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SÉRIES INICIAIS E A IMPORTANTE ARTE DA LEITURA1

Eliene Santos Silva2

RESUMO: Este artigo focaliza a importância do incentivo e da prática da leitura nas séries iniciais, considerando que é de extrema necessidade a leitura na vida do ser humano, e esta faz com que cada vez mais as instituições de ensino voltem o olhar para as maneiras de buscar a motivação, adequação, incentivos e interesse do aluno por essa prática, do professor pela seu preparo e pela escola através da sua adequação. No entanto, o que cabe, não é retirar toda a responsabilidade que a sociedade impõe à escola como formadora de leitores, e sim demonstrar que há muitas formas de agir em pró da formação desses indivíduos, onde a união de vários setores sociais seja ele a própria escola, o grupo profissional que é o que matem o contato direto com os alunos e a família se unam em função de colaborar para o desenvolvimento na formação desses alunos.O objetivo deste é demonstrar a importância do incentivo e da prática da leitura nas séries iniciais, contudo, como sendo um processo contínuo e lento acaba sendo de grande relevância no processo ensino-aprendizagem, podendo, numa concepção globalizada poder ser adequada como além da formação intelectual da criança, uma forma de lazer, cultura e descontração. Palavras-Chave: Leitura, Séries iniciais, Professor, Escola, Formação.

INTRODUÇÃO
Considerar a importância da leitura na vida do ser humano faz com que cada vez mais as instituições de ensino voltem o olhar para as maneiras de buscar a motivação, adequação, incentivos e interesse do aluno por essa prática, do professor pela seu preparo e pela escola através da sua adequação. O aparecimento da Literatura Infantil tem características próprias, pois decorre da ascensão da família burguesa, do novo "status" concedido à infância na sociedade e da reorganização da escola. Sua emergência deveu-se, antes de tudo, à sua associação com a Pedagogia, já que as histórias eram elaboradas para se converterem em instrumento dela. “A literatura infantil propriamente dita partiu do livro escolar, do livro útil e funcional, de objeto eminentemente didático” (ARROYO, 1968).
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Artigo Apresentado à disciplina de...da FID – Faculdades Integradas de Diamantino, , Mato Grosso. Acadêmica do 3º ano do curso de Licenciatura em Pedagogia com ênfase em Educação Infantil da FID –

Faculdades Integradas de Diamantino, Mato Grosso.

Apesar de ser natural não é um processo fácil. elaborar novas propostas. já para Lajolo (1993. da mesma forma os professores. em interação com o mundo. ele poderá perceber qual a pretensão do autor no texto. ao interagir com o mesmo e realizar atos de leitura. formar sua própria opinião. Desta maneira RISSO (2010 p. onde os alunos/crianças são de certa forma os principais envolvidos. a leitura é uma grande aliada na formação de leitores críticos. ainda estão sendo lapidados como profissionais para atender uma clientela totalmente diferente umas das outras. contudo. podendo. Ele se dá em sociedade.1) nos remete o seguinte: O indivíduo começa a dar significado e a compreender o que o cerca. em caso negativo. a leitura deve apenas ser um jogo de deciframento de códigos do sentido do texto. atribuindolhe significado e relacionando seu conteúdo com outros textos lidos e com fatos vividos pelo aluno ou vinculado à sociedade. seja no contato com as pessoas. ou nas brincadeiras com animais e até mesmo na ação de apenas observar o que está ao redor. independente da idade comece por si só. aliados à instituição de ensino. acabam sendo considerados “detentores” do saber. posteriormente. 53). Assim esse justifica-se pela sua importância sócio-educacional. O objetivo deste é demonstrar a importância do incentivo e da prática da leitura nas séries iniciais. como sendo um processo contínuo e lento acaba sendo de grande relevância no processo ensino-aprendizagem. concordando ou não com o texto e. e os mesmos estão em processo de descobertas.2) complementa que “leitura do mundo” precede a leitura da palavra. LEITURA E SUAS FACETAS O contato com o mundo já faz com que as pessoas. Contudo este artigo traz à tona a união dos elos escola. família e professor como requisitos importantes para a formação dos leitores. Assim. mas o leitor deve compreendê-lo. numa concepção globalizada poder ser adequada como além da formação intelectual da criança. cultura e descontração. Vê-se então que esse processo de aprendizado se dá de forma natural. daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura . Freire (1983 p. na relação entre os indivíduos. mas sim complexo e exigente. Assim. e em tese. e. uma forma de lazer. p.2 Para os Parâmetros Curriculares Nacional (PCNs).

