Complicações Puerperais

Resumo dos assuntos: Hemorragia puerperal, Infecção puerperal, tromboflebite superficial e profunda, Distúrbios psicológicos do puerpério (blues ou tristeza materna, depressão pós parto e psicose )

1 HEMORRAGIA PÓS PARTO A hemorragia puerperal é a perda superior a meio litro de sangue durante ou após dequitação, é a terceira causa mais comum de morte materna durante o parto, após as infecções e complicações da anestesia. As causas variam e a maioria delas é evitável, sendo delas o sangramento da área onde a placenta descola do útero, esse sangramento pode ocorrer quando o útero não contrai adequadamente por ter sido distendido excessivamente, pelo trabalho de parto prolongado ou anormal, pelas múltiplas gestações ou pela administração de um anestésico miorrelaxante durante o trabalho de parto. Também pode ser causada por lacerações produzidas por um parto espontâneo, por tecido (em geral partes da placenta que não descolaram adequadamente) que não foi expelido durante o parto ou por uma concentração sangüínea baixa de fibrinogênio (um importante fator de coagulação do sangue). A perda sangüínea grave geralmente ocorre logo após o parto, mas pode ocorrer até um mês mais tarde. As medidas de prevenção se dão antes da mulher entrar em trabalho de parto. Uma delas consiste no tratamento de doenças como a anemia e a outra é a obtenção do máximo possível de informações relevantes sobre a gestante. Por exemplo, saber que a mulher possui uma quantidade maior de líquido amniótico, uma gestação múltipla (p.ex., gestação gemelar), um tipo sangüíneo incomum ou se ela apresentou episódios anteriores de hemorragia puerperal pode permitir ao médico preparar-se para enfrentar possíveis distúrbios hemorrágicos. A intervenção no parto é a mínima possível. Após a placenta ter descolado do útero, é administrada ocitocina à mulher para ajudar o útero a contrair e reduzir a perda sangüínea. Quando a placenta não descola espontaneamente até 30 minutos após a liberação do concepto, é removida manualmente. Quando a expulsão foi incompleta, removem - se os fragmentos remanescentes manualmente. Em casos raros, fragmentos infectados da placenta ou de outros tecidos devem ser removidos cirurgicamente (por curetagem). Após a expulsão da placenta, a mulher é monitorizada por pelo menos uma hora para se assegurar que o útero contraiu e também para se avaliar o sangramento vaginal. Quando ocorre um sangramento intenso, o abdômen da mulher é massageado para auxiliar a contração do útero e, a seguir, a ocitocina é administrada continuamente através de um cateter intravenoso. Quando o sangramento persiste, a mulher pode necessitar de transfusão sangüínea. O útero pode ser examinado, verificando-se a presença de lesões ou de fragmentos retidos de placenta e de outros tecidos. Esses tecidos podem ser removidos cirurgicamente. Ambos os procedimentos exigem o uso de um anestésico. O colo do útero e a vagina também são examinados. Uma prostaglandina pode ser injetada na musculatura uterina para ajudar na sua contração. Quando o útero não pode ser estimulado para que contraia e reduza a hemorragia, pode ser necessária a realização de uma ligadura de artérias que levam sangue ao útero. Devido à abundante irrigação sangüínea da pelve, este procedimento não produz um efeito duradouro após o sangramento ser controlado. A histerectomia (remoção do útero) é raramente necessária. 2 INFECÇÃO PUERPERAL A infecção puerperal ou febre puerperal continua sendo uma das principais causas de mortalidade no puerpério. Origina - se do aparelho genital após parto recente, sendo, por vezes, impossível caracterizar a infecção que ocorre após o parto, para melhor conceituar morbidade febril puerperal, temperatura de no mínimo 38ºC, durante dois dias quaisquer, dos primeiros 10 dias do pós-parto, excluídas as 24 horas iniciais. É tendência atual, conquanto não sejam da genitália, incluir a infecção urinária, a pulmonar e a das mamas na morbidade puerperal. Inicialmente o tratamento da infecção puerperal era no intuito de ajudar a paciente a criar uma resistência geral para a doença, porém a evidência de que essa enfermidade pudesse ser

transferida para as mulheres pelas mãos do obstetra era inconcebível, pois sua única função era a de auxiliá-las no momento do parto. Semmelweis concluiu que as mãos de médicos e estudantes, vindos das salas de necrópsia, continham detritos de cadáveres em decomposição, levando-os até as parturientes, constituindo, assim, um fator de risco à doença. A partir dessa descoberta, instituíram-se, para essas pessoas, medidas profiláticas que constavam de lavagem das mãos, limpeza das unhas e uso de água clorada, conseguindo reduzir drasticamente as taxas de mortalidade materna. Alguns fatores relacionados às alterações ocorridas no organismo materno durante a gravidez, o trabalho de parto, o parto e o pós-parto podem predispor a mulher a adquirir infecção puerperal. Entre as diversas modificações que a gravidez imprime ao organismo materno, encontram-se algumas alterações da flora genital e do trato urinário, que podem levar à ocorrência de infecção. O corrimento vaginal, presente na maioria das gestantes e pouco valorizado no pré-natal, representa também uma alteração no mecanismo de defesa cérvicovaginal, sendo considerado uma infecção do trato genital baixo. No trabalho de parto, os microorganismos cervicovaginais podem ter acesso ao útero, correlacionando a endometrite puerperal com sua duração. Sabe-se que a duração de um franco trabalho de parto varia de acordo com diversos fatores, e conclui-se que quanto maior sua duração, maior o risco da parturiente adquirir infecção. A rotura das membranas ovulares, associada ao trabalho de parto prolongado, além do elevado número de toques vaginais, predispões à contaminação da cavidade amniana por anaeróbios e aeróbios, comensais e patógenos. Observações posteriores de Ledger e Reese e cols. fizeram a correlação entre a presença de mecônio no líquido amnioótico e o aumento da taxa de infecção materna. Afirmam também que o mecônio eleva o teor de fosfato, inativando o complexo zinco-protéico (que esta presente no liquido amniótico com propriedade antibacteriana). No reparo de lacerações cervicais e/ou vaginais, bem como durante a episiorrafia, frequentemente se utiliza tampão vaginal. Essa prática pode constituir um fator de risco para infecção, pois não raramente se observa o seu esquecimento no canal de parto. Quando isso ocorre, após 48 horas, pode-se constatar, além dos sinais e sintomas clássicos da endometrite, a escassez e o odor fétido dos lóquios, devido à presença de microorganismos patogênicos que encontram ambiente favorável para sua proliferação. Recentes estudos demonstram uma rápida liberação de bactérias do trato genital para a cavidade endometrial em uma intervenção intra-uterina. No entanto, a maioria das mulheres, no período pós-parto, encontra-se livre dessa invasão, uma vez que o útero possui atividade contrátil própria, presente após a dequitação ocasionando a involução uterina, a reação leucocitária e a hemóstase trombótica na região da inserção placentária, representando, assim, um conjunto de mecanismos de defesa contra infecção. A endometrite puerperal ocorre quando esses mecanismos de defesa são superados pela combinação de várias bactérias. A introdução de bactérias virulentas ou alterações locais, como danificações de tecidos moles e remoção incompleta da placenta, favorecem a infecção pós-parto. O papel da enfermagem na prevenção dessa complicação séria é importante e deve-se fazer o máximo de esforço para evitá - la. Higiene ao cuidar da paciente e o uso de técnicas assépticas quando indicadas, e o hábito de lavar as mãos antes de prestar assistência à mãe. Os partos devem ser conduzidos seguindo-se uma técnica de assepsia estrita, mas as precauções observadas na sala de parto não são suficientes, porque a infecção pode atingir a mãe durante o trabalho de parto ou no puerpério imediato. Comadres individuais devem ser providenciadas para impedir infecção cruzada. A paciente que tenha tido um trabalho de parto longo e difícil e que tenha lesões no canal genital, ou que tenha anemia devido à perda sanguínea, é menos apta a resistir às infecções do que aquela que teve um parto fácil e normal. Por isso é importante manter a resistência da paciente durante um trabalho de parto prolongado com repouso e líquidos adequados, e prevenir a perda sanguínea ou restaurar a perda quando necessário. Lacerações do trato genital e exploração uterina aumentam os perigos de infecção. A disponibilidade imediata de antibióticos para profilaxia não basta. Ainda é importante empregar conscientemente técnicas assépticas em todas as ocasiões. Algumas pacientes continuam morrendo por infecção, apesar de se dispor atualmente de tratamento mais eficaz. Dentre os fatores predisponentes: Bolsa rota - Quando há perda de líquido, tanto a mãe como o RN ficam expostos a riscos. Não se sabe ao certo quanto tempo o organismo da mãe e do bebê leva para o desenvolvimento de uma infecção. Em alguns casos, observaram que a incidência de infecção no bebê só aumenta após 24 horas de bolsa rota.

