RESUMO

A VIDA DEVOCIONAL SOB O IMPACTO DA MÍDIA CONTEMPORÂNEA

Por

José Calixto

Orientador: José Carlos Ramos, D.Min.

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RESUMO DA TESE EM TEOLOGIA PASTORAL Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia Centro Universitário Adventista de São Paulo Campus Engenheiro Coelho

Título: A VIDA DEVOCIONAL SOB O IMPACTO DA MÍDIA CONTEMPORÂNEA

Nome do pesquisador: José Calixto Nome e título acadêmico do orientador: José Carlos Ramos, D.Min. Data do término: dezembro de 2008

Tópico Este estudo fundamentou-se em uma pesquisa bibliográfica que analisa os princípios devocionais e a influência da mídia sobre eles; foi também embasado por uma pesquisa de campo com aplicação pastoral para recomendações e sugestões aos membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia em seus hábitos devocionais.

Propósito O objetivo desse estudo foi analisar como a mídia contemporânea interfere na vida devocional dos cristãos adventistas no Brasil. O tema foi discorrido em cinco capítulos, sendo que o primeiro contém uma introdução. O capítulo II descreveu os princípios devocionais para uma comunhão pessoal com Deus – meditação, administração do tempo, oração e estudo da 2

Bíblia e do Espírito de Profecia. O capítulo III descreveu o surgimento da mídia, e especialmente a imprensa, o rádio, a televisão e a internet; analisou os aspectos positivos e negativos deles, sua influência sobre a mente humana e, conseqüentemente, sobre os valores morais e a vida devocional. O capítulo IV apresentou os dados colhidos na pesquisa de campo e uma análise preliminar dos mesmos. E o capítulo V apresentou recomendações e sugestões quanto à vida devocional e o uso da mídia, tendo como base os resultados do Capítulo IV.

Fontes Esta pesquisa utilizou dicionários especializados, enciclopédias, livros, periódicos, entrevistas, pesquisas eletrônicas em sites, CD-ROMs, DVDs, e acima de tudo, a Bíblia e os escritos de Ellen G. White. A pesquisa de campo foi analisada mediante abordagem objetiva e subjetiva dos dados coletados.

Conclusão O estudo demonstrou que pessoas que dispensam muito tempo para alguma mídia em geral, possuem a tendência de estar insatisfeitas com a vida devocional. Por outro lado, pessoas que dedicam mais tempo para o estudo da Bíblia, para a oração, para participar de atividades missionárias, têm maior satisfação com a vida devocional. Assim, o estudo apresenta a necessidade de se realizar uma mudança de paradigmas quanto ao uso da mídia, e sugestões de como usar a mídia com um critério maior, para que a comunhão com Deus seja priorizada.

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ABSTRACT OF GRADUATE STUDENT RESEARCH Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia Centro Universitário Adventista de São Paulo Campus Engenheiro Coelho

Title: DEVOCIONAL LIFE UNDER THE IMPACT OF CONTEMPORARY MEDIA

Name of researcher: José Calixto Name and degree of adviser: José Carlos Ramos, D.Min. Date completed: December 2008

Topic This study is based on bibliographical researches that analyze devotional principles and the influence of the media on them; it is also emphasized by field research with pastoral application for recommendations and suggestions to the members of the Seventh-day Adventist Church in its devotional habits.

Purpose The purpose of this study was to analyze how the contemporary media interfere with devotional life of Adventist Christians in Brazil. The subject was described in five chapters, besides the first one, with an introduction. Chapter II described the devotional principles for a personal communion with God – meditation, administration of time, prayer, study of the Bible and the Spirit of Prophecy. Chapter III described de rising of media, and especially the press, the radio, the television and the internet; analyzed the positive and negative aspects of them, 4

its influence on human mind, and, consequently, on moral values and devotional life. Chapter IV presented the data collected in the field research, and a preliminary analysis of them. And the Chapter V presented suggestions and recommendations about the devotional life and the use of media, based on the results of Chapter IV.

Sources This research used specialized dictionaries, encyclopedias, books, journals, interviews, electronic research in sites, CD-ROMs, DVDs, and above all, the Bible and the writings of Ellen G. White. The field research was analyzed using an objective and subjective approach of the collected data.

Conclusion The research showed that people who spent much time with media in general have the tendency to be unsatisfied about his/her devotional life. On the other hand, people who dedicate more time to study the Bible, to prayer, to participate in missionary activities, have greater satisfaction in his/her devotional life. Thus, the study presents the need of change of paradigms for the use of media, and suggestions of how to use the media with bigger criterion, so that the communion with God would be prioritized.

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Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia Centro Universitário Adventista de São Paulo Campus Engenheiro Coelho

A VIDA DEVOCIONAL SOB O IMPACTO DA MÍDIA CONTEMPORÂNEA

Tese Apresentada em Cumprimento Parcial dos Requisitos para o Título de Doutor em Teologia Pastoral

por José Calixto Dezembro de 2008 6

© Copyright por José Calixto 2008 Todos os Direitos Reservados 7 .

A VIDA DEVOCIONAL SOB O IMPACTO DA MÍDIA CONTEMPORÂNEA Tese Apresentada em Cumprimento Parcial dos Requisitos para o Título de Doutor em Teologia Pastoral por José Calixto COMISSÃO DE APROVAÇÃO: _____________________________ José Carlos Ramos Orientador da Tese Professor de Teologia Bíblica _______________________________ Roberto Pereyra Suárez Examinador Adjunto Diretor da Pós-graduação do SALT _____________________________ Daniel Oscar Plenc Examinador Externo Professor de Teologia Sistemática _____________________________ Data da Aprovação iii .

.............. INTRODUÇÃO .................... Administração do Tempo ............................................................................................................... iv 17 20 26 27 30 32 33 38 40 45 47 52 55 56 57 59 ........................................... Condições para a oração ser atendida .................... Comunhão com Deus no Antigo Testamento ........................... 5 Revisão de Literatura ............................................................................................................................................................... Comunhão Pessoal com Deus ............ Importância da comunhão com Deus ................................... PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA VIDA DEVOCIONAL .................................. viii LISTA DE ABREVIAÇÕES ................................................................................. Influência do Espírito Santo na comunhão com Deus ............................................................ xii Capítulos I.......................... 16 II.............................................................................................. Obstáculos na comunhão com Deus ...................................................................................SUMÁRIO LISTA DE GRÁFICOS ....................................................................... 13 Metodologia ......................................................................................................................................................................... 3 Justificativa do Estudo .............................................................................................................................................................................................................................................................. Oração .............................................................................. 6 Definição de Termos ....................................... 17 Meditação Popular Versus Comunhão com Deus ..................................................................................................................... Oração e a vitória sobre Satanás ...... Comunhão com Deus no Novo Testamento ............................. 15 Resumo do Estudo ...................................................................................... Orações não atendidas ....................... Bíblia ........................................... Formas de se orar .......................... vii LISTA DE TABELAS .......................................................................... 4 Propósito do Estudo ............................... x AGRADECIMENTOS ............................................................................................ Propósito e influência da oração ............................ 5 Escopo e Delimitação do Estudo .......................................................................................................................................................... 1 Definição do Problema .............................. Comunhão com Deus enfatizada pelo Espírito de Profecia ..........................................

........................................................................................................... Razões para a leitura...............................................................Razões para a leitura.......................................................................... Conclusão ......................................................................................................................... 178 Considerações e Recomendações Quanto ao Emprego da Mídia .......................... Conclusão ............................................................................................................................... 77 81 85 86 88 89 92 94 97 98 99 102 103 111 112 114 115 118 119 127 129 132 IV.................................................... Impacto da Mídia Sobre a Mente Humana .................................. 186 v ............................................................................................................................................................................................................................................................................................. Aspectos positivos da televisão ................................................................................................... Tempo Gasto com a Mídia Secular ...................................... CONSIDERAÇÕES E RECOMENDAÇÕES ............................................. Rádio no Brasil ..................................................................... Era da Imprensa ............................................................................................................................................ Espírito de Profecia ........................................ ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS ....................................................................... Era do Rádio ................................................................................................................................ Era da Televisão ... Conclusão .............................................................................................................. 61 66 68 72 74 III............................................................................................................................. 183 Conclusão .................. Aspectos negativos da imprensa ... Aspectos positivos da internet ...... Correlação e Interpretação dos Dados .............................................................. Conclusão ................ Aspectos positivos do rádio .............................................. 133 Método de Apresentação ................................ 178 Considerações e Recomendações Quanto à Vida Devocional ................ Aspectos positivos da imprensa ................................. Aspectos negativos da internet ..................................... o estudo e a meditação do Espírito de Profecia ...................... Tempo Dedicado às Práticas Devocionais ......................................................................... Aspectos negativos da televisão ............................ Importância do estudo da Bíblia .............................................. Conclusão ...................................................................... 133 135 140 143 147 177 V.......................................... Impacto da Mídia Sobre a Vida Devocional ................................................................................................................................ Aspectos negativos do rádio ....................... Conclusão ................... 75 Era Pré-Imprensa .............................................................................................................. Conclusão .................. Era da Internet ....... Impacto da Mídia Sobre os Valores Morais ................................................................................................................................... o estudo e a meditação da Bíblia ................... Apresentação e Análise de Dados ................... APRESENTAÇÃO.................. IMPACTO DA MÍDIA SOBRE A VIDA DEVOCIONAL ...........................

. SEMINÁRIOS ................................................................................... AMOSTRA DA PESQUISA DE CAMPO .............. O USO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO NA EVANGELIZAÇÃO ADVENTISTA ... 204 211 218 228 245 ANEXO D..................... 290 vi ................................................................. Seminário 4: Protegendo a mente da influência negativa da mídia ................. 195 ANEXO C..................... 192 ANEXO B.......... 268 VITA ....................... Seminário 2: Sugestões práticas para a vida devocional ............................. Seminário 3: Desafios à autoridade bíblica no período das sete igrejas do Apocalipse ...................................................................................... 190 Anexos ANEXO A........................................................................................ 253 BIBLIOGRAFIA ........................................... 204 Seminário 1: Administrando o tempo de maneira eficaz .......................................... 188 Recomendações para futuras pesquisas ........................................................................... Seminário 5: Métodos para interpretar o Espírito de Profecia .............................................. GRÁFICOS E TABELAS ................................................................................CONCLUSÃO FINAL .......................

.......... Sentimento em relação à participação nas atividades missionárias ..................... Tempo diário na leitura de jornais e revistas seculares .................................................................... 146 13....................LISTA DE GRÁFICOS 1.......... Renda familiar ........... 147 vii ....................................................................................... 144 10..... Tempo diário dedicado à leitura do Espírito de Profecia ............................................................... 138 2................................. Tempo diário assistindo filmes seculares .................... 145 11.......... Tempo de batismo ................... 142 8. 142 7.............................................................................................. 138 3.......... Tempo diário dedicado ao estudo da Bíblia.... Tempo diário assistindo programa secular de televisão .................. Participantes por grau de instrução .............................................. incluindo a lição da ES ...... 143 9.................................................... Tempo diário acessando internet não como atividade profissional ......................................................... 139 4........................ Sentimento em relação à vida devocional ..... 141 6..... 140 5......................................................................... 145 12........... Tempo diário ouvindo programa secular de rádio .... Tempo diário dedicado à oração ....

............................................. 136 2.................................................. 161 18.............................................................. Estado civil/Tempo diário para filmes seculares ............................................................................. Sexo/Tempo diário para leitura jornais e revistas seculares ...................... 158 13............ Idade/Tempo diário para programa secular TV ................ 151 6.......................................... 155 10... 163 viii ...... 152 7............. 154 9................................ Plano de amostragem .......... 160 16..................................... Idade/Freqüência à igreja – Culto domingo à noite ................ Idade/Tempo diário para filmes seculares ............. Idade/Freqüência à igreja – Culto quarta à noite .................... Estado civil/Tempo diário para internet não profissional ...................................... Freqüência aos cultos da igreja ........................................ Idade/Sentimento quanto à participação atividades missionárias da igreja .............. Sexo/Tempo diário para internet não profissional .................................................................... 159 14.............. 161 19.............. Idade/Tempo diário para estudo Espírito de Profecia ........................................... Idade/Tempo diário para internet não profissional ........................................... 153 8... Idade/Freqüência à igreja – Culto JA .................... Idade/Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) .................................LISTA DE TABELAS 1............................................................................. 160 15................................. Idade/Sentimento devocional .................. Sexo/Tempo diário para oração ........................................................... 146 3.......... 149 4........ 157 12............. 161 17... 150 5.............. 162 20............................................................................ Sexo/Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) .................................... Idade/Tempo diário para oração ...... 156 11......................................... Sexo/Tempo diário para filmes seculares ......................

................. 174 35. Grau de instrução/Tempo diário para jornais e revistas seculares .............................................. Tempo diário para internet não profissional/Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) ...... Tempo diário para oração/Sentimento vida devocional ............. Grau de instrução/Tempo diário para internet não profissional .. 175 37............... Tempo diário para estudo Espírito de Profecia/Sentimento vida devocional ...................... 165 24........................................................ Adventista batizado?/Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) ......... 172 32............................... 168 28.. Tempo diário para jornais e revistas seculares/Tempo diário para oração ..... Tempo diário para internet não profissional/Tempo diário para estudo Espírito de Profecia ................... 169 29...... 167 26.......................... 170 30.... Grau de instrução/Tempo diário para oração .......... Estado civil/Tempo diário para oração ........................................................... 166 25............... Estado civil/Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) ......... Tempo diário para jornais e revistas seculares/Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) ............. Tempo diário para programa secular TV/Sentimento vida devocional ..................... 176 ix ............ Tempo diário para internet não profissional/Sentimento vida devocional ................................ 176 38..........................21.............. 173 34................................ 172 33.. Tempo diário para internet não profissional/Sentimento vida devocional ......... 164 23............. Tempo diário para oração/Sentimento participação missionária ................................................. Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES)/Sentimento vida devocional . 171 31.. Tempo diário para jornais e revistas seculares/Tempo diário para estudo Espírito de Profecia .............................................................................................. 174 36........................................................ 168 27................................. 164 22..............

LISTA DE ABREVIAÇÕES ACCH An AR AT At BB CeP CPB DC Dg E-book Ed ED Ep ES ESP Fc Fmct FSP IASD Acta Científica – Ciências Humanas Revista do Ancião Adventist Review Antigo Testamento Revista Atalaia Revista A Bíblia no Brasil Encíclica Comunio ET Progressio Casa Publicadora Brasileira Revista Decisão Diálogo Eletronic book ou livro eletrônico Elder’s Digest Revista Educação Adventista (Brasil) Revista Época Escola Sabatina O Estado de São Paulo Revista Família Cristã Revista Fameco – Mídia. Cultura e Tecnologia Folha de São Paulo Igreja Adventista do Sétimo Dia x .

IÉ IB JA MC MI MK MM Mn Moc NT RA Ra Rac Rbcc RCE RCMI RH RM SA s/d s/p SI SISAC SM Isto É Revista Imprensa Brasileira Jovens Adventistas Revista Mensagem da Cruz Revista Ministério (Brasil) Revista Marketing Meio e Mensagem Revista Ministry Revista Mocidade Novo Testamento Revista Adventista (Brasil) Revista Adventista (Argentina) Revista Escola Adventista (Brasil) Revista Brasileira de Ciência e Comunicação Revista O Colportor Evangelista Revista Retrato Consultoria e Marketing e Ibope Review and Herald Revista Mensal Revista Super Amigo Sem data Sem página Revista Super Interessante Sistema Adventista de Comunicação Salário Mínimo xi .

S. News & World Report União Sul Brasileira União Central Brasileira União Este Brasileira União Nordeste União Centro-Oeste Brasileira União Norte Brasileira Revista Veja Associação Brasileira de Normas Técnicas International Standardization Organization International Eletrotechnical Commission xii .ST STs SALT SDABC SDABD SDAE TV UNASP USNWR USB UCB UEB UNeB UCoB UNB Vj ABNT ISSO IEC Revista Sinais dos Tempos Signs of the Times Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia Seventiy-Day Adventist Bible Commentary Seventiy-Day Adventist Bible Dictionary Seventiy-Day Adventist Encyclopedia Televisão Centro Universitário Adventista São Paulo U.

À minha querida esposa Daisy e aos filhos. por acreditarem em mim. e concorrerem para a minha manutenção durante o curso.AGRADECIMENTOS Aos meus pais. a começar e avançar nesta aventura acadêmica. pelo grande empenho em me orientar e motivar com sabedoria e prontidão durante toda a trajetória do programa. Manoel (in memoriam) e Rosa. pela disposição em prestar o suporte financeiro em diferentes circunstâncias. À Divisão Sul Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia. e aos demais colegas que me motivaram no percurso desta árdua. Ao pastor João Custódio. por aprovarem a minha participação neste programa acadêmico. xiii . Caroline e Bruno. e me incentivarem. pelo indescritível exemplo e inspiração em toda minha vida. porém compensadora caminhada estudantil. À União Este Brasileira e à Associação Rio de Janeiro Sul. e principalmente na elaboração deste projeto. de outro modo seria impossível realizar este sonho. pela existência deste programa doutoral no Brasil e por patrocinar meus estudos. pelo amor e suporte incondicionais em todos os momentos. enquanto presidentes na referida Associação. ambas da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Ao doutor José Carlos Ramos. Aos pastores Nelson Duarte de Oliveira e Maurício Lima.

secretária do programa de Pós-graduação. Gilson Grübner.Ao doutor Roberto Pereyra. que de alguma maneira me apoiaram e se mostraram felizes em meu empenho por buscar maiores conhecimentos para utilizar na causa de Deus. xiv . amigos. Gilmar Batistoti. pelo acolhimento no Campus e aos funcionários da Biblioteca pela disposição em favorecer o acesso aos materiais de pesquisa. análise e interpretação dos dados referentes à pesquisa de campo. Aos pastores das dez igrejas centrais das seis Uniões brasileiras (César Guandaline. À direção do UNASP-EC. Dany Benjamim. Paulo César Nogueira. Dirceu Zanella). Euzélio Vaz. Hélio Coutinho Costa. familiares e irmãos do distrito da Pavuna. À professora Rita C. pelas sábias sugestões para enriquecer a pesquisa. encontrou tempo e condições para me assessorar na montagem. Timóteo Soares. por suas palavras de sábia orientação para que o trabalho se desenvolvesse corretamente. apesar de suas intensas atividades como professor e coordenador do curso de Administração no Unasp-Ec. que compreenderam a relevância do programa e aplicaram devidamente a pesquisa em suas igrejas. dispêndio de tempo e dinheiro em viagens para este fim. Ao professor Everson Muckenberger que. Vanderci Ramos Nogueira. Aos professores. sou grato a Deus. pois somente por Seu auxílio e misericórdia foi possível chegar até aqui. catalogação. Ari Curvelo. evitando assim. Acima de tudo. Marcos Aguiar.

que andava na “presença” de Deus (Gn 24:40). Noé. revista e atualizada no Brasil. 3 2 1 1 . e Deus Se comunicava com eles face a face. O que acontece quando oramos por nossas famílias (São Paulo: Editora Mundo Cristão. que “andou” com Deus (Gn 5:22).1 e a mente humana tornou-se um campo de batalha entre as forças espirituais do bem e as do mal. 1Co 1:4. e Abraão.2 O único recurso disponível para resistir o mal. Entre as designações do NT para a devoção com Deus se encontra a fórmula paulina “em Cristo” (Rm 3:24. também possui a conotação de uma vida dedicada a Deus. Douglass. Por exemplo. destacam-se Enoque. Ef 2:1). denominado biblicamente “pecado” (Rm 3:23. baseada no estudo da Bíblia e na oração. o AT registra a fórmula “andar com Deus” em alusão a pessoas que viviam em comunhão com Ele. Herbert E. A esta expressão está associada a concessão de perdão (Ef 4:32). Entre elas. (São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil. SP: Casa Publicadora Brasileira. Mensageira do Senhor: O ministério profético de Ellen G. 209 e 210. que “andava com Deus” (Gn 6:9). Mas a entrada do pecado no mundo interrompeu essa comunicação (Is 59:2). usada em relação a Abraão (Is 41:8). 1997). citações bíblicas neste estudo são extraídas da versão de João Ferreira de Almeida. 1993). A expressão “amigo de Deus”. Gl 2:16 e Fl 20). passou a ser então a “vida devocional”.1 CAPÍTULO I INTRODUÇÃO Os primeiros seres humanos viviam em conformidade com os princípios divinos. da justificação (Gl Salvo se indicado diferentemente. 8. Evelyn Christenson. 2001). através da qual todo ser humano pode contar com o poder sobrenatural de Deus para demover a opressão do pecado. White (Tatuí. 2ª ed. Ef 2:13.3 A vida devocional é descrita na Bíblia de diferentes formas.

FL: Associacion Publicadora Interamericana. 42:7). a atitude irreligiosa de Jó tinha um efeito contraproducente não só sobre ele mesmo. Comentando esta dificuldade na vida espiritual. perde de vista a dependência de Deus. à oração e ao estudo da Palavra de Deus e. seu amigo Elifaz afirmou: “Tornas vão o temor de Deus e diminuis a devoção a Ele devida” (Jó 15:4). Ellen G. White. SP: Casa Publicadora Brasileira. em risco de nutrir orgulho espiritual.4 Já nos dias do patriarca Jó.. Doravante esta obra será referida como O desejado. 6 5 . Esta obra doravante será referida como SDABC. Segundo Elifaz. e sim a tendência natural de relegar a um plano secundário a devoção devida ao Criador. este pensamento não refletia o real motivo do sofrimento do patriarca. White afirma que “como os discípulos houvessem visto o êxito de seus labores. o próprio Cristo advertiu que os valores espirituais deveriam ser considerados pelos Seus seguidores como absolutamente prioritários (Mt 6:33). o maior perigo para a alma humana não é físico ou material.2 2:17). Nichol. e até mesmo pelo desejo de realizar grandes empreendimentos para Deus. O ser humano é tentado a não dedicar tempo suficiente à meditação. isto produz uma tendência de orar menos e ter menos fé. estavam em risco de atribuir a honra a si mesmos. da reconciliação (Ef 2:13). Esta negligência tem sido a razão básica do declínio no âmbito social. 5 Ciente desse problema. a louca corrida por ideais seculares. no entanto. Francis D. pois ele era uma pessoa justa (1:1. mas também sobre a vida espiritual de outros. caindo assim sob as tentações de Satanás”. ed. tem levado o ser humano a confiar mais em planos e métodos humanos. da unidade cristã (Rm 12:5) e da “vida eterna” (Rm 6:23). Por contraste. expressa algo inerente à natureza humana pecaminosa. 2004). 4 Jonh e Millie Youngberg.6 Naturalmente. O desejado de todas as nações (Tatuí. Corazones en sintonia con Dios (Miame. Ellen G. conseqüentemente. da “redenção” (Rm 3:24). Todavia. 67. da novidade de vida (2Co 5:17). DC: Review and Herald. Seventh-day Adventist Bible Commentary (Washington. 360. 1954). moral e religioso. Lamentavelmente. 1994). 3:539.

dormem. as revoluções ideológicas.3 Não há como ser um vitorioso nas lutas da vida. bebem. 8 Eventuais efeitos deletérios desse fenômeno. levantam. 9 J. ao que clama em contrição sincera. pois Ele reveste de força e dá o triunfo. In His Name (Washington. 54. 7 As revoluções ideológicas. Ryle. 78. 2. cit. 5 (2o semestre de 2003). . e é por isso que Ele é o caminho de escape contra a tentação. vão para o trabalho. em George B. retornam para casa. Thompson.”. C. Cristo é o meio de se desfrutar esse privilégio (Jo 14:6).9 Esse é um problema extremamente grave principalmente à luz da advertência do próprio Cristo em Mateus 6:33: “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus . tecnológicas e comportamentais têm absorvido o tempo que deveria ser usado com as coisas imperecíveis e eternas. Existe somente um lugar onde o justo pode estar seguro – o convívio com Deus (ver Pv 18:10). vol.. 7 8 Taylor G. 39. 1939). Alberto R. tecnológicas e comportamentais têm absorvido o tempo que deveria ser empregado para a comunhão com Deus. Vivem à semelhança de uma besta que perece”. seriam neutralizados se cada pessoa se empenhasse por um viver contínuo com Deus. Comem. The Perfect Prayer (Mountain View. “A família sob o impacto de cinco grandes revoluções”. 1918). sem um momento diário a sós com Deus. DC: Review & Herald.. ACCH. Bunch. Lamentavelmente. Timm. n. que por certo arruínam a vida cristã. mas nunca falam com Deus. CA: Pacific Press. Definição do Problema Teólogos têm reconhecido que existe uma tendência natural à negligência da devoção a Deus. Ryle afirma que “milhares de pessoas nunca dedicam tempo para oração.

e desestimula a leitura. até hoje. 1998). fatores decisivos para a vida devocional. Justificativa do Estudo Levando-se em conta o duplo fato: (1)Tendência natural no ser humano para ser negligente na prática devocional.. presidente da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Jan Paulsen. Esta negligência se agravaria nos “últimos dias” pela complexidade de um mundo onde o tempo necessário para comunhão com Deus é absorvido por atividades seculares (2Tm 3:1-5. Angel M.11 Neste mesmo contexto.4 Naturalmente. 18 e 19. deveria ser revisada.10 Se a televisão desestimula a leitura. 4:3. avaliou como a mídia interfere na comunhão com Deus. maio de 2004. em Jonathan Gallagher. Especialmente a mídia contemporânea. contribui para a negligência na comunhão. Jan Paulsen. . Ellis Cashmore observa que ela deteriora o cérebro. e (2) o uso indiscriminado da mídia. A respeito dos efeitos negativos da televisão. AR.E a televisão se fez (São Paulo: Summus Editorial. 10. é fator preponderante para uma situação tal. usada sem nenhum critério. observou que a corrente lista de nossas crenças fundamentais. ela pode conspirar contra o estudo da Bíblia e do Espírito de Profecia. . Rodriguez propôs a inclusão de uma nova crença devocional dos 10 11 Ellis Cashmore. na reunião de inverno. “Growing in Christ”. e considerando que nenhum estudo específico. através do presente projeto procurou-se oferecer. A relevância deste assunto é tal que em abril de 2004. uma contribuição para vitalizar a prática Adventistas do Sétimo Dia no Brasil. cit. manipula hábitos de consumo. 4). votada há 25 anos atrás.. a cultura da mídia desempenha um papel relevante no processo contrário à prática devocional recomendada pela Bíblia. torna as pessoas violentas.

Entende-se que a primeira é fundamental para se estabelecer os parâmetros da segunda. ou outros métodos próprios do orientalismo. 2006). estudo da Bíblia e do Espírito de Profecia. exceto para distingui-la do modelo bíblico da comunhão com Deus. Envolve a influência negativa da mídia sobre a mente. em ibidem. interpretação e correlação da pesquisa. Escopo e Delimitações do Estudo O estudo trata do impacto da mídia sobre a vida devocional. análise. Quanto a esta nova crença fundamental. envolvendo a comunhão pessoal com Deus. administração do tempo. Rodriguez. cit. na procura de textos teóricos. far-se-á uma análise bibliográfica e uma pesquisa de campo com membros de dez igrejas adventistas do sétimo dia do Brasil. Não se aborda a comunhão mística e contemplativa. de artigos que corroborem a hipótese proposta. desde era préimprensa até a internet. 2003). 12 e 13.13 Com base na apresentação. mantendo comunhão diária com Ele por meio da oração e alimentando-se de Sua Palavra.12 Propósito do Estudo O presente estudo tem por objetivo descobrir e analisar como a mídia contemporânea interfere na vida devocional dos cristãos adventistas brasileiros. João Augusto Máttar Neto descreve que para fundamentar a pesquisa de campo utiliza-se de biblioteca. Este item foi incluso na Assembléia da Conferência Geral em 2005. oração. ver Manual da igreja (Tatuí. ou outros documentos que possam interessar à pesquisa. Metodologia cientifica na era da informática (São Paulo: Editora Saraiva.5 fundamental já praticada na Igreja Adventista: “Crescimento em Cristo”. SP: Casa Publicadora Brasileira. Cada pessoa é chamada a crescer à semelhança do caráter de Jesus. 151. far-se-á considerações e recomendações com conclusões para melhorar os hábitos devocionais dos cristãos adventistas. 13 12 . Angel M. Com isso em vista.

As Uniões são: União UEB USB UNB UCB UNeB UCoB Divisão Fundação 1919 1920 1936 1986 1996 2005 1916 Número de membros 149. O termo publicidade tem a conotação de habilitação do curso de graduação em Comunicação Social.18 Revisão de literatura A primeira parte do presente estudo discute os princípios fundamentais da vida devocional. o lançamento e a sustentação de um produto ou serviço no mercado consumidor.577 180. veiculação e produção de peças publicitárias. CA: Pacific Press. 19 20 Matilda Erickson Andross. Ver RM. O termo marketing representa o conjunto de estratégias e ações que provêem o desenvolvimento.208 91. tais como publicidade.065 2. 1961). permanecendo a mesma geografia.955 581.19 Taylor G.15 locução e marketing. Em 1920 este última nomenclatura foi mudada para União Este Brasileira. e Matilda Erickson Andross trata do supremo privilégio em dedicar tempo para estar a sós com Deus.16 A pesquisa de campo. Bunch.14 ou em qualquer item a ela afim.6 A seção sobre o desenvolvimento da mídia e sua influência sobre a vida religiosa não se detém nos aspectos técnicos daquela. se chamava Missões Unidas Norte Brasileiras. até que em 1936 foi organizada a União Norte Brasileira. 2008).178 250. 17 18 16 15 14 Ver Anexo A. CA: Pacific Press. os relatórios apontam Uniões Brasileiras e no período de 1918 a 1920. em especial atividades como o planejamento.575. Também é um termo que pode englobar diversas áreas de conhecimento que envolvam a difusão comercial de produtos. setembro de 1919.141 Extraído do Seventh–Day Adventist Yearbook (Review Herald. Taylor G. limita-se a dez Igrejas Adventistas do Sétimo Dia centrais das seis “Uniões” do território brasileiro.035 146.20 Kay Arthur descreve que a livre graça divina Entende-se por aspectos técnicos da mídia. a utilização de equipamentos para sua veiculação e a capacitação de pessoas para divulgá-la.17 num processo representativo. Alone with God (Mountain View. 1939). . The Perfect Prayer (Mountain View. criação. Bunch alude ao valor da experiência individual para se obter uma perfeita comunhão com Deus. Sendo que no período de 1911 a 1919.

O segredo da bênção espiritual (São Paulo: Editora Textus. 1986). White. SP: Casa Publicadora Brasileira.. Fuga para Deus (Tatuí. White oferece um amplo conteúdo acerca da prioridade que deve ser dada à devoção individual. 2006). Cheslyn Jones.7 conduz a pessoa para um íntimo relacionamento com Deus. Caminho a Cristo (Tatuí. 2004).21 Martyn Lloyd-Jones enfatiza a necessidade de abandonar o tradicionalismo e o modernismo e voltar a um relacionamento profundo. 27 Jim Hohnberger.28 Richard J. Anthology of Devotional Literature (Grand Rapids. exteriores como caminho para o crescimento 21 22 23 Kay Arthur. paralelamente com eventos da história da igreja. ID. aprazível e sincero com Deus.27 Tibor Shelley inspira a encontrar mais tempo e significado na comunhão. 25 Miguel Pinheiro apresenta seminários práticos com ênfase na reeducação dos hábitos devocionais. Thomas S. romana.26 Jim Hohnberger.22 Cheslyn Jones. ed. 1977). eds. Foster destaca as disciplinas interiores. Geoffrey Wainwright e Edward Yarnord. Doravante esta obra será referida como Caminho.23 Ellen G. The Study of Spirituality (New York: Oxford University Press. 26 25 24 Miguel Pinheiro. Tim e Julie Canuteson. OR: Questar Publishers. Tibor Shelley. ensina como andar na presença de Deus. 1989). Kepler destaca o pensamento de grandes personagens religiosos em diferentes épocas. Lord. ed. Comunion with God (Nampa. anglicana e pentecostal). Geoffrey Wainwright e Edward Yarnord abordam a espiritualidade na perspectiva teológica (raízes bíblicas no AT e NT). Santidade e comunhão (Tatuí. 1997). 2002).. Martyn Lloyd-Jones. s/d). I Need Grace to Market It (Sisters. SP: Casa Publicadora Brasileira. Kepler. deste modo. Tim e Julie Canuteson relatam a história da própria família em busca de uma genuína experiência com Deus. Ellen G. Pacific Press.. SP: Casa Publicadora Brasileira. 28 . MI: Baker Book House. 24 Thomas S. histórica (com ênfase nos pais da igreja apostólica tanto do ocidente como do oriente) e tradição (com ênfase nas correntes ortodoxa.

Self. Bounds relaciona a oração com a fé. Youngberg. 1995). Mike MacIntosh. Apaixone-se pela oração (Curitiba. 29 Hernandes Dias Lopes ressalta como descobrir e conhecer as mais variadas manifestações que Deus utiliza para falar aos seres humanos. no entanto. Carolyn Shealy and William L. 1996).8 espiritual. M. ID: Pacific Press. 2004). eles não tratam do impacto da mídia sobre a vida devocional. 29 30 31 32 33 34 35 36 37 Richard J.34 Carolyn Shealy and William L. Foster. .31 Evely Christerson fala da oração em família como sendo o meio mais adequado para eliminar a opressão do pecado.36 Richard J. Richard J. com a verdade. com o desejo. como uma chave para buscar os ilimitados recursos do Céu. 2002). Thompson. Self apontam um sistema de oração como sendo mais que um serviço litúrgico. If My People Pray (Nampa.30 John e Millie Youngberg enfatizam o culto familiar como fator de união da família e preservação da herança religiosa para as próximas gerações. objetivos e importância de relacionar-se intimamente com Deus. 1999). Hernandes Dias Lopes.32 Estes autores citados salientam temas relacionados a métodos. SP: Editora Cristã Unida. Foster ajuda a encontrar respostas para muitas dúvidas e dificuldades em relação à oração. Learning to Pray (Nampa. Celebração da disciplina (São Paulo: Vida. A Poderosa voz de Deus (São Paulo: Hagnos. Christerson. Oração (Campinas.35 Randy Maxwell descreve a oração como uma experiência relacional. 33 Mike MacIntosh mostra como descobrir o que está faltando na vida de oração e como encontrar alegria na prece incessante. Thompson destaca o valor da oração fazendo uso de textos bíblicos com uma abordagem homilética para a época contemporânea. 2000). com base na oração do Senhor. PR: Santos.37 E. George B. Randy Maxwell. ID: Pacific Press. Foster.

ed. RA. Aprendendo a orar (São Paulo: Edições Paulinas. 39 38 Sandra Lee Clark Ragl. e meditação nela. Pastoral Ministry (Silver Spring. MI: Baker Book House. MI: Eerdmans.42 Francisco Jalics comenta as razões para a leitura e estudo da Bíblia. White. Porter destaca como os hebreus mensuravam o tempo. 1988). 34.. The Mediating Effects of Meaning in Life and Prayer on the Physical and Psychological Responses of People Experiencing Lung Câncer – tese doutoral (Texas: University of Texas. The Complete Works of E. James Orr.38 Por meio de uma pesquisa qualitativa. “A importância do estudo da Bíblia”. a Palavra de Deus responde às inquietações de forma a dar sentido a vida humana. 1981). 8-10 . novembro de 2004. M.39 Martha Gene Meraviglia correlaciona os efeitos imediatos da espiritualidade entre o impacto do câncer e o senso de bem estar nos pacientes com câncer do pulmão. Prayer and the Well-Being of the Older Adult (Florida: Atlantic University. “Time”.46 E.40 Robert H. 41 H.9 com o fervor. 43 44 42 41 40 Francisco Jalics. Para você que quer ser um líder (São Paulo: Seminário Latino Americano de Teologia. H. Pierson. 1997). MD: Ministerial Association General Conference of Seventh-day Adventists. Bounds. 45 46 Walter Altman. Martha Gene Meraviglia. com a obediência. International Standard Bible Encyclopedia (Grand Rapids. julho a setembro de 2005. 1949). Pierson escreve acerca da importância da administração do tempo para o desempenho de uma liderança mais eficaz. White ressalta que a leitura. Ellen G. e conduz a pessoa a Cristo. James Nix. BB.43 Ellen G. com a vigilância e com a Palavra de Deus. com o caráter e conduta. Porter. M. Robert H. Bounds on Prayer (Grand Rapids. “A Luz Ainda Brilha”. 2001). Sandra Lee Clark Ragl apresenta um estudo acerca da influência que a oração promove para o relacionamento íntimo com Deus e para o bem estar de uma pessoa idosa. o estudo e a meditação na Bíblia ocupam um lugar muito importante na vida devocional44 Walter Altman comenta que em meio à grande quantidade de livros seculares e religiosos existentes. 1995). 1990).45 James Nix destaca algumas razões claras para se crer e meditar na Bíblia e nos escritos inspirados.

tecnológica e cibernética trouxeram para a sociedade e a família. a imprensa de Gutenberg. Cultura midiática e igreja (São Paulo: Edições Paulinas. 54 Joana T.51 Wilson Martins aborda a história do livro e da imprensa desde o surgimento da escrita até o livro contemporâneo. História da imprensa no Brasil (Rio de Janeiro: Mauad. Antonio Carlos Xavier. Antonio Costela. com destaque nos temas relacionados as bibliotecas antigas e modernas.10 Gerhard F. 54. 1995). Acta Científica – Ciências Humanas. 5 (2o semestre de 2003). o papel. 2005). período da independência e as crises do controle rígido que a imprensa teve que superar. feminista. Sobre ética e imprensa (São Paulo: Companhias das Letras. RA. 2002). Hasel descreve que o dom profético é um firme fundamento para a fé e uma revelação da vontade de Deus para nossas vidas 47 Entre os autores citados que aludem o impacto da mídia sobre a vida devocional. os manuscritos medievais. 49 50 51 52 53 Eugênio Bucci. Wilson Martins. 1999). 48 Eugênio Bucci destaca os conteúdos corruptores da mídia impressa. Puntel. “A Integridade do dom profético”. 9-11. vol. “A família sob o impacto de cinco grandes revoluções”. Alberto R. Timm comenta a influência negativa que as revoluções industrial. . a ponto de se sentirem confusas e mal informadas. Comunicação do grito ao satélite (Campos do Jordão.52 Antonio Carlos Xavier analisa a interação que se estabelece entre o comunicador de rádio e seus ouvintes. Rádio e interação verbal: monólogo ou conversação (Recife: Universidade Federal de Pernambuco. SP: Editora Mantiqueira). outubro de 1982.54 Oliver Krüger enfatiza como os 47 48 Gerhard F. Hasel. Nelson Werneck Sodré. A palavra escrita (São Paulo: Ática. Timm. 2. 1996).53 Joana T. n. a imprensa no Brasil e as principais bibliotecas brasileiras. bem como o excesso de informação que podem tornar as pessoas extremamente teóricas e apáticas às necessidades reais da vida.49 Antonio Costela descreve os progressos das comunicação no Brasil e no Mundo.50 Nelson Werneck Sodré ressalta a imprensa desde a era colonial. Puntel trata de um estudo sobre a problemática cultural da comunicação e o posicionamento da Igreja nesse contexto. Alberto R. sexual.

62 Rita Rezende Vieira Peixoto Migliora descreve o impacto da televisão na vida das crianças — correlacionada ao tempo dedicado à prática de ver tevê e às atividades Oliver Krüger. Silvana Gontijo. God. também descreve como a superação audiovisual não se esgota na realização de desejos por entretenimentos e prazer instantâneos. Mírlei Aparecida Malvezzi Valenzi. A cultura da mídia (Bauru. dos dramas e suspenses. dissertação de mestrado (São Paulo: USP. para a sociedade e para os indivíduos.58 Todd Gitlin mostra o que está por trás das ilimitadas promessas de satisfação. Todd Gitlin. Alison Armstrong e Charles Casement. Gaia. 2001).11 grupos religiosos homogêneos tratam os meios eletrônicos.56 Douglas Kellner oferece um amplo estudo sobre a utilização da mídia para influenciar a cultura contemporânea. A criança e a máquina (Porto Alegre: Artmed. 56 57 58 59 60 61 62 55 John Downing. 57 Alison Armstrong e Charles Casement apresentam como a falta de crítica quanto ao uso de computadores nas escolas levou a uma das mais caras e menos produtivas revoluções na história da educação.59 Silvana Gontijo trata da história da comunicação a era pré-escrita até a era contemporânea da cibernética. SP: Edusc.60 Don Tapscott faz uma análise ampla dos perigos que a revolução da informação suscita para os negócios. de sua identidade cultural.55 John Downing faz uma análise panorâmica de como os grupos sociais utilizam a mídia e a cultura para lutar pela transformação social. principalmente. 2007). 2003). IN: Princeton University.61 Mírlei Aparecida Malvezzi Valenzi analisa como a mídia televisiva norte-americana influencia e reforça não só seu sistema de representação mas. particularmente quando há um conflito entre o uso da nova tecnologia e os valores religiosos. 2003). 'The Wonder Years': a identidade americana na mídia televisiva. . Don Tapscott. 2004). 2001). DC: McGRAW-HILL. Mídias sem limite (Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira. 2001). O livro de ouro da comunicação (Rio de Janeiro: Ediouro. para os governos. Mídia radical (São Paulo: Editora Senac. 1997). and the Internet: The History of Evolution and the Utopia of Community in Media Society (Princeton. Douglas Kellner. La economia digital (Santafé de Bogotá.

Enfatiza o uso do corpo como sistema complexo de signos a serem decodificados biológica e culturalmente.63 Adriana Leite de Sousa Ladeira propõe um estudo do corpo como canal de comunicação.65 Kathie Njaine evidencia as condições de produção e consumo da violência na mídia e sua interação com os adolescentes no Brasil. Kathie Njaine. ela interfere no convívio familiar e afeta o cotidiano dos adolescentes. PUC-Rio. o culto familiar. Este estudo demonstrou que a violência na mídia possui relação importante com o ambiente escolar. Adriana Leite de Sousa Ladeira.64 Raquel de Barros Pinto Miguel e Maria Juracy Filgueiras Toneli descrevem sobre o conteúdo sexual veiculado pela mídia e sua influência na sexualidade do adolescente. 2001). traçando um percurso que vai da Antigüidade a nossos dias. filmes e seriados) e sentem imenso prazer em se relacionar com elas. 2004). como devoção com Deus. sexualidade e mídia: uma breve revisão da literatura nacional e internacional – tese doutoral (Florianópolis: UFSC. Adolescência.66 Apesar dos autores tratarem de temas relevantes. a utilização da mídia para influenciar a cultura contemporânea. A influência da mídia e os estereótipos corporais – dissertação de mestrado (Rio de Janeiro: UFRJ. 66 65 64 . Raquel de Barros Pinto Miguel e Maria Juracy Filgueiras Toneli. Crianças e televisão: um estudo de audiência infantil e de fatores intervenientes (Rio de Janeiro.12 que as crianças deixam de fazer em função disso. 2007). Seu estudo mostrou que as crianças que dedicam mais de três horas diárias assistindo televisão. Violência na mídia e seu impacto na vida dos adolescentes: reflexões e propostas de prevenção sob a ótica da saúde pública – tese doutoral (Rio de Janeiro: Escola Nacional de Saúde Pública. Os veículos midiáticos mais explorados nos estudos são a televisão e as revistas. a oração. Recomenda propostas consideradas essenciais para serem adotadas pelo setor saúde. tem preferência por linguagem de ficção (telenovelas. a veiculação 63 Rita Rezende Vieira Peixoto Migliora. 2007). principalmente quando a escola se localiza em comunidades violentas e os educadores não promovem um debate adequado sobre a questão. Para ela o cuidado do corpo deve ser o primeiro meio de comunicação.

sociedade e indivíduos. os perigos que a mídia suscita para os governos. Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira define comunhão como participação em comum em crenças ou idéias. 146. Pequeno dicionário brasileiro da língua portuguesa (Rio de Janeiro: Editora Nacional. no grego koin$nia significa a estreita união e laços fraternais entre seres humanos. a saber. a comunhão com Deus mediante uma sábia administração do tempo que faculte o estudo da Bíblia e do Espírito de Profecia. Definição de Termos “Devoção”. A raiz desta palavra é usada em toda a linguagem semítica para denotar coisas proibidas.70 Gerhard Von Rad. separação. em hebraico h!rem – devoto. Para ele. quanto se saiba. “Comunhão”. “Devoted”. ed.67 O vocábulo teve originalmente vinculação religiosa.68 A fórmula “vida devocional” é usada no sentido de dedicação íntima Àquele que é alvo de veneração universal. 2002). Fl 2:1 e Fm 6. . 1962). bem como a comunhão evidente e ininterrupta entre homens e deuses. 1976). comunhão aponta para o relacionamento de fé com Cristo. o impacto imoral dos meios de comunicação sobre a mente das crianças. exclusão. ressalta os princípios da vida devocional. The Interpreter´s Dictionary of the Bible George (New York: Abingdon Press. Deus. é conectada à idéia de santidade. 1:838 e 839.. sagrado. Arthur Buttrick. e a prática da oração. Este autor destaca que a vida moderna roubou do ser humano a maior parte do tempo que ele tinha disponível para pensar e cultivar a vida interior. tal como empregado pelo apóstolo Paulo. 70 69 68 67 Ver 1 Co 10:16. 307. A vida íntima das palavras (São Paulo: Editora Arx.13 de dramas e suspenses para influenciar de maneira perniciosa a mente humana. tudo isso sob o impacto da mídia contemporânea.69 Neste estudo. o termo tem conotação religiosa. nenhum deles. Deonísio da Silva. indicando sentimentos humanos em relação a superiores ou a deuses. isto é.

e também a área da propaganda especializada na distribuição da mensagem comercial. e a partir de 1956 em forma de livro. radiofônica. estudar.com/comunicação/201-o-relacionamento-na-era-da-informação. meio. revista. Meditação Matinal. A fórmula. 1969). .73 “Comunicação” é definida por Woods como uma troca de informações. 400). sugere a mídia impressa. plural de medium.146. Designa longos períodos marcados por fatos importantes. refletir e pensar sobre algo. publicado no Brasil pela Casa Publicadora Brasileira com o fim de estimular a fé e consagração dos seus membros. foi conhecido e editado em forma de calendário. posteriormente mudado para Meditações diárias. Alberto R. TV. internet. rádio. revistas. outdoor. De 1953 a 1955. White (compilação dos livros do Espírito de Profecia).com. Dicionário de sociologia (São Paulo: Editora José Bushatsky. propaganda em geral.. site www. e significa por tudo em comum. Carlos Alberto Rabaça e Gustavo Barbosa definem mídia como grafia aportuguesada do inglês media (Dicionário de comunicação [São Paulo: Editora Ática. época. 1995]. Enciclopédia da Memória Adventista no Brasil (disponível no site http://www. rádio. “Mídia” faz referência aos diversos sistemas de comunicação: imprensa. Ferreira argumenta que “comunicação” abrange todos os símbolos entre os homens.14 “Meditação” vem do latim meditatione e trás o sentido de ponderar. “Era” vem do latim aera.memoriaadventista. 11. idéias ou atitudes entre pessoas.igrejaunasp. este devocional é de autoria de Ellen G. Desde 1953 a Igreja Adventista do Sétimo Dia. 316.74 e. 1977). Publisher. televisiva e internet. elabora um livro devocional intitulado. Timm. O termo pressupõe pressão. São 365 (ou 366 se o ano for bissexto) tópicos de leitura diária para o culto matutino. Richard Woods.br/). jornal. Pflaum. e os meios de propagá-los no espaço e preservá-los no tempo. The Media Maze (Dayton.71 “Impacto” vem do latim impactu e significa colisão ou choque. 1998). 59. uso de força. Luiz Pinto Ferreira. Deonísio da Silva. Ver Ricardo Ramos. designa os meios de comunicação: jornais.72 Ou pode ser tomada como cada um desses sistemas. A. “principais meios de comunicação”. Propaganda (São Paulo: Global Editora. televisão. etc.html. 173. 73 74 75 72 71 Deonísio da Silva. OH: Geo. De três em três anos. etc.75 “Comunicar” deriva do latim “comunicare”. e Valdecir Simões Lima. cinema.

a investigação é iniciada com o levantamento de dados bibliográficos que discutem os princípios devocionais e a influência da mídia. os principais veículos da mídia podem ser divididos em dois grandes grupos: mídia eletrônica (TV.77 “Estatística” é parte da matemática aplicada que fornece métodos para a coleta. 12. criação. Antônio Arnot Crespo. descrição. 2003). listas e guias. 13. organização. formas) e textos. Estatística fácil (São Paulo: Editora Saraiva. acionada por imagens (fotos. Propaganda de A a Z (Rio de Janeiro: Editora Campus. em especial atividades como o planejamento. análise e interpretação de dados e para a utilização dos mesmos na tomada de decisões. veiculação e produção de peças publicitárias.78 Metodologia A proposta central deste estudo é descobrir se existe influência negativa da mídia sobre os valores espirituais. “Marketing” representa o conjunto de estratégias e ações que provêem o desenvolvimento. e da audição e visão (televisão e cinema). Ibidem. Para isso. 94 e 95. jornais e mala direta). A mídia eletrônica opera com o sentido da audição (rádio). 2002). De acordo com Sampaio. rádio e cinema) e mídia posições ou impressa (revistas. desde a era da 76 77 78 Rafael Sampaio. A mídia impressa trabalha fundamentalmente com o sentido da visão. . o lançamento e a sustentação de um produto ou serviço no mercado consumidor.15 “Publicidade” pode englobar diversas áreas de conhecimento que envolvam a difusão comercial de produtos.76 “Método científico” é o conjunto de meios dispostos convenientemente para se chegar ao fim que se deseja. ilustrações.

e com recomendações e sugestões aos membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia em seus hábitos devocionais.16 imprensa. a interpretação. serão utilizados dicionários especializados. será formulada segundo o que as respostas obtidas e analisadas indicarem. enciclopédias eletrônicas em CDRom. coleções de abstrats (que resumem artigos). fragmentos de conversas com professores. O capítulo dois apresenta um estudo bibliográfico com base em renomados autores que abordam o tema. A análise será construída a partir da coleta destes dados. ressaltando a importância da comunhão com Deus. 156. pesquisas em sites. Resumo do Estudo Este estudo objetiva analisar a vida devocional sobre o impacto da mídia contemporânea. da televisão e da internet. . periódicos. a Bíblia e os escritos de Ellen G. Como recurso para o desenvolvimento desta pesquisa. livros. também será relevante a consulta a teses e dissertações que subsidiam a elaboração deste estudo. DVD e mesmo online. White. O mesmo é baseado em uma pesquisa de campo fundamentada por dados bibliográficos. administração do 79 Ibidem. O estudo é bibliográfico. enciclopédias. secundado por uma pesquisa de campo com aplicação pastoral para recomendações e sugestões aos membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia em seus hábitos devocionais. anotações extraídas da própria mídia. anuários. acima de tudo. do rádio. com sugestões e conclusões.79 e. Quanto à pesquisa de campo. atlas. será estabelecida uma abordagem objetiva e subjetiva de dados visando uma compreensão do comportamento do universo pesquisado. fontes de dados estatísticos.

. a conclusão do estudo inclui uma aplicação prática a ser cumprida por meio de seminários constantes no anexo C e voltados para os membros da igreja. análise. oração. da televisão e da internet. e sua influência sobre a mente e a vida devocional. O capítulo três ressalta o desenvolvimento positivo e negativo da mídia a partir da era pré-imprensa. estudo da Bíblia e do Espírito de Profecia como algo fundamental para a vida cristã.17 tempo. correlações e interpretações de dados de uma pesquisa de campo feita com o objetivo de identificar a influência exercida pela mídia sobre os membros da Igreja. O capítulo quatro descreve a apresentação. do rádio. O capítulo cinco apresenta recomendações e sugestões com base nos dados obtidos por meio da pesquisa. e avançando para a era da imprensa. Finalmente.

18 . essas relações se efetivam no exercício da devoção a Ele. Aqueles que possuem o senso de não se pertencer a ninguém.18 CAPÍTULO II PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA VIDA DEVOCIONAL Este capítulo contém um estudo teológico com base na Bíblia. o uso do termo “devoção cristã”. No que diz respeito a Deus. Espírito de Profecia e outras fontes que oferecem relevante contribuição para o presente tema. A necessidade de se pertencer é algo inerente à natureza humana. da devoção a Deus. ou transcendental. amargurados e até apresentam um comportamento rebelde. Por outro lado. O intenso valor que se dispensa à linhagem ilustra a importância de se manter a raiz genealógica própria. Deus criou os seres humanos para desfrutarem relações próximas com Ele e uns com os outros (Mt 22:37 e 39). um relacionamento de amor e companheirismo é essencial para o crescimento saudável em todos os níveis da vida. é dissociado da devoção popular e transcendental de origem oriental.1 Nesta abordagem. 1 A expressão “ser cósmico”. é necessário que se diferencie a chamada devoção popular. geralmente ficam desmotivados. Antes de tudo. Meditação Popular Versus Comunhão com Deus A devoção tem sido considerada uma das maneiras em que o ser humano pode se identificar com o “ser cósmico” a quem pertence e adora. Freqüentemente se ouvem histórias de pessoas que gastam tempo e dinheiro para encontrar parentes que desapareceram. porém. pode ser empregada tanto em referência a Deus como a Satanás.

Os praticantes de vários tipos de meditação oriental declaram que a realidade só é alcançada quando a alma se liberta do corpo. 59. SI. 12-14.2 Ela parece funcionar como um meio de relaxamento que ajuda as pessoas a se sentirem mais tranqüilas. o ritmo cardíaco. os quais incluem o êxtase místico por meio da dança. S. Richards Jr. ao invés de buscar a verdade e praticar a devoção pessoal para com Deus. dezembro de 2001. atesta a capacidade da meditação popular para baixar o metabolismo do corpo. inibindo os sentidos e esvaziando a mente. comenta que um surto de meditações varreu o mundo na década de 70.3 O perigo dessa meditação popular consiste em que os adeptos não sentem a necessidade de Deus e procuram encontrar uma vida de paz longe de Cristo. atraem adeptos de toda parte. “A arte da meditação cristã”. da Harvard Medical School. menos deprimidas e com melhor qualidade de vida. Estes valores. M. na psicologia. nos ideais culturais. O budismo tem a meditação como um método de examinar a realidade pessoal e eliminar condicionamentos. Pesquisas evidenciam que esse tipo de meditação pode levar a pessoa a sentir-se bem pela auto-suficiência. “É só respirar”. 4 Assim. para a religião bíblica. sua prisão material. nas chamadas ciências do espírito. S. Cit. Richards Jr. ainda que úteis para a vida intelectual e de relações humanas. num encontro dos Beatles com o guru Mararishi Mahesh Yogi. . em H.. Em vez de esvaziar a mente para chegar à consciência Jomar Morais. Este autor ressalta que cada religião tem sua versão dessa prática. na filosofia. Richards Jr. essa prática está associada à crença na imortalidade da alma humana. carecem de uma dimensão que nos transcenda à Fonte de nossa existência. o ritmo respiratório. Herbert Berson. 12-14. outubro de 2003. os valores espirituais estão na arte. extraindo de si mesmos os recursos positivos que necessitam para melhorar. o corpo é parte essencial que nos permite usufruir as coisas de Deus. Para o hinduísmo a meditação é uma das principais práticas de conjunto de escolas da Índia. a pressão sanguínea e reduzir as ondas do cérebro. desde então. agosto de 1981. Este autor realça que. para muitos. M.. tudo isso sem perder o estado de alerta. sem dormir. RA. O islamismo incorpora a meditação aos seus rituais. Ele surgiu em 1967. “Meditação ou medicação”. 3 4 2 Ella Rydzewski. At. e. León Gambetta enfatiza que. Há um outro grupo que explora a meditação transcendental conhecido como os independentes.19 A meditação popular exige concentrar-se cada vez menos em coisas. 17.. ou seja. iniciou a expansão da meditação transcendental no ocidente e o florescimento de uma infinidade de gurus e técnicas meditativas que. H.

pois Ele conhece os propósitos para a vida do homem.8 As grandes experiências com Deus são de Sua própria iniciativa.5 Jesus mencionou a história do homem que se esvaziara do mal. Rydzewski. vai e leva consigo outros sete espíritos. .7 Portanto. e deles recebiam conselho e instrução. The Art of Christian Meditation (Wheaton. mas não se enchera do bem: “Quando o espírito imundo sai do homem. 28. RA. entrando. piores do que ele. caminhando pelo jardim com a fresca do 5 6 Ibidem. e o último estado daquele homem se torna pior do que o primeiro” (Mt 12:43-45). e. é vazia” e sem sentido. donde saí [. 11. procurando repouso. 13 e 14. Outras vezes. que não põe Cristo como o centro da existência. não o achando.20 cósmica. Doutrina bíblica da oração (Rio de Janeiro: Juerp. habitam ali. 8 9 7 Tércio Sarli. Celebração da disciplina (São Paulo: Vida. obedecer-Lhe a voz e estar à Sua disposição. ver David Ray. Para uma compreensão mais ampla do valor da meditação cristã. 9 Ao compreender as principais diferenças entre a devoção popular e a devoção a Deus. Richard J.. 29. fevereiro de 2002. Ronald Rutter. 1978). desconhecer o valor da meditação cristã. é desconsiderar a importância da comunhão com Deus. anda por lugares áridos. os santos anjos. sua importância na vida cristã”. Foster. 2000). Il: Tyndale House. a meditação cristã consiste em suprir a mente com a vontade revelada de Deus. Comunhão Pessoal com Deus A Bíblia relata que o homem foi o único ser criado neste planeta que recebeu a capacidade de manter comunicação racional com seu Criador (Gn 1:27)..] Então. 17. o próximo passo é aprofundar o conhecimento naquilo que Deus revelou como sendo a verdadeira devoção. White comenta que “os moradores do Éden muitas vezes eram visitados por Seus mensageiros. diz: Voltarei para minha casa. Doravante esta obra será referida pelo título Celebração.6 Ella Rydzewski comenta que “a meditação. A parte humana é manter comunhão com o Senhor. e. 16-78. 2001). “Meditação. 28.

Ver também Naor G. Word Biblical Commentary . RA. 1:76. 1987).21 dia. 1947). 1999). O termo hebraico !" ‘caminhando' é subseqüentemente usado para a presença de Deus na tenda do santuário israelita (Lv 26:12.11 Alguns desses anjos advertiram o casal de que poderiam perder o magnificente lar se olvidassem a comunhão com Deus e dessem ouvido às maldosas insinuações de Satanás. e face a face entretinham comunhão com o Eterno”. Caminho. 35. e 219. da mesma autora Patriarcas e Profetas (Tatuí. 14 . ver. TE: Word Books. em todo o drama cósmico de procura e de busca. Conrado. Essa ruptura na comunhão com Deus causou a queda do homem (Gn 3:1-24) com suas conseqüências: o homicídio de Caim (Gn 4:8-16). SP: Casa Publicadora Brasileira. sempre o homem cumpre o papel de fugitivo. Turner salienta que. O sentido espiritual da vida (São Paulo: Livraria Liberdade. Charles W.14 E esse Deus que está sempre em busca do pecador. Doravante esta obra será referida pelo título Patriarcas. Gn 3:8 dá a entender que. a presença de Deus com Suas criaturas era costumeira. 9. 45. Sobre as novas descobertas que enchiam com amor o coração de Adão e Eva enquanto no Éden.Gn 3:8 (Waco. Dt 23:15 e 2Sm 7:6-7). “A comunhão com Deus estabelece a diferença”. assim como os anjos no Céu desfrutam desse relacionamento íntimo.13 e o homem sempre tem dependido da iniciativa divina. Learning to Pray (General Conference of Seventh-day Adventists. em Charles W. Educação (Tatuí. ouviam a voz de Deus. o pecado entrou neste mundo porque Adão e Eva não deram atenção a esta advertência. 81. White acrescenta que “os anjos têm prazer em prostrar-se perante Deus” e “consideram a comunhão com Deus sua maior alegria”. Self. e Deus o dAquele que procura .10 De fato. White. 13 12 11 10 Cit. 21. White. Além disso. Deus criou o homem com o propósito de desenvolver comunhão com Ele. veio para dar esperança em meio à terrível tragédia do pecado. agosto de 1975. ali no Éden. SP: Casa Publicadora Brasileira. 4-6. Wenham. Francis Thompson comenta que Deus é o eterno captador do espírito humano. White. 2003).12 Conseqüentemente. 2003). Gordon J. Ver Carolyn Shealy Self e William L. Ellen G. Ellen G. 218 Ibidem. Turner. a morte dos descendentes de Adão (Gn Ellen G. Patriarcas.

Testemunhos para a Igreja (Tatuí. que significa “mãe”. foram instituídos alguns canais de comunicação.. “a que dá a luz” ou “a que seria a mãe de todos os viventes” (Gn 3:20).22 5:25-31).. Ao dedicar uma porção de tempo para comungar com Deus por meio da oração. e. Em Gn 3:15.17 White comenta que “o espírito de rebelião a que ele próprio (Adão) havia dado entrada. 66. 18). na variedade da fauna e da flora. ao passo que Satanás exerce papel destrutivo.: Seria inadmissível um coelho com garra de leão. Educação. 2005). deixa de falar à serpente literal que dialogou com Eva. Deus... White. [. pesteando e deformando o equilíbrio da natureza além do limite. 1). Baldwin comenta as três maldições que o pecado trouxe sobre o mundo: Deus (1) amaldiçoou a serpente: “Visto que isto fizeste. SDABC (1953). “Um dia discursa outro dia. seus métodos são variados. fala conosco todos os dias e todas as noites. A maldição sobre a serpente poderia representar uma mudança geral no reino animal. maio e junho de 2007. (3) amaldiçoou mais tarde toda a Terra ou o reino mineral por um dilúvio universal.. no esplendor do sol. 10. ajustando o mundo caído.. Esse nome foi dado pela fé.]” (Gn 3:14). Adão chamou sua mulher de “Eva”. (no hebraico Jawwah). Cada dia é um tempo singular da ação e das potestades de Deus na história. Baldwin. e assim. As maldições sugerem alguns importantes efeitos do pecado sobre a natureza. Logo após a queda.. (2) É uma revelação constante (v. Algumas formas de intervenção milagrosa foram necessárias: Ex. na revelação sobrenatural (Bíblia)20 e 15 16 Mario Veloso. [.]” (Gn 3:17. sd). maldita és entre todos os animais [. Ele olhou para além da tumba e com fé fixa no Redentor que viria. posteriormente.. 1:234-236. White. (2) amaldiçoou o mundo vegetal: “Maldita é a Terra por tua causa [.] ela produzirá também cardos e abrolhos [. o pardal e a jibóia”. que alterou a crosta da Terra (Gn 6-9). O homem foi criado com a capacidade de olhar para cima. SP: Casa Publicadora Brasileira. Baldwin acrescenta que Deus exerce papel positivo.16 Baldwin comenta que um efeito primário do pecado foi a mudança da ordem original.18 Para que a humanidade pudesse reintegrar o relacionamento interrompido pelo pecado e voltar a desfrutar de um contato íntimo com Deus. cita: “Ele nunca fez um espinho. 6:186. É impossível contemplar esse quadro exuberante sem perceber a glória excelsa de Deus. sua variedade é abundante. 17 18 John T. de um habitat livre de morte para um regido pelo ciclo vidamorte.] Deus não reprogramou o reino vegetal para produzir espinhos. nome que significa esperança de vida àqueles que estavam sob o domínio do mal. estendeu-se por toda a criação animal”.15 O ser humano passou a ter a morte como realidade (Gn 3:19) e a vida como esperança (Jo 3:16).]”. 26. chamou-a de “mãe dos viventes”. 10 Lopes identifica as seguintes características da revelação natural com base no salmo 19: (1) É uma revelação clara (v. 2). pois a sentença de morte acabava de ser pronunciada. erguer os olhos e ver a mão de Deus nas estrelas. A linguagem de Deus é rica. 10. Estes são obras de Satanás. os efeitos do pecado também produziram mudança na temperatura atmosférica. A impressão digital de Deus está em tudo que fez.. um cardo ou uma cizânia.. MI. Ellen G. da meditação na revelação natural19e. o dilúvio (Gn 6:11-22). etc. O Homem pessoa vivente (Brasília: Alhambra..”. Baldwin. como ilustrado pelo ato de Caim matar seu irmão (Gn 4:8). Com o dilúvio. através desta mesma criação. “vida”. White. de fato. “Deus.. Extremo de calor e frio alterou a natureza dos animais. Os espinhos representam algumas mudanças que surgem no reino vegetal e o dilúvio representa um distúrbio universal no reino mineral. (3) É uma revelação sem uma 19 . para pronunciar juízo sobre o diabo (ver Hb 2:14 e 1Jo 3:8).

(3) homens unidos de maneira geral por pertencerem à raça dos viventes (Ec 9:4) e. no sorriso da criança. “O mandamento do Senhor é puro”. Ibidem. tornando-se um estilo de vida para a pessoa. interrompida no Éden. 8). Ele penetra em todas as nações. Tudo o que precisa para a nossa fé. o encanto do romper da alva? É impossível deixar de ver a mão do Criador nos contornos multiformes das nuvens que dançam ao balouçar dos ventos. 2006). no Salmo 19:7-9. Além disso. “O tempo do Senhor é límpido e permanece para sempre”. Fuga para Deus (Tatuí. Hernandes Dias Lopes.22 linguagem articulada (v. ela é purificadora. por toda a terra se faz ouvir a sua voz. Lopes comenta ainda que. no canto do pássaro. 2002). a percorrer seu caminho [. Nenhum homem pode ficar fora do alcance desta revelação. e (4) os homens de Judá erradamente unidos aos infiéis de Israel em empreendimentos militares e políticos (2Cr 20:35). Na Palavra não há equívoco algum. foi trancada nas bibliotecas. 5 e 6) – “O qual. Os dogmas e filosofias humanas passam. ela não é somente pura. deveria ser retomada. que significa ser ajuntado. 8). (2) homens ajuntados em atividades políticas e militares (Gn 14:3. A Palavra do Senhor tem resistido a toda sorte de perseguição. A Bíblia não pode sofrer nem adição nem subtração (Mt 5:19. como noivo sai dos seus aposentos. de maneira específica. reunido.. É justa quando narra a vida dos santos de Deus sem omitir seus fracassos. Em ugarítico. sendo traduzido por “amarrar” em assírio. (2) Ela é fiel (v..]”. Davi não encontrou uma palavra mais romântica para descrever a criação. 3). “A lei do Senhor é perfeita”. ligado. 9). a mente humana entraria em sintonia com a mente de Deus e assim haveria um maior desenvolvimento espiritual. se regozija como herói. o verbo h'bar é usado em quatro referências específicas: (1) Objetos ajuntados – as cortinas foram ajuntadas para que se completassem os quatro lados da tenda do santuário (Êx 28:7. (4) É uma revelação universal (v. 62-64. proibida e caçada como um livro perigoso. A poderosa voz de Deus (São Paulo: Hagnos.23 em outros escritos inspirados. (h'bar). Triunfou sobre as fogueiras. (5) É uma revelação majestosa (v. com isso desagradando a Deus. e deles não se ouve nenhum som”. conduta e ação esta revelado nas Escrituras. A idéia principal de h'bar. “O testemunho do Senhor é fiel”. 2Cr 20:35-37). mas aos olhos. “Os preceitos do Senhor são retos”. 11-71. (5) Ela é eterna (v. Davi enumera cinco características da Palavra de Deus: (1) Ela é perfeita (v. (4) Ela é pura (v. Ez 1:9).7). 59-68. das águas espumejantes da praia. no AT é “ajuntar” ou unir duas ou mais coisas. Para informações acerca da história de uma família que buscou uma experiência genuína com Deus. “Não há linguagem.21 O conceito de comunhão é expresso em hebraico pelo termo “&$ #& % ”. (3) Ela é justiça (v. nem há palavras. 7). senão comparando-a com um noivo que sai ao encontro da sua noiva. o mistério da noite estrelada. 61. e é comumente considerado como relacionado à raiz semítica comum que significa “ser ajuntado”. E essa comunhão diária com Deus. no brilho do sol. mas a Palavra é eterna. Para Harris. ver Jim Hohnberger & Tim & Julie Canuteson. Ap 22:18 e 19). O discurso não é dirigido aos ouvidos. este termo aparece como designação da cidade com o significado de “comunidade”. Ibidem. 4) – “No entanto. Quem pode criar do nada bilhões de mundos estelares? Quem pode criar o romantismo do entardecer. no frescor da brisa. e as suas palavras até aos confins do mundo”. Esse testemunho é fiel no sentido de que merece toda a nossa confiança. pessoas que se juntaram aos ídolos e seus adoradores 22 21 20 . A Palavra do Senhor é pura e santa porque o seu autor é puro e santo. SP: Casa Publicadora Brasileira. ter comunhão com. como um grupo de pessoas que constituem uma cidade unificada e forte (Sl 122:3).

