Prof.TR.

Anderson Fernandes Moraes

ATRESP - ASSOCIAÇÃO DE TECNOLOGIA RADIOLÓGICA DO ESTADO DE SÃO PAULO

2007

SUMÁRIO 1.0- INTRODUÇÃO 2.0- FUNÇOES, ARQUITETURA E COMPOSIÇÃO DO OSSO 2.1 - Função motora 2.2 - Função protetora 2.3 - Função metabólica 2.4 - Arquitetura óssea 2.5 - Composição óssea 3.0 - METABOLISMO E REMODELAMENTO ÓSSEO 3.1 - Substância que regulamentam o metabolismo ósseo 4.0 - DESENVOLVIMENTO DA MASSA ÓSSEA 5.0 - CAUSAS E TIPOS DE OSTEOPOROSE 5.1- Causas 5.2- Tipos 6.0 - METODOS DE INVESTIGAÇÃO DA DOENÇA 7.0 - PREVENÇÃO E TRATAMENTO 7.1 – Medicamentos que interferem nos ossos 8.0 - ANATOMIA DOS SITIOS DE INTERESSE 8.1 – Coluna vertebral 8.2 – Fêmur 8.3 – Antebraço 9.0- MÉTODOS DE OBTENÇÃO DE IMAGEM 9.1- Radiografia convencional do esqueleto 9.2- Single photon absorptiometry (SPA) 9.3- Dual photon absorptiometry (DPA) 9.4- Dual Energy x-ray absorptiometry (DEXA) 10.0- COMPOSIÇÃO DE UM DENSITOMETRO 10.1 - Hardware 10.2 – Software 11.0- PRINCIPIOS BÁSICOS DE UM DENSITOMETRO 11.1 - Cuidados com o densitometro 11.2 - Controle de qualidade do densitometro 11.2.1- Controle diário em equipamentos Lunar 11.2.2- Controle diário em equipamentos Hologic 11.3 - Fatores que afetam a precisão 12.0 - INICIANDO O EXAME 13.0 - PROTOCOLOS DE POSICIONAMENTO 13.1 - Coluna lombar 13.2 – Fêmur 13.3 – Antebraço 13.4 - Corpo inteiro 14.0 - OBSERVAÇÕES IMPORTANTES 15.0 - PROTEÇÃO RADIOLÓGICA 16.0 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 03 04

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são situações que podem desencadear estado de osteoporose. Hipotireoidismo. não raramente. índices significativos de osteoporose. Os valores obtidos junto à população e que representam a média populacional são importantes para as conclusões diagnósticas do médico. e isto requer cuidados na amostragem. Os valores precisam ainda estar distribuídos por faixa etária e peso. Normalmente a osteoporose é precedida da osteopenia. O estudo por segmentos é mais freqüente. os seus resultados. 3 . são comparados com a densidade mineral óssea (DMO) da média populacional. O exame de densitometria está especialmente indicado na avaliação da osteoporose. estado em que ocorre redução do número de osteoócitos no tecido ósseo. sendo comum a avaliação da densidade óssea da coluna lombar e do quadril direito. mielomatose. A osteoporose é uma doença que pode manifestar-se sem etiologia definida ou de forma secundária associada a outras doenças. O referencial para os indivíduos do sexo masculino ainda é feito com base nos valores da população americana. A quantidade de exames realizados em homens no Brasil ainda é muito baixa para se traçar um perfil confiável da média populacional. Esses valores precisam ser significativos. e nas patologias em que está presente hipercalcificação. A densidade mineral óssea é expressa em “ g/cm 2 “ e representa a massa de cálcio expressa em gramas em uma área de 1 centímetro quadrado de tecido. imobilizações prolongadas. na osteopenia. No Brasil os valores DMO da população estão relativamente bem definidos para as mulheres. estado em que os ossos perdem cálcio. insuficiência renal e hepática.1-INTRODUÇÃO A densitometria óssea é o método de diagnóstico que avalia o grau de mineralização óssea do esqueleto ou de segmentos do esqueleto e. anemia. As mulheres na menopausa e os homens que se encontram acima de 60 anos apresentam. e considerar as características regionais da população.

ARQUITETURA E COMPOSIÇAO DO OSSO·. 4 . pois o mesmo é responsável por três funções de suma importância ao nosso organismo. Trabecular pode ser um osso poroso e o que o torna mais sensível à alteração metabólica. são eles: 2. estamos enganado no que diz respeito a isso. são capazes de enviar comandos possibilitando a nossa locomoção. vejamos alguns exemplos: .1-Função Motora Os ossos longos do corpo funcionam como verdadeiras alavancas por meio de ações musculares e através de articulações.4-Arquitetura Óssea O osso está organizado em microarquitetura óssea que podemos definir como tecidos ósseos. É uma sólida arquitetura que atua como suporte de cargas longitudinais.2-Função Protetora Alguns órgãos são sensíveis a agressões e traumas do cotidiano outros conseguem se adaptar razoavelmente a tais situações. ou seja. 2. É muito comum pensarmos que o osso humano não passa de material inerte e sólido e que o esqueleto é responsável pela função mecânica de locomovermos.os ilíacos que é a bacia . são eles : tecido trabecular e o tecido cortical. o cérebro e os órgãos internos do tórax como o pulmão e o coração respectivamente.o quadril costal que são as costelas Essas estruturas ósseas protegem as vísceras pélvicas. 2. 2. são os primeiros ossos onde ocorre à demanda de cálcio Ex: as vértebras. O tecido cortical tem como característica principal ser um osso compacto.a caixa craniana que é o crânio . porém os órgãos que são sensíveis precisam de uma proteção toda especial e ai que entra o esqueleto como protetor a esses órgãos.2-FUNÇÕES. Existem dois tipos de tecidos ósseos no esqueleto humano.3-Função Metabólica O esqueleto humano tem como função ser local de armazenamento de cálcio e sais minerais e também fósforo durante a gravidez. Ex: os ossos longos como a tíbia.

