na atividade notarial do Rio Grande do Sul. Desmembramento de Serventia
extrajudicial. Possibilidade da reorganização das serventias pelo Tribunal de Justiça.
Pedido julgado improcedente. (CNJ – PCA 216 – Rel. Cons. Oscar Argollo – 27ª Sessão –
j. 10.10.2006 – DJU 27.10.2006 – Ementa não oficial).

Determinação para que o Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe estabeleça


regulamento para realização do concurso

Pedido de Providências. Ausência de concurso público para ingresso


nas atividades cartoriais. Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe. Prazo fixado pelo CNJ
para o Tribunal de Justiça do Estado do Sergipe editar provimento que regulamente a
realização do concurso público questionado. (CNJ – PP 379 – Rel. Cons. Ruth Carvalho –
23ª Sessão – j. 15.08.2006 – DJU 01.09.2006 – Ementa não oficial).

Divulgação dos títulos admitidos e os critérios de avaliação da prova

Serventias extrajudiciais. Concurso público. Prova de títulos.


Serventias sub judice. – “Devem ser divulgados os títulos considerados na prova respectiva
e os critérios de avaliação pela comissão examinadora do concurso público, sob pena de
afronta ao princípio da impessoalidade e possível favorecimento de candidatos” (CNJ – PP
200910000010611 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 83ª Sessão – j. 28.04.2009 – DJU
15.05.2009).

Divulgação dos dados relativos à arrecadação das serventias disponíveis

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


128

Serventias extrajudiciais. Concurso público. Prova de títulos.


Serventias sub judice. – “Em respeito ao princípio da publicidade, devem ser
disponibilizados aos candidatos interessados os dados relativos à arrecadação das
serventias extrajudiciais” (CNJ – PP 200910000010611 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 83ª
Sessão – j. 28.04.2009 – DJU 15.05.2009).

Documentos que devem ser apresentados antes da investidura

Procedimentos de Controle Administrativo. Concurso Público de


ingresso na atividade notarial e registro do Estado do Paraná. Edital 01/2006. Alegação
de ilegalidade de alguns itens do edital. – “A prova de ser bacharel em Direito e quitação
militar é documentação que deve ser exigida antes da investidura” (CNJ – PCA 231, 242,
262, 352 – Rel. Cons. Oscar Argollo – 10ª Sessão Extraordinária – j. 08.05.2007 – DJU
18.05.2007 – Ementa não oficial).

Edição de norma pelo CNJ. Desnecessidade

Pedido de Providências. Realização de concurso público.


Serventias extrajudiciais. Edição de norma pelo CNJ. Desnecessidade. Solução pontual de
casos concretos. Instauração de Pedido de Providências para averiguar situações de
tribunais. Deferimento em parte. – “I) Ficam prejudicados os pedidos de obediência ao art.
236, § 3º, da CF/88, atinentes aos Tribunais de Justiça dos Estados de Alagoas, Bahia,
Ceará, Espírito Santo, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Santa
Catarina, Sergipe e Tocantins, diante da existência de norma já editada nesse sentido, bem
como terem as mencionadas Cortes envidado esforços no sentido do comando
constitucional. II) Com respeito ao Tribunal de Justiça do Estado do Amapá, devendo ser
instaurado e distribuído livremente o respectivo Pedido de Providências, por inobservância
da regra constitucional do § 3º do artigo 236, segundo a qual ‘o ingresso na atividade
notarial e de registro depende de concurso público de provas e títulos, não se permitindo
que qualquer serventia fique vaga, sem abertura de concurso de provimento ou de
remoção, por mais de seis meses’. III) Mostra-se inoportuno o pedido de edição de ato
normativo para obrigar os tribunais a realizar concursos de serventias que vagarem após a
edição da CF/88, tendo em vista que a imensa maioria dos Tribunais de Justiça está
atuando em conformidade com o comando constitucional do art. 236, § 3º, de modo que,
eventual recalcitrância deverá ser pontualmente analisada por este Conselho. IV) Pedido de
Providências parcialmente provido. Prejudicado os demais pedidos” (CNJ – PP 845 – Rel.
Cons. Jorge Maurique – 57ª Sessão – j. 26.02.2008 – DJU 18.03.2008).

Edital. Impugnação. Pessoas legitimadas

Recurso em Procedimento de Controle Administrativo. Concurso


de ingresso em atividade notarial e de registro. Impugnação de edital. Legitimidade e
interesse. – “1) Tem legitimidade para a instauração de Procedimento Administrativo o
interessado que, embora não o tenha iniciado, se diz detentor de direitos ou interesses que
possam ser afetados pela decisão, as organizações e associações representativas, no tocante
a direitos e interesses coletivos, ou as pessoas ou associações legalmente constituídas,
quanto a direitos ou interesses difusos. 2) Carece de legitimidade e interesse para
impugnação de edital de concurso público terceiro não inscrito ou que não seja
representante legítimo de algum interessado. Recurso em Procedimento de Controle
Administrativo de que conhece e a que se nega provimento” (CNJ – PCA

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


129

200910000012243 – Rel. Cons. Altino Pedrozo dos Santos – 85ª Sessão – j. 26.05.2009 –
DJU 17.06.2009).

Edital. Impugnação. Pontuação do exercício da advocacia e não pontuação do


exercício de função pública

Recurso Administrativo. Impugnação de edital. Concurso público


para delegação dos serviços de tabelionato e de registro de Minas Gerais. Titulação.
Exercício da advocacia. Improvido. – “Não ofende o princípio constitucional da igualdade
a pontuação do exercício da advocacia e a não pontuação do exercício de função pública,
quando prevista a titulação da aprovação no processo seletivo para o respectivo cargo.
Recurso a que se nega provimento” (CNJ – PCA 200910000018774 – Rel. Cons. Andréa
Pachá – 85ª Sessão – j. 26.05.2009 – DJU 17.06.2009).

Edital do concurso. Impossibilidade de sua modificação, cuidando-se de edital


publicado há mais de cinco anos

Concurso Público para Ingresso e Remoção em Atividade Notarial


e de Registro. Edital que prevê a inclusão de serventias vagas posteriormente à
publicação do edital de abertura. Exclusão depois de homologado o certame e decorridos
mais de cinco anos. – “Em se tratando de Edital publicado há mais de cinco anos não é
dado ao Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco modificá-lo, para o efeito de excluir
da lista as serventias que vagaram depois da abertura do concurso, cujo preenchimento nele
estava previsto, consoante vedação expressa constante do artigo 54 da Lei 9.784/99” (CNJ
– PCA 200710000008577, PCA 200710000008851, PCA 200710000008905 e PCA
200710000010651 – Rel. Cons. Altino Pedrozo dos Santos – 61ª Sessão – j. 29.04.2008 –
DJU 20.05.2008).

“Em se tratando de Edital publicado há mais de cinco anos não é


dado ao Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco modificá-lo, consoante vedação
expressa constante do artigo 54 da Lei 9.784/99” (CNJ – PCA 200710000008577, PCA
200710000008851, PCA 200710000008905 e PCA 200710000010651 – Rel. Cons. Altino
Pedrozo dos Santos – 61ª Sessão – j. 29.04.2008 – DJU 20.05.2008 – Ementa não oficial).

Edital do concurso. Impugnação efetuada extemporaneamente

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de Ingresso


na Atividade Notarial e de Registro. Impugnação de edital de concurso aberto há cerca de
dois anos. Ausência de oposição oportuna. Certame que avançou sem ataque ao edital até
alcançar a fase de nomeação e posse. Inadmissibilidade de impugnação tardia. Inicial
rejeitada com extinção do processo. – “Impõe-se em qualquer certame, em que se assegura
igualdade na disputa dos candidatos ou partícipes – seja em licitação, seja em concurso
público de ingresso ou concurso da atividade notarial ou de registro – que se obedeça prazo
razoável para impugnar o edital. Assim, ultrapassada a fase de publicação e ciência do
edital, avançando o certame para outras fases sem reclamação ou oposição, o princípio da
segurança jurídica e da presunção de legitimidade dos atos administrativos impedem que se
impugne o conteúdo do edital a desoras e em momento posterior, exceto em hipóteses
excepcionais em que se constate irregularidade que possa contaminar o certame” (CNJ –
PCA 200710000017931 – Rel. Cons. Rui Stoco – 57ª Sessão – j. 26.02.2008 – DJU
18.03.2008).

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


130

Recurso Administrativo em Procedimento de Controle


Administrativo. Concurso de Ingresso na Atividade Notarial e de Registro. Alegação de
violação aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. Impugnação de itens do
edital que desagradam o autor. Pretensão individual e estratégia de modificação do
regulamento do edital para benefício individual e pessoal. Recurso improcedente. – “I) A
lógica do razoável demonstra que o estabelecimento de critérios que diferenciam as
pessoas é a razão de qualquer processo seletivo. O objetivo de um certame de avaliação
para ingresso na atividade pública está exatamente em selecionar pessoas que atendam aos
interesses da Administração, de sorte que o candidato que reúna maior quantidade de
títulos revela maior conhecimento e experiência. A igualdade entre os candidatos há de ser
considerada segundo as desigualdades existentes entre eles, de sorte que a quantidade de
títulos proporcionaliza a igualdade entre os participantes. Portanto, a igualdade vige de
forma a garantir que os participantes sejam igualmente considerados na concorrência,
segundo as desigualdades na qualificação e conhecimento. II) A impugnação das regras do
concurso de ingresso não pode ser admitida quando já ultrapassada a fase de publicação e
ciência do edital e o certame já atingiu o momento de classificação e posse sem oposição,
impondo-se respeitar o princípio da segurança jurídica e da presunção de legitimidade dos
atos administrativos, exceto em hipóteses excepcionais em que se constate irregularidade
que possa contaminar o certame” (CNJ – PCA 200810000001757 – Rel. Cons. Rui Stoco –
59ª Sessão – j. 25.03.2008 – DJU 15.04.2008).

Exame psicotécnico. Legalidade de sua exigência

Procedimentos de Controle Administrativo. Concurso Público de


ingresso na atividade notarial e registro do Estado do Paraná. Edital 01/2006. Alegação
de ilegalidade de alguns itens do edital. – “A exigência de exame psicotécnico encontra
previsão legal” (CNJ – PCA 231, 242, 262, 352 – Rel. Cons. Oscar Argollo – 10ª Sessão
Extraordinária – j. 08.05.2007 – DJU 18.05.2007 – Ementa não oficial).

Exigência da graduação em Direito como condição para o desempenho da


atividade notarial e de registro. Competência do Tribunal para definição dos
títulos computáveis

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso Público para


Provimento das Serventias Extrajudiciais do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito
Santo. Impugnação das alíneas ‘c’ e ‘d’ do item 6.1 do Edital, referentes à prova de
títulos. Matérias reiteradas, mas já apreciadas em inúmeros procedimentos relativos ao
mesmo edital. Interesse unicamente individual e estratégico do candidato. Alegação de
que a graduação em direito não pode ser condição para o desempenho da atividade
notarial e de registro. Improcedência do pedido. – “É o Tribunal, na forma da lei,
obedecido o princípio da igualdade e guiado pelo interesse público, que pode definir quais
títulos são mais adequados à averiguação do mérito dos candidatos que, conforme suas
histórias de vida profissional e conveniência pessoal, viessem escolher quais títulos lhes
convém, dando ensancha a inadmissível discrímen” (CNJ – PCA 200810000000017 – Rel.
Cons. Rui Stoco – 60ª Sessão – j. 08.04.2008 – DJU 07.05.2008).

Exigência de aprovação dos candidatos em apenas uma das áreas de atividade

Concurso de Ingresso nos Serviços Notariais e de Registro do


Estado do Rio Grande do Sul. Competência do Conselho Nacional de Justiça para apreciar
a matéria. Nulidade da exigência da comissão do concurso, reiterada em 16.10.2006, de

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


131

aprovação em apenas uma das áreas, para fins de provimento das serventias mistas
(notariais ou de registro). Necessidade de aprovação nas duas áreas (notarial e de registro),
para fins de provimento dessas serventias. Regularidade da audiência pública de
distribuição de serventias, realizada em 24.10.2006. Revogação da liminar. Validade do
concurso. Prejudicado o pedido de desmembramento da serventia de Nova Hamburgo.
Indeferidos os pedidos de nulidade do concurso das serventias mistas. (CNJ – PCA 303 –
Rel. Cons. Germana Moraes – 31ª Sessão – j. 05.12.2006 – DJU 21.12.2006).

Exigência de exercício da atividade no próprio Estado que realiza o concurso.


Legalidade

“A disposição prevista no Edital que reproduz a lei mineira em


vigor e que exige o exercício da atividade por mais de dois anos para fins de remoção na
unidade federativa não configura nenhuma inconstitucionalidade, devendo, assim,
prevalecer a decisão monocrática proferida” (CNJ – PCA 200810000003535 – Rel. Cons.
Andréa Pachá – 60ª Sessão – j. 08.04.2008 – DJU 07.05.2008 – Ementa não oficial).

Procedimento de Controle Administrativo. Arquivamento liminar.


Edital 03/2007. Exigência de dois anos de exercício da atividade no Estado da Federação.
Alegação de violação à Constituição Federal. Recurso Administrativo. Legalidade do ato
impugnado. Improcedência. (CNJ – PCA 200810000003535 – Rel. Cons. Andréa Pachá –
60ª Sessão – j. 08.04.2008 – DJU 07.05.2008).

Exigência de observância de prazo para a instauração e realização do certame

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de ingresso


na atividade notarial e de registro. Pedido de liminar para suspender o certame
prejudicado em razão do julgamento de mérito. Exigência legal de observância do prazo
para instauração e realização do certame. Pedido julgado parcialmente procedente. – “A
exegese do § 3º do art. 236 da Constituição Federal, em harmonia com o disposto no art.
16 da lei regulamentadora (Lei 8.935/94), leva ao entendimento apodíctico no sentido de
que o ingresso inicial na atividade notarial e de registro depende de concurso público de
provas e títulos, não se permitindo que qualquer serventia fique vaga por mais de seis
meses sem abertura de concurso de provimento ou remoção. Significa que a obediência
desse prazo não permite transigência ou relativização” (CNJ – PCA 595 – Rel. Cons. Rui
Stoco – 47ª Sessão – j. 11.09.2007 – DJU 27.09.2007).

Fixação das serventias para as quais os candidatos podem concorrer

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso Público para


Ingresso para Delegação dos Serviços de Tabelionato e de Registro de Minas Gerais.
Impugnação. Exercício da advocacia. Fixação das serventias. Improcedente. – “I) Não há
violação ao princípio da isonomia nem utilização de critério discriminatório ao se pontuar,
para fins de titulação, apenas o exercício da advocacia. II) Não viola o critério geral
determinado pelo CNJ a fixação das serventias para as quais os candidatos concorrem”
(CNJ – PCA 200810000009173 – Rel. Cons. Andréa Pachá – 65ª Sessão – j. 24.06.2008 –
DJU 05.08.2008).

Homologação. Etapa do certame sob o poder discricionário da Administração

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


132

Concurso público. Serventias extrajudiciais. Remoção.


Homologação. Discricionariedade. – “O ato de homologação de concurso público
constitui-se em uma etapa do certame e encontra-se dentro do âmbito do poder
discricionário da Administração Pública, mormente porque, no exercício do controle do
procedimento, cabe à Administração verificar se houve irregularidades ou vícios no
concurso, e decidir, com base nos elementos coletados, e de acordo com a sua
conveniência e oportunidade, pela homologação. Procedimento de Controle Administrativo
de que se conhece e a que se nega provimento” (CNJ – PCA 200810000010229 – Rel.
Cons. Altino Pedrozo dos Santos – 72ª Sessão – j. 21.10.2008 – DJU 07.11.2008).

Ilegitimidade da ANOREG para representar candidatos ao concurso

“Inicialmente, acolho a impugnação do Tribunal de Justiça de


ilegitimidade da Associação dos Notários e Registradores do Estado de Minas Gerais para
atacar o Edital de Ingresso, visto que a entidade representa os titulares dos cargos, não
estando apta a representar os candidatos ao concurso de ingresso na carreira” (CNJ – PCA
200810000001988 e PCA 200810000001939 – Rel. Cons. Andréa Pachá – 60ª Sessão – j.
08.04.2008 – DJU 07.05.2008 – Ementa não oficial).

Procedimentos de Controle Administrativo. Concurso Público para


Ingresso de Provas e Títulos, e de Remoção, de Títulos, para Delegação dos Serviços de
Tabelionato e de Registro do Estado de Minas Gerais. Publicação da data de vacância da
titularidade. Não previsão do tempo de serviço prestado como notário ou registrador para
fins de titulação. Cálculo legal de duas terças partes das vagas para ingresso e de uma terça
parte para remoção. Pedidos improcedentes. Ilegitimidade da ANOREG para representar
candidatos ao concurso. Reconhecimento. Lista única de classificação geral como critério a
ser observado. Parcialmente procedente. (CNJ – PCA 200810000001988 e PCA
200810000001939 – Rel. Cons. Andréa Pachá – 60ª Sessão – j. 08.04.2008 – DJU
07.05.2008).

Imperatividade do concurso público para provimento ou remoção de serventia


de vacância temporária

Pedido de Providências. Serviços Notariais e de Registro Público.


Concurso Público. – “O 236 da Constituição estabelece que os serviços notariais e de
registro são exercidos em caráter privado, por delegação do Poder Público, mas o exercício
das funções depende de prévio concurso público. Concorde-se ou não com seu conteúdo,
haja ou não mais ou menos dificuldades, a norma é de caráter imperativo, sem exceção a
qualquer unidade federativa a Lei 8.935/1994 regulamentou a vacância, sempre
temporária, e impôs a realização imediata do concurso. Determinação de prazo de sessenta
dias para que a Corregedoria Geral de Justiça edite provimento regulamentando a
privatização desses serviços e para publicação do edital de concurso público” (CNJ – PP
360 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 18ª Sessão – j. 02.05.2006 – DJU 08.05.2006).

Impugnação do edital de concurso. Preclusão

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de ingresso


na atividade notarial e de registro. Candidato que impugnou o edital de concurso quase
cinco anos após sua instauração. Inadmissibilidade. Preclusão do direito de impugnar. –
“Considerando que os atos administrativos em geral submetem-se ao sistema de preclusão,
nos concursos de ingresso na atividade notarial e de registro as fases que compõem o

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


133

certame são estanques e os atos nela praticados e critérios para elas estabelecidos devem
ser impugnados no momento oportuno, antes do início da fase seguinte, desde que
assegurado em cada uma delas o direito de o candidato impugnar o ato e de recorrer.
Precedente: PCA 20091000002778” (CNJ – PCA 200910000012486 – Rel. Cons. Rui
Stoco – 83ª Sessão – j. 28.04.2009 – DJU 15.05.2009).

Inclusão de serventia vaga, não constante do rol inicial

Procedimento de Controle Administrativo. Desconstituição de Ato


Administrativo. Concurso de ingresso e remoção para os serviços notariais e de registros
do TJRS. Inclusão de serventia vaga, não arrolada no rol inicial, mas passível de imediato
provimento. Ausência de ilegalidade. – “Não havendo no ato administrativo questionado
qualquer indício de ofensa aos postulados constitucionais que devem informar a atuação da
Administração Pública (CF, art. 37), antes restando demonstrado o claro propósito de
correção de equívoco havido por ocasião de sua edição, não há espaço para a retificação
postulada. Procedimento de Controle Administrativo improcedente” (CNJ – PCA 287 –
Rel. Cons. Douglas Rodrigues – 30ª Sessão – j. 28.11.2006 – DJU 13.12.2006 – Ementa
não oficial).

Inclusão do tempo de exercício da advocacia como título

Procedimentos de Controle Administrativo. Concurso Público


para Ingresso de Provas e Títulos para Delegação dos Serviços de Tabelionato e de
Registro. Impugnação do edital. Prova de títulos. Exercício da advocacia. – Não fere o
princípio da isonomia a possibilidade de incluir tempo de exercício da advocacia como
título. Improcedentes. (CNJ – PCA 200810000001794, PCA 200810000002907, PCA
200810000003407, PCA 200810000001903 e PCA 200710000012556 – Rel. Cons.
Andréa Pachá – 58ª Sessão – j. 11.03.2008 – DJU 03.04.2008).

Inexistência de lista de serventias vagas. Publicação apenas da lista das


serventias oferecidas no concurso

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso para


provimento de Serventias Extrajudiciais. Inexistência das listagens de serventias vagas e
não vagas. Pedido improcedente. – “Não ofende o princípio da publicidade a publicação
de listagem exclusiva das serventias oferecidas no concurso” (CNJ – PCA 435 – Rel. Paulo
Schmidt – 11ª Sessão Extraordinária – j. 09.05.2007 – DJU 18.05.2007).

Ingresso inicial na atividade notarial ou de registro. Exigência de concurso

Pedido de Providências. Serviços extrajudiciais notarias e


registrais do Estado do Ceará. Obrigatoriedade constitucional de realização de concursos
públicos (CF, art. 236, § 2º). – “A norma constitucional determina a realização de
concurso público de provas e títulos, na hipótese de vacância por mais de seis meses.
Criação do Fundo Especial do Registro Civil (FERC) para regularização da situação.
Determinação pela Presidência do Tribunal de Justiça do Ceará de realização de concurso
público para o preenchimento das serventias vagas, no prazo máximo de 120 (cento e vinte
dias)” (CNJ – PP 358 – Rel. Cons. Alexandre de Moraes – 24ª Sessão – j. 29.08.2006 –
DJU 15.09.2006).

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134

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de ingresso


na atividade notarial e de registro. Pedido de liminar para suspender o certame
prejudicado em razão do julgamento de mérito. Exigência legal de observância do prazo
para instauração e realização do certame. Pedido julgado parcialmente procedente. – “A
exegese do § 3º do art. 236 da Constituição Federal, em harmonia com o disposto no art.
16 da lei regulamentadora (Lei 8.935/94), leva ao entendimento apodíctico no sentido de
que o ingresso inicial na atividade notarial e de registro depende de concurso público de
provas e títulos, não se permitindo que qualquer serventia fique vaga por mais de seis
meses sem abertura de concurso de provimento ou remoção. Significa que a obediência
desse prazo não permite transigência ou relativização” (CNJ – PCA 595 – Rel. Cons. Rui
Stoco – 47ª Sessão – j. 11.09.2007 – DJU 27.09.2007).

Inscrição via Internet. Informações fornecidas pelo site do Tribunal

Procedimento de Controle Administrativo. Tribunal de Justiça de


Sergipe. Concurso Público para provimento das Serventias Extrajudiciais. Inscrição via
Rede Mundial de Computadores. Ausência de especificação quanto à natureza da serventia
superada pelas informações constantes no sítio do Tribunal. Improcedência do Pedido.
(CNJ – PCA 355 – Rel. Cons. Paulo Schmidt – 38ª Sessão – j. 10.04.2007 – DJU
20.04.2007 – Ementa não oficial).

Inserção de serventias cuja titularidade é objeto de pendência judicial.


Discricionariedade da Administração Pública

Inserção de serventias objeto de controvérsia judicial. Poder


discricionário da Administração Pública. – “A inserção de serventias na relação de ofícios
a serem preenchidos por concurso público, cuja titularidade constitui objeto de
pronunciamento judicial, encontra-se adstrita ao juízo de discricionariedade da
Administração Pública, inexistindo irregularidade na conduta adotada pelo Tribunal que
assim procede, ante a ausência de afronta aos postulados constitucionais” (CNJ – PCA
200710000008577, PCA 200710000008851, PCA 200710000008905 e PCA
200710000010651 – Rel. Cons. Altino Pedrozo dos Santos – 61ª Sessão – j. 29.04.2008 –
DJU 20.05.2008).

Interesse individual de candidato pretendendo pontuação de títulos antes


rejeitados e considerados contrários aos critérios do edital

Recurso Administrativo em Procedimento de Controle


Administrativo. Concurso de ingresso na atividade notarial e de registro. Pretensão de
invalidar o item 6.1, letras ‘d’, ‘e’ e ‘f’ do Edital. Inadmissibilidade. Edital já objeto de
apreciação pelo CNJ em mais de uma oportunidade. Caráter pessoal e individual de
candidato apenas para ver reconhecido como título curso superior de engenharia de
armamento aéreo. Recurso não provido. – “Exsurge inadmissível a manifestação de
interesse individual de um só candidato no sentido de que o Conselho Nacional de Justiça
substitua a Comissão de Concurso e determine a pontuação de títulos que foram rejeitados
e considerados inadequados e contrários às determinações do Edital do concurso” (CNJ –
PCA 200810000014960 – Rel. Cons. Rui Stoco – 69ª Sessão – j. 09.09.2008 – DJU
26.09.2008).

Intervenção de terceiros interessados nos autos

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135

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso Público para


oficiais de Cartórios de Notas e de Registro do Rio Grande do Sul. Intervenção de
interessados. Aplicação da Lei 9.784/99. Alegação de descumprimento, pela Comissão
Examinadora, da decisão de mérito exarada pela Suprema Corte pátria. Questão
jurisdicionalizada. Impossibilidade de intervenção do Conselho Nacional de Justiça. Não-
conhecimento do pedido. (CNJ – PCA 186 – Rel. Cons. Germana de Moraes – 27ª Sessão
– j. 10.10.2006 – DJU 27.10.2006 – Ementa não oficial).

Invalidação de concurso de remoção por violação a princípios

Procedimento de Controle Administrativo. Desconstituição de ato


administrativo. Resolução 08/2005. Pedido. Invalidade do concurso de remoção e
provimento da titularidade dos serviços notariais e de registro. TJAM. Alegação. Violação
aos princípios da legalidade, impessoalidade e isonomia. Improcedência do pedido. (CNJ –
PCA 312 – Rel. Paulo Lôbo – 37ª Sessão – j. 27.03.2007 – DJU 12.04.2007 – Ementa não
oficial).

Legalidade da pontuação prevista no edital para títulos

Procedimentos de Controle Administrativo. Concurso Público de


ingresso na atividade notarial e registro do Estado do Paraná. Edital 01/2006. Alegação
de ilegalidade de alguns itens do edital. – “Legalidade do item 5.1, alíneas ‘c’ (mestrado),
‘g’ (publicação em repertório oficial reconhecido) e ‘h’ (prova de títulos - pontuação como
título a simples participação em congressos e seminários e pontuação pela participação
como debatedor, expositor e palestrante)” (CNJ – PCA 231, 242, 262, 352 – Rel. Cons.
Oscar Argollo – 10ª Sessão Extraordinária – j. 08.05.2007 – DJU 18.05.2007 – Ementa não
oficial).

Legitimidade para agir. Exigência de que o requerente esteja inscrito no


concurso

Concurso. Ingresso na atividade notarial e de registro.


Legitimidade para agir perante o CNJ. – “Acerca do tema, o CNJ já decidiu que, em casos
semelhantes, o requerente possuirá legitimidade se estiver inscrito no concurso impugnado,
ou se for representante de algum interessado” (CNJ – PCA 407 – Rel. Cons. Eduardo
Lorenzoni – 42ª Sessão – j. 12.06.2007 – DJU 29.06.2007).
Observação: Vide o PCA 58, Rel. Cons. Germana de Moraes.

Lei estadual que permite que as serventias que integravam o edital sejam
novamente postas para escolha. Pretensão de inclusão de outras serventias.
Questão anteriormente judicializada

Procedimento de Controle Administrativo. Realização de segunda


audiência pública para escolha e provimento de serventias extrajudiciais no mesmo
concurso público, em razão de novas vacâncias ocorridas no prazo de validade do
certame. Lei estadual que permite que as serventias que integravam o edital
originariamente sejam novamente postas à disposição, desde que a vacância tenha
ocorrido durante o prazo de validade do certame. Pretensão de inclusão de outras
serventias. Inadmissibilidade. Aplicação pela comissão das disposições do edital. Questão
já objeto de apreciação judicial com decisão anterior ao ajuizamento. – “Se a Comissão
de Concurso deliberou acerca das serventias extrajudiciais que podem ser postas à

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


136

disposição para escolha dos candidatos com supedâneo em texto expresso de lei estadual,
cuja constitucionalidade foi argüida perante o Tribunal Pelo do Tribunal de Justiça e
considerada constitucional, está-se diante de questão judicial já decidida e que não pode
mais ser submetida ao controle do CNJ (PCA 200810000014648, PCA 200810000014934,
PCA 200810000015215, PCA 200810000015355, 69ª Sessão, j. 09.09.2008)” (CNJ – PCA
200810000020077 – Rel. Cons. Rui Stoco – 72ª Sessão – j. 21.10.2008 – DJU 07.11.2008).