1:300. G. 1:371.23 No NT a palavra “comunhão” é a versão do grego “'(*+. “Comunhão”. Lampe. Walter A. George Arthur Buttrick.25 e (3) em participação mútua nas bênçãos materiais (Rm 12:13. The Interpreter´s Dictionary of the Bible (New York: Abingdon Press.. A fórmula “em Cristo”.+-/” (koinonia) e descreve o companheirismo do verdadeiro crente com Deus e de uns com os outros. 420. Pfeiffer. sendo. usada com freqüência por Paulo. R. Sua comunhão com Deus era diferente dos demais profetas (Dt 34:10). Moisés é destacado como alguém que se comunicava com Deus face a face. “H'bar”. . Elwell. Howard F. Van Groningen. “Communion”. G. 17:21 e 23). 1998). Laird Harris.24 A comunhão apresenta pelo menos três sentidos diferentes: (1) pelo novo nascimento (Jo 3:1-12). morte. a comunhão entre Deus e o homem foi estabelecida com um novo e profundo sentido. 1:666. Wick Broowne. Vos e John Rea. dessa forma.. Wycliffe Bible Encyclopedia (Chicago: Moody Press. 25 26 24 23 Ibidem. ed. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento (São Paulo: Vida Nova. 1:666. McRay. (2) na unidade espiritual entre o crente e Jesus Cristo e uns com os outros (Jo 15:1-10. significa literalmente “tomar parte” importante nas seguintes conexões: (1) entre o concerto de Deus e Seu povo – a noção do pacto envolve a idéia de comunhão entre Deus e o homem. eds. (2) entre Deus e indivíduos – certos indivíduos mantinham um relacionamento mais íntimo com Deus. A comunhão com Cristo não é meramente uma experiência individual. no AT.24 O termo “comunhão”.. ed. ed. W. 1962).. Charles F. e (3) entre Israel e Deus (Jr 31:33-34). Na dispensação cristã. Ver também J. ela também constitui a comunhão da igreja como o corpo de Cristo (Jo 14:20-23). Enciclopédia histórico-teológica da igreja cristã (São Paulo: Vida Nova. “Communion of Saints”. 1993). H. Mt 8:11. Hb 12:2224). restrita para aqueles que estão em Cristo (2Co 5:17).26 desagradaram-nO ainda mais (Sl 94:20). Gl 6:6). indica a essência da experiência cristã. 1975). através da vida. Lampe. 1Co 11:23-26). R. ressurreição e glorificação de Jesus (Mc 14:22-25. consumada no permanente companheirismo com Deus e com o semelhante (Sl 73:23-26.

Ibidem. "[.29 o pão e o vinho da Ceia do Senhor (Mc 14:22-25). abençoar e santificar (Gn 2:1-3). Em relação ao sangue do cordeiro de Deus. Alguns significados que a páscoa tem dentro do contexto escriturístico: (1) Libertação. 378. A Páscoa era exatamente uma antecipação figurativa da obra de Jesus no Calvário. entretanto. E. 1Sm 14:6. 1Jo 1:6-10). A promessa de Deus era que por meio do sacrifício de um cordeiro cada casa salva do destruidor. Timm. até porque a versão secular desta data é apenas comercial e não religiosa. Samuel Bacchiocchi. 30:6. relata que “este símbolo nas nuvens deve confirmar a crença de todos e estabelecer sua confiança em Deus. que visavam fortalecer esse relacionamento.. 1:331. História da redenção (Tatuí. conseqüentemente. White. (3) O sangue de Jesus liberta o pecador deste mundo. (2) O sangue protege o indivíduo contra o destruidor. embora Deus tenha sido provocado a destruir a Terra pelo dilúvio. Jr 4:4. O homem moderno.” Ellen G. que.28 o sangue do cordeiro pascoal (Êx 12). abril de 1985. doravante esta obra será referida com História.. Houvesse Deus apenas descansado.] para cada casa" (Êx 12:3).] aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro [. 1963). ressalta que Deus instituiu o sábado através do tríplice ato de descansar. o sábado – estabelecido como sinal de propriedade divina (Ez 20:12). 1999). Deus disse que quando olhasse para o arco nas nuvens Se lembraria da aliança que Ele fez com Seu povo. Quanto ao arco-íris. tais como o arco-íris (Gn 9:8-17). Nm 9:14 e Rm 4:11). (2) Salvação da família. como sinal de submissão a Jeová (Êx 4:25) e o de pertencer à comunidade religiosa israelita (Êx 12:48. ainda Sua misericórdia circunda a Terra. em resultado desta prática. em suas muitas ocupações. A Páscoa surge como a festa que marcava o fim da opressão escravizadora de Faraó sobre o povo hebreu. Para evidenciar a importância do forte e duradouro relacionamento divino-humano no Antigo e Novo Testamentos. SP: Casa Publicadora Brasileira. “Belonging”. 70 e 71. Diccionario de la Biblia (Barcelona: Editorial Herder. Hb 13:16). O exemplo daqueles cristãos indica que a comunhão também se fortalece pelo uso dos dons espirituais (Mt 25:15). Deus não somente falou às Suas criaturas... e dúvida ainda poderia haver quanto à validade desse descanso para as criaturas. A circuncisão foi concebida como sinal de aliança (At 7:8). o batismo (Rm 6:1-4). como um selo de justiça pela fé e.. alcançou um crescimento qualitativo e quantitativo fenomenal (At 2:42-46. STs. e.25 A igreja apostólica que Cristo estabeleceu enquanto esteve na Terra. Mas o fato de Ele também haver 30 29 28 27 . especialmente dos filisteus (Js 4:3. tem se esquecido do profundo significado da festa da Páscoa. ed.). aprende-se três coisas: (1) O sangue sempre será o instrumento de libertação espiritual e moral. etc. como sinal que devia trazer à memória os deveres impostos pela aliança (Dt 10:10:1. pois é um sinal da divina misericórdia e bondade para com o homem. mas também lhes deu sinais e símbolos.30 etc. Baras. (3) A realização da obra de Cristo para a nossa redenção.. passou a viver a dimensão vertical e horizontal da comunhão. pode ser interrompida pela prática do pecado (1Co 5:1-7. pelo erro de conduta (2Ts 3:6-15) ou doutrina distorcida (1Jo 2:19. 1Tm 6:18. White. 2Jo 9-11). Serafim Ausejo. 183.27 a circuncisão (Gn 17:1-14). “Circuncisão”. Gl 5:3) e como sinal distintivo de outros povos. 17.

Cit. abril de 1985. Ibidem. além de restaurar o verdadeiro sentido da vida. como um segmento de tempo. Ibidem. porém. o desejo de manter comunhão com Ele vai aumentando. 2002). Alberto R.26 Importância da comunhão com Deus O propósito de Deus é viver. a imparcialidade de Deus. O segredo da bênção espiritual (Niterói. 1982). a soberania de Deus.34 O relacionamento entre Deus e a raça humana após o pecado é descrita na Bíblia de forma muito clara.32 A grande cilada reside em mudar-se de um relacionamento vivo com Jesus para uma ortodoxia morta. mover e existir em íntima associação com o crente sincero (At 17:28). o respeito divino ao livre-arbítrio humano. cultos e incultos). porque a essência da salvação é o relacionamento com Deus. “O Sábado na Experiência da Salvação”. 237. Timm ressalta ainda que o sábado revela o poder criador de Deus. RJ: Textus. Ibidem. DC: Review and Herald. apontando além do espaço e da matéria para as coisas espirituais. 31 Lloyd-Jones alerta que um dos perigos a que estão expostos aqueles que acreditam na importância da doutrina. 1994). e está em toda parte. Para mais informações sobre devoção de manhã e à tarde. o que se verá a seguir. DeVern Fronke. 14-44. Sakae Kubo afirma que Deus “escolheu um segmento de tempo para comungar com Suas criaturas por três motivos: (1) porque o tempo é universal. em ibidem. MG: Betânia. Jones assegura que não se pode ser um cristão sem a ortodoxia. jamais oscilando em intensidade. 11. e (3) porque o tempo é todo-abarcante. da teologia e da verdade divina. ver Cheryl Woolsey Hollaway. unindo-nos em uma família”. é esquecer que a salvação é uma questão de relacionamento pessoal. O maior privilégio da vida (Venda Nova. (2) porque o tempo é imaterial. São essas características do tempo que permitem que o sábado. apenas crer nas coisas certas não constitui salvação.33 À medida que o homem conhece mais a Deus. Timm. chegue igualmente a todos nós (ricos e pobres. 238. É impossível não refletir o caráter de Deus e melhorar as ações quando se permanece longo tempo em Sua presença. Creative Devotions (Washington. 32 33 34 31 Martyn Lloyd-Jones. RA. e começa a entender que compensa dedicar-Lhe mais tempo diário para este objetivo. 10. . 11-13. abençoado (transformando em um canal de bênçãos) e santificado (separando para uso sagrado) esse dia confirma a instituição edênica do sábado para a raça humana.

como alguém que andava em fervorosa comunhão com Deus. o nascimento de Enos (neto de Adão). 80. Moisés (Êx 18:8). freqüentemente se retirava para passar algum tempo em solidão com Deus. Apaixone-se pela oração (Curitiba.. essa comunhão foi se tornando tão pessoal que Deus o levou para o Céu. diariamente buscava um contato mais próximo com Ele. despertou um avivamento espiritual.35 De acordo com MacIntosh. 8. 86.. que Isaque saía à meditar no campo. houve “uma linhagem de homens santos que.37 A qualificação espiritual de Noé foi o ponto mais importante para que ele encontrasse favor diante de Deus. PR: Santos. As pessoas começaram novamente a invocar o nome do Senhor (4:26). o descendente de Caim que se tornou um polígamo e assassino (4:23). 2004). Noé 35 36 White. a Bíblia fala de Enoque.Observa-se também em Gn 24:63. como ocorreu com Adão e Eva que foram expulsos do Éden (3:23 e 24). Ele tinha necessidade de conhecê-lO. 37 Ibidem. destacam-se Enoque (5:24). Noé (6:9). viviam como que na companhia do Céu”. . Abraão (18:1733). Em meio à iniqüidade prevalecente dos primitivos dias. em vez de tornar-se uma das maiores aventuras da nossa fé. Patriarcas. Apesar de cumprir determinadas tarefas em meio à comunidade incrédula de seus dias. e. Este autor acrescenta que a maioria dos crentes entende que a oração é um privilégio incrível. para isso. elevados e enobrecidos pela comunhão com Deus. Davi (Sl 23:6) e Daniel (Dn 2:17).36 Segundo a narrativa bíblica. muitas vezes. com Lameque. Mas. Mike MacIntosh. dentre os que foram enaltecidos por fazerem da comunhão com Deus um estilo de vida.27 Comunhão com Deus no Antigo Testamento Ainda que o mal tenha se instalado no coração humano (Gn 6:5). talvez o primeiro profeta que viveu na terra. os cuidados da vida acabam tornando a oração apenas mais um dever a ser cumprido. de alguma forma.] Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos. “[. e com os anti-diluvianos que se tornaram corruptos e violentos (6:11-13).

Duewel.40 O Senhor também instruiu Josué à meditar no livro da lei para que seu caminho se tornasse próspero (Js 1:8). recebeu a promessa de que a Terra não seria mais destruída pelas águas.38 A verdadeira grandeza de Abraão destacou-se pelo acatamento às ordens de Deus e sua cooperação com o propósito divino. 2Pe 2:5). na promessa feita a Abraão.212. IPe 3:20. no hebraico do AT. que resplandeciam com grande brilho. 201. 1:294. usavam um peitoral guarnecido de pedras preciosas de diferentes materiais. O cuidado de Deus com Noé continuou por vários anos após o dilúvio. Quando eram trazidos aos juízes assuntos John C.Vos e John Rea. foi-lhe conferida uma promessa de excelsa segurança e diferenciada amizade. Os edificadores da torre de Babel haviam pensado em “perpetuar o nome”. Seu encorajamento ou restrição. muçulmanos e cristãos. onde possa visualizar constantemente no semblante dEle. não prosperaram (Gn 11: 4). Pfeiffer. A direita e à esquerda do peitoral havia duas grandes pedras. Os sacerdotes que ministravam diante da arca. desafiando a Deus. Além do mais.. Sua alegria ou desagrado. entre judeus. porém. Devido à sua intimidade com Deus. todas as promessas seguintes dadas aos patriarcas e a Israel se aclararam ou se ampliaram (Gl 3:8). pelo fato de Noé levantar um sacrifício de gratidão ao Senhor. aparelhou a arca para a salvação de sua casa (Hb 11:7. Abraão foi obediente as instruções divinas e seu nome se tornou perpetuado. Por outro lado.28 andava com Deus” (Gn 6:9. Temente a Deus. SDABC. ver Ez 14:14 e 20). a ponto de ser considerado o amigo de Deus (Tg 2: 23). 39 40 38 Nichol. privilégio que nenhum outro ser humano jamais teve (Dt 34:10). . “Noah”. 2:1.39 Moisés também manteve uma comunhão tão íntima com Deus a ponto de ficar face a face com Ele. eds. Howard F. o conceito de estar na presença de Deus é estar literalmente onde você possa ver as Suas faces (sempre no plural e sugerindo provavelmente as várias emoções e atitudes de Deus). Wesley L. Duewel comenta que. Wycliffe Bible Encyclopedia. Após o dilúvio. Whitcomb. Charles F. 1994). Em chamas para Deus (São Paulo: Candeia.

outubro a dezembro de 1979. 78. que. com humilhação e arrependimento. foram: (1) A unificação das doze tribos dentro de uma monarquia tendo Jerusalém como capital. e estes inquiriam a Deus. ele fazia de Deus a sua força. na narrativa do AT. Young. Em Número 22: 12 e 22. do “erro de Balaão (Ju 11) e “do caminho de Balaão (2P 2:15). a comunhão com Deus era uma questão de vida ou morte na fé.43 Com profunda humildade. White. Balaão é um exemplo de um profeta que prostituiu sua vocação ao procurar obter ganâncias com o dom divino.41 Com profunda humildade. 1986). então. White. . Doravante esta obra será referida com Fundamentos. Antônio Gilberto. confessando sua própria indignidade. SDABC. Vos e John Rea. Pfeiffer. o Senhor permitiu que ele fosse até Balaque. Charles F. 1:901-903. “King of Israel”. sobre o que não podiam decidir. SP: Casa Publicadora Brasileira. Se Deus reprovava. e (2) os planos para a centralização da adoração num templo em Jerusalém. Fundamentos da educação cristã (Tatuí. 44 45 43 Ellen G. Ellen G. As contribuições mais significantes de Davi para a vida de Israel. Se o profeta desejasse cumprir a vontade de Deus. Ele estabeleceu a adoração do povo de Israel de acordo com a lei de Moisés.44 Nota-se. Santificação (Tatuí. que acontece 41 42 White. as palavras registradas no verso 12 haviam definido o assunto..29 difíceis. quando juízos eram pronunciados sobre ele. como ocorreu com Balaão (Nm 22). eds. Fred E. que lhes respondia. Muitas vezes. Davi. 17. “Comunhão: questão de vida ou morte”. Por isso comenta-se da “doutrina da Balaão” (Ap 2:14). Wycliffe Bible Encyclopedia. Deus havia feito conhecer a Sua vontade à Balaão. 42 Daniel foi submetido às mais severas tentações. e aqueles que não cuidaram deste aspecto tornaram-se um empecilho no programa divino. 52. Howard F. Davi reconhecia a grandeza e majestade do Senhor e estendia seu coração perante Deus. baseada não na vontade de Deus senão na vontade de Balaão. e o temor do Senhor estava continuamente diante dele em todos os acontecimentos de sua vida. 183. uma auréola de luz e glória repousava especialmente sobre a pedra à direita.45 Já uma prova da bênção. eles os encaminhavam aos sacerdotes. 1996). contudo. com lágrimas e coração lacerado. Esta foi uma instrução meramente permissiva. Se o Senhor aprovava a solução que se pretendia. SP: Casa Publicadora Brasileira. MC. ele intercedia diante de Deus por si e por seu povo (Dn 2:18). História. um vapor ou nuvem parecia cobrir a pedra preciosa à esquerda (Êx 28:30). debruçava-se nos braços de Deus e obtinha vitórias. sobre outras pessoas ou sobre cidades. No verso 20. 1:428 e 429.

Estes povos seguiam o caminho da idolatria. está evidenciado que a comunhão pessoal com Deus traz avivamento e reforma para o indivíduo. que se via obrigado. Ao primitivo panteão romano juntaram-se centenas de deuses. Apesar de ser uma idéia ignorada por muitos. A filosofia falhou. dos cultos de mistérios e do culto ao imperador. ocorreu nos dias do rei Ezequias (715-686 a. com sua oferta de um relacionamento pessoal Na maioria dos casos. fazia um apelo somente como meio de tornar tangível o conceito do Império romano. Tais povos foram deixados num vácuo espiritual que não estava sendo satisfeito pelas religiões de então. O culto ao imperador romano. O cristianismo através dos séculos (São Paulo: Vida Nova. Um reavivamento espiritual mudou completamente a história de Israel (Ver 2Cr 29). Comunhão com Deus no Novo Testamento Nos dias que antecederam a primeira vinda de Cristo à Terra. 33. ao legar à igreja em formação os Escritos Sagrados. Cairns expressa que qualquer que chegasse a conhecer seus princípios. Earle E. tradições culturais e políticas. produziram corações tão vazios. que somente o cristianismo. 32. etc. formando diferentes partidos. 47 46 Ibidem. Entre os judeus prevaleciam as tradições que afastavam o povo da real comunhão com Deus (Mc 7:7). porém. Cairns comenta que as conquistas romanas levaram muitos povos à falta de fé em seus deuses. Cairns.C. fazendo dEle uma abstração. os saduceus. Mas a Bíblia relata no NT que a compreensão dessa verdade nem sempre foi seguida ou respeitada. jamais revelava um Deus pessoal de amor. a família e a sociedade. a cultura grega e a política romana eram predominantes. a tornar-se um cético ou a procurar conforto nos cultos de mistério espalhados pelo Império Romano. os essênios e os zelotes. na satisfação das necessidades espirituais do homem. a filosofia apenas aspirava por Deus. .). então. como os fariseus. a partir da primeira diáspora (após o cativeiro babilônico). logo percebia que sua disciplina intelectual tornara a religião tão intelectual que a acabava abandonando em favor da filosofia.30 quando se busca ao Senhor. 1984). que surgiu cedo na era cristã. uma vez que eles não foram capazes de protegê-los dos romanos. Todavia.47 Todas aquelas influências filosóficas.46 Quanto à influência da cultura grega por ocasião da primeira vinda de Cristo. As contribuições dos judeus formam a herança do cristianismo. muitos judeus se dispersaram para regiões distantes de Jerusalém. fosse grego ou romano.

29). orando ou lendo a Bíblia”. Vida de Jesus (Tatuí. Muitos estavam cansados de aparências e fábulas e tinham sede do conhecimento do Deus vivo. Ele manteve comunhão com Deus em todos os momentos cruciais de Seu ministério (Lc 9:28): no batismo (Lc 3:21). Leitmotif é variante de leitmotiv.51 Embora fosse o eterno Filho de Deus. 49 Cristo fazia da devoção o leitmotif50de Sua vida. White descreve que as nações estavam unidas sob o mesmo governo. 49 50 48 Ellen G. Cristo veio. no Getsêmani (Mt 26:36. O desejado. 28. pode-se destacar alguns que viviam em comunhão com Deus: (1) João Batista. White. 39). Jesus é o maior exemplo de alguém que manteve profunda contrição com Deus. Seus milagres e Seus ensinos vinham de Deus (Jo 5:30). e na cruz (Lc 23:34). em nenhum momento viveu independente do Pai (Jo 8:28. Seu testemunho. a profetisa (Lc 2:36-38). O significado da palavra alemã leit foi associado ao da palavra francesa motif que significa motivo. White relata que Cristo. 42). Mesmo quando o peso do pecado esteve sobre Seus ombros. A rebelião deitara fundas raízes na alma. e violenta era a hostilidade humana contra o Céu. meditando em Deus. 36-39. antes da ressurreição de Lázaro (Jo 11:41. a fim de restaurar no homem a imagem de seu Criador. O engano do pecado atingira sua culminância e todos os meios para depravar a alma dos homens haviam sido postos em operação. que acompanhavam pelos rolos sagrados a chegada do Prometido (Lc 2:8-14). 29). Tem o significado de motivo condutor. Ao amanhecer estava sempre em algum lugar sossegado. 31-39. e era o vício consagrado como parte da religião. e também Ana. que chamava o povo ao arrependimento e preparava assim. Falava-se vastamente uma língua e os sistemas pagãos iam perdendo o domínio sobre o povo. 2005). (2) os magos do oriente. O pecado se tornara uma ciência. o caminho para a chegada do Prometido (Mt 3:1-3). que vieram a Belém para adorar a Jesus (Mt 2:1-2). .48 Mesmo estando imersos em meio às aparências e fábulas que predominavam naqueles dias. quanto Satanás parecia prestes a triunfar. ele Quanto a isto. Justo no momento da crise. antes de fazer o convite “vinde a mim” aos discípulos (Mt 11:25-30). SP: Casa Publicadora Brasileira. (3) os pastores de Belém. (4) o justo e piedoso Simeão que esperava a consolação de Israel (Lc 2:25-28). pôde preencher. Ensina-nos a orar (São Paulo: Centrais Impressoras Brasileiras. 2001). no deserto (Lc 5:16). antes de Sua transfiguração (Lc 9:28. 51 Mauro Bueno.31 com Deus. 22. “saudava cada manhã cantando hinos de louvor.

cinco imperativos se destacam: 1) buscar a compreensão da Palavra de Deus: “Não basta simplesmente ler ou ouvir a Palavra. 2000). . aqueles que anelam que as Escrituras lhe sejam úteis. a nossa comunhão é com o Pai e com Seu filho. 59 e 60. Ora. a mensageira a quem Deus outorgou o dom profético. à oração e ao estudo da Palavra de Deus”.] não se faça a minha vontade. São Paulo: Casa Publicadora Brasileira. O desejado. O apóstolo Paulo exorta: “Aproximemo-nos.. precisam meditar sobre a verdade que lhe foi apresentada”. 362. doravante esta obra será referida como Parábolas. Deus convida a um encontro pessoal com Ele. Dentre outros. De fato.53 (2) dedicar tempo: “Conquanto devemos trabalhar ativamente pela salvação dos perdidos. A intimidade divino-humana pode ser tão favorável.32 orou ao Pai dizendo: “[. cumpre-nos também consagrar tempo à meditação.54 (3) 52 53 Haverá um tópico mais adiante que fará um estudo acerca do Espírito de Profecia. Ellen G. nos incentiva a estar em Sua companhia e nos permite ter uma comunhão sem restrições. Cristo deixou o exemplo da verdadeira sintonia com o céu através da vida devocional. Comunhão com Deus enfatizada pelo Espírito de Profecia52 White escreveu muito sobre a importância de se manter uma profunda comunhão com Deus. a ponto de haver parceria no viver e na plenitude de Suas bênçãos. tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura” (Hb 10:22). Parábolas de Jesus (Tatuí. igualmente mantenhais comunhão convosco. White. A comunhão implícita no NT também encerra o sentido de se viver junto a Deus no decorrer de uma vida toda em transformação. em plena certeza de fé. e o apóstolo João comenta que “o que temos visto e ouvido anunciamos a vós outros. para que vós.. com sincero coração. mas a Tua” (Lc 22:42). 54 White. White. Jesus Cristo” (1Jo 1:3). Esse assunto é de tal forma decisivo para o ser humano que Deus proveu mais conselhos em nossos dias por meio dos escritos de Ellen G.

O.57 Mas além de tudo o que foi mencionado até agora. ver L. Endruveit comenta que os hebreus usavam a palavra nephesh para descrever “espírito do homem”. Influência do Espírito Santo58 na comunhão com Deus O Espírito Santo aparece a primeira vez nas Escrituras em Gênesis 1:2. 13-28. 34-47. White. 81-89 e Enio dos Santos.33 aprender a amar as coisas espirituais: “Eduque sua mente para amar a Bíblia. e ruach para descrever “Espírito de Deus” algumas vezes ruach é comparado ou equivalente ao “espírito do homem”. amar as reuniões de oração. mas não é o seu uso normal. 1973). Engelmann. breve interpretação histórica e revelação bíblica (Engenheiro Coelho. El Espiritu Santo: ¿Que dice la Biblia? (Bueno Aires: Casa Bautista de Publicaciones. 1993). Educação. Testemunhos para a igreja (2005). Ibidem (2004). 17. Sarli. Espírito é a versão do grego “0+124/” (pneuma). Doutrina do Espírito Santo (São Paulo: Imprensa Batista Regular. e do hebraico “& # 58” (rûach). Para mais informações acerca das razões no Espírito de Profecia para a comunhão com Deus. Ambos os termos denotam o infinito Espírito de Deus. ver Ernest D. 11. Pickering. acima de tudo. Para um estudo acerca do Espírito Santo e o cristão. presente e futuro (Ijuí. 2007). amar a hora de meditação. Ruach e nephesh tem o seu próprio significado.]” (Jr 15:16). Ele provará na sua própria vida a realidade da experiência descrita nas Escrituras: “Achadas as Tuas palavras. Wilson H. O Espírito Santo no passado. 1:433. ver T.55 (4) sentir os ministros sua necessidade: “Seu sucesso como pastor depende de guardar o próprio coração. O Espírito Santo.. meu companheiro (São Paulo: Vida. e daí em diante Sua presença é preeminente em ambos os Testamentos. 2: 268. é necessário se destacar o papel do Espírito Santo como agente ativo na vida do cristão. as Tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração [. 2002). 1987). Você receberá mais força dedicando uma hora por dia em meditação”.56 e (5) obter a revelação dos tesouros do céu: A meditação nos temas sagrados revelará ao estudante os tesouros que jamais sonhou. O Espírito Santo.. RS: Colméia Gráfica e Editora. Endruveit. SP: MarGraphics. amar a hora quando a alma entra em comunhão com Deus”. Para maior compreensão sobre a comunhão com o Espírito Santo. 252. 59 Ele é claramente mencionado em mais da metade dos 39 livros que compõem o 55 56 57 White. logo as comi. 72-75. Para maior compreensão acerca do pecado contra o Espírito Santo. ver David Yonggi Cho. 59 58 .

Ele faz coisas que uma força não faria. Evangelismo (Tatuí. Ver também alguns textos que assumem significado em favor da doutrina do Espírito Santo: Sl 139: 7. Bazaleel foi cheio de habilidade. MD: Review and Herald. RA. Ele ordena (At 16:6 e 7). entre outros. Woodrow Whidden. 1997). o Espírito Santo é descrito como tendo intelecto. ver R. eds. Para uma estudo mais detalhado sobre quem é o Espírito Santo. o Espírito Santo tem intelecto. Rm 8:14). Jan Paulsen. não conhecendo princípio de dias nem fim de existência. Ef 4:4-6. Graham comenta que. Ele é eterno (Hb 9:14). ver José Carlos Ramos. 2Co 13:13. 2001)..34 AT. Endruveit. com extraordinário poder. selecionando indivíduos para aumentar suas capacidades naturais. dotado de personalidade. não sendo assim meramente uma influência ou emanação dEle. e Sansão recebeu poder para destruir os inimigos (Jz 13:25. Ez 11:5.62 Segundo a Bíblia. mas não em pessoa”. emoções Endruveit. A Bíblia sugere uma personalidade distinta para o Espírito Santo e indica que Ele tem a mesma essência de Deus. 414. SP: Casa Publicadora Brasileira. 1990). Sproul.60 Jan Paulsen descreve que Rûach é uma super força. White. C. Wycliffe Bible Encyclopedia. Ele testifica (Jo 15:26). 1:804-806. Is 61:1. Ele intercede (Rm 8:26). caráter e propósito. 17. 19). algumas vezes causando destruição. Há aí pelo menos 88 citações explícitas sobre Sua divina atividade. A Trindade (Tatuí. as ‘três pessoas viventes do trio celestial’ – o Pai. etc.61 A natureza e os atributos do Espírito Santo caracterizam-nO como o “Espírito eterno” (Hb 9:14). 9-20 e Cornelius Van Til. Mt 28:19. o Rûach foi também responsável pela inspiração dos profetas (2Sm 23:2. Quanto à personalidade e divindade do Espírito Santo. escreveu algo que expressava sua compreensão da Divindade: “‘Três eternos dignitários celestiais’. “Uma Pessoa Maravilhosa Chamada Espírito Santo”. na Bíblia. Ele é onipresente (Sl 139:7). emoções e vontade. Ele é poderoso (Lc 1:35). 14:6. Mq 3:8). Ele conduz (Jo 16:13). 8-10. Howard F. habilitando as pessoas. o Filho e o Espírito Santo são um em natureza. Jerry Moon e John W. Ellen G. 17. When the Spirit Descends – Understanding the Holy Spirit (Hagerstown. “Holy Spirit”. ‘os três mais elevados poderes do Céu. The Mystery of the Holy Spirit (Grand Rapids: MI. 85 e 86. em 1901 e 1905. Ele sabe tudo (1Co 62 61 60 . Ele guia (At 8:29. Ele fala (Ap 2:7.1Re 22:24. inteligência e conhecimento para fazer o serviço do santuário (Êx 35:31-36:1). José foi capacitado a interpretar o sonho de Faraó (Gn 41:38). 19. tendo a mesma natureza dEle. o super natural invadindo o natural. 18. Vos e John Rea. Pfeiffer. outras vezes. Reeve ressaltam: “Sugerir que o Espírito Santo é um ser criado ou uma força impessoal parece inteiramente impróprio quando as Escrituras colocam o Espírito Santo numa posição de igualdade coordenada com o Pai e o Filho”. agosto de 2001. 1Co 12:4-6. At 5:3 e 4. 2003). Charles F. e é Deus. SP: Casa Publicadora Brasileira. Ele aparece ao lado de Deus. At 13:2).

ordena (16:6 e7) e nomeia (At 20:28). José Rêgo do Nascimento. mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5:18).35 e vontade. 1995). Calvário e pentecoste – estudo sobre o Espírito Santo (Belo Horizonte: Edições Renovação Espiritual. 40-48. 16-19. e Raymond H. The Spirit and His Church (Washington. Por ocasião da ascensão de Cristo (At 1:8). Na língua grega esta ordem transmite a idéia de ser continuamente enchido ou “encham-se e continuem se enchendo do Espírito de Deus”. Ele faz coisas que uma simples força não faria. Nascimento acrescenta que Paulo usa a imagem paralela dos que se embriagavam com o vinho. Ele é chamado Deus (At 5: 3 e 4). é válida para todos os cristãos. O Espírito Santo (St. intercede (Rm 8:26). DC: Review and Herald. Stokes. testifica (Jo 15:26).64 De fato. MI: Depósito de Literatura Cristã. de oração e de fé. 16 e 17. O poder do Espírito Santo – ativando o poder de Deus em sua vida (São Paulo: Vida Nova. 63 64 Ibidem. guia (At 8:29. O Espírito Santo na herança wesleyana (São Paulo: Imprensa Metodista. 11). 2000). 1978). 134.63 Ele fala (Ap 2:7). 1960). “não vos embriagueis com vinho. somente uma pessoa real. Heijkoop. (4) convida todos os cristãos para um viver responsável dentro da Igreja. o Espírito Santo entra misteriosamente em nossa vida para capacitá-la a crescer na comunhão com o Pai. 65 . Para um estudo sobre a direção do Espírito Santo no serviço. Stokes sugere cinco itens que o Espírito Santo cumpre para a formação e nutrição da igreja em sua missão mundial: (1) une os cristãos numa comunidade de apoio. Marck B. (2) preserva a identidade e integridade do Evangelho. em qualquer época. Woolsey. Billy Graham. ver H.65 2:10. e (5) chama todos os cristãos a se unirem na grande missão de evangelização mundial. na vida dos cristãos. os discípulos receberam a promessa da chegada do Espírito Santo para atuar na vida de cada ser humano e. Rm 8:14). 94-96. de maneira especial. L. 41 e 42. A ordem de Paulo aos cristãos de Éfeso. Louis. 1970). pois se alguém se embebedava com vinho era porque o havia tomado em abundância. (3) chama algumas pessoas para proclamar o evangelho.

28 e 29. Poder para suportar perseguições (4:8). 127 e 128. Erwin R. e ergueu-se a cabeça que usurpou o lugar do Espírito Santo como vigário de Cristo. Dana assegura que todos os cristãos fariam bem em adotar o mesmo ponto de vista dos primeiros discípulos de Cristo. e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós. O Espírito Santo no livro de atos (Rio de Janeiro: Juerp. os crentes derrotavam o poderio das riquezas ao seu redor. 1995). 67 68 66 Leroy E. 67 Gane descreve que quando o Espírito Santo habita no coração de uma pessoa. O livro de Atos apresenta toda a questão da eficiência nos negócios do reino como dependendo do revestimento do Espírito Santo. ver George Smeaton. 1989). sem poder político ou social. durante os três últimos séculos. Passou desde então a depender de homens. E foi assim que eles fincaram a cruz acima da águia romana [. Ibidem. eles confundiam os letrados rabis.. . Mas também. Paulo expressou seu fervente desejo aos Coríntios: “A graça do Senhor Jesus Cristo. mostravam-se mais fortes que o Sinédrio. 259-290. nessa experiência se inicia a vida eterna (Jo 5:24). The Doctrine of the Holy Spirit (Carlisle. ela passa a viver uma vida interna com Cristo e o Pai.36 Quando os discípulos se sentiram cheios do Espírito eles passaram a anunciar o evangelho com poder e ousadia (At 4:31).. Para um estudo mais detalhado acerca do trabalho do Espírito Santo.66 Froom relata que. Dana. e a Igreja imergiu na meia-noite da Idade Escura. E. 1974).] Já no século quarto a Igreja cristã havia transferido sua dependência do poder divino para os sorrisos da realeza e proteção de um trono terrestre.. métodos e dinheiro. SP: Casa Publicadora Brasileira. Amém” (2Co 13:14). Gane. poder para anunciar o evangelho (4:31). sem um soldado sequer. Ele acrescenta: Sem dinheiro. Froom. até alcançarmos hoje o tempo da reforma completa e final.68 H. 1988). e da chuva serôdia.] Lentamente. sem escolas. não tendo um sacerdócio. A vinda do Consolador (Tatuí. a ponto de assentar-se como se fosse o próprio Deus [. A graça de Cristo e o amor de Deus se apresentam no indivíduo pela ação direta do companheirismo do Espírito Santo. Os ditames e a autoridade do Espírito foram ignorados. ven (Buenos Aires: Asociación Casa Editora Sudamericana.. eram mais poderosos que as legiões romanas. PE: The Banner of Truth Trust. durante a era apostólica. Em meio a apostasia desenvolveu-se na Igreja um sistema hierárquico. conforme os triunfos da cruz continuaram (Mc 16:20). os templos pagãos se esvaziavam e os conversos se multiplicavam aos milhares. o amor de Deus. 30-33. Espiritu Santo. deu-se ao Espírito Santo o Seu devido lugar. desafiavam os sacerdotes e o templo.

70 O Espírito Santo procura Se associar e comungar conosco diariamente. mas é um profundo anseio que nasce através do amor por Ele num processo que se estende através de uma existência. Espiritu Santo. (2) etapa da intimidade 9 quando o homem se coloca a sós com Deus. nada tende a desviá-lo do seu intento de cultivar a comunhão com Ele. sabedoria e poder. A aceitação do sacrifício objetivo de Cristo ocorre mediante a permanência do Espírito Santo em nós. Este autor ressalta que a igreja que tem autoridade para “ligar e desligar” (Mt 18:18) é uma igreja harmonizada em oração e reunida em torno do Seu nome. ter restaurada sua união com Deus. 1998). nos chama à comunhão com Seu Filho Jesus Cristo (1Co 1:5. “[. e de receber o dom da vida eterna. 47 e 48. mas o Espírito fala e opera por meio do povo que ora e se consagra. Bright descreve que o Espírito Santo utiliza quatro etapas diferentes para conduzir o homem a uma devoção pessoal com Deus: (1) etapa do amor 9 a salvação é uma aceitação do amor de Deus. Havendo confiança. . 7 e 9). até que Cristo volte para receber os redimidos em Seu reino. Chadwick salienta que a base da obra do Espírito Santo é sempre a da comunhão.69 Ele é o Enviado do Pai e do Filho para ficar na Igreja. e essa virtude divina conduz o pecador ao arrependimento.] o Espírito da graça” (Hb 10:29). NEle a Igreja encontra toda fonte de vida e graça. A Igreja deriva sua autoridade do Espírito. há a concessão do privilégio. Samuel Chadwick. (3) etapa do privilégio – é na atmosfera da comunhão profunda que brota confiança. Intimidade não é derramar perante o Senhor uma torrente de palavras bonitas.. ven. 30. O 69 70 Gane. Gane destaca que a graça de Cristo e o amor de Deus pertencem a uma pessoa quando ela desfruta da “comunhão com o Espírito Santo” (2Co 13:13).37 A graça prevista no Calvário oferece a oportunidade a cada ser humano de ser perdoado de seus pecados. O caminho para o pentecostes (São Paulo: Casa Nazarena de Publicações..

nada existe que possa induzir tão eficazmente ao pecado como a quebra da comunhão com o Criador. Sobre sete coisas que ocorrem quando o Espírito Santo transforma. 73 74 Brigth. e o orgulho. 38. MG: Betânia. que tanto precisam do auxílio que só 71 72 Bill Bright. Fee. especialmente tempo. 172-208. Paulo. 178-195. porém. “Flertando o Inimigo”. novembro-dezembro de 2004. Além da incredulidade que impera. Holy Spirit (Nashville.38 maior privilégio do crente é ter acesso a Deus. ver Benny Hinn. o Espírito e o povo de Deus (Campinas. Por conseguinte. 71 Deus. 1997). acerca do Espírito Santo e os dons. passa a fazer qualquer sacrifício para permanecer ao lado dEle. observa-se uma superficialidade e um conseqüente declínio espiritual mesmo nas igrejas cristãs. também atribui funções para que este possa executar. 30. e também pela atitude pessoal de não priorizar. ver Gondon D. a ambição mundana. Ibidem. Não é só para satisfazer as necessidades que Deus concede o privilégio de conhecê-lO. Ele pode ser inibido pela descrença. mas existem barreiras que impedem Sua atuação de forma completa. MI. do que será tratado a seguir. Miroslav Kis. evidentemente porque desprezam Seus conselhos. e (4) etapa da responsabilidade 9 aquele que crê que Cristo está vivo e o redimiu. com a certeza de que Ele atenderá suas petições. a vaidade. para a devoção pessoal.73 De fato. TN: Thomas Nelson Publishers. Welcome. SP: United Press. Sete promessas de um homem de palavra (Venda Nova. 39. White ressalta que “os filhos da Terra. Obstáculos à comunhão com Deus A humanidade se encontra longe do ideal divino de honrar o Senhor através da verdadeira comunhão (Ml 1:6).74 Estes são verdadeiros obstáculos à comunhão com Deus. . 50.72 Seus recursos são inexauríveis e Sua força invencível. muitos vivem agitados numa corrida sem fim em meio às dificuldades que surgem e não conseguem encontrar tempo para a comunhão com Deus. 1995). mas também para que a pessoa possa retratá-lO corretamente ao mundo. além de cuidar do ser humano. 1996).

Jesus fez várias 75 76 White. Ef 2:13 e 1Jo 1:7). graça e poder para resistir à tentação”. 9. apesar de serem considerados religiosos. outubro de 1984. RA. pela súplica fervorosa e fé. nada pode afastar o pecador de Deus.75 Muitos esperam que Deus ouça seus clamores nos tempos de crises. cf Hb 1:6. O profeta Isaías escreveu que “as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus” (Is 59:2). (3) A religião sem um conhecimento experiencial de Deus. Deus condena e afirma que destruirá o soberbo de coração (Pv 16:18-19). Ibidem. . inclusive dele mesmo. se encontra na disposição divina em eliminar nossos pecados pelo sangue de Cristo (Is 1:18. nem mesmo o diabo. para que não obtenhamos. Os escribas e fariseus. 82. (2) O orgulho. A marca principal na vida do orgulhoso é viver como se Deus não existisse.39 Deus pode dar. 81. não tinham um relacionamento pessoal com Deus (Mt 15:8). Caminho.76 Sammy Tippit identifica cinco obstáculos que podem bloquear a comunhão com Deus: (1) O pecado. “Desenvolvendo uma vida devocional”. mas não dedicam tempo para estar a sós com Ele. Para se obter noção mais ampla da vida devocional para vencer o inimigo. ver Dekele Heye.77 Por causa do orgulho. White enfatiza que “o adversário procura continuamente obstruir o caminho para o trono da graça. 77 Ninguém peca por orgulho a não ser por causa do orgulho. o homem precisa estar limpo diante dEle (Sl 24:3-4). Além do mais. parecem satisfeitos em andar sem a luz de Seu Espírito”. Orgulho é o ingrediente básico de todos os pecados. Não existe tentação que não possa ser vencida e para todas elas Deus proporciona escape. A tentativa constante de Satanás é manter nossa atenção desviada de Jesus. Para se ter companheirismo com um Deus santo e puro. A grande salvaguarda para nos libertar desta condição. a pessoa deixa de reconhecer Deus como a fonte de todo o bem e passa a achar que pode haver algum tipo de poder próprio para superar todas as coisas. Ver também Self e Self. 11-13.

como à diferença no emprego do seu tempo. 79 80 78 Tippit. pode-se fazer em outro momento. (8) televisão. 27. 81 Nichol. se não houver prioridade para os momentos devocionais. identificou desperdiçadores de tempo a partir de uma análise de líderes da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Norte. sem restaurar o relacionamento com o próximo. nos recordam que só Aquele que está entronizado como soberano Senhor do tempo não tem princípio nem fim. porque a comunhão envolve um relacionamento divino e humano (1Jo 4:19-21).40 advertências a essas duas classes de pessoas por levarem uma vida sem uma experiência viva com Deus (Mt 23:23-35). A diferença entre os homens sábios e néscios. . santos e pecadores. (5) socialização. (12) cansaço. 209. Porém. 1:220. RA. classificando aqueles em ordem de importância: (1) desorganização pessoal. ver Morris Venden. SDABC. Administração do Tempo Deus é revelado em Sua Palavra como criando e agindo no tempo. 2000). é imperativo. Sobre isto. Princípios de liderança (Engenheiro Coelho. e renovados na imagem de Sua pureza.80 Este ponto é muito importante e requer maior atenção. (10) problemas e saídas familiares. têm uma agenda tão cheia de compromissos com a Obra de Deus que se esquecem do Deus da Obra (Lc 10:41). 98. Holbrook. ricos e pobres. (4) indecisão e procrastinação. 10. A alma terá fome e sede de tornar-se semelhante Àquele a quem adora”. (13) internet que tem sido uma grande vilã absorvendo uma parcela significativa do tempo dos pastores. geralmente não se deve tanto à diferença em circunstâncias e começo que tiveram da vida.79 (5) Ocupação. “Arrependidos o suficiente para abandonar”. (2) problemas de desorganização. (11) viagens e problemas com carro. 81 Quanto a isso. As palavras “no princípio” em Gênesis 1:1. White. por amor da devoção pessoal. Follett. (7) falta de planejamento. uma administração sábia do tempo. a vida pode se tornar uma rotina sem significado para o crente. havemos de desejar ser transformados por completo. 2 de novembro de 1974. salvos e condenados.78 (4) Relacionamento interpessoal indevido: Não é possível manter um relacionamento de companheirismo com Deus. (9) reuniões. (3) interrupções. Ellen G. White acrescenta que “ao meditarmos nas perfeições do Salvador. em Philip S. 48-54. O’Ffill comenta que não sendo possível levantar de madrugada para ficar algum tempo com Deus. SP: Seminário Adventista Latino Americano de Teologia. Cit. Ou então. (6) correspondência descartável e leitura estranha ao trabalho. Muitas pessoas vivem tão ocupadas com coisas transitórias e materiais que não tem tempo para Deus. Caminho.

é indicada na história da criação. como aparece no NT. H. menos o sétimo. em hebraico “ KE "F&” (hIdhesh). provavelmente após o exílio.) remontam. e estava em uso em Babilônia antes dos dias de Abraão. Já no NT se encontra a divisão da noite em quatro vigílias (Mt 14:25. 2:1. Os dias da semana eram indicados pelos números primeiro. Mais tarde veio o ano intercalado por um mês a mais. foi usado no princípio da história da Terra (Gn 1 e 2) e foi delimitado por “tarde e manhã”. e significa “lua”. Como o sétimo dia era o dia de descanso ou “<% LK # ” (shabbãth) em hebraico. 5:5). Do termo shãbûa deriva a palavra “># $K E ” (shebha‘)” sete. James Orr. estações. eds.41 A origem do tempo e suas delimitações (dia. ed. 5:2. Pfeiffer. A palavra. O ano hebraico era composto de 12 ou 13 meses. geralmente os semitas seguiam os mesmos critérios. Wycliffe Bible Encyclopedia. ano.. A base dos hebreus mensurarem o tempo era o dia e a noite lunar. Também. sexta feira era chamada de dia de preparação para o sábado (Lc 23:54).83 O termo “ABD” (Yôm). usado para designar o mês. “<E 8FG?H = ” (ashmIreth). semana.82 Deus estabeleceu esses blocos de tempo para servir como meio para computá-lo. esta palavra veio a ser usada para semana. etc. “M/NNOPQ+-PO” (sabbatón-tá).. o qual era o sábado. assim. só ocorre no livro Daniel (4:33. traduzida por “semana”. “Time”. Vos e John Rea. indicando o período de sábado a sábado (Mt 28:1). Nos tempos do NT.. ou um período de sete dias. O outro termo “&# 8E D” (herah). International Standard Bible Encyclopedia. Howard F. segundo. que equivale a “dia” e “tempo”.711. 84 83 82 . deve ter sido usada primeiramente pelos hebreus antes da lei mosaica.982.84 A divisão do mês foi determinada pelas fases da lua. A palavra hebraica usada para “hora”. “> # 5$K % ” (Shãbûa). Ibidem. fazendo o ano lunar corresponder com o ano Elmer B. Smick. a lua nova marcava o começo de um novo mês. “:% . mês. Mc 6:48). Charles F. à criação do mundo (Gn 1 e 2). etc. noite.710 e 1. marcando período de variação lenta (Jz 7:19). A divisão do dia em hora foi feita mais tarde. “Division of Time”. chamadas vigílias.> =? # ” (Sha@tã). Durante o tempo pré-exílico a noite foi separada em três divisões. Porter.

por meio de seus anjos. Patriarcas. “Time”.. Merrill C. Lilley. “Calendar”. White.86 Já o termo hebraico “<S >” (‘Tth) significa “tempo”. . ou diretamente. ed. também em grego.+” (aiõn) é uma designação para um longo período de tempo no passado ou no futuro. as plantas antes do sol. a palavra grega “/*R. Para um estudo mais detalhado acerca do tempo. a um tempo estendido. Cristo usou chrónos e kairós. No relato de Gênesis. refere-se a um tempo fixo. Tenney. 1:687. James Orr. The Zondervan Pictorial Encyclopedia of the Bible (Grand Rapids. Assim. observa-se que Deus deu exemplos claros de como organizar sabiamente o tempo e todas as atividades relacionadas a ele.981 e 2. Quando se refere ao passado pode ser uma antigüidade remota e quando se diz respeito ao futuro. separou uma porção especial do tempo para que os seres humanos tivessem um momento de comunhão mais profunda com Ele (Gn 2:1-3). além do sétimo dia da semana. 50. 1975).. Ao terminar Sua obra. ed. 87 Se mesmo antes da queda Deus sabia que o ser humano necessitava desse momento para contemplar Suas obras e meditar em Seu poder e bondade. 5:2. Em Seu planejamento. Deus mantinha contato com Adão e Eva todos os dias. quando disse a seus discípulos que “não vos compete conhecer o tempo (chrónos) ou época (kairós)” (At 1:7).85 Por outro lado. Isto requeria a adição de um mês a cada três anos. ao passear pelo jardim do Éden por ocasião da viração do dia. Ele criou cada parte no devido momento – não criou primeiro os peixes e depois o mar. A diferença entre o ano lunar e solar era de dez a onze dias.982. tem sido “de geração a geração”.42 solar. ver J. MI: Zondervan. sem nenhum véu obscurecedor de permeio”. o meio mais simples e fidedigno de explicar as fórmulas “de eternidade a eternidade” ou “até mil gerações”. Mas. pode assumir um significado de eternidade. Porter. e concedia-se-lhes comunhão com seu Criador. International Standard Bible Encyclopedia. em grego. 86 87 85 H. e “XVQ+(W” (chrónos). enquanto “'/*V(2W” (kairós). após a queda essa necessidade Ibidem. indiretamente. “Eram visitados pelos anjos.

Vos e John Rea. SP: Casa Publicadora Brasileira. Mn. White.88 Através da devoção diária o homem permanece em Deus e cresce na divina graça.43 se tornou sumamente vital.. Ele também deixou claro que o tempo dedicado à comunhão deve ser particular. E infelizmente. como se o tempo assim empregado fosse perdido. Ensman Jr. Pierson. Richard G. Quanto a isto. Howard F. maio de 1994. 3. janeiro de 1994. “The use of Time in Ministry”. SP: Casa Publicadora Brasileira. Pierson. 25. 28. J. O cuidado de Deus (Tatuí. dedicava boa parte das horas antes do início do dia em comunhão com o Pai. Pfeiffer. e não deve ser visto como exemplo de superioridade espiritual. Cress. Ellen G. “Time”. Jesus exemplificou uma administração sábia do tempo. junho de 1996. 22. SDABC.. 27.708. 89 88 . 20. Mas preso por uma rotina onde há mais atividades a serem realizadas do que tempo para cumpri-las. priorizando o que era fundamental em suas atividades cotidianas. 26. o tempo para a Robert H. Ele ressaltou que o segredo para ser feliz é buscar em primeiro lugar o reino de Deus (Mt 6:33). na pesquisa das Escrituras e na oração. novembro de 1974. repouso. 82. S. Schwantes. Roy Alexander. O tempo é um princípio fundamental e decisivo. James Barr. e Doug Burrell. maio-junho de 2004. Guia para administração do tempo (Rio de Janeiro: Campus. White salienta que muitos parecem lamentar os momentos empregados em meditação. Ellen G. RA. “Making the Most of your Time”. Richard O’Ffill. Mn. R.]”. “Venha viver com Cristo”. “Respiração da Alma”.. julho de 1997. pois todas as atividades da vida humana ocorrem dentro dele. 1994). pois então daríeis ao reino do Céus lugar de suprema importância”. 56-59.. 343-345. 1995). 27. estudo. Para isso. Colunas do caráter (Santo André. Clifford Jones. 1980). Wycliffe Bible Encyclopedia. White. Esta obra será doravante referida com O cuidado. “Time Test: How Well do You Manage Time”. “Venha viver [. Ministério. alimentação. 29. A mente humana necessita de um tempo diário a sós com Deus. 2:1. Mn. eds. ver James A. Mn. Charles F. Uma pessoa geralmente tem sua vida programada com horários para trabalho. e era nesses momentos que Ele buscava forças e sabedoria para realizar as obras em prol dos pecadores. porque o mal afronta sem cessar (Ef 6:18) e muitos fracassam na vida devido à falta de quietude e de tempo exclusivo para a reflexão e oração. “Maximizing our Time”. Para uma melhor discussão acerca do uso do tempo. 1:219.89 e essa comunhão antes do início das atividades cotidianas deve se estender também ao longo de todo o dia. o ser humano acaba priorizando aquilo que pensa ser imprescindível. 26. Ela continua: “Desejaria que todos pudésseis ver essas coisas sob o aspecto por que Deus quereria que as viseis. Quando na terra. Parábolas. recreação e outros compromissos.

O salmista Davi afirmou: “Àquele que ordena seu caminho Eu mostrarei a salvação de Deus” (Sl 50:23). 91 92 90 Ellen G. O apóstolo Pedro recomenda que o indivíduo administre o tempo tendo a Cristo como prioridade central para que possa desfrutar uma vida equilibrada e de êxito (1Pe 4:11). Pierson. Seleção de temas para meu arquivo (São Paulo: Instituto Adventista de Ensino. não podemos viver a vida religiosa sem o cumprimento dos deveres espirituais. sendo substituído por preocupações e ansiedades diárias. Pedro Apolinário. Para você que quer ser um líder. Para administrar sabiamente o tempo. para que alcancemos coração sábio” (Sl 90:12).91 Além disso. SP: Casa Publicadora Brasileira. o que será tratado a seguir. A oração de Moisés mostra qual deve ser o maior desejo de um cristão: “Ensina-nos a contar os nossos dias. 117. e Paulo exorta a “remir o tempo porque os dias são maus” (Ef 5:16). White. White enfatiza que “da mesma maneira que não nos é possível ser fisicamente fortes sem tomar o alimento temporal. a oração é elemento-chave. é necessário valorizá-lo como se valoriza a própria vida e usá-lo para comunhão com Deus e no trabalho em prol dos semelhantes. .44 devoção pessoal não tem sido assim considerado. Robert H. 1983). Deus adverte que o tempo é breve e que a vida humana passa “como uma neblina que aparece por instantes e logo se dissipa” (Tg 4:14). 1984). Precisa sentarse diariamente à mesa de Deus”. há um seminário com o tema “administrando o tempo de maneira eficaz”. Aqueles que negligenciam esta verdade não estarão em condições de receber as bênçãos de Deus. Testemunhos seletos (Santo André. 118.92 Para que esta comunhão seja efetiva. No anexo C. 131-141.90 Nada deve ser tão importante para o cristão do que o tempo dedicado para a comunhão com Deus e o preparo para a vida imortal. 1:580.

94 95 93 C. . intercedeu pelos habitantes de Sodoma e Deus retirou Ló dali antes que tudo fosse destruído (Gn 18:22. sendo estéril. RA. em Sammy Tippit. 15. H. “A Prática da Oração na Igreja Adventista”. 8. O fator oração (Rio de Janeiro: Juerp. 23. Jonas orou no ventre do grande peixe e este o vomitou na Bueno. 1980). É comunhão espiritual com o Criador dos céus e da terra”. orou para ter um filho e Deus atendeu-lhe a petição (1Sm 1:10-18 e 26-28). cit. 19:29). 14-44. 1986). 1990). seu nome foi mudado e sua vida foi salva (Gn 32:24-32).94 A oração dessa forma se torna um diálogo com Deus. ver Harry Emerson Fosdick. nem uma apresentação vocal. H. Salomão clamou por discernimento para julgar o povo e o Senhor concedeu-lhe coração sábio de maneira a não haver igual (1Re 3:6-14).45 Oração A doutrina bíblica da oração enfatiza o caráter de Deus e a necessidade humana de estar numa relação de concerto salvífico com Ele. mais é algo muito mais profundo do que isso. e Dietrich Bonhoeffer. 19-36. Spurgeon. ver Holloway. Daniel reuniu-se aos amigos para orarem por entendimento e Deus em visão revelou-lhe os mistérios até os últimos dias (Dn 2:12-19). MA: Cowley Publications. Meditanting On the Word (Boston. fevereiro de 1997. Para mais informações acerca da oração e comunhão. 27-54.93 C. Ana. Elias orou para que o filho da viúva de Sarepta ressuscitasse e o menino tornou a viver (1Re 17:20-24). The Meaning of Prayer (Nashville.95 O Antigo e Novo Testamentos relatam muitos episódios onde a oração foi utilizada: Abraão orou pelos seus e obteve a promessa de uma descendência como as estrelas do Céu (Gn 15:2-6). 38. Rubens Lessa. Spurgeon diz que “a verdadeira oração não é um mero exercício mental. Para um estudo acerca da oração como comunhão com Deus. e por esse meio o ser humano pode expressar pessoalmente ao Criador seus sentimentos. Jacó lutou com Deus. TN: Festival Books.

MI: Baker Book House. “Ele. 1986). 1976). 35-38. Reflexões sobre a oração do Senhor (Campinas. 98 97 96 .98 Esse exemplo de relacionamento com o Pai que Jesus deixou deve ser seguido por todos os Seus discípulos. dizendo isto. retirou-se para o monte. 29. também o foi Jesus. em Ti me comprazo (Lc 3:21 e 22). (3) o desejo – A pessoa deve ir a Deus com um forte senso de necessidade.96 Examinando os hábitos de oração de Jesus registrados nos Evangelhos. ver Bill Hybels. M. E. alma e vida deve encontrar lugar na real oração. SP: Novo Mundo. Sem a oração. para que também eles usufruam do poder para vencer o mal presente neste mundo. estando Ele a orar. especialmente em Lucas. a igreja é sem vida. a fim de orar. o poder e a glória da Igreja está na oração. 1989). The Complete Works of E. Practical Pointers to Personal Prayer (Washington. 73-88. ver J. expirou” (Lc 23:46). se retirava para lugares solitários e orava” (Lc 5:16). Jesus clamou em alta voz: Pai. ver John W. Self e Self. 107-158. a intenção divina é que o povo vá a ela para se reunir com Deus. Minister’s Prayer Book (Philadelphia. e Carrol Johnson Shewmake. logo após Seu batismo. O “pobre de espírito” é o mais competente para orar. A vida. O Pai-Nosso: a oração do Senhor (São Paulo: Edições Paulinas. 33-48. 8-183. 33-50. obediência era olhada acima de sacrifício (Dt 5:29). o Espírito Santo desceu sobre Ele e ainda se ouviu a voz Deus dizendo-Lhe: Tu és meu Filho amado. 35-42. e (8) a Palavra de Deus – a Bíblia pode ser chamada de “livro de oração”. 28. 1990). o clímax de todas as armaduras do cristão para vencer a Satanás está na perseverança da oração. porém. “Então. 34. Acerca da ordem de oração por dia da semana. a igreja orou por Pedro na prisão e um anjo do Senhor o libertou (At 12:5-7). e S. Em resultado da oração feita por Jesus. nas tuas mãos entrego o meu espírito! E. sem poder e sem comunhão. M. PA: Fortress Press. a oração é sem sentido. 1999). Bounds relaciona a oração com: (1) a fé – sem fé. 5-8. DC: Review and Herald. O Céu deve sentir a força do clamor fervoroso. e. o céu se abriu” (Lc 3:21). (2) a verdade – sendo absoluta e consumada. 24-28. (4) o fervor – o coração. Para este autor. pois Ela dá encorajamento aos que oram. 2-40. Bounds. (7) a vigilância – para o apóstolo Paulo. 13-23. Jeremias. Bounds on Prayer (Grand Rapids. e passou a noite orando a Deus” (Lc 6:12).O ser humano depende da oração para obter contínuo sucesso no desenvolvimento da caráter e da conduta. o Céu se abriu. Para um estudo acerca da oração que Jesus ensinou – o Pai Nosso. ao ser todo o povo batizado. a oração tem especial afinidade com a “casa de Deus”. 47-78.97 “Naqueles dias.46 terra (Jn 2:1-10). Para um estudo mais amplo sobre o convite do próprio Deus para que se possa conversar com Ele. Ocupado demais para deixar de orar (Campinas. percebe-se que Ele desenvolveu um estilo intensamente natural e pessoal de comunhão com o Pai: “E aconteceu que. Como a casa de Deus é de oração. Hoyler. e Pedro orou por Dorcas que estava morta e ela foi ressuscitada (At 9:36-42). (6) a obediência – na lei mosaica. (5) o caráter e conduta – a oração ajuda a estabelecer o caráter e moldar a conduta. Doberstein. SP: United Press. 1983). é um ato consciente e desta maneira a oração deve ser proferida.

80-90. Outro aspecto a ser analisado é a quem deve ser dirigida nossa oração. abertos. momento onde a pessoa ora sozinha. MI. a fim de que o Pai seja glorificado no Filho” (Jo 14:13). Rodriguez. Dixon. em pé. 112-126. julho-agosto de 2007. cit. SP: Cristã Unida. 1969). Orar em nome de Jesus significa ter plena convicção da grande obra realizada por Ele. significa reconhecer nosso completo desamparo à parte de Sua mediação e intercessão”. e em público. MI: Baker Book House. “Teologia da Oração”. ver Angel M. ver A. pois é a ligação mais íntima entre o ser humano e Deus. ou. 220. o refúgio da alma (Campinas. Through Night to Morning (Grand Rapids. Foster. por meio de Jesus. 23-25. em meio a uma atividade cotidiana. Donald Bloesch. significa apelar ao sangue de Cristo como fonte de poder para a vida de oração. etc. Oração. 1996). No entanto. 100 99 . Strauss. significa que eles devem orar em. ao Para um estudo mais detalhado sobre como orar. C. isso farei. com os olhos fechados.47 Formas de se orar Uma oração pode ser feita em qualquer lugar e em qualquer momento. existem várias formas de se erguer uma prece a Deus: ajoelhado. quando está na presença de uma ou mais pessoas. e Richard L. É orar segundo o sentimento e o espírito de Jesus. existem duas ocasiões específicas em que oração pode e deve ser feita: em particular. Jesus disse certa vez: “E tudo quanto pedirdes em meu nome. Para estas ocasiões. Para informações acerca do significado teológico da oração. 1986). Bloesch afirma: “Orar em nome de Cristo significa orar com a consciência de que nossas orações não têm valor ou eficiência à parte do Seu sacrifício reconciliatório e mediação redentora. em Richard J.100 White ressalta que “orar em nome de Jesus é mais do que simplesmente mencionar-Lhe o nome no começo e fim da oração.99 Quando Ele recomenda a seus discípulos que orem em Seu nome. com a ajuda de. Como saber a vontade de Deus (São Paulo: Mundo Cristão. por.

ID: Pacific Press. 1995). SP: Casa Publicadora Brasileira. que ao ouvirem Suas palavras foram movidos no íntimo. e fazemos Suas obras”. Esta autora sugere: “Aprenda a orar em voz alta. o adorador se desligará completamente das atividades corriqueiras e atenções mundanas para concentrarse no contato pessoal com o Pai. número especial. Para informações sobre como argumentar com Deus. 44.102 A prece “em voz alta dá um sentido mais objetivo aos pensamentos e torna mais definidos os pedidos”. Science of Prayer its ABC’s (Roan Mountain. algumas orações devem ser realizadas de certa forma. Mark Finley.103 Mas retirar-se para orar em secreto é talvez o tipo mais vital de oração a que alguém se pode dedicar. A vida particular de oração determina a qualidade e validade da oração em público. num culto de adoração. White. 1962). The Answer Is Prayer (Boise. “Como tornar-se um Intercessor Poderoso”. Acerca de orar em voz alta. oração e trabalho.105 Dentro de alguns contextos específicos. persistência na oração. White recomenda que “quando vos reunis para adorar a Deus. descansamos em Sua graça. Por exemplo. Para um estudo acerca da ciência da oração receptiva. e quanto à intrigante questão “por que coisas ruins também ocorrem quando oramos?” ver Morris L. mencionando que ela deve ser feita em um ambiente reservado. ST. 21. tipos de oração. 128. Jesus com freqüência orava em voz alta. 23. 1974). ver Ellen G. onde apenas Deus possa ouvir”. 167 e 183. 133. 20 e 21. pois. 37. 14-19. Venden. TN: A Dynamic Bible Living Publication.104 Jesus orientou seus seguidores em relação aos momentos de oração individual (Mt 6:6). ver Glenn and Ethel Coon. Uma jornada de oração (São Paulo: Mundo Cristão. assim. 105 104 Rutter. Nossa alta vocação (Santo André. Caminho. . Evelyn Christenson.48 mesmo tempo em que cremos em Suas promessas.101 Outra questão importante é a oração de uns pelos outros (Hb 10:25). 87. não deixeis de vos prostrar de joelhos 101 102 103 White. Ibidem. 1988). e o resultado pôde ser visto na vida de seus discípulos. a congregação expressa reverência e humildade na presença de Deus permanecendo ajoelhada enquanto a prece é oferecida.

Para informação sobre como obter mais respostas às orações. 5) prostrado – esta é uma expressão de homenagem e submissão diante do Ser superior (1Re 1:47. 13). 161-174. 62-78. Estevão prostrou-se ajoelhado. orou em favor dela e a vida foi-lhe restituída (At 9:40). e falava com o Senhor pouco antes de ser apedrejado (At 7:60). Jó 30:20). If Only God Would Answer (Hagertown. do suplicante a Deus. 63:6. White. 1997). Que esta ação testifique de que toda a alma. Por vezes Ellen G. e corpo e espírito estão em sujeição ao Espírito de verdade”. Ajoelhar-se era a expressão ritual da entrega sem reservas. Pedro ajoelhou-se diante do corpo de Tabita. SP: Casa Publicadora Brasileira. RA. 2) em pé – Ana e Jó oraram ao Senhor estando em pé. 1Re 1:47). Mc 14:35). “Postura ao Orar”. 9-19. 1986). 12 e 13. 3) assentado – o salmista Davi orou ao Senhor assentado (2Sm 7:18). não a prática de orar em pé (Mt 6:5). ver Steven Mosley. Mensagens escolhidas (Tatuí.107 Observa-se que não há uma postura particular e exclusiva exigida dos adoradores quando se dirigem ao Senhor – o ato em si não indica que aquele que está ajoelhado será mais reverente que alguém que não possa ajoelhar-se. e o Senhor lhe respondeu (1Sm 1:20. 2: 314. e é uma oportunidade de se meditar na bondade do Senhor e aproximar-se dEle.106 Por outro lado. White pedia que a 106 Ellen G. significa reconhecer a Deus como Rei do Universo. Estar em pé. Rodriguez descreve que na Bíblia e no próprio Espírito de Profecia encontra-se diferentes posturas ao orar: 1) De joelhos – Daniel orava ajoelhado três vezes ao dia (6:10). . setembro de 2004. Orar estando deitado no leito enfatiza um ato secreto da devoção. a nação de Judá orou ao Senhor em pé quando estava prestes a ser invadida (2Cr 20:5. 4) deitado – há casos registrados na Bíblia de pessoas que oraram estando na cama (Sl 4:4.49 diante dEle. 107 Angel Manuel Rodriguez. em oração. MD: Review and Herald. Jesus condenou o orgulho dos judeus.

