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Junto ao PUB Quinta-feira • 10 de março de 2016 • • 1 Momentos em
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Quinta-feira • 10 de março de 2016 •
• 1
Momentos em Família
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846

10 março 2016 Ano 15 quinta-feira 0.70 iva incluído Diretor: Luís Baptista-Martins

Governo reabre tribunais de Fornos e Mêda Ministra da Justiça de- cidiu reverter a medida
Governo reabre tribunais
de Fornos e Mêda
Ministra da Justiça de-
cidiu reverter a medida
implementada pela sua
antecessora em setem-
bro de 2014, no âmbi-
to da reforma do novo
mapa judiciário, quando
fecharam os tribunais
Pág.5

Providência cautelar para travar corte de árvores na Guarda

Tribunal aceita ação da Quercus contra Câmara da Guarda por causa do corte de cedros na Avenida Cidade de Salamanca para tentar evitar que «o mesmo mal» seja feito nas restantes zonas da cidade Pág.7

COVILHÃ

Rude mantém-se nas instalações atuais

Câmara perde em tribunal ação pela entrega de edifício ocupado pela associação presidida por Carlos Pinto e tem que encontrar espaço alternativo para instalar

Tribunal de Trabalho

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GUARDA

ULS investe 2,5 milhões na maternidade

Requalificação da Obstetrícia e Pediatria e criação de um centro de investigação de doenças res- piratórias, são duas das apostas

para este ano

7

SAÚDE

Guarda entre as regiões com mais casos de morte por cancro

Estudo da Direção-Geral da Saúde (DGS) revela que, em 2013, a região tinha uma taxa de mortalidade elevada em cancros do estômago, do cólon, do reto,

da mama e da próstata

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PS

Eleição de António Saraiva na Federação da Guarda contestada

Eduardo Brito, que desistiu à última da hora alegando «falta de liberdade e de democracia» no processo eleitoral, impugnou sufrágio da passada sexta-feira em que o novo líder distrital foi

eleito por 524 militantes entre 571 votantes

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2 • • Quinta-feira • 10 de março de 2016

Quinta-feira 10 de março de 2016

d a

f i o

n o

Ministério da Justiça n a v a l h a
Ministério da Justiça
n a v a l h a

Depois de há cerca de ano e meio a reforma do novo mapa judiciário, levada a

cabo pela anterior Ministra da Justiça, ter ditado o encerramento dos tribunais de Mêda

e Fornos de Algodres, o governo liderado

por António Costa prepara-se para reverter

a medida. A ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, vai reabrir os 27 tribunais

encerrados pela sua antecessora e já levou um conjunto de 120 medidas à Assembleia da República com o objetivo de modernizar

e aproximar a justiça dos cidadãos. É uma

boa notícia para as respetivas comarcas.

ULS da Guarda

A Unidade Local de Saúde da Guarda já apresentou os objetivos estratégicos para 2016. A administração pretende finalizar as obras de requalificação dos edifícios hospitalares, entre eles o local relativo ao departamento da “Saúde da Mulher e da Criança”, que passará para o piso zero (es- paço da antiga urgência e da antiga consulta externa). A Ginecologia e Obstetrícia passa- rão a estar disponíveis num único serviço. Além disso, está prevista a requalificação do Pavilhão Rainha D. Amélia, em parceria com a Universidade da Beira Interior, para ali ser instalado um centro de investigação de doenças respiratórias crónicas. Será também implementado um sistema de informação, denominado SAMA 2020, que vai ligar 13 centros de saúde e os hospitais da Guarda e Seia.

ligar 13 centros de saúde e os hospitais da Guarda e Seia. Câmara da Covilhã Continua

Câmara da Covilhã

Continua sem entendimento o caso das instalações ocupadas pela RUDE, perten- centes ao município da Covilhã. A autarquia

quer aquele espaço para dar lugar ao Tribunal de Trabalho, mas a associação presidida por Carlos Pinto recusa-se a sair sem uma indeminização. O assunto está na justiça e

o executivo de Vítor Pereira já interpôs duas

providências cautelares contra a Rude, que acabou por perder. Enquanto isso, o Tribunal de Trabalho continua a funcionar num edifí- cio degradado, em risco de ruir.

PS da Guarda

Não há eleição que não dê em polé- mica na Federação do PS da Guarda. Foi

assim há quatro anos com Fonseca Ferreira

e José Albano Marques e está a sê-lo no-

vamente com António Saraiva e Eduardo Brito. Em comum os dois atos eleitorais

têm as suspeitas lançadas pelo candidato afastado – curiosamente, tanto Fonseca Ferreira como Eduardo Brito não chegaram

a ir a votos – e acusações de manipulação

por parte da Comissão Organizadora do Congresso (COC). Tal como há quatro anos,

o caso está para durar com os socialistas a “lavarem a roupa suja” na praça pública.

socialistas a “lavarem a roupa suja” na praça pública. ENTRE VISTA CARA A CARA P E

ENTRE

VISTA

CARA A CARA

P E R F I L Francisco Varela Coordenador do núcleo da Guarda da Associação
P
E
R
F
I
L
Francisco Varela
Coordenador do núcleo da Guarda da
Associação Saúde em Português
Profissão: médico na ULS da Guarda/
Serviço de Medicina Interna e professor
auxiliar da UBI
Idade: 48 anos
Naturalidade: Cabo-Verde
Currículo: Licenciado em Medicina pela
Faculdade de Medicina da Universidade
de Coimbra, especialista em Medicina In-
terna, pós-graduação em Consentimento
Informado pela Faculdade de Direito de
Coimbra, doutoramento ruropeu em Me-
dicina pela Universidade de Salamanca,
secretário da Associação de Médicos
Católicos (AMC) da Guarda, uma missão
internacional de voluntariado (Cabo-
Verde, 2009).
Livro preferido: “Chuva Braba”, de Ma-
nuel Lopes
Filme preferido: “Titanic”
Hobbies: Agricultura, pesca e música

ou na primeira solução para o Sistema Nacional de Saúde.

– O que acha da eutanásia? Qual

a sua posição sobre este tema?

– Eutanásia, “morte assistida”

ou “morte com dignidade” para ou-

tros, é um assunto complexo que deve ser tratado com extremo cuidado porque o que está em causa é a vida humana. Deve-se evitar fun- damentalismos e promover uma discussão exaustiva

e aprofundada. No estrito

cumprimento do código de- ontológico, relativamente ao dever do médico, reite- radamente reafirmado no juramento de Hipócrates, a

minha posição é defender a vida humana, respeitando-

a

e procurando preservá-la

e

cuidar dela, usando todos

os meios disponíveis para aliviar o sofrimento dos doentes.

P – Quem pode colaborar com o

núcleo da Guarda?

R – A colaboração com o núcleo

é um ato de cidadania. Assim, todos podem colaborar desde os mais novos (campanhas nas próprias escolas), jovens (campanhas nas redes sociais), adultos, estudantes, agricultores (mani- pulação de fitofármacos, prevenção de incêndios), líderes religiosos, juristas, políticos, jornalistas, taxistas, despor- tistas, professores, artistas, animadores sociais, bombeiros, GNR, polícia/SEF, pedreiros (catástrofes), eletricistas, carpinteiros, arquitetos, economistas, engenheiros, profissionais de saúde (auxiliares, fisiatras, assistentes sociais, técnicos, enfermeiros, médicos), admi- nistrativos, seguranças, condutores, etc.

«Colaborar com o núcleo da Guarda da ASP é um ato de cidadania»

P

R

P R
P
R

distrito? Quais as principais lacunas? R – Constato alguma carência que se acentuou com a crise e com o enve- lhecimento populacional. A saúde no

distrito da Guarda precisa de pontes só- lidas entre os diferentes intervenientes (profissionais de saúde, poder central/ local, hospitais/hospitais com valên-

– Qual o objetivo primordial

da Associação Saúde em Português (ASP) na Guarda?

– A Associação Saúde em Portu-

guês, Organização Não Governamental (sem fins lucrativos e sem filiações partidárias) pretende promover a integração social e comunitária com vista ao desenvolvimento integral da pessoa humana, respeitando e asse- gurando os seus direitos e liberdades fundamentais. Para tal, vai desenvolver projetos de cooperação para o desen- volvimento, de ajuda humanitária e de emergência em benefício da população mais carenciada (crianças/ jovens em risco, idosos, presos e pessoas dependentes).

P – Porque decidiu criar este núcleo da

associação da Guarda?

R – A minha ligação

enquanto associado da Associação Saúde em Português, com sede nacional e internacio- nal em Coimbra, já leva 23 anos. Cumprindo o repto lançado pelo seu presidente, professor Hernâni Caniço, apoia- do pela delegação do Centro/Viseu, conhe- cendo as necessidades do distrito, acreditando no espírito de solidarie- dade dos egitanienses e após vários contactos locais (pessoas de diversas áreas), entendemos que chegou o mo- mento de lançar as sementes para a criação deste núcleo.

P

– Quantos já existem no país?

cias universitárias, centros de saúde,

R

– A Guarda é pioneira enquanto

serviços continuados/paliativos, lares,

núcleo, pois já existem delegações no Norte, Centro e Sul.

bombeiros, Cruz Vermelha e sociedade civil). É imperativo a conjugação de forças congregadoras orientadas para

P – Quais serão as primeiras ini-

ciativas previstas?

R – Seria um dia de atividades com

os idosos. Possivelmente no Sabugal, o concelho de maior índice de envelheci- mento do distrito.

P – Como vê o estado da saúde no

o bem comum. As principais lacunas

prendem-se com os recursos (materiais

e humanos) que são poucos, distri-

buídos de forma heterogénea e nem

sempre justa. Isto leva a um excesso de procura, um afunilar exagerado para

o serviço de Urgência que acaba por

transformar-se no primeiro problema

Quinta-feira 10 de março de 2016

Quinta-feira • 10 de março de 2016 • • 3

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Quinta-feira • 10 de março de 2016 • • 3 opinião André Barata 8 de março
opinião André Barata
opinião
André Barata

8 de março

Ainda hoje, a exclusão das mulheres da política é muito elevada. Por razões de diversa ordem. Ope- racionais. Como, se há uma família para cuidar? Tradicionais. Os interesses das mulheres não se situariam tanto na esfera pública quanto na esfera da vida privada. Corporativas. Os homens na políti- ca fazem rede (networking) entre eles, fechando-se em clubes a que as mulheres dificilmente acedem. Concetuais. A política faz oposições, polariza, distingue, separa; tem uma natureza patrimonial – conquista e conserva poder, como dizia Maquiavel

– e não uma natureza matrimonial, e talvez por isso tenha uma tão grande ansiedade pela monumenta- lização, pelos feitos imortais, heroicos. A política apresenta-se competitiva, agressiva, patriarcal e, então, assume-se que é masculina, como se a masculinidade não tivesse sido, tanto quanto a política, representada para ser dessa maneira. A política não se faz à medida dos homens mais do que os homens foram feitos à medida da política. Ambos – política e homens

– fazem parte de um constructo artificial que foi no essencial concebido, desenhado, construído e naturalizado — cultural e institucionalmente —, por homens que, no fundamental, se apropriaram abusivamente do seu género, como também se apropriaram da sua espécie, das maneiras de exprimir inteligência, etc. Mas tem de ser assim a política? Aliás, tem

de ser assim ser homem? Os destinos de ambos ligam-se na realidade nestas perguntas. E quanto se pensa no acesso das mulheres à política tem de se pensar nestas perguntas bem como nas suas contrapartes que seriam uma política pensada segundo os estereótipos femininos que rotulam e também reduzem as mulheres. Opor à política da conquista a política da con- servação, da inclusão, do fazer comunidades. Ou

à política da fronteira a política da convergência,

à política da posse a política da relação, à política do crescimento a política do fazer lugar. Há um paradigma vigente de encarar a política que faz dela mesma um lugar de exclusivismo. O que não se alcança sem muitas exclusões. Não só de género, mas também de género. Exclusões que, no essencial, barram a política à comunidade em geral ou, numa palavra, ao povo, que é chamado

a votar, mas não a fazer política. Se as mulheres são uma possibilidade de mu- dança de paradigma não é por nenhum aspeto de natureza – não se nasce mulher neste sentido de mulher – mas pelo seu lugar histórico em toda esta

história. Um lugar pouco agradável que descreveria assim: a mais antiga, mais profunda e transversal exclusão social é a exclusão de género. É mesmo

o modelo que tornou concebíveis todas as outras

formas de exclusão. É a arquiexclusão, que confere

inteligibilidade à própria prática da exclusão.

 

editorial

  editorial
 

Luís Baptista-Martins

baptista-martins@ointerior.pt

O triste fim de Cavaco

Foram muitos os portugueses que contaram os dias que ainda faltavam para o fim do mandato presidencial de Cavaco Silva. E, quando finalmente chegou, foram muitos os portugueses que suspiraram de alívio. Não porque haja alguma expectativa especial num futuro

sem ele. Ou sequer que existam esperanças extraordinárias sobre o seu sucessor. Mas porque a maioria dos portugueses já estavam cansados do homem que «nunca se engana e raramente tem dúvidas» - e sim, todos esperam que Marcelo Rebelo de Sousa faça esquecer depressa o cinzentismo de Cavaco Silva.

 

O

homem que teve duas maiorias para governar e foi

eleito duas vezes para a Presidência da República (mais duas maiorias) despediu-se 36 anos depois com a mais baixa taxa de popularidade entre os ex-presidentes (por coinci- dência… Salazar esteve 36 anos seguidos no poder). Mas, pior que isso, sai pela “porta pequena”, sem aplauso nem afetos, sem veneração nem entusiasmos. A história pode reservar-lhe um lugar de destaque, mas a maioria dos seus contemporâneos quer esquecê-lo – dele recordam que foi o homem carrancudo que detestava a oposição, que odiava a liberdade de expressão, que respondia aos críticos com um «deixem-nos trabalhar», que mandava as polícias carregar sobre quem protestava, que aumentou as propinas para não dar oportunidade aos jovens e ao país, que destilava rancor sobre Saramago e odiava abril. Cavaco Silva optou pela reforma milionária para depois se “chorar” porque «mal»

dá para pagar as despesas, num país onde o salário médio é de 800 euros e há mais de dois milhões de pobres. O homem que não era político viveu 36 anos em cima do poder e deixou um rasto de interesses (do BPN à urbanização da Coelha, cuja escritura omitiu). Foi inimigo de Sócrates (ao ponto de inventar uma história de escutas telefónicas), mas também não gostava de Passos ou Portas (suportava-os). E resistiu a empossar um governo de esquerda, como se dependesse da sua vontade –

e,

vingativo, fez um discurso vexatório na tomada de posse.

