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APOSTILA DE PRIMEIROS SOCORROS REVISADA(socorrista)

APOSTILA DE PRIMEIROS SOCORROS REVISADA(socorrista)

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APOSTILA DE PRIMEIROS SOCORROS

Capítulo I
1 - CONCEITOS APLICADOS AOS PRIMEIROS SOCORROS
1.1- Primeiros Socorros: São os cuidados imediatos prestados a uma pessoa cuio
estado Iisico coloca em perigo a sua vida ou a sua saude, com o Iim de manter as suas
Iuncões vitais e evitar o agravamento de suas condicões, ate que receba assistência medica
especializada.
1.2- Socorrista: Atividade regulamentada pelo Ministerio da Saude, segundo a
portaria n° 824 de 24 de iunho de 1999. O socorrista possui um treinamento mais amplo e
detalhado que uma pessoa prestadora de socorro. Pessoa qualiIicada para tal Iim.
1.3- Emergência: Estado que necessita de encaminhamento rapido ao hospital. O
tempo gasto entre o momento em que a vitima e encontrada e o seu encaminhamento deve
ser o mais curto possivel.
1.4- Urgência: Estado grave, que necessita atendimento medico embora não seia
necessariamente iminente.
1.5- Acidente: Fato do qual resultam pessoas Ieridas e/ou mortas que necessitam de
atendimento.
1.6- Incidente: Fato ou evento desastroso do qual não resultam pessoas mortas ou
Ieridas, mas que pode oIerecer risco Iuturo.
2- ASPECTOS LEGAIS DO SOCORRO
IMPERICIA (ignorância, inabilidade, inexperiência)
Entende-se, no sentido iuridico, a Ialta de pratica ou ausência de conhecimentos, que
se mostram necessarios para o exercicio de uma proIissão ou de uma arte qualquer.
A impericia, assim se revela na ignorância, como na inexperiência ou inabilidade
acerca de materia, que deveria ser conhecida, para que se leve a bom termo ou se execute
com eIiciência o encargo ou servico, que Ioi conIiado a alguem.
Exemplo: E imperito, o socorrista que utilizar o reaminador manual, sem executar
corretamente, por ausência de pratica, as tecnicas de abertura de vias aereas, durante a
reanimacão.

IMPRUDÊNCIA (Ialta de atencão, imprevidência, descuido)
Resulta da imprevisão do agente ou da pessoa, em relacão as conseqüências de seu ato
ou acão, quando devia e podia prevê-las.
Funda-se, pois, na desatencão culpavel, em virtude da qual ocorreu um mal, que podia
e deveria ser atendido ou previsto pelo imprudente.
Exemplo: E imprudente o motorista que dirige um veiculo de emergência excedendo
o limite de velocidade permitido na via.

NEGLIGÊNCIA (desprezar, desatender, não cuidar)
2
E aquele socorrista que nega o socorro, mesmo tendo capacidade para Iaze-lo.
Exprime a Ialta de cuidado ou de precaucão com se executam certos atos, em virtude dos
quais se maniIestam resultados maus ou preiudicados, que não adviriam se mais
atenciosamente ou com a devida precaucão, alias, ordenada pela prudência, Iosse
executada.
A negligência, assim, evidencia-se pela Ialta decorrente de não se acompanhar o ato
com a atencão que se deveria.
Exemplo: E negligente o socorrista que deixar de utilizar equipamento de protecão
individual (EPI), em um atendimento no qual seu uso seia necessario.

ORMAS DE CONSENTIMENTO

O consentimento implícito: Consideramos que o socorrista recebe um consentimento
implicito para atender uma vitima quando ela esta gravemente Ierida, desorientada ou
inconsciente, ou ainda e menor de 18 anos e não pode tomar decisão sozinha.
No caso da vitima inconsciente, assume-se que se estivesse consciente e Iora de risco,
autorizaria a prestacão do socorro. Igualmente assume-se tambem que se um Iamiliar ou
representante legal do menor, estivessem presentes, autorizariam o atendimento.
O consentimento explícito: Consideramos explicito o consentimento dado por um Iamiliar
ou representante legal para a prestacão do socorro a uma vitima inconsciente, conIusa,
menor de idade ou com incapacidade mental, desde que esteia Iora de perigo.

A legislacão brasileira capitula a omissão de socorro como crime (Art. 135 do CP somente
utilizado para civis), e que, nos casos de visivel risco de vida, a vitima perde o direito de
recusar o atendimento, pois a vida e considerada como bem indisponivel e nessa situacão o
bombeiro, policial ou socorrista Iica amparado pelo excludente de licitude do estrito
cumprimento do dever legal (Ver Art. 23, III do CP).
2.1- OMISSÄO DE SOCORRO
Segundo o artigo 135 do Codigo Penal, a omissão de socorro consiste em "Deixar
de prestar assistência, quando possivel Iazê-lo sem risco pessoal, a crianca abandonada ou
extraviada, ou a pessoa invalida ou Ierida, em desamparo ou em grave e iminente perigo;
não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade publica."
Pena - detencão de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.
Parágrafo único: A pena e aumentada de metade, se da omissão resulta lesão corporal de
natureza grave, e triplicada, se resulta em morte.
Importante: O Iato de chamar o socorro especializado, nos casos em que a pessoa não
possui um treinamento especiIico ou não se sente conIiante para atuar, ia descaracteriza a
ocorrência de omissão de socorro.
2.2- DIREITOS DA PESSOA QUE ESTIVER SENDO ATENDIDA
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O prestador de socorro deve ter em mente que a vitima possui o direito de recusa do
atendimento. No caso de adultos, esse direito existe quando eles estiverem conscientes e
com clareza de pensamento. Isto pode ocorrer por diversos motivos, tais como crencas
religiosas ou Ialta de conIianca no prestador de socorro que Ior realizar o atendimento.
Nestes casos, a vitima não pode ser Iorcada a receber os primeiros socorros, devendo assim
certiIicar-se de que o socorro especializado Ioi solicitado e continuar monitorando a vitima,
enquanto tenta ganhar a sua conIianca atraves do dialogo.

3- SINALIZACÄO
Como manter seguro o local -As prioridades para manter seguro o local de uma
ocorrência são:
1. Estacionar adequadamente a viatura de emergência;
2. Sinalizar e isolar o local;
Gerenciar os riscos.









EIetuar, sempre que necessario, a sinalizacão do local para evitar a ocorrência de
novos acidentes. Pode ser Ieita com cones, Iita zebrada, ou qualquer obieto que chame a
atencão de outras pessoas para o cuidado com o local, na Ialta destes recursos, pode-se
pedir para que uma pessoa Iique sinalizando a uma certa distância.
A colocacão da sinalizacão deve ser obedecida uma regra de seguranca, colocando o
material sinalizador a pelo menos 50 metros nas vias de velocidade abaixo ou igual a 20 km
por hora, e acima disto a sinalizacão deve obedecer o criterio da velocidade da via, ou seia:
nas vias de 60 km por hora os cones ou obietos devem estar dispostos a 60 m de distância
em diagonal aberta, 70 km/h : 70 m de distância e assim respectivamente de acordo com o
aumento da velocidade da via.


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AVALIACÄO DA CENA (CINEMÁTICA DO TRAUMA)
A primeira atitude a ser tomada no local do acidente e
avaliar os riscos que possam colocar em perigo a pessoa
prestadora dos primeiros socorros. Se houver algum
perigo em potencial, deve-se aguardar a chegada do
socorro especializado. Nesta Iase, veriIica-se tambem a
provavel causa do acidente,. o numero de vitimas e a
gravidade das mesmas e todas as outras inIormacões que
possam ser uteis para a notiIicacão do acidente. Proceda
da seguinte Iorma:
SOLICITACÄO DE AUXILIO

Qualquer pessoa sendo orientada pode tambem auxiliar
na prestacão do socorro, coordene esta acão.
O socorrista deve inIormar:
1. ocal exato da ocorrência;
2. Tipo de ocorrência;
3. Riscos potenciais;
4. Numero de vitimas;
5. Gravidade das vitimas;
6. Necessidades de recursos adicionais;
7. Hospital para o atendimento.


Equipamentos de proteção individuaI (EPI)

EPI`s são equipamentos destinados a protecão da integridade Iisica do socorrista
durante a realizacão de atividades onde possam existir riscos potenciais a sua pessoa.

EPI`s basicos:
uvas de latex descartaveis;
Mascaras de protecão Iacial;
Oculos de Protecão.

Capítulo 2 ANATOMIA E ISIOLOGIA

1- CONCEITOS

1.1- Anatomia: e a ciência que estuda macro e microscopicamente a constituicão e
o desenvolvimento dos seres organizados.

1.2-isiologia: e a ciência que trata do estudo das Iuncões dos orgãos.
Para o conhecimento do corpo humano na sua anatomia e Iisiologia, deve ser
entendido alguns parâmetros da suas posicões em relacão a um eixo central, interligados
aos termos e condicões medicas associadas:
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1.3-Posicão ortostática : posicão em pe do corpo humano com as palmas das mãos
voltadas para Irente, cabeca e pescoco eretos e pes voltados naturalmente para Irente em
pequena diagonal de 80º.














1.4- Divisão dos quadrantes do abdômen:














2-Posicões em relacão a apresentacão frontal ou anterior: quando o corpo
humano esta em uma posicão anterior, costuma-se relacionar localizacão de lesões de
acordo com esta posicão, adotando termos para Iacilitar esta compreensão:
2.1- Posterior: geralmente e a região que Iica as costas, o oposto da Irente
analisada; ex: o posterior do biceps e o triceps, então, uma lesão no triceps poderia ser
localizada como uma lesão ' posterior do braco¨.
2.2- Anterior: Região que Iica oposta a anterior, na posicão ortostatica,
aquela que Iica de Irente;
2.3- Lateral: aquela que Iica entre as duas;


3- Em relacão a proporcão dimensional : o corpo e relacionado neste caso
como(Iigura2):
3.1-Região Superior: Iica proporcionalmente em partes analisadas, aquela
que Iica mais proxima a cabeca;
3.2-Região inferior: oposta a superior, aquela que Iica mais longe em
relacão a cabeca;
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3.3-Região Mediana: Entre a região superior e inIerior



















4- Separacão do corpo humano em estudos de complexos :

4.1- Extratmeria: estuda o corpo humano em suas camadas;











4.2- Antimeria: estuda as diIerencas do corpo humano;

















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4.3- Pacmeria: estuda a disposicão dos orgãos como que em bolsas; Ex:
peritônio, mediastino.



5 - Quanto a posicão em relacão ao solo- pode-se dizer que :

5.1 - Decúbito dorsal : o dorso, ou seia as costas da vitima e voltada para o solo;

5.2 - Decúbito ventral: O ventre, ou seia o abdômen da vitima e voltada para o solo;

5.3 - Decúbito lateral: A vitima Iica lateralizada ao solo, esquerda ou direita.



Capítulo 3

SISTEMAS DO CORPO HUMANO


RESUMO DOS SISTEMAS DO CORPO HUMANO

Sistema Digestório:
Digere e absorve alimentos, remove certos residuos.


Sistema Urinário:
Remove os residuos quimicos do sangue e contribui para o balanco hidrico e o controle dos
niveis de sal no sangue.


Sistema Reprodutor:
Dispõe das estruturas e hormônios necessarios para a reproducão sexual. Algumas vezes, e
classiIicado dentro do sistema urinario ou ainda do sistema genitorinario (sistema que inclui
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todos os orgãos relacionados com a reproducão da especie e na Iormacão e eliminacão da
urina).


Sistema Endócrino:
Produz as substâncias quimicas chamadas de hormônios e aiuda na regularizacão de
algumas Iuncões e atividades do corpo.


Sistema Músculo-Esquelético:
Protege e da suporte para o corpo e orgãos internos, permitindo os movimentos do corpo.
Aducão , abducão, Ilexão, extensão e rotacão



Órgãos dos Sentidos e Sensibilidade:
Proporcionam a visão, a audicão, o paladar, o olIato e as sensacões de dor, Irio, calor e
sensacões tateis.

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O corpo humano divide em varios sistemas, abaixo especiIicados estão os de importante
relevância para os estudos que um socorrista deve conhecer:

1 - Sistema tegumentar(Tecido epitelial): tunica que reveste toda a
superIicie do corpo, e considerado o maior orgão do corpo humano, compreende a pele e
seus anexos e o tecido subcutâneo. Pesa cerca de 4 quilos e tem aproximadamente 2 metros
quadrados Possui multiplas Iuncões, das quais lembramos as principais: protege o corpo e
regula sua temperatura; constitui barreira contra inIeccões; sintetiza a vitamina D pela
absorcão aos raios solares ultravioletas; elimina e absorve substâncias; e possui terminacões
nervosas para tato, temperatura e pressão.




