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APOSTILA DE INVENTARIO[1]

APOSTILA DE INVENTARIO[1]

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INVENTÁRIO: 1. Conceito: É o procedimento pelo qual se liquida a herança e se paga as dívidas do seu autor e do próprio espólio. 2.

Espécies: O inventário pode ser judicial ou extra judicial. (art. 982, CPC) O inventário judicial é obrigatório quando houver menor envolvido ou testamento a ser cumprido. Havendo testamento, é obrigatório instaurar procedimento especial de jurisdição voluntária a fim de ser prolatada em sentença ordem de cumprimento de testamento, após ouvido o Ministério Público, processado em autos apensados ao inventário. Se todos os herdeiros forem maiores e capazes, pode ser feito extrajudicialmente, por meio de escritura pública, mas mesmo assim não dispensa o advogado. 3. Prazo para instaurar o procedimento de inventário: é de 60 dias conforme art. 983 do CPC, com redação alterada pela Lei 11.441 de 04/01/2007. Antes o prazo era de trinta dias. O prazo legal de encerramento do procedimento é de 1 ano. 4. Administração da herança: até que o inventariante preste o termo de compromisso a administração da herança incumbirá ao administrador provisório (pessoas arroladas no art. 1797 do CC), que representa o espólio ativa e passivamente, na forma dos art. 985, 986 do CPC. Quando o inventariante presta o termo de compromisso passa ele a administrar e representar o espólio – art. 991 do CPC. 5. Legitimados a requerer o inventário: art. 987 e 988 do CPC • Quem estiver na posse e administração da herança • O cônjuge supérstite • O herdeiro • O legatário • O testamenteiro • O cessionário do herdeiro ou legatário • O credor do herdeiro , do legatário ou do autor da herança • O síndico da falência do herdeiro, do legatário, do autor da herança ou do cônjuge supérstite • O Ministério Público, havendo herdeiros incapazes • A Fazendo Pública quando tiver interesse Obs. Se os legitimados não instaurarem o inventário no prazo legal o juiz pode determinar de ofício – art. 989 do CPC. 6. Legitimados a serem inventariantes, com ordem meramente preferencial prevista no art. 990 do CPC: I – O cônjuge sobrevivente que convivia com o falecido ao tempo da morte e era casado pelo regime da comunhão II – O herdeiro que estiver na posse e administração do espólio III – qualquer herdeiro se nenhum estiver na posse e administração do espólio IV – o testamenteiro, se lhe foi atribuída a administração do espólio V – o inventariante judicial, se houver VI – pessoa estranha idônea, onde não houver inventariante judicial 7. Atribuições do inventariante: estão previstas no art. 991 a 993 do CPC 8. Procedimento de inventário: • Abre-se o inventário com a distribuição da petição de abertura de inventário e a nomeação de inventariante. • Nomeado o inventariante, terá ele o prazo de 5 dias para assinar o respectivo compromisso. • Assinado o termo de compromisso, o inventariante terá o prazo de 20 dias para apresentar as primeiras declarações, que deve conter todos os detalhes sobre a herança a ser liquidada. • Apresentadas as primeiras declarações devem ser citados os herdeiros e todos os interessados na sucessão, os quais poderão impugná-la no prazo comum de 10 dias, contado da juntada do último mandado de citação. Não se promove citação por carta precatória ou rogatória em inventário. Se a parte não tiver domicílio na comarca deverá fazer-se a citação por edital. • Encerrada as manifestações dos interessados, o feito deve ser remetido à Procuradoria do Estado. • Antes da partilha devem ser pagas as dívidas do autor da herança e do espólio. • Encerrados os pagamentos, os bens da herança devem ser avaliados por avaliador judicial e se não houver por perito.