Lista de serventias vagas separadas por serventias registrais e notariais.


Discricionariedade da Administração. Inocorrência de ofensa aos princípios da
legalidade, eficiência ou impessoalidade

“A apresentação do rol das serventias registrais e notariais


separadamente não tem o condão de macular o certame realizado, pois não ocorreu afronta
ao interesse público nem aos postulados constitucionais, notadamente os da legalidade,
eficiência ou impessoalidade, sendo certo que a elaboração da listagem das serventias
oferecidas, de maneira unificada ou dividida por especialidades, situa-se na esfera de
escolha da Administração” (CNJ – PCA 200710000008577, PCA 200710000008851, PCA
200710000008905 e PCA 200710000010651 – Rel. Cons. Altino Pedrozo dos Santos – 61ª
Sessão – j. 29.04.2008 – DJU 20.05.2008 – Ementa não oficial).

Nulidade do edital alegada. Ausência de prejuízo

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de Ingresso


na Atividade Notarial e de Registro. Recurso contra Decisão Monocrática que rejeitou
liminarmente a pretensão. Alegação de nulidade de todo o certame que já se encontra na
fase final de escolha, sob o argumento de que a mudança do local da prova causou aos
requerentes desespero e perturbação do estado emocional e foi a causa do seu baixo
desempenho. Recurso não provido. – “Em nosso ordenamento jurídico, seja no âmbito do
processo penal, processo civil e no processo administrativo vige o princípio de que não há
nulidade sem prejuízo. Por força desse elemento predominante, para que o ato seja
declarado nulo é necessário que haja entre a sua imperfeição ou atipicidade e o prejuízo às
partes, um nexo efetivo e concreto, de sorte que, se a despeito da imperfeição o ato atingiu
o fim colimado sem acarretar prejuízo, supera-se a nulidade e convalida-se o ato. Esse o
sentido do princípio do pas de nulitté sans grief” (CNJ – PCA 200810000004382 – Rel.
Cons. Rui Stoco – 65ª Sessão – j. 24.06.2008 – DJU 05.08.2008 – Parte do voto do
relator).

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de Ingresso


na Atividade Notarial e de Registro. Recurso contra Decisão Monocrática que rejeitou
liminarmente a pretensão. Alegação de nulidade de todo o certame que já se encontra na
fase final de escolha, sob o argumento de que a mudança do local da prova causou aos
requerentes desespero e perturbação do estado emocional e foi a causa do seu baixo
desempenho. Recurso não provido. – “Exceto nas hipóteses de nulidade substancial,
insanável e que contamina todo o concurso para ingresso na atividade notarial e de
registro, não se anula ato ou fase sem que haja prejuízo para a Administração Pública ou
para o candidato, por força do princípio do pas de nulitté sans grief, que informa nosso
ordenamento jurídico, seja no processo penal, processo civil e no processo administrativo”
(CNJ – PCA 200810000004382 – Rel. Cons. Rui Stoco – 65ª Sessão – j. 24.06.2008 – DJU
05.08.2008).

Número de serventias oferecidas inferior ao estabelecido

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


137

Pedido de Providências. Edital 1/2006-TJDFT/PR. Concurso


público para provimento da titularidade de serviços notariais e de registro no DF. Concurso
público para preenchimento de serventias extrajudiciais. Alegação de ofensa à decisão
anterior deste Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Número inferior de serventias
oferecidas em concurso ao estabelecido em decisão do CNJ. Fatos e circunstâncias não
considerados na decisão originária que justificam a conduta administrativa. Ausência de
ilegalidade. Improcedência dos pedidos ofertados nesta esfera de controle administrativo.
(CNJ – PP 1149 – Rel. Cons. Douglas Rodrigues – 30ª Sessão – j. 28.11.2006 – DJU
13.12.2006 – Ementa não oficial).

Oferta de exagerado número de vagas em um único concurso

“Exigir do Tribunal que em um único concurso oferte um número


tão alto de vagas é preterir outros princípios aos quais deve-se ater a Administração
Pública, como o da eficiência, alegado pelo TJSP, em favor da análise isolada da auto-
aplicabilidade do art. 236, §3º” (CNJ – PCA 404 – Rel. Cons. Joaquim Falcão – 47ª Sessão
– j. 11.09.2007 – DJU 27.09.2007).

Opção de escolha de serventia não exercida. Manutenção do candidato na


classificação original e não na última colocação

“Não havendo opção do candidato por qualquer das serventias


ofertadas no certame, não se mostra passível de alteração a deliberação da Comissão
Permanente de mantê-lo na classificação original, sendo o deslocamento para a última
colocação reservado aos candidatos que fizessem a opção e, posteriormente desistissem”
(CNJ – PCA 317 – Rel. Cons. Germana Moraes – 11ª Sessão Extraordinária – j.
09.05.2007 – DJU 18.05.2007).

Procedimento de Controle Administrativo. Opção dos candidatos


por serventias. Precedente. Improcedência. – “Não havendo opção do candidato por
qualquer das serventias ofertadas no certame, não se mostra passível de alteração a
deliberação da Comissão permanente de mantê-lo na classificação original, sendo o
deslocamento para a última colocação reservado aos candidatos que fizessem a opção e,
posteriormente desistissem. Na 11ª Sessão Extraordinária, do dia 09.05.2007, ao julgar o
Procedimento de Controle Administrativo - PCA 317, o Plenário decidiu pela regularidade
do ato da Comissão do Certame, questionado neste procedimento. Improcedência do
pedido de revisão do ato administrativo” (CNJ – PCA 523 – Rel. Cons. Germana Moraes –
14ª Sessão Extraordinária – j. 06.06.2007 – DJU 21.06.2007).

Padronização das regras básicas nos concursos dos Estados da Federação

Competência do Conselho Nacional de Justiça para zelar pela


observância do art. 37 da Constituição Federal. Concurso público de provas e títulos para
órgãos prestadores de serviços notariais e de registro que atuem por delegação do Poder
Público. Necessidade de padronização das regras básicas nos diversos concursos dos vários
Estados da Federação. Designação de comissão para apresentação de proposta de
resolução. Pedido deferido. (CNJ – PP 892 – Rel. Cons. Alexandre de Moraes – 35ª Sessão
– j. 27.02.2007 – DJU 09.03.2007).

Parentesco de candidato com membros da Comissão de Concurso

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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“O suposto parentesco de candidatos com membros da Comissão


Examinadora, na fase atual do certame, onde as delegações já foram providas, deve ser
apreciado somente em relação aos candidatos aprovados e nomeados, assegurando-se aos
requerentes a comprovação de cada caso concreto, e ulterior instauração de procedimento
junto ao Conselho da Magistratura local, que poderá, se for comprovada a irregularidade,
anular o ato de delegação de serventia” (CNJ – PCA 301 – Rel. Cons. Germana Moraes –
14ª Sessão Extraordinária – j. 06.06.2007 – DJU 21.06.2007).

Poder integratório da Comissão de Concurso. Possibilidade de editar regras


complementares para explicitar a lei

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de ingresso


na atividade notarial e de registro. Pretensão de anulação da audiência de escolha, com
nova publicação da lista de candidatos. Inadmissibilidade. Precedentes. Pedidos não
providos. – “I) A Comissão de Concurso de Ingresso na Atividade Notarial e de Registro
tem poder integratório, ou seja, compete-lhe redigir o Edital de concurso e nele estabelecer
as regras do certame, fixando os critérios e suas especificações (art. 15, § 1º da Lei
8.935/94), posto que esse ato normativo assume a função de regulamento da lei de
regência. E, se tem essa atribuição, a Comissão de Concurso pode também fixar regras
complementares para explicitar a sua compreensão e interpretação” (CNJ – PCA
2008100000014739, PCA 200710000015570, PCA 200810000011180 – Rel. Cons. Rui
Stoco – 69ª Sessão – j. 09.09.2008 – DJU 26.09.2008).

Portador de necessidades especiais (deficiente físico). Concurso de ingresso na


atividade notarial e de registro. Obrigatoriedade de reserva de vaga

“Na esteira da jurisprudência majoritária que vem se firmando no


CNJ, a interpretação sistêmica dos arts. 37, inciso VIII e 236 da Constituição Federal
impõem o entendimento de que essa reserva é obrigatória para portadores de deficiência
física nos concursos para provimento das serventias extrajudiciais. A questão não é apenas
de ‘não haver ilegalidade na reserva’, mas sim de considerar que é obrigatória a reserva, o
que ressuma diverso e fundamental, ou seja, não se concede margem de discricionariedade
aos organizadores do concurso de ingresso” (CNJ – PCA 200810000004280 – Rel. Cons.
Rui Stoco – 65ª Sessão – j. 24.06.2008 – DJU 05.08.2008 – Parte do voto do Relator).

Recurso Administrativo. Procedimento de Controle Administrativo.


Concurso de Ingresso na Atividade Notarial e de Registro. Reserva de vagas para
portadores de necessidades especiais. Obrigatoriedade. Forma de escolha de vagas pelos
portadores de deficiência que pode ser estabelecida no edital. Recurso improvido. –
“Exegese sistêmica e compreensiva do art. 37, inciso VIII da CF/88 leva à conclusão
inafastável de que também nos concursos de ingresso na atividade notarial e de registro
impõe-se a reserva de vagas para portadores de necessidades especiais. A proteção de
minorias, como a dos deficientes físicos ou portadores de necessidades especiais é uma
imposição constitucional que deriva de uma correta interpretação do princípio da
igualdade. Um Estado de direito fundado no respeito aos direitos individuais e no princípio
democrático precisa garantir proteção às minorias e facilitar-lhes a inclusão social. O
tratamento diferenciado que a Constituição garante aos portadores de necessidades
especiais é resultado da interpretação do princípio da igualdade que impõe que os
diferentes sejam tratados de forma diferenciada, na proporção exata das desigualdades.
Portanto os tribunais do País quando estabelecem tal proteção estão, em última ratio,

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


139

atribuindo efetividade ao princípio constitucional da igualdade” (CNJ – PCA


200810000004280 – Rel. Cons. Rui Stoco – 65ª Sessão – j. 24.06.2008 – DJU 05.08.2008).

Portadores de necessidades especiais (deficientes físicos). Forma de escolha de


vagas

Recurso Administrativo. Procedimento de Controle Administrativo.


Concurso de Ingresso na Atividade Notarial e de Registro. Reserva de vagas para
portadores de necessidades especiais. Obrigatoriedade. Forma de escolha de vagas pelos
portadores de deficiência que pode ser estabelecida no edital. Recurso improvido. – “A
definição sobre quais vagas devem ser reservadas aos portadores de deficiência física
constitui mérito do ato administrativo que, apenas excepcionalmente, pode ser controlado
pelo Conselho Nacional de Justiça, na hipótese de ilegalidade intrínseca, mas não no seu
aspecto externo de conveniência e oportunidade, justamente porque na ausência de lei
complementar regulamentadora do inciso VIII do art. 37 da CF/88, a norma integradora e
que dá vida e efetividade ao preceito constitucional é o edital do concurso” (CNJ – PCA
200810000004280 – Rel. Cons. Rui Stoco – 65ª Sessão – j. 24.06.2008 – DJU 05.08.2008).

Prazo de validade do concurso expirado. Impossibilidade de delegação

Serventia extrajudicial. Outorga de delegação. Concurso público.


Prazo de validade expirado. Irregularidade. – “Expirado prazo de validade de concurso
público para ingresso em serventias extrajudiciais, expressamente previsto em Edital, e não
prorrogado, não pode Tribunal de Justiça outorgar delegação desses ofícios, porque o ato
contraria a norma editalícia, bem como ao art. 37, inc. III, da Constituição Federal” (CNJ –
PCA 200810000028374 – Rel. Cons. Altino Pedrozo dos Santos – 85ª Sessão – j.
26.05.2009 – DJU 17.06.2009).

Prazo para a abertura de concurso de ingresso ou remoção na atividade


notarial e de registro que não admite relativização

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de ingresso


na atividade notarial e de registro. Pedido de liminar para suspender o certame
prejudicado em razão do julgamento de mérito. Exigência legal de observância do prazo
para instauração e realização do certame. Pedido julgado parcialmente procedente. – “A
Lei Federal 8.935, de 18.11.1994, bem como a Lei Estadual 6.881, de 29.06.2006,
determinam a realização de concurso público no prazo máximo de seis meses após a
vacância ou a criação de serviço notarial ou de registro. Dessa forma, não obstante as
dificuldades do Tribunal, é fundamental que se observe a determinação legal e se realize
concurso público para o preenchimento de todas as serventias recém-criadas e vagas. Não
há ‘relativização’ desse prazo, como argumenta o Tribunal. A realização do concurso
público, no prazo estipulado, é uma imposição legal que permite transigência ou
relativização. Tampouco depende de eventual ‘disposição’ da Administração” (CNJ – PCA
595 – Rel. Cons. Rui Stoco – 47ª Sessão – j. 11.09.2007 – DJU 27.09.2007).

Pretensão de anulação de concurso realizado há mais de quatro anos com os


candidatos empossados e em exercício

“No caso em exame, entendo que contraria o princípio da


razoabilidade a anulação integral de um concurso realizado há mais de 4 (quatro) anos,
ainda mais quando se verifica que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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nomeou e empossou um quantitativo de 560 servidores e, caso fossem anulados todas essas
investiduras, simplesmente ficaria impossibilitado de funcionar. E isso sem considerar os
graves transtornos e prejuízos que tal causaria a centenas de servidores – e às suas famílias
– que se submetem devidamente às regras e etapas do concurso público. Ressalte-se, a
grande maioria deles imbuídos da mais cristalina boa-fé, e que dedicaram anos de suas
vidas na preparação para aquele certame. Ainda, não se mostraria razoável nem prudente a
anulação integral de um concurso em que nenhuma outra fraude, a par daquelas apuradas e
já corrigidas, foi apontada, como até quase à exaustão foi dito alhures. A simples
presunção de que se trata de um iceberg não induz – no caso concreto – que a fraude
comprova alcance de todo o certame, além daqueles já devidamente apurados e punidos.
Com efeito, além do princípio da razoabilidade, a anulação integral do certame, após tantos
anos, também afrontaria o princípio da segurança jurídica” (CNJ – PCA 390 – Rel. Cons.
Paulo Schmidt – 14ª Sessão Extraordinária – j. 06.06.2007 – DJU 21.06.2007 – Parte do
voto do relator).

Pretensão de inclusão de serventias vagas que não faziam parte da previsão do


edital de concurso. Questão judicializada. Impossibilidade de controle por
parte do CNJ

Procedimento de Controle Administrativo. Realização de segunda


audiência pública para escolha e provimento de serventias extrajudiciais no mesmo
concurso público, em razão de novas vacâncias ocorridas no prazo de validade do
certame. Lei estadual que permite que as serventias que integravam o edital
originariamente sejam novamente postas à disposição, desde que a vacância tenha
ocorrido durante o prazo de validade do certame. Declaração incidental de
constitucionalidade da norma estadual. Questão judicializada. Pedidos improcedentes e
recursos improvidos. – “Se a Comissão de Concurso deliberou acerca das serventias
extrajudiciais que podem ser postas à disposição para escolha dos candidatos com
supedâneo em texto expresso de lei estadual, cuja constitucionalidade foi argüida perante o
Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça e considerada constitucional, está-se diante de
questão judicial já decidida e que não pode mais ser submetida ao controle do CNJ” (CNJ
– PCA 200810000014648, PCA 200810000014934, PCA 200810000015215, PCA
200810000015355 – Rel. Cons. Rui Stoco – 69ª Sessão – j. 09.09.2008 – DJU 26.09.2008).

Pretensão de suspensão do certame através de liminar em razão de pendência


de ações judiciais

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de ingresso


na atividade notarial e de registro. Pedido de liminar para suspender o certame em face
de pendência de ações judiciais. Uso inadequado do CNJ. Pedido improcedente. – “A
pendência de ação judicial em que não foi concedida liminar suspendendo o concurso não
autoriza o controle administrativo pretendido. Procedimento Administrativo não pode
conferir efeito suspensivo não obtido no âmbito do processo judicial” (CNJ – PCA 11205 –
Rel. Cons. Andréa Pachá – 51ª Sessão – j. 06.11.2007 – DJU 26.11.2007).

Previsão de apenas um critério de desempate

Procedimentos de Controle Administrativo. Concurso Público de


ingresso na atividade notarial e registro do Estado do Paraná. Edital 01/2006. Alegação
de ilegalidade de alguns itens do edital. – “Quanto à previsão editalícia de apenas um
critério de desempate, conforme interpretação da Lei 8.935, de 18.11.94, que regulamenta

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


141

o artigo 236 da Constituição Federal, a existência de um critério é suficiente” (CNJ – PCA


231, 242, 262, 352 – Rel. Cons. Oscar Argollo – 10ª Sessão Extraordinária – j. 08.05.2007
– DJU 18.05.2007 – Ementa não oficial).

Proibição de recurso à banca examinadora

Concurso público. Previsão editalícia genérica de impossibilidade


de recursos à banca examinadora. Ilegalidade. Recomendação aos Tribunais. – “I) A
vedação de recurso administrativo em toda e qualquer fase do concurso público atenta
contra os mais basilares princípios do Estado Democrático de Direito (art. 5°, inciso
XXXIII). II) Além dos princípios mencionados, a impossibilidade da vista das provas e
conseqüente recurso, fere, ainda, o princípio da publicidade que deve permear, em regra,
toda atividade da administração. III) Admitir a impossibilidade do recurso é transcender o
estado democrático de direito para retornar a idade pré-medieval, quando das invasões
bárbaras, em que os ‘julgamentos’ e ‘julgadores’, por se guiarem por inspiração divina, não
concebiam sua falibilidade. IV) Nas provas orais, por também se prestarem a auferir
conhecimentos outros, não só aqueles técnico-jurídicos, é inviável a pretensão recursal,
pois o juízo de valoração de tais conhecimentos deve se dar pela banca examinadora, não
havendo possibilidade de recursos pois a revisão redundaria na reaplicação da prova, o que
não é sequer razoável” (CNJ – PP 468 – Rel. Cons. Ruth Carvalho – 25a Sessão – j.
12.09.2006 – DJU 29.09.2006 – Ementa não oficial).

Prova de concurso. Pretensão de anulação

Procedimento de Controle Administrativo. Anulação de questão de


prova de concurso. Indeferimento. – “Considerando que a atividade notarial e de registro
se encontra regulada pela Lei 8.935/94, o inteiro conhecimento do referido diploma legal é
exigível dos candidatos inscritos no concurso de ingresso para as referidas atividades.
Indefere-se o pleito formulado, uma vez que a resposta à questão formulada se encontra na
Lei 8.935/94, que regulamentou o artigo 236 da Carta Magna de 1988, que dispõe sobre a
atividade notarial e de registro, bem como porque o tema se encontra expressamente
previsto no edital regulador do certame” (CNJ – PCA 212 – Rel. Cons. Germana Moraes –
11ª Sessão Extraordinária – j. 09.05.2007 – DJU 18.05.2007).

Prova de títulos. Adoção de critérios que só podem ser cumpridos por quem
tenha exercido atividade notarial e de registro. Ofensa à isonomia

Procedimento de controle administrativo. Concurso público de


outorga de delegação de serventias extrajudiciais. Critérios estabelecidos pelo Tribunal
de Justiça. Prova de títulos. Critérios estabelecidos. Ofensa ao princípio da igualdade.
Precedentes do STJ e do CNJ. – “Ofende o princípio da isonomia a adoção – em concurso
de provas e títulos – de critérios que só podem ser cumpridos ou preenchidos apenas por
aqueles que já tenham exercido atividade notarial e de registro ou que, de qualquer modo,
se refiram a essa atividade” (CNJ – PCA 600 – Rel. Cons. Rui Stoco – 46ª Sessão – j.
28.08.2007 – DJU 14.09.2007).

Prova de títulos. Atribuição de caráter obrigatório

Concurso Público. Prova de Títulos com caráter eliminatório.


Ilegalidade e inconstitucionalidade. – “I) A finalidade do concurso público é a de
selecionar aqueles mais bem preparados para o exercício do cargo. II) Exigir titulação

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


142

desnecessária, cominando ao concorrente, direta ou indiretamente, a pena de eliminação do


concurso, importa em restringir a competitividade, em flagrante desrespeito ao princípio
matriz da isonomia. III) O exame dos títulos, em concurso público, deve assumir caráter
meramente classificatório, salvo quando a titulação for imprescindível para o exercício do
cargo, como é o caso do título de bacharel em direito para o exercício do cargo de Juiz de
Direito. IV) A segurança jurídica exige que se preservem as situações já consolidadas, não
se justificando que decisão proferida neste processo afete a esfera jurídica daqueles que já
foram empossados no cargo. V) Precedente em caso idêntico (PCA 251, Rel. Cons. Paulo
Schmidt). VI) Procedência parcial do pedido” (CNJ – PCA 408 – Rel. Cons. Joaquim
Falcão – 39ª Sessão – j. 24.04.2007 – DJU 11.05.2007).

Prova de títulos. Critérios lesivos ao texto constitucional

Procedimento de Controle Administrativo. Desconstituição de ato


administrativo. Concurso público para provimento da titularidade de serviços notariais e de
registro no Distrito Federal. Prova de títulos: critérios lesivos ao texto constitucional (Art.
5º caput, e art. 37 da Constituição Federal) jurisprudência consolidada do Excelso
Supremo Tribunal Federal. Procedência dos questionamentos. (CNJ – PCA 426 – Rel.
Cons. Douglas Alencar Rodrigues – 9ª Sessão Extraordinária – j. 17.04.2007 – DJU
27.04.2007).

Prova de títulos. Cursos promovidos pelo Tribunal de Justiça ou por entidades


de classe em caráter oficial. Admissibilidade

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de Ingresso


na Atividade Notarial e de Registro. Impugnação do Edital. Serventias não incluídas no
concurso em andamento. Alegação de que alguns itens do Edital acerca da atribuição de
pontos aos títulos dos candidatos atentam contra a isonomia. Efetivação de substitutos
como titulares de serventias sem a realização de concurso. – “Não há qualquer ilegalidade
na atribuição de pontos que correspondam à participação em cursos promovidos pelo
Tribunal de Justiça ou por entidades de classe em caráter oficial. A amplitude do
dispositivo contribui para uma isonômica participação dos concorrentes e, ademais,
contribui para elevar o nível dos candidatos” (CNJ – PCA 613 – Rel. Cons. Rui Stoco –
60ª Sessão – j. 08.04.2008 – DJU 07.05.2008).

Prova de títulos. Exercícios da advocacia, da magistratura e da promotoria


devem ter a mesma pontuação para a classificação

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de Ingresso


na Atividade Notarial e de Registro. Impugnação do Edital. Serventias não incluídas no
concurso em andamento. Alegação de que alguns itens do Edital acerca da atribuição de
pontos aos títulos dos candidatos atentam contra a isonomia. Efetivação de substitutos
como titulares de serventias sem a realização de concurso. – “O exercício da advocacia,
enquanto função essencial à administração da justiça tem a mesma importância e valor que
o exercício da judicatura e do Ministério Público. Todas essas atividades compõem o
Sistema Judiciário Brasileiro e são indispensáveis à efetividade do direito individual de
acesso ao Poder Judiciário. Se assim é encontra justificação a homogeneização do número
de pontos, em igualdade numérica para todas as carreiras, para efeito de pontuação e
classificação dos candidatos aprovados em concurso de ingresso na atividade notarial e de
registro” (CNJ – PCA 613 – Rel. Cons. Rui Stoco – 60ª Sessão – j. 08.04.2008 – DJU
07.05.2008).

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


143

Prova de títulos. Finalidade de avaliar o grau de conhecimento e experiência


do candidato. Ausência de violação aos princípios da razoabilidade e
proporcionalidade

Recurso Administrativo em Procedimento de Controle


Administrativo. Concurso de Ingresso na Atividade Notarial e de Registro. Alegação de
violação aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. Impugnação de itens do
edital que desagradam o autor. Pretensão individual e estratégia de modificação do
regulamento do edital para benefício individual e pessoal. Recurso improcedente. – “I) A
lógica do razoável demonstra que o estabelecimento de critérios que diferenciam as
pessoas é a razão de qualquer processo seletivo. O objetivo de um certame de avaliação
para ingresso na atividade pública está exatamente em selecionar pessoas que atendam aos
interesses da Administração, de sorte que o candidato que reúna maior quantidade de
títulos revela maior conhecimento e experiência. A igualdade entre os candidatos há de ser
considerada segundo as desigualdades existentes entre eles, de sorte que a quantidade de
títulos proporcionaliza a igualdade entre os participantes. Portanto, a igualdade vige de
forma a garantir que os participantes sejam igualmente considerados na concorrência,
segundo as desigualdades na qualificação e conhecimento. II) A impugnação das regras do
concurso de ingresso não pode ser admitida quando já ultrapassada a fase de publicação e
ciência do edital e o certame já atingiu o momento de classificação e posse sem oposição,
impondo-se respeitar o princípio da segurança jurídica e da presunção de legitimidade dos
atos administrativos, exceto em hipóteses excepcionais em que se constate irregularidade
que possa contaminar o certame” (CNJ – PCA 200810000001757 – Rel. Cons. Rui Stoco –
59ª Sessão – j. 25.03.2008 – DJU 15.04.2008).

Prova de títulos. Somente cursos oficialmente reconhecidos podem ser


considerados. Ausência dessa assertiva no edital não invalida o concurso

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de Ingresso


na Atividade Notarial e de Registro. Impugnação do Edital. Serventias não incluídas no
concurso em andamento. Alegação de que alguns itens do Edital acerca da atribuição de
pontos aos títulos dos candidatos atentam contra a isonomia. Efetivação de substitutos
como titulares de serventias sem a realização de concurso. – “Somente os cursos de
graduação ou pós-graduação que sejam oficialmente reconhecidos podem ser considerados
como títulos em concursos públicos. Todavia, a só ausência de tal circunstância, de forma
explícita, não leva à invalidação dessa parte dispositiva do Edital” (CNJ – PCA 613 – Rel.
Cons. Rui Stoco – 60ª Sessão – j. 08.04.2008 – DJU 07.05.2008).

Prova de títulos. Pontuação para o tempo de exercício de delegação

Concurso público para ingresso na atividade notarial e de


registro. Prova de títulos. Atribuição de pontuação a tempo de exercício de delegação.
Ofensa ao princípio da isonomia. – “1) A exigência de concurso público para ingresso na
atividade notarial e de registro prestigia os princípios da moralidade administrativa e
isonomia e, também, o mérito do candidato mais bem preparado, estimulando a
profissionalização dos serviços delegados. 2) A atribuição de pontos, em prova de títulos,
pelo mero exercício de delegação de serviço notarial e/ou registral, sem que se exija a
respectiva aprovação em concurso público, constitui ofensa ao princípio da isonomia. Tal
pontuação somente é admissível em caso de exercício de delegação de serviço notarial e/ou
registral precedido de aprovação em concurso público conforme o § 3.º do art. 236 da

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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Constituição Federal. 3) Procedimento de Controle Administrativo a que se julga


procedente para anular parte do art. 39 do Provimento 152 do Conselho Superior da
Magistratura do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e determinar a adequação do
edital do concurso para ingresso na atividade notarial e registral ao entendimento do CNJ”
(CNJ – PCA 2008100000019075 – Rel. Cons. João Oreste Dalazen – 75ª Sessão – j.
02.12.2008 – DJU 19.12.2008).

Prova de títulos para concurso de remoção. Possibilidade e legitimidade

Desconstituição de ato administrativo. Edital 84/07 TJSC.


Concurso Atividade Notarial e de Registro do Estado de Santa Catarina. Edital em
consonância com a legislação estadual. Pedidos improvidos. – “A realização de concurso
público para o provimento de cargo ou emprego público e para delegação de serviços como
o notarial ou registral representa uma opção constitucional pela valorização do critério
meritório. Dessa forma, a prova de títulos tem como objetivo selecionar candidatos com a
melhor classificação. No caso em tela, trata-se da prova de títulos para o concurso de
remoção e não de ingresso. E a valoração diferenciada das aprovações em concursos
também diferenciados, ao contrário do sustentado, atende ao princípio da moralidade
administrativa” (CNJ – PCA 619, 622, 640, 6891, 6908, 6910 e 6921 – Rel. Cons. Paulo
Lôbo – 46ª Sessão – j. 28.08.2007 – DJU 14.09.2007).