Peruchi et. que ao mesmo tempo se constitui também em um determinado contexto (TFOUNI. e que realiza esta ação é o leitor. É também uma das maiores potências do vocabulário e expressão envolvendo e informando o leitor com idéias as quais lhe darão enfoques abrangentes para o crescimento cultural do qual depende o seu progresso na vida. De acordo com MARTINS (1994) as concepções sobre leitura podem ser sintetizadas de acordo com duas características . o ato de perceber e atribuir significados através de uma conjunção de fatores pessoais com o momento e o lugar. 1994). basicamente. acabam surgindo várias interpretações. não consiste em uma simples cópia dos objetos externos ou um mero desdobramento de estruturas pré-formadas no sujeito. (CÓRIA SABINI. 22).3 daquele.al (2007) inferem que a leitura é de suma importância para o aprendizado. e o indivíduo. Para Piaget. Esse processo leva o indivíduo a uma compreensão particular da realidade (p. com as circunstâncias. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto. o estabelecimento das relações cognitivas. Ler é interpretar uma percepção sob as influências de um determinado contexto. Da mesma forma Souza (1992) afirma: Leitura é. 2004). ou de relações epistemológicas. 22) ressalta que a leitura é um processo de interação entre leitor e texto. pois este é adquirido através de métodos e técnicas bem estruturadas que levem o leitor ao conhecimento científico e a possibilidade de reflexão. Porém. sabermos que o ato de ler sempre está ligado com a interação entre o contexto social (contraditório e conflituoso). porém Luft (1998) implica que leitura é nada mais. mas implica uma série de estruturas progressivamente construídas através da contínua interação entre o sujeito e o meio ambiente. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. Faz-se importante. O processo de aprendizagem da leitura relaciona-se ao processo de formação global do indivíduo inserido em um contexto sócio-histórico e cultural diferenciado (MARTINS. nada menos que a “ação ou efeito de ler”. Considerando essa afirmativa Solé (1998 p. seu verdadeiro significado abrange uma gama mais ampla de concepções. O processo de leitura geralmente é reduzido à simples decodificação de signos e decifração da escrita. 59) Quando se ouve falar em leitura. neste processo tenta-se satisfazer os objetivos que guiam sua leitura. 1986 pág.

Balzan (2009 p. Isso significa trabalhar com s diversidades de textos e combinações entre eles. aprendam algo” (PAULA. Por essa razão percebe-se a real importância da escola e do professor nesse processo. 2009 et. lendo. pois desde criança o sujeito vai fazendo a sua leitura de mundo com suas descobertas e experiências.al p. a leitura funciona. 2) Método de compreensão abrangente que envolve componentes sensoriais.4) . neurológicos. 2005 p. faz-se da necessidade de contribuir não só para que haja novos adeptos. mas sim. A ESCOLA NESSE PROCESSO Muito se afirma que a obrigação da melhora do desempenho das crianças em ler. 148) remete-nos que a leitura é uma atividade fundamental. para que durante essa prática. por meio de aprendizado estabelecido a partir da perspectiva do behaviorismo/skineriana. Mas essa prática não tem início somente quando a criança chega à escola. Na perspectiva da educação infantil. qual seja o da articulação entre a função social da leitura e o papel da escola na formação do leitor.4 1) Pela decodificação mecânica de signos lingüísticos. tanto quanto socioeconomicosculturais e políticos. ele realmente entenda o que se passa em toda a leitura. um objeto de ensino. fazendo uma ponte com a família para que tente despertar na criança esse processo interativo de descobertas e conhecimentos. 20) afirma que a leitura na escola tem sido fundamental. emocionais. em certa medida. Nessa perspectiva. sua natureza e sua complexidade sem descaracterizá-lo. “realizando uma conexão entre leitor e texto” (BLANCO. se a escola pretende converter a leitura em objetos de aprendizagem. Se dimensionarmos essa função social como sendo a necessidade do conhecimento e a apropriação de bens culturais.12). e o desenvolvimento para a realização desse hábito vem da escola. intelectuais. fisiológicos. o indivíduo além de ver. uma concretização de um pressuposto geral básico. Pode-se afirmar que ainda não existe nos currículos conhecidos e analisados. aumentam o leque. como se trata de uma pratica social complexa. percebe-se que a necessidade do exercício da leitura. que é o de oferecer aos alunos mecanismos e situações em que eles “aprendam a ler e. que deve ser desenvolvida pelas escolas desde as séries iniciais. Cagliari (1999. gerando possibilidades de abrangência mais ampla. um meio e não um fim em si mesmo. Daí a importância do papel da escola em relação à leitura. p. de ler.