2004 do CC. remete-se à manifestação à Fazenda. O formal pode ser substituído por certidão de pagamento do quinhão hereditário quando não exceder a 5 salários mínimos.ú. do CPC é de natureza prescricional.• • • • • • • • Apresentado o laudo de avaliação. Aceita a avaliação. emendadas ou aditadas as primeiras declarações. havendo o mesmo inventariante em ambas. as duas heranças podem ser cumulativamente inventariadas. CC). em instrumento público. serão apresentadas as últimas declarações.herdeiros capazes . 495 do CPC. CC) . Partilha judicial – é aquela julgada por sentença. quando serão ratificadas.ú. 2027 e p. O cálculo do imposto mortis causa incide sobre os valores previstos nas últimas declarações. reservados bens para pagamento dos créditos. 15. mediante expressa manifestação. e cálculo do imposto. na forma do §1 do art. sem comprometimento da quota necessária (art. desde que sejam os mesmos bens em sucessão e os mesmos sucessores. Transitada em julgado a sentença de partilha. Havendo vício de consentimento ou intervenção de incapaz a partilha amigável poderá ser anulada no prazo de um ano. 13. Alvará: Os valores indicados na Lei 6858/80 dispensam tanto o inventário quanto o arrolamento. Os bens serão colacionados pelo valor que lhes atribuir o ato de liberalidade. mas só será entregue ao herdeiro após comprovado o pagamento de todos os tributos. Colação: significa a conferencia dos bens e valores recebidos antes da abertura da sucessão de forma a garantir a igualdade da legítima. termo nos autos do inventário ou escrito particular homologado pelo juiz Neste procedimento a petição inicial apresentará as pà Fazenda. nem liberalidade (art. 12. 1031 do CPC: . será lavrado o auto de partilha. dispensar da colação os bens que pertencerem à disponível que. Inventário negativo: mesmo que o falecido não tenha deixado bens a inventariar é necessário instaurar o inventário negativo para demonstrar a inexistência de bens bem como fugir das causas suspensivas do casamento. deverá a avaliação ser repetida. que segundo o art. Se acolhidas. Espécies de partilha: Partilha amigável – aquela que resulta de esboço amigável. porém o formal somente poderá ser expedido e entregues após a comprovação de recolhimento do imposto. A partilha judicial é rescindível na forma do art. termo nos autos ou instrumento particular homologado judicialmente. Resolvidas as impugnações. 1029. na forma do art. do CC c/c o art. se houver. 2015 do CC c/c art. quando não há acordo entre os herdeiros. 10. O juiz concede a carta de adjudicação mediante sentença. 1030 do CPC e no prazo de 2 anos do art. após. será julgada a partilha. cada herdeiro receberá seu formal de partilha quanto aos bens que lhe tocarem na herança. Arrolamento sumário: é uma opção de procedimento facultado às partes quando reunidos os seguintes requisitos. Observações: Se falecer o cônjuge do autor da herança antes da partilha do pré-morto. Resolvidos os pagamentos das dívidas. na forma do art. tem por finalidade a igualdade entre os herdeiros. se houver. O partidor judicial então organiza o esboço de partilha e as partes têm 5 dias para se manifestarem. Feito o cálculo. cabendo apenas a expedição de alvará. 1031 do CPC. decorrente de acordo elaborado pelas partes capazes. previstos no art. as partes têm o prazo de 5 dias para se manifestarem e. È dispensada a avaliação se a Fazenda da unidade da Federação concordar com os valores atribuídos nas primeiras declarações. Da mesma forma ocorrerá se o herdeiro habilitado falecer antes da partilha se não deixar outros bens além do seu quinhão. O juiz homologará a partilha por sentença. 11. 2010 e 2011. as partes têm prazo comum de 10 dias para apresentarem ao juiz pedido de quinhão. as partes podem se manifestar no prazo comum de 10 dias para impugnações. 14.. que consiste no instrumento de liquidação. que lançará o imposto apenas administrativamente. Pago o imposto de transmissão. Os gastos ordinários do ascendente para com o descendentes não são colacionáveis. por estar fora da legítima é passível de doação. Pode o testador.partilha amigável . Adjudicação: Ocorre quando existe um só herdeiro. Assim. 2005. assinado pelo juiz e pelo escrivão. p. Abre-se o prazo de 10 dias para as partes se manifestarem sobre as últimas declarações.escritura pública. 2016 do CC. 9. por não constituírem doação.

porém foi conscientemente omitido na descrição dos bens pelo inventariante. 17. 1995. da herança que se descobrirem depois da partilha. entre outros Não é cabível antecipação de tutela na ação de petição de herança. A pena de sonegados não se decreta ex oficio. O art.CC). conforme art. e a perda dos direitos sobre os bens sonegados. serão eles sobrepartilhados. pois é neste momento que se completa a descrição dos bens. Ação de petição de herança: é o meio judicial de que se serve o herdeiro excluído para garantir sua qualidade sucessória e o natural acesso aos bens hereditários. Se o sonegador for o inventariante a sonegação só pode ser arguida depois de encerrada a descrição dos bens. Sobrepartilha: No caso de ficarem fora do inventário alguns bens. podendo apenas recorrer às medidas cautelares sempre que a urgência i exigir. . Feitas as primeiras declarações. CC. o sonegador deverá pagar a importância dos valores que ocultou. embora fosse melhor que o texto legal fizesse referência às últimas declarações. litigiosos. podendo aí fazer adições ou emendas às declarações já prestadas. ou até em um novo processo. Sonegados: é tudo aquilo que deveria entrar na partilha. Ao sonegador impõe-se como punição a remoção do cargo de inventariante. em um procedimento igual ao da partilha. assim como os de liquidação difícil ou morosa. situados em lugar remoto da sede do juízo onde se processa o inventário. 1994. A AÇÃO DE PETIÇÃO DE HERANÇA É PRESCRITÍVEL. 1040 do CPC discrimina os bens sujeitos à sobrepartilha: sonegados. Pode ser invocada nas seguintes hipóteses: • Filho não reconhecido pelo pai • Herdeiro testamentário excluído da sucessão • Parentes do de cujus excluídos por outros titulares • Herdeiros não necessários preteridos pelos testamentários. 18. Se não for possível devolver os bens ao espólio. mediante ação ordinária contra o inventariante ou contra herdeiro que omitiu os bens na colação a que os devia levar ou deixou de restituí-los (art.CC). 1996. podendo ser nos mesmos autos existentes. mais perdas e danos (art. deve ser provocada pelos interessados. o inventariante ainda tem um momento derradeiro para as últimas declarações.16. Tem por objetivo reconhecer a qualidade de herdeiro e/ou reaver a herança que se encontra nas mãos de terceiros.

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