1.1- Temperatura do corpo - A temperatura do corpo deve estar em torno
de 36,5ºC, independente da temperatura externa. Quem controla e o hipotalamo que ao
receber inIormacões de anormalidades como o aumento da temperatura, aciona as glândulas
sudoriparas que liberam suor, que se evapora, resIriando o corpo. Tambem os vasos dilatam
para que a pele perca calor. Na queda de temperatura os vasos se contraem e os musculos
comecam a tremer liberando calor.
1.1.1- ClassiIicacão de temperatura quanto aos indices

Normotemia Temperatura normal 36,5 º C a 37º C
Hipotermia Temperatura abaixo de 36,5º C
Estado Iebril Temperatura entre 37,1 ºC e 38º C
Febre Temperatura entre 38,1º C a 39ºC
Pirexia Temperatura variando de 39,1ºC a 40ºC
Hiperpirexia Temperatura acima de 40ºC

1.1.2 - Pontos de veriIicacão de temperatura

Axila - parâmetro mais Iacil, principalmente em criancas acima de 3 anos,
pois mantêm o termômetro seguro, porem a temperatura axilar, como a poplitea e inguinal
tem seus indices mais baixos 0,5º C, ou seia quando veriIicarmos a temperatura nestas
regiões, devemos acrescentar mais 0,5ºC a temperatura encontrada.
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Boca - Temperatura ideal do corpo humano e dado nas medidas obtidas na
boca, porem ter o cuidado para pacientes com convulsões ou criancas com idade inIerior a
3 anos.
Reto- O reto, assim como a vagina são locais que extra-hospitalar não se
veriIica temperatura, vale apenas lembrar que nestes locais a temperatura e mais alta cerca
de 0,5ºC e que em caso de unica alternativa para veriIicar a temperatura, deve ser acrescida
de mais 0,5º C no seu resultado Iinal.


1.2- Cor da pele e renovacão Depende da quantidade de melanina,
pigmento produzido por celulas especiais da epiderme. Quanto mais escura Ior a pele mais
melanina tera, ao qual tambem protegera contra a acão dos raios ultravioletas do sol.
Na barreira de protecão que a pele Iaz, tambem previne a desidratacão por
perda excessiva de agua. Cada dia milhões de celulas morrem na superIicie da pele, a
camada cornea da epiderme. Esta vai sendo renovada todo o tempo por celulas de regiões
proIundas da epiderme. Na camada Basal as celulas multiplicam, dividem e passam para a
espinhosa, depois para a granular e por Iim a camada mais superIicial da epiderme , a
cornea da epiderme, onde Iicam celulas ia mortas protetoras.


2 - Sistema Esquelético: e o coniunto de partes duras que Iormam o
arcabouco de sustentacão e de conIormacão geral do corpo. Compreende o estudo dos ossos
cartilagens e das conexões entre os ossos. E o sistema que compreende os ossos, as
cartilagens e suas uniões articulares, sendo denominado esqueleto. O esqueleto alem do
mencionado acima, serve para insercões de musculos, e centros Iormadores de sangue, na
medula ossea.
206 ossos no individuo adulto;
Ossos longos: Ex: braco , antebraco, coxa e perna.
Ossos curtos: Ex: carpo e tarso, coluna vertebral.
Ossos planos e laminares: Calota craniana
Ossos pneumaticos: Irontal, maxilar e temporal


2.1- O osso é estratificado em:
Periosteo- camada enervada-
Tecido osseo;
Medula ossea



2.2 SUBDIVISÔES ANATÔMICAS DAS EXTREMIDADES DO CORPO
HUMANO
TERCO PROXIMA: Situado mais proximo a raiz do membro.
TERCO MEDIO: Situado entre proximal e distal.
TERCO DISTA: Situado mais distante a raiz do membro.
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2.3- Reconhecimento dos principais ossos: Membros superiores, inIeriores, cabeca,
coluna vertebral, ossos da pelve, torax, mãos e pes.


































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Capítulo 4

1 - SISTEMA CIRCULATÓRIO

Conceito - e um circuito Iechado de vasos, cuio centro, o coracão orgão muscular
oco, contratil, expele em ondas ritmicas o sangue atraves das arterias e recebe de volta
atraves das veias.

Artérias: levam na sua maioria, sangue oxigenado para todo o corpo( Arteriolas)
As arterias são os vasos sanguineos que levam o sangue do coracão par os diIerentes
orgãos do nosso corpo. São vasos cuias paredes elasticas e resistentes são revestidas
internamente por uma camada de musculo liso. Esse revestimento muscular permite que as
arterias pulsem, completando o trabalho do coracão e Iacilitando, assim o transporte do
sangue pelo nosso organismo.

Divisões - Artérias. metarteríola. arteríola. vasos capilares.
Obs: a arteria pulmonar e a unica no corpo que leva sangue pobre em O2 para um
orgão.
Veias: transportam para o coracão sangue pobre em O
2
e nutrientes.( Vênulas).
As paredes das veias são mais Iinas e elas possuem um sistema de valvulas para
garantir que o sangue siga num unico sentido, Iacilitando seu retorno ao coracão sem
reIluxo. No atrio esquerdo do coracão chegam as veias pulmonares, provenientes dos
pulmões e no atrio direito chegam as veias cavas inIerior e superior. As veias podem ser
observadas na pele pois são mais superIiciais que as arterias.
Divisões - Veias . vênulas. vasos capilares.

Obs: nos vasos capilares e Ieita a troca de nutrientes entre o sangue arterial e o venoso.









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1.1- Composicão do sangue
O sangue Iunciona portanto como um eIiciente sistema de transporte de centenas de
substâncias que são essenciais ao Iuncionamento do organismo humano. E atraves da
circulacão sangüinea que as inumeras celulas do organismo, em todos os tecidos, recebem
sua alimentacão, representada por componentes de proteinas, acucar, gordura, agua e sais
minerais. Tambem e o sangue que, retornando dos tecidos, conduz o gas carbônico e os
residuos das celulas do corpo, eliminando-as atraves da respiracão, do suor, da urina e das
Iezes.
Obs: O sangue O
-
e doador universal , AB e o receptor universal podem doar homens e
mulheres entre 18 e 60 anos, porem com peso acima de 50 kg, sem historico de doencas
sanguineas e com restricões para homens de 60 dias e mulheres para 90 dias entre uma e
outra doacão.



2- Principais Arterias e veias do corpo humano




























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3- Coracão

O coracão e um orgão muscular localizado abaixo do osso anterior do torax (chamado de esterno)
num espaco chamado mediastino, entre os pulmões e num saco chamado pericardio.
Tem aproximadamente o tamanho de um punho de um adulto, Iechado.
Ele se compõe de dois sistemas de bombeamento independentes, um do lado direito e outro do
lado esquerdo. Cada um destes sistemas tem duas câmaras um atrio e um ventriculo. Os
ventriculos são as principais 'bombas¨ do coracão.
O coracão, como qualquer outro musculo do corpo, necessita de receber oxigênio para que
Iuncione adequadamente. A musculatura do coracão e nutrida atraves de um sistema de arterias,
as arterias coronarias, que se originam da aorta. As duas arterias coronarias mais importantes são
a coronaria direita e a coronaria esquerda - esta ultima se divide (mais Ireqüentemente) em arteria
coronaria descendente anterior e arteria circunIlexa.

3.1 Anatomia topográfica

a. Superfície externa



1. Veia Cava Superior
2. Veia Cava InIerior
3. Atrio Direito
4. Ventriculo Direito
5. Ventriculo Esquerdo
6. Arteria Pulmonar
7. Aorta
8. Arteria Coronaria Direita
9. Arteria Coronaria Descendente Anterior
10. Atrio esquerdo
11. Veias Pulmonares







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1·Coracao,
2·Circulacao cerebral,
3·Circulacao pulmonar,
4·Circulacao hepatica,
S·Circulacao gastrica,
6·Baco,
7·Circulacao renal,
8·Circulacao intestinal,
3·Circulacao nos membros inferiores

b. Interior do Coracão


1. Atrio Direito
2. Valva Tricuspide
3. Ventriculo Direito (via de entrada)
4. Ventriculo Direito (via de saida)
5. Valva Pulmonar
6. Arteria Pulmonar
7. Atrio Esquerdo
8. Septo Interventricular
9. Ventriculo esquerdo
10. Valva Mitral
11. Aorta

3.2 - Pequena e grande circulacão
Grande circulacão: Traieto que o sangue rico em O
2
Iaz do coracão para o corpo representado
na Iigura abaixo pelo lado esquerdo.

Pequena circulacão:Traieto de retorno do sangue pobre em O
2
de volta ao coracão,
representado na Iigura pelo lado direito.

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4. Tipos de Colesterol
HDL
"COESTERO BOM" e um Iator de protecão contra doencas coronarias, quanto maior
seu hdl mais protecão, e determinado geneticamente e habitos de vida (sedentarismo,
tabagismo, obesidade) contribuem para sua diminuicão. D mal colesterol.

Dislipidemias
Lípides Desejáveis Limítrofes Aumentados
Colesterol total ·200 200-239 ~240
D-c ·130 130-159 ~160
HD-c ~35 - -
Triglicerideos ·200 ~200 -

4.1- Aterosclerose
Arterias saudaveis são Ilexiveis, Iortes e elasticas. Com o envelhecimento , suas arterias
tornam-se mais espessas e menos elasticas, e seu conteudo de calcio aumenta.




4.2 - Angina
Uma dor localizada no centro do peito, como um peso, um aperto, queimacão ou ainda
uma pressão. Algumas vezes ela pode irradiar-se para os bracos, pescoco, queixo e costas.
A dor aparece quando o suprimento para uma parte do coracão e insuIiciente.
Processo de oclusão da arteria pela Iormacão de um trombo(coagulo de sangue) sobre
uma placa de gordura (ateroma).


Atualmente, esta oclusão total da arteria coronaria (inIarto do miocardio) pode ser tratada
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com a desobstrucão por cateterismo e angioplastia coronaria, restaurando o Iluxo do sangue
para o musculo do coracão.
Ialta de ar, dor no peito, Ireqüentemente prolongada e não relacionada ao esIorco e
marcado por curtos ataques de Iorte dor. O diagnostico pode ser Ieito pelo exame medico e
conIirmado pelo ecocardiograma. O diagnostico e orientacão correta devem ser Ieitos para
sua tranqüilidade.


Capítulo 5

SISTEMA RESPIRATÓRIO

1- Conceito

Coniunto de orgãos tubulares e alveolares responsaveis pela respiracão: troca
gasosa-hematose- eIetuada entre o organismo e o meio ambiente.
Composicão do ar : 78 ° de nitrogênio, 21 ° de oxigênio, e 1° de outros gases.

Seguimentos respiratórios: Cavidade nasal, Iaringe, laringe, traqueia, brônquios,
bronquiolos e alveolos pulmonares onde e Ieita a hematose.


2 Anatomia

2.1 - Complexo respiratório da cabeca





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2.2- Pulmões



2.3 - hematose nos tecidos e pulmão





Capítulo 6
SISTEMA NERVOSO


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Sistema nervoso e a unidade Iisiologica animal, Iormada por um coniunto de celulas
especializadas denominadas neurônios, que se encarrega das Iuncões de coordenacão do
organismo e de sua relacão com o meio externo e com todos os elementos anatômicos que o
integram.
Nos vertebrados, o sistema nervoso se divide em central (cerebro e medula espinhal)
e periIerico (nervos cranianos e raquidianos, alem do sistema nervoso autônomo ou
vegetativo).

O sistema nervoso autônomo e uma unidade Iuncional complementar, constituida
pelos sistemas simpatico e parassimpatico, dos quais depende o equilibrio da vida orgânica.
A Iuncão do sistema nervoso nos animais superiores e complementada pela acão do sistema
endocrino, encarregado de regular a secrecão hormonal.

A massa enceIalica e recoberta por três membranas de protecão, as meninges, que
separam o cortex dos ossos cranianos. São elas a dura-mater (mais externa), aracnoide
(intermediaria) e pia-mater (mais interna)


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O bulbo Iaz a transicão entre o enceIalo e a medula. Nele se entrecruzam as Iibras
nervosas que atingirão o enceIalo, razão pela qual as Iuncões reguladoras do lado direito do
corpo são controladas pelo lobo cerebral esquerdo, e as correspondentes ao lado esquerdo,
pelo lobo direito.


