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DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL NAS MANIFESTAÇÕES PSICÓTICAS

Antes mesmo de mencionarmos os transtornos definidos pelo DSM-IV na respectiva seção, é


necessário que conheçamos alguns outros conceitos, que são fundamentais para auxiliar o raciocínio
diagnóstico, para que tenhamos uma definição operacional de termos correntemente utilizados:

• Psicose (pode-se ler Síndrome Psicótica): nítido prejuízo do teste da realidade, evidenciado
por delírios, alucinações, pensamento incoerente, nítido afrouxamento das associações,
pobreza do conteúdo do pensamento, pensamento nitidamente ilógico, conduta bizarra ou
grosseiramente desorganizada, ou ainda catatônica.
• Síndrome Cerebral Orgânica (alucinose ou delirium e outras): havendo psicose e fator
orgânico conhecido pela história e/ou exames complementares ou história de abuso de
substâncias psicoativas.
• Simulação de Psicose: sintomas sob o controle voluntário e com objetivos obviamente
reconhecíveis.
• Transtorno Factício/Pantomimia, Síndrome de Münchausen: objetivos não reconhecíveis, mas
sintomas sob controle voluntário, como na simulação.

CLASSIFICAÇÃO:

a) Transtorno Esquizofrênico: é uma perturbação em que a psicose dura pelo menos 6 meses,
incluindo pelo menos 1 mês de sintomas da fase ativa (que se caracteriza pela presença de
dois ou mais dos seguintes critérios: delírios, alucinações, discurso desorganizado,
comportamento amplamente desorganizado ou catatônico, sintomas negativos). Implica em
um desempenho prejudicado das atividades do dia-a-dia (escolares, domésticas); ausência de
síndrome depressiva ou maníaca completa (caso uma síndrome afetiva, geralmente
depressiva, esteja presente, ela se desenvolveu após o surgimento dos sintomas psicóticos,
ou então que a duração desta seja menor do que a da síndrome psicótica. Algumas
alucinações específicas são muito sugestivas (em especial as auditivas), o afeto costuma
estar embotado, e outros sintomas negativos podem estar presentes.
b)Transtorno Esquizofreniforme: é semelhante à esquizofrenia, porém de mais curta duração (de
1 a 6 meses) e não exige uma deterioração funcional tão acentuada quanto a esquizofrenia.
c) Transtorno Esquizoafetivo: é um diagnóstico de exceção, quando realmente não puder ser
feito o diagnóstico diferencial entre esquizofrenia e transtorno afetivo maior com
manifestações psicóticas, sendo uma perturbação na qual um episódio de humor e sintomas
da fase ativa da esquizofrenia ocorrem juntos, precedidos ou seguidos de pelo menos duas
semanas de delírios ou alucinações sem sintomatologia proeminente de humor.
d)Transtorno Delirante: delírios persecutórios, de ciúmes, hipocondríacos, somáticos,
grandiosos, erotomaníacos ou outros. Os delírios não devem ser bizarros e devem durar pelo
menos 1 mês, sem outros sintomas da fase ativa da esquizofrenia (não costuma haver
alucinações e se presentes não são proeminentes, nem incoerência do pensamento ou
afrouxamento das associações). O afeto está de acordo com o conteúdo do pensamento
(desconfiança e raiva, hostilidade).
e) Transtorno Psicótico Breve: é uma perturbação psicótica que dura pelo menos 1 dia e tem
remissão dentro de 1 mês, devida ou não a um importante fator desencadeante ambiental
(morte de familiar significativo, importante mudança sócio- ocupacional, etc...) ou com
início no período pós-parto.
f) Transtorno Psicótico Compartilhado (folie à deux): o delírio desenvolve-se em um indivíduo
no contexto de um relacionamento próximo com outro indivíduo que também apresenta o
delírio, e na ausência de outro distúrbio psicótico (esquizofrenia ou transtorno de humor
com sintomas psicóticos).
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g) Transtorno Psicótico Devido a uma Condição Médica Geral: os sintomas psicóticos são
considerados como decorrentes de uma condição médica geral.
h)Transtorno Psicótico Induzido por Substância: os sintomas psicóticos são considerados uma
conseqüência fisiológica direta de uma droga de abuso, medicação ou exposição a
determinada substância.
i) Transtorno Psicótico sem Outra Especificação: é uma categoria incluída para classificar os
quadros psicóticos que não satisfaçam os critérios para as condições vistas acima, ou então
para aquelas sobre as quais não existam informações em quantidade e qualidade necessárias
para o diagnóstico.

CUIDADOS BIOPSIA RENAL

Indicações: IRA inexplicada, proteinúria ou hematúria persistente; Rejeição de transplante e


Glomerulopatias

Cuidados de enfermagem pré-biopsia:

• Jejum de 6 a 8 horas antes do exame;


• Amostra urinária anterior ao exame para comparação.

Cuidados de enfermagem durante biopsia:

• Colocar o paciente em decúbito ventral e um coxim sob seu abdome;


• Instruir o paciente a inspirar e prender a respiração.

Cuidados de enfermagem pós-biopsia:

• Manter decúbito ventral imediatamente após a biopsia;


• Repouso no leito de 6 a 8 horas;
• Monitorar sinais vitais a cada 5 a 15 minutos durante a primeira hora com freqüência
decrescente;
• Ficar alerta quanto aos sinais sugestivos de hemorragia: elevação ou queda de PA,
taquicardia, anorexia, vômitos, desconforto maciço e doloroso no abdome;
• Ficar atento quanto a dor nas costas, no ombro ou disúria;
• Inspeção da urina eliminada comparando com a anterior;
• Instruir a evitar atividades extenuantes, esportes e levantamento de peso por no mínimo 2
semanas.

CUIDADOS BIOPSIA HAPÁTICA PERCUTÂNEA

Cuidados de enfermagem pré-biopsia:

• Verificar resultados dos testes de coagulação e se sangue doador está disponível;


• Aferir FC, FR e PA imediatamente antes da biopsia.

Cuidados de enfermagem durante biopsia:

• Expor o lado direito da parte superior do abdome do paciente (hipocôndrio direito);


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• Instruir o paciente a inspirar e expirar profundamente várias vezes e finalmente expirar e


prender a respiração;
• Instruir o paciente a retomar respiração.

Cuidados de enfermagem pós-biopsia:

• Manter decúbito lateral esquerdo;


• Evitar tossir ou fazer força;
• Aferir FC, PA e FR com intervalos de 10 a 15 minutos durante a primeira hora, depois a cada
30 minutos pelas próximas 2 horas ou até estabilização do quadro;
• Instrua-o a evitar levantar peso e atividades físicas durante 1 semana.

POSIÇÕES
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AGULHAS E VIAS DE ADMINISTRAÇÃO

CUIDADOS PARACENTESES

Cuidados de enfermagem pré-procedimento:

• Instruir o paciente a urinar antes do exame;


• Obter equipamento estéril e frasco para coleta apropriado;
• Manter o paciente sentado em posição ereta com os pés em um banquinho, para pacientes
restritos ao leito adotar posição de fowler;
• Manter o esfigmo no braço do paciente para aferir PA durante o procedimento.