5ºC e 38ºC. A atonia uterina é frequentemente devida à exaustão do músculo. manifesta-se precocemente.Endometrite (infecção/ inflamação do endométrio) . malestar geral. trombofilia hereditária. fecalóide se for por enterococos. que pode seguir-se tanto a um trabalho de parto prolongado quanto a um precipitado. multiparidade e parto operatório. embora também possa ocorrer entre a quarta e a sexta semana depois do nascimento do bebê. Geralmente. a qual pode também provocar retardo do fluxo venoso. placa coriônica da placenta e cordão umbilical. a loquiação pode ser inodora se for por estreptococos B hemolítico do grupo A. quer pela compressão da veia cava inferior e da veia ilíaca esquerda pelo útero grávido. feto grande ou hidrâmnio ou pode ser causada por massagem excessiva do fundo uterino na terceira fase do trabalho de parto. com sintomas sistêmicos como febre. 3 TROMBOFLEBITE SUPERFICIAL E PROFUNDA A doença tromboembólica venosa (TEV) é uma importante causa de morbidade e mortalidade obstétrica. em geral dentro das primeiras 24 horas. permanência prolongada no leito o que reduz gradualmente a atividade fibrinolítica durante a gestação produzindo um estado relativo de hipercoagulabilidade. ocorre a hemorragia. O risco de trombose na gravidez é considerado maior durante o terceiro trimestre da gestação e. com a formação eventual de trombos. amniorexe prolongado e com muita manipulação intravaginal e intra-útero. muitas mulheres desmamam precocemente os seus filhos. a musculatura uterina se contrai normalmente e os sinusóides se fecham. As lacerações baixas da parede vaginal e do períneo geralmente não sangram profusamente. Existem muitos sinusóides ou espaços sanguíneos entre as fibras musculares imediatamente abaixo da placenta. E.Infecção ovular caracterizado de um processo inflamatório agudo e às vezes difuso das membranas extra placentárias. Corioamnionite . decorrente do tempo prolongado de rotura e/ou da realização de toques vaginais. nos dez primeiros dias do puérperio. Vários fatores podem se associar e contribuir para o desenvolvimento do tromboembolismo venoso durante a gestação. o leite está infectado.Complicação peculiar do período de aleitamento. liberação de tromboplastina tecidual na separação da placenta. podem causar um sangramento profuso. estase venosa pela contração uterina e vasodilatação. tem relação direta com cesária e intervenções vaginais após partos prolongados.Causa mais frequente de hemorragia pós-parto é a atonia uterina. Devido ao desconforto e a dor. além de muito dolorosa. Quadro clínico é caracterizado pela tríade: subinvolução. Pode ocorrer com membranas íntegras. com achados clínicos que vão desde a inflamação focal.Forma mais frequente de infecção puerperal. Em alguns partos os lábios são lacerados. provavelmente seja o principal substrato fisiopatológico. A estase venosa. sendo excepcional na gestação ou fora dela. no puerpério. o sangramento excessivo ocorre nas primeiras horas do puerpério. coli. mais e mais comuns em casos de rotura de membranas ovulares. demonstrável no primeiro trimestre da gravidez. a amamentação deve ser suspensa quando se tratar de mastite supurativa. Lacerações do trato genital . Mastite Puerperal ou inflamação da mama . pode ser devida à hiperdistensão do útero por gravidez múltipla. também. Oscilação de temperatura entre 37. especialmente. bacteróides fragilis. quer pelo aumento da distensibilidade e da capacitância venosa. podendo ocorrer ocasionalmente. se não forem adequadamente orientadas e apoiadas. Hemorragia . em partos espontâneos. A mastite puerperal ou da lactação é um processo infeccioso agudo das glândulas mamárias que acomete mulheres em fase de lactação. astenia. Na maioria dos casos.Segunda maior causa de sangramento pós-parto. A cesariana . Lacerações altas da parede vaginal e da cérvix ocorrem mais provavelmente após partos operatórios. pois. especialmente se o colo não está completamente dilatado. Atonia Uterina . Dependendo da gravidade. ou comprometimento do tono muscular uterino. Outros fatores de risco associados com o desenvolvimento de TVP em gestantes são semelhantes aos da população em geral e inclui idade acima de 30 anos. obesidade. ou tardiamente. dor a palpação e amolecimento corporal. com conseqüente redução da velocidade do fluxo venoso no membro inferior. de múltiplas causas. calafrios e prostração. Quando as fibras musculares não se contraem e os vasos não sofrem constrição. Na gestação o risco de Tromboflebite superficial é maior e no puerpério a incidência maior é de Tromboflebite profunda. À medida que ocorre a separação da placenta. mas aquelas que ocorrem no colo ou na porção superior do canal vaginal podem ser profundas e extensas a ponto de romper grandes vasos sanguíneos.É a perda de 500 ml ou mais de sangue após o parto. até abscessos e septicemia. se tais lacerações se estendem para o clitóris. pois ocorre diminuição da atividade fibrinolítica no último trimestre. e também por acreditarem que o leite da mama afetada fará mal ao bebê.

DEPRESSÃO PÓS PARTO E PSICOSE). podem neutralizar a ação dos anticoagulantes. Alimentos muito ricos em vitamina K. o paciente deve fazer repouso com as pernas elevadas e fazer uso de meia elástica adequada à sua perna. uso de antiinflamatórios e elevação das pernas. o paciente precisa ser internado com o objetivo de inibir o processo de coagulação do sangue mais rapidamente. insônia. É importante após a resolução do quadro agudo. em que seja necessário permanecer sentado por muito tempo. A ingesta de alimentos ricos em vitamina K deverá ser estável. uma vez que a dor e a inchação nas extremidades são eventos comuns na mulher grávida. enquanto que 30 a 50% das pacientes sintomáticas não apresentam a afecção. Tem prognóstico favorável. O trauma das veias pélvicas durante o parto via vaginal e lesão tecidual durante o parto cesáreo pode contribuir para a trombose venosa no puerpério imediato. há um endurecimento no trajeto da veia sob a pele. como se fosse um "cordão duro". Os sinais e sintomas na Tromboflebite superficial ocorrem quando há um aumento da temperatura e dor na área afetada. onde demonstre tranqüilidade. O diagnóstico clínico da TVP na gestação oferece algumas dificuldades. feito com compressa local. Pode haver tristeza.Blues puerperal ou síndrome da tristeza pós parto: Considerado um transtorno de ajustamento. Recomenda-se caminhadas regulares. em grande quantidade.está associada com uma maior incidência de TVP em gestantes do que o parto normal. sendo a maior incidência no terceiro dia pós parto. Seu tratamento é ambulatorial. Para isso.se fazer repouso com as pernas elevadas e usar meia elástica. apresentado da forma mais leve para a forma mais grave: 1. palpando-se a veia endurecida e inflamada abaixo da pele. Concomitante com a medicação. A psiquiatria clínica classifica os distúrbios em três grandes grupos. só aumenta a suspeita clínica dessa doença. caracterizado por humor instável. fadiga. ansiedade. ligados às mudanças bioquímicas que ocorrem no organismo materno logo após o parto. inquietação. segundo Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Puerpério é uma fase de readaptação em que alterações fisiológicas podem vir acompanhadas de distúrbios de ordem psíquica. Concomitante com esta medicação. como aumento da secreção de corticosteróide e a queda repentina dos níveis hormonais. A heparinas e os anticoagulantes ajudam a dissolver o trombo venoso. receptividade e disposição para amamentar e cuidar da criança. Ao mesmo tempo em que o diagnóstico baseado apenas em sintomas e sinais não é confiável. mover-se discretamente como se estivesse andando sem sair do lugar. atingindo a coxa. crises de choro típicas. Os sinais e sintomas iniciam nos primeiros dias após o parto com duração variável. injetadas na veia ou através de injeções subcutâneas. Estes últimos medicamentos demoram alguns dias para deixar o sangue fino e serão usados por meses após a alta hospitalar (geralmente por 6 meses ). indicando que o trombo se localiza nas veias profundas dessa região ou mais acima da virilha. deve . Pacientes com tendência genética para uma coagulação acentuada (hipercoagulabilidade) poderão necessitar do uso indefinido dos anticoagulantes orais. Ela é facilmente diagnosticada. como os antiinflamatórios. antes das viagens de longa distância. quando permanecer acamado fazer movimentos com os pés e as pernas. é que saberemos se os anticoagulantes orais estão fazendo o seu efeito desejado. estendendo-se de algumas horas até no máximo duas semanas. A presença de fatores de risco para a trombose venosa profunda. hipocondria e ainda preocupação excessiva com a lactação. Alguns medicamentos. ser mais intenso. aproximadamente a metade das gestantes com TVP não apresenta sintomas e sinais clínicos característicos. 4 DISTÚRBIOS PSICOLÓGICOS DO PUERPÉRIO (TRISTEZA MATERNA. além de vermelhidão e edema (inchaço). emotividade exacerbada e hipersensibilidade. No tratamento. o uso das heparinas. implicada na formação de alguns fatores de coagulação. É notória a cobrança imposta sobre a puérpera quanto a assumir uma postura idealizada. interferem na ação dos anticoagulantes devendo ser evitados. movimentar os pés como se estivesse pedalando uma máquina de costura. amamentação e . cefaléia. obter uma avaliação com o médico cirurgião vascular. Com os exames de TAP (tempo de ativação da protrombina) e RNI (relação normalizada internacional). em situações de doença. O edema pode se localizar apenas na panturrilha (bata da perna) e no pé ou ainda. Concomitantemente uso de anticoagulantes orais (como a varfarina ou femcoprumona). consultar médico sobre a possibilidade de usar alguma medicação preventiva. já que os anticoagulantes atuam inibindo a síntese dessa vitamina. o qual vai progressivamente se aderindo na parede da veia afetada. em baixo da pele. E na Tromboflebite profunda ocorre edema (inchaço) e a dor no membro afetado (geralmente é unilateral). quando estiver em pé parado.