Mas Cavaco Silva também foi o homem que teve um plano de desenvolvimento para Portugal, assente no «be- tão». Que com os milhões que chegavam da Europa quis transformar a paisagem do país. Que fez obra um pouco por todo o lado. Que ligou finalmente Lisboa ao Porto por autoestrada e promoveu edifícios, pontes e estradas por

todo o lado. Primeiro do que qualquer outro, percebeu que

povo vota em quem faz obra. E ele fez “obra”. Tanta que os milhões da Europa se esgotaram sem criar desenvolvimento sustentado, sem mudar de paradigma, sem promover o desenvolvimento social, cultural ou científico. Com Cavaco Silva, Portugal passou a ser um país embasbacado com a Europa, que afundou as frotas de pesca, que arrancou as vinhas e os pomares, que fechou os têxteis, em troca de tostões (ou milhões) mas matando o futuro de Portugal (o futuro há 25 anos é o presente hoje…).

o

 

O

exemplo de Cavaco Silva confirma o quanto é ténue a

linha entre o amor e o ódio, o quanto é frágil a ligação entre

o

cidadão e os seus líderes, o quanto é efémero o vínculo

entre as pessoas e os políticos: teve muitos votos e muitos

apoiantes, mas, no fim, todos lhe viram as costas, todos querem esquecer Cavaco.

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Quinta-feira 10 de março de 2016

EmFoco

Eleição de António Saraiva na Federação PS da Guarda contestada

Estavam inscritos 1.349 militantes para o ato eleitoral da passada sexta-feira mas só 571 votaram com o novo líder a obter 524 votos

mas só 571 votaram com o novo líder a obter 524 votos Luis Martins António Saraiva

Luis Martins

António Saraiva foi eleito pre-

sidente da Federação do PS da Guarda na passada sexta-feira, mas

o escrutínio está a ser contestado por Eduardo Brito. O candidato

desistiu no dia das eleições ale- gando «falta de liberdade e de democracia» no processo eleitoral

e já impugnou o ato. A comissão

de jurisdição distrital ter-se-á pro-

nunciadoontem,apósofechodesta

edição, sobre o caso.

O sucessor de José Albano

Marques, que não se recandidatou

e apoiou o arquiteto, obteve 524

votos entre 571 votantes. Nestas eleições estavam inscritos 1.349 militantes e decorreram em 13 das

14 secções do distrito. A exceção aconteceu em Trancoso, onde os socialistas locais não puderam votar porque a sede da concelhia não abriu portas. No rescaldo da

noiteeleitoral,AntónioSaraivacon-

siderou que obteve um «resultado extraordinário, apesar dos apelos ao não voto e de uma secção que não abriu». Percalços à parte, o antigo presidente da concelhia da

LM
LM

António Saraiva diz que conseguiu «resultado extraordinário, apesar dos apelos ao não voto e de uma secção que não abriu»

Guarda acrescentou que se sente «muito confortável com esta vota- ção. É sinónimo que os militantes querem estar connosco e com o nosso projeto para a Federação». O arquiteto afirmou que quer um par- tido virado «para os problemas do distrito», como o desenvolvimento económico,oempregoeacaptação

de investimento, e prometeu «um novo ciclo, com novos métodos,

mas sem esquecer uma história e um passado do PS na Guarda».

Onovolíderfederativocomen-

tou também a desistência de Eduar- do Brito, declarando que não apoia a sua decisão: «Uma eleição [de presidente da Federação] não tem

nada a ver com a outra [delegados ao congresso]. Gostaria de ter tido um opositor até ao fim porque com esta atitude penalizou as eleições». Lembrando que a sua candidatura também contestou algumas deci- sões da Comissão Organizadora do Congresso (COC), o recém-eleito presidente da Federação do PS

guardense acrescentou que «se houver algo menos correto neste processo eleitoral, alguém o virá dizer, vamos aguardar». António Saraiva assumiu que as próximas autárquicas serão a sua priorida- de e para tal vai criar um grupo de trabalho para acompanhar os 14

concelhos do distrito. «O desafio é sermos a maior força política em termos autárquicos em 2017», disse, admitindo que quer ganhar

a

Câmara da Guarda. No entanto,

o

dirigente ressalvou que esse

objetivo não é prioritário ao su- blinhar que «não é um oásis que torna um deserto fértil». António Saraiva anunciou também que não será ele o candidato à Câmara da Guarda, pois «o meu desafio e compromisso é defender o distrito no seu todo». Em termos eleitorais, os me- lhores resultados de António Sa- raiva verificaram-se em Celorico da Beira (194 votos dos 204 votantes

em 310 inscritos), Vila Nova de Foz Côa (75 votos dos 77 votantes em 162 inscritos) e Guarda (72 votos dos 82 votantes em 171 inscritos).

O congresso federativo está agen-

dado para dia 19.

Eduardo Brito impugna ato eleitoral

Eduardo Brito anunciou na terça-feira que impugnou as elei- ções de sexta-feira junto do Conse- lho de Jurisdição Federativo, órgão presidido pelo trancosense Carlos Martins e que terá reunido ontem,

já depois do fecho desta edição.

O antigo autarca de Seia es-

teve na corrida à presidência da

Federaçãoguardenseatéàvéspera

das eleições, tendo desistido por considerar que havia «falta de liber- dade e de democracia» no processo

eleitoral. Na terça-feira, Eduardo Brito reclamou «eleições livres» e

fez a sua leitura dos resultados di-

zendoqueAntónioSaraivaganhou

com «38 por cento dos votos dos militantes, ou apenas 24 por cento

se excluirmos os votos obtidos em Celorico da Beira, onde, como sabe- mos, tudo pode acontecer». Na sua opinião, o facto de 833 militantes não terem votado é «a manifes- tação de uma vontade», pelo que

o seu adversário deve retirar as

consequências destes resultados «altamente fragilizadores». Eduardo Brito considera que

o líder recém-eleito «sabe que o

processo não foi limpo e que não é possível excluir esses militantes», constatando que António Saraiva

«não tem condições políticas para exercer este mandato até ao fim», pelo que aconselha o seu adversá- rioa«acabarcomestasituação,não indoacongresso».Abroncaestalou na manhã de sexta-feira, quando

Eduardo Brito acusou José Albano

Marques, líder cessante da Fede- ração do PS da Guarda e apoiante de António Saraiva, de «querer ser ele a fixar as condições em que deve ser substituído». Tudo porque a Co- missão Organizadora do Congresso (COC) chumbou as listas a delega- dos apresentadas pelo senense na Guarda, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Manteigas, Almeida e Figueira de Castelo Rodrigo. Na conferência de imprensa convocada para anunciar a sua desistência às eleições federativas, osocialistaafirmouqueaCOC«não alegounenhumprincípiolegalpara não aceitar as nossas listas nesses seis concelhos, tinha que arranjar

maneira de nos impedir de ir a votos. Foi impedir por impedir». Para Eduardo Brito, a comissão «nãotemcredibilidade,nemnunca

teve». Além disso, declarou que há «alguns camaradas que estão apenas interessados em saber que lugares vão ocupar na ULS, no IEFP

LM
LM

«Não terem votado 833 militantes é a manifestação de uma vontade», garante dirigente

ou na Segurança Social». E acusou José Albano Marques de ser «o

donodistotudo»,sublinhandoque

«o distrito não pode nivelar-se por Celorico da Beira». Na resposta, também em conferência de imprensa, o líder federativo cessante acusou Edu- ardo Brito de «cobardia política»

e considerou «lamentável» a sua

desistência. «Teve medo de perder

e, com esta posição, demonstrou

que não queria cumprir regras

nem regulamentos», criticou José

AlbanoMaques,queresponsabiliza

o senense pela «maior divisão de

que há memória no PS do distrito,

a ano e meio das autárquicas». Por sua vez, António Carlos Santos,

presidente da Comissão Organiza- dora do Congresso, sublinhou que aquele órgão limitou-se a cumprir

o regulamento eleitoral. «Fizemos

aquilo que nos competia», disse o dirigente, adiantando que as irre-

gularidades detetadas nas listas de delegados ao congresso federativo recusadas (seis de Eduardo Brito e duas de António Saraiva) tiveram

a ver com «a dupla inscrição» de

candidatos nas duas listas e de militantes que não constavam dos cadernos eleitorais.

EmFoco

Quinta-feira 10 de março de 2016

E m F oco Quinta-feira • 10 de março de 2016 • • 5

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PSD

Carlos Peixoto reeleito na Distrital da Guarda

O deputado e líder da

Distrital do PSD da Guarda foi reeleito no sábado para um segundo mandato. Carlos Peixoto foi candi- dato único e tem como vice- presidentes Carlos Condesso (Figueira de Castelo Rodrigo) e Fernando Andrade (Aguiar da Beira), enquanto Luís Figueiredo (Mêda) é o novo secretário distrital. Pedro Nobre (Guarda) foi eleito tesoureiro, António Roba- lo (Sabugal) mantém-se na presidência da Assembleia Distrital e António Oliveira (Fornos de Algodres) preside ao Conselho de Jurisdição Distrital. O dirigente reve- lou recentemente que quer «aproximar os cidadãos da política partidária» com di- versos encontros. Quanto às autárquicas, o objetivo é «conquistar» Câmaras ao PS em 2017. No mesmo dia o PSD reelegeu Pedro Passos Coelho na presidência do partido e escolheu os novos líderes concelhios [cuja lista

AR
AR

não foi fornecida apesar de

ter sido solicitada por O IN- TERIOR] e os delegados ao congresso a realizar no início de abril. No distrito, apenas em Figueira de Castelo Rodri- go houve duas listas à secção local, tendo ganho Carlos Condesso, atual vereador na autarquia, que concorreu contra António Gonçalves.

PS

Hortense Martins reeleita na Federação de Castelo Branco

A Federação Distrital de

Castelo Branco do Partido So- cialista foi a votos no passado

sábado e reelegeu Hortense Martins com 98,1 por cento dos votos. Hortense Martins é tam- bém deputada na Assembleia

da República, eleita pelo distrito de Castelo Branco. No mesmo dias foram ainda eleitos 127 delegas para o

XVII Congresso da Federação

Distrital de Castelo Branco,

que a moção “Compromisso

e Confiança”.

GUARDA

Abertas candidaturas ao Prémio Eduardo Lourenço

Encontram-se abertas as candidaturas à 12ª edição do Prémio Eduardo Lourenço, ins- tituído pelo Centro de Estudos Ibéricos (CEI) para distinguir personalidades ou instituições com intervenção relevante no

âmbito da cultura, cidadania e cooperação ibéricas.

sal, jornalista (2006); Maria

João Pires, pianista (2007); Ángel Campos Pámpano, poeta (2008); Jorge Figueiredo Dias, professor catedrático de Direi- to Penal (2009); e César Antó- nio Molina, escritor (2010), foram os primeiros distingui- dos. Seguiram-se o escritor

O

galardão, no montante

Mia

Couto (2011), o teólogo

de 7.500 euros, será atribuído

José

María Patino (2012), o

por um júri constituído pelos

professor e investigador co-

membros da direção do CEI (reitores da Universidade de Coimbra e da Universidade de Salamanca e presidente da Câmara da Guarda) e mais

lombiano Jerónimo Pizarro (2013), o professor e investi- gador Antonio Sáez Delgado (2014) e a escritora Agustina Bessa Luís (2015). Segundo

oito personalidades, sendo

o

CEI, qualquer instituição ou

presidido este ano pelo rei-

pessoa pode enviar propostas

tor salmantino. Maria Helena

de candidatura até 11 de abril

da Rocha Pereira, professora

para

o Centro, podendo o Re-

catedrática de Cultura Greco- Latina (2004); Agustín Reme-

gulamento ser consultado em www.cei.pt.

Governo vai

reabrir tribunais

de Fornos e Mêda

Ministra Francisca Van Dunem decidiu reverter a medida implementada pela sua antecessora em setembro de 2014 no âmbito da reforma do novo mapa judiciário

AR
AR

Populares e autarcas saíram à rua para contestar o fecho do Tribunal da Mêda

saíram à rua para contestar o fecho do Tribunal da Mêda Luis Martins Ano e meio

Luis Martins

Ano e meio após o fecho,

o Governo prepara-se para re-

abrir os tribunais da Mêda, de Fornos de Algodres, encerrados no âmbito da reforma do novo

mapa judiciário levada a cabo pela anterior ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz. A reversão da medida que vigora desde setembro de 2014 já

se antevia, ou não tivesse sempre

desagradado ao PS, que esteve na primeira linha da contestação.

Ao que tudo indica, Francisca Van Dunem, titular da pasta no Governo de António Costa, já

decidiu colocar tudo como dan- tes e abrir os 27 tribunais que a sua antecessora encerrou pelo país e substituiu por secções de proximidade, cabendo aos juízes

e procuradores deslocarem-se a

esses locais. Esta decisão junta- se ao conjunto de medidas,120

concretamente, que a ministra apresentou na semana passada na Assembleia da República,

com as quais pretende moder- nizar e aproximar a justiça dos cidadãos. Francisca Van Dunem quer também lançar o projeto “Meu Tribunal”, uma plataforma que permitirá reportar todos os

problemas informáticos ou em edifícios para que seja possível «uma identificação ágil e um acompanhamentoativodestetipo

de incidência», segundo é referido no programa “Justiça Mais Próxi- ma”, lançado pela ministra. Com o mapa judiciário im- posto pelo Governo PSD/CDS- PP, o distrito da Guarda passou de 12 comarcas para apenas uma, na sede do distrito, en- quanto o Tribunal de Gouveia

assumiu competência territorial sobre Fornos de Algodres e Vila Nova de Foz Côa sobre a Mêda. No Sabugal, o tribunal local foi transformado em secção de pro- ximidade a funcionar na depen- dência da secretaria da comarca (Guarda) – desconhece-se se esta reversão também se aplica na instância raiana. Estas alte- rações eram uma das medidas

que constavam do memorando da “troika” para a área da Justiça, mas foram muito contestadas por autarcas e populações afe- tadas, tendo ainda motivado várias providências cautelares, que não surtiram efeito. Con- frontados com a notícia da deci- são de Francisca Van Dunem, os autarcas de Fornos de Algodres e Mêda já manifestaram a sua satisfação pela reabertura dos

tribunais locais e aguardam ago-

ra que a decisão tenha efeitos. «É

a reparação de um enorme erro

que causou problemas gravíssi- mos aos fornenses», considera Manuel Fonseca, presidente da Câmara de Fornos de Algodres. O edil socialista congratula-

se por «um compromisso do candidato a primeiro-ministro António Costa» vir a ser concre- tizado e só espera que aconteça «o mais rapidamente possível», disponibilizando-se a «contri- buir para ajudar o Ministério da Justiça a resolver quaisquer problemas em termos de logís- tica e de reparações». Também Anselmo Sousa, edil da Mêda, está «ansioso» pela reabertura do tribunal local. «Numa cida- de do interior como a nossa,

é importante que os serviços

não fechem e que aqueles que encerram reabram», afirma o autarca do PS, dizendo que não quer apenas o regresso dos jul- gamentos, mas sim «de todos os serviços que havia no Tribunal da Mêda». Tal como já tinha de- clarado a O INTERIOR, Anselmo Sousa lembra que a Câmara está disponível para suportar «alguns custos com um ou dois funcionários» porque o edifício «não precisa de obras».