Cuidados de enfermagem durante procedimento:

• Auxiliar o paciente a manter a posição durante procedimento;


• Aferir a PA durante procedimento;
• Monitorar para sinais de colapso vascular: palidez, ↑FC, ↓PA.

Cuidados de enfermagem pós- procedimento:


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• Retornar o paciente ao leito ou sentado;


• Medir e descrever líquido coletado;
• Monitorar SSVV a cada 15 minutos por 1 horas, a cada 30 minutos por 2 horas, a cada 1 hora
por 2 horas e em seguida a cada 4 horas;
• Monitorar temperatura após procedimento e após 4 horas;
• Avaliar hipovolemia, perda eletrolítica, alterações no estado mental e encefalopatia;
• Evitar levantar peso ou fazer esforço, mudar lentamente de posição e monitorar temperatura.

SINAIS

• Sinal de Hoffmann  é um sinal médico que indica a presença ou ausência de problemas no


trato corticoespinhal. Ele é realizado com o pinçamento da falange distal do dedo médio,
exercendo pressão sobre a unha. Uma resposta positiva é observada com a flexão da falange
distal do polegar.
• Reflexo plantar ou Reflexo de Babinski  é um reflexo que pode identificar doenças da
medula espinhal e cérebro e que também existe como reflexo primitivo em bebês. O termo
sinal de Babinski refere-se ao sinal do reflexo plantar patológico, quando há a extensão do
hálux (1º dedo do pé). A presença do reflexo (extensão do hálux) é uma reação normal em
crianças até 2 anos de idade. Em adultos indica lesão neurológica. Sua assimetria, isto é, o
fato de ser observado em apenas um dos membros, indica qual hemisfério cerebral foi
lesionado.
• Sinal de Brudzinski  é o levantamento involuntário das pernas em irritação meníngea
quando levantada a cabeça do paciente.
• Sinal de Kernig  resistência e dor quando o joelho é estendido com o quadril totalmente
flexionado. Os pacientes também podem apresentar espamo opistótono de todo o corpo que
leva as pernas e cabeça a se dobrarem para trás, tornando o corpo arqueado para frente.
• Sinal de Giordano  positivo é a punho-percussão dolorosa ao nível da região dorso
abdominal, evidenciando irritação retroperitonial de origem renal.

GRANDES QUEIMADOS

Com base nos princípios do Advanced Trauma Life Support Course (ATLS) para os pacientes
traumatizados, podemos normatizar o atendimento do paciente queimado da seguinte forma:

A (airway) — As vias aéreas devem ser avaliadas imediatamente tentando afastar a presença de
lesão por inalação e traumas associados ou obstruções. Ao exame, detectamos queimaduras de
vibrissas nasais, tosse com escarro carbonado e ausculta pulmonar com presença de broncoespasmo.
Qualquer paciente com suspeita de envenenamento por monóxido de carbono e inalação deve
receber oxigênio a 100% úmido através de máscara.
B (breathing) — Verificar a freqüência e profundidade da respiração. Auscultar o tórax. Avaliar a
necessidade de oxigênio sob máscara, nebulização e intubação. Colher gasometria arterial. É
sempre prudente ministrar oxigênio a 100% para todos os pacientes com queimaduras acima de
20% da superfície corporal.
C (circulation) — Após estabelecer a permeabilidade da via aérea, deve-se instalar acessos venosos,
preferencialmente periféricos, com cateteres de maior diâmetro possível ou realizar dissecção de
veia profunda. Iniciar reposição volêmica com Ringer lactato (2.000 mL em bolus para adultos e 20
mL/kg para crianças). Instalar cateter vesical para avaliar a diurese. O débito urinário deve ser
mantido entre 30 e 50 mL/h para os adultos e 1 mL/kg/hora para as crianças. O débito urinário
definirá o aumento ou a diminuição da velocidade de hidratação.
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D (disability) — Geralmente, o paciente queimado sem lesão por inalação ou traumatismo craniano
associado está lúcido e orientado. Deve-se observar o nível de consciência. A desorientação pode
ser por hipoxia.
E (exposition) — É necessário inicialmente remover as roupas do paciente para diminuir o processo
de queimadura e para uma completa avaliação do paciente queimado. O resfriamento da área
queimada é uma medida importante, mas somente tem valor quando aplicada imediatamente após o
acidente. Pode ser feito envolvendo a vítima com um lençol embebido em água, bloqueando, com
isso, a onda de calor que continua agindo no tecido queimado por alguns minutos. Se o paciente vai
ser transferido, as queimaduras devem ser cobertas com lençol seco e limpo para evitar hipotermia e
aliviar a dor, não devendo romper bolhas ou aplicar agentes anti-sépticos. Devem ser retirados todos
os anéis, relógios e outros acessórios dos membros atingidos, para prevenir isquemia. A cabeceira
deve estar sempre elevada para reduzir edema nas queimaduras de face e checar as demais lesões na
face, principalmente oculares.

HEMODIÁLISE

A hemodiálise é um tratamento que consiste na remoção do líquido e substâncias tóxicas do


sangue com um rim artificial. É o processo de filtragem e depuração de substâncias indesejáveis do
sangue como a creatinina e a uréia. A hemodiálise é uma terapia de substituição renal realizada em
pacientes portadores de insuficiência renal crônica ou aguda, já que nesses casos o organismo não
consegue eliminar tais substâncias devido à falência dos mecanismos excretores renais. A solução
de diálise passa pelo filtro, ocorrendo trocas de solutos com o sangue por difusão, ultrafiltração e
convecção. Nesse processo, a quantidade de líquido removida é de 3 a 6 litros, levando de três a
cinco horas em terapia convencional.

• Difusão : Solutos urêmicos e potássio, difundem-se do sangue do paciente para a solução de


diálise, obedecendo a um gradiente de concentração.
• Ultrafiltração: Uma pressão hidrostática maior no compartimento do sangue e menor no
compartimento do dialisato favorece a passagem de líquido do sangue para o dialisato,
permitindo a retirada de volume do paciente.
• Convecção: A diferença de pressão entre o compartimento do sangue e o dialisato favorece a
saída de líquidos do sangue, arrastando consigo solutos de baixo peso molecular. Esse
arraste de solutos é conhecido como convecção.
• Absorção: É a impregnação de substâncias nas paredes da membrana semipermeável.

Cuidados de enfermagem antes da sessão:

• Verificar sinais vitais.


• Verificar peso do paciente.
• Esvaziar a bexiga e medir a diurese.
• Verificar quais os medicamentos o paciente está fazendo uso.
• Administrar a medicação prescrita.

Cuidados de enfermagem durante a sessão:

• Administrar medicação prescrita.


• Ficar atento para sangramento nasal ou cutâneo.
• Observar e relatar presença de: tremores, sonolência, náuseas, vômitos, tonturas e cãibras
musculares.
• Providenciar dieta e hidratação durante a diálise.
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• Fazer controle do balanço hídrico.

Cuidados de enfermagem após a sessão:

• Fazer curativo compressivo na região da fístula.


• Pesar o paciente.
• Verificar sinais vitais.
• Administrar medicação prescrita.
• Orientar o paciente a não pegar o peso com o braço do shunt, não aferir pressão arterial ou
administrar medicação neste membro.
• Limpar e desinfetar o aparelho dializador.

