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SÉRIES INICIAIS E A IMPORTANTE ARTE DA LEITURA1

Eliene Santos Silva2

RESUMO: Este artigo focaliza a importância do incentivo e da prática da leitura nas séries iniciais, considerando que é de extrema necessidade a leitura na vida do ser humano, e esta faz com que cada vez mais as instituições de ensino voltem o olhar para as maneiras de buscar a motivação, adequação, incentivos e interesse do aluno por essa prática, do professor pela seu preparo e pela escola através da sua adequação. No entanto, o que cabe, não é retirar toda a responsabilidade que a sociedade impõe à escola como formadora de leitores, e sim demonstrar que há muitas formas de agir em pró da formação desses indivíduos, onde a união de vários setores sociais seja ele a própria escola, o grupo profissional que é o que matem o contato direto com os alunos e a família se unam em função de colaborar para o desenvolvimento na formação desses alunos.O objetivo deste é demonstrar a importância do incentivo e da prática da leitura nas séries iniciais, contudo, como sendo um processo contínuo e lento acaba sendo de grande relevância no processo ensino-aprendizagem, podendo, numa concepção globalizada poder ser adequada como além da formação intelectual da criança, uma forma de lazer, cultura e descontração. Palavras-Chave: Leitura, Séries iniciais, Professor, Escola, Formação.

INTRODUÇÃO
Considerar a importância da leitura na vida do ser humano faz com que cada vez mais as instituições de ensino voltem o olhar para as maneiras de buscar a motivação, adequação, incentivos e interesse do aluno por essa prática, do professor pela seu preparo e pela escola através da sua adequação. O aparecimento da Literatura Infantil tem características próprias, pois decorre da ascensão da família burguesa, do novo "status" concedido à infância na sociedade e da reorganização da escola. Sua emergência deveu-se, antes de tudo, à sua associação com a Pedagogia, já que as histórias eram elaboradas para se converterem em instrumento dela. “A literatura infantil propriamente dita partiu do livro escolar, do livro útil e funcional, de objeto eminentemente didático” (ARROYO, 1968).
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Artigo Apresentado à disciplina de...da FID – Faculdades Integradas de Diamantino, , Mato Grosso. Acadêmica do 3º ano do curso de Licenciatura em Pedagogia com ênfase em Educação Infantil da FID –

Faculdades Integradas de Diamantino, Mato Grosso.

ainda estão sendo lapidados como profissionais para atender uma clientela totalmente diferente umas das outras. numa concepção globalizada poder ser adequada como além da formação intelectual da criança.2) complementa que “leitura do mundo” precede a leitura da palavra. daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura . e em tese. p. ele poderá perceber qual a pretensão do autor no texto. mas o leitor deve compreendê-lo. a leitura é uma grande aliada na formação de leitores críticos. aliados à instituição de ensino.2 Para os Parâmetros Curriculares Nacional (PCNs). Vê-se então que esse processo de aprendizado se dá de forma natural.1) nos remete o seguinte: O indivíduo começa a dar significado e a compreender o que o cerca. independente da idade comece por si só. concordando ou não com o texto e. seja no contato com as pessoas. cultura e descontração. família e professor como requisitos importantes para a formação dos leitores. acabam sendo considerados “detentores” do saber. podendo. da mesma forma os professores. posteriormente. já para Lajolo (1993. em caso negativo. ao interagir com o mesmo e realizar atos de leitura. mas sim complexo e exigente. O objetivo deste é demonstrar a importância do incentivo e da prática da leitura nas séries iniciais. e os mesmos estão em processo de descobertas. atribuindolhe significado e relacionando seu conteúdo com outros textos lidos e com fatos vividos pelo aluno ou vinculado à sociedade. a leitura deve apenas ser um jogo de deciframento de códigos do sentido do texto. Assim. uma forma de lazer. na relação entre os indivíduos. Freire (1983 p. Ele se dá em sociedade. 53). Desta maneira RISSO (2010 p. Contudo este artigo traz à tona a união dos elos escola. Apesar de ser natural não é um processo fácil. Assim. em interação com o mundo. contudo. como sendo um processo contínuo e lento acaba sendo de grande relevância no processo ensino-aprendizagem. Assim esse justifica-se pela sua importância sócio-educacional. LEITURA E SUAS FACETAS O contato com o mundo já faz com que as pessoas. elaborar novas propostas. e. ou nas brincadeiras com animais e até mesmo na ação de apenas observar o que está ao redor. formar sua própria opinião. onde os alunos/crianças são de certa forma os principais envolvidos.