sem os componentes minerais os nossos ossos seria extremamente elásticos e flexíveis. Osteoblastos e Osteócitos. Osteoclastos: É responsável pela degradação da matriz óssea. Principalmente da relação de equilíbrio entre as células ósseas osteoclastos e osteoblastos. o nosso organismo produz outras substâncias que atuam como verdadeiro regulador de atividades celulares que. 3. A porção mineral é composta de: . temos três células importante que são elas: Osteoclastos. Osteoblasto: São células pequenas que tem como função principal à síntese de colágeno. Osteócitos: São células principais dos ossos. importante. 5 .Carbonato de cálcio (10%) 3-METABOLISMO E REMODELAMENTO ÓSSEO Nos últimos anos a densitometria óssea tem contribuído para um entendimento acerca do mecanismo da regulação metabólica óssea. são envolvidas por cálcio e reabsorve o mesmo. A incorreta formação da fração orgânica pode levar a distúrbios graves tornando os ossos quebradiços. estão intimamente ligados a vitaminas e hormônios produzidos por varias glândulas endócrinas. -PTH: hormônio da paratireóide. faz com que substâncias protéicas e minerais trafegam pelo interior dos ossos. A testosterona (hormônio masculino) é estimulada indiretamente.1-Substância que regulamentam o metabolismo ósseo -Vitamina D: tem papel importante para regulação do metabolismo ósseo. ou seja.2. encontrada na luz solar. -Fração Celular: no processo de formação do tecido ósseo. ou seja. onde absorve ao cálcio do intestino levando a corrente sanguínea. que é hormônio sexual feminino. participam da reabsorção óssea.Fosfato de cálcio (85%) . -Fração Mineral: importantíssimo para as nossas funções motoras. O colágeno tipo I é composto de 90 a 95% desse tipo de proteína os demais 10% são composto de proteínas não-colágenos. conhecida também como matriz orgânica ou matriz protéica onde fixam outras duas frações. -Estrógeno e Testosterona: hormônio sexual que estimula diretamente o osteoblasto é o estrógeno.5-Composição Óssea O tecido ósseo é composto por três frações básicas são elas: -Fração Orgânica: é representado por uma malha protéica. em contato com o corpo passa por um processo de ativação. este hormônio vai estimular os osteoclastos a reabsorver o cálcio para o sangue. Serve como uma rede viva de comunicação do osso por ter numerosos prolongamentos finos de seu citoplasma. além desse fenômeno. são células construtoras após a destruição das células velhas pelos osteoclastos. os osteoblastos entram em ação. pois quando o organismo não consegue reabsorve cálcio que é ingerido pelo corpo.

-Calcitonina: contra põem ao paratormônio toda vez que o sangue possui elevadas taxa de cálcio. este hormônio inibe a produção de osteoclasto. Por outro lado os homens começam a perder massa óssea por volta do 55 a 65 anos. mandando parar de atuar. eis ai a resposta para o seu declínio rápido por volta dos 45 anos. Importante lembrar que este processo difere entre os sexos. ou seja. os outros 30% é no período de 25 a 30 anos. ou seja. 5-CAUSAS E TIPOS DE OSTEOPOROSE Qualquer fenômeno que leva ao aumento do numero de profundidade das lacunas de reabsorção ou que impeça ou prejudique o preenchimento das mesmas pode levar a osteoporose. Figura 01-Osso Saudável Figura 02-Osso com Osteoporose 6 . Este desenvolvimento na infância e na adolescência chega a atingir o pico de 70% da massa óssea. Ex: As meninas sofrem aceleração no processo de desenvolvimento da massa óssea durante a puberdade. processo de calcificação do osso são eles: Intramembranoso e o endocondral que começa a se desenvolver desde quando somos gerados no útero até na idade adulta. Osteoporose é a diminuição global da massa óssea com o comprometimento da microarquitetura trabecular e conseqüentemente da susceptibilidade a fraturas. 4-DESENVOLVIMENTO DA MASSA ÓSSEA Existem dois tipos de desenvolvimento da massa óssea.