Obs: Deve-se evitar as medições de pressão arterial ou retirada de amostras sanguíneas do braço em
que está a fístula arteriovenosa. Esses procedimentos podem causar um bloqueio ou uma
coagulação no dispositivo de acesso.

As complicações durante a sessão de hemodiálise podem decorrer devido às conseqüências


das mudanças rápidas no equilíbrio dos líquidos e do sódio:
• Cãibras musculares.
• Hipotensão, náuseas, vômitos, diaforese (transpiração e suor excessivo no corpo humano),
taquicardia e vertigem.
• Embolia gasosa: pode ocorrer quando o ar penetra no sistema vascular do paciente.
• Hipovolemia.
• Extravasamentos sanguíneos: ocorre quando as linhas sanguíneas se desconectam, ou quando
as agulhas de diálise são deslocadas acidentalmente.
• Arritmias: podem resultar das alterações eletrolíticas e do pH ou a partir da remoção de
medicamentos antiarrítmicos durante a diálise.
• Desequilíbrio dialítico: resulta dos deslocamentos de líquido cerebral.
• Choque.
• Convulsões.

Obs: Muitas dessas complicações podem ser evitadas, caso o profissional de enfermagem esteja
sempre alerta e acompanhando o paciente durante a sessão.

EXAMES DM

Hemoglobina Glicosilada  também abreviada como Hb A1c, é uma forma de hemoglobina


presente naturalmente nos eritrócitos humanos que é útil na identificação de altos níveis de glicemia
durante períodos prolongados.
Curva Glicêmica  A ingestão de grande quantidade de glicose num curto espaço de tempo leva a
uma nítida elevação da glicemia na primeira hora. No indivíduo normal, há liberação de insulina e a
glicemia volta ao normal em 2 horas; No paciente diabético, a sobrecarga de glicose evidencia o
distúrbio.

HEMOTRANSFUSÃO

Alvos:
• Hemostasia: Plasma fresco congelado, crioprecipitado, plaquetas.
o Hemostasia primária: Plaquetas, Primeiro mecanismo para impedir o sangramento.
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o Hemostasia secundária: Fatores de coagulação.


• Transporte de oxigênio: Hemácias.

As reações transfusionais são classificadas em:


• Imunológicas:
o Agudas
 Hemolítica aguda: Caracterizada por uma hemólise aguda, devido a
incompatibilidade sangüínea. Sintomas: febre, taquipnéia, taquicardia, emese,
hipotensão, urina de coloração escura (hemoglobinúria), oligúria, choque.
 Reações transfusionais não hemolíticas febris: Resultam de reações
imunomediadas contra leucócitos, plaquetas e proteínas. Clinicamente, são
definidas quando há a elevação de 1 °C da temperatura corpórea durante a
transfusão. Sintomas: febre, urticária, angioedema, prurido, emese, diarréia,
dispnéia e mais raramente anafilaxia.
o Tardias
 Imunológicas tardias: Caracterizadas por uma hemólise tardia em
conseqüência da redução da vida média das hemácias transfundidas.
• Não imunológicas:
o Reação anafilactóide
o Sobrecarga circulatória: Administração de volume excessivo de sangue total ou
hemocomponente. Sintomas: PA elevada, taquipnéia, taquicardia, PVC aumentada,
edema pulmonar. Interromper a transfusão e administrar diuréticos.

MATURAÇÃO DOS PULMÕES

Divide-se em 4 períodos:

• Período Pseudoglandular: 5 a 17 semanas, semelhante a glândula exócrina. Incapacidade de


vida extra-uterina.
• Período Canalicular: 16 a 25 semanas, luz dos bronquíolos mais ampla e vascularizada.
Possível vida extra-uterina se tratamento intensivo.
• Período do saco terminal: 24 semanas, Forma-se alvéolos primitivos (sacos terminais) e
aumento dos capilares e secreção do surfactante pulmonar. Capaz de vida extra-uterina.
• Período Alveolar: Período fetal até a infância, estágio final, formação dos alvéolos
verdadeiros (a partir de 32 semanas). Capaz de vida extra-uterina.

SARAMPO

O Sarampo é uma doença de origem vírica que ataca principalmente crianças até 10 anos;
esporadicamente ocorrem alguns casos em adultos.
Período Prodrômico (Corresponde ao período de tempo entre os primeiros sintomas da doença
e o início dos sinais ou sintomas com base nos qual o diagnóstico pode ser estabelecido): coriza,
mal-estar geral, febre alta, rinofaringoamigdalite, fotofobia, conjuntivite, tosse produtiva,
dificuldade de ingestão e Sinal de Koplik (pequenos pontos brancos rodeados de uma zona
vermelha, que se agrupam na mucosa interna das bochechas).
Período Exantemático: piora dos sintomas do período prodrômico, conjuntivite intensa
acompanhada de secreção muco-purulento, aparecimento do exantema por todo corpo, secreção das
vias respiratórias superiores e dos pulmões aumenta a produção de muco, voz rouca, faringe e boca
inflamadas.
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Período descamativo: nesse período as manchas escurecem e surge a descamação fina, febre e
tosse diminuem sensivelmente.
O diagnóstico é clinico devido às características muito típicas, especialmente as manchas de
Koplik - manchas brancas na mucosa da boca-parte interna da bochecha. Pode ser feita detecção de
antigénios em amostra de soro.
A prevenção é por vacina de vírus vivo atenuado. O tratamento é sintomático.

GLOMERULONEFRITE AGUDA

Glomerulonefrites ou glomerulopatias são afecções que acometem o glomérulo, estrutura


microscópica formada por um emaranhado de capilares semelhantes a um novelo de lã. É a
principal estrutura renal responsável pela filtração do sangue.
As doenças glomerulares são conseqüência de uma ampla variedade de fatores: distúrbios
imunológicos, doenças vasculares, doenças metabólicas e algumas entidades hereditárias. As
glomerulopatias que aparecem isoladamente são classificadas como primárias, e quando estão
associadas a doenças sistêmicas (Lupus, diabetes, etc.) são classificadas como secundárias.

Glomerulopatias primárias:
• Glomerulonefrite difusa aguda (GNDA)
o Pós-estreptocócica
o Não-pós-estreptocócica
• Glomerulonefrite membranosa (GNM)
• Glomerulonefrite por lesões mínimas (GNLM)
• Glomeruloesclerose segmentar e focal (GESF)
• Glomerulonefrite membranoproliferativa (GNMP)
• Nefropatia por IgA (NIgA)

Glomerulopatias secundárias:
• Glomerulonefrite lúpica
• Nefropatia diabética
• Amiloidose
• Síndrome de Goodpasture
• Poliarterite nodosa
• Granulomatose de Wegener
• Púrpura de Henoch-Schönlein
• Endocardite bacteriana
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PNI