Provimento de serventias mistas

Procedimento de Controle Administrativo. Provimento de


serventias mistas. – “A serventia mista deverá ser provida por candidatos aprovados em
ambas as áreas, notarial e de registro” (CNJ – PCA 317 – Rel. Cons. Germana Moraes –
11ª Sessão Extraordinária – j. 09.05.2007 – DJU 18.05.2007 – Ementa não oficial).

Provimento de vagas ou remoção para serventias extrajudiciais. Exigência


constitucional inafastável

Procedimento de Controle Administrativo. Alegação de que o


Tribunal de Justiça não realiza concurso público para provimento de cargos de escrivão,
preferindo delegar essas funções para ocupantes de cargos em comissão. Confirmação de
omissão na realização de concurso para ingresso na atividade notarial e de registro
confirmada pelo Tribunal. Procedência em parte para fixar prazo para realização do
certame. – “A realização de concurso público de provas e títulos para provimento de vagas
ou remoção para serventias extrajudiciais é exigência constitucional inafastável, sob pena
de caracterização de infração administrativa. Impõe-se a realização do certame posto que,
diante da determinação peremptória do § 3º do art. 236 da CF/88, não se permitem
escolhas, nem se trata de hipótese de conveniência ou oportunidade a ser afirmada ou
negada pela autoridade responsável, na medida em que a exigência de abertura de concurso
para a atividade notarial e de registro constitui ato regrado e é estabelecida em comando
cogente, fatal e peremptório, dispensando qualquer disceptação a respeito” (CNJ – PCA
200710000008759 – Rel. Cons. Rui Stoco – 57ª Sessão – j. 26.02.2008 – DJU 18.03.2008).

Publicação separada das listas com os aprovados para os serviços notarial e de


registro e de acordo com as modalidades ingresso e remoção

Concurso Público. Serventia extrajudicial. Irregularidades


alegadas. – “1) Providências adotadas pelo Tribunal consideradas adequadas para

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


145

preservação da impessoalidade do concurso. 2) Devem ser publicadas em separado as listas


com os aprovados no concurso público, por serviço notarial e de registro, e de acordo com
a modalidade, ou seja, ingresso ou remoção” (CNJ – PCA 200810000011921 – Rel. Cons.
Paulo Lôbo – 73ª Sessão – j. 04.11.2008 – DJU 21.11.2008).

Questões relativas ao mesmo concurso já apreciadas e dirimidas pelo CNJ.


Impossibilidade de reiteração e nova apreciação

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de remoção.


Atividade notarial e de registro. Insurgência contra o critério de escolha das serventias.
Atas 145 e 154. Questão já apreciada anteriormente pelo CNJ. – “Questões relativas ao
mesmo concurso de ingresso ou de remoção na atividade notarial e de registro que já
tenham sido apreciadas e dirimidas pelo CNJ ficam imunes à reiteração, sob pena de
instauração de insegurança e estabelecimento de desigualdade entre os concorrentes” (CNJ
– PCA 200810000026468 – Rel. Cons. Rui Stoco – 80ª Sessão – j. 17.03.2009 – DJU
06.04.2009).

Questão submetida ao Judiciário

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso Público para


oficiais de Cartórios de Notas e de Registro do Rio Grande do Sul. Intervenção de
interessados. Aplicação da Lei 9.784/99. Alegação de descumprimento, pela Comissão
Examinadora, da decisão de mérito exarada pela Suprema Corte pátria. Questão
jurisdicionalizada. Impossibilidade de intervenção do Conselho Nacional de Justiça. Não-
conhecimento do pedido. (CNJ – PCA 186 – Rel. Cons. Germana de Moraes – 27ª Sessão
– j. 10.10.2006 – DJU 27.10.2006 – Ementa não oficial).

Reabertura das inscrições através da expedição de novo edital de concurso

Procedimento de Controle Administrativo. Serventias


extrajudiciais. Reabertura das inscrições. Afronta a isonomia. Inocorrência. – “A
expedição de novo edital de concurso, fundada em razões éticas e de racionalização do
processo de seleção dos candidatos, impõe a reabertura das inscrições, com oportunidade
para desistência, de modo a não prejudicar candidatos potenciais e candidatos já inscritos.
Não agride a isonomia a abertura de maior leque de concorrentes, absolutamente relevante
para o atendimento do interesse público na escolha dos candidatos melhor preparados”
(CNJ – PCA 200710000011576 – Rel. Cons. Antonio Umberto de Souza Júnior – 57ª
Sessão – j. 26.02.2008 – DJU 18.03.2008).

Realização de concurso para áreas distintas de serventias. Licitude

“É licito à Administração realizar concurso para áreas distintas de


serventias, situação já apreciada por este Conselho Nacional de Justiça, como bem espelha
a decisão proferida no Procedimento de Controle Administrativo 303, mantida pelo
Supremo Tribunal Federal em sede de Medida Cautelar em Mandado de Segurança
autuado sob o número 26.335” (CNJ – PCA 200710000008577, PCA 200710000008851,
PCA 200710000008905 e PCA 200710000010651 – Rel. Cons. Altino Pedrozo dos Santos
– 61ª Sessão – j. 29.04.2008 – DJU 20.05.2008 – Ementa não oficial).

Recomendação para que haja publicidade no sentido de informar quem são os


integrantes da comissão de concurso e da banca examinadora

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


146

Recurso Administrativo em Procedimento de Controle


Administrativo. Supostas irregularidades em concurso público unificado para provimento
de serventias extrajudiciais do Estado de Goiás. Pedido improvido. Dispensa de licitação
em conformidade com Lei 8.666/93, art. 24, XIII. Critério de qualidade técnica de
entidade selecionada presumido com base em referências idôneas. Enunciado
administrativo CNJ sobre reserva de vagas para portadores de necessidades especiais. –
“Propostas de Recomendação, ao Plenário, e de inclusão na regulamentação nacional, à
Corregedoria, pela determinação da publicidade de integrantes das comissões de concurso
e das bancas examinadoras” (CNJ – PP 200810000017820 – Rel. Cons. Joaquim Falcão –
80ª Sessão – j. 17.03.2009 – DJU 06.04.2009).

Remoção. Critérios estabelecidos para consideração dos títulos dos candidatos

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso público para


serviços notariais e de registro. Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas. Impugnação
do edital. Critérios para remoção estabelecidos em Resolução do Tribunal. – “Os critérios
estabelecidos na Res. 8/2005 não podem ser considerados desarrazoados, pois os critérios
estabelecidos para os títulos não prejudicam a participação igualitária dos concorrentes,
além de assegurar, para os fins específicos do concurso de remoção, o princípio da
igualdade a todos, até porque o tempo foi estimado pela Lei 8.935/94, quando limita a
participação aos titulares que exerçam a atividade por mais de dois anos (art. 17)” (CNJ –
PCA 349 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 37ª Sessão – j. 27.03.2007 – DJU 12.04.2007 –
Ementa não oficial).

Remoção. Inexistência de lei estadual dispondo sobre critérios

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso público para


serviços notariais e de registro. Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas. Impugnação
do edital. Critérios para remoção estabelecidos em Resolução do Tribunal. – “I) A
inexistência de lei estadual dispondo sobre as normas e critérios para o concurso de
remoção não obsta sua realização, tendo em vista a normatização da matéria por meio de
Resolução. A exigência legal de regulamentação pelos Estados dos critérios não significa
apenas lei em sentido formal. No caso do Estado do Amazonas, há a Lei Complementar n.
17/1997 que autoriza expressamente o Tribunal a editar Resolução para tal fim. É o quanto
basta para se atender à norma infraconstitucional e dar aplicabilidade à norma
constitucional. II) Os critérios estabelecidos na Resolução 8/2005 não podem ser
considerados desarrazoados, pois os critérios estabelecidos para os títulos não prejudicam a
participação igualitária dos concorrentes, além de assegurar, para os fins específicos do
concurso de remoção, o princípio da igualdade a todos, até porque o tempo foi estimado
pela Lei n. 8.935/94, quando limita a participação aos titulares que exerçam a atividade por
mais de dois anos (art. 17)” (CNJ – PCA 349 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 37ª Sessão – j.
27.03.2007 – DJU 12.04.2007 – Ementa não oficial).

Remoção. Pontuação máxima estipulada em Edital

Procedimento de Controle Administrativo. Atividade notarial e


registro. Concurso de remoção. Insurgência contra o entendimento da comissão de
concurso, que limitou em cinco pontos a pontuação máxima a ser considerada para
remoção em concurso público. Inexistência de ilegalidade do edital e ata regulamentar que
estabeleceram pontuação máximas em cinco pontos e da ata 145 da comissão de concurso

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


147

(CNJ – PCA 200810000024150 – Rel. Cons. Rui Stoco – 74ª Sessão – j. 18.11.2008 – DJU
05.12.2008).

Reserva de vagas. Candidatos portadores de necessidades especiais


V. tb.: DEFICIENTE FÍSICO – ENUNCIADO ADMINISTRATIVO CNJ 12, DE
29.01.2009

“Invoca o requerente a disciplina do art. 5º, § 2º, da Lei 8.112/90,


para sustentar a inconstitucionalidade do edital ao deixar de assegurar reserva de postos
nas serventias ofertadas a portadores de deficiência. O fundamento legal é inadequado. A
lei federal lembrada cuida do regime jurídico dos servidores públicos da União e o certame
sob exame é estadual. Por outro lado, este Conselho, por ocasião do julgamento do PCA
110, Rel. Cons. Eduardo Lorenzoni, fixou tese de que a disposição do art. 37, VIII, da CF,
é norma dependente de regulamentação por lei ordinária e de duvidosa incidência no
provimento dos titulares de serventias, pois não se enquadrariam como empregados
públicos nem como detentores de cargos públicos, pois exercem atividade privada
delegada pelo poder público, conforme indicou o Supremo Tribunal Federal na ADIn
2.602, Rel. Min. Eros Grau, DJU 31.03.2006. Embora me pareça muito razoável a tese
sustentada pelo requerente percebe-se que ela não tem encontrado eco neste Conselho.
Ainda que esta nova composição reveja tal posicionamento não se poderá cogitar de
ilegalidade ou inconstitucionalidade na elaboração de edital afinado com a jurisprudência
do CNJ. Rejeito também esta impugnação” (CNJ – PCA 200710000011576 – Rel. Cons.
Antonio Umberto de Souza Júnior – 57ª Sessão – j. 26.02.2008 – DJU 18.03.2008 –
Ementa não oficial).

Procedimentos de Controle Administrativo. Concurso Público de


ingresso na atividade notarial e registro do Estado do Paraná. Edital 01/2006. Alegação
de ilegalidade de alguns itens do edital. – “Quanto à reserva de vagas para as pessoas
portadoras de deficiência, não há qualquer ilegalidade no edital mencionado, posto que se
houver situação aplicável, será verificada após a classificação, e porque não existem vagas
para cargos e empregos, mas sim para delegação de serviços. Até porque, não se aplica a
hipótese aos notários, conforme decidido no PCA 110, julgado em 08.08.2006” (CNJ –
PCA 231, 242, 262, 352 – Rel. Cons. Oscar Argollo – 10ª Sessão Extraordinária – j.
08.05.2007 – DJU 18.05.2007 – Ementa não oficial).

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso Público para


Delegação dos Serviços de Tabelionato e de Registro. Editais 01 e 02/2007. Reserva de
vagas para portadores de deficiência. Pedido parcialmente procedente. – “O processo de
inclusão política e social é longo, contínuo e tem demandado da sociedade um exaustivo
empenho para que as ações afirmativas sejam efetivadas e levadas a termo. Assim, deve o
direito dos portadores de necessidades especiais ser respeitado e, dentro das possibilidades
legais, como no presente caso, haver a necessária adequação dos editais ao comando legal”
(CNJ – PCA 200710000019230 – Rel. Cons. Andréa Pachá – 60ª Sessão – j. 08.04.2008 –
DJU 07.05.2008 – Ementa não oficial).

Procedimento de Controle Administrativo. Reserva de vagas para


portadores de necessidades especiais. Concurso público de ingresso na atividade notarial.
Decisão já analisada pelo CNJ (PCA 110). Indeferimento. – “A reserva de vagas para
deficientes como o seu contrário não afetam qualquer princípio constitucional ou legal,
pelo que nenhum reparo há de se fazer quanto a esse tópico” (CNJ – PCA 7287 – Rel.
Cons. Jorge Maurique – 49ª Sessão – j. 09.10.2007 – DJU 25.10.2007).

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


148

Procedimento de Controle Administrativo. Reserva de vagas para


portadores de necessidades especiais. Concurso público de ingresso na atividade notarial.
Decisão já analisada pelo CNJ (PCA 110). Indeferimento. – “I) Não é ilegal nem
inconstitucional a ausência de reserva de vagas a portadores de necessidades especiais em
concurso público de ingresso na atividade notarial, nos termos da ADI 2602/. II) Questão
já analisada pelo CNJ (PCA 110). Procedimento de Controle Administrativo indeferido”
(CNJ – PCA 7287 – Rel. Cons. Jorge Maurique – 49ª Sessão – j. 09.10.2007 – DJU
25.10.2007).

Reserva de vagas para portadores de deficiência. Oferecimento de apenas duas


vagas em concurso

Procedimento de Controle Administrativo. Desconstituição de ato


administrativo. Concurso para serviço notarial e de registro. Tribunal de Justiça do Distrito
Federal e Territórios (TJDFT). Concurso público para delegados extrajudiciais (CF, art.
236, § 3°). Oferecimento de apenas duas vagas. Portadores de deficiência e reserva de
vagas (CF, art. 37, VIII). Impossibilidade material de aplicação da política pública de
inclusão, considerada a disciplina jurídica em vigor (§ 2° do art. 5° da lei 8.112/90).
Procedimento de Controle Administrativo improcedente” (CNJ – PCA 335 – Rel. Cons.
Douglas Rodrigues – 30ª Sessão – j. 28.11.2006 – DJU 13.12.2006).

Reserva de vagas para portadores de necessidades especiais. Número de


candidatos inferiores às vagas existentes

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de provas e


títulos para atividade notarial e de registro. Reserva de vagas para candidatos portadores
de necessidades especiais. Reserva de 10% das vagas asseguradas. Número de candidatos
inferiores às vagas existentes. Pretensão de escolha privilegiada. Inadmissibilidade. – “Se,
em concurso para preenchimento de serventias extrajudiciais o número de candidatos é
inferior ao número de vagas postas no certame, a reserva para portadores de necessidades
especiais perde o sentido e não mais se justifica” (CNJ – PCA 602 – Rel. Cons. Rui Stoco
– 47ª Sessão – j. 11.09.2007 – DJU 27.09.2007).

Reserva de vagas para portadores de necessidades especiais. Obediência ao


princípio da igualdade

Desconstituição de ato administrativo. Edital 84/07 TJSC.


Concurso Atividade Notarial e de Registro do Estado de Santa Catarina. Edital em
consonância com a legislação estadual. Pedidos improvidos. – “A norma constitucional
que reserva um número de vagas para deficientes físicos, densifica o princípio da
igualdade, na medida em que possibilita a inclusão da diferença. Nesse sentido, a norma
editalícia está em plena consonância com os direitos fundamentais” (CNJ – PCA 619, 622,
640, 6891, 6908, 6910 e 6921 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 46ª Sessão – j. 28.08.2007 – DJU
14.09.2007).

Serventia entregue a outro candidato. Desconstituição do ato que impõe a


destinação da serventia ao candidato que a ela tem direito

Procedimento de Controle Administrativo. Serventia extrajudicial.


Concurso de ingresso. Candidato aprovado que fez escolha da serventia. Posterior

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


149

determinação do seu afastamento para entregar a delegação a candidato que não pode
tomar posse na serventia inicialmente escolhida. Reintegração do último à serventia
inicialmente escolhida, efeitos reflexos na delegação da requerente. – “Se ao candidato
aprovado não se permitiu assumir a serventia vaga porque o Tribunal de Justiça a entregou
a outrem, vacante ou desconstituída esta delegação, impõe-se destinar a serventia vaga
àquele que a ela tem direito, segundo a ordem de classificação no certame” (CNJ – PCA
20091000008290 – Rel. Cons. Rui Stoco – 83ª Sessão – j. 28.04.2009 – DJU 15.05.2009).

Serventias mistas. Exigência de provimento por candidatos aprovas em ambas


as áreas (notas e registro)

Procedimento de Controle Administrativo. Provimento de


serventias mistas. Opção dos candidatos. Pedido improcedente. – “Conforme a decisão
exarada nos autos do PCA 303, a serventia mista deverá ser provida por candidatos
aprovados em ambas as áreas (notarial e de registro)” (CNJ – PCA 317 – Rel. Cons.
Germana Moraes – 11ª Sessão Extraordinária – j. 09.05.2007 – DJU 18.05.2007).
Parte do voto da Relatora: “Não fazendo opção, a lógica impõe a permanência do
candidato na sua colocação original, reservando-se o deslocamento para o último lugar
para os candidatos que fizeram opção e, posteriormente, desistiram da delegação”.

Serventias mistas. Forma de classificação dos candidatos

Procedimento de Controle Administrativo. Legitimidade ativa.


Matéria sob apreciação judicial. Vinculação ao edita1 do concurso. Não conhecimento. –
“O Plenário do CNJ já pacificou o entendimento de que, nos termos do artigo 5º da Lei
9.784/99, Aplicado em conformidade com o art. 100 do Regimento Interno, o processo
administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado. Não se mostra possível
a intervenção administrativa do Conselho em matéria judicial, uma vez que a sua atuação
está restrita ao controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do
cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, conforme a norma gravada no § 4º do art.
103-B da Carta Magna de 1988. A forma de classificação dos candidatos para o
provimento das serventias mistas se encontra prevista nas normas do certame, e sua
modificação, atendendo ao pleito do requerente, importaria nítida violação ao princípio da
vinculação, que deve ser fielmente observado pela administração e pelos administrados
(candidatos). Não se toma conhecimento do pedido em decorrência da ilegitimidade ativa
do requerente, bem como em virtude de duas matérias estarem sob apreciação em sede
judicial. quanto à matéria remanescente, julga-se improcedente o pleito inaugural” (CNJ –
PCA 286 – Rel. Cons. Germana Moraes – 36ª Sessão – j. 14.03.2007 – DJU 23.03.2007).

Serventias sub judice

Serventias extrajudiciais. Concurso público. Prova de títulos.


Serventias sub judice. – “Devem ser divulgados os títulos considerados na prova respectiva
e os critérios de avaliação pela comissão examinadora do concurso público, sob pena de
afronta ao princípio da impessoalidade e possível favorecimento de candidatos. Para se
evitar que os interesses individuais dos atuais titulares irregulares de serventias
extrajudiciais prevaleçam e comprometam o concurso, deve ser permitida a escolha de
serventias sub judice, sob a inteira responsabilidade do candidato. Em respeito ao princípio
da publicidade, devem ser disponibilizados aos candidatos interessados os dados relativos à
arrecadação das serventias extrajudiciais. O transcurso quase dois anos para a realização
somente da prova objetiva e publicação do respectivo resultado, exige atuação do CNJ para

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


150

determinar que a finalização do certame ocorra em prazo máximo de seis meses” (CNJ –
PP 200910000010611 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 83ª Sessão – j. 28.04.2009 – DJU
15.05.2009).

Serventias vagas por mais de seis meses. Preenchimento da vacância somente


através de concurso de provimento ou remoção

Pedido de Providências. Realização de concurso público.


Serventias extrajudiciais. Edição de norma pelo CNJ. Desnecessidade. Solução pontual de
casos concretos. Instauração de Pedido de Providências para averiguar situações de
tribunais. Deferimento em parte. – “I) Ficam prejudicados os pedidos de obediência ao art.
236, § 3º, da CF/88, atinentes aos Tribunais de Justiça dos Estados de Alagoas, Bahia,
Ceará, Espírito Santo, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Santa
Catarina, Sergipe e Tocantins, diante da existência de norma já editada nesse sentido, bem
como terem as mencionadas Cortes envidado esforços no sentido do comando
constitucional. II) Com respeito ao Tribunal de Justiça do Estado do Amapá, devendo ser
instaurado e distribuído livremente o respectivo Pedido de Providências, por inobservância
da regra constitucional do § 3º do artigo 236, segundo a qual ‘o ingresso na atividade
notarial e de registro depende de concurso público de provas e títulos, não se permitindo
que qualquer serventia fique vaga, sem abertura de concurso de provimento ou de
remoção, por mais de seis meses’. III) Mostra-se inoportuno o pedido de edição de ato
normativo para obrigar os tribunais a realizar concursos de serventias que vagarem após a
edição da CF/88, tendo em vista que a imensa maioria dos Tribunais de Justiça está
atuando em conformidade com o comando constitucional do art. 236, § 3º, de modo que,
eventual recalcitrância deverá ser pontualmente analisada por este Conselho. IV) Pedido de
Providências parcialmente provido. Prejudicado os demais pedidos” (CNJ – PP 845 – Rel.
Cons. Jorge Maurique – 57ª Sessão – j. 26.02.2008 – DJU 18.03.2008).

Sistema de classificação geral

Atividade Notarial e de Registro. Concurso de Ingresso.


Classificação dos candidatos. – “A classificação geral é adotada em quase todos os
concursos do país porque se revela mais adequada, já que os candidatos ocupam a
colocação de acordo com sua pontuação e podem escolher as serventias de acordo com seu
mérito” (CNJ – PP 9030 – Rel. Cons. Andréa Pachá – 50ª Sessão – j. 23.10.2007 – DJU
09.11.2007 – Ementa não oficial).

Procedimentos de Controle Administrativo. Concurso Público para


Ingresso de Provas e Títulos, e de Remoção, de Títulos, para Delegação dos Serviços de
Tabelionato e de Registro do Estado de Minas Gerais. Publicação da data de vacância da
titularidade. Não previsão do tempo de serviço prestado como notário ou registrador para
fins de titulação. Cálculo legal de duas terças partes das vagas para ingresso e de uma terça
parte para remoção. Pedidos improcedentes. Ilegitimidade da ANOREG para representar
candidatos ao concurso. Reconhecimento. Lista única de classificação geral como critério a
ser observado. Parcialmente procedente. (CNJ – PCA 200810000001988 e PCA
200810000001939 – Rel. Cons. Andréa Pachá – 60ª Sessão – j. 08.04.2008 – DJU
07.05.2008).

Superveniente retificação do edital não inibe interesse de agir do requerente


na apuração de supostas irregularidades

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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Concurso de ingresso. Revogação superveniente do edital.


Subsistência do interesse de agir do requerente. – “A revogação do edital de abertura de
concurso para ingresso na titularidade de serventias extrajudiciais por edital retificatório
não inibe o conhecimento do pleito, ante a possível persistência das supostas
irregularidades” (CNJ – PCA 200710000007627 – Rel. Cons. Antonio Umberto de Souza
Júnior – 57ª Sessão – j. 26.02.2008 – DJU 18.03.2008).

Vaga surgida da aposentadoria compulsória do titular da serventia. Pretensão


do ex-titular de impedir o seu preenchimento, sob alegação de nulidade do ato
de aposentadoria

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso Público para


o ingresso na atividade notarial do Rio Grande do Sul. Ação Direta de
Inconstitucionalidade 2.602/MG. Aposentadoria compulsória dos servidores titulares de
serventias extrajudiciais. Pretensão de impedir o preenchimento de vaga, sob alegação de
nulidade do ato de sua aposentadoria compulsória, não podendo ser declarada vaga a
antiga serventia que o requerente ocupava. Afirmação de que o Tribunal requerido está
impedido de proceder às nomeações dos aprovados no concurso em andamento. Pedido
julgado improcedente. – “Penso que a pretensão, de ser excluída a antiga serventia do
requerente aposentado do rol daquelas que serão preenchidas pelo concurso não pode ser
acolhida nesta seara administrativa. A uma, porque a matéria está sendo apreciada pelo
STF, com julgamento suspenso. A duas, porque o próprio autor intentou duas ações
judiciais (reclamação e ação ordinária) para tornar sem efeito o decreto de sua
aposentadoria. Não fosse suficiente, a pretensão aqui deduzida, em sede administrativa,
encerra nada mais que expectativa de direito eventualmente decorrente de decisão judicial”
(CNJ – PCA 276 – Rel. Cons. Paulo Schmidt – 27ª Sessão – j. 10.10.2006 – DJU
27.10.2006 – Ementa não oficial).

Validação de títulos e critérios de desempate

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de ingresso e


remoção. Serventias extrajudiciais. Pedido improcedente. – “Os requisitos estabelecidos
para validação dos títulos e os critérios de desempate instituídos estão de acordo com a Lei
Estadual 12.989/98 e são adequados para a finalidade que ostentam” (CNJ – PCA 12222 –
Rel. Cons. Andréa Pachá – 51ª Sessão – j. 06.11.2007 – DJU 26.11.2007).

Vinculação ao edital. Restrição de oferta das serventias a limite de tempo


anterior ao estabelecido no edital

Procedimento de Controle Administrativo. Pedido de liminar.


Serventias extrajudiciais. Concurso público. Princípio da vinculação do edital. – “Viola o
princípio da vinculação do edital a decisão de comissão de concurso público que determine
a contenção da oferta das serventias a limite temporal anterior àquele estipulado no
respectivo edital. Liminar deferida para observância rigorosa do termo final fixado no
edital do concurso” (CNJ – PCA 200810000013474 – Rel. Cons. Antonio Umberto de
Souza Júnior – 65ª Sessão – j. 24.06.2008 – DJU 05.08.2008).

Violação aos princípios da isonomia e livre registro

Procedimento de Controle Administrativo. Desconstituição de ato


administrativo. Concurso Público para ingresso e remoção na atividade notarial e de

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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registro. TJSC. Resolução n. 13/2006. Violação aos princípios da isonomia e do livre


acesso aos cargos e funções públicas. Liminar deferida. (CNJ – PCA 314 – Rel. Cons.
Paulo Lôbo – 36ª Sessão – j. 13.03.2007 – DJU 23.03.2007 – Ementa não oficial).

CONCURSO DE INGRESSO NA MAGISTRATURA


Palavras-chave: CERTAME – CONCURSO
V. tb.: MAGISTRATURA – PROVA

Alegação de equívoco na correção de prova. Revisão que compete ao Tribunal.


Controle de legalidade pelo CNJ, em harmonia com o princípio da
preservação da autonomia dos tribunais

Recurso Administrativo em Procedimento de Controle


Administrativo. Concurso público. Provimento de cargos vagos de juiz substituto.
Edital/TJPA 01/2007. Suposta ausência de leitura da prova discursiva I. Não-apreciação
do recurso. Insubsistência da alegação de violação aos itens 10.5, 10.6 do Edital.
Inexistência de mácula aos princípios da legalidade e dignidade da pessoa humana. – “I)
A apreciação, por parte do Conselho Nacional de Justiça, da legalidade dos atos
administrativos praticados por órgãos ou agentes públicos pressupõe, por um lado, a
consolidação definitiva da situação jurídica decorrente da atuação questionada e, por outro,
a repercussão geral do provimento pugnado. II) Jungido este Conselho à condição de
instância de controle dos atos administrativos e financeiros emanados dos órgãos
judicantes, não pode se sobrepor ao Tribunal competente no exercício da função revisora
de eventual equivoco no procedimento de correção de prova e divulgação do respectivo
resultado de certame público. III) Insurgências nas quais se impugna a regularidade de
concursos públicos com fulcro na suposição de não terem sido lidas e, assim, corrigidas, as
respostas de provas discursivas, não ostentam, a princípio, caráter geral passível de
configurar a repercussão do debate no âmbito de outros órgãos do Poder Judiciário,
ensejando, em caso de efetiva atuação desta Corte, indevida investida contra os primados
da autonomia e autogoverno dos Tribunais (art. 103-B, § 4º e inciso I, da CF/88). IV)
Recurso administrativo a que se nega provimento” (CNJ – PCA 200810000011349 e PCA
200810000011842 – Rel. Cons. Mairan Gonçalves Maia Júnior – 67ª Sessão – j.
12.08.2008 – DJU 01.09.2008).