Figura 03 e 04-.Tipos I . Lamentavelmente o primeiro achado da osteoporose.Osteoporose Focal Normalmente essa doença (sobre tudo as de tipo I e II) evolui de maneira silenciosa. sem manifestações clinicas especificas. via de regra é uma fratura. -Manifestações clinicas (sinais e sintomas) Dor lombar especifica Limitação física para realizar os afazeres normais e habituais Diminuição da estatura Encurvamento do tronco para frente (como mostra a foto abaixo).Osteoporose Idiopática V .Osteoporose Secundária III . que representa um estágio já avançado da doença quando detectadas.2.1.Achatamento vertebral por osteoporose 5. 7 .Causas -Diminuição do estrógeno -Sedentarismo -Pouca exposição solar -Dieta pobre em cálcio -Envelhecimento -Tabagismo -Antecedentes familiares de osteoporose -Mulher de raça branca e asiática 5.Osteoporose Primária II .Osteoporose Juvenil IV .

manganês . c. Pacientes sedentários ou seja sem atividade física têm um maior risco de desenvolver a doença. muito freqüentemente. 3. Solucortef e outros. Higroton e outros) 4. b. Moduretic . cálcio . faz-se necessário um acompanhamento clinico da enfermidade (ou de pacientes com chance de desenvolvê-lo) para se balisar o processo decisório médico de tratamento e prevenção. 7. chá verde .Pacientes que usam antiácidos à base de alumínio . hormônio da glândula tireóide. 7-PREVENÇÃO E TRATAMENTO Vários são. vitamina A . calcitriol. Warfarin .Produtos que ajudam a fixação óssea: boro. Neste material apenas faremos menção às mesmas para ilustração. bifosfonatos . D . Neste caso.Pacientes que usam anticoagulantes tais como : Heparina .Produtos que aumentam a formação óssea (flúor. 6. 5. hormônio de crescimento). calcitonina . tais como : Diprospan .Mulheres com uso de pílulas anticoncepcionais por períodos de 20 – 30 anos. anabolizantes. Os tratamentos podem ser divididos em três grupos: a. A idéia principal que deve ficar é: Osteoporose tem prevenção Osteoporose tem tratamento Deve ser iniciado após o diagnóstico da doença e das suas causas. iodo. tais como : Maalox . Meticorten .6-MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO DA DOENÇA A osteoporose é uma patologia de característica evolutiva que pode ter seu curso alterado negativa ou positivamente pelos meios de tratamento ou eventos contribuintes. e outros . C . K e zinco. A densitometria óssea e os chamados biomarcadores do metabolismo (exames de sangue e de urina) vem sendo utilizados para fornecer informações que nos permitem saber o perfil evolutivo desta enfermidade. Gardenal e outros .Fumantes : o fumo Existem os fatores familiares que apresentam antecedentes de osteopenia e/ou osteoporose que aumentam a chance de desenvolvimento da osteoporose. hoje. magnésio . cobre . 2. fósforo .Pacientes que tomam diuréticos no controle de pressão ou fórmula de emagrecimento (Lasix . Prednisona . tais como : Haldol . B6 .Pacientes que usam medicamentos anticonvulsivantes . 8 . Mylanta .Produtos que diminuem a velocidade de reabsorção ou a perda óssea. 7-1 Medicamentos que interferem nos ossos : 1. as drogas disponíveis para o tratamento da Osteoporose.Pacientes que usaram corticóides .

sal .Isto facilita o suporte do peso corporal além de permitir que o centro da gravidade do corpo projete-se exatamente sobre os pés. Também as vértebras coccígenas fundem-se .1-Coluna vertebral No recém nato.Há alterações na dieta do paciente que aumentam o risco de osteoporose e portanto devem ser cuidadosamente analisadas para o tratamento e prevenção da perda de massa óssea. exercem papel importante na postura do esqueleto. 5 lombares . o sacro e o cóccix. com aspecto de “S” . Figura 05: coluna vertebral 8. compondo a base de sustentação do segmento vertebral como um todo. temos 26 ossos sendo 24 vértebras . portanto . 5 sacras e geralmente 4 coccígenas . e juntamente com o músculo íleo-psoas . vitamina D na fase de formação óssea.12 torácicas. aumentam a diurese e a perda de cálcio na urina. Lateralmente a coluna tem uma visão curva . Na vida adulta . 7 cervicais.a coluna vertebral é composta de 33 vértebras. 8-ANATOMIA DOS SITIOS DE INTERESSE 8.2-Fêmur 9 . Os grupos musculares paravertebrais caminham na direção longitudinal em relação à coluna vertebral. apresentando uma cifose torácica e duas lordoses lombar e cervical . açúcar . constituindo o cóccix . ingestão baixa de cálcio ou de vitamina D na fase adulta. que se origina no segmento lombar e inserem-se nos membros inferiores . sendo componente fundamental do conjunto de órgãos e funções envolvidos no equilíbrio. alta ingestão de fósforo . Alterações como desnutrição ou pouca ingestão alimentar de cálcio . de café . que articula lateralmente com ambos os ilíacos . causalmente à coluna vertebral . Durante o crescimento e desenvolvimento do esqueleto as 5 vértebras sacras (ou sacrais) fundem-se constituindo o osso sacro .

ao nível do escafóide e semilunar.O quadril é uma articulação composta pelo ilíaco e o fêmur em sua porção proximal . possibilitam que todo peso do corpo seja suportado . e pisiforme. metáfise . que encaixadas . o acetábulo e uma cabeça arredondada . A mão é composta de vários ossos . 10 .Fêmur 8. hamato . que são : escafóide . Sua anatomia é composta por uma cavidade por uma cavidade profunda .3-Antebraço É composto por dois ossos longos denominados : rádio e ulna . Imediatamente abaixo dos ossos do antebraço estão ossos do carpo . No punho . extensão e abdução . o movimento rádio e a ulna distal articulam-se com os ossos do carpo . Basicamente esses dois ossos funcionam como “articulação” . Figura 06. E articulando com o carpo estão os 5 metacarpianos . Além dessa articulação realizar movimentos de rotação . e epífises distais e proximais. semilunar . capitato . Como todos ossos longos possuem diáfise . trapézio . piramidal .