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6 • • Quinta-feira • 10 de março de 2016

Quinta-feira 10 de março de 2016

S
S

Sociedade

GUARDA

Homem detido por violação, coação sexual e sexo com adolescentes

A PJ deteve um homem

de 46 anos na Guarda pela alegada prática de crimes de coação sexual, tentativas de violação e de atos sexuais com adolescentes. Segundo o Departamen- to de Investigação Criminal da Guarda, o indivíduo, em- presário em nome individual, foi detido na semana passada «pela prática continuada de vários crimes de coação se- xual, pelo menos duas tenta- tivas de violação e vários atos sexuais com adolescentes, os quais tiveram como vítimas duas mulheres adultas e uma menor de 15 anos». A PJ adianta que parte dos factos ocorreu no contexto de uma relação de emprego com uma das vítimas, enquanto os ou- tros ocorreram num parque público e também na residên- cia do detido, «que para aí se deslocava acompanhado das outras duas vítimas». Presen- te a tribunal, o suspeito saiu em liberdade.

SAÚDE

Pediatras da ULS assinalam Dia Mundial do Rim

O serviço de Pediatria

da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda assinala hoje o Dia Mundial do Rim com uma sessão de escla- recimento nas escolas do ensino básico da cidade Adães Bermudes, Santa Zita e Bonfim. O objetivo é alertar as crianças para a importância da adoção de hábitos alimentares saudá- veis, prevenindo a obesi- dade, hipertensão arterial, diabetes e doença renal.

ULS da Guarda investe 2,5 milhões na maternidade

Requalificação da Obstetrícia e Pediatria e criação de um centro de investigação de doenças respiratórias, são duas das apostas para este ano

A requalificação da mater-

nidade e a criação de um centro de investigação de doenças res-

piratórias são dois projetos que constam da lista de objetivos estratégicos da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda para 2016. O plano foi apresentado anteontem, em conferência de imprensa.

A administração da ULS

pretende finalizar as obras de requalificação dos edifícios hos- pitalares, entre eles a Unidade de Cirurgia de Ambulatório,

a sala de Oncologia, o espaço

relativo ao departamento da

“Saúde da Mulher e da Criança”, que passará para o piso zero. Segundo Gil Barreiros, diretor clínico, «o espaço da antiga Ur-

gência servirá, previsivelmente,

a futura maternidade e o da

antiga consulta externa está reservado para o internamento

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Em 2016 será implementado um sistema de informação que vai ligar 13 centros de saúde e os hospitais da Guarda e Seia

de serviço de Pediatria». Assim,

em «embrião, mas em 2016 será

de cooperação no âmbito do

Carlos Rodrigues, para quem

a

especialidade de Ginecologia

uma realidade», afirmou Carlos

polo de Saúde da Beira Interior

este sistema ira «revolucionar

e

de Obstetrícia passarão a

Rodrigues, presidente do Conse-

com o Centro Hospitalar da Cova

o modo de funcionamento dos

estar disponíveis num único serviço. A verba disponível para

lho de Administração (CA). Na área das obras, a ULS

da Beira e ULS de Castelo Branco com vista à disponibilização

hospitais e dos centros de saúde, através da digitalização de do-

a

obra desta área ronda os 2,5

pretende terminar, ainda este

de vagas para médicos recém-

cumentos, que circularão pelos

milhões de euros. Além disso, está prevista a requalificação do Pavilhão Rainha D. Amélia, em parceria com a Universidade da Beira Interior, para ali ser instalado um centro de investi- gação de doenças respiratórias crónicas. A candidatura do pro- jeto, que abrange três vertentes (investigação, formação e pres- tação de serviços), está ainda

mês, a intervenção no centro de saúde de S. Romão (Seia), «planear» a construção da uni- dade de Vila Nova de Foz Côa, que funciona em contentores, e requalificar o centro de saúde de Seia. A aposta na atração de pro- fissionais de saúde e de outros técnicos é outro dos objetivos a cumprir este ano. Nesse sentido, será estabelecido um protocolo

formados. A ULS vai manter o acordo com o Centro Hospitalar Universitário de Coimbra nas áreas de Pediatria, Ortopedia, VIA Verde, AVC’s. Em 2016 será também implementado um sistema de informação, denomi- nado SAMA 2020, que vai ligar 13 centros de saúde e os hospi- tais da Guarda e Seia e permitir uma gestão «mais eficaz», disse

vários destinatários, de forma eletrónica». O projeto, orçado em 1,2 mi- lhões de euros, foi candidatado ao “Portugal 2020” e recebeu luz verde. O presidente do CA adiantou que a administração hospitalar irá «requerer e rea- firmar a condição de hospital de ensino universitário para a Guarda».

SAÚDE

Falta de camas de cuidados intensivos «é gritante»

A região Centro tem apenas 75 camas de cuidados intensivos num total de 482 existen- tes a nível nacional, alerta a Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, segundo a qual seriam necessárias 103 camas. Também o número de médicos desta especialidade a trabalhar na região é menor

do que aquele que seria necessário, pois dos

31 atuais médicos intensivistas titulados

para 75 camas seriam necessários, no total,

65 especialistas. A falta de camas, quer nos

cuidados intensivos, quer nos cuidados in- termédios, são «uma das maiores carências e revelam desigualdades gritantes em relação

às outras regiões», afirma Carlos Cortes. Para

o presidente da Secção Regional do Centro

da Ordem dos Médicos, «a gestão conjunta de camas intensivas e camas intermédias

permite ganhos evidentes na gestão clínica

e na gestão de recursos humanos», assim

como na redução de custos e melhoria na qualidade assistencial ao doente crítico. Assim, para que os números da região

Centro se aproximassem do Norte e Sul seriam necessárias 103 camas e 90 intensi- vistas, pelo que o dirigente diz ser «urgente formar intensivistas na região Centro» para «combater os constrangimentos decorren- tes da falta de recursos humanos». Carlos Cortes fala mesmo num «total desprezo, nos últimos anos, em relação aos doentes mais críticos», acrescentando que é com «enorme preocupação» que recebe queixas sobre a situação da Medicina Intensiva na região. Na sua opinião, o caso revela «irres- ponsabilidade pelos doentes que enfren- tam as situações mais agudas e graves», já que em toda a região Centro apenas existe uma referenciação neurocrítica para as outras unidades hospitalares, o Centro Hos- pitalar e Universitário de Coimbra. O que, para Carlos Cortes, é «um sinal grave», pois «a rede de referenciação deve pugnar para que todos os cidadãos sejam tratados de forma equitativa, independentemente da localização geográfica e unidade de saúde».

FERNÃO JOANES

ACR organiza Europeu de Motocrosse e Festa da Transumância

A Associação Cultural e Recreativa (ACR) de

Fernão Joanes já divulgou o seu plano de atividades para 2016, que inclui desporto, cultura, lazer, recreio

e formação.

A coletividade desta freguesia do concelho da

Guarda volta a organizar a etapa portuguesa do Europeu de Motocrosse (18 e 19 de junho), que foi antecipada para o fim-de-semana anterior ao São João «numa tentativa de atrair mais gente ao Crossó- dromo das Lajes», justificou o presidente da ACR,

António Bico, segundo o qual está a ser estudada a possibilidade de baixar o preço da entrada. Já a Festa da Transumância (17 e 18 de julho) está «a ser trab- alhada em conjunto com a Câmara da Guarda numa estratégia comum de valorização do património e da arte pastoril, bem como da promoção de todas estas freguesias da encosta da Serra da Estrela», afirmou

o dirigente. Do plano consta ainda o IIIº Encontro de Comunidades: Funchal (Madeira)-Fernão Joanes

(Guarda), através de um intercâmbio entre a ACR e

o União da Madeira, que prevê a participação num

torneio na ilha da Madeira nos dias 25 e 26 de junho.

Quinta-feira 10 de março de 2016

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Tribunal aceita

providência cautelar

contra Câmara da Guarda por causa do corte de cedros

Travar o abate é o objetivo da Quercus, que acusa a autarquia de falta de «bom senso e insensibilidade»

AEI
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Plano de rearborização da cidade continua

AEI Plano de rearborização da cidade continua Ana Eugénia Inácio A Quercus não ficou parada perante

Ana Eugénia Inácio

A Quercus não ficou parada perante o abate de dezenas de ár- vores, que há décadas fazem parte da Avenida Cidade de Salamanca, na Guarda, e no passado dia 2 in- terpôs uma providência cautelar contra a Câmara, que foi aceite pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco. Esta ação da associação am- bientalista tem como objetivo

a «cessão imediata do abate de

árvores» que consta no Plano de Rearborização apresentado

pelo executivo de Álvaro Amaro.

Já nada poderá ser feito relativa-

mente aos cedros e tílias abatidos

na avenida guardense, mas os autores da providência cautelar acreditam que «o mesmo mal» poderá ser evitado nas restantes

zonas da cidade. A Quercus con- sidera que a atuação da autarquia «configura uma gestão danosa do património público arbóreo da antiga EN16, criado pelo Estado através da Junta Autónoma das Estradas em meados dos anos 30 do século passado». Em causa está o «bom senso» ou a falta dele, considera Domingos Pata- cho, coordenador do grupo de trabalho de Florestas da Quercus. «Compreendemos a necessidade de substituição de algumas árvo- res, mas deveria ser efetuado um planeamento faseado ao longo de vários anos e não cortar todo

o arvoredo urbano em escassos

dias», refere o responsável. Acusando o município de querer fazer as coisas «à força», de não esclarecer a população e de continuar com os abates,

o dirigente denuncia que estão

em causa «questões eleitorais»

e sublinha que esta situação

transforma-se num «mau cartão- de-visita da Guarda».

Petiçãopúblicaonlinecontraoabate

Mais de uma semana depois do início abate de árvores na Aveni- da Cidade de Salamanca, a contestação gerada em torno do caso não acalmou, pelo contrário. Após a primeira justificação da autarquia, que se prendeu com o resultado de um estudo pedido à UTAD, e de mais tarde dizer que afinal o estudo em causa que motivou a decisão foi realizado por uma empresa de Lisboa, vários são os guardenses

que se têm insurgido contra a medida da Câmara e online está já a decorrer, desde o dia 2, a petição “Cessão imediata do abate de árvo- res na Guarda”, que às 21 horas de terça-feira tinha 792 assinaturas

(http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT80278).

Num comunicado enviado às redações, o PAN, Pessoas – Ani- mais – Natureza juntou-se ao movimento declarando que «apoia e aplaude» a aceitação da providência cautelar. O partido adianta que, posteriormente à apresentação do projeto de rearborização daquela artéria da cidade, fez uma exposição por escrito ao presi- dente da Câmara, no sentido de «alertar a autarquia para os danos desta iniciativa e de informar que havia dezenas de munícipes desagradados com a implementação dos mesmos». Por parte do PS, o silêncio reinou até à passada sexta-feira. Questionado por O INTERIOR, o recém-eleito presidente da Federação da Guarda disse concordar «com o corte de algumas árvores com critério e estudo», mas acrescentou que discorda «quando o corte é indiscriminado e sustenta-se apenas pelo aspeto estético». António Saraiva afirmou ainda que «a Guarda está a acordar, pois ninguém consegue viver só com soluções de fachada e festas». O INTERIOR contactou a Câmara da Guarda por várias vezes para conhecer a sua posição relativa- mente à providência cautelar, mas apesar das tentativas ninguém do executivo esteve disponível para falar. Embora a providência cautelar tenha travado o plano de rearbori- zação na Avenida Cidade de Salamnca, o mesmo continua noutras zonas da cidade. Já a madeira das árvores cortadas está a ser levada para a Quinta da Maunça, antigo espaço de pedagogia ambiental agora votado ao abandono, para ser posteriormente vendidas em hasta pública.

TRADIÇÃO

Cobertor de papa no Moda Lisboa

O cobertor de papa típico

da região da Guarda vai ser divulgado no sábado na edição deste ano do Moda Lisboa e no próximo dia 19 no Portugal Fashion por uma estilista.

Esta ação resulta de um desafio lançado pelo município

a Alexandra Moura para que

criasse «cinco produtos a partir da matéria-prima que origina o cobertor de papa [peça de lã de fio grosso]». Também conhecido por “cobertor de pelo” e “manta lobeira”, esta peça tradicional é fabricada com lã churra de ove- lha. O projeto implica um inves- timento de cerca de 20 mil euros por parte da autarquia, que espera que esta parceria ajude

«a projetar o cobertor de papa a

nível nacional e internacional» e assim dinamizar a sua produção.

O objetivo é salvaguardar o futu-

ro deste produto artesanal que atualmente apenas é produzido na Escola de Artes e Ofícios de Maçaínhas, também envolvida

no projeto. Alexandra Moura vai

produzir quatro peças originais

a partir do cobertor de papa,

que serão utilizadas nos desfiles do Moda Lisboa (20 horas) e do

Portugal Fashion, no Porto (17 ho- ras). «Nestas duas apresentações

o cobertor será mostrado em todo

o seu esplendor», disse a estilista, para quem trabalhar com este produto típico foi «um bocadinho como amor à primeira vista».

COVILHÃ

Pinturas da Casa das Morgadas em livro

O livro “As Pinturas do Salão dos Continentes na Casa das Morgadas e a Arte na Covilhã no início do Século XVIII” é apresentado amanhã à tarde (18 horas), na Câmara Municipal. Da autoria de Vítor Serrão,

Maria do Carmo Mendes e Ri- cardo Silva, a obra editada pelo

município surge no seguimento de um exaustivo restauro destas pinturas iniciado no princípio deste século. Situada no centro

histórico da Covilhã, a Casa das Morgadas está classificada como Imóvel de Interesse Municipal e

é a sede do Partido Comunista

Português na cidade, facto que motiva a presença de Jerónimo de Sousa. Além do secretário- geral do PCP, está também con- firmada a vinda de João Soares, ministro da Cultura. O solar foi mandado construir em 1642 por Simão Tavares Cardoso, proprie- tário de uma das muitas oficinas de manufatura de tecidos exis- tentes na Covilhã em meados do século XVII. No seu interior

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destaca-se a Sala dos Continen-

tes, um salão nobre cujo teto está completamente pintado com a representação de uma alegoria dos quatro continentes executada, por volta de 1690, pela oficina local de Manuel Pereira, mestre de pintura a óleo. Este conjunto pictórico foi restaurado entre 2001 e 2002, resultando de um protocolo assinado entre a en- tão Região de Turismo da Serra da Estrela e o PCP, atual proprietário do edifício.