freqüentemente alucinatórias tendo início entre as primeiras duas ou três semanas após o parto. As manifestações podem vir acompanhadas de distúrbios cognitivos como dificuldade de concentração. simultaneamente ao apoio farmacológico. dificuldade de concentração e memorização. gravidez indesejada. Revista Eletrônica de Enfermagem. Publicado em 21/11/2008 SILVA.saúde do bebê. haverá uma tendência maior em adoecer ou apresentar problemas na pele. preparando a previamente para a maternidade.br/ http://revistas. REFERÊNCIAS AURORA. A sintomatologia que antecede a psicose puerperal é constituída por alterações no sono.DEPRESSÃO PUERPERAL UMA REVISÃO DE LITERATURA. além de certa perplexidade inapetência. A mulher sente-se. 02. É necessário o estímulo da autoconfiança desta mulher e prestar orientação nos cuidados com o neonato. genética. Fatores predisponentes estão relacionados com mães que apresentam alterações de humor no período pré menstrual (TPM). O psiquiatra deve ser consultado urgentemente e. etc. Nadja Cristiane Lappan . pois sem amor não desenvolverá a capacidade de confiar em suas próprias possibilidades de desenvolvimento físico e emocional. entre seis e oito semanas após o parto. será aconselhada a psicoterapia. Tem as mesmas características de uma depressão normal. p. www. Caso apresente este quadro de profunda depressão. personalidade.es/eglobal/article/viewFile/315/295 .com. A etiologia pode estar relacionada ao fator biológico representado pelas alterações hormonais que ocorrem de maneira intensa no organismo da mulher e também pode estar associado à perda ou diminuição do apoio social e por parte da família.um. com ressecamento de boca. abatimento. inquietação. 07. A característica principal desta é a rejeição total ao bebê. fadiga. então. alterações do apetite. como se fosse um inimigo em potencial. dificuldade de sorrir. 3. Vera. irritabilidade. Quando há bloqueio materno em manifestar amor pelo filho. Fisicamente. sintomas como alterações gastroinstestinais. Tratamento é farmacológico. Conseqüentemente. apática. n. insônias. de intestino. condições existenciais e vivenciais relacionadas à gestação na adolescência. quando o quadro se agrava. Marcia. eletroconvulsioterapia. 231 . sentindo-se completamente aterrorizada e ameaçada por ele. diarréia e dificuldade em manifestar interesse pelo que quer que esteja ao seu redor.Psicose puerperal ou transtorno afetivo psicótico puerperais: Distúrbio do humor caracterizado por perturbações mentais graves e agudas. choro fácil. Principais manifestações são tristeza. MARIA. mesmo que esteja sendo cuidado. ou seja. abandona os próprios hábitos de higiene e cuidados pessoais. apresenta idéias de perseguição e confusão.238. irritabilidade. Infecção Puerperal: Fatores de Riscos.medstudents. fadiga. No pré natal deve se incentivar a mulher a situar-se a nova realidade. de raciocínio e perturbação da memória. 2. este também entrará em depressão. As características apresentadas pelo RN são: falta de brilho no olhar. distúrbio do sono. depressão. perda do prazer. vômito. Elda Terezinha. diminuição do apetite. alguém deve assumir a tarefa de maternagem em que o bebê possa sentir-se amado e acolhido. dores de cabeça. história prévia de depressão. a pessoa sente uma tristeza muito grande de caráter prolongado. Pode também haver episódio de humor agudo com sintomatologia maníaca e/ou depressiva. BOTTI. v. somado a psicoterapia e em casos onde a farmacologia não resolve. contudo.Depressão puerperal ou transtornos neuróticos pós parto: Distúrbio de humor variando de grau moderado a severo. 2005. hipocondria. redução do interesse sexual e ideação suicida. sem poder oferecer a seu filho o acolhimento necessário. há risco de depressão puerperal.

pode surgir uma febre de 37. o pulso esta cheio. ela volta aos parâmetros normais. O melhor e usar uma sonda “ a demeurre”. o puerperio precoce. que e diferente daquele patológico faltando a curva de ascensão da temperatura. . tem bradicardia transpirações difusas. podem resultar em retenção aguda de urina. Nos primeiros 3-5 dias. depois que vai evoluir um episodio de poliúria. sendo elas. A puérpera e cansada. patologia puerperal genital e patologia puerperal extra genital I. estados das partes moles. Puerperio verdadeiro (ate 10-12 dia) Nesta época o útero involui e volta a ser órgão pélvico. adinamica. PUERPÉRIO PATOLÓGICO: conceito. classificação e fenômenos involutivos (locais e gerais) II. classificação: Puerperio precoce (ate 24 horas depois o parto) Esta caracterizado pelo um forte estado de cansaço depois o parto. puerperio verdadeiro e puerperio tardio: ○ ○ ○ ○ ○ O puerperio precoce dura ate 24 horas depois o parto Puerperio verdadeiro dura das 24 horas ate 10-12 dias Puerperio tardio dura ate 4-6 semanas. bradicardico e volta ao normal em 2-3 dias. duração.PUERPÉRIO NORMAL E PATOLÓGICO I. O puerperio normal divide-se em 3 fases. as vezes. ATENÇÃO !!!!! ○ ○ ○ Cuidado com os sangramentos tardios! Especialmente as pacientes que tiveram disgravidias podem desenvolver nos primeiros 24 horas hematomas vaginais e eclampsias Tem que vigiar com muito cuidado a diurese! Os distúrbios urinários podem ser a conseqüência de várias traumas durante o parto.Nos primeiros 24-48 horas aparece uma crescimento importante da diurese. as vezes ate 12 semanas Duração. etc. depois. Pode aparecer um calafrio fisiológico. A transpiração e mais importante nos primeiros 14 dias por as mulheres que amamentam. A baixa de peso esta mais evidente nos primeiros 10 dias.8-38 graus (o que os europeus chamam de “tempestade do leite”). PUERPÉRIO NORMAL • CONCEITO O puerperio começa no momento da delivrencia e dura ate 6 semanas. dependendo do tipo de parto. A diurese volta no nível normal. O transito intestinal volta a funcionar depois uns 48-160 horas. PUERPÉRIO NORMAL: conceito. instalando-se a secreção de leite.