2-Single Photon Absorptiometry (SPA) Os estudos pioneiros de Cameron & Sorenson. tem sido a do índice de Singh. Esta técnica mostrou-se útil em estudos epidemiológicos de fraturas do fêmur proximal (2). metacarpo e calcâneo). emitido por uma fonte externa de NA 125I ou 241AM.. ulna. Nesse sentido. rádio. a aplicabilidade clínica do SPA.4). permitiram o desenvolvimento dos primeiros equipamentos de SPA (3. mas apresenta valor limitado em mulheres jovens. Uma radiografia simples é inadequada no sentido de se planejar intervenção terapêutica na pósmenopausa. o qual avalia marcas trabeculares no fêmur proximal. tem sido limitada. Tendo em vista essa limitação e o fato de que a massa óssea nesses locais não indica com muita exatidão o estado metabólico dos locais críticos para fraturas (i. Entretanto.figura 07: radio e ulna 9. no início da década de 60. 11 ..0-MÉTODOS DE OBTENÇÃO DA IMAGEM 9.g. No SPA a atenuação causada pelas partes moles não é corrigida.e. o que limita o seu emprego ao esqueleto apendicular (e. a mais utilizada até o momento. coluna e fêmur proximal).1-Radiografia Convencional do Esqueleto A radiografia convencional é relativamente insensível e a perda de massa óssea é aparente apenas quando a massa óssea diminuiu cerca de 30-50%. existem várias técnicas semiquantitativas de se avaliar a morfologia trabecular óssea. Essa técnica baseia-se na medição da atenuação de um feixe de fótons com um único nível de energia. 9. onde a quantidade de tecidos moles é mínima.

Esse feixe atravessa o indivíduo no sentido póstero-anterior e é captado por um detector de cintilação. Ë importante saber o significado de alguns símbolos . raios-X ligado . gramas de mineral ósseo/cm2 de área analisada . A mesa contém : -suprimentos de força -circuitos eletrônicos -mecanismos motorizados -fonte de raios-X O braço escaneador consiste de um detector e um braço – suporte o qual serve como um cabo condutor entre o detector e a mesa. tais como : botão de parada de emergência .3-Dual Photon Absorptiometry (DPA) Nas últimas duas décadas. o que possibilita um exame mais rápido (4-6 min). coluna lombar e fêmur proximal. O interruptor BACK/FRONT ( para trás /frente ) que permite a movimentação do detector no sentido longitudinal da mesa. com erro de precisão 9. O sistema é calibrado para expressar os resultados em gramas por centímetros quadrados (g/cm2. Computador : este armazena e analisa os dados. força ligada . 10. 12 . O braço escaneador inclui um painel de controle que é equipado com dois interruptores de posicionamento .4-Dual Energy X-ray Absorptiometry (DEXA) Com o objetivo de superar as limitações da DPA. que permitem a movimentação do braço examinador e detector. Essa técnica baseia-se na análise da atenuação de um feixe puntiforme de radiação de uma fonte externa de gadolínio (153Gd).1-Hardware Mesa escaneadora : consiste de uma mesa e um braço escaneador. movendo-se juntamente com a fonte de radiação. Durante a realização do exame. possibilitando o acesso à medição da massa óssea de regiões de maior interesse clínico. Tem também controles de comunicações entre ele mesmo e a mesa . com menor erro de precisão (~1%). A relação entre a atenuação dos dois picos de energia permite corrigir a contribuição das partes moles. que possui um aumento substancial na intensidade da saída do fluxo de radiação.9. desenvolveu-se a DPA. a fonte de 153Gd foi substituída por uma fonte de raios-X. cuidado laser. O programa calcula a densidade de cada amostra a partir da radiação que alcança o detector em cada pico de energia de acordo com a equação de transmissão de fótons. amostra os fótons que passam através do corpo do paciente. obturador aberto. com dois níveis de energia (44 e 100 KeV). laser ligado . Esses dados são utilizados na construção de uma imagem que permite a identificação e a análise de regiões de interesse . monitor e impressora. E o interruptor LEFT/RIGHT ( para esquerda/direita ).BMD).COMPOSIÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DE DENSITOMETRIA ÓSSEA 10. o detector. menor dose de radiação para o paciente e melhor resolução das imagens (7). atenção .