não consiste em uma simples cópia dos objetos externos ou um mero desdobramento de estruturas pré-formadas no sujeito. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto.3 daquele. 2004). sabermos que o ato de ler sempre está ligado com a interação entre o contexto social (contraditório e conflituoso). basicamente. O processo de leitura geralmente é reduzido à simples decodificação de signos e decifração da escrita. ou de relações epistemológicas. seu verdadeiro significado abrange uma gama mais ampla de concepções. (CÓRIA SABINI. Da mesma forma Souza (1992) afirma: Leitura é. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. neste processo tenta-se satisfazer os objetivos que guiam sua leitura. 1986 pág. Peruchi et. 1994). pois este é adquirido através de métodos e técnicas bem estruturadas que levem o leitor ao conhecimento científico e a possibilidade de reflexão.al (2007) inferem que a leitura é de suma importância para o aprendizado. 22) ressalta que a leitura é um processo de interação entre leitor e texto. e o indivíduo. É também uma das maiores potências do vocabulário e expressão envolvendo e informando o leitor com idéias as quais lhe darão enfoques abrangentes para o crescimento cultural do qual depende o seu progresso na vida. 22). nada menos que a “ação ou efeito de ler”. o ato de perceber e atribuir significados através de uma conjunção de fatores pessoais com o momento e o lugar. acabam surgindo várias interpretações. O processo de aprendizagem da leitura relaciona-se ao processo de formação global do indivíduo inserido em um contexto sócio-histórico e cultural diferenciado (MARTINS. mas implica uma série de estruturas progressivamente construídas através da contínua interação entre o sujeito e o meio ambiente. Para Piaget. com as circunstâncias. 59) Quando se ouve falar em leitura. Faz-se importante. Porém. De acordo com MARTINS (1994) as concepções sobre leitura podem ser sintetizadas de acordo com duas características . Considerando essa afirmativa Solé (1998 p. que ao mesmo tempo se constitui também em um determinado contexto (TFOUNI. Esse processo leva o indivíduo a uma compreensão particular da realidade (p. porém Luft (1998) implica que leitura é nada mais. e que realiza esta ação é o leitor. Ler é interpretar uma percepção sob as influências de um determinado contexto. o estabelecimento das relações cognitivas.

Cagliari (1999. p. intelectuais. um objeto de ensino. 2005 p. percebe-se que a necessidade do exercício da leitura. Isso significa trabalhar com s diversidades de textos e combinações entre eles. Daí a importância do papel da escola em relação à leitura. por meio de aprendizado estabelecido a partir da perspectiva do behaviorismo/skineriana. e o desenvolvimento para a realização desse hábito vem da escola. Mas essa prática não tem início somente quando a criança chega à escola. “realizando uma conexão entre leitor e texto” (BLANCO. que é o de oferecer aos alunos mecanismos e situações em que eles “aprendam a ler e.4 1) Pela decodificação mecânica de signos lingüísticos. de ler. Nessa perspectiva. para que durante essa prática. Por essa razão percebe-se a real importância da escola e do professor nesse processo. se a escola pretende converter a leitura em objetos de aprendizagem. a leitura funciona. uma concretização de um pressuposto geral básico. que deve ser desenvolvida pelas escolas desde as séries iniciais. Pode-se afirmar que ainda não existe nos currículos conhecidos e analisados. ele realmente entenda o que se passa em toda a leitura. mas sim. 2) Método de compreensão abrangente que envolve componentes sensoriais. A ESCOLA NESSE PROCESSO Muito se afirma que a obrigação da melhora do desempenho das crianças em ler. sua natureza e sua complexidade sem descaracterizá-lo. o indivíduo além de ver. 148) remete-nos que a leitura é uma atividade fundamental. gerando possibilidades de abrangência mais ampla. como se trata de uma pratica social complexa. pois desde criança o sujeito vai fazendo a sua leitura de mundo com suas descobertas e experiências. tanto quanto socioeconomicosculturais e políticos. emocionais.12). 20) afirma que a leitura na escola tem sido fundamental. Se dimensionarmos essa função social como sendo a necessidade do conhecimento e a apropriação de bens culturais. Balzan (2009 p. fazendo uma ponte com a família para que tente despertar na criança esse processo interativo de descobertas e conhecimentos. fisiológicos. qual seja o da articulação entre a função social da leitura e o papel da escola na formação do leitor. um meio e não um fim em si mesmo. aumentam o leque.al p. 2009 et. faz-se da necessidade de contribuir não só para que haja novos adeptos. aprendam algo” (PAULA. neurológicos. Na perspectiva da educação infantil. lendo. em certa medida.4) .