e ir além do ensinar a ler e a fazer as quatro operações. Desta maneira. muitas vezes “responsáveis” legais e temporários desses indivíduos. para que assim seja efetiva. 32) descreve que esse é um dos desafios a ser enfrentado pela escola. Paula et. suficiente. gerando nesses indivíduos. Para isso. que representa o conjunto de formas de pensar. A escola precisa ser um espaço mais amplamente aberto a todos os aspectos culturais do povo. e ela provoca uma desvantagem profunda em quem não consegue realizar essa aprendizagem. e por mais que ainda não saibam ler o prazer em ver as imagens. Solé (1998 p. que é o de fazer com que o aluno aprenda a ler corretamente.1985. e a escola representa a única oportunidade de ler que muitas crianças têm. percebe-se que há muito mais do que se supunha em razão das ações da escola referente a este contexto. dinâmico e variado para que essas crianças se sintam envolvidas. interessadas e que esse “novo mundo” de descoberta não seja difícil de ser absorvido. por mais novos que sejam. Observa-se que a atuação da escola.al (2009 p. sendo ela.5 Porém. isso dentro da particularidade individual. em sua grande maioria é de suprir as necessidades físicas e materiais para que os profissionais atuem em favor da leitura. Precisa investir em bons livros. considerando que a cultura de um povo se fortalece muito pelo prazer da leitura. deve ainda manter todo o aparato legal. p. Considerando a afirmativa supracitada. É necessário propiciar nas salas de aula e na biblioteca a dinamização da cultura viva. percebe-se que não basta o professor coordenar às aulas sem alguns requisitos necessários para o desenvolvimento das aulas. e entender o que se passa no contexto da história. pois a aquisição da leitura é imprescindível para agir com autonomia nas sociedades letradas.7). ouvir o outro que conta. 14) afirma que: . seja ela em várias vertentes. Isto é lógico. diversificada e criativa. agir e sentir do povo brasileiro (BRAGA. seja ela em qualquer fase/ciclo/ano.

O PROFESSOR.Livro acesso aos livros: aos livros devem estar dispostos de forma a permitir à criança fácil manuseio. muitas vezes restrita. dúvidas e indagações. pode-se dizer então que é a produção de sentido. Para ele. e principalmente através da leitura que os alunos poderão encontrar respostas aos seus questionamentos. querendo dizer com isto que a leitura não se restringe ao aprendizado das correspondências letra-som. Nesse sentido. além de basear-se perante o ensinamento recebido por esse professor no período de academia e o seu desempenho no dia-a-dia de trabalho. que se sente inibido e receoso de tocar nas obras. totalmente indiferente ao supra-exposto. mas que o extrapola. Porém. pois o acesso ao código por si só não garante o “mergulho” nas malhas de significado do texto e nem o desenvolvimento da capacidade de ver além do que é visível aos olhos. seja na biblioteca. Às vezes a organização formal das prateleiras constitui barreira para o aluno. Afinal. Foucambert (1994) defende que a leitura é uma atividade para os olhos e não para os ouvidos. o que importa é a criança sentir-se a vontade para ali permanecer para entregar-se à leitura com prazer e familiarizar-se com o livro. terá que rever as condições. 4. mormente no que concerne aos caminhos por onde permeiam na construção do seu conhecimento. 3.Acervo da biblioteca: é importante a atualização da biblioteca. ou seja. uma vez inserida e enfatizada no contexto escolar. ELO ENTRE O ALUNO E A LEITURA OU DITADOR? Relutar ao dizer que o professor é o ponto primordial da balança para o desenvolvimento do aluno pode ser considerado uma responsabilidade muito grande. acolhedor e informal. tendo em vista o atendimento dos interesses e a fase do desenvolvimento dos usuários. e não apenas vinculados e adstritos a uma metodologia tradicional. segundo entendimento de alguns autores como elemento principal se efetivará pelo hábito da leitura.6 A Escola. Partindo então do pressuposto que o incentivo à leitura ainda consiste numa das maiores dificuldades para os professores e para as escolas. incumbida então da função de promover a formação do leitor. cabe salientar alguns fatores relevantes na tentativa de solucionar essas dificuldades: 1. a que impõe a leitura aos seus alunos. o saber-ler não se confunde com o saber-codificar.Fator pessoal: representado pelo professores. mas quem não sabe apreciar o livro pode desestimular o aluno. 2. mesmo de forma inconsciente. ainda é . O entusiasmo contagia. seja na sala de aula. em se tratando que o trabalho profissional. Lopes (2010) infere descrevendo que a construção do conhecimento. pois sua postura frente ao livro é fundamental para a formação do hábito de ler na criança.Ambiente físico: o espaço da leitura deve ser agradável.