Alteração da composição da banca examinadora

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso para


provimento de cargo de Juiz Substituto do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas.
Ausência das irregularidades apontadas. Revisão de notas decorrente do exame de recursos
interpostos, na forma do edital, ademais publicado sem nenhuma irregularidade,
prejudicado outro expedido. Regras prévias e não impugnadas sobre a realização das
provas e as matérias por elas compreendidas, incluindo a questão da terceira prova
discursiva. Alteração da composição da Banca para preservar a impessoalidade,
moralidade e transparência. Pedidos indeferidos. (CNJ – PCA 205 – Rel. Cons. Cláudio
Godoy – 39ª Sessão – j. 24.04.2007 – DJU 11.05.2007).

Antecipação da publicação de edital. Impessoalidade preservada

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso da


Magistratura. Alegação de antecipação da publicação de edital para obviar incidência da

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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Resolução 11, CNJ. Ausência de qualquer dado concreto a indicar vulneração da


impessoalidade. Pedido indeferido. (CNJ – PCA 105 – Rel. Cons. Cláudio Godoy – 23ª
Sessão – j. 15.08.2006 – DJU 01.09.2006).

Anulação. Alegação de formulação de questão sobre matéria não prevista no


Edital

Concurso Público para Ingresso na Magistratura do Estado de


Goiás. Alegação de cobrança de matéria não-prevista no Edital. Pedido de anulação da
terceira fase do certame. Improcedência. – “I) Hipótese em que a matéria supostamente
não-prevista no Edital do certame em questão refere-se ao crime de bando ou quadrilha. II)
Não procede o pleito de invalidação do certame se o edital, conquanto não contemple no
programa o crime de bando ou quadrilha do Código Penal (art. 288), explicitamente prevê
aferição de conhecimento sobre leis especiais que supõem domínio técnico sobre o referido
tipo penal, no caso a Lei 9.034/95, que tem seu âmbito de incidência dirigido aos crimes de
quadrilha (art. 1º), a Lei 8.072/90, que trata dos crimes contra o meio ambiente (art. 79).
III) Recurso Administrativo conhecido e desprovido” (CNJ – PCA 200810000006329 –
Rel. Cons. Min. João Oreste Dalazen – 64ª Sessão – j. 10.06.2008 – DJU 11.07.2008).

Arredondamento de notas de candidatos. Ofensa ao art. 37 da CF/88

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso Público para


ingresso na Carreira da Magistratura no Estado de Pernambuco. Arredondamento de notas
de candidatos. Reconhecimento de flagrante contrariedade ao artigo 37 da Constituição
Federal, especificamente aos princípios da legalidade e moralidade. Procedência do pedido
para determinar a anulação do ato. (CNJ – PCA 143 – Rel. Cons. Ruth Carvalho – 27ª
Sessão – j. 10.10.2006 – DJU 27.10.2006 – Ementa não oficial).

Atividade jurídica. Analista de Finanças e Controle da CGU

“A Resolução CNJ 11/06 regulamenta o critério de atividade


jurídica para a inscrição em concurso público de ingresso na carreira da magistratura
nacional. Ao contrário do que sustenta o recorrente, as disposições da Resolução CNJ
11/06 não amparam seu pedido, na medida em que o autor requer uma declaração abstrata
de que o tempo de serviço no cargo de Analista de Finanças e Controle da CGU cumpre a
exigência constitucional de três anos de atividade jurídica. O art. 5º da referida Resolução
dispõe expressamente que “a comprovação do período de três anos de atividade jurídica de
que trata o art. 93, I, da Constituição Federal, deverá ser realizada por ocasião da inscrição
definitiva do concurso”. Assim, nos termos da decisão recorrida, o Plenário já se
manifestou diversas vezes sobre o assunto, firmando entendimento de que questões como a
proposta pelo requerente devem ser apresentadas, concretamente, à comissão do concurso
(PP 50 e PP 3105)” (CNJ – PP 6350 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 48ª Sessão – j. 25.09.2007
– DJU 15.10.2007 – Ementa não oficial).

Atividade jurídica. Atuação como conciliador e juiz leigo em Juizados


Especiais

Juizados Especiais Cíveis e Criminais. Exercício das funções de


conciliador e de juiz leigo. Atividade jurídica típica. Resolução 11 deste CNJ. – “A
atividade de conciliação desempenhada perante os Juizados Especiais Cíveis e Criminais,
quando exercida por bacharel em direito (art. 7º da Lei 9.099/95), deve ser compreendida

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


154

como atividade jurídica específica, compatível com as situações referidas na resolução 11


deste CNJ. Afinal, se a atuação do bacharel tem por objetivo conduzir as partes à
conciliação – qualificando-se por isso, como modalidade anômala de assessoria jurídica
(art. 1º, II, da Lei 8.906/94), que é prestada em procedimento jurisdicional – evidente que o
sucesso de sua atividade reclamará qualificação técnica específica, capaz de permitir a
análise jurídica do caso concreto e a exposição aos litigantes dos riscos pessoais e
patrimoniais envolvidos. Pedido de Providências acolhido, com edição de enunciado
administrativo” (CNJ – PP 587 – Rel. Cons. Douglas Rodrigues – 23ª Sessão – j.
15.08.2006 – DJU 01.09.2006).

Atividade jurídica. Exigência de comprovação da prática da advocacia de, no


mínimo, cinco anos

Procedimento de Controle Administrativo. Impugnação. Edital.


Concurso Público para Magistratura. Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe. Atividade
jurídica. Comprovação do exercício da advocacia. Competência da comissão do
concurso. – “Ao exigir do candidato ao cargo de Juiz de Direito do TJ/SE, a comprovação
da prática de, no mínimo, cinco atos privativos de advogado no período de um ano, a
Comissão Examinadora, a quem cabe avaliar e classificar os candidatos, agiu dentro de
suas atribuições, nos termos do que previsto na Constituição da República e na Resolução
11/2006 deste Conselho. Precedentes. Improcedência do Procedimento de Controle
Administrativo” (CNJ – PCA 200810000011222 – Rel. Cons. Técio Lins e Silva – 65ª
Sessão – j. 24.06.2008 – DJU 05.08.2008).

Atividade jurídica para os fins do art. 93, I, da CF/88. Caracterização

“Considera-se atividade jurídica aquela exercida com exclusividade


por bacharel em Direito, bem como o exercício de cargos, empregos ou funções, inclusive
de magistério superior, que exija a utilização preponderante de conhecimento jurídico,
vedada a contagem do estágio acadêmico ou qualquer outra atividade anterior à colação de
grau” (art. 2º da Res. CNJ 11, de 31.01.2006).

“Para os efeitos do art. 2º da Resolução 11, de 31.01.2006,


considera-se atividade jurídica a atuação do bacharel em Direito como juiz leigo ou
conciliador do Sistema dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais, desde que não inferior a
16 (dezesseis) horas mensais” (Enunciado Administrativo CNJ 3, de 28.11.2006).
(Precedente: PP 587 – 23ª Sessão – 15.08.2006).

“Serão admitidos no cômputo do período de atividade jurídica os


cursos de pós-graduação na área jurídica reconhecidos pelas Escolas Nacionais de
Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados de que tratam o art. 105, parágrafo único, I, e
o art. 111-A, § 2º, I, da CF, ou pelo Ministério da Educação, desde que integralmente
concluídos com aprovação” (art. 3º da Res. CNJ 11, de 31.01.2006).

Ingresso na Magistratura de carreira. Concurso público. Novas


exigências estabelecidas pela Emenda Constitucional 45/04. Requisito óbvio de ser
bacharel em direito e ter, no mínimo, três anos de atividade jurídica. Tal lapso temporal é
de ser computado somente após a obtenção, pelo candidato, do grau de bacharel.
Interpretação autêntica do art. 93, I da Constituição Federal, consentânea inclusive com os
anais do Congresso Nacional. Com a reforma do Judiciário o Constituinte Derivado
procurou estabelecer idade mínima para o ingresso na carreira. Tentativa de obter

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


155

candidatos com maior maturidade e evitar problemas com a excessiva juvenilização da


magistratura. Conceito de ‘atividade jurídica’ mais abrangente do que a antiga ‘prática
forense’. Idéia de alcançar não só a atividade exercida, com exclusividade, pelo bacharel
em direito, como também a decorrente do exercício de cargos, empregos ou funções em
que se exija a utilização preponderante de conhecimentos jurídicos. O ingresso na carreira
é procedimento complexo, com diversas etapas e diferentes agentes. Fase inicial
consubstanciada no concurso público com comissão de inscrição e bancas examinadoras,
com competências específicas para analisar os requisitos da inscrição e as aptidões técnicas
dos candidatos. A comprovação do requisito do período de três anos de atividade jurídica
há de ser feita perante a Comissão e até a data da inscrição definitiva do candidato no
certame. Tal circunstância deve ser, no entanto explicitada no edital. Quem exercer
atividade de magistério em cursos formais ou informais de preparação de candidatos fica
impedido, por motivos éticos de integrar as bancas do concurso, em até três anos após a
cessação da atividade. Interpretação analógica com o art. 95 parágrafo único, inciso V da
Constituição Federal. Pedido específico de providências não acolhido. Edição, no entanto,
de Resolução do CNJ sobre a matéria. (CNJ – PP 50 – Rel. Cons. Marcus Faver – 12ª
Sessão – j. 31.01.2006 – DJU 09.02.2006).

Atividade jurídica para os fins do art. 93, I, da CF/88. Res. 11, de 31.01.2006

Pedido de Providências. Consulta sobre comprovação de atividade


jurídica e limitação de idade para participação de concurso público para ingresso na
carreira da Magistratura. Regulação da primeira questão constante na Resolução CNJ 11.
Quanto ao segundo ponto, devido a diversidade na regulamentação pelos Tribunais e a
razoabilidade de várias das sugestões apresentadas pelo requerente, os autos foram
remetidos à Comissão instituída pelo Conselho Nacional de Justiça para regulamentação
dos concursos. (CNJ – PP 976 – Rel. Cons. Ruth Carvalho – 28ª Sessão – j. 24.10.2006 –
DJU 20.11.2006 – Ementa não oficial).

Atraso na comunicação do horário de realização da prova

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso Público para


Juiz do Trabalho substituto do TRT 5ª Região. Alegação de desacerto nas comunicações
entre o candidato e a instituição responsável pelo concurso. – “O atraso nas informações,
decerto decorreram das imperfeições que qualquer sistema eletrônico de comunicação
possibilita. Mas, tenho que o requerente, ainda que comunicado, por telefone, 24 (vinte e
quatro) horas antes da realização da prova, teria realmente dificuldade para se deslocar de
Vitória a Salvador” (CNJ– PCA 423 – Rel. Cons. Oscar Argollo – 11ª Sessão
Extraordinária – j. 09.05.2007 – DJU 18.05.2007 – Ementa não oficial).

Ausência de motivação na atribuição de notas às provas realizadas.


Admissibilidade de recurso administrativo. Irregularidade sanável

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso para Juiz de


Direito Substituto do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. Atribução de
notas às provas realizadas. Ausência de motivação. Possibilidade de recurso
Administrativo. Irregularidade sanável não comprometendo o concurso. (CNJ – PCA 131 –
Rel. Cons. Eduardo Lorenzoni – 26ª Sessão – j. 26.09.2006 – DJU 16.10.2006 – Ementa
não oficial).

Ausência de participação de membro indicado pela OAB

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


156

Procedimento de Controle Administrativo. Irregularidades


ocorridas no V Concurso Público para o cargo de Juiz Substituto do Estado de Tocantins.
Ausência de participação de membro indicado da OAB. Excessiva subjetividade na
“Investigação Sigilosa Eliminatória” presente no edital. Ofensa ao art. 93, inciso I, da,
Constituição Federal. Anulação. (CNJ – PCA 12 – Rel. Cons. Alexandre de Moraes – 10ª
Sessão – j. 06.12.2005 – DJU 15.12.2005 – Ementa não oficial).

Ausência de publicidade dos prazos para impugnação das provas

Recurso Administrativo em Procedimento de Controle


Administrativo. Publicidade. – “Dentro de um juízo de razoabilidade, a eventual
inexistência de publicidade dos prazos para impugnação da provas de seleção do concurso
para ingresso na carreira da magistratura deve ser questionada antes da realização da etapa
subseqüente do certame, sob pena da perda de uma chance de questioná-la no CNJ” (CNJ –
PCA 200810000032262 – Rel. Cons. Antonio Umberto de Souza Júnior – 77ª Sessão – j.
27.01.2009 – DJU 13.02.2009).

Autonomia da banca examinadora. Impossibilidade de o CNJ substituir-se à


banca na formulação de questões ou correção de provas

Recurso Administrativo no Procedimento de Controle


Administrativo. Concurso da magistratura. Similitude de questões com outros certames.
Tutela dos direitos individuais. Ausência de competência do CNJ. Favorecimento não
comprovado. Conjectura. Não-conhecimento. – “É vedado ao CNJ anular ato
administrativo, baseado em mera conjectura (STF: MS 26700/RO), ou substituir-se à
banca examinadora na apreciação de critérios na formulação de questões ou de correção de
provas, limitando-se à análise da legalidade e da observância das regras contidas no
respectivo edital (STF: RE 434708/RS; STJ: RMS 21617/ES, EREsp. 338.055/DF.
REsp. 286344/DF, RMS 19062/RS, RMS 18.314/RS, RMS 24080/MG, RMS
21.743/ES, RMS 21.650/ES)” (CNJ – PCA 200810000009811 – Rel. Cons. Jorge
Maurique – 69ª Sessão – j. 09.09.2008 – DJU 26.09.2008).
Jurisprudência do STJ: “1. O Superior Tribunal de Justiça firmou jurisprudência no
sentido de que o exame dos atos da Banca Examinadora e das normas do edital de
concurso público pelo Judiciário restringe-se aos princípios da legalidade e da vinculação
ao edital (Precedentes) 2. Legalidade da limitação imposta pelo edital, no sentido de não
considerar artigo publicado em boletim, ante a autorização concedida ao Corregedor-Geral
pelo art. 6º da Lei 11.183/98 para delimitar os títulos passíveis de aceitação para fins de
prova” (STJ – 2ª T – ROMS 25615-RS – Rel. Eliana Calmon – j. 10.06.2008 – DJU
27.06.2008 e Revista Juris Plenum, Ano IV, n. 23, p.154, setembro/2008).

Avaliação de conhecimento do vernáculo

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso Público da


Magistratura. Questões de história e geografia regionais. Violação da isonomia.
Precedente. Conhecimento do vernáculo. Possibilidade. Reabertura das inscrições.
Questão prejudicada. Conexão. Parcial procedência. – “Possível avaliação de
conhecimentos do vernáculo, sem violar o princípio da razoabilidade nem norma prevista
em Resolução do Conselho Nacional do Ministério Público, cuja aplicação não se insere
aos concursos do Poder Judiciário” (CNJ – PCA 415 – Rel. Cons. Mairan Gonçalves Maia
Júnior – 46ª Sessão – j. 28.08.2007 – DJU 14.09.2007).

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


157

Caderno de prova. Disponibilização para efeito de recorrer

Concurso para ingresso na carreira da magistratura estadual.


Prova objetiva. Período de interposição de recurso. Disponibilização do caderno de
prova. – “1) Não viola o princípio da publicidade a não disponibilização do caderno de
prova durante o período de interposição do respectivo recurso se, em momento anterior, já
foi franqueado a todos os candidatos o acesso ao caderno de prova e ao gabarito
preliminar. 2) Pedido formulado em Procedimento de Controle Administrativo que se julga
improcedente” (CNJ – PCA 200910000017186 – Rel. Cons. João Oreste Dalazen – 86ª
Sessão – j. 09.06.2009 – DJU 17.06.2009).

Candidato aprovado em concurso sem comprovar 3 anos de atividade jurídica

Pedido de Providências. Nomeação para o cargo de Juíza de Direito


de candidato aprovado em concurso que não comprovou o requisito constitucional de três
anos de prática jurídica. Matéria judicializada. Existência de decisão judicial amparando a
situação da magistrada. (CNJ – PP 1216 – Rel. Paulo Schmidt – 11ª Sessão Extraordinária
– j. 09.05.2007 – DJU 18.05.2007 – Ementa não oficial).

Cartão de identificação. Comparecimento pessoal do candidato para a sua


retirada

Procedimento de Controle Administrativo. Tribunal Regional


Federal da 2ª Região. Concurso público para ingresso na carreira da magistratura. Edital
que prevê a aplicação de “discriminação” em relação à população do Estado do Espírito
Santo. Alegada ofensa ao postulado da isonomia. Não caracterização. Cartão de inscrição.
Exigência de comparecimento pessoal dos candidatos para retirada. Alegação de falta de
razoabilidade. Procedimento justificado como garantia de segurança da identificação dos
candidatos. Improcedência. (CNJ – PCA 421 – Rel. Cons. Douglas Alencar Rodrigues –
35ª Sessão – j. 27.02.2007 – DJU 09.03.2007).

Comissão de Concurso. Termo inicial de contagem da atividade jurídica

Consulta autuada como Pedido de Providência. Tribunal Regional


do Trabalho da 22ª Região. Comissão de Concurso para Juiz Substituto. Termo inicial da
contagem temporal da “atividade jurídica”. Candidata aprovada que eventualmente não
preencheria o requisito indispensável de 3 (três) anos de atividade jurídica após o
bacharelado. Impetração de mandado de segurança frente ao Superior Tribunal d Trabalho.
Pedido prejudicado. Uma vez jurisdicionada a matéria, prejudicada fica a competência do
Conselho Nacional de Justiça. Arquivamento. (CNJ – PP 1043 – Rel. Cons. Marcus Faver
– 33ª Sessão – j. 23.01.2007 – DJU 06.02.2007).

Comissão e banca examinadora. Vedação a sua composição

“Aquele que exercer a atividade de magistério em cursos formais


ou informais voltados à preparação de candidatos a concursos públicos para ingresso na
carreira da magistratura, fica impedido de integrar comissão de concurso e banca
examinadora até três anos após cessar a referida atividade de magistério” (art. 6º da Res.
CNJ 11, de 31.01.2006).

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


158

Cômputo de atividade jurídica anterior à colação de grau

“Trata-se de Pedido de Providências subscrito por T.L.S., onde o


requerente espera que o CNJ reconheça a possibilidade de cômputo de atividade jurídica
anterior à colação de grau, para perfazer os três anos exigidos para ingresso na
Magistratura. Por estar em desacordo com a Res. 11/2006 deste CNJ, indeferi
liminarmente o processamento do presente pedido, nos termos da decisão monocrática de
fls. Assim, por estar a matéria pacificada no âmbito deste Plenário, e considerando a
importante diretriz jurisprudencial da Suprema Corte pátria acima citada, entendo que o
recurso administrativo deve ser rejeitado, confirmando-se a decisão monocrática que
indeferiu o pedido do requerente em todos os seus termos, mantendo-se incólume o inteiro
teor da Res. 11/2006 deste Conselho, que disciplinou a matéria” (CNJ – PP 927 – Rel.
Cons. Germana Moraes – 31ª Sessão – j. 05.12.2006 – DJU 21.12.2006 – Ementa não
oficial).

Deficiente físico. Reserva de vagas


Vide: DEFICIENTE FÍSICO
V. tb.: ENUNCIADO ADMINISTRATIVO CNJ 12, DE 29.01.2009

Direito do candidato de ter vista da prova e de sua revisão

Concurso Público para Provimento de Cargos de Juiz Substituto.


Edital. Vista de prova e de recurso. Previsão. Indispensabilidade. – “O direito do
candidato de ter vista da prova e de postular a revisão da decisão da Comissão
Examinadora é corolário do Estado Democrático e garantia de respeito aos postulados
inscritos no artigo 37 da Constituição Federal. Procedimento de Controle Administrativo
de que se conhece para a finalidade de edição de Resolução regulamentando a matéria”
(CNJ – PCA 200710000017086 – Rel. Cons. Altino Pedrozo dos Santos – 58ª Sessão – j.
11.03.2008 – DJU 03.04.2008).

Edital em desacordo com a legislação. Revisão de ofício pelo Tribunal

Magistrado. Concurso de remoção. Edital em desacordo com


legislação estadual. Equívoco de Tribunal de Justiça. Revisão, de ofício, do ato
administrativo. Nova publicação de edital. Alteração do certame. Legalidade. Princípio
da autotutela da administração pública. – “1) O Poder Judiciário, na condição de
integrante da Administração Pública, tem o poder/dever de rever, de ofício, seus próprios
atos quando eivados de irregularidade ou ilegalidades, devendo anulá-los ou revogá-los.
Essa possibilidade está calcada no princípio da autotutela da Administração Pública e é
reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal em duas Súmulas ( 346 e 473). 2) Seguindo
essa linha de raciocínio, não há falar em ilegalidade de ato de Tribunal de Justiça que,
verificando que edital de concurso de remoção de magistrado não atende a legislação
estadual pertinente, em decorrência de equívoco da própria administração da Corte, faz
publicar novo edital alterando o certame para promoção precedida de remoção, para
adequá-lo à norma. Procedimento de Controle Administrativo de que se conhece e a que se
julga improcedente” (CNJ – PCA 200910000008161 – Rel. Cons. Altino Pedrozo dos
Santos – 82ª Sessão – j. 14.04.2009 – DJU 17.04.2009).

Edital que prevê diferenciação em relação à população de determinado


Estado. Ausência de violação ao princípio da isonomia

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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Procedimento de Controle Administrativo. Tribunal Regional


Federal da 2ª Região. Concurso público para ingresso na carreira da magistratura. Edital
que prevê a aplicação de “discriminação” em relação à população do Estado do Espírito
Santo. Alegada ofensa ao postulado da isonomia. Não caracterização. Cartão de inscrição.
Exigência de comparecimento pessoal dos candidatos para retirada. Alegação de falta de
razoabilidade. Procedimento justificado como garantia de segurança da identificação dos
candidatos. Improcedência. (CNJ – PCA 421 – Rel. Cons. Douglas Alencar Rodrigues –
35ª Sessão – j. 27.02.2007 – DJU 09.03.2007).

Exercício das funções de conciliador e de juiz leigo. Atividade jurídica típica

Pedido de Providências. Consulta. Tempo de atividade jurídica.


Concurso de ingresso na magistratura. Atividade dos conciliadores. Juizados especiais
cíveis e criminais. Exercício das funções de conciliador e de juiz leigo. Atividade jurídica
típica. Resolução 11 deste CNJ. – “A atividade de conciliação desempenhada perante os
Juizados Especiais Cíveis e Criminais, quando exercida por bacharel em Direito (art. 7° da
Lei 9.099/95), deve ser compreendida como atividade jurídica específica, compatível com
as situações referidas na Resolução 11 deste CNJ. Afinal, se a atuação do bacharel tem por
objetivo conduzir as partes à conciliação, qualificando-se, por isso, como modalidade
anômala de assessoria jurídica (art. l°, II, da Lei 8.906/94), que é prestada em
procedimento jurisdicional, evidente que o sucesso de sua atividade reclamará qualificação
técnica específica, capaz de permitir a análise jurídica do caso concreto e a exposição aos
litigantes dos riscos pessoais e patrimoniais envolvidos. Pedido de providências acolhido,
com edição de enunciado administrativo” (CNJ – PP 587 – Rel. Cons. Douglas Rodrigues
– 23ª Sessão – j. 15.08.2006 – DJU 01.09.2006 – Ementa não oficial).

Exigência de idade máxima de 45 anos

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso Público para


Magistratura. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Exigência de idade máxima
menor que 45 anos. Impossibilidade. – “I) A limitação de idade para ingresso na
Magistratura afronta os princípios da isonomia, razoabilidade e legalidade, pois não há
previsão constitucional desta natureza e a maturidade elemento importante para o exercício
da judicatura. II) O argumento referente ao tempo de aposentadoria é inconsistente, não
podendo ser vedado o acesso do candidato ao concurso com base na suposta data em que
ele se aposentaria” (CNJ – PCA 347 – Rel. Ruth Carvalho – 7ª Sessão Extraordinária – j.
14.03.2007 – DJU 23.03.2007).

Exigência de mais de três anos de prática

“A exigência de mais de três anos de prática de atividade jurídica


para concurso da magistratura está em consonância com o art. 93, I da Constituição
Federal” (CNJ – PCA 200810000025531 – Rel. Cons. Andréa Pachá – 75ª Sessão – j.
02.12.2008 – DJU 19.12.2008).

Exigência de noções de história e geografia regionais

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso Público da


Magistratura. Questões de história e geografia regionais. Violação da isonomia.
Precedente. Conhecimento do vernáculo. Possibilidade. Reabertura das inscrições.
Questão prejudicada. Conexão. Parcial procedência. – “A exigência de noções de história

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


160

e geografia regionais viola a isonomia entre os candidatos, bem como não se afigura
razoável ou lógica, na medida em que privilegia os candidatos locais em detrimento dos
outros de regiões distintas. Precedentes” (CNJ – PCA 415 – Rel. Cons. Mairan Gonçalves
Maia Júnior – 46ª Sessão – j. 28.08.2007 – DJU 14.09.2007).

Exigência de nova publicação quando houver alteração do conteúdo do Edital

Pedido de Providências. Concurso Público da Magistratura.


Reabertura de inscrições. Alteração do Edital. Procedência. – “Alteração do conteúdo do
Edital, de rigor sua republicação e a reabertura do prazo de inscrição. Pedido de
Providências julgado procedente” (CNJ – PP 1491 – Rel. Cons. Mairan Gonçalves Maia
Júnior – 46ª Sessão – j. 28.08.2007 – DJU 14.09.2007).

Flexibilização dos critérios de correção da prova apenas para os candidatos


que ofereceram recurso

Procedimento de Controle Administrativo. Flexibilização dos


critérios de correção da terceira prova discursiva da segunda etapa do concurso para
provimento de cargos de carreira da magistratura do Tribunal de Justiça do Estado do
Amazonas, alcançando apenas os candidatos que oferereceram recursos. Violação do
principio da isonomia. Revisão da terceira provas discursiva dos candidatos remanescentes
que não ofereceram recurso, submetendo-os aos mesmos cretério de avaliação. (CNJ –
PCA 205 e PCA 270 – Rel. Designado Cons. Douglas Alencar Rodrigues – 12ª Sessão
Extraordinária – j. 22.05.2007 – DJU 04.06.2007) .

Fraude no concurso e instauração de procedimento no CNJ visando a


anulação do certame, com a perda do cargo por parte dos candidatos
aprovados e empossados como Juízes Substitutos

Partes do voto vencedor do Conselheiro Rui Stoco:


Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de ingresso
na magistratura. Apuração de irregularidades denunciadas. – “Os princípios da segurança
jurídica, do fato consumado e a teoria da modulação prospectiva dos efeitos das nulidades
justificam a convalidação dos atos de nomeação e exercício da judicatura por parte de
candidatos em concurso de ingresso que apresentou irregularidades em seu
desenvolvimento, mas não revelou nulidades essenciais e absolutas. Impõe-se a solução
para preservar os atos judiciais e administrativos praticados e já consumados e evitar grave
dano e prejuízos ao Tribunal de Justiça e aos juízes nomeados e regularmente empossados
há mais de um ano e que não contribuíram para tais irregularidades, bem como para
preservar a segurança jurídica, sem prejuízo da apuração dos fatos e eventual imposição de
sanções aos responsáveis” (CNJ – PCA 510 – Rel. Designado Cons. Min. Cesar Asfor
Rocha – 58ª Sessão – j. 11.03.2008 – DJU 03.04.2008 – Parte do voto vencedor do Cons.
Rui Stoco).

“Como se verifica, nada impede que se faça um paralelo – para


buscar a mesma solução – entre efeitos da declaração de inconstitucionalidade e efeitos da
declaração da nulidade do ato. São situações siamesas. Em diversas oportunidades o
Supremo Tribunal Federal manifestou-se pela aplicação desse principio da segurança
jurídica em atos administrativos inválidos, como subprincípio do Estado de Direito, tal
como nos julgamentos do MS 24.268, DJ 17.09.04; do MS 22.357, DJ 05.11.04 e no RE
217.141-5, todos relatados pelo Ministro Gilmar Mendes” (CNJ – PCA 510 – Rel.