Capítulo 7

1- Avaliacão da Cena (Cinemática do trauma)

Uma vitima, acometida de trauma ou problemas decorrentes de patologias clinicas, deve ser
avaliada segundo um criterio geral:
Cinematica do trauma;(Avaliacão da cena)
Relato de testemunhas;
Historico medico da vitima(Anamnese);
2- Avaliacão inicial. (Com estabilizacão da cervical em trauma)
Abordagem da vitima consiste em analisar o nivel de consciência e possiveis prioridades a
serem adotadas

Escala CIPE (AVDI) (ABCDE)
Critico- Parada respiratoria ou cardio-respiratoria.
Instável- paciente inconsciente, com choque descompensado, diIiculdade
respiratoria severa, com lesão grave de cabeca e/ou torax.
Potencialmente instável - paciente com choque compensado, portador de lesões
isoladas importantes.
Estável - portador de lesões menores e sinais vitais normais.

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2.1- Colocacão do colar cervical.

O Primeiro socorrista estabiliza a cervical sem Iazer hiperextensão, promovendo apenas o
alinhamento na posicão ortostatica, com leve tracão, ou com empurre mandibular para
pacientes inconscientes, enquanto o segundo providencia o colar cervical.



3- Avaliacão Dirigida

Etapa da avaliacão onde o socorrista realiza a aIericão e observacão da cor da pele do
paciente, da reacão pupilar, da respiracão, pulso, pressão arterial(se tiver o aparelho) e
temperatura relativa da pele do paciente e perIusão capilar.

Exame rápido: O exame rapido e realizado conIorme a queixa principal do
paciente ou em todo segmento corporal.

3.1 - Sinais : E a inIormacão obtida a partir da observacão da vitima. São detalhes
que você podera descobrir Iazendo o uso dos sentidos visão, tato, audicão e olIato
durante a avaliacão da vitima. Sinais comuns de lesão incluem sangramento,
inchaco (edema), aumento de sensibilidade ou deIormacão; ia os sinais mais
comuns de doencas são pele palida ou avermelhada, suor, temperatura elevada e
pulso rapido.

3.2 - Sintoma: E tudo aquilo que o socorrista não consegue identiIicar sozinho. O
paciente necessita contar sobre si mesmo.
Exemplos: dor abdominal, tontura, etc.
TEMPERATURA
O socorrista nessa etapa deve tocar a pele do paciente para obter indices de variacões
superIiciais, proximo as regiões de gânglios com a região posterior da mão, não utiliza o
termômetro, tais como:
Indices: Hipotermia. Normotemia. Hipertermia
PULSO
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O pulso e uma onda de sangue gerada pelo batimento cardiaco e propagada ao longo
das arterias. A Ireqüência comum de pulso em adultos e de 60 a 100 batimentos por minuto,
a Ireqüência de pulso nas criancas em geral e superior a 80 batimentos por minuto. O pulso
e palpavel em qualquer area onde uma arteria passe sobre uma proeminência ossea ou se
localize proxima a pele. As arterias, ou pontos de pulso mais comuns e superIicialmente
palpaveis são: Região temporal, carotideo, braquial, radial, ulnar, Iemural, popliteo, e
pedial.
As alteracões na Ireqüência e volume do pulso representam dados importantes no socorro
pre-hospitalar. Um pulso rapido, Iraco, geralmente e resultado de um estado de choque por
perda sangüinea. A ausência de pulso pode signiIicar um vaso sangüineo bloqueado ou
lesado, ou que o coracão parou de Iuncionar (parada cardiaca). A aIericão deve ser Ieita
adotando o criterio entendido como mais rapido ou mais preciso, conIorme interpretacão do
socorrista. Adota-se a contagem de 60 segundos, 30 segundos multiplicando o resultado
por 2, em 15 segundos multiplicando o resultado por 4, e em 6 segundos multiplicando o
resultado da contagem por 10. Vale salientar que o pulso veriIicado de Iorma precisa e o de
valor maior.
















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RESPIRACÄO
A respiracão normal e Iacil, sem esIorco e sem dor. A Ireqüência pode variar
bastante. Um adulto respira normalmente entre 12 a 20 vezes por minuto. Respiracão e
ventilacão signiIicam a mesma coisa, ou seia, o ato de inspirar e expirar o ar. Contar a
respiracão em 3 segundos e multiplicar o resultado por 8, geralmente se obtem um padrão
relativo de normalidade aproximado.
Ocasionalmente, pode-se Iazer deducões a partir do odor da respiracão, obviamente,
a pessoa intoxicada pode cheirar a alcool. No estado de choque observam-se respiracões
rapidas e superIiciais. Uma respiracão proIunda, diIicil e com esIorco pode indicar uma
obstrucão nas vias aereas, doenca cardiaca ou pulmonar.
Respiracão: Adulto: 12 a 20 vpm
Crianca:20 a 40 vpm
actentes: 40 a 60 vpm

Dispnéia- DiIiculdade para respiracão em qualquer posicão
Ortopnéia - DiIiculdade de respirar deitado Bradipnéia- Abaixo
Apnéia- Ausência de respiracão Taquipnéia Acima

PRESSÄO ARTERIAL
Valores normais:

Adulto:
Nível da Pressão Arterial Classificacão
< 120 sistólica e < 80 diastólica Ideal
< 130 sistólica e < 85 diastólica Normal
130~139 sistólica ou 86~89 diastólica Normal-alta
140~159 sistólica ou 90~99 diastólica Hipertensão Estágio 1
160~179 sistólica ou 100~109 diastólica Hipertensão Estágio 2
> 110 diastólica ou > 180 sistólica Hipertensão Estágio 3
Diastólica normal com sistólica > 140 Hipertensão Sistólica Isolada


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Crianca:

As pressões sistolica e diastolica presumiveis podem ser calculadas atraves das
seguintes equacões:

O $istolica: 80 mmHg ¹ 2 vezes a idade.
O iastolica: Ǡ da sistolica.

Dentro desses valores, consideramos a PA normal; se exceder a maxima, denominamos alta
(hipertensão) e ao contrario, se não atinge o nivel minimo, denominamos baixa
(hipotensão).
Em geral não se aIere PA em criancas com menos de 3 anos de idade. Nos casos de
hemorragias ou choque, a PA mantêm-se constante dentro de valores normais para no Iinal
desenvolver uma queda abrupta.
PUPILAS
As pupilas quando normais são do mesmo diâmetro e possuem contornos regulares.
Pupilas contraidas podem ser encontradas nas vitimas viciadas em drogas. As pupilas
indicam um estado de relaxamento ou inconsciência, geralmente tal dilatacão ocorre
rapidamente apos uma parada cardiaca.
As pupilas desiguais são geralmente encontradas nas vitimas com lesões de crânio ou
acidente vascular cerebral. Na morte, as pupilas estão totalmente dilatadas e não respondem
a luz. Reacão das pupilas quanto a luz.
Mioticas- pupilas contraidas / midriase Pupilas dilatadas
Anisocoricas- Irregulares.
COLORACÄO DA PELE
A cor da pele depende primariamente da presenca de sangue circulante nos vasos
sangüineos subcutâneos.
Uma pele palida, branca, indica circulacão insuIiciente e e vista nas vitimas em choque ou
com inIarto do miocardio. Uma cor azulada (cianose) e observada na insuIiciência cardiaca,
na obstrucão de vias aereas, e tambem em alguns casos de envenenamento. Podera haver
uma cor vermelha em certos estagios do envenenamento por monoxido de carbono (CO),
na insolacão, alergias e ou hipertensão arterial.
ESTADO DE CONSCIÊNCIA
Normalmente, uma pessoa esta alerta, orientada e responde aos estimulos verbais e Iisicos.
Qualquer alteracão deste estado pode ser indicativo de doenca ou trauma.
O estado de consciência e provavelmente o sinal isolado mais seguro na avaliacão do
sistema nervoso de uma pessoa. Uma vitima podera apresentar desde leve conIusão mental
26
por embriaguez, ate coma proIundo, como resultado de uma lesão craniana ou
envenenamento.
CAPACIDADE DE MOVIMENTACÄO
A incapacidade de uma pessoa consciente em se mover e conhecida como paralisia e pode
ser o resultado de uma doenca ou traumatismo.
A incapacidade de mover os membros superiores e inIeriores, apos um acidente, pode ser o
indicativo de uma lesão da medula espinhal, na altura do pescoco (coluna cervical). A
incapacidade de movimentar somente os membros inIeriores, pode indicar um lesão
medular abaixo do pescoco. A paralisia de um lado do corpo, incluindo a Iace, pode ocorrer
como resultado de uma hemorragia ou coagulo intra-enceIalico (acidente vascular
cerebral).
REACÄO A DOR
A reacão a dor somente deve ser utilizada para ver o nivel de consciência se o socorrista
dominar a Escala de Glasgow. Do contrario deve ser utilizada para detectar a perda do
movimento voluntario das extremidades, apos uma lesão, geralmente e acompanhada
tambem de perda da sensibilidade. Entretanto, ocasionalmente o movimento e mantido, e a
vitima se queixa apenas de perda da sensibilidade ou dormência nas extremidades. E
extremamente importante que este Iato seia reconhecido como um sinal de provavel lesão
da medula espinhal, de Iorma que a manipulacão do acidentado não agrave o trauma inicial.



4- Avaliacão ísica Detalhada. (exame secundário)

A avaliacão Iisica detalhada da cabeca aos pes deve ser realizada pelo socorrista em
cerca de 2 a 3 minutos. O exame completo não precisa ser realizado em todos os pacientes.
Ele pode ser realizado de Iorma limitada em pacientes que soIreram pequenos acidentes ou
que possuem emergências medicas evidentes.

1ome cuidado ao verificar sangramentos pelo método da luva suja, pode haver pontas,
cacos de vidro, pedras que furem seu EPI, expondo o socorrista e ou contaminando-o.

Ao realizar o exame padronizado da cabeca aos pes, o socorrista devera:
1) VeriIicar a cabeca (couro cabeludo) e região occipital, parietal e Irontal;
2) VeriIicar a Iace do paciente. Inspecionar Região orbital, zigomatico, vômer e nasal,
maxilar, mandibula e se ha otorragia,
3) VeriIicar a região posterior, anterior e lateral do pescoco (antes da aplicacão do colar
cervical);
4) Inspecionar o ombro(cintura escapular) bilateralmente distal / proximal;
5) Inspecionar as regiões anterior e lateral do torax, clavicula, esterno e costelas;
6) Inspecionar o abdômen em sete quadrantes separadamente;
7) Inspecionar as regiões anterior e lateral da pelve e a região genital;
8) Inspecionar as extremidades inIeriores (uma de cada vez). Pesquisar a presenca de
pulso distal, a capacidade de movimentacão (motricidade), a perIusão e a sensibilidade;
27
9) Inspecionar as extremidades superiores (uma de cada vez). Pesquisar a presenca de
pulso distal, a capacidade de movimentacão (motricidade), a perIusão e a sensibilidade;
10) Realizar o rolamento em monobloco e inspecionar a região dorsal.

5- Avaliacão Continuada
A avaliacão continuada e realizada durante o transporte do paciente, devendo o
socorrista reavaliar constantemente os sinais vitais e o aspecto geral do paciente.
INSTAVE: Reavaliar a cada 3 minutos.
POTENCIAMENTE INSTAVE e ESTAVE: Reavaliar a cada 15 minutos.

Capítulo 8 - AOGAMENTO E DESOBSTRUCÄO DE VIAS AÉREAS. PARADA
RESPIRATÓRIA E OU CARDIACA -


1 - Afogamento: Diverge da parada respiratoria apenas pela
imersão dos alveolos por liquido ou Iechamento de
glote(aIogamento a seco), em ambos os casos, a conduta deve
atentar para os mesmos procedimentos anteriores, porem com a
inclinacão do corpo num ângulo de 45º inclusive de torax e
lateralizacão da cabeca apos insuIlacões, evitando a regurgitacão.




2 - Obstrucão Das Vias Aéreas Por Corpo Estranho (OVACE)

Conceito de OVACE

E a obstrucão subita das VA superior causada por corpo estranho. A OVACE
em adulto geralmente ocorre durante a ingestão de alimentos e, em crianca, durante
a alimentacão ou recreacão (sugando obietos pequenos).

As causas de obstrucão de VA superiores podem incluir obstrucões:

- Pela língua: sua queda ou relaxamento pode bloquear a Iaringe.
- Pela epiglote: inspiracões sucessivas e Iorcadas podem provocar uma pressão
negativa que Iorcara a epiglote para baixo Iechando as VA.
- Por corpos estranhos: qualquer obieto, liquidos ou vômito, que venha a se
depositar na Iaringe.
- Por danos aos tecidos: perIuracões no pescoco, esmagamento da Iace, inspiracão
de ar quente, venenos e outros danos severos na região.
- Por patologias: inIeccões respiratorias, reacões alergicas e certas condicões
crônicas (asma), podem provocar espasmos musculares que obstruirão as VA.