refere que a função do professor é bem complexa. festas populares. com as de hoje. 4). o lugar que hoje concedemos ao livro infantil. elaborar com a turma materiais de leitura como fichários. Por isso a educação com qualidade exige o envolvimento de todo âmbito escolar. . lendas. se o professor em sala de aula lê narrativas. Para ser eficaz “deverá adaptar seu ponto de vista ao da criança. Jolibert (1994). dicionário alfabético entre outros. Por essa razão. fabulas. ele deve também ser envolvido com essa ação. podem indicar e estimular situações em que desabroche nas crianças o prazer na leitura. teogonia. p. estimular o senso crítico no aluno. músicas. 2010 p.7 dependido da atuação da escola e da família nesse processo. O professor é responsável pelo estímulo do aluno. jogos e representações variadas” ocupam “no passado. faltam esclarecimentos a respeito da importância da literatura e de como utilizá-la assim é necessário um processo de conscientização da equipe pedagógica a cerca desse assunto (RISSO. Desta forma. dando-lhes oportunidade para desenvolver o gosto pela leitura. aventuras. assim como na exposição destes mesmos e a instigar nos alunos a formulação de postura crítica a cerca do que aprende e a expressar seu ponto de vista.” Assim “mitos.61). a mesma autora supracitada. reconhecendo a função social da leitura e da escrita na sociedade em que vive. poesia. teatro. assim. a principal indagação é de que forma agir perante a criança e a necessidade da leitura? Cecília Meireles disse que “não se pode pensar numa infância a começar logo com a gramática e retórica: Narrativas orais cercam a criança da Antigüidade. cabe a ele auxiliar o aluno na compreensão e interpretação dos conteúdos. O professor não pode. utiliza-se destas leituras para estimular seus alunos. principalmente do professor que deve ser um leitor com conhecimento amplo e disposto a usar de metodologias que atraiam o aluno a leitura e direcionem seus interesses a mundo da literatura. assim ele pode ajudar. de ensinar a decifrar códigos e símbolos. e vai além. 2000. afirma que o papel do professor em sala de aula é o de proporcionar aos alunos. então. situações de leitura. se tornar um prisioneiro de suas próprias convicções. poesias. No que diz respeito à interpretação de obras literária. Quanto a Escola. exige-se que preferencialmente o professor–leitor e que possua um vasto conhecimento para proporcionar aos seus alunos um universo de opções de indicações de leituras. entre outros textos. bem como do interesse da criança. Uma tarefa que não é nada fácil” (FERREIRO. as de um adulto já alfabetizado. Por essa razão que muitos autores afirmam que para que o professor tenha um bom resultado na formação desses indivíduos. e ajudá-los a desenvolver o gosto pela leitura.” E acrescenta: “quase se lamenta menos a criança de outrora.