seja ela em qualquer fase/ciclo/ano. A escola precisa ser um espaço mais amplamente aberto a todos os aspectos culturais do povo.1985. considerando que a cultura de um povo se fortalece muito pelo prazer da leitura. e entender o que se passa no contexto da história. Isto é lógico. Precisa investir em bons livros. diversificada e criativa. ouvir o outro que conta. É necessário propiciar nas salas de aula e na biblioteca a dinamização da cultura viva. isso dentro da particularidade individual. que representa o conjunto de formas de pensar. e a escola representa a única oportunidade de ler que muitas crianças têm.al (2009 p. agir e sentir do povo brasileiro (BRAGA. muitas vezes “responsáveis” legais e temporários desses indivíduos. que é o de fazer com que o aluno aprenda a ler corretamente. 32) descreve que esse é um dos desafios a ser enfrentado pela escola. Paula et. interessadas e que esse “novo mundo” de descoberta não seja difícil de ser absorvido. deve ainda manter todo o aparato legal. para que assim seja efetiva. por mais novos que sejam. em sua grande maioria é de suprir as necessidades físicas e materiais para que os profissionais atuem em favor da leitura.7). sendo ela. e por mais que ainda não saibam ler o prazer em ver as imagens. suficiente. e ela provoca uma desvantagem profunda em quem não consegue realizar essa aprendizagem. Desta maneira. percebe-se que não basta o professor coordenar às aulas sem alguns requisitos necessários para o desenvolvimento das aulas. 14) afirma que: . dinâmico e variado para que essas crianças se sintam envolvidas. p. percebe-se que há muito mais do que se supunha em razão das ações da escola referente a este contexto. Para isso. Considerando a afirmativa supracitada. Solé (1998 p. pois a aquisição da leitura é imprescindível para agir com autonomia nas sociedades letradas. e ir além do ensinar a ler e a fazer as quatro operações. seja ela em várias vertentes. Observa-se que a atuação da escola.5 Porém. gerando nesses indivíduos.

4. O PROFESSOR. 3. mormente no que concerne aos caminhos por onde permeiam na construção do seu conhecimento. ainda é . Às vezes a organização formal das prateleiras constitui barreira para o aluno. Afinal. Porém. que se sente inibido e receoso de tocar nas obras. mas quem não sabe apreciar o livro pode desestimular o aluno. em se tratando que o trabalho profissional. totalmente indiferente ao supra-exposto. tendo em vista o atendimento dos interesses e a fase do desenvolvimento dos usuários. pois sua postura frente ao livro é fundamental para a formação do hábito de ler na criança. uma vez inserida e enfatizada no contexto escolar.Livro acesso aos livros: aos livros devem estar dispostos de forma a permitir à criança fácil manuseio. Para ele. mas que o extrapola. incumbida então da função de promover a formação do leitor. seja na biblioteca.Ambiente físico: o espaço da leitura deve ser agradável. cabe salientar alguns fatores relevantes na tentativa de solucionar essas dificuldades: 1. pois o acesso ao código por si só não garante o “mergulho” nas malhas de significado do texto e nem o desenvolvimento da capacidade de ver além do que é visível aos olhos. Partindo então do pressuposto que o incentivo à leitura ainda consiste numa das maiores dificuldades para os professores e para as escolas. e principalmente através da leitura que os alunos poderão encontrar respostas aos seus questionamentos. O entusiasmo contagia.Acervo da biblioteca: é importante a atualização da biblioteca. querendo dizer com isto que a leitura não se restringe ao aprendizado das correspondências letra-som. a que impõe a leitura aos seus alunos. seja na sala de aula. Nesse sentido. dúvidas e indagações. acolhedor e informal. mesmo de forma inconsciente. o que importa é a criança sentir-se a vontade para ali permanecer para entregar-se à leitura com prazer e familiarizar-se com o livro. Lopes (2010) infere descrevendo que a construção do conhecimento. ELO ENTRE O ALUNO E A LEITURA OU DITADOR? Relutar ao dizer que o professor é o ponto primordial da balança para o desenvolvimento do aluno pode ser considerado uma responsabilidade muito grande. terá que rever as condições. pode-se dizer então que é a produção de sentido. muitas vezes restrita. Foucambert (1994) defende que a leitura é uma atividade para os olhos e não para os ouvidos. além de basear-se perante o ensinamento recebido por esse professor no período de academia e o seu desempenho no dia-a-dia de trabalho. ou seja.Fator pessoal: representado pelo professores. 2. e não apenas vinculados e adstritos a uma metodologia tradicional.6 A Escola. segundo entendimento de alguns autores como elemento principal se efetivará pelo hábito da leitura. o saber-ler não se confunde com o saber-codificar.

