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SÉRIES INICIAIS E A IMPORTANTE ARTE DA LEITURA1

Eliene Santos Silva2

RESUMO: Este artigo focaliza a importância do incentivo e da prática da leitura nas séries iniciais, considerando que é de extrema necessidade a leitura na vida do ser humano, e esta faz com que cada vez mais as instituições de ensino voltem o olhar para as maneiras de buscar a motivação, adequação, incentivos e interesse do aluno por essa prática, do professor pela seu preparo e pela escola através da sua adequação. No entanto, o que cabe, não é retirar toda a responsabilidade que a sociedade impõe à escola como formadora de leitores, e sim demonstrar que há muitas formas de agir em pró da formação desses indivíduos, onde a união de vários setores sociais seja ele a própria escola, o grupo profissional que é o que matem o contato direto com os alunos e a família se unam em função de colaborar para o desenvolvimento na formação desses alunos.O objetivo deste é demonstrar a importância do incentivo e da prática da leitura nas séries iniciais, contudo, como sendo um processo contínuo e lento acaba sendo de grande relevância no processo ensino-aprendizagem, podendo, numa concepção globalizada poder ser adequada como além da formação intelectual da criança, uma forma de lazer, cultura e descontração. Palavras-Chave: Leitura, Séries iniciais, Professor, Escola, Formação.

INTRODUÇÃO
Considerar a importância da leitura na vida do ser humano faz com que cada vez mais as instituições de ensino voltem o olhar para as maneiras de buscar a motivação, adequação, incentivos e interesse do aluno por essa prática, do professor pela seu preparo e pela escola através da sua adequação. O aparecimento da Literatura Infantil tem características próprias, pois decorre da ascensão da família burguesa, do novo "status" concedido à infância na sociedade e da reorganização da escola. Sua emergência deveu-se, antes de tudo, à sua associação com a Pedagogia, já que as histórias eram elaboradas para se converterem em instrumento dela. “A literatura infantil propriamente dita partiu do livro escolar, do livro útil e funcional, de objeto eminentemente didático” (ARROYO, 1968).
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Artigo Apresentado à disciplina de...da FID – Faculdades Integradas de Diamantino, , Mato Grosso. Acadêmica do 3º ano do curso de Licenciatura em Pedagogia com ênfase em Educação Infantil da FID –

Faculdades Integradas de Diamantino, Mato Grosso.

Apesar de ser natural não é um processo fácil. mas o leitor deve compreendê-lo. atribuindolhe significado e relacionando seu conteúdo com outros textos lidos e com fatos vividos pelo aluno ou vinculado à sociedade. mas sim complexo e exigente. ao interagir com o mesmo e realizar atos de leitura. posteriormente. aliados à instituição de ensino.2 Para os Parâmetros Curriculares Nacional (PCNs). já para Lajolo (1993.2) complementa que “leitura do mundo” precede a leitura da palavra. elaborar novas propostas. podendo. cultura e descontração. como sendo um processo contínuo e lento acaba sendo de grande relevância no processo ensino-aprendizagem. Ele se dá em sociedade. a leitura deve apenas ser um jogo de deciframento de códigos do sentido do texto. Contudo este artigo traz à tona a união dos elos escola. concordando ou não com o texto e. Assim esse justifica-se pela sua importância sócio-educacional. daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura . ainda estão sendo lapidados como profissionais para atender uma clientela totalmente diferente umas das outras. formar sua própria opinião. seja no contato com as pessoas. Assim. ele poderá perceber qual a pretensão do autor no texto. p. Freire (1983 p. família e professor como requisitos importantes para a formação dos leitores. e os mesmos estão em processo de descobertas. em interação com o mundo. onde os alunos/crianças são de certa forma os principais envolvidos. a leitura é uma grande aliada na formação de leitores críticos. O objetivo deste é demonstrar a importância do incentivo e da prática da leitura nas séries iniciais. em caso negativo. acabam sendo considerados “detentores” do saber. uma forma de lazer. independente da idade comece por si só. ou nas brincadeiras com animais e até mesmo na ação de apenas observar o que está ao redor. Desta maneira RISSO (2010 p. da mesma forma os professores. Assim. numa concepção globalizada poder ser adequada como além da formação intelectual da criança. e em tese. contudo. LEITURA E SUAS FACETAS O contato com o mundo já faz com que as pessoas. na relação entre os indivíduos. 53). Vê-se então que esse processo de aprendizado se dá de forma natural. e.1) nos remete o seguinte: O indivíduo começa a dar significado e a compreender o que o cerca.