FUNDÃO

Museu mostra passado romano na região

O Museu Arqueológico do

Fundão tem patente a exposição

“Aspetos da Romanização das Terras Beirãs de entre Tejo e Douro”. Inaugurada anteontem, a mostra revela 25 dos mais em-

blemáticos sítios arqueológicos desta região num trabalho para

o qual colaboraram diversos

investigadores e que se revelou

importante na construção de uma futura rede de sítios visi- táveis. A chegada dos romanos

à Península Ibérica no século II

a.C., que culminaria em 19 a.C. com a conquista definitiva deste território, trouxe consequências inevitáveis que se refletiram no modo de vida das comunidades indígenas ao nível administra- tivo, político, económico, reli-

gioso, cultural e social, recorda

o museu. A exposição, que pode

ser visitada até 27 de abril, será complementada com a realiza- ção de uma mesa redonda sobre

a “Turistificação do património arqueológico monumental”, a

realizar em data a confirmar.

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Quinta-feira 10 de março de 2016

Guarda está entre as regiões

com maior taxa de mortalidade

causada por cancro

Em 2014, 16.865 mulheres aderiram ao rastreio do cancro da mama e do colo do útero na ULS da Guarda, revela relatório da Direção-Geral da Saúde

A Guarda está entre as re- giões com mais casos de morte causada por cancro, revela o relatório “Portugal – Doenças Oncológicas em Números 2015”, realizado pela Direção-Geral da Saúde (DGS). De acordo com o estudo, a transformação epidemiológica da Oncologia tem conduzido a um aumento do número de novos casos anuais e a um crescimento

da idade média da população afe- tada. A DGS afirma que «o cancro

é uma das doenças do futuro (e

do presente), que para além de uma perspetiva clínica multidis- ciplinar, reclama uma abordagem política e social concertada». A

análise, divulgada na semana pas- sada, revela que a incidência de novos casos de tumores malignos

temvindoaaumentar:entre2009

e 2010 registou-se um aumento

de 4 por cento no país. A Guarda encontra-se entre as regiões com maior taxa de mortalidade pro- vocada por doenças oncológicas. Segundo os dados apresentados no relatório, em 2013 registou-se na Comunidade Intermunicipal

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A DGS afirma que «o cancro é uma das doenças do futuro (e do presente)»

das Beiras e Serra da Estrela uma taxa de mortalidade elevada em

cancros do estômago, do cólon, do reto, da mama e da próstata. Existem apenas três tipos da doença que não apresentam maior mortalidade na região: can- cro da traqueia, brônquios e pul- mão (região dos Açores), cancro da bexiga (Castelo Branco, San-

tarém e Portalegre) e cancro do colo do útero (Lisboa e Algarve). Assim, o estudo conclui que os resultados mais desfavoráveis en- contram-se nas zonas do interior do país. Em relação aos rastreios oncológicos de base populacional, a DGS diz que continuam a existir «assimetrias significativas na co- bertura geográfica». No caso do

rastreio do cancro da mama, em 2014 a Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda apresenta uma

taxa de adesão de 72,5 por cento:

em 13.661 mulheres convidadas

a fazer o rastreio, registaram-se

9.908 rastreadas. Já a ULS de Castelo Branco registou 6.116 mulheres rastreadas em 8.939 convidadas, o que corresponde a

68,4 por cento. O Agrupamento de Centro de Saúde (ACES) da Cova

da Beira contou com 689 rastreios em 2.420 mulheres convidadas (28,5 por cento). Já no rastreio do cancro do colo do útero, a ULS da Guarda convidou 12.944 mulheres e

6.957 aderiram, o que equivale

a uma percentagem de 53,7 por

cento. Segue-se o ACES da Cova da Beira com uma percentagem

de 53,1 por cento: 3.795 mulheres em 7.147 convidadas realiza- ram o rastreio. A ULS de Castelo Branco teve 3.947 rastreadas, das

7.889 convidadas, ficando com

uma taxa de adesão de 50 por cento. O trabalho da DGS conclui ainda que o cancro colo-retal é «uma prioridade indesmentível, pelo aumento crescente e pela

situação relativa do país». Desta forma, o Programa Nacional para as Doenças Oncológicas defende o alargamento dos

rastreios desta patologia a todo

o território nacional, uma vez que «só apostas na prevenção

poderão modificar sensivelmente

o atual panorama».

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À Descoberta de Talentos

Seis anos depois, a ADOT – Associação Desenvolver o Talento, da Guarda, volta a pro- mover uma exposição de novos artistas plásticos, desta vez no café-concerto do TMG até dia 31 de março. “À Descoberta de Talentos II” pretende ser, segundo a direção da associa- ção, uma oportunidade para aqueles que expressam «os seus sentimentos» através da pintura e um incentivo a que apareçam novos talentos. A mostra inclui óleos e acrílicos de autores que até agora nun- ca partilharam em público as suas telas, como Graciana Cruz, Isabel Amaral, Isabel Chegão, João Silveira, Patrícia Correia e Susana Proença Xavier.

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GUARDA

Fundado núcleo da Associação Saúde em Português

A Guarda já tem um nú- cleo da Associação Saúde em Português (ASP), Organiza- ção Não Governamental que promove a integração social

e comunitária com o objetivo

de «desenvolver integral- mente a pessoa humana, respeitando e assegurando os seus direitos e liberdades

fundamentais». A apresenta- ção pública deste organismo, dirigida pelo médico Fran- cisco Varela, decorreu na semana passada.

Quinta-feira 10 de março de 2016

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Rui Ventura Prémio
Rui Ventura
Prémio
10 de março de 2016 • • 9 Rui Ventura Prémio 16 Dezasseis anos a dar

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Dezasseis anos

a dar notícias

9 Rui Ventura Prémio 16 Dezasseis anos a dar notícias O INTERIOR assinala amanhã o 16º

O INTERIOR assinala amanhã o 16º aniversário,

com um jantar no Hotel Lusitânia durante o qual será

entregue a Rui Ventura, Presidente da Câmara de Pi-

nhel, o prémio à Personalidade do Ano 2015 das Beiras

e Serra da Estrela 2015. O galardão é uma peça criada

pelo escultor guardense Pedro Figueiredo.

Recorde-se que a eleição da personalidade do ano

foi a votos dos leitores durante o passado mês de ja-

neiro. Uma iniciativa que O INTERIOR pretende

repetir no próximo ano.

iniciativa que O INTERIOR pretende repetir no próximo ano. A cerimónia será presidida pelo Presi- dente

A cerimónia será presidida pelo Presi-

dente da Comunidade Intermunicipal Beira e

Serra da Estrela, e também autarca da Câmara

do Fundão, Paulo Fernandes.

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SABUGAL

Hábitos e comportamentos alimentares debatidos

O Centro Local de Apren-

dizagem da Universidade Aberta do Sabugal promove no sábado (17h30) uma sessão

de reflexão sobre os hábitos e comportamentos alimentares dos portugueses.

efetuado pela Activia, em con- junto com a Marktest, com uma análise do sociólogo Pedro Abrantes, também professor da Uab e investigador do ISC-

TE-IUL. A iniciativa, realizada em parceria com o município

e a Associação de Comércio e

Serviços do Distrito da Guarda,

tem entrada livre, mas com inscrições prévias.

A sessão decorre no Cen-

tro Dr. José Diamantino dos Santos, onde serão divulgados os resultados de um estudo

CELORICO DA BEIRA

Vaivém do Oceanário na Avenida da Corredoura

O “Vaivém Oceanário”

está em Celorico da Beira na próxima semana. De terça a sábado, o veí- culo estacionado na Avenida da Corredoura divulga o tema “Profissões dos Oceanos” jun- to da comunidade escolar do concelho e público em geral

através de experiências educa-

tivas interativas. Os visitantes têm à sua espera ações de acesso livre e gratuito. Com este projeto, o Oceanário quer alertar os portugueses para

a importância da educação

ambiental e da alteração de

comportamentos.

SEIA

Câmara comparticipa medicamentos a idosos

A Câmara de Seia tem

a decorrer, até dia 31 deste mês, as candidaturas ao Pro- grama Municipal de Compar- ticipação em Despesas com Medicamentos, destinado a

apoiar munícipes idosos e pensionistas por invalidez. Para o ano de 2016, a autar- quia destina uma verba de 5.000 euros para apoiar um total de 50 beneficiários.

TRANCOSO

Feira do Fumeiro com 25 mil visitantes

Cerca de 25 mil pessoas terão passado por Trancoso nos últimos dois fins-de-semana

para assistir à 13ª Feira do Fumeiro, dos Sabores e do Ar- tesanato do Nordeste da Beira, organizada pela AENEBEIRA - Associação Empresarial do Nor- deste da Beira e pela autarquia. Estes números permitem fazer um «balanço positivo», referiu o secretário-geral da AENEBEIRA, para quem «even- tos deste género contribuem para um acréscimo no volume de vendas dos expositores pre- sentes e comerciantes locais que de outra forma não acontece». Rogério Tenreiro considera

que a feira é «gratificante para quem participa, quer empresas, quer restaurantes, uma vez que se cria um efeito-âncora». Os dois domingos foram os dias com mais visitantes, que che- gam não apenas do distrito da Guarda, mas também de Viseu, Aveiro e Castelo Branco. «Esta

é a única feira do distrito que

é composta por produtores devidamente licenciados», su-

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blinha o responsável. Muitos dos visitantes que por ali passaram vão até à Amendoeiras em Flor e «Trancoso torna-se um ponto de paragem obrigatório». O maior certame do género na região decorreu no Pavilhão Multiusos para divulgar e pro- mover os produtos endógenos e produtores regionais que operam

nas NUT III da Beira Interior Nor-

te, Serra da Estrela, Cova da Beira, Dão Lafões e Douro. Este ano par-

ticiparam cerca de 95 expositores de enchidos e fumados, queijos, pão, doçaria regional, vinhos, mel, azeites e ainda artesanato regio- nal. No espaço da feira apenas foi permitida a presença de produ- tores devidamente licenciados provenientesdaquelesterritórios. A feira contou também com uma mostra de suínos da raça bísara, assinalando a reintrodução e exploração desta raça autóctone na região das Beiras.

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TRANCOSO

Transportes escolares gratuitos para alunos do secundário

A Câmara de Trancoso deliberou

isentar do pagamento dos transportes escolares todos os alunos do secun- dário, independentemente do seu escalão, que estudem no concelho no próximo ano letivo. Com esta medida a autarquia pretende «estimular e incentivar as

pessoas e as famílias à fixação no con- celho», sublinhando, em comunicado, que é «oportuno e fundamental» para

o município «assegurar que os alunos optem por estudar em Trancoso» e ali permaneçam «o maior número de anos possível».

ALMEIDA

Biblioetca promove leitura no centro de saúde

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A Biblioteca Municipal Maria Na-

tércia Ruivo, em Almeida, deu início ao

projeto “BiblioSaúde”, de promoção da leitura no centro de saúde da sede do concelho e na extensão de saúde de Vilar Formoso. Enquanto esperam pelas con- sultas ou exames, os utentes destas unidades têm à sua disposição lotes de livros que podem ler ou folhear

para se manterem distraídos. Com esta iniciativa, que se junta ao “Bibliocafé”,

a biblioteca espera promover a leitura

em diferentes espaços do concelho, «reforçar o trabalho em rede entre instituições locais e contribuir para a redução dos níveis de iliteracia».

FIGUEIRA DE CASTELO RODRIGO

Mais 300 amendoeiras na Marofa

O município procedeu à plantação

de 300 amendoeiras no lado sul da

Serra da Marofa. Com esta iniciativa,

a autarquia pretende fomentar o culto

por este tipo de árvore, que caracteriza

o concelho. «As amendoeiras são um marco simbólico para Figueira de

Castelo Rodrigo e, nesta época do ano, proporcionam uma paisagem magní- fica, cobrindo os campos de branco

e rosa com as suas flores», refere a autarquia em comunicado.

ACESSIBILIDADES

Deputados do CDS-PP questionam

Governo sobre IC6, IC7 e IC37

Um grupo de deputados do CDS-PP na Assembleia da República quer saber quais são os planos do atual Governo para «a construção/conclusão» dos itinerários complementares IC6, IC7 e IC37, na corda da Serra da Estrela. Num requerimento endereçado ao ministro do Planeamento e das Infraestru- turas na sexta-feira, Assunção Cristas, Ana Rita Bessa, Hélder Amaral, Pedro Mota Soa-

res e Cecília Meireles perguntam se a tutela reconhece «a importância do IC6 (Tábua/ Oliveira do Hospital/Seia/Covilhã), IC7 (Seia/Gouveia/Celorico da Beira) e IC37 (Viseu/Seia) como fundamentais ao desen- volvimento da região Centro e na ligação entre as duas partes da Serra da Estrela». E também se aquele ministério tem previsto «o planeamento/calendarização para a construção/conclusão» dos referidos IC’s, cuja concretização os autarcas da região e

a

Comunidade Intermunicipal das Beiras

e

Serra da Estrela têm vindo a considerar

«uma necessidade urgente» por serem liga- ções «fundamentais para a competitividade

e coesão da região». Os IC’s em causa contribuem ainda para «aproximar as distâncias entre as

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Autarcas da região e Comunidade Intermunicipal consideraram estas estradas «uma necessidade urgente»

várias localidades serranas e facilitar a mo- bilidade de pessoas e o transporte de mer- cadorias», sustenta o requerimento. «Do ponto de vista económico e empresarial, estes itinerários representam a solução de um grave problema de acessibilidade mas, também, e fundamentalmente, perspeti- vam a criação de condições que poderão

vir a viabilizar mais investimento e empre- endedorismo a nível local, podendo vir a permitir o pleno aproveitamento de todas as potencialidades ambientais, industriais e turísticas da região e, assim, contribuir para a inversão do ciclo socioeconómico regressivo», defendem os subscritores do requerimento.

SERRA DA ESTRELA

Candidatura serrana no Fórum Português de Geoparques

A candidatura da Serra da Estrela

a Geopark Mundial da UNESCO integra,

como membro observador, o Fórum Português de Geoparques, entidade que funciona sob a égide da Comissão Nacio-

nal da UNESCO.