IDADE VACINA DOSE DOENÇAS


BCG-ID1 Dose única Formas graves de TB
Ao nascer
Hepatite B2 (recombinante) 1ª dose Hepatite B
1 mês Hepatite B2 (recombinante) 2ª dose Hepatite B
Tetravalente (DTP+Hib)3 (conjugada) Difteria, Tétano e
Coqueluche +
Haemophilus Influenza b
VOP4 (atenuada) Poliomielite (Paralisia
2 meses 1ª dose
Infatil)
5
Oral de Rotavírus Humano (atenuada) Diarréia por rotavírus
Pneumocócica 10 6 (conjugada) Pneumonia, otite,
meningite e outras
3 meses Meningocócica C7 (conjugada) 1ª dose Meningite por Naesseria m.
Tetravalente (DTP+Hib)3 (conjugada) Difteria, Tétano e
Coqueluche +
Haemophilus Influenza b
VOP4 (atenuada) Poliomielite (Paralisia
4 meses 2ª dose
Infatil)
5
Oral de Rotavírus Humano (atenuada) Diarréia por rotavírus
Pneumocócica 10 6 (conjugada) Pneumonia, otite,
meningite e outras
5 meses Meningocócica C7 (conjugada) 2ª dose Meningite por Naesseria m.
Hepatite B2 (recombinante) Hepatite B
VOP4 (atenuada) Poliomielite (Paralisia
Infatil)
Tetravalente (DTP+Hib)3 (conjugada) Difteria, Tétano e
6 meses 3ª dose
Coqueluche +
Haemophilus Influenza b
Pneumocócica 10 6 (conjugada) Pneumonia, otite,
meningite e outras
9 meses FA8 (atenuada) Dose Inicial Febre Amarela
12 meses Tríplice Viral9 (SRC conjugada) Sarampo, Caxumba e
1ª dose
rubéola
6
Pneumocócica 10 (conjugada) Reforço Pneumonia, otite,
meningite e outras
DTP 1º Reforço Difteria, Tétano e
Coqueluche
15 meses VOP4 (atenuada) Poliomielite (Paralisia
Reforço Infatil)
Meningocócica C7 (conjugada) Meningite por Naesseria m.
DTP 2º Reforço Difteria, Tétano e
Coqueluche
4 anos
Tríplice Viral9 (SRC conjugada) Sarampo, Caxumba e
2ª dose
rubéola
8
10 anos FA (atenuada) Dose a cada 10 anos Febre Amarela

Orientações importantes para a vacinação da criança:

(1) vacina BCG: Administrar o mais precoce possível, preferencialmente após o nascimento. Nos
prematuros com menos de 36 semanas administrar a vacina após completar 1 (um) mês de vida e
atingir 2 Kg. Administrar uma dose em crianças menores de cinco anos de idade (4 anos 11meses e
29 dias) sem cicatriz vacinal. Contatos intradomicíliares de portadores de hanseníase menores de 1
(um) ano de idade, comprovadamente vacinados, não necessitam da administração de outra dose de
BCG. Contatos de portadores de hanseníase com mais de 1 (um) ano de idade, sem cicatriz -
administrar uma dose. Contatos comprovadamente vacinados com a primeira dose - administrar
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outra dose de BCG. Manter o intervalo mínimo de seis meses entre as doses da vacina. Contatos
com duas doses não administrar nenhuma dose adicional. Na incerteza da existência de cicatriz
vacinal ao exame dos contatos intradomiciliares de portadores de hanseníase, aplicar uma dose,
independentemente da idade. Para criança HIV positiva a vacina deve ser administrada ao
nascimento ou o mais precocemente possível. Para as crianças que chegam aos serviços ainda não
vacinadas, a vacina está contra-indicada na existência de sinais e sintomas de imunodeficiência, não
se indica a revacinação de rotina. Para os portadores de HIV (positivo) a vacina está contra indicada
em qualquer situação.
(2) vacina hepatite B (recombinante): Administrar preferencialmente nas primeiras 12 horas de
nascimento, ou na primeira visita ao serviço de saúde. Nos prematuros, menores de 36 semanas de
gestação ou em recém-nascidos à termo de baixo peso (menor de 2 Kg), seguir esquema de quatro
doses: 0, 1, 2 e 6 meses de vida. Na prevenção da transmissão vertical em recém-nascidos (RN) de
mães portadoras da hepatite B administrar a vacina e a imunoglobulina humana anti-hepatite B
(HBIG), disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais - CRIE, nas
primeiras 12 horas ou no máximo até sete dias após o nascimento. A vacina e a HBIG administrar
em locais anatômicos diferentes. A amamentação não traz riscos adicionais ao RN que tenha
recebido a primeira dose da vacina e a imunoglobulina.
(3) vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis e Haemophilus influenzae b (conjugada):
Administrar aos 2, 4 e 6 meses de idade. Intervalo entre as doses de 60 dias e, mínimo de 30 dias.
A vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis – DTP são indicados dois reforços. O primeiro
reforço administrar aos 15 meses de idade e o segundo reforço aos 4 (quatro) anos. Importante: a
idade máxima para administrar esta vacina é aos 6 anos 11meses e 29 dias. Diante de um caso
suspeito de difteria, avaliar a situação vacinal dos comunicantes. Para os não vacinados menores de
1 ano iniciar esquema com DTP+ Hib; não vacinados na faixa etária entre 1 a 6 anos, iniciar
esquema com DTP. Para os comunicantes menores de 1 ano com vacinação incompleta, deve-se
completar o esquema com DTP + Hib; crianças na faixa etária de 1 a 6 anos com vacinação
incompleta, completar esquema com DTP. Crianças comunicantes que tomaram a última dose há
mais de cinco anos e que tenham 7 anos ou mais devem antecipar o reforço com dT.
(4) vacina poliomielite 1, 2 e 3 (atenuada): Administrar três doses (2, 4 e 6 meses). Manter o
intervalo entre as doses de 60 dias e, mínimo de 30 dias. Administrar o reforço aos 15 meses de
idade. Considerar para o reforço o intervalo mínimo de 6 meses após a última dose.
(5) vacina oral rotavírus humano G1P1 [8] (atenuada): Administrar duas doses seguindo
rigorosamente os limites de faixa etária:
primeira dose: 1 mês e 15 dias a 3 meses e 7 dias. segunda dose: 3 meses e 7 dias a 5 meses e 15
dias. O intervalo mínimo preconizado entre a primeira e a segunda dose é de 30 dias. Nenhuma
criança poderá receber a segunda dose sem ter recebido a primeira. Se a criança regurgitar, cuspir
ou vomitar após a vacinação não repetir a dose.
(6) vacina pneumocócica 10 (conjugada): No primeiro semestre de vida, administrar 3 (três)
doses, aos 2, 4 e 6 meses de idade. O intervalo entre as doses é de 60 dias e, mínimo de 30 dias.
Fazer um reforço, preferencialmente, entre 12 e 15 meses de idade, considerando o intervalo
mínimo de seis meses após a 3ª dose. Crianças de 7-11 meses de idade: o esquema de vacinação
consiste em duas doses com intervalo de pelo menos 1 (um) mês entre as doses. O reforço é
recomendado preferencialmente entre 12 e 15 meses, com intervalo de pelo menos 2 meses.
(7) vacina meningocócica C (conjugada): Administrar duas doses aos 3 e 5 meses de idade, com
intervalo entre as doses de 60 dias, e mínimo de 30 dias. O reforço é recomendado
preferencialmente entre 12 e 15 meses de idade.
(8) vacina febre amarela (atenuada): Administrar aos 9 (nove) meses de idade. Durante surtos,
antecipar a idade para 6 (seis) meses. Indicada aos residentes ou viajantes para as seguintes áreas
com recomendação da vacina: estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima,
Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais e
alguns municípios dos estados do Piauí, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do
Sul. Para informações sobre os municípios destes estados, buscar as Unidades de Saúde dos
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mesmos. No momento da vacinação considerar a situação epidemiológica da doença. Para os


viajantes que se deslocarem para os paises em situação epidemiológica de risco, buscar informações
sobre administração da vacina nas embaixadas dos respectivos países a que se destinam ou na
Secretaria de Vigilância em Saúde do Estado. Administrar a vacina 10 (dez) dias antes da data da
viagem. Administrar reforço, a cada dez anos após a data da última dose.
(9) vacina sarampo, caxumba e rubéola: Administrar duas doses. A primeira dose aos 12 meses
de idade e a segunda dose deve ser administrada aos 4 (quatro) anos de idade. Em situação de
circulação viral, antecipar a administração de vacina para os 6 (seis) meses de idade, porém deve ser
mantido o esquema vacinal de duas doses e a idade preconizada no calendário. Considerar o
intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.