o lugar que hoje concedemos ao livro infantil.61). dicionário alfabético entre outros. afirma que o papel do professor em sala de aula é o de proporcionar aos alunos. 2010 p. . exige-se que preferencialmente o professor–leitor e que possua um vasto conhecimento para proporcionar aos seus alunos um universo de opções de indicações de leituras. utiliza-se destas leituras para estimular seus alunos. Desta forma. a mesma autora supracitada. elaborar com a turma materiais de leitura como fichários. O professor não pode. e vai além. dando-lhes oportunidade para desenvolver o gosto pela leitura. poesias. refere que a função do professor é bem complexa. poesia. situações de leitura. bem como do interesse da criança. Por essa razão. Uma tarefa que não é nada fácil” (FERREIRO. Por isso a educação com qualidade exige o envolvimento de todo âmbito escolar. teogonia. fabulas. 2000. reconhecendo a função social da leitura e da escrita na sociedade em que vive. festas populares. lendas. Quanto a Escola. músicas. assim. as de um adulto já alfabetizado. cabe a ele auxiliar o aluno na compreensão e interpretação dos conteúdos. se tornar um prisioneiro de suas próprias convicções.” E acrescenta: “quase se lamenta menos a criança de outrora. teatro. assim ele pode ajudar. com as de hoje. então. No que diz respeito à interpretação de obras literária. jogos e representações variadas” ocupam “no passado. e ajudá-los a desenvolver o gosto pela leitura. estimular o senso crítico no aluno. O professor é responsável pelo estímulo do aluno. entre outros textos. principalmente do professor que deve ser um leitor com conhecimento amplo e disposto a usar de metodologias que atraiam o aluno a leitura e direcionem seus interesses a mundo da literatura. se o professor em sala de aula lê narrativas. ele deve também ser envolvido com essa ação. a principal indagação é de que forma agir perante a criança e a necessidade da leitura? Cecília Meireles disse que “não se pode pensar numa infância a começar logo com a gramática e retórica: Narrativas orais cercam a criança da Antigüidade. Jolibert (1994). aventuras. p. Por essa razão que muitos autores afirmam que para que o professor tenha um bom resultado na formação desses indivíduos. de ensinar a decifrar códigos e símbolos. podem indicar e estimular situações em que desabroche nas crianças o prazer na leitura. assim como na exposição destes mesmos e a instigar nos alunos a formulação de postura crítica a cerca do que aprende e a expressar seu ponto de vista.7 dependido da atuação da escola e da família nesse processo.” Assim “mitos. Para ser eficaz “deverá adaptar seu ponto de vista ao da criança. faltam esclarecimentos a respeito da importância da literatura e de como utilizá-la assim é necessário um processo de conscientização da equipe pedagógica a cerca desse assunto (RISSO. 4).