A adesão foi formalizada na pas-

sada sexta-feira após aprovação dos

restantes membros daquele organismo (Geopark Naturtejo, Arouca Geopark, Geopark Açores e Geopark Terras de Cavaleiros), numa reunião realizada no Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa. Segundo a equipa que gere o

processo, sob coordenação do IPG, está assim cumprida mais uma etapa da can-

didatura do Geopark Estrela à UNESCO, território que envolve os municípios de Belmonte, Celorico da Beira, Covilhã, Fornos de Algodres, Gouveia, Guarda, Manteigas, Oliveira do Hospital e Seia, um território com mais de 2 mil quilómetros quadrados e aproximadamente 170 mil habitantes.

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FIGUEIRA DE CASTELO RODRIGO

Nova associação quer valorizar património dos dois lados da fronteira

A promoção da investi-

gação científica, a defesa e a valorização do património natural e cultural dos dois la- dos da fronteira são objetivos

da Ribacvdana - Associação de Fronteira para o Desenvol- vimento Comunitário criada recentemente no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. Presidida por Carlos d’Abreu, esta entidade é com- posta por cerca de 30 sócios portugueses, galegos, leone- ses e castelhanos e tem sede naquela vila do distrito da Guarda, mas tem um âmbito de atuação ao longo da raia transmontana e beirã, cor- respondendo às províncias espanholas de Ourense, León, Zamora, Salamanca e Cáce- res. «A Ribacvdana tem por

fim implementar um Plano de Desenvolvimento Social e Comunitário que, por sua vez, pretende, de forma genérica e global, melhorar as condições de vida das populações do território, através da forma- ção profissional no âmbito da cadeia de valor do património, da investigação à receção», disse aquele responsável. A associação pretende desen- volver um projeto de criação artística, apresentar uma peça de teatro designada “Sabor da Terra” e um espetáculo multidisciplinar com inclusão das comunidades, bem como instituir o Plano de Formação e Desenvolvimento Comunitário “Novos Desafios” no âmbito das competências do patrimó- nio cultural e ambiente.

FUNDÃO

Inscrições abertas para o “Ignite Your Future”

A Altran Portugal, o mu-

nicípio do Fundão e a UBI promovem entre 20 de março

e 1 de abril o “Ignite Your Fu- ture”, um evento tecnológico especialmente dirigido a es- tudantes do secundário que tenham vontade de adquirir competências no domínio das novas tecnologias.

A iniciativa decorre du-

de todos os estudantes par- ticipantes, orientando-os para uma potencial escolha de um

curso superior nesta área». Ao mesmo tempo, a organiza- ção espera dar a conhecer o potencial da região enquanto destino competitivo para a fixação de empresas e pro- fissionais do setor das TIC.

A participação no evento é

rante as férias da Páscoa e vai proporcionar a cerca de 150 jovens, entre o 9º e o 12º ano de escolaridade, a opor- tunidade de frequentarem um

gratuita e inclui refeições, se- guro e acompanhamento dos estudantes pelas entidades responsáveis do programa. As inscrições já estão a decorrer

programa de aprendizagem

e

são abertas a jovens de todo

e

competição sobre compo-

o

país. O alojamento também

nentes técnicas e tecnológicas

contato direto e interativo

é

gratuito para os primeiros

durante cinco dias no Fundão. O objetivo é «promover um

com processos de tecnologia avançada de programação e construção de protótipos junto

100 inscritos não residen- tes na região do Fundão. Os melhores classificados terão direito a prémios. Mais infor- mações em www.facebook. com/ignite.fundao.

Mais infor- mações em www.facebook. com/ignite.fundao. AGRADECIMENTO Maria Odete Saenz de Menezes Cardoso Camilo
Mais infor- mações em www.facebook. com/ignite.fundao. AGRADECIMENTO Maria Odete Saenz de Menezes Cardoso Camilo

AGRADECIMENTO

Maria Odete Saenz de Menezes Cardoso Camilo

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20/03/1938 • 24/02/2016

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Cardoso Camilo ------ 20/03/1938 • 24/02/2016 ------ A família agradece reconhecida e sensibilizada a todos

A família agradece reconhecida e

sensibilizada a todos quantos

a apoiaram e acompanharam na

despedida da querida mãe e avó.

Governo deve recuperar ferrovia

Pocinho-Barca d’Alva

para fins turísticos

Deputado Santinho Pacheco defende intervenção do Estado em requerimento apresentado na Assembleia da República

AR
AR

Linha está classificada como monumento do lado espanhol

O Governo deve assumir «a

responsabilidade» de recuperar

a via férrea entre o Pocinho (Vila Nova de Foz Côa) e Barca d’Alva (Figueira de Castelo Rodrigo) para fins turísticos, defende o deputado Santinho Pacheco (PS).

O eleito pelo círculo da

Guarda já solicitou ao Governo o início do processo de classi- ficação da linha como bem de interesse cultural e a sua requa-

lificação em missiva enviada ao

ministro das Infraestruturas e

Planeamento, Pedro Marques,

e à secretária de Estado do Tu-

rismo, Ana Mendes Godinho. No documento, o parlamentar re- corda que este troço da linha do Douro, desativado e encerrado ao tráfego ferroviário há quase 30 anos, encontra-se hoje «num

estado de absoluto abandono e destruição da via e estações do percurso, que a breve prazo será irreversível». Santinho Pacheco

acrescenta também que é a única linha ferroviária do país

que atravessa dois Patrimónios Mundiais da UNESCO: o Douro Vinhateiro e o Parque Arqueo- lógico do Vale do Côa. «É uma linha centenária

perfeitamente integrada na pai- sagem dos socalcos durienses, entre amendoeiras e vinhedos, com um enorme potencial e uma mais-valia para reforçar o Vale do Douro enquanto des- tino turístico internacional», sublinha o deputado socialista,

lembrando que o presidente da Diputación de Salamanca já anunciou que o troço de 17 quilómetros entre La Fregeneda (Espanha) e Barca d’Alva vai ser recuperado para fins turísticos. Santinho Pacheco espera que a Linha do Douro seja um «projeto âncora» do desenvolvimento do território e que ajude a viabilizar investimentos privados e públi-

cos, como o Museu do Côa. Em dezembro vão assinalar-se os 129

anos da conclusão da construção da Linha do Douro com a abertura do troço entre La Fuente de San Esteban (Salamanca) e Barca d’Alva, que em tempos idos per- mitiu ligar o Porto a Salamanca. A construção desta ferro- via, que segue pelas devesas do campo salmantino e entra em Portugal junto ao Douro, foi iniciada em 1883, inaugurada em 1887 e encerrada há cerca de 29 anos. Considerada «um exemplo de engenharia civil único», o Ministério da Cultura espanhol classificou-a como Bem de Interesse Cultural, com

a categoria de monumento. Mas

deste lado da fronteira a via está totalmente votada ao abandono,

apesar de, em 2009, ter sido as- sinado um acordo para a reabi-

litação do troço entre o Pocinho

e Barca d’Alva.

ALMENDRA

Espaço do Cidadão já funciona

O Espaço do Cidadão de

Almendra foi inaugurado no domingo naquela freguesia do concelho de Vila Nova de Foz Côa. Esta estrutura surge no âmbito do Programa Aproximar, promovido pelo anterior Gover- no, e contempla a prestação on- line de diversos tipos de serviço da administração pública. Entre os serviços disponibilizados

através da Internet contam-se os pedidos de renovação de carta de condução, a requisição de certidões, os pedidos de al- teração de morada do cartão do cidadão, a marcação de renova- ção de autorização de residência para cidadãos estrangeiros, a submissão de candidaturas ao Porta 65 ou o envio de documen- tos para a ADSE. «Servir melhor

o cidadão, proporcionando-lhe

um modelo de atendimento mais conveniente, mais rápido e mais próximo, reforçar a coesão territorial e social», é o objetivo do programa. O município de Vila Nova de Foz Côa foi con- templado com três Espaços do Cidadão nas suas três vilas, Almendra, Cedovim e Freixo de Numão.

Quinta-feira 10 de março de 2016

Quinta-feira • 10 de março de 2016 • • 1 3

13

Opinião OVO DE COLOMBO Audiofiili #18 DR João Gonçalves Este trabalho passa-se no mesmo Estamos
Opinião
OVO DE COLOMBO
Audiofiili #18
DR
João Gonçalves
Este trabalho passa-se no mesmo
Estamos em março. Para
além do tempo começar a me-
lhorar, é uma ótima altura para
fazer uma pequena retrospetiva
dos lançamentos dos últimos
dois meses.
Em primeiro lugar, “Painting
With”, de Animal Collective. O dé-
cimo álbum de originais da banda
de Baltimore apresenta-se ao
mundo com um certo dissabor.
Apesar de ter criado altíssimas
expectativas com “FloriDada”,
o single antecipado de “Painting
With”, o resultado final chega-
nos como uma iteração menos
interessante, menos colorida e
menos psicadélica daquilo que
se esperava. Os truques vocais
entre Panda Bear e Avey Tare
inundam todo o álbum que não
mostra muita variedade mesmo
até ao nível sonoro. O melhor
momento de “Paiting With” é
claramente “Golden Gal”. Aceita-
se a argumentação de que este
álbum pode não ser de digestão
fácil, tal como não foi “Centipede
Hz”. Talvez com o tempo tenha-
mos outra perspetiva sobre esta
edição.
Em segundo lugar, os vila
condenses Sensible Soccers
apresentam-nos o seu segundo
longa-duração, “Villa Soledade”.
universo que “8”, ancorando-se a
uma sonoridade etérea que deixa
qualquer português orgulhoso. A
evolução que se sente em “Villa
Soledade” é um maior ímpeto
musical, como se pode ler em
“Nunca Mais Me Esquece”. Muito
material deste segundo álbum
pode ser considerado um lado
B de álbum anterior, mas para
quem gostou de “8” isso só soa
bem. Tal como soam “Clausura”
e “Shampom”.
Em terceiro lugar, a sur-
presa da semana anterior e
campeão do Audifiili de 2015,
Kendrick Lamar. Sem avisar,
Kendrick Lamar dá ao mundo
“untitled unmastered”, um
conjunto de músicas soltas
sem edição que nada devem às
composições presentes em “To
Pimp a Butterfly”. Algumas des-
tas músicas já eram conhecidas
de atuações nos programas
televisivos “The Colbert Report”
e “The Tonight Show With
Jimmy Fallon”. Liricamente, o
zénite desta compilação, que
é mais isso que se pode cha-
mar, é “05.28.2013”, trazendo
a temática da discriminação
interracial para a mesa numa
época tão sensível como a de
hoje. Deve-se ainda atenção a
“09.21.2014” e “06.30.2014”.

PINHEL

“Não há Pai” no São Luís

No sábado (21h30) o Ci- neteatro São Luís, em Pinhel,

recebe a comédia “Não há Pai”, com direção de Tozé Martinho e Jorge Sequerra.

A peça conta a história de

um casal com valores tradicio- nais que descobre que a filha

está grávida. Ficam chocados

com a notícia, sobretudo pelo facto da jovem não ter noivo, pelo que é necessário arranjar- lhe um. Trata-se de uma comé- dia de costumes da autoria de

Júlio Mathias que será inter- pretada por Rita Simões, Miguel Linares, Carla Janeiro, Ana Paiva e Tozé Martinho.

POESIA

Novo livro de Maria Afonso

Maria Afonso apresenta o seu último livro, “(eu diria que nevava)”, sábado à tarde (16 horas) na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, na Guarda.

A autora escreveu “Cader-

no Asa de Azul”, da coleção “O Fio da Memória”, editado pela

Câmara da Guarda, e o livro de poesia “Todos os silêncios”. Participou em várias coletâne- as de poesia e em dezembro de 2015 foi selecionada entre

sete poetas para integrar a antologia “7 Luas”, da Editora Lua de Marfim.

TMG

João Reis e Ana Nave revelam “Portugal, Meu Remorso”

João Reis e Ana Nave evo- cam Alexandre O’Neill em “Por- tugal, Meu Remorso”, que será apresentado sábado à noite na caixa de palco do grande au- ditório do TMG. Trata-se de um tributo as- sumido «das nossas inquieta- ções e incertezas, da nossa admiração pelo poeta que apos- tava tudo na vida “mesmo que errada”», referem os atores a propósito deste trabalho que

também dirigem artisticamente. «Verbalizar os dislates da vida e do amor à luz de um país incerto

é um exercício que na escrita e

na personalidade de O´Neill se transforma numa espécie de com- bustível sem limites, desígnio per- feito para uma vida inspirada», acrescentam, considerando que

«seria difícil imaginar uma cabeça mais feérica e tão distintamente

DR
DR

irónica» como a de Alexandre O´Neill para, «na possibilidade de uma travessia pelo Portugal dos nossos dias (o país europeu com tiques e vícios de ontem) lhe dar um sentido à altura das suas enormes encruzilhadas».

Se em muitos aspetos O´Neill foi

um poeta incompreendido e in- decifrável, é certo que se tornou um dos grandes do século XX, com vida cheia e literalmente profícua e a contaminar tantas

e tantas criaturas.

LITERATURA

Menção honrosa para João Morgado

O escritor João Morgado obteve uma menção honrosa no Prémio Literário Alves Redol 2015 com o conto “Os Seios”. Trata-se de um texto sobre a vida de uma mulher através das mudanças físicas dos seus seios. Segundo o autor, «foi uma ousadia, já que se trata de uma

pequena e singular história de

apenas quatro páginas, não mais que isso». Nesta edição

o júri distinguiu Carlos Caeiro

com o “O homem que quase perdeu a mão”, «um conjun- to de contos que articulam estórias singulares de gente comum». Os prémios serão entregues na Biblioteca Muni- cipal de Vila Franca de Xira, no dia 22 de abril. No ano passado

o escritor natural da Covilhã venceu, sob pseudónimo, a

primeira edição do Prémio de Poesia Manuel Neto dos Santos, bem como os prémios

Nacional de Literatura Lions

de Portugal, Fundação Dr. Luís

Rainha “Correntes D’Escritas” e

Alçada Baptista. Em 2012 tinha sido galardoado com o Prémio Literário Vergílio Ferreira.

GOUVEIA

Iolanda Martins Antunes vence Prémio Literário Vergílio Ferreira

O Prémio Literário Vergílio

Ferreira 2016 foi atribuído à obra “Dor de Ser Quase, Dor Sem Fim”,

de Iolanda Martins Antunes.