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Manobras Para Desobstrucão em Adulto



Manobras Para Desobstrucão em Lactente










Golpes dorsais Compressões torácicas
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Seqüência dos três passos para resolucão:
1. Tentar localizar obieto e sua retirada;
2. Tapotagem;
3. Usar compressões de liberacão por pressão;
Em lactentes e criancas deve-se visualizar o corpo estranho antes de tentar removê-lo. Para
retirar o corpo estranho, utilize o dedo ou uma pinca.

3 - Parada respiratória:

E a cessacão dos movimentos respiratorios.
Buscar possiveis causas para o acontecido, (possivel corpo estranho).

Sinais Midriase, palidez, cianose de estremidades, perIusão lenta, sudorese.
Ausência de movimentos toraxicos e pulsacão, hipotensão, hipotermia.

valiacào: Determine a ausência de respiracão atraves do metodo VOS (Ver, Ouvir e
Sentir).

Para se avaliar a presenca ou ausência de respiracão espontânea:

- Coloque a orelha proximo a boca e nariz do paciente, enquanto mantem as vias aereas
pervias;
- Enquanto observa o torax do paciente:

Estes procedimentos de avaliacão devem levar apenas de 3 a 5 seg.

Respiracão Anormal

- Nenhum movimento toracico ou movimentos assimetricos.
- Não e possivel sentir ou ouvir o ar movimentando-se atraves do nariz ou boca.
- A respiracão e ruidosa ou oIegante.
- O ritmo da respiracão e irregular, ou taquipneica ou bradipneica.
- A respiracão e muito superIicial, muito proIunda e diIicil; ou ainda a respiracão e
Ieita com grande esIorco, especialmente em criancas e bebês.
- A pele do paciente Iica cianotica, acinzentada ou palida.
- O paciente esta obviamente se esIorcando para respirar, usando os musculos da
parte superior do torax, ao redor dos ombros, e os musculos do pescoco.
- Ha batimentos de asas do nariz, especialmente em criancas.

Em RCP considerar:
actente: 00 a 01 ano.
Crianca: 01 a 08 anos.
Adulto: acima de 08 anos.

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Reanimacão Pulmonar

A reanimacão pulmonar e todo esIorco para reanimar ou para restabelecer
artiIicialmente a Iuncão normal dos pulmões
O ar atmosIerico possui 21° de oxigênio. Dos 21° inalados, uns 5° são
utilizados pelo organismo e os 16° restantes são exalados, quantidade suIiciente
para suprir as necessidades da pessoa na vida diaria.
Quando uma pessoa encontra-se com deIiciência respiratoria, necessario se
Iaz a oIerta de uma concentracão maior de oxigênio para suprir esta ineIiciência.


Técnicas de Abertura das Vias Aéreas


Manobra de Inclinacão da Cabeca e Elevacão do Queixo

1. Colocar o paciente em decubito dorsal e posicionar-se ao seu lado, na altura dos
ombros.
2. Colocar uma das mãos na testa do paciente e estender sua cabeca para tras.
3. Colocar a ponta dos dedos, segundo e terceiro, da outra mão apoiados na mandibula
para levanta-la ate perceber uma resistência ao movimento.


'er, ouvir e sentir a respiração
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Manobra de Empurre Mandibular

1. Colocar o paciente em decubito dorsal e posicionar-se de ioelhos acima da arte superior
de sua cabeca.
2. Com os cotovelos na mesma superIicie que o paciente ou apoiados nas coxas, segurar
os ângulos da mandibula do paciente com os dedos segundo e terceiro.
3. Com os dedos posicionados, empurrar a mandibula para cima, mantendo a cabeca
estabilizada com a palma das mãos. Não elevar ou realizar rotacão da cabeca do
paciente, pois a proposta desta manobra e manter a via aerea aberta sem mover a cabeca
ou o pescoco.


Se você realizar uma abertura de VA, use a manobra correta:

O Em caso clínico: manobra de inclinacão da cabeca e elevacão do queixo.
O Em caso de trauma: manobra de empurre mandibular.

Técnicas para ventilacão artificial

Método boca-máscara:

1. Abra as VA empurrando a mandibula da vitima;
2. Posicione a mascara sobre a Iace da vitima, com o apice sobre a ponta do nariz e a base
entre os labios e o queixo;
3. Inspire e ventile atraves da abertura da mascara. Os dedos,terceiro, quarto e quinto de
cada mão seguram a mandibula da vitima em extensão, enquanto os primeiros dedos
são colocados sobre a parte superior da mascara e os indicadores na parte inIerior
acima do queixo. A pressão Iirme dos dedos mantem a mascara bem selada a Iace;
4. Retire a boca e deixe o ar sair livremente. O tempo de cada ventilacão e o mesmo
descrito na tecnica de boca a boca.

Método boca-a-boca:

1. Abra as vias aereas;
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2. Feche as narinas da vitima com seus dedos (segundo e primeiro);
3. Inspire o ar e coloque sua boca com Iirmeza sobre a boca da vitima e ventile lentamente
(1,5 a 2 segundos) seu ar para dentro dos pulmões da vitima;
4. Retire sua boca e deixe o ar sair livremente;
5. Repita a ventilacão artiIicial a cada 5 segundos (12 por minuto) no socorro de adultos, e
a cada 3 segundos (20 por minuto) no socorro de criancas.





Método boca-a-boca/nariz:

Utilizada em lactentes (bebês). A tecnica segue os mesmos passos da ventilacão de
boca a boca, incluindo no item 3 a colocacão da boca do socorrista sobre a boca e o nariz da
vitima e em seguida uma ventilacão bem lenta (1 a 1,5 segundos por ventilacão), repetindo
a ventilacão artiIicial a cada 3 segundos (20 por minuto).

4 - Parada Cardíaca
Cessacão dos movimentos respiratorios e da pulsacão.
Ocorre quando o coracão esta em assistolia ou em Iibrilacão.
Sinais - Mesmos da parada respiratoria, concomitantemente com o Ialta de
batimentos cardiacos.

valiacão: Detectar o pulso.

Para se detectar a presenca ou ausência de pulso carotídeo:

1. ocalize a cartilagem da tireoide e coloque a ponta dos dedos (indicador e medio) ao
lado deste ponto, mantendo a cabeca em posicão inclinada para tras (se não houver
suspeita de lesão na coluna cervical);
2. Deslize os dedos pelo espaco entre a traqueia e o musculo lateral do
pescoco(esternoclidomastoideo) mais proximo a você;
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3. Exerca pequena pressão neste ponto e sinta o pulso da arteria carotida (adulto e
crianca). Se não ha pulso, inicie as compressões toracicas.








Para se detectar a presenca ou ausência de pulso braquial:

ocalize o terco medio da parte interna do braco, entre o cotovelo e o ombro do lactente;
Com o polegar na Iace externa do braco, pressione com suavidade os dedos, indicador e
medio, contra o umero para sentir o pulso braquial. Se não ha pulso, inicie as
compressões toracicas.




A veriIicacão dos pulsos carotideo e braquial não deve
levar mais de 5 a 10 segundos.

Compressões torácicas

1. VeriIicar o pulso. Se o paciente não tiver pulso:
2. Encontre o ponto de compressões da RCP:
Adulto: dois dedos acima do processo xiIoide
Crianca: idem ao adulto
Lactente: um dedo abaixo da linha imaginaria entre os mamilos.

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3. Posicione corretamente suas mãos para as compressões:
- Adulto: coloque a base de sua mão, hipotênar (que esta proxima a cabeca do
paciente) no ponto de compressão da RCP. Sua outra mão deve ser sobreposta a
primeira, de modo que as bases das duas mãos Iiquem alinhadas uma sobre a
outra e seus dedos não devem tocar o torax do paciente. Seus dedos podem Iicar
estendidos ou entrelacados.
- Crianca: Iaca as compressões com a base de uma das mãos, posicionada sobre o
ponto de compressões da RCP.
- Lactente: Iaca as compressões com a ponta de dois dedos, posicionados sobre o
ponto de compressão da RCP.

4. Faca as compressões toracicas externas:
- Adulto: deslocamento de 3,5 a 5cm e Ireqüência de aproximadamente 100 por
minuto.
Crianca: deslocamento de 2,5 a 3,5cm e Ireqüência de no minimo 100 por minuto.
Lactente: deslocamento de 1,5 a 2,5cm e Ireqüência de no minimo 100 por minuto.

om dois socorristas
5. Faca as ventilacões:
- Adulto: 2 ventilacões a cada 30 compressões
- Crianca: 2 ventilacões a cada 15 compressões.
- Lactente: 1 ventilacões a cada 5 compressões.

5 ciclos de 30x2.

OU1R$ LI1ER1UR$
150 compressões sem insuIlacões
1 insuIlacão a cada 5 compressões no adulto
1 insuIlacão a cada 7 compressões no adulto
2 insuIlacões a cada 15 compressões no adulto

O obietivo e entender que o coracão bate num ciclo de 60 por minuto, então o que muda
são apenas a quantidade de ciclos que cada um ira exercer.

6. Reavalie o pulso apos 1 minuto de RCP.






35
Capitulo 9 - HEMORRAGIAS e CHOQUES

1- HEMORRAGIA- E o extravasamento de sangue para Iora dos vasos ou do
coracão podendo ser traumatico e ou patologico, exceto durante a menstruacão. As
hemorragias podem ser internas ou externas, espontâneas ou provocadas (nos Ierimentos),
suas causas podem encontrar-se tanto em lesões da parede vascular de natureza
inIlamatoria, traumatica ou tumoral.


1.1- Classificacão clínica

1.1.1- Hemorragia externa: Ocorrem devido a Ierimentos abertos.

Sinais e sintomas de hemorragias externas

O Agitacão;
O Palidez;
O Sudorese intensa;
O Pele Iria;
O Pulso acelerado (acima de 100 bpm);
O Hipotensão;
O Sede;
O Fraqueza.


1.1.2- Hemorragia interna: Geralmente não e visivel, porem e bastante
grave, pois pode provocar choque e levar a vitima a morte.

Sinais e sintomas de hemorragia interna

O Idênticos a hemorragia externa;
O Saida de sangue ou Iluidos pelo nariz e/ou pavilhão auditivo externo;
O Vômito ou tosse com presenca de sangue;
O Contusões;
O Rigidez ou espasmos dos musculos abdominais;
O Dor abdominal;
O Sangramento pelas genitalias.

1.2- Classificacão anatômica

- Arterial: Hemorragia que Iaz iorrar sangue pulsatil e de cor vermelho vivo;

- Venosa: Hemorragia onde o sangue sai lento e continuo, com cor vermelho escuro;

- Capilar: O sangue sai lentamente dos vasos menores, na cor similar ao sangue venoso.

1.3- Tipos de hemorragias

hepistaxe - Hemorragia nasal
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hemoptise - Hemorragia nos pulmões
hematêmase- Hemorragia do estômago;
Metrorragia - Hemorragia vaginal;
Melena - Hemorragia anal;
Otorragia- Sangramento na orelha interna

1.4- Técnicas utilizadas no controle das hemorragias

1. Pressão direta sobre o Ierimento;
2. Elevacão do membro;
3. Compressão dos pontos arteriais;

Em casos de amputacão traumatica, esmagamento de membro e hemorragia em vaso
arterial de grande calibre devemos empregar a combinacão das tecnicas de hemostasia.


1.5- Tratamento pré-hospitalar:

- Avalie nivel de consciência;
- Abra as VA estabilizando a coluna cervical;
- Monitore a respiracão e a circulacão;
- Exponha o local do Ierimento;
- EIetue hemostasia;
- AIrouxe roupas;
- Aqueca o paciente;
- Não dar nada de comer ou beber;
- Ministre oxigênio suplementar;
- Transporte o paciente imediatamente para o hospital;
- O TORNIQUETE; so sera usado em casos de amputacões e que o tempo resposta do
SOS seia superior a 15 minutos.


2 - CHOQUE HIPOVOLÊMICO

2.1 - Conceito

E uma reacão do organismo a uma condicão onde o sistema circulatorio não Iornece
circulacão suIiciente para cada parte vital do organismo.

2.2 -Causas

- Coracão: insuIiciência cardiaca: o coracão não consegue bombear suIiciente
quantidade de sangue. Se o coracão por algum motivo deixa de bombear sangue
adequadamente, ou se para de Iuncionar (parada cardiaca), o choque se desenvolvera de
imediato.