White. e especialmente na reunião de oração. Prayer-Walking (Orlando. Ibidem (1985). Que as longas e enfadonhas petições fiquem para nosso aposento particular. 1993). 3:24. Essas orações enfadam. Pessoas fracas não podem permanecer muito tempo em tal atitude. SP: Casa Publicadora Brasileira. 177. 109 110 White. 113 112 111 . 1993). 55. sem ficarem fatigadas e exaustas”. 18. Nós adoramos a Deus (Santo André. White.109 Um aspecto importante é como a pessoa incumbida de dirigir a oração pública se expressa. caso alguém queira fazer alguma dessa espécie”. Em vez de usar o pronome pessoal “eu”. material não autorado.110 Da mesma forma. “Os que são confiados e sempre prontos a falar. seja para a petição no púlpito. 1:457. 1972). para que os outros possam entender o que está sendo dito e unir-se à petição.113 108 Ellen G. 273. 3:266. tornando assim a oração congregacional. 76-91. ou em particular. Ela deve ter sempre em mente que está representando a todos ao expressar louvor. em vez de constituírem um privilégio e uma bênção”. Para informação acerca do propósito da jornada de oração ver Steve C. Ellen G. tomam a liberdade de sacrificar o testemunho dos tímidos. Ibidem. Ibidem. SP: Casa Publicadora Brasileira. Obreiros evangélicos (Tatuí. 112 A autora acrescenta que “em família convém evitar orações longas e sobre assuntos remotos. 3:268 e 269. pedidos e desejos. FL: Creation House. Testemunhos seletos. White ressalta ainda que “não é a vontade de Deus que nas reuniões de oração nos exponhamos a enfados e canseiras com ficarmos muito tempo ajoelhados.111 Longas e fastidiosas orações são inadequadas em qualquer parte. 44-53. Especialmente quem ora em público deve servir-se de linguagem simples.50 congregação se levantasse para uma oração de consagração. Mensagens escolhidas (1987). Pode-se orar e conversar com o Senhor onde quer que estiver. Hawthorne e Graham Kendrick. prestando ouvidos a uma série de compridas orações. White. Mensagens escolhidas. tudo deve ser no plural. ver Carta 342. Podemos orar e conversar com o Senhor onde quer que estivermos”. Doravante esta obra será referida com Obreiros.108 Ela acrescenta que não precisa esperar por uma oportunidade para ajoelhar-nos diante de Deus. deveria usar “nós”. a linguagem floreada é dispensável. Ela ressalta: “Não precisamos esperar por uma oportunidade para ajoelhar-nos diante de Deus. 1906. no círculo da família.

confissão. 1998). . e c) a ilimitada liberdade humana de exprimir pela oração todos os desejos do coração. 16. quando usada em contrição. Jesus mostrou grande apreço pela gratidão ao mencionar a atitude daquele leproso que foi curado e que retornou para agradecer (Lc 17:11-19). DC: Review and Herald.51 Também há diferentes maneiras de se utilizar o tempo em oração.116 2) A prece congratulatória ocorre em função das inúmeras razões diretas e indiretas para se agradecer a Deus (Ef 5:20). Jalics descreve que três lições valiosas são aprendidas: a) a profunda solicitude de Deus para com Seus filhos. 114 e 115. O. Jacobsen enuncia que é importante gastar o tempo como Maria fez (Lc 10:41. A estrutura da oração pode envolver adoração. e tendo a Ele como Senhor. b) a insipiência e o egocentrismo humano. da mesma maneira como os pais humanos querem que seus filhos os procurem sem constrangimentos. 1990). A impressão causada em Jesus se nota 114 115 116 Ruthie Jacobsen.115 Da mesma maneira. Ele fará o que Jesus fez aos filhos de Zebedeu (Mt 20:20-23) e a Paulo (2Co 12:7-10): falará com ternura e simpatia. Ela sentou-se aos pés de Jesus. gratidão e súplica. e os informem das coisas que gostariam de ter. traz rico tempo de transformação em sua presença. em contraste com a dos demais que não fizeram o mesmo. Oração (São Paulo: Casa Editora Presbiteriana. até que se compreenda que Ele não pode atender ao pedido. Cada parte da oração. Se por algum motivo Deus não puder conceder aquilo que foi pedido. 42). Hallesby. aprendendo. 142.114 Hallesby classifica as formas de preces de acordo com seu propósito específico: 1) A prece suplicatória ou peticionária é a atitude de voltar-se para Deus no intento de receber alguma coisa. The Difference Is Prayer (Washington. crescendo. Jalics. A vontade de Deus é que Ele seja procurado de modo espontâneo e confiante. que a Ele seja comunicado todos os desejos do coração.

Philip Yancey. orienta e santifica (Is 58:9-11). livra do mal (Jl 2:32). Ibidem.118 4) A prece conversada ocorre quando o crente entretém com Deus um diálogo mais amplo. tanto mais rica é a comunhão que experimenta com o interlocutor.119 5) A prece inarticulada é a atitude para com Deus.6). outras vezes sem elas. 116 e 117. Ibidem. porventura.120 habilita para receber 117 118 119 120 Hallesby. Aquele que manifesta um espírito de gratidão para com a graça e a misericórdia de Deus estará sempre disposto a render louvores a Deus.52 por meio de sua pergunta: “Não foram curados. 119 e 120. Bueno. ó Pai. dá força espiritual (Sl 138:6). porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos” (Mt 11:25). 2007). Propósito e influência da oração A oração é de valor indescritível porque trata de um relacionamento de grau infinito com um Ser que também é infinito. pois visam exatamente dar glória a Deus.117 Jesus possuía o hábito de pronunciar palavras de graça ou louvor: “Graças te dou. os dez? Onde estão os outros nove?” 3) A prece de louvor e as ações de graças são afins. 24). onde se demonstra uma familiaridade com Deus. traz paz (Sl 22:6) e plenitude espiritual (Ef 3:19). Este autor tece as seguintes indagações: Deus está ouvindo? Por que Deus se interessaria por mim? Se Deus sabe de tudo. tanto aqui nesta terra quanto no céu (Sl 40:3). traz recompensa (Mt 6:6). abre caminho para a recepção do Espírito Santo no coração (Lc 11:13). 121. dá sabedoria e entendimento (Dn 9:2027). livra da ansiedade (1Pd 5:7). às vezes expressa em palavras. Senhor do céu e da terra. proporciona plenitude de alegria (Jo 16:23. Oração: ela faz alguma diferença? (São Paulo: Vida. 16. A oração liberta a pessoa do temor (Sl 118:5. por que orar? A oração realmente ajuda na cura física? Por que Deus às vezes parece tão próximo e outras vezes .

] ensinando às crianças o valor da oração (São Paulo: Eclesia. 2004). reuni-vos ao redor de vós os filhos. O que acontece. Para mais informações sobre nossa atitude em oração.124 White orienta que na família deve haver um tempo determinado para a devoção matutina e vespertina.122 Uma vida de oração é muito importante aos olhos de Deus. passa a pensar. Obreiros. Martin J. 185194. ver Betty Shannon Cloyd. sentir e falar cada vez menos sobre Cristo e as coisas celestiais.126 tão distante? A oração faz Deus mudar de idéia ou muda a mim mesmo? Se a oração é o lugar em que Deus e os seres humanos se encontram. Papai do Céu [. Aquele que não ora. A ciência do bom viver (Tatuí. SP: Casa Publicadora Brasileira. 30. Prayer Can Change Your Life (Nova Jersey: Pocket Book. 17. O poder do pensamento positivo (São Paulo: Cultrix. Mn. então por que não aprender sobre a oração? Tippit. 55-58. 59-92. 1974). 119-124. “Cada manhã e noite. O poder dos pais que oram (São Paulo: Mundo Cristão. porque a vida cristã é um reflexo da vida de oração. Parker e Eliane St. Satanás ataca especialmente as famílias e os recursos humanos não são suficientes para obter êxito nesta guerra espiritual. evitando ou limitando as enfermidades e o desgaste físico”. 175-179. e Stormie Omartian. 125 126 Ellen G. mais cedo ou mais tarde poderá definhar espiritualmente.. “Do You Need Less Prayer than Jesus Did?”. suplicando-Lhe auxílio”. 122 123 124 121 Norman Vincent Peale. 210. Para mais informações de como a oração pode mudar a vida humana.121 pois ele não pode suportar o som de fervorosas súplicas ascendendo ao trono de Deus. 121-136. 2000). Burne. 103-106. . Christenson. A arma sobrenatural para se obter vitória é a oração. em Seu círculo íntimo.. ver Ellen G. 2001). 27. 28-47. janeiro de 1980.53 poder do Espírito (At 1:8) e para vencer a Satanás (Ef 6:12-17). assim como estavam os profetas e apóstolos.125 Quem negligencia a oração. sd). 16. White. ver William R. 74. 27-30. 253. Para estudo adicional sobre a importância da oração em família. e com humilde petição elevai a Deus vosso coração. 211. Johns. 89-98. pois Seu maior desejo é ter todos ligados a Ele.123 Outro aspecto importante que deve ser analisado é a importância da oração na família. White. Peale ressalta que “o poder da oração parece capaz até mesmo de normalizar o processo de envelhecimento.

51-56. em Is 59:15-16 e Ez 22:29. Procura-se um intercessor (Aparecida. Deus estava procurando um intercessor que clamasse pela intensa miséria de Israel pouco antes de cair nas mãos dos exércitos de Babilônia. Finley sugere que se separe períodos de tempo específico. 70-72. 45. alcançando até o mundo contemporâneo. e quanto menos se ora por si mesmo. Ibidem. A Missão de interceder (Londrina. 32. para outros por quem se ora. e Emerson afirma que “se derramardes perfume em outra pessoa. 1977). Quanto a isto. 46. 19-85. 15. Ibidem. Tannus pondera que. 2001). 45. PR: Descoberta. deve deixar de orar por si mesma e passar a orar por outras pessoas. Moody comenta que “aqueles que deixam as mais profundas impressões neste mundo amaldiçoado pelo pecado são os homens e mulheres de oração”. tarefas do intercessor. Neste relato se observa que a oração feita por Daniel e seus amigos resultou em eficácia para eles próprios. cit. SP: Editora Santuário. Parceiros da oração (Venda Nova.. 46. Peale diz “que quanto mais se ora em favor dos outros. ver John Maxwell. para o rei Nabucodonosor. estão se unindo com Jesus na obra de intercessão. Roberto Andrade Tannus. em Tippit. 1993).54 Dwigth. More Incredible Answers to Prayer (Hagerstown. Você e Deus (Tatuí. Para maior esclarecimento sobre o intercessor e seu Deus. 49. apanhareis algumas gotas em vós mesmos”. para os sábios da corte.]”. Ver: Dn 2:17-19. lugar privativo. MD: Review and Herald. ver Durvalina Barreto Bezerra. O livro de Hebreus descreve Jesus vivendo sempre para interceder pelas pessoas (Hb 7:25). 1998).127 A Bíblia mostra diversas vezes que a oração sincera é importante para aquele que ora. 914.. e para o mundo em geral..128 O crente torna-se um intercessor quando é tomado de um sentimento de empatia pelas necessidades e sofrimentos do próximo.130 Waldvogel acrescenta que se a pessoa se sente infeliz ou as coisas lhe parecem difíceis. Acerca das características do intercessor. melhor vão as coisas”..] orai uns pelos outros [.129 Tiago 5:16 recomenda: “[. Para um estudo adicional sobre o ministério da oração. MG: Betânia. L. Morneau. SP: Casa Publicadora Brasileira. 46. 1996). etc. e que se 127 128 Cit.131 Aqueles que buscam a graça de Deus em favor de outros. 130 129 Emerson. Peale. ver Roger J. 131 . 30. em Luiz Waldvogel.

Come Pray With Me (Grand Rapids. Para um estudo sobre intercessão inteligente. Ela fortalece o homem interior. em viagem ou conversando. . 1994. A “Como tornar-se [. Mellor. Os problemas do próximo devem ser apresentados diante de Deus como um filho traz as necessidades do próprio irmão diante do pai e como Moisés intercedeu pelos israelitas idólatras (Êx 23:34). Todo tempo ocioso pode ser usado para elevar preces para o alto. SP: Casa Publicadora Brasileira. Mn. 7. 16. MI: Zondervan. ver Carolyn Rhea. citando nomes e necessidades. não é possível romper o domínio do diabo. piedoso e respeitável em todos os sentidos (1Ts 3:10-13).133 Uma rápida oração por alguém pode acontecer mesmo andando pela rua. 58-68.. “Pai. M.. mas tem medo mortal da oração verdadeira.55 escolha pessoas específicas para este ministério de intercessão. Na prece privada todos têm o privilégio de orar pelos semelhantes de maneira específica. a oração intercessora de Jesus por Seus algozes. Ele nunca se preocupa com os rituais da igreja. como exemplo máximo de amor. 17. 21. o inimigo tem lutado para que as promessas de Deus não se cumpram na vida dos homens. Bueno. roguei por ti. Se meu povo orar (Tatuí. 1977).]” (Lc 23:34). ID: Pacific Press. 46. enche o coração com a plenitude do amor de Deus. Para maior abordagem da paixão pela oração pessoal e o propósito da intercessão. Mark Finley. tem saído para roubar e destruir. O Senhor falou a Pedro: “Eu. para que a tua fé não desfaleça” (Lc 22:32). Thomas. proporciona uma vida com os frutos da justiça (Fl 1:9-11).]”. e resulta num viver pacífico. Teach Us to Pray”.134 Naturalmente. perdoa-lhes. J.132 A oração intercessora pode resultar em maior sabedoria e poder (Ef 1:15-19). Sem contar com o poder da oração. porque não sabem o que fazem [. 134 135 133 132 Waldvogel. 22 de outubro de 1970. apoiado pelos demônios..135 Oração e a vitória sobre Satanás Satanás. porém. e Jerry D. 2004). 82-102. ver Randy Maxwell. 69-78. assim como Jesus fazia. Ao longo da história do homem. se destaca. além de tornar eficaz o partilhar da fé (Fm 6).. “Lord. 105-115. Maxwell. Praying God (Boise.

¿Que sucede cuando Dios responde a nuestras oraciones? (Miami. 82. de maneira que a vida de 136 137 Yonggi Cho. mesmo para aquelas coisas que aos olhos humanos são corretas. pois o maior interesse de Deus é que o cristão o conheça como Pai e confie nEle. e com humilde e confiante fé fizermos conhecidas nossas necessidades Àquele cujo conhecimento é infinito [. Cit.]. ela não vai orar mais. M. 2005).139 (3) ser perseverante. “Se chegarmos a Deus convencidos de nosso desamparo e dependência. 139 140 138 Ibidem. boas. Paulo exorta os crentes a “perseverar em oração. MC.137 No entanto. se a pessoa está satisfeita com seus próprios recursos. vigiando com ações de graças” (Cl 4:2). 16. as oposições novas e variadas de Satanás são destruídas.. Ele pode atender e atenderá o nosso clamor. em rebeldia a pessoa acha que se for do modo de Deus. e fará a luz brilhar em nosso coração”. Fome e sede de justiça é condição básica para que uma oração seja atendida.136 Condições para a oração ser atendida Orar não consiste apenas em pedir e receber. 2128. Sobre isto. em Tommy Tenney. 13. Caminho. E.. White. 27. Deus dá a resposta que provém de Sua mente. De fato.138 (2) ter fé. e o publicano que era pecador e estava inteiramente ciente disso. “Perseverança na Oração”. Purpose in Prayer (Chicago: Moody Press. Ver também Fronke.56 Quando a pessoa começa a vida de comunhão com o Senhor. FL: Betânia. 140 A oração deve ser ininterrupta. e não apenas o tenha como um Ser poderoso que atende as orações. 135. 1980). tais quais somos. julho e agosto de 1997. 85. Orações dos caçadores de Deus (Belo Horizonte: Betânia. Às vezes. com freqüência. 15. podem estar certos de que serão satisfeitos. Bounds enfatiza que quem está tão ocupado para orar estará ocupado para viver uma vida santa. Richard Foster acrescenta que Jesus dividiu a oração em duas categorias: O fariseu que orava de si para si e não permitia que Deus fosse um dos participantes principais. 1990). é necessário que algumas condições sejam preenchidas para que a oração possa ser atendida: (1) sentir a necessidade do auxílio divino. Também Christenson comenta que. Lorrane Peterson. Os que têm fome e sede de justiça. Christenson. . negando. ela não será ouvida por Deus. e anelam por Deus. Bounds. 27. oportunas e lógicas. E. substituindo ou anulando sem errar o alvo.

156-159. não sereis como os hipócritas.141 (4) sentir que Deus está presente. MG: Betânia. As autoridades profanavam a prática religiosa. Firme seus valores (Venda Nova. A oração nunca deve ser proferida como demonstração da superioridade religiosa. “E. como os gentios. Rutter.144 Orações não atendidas O povo judeu no tempo de Jesus buscava as instruções religiosas dos líderes das sinagogas porque eram homens que diziam ter elevada crença na oração. O Novo testamento interpretado versículo por versículo (São Paulo: Hagnos.142 (5) não ser hipócrita. 144 145 146 Charles Swindoll. e (7) não guardar mágoa contra ninguém. transformando-a em peça de teatro. “E. orando.57 Deus flua para a vida humana. 38.143 (6) não usar de vãs repetições. e no seu uso e desenvolvimento. porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças. porque presumem que por seu muito falar serão ouvidos” (Mt 6:7). 153. vem do grego e significa “réplica”. Champlin comenta que a expressão usada por Jesus. 15). que aplaudiam o espetáculo. Ibidem. 2002). também vosso Pai celeste vos perdoará” (Mt 6:14. . para serem vistos dos homens. “Deve haver um conhecimento inteligente de como se aproximar de Deus em reverência e piedoso temor com amor devocional”. “hipócritas”. para ser uma obrigação. “Porque. veio a assumir o significado de ator. 141 142 143 White.146 de ser uma experiência íntima para ser um formalismo vazio. Ibidem. 1985). a oração deixara de ser um privilégio. Ibidem. chegando ao cúmulo de atrair multidões. de ser um gozo. Russel Norman Champlin. não useis de vãs repetições. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa” (Mt 6:5). Mensagens escolhidas. se perdoardes aos homens as suas ofensas. 2:315. para ser uma exigência. quando orardes.145 Infelismente para este povo e seus líderes. 1:319. Afirmavam: “Quem ora no interior de sua casa está cercando-a de uma muralha mais forte que o ferro”. fazendo com que todo o ser alcance a pureza e santidade.

o tempo certo para a resposta e as conseqüências que podem surgir. Um tipo de oração que não pode ser atendida é aquela feita por pessoas que tentam convencer ou manipular Deus para que Ele atenda a uma necessidade específica. e sim como tu queres” (Mt 26:39). Os caminhos de Deus ultrapassam os sentimentos humanos. em vez de uma expressão livre do indivíduo. 1977). o inimigo a faz imaginar que o Senhor a abandonou. 38-44. Ele estava preocupado em obedecer tudo o que fosse pedido pelo Pai. um ritual. não seja como eu quero. esses costumes e tradições que apenas impediam o crente de ter um relacionamento pessoal com Deus. 97-103. mais parecendo uma rotina pré-programada. Para um estudo mais detalhado de como e quando orar. Because You Prayed (Hagerstown. mas sim. Como orar (Bueno Aires: Casa Bautista de Publicaciones. 147 . Para mais informações acerca do Senhor dos impossíveis. sem Ibidem. Essa oração presume que a criatura conhece suas necessidades muito mais do que o Criador. Porém. a resposta de Deus está de acordo com o Seu propósito para a vida de cada um. A oração se tornara assim um discurso formal. Jesus não condenou a prática da oração. 72-77. ver Ruthie Jacobsen e Penny Estes Wheeler. a oração torna-se vazia e sem sentido. MD: Review and Herald. havia orações para cada ocasião e circunstância. ver R. Quando uma pessoa não sente a reposta de Deus. Deus age dessa forma visando tão somente fortalecer o caráter do cristão. passe de mim este cálice! Todavia. 1999). se possível. no entanto. um suplicante poderá não obter uma pronta resposta.58 Naqueles dias. A. e a fé deve estar em Deus e não na resposta recebida.147 Embora orando com sinceridade. sua fé e perseverança. Jesus demonstrou essa fé no Pai quando estava em agonia no Getsêmani: “Meu Pai. Para quem pede com orgulho e arrogância. sendo que a maioria das pessoas preferia ir às sinagogas. Por vezes. as preces eram formais e não refletiam o sentimento de quem estava orando. Swindoll ressalta que havia momentos determinados para a oração e também lugares certos para se orar. Torrey.

nem tampouco se ensina mais do que o que é preciso saber”. e. odiado no inferno. nascido na terra. bem como o porquê da natureza humana pecaminosa e a possibilidade de salvação. Ele seguiu com Deus para a cruz. esboço de sala de aula para Mestrado em Teologia Pastoral. em Lopes. Para informações acerca de Jesus como exemplo da oração. Isso será constatado a seguir. 29. são comunicados conceitos. julho de 2001. acerca do ministro e a oração. 152 151 150 149 148 João Calvino. 152 A Bíblia é o livro inspirado por Deus (2Tm 3:16). a oração é parte fundamental da vida devocional do cristão. . ver Emilson Reis. 35-56. mas apenas orar não preenche todas as necessidades espirituais. Centro Universitário Adventista. para o sepulcro e a ressurreição. Jesus deu o exemplo de um palmilhar com Deus que transforma a experiência para a vida eterna. informações e conteúdos de valor permanente. São Paulo. Ibidem.151 João Calvino afirmou: “A Escritura é a escola do Espírito Santo na qual nem se tem deixado de por coisa alguma necessária e útil de conhecer. caminhou com Deus em toda a graça e em todo o serviço. 401-408. 244254. O estudo da Palavra de Deus é também fundamental para o crescimento e fortalecimento da fé. Engenheiro Coelho. ver Ibidem.148 Como foi visto. Reis acrescenta que a revelação especial nos mostra a origem do Universo e da espécie humana. pregado pela igreja. escrito pelos homens (2Pe 1:21). cit. Bíblia Por meio da revelação geral (natureza e mente humana)149 e sobrenatural (a Bíblia e Jesus Cristo). É usada a fórmula “revelação geral” porque foi feita para todos os homens em todas as épocas e lugares. Introdução geral à bíblia (São Paulo: Artes Gráficas. 497-568. por isso. para a morte por nossos pecados. 2004). concebido no céu. 19-29. Amin Rodor. Ibidem.59 questionar nada. ver Bounds. No encontro com Deus e com Seus profetas. The Complete Works. Para mais informações sobre revelação geral e revelação sobrenatural.150 Deus se move em direção ao homem para que este não permaneça em trevas.

600 anos para ser escrito. É o único livro da humanidade que demorou cerca de 1. então. e conhece o amanhã como se fosse hoje. Lopes acrescenta que a Bíblia é o livro dos paradoxos: é o livro mais lido e o mais desconhecido. ver John B. 2003). Wheeler. 71-84. Nenhum futurólogo poderia prever com precisão aquilo que a Bíblia registrou há mais de dois mil anos. É o livro mais publicado. A Bíblia como literatura (São Paulo: Edições Loyola. e (3) o poder da Bíblia de transformar as pessoas que a examinam. Ela conta a história antes de acontecer. 29. Gabel e Charles B. mas tirou muitas vidas das chamas do inferno. e nela os céus e a terra se abraçam.60 perseguido pelo mundo e crido pelos eleitos. Para mais informações sobre as formas literárias da Bíblia. Deus vê o futuro agora. A Bíblia em doze lições (São Paulo: Vida. mais distribuído e mais comentado do mundo. Para mais informações de como a Bíblia foi considerada ao longo da história. de cultura enciclopédica como Moisés. o mais pregado e o mais combatido. 1995). (2) o cumprimento das profecias. mas dentro de uma absoluta concordância e harmonia de conteúdo. homens simples como o boieiro Amós e o pescador Pedro. Ela é lâmpada que clareia a escuridão do coração e lança luz na estrada da vida. O mesmo sopro que a inspirou. em épocas diferentes. de vida palaciana como Isaías e Daniel. e por cerca de 40 autores compostos de homens de diferentes lugares. o eterno invade o temporal e o divino e o humano se encontram. o infinito toca o finito. Eles escreveram para pessoas diferentes. 17-134. Ela tem sido o farol que revela o coração amoroso de Deus. ver Max Anders. Lopes.154 Lopes identifica ainda três razões para a veracidade da Bíblia: (1) sua unidade na diversidade. mas trouxe libertação. Foi muitas vezes. é o mais amado e o mais odiado. ou. em línguas diferentes. 154 153 .153 Ela é a voz de Deus em linguagem humana. É o livro que foi muitas vezes acorrentado. é o sopro que dá vida ao homem que está morto em seus delitos e Ibidem. Quando o homem lê a Bíblia ele é lido por ela. Salomão e Paulo. o mais obedecido e o mais escarnecido. queimado nas fogueiras.

1991). Jalics. Jamie Buckingham. ver James Braga. Razões para a leitura. estudar a Bíblia e nela meditar? O próximo tópico trata desse tema. O estudo. O momento de meditar na Bíblia deve ser diferente daquele dedicado à estudos técnicos de palavras. fazendo com que ela se torne uma palavra viva no coração da pessoa. 43. estudada e meditada de capa a capa. arqueológicas e exegéticas. Para um estudo acerca de sermões e meditações nos salmos. Para mais informações acerca do estudo da Bíblia. 32. 46. ver Bonhoeffer. 9-128. 1983).156 Além do mais. o estudo e a meditação da Bíblia A meditação nas Escrituras se efetiva quando uma passagem bíblica é personalizada. toma-se um texto e faz-se uma leitura corrida como se lê qualquer outro livro. Celebração. ao contrario. nesse caso. aprofunda-se mais e conduz a um maior conhecimento. 118. Como estudar a Bíblia (São Paulo: Vida. ou mesmo de reunião de materiais.157 Deve haver um desejo de descobrir a verdade e aplicá-la à vida diária.61 pecados. para tanto. ou análise.159 Donald valida esse ponto sugerindo que se recorra a informações lingüísticas. ela deve ser lida. 158 159 Foster. pode-se chegar até à investigação do 155 156 157 Lopes. 158 Jalics ressalta que uma pessoa pode abrir a Bíblia com três intenções diferentes: lê-la. Força para viver (Venda Nova. 43. 31. emprega-se artigos. livros. . para que a Bíblia tenha real significado e seja uma verdadeira história do amor de Deus por nós. Mas. Foster. Para ler. estudá-la ou nela meditar. 55-96.155 Buckingham salienta que a pessoa “precisa do Espírito Santo para ajudá-lo a entendê-la e interpretá-la”. dicionários e enciclopédias condizentes com o texto em estudo. MG: Betânia. há como distinguir alguma diferença entre ler.

Steere. 161 160 Jalics. O bom livro é aquele que inspira e faz pensar. pode fugir a concentração. a meditação toca pessoalmente e ilumina a vida. Acerca do tempo em que deve durar a devoção bíblica é difícil de estabelecer. o estudo das profecias ou as preciosas lições do Salvador – isto será de efeito revigorador sobre as faculdades mentais. e concentre seu pensamento em descobrir o pensamento que Deus para ele pôs naquele versículo. 1976). mas prolongá-la para mais de meia hora. o método de estudar versículo por versículo é com freqüência de muita utilidade. A Bíblia é o livro de meditação por excelência. porém. estudá-la e nela meditar. 46. Ellen G. White destaca alguns pontos relevantes para os quais é bom atentar: A leitura da Bíblia. 1963). O ideal é quando a leitura e o estudo se transformam em meditação. 26. 98. há uma considerável diferença entre lê-la. 97. . em Douglas V. Uma passagem assim estudada até que sua significação se torne clara Hope MacDonald. e então ocupe-se com esse pensamento até que dele se aproprie. esclarece-se um texto com outros nos quais se trata de algo parecido ou do mesmo tema visto de ângulo diferente. Tome o estudante um versículo.161 Dado o valor da leitura e estudo da Bíblia. ensina-nos a orar! (São Paulo: Mundo Cristão.62 fundo cultural e analise da intenção e estilo do autor. Jesus. Dimensões da oração (New York: Harper & Row. o exame crítico de seus temas. O estudo objetiva analisar a mensagem da Bíblia. em cinco minutos não se faz uma boa meditação. mas existem outras fontes de meditação. No estudo diário. No estudo domina a inteligência. Cit. A familiarização com as Escrituras aguça o discernimento. Apesar da relevância que existe. aumentará a espiritualidade. tanto na leitura como no estudo da Bíblia.160 Assim. e da meditação nela para nossa vida cristã. A leitura e o estudo buscam compreendê-la. ensaios escritos sobre tópicos capazes de desenvolver a mente e comunicar conhecimento. ao passo que a meditação enche o coração. Tereza de Ávila afirma que “um bom livro devocional ajuda na devoção bem como na coleta de bons pensamentos. ao passo que a meditação leva a sentir a mensagem. que eleva os pensamentos e coloca num nível superior de devoção. fortificando a alma contra os ataques de Satanás.

até que sua mensagem se personalize na mente do leitor. Olhando para o alto (Santo André. White.166 É valido Ellen G. 166 Ibidem. White ressalta que “ser ocasionalmente um cristão é um engano. como o fez Maria” (Lc 10:42). Celebração. 189. em que se leia o texto por mais vezes. volte-se à passagem para que tome vida outra vez. aceite a Palavra escrita e pondere-a em seu coração. Cit. mas não se deve avançar até que o significado do texto no qual se medita tenha-se cristalizado na mente e causado impressão na alma. Busque viver a experiência deste texto. White. Conselhos aos professores. entrando na história como um participante ativo e imaginando que o acontecimento do passado seja uma experiência viva no presente. White. 2000). em ibidem. pais e estudantes (Tatuí. Doravante esta obra será referida como Conselhos. 123.164 O segredo da meditação é descobrir a mensagem que uma passagem bíblica tem por meio de uma leitura desapressada. como a ressurreição de Cristo. imagina-se a cena que está sendo descrita.163 Dietrich Bonhoeffer descreve que “assim como você não analisa as palavras de alguém a quem você ama. SP: Casa Publicadora Brasileira. Ellen G. uma parábola ou um verso e reflita bastante nele. Um estudo devocional da Bíblia requer o mais diligente esforço e a mais perseverante meditação. SP: Casa Publicadora Brasileira. Educação. Um exame ocasional da Palavra não é suficiente. e se houver distração. 1983). .162 Foster sugere que o leitor tome um simples acontecimento. porque o primeiro texto ainda parece não dizer nada.63 é de mais valor que o manuseio de muitos capítulos sem qualquer propósito definido em vista e sem uma instrução. 543. 207. 43.165 porque os mais valiosos ensinos de Deus não são obtidos com estudos ocasionais ou fragmentados. No começo pode surgir a tentação de se continuar lendo a passagem seguinte. é uma viva mentira. A palavra de Deus deve ser transferida para a vida”. Em seguida. 544 e 461. mas aceita-as conforme lhe são ditas. 163 164 165 162 Foster.

Já a Bíblia na Linguagem de Hoje e a chamada Bíblia Viva são versões conhecidas como dinâmicas. Matos Soares.168 É importante resistir a tentação de examinar superficialmente muitas passagens ao mesmo tempo.169 Um método adequado para o estudo da Bíblia deve incluir a escolha de uma boa versão. tem como base a Vulgata Latina de S. Neste aspecto. Ibidem. White. em Steere. A pressa reflete o nosso estado interior e isto precisa ser vencido porque a meditação depende de profundidade e não de velocidade da leitura. o hebraico e o aramaico. situações ou acontecimentos parecidos? Dirijo-me a Jesus Cristo. Devemos tomar um verso e concentrar a mente na tarefa de determinar o pensamento que Deus pôs nesse verso para nós. o NT ficou pronto em 1861. foi completado por missionários dinamarqueses e publicado em dois volumes em 1753. 26. O conhecimento de Deus não é obtido sem esforço mental. em que os termos empregados não se equivalem com precisão aos 167 168 169 Tereza de Ávila. Jerônimo. a exemplo da do Pe. .64 perguntar: há em minha vida. Conselhos. sinto-me iluminado e isto me permite uma conversação com Ele?167 A simples leitura da Palavra não produzirá o resultado que o Céu tem em vista. e acalentada no coração. Devemos demorar-nos nesse pensamento até que se torne nosso e saibamos "o que diz o Senhor". pedindo a Deus que nos dê a ajuda do Espírito Santo. 43 e 44. isto é. outra versão católica é digna de menção. que seja fiel ao texto original. para que possamos compreender Sua Palavra. 440-442. em meu ambiente. não sendo portanto versões feitas diretamente dos idiomas da Bíblia. Existem várias. isto é. datando o NT de 1781 e o Antigo de 1790. ela precisa ser estudada. esta versão. o grego. a Bíblia de Jerusalém. Devemos estudar diligentemente a Bíblia. A mais antiga tradução católica para a nossa língua nos vem do padre Antônio Pereira de Figueiredo. sendo que a mais usada por evangélicos é a de João Ferreira de Almeida. preparada mais recentemente por um grupo de eruditos. e num único volume em 1819. cit. cujo texto do AT devido ao falecimento do tradutor.

a propósito. dará preferência ao sentido mais simples e óbvio. com a consulta a bons comentários. 170 . de fato. 5-7. RA. RA. e enternecer a alma com a mensagem vinda de Deus. por exemplo. e nunca impondo à passagem o parecer humano. mediante uma abordagem inconveniente. quanto às diferentes versões para o português. através da qual a mensagem original é ajustada às estruturas e formas do idioma atual. o que há é uma equivalência dinâmica. Atos dos Apóstolos e O Grande Conflito. “As Bíblias Modernas”. é excelente para se ampliar o horizonte do conhecimento bíblico. deve-se evitar uma abordagem bíblica casual e sem propósito. Por exemplo. Patriarcas e Profetas. Acima de tudo. Ap 22:18 e 19).65 termos originais. o estudante sempre se lembrará de que a Bíblia é sua própria interprete. a prática de se fazer o ano bíblico conjugado com a leitura das obras de Ellen G. Ver. fá-lo para sua própria condenação (2Pe 3:15 e 16. o estudante jamais chegará a uma conclusão que contraria o ensino bíblico como um todo. “1150 ou 2300?”. Outro fator indispensável para o estudo da Bíblia é o respeito aos princípios corretos de interpretação. quando necessário. agindo assim. Este item é por demais importante. e. com o subsídio dos escritos do Espírito de Profecia. ver Renato Emir Oberg. o que inevitavelmente implicará em algumas discrepâncias textuais em comparação com versões mais “conservadoras”. isto é. A todo custo. pois quando alguém. agosto de 1980. observando bem a gramática. levando em consideração seu contexto histórico e literário. e. na apreciação de determinada passagem. o estudo será sempre calmo e ponderado. e o sentido das palavras (permitindo assim que o escritor sagrado diga aquilo que ele. com seus méritos e deméritos. Profetas e Reis. perverte o ensino da Bíblia. 12 e 13. José Carlos Ramos. livro por livro. dezembro de 1995. O Desejado de Todas as Nações. a construção das sentenças. White constituintes da série sobre a grande controvérsia entre Cristo e Satanás.170 Outro detalhe relevante para um método criterioso de reflexão na Bíblia é a estruturação de um plano regular de estudo. está dizendo).

442 e 139. 213. Conselhos. ocupam um lugar muito importante na vida devocional porque as pessoas que diariamente separam tempo para este fim obtêm forças espirituais e crescem no favor de Deus. 143. esta autora aconselha: “Por que nossos jovens. e mesmo os de idade mais madura. Este livro é nosso guia para uma vida mais elevada e mais santa”. mas aquele que indica o caminho da vida eterna não é estudado diariamente. White. especialmente. 172 173 171 White.172 Sendo assim. como ela sugere: “Os filhos devem ser incentivados a se tornarem estudantes da Bíblia e terem firmes princípios religiosos que suportem a prova dos perigos que certamente serão experimentados por todos os que viverem na Terra durante os últimos dias. haveria uma retidão interior. Se dela se fizesse estudo diário. Saem para o trabalho como o boi ou o cavalo. Ela ainda acrescenta: “Tanto adultos como jovens negligenciam a Bíblia. e (3) ela ensina o que é útil e construtivo. existem aqueles que desprezam estes preciosos momentos. Testemunhos para igreja (2003). 4:212. no final da história do mundo”. Os pais entendem que não possuem tempo para o culto da manhã e da noite [.. e rogando a contínua presença de Jesus na casa. uma fortaleza de espírito capazes de resistir às tentações do inimigo”. mais três fortes razões para se estudar a Bíblia e nela meditar: (1) ela leva o leitor a encontrar a Jesus e ganhar a salvação. Histórias insignificantes são lidas atentamente.] Não têm tempo para fazerem oração pedindo auxílio e guia divino.173 Além de fortalecer para a vitória nas lutas espirituais diárias. como salienta White: Em muitos lares a oração é negligenciada. Quanto à importância de ler a Bíblia. (2) ela faz crescer espiritualmente em capacidade para servir a Deus. . em todas as idades precisa haver motivação para o estudo da Bíblia (2Tm 3:15). sem um pensamento de Deus ou do Céu”. Os jovens. segundo o apóstolo Paulo em 2Tm 3:15 a 17. Pastoral Ministry (Silver Spring. a regra de sua vida. White.. 22. são tão facilmente levados à tentação e ao pecado? É porque a Bíblia não é estudada e meditada como devia ser. e nela meditar. há. 1995). enquanto a Bíblia é negligenciada. são culpados desta negligência. Patriarcas. MD: Ministerial Association General Conference of Seventh-day Adventists.171 Por outro lado.66 Importância do estudo da Bíblia Ler e estudar a Bíblia. Não fazem do seu estudo. A maioria deles encontra tempo para ler outros livros. A Bíblia é um Ellen G.

mesmo neste tempo em que correntes de leitura de baixo nível moral e espiritual reclamam ser ouvidas. Concílio Anual da Associação Geral de 1986. M. MI. Guild. até uma criança pode entendê-la (1Co 1:20). porém. Sendo assim. H. despertam e elevam os pensamentos como nada mais o faz”. Richards Jr. procura elevá-los por meio de Sua Palavra revelada. . em Sua bondade. 2004). 1995). e Daniel R. Algumas Universidades e hospitais procuram estudar e praticar estes fenômenos mediúnicos. ou todos os livros reunidos. a beleza de suas imagens. etc. Para os que vivem mais próximos do retorno de Cristo. se obtém maior compreensão da Bíblia e melhores 174 Comissão de Estudo da Bíblia. 294. S. White. da repreensão. Em meio à grande quantidade de livros seculares e religiosos existentes. A grandeza de seus temas. “a Bíblia é mais eficiente do que qualquer outro livro. julho-agosto de 1996. e Guild comentam que. 124.67 eficiente meio para promover o crescimento espiritual através do ensino. 16). e conduz a pessoa a Cristo. MI: Adventists Affirm. a nobre simplicidade de suas declarações. Boas-novas para você (Tatuí. 175 176 177 White. as experiências extra-corpóreas. por meio da mídia. “Como estudar a Bíblia”. 13-17. SP: Casa Publicadora Brasileira. da correção e da educação na justiça (v. A Ponta de um iceberg (Berrien Springs. a Palavra de Deus responde às inquietações de forma a dar sentido a vida humana. entre eles pode-se destacar o espiritismo moderno. buscada em oração. julho a setembro de 2005. projeção astral e extra-sensorial.178 Este autor acrescenta que enquanto houver seres humanos nesta Terra. 177 Holmes salienta que a voz de Deus continua falando através de Sua Palavra. 181. 178 Raymond Holmes. 34. Deus. Educação.175 A Bíblia é um livro que confunde qualquer sábio. Walter Altman. lhes foi outorgado o dom de profecia por meio do ministério profético de Ellen G.176 Richards Jr. as pessoas deparam-se com inúmeros canalizadores da Nova Era. “A importância do estudo da Bíblia”.174 Segundo White. BB. a astrologia.

isso não impediu que Deus mantivesse o contato com eles. ver Norbert Lohfink. 4:875-878. O profetismo. MI: Zondervan. eds.. Edições Paulinas. At 2:1421. Lane Miller. Ventura e Escuain mencionam que o termo hebraico nabi’ significa aquele que anuncia. e. das origens à época moderna (São Paulo: Edições Paulinas. podem ser sugeridos pelo verbo “ver”. ed.68 condições para aplicá-la à própria vida. “Prophet”. 957 e 958. Este autor ressalta que o dom de profecia opera em três esferas: (1) nos escritores bíblicos. O termo proph!t!s possui um significado literal de “aquele que é inspirado por Deus”. 38-67. “Profetas na Igreja Local”. Harper´s Bible Dictionary (Nova York: Harper & Row.182 Paulo afirma que até a manifestação de Cristo não faltará nenhum dom ao povo de Deus (1Co 1:7). ver A. Para uma compreensão sobre se deve haver profetas ainda hoje. ver Victor Casali. MacRae. 1991). maio – junho de 2000. 137-147. e aos tessalonicenses esse apóstolo deu conselhos com respeito ao dom de profecia (1Ts 5:19-21). Ele desenvolveu novas formas de comunicação. e Jesus Asurmendi. utilizou os profetas como instrumentos humanos na tarefa de transmitir Seu propósito à raça caída (Jl 2:28 e 29. Nisto cremos (Tatuí. Miller e J. 1975).180 e dentre elas. SP: Casa Publicadora Brasileira. 1Pe 1:19-21. Ap 12:17 e 19:10). se Deus não houvesse planejado enviar profetas depois dos tempos bíblicos. Roy Naden. 73-90. R$´eh e R$zeh. se 179 180 181 Ibidem. Hb 1:1-3. Estes autores tembém definem o termo grego proph!t!s. 582-585. Acerca do desenvolvimento do dom profético. Espírito de Profecia Embora o pecado tenha interrompido a comunicação face a face do Criador com os seres humanos (Is 59:2). Para um estudo mais completo acerca dos termos que designam o profeta. Além disso. 1988). esse dom seria restabelecido na igreja. “Prophets and Prophecy”. este será analisado de maneira mais atenta a seguir.. No início. Verbete não autorado. 1961). Eles são sinônimos e fazem referência ao fato de um homem que. The Zondervan Pictorial Encyclopedia of the Bible (Grand Rapids. MacRae ressalta que dois destes termos. 182 .179 Considerado desta forma o dom de profecia. Merril C. Madeleine S.181 O dom de profecia não se limitou a certas épocas da história humana. 26-29. como aquele que fala com Deus e interpreta a Sua vontade. Paulo não teria advertido aos tessalonicenses para fazer prova dos dons. Tenney. esta palavra parecia ter um sentido mais amplo. 1979). A. Profetas ontem e hoje (São Paulo. O profeta Joel previu que algum tempo antes da vinda do Senhor. MI. 292. Historia de las doctrinas adventistas (Entre Rios: Universidad Adventista del Plata. (2) em Ellen White e (3) na igreja local. 2003). declarou-a. tendo visto a mensagem de Deus.

69 confirmado. 1988). Maine. Maine. 13 e 14. 279. Sua vida cristã sempre foi caracterizada por profunda piedade. ouviu pela primeira vez Guilherme Miller apresentar a mensagem do advento. casou-se com Tiago White.. James Edson. 1988).186 Ela rejeitou ser chamada profetisa. em Juan Carlos Viera. nasceu o primeiro filho. ver George R. em Portland.184 Gerhard F. ficou desapontada quando Cristo não veio. Ellen G. Em busca de identidade (Tatuí. possuindo educação até o terceiro ano do ensino fundamental. Assuntos contemporâneos em orientação profética (São Paulo: Instituto Adventista de Ensino. da mesma maneira o Espírito de Profecia não é maior que a Bíblia. ver Roger W. querendo ser obediente à visão celestial. White. SP: Casa Publicadora Brasileira. O dom profético foi também concedido à igreja cristã juntamente com os demais dons do Espírito Santo (1Co 12 e Ef 4:11-13). aceitou o sábado do sétimo dia. White. recebeu uma pedrada que lhe quebrou o nariz e a deixou muito abalada. José Viana diz que assim como o telescópio não é maior que o Céu. 185 Para os adventistas do sétimo dia esse dom foi manifesto principalmente no ministério de Ellen G. Henry Nichols. 26 de agosto de 1847. 16-27. nasceu o segundo filho. mas aproxima o Céu dos olhos humanos. 9. a obra do ministério e a edificação do corpo de Cristo. 9-11. ela tinha grande fé na oração e era zelosa na devoção pessoal.] mediante o dom profético podemos estar certos de um futuro que se estenderá através da eternidade”. em 22 de outubro de 1844. absorver seus ensinamentos. enquanto ajoelhada em oração com um grupo de jovens. Sobre a natureza dinâmica da revelação. em 28 de julho de 1849. Nisto cremos. Coon. Hasel comenta que “no dom profético temos um firme fundamento para a nossa fé e uma revelação da vontade de Deus para nossas vidas [. Em 22 de dezembro de 1844. 2005). mas aproxima a compreensão bíblica ao entendimento humano. Primeiros escritos (Tatuí. White. 2002). Para uma abordagem sobre as evidências da inspiração de Ellen G. 19:10). Estados Unidos. com saúde frágil. O dom de profecia e o movimento adventista (Artur Nogueira.183 O apóstolo João acrescentou também que a característica da última igreja sobre a Terra seria a guarda dos mandamentos de Deus e o testemunho de Jesus. SP: Casa Publicadora Brasileira. aos 17 anos de idade. ela recebeu sua primeira visão em Portland. mudou-se para vários lugares no país. com o marido . em 26 de junho de 1842.. de 1849 a 1852. não muda o Céu. foi batizada e aceita na Igreja Metodista. Maine. que é o espírito de profecia (Ap 12:17. mas. 185 186 184 183 Hasel. não muda a Bíblia. Knight. em março de 1840. SP: União Central Brasileira. Cit. em março de 1836. em outubro de 1846. Esses dons foram dados para o aperfeiçoamento dos santos. 325-328. Alguns dados biográficos desta senhora são como seguem: Ela nasceu em 26 de novembro de 1827 em Gorhan. em 30 de agosto de 1846.

e correção para a Igreja. Testemunhos seletos. nasceu o quarto filho. 1988). foi-lhe ordenado pelo Senhor para que escrevesse as coisas que lhe eram reveladas. Manual da igreja adventista do sétimo Dia (Tatuí. de informação e de repreensão e correção. O cuidado.190 Daniells. foi ela usada como instrumento de Deus para trazer orientação profética. no começo de suas atividades em público. Sobre suas aspirações por funções de liderança na igreja. Sua condição física lhe impossibilitava de escrever. ninguém jamais a ouviu pretender a categoria de líder da denominação. 190 189 188 187 Cit. em 20 de setembro de 1860. navegou para a Austrália. a igreja poderá perder sua visão distintiva”. White. caiu em sua casa em Elmshaven. William Clarence. em 12 de setembro de 1891. Ela se tornou uma das maiores escritoras da história.189 além é claro. ela ressaltou que nos jornais diários de várias cidades apareceram artigos que descreviam uma luta existente entre o doutor. orientação. 244. Ela obedeceu. 3:37 e 38. 3:14. Mil e tantas vezes no decorrer de sua longa existência. Suas últimas palavras foram: “Eu sei em quem tenho crido”. Passado quase um centenário de sua morte. terminou sua vida aos 87 anos de idade. Ver Ellen G. de levar à maior consagração e mais zeloso esforço na salvação de pecadores. em 16 de julho de 1915. Kellogg e ela quanto a qual dos dois seria o líder dos Adventistas do Sétimo Dia. SP: Casa Publicadora Brasileira. em 29 de agosto de 1854. 8-10. “se a Igreja Adventista do Sétimo Dia perder sua mãe fundadora. em fevereiro de 1915. SP: Casa Publicadora Brasileira. de instrução. 6-12. Ao ler esses artigos. White. 187 O pesquisador sincero nota que através de setenta anos (1845-1915). White menciona que. morreu o marido. White. Mas novamente veio a ordem: "Escreve as coisas que lhe são reveladas". Ellen G. . quebrando o quadril. em Nix.70 relatou o que Deus lhe havia mostrado. Mensagens escolhidas. não demorou muito para que pudesse escrever página após página com relativa facilidade. 188 Pessoas conceituadas afirmam que seus escritos são uma autorizada fonte de verdade. Na ocasião em que recebeu essa mensagem ela não tinha firmeza na mão. menciona que “o dom de profecia é um dos mais apreciáveis dons concedidos à família humana. 15. Não houve discussão entre ambos no tocante à questão de liderança. 2006). nasceu o terceiro filho. Ver White. como resultado. ela sentiu-se extremamente angustiada por haver alguém interpretando mal sua obra e a do doutor Kellogg. Os depositários de White declaram que a Igreja Adventista do Sétimo Dia sempre esteve bem chegada ao coração de Ellen G. John Herbert. em 6 de agosto de 1881. o Céu acercou-se dela com mensagens de incentivo. De acordo com Kenneth Woodward. instrução. Vida e ensinos (Tatuí. e. só é ultrapassado pelo supremo dom de Seu Filho que era editor. White. muitas vezes em tempo de crise. 3:240. Essas numerosas visões foram dadas para guiar e guardar os membros do povo remanescente de Deus que observa o sábado. editor do magazine Newsweek. Mensagens escolhidas. muitos volumes de sua pena estão ainda em circulação mundial e contém orientações atualizadas. tanto individual como coletivamente. conforto. a ponto de publicar tais deturpações. Em verdade. White.

SP: Casa Publicadora Brasileira. Sua voz silenciou. Ellen G. tr.] Têm-nos erguido e reerguido à maior consagração a Deus. 195 194 White. General Conference Session Bulletins. 192 193 191 Uriah Smith. RH. cit. sobre a aceitação do ministério profético de Ellen G. em 1915. White. 124. General Conference Session Bulletins. 257. 1965). também são relevantes: (1) “Que expressemos nossa continuada crença na perpetuidade dos dons proféticos durante a dispensação evangélica. Lídia M. (Brasília: Associação Ministerial da Divisão Sul Americana. reafirmamos nossa crença e total confiança neste Dom profético. 12 de junho de 1866. e à maior diligência na causa e no serviço de nosso Mestre”. 10. obra não autorada. Ver também O dom de profecia (Santo André. esta mensageira tocou cada ponto das necessidades da humanidade. 1962). seção da tarde.193 (2) “Na qualidade de delegados à assembléia mundial da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia. Review and Herald. Daniells comenta que durante quinze dos vinte e um anos de sua atuação como presidente da Associação Geral (1901 a 1922). de Oliveira. 9. Review and Herald. Orientação profética no movimento adventista. “Reaffirmation of Belief in the Profetic Gifts to the Remnent Church”. G. em Nix. “The Vision”. . Cremos que estes escritos são o inspirado conselho divino para a igreja”. e nossa gratidão a Deus por haver ele ligado intimamente o Espírito de Profecia à proclamação da tríplice mensagem angélica”. 193. Citado em O Dom de profecia. manifestado por meio da Sra. em “Spiritual Gifts”.. Ellen G. Daniells. 28 de maio de 1867. persistem as bênçãos dos dons. ao mais zeloso esforço pela santidade de coração. White foi sua principal conselheira e continuou tomando parte ativa nos interesses maiores da causa até quase no final da vida. 14 de maio de 1867.191 E Uriah Smith acrescenta: “Seus frutos são de molde a mostrar que a fonte de que procedem é oposta ao mal [. 194 De fato. White..195 A. Vida e ensinos.71 unigênito e de Seu Espírito Santo a um mundo extraviado e separado pelo pecado”. 124. Disponível em www. mas sua influência poderosa continua. cit.192 As declarações dos delegados na Assembléia oficial da Associação Geral em 1867 e 1958. 25 de junho de 1958. 30:122 e 127. sua mensagem e obra deixaram um monumento que nunca se apagará. E agradecemos a Deus porque Suas instruções dadas através do Dom de profecia fossem publicadas em livros e tornadas acessíveis a todos. Adventistarchives/ acessado em 08 de agosto de 2008.

os escritos de Ellen G. se torna indispensável ao cristão contemporâneo: “Crede no Senhor. 43-45. 125. Ellen G. Ibidem. 198 Esta autora sempre procurou destacar que o Senhor a incumbiu de fazer com que todos examinem as Escrituras. explicando seus ensinamentos e aplicando seus princípios ao viver diário. março de 1985. “O Dom Profético”. E isso é assim devido ao fato de pouca atenção ser “dada a Bíblia”. destacando a Bíblia como base de fé e prática.197 nestes dias finais. e estareis seguros. o estudo e a meditação do Espírito de Profecia A mais forte razão para se usar o Espírito de Profecia como conteúdo devocional consiste em sua inspiração divina. Razões para a leitura.72 Entende-se assim. RA. . vosso Deus. eles “são uma luz menor para guiar homens e mulheres à luz maior”. Nas palavras da própria escritora. O Colportor evangelista (Tatuí. White. Desta maneira. o conselho do rei Josafá dado aos habitantes de Judá. SP: Casa Publicadora Brasileira. inúmeros profetas inspirados por Deus deram mensagens de grande relevância para as necessidades da época. 1983). muito embora elas não tenham sido incluídas nas Escrituras. os adventistas do sétimo dia aceitam estes escritos e crêem que eles contêm a verdade necessária para preparar os seres humanos para a vida eterna.196 o que significa que estas são completas sem a inclusão daquelas mensagens. crede nos seus profetas e prospereis” (2Cr 20:20). Da mesma forma. Por estas razões e outras. e que estejam seguros de que o conhecimento perfeito da Bíblia é 196 197 198 Enilson Sarli. Mesmo durante os tempos bíblicos. que sintam que o estudo da Palavra de Deus robustece a inteligência e todas as faculdades do espírito. White jamais foram pretendidos como uma “segunda Bíblia” ou mesmo complemento dela. que o dom profético atuará no tempo do fim como atuou nos dias dos apóstolos.

8 e 9. José Mascarenhas Viana apresenta uma analogia com o telescópio: este não é maior que o Céu.375 não-leitores dos escritos de Ellen G. esta declaração de Daniells consta do original. mas aproxima a compreensão da Bíblia ao nosso entendimento e nosso coração. Em realidade. por formas. 201 Para Valdecir Lima a rejeição aos profetas nos momentos cruciais. não muda a Bíblia. que foram recebidos durante o ano de 1887. eles sentem a vida espiritual mais fortalecida.199 De fato. com 5. cerimônias. 1988). Esse engano foi apontado como o erro fatal de resvalar para o formalismo.848 leitores e 5. doutrinas. Ver Nix. a substituição das formas. constatou o impacto que a leitura desses escritos havia produzido. não muda o Céu. dezembro de 2000. aqueles que examinam esses escritos sentem-se movidos a terem um relacionamento mais sólido com Jesus. Ao longo de todo o ano. 8-10. comentando sua experiência em relação aos testemunhos de Ellen G. Cit. assim. em Viera. Indicavam repetidamente um mal específico. “Necessitamos de um Profeta Hoje?”. maquinários e atividades por essa experiência de coração que vem mediante comunhão com Cristo Jesus. da mesma maneira. sempre gerou sérias conseqüências para o professo povo de Deus. White não são uma nova Bíblia. o Espírito de Profecia não é maior que a Bíblia. este perigo específico foi destacado perante ministros e povo por mensagens que apareciam na Review and Herald. 31. destaca o seguinte: Os testemunhos do Espírito de Profecia. . 202 203 201 Valdecir Simões Lima.200 Daniells. cerimônias. advertiam do perigo. e nem mesmo uma adição a ela. doutrinas. o perigo na época (e hoje também). mas aproxima o Céu dos nossos olhos. um engano em que a igreja estava caindo. Para ilustrar a Bíblia como luz maior e o Espírito de Profecia como luz menor. Arthur G. Daniells. demonstrando. É um comentário inspirado das Escrituras Sagradas. RA.202 Uma pesquisa feita pela Divisão Norte-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia. no entanto. maquinários e outras atividades. White. White. 9. porém. o valor dos escritos do Espírito de Profecia para o fortalecimento da fé:203 199 200 White. consistia em substituir a experiência do coração que vem mediante comunhão com Cristo Jesus. os escritos de Ellen G. 32. SP: Casa Publicadora Brasileira. pois a rejeição de um profeta implica na rejeição dAquele que o enviou (Lc 10:16).73 superior a qualquer outro. 2:296. Testemunhos seletos (1985). Cristo nossa justiça (Tatuí.

não é possível estabelecer um momento especial de devoção. Ibidem. Sem uma administração sábia e eficaz desse aspecto. foram apresentados aspectos essenciais para uma comunhão pessoal com Deus. infelizmente muitos ainda continuam céticos para com estes ensinos. ao estudo da Bíblia e do Espírito de Profecia. Cit. White geralmente encontram inúmeros obstáculos para manter comunhão com Deus e cumprir a missão divina. Quanto a isto.74 Assunto Relacionamento com Cristo Certeza de estar em paz com Deus Estudo diário da Bíblia Apoio regular para planos missionários Participação em testemunho no ano anterior Culto familiar diário Estudos bíblicos no ano anterior Participação regular em pequenos grupos Leitores 85% 82% 82% 76% 73% 70% 45% 40% Não leitores 59% 59% 47% 46% 49% 42% 26% 20% James Nix comenta que “numa época em que muitos que não pertencem à fé adventista estão olhando para o que Deus revelou a Ellen G. sem dúvida. 204 . o tempo. em Douglass. White cerca de 140 anos atrás. as pessoas que não aceitam as verdades reveladas por meio de Ellen G. 538. no estabelecimento de uma organização eclesiástica suficientemente forte para manter uma igreja mundial e com mensagens de reprovação e encorajamento. é estranho que alguns abandonem seus preciosos conselhos”. Jack Provonsha observa que é impossível contar a história do movimento adventista do sétimo dia sem entrelaçar o ministério de Ellen White na confirmação da doutrina bíblica. Constatou-se que o ponto de partida é. De acordo com esta pesquisa. que ajudaram a moldar o caráter da igreja. como se pôde observar. Nesse aspecto. Isso gera um efeito em série. 204 Mesmo diante de razões claras para se crer e meditar na Bíblia e nos escritos inspirados. Conclusão Neste capítulo. todos eles estão interligados e são interdependentes. prejudicando a quantidade e qualidade de tempo dedicado à oração. os escritos desta autora são também de valor inestimável.

75 Como a prática dos princípios devocionais proporciona sentido consistente à existência humana. E na Igreja. a mornidão laodiceana não deixa por menos. não é difícil entender a razão da existência de tantos problemas na sociedade humana atual. os valores cristãos e a vida devocional. encontra grandes dificuldades para incluir estes princípios na vida diária. que. seriam esses veículos agentes mais motivadores ou desmotivadores para a comunhão pessoal com Deus? Como analisar a influência que esses meios exercem sobre a mente humana e os reflexos no comportamento? Existe algum aspecto da mídia que poderia ser utilizada na vida devocional do cristão e na missão evangélica? O próximo capítulo estuda a era da imprensa. o cristianismo se torna superficial. os cultos uma rotina de rituais e tradições sem propósito. da televisão e da internet e o impacto dessas tecnologias sobre a mente humana. sua falta leva a um relacionamento insatisfatório do indivíduo com o Criador. . e a missão evangélica uma realidade infrutífera. acelerada pelo espírito do pós-modernismo e embalada por tecnologias que capturam os sentidos. É exatamente essa questão das tecnologias midiáticas que precisa ser analisada mais detidamente. Diante desse quadro. do rádio. gasto com essas atividades. e com seus semelhantes. No cotidiano das famílias é possível verificar o papel cada vez mais predominante da mídia. com ele mesmo. Além do aspecto tempo. Conseqüentemente.

14. acerca da comunicação entre as gerações.76 CAPÍTULO III IMPACTO DA MÍDIA SOBRE A VIDA DEVOCIONAL Em cada época. 76 . A quebra desse relacionamento por causa do pecado ocorreu por meio do recurso áudio-visual (Gn 3:1-7).2 Já as culturas idólatras utilizavam esses meios para difundir os ideais pagãos. Teologia da comunicação (São Paulo: Paulinas. do rádio. É feita necessária alusão aos aspectos positivos e negativos da mídia. 1 2 Silvana Gontijo. da televisão e finalmente da internet. destacando o posterior surgimento da imprensa. dependendo do propósito para o qual é empregada e do agente que a utiliza. A mídia. o meio usado por Adão e Eva em seu relacionamento com Deus era a comunicação verbal (Gn 3:8). em cada geração. e ao impacto por ela causado sobre a mente humana. O presente capítulo aborda o emprego da mídia nos diferentes estágios da trajetória humana. ver Jonas Neves Resende. Observa-se com isso que a mídia pode ser positiva ou negativa em seus resultados.1 No princípio da História. 53-58. Para um estudo mais detalhado sobre Jesus Cristo e a Comunicação. e comunicação e liturgia. Um estudo teológico sobre comunicação (São Paulo: Aste. Os patriarcas e profetas do AT usavam os meios de comunicação existentes para enaltecer os valores divinos e levar o povo a um relacionamento mais íntimo com Deus. 2004). principalmente com vistas à necessidade de se resguardar os valores morais e a vida devocional. contribuiu para perpetuar ou eliminar os princípios religiosos inseridos na consciência humana. 1997). O livro de ouro da comunicação (Rio de Janeiro: Ediouro. 1974). 211-248. ver Felicísimo Martínez Díez. os seres humanos se expressaram utilizando as técnicas disponíveis de comunicação.

o ser humano se viu degradado e teve suas faculdades física. não tinham registros escritos. com a entrada do pecado. 3 4 5 6 7 8 Ibidem. o homem ficou privado de aprender de Deus mediante a comunhão direta. Patriarcas. a criação era perfeita (Gn 1. No princípio. mediante as Suas obras”. Ap 4:11). trazia em sua natureza física. quanto mais o homem vivesse.4 Deus proveu. Em todas as épocas. tanto mais suas faculdades ampliassem e se revigorassem. 17.6 As primeiras gerações da Terra desfrutavam de grande longevidade e notável capacidade mental. posteriormente. mas com o pecado. Ibidem. Rm 1:18-20. e (4) ensinar os filhos a curvar-se ante imagens de escultura. mental e espiritual afetadas.77 Era Pré-Imprensa Segundo a concepção criacionista. White observa que “os antediluvianos não tinham livros. (Ibidem.3 E também: Quando Adão saiu das mãos do Criador. Deus nunca deixou de Se revelar.5 Na verdade. Esta autora acrescenta que os principais pecados das primeiras gerações consistiam em: (1) adorar a natureza. intelectual e espiritual a semelhança de Deus. 80. mas conseguiam aprender e reter aquilo que lhes era comunicado. Suas criaturas tiveram condição de conhecê-Lo e comungar com Ele (Dt 29:29. tudo teve sua origem pelo ato criador de Deus. White. 15. em grande parte. toda essa capacidade foi obliterada. . e. 81. 88). houve naquela época uma linhagem de homens que mantinha comunhão com Deus. White comenta que “com a transgressão. 8 Tais pessoas foram instruídas diretamente por Adão.1-2:3. Ibidem. Educação. e por sua vez transmiti-lo intacto à sua posteridade”. Cl 1:16. por essa razão. por meio de Jesus. Ibidem. e era Seu intento que. uma revelação especial por meio do exercício profético e. Glorioso era o campo aberto para a pesquisa. Contudo. (2) glorificar o gênio humano. White. Hb 1:1-3).7 Apesar da iniqüidade prevalecente. (3) adorar as obras das mãos.

o evento da segunda vinda de Cristo. Certamente. Então Deus. e de uma ditosa recompensa para os justos (Gn 5:24). assegurando-lhe a certeza de um severo juízo contra os iníquos (Jd 14 e 15). e conter a onda dos males morais”. Matthew Poole. White ainda fala que o puro e amável jardim do Éden. trabalhavam para preservar vivo o conhecimento do verdadeiro Deus. 11 12 10 White. PN: The Banner of Thuth Trust. 58. também figura na genealogia de Jesus (Lc 3:37). 1974). Unger´s Commentary on the Old Testament (Chicago: Moody Press. 61. Ellen G. SDABC. Deus. e o fará voltar outra vez. Os santos serão glorificados na presença daqueles que os odiaram por sua leal obediência aos justos mandamentos de Deus”. pois quando ele morreu Deus mandou a catástrofe sobre a Terra. mais gloriosamente adornado. 10 White destaca que “por entre a corrupção prevalecente. 1: 246 e 247. White ressalta que “a trasladação de Enoque para o Céu. 1981).12 Matusalém figura na lista dos descendentes de Sete (Gn 5:21-27). Matusalém. em Sua maravilhosa providência removeu-o da Terra. Ellen G. O nome 13 . para dar aos Seus filhos a segurança de que seria recompensada a vida de fé. 1:34. de onde nossos primeiros pais foram expulsos e que permaneceu na terra até o dilúvio. História. para aquela comunidade fiel a Deus. além de trasladá-lo para o Céu (Gn 5:24). a morte de Adão projetou uma sombra de incerteza sobre o futuro. Merrill F. História. Matusalém contava com 243 anos quando Adão morreu. Noé e muitos outros. mostrou a Enoque. 89.78 tinham a Cristo e aos anjos como conselheiros. pouco antes da destruição do mundo pelo dilúvio. Unger comenta que Enoque deu a Matusalém este nome como uma antecipação profética do dilúvio. Sendo assim. seu pai Enoque conheceu Adão.11 Segundo cálculos fundamentados na lista genealógica de Gênesis cinco. representa a trasladação de todos os justos vivos da Terra antes da sua destruição pelo fogo. Poole cita que este nome (Matusalém) de acordo com alguns entendidos contém uma profecia do dilúvio. 1:15. e juntamente com seu filho testemunhou sua morte. como um julgamento sobre o pecado da humanidade. Satanás havia sugerido a crença de que não há recompensa para os justos ou castigo para os ímpios.9 e contavam com o jardim do Éden como espécie de “comunicação visual” da verdade. Patriarcas.13 Após o dilúvio. este permaneceu na Terra até o dilúvio. Commentary on the Holy Bible (Carlisle. 9 Nichol. Unger. Ele foi o pai de Lameque e o avô de Noé.