Figura 08:Equipamento de Densitometria óssea Lunar 11-PRINCÍPIOS BÁSICOS DE UM DENSITOMÉTRICO A densitometria mede a quantidade de radiação absorvida pelo corpo ou segmento deseja. dependendo do local da aquisição. Dose de radiação do exame é de somente 1 a 3 MSV . Impressora : a impressora permite a criação de uma cópia no papel da imagem escaneada e da análise dos resultados 10. A diferença na atenuação entre o osso e o tecido mole é maior no feixe de baixa energia .Monitor : o monitor tem uma apresentação visual das telas do Software Lunar . das imagens escaneadas e dados escaneados. permitindo a quantificação do mineral e da massa da massa de tecidos moles (massa magra e massa gorda). 13 . fêmur . no caso do feixe único ou PENCIL BEAM os movimentos são lineares de um lado para outro. corpo inteiro . O princípio de dupla emissão de raios-X baseia-se no fato de que as características de atenuação diferem no osso e nos tecidos moles em função da energia dos feixes de raios –x. O colimador pode apresentar um feixe único ou leque de feixes . E no caso do leque de feixes ou FAN BEAM o movimento é único de varredura sobre o paciente . Ele é usado para digitar os comandos e realizar as funções do computador.do calculando a diferença entre a radiação emitida pela fonte de radiação e a que sensibiliza um detector de fótons. com menor tempo. Teclado : o teclado permite a comunicação com o computador . Um contorno de atenuação é então formado .Este contém várias telas que levam você a diferentes programas operacionais .2-Software É o programa que utilizamos para coluna .

é necessária a realização de alguns testes de qualidade: -Testes de calibração realizados pelos fabricantes antes que o equipamento seja enviado ao cliente. conjunto consiste em um papel importante para a Densitrometria Óssea.Solventes ( devem ser evitados ) na limpeza 6.Controle de temperatura igual a 18 a 25 graus para o equipamento( sem oscilação maior que 2 graus durante as 24 hs ). Consequentemente o (CQ)controle de qualidade que são sempre implantados pelo fabricante para monitorar o processo e manter uma excelente qualidade.Figura 09: Método Pencil Beam e Fan Beam 11. a performance dos operadores e equipamentos precisa ser cuidadosamente monitorada e controlada para que se consiga informações confiáveis. fumo . 10. névoas podem ser prejudiciais ao aparelho 4. que a precisão é importante.Corrente elétrica estável 8. 3.Não comer na sala de exame 11. Por isso. 14 . sem variação nas 24 hs.Não deixar cair líquido no computador 11.de modo que todo esse. 2.Poeira .Armazenamento de dados – backup 9.Disposição dos cabos com proteção 7.Corpos estranhos ( que eventualmente podem cair dentro do aparelho ) 5. pois possui a capacidade do sistema em obter os mesmos resultados de medidas repetidas.2-Controle de qualidade do densitômetro A validade para determinar a quantidade da massa óssea depende da precisão de algumas medidas: Os dois fatores básicos que afetam a precisão são: a) a performance dos instrumentos usados para fazer as medidas b) a performance dos operadores que adquirem e analisam o exame.Controle de qualidade (importante para detectar alterações precoces).Não usar força para manusear o braço escaneador 12. Para isso. No entanto.1-Cuidados com o densitômetro 1.Umidade com 20 a 80 % .

e os dados arquivados no banco de dados do controle de qualidade.5% destes resultados indicam problemas com o sistema. No momento da instalação 10 scans do fanton de coluna de Hologic são realizados. deverão ser menores que 1%.zíperes. exceto quando o aparelho é recalibrado após reparos.V. O tamanho de ROI (região de interesse) utilizado deverá permanecer igual dia a dia.3-Fatores de afetam a precisão Técnica do operador para posicionamento e análise do exame Calibração inadequada do equipamento Presença de outras fontes de radiação no ambiente Desconhecimento da história do paciente Presença de artefatos (botões.V (mede a precisão do equipamento e deve ser bem observado após o término do QA. Este número deverá permanecer constante. O tissue value mede a câmara do bloco QA que contém material equivalente a tecido mole. processo que ocorre progressivamente com o tempo. 11. Contraste oleoso (mielografia) pode permanecer depositado no organismo por vários anos Calcificações na Aorta abdominal Cálculos Renais e Biliares Contrastes baritado (deve-se aguardar 5 dias para se fazer a densitometria) 15 . Se ocorrer variações maiores que mais ou menos 1. esses resultados são dispostos como uma linha que atravessa o gráfico do controle e servem como base para o sistema de calibração. -Testes de controle diário. Estes canais atuam após o detetor peak test e avaliam as condições mecânicas e eletrônicas da mesa de exame. Os motores movem o braço longitudinal e transversalmente e são testados posteriormente.D) e o coeficiente de variação para cada valor encontrado nas câmaras de bloco de calibração. Os resultados destes exames são introduzidos no banco de dados do controle de qualidade.-Testes especiais após reparo ou calibração dos equipamentos. 11.2. 11. O sistema determina os valores de calibração scanizado das três câmaras e determina o conteúdo mineral ósseo (BMC) e o diâmetro de cada canal.1-Testes de Controle Diário (QA-Quality Assurance) em Equipamentos Lunar Os QA nos equipamentos DEXA-LUNAR utilizam um bloco de calibração que possui três câmaras de material equivalente a osso de conteúdo mineral conhecido. que deverá ser escaneado diariamente na mesma posição.2. Os valores de BMC dos três canais são os valores Standard e o computador calcula um valor de inclinação das três medidas (slope Value) para converter os dados do scan em resultados calibrados. Todos os C. O C.2-Teste de controle diário nos equipamentos hologic Nos aparelhos Hologic é recomendada a ¨scanização¨diária do fanton de coluna pelo fabricante.etc) Endurecimento do feixe de raios-X. A posição quanto à calibração do equipamento pode ser checada pelo fator de calibração (CF) que é um número que aparece à direita ¨scanizada¨. Após os resultados dos standard values o programa calcula a média (S.