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


161

Designado Cons. Min. Cesar Asfor Rocha – 58ª Sessão – j. 11.03.2008 – DJU 03.04.2008
– Parte do voto vencedor do Cons. Rui Stoco).

“Esse conceito e objetivo de preservar a segurança jurídica pode ser


transposto para o campo das nulidades e da perpetuação da eficácia dos atos nulos ou
anuláveis, visando não só essa segurança revelada, como para atender ao princípio do fato
consumado” (CNJ – PCA 510 – Rel. Designado Cons. Min. Cesar Asfor Rocha – 58ª
Sessão – j. 11.03.2008 – DJU 03.04.2008 – Parte do voto vencedor do Cons. Rui Stoco).

“Ora, na declaração de nulidade de ato também se pode buscar


modulação ou variante, tal como ocorre com a inconstitucionalidade, de sorte a reconhecer
a nulidade – desde que não seja substancial, essencial e peremptória – e negar-lhe os
efeitos pretéritos ou futuros, quando as circunstâncias exigem que se preserve os atos
praticados e a segurança jurídica, diante do fato consumado. O mal que os efeitos da
declaração de nulidade pode causar deve ceder lugar à superação prospectiva, diante dessa
possibilidade, quando se mostre mais nociva do que a mantença do statu quo” (CNJ – PCA
510 – Rel. Designado Cons. Min. Cesar Asfor Rocha – 58ª Sessão – j. 11.03.2008 – DJU
03.04.2008 – Parte do voto vencedor do Cons. Rui Stoco).

“Vale considerar que um dos interesses fundamentais no Direito é a


estabilidade das relações constituídas. É pacificação dos vínculos estabelecidos a fim de se
preservar a ordem. Este objetivo importa muito mais no Direito Administrativo do que no
Direito Privado. É que os atos administrativos têm repercussão mais ampla, alcançando
inúmeros sujeitos, uns direta, e outros indiretamente, como observou SEABRA
FAGUNDES. Interferem com a ordem e estabilidade das relações sociais em escala muito
maior. Daí que a possibilidade de convalidação de certas situações – noção antagônica à de
nulidade em seu sentido corrente – tem especial relevo no Direito Administrativo. Não
brigam com o princípio da legalidade, antes atendem-lhe o espírito, as soluções que se
inspirem na tranquilização das relações que não comprometem insuprivelmente o interesse
público, conquanto tenham sido produzidas de maneira inválida. É que a convalidação é
uma forma de recomposição da legalidade ferida. Portanto, não é repugnante ao Direito
Administrativo a hipótese de convalescimento dos atos inválidos (CELSO ANTÔNIO
BANDEIRA DE MELLO. Curso de Direito Administrativo. 9. ed. Malheiros Editores, S.
Paulo, p. 297). Já observava CAIO TÁCITO: ‘Também o Direito Público valoriza o
decurso do tempo como elemento tanto aquisitivo como extintivo de direitos e obrigações’
(Temas de Direito Público. Ed. Renovar, S. Paulo, v. 2, p. 1928). Como se verifica, a teoria
do fato consumado não é estranha ao Direito, nem recebe censura da doutrina ou da
jurisprudência. Pelo contrário, está consagrada” (CNJ – PCA 510 – Rel. Designado Cons.
Min. Cesar Asfor Rocha – 58ª Sessão – j. 11.03.2008 – DJU 03.04.2008 – Parte do voto
vencedor do Cons. Rui Stoco).

Partes do voto vencedor do Conselheiro João Oreste Dalazen:


“É fundamental ter presente que o ingresso na magistratura da
maioria dos aprovados deu-se sem qualquer eiva de irregularidade a que hajam dado causa.
Mais que isso: seja em relação a estes candidatos absolutamente inocentes, seja em relação
aos candidatos em que pesaria alguma sombra de suspeita de irregularidade, enfim no
tocante a todos há um aspecto que não se pode desprezar: a Administração do Tribunal
deu-lhes posse e exercício na magistratura há cerca de treze meses e somente após cerca de
cinco meses da posse levantou-se alguma dúvida em face meramente de alguns. Tenho
como inarredável, em semelhante contexto, que se impõe confrontar o princípio estrito da
legalidade com outros princípios também de grande importância no mundo jurídico, como

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


162

o do respeito à estabilidade das relações jurídicas, a que todos se obrigam devoção, mesmo
a Administração Pública, e também o que se deve ao princípio da boa fé. Penso, assim, que
este é um caso paradigmático em que é imperativo ao Conselho Nacional de Justiça lançar
mão de um juízo de ponderação de interesses, e que a pretensão de anulação do concurso
público seja contrastada com outros princípios de envergadura constitucional. Na presente
hipótese, entendo que a anulação integral de concurso, tal como propõe o Exmo.
Conselheiro Relator ofenderia, data máxima vênia, os princípios da razoabilidade,
proporcionalidade, segurança jurídica, interesse público e boa-fé” (CNJ – PCA 510 – Rel.
Designado Cons. Min. Cesar Asfor Rocha – 58ª Sessão – j. 11.03.2008 – DJU 03.04.2008
– Parte do voto vencedor do Cons. Min. João Oreste Dalazen).

“Em suma, o vício, originário pelo decurso de tempo, em razão


sempre da inação da administração, e presente também a boa fé, acaba por desaparecer em
razão de que poderá soar mais prejudicial ao espectro social envolvido, o desfazimento do
ato do que a sua proteção. Em situações de inércia da administração que já permitiu a
constituição de situações de fato, que se encontram revestidas de forte aparência de
legalidade, gerando nos espíritos convicção de legitimidade, a decisão de nulidade do ato
irregular configuraria aquilo que os juristas chamam de decisões imprevistas e tardias, das
quais o ato deve ser preservado, em nome do princípio da segurança jurídica que neste
passo se eleva sobranceiro ao princípio da legalidade estrita, cuja leitura fria e mecânica
traria sérios prejuízos ao grupo social” (CNJ – PCA 510 – Rel. Designado Cons. Min.
Cesar Asfor Rocha – 58ª Sessão – j. 11.03.2008 – DJU 03.04.2008 – Parte do voto
vencedor do Cons. Min. João Oreste Dalazen).

Partes do voto vencedor do Conselheiro Mairan Gonçalves Maia Júnior:


“No entanto, não se justifica a nulidade de todo o concurso em
função desse específico fato, notadamente quando já decorridos mais de quatorze meses de
sua realização e por não ter o fato influenciado na aprovação dos demais candidatos, nem
tampouco terem esses concorrido para a prática da irregularidade” (CNJ – PCA 510 – Rel.
Designado Cons. Min. Cesar Asfor Rocha – 58ª Sessão – j. 11.03.2008 – DJU 03.04.2008
– Parte do voto vencedor do Cons. Mairan Gonçalves Maia Júnior).

“Não se pode desconsiderar a incidência dos princípios da


confiança e da boa-fé. O princípio da confiança expressamente previsto pelo Código Civil
Alemão (BGB) e pelo Código Suíço das Obrigações encontra-se também albergado pelo
ordenamento jurídico pátrio. No âmbito administrativo, em particular, faz-se presente na
presunção de legitimidade que reveste os atos administrativos. O administrado confia que
os atos praticados pelo administrador atendam os pressupostos e requisitos necessários à
sua edição, notadamente quando se trate de ato administrativo vinculado, como é o caso.
Ademais, não se presume a má-fé do administrador, aliás, a má-fé nunca é presumida, nem
na esfera penal, nem na civil, nem na administrativa. No caso, os candidatos confiaram na
seriedade, lisura e honestidade do concurso organizado pelo Tribunal de Justiça do Estado
do Rio de Janeiro” (CNJ – PCA 510 – Rel. Designado Cons. Min. Cesar Asfor Rocha – 58ª
Sessão – j. 11.03.2008 – DJU 03.04.2008 – Parte do voto vencedor do Cons. Mairan
Gonçalves Maia Júnior).

“Assim, não obstante também reconheça a presença de


irregularidades na condução do XLI Concurso para Ingresso ao Cargo de Juiz Substituto
do Estado o Rio de Janeiro, nos limites precisados no presente voto, divirjo, parcialmente,
data máxima vênia, da extensão dos efeitos do voto apresentado pelo relator, e preservo as
nomeações dos candidatos aprovados, uma vez que esses em nada concorreram para a

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


163

prática das referidas irregularidades” (CNJ – PCA 510 – Rel. Designado Cons. Min. Cesar
Asfor Rocha – 58ª Sessão – j. 11.03.2008 – DJU 03.04.2008 – Parte do voto vencedor do
Cons. Mairan Gonçalves Maia Júnior).

Parte do voto vencedor do Conselheiro Altino Pedrozo dos Santos:


“Nesse contexto, ainda que haja indícios de irregularidades no
concurso, penso que se a subsunção do fato à norma de direito puder atuar em favor da
justiça, prefiro a opção de flexibilizar ou modular o direito a cometer injustiça.
Considerando que os candidatos aprovados já estão no exercício da magistratura há cerca
de quatorze meses, tem-se por interesse público maior aquele voltado à proteção da
sociedade como um todo (princípio da supremacia do interesse público sobre o particular,
da finalidade pública ou da indisponibilidade do interesse público), dado o caráter
ampliativo do ato perpetrado pela Administração, cuja anulação, nesse momento, mesmo
com a promoção de efeitos ex nunc, frustraria um bem jurídico mais abrangente (em
contraposição ao princípio da segurança jurídica), amparado pela Constituição da
República (arts. 37 e 92 e segs. da CF) e pela legislação ordinária (art. 2º, caput, incisos II
e XIII da Lei 9.784/99)” (CNJ – PCA 510 – Rel. Designado Cons. Min. Cesar Asfor Rocha
– 58ª Sessão – j. 11.03.2008 – DJU 03.04.2008 – Parte do voto vencedor do Cons. Altino
Pedrozo dos Santos).

Parte do voto vencedor do Conselheiro Antonio Umberto de Souza Júnior:


“Na primeira hipótese, estando o certame em curso, mostra-se
prudente suspender ou, a depender do caso, invalidar etapas para sua renovação,
prevenindo a nódoa de suspeição da lisura do processo de recrutamento de juízes; se já
concluído, não se podem relegar ao abandono os princípios da contenção da punição a
pessoas cuja culpa esteja efetivamente provada, diretriz estipulada há alguns séculos pelas
lições que o sofrimento de encarceramento abusivo imprimiu em BECCARIA, e da
inocência, princípios com força normativa superlativa por alojados no ninho jurídico
fundamental da Constituição (CF, art. 5º, XLV e LVII) e cujo raio de influência, como bem
pontuado pelo Conselheiro Mairan Gonçalves Maia Júnior, não se restringe ao campo
estritamente criminal. Assim, se indemonstrada a culpa ou mesmo a conivência de
qualquer dos candidatos aprovados, é de ser rejeitada qualquer pretensão invalidatória do
certame de seleção de agentes públicos” (CNJ – PCA 510 – Rel. Designado Cons. Min.
Cesar Asfor Rocha – 58ª Sessão – j. 11.03.2008 – DJU 03.04.2008 – Parte do voto
vencedor do Cons. Antônio Umberto de Souza Júnior).

Parte do voto vencido do Relator sorteado, Conselheiro Felipe Locke Cavalcanti:


“Independentemente de quaisquer outros prejuízos individuais
suportados pelos candidatos aprovados, o principal prejuízo aqui enfocado é a indiscutível
violação dos princípios constitucionais que regem a Administração Pública no nosso País.
A sociedade tem direito a uma Administração pautada na plenitude da legalidade. O Brasil,
Estado Democrático de Direito, não pode ser administrado como um feudo, onde cada
senhorio, nos limites de seus domínios faz o que bem entende, cabendo aos vassalos nada
mais do que o silêncio ou a expressa concordância. Dizia Pontes de Miranda que “Contra a
Constituição nada prospera, tudo fenece” de modo que qualquer ato administrativo que
contrarie a Carta Magna deve ser tido como inválido. A solução para o combate à
impunidade sistêmica e a corrupção nas instâncias estatais e a conseqüente recuperação da
confiança pública nas instituições passa necessariamente pelo rigoroso controle de escolha
dos membros de Poder, como no caso dos concursos públicos para o ingresso na carreira
da magistratura. O interesse público é uma forma específica, qualificada, de manifestação
dos interesses pessoais, ou seja, nas palavras sábias de Celso Antônio Bandeira de Mello,

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


164

cuida-se da dimensão pública dos interesses individuais e é em razão disto que as


nomeações decorrentes do XLI Concurso para Ingresso da Magistratura do Estado do Rio
de Janeiro não podem prevalecer, pois, neste caso estariam em confronto com os interesses
de cada indivíduo enquanto participe da Sociedade que almeja ver cumpridas as regras
estabelecidas e a manutenção do Estado Democrático de Direito. Ao Concurso público,
realizado sobre evidentes pechas de ilegalidades e irregularidades, em qualquer seara, e
especialmente para o ingresso na carreira da magistratura aplica-se o pensamento
construído pela Súmula 473 do Colendo Supremo Tribunal Federal, assegurando-se a
Administração, deste feita consubstanciada no Conselho Nacional de Justiça, o poder
anular de ofício seus próprios atos” (CNJ – PCA 510 – Rel. Designado Cons. Min. Cesar
Asfor Rocha – 58ª Sessão – j. 11.03.2008 – DJU 03.04.2008 – Parte do voto vencido do
Cons. Felipe Locke Cavalcanti).

Parte do voto vencido do Conselheiro Joaquim Falcão:


“Este concurso se realizou dentro de uma política gerencial de
manutenção do nepotismo no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O conjunto
impressionante e seqüencial de irregularidades indica a necessidade de se anular o
concurso por inteiro. Acompanho na íntegra o voto do Conselheiro Felipe Locke
Cavalcanti. Foram muitas as irregularidades detectadas. (...) Vale ressaltar que para a
Administração Pública impera o princípio da legalidade estrita, ou seja, ela só pode fazer
aquilo que a lei, ou o edital no caso, permite. Assim, o descumprimento do edital e, em
última análise, de diversos princípios constitucionais, constitui-se também na violação do
referido princípio da legalidade estrita. Uma palavra derradeira. Não é preciso ser
conseqüencialista para perceber que este voto pretende reforçar a legitimidade e legalidade
dos concursos de ingresso da magistratura do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de
Janeiro diante não apenas da população carioca, mas também dos profissionais do direito,
dos estudantes, e dos próprios magistrados. E como tal, se projeta para futuro. De outro
lado, no presente, candidatos aprovados que redirecionarem suas carreiras e seus ideais de
vida em favor da melhor magistratura carioca poderão vir a ser afetados por esta política
gerencial temerária que foi utilizada no TJ/RJ. Poderão ser afetados pela sobreposição do
interesse público sobre o seu interesse privado. Mas, como diria um grande brasileiro,
Mauro Santayana, a um amigo candidato a deputado: ‘minha solidariedade eu posso dar.
Meu voto, como cidadão, infelizmente não’.” (CNJ – PCA 510 – Rel. Designado Cons.
Min. Cesar Asfor Rocha – 58ª Sessão – j. 11.03.2008 – DJU 03.04.2008 – Parte do voto
vencido do Cons. Joaquim Falcão).

Impugnação da correção da prova. Aprovação do candidato. Falta de interesse

“Inexiste interesse processual quando o requerente for aprovado em


concurso realizado imediatamente após o que deu causa ao presente procedimento.
Situação que, caso provida, redundaria em verdadeira reformatio in pejus, porquanto
retornaria à condição de candidato, devendo lograr êxito em fase subseqüente eliminatória
e classificatória” (CNJ – PCA 200710000017220 – Rel. Cons. Jorge Maurique – 64ª
Sessão – j. 10.06.2008 – DJU 11.07.2008).

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso da


magistratura. Avaliação em fase escrita. Impugnação administrativa da correção.
Interesse individual. Posterior aprovação em certame subseqüente. Ausência de interesse
superveniente. Não-conhecimento. – “Não se insere nas atribuições do CNJ a tutela, em
concreto, de direitos individuais, por ausência de potencial repercussão coletiva ou geral no

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


165

âmbito do Poder Judiciário” (CNJ – PCA 200710000017220 – Rel. Cons. Jorge Maurique
– 64ª Sessão – j. 10.06.2008 – DJU 11.07.2008).

Impugnação do Edital por quem não é candidato inscrito

Concurso para ingresso na magistratura do Rio Grande do Sul.


Impugnação do edital. Valoração de títulos. Vantagem a candidatos originários do Estado
do Rio Grande do Sul. Ilegitimidade ativa. – “Apesar do requerente residir em outro
Estado da Federação, não possui legitimidade ativa para impugnar normas de concurso, se
não é candidato inscrito no mesmo. Pedido de que não se conhece” (CNJ – PCA 332, 418–
Rel. Cons. Jirair Aram Meguerian – 10ª Sessão Extraordinária – j. 08.05.2007 – DJU
18.05.2007).

Inclusão na prova de questões semelhantes a outras antes indagadas em outros


certames

Recurso Administrativo. Concurso público para ingresso na


carreira da magistratura. Alegação de irregularidades. Ausência de provas.
Improcedência. – “1) A inclusão, em concurso público, de uma única questão igual ou de
diminuto número de questões semelhantes anteriormente já aplicadas em outros certames
não afronta o princípio da isonomia se dessa aplicação não resultou demonstrado o
favorecimento a determinados candidatos. 2) A mera alegação de irregularidades não
autoriza o Conselho Nacional de Justiça a anular concurso público. Necessário que os
argumentos sejam embasados em documentos ou outros meios de prova suficientes a
demonstrar os fatos asseverados no Requerimento Inicial. 3) Recurso Administrativo em
Procedimento de Controle Administrativo de que se conhece para, no mérito, negar-lhe
provimento” (CNJ – PCA 200810000007309 – Rel. Cons. João Oreste Dalazen – 80ª
Sessão – j. 17.03.2009 – DJU 06.04.2009).

Inexistência de direito subjetivo à nomeação dos aprovados

Pedido de Providências. Concurso público. Ingresso na


magistratura. Criação de cargos de Juiz Substituto. Matéria de iniciativa do Tribunal local
Limites orçamentários. Inexistência de direito subjetivo à nomeação dos aprovados em
concurso público. Chamados, ademais, vários dos aprovados no concurso. Ausência de
causa à atuação do Conselho Nacional de Justiça. Indeferimento. Pedido indeferido. (CNJ
– PP 714 – Rel. Cons. Cláudio Godoy – 23ª Sessão – j. 15.08.2006 – DJU 01.09.2006 –
ementa não oficial).

Insurgência contra o critério de aferição da nota

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso Público para


Provimento de Cargos de Juiz Federal Substituto da 3ª Região. Candidato aprovado nas
provas escrita e oral, mas eliminado do certame seletivo em razão de cálculo de média
ponderada obtida com atribuição de peso unitário à prova de títulos. Alegação de que o
critério de cômputo final da média previsto no edital viola os princípios basilares da
isonomia, da razoabilidade e da legalidade. Acolhimento da pretensão, à luz da
interpretação conforme a ser conferida ao inciso I, do art. 93 da Constituição. Orientação
da jurisprudência do STF sobre a matéria Desconstituição que gera efeitos ex nunc, sem
retroagir nem atingir direitos adquiridos de terceiros candidatos aprovados e já nomeados.
Observância da diretriz constante do inc. XIII do art. 2° da Lei 9.784/99 de interpretação

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


166

da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que
se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação. Pretensão parcialmente
deferida. (CNJ – PCA 243 – Rel. Cons. Joaquim Falcão – 7ª Sessão Extraordinária – j.
14.03.2007 – DJU 23.03.2007).

Irregularidades constatadas. Invalidação afastada. Aplicação dos princípios da


segurança jurídica, do fato consumado e da modulação prospectiva dos efeitos
das nulidades

Partes do voto vencedor do Conselheiro Rui Stoco:


Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de ingresso
na magistratura. Apuração de irregularidades denunciadas. – “Os princípios da segurança
jurídica, do fato consumado e a teoria da modulação prospectiva dos efeitos das nulidades
justificam a convalidação dos atos de nomeação e exercício da judicatura por parte de
candidatos em concurso de ingresso que apresentou irregularidades em seu
desenvolvimento, mas não revelou nulidades essenciais e absolutas. Impõe-se a solução
para preservar os atos judiciais e administrativos praticados e já consumados e evitar grave
dano e prejuízos ao Tribunal de Justiça e aos juízes nomeados e regularmente empossados
há mais de um ano e que não contribuíram para tais irregularidades, bem como para
preservar a segurança jurídica, sem prejuízo da apuração dos fatos e eventual imposição de
sanções aos responsáveis” (CNJ – PCA 510 – Rel. Designado Cons. Min. Cesar Asfor
Rocha – 58ª Sessão – j. 11.03.2008 – DJU 03.04.2008).

Juiz Substituto. Revisão da nomeação após o vitaliciamento. Decadência

Concurso Público de ingresso na Magistratura do Estado da


Bahia. Decadência. Vitaliciamento. Matéria Judicial. Incompetência do CNJ. Segurança
Jurídica. Prevalência do ato. – “Vitaliciados os juízes aprovados no concurso impugnado,
não há como rever o ato de nomeação pela via administrativa, até porque, a perda do cargo
nesse caso só se dará através da via judicial, garantia instransponível da magistratura,
conforme dispõe a LOMAN” (CNJ – PCA 259 – Rel. Cons. Ruth Lies Scholte Carvalho –
40ª Sessão – j. 15.05.2007 – DJU 24.05.2007 – Ementa não oficial).

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso público para


o ingresso na Magistratura do Estado do Piauí no ano de 1988. Nomeação de Candidatos.
Decisão do Supremo Tribunal Federal. Inviabilidade do procedimento em razão do
vitaliciamento dos Magistrados. – “Os 28 juízes nomeados já possuem vitaliciedade no
cargo assegurada pela nossa Constituição, o que afasta a competência deste Conselho,
conforme já decidido a unanimidade no PCA 267” (CNJ – PCA 479 – Rel. Cons. Paulo
Lôbo – 40ª Sessão – j. 15.05.2007 – DJU 24.05.2007 – Ementa não oficial).
Observação: Vide o PCA 267, Rel. Cons. Paulo Lôbo, 35a Sessão Ordinária, j.
02.03.2007.
Parte do Voto do Relator no PCA 267:
“Após a vitaliciedade, apenas sentença judicial transitada em
julgado pode determinar a perda do cargo, o que subtrairia a competência deste Conselho.
Se os juízes não tivessem obtido a vitaliciedade, então da deliberação do tribunal seria de
natureza administrativa, o que permitiria a apreciação pelo CNJ da matéria da invalidade
do concurso”.

Magistratura Militar. Pretensão de que o CNJ intervenha nos critérios de


avaliação dos candidatos. Descabimento

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


167

“Não cabe ao Conselho Nacional de Justiça, no exercício do


controle de legalidade de atos administrativos afetos a concurso público, intervir nos
critérios de avaliação dos candidatos. Insere-se na autonomia administrativa da Comissão
Organizadora do concurso público a elaboração de edital contendo expressa vedação de
revisão das provas. Pedido contido em Procedimento de Controle Administrativo que se
julga improcedente, Recurso Administrativo prejudicado” (CNJ – PCA 16598 – Rel. Cons.
Min. João Oreste Dalazen – 55ª Sessão – j. 29.01.2008 – DJU 20.02.2008).

Magistratura Militar. Revisão de provas. Vedação expressa no edital do


certame

Concurso Público. Magistratura Militar do Estado de São Paulo.


Edital. Vedação expressa de revisão das provas. Legalidade. – “I) Improcede a pretensão
de rever, perante o Conselho Nacional de Justiça, ato administrativo praticado em estrita
observância às normas do edital de concurso público para magistratura militar do estado de
São Paulo, que é a lei do certame, no tocante à vedação expressa de revisão de provas”
(CNJ – PCA 16598 – Rel. Cons. Min. João Oreste Dalazen – 55ª Sessão – j. 29.01.2008 –
DJU 20.02.2008).

Magistratura Militar. Revisão, pelo CNJ, de ato da comissão organizadora do


concurso. Pedido improcedente

Concurso Público. Magistratura Militar do Estado de São Paulo.


Pedido de desconstituição de ato praticado pela comissão organizadora. Estrita
observância aos termos do edital. Controle de legalidade dos atos administrativos. – “I)
Improcede a pretensão de rever, perante o Conselho Nacional de Justiça, ato da comissão
organizadora de concurso público, praticado em estrita observância aos termos do edital.
Controle de legalidade dos atos administrativos. II) Não cabe ao Conselho Nacional de
Justiça, no exercício do controle de legalidade de atos administrativos afetos a concurso
público, intervir nos critérios de avaliação e classificação de candidatos e demais questões
específicas devidamente explicitadas em edital. III) Pedido contido em Procedimento de
Controle Administrativo que se julga improcedente. Recurso Administrativo prejudicado”
(CNJ – PCA 15028 – Rel. Cons. Min. João Oreste Dalazen – 55ª Sessão – j. 29.01.2008 –
DJU 20.02.2008).

Mandado de segurança garantindo a nomeação e posse. Perda do objeto

Procedimento de Controle administrativo. Tempo de atividade


jurídica. Emenda Constitucional 45. Candidata aprovada no concurso para Juiz do
Trabalho substituto do TRT da 3ª Região. Mandado de Segurança assegurando a
nomeação e posse. Perda do objeto. Arquivamento. – “Desnecessária a apreciação do
mérito do procedimento, em decorrência da decisão judicial que consolidou a situação
fática da requerente em relação ao concurso para provimento de cargos de juiz do trabalho”
(CNJ – PCA 44 – Rel. Cons. Germana Moraes – 12ª Sessão – j. 31.01.2006 – DJU
09.02.2006 – Ementa não oficial).

Momento da exigência dos requisitos de habilitação

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


168

“A comprovação do período de três anos de atividade jurídica de


que trata o art. 93, I, da Constituição Federal, deverá ser realizada por ocasião da inscrição
definitiva no concurso” (art. 5º da Res. CNJ 11, de 31.01.2006).

“Dessa forma e a partir da Emenda Constitucional 45/04, não é de


se admitir que a verificação ou o preenchimento dos requisitos ou condições para o
ingresso na magistratura de carreira, possam ser postergados para exame na data da posse.
Reconhecendo-se que o procedimento para o ingresso na carreira da magistratura,
corresponde a ato administrativo complexo, envolvendo várias etapas e diversos atores,
tem-se que a verificação das condições e requisitos da inscrição é matéria de competência
exclusiva da comissão do concurso e indelegável para outros atores, v.g., por exemplo, ao
Presidente do tribunal. Assim, tem-se que, para o concurso da magistratura, não é de ser
aplicada a súmula 266 do STJ, uma vez que os requisitos hão de ser comprovados até a
data da inscrição definitiva e examinados pela comissão do concurso, especificamente
constituída para tal finalidade” (CNJ – PP 50 – Rel. Cons. Marcus Faver – 12ª Sessão – j.
31.01.2006 – DJU 09.02.2006 – Ementa não oficial).

Procedimento de Controle Administrativo. Edital de concurso


público para a Magistratura. Momento da exigência dos requisitos de habilitação.
Revisão da jurisprudência do STF. Rejeição liminar do pedido. – “Sob o novo ambiente
institucional construído com a chegada da Emenda Constitucional 45/2004, que passou a
exigir o tempo mínimo de três anos de prática jurídica, o STF fixou o entendimento de que
o momento para apresentação de prova dos requisitos de acesso aos cargos da magistratura
e do Ministério Público é o da inscrição ao concurso respectivo (ADI 3460, j. 31.8.2006.
Precedente do CNJ, PP 1050)” (CNJ – PCA 200710000006295 – Rel Cons. Antonio
Umberto de Souza Júnior – 45ª Sessão – j. 14.08.2007 – DJU 05.09.2007).
Súmula 266 do STJ: “O diploma ou habilitação legal para o exercício do cargo deve ser
exigido na posse e não na inscrição para o concurso público”.