- Vasos sangüíneos: O sistema circulatorio deve obrigatoriamente ser um sistema
Iechado. Se os vasos (arterias, veias ou capilares) Iorem lesados e perderem muito
sangue, o paciente entrara em choque.

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- Volume de sangue circulante: Se houver uma diminuicão no volume de sangue
circulante ou se os vasos sangüineos por algum motivo dilatarem (aumentarem seu
diâmetro) impedindo que o sistema permaneca corretamente preenchido, o choque
novamente se desenvolvera.

2.3- Tipos de choque :

O choque pode ser classiIicado de varias Iormas porque existem mais de uma causa
para ele. O socorrista não necessita conhecer todas essas Iormas de choque, no entanto, e
Iundamental que ele entenda de que Iorma os pacientes podem desenvolver o choque .
2.3.1- Choque hemorrágico: e o choque causado pela perda de sangue e/ou pela
perda plasma. Ex.: Sangramentos graves ou queimaduras.
2.3.2- Choque cardiogênico: e o choque cardiaco. Este choque e causado pela Ialha
do coracão no bombeamento sanguineo para todas as partes vitais do corpo.
2.3.3- Choque neurogênico: e o choque do sistema nervoso, em outras palavras, a
vitima soIre um trauma o sistema nervoso não consegue controlar o calibre (diâmetro) dos
vasos sangüineos. O volume de sangue disponivel e insuIiciente para preencher todo o
espaco dos vasos sangüineos dilatados.
2.3.4- Choque anafilático: e o choque alergico. Desenvolve-se no caso de uma
pessoa entrar em contato com determinada substância da qual e extremamente alergica, por
exemplo, alimentos, medicamentos, substâncias inaladas ou em contato com a pele. O
choque anaIilatico e o resultado de uma reacão alergica severa e que ameaca a vida.
2.3.5- Choque metabólico: e o choque da perda de Iluidos corporais. Ex.: Vômito e
diarreia graves.
2.3.6- Choque psicogênico: e o choque do desIalecimento. Ocorre quando por
algum Iator, como, por exemplo, um Iorte estresse ou medo, produz no sistema nervoso
uma reacão e, conseqüentemente, uma vasodilatacão. O paciente soIre uma perda
temporaria da consciência, provocada pela reducão do sangue circulante no cerebro.
Tambem chamado de desmaio, o choque psicogênico e uma Iorma de auto protecão
utilizada para evitar um anoxia. Essa e uma Iorma mais leve de choque que não deve ser
conIundida com o choque neurogênico.
2.3.7- Choque séptico: e o choque da inIeccão. Microorganismos lancam
substâncias preiudiciais que provocam uma dilatacão dos vasos sangüineos. O volume de
sangue torna-se insuIiciente para preencher o sistema circulatorio dilatado. O choque
septico ocorre geralmente no ambiente hospitalar e, portanto, e pouco observado pelos
proIissionais socorristas que atuam no ambiente pre-hospitalar.
2.3.8- Choque respiratório: e o choque dos pulmões. Este choque e causado pela
baixa concentracão de oxigênio no sangue e ocorre devido a uma Ialha no processo
respiratorio, no entanto, desde que o sistema circulatorio esteia bombeando sangue para
todos os orgãos vitais, existindo uma boa perIusão, não podemos considerar esta como uma
Iorma verdadeira de choque.

2.4- Sinais e sintomas gerais do choque

O Agitacão e ansiedade;
O Respiracão rapida e superIicial;
O Pulso Rapido e Iraco (IiliIorme);
O Pele Iria e umida;
O Sudorese;
O Face palida e posteriormente cianotica;
38
O Olhos estaveis, sem brilho e pupilas dilatadas;
O Sede;
O Nausea e vômitos;
O Hipotensão.

2.5- Sinais e sintomas do choque anafilático:

O Prurido na pele.
O Sensacão de queimacão na pele.
O Edema generalizado.
O DiIiculdade respiratoria.
O Inconsciência.

2.6- Tratamento pré-hospitalar do estado de choque :

- Avalie nivel de consciência;
- Posicione a vítima deitada (decúbito dorsal);
- Abra as VA estabilizando a coluna cervical;
- Avalie a respiracão e a circulacão;
- EIetue hemostasia;
- AIrouxe roupas;
- Aqueca o paciente;
- Não dar nada de comer ou beber;
- Elevar os MMII (caso haja fraturas. elevar após posicioná-la sobre uma maca
rígida. exceto se houver suspeita de TCE).(Posicão Trendelemburg)
- Imobilize fraturas;
- Ministre oxigênio suplementar;
- Transporte o paciente imediatamente para o hospital





Posicão
Trendelemburg


Capítulo 10 - QUEIMADURAS e INTERMACÄO
E a lesão dos tecidos produzida por substância corrosiva ou irritante, pela acão do calor ou
emanacão radioativa. A gravidade de uma queimadura não se mede somente pelo grau da
lesão (superIicial ou proIunda), mas tambem pela extensão da area atingida.



39
1- Causas
Térmicas por calor (Iogo, vapores quentes, obietos quentes) e por Irio (obietos
congelados, gelo).
Químicas inclui varios causticos, tais como substâncias acidas e alcalis.
Elétricas materiais energizados e descargas atmosIericas.
Substâncias Radioativas materiais radioativos e raios ultravioletas (incluindo a luz
solar), etc.
1.1- CLASSIICACÄO DAS QUEIMADURAS
1º Grau:
esão das camadas superIiciais da pele, com:
Eritema (vermelhidão).
Dor local suportavel. Inchacão.
2º Grau:
esão das camadas mais proIundas da pele, com:
Eritema (vermelhidão).
Formacão de Flictenas (bolhas).
Inchacão.Edema
Dor e ardência locais, de intensidade variadas.
3º Grau:
esão de todas as camadas da pele, comprometendo os tecidos mais proIundos, podendo
ainda alcancar musculos e ossos.
Estas queimaduras se apresentam secas, esbranquicadas ou de aspecto carbonizadas.
Pouca ou nenhuma dor local.
Pele branca escura ou carbonizada.
Não ocorrem bolhas.
Queimaduras de 1º, 2º e 3º graus podem apresentar-se no mesmo acidentado. O risco de
vida (gravidade do caso) não esta no grau da queimadura, e sim, na EXTENSÃO da
superIicie atingida. QUANTO MAIOR A AREA QUEIMADA, MAIOR A GRAVIDADE
DO CASO.
1.2- AVALIACÄO DA ÁREA QUEIMADA
De acordo com sua extensão
De acordo com a extensão da queimadura, usamos percentagens atraves da regra dos
nove que permitem estimar a superIicie corporal total queimada (SCTQ). Neste caso,
analisamos somente o percentual da area corporea atingida pela lesão, sem considerar sua
proIundidade (seus graus).
40
A regra dos nove divide o corpo humano em doze regiões; onze delas equivalem a
9° cada uma, e a ultima (região genital) equivalem a 1°, conIorme segue:
Adulto Crianca/actente
Cabeca e pescoco 9° 18°
MMSS 9° cada 9° cada
Tronco anterior 18° 18°
Tronco posterior 18° 18°
MMII 18° cada 14° cada
Genitais 1° incluido nos MMII

TOTA 100° 100°


IMPORTANTE: Área corpórea para criancas:
Cabeca 18°Membros superiores 18°
Membros inIeriores 28°
Torax e abdomem (anterior) 18°
Torax e região lombar (posterior) 13°
Nadegas 5°
1.3- Gravidade das queimaduras

A gravidade de uma queimadura deve sempre considerar os seguintes aspectos:

O Grau da queimadura;
O Percentagem;
O ocalizacão da queimadura;
O Idade da vitima;
O EnIermidades anteriores da vitima.
41

1.3.1- Queimaduras Menores

São aquelas de 1º e 2º graus que aIetam uma pequena area do corpo, sem
comprometimento de areas criticas como; o sistema respiratorio, a Iace, as mãos e pes, os
genitais e as nadegas.

1.3.2- Queimaduras Maiores

Qualquer queimadura que envolva toda a area corporal ou areas criticas.

Exemplos:

Queimaduras complicadas por lesões no sistema respiratorio ou por outras lesões do tipo
Iraturas.
Queimaduras de 2º ou 3º graus na Iace, mãos, pes, genitais ou nadegas.
Queimaduras que atiniam todo o corpo.


1.4- Tratamento pré-hospitalar para cada caso

1.4.1-Queimaduras Menores (por causas termicas ou radiacão)

Expor o local da lesão e resIriar a area queimada com agua Iria ou usar agua corrente por
varios minutos para resIriar o local. O melhor e submergir a area queimada;
Cobrir o Ierimento com um curativo umido solto (esteril);
Retirar aneis, braceletes, cintos de couro, sapatos, etc;
Conduzir a vitima e transmitir calma.

1.4.2- Queimaduras Maiores (causas termicas ou por irradiacão)

Inicialmente deter o processo da lesão (se Ior Iogo na roupa, usar a tecnica do PARE,
DEITE e ROE);
Avaliar a vitima e manter as VA permeaveis, observando a Ireqüência e qualidade da
respiracão;
Não se deve retirar os tecidos aderidos a pele, deve-se apenas recortar as partes soltas sobre
as areas queimadas;
Cobrir toda a area queimada;
Usar curativo esteril;
Não obstruir a boca e o nariz;
Não aplicar nenhum creme ou pomada;
Providenciar cuidados especiais para queimaduras nos olhos, cobrindo-os com curativo
esteril umido;
Cuidado para não iuntar dedos queimados sem separa-los com curativos estereis;
Prevenir o choque e transportar.

1.4.3- Queimaduras Químicas

impe e remova substâncias quimicas da pele do paciente e das roupas antes de iniciar a
lavacão;
42
ave o local queimado com agua limpa corrente por no minimo 15 minutos. Usar EPIs
apropriados;
Cubra com curativo esteril toda a area de lesão;
Previna o choque e transporte;
Se possivel, conduza amostra da substância em involucro plastico;
Se a lesão Ior nos olhos, lave-os bem (minimo 15 minutos) com agua corrente e depois
cobrir com curativo umido esteril. Volte a umedecer o curativo a cada 5 minutos.

1.4.4- Queimaduras Elétricas

Os problemas mais graves produzidos por uma descarga eletrica são: parada
respiratoria ou cardio-respiratoria, dano no SNC e lesões em orgãos internos.

Reconheca a cena e acione, se necessario, a companhia energetica local;
Realize a avaliacão inicial e se necessario iniciar manobras de reanimacão;
IdentiIique o local das queimaduras (no minimo dois pontos: um de entrada e um de saida
da Ionte de energia);
Aplique curativo esteril sobre as areas queimadas;
Previna o choque e conduzir com monitoramento constante ao hospital.
IMPORTANTE: Nas queimaduras por CA SODADA (soda caustica),devemos limpar as
areas atingidas com uma toalha ou pano antes da lavagem, pois o contato destas substância
com a agua cria uma reacão quimica que produz enorme quantidade de calor.
2-INTERMACÄO
Perturbacão do organismo causada por excessivo calor em locais umido e não areiados.
2.1- COMO PROCEDER
Remova a vitima para um lugar Iresco e areiado, aIrouxe as vestes da vitima. Mantenha o
acidentado deitado com a cabeca mais baixa que o resto do corpo.

Capítulo 11 - LUXACÔES - ENTORSES - RATURAS
1- Luxacão: E o desalinhamento das extremidades osseas de uma articulacão
Iazendo com que as superIicies articulares percam o contato entre si.

1.1- Sinais e sintomas da luxacão
Deformidade: mais acentuada na articulacão luxada;
Edema(inchaco);
Eritema;(vermelhidão);
Dor: aumenta se a vitima tenta movimentar a articulacão;
Impotência Funcional: perda completa ou quase total dos movimentos articulares.
COMO PROCEDER
43
Mantenha a vitima em repouso e evite movimentar a região lesada.
Imobilize o local usando tabua, papelão, iornal ou revistas dobradas, travesseiro, manta e
tiras de pano. Proteia a região lesada usando algodão ou pano, aIim de evitar danos a pele.
Faca a imobilizacão de modo que o aparelho atinia as duas articulacões proximas a lesão
Importante: Não tente colocar o osso no lugar.
2- Entorse: E a torcão ou distensão brusca de uma articulacão, alem de seu grau
normal de amplitude.

2.1 - Sinais e sintomas de entorses

São similares a das Iraturas e luxacões. Sendo que nas entorses os ligamentos geralmente
soIrem ruptura ou estiramento, provocados pelo movimento brusco.

3 - RATURAS
Ruptura total ou parcial de um osso.
3.1- Classes de fraturas

echada (simples): A pele não Ioi perIurada pelas extremidades osseas;
Aberta (exposta): O osso se quebra, atravessando a pele, ou existe uma
Ierida associada que se estende desde o osso Iraturado ate a pele.