Ética e meios de comunicação (São Paulo: Edições Paulinas. Pfeiffer. 1999). e representavam essa contabilidade através de um sistema composto de fichas moldadas em barro. suméria. “Escritura”. Wycliffe Bible Encyclopeia (Chicago: Moody Press. MI: Eerdmans. Gerald G. eds. Para um estudo sobre a escrita cuneiforme. Howard F. “Writing”. 89. 362. dessa surgiu o alfabeto. mas tudo leva a crer que a intenção de registrar está associada à necessidade de lembrar. baseada em signos representando idéias e objetos. referindo a ocorrência de uma catástrofe por ocasião de sua morte. 58-60. Ver Robert Jamieson. os povos antigos usavam diferentes materiais. Wycliffe Bible Encyclopeia. as colheitas. R. H. acádia. Howard F. Dt 6:6-9). Patriarcas. Scheil e F.16 O Matusalém trás o significado de “em sua morte. os seres humanos contavam as ovelhas. bem como a escrita alfabética mais simples dos cananeus. 2:1.. White. a palavra falada foi a forma de comunicação humana imperante. ele enviará”. Ele deveria conhecer a linguagem hieróglifa e cuneiforme. no entanto. Para escrever. As formas de comunicação precedente sofreram um golpe com o aparecimento da escrita alfabética. Niceto Blázquez. Swaim. Charles F. A Commentary Critical. 1963). Vos e John Rea. Considerando que os fenícios eram conhecidos por seus contemporâneos como comerciantes e colonizadores. e Gontijo. eles devem ter divulgado a escrita inventada pelos cananeus. eds. Pfeiffer. Weissbach. . 1975). Antes de escrever. Blázquez destaca que durante longo tempo. em uso na península do Sinai. Experimental and Practical on the Old and New Testaments (Grand Rapids. pergaminho (couro curtido de animais). Dicionário de la Bíblia (Barcelona: Editorial Herder. e papiro. Para Gontijo. Fausset e David Brown. já estava em uso vários sistemas de escrita. Uma cristalização de imagem e escrita é encontrada no hieróglifo egípcio e nos pictogramas (representação direta de idéias por meio de sinais gráficos) da Índia. e eram usados somente para os escritos muito valiosos. ele não era o único letrado de seus dias. não existe evidências de que a escrita tenha sido criada para transmitir mensagens. provavelmente estava familiarizado pelo menos com a maioria desses sistemas.828. Vos e John Rea. como tabletes de argila ou de madeira. os utensílios. 1961).14 No tempo de Moisés. “Writing”. pois os sacerdotes israelitas e Josué seu sucessor. 16 15 14 Swaim..79 coube a Noé e sua família transmitir o conhecimento do Deus verdadeiro para os habitantes do mundo pós-diluviano.15 Moisés registrou a história e as leis para instruir as gerações futuras (Êx 17:14. E dela surgiu a escrita ideográfica. Charles F. Js 24:26). também tinham esta habilidade (Nm 5:23. pérsia e hugarítica. 586-590. hitita. Essas fichas de diferentes formatos e com diferentes gravações são as precursoras da escrita. 2:1. 1:82.828. A. Assim. ver V. Uma vez que ele era treinado “em toda ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras” (At 7:22). Os pergaminhos eram materiais finos e muito caros.

era produzido a partir de uma planta que cresce em pântanos. como a comunicação visual (Gn 3:6). se constituíam em um eficiente veículo de comunicação. de imagens (Êx 25:8). época em que Deus fez a primeira comunicação por escrito (os Dez Mandamentos). era extraída a casca. trançadas. . Em alguns casos. sagas históricas. É possível que Moisés tenha escrito em papiros os primeiros livros da Bíblia. fábulas e outros. O domínio da escrita os livrava do trabalho árduo.). 74. do rádio.17 A escrita passou a disseminar com extraordinária velocidade e riqueza os diversos elementos. Por conseguinte. precursor do papel moderno. já havia diferentes formas de se comunicar. canções de amor.C. essas folhas eram amaradas umas às outras até formar um rolo de grande extensão. da televisão e da internet.19 Mas além do desenvolvimento da escrita a partir dos dias de Moisés (século 15 a. Nichol. pois pagavam escrevendo. relatos de aventuras. paulatinamente a mídia foi atingindo formas ainda não exploradas de alcance até então inatingível. Gontijo destaca que do caule do papiro.). das tarefas manuais e até os impostos não existiam para eles. Transportar os textos escritos em papiro era leve e fácil.18 Os escribas também se tornaram uma categoria privilegiada e a eles era reservado o direito de tomar parte nas assembléias da corte e de comer nos banquetes de palácios reais. 19 18 17 Ibidem. da música (Êx 15: 20 e 21) e do gesto (Is 33:15). 67. hinos aos deuses e reis. quando se iniciou a impressão e divulgação da Bíblia e de outros textos. formas de escritas e também diferentes níveis de desenvolvimento cultural e tecnológico. Gontijo acrescenta que os fenícios tinham diferentes línguas. Ibidem. 68. poesias. até o surgimento da imprensa (século 15 d. e o que restava era decomposto em tiras que. e a informação passou a circular com muito mais velocidade e a vencer distâncias cada vez maiores. O Egito era um grande produtor e exportador desse material. que depois de seca resultava em folhas de um material resistente. através da invenção da imprensa. 1:31.C. SDABC. A seguir era amolecido por meio de pancadas até se transformar numa massa uniforme. como máximas morais.80 papiro. Por sua capacidade de circular entre várias civilizações. formavam uma espécie de tecido.

Ensinar ou aprender a ler e a escrever (Porto Alegre. efetuou-se uma transformação na fabricação e difusão do material impresso. 150. As abadias também deixaram de ser os únicos centros de vida intelectual. 21 20 Ibidem. e da internet. com um estudo acerca do impacto causado por ela sobre a mente humana.20 Considerando que ela não prioriza tanto os programas de qualidade moral e espiritual. as idéias sobre o mundo e as pessoas se expressam na maneira como a mídia as exibe. Esta mutação foi provocada devido às invasões que ocorreram no Ocidente. no fim do século 12.81 Todavia. Era da Imprensa De acordo com Pérez e Garcia. As cidades continham uma população restrita e cumpriam uma atividade limitada às necessidades locais e cotidianas. 148. quanto o obter a adesão do expectador e conseguir a maior fatia possível do bolo publicitário. Segundo Pérez e Garcia. da televisão. agora com o surgimento da imprensa. . passou a ocorrer uma regressão na produção e difusão de manuscritos. e passaram a produzir apenas manuscritos litúrgicos e obras para a necessidade de seus membros. gradativamente a difusão de literaturas saiu Francisco Calvajal Pérez e Joaquím Ramos Garcia. do rádio. ao tempo em que os meios de comunicação contribuem para facilitar o processo de informação. passam também a influenciar de forma eficaz a estruturação das crenças e das emoções. 2001). com o renascimento urbano da época monástica. no fim do século 12 e no decurso do século 13. com referência aos valores morais e a vida devocional.21 far-se-á a seguir uma análise da influência positiva e negativa da mídia. bem como a caracterizar a identidade das pessoas. RS: Artmed. Então. Mas.

mas exigia um trabalho longo e delicado. surgiu outra clientela do livro. os livros eram necessários aos professores e aos estudantes que tinham que recorrer a auxiliares profissionais. 1981). 23 O aumento de pessoas capazes de ler um texto e não apenas o escutar. romances. 31. como era baseado na discussão. as cortes principescas tomavam amplitude e todos precisavam de livros. a cópia de manuscritos um a um não era suficiente e procuraram-se meios de acelerar e multiplicar a produção de materiais desde muito cedo. e a clientela do livro passou a invadir o mundo universitário. História do livro (São Paulo: Cultrix. fossem de entretenimento (crônicas. no comentário de texto. Com o desenvolvimento demográfico. os misteres do livro organizaram-se na estreita dependência das universidades.24 Ainda que a necessidade de textos tenha ficado limitada durante muito tempo. receberam no século oito o nome de universitas. As corporações que se formaram.82 do circuito fechado do mundo monástico. os mestres e alunos tiveram que se unir para defender seus interesses comuns e assegurar a autonomia indispensável ao seu trabalho. . Ibidem.22 Desta maneira. fossem de edificação (opúsculo de piedade). que voltaram a ser centros de produção e trocas. 22 23 24 Ibidem. contos populares em versos). Albert Labarre. A sua fabricação difundiu-se pela Europa no decurso do século 16. Por isso. A xilografia ofereceu uma solução técnica preliminar para o problema e assinalava um processo crescente. 32. fossem especializados (textos jurídicos). originário da China. Nesse contexto. Até então. incitou os autores a confiar suas obras mais facilmente ao manuscrito. a vida intelectual ganhou as cidades. o papel foi transmitido ao mundo mediterrâneo pelos árabes. Labarre comenta que. o ensino possuía caráter oral e se dava grande valor à memória. mas. 31. que o implantaram na Espanha no século 11 e na Itália no século 12.

Se João Huss 1373-1415). José Barbosa Mello. 65. Ela destaca que os principais centros de difusão do livro protestante situaram-se inicialmente na Alemanha. Labarre declara que Gutenberg não pensava senão em descobrir um método mais eficaz para a fabricação de livros. Os textos tinham de ser gravado página a página. a maioria das grandes cidades universitárias européias possuía imprensas que inauguravam a sua atividade com a publicação de tratados teológicos. os caracteres um a um. sem pressentir as imensas conseqüências que a sua invenção acarretaria. de suprir as necessidades do culto e do clero. o alemão Johannes Gensfleisch (também conhecido por Gutenberg).25 Uma solução mais efetiva residia na descoberta de caracteres móveis que. este foi o canal de divulgação dos ensinos dos reformadores. colocou em condições de funcionar. os blocos deterioravam-se depressa e não permitiam senão uma tiragem limitada. Labarre. e de contribuir para a edificação dos fiéis. 132. Ingolstadt e todas as cidades universitárias da época. Colônia. utilizou este meio para imprimir em Wittenberg (Alemanha) suas 95 teses denunciando a prática das indulgências e marcando o início de sua ruptura com o papado. Martinho Lutero.465 páginas. Na segunda metade do século 16. correspondendo às necessidades do ensino. também A xilografia consistia em talhar um bloco de madeira de forma a deixar um desenho em relevo. Desse modo. a Contra-Reforma em desenvolvimento utilizou também o livro como instrumento de propaganda. talhando-o no sentido das fibras. 182. Síntese histórica do livro (Rio de Janeiro: Editora Leitura. Até os próprios monges procuravam aprender a profissão de imprimir. Os principais centros de difusão eram Paris. 1972). Louvaina. 28 Durante a Reforma Protestante. a igreja seguiu atraindo mais impressores que tratavam de favorecer o trabalho dos teólogos. em 1448. Mello informa que os biógrafos divergem quanto a data exata do nascimento de Gutenberg. A partir do século 15. jurídicos ou médicos. as oficinas de impressão e o patrocínio dos príncipes alemães garantiram uma difusão em grande escala de suas idéias. em meados do século 15 (1434 e 1444). em 1517. 50 e 51.26 Entretanto. Gontijo ressalta que as primeiras impressões – gramáticas latinas e calendários foram atribuídos a Gutenberg. depois aplicava-se por cima uma folha de papel que se prensava brunindo o seu verso com uma bola de crina. com o invento da imprensa. que foi queimado em Constança (Alemanha) em 6 de julho de 1415. A parte saliente era então entintada.27 No início da “era da imprensa” ocorreu a publicação de uma Bíblia que continha 42 linhas e 1. .83 pois sua utilização carecia de flexibilidade. 27 28 26 25 Ibidem.

A constituição norte-americana afirma: “O congresso não aprova leis que limitem a liberdade de expressão. História da imprensa no Brasil (Rio de Janeiro: Editora Mauad. a produção se desenvolvia em países com regime mais liberal. Ibidem.84 tivesse à sua disposição tal ferramenta. e que dentro de certos limites. A Informação (São Paulo: Difusão Européia do Livro. jornais e enciclopédias eram assuntos de polícia e de censura.30 Enquanto em certos lugares essa legislação opressiva procurava coibir a edição de livros. as autoridades eclesiásticas da época na intenção de controlar a impressão de livros pelos teólogos e proibindo a difusão de escritos “difamatórios”. 410-449. 30 31 29 Ibidem. Marcos Maciel. “Sobre livros. Para um estudo mais detalhado acerca da infância da imprensa e seu apogeu. ver Sodré. os jornais eram controlados por seus proprietários. Sodré comenta que a imprensa industrial da fase capitalista é bem diversa da imprensa artesanal que a antecedeu. 65. ler e escrever têm sido os principais métodos de comunicação entre as pessoas. livros. Sendo assim. 17-49. ver Fernand Terrou. sentiu-se ameaçada pelo rápido desenvolvimento da Reforma. assim como Lutero o fizera. 31 Mas essa mídia impressa. 1999). 07 de junho de 2007. 1964). como a Holanda. E o homem passou Ibidem. 410-450. censura e identidade”. sendo a guardiã da ortodoxia e impedindo a difusão dos pensamentos denominados heréticos. Labarre.32 Por muitos séculos. Maciel fala que em tempos não remotos. poderia ter ampliado a influência de seus escritos. 32 . controlada e perseguida durante anos. Nelson Werneck Sodré. foi publicado o Edito de Nantes em 13 de abril de 1598. devido a elevada taxa de custo.29 A Reforma fomentou também a divulgação das Bíblias traduzidas para os idiomas do povo. Acerca do controle da imprensa brasileira. A3. ou de imprensa”. graças ao apoio de nações como os Estudos Unidos. a Igreja que tinha amiúde favorecido a implantação da imprensa. Fsp. Desta maneira. muitas pessoas passaram a ler e questionar os dogmas da Igreja Romana. Com isso. que ainda sobrevive em vários países e é o pior dos instrumentos que a liberdade de pensamento tem de vencer. finalmente veio a ser um veículo eficiente para a expressão do pensamento humano. Acerca do controle da imprensa brasileira. 69-70.

322. ver http://www. fonte não autorada.niederauer. os livros chegarão em locais onde nem existem livrarias. A disseminação é extremamente rápida e a editora pode fornecer correções e atualizações com muita agilidade. cit. por uma seqüência de papéis que passam por uma tipografia.35 O invento da imprensa barateou o custo do livro. em Mario Salviano Silva..br/editoriais/01/11/2002. A vida humana passou a transcorrer. ocorreram indescritíveis multiplicações de obras literárias. acessado em 24/07/2008. 1986. 35 1978).html. o livro eletrônico seria excelente.com. Neste site. ou seja. dada à influência que a literatura passou a exercer sobre a mente. SP: Casa Publicadora Brasileira. Antonio Costella. desde a certidão de nascimento ao atestado de óbito. Dg. 60. “Livros eletrônicos vão substituir os livros de papel?”. Juliano Niederauer comenta que a vantagem dos primeiros é reduzir a necessidade de cortar florestas para se produzir papel. Quanto à questão. 34 33 Mello comenta que depois do Peru. Comunicação – do grito ao satélite (Campos do Jordão. Observar-se-á primeiro os aspectos positivos da imprensa. 64. 280. Hamblin e Haus comentam que os meios eletrônicos nunca substituirão o impresso em papel. bastaria um único. 2-5.85 a buscar na imprensa a verdade. 19: 1.blogspot. SP: Editora Mantiqueira. Ilusões fatais (Tatuí. “O Livro e sua importância”. Madlyn Hamblin e Cari Haus.36 Lewis H. Acerca do declínio da imprensa. Uma edição de um e-book não se esgota nunca! O alcance também é muito maior e a distribuição é feita em nível mundial através da Web. 2004).33 Contudo. Aspectos positivos da imprensa Com o desaparecimento das antigas perseguições e com o desenvolvimento tecnológico da imprensa. Lapham. Elizabeth Eisenstein. pois ao invés de carregar a mochila com livros. assim como os sofisticados satélites de comunicação não substituíram o irrisório apito do guarda de trânsito. 36 . o liberalismo existente na veiculação de idéias e conceitos. ver Wilson Dizard Jr. pois utilizando os livros eletrônicos eles não precisariam pagar intermediários. A nova mídia (Rio de Janeiro: Jorge Zahar. não apenas desinforma acerca da verdade que a pessoa busca. 2000). Para os estudantes. 34 mas condiciona a diferentes formas de engano. A historiadora norte-americana Eisenstein destacou que decorrente da impressão gráfica ocorreu a padronização e preservação do conhecimento e facilitou a divulgação de diferentes temas literários. tornou-o mais acessível a um maior número de pessoas e acelerou a circulação dos conhecimentos. o país que conheceu a arte tipográfica foram os Estados Unidos. Para os editores as vantagens são maiores. além de não correr o risco de ficar com o estoque encalhado se não houver sucesso nas vendas. 220-253. http://criancagenial.com/2008/03/o-livro.

39 Para Rubens Lessa. Aspectos negativos da imprensa Mesmo que toda humanidade compreendesse que. cit. setembro de 2002. o raciocínio e a imaginação são aguçados. conforme menciona John Snyder. a proliferação das literaturas perniciosas só serão exterminadas quando o mal for completamente extinto deste planeta (Ml 4:1). em Hamblin e Haus. 64. De fato. a literatura impressa sintetiza o convívio das diferenças do mundo. a vaidade. não se pode negar a existência dos aspectos negativos que ela provoca na vida das pessoas desde seu surgimento. Ibidem. e revela em profundidade os pensamentos contraditórios do planeta. que destroem casamentos.38 ainda continuariam os disseminadores de literaturas perniciosas que corrompem a mente. No entanto. em Rubens Lessa. o vocabulário é enriquecido. as figuras mitológicas e idéias pagãs da literatura grega.37 além de ampliar a visão e interpretação sobre o mundo e a vida individual. Todavia. tratar-se-á a seguir. RA. pois através dela as pessoas se tornam mais sensíveis ao mundo e capazes de entender suas próprias reações. que induzem as pessoas para a marginalidade e sensualidade. ela tem retratado as graduações sutis de todas as épocas. Sobre isso. dando espaço para: (1) o espírito guerreiro. pois dela se obtém informações. (3) as lendas e os mitos da 37 38 39 39 Ibidem. Ilusões fatais. 10. na opinião de Flávio Aguiar. “Influência da literatura secular”. que formam caracteres para a perdição moral e espiritual. o prazer. “todo grande homem deve grande parte de sua grandeza ao legado dos [bons] livros que lhe foram deixados pelas gerações anteriores”. (2) os conceitos pagãos da literatura latina. . Cit.86 A imprensa passou a desempenhar um papel importante na vida e na formação do ser humano. Este instrumento de comunicação incrementou a missão de educar. Flávio Aguiar.

não sentindo desejo de buscar as Escrituras para se 40 41 Ibidem. individualmente estamos ficando cada vez mais burros”. (7) as idéias esposadas pelo espiritualismo oriental. 93. cit.. e 7) abuso do poder. também podem ser considerados um aspecto negativo. 2) culto das falsas imagens. Stephen Kanitz. 4) assassinato de reputação. e (8) a confusão de valores do ambiente cultural pluralista em que se vive. os sete pecados capitais da imprensa são: 1) Distorção. este autor desenvolve mais pormenorizadamente este aspecto da imprensa secular. Sobre ética e imprensa (São Paulo: Companhias das Letras. Doravante esta obra será referida com Nos Bastidores. Concernente aos principais aspectos negativos causados pela literatura perniciosa. White destaca que eles provocam: 1) enfraquecimento moral e espiritual: “Quando começais a ler um livro de narrativas fictícias. em Eugênio Bucci. 40 E Stephen Kanitz enfatiza que “embora coletivamente o mundo esteja ficando mais inteligente. 3) invasão da privacidade. 2005). 6) envenenamento das mentes infantis. bem como o excesso de informação. pois vivem a vida irreal. 153. 2002). Nos bastidores da mídia (Tatuí. quão freqüentemente a imaginação é tão excitada que sois induzidos ao pecado!”. Às páginas 137-164. não sabendo como agir diante de tanta matéria veiculada. (4) a preocupação humanista e antropocêntrica da época renascentista. SP: Casa Publicadora Brasileira. (6) o rompimento dos padrões morais dos anos sessenta. Os leitores tornam-se incapazes para os deveres. 5) super exploração do sexo. os conteúdos corruptores. Cit..41 De acordo com Paul Johnson. (5) a rejeição do sobrenatural e a exaltação do homem. deliberada ou inadvertida. 43 42 White.87 literatura medieval.42 Ademais.43 2) fuga da realidade: “Satanás está buscando dirigir tanto [. . em Michelson Borges. 131. a ponto de muitos se sentirem confusos e mal informados.] à leitura de romances. contos e outras literaturas. por tornar as pessoas extremamente teóricas e apáticas às necessidades reais da vida. do período iluminista. Fundamentos.

pois eles contêm um veneno semelhante ao das víboras”. White. 189. Fundamentos.88 alimentarem espiritualmente”. 163. ver ou ouvir aquilo que sugira pensamentos impuros”. pouco conhecimento foi preservado.49 Entretanto. Gontijo. 45 46 47 48 44 White. White. Doravante esta obra será referida com o título Mente. 188.47 Mediante tais malefícios da literatura perniciosa. esta autora acrescenta que a leitura limpa e sã será para o espírito o que é para o corpo o alimento saudável. 49 . Doravante esta obra será referida com o título Mensagens. Mensagens aos jovens (Santo André. a exemplo de qualquer outro. além de facilitar a preservação do conhecimento histórico e científico para as próximas gerações. caráter e personalidade (Tatuí. 2002).46 5) perda de vigor mental: “Com a imensa maré de material impresso a derramar-se constantemente do prelo.45 4) perversão do gosto: “Ao ser cultivado o apetite de histórias excitantes sensacionais. “Aqueles que não querem ser presas dos ardis de Satanás devem guardar bem as entradas da alma. a era da imprensa inegavelmente despertou humanidade para grandes conquistas. a não ser que seja continuamente alimentada com essa inútil e nociva comida”. 2001). 1:107. Antes do surgimento da escrita. devem evitar ler. SP: Casa Publicadora Brasileira. os achados arqueológicos dos materiais mais antigos procedem de fatos pós-dilúvio. Educação. e a mente não fica satisfeita. 48. Ibidem. porque se não houver um critério norteado pelas normas Ellen G. Ellen G. 271. 93. perverte-se o gosto moral. este órgão de comunicação é. uma faca de dois gumes. e a mente perde a sua capacidade para um pensamento continuo e vigoroso”. Mente. White. velhos e jovens formam o hábito da leitura apressada e superficial.44 3) obstáculo à reverência: “Nunca vos considereis suficientemente fortes para ler livros de autores incrédulos.48 Conclusão Como analisado neste tópico. SP: Casa Publicadora Brasileira. inclusive.

seja isto o que ocupe o vosso pensamento” (Fl 4:8). RS: Sagra Luzzatto. 42. tudo o que é amável. ela se tornou uma tecnologia importante política e economicamente. 52 . tudo o que é de boa fama. estes dois princípios avaliativos são fundamentais: 1) ler o que contribua para exaltar o Criador. os mais impressivos avanços da imprensa.] tudo o que é verdadeiro. e 2) nada deve escapar à norma de higiene mental e intelectual sugerida pelo apóstolo Paulo: “[.. Era do Rádio Mesmo que a radiodifusão tenha sido resultado do trabalho de vários pesquisadores em diversos países ao longo de anos. 10.52 50 51 Lessa. pode se tornar difícil estabelecer uma linha de separação entre o relevante e o nocivo.. provou a existência de ondas capazes de transmitir sons à distância. Heinrich Rudolf Hertz. Luis Artur Farraretto. tudo o que é justo. tudo o que é respeitável. Alemanha. tudo o que é puro. do que será tratado a seguir. ocorreram em parceria com o rádio. Seus estudos abriram caminho à futura ordem de invenções da telegrafia sem fio. a 22 de novembro de 1857.50 Em realidade. Rádio: o veículo. tanto positiva como negativamente. 80. incluindo o rádio e a televisão. História do rádio e da televisão no Brasil e no Mundo (Rio de Janeiro: Achiamé.51 Ferraz Sampaio ressalta que depois de várias tentativas científicas. Ele se manifestava declarando que considerava as ondas eletromagnéticas semelhantes às ondas de luz e de calor. em 1888.89 bíblicas para o uso da imprensa. Este autor informa que Hertz nasceu em Hamburgo. se alguma virtude há e se algum louvor existe. 2000). 1984). a história e a técnica (Porto Alegre. Para se estabelecer bons critérios nos hábitos de leitura. Mario Ferraz Sampaio. visando principalmente a transmissão de mensagens à distância. inclusive seu nome foi potencialmente dado a esse tipo de ondas.

a 25 de abril de 1874. com a apresentação de estudos desenvolvidos previamente. ele e faleceu em Bonn. embora achando que os aparelhos apresentados não ofereciam uma aplicação imediata. aos 37 anos. o que mais tarde trocou pela física. mas não foi feliz. Então. Numa segunda fase. para a Inglaterra. 43. Marconi já estava logrando o que outros cientistas não haviam conseguido: transformar as ondas hertzianas num veículo de transmissão importantíssimo e original. já com o nome conhecido e famoso. então.90 De acordo com Sampaio. estimulou-o. considerado por muitos o “senhor do espaço”. Conseguiu patente e continuou. mas foi ignorado pelos historiadores. Ele buscou o apoio do governo italiano para prosseguir suas provas de campo. Nessa Escola. em seguida. que tomando conhecimento do dispositivo montado por Marconi. aos 22 anos. novo. 70-72. Ibidem. Acerca da história do padre brasileiro que inventou o rádio antes de Marconi. com irradiações à distância. mudou para Karlsruhe. na Universidade de Bonn. a experiências sensacionais. entre 1885 e 1889. IB. identificando-se com as experiências de cientistas de maior destaque em seu tempo. 53 . Este autor informa também que Marconi. ver Karina Padial. alcançando até dois quilômetros. em 1896. por pouco não chegando à descoberta do raio-x. Itália. em seguida aos estudos de Hertz. “Entre a Cruz e a Antena”. tornou-se famoso. nasceu na cidade de Bolonha. capaz de revolucionar a comunicação. e tendo em mãos patentes de maior importância. Inicialmente estudou engenharia. e criando. agosto de 2008. continuou suas experiências sobre o fenômeno das descargas elétricas nos gases rarefeitos. Em 1885. Estes estudos abriram caminho à futura ordem de invenções da telegrafia sem fio – do rádio e da TV. Compareceu. Guilherme Marconi insistiu em estudos a respeito de eletricidade. lançou-se. ao registro inglês de patentes e apresentou seu invento “destinado à exploração de um sistema de rádio-comunicação”.53 Aos 21 anos. Ele deu atenção aos conhecimentos providos dos ensinamentos e experiências de Hertz. procurando ali o engenheiro chefe do Serviço Telegráfico Britânico. e neste ano realizou estudos ali e se tornou professor na Escola Politécnica. Transferiu-se. explorando ainda mais o seu invento.

as experiências com o rádio alcançavam finalidades militares. a ponto de. 45. 1976). o rádio já estava em cinqüenta países. Este autor informa que Pio XI convocou Guilherme Marconi e lhe solicitou a instalação de uma emissora na área da Cidade do Vaticano.977.91 próprio. poucas realizações humanas lograram sucesso tão rápido e êxito tão retumbante quanto esta mídia. alcançou maior prestigio e influenciou a decisão de países baixos como a Suécia. Pelo rádio. seu invento ganhou. sendo que 46 por Ferraz Sampaio. “Comunicações: Ontem e hoje”. Em 1919. por Marconi em companhia do papa. 351. 18 e 19. a emissora BBC de Londres. em conseqüência do qual a Itália concedeu à Santa Sé o status de estado soberano. repercussão mundial. conquistando todas as camadas sociais. Dois anos depois. Com o apoio de homens poderosos. só houve aperfeiçoamentos. Mas ele avançou em várias direções.9752. matéria não autorada. Marconi cumpriu sua promessa.55 Desta maneira. a bordo de um navio em Gênova. iluminando o monumento.56 De acordo com Gontijo. Por volta de 1930. Bastidores do rádio (Rio de Janeiro: Imago. na década de 1920. Para mais informações sobre o surgimento do rádio. Renato Murce. a utilização das ondas hertizianas passou ao controle do governo dos países beligerantes. 164 e 165. finalmente. Assim. 56 55 54 Ibidem. empolgante por sua beleza e grandiosidade. Enciclopédia universal (São Paulo: Editora Pedagógica Brasileira. o cientista comandou à distância os relés de comutação da energia elétrica. Ferraz Sampaio destaca que o rádio no Vaticano resultou do Pacto de Latrão. 83-85. matéria não autorada. inaugurou sua estação transmissora em 12 de fevereiro de 1931. a 17. levando música a todos os aparelhos receptores. na Austrália. na Inglaterra. os Estados Unidos tinha 618 estações em operação. ed. ver “Rádio”. a Dinamarca e as colônias inglesas. entregando uma potente estação de rádio ao primado maior da igreja católica. Pio XI usou pela primeira vez o microfone para enviar uma mensagem em latim para todo mundo católico. a partir daí. maio de 1982.000 km de distância. Moc. as quais adotaram o mesmo modelo de rádio estatal. 18. assinado em 1929. 2. No final da década de 1920. a companhia Marconi. Os refletores do monumento foram ligados desde a Itália a bordo do iate Eletra.. 1969).54 Na primeira guerra mundial. Marconi transmitiu um discurso a eletrotécnicos em Sidney. Farreratto. ver também Costella 28. Ver também Gontijo. Arnaldo Batista Marques de Soreval. . o contato mais significativo de Marconi com o Brasil ocorreu em 12 de outubro de 1931 por ocasião do evento da iluminação do Cristo Redentor no morro do Corcovado. o Vaticano. por exemplo. O autor ainda descreve que. já ter conquistado quase todas as regiões civilizadas do globo. a maioria em rede.

57 Em 1947. Murce. nome com que ficaram conhecidos na época.60 De acordo com Renato Murce. que transportam. 1982). livremente o conforto moral da ciência e da arte. o rádio se instalou definitivamente em 7 de setembro de 1922. Saint Clair Lopes registra as palavras de Roquete Pinto ao inaugurar a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro: “Todos os lares espalhados pelo imenso território do Brasil receberão. 8. novas tecnologias transformaram o mundo da mídia e o rádio foi se especializando cada vez mais. Em 17 de outubro de 1923 foi para o ar a Rádio Clube de Pernambuco. os programas de rádio se adaptaram para preencher o tempo de passageiros nos meios de transporte. no espaço. ganhou em penetrabilidade e flexibilidade. Understanding Broadcasting (Reading.). Comunicação – radiodifusão hoje (Rio de Janeiro: Editora Temário. as harmonias”. RA. por longo tempo diretor do observatório do Rio de Janeiro. etc. Assim como os filmes foram adaptados para atender às audiências televisivas e os jornais e revistas especializaram-se no aprofundamento de conteúdos ou enfoque de sua audiência. e Henrique Moritze. estado que reivindicava o pioneirismo da Gontijo. de trabalhadores em horários flexíveis. ver Eugene S. 17. 56-83. o rádio se fazia presente em milhões de lares ao redor da Terra. silenciosamente. MA: Addison-Wesley. tendo o alto-falante fora do corpo receptor. renomado escritor e antropólogo. em Manuel Castells. A paz será realizada entre as nações. na cidade do Rio de Janeiro. “O último meio que Deus nos pôs nas mãos”. além de adaptar em modalidade e temas ao ritmo da vida cotidiana das pessoas. Todavia. 60 .92 cento dos lares americanos possuíam receptores. s/p. adolescência (1927-1937) e maturidade (1937-1945). 58 59 57 Orlando G. em 1924 os aparelhos de rádio. Foster. s/d.58 Vidal comenta que durante a década de 1980. 59 Apesar de perder sua centralidade. o rádio no Brasil nasceu em 20 de abril de 1923 com os esforços de Edgar Roquete Pinto. Manuel Campos Vidal cit. com a aparência de um chapéu chinês. Tudo isso há de ser o milagre das ondas misteriosas. 354. Pinho. Rádio no Brasil No Brasil. Para um estudo detalhado sobre a perspectiva histórica do rádio na sua infância (18901920). eram primitivos. com o discurso do presidente Epitácio Pessoa no centenário da independência. 362. julho de 1947. A sociedade em rede (São Paulo: Paz e Terra. 1999).

o rádio ficou engatinhando por dois ou três anos. além das dificuldades para organizar programas que interessassem ao público. Rádio São Paulo. por volta de 1925 e 1926. 21 e 22. Nessa situação. (1925) – Rádio Gaúcha. 63 62 Ibidem. 6. entre os pernambucanos. palestras destituídas de qualquer interesse. sem precisar descer a baixos níveis artísticos. Não veiculava publicidade. (1925) – Rádio Pelotense. 9. o rádio lutava com a carência de recursos técnicos. (1924) – Rádio Club do Brasil. Fortaleza.Pará: (1928) – Rádio Club do Pará. (1926) – Rádio Educadora do Brasil (Tamoio). No começo.Rio de Janeiro: (1923) – Rádio Sociedade. . enfim. com uma programação quase que só de música erudita (não apreciada pela maioria). 61 Apesar do impacto causado com a implantação do rádio.São Paulo: (1923) – Rádio Educadora Paulista. Belém. 5. que vieram a culminar com a revolução paulista em 5 de julho de 1924. Recife.Rio Grande do Sul: (1924) – Rádio Sociedade Rio-Grandense.Bahia: (1924) – Rádio Sociedade da Bahia. pelo repertório e pela apresentação. Porto Alegre. os primeiros artistas que despertaram o interesse do público.Minas Gerais: (1927) – Rádio Sociedade Mineira. Neste contexto. 10. um rádio sofisticado que não atingia a massa. poderiam apresentar muita coisa capaz de agradar os ouvintes. o que culminou na revolução paulista comandada por Isodoro Dias Lopes. No entanto. coisa que talvez 61 Murce. Pelotas.63 Desta maneira. 18 e 19.Maranhão: (1924) – Rádio Sociedade Maranhense. O país amargava um período de insatisfação geral pelo resultado das urnas. um movimento de incentivo à radiotelegrafia.Paraná: (1923) – Rádio Club do Paraná.93 implantação radiofônica no Brasil. (1924) – Rádio Clube de Ribeirão Preto. o jornal Correio da Manhã foi fechado por um ano e o rádio lutava com carência de recursos técnicos. Fundação de emissoras de rádio no Brasil na década de 1920: 1. Curitiba. conferências maçantes. pretendia-se impor que o rádio fosse apenas um veículo de cultura. música popular ou outros conteúdos que de algum modo desvirtuasse as intenções traçadas em seu começo. muito animadora.Pernambuco: (1923) – Rádio Clube de Pernambuco. começaram a aparecer. a situação nos primeiros anos não era.Ceará: (1924) – Ceará Rádio Club. 7. (1925) – Rádio Record. 8. Rádio Club Hertz. Franca. 4. por diversas razões. 3. Murce comenta que o resultado destas urnas levou Artur Bernardes à presidência da república. Os diretores das estações também compreendiam que. porque desde 6 de abril de 1919 já ocorria. 2. (1927) – Rádio Mayrink (extinta).62 criando inúmeros focos de rebeldia por toda a nação. (1925) – PRA-7. SP.

donas-de-casa. Ibidem. e etc.94 se atribua ao regime de governo de então. 2) 64 65 66 67 68 Ibidem. 1989). 88. .66 Em 1995. 28. à especialização de programação para público específico: jovens.67 Aspectos positivos do rádio Face à capacidade de se comunicar com um público que não necessita uma formação específica para decodificar a mensagem. e a radiodifusão cresceu conjuntamente com o comércio.64 O rádio ainda não era estruturado como empresa até que foi autorizado pela legislação a receber pagamentos por veiculação de publicidade comercial. A Invasão Cultural Norte-Americana (São Paulo: Moderna. Na década de cinqüenta. adultos. a introdução da televisão no Brasil obrigou o rádio a corrigir novamente seu curso. esportistas. até que a situação começou a se regularizar com o governo de Washington Luis. direcionando-se agora às necessidades de informação regional e. havia neste país 477 emissoras radiofônicas e meio milhão de aparelhos receptores.68 Gisela Swetlana Ortriwano coloca o rádio como o meio de comunicação mais privilegiado pelas seguintes razões: 1) linguagem oral: ele leva vantagem sobre os veículos impressos.65 Em 1942 existiam 75 emissoras e elas já travavam lutas pela busca da manutenção e patrocínios comerciais. Então. 180. 28 e 29. Júlia Falivene Alves. Costella. 1993). a partir de 1930 o Brasil passou por uma transformação significativa. o ouvinte não precisa ser alfabetizado. o rádio passou a ter um papel relevante nas sociedades subdesenvolvidas. pois para receber as informações. Emilio Prado. 183. nos maiores centros. Estrutura da Informação Radiofônica (São Paulo: Summus Editorial.

o Carnaval e o Samba já eram as duas maiores instituições nacionais. automóveis. USB. A Informação no Rádio (São Paulo: Summus Editorial. com grande audiência e importância na história. ver “Sugestões para as atividades do departamento de comunicação a nível da igreja”. banheiro. estando sua aquisição ao alcance de uma parcela maior da população.69 3) mobilidade: além de estar presente com mais facilidade no local dos acontecimentos e transmitir as informações com mais rapidez. Os meios de comunicação como extensões do homem (São Paulo: Pensamento – Cultrix. Roger Clausse. 80. em instantes. no teatro e na poesia. Marabout Universite. 1971. “Le Journal et l’Actualité”. Bibl. Ele ativa a vida prática.70 Com o rádio. o ouvinte não precisa estar em casa com tempo exclusivo para ouvir o aparelho. Verviers. Roger Clausse ressalta que a emissão radiofônica é dotada de uma potência de penetração que abre o caminho da voz e sua mensagem. passou a fazer contato com um mundo variado.com. na publicidade. 337. a participação Quanto ao rádio como um dos veículos mais importante na comunicação externa. fábrica. 70 71 69 Gisela Swetlana Ortriwano. Marshall McLuhan. incentiva o programa intelectual. Acessado em 17/07/2006. Com o rádio. quarto. ed. e outros lugares. Marabout.72 Hoje. vantagem do rádio. um pequeno aparelho.95 penetração: em termos geográficos. o rádio é como uma misteriosa janela aberta para o mundo. 1948). Apostila não autorada. O rádio está presente na sala. www. 11. podendo inclusive afetar o comportamento moral e espiritual das pessoas.br. inúmeros obstáculos foram superados. 1964). escritório. seu valor é indiscutível e por sua influência são criados novos hábitos.google. quer na cidade ou no campo.71 Marshall McLuhan afirma que o rádio propiciou a primeira experiência eletrônica maciça e redirecionou o sentido de muitas civilizações. Alves comenta que ao terminar a segunda guerra mundial. grandes mudanças ocorreram na imprensa. 73 72 . cozinha. 78. 73 De acordo com Blázquez. 4) baixo custo: o rádio é um aparelho receptor barato. 1980. O ritmo nascido nos morros cariocas conquistara o resto do Brasil pelas ondas do rádio. tendo dispêndio mínimo de custo. o rádio é o mais abrangente entre os outros meios de comunicação.

O rádio oferece Blázquez. 59. 58. Os homens públicos fazem conhecer seus projetos com possibilidade de serem discutidos e melhorados. e os artistas e educadores encontram na radiodifusão uma fonte inesgotável de estímulos criativos e pedagógicos. Acerca dos meios de radiodifusão. Estudos mostram que a penetração do rádio se distribui assim: 95% em domicílios. 2005). Steinberg. os cientistas e pesquisadores dão conhecimento ao mundo acerca dos seus achados. ver Farraretto. ver Charles S. O índice de credibilidade pública: televisão 54%.96 social e a vida religiosa. e rádio 75%. pop. Ele é prático. etc. 98. 43% são portáteis. 97. 4) uma produção de rádio. cultos. ver Rafael Sampaio. cada uma buscando um diferencial que faça o ouvinte sintonizá-las. Para mais informação sobre a presença do rádio na vida das pessoas. 41% são rádio-relógio e 22% em walkman. 5) pode ser o meio mais interativo de todos. Existem as rádios voltadas para programações definidas por gênero musical – sertanejo. custa 95% menos que a da TV. jornal 66%. 305-309. existiam 181 emissoras católicas. debates populares e notícias de interesse específico. . 63% em automóveis.76 Algumas vantagens a mais do rádio são: 1) Permite grande freqüência de exposição devido ao baixo custo unitário do comercial. As emissoras religiosas transmitem uma programação que reúne música. e da TV apenas três. revista 56%. e é justo que as autoridades religiosas a aproveitem na disseminação dos valores espirituais. clássica. 74 Atualmente existe uma infinidade de estações de rádio. 183-185. No levantamento feito em 1994. 409. superando em quantidade as rádios ligadas às igrejas evangélicas. 3) o horário nobre do rádio dura treze horas. 76 75 74 Milton Jung. pregação. a mídia do rádio tem sido há muito explorada pelos segmentos religiosos. Jornalismo de rádio (São Paulo: Contexto.75 Jung ressalta que 58% das dioceses possuem emissoras. Comunicação de massa (São Paulo: Editora Cultrix. Esta mídia tem se destacado como um poderoso meio de civilização. Para obter informações acerca das igrejas radiofônicas. tanto AM quanto FM. 2) o rádio chega aonde a televisão não vai. cultura e de denúncia contra injustiças sociais. Aliás. portátil podendo ser transportado e usado em todos os lugares. inclusive nas igrejas. 1966).

Inegavelmente. o custo aumenta. 9) há pouco esforço para receber mensagens pelo rádio. 6) pode ser atrativo e capaz de interessar a atenção do público sem exigir-lhe um esforço excessivo de concentração. 8) possibilita a empatia e interatividade do locutor com o ouvinte. no entanto. 11) não limita sua mensagem com uma imagem. muitas rádios possuem um alcance baixo de penetração. criando em sua mente a mensagem transmitida. via de regra. tirando a nobreza e exclusividade do rádio. não têm uma consistência duradoura para ser publicada e acompanhada por muito tempo pelo ouvinte. 7) possibilidade de trabalhar com recursos além da fala. o surgimento do rádio proporcionou inúmeras aberturas para a expansão do conhecimento e facilidades em diversos aspectos da vida humana. os aspectos negativos despontaram. mande recados. para se atingir uma grande parte do país. 3) a concorrência com outras emissoras se avoluma cada vez mais. afetando direta ou diretamente a conduta das pessoas. 10) o ouvinte pode fazer outra coisa ao mesmo tempo em que ouve rádio. 4) sua programação. 2) como é uma mídia de cobertura de menor alcance. para que melhores resultados sejam alcançados.5) a falta de contato visual entre locutor e receptor pode levar a uma não identificação . efeitos sonoros e vinhetas. paralelamente aos aspectos positivos de sua programação.97 condições para que o ouvinte opine. Aspectos negativos do rádio No aspecto técnico e comercial. faça pedidos e anúncios de forma instantânea. e 12) possui mais facilidade para destruir certos preconceitos e criar boa vontade entre as civilizações. levando-o a pensar. algumas desvantagens do rádio podem ser destacadas: 1) com exceções. mas permite que o ouvinte use seu cérebro. como músicas. e isto exige maior número de veiculações comerciais.

porém. Elder. muitas vezes. sem considerar os limites legais que protegem o homem contra os ataques corruptores. Na época em que o controle dos programas de radiodifusão era mais rigoroso. 26. Erbolato. dependência por parte do ouvinte. que tratam o divórcio como solução de problemas conjugais. algumas emissoras. De acordo Harvey A. por divulgar notícias infundadas. Comunição e cotidiano (São Paulo: Papiros. teve caçada a suspensão dos programas por três dias. Rafael Sampaio. ver McLuhan. criar novos hábitos de consumo. Elder. 19. torna-se prejudicial à educação e um perigoso inimigo da formação do caráter. o rádio pode ser um instrumento de bênçãos. destacam as relações sexuais ilícitas como louváveis. o papel único em momento de solidão. que ridicularizam as pessoas. Ademais. 1984). De acordo com Rafael Sampaio. . 334-345. alguns tipos de músicas. julho de 1949. distração. no afã de conquistar mais audiência. obra não autorada. de programas. 18 anos”. indecentes. 79 80 Harvey A. se não for criteriosamente controlado.80 além de atuar no comportamento moral e espiritual das pessoas. 98. “Embratel.98 com o locutor e/ou programa. uma emissora (no Governo de Jânio Quadros). “A Tentação”. as emissoras seculares tendem a veicular programas que desrespeitam a santidade do casamento. 18 de setembro de 1983. 200. e por provocar um efeito imediato no ouvinte. e 6) perigo de cansaço. Além disso. o rádio é um veículo que produz um melhor diagnóstico dos problemas da sociedade moderna e representa. as crenças e até o nome de Deus. Empresa de Telecomunicações. 77 78 Para mais informações sobre os aspectos negativos do rádio. RA. elas tendem a enaltecer as programações que tratam de tudo indiscriminadamente.78 Deste modo. de entretenimentos e até de noticiários afetam os ouvintes de maneira muito perniciosa. apresentam programas vulgares.79 Conclusão Notou-se que a radiodifusão se distingue da imprensa por ser um meio de comunicação direta e rápida.77 Além disso. Mário L.

99 transmitir informação com mais rapidez que qualquer outra comunicação.81 O conteúdo das informações em inúmeras emissoras, influencia no distanciamento dos valores morais e espirituais. 82 Basta sintonizar em alguma freqüência para se observar programas onde a linguagem utilizada é muitas vezes obscena e vulgar, com o uso de gírias e desrespeito para com os valores morais e a santidade da família. Considerando que o rádio é um púlpito de onde o bom e o ruim são divulgados, e muitas vezes, de forma tendenciosa e persuasiva (especialmente quando se trata de publicidade e propaganda),83 cabe ao ouvinte estar atento para discernir o que serve e o que não serve, e, com critério, escolher somente aquilo que eleva os pensamentos, enobrece o caráter e solidifica o relacionamento com Deus.

Era da Televisão O surgimento da televisão ocorreu em 1911, quando o escocês Campbell Swinton apresentou em Londres os detalhes de um equipamento televisivo 84 e, em maio de 1932, começava nos Estados Unidos a industrialização de transmissores e receptores de TV.85 Mas John Logie Baird, em 1926, expôs um método de conversão das imagens em sinais elétricos, usando processos eletromagnéticos. Desta maneira, foi possível identificar figuras humanas nos grandes e complexos aparelhos que havia fabricado.86

81 82 83 84 85

Ibidem. “O rádio”, RA, abril de 1952, 12; matéria não autorada. Blásquez, 409. Ferraz Sampaio, 189.

Ibidem, 192. Mais informações acerca de como principiou a TV, ver Steinberg, 320-327; John R. Bittner, Mass Comunication (Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall, 1980),117-124. Victor Civita, Pequena História das Invenções (São Paulo: Abril Cultural, 1974), 174. Para mais informação sobre a invenção da televisão, ver “Televisão”, Arnaldo Batista Marques de Soveral, ed., Enciclopédia universal, 3.465 e 3.466. Em 1897, o alemão Karl Ferdianand Braun (1859-1918) estava pesquisando a condutibilidade elétrica do ar com o objetivo de descobrir a condutibilidade elétrica no vácuo; para
86

100 Entretanto, a Segunda Guerra Mundial interferiu no desenvolvimento desta mídia, do mesmo modo que a primeira o fizera com o rádio. No entanto, com o caráter revolucionário da invenção do transmissor em 1948, a televisão retomou fôlego, e, ao ressurgir, levou enorme vantagem sobre o rádio porque este já construíra uma estrutura comercial e jurídica, da qual a televisão tirou proveito imediato.87 A televisão veio a ser a mais importante revolução virtual, por suprir imagens que o rádio não tem, e ser capaz de fixar hábitos na rotina das pessoas – senta-se em família diante dela como os primitivos se sentavam ao redor da fogueira.88 De fato, ela surgiu com um modo próprio de retratar o cotidiano, enquadrar a realidade ao sabor de seus caprichos.89 Para Debray, com o advento desta tecnologia, as mídias anteriores sofreram um impacto e necessitaram de reajuste às novas realidades.90 Richard Ohmann comenta que em 1865 havia um exemplar de revista mensal para cada dez americanos, e em 1905, três exemplares para cada dez americanos. Já a audiência da televisão cresceu mais rapidamente: de dez aparelhos existentes em 1946 para quatro milhões

isso ele construiu seu famoso tubo, que ficou conhecido como osciloscópio. No entanto, aquilo que lhe pareceu um simples instrumento de laboratório forneceu o ponto luminoso com o qual a televisão se concretizou. Costella, 194 e 195. Este autor acrescenta que partindo do tubo construído por Braun e aproveitando experimentos realizados em São Petersburgo por seu professor Boris Rosing, o russo Vladimir Kosma Zworykin (1889-1982), tornou-se o principal nome envolvido com a invenção da TV. Radicado nos Estados Unidos, construiu e patenteou esse invento em 1923, às expensas de um grupo inglês. Em 1936, na Inglaterra, começaram as transmissões usando sinais de VHF (very high frequency – freqüência muito alta). Na Inglaterra as emissões de TV só se tornaram regulares com a inauguração, em 1936, do transmissor BBC com o padrão de 405 linhas. A França, somente em 1935, teve a sua primeira estação de funcionamento regular montado na Torre Eiffel, em Paris e na Alemanha as transmissões começaram em 22 de março de 1935.
88 89 90 87

Luiz Costa Pereira Junior, A vida com a TV (São Paulo: Senac, 2002), 13. Ibidem, 133.

Régis Debray, Curso de midiologia geral (Petrópolis, RJ: Vozes, 1993), 341. Giovanni Sartori cita que McLuhan foi o primeiro autor que nos fez compreender o advento da era televisava. McLuhan considerava que a televisão teria intensificado ao máximo a responsabilidade dos seres humanos no sentido de nos responsabilizarmos em toda a parte e a respeito de tudo. Sartori entende a aldeia global a que se refere McLuhan, da seguinte forma: a televisão despedaça o mundo em miríade de aldeias transformando-o ao mesmo tempo em uma espécie de aldeia geral. Giovanni Sartori, Homo Videns: televisão e pós-pensamento (Bauru, SP: Edusc, 2001), 102-105.

101 em 1950. 91 A organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura salienta que a quantidade de televisores no mundo subiu para 116 milhões em 1962, 251 milhões no início dos anos 70 e 1,24 bilhão em 1994.92 Em 2008, somente a China, produz na ordem de 430 milhões de televisores que são consumidos por diferente camada social, além de exportar para outros países.93 Essa nova tecnologia multiplicou a capacidade humana de transformar, recriar, e inovar utilizando imagens e sons.94 A televisão passou a pautar as conversas, ditar a hora de dormir, a decoração da casa, a qualidade do que se come, dentre outras coisas. 95 De fato, enquanto a televisão fascina e também assusta, suas mensagens parecem querer ocupar todos os segmentos da sociedade. Ela passou a ser uma prodigiosa máquina que franqueia às pessoas o acesso ao melhor da arte, da ciência e da cultura universais. Com ela, o conhecimento chega através dos olhos e ouvidos, sem esforço, sem custos e com prazer. Cashmore revela que segundo uma pesquisa americana (1986), as pessoas demonstraram ter mais prazer com a televisão do que com comida, álcool, religião, dinheiro ou sexo.96

91 92

Cit. em Flávio Prado, Ponto eletrônico (São Paulo: Publish Brasil, 1998), 11-13.

Ibidem. Antonio Carlos Santomauro comenta que em 2005, no Brasil, os investimentos em mídia totalizaram R$ 21,9 bi, o que significa expansão duas vezes e meia superior à evolução do PIB (Produto Interno Bruto). Os maiores índice de elevação na participação no bolo publicitário foram obtidos por TV paga e revistas. “Mercado Publicitário Registra 7,4% de Crescimento Real”, Inter-Meios, 5 de junho de 2006, 10. Informações sobre a história do cinema e televisão, ver Asa Briggs e Peter Burke, Uma história social da mídia (Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004), 169-184. Marcelo Knörich Zuffo, “TV Digital Aberta no Brasil”, www.lsi.usp.br/interativos/nem/tv digital.pdf, acessado em 06/10/2008.
94 95 96 93

Deise Reis, “Mensagem subliminar na TV”, Entrevista com Unaspress em 17 de julho de 2002. Pereira Junior, 15. Sobre a possibilidade de haver manipulação na televisão, ver Blázquez, 501. Cashmore, 10.

102 No Brasil e na América do Sul, a primeira emissora de televisão comercial entrou em funcionamento em 18 de setembro de 1950,97 quando Assis Chateaubriand lançou a TV Tupi de São Paulo. O Brasil vivia um surto desenvolvimentista, com expectativas gerais de progresso pessoal e coletivo. A primeira transmissão interestadual ocorreu num jogo de futebol entre Brasil e Itália em 1956, no Maracanã. A Globo foi a primeira emissora com sentido real de rede no Brasil; além disso, ela veio com uma tecnologia de ponta para a época e revolucionou todos os conceitos existentes. A partir de 1970, os telejornais da Globo passaram a servir de modelo aos demais no Brasil.98 A televisão se tornou um mobiliário doméstico e social presente no lar de pelo menos 92% dos brasileiros, e ainda tem ocupado o lugar de muitos pais na educação de seus filhos.

Aspectos positivos da televisão Uma análise crítica da televisão revela aspectos muito interessantes e positivos que podem e devem ser explorados: as transmissões televisivas (1) ultrapassam barreiras políticas e culturais; (2) mantém o telespectador a par dos acontecimentos que ocorrem no mundo como se ele mesmo estivesse presente;99 (3) ampliam as fronteiras e permitem entrar em contacto com diferentes realidades; (4) utilizam recursos visuais; (5) usam a liberdade de escolha;100 (6) são um meio de lazer e entretenimento; (7) tornam-se acessíveis às pessoas

Quanto a isto, nota-se que o Brasil foi o primeiro país da América Latina, e o quinto do mundo (depois da Inglaterra, França, Estados Unidos e Holanda) a realizar uma transmissão televisiva. No dia 4 de julho de 1950, em São Paulo, foi apresentado o primeiro programa, com a participação do cantor Frei José de Guadalupe Mojica, pelo canal 3 da TV Tupi. A inauguração oficial foi dois meses mais tarde (18 de setembro). “Televisão: Trinta anos de Brasil”, Moc, setembro de 1992, 30, 31; matéria não autorada. Flávio Prado, 14, 16, 18. Para uma melhor noção acerca da televisão no Brasil e seus apelos para se obter maior audiência, ver Gontijo, 414- 430.
99 98

97

Paulo VI, encíclica “Comunio et Progressio", 148, cit. em Brázquez, 532.

Eloísa Dupas Penteado, A Televisão e os adolescentes – dissertação de mestrado apresentado ao departamento de Ciências Sociais da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (São Paulo: Gráfica Sangirard, 1980), 133.

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103 incultas – milhares que são privados da leitura têm na televisão o apoio para suprir sua deficiência; além do fato de que (8) são uma forma muito viável para alcançar as pessoas com a mensagem da salvação.101 Apesar dos aspectos positivos que esta mídia trás para a humanidade, ela também exerce muitas influências negativas ao determinar o modo de ser, de pensar e de agir das pessoas. Ela acabou promovendo um novo estilo de vida dividido em três partes: trabalhar, dormir e assistir televisão. De acordo com o ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, “toda gente sabe o impacto causado pelos meios modernos de comunicação de massa, especialmente a televisão, na vida contemporânea”.102

Aspectos negativos da televisão Um dos principais aspectos negativos da televisão tem a ver com o conteúdo de seus programas. Muitos deles abordam temas agressivos ao pudor e a moral, como erotismo, traição conjugal, homossexualismo, filhos rebeldes, violência, crimes, vinganças e enredos voltados para o espiritismo. Confirmando estes malefícios, Cashmore descreve que a televisão

Ver “Dez medidas para não jogar fora sua TV”, RA, janeiro de 1973, 15, matéria não autorada. Quanto as vantagens da televisão, Hattemer e Showers descrevem que a TV é um dos mais poderosos instrumentos do mundo para transmitir a educação. Ela tem mais influência sobre o que uma criança aprende que seus pais, igreja, e escola combinados. Barbara Hattemer e Robert Showers, Don´t Touch that Dial (Lafayette, IN: Huntington House, 1993), 18. Nichol reconhece que uma obra promissora esteja sendo realizada por esta mídia; ele assegura que seria questionável mesmo o gasto para compra de um aparelho, por sermos o povo de Deus que necessita santificar-se para o avanço de Sua causa. Francis D. Nichol, “Caixa de Perguntas”, RA, janeiro de 1966, 39. Hattemer e Showers entendem que a indústria americana de entretenimento, através da televisão, música, filmes e programas de rádio, controla acima de 75% do mercado mundial. Fernando Henrique Cardoso, no prefácio de Jorge Werthein, Meios de comunicação: realidade ou mito (São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1979), xiii. Quanto a isto, Marly Timm ressalta que com esta revolução cibernética, a família mudou. A comunicação oral se perdeu. A família não sabe mais dialogar e aquele momento de conversar em volta da mesa se foi. Cit. em Andréia Moura e Cigredy Neves, “Mentes Midiatizadas”, ED, ano 10, 17:20. Para um estudo acerca da presença da televisão na sociedade atual, ver M. Alfonso Erausquin, Luis Matilla e Miguel Vásquez, Os teledependentes (São Paulo: Summus Editorial, 1983), 15-133.
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104 deteriora o cérebro, deixa as pessoas violentas, manipula os hábitos de consumo, manipula politicamente e desestimula o hábito da leitura. 103 Outro aspecto negativo tem a ver com a influência quase magnética exercida pela televisão. Dificilmente quando uma família está assistindo algum programa, ocorrem interações onde cada um pode expor alguma dificuldade ou pedir conselhos sobre algum problema. Dessa forma, o tempo dedicado à televisão se torna exclusivo. Autores de prestígio observam os seguintes problemas associados aos programas oferecidos pela televisão: (1) rouba parte do tempo que seria útil para outras finalidades importantes;104 (2) afasta o telespectador de tarefas urgentes a serem cumpridas; (3) cria dificuldade para se voltar ao mundo real e aceitar a vida como ela é. A pessoa acaba tendo replays mentais daquilo que viu, ou seja, a mente devaneia no irreal; (4) incentiva distorções de sexualidade e apatia em relação à violência. 105 (5) incentiva uma preferência pela vida “fabricada”, em detrimento de uma experiência original;106 (6) incapacita para emoções autênticas; (7) veicula temáticas polêmicas sem qualquer critério, sendo responsável pela distorção da realidade;107 (8) provoca um super-estímulo dos sentidos que incapacita para atividades que exijam concentração; (10) impõe mudanças de personalidade e estilo de vida,

Cashmore, 10. Para mais informações acerca do fascínio, modelos e linguagem da TV, ver Ciro Marcondes Filho, A televisão, a vida pelo vídeo (São Paulo: Moderna, 1993), 36-49. Hamblin e Haus, 23-25. Boa parte dos conteúdos apresentados na televisão pode tornar-se tão atraente, tão divertido, tão cativante, que os telespectadores além de gastarem mais tempo assistindo, ficam mais íntimos dos personagens do que dos familiares, dos amigos, ou mesmo de Deus. Ibidem, 24. Para mais informações, ver também Daniel Scarone, “Outra visão da televisão”, Dc, julho de 1985, 10.
105 106 104

103

Hamblin e Haus, 28.

Central de diretores JA, 6 de abril de 2005, www.ministério.com/pequenosgrupos/ comodomaratelevisão; texto não autorado.
107

George A. Tichy, “Interferência da televisão”, RA, abril de 1982, 7, 8.

Mas temos que ter bem definidos os critérios de seleção. em ibidem.111 Concernente aos aspectos negativos da televisão na vida da criança e do adolescente. a Bíblia também diz: “Pode. e. e tem prazer no pecado (Sl 51:5). 20. acaso. muitos imaginam que eles devem ver tudo que é mau. como material de fantasia. 2002. 15-17. 66 e 67. a televisão tira mais coisas de nossos cérebros do que coloca. a teoria da “saturação” deve ser considerada diabólica porque vem de encontro à verdade bíblica que o homem possui natureza corrompida. (16) inibe a criatividade. e Alexandra Penhalver. (15) promove ideologias anti-cristãs. Cit. Para mais informação sobre a influência da TV. 133-187. ela é responsável por doenças físicas e mentais. anti-televisão.110 Jib Fowles acrescenta que. . maio de 2004. em Moura & Neves. 80-84. irrelevante e ainda corre o risco de desligar-se da sociedade. White revela um princípio básico: Reynaud comenta que privar-se inteiramente da mídia e seu potencial parece pouco realista porque a mensagem cristã pode tornar-se isolada. Dg. 18-23. Os programas devem ser analisados na perspectiva cristã positiva. Ibidem. Daniel Reynaud. cit. pela própria saturação. até saturar. Almeida edição revista e corrigida). e se tornarão virtuosos.112 Além do mais. envolvimento e curiosidade. Este autor sugere a rejeição da mídia que ignora a realidade do mal e suas conseqüências. Cit. Educadores e pesquisadores também afirmam que proibir não é a solução. porque depois. e pior. “Como escolher o que assistir”. o etíope mudar a sua pele ou o leopardo [mudar] as suas manchas? Então podereis fazer o bem sendo ensinados a fazer o mal” (Jr 13:23. (13) aumenta a susceptibilidade às doenças devidas ao sedentarismo. 110 111 112 109 108 Cashmore. para que os valores sociais e cristãos sejam enaltecidos. ver Hamblin e Haus. Acerca da vida segundo a TV. João Paulo II. acabarão se desgostando do que viram.105 prejudicando até o horário de dormir. principalmente quando a criança ainda é pequena”. “Comunicação. em Pereira Junior. cit. 45-50. Incomunicação ou Espaços Vazios?”. 14:3. FC. Cashmore destaca que os programas de televisão podem causar a morte das faculdades críticas dos adultos. Nesta ponderação.108 (11) promove o distanciamento familiar e o consumismo. Marly Timm acredita que “não temos que ser anti-informação. ver ibidem.109 Além do mais. 12. No entanto. 13. em Patrícia Silva.

114 Com isso. ou qualquer outra instância de socialização tradicional. Aí foi posto o fundamento de sua carreira de lutas e derramamento de sangue. informa-se que as bases do caráter são lançadas na infância e é exatamente nessa fase da vida que tempo em demasia é gasto diante da televisão. imbuindo-lhe o jovem coração do espírito do Evangelho.423 crimes em uma semana de desenhos animados. no sentido literal da palavra. a televisão assume a companhia. Ibidem. De acordo com Maria Luiza Belloni. A formação na sociedade do espetáculo (São Paulo: Edições Loyola. a tarefa de “formar” e “socializar” as novas gerações. 196. White. seriados picantes e programas sensacionalistas que reforçam preconceitos e desprezam valores humanos. e quão amplamente diversa poderia ter sido sua história. pois a televisão 113 114 Ellen G. Instrutores insensatos. como comandante. Fossem os mesmos cuidados e esforços dirigidos para torná-lo um homem bom. 115 116 . Maria Luiza Belloni. 88% dos adolescentes a partir dos doze anos identificam-se com personagens da televisão brasileira. a família. pelo menos duas perguntas necessitam de respostas: Qual a relação da mídia com a violência na sociedade? Quais os efeitos da violência televisiva sobre o comportamento das crianças e dos jovens?115 Para Belloni. nem espaço para lazer sadio. O tempo exposto à televisão é maior do que o destinado à escola. mostrando material pernicioso. Orientação da criança (Tatuí. formando os exércitos de brincadeira e o colocando à sua frente. assistir televisão para muitas crianças é questão de fidelidade. Diante disso. como novelas ousadas. Ibidem.106 O caráter de Napoleão foi grandemente influenciado por sua educação na meninice. 1986). 106.116 Diante dessa afirmação. se um juvenil não tem os pais presentes para integrá-los a ambientes saudáveis. a televisão divide com a escola. a igreja.113 Assim. Ademais. SP: Casa Publicadora Brasileira. Vasconcelos acrescenta que “não existem mais crianças. 96 e 97. inspiraram-lhe o amor à conquista. 2002). a qual exibe 1. e outras instituições de lazer e entretenimento. 107.

a sociedade é fortemente influenciada pelos próprios meios de comunicação. acompanhar o que o filho vê. Além do mais. 118 Neste contexto. não cobra salário ou encargos e ainda consome pouca energia elétrica. A maioria dos jovens contemporâneos é uma [cópia] xérox. consumista e profundamente televisiva. a televisão produz uma verdadeira desordem cultural e ainda desconsidera a autoridade paternal. “Janela Indiscreta”. (5) se possível. De acordo com pesquisa feita por Moraes. imaginário e educação (Campinas. . assim a televisão assume um papel de nivelador social. Televisão. Para informações quanto à participação da TV na construção da visão de mundo das crianças. 118 119 117 Cashmore. Sendo assim. 71118. (2) colocar Deus dentro da família por meio do culto familiar. Teologia e Ética do Sexo para Solteiros (Engenheiro Coelho: Imprensa Universitária Adventista. podem ser: menos desempenho escolar. 1988). Moraes acrescenta que os efeitos negativos provocados pela televisão na criança. menos desenvolvimento social e aumento de peso. Ibidem. ST. 14 e 15. menos exercício físico. pois eles copiam tudo: a moda. os pais deixam os filhos assistirem televisão na maior parte do seu tempo livre. ver Elza Dias Pacheco. Desta maneira.117 De acordo com Cashmore. SP: Papirus. a nova ideologia vai entrando aos poucos na mente delas e formando uma sociedade muito debilitada.107 amadureceu e envelheceu a todas. porque ela distrai a criança com entretenimentos variados. e mesmo que elas não estejam preparadas para encarar o que assistem. menos interação com a família. os costumes. e a aprendizagem Ibidem. No entanto. 11. 2001). etc. Natanael Bernardo Pereira Moraes. eles não dão conta que a mídia substitui identidades e ideologias por padrões impostos pela lógica do mercado econômico e pelas manipulações políticas e ideológicas. criança. 119 Outro aspecto digno de destaque é que a aprendizagem realizada pela criança mediante esta mídia é sempre de mão única e pode ser compartilhada por todas as crianças ao mesmo tempo. 94% dos encontros sexuais nas novelas ocorrem entre pessoas não casadas. os efeitos da televisão são tão prejudiciais que chega a expor as crianças ao mundo antes velado dos adultos.”. (4) limitar o tempo dedicado a televisão e. e estabelecer valores e limites. 188. (3) falar e ouvir o filho. as pessoas do Brasil copiam um modelo de sociedade americana competitiva. Michelson Borges apresenta alguns passos para ajudar na seleção dos programas que vai assistir: (1) diálogo com o filho sobre os efeitos negativos da mídia. maio e junho de 2000. num verdadeiro processo de auto-alimentação. na cena doméstica.

Limitar radicalmente o tempo durante o qual seu filho assiste televisão antes dos 10 ou 11 anos de idade é. as atitudes. de raciocinar. RS: Artmed. podendo afetar os gestos. a longo prazo. 109. Belloni.120 Belloni ressalta que essa “sub-cultura televisa” bate contra os agentes socializadores tradicionais – a família e escola. organizar idéias e conceitualizá-las com palavras faladas e por escrito.108 torna-se mais superficial. acabam construindo uma realidade cheia de guerras.122 Buckingham que ressalta “as crianças são afetadas pelos filmes. em Judith Marks Mishne. Além disso. Para ele. M. em ibidem.121 Buckingham comenta que “algumas crianças são tão fascinadas por filmes de terror que podem conversar com o adulto sobre seus efeitos”. a cultura. provavelmente. cit. Winn ressalta que a televisão em excesso desenvolve o hemisfério direito do cérebro em detrimento do esquerdo. além de colocar a criança em situações psicologicamente complexas que elas ainda não tem capacidade para compreender e dominar. sentem medo ou ficam perturbadas por aquilo que viu. mas também fazem-nas ficar tristes ou aflitas. explosões e brigas que obscurece a compreensão da realidade. repetidas sem cessar. 113. O hemisfério esquerdo controla o pensamento verbal e racional. ao mesmo tempo em que têm prazer. a habilidade de ler e escrever. dão prazer. as duas reações vêm juntas. A curva da aprendizagem (Porto Alegre. 97. mas. as representações (reais e fictícias) da violência.123 120 121 122 123 Cit. Ibidem. 1996). Sendo assim. paralisando sua capacidade de ação e reflexão. um dos presentes de maior alcance que você pode lhe dar do ponto de vista do desenvolvimento. os hábitos gerais e. tanto positiva como negativamente”. . Davi Buckingham. Belloni acrescenta que as mensagens televisivas atuam sobre o inconsciente e o imaginário. Essa reação pode conduzir o espectador a uma fuga de sua própria realidade.