com as circunstâncias. ou de relações epistemológicas. Esse processo leva o indivíduo a uma compreensão particular da realidade (p. Porém. que ao mesmo tempo se constitui também em um determinado contexto (TFOUNI. 1986 pág. o estabelecimento das relações cognitivas. Da mesma forma Souza (1992) afirma: Leitura é. e o indivíduo. Faz-se importante. e que realiza esta ação é o leitor.3 daquele. nada menos que a “ação ou efeito de ler”. 2004). (CÓRIA SABINI. neste processo tenta-se satisfazer os objetivos que guiam sua leitura. porém Luft (1998) implica que leitura é nada mais. basicamente. 1994). mas implica uma série de estruturas progressivamente construídas através da contínua interação entre o sujeito e o meio ambiente. É também uma das maiores potências do vocabulário e expressão envolvendo e informando o leitor com idéias as quais lhe darão enfoques abrangentes para o crescimento cultural do qual depende o seu progresso na vida. pois este é adquirido através de métodos e técnicas bem estruturadas que levem o leitor ao conhecimento científico e a possibilidade de reflexão.al (2007) inferem que a leitura é de suma importância para o aprendizado. Peruchi et. Ler é interpretar uma percepção sob as influências de um determinado contexto. 22) ressalta que a leitura é um processo de interação entre leitor e texto. não consiste em uma simples cópia dos objetos externos ou um mero desdobramento de estruturas pré-formadas no sujeito. 59) Quando se ouve falar em leitura. o ato de perceber e atribuir significados através de uma conjunção de fatores pessoais com o momento e o lugar. O processo de leitura geralmente é reduzido à simples decodificação de signos e decifração da escrita. seu verdadeiro significado abrange uma gama mais ampla de concepções. sabermos que o ato de ler sempre está ligado com a interação entre o contexto social (contraditório e conflituoso). De acordo com MARTINS (1994) as concepções sobre leitura podem ser sintetizadas de acordo com duas características . O processo de aprendizagem da leitura relaciona-se ao processo de formação global do indivíduo inserido em um contexto sócio-histórico e cultural diferenciado (MARTINS. 22). Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. Para Piaget. Considerando essa afirmativa Solé (1998 p. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto. acabam surgindo várias interpretações.

se a escola pretende converter a leitura em objetos de aprendizagem. o indivíduo além de ver. Por essa razão percebe-se a real importância da escola e do professor nesse processo. 20) afirma que a leitura na escola tem sido fundamental. 2) Método de compreensão abrangente que envolve componentes sensoriais. de ler. para que durante essa prática. Se dimensionarmos essa função social como sendo a necessidade do conhecimento e a apropriação de bens culturais.4) . sua natureza e sua complexidade sem descaracterizá-lo. Nessa perspectiva. p. Mas essa prática não tem início somente quando a criança chega à escola. por meio de aprendizado estabelecido a partir da perspectiva do behaviorismo/skineriana. um meio e não um fim em si mesmo. em certa medida. neurológicos. uma concretização de um pressuposto geral básico. Daí a importância do papel da escola em relação à leitura. Cagliari (1999. 2009 et. Balzan (2009 p. faz-se da necessidade de contribuir não só para que haja novos adeptos.al p. 148) remete-nos que a leitura é uma atividade fundamental. que é o de oferecer aos alunos mecanismos e situações em que eles “aprendam a ler e. intelectuais. percebe-se que a necessidade do exercício da leitura. Pode-se afirmar que ainda não existe nos currículos conhecidos e analisados. lendo. aumentam o leque. gerando possibilidades de abrangência mais ampla. aprendam algo” (PAULA. qual seja o da articulação entre a função social da leitura e o papel da escola na formação do leitor. 2005 p. Isso significa trabalhar com s diversidades de textos e combinações entre eles. como se trata de uma pratica social complexa. emocionais. fazendo uma ponte com a família para que tente despertar na criança esse processo interativo de descobertas e conhecimentos. ele realmente entenda o que se passa em toda a leitura.12). e o desenvolvimento para a realização desse hábito vem da escola. “realizando uma conexão entre leitor e texto” (BLANCO.4 1) Pela decodificação mecânica de signos lingüísticos. pois desde criança o sujeito vai fazendo a sua leitura de mundo com suas descobertas e experiências. fisiológicos. a leitura funciona. que deve ser desenvolvida pelas escolas desde as séries iniciais. um objeto de ensino. Na perspectiva da educação infantil. tanto quanto socioeconomicosculturais e políticos. mas sim. A ESCOLA NESSE PROCESSO Muito se afirma que a obrigação da melhora do desempenho das crianças em ler.

