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RESUMO - Principios Da Dignidade Humana

RESUMO - Principios Da Dignidade Humana

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Published by: Larissa Gomes on Jun 25, 2011
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Grupo: 02 PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA RESUMO

A origem etimológica do termo dignidade é a expressão latina dignitas, que significa “respeitabilidade”, “prestígio”, “consideração”, “estima”, “honra”, “reputação”, etc. Já a palavra princípio, de origem também latina, vem de princípium que significa “começo”, “origem”, “superioridade”, “primazia”; também, buscando a origem da palavra princípium encontramos a palavra prínceps que significa “o principal”, “o chefe”, ”aquele que toma o primeiro lugar”. É sobre estes termos que nos debruçaremos para traçar este contexto geral sobre o tema: A Dignidade da Pessoa Humana Precisamos diferenciar “princípio” de “valor”, o que vem ignorando-se diuturnamente na doutrina, como se ambos fossem o mesmo. Enquanto o valor é sempre um relativo, na medida em que ‘vale’, isto é, aponta para uma relação, o princípio se impõe como um absoluto, como algo que não comporta qualquer tipo de relativização. O valor sofre toda a influência de componente histórico, geográfico, pessoal, social, local, etc. e acaba se impondo mediante um comando de poder que estabelece regras de interpretação – jurídicas ou não. O princípio, não. Uma vez constatado, impõe-se sem alternativa de variação. A Dignidade da Pessoa Humana como princípio fundamental, constitui valor-guia de toda a ordem jurídica, caracterizando-se indispensável para a Ordem social.O que se percebe, em última análise, é que onde não houver respeito pela vida e pela integridade física e moral do ser humano, onde as condições mínimas para uma existência digna não forem asseguradas, onde não houver limitação do poder, enfim, onde a liberdade e a autonomia, a igualdade (em direitos e dignidade) e os direitos fundamentais não forem reconhecidos e minimamente assegurados, não haverá espaço para a dignidade da pessoa humana e esta, por sua vez, poderá não passar de mero objeto de arbítrio e injustiças. A Dignidade da pessoa Humana perante a Doutrina Social da Igreja. As escrituras sagradas trazem em suas paginas inúmeros ensinamentos e mensagens sobre o ser humano que representa o substrato fundamental do conceito cristão sobre a dignidade da pessoa humana. A idéia mais fundamental e profunda sobre o homem, contida na bíblia, é seu caráter de imagem e semelhança do próprio Deus, se onde procederiam sua dignidade e inviolabilidade e, ainda, seu lugar na historia e na sociedade. Temas como os relacionados à igualdade, à liberdade, à destinação universal dos bens, e a submissão das relações sócio-econômicas aos princípios de justiça e caridade, todos vinculados profundamente à afirmação da dignidade humana, são objeto freqüente do pensamento dos padres da igreja, que serão retomados na mais recente Doutrina Social Católica. Dignidade da Pessoa humana na Doutrina Social da Igreja contemporânea. Essa Doutrina Social da Igreja está sustentada numa antropologia crista em que a noção de dignidade da pessoa humana é colocada como principio e fundamento elementar de todas as instituições da vida social. Princípio do Bem Comum

O conjunto daquelas condições da vida social que permitem aos grupos e a cada um dos seus membros atingirem de maneira a mais completa e desembaraçadamente a própria perfeição. Destinação universal dos bens Esta doutrina social sustenta que a propriedade dos bens seja acessível a todos de modo equânime e equitativo. Reconhece a função social de qualquer forma de posse. Do que decorre o dever de fazer com que a propriedade seja produtiva. Dignidade da Pessoa humana no Trabalho O homem, segundo esta doutrina, foi criado para trabalhar. As realidades criadas,são boas em si mesmas, existem em função do homem. O trabalho portanto, pertence à condição originária própria do homem, é anterior à queda do pecado original, não pode por isto ser entendido nem como punição e nem como sendo uma maldição ou castigo.O trabalho é um direito fundamental, tem um valor de dignidade e é também uma necessidade para o homem e para este formar e manter uma família, para ter direito à propriedade e para contribuir para o bem comum. O trabalho é o fundamento sobre o qual se edifica a vida familiar, que é um direito fundamental e uma vocação do homem. O respeito aos direitos da mulher faz com que seja levado em conta a sua dignidade e a sua vocação. Quanto ao trabalho do menor este “não deve entrar na oficina senão quando a sua idade tenha suficientemente desenvolvido nele as forças físicas, intelectuais e morais: do contrário, como uma planta ainda tenra, ver-se-á murchar com um trabalho demasiado precoce, e dar-se-á cabo da sua educação.” A greve é reconhecida pela doutrina social como instrumento legítimo, como último recurso e inevitável e até necessário em vista de um benefício proporcionado, desde que todos os outros recursos se tenham levado a efeito para evitar o conflito. Os Sindicatos devem ser instrumentos de solidariedade entre os trabalhadores e são um fator construtivo da ordem social. A ação sindical deve ser voltada para o bem comum. O papel específico do sindicato é o de garantir os justos direitos dos homens do trabalho no quadro do bem comum de toda a sociedade, num empenhamento normal das pessoas em busca do justo bem, não devem se vincular a partidos políticos e nem se envolver na luta pelo poder político, para não se transformarem em instrumentos para outros fins que a solidariedade entre os trabalhadores. Dignidades da Pessoa Humana na Migração A migração é uma enorme fonte de solicitude humana, dado que diz respeito à vida e à dignidade de muitos milhares de milhões de pessoas. A política da Organização das Nações Unidas sobre a migração está alicerçada sobre a dignidade singular de cada pessoa humana. Isto leva-nos a afirmar que o migrante jamais pode ser considerado um objeto de migração, mas sim um sujeito. A condição legal do migrante é algo que está totalmente separado da sua dignidade humana, dado que todos eles, e sem qualquer exceção, têm direitos inalienáveis que não podem ser violados nem ignorados. Tanto os Estados de partida como os de chegada têm a responsabilidade de respeitar e de assumir os compromissos ligados ao código dos direitos humanos internacionais, em vista de assegurar a salvaguarda de todos os migrantes.

