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JESUS – O MEDIADOR

Jó 9:32-33

“Porque ele não é homem, como eu, a quem eu responda, vindo juntamente
a juízo. Não há entre nós árbitro que ponha a mão sobre nós ambos.”

A Bíblia Sagrada noticia a existência de alguns diálogos muito


importantes entre homens de Deus e alguns anjos; entre o próprio Deus e
alguns homens, mas nenhum chama tanto a nossa atenção, quanto os
diálogos entre Deus e Satanás, destacando-se os estampados no livro de Jó,
capítulo primeiro, versículo sete ao doze e capítulo dois, versículo dois ao
seis.

Não se pode deixar de ressaltar que, em ambas as vezes, Satanás


foi à presença de Deus entre os filhos do Senhor e que, nas duas ocasiões
estava passeando pela terra e observando os servos de Deus. Entretanto, o
grande e merecido destaque consiste no atestado de bons antecedentes
que O Eterno passou em favor do seu servo Jó.

O Criador disse a Satanás que Jó era único, pois sem semelhante;


homem sincero, reto, e temente ao Senhor e que sabia se desviar do mal.

Em verdade, o que surpreende, e muito, é a preocupação


demonstrada por Jó, na referência em epígrafe, mesmo sendo portador de
tão grandes virtudes, atestadas pelo próprio Deus. Jó estava sentido uma
certa preocupação no tocante ao grande Dia.

Jó não demonstrou nenhuma irresignação diante das aflições (Jó


1:20); evidenciando que não tinha apego às coisas deste mundo (2:19).
Mas, agora no capítulo nove, versículo três, ele revela onde está tocando o
seu olhar. Ele reconhece a grandeza de Deus e, consequentemente, a sua
pequenez. Com outros termos, ele diz: “não posso contender com Deus”.
Ele deixa muito claro na passagem em epígrafe: “preciso de um árbitro;
preciso de um advogado. Preciso de um mediador; pois não posso enfrentar
Deus sozinho, uma vez que ele não é homem e eu não sou Deus”. Jó
percebeu. Ele entendeu o que milhões de homens ainda não reconheceram,
mesmo dispondo das Escrituras Sagradas, em várias modalidades e veículos
de comunicação.

O apóstolo Paulo, apoiado no ensinamento do Senhor, nos


assegura, na sublime Epístola aos Romanos, capítulo três, versículo vinte e
três, que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”.

O pecado do Jardim separou, efetivamente, o homem, a criatura,


do Criador.

O Senhor Jesus nos apontou o caminho de volta ao Pai e o apóstolo


João nos assegura (Jo 14:6) que o Caminho é Jesus.
Ainda o apóstolo dos gentios assegura em suas Escrituras, quando
escreve ao amado Pastor Timóteo, capítulo dois e versículo cinco, que “há
um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo,
homem”. Glória a Deus! Jesus entra em cena, como único mediador ou
árbitro entre Deus e os homens.

Voltando ao capítulo três de Romanos, versículo vinte e quatro,


temos que o homem não pode ser justificado, senão, gratuitamente, “pela
graça (de Deus) pela redenção que há em Cristo Jesus”.

Está escrito no versículo doze, do capítulo quatro, do magnífico


livro Atos dos Apóstolos: “E em nenhum outro há salvação, porque também
debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual
devamos ser salvos”. Só Jesus salva!

E a “rainha dos céus”?

O profeta Jeremias, no livro que leva seu nome, capítulo quarenta e


quatro, verso vinte e dois, nos evidencia que a “rainha dos céus” não é
outra senão uma deusa pagã e que a adoração a ela significa abominação a
Deus.

Aliás, não é demais lembrar que existe religião que dá o


abominável título “rainha dos céus” à mãe do Salvador, que, rigorosamente,
não merece tão grande insulto.

Como este modesto artigo não tem nenhuma pretensão, fora dos
seus estreitos limites, já posso encerrá-lo por aqui. Entretanto, como sei que
há pessoas sendo enganadas, não se pode ferir a Palavra de Deus com
tanta heresia ou blasfêmia, o cristão não tem rainha, tem Rei. Rei dos reis.

Pensando que há alguém, além de Jesus, intercedendo por nós,


ainda me permito lembrar o que está escrito em Jo 3:13: “ora, ninguém
subiu ao céu, senão o Filho do Homem, que está no Céu”.

Agora, já posso regozijar-me juntamente com o grande patriarca Jó


e com todos os que nasceram de novo, pois temos o mediador. Temos o
árbitro, que colocará a sua mão, do seu lado Deus, sobre Deus, e a outra
sobre nós (o seu lado homem), fazendo a ligação ou religação entre Deus e
o homem.

Estou encerrando esta modesta escrita com uma breve oração ao


Senhor pelos que ignoram esta verdade bíblica e adoram a deus estranho.
Que Deus, pela sua misericórdia dê da sua rica e poderosa Palavra. Amém.