Funções da Arte

Você já parou para pensar porque se transforma barro em objetos, pinta-se um pedaço de tecido com tintas extraídas da natureza ou ainda requebra-se o corpo? Andando pelas ruas de sua cidade, você passa por uma praça e vê uma escultura, em um edifício vê um mural de azulejos ou de pintura, em uma igreja vê um mosaico ou um vitral colorido. Se você é observador, sensível, com certeza gosta de ficar olhando para tudo isso. Essas formas, diferentemente dos objetos utilitários que se usa no dia-a-dia, têm função de encantar, de provocar a reflexão e admiração, de proporcionar prazer e emoção. Essas sensações são despertadas por um conjunto de elementos: a imaginação do artista, a composição, a cor, a textura, a forma, a harmonia e a qualidade da idéia. Observamos então, que, a Arte tem diversas funções na vida do homem. Uma das funções tem como finalidade possibilitar os processos de percepção, sensibilidade, cognição, expressão e criação fazendo que o homem se desenvolva em todos os aspectos, ela é uma função individual trabalhando com o próprio eu. Como função social podemos perceber a arte como uma linguagem que ultrapassa a função da comunicação simples e pura, pois transmite idéias, os sentimentos e as informações que transformam as idéias, os sentimentos e as informações já existentes influenciando culturalmente o meio fazendo assim uma interação homem e sociedade. Existe também a função ambiental cuja alfabetização estética, leva o homem a observar o meio que o cerca, reconhecendo a organização de suas formas, luzes e cores, suas harmonias e desequilíbrios, a sua estrutura natural, bem como a construída. O homem transforma a natureza com o seu trabalho. Arte é matéria transformada, concreta, ocupa lugar no espaço. Assim as manifestações artísticas de uma sociedade numa determinada época é a maneira como os homens nela vivem e pensam. Na roupa, nos edifícios, na literatura, estão inscritos os valores da sociedade, seus hábitos e sua mentalidade. Sendo a arte a passagem direta de uma tendência nascida de uma raça, modificados pelo clima social e pelo momento histórico, a sua função é manifestar as qualidades étnicas e psíquicas dos povos e condensar os aspectos significativos das etapas da evolução da humanidade. Em muitas sociedades, a arte é utilizada como forma de homenagear os deuses, ou seja, está ligada à religião. Observe como as igrejas, os templos e os túmulos são locais em que a arte se manifesta em todos os tempos. Indumentárias, objetos que são usados em

esconde numa nebulosa Voltar pra casa nosso lindo balão azul.rituais. Habitamos um mundo que vem trocando sua paisagem natural por um cenário criado pelo homem. de um grupo social e de um indivíduo. imagens. pelo qual circulam pessoas. instrumentos musicais. a arte está em toda parte e é um elemento definidor da identidade de um povo. informações e principalmente . ver a via Láctea estrada tão bonita Brincar de esconde. ATIVIDADE: Represente em linguagem visual a música abaixo: “Lindo Balão Mágico” Guilherme Arantes Eu vivo sempre no mundo da lua Porque sou um cientista o meu papo é futurista é lunático Eu vivo sempre no mundo da lua Tenho alma de artista sou um gênio sonhador e romântico Eu vivo sempre no mundo da lua Porque sou aventureiro e desde o meu primeiro passo no infinito Eu vivo sempre no mundo da lua Porque sou inteligente e se você quer vir com a gente venha que será um barato Pegar carona nessa cauda de cometa. afinal vivemos numa época em que as questões de estética -da natureza e dos valores do belo.estão na ordem do dia. completam os cenários das cerimônias religiosas. Estética Será que vale a pena mesmo iniciar essa discussão e retomar esse debate que tem ocupado filósofos e historiadores desde a Antiguidade? Há algo de novo a dizer sobre isto? Nós acreditamos que sim. independentemente de religião. Em outras culturas e épocas. a arte surge. Qualquer que seja sua direção. adereços. e como oportunidade de experiência especial para quem aprecia. unicamente como forma de expressão para quem produz. produtos.