CUIDADOS COM RN

Controle Térmico: Ao nascimento o RN move de um ambiente quente para um ambiente frio da


sala de parto. Embora esse resfriamento de 2°C a 4°C ajude-o a iniciar a respiração, o stress frio
prolongado é perigoso. A manutenção da hipotermia (temperatura inferior a 36°C pode-se associar
a acidose, hipoglicemia, hemorragia), principalmente se essa for prolongada. Deve-se enxugar o
líquido amniótico e colocar o RN em contato pele a pele com a mãe, devendo esse ser coberto. Se
não for possível, calor radiante deve ser provido, inclusive durante o transporte para unidades longe
da mãe.

Administração de Vitamina K: O transporte placentário de vitamina K, um co-fator necessário para


a ativação de um ativador da síntese dos fatores II, VII, IX e X, é pobre. Nos primeiros dias de vida,
na ausência de flora gastrintestinal para produzi-la, alguns recém nascidos desenvolvem deficiência
severa de vit K e ficam sujeitos a sangramento espontâneo que denomina-se doença hemorrágica
clássica do recém-nascido que ocorre do primeiro ao sétimo dias de vida.
Outra forma da doença, a doença hemorrágica tardia, ocorre de 2 a 12 semanas
caracteristicamente em crianças exclusivamente amamentadas pela mãe, uma vez que o leite
humano é pobre em vit K e os lactobacilos que preferencialmente colonizam o tubo gastrintestinal
de crianças que recebem leite materno não produzem vitamina K. Esse é um evento raro e não
ocorre em crianças alimentadas com fórmula Láctea. A profilaxia rotineira com vitamina K
intramuscular ao nascer é preconizada desde 1961.
A primeira preocupação com o uso da vit K surgiu ainda na década de 60 devido a alguns RN
terem desenvolvido anemia hemolítica grave. Entretanto, confirmou-se que esse evento estava
associado às elevadas doses então utilizadas e à utilização de vitamina K3 hidrossolúvel, não
ocorrendo com doses profiláticas de vitamina K1 natural lipossolúvel.

Profilaxia ocular: Uma variedade de microorganismos, albergados pela mãe no trato genital, podem
causar infecção ocular no recém-nascido, incluindo N. gonorrhoeae, C. trachomatis, S. aureus e P.
Aeruginos, vírus Herpes simplex. Essa é uma condição potencialmente causadora de danos oculares
graves, principalmente se causada por gonococo. Idealmente, a prevenção dessas infecções deveria
ser iniciada quando da prevenção de infecções sexualmente transmissíves, da triagem e tratamento
dessas infecções na gestante e nos seus parceiros sexuais.
Independentemente de sua realização, a quimioprofilaxia ocular tópica com agentes
bacteriostáticos está indicada para todos os recém-nascidos, mesmo para aqueles nascidos de parto
cesárea, considerando-se os riscos de aquisição por via ascendente. Três são os agentes que podem
ser utilizados: Solução de Nitrato de prata a 1%, ungüentos de eritromicina a 0,5% ou de tetraciclina
a 1%. Cada um desses agentes têm limitação no seu espectro de ação. O nitrato de prata é o mais
eficiente contra gonococo resistente à penicilina e nenhum deles tem boa ação contra Chlamídea. Se
o risco de infecção ocular em recém-nascidos de mães colonizadas por gonococo ou Chlamídea é de
30 a 40%, na vigência da profilaxia ocular, esse reduzse para 5 a 10%.
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PRÉ-ECLÂMPSIA E ECLÂMPSIA

• Pre-eclâmpsia grave: PA > 160X110 mmHg ou aumento de 60 X 30 mm Hg em relação à PA


normal, edema pronunciado e proteinúria;
• Eclâmpsia - Quando a paciente tem convulsões com ou sem os dados anteriores.

OBS: Quando uma paciente grávida apresenta-se com convulsões tratar como eclampsia até
se definir o diagnóstico.

Conduta: Hospitalização imediata em sala de cuidados especiais; Repouso no leito em


decúbito lateral esquerdo, em ambiente confortável, sem ruídos e com pouca luz.

Em caso de eclampsia (convulsões) ou em eminência de convulsões:


• Coloque a paciente sobre o lado esquerdo e protege-a contra traumatismo;
• Manter as vias aéreas desobstruídas (evite a aspiração de vômitos);
• Oxigenação 4 a 6 l por minuto por sonda ou máscara;
• Canalização de duas veias para administração EV de soros e medicamentos;
• Sonda vesical;
• Registro de balanço hídrico;
• Ter preparado materiais para respiração assistida e entubação se necessário (cânulas de
aspiração, sondas para oxigênio, máscara e ambú);
• Auscultação minuciosa do aparelho cardiorrespiratório;
• Pesquisar os reflexos e observar aparição de cianose ou icterícia;
• Medição de sinais vitais cada hora, incluindo freqüência respiratória;
• Cuidados especiais com as seguintes ações:
o Medição da TA frequente até se estabilizar a TA e depois 1/1 h e 4 / 4 h conforme a
evolução.
o Rx do tórax conforme evolução da paciente.
o Fundo do olho com repetição diária ou em dias alternados de acordo com os
resultados.
o Exames laboratoriais: Hemoglobina, Hematócrito, leucograma, VS, urina,
proteinúria, ureia, creatinina, ácido úrico, contagem de plaquetas, TGO, TGP,
proteínas totais, coagulograma completo.
o Anticonvulsivante (Sulfato de Magnésio e apenas se não for possível, usar
diazepam);
 Sulfato de Magnésio  FR maior que 12 ipm, reflexos rotulianos presentes,
diurese de pelo menos 30 ml/h;
o Antihipertensivo (Hidralazina ou nifedipina);
o Diuréticos somente em caso de edema pulmonar (furosemida);
o Digitalização s/n (Digoxina);
o ATB profilática (Ampicilina, Cefalosporina ou Clorafenicol)