O galardão instituído pela

Câmara de Gouveia destina-se

a homenagear o romancista na-

tural de Melo, naquele concelho, cujo centenário do seu nasci- mento está a ser comemorado este ano, e a incentivar a produ- ção literária. O júri constituído por José Correia Tavares (Asso- ciação Portuguesa de Escrito- res), Cristina Robalo Cordeiro (Associação Portuguesa dos Críticos Literários) e Alípio de Melo (representante da autar- quia) escolheu por unanimidade

DR
DR

o romance da professora de Filo-

sofia no agrupamento de escolas Dra. Laura Ayres, em Quarteira, onde coordena também o jornal escolar. Iolanda Martins Antunes

é natural de Sintra e licenciada em

Filosofia pela Faculdade de Letras

da Universidade de Lisboa, tendo

enveredado pela carreira docente em 1995.

Segundo o município, este é

o seu primeiro romance, tendo

sido candidatadas 78 obras ao Prémio Literário Vergílio Fer- reira, das quais quatro foram excluídas «por não obedecerem

ao regulamento», indicou a autarquia. O galardão, no valor pecuniário de 5.000 euros, vai

ser entregue no decorrer de uma cerimónia pública, em agosto, na abertura das festas de Gouveia.

O galardão distingue bienal-

mente, de forma alternada, um

romance e um ensaio literário, tendo sido instituído em 1997.

ARTES

Eduardo Nunes expõe na Tinturaria

Está patente na galeria Tin- turaria, na Covilhã, a exposição de pintura e escultura “Covilhã Paisagem (Parte III)”, de Eduar- do Nunes. Natural de Constância, o artista plástico cursou Equipa-

mento e Decoração na Escola

António Arroio e possui o curso de Restauro e Manufatura de Azulejo da Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra. Atualmente frequenta

o quarto ano vertente pintura,

na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, e possui o Curso de Desenho da Sociedade Nacional de Belas Ar- tes. A exposição estará patente ao público até 5 de abril e tem

entrada livre.

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1 4 • • Quinta-feira • 10 de março de 2016 Publicidade

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Quinta-feira 10 de março de 2016

Quinta-feira • 10 de março de 2016 • • 1 5

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Sp. Covilhã não perde há quatro jogos

Serranos receberam e derrotaram o Santa Clara por 1-0 na 33ª jornada da IIª Liga

Um golo de Diogo Ribeiro valeu, no sábado, a quinta vitó- ria consecutiva do Sporting da Covilhã na IIª Liga. Os serranos receberam e derrotaram o Santa Clara por 1-0 na 33ª jornada. Os locais foram superiores desde o início da partida e a formação mais rematadora, pe- rante um adversário cauteloso e sempre à espera de uma oportu- nidade para surpreender. Logo nos primeiros minutos, Soares, Díez e Diogo Ribeiro assustaram o guardião açoriano. Na respos- ta, Taborda sacudiu o remate de Carraça e depois defendeu a bola endossada por Hugo Santos. Os avançados Díez e Diogo Ribeiro voltaram a ameaçar e, aos 32’, foi João Dias, em cima da linha, a evi- tar o golo de calcanhar do serrano Joel. Clemente ripostou e, no mi-

nuto seguinte, Díez, num remate

à meia-volta, testou a atenção de Pedro Freitas. Os covilhanenses acabaram por inaugurar o mar- cador aos 41’, numa jogada de

entendimento entre Traquina e Tiago Moreira, que cruzou para Diogo Ribeiro finalizar. No segundo tempo, o Covi- lhã surgiu a trocar bem a bola e a criar situações de perigo. Carlos Pinto reforçou o o ataque dos vi- sitantes, mas os locais continu- aram a ser autoritários e única equipa a procurar o golo. Díez, em resposta a um livre batido por Traquina, obrigou Pedro Freitas a defesa apertada aos 71’. Até ao apito final, os leões da serra continuaram a tentar aumentar a contagem, perante um Santa Clara inofensivo, mas

o marcador não se alterou.

KARATE

Rita Morgado campeã nacional

DR
DR

A karateca guardense Rita

Morgado (Academia Egitaniense de Karate Shotokan) sagrou-se

campeã nacional sénior e de sub-21 nos campeonatos reali- zados em Ponte de Sor no último fim-de-semana, numa organiza- ção da Federação Nacional de Karate – Portugal.

A jovem, que no ano pas-

sado foi vice campeã nacional nestas duas provas, fez o pleno

desta vez ao vencer em kata. É

mais um bom resultado para Rita Morgado (ao centro, na foto), que obteve uma meda-

lha de bronze na mesma mo- dalidade no Europeu sub-21, disputado em Chipre no início do mês de fevereiro. Graças a este resultado, a karateca pode agora sonhar com uma possível

participação no Campeonato Europeu Sénior agendado para

a cidade francesa de Montpellier, entre 5 e 8 de maio.

Ficha de Jogo

Árbitro: João Bento (Santarém) Árbitros auxiliares: Nuno Ferreira e Samuel Dionísio

E. José Santos Pinto, Covilhã

Sp. Covilhã

1

Taborda, Tiago Moreira, Zé Pedro, Joel, Soares, Gilberto, Diarra, Xeka (Davidson, 62’), Traquina, Diogo Ribeiro (Fabinho, 75’) e Éder Díez (Elton, 90’) Treinador: Francisco Chaló

Santa Clara

0

Pedro Freitas, João Dias, Gustavo, Accioly, Igor, Carraça, Jimmy (Ham- dou, 60’), Ruben Saldanha, Hugo Santos (Lucas, 77’), Rafael Batatinha (Ellafi, 60’) e Clemente Treinador: Carlos Pinto

Golos: Diogo Ribeiro (41’)

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Carraça (48’), Tiago Moreira (51’), Accioly (64’), Gustavo (82’), Igor (86’) e Diarra (88’).

Filipe Pinto - Foto Académica
Filipe Pinto - Foto Académica

Covilhanenses dominaram partida frente a açorianos cautelosos

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IRMANDADE DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE FORNOS DE ALGODRES
NIPC: 506 583 058
SEDE SOCIAL: Rua Drº. Fernando Menano, Fornos de Algodres
No uso dos poderes que me são conferidos pelo disposto no nº 2 alínea c) do Artº 22º do
COMPROMISSO DA IRMANDADE DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE FORNOS
DE ALGODRES, convoco uma Assembleia Geral Ordinária para o dia 31 de Março
de 2016 às 20:00 horas no, Centro Cultural de Fornos de Algodres, (Antigo posto
da GNR) com a seguinte Ordem de Trabalhos:
1. PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA
2. APRECIAÇÃO, DISCUSSÃO E APROVAÇÃO DO RELATÓRIO E CONTAS
DE 2015
3. APROVAÇÃO DA DELIBERAÇÃO DA MESAADMINISTRATIVA DAALIENAÇÃO
DOS IMOVÉIS (1 APARTAMENTO E 1 RÉS DO CHÃO) SITOS NA RUA DO
PASSADIÇO LISBOA.
4. OUTROS ASSUNTOS DE INTERESSE E INFORMAÇÕES GERAIS PARA A
IRMANDADE DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE FORNOS DE ALGODRES.
Se à hora agendada não se encontrar reunido o quórum imposto pelo nº1 do Art.º 24º do
Compromisso da Santa Casa da Misericórdia de Fornos de Algodres, correspondente
à maioria dos Irmãos Inscritos a Assembleia reunir-se-á, no mesmo local, 30 (Trinta)
minutos após a hora da primeira convocação, com qualquer número de presenças, nº
2 do Art. 24º. do citado Compromisso.
Os documentos em análise estarão disponíveis para todos os irmãos, nos Serviços
Administrativos da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Fornos de Algodres a
partir do dia do 28 de Março de 2016, podendo para o efeito serem solicitados.
Fornos de Algodres, 02 de Março, 2016
O Presidente da Assembleia Geral
(António Manuel Pina Fonseca)
O Interior, nº 846 de 10/03/2016
PUB Convocatória Ao abrigo do art n.º 27 alínea b) convocam-se todos os sócios da
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Convocatória
Ao abrigo do art n.º 27 alínea b) convocam-se todos os sócios da Casa do Povo de
Bendada para uma reunião de Assembleia-Geral que irá decorrer no próximo dia 20 de
Março pelas 14 horas e 30 minutos na sede da associação.
A assembleia terá a seguinte ordem de trabalhos:
1) Aprovação do relatório e contas do exercício do ano de 2015.
Se à hora marcada não se verificar o número legal de associados com direito a voto, será
a mesma realizada 30 minutos depois com qualquer número de associados presentes.
Bendada, 29 de Fevereiro de 2016
A
Presidente da Assembleia-Geral
Delfina Janela Pires Fernandes
Notas:
- A chamada dos sócios com direito a voto será feita à entrada de acordo com a lista
de associados;
-
De salientar que apenas os sócios com mais de um ano de inscrição e com quotas
em dia terão direito a voto.
O
Interior, nº 846 de 10/03/2016
PUB CONVOCATÓRIA Convoco todos os Senhores Associados, nos termos da alínea a) do artigo 34º
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CONVOCATÓRIA
Convoco todos os Senhores Associados, nos termos da alínea a) do artigo 34º e número
1 do artigo 38º dos Estatutos, para a reunião da Assembleia Geral Ordinária desta
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Pinhelenses, pelas 21.00 horas do
dia 20 de Março de 2016, a ter lugar na sede social, sita no Largo Capitão Azevedo,
cidade de Pinhel, com a seguinte
ORDEM DE TRABALHOS
Ponto primeiro: Análise, discussão e votação da acta da última Assembleia;
Ponto segundo: Apresentação, discussão e votação do relatório de conta de gerência do
ano de 2015 e tomada de conhecimento do parecer do Conselho Fiscal;
Ponto terceiro: outros assuntos de interesse para a colectividade.
Notas:
1) Nos termos do art. 39º, nº1 dos Estatutos, se à hora marcada não se encontrarem
presentes 50% dos associados, a mesma começará 30 minutos depois com qualquer
número.
2) Os documentos em discussão estão disponíveis, para consulta, na secretaria, dentro
do horário normal, nos oito dias anteriores à data da reunião. (art. 37º, nº2, al. c)
Pinhel, 11.Março.2016
O Presidente da Assembleia Geral
Alexandre Manuel Pinto Raposo, Dr.
O Interior, nº 846 de 10/03/2016

Quinta-feira 10 de março de 2016

Quinta-feira • 10 de março de 2016 • • 1 7

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FUTEBOL DISTRITAL

Gouveia intocável na Iª Divisão e São Romão de novo líder na IIª

Tudo na mesma no Distrital da Iª Divisão da Guarda após a 19ª jornada. No

domingo, Gouveia, Mêda e Trancoso vence- ram e mantêm-se, por esta ordem, nos três primeiros lugares da classificação.

O Desportivo de Gouveia recebeu e

derrotou por 2-0 o Fornos de Algodres e o Sp. Mêda, segundo classificado, cilindrou o Vilar Formoso por 6-1 na vila raiana con-

tinuando a 13 pontos do líder. Por sua vez, o Trancoso ganhou 3-0 ao Vila Cortês do Mon-

dego.Aseguir,oVilanovensesfoiempatar1-1

em Aguiar da Beira e o Pinhelenses derrotou

o Figueirense por 4-0. Já o Manteigas ganhou

em casa ao Soito por 2-1. No fundo da tabela,

o Celoricense venceu o lanterna vermelha Vila Franca das Naves por 3-2.

Na IIª Divisão, o São Romão voltou a liderar o campeonato. A equipa do concelho de Seia tem mais um ponto que o Estrela de Almeida depois de ganhar ao Foz Côa por

2-0, jogo em atraso relativo à 10ª jornada,

e de vencer no domingo em Casal de Cinza,

penúltimo, por 1-0. Por sua vez, o Almeida, que tem 29 pontos, foi ganhar a Freixo de Numão por 3-2 e o Mileu, terceiro classificado com 22 pontos, derrotou o Foz Côa por 2-0. Sorte diferente teve a outra equipa da cidade mais alta, já que o Guarda Unida perdeu 4-1 na receção ao Paços da Serra e ocupa o

sexto lugar da geral. O último lugar da prova

é ocupado pelo Freixo de Numão, que tem apenas 4 pontos.

ATLETISMO

CA Seia terceiro no Nacional de pista coberta

A equipa masculina do Centro de

Atletismo de Seia (CAS) foi terceira classificada na Iª Divisão do Nacional

de Clubes em Pista Coberta, realizado em Pombal no fim-de-semana.

O título foi para o Benfica pela

quinta vez consecutiva, com mais 4,5 pontos que o Sporting, mas a surpresa destes campeonatos foi protagonizada pelos senenses, que alcançam o pódio da competição pela primeira vez, com 65,5 pontos. Em termos individuais destaque para o segundo lugar de Hélio

Vaz (60 metros barreiras), os terceiros de Nuno Lopes (1.500 e 3.000 metros) e Rui Coelho (5.000 metros marcha). Nas senhoras, a equipa da ACR Senhora do Desterro (São Romão, Seia) terminou

na quarta posição, atrás de Sporting, Benfica e Juventude Vidigalense. Jen- nifer Gomes venceu no salto em altura, com a marca de 1,71 metros, enquanto Amélia Vitorino (1.500 metros) e Rita Ribeiro (800 metros) foram segundas. Já Rute Limpo terminou a final dos 60 metros na terceira posição.

NATAÇÃO

Guardenses destacam-se no Regional

O Clube de Natação da Guarda (CNG)

obteve 17 primeiros lugares, 19 segundos

e 17 terceiros no Campeonato Regional de

Infantis, Juvenis e Absolutos que decorreu em Ponte de Sor no final de fevereiro. O CNG competiu com 17 nadadores em diferentes categorias, tendo sido batidos

alguns recordes individuais e do clube. Foi o caso de Marco Costa, que conseguiu cinco primeiros lugares, dois segundos e

um terceiro, e de Nícia Ferreira, com quatro vitórias, 2 segundos lugares e um terceiro. Já Simão Dias, Pedro Tavares, Hugo Nunes

e Inês Alves subiram várias vezes ao lugar

mais alto do pódio. Esta prova é a mais importante da época de inverno na Asso- ciação de Natação do Interior Centro. Este

fim-de-semana, Pedro Tavares compete no

Campeonato Nacional de Juvenis, Juniores

e Absolutos, em Oeiras.

MONTANHA

Paulo Gomes vence 12 kms Manteigas-Penhas Douradas

Paulo Gomes (Benaven- tense) venceu no domingo os 12 kms Manteigas-Penhas

Douradas, a mais antiga cor- rida de montanha realizada em Portugal.