cifoescoliose. Neto etc. Filho . Júnior . Devemos lembrar dos pré . tranqüilizar a mesma em relação ao exame . Não identificar o paciente antes dele estar posicionado. explicando a sua realização. conferindo com um documento. solicitar exames anteriores . nome e data de nascimento. Caso seja primeira vez . Caso tenha feito .espondilolistes. certificando se : 1-temperatura ---------18 a 25 graus( sem variação nas 24 hs ) 2-umidade--------------20 a 80% ( sem variação nas 24 hs ) Com o paciente em sala identificar o mesmo .requisitos exigidos para realização do mesmo . Verificamos se a sala de exame está preparada para receber os pacientes. 16 . Importante perguntar à paciente se já fez esse exame. a paciente não deve estar grávida . fraturas vertebrais. não ter recebido contraste nos últimos 3 a 6 dias. que por sua vez ficará conosco para comparação (caso seja solicitado pelo médico) e entregue junto com o resultado. doença degenerativa Figura 10:CQ Diário Figura 11:CQ Semanal 12-INICIANDO O EXAME Após realização do(s) teste(s) iniciamos a rotina.- Área de análise inadequadamente selecionada Variação de temperatura na sala Envelhecimento do detetor de cintilação Exames de Medicina Nuclear recentemente Uso recente de comprimido de cálcio Distorções da arquitetura esquelética: discal. tais como . Atentar-se ao fato de não digitar como sobrenomes.

Coluna lombar Verificamos. observando a imagem na tela do computador se está com uma boa aquisição. colchetes . botões . retira-se o bloco de apoio e prepara-se para iniciar o fêmur. sutiãs com aro metálico . IMPORTANTE: Itens a serem avaliados numa boa aquisição de coluna: 1. do mesmo lado em que encontra-se o braço escaneador.Visualização do último par de costelas e parte de T12. Os braços devem ser posicionados ao longo do corpo com as mãos voltadas para baixo. então. 4.Ausência de artefatos: metais e / ou próteses de silicone nas mamas e / ou glúteos. ou seja.1. 5. Se imagem ok prossegue-se o exame. comprometendo a imagem . roupas com zíperes . e se necessário fazer uso do avental.Questionar o paciente sobre a ingestão de cálcio . por fim reinicia-se o procedimento.Coluna deve estar centrada e retificada. fivelas . 2.Ausência de ar. 13-PROTOCOLOS DE POSICIONAMENTO E ANALISE 13. interrompe-se o mesmo e ajusta-se a imagem. Posicionamos a paciente à mesa de modo que a paciente fique em decúbito dorsal(barriga para cima). observando que a linha central da mesa deve estar no centro da paciente.( cm). peso e altura e damos início ao exame da coluna. A cabeça deve estar abaixo da linha horizontal na cabeceira da mesa.As cristas ilíacas devem aparecer um pouco e devem estar alinhadas. tais como . 3. Inicia-se o exame. 17 . de modo que esse bloco fique no ângulo de 60 a 90 graus em relação à mesa. É de grande importância certificar-se o MODO de aquisição. Terminada a coluna. Se imagem não ok. Pedir à paciente que tire os sapatos e / ou qualquer tipo de metal que possa interferir no exame . principalmente se essa ingestão anteceder em até 2 horas o exame de densitometria. para retificar a coluna lombar ajudando na separação das vértebras.e largura --------. Colocar as pernas do paciente sobre o bloco. SLOW ou GORDO ( > 25 CM ) MEDIUM ou STANDARD-DM ( 15 – 25 cm) FAST ou MAGRO ( < 15 cm) Verificar também o parâmetro MEDIÇÃO: Comprimento ( cm ) ------.