Dura 4-5 dias e acaba com a eliminação total dos restos Fase de cicatrização – a camada basal começa a produzir uma nova camada celular que vai cobrar toda área desnudada Fase de proliferação – parece mesmo com a fase de proliferação do ciclo menstrual. ○ ○ ○ ○ após o parto o útero pesa 1000 g após 7 dias o peso diminui ate 500 g após 14 dias ele chega a 300 g ao fim do puerperio pesa 300 g Modificações histológicas: ○ ○ ○ Diminui a vascularização pela redução do calibre dos vasos uterinos (alguns autores sustentam a teoria de uma endarterite) A retração das fibras musculares do útero. por causa da redução das dimensões resultando os lóquios As vilosidades da placenta desmancham e a caduca desliza. ate o mecanismo e o mesmo – estimulação estrogênica Fase de volta do ciclo menstrual ○ ○ ○ . São intensificadas pela amamentação ATENÇÃO! O que e muito importante e não cair na armadilha da “febre normal”. caso que a lactação vai continuar. depois que foram eliminados os lóquios) a reconstrução do endométrio passa pela 4 fases: ○ Fase de regressão – os fundos de saco glandular esta cheio de restos celulares e células deciduais. ficando somente a camada esponjosa. ela tem que ser qualificada febre puerperal e tratada como tal. vamos ter que descobrir a causa da febre. ○ Fenômenos involutivos Os fenômenos involutivos podem ser locais ou gerais. e não o numero A involução rápida do tecido conjuntivo Ao nível do útero. influenciando somente a dimensão deles. Esse período esta caracterizado pelo bloqueio do aparelho genital. as camadas do endométrio desmancham. A amplitude e a rapidez dos processos involutivos do útero são bem comprovados pela diminuição do seu peso. especialmente nas multíparas – são dores lombo-abdominais com caráter colicativo. Por isso. A febre puerperal tem que ser tratada urgentemente. mas pode ter uma limite extrema de 12 semanas.5 cm/dia A espessura das paredes (4-5 mm após o parto) volta ao normal em 5-6 semanas. Se a febre persistir mais de 24 horas.Existe a possibilidade de aparecer cólicas uterinas. ○ Fenômenos locais O ÚTERO A involução uterina esta baseada nos modificações histológicas que interessam em proporção igual tanto o endométrio quanto o miométrio. Modificações macroscópicas: A altura diminui com 1-1. ○ Puerperio tardio Seguindo o puerperio mesmo começa do décimo dia e vai ate 4-6 semanas depois o parto. Neste nível aparece uma barreira de polimorfonucleares funcionando como uma proteção antimicrobiana ○ ○ Depois que a decídua e eliminada (isto e.

com dificuldade depois 7 dias e fecha completamente depois 15 dias. COLO UTERINO O colo uterino e o primeiro que volta ao normal: ○ No primeiro dia ele esta mole. depois diminuam a 15-20 g. o ciclo menstrual recomeça depois 6 semanas. ele chegando a antiga forma piriforme dele e consistência mais dura. que não são tão evidentes como antes da gravidez A GLANDULA MAMARIA As mamas são glândulas exócrinas modificadas que sofrem alterações anatômicas e fisiológicas durante a gravidez e no puerpério imediato. tanto aquela do colo quanto aquela das grandes suturas INVOLUÇÃO UTERINA: No segundo dia o útero aparece ao nível do umbigo. Suas funções são a nutrição do recémnascido e a transferência de anticorpos maternos. Se o processo esta evoluindo anormal aparecem o que se chama de hemorragia puerperal tardia. A maior eliminação aparece nos primeiros 80-120 dias. o aspecto o caráter deles pode indicar se um puerperio vai bem ou não. A secreção de muçus nessa época e muito importante (a glera Stieve – uma glera protetora por mucosas) Ao final do puerpério a fenda do colo tem uma posição horizontal. As vezes no dia 16-20 aparece um pequeno sangramento chamado de “pequena menstruação”. No sexto dia ele fica no meio da distancia pubo-ombilical No dia 12 ele já alcança a sínfise. característica para as multíparas. Na primeira metade da gravidez ocorrem proliferação de células epiteliais alveolares.Se a mulher não amamenta. PLAGA PLACENTARIA: Eu uma noção relacionada com o lugar aonde foi fixada a placenta. Existem 4 tipos de lóquios: . Os lóquios são corrimentos vaginais que surgem depois o parto mudam de aspecto. Ele permite um dedo a 2-3 dias do parto. formação de novos ductos e desenvolvimento da arquitetura lobular. ○ OS LÓQUIOS: Extremamente importantes. e diminuam dum dia a outro. Nos primeiros dias eles podem passar de 50 g. A plaga placentária evolui de um diâmetro de 7-8 cm a 3-4 cm depois 2 semanas. A CLÍNICA PUERPERAL O que temos que seguir? ○ A involução uterina O aspecto dos lóquios A cicatrização. ○ ○ ○ VAGINA Depois 3 semanas reaparecem as plicaturas vaginais. A fase de volta ao ciclo menstrual dura 3-5 meses para as mulheres que amamentam. virando de novo órgão pélvico ○ ○ ○ ○ ○ ○ Paralelamente com a modificação de volume a consistência dele muda também. edematoso e com pequenas rachaduras Imediatamente após o parto o colo evolui ate a estrutura de um canal que diminui rapidamente.

de cor roxa. Praticamente são rachaduras do tecido ferroelástico. plasma Plasma. fragmentos de deciduais. reganhando a mesma tonicidade. células epitélio cilíndrico. expressão da supradistensão durante a gravidez. jogando na circulação uma quantidade importante de sangue que provem dos “lagos” de sangue uterinos. pressão venosa central). leucócitos. O debito cardíaco e a pressão venosa central aumentam nos primeiro horas pós-parto. pressão arterial.○ ○ ○ ○ Lóquio vermelho (lochia rubra) Lóquio serosanguinolente (lochia fusca) Lóquio amarelo (lochia flava) Lóquio alvos (lochia alba) COR RUBRA FUSCA FLAVA ALBA CONTEUDO Sangue necoagulado. flora células basais histolizado da decídua Dias 3-5 Dia 5-15 15 ate o fim do puerperio PERIODO Primeiros 2-3 dias Se achar coágulos. ○ CLOASMA Pigmentação do rosto – some durante o puerperio. mas volta depois ao normal em 2 semanas. tecido cervical. muco cristais de colesterol vaginal. ATENÇÃO !!!!!! Um sangramento muito forte ao parto pode produzir o que se chama de síndrome do Sheehan (necrose pituitária) e pan-hipopituitarismo. ○ A SINFISE O relaxamento da sínfise desaparece no puerperio. transformando-se depois o parto em líneas brancas. serosa. pulsação. reduzida. freqüência cardíaca. As vezes pode persistir uma deiscência da musculatura abdominal (diástase abdominal) ○ TECIDO CUTANEO-ELASTICO Pode apresentar as vergeturas (striate gravidarum). sangue em quantidade Exsudação Células deciduais degeneradas. muco. A bradicardia some em 2-3 dias • • No pós-parto imediato podem aparecer crises hipertensivas e crises eclâmpticas. O volume sanguíneo aumenta rapidamente em pós-parto. também a hiperpigmentação da línea branca. cor de marfim. . tem que pesquisar a fonte da hemorragia CHEIRO CHEIRO FRACO Esperma ○ A PAREDE ABDOMINAL: Ele volta ao consistência inicial em breve. b) Fenômenos gerais Aparelho cardiovascular: • • Os principais parâmetros cardíacos da puérpera voltam ao nível básico na primeira semana de puerperio (debito cardíaco. tecido histolizado. especialmente na hipertensão induzida de gravidez.

O controle do pulso (normal entre 50-70/minuto). determinando constipação e administração de purgativos Podem aparecer hemorróidas ou podem ser exacerbados alguns que existem antes o parto • • Hematologia: • • • A hemoglobina e o hematocrito podem diminuir consecutivamente as perdas de sangue durante o parto. chegando ate 2-3 litros em 24 horas e transpirações que podem aumentar a desidratação. mas também diminuam a imbibição de gestação. sem razão). e estará substituído pela instinto materno. • Aparelho digestivo: • Apetite normal A hipotonia intestinal do gravidez fica no puerperio também. A urina das grávidas tem. O controle da temperatura de manha e ao anoitecer – normalmente ela tem que oscilar em volta de 36. Sistema nervoso A puérpera esta caracterizada pela labilidade psíquica com tendência em depressão (choro freqüente.000/mmc). Amenorreia fisiológica de aleitamento 2. ATENÇÃO !!!!! O pulso acelerado. Exagero da involução uterina 4. ATENÇÃO !!!!!! MUITO IMPORTANTE !!!! A volta da função genital normal para uma mulher que amamenta pode ser acompanhada de seguintes modificações: 1. aos grávidas que amamentam lactona e peptonas. passageiro. Hipo-pituitarismo relativo 3. 3. chegando em níveis menores que durante a gravidez A formula leucocitária esta caracterizada pelo granulocitose (ate 30. mas com limfopenia e eozinopenia. Hipo-pituitarismo progressivo COMO CUIDAMOS DE UMA PUÉRPERA COM PUERPÉRIO NORMAL? A puérpera necessita uma higiene correta e uma vigilância medica especial. O controle da TA . Fibrinogênio e o VSH ficam em alta ate 10-12 dias depois o parto. em ausência da febre avisa sobre alguma coisa anormal.Aparelho respiratório: Desaparecem nos primeiros dois dias depois o parto. A vigilância da puérpera significa vigiar os seguintes parâmetros: 1. A bexiga tem uma capacidade aumentada e uma insensibilidade ao volume urinaria.5o 2. na maioria das vezes. Esse estado esta. A dispnéia causada pelo deslocamento da diafragma some rapidinho nos primeiros dias.5 – 37. Nos primeiros 2-3 dias a puérpera apresenta poliúria. Aparelho excretor: • • Nos primeiros 4 semanas desaparecem a dilatação dos cálices e dos ureteres.