Nulidade. Participação de assessor de membro da Comissão

Procedimento de Controle Administrativo. Pedido de anulação de


concurso público para o ingresso na carreira da magistratura do Estado do Amazonas.
Resolução 11 do CNJ. Concurso integralmente realizado pela Fundação Getúlio Vargas,
sem interferência da Comissão do Tribunal na elaboração e aplicação das provas.
Improcedência da alegação de nulidade pela participação de assessor do membro da
comissão. – “I) A participação de candidato que não atendia, na data da inscrição, o
requisito de tempo de atividade jurídica, não tem por efeito a nulidade do concurso. Edital
do concurso anterior à Resolução 11 do CNJ, que fixou a inscrição definitiva como
momento de exigência do requisito. II) Não tem relevância para a pretensão de anulação do
certame, a alegação de que a homologação pelo Tribunal foi relatada pelo próprio
presidente. III) Improcedência do pedido” (CNJ – PCA 634 – Rel. Cons. José Adonis
Callou de Araújo Sá – 48ª Sessão – j. 25.09.2007 – DJU 15.10.2007).

Paralisação de concurso aberto. Determinação de reabertura das inscrições

Concurso para provimento de cargos de cargos de juiz substituto.


Tribunal de Justiça do Espírito Santo. Edital 1/2006. Paralisação do concurso por mais
de dois anos e meio. Ampla acessibilidade aos cargos públicos. Razoabilidade. – “1) O
Ministério Público tem legitimidade para propor a instauração de Procedimento de
Controle Administrativo perante o CNJ, visando o controle da legalidade de concurso

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


169

público. 2) Concurso para provimento de cargos de juiz substituto instaurado pelo Edital
1/2006, publicado em 01/02/2006, e desde então paralisado, tendo sido apenas constituída
comissão provisória em maio de 2008. Proposta de reabertura das inscrições rejeitada pelo
Tribunal Pleno na sessão de 12 de junho de 2008. 3) Passados mais de dois anos e meio
desde a publicação do edital, sem qualquer ato de execução do concurso, a reabertura das
inscrições é a solução concede prevalência aos princípios da razoabilidade, da ampla
acessibilidade aos cargos públicos, da isonomia e da eficiência, na medida em que propicia
a seleção de magistrados em maior contingente de candidatos habilitados. 4) O Edital
1/2006, de 01/02/2006, está em desacordo com a Res. 11 e com a jurisprudência do STF
acerca do conceito de atividade jurídica para fins de ingresso na carreira. Procedência do
pedido para determinar a reabertura das inscrições” (CNJ – PCA 200810000014363 – Rel.
Cons. José Adonis Callou de Araújo Sá – 69ª Sessão – j. 09.09.2008 – DJU 26.09.2008).

Participação de professores de cursos preparatórios em banca de concurso de


ingresso na Magistratura

Pedido de Providências. Consulta. Res. 11/CNJ. Participação de


professores de cursos preparatórios nas bancas dos concursos para a carreira da
magistratura. Impedimento. – “I) Não podem atuar como examinadores nos Concursos
para Magistratura os professores de cursos preparatórios, por ferir postulados da
moralidade e da isonomia. II) A vedação que não se limita ao âmbito geográfico do Estado
em que o examinador exerce o magistério” (CNJ – PP 984 – Rel. Douglas Rodrigues – 29ª
Sessão – j. 14.11.2006 – DJU 06.12.2006).

Pedido de invalidação de concurso por quem não está inscrito no certame, nem
representa qualquer interessado. Ilegitimidade ativa e ausência de interesse de
agir

Concurso público para ingresso na carreira da magistratura.


Suspensão de atos de nomeação e posse de candidatos “sub judice”. Legitimidade ativa.
Matéria judicializada. – “I) Procedimento de Controle Administrativo em que se pede seja
determinada ao Tribunal de Justiça do Estado de Goiás a não-nomeação e posse de
candidatos a concurso público para ingresso na carreira da magistratura sub judice em
Mandados de Segurança. II) Carece de legitimidade ativa e de interesse de agir para propor
Procedimento de Controle Administrativo perante o CNJ, destinado a invalidar concurso
público, quem não detém a qualidade (a) de inscrito no certame, (b) de representante de
algum interessado ou mesmo (c) de parte ou representante nos respectivos Mandados de
Segurança impetrados por candidatos no certame. Aplicação do art. 9º da Lei 9.784/99. III)
Ademais, não se aperfeiçoou qualquer relação jurídica com o Tribunal requerido ou com o
respectivo Presidente que lhe confira legitimidade para agir no presente procedimento. IV)
Igualmente, não compete ao Conselho Nacional de Justiça apreciar Procedimento de
Controle Administrativo cujo objeto conflite com os efeitos de decisão judicial referente a
ação anteriormente proposta. Se anteriormente judicializada a matéria, o CNJ não pode
examinar a questão na esfera administrativa, a bem de prestigiar-se a segurança jurídica,
evitar-se interferência na atividade jurisdicional do Estado e afastar-se o risco de decisões
conflitantes. V) Procedimento de Controle Administrativo de que não se conhece,
resultando prejudicado o Pedido de Reconsideração apresentado em face da decisão que
indeferiu pedido de liminar” (CNJ – PCA 200910000000344 – Rel. Cons. João Oreste
Dalazen – 81ª Sessão – j. 31.03.2009 – DJU 07.04.2009).

Pergunta com enfoque exclusivamente regional

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


170

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso para Ingresso


na Carreira da Magistratura. Questões de enfoque regional. Inexistência de bibliografia.
Ferimento ao princípio da isonomia. – “Não podem ser inseridas questões de âmbito
exclusivamente regional, sem repercussão nacional, no concurso para magistratura porque
estabelece desigualdade entre os candidatos do local e aqueles que residem em outros
Estados da federação” (CNJ – PCA 346 – Rel. Ruth Carvalho – 7ª Sessão Extraordinária –
j. 14.03.2007 – DJU 23.03.2007).

Pontuação para o exercício de cargo de direção e assessoramento privativo de


bacharel em direito

“É inconstitucional a pontuação do exercício de cargo de direção e


assessoramento privativo de bacharel em direito em órgão da administração pública porque
não respeita ao princípio da isonomia” (CNJ – PCA 200810000025531 – Rel. Cons.
Andréa Pachá – 75ª Sessão – j. 02.12.2008 – DJU 19.12.2008).

Portador de deficiência. Lista de classificação

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso para a


carreira da magistratura. Reserva de vagas para candidatos portadores de deficiência.
Listas de classificação. – “Os candidatos inscritos na condição de portadores de deficiência
devem figurar em lista específica em cada fase do concurso, submetidos à mesma
exigência de nota mínima para aprovação em cada fase, excluídos porém da ‘nota de corte’
decorrente da limitação numérica de aprovados” (CNJ – PCA 200810000003699 – Rel.
Cons. José Adonis Callou de Araújo Sá – 67ª Sessão – j. 12.08.2008 – DJU 01.09.2008).
Parte do voto vencedor do Min. Cons. João Oreste Dalazen: “Logo, a divulgação de
uma lista de classificação específica para os portadores de necessidade especiais,
dissociada da listagem relativa aos demais candidatos, é uma exigência legal da qual não se
podem eximir os Tribunais. Por outro lado, diante dessa obrigatoriedade, os candidatos
portadores de necessidades especiais, por razões óbvias, não devem submeter-se à nota de
corte, sob pena de frustrarem-se os objetivos da reserva de vagas. Tais candidatos, no
entanto, a despeito de detentores do direito de figurarem em listagem de classificação
própria, sujeitam-se à mesma nota mínima aplicada aos demais aspirantes à vaga”.

Portador de deficiência. Nota de corte

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso para a


carreira da magistratura. Reserva de vagas para candidatos portadores de deficiência.
Listas de classificação. – “I) A reserva de vagas nos concursos públicos constitui
imposição constitucional de inclusão das pessoas portadoras a ser implementada em todas
as esferas do Poder Público, não mera discricionariedade conferida ao agente público. II)
Os candidatos inscritos na condição de portadores de deficiência devem figurar em lista
específica em cada fase do concurso, submetidos à mesma exigência de nota mínima para
aprovação em cada fase, excluídos porém da ‘nota de corte’ decorrente da limitação
numérica de aprovados. III) A inclusão dos candidatos portadores de deficiência na lista
geral resultante da aplicação de eventual ‘nota de corte’ esvazia de eficácia a opção do
legislador pela reserva de vagas. Procedência parcial do pedido” (CNJ – PCA
200810000003699 – Rel. Cons. José Adonis Callou de Araújo Sá – 67ª Sessão – j.
12.08.2008 – DJU 01.09.2008).

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


171

Parte do voto vencedor do Min. Cons. João Oreste Dalazen: “Logo, a divulgação de
uma lista de classificação específica para os portadores de necessidade especiais,
dissociada da listagem relativa aos demais candidatos, é uma exigência legal da qual não se
podem eximir os Tribunais. Por outro lado, diante dessa obrigatoriedade, os candidatos
portadores de necessidades especiais, por razões óbvias, não devem submeter-se à nota de
corte, sob pena de frustrarem-se os objetivos da reserva de vagas. Tais candidatos, no
entanto, a despeito de detentores do direito de figurarem em listagem de classificação
própria, sujeitam-se à mesma nota mínima aplicada aos demais aspirantes à vaga”.
Vide: STF, 1ª T., RE 227.299, Rel. Min. Ilmar Galvão, j. 14.06.200, DJU 06.10.2000.
Vide tb.: Lei 8.112/90, art. 5º, § 2º.

Portador de deficiência. Reserva de vagas


V. tb.: DEFICIENTE FÍSICO – V. tb.: ENUNCIADO ADMINISTRATIVO CNJ 12, DE
29.01.2009

“Logo, a divulgação de uma lista de classificação específica para os


portadores de necessidade especiais, dissociada da listagem relativa aos demais candidatos,
é uma exigência legal da qual não se podem eximir os Tribunais. Por outro lado, diante
dessa obrigatoriedade, os candidatos portadores de necessidades especiais, por razões
óbvias, não devem submeter-se à nota de corte, sob pena de frustrarem-se os objetivos da
reserva de vagas. Tais candidatos, no entanto, a despeito de detentores do direito de
figurarem em listagem de classificação própria, sujeitam-se à mesma nota mínima aplicada
aos demais aspirantes à vaga” (CNJ – PCA 200810000003699 – Rel. Cons. José Adonis
Callou de Araújo Sá – 67ª Sessão – j. 12.08.2008 – DJU 01.09.2008 – Ementa não oficial).

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso para a


carreira da magistratura. Reserva de vagas para candidatos portadores de deficiência.
Listas de classificação. – “A reserva de vagas nos concursos públicos constitui imposição
constitucional de inclusão das pessoas portadoras a ser implementada em todas as esferas
do Poder Público, não mera discricionariedade conferida ao agente público” (CNJ – PCA
200810000003699 – Rel. Cons. José Adonis Callou de Araújo Sá – 67ª Sessão – j.
12.08.2008 – DJU 01.09.2008).
Parte do voto vencedor do Min. Cons. João Oreste Dalazen: “Logo, a divulgação de uma
lista de classificação específica para os portadores de necessidade especiais, dissociada da
listagem relativa aos demais candidatos, é uma exigência legal da qual não se podem
eximir os Tribunais. Por outro lado, diante dessa obrigatoriedade, os candidatos portadores
de necessidades especiais, por razões óbvias, não devem submeter-se à nota de corte, sob
pena de frustrarem-se os objetivos da reserva de vagas. Tais candidatos, no entanto, a
despeito de detentores do direito de figurarem em listagem de classificação própria,
sujeitam-se à mesma nota mínima aplicada aos demais aspirantes à vaga”.

Portadores de necessidades especiais. Reserva de vagas


Vide: DEFICIENTE FÍSICO
V. tb.: ENUNCIADO ADMINISTRATIVO CNJ 12, DE 29.01.2009

Possibilidade de exame, pelo CNJ, da adequação de questões perante o edital,


porém sem adentrar na valoração dos critérios adotados pela banca
examinadora

Concurso Público para Juiz de Direito Substituto do Pará.


Inexistência de comprovação de ferimento aos princípios da legalidade, impessoalidade e

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


172

igualdade. Concurso regular. Ampla publicidade do edital e da Comissão do Concurso.


Possibilidade do Conselho Nacional de Justiça analisar a adequação das questões perante o
edital, sem, porém adentrar na valoração dos critérios adotados pela banca examinadora
para escolha e correção das provas. Pedido indeferido. (CNJ – PCA 318 – Rel. Cons.
Alexandre de Moraes – 35ª Sessão – j. 27.02.2007 – DJU 09.03.2007).

“A atuação do Conselho Nacional de Justiça, em relação à


avaliação dos critérios, questões, correções e ponderações de provas e títulos em concursos
públicos para o ingresso na Magistratura, deve seguir o caminho já definido em relação à
reavaliação jurisdicional dos diversos concursos para ingresso na carreira pública, ou seja,
o caminho da impossibilidade de ingerência na valoração dos critérios adotados para a
avaliação – seja na definição das questões a serem propostas, seja na definição dos
métodos de correção – consagrando-se, porém, a plena possibilidade da revisão judicial
para garantir a efetividade, principalmente, dos princípios da razoabilidade, igualdade,
legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade e a salvaguarda dos direitos
individuais” (CNJ – PCA 318 – Rel. Cons. Alexandre de Moraes – 35ª Sessão – j.
27.02.2007 – DJU 09.03.2007 – Ementa não oficial).

Pretensão de anulação. Concurso findo. Segurança jurídica

Procedimento de Controle Administrativo. Tribunal de Justiça de


Santa Catarina. Concurso Público para o Ingresso na Carreira da Magistratura. Questões de
Conhecimento Gerais. Concurso findo. Segurança Jurídica. Improcedência do pedido.
(CNJ – PCA 148 – Rel. Cons. Paulo Schmidt – 36ª Sessão – j. 14.03.2007 – DJU
23.03.2007 – Ementa não oficial).

Pretensão de anulação de prova escrita. Inadmissibilidade. Observância aos


termos do edital do concurso

Concurso Público. Juiz substituto. Tribunal de Justiça do Estado


de Alagoas. Pedido de anulação da segunda prova escrita teórico-subjetiva. Estrita
observância aos termos do edital. Controle de legalidade dos atos administrativos. – “I)
Improcede o pedido de anulação de prova escrita teórico-subjetiva, aplicada na segunda
fase de concurso público para provimento de cargo de Juiz Substituto do Tribunal de
Justiça do Estado de Alagoas, perante o Conselho Nacional de Justiça, elaborada em estrita
observância aos termos do respectivo edital, que é a lei do concurso público. II) Não cabe
ao Conselho Nacional de Justiça, no exercício do controle de legalidade de atos
administrativos afetos a concurso público, intervir nos critérios de avaliação de candidatos
e demais questões específicas devidamente explicitadas em edital. III) Pedido contido em
Procedimento de Controle Administrativo que se julga improcedente” (CNJ – PCA
200710000006404 – Rel. Cons. Min. João Oreste Dalazen – 57ª Sessão – j. 26.02.2008 –
DJU 18.03.2008).

Pretensão de candidato de anular questões da prova

Procedimento de Controle Administrativo. VIII Concurso Público


para Juiz Federal Substituto do TRF da 5ª Região. Alegação de violação do contraditório
e ampla defesa. Anulação de questões da prova objetiva e inclusão do requerente na
prova subjetiva. Pedidos Improcedentes. – “I) A anulação de questões de prova em
concurso não pode ser promovida pelo CNJ com base em critérios particulares. II) O
requerente não atingiria a nota de corte mesmo com a anulação das questões. III)

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


173

Prevalecem os critérios constantes do Edital do concurso” (CNJ – PCA 226 – Rel. Joaquim
Falcão – 29ª Sessão – j. 14.11.2006 – DJU 06.12.2006).

Previsão de número de candidatos que serão convocados na segunda fase

“É legal a previsão de fórmula que indique o número de candidatos


a serem convocados para a segunda fase do certame, considerando que, em alguns casos,
não há como o Tribunal prever o número total de cargos vagos, e a vagar, no momento da
publicação do instrumento convocatório” (CNJ – PCA 200810000025531 – Rel. Cons.
Andréa Pachá – 75ª Sessão – j. 02.12.2008 – DJU 19.12.2008).

Proibição de recurso à banca examinadora

Concurso público. Previsão editalícia genérica de impossibilidade


de recursos à banca examinadora. Ilegalidade. Recomendação aos Tribunais. – “I) A
vedação de recurso administrativo em toda e qualquer fase do concurso público atenta
contra os mais basilares princípios do Estado Democrático de Direito (art. 5°, inciso
XXXIII). II) Além dos princípios mencionados, a impossibilidade da vista das provas e
conseqüente recurso, fere, ainda, o princípio da publicidade que deve permear, em regra,
toda atividade da administração. III) Admitir a impossibilidade do recurso é transcender o
estado democrático de direito para retornar a idade pré-medieval, quando das invasões
bárbaras, em que os ‘julgamentos’ e ‘julgadores’, por se guiarem por inspiração divina, não
concebiam sua falibilidade. IV) Nas provas orais, por também se prestarem a auferir
conhecimentos outros, não só aqueles técnico-jurídicos, é inviável a pretensão recursal,
pois o juízo de valoração de tais conhecimentos deve se dar pela banca examinadora, não
havendo possibilidade de recursos pois a revisão redundaria na reaplicação da prova, o que
não é sequer razoável” (CNJ – PP 468 – Rel. Cons. Ruth Carvalho – 25a Sessão – j.
12.09.2006 – DJU 29.09.2006 – Ementa não oficial).

Prova de títulos. Caráter classificatório

Procedimento de Controle Administrativo. XI Concurso para


Provimento de Cargo de Juiz Federal Substituto da 3ª Região. Prova de Títulos. Caráter
classificatório. Prescrição. – “O CNJ firmou orientação no sentido de que a prova de
títulos em concurso público deve ter caráter meramente classificatório (PCA 25/2005, PCA
243/2006 e PCA 408/2006)” (CNJ – PCA 200710000016057 – Rel. Cons. José Adonis
Callou de Araújo Sá – 57ª Sessão – j. 26.02.2008 – DJU 18.03.2008).

“Há precedentes deste Conselho Nacional de Justiça no sentido de


que a prova de títulos deve ter caráter meramente classificatório. Essa orientação foi
adotada no PCA 25/2005 (Cons. Paulo Schmidt), relativo ao Concurso para o Cargo de
Juiz Federal Substituto da 1ª Região publicado em maio de 2005. A orientação foi
reafirmada no PCA 243 e PCA 408 (Cons. Joaquim Falcão), relativos ao XII e XIII
Concursos para o Provimento de Cargos de Juiz Federal Substituto da 3ª Região” (CNJ –
PCA 200710000016057 – Rel. Cons. José Adonis Callou de Araújo Sá – 57ª Sessão – j.
26.02.2008 – DJU 18.03.2008 – Ementa não oficial).

Provas. Recorribilidade

Procedimento de Controle Administrativo. Recorribilidade das


provas orais em concurso para ingresso na magistratura. Equilíbrio entre os

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


174

concorrentes. Julgamento do recurso pela banca examinadora. – “Havendo a previsão no


edital de que a Comissão Examinadora procederia à gravação das provas orais, ressalta-se
a possibilidade de recurso administrativo contra as notas aferidas em tal fase do concurso.
Em virtude da imprescindibilidade da cláusula de recorribilidade contra a nota atribuída em
todas as fases do concurso público, inclusive na etapa oral, a gravação das provas orais
realizadas, além de garantir a efetividade da avaliação, demonstra transparência da
Comissão Examinadora, evitando que ocorra desequilíbrio entre os concorrentes do
certame. Acolhe-se o pedido formulado, para se determinar a remessa dos autos à banca
examinadora do concurso para julgamento do recurso” (CNJ – PCA 492 – Rel. Cons.
Germana Moraes – 40ª Sessão – j. 15.05.2007 – DJU 24.05.2007).

Questões envolvendo expressões ou palavras regionalizadas. Inadmissibilidade

Procedimento de Controle Administrativo. Tribunal VII. Concurso


público para provimento de cargos de Juiz de Direito Substituto da Justiça Estadual do
Amapá. Ilegitimidade do requerente. Instauração de ofício do processo. Inviabilidade de
interposição de recurso à Banca Examinadora no prazo previsto em edital. Questões que
constam de provas já aplicadas em concurso para a Magistratura de Minas Gerais e
questões envolvendo expressões e palavras regionalizadas. Impossibilidade. Anulação do
concurso, a fim se resguardar sua credibilidade e dar efetividade aos princípios da
impessoalidade, moralidade e publicidade administrativa. (CNJ – PCA 198 – Rel. Cons.
Eduardo Lorenzoni – 24ª Sessão – j. 24.08.2006 – DJU 15.09.2006 – Ementa não oficial).

Recurso formulado mais de um ano após a homologação. Prescrição

“A pretensão de modificação do resultado do XI Concurso para


Cargos de Juiz Federal Substituto da 3ª Região, formulada mais de um ano após a
homologação, encontra-se alcançada pela prescrição, nos termos da Lei 7.144/85” (CNJ –
PCA 200710000016057 – Rel. Cons. José Adonis Callou de Araújo Sá – 57ª Sessão – j.
26.02.2008 – DJU 18.03.2008).

Reexame da avaliação de prova oral. Inadmissibilidade. Controle de legalidade


que não se confunde com a substituição de banca examinadora

Recurso Administrativo. Procedimento de Controle Administrativo.


Concurso para Ingresso na Carreira da Magistratura do Estado de Santa Catarina.
Recurso contra avaliação na prova oral. – “I) No julgamento do PCA 492, o Plenário do
CNJ assegurou à requerente a apreciação pela Comissão Examinadora, do seu recurso
interposto contra a nota que lhe foi atribuída na prova oral do concurso. II) Aplica-se ao
CNJ a orientação pacificada na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de
que “não cabe ao Poder Judiciário, no controle jurisdicional da legalidade, substituir-se à
banca examinadora nos critérios de correção de provas e de atribuição de notas a elas” (RE
243.056 – Rel. Min. Ellen Gracie – DJ 06.04.2001). III) Se não é possível o reexame da
avaliação da prova oral pelo Conselho Nacional de Justiça, resta prejudicado o pedido de
obtenção de cópias das provas orais dos demais candidatos, para a pretendida comparação.
Recurso a que se nega provimento” (CNJ – PCA 11953 – Rel. Cons. José Adonis Callou
de Araújo Sá – 53ª Sessão – j. 04.12.2007 – DJU 20.12.2007).

Recurso Administrativo. Procedimento de Controle Administrativo.


Concurso para ingresso na carreira da magistratura do Estado de Santa Catarina.
Recurso contra avaliação na prova oral. – “I) No julgamento do PCA 421, o Plenário do

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


175

CNJ assegurou ao requerente a apreciação pela Comissão Examinadora do seu recurso


interposto contra a nota que lhe foi atribuída na prova oral do concurso. II) Aplica-se ao
CNJ a orientação pacificada na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de
que “não cabe ao Poder Judiciário, no controle jurisdicional da legalidade, substituir-se à
banca examinadora nos critérios de correção de provas e de atribuição de notas a elas” (RE
243.056 – Rel. Min. Ellen Gracie – DJ: 06.04.2001). III) Não cabe o reexame pelo
Conselho Nacional de Justiça, de notas atribuídas ao candidato pela Comissão de Concurso
para ingresso na carreira da magistratura. Recurso a que se nega provimento” (CNJ – PCA
14528 – Rel. Cons. José Adonis Callou de Araújo Sá – 53ª Sessão – j. 04.12.2007 – DJU
20.12.2007).

Reserva de vagas para pessoas com deficiência

“Em todos os concursos públicos para provimento de cargos do


Poder Judiciário, inclusive para ingresso na atividade notarial e de registro, será assegurada
reserva de vagas a candidatos com deficiência, em percentual não inferior a 5% (cinco por
cento), nem superior a 20% (vinte por cento) do total de vagas oferecidas no concurso,
vedada a incidência de ‘nota de corte' decorrente da limitação numérica de aprovados e
observando-se a compatibilidade entre as funções a serem desempenhadas e a deficiência
do candidato. As listas de classificação, em todas as etapas, devem ser separadas,
mantendo-se uma com classificação geral, incluídos os candidatos com deficiência e outra
exclusivamente composta por estes” (Enunciado Administrativo CNJ 12, de 29.01.2009).
(Precedente: PP 200810000018125 – 69ª Sessão – julgado em 9 de setembro de 2008).

Pedido de Providências. Concurso de ingresso na magistratura.


Pedido para que se discipline a reserva de vagas para candidatos portadores de
deficiência. Art. 37, inciso VIII da CF/88. Procedência do pedido com proposta de edição
de enunciado administrativo. – “I) Dentre as funções do Conselho Nacional de Justiça,
tem-se a sua atuação na organização da atividade administrativa do Poder Judiciário,
velando pelo respeito aos princípios da Administração Pública e, ainda, a sua competência
para editar atos regulamentares ou recomendar providências (CF/88, art.37, § 4º, I). Mais
do que isso, o inciso II do referido § 4º dispõe enfaticamente incumbir ao Conselho
Nacional de Justiça ‘zelar pela observância do art.37’. II) Nos concursos públicos de
ingresso na Magistratura, por força do que dispõe o art.37, VIII da CF/88, deverão os
tribunais reservar vagas aos deficientes, em percentual e condições definidas em enunciado
administrativo” (CNJ – PP 200810000018125 – Rel. Cons. Rui Stoco – 69ª Sessão – j.
09.09.2008 – DJU 26.09.2008).

Semelhança redacional entre questões de concursos distintos

Recurso Administrativo no Procedimento de Controle


Administrativo. Concurso da magistratura. Similitude de questões com outros certames.
Tutela dos direitos individuais. Ausência de competência do CNJ. Favorecimento não
comprovado. Conjectura. Não-conhecimento. – “II) A mera similitude entre questões de
certames distintos (magistratura e Ordem dos Advogados) não configura per se
favorecimento de candidatos, em face da presunção de legitimidade nos atos da
Administração Pública” (CNJ – PCA 200810000009811 – Rel. Cons. Jorge Maurique –
69ª Sessão – j. 09.09.2008 – DJU 26.09.2008).

Suspensão do certame

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


176

Procedimento de Controle Administrativo. Suspensão do concurso


público para magistratura. Prazo suficiente para o interessado completar os três anos de
atividade jurídica. Requerimento de reabertura das inscrições. – “O concurso permanece o
mesmo, com os candidatos que lograram inscrição no prazo estabelecido no edital, as
vicissitudes por que passou e os ajustes feitos não significaram sua alteração essencial,
considerando-se razoáveis as motivações acima expendidas pelo Tribunal” (CNJ – PCA
476 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 10ª Sessão Extraordinária – j. 08.05.2007 – DJU
18.05.2007 – Ementa não oficial).

Taxa de Inscrição. Inclusão das despesas com interposição de recurso

“O valor pago pela taxa de inscrição inclui as despesas relativas à


interposição de recurso” (CNJ – PCA 200810000025531 – Rel. Cons. Andréa Pachá – 75ª
Sessão – j. 02.12.2008 – DJU 19.12.2008).

Taxa de inscrição. Isenção para candidatos que não podem pagar

Procedimento de Controle Administrativo. Tribunal de Justiça do


Estado de São Paulo. 181º concurso para a magistratura. Isenção taxa de inscrição.
Reabertura de prazo para inscrição. Indeferimento. – “1) A ausência de previsão de
isenção da taxa de inscrição em concurso público é incompatível com os princípios
constitucionais da isonomia, que deve garantir a igualdade de oportunidades, e o da livre
acessibilidade aos cargos públicos (CF arts. 5º e 37, I e II). 2) A disciplina específica na
Lei Estadual 12.782/2007, sobre as hipóteses de redução do valor da taxa de inscrição,
aplicável aos concursos públicos e processos seletivos realizados no âmbito de qualquer
dos Poderes do Estado, deve também ser observada no concurso para ingresso na
magistratura do Estado de São Paulo. 3) Satisfeita a publicidade da alteração do Edital
determinada na decisão deste Conselho, pois publicada no Diário de Justiça Eletrônico e
divulgada em diversos sítios da rede mundial de computadores. Pedido parcialmente
procedente” (CNJ – PCA 20081000022657 – Rel. Cons. José Adonis Callou de Araújo Sá
– 74ª Sessão – j. 18.11.2008 – DJU 05.12.2008).