pois a aquisição da leitura é imprescindível para agir com autonomia nas sociedades letradas. dinâmico e variado para que essas crianças se sintam envolvidas.1985. que é o de fazer com que o aluno aprenda a ler corretamente. Paula et. Solé (1998 p. suficiente. e ir além do ensinar a ler e a fazer as quatro operações. Considerando a afirmativa supracitada. Para isso. e entender o que se passa no contexto da história. 32) descreve que esse é um dos desafios a ser enfrentado pela escola. 14) afirma que: . interessadas e que esse “novo mundo” de descoberta não seja difícil de ser absorvido. diversificada e criativa. p. e ela provoca uma desvantagem profunda em quem não consegue realizar essa aprendizagem. Precisa investir em bons livros. percebe-se que há muito mais do que se supunha em razão das ações da escola referente a este contexto. sendo ela. percebe-se que não basta o professor coordenar às aulas sem alguns requisitos necessários para o desenvolvimento das aulas. para que assim seja efetiva. Observa-se que a atuação da escola. que representa o conjunto de formas de pensar. agir e sentir do povo brasileiro (BRAGA. É necessário propiciar nas salas de aula e na biblioteca a dinamização da cultura viva. ouvir o outro que conta. deve ainda manter todo o aparato legal.al (2009 p. e a escola representa a única oportunidade de ler que muitas crianças têm. isso dentro da particularidade individual. seja ela em qualquer fase/ciclo/ano. Desta maneira. seja ela em várias vertentes. considerando que a cultura de um povo se fortalece muito pelo prazer da leitura. A escola precisa ser um espaço mais amplamente aberto a todos os aspectos culturais do povo. gerando nesses indivíduos.7). por mais novos que sejam. em sua grande maioria é de suprir as necessidades físicas e materiais para que os profissionais atuem em favor da leitura.5 Porém. muitas vezes “responsáveis” legais e temporários desses indivíduos. e por mais que ainda não saibam ler o prazer em ver as imagens. Isto é lógico.