MATURIDADE PULMONAR

O processo de maturação pulmonar é bastante complexo, envolvendo considerações sobre


anatomia, fisiologia, biologia celular e todas as situações envolvidas na aceleração ou retardo desse
evento, de forma que a correta conduta irá depender da integração de todos esses pontos.
Estabelecida a etiologia da doença da membrana hialina, Gluck e colaboradores (1971)
citaram o valor da relação lecitina/esfingomielina no líquido amniótico para a predição da
maturidade pulmonar.
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Há de se ter em mente que muitas das complicações pulmonares que ocorrem no recém-nato pré-
termo não resultam apenas da deficiência do surfactante. Displasia broncopulmonar, enfisema
intersticial pulmonar e edema pulmonar são complicações clínicas comuns que ilustram a
necessidade do desenvolvimento pulmonar integrado. Tal maturidade inclui não apenas a síntese e
secreção de quantidades adequadas de surfactante, mas também:
• Área de troca gasosa suficiente para a sobrevida;
• Formação de uma matriz estrutural adequada para a função alveolar e das vias respiratórias;
• Desenvolvimento de barreiras endotelias e epiteliais, bem como de uma função linfática
suficiente para controlar os fluxos de fluido e proteínas tanto para dentro quanto para fora do
pulmão;
• Maturidade de outros sistemas orgânicos que se correlacionam com a atividade respiratória,
como drive respiratório, musculatura respiratória e laríngia, tônus cervical para controle da
posição da cabeça, entre outros.

TIPOS DE SONDAS

Sonda de Foley Sonda Orotraqueal Sonda Retal

Sonda Nasogástrica Sonda Uretral Sonda Nasoenteral


(Levine)

Sonda de Owens (3 vias) Sonda sengstaken-blakemo Sonda sengstaken-blakemore


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PROLAPSO DO CORDÂO UMBILICAL

Transporte rapidamente a mãe para um serviço de emergência, tomando especial cuidado para
não machucar a parte exteriorizada (em prolapso). Não tente repor a parte em prolapso para dentro
do canal. Se um pé, ou mão, ou o cordão estiver para fora, cubra com material estéril (gaze,
compressa ou toalha). No caso do cordão fora, seja ágil: a criança pode estar em perigo, causado
pela compressão do cordão entre a cabeça e o canal de parto. Enquanto o cordão estiver
comprimido, a criança não receberá quantidades adequadas de sangue e oxigênio.
No caso de prolapso do cordão, transporte a mãe em decúbito dorsal, com os quadris elevados
sobre dois ou três travesseiros ou cobertores dobrados, e administre oxigênio. Isso fará com que a
criança escorregue um pouco para dentro do útero e receba mais oxigênio. Se a mãe puder manter a
posição genupeitoral (ajudada pelo socorrista), o resultado será ainda melhor. Essa posição é difícil
de ser mantida durante o transporte, porém.

VENTILAÇÃO MECÂNICA

O início da ventilação mecânica deve ser orientado para a causa da insuficiência respiratória.
Os objetivos da ventilação mecânica são:

a) Utilizar um método ventilatório capaz de ventilar e oxigenar adequadamente o paciente, e


com o qual o médico assistente tenha experiência;
b)Assegurar oferta apropriada de oxigênio aos órgãos vitais, mantendo saturação arterial de
oxigênio aceitável (= 90%);
c) Assegurar remoção eficiente de CO2 aceitando, porém, elevações dos níveis e PaCO2, desde
que não haja contra-indicações;
d)Minimizar a toxicidade do oxigênio, os menores níveis possíveis de FiO2 (preferencialmente
abaixo de 60%);
e) Garantir recrutamento alveolar, como ocorre com o uso de PEEP;
f) Maximizar pressões de via aérea, mas sem exceder pressões transalveolares de 25 a 30
cmH2O, o que normalmente corresponde a pressões de platô de 30-35 cmH2O.

Indicações:
1. IRA secundária a insuficiência cardíaca, pneumonia, sepse e asma;
2. Exacerbações da insuficiência respiratória crônica;
3. Secundária a complicações cirúrgicas e trauma;
4. Lesão pulmonar aguda e Síndrome da Angústia Respiratória Aguda;
5. Reanimação cardiorespiratória;
6. Doenças neuromusculares;
7. Suporte ventilatório intraoperatório.

Aumento da resistência (pressão de pico elevada):

• Broncoespasmo;
• Presença de secreções nas vias aéreas;
• Obstrução ou acotovelamento da cânula;
• Altos fluxos inspiratórios.

Complacência diminuída:
• Diminuição das unidades alveolares (entubação seletiva, pneumonia, atelectasia ou edema
pulmonar);
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• Restição da parede torácica;


• Derrame pleural ou pneumotórax;
• Restrição torácica (ascite, diálise peritoneal)

DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA

Cólera Hepatite B Rubéola


Coqueluche Hepatite C Síndrome da Rubéola
Dengue Leishmaniose Visceral Congênita
Difteria Leptospirose Sarampo
Doença de Chagas (casos Malária (em área não Sífilis Congênita
agudos) endêmica) Síndrome da
Doença Meningocócica e Meningite por Haemophilus Imunodeficiência Adquirida
Outras Meningites influenzae (Aids)
Febre Amarela Poliomielite Tétano
Febre Tifóide Paralisia Flácida Aguda Tuberculose
Hanseníase Peste
Hantavirose Raiva Humana

SÍNDROME DA MORTE SÚBITA INFANTIL

A síndrome da morte súbita infantil (SMSI) é a morte abrupta e repentina de um bebê que
permanece sem explicação mesmo após investigação e autópsia completas. Também conhecida
como morte do berço, pois acontece enquanto o bebê está cochilando ou dormindo à noite, a
síndrome da morte súbita infantil é a maior causa de morte entre os bebês. Ela ocorre mais
freqüentemente nos primeiros quatro meses de vida, em geral no outono, inverno e no início da
primavera. Fatores que favorecem a SMSI:
• dormir de bruços;
• dormir sobre colchões macios;
• um irmão já morreu em razão da SMSI;
• estiver muito agasalhado ou dormir em um ambiente superaquecido.;
• for um bebê prematuro ou de baixo peso;
• for exposto a fumaça de cigarro (fumante passivo);
• a mãe fumou ou usou drogas durante a gravidez;
• a mãe nunca fez o pré-natal;
• a mãe for adolescente.

Estratégias para minimizar o risco para a síndrome da morte súbita:


• Regime pré-natal: É importante que a mãe faça o acompanhamento pré-natal, tenha uma boa
alimentação e não usar drogas nem ingerir bebidas alcoólicas.
• A cama: o colchão do berço deve ser firme para que o bebê não afunde. Cobertores muito
fofos, mantas grossas ou cachecóis no bebê não devem ser usados.
• Posição: o bebê deve dormir sempre de costas. Para que ele não saia da posição, pode-se
envolvê-lo em um cobertor com as mãos para cima e perto da boca, para que possa se tocar.
• Temperatura: O quarto do bebê não deve estar muito quente. A temperatura deve estar
agradável e o bebê não deve estar muito agasalhado para dormir.
• Consultas periódicas: o bebê teve ir à consultas médicas periódicas e as vacinas devem estar
sempre em dia.
• Ar puro: Nunca fumar perto ou no quarto do bebê.
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• Amamentação: Dar o leite materno se possível, assim a vida dele começará forte e saudável.
• Hora de ficar de barriga para baixo (com supervisão): Incentivar o bebê a ficar de barriga para
baixo quando ele estiver acordado, assim ele fortalecerá os músculos dos braços e ombros.
Ele pode ser colocado no chão sobre um cobertor ou em um cercadinho com brinquedos que
despertem seu interesse.