Constituição no Brasil e a Dignidade da Pessoa Humana A Constituição Federal de 1988, no Brasil foi a primeira a fundamentar a dignidade como um valor supremo, observado já no art. 1º Por meio da criação de códigos a lei busca suprir as necessidades e carências sociais reveladas ao longo de anos.Assim como o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Estatuto do Idoso, que garantem a dignidade especificamente dessas faixas etárias. Criado em 13 de julho de 1990, o ECA instituiu-se como Lei Federal nº 8.069 (obedecendo ao artigo 227 da Constituição Federal), adotando a chamada Doutrina da Proteção Integral, cujo pressuposto básico afirma que crianças e adolescentes devem ser vistos como pessoas em desenvolvimento, sujeitos de direitos e destinatários de proteção integral. Na maioria das vezes, os princípios da dignidade da pessoa humana encontram-se implícitos na Constituição Federal. (Acompanhe com a Constituição Federal : Título I Dos Princípios Fundamentais Art 1º,Art 3º,Art 4º; Título II Dos Direitos e Garantias Fundamentais Art 5º e Capítulo II Dos Direitos Sociais Art 6º Dignidade da Pessoa Humana dentro do Sistema Penal A dignidade humana se manifesta singularmente na autodeterminação consciente e responsável da própria vida e que traz consigo a pretensão ao respeito por parte das demais pessoas, constituindo-se um mínimo invulnerável que todo estatuto jurídico deve assegurar, de modo que, somente excepcionalmente, possam ser feitas limitações ao exercício os direitos fundamentais, mas sempre sem menosprezar a necessária estima que merecem todas as pessoas enquanto seres humanos. O direito à vida privada, à intimidade, à honra, à imagem, dentre outros, aparecem como conseqüência imediata da consagração da dignidade da pessoa humana como fundamento da República Federativa do Brasil. PENAS ALTERNATIVAS: destinada à crimes leves,tendo como objetivo reintegrar o infrator. Possui VANTAGENS a)a diminuição do custo do sistema repressivo; b) a adequação da pena à gravidade objetiva do fato e às condições pessoais do condenado, onde ele não precisaria deixar sua família, a comunidade ou perder seu emprego; c) o não encarceramento do condenado nas infrações penais de menor potencial ofensivo, afastando-o do convívio com outros delinqüentes DESVANTAGENS a) estas não reduzem o número de encarcerados; b) elas não tem conteúdo intimidativo, parecendo mais uma medida disciplinadora; c) trazem o risco da implantação de medidas não-privativas de liberdade que impõem formas de controle social mais intensas. Habeas corpus
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Privação de liberdade injusta; Direito de, ainda que preso por "justa causa", responder o processo em liberdade. É garantia de direito à liberdade que é direito fundamental,

Lei Maria da Penha Aumento no rigor das punições das agressões contra a mulher quando ocorridas no âmbito doméstico ou familiar.

Dignidade Humana na época do Holocausto Para exata compreensão do princípio da dignidade suprema da pessoa humana e de seus direitos, é preciso rememorar que os avanços têm sido, fruto da dor física e do sofrimento moral como resultados de surtos de violências, mutilações, torturas, massacres coletivos, enfim, situações aviltantes que fizeram nascer consciências e exigências de novas regras de respeito a uma vida digna para todos os seres humanos. Foi, claramente, a experiência nazista que gerou a consciência universal de que se devia preservar, a qualquer custo, a dignidade da pessoa humana, como uma conquista de valor ético-jurídico intangível. Assim, a dignidade humana é um valor máximo, supremo, de valor moral, ético e espiritual intangível. A Dignidade da Pessoa Humana em meio a Econômica O sistema capitalista e suas vertentes de lucro e produtividade acabam gerando em contraste desemprego miséria. O direcionamento de multinacionais em diversos países tem como a criação de mercados consumidores e mão-de-obra mais barata seus objetivos que acompanhados da globalização e unificação do mercado consumidor os geradores da desigualdade social. A exploração do trabalhador e as condições sobre as quais compradores e vendedores de força de trabalho se defrontam no mercado, sob o risco de se excluir o trabalhador do mercado de trabalho, lançando-o para além da linha de miséria e localizando-o em uma condição social sob humana. Em meio a este cenário de desconstrução do trabalho, desvalorização do trabalhador e exploração, o cidadão sofre na perda de sua dignidade não apenas com a privação material, mas na restrição de seus direitos como: a segurança socioeconômica e a auto-estima. Em pleno processo de globalização, a inclusão social torna-se um desafio, na tentativa de garantir mínimas condições de sobrevivência às populações mais humildes. Em grandes concentrações de miséria manter os direitos necessários e princípios de dignidade torna-se uma atividade quase impossível, pois em um país de prática neoliberal, a intervenção mínima do Estado prejudica os cidadãos, porque o principio econômico neoliberal exemplifica que a interferência mínima do governo deve ser na economia, mas acaba se estendendo nos deveres do Estado que acaba precarizando seu atendimento aos cidadãos e o cuidado com os direitos.

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