3.2- Sinais e sintomas de fraturas

O Deformidade: a Iratura produz uma posicão anormal ou angulacão num local que
não possui articulacões.
O Sensibilidade: geralmente o local da Iratura esta muito sensivel a dor;
O Crepitacão: se a vitima se move podemos escutar um som aspero, produzido pelo
atrito das extremidades Iraturadas. Não pesquisar este sinal intencionalmente,
porque aumeta a dor e pode provocar lesões;
O Edema e alteracão de coloracão: quase sempre a Iratura e acompanhada de um
certo inchaco provocado pelo liquido entre os tecidos e as hemorragias. A alteracão
de cor podera demorar varias horas para aparecer;
O Impotência funcional: perda total ou parcial dos movimentos das extremidades. A
vitima geralmente protege o local Iraturado, não pode mover-se ou o Iaz com
diIiculdade e dor intensa;
O ragmentos expostos: numa Iratura aberta, os Iragmentos osseos podem se proietar
atraves da pele ou serem vistos no Iundo do Ierimento.
IMPORTANTE: Toda a vitima com traumatismo de crânio NECESSITA de assistência
medica IMEDIATA. NÃO PERCA TEMPO
Razões para a imobilizacão provisória
44

Evitar a dor;
Prevenir ou minimizar: lesões Iuturas de musculos, nervos e vasos sangüineos;
Manter a perIusão no membro;
Auxiliar a hemostasia.

Tratamento pré-hospitalar (regras gerais de imobilizacão):

1. InIormar o que planeia Iazer;
2. Expor o local. As roupas devem ser cortadas e removidas sempre que houver suspeita
de Iratura, entorse ou luxacão;
3. Controlar hemorragias e cobrir Ieridas. Não empurrar Iragmentos osseos para dentro do
Ierimento, nem tentar removê-los. Usar curativos estereis;
4. Observar o pulso distal, a mobilidade, a sensibilidade e a perIusão;
5. Reunir e preparar todo o material de imobilizacão (usar se possivel, talas acolchoadas);
6. Imobilizar. Usar tensão suave para que o local Iraturado possa ser colocado na tala.
Movimentar o minimo possivel. Imobilizar todo o osso Iraturado, uma articulacão
acima e abaixo. Advertir que em alguns casos, a extremidade deve ser imobilizada na
posicão encontrada;
7. Revisar a presenca de pulso e a Iuncão nervosa. Assegurar-se que a imobilizacão esta
adequada e não restringe a circulacão;
8. Prevenir ou tratar o choque.
Capítulo 12 - Traumatismos
1- Traumatismo Crânio-Encefálico

raturas de Crânio

As Iraturas de crânio são comuns nas vitimas de acidentes que receberam impacto na
cabeca. A gravidade da lesão depende do dano provocado no cerebro.
São mais Ireqüentes lesões cerebrais, nos traumatismos sem Iratura de crânio.
As Iraturas poderão ser abertas ou Iechadas.

1.1- Lesões encefálicas

Concussão

Ocorre dentro da caixa craniana, e a desaceleracão do enceIalo contra suas camadas,
podendo haver uma concussão enceIalica. Não existe um acordo geral sobre a deIinicão de
concussão exceto que esta envolve a perda temporaria de alguma ou de toda a capacidade
da Iuncão enceIalica. Pode não haver lesão enceIalica demonstravel. O paciente que soIre
uma concussão pode se tornar completamente inconsciente e incapaz de respirar em curto
periodo de tempo, ou Iicar apenas conIuso. Em geral o estado de concussão e bastante curto
e não deve existir quando o socorrista chegar ao local do acidente.

O Se o paciente não consegue se lembrar dos eventos ocorridos antes da lesão
(amnesia), existe uma concussão mais grave.



45
Contusão

Ocorre do meio externo conta o crânio ou tecidos. O enceIalo pode soIrer uma
contusão quando qualquer obieto bate com Iorca no crânio. A contusão indica a presenca de
sangramento a partir de vasos lesados.
Quando existe uma contusão enceIalica, o paciente pode perder a consciência.


1.2- Sinais e sintomas do trauma crânio-encefálico (TCE)

CeIaleia e/ou dor no local da lesão.
Nauseas e vômitos.
Alteracões da visão.
Alteracão do nivel de consciência podendo chegar a inscosciência.
Ferimento ou hematoma no couro cabeludo.
DeIormidade do crânio (depressão ou abaulamento).
Pupilas desiguais (anisocoria).
Sangramento observado atraves do nariz ou orelhas.
iquido claro (liquor) que Ilui pelas orelhas ou nariz.
Alteracão dos sinais vitais.
Postura de decorticacão ou descerebracão.


O Nunca tentar remover obietos transIixados na cabeca.

O Não se deve conter sangramento ou impedir a saida de liquor pelo nariz ou orelhas
nos traumatismos crânio-enceIalicos (TCE). Podera ocorrer aumento na pressão
intracraniana ou inIeccão no enceIalo.


2- TRAUMATISMOS RAQUI MEDULAR (TRM)

São aqueles onde ocorre o comprometimento da estrutura ossea (vertebras) e
medula espinhal. Os danos causados por traumas nessas estruturas, poderão ocasionar
lesões permanentes, se a região atingida Ior a cervical podera comprometer a respiracão,
levar a paralisia ou ate mesmo a morte.

3.1- Sinais e Sintomas

Dor regional (pescoco, dorso, região lombar);
Perda da sensibilidade tatil nos membros superiores e inIeriores;
Perda da capacidade de movimentacão dos membros (paralisia);
Sensacão de Iormigamento nas extremidades;
DeIormidade em topograIia da coluna;
esões na cabeca, hematomas nos ombros, escapula ou região dorsal do paciente;
Perda do controle urinario ou Iecal;
DiIiculdade respiratoria com pouco ou nenhum movimento toracico;
Priapismo

3.1.1- Complicacões
46

O Paralisia dos musculos do torax (respiratorios). A respiracão Iica sendo Ieita
exclusivamente pelo diaIragma.
O A lesão medular provoca dilatacão dos vasos sangüineos, podendo se instalar o
choque (neurogênico).
O Paraplegia tetraplegia hemiplegia .

Obs: Devem ser tratados da mesma forma: Imobilizacão da cervical.

4- TRAUMATISMOS NO TÓRAX

4.1- Sinais e Sintomas

Dependendo da extensão, presenca de lesões associadas (Iratura de esterno, costelas e
vertebras) e comprometimento pulmonar e/ou dos grandes vasos, o paciente podera
apresentar:

Aumento da sensibilidade ou dor no local da Iratura que se agrava com os movimentos
respiratorios;
Respiracão superIicial (diIiculdade de respirar, apresentando movimentos respiratorios
curtos);
Eliminacão de tosse como sangue;
Cianose nos labios, pontas dos dedos e unhas;
Postura caracteristica: o paciente Iica inclinado sobre o lado da lesão, com a mão ou o
braco sobre a região lesada. Imovel;
Sinais de choque (pulso rapido e PA baixa).

4.2- ratura de Costelas

4.2.1- Sinais e Sintomas

O Dor na região da Iratura;
O Dor a respiracão, movimentos respiratorios curtos.
O Crepitacão a palpacão.

4.2.2- Tratamento pré-hospitalar

1. A Iratura de uma so costela não deve ser imobilizada com Iita adesiva.
2. Imobilizar com o braco da vitima sobre o local da lesão.
3. Usar bandagens triangulares como tipoia e outras para Iixar o braco no torax.

O Não use esparadrapo para imobilizar costelas Iraturadas.

4.3- Tórax Instável

Ocorre quando duas ou mais costelas estão quebradas em dois pontos. Provoca a
respiracão paradoxal. O segmento comprometido se movimenta, paradoxalmente, ao
contrario do restante da caixa toracica durante a inspiracão e a expiracão. Enquanto o torax
47
se expande o segmento comprometido se retrai e quando a caixa toracica se contrai o
segmento se eleva.

4.3.1-Tratamento pré-hospitalar
1. Estabilize o segmento instavel que se move paradoxalmente durante as respiracões;
2. Use almoIadas pequenas ou compressas dobradas presas com Iita adesiva larga;
3. O torax não devera ser totalmente enIaixado;
4. Transporte o paciente deitado sobre a lesão ou na posicão que mais lhe Ior
conIortavel;
5. Ministre oxigênio suplementar.

4.4- erimentos Penetrantes
São os traumas abertos de torax, geralmente provocados por obietos que não se
encontram cravados, assim como lesões provocadas por armas brancas, de Iogo ou lesões
ocorridas nos acidentes de trânsito, etc. Pelo Ierimento e possivel perceber o ar entrando e
saindo pelo oriIicio.

4.4.1- Tratamento pré-hospitalar
1. Tampone o local do Ierimento usando a propria mão protegida por luvas no
momento da expiracão;
2. Faca um curativo oclusivo com plastico ou papel aluminizado (curativo de três
pontas), a oclusão completa do Ierimento pode provocar um pneumotorax
hipertensivo grave;
3. Conduza com urgência para um hospital e ministrar O2 (ver protocolo local).


2-Classificacão dos erimentos


Tipos de erimentos

Existem diIerentes tipos de Ierimentos abertos em partes moles, os mais comuns são:
Abrasões ou Escoriacões;
acerantes ou aceracões:
Contusos
Cortantes;
PerIurantes ou Penetrantes;



Capítulo 14 - Emergências Clínicas


Estado critico provocado por uma ampla variedade de doencas cuia causa não inclui
violência sobre a vitima.

O Se uma vitima sente-se mal ou apresenta sinais vitais atipicos, assuma que
esta tem uma emergência clinica.

1 - Símcope ou Lipotmia -
48
e o pre-desmaio Iase que antecede o desmaio
1.1- Sinais e sintomas
O Vertigens;
O Pele palida e ou Iria;
O Suor;
O PerIusão lenta;
O Hipotensão;
O Taquicardia
1.2- Tratamento
Iazer exame inicial(ou primario) observando:
T. P. R. PA. AP. C. CP.
Posicão Trendelemburg

2- Convulsão

Contracão muscular brusca e involuntaria e comum o paciente morder a lingua,
apresentar diIiculdade respiratoria, chegando, algumas vezes, a cianose.
Apos a crise o paciente permanece em estupor durante 1 minuto ou mais, Iicando
muito Iatigada e adormecida horas depois.

2.1- CAUSAS:
O Intoxicacão;
O Doencas neurologicas;
O Traumatismo crânio-enceIalico;
O Hipertermia
Ocorrem somente em algumas criancas menores de 5 anos,
desencadeadas durante hipertermias. E rara entre 2 a 6 meses e não ocorre
abaixo dos 2 meses.
Baixe a temperatura com banhos ou aplicacão de compressas Irias e
transporte para o hospital.
O Doencas inIecciosas (meningite, tetano)
O Epilepsia

Sinais e Sintomas de uma Crise Convulsiva:

1. Perda da consciência. A vitima podera cair e machucar-se;
2. Rigidez do corpo, especialmente do pescoco e extremidades. Outras vezes,
desenvolve um quadro de tremores de diversas amplitudes;
3. Pode ocorrer cianose ou ate parada respiratoria. Em algumas ocasiões, ha perda do
controle dos esIincteres urinario e anal;
4. Depois das convulsões, o paciente recupera seu estado de consciência lentamente.
Pode Iicar conIuso por um certo tempo e ter amnesia do episodio.


TRATAMENTO PRÉ-HOSPITALAR DAS CONVULSÔES:

O Não introduzir nada na boca do paciente.
1. Posicione o paciente no piso ou em uma maca. Evite que se machuque com golpes em
obietos dispostos ao seu redor.
49
2. AIrouxe bem as roupas apertadas.
3. Proteia a cabeca do paciente.
4. Monitore a respiracão e administre oxigênio suplementar.
5. Depois da crise, proteia a privacidade do paciente e explique-o que devera receber
auxilio medico.
6. não segure membros inIeriores ou superiores;
7. Posicão lateral de seguranca.

3- ABDÔMEN AGUDO:

Dor abdominal subita e intensa, desconIorto abdominal relacionado a varias
condicões clinicas ou problemas especiIicos do abdômen.

3.1- Causas:
O Apendicite;
O lceras;
O Doenca hepatica;
O Obstrucão intestinal;
O InIlamacão da vesicula;
O Problemas ginecologicos.

3.2- Sinais e sintomas do abdome agudo:
O Dor abdominal;
O Dor retro-abdominal (nas costas);
O Nauseas e vômitos;
O Ansiedade;
O Pulso rapido ( taquicardia ).