Brasília: MEC/SEF.” (FEIRE 1995. 1998. O que se percebe é que além de motivar as nossas crianças/alunos.3. que. nem com seus alunos. podendo utilizar de artifícios que corroboram para ligar e os alunos e os livros. p. (RCNEI3. ALUNO OU LEITOR? AS ESTRATÉGIAS PARA LEITURA E A MUDANÇA NA VIDA EDUCACIONAL O desenvolvimento desta prática acaba sendo considerado pó vários autores como (JOLIBERT. CRIANÇA. como contos. p. parlendas. pois estes ampliam o potencial imaginativo da criança. com ou sem a ajuda do professor". procurando conhecer os gostos de seus alunos e a partir daí escolher um trabalho ou uma história que vá ao encontro das necessidades da criança. poemas. das histórias verídicas e dos acontecimentos diários. cenários e objetos. Nesse contexto. Contudo. se enxergarem a sua atividade como obrigações nunca terão êxito. SOUZA 1992). 117). vol.1994. escolher os livros para ler e apreciar. Entende-se que o professor é acima de tudo. trava-línguas. deixando-o se expressar. o professor deve proporcionar várias atividades inovadoras. abarcando um medo e um fracasso que não precisaria co-existir.8 sem leitura especializada. 1998. muito menos com o seu desempenho profissional. Isto se fará possível trabalhando conteúdos que privilegiem a participação dos alunos em situações de leitura de diferentes gêneros feita pelos adultos. em que melhor o percebia e o entendia na “leitura” que dele ia fazendo. porém. o ponto da mudança do ser humano. ao mundo do faz-de-conta. 55). apreciando a leitura feita pelo professor. adaptando o seu vocabulário. a familiaridade com a escrita por meio da participação em situações de contato cotidiano com livros. que as de hoje sem os contadores de história” (MEIRELES. em que me fui tornando íntimo do meu mundo. etc. escutar textos lidos. Freire nos demonstra que "Na medida. p 15). os meus temores iam diminuindo. despertando uma visão globalizada do que se encontra a sua volta. devemos motivar também aos professores. revistas. social e educacional. . Os professores deverão organizar a sua prática de forma a promover em seus alunos: o interesse pela leitura de histórias. histórias em quadrinhos. despertando esse educando para o gosto. propiciar momentos de reconto de histórias conhecidas com aproximação às características da história original no que se refere à descrição de personagens. mas o que passa ao seu redor. Muito antes de ingressar no 3 Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI). onde mesmo pode entender não só a história lida. um mediador/incentivador para esta prática. 1984.

o professor o ajudará a ler pequenos textos. 2009). No entanto. com isso. Para tornar os alunos bons leitores. as crianças são capazes de desenvolver o hábito da leitura. Para que isso aconteça é necessário que se desenvolva um trabalho motivante e experimental. que o aluno já seja capaz de decifrar. pois requer esforço. Há. partilha ou constrói visões de mundo e produz conhecimento. não é uma pratica pedagógica eficiente (BALZAN. o gosto e o compromisso com a leitura. pois aprender a ler é também ler para aprender. com o que visualiza no cotidiano e até mesmo pelos meios de comunicação que estão ao seu alcance. isso são alguns dos estímulos que podem ser determinantes para a formação do pequeno leitor. Rache (2009) afirma que desde as séries iniciais. mas também. a sociedade tende a indicar leituras mais voltadas para a informação e para a formação social do leitor do que para a leitura prazerosa. para desenvolver muito mais do que a capacidade de ler. expressa e defende pontos de vista. Essa prática dá aos alunos o estímulo de ler em particular. Quando lê. dará autonomia e independência. . em primeiro lugar arranjar as idéias na mente para montar a estrutura lingüística do que vai dizer em voz alta ou simplesmente passar para sua reflexão pessoal ou pensamento. tem acesso a informação. É necessário também que o professor convença-se de que é muito importante que o aluno leia.9 âmbito escolar.24). e não que exiba para ele ou para classe que sabe ler. pois é por meio da linguagem que ele se comunica. palavras isoladas. algo que conquistado plenamente. a escola terá que mobilizá-los internamente. O aluno deve achar a leitura interessante. como também desenvolver diversas técnicas auxiliadas pelas ferramentas computacionais. De acordo com Gagliari (1999) para se fazerem as primeiras leituras de texto é preciso primeiro. com a literatura informatizada. por si. Este contato possibilita que a criança cresça em conhecimento por meio dos diversos gêneros literários. até conseguirem uma velocidade de leitura para ler em voz alta. Uma prática de leitura que não desperte e cultive o desejo de ler. proporcionando à criança não só o contato com várias obras. uma pessoa precisa. é obrigatória e cobrada por meio de algum tipo de avaliação (RACHE 2009 p. Porém. individualmente. A leitura também é fundamental para a participação social efetiva do indivíduo. o risco de volta para aquela leitura que. com materiais diversos. de uma forma ou de outra. a criança já mantém um contato direto com material de leitura de adultos.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) mostram maneiras de se trabalhar à leitura e citam algumas técnicas eficientes como: projeto de leitura. que muitas vezes se resguarda em seus conhecimentos de academia não se propondo a adequar a realidade encontrada com seu grupo de crianças. Demonstra que não só inserir a criança diretamente ao contexto literário. as brincadeiras acabam sendo propostas para formação de leitores. Esclarecendo que não deve haver exigência de leitura de determinados textos ou gêneros textuais escolhidos pela escola ou pelo professor. o estimula ao crescimento intelectual. atividades seqüenciais de leitura e atividade permanentes de leitura. que além de dar uma “liberdade” à criança. devendo-se aceitar todas as variedades lingüísticas do português falado. Nessa espécie de aula. Em razão da afirmativa supracitada. vontade de buscar outros recursos possíveis para que as aulas de leitura não se tomem apenas rituais mecanizados. os mitos. com mídias. e desenvolvimento de sua personalidade. . 1995. afetiva. mas também do professor. dos Contos de Fadas. É o caminho de descoberta. e para isso utilizar o lúdico. deve-se motivá-los para novas descobertas e estimular o contato das crianças com a sociedade. o respeito e o companheirismo. e sim. ética e moral. com livros infantis. teatro. com o social e com sua intelectualidade.10 Se quisermos inculcar o hábito da leitura precisamos ir além das necessidades e interesses das várias fases de desenvolvimento e motivar a criança a ir ajustando o conteúdo de suas leituras à medida que suas necessidades intelectuais e condições ambientais forem mudando. é comum que os alunos sejam considerados como meros aprendizes de um saber acumulado pela humanidade. permitindo-lhe interagir com o imaginário. fazendo-o perceber-se como membro participante de uma sociedade. percebe-se quão importante é a interação das crianças com esse meio. 20). 23). a observação e o julgamento próprio. os jogos. leitura diária. leitura feita pelo professor. meio ou grupo. crescerão e se desenvolverão na busca de soluções para as suas aflições e problemas de ordem intelectual. leitura colaborativa. o trabalho em grupo. fazê-la interessar. fábulas. Antunes (2008) traz em sua obra quesitos importante que podem auxiliar não só a adaptação da criança para esta nova fase da vida. Assim. Qualquer pessoa que entre em uma sala de aula pode perceber. opinativo. poesias. criatividade. que falta motivação. social. folclore. com o objetivo de formar cidadãos capazes de compreender os diferentes textos com os quais se defrontam. que eles devem repetir indeterminadamente vida afora para serem chamados de “socialmente integrados” (RACHE 2009 p. Por essa questão. pois ali se observa a participação. p. (BAMBERGER. por parte de alguns professores.