“Televisão e comportamento. realizado em 23 países.127 Além de tudo isso. Além disso. nem toda criança ou adulto são afetados. Tichy. 21 fuzilamentos. Tichy também enumera seis tópicos em que a televisão influencia negativamente a vida humana: 1) Inteligência: Uma criança que fica exposta diante da tela durante seis horas diárias.”. 125 126 124 Cit. o sexo. abril de 1982. nove facadas. No entanto. 26. “Consumindo ou sendo consumido”. setembro de 1989. Euclides Quandt de Oliveira comenta que em cada 100 horas de programação infanto-juvenil o espectador assiste em média doze assassínios. 20 lutas. Em pesquisa conduzida nos EUA a respeito da violência na televisão sobre os espectadores. 20 acidentes com armas de fogo.. a negação dos valores éticos e contrapor os valores transmitidos por pais que tentam educar corretamente os filhos. ou pelo menos influenciando os adultos mediante informações tendenciosas. 5-7. 7 e 8. a linguagem. em ibidem. há clara evidência que a exposição à violência na mídia contribui de forma significativa para a violência no mundo real. “Lazer televisivo”. seis tentativas de suicídios.. Cit. Ibidem. . ou mesmo o mais importante. Roberto Kubey descreve que “em vez de divertir ou educar. Para mais informações. 39. 127 Rubens Lessa. 12. Sartori enfatiza que após formar a criança. janeiro de 1979. porque ali não precisa exercer a capacidade de julgamento e avaliação. a televisão pode entorpecer como qualquer droga”. dois linchamentos. RA. 12. nove incêndios. em Roberto Lizuka. ver Reynaud.109 Estudos da Unesco (1996-1997). aponta que nenhum estudo aponta ser a violência na mídia o único. afirma-se que não é todo ato de violência na mídia que trás preocupação. fator que contribui para o comportamento violento. 111. terá pouca motivação para exercitar criativamente sua mente. para as meninas. Quanto a isto. mostraram como os heróis da mídia são usados como “modelos” pelas crianças para os meninos. a televisão continua formando. 32 ameaças e nove chantagens. Cit.125 Ela é capaz de influenciar as estruturas individuais em qualquer estágio da maturação humana. são os modelos agressivos (30% dão a si o nome de um herói de ação). RA. RA. ESP. “Televisão e Comportamento. estrelas do mundo pop e músicos.124 Esta pesquisa demonstrou que o ato de ver violência na mídia pode levar a dessensibilização emocional em ralação à violência do mundo real e às suas vítimas. Está Você Imune?”. ver também Fernando Iglesias. 31 de julho de 1977. em Rubens Lessa.126 além de banalizar a violência.

como ternura. Marly Timm enfatiza que na infância a criança ainda está extremamente receptível às influências dos pais e que. etc. tomando-os como modelos na estruturação de suas personalidades. ver Lizuka. valorização do espiritismo. .128 Não é fácil modificar os módulos mentais formados de acordo com modelos negativos presentes no ambiente. 39. e neste processo os modelos colocados diante do indivíduo se tornam de grande influência. As pessoas vão se acostumando ao que vê e o anormal passa a ser visto como aceitável. Muitas delas preferem o vídeo à companhia dos pais. 5) Práticas religiosas: Nos momentos de solidão. e gravidez precoce e indevida.129 Tichy. 3) Estrutura familiar: As pressões são cada vez mais fortes para isolar a pessoa de seu convívio familiar. a criança terá grande lastro emocional e tornará menos susceptível a influência negativa da televisão. 129 128 Para mais informações acerca importância da estrutura familiar na formação da criança. 23. por isso mesmo. professores e outros adultos do seu círculo de amizades pelos tele personagens e heróis. No ambiente do lar são gerados estímulos que contribuem para a formação dos sentimentos afetivos. exaltação à infidelidade conjugal. Alguns modelos vistos hoje são: comportamentos homossexuais e de prostitutas. muitas crianças têm substituído progenitores. desde a infância os filhos devem ser influenciados com os valores que os pais desejam ver no seu futuro adolescente. se há uma boa estrutura familiar. Sendo assim. as crianças estão cheias do que se mostra na televisão. 8. Cit. em lugar de cantar hinos cristãos. dissolução de famílias. eles devem exercer sabedoria para filtrar tudo que irão apresentar aos filhos. 4) Comportamento social: O que se aprende são resultados de modelos que vão sendo acoplados à estrutura humana. respeito para com os semelhantes. em Moura & Neves. bondade. sensibilidade para com os valores humanos. consumo de drogas e bebidas. Acerca do mundo “inocente” de Walt Disney. Alves cita que segundo alguns psicólogos.110 2) Caráter: A grande maioria dos valores relacionados ao caráter são adquiridos. lugar onde muitas características da personalidade são modeladas. Entretanto.

É no vazio do ambiente e do espírito que começa a percepção de certas realidades pessoais e espirituais. Conclusão É inegável que a mídia televisiva pode ser utilizada como uma ferramenta útil para informar.130 Tichy afirma ainda que a televisão rouba de maneira eficaz e cabal estes momentos de vazio. O maior pecado da televisão. 7-9. um fator significativo.111 6) Preenchimento do vazio: Este é. educar e entreter. indica uma pausa individual em meio aos afazeres da vida para uma introspecção acerca do real sentido da vida. com a natureza e com o próximo. “A Proposta Pedagógica Adventista”.131 E não se pode olvidar que o momento íntimo da pessoa consigo mesma. nesta abordagem. palestra proferida no Encontro Nacional de Professores Universitários Adventistas. é decisivo para que ele entre em intimidade com Deus. seja negar um momento íntimo consigo mesmo. E muito do futuro do indivíduo dependerá de como este vazio foi preenchido anteriormente. Ibidem. é o encontro do indivíduo com ele mesmo. para conhecer o próprio interior. para que isso efetivamente ocorresse. o verdadeiro sentido da vida implica ao homem voltar a relaciona-se com Deus. vínculos destruídos com a transgressão. O termo “vazio”. Naturalmente. no UNASP-EC. os responsáveis pelas programações exibidas deveriam ter uma consciência moral adequada para barrar programas de baixa qualidade e incentivar aqueles que forem realmente enriquecedores. No entanto. todos estes fatores contribuem em grande escala para a influência negativa da televisão. conhecido em psicologia como sendo de importância para a saúde mental. Simpósio realizado em janeiro de 2008. O vazio a sós. talvez. de fato. no Éden. pois pode levar a uma auto-suficiência. O auto-conhecimento sem Deus é infrutífero. De acordo com Smith. preenchendo-os com um conteúdo nada apropriado. e a partir daí começam a se formar mentes completamente incapazes de exercer autodomínio e que entrarão em colapso diante de exigências difíceis da vida. . 130 131 Tichy. é fator de graves reflexos na estrutura da personalidade e na composição do caráter. René Rogelio Smith.

o mundo da matéria se converteria em um grande nervo. Nathaniel Hawthone escreveu que “mediante a eletricidade. ao invés de apenas informar a realidade. 6-8.135 Nicholas Negroponte menciona que a internet surgiu no final da década de 1950. 1997).112 Mas o que pode ser visto é exatamente o oposto. exibir programas formativos e entreter de forma sadia. o rádio e a televisão prepararam o terreno para o surgimento da internet. o telefone. a partir de projetos desenvolvidos por agências do Departamento de Defesa Americano.. um mecanismo de disseminação de informações e um meio de interação entre indivíduos independente da localização geográfica em que se encontram. com avanços cada vez mais significativos na mídia em geral. 135 . a humanidade deu passos para tornar realidade a visão de Hawthone. fundamentado nos princípios da Bíblia. Invenções como o telégrafo. Don Tapscott.134 Durante mais de um século. cada cristão deve priorizar tempo para a comunhão com Deus. 15. DC: McGRAW-Hill Interamericana.”. ao mesmo tempo. estabelecer limites para aquilo que assiste. Verifica-se que as emissoras de televisão são defensoras de interesses econômicos. Ibidem. 132 Portanto. La economía digital (Santafé de Bogotá. 8.133 Era da Internet Em 1851. políticos e ideológicos e. e. 7-9. “Dez medidas . preocupadas em manter a viabilidade das telecomunicações em caso da ocorrência de uma 132 133 134 Lizuka.. que vibraria em milhares de milhas em um só ponto estático de tempo”. que é. praticamente todo o conteúdo veiculado acaba manipulando a mente dos telespectadores para que absorvam o que foi transmitido sem análise ou julgamento. gerando atitudes nas quais a pessoa passa a gostar do que não interessa e a comprar o que não precisa.

em Genebra. Por meio dela.113 guerra nuclear. A idéia central desses projetos consistia em interligar centros militares por meio de computadores. 23 de junho de 2008. as quais. 140 .138 A ampliação da internet para pessoas comuns tomou impulso com a oferta de novos serviços em 1991. organizando-se o tráfico mundial de informações trocadas por meio de computadores. 69. e José Manuel Moran. ver Wilson Gomes. milhares de redes internas interligaram-se. Downing. envolvidos com pesquisas para fins bélicos. D e E. os outros 50% representam as classes C. teve início o acesso às redes por meio da RPN. 77-87. H. Mídia radical (São Paulo: Senac. em 1990. Mudanças na comunicação pessoal (São Paulo: Edições Paulinas. mais massiva. na Suíça em 1989. ver John D. As pessoas vivem a maior 136 137 138 139 Nicholas Negroponte. estabeleceram-se redes interligando a comunidade científica em geral. Costella. 231. Para mais informações. aceleram o fluxo de investimentos internacionais. Rede Nacional de Pesquisas. 108. Ibidem.139 Atualmente (junho de 2008). passaram a conectar-se também a pesquisadores de centros acadêmicos dos Estados Unidos. só perdendo para a televisão aberta. 155-165. A internet hoje é considerada a segunda mídia mais abrangente. Fmct. ela continua crescendo e nesse processo de globalização. 232. MM. 20 e 21. 269-307. 1995). a partir de 1975. que congregou as principais instituições educacionais do País. 233. incluíram intercâmbio internacional. tornando viável informar a cada instante tudo o que estava ocorrendo no espaço aéreo da América do Norte. Ibidem. As redes iniciais. “Internet e Participação Política em Sociedades Democráticas”. 2000).136 Na década de 70. Para mais informações acerca da internet. a internet abrange todas as camadas sociais e mais de 50% dos internautas representam as classes A e B.140 Ademais. 2001). Sandra Regina da Silva. Agosto de 2005. 137 No Brasil. “Internet é Mídia Social”. 232. de interesse militar. 232. A vida digital (São Paulo: Companhia das Letras. com a criação da www.

a internet se tornou uma poderosa ferramenta que facilita o contato entre pessoas. Outra vantagem da internet é que ela se constituiu em um meio alternativo de comunicação. democracia e autoritarismo. tornando-se assim um ambiente de comunicação ideal para vozes que não costumavam ser ouvidas por estarem à margem dos fluxos predominantes da mídia. Quanto a isto.. Nesse sentido. qualquer um pode expressar suas idéias. 2º semestre de 2003. humanidade e ciências técnicas. os meios eletrônicos (os computadores.141 Grupos democráticos e antidemocráticos têm seu espaço de manifestação na rede. Aspectos positivos da internet A internet não é nada mais do que um espaço virtual livre onde as pessoas podem colocar ou buscar qualquer informação à disposição de outros usuários da rede. pensa-se conectar todas as salas de classe à internet objetivando prover os estudantes de computadores. Por ser um ambiente livre de controle. deixaram de existir dentro do ciberespaço. James A. em vista do crescente número de usuários. “Liberdade e autonomia – As novas tecnologias da comunicação podem mudar as estruturas de poder das sociedades democráticas” Acct. Com isso. passaram a ser parte integrante do ensino. a televisão a cabo. 59. Desta maneira. e que buscam ou disseminam informações. a internet pode ser ainda utilizada como um eficiente meio de evangelização. o vídeo cassete). etc. Além disso. Vanderlei Dorneles observa que as novas tecnologias. homem e máquina. organizações. com a nova tecnologia focalizando o futuro. especialmente a internet. Cress descreve que. barreiras que existiam anteriormente e que dificultavam as pesquisas. Tratar-se-á a seguir dos aspectos positivos da internet. 142 141 .142 estando também sujeitos a críticas e sugestões por parte daqueles que querem se manifestar. acirram o debate entre liberdade e controle. pode-se facilmente atrair pessoas de perto e de longe para a Neste tempo pós-moderno.114 experiência de liberdade já experimentada pelo ser humano. como troca de experiências e informações.

texto não autorado. não hierarquiza as informações. Chistian Cyberspace Companion. MI: Baker Books. “Dynamic New Computer Resource for Pastors”.144 Contudo.147 (3) há um afastamento dos usuários de seus relacionamentos sociais e muitos acabam perdendo completamente o contato com a realidade. 1997).glooge. No entanto.148 (4) pode ocorrer perda financeira. 25. . Aspectos negativos da internet A nova tecnologia possui inegáveis vantagens. que possibilita a interação imediata com gente de todo mundo. 148 Borges. o percentual da população mundial que emprega a internet para propósitos religiosos aumentou em dois terços de 1998 até 2007. “Mídia e Religião”.com/ perigosdainternet. em www. secretário de campo para a região Trans-Européia da Igreja Adventista do Sétimo Dia. “Perigos da internet”. apresentando excesso de dados e informações desvinculadas de valores e princípios éticos. mas ela apresenta também muitos riscos para todos os usuários. (Grand Rapids.115 história de Jesus e Seu amor. setembro de 1997. ela também apresenta aspectos preocupantes e que motivam vigilância. ver Jason D.146 (2) isso acaba facilitando a disseminação de conteúdos de caráter perigoso e duvidoso sob todos os aspectos. em www. 14. 143 E segundo Raafat Kamal. existem outros problemas relacionados à internet: (1) a rede não tem um controle rígido que impõe limites sobre o que é divulgado.canaldaimprensa. acessado em 10/11/2007. em www. rápido e econômico. perda de credibilidade. ela é uma ferramenta com acesso fácil. 145 146 147 Marcos De Benedicto.com.145 Além disso. tanto privado como público. Ibidem. Cress. cit. apesar dos progressos oriundos desta mídia. Raafat Kamal.com. Baker. não há censura. nas diferentes faixas etárias. onde podem ser encontradas as forças do bem e do mal. cit. Mn. isto é. Marcos De Benedicto compara a internet com o jardim do Éden. 149-154. Para uma melhor noção acerca dos perigos da pornografia na internet. Inegavelmente. perda de privacidade. cit.br.live. 143 144 James A.

Muitos patrocinadores do uso do computador conectado em rede acreditam que ele estabelece um ambiente capaz de nutrir aprendizes independentes e motivados. E as crianças são incapazes de lidar com as informações. Anais – intercom 2003: Mídia. aumentam também os riscos de as crianças serem expostas a material impróprio. 62. Para Don Tapscott a medida que as comunicações humanas entram em rede.151 Afirmam que as salas de aula são pobres em informações. ele poderá apresentar queda na qualidade do trabalho e diminuirá qualquer tipo de relacionamento fora do mundo virtual. As possibilidades de distrações são infindáveis. em particular a atividade criminosa de pedófilos e exploradores de pornografia com crianças. muitas vezes sem custo financeiro. Contudo. ver Sonia Virgínia Moreira. difamação e processos judiciais. A criança e a máquina.116 roubo de informações. A criança e a mídia (São Paulo: Cortez. XXVI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. ética e sociedade (Belo Horizonte: PUC-Minas. e os computadores podem enriquecê-las. 151 150 149 . são conectados quantidades e tipos inimagináveis de informações. Desta maneira. Cecilia Von Feilitzen e Ulla Carlsson.149 e (5) a disponibilidade e facilidade das informações. RS: Artmed. (Porto Alegre. 5. 2001). Tapscott. olham as imagens mais que os textos e aprendem muito pouco. 2003). 482.150 Não é apenas o tempo gasto com a internet. e não há como salvaguardar a privacidade diante de tal realidade. incita o usuário a ficar viciado no uso da rede. Alison Armstrong e Charles Casement. sem um Acerca dos aspectos éticos nas publicações eletrônicas. estes são indícios fortes de dependência. 15. 127. mas também o tipo de dedicação que indicam dependência. escolher por onde andar na internet é como caminhar em um Shopping Center gigante – existem muitas coisas interessantes para deslumbrar os olhos. 158. Se o indivíduo perde horas de sono com esta mídia. 157. 1999). Feilitzen e Carlsson ressaltam que a medida que o uso da internet aumenta.

em nossos dias. e o resultado se vê no descalabro moral progressivo que. o número de visitantes de sites sexuais sobe a vários milhares. porque não estão conectadas com uma presença humana que dirija a atenção da criança àquilo ao redor e responda às suas reações. porém. 152 Igualmente. Por conseguinte. as vozes vindas da tela não substituem a fala dos pais ou professores. Lingüística e Digital”. Alison Armstrong e Charles Casement descrevem que professores e pais tem introduzido crianças pequenas ao computador na crença de que a tecnologia irá acelerar a aprendizagem dos filhos. Ibidem. 153 Ana Maria de Moura Schäffer comenta que formas diversas de esquizofrenia produzem um gosto demasiado pelas criaturas virtuais. Além disto. desde os musculares. técnicas inadequadas. . “As Novas Tecnologias e a In(ex)clusão Social. A internet pode levar uma separação do corpo físico da “presença” em um grau tão elevado que a nossa identidade se perde nesse emaranhado tecnológico. nº 12. 63 e 64. as crianças são incapazes de distinguir entre o importante e o trivial. mesas de trabalho mal-projetadas. caracteriza o comportamento humano. até enxaquecas e cansaço dos olhos. As lesões mais comuns são doenças musculoesqueléticas que entram na categoria ampla das lesões por esforço repetitivo. os computadores podem contribuir para uma ampla variedade de problemas. Ana Maria de Moura Schäffer.154 Assim. é evidente que usar esta tecnologia de forma impensada é arriscar-se em terreno perigoso. das juntas e danos aos tendões. primeiro semestre de 2007. A pornografia internética se expande amplamente e de maneira tão capciosa que até mesmo pessoas consideradas idôneas e honradas são vítima deste espaço 152 153 154 Ibidem.117 direcionamento constante. Causado por combinação de má postura. Acch. trabalho por muito tempo sem intervalo.

Alberto R. 158 157 Reynaud. Timm. Nova enciclopédia barsa (São Paulo: Encyclopédia Britannica do Brasil. conviver neste contexto midiático e não se tornar vítima de seus mecanismos é uma luta a ser travada a cada momento. 81. Para um estudo mais detalhado acerca da evolução dos diversos meios de comunicações midiáticas. 33. pois a internet se tornou um “paraíso encantado” que pode afetar o pensamento. 2002). todo o lixo. 319-323. a internet quebra as barreiras da distância e faz com que o mundo esteja virtualmente na ponta dos dedos. Catharina Bucht e Cecília Von Feilitzen acrescentam que a maioria dos estudos sobre a influência da mídia na vida das crianças destaca os aspectos nocivos. a internet permite o acesso para toda sorte de bênção e maldição. ed. Lizuka. 38. De fato. a identidade e conduzir a pessoa para longe da vida real.158 155 156 Catharina Bucht e Cecília von Feilitzen. Caso contrario. a presente globalização da verdade e do erro está colocando a humanidade em uma situação semelhante à de Eva diante da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2:15-17. .155 De acordo com Alberto R.118 virtual. as pessoas possuem a imensa responsabilidade de utilizar as potencialidades desta comunicação objetivando a proteção da mente. 156 Conclusão De fato. Timm. “Comunicação”. ela poderá entorpecer os valores morais e espirituais. A criança e a mídia (Brasília: Edições Unesco. refugo e dejetos de uma sociedade corrupta encontra o seu espaço nesta mídia. 1986). 3:1-8). outubro-dezembro de 2003. Sendo assim. ver Marshall McLuhan. além de tornar o usuário incapaz de fazer qualquer escolha saudável. 15. 157 Desta maneira. João Augusto Macedo Costa. onde cada pessoa necessita escolher entre a fidelidade a Deus e os atrativos oferecidos pelas hostes do mal.. “Estaria a Internet Preparando o Caminho para os Últimos Acontecimentos” An. com apenas um clique.

qualquer estímulo produzido abaixo do limiar da consciência. ver Ferrés. Deste modo. 13. Considera-se subliminar qualquer estímulo que não é percebido de maneira consciente. 14. Propaganda subliminar multimídia (São Paulo: Summus Editorial. embalagens. Flávio Calazans.159 Os meios comunicação especializaram-se em novas formas e técnicas para influenciar de alguma maneira o ser humano. principalmente a televisiva e a cibernética. Reinaldo Brose. 18. teatro. Comunicação cristã (São Paulo: Imprensa Metodista. 19. com mais adeptos que as igrejas mais freqüentadas.119 Impacto da Mídia sobre a Mente Humana A partir de 1970. . tem tornado as pessoas prisioneiras de seus próprios sistemas consumistas. 161 Com esta ênfase a mídia se tornou uma espécie de religião. outdoors. no entanto. informática. 1973). revistas. e que produz efeitos na atividade psíquica ou mental. 254. coube ao homem filtrar as influências que podem moldá-lo negativamente. rádio. RS: Artmed. o plano original de Deus era que as diversas formas e meios de comunicação contribuíssem para ajudar a construir no ser humano uma identidade social. entre os elementos associados ao processo de comunicação cujos resultados exigem total consideração. cinema. 10-17. músicas. fliperamas. 159 160 161 Ibidem. bonecas. ocorreu um explosivo desenvolvimento da mídia. As mensagens ou propagandas subliminares são veiculadas nos mais diversos canais de comunicação como internet. histórias em quadrinhos.162 Em realidade.163 ou como a psicologia o coloca. vídeo games. destaca-se: 1) A mensagem subliminar. Joan Ferrés.160 A potencialização e perpetuação da cultura do desejo. jornais. com a mudança do contexto perfeito para o pecaminoso. 1992). 1998). Quanto a isso. 54. Televisão subliminar: socializando através de comunicações despercebidas (Porto Alegre. TV. 162 163 Erbolato.

É o cérebro que processa os sinais luminosos enviados pela retina. A pessoa não nota alteração. e na adoção de uma filosofia ou ideal. conferindo-lhes significação. na televisão. 34.164 Segundo Joan Ferrés. uma influência determinante nas informações que chegam às áreas visuais. um banco de memória ao qual somente Deus e Satanás têm acesso. Nos bastidores. com objetivos políticos. Investigações realizadas no campo da neurofisiologia da visão demonstram que o que a pessoa vê está condicionada numa proporção mínima pelas informações que chegam diretamente à sua retina. Segundo Dick Duerksen. 2002). etc. porque não provém dela a maior parte das informações. As células do corpo genicular lateral. Cit. Então. pois.166 e não lhe é dada a opção de aceitar ou rejeitar a mensagem. mas ocorre o registro que fica no subconsciente. concebido tradicionalmente como uma simples etapa intermediária entre a retina e as áreas visuais do córtex. em Borges. 11-30. seja na compra de um produto. pois não dá opção de escolha. As imagens são absorvidas a nível subliminar e remetidas sutilmente ao nosso cérebro em um nível sub-visual e involuntário. E seus efeitos podem acontecer mesmo ao folhear uma revista ou quando se depara com cartazes e outdoors. 165 166 164 Ferrés. as imagens que uma pessoa assiste ficam armazenadas em uma porção recuperável do cérebro. Este procedimento subliminar fere um princípio divino chamado livre arbítrio.120 vitrines e outros. . Jacob Bazarian comenta que as informações entram de contrabando e se depositam no subconsciente. como acontece normalmente com outra comunicação. Os fatores cognitivos exercem. nas paisagens. 27. mais de 80% provém de diversas zonas corticais. comerciais e outros. O olho atua como um simples sensor. internet e outros. seja na revista. A retina não é o fator principal no processo visual. Deus pode lembrar a alguém dos seguimentos que se enquadram com Seus Para um estudo acerca de estratégias para se alcançar o primeiro lugar na mente de uma pessoa.165 Nossos olhos focam sempre o objeto principal das imagens. recebem menos de 20% de suas aferições da retina. É a mente que realiza a operação de estruturar as formas. nos quadros. O melhor caminho a ser adotado em nossa sociedade com excesso de comunicação é o da mensagem super simplificada e refinada. ver Al Ries Jasck Trout. Posicionamento: a batalha por sua mente (São Paulo: Makron Books.

169 Ibidem.168 Em 1851 já havia centenas de estúdios de daguerreotipia (fotógrafos ambulantes) na cidade de Nova Iorque com gente fazendo fila para tirar retrato. O inimigo. As publicações que antes se limitavam ao texto passaram a ter ilustrações abundantes e o mercado foi inundado com imagens. no final do século 19. não obriga o homem a seguir Seus caminhos. embora Deus recomende que haja escolha pelo que é correto. na categoria de Criador. lança uma memória “X”. Jocquevile censurou a imprensa americana dizendo que era integrada por culturas vulgares e sem instrução.121 propósitos. antes. 21.167 No entanto. que enquadra com seu objetivo. Por conseguinte. 56 e 57. março de 1998. como um grande mestre nesse processo. ocorreu a revolução gráfica nos Estados Unidos. O efeito que as imagens tiveram sobre a mente dos americanos fez com que a imprensa gráfica se tornasse revolucionária. 1999). Como o entretenimento conquistou a realidade (São Paulo: Companhia das Letras. Antes do século 19. Ele. Neal Gabler. propõe-lhe que faça a opção pelo bem ao invés do mal (Dt 30:15 e 19). Neal Gabler relata que. ST. no momento em que a pessoa está no limiar de uma decisão. que fazia um apelo grosseiro e aberto às paixões de seus leitores. e Satanás também. Abandonavam princípios para investir contra o caráter de indivíduos e revelar todos os seus vícios e fraquezas. parecia haver uma nova ênfase no ato de ver. . 169 Estes procedimentos tornaram-se tão comuns que nos dias atuais o ser humano é 167 168 Dick Duerksen. “Escolha bons filmes”. época em que o cinema foi inventado. as imagens que se viam eram aquelas colocadas nas igrejas. 2) Impacto das imagens. Por toda parte nos EUA. Deus é muito incisivo quanto à importância de controlar as entradas da mente.

Para maior informação acerca dos alicerces das imagens. em último caso. É lamentável que a representação e a aparência vem substituindo a compreensão do ser humano. 190. Teoria da imagem (Rio de Janeiro: Salvat Editora do Brasil. veste. pinturas. Todd Gitlin. . 25. 357 e 359. Por meio desse conjunto de imagens animadas. convencer. 95. nos mistérios. manipulação da imagem e imagem e sociedade. as lições dadas eram assim ilustradas e gravadas mais firmemente na memória.122 constantemente assediado por imagens. José Maria Casasús. 2004). 174 173 172 White. fotografias e filmes de estilos diversos. sentir e prever que alcançava muito além do visível e transitório: até o invisível e eterno. Fundamentos. transformou-se num elemento informativo. ver ibidem. mediante o uso de ilustrações que servem de zombaria. manipular e seduzir as pessoas. na sabedoria e nas esperanças dos pais e guiada num modo de pensar. 58. 2003). fundamental e indispensável para informar. 70.173 Por outro lado. esculturas. antes. A imagem que. [.172 As imagens audiovisuais constituem um poder tão destacado de sedução que grandes quantias são gastas diariamente em cosméticos para melhorar a auto-imagem. Moraes destaca que a televisão veio completar e dar o toque ao processo iniciado pelo cinema. ilustrativo. O maligno se agrada quando se rebaixam as verdades eternas. 17 e 18. como descreve White: Deus ordenou aos hebreus que ensinassem aos filhos Seus reclamos. Blásquez. fala e age de acordo com uma escala de valores estabelecidos através de imagens elaboradas num ambiente de estúdios.171 O indivíduo come. quase desde a infância.174 170 171 Adauto Novaes. as imagens também podem formar valores perfeitos. Mídias sem limites (Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 1979). invadindo e comandando a vida das pessoas dentro do próprio lar. 43..170 A observação pelo visual passou a refletir em todos os aspectos da vida. cumpria um papel puramente estético e.. era a criança iniciada. Geralmente se dá mais importância ao que se vê do que àquilo que se possa entender por meio do raciocínio. Acerca disto.] Mediante o uso de figuras e símbolos. Muito além do espetáculo (São Paulo: Senac. reais e úteis para exibir melhor as coisas de Deus.

em Gabler. rádio e a televisão e que todos estavam se tornando atores e. o fabricado. os americanos estavam vivendo cada vez mais num mundo onde a fantasia é mais real que a realidade.123 3) Entretenimento. e ele fez uma advertência: A geração atual está a ponto de se tornar o primeiro povo da história a ter sido capaz de fazer suas ilusões tão vívidas. tão convincentes.179 175 176 177 178 179 Gabler. 12. a tal ponto que a própria realidade se convertera em encenação.178 Para Gabler. O entretenimento promete afastar as pessoas dos problemas diários e atribulações da vida. Hoje é precisamente o oposto. e acabou virando a própria vida. ao mesmo tempo. 14. Eles reconheceram que a própria vida estava aos poucos se tornando um veículo de comunicação como a imprensa. 177 Roth e Boorstin estavam referindo à mais importante transformação cultural dos Estados Unidos no século 20. 11 e 12. em Ibidem. 16. platéia de um grandioso e ininterrupto espetáculo – “a vida virou arte”. Cit. transformar a vida num entretenimento é uma adaptação perversa e perigosa.176 Na mesma época. Philip Roth descrevia que a realidade representava um desafio para a ficção. tão realistas que é até possível viver delas. No entender de Boorstin. Daniel Boorstim dizia que. onde o espúrio tem mais chance de ser recompensado que o meritório. Cit. o inautêntico e o teatral estavam expulsando da vida o natural o genuíno e o espontâneo. por todos os lados. Ibidem. 175 Na metade do século 20. . No momento em que a cultura se submete à tirania do entretenimento a vida se torna um filme e as pessoas retrocedem a uma “cultura de lixo”. Glaber assegura que o entretenimento é a força mais poderosa e esmagadora de nosso tempo. é a ficção que representa um desafio para a realidade.

Acerca de entretenimento cristão. Segundo uma pesquisa.124 A chegada da internet contribuiu ainda mais para mostrar aqueles exibicionistas que converteram sua vida em entretenimento. na década de 1960. o cinema introduziu os temas do sexo. corrupção. e explorou os fenômenos violentos. os filmes. lutas raciais. Ellen G. e nos salões de jogos. Assim. divulgavam os valores do casamento e da família. Não será encontrado no teatro. filmes virtuais.181 4) Filmes. mas com o aparecimento das novas tecnologias de comunicação. muitas pessoas. 8-12. com encontros virtuais. Não se unirá aos alegres valsistas. ver Sueli Ferreira de Oliveira e Fernando Torres. Teoria da comunicação em massa (Rio de Janeiro: Paz e Terra. 223. Blázquez. 2002). A isso contribuiu o clima de liberdade social que se criou com a chegada de John Kennedy ao poder. e de participar dos centros artísticos. desenvolveu-se um mercado enormemente ampliado para a arte. dado ao seu caráter basicamente familiar e caseiro. . “Entretenimento Cristão”. casamento virtual. A violência no cinema americano chegou a um auge espetacular a partir de fins da década de cinqüenta. Enfatizando os perigos do entretenimento. RA. em geral. nem contemporizará com nenhum outro enfeitiçante prazer que lhe venha banir a Cristo do espírito. White. 399. 98. Alguns séculos atrás. etc. 182 183 181 180 Luiz Costa Lima. aqueles que entram nestes sites assistem o drama da existência de um indivíduo que não preza pelos valores morais e espirituais. No entanto. eróticos e pornográficos como isca para arrastar um público que não podia ainda ser satisfeito pela televisão.183 Nos anos 70. ficam a mercê do mal. com o abandono das restrições sociais. 180 Desta maneira. em meados dos anos 90 milhares de usuários estavam gastando horas na frente do computador. Estes montam as câmeras em suas próprias casas e registram os movimentos que fazem. empregos virtuais. White acrescenta que O verdadeiro cristão não desejará entrar em nenhum lugar de diversão nem se entregar a nenhum entretenimento sobre que não possa pedir a bênção divina.182 Até 1950. militarismo. fama virtual e emoções virtuais. acrescenta que o cinema começou a acusar a competição da televisão. somente uma elite reunia condições de assistir peças de teatro e filmes. Mensagens. sucesso virtual. 123. colaborando com colegas usuários na redação de filmes virtuais. sexo virtual. houve um relaxamento Ibidem. não percebendo os perigos e implicações destas influências perniciosas. fevereiro de 2008. Moraes.

apenas reflete a realidade cotidiana. Moraes descreve que a nudez total tornou-se corriqueira e o palavrão entrou no currículo normal dos atores. chamando-a de arte e beleza. apesar de estarem cientes que são mais perigosos que o ladrão nas ruas. 194-201. Duerksen traz a seguinte sugestão para selecionar bons filmes para a família: (1) Avalie o valor: Este vídeo ensina atitudes e comportamentos que desejo sentir e seguir? (2) Avalie a virtude: Os valores sexuais deste vídeo estão em conformidade com o aceitável? (3) Avalie a qualidade: Qual é a qualidade da produção do vídeo? 4) Avalie a emoção: Este filme me deixará com um humor saudável? (5) Avalie a memória: Será agradável ter esse vídeo retido na memória? 21. ver Michelson Borges. 21. Por outro lado. Godawa sugere uma análise introspectiva para descobrir se a pessoa possui glutonaria cultural – vê todo filme que interessa sem antes considerar se o assunto tratado é apropriado. Ibidem. Eles glorificam a impureza chamando-a de amor. MG: Editora Ultimato. na grande maioria. s. 108-111. Mauro Bueno destaca que os filmes. A este respeito. pervertedores da moral. 19. 2004). Brian Godawa.187 Ibidem. Cinema? (São Paulo: Centrais Impressoras Brasileiras.). 2003).185 Promove a falsa idéia de que aquilo que se assiste não afeta a vida moral e espiritual. 9. ou anorexia cultural – considera todo filme como representação de pecado. Cinema e fé cristã (Viçosa. nem causa violência. as pessoas assistem filmes e programas que enaltecem o “nu artístico”. divórcio. Natanael B. 185 186 184 Mauro Bueno. escolas de crime e corruptores da inocência. Lyden. são alimentadores das paixões. Bueno acrescenta que certos filmes são armadilhas para a alma.184 Para neutralizar a opinião pública a respeito dos filmes. 187 . sem se preocupar com o contexto.186 Enquanto projetos no Congresso propõem mecanismos para controle dos programas midiáticos.d. cigarro. Para um estudo acerca de filmes infantis e fantasia. exaltam a nudez e a indecência. uma maldição para a vida cristã e zombaria para o caráter de Deus. mostram bebidas alcoólicas. Asseguram que estar envolvido pelo que é proibido faz parte do processo de crescimento. Film as Religion (New York: University Press. fomentadores da ganância. ver John C. a indústria cinematográfica gasta milhões de dólares em publicidade. que permitiu a produção de filmes com implicações sociais e políticas.125 da censura. Nos bastidores. orgia e jogos como sendo adequados e legítimos.

mas produz impactos negativos sobre os valores morais do ser humano. mas e o lado espiritual? (4) Compromisso para com os valores absolutos – uma boa maneira de relacionar com esta cultura seria viver como Maria (aos pés de Jesus) no mundo (agitado) de Marta (Lc 10:3842). Timm sugere seis maneiras de se relacionar com a cultura contemporânea. A constituição republica federativa do Brasil.696. janeiro de 2008. 75. 28.832 3. Satanás usou o método empírico para tentar Éva (Gn 3).825. este diria que o fruto era bom para se comer. Se levasse o fruto para o laboratório. ao acabar de assistir o filme. observe as cinco produções que influenciaram o maior público e foram mais rentáveis no Brasil em 2005:190 Produção Carandiru Lisbela e o prisioneiro Os normais Maria.032 1. porém. no entanto. 190 191 Anna Gabriela. o cupido trapalhão Renda 29. (2) Postura crítica para com a cultura – Normalmente a pessoa é afetada pela cultura.666 12. para onde vai. e boa parte da programação televisiva faz aceitar o inaceitável. A partir daí começa a formação de mentes incapazes de exercer autodomínio. “Recordes de Bilheterias” Mk. 188 De fato. o que faz aqui. mãe do Filho de Deus Didi. (6) Senso de missão restaurada. Palestra Ministrada no Encontro Nacional de Professores.722. (5) Tolerância para com as diferenças culturais aceitáveis – quando a cultura entra em choque com a fé. Alberto R.191 Além do mais. Ninguém é um mero acidente (1Tm 1:19). .425 8. 145. Unasp-EC. o conteúdo absorvido pelo telespectador não tem passado por censura de equilíbrio moral. o espectador foi emotiva e eticamente pego tanto pelo bem como pelo mal. o cristão deve estar seguro que mais importa obedecer a Deus. e que entrarão em colapso diante de dificuldades que surgem. Porém.623. e. não deve se conformar com ela (Rm 12:1).152 2. (3) Seletividade do conhecimento – este princípio mostra que nem todo conhecimento é válido. em seu artigo 221.804 19. incluso IV determina que as emissoras respeitem os valores éticos e sociais.481 19.746.535 Público 4. 188 189 Ferrés. março de 2004. a mídia não só influencia direta e indiretamente o comportamento das pessoas.126 De acordo com Ferrés. (Brasília.784 2. ver e ouvir uma considerável gama de imundície moral é quase inevitável.189 Então. sem tê-lo advertido. 1988). DF: Centro Gráfico do Senado Federal.143.305. sem abandonar os valores éticos e cristãos: (1) Existência com propósito. o leal seguidor de Cristo deve filtrar com bastante critério o que a mídia oferece sem discriminação. a influência negativa dos programas tem trazido conseqüências que afetam o futuro de qualquer pessoa.955.579 Na sociedade atual.964. O indivíduo deve avaliar por que veio ao mundo.758.

127 Impacto da Mídia sobre os Valores Morais Observa-se que esta é uma época da história em que os valores morais são tão desprezados que até as escolas públicas extinguiram aquela matéria que abordava a “educação moral e cívica”. os valores são afetados pela poderosa escola de violência e erotismo que induz as pessoas à agressividade e ao medo. A ênfase predominante na mídia é no "se lhe dá prazer [. Algumas disseram que "na TV. Hayakawa.. sem maturidade para assumir compromissos. você pode tudo". em sua relevância sem comparação... I. sobre a mente humana. 6 e Antonio Tadeu Ayres. Assim. "se é bom para você [. “Feitiçaria na TV”. 193 110. . Muitos jovens entram em relacionamentos sem consciência do que isso significa. a revista Veja notou a reação delas diante da primeira relação sexual. Este autor diz que ninguém em sã consciência pode negar a força da pornografia e do erotismo. mas na vida real tornou-se frustração completa”. produz poderosos efeitos. enquanto as cenas de sexo estão presentes todos os dias nos seriados. Quanto a isto. e no "fique livre. 7. novelas e filmes. ver também S.193 Ayres comenta que o erotismo e a sensualidade permeiam o mundo da propaganda.. Certas cenas deixam marcas 192 Gitlin. no sentido de influenciar a mente e o comportamento das pessoas. tudo parecia lindo e emocionante. conscientes ou inconscientes.]". já que nos filmes tudo acaba bem. as regras são extrapoladas. 192 A mídia passa uma idéia errada na hora errada. Televisão: falando francamente a respeito (São Paulo: Vida.]". RA. Conseqüentemente. a mídia contemporânea. Numa entrevista publicada em 1990 com algumas adolescentes. 109. 32. os limites são quebrados e a família perde seu poder para estruturar relacionamentos saudáveis. agosto de 1974. Sentem que nenhum ato praticado possui conseqüências futuras. Acontece que quando o indivíduo se sente na liberdade para fazer de tudo. 1997).

129. Nos bastidores. 181. Este relata que enquanto as crianças deveriam estar brincando. cit. . ver Carlos Alberto Furtado de Melo. trabalho de edição e trilha sonora. e estimula relações sexuais ilegítimas como se fossem coisa normal. 182. AIDS. Ibidem. Quem a pessoa é. ver Moraes. Aqueles que passam mais tempo assistindo televisão correm um risco maior de fazer menos exercícios. 199 198 197 196 José Maria B. assistem programas deturpados sobre namoro. 98. 195 A pesquisa de campo realizada por Moraes mostra que 43 por cento dos pais adventistas brasileiros não têm interesse em limitar o tempo e selecionar o tipo de programa que o filho vê. o qual se efetiva em desilusão. SP: Casa Publicadora Brasileira. a pesquisa de Michael Medved verificou que a mídia contemporânea enfraquece a religião. 2001). em Rosa Maria Bueno. O tempo passado em frente da televisão é subtraído de muitas atividades importantes. os trabalhos da escola. Ibidem. Influencia e controla por meio da opinião e interesse do expectador. relacionamento ilícito. Dissertação de mestrado em ciências sociais (São Paulo: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Televisão e educação. Este autor ressalta que a mídia segmenta seu mercado e define seu estilo a partir das características culturais do espectador. ensina que o matrimônio é uma instituição falida. iluminação. sexo. 104. Para mais informações acerca da intenção da mídia. Imprensa e democracia. podendo exercer influência para o resto da existência. Cit. corresponde a como ela vive ou gasta o seu tempo. a interação da família e o desenvolvimento social. 31. Moraes.128 permanentes na lembrança. Quanto à influência da TV na vida sexual dos solteiros. informações de péssimo valor moral. tais como a leitura. 28.194 Dificilmente a mídia mostra o lado mau dos programas. elas vão crescendo e assimilando no subconsciente. o esporte.197 Semelhantemente. beijo erótico. em Borges. 97.199 Belloni descreve que a mídia tem um papel muito mais forte como defensora de interesse econômico do que na disseminação de conteúdo 194 195 Ibidem. a preocupação da mídia não é a estética ou a moralidade. 2002). fruir e pensar a TV (Belo Horizonte: Autêntica. Deste modo.198 O público é persuadido com reações diversas por meio dos ângulos das câmeras. ler menos. E seria ingenuidade supor que a televisão não tem nada a ver com as crises familiares e a quebra de harmonia dentro da família. 11.196 enquanto isso. mas fazer dinheiro. gravidez indesejada e feridas emocionais incuráveis. Ver também “Janela Indiscreta”. Silva. 1996). 206. Ver também: Bueno Fischer. aumentar o peso e apresentar pior desenvolvimento escolar. etc. 222. Estilo de vida jovem (Tatuí. 10. promove promiscuidade. 142.

Impacto da Mídia sobre a Vida Devocional Mesmo com o sacrifício de algumas normas. na família e na igreja. ajudar o próximo e servir ao Senhor. 201 202 200 Alberto R. agora a televisão fala mais alto dentro de casa e a sua fala representa justamente a proposta de homogeneização do pensamento e da cultura. 67. Sobre isto. a vida devocional fica profundamente afetada. “Repensando as prioridades familiares”. 200 Sendo assim. Neste caso. como se verá a seguir. nem sempre altera os valores e convicções. Cit. a sociedade vive em constante necessidade de se curvar aos apelos da mídia para garantir a sobrevivência. Timm. de modo a não ter tempo livre para estudar.201 Mesmo os “bons” programas tem subjugado a vida das pessoas. as famílias conversavam e liam. estão se tornando mais vulneráveis as tentações”. em Patrícia Silva. 66. mas não se dão conta de que não há tempo para um relacionamento com Cristo e também com o próximo. e assim. por isso que se torna pouco confiável. Mediante as conseqüências danosas provocadas pelo uso indevido da mídia sobre a vida devocional. RA. as pessoas continuam crendo em Deus. os especialistas da mídia inventam “ídolos” que simbolizam os ideais que as massas Belloni. A maioria das famílias cristãs considera os programas apresentados pela mídia bem mais atrativos que a vida devocional. ela é onipotente e onipresente e capaz de determinar o comportamento e o destino dos seres humanos. Ela cita que se antes da chegada da televisão.129 moral ou na concretização de informações. orar. Janeiro de 2006.202 Por outro lado. Por outro lado. Timm argumenta que “hoje as pessoas precisam se atualizar a respeito de tantas coisas que as prioridades espirituais deixam de ser prioritárias. tenta fazer com que Deus se sujeite a necessidades supérfluas. . ou seja. a pressa exigida nos tempos modernos. 42. Belloni acrescenta que a televisão é comparada a Deus. 84. Em conseqüência. não é por acaso que João Paulo II haja comentado que as pessoas crescem ou diminuem de acordo com as palavras que pronunciam e com as mensagens que escolhem ouvir ou ver.

introdução e comentário (São Paulo: Vida Nova. mas pode-se inferir com alguma segurança que não tinham muito sucesso em manter a pureza religiosa.207 7) “Aquele que diz que permanece nele. a humanidade fica condicionada.] eu não me deixarei dominar por nenhuma delas”. mas nem todas me convêm [. John B. Stott ressalta que não basta guardar a Sua palavra. A exigência do primeiro dos dez mandamentos subentende que Israel devia sair da etapa do apego por outros deuses para entrar numa adoração exclusiva ao Deus verdadeiro. 5:63 A palavra grega apecho “abstende”. sem que se queimem seus pés?” (Pv 6:27.. manter-se afastado. com pouca exceção. O mal se manifesta sob muitas formas.]” (1 Co 6:12). introdução e comentário (São Paulo: Mundo Cristão. o ideal cristão não pode concretizar-se na vida de uma pessoa. 1981). O texto não diz explicitamente quem é esse “ele”.. tudo o que é respeitável.]” (Sl 101:3). [. tudo o que é puro. tudo o que é verdadeiro. 220. Não há indicação acerca da vida religiosa dos israelitas no Egito. 4:86. Ver SDABC (1954).130 humanas aspiram ou adoram..]” (Ez 20:7).203 2) “Tomará alguém fogo no seu seio sem que as suas vestes se incendeiem? Ou andará alguém sobre brasas. mas cujos resultados são tais que elas devem ser rejeitadas pelo crente. Ibidem.] seja isso o que ocupe o vosso pensamento”(Fl 4:8).. e se a história posterior servir de indício pode-se imaginar a tarefa longa e difícil que Moisés teve no sentido de educar seu povo para aceitar a revelação de Deus.. sempre ‘levando em conta’. como. E neste papel manipulador. os fixaria eu numa donzela?”... 3) “Então lhes disse: Cada um lance de si as abominações de que se agradam os seus olhos. 79. 3:580. Ezequiel. 143. Sobre isto. E o discípulo de Cristo deve ser suficientemente sábio para reconhecer e rejeitar a todas essas formas. 1989). Taylor. gerando muitas tentações. Mediante tais perigos é imperioso atentar para as instruções da Palavra de Deus. Champlin acrescenta que essas virtudes devem ocupar a mente humana.206 6) “Abstende-vos de toda forma de mal” (1Ts 5:22). Sem essas virtudes. 1 Coríntios.. precisa que andar assim como Ele andou.. ao modo de pensar de quem se encontra por trás dos bastidores. mas também as pessoas tem obrigações e precisam cultivar as virtudes espirituais.. irmãos. tudo o que é justo. Leon Morris. mas [. mas o contexto indica que é Jesus e nesta epístola os 208 207 206 205 204 203 .208 Há uma ligação deste tópico com a alta estima pela pureza pessoal do patriarca Jó. Champlin interpreta este verso afirmando que “‘todas as coisas estão em meu poder’ de serem praticadas. Deus guarda e dá a paz como um dom. significa estar distante.205 5) “Finalmente. pois. segundo 31:1: “Fiz aliança com meus olhos. Morris acrescenta que há algumas coisas que não são expressamente proibidas. a investigação espiritual. 28). [. abster-se. esse deve também andar assim como ele andou” (1Jo 2:6).204 4) “Todas as coisas me são lícitas. sobre o que se deve incluir na conduta espiritual daqueles que aspiram o reino de Deus: 1) “Não porei cousa injusta diante de meus olhos [.

16.211 pronomes ekeinos (ver: 3: 3.210 Por conseguinte. Devem fechar os ouvidos. White. Ibidem. antes de ler alguma coisa. o exemplo de Cristo se destaca. 209 210 211 White. . 1988).209 2) “Os que desejam ter a sabedoria que vem de Deus [. estas declarações de Ellen G. ouvir nossas palavras. (5) retirar-se para o deserto e orar (Lucas 5:16). O lar adventista. Mente. para não verem nem aprenderem o mal. 28. 7. mas pode ver nossos atos. (4) responder. (3) lavar os pés de Seus discípulos (João 13:5). John R..] devem fechar os olhos. I. 4: 7) e autos (2: 8. SP: Casa Publicadora Brasileira. 104. 12. 3: 3-7. Ellen G. 80. II e III João: introdução e comentário (São Paulo: Mundo Cristão.. e. Ele se mostrava menos apressado que nós. 2005). o ideal é refletir se aquela é a melhor maneira de gastar o tempo. A conformidade do cristão deve ser com o exemplo de Cristo. 3:2. 4:21) referem-se a Cristo. W. às suas perguntas tolas (João 14:5-10).131 Além destas recomendações bíblicas que contribuem positivamente para fortalecer a vida devocional. pois apesar de suas responsabilidades terem sido bem maiores que as nossas. ou ligar um aparelho eletrônico. (6) passar toda uma noite em oração antes de uma decisão importante (Lucas 6:12). ele pode adaptar suas tentações de modo a prevalecer-se de nossos pontos fracos de caráter”. White são oportunas: 1) “Satanás não pode ler nossos pensamentos. Semelhantemente. Ele teve tempo para: (1) falar com a estrangeira junto ao poço (João 4:1-6). 2: 29. e se a Bíblia parecerá mais interessante após assistir o programa. para que não ouçam o que é mau e não obtenham o conhecimento que lhes mancharia a pureza de pensamento e de ação”. Jo 13: 15. e graças ao seu longo conhecimento da família humana. 404. (Tatuí. se a mensagem que está sendo veiculada promove os valores espirituais. (2) admirar os lírios dos campos (Mateus 6:28) ou um pôr-do-sol (Mateus 16:2). Stott. bem como os seus mandamentos (cf. 5. sem impaciência. 1 Pe 2: 21). 27. 3.

do Espírito de Profecia. Assim sendo. Ressalta-se que à medida em que novos meios de comunicação surgem no cenário da história. é necessário analisar seus efeitos e resistir às suas manipulações. além de outros devocionais. Kellner ressalta que os espetáculos da mídia demonstram quem tem poder e quem não tem. 2001). e quem não. espera-se determinar alguns princípios úteis que venham servir de sugestão e recomendação aos membros da igreja em seus hábitos devocionais. 10. obras de autores seculares e religiosos foram consultadas com o fim de tratar do impacto da mídia contemporânea sobre a vida devocional. A Cultura da mídia (Bauru. 136. venha interferir nos hábitos devocionais de modo a não viverem em coerência com as verdades que estão anunciando. aqueles mesmos que devem se valer dos recursos oferecidos pela mídia para propagar as verdades do evangelho não permitam que o material deletério.212 o cristão nunca deve permitir que abominações entrem soberanamente em sua intimidade. é igualmente importante que. 2003). cuja análise é abordada no quinto capítulo. também oferecido por ela. para o estudo da Bíblia. Antonio Estrada. Paternidade (Niterói. Douglas Kellner. porque num lar onde a mídia é controlada com critério. quem pode exercer força e violência. emerge juntamente com eles um crescente poder para influenciar e até dominar a mente das pessoas. SP: Edusc.132 Portanto. 213 212 . RJ: Ados. 213 Conclusão Na elaboração deste capítulo. a devoção pessoal dos filhos se torna mais praticável e certamente haverá mais tempo para a oração. O quarto capítulo fará uma apresentação e análise de dados oriundos de uma pesquisa realizada em dez igrejas adventistas de seis regiões do Brasil. onde vence quem coloca mais conteúdo nocivo diante do espectador. e que para se fortalecer espiritualmente contra a moderna cultura que ela impõe. Mediante avaliação dos itens do questionário empregado na referida pesquisa. em meio a esta acirrada guerra por audiência. Estrada comenta que “no cardápio da televisão abundam programas de entretenimento e há escassez de peças educativas”.

1 133 . e respondendo pelo estado de São Paulo. 1 com o propósito de se verificar a correlação entre os hábitos ligados à mídia e a prática devocional destes membros. União Centro-Oeste Brasileira (UCoB) com sede em Brasília. Alagoas.133 CAPÍTULO IV APRESENTAÇÃO. e respondendo pelos estados do Pará. Rio Grande do Norte. Espírito Santo e Minas Gerais.05 u’a margem adequada de erro. Amapá. e Eo2. e reunindo os estados do Rio Grande do Sul. Rondônia e Acre.052 = 400. Ceará e Piauí. União Este Brasileira (UEB) com sede em Niterói. Sergipe. União Central Brasileira (UCB) com sede na cidade de Artur Nogueira. Paraná e Mato Grosso do Sul. obtém-se o seguinte volume da amostra: no = 1 ÷ 0. Roraima. Tocantins e Mato Grosso. União Nordeste (UNeB) com sede em Recife. já que este índice situa-se como média entre o mínimo e o máximo de erro possível. Método de Apresentação De acordo com Barbetta. Com isto. Com a aplicação da fórmula indicada por Barbetta. e União Norte Brasileira (UNB) com sede em Belém. Maranhão. Bahia. onde no corresponde a uma primeira aproximação para o tamanho da amostra. e reunindo os estados de Pernambuco. morais e espirituais da sociedade. o erro amostral tolerável (0. e respondendo pelos estados de Goiás. a qual pode manipular os valores sociais. verificou-se que vários autores argumentam sobre os aspectos positivos e negativos da mídia. Amazonas.05). reunindo os estados do Rio de Janeiro. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS No capítulo anterior. não se levando em consideração o tamanho da população. Com este fato em vista. pode ser feito através da fórmula no = 1 ÷ Eo2. Paraíba. Considera-se 0. e tornar as pessoas dependentes de seu conteúdo em diferentes aspectos da vida. um cálculo preliminar do tamanho da amostra. entende-se São elas: União Sul Brasileira (USB) com sede em Curitiba. foi aplicada uma pesquisa entre membros de dez Igrejas Adventistas do Sétimo Dia centrais do território brasileiro. Santa Catarina. representativas das seis Uniões que consolidam estruturalmente e territorialmente a Igreja neste país.

400. os quais ressaltam que “no caso em que seja difícil ou até mesmo impossível a obtenção de dados sobre determinada população. Vitória. 1999). Assim. dos quais foram recolhidos 1.2 Embora 400 seja um número suficiente para assegurar a validade dos resultados provenientes da pesquisa. Estatísticas aplicadas às ciências sociais (Florianópolis. Campinas. 2 Ver Pedro A. a uma primeira aproximação para o tamanho da amostra. Segundo informações mais recentes da Divisão Sul-Americana. Barbetta. já calculada em 400. órgão maior da IASD neste continente. Estatística geral (São Paulo: Atlas.188. e no.3 Esta amostra é formada pelas referidas igrejas.000. 3 . 32. São Paulo (capital). devido ao grande número de elementos ou a sua dispersão no tempo ou no espaço. Recife. à tal população. o número de ASD no Brasil é estimado em 1.400. Salvador. precisamente as centrais de Curitiba. envolvendo agora a população de ASD no Brasil: n = (N × no) ÷ (N + no).000 ÷ 1. representativas que são de todo o território nacional. o número foi acrescido para 1. 1993). temos: 1. Goiânia e São Luís. Seguiu-se aqui o princípio estabelecido por Giuseppe Milone e Flávio Angelini.400.000 × 400 = 560. aplicando a fórmula. Este valor é confirmado por outra fórmula (também de Barbetta).89. o estudo poderá ser feito por meio de uma amostra representativa”. Rio de Janeiro.200 questionários.134 que 400 é um número ideal de pesquisas a serem aplicadas nas referidas igrejas. entre agosto de 2006 e junho de 2008. Giuseppe Milone e Flávio Angelini. N. onde n corresponde ao tamanho da amostra. 58.400 = 399.000. SC: UFSC. visando ampliar ainda mais a margem de segurança. Brasília.

apesar de terem sido organizadas originalmente a partir da população de outras regiões do país. tais como a USB e UCB. devido a características similares entre elas. que. o presente capítulo disponibilizará uma correlação destes dados com uma resultante interpretação dos mesmos. onde é feita uma apresentação e análise dos diferentes dados da pesquisa (o que inclui particularmente circunstâncias pessoais dos interessados. embora sempre distintas territorialmente. integrarão o quinto capítulo deste estudo. juntas às recomendações e conclusões. Já a UNB e UCoB. foi aplicado o padrão de planejamento com três cotas de 400 pesquisas para cada bloco composto de duas Uniões. que deverão facilitar a percepção da abrangência e implicações dos dados. e tempo empregado com a mídia e com práticas devocionais). que. eram uma única composição organizacional. e a UEB e UNeB. também possuem traços característicos semelhantes na distribuição demográfica e topográfica. Cada ponto será considerado com o emprego de tabelas e gráficos correspondentes. Apresentação e Análise dos Dados Na composição do plano de amostragem. A Tabela 1 indica a composição do plano de amostragem na distribuição das pesquisas por região: . o que abrirá espaço para as considerações finais decorrentes. no passado.135 Além da parte preliminar.

identificar os nomes dos participantes.6% estão entre 26 e 40 anos. . A questão 24 é descritiva e.136 Tabela 1 Plano de Amostragem Região USB/UCB UEB/UNeB UCoB/UNB Total Planejado 400 400 400 1. televisão e internet). sem contudo. as questões 14 a 16 envolvem o tempo dedicado aos princípios devocionais (meditação por meio da oração.188 Percentual realizado 132% 103. O questionário5 possui 23 questões subdivididas em três seções.25% não altera a margem de confiabilidade nos resultados. e deste modo.75% 61. por meio dela. o estudo pôde se desenvolver com maior eficácia. Concernente à faixa etária. rádio. 30% estão entre 41 e 60 anos e Pelo fato de constar neste capítulo um número de questionário triplicado em relação ao esperado.25%4 99% Este retorno alcançado de 99% indica que houve um comprometimento sério dos pastores e igrejas envolvidos. 10. o teste estatístico indica que o percentual de 61. para com a vida devocional e para com a freqüência à igreja. material do próximo capítulo. 26. estudo da Bíblia e Espírito de Profecia). 5 6 4 Ver amostra do questionário no anexo A. As questões de 9 a 13. mostram o tempo gasto com os principais meios de comunicação (imprensa. Ibidem. As questões de 1 a 8 identificam os dados pessoais dos pesquisados. 19.7% dos entrevistados estão entre 12 e 17 anos.200 Realizado 528 415 245 1.6 extraiu-se sugestões e recomendações práticas para melhorar a vida devocional.6% estão entre 18 e 25 anos. e as questões 17 a 22 mostram o sentimento de satisfação para com as atividades missionárias.

Também nesta amostra o maior número de participantes é do sexo feminino (57. 10 Ver gráfico 3. 8 9 7 Ver gráfico 1. Sobre o estado civil. o mesmo questionário identifica que a menor participação se encontra entre os adolescentes. ou anciãos das igrejas envolvidas. nestes períodos. utilizando um período de tempo entre o culto do sábado pela manhã. Devido a isso. anexo B. Entretanto. geralmente se desenvolve maior produtividade em diferentes aspectos da vida. no anexo B. Por outro lado.6%) é casada. SP: Unicamp. Eliel Unglaub. pois nesta faixa etária eles são mais influenciados pela mídia.7 Nota-se que o maior percentual pesquisado está na faixa de 41 a 60 anos. houve uma menor participação desta faixa etária talvez devido a fatores imprevisíveis.9%)8 e isto parece revelar uma tendência crescente da participação de mulheres nos diversos setores da sociedade.1% estão acima de 60 anos. e o segundo maior na faixa de 26 a 40 anos. inclusive familiar e espiritual.137 13. Em seguida estão os solteiros que compõem 43. . a pesquisa mostrou que a maioria dos entrevistados (44. as respostas expressam melhor a realidade da população pesquisada.10 Esta composição se mostra significante para o estudo. e os separados e viúvos que somam 12%. o gráfico a seguir apresenta estes resultados: As pesquisas foram aplicadas por pastores dos respectivos distritos. 91. Diligência de estudo de graduação de tempo integral e tempo parcial. Aparentemente isso pode ser avaliado como um fator negativo. Em relação ao grau de instrução. e.9 inclusive nas igrejas.2% dos pesquisados. por ser basicamente heterogênea. como permanecer fora da igreja durante ou após o culto ou falta de interesse em responder a questionários. A relevância desta distribuição consiste em que. 2003). Tese doutoral (Campinas.

com/educacaobrasil.9%. o IBGE mostrou uma queda no índice de analfabetismo em nosso país.102 Gráfico 2 – Tempo de batismo A letra “n” que consta abaixo de todos os gráficos e tabelas indica o número de respostas obtidas referente ao item solicitado. Assim. 12 Quanto ao tempo de batismo têm-se os seguintes índices: n = 1. O resultado parece apontar para a existência de uma comunidade de nível sócio-cultural com proporção idêntica à realidade da população brasileira em geral.15111 Gráfico 1 – Participantes por grau de instrução Neste gráfico percebe-se que 6% dos participantes não possuem nenhum estudo escolar ou não tem o ensino fundamental completo. 12 11 .suapesquisa. Entre 1992 a 2002. e apenas 2% indicaram ter o superior completo. nota-se que a maior participação corresponde ao ensino médio completo.138 n = 1. acessado em 15 de agosto de 2008.4% da população. http://www. no final deste período caiu para 10. O número de analfabetos que correspondia a 16.

Quanto ao nível sócio-econômico dos entrevistados obteve-se o seguinte: n = 1. Isso pode indicar que na denominação existe um povo de sólida estrutura eclesiástica e que tem maior probabilidade de transmitir com mais eficiência as noções acerca da fé aos membros mais novos.124 Gráfico 3 – Renda familiar O gráfico mostra que a grande maioria dos membros pesquisados (40%) estão na faixa de 2 a 5 salários mínimos. a igreja tende a perder o senso de missão e sua força espiritual. Isto pode significar que há considerável recebimento de novos membros.139 O gráfico revela que 43% são adventistas a mais de 15 anos. . Nota-se que a maioria dos participantes é de nível econômico baixomédio. Também se observa que 20% dos membros possuem um tempo de batismo de zero a quatro anos (basicamente recém-batizados). quando não há maior crescimento numérico. Por outro lado. o que expressa a realidade dos demais segmentos da população nacional. isto representa um número bastante elevado. Considerando as igrejas pesquisadas. o que denota que a maioria dos membros já possui um considerável conhecimento acerca das doutrinas que a igreja ensina e também reúne condições de maior envolvimento na missão. E 37% compõem a faixa de 5 a 15 anos.

2000). que. Libération: 6. A nova mídia (Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Este resultado referente ao interesse dos respondentes pela leitura por jornais parece corresponder à realidade da população mundial.000 para 30. As opções de respostas foram: “nenhum tempo. Jorge Zahar.000. Ignacio Ramonet comenta que a maioria dos grandes jornais da imprensa francesa passa por sérias quedas de circulação: Le Figaro: 4. 30.. seus leitores caíram de 200. segundo estudos. geralmente sem custo. vem (aquele tipo de leitura) diminuindo gradativamente.13 Ao mesmo tempo. começou a cobrar uma assinatura de 20 dólares anuais pelo que antes era gratuito.2%. assistindo televisão e acessando internet”.3%. O jornal norte-americano International Herald Tribune.5%. até 20 minutos.4%. 13 .4%. devido à ascendência a outros veículos de comunicação mais velozes. A avaliação foi feita mediante questões tais como: “Tempo diário dedicado à leitura de jornais e revistas seculares. de 20 a 40 minutos e mais de 40 minutos”. por exemplo. E quando a Slate. Les Echos: 6. ouvindo rádio. e La Tribune: 12.168 Gráfico 4 – Tempo diário na leitura de jornais e revistas seculares O gráfico indica que 30% dos membros não possuem o hábito de dedicar tempo diário para a leitura de jornais e revistas seculares e apenas 11% dedicam acima de 40 minutos para este objetivo. uma revista online financiada pela Microsoft.140 Tempo Gasto com a Mídia Secular Os percentuais a seguir correspondem aos dados das questões 9 e 13 do questionário. Le Monde: 7. os que possuem o hábito de leitura acima de Grande parte dos conteúdos editoriais de jornais e revistas são disponibilizados via internet. Sobre a regressão na leitura de jornais. ed. com os seguintes resultados: n = 1.

Nos países desenvolvidos. http://diplo.br/2005-01.com. As causas externas dessa crise podem ser a ofensiva devastadora dos jornais gratuitos por Internet. houve um recuo de 2.uol. 2% por ano. na Dinamarca.2%. de 6. na Bélgica. um veículo da era industrial em vias de extinção. Há quem pense que talvez a imprensa escrita seja uma coisa do passado.7% nos últimos cinco anos. “Mídias em crise”. perdem seu público devido à maneira pela qual a concorrência entre os meios de comunicação se tornou implacável.5%. Acessado em 29/06/08. com exceção da Internet. que prossegue em fabulosa expansão. a circulação de jornais pagos cai. e adaptou sua modalidade e temas ao ritmo da vida cotidiana das pessoas. a imprensa teve uma queda de circulação de 7. de 9. mas ganhou em penetrabilidade e flexibilidade.158 Gráfico 5 – Tempo diário ouvindo programa secular de rádio O gráfico mostra que a maioria considerável dos entrevistados (55%) não tem o hábito de ouvir rádio diariamente. muita gente substitui a leitura de jornais e até a televisão pela tela do computador.141 20 minutos diariamente. ser mais influenciados com o conteúdo das leituras seculares. na Grã-Bretanha. em média.16% nas vendas em 2003. cuja população é a maior consumidora de jornais do mundo. na Alemanha. e que 14% dos pesquisados dedicam mais de 40 minutos diários nesse mister. a partir da década de 80. de 9. Como exposto no capítulo dois. o rádio perdeu sua centralidade devido à atração das novas mídias. um número cada vez mais significativo de pessoas já se informa através do celular.a1046. . o número de jornais vendidos nos últimos anos diminuiu em um milhão de exemplares por dia. n = 1. correspondem a 29% e podem.9%. Em escala mundial. na Áustria.9%.6%. e até no Japão. desta forma. Desta teve uma diminuição de 4. No âmbito da União Européia. No Japão e na Coréia do Sul. Resultado: todos os setores de informação. o Financial Times caiu 6.

