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Relatório Soluções Coloidais

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Published by: Rodolfo Araújo on Jun 14, 2011
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Introdução: Soluções coloidais: Em química, colóides (ou sistemas coloidais ou ainda dispersões coloidais ) são sistemas nos quais um ou mais

componentes apresentam pelo menos uma de suas dimensões dentro do intervalo de 1 nm a 1µm. A ciência dos colóides se ocupa com sistemas nos quais um ou mais componentes apresentam pelo menos uma de suas dimensões dentro do intervalo de 1 nm a 1µm (Shaw, 1975), ou seja, ela se refere a sistemas contendo tanto moléculas grandes como partículas pequenas. Coloquialmente, diz -se que as dispersões coloidais são dispersões intermediárias entre as soluções verdadeiras e os sistemas heterogêneos , em casos em que as partículas dispersas são maiores do que as moléculas mas não suficientemente grandes para se depositar pela ação da gravidade. Em 1870, o químico britânico Thomas Graham descobriu que substâncias como o amido, a gelatina, a cola e a albumina do ovo difundiam-se muito lentamente quando colocadas em água, ao contrário de outras substâncias como o açúcar e o sal de cozinha. Além disso, aquelas substâncias eram muito diferentes destas no que se refere à difusão através de membranas delgadas: enquanto as moléculas de açúcar, por exemplo, difundiam -se com facilidade através de muitas membranas, as moléculas grandes que constituíam o amido, a gelatina, a cola e a albumina não se difundiam. Graham descobriu, ta mbém, que estas últimas substâncias não se cristalizavam enquanto era fácil cristalizar o açúcar, o sal de cozinha e outros materiais que formavam soluções verdadeiras (Kotz e Treichel, 1998). Sabe-se, hoje, que ainda que haja algumas dificuldades, certas substâncias coloidais podem ser cristalizadas, e que não há, na realidade, fronteira nítida entre as soluções verdadeiras e os sistemas coloidais. Para denominar a nova classe que era identificada, Graham propôs o termo colóide (do grego kolla, cola).

O movimento browniano é o movimento aleatório de partículas macroscópicas num fluido como consequência dos choques das moléculas do fluido nas partículas. Também pode ser observado quando luz é incidida em lugares muito secos, onde macropartículas "flutuam" em movimentos aleatórios. (Vulgarmente confunde -se com poeira) O primeiro a observar esse movimento, o biólogo Robert Brown, achou se tratar de uma nova forma de vida, po is ainda não se tinha completa ciência da existência de moléculas, e as partículas pareciam descrever movimentos por vontade própria. O cientista que explicou corretamente esse movimento, propondo que a energia fosse constituída de partículas, foi Albert Einstein, em 1905. Há um padrão escondido nesse movimento aleatório que o classifica como um movimento fractal, pois descreve um padrão dinâmico bem definido. Quem primeiro percebeu isso foi Benoît Mandelbrot, matemático polonês.

a maionese. chantilly (ar em creme). a formação de proteínas . Podem ser diferenciadas de partículas numa solução ou em suspensão por seu tamanho. em geral. Mesmo que o colóide por excelência seja aquele cuja fase contínua é um líquido e cuja fase dispersa seja composta de partículas sólidas. Espuma: consiste em um gás disperso em sólido ou líquido. tais como efeitos de adsorção e dupla camada elétri ca. Gel: sólido aparentemente. leite . Classificação dos Colóides Aerossol: consiste em um sólido ou um líquido dissolvido em um gás. serem relativamente grandes e apresentarem elevada relação área/volume de partícula. de material gelatinoso formado de uma dispersão coloidal. Os fatores que mais contribuem para a natureza global sui-generis de um sistema coloidal são: As dimensões das partículas A forma e a flexibilidade das partículas Propriedades superficiais (inclusive elétrica) Interações partícula -partícula Interações partícula -solvente Os coloides têm. pedra pomes . queijo e manteiga. geléia . A dispersão coloidal é impropriamente denominada coló ide. tintas. As partículas do disperso podem ser bolhas de gás. Exemplos: vidro temperado. a síntese de ATP e o transporte intracelular de moléculas . fenômenos esses. etc.Esse movimento está diretamente ligado com muitas reações em nível celular. podem ser encontrados colóides cujos componentes se encontram em outros estados de agregação . gotas líquidas ou partículas sólidas. como a difusão. características específicas como possuir massa elevada. Emulsão: são colóides formados por líquido disperso em outro líquido ou sólido. shampoo . sangue . ex: maionese. manifestam -se fenômenos de superfície característicos. em que o disperso apresenta -se no estado líquido e o dispersante no estado sólido . Sol: são colóides formados pela dispersão de um sólido em um líquido. fumaça (cinzas no ar) bruma ou nevoeiro (água em ar). de grande importância na determinação de propriedades físico -químicas do sistema como um todo. Muitos colóides são utilizados em nosso dia -a-dia como a gelatina. Nas superfícies de separaç ão (interfaces) entre fase dispersa e meio de dispersão.