3.3- Tratamento Pré-Hospitalar:
1. Não dê nada por via oral.
2. Mantenha as vias aereas abertas e previna-se para ocorrência de vômito.
3. Previna o estado de choque.
4. Mantenha o paciente em repouso na posicão em que melhor se adapte.
5. Promova suporte emocional.


4- Emergências Clínicas Cardiovasculares


4.1-Infarto Agudo do Miocárdio:

Quando uma area do musculo cardiaco e privada de Iluxo sanguineo e Oxigênio por
um periodo prolongado (geralmente, mais de 20 ou 30 minutos) e o musculo comeca a
morrer.


4.1.1- Sinais e Sintomas:
O Dor ou sensacão de opressão no peito podendo irradiar-se para bracos e mandibula,
com duracão superior a 30 minutos;
50
O Nauseas;
O DiIiculdade respiratoria;
O Sudorese;
O Fraqueza;
O Parada cardiaca.
Se qualquer um destes sinais ou sintomas estiver presente, assuma que o paciente esta
soIrendo um IAM.

4.1.2- Tratamento pré-hospitalar:
1. Coloque a vitima em posicão de repouso que permita uma respiracão mais conIortavel.
Muitos se sentem mais conIortaveis na posicão semi-sentada.
2. Administre oxigênio suplementar.
3. AIrouxe roupas apertadas.
4. Mantenha temperatura corporal (normal 36,5 a 37,0º C).
5. Monitore os sinais vitais.
6. Promova suporte emocional.
7. Transporte o paciente.

Quando uma area do musculo cardiaco e parcialmente privada de suprimento
sangüineo, esta ocorrendo uma ANGINA DE PEITO, onde os sinais, sintomas e
tratamento pre-hospitalar são os mesmos apresentados em um IAM.
A dor e produzida ou agravada pelo exercicio, e aliviada pelo repouso
(aproximadamente apos 10 minutos) ou medicamentos.
O paciente consciente de sua condicão, geralmente toma medicamento para aliviar a
dor. O socorrista deve orienta-lo a tomar a medicacão conIorme prescricão medica.


4.2- Insuficiência Cardíaca Congestiva

Circulacão insuIiciente por Ialha no bombeamento do coracão. Quando o coracão
não bombeia eIetivamente, o sangue procedente dos pulmões pode acumular-se na
circulacão pulmonar, isto produz saida de liquidos dos vasos sangüineos. Este liquido
ocupa os alveolos, diIicultando a troca de ar.

8.2.1-Sinais e Sintomas:

O Respiracão oIegante e ruidosa, insuIiciência respiratoria;
O Ansiedade e agitacão;
O Edema no tornozelo;
O Edema no abdômen;
O Veias do pescoco distendidas;
O Cianose;
O O paciente insiste em Iicar sentado ou de pe.

Na insuIiciência cardiaca não e Ireqüente que a vitima apresente dor toracica.

4.2.2- Tratamento pré-hospitalar:

1. Mantenha as vias aereas permeaveis.
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2. Mantenha o paciente em posicão de repouso, de modo a permitir uma respiracão mais
conIortavel.
3. Administre oxigênio suplementar.
4. Promova suporte emocional.
6. Transporte o paciente.

4.3- Hipertensão

E uma condicão na qual a pressão arterial encontra-se acima dos niveis
considerados saudaveis a pessoa. A hipertensão e uma doenca que impõe uma sobrecarga
as Iuncões do sistema cardiovascular.
A maior incidência da hipertensão e veriIicada entre mulheres da raca negra,
Iumantes, na Iaixa etaria entre 30 e 50 anos.
Embora a incidência seia mais elevada no sexo Ieminino, a tolerância nas
mulheres e maior que nos homens.

Valores normais:
O Diástole: 60 a 90mmHg
O Sístole: 100 a 150mmHg

4.3.1- Sinais e Sintomas

O CeIaleia;
O Nauseas;
O Ansiedade;
O umbido na orelha interna;
O Alteracão visual;
O Hemorragia nasal;
O Formigamento na Iace e extremidades.

4.3.2- Tratamento pré-hospitalar
1. Mantenha a via aerea permeavel.
2. Coloque o paciente em posicão sentada ou semi-sentada.
3. Mantenha o paciente em repouso.
4. Promova o suporte emocional.
5. Oriente para que tome a medicacão habitual.

4.4- Hipotensão arterial

Disturbio clinico em que a Iorca ou pressão exercida pelo sangue contra as paredes
dos vasos sangüineos Iica aquem do padrão estabelecido como normal.

4.4.1- sinais e sintomas
O ipotimia;
O Nausea;
O Sudorese;
O PerIusão lenta;
O Taquicardia;
O Palidez;
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O Boca seca;
O Sede.

4.4.2- Tratamento pré-hospitalar
1. Mantenha a via aerea permeavel.
2. Coloque o paciente em posicão trendelemburg.
3. Mantenha o paciente em repouso.
2. Promova o suporte emocional.
3. levante anamnese, para possivel diagnostico

5- Acidente Vascular Encefálico (AVE)
Dano do tecido enceIalico produzido por Ialha na irrigacão sangüinea.

5.1- Causas:

1. Isquemia:

O Causada quando um trombo ou êmbolo obstrui uma arteria enceIalica,
impedindo que o sangue oxigenado nutra a porcão correspondente do enceIalo.

2. Hemorragia:

O Causada quando uma arteria rompe-se deixando a area do enceIalo sem nutricão.
O sangue que sai do vaso rompido aumenta a pressão intracraniana pressionando
o enceIalo e interIerindo em suas Iuncões.

5.1.1- Sinais e Sintomas

Variam muito dependendo da localizacão do dano, incluem:

O CeIaleia, que pode ser o unico sintoma;
O Alteracão no nivel de consciência;
O Formigamento ou paralisia das extremidades e/ou Iace;
O DiIiculdade para Ialar e/ou respirar;
O Alteracão visual;
O Convulsão;
O Pupilas desiguais;
O Perda do controle urinario ou intestinal.
O Hipertensão


O risco de um AVE aumenta com a idade.


5.1.2- Escala pré-hospitalar para AVE de Cincinnati

Muitos sinais de AVE podem ser vagos ou ignorados pelo paciente, como socorrista
você podera identiIicar um AVE, atraves da Escala pre-hospitalar para AVE de Cincinnati,
que consiste na avaliacão de três sinais Iisicos importantes.
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5.1.2.1- Queda acial

Este sinal Iica mais evidente quando o socorrista pede para o paciente sorrir ou
mostrar os dentes. Se um dos lados da Iace estiver caido ou não se mover tão bem quanto o
outro.(Garatuia)



5.1.2.2- Debilidade nos bracos

Isto se torna muito evidente, se o paciente estender os bracos para Irente por 10
segundos, com os olhos Iechados. Se um braco pender para baixo ou não puder se
movimentar, isto pode indicar um AVE.





5.1.2.3- ala anormal.

Quando o paciente pronuncia Irases ininteligiveis; e incapaz de Ialar ou a Iala sai
arrastada.
Peca para que o paciente diga 'o rato roeu a roupa do rei de Roma¨, ou outra Irase
similar.(AIasia)



6- Insuficiências Respiratórias:

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São aquelas que reIerem a problemas respiratorios, cuia maniIestacão principal e a
dispneia.

6.1- Dispnéia: DiIiculdade para respirar. Caracteriza-se por respiracões superIiciais
e rapidas, sensacão de Ialta de ar, podendo causar cianose.

6.1.1- Sinais e sintomas:

O Sons atipicos durante a respiracão (estertores, sibilos, roncos);
O Pulso alterado;
O Cianose;
O Agitacão;
O Tosse;
O Respiracão alterada.

6.1.2- Causas Mais reqüentes

O Doenca pulmonar obstrutiva crônica (DPOC):
Constitui importante grupo de doencas crônicas, compreendendo a
asma brônquica, bronquite crônica e o enIisema pulmonar. Caracteriza-se
por uma diIiculdade respiratoria e troca insuIiciente de O e CO nos
pulmões. Embora seia uma enIermidade crônica, pode apresentar-se de
Iorma aguda.
O Asma brônquica;
O Bronquite;
O Enfisema.


7- Hiperglicemia
Acumula-se no sangue um excesso de glicose, que pode gradualmente ocasionar o
coma diabetico (hiperglicemia).
Sinais e Sintomas:

O Sede;
O DiIiculdade respiratoria;
O Pulso rapido e Iraco;
O Halito cetônico;
O Pele quente e seca (desidratada);
O Astenia;
O Alteracão do nivel de consciência. (Pode levar ao coma não pela elevacão no nivel
de glicose no sangue, mas pela acidez).

Tratamento Pré-Hospitalar:
1. Mantenha o paciente repouso.

8- Hipoglicemia
Rapidamente esgota-se a glicose do sangue, ocorrendo o comprometimento do sistema
nervoso central, que utilizam como Ionte de energia, quase exclusiva a glicose, podendo
conduzir ao choque insulinico. (hipoglicemia)
55

Sinais e Sintomas: (hipoglicemia)

O Respiracão normal ou superIicial;
O Pele palida e umida, Ireqüentemente sudorese Iria;
O Pulso rapido e Iorte;
O Halito sem odor caracteristico;
O CeIaleia e nauseas;
O Desmaio, convulsões, desorientacão ou coma.

Tratamento Pré-Hospitalar:
1. Mantenha o paciente em repouso.
2. Mantenha vias aereas abertas e Iique prevenido para ocorrências de vômito.
3. Se o paciente estiver consciente, dê acucar ou liquido acucarado, mas se não estiver
totalmente consciente, não dê nada por via oral.
4. Previna o choque.
5. Transporte o paciente.



Capítulo 15 - Gravidez e parto

1- ANATOMIA DA MULHER GRÁVIDA


eto:
Ser que esta se desenvolvendo e crescendo dentro do utero, apos a 8ª semana de
gestacão.
Utero:
CÉRVÌCE
EXÌGA
RETO

VAGÌNA
TERO
FETO
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Orgão muscular que se contrai durante o trabalho de parto, expulsando o Ieto.
Colo uterino:
Extremidade inIerior do utero, que se dilata permitindo que o Ieto entre na vagina.
Vagina:
Canal por onde o Ieto e conduzido para o nascimento.
Saco amniótico:
Membrana que se Iorma no interior do utero e envolve o Ieto e o liquido amniotico.
Líquido amniótico:
iquido presente no saco amniotico, com a Iuncão de manter a temperatura do Ieto e
protegê-lo de impactos. Sua cor normal e clara, quando esta ocorrendo o soIrimento Ietal
este liquido torna-se esverdeado, pela presenca do mecônio.

Mecônio:
Primeira materia Iecal do recem-nascido, e indicativo de soIrimento Ietal.
Placenta:
Orgão Iormado durante a gravidez constituida por tecido materno e do concepto,
permitindo a troca de nutrientes entre a mãe e Ieto. Normalmente expelida ao Iinal do
trabalho de parto. Pesa aproximadamente 500g, na gravidez a termo.
Cordão umbilical:
Estrutura constituida por vasos sanguineos atraves da qual o Ieto se une a placenta,
seu comprimento e em media 55cm.
Parto:
Expulsão do Ieto viavel atraves das vias genitais ou a extracão do Ieto por meios
cirurgicos.
Aborto:
Feto com menos de 500g ou com menos de 20 semanas de gestacão.
Pré-maturo:
ate 37 semanas de gestacão ou pesando menos de 2.500g
A termo:
de 38 a 41 semanas de gestacão.
Pós-maturo:
Apartir de 42 semanas de gestacão.


2- ASES DO TRABALHO DE PARTO

2.1- Primeira ase (Dilatacão)

Tem inicio com as contracões e termina no momento em que o Ieto entra no canal de parto.


2.2- Segunda ase (Expulsão)

A partir do momento em que o Ieto esta no canal de parto ate o nascimento do bebê.
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2.3- Terceira ase (Dequitacão)

Apos o nascimento do bebê ate a completa expulsão da placenta (10 a 20 minutos).




3- SINAIS E SINTOMAS INDICATIVOS DE EXPULSÄO PRÓXIMA

1. Sangramento ou presenca de secrecões pelo rompimento do saco amniotico;
2. reqüência das contracões, abaixo de 5 minutos com duracão de 30 segundos a 50
segundos;
3. Abaulamento da vulva;
4. Apresentacão da cabeca do Ieto;
5. Necessidade Ireqüente de urinar e/ou deIecar.

Antes de eIetuar qualquer procedimento, o socorrista devera realizar uma entrevista com a
parturiente, extraindo o maior numero de dados possiveis.