2. na parte inclinada do suporte imobilizando o membro. excluindo-se aquela(s) vértebra(s) afetada(s) por artefato(s).Fêmur Para realização do exame do fêmur. 4 – Ausência de metal.Figura 12:Posicionamento na coluna lombar Figura 13:Densitometria de coluna lombar Importante saber que em relação à análise da coluna . 2. Observar a imagem na tela do computador se está sendo feita uma boa aquisição e proceder do mesmo modo conforme citado ao exame de coluna. 13. portanto somente se necessário. cuja perna será analisada. Terminado o exame. IMPORTANTE: Itens a serem avaliados numa boa aquisição do fêmur: 1. E a região a ser utilizada para estudo é L1-L4 . Posicionar a luz do laser aproximadamente 7. pois desse modo à chance de minimizar um erro é grande . as linhas intervertebrais devem se alterar o mínimo possível . O outro pé deve ficar reto / alinhado com o suporte do lado contra lateral. e prender o pé. retira-se o apoio dos pés e aguarda-se o retorno do braço escaneador. escolhe-se o fêmur contra-lateral ( 18 . 5 – Fêmur direito geralmente é escolhido. Esse posicionamento propicia um espaço suficiente entre os ossos ísquio-femural para uma análise correta.Rotação da perna suficiente para análise adequada. ainda com o paciente deitado. o grande trocanter. por uso de prótese e / ou qualquer outro motivo que dificulte ou impossibilite a execução do mesmo.5 cm abaixo do grande trocanter e no centro da perna. movendo-se. ajustar o suporte triangular do seguinte modo: Com as mãos deve-se fazer um movimento de rotação interna. No caso deste não ser adequado por dificuldade de posicionamento.Preservação das janelas 25 – 35 linhas na parte inferior e superior. observando com uma das mãos do lado externo da coxa. 3 – Retificação do fêmur. ficando a perna reta longitudinalmente paralela a linha central da mesa.

3. braço contrário à mão que se escreve.Antebraço Coloca-se a paciente sentada ao lado da mesa de exame. sendo importante recomendar ao paciente que deixe o pulso relaxado e que feche às mãos de modo que com este movimento haja uma retificação do mesmo. mantendo a posição e finalmente inicia-se o exame. para evitar que o paciente mexa durante o exame Figura 15: Densitomeria de fêmur Em relação à análise do fêmur .esquerdo ). 13. a 1 cm abaixo do processo estilóide da ulna. conforme figura abaixo. certificando que as costas do paciente estejam eretas e que o ombro esteja alinhado com o centro vertical do posicionador. A peça de apoio ( posicionador ) para tal deve ser colocada sobre a mesa e deve-se posicionar o antebraço sobre o mesmo. alinhado com o processo do cúbito estilóide. Caso imagem não adequada interrompe-se o procedimento. usando àquela região de menor valor. devemos deixar o box de análise que o aparelho oferece . essa medida deve ser feita desde o processo estilóide da ulna ( osso localizado no pulso na parte externa ) até o olecrano (osso do cotovelo ). Posiciona-se o feixe do laser no centro do pulso. observando se o membro está centralizado. Ainda se este também não adequado para tal. na posição inicial alterando se necessário o mínimo possível inclusive em relação à rotação e aproximação ou afastamento do box à cabeça do fêmur . Verifica-se na tela do computador se a imagem que está sendo escaneada está adequada. reposiciona-se e inicia-se novamente. mede-se o comprimento do antebraço. Terminado o exame solta-se o braço do paciente e aguarda-se o braço escaneador retornar à posição inicial. retificados e paralelos e com a presença de uma pequena porção dos ossos da mão. Figura 14:Rotação interna de 30º com um suporte. O antebraço escolhido é o não dominante isto é. Outro item que devemos ficar atentos é aquele em relação às regiões de interesse no fêmur proximal . Se imagem ok prossegue-se o exame. minimizando o erro. 19 . prende-se o mesmo com velcro. realiza-se o exame do antebraço. o que colabora com o exame.

colocar as mãos sob os quadris ( debaixo ) . de modo que o velcro menor fique na altura dos pés e o maior na altura dos joelhos. se ok finalizar o exame e se não ok reiniciar o mesmo. 13. A região do rádio 33% (às vezes chamada de rádio 1/3) é a região de interesse. pois outras regiões de interesse no antebraço não são recomendadas. tais como .Figura 16:Posicionamento de antebraço Figura 17:Densitometria de antebraço Exame de antebraço deve ser realizado quando o exame de coluna e/ou exame do fêmur não puderem ser interpretado (s) . deve-se verificar se a linha central da mesma divide o paciente ao meio. retirar os velcros e aguardar o braço escaneador retornar à posição inicial . a fim de se evitar movimentos durante o exame. isto é. 20 . posicionando a de modo que ela fique no centro da mesa. A cabeça deve estar do mesmo lado em que se localiza o braço escaneador. ultrapassando os limites pode-se usar como recurso. Terminado o exame.Os braços devem ficar ao longo do corpo.Corpo inteiro Colocar a paciente sobre a mesa em decúbito dorsal ( deitada de barriga para cima ). estendidos com as mãos voltadas para baixo repousando sobre a mesa. presença de próteses etc.4. IMPORTANTE: lembrar que se o paciente tiver dimensões maiores que o habitual. pacientes obesos ( acima dos limites especificados para o equipamento DXA usado) .5 cm da cabeça linha ). Verificar na tela do computador se imagem adequada. logo abaixo da linha horizontal marcada no colchão da mesa de exame ( distância de mais ou menos 1. Prendem-se os pés e pernas com auxílio dos velcros.