fonte (para conectar os eletrodos de grafite).Objetivos: Observar as propriedades das soluções coloidais . dentro de uma câmara escura. Método: Colocou-se 30mL de água destilada. Utilizando o próprio hidrossol Fe(OH) 3 coloidal obtido. Material usado: 1 Béquer . Procedimento experimental: Parte 1: Preparação de Fe(OH) 3 coloidal. em seguida acrescentou -se 30 gotas de FeCl 3. foi realizado o teste do Efeito Tyndall. e 1 pipeta . e algo para liga a corrente elétrica . tornando -o visível. Conectou -se os eletrodos a fonte. eletrodos de grafite. Foi possível observar toda a trajetória do feixe através do colóide. ligou-se a corrente elétrica . Anotou-se a mudança de coloração. Incidi u-se um feixe de luz intenso na dispersão. Método: Encheu-se o tubo em U com Fe(OH) 3. introduziu-se em cada uma das extremidades do tubo em U um eletrodo de grafite. 1 Laser Substância usada: Hidrossol de Fe(OH) 3. Substância usada: FeCl 3. para realçar a visualização. Parte 3: Eletroforese . Material usado: 1 Béquer. Substância usada: Fe(OH) 3. Anotou-se a reação ocorrida (visível) . Formou-se hidrossol de Fe(OH) 3 Parte 2: Efeito Tyndall . Material usado: 1 Tubo em U. .

.E t f t l t + í i l i .A í i H2O l í i Si t l i i í i l A + l li lE lit ti i t l. t i l l i . l ilí i . t i t í t i t l t ti li i + f l f li   ¡   t li i l i i i i l i t t t . P i i f í S t i it l t li i . l l l t l l t . i .lt i : Part 1: : ¢¢ l 3 l = + í i 2 3 j .

um lado do tubo apresentava maior quantidade de bolhas. parte sofr e espalhamento. JEFELICCI. J. cit. Nova na Escola. e o outro lado O 2. J. Parte 3: Observou-se a formação de bolhas. Hoboken: Ed. Referências Bibliográficas: SOLOMONS. L. então pode -se dizer de que há uma proporção de 2 para 1 .J. D. Quím. P. Portanto afetam. O H2 dirigiu-se para o anodo (pólo negativo). a explicação de tal fenômeno pode ser baseada no seguinte argumento: ³Quando um feixe de luz atinge uma solução coloidal ou uma dispersão coloidal. W. ³O mundo dos colóides´. com diversas reações. M. T.. através do qual uma corrente elétrica é aplicada. enquanto o O2 dirigiu -se para o catodo (pólo positivo). que ocorre quando as mesmas são dissolvidas ou suspensas em um eletrólito. esse lado borbulhava H 2. Todas as substâncias podem provocar o espalhamento da luz. e PAULA. SHAW. ATKINS. B.Parte 2: Segundo Shaw. . G. O fenômeno denominado Eletroforese é definido como sendo a migração de espécies carregadas eletricamente. parte da luz poderá ser absorvida.. 2008. e o restante é transmitido através da solução sem outras perturbações.. D.. C. e FRYHLE.´ Essa justificativa é plausível se ainda levarmos em consideração que a faixa de comprimentos de ondas do espectro visível se encontra em ~ 450 nm para o azul e~ 650 nm para o vermelho e as partículas coloidais també m se encontram na ordem de 1 a 1000 nm. O nítido aspecto turvo associado a muitas dispersões coloidais é uma conse qüência de intenso espalhamento da luz. até um certo grau (efeito Tyndall). op. por conta do seu tamanho. Em Organic Chemistry. C. Inc. e VARANDA. op.. 9th edition. John Wiley & Sons. o espalhamento da luz de maneira mais acentuada. cit. ³ Carbohydrates ± Cellulose´. Conclusão: Com essa prática foi possível notar algumas características de soluções coloidais. (1999).

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