163 Gráfico 6 – Tempo diário assistindo programa secular de televisão As respostas deste gráfico mostram que um expressivo percentual da população adventista (41%) dedica mais de 40 minutos diários assistindo a programas seculares de televisão. a maioria separa . Apenas 14% dos entrevistados não dedicam tempo para assistir televisão.142 maneira. No entanto. 45% dos membros pesquisados dedicam algum tempo diário ouvindo rádio. Este não deixa de ser um percentual positivo. n = 1. o que pode ser devido a trabalho. ele continua ocupando o significativo espaço na vida dos ouvintes. de alguma forma. n = 1.131 Gráfico 7 – Tempo diário assistindo filmes seculares O gráfico aponta um índice significativo (44%) de isenção à assistência de filmes. Isto denota que uma grande proporção de membros tem a televisão como uma companheira constante. como veículo de comunicação. a viagens ou a razões de ordem moral e espiritual.

muitos pais se têm mostrado preocupados com o tipo de material que seus filhos estão buscando na rede. Em razão do elevado percentual de pessoas que acessam a internet diariamente (64%). o que pode influenciar drasticamente o relacionamento moral e interpessoal com Deus e com o semelhante. Tempo Dedicado às Práticas Devocionais O teor das perguntas desta seção tem a ver com o tempo dedicado às práticas devocionais tratadas neste estudo. Este resultado confirma a tendência crescente de se dedicar mais tempo a esta denominada “nova mídia”. outros assistem em grupo nos finais de semana ou preferem freqüentar o cinema. vemos um número quase equivalente (31%). n = 1. Por outro lado.156 Gráfico 8 – Tempo diário acessando internet não como atividade profissional As respostas deste gráfico revelam que há um universo de 36% que não dedica tempo acessando a internet. que acessa a internet mais de 40 minutos diariamente. Os índices aqui expostos são fundamentais para a .143 partes do tempo para este objetivo (56%). Este é um dado razoável mediante o interesse crescente para com esta mídia. É possível que alguns assistem em seu próprio lar. em maior ou menor escala.

Olhando pelo lado positivo. o percentual aponta que a oração tem relevância para a maioria dos entrevistados em diversas circunstâncias da vida. n = 1.180 Gráfico 9 – Tempo diário dedicado à oração As respostas deste gráfico revelam a quantidade de tempo diário que a maioria dos membros dedica à oração. O gráfico demonstra que 64% dedicam até 20 minutos para a oração. as respostas também indicam que há um grupo de 4% que não dedica tempo em oração. e para as considerações e recomendações que comporão o último capítulo deste estudo. certamente também se refere a momentos de oração particular ou mesmo pública. Por outro lado. no trabalho ou até mesmo no lazer. De qualquer maneira. . Apesar desse tempo gasto em oração poder se referir a orações em viagens.144 interpretação e correlação de dados a serem apresentados no próximo tópico. parece que há uma tendência de ter a oração como uma prioridade para relacionar-se com Deus e obter forças diante dos obstáculos que surgem.

n = 1.171 Gráfico 10 – Tempo diário dedicado ao estudo da Bíblia. .149 Gráfico 11 – Tempo diário dedicado à leitura do Espírito de Profecia O gráfico demonstra um resultado semelhante ao do anterior. pois 58% dos pesquisados não dedicam tempo algum à leitura do Espírito de Profecia.145 n = 1. Este percentual revela uma situação inquietante. incluindo a lição da ES Neste gráfico nota-se um índice preocupante: 58% dos entrevistados não costumam separar tempo diário para a leitura da Bíblia ou da lição da Escola Sabatina. Felizmente. apenas 1% separa mais de 40 minutos para este fim. um percentual significativo (42%) dedica algum tempo a esse sagrado mister. pois estudar a Bíblia é um princípio divino fundamental para o crescimento cristão (Jo 5:39).

conforme o gráfico 13.168 1.6% 52. O índice de 37% para os muito satisfeitos demonstra que Deus tem pessoas dedicadas que procuram cumprir a missão enquanto aguardam o retorno de Cristo (Mt 9:37).5% 54. por exemplo. De qualquer forma.5% freqüentam o culto de sábado.9% 35. a tendência é estar mais satisfeito com os demais aspectos da vida cristã. e o sentimento em relação à prática devocional. como. este resultado aponta que. o resultado deste gráfico mostra que a maioria dos membros continua vivendo um estado de comodismo (63%). quando há mais envolvimento na missão. Tabela 2 Freqüência aos cultos da igreja Freqüência à igreja Escola sabatina Sábado pela manhã Culto JA Culto domingo à noite Culto quarta à noite Sim 89% 97.5% Não 11% 2.108 A Tabela 2 mostra quais os cultos mais freqüentados e quais os menos pela maioria dos membros. a maioria não freqüenta outras reuniões da igreja.125 1. como aparece na tabela 2.1% 64% Questionários válidos 1. excetuando a Escola Sabatina e o culto JA.107 1. parece ser a freqüência às reuniões da igreja.5% 46.129 Gráfico 12 – Sentimento em relação à participação nas atividades missionárias Apesar dos movimentos missionários promovidos com freqüência nas igrejas adventistas.4% 47.184 1. A pesquisa indicou que cerca de 97.146 n = 1. . e que.

Porém.050 Gráfico 13 – Sentimento em relação à vida devocional O gráfico demonstra que 78se encontram entre mais ou menos satisfeitos para com a vida devocional. descobrir-se as correlações mais significantes entre hábitos de mídia e vida devocional dos membros. é possível que também se sintam na “UTI” espiritual. . mas de acordo com o gráfico 6. É possível que um número expressivo de entrevistados tenha indicado estas respostas por sentirem que ainda há muito que melhorar neste aspecto. a excesso de trabalho. devido a problemas relacionados a saúde. ao fato de residirem longe da igreja. para. deste modo. etc. n = 1. aos freqüentes perigos em determinadas regiões.5% dos membros freqüentam o culto de quarta-feira à noite. É possível que muitos não freqüentam mais regularmente a igreja. far-se-á cruzamentos dos itens estipulados no questionário. Correlação e Interpretação dos Dados Face às dificuldades em estudos estatísticos relacionados com a área humana de identificar a causa e efeito ou a influência de um item sobre o outro. também há a possibilidade de muitos estarem permutando os cultos por programas principalmente de televisão.147 por exemplo apenas 35. ao custo elevado do transporte. O próximo tópico analisa os dados procurando extrair recomendações que possam ser úteis para ajudar a melhorar o desempenho espiritual da igreja. a idade avançada.

será aplicado este teste. 1999). .05. Ronald L.148 Sendo assim. Análise Multivariada de Dados (São Paulo: Artmed. O = freqüências observadas. 14 Desta maneira. Aplica-se. Tatham. por arredondamento em percentual. Hair. que é uma medida padronizada de freqüências reais de células comparadas com freqüências esperadas das células. como exemplos: cruzamento entre faixa de idade e tempo dedicado assistindo televisão.96 indica a célula no cruzamento onde essa correlação acontece. Segundo Antonio Carlos Gil. O mais usual é um p Z 0. é o indicativo da margem de erro admitida em estudos de ciências humanas e ciências sociais. onde: Y = somatório. a análise de correspondência usa um dos conceitos estatísticos mais básicos. o X².16 Joseph F. Além disso. há grande diversidade de testes de significâncias. nas tabelas. estes podem ser consultados no anexo B. o mais importante não é o percentual. qui-quadrado. O resíduo ajustado [ a 1. que indica uma correlação significativa. abaixo dos gráficos. a opção pelo teste denominado qui-quadrado (X²) é devido à praticidade e confiabilidade em seus resultados. E= freqüências esperadas. que se preocupa essencialmente com as diferenças entre as freqüências obtidas na pesquisa por amostragem e as que poderiam ser esperadas caso não houvesse associação entre as variáveis. O percentual em negrito indica onde houve relevância na correlação dos dados. cuja fórmula é: X² = Y (O – E)² ÷ E. Rolph E. 2006). tempo dedicado acessando internet e estudo da Bíblia. Este resíduo significa a diferença entre o observado e o esperado. 441. o teste procura identificar. para a correlação dos dados.15 A letra “p”. mas o grau de associação existente entre as variáveis. e. e William Black. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social (São Paulo: Atlas. Entretanto. 182. Além dos 13 gráficos e 38 tabelas apresentados neste capítulo. existem outros que não estão diretamente relacionados com o tema. para tais correlações. Além disso. se as constatações observadas são verdadeiras ou resultam de algum erro de amostragem. 15 16 14 Antonio Carlos Gil.

5% 20.149 Tabela 3 Idade/Tempo diário para filmes seculares Idade 12 a 17 anos 18 a 25 anos 26 a 40 anos 41 a 60 anos Acima de 60 anos Total Nenhu m 4. O capítulo bibliográfico que trata da influência dos filmes sobre a mente.0% 29.5% 32.0% 20 a 40 minutos 13.3% 7.278 p = 0. maior é a atração por filmes.7% 38. .9%* 28. a próxima tabela certifica que a televisão também possui outros atrativos que fatalmente podem comprometer o tempo que o expectador poderia utilizar para outros fins enobrecedores.8% 100. aponta que a partir da década de 1960 houve um relaxamento da censura e os palavrões entraram no currículo normal dos atores.0% Até 20 minutos 13. Nota-se também por meio dos percentuais em negrito que quanto menor a faixa de idade (com limite de 12 anos). os filmes passaram a introduzir temas que corrompem a mente humana a partir da adolescência.0% 100.96 Segundo esta tabela. o resultado mensurado mostra que a maior proporção dos que assistem filmes seculares está na faixa de 12 a 17 anos.125 Qui-quadrado = 140.0% Mais de 40 minutos 18. Desta maneira.7% 26.5% 19.0%* 19.5% 27.6% 11.6% 3.0% n = 1.0% Total 11.7%* 100.7% 8.0% 22.4% 13.0% 20.000 *Resíduo ajustado Z 1.8% 100.8%* 27. Além da influência negativa exposta na grande maioria dos filmes.3% 24.9% 29.9%* 27.0% 100.

Quanto a isto.7% 29.5% 16.015 *Resíduo ajustado Z 1.2% 16.2% 20. Além de possuir a capacidade de influenciar as estruturas individuais em qualquer etapa da vida.7% 19.7%* 20. ver também Iglesias. de fato. 8. 7. paulatinamente o mercado publicitário investe quantia significativa para produzir programas que conquistem a mente do telespectador.893 p = 0.0% 100.9% 26.8% 100. E aqueles que estão entre 41 a 60 anos apontam maior probabilidade de não dedicar algum tempo a esta mídia.96 Este cruzamento apresentou níveis preocupantes.7% 100.9% 100.7% 38.9% 29.9% 31.0% n = 1.156 Qui-quadrado = 24. aponta a televisão como se tornando cada vez mais um veículo de suprema veneração.6% 11. principalmente para os mais jovens.4% 28.9% 12.2% 11. Por outro lado. Os que estão na faixa etária de 12 a 17 anos são mais tendentes a gastar maior volume de tempo assistindo televisão.8% 24.0% 20 a 40 minutos 9.5% 28.1% 20.0% Até 20 minutos 7. 5-7.0%* 12.17 os programas televisivos mostram ser instrumentos formadores de valores que competem com a família. .150 Tabela 4 Idade/Tempo diário para programa secular TV Idade 12 a 17 anos 18 a 25 anos 26 a 40 anos 41 a 60 anos Acima de 60 anos Total Nenhum 6.0% Mais de 40 minutos 14. a 17 Tichy.6% 28. O estudo bibliográfico do capítulo três.0% Total 10.2% 22.8% 100.

6%* 35. 18 . e quanto mais idosa menos se ocupa com ela.4% 184 355 Mais de 40 minutos 21.8% 26. 26. físico e moral.3%* 22.9% 14. Em realidade. há maior propensão para o consumo de mais tempo acessando a internet.7%* 34. Pedrinho A.764 p = 0.7%* 37.9% 202 20 a 40 minutos 9.1% 1150 n = 1. Dg. “Televisão e a violência: uma resposta cristã ao debate sobre seus efeitos”.9%* 409 Até 20 minutos 5. mais a pessoa se envolve com internet. 2000. Mostra-se tudo.0%* 24. o hábito de acessar a internet indiscriminadamente vem se tornando tão alarmante que até governos de diferentes países procuram alternativas que concorram para regredir o tempo dedicado à ela.18 Tabela 5 Idade/Tempo diário para internet não profissional Idade 12 a 17 anos 18 a 25 anos 26 a 40 anos 41 a 60 anos Acima de 60 anos Total Nenhum 4.8% 5. Guareschi e Osvaldo Biz confirmam que a oferta de material e estímulos pela internet é extremamente abundante.6% 20.000 *Resíduo ajustado Z 1. muitos deles com alto nível de conflito para consciência autenticamente cristã.1% 3.6%* 6.9% 20.4% 7.2% 27.2% 14.150 Qui-quadrado = 297.151 escola e a igreja. Por outro lado.0% 29.9% 12.7% Total 10.0% 43.4%* 26.9% 34. 12:1. Daniel Reynaud. É indiscutível que quanto mais jovem. e se evite maiores danos para o usuário no aspecto psicológico. entre os membros da igreja na faixa etária de 12 a 17 anos.96 Esta tabela aponta que.

3% 9.0% Total 10. RJ: Vozes. em Tarcila Campanella.com.6% 8. 135. na adolescência.7% 19. acessado em 22 de junho de 2008. o psicanalista da Universidade de Colúmbia.3% 100. mas líderes. e os dados obtidos estimam que 85% desses sites têm lucros calculados em torno de US$ 1 bilhão. afirma que. o acesso à pornografia é muito prejudicial.6% 100.5%* 34.0% 100% n = 1.1% 100. Mídia. ano V.5%* 26.932 p = 0. O medo aumenta quando se descobre que o inimigo mora perto (ou dentro) de casa.5% 29.0% Mais de 40 minutos 3. edição 52. devem interferir para que a internet seja apenas um instrumento de educação.9% 13. “Material impróprio na Internet preocupa governos”. Cerca de 80% dos jovens acessam a internet de centros estudantis e 20% a operam em seus próprios lares. . Guareschi e Osvaldo Biz.152 por todos os lados.8% 21. sobretudo os pais.19 Então. Existem hoje cerca de 500 mil sites com material pornográfico na rede.0% Até 20 minutos 12. 2005).0% 20 a 40 minutos 8.interprensa.8% 26. televisão e internet fascinam mais as pessoas na faixa etária de 12 a 25 anos. a influência corruptora é tão evidente na maioria destes veículos de comunicação que qualquer cristão pode ser afetado com o uso da mídia sem critério.8% 100. já existe um projeto de lei na Comissão de Educação do Senado que visa prover o poder público de mecanismos de identificação de conteúdos considerados restritos à faixa adulta.7%* 15. pesquisa e divulgação do que é útil e eficiente. E como mostra o capítulo três. as tabelas 3. Ainda falta muito para uma vitória definitiva nesta área.0%* 29. novembro 2001.000 *Resíduo ajustado Z 1. Educação e Cidadania (Petrópolis.9% 37.0% 7.6% 25. em www.2% 16.96 19 20 Pedrinho A.3%* 23.br. o que pode acontecer com a maioria dos jovens que vivem navegando no complexo mundo virtual? De fato.6% 30. Cit. 4 e 5 apontam que filmes..9% 15. Gaylin. O problema tem alcançado grandes proporções e o medo do acesso irrestrito acabou atingindo os Estados Unidos. cultura. No Brasil. em todos os sentidos.20 Tabela 6 Idade/Tempo diário para oração Idade 12 a 17 anos 18 a 25 anos 26 a 40 anos 41 a 60 anos Acima de 60 anos Total Nenhum 18.4% 17.0% 38.173 Qui-quadrado = 111.

os que situam entre 41 e 60 anos mostram uma tendência de gastar acima de 20 minutos em oração. Por outro lado. Como o capítulo dois demonstra.4%* 27.9% 100. como viu-se no gráfico 9.4%* 100. Por outro lado. casamento.8% 26. pois o êxito dos grandes movimentos espirituais sempre ocorreu com ênfase na oração.6% 7. Ademais.0% 16. na faixa etária de 12 a 25 anos.9%* 31. O estudo indicou que estas faixas etárias tendem a dedicar até 20 minutos para a oração.7% 19. Tabela 7 Idade/Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) Idade 12 a 17 anos 18 a 25 anos 26 a 40 anos 41 a 60 anos Acima de 60 anos Total Nenhum 17. O ideal seria que nesse hábito se verificasse indistintamente com todas as faixas etárias.9% 100. incluindo a lição da Escola Sabatina. os pais que deveriam estar repassando aos filhos . jovens e os adultos até 40 anos. A próxima tabela envolve o estudo da Bíblia.9% 29.4% 21.0%* 28.0% Total 10.0% 5.164 Qui-quadrado = 116.1% 17.7% 100.7% 11. a oração é um princípio fundamental na vida de qualquer indivíduo.626 p = 0. No entanto.1% 38.9% 100.0% Até 20 minutos 11. nesta fase da existência ocorrem as escolhas mais importantes relacionadas à profissão. este período dedicado à prece pode consistir tanto de oração particular como pública.0% 25. algo auspicioso.5%* 29.96 Esta tabela indica que.000 *Resíduo ajustado Z 1.0% Mais de 40 minutos 5.153 Os dados desta tabela apontam que houve diferença no tempo dedicado à oração entre os adolescentes. de acordo com a pesquisa bibliográfica do capítulo três.0% n = 1.2% 32.7% 12.1% 31. a tendência é não dedicar tempo diário algum para o estudo da Bíblia. etc.0% 20 a 40 minutos 10.9% 20.0% 11.

1% 8.0% 100% Até 20 minutos 10. os filhos ficam a mercê das influências corruptoras da mídia.3% 24. o que pais e líderes deveriam fazer para que os filhos pudessem se entreter menos com a mídia e mais com a preparação para o reino de Deus e propagação do Evangelho?21 Tabela 8 Idade/Tempo diário para estudo Espírito de Profecia Idade 12 a 17 anos 18 a 25 anos 26 a 40 anos 41 a 60 anos Acima de 60 anos Total Nenhum 12.1% 100% 40 Total 10. com freqüência estão envolvidos com inúmeras atividades seculares e. os adolescentes e jovens são fascinados com os encantos ilusórios da mídia.1% 26.2% 34.9% 10.6% 100% n = 1.142 Qui-quadrado = 71.5% 100% 20 a 40 minutos 5. .5%* 28.6% 28.0% 27. O gráfico 11 21 No próximo capítulo serão desenvolvidas algumas sugestões acerca disto.9% 15.9% 20.9% 25. Assim.4% 12. esta tabela aponta que o tempo para a devoção na Palavra de Deus tem sido irrisório. desta maneira.9% 12.9% 16.9% 29.154 os verdadeiros valores morais e espirituais.105 p = 0.2% 29. Enquanto isso.6% 13. enquanto os meios de comunicação absorvem a maior porção do tempo e satura a mente com alternativas indevidas. Mediante este resultado preocupante.1% 100% Mais de minutos 7.96 O fato surpreendente nesta tabela é a tendência dos que tem até 25 anos de idade não gastarem tempo algum na leitura do Espírito de Profecia.9% 26.2% 31. As tabelas 3 a 5 mostraram nitidamente que neste período da existência (12 a 25 anos). a maior proporção dos que estão acima de 60 anos dedica mais de 20 minutos para este propósito.000 *Resíduo ajustado Z 1.1% 31.

148 p = 0.000 *Resíduo ajustado Z 1. demonstrou que 37% dos respondentes possuem muita satisfação em relação às atividades missionárias.0% n = 1.4% 32.7% 29. este resultado demonstra que há uma urgente necessidade de se tomar alguma medida que venha fortalecer o hábito de se estudar esses escritos.0% 26. porém.8% 22. então.8% 31.6%* 15.7% * 100. Já a indicação na presente tabela é que os leitores dos escritos inspirados se situam acima de 60 anos.5%* 29.155 mostrou que 58% dos membros lamentavelmente não reserva tempo para ler o Espírito de Profecia.0% 9.2% 8. 42% declararam possuir um sentimento de pouca satisfação e 21% se manifestaram insatisfeitos.1% 27. Os membros de 26 a 40 anos indicam uma tendência maior de se sentirem insatisfeitos nestas atividades.1% 22. Não seria importante.96 O gráfico 12.123 Qui-quadrado = 43.7% 12.0% Total 11. Já a presente tabela mostra que a maioria dos que se sentem muito satisfeitos com as atividades missionárias estão na faixa etária de 12 a 17 anos e acima de 60 anos. Tabela 9 Idade/Sentimento quanto à participação atividades missionárias da igreja Idade 12 a 17 anos 18 a 25 anos 26 a 40 anos 41 a 60 anos Acima de 60 anos Total Muito satisfeito 14.1% 23.0% 20.0% Pouco satisfeito 10. Sendo assim.1% 100.6% 100. verificar porque a maior proporção de adolescentes sente estar muito satisfeita em relação as atividades missionárias? Será que entendem o que significa fazer parte da missão? Ou se sentem eles satisfeitos devido a incentivos que recebem na igreja ou em casa? E quanto aos que estão acima dos 60 anos e se sentem satisfeitos? Será que isto esteja ocorrendo devido ao tempo que estão na igreja e já .5% 18.0% Insatisfeito 6.8% 100.3% 28.

5% 20. a igreja deveria encontrar as verdadeiras causas da insatisfação de seus membros.123 *Qui-quadrado = 52.4% 14.8% 27.8% 24. e aqueles que estão insatisfeitos? Seria a maior insatisfação por estarem se eximindo de suas responsabilidades missionárias? Será que estão se envolvendo em demasia em outras atividades internas ou externas da igreja que não sobra tempo para os deveres missionários? Ou será que as atividades profissionais no decorrer da semana absorvem o tempo que poderia ser empregado em realizar a missão? E também não pode ser que estes estejam trabalhando o suficiente.819 p = 0.4% 26.5% 29.000 Resíduo ajustado Z 1. Esta tabela aponta que a maior parte dos que freqüentam o culto jovem se situa entre 12 e 25 anos e os que menos freqüentam estão . mas ainda sentem que poderiam fazer mais para a obra de Deus? Antes de aplicar qualquer alternativa de incentivo.8% 14. Tabela 10 Idade/Freqüência à igreja – Culto JA Idade 12 a 17 anos 18 a 25 anos 26 a 40 anos 41 a 60 anos Acima de 60 anos Total Freqüência à igreja – Culto JA Sim Não 7.8% 34. vamos tratar agora da correlação entre idade e freqüência aos cultos JA.2%* 26.3% 28. domingos e quartas à noite.6%* 7.8%* 14.156 formaram boa consciência do que necessitam realizar? Ou seria por terem mais tempo disponível para dedicar à obra do Senhor? E a igreja.8%* 100% 100% Total 11.0% 100% n = 1. não poderia ela utilizar a dedicação destes para motivar os demais a se empenharem mais nesta tarefa? Além disso.3% 11.96 Considerando que a tabela 2 apontou que 97% dos respondentes freqüentam o culto divino e 89% assistem a Escola Sabatina.

Vejamos a seguir o que acontece em relação aos cultos de domingo e quarta. isto é. saem para atividades missionárias externas ou ficam do lado de fora da igreja resolvendo problemas ou em diálogos seculares.8% 29.002 *Resíduo ajustado Z 1.157 acima dos 41.2% 11.770 p = 0.9% 25.2%* 12.2% 20.3% 14. que sempre necessitam do apoio dos mais experientes. Tabela 11 Idade/Freqüência à igreja – Culto domingo à noite Idade 12 a 17 anos 18 a 25 anos 26 a 40 anos 41 a 60 anos Acima de 60 anos Total Freqüência à igreja – Culto domingo à noite Sim Não 7. Além disso.7%* 20.5% 11. no horário do culto jovem.9% 100% n = 1. parece ficar a impressão de que muitas vezes os líderes da igreja. o maior número dos que não freqüentam se encontra a partir dessa idade. projetando assim um exemplo negativo para os mais novos. realizam programas paralelos.118 Qui-quadrado = 16. isto é lamentável.96 .9% 27.1% 32.4% 20.7% 27. Este surpreendente resultado parece indicar que uma considerável proporção dos que lideram a igreja não freqüentam assiduamente os programas dos jovens.6% 100% 100% Total 11.6% 26.

4%).9%* 24.3%* 8.2% 29.1% 13..7% 27. o dos domingos (47.5%).000 *Resíduo ajustado Z 1.8% 22.101 Qui-quadrado = 35.0% 12.2% 20.9%) e o dos de quarta (35. porém.4% 26.. de qualquer modo. Será que o exemplo ou falta de apoio dos adultos nos programas dos jovens não os leva a fazer o mesmo em relação aos demais cultos da igreja? Ou será que os cultos são formatados exclusivamente para faixas especificas de idade? Ou quem sabe os cultos não possuem programas planejados e por isso não preenchem a expectativas espirituais do adorador? De qualquer maneira estes resultados sinalizam a necessidade de se elaborar estratégias urgentes para que os membros sejam reavivados e os cultos se tornem mais atrativos.8% 17.6% 33. a igreja sente a necessidade de mensagens do estilo apresentado no caminho de Emaús: “. a maioria dos jovens não freqüenta os cultos de domingo e quarta.8%* 100% 100% Total 12 a 17 anos 18 a 25 anos 26 a 40 anos 41 a 60 anos Acima de 60 anos Total 11. Entretanto.0% 100% n = 1. Aqui.4%* 16. Deve haver um consenso comum entre os cristãos que há necessidade urgente de reavivamento nos cultos da igreja. não nos ardia o .158 Tabela 12 Idade/Freqüência à igreja – Culto quarta à noite Idade Freqüência à igreja – Culto quarta à noite Sim Não 7. as duas presentes tabelas nos exibem resultados opostos ao observado na anterior. Porventura.96 Vimos na tabela 2 que há um índice muito baixo de freqüentadores do culto JA (54. alguns tendem a confundir os cultos espirituais com os cultos emocionais e superficiais.9% 28.883 p = 0.

8% 3.0% Total 11. mesmo sendo impossível.8% 32.0% Mais ou menos satisfeito 11.2% 27. nos falava.5%* 100. Curiosamente. os que se sentem completamente satisfeitos com a devoção pessoal se encontram acima de 60 anos de idade. observa-se que a maior proporção dos que oram mais.5% 26.7% 13. tabela 8 tabela 9 idade/tempo diário dedicado a idade/tempo diário no estudo Bíblia (incluindo a lição da Escola Sabatina) e idade/tempo dedicado a leitura do Espírito de Profecia.9% 22.1% 100.159 coração. na correlação desta tabela 13 com os gráficos 6 e 8. De acordo com o gráfico 13. De outro modo. quando nos expunha as Escrituras?” (Lc 24:32).0% 100.5% 27. .8% 28. Tabela 13 Idade/Sentimento devocional Idade 12 a 17 anos 18 a 25 anos 26 a 40 anos 41 a 60 anos Acima de 60 anos Total Completamente satisfeito 13.96 Os resultados apresentados nesta tabela mostram que entre as pessoas dos 18 aos 40 anos. há maior tendência de se possuir sentimento de insatisfação devocional. tem a tendência de se sentirem mais satisfeitos na vida devocional. Ainda. estimar qual o fator que influencia o outro.0% n = 1. verifica-se que 67% dos pesquisados dedicam mais de 20 minutos diário assistindo televisão e 47% acessam a internet mais de 20 minutos diariamente.5% 26. por métodos estatísticos.043 Qui-quadrado = 67.000 *Resíduo ajustado Z 1. entendemos que há forte correlação entre eles.4% 11. quando Ele.354 p = 0. este grupo corresponde a 23% dos pesquisados.8% 100.0% Insatisfeito 8.6%* 25.3% 23. pelo caminho. ao associarmos esta tabela com as tabelas 7 oração.7% 16. Portanto.5% 21.1% 12.3%* 35. que estudam mais a Bíblia e os escritos inspirados.

600 p = 0.2% 52.7% 50.160 enquanto que 58% não separam tempo para o estudo da Bíblia.6%* 53. Sendo assim.6% 100.0% Total 42.96 .8% 51.6%* 49.0% Até 20 minutos 46.000 *Resíduo ajustado Z 1. a pesquisa bibliográfica do capítulo dois está correta ao antecipar estes resultados.126 Qui-quadrado = 19.0% n = 1.0% Mais de 40 minutos 50.0% 20 a 40 minutos 38.4% 100.4% 68.0% n = 1.0%* 100. e ao verificar que quanto mais tempo se dedica às comunicações seculares.6%* 100.6% 100.0% Mais de 40 minutos 48. Mediante tais amostras.0% 63.0% 57.4% 61. As tabelas 14 a 18 apontam para possíveis situações a este respeito. Tabela 14 Sexo/Tempo diário para leitura jornais e revistas seculares Sexo Masculino Feminino Total Nenhum 31.166 p = 0.96 Tabela 15 Sexo/Tempo diário para filmes seculares Sexo Masculino Feminino Total Nenhum 37.0% 100.0% Total 43.4% 57. não seria necessário buscar uma avaliação individual de como a mídia influencia na devoção pessoal? Vejamos a seguir o empenho pela devoção pessoal relacionado com a diferença de sexo. lição da Escola Sabatina e Espírito de Profecia (gráfico 10 e 11).0% Até 20 minutos 49.000 *Resíduo ajustado Z 1.4% 100.8% 100.3% 100.163 Qui-quadrado = 24.2% 100.0% 20 a 40 minutos 47. menos satisfação haverá na vida devocional.

0% 100.0% 100.1% 63.7%* 46.151 Qui-quadrado = 14.788 p = 0.174 Qui-quadrado = 20.8% 100.1% 100.0% Até 20 minutos 43. para assistir filmes e para acessar internet.1% 100.2% 57.8%* 100.3% 100.0% Mais de 40 minutos 49.0% n = 1.3% 58.6% 57.9%* 100.000 *Resíduo ajustado Z 1.7% 100.0% Total 42.668 p = 0.9%* 50.6% 57.0% 20 a 40 minutos 41.0% Até 20 minutos 46. Também apontam que o sexo feminino tem tendência de dedicar mais tempo à oração .4% 100.96 Os resultados destas tabelas apontam que o sexo masculino tem maior tendência de dedicar mais tempo à leitura de revistas e jornais seculares.0% n = 1.0% n = 1.1% 100.9% 54.5% 45.001 *Resíduo ajustado Z 1.0% Mais de 40 minutos 37.0% 20 a 40 minutos 36.96 Tabela 18 Sexo/Tempo diário de estudo da Bíblia (com lição ES) Sexo Masculino Feminino Total Nenhum 53.002 *Resíduo ajustado Z 1.0%* 54.4% 100.5% 100.778 p = 0.9% 60.0% Mais de 40 minutos 39.0% Até 20 minutos 45.0% 63.2% 100.161 Tabela 16 Sexo/Tempo diário para internet não profissional Sexo Masculino Feminino Total Nenhum 36.166 Qui-quadrado = 15.8% 56.3% 68.0% Total 42.7%* 100.96 Tabela 17 Sexo/Tempo diário para oração Sexo Masculino Feminino Total Nenhum 54.0% 20 a 40 minutos 31.2% 63.0% Total 42.

0% 100.2% 47.2% 2. observa-se que entre os 58% que não dedicam tempo algum para o estudo da Bíblia. nota-se que os que mais assistem filmes seculares compõem a faixa etária de 12 a 25 anos. Tabela 19 Estado civil/Tempo diário para filmes seculares Estado civil Solteiro Casado Separado Viúvo/a Total 20 20 a 40 Mais de Nenhum Até minutos minutos minutos 41.7% 38.085 Qui-quadrado = 61. pois enquanto cabe ao homem a função de sacerdote do lar.0% n = 1.1% 41. O ideal seria que houvessem proporções equivalentes para homens e mulheres.0% 100.4% 3. separados e viúvos.96 Os dados desta tabela mostram que os solteiros são mais tendenciosos a dedicarem mais tempo diário assistindo filmes. Contudo. Já as respostas indicaram que os casados. é imperativo que a igreja engendre algum plano para que os homens dediquem mais tempo para o estudo da Bíblia e desenvolvam melhor relacionamento com Deus.2% 100. incluindo a lição da ES. na faixa de idade acima 40 anos. Sendo assim.1% 5.7%* 50. na associação da tabela 18 estudo da Bíblia.0% 43.001 *Resíduo ajustado Z 1. não possuem a tendência de assistir filmes. com o gráfico 10 sexo/tempo diário dedicado ao tempo diário estudo Bíblia.6% 44.5% 9.8% 2.7% 8. à mulher (mãe) cabe a responsabilidade pela orientação dos filhos.366 p = 0. Diante das respostas obtidas nesta pesquisa.2% 5. Já com relação ao tempo dedicado para assistir televisão.0% 100. seria . na grande maioria solteiros.5% 41.5% 3.162 e estudo da Bíblia.9% 7. a pesquisa não indicou relevância. Correlacionando esta amostra com a tabela 4.6%* 47.6%* 100.6%* 12.0% 40 Total 43. a maioria pertence ao sexo masculino.

quem sabe envolvendo-os mais diretamente nas atividades espirituais e sociais da igreja.22 22 O seminário quatro do anexo C trata de como resguardar a mente contra as influências perniciosa da mídia.6% 42.780 p = 0.0% 20 a 40 minutos 48.9% 8.0% Total 43.5% 2. adolescentes e jovens quanto aos perigos oriundos da mídia.96 A análise dos dados acima demonstra que os solteiros também são os que mais dedicam tempo acessando internet não como atividade profissional.5% . Novamente destacamos a importância de alertar as crianças.2% 6.0% Até 20 minutos 33.1%* 100.6% . .0%* 10. esta mídia e outras que trouxeram surpreendentes avanços para a sociedade.3% 8.0% Mais de 40 minutos 68. onde a maior proporção dos que acessam a internet mais de 40 minutos estão na faixa de 25 anos de idade.5% 100. e que oferecem inigualáveis vantagens. Também os que compõem esta faixa de idade são os menos propensos a dedicar tempo para o estudo da Bíblia (tabela 7) e do Espírito de Profecia (tabela 8).7% 58. em seguida estão os casados que ficam até 20 minutos diários.0% n = 1. Novamente os resultados desta tabela confirmam a amostra das tabelas 5 e 6.8% 100.163 recomendável que a igreja desenvolvesse alternativas que pudessem ocupar melhor o tempo dos que compõem este grupo.8% 44.3%* 10.0% 55.6% 100.2%* 25. Portanto.2% 1. simultaneamente estão consumindo grande parte do tempo que deveria ser dedicado à comunhão com Deus.111 Qui-quadrado = 161.4% 5.9% 100.000 *Resíduo ajustado Z 1. Tabela 20 Estado civil/Tempo diário para internet não profissional Estado civil Solteiro Casado Separado Viúvo/a Total Nenhum 25.

0% Até 20 minutos 47.130 p = 0.124 Qui-quadrado = 36.0%* 37.7% 1. a maior proporção está entre os solteiros.4% 44.4% 2.1% 3.6% 100.3% 45.135 Qui-quadrado = 47.5% 45.000 *Resíduo ajustado Z 1.3% 3.3% 12.96 .5% 48.4% 100. Tabela 22 Estado civil/Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) Estado civil Solteiro Casado Separado Viúvo Total Nenhum 60.1%* 10.5% 100.7% 8.0% n = 1.524 p = 0.7%* 100. Por outro lado.6%* 9.9% 50.6% 4. a pesquisa mostra que os que dedicam mais tempo à oração são os separados e viúvos.0% Total 43.0%* 42. por sentirem maior dificuldade para superar as crises existências.1% 14.0% 20 a 40 minutos 41. tendem a dedicar mais tempo em busca da intimidade com Deus.0% 2.6% 3. Este resultado parece ser natural considerando que estas pessoas.3% 44.0% Mais de 40 minutos 32.6% 8.4%* 6. vivem mais sozinhas ou solitárias.3% 7.0% Total 43.0% 20 a 40 minutos 36.000 *Resíduo ajustado Z 1.9% 46. E isto se torna muito louvável.2%* 33.0% Até 20 minutos 45. pois em geral os mais jovens nem sempre possuem o hábito de orar com mais freqüência.0% n = 1.7% 8.1% 100.164 Tabela 21 Estado civil/Tempo diário para oração Estado Civil Solteiro Casado Separado Viúvo/a Total Nenhum 60.5% .0% 2.3% 100.5% 100. geralmente.3% 100. assim.9%* 100. entre os que não oram e aqueles que dedicam até 20 minutos para este fim. Entretanto.8% 9.96 Algo surpreende nesta tabela.0% Mais de 40 minutos 28.6% 3.3% 100.

Qual seria o motivo para que os solteiros dediquem menos tempo para o estudo da Bíblia? A idade? A falta de conversão? A influência de amigos? Seria o próprio Satanás por investir mais naqueles que ainda estão em formação? São perguntas que requerem um são discernimento.6% 37.764 p = 0.2%* 22.6% 16. está entre os solteiros.4% 17.0% Mais de 40 minutos 2.1% 40.135 Qui-quadrado = 40. como notamos na tabela anterior. .0 % n = 1.9% 17. os separados e viúvos tendem a gastar mais tempo na leitura destes devocionais.3%* 40.5% 40.0% Até 20 minutos 1.4% 100.4%* 40.0% 20 a 40 minutos 1.7% 41.4% 39.0% 11.0% Total 3.7% 100.8% 100.0% 47.5% 100.8% 29.4% 100.23 Tabela 23 Grau de instrução/Tempo diário para jornais e revistas seculares Grau de instrução Nenhum Fundamental completo Ensino médio completo Superior completo Total Nenhu m 7.000 *Resíduo ajustado Z 1.165 Esta tabela mostra que a tendência de dedicar menos tempo para o estudo da Bíblia e a lição da Escola Sabatina. enquanto isso.6% 41.96 23 O seminário um do anexo C trata de como administrar o tempo tendo como prioridade a comunhão com Deus.

9% 31.1% 46. desde que a internet surgiu.0%* 100% 20 a 40 minutos 2. a maioria atingiu o curso superior completo.7% 17.123 Qui-quadrado = 73.3% 100% Total 3. a tabela 24 indica que os maiores leitores de jornais e revistas seculares tendem a ser os que cursaram o ensino médio.000 *Resíduo ajustado Z 1.3% 100% Até 20 minutos 1. pois aqueles que não alcançaram nenhum grau de instrução. não dedicam tempo para a literatura secular ou acesso à internet.2% 41. como se destaca no capítulo três.7% 44.2% 17. obviamente.166 Tabela 24 Grau de instrução/Tempo diário para internet não profissional Grau de instrução Nenhum Fundamental completo Ensino médio completo Superior completo Total Nenhum 5.0% 34. Ademais.0% 47. ela alcançou primeiramente a classe alta da sociedade e.8% 6.5% 38.0% 9. . gradativamente.96 Em certo sentido os dados das tabelas 23 e 24 indicam um resultado natural.189 p = 0.0%* 36.1% 100% n = 1. Entretanto. Neste caso. Quanto aos que acessam internet diariamente.6% 38. o seu fácil acesso trás inúmeras vantagens. foi conquistando as demais camadas sociais.4%* 100% Mais de 40 minutos 1.9%* 26. Hoje ela é acessível em qualquer ambiente.4% 51. porém as influências negativas trazem resultados de conseqüências preocupantes em todos os âmbitos da vida humana.

7% 41.330 p = 0. White destaca que “Deus quer que cultivemos cada faculdade ao mais elevado grau de perfeição.5% completo Ensino médio 56. entre a vida de oração e o conhecimento intelectual? Esta indagação é bom motivo para uma pesquisa no âmbito de igreja local. Parábolas.167 Tabela 25 Grau de instrução/Tempo diário para oração Grau de Nenhum instrução Nenhum 6.5% 15. Ellen G. .3% 18.1% 42. então.7% 37.9% completo Total 100% Até 20 minutos 3. Já o teste não apresentou nenhuma correlação com aqueles que não estudaram ou chegaram apenas ao fundamental completo.5% 41.4% 100% 20 a 40 minutos 2.4% 100% n = 1. e os que cursaram o ensino médio completo mostram tendência de não orar diariamente.4% 17.24 24 White.8% 44. 330. para que possamos fazer o maior bem que formos capazes de realizar”. pessoas que cursaram o ensino superior possuem a tendência de orar mais.2% 37.4% 34.144 Qui-quadrado = 14.8% Fundamental 20.8%* completo Superior 15.7% 17.6% 100% Total 3.96 De acordo com o que esta tabela indica.111 *Resíduo ajustado Z 1. Qual a relação.9%* 100% Mais de 40 minutos 2.5% 39.

9% 52.8% 100% n = 1.7% 41.96 À guisa de comparação.2%* 100% Até 20 minutos 95. embora a maioria dos adventistas não tenha o hábito diário da prática devocional.4%* 29.5% 15.0% 24.2% 100% Total 95.3% 100% 20 a 40 minutos 95. os adventistas batizados tendem a dedicar mais tempo à leitura da Bíblia e da lição que os não batizados.8% 17. Tabela 27 Tempo diário para programa secular TV/Sentimento vida devocional Tempo diário programa secular TV Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total Sentimento vida devocional Completamente Mais ou menos Insatisfeito satisfeito satisfeito 16.003 *Resíduo ajustado Z 1.2% 4.4% 26.168 Tabela 26 Adventista batizado?/Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) Adventista batizado? Sim Não Total Nenhum 88. em comparação com os não batizados.2% 100% n = 1.1% 100% Mais de 40 minutos 96.4% 20.0% 28.7% 4. segundo esta tabela.000 *Resíduo ajustado Z 1.96 Esta tabela indica que a maior proporção dos pesquisados que dedicam mais de 40 minutos diários para a televisão possuem sentimentos de insatisfação para com a vida .8%* 3.028 Qui-quadrado = 25.4% 40.2% 12.1%* 100% 100% 100% Total 13.7% 18.741 p = 0. mesmo assim dedicam mais tempo a essa prática.1% 13.8% 11.070 p = 0. Este resultado indica que.1% 30. Isso talvez seja devido à influência positiva que a igreja procura exercer sobre a vida espiritual de seus membros.159 Qui-quadrado = 13.9% 4.

4% 100% n = 1.2% 37.9% 16.5% 16. familiar e pública ao tempo em que se invista na aplicação de princípios norteadores quanto ao uso desta mídia.1% 18.523 p = 0.8% 44.023 Qui-quadrado = 24. os que a ficam acessando por mais de 40 minutos possuem maior propensão para a insatisfação. Sendo assim.000 *Resíduo ajustado Z 1. aqueles que não gastam tempo acessando a internet possuem a tendência de se sentir completamente satisfeitos com a vida devocional. os dados confirmam os estudos que destacam os perigos arrasadores desta mídia. Em contraste. por conseguinte.9% 23.9%* 12.96 De acordo com os dados desta tabela. Diante da inegável interferência negativa da televisão sobre o sentimento devocional. .8% 32.9%* 100% 100% 100% Total 33.6% 32. a comparação acima indica que a internet também exerce influência avassaladora sobre os valores espirituais.4% 16.169 devocional. aqueles que gastam no máximo 20 minutos diariamente assistindo televisão revelam maior tendência de possuir um sentimento devocional mais satisfatório. o que determina o grande cuidado que seus usuários devem ter para que ela não venha a se tornar uma vilã no que respeita ao destino eterno deles.3% 17. sobre os valores cristãos. Desta maneira. Tabela 28 Tempo diário para internet não profissional/Sentimento vida devocional Tempo diário para internet não profissional Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total Sentimento vida devocional Completamente Mais ou menos Insatisfeito satisfeito satisfeito 32.1% 20. fica evidente a necessidade de se enfatizar mais a comunhão individual. se não controlada devidamente.4% 26.7% 17.

5% 5.1% 10. O gráfico 9 indicou que 64% dos pesquisados dedicam até 20 minutos em oração. com pressa e talvez sem vida.7% 22. Certamente aqueles que mais oram também demonstram mais disposição para os serviços do evangelho e vice-versa.0% 5.2% 57.8% 100.6% 64. Em contra partida.340 p = 0.000 *Resíduo ajustado Z 1.0% Total 3. Sempre é bom lembrar que o segredo do êxito espiritual .3% 16.0%* 22. é possível que o estilo de oração deste grupo seja mais rotineiro. Em conseqüência de não orar convenientemente. conseqüentemente se sentem insatisfeitos na vida devocional.170 Tabela 29 Tempo diário para oração/Sentimento participação missionária Tempo diário para oração Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total Sentimento quanto à participação em atividade missionárias Muito satisfeito Pouco satisfeito Insatisfeito 3. porém.0% 8.0% n = 1.9% 2. Podemos inferir que este percentual também corresponda ao mesmo grupo dos que dedicam pouco tempo à oração. O gráfico 13 indicou que 78% da população pesquisada se encontra entre insatisfeito e mais ou menos satisfeito com a devoção pessoal. e nenhum tempo ao estudo da Bíblia e do Espírito de Profecia (58%). considerando o baixo índice de satisfação devocional dos que dedicam mais tempo com a mídia (ver tabelas 27 e 28). os que oram mais de 40 minutos diariamente mostraram a tendência de estar muito satisfeitos em relação às atividades missionárias.9% 100. alcançam pouco ou nenhum benefício em suas preces.123 Qui-quadrado = 31. o que parece significar muito tempo.5% 21.2% 66.6% 73.6% 100.1% 16.2%* 100.96 Esta tabela mostra que as pessoas que oram até 20 minutos diariamente têm a tendência de possuir sentimento de insatisfação com relação às atividades missionárias.

. por meio da oração.1%* 18.6% 21.5% 100% n = 1. o que nos assegura que quanto menos tempo a pessoa dedica à oração.5% 100% Total 3. as indicações bibliográficas do capitulo dois são apropriadas no sentido de ratificarem que a oração faz parte dos princípios fundamentais da vida devocional. como vemos a seguir.5% 100% 2.9% 12.6% 77.387 p = 0.000 *Resíduo ajustado Z 1. mesmo que a oração se faça presente.6%* 48.044 Qui-quadrado = 83. Esta tabela também demonstrou que aqueles que dedicam acima de 20 minutos diariamente para a oração têm a tendência de se sentirem completamente satisfeitos na vida devocional. mediante a relação destes dados mensurados. é necessário que outros princípios devocionais sejam estabelecidos na vida.96 Na correlação desta tabela. Igualmente. Tabela 30 Tempo diário para oração/Sentimento vida devocional Tempo diário de oração Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total Sentimento de vida devocional Completamente Mais ou menos Insatisfeito satisfeito satisfeito 1.6%* 21. Por conseguinte.2% 31.2% 64. menos satisfeita ela se sente na vida devocional. observa-se que aqueles que se encontram mais ou menos satisfeitos e/ou insatisfeitos na devoção pessoal são os que menos dedicam tempo para a oração. 6:46).9% 7. ou dedicam até 20 minutos.2% 65.8% 1. Acrescentamos que o gráfico 16 indicou que 68% dos pesquisados demonstram fazer parte deste grupo. Entretanto.9%* 100% 10. os membros também podem superar os embates do mundo e alcançar elevadas dimensões espirituais.171 na vida de Jesus consistia em seu hábito de orar muito (Mc 1:35.7% 10.

0% 31.8% 14.000 *Resíduo ajustado Z 1.2% 10. porque julgais ter nelas a vida eterna [. Tabela 32 Tempo diário para estudo Espírito de Profecia/Sentimento vida devocional Tempo diário para estudo Espírito de Profecia Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total Sentimento de vida devocional Completamente satisfeito 39.6% 17.389 p = 0..6% 32.016 Qui-quadrado = 100.1% 100% Total Insatisfeito 23.1% 100% n = 1.4%* 100% Mais ou menos satisfeito 50.5% 29.1% 7.000 *Resíduo ajustado Z 1. Inegavelmente este princípio se encontra inserido nas recomendações de Cristo: “Examinais as Escrituras.2% 31.046 p = 0.96 Esta tabela aponta que quanto mais tempo se dedica ao estudo da Bíblia..2%* 11.0%* 16.7% 30. mais satisfeito vai se sentindo na vida devocional.7% 100% 11.172 Tabela 31 Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES)/Sentimento vida devocional Tempo diário estudo Bíblia (com lição ES) Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total Sentimento vida devocional Completamente satisfeito 4.8% 40.4%* 46.7% 100% Total 54.6%* 100% Mais ou menos satisfeito 8.1% 6.0%* 15.1% 40.8%* 22.96 .037 Qui-quadrado = 93.0% 1.]” (Jo 5:39).3% 3.8% 28.4%* 16.8% 34.8% 34.6% 5.8% 100% n = 1.6% 100% Insatisfeito 79.

6% 15. mais se sente tendente a estar satisfeito com a vida devocional. segundo a qual os que possuem o hábito de ler os escritos inspirados tendem a manter melhor relacionamento com Cristo.6% 100% 100% 100% Mais de 40 minutos 34.8%* 11.000 *Resíduo ajustado Z 1. não seria conveniente que houvesse mais empenho pela igreja para fortalecer esta prática? 58% dos membros.8% 47. Este resultado se evidencia com a pesquisa de campo feita por James Nix na divisão Norte-Americana. e dar mais apoio aos planos missionários da igreja e outros.5% 29.949 p = 0.1% 41. Tabela 33 Tempo diário para jornais e revistas seculares/Tempo diário para oração Tempo diário jornais e revistas seculares Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total Tempo diário oração Até 20 20 a 40 Nenhum minutos minutos 28.4% 100% n = 1. que descreve as razões para se meditar nos escritos de Ellen G.0% 31. tópico “Espírito de Profecia”. como se nota no gráfico 13.160 Qui-quadrado= 42. 25 .2% 18.5% 16.8% 46.1% 10.2%* 100% Total 30.1% 32. esta também demonstra que quanto mais tempo se dedica à leitura do Espírito de Profecia.25 Mediante tal constatação.6%* 31. e ainda a tabela 8 mostrou que a maioria dos que os lêem está acima dos 60 anos.9% 13.173 À semelhança da tabela 31. White. Este resultado ratifica o estudo bibliográfico do capítulo 2.96 Para uma compreensão mais detalhada acerca da pesquisa de Nix.9% 7.4% 18. ver capítulo dois. não possuem o hábito de ler diariamente estes escritos.6%* 9. ler mais regularmente a Bíblia.9% 24. Com estes resultados se entende que a classe mais atuante da igreja não lê regularmente os escritos do espírito de profecia.

7% 19.96 Tabela 35 Tempo diário para jornais e revistas seculares/Tempo diário para estudo Espírito de Profecia Tempo diário de leitura de jornais e revistas seculares Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total Tempo diário de leitura do Espírito de Profecia Até 20 20 a 40 Mais de 40 Total Nenhum minutos minutos minutos 23.493 p = 0.8% 40.3% 30.0% Mais de 40 minutos 33.9% 16.1% 33.6% 26.5% 10.2% 10.0% 100. Então.0% 100.0% 100.2% 17.4% 5. Tabela 34 Tempo diário para jornais e revistas seculares/Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) Tempo diário para jornais e revistas seculares Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) Até 20 20 a 40 Nenhum minutos minutos 33.2% 23.002 *Resíduo ajustado Z 1.0% 18.4% 12.7% 7.4% 41.000 *Resíduo ajustado Z 1.9% 27.4% 9. aquilo que mais dignificasse os valores espirituais.96 . também dedicam tempo à oração diária.151 Qui-quadrado= 37.1% 17. como destacado no capítulo três.2% 15.0% 10.0% n = 1.0% 100.4% 100.6% 29.0% 100. nesse tipo de literatura.174 O curioso nesta tabela é que.7%* 39.0% 100.6%* 100.0% 32.7% 41.8% 49.8%* 100. Por exemplo: as notícias veiculadas por jornais podem muito bem indicar o cumprimento das profecias bíblicas. na proporção em que os pesquisados dedicam tempo para a leitura de jornais ou revistas seculares.4% 100.229 p = 0. seria interessante que houvesse mais orientação aos membros no sentido de lerem.3% 34.5% 37.0% 18.1% 47.7% 41.3% 31.8% 21.2%* 14.133 Qui-quadrado= 26.4% 17.0% n = 1.0% Total 29.3% 12.4% 18.

7% 28.9%* 12.1% 26.6% 12. de isolamento familiar e. ocorre aqui o mesmo fenômeno observado na anterior. também tendem a fazer o mesmo com relação ao estudo da Bíblia e do Espírito de Profecia. estão na faixa etária até 25 anos.9%* 31. . Os que dedicam até 20 minutos com literaturas seculares.96 Esta tabela mostra que aqueles que não gastam tempo algum acessando a internet possuem a tendência de dedicar mais de 40 minutos para o estudo diário da Bíblia e lição da Escola Sabatina. com a prática de anorexia.000 *Resíduo ajustado Z 1.3% 17.0% Mais de 40 minutos 48.0% n = 1. Tabela 36 Tempo diário para internet não profissional/Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) Tempo diário para internet não profissional Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total Tempo diário para estudo Bíblia (com lição ES) Até 20 20 a 40 Nenhum minutos minutos 27.0% Total 35.3%* 100.6% 27. acima de tudo. e de distúrbios psicológicos.3% 16. utilizam internet não como atividade profissional.0% 100. de afastamento da comunhão com Deus. Segundo a tabela 5. por mais de 40 minutos.5% 21.4% 15.2% 100.5% 18.141 Qui-quadrado= 43.175 Segundo estas tabelas. Aqueles que separam mais de 40 minutos para a internet são tendentes a não dedicar nenhum tempo para a leitura da Bíblia.7% 15.1% 100.1%* 13.6% 40.0% 100. A correlação parece indicar que o tempo dedicado à esta mídia consome o tempo que poderia ser utilizado para o estudo reflexivo da Bíblia.9% 31.7% 43. É nesse período que ocorre maior risco de envolvimento com pornografia.7% 15. observa-se que a maior proporção dos que.112 p = 0.

7% 16.6% 38.2% 37.7% 100% n = 1.4% 17.3% 21.1% 30. torna-se mais tendente a dedicar menos tempo para a leitura dos livros do Espírito de Profecia e a sentir-se insatisfeita com a vida devocional.001 *Resíduo ajustado Z 1.176 Tabela 37 Tempo diário para internet não profissional/Tempo diário para estudo Espírito de Profecia Tempo diário para internet não profissional Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total Tempo diário para leitura Espírito de Profecia Nenhum Até 20 20 a 40 minutos minutos 30.9%* 12.4% 100% n = 1.8% 44.5% 11.8% 18.5% 17.314 p = 0.3% 17.314 p = 0.3% 16.126 Qui-quadrado= 28. Por outro lado.9%* 100% 100% 100% Total 33.7% 17.5% 16.1%* 15.001 *Resíduo ajustado Z 1.5% 16.0% 44.96 Finalmente.96 Tabela 38 Tempo diário para internet não profissional/Sentimento vida devocional Tempo diário acesso internet não profissional Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total Sentimento vida devocional Mais ou Completamente menos Insatisfeito satisfeito satisfeito 32.4% 26.9% 16. quem não dedica tempo nenhum acessando internet é tendente a ler mais os escritos inspirados e a sentir-se completamente satisfeito com a vida devocional.1% 20.6%* 100% 100% 100% Total Mais de 40 minutos 52.4% 16.1% 18.126 Qui-quadrado= 28.7% 20. .6% 32.2% 16. observa-se nestas duas últimas tabelas que quanto mais tempo uma pessoa dedica à internet.1% 100% 35.8% 27.5% 35.8% 32.9% 23.5% 17.

Mediante o que se observou neste estudo. que estabeleçam conclusões claras indicativas do fato de que a primeira não pode interferir negativamente na segunda. sejam feitas algumas considerações e recomendações quanto ao emprego da mídia em relação à prática devocional. no capítulo a seguir. . os quais destacam os impactos positivos e negativos oriundos dos diversos meios de comunicação.177 Conclusão Os resultados dos gráficos e tabelas exarados neste capítulo confirmam as pressuposições bibliográficas dos capítulos anteriores. é imperativo que.

o presente capítulo apresenta considerações e recomendações para a reeducação dos hábitos devocionais dos membros da igreja adventista do sétimo dia no Brasil. de acordo com o apóstolo Pedro. espera-se oferecer subsídio para o crescimento na comunhão com Deus. Mediante isso. numa era em que a mídia procura subtrair o tempo das pessoas e influenciar os valores morais e espirituais. a possessão da mídia. sobre a mente das pessoas em suas decisões. este é o grande anelo divino. Então. pois.. induzindo de modo pernicioso. Farse-á também recomendações para futuras investigações. Considerações e Recomendações Quanto à Vida Devocional Como verificado. e igualmente do emprego da mídia. oblitera extremamente a capacidade de livre escolha conferida por Deus. a administração do tempo é fator decisivo para se estabelecer uma genuína comunhão com Deus e ser bem 178 . Com base no fundamento bibliográfico e na pesquisa de campo. “Antes.]” (2Pe 3:18). fica evidente a necessidade de realçar algumas considerações e recomendações no desfecho desta pesquisa.178 CAPÍTULO V CONSIDERAÇÕES E RECOMENDAÇÕES Os capítulos anteriores abordaram a vida devocional na perspectiva de seus princípios fundamentais para a obtenção de um relacionamento mais íntimo com Deus. Os seguintes pontos deveriam ser levados em consideração: 1) Administração do tempo Conforme delineado no capítulo dois.. crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo [.

Por essa razão.179 sucedido na vida. o membro da igreja poderia organizar bem seu tempo para que os melhores momentos do dia fossem reservados para a devoção pessoal. consigo mesmo e com o semelhante. Em realidade. seu culto familiar e então. Por outro lado. e de sermões. Naturalmente. Isto poderia acontecer estando em casa. seminários e conselhos a esse respeito. . este é um aspecto básico da vida cristã freqüentemente ignorado. os líderes da igreja também poderiam instituir um coordenador de oração 26 Neste capítulo. o Criador emitiu um sábio modelo ao criar cada coisa no seu devido tempo e ainda separar uma porção especial de tempo para que os seres humanos comungassem com Ele. ele deveria dedicar mais tempo à oração. no estudo. como sugeriu o apóstolo Paulo: “Orai sem cessar” (1Ts 5:17). o termo “Organização” refere-se ao corpo administrativo eclesiástico da Igreja Adventista do Sétimo Dia. porque a mente ainda não está envolvida com ocupações seculares. fazer sua devoção pessoal. os lideres da igreja também poderiam administrar melhor seu tempo e ajudar mais os membros por meio do próprio exemplo. As primeiras horas da manhã têm sido a melhor opção para muitos. no trabalho. com a benção divina. O próprio Jesus ressaltou que o segredo para ser feliz é buscar em primeiro lugar o reino de Deus (Mt 6:33) e exemplificou isso dedicando boa parte das horas do início do dia. quanto mais tempo o membro da igreja dedica à oração. O membro deveria acordar mais cedo. membros e líderes deveriam se empenhar mais em valorizar o relaciomento com Deus. levando. sendo assim. Sendo assim. 2) Oração Considerando a correlação da tabela 31. mais satisfeito ele se sente em relação à vida devocional. desta maneira. Igualmente. os liderados a observarem a importância de administrar melhor o tempo. Ademais. etc. no lazer. viver um novo dia em parceria com Deus. os líderes da Organização26 poderiam se empenhar para desenvolver a cultura da pontualidade em seus compromissos espirituais.

os líderes da igreja e da Organização deveriam utilizar mais a Bíblia na devoção pessoal. dos que a dirigem e da comunidade em geral. 3) Estudo da Bíblia – Mediante a indicação da pesquisa. como o programa jornada de oração. reuniões de oração nos lares. nas pregações e no ensino à outros. a oração deveria ser a força decisiva dos membros. e dos líderes em geral. 7 e 10). vigílias. como Jesus o fez (Mt 4:4. estudo e meditação da Um seminário acerca da autoridade bíblica é encontrado no anexo C. Sendo assim. orando antes e durante o estudo para 27 Mais informações acerca disso ver capítulo dois. O capítulo dois apontou a Bíblia como um livro que fortalece o cristão para a vitória nas lutas espirituais diárias e que responde às inquietações da mente.180 intercessora com um programa regular em favor da igreja.28 mantendo uma atitude espiritual reverente para com a Palavra de Deus. mais satisfeito a pessoa se sente na vida devocional. etc.27 assim deveria o membro criar um hábito de lê-la num plano diário e sistemático. muitos problemas são evitados quando a prece é intensificada e há mais fidelidade e confiança entre os membros. quanto mais tempo se dedica ao estudo da Bíblia. separando mais tempo para conhecer suas doutrinas e exaltá-la diante de um mundo tão secularizado. deveriam discorrer mais sobre a importância do tema em reuniões. Como Jesus prescreveu: “Errais não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus” (Mt 22:29). “Razões para leitura. buscar diferentes métodos para obter mais intimidade com a Palavra de Deus. Por se tratar de um relacionamento com o Ser infinito. os líderes da Organização poderiam fundamentar este ministério aplicando mais seminários. seminários e sermões. Bíblia”. programa sobre o valor do altar da família. Enfim. 28 . De igual modo. De fato. Estudá-la como um exercício religioso e não simplesmente correr os olhos por suas páginas. estudo sobre as grandes orações da Bíblia.

de fazer mais uso deste material nos cultos. e considerando tudo o que o profeta diz.181 encontrarem a Deus e a Seu Filho nas páginas sagradas. o membro deveria criar o hábito de ler mais estes livros. etc. e estes que lêem tendem a estar mais satisfeitos na vida devocional. ver tabelas 17 a 22 no anexo B. Deveriam ensinar o membro a utilizar os escritos inspirados segundo os princípios hermenêuticos de interpretação abrindo mão de posições preconceituosas quando o assunto envolve algum ponto controvertido. 30 . praticando seus ensinos. Então. buscando a orientação do Espírito Santo. Para informação acerca da freqüência aos cultos em relação à vida devocional e às atividades missionárias. Jamais deveriam considerar meros biblicistas. os líderes da igreja local e da Organização deveriam realizar mais seminários sobre a importância desta literatura nos tempos finais (que indubitavelmente caracterizam os nossos dias). ou apenas profissionais de Bíblia. os líderes da igreja deveriam conscientizar os jovens a que sejam mais 29 Orientação acerca de métodos hermenêuticos para estudar o Espírito de Profecia é provida no anexo C. Em acréscimo. de orar e de cumprir a missão que Jesus conferiu à Igreja como um todo. Foi indicado também que a maior parte dos jovens tende a não freqüentar os cultos da noite. antes de chegar a uma conclusão. pois isto proporciona maior desejo de estudar a Bíblia.29 5) Freqüência à igreja – A pesquisa revelou que quanto mais assiduidade aos cultos ocorre. na devoção particular. 4) Leitura do Espírito de Profecia – Conforme a pesquisa. e que a maioria dos mais adultos tende a não assistir o culto jovem. maior é a tendência de se estar satisfeito em relação à vida devocional e às atividades missionárias. a maioria dos leitores do Espírito de Profecia está na faixa etária acima de 60 anos.30 O membro deveria priorizar a freqüência a todos os cultos. Deveriam usar os momentos vagos para memorizar a verdade aprendida. então. independente do dia e horário.

os líderes da igreja poderiam ajudar a desenvolver outros programas para o fortalecimento espiritual da igreja. deixando as reuniões paralelas e mesmo as atividades missionárias para outros momentos. tem sido devido à negligência pessoal. Muitas vezes. ou por residirem em lugares distantes da igreja. José Carlos Ramos sobre o Salmo 23. projeto de leitura da Bíblia. os cultos da noite não são freqüentados devido à atividades seculares dos membros. tendem a passar mais tempo com a televisão ou qualquer outro entretenimento. por exemplo. com ênfase na segunda parte do verso 6. clube de aventureiros. de desbravadores e de líderes. em presídios. como retiros espirituais. . um fator preocupante que pode culminar em apostasia. etc. do que comungar com Deus. os adultos deveriam dar mais apoio aos programas dos jovens. em asilos. tais como encontro de jovens com Cristo. em creches. porém. em semanas de oração. ou até perigosos. pois se eles. e ajudando a encontrar alternativas adequadas para que haja um reavivamento entre eles. na Escola Sabatina. retiros espirituais. Deveriam envolver mais os adolescentes e jovens nos programas de louvor. etc. Esse apoio não se restringiria apenas a assistir esses programas. Ademais. projetos de oração com os jovens. providenciando. e em atividades externas. como poderão estar se preparando para comungar com Ele durante toda uma eternidade?31 De igual forma. 31 Extraído de um sermão do Dr. incluiria uma participação mais ativa.182 assíduos às reuniões de domingo e da quarta-feira. atividades missionárias em hospitais. palestras que correspondam a diferentes necessidades deles. outras vezes. em grupos musicais. nessas ocasiões.

183 Considerações e Recomendações Quanto ao Emprego da Mídia Uma vez estabelecidas algumas sugestões sobre como incrementar os deveres devocionais; igualmente, alude-se as seguintes recomendações quanto ao emprego da mídia: 1) Literatura – A pesquisa mostrou que quanto mais tempo o indivíduo consome na leitura secular, mais ele tende a fazer o mesmo em relação à oração, e ao estudo da Bíblia e do Espírito de Profecia.32 Ciente disso, o membro da igreja deveria manter o hábito de ler bons livros (formando uma significativa biblioteca em seu lar) e bons periódicos. Ele poderia ter em mãos um livro para ler enquanto, por exemplo, espera por alguém. Por outro lado, como analisado, a leitura de jornais e de outros veículos noticiosos poderia estar voltada à situação do mundo e o cumprimento das profecias, indicativos da breve volta de Jesus. Os líderes de igreja deveriam motivar mais os membros a se habituarem à boa leitura, pois esta enobrece,33 e a evitarem a literatura perniciosa que entorpece a sensibilidade moral e espiritual, levando à fuga da realidade e à perda do vigor mental. Além do mais, os líderes das escolas também deveriam motivar mais os estudantes a fazerem o mesmo. 2) Rádio – Considerando que, infelizmente, as emissoras de radio geralmente apresentam programas vulgares, que ridicularizam pessoas e até o nome de Deus; e considerando que, como indicou a pesquisa de campo, 45% dos membros são assíduos ouvintes desta mídia,34 estes deveriam ter um critério correto para selecionar o tipo de
32 33

Ver capítulo 4, tabelas 33-35.

Este fato é evidenciado na experiência de Ben Carson, um menino pobre que veio a se tornar um neurocirurgião de fama mundial, graças ao incentivo que sua mãe lhe dava para ler bons livros. Ela sempre dizia: “as portas do mundo estão abertas às pessoas que sabem ler”. Em 30 de julho de 2008, o governo dos Estados Unidos concedeu ao Doutor Carson a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta honraria civil que um americano pode receber. Ben S. Carson e Cecil Murphey, Ben Carson (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1997), 42. Na cerimônia, George Bush expôs o motivo: “por suas contribuições excepcionais para a medicina e sua influência motivadora sobre os jovens americanos”. Quem conhece a história de Ben Carson, sabe o quanto esse reconhecimento é justo e merecido. Disponível em http://coisasquegosto.com/2008/07/30/ben-carson-nacasa-branca.
34

Ver capítulo quatro, gráfico 5.