4.Pélvis esquerda e direito: Ambos os cortes da pélvis passam pelos colos femorais e não tocam na pélvis. Os cortes devem separar as mãos e braços do corpo.Antebraço esquerdo e direito: Os cortes de ambos os antebraços são tão próximos do corpo quanto possível. 5. e separam os cotovelos e os antebraços do corpo.Braço esquerdo e direito: Ambos os cortes de braços passam pelas axilas e localizam-se o mais próximo possível do corpo.Cabeça: O corte Cabeça está localizado imediatamente abaixo do queixo 2. sem incluírem a caixa torácica.Figura 18:Posicionamento de corpo inteiro Figura 19: Densitometria de corpo inteiro Verifique se os cortes de Corpo Inteiro estão posicionados do seguintemodo: 1. 8 Entre-pernas: O corte Entre-pernas separa a perna direita da esquerda.Perna esquerda e direita: Ambos os cortes de perna separam as mãos e antebraços.Coluna esquerda e direita: Ambos os cortes de coluna devem ficar o mais próximo possível da coluna. 6-Topo da pélvis: O corte Topo da Pélvis localiza-se imediatamente acima do limite superior da pélvis 7. 21 . das pernas. 3.

na posição inicial alterando se necessário o mínimo possível . o aparelho . Outro ítem que devemos ficar atentos é aquele em relação às regiões de interesse no fêmur proximal .14. portanto somente se necessário. devemos deixar o box de análise que o aparelho oferece . Ao posicionamento da paciente à mesa deve-se ter cuidado redobrado. em pacientes obesos ( acima dos limites especificados para o equipamento DXA . as linhas intervertebrais devem se alterar o mínimo possível .OBSERVAÇÕES IMPORTANTES 1. usando àquela região de menor valor. excluindo-se aquela(s) vértebra(s) afetada(s) por artefato(s).Importante saber que em relação à análise da coluna . a operadora técnica . 3.Em relação à análise do fêmur . 22 .Impossibilidade de manter o paciente em decúbito dorsal (deitado de costas para a mesa) b. pois outras regiões de interesse no antebraço não são recomendados. região a ser analisada .96cm) d. movendo-se. inclusive em relação à rotação e aproximação ou afastamento do box à cabeça do fêmur .No exame de densitometria óssea .Exame de antebraço deve ser realizado quando o exame de coluna e/ou exame do fêmur não puderem ser interpretado (s) .Paciente com espessura excessiva na região de exame( DPX-IQ 30cm) c. um dos ítens mais importantes é o bom posicionamento da paciente ao exame para sua melhor análise posterior e conseqüente um laudo mais preciso. E a região a ser utilizada para estudo é L1-L4 .Pacientes adultos com menos de 25kg ou mais de 120kg podem causar resultados menos exatos e. tentando deixar a imagem atual o mais igual possível da anterior.Uso de contraste prévio f.Altura acima do permitido pelo programa para o corpo inteiro (DPX-IQ 1. 4.Contra-indicações do exame de densitometria óssea : a. 2. e também o local de trabalho.Nas avaliações evolutivas é muito importante levar em consideração o modo de aquisição . 5.Gestante 6.LUNAR usado). A região do rádio 33% (às vezes chamada de rádio 1/3) é a região de interesse . minimizando o erro. pois desse modo à chance de minimizar um erro é grande .

60 uSv para 1 metro e 0. No que diz respeito a densitometria óssea as medidas envolvidas são: -Controle de qualidade: aferição dos equipamentos dentro do preconizado para cada equipamento é de fundamental importância não só para o aceite de aparelhos novos na sua instalação como diariamente. a leitura do miliamperímetro está correta. Deve assegurar de que a quilovoltagem do aparelho está correta. Taxa de exposição para o paciente ao ser submetido à Densitometria Óssea Variação de 0.03 mSv a 0.30 uSv para 3 metros 23 .30 mSv Taxa de exposição para Técnicos de Densitometria Variação de 0. o adequado posicionamento do paciente antes de iniciar o procedimento implica na redução a exposição à radiação por tornar desnecessário reposicionamentos posteriores após varias tentativas de aquisição de imagens e abortamentos destas. usar filtros que adequadamente separem o feixe polienergético dos raios-X em feixe de alta e baixa energia e adequar a colimação do feixe de raios-X para redução da radiação espalhada.01 uSv a 5. distância e blindagem.15-PROTEÇÃO RADIOLÓGICA Todos os procedimentos para redução da exposição podem ser sintetizados a redução do tempo.00 uSv a 2. -Distância: o operador deverá observar uma distância adequada entre o equipamento e o computador de aquisição das imagens. controle automático do tempo de exposição funciona adequadamente.

.Métodos de Investigação Diagnóstica da Massa Óssea SBDENS. G. S. J.-Curso Teórico-Prático de treinamento para operadores de densitômetros ZACCHELO.com www.spr.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS NOBREGA.. .-Guia Prático de Densitometria Óssea www.S. G. M.gov. CALDAS. L. A..Osteoporose MARONE. F.P. GRIZ.. FARIA.sbdens. .org.Densitometria Óssea na Prática Médica KNOPLICH.R.. . LEIVIN. J. S.Prevendo a Osteoporose-Orientações para evitar fraturas RAGI.br 24 ... – Tecnologia Radiológica e Diagnóstico por Imagem. M.Problemas e Soluções BANDEIRA. .conter.br www. K.I. ANUIJAR.16.. MACEDO.

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