ainda é . cabe salientar alguns fatores relevantes na tentativa de solucionar essas dificuldades: 1. mas que o extrapola. além de basear-se perante o ensinamento recebido por esse professor no período de academia e o seu desempenho no dia-a-dia de trabalho. segundo entendimento de alguns autores como elemento principal se efetivará pelo hábito da leitura.Ambiente físico: o espaço da leitura deve ser agradável.6 A Escola. pois o acesso ao código por si só não garante o “mergulho” nas malhas de significado do texto e nem o desenvolvimento da capacidade de ver além do que é visível aos olhos. o que importa é a criança sentir-se a vontade para ali permanecer para entregar-se à leitura com prazer e familiarizar-se com o livro. 4. ELO ENTRE O ALUNO E A LEITURA OU DITADOR? Relutar ao dizer que o professor é o ponto primordial da balança para o desenvolvimento do aluno pode ser considerado uma responsabilidade muito grande. Lopes (2010) infere descrevendo que a construção do conhecimento. Para ele. incumbida então da função de promover a formação do leitor. dúvidas e indagações. Às vezes a organização formal das prateleiras constitui barreira para o aluno. o saber-ler não se confunde com o saber-codificar. ou seja. seja na biblioteca. mesmo de forma inconsciente. O entusiasmo contagia. Foucambert (1994) defende que a leitura é uma atividade para os olhos e não para os ouvidos. que se sente inibido e receoso de tocar nas obras. mas quem não sabe apreciar o livro pode desestimular o aluno. muitas vezes restrita.Acervo da biblioteca: é importante a atualização da biblioteca. seja na sala de aula. pode-se dizer então que é a produção de sentido. Partindo então do pressuposto que o incentivo à leitura ainda consiste numa das maiores dificuldades para os professores e para as escolas. Nesse sentido. acolhedor e informal. pois sua postura frente ao livro é fundamental para a formação do hábito de ler na criança. querendo dizer com isto que a leitura não se restringe ao aprendizado das correspondências letra-som. totalmente indiferente ao supra-exposto. mormente no que concerne aos caminhos por onde permeiam na construção do seu conhecimento. 3. e principalmente através da leitura que os alunos poderão encontrar respostas aos seus questionamentos. Porém.Livro acesso aos livros: aos livros devem estar dispostos de forma a permitir à criança fácil manuseio. a que impõe a leitura aos seus alunos. uma vez inserida e enfatizada no contexto escolar. O PROFESSOR. 2. terá que rever as condições. tendo em vista o atendimento dos interesses e a fase do desenvolvimento dos usuários. e não apenas vinculados e adstritos a uma metodologia tradicional.Fator pessoal: representado pelo professores. em se tratando que o trabalho profissional. Afinal.

Por essa razão. exige-se que preferencialmente o professor–leitor e que possua um vasto conhecimento para proporcionar aos seus alunos um universo de opções de indicações de leituras. 2000. No que diz respeito à interpretação de obras literária. de ensinar a decifrar códigos e símbolos.7 dependido da atuação da escola e da família nesse processo. Quanto a Escola. 2010 p. entre outros textos. afirma que o papel do professor em sala de aula é o de proporcionar aos alunos. se o professor em sala de aula lê narrativas. elaborar com a turma materiais de leitura como fichários. então. com as de hoje. Para ser eficaz “deverá adaptar seu ponto de vista ao da criança. festas populares. a principal indagação é de que forma agir perante a criança e a necessidade da leitura? Cecília Meireles disse que “não se pode pensar numa infância a começar logo com a gramática e retórica: Narrativas orais cercam a criança da Antigüidade. teogonia. e vai além. as de um adulto já alfabetizado. reconhecendo a função social da leitura e da escrita na sociedade em que vive. estimular o senso crítico no aluno. . Uma tarefa que não é nada fácil” (FERREIRO. poesia. Por essa razão que muitos autores afirmam que para que o professor tenha um bom resultado na formação desses indivíduos. principalmente do professor que deve ser um leitor com conhecimento amplo e disposto a usar de metodologias que atraiam o aluno a leitura e direcionem seus interesses a mundo da literatura. 4). situações de leitura. utiliza-se destas leituras para estimular seus alunos. teatro. músicas. Jolibert (1994). bem como do interesse da criança.61). dando-lhes oportunidade para desenvolver o gosto pela leitura. cabe a ele auxiliar o aluno na compreensão e interpretação dos conteúdos. aventuras. jogos e representações variadas” ocupam “no passado.” E acrescenta: “quase se lamenta menos a criança de outrora. poesias. O professor é responsável pelo estímulo do aluno. Desta forma. e ajudá-los a desenvolver o gosto pela leitura. refere que a função do professor é bem complexa. faltam esclarecimentos a respeito da importância da literatura e de como utilizá-la assim é necessário um processo de conscientização da equipe pedagógica a cerca desse assunto (RISSO. a mesma autora supracitada. ele deve também ser envolvido com essa ação. o lugar que hoje concedemos ao livro infantil. assim como na exposição destes mesmos e a instigar nos alunos a formulação de postura crítica a cerca do que aprende e a expressar seu ponto de vista. fabulas. O professor não pode. se tornar um prisioneiro de suas próprias convicções. assim. dicionário alfabético entre outros. assim ele pode ajudar. podem indicar e estimular situações em que desabroche nas crianças o prazer na leitura. lendas.” Assim “mitos. Por isso a educação com qualidade exige o envolvimento de todo âmbito escolar. p.