Tempo de atividade jurídica a contar da data da conclusão do curso de


bacharelado em Direito

Recurso Administrativo. Concurso público para a carreira da


magistratura. Atividade jurídica. Tempo anterior à conclusão do curso de direito. – “Na
esteira da jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal na Ação Direta de
Inconstitucionalidade 3.640/DF, ‘os três anos de atividade jurídica contam-se da data da
conclusão do curso de Direito e o fraseado ‘atividade jurídica’ é significante de atividade
para cujo desempenho se faz imprescindível a conclusão de curso de bacharelado em
Direito’. Recurso Administrativo de que se conhece e a que se nega provimento” (CNJ –
PP 200810000002531 – Rel. Cons. Altino Pedrozo dos Santos – 59ª Sessão – j. 25.03.2008
– DJU 15.04.2008).

CONCURSO DE PROMOÇÃO, REMOÇÃO E PERMUTA


V. Tb.: REMOÇÃO

Conveniência e interesse público como pressupostos. Inexistência de direito


absoluto à remoção

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


177

Procedimento de Controle Administrativo. Remoção por


merecimento. Critérios objetivos. Acordo entre magistrados. Regularidade. Direito
subjetivo. Inexistência. – “Reconhecendo que a remoção condiciona-se à conveniência da
Administração e ao interesse público, o CNJ tem, reiteradamente, decidido que o
magistrado não tem direito subjetivo absoluto à remoção, podendo o Tribunal,
fundamentadamente, recusá-la” (CNJ – PCA 200910000009219 – Rel. Designado Rui
Stoco – 82ª Sessão – j. 24.04.2009 – DJU 17.04.2009).

Demora justificada na publicação dos editais

Pedido de Providências. Ato omissivo. Editais de promoção e/ou


remoção. Ausência de titulares. Carência de magistrados. Demora justificada. – “I)
Consoante o disposto na Lei Orgânica da Magistratura Nacional – LOMAN (Art. 83),
devem os Tribunais, ao detectar a existência de vagas a serem preenchidas mediante
promoção ou remoção, fazer publicar imediatamente a abertura de edital, no órgão oficial,
com o fito de viabilizar a movimentação na carreira. II) Rompimento da similitude entre a
situação debatida nos presentes autos e os casos decididos por ocasião do julgamento do
PP 200710000006568 e PP 200810000004758. III) Verificada a presença de justificativa
plausível para a demora no cumprimento do texto legal, bem como a superveniente
publicação de novos editais de remoção. IV) Alteração do contexto fático. V) Pedido de
Providências a que se julga improcedente” (CNJ – PP 200810000031660 – Rel. Cons.
Mairan Gonçalves Maia Júnior – 81ª Sessão – j. 31.03.2009 – DJU 07.04.2009).

Edital colocando em concurso foro que ainda não se vagou e que depende de
fato futuro e incerto

Procedimento de Controle Administrativo. Juiz de Direito.


Concurso de remoção. Tribunal que, no mesmo Edital, colocou à disposição para inscrição
por remoção dos interessados foro vago e, ao mesmo tempo, a eventual vaga que decorrer
dessa remoção, para ser preenchida pelo critério de promoção por merecimento. Fato
futuro e incerto. Inadmissibilidade. Liminar concedida. (CNJ – PCA 2009100000013880 –
Rel. Cons. Rui Stoco – Decisão Monocrática – j. 04.04.2009)
Parte da decisão proferida pelo Relator: “Pelo que se depreende do Edital transcrito o
Tribunal de Justiça está antecipando a colocação em concurso de um foro que ainda não
está vago. O Edital abre vaga, por remoção, para provimento do cargo existente no Juizado
Especial da Comarca de Rolim Moura, classificado em Segunda Entrância e, ao mesmo
tempo, já sugere a abertura de vaga para o foro do qual sairá o magistrado que vier a ser
removido para aquele Juizado Especial. Resulta claro que se está colocando em concurso
um foro que ainda não vagou, o que fere as disposições legais, notadamente a Constituição
Federal de 1988 e a Lei Orgânica da Magistratura – LOMAN, na medida que não se pode
exigir do magistrado que se inscreva para uma unidade judiciária desconhecida, cuja
disponibilidade seja hipotética e dependente de fato futuro e incerto, ou seja, a
movimentação de outro magistrado para o foro em concurso, de sorte que a vaga que surgir
dessa possível movimentação é que já está sendo oferecida por antecipação. Não há
permissivo legal para se realizar concurso de remoção e promoção de magistrados sem que
o foro de destino esteja vago. O art. 82 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional –
LOMAN dispõe que “para cada vaga destinada ao preenchimento por promoção ou por
remoção, abrir-se-á inscrição distinta, sucessivamente, com a indicação da Comarca ou
Vara a ser provida”. No caso dos autos, a disposição legal não foi observada. Há um único
Edital abrindo de forma simultânea concurso para remoção e promoção. A primeira vaga

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


178

existe e a segunda fica na dependência da primeira. Do que se infere que a promoção pelo
critério de merecimento que ocorrerá após a remoção para o Juizado Especial da Comarca
de Rolim Moura é indefinida. Os magistrados que eventualmente se candidatem a essa
promoção, estarão disputando o desconhecido, afinal, até que a remoção chegue a termo,
não se sabe qual foro ficará vago”.

Juiz Federal. Remoção para outra Região

Procedimento de Controle Administrativo. Posicionamento em


lista de antiguidade. Remoção entre regiões. Justiça Federal. – “I) O limite para fins de
incidência de preclusão temporal em controle de ato administrativo é de cinco anos, nos
termos do art. 93 do RICNJ, não se aplicando a redução do prazo, estatuída pelos arts. 8º e
9º, do Decreto 20910/32 (PCA 297). II) Em se tratando de remoção de juiz federal para
outra Região e enquanto não editada a Lei a que se refere o § 1º do art. 107 da CF/88,
incidem as normas da Corte de destino e/ou do art. 7º da Res. 08/CJF, de 28.11.1989, cujas
disposições foram reiteradas pela novel Res. 01/CJF, de 20.02.2008, em seu art. 33.
Inviável o cômputo do tempo anterior de magistratura do juiz federal que se desloca de sua
Região de origem, seja por permuta, seja por remoção (PP 6131). III) O direito a figurar na
lista de antiguidade não se adquire na data do pedido de remoção entre Regiões, perante a
Corte de destino, mas sim da data em que houve seu deferimento, por tratar de questão de
nítido caráter discricionário da Administração Judiciária. Assim, o novo posicionamento na
lista de antiguidade de outra Região, justamente por tratar de situação excepcional, está
jungida aos critérios de conveniência e oportunidade da apreciação do pedido, somente a
partir de então se podendo falar em direito adquirido. IV) Procedimento de Controle
Administrativo a que se indefere” (CNJ – PCA 200810000027680 – Rel. Cons. Jorge
Maurique – 82ª Sessão – j. 14.04.2009 – DJU 17.04.2009).

Magistratura. Necessidade de ampla publicidade dos dados informativos

Concurso de promoção, remoção e permuta. Necessidade de


ampla publicidade de dados informativos sobre os magistrados inscritos. – “Os dados
correspondentes aos magistrados inscritos ao concurso de promoção, remoção ou permuta,
fornecidos pelo Corregedor-Geral de Justiça ao Pleno ou Órgão Especial, devem ser prévia
e amplamente divulgados, de modo a garantir aos interessados impugnações contra
eventuais omissões, se necessário” (CNJ – PCA 200810000017996 – Rel. Cons. Altino
Pedrozo dos Santos – 76ª Sessão – j. 16.12.2008 – DJU 30.01.2009).

Magistratura. Qualidade da sentença

Concurso de promoção, remoção e permuta de magistrados.


Qualidade de sentença. – “Ao se adotar, na análise da qualidade da sentença, parâmetros
que se vinculam à sua confirmação, reforma parcial ou total, ou, ainda, anulação pelo
Tribunal, estar-se-á privilegiando magistrados cujas sentenças tiveram reforma em menor
número. Além disso, poderá compelir o magistrado de primeiro grau, que tem interesse na
movimentação funcional, a seguir o entendimento adotado pelo Tribunal, no caso concreto,
desrespeitando, por conseguinte, a garantia do exercício da função com liberdade e o
princípio do livre convencimento motivado. Procedimento de Controle Administrativo de
que se conhece e a que se julga parcialmente procedente” (CNJ – PCA 200810000017996
– Rel. Cons. Altino Pedrozo dos Santos – 76ª Sessão – j. 16.12.2008 – DJU 30.01.2009).

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


179

Número de vagas maior do que os juízes inscritos. Acordo entre os inscritos e o


tribunal para acolher as opções sem disputa. Validade

Procedimento de Controle Administrativo. Remoção por


merecimento. Critérios objetivos. Acordo entre magistrados. Regularidade. Direito
subjetivo. Inexistência. – “Quando o edital para movimentação horizontal de magistrados
em concurso de remoção contém mais vagas do que o número de juízes inscritos, de sorte
que todos possam ser atendidos para as vagas que mostrem interesse, sem disputa entre si,
não há impedimento ou ofensa a regras e princípios a que o Tribunal faça ajuste para que
todos sejam atendidos e removidos para os locais previamente escolhidos, mediante
acordo” (CNJ – PCA 200910000009219 – Rel. Designado Rui Stoco – 82ª Sessão – j.
24.04.2009 – DJU 17.04.2009).
Parte do voto do Relator Rui Stoco: “Como consta dos documentos acostados nos autos
pelo Tribunal de Justiça, essa Corte reconheceu o acordo realizado pelos juízes (Ofício
404/2009), tendo havido inclusive participação da Corregedoria nesse processo, conforme
verificado nas notas taquigráficas constantes dos autos. Todavia, ao contrário do que
entendeu o relator sorteado, este relator designado e a maioria do Plenário dirigiu-se no
sentido de validar o ajuste. Isto porque havia numero maior de vagas do que candidatos
escritos; todos estavam de acordo e, ademais, cada qual teve a oportunidade de ser
removido para a unidade escolhida, sem disputa o dissensão.Tenha-se em consideração que
a movimentação vertical sob a forma de “remoção” deve sempre atender aos interesses do
Tribunal, ou seja, ao interesse público. Assim, se há de prevalecer o interesse público,
faculta-se à Corte fazer sobrepor esse interesse ao interesse individual de cada candidato,
dispensando a verificação dos títulos, créditos e méritos que ostentam”.

CONCURSO DE REMOÇÃO PARA SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS


V. tb.: SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS (ATIVIDADE NOTARIAL E DE
REGISTRO)

Admissão apenas dentro da mesma entrância

Discrepância nas datas de vacância das serventias. Inscrição no

certame. Requisito de ausência de condenação por crime doloso nos últimos 5 (cinco)

anos. Concurso de remoção. Admissão apenas dentro da mesma entrância e categoria

funcional. Exigência legal. – “Não se vislumbra qualquer inconstitucionalidade ou

irregularidade na exigência contida na Res. 13/2006, de a remoção conter-se na mesma

entrância, de acordo com a LC Estadual 183/99. Com efeito, em situação semelhante

decidiu o STJ (RMS 13802/Rui Stoco) o direito questionado com base em lei estadual com

igual disposição” (CNJ – PCA 520 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 45ª Sessão – j. 14.08.2007 –

DJU 05.09.2007).

Alteração de classificação do concurso de ingresso

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


180

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de Remoção


em Serventias. Situação de candidatos aprovados. Questões já julgadas pelo CNJ. Não
conhecimento. Prova de conhecimentos. Supressão da exigência por alteração legal.
Pedido prejudicado. Extensão de efeitos vinculantes advindos de julgamento de ações
diretas de inconstitucionalidade. Estrito cumprimento no plano administrativo. Alteração
de ordem de classificação. Possibilidade. Ordem de abertura de Concurso de Ingresso e
de Remoção. Inversão. Ausência de ilegalidade. Data de vacância. Indeferimento. –
“Mostra-se impossível a alteração da ordem de classificação do certame de ingresso por
decorrência do estrito cumprimento, na seara administrativa, da extensão dos efeitos
vinculantes oriundos do julgamento da ADIn 3522, a qual retirou do ordenamento norma
estadual que estabelecia diferenciação de valoração de títulos de candidatos. Aplicação do
art. 28, parágrafo único, da Lei 9.868/99, segundo o qual a declaração de
inconstitucionalidade tem eficácia contra todos e efeito vinculante em relação aos órgãos
do Poder Judiciário” (CNJ – PCA 200710000016562 – Rel. Cons. Jorge Maurique – 57ª
Sessão – j. 26.02.2008 – DJU 18.03.2008).

Atividade notarial e de registro. Pontuação máxima estipulada em Edital de


concurso

Procedimento de Controle Administrativo. Atividade notarial e


registro. Concurso de remoção. Insurgência contra o entendimento da comissão de
concurso, que limitou em cinco pontos a pontuação máxima a ser considerada para
remoção em concurso público. Inexistência de ilegalidade do edital e ata regulamentar que
estabeleceram pontuação máximas em cinco pontos e da ata 145 da comissão de concurso
(CNJ – PCA 200810000024150 – Rel. Cons. Rui Stoco – 74ª Sessão – j. 18.11.2008 – DJU
05.12.2008).

Ato ocorrido há mais de cinco anos. Inadmissibilidade de controle


administrativo (preclusão)

Procedimento de Controle Administrativo. Irregularidade em


concurso de remoção aberto em 2000. Prescritibilidade. – “Nos termos do parágrafo único
do art. 95 do Regimento Interno deste Conselho, não se mostra possível o controle
administrativo de atos praticados há mais de cinco anos, não existindo, portanto,
possibilidade de anulação do ato praticado anteriormente a esse marco” (CNJ – PCA 297 –
Rel. Cons. Germana Moraes – 11ª Sessão Extraordinária – j. 09.05.2007 – DJU 18.05.2007
– Ementa não oficial).

Candidatos já aprovados. Questão já apreciada pelo CNJ. Não conhecimento

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de Remoção


em Serventias. Situação de candidatos aprovados. Questões já julgadas pelo CNJ. Não
conhecimento. Prova de conhecimentos. Supressão da exigência por alteração legal.
Pedido prejudicado. Extensão de efeitos vinculantes advindos de julgamento de ações
diretas de inconstitucionalidade. Estrito cumprimento no plano administrativo. Alteração
de ordem de classificação. Possibilidade. Ordem de abertura de Concurso de Ingresso e
de Remoção. Inversão. Ausência de ilegalidade. Data de vacância. Indeferimento. –
“Tratando de situação de candidatos aprovados em Concurso de Remoção de Serventias
que já possui pronunciamento deste Conselho (PCAs 247, 297 e 465), impõe-se seu não

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


181

conhecimento, no ponto” (CNJ – PCA 200710000016562 – Rel. Cons. Jorge Maurique –


57ª Sessão – j. 26.02.2008 – DJU 18.03.2008).

Concurso de ingresso e concurso de remoção. Critério estabelecido em


consonância com a data de abertura da vacância

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de Remoção


em Serventias. Situação de candidatos aprovados. Questões já julgadas pelo CNJ. Não
conhecimento. Prova de conhecimentos. Supressão da exigência por alteração legal.
Pedido prejudicado. Extensão de efeitos vinculantes advindos de julgamento de ações
diretas de inconstitucionalidade. Estrito cumprimento no plano administrativo. Alteração
de ordem de classificação. Possibilidade. Ordem de abertura de Concurso de Ingresso e
de Remoção. Inversão. Ausência de ilegalidade. Data de vacância. Indeferimento. – “Não
há ilegalidade na mudança da ordem de abertura de Concurso de Ingresso e de Remoção,
visto que é a data de vacância das serventias oferecidas no edital que determinará a reserva
de vagas referentes ao art. 16 da Lei 8.935/94. Aplicação do princípio da indiferença da
ordem dos fatores. Precedentes do STJ. Procedimento de Controle Administrativo a que se
conhece parcialmente, indeferindo-se nesta parte” (CNJ – PCA 200710000016562 – Rel.
Cons. Jorge Maurique – 57ª Sessão – j. 26.02.2008 – DJU 18.03.2008).

Exigência de prova de conhecimentos. Pedido prejudicado tendo em vista


matéria regulada por lei

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso de Remoção


em Serventias. Situação de candidatos aprovados. Questões já julgadas pelo CNJ. Não
conhecimento. Prova de conhecimentos. Supressão da exigência por alteração legal.
Pedido prejudicado. Extensão de efeitos vinculantes advindos de julgamento de ações
diretas de inconstitucionalidade. Estrito cumprimento no plano administrativo. Alteração
de ordem de classificação. Possibilidade. Ordem de abertura de Concurso de Ingresso e
de Remoção. Inversão. Ausência de ilegalidade. Data de vacância. Indeferimento. – “Fica
prejudicado o pedido referente à prova de conhecimentos no certame da remoção diante de
sua supressão pela Lei 10.506/2002, a qual alterou o caput do art. 16 da Lei 8.935/94”
(CNJ – PCA 200710000016562 – Rel. Cons. Jorge Maurique – 57ª Sessão – j. 26.02.2008
– DJU 18.03.2008).

Remoção por permuta. Inadmissibilidade

Procedimento de Controle Administrativo. Serventias


extrajudiciais. Provimento originário por concurso público. Legalidade. – “Regular a
investidura de titular de serventia em virtude de realização do respectivo concurso.
Cumprimento do art. 236, § 3º, da Constituição Federal. Provimento derivado sem
concurso. Remoção por permuta. Nulidade. A remoção por permuta com base no ‘interesse
da justiça’, mesmo que realizado com base em lei local, atrita com dispositivo
constitucional expresso (CF, art. 236, § 3º), atendendo exclusivamente aos interesses
pessoais dos beneficiários. Exigência constitucional de concurso público para o
provimento originário e de concurso entre os titulares para o provimento derivado.
Remoção por permuta. Invalidade de ato administrativo de deferimento. Efeitos. Serventias
ocupadas por titulares novos. Vaga a serventia de origem do permutante irregular, a
desconstituição do ato de permuta implica o seu retorno imediato, restituindo as coisas a
seu estado anterior, sem desfazimento dos atos praticados durante o exercício da
titularidade na serventia atual. Contudo, em nome dos princípios da segurança jurídica e da

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


182

confiança, não convém reverter imediatamente as remoções por permuta, apesar de


irregulares, quando, no momento do pronunciamento da nulidade respectiva, a serventia de
origem do permutante estiver ocupada por novo titular regularmente investido sem
nenhuma relação com o ato impugnado, devendo ser postergados, nesta hipótese, os efeitos
da desconstituição do ato inválido para quando vier a ocorrer a vacância na serventia de
origem do permutante irregular. Pedido parcialmente procedente” (CNJ – PCA
200810000012731 – Rel. Cons. Antonio Umberto de Souza Júnior – 84ª Sessão –
j.12.05.2009 – DJU 15.05.2009).
Parte do voto vencido do Conselheiro Altino Pedrozo dos Santos: “A tese não é nova
neste Conselho, tendo sido adotada nos autos dos Pedidos de Providências 415 e 721,
relatados pelo Conselheiro Rui Stoco, onde se discutia a natureza do Serviço de
Distribuição de Processos do Distrito Federal e dos Territórios, colocado em concurso
como se atividade notarial e de registro fosse, bem como a possibilidade de expedição de
certidões cíveis e criminais por essa serventia. Na 54ª Sessão Ordinária realizada em
18.12.2007, o Plenário do Conselho, por unanimidade de votos, decidiu julgar
parcialmente procedentes tais pedidos de providência determinando ao Tribunal de Justiça
do Distrito Federal e dos Territórios oficializasse o Serviço de Emissão de Certidões de
Distribuição de feitos cíveis e criminais, ‘preservado no cargo, excepcionalmente e apenas
para o caso concreto, o titular da serventia, até a vacância’. No Procedimento de Controle
Administrativo 510, de que foi relator o Conselheiro Felipe Locke Cavalcanti, a Ordem
dos Advogados do Brasil – Seção do Estado do Rio de Janeiro buscou anular o XLI
Concurso de Ingresso na Magistratura daquele Estado; todavia, o Plenário do Conselho,
vencido o Conselheiro Relator, julgou parcialmente procedente o pedido para preservar nos
cargos os Juízes Substitutos dele originários, invocando como fundamento exatamente os
princípios da segurança jurídica, do fato consumado e a teoria da modulação prospectiva
dos efeitos das nulidades. Colhem-se do substancioso voto do Conselheiro Rui Stoco os
seguintes fragmentos: ‘(...) Feito esse breve exórdio acerca das nulidades, cabe inseri-las
no contexto da convalidação possível, aproximando-se essa solução ao princípio da
segurança jurídica. No julgamento do RE 197.917 pelo STF o Ministro Gilmar Mendes,
ao abordar a questão da declaração de inconstitucionalidade in concreto e da limitação
de seus efeitos, observou que, ‘nesses casos, o afastamento do princípio da nulidade da lei
assenta-se em fundamentos constitucionais e não em razões de conveniência’. E assim
deve ser. Mas não se pode deslembrar que o princípio da segurança jurídica, que justifica
o afastamento da nulidade do ato, também tem extração constitucional. Advirta-se que a
segurança jurídica é, ainda, a forma de expressão e projeção na sociedade de três outros
princípios expressamente previstos no art. 5º, inc. XXXVI da Carta Magna: a) direito
adquirido; b) ato jurídico perfeito; c) coisa julgada (...)’. E prosseguiu o Conselheiro Rui
Stoco: ‘Em julgamento histórico, a Suprema Corte, tendo novamente como relator o
Ministro e constitucionalista Gilmar Ferreira Mendes, deixou afirmado que ‘o princípio
da possibilidade de anulamento foi substituído pelo da impossibilidade de anulamento, em
homenagem à boa-fé e à segurança jurídica’, e que ‘a prevalência do princípio da
legalidade sobre o da proteção da confiança só se dá quando a vantagem é obtida pelo
destinatário por meios ilícitos por ele utilizados, com culpa sua, ou resulta de
procedimento que gera a sua responsabilidade. Nesses casos não se pode falar em
proteção à confiança do favorecido’ (RTJ 192/620) (...). (...) “Assim, segundo RAFAEL
MAFFINI: ‘Não se pode olvidar que, consoante já decidido pelo próprio STF (Pet. 29.90
QO, Rel. Min. Gilmar Mendes, j. 27.05.2003), a legalidade não pode mais ser considerada
um fim em si mesmo, porquanto se apresenta dotada de uma índole eminentemente
instrumental, justamente orientada à consecução do sobreprincípio da segurança jurídica.
Em outras palavras, a legalidade não existe para a própria legalidade, mas para a
obtenção de um estado de coisas que enseje segurança jurídica e, assim, conforme o

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


183

Estado de Direito. Daí por que se afirmar que la seguridad jurídica no es solamente
seguridad em legalidad, sino también, seguridad em el Derecho (Javier García Luengo. El
princípio de protección de la confianza en el Derecho Administrativo. Madrid: Civitas,
2002, p. 198) (Modulação temporal in futurum dos efeitos da anulação de condutas
administrativas. Revista de Direito Administrativo. Rio de Janeiro: FGV-Atlas, v. 244, p.
231)’. Antes, porém, de concluir seu voto, o Conselheiro Rui Stoco lançou a seguinte
advertência:‘Não se pode desconsiderar, ainda, a boa-fé dos destinatários dos atos
praticados por órgãos ou agentes do Poder, posto que esses – certamente – não
contribuíram para a invalidade que pode turvar tais atos’”.

CONCURSO PARA SERVENTIAS JUDICIAIS


Desistência de ação judicial sobre o certame por parte do requerente antes do
julgamento

Recurso Administrativo no Procedimento de Controle


Administrativo. Concurso para serventias judiciais. Desistência de ação judicial sobre o
certame. Efeitos perante a administração. Inexistência de coisa julgada ou desrespeito à
ordem judicial. Disponibilização de serventias. Possibilidade (PCA 6834).
Facultatividade da administração em oportunizar segunda escolha aos candidatos.
Publicidade dos dados de receita de serventias. Legitimidade do ato administrativo.
Presunção de legalidade. Improvimento. – “I) Não há coisa julgada material na hipótese de
desistência da ação mandamental, cujo objeto trata de disponibilização de serventias para
escolha de candidatos aprovados em fase final de certame (art. 267, VIII e § 4º, do CPC).
Daí por que possível à Administração do Concurso dar continuidade às fases previstas em
edital, sendo desnecessária nova convocatória para segunda escolha dos candidatos.
Questão já apreciada por ocasião do julgamento plenário do PCA 6834. II) Há
facultatividade da Administração em oportunizar segunda escolha aos candidatos quando
tal é previsto em norma editalícia expressa. III) Não há falar em ausência de publicidade de
dados relativos à receita de serventias por não estarem dotados de minuciosa análise
quanto às possibilidade de faturamento da delegação. Dever imanente aos candidatos a
exercer função pública em regime privado, cujos riscos da atividade são totalmente
consubstanciados no ônus desses em pesquisar os dados e informações colocadas ao seu
dispor. A legitimidade do ato administrativo e sua presunção de legalidade não se maculam
com base em alegações não-comprovadas, caracterizando-se em meras ilações subjetivas,
as quais não permitem ao CNJ presumir vício no ato administrativo atacado. (STF: MS
26700-RO). IV) Recurso Administrativo no Procedimento de Controle Administrativo a
que se conhece, por tempestivo, mas nega-se provimento” (CNJ – PCA 200810000010710
– Rel. Cons. Jorge Maurique – 71ª Sessão – j. 07.10.2008 – DJU 24.10.2008).

CONCURSO PÚBLICO EM GERAL


Palavras-Chave: CERTAME – CONCURSO
V. tb.: ATIVIDADE JURÍDICA (ART. 93, I, DA CF/88)

Abertura de concurso duas vezes para preenchimento das mesmas vagas

Procedimentos de Controle Administrativo e Pedido de


Providências. Concurso Público para provimento de cargos vagos na carreira de
serventuário do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia – Comarca de Itapicuru. Abertura
simultânea de outro certame seletivo para preenchimento das mesmas vagas. Não

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


184

homologação do resultado do primeiro concurso motivada em existência de caducidade.


Ato vinculado que se encontra eivado de ilegalidade por ausência de autorização na Lei ou
no Edital para tal agir administrativo. Desvio de finalidade na abertura de novo processo
seletivo para o preenchimento das mesmas vagas, quando ainda em andamento certame
anterior. Invalidação da decisão administrativa do Conselho da Magistratura do Tribunal
de Justiça do Estado da Bahia. Ausência, no entanto, de direito adquirido dos candidatos à
homologação do concurso e à nomeação imediata, ante a necessidade de novo
pronunciamento do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia
sobre o mérito do ato de homologação, atestando a conformidade do resultado do concurso
aos ditames previstos em Lei. Manutenção dos efeitos acautelatórios inicialmente
deferidos, suspendendo-se os atos futuros de nomeação e posse dos candidatos aprovados
no certame posterior de 2004 para a Comarca de Itapicuru-BA até que venha a ser
apreciado em definitivo o mérito do ato homologatório do concurso realizado em 2003.
Reconhecimento do direito dos requerentes de, em sendo homologado o resultado do
concurso de 2003, serem nomeados com prioridade em relação aos candidatos aprovados
no concurso de 2004. Doutrina e Jurisprudência. Pretensões parcialmente acolhidas. (CNJ
– PCA 07 – Rel. Cons. Paulo Schmidt – 1ª Sessão Extraordinária – j. 08.11.2005 – DJU
16.11.2005).

Procedimentos de Controle Administrativo e Pedido de


Providências. Concurso público para provimento de cargos vagos na carreira de
serventuário do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia – Comarca de Itapicuru. Abertura
simultânea de outro certame seletivo para preenchimento das mesmas vagas. Não
homologação do resultado do primeiro concurso motivada em existência de caducidade.
Ato vinculado que se encontra eivado de ilegalidade por ausência de autorização na lei ou
no edital para tal agir administrativo. Desvio de finalidade na abertura de novo processo
seletivo para o preenchimento das mesmas vagas, quando ainda em andamento certame
anterior. Invalidação da decisão administrativa do Conselho da Magistratura do Tribunal
de Justiça do Estado da Bahia. Ausência, no entanto, de direito adquirido dos candidatos à
homologação do concurso e à nomeação imediata, ante a necessidade de novo
pronunciamento do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia
sobre o mérito do ato de homologação, atestando a conformidade do resultado do concurso
aos ditames previstos em lei. Manutenção dos efeitos acautelatórios inicialmente deferidos,
suspendendo-se os atos futuros de nomeação e posse dos candidatos aprovados no certame
posterior de 2004 para a comarca de Itapicuru-BA até que venha a ser apreciado em
definitivo o mérito do ato homologatório do concurso realizado em 2003. Reconhecimento
do direito dos requerentes de, em sendo homologado o resultado do concurso de 2003,
serem nomeados com prioridade em relação aos candidatos aprovados no concurso de
2004. Doutrina e jurisprudência. Pretensões parcialmente acolhidas. (CNJ – PCA 07, PCA
51, PCA 52, e PP 155 – Rel. Cons. Paulo Schmidt – 12ª Sessão – j. 31.01.2006 – DJU
09.02.2006).