LIDOCAÍNA

A lidocaína é um fármaco do grupo dos antiarritmicos da classe I, e dos anestésicos locais que é
usado no tratamento da arritmia cardíaca e da dor local (como em operações cirúrgicas). É pouco
tóxica.
Uso clínico:
• Taquicardia ventricular, especialmente pós IAM, é a primeira escolha.
• Fibrilação ventricular, primeira escolha.
• Anestésico local em pequenas operações cirúrgicas (como as dentárias).

Efeitos Adversos possíveis:


• Confusão mental
• Convulsões

CÃIBRAS EM GESTANTES

Algumas mulheres sentem cãibras na gestação, que surge quando o sangue sente falta de
potássio e cálcio e no início quando a grávida apresenta vômitos e em consequência perdem peso,
pois elas tem ingestão inedequada de cálcio e potássio por meio de vitaminas e alimentos e este se
torna o período mais propício para este desconforto.
A solução é que a gestante ingira alimentos ricos em cálcio e potássio, ou se necessário, com
medicamentos administrados pelo médico. Faça massagens nas pernas para que o sangue circule
normalmente e não procure ficar por muito tempo sem movimentar as pernas. Coloque também os
pés para relaxarem em uma bacia com água e depois de secá-los massageie bem.

PUNÇÃO LOMBAR

Indicações:
• Diagnóstico
o Exames ao líquor (Banha todo o SNC) - Físico, químico, citobacteriologico,
sorológico.
o Medição da tensão do líquor - 80 a 180 mmH2O.
o Exploração radiografia - Mielografia.
• Terapêutica
o Injetar produto medicamentoso – Intratratecal: Medicamentos que não passam a
barreira hematoencefálica.
o Remover líquor, não mais de que 5-10 cc. Na hipotensão é contra-indicado a
remoção de líquor.
o Analgesia epidural.
• Anestésico
o Anestesia epidural.
o Usada em ortopedia abdominal baixa.
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o É indicada a doentes com problemas cardíacos, idosos ou quando é arriscado a


anestesia geral.
o Há que avaliar os SV, inicialmente de 30/30’ e depois de 2/2 h.
o Se houver hipotensão arterial, deve-se colocar o doente em posição de
Trendelembourg.
o Podem surgir cefaléias, pelo que o doente deve ficar em repouso no leito nas 24 h
seguintes.
o Pode também ter dor no local da punção, e o médico pode deixar o cateter para
analgesia até as 24h.
• Contra-indicações
o Locais
 Infecção da pele ou dos tecidos moles no local onde se iria efetuar a punção
anomalias congênitas ou adquiridas.
 Fraturas ou outras lesões importantes da coluna lombar.
 Deve-se fazer uma avaliação neurológica imediatamente antes da punção
lombar.
o Geral
 A principal e quase única é a hipertensão intracraniana.
 Tração bulbar e estrangulamento das amígdalas bulbares no formem oval.
Porque as amígdalas cerebrais podem migrar para o forâmen oval, originando
edema cerebral e provocando a morte (pq é nas amígdalas cerebrais que se
encontra o centro respiratório).

Complicações:
Pode suceder que durante a introdução da agulha, refira uma dor aguda ao longo do membro
inferior, geralmente a dor é fugaz, sem gravidade ou conseqüências.
O problema que surge mais freqüentemente são as cefaléias persistentes que surgem após o
exame e que se desenvolve poucas horas após o exame. Esta situação poderá ser minimizada se
utilizar agulhas de fino calibre e manter repouso no leito em DD com a cabeça baixa, durante 24h
após a realização do exame.
Pode surgir também paralisia do VI par craniano (motor ocular externo), mas é muito raro e
de pouca gravidade, recuperando o utente com rapidez desta complicação.
Repouso no leito durante 24h. Nas primeiras 8h manter decúbito dorsal para evitar a sensação
de tensão que origina as cefaléias.
Nas primeiras horas vigiar o local para verificar se o penso está repassado de líquido ou de
sangue.
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DIÁLISE PERITONEAL

Diálise peritoneal é o processo de depuração do sangue no qual a transferência de solutos e


líquidos ocorre através de uma membrana semipermeável (peritônio) que separa dois
compartimentos. Um deles é a cavidade abdominal, onde está contida a solução de diálise; o outro é
o capilar peritoneal, onde se encontra o sangue com excesso de escórias nitrogenadas, potássio e
outras substâncias. O peritônio age como um filtro, permitindo a transferência de massa entre os
dois compartimentos. Consiste em uma membrana semipermeável, heterogênea e com múltiplos
poros de diferentes tamanhos. A diálise peritoneal é uma terapia de substituição renal.
A solução de diálise é introduzida na cavidade abdominal através de um cateter, onde
permanece por um determinado tempo para que ocorram as trocas entre a solução e o sangue (esse
processo é chamado de permanência). De um modo geral, as escórias nitrogenadas e líquidos
passam do sangue para a solução de diálise, a qual é posteriormente drenada da cavidade peritoneal.
Após isso, uma nova solução é infundida, repetindo assim o processo dialítico e dando início a um
novo ciclo de diálise.
Portanto, cada ciclo de diálise peritoneal (conhecido como troca) possui três fases: infusão,
permanência e drenagem. O número de trocas ou ciclos realizados por dia, assim como o tempo de
permanência e drenagem, dependem da modalidade de diálise peritoneal escolhida de acordo com
as características clínicas de cada paciente.
O cateter é inserido e fixado no abdômen, e então uma solução de diálise estéril é infundida
na cavidade abdominal.
Esta solução contém: glicose, lactato de sódio, cloreto de sódio e de cálcio, bicarbonato de
sódio.
A superfície do peritônio atua como superfície de difusão. Uréia e creatitina são depuradas.
Tipos de diálise peritoneal:
• Diálise Peritoneal Intermitente:
o Realizada em ambiente hospitalar;
o 3 x por semana;
o Infusão de 2l de solução de diálise;
o Drenagem em 15 min por gravidade.
• Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua:
o Realizada na residência;
o Bolsa com 2l de solução dialisadora;
o 4 a 5 vezes por dia;
o O próprio paciente pode realizar as trocas.
• Diálise Peritoneal Cíclica Contínua:
o Cateter conectado a máquina cicladora toda noite;
o Processo automático;
o 3 a 5 trocas por noite (2l cada);
o Diminui o risco de infecção;
o Pouco utilizada no Brasil.

Intercorrências e complicações:

• Dor abdominal
• Anorexia
• Drenagem inadequada
• Dificuldade respiratória
• Hérnia abdominal
• Hemorragias
• Peritonite
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DRENAGEM PLEURAL OU MEDIASTINAL

O sistema coletor de drenagem pleural ou mediastinal é um equipamento médico-hospitalar


usado nas cirurgias torácicas e ou cirurgias cardíacas e destina-se à evacuação de conteúdo líquido e
ou gasoso da cavidade torácica (derrame pleural, derrame pericárdico, empiema pleural, hemotórax,
pneumotórax, etc.).
Além de destinar-se a evacuação dos fluidos, esses sistemas possibilitam o controle com
mensuração da quantidade e do tipo de secreção drenada dos derrames pleurais ou pericárdicos,
empiemas, hemotórax, pneumotórax, etc.