Muito antes de ingressar no 3 Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI). com ou sem a ajuda do professor".” (FEIRE 1995. poemas. ALUNO OU LEITOR? AS ESTRATÉGIAS PARA LEITURA E A MUDANÇA NA VIDA EDUCACIONAL O desenvolvimento desta prática acaba sendo considerado pó vários autores como (JOLIBERT. nem com seus alunos. despertando uma visão globalizada do que se encontra a sua volta. p. vol. pois estes ampliam o potencial imaginativo da criança. o professor deve proporcionar várias atividades inovadoras.1994. (RCNEI3. Brasília: MEC/SEF. Freire nos demonstra que "Na medida. podendo utilizar de artifícios que corroboram para ligar e os alunos e os livros. muito menos com o seu desempenho profissional.3. 1984. procurando conhecer os gostos de seus alunos e a partir daí escolher um trabalho ou uma história que vá ao encontro das necessidades da criança. apreciando a leitura feita pelo professor. Entende-se que o professor é acima de tudo. se enxergarem a sua atividade como obrigações nunca terão êxito. revistas. em que melhor o percebia e o entendia na “leitura” que dele ia fazendo. deixando-o se expressar. Nesse contexto. mas o que passa ao seu redor. 1998. 55). que. SOUZA 1992). a familiaridade com a escrita por meio da participação em situações de contato cotidiano com livros. CRIANÇA. etc. os meus temores iam diminuindo. O que se percebe é que além de motivar as nossas crianças/alunos. das histórias verídicas e dos acontecimentos diários. trava-línguas. . escutar textos lidos. devemos motivar também aos professores. como contos. porém. 1998. onde mesmo pode entender não só a história lida. 117). histórias em quadrinhos. abarcando um medo e um fracasso que não precisaria co-existir. social e educacional. Isto se fará possível trabalhando conteúdos que privilegiem a participação dos alunos em situações de leitura de diferentes gêneros feita pelos adultos. que as de hoje sem os contadores de história” (MEIRELES. escolher os livros para ler e apreciar. cenários e objetos. o ponto da mudança do ser humano. p. adaptando o seu vocabulário. ao mundo do faz-de-conta. p 15).8 sem leitura especializada. parlendas. em que me fui tornando íntimo do meu mundo. Os professores deverão organizar a sua prática de forma a promover em seus alunos: o interesse pela leitura de histórias. propiciar momentos de reconto de histórias conhecidas com aproximação às características da história original no que se refere à descrição de personagens. despertando esse educando para o gosto. Contudo. um mediador/incentivador para esta prática.