184 programação que pretendem ouvir. Os líderes da igreja local e da Organização deveriam orientá-los nesse sentido, salientando os malefícios de certos tipos de músicas, de programas, de entretenimentos, e até de noticiários, que são veiculados indiscriminadamente. 3) Televisão – Conforme a pesquisa bibliográfica, a televisão pode conduzir as pessoas para uma vida imaginária, criando dificuldade para o retorno ao mundo real; pode incentivar uma preferência pela vida “fabricada” em detrimento de uma experiência original, impondo mudanças de personalidade e estilo de vida, gerando distorções de sexualidade e apatia em relação à violência. Por outro lado, como indicou a pesquisa de campo, os que dedicam mais de 40 minutos diários assistindo televisão tendem a possuir um sentimento de insatisfação para com a vida devocional. 35 Estes dois fatos justificam a necessidade de se limitar diante da telinha, e de se escolher melhor os programas a serem assistidos. É imperioso que os pais orientem os filhos neste mister, por meio de palavras e atitudes exemplares, buscando, inclusive, outras alternativas em que empregar muito do tempo gasto com televisão. Os líderes da igreja local e da Organização poderiam exortar mais os membros, por meio de palestras e seminários, sobre os malefícios desta mídia. É inegável, todavia, que a televisão oferece matérias que podem e devem ser apreciadas (caso contrário o melhor que se poderia fazer com o aparelho de TV era descartálo). Entre essas matérias, se encontram os tele-noticiosos, que, a exemplo dos jornais, poderiam ser observados simultaneamente com a atenção voltada às profecias bíblicas. 4) Internet – Praticamente não existe qualquer forma de censura para esta mídia, o que favorece a veiculação, aos quarto ventos, de material deletério. A pornografia online, por exemplo, que não deixa imune nem as crianças (que o digam as denúncias de pedofilia pela internet), abre espaço para o chamado sexo virtual, responsável por conspurcar a reputação de
35

Ver capítulo quatro, tabela 27.

185 muita gente (antes tida como honrada), e por romper relacionamentos normais e sadios, como aquele que se deve observar entre marido e mulher, ou entre a Igreja e seus afiliados. O número de visitantes de sites sexuais sobe a vários milhares, e o resultado se vê no descalabro moral progressivo que, em nossos dias, caracteriza o comportamento humano. Acrescente-se, ainda, o fato de que, como ficou demonstrado no capítulo anterior, quanto mais tempo se passa navegando pela internet mais tendência existe de se dedicar menos à leitura da Bíblia e do Espírito de Profecia, e teremos razões mais que suficientes para que os cristãos não se deixem capturar por tais armadilhas. Por tudo isso, e muito mais, os pais e os líderes da igreja local e da Organização têm o dever de estar atentos em favor dos que “navegam” por esta mídia, principalmente adolescentes e jovens. Precisam alertá-los quanto aos “amigos virtuais” e quanto ao que estes oferecem tão generosa e atraentemente; precisam ajudá-los a estabelecer critérios pelos quais valorizem apenas o que pode e deve ser valorizado; precisam incentivá-los a evitar qualquer coisa que fuja aos padrões morais tão claramente estabelecidos na Palavra de Deus. 5) Filmes – Como visto no estudo bibliográfico, um grande número de filmes deturpa a mente e contraria os valores cristãos. A julgar pela matéria oferecida, fica-se com a impressão de que muito enredo de filmes é gerado pelo príncipe das trevas. Mediante tais aspectos negativos, o membro da igreja jamais deveria desfrutar indiscriminadamente desta mídia, pois, se o fizer, estará entristecendo o Espírito Santo. Esta é, entre outras, uma boa razão para dizer “NÃO!” ao cinema,36 e clamar ao Céu por discernimento na escolha daquilo

Quanto às razões por que muitos vão ao cinema, ver Ruben Scheffel, “Religião do Cinema”, RA, agosto de 1983, 6-8. Quanto às razões porque não se deve ir ao cinema, ver Mauro Bueno, Cinema? Algumas pessoas afirmam que o cinema não é mais um lugar prejudicial; então houve mudança. E aí se pergunta: no cinema ou nas pessoas? O fato de que famílias inteiras, incluindo logicamente as crianças, vão ao cinema evidencia que ele é conveniente?

36

186 que é oferecido pelas vídeo-locadoras,37 porque ao escolher um vídeo para assistir, a pessoa está concedendo ao produtor e ao diretor do mesmo a oportunidade de virem a ela e influenciar a mente. É inegável que os ângulos da câmera, os sons, os diálogos, cenários, trajes e ações são cuidadosamente planejados para provocar uma resposta emocional específica, e cada imagem vai se tornar um ponto permanente no subconsciente de cada telespectador.38 Nesta época em que os filmes geralmente exploram a violência, o sensualismo (inclusive homossexual), o espiritismo, etc., os líderes da igreja local e da Organização deveriam, por meio de palestras e seminários, conscientizar mais os membros a esse respeito. Deveriam também planejar atividades sociais alternativas, principalmente para os mais aficionados por filmes, com o propósito de levá-los a reduzir significativamente o tempo empregado com esse entretenimento.

Conclusão Procurou-se neste capítulo, mediante as considerações e recomendações aqui exaradas, confirmar, de vez, aquilo que, desde o princípio, revelou-se fundamentalmente
E mais: assistir um filme em casa é a mesma coisa de assisti-lo no cinema? Alguns avaliam esta questão dizendo ser possível ir ao cinema já que podemos assistir em casa um filme lá exibido. Esquecem, todavia, que o critério correto é precisamente o inverso; é o fato de não se deve ir ao cinema que deve normatizar o que se vê em casa em matéria de filmes. Como diz Köhler, a pessoa, se se deixar levar por princípios sadios, pode, em casa, dominar aquilo que assiste; no cinema, porém, ela paga para entrar, as portas se fecham, o ambiente se escurece, e a platéia quer silêncio, não sendo próprio alguém ficar entrando e saindo. Tudo favorece a que ela assista o filme por completo, independente da qualidade, a qual geralmente violenta os princípios cristãos. Ver Erton Köhler, “Cinema & Vídeo”, http://www.adventistas.org.br/canais/index. Os vídeos se tornaram uma solução fácil para o divertimento, e com muita freqüência o processo de seleção é mais orientado pela propaganda do filme do que pela sabedoria cristã. Então, ao resolver assistir a um filme, a pessoa deve avaliá-lo com o cuidado de quem mexe em uma bomba. Os resumos dos jornais e revistas, normalmente fazem uma avaliação fria da mensagem, objetivo, qualidade e impacto do filme. Embora escritos, na maioria, por não-cristãos, esses resumos também podem ajudar a se ter uma avaliação mais abrangente e segura. Ibidem. Ao escolher um filme, a pessoa deve comparar o conteúdo com os traços de caráter que escolheu para modelar a vida. Ira, rancor, malícia, sensualidade, cobiça e mentira, ou bondade, humildade, pureza, perdão e amor. Quando entregamos o controle de nossas escolhas a Deus, a alegria substitui a depressão e a paz supera as coisas negativas; e só assim saberemos fazer escolhas acertadas quanto a tudo o que é oferecido por aí.
38 37

187 lógico e judicioso: a prática devocional é absolutamente prioritária, deva a vida cristã ser autêntica e seu possuidor um legítimo discípulo do Mestre maior. Absolutamente prioritária significa que nada pode se antepor a ela ou sobrepor-lhe; que jamais pode ser relegada a um segundo plano, jamais preterida por qualquer coisa por preciosa que pareça. A oração, o estudo da Bíblia e do Espírito de Profecia, e a participação em atividades ligadas à congregação integrante da igreja precisam ter uma cadeira cativa em todos os cristãos: o primeiro lugar em suas vidas. Exatamente por esta razão, procurou-se paralelamente observar que a mídia pode se tornar a grande vilã no processo da prática devocional, ou por subtrair o tempo devido à comunhão com Deus, ou, o que é pior, por fixar na mente seus valores e princípios como condicionantes da vida. Daí a necessidade de se empregar critérios biblicamente fundamentados que norteiem seu emprego e o desfruto daquilo que ela oferece, não venha ela se tornar uma pedra de tropeço na avançada “para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fl 3:14).

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CONCLUSÃO FINAL

Este estudo abordou a vida devocional em seus princípios fundamentais para a obtenção de um relacionamento mais íntimo com Deus, isso numa era em que a mídia procura subtrair o tempo das pessoas e influenciar negativamente os valores morais e espirituais. A partir da pesquisa de campo, buscou-se descobrir o impacto que a mídia – impressa, radiofônica, televisiva e informatizada – exerce sobre a vida devocional dos membros da igreja adventista no território brasileiro. Segundo o que foi constatado neste estudo, chega-se às seguintes inferências: 1) A devoção pessoal deve constituir prioridade na vida do cristão, assim como foi para os personagens descritos na narrativa bíblica, sobretudo o próprio Cristo que viveu em constante comunhão com Deus. Que o descuido deste princípio impele à uma vida cristã rotineira, estéril, e a um relacionamento insatisfatório com o Criador, consigo mesmo, e com os semelhantes. 2) A vida cristã deve ser pautada pela oração incessante. Como verificado, em resultado da oração, logo após Seu batismo, o Céu se abriu para Jesus, o Espírito Santo desceu sobre Ele e ainda foi ouvida a voz de Deus dizendo-Lhe: Tu és meu Filho amado, em Ti me comprazo (Lc 3:21 e 22). Tudo em resultado da devoção. Isso é modelar para o seguidor de Cristo. 3) A administração eficaz do tempo deve ser o ponto de partida para estabelecer os momentos especiais de devoção. Sem a prática deste princípio, a quantidade e qualidade de tempo a ser dedicado à comunhão com Deus, estarão comprometidas.

188

um autêntico slogan adventista. por meio da prática de um estilo de vida em comunhão com Deus. A pertinência deste item encontra respaldo em conselhos como este de Ellen G. Conselhos sobre Educação (Tatuí. provar. etc. Mais informação acerca da correlação entre sexo e tempo dedicado à devoção e mídia.40 5) Deve haver um plano regular na igreja que fortaleça o interesse. venha a interferir nos hábitos devocionais requeridos por esse mesmo evangelho. esses meios. Ez 20:7). nesta faixa etária. a mídia tem procurado persuadir a sociedade contemporânea a ser feliz por meio de coisas que possam experimentar. 77. 7) A igreja deve se interessar mais com a maneira como os jovens utilizam os diferentes meios de comunicação. vestir. dirigir. Inegavelmente. Este item é pertinente devido à grande tendência.189 4) O membro da igreja. inclusive. 2002). audição. principalmente entre pessoas de sexo masculino. tabelas 14 a 18. olfato e paladar) que dão acesso à mente humana. vigiando cada avenida da alma39 por onde Satanás possa encontrar acesso”. para a propagação do evangelho. White: “Todo cristão precisa manter-se em guarda continuamente. . a qual é empregada. segundo a pesquisa.41 6) O membro da igreja não deve permitir que o material oferecido pela mídia. deve se prevenir contra os aspectos negativos da mídia. 40 41 39 Ellen G. sem critério. para se utilizar. 8) A igreja deve se preocupar mais em adestrar os membros a viverem mais plenamente o binômio comunhão e missão. de praticar a devoção pessoal. ver capítulo quatro. as pessoas deste gênero tendem dedicar menos tempo à prática da devoção. White. SP: Casa Publicadora Brasileira. tato. Isto é justificável porque. comprar. Desta A fórmula “cada avenida da alma” faz referência aos cinco sentidos (visão. e mais à mídia. de modo a se evitar qualquer incoerência com a verdade desta forma propagada (Sl 101:3.

sem o quê não há como suprir o vazio existencial. entre outras razões.190 maneira. as pessoas investem o máximo em tempo e recursos para propósitos materiais e consumistas. mesmo em meio a um mundo agitado. A relevância deste tema é devido. Recomendações para Futuras Pesquisas A partir dos resultados deste estudo.Acentuar mais distintamente e mais definidamente a importância da comunhão com Deus para o legítimo crescimento da igreja. conseqüentemente. Por conseguinte. fundamental para o autêntico crescimento e. em qualidade de vida cristã. desde que se priorize tempo para o legado da “devoção” deixado por Deus a Seus filhos. de fato. para o cumprimento da missão. Neste estudo procurou-se mostrar que o verdadeiro sentido da existência só é encontrado junto ao Autor da vida – Jesus. está acessível à qualquer um e em qualquer circunstância. à . a mesma experiência alcançada por muitos. Algo que os ajudasse a ser mais originais e autônomos para com o domínio que ela procura exercer sobre eles. a comunhão sempre resulta não apenas em crescimento numérico. 3. 2.Um estudo acerca da importância da comunhão com Deus na teologia e prática da adoração também tem o seu lugar. mas. satisfazem o anseio da alma – tudo o que se liga à comunhão com Deus. algumas recomendações para futuros estudos são próprias: 1.Seria conveniente a elaboração de um estudo específico sobre como ajudar adolescentes e jovens a não serem tão facilmente capturados pela influência negativa da mídia. Segundo o que ocorreu com a igreja apostólica. em detrimento dos valores que. acima de tudo.

em nível de igreja local. 5.191 visão distorcida de milhares de céticos que acham ser possível adorar no estilo que mais lhes apetece.A IASD tem avançado no emprego da mídia para a evangelização. . isto se justifica mediante o resultado obtido no capítulo quatro. este “evangelho eterno” tem ainda de ser pregado a “cada nação. Um estudo mais detalhado dos resultados até agora obtidos seguido de uma proposta de como incrementar ainda mais esse emprego seria providencial. e a vida real. e língua. além de descobrir o tempo médio que os membros dedicam à prece particular e pública.Um estudo acerca da influência do cognitivo (ou imaginário) sobre o real é justo.Uma pesquisa que possa correlacionar a influência do conhecimento secular sobre os hábitos de oração. e tribo. e povo” (Ap 14:6). 4. E é com a conclusão desta tarefa e com o conseqüente aparecimento de Jesus Cristo em glória que os verdadeiros cristãos mais sonham. tendem a dedicar tempo à oração diária e fazer o mesmo com relação ao estudo da Bíblia e do Espírito de Profecia. ou enquanto realizam alguma atividade secular. acerca dos hábitos de oração dos membros da IASD no Brasil. a ponto de alunos não distinguirem entre o virtual e imaginário. 6. Este estudo se justifica devido a pressuposição que quando as pessoas não possuem o hábito de sem cessar. onde mostrou que na proporção em que os pesquisados dedicam tempo para a leitura de jornais ou revistas seculares.Um estudo fenomenológico acompanhado de uma pesquisa de campo. as demais atividades da vida também são afetadas. pelo fato de escolas estarem estimulando a cultura da ficção midiática. 7. poderia orientar melhor os que se empenham menos neste mister. Afinal. e. de estudo da Bíblia e Espírito de Profecia. para tal. os recursos oferecidos pela mídia são inigualáveis.

Renda familiar: ( ) 1.não.até dez salários ( ) 4. o impacto da mídia sobre a vida devocional dos membros adventistas. 3. Sexo: ( ) 1.192 ANEXO A AMOSTRA DA PESQUISA DE CAMPO Esta pesquisa de campo foi aplicada em duas igrejas de cada “União”. 6. procurou-se avaliar.0 a 4 anos ( ) 2.até cinco salários ( ) 3. 4.ensino médio completo ( ) 3. 5. Estudou ou estuda em Escola Adventista: ( ) 1. Grau de instrução: ( ) 1.11 a 15 anos ( ) 4-acima de 15 anos.viúvo/a. Você não precisa identificar 1. Tempo de batismo: ( ) 1. no território brasileiro.18 a 25 anos ( ) 3. e comparar por inferência.solteiro/a ( ) 2. Seção A: 42 Os números que seguem os parênteses servem para o estudo das amostras pesquisadas. 192 .sim ( ) 2.5 a 10 anos ( ) 3. Por meio de 23 questões objetivas e uma subjetiva.feminino.42 2.nenhum ( ) 2. Faixa de idade: ( ) 1. 7.12 a 17 anos ( ) 2.separado/a ( ) 4. como são mencionadas a seguir.41 a 60 anos ( ) 5.26 a 40 anos ( ) 4.superior completo.até um salário mínimo ( ) 2. 8.casado/a ( ) 3.acima de 60 anos.sim ( ) 2.fundamental completo ( ) 2. Adventista batizado: ( ) 1.não.acima de dez salários. Estado civil: ( ) 1.masculino ( ) 2.

. Culto às quartas .nenhum ( ) 2.pouco satisfeito ( ) 3.até vinte minutos ( ) 3.até vinte minutos ( ) 3.insatisfeito.até vinte minutos ( ) 3.mais de quarenta minutos.193 9. Tempo diário dedicado à leitura do Espírito de Profecia: ( ) 1. Tempo diário dedicado à oração: ( ) 1.nenhum ( ) 2. 23. não como atividade profissional: ( ) 1.mais de quarenta minutos Seção B 14. Tempo diário assistindo programa secular na televisão: ( ) 1.vinte a quarenta minutos ( ) 4. Culto do sábado ( ) 1.não. Tempo diário dedicado ao estudo da Bíblia.mais de quarenta minutos.muito satisfeito ( ) 2. 21. 18-22.nenhum ( ) 2.mais ou menos satisfeito ( ) 3. Culto JA ( ) 1. Culto aos domingos a noite ( ) 1. incluindo a lição da Escola Sabatina: ( ) 1.até vinte minutos ( )191 3. 20.sim ( ) 2.até vinte minutos ( ) 3.mais de quarenta minutos. 19. Tempo diário assistindo filmes seculares: ( ) 1.não. Freqüência à igreja.vinte a quarenta minutos ( ) 4.não.nenhum ( ) 2.vinte a quarenta minutos ( ) 4. 11.reuniões que assisto normalmente: 18.até vinte minutos ( ) 3.até vinte minutos ( ) 3. 17.mais de quarenta minutos. Tempo diário acessando Internet. 10. 12.nenhum ( ) 2. 15.sim ( ) 2. Em relação a participação nas atividades missionárias da igreja.não. Escola Sabatina ( ) 1.até vinte minutos ( ) 3. 22. você se sente: ( ) 1.vinte a quarenta minutos ( ) 4. você se sente: ( ) 1.feira ( ) 1.nenhum ( ) 2. 16.sim ( ) 2.sim ( ) 2.não.mais de quarenta minutos. Tempo diário na leitura de jornais e revistas seculares: ( ) 1.sim ( ) 2.mais de quarenta minutos.nenhum ( ) 2. 13. Tempo diário ouvindo programa secular no rádio: ( ) 1. Em relação à vida devocional.insatisfeito.mais de quarenta minutos.vinte a quarenta minutos ( ) 4.vinte a quarenta minutos ( ) 4.vinte a quarenta minutos ( ) 4.completamente satisfeito ( ) 2.vinte a quarenta minutos ( ) 4.nenhum ( ) 2.

Sugestão para melhorar a “vida devocional”: ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ .194 24.

ao tema principal do estudo.188 Gráfico 1 – Distribuição por gênero n = 1.195 ANEXO B GRÁFICOS E TABELAS Os gráficos e tabelas a seguir são partes da pesquisa de campo analisadas e correlacionadas no capítulo quatro. porém não são citados na descrição do capítulo quatro.188 Gráfico 2 – Distribuição de freqüência por faixa etária 195 . e estão relacionados. n= 1. de alguma maneira.

96 .96 Tabela 3 Grau de instrução/Sentimento participação atividades missionárias da igreja Grau de instrução Nenhum Fundamental completo Ensino médio completo Superior completo Total Muito satisfeito 27* 96* 149 131 403 Pouco satisfeito 5 67 206* 188 466 Insatisfeito 3 27 94 101* 225 Total 35 190 449 420 1.000 Resíduo ajustado Z 1.188 Gráfico 3 – Participação de acordo com estado civil Tabela 2 Estado civil/Freqüência à igreja – Culto JA Estado civil Solteiro Casado Separado Viúvo Total Freqüência à igreja – Culto JA Sim Não 171 310* 226 237* 33 57* 14 17 583 482 Total 481 463 90 31 1.196 n=1.065 n= 1.094 n= 1.065 *Qui-quadrado = 37.094 *Qui quadrado = 49.630 p = 0.000 Resíduo ajustado Z 1.882 p = 0.

7% 31.6% 100% 20 a 40 minutos 20.96 Tabela 6 Tempo de batismo/Tempo diário estudo Bíblia (com lição ES) Tempo de batismo 0 a 4 anos 5 a 10 anos 11 a 15 anos Acima de 15 anos Total Nenhum 22.1% 40.0% Mais de 40 minutos 16.2% 24.0% 100.1% 12.0% 41.3% 14.9% 17.365 p = 0.6% 46.9% 100% Mais de 40 minutos 18.7% 100.0%* 30.8% 37.2% 20.7% 19.0% 20 a 40 minutos 23.3% 17.000 Resíduo ajustado Z 1.071 *Qui quadrado = 66.197 Tabela 4 Tempo de batismo/Tempo diário acesso internet não professional Tempo de batismo 0 a 4 anos 5 a 10 anos 11 a 15 anos Acima de 15 anos Total Nenhum 16.088 *Qui quadrado = 33.5% 42.2% 15.1% 7.3%* 35.96 .6% 100.000 Resíduo ajustado Z 1.8% 41.8% 100% Mais de 40 minutos 25.000 Resíduo ajustado Z 1.9% 100% n= 1.0% 15.4% 14.2% 39.5% 8.4% 17.4% 15.7% 20.7% 15.4% 32.8% 61.5% 23.0% Até 20 minutos 19.5% 22.0% 100% Total 19.0% Total 19.0% 57.7% 22.8%* 16.1% 100.7%* 100.0% 40.2% 35.2% 21.8% 100% Até 20 minutos 18.0% 100% Total 19.6% 19.0% 54.1% 13.8% 42.9% 22.7%* 16.095 *Qui quadrado = 31.5% 100% n= 1.366 p = 0.96 Tabela 5 Tempo de batismo/Tempo diário oração Tempo de batismo 0 a 4 anos 5 a 10 anos 11 a 15 anos Acima de 15 anos Total Nenhum 10.0% n= 1.9% 100% 20 a 40 minutos 19.5% 16.5%* 100% Até 20 minutos 18.3% 28.612 p = 0.5% 22.

8% 15.001 Resíduo ajustado Z 1.084 n= 1.8% 9.6% 22.511 p = 0.96 Tabela 8 Tempo de batismo/Freqüência à igreja – ES Tempo de batismo 0 a 4 anos 5 a 10 anos 11 a 15 anos Acima de 15 anos Total Freqüência à igreja – ES Sim Não 179 33* 207 33* 158 13 32 429* 973 111 Total 212 240 171 461 1.025 n= 1.198 Tabela 7 Tempo de batismo/Tempo diário Espírito de Profecia Tempo de batismo 0 a 4 anos 5 a 10 anos 11 a 15 anos Acima de 15 anos Total Nenhum 20.5% 47.4% 21.9%* 100% 100% 100% Total 19.96 Tabela 9 Tempo de batismo/Freqüência à igreja – Culto JA Tempo de batismo 0 a 4 anos 5 a 10 anos 11 a 15 anos Acima de 15 anos Total Freqüência à igreja – Culto JA Sim Não 114 94 74 160* 89 73 213 208* 576 449 Total 208 234 162 421 1.8%* 57.6%* 16.5% 10.2% 14.2% 100% Tempo diário Espírito de Profecia Até 20 20 a 40 Mais de 40 minutos minutos minutos 16.5% 20.025 *Qui quadrado = 19.000 Resíduo ajustado Z 1.2% 11.6% 36.96 .792 p = 0.000 Resíduo ajustado Z 1.737 p = 0.3% 15.5% 100% n= 1.084 *Qui quadrado = 16.066 *Qui quadrado = 33.6% 26.9% 22.5%* 51.6% 42.

5% 21.9% 20.091 *Qui quadrado = 30.8% 26.5% 27.96 .6% 24.000 Resíduo ajustado Z 1.371 p = 0.766 p = 0.96 Tabela 12 Renda familiar/Tempo diário Espírito de Profecia Renda familiar Até 1 SM 2 a 5 SM 6 a 10 SM Acima de 10 SM Total Nenhum 9.961 p = 0.8% 100% n= 1.96 Tabela 11 Renda familiar/Tempo diário jornais e revistas seculares Renda familiar Tempo diário jornais e revistas seculares Nenhum Até 20 20 a 40 Mais de 40 minutos minutos minutos 43 18 13 61* 135 190 80 42 79 100 44 27 55 123 35 61* 330 456 203 117 Total Até 1 SM 2 a 5 SM 6 a 10 SM Acima de 10 SM Total 135 447 250 274 1.0% 21.199 Tabela 10 Escola adventista?/Tempo diário acesso internet não profissional Escola adventista? Sim Não Total Tempo diário acesso internet não profissional Nenhum Até 20 20 a 40 Mais de 40 minutos minutos minutos 130 89 104* 220* 109 79 131 257* 387 198 183 351 Total 543 576 1.1% 40.9% 21.7%* 40.3% 19.000 Resíduo ajustado Z 1.0% 42.106 n= 1.4% 33.6% 100% Tempo diário Espírito de Profecia Até 20 20 a 40 Mais de 40 minutos minutos minutos 11.119 *Qui quadrado = 68.1% 18.9% 26.0%* 25.119 n= 1.106 *Qui quadrado = 29.000 Resíduo ajustado Z 1.9% 33.4% 22.6% 100% 100% 100% Total 12.

000 Resíduo ajustado Z 1.8% Nenhum 69.5% 53.200 Tabela 13 Tempo diário estudo Bíblia (com lição ES)/Sentimento participação atividades missionárias Tempo diário estudo Bíblia (com lição ES) Sentimento participação atividades missionárias Muito Pouco Insatisfeito satisfeito satisfeito 9.7% 10.96 .3% 31.7% 26.6% 17.115 *Qui quadrado = 41.5% 28.0% 7.100 *Qui quadrado = 41.4%* 12.9% 43.0%* 30.6% 25.8% 100% n= 1.6%* 30.3% 18.1% 45.2% 11.7% 100% n= 1.000 Resíduo ajustado Z 1.5% 6.3% Mais de 40 minutos 10.678 p = 0.5%* 100% 100% 100% Total Nenhum Até 20 minutos 20 a 40 minutos Mais de 40 minutos Total 11.0% 31.260 p = 0.8% 20 a 40 minutos 4.6% 39.4% 16.3% 10.96 Tabela 14 Tempo diário Espírito de Profecia/Sentimento participação atividades missionárias Tempo diário Espírito Sentimento participação atividades missionárias de Profecia Completamente Mais ou menos Insatisfeito satisfeito satisfeito 46.4% 13.7% 12.3% Até 20 minutos 31.0% 34.7% 4.4%* Total 100% 100% 100% Total 54.

059 *Qui quadrado= 28.047 *Qui quadrado = 100.201 Tabela 15 Freqüência à igreja – Culto sábado/Sentimento vida devocional Freqüência à igreja Sentimento vida devocional Total – Culto sábado Completamente Mais ou Insatisfeito satisfeito menos satisfeito Sim 222 225 1023 576* Não 6 6 24 12* Total 228 582 237 1.96 .000 Resíduo ajustado Z 1.047 n= 1.627 p = 0.047 *Qui quadrado = 100.389 p = 0.000 Resíduo ajustado Z 1.047 n= 1.389 p = 0.000 Resíduo ajustado Z 1.96 Tabela 16 Freqüência à igreja – Culto JA/Sentimento participação atividades missionárias Freqüência à igreja – Culto JA Sim Não Total Sentimento participação atividades missionárias Muito satisfeito Pouco satisfeito Insatisfeito 85 232* 266* 161 182 133* 393 448 218 Total 583 476 1.059 n= 1.96 Tabela 17 Freqüência à igreja – Culto sábado/Sentimento vida devocional Freqüência à igreja – Culto sábado Sim Não Total Sentimento vida devocional Total Completamente Mais ou menos Insatisfeito satisfeito satisfeito 222 225 1023 576* 6 6 24 12* 228 582 237 1.

076 *Qui quadrado= 15.076 n= 1.001 Resíduo ajustado Z 1.059 n= 1.96 .307 p = 0.000 Resíduo ajustado Z 1.059 *Qui quadrado= 31.000 Resíduo ajustado Z 1.171 p = 0.202 Tabela 18 Freqüência à igreja – Culto quarta à noite/Sentimento vida devocional Freqüência à igreja – Culto quarta à noite Sim Não Total Sentimento vida devocional Completamente satisfeito 100* 111 211 Mais ou menos satisfeito 197 340 537 Insatisfeito 56 170* 226 Total 353 621 974 n= 974 *Qui quadrado= 24.96 Tabela 19 Freqüência à igreja – Culto domingo à noite/Sentimento participação atividades missionárias Freqüência à igreja – Culto domingo à noite Sim Não Total Sentimento participação atividades missionárias Total Muito satisfeito Pouco Insatisfeito satisfeito 220 84 520 216* 183 235 556 138* 399 455 222 1.253 p = 0.96 Tabela 20 Freqüência à igreja – Culto quarta à noite/Sentimento participação atividades missionárias Freqüência à igreja – Culto quarta à noite Sim Não Total Sentimento participação atividades missionárias Completamente satisfeito 177* 216 393 Mais ou menos satisfeito 150 294 444 Insatisfeito 51 171* 222 Total 378 681 1.

203 Tabela 21 Freqüência à igreja – Culto domingo à noite/Sentimento vida devocional Freqüência à igreja – Culto domingo à noite Sim Não Total Sentimento vida devocional Completamente satisfeito 131* 82 213 Mais ou menos satisfeito 293 261 554 Insatisfeito 80 142* 222 Total 504 485 989 n= 989 *Qui quadrado= 30.96 .082 p = 0.000 Resíduo ajustado Z 1.

E isso. tais como: “Administrando o tempo de maneira eficaz”. “Sugestões práticas para a vida devocional”. ao invés de desfrutar com alegria o tempo que lhe é dado graciosamente. visando fortalecer os membros em seus hábitos devocionais em meios aos inúmeros ruídos da mídia que procura ocupar o primeiro lugar na mente. 204 . cada pessoa pode e deve estabelecer horários e rotinas. Seminário 1 – Administrando o tempo de maneira eficaz Introdução No período de vida determinado para o ser humano. O principal objetivo destes seminários é que sejam aplicados na igreja. No entanto. faz com que ele.204 ANEXO C Este anexo apresenta cinco seminários que contém métodos e conselhos sugestivos. “Desafios à autoridade bíblica no período das sete igrejas do apocalipse” e “Métodos para se interpretar o Espírito de Profecia”. acabe utilizando-o com preocupações e ansiedades desnecessárias. infelizmente. cada vez mais pressionado por atividades que parecem imperativas e intermináveis. “Como proteger a mente da influência negativa da mídia”. o ser humano acaba priorizando aquilo que pensa ser imprescindível.

separando as águas que estavam debaixo do firmamento e sobre o firmamento (1:7). o tempo! Ao criar o mundo. contemplar as obras do Criador (ser abençoado). a camada gasosa que envolve o planeta. que precisam ser valorizados e utilizados com sabedoria. O apóstolo Paulo exortou: “Remindo o tempo porque os dias são maus” (Ef 5:16). mesmo antes da queda. e meditar em Deus (santificar-se). separou um dia especial para que o ser humano pudesse entreter comunhão com Ele (Gn 2:13). Comunhão com Deus. meio que após a queda se tornou ainda mais fundamental para revitalização e resistência contra o mal (Is 58: 13 e 14). E Jesus acrescenta: “Convém que eu faça as obras dAquele que Me enviou enquanto é dia: a noite vem. 43 . muitos fracassam em seus esforços por não administrarem sabiamente o tempo. Deus preparou todo o ambiente para receber o ser humano. criou Deus.. Deus estruturou o tempo separando a luz (dia) das trevas (noite) (Gn 1:3-5).. No entanto. ao criá-lo. Depois.205 No princípio. viu a necessidade de haver tempo para ele recompor as energias (descansar). Firmamento aqui faz referência ao “céu atmosférico”. Por isso. prioridade número um do cristão Deus coloca à disposição de cada pessoa um saldo de 86.43 estabelecendo dois grandes luzeiros no céu para governar o dia e a noite. priorizando o que é permanente e eterno (Mt 6:33). “Águas debaixo do firmamento” e “sobre o firmamento” fazem certamente referência à água no estado líquido e gasoso respectivamente. colocando o firmamento (céu) no meio das águas (1:6 e 9). quando ninguém pode trabalhar” (Jo 9:4). pois deles será pedido contas. e separando também as estações e os anos (1:14). O mesmo mandamento que ordena a guarda do sábado também requer que se trabalhe nos demais dias da semana.400 segundos por dia.

O Cuidado. as roupas. Adota um estilo de vida celestial quem separa tempo para conviver com Deus. o homem não viesse a entrar em desarmonia com Sua vontade. 45 As orientações de Cristo a esse respeito parecem simples e lógicas. 1:580. Então. SP: Casa Publicadora Brasileira. A vida não deve ser considerada uma corrida insana. mas uma viagem que precisa ser desfrutada a cada passo do caminho. no cumprimento de suas várias atividades. Ellen G.44 Ela ainda menciona: “Muitos parecem lamentar os momentos empregados em meditação. Patzer. os programas. Também acrescenta: “Desejaria que todos pudésseis ver essas coisas sob o aspecto por que Deus quereria que as vísseis. 46 O tempo precisa ser valorizado como se valoriza a própria vida.206 O pecado fez com que o ser humano se afastasse de Deus. estarão em harmonia com os interesses de Deus. não se justifica qualquer negligência na administração apropriada do tempo. 22. Rumo ao futuro (Tatuí. etc. Estabelecendo uma rotina sábia e equilibrada Muitos gastam o tempo naquilo que não é urgente nem importante. White comenta: “Da mesma maneira que não nos é possível ser fisicamente fortes sem tomar o alimento temporal. na pesquisa das Escrituras e na oração. não podemos viver a vida religiosa sem constante oração e o cumprimento dos deveres espirituais. As prioridades. Jere D. Testemunhos Seletos. as músicas.. As prioridades da vida podem ser classificadas desta maneira: 44 45 46 White. os amigos. tornou-se indispensável buscar junto a Ele orientação diária para que. pois então daríeis ao reino do Céus lugar de suprema importância”. como se o tempo assim empregado fosse perdido”. 78. bloqueando aquela comunicação direta entre o Criador e a criatura. White. 2005). . e a melhor forma de fazê-lo é priorizar a comunhão com Deus. Precisamos sentar-nos diariamente à mesa de Deus”. portanto.

mas que podem ser adiados por algum tempo. Toda pessoa deve ter planos e objetivos próprios que sejam realísticos. como por exemplo. não chega a lugar algum. 3) Não importante e urgente: As interrupções que ocorrem enquanto se realiza alguma atividade. mas não produzem resultados positivos para a vida. 48 Toda pessoa que deseja ser bem sucedida terá alvos definidos pois estes são como veículos que transportam a pessoa para o destino proposto. como uma doença que surge inesperadamente. assistir programas banais de televisão. uma reunião para tratar de assuntos que requerem solução rápida. ou o preparo de relatórios que nem sempre são importantes. 47 como por exemplo. etc.49 Ellen G. etc. como é o caso de visita a amigos. Follett. trabalho sem importância. uma pessoa deve organizar o tempo tendo em mente algumas questões: 1. 234.207 1) Urgente e importante: Neste item considera-se aquilo que requer atenção imediata e inadiável. Quais são os alvos? – Muitos vivem sem um alvo definido. 69-86. ou por pressões externas. White. 4) Não urgente e não importante: Coisas que ocupam o tempo de alguém. 213. mas não deve permitir 47 48 49 Follett. etc. uma chamada telefônica (costuma-se deixar tudo para atendê-la). 2) Não urgente e importante: As coisas ou compromissos que necessitam ser feitos. recreação. quem não sabe para onde vai. preparo de algum projeto. ao contrário a vida será determinada pelo acaso. porém imperativos por exigência superior. Ver Patzer. concretos e admissíveis. . É óbvio que. Com isso em conta. descreve que “o homem pode moldar as circunstâncias.

2.208 que as circunstâncias o moldem a ele. os relativamente importantes sob a letra B. para a recreação e para outros compromissos. Outro aspecto que precisa ser considerado é a impossibilidade de se lograr a plena realização em todos os aspectos da vida. Por isso. aos amigos e.. deve-se resolver a questão o quanto antes. e não ficar se culpando por algo que está além do próprio controle. pois causam um efeito negativo sobre o corpo. eles são os “desperdiçadores de tempo”. sobretudo.. A ciência. a Deus em oração. 3. a mente e o espírito. Este método evita o desperdício de tempo. É necessário gastar tempo naquilo que realmente é primordial e indispensável. .”50 De fato. cada pessoa deve ter o propósito de viver com alvos definidos e apresentá-los à família. e os não tão importantes sob a letra C. Como mencionado. entre os quais citam-se: 50 White. Como usar o tempo? – A maneira como se administra o tempo é influenciada pelo modo como são organizadas as atividades diárias. Identificando e combatendo os “desperdiçadores do tempo” Com freqüência pode-se observar a inversão de prioridades devido a certos fatores que precisam ser removidos da rotina diária. 500. que esteja em desequilíbrio com os alvos planejados. Como planejar os alvos? – Os alvos devem ser colocados em uma lista de prioridades. para a alimentação. sendo que os mais importantes serão catalogados sob a letra A. deve-se estabelecer tempo para o contato com Deus. para o repouso. este pensamento demonstra o que aqueles que possuem alvos e propósitos definidos seguramente farão. Frustrações poderiam ser evitadas se periodicamente cada um fizesse uma avaliação de como está utilizando o tempo. para o estudo. para o trabalho. isto é. com o próximo. Se algo está errado.

Antes da pessoa se retirar para o repouso noturno. ou do computador. Desorganização – Para evitar o problema de desorganização ou falta de planejamento. etc. considerado. para que se evite o terrível estresse. endereços. 2. o que importa é a maneira como gerenciamos a vida. por excelência. inevitavelmente. como e quando.. Deve-se também manter o equilíbrio em relação ao trabalho. o mal do século 21. pela tarde e à noite. e as atividades devem ser alistadas em ordem de prioridade a partir dos itens mais importantes e urgentes. esta deve ser colocada em lugar de fácil acesso. isso é possível. ela deve separar alguns minutos para planejar a agenda do dia seguinte: o que terá que ser feito. Interrupções e interferências externas – Embora seja quase inevitável que ocorram interrupções e interferências durante a execução do planejamento diário. às vezes se torna necessária a realização de mais de uma atividade ao mesmo tempo. é fácil imaginar que se pode ficar até tarde em frente da “telinha”. etc. 3. mas deve ser feito de maneira que haja moderação e equilíbrio. ou mesmo . Se se empregar uma agenda para o registro destas atividades. e o que é facultativo. o que. números de telefone. e o repouso na medida certa capacita para novos desafios. o correto é estabelecer previamente o que será feito pela manhã. onde as exigências sociais e profissionais vão além do limite de cada pessoa. dificultará. O ideal é que tudo que se refira às atividades por serem cumpridas seja mantido no mesmo lugar: apontamentos. No contexto cultural contemporâneo. como gastamos o tempo e o modo como nos levantamos acima delas. ou ainda conversando ou realizando atividades não planejadas. Esse equilíbrio não se encontra nem na ociosidade nem no excesso de atividades. E o que é pior. o estresse inevitavelmente afetará a experiência da comunhão com Deus. pois o trabalho na medida certa dignifica e enobrece. Distrações – Quando se tem o tempo devidamente organizado.209 1.

para que alcancemos coração sábio” (Sl 90:12).210 impedirá o cumprimento satisfatório de qualquer plano de devoção pessoal diária. e colocá-la de mal com a vida. .51 Por essa e outras razões. e estamos sob a mais solene obrigação de aproveitá-lo para Sua glória. de um cardápio inadequado. A oração de Moisés mostra qual deve ser o maior anelo do cristão: “Ensina-nos a contar os nossos dias. 4. Parábolas. da falta de tempo para atividades físicas. o que seria um mal maior. Ellen G. Esgotamento físico e mental – Se a pessoa sente que está estressada e com baixa produtividade. é corrigi-lo para que não se torne uma doença. 51 White. Isso pode afastar uma pessoa de Deus. e. Deve-se sempre ter em mente que o tempo é breve e que a vida humana passa “como uma neblina que aparece por instantes e logo se dissipa” (Tg 4:14). compartilhar atividades. White menciona que “cada momento é Seu. descartar as coisas inúteis. sobretudo. pedir sabedoria e ajuda a Deus. para recreação. etc. De nenhum talento que nos concedeu requererá Ele mais estrita conta do que de nosso tempo”. Ao ser identificado o problema. 342. é necessário uma pausa para examinar se não está ocorrendo algum tipo de desequilíbrio resultante da falta de repouso suficiente. Conclusão Deus é o dono do nosso tempo. devemos aprender a dizer “não” para o que não é prioridade.

para crescer em Cristo. Para se obter mais tempo de devoção. íntima. resultados espirituais por meio de um relacionamento superficial com Deus. Num tempo como esse.211 Seminário 2 – Sugestões práticas para a vida devocional Introdução Muitos esperam alcançar. Independentemente da forma como a devoção é praticada. é preciso haver um preparo. confortável. autêntica e individual. e para isso é necessário desenvolver os seguintes passos: 1. . da noite para o dia. de intensa atividade secular e de superficialidade espiritual. onde não haja distrações e interrupções. e ela inclui tanto a aprendizagem como o sentimento. como se esse relacionamento pudesse ser conseguido por “osmose”. Deus vai guiando o sincero na descoberta da melhor maneira de prosseguir no crescimento espiritual. mas em Deus. Encontrar um local específico. Preparação A melhor preparação para a meditação bem-sucedida é uma convicção pessoal de sua importância e uma firme determinação de perseverar em sua prática. A verdadeira espiritualidade não está centralizada no eu. é fundamental que cada um faça um balanço na vida para descobrir o grau de prioridade dada à devoção pessoal. a devoção deve ser contínua. Porém. para ser usado todos os dias.

Na confissão o homem restaura seu relacionamento com Deus. desde jazer prostrado ao chão até em pé. Ouvir mais a voz de Deus do que falar o tempo todo. Janeiro de 1986. Não há lei que prescreve uma postura correta. e em qualquer posição. Muitos gastam a maior parte do tempo da oração falando e não ouvindo o suficiente. Com olhos abertos repita o texto sagrado. conhecereis melhor como receber conselho de Deus”. 10-12. . significa esperar com expectação ativa. 114. White. William Loveless. Estudos dizem que o ideal é gastar 20% do tempo falando e 80% ouvindo o Espírito de Deus. de acordo com Isaías 40:31. 3º dia: Aplique o texto para sua própria situação. 2º dia: Busque o significado do texto para a vida pessoal. Ter sempre à mão Bíblia. com as mãos e a cabeça erguidas para os céus. vossa comida e vossa bebida. O. a postura é de máxima importância. em qualquer momento. O melhor método seria encontrar uma posição com o máximo conforto e com o mínimo de distração. uma agenda por quem orar. “Christian Meditation”. e nos localiza. 4. Esperar pacientemente no Senhor. Hallesby descreve que a postura não faz muita diferença. 115.53 5. Confessar os pecados. porém. William Loveless sugere um plano semanal para a meditação que compreende os seguintes passos:54 1º dia: Memorize a passagem em estudo e repita freqüentemente durante o dia. caneta e quando possível. Pode orar em qualquer parte. quando fizerdes de seus princípios os elementos de vosso caráter. papel. nos procura. 83. 41. A Bíblia contém de tudo. pois Deus faz três coisas por nós: Ele nos ama. Mi. 53 54 52 Ibidem. Mensagens.212 2. “Quando fizerdes da Bíblia vosso alimento.52 3. o que. Noutro sentido. vagarosamente e em silêncio para você mesmo.

...55 Semana:... e deixar que a imaginação se apodere de cada cena. RA. 5º... Meditando em Seu grande sacrifício por nós..56 Dialogando com Deus A linha entre a oração e a meditação parece ser indistinta. e seremos mais profundamente imbuídos de Seu Espírito”. “Organize sua vida devocional”.213 4º dia: Pratique por dez minutos e repita as conclusões como “minha vida está com Cristo em Deus”.. Dom Orei ao levantar? Participei dos cultos matutino e vespertino? Li a Bíblia hoje? Orei ao meio-dia? Estudei a lição da Escola Sabatina? Realizei minha comunhão particular? Seg Ter Qua Qui Sex Sáb Ellen G.. julho de 1978. especialmente as finais. nossa confiança nEle será mais constante. O ideal seria preencher diariamente um questionário como o que segue. Tomar ponto por ponto. 83... Onde caiu agradeça pela oportunidade de aprender o certo.. volte a meditar no texto e agradeça a Deus pelas vitórias e bênçãos recebidas.. White.. White recomenda: “Faria bem passar diariamente uma hora a refletir sobre a vida de Jesus. para avaliar os hábitos devocionais diários. Antes de dormir. Através da oração falamos com Deus e por meio da meditação Ele fala conosco. Através do dia volte a repetir várias vezes.. . 42-45.. 6º e 7º dias: Siga o programa do 4º dia. O Desejado. nosso amor vivificado. 55 56 Tércio Sarli.

o qual é constante em relação ao ser humano – A oração não pode fazer Deus melhor do que Ele já é. pois nós é que somos variáveis. Hb 13:8). Suas sugestões para chamar alguém. “De fato. 93. não Deus – A oração não pode tornar Deus mais sábio. A imaginação é um importante componente da comunhão porque ela volve a mente do indivíduo aos sentimentos e mensagens dos autores bíblicos. A prece deve elevar-nos à harmonia com Ele.57 e seu propósito consiste em: 1. Rm 8:38. outros dias o Espírito Santo pode impressionar com um significado específico. Sintonizar com a sabedoria e o poder de Deus – Orar pelos outros faz com que quem ora se torne canais de graça e poder para eles. para gastar tempo com outrem. para apoiar financeiramente um projeto missionário ou outra coisa que Deus deseja. 2. tempo e 57 White. bens. mas a pessoa deve estar disposta a entregar o coração. 3. “A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo”. Permitir que Deus opere – Mesmo ciente que a oração seja a solução para todos os problemas e que o poder de Deus flui para quem ora em sinceridade. Deus opera.214 A comunhão tem o aspecto de um diálogo com o céu baseado em um reflexivo exame das Escrituras. Alguns dias o diálogo pode parecer um monólogo. muitas pessoas deixam que suas atividades diárias se tornem “pequenos deuses” disputando para tomar o tempo. Escuta-se os sussurros divinos. Solidificar o relacionamento com Deus. ou fazê-Lo trabalhar mais. O ser humano necessita reconhecer a necessidade de Deus e decidir buscá-Lo em primeiro lugar. Seu amor e graça são constantes (Ml 3:6. 4. . mais bem informado. 39. Caminho. Mudar o homem.

não devemos negligenciar a oração secreta. União. 2005. pois ela é vida da alma”. mas acima de tudo. Jr 29:12 e 13.60 58 59 60 Dan Smith. programas e lugares para o povo orar junto pela igreja. Acerca disto. Associação. 1995). ver Guia para Ministros (Tatuí. professores. Estabelecendo um coordenador de oração na igreja. Quebrando as barreiras As barreiras que impedem a devoção podem ser quebradas através dos seguintes passos: 1. Caminho. (b) estabelecer grupos para planejar as iniciativas da oração. Ellen G. como já foi referido. O coordenador de oração é o elemento essencial para uma igreja que ora. White. SP: Casa Publicadora Brasileira. pelos líderes e pela comunidade. líderes de igreja. 17:2. Divisão e Associação Geral. Oração privativa é a mais elevada atividade espiritual que uma pessoa pode cumprir.59 2.215 energia à Sua vontade”58 (Sl 27:14. 37:5. e pode cumprir as seguintes tarefas: (a) identificar pessoas que têm interesse na oração intercessora. Estabelecendo tempo. . e (c) ajudar na implementação de planos para as duplas ou grupos que estarão orando por pedidos específicos (por nome) de pastores. Ele ajuda a integrar a oração em toda a vida da igreja e no calendário da igreja. 24-27. 3. 98. White recomenda: “Temos que orar em família. Ele pode realinhar os pensamentos e escolhas humanas de acordo com Seu propósito. “Qual é o Propósito da Oração?” Dg. Mediante uma entrega total a Deus. Ml 3:10). Encorajando a devoção pessoal e em família. 8.

] mesmo cansado. (g) formar grupos de oração para o evangelismo. (2) vida dedicada à oração. (c) montar correntes de oração. encorajar e liderar com ênfase na oração.216 No nível de igreja local. ou suas orações acabarão se tornando formais e rotineiras. e (j) formar equipes de oração para eventos e necessidades específicas. CD-Rom.. (e) realizar reuniões de intercessão. Alejandro Bullón.62 Alguns passos que podem ser úteis para a equipe de oração de uma igreja: (a) estabelecer um “jardim” de oração no serviço de culto. cit. e o convívio das multidões. Ellen G. “União Norte Brasileira capacita 146 pastores aspirantes”. BA: Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. White. (3) maturidade espiritual. Isto é ser homem de Deus. em Dayse Bezerra. (h) fazer retiros de oração. (b) realizar semanas de ênfase na oração. Temas Teológicos. formação espiritual. pratique sua devoção pessoal. Caminho. maio de 2007. Alejandro Bullón enfatiza que “o segredo para se manter firme na obra é a comunhão diária com Cristo [. a diferença á a oração” (Cachoeira. com sono. que nos afastemos do mundo com o objetivo de nos consagrar às práticas de piedade. 25. (i) escolher um dia de jejum e oração. 62 61 . 101.61 Oração e missão O segredo do sucesso da igreja consiste em combinar oração e estudo da Bíblia com a missão. “Apostilas e materiais. A oração e o estudo da Bíblia sem missão é cristianismo contemplativo e a missão sem oração torna qualquer ação autenticamente improdutiva. a pessoa apontada para esta posição deve ter: (1) boa reputação entre os membros. ou em breve deixará essa prática.. Nossa vida deve ser tal qual foi a de Cristo 9 dividir-se entre o monte da oração. RA. A pessoa que não faz outra coisa senão orar. White menciona que Deus não espera que nos tornemos eremitas ou monges. (d) escolher companheiros de oração. (f) promover vigílias espirituais. s/d). e (4) dons de organizar.

podeis fazer”. 1965). a pessoa passa a viver uma vida mais feliz no presente e a esperança de um futuro promissor – a vida eterna (Mc 10:29 e 30). Jo 15:5: “. “Devoção pessoal. fonte de poder”. quem permanece em esse dá muito fruto. receberemos os frutos (bênçãos).64 63 64 Fronke. 41. Evelyn Nagel. 67 e 68. e o mais ele fará”. o essencial nesta terra é vivermos aprofundando as raízes (permanência em Cristo). SP: Casa Publicadora Brasileira. 20. confia nEle. cit.217 Conclusão Acima de tudo..63 como é exemplificado nestes textos: Raízes Frutos Sl 37:4: “Agrada-te do Senhor. e eu nele. Quando a devoção se torna um estilo de vida. RA. abril de 2006.. . obra não autorada. em Princípios Básicos do Viver Cristão (Santo André... e Ele satisfará aos desejos do teu coração”. Sl 37:5: “. e então. Martinho Lutero. porque sem mim nada mim.

deve ser sadio o cérebro. que apresenta um grande número de reentrâncias e saliências semelhante a uma noz. Ele comanda os movimentos voluntários. etc. No cérebro se situam os centros da memória. A parte física do cérebro compõe-se de uma estrutura com cerca de um quilo de tecido biológico (em um adulto). da imaginação. digestão. Ellen G. menos ele é compreendido.). como andar. e nele se encontram numerosos sulcos sinuosos. gustação e tato). direito e esquerdo. audição. e controla todo o corpo. E para que o cérebro seja sadio. Se pelos hábitos . além da interpretação dos sentidos (visão. A fim de que as partes do organismo sejam sadias. White descreve: “O cérebro é o órgão e o instrumento da mente. chamados cissuras. e espiritualidade Cada órgão do corpo foi feito para ser coordenado pela mente e todas as nossas ações boas ou más originam-se nela. É um órgão maravilhoso tanto quanto incomparável. Relação entre mente e corpo. e do comando das ações involuntárias (circulação sanguínea. do raciocínio. Na parte externa existe uma camada cinzenta denominada córtex. da inteligência. A mente é o resultado do funcionamento do cérebro composto de pensamentos. sentimentos e emoções. correr e escrever. Na parte central existe um sulco profundo que o divide em dois hemisférios. olfação.218 Seminário 3 – Protegendo a mente da influência negativa da mídia Introdução O cérebro humano é um sistema tão complexo que quanto mais se aprende a respeito de suas atividades. deve o sangue ser puro.

White continua: “Em muitos casos a deficiência mental é a sobrecarga do estômago que fatiga o corpo e debilita o espírito”. que registro apresentará então a vida de muitos! Então verão o que poderiam ter feito se não 65 66 67 68 69 70 White. o cérebro será alimentado de maneira apropriada”. 241. Quando estivermos junto ao grande trono branco. indigestão. mental e físico. A Ciência. artrite e até mesmo gagueira.66 Desta maneira. Santificação. 230. enfraquece o fígado. prisão de ventre. úlceras. produzida e fortemente agravada pela imaginação”. White. alergia. “o comer e o beber impróprios resultam num pensar e agir impróprios também”. aflige a mente e. mas se a mente não estiver saudável. Desta maneira. um cérebro cheio de temor e ansiedade ou perturbações. 392.68 e “a condescendência com o apetite obscurece e entorpece a mente. Fortalecem-se as tendências animais. White. White. pode produzir debilidades físicas tais como distúrbios gástricos.70 Muitos se incapacitam para o trabalho. embota as santas emoções da alma”. pressão alta. Obreiros. 69 “produz má digestão. 385.219 correto do comer e do beber o sangue se conserva puro. 29. dor de cabeça (enxaqueca). o corpo padece. Ellen G. pelo excesso em comer e pela satisfação de paixões concupiscentes. doenças cardíacas. White.67 Esta afirmação mostra que nós somos compostos daquilo que comemos. Ibidem. assim. Mente. enquanto a natureza moral e espiritual se debilita. 388. azia. O ser humano pode ser privilegiado com uma invejável estrutura física. . podendo atingir um estado vegetativo. perverte o temperamento e o espírito do homem”. A doença é em geral.65 White ainda ressalta que “muito íntima é a relação que existe entre a mente e o corpo. diarréia. Mente.

se tivessem dado a Deus toda a força mental e física que lhes confiara. 160. Satanás controla a mente e o ser todo. Assim.220 tivessem aviltado as faculdades que Deus lhes concedera. citam-se: 1. Ibidem. No entanto. porque sacrificaram todas as suas faculdades à condescendência com o apetite”. por meio dos sentidos. As crianças. 167.).72 Como as influências atingem a mente O plano original de Deus era que. a sociedade é fortemente influenciada pelos meios de comunicação. Imagens – Em séculos passados cumpriam um papel predominantemente estético (nas catedrais. e mais recentemente com a alteração dos paradigmas experimentada pela sociedade. etc. o ser humano interagisse com o mundo ao redor. passaram para o túmulo como fragmentos físicos. Milhares que poderiam ter vivido. Então reconhecerão que alturas de grandeza intelectual poderiam ter atingido. os símbolos 71 Ellen G. em quadros. desde que nascem. num verdadeiro processo de auto-sustentação. A mídia procura ocupar o primeiro lugar na mente das pessoas através de diferentes estratégias. White. utilizando diversas formas de comunicação para ajudar a construir na mente humana os valores morais e espirituais conforme Seu desejo. são expostas ao mundo antes velado aos adultos.71 Esta autora destaca também que “pelo apetite. 72 . com as mudanças ocorridas após a queda. os princípios e valores foram menosprezados em função dos desejos egoístas do sistema consumista. SP: Casa Publicadora Brasileira. mentais e morais. 2005). Dentre elas. Conselhos sobre regime alimentar (Tatuí.73 e também ilustrativos (os objetos do santuário do AT.

também eram utilizadas como objetos de adoração entre os pagãos e aqueles que se afastavam dos caminhos de Deus. evitando ver. Costuma-se assim dar mais importância aquilo que se vê do que àquilo que se pode entender por meio do raciocínio.74 Hoje. Deus pode lembrar a alguém dos episódios que se enquadram com Seus propósitos. Quanto às imagens. vestir. ler e ouvir coisas de caráter imoral e pecaminoso. as imagens se transformaram num elemento informativo. Deus é muito incisivo quanto à importância de se controlar as entradas da mente. O inimigo então. pois este entretenimento procura acessar e afetar a mente. fundamental e indispensável para informar. como acontece normalmente com outros tipos de comunicação. O indivíduo passa a comer. etc).221 apresentados em Daniel 2. ver Nm 33:52. As imagens audiovisuais constituem um poder tão destacado de sedução que grandes quantias são gastas diariamente em cosméticos para melhorar a aparência. Há uma reprovação divina àqueles que adoram as imagens ao invés de adorar o Criador. um banco de memória ao qual somente Deus tem direito de acesso. lança certa memória “X”. manipular e seduzir as pessoas. Sl 115:4-8. Sl 135:15-18. mas o mesmo acontece também com Satanás. 74 73 . As imagens que uma pessoa assiste ficam armazenadas em uma porção recuperável do cérebro. as informações entram de contrabando e se alojam no subconsciente. seja na compra de um produto ou na adoção de uma filosofia ou ideal. sem dar a opção de aceitar ou rejeitar a mensagem. como um grande mestre nesse processo. pois não dá opção de escolha. convencer. Is 44:9-17. Este procedimento subliminar fere um princípio divino chamado livre arbítrio. que se enquadra em seus objetivos no momento em que a pessoa está no limiar de uma decisão. todavia. Por isso. Mensagens subliminares – Por este mecanismo subliminar. 2. falar e agir de acordo com uma escala de valores estabelecidos por imagens elaboradas num ambiente de estúdios.

tão realistas que se torna quase possível viver delas. Filmes: Com o abandono das restrições sociais. houve um relaxamento da censura. etc. não houve demora e estas duas mídias se tornaram parceiras por excelência na propagação do que é imoral e corrupto. Mensagens. a partir da década de 70. Entretanto. o cinema. Para neutralizar a opinião pública a respeito dos filmes. buscou explorar mais a violência. do trabalho de edição e de trilha sonora. Não será encontrado no teatro. o inautêntico e o teatral expulsa da vida o natural. dado ao seu caráter basicamente familiar e caseiro. Entretenimento: O entretenimento promete afastar as pessoas dos problemas diários e tribulações da vida. a mídia procura idealizar um mundo onde a fantasia é mais agradável e aprazível que a realidade. a indústria cinematográfica investe milhões de dólares em publicidade e as pessoas são persuadidas por meio de reações diversas provindas dos ângulos das câmeras. visando não perder audiência para a televisão. tão convincentes. Esta é uma armadilha perigosa. da iluminação. 75 White. que começava com um crescimento explosivo. fazendo com que as ilusões sejam tão vívidas. Desta maneira. Então. . Enfatizando os perigos do entretenimento.75 4. nem contemporizará com nenhum outro enfeitiçante prazer que lhe venha banir a Cristo do espírito. Ellen G. a pornografia e o descaso com os valores humanos. 399. e nos salões de jogos. Não se unirá aos alegres valsistas. White acrescenta: O verdadeiro cristão não desejará entrar em nenhum lugar de diversão nem se entregar a nenhum entretenimento sobre que não possa pedir a bênção divina. o genuíno e o espontâneo.222 3. onde o fabricado. temas ainda não veiculados pela televisão.

gravidez indesejada. a humanidade fica condicionada. a mídia cria uma cultura onde se valoriza o lado mau dos programas que se efetivam em desilusão. A vida real passou a ser representada com tanta perfeição e rapidez que os "mundos" simulados se tornam um desafio aos sentidos. puro. ao injusto.77 Influências negativas sobre a mente 78 Por diferentes métodos. com pouca exceção. Assegura que estar envolvido pelo que é proibido faz parte do processo de crescimento. a mídia revolucionou a linguagem e inventou uma realidade paralela à vida humana. Ela promove uma noção errônea de que as cenas que se assistem não afetam os valores morais ou espirituais.223 De fato. AIDS. O “vilão” refere-se a ênfase que é dada ao incorreto. tira o desejo de ler a Bíblia em vista de trabalho ou entretenimento excessivos. As pessoas continuam crendo em Deus. além disso. ao modo de pensar dos que se encontram por trás dos bastidores. a mídia estimula uma cultura psicopata. crises familiares. manipula bem. não as convicções. ao sensual. O termo psicopata designa aquele que possui 100% da razão e 0% de emoção. e neste papel manipulador.76 onde se enaltece o “vilão” e deixa o “mocinho” como bobo. que sabe o que quer e onde vai chegar. ao mentiroso. mas a mídia faz suas escolhas. 78 77 76 Mais informações sobre este tópico ver o Capítulo III. cria a pressa. ao impuro. que calcula friamente o crime que deseja praticar sem importar com o semelhante. . colocando nas pessoas um estado de carência de sentido que gera inúmeros suicídios. o próprio inimigo e seus agentes. Em certo sentido. Enquanto o termo psicose define a loucura ou delírio de um indivíduo. e feridas emocionais incuráveis. nunca sente culpa ou remorso. não causam violência. justo. que mente bem. e apenas refletem a realidade cotidiana. Enquanto que o “mocinho” representa aquele que quer ser honesto. Os especialistas da mídia inventam “ídolos” que simbolizam os ideais que as massas aspiram ou adoram. amável e respeitável. O mais terrível é que a mídia altera os valores. a mídia tem tirado até o significado da vida.

da ênfase nas desgraças sociais.224 Através da potencialização e perpetuação dessa cultura do desejo. etc. Ele procura atuar ao volante da memória humana para obter o controle da mente e enredá-la para o caminho do erro. orar. a menos que lhe seja cedido o controle. 5. Buscar entretenimento e escapismo – elas são programadas pelas expectativas ilusórias que a mídia impõe e desta maneira fogem da busca do sentido das coisas. 22. Enfatizar a tecnologia sofisticada – elas endeusam a ciência crendo que a tecnologia resolve tudo. ajudar o próximo e servir ao Senhor.79 O inimigo procura vincular a mente humana à mente dele. oprimem os trabalhadores e geralmente se tornam cínicas diante dos sofrimentos alheios. 3. do estresse na vida pessoal. as pessoas passaram a: 1. Ser orientadas pela conveniência – elas se valem de comida congelada. Explorar os outros – elas.80 Mesmo os “bons” programas que a mídia apresenta têm subjugado a vida das pessoas. da ameaça de demissão. . 79 80 White. Viver uma cultura de alta tensão – elas se tornam vítimas da pressão no trabalho. da competição. de modo a não ter tempo livre para estudar. etc. 4. ele não pode controlar a mente humana. Adaptar-se a um estilo compulsivo – elas passaram a trabalhar sob efeito de drogas para manter o pique face à ousadia e o status que a sociedade impõe. as pessoas tem se tornado prisioneiras dos sofismas de Satanás. 2. no Éden. e confundir as pessoas de tal maneira que não seja ouvida nenhuma outra voz senão a sua. Com isso. de serviços obtidos dentro do carro (drive-thru). como fez com Adão e Eva. Mente. 6. Porém. Ibidem. movidas pelo capitalismo. da ansiedade crônica.

inconscientemente. mas em demonstração do Espírito (1Co 2:4). também. que se torna difícil viver sem ela – basta apontar o indicador para cima. a revelação divina provê orientação segura: “Não porei coisa injusta diante de meus olhos” (Sl 101:3). que já se propaga certa marca de produto. Face aos inúmeros perigos da mídia. Em razão disso. mesmo sendo algo bom. fazer o culto doméstico. se o conteúdo do filme não for avaliado com critério. por exemplo. ir ao culto da igreja. Por exemplo: que mal existe em trabalhar? No entanto. A mente embotada de conteúdo que encanta a natureza carnal não terá facilidade para louvar ao Senhor. alterar o comportamento e a motivação humana para fins lucrativos. Os cristãos têm sido capturados e persuadidos com shows. não deve ocupar o tempo das outras coisas que. ministrar um sermão na igreja ou orar com um doente. É lamentável que a mídia venha sendo utilizada para manipular a mente. Ela se tornou o veículo tão adequado para impulsionar as emoções e decisões. Cultivando uma mente renovada Para cultivar uma mente renovada neste mundo de tantas vozes. Satanás tenta as pessoas com coisas boas para substituir o lugar de Deus na vida. Assim. devemos exercer o domínio de nossa vontade. são prioritárias. a pessoa estará permitindo que abominações entrem soberanamente em sua intimidade. e gastam muito tempo enchendo a mente com cenas subliminares e com o mundo virtual. todos são atingidos positiva ou negativamente. e produzido uma verdadeira desordem cultural.225 Estes padrões impostos pelo mercado econômico e por manipulações políticas têm substituído identidades e ideologias. “Tomará alguém fogo no seu seio . como pode a Bíblia ou um sermão fazer sentido? O apóstolo Paulo afirma que a pregação não consiste em linguagem persuasiva. Que mal há em assistir filme com amigos? Porém.

sem que se queimem seus pés?” (Pv 6:27. tudo o que é puro. “Abstende-vos de toda forma de mal” (1Ts 5:22). com a natureza e 81 White. White completa: “Os que desejam ter a sabedoria que vem de Deus [. é necessário refletir a respeito de tudo o que se faz: É esta a melhor maneira de gastar o tempo? A mensagem que está sendo veiculada promove os valores espirituais? A Bíblia parecerá mais interessante após assistir o programa? Onde a mídia é controlada com critério.] seja isso o que ocupe o vosso pensamento”(Fl 4:8). Devem fechar os ouvidos. “Finalmente. trabalho e tempo dedicado à vida devocional. [. mas nem todas me convêm” (1Co 6:12).] devem fechar os olhos.. repouso. 404. a devoção pessoal se torna mais praticável e certamente haverá mais tempo para os devocionais. tudo o que é respeitável. tudo o que é verdadeiro..226 sem que as suas vestes se incendeiem? Ou andará alguém sobre brasas. Conclusão Em razão da acirrada guerra pelo controle da mente. envolvendo o regime alimentar. 28). irmãos.81 Uma vida guiada pelo Espírito Santo dominará a vontade por meio da reforma de seus hábitos.. para não verem nem aprenderem o mal. “Todas as coisas me são lícitas. “Cada um lance de si as abominações de que se agradam os seus olhos” (Ez 20:7). tudo o que é justo. exercícios físicos. para que não ouçam o que é mau e não obtenham o conhecimento que lhes mancharia a pureza de pensamento e de ação”. “Aquele que diz que permanece nele. E Ellen G. .. O Lar. “Todos quanto se acham sob as instruções de Deus precisam da hora tranqüila para a comunhão com o próprio coração. esse deve também andar assim como ele andou” (1Jo 2:6).

”82 82 White. Mente. o silêncio da alma torna mais distinta a voz de Deus.. 1:11.. . esperamos diante dEle. [.] Quando todas as outras vozes silenciam e.227 com o próprio Deus. em quietação.