O atleta de Celorico

da Beira concluiu a subida em 48mn51s8’, menos 59 segundos que Pedro Arsé- nio (Reboleira). O terceiro classificado foi José Carvalho (Académico de Mogadouro), com o tempo de 50mn25s5’. Nas senhoras venceu Emilia Kumós Pisoei- ro (Benfica), com a marca de 1h01mn43s, seguida de Lucinda Moreiras (FC Penafiel) e de Lurdes Pereira (Taipas). Organizada pelo Centro Cultural e Desportivo dos Trabalha- dores da Câmara Municipal de Manteigas, em colaboração com a autarquia, a prova incluiu também uma caminhada e uma corrida de BTT. A partida aconteceu em

DR
DR

frente aos Paços do Concelho e a meta

ficou instalada a 1.500 metros de altitude.

A competição faz parte do Troféu Spiridon e

do Circuito Nacional de Montanha e contou aproximadamente com cerca de oitocentos participantes, oriundos de vários pontos do país e do estrangeiro. Tal como no ano passado, parte da receita com inscrições reverteu para a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV).

Classificações

Primeira Liga

de Apoio à Vítima (APAV). Classificações Primeira Liga IIª Liga Distrital de Futsal Nacional de Seniores

IIª Liga

à Vítima (APAV). Classificações Primeira Liga IIª Liga Distrital de Futsal Nacional de Seniores - Série

Distrital de Futsal

Classificações Primeira Liga IIª Liga Distrital de Futsal Nacional de Seniores - Série E Iª Divisão

Nacional de Seniores - Série E

Liga Distrital de Futsal Nacional de Seniores - Série E Iª Divisão de Futsal Iª Divisão

Iª Divisão de Futsal

Nacional de Seniores - Série E Iª Divisão de Futsal Iª Divisão Distrital da Guarda IIª

Iª Divisão Distrital da Guarda

Nacional de Seniores - Série E Iª Divisão de Futsal Iª Divisão Distrital da Guarda IIª

IIª Divisão Distrital da Guarda

Nacional de Seniores - Série E Iª Divisão de Futsal Iª Divisão Distrital da Guarda IIª

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1 8 • • Quinta-feira • 10 de março de 2016

Quinta-feira 10 de março de 2016

J o r g e N o u t e l * crónica POLÍTICA Eunucos,

Jorge Noutel * crónicaPOLÍTICA

Eunucos, moscas, morte e coisas que tais

Zeca Afonso cantou um dia, em tempos conturbados

e de grande exaltação, que “Os eunucos devoram-se a si

mesmos/Não mudam de uniforme, são venais/E quando os mais são feitos em torresmos/Defendem os tiranos contra os pais”. Vem isto a propósito da contratação da ex-ministra das finanças de Passos Coelho para administradora não executiva do grupo Arrow Global, o tal que tem em Portugal clientes como o Banif, o Millennium BCP ou o Montepio. Na verdade, Passos Coelho, reagindo à polémica assim causada, pergun- tou na sua habitual linguagem de adolescente antissocial se os portugueses queriam que os políticos se transformassem em eunucos… Num país com imensos exemplos de ex-governantes acomodados em empresas ligadas aos universos que tu- telaram durante o exercício das suas funções públicas, o curioso é assistir-se à indignação do ex-primeiro-ministro para com a indignação dos cidadãos. De facto a tradição é uma coisa terrível. Sobretudo quando os políticos se têm transformado em paxás e não em eunucos como quer fazer crer Passos Coelho. Perante a proposta de submeter o assunto a uma subcomissão de ética do Parlamento fiquei sem perceber se Passos Coelho considera os respetivos deputados como eunucos, paxás, ou outra coisa qualquer. É que muitos desses deputados ainda não arranjaram um tacho como o de Maria Luís Albuquerque, a tal que Passos Coelho não quer que seja um eunuco e que por isso só pode mesmo ser um paxá. Na dúvida, sabendo nós que devido ao facto de o regime jurídico das incompatibilidades ter uma malha tão cheia de

buracos, alçapões e saídas de emergência que é mais fácil a um santo ir para o inferno do que um deputado ser sancionado pela tal subcomissão, perdi-me na reflexão sobre as razões para a utilização da palavra eunuco pelo nosso ex-primeiro ministro. Como decerto sabem, um eunuco obtém-se – ou obtinha-se – pela castração de um homem viril. Era um pro- cesso doloroso e com elevadíssimas taxas de mortalidade. Os eunucos eram por isso um bem raro e valioso e podiam ascender aos mais altos cargos da nação, o que contradiz o desprestígio que Passos Coelho quis atribuir-lhes. Claro que o preço a pagar pelos sobreviventes era a morte da sua virilidade. E quando alguma coisa morre, é sempre uma pena. Nestas confabulações detive-me a pensar

– ainda acerca de Maria Luís Albuquerque – no que é que

teria morrido para Passos Coelho pensar que a queriam transformar num eunuco. Cada vez mais confuso, coloquei a hipótese algo ingénua e esperançosa de que, num rebate de consciência, Passos Coelho pudesse estar a querer referir-se

à morte da ética e dos princípios republicanos em todo este

processo. Mas não. Eunuco por eunuco, Passos Coelho o que quer mesmo é que os eunucos sejam os cidadãos e não a casta dos políticos. Sobretudo os políticos do partido dele… No meio desta barafunda, tendo em conta a muita “por-

rada” que os portugueses enfardaram nos últimos anos, às mãos do governo de Passos Coelho, dei comigo a suspeitar que alguma dela nos tenha atingido as partes baixas. E, se assim foi ninguém me garante que os portugueses não sejam de facto uns eunucos. Isto é, se calhar somos mesmo aquilo em que Passos Coelho não queria que Maria Luís Albuquer- que se transformasse. Seja lá isso o que for. Pensando bem, há de facto dias em que me sinto mais morto do que vivo. Mas esta morte, a da ética e da capacidade para aturar tudo isto, é uma coisa realmente tramada. E não é por ser irrevogável, ao contrário de certas coisas do tempo do go- verno de Passos Coelho. Como dizia Millôr Fernandes, o pior nem é morrer. É não poder espantar as moscas. Ai podem ter a certeza que é…

  Homens que odeiam as árvores
 

Homens que odeiam as árvores

opinião

 

José Carlos Lopes

A semana que passou ficará nos anais da Guarda. Um verdadeiro atentado ordenado pela Câmara contra o patrimó- nio natural dos seus cidadãos, não do município. Esta nuan- ce, que um responsável da autarquia tem especial dificuldade em perceber, faz toda a diferença e ilegaliza moralmente toda esta ação, dita estupidamente, de requalificação. Há um par de anos escrevi aqui que as mutilações a que as árvores da Avenida Cidade de Waterbury foram sujeitas

não passavam de pura barbárie; juntei ao meu protesto um parecer do arquiteto Ribeiro Telles que referia, claramente, que os rolamentos ou podas radicais constituem atos que enfraquecem gravemente as árvores, condenando-as a médio prazo, à morte. Esta mesma opinião está expressa no

na Guarda. Ele é que está certo! Nós somos apenas uns campónios que, vá-se lá saber porquê, adoramos árvores, as vemos como benéficas e não as queremos no chão e às postas e, por isso, protestamos sem razão. Mas agora que a providência cautelar parou os traba- lhos, seremos ainda vistos como forças de bloqueio à visão de um líder – o grande líder. Ironias à parte. O que aconteceu na semana passada foi uma aberração. Antes tínhamos uma cidade com prédios

feios e árvores bonitas a proteger-nos dessa visão degradan- te. Agora temos só uma cidade com prédios feios e, alguns, moradores e comerciantes contentes. Mas, graças ao grande líder, de alguns, aqueles vão passar a poder usufruir de um sol abrasador no verão em troca de algum sol no inverno

estudo da Universidade de Trás-os-Montes, encomendado pela autarquia, e deitado para o lixo no momento da interven-

e

levar com os gases, o pó e o ruído dos carros, e alguns

ção na Avenida Cidade de Salamanca. Estes atos bárbaros vêm-se repetindo regularmente por toda a cidade a pedido de moradores ou do senhor padre ou de um qualquer VIP, à boleia da falta de sensibilidade do presidente da Junta ou da Câmara. Todas estas individualidades, públicas ou privadas, demonstram um claro desprezo pela natureza. As árvores, que nos dão sombra e oxigénio, que remo- vem o dióxido de carbono, que constituem barreiras sonoras e capturam partículas poluentes e gases, são, na nossa cidade, vá-se lá saber porquê, vistas como um estorvo, uma fonte de lixo, potenciais assassinas, conspurcadoras de viaturas e de varandas, produtoras de sombra incómoda no inverno, enfim, alvos a abater! Tendo ficado curioso com esta paranoia de alguns guar- denses, procurei imagens de cidades-modelo, como Viseu e europeias e pude verificar que, por lá, deve ser só gente maluca. Nesses locais parece que adoram árvores; fazem-lhes podas cirúrgicas, abatem apenas as doentes,

nas de maior porte fazem a gestão dos ramos perigosos,

comerciantes rejubilarão com uma maior visibilidade dos

seus estabelecimentos; nós, teremos que nos habituar a lidar com a saudade dos nossos cedros sexagenários. Cheira-me que, na Avenida Cidade de Salamanca (mas também um pouco por toda a cidade, como uma praga que se espalhou), houve uma clara cedência, populista, aos pedidos de alguns, contra a vontade da maioria. Alguém está, clara e obstinadamente, a faltar-nos à verdade quando nos quer convencer que, em poucas se- manas, teremos árvores de folha caduca de grande porte a substituir os viçosos e jovens cedros agora abatidos. Esses indivíduos revelam uma ignorância grosseira acerca do processo de desenvolvimento das árvores. Ignoram que, por muito saudáveis que sejam, estas vão ter que sobreviver em canteiros com menos de um metro quadrado, onde já existiram outras, e irão estar rodeadas de uma enorme área impermeabilizada. A água é a fonte insubstituível de vida e as transplantadas terão muito pouco dela. A probabilidade de virem a morrer prematuramente é elevada, prolongando

mas, para tal, têm gente que percebe da poda em vez de rudes madeireiros armados com motosserras. Têm-nas aos montes, grandes, enormes e até as têm junto às suas casas e estacionam os veículos à sua sombra! Incrível! Aquela gente é toda atrasada! O progresso não é nada disto; o progresso é encabeçado por um visionário incompreendido, chamado Álvaro Amaro, que aterrou

a

visão deprimente da chaga aberta na avenida, que nunca

mais será a mesma. Pela resposta massiva nas redes sociais sentimo-nos, como guardenses, profundamente envergonhados, por ter- mos a liderar-nos homens que odeiam, despudoradamente as NOSSAS árvores e que delas dispõem como se de um troféu de caça se tratasse.

opinião

Fernando Pereira

Os cedros também se abatem!

desde que haja coragem e incentivos para que os edifícios circundantes possam ser reabilitados para promover a atividade económica da cidade. Se isso acontecesse de certeza que se dispensaria a construção de um chapéu- de-chuva na Rua do Comércio. Ninguém se indignou quando deitaram abaixo um mercado com algum interesse arquitetónico e que em Portugal e noutros países se transformam estes espaços em novos lugares que potenciam locais de dinâmica económica inovadora e são centro de confluência de gentes para usufruir das novidades que estes centros proporcionam. Em seu lugar nasceu um megatério “Ceausesquiano”, num horrível granito polido com uma torre de controlo, que teria alguma utilidade para apoiar uma pista de 2.000 metros e que na cidade da Guarda nem um farol de boas ideias conseguiu ser para se inverter o caos urbanístico em que a cidade se tornou. Quando se vê uma movimentação em torno do abate de uns cedros interrogo-me onde andou esta gente que assistiu anos a fio à degradação da cidade, sem ver nascer qualquer movimento cívico que, apoiados em técnicos, pudessem ter permitido inverter a realidade pungente que hoje assistimos. Para que conste, não habito na Guarda, nem sou de cá mas julgo que tenho direito a opinar sobre o assunto!

de cá mas julgo que tenho direito a opinar sobre o assunto! As pessoas andam indignadas

As pessoas andam indignadas com o abate de ce- dros numa rua da Guarda (indiscriminado segundo uns, discriminado no parecer de outros). Como não moro por ali, talvez esteja a favor dos que acham que é um abate indiscriminado, mas confesso que não é uma “guerrazi- nha” que me interesse de sobremaneira! Acho que este momento de tanta indignação já deveria ter ocorrido há muito e razões mais que muitas haveria nestes quarenta anos de gestão democrática da autarquia da cidade. Conseguiu-se colocar a Guarda como, provavelmen- te, a mais feia cidade capital de distrito do país, quando tinha todas as condições de poder ter tido um desenvolvi- mento harmonioso adaptado a uma configuração natural de cidade de montanha. Ao invés, o patobravismo tomou conta da cidade e rapidamente surgiram os disparates e o ordenamento urbano faz lembrar um pouco a faixa de Gaza. Ruas que apertam e desapertam em função de interesses diversos, que finalizam de forma abrupta, o que faz que bairros recentes se consigam transformar em locais labirínticos. Foi a cidade que foi deixando morrer o seu centro histórico, a sua notável praça, onde a grande preocupação das pessoas é saberem onde vão colocar um rei, que na Guarda tinha interesses de alcova que ultrapassavam os desígnios do Estado. Por mim pode ficar onde está,

Quinta-feira 10 de março de 2016

Quinta-feira • 10 de março de 2016 • • 1 9 PÚBLICO DO LEITOR ESPAÇO Carta

19

PÚBLICO DO LEITOR

ESPAÇO

Carta aberta ao presidente da Câmara da Guarda

Exmo. Dr. Álvaro Amaro,

A partir das últimas revelações públicas sobre

futuras intervenções urbanas a operar na Guarda

e o seu modo de atuação no contexto urbano não posso deixar de referir o seguinte:

1. Gostaria que pudesse explicitar o alcance da

medida: “cobertura a instalar na Rua do Comércio

por meio de uma estrutura com apoio ao pavimento

e policarbonato compacto” independentemente de

justificar o investimento a partir de uma comparti-

cipação de 85% de dinheiros comunitários.

2. Do que veio a público parece que vão dar

oportunidade aos guardenses de se exprimirem sobre se concordam em que circule ou não o veículo automóvel na Rua do Comércio. Não deixa

de ser estranho que essa consulta automobilística se faça após instalação da dita estrutura de cobrir não sei o quê 3. Estranho também que este tipo de ideias avulsas a somar às zonas aferidas no concurso público do Eixo Central Urbano, pois não houve tempo de pensar, de amadurecer uma solução que possa dar corpo a uma estrutura de comércio mais apetecível, com capacidade de atração ao mesmo tempo que o espaço público e a sua arquitetura possa por si só ser atrativo e de vivência.