Alteração de regras do edital, quando já iniciado o concurso. Ilegalidade

Procedimento de Controle Administrativo. Tribunal de Justiça do


Piauí. Alteração de regras do Edital. Ilegalidade. – “I) Iniciado o concurso, não se admite
mudança nos critérios previamente estabelecidos para apuração de médias, correção de
provas, cálculo de vagas e pontuação de títulos sob pena de nulidade do certame. Pedido
julgado parcialmente procedente para a anulação do Edital Suplementar 07. II)
Recomendação para que doravante seja disponibilizada a lei local de organização judiciária
em “site” oficial do Tribunal de Justiça” (CNJ – PCA 18327, PP 18868, PCA 16010, PCA

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


185

16811, PCA 18546, PCA 18595, PCA 18522, PCA 19034, PCA 19046 e PCA 16010 –
Rel. Cons. Felipe Locke Cavalcanti – 55ª Sessão – j. 29.01.2008 – DJU 20.02.2008).

Analista Judiciário. Resultado provisório. Ausência de direito subjetivo à


aprovação

Concurso público. Analista Judiciário. Prova discursiva.


Resultado provisório publicado. Erro na planilha de correção. Ausência de direito
subjetivo à aprovação. – “1) A organizadora de Concurso Público, no exercício da
competência delegada pelo órgão que o promove, ostenta o poder-dever de tornar sem
efeito o resultado provisório pronunciado caso constatado erro na planilha utilizada para a
correção das provas. Prestígio ao princípio da autotutela. 2) A nota provisoriamente
atribuída não confere ao candidato direito subjetivo à aprovação, porque a anulação do ato
que divulgou o resultado provisório produz efeitos ex tunc. 3) Pedido formulado em
Procedimento de Controle Administrativo que se julga improcedente, resultando
prejudicado pedido de reconsideração deduzido contra indeferimento de liminar” (CNJ –
PCA 200810000027308 – Rel. Cons. João Oreste Dalazen – 80ª Sessão – j. 17.03.2009 –
DJU 06.04.2009).

Cadastro de reserva. Expectativa de direito à nomeação

Concurso público. Cadastro de reserva. Inexistência de direito


subjetivo à nomeação. Cessão de servidores. – “O candidato aprovado em concurso
público para preenchimento de cadastro de reserva tem apenas expectativa de direito à
nomeação. Desde que haja necessidade de serviço e não haja cargo vago a ser provido, é
possível haver cessão de servidores de outros Poderes para atuar em Tribunal” (CNJ – PP
200810000030605 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 83ª Sessão – j. 28.04.2009 – DJU
15.05.2009).

Candidatos aprovados e classificados. Direito subjetivo à nomeação

“Candidatos aprovados e classificados em concurso público, de


conformidade com o edital, em princípio têm direito subjetivo à nomeação, no prazo de
validade do concurso, salvo ausência de dotação orçamentária diligentemente postulada
pela Administração, em hipótese excepcional também pormenorizadamente fundamentada.
Cabe à Administração avaliar, por critérios de conveniência e oportunidade, o momento
adequado para a nomeação, contanto que se concretize no prazo do certame. Precedentes
do STJ e do STF. Receio fundado e objetivo, de candidato aprovado em concurso de
Técnico Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, de não haver
aproveitamento, em virtude de número expressivo de servidores requisitados e
terceirizados, aliado à ‘falta de verba’ para nomeação. Pedido acolhido parcialmente para
determinar ao Tribunal que nomeie os candidatos aprovados e classificados, no prazo de
validade do concurso público” (CNJ – PP 200810000013905 – Rel. Cons. João Oreste
Dalazen – 71ª Sessão – j. 07.10.2008 – DJU 24.10.2008).

Candidatos aprovados em lista de reserva. Nomeação de vagas ocupadas por


empregados terceirizados. Impossibilidade

Pedido de Providências. Concurso público. Candidatos aprovados


fora das vagas. Nomeação nas vagas ocupadas por empregados terceirizados.
Impossibilidade. – “Inexistindo cargo efetivo vago, impossível a nomeação de candidato,

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


186

que aguarda em lista de reserva de concurso público, para ocupar vaga de empregados
terceirizados, simplesmente porque esses não têm vínculo jurídico com a Administração
Pública. Precedente do CNJ. Pedido de Providência improcedente” (CNJ – PP
200810000001538 – Rel. Cons. Técio Lins e Silva – 61ª Sessão – j. 29.04.2008 – DJU
20.05.2008).

Classificação dentro do número de vagas previsto. Licitude

Critério eliminatório conjugado: nota mínima e classificação


mínima. Licitude. – “‘Não há óbice a que o edital do certame considere eliminado o
candidato que, embora aprovado na primeira etapa, não se classifique dentro do número de
vagas previsto’ (STF – RMS 23.547/DF – Rel. Mauricio Corrêa). Pleito parcialmente
conhecido e, nesta parte, rejeitado” (CNJ – PCA 200710000017219 – Rel. Cons. Antonio
Umberto de Souza Júnior – 59ª Sessão – j. 25.03.2008 – DJU 15.04.2008).

Cobrança de taxa para a interposição de recurso

Procedimento de Controle Administrativo. Serventias


extrajudiciais. Concurso público. Recurso Administrativo. Cobrança de taxas. – “A
cobrança de taxa de inscrição já abrange as despesas com a interposição de recurso” (CNJ
– PCA 413, 464 e 483 – Rel. Cons. Rui Stoco – 45ª Sessão – j. 14.08.2007 – DJU
05.09.2007).

Comissão de concurso. Inexistência de provas de irregularidades praticadas


por seus membros

Procedimento de Controle Administrativo. Competência


constitucional para supervisão administrativa na realização de concursos públicos pelos
Tribunais de Justiça. Inexistência, na hipótese concreta, de irregularidades praticadas por
membros da Comissão de Concurso. Impossibilidade de afastamento de membros da
Comissão de Concurso por meras suposições não baseadas em fatos, provas ou meros
indícios. (CNJ – PCA 50 – Rel. Cons. Alexandre de Moraes – 16ª Sessão – j. 11.04.2006 –
DJU 24.04.2006).

Comprovação de conclusão de curso, bacharelado ou habilitação para o


exercício de cargo

Procedimento de Controle Administrativo. Edital de concurso


público para a Magistratura. Momento da exigência dos requisitos de habilitação.
Revisão da jurisprudência do STF. Rejeição liminar do pedido. – “Sob o novo ambiente
institucional construído com a chegada da Emenda Constitucional 45/2004, que passou a
exigir o tempo mínimo de três anos de prática jurídica, o STF fixou o entendimento de que
o momento para apresentação de prova dos requisitos de acesso aos cargos da magistratura
e do Ministério Público é o da inscrição ao concurso respectivo (ADI 3460, j. 31.8.2006.
Precedente do CNJ, PP 1050)” (CNJ – PCA 200710000006295 – Rel Cons. Antonio
Umberto de Souza Júnior – 45ª Sessão – j. 14.08.2007 – DJU 05.09.2007).

Procedimento de Controle Administrativo. Serventias


extrajudiciais. Concurso de ingresso e remoção. Insurgência contra resolução que
regulamentou o certame e contra a listagem geral de serventias. Ataques a vários aspectos
do edital. Procedência parcial do pedido. – “Nos termos da Súmula 266 do STJ, com

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


187

exceção dos concursos para ingresso nas carreiras da Magistratura e do Ministério Público,
a comprovação do bacharelado em direito deverá ser exigida apenas no momento da
posse” (CNJ – PCA 7238 e 627 – Rel. Cons. Rui Stoco – 47ª Sessão – j. 11.09.2007 – DJU
27.09.2007).
Súmula 266 do STJ: “O diploma ou habilitação legal para o exercício do cargo deve ser
exigido na posse e não na inscrição para o concurso público”.

Concurso de ingresso como servidor de tribunal. Revisão de gabarito de prova

Recurso Administrativo em Procedimento de Controle


Administrativo. Concurso de Ingresso para Provimento de Cargos de Servidores Efetivos
do Tribunal Superior do Trabalho. Questionamento por candidato acerca da legalidade
de critérios estabelecidos e de quesito de avaliação da prova subjetiva. Pretensão de
declaração de incorreção do gabarito e conseqüente pontuação. – “O Conselho Nacional
de Justiça não tem competência para rever a conveniência e oportunidade dos atos
administrativos, pois sua atuação restringe-se à verificação da legalidade e regularidade
jurídica dos atos da administração judiciária. Nem lhe cabe substituir-se ao órgão
administrativo do Tribunal para julgar gabarito de prova em concurso público de ingresso,
posto refugir de sua atribuição de revisor da regularidade dos atos. Aos órgãos do Poder
Judiciário não compete imiscuir-se no mérito do ato administrativo e na área de liberdade
concedida ao administrador, cabendo-lhe apenas atuar no campo da legalidade” (CNJ –
PCA 200810000009800 – Rel. Cons. Rui Stoco – 65ª Sessão – j. 24.06.2008 – DJU
05.08.2008).

Concurso de remoção de servidores. Ato discricionário do Tribunal no que se


refere à conveniência e oportunidade

Procedimento de Controle Administrativo. ASTAJ/PB –


Associação dos técnicos e analistas judiciários do Estado da Paraíba. Tribunal de Justiça
do Estado da Paraíba. Concurso público para provimento de cargos na estrutura do
Poder Judiciário do Estado. Nomeação na Secretaria do Tribunal. Órgão auxiliar de
Segunda Instância. Cargos não previstos no Edital. Remoção. – “A abertura de concurso
de remoção é ato discricionário do Tribunal, cuja avaliação de oportunidade e
conveniência se insere no âmbito de sua autonomia. A Secretaria do Tribunal tem
jurisdição em todo o território estadual e a Lei 8385/2007, que dispõe sobre o Plano de
Cargos, Carreiras e Remunerações dos Servidores do TJ/PB, não fez distinção entre cargos
de primeira e segunda instância. O Edital que regulamentou o concurso abriu as inscrições
para provimento de cargos do Poder Judiciário do Estado da Paraíba sem distinção de
instância, apenas dividindo o Estado em Regiões. O Tribunal de Justiça está situado na
Comarca de João Pessoa, cidade integrante da 1ª Região e todos os candidatos nomeados e
lotados na Secretaria do Tribunal fizeram opção, no ato da inscrição, para a 1ª Região.
Ausência de irregularidade passível de controle por este Conselho Nacional de Justiça.
Procedimento que se julga improcedente. Decisão unânime” (CNJ – PCA
200910000013636 – Rel. Cons. Técio Lins e Silva – 83ª Sessão – j. 28.04.2009 – DJU
15.05.2009).

Convocação dos aprovados para a segunda instância. Determinação de


reversão para que os candidatos sejam lotados na primeira instância

Procedimento de Controle Administrativo. Tribunal de Justiça do


Maranhão. Convocação de candidatos aprovados em concurso público. Excesso de

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


188

servidores no âmbito do Tribunal de Justiça. Insuficiência de servidores no primeiro grau.


Necessidade de estruturação. Decisões anteriores. Procedente. – “Em sendo detectada a
insuficiência de servidores no primeiro grau de jurisdição e o excesso de servidores no
âmbito do Tribunal, não se pode admitir a nomeação e posse de candidatos aprovados em
concurso público para integrarem o segundo grau. Proibição expressa no acórdão. Pedido a
que se julga procedente” (CNJ – PCA 20091000008318 – Rel. Designada Andréa Pachá –
85ª Sessão – j. 26.05.2009 – DJU 17.06.2009).

Critério de desempate. Idade dos candidatos e maior tempo de serviço público

Procedimento de Controle Administrativo. Revisão de ato


administrativo. Art. 21 da Resolução TSE 2.189/2004. Normas gerais para realização de
concurso público. Critérios de desempate. Resolução administrativa do tribunal superior
eleitoral. Fixação de critérios de desempate em concurso público. Alegação de ofensa ao
princípio da isonomia. Improcedência. Hipótese em que se aponta ofensa ao princípio da
isonomia em Resolução Administrativa que fixa como critérios de desempate entre os
candidatos a maior idade dos candidatos e o maior tempo de serviço público. Ausência de
inconstitucionalidade ou ilegalidade, desde que os fatores indicados não denotem
discriminação, antes atendendo a parâmetros razoáveis, consideradas circunstâncias de
ordem natural e cultural, entre as quais a maior dificuldade vivenciada pelos mais velhos
para inserção no mercado de trabalho, e a própria previsão, pelo constituinte originário, do
tempo de serviço prestado a ente público como fator positivo a ser considerado (art. 19, §
1° do ADCT da CF/1988), inclusive como parâmetro compatível com o valor eficiência
administrativa. Procedimento de Controle Administrativo improcedente. (CNJ – PCA 121
– Rel. Cons. Douglas Rodrigues – 23ª Sessão – j. 15.08.2006 – DJU 01.09.2006 – Ementa
não oficial).

Critérios de pontuação de títulos

Critérios de pontuações de títulos. Privilégio a exercentes ou


estudiosos de determinadas atividades específicas. Ofensa à isonomia. – “A valorização
especial de atividades peculiares a determinados indivíduos mina a idéia de igualdade
inerente aos concursos públicos. Precedentes do STF. Pedido parcialmente acolhido.
Instauração de ofício de sindicância para apuração de possíveis irregularidades no
provimento de serventias sem concurso e na manutenção de serventias delegadas do foro
judicial” (CNJ – PCA 200710000011576 – Rel. Cons. Antonio Umberto de Souza Júnior –
57ª Sessão – j. 26.02.2008 – DJU 18.03.2008).

Descumprimento de liminar deferida. Prosseguimento do concurso com


desconsideração do dispositivo suspenso

Procedimento de Controle Administrativo. Reclamo contra a


realização de concurso de outorga de delegações extrajudiciais. Alegação de
descumprimento de liminar deferida em ação direta, movida contra lei estadual que
regulamentou o certame. Reclamação já ajuizada. Seguimento do concurso, ademais, se
deu com aviso de desconsideração dos títulos previstos no dispositivo legal de efeitos
suspensos. (CNJ – PCA 140 – Rel. Cons. Cláudio Godoy – 24ª Sessão – j. 29.08.2006 –
DJU 15.09.2006).

Distinção entre os cargos de Oficial de Justiça junto ao Tribunal e Oficial de


Justiça de 4ª Entrância

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


189

Procedimento de Controle Administrativo Concurso Público.


Legislação estadual que distingue os cargos de Oficial de Justiça junto ao Tribunal de
Justiça e Oficial de Justiça de 4ª Entrância. Nomeação de candidatos aprovados para
carreira diversa. Pedido Procedente. – “I) Não é possível a nomeação de candidatos em
cargos diversos daqueles para os quais foram aprovados em concurso público, por
caracterizar forma inconstitucional de ingresso em carreira pública (art. 37, inciso II, da
CF)” (CNJ – PCA 191 – Rel. Alexandre de Moraes – 29ª Sessão – j. 14.11.2006 – DJU
06.12.2006).

Exigência de colocação em concurso de todas as vagas no Estado

“Ademais, não há prejuízo para a Administração na realização do


concurso com a classificação geral dos candidatos, de sorte que se impõe a correção no
edital para permitir que os candidatos se inscrevam para o concurso e concorram às vagas
de todo o Estado oferecidas no edital, porque desta forma restarão atendidos os ditames
constitucionais” (CNJ – PP 9030 – Rel. Cons. Andréa Pachá – 49ª Sessão – j. 09.10.2007 –
DJU 25.10.2007 – Ementa não oficial).

Exigência de curso superior com graduação plena

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso público.


Servidor público. Exigência de curso superior em qualquer área com graduação plena.
Legalidade. – “A previsão está na lei e na apenas no edital de concurso. A restrição
imposta de que o curso de graduação seja na modalidade ‘plena’ integra o mérito do ato
administrativo e ingresso no âmbito da discricionariedade e conveniência da
Administração, com respaldo na norma de regência” (CNJ – PCA 65 – Rel. Cons. Rui
Stoco – 45ª Sessão – j. 14.08.2007 – DJU 05.09.2007).

Exigência de curso superior para o provimento do cargo de oficial de justiça

“Determinar aos Tribunais que passem a exigir, como requisito


para provimento do cargo de Oficial de Justiça, a conclusão de curso superior,
preferencialmente em Direito” (art. 1º da Res. CNJ 48, de 18.12.2007).

Pedido de Providências. Resolução 48/07 do CNJ. Exigência de


curso superior para provimento do cargo de oficial de justiça. Reformulação do texto da
Resolução. Pedido com óbice no art. 21 do RICNJ. – “I) Não cabe rediscussão de questão
já decidida pelo Plenário, a teor do disposto no artigo 21, caput, do RICNJ. II) Relevância
dos fundamentos ensejadores da adoção da diretriz cravada no texto da Resolução 48/07 do
CNJ, consoante debate travado ao longo da Sessão de Julgamento do Pedido de
Providências 200710000008747. III) Recurso não provido” (CNJ – PP 200810000001150
– Rel. Cons. Mairan Gonçalves Maia Júnior – 59ª Sessão – j. 25.03.2008 – DJU
15.04.2008).

Exigência de exercício da atividade no próprio Estado que realiza o concurso.


Legalidade

“A disposição prevista no Edital que reproduz a lei mineira em


vigor e que exige o exercício da atividade por mais de dois anos para fins de remoção na
unidade federativa não configura nenhuma inconstitucionalidade, devendo, assim,

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


190

prevalecer a decisão monocrática proferida” (CNJ – PCA 200810000003535 – Rel. Cons.


Andréa Pachá – 60ª Sessão – j. 08.04.2008 – DJU 07.05.2008 – Ementa não oficial).

Procedimento de Controle Administrativo. Arquivamento liminar.


Edital 03/2007. Exigência de dois anos de exercício da atividade no Estado da Federação.
Alegação de violação à Constituição Federal. Recurso Administrativo. Legalidade do ato
impugnado. Improcedência. (CNJ – PCA 200810000003535 – Rel. Cons. Andréa Pachá –
60ª Sessão – j. 08.04.2008 – DJU 07.05.2008).

Exigência de idade mínima. Comprovação na data da posse

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso Público.


Exigência de idade mínima. Comprovação na data da posse. – “Não pode o Edital do
concurso público, nem mesmo outro instrumento, limitar, no ato da inscrição para
provimento do cargo, idade mínima do candidato em 18 (dezoito) anos, requisito que deve
ser aferido no momento da posse. Não impugnada a decisão liminar que inviabilizou a
feitura da inscrição antes do encerramento do concurso, impossível atender à pretensão dos
requerentes para concorrerem especificamente ao certame desejado. Procedimento de
Controle Administrativo improcedente” (CNJ – PCA 560 – Rel. Cons. Técio Lins e Silva –
49ª Sessão – j. 09.10.2007 – DJU 25.10.2007).
Vide também:
1. STJ – RMS 12927/RS – Rel. Min. José Arnaldo da Fonseca, 5ª Turma – DJ 21.10.2002;
2. STJ – RMS 13902/RE – Rel. Min. Jorge Scartezzini, 5ª Turma. – DJ 17.02.2003.

Extinção dos cargos por Lei Complementar Estadual. Inexistência do certame


no mundo jurídico

Procedimento de Controle Administrativo. Tribunal de Justiça de


Pernambuco. Concurso Público realizado em 1997. Extinção dos cargos por Lei
Complementar Estadual. Ausência de homologação do concurso. Certame que não tem
existência no mundo Jurídico. Impossibilidade de reaproveitamento dos aprovados. Não
conhecimento do Pedido. (CNJ – PCA 13093 e PCA 13100 – Rel. Cons. Felipe Locke
Cavalcanti – 54ª Sessão – j. 18.12.2007 – DJU 08.02.2008).

Gabarito preliminar. Início do prazo para recurso administrativo

Procedimento de Controle Administrativo. Sustação de ato


administrativo. Concurso Público. Resolução Administrativa 907/2002 do TST.
Publicação de relação de candidatos aprovados relativa ao gabarito preliminar.
Inexigibilidade. – “A publicação de gabarito preliminar não dá ao candidato qualquer
direito a participar de segunda etapa de concurso público. Na verdade, a razão principal da
publicação de tal gabarito é que, em tal momento se inicia o prazo para a interposição dos
recursos administrativos dos candidatos. Pedido arquivado” (CNJ – PCA 41 – Rel. Cons.
Ruth Carvalho – 12ª Sessão – j. 31.01.2006 – DJU 09.02.2006 – Ementa não oficial).

Inexistência de cargo efetivo vago. Impossibilidade de nomeação

Pedido de Providências. Concurso público. Candidatos aprovados


fora das vagas. Nomeação nas vagas ocupadas por empregados terceirizados.
Impossibilidade. – “Inexistindo cargo efetivo vago, impossível a nomeação de candidato,
que aguarda em lista de reserva de concurso público, para ocupar vaga de empregados

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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terceirizados, simplesmente porque esses não têm vínculo jurídico com a Administração
Pública. Precedente do CNJ. Pedido de Providência improcedente” (CNJ – PP
200810000001538 – Rel. Cons. Técio Lins e Silva – 61ª Sessão – j. 29.04.2008 – DJU
20.05.2008).

Insurgência tardia contra as regras do Edital. Inadmissibilidade

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso público para


servidores. Ausência de divulgação de motivos. Anulação de questões objetivas.
Esclarecimentos. Improvimento do Recurso Administrativo. Prova de redação
classificatória. Insurgência tardia. Regras do edital. Concordância tácita na inscrição.
Ausência de ilegalidade. Indeferimento. – “Sendo o edital a lei de regência do concurso, e
não havendo insurgência no ato da inscrição, há concordância tácita do candidato com as
normas do certame. Procedimento de Controle Administrativo indeferido” (CNJ – PCA
7706 – Rel. Cons. Mairan Gonçalves Maia Júnior – 49ª Sessão – j. 09.10.2007 – DJU
25.10.2007).

Investigação social do candidato

Recurso administrativo. § 2º do artigo 78 da LOMAN.


Investigação social. Indicação de professores universitários por autoridades. Resolução
907/2002 do TSE. – “Não representa quebra do princípio da isonomia nos concursos
públicos a investigação social do candidato” (CNJ – PCA 9697 – Rel. Cons. Felipe Locke
Cavalcanti – 47ª Sessão – j. 11.09.2007 – DJU 27.09.2007).

Irregularidades sanáveis não invalidam o resultado final

Procedimento de Controle Administrativo. Concurso Público.


Irregularidades sanáveis. – “As irregularidades que sejam consideradas sanáveis não
comprometem todo o concurso e, por conseguinte, não invalidam o resultado final” (CNJ –
PCA 69 – Rel. Cons. Paulo Lôbo – 17ª Sessão – j. 25.04.2006 – DJU 03.05.2006).

Matéria fática não comprovada

Pedido de Providências. Concurso público para provimento de


cargos de servidores da Justiça do Estado da Bahia. Candidata requer nomeação.
Informações insuficientes. Ausência de ato concreto. Art. 92 do RICNJ. – “Não existe nos
presentes autos a indicação clara e precisa do ato a ser impugnado por este procedimento,
como exige o art. 92 do RICNJ, mas tão somente uma matéria jornalística que atesta a
intenção do Tribunal em nomear os candidatos classificados em concurso. Precedente. PP
33280. Pedido de Providências que não se conhece” (CNJ – PP 200910000012449 – Rel.
Cons. Técio Lins e Silva – Decisão Monocrática – 31.03.2009).

Nomeação de candidato nas vagas ocupadas por empregados terceirizados.


Impossibilidade

Pedido de Providências. Concurso público. Candidato aprovado


fora das vagas. Nomeação nas vagas ocupadas por empregados terceirizados.
Impossibilidade. – “Inexistindo cargo efetivo vago, impossível a nomeação de candidato,
que aguarda em lista de reserva de concurso público, para ocupar vaga de empregados
terceirizados, simplesmente porque esses não têm vínculo jurídico com a administração

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pública. Pedido de Providências improcedente” (CNJ – PP 11760 – Rel. Cons. Técio Lins
e Silva – 54ª Sessão – j. 18.12.2007 – DJU 08.02.2008).

Nomeação de candidatos em quantidade inferior ao número de vagas


originalmente postas em concurso

Pedido de Providências. Concurso público para o provimento de


cargos nos Juizados Especiais do Estado da Bahia. Nomeação de candidatos aprovados
em número inferior à quantidade de vagas constante do edital. Alegação de
descumprimento das regras do edital. Pedido de convocação, nomeação e posse. – “Pela
doutrina e jurisprudência predominantes é certo que o direito dos candidatos aprovados em
concurso público depende da discricionariedade administrativa para a nomeação de
aprovados e que tudo isso encontra limites, razão pela qual é incontroverso o entendimento
de que os candidatos aprovados em concurso público são detentores de mera expectativa
de direito à nomeação, a qual não tem a obrigação de nomeá-los dentro do prazo de
validade do certame se não há disponibilidade para a nomeação, por total ausência de vaga,
e agora, por vencido o prazo (aliás, que foi prorrogado), não havendo, pois, que se falar em
inconstitucionalidade ou legalidade, até porque, inexistindo ato omissivo contínuo da
Administração, contra o qual se volta a Requerente, o referido edital já esgotou seu
conteúdo jurídico, vale dizer, teve seu prazo de validade completado, cessando-lhe a
eficácia. O Concurso Público é ato administrativo autônomo: tem início e fim” (CNJ – PP
191 – Rel. Cons. Oscar Argollo – 16ª Sessão – j. 11.04.2006 – DJU 24.04.2006 – Ementa
não oficial).

Nomeação de candidatos em quantidade superior ao número de vagas


originalmente postas em concurso

Concurso público para preenchimento de cargos em tribunal.


Nomeação de candidatos em quantidade superior ao número de vagas. Possibilidade.
Pedido improcedente. – “Não se vislumbra qualquer irregularidade na nomeação de
candidatos em quantidade superior ao número de vagas oferecidas no edital de concurso
público, desde que ocorra no período de validade do concurso e que haja cargos vagos no
Tribunal, sendo possível a convocação dos candidatos que, embora aprovados, não se
classificaram dentro das vagas inicialmente disponíveis” (CNJ – PCA 596 – Rel. Cons.
Paulo Lôbo – 45ª Sessão – j. 14.08.2007 – DJU 05.09.2007 – Ementa não oficial).

Participação de magistrado em comissão de concurso de ingresso na


Magistratura. Remuneração

Pedido de Providências. Resolução 13/2006-CNJ. Art. 5º.


Magistrados. Direito de remuneração. Participação em banca examinadora de concursos.
Não acolhimento do pedido. – “A participação de magistrado como membro de comissão
de concurso público já foi enfrentada por este Conselho, estando expressamente prevista
no art. 4º, inciso II, ‘h’ e inciso VIII da Resolução 13/2006 do CNJ a proibição de
percepção de valores por tal atividade” (CNJ – PP 1463 – Rel. Cons. Paulo Schmidt – 41ª
Sessão – j. 29.05.2007 – DJU 13.06.2007 – Ementa não oficial).

Pedido de Providências. Revisão. Resolução 13/2006. Inclusão de


verbas de caráter eventual ou temporário como gratificação a magistrados. Membro de
comissão examinadora Concurso Público. Provimento de cargo de juiz federal substituto.
Decisão monocrática. Indeferimento. Art.19-RICNJ. Não acolhimento do pedido. (CNJ –

INFOJURIS – INFORMATIVO DE JURISPRUDÊNCIA DO CNJ


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PP 1390 – Rel. Cons. Oscar Argollo – 41ª Sessão – j. 29.05.2007 – DJU 13.06.2007 –
Ementa não oficial).

Pedido de anulação de concurso por falta de publicação do edital no número


de vezes pretendido

Pedido de Esclarecimentos em Procedimento de Controle


Administrativo. Alegações