se incorpora. Só assim poderemos deixar de ser observadores passivos para nos tornarmos espectadores críticos. que é privilégio da espécie e que permite ao homem deleitar-se com o reconhecimento do belo. de acordo com sua evolução intelectual e a elas. Mesmo com certas limitações. aos sons e as imagens e pela capacidade de nos expressarmos por meio desses elementos.  O que caracteriza a Estética não é simplesmente o estudo do Belo. Esta inserção é o que chamamos de estética. Mais próxima do sentimento do que da razão a visão interior constitui. O homem quando contempla uma paisagem. sua exatidão. as leis que a regem. Ela apenas existe. se temos que conviver diariamente com essa produção infinita. Os filósofos antigos trataram do assunto. A natureza em si mesma não é nem feia nem bonita. as atividades profissionais da atualidade exigem cada vez mais um certo conhecimento geral do mundo e uma sensibilidade aguçada para entendê-lo. . o homem é o único ser na terra que tem capacidade estética e daí se infere que a apreciação da beleza é uma experiência somente humana. Podemos combinar ou reunir coisas naturais. O campo das Artes se abre e invade o espaço das mais diversas atividades. para Addison (1672-1719). uma flor ou uma aurora admira sua organização.imagens. empregando a noção de Beleza. Além da capacidade de raciocínio lógico que sempre caracterizou nossa inteligência. específica. sua forma e seu conteúdo. mas o belo nessa composição é fruto de nossa participação. E. o que exige o uso de nossa sensibilidade estética. melhor será aprendermos a avaliar essa paisagem. Além disso. O prazer que produz a contemplação das coisas naturais é a “emoção” estética. uma planta. é preciso mencionar que as novas teorias psicológicas sobre a inteligência humana mostram que ela é muito mais complexa do que se pensava. de certa maneira. sua função. descobriu-se também que uma de nossas habilidades inteligentes pode ser medida pela sensibilidade em relação ás cores. criando uma obra artística. participantes e exigentes. uma faculdade inata. Para se ter uma idéia da amplitute das novidades que as questões de arte enfrentam hoje.

Além disso. Tornamo-nos então conscientes da beleza e daquilo com o que nos identificamos cultural e emocionalmente. pode não parecer tão belo alguns dias depois. estamos tristes. de outra idade. quando você estiver com outro estado de espírito. portanto. isto é. não ficaremos escandalizados com as preferências do outro e aprenderemos a respeitar os gostos que são diferentes. Aquilo que o emociona num determinado dia. outra cultura. que o público se deixe emocionar e aprenda a distinguir o que aprecia e por quê. É preciso. A beleza não é um valor universal. o que é belo para você pode não ser para o outro. ficamos mais sensíveis ás obras de arte que nos transmitem alegria. é estar atento para o prazer que ela dá e tentar perceber o que o causa e de onde vem esse prazer. procurando definir os diversos movimentos estéticos . A melhor maneira de se apreciar a arte. ao contrário. outro sexo ou outro temperamento. A própria História da Arte. ao ouvirmos uma música. Se estamos alegres. ou tiver visto ou ouvido outras coisas. nos emocionamos mais com as músicas ou imagens que parecem estar sintonizadas conosco. O prazer do belo depende também de nosso estado de espírito. reproduzindo nosso humor ou nossas emoções. tornamo-nos conscientes do nosso gosto. Se. se compreendermos que cada um tem sua sensibilidade. o Belo? É uma sensação de prazer ao olharmos um objeto.Mas o que é então. ou uma cena teatral nos desperta esse tipo de emoção que podemos denominá-la de manifestação artística. Dê uma definição de Estética: ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ Crítica de Arte . tem posto em evidência a variabilidade dos princípios estéticos e das tendências dos artistas de uma época para outra. uma tela.