por isso – a mulher tem que lavar com água e sabão o mamilo antes e depois cada amamentação. A puérpera vai descer desde o primeiro dia da cama e vai fazer a higiene pessoal 11. movimentos das 12. 13. Se aparecer rachaduras ou fissuras a amamentação vai ser proibida por mínimo 24 horas. e determina a aparição dessas lesões. o cheiro 6. Tem que fazer toalete vulvo-perineal cada 12 horas. Se a puérpera sofreu episiotomia. que podem influenciar negativamente a secreção do leite II. COM DEZ VEZES MAIS CUIDADO PARA NÃO PRODUZIR INFECÇÕES URINÁRIAS ASCENDENTES. As vantagens são a incidência muito menor das complicações tromboembólicas da constipação e urinarias. caso que outras doenças de nutrição não ser presentes. Tem autores que recomendam já a alimentação e a reidratação das grávidas uma hora após o parto. leite. A altura do fundo do útero – ele tem que diminuir com 1 . O leite ao secar age como se fosse um corrosivo.5 cm /dia. na 12-a dia ele tem que voltar a ser um órgão pélvico 5. mas vai evitar a carne conservada o álcool. 7. PUERPÉRIO PATOLOGICO . o café. ferro. porque a amamentação e muito importante para surpreender a aparição dos eventuais lesões dos mamilos. 17.1. Cada 3-4 horas tem que ser feita a evacuação do seio. e a região vai ser protegida com um chumaço de gaze estéril e seco. Muito bom. cálcio) Evitar os sedativos. temperos fortes. 14. tem que usar um cateter urinário. ela vai receber obrigatoriamente um laxante no terceiro dia sépticos. para evitar a sobrecarga de leite e manter a secreção do leite. sucos de frutas 15. Se for possível. a mobilização da puérpera tem que ser feita mais 10. compotas. Ela já vai na sala de aleitamento e amamenta o nenê. No segundo dia vai começar a fazer exercícios respiratórios. 8. depois 6-8 semanas para puérperas que não amamentam e somente depois parar de amamentar para aquelas que amamentam Caso de cólicas uterinas poderemos administrar aspirina ou codeína Aplicar uma medicação tonica (vitaminas. (fissuras. Primeiro dia – alimentação liquida: chá. Se a puérpera amamentar. O recomeço da menstruação. a cor. O transito intestinal – se a puérpera não evacuou em 48 horas ela vai receber um laxante leve. A dieta: tem que ser sem restrições. Em partindo com o terceiro dia a puérpera vai a ginástica medical para recuperar o tônus da musculatura abdominal e dos membros mãos e massagens das pernas. ATENÇÃO!!!! Se depois 4 horas a puérpera ainda não urinou. ela tem que ter uma dieta rica em calorias. 16. 20. a evacuação sendo feita artificialmente. rachaduras) 18. usando soluções anti9. Segundo dia passara já a uma alimentação normal. 19. A função excretora e o volume da urina. ATENÇÂO aos lóquios!!! Anotar diário o volume. também. se tudo evoluiu sem complicações. isto é. obrigatório. com medidas drásticas de anti-sepsia e assepsia 21.4. Os seios – cuidado com os seios. precocemente possível – numerosos estudos mostraram um melhoramento em recuperação quando a puérpera mobiliza-se rápido. diário. também e o acido bórico ou tintura benzoica antes e depois amamentar.

coli. ESPECTRO BACTERIOLOGICO O que e essencial e que as infecções puerperais acontecem com germes que. ocasionado pelo exame genital a entrada dos germes do médio externo. normalmente. mas que viram patológicos na presença dos vários tecidos necróticos ou hematomas. Protaeus) Anaeróbios Peptococcus Peptostreptococcus Bacteróides Clostridium Fusobacterium Outras espécies Mycoplasma hominis Chlamidia trachomatis . afecções endocrinológicas. etc. a incidência desse evento diminuiu bastante.• CONCEITO Puerperio patológico e aquele puerperio que evolui com infecção puerperal ou outros tipo de complicações (psicose pós-parto. Traumas: dilacerações de tecidos. sendo saprofitos. vivem dentro da vagina ou do útero. devido as normas de assepsia e anti-sepsia. também. tecidos desvitalizados. e. D Enterococcus Bactérias G-negativas (E. a maioria dos germes não podem multiplicar-se na ausência do ferro. colo. apesar de que hoje. B. A) PATOLOGIA PUERPERAL GENITAL A infecção puerperal na área genital tem dois tipos de fatores favorizantes: ○ ○ ○ ○ Fatores antepartum Fatores intrapartum Fatores anteparto Anemia – parou de ser considerado um fator favorecedor da infecção enquanto a transferina. Aeróbios Estreptococcus A. que tem altos níveis durante anemia tem propriedades antibacterianas. etc) A mais importante complicação do puerperio e. na cavidade uterina. pelo intermédio das luvas. a infecção puerperal – representando uma grande parte das complicações pós-parto. porem. Alimentação – a diminuição da imunidade celular na malnutrição pode favorecer a infecção A atividade sexual – somente quando acontecem com membranas rotas Rotura prematura de membranas – causa de infecção corioamniotica Fatores intraparto: Contaminação bacteriana a entrada dos germes da pele. vagina. Klebsiella. ferimentos intraoperatórios Hemorragias – hematomas que podem infectar-se secundariamente ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Patologia esta representada pelas três portas de entrada da infecção sendo elas: ○ ○ ○ Plaga placentária Decídua muito fina Plaga operatória (caso de cesárea) Essas portas de entrada podem produzir celulite local e inflamação ou podem espalhar a infecção pelos vasos linfáticos. instrumentário.

tem toxicidade baixa e. Pode ser implicado. A infecção pode aparecer também pelas as soluções de continuidade vaginais a mucosa sendo hiperemica. as bactérias são encontradas em tudo lugar (vagina. O tratamento das plagas perineais infectadas consta em drenagem eficiente. A presença de fasciite necrosante requer uma intervenção cirurgical agressiva com debridação larga e excisão larga da fascia afetada + antibioterapia. também. purulentos Alteração do estado geral ATENÇÃO!!! Não tem sinais de irritação peritoneal! ○ ○ ○ O tratamento consta em terapia higienodietética. INFECÇÕES DO PERINEO. corte dos fios de sutura e tratamento antibiótico de espectro. Os germes implicados.000 casos produzindo supressão medular irreversível. mas. Felizmente. a histerectomia total e obrigatória. esses tipos de complicação aparecem raramente nas pacientes saudáveis. VAGINA E COLO A mais freqüenta é a infecção da plaga de episiotomia. A endometrite pode evoluir infeliz ate metrite parenquimatosa. com piora das sintomas descritas acima. A infecção aparece após 3-5 dias pós-parto e. parece somente uma infecção pélvica banal. o estreptococo anaeróbio. em combinação com sulbactam ou com acido clavulanico. Então a antibioterapia vai alvejar a flora bacteriana mista. aparecem calafrios e a endometrite complica-se com gangrena uterina. Foram usadas também combinações tipo clindamicina + gentamicina ou penicilina com gentamicina. dolorido e através dos fios de sutura escorre um liquido purulento. Neste caso. Não tem que demorar muito com as presunções porque se a doença não for descoberta e tratada a tempo ela pode levar á septicemia e morte. coli. O maior perigo é a extensão linfática. as vezes necrótica mesmo. porque. a clindamicina apresenta o desvantagem de produzir colite pseudomembranosa. mas os seus efeitos podem ser desastrosos. A sintomatologia inclui: ○ ○ Febre Útero mole. são a categoria de remédios mais usada. Quando está suspeitado um tal perigo recomenda-se a fazer uma biopsia da fascia subjacente. Ampicilina e amoxicilina foram usadas também. também. O trajeto fica avermelhado. especialmente para a flora anaeróbica. praticamente. Uma das piores complicações e a fasciite necrosante. edematoso. INFECÇÕES DO ÚTERO A forma mais comum e a endometrite aguda. colo) e um tal exame não vale nada nestas condições. nos paramétrios. e os antibióticos de melhor escolha são as beta-lactaminas.O tratamento antimicrobiano não precisa de culturas antes de começar. antibióticos de espectro amplo e antiinflamatório. A evolução deveria ser favorável. O incidente e característico para as diabéticas e as pessoas com imunidade baixa. dolorido Lóquios fétidos. em 1/20. O metronidazol esta usado também. A endometrite aguda começa 3-4 dias após o parto. INFECÇÕES QUE PASSAM DO COLO UTERINO . especialmente as cefalosporinas – que oferecem a vantagem de utilizar um remédio só. a curva térmica fica desregulada. O cloranfenicol ainda e o antibiótico potente contra os anaeróbios. As cefalosporinas. normalmente são Clostridium associado ou não com E. apesar da possibilidade das alergias. edematosa. as vezes. eliminando-se junto com os lóquios pedaços de tecido podre e fétido e aparecem sinais de irritação peritoneal. que pode espalhar-se ate aos músculos e nas fascias. não tem muitos efeitos adversos. e a gentamicina tem um efeito nefrotoxico. por exemplo.