1: 100.84 Os Evangelhos. 57. 1980). as quais representam a igreja cristã em diferentes períodos entre a ascensão de Cristo e Sua segunda vinda. foi amada. Cairns. as Escrituras eram formadas pelos livros sagrados dos judeus. Ela seguiu os ensinamentos bíblicos transmitidos por Jesus e pelos apóstolos. mesmo diante de perseguição e morte (At 5:17-32. At 24:14). os quais tinham o AT como referencial indispensável (Lc 24:44 e 45. Com base nos ensinos apostólicos. Gonzalez. permanecendo uma inalterável fonte de conhecimento para a salvação. em geral na versão grega. mas de igual modo. Para eles.C.83 Costumavam ler nas igrejas alguns dos evangelhos e cartas dos apóstolos.) No período apostólico a igreja se manteve fiel e pura. 83 84 Justo L. desprezo. Uma história ilustrada do cristianismo (São Paulo: Vida Nova.228 Seminário 4 – Desafios à autoridade bíblica no período das sete igrejas de Apocalipse Introdução Este seminário descreve os desafios à autoridade bíblica no período que corresponde às sete cartas às igrejas apocalíptica (Ap 2 e 3). estudada e protegida. pois o considerava a norma para reger a vida em apoio às suas crenças. a Septuaginta. Atos. Menciona também como a Bíblia sofreu ameaças. Autoridade bíblica no período da igreja de Éfeso (31-100 d. os primitivos cristãos levaram adiante a tarefa de expandir o evangelho. . 28:16-22). perseguições. Epístolas e o Apocalipse se tornaram modelo para que os primeiros pais da igreja redigissem seus escritos.

os levavam diante dos tribunais. neste período era ilícito ser cristão. Entre as igrejas existentes na época. 66. 1: 79 e 80. foi acusado ante as autoridades. ver Gonzalez.90 Com o surgimento das heresias.229 Autoridade bíblica no período da igreja de Esmirna (100-313 d. 96-98.C. a igreja se viu na necessidade de um cânon autoritativo para a fé e para a vida. e mesmo martirizados. 88 Entre os cristãos do período de Esmirna não houve a idéia de se fazer uma lista de livros canônicos do NT. Ibidem.86 e com Policarpo. Ibidem. ver Joe E. Para um estudo mais detalhado acerca do desenvolvimento das heresias no segundo e terceiro séculos. o que o colocaria em liberdade. os inimigos de Cristo. . e nenhum mal me fez. respondeu: “Vivi oitenta e seis anos servindo-O. 70. 19-32. o que contribuiu para se firmar o conceito de que o bispo desta cidade deveria ser o líder geral da igreja. que. quando intimado em 158 d.).91 Além da orientação do Espírito Santo.. mas só eram castigados. 1993). com o surgimento de falsos escritos (produzidos principalmente por Márcion e pelos gnósticos a partir de 140 d. 95. que me salvou?”. eles também “faziam de tudo para dissipar as falsas acusações acerca de suas crenças e práticas”.89 a igreja se viu forçada a pensar numa forma mais efetiva de combater os ensinos heréticos. 87 Embora houvesse uma verdadeira obsessão por parte dos cristãos pelo martírio.C. Desviar a igreja do propósito divino (São Paulo: Hosana. a de Roma se destacou por sua ortodoxia. por volta do ano 107 d.C. Acerca das influências de Márcion e dos gnósticos. portanto. Como poderia eu maldizer ao meu rei. que. 93.C. bispo de Antioquia. Ibidem. de se negar a adorar os deuses do Império.85 como ocorreu com Inácio. salvo quando.) De acordo com Gonzalez. a jurar pelo Imperador e a maldizer a Cristo. alguns requisitos 85 86 87 88 89 90 91 Gonzalez. Tarry. Cairns. quando por alguma razão.

entre os quais o de Roma. Os cristãos perseguidos não estavam dispostos a arriscar suas vidas por um livro se não estivessem certos de que ele integrava o cânon das Escrituras. Cairns.94 Contudo. 105. e fundamentada nos segredos de um único apóstolo.230 eram exigidos para se acrescentar um livro ao cânon: (1) o livro foi escrito por um apóstolo? (2) foi escrito por alguém ligado aos apóstolos? e (3) o que estava escrito concordava com as regras de fé baseadas no AT? A formação do cânon do NT foi um processo demorado e não adveio de concílios. Ibidem. que aparentemente diferiam entre si.93 Os dogmas formulados neste período foram resultados de pesquisas elaboradas pelos cristãos para interpretar corretamente o significado da Bíblia e evitar opiniões errôneas de filósofos e heréticos. como se observa no próximo tópico. tornou-se imperativa. a igreja apelava à doutrina universal de “todos os apóstolos”. a partir desta época. que quer dizer “segundo o todo” ou “universal”.92 e a obediência aos bispos monárquicos. A partir do segundo século. começou-se a dar ao cristianismo o título de “católico”. Enquanto os hereges diziam ter uma doutrina secreta que só eles conheciam. mas de todos. E estes evangelhos. . não de um evangelho. ao mesmo tempo concordavam nos elementos fundamentais da fé. mas da plena consciência da igreja em relação à importância de cada livro. Além disso. criou-se também um credo que forneceu uma declaração de fé abalizada para a cristandade. Outro aspecto relevante durante a formação do cânon foi demonstrar que as doutrinas cristãs tinham apoio. outras dificuldades ocorreram no seio da igreja. 92 93 94 Gonzalez. 1: 102 e 107. 93.

96 face a três correntes de pensamento: 1) Ário dizia que Cristo não existiu desde a eternidade.97 Além das heresias que surgiam entre os cristãos. a igreja sofreu graves retrocessos com a chamada cristianização do império romano. e diminuiu diante das crescentes influências dos concílios eclesiásticos e autoridade dos bispos. Cristo não foi criado do nada como Ário entendia. . 157-159. Para Ário. co-eterno e da mesma substância com o Pai. a suprema autoridade das Escrituras foi desafiada. e a guarda o dia do sol (domingo) em lugar do santo sábado (Êx 20:8-11). 107-109. Ver também Whidden. foi realizado em 325 d. a influência negativa do paganismo fez com que a igreja da época. 107.C. Jesus foi gerado pelo Pai ou seja.C. adoração de imagens. 107 e 108. mas foi gerado pelo Pai antes da eternidade. Para ele. 95 96 97 Cairns. Moon e Reeve. custeado e presidido pelo imperador Constantino. geralmente convocados e presidido pelo imperador. por exemplo. da substância do Pai. absorvesse os costumes e tradições pagãs. como o batismo de crianças.231 Autoridade bíblica no período da igreja de Pérgamo (313-538 d. A partir deste século. Cairns. mas começou a existir por um ato criativo de Deus antes da criação do mundo. Ibidem. 3) Eusébio de Cesaréia propôs uma doutrina que combinasse as melhores idéias de Ário e Atanásio. O método adotado pela igreja para resolver as diferenças fundamentais sobre a interpretação bíblica foi a realização de concílios ecumênicos ou universais. 2) Atanásio achava que Cristo era co-igual.) Neste período. que possuía no primeiro século a pura doutrina (Tt 2:1).95 O concílio de Nicéia.

232 especialmente o de Roma.98 A ênfase católica passou a afirmar que os crentes precisavam da Igreja para prover-lhes a correta interpretação das Escrituras, pois pretendiam que a maioria dos livros sagrados era de significado obscuro.99 Em conseqüência de toda essa situação, “as doutrinas vitais do cristianismo tinham quase que inteiramente desaparecido, e com elas a vida e a luz, que consistem na essência da religião de Deus”.100

Autoridade bíblica no período da igreja de Tiatira (538-1517 d.C.) Embora houvessem aqueles que poderiam se caracterizar como bravos cristãos, algo muito grave ocorria no seio da igreja nesse período. Ela desceu ao nível extremamente baixo de a tradição suplantar a revelação bíblica. Durante séculos, o clero se apossou do Livro Sagrado pretendendo ter exclusividade de leitura e interpretação.101 Esse período iniciou-se com a suprema autoridade concedida por Justiniano à igreja romana. Em protesto ao descaso para com as Escrituras, levantaram-se reformadores como John Wicliffe, John Huss, Martinho Lutero, etc. Este, em 1518, afirmou que, para ele, “a única autoridade não seria nem o papa nem a igreja, mas a Bíblia”.102 Como reagiu o romanismo a tais afirmações? O papa Paulo III convocou o concílio de Trento, aberto no dia 13 de dezembro de 1545, e estendeu-se, com longos períodos de sessões, até 4 de dezembro de 1563.

Peter M. van Bemmelen, “Autoridade das Escrituras”, em George Reid, ed., Compreendendo as Escrituras (Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2007), 80.
99

98

Ibidem. J. H. Merle D’Aubigné, História da reforma do século XVI (São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, Cairns, 236. Ibidem, 286.

100

sd), 53.
101 102

233 A primeira série de sessões, entre 1545 e 1547, tratou de várias questões doutrinárias. O concílio declarou que, não somente a Bíblia, mas os livros apócrifos da Vulgata de Jerônimo e a tradição da Igreja constituíam autoridade final em matéria de fé. O significado real deste Concílio foi a transformação da teologia medieval escolástica num dogma consumado para todos os fiéis. Este concílio não possibilitou qualquer chance de reconciliação com o protestantismo, porque os protestantes não aceitaram a autoridade da tradição ao nível da autoridade bíblica.103 No século 16, os protestantes consideravam a Igreja Católica Romana como o anticristo, a prostituta de Apocalipse 17, Babilônia, a besta de Apocalipse 13 e o chifre pequeno perseguidor de Daniel 7 e 8, etc. Contemplaram Roma como o homem do pecado, o filho da perdição (2Ts 2:1-3). Lutero dizia que a igreja papal é o poder demoníaco descrito nas Escrituras como o anticristo, que chega até o final dos dias e deverá ser enfrentado não com armas, mas com o Espírito e a Palavra. Para os reformadores, as Escrituras eram como o sol que não necessitava da luz da terra. Ellen G. White comenta:
O poder papal procurava ocultar do povo a Palavra da verdade e colocar diante dele testemunhas falsas para contradizerem o testemunho Bíblia. A Bíblia foi proscrita pela autoridade religiosa e secular; seu testemunho foi pervertido. Homens e demônios faziam todos os esforços para descobrir como desviar da mesma o espírito do povo; os que ousavam proclamar suas sagradas verdades eram perseguidos, traídos, torturados, sepultados nas celas das masmorras, martirizados por sua fé, ou obrigados a fugir para a fortaleza das montanhas e para as covas e cavernas da Terra.104

103

Clifford Goldstein, El gran compromiso (Buenos Aires: Associación Casa Editora Sudamericana,

2001), 27. Ellen G. White, O grande conflito (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2004), 267; doravante esta obra será citada como Conflito.
104

234 A diferença que passou a existir entre os dois grupos, levou ao túmulo milhares de vidas, apesar de que nada justificasse o fato de se matar pessoas em nome de doutrinas.105

Autoridade bíblica no período da igreja de Sardes e Filadélfia (1517-1844 d.C.) Esta foi uma época de mudanças religiosas e de crescente liberdade, ainda que de forma bastante lenta. Ao invés de uma igreja “universal”, muitas denominações se desenvolveram. A reforma ensinou que apenas a Bíblia poderia conduzir à fé; mas qual interpretação deveriam os cristãos aceitar? Surgiram várias posições, todas em nome das Escrituras.106 Blaise Pascal (1623-1662) salientou: “Resolvem-se todas as questões, expliquem-se todas as palavras da Bíblia, e ainda ficarão as maiores dificuldades para o exercício da fé”. Ellen G. White acrescenta que “na vida futura, os mistérios que aqui nos inquietam e desapontam serão esclarecidos”.107 Mais para o fim deste período, eclodiu o iluminismo com seus conceitos racionalistas e com implicações essencialmente religiosas, o que abriu caminho para o atual criticismo histórico, e outros aspectos do secularismo.108

Autoridade bíblica no período da igreja de Laodicéia (1844 até a volta de Cristo) Este período se originou com o senso de urgência referente ao retorno de Cristo. E assim é que, na América do Sul, o padre Manuel Lacunza, estudando as Escrituras, chegou à conclusão que Cristo logo voltaria, e publicou um livro sobre este tema, com ampla circulação. Na Inglaterra e Escócia pregou sobre a segunda vinda Edward Irving e Jorge
105 106

Ibidem, 7 e 8.

A. Kenneth Curtis, J. Stephen Lang e Randy Petersen, Os 100 acontecimentos mais importantes da história do cristianismo (São Paulo: Vida, 1991), 137.
107 108

White, A ciência, 474. Curtis, Lang e Petersen.

235 Müller. José Wolff em outras partes da Europa. Nos Estados Unidos, sinceros pesquisadores como Guilherme Miller, estudaram as profecias de Daniel e entendendo que a volta de Jesus era eminente, conseguiram inflamar multidões. Contudo, após o impacto do desapontamento de 1844, nasceu um movimento que, em 21 maio de 1863 foi organizado oficialmente com o propósito de manter o princípio da plena autoridade bíblica, à semelhança da igreja apostólica, representada por Éfeso. No entanto, é notório que, presentemente, vários conceitos normativos da vida acabam por lançar sombra a autoridade da Bíblia e a correta interpretação dela, como se observa a seguir: 1) Uma força mística interior, típica das várias crenças orientais; 2) concepções humanas precedidas de análise racional; 3) uma organização religiosa (culto com um só líder); 4) uma combinação das Escrituras com a tradição da igreja; 5) uma experiência humana que se diz sob a guia do Espírito Santo, como fazem os grupos carismáticos; Mas felizmente existem aqueles que exaltam a Bíblia como a autorizada Palavra de Deus, entre eles os adventistas do sétimo dia, os quais prezam todos os livros dela como normativos, e lhes dão uma merecida posição elevada. 109 A própria Ellen G. White, declarou em 1851: “Recomendo-vos, caro leitor, a Palavra de Deus como regra de vossa fé e prática. Por essa Palavra seremos julgados. Nela Deus prometeu dar visões nos ‘últimos dias’; não para uma nova regra de fé, mas para o conforto do Seu povo e para corrigir os que se desviam da verdade bíblica”.110 Além disso, em reuniões da Associação Geral, a autoridade da Bíblia foi evidenciada ao longo dos anos. Esta igreja tem estado disposta a aceitar e seguir as
109 110

Reid, “Is the Bible…?”, 6-9. White, Mensagens escolhidas, 3:29.

236 verdades bíblicas, valendo-se de todos os métodos de interpretação que coadunam com o que as Escrituras dizem de si mesmas,111 como assim se observa: 1) A Bíblia é o principal meio primário e autoritativo pelo qual Deus se revela aos seres humanos. O Espírito Santo inspirou os escritores bíblicos com pensamentos, idéias e informações objetivas, e por sua vez, eles expressaram tudo isso com suas próprias palavras. As Escrituras são uma indivisível união dos elementos divino e humano, e nenhum deles deve ser salientado em detrimento do outro (1Pe 1:21). 2) A Escritura não foi formada numa cadeia contínua de revelações ininterruptas, mas à medida que o Espírito Santo comunicou a verdade aos escritores bíblicos. Estes escreveram movidos pelo Espírito Santo (2Tm 3:16; Hb 1:1, 2). 3) Embora tivesse sido dada àqueles que viviam no contexto do Oriente Próximo, a Bíblia transcende a cultura local e da época para servir como a Palavra de Deus para todos os habitantes deste planeta, e em todos os tempos.112 Gerhard Hasel afirma: A Bíblia é a Palavra de Deus para os cristãos modernos, tanto quanto o foi para seus leitores originais. Embora o mundo do século vinte seja dramaticamente diferente do mundo em que a Bíblia foi escrita, sua mensagem básica ainda é importante. Encontrando o significado original, os cristãos se tornam mais aptos a ouvir o que a Bíblia tem a dizer para seu próprio contexto cultural.113

Comissão de estudo da Bíblia do Concílio Anual da Associação Geral de 1986, “Como estudar a Bíblia”, MI, julho-agosto de 1996, 13-17.
112 113

111

Ibidem.

Gerhard Hasel, Biblical Interpretation Today (Washington, DC: Biblical Research Institute, 1985), 111. Para mais informação, ver Leo R. Van Dolson, Revelação e Inspiração (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1999), 78-84.

237 4) A Bíblia é um registro autêntico dos atos de Deus na história; ela traz a interpretação teológica normativa desses atos. Os sobrenaturais revelados nas Escrituras são historicamente verdadeiros. Ela é uma combinação indivisível do divino e do humano. O intelecto humano está sujeito à Bíblia, não acima dela. O propósito de Deus é que a razão humana seja usada em toda a sua extensão, porém sob a autoridade de Sua Palavra; não independente dela.114 5) O Espírito Santo capacita o crente a compreender e aplicar a Bíblia à sua própria vida (Jo 16:13, 14; 1Co 2:10-14). Deus opera para levantar a humanidade caída, conseqüentemente, a pessoa não precisa aceitar, como padrão, os atos de homens pecadores registrados na Bíblia. Quanto à autoridade bíblica observou-se os seguintes pontos: 1) Toda experiência ou declaração das Escrituras é um registro divinamente inspirado, mas nem toda declaração ou experiência da Bíblia é necessariamente normativa para o comportamento cristão de hoje. 2) O espírito e a letra das Escrituras devem ser compreendidos dentro do seu próprio contexto (1Co 10:6-13). 3) A inspiração foi o meio no qual Deus salvaguardou a produção e a preservação da Bíblia, a fim de que tornasse um guia infalível e suficiente para a salvação. 4) Jesus reconheceu que, como Palavra autorizada de Deus, a Bíblia estava acima de toda tradição humana (Mt 15:2, 3). Ele censurou os teólogos judeus de Seu tempo não por estudar o AT, mas por permitirem que as tradições humanas moldassem, e até falsificassem a Palavra escrita de Deus (Mc 7:1-13). Ele usou o AT para dar apoio aos Seus ensinos, instruir

114

Comissão de estudo da Bíblia do Concílio Anual da Associação Geral de 1986.

são como seguem: a) negação total. 115 116 White. o conselho divino é não ir além do que está revelado (Dt 29:29). também estava repleta com as verdades do Antigo Testamento. A mente dos autores bíblicos do Novo Testamento. ensaios escritos sobre tópicos capazes de desenvolver a mente e comunicar conhecimento. A familiarização com as Escrituras aguça o discernimento. Em tais casos. pois existem perguntas que fascinam a inteligência humana. a crítica bíblica moderna limita a autoridade bíblica. e definiu as questões contra as argumentações de Satanás utilizando um “está escrito” (Mt 4:4-7). Em Sua vida e ministério.238 Seus discípulos. e pouco é dito sobre elas. Em conseqüência. 397. março de 1985. e afastar as tradições. como a contemporaneidade. Ellen G. A leitura da Bíblia. que geralmente se assumem diante da revelação bíblica. a Bíblia não revela tudo quanto gostaríamos de saber. Contudo. 24. aumentará a espiritualidade. White declara que. fortificando a alma contra os ataques de Satanás. três atitudes incorretas. Mensagens.116 Porém. Hugo Wichert. cultura ou capacidade intelectual. O materialismo anuvia a mente por considerar a Bíblia um mero livro de história. .115 Material suplementar quanto ao valor da Bíblia Introdução – Mudança de conceito Quando se consideram as circunstâncias que cercam o homem. o exame crítico de seus temas. “É a Bíblia uma revelação completa?” RA. a Bíblia revela o suficiente a fim de capacitar o homem como cidadão para esta vida e para a vida eterna. utilizou o AT como autoridade final. para confirmar o que os profetas escreveram. o estudo das profecias ou as preciosas lições do Salvador – isto será de efeito revigorador sobre as faculdades mentais.

mas a mudança ocorreu entre os protestantes. e não nos romanistas”. Há uma mudança. etc. Procura-se moldar a mensagem bíblica ao pensamento humano. muitos protestantes crêem que os católicos romanos têm uma compreensão comum da salvação e que são irmãos em Cristo. em Goldstein. 571. Conflito. Encíclica “Ut Unum Sint. Em 1999. não só em temas relacionados ao aborto e à oração em escolas. Em contrapartida. c) interpretação segundo seus próprios conceitos filosóficos culturais ou teológicos. Alemanha. 17.117 Os adventistas do sétimo dia têm posicionado dessa forma. Conflito. ao longo de Suas páginas. 594. a Federação Luterana Mundial e os Católicos Romanos firmaram uma declaração conjunta sobre a doutrina de justificação pela fé em Augsburgo.118 Mas será que Roma mudou sua posição sobre o ponto que levou a desencadear a reforma protestante (justificação pela fé)? Ellen G. 18. .119 Os que no passado eram acérrimos inimigos de Roma têm proclamado unidade com o papa. White escreveu que “não é sem razão que se há sustentado que o catolicismo é hoje quase igual ao protestantismo. “Deus tem sobre a Terra um povo que mantém a Bíblia como norma de todas as doutrinas e base de todas as reformas”. João Paulo II expressa que anelava o dia em que haveria “uma só igreja do Deus vivo”. 23. 24. Em meio a toda essa distorção. mas contém a Palavra de Deus.239 b) separação dos aspectos que merecem crédito daqueles que não merecem. religião. cit. Alguns afirmam que a Bíblia não é. White. Roma está buscando uma unidade entre aqueles que outrora eram denominados “escravos da corrupção”. doutrina. As 117 118 119 White. mas também sobre a justificação pela fé e outros tópicos doutrinários. Na encíclica “Ut Unum Sint” de 1995.

ou um pouco menos. significando que nenhum dos três pode sobreviver sem os outros. 19. tais pontos são relevantes: 120 121 122 123 Goldstein. Manoel Xavier de Lima. o nome de 10 livros ou seus autores.000 livros publicados. de cada 1. 34 séculos contestada e amada”. Nichol acrescenta que foram extraídas 433 citações evidentes do Antigo Testamento para o Novo. dependendo da versão. porém dizem coisas diferentes e compartilham de vocábulos teológicos comuns. mais traduzido e mais lido de todos os tempos.120 O concílio Vaticano II assinalou especificamente que para a Igreja Católica. I Pe 1:25).123 Quanto a isto. 650 são esquecidos depois de um ano. Francis D. Ibidem. e o Novo Testamento em grego. utilizam os mesmos termos. e apenas 50 são lembrados depois de sete anos. “A Bíblia” Revista a Bíblia no Brasil. “A Palavra do Senhor permanece para sempre” (Is 40:8.240 afirmações conjuntas rezam: “As razões da divisão do século 16 já não são aplicáveis para o momento atual”. com 35 séculos de existência. os dois grupos afirmam ter uma infalível Palavra de Deus. citadas em 46 passagens. declarações do Antigo Testamento são precedidas pela expressão “está escrito”.121 Conseqüentemente. . 14-16. At. 31. semestre de 1974. é o volume mais procurado. dezembro de 1978. e 27 no Novo Testamento. O Antigo Testamento foi escrito em hebraico. 1o. 23-25. em 73 passagens. com religiões diferentes porque tem distintas fontes de autoridade. Contém 1. 10. 150 são lembrados depois de três anos. “A Bíblia. algumas partes em aramaico. 44. sendo 39 no Antigo Testamento. número 100. Ver também Ciro Moraes. a suprema norma de fé se deriva da unidade que o Espírito tem criado entre a sagrada tradição. Enquanto isso. Ibidem.173 versículos e 773. A Bíblia é um conjunto de 66 livros sagrados. a Escritura Sagrada e o magistério da igreja em uma reciprocidade. 18. a Bíblia.693 palavras. um pouco mais.122 A Bíblia resiste ao tempo Pesquisas indicam que.189 capítulos.

241 (1) As Escrituras colocam diante de nós Alguém que está acima de tudo o que nossa mente pode sonhar. 17. a profecia mostra a mão de Deus na história até o tempo do fim. 126 Mediante o inigualável fonte de poder que advém da leitura contextualizada da Bíblia. Flaming Rutledge. permanece amada. e o que se poderá esperar no tempo vindouro. 3. Profecia bíblica (Engenheiro Coelho. IAE-Ct. o próximo tópico apresenta algumas sugestões úteis para melhor estudá-la. “Origem e Autoridade das Escrituras”. lida e respeitada por milhões de sinceros. SP: Edições SALT – Pós-graduação. José Carlos Ramos. Educação.125 Ellen G. até a presente época. examinada. MI. . no prosseguimento dos séculos. esmiuçada. Paulo cita que as Escrituras têm um poder que penetra no âmago da alma (Hb 4:12). e difamada. unindo-se cada elo aos demais na cadeia profética. cit.124 (2) A Bíblia tem sido retalhada. por JoAnn Davidson. diz-nos onde nos achamos hoje. A história que o grande “Eu Sou” assinalou em sua Palavra. 178. maio e junho de 2003. contudo. a poesia mostra os eternos princípios em linguagem sublime. e a história mostra os atos salvíficos de Deus em Seu trato com o povo envolvido na experiência do pecado. Tudo que a profecia predisse como devendo acontecer. e podemos estar certos de que tudo que ainda deve vir se cumprirá em sua ordem. 126 125 124 White. tem se traçado nas páginas da história. White comenta que. 1988). (3) A Bíblia utiliza diferentes estilos literários que atingem todos os tipos de pessoas. As parábolas esclarecem verdades para os crentes. desde a eternidade no passado até a eternidade no futuro.

“Bíblia. 2006).129 3) Ter uma visão do todo: “O estudante deve aprender a Palavra como um todo. sem oração por sabedoria..128 2) Dedicar tempo e esforço: “O conhecimento de Deus não é obtido sem esforço mental.132 6) Ler para aprender algo novo cada dia: “Dia a dia você deve aprender alguma coisa nova das Escrituras. agosto de 2003. Fundamentos. White. 23. e bem assim a relação de suas partes”.. . Ellen G.130 4) Manter-se em Seu tema central: “Deve obter conhecimento de seu grandioso tema central”.127 Para entendê-la melhor. Ibidem. 129 130 131 132 133 White. 307.133 127 128 Guilherme Silva. White..” RA. SP: Casa Publicadora Brasileira. 1989). Minha consagração hoje (Tatuí. White.. doravante esta obra será referida como Escola sabatina. Ibidem. 190. Ellen G. Conselhos sobre a escola sabatina (Tatuí.”. um livro para todos.”. o estudante deve: 1) Fazer uma investigação pessoal: “Precisamos examinar por nós mesmos e aprender as razões de nossa fé.131 5) Compreender a batalha entre o bem e o mal: “Deve aprender a natureza dos dois princípios que contendem pela supremacia. SP: Casa Publicadora Brasileira. 22. Educação. Pesquise-a como se buscasse tesouros escondidos. comparando texto por texto”. pois contém as palavras da vida eterna. 8 e 9.242 Sugestões para o estudo da Bíblia A Bíblia foi escrita para ser acessível à compreensão de todas as classes de pessoas.

Escola sabatina.138 Conclusão Este estudo mostrou que apesar das grandes perseguições levantadas. White. mas procurando a jóia da verdade que enriquece a mente e fortifica a alma contra os enganos e tentações do grande enganador”. 463. Educação.243 7) Ler tendo a ciência de que cada verso tem seu valar total: “Tome o estudante um versículo. Ele iluminará a mente e o guiará na pesquisa”. em diferentes épocas da história. 7:989. ela continua viva e eficaz (Hb 4:12). contra a Palavra de Deus e contra aqueles que a defenderam. 134 8) Ter tempo para sua leitura: “Precisamos examinar as Escrituras. 189. White.135 9) Amar sua leitura: “Quando se desperta um verdadeiro amor pela Bíblia. 134 135 136 137 138 White. Nichol. e concentre o espírito em descobrir o pensamento que Deus ali pôs para ele. não meramente devorando um capítulo e repetindo-o sem termos o cuidado de entendê-lo.137 11) Ser compreendida com a ajuda divina: O estudante da Bíblia deve ser ensinado a aproximar-se dela com uma espírito desejoso de aprender. SDABC.136 10) Requer aplicação para aprender tudo o que Ela tem a oferecer: “Os nervos e músculos espirituais devem ser exercitados a fim de se relacionarem com as palavras de Cristo. . Conselhos. e então demore-se nesse pensamento até que se torne seu também”. Educação. útil para o indicar o caminho da verdade e da justiça (2Tm 3:16). e o estudante começa a compreender quão vasto é o campo e quão precioso seu tesouro. 189. White. 19. desejará lançar mão de toda oportunidade para se familiarizar com a Palavra de Deus”.

244 Sendo assim. . e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5:39). É por isso que Cristo recomendou: “Examinais as Escrituras. porque julgais ter nelas a vida eterna. um estudo meticuloso destes ensinos sagrados proporciona maior crescimento na vida espiritual e faz com que o leitor se torne mais que vencedor.

(4) Que prova deve ser aplicada para que seja determinada a validade da afirmação de alguém que se diz ser profeta? (Dt 13:1-4). (2) Podem homens não inspirados do mundo. Delafield. 1966). ver D. 1Ts 5:20. . mas também teria o testemunho de Jesus que é o espírito de profecia (Ap 12:17. o dom de profecia deveria reaparecer nos tempos modernos?(Jl 2:28-30). a prosperidade da igreja depende não somente da posse do Espírito de Profecia. White e a Igreja Adventista do Sétimo Dia (São Paulo: Casa Publicadora Brasileira. (3) Outorgou Deus em qualquer tempo a alguma mulher o dom de profecia? (2Re 22:14 e 15). Ford (São Paulo: Instituto Adventista de Ensino. (5) De acordo com os ensinos bíblicos. ou outros livros de Ellen White causar dano a uma pessoa que está buscando sinceramente conhecer ao Senhor? Joel Sarli. Para mais informações sobre este ponto. 101 respostas do dr. e o dom de profecia. predizer o futuro? (Dn 2:27).140 Sendo assim. A. Mensagens Escolhidas (1985). 2Pe 1:20 e 21 e Ap 22:7. o que é confirmado pelo apóstolo João ao descrever que ela não somente guardaria os mandamentos de Deus. White: (1) Por que meio Deus em geral tornava conhecida a Sua vontade ao homem? (Os 12:10). White afirmou que “o derradeiro engano de Satanás será anular o testemunho do Espírito de Deus”.245 Seminário 5: Métodos para se interpretar o Espírito de Profecia O Espírito de Profecia é um dom indispensável para a igreja nos últimos dias. 1983). “O desejado de todas as nações”. mas também de sua interpretação correta. E como previu o profeta Joel. 1:48. a igreja remanescente teria este dom como marca distintiva do povo especial de Deus (2:28). 18 e 19). (6) Que influência tem tido os escritos de Ellen White em sua vida? (7) Acha mais difícil orar ou pensar sobre Cristo após ler suas obras? (8) Quando foi a igreja enganada por seguir os conselhos de Ellen White? (9) Poderia a leitura de “Caminho para Cristo”. 19:10). 155. 139 A própria Ellen G. 52. Ellen G. Sarli identifica algumas questões para reflexão acerca do dom de profecia dado a Ellen G. 140 139 White. nunca deve ser despresado (Pv 29:18. É inegável que em todas as épocas Deus proveu Seu povo com diversos dons (1Co 12:10). 10. devido sua importância.

os princípios a seguir devem ser aplicados:141 1) Usar a “)*+. White disse que quando a Conferência Geral emite um juízo é considerada a voz de Deus. "interpretar". “Seis regras para interpretação do Espírito de Profecia”. 1896 e 1901. ela voltou a dizer: “estes homens devem permanecer num lugar sagrado.246 Para melhor compreensão dos escritos inspirados. Mensagens Escolhidas (1985). Ver http://pt. os anjos ajudam na tomada de decisão. 141 Jerome Justesen. "anunciar". janeiro de 1970. a Organização enfrentou problemas gravíssimos com os líderes que conduziam o destino da igreja. Em 1890. "esclarecer".144 Qual é a lição a ser extraída? Quando os dirigentes se humilham e buscam ao Senhor.142 Este princípios metodológicos de interpretação se preocupa. Ellen G. Testemunhos. ela disse que a voz da Conferência Geral deve ser a voz de Deus. 142 143 144 . No entanto.org/wiki/Hermen%C3%AAutica_jur%C3%ADdica. em 2 de abril de 1901. 10.143 O exemplo a seguir pode esclarecer melhor esta questão: Em 1875. devem ser considerados. White.” (hermTneyI) e significa "declarar". 3:472.-)/0134” (hermenêutica). uma vez que são a voz de Deus”. mas não é. White. a verdade e evitar problemas na interpretação. RA. Significa que alguma coisa é "tornada compreensível" ou "levada à compreensão". a ponto de tomarem muitas decisões que se opunham à vontade de Deus. de maneira coerente. 1:57. "traduzir". etc. Durante algum tempo. 9. O tempo e o lugar. essencialmente.wikipedia. O termo "hermenêutica" provém do verbo grego “\V4]+12. em definir o significado das palavras com o objetivo de discernir. 2) Considerar o contexto interno e externo do texto em questão.

5:217. No entanto. A assembléia da Associação Geral daquele ano fez importantes modificações em seus métodos e quadro de funcionários. para que as reprovações não fossem interpretadas erroneamente. Ela mencionou que: (a) a presença e a glória divinas haviam partido da igreja. 2000).147 (d) a igreja corria o risco de tornar-se “gaiola de toda ave imunda e aborrecível”.145 (b) a igreja se encontrava em condição laodiceana e a presença de Deus já não estava no meio dela. White.150 145 146 147 148 White. . SP: Casa Publicadora Brasileira. as coisas começaram a mudar para melhor. o lugar e as circunstâncias alteram as condições. White esperava que suas palavras fossem tomadas levando-se em conta o quando. White. White. pois o tempo. Ela então dirigiu-se a ele: “Fere-me pensar que você está usando palavras que escrevi antes da assembléia”. SP: Casa Publicadora Brasileira. 1901. Testemunhos. Testemunhos seletos (2002). Ellen G. pois as reprovações foram acatadas. White. continuava a utilizar as declarações reprovadoras escritas por ela em 1898. 265. 1979). o onde. 49. White soube que seu filho. Estas reprovações foram feitas nas décadas de 1880 e 1890. Mensagens. período em que a igreja passava por graves dificuldades espirituais e administrativas. Ellen G. 1:57. 3:254.146 (c) a igreja estava voltando para o Egito. Eventos finais (Tatuí. 149 150 Carta 54. Edson White.148 A partir de 1901. White escreveu outras declarações reprovadoras que necessitam ser avaliadas dentro de um contexto correto. decorridos dois meses após a assembléia.247 Ellen G. Pode-se observar então que Ellen G. 3:217. Testemunhos para ministros e obreiros evangélicos (Santo André.149 Queria a escritora realmente dizer que a sua igreja fora repudiada por Deus? Não. e o porque foram dadas.

Ellen G. Quando se utilizam os princípios hermenêuticos de forma adequada. 1987). SP: Centro Universitário Adventista. Educação. 21 e 22. Coon. White. 119. White disse que cada cristão teria que aprender a ser controlado por princípios. A Bíblia. o princípio envolvido aqui era a preparação para enfrentar as emergências da vida. Atualmente este costume não ocorre em algumas partes do mundo. 217. Alguns exemplos tornam mais clara esta idéia: (a) Havia um costume que determinava que as pessoas deveriam tirar o chapéu ao entrar na igreja. 4) Considerar tudo o que o profeta diz sobre o assunto. maio . mas também eterno. MI. Bases bíblicas do dom profético (Engenheiro Coelho. e não é somente universal.junho de 2001. 268-294. O princípio é algo que não muda no ser humano. antes de chegar a uma conclusão. (c) A regra orientava aos pais para serem os próprios professores dos filhos até atingir oito ou dez anos.248 3) Verificar se é um princípio ou tradição. 152 Outros princípios De acordo com Arthur L. e Francisco Marín Heredia. os princípios a seguir também são básicos para a utilização do Espírito de Profecia: 151 152 White. Ver também Emilson dos Reis. . RJ: Vozes. Roger W. como Coon destaca: “As divergências doutrinárias devem-se em grande medida a métodos diferentes de interpretação.151 Hoje talvez essa orientação fosse para que as mulheres aprendessem a dirigir um veículo. palavra profética (Petrópolis. Quando princípios hermenêuticos errados são postos em uso. “Como tratar o texto bíblico”. 1996). as conclusões resultantes serão também erradas”. Em 1869 e 1870. O princípio era não forçar demais a mente da criança que está em desenvolvimento. (b) Havia uma orientação de que as moças deveriam aprender a andar a cavalo. a interpretação será mais correta.

3) Os princípios apresentados nas mensagens são universais em sua aplicação. o esforço pessoal. Há algumas coisas que cada indivíduo deve decidir por si mesmo de acordo com sua consciência e com Deus. . 10) Deve-se ser tolerante com os outros. e o estudo da Bíblia. Isto pode salvar da angústia nesta vida e da perda da vida eterna. 2) Deve-se estudar todos os conselhos disponíveis sobre determinado assunto. a iniciativa. 9) Deve-se ajudar outros a encontrar seus princípios básicos e não persuadi-los nesta direção. 4) Deve-se reconhecer que há oportunidade para dúvida. 5) O Espírito de Profecia não foi dado para substituir a fé. Não se deve ter liberdade para aceitar parte e rejeitar parte. 8) Os conselhos devem ser aplicados consistentemente. Pessoas diferentes vêm de ambiente e educação diferentes. deve-se ter em mente que as condições podem mudar. 11) Deus pode abençoar ricamente alguém que aceite seguir consistentemente a luz total concedida.249 1) As mensagens do Espírito de Profecia são primeiramente para mim (a mensagem é pessoal). 6) Deve-se estudar o Espírito de Profecia para buscar conselhos e não para provar as conclusões pessoais. 7) Ao usar os testemunhos em relação a instituições ou indivíduos.

White. Testemunhos. 154 2) Estar disposto a obedecer à verdade.. Parábolas. 20 princípios básicos para o estudo e a utilização do Espírito de Profecia (São Paulo. 112.. 1988). Testemunhos.] só compreendendo as velhas verdades é que podemos entender as novas”. White acrescenta ainda as seguintes orientações: 1) Convidar o Espírito Santo para dirigir o estudo.. 154 155 156 157 158 White. estar em harmonia com Deus [.156 4) Alimentar a expectativa de descobrir novas verdades. Educação. “Em cada época há um novo descobrimento da verdade. “Sempre que os homens não procuram. representa um erro. por palavras e ações. 5:705. Mensagens. White.155 3) Sempre que necessário. White. 189. [. White.250 12) A pessoa deve ler os conselhos do Espírito de Profecia nos livros de Ellen G. uma mensagem para cada geração.153 Ellen G. abrir mão de posições mantidas anteriormente. 1:161. White e não em folhas não autorizadas de alguém ou em compilações publicadas particularmente.] estarão sujeitos a erros em sua compreensão das Escrituras”. SP: Centro de Pesquisas Ellen G. 295. e amontoam-na como prova em torno das teorias que afirmam”. “Um verdadeiro conhecimento da Bíblia só se pode obter pelo auxílio dAquele pelo qual a Palavra foi dada”. nunca alcançareis a verdade”. As velhas verdades são todas essenciais. 158 153 Ver Arthur L. White. Eles reúnem uma porção de passagens. 5:291. “Se examinais as Escrituras para vindicar vossas próprias opiniões. 157 5) Qualquer interpretação que contradiga pontos especiais de nossa fé. White.. “Não devemos receber as palavras dos que vêm com uma mensagem em contradição com os pontos especiais de nossa fé. .

251 6) Os escritos inspirados devem ser interpretados de acordo com seu significado óbvio. “A linguagem da Bíblia deve ser explicada de acordo com o seu sentido óbvio, a menos que seja empregado um símbolo ou figura”.159 7) Os escritos inspirados são mais confiáveis que conjecturas humanas. “Por haver na igreja membros indignos, não tem o mundo o direito de duvidar da verdade do cristianismo, nem devem os cristãos desanimar por causa destes falsos irmãos. Cristo disse que até ao fim do tempo haveria falsos irmãos na igreja”. 160 8) A Bíblia e o Espírito de Profecia expõem a si próprios. “Os próprios testemunhos serão a chave que explicará as mensagens dadas, como o texto escriturístico é explicado pelo texto escriturístico”.161 9) Procure os princípios básicos envolvidos. “Princípios não mudam, mas a aplicação destes princípios pode variar em oportunidades, lugares e culturas diferentes”.162 10) Várias mentes são melhores que uma; trabalhe em íntima associação com os irmãos mais experientes. “Satanás tem atuado ao volante, manejando-o até que tenha o controle de todas as mentes humanas que acolheram as mentiras com as quais enganou Eva, usando-a depois como agente seu para incitar Adão ao pecado”.163 11) Não pretenda obter respostas finais para qualquer assunto nesta vida. “Tanto na revelação divina quanto na natureza, Deus outorgou aos homens mistérios a fim de dirigir a
159 160 161 162 163

White, Conflito, 599. White, Parábolas, 72 e 73. White, Mensagens, 1:42. White, Testemunhos, 7:83 e 84.

White, Mente, 22. A relevância deste método é devido à dificuldades que realmente existem, e dizem respeito a áreas diversas, como estilo de vida (desleixo na reforma de saúde, vestuário, uso de jóias e pinturas, diversões impróprias e esportes competitivos e violentos, negligência na observância do sábado, etc.), teologia (infiltração de cristologia e sotereologia estranhas ao adventismo, negação do juízo investigativo em 1844, descrença no Espírito de Profecia, reaplicação profética, etc.) e estrutura administrativa (ameaça de congregacionalismo, ordenação de mulheres, emprego inadequado do dízimo, ministérios independentes, etc.).

252 sua fé [...] Devemos estar sempre pesquisando, sempre inquirindo, sempre aprendendo, e ainda assim haverá um infinito diante de nós”.164 A Organização tem mantido a porta aberta para aceitar novas verdades bíblicas; e, ao mesmo tempo, tem exercido muita cautela para que doutrinas espúrias não corrompam as verdades já descobertas. Apesar de acirradas discussões doutrinárias terem ocorrido no percurso de sua história, os fiéis seguidores desta igreja não se surpreendem com aqueles que protestam contra a Bíblia e o Espírito de Profecia, pois esta também foi a sorte de muitos profetas e apóstolos e até do próprio Cristo, que viveu em perfeição absoluta.

Conclusão Aqueles que priorizam os métodos descritos neste estudo, geralmente encontram mais facilidade para compreender que Ellen G. White teve a guia divina no preparo de seus escritos. E assim como os escritos dos profetas deram maior amplitude à verdade exposta por Moisés, da mesma maneira que o NT abriu e enriqueceu os ensinos do AT, também as mensagens dadas à esta autora (dentro do seu contexto), embelezam, ampliam e enriquecem a compreensão dos oráculos divinos.165 Por conseguinte, estes ensinos se harmonizam com a ênfase dada pelo profeta Isaías: “Porque é preceito sobre preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali” (Is 28:10). De fato, em meios aos ensinos confusos que surgem nestes últimos dias, o Espírito Santo almeja guiar os sinceros a toda verdade. Sendo assim, a prática de tais instruções proporciona mais segurança para se conhecer e viver esta pura verdade, tal qual Jesus referiu: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8:32).
164 165

White, Testemunhos Seletos, 3: 261.

Três Meios pelos quais Deus se revela (Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1953, 27; matéria não autorada.

253

ANEXO D O Uso dos Meios de Comunicação na Evangelização Adventista

Os pioneiros do adventismo foram poucos em número e desprovidos de recursos financeiros. Viviam um período de redescobertas doutrinárias, pois buscavam a pura verdade bíblica. Hoje, todavia, Deus deparou meios eficazes para fazer com que a obra da pregação do evangelho avance poderosamente pelo mundo; e os adventistas têm se valido desses meios. De fato, a imprensa, o rádio, a televisão e a internet têm facilitado a proclamação do "evangelho eterno" com mais eficácia e rapidez aos "que se assentam sobre a terra” (Ap 14:6). O conteúdo deste anexo oferece um pequeno vislumbre acerca de como a Organização passou a utilizar os principais meios de comunicação na pregação do evangelho, nos Estados Unidos e no Brasil. Lances principais são encabeçados pelo ano em que ocorreram.

O uso da imprensa na evangelização adventista A publicação e distribuição de literaturas foram fatores fundamentais na estruturação e crescimento do movimento adventista desde seu início.

Na América do Norte: 1846: Ellen G. Harmon publica o primeiro folheto To The Remnant Scattered Abroad, datado de 8 de abril, e que se dirigia aos adventistas que haviam passado pela experiência do grande desapontamento. Foram impressos 250 exemplares, custeados por 253

254 Tiago White e H. S. Gurney. Em 8 de maio, José Bates publica um folheto com 40 páginas intitulado The Opening Heavens (Os céus abertos), que tratava de corrigir erros sobre crença na volta de Jesus em 1844, como evento espiritual. 166 Em agosto, ele publica um panfleto de 48 páginas, intitulado The Seventh Day Sabbath, a Perpetual Sign (O sábado do sétimo dia, um sinal perpétuo).167 1847: Primeira publicação conjunta de Tiago, Ellen White e José Bates, intitulada A Word to the Little Flock (Uma palavra ao pequeno rebanho), dirigida aos adventistas. Incluía informes da várias visões de Ellen G. White, uns escritos de Bates respaldando as visões dela e alguns artigos de Tiago White dedicados principalmente às sete últimas pragas e aos acontecimentos próximos à segunda vinda de Cristo. A ênfase principal deste panfleto de 24 páginas era animar os crentes adventistas a se basearem na experiência de 1844 e buscar mais luz sobre a verdade. 1849: No mês de julho, em Middletown, Connecticut, Tiago e Ellen White começam a publicar uma pequena revista de oito páginas intitulada The Present Truth.168 1850: Em agosto, The Present Truth deu lugar ao Advent Review e, em novembro do mesmo ano, seu título foi mudado para Second Advent Review and Sabbath Herald, que ficou conhecido como Review and Herald, tendo a Tiago White como redator e José Bates, S. W.

Ver Richard W. Schwarz, Portadores de luz: Historia de la Iglesia Adventista del Séptimo Día (Buenos Aires: Asociación Casa Editora Sudamericana, 2002), 69, 70. De acordo com Luiz Nunes, no começo o movimento adventista se dividiu em dois grupos: o primeiro deles, considerava que o evento esperado estava correto mas a data era incorreta, então, passou a marcar novas datas para o Segundo Advento. O segundo grupo, que considerava a data correta, subdividiu-se em dois sub-grupos menores: 1) Aqueles que entendiam que Cristo voltara espiritualmente em 1844, e 2) os que concluíram que em 1844 iniciou a purificação do santuário celestial (Hb 9:23). Crises na Igreja Apostólica e na Igreja Adventista do Sétimo Dia (Engenheiro Coelho, SP: Imprensa Universitária Adventista, 1999), 62.
167 168

166

Schwarz, 70. Ver também http://iasddutra.wordpress.com/historia_igreja_adventista. White, Primeiros escritos, xxv.

255 Rhodes e J. N. Andrews como parte da comissão editorial.169 Também é publicado o primeiro hinário adventista, preparado por Tiago White, intitulado Hymns for God´s Peculiar People, That Keep the Commandments of God, and the Faith of Jesus (Hinos para o povo peculiar de Deus, que guarda os mandamentos de Deus, e a fé de Jesus).170 Este hinário continha a letra de 53 hinos, mas não suas respectivas partituras. 1852: Com a contribuição dos crentes do segundo advento é adquirido o primeiro prelo manual da denominação e, a 6 de maio, o primeiro número do volume 3 da Review and Herald é impresso em Rochester, Nova Iorque. Em agosto desse ano, Tiago White lança outro periódico, The Youth’s Instructor, em Rochester, Nova Iorque, proporcionando lições semanais da escola sabatina sobre temas doutrinários e outros materiais de leitura para o público juvenil.171 Outros autores prosseguem na elaboração das lições, entre eles E. Cottrell, William Higley, Urias Smith, Aldeia Poten e G. H. Bell. Este dá uma forma mais didática e as lições que escreveu foram usadas durante 25 anos. 1855: Começa a funcionar a primeira casa publicadora denominacional em Battle Creek, Michigan, legalmente organizada em 1861 com o nome de Associação de Publicações dos Adventistas do Sétimo Dia. 1858: É publicado o primeiro livro de Ellen White intitulado Spiritual Gifts, abordando o tema do grande conflito entre Cristo e Satanás. 1866: Passa a ser publicado o periódico Health Reformer (o reformador da saúde), com 16 páginas.172

169 170

Don F. Neufeld, SDAE, 11: 400. C. Mervyn Maxwell, História do adventismo (Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1982), Schwarz, 75. Ibidem, 108.

101.
171 172

256 1867: O primeiro prelo à força motriz é instalado na oficina da casa publicadora em Battle Creek. 1870: Em 6 de novembro, a primeira sociedade missionária de publicações é organizada na Associação da Nova Inglaterra. 1875: Em 1º de abril é incorporada, em Oakland, Califórnia, a segunda editora adventista americana, a Pacific Publishing Association.173 Em setembro desse ano, Ellen White, na reunião campal de Rome, Nova York, recebeu uma visão que abriu os olhos da crescente igreja para o potencial do evangelismo por meio da literatura. O “jovem de aparência nobre” que falara muitas vezes a ela em visão ou sonho, disse que se devia fazer “cabal esforço” para “fixar essas impressões nas mentes”, do contrário os “esforços agora feitos se demonstrarão quase infrutíferos”.174 Sua sugestão foi adicionar à pregação um material de leitura apropriado, o que resultaria “em uma devolução centuplicada à tesouraria”. 175 Essa obra deveria ser feita por “homens de boa apresentação, que não rejeitem os outros nem sejam rejeitados [...] Os que distribuem folhetos gratuitos devem levar outras publicações para vender a todos quantos as comprarem”.176 1879: Ellen G. White começa a estimular as publicadoras (Central Seventh-day Adventist Publishing Association e a Pacific Seventh-day Adventist Publishing Association) a vender livros doutrinários ao público mediante vendedores de casa-em-casa. Um dos vendedores era o canadense George King.

Ellsworth Olsen, A History of the Origin and Progress of Seventh-day Adventists (Washington, DC: Review and Herald, 1932), 292. Para mais informações acerca do começo da obra de publicações entre os Adventistas, ver ibidem, 199-221; 425-439.
174 175 176

173

Ibidem, 292. Ibidem. White, Evangelismo, 693.

com/historia_igreja_adventista/.] mais de mil se converterão brevemente em um dia.178 1907: Em março. Foilhe mostrado que os prelos deveriam estar continuamente ocupados em publicar luz e verdade. a terceira assembléia do Concílio Europeu das Missões Adventistas do Sétimo Dia. a colportagem evangelística da Igreja Adventista foi estabelecida.257 1882: Os adventistas lançam o primeiro livro para venda ao público Thoughts on Daniel and the Revelation (Reflexões sobre Daniel e Apocalipse). http://www.. No ano de 1899 começa a funcionar a Christian Braille Foundation em Battle Creek. Enciclopédia da memória adventista no Brasil. 1885: Em 14 de setembro é realizada em Basiléia. pelo qual homens e mulheres levaram a página impressa de porta em porta. que em janeiro de 1900 edita os primeiros 75 exemplares de publicações para cegos.wordpress.”177 Sob tal imperativo divino. escrito por Uriah Smith. 1902: A editora Review and Herald é destruída pelo fogo em Battle Creek. White declarou que “em breve Deus fará grandes coisas por nós.br/ . 1897: A International Tract Society.com.memoriaadventista. Suíça. em 30 de dezembro. Nessa ocasião teve início o programa mundial de evangelismo pela literatura. Michigan. http://iasddutra. uma subsidiária da Associação Geral. Ellen White recebe uma visão sobre o valor das publicações e o pouco esforço que estava sendo feito pela igreja para se garantir uma ampla circulação. 1892: Ellen G. se nos achegarmos humildes e confiantes a Seus pés [. a maioria dos quais reconhecerá haver sido primeiramente convencida através da leitura de nossas publicações. acessado em 22 de outubro de 2008.179 177 178 179 Ibidem.. Michigan. White publica os livros Caminho a Cristo e Obreiros evangélicos. compra uma máquina de estereótipos que preparava pranchas para a publicação em braile.

inicia o projeto de publicar o Seventiy-day Adventist Bible Commetary (SDABC) em sete volumes (completado em 1957) e em 1976. Alberto R. tendo como presidente E. dez anos depois que os originais ficam prontos. No Brasil Mesmo antes do surgimento do primeiro periódico no Brasil já se vendiam livros e folhetos oriundos da língua alemã e inglesa. 30. Dreefke. As primeiras literaturas adventistas chegam aqui por meio de missionários de outros países. Departamento de Educação da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia. que trabalhou nos Estados de São Paulo. A Colportagem Adventista no Brasil (Engenheiro Coelho. 182 180 181 Roger W. Coon.258 1910: É realizado no livro Atos dos apóstolos o acabamento para se publicar e começa à reedição de O grande conflito. Rio Grande do Sul (1894) e no Espírito Santo (1895).. 1879: Através do porto de Itajaí. uma tarefa que estendeu até 1911. Assuntos Contemporâneos em Orientação Profética. 181 1893: Em maio chega ao Brasil o primeiro colportor. SP: Casa Publicadora Brasileira. então secretário da Associação Geral da IASD.180 A nação norte-americana é tida como o berço do adventismo no mundo e. é publicada a Seventiy-day Adventist Encyclopedia. Lessa. “Produção de Literatura para a Colportagem no Brasil”. História de Nossa Igreja (Santo André. Timm. entra no Brasil o primeiro pacote de literatura do advento. Rio de Janeiro (1893). SP: Imprensa Universitária Adventista. residente em Brusque. através das literaturas preparadas pelas editoras desta Organização neste país. consignado ao Sr. Rubens S. ed. Stauffer. 306. s/d). Santa Catarina. 2000). 92 e 493. Dick. 1953: Em 9 de março a junta diretiva da Review and Herald. As literaturas distribuídas eram em alemão e inglês. 182 . D. milhares de pessoas ao redor da Terra são iluminadas com as boas novas do evangelho. Albert B.

gov. Ibidem. de Porto Alegre. 39. Ibidem.186 1906: Em janeiro surge o primeiro número da Revista Trimestral.500 exemplares. acessado: http://www.al. considerado o primeiro diretor da editora nascente. publicada pela então Sociedade Internacional de Tratados no Brasil. nº 33. 1905: Em 10 de maio é publicada uma edição de 2. A Colportagem Adventista no Brasil. cerca de um ano antes. 32.com. é impresso na tipografia de Gundlach S.259 1900: A publicação em julho da revista O Arauto da Verdade deu início a nossa história editorial em língua portuguesa. precursora da Revista Mensal (1908). Ver também História de Nossa Igreja. e que veio como doação através de John Lipke. Timm.185 depois O Atalaia (1923) e finalmente Decisão (1982). com endereço na Travessa do Ouvidor. Também em maio deste ano é impresso 2. Cartilha evangélica e Lições bíblicas para a escola sabatina. 20 e 21. e da atual Revista Adventista (desde 1931).187 183 184 185 186 187 http://www. 314. que mais tarde mudou o título para Sinais dos Tempos (1918). impressos em um prelo movido à mão. Ela funcionava no Rio de Janeiro. na Tipographia e Litographia da Firma Almeida Marques e Cia. . órgão geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil.br/.183 Contudo.br/StaticFile/integra_sessao/005aSS000414.sp. em Battle Creek. chega ao Brasil três pequenos livros traduzidos do inglês para o português: Vereda de Cristo (atual Caminho a Cristo).000 exemplares de O Arauto. posteriormente englobados num livro intitulado Instrução bíblica. Enciclopédia da Memória Adventista no Brasil.memoriaadventista.htm. sob a editoria de Guilherme Stein. Becker.184 1904: Uma série de cinco folhetos. que havia sido salvo do incêndio ocorrido em 1902 nas oficinas da Review and Herald. e alguns folhetos.

São Paulo. A Colportagem Adventista no Brasil. 37 e 43. 1953: É lançada a revista infantil Nosso Amiguinho. educativa e de saúde. 188 189 Enciclopédia Adventista.260 1907: A Tipografia é mudada de Taquari. Esta editora.. os pioneiros do adventismo realizavam conferências em tendas e campais para expandir a pregação do evangelho e fortalecer os membros. e neste ano publica o livro A vinda gloriosa de Cristo. social e espiritual do ser humano. Na última década do século 20.540 livros. tornaram-se mais abrangentes em seus métodos de evangelização.957. Com o surgimento do rádio. para promover o bem-estar físico. hoje a editora é um dos maiores expoentes na divulgação de literatura adventista no mundo. 1987: Em janeiro ocorre a inauguração da nova CPB em Tatuí. SP. produziu 17. que circula ininterruptamente até hoje.700 unidades de livros).189 O uso do rádio na evangelização adventista No princípio. procura cumprir a missão de distribuir literatura cristã. imprimiram-se 2. Já em seu início. Timm. mental. com 27 obreiros formando o corpo de funcionários. partindo de um humilde começo (na primeira década do século 20. Houve contínuo progresso. 1920: Em abril deste ano a Sociedade Internacional de Tratados do Brasil passa a se chamar Casa Publicadora Brasileira. Ver ibidem. material não publicado. Rio Grande do Sul. . para a Estação São Bernardo (atualmente Santo André). o rádio se tornou um veículo de comunicação fundamental para alcançar lugares não atingidos de outras maneiras.188 1939: É lançada a revista Vida e Saúde.

MD: Review and Herald. S. Ver também Howard B. A primeira sede é estabelecida em um galinheiro reformado em South Gate. M. 192 193 194 191 190 Andréia Steele. 165.191 Este evangelista da Califórnia concentra a atenção da igreja no evangelismo através do rádio. Adventist Evangelism in the Twentieth Century (Washington.193 Em 15 e 16 de outubro A Voz da Profecia americana é aceita como atividade denominacional. DC: Review and Herald. “Que a Terra ouça sua voz: Setenta anos de rádio adventista”.190 1926: H. conhecido como “Tabernáculo do Ar”. 843. 570. H.192 1936: A Organização estabelece uma comissão para expandir a evangelização pelo Rádio nos EUA. Ibidem. 567 e Robert E. Dg. de um cômodo da faculdade em Berrien Springs. a KFGZ. . 40 Associações da América do Norte abraçam a evangelização pelo rádio e batizam centenas de pessoas. Michigan. 1993. autorizada a transmitir em 360 metros. Edwards. EUA. Weeks. ver Schwarz. 155. ficando sob a responsabilidade da IASD. nos Estados Unidos.194 A partir daí. Richars (Hagerstown. 1989). Ibidem. A Voz da Profecia incorpora um quarteto masculino – The King´s Heralds (Arautos do Rei). Ver também Andréia Steele. M. a comissão de rádio recomenda que preparativos imediatos sejam feitos para uma conexão nacional de 80 emissoras para uma transmissão semanal de 30 minutos. 504. 1942: Percebendo a importância desse meio de comunicação para o cumprimento da missão. Richards faz a primeira transmissão radiofônica. 1998). 5:3. Califórnia. 1935: A esta altura. ela passa a ser um modelo para os programas de rádio Schwarz. 9.261 Na América do Norte 1923: Os adventistas instalam sua primeira estação de radio. 9. História de Nossa Igreja.

Não demorou muito e todas as Divisões do mundo produziram suas próprias versões desse programa e organizaram a escola bíblica por correspondência. Em 23 de setembro entra no ar o primeiro programa de A Voz da Profecia no Brasil. Essa primeira formação se estende de junho de 1963 a junho de 1965. ao meio-dia. 197 . Uma Voz Dedicada a Deus (Tatuí. 1990: Com o lançamento da missão global. na cidade de Afonso Cláudio. 2007). em Nova Friburgo. ES.195 1942: Em janeiro o programa passa a ter o nome oficial de The Voice of Prophecy (A Voz da Profecia). com o objetivo de utilizar todos os meios de comunicação existentes para a pregação do evangelho eterno.262 fora da América do Norte. 1996: É inaugurado o SISAC (Sistema Adventista de Comunicação). a sede foi transferida para Nova Friburgo. No Brasil 1943: Roberto Rabello é escolhido pela Associação Geral para preparar programas em português. 150 e Ibidem.196 1963: Formação do primeiro quarteto Arautos do Rei no Brasil. 11. Léo Ranzolin. SP: Casa Publicadora Brasileira. Rio de Janeiro. interior do Espírito Santo. RJ.198 195 196 Steele. 151. o papel do rádio na evangelização se torna mais acentuado. 1995: Em 1º de junho ocorre a primeira transmissão da Rede Novo Tempo em cadeia nacional.197 1989: Em 12 de agosto acontece a inauguração da primeira emissora Novo Tempo. No ano seguinte. a partir de Vitória.

Quarteto Arautos do Rei. 1956: O programa adventista de televisão.200 1958: O programa Faith for Today (Fé para hoje) começa a ser transmitido em 130 emissoras com uma audiência televisiva de aproximadamente quatro milhões de pessoas. primeiramente nos Estados Unidos. Rio de Janeiro. vai ao ar em 13 estações. It is Written (Está escrito). O SISAC é uma organização da Igreja Adventista do Sétimo Dia que surgiu da junção de instituições já existentes: A Voz da Profecia. a igreja no Brasil tem atingido resultados espirituais significativos por meio do rádio. .htm.org. A lealdade à Palavra de Deus e o compromisso com a qualidade tem sido a marca registrada das apresentações do “Está Escrito”. São Paulo. a Rede Novo Tempo de Rádio compõe 16 emissoras de rádio distribuídas pelo país. 199 200 Ibidem. direcionado aos milhões da comunidade de cor. Rede Novo Tempo de Rádio e a TV Novo Tempo.novotempo.199 Mesmo que ainda exista muito a se alcançar por meio deste veículo de comunicação.asp?Conteudo=sisac. à medida que se expandia esta nova tecnologia. e depois em outros países.br/index. 1974: Começa o programa de televisão Breath of Life (Alento de vida). O uso da televisão na evangelização adventista O uso adventista da televisão como ferramenta de evangelização se desenvolveu depois da Segunda Guerra Mundial. tendo como orador George Vandeman.263 2005: Em setembro o SISAC é transferido de Nova Friburgo. Atualmente. Brooks combinava a pregação 198 http://www. Na América do Norte 1950: Willian Fagal lança em Nova Iorque um programa de televisão por meia hora. O diretor-orador Charles D. para Jacareí. Está Escrito.

e que está alcançando pessoas ao redor de todo o mundo. que.php?id_jornal=3436&id_noticia=5724.jornalexpress. 201 Mark Finley foi um passo adiante no ministério eletrônico quando lançou a série Net. alguns com alcance mundial. . Inglaterra. Estes principais programas exibiam três diferentes enfoques de evangelismo televisivo que tiveram atrativos internacionais. 570 e 571. A cada dia aumenta significativamente o número programas adventistas de televisão. 1991: George Vandeman se aposenta e Mark Finley é escolhido como orador e diretor do programa It is Written. impressionados com os resultados alcançados em outros países e com a qualidade do 201 202 Schwarz.br/noticias/detalhes. 1991: Em 3 de novembro um grupo de empresários adventistas brasileiros.202 No Brasil 1962: Em 25 de setembro entra no ar o primeiro programa evangélico da televisão brasileira Fé para Hoje. um programa evangelístico transmitido via satélite.264 dinâmica com entrevistas a personalidades proeminentes que dialogavam sobre doutrinas e problemas sociais da América negra. acessado em 26 de outubro de 2008. desde o começo.com. como é o caso da série de programas evangelísticos criada pela Igreja Adventista de Bracknell. http://www. Berkshire. continua sendo apresentado por Alcides Campolongo.

Nesta data. concedendo aos adventistas do sétimo dia no Brasil uma licença para retransmissão de programas de TV por todo o país. baixado em 24 de abril de 2006. 203 1994: O programa Está Escrito começa a ser gravado em português tendo como orador Alejandro Bullón e como produtor Williams Costa Júnior.265 programa Está Escrito.org. Williams Costa Jr é diretor de comunicação da Igreja adventista para a região sul-americana. Entretanto. 204 205 203 www. em: www. 2006: Em 23 de abril. é assinado um acordo com o governo brasileiro.igrejaunasp.204 No dia 24 de abril. .news. Jan Paulsen.206 Uso da internet na evangelização adventista Desde que começou a conexão global. mediante a facilidade que qualquer indivíduo tem para abrir um site e colocar o conteúdo que deseja e deixar disponível a todo mundo. www. ver a história da TV Novo Tempo no Site: www.adventist. 206 http://www.novotempo.br/ acessado em 25 de agosto de 2007. estaescrito. por ocasião da inauguração do SISAC.ape. 1996: Ocorre a primeira transmissão da TV Novo Tempo no Brasil. a Organização também aproveitou este meio para a pregação do evangelho. buscando novas maneiras de relatar a história de Jesus. Jan Paulsen é presidente mundial da Igreja Adventista. com a concessão de um canal autorizado pela Prefeitura Municipal da cidade de Lagoa dos Gatos. como no interior de Pernambuco.org. que não é bom contentar-se com as realizações do passado.205 No Brasil.novotempo.news.com/comunicação.php. declara. passam a patrocinar a transmissão semanal desse programa para todo o território nacional.org.br. a retransmissão da TV Adventista tornou-se realidade em diversas regiões.br/noticias/APe/2007/02_24_tv. a 180km do Recife.org/ São Paulo. Mais informações acerca da expansão da rede Novo Tempo de televisão no Brasil. mas que se deve avançar com criatividade para além dos limites.org. torna-se difícil estimar quando e onde se iniciou o uso deste veículo de comunicação para a pregação www.adventist. presidente da IASD mundial.

programas evangelísticos. . 208 207 http://iasddutra. No entanto.br). Dados do sermão apresentado na Igreja do UNASP. em 25 de outubro de 2008. por ocasião da comemoração dos 25 anos. Neste ano.wordpress. presidente da Divisão Sul Americana da IASD.com/historia_igreja_adventista/. 1998: Os adventistas ampliam a presença na internet. etc. mais da metade dos pedidos de cursos bíblicos que a igreja recebe vem por meio da internet. acessado em 22 de outubro de 2008.com. informação. Advir e A Voz da Profecia). numa parceria entre vários ministérios (Bíblia Online. de acordo com Erton Köehler. funcionário do Hospital Silvestre.207 Desta maneira. Iniciado a partir de um grupo de voluntários sob a liderança de Carlos Magalhães. recursos de treinamento.208 2001: Em 5 de abril são lançados dois cursos bíblicos com características inovadoras.cvvnet. Cleandro Viana. um jovem brasileiro radicado nos Estados Unidos.org). Outro site adventista muito visitado é o Advir (www. 2006: A Organização cria pacotes de programas para a evangelização que conecta com comunidades adventistas globalmente mediante a internet. Ali os internautas podem deixar seus dados e procurar outros jovens para desenvolver amizades. através de viagens missionárias virtuais. é grande o número de pessoas que encontra a verdadeira fé através deste veículo de comunicação. EC. Destacam-se alguns esforços e a data em que a igreja ou membros utilizaram a internet como instrumento de evangelização: 1994: Ocorrem os primeiros esforços adventistas em língua portuguesa bemsucedidos na difusão de conteúdo bíblico via internet.266 do evangelho e quantos sites existem com este objetivo. Nesta nova proposta cada aluno é acompanhado por um instrutor virtual do início ao final do curso. fundou o “Ministério Cristo Vai Voltar” (www.advir. este site especializou-se no segmento jovem.

267 De fato. . a internet facilitou o acesso evangelístico a muitos lugares que de outra forma dificilmente seriam penetrados.

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Calixto e Bruno S. A. Calixto Instituto Adventista Paranaense Títulos: 1985 2002 Bacharel em Teologia – Instituto Adventista de Ensino Mestre em Religião – Unasp. Campus 2 Experiência Profissional: 1986 1987-1988 1989-1990 1991-1993 1993-1994 1995 1996-1998 1999-2003 2004-2007 Assessor do Departamento de Publicações – AES Pastor distrital de Iúna – AES Pastor distrital de Guarapari – AES Pastor distrital de Colatina – AES Diretor da Rádio Novo Tempo de Vitória – AES Distrital de Vila Velha – AES Departamental de Publicações e Ministerial – AES Pastor distrital de Colégio – ARJSul Pastor distrital da Pavuna – ARJSul 290 .290 VITA Nome Nascimento Esposa Filhos Educação secundária José Calixto 28 de dezembro de 1961. Paraná Daisy Storch de Almeida Calixto Caroline S. A. Camargo. Dr.

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