é obrigatória e cobrada por meio de algum tipo de avaliação (RACHE 2009 p. algo que conquistado plenamente. Para que isso aconteça é necessário que se desenvolva um trabalho motivante e experimental. isso são alguns dos estímulos que podem ser determinantes para a formação do pequeno leitor. pois requer esforço. O aluno deve achar a leitura interessante.9 âmbito escolar. com o que visualiza no cotidiano e até mesmo pelos meios de comunicação que estão ao seu alcance. Há. para desenvolver muito mais do que a capacidade de ler. 2009). de uma forma ou de outra. com a literatura informatizada. pois é por meio da linguagem que ele se comunica. por si. No entanto. . dará autonomia e independência. Porém. a escola terá que mobilizá-los internamente. como também desenvolver diversas técnicas auxiliadas pelas ferramentas computacionais. com isso. o gosto e o compromisso com a leitura. mas também. as crianças são capazes de desenvolver o hábito da leitura. com materiais diversos. De acordo com Gagliari (1999) para se fazerem as primeiras leituras de texto é preciso primeiro. proporcionando à criança não só o contato com várias obras. o risco de volta para aquela leitura que. que o aluno já seja capaz de decifrar. até conseguirem uma velocidade de leitura para ler em voz alta.24). Rache (2009) afirma que desde as séries iniciais. individualmente. em primeiro lugar arranjar as idéias na mente para montar a estrutura lingüística do que vai dizer em voz alta ou simplesmente passar para sua reflexão pessoal ou pensamento. uma pessoa precisa. A leitura também é fundamental para a participação social efetiva do indivíduo. e não que exiba para ele ou para classe que sabe ler. o professor o ajudará a ler pequenos textos. não é uma pratica pedagógica eficiente (BALZAN. palavras isoladas. a criança já mantém um contato direto com material de leitura de adultos. Para tornar os alunos bons leitores. É necessário também que o professor convença-se de que é muito importante que o aluno leia. tem acesso a informação. Quando lê. expressa e defende pontos de vista. Este contato possibilita que a criança cresça em conhecimento por meio dos diversos gêneros literários. Uma prática de leitura que não desperte e cultive o desejo de ler. partilha ou constrói visões de mundo e produz conhecimento. Essa prática dá aos alunos o estímulo de ler em particular. pois aprender a ler é também ler para aprender. a sociedade tende a indicar leituras mais voltadas para a informação e para a formação social do leitor do que para a leitura prazerosa.

e desenvolvimento de sua personalidade. Por essa questão. ética e moral. mas também do professor. devendo-se aceitar todas as variedades lingüísticas do português falado. os mitos. com mídias. dos Contos de Fadas. opinativo. o trabalho em grupo. com livros infantis. que além de dar uma “liberdade” à criança. fazendo-o perceber-se como membro participante de uma sociedade. . social. Demonstra que não só inserir a criança diretamente ao contexto literário. com o social e com sua intelectualidade. que muitas vezes se resguarda em seus conhecimentos de academia não se propondo a adequar a realidade encontrada com seu grupo de crianças. 1995. as brincadeiras acabam sendo propostas para formação de leitores. afetiva. criatividade. Antunes (2008) traz em sua obra quesitos importante que podem auxiliar não só a adaptação da criança para esta nova fase da vida. É o caminho de descoberta. leitura colaborativa. crescerão e se desenvolverão na busca de soluções para as suas aflições e problemas de ordem intelectual. os jogos. o respeito e o companheirismo. p. Em razão da afirmativa supracitada.10 Se quisermos inculcar o hábito da leitura precisamos ir além das necessidades e interesses das várias fases de desenvolvimento e motivar a criança a ir ajustando o conteúdo de suas leituras à medida que suas necessidades intelectuais e condições ambientais forem mudando. Assim. atividades seqüenciais de leitura e atividade permanentes de leitura. que falta motivação. leitura feita pelo professor. fazê-la interessar. que eles devem repetir indeterminadamente vida afora para serem chamados de “socialmente integrados” (RACHE 2009 p. fábulas. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) mostram maneiras de se trabalhar à leitura e citam algumas técnicas eficientes como: projeto de leitura. e sim. é comum que os alunos sejam considerados como meros aprendizes de um saber acumulado pela humanidade. vontade de buscar outros recursos possíveis para que as aulas de leitura não se tomem apenas rituais mecanizados. Esclarecendo que não deve haver exigência de leitura de determinados textos ou gêneros textuais escolhidos pela escola ou pelo professor. e para isso utilizar o lúdico. 20). Qualquer pessoa que entre em uma sala de aula pode perceber. (BAMBERGER. permitindo-lhe interagir com o imaginário. 23). folclore. meio ou grupo. o estimula ao crescimento intelectual. deve-se motivá-los para novas descobertas e estimular o contato das crianças com a sociedade. teatro. percebe-se quão importante é a interação das crianças com esse meio. com o objetivo de formar cidadãos capazes de compreender os diferentes textos com os quais se defrontam. pois ali se observa a participação. a observação e o julgamento próprio. por parte de alguns professores. Nessa espécie de aula. leitura diária. poesias.