Ele desloca o útero na parte oposta ou pra frente. depois a cesárea. O fleimão peritoneal e uma complicação que aparece quase exclusivamente por causa da cesárea. as vezes com calafrios. vamos ter que monitorizar e vigiar a diurese e a volemia. Fatores predisponentes: ○ Uso de contraceptivos orais Ortostatismo prolongado ○ . B) PATOLOGIA PUERPERAL EXTRAGENITAL Nesta categoria entra a doença tromboembólica. antibioterapia de espectro amplo. as complicações hemorrágicas extragenitais e a patologia da mama. especialmente porque ela pode complicar-se com a embolia pulmonar – ameaçando a vida da paciente. Se for tratada. Somente se existir abscessos enquistados vamos optar para a cirurgia. hoje ainda representam a segunda causa de mortalidade materna. em 5-7 dias normalmente a febre tem que abaixar. O mecanismo patológico e bastante simples e consta em espalhamento da infecção via venosa pelas veias miometrica ou uterinas ate a veia cava. O tratamento e antibiótico. Tromboflebite séptica pélvica E uma complicação bastante perigosa. Ela manifesta-se exatamente como uma peritonite cirurgical abdominal. com antibioterapia. em seguida observar a terapia cirurgical ao estabilizar a paciente. reposição hidroeletrolitica. O tratamento e medical. Ele se desenvolve entre as folhinhas do ligamento largo. certo. O diagnostico reclama CT ou RMI. Raramente ele pode difundir ate a fossa ilíaca ou orifício isquiático ate a coxa. o tratamento antibiótico. A clinica é bastante enganadora – melhoram as sintomas da infecção uterina mas persistem as oscilações térmicas que acompanham-se.Nesta categoria são incluídas: ○ ○ ○ Salpingites e perisalpingites Abscesso ovariano Peritonite Fleimão parametrial Tromboflebite séptica pélvica Bacteriemia e choque séptico ○ ○ ○ A salpingite – e a mais associada infecção. E mais freqüente. por isso. Uma complicação que pode piorar as coisas pode ser o abscesso ovariano – ele pode abrir-se na cavidade peritoneal provocando peritonite. Nestes casos. A freqüência diminuiu especialmente a causa de precoce mobilização da puérpera. Por isso. Bacteriemia e o choque séptico São incidentes lamentáveis que possam aparecer depois uma cesárea séptica. A peritonite aparece raramente se o tratamento antibiótico for feito corretamente. se aparecer a deiscência ou a necrose das incisões. mas com rigidez abdominal mais reduzido e dor abdominal forte. Somente em caso de suspeita de necrose de salpinge a cirurgia vai ser considerada uma opção. nestes casos tem que se acompanhado pelo drenagem cirurgical. porem de baixa incidência. alimentação parenteral. a trombose não se espalha mais. Varias vezes durante a infecção das infecções puerperais o salpinge esta afetado também. normalmente. A infecção beneficia de um teste diagnostico-terapeutico – ao administrar heparina iv a febre abaixa rápido. ele se espalha na direção da parede pélvico lateral. Os sinais básicos são a hipotensão e a oliguria. DOENÇA TROMBOEMBOLICA A trombose venosa e a tromboembolia pulmonar.

A complicação mais temida e a fusão deles em cima da fascia pélvica no espaço peritoneal e. No entanto. as vezes e indicado também tirar o leite artificialmente. Em caso de infecção uterina. provável o aumento do fluxo sangüíneo e linfático. ATENÇÃO todo tratamento anticoagulante tem que ser feito com controle do tempo de protrombina. Aquelas de pequenas dimensões diminuam sozinhas. as grandes tem que ser evacuadas. doloridos e aumentos da temperatura basal podem surgir. as vezes crepitações. Varias vezes. para não ter que lidar com situações contrarias. das pernas e do pelve tem risco alto de induzir embolia pulmonar. mas como esta investigação paraclinica predispõe ela mesma a trombose e tem uma sensibilidade de somente 50% não usamos de rotina. depois. nodulosos. Se a dor e severa e a tumefação aumenta tem que incisar. A ecografia pode descobrir os eventuais restos placentários dentro da cavidade uterina. repouso e meia elástica A trombose venosa profunda da perna (flegmatia alba dollens) O começo e brutal com dor e edema da perna e da coxa. ○ PATOLOGIA DAS MAMAS O engorgeamento dos seios Aparece nos primeiros 24-48 horas pós-parto quando começa a secreção láctea. necrosando. A trombose venosa superficial esta limitada ao sistem de veias safenas. v. Trombose venosa pélvica Quando não se complica com inflamações ou com embolias. A causa e. 5000 UI/4 horas ou 7500 UI/6 horas.Especialmente as tromboses das coxas. Hemorragia tardia pós-parto E causada pelos restos cotiledonares que ficam dentro do útero constituindo o que se chama de pólipo placentário (sobras da placenta que. produzem hemorragias com alto perigo de vida. Depois continuaremos com Trombostop ou Warfarina mais 6 dias. Clinica esta representada pela uma tumefação dolorida e tensa. taquipneia (mais de 16 respirações por minuto) A auscultação pode descobrir bolhas. drenar e suturar o vaso. quando a hemorragia e muito forte esta acompanhada pela anemia. gelo e analgésicos (codeína). viram duros. O sinal de Homans (dor exacerbada ao estender o tendão do Aquiles) e um sinal importante. não existe teste diagnostico especifico. As variedades subperitoneais e supravaginais são difícil de abordar via perineal e muitas vezes necessitam laparotomia para fazer uma hemóstase correta. a trombose pélvica é totalmente assintomática. CODEÍNA . O curetagem da cavidade uterina e reservado. 2000 UI subcutâneo as 12 horas 10 dias. TRATAMENTO: Heparina e. A embolia pulmonar O começo e brutal. a doença e. com dor torácica forte dispnéia. Os seios aumentam de volume. rachando-se. O tratamento consta em administrar derivados de ergot ou ocitocicos para parar a hemorragia. A cintigrama pulmonar pode mostrar defeitos de perfusão com déficit de ventilação/perfusão. Esta acompanhada de espasmo arterial reflexo que determina palidez e extremidades geladas. Geralmente esta acompanhado de um surto de febre (4-16 horas) em volta de 38-39 graus C. Pode ser tratada com analgéticos. enquanto predispõe a histerotomia de emergência para hemóstase. Ao deslizar ele produz uma hemorragia. Normalmente a confirmação pode ser obtida pela flebografia. O tratamento consta em curativo compressivo dos seios. e enchendo-se de fibrina constituam corpos estranhos para o útero). de hemorragias. O tratamento esta feito com heparina (7-10 dias) e a mobilização da paciente tem que ser feita depois a remissão da sintomatologia. e evolui sintomático. aumento da bolha II no foco pulmonar. O tratamento consta em antibioterapia massiva. de fato um processo séptico. ○ HEMORRAGIAS Hematomas vulvares e vaginais: O desenvolvimento delas e rápido e são muito doloridas.