para que incentive a família á interação com essa criança/aluno. se o educador não perceber o tempo da criança. deve-se lembrar que ao governo cabe a valorização da educação/ensino brasileiro a fim de adequação e melhora da educação. principalmente com criatividade para que a cada dia. o envolvimento da criança com a escola. e que o inicio disso e grande parte da responsabilidade recai nas primeiras formações escolares. Muito se falou na importância da escola. . ou seja. deve ser vista com bons. seja uma nova descoberta. a cada aula. poder-seá vivenciar o seu ensinamento e sua aplicação na escola de maneira mais agradável. e professor acaba sendo um caminho de crescimento para ambos os lados. e com olhos de formadores. Da mesma forma a família deve acompanhar. nas séries iniciais. professor e família. desde a valorização profissional à adequação das instituições de ensino. mesmo com escassez de materiais ou as dificuldades apresentadas por cada criança durante esse processo. esse novo acesso ao mundo livresco poderá encantá-las e ao mesmo tempo decepcioná-las. e para que haja o feedback positivo deve haver paciência. Se houver percepção de todos acerca da presença da leitura no cotidiano. seja ela básica. Por essa razão. Para tanto. a primeira deve sim manter elo de união com esse grupo. O educador deve-se sentir preparado para mais essa “função” dentro da “função” de professor. pode acabar em frustração. dar sustentação emocional e incentivo necessário para que o desenvolvimento aconteça e flua naturalmente. do professor e até mesmo da família. o que é imposto. uma vez que como são séries iniciais. com intuito na formação de cidadãos que possam contribuir com a sociedade. estrutura e principalmente criatividade. Levando em consideração que o dia da criança é dividido entre a escola e a família. pois. CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao considerar a formação de leitores importante e extremamente necessária. e as crianças estão em pleno processo de conhecimento e alfabetização. pode acabar tornando-se imposição.11 Essas questões tornam-se pertinentes desde que haja cumplicidade entre escola. e na maioria das vezes. acaba gerando possíveis pressões que não seria necessária a “coexistência”. média ou superior. enfatiza-se o papel do professor. sendo que.

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