pode acabar em frustração. pois. acaba gerando possíveis pressões que não seria necessária a “coexistência”. mesmo com escassez de materiais ou as dificuldades apresentadas por cada criança durante esse processo. Para tanto. e as crianças estão em pleno processo de conhecimento e alfabetização. com intuito na formação de cidadãos que possam contribuir com a sociedade. deve-se lembrar que ao governo cabe a valorização da educação/ensino brasileiro a fim de adequação e melhora da educação. O educador deve-se sentir preparado para mais essa “função” dentro da “função” de professor. enfatiza-se o papel do professor. seja uma nova descoberta. professor e família. Muito se falou na importância da escola. e com olhos de formadores. uma vez que como são séries iniciais. e para que haja o feedback positivo deve haver paciência. nas séries iniciais. do professor e até mesmo da família. se o educador não perceber o tempo da criança. sendo que. . o envolvimento da criança com a escola. pode acabar tornando-se imposição. Levando em consideração que o dia da criança é dividido entre a escola e a família. Da mesma forma a família deve acompanhar. estrutura e principalmente criatividade.11 Essas questões tornam-se pertinentes desde que haja cumplicidade entre escola. e que o inicio disso e grande parte da responsabilidade recai nas primeiras formações escolares. e na maioria das vezes. desde a valorização profissional à adequação das instituições de ensino. média ou superior. ou seja. Se houver percepção de todos acerca da presença da leitura no cotidiano. poder-seá vivenciar o seu ensinamento e sua aplicação na escola de maneira mais agradável. seja ela básica. a primeira deve sim manter elo de união com esse grupo. dar sustentação emocional e incentivo necessário para que o desenvolvimento aconteça e flua naturalmente. CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao considerar a formação de leitores importante e extremamente necessária. deve ser vista com bons. esse novo acesso ao mundo livresco poderá encantá-las e ao mesmo tempo decepcioná-las. o que é imposto. principalmente com criatividade para que a cada dia. Por essa razão. a cada aula. para que incentive a família á interação com essa criança/aluno. e professor acaba sendo um caminho de crescimento para ambos os lados.

Leonardo. Simone Fogaça Vieira. Alfabetização e Lingüística. BLANCO.12 GRADES AND THE IMPORTANT ART OF READING SUMMARY: this article focuses on the importance of encouraging and practice of reading in grades. where the Union of various social sectors be it the school itself. RJ: Vozes. 1968. Universidade do Contestado. teacher. 1999. Universidade Federal de Campinas. .Língua Portuguesa. BRAGA. as a continuous process and. The goal of this is to demonstrate the importance of encouraging and practice of reading in grades.ed. Professores e professauros: reflexões sobre a aula e prática pedagógica diversas. Ed. Luiz Carlos. REFERÊNCIAS ANTUNES. Keywords: reading. what it is. school. Petrópolis. Caçador:2009 BAMBERGER. As diversas facetas da prática de leitura em uma primeira série do ensino fundamental. however. and this causes more and more institutions of higher education will look for ways to seek motivation. grades. 1995. the teacher by training and by the school through its adequacy. However. Como incentivar o hábito da leitura. Melhoramentos. Métodos que ajudam o desenvolvimento da leitura nos anos iniciais. SP: 2005. whereas it is of utmost necessity to read in the life of human beings. incentives and student interest by this practice. Literatura Infantil Brasileira. Brasília: 1997. BALZAN. 2. it is not removing all responsibility that society imposes on the school as instructor of readers. Campinas.1985. 6. São Paulo: Ática. CAGLIARI. São Paulo: Scipione. Parâmetros Curriculares Nacionais . São Paulo: Brasiliense. BRASIL. ed. 2. SP. Richard. fitness. but to demonstrate that there are many ways to act Pro training these individuals. Celso. training. Maria. the professional group which is what kill the direct contact with students and family to join according to collaborate to the development in the training of these students. 2008. Leitura no cotidiano escolar. ARROYO. Marina Diniz.

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