Contudo. social e educacional.1994. despertando esse educando para o gosto. com ou sem a ajuda do professor". Freire nos demonstra que "Na medida. adaptando o seu vocabulário. podendo utilizar de artifícios que corroboram para ligar e os alunos e os livros. p. trava-línguas. ao mundo do faz-de-conta. ALUNO OU LEITOR? AS ESTRATÉGIAS PARA LEITURA E A MUDANÇA NA VIDA EDUCACIONAL O desenvolvimento desta prática acaba sendo considerado pó vários autores como (JOLIBERT. 1998. se enxergarem a sua atividade como obrigações nunca terão êxito. apreciando a leitura feita pelo professor. cenários e objetos. parlendas. em que me fui tornando íntimo do meu mundo. nem com seus alunos. das histórias verídicas e dos acontecimentos diários.” (FEIRE 1995. mas o que passa ao seu redor. Muito antes de ingressar no 3 Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI). 1984. (RCNEI3. devemos motivar também aos professores. SOUZA 1992). . pois estes ampliam o potencial imaginativo da criança. O que se percebe é que além de motivar as nossas crianças/alunos. etc. propiciar momentos de reconto de histórias conhecidas com aproximação às características da história original no que se refere à descrição de personagens. que as de hoje sem os contadores de história” (MEIRELES. Isto se fará possível trabalhando conteúdos que privilegiem a participação dos alunos em situações de leitura de diferentes gêneros feita pelos adultos. o ponto da mudança do ser humano. poemas. o professor deve proporcionar várias atividades inovadoras. escutar textos lidos. p 15). muito menos com o seu desempenho profissional. Nesse contexto. revistas. um mediador/incentivador para esta prática. Entende-se que o professor é acima de tudo. escolher os livros para ler e apreciar. os meus temores iam diminuindo. vol. em que melhor o percebia e o entendia na “leitura” que dele ia fazendo. histórias em quadrinhos. onde mesmo pode entender não só a história lida. porém. p. abarcando um medo e um fracasso que não precisaria co-existir. Brasília: MEC/SEF. deixando-o se expressar.8 sem leitura especializada. a familiaridade com a escrita por meio da participação em situações de contato cotidiano com livros. procurando conhecer os gostos de seus alunos e a partir daí escolher um trabalho ou uma história que vá ao encontro das necessidades da criança. como contos. Os professores deverão organizar a sua prática de forma a promover em seus alunos: o interesse pela leitura de histórias. despertando uma visão globalizada do que se encontra a sua volta.3. 1998. 55). que. CRIANÇA. 117).

9 âmbito escolar. pois é por meio da linguagem que ele se comunica. O aluno deve achar a leitura interessante. a criança já mantém um contato direto com material de leitura de adultos. a escola terá que mobilizá-los internamente. Rache (2009) afirma que desde as séries iniciais. de uma forma ou de outra. tem acesso a informação. mas também. com a literatura informatizada. que o aluno já seja capaz de decifrar. uma pessoa precisa.24). . Para tornar os alunos bons leitores. o gosto e o compromisso com a leitura. partilha ou constrói visões de mundo e produz conhecimento. em primeiro lugar arranjar as idéias na mente para montar a estrutura lingüística do que vai dizer em voz alta ou simplesmente passar para sua reflexão pessoal ou pensamento. como também desenvolver diversas técnicas auxiliadas pelas ferramentas computacionais. a sociedade tende a indicar leituras mais voltadas para a informação e para a formação social do leitor do que para a leitura prazerosa. Porém. É necessário também que o professor convença-se de que é muito importante que o aluno leia. até conseguirem uma velocidade de leitura para ler em voz alta. pois aprender a ler é também ler para aprender. não é uma pratica pedagógica eficiente (BALZAN. isso são alguns dos estímulos que podem ser determinantes para a formação do pequeno leitor. individualmente. expressa e defende pontos de vista. Este contato possibilita que a criança cresça em conhecimento por meio dos diversos gêneros literários. Uma prática de leitura que não desperte e cultive o desejo de ler. por si. palavras isoladas. A leitura também é fundamental para a participação social efetiva do indivíduo. 2009). No entanto. Para que isso aconteça é necessário que se desenvolva um trabalho motivante e experimental. proporcionando à criança não só o contato com várias obras. dará autonomia e independência. pois requer esforço. Há. De acordo com Gagliari (1999) para se fazerem as primeiras leituras de texto é preciso primeiro. o risco de volta para aquela leitura que. o professor o ajudará a ler pequenos textos. Essa prática dá aos alunos o estímulo de ler em particular. com materiais diversos. Quando lê. com o que visualiza no cotidiano e até mesmo pelos meios de comunicação que estão ao seu alcance. com isso. para desenvolver muito mais do que a capacidade de ler. e não que exiba para ele ou para classe que sabe ler. é obrigatória e cobrada por meio de algum tipo de avaliação (RACHE 2009 p. algo que conquistado plenamente. as crianças são capazes de desenvolver o hábito da leitura.