4. Bastará pois dar alguns exemplos de solu-

ções de coberturas abrangentes e de grande eficácia simbólica e funcional, como seja o exemplo cons- truído da “Metropol Parasol”, em Sevilha, solução escolhida em concurso público para a cobertura da

Plaza de La Encarnación. Curiosamente não é uma cobertura para a intempérie mas com função de protecão solar e muito menos pensada diretamente para os lojistas da Plaza! Outra questão importante

é saber o impacto visual e físico desta extensa

cobertura em relação às partes dos edifícios acima da instalação da cobertura. Pois se eu tivesse um imóvel nesta artéria não gostaria de ter junto às minhas janelas uma estrutura de policarbonato com- pacto. Para além de que face ao tipo de cota que a estrutura parece ter a partir das visualizações 3D se poderá verificar o efeito de aumento da velocidade do vento a partir do desenho da cobertura.

5. Importa então aferir soluções concretas que

promovam o comércio tradicional e não dar conforto a hipotéticos consumidores.

6. Curiosamente iniciou um processo de mo-

tivação e captação de investimento e de relações

comerciais com feiras, festas e eventos, pelo que poderá haver nesta política um meio ou forma de potenciar novas vivências e formas de captação de público, em concreto uma plataforma de envolvi- mento dos comerciantes e de empresas. Não vejo,

7. que a cobertura da Rua de Comércio resolva

essa captação, muito menos irá valorizar a arquite- tura urbana, criar uma dinâmica de uso do espaço

público em toda a área central da cidade. Assim,

8. faltará uma visão estratégica de como

solucionar um problema estrutural da falta de um comércio forte e dinâmico que ajude a cidade a crescer, pois nos últimos 30 anos tem vindo a perder capacidade de atração, de renovação, na medida em que nesse tempo houve uma visão que assentou apenas na gestão quotidiana sem preocupação em pensar a cidade a região para o futuro.

9. Espero que reconsidere o verdadeiro interes-

se/investimento pois parece-me não obter qualquer

resultado ou vantagem na solução de aplicação da cobertura em causa. Os meus cumprimentos,

Carlos Veloso, arquiteto

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Adão e Erva

 

Logo no início da Bíblia (Gen 2:17), Deus, uma das

lhe aconteceu (Gen 19:32-36). Pelos vistos, não é só a justiça portuguesa que tem critérios

personagens principais do livro

e

a única que se mantém ao

pouco claros e definidos. A parábola bíblica sobre

fruto da árvore da sabedoria tem sido interpretada como análoga à da caixa de Pandora.

o

longo de toda a narrativa, fala com Adão que, como se pode ler no diário popularizado por Mark Twain, estava ainda meio atolambado, e diz-lhe para nem pensar em comer o fruto “da árvore da ciência do bem

A

voragem pelo conhecimento

e

a vontade da descoberta po-

dem acarretar grandes desgos-

e

do mal” (segundo a versão

tos e enormes tragédias. Serão os belos mitos arrepiantes me- táforas? Bem escreveu Eça de Queiroz: “Sobre a nudez crua da verdade, o manto diáfano da fantasia.” Termino com um episódio autobiográfico. Na madrugada do último domingo para segun- da-feira tive um sonho onde se discutia a existência de Deus e, a existir, se Sua Divindade teria tido alguma influência no falhanço do Bryan Ruiz em frente à baliza escancarada do Benfica. Quando acordei, tinha uma virose que me impediu de comer durante todo o dia. A

Bíblia já tinha avisado. Se co- meres a o fruto proibido, vais ver como elas te mordem. Se

actualizada de João Ferreira de Almeida) porque, quando o fizer, morrerá. Na verdade, a consequên- cia da ingestão do fruto dessa árvore não levou Adão à morte, mas apenas à expulsão do Pa-

raíso. Neste primeiro indulto da história penal, Deus deu aqui um mau exemplo àqueles pais que ameaçam os filhos com um castigo aterrador – dois dias sem telemóvel ou tablet – e acabam por fixar a pena em “não podes ver vídeos da Ana Malhoa no YouTube”. Deus voltaria a fazer uma brincadeira parecida com Abrãao, ao mandar matar o filho mais velho, modificando

a

ordem à última hora (Gen

te

armares em espertinho, nem

22:12). Menos sorte teve a mulher de Lot, que olhou para Sodoma e ficou transformada em sal (Gen 19:26). Já Lot dor-

miu com as duas filhas e nada

uma maçã conseguirás engolir.

 

* O autor escreve de acordo com a antiga ortografia

O INTERIOR errou

Na última edição de O INTERIOR, na notícia com o título “Vinte e sete catedrais portuguesas em livro”, foi atri- buída a António Saraiva, autor da obra, a citação «e desafiar as pessoas a que percorram e visi- tem estas catedrais, que vejam como foram implantadas, por que estão viradas com o altar para nascente, ao contrário das igrejas». Na verdade, o autor afirmou que «no contexto das 27 catedrais, e entre várias curiosidades que lhes estão

associadas, existe uma, a de Angra do Heroísmo, que por uma de várias possibilidades, tem uma orientação diferen- ciada do que é corrente, ou seja, o altar não está localizado a nascente. Refira-se que na quase globalidade dos templos católicos, a orientação do altar posiciona-se a nascente. Há no entanto exceções, desde logo na nossa cidade, na Igreja de S. Vicente». Pelo lapso, as nos- sas desculpas ao visado e aos leitores.

Diretor : Luís Baptista-Martins Redação : Luis Martins (Chefe de Redacção) e Ana Eugénia Inácio.
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Redação: Luis Martins (Chefe de Redacção) e Ana Eugénia Inácio. Conselho Editorial: António Ferreira, Nuno Amaral Jerónimo, Cláudia Quelhas, João Canavilhas, José Carlos Alexandre, Diogo Cabrita e Maurício Vieira. Colunistas e Colaboradores: Albino Bárbara, Américo Brito, António Ferreira, António Costa, António Godinho, Cláudia Quelhas, Cláudia Teixeira, David Santiago, Diogo Cabrita, Fernando Pereira, Frederico Lucas, Hélder Sequeira, Honorato Robalo, Joaquim Igreja, João Canavilhas, Joaquim Nércio, Jorge Noutel, José Carlos Lopes, José Pires Manso, Júlio Salvador, Marcos Farias Ferreira, Miguel Sousa Tavares e Norberto Gonçalves. Desporto: António Pacheco, António Silva, Arlindo Marques, Daniel Soares, José Ambrósio, José Luís Costa e Miguel Machado. Cartoon:

Maurício Vieira. Paginação: Jorge Coragem Projeto Gráfico: Maurício Vieira. Departamento Comercial: Joana Santos Impressão: FIG-Indústrias Gráficas, S.A. • Rua Adriano Lucas – 3020-265 Coimbra • Telefone 239 499 922 • Fax 239 499 981 • e-mail: fig@fig.pt Sede, Redação e Publicidade: Rua da Corredoura, 80 - R/C Dto - C • 6300-825 Guarda N.I.P.C. – P-504847422. Nº de registo no ICS: 123436 Depósito Legal:146398/00 Tiragem desta edição: 7.200 exemplares Periodicidade: Semanário Edição Internet: O Interior Propriedade: JORINTERIOR

Jornal • O Interior, Ldª. Detentores de mais de 10% do capital da empresa:José Luís Carrilho Agostinho de Almeida e Luís Augusto Baptista-Martins. Guarda - Redacção/Publicidade: 271212153 www.ointerior.pt • publicidade@ointerior.pt

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opinião

opinião bilhetepostal Diogo Cabrita O próximo “round” dcabrita@iol.pt Uma tentativa de antever os próximos
bilhetepostal Diogo Cabrita O próximo “round” dcabrita@iol.pt Uma tentativa de antever os próximos meses de
bilhetepostal
Diogo Cabrita
O próximo “round”
dcabrita@iol.pt
Uma tentativa de antever os próximos
meses de modo tão tormentoso como
foram os últimos. E sobretudo manter os
mesmos níveis de inesperado. Imaginemos
que entre os milhões de portugueses que
já não votam está a direita conservadora
não trauliteira. São conservadores porque
detestam ver uma mulher dar de mamar
no Parlamento, porque não apreciam
ministros que dão erros gramaticais no
discurso, porque não percebem porque
há tantos institutos públicos, tanta gente
a ser apoiada sem vigilância, porque não
entendem que, por não trabalhar, nunca
alguém foi expulso da função pública.
Enfim, são pessoas de valores clássicos.
Patrióticos, pela família como núcleo do
tecido social, por regras e vigilância destas
nas escolas, no trânsito, nos atendimentos
públicos. Pessoas com algum recato da
intimidade, que não percebem casa de
banho com retretes contíguas, bancos sem
divisórias, quartos de vários doentes sem
cortinas. Enfim, gente que, educada numa
moral cristã e católica, se abstém desta
democracia onde a mentira é a expressão
normal, a hipérbole é o estilo mais im-
portante contra o outro, onde o elogio do
adversário nunca subsiste. Estas pessoas,
que não são poucas, nunca se reviram no
PSD de Relvas ou Santana ou Passos Co-
elho. São da democracia cristã que Portas
levou para um território inconsistente.
Conceição Cristas é exatamente dessa
construção de que falo. Nela encontraria
fácil proximidade um José Pedro Aguiar
Branco. Este CDS pode ser surpresa nas
próximas eleições. Os seus votos crescem
de um lugar inesperado, aqueles que há
muito não se revendo não votavam. O PSD
com um líder com grande dose de rejeição
pode ver surgir uma nova estratégia com
nova liderança. Imaginemos Rui Rio. A
sua eleição a tempo de ir disputar eleições
brevemente colocava o PSD numa zona de
“seriedade”, de credibilidade, que tem sido
a bandeira deste ex-autarca do Porto. Estas
mudanças à direita devem ser previstas e
antecipadas pela esquerda deslumbrada
com o poder. Este poder é efémero e
Bruxelas vai demonstrar essa realidade
a curto prazo. Um dia pode estar alguém
na Europa que não nos empresta dinheiro
e aí os multibancos não são fontes, os
funcionários públicos não encontram
o salário no fim do mês. A eleição de
Marcelo Rebelo de Sousa coloca uma
fronteira clara na estratégia de António
Costa. E vêm aí eleições que podem ser
um novo volte face. Os votos de rejeição
são tão importantes como os de paixão e
condicionam resultados eleitorais. A direi-
ta percebeu isso há três meses e começou
a sua preparação para o próximo “round”.
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20 • • Quinta-feira • 10 de março de 2016
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6300-825 Guarda

GUARDA

Cidade em risco de ficar sem cinemas

DR
DR

A Vivacine, empresa que gere as salas

de cinema do centro comercial La Vie, na Guarda, estará na eminência de fechar portas e já avançou com um processo de despedimento coletivo que abrange os

seus oito funcionários na cidade mais alta.

A concretizar-se esta medida, a Guarda

corre o risco de ficar novamente sem salas de cinema. Contactada por O INTERIOR, a Widerproperty, empresa que gere desde novembro o “La Vie”, disse que «está a acompanhar a situação, na defesa dos seus clientes». Fonte oficial acrescentou que a empresa está «a trabalhar numa alternativa de qualidade, caso se coloque, para assegu- rar aos guardenses o acesso a sessões de

cinema beneficiando das infraestruturas únicas e de grande qualidade existentes no centro comercial». Não é a primeira

vez que a cidade fica sem cinema, já acon- teceu durante vários anos após o fecho do Cineteatro, em meados da década de 80,

e posteriormente com o encerramento

do Cine-Estúdio Oppidana em 2006, que voltou a funcionar no ano seguinte. Em 2008 abriu o então centro comer- cial Vivaci com quatro salas de cinema geridas pela Vivacine, do grupo FDO, entre- tanto insolvente. Atualmente, o “shopping” guardense é propriedade da ECS Capital, uma sociedade gestora de fundos de capital de risco, e gerido pela Widerproperty.

FORNOS DE ALGODRES

Feira do queijo no fim-de-semana

O ciclo das feiras do queijo Serra da Estrela chega ao fim este fim-de-semana em Fornos de Algodres. Durante dois dias, os pastores, as queijarias tradicionais, os produtores de queijo DOP estarão em destaque para promover e comercializar um dos mais famosos queijos portugueses. A autarquia aproveita esta montra para divulgar tam- bém produtos regionais como o azeite, os

enchidos, o mel, o vinho do Dão, os doces regionais e os produtos com urtiga. O certame, que abre portas às 9 horas de sábado, inclui uma mostra de artesanato, animação musical, uma exposição de cães Serra da Estrela, sessões de “showcooking”, jornadas técnicas a propósito do queijo e das suas oportunidades de negócio, o Iº concurso de ovinos Serra da Estrela e visitas guiadas a queijarias artesanais.

COVILHÃ

Providência cautelar contra a RUDE considerada «improcedente»

A providência cautelar interposta pela

Câmara da Covilhã contra a associação Rude foi considerada «improcedente» pelo

Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco (TAFCB). Em causa estava a entrega das insta- lações ocupadas pela associação presidida por Carlos Pinto ao município. Segundo o tribunal, a demora em rever o direito de propriedade do edifício «não prejudica de forma grave» a autarquia. O executivo de Vítor Pereira pretende sediar nessas ins- talações o Tribunal de Trabalho, pelo que

o juiz do TAFCB considera que «não é um

interesse próprio» que está em causa, «mas sim um interesse de terceiro, o do Ministé-

Quanto à indeminização exigida pela RUDE, Vítor Pereira considera que a asso- ciação «não tem direito a ela», alegando que «a poucos metros tem um espaço condigno que é seu». Embora lamente a decisão do tribunal, e por isso garante que a ação vai continuar, o autarca reconhece que «vive- mos num estado de direito». O município já equacionou instalar o Tribunal de Trabalho noutro espaço, mas «a melhor solução era ficar no “campus” da Justiça», com o edil a garantir que «este assunto irá ser tratado com a secretária de Estado da Justiça na próxima segunda-feira». Por sua vez, o presidente da RUDE, em comunicado, acusa

o presidente da Câmara de «perseguição»,

rio da Justiça», tendo ficado por provar que não existam outros locais na Covilhã para

pois é «a segunda vez que avança com uma providência cautelar e perde de novo nos

o

mesmo fim. Em reação a esta sentença,

tribunais». Carlos Pinto acrescenta que a

o

presidente da Câmara acusa a RUDE

autarquia «está a por em causa uma solu-

de estar a ocupar o um espaço que não é seu «ilegitimamente» e de «obstaculizar, dificultar, meter areia na engrenagem na prestação de um bom serviço à população».

ção consensual amigável», sublinhando que bastava «pagar o que deve ser pago à RUDE por beneficiações efetuadas no edifício e outras dívidas reconhecidas».