Não é raro. historiadores. se tivessem podido: colocaram o seu talento à prova aqui e ali e não conseguiram.. etc. pontos ou bonequinhos) ao produto criticado. crítica é uma função de comentário sobre determinado tema. jornalista ou profissional especializado da área. A crítica é feita pelo crítico. mas também deve apresentar descrição de aspectos objetivos que dêem sustentação a seus argumentos. embora a rigor haja também críticas a todo tipo de produto ou serviço disponibilizado ao público.Em jornalismo. com o propósito de informar o leitor sob uma perspectiva não só descritiva. críticos podem alavancar ou destruir carreiras de muitos profissionais. De acordo com sua credibilidade e com o grau de fervorosidade com que elogiam ou depreciam uma obra. Críticos costumam encerrar suas matérias atribuindo notas ou conceitos (como estrelas. mas também de avaliação. Sendo assim. tornaram-se críticos Fonte: “Lectures on Shakespeare and Milton” Autor: Coleridge. porém. biógrafos.Edward Um crítico é alguém que conhece a Estrada mas não sabe conduzir Autor:Tynan. O tipo mais comum de crítica é a Crítica Cultural. às vezes ofertando presentes e outras barganhas ao jornalista. Extraídas do “Citador!. uma pequena seleção de citações sobre Crítica de Arte.Katherine Os críticos freqüentemente são pessoas que teriam sido poetas. o Velho< História Natural” . que entra em contato com o produto a ser criticado e redige matérias ou artigos apresentando uma valoração do objeto analisado. Falar antes de pensar é o lema do criador Fonte: “Two Cheers for Democracy” Autor: Forster. empresas que produzem ou comercializam esses produtos oferecem-nos gratuitamente ao crítico e o convidam a escrever comentários e matérias sobre os mesmos. Em geral. o crítico não pode apresentar uma avaliação puramente subjetiva. Normalmente. Pensar antes de falar é o lema do crítico. geralmente da esfera artística ou cultural. que estas companhias tentem cooptar o crítico para obter avaliações positivas. o que envolve uma questão ética por parte dos profissionais envolvidos. Samuel Será mais fácil criticar a minha obra do que imitá-la Fonte: “citado em Plínio.

elemento indispensável da fruição estética. Era uma crítica de caráter filosófico. pois os critérios são diferentes. chamando a atenção muitas vezes para elementos novos e diferentes. mas o verdadeiro crítico de arte saberá que a finalidade da arte é a beleza. fazendo com que certos aspectos pessoais e subjetivos se tornem coletivos à medidas que passem a ser compartilhados.Autor:Zéuxis De todos os ressentimentos. que buscava explicar a natureza do fazer artístico e ao mesmo tempo. “é belo”. Isso vale tanto para o julgamento subjetivo do público em geral como para a crítica profissional especializada.. Gaspar A crítica de arte foi se desenvolvendo enquanto os homens aprendiam a explorar e a utilizar a sua percepção estética. estabelecer as regras da boa arte. é justamente a expressão dos sentimentos que nos despertam a obra de arte.C.. afirma que “uma preferência é sempre o começo de uma crítica”. Os comentários do outro sempre ajudam o desenvolvimento de nossa sensibilidade. Foi na Grécia. . Cada crítico terá um julgamento particular de uma obra. Só ela agrada internacionalmente. creio que o maior seja aquele de um homem que saiba fazer a sua arte com perfeição e seja censurado e avaliado por quem não sabe absolutamente nada Fonte: “ L’Osservatore Veneto Autor: Gozzi. que surgiram os primeiros estudos sobre estética e arte. é seu direito e dever de profissão. A crítica de arte é importante por provocar uma convergência de gostos e critérios de apreciação artística.. quer concordemos com eles ou não. procurando orientar e educar artistas e público. Lionello Venturi. estudioso de crítica de arte. essa atitude crítica. por volta do século III a. que esteve sempre relacionada de alguma maneira a julgamentos do tipo “gostei”. “não gostei”. Essa preferência.