O risco e desenvolver tromboses e . Interações. assume significado clínico somente após várias semanas de doses orais continuadas. São poucos os opióides que possuem tão alta relação de potência oral/parenteral. A dependência física e psíquica e a tolerância desenvolvem-se com doses repetidas. Tratando-se de um analgésico narcótico. letargia. O tempo em que se desenvolve esta tolerância varia segundo cada paciente. aumentar a dose para atingir um importante efeito analgésico. Dor moderada a grave. mesmo assim.: naloxona). Precauções. O uso de IMAO e antidepressivos tricíclicos com codeína pode aumentar o efeito antidepressivo da codeína. Esta apresenta uma afinidade relativamente baixa pelos receptores opióides e grande parte de seu efeito analgésico se deve à sua conversão à morfina. pode ser encontrada livre ou conjugada na urina logo após a administração de doses terapêuticas de codeína. flacidez ou convulsões. Os pacientes que recebem outros analgésicos narcóticos. doença vesicular. ansiolíticos ou outros depressores do SNC (inclusive álcool) juntamente com codeína podem mostrar um efeito aditivo ao nível da depressão do SNC. em suas ações antitussígenas é provável que participem distintos receptores que fixam a codeína. No aparelho respiratório pode causar uma depressão respiratória dose-dependente ao atuar diretamente sobre o centro respiratório. com ou sem testosterona (estradiol valerat+testosterona enantat). Os efeitos adversos mais comuns são: enjôos. antitussígeno. alteração de caráter e dependência física (menor poder aditivo que a morfina).A meia-vida plasmática é de 2 a 4 horas. O uso de narcóticos pode obscurecer o diagnóstico ou o curso clínico de pacientes com dor abdominal aguda. convulsiva. disforia. distúrbios do trato gastrintestinal. O uso crônico pode produzir constipação. Logo após a absorção. sedação. O tratamento pode ser realizado com antagonistas dos receptores opióideos (ex. Dor de doenças terminais.5g%). no trato gastrintestinal: náuseas e vômitos que podem requerer tratamento com antieméticos. que. O uso concomitante de anticolinérgicos pode produzir íleo paralítico. A supressão da lactação As vezes e necessária quando o nenê não pode ser amamentado. arritmias cardíacas. diminuição do rendimento físico e mental. ansiedade. hipnoanalgésico e antitussígeno com uma série de ações similares à morfina. Ela pode ser feita também usando curativos de compressão e também usando injeções com estrogênios. A codeína pode causar. deve ser usado com extrema precaução em pacientes idosos ou debilitados e naqueles com insuficiência renal ou hepática. Reações adversas. pós-operatória). Indicações. náuseas e vômitos. hipotireoidismo. O quadro de superdosagem é grave e caracteriza-se por depressão do sensor (coma). dano respiratório. Posologia. Uma pequena fração (10%) da codeína administrada é desmetilada produzindo-se morfina. hipersensibilidade ou intolerância à codeína e outros morfinosímiles. Depressão respiratória em pacientes suscetíveis. lactação. embotamento. Analgésico. Propriedades. miose. Gravidez. tanto como analgésico ou depressor respiratório. pelos efeitos depressores respiratórios e sua capacidade de elevar a pressão do líquido cefalorraquidiano. Contra-indicações. portanto. No caso de ser necessário.A tolerância (são requeridas altas doses para produzir o mesmo grau de analgesia) manifesta-se por uma duração de ação encurtada e uma diminuição da efetividade analgésica. condição na qual se requer a continuidade da administração para prevenir a aparição da síndrome de abstinência. respiratória e cardiovascular (hipotensão acentuada).Ações terapêuticas. Analgésico: a dose deve ser ajustada de acordo com a gravidade da dor e com a sensibilidade de cada paciente. A diferença desta última tem uma efetividade por via oral que chega a 60% da parenteral. Dose usual: de 60 a 80mg/dia divididos em 4 a 6 doses diárias. No aparelho geniturinário: espasmo uretral. temor. em sua maior parte como metabólitos inativos. a nível do SNC: sonolência. Tosse perigosa (hemoptóica. espasmo do esfíncter vesical e retenção urinária (raramente). antipsicóticos. Tosse perigosa: de 40 a 60mg/dia em três doses diárias. a codeína é metabolizada no fígado e excretada principalmente na urina. A eficácia oral deste composto devese ao menor metabolismo hepático de primeiro passo ou pré-sistêmico. A codeína é um alcalóide do ópio (0. A dependência psíquica. Aumento da pressão intracraniana e lesão cerebral. A codeína é uma droga indutora de abuso.

em doses individuais. agitação psicomotora. depressão. durante tratamento prolongado. A dose terapêutica usual é de 5 a 7. Derrames pericardial e pleural. infertilidade feminina e hipogonadismo. os sintomas iniciais de náuseas e/ou vômitos podem ser prevenidos pela administração de um antagonista dopaminérgico periférico. hipertensão pós-parto e no puerpério.tromboembolias. foram observadas congestão nasal. que todavia não são suficientemente graves para acarretar a interrupção do tratamento. anorexia. para menores de 15 anos. fadiga. alucinações.25 a 2. Acromegalia: Dose inicial de 1. induzidos pelo frio. confusão. tontura.5 mg de 12/12 horas 14 dias. incluindo amenorréia. secura da boca. Cápsulas SRO: Embalagens com 14 ou 28 cápsulas de 2. inclusive hipotensão ortostática que. ataxia. tumoral. Posologia PARLODEL (bromocriptina) deve sempre ser administrado com alimentos. tratamento de pacientes com adenomas que secretam prolactina. durante alguns dias. aumentando gradativamente a dose até que se consiga manter os níveis plasmáticos de prolactina adequadamente suprimidos. Toxemia gravídica.0 mg. A hipotensão ortostática pode ser desagradável. disfunção do ciclo menstrual (síndrome pré-menstrual). mas pode ser tratada sintomaticamente. distúrbios hipertensivos da gravidez (inclusive eclâmpsia. PARLODEL pode induzir hipotensão. Contra-indicações Hipertensão não-controlada. gravidez diagnosticada ou presumida. Durante os primeiros dias de tratamento alguns pacientes podem apresentar náusea e. constipação. Estados hiperprolactinêmicos. desmaio. dor de cabeça. principalmente durante os primeiros dias de tratamento. ingurgitamento mamário puerperal. secura da boca. câimbras das pernas. tontura. menos freqüentes: síncope. Um remédio eficaz seria o PARLODEL (bromocriptina) 2. ocasionalmente. confusão.5 ou 5. como a domperidona. PARLODEL Bromocriptina Apresentações Comprimidos: Embalagens com 14 ou 28 comprimidos de 2. Acromegalia: Náusea. transtornos abdominais. distúrbio visual.5 mg/dia. em qualquer indicação do PARLODEL (bromocriptina). leve efeito hipotensor.5 mg a cada 3 a 7 dias podem ser administradas até que uma resposta terapêutica adequada seja alcançada. préeclâmpsia ou hipertensão induzida pela gravidez). transtornos digestivos e ainda. movimentos involuntários. hipotensão ortostática postural. é aconselhável controlar a pressão arterial. PARLODEL está associado a sonolência e tem sido associado muito raramente a sonolência diurna excessiva e episódio de início súbito de sono (ver Precauções e advertências).5 mg por dia. O princípio básico da terapia com PARLODEL (bromocriptina). congestão nasal.25 a 2. Reações adversas Nos casos em que o medicamento é utilizado para: Hiperprolactinemia e disfunções associadas: Náusea. fenômeno on-off. aumentar lentamente a dose diária até uma resposta terapêutica máxima a ser alcançada. mais raramente.5 mg/dia podem ser administradas a cada 3 a 7 dias até que uma resposta terapêutica adequada seja alcançada. vômitos. Adicionalmente. vômito. Adenomas: 1.5 mg. pelo menos 1 hora antes da administração de PARLODEL. astenia. esses efeitos colaterais são dose-dependentes e podem ser controlados por redução da dosagem. Pacientes devem ser reavaliados mensalmente e a dose . portanto. fibroses pulmonar e pleural ou fibrose retroperitoneal e pericardite constritiva foram raramente relatados em pacientes tratados com PARLODEL (ver Precauções e advertências).25 a 2. idiopática. tratamento de estados hiperprolactinêmicos patológicos incluindo amenorréia. em período pósparto. é iniciar o tratamento com doses baixas e. sintomas e/ou história de distúrbios psíquicos sérios. diarréia. distúrbio gastrintestinal. por fármacos. Doses adicionais de 1. insônia. vertigem. constipação. Foram ocasionalmente relatados episódios de palidez reversível dos dedos das mãos e dos pés. hipersensibilidade a qualquer alcalóide do ergot ou a quaisquer componentes da formulação. Geralmente. em mulheres com história de doença cardiovascular. discinesia. exacerbação do fenômeno de Raynaud. hipotensão. infertilidade feminina e hipogonadismo: Dose inicial de 1. cansaço. alucinações.5 mg. galactorréia com ou sem amenorréia: no pós-parto. sonolência. inibição da lactação fisiológica. Indicações Tratamento da doença de Parkinson. fadiga ou vômitos. pode levar ao colapso. fase lútea curta.5 mg por dia. menos freqüentemente. reações cutâneas alérgicas e queda de cabelo. tontura. especialmente em pacientes que tenham exibido anteriormente o fenômeno de Raynaud. acromegalia. Se necessário. Doença de Parkinson: Náusea. Doses adicionais de 2. cefaléia e.25 a 2.