Antunes (2008) traz em sua obra quesitos importante que podem auxiliar não só a adaptação da criança para esta nova fase da vida. É o caminho de descoberta. ética e moral. 1995. Por essa questão. fábulas. leitura colaborativa. e desenvolvimento de sua personalidade. permitindo-lhe interagir com o imaginário. a observação e o julgamento próprio. (BAMBERGER. é comum que os alunos sejam considerados como meros aprendizes de um saber acumulado pela humanidade. percebe-se quão importante é a interação das crianças com esse meio. 20). e sim. o trabalho em grupo. . teatro. social. folclore. Demonstra que não só inserir a criança diretamente ao contexto literário. as brincadeiras acabam sendo propostas para formação de leitores. que muitas vezes se resguarda em seus conhecimentos de academia não se propondo a adequar a realidade encontrada com seu grupo de crianças. dos Contos de Fadas. 23). o respeito e o companheirismo. opinativo. leitura feita pelo professor. com o objetivo de formar cidadãos capazes de compreender os diferentes textos com os quais se defrontam. por parte de alguns professores. criatividade. com livros infantis. que eles devem repetir indeterminadamente vida afora para serem chamados de “socialmente integrados” (RACHE 2009 p. fazendo-o perceber-se como membro participante de uma sociedade. que falta motivação. leitura diária. Em razão da afirmativa supracitada. que além de dar uma “liberdade” à criança.10 Se quisermos inculcar o hábito da leitura precisamos ir além das necessidades e interesses das várias fases de desenvolvimento e motivar a criança a ir ajustando o conteúdo de suas leituras à medida que suas necessidades intelectuais e condições ambientais forem mudando. os jogos. meio ou grupo. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) mostram maneiras de se trabalhar à leitura e citam algumas técnicas eficientes como: projeto de leitura. Esclarecendo que não deve haver exigência de leitura de determinados textos ou gêneros textuais escolhidos pela escola ou pelo professor. afetiva. atividades seqüenciais de leitura e atividade permanentes de leitura. poesias. e para isso utilizar o lúdico. os mitos. fazê-la interessar. p. o estimula ao crescimento intelectual. vontade de buscar outros recursos possíveis para que as aulas de leitura não se tomem apenas rituais mecanizados. Assim. devendo-se aceitar todas as variedades lingüísticas do português falado. com o social e com sua intelectualidade. Nessa espécie de aula. mas também do professor. Qualquer pessoa que entre em uma sala de aula pode perceber. pois ali se observa a participação. com mídias. crescerão e se desenvolverão na busca de soluções para as suas aflições e problemas de ordem intelectual. deve-se motivá-los para novas descobertas e estimular o contato das crianças com a sociedade.

o que é imposto. pode acabar em frustração. deve ser vista com bons. Levando em consideração que o dia da criança é dividido entre a escola e a família. CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao considerar a formação de leitores importante e extremamente necessária. e com olhos de formadores. O educador deve-se sentir preparado para mais essa “função” dentro da “função” de professor. se o educador não perceber o tempo da criança. Por essa razão. Se houver percepção de todos acerca da presença da leitura no cotidiano. e que o inicio disso e grande parte da responsabilidade recai nas primeiras formações escolares. poder-seá vivenciar o seu ensinamento e sua aplicação na escola de maneira mais agradável. o envolvimento da criança com a escola. nas séries iniciais. a primeira deve sim manter elo de união com esse grupo. e as crianças estão em pleno processo de conhecimento e alfabetização. seja uma nova descoberta. para que incentive a família á interação com essa criança/aluno. principalmente com criatividade para que a cada dia. Da mesma forma a família deve acompanhar. enfatiza-se o papel do professor.11 Essas questões tornam-se pertinentes desde que haja cumplicidade entre escola. e para que haja o feedback positivo deve haver paciência. do professor e até mesmo da família. pode acabar tornando-se imposição. desde a valorização profissional à adequação das instituições de ensino. seja ela básica. e professor acaba sendo um caminho de crescimento para ambos os lados. estrutura e principalmente criatividade. sendo que. deve-se lembrar que ao governo cabe a valorização da educação/ensino brasileiro a fim de adequação e melhora da educação. a cada aula. uma vez que como são séries iniciais. dar sustentação emocional e incentivo necessário para que o desenvolvimento aconteça e flua naturalmente. pois. e na maioria das vezes. com intuito na formação de cidadãos que possam contribuir com a sociedade. . média ou superior. ou seja. Para tanto. professor e família. acaba gerando possíveis pressões que não seria necessária a “coexistência”. mesmo com escassez de materiais ou as dificuldades apresentadas por cada criança durante esse processo. esse novo acesso ao mundo livresco poderá encantá-las e ao mesmo tempo decepcioná-las. Muito se falou na importância da escola.

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