Componentes:
1. Frasco coletor
2. Etiqueta volumétrica graduada
3. Tampa
4. Alça de transporte
5. Tubo de drenagem
6. Conector cônico
7. Tubo selo d’água
8. Presilha
9. Respiro da saída de gases

Os sistemas coletores de drenagem pleural ou mediastinal utilizam o princípio da sifonagem


subaquática que funciona como uma válvula unidirecional, também denominada drenagem pleural
fechada ou drenagem em selo d’água.
Os médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, auxiliares e técnicos de enfermagem devem ter o
conhecimento técnico e treinamento necessário ao perfeito funcionamento do Sistema coletor de
drenagem pleural ou mediastinal, devendo estar capacitados para a resolução das eventuais
complicações inerentes à drenagem torácica (pleural, pericárdica ou mediastinal).
A limpeza da ferida cirúrgica deverá ser realizada com solução anti-séptica e o curativo da
pele, em torno do dreno torácico, deverá ser trocado diariamente ou quantas vezes forem
necessárias.
As manobras de ordenha são empregadas sob supervisão médica ou da enfermagem quando
ocorrer obstrução por coágulos do Sistema coletor de drenagem pleural ou mediastinal. Utilizar
pinça de ordenha ou ordenhar com a mão o tubo de drenagem e o dreno torácico de modo a remover
possíveis obstruções.
Alguns cuidados devem ser tomados de modo a evitar obstrução do tubo de drenagem por:
• torção
• angulação excessiva
• pinçamento prolongado

Portanto, o tubo de drenagem (5) deverá ser mantido quase esticado, sem curvas, desta forma
se evita a formação de sifões por coleção de líquido pleural no próprio tubo de drenagem (5).
Para evitar o refluxo de líquido do frasco coletor (1) para a cavidade torácica não se deve
elevar o frasco coletor (1) acima do nível da cintura do paciente.
O pinçamento prolongado do tubo de drenagem (5) com a presilha (8) deve ser evitado,
principalmente quando houver escape aéreo (borbulhamento), o que poderá provocar pneumotórax
hipertensivo ou enfisema de subcutâneo. Pelo mesmo motivo, nunca tampe o Respiro (9) da tampa
(3) do do frasco coletor (1).
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ASPIRAÇÃO TRAQUEAL

Historicamente, a traqueostomia foi desenvolvida para promover a desobstrução das vias


aéreas. Com os avanços técnicos atuais, tais como laringoscópio e broncoscópio de fibra ótica, as
indicações tradicionais da traqueostomia sofreram uma grande mudança.
Atualmente a traqueostomia, não é o procedimento de escolha no manejo da obstrução aguda
das vias aéreas. Hoje em dia, a sua principal utilização é no manejo de pacientes que necessitam
períodos prolongados de suporte ventilatório mecânico.
Há, ainda, a utilização da traqueostomia com o intuito de promover uma adequada limpeza
das vias aéreas, mesmo na ausência de necessidade de ventilação mecânica. Trata-se de um
procedimento invasivo a ser realizado quando constada a presença de secreção e a incapacidade do
paciente em eliminá-la por meio da tosse.
• A aspiração desnecessária irrita as vias aéreas e estimula a produção de secreções e ainda
broncoespasmo.
• De qualquer forma, todo paciente traqueostomizado internado, deverá ter a seu lado, pronto
para uso imediato, material e equipamento para aspiração.
• Higienizar as mãos com água e sabão e friccionar álcool a 70% glicerinado ou álcool gel antes
e após o procedimento.

TVP

A TVP (Trombose Venosa Profunda) significa que o coágulo está localizado nas veias
profundas (internas) das pernas.
Ela pode ser aguda quando o tempo entre a formação do coágulo e o diagnóstico não
ultrapassa duas semanas. A partir da 3ª semana, ela passa a ser considerada crônica, por causa das
transformações que acontecem no coágulo - ele se torna uma fibrose (como se fosse uma cicatriz)
dentro da veia. Fatores de risco:

• Genéticos • Imobilidade temporária ou permanente


o Síndrome de May-Thurner • Neoplasias
o Trombofilias • Anticoncepcionais
• Idade: alta após os 70 • Reposição hormonal
• Tabagismo • Insuficiência cardíaca
• Cirurgias • AVE prévio
• Trauma • Varizes
• Viagem aérea prolongada • Doenças renais
• Gravidez e pós-parto

Sintomas:
• Dor
• Edema
• Palidez
• Cianose
• Pulsos distais diminuídos ou ausentes
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MONONUCLEOSE

Mononucleose é um sintoma, em patologia médica, onde o indivíduo apresenta um número


muito alto de leucócitos de um só núcleo celular na corrente sangüínea.
Pode ter várias causas, sendo a mais comum delas a infecciosa, em geral causada pelo vírus
Epstein-Barr (VEB).
É uma síndrome clínica caracterizada por mal-estar, cefaléia, febre, odinofagia, aumento de
gânglios e inflamação do fígado (hepatite) leve e transitória. Acomete mais freqüentemente
adolescentes e adultos jovens.
Normal e mais freqüentemente a infecção é adquirida pelo contato de saliva contaminada pelo
vírus com a mucosa da boca e da garganta de pessoa que não teve contato anterior com este vírus.
Pode-se adquirir também, embora que raramente por transfusão de sangue ou outros órgãos e
contato sexual. Por ser vírus pouco resistente necessita do contato direto da saliva contaminada com
a mucosa. Esta característica junto com a faixa etária de acometimento mais freqüente é a razão
pela qual mereceu o apelido de doença do beijo.
A tríade clássica se constitui de dor de garganta, febre e ínguas pelo corpo
(linfoadenomegalias) principalmente no pescoço, mas outros sintomas como mal-estar, cefaléia,
sono em excesso, olhos inchados, falta de apetite, dores musculares, calafrios, náuseas, desconforto
abdominal, tosse, vômitos e dores articulares também podem estar presentes. Após o contato a
doença leva em média 2 a 3 semanas para manifestar-se, sendo que as manifestações mais
freqüentes são a dor de garganta e a febre que tem um padrão diário, vespertino e pode chegar até
40°C. Em 5% dos casos ocorre “rash”, manchas na pele parecido com urticária. Estes sintomas, na
maioria dos casos, levam de um a quatro meses para resolverem-se.
A população que não adolescente e adulto jovem possui menor possibilidade de desenvolver o
quadro clínico completo, muitos casos passando despercebido, são chamados assintomáticos. Outro
achado relevante é o aumento do fígado (10 a 15% dos casos) e baço (50% dos casos). Este último
achado surge no início da segunda semana das manifestações clínicas e dura de 7 a 10 dias sendo
fator potencial de complicações pois o mesmo torna-se muito frágil podendo romper-se a traumas
pequenos, causando uma hemorragia interna com risco de morte.
A doença confere imunidade permanente, muito raramente pode apresentar manifestações em
uma segunda infecção. Não há necessidade de isolamento dos doentes uma vez que a infecção
ocorre apenas com contato muito próximo ou íntimo.