Avaliações a cada 2 semanas são aconselháveis para assegurar que doses mais baixas possam produzir o efeito terapêutico desejado. A dose usual varia de 20 a 30 mg/dia na maioria dos pacientes. tem que separar o nenê e a mãe com mastite de outras mães e recém-nascidos. A incisão vai ser feita radialmente da limite da aréola ate a periferia. Ele tem remissão espontânea ou pela aspiração. . Neste momento. tem que considerar a incisão e o drenagem. E precedida muitas vezes de engorgeamento dos seios. apesar disso o aleitamento e extremamente dolorido. As fissuras que podem aparecer ao nível dos mamilos podem constituir-se em portas de entrada dos germes. Anomalias da secreção láctea Hipogalactia as vezes acerta-se sozinha nos primeiros 3-4 dias pós-parto Hipergalactia e rara. para não danificar os canais galactóforos.5 mg por dia. junto com a antibioterapia. com desbridagem e drenagem. aureus) a fonte de proveniência sendo a garganta ou o nariz do nenê. A dose inicial de PARLODEL (bromocriptina) é de 1.ajustada. baseada na redução do hormônio de crescimento ou da resposta clínica. é aconselhável reduzir as doses de levodopa. ou eritromicina e interrompe-se o aleitamento porque o leite já esta infectado. A paralisia obstetrical: Aparece devido a pressão sobre os ramos do plexo sacral durante o trabalho de parto. e. administradas com as refeições. E. A maioria dos estafilococos são imunes ao penicilina. suprimindo o aleitamento ate que os ferimentos sarem. com cumulo de leite em um ou mais lóbulos. Anomalias dos mamilos Podem ser encontrados mamilos invaginados ou achatados produzindo dificuldades ao amamentar. Panhipopituitarismo pós-parto: E provocado pela uma necrose hipofisaria – e uma complicação rara. Doença de Parkinson: A dosagem de levodopa. calafrios.5 mg/dia.25 a 2. os seios endurecem. deve ser mantida. por isso usa-se mais a oxacilina. Se necessário. O galactocelo E uma obstrução de um canal galactóforo. Agalactia também e rara A persistência da secreção láctea acompanhada de amenorreia pode indicar um microadenoma pituitário com hiperprolactinemia. as vezes os músculos das nádegas. OUTRAS PATOLOGIAS PUERPERAIS EXTRAGENITAIS: A psicose pós-parto Aparece nas mulheres com antecedentes psiquiátricos ou aquelas que já apresentaram psicoses pós-parto ocasionados de outras gestações. Caso que um abscesso esta constituído. a dose pode ser aumentada a cada 14-28 dias com 2. elas tem que ser tratadas com tópicos locais. Surge na terceira-quarta semana pós-parto e esta acompanhada de febre. Ela vai induzir amenorreia de tipo hipotalâmico. em duas tomadas com as refeições. A recorrência dos sinais ou sintomas ou aumento do hormônio do crescimento indicam que a doença ainda está ativa e novo tratamento com PARLODEL (bromocriptina) deve ser considerado. O mais implicado germe e o estafilococo dourado (St. se possível. durante o período introdutório deste medicamento. Pacientes submetidos à irradiação da hipófise devem descontinuar PARLODEL (bromocriptina) para uma avaliação. devido aos efeitos adversos Mastite puerperal E uma complicação do período de lactação constando em inflamação do parênquima das glândulas mamarias. tanto dos efeitos clínicos da irradiação sobre o desenvolvimento da doença como do uso do PARLODEL (bromocriptina). A clinica esta representada pela paralisia dos membros inferiores. Ela se manifesta como um síndrome depressivo e tendência de suicídio e infanticídio. Se for supurada a mastite pode virar epidêmica por isso. O período adequado para tal retirada é de 4 a 8 semanas. O corte vai ser feito na área de máxima flutuencia e vai ser máxima. O tratamento e estritamente psiquiátrico. Por isso. viram avermelhados e doloridos.

O síndrome hemolitico-urêmico pós-parto E uma hemólise seguida de insuficiência renal aguda. A puérpera não pode passar no segundo plano uma vez que o parto já 5. “parece que não volta mais”. A “armadilha” da febre “normal” do puerperio pode produzir complicações redutáveis. circulação e diurese) amamenta em relação com uma que não(6-8 semanas para as mulheres que não amamentam. Constitua um erro fundamental e passível de responsabilização profissional deixar de monitorizar e tratar uma puérpera. Combinados com a possibilidade de aparecer a psicose puerperal esse 4. infecção uterina. O puerperio representa. mesmo que tudo parece indo perfeitamente. os órgãos que participaram no desenvolvimento da gestação regridem. doenças metabólicas infecções. Por isso. qualquer febre que demora mais de 1 dia indica que as coisas não estão indo bem. ele implica transformações de varias intensidades produzindo muitas vezes desequilíbrios no bem-estar da puérpera. Complicações pós-anestesia: Complicações respiratórias – laringoespasmo e a pneumonia de aspiração (aspiração do vomito) Cefaléia pos-raquianestesia – nas formas mais leves pode ser tratada com analgéticos leves. O tratamento consta em medidas de suporte a administração de heparina endovenoso. provavelmente existe um substrato imunológico com formação de complexos antígeno-anticorpo. O processo não e passivo. e. mas se for devida a perda de liquido cefaloraquidiano tem que reposicionar o liquido usando glicose 5% e soro fisiológico. O tratamento vai ser feito com digitala. No caso que trata-se de uma puérpera pós-cesarea o conjunto de acima tem que incluir também o seguimento das suturas operatórias. A volta da menstruação e completamente diferente por uma mulher que . como também com o recém-nascido. não passar de 24 horas. Apesar de tantas manobras que são necessárias. A hipoventilação pode aparecer quando o anestesista usa muita succinil-colina na anestesia. tanto com a mãe. de fato. A febre que aparece em puerperio tem que ser considerada anormal se ela 3. A palavra de ordem no puerperio e “involução” – isto e. um período marcado de grandes possibilidades de complicações e transformações cujas conseqüências poderiam durar o resto da vida. Cardiomiopatia pós-parto: E uma complicação que aparece no primeiro mês pós-parto. Os principais pontos de referencia no seguimento de uma puérpera são: a 6. A patologia e patogenia não esta completamente conhecida. Eclampsia pós-parto: Aproximadamente 25% das eclampsias aparecem pós-parto. versus 3-5 meses para as mulheres que amamentam). involução do útero e o aspecto dos lóquios. CONCLUSOES: 1. vulnerabilidade anormal da mucosa uterina. o medico vai tentar acalmar qualquer pânico de uma mulher que acha que a menstruação “voltou rápido demais” ou. tumores cerebrais e derrames. alem de um processo complexo de voltar aos parâmetros iniciais da fisiologia da mulher. voltando a ser o que estavam antes da gravidez.Amenorreia pós-parto com sinequias Pode ser causado pelas traumas de curetagem. pelo contrario. 2. acabou. a cicatrização delas e as funções básicas (respiração. A hemólise acontece dentro dos vasos pequenos de sangue e nos capilares. As convulsões tem que ser diferenciadas daquelas da epilepsia. normalmente nas multíparas de idade e se manifesta como uma insuficiência cardíaca.

Editura ALL. Bucareste. a medicação que iniba a lactação evitada e qualquer fissura no mamilo tratada. Romênia. Vârtej.Handbook of Obstetrics & Gynecology. R. Petrache . Petrache . por isso. . Vade-mécum 2005-2006 Brasil 4. XIII edition . Harrison Principles of Internal Medicine. 8-th edition ed. Bucareste.158 -3 2. P.tipo de duvida da puérpera pode levar a depressão ou outras atitudes anormais. C. Lange 1983 5. BENSON R. 1997. Um cuidado extremamente importante e a lactação – os seios tem que ter uma fisiologia normal. Se for necessário ate a supressão temporária do aleitamento esta indicada BIBLIOGRAFIA: 1. 7. Romênia. ISBN 973-9229-68-9 3.GINECOLOGIE (GINECOLOGIA) .571 . 1997 ISBN 973 . o intervalo de aleitamento tem que ser respeitados.OBSTETRICA FIZIOLOGICA SI PATOLOGICA (A OBSTETRICA FISIOLOGICA E PATOLOGICA) Editura ALL. Vârtej.

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