4- ENTREVISTA:

1. Perguntar o nome e idade da mãe;
2. Perguntar se realizou o exame pré-natal;
3. Perguntar se e o primeiro filho (se Ior primipara, o trabalho de parto demorara cerca de
16 horas. O tempo de trabalho de parto sera mais curto a cada parto subsequente);
4. Perguntar se ha indicacão de parto gemelar (multiplo).
5. Perguntar a que horas iniciaram-se as contracões (checar e anotar);
6. Perguntar se ia houve a ruptura do saco amniótico;(Bolsa Rota)
7. Perguntar se sente vontade de defecar e/ou urinar.
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Se apos a entrevista o socorrista avaliar que o parto não e iminente, devera proceder o
transporte da parturiente.


5- CONDUTAS DO SOCORRISTA PARA O PARTO DE EMERGÊNCIA:

1. Assegure a privacidade da parturiente, escolha um local apropriado;
2. Explique a mãe o que Iara e como ira Iazê-lo. Procure tranqüiliza-la inIormando que o
que esta acontecendo e normal. Peca para que apos cada contracão relaxe, pois isto
Iacilitara o nascimento;
3. Posicione a parturiente para o parto emergencial, peca-lhe para que retire a roupa
intima, deite-a em posicão ginecologica (ioelhos Ilexionados e bem separados, e os pes
apoiados sobre a superIicie que esta deitada);
4. 4. Coloque uma almoIada debaixo da cabeca da mãe para observar os seus movimentos
respiratorios;
5. Prepare o kit obstetrico e seu EPI, mantenha todo material necessario a mão;
6. Disponha adequadamente os campos, lencois ou toalhas limpas abaixo das nadegas,
abaixo da abertura vaginal, sobre ambos os ioelhos e sobre o abdômen;
7. Sinta as contracões colocando a palma da mão sobre o abdômen da paciente, acima do
umbigo;
8. Posicione-se de Iorma a poder observar o canal vaginal constantemente. Oriente a
parturiente a relaxar entre as contracões, respirando proIunda e lentamente e a Iazer
Iorca durante as mesmas;
9. Tente visualizar a parte superior da cabeca do bebê (coroamento). Se o saco amniotico
não estiver rompido, corte-o com tecnica e material apropriado;
10. Comprima a região do perineo, com uma das mãos, posicionada sob campo que se
encontra abaixo da abertura vaginal, a Iim de evitar laceracões nesta região;
11. Apoie a cabeca do bebê, colocando a mão logo abaixo da mesma com os dedos bem
separados. Apenas sustente o segmento ceIalico, aiudando com a outra mão, não tente
puxa-lo;
12. VeriIique se ha circular de cordão, caso tenha, desIaca com cuidado no sentido Iace-
crânio do bebê;
13. Geralmente a cabeca do bebê apresenta-se com a Iace voltada para baixo e logo gira
para a direita ou esquerda. Guie cuidadosamente a cabeca para baixo e para cima, sem
Iorca-la, Iacilitando assim a liberacão dos ombros e posteriormente de todo o corpo;
14. Deslize a mão que esta sobre a Iace no sentido crânio-caudal, segurando Iirmemente os
tornozelos do bebê;
15. Apoie o bebê lateralmente com a cabeca ligeiramente baixa. Isto se Iaz para permitir
que o sangue, o liquido amniotico e o muco que estão na boca e nariz possam escorrer
para o exterior;
16. Peca para o auxiliar anotar a data, hora, lugar do nascimento, nome da mãe e sexo do
bebê;
17. Observe se o bebê chorou. Retire o campo que se encontra abaixo da abertura da
vagina, coloque-o deitado lateralmente no mesmo nivel do canal de parto.

6- Atendimento Pré-Hospitalar do Recém-Nascido

6. impe as vias aereas usando gaze e aspirador de secrecões;
7. Avalie a respiracão do bebê (VOS), estimule se necessario, massageando com
movimentos circulares a região das costas e/ou estimulando a planta dos pes;
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8. Aqueca o recem-nascido envolvendo-o em toalha, lencol ou similar;
9. Avalie a presenca de pulso no cordão umbilical, se ausente, pince-o utilizando pincas,
Iita umbilical ou similar;
10. O primeiro ponto a ser pincado devera estar a aproximadamente 25 cm (um palmo) a
partir do abdômen do bebê;
11. O segundo ponto a ser pincado devera estar a cerca de 5 a 8 cm (quatro dedos) do
primeiro em direcão ao bebê;
12. Seccione o cordão umbilical com bisturi ou tesoura de ponta romba, este corte devera
ser realizado entre os dois pontos pincados.

7- Atendimento Pré-Hospitalar da Mãe:

Inclui os cuidados com a expulsão da placenta, controle do sangramento vaginal e
Iazer a mãe se sentir o mais conIortavel possivel.

1. Normalmente entre 10 e 20 minutos havera a expulsão da placenta. Guarde-a em um
saco plastico apropriado e identiIique-a para posterior avaliacão medica. O cordão
desce progressiva e espontaneamente. Não o tracione.
2. Apos a expulsão da placenta, observe presenca de sangramento vaginal, se houver,
controle-o:
a) Com gaze ou material similar, retirar os excessos de sangue ou secrecões.
b) Use um absorvente higiênico ou material similar esteril,
c) Coloque-o sobre a vagina. Não introduza nada na vagina;
d) Oriente para que a parturiente una e estenda as pernas, mantendo-as iuntas sem
aperta-las;
e) Apalpe o abdômen da mãe, no intuito de localizar o utero. Faca movimentos
circulares com o obietivo de estimular a involucão uterina e conseqüentemente a
diminuicão da hemorragia.
3. Tranqüilize a mãe Iazendo-a sentir-se o melhor possivel e registre todos os dados da
ocorrência. Transporte a mãe, o bebê e a placenta para o hospital.
4. Durante todos os procedimentos, monitore constantemente mãe e bebê.

8- COMPLICACÔES DO PARTO E SEU TRATAMENTO:

8.1- Apresentacão Pélvica:
Quando as nadegas ou os pes do Ieto são os primeiros a se apresentar.

Tratamento pré-hospitalar:

1. Espere que as nadegas e o tronco do Ieto seiam expulsos espontaneamente;
2. Segure os membros inIeriores e o tronco a medida que são expulsos;
3. A cabeca então e geralmente liberada por si propria, entretanto, algumas vezes ela
podera não sair de imediato. Nos casos em que a crianca não nascer em ate três minutos
apos a saida da cintura e tronco, não a puxe, apenas crie uma via aerea;
4. InIorme a mãe sobre o procedimento que sera realizado e introduza os dedos indicador
e medio em Iorma de 'V¨ entre a Iace do Ieto e a parede da vagina, criando assim um
espaco para que ele possa vir a respirar, se você não conseguir realizar este processo,
então tente colocar uma extremidade digital sobre a boca do bebê e com outro dedo
empurre a parede vaginal.
60
5. Criada uma via aerea para o Ieto, deve-se mantê-la. Permita que o nascimento prossiga
mantendo a sustentacão do corpo do bebê;
6. O transporte devera ser realizado imediatamente. Mantenha as VAs pervias durante
todo o transporte.





Se durante o trabalho de parto, apresentar apenas uma mão ou um pe, não e considerado
parto pelvico, esta e uma apresentacão de membro, que requer os seguintes cuidados:.

1. Não puxe a extremidade, nem tente introduzi-la novamente na vagina;
2. Deixe-na posicão ginecologica ou a coloque na posicão genopeitoral, o que aiudara a
reduzir a pressão no Ieto e no cordão umbilical;
3. Oriente para que respire proIunda e lentamente.
4. Se necessario oIerte Oxigênio;
5. Transporte a parturiente.

8.2- Prolapso de Cordão Umbilical

Ocorre quando durante o trabalho de parto, o cordão umbilical e o primeiro a se apresentar.

Tratamento pré-hospitalar
1. Retire a parturiente da posicão ginecologica, colocando-a em posicão genopeitoral;


Apresentacão pélvica
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2. Não tente empurrar o cordão para dentro;
3. Não coloque a mão dentro da vagina;
4. Envolva o cordão umbilical com gaze esteril umida e embrulhe-o com compressas
cirurgicas estereis, para aquecê-lo;
5. Administre oxigênio
6. Monitore e transporte a parturiente para hospital. Instrui-la para que respire proIunda e
lentamente.

8.4- Parto múltiplo
Em caso de nascimentos multiplos, as contracões uterinas reiniciarão apos o
primeiro nascimento. O procedimento sera o mesmo utilizado para com parto simples.
E recomendado ao socorrista que amarre o cordão umbilical da primeira crianca
antes do nascimento da proxima.

8.5- Parto pré-maturo

Considera-se parto pre-maturo, qualquer nascimento que o bebê pese menos de
2500g, ou com ate de 37 semanas de gestacão, e requer os seguintes cuidados:

Somados os cuidados dispensados a um parto a termo, o socorrista de dar uma
atencão maior ao aquecimento do recem-nascido. Embrulhe-o em mantas, lencois toalhas
ou papel aluminizado, mantenha a Iace do bebê descoberta.
Criancas pre-maturas, Ireqüentemente requerem reanimacão pulmonar, proceda de
acordo com as condutas para o caso (licão 5).

8.6- Hemorragia excessiva

Se durante a gravidez, a parturiente comecar a ter um sangramento excessivo pela
vagina, e muito provavel que tera um aborto. Porem, se a hemorragia ocorrer durante o
trabalho de parto ou na etapa Iinal da gravidez, provavelmente estara ocorrendo um
problema relacionado a placenta.

Tratamento pré-hospitalar

1. Posicione a parturiente em decubito lateral esquerdo.
2. Coloque absorvente higiênico, campos ou lencois limpos na abertura da vagina.
3. Não introduza nada na vagina.
4. Troque os tampões quando estiverem embebidos.
5. Guarde e conduza ao hospital todos os tampões ensangüentados, bem como, todo e
qualquer material expulso.
6. Previna o estado de choque.
Monitore os sinais vitais.

Técnicas de mobilizacão e manuseio da vítima para transporte

1- Mobilizacão

Manipulacão iustiIicada de um paciente a Iim de evitar mal maior.
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Técnicas de manipulacão

- Rolamento de 90º
- Rolamento de 180º
- Elevacão a cavaleiro
- Arrastamento
- Bombeiro
- Cadeira
- Retirada de capacete
- Extricacão Veicular (KED e Hauteck)

4 - Transporte de Casos Clínicos:
Dor toracica, hipertensão ou ceIaleia : transporte semisentado;
Dor abdominal: deitado lateral com os ioelhos Iletidos;
Hipotensão e hipoglicemia, choque, desmaios: deitado com pernas 45º elevadas;
ICC- Semi-deitado
Demais: transporte decubito dorsal.
Gestante: lateralizada sobre o lado esquerdo;
Vômitos,convulsões: lateralizada.
ITENS DE REEVÂNCIA EM ATENDIMENTO COM TRAUMA
Avaliacão da cena (Cinematica do Trauma)
Avaliacão Inicial: AVDI CIPE Consciente
Inconsciente- VOS
Colar

Prioridade (hemorragia Fratura) Imobilizacão - hemostasia
Avaliacão Dirigida: Pupila: Respiracão: Contar Pulso: PerIusão: iiiiii
Avaliacão ísica Detalhada:
Occipital Parietal Frontal Otorragia X
Orbital igomatico Vômer Maxilar Mandibula X
Cintura escapular Clavicula Esterno Costelas
Abdômen: Epigastrica Mesog. Hipog. FSD FID FSE FIE X
Cintura pelvica: Baixo ado X
MMSS: mero / Radio / Ulna / Sensibilidade / X
MMII: Fêmur / Patela / Tibia / Fibula / Rotacão / Motricidade / x
Inconsciente VOS
Rolamento: Comando Postura Execucão S/N


TEMPO 00:00 h
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ITENS DE REEVÂNCIA EM ATENDIMENTO CNICO
Avaliacão da cena
Relato de Testemunhas
Recolhimento 1º sintoma.
Anamnese da vitima

Pulso
Coloracão da Pele

Sintomas :

1.....................................................2..............................................3.........................................
Suspeicão..........................................................................
Conduta............................................................................
Passagem Vitima..............................................................


MENSAGEM
~ pois dizes: estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma. e nem sabes que tu és
infeliz. sim. miserável. pobre. cego e nu ~ .
( Apocalipse 3:17)
Por isso. abracemos as oportunidades que o altíssimo nos têm concedido. de ter dado
saúde e inteligência para que com humildade possamos usar dos nossos conhecimentos
em favor dos nossos semelhantes.
Alexandre Donha
(Professor- Bombeiro e Paramédico) asdonhamyahoo.com.br

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