Grupo Histórico da Força Expedicionária Brasileira

Subsecção Jaboticabal (SP) Caixa Postal 204 – Jaboticabal, SP CEP 14870-970 – e-mail: py2ny @ yahoo.com “A cobra segue fumando!”

Formatura do Tiro de Guerra 02-018 Jaboticabal, SP – Brasil 22 de maio de 2010, Sábado

Factóides Este documento foi impresso em papel timbrado, como se o Grupo Histórico já estivesse organizado em Subsecções. O cabeçalho foi elaborado com o arquivo JPG recebido por e-mail após solicitação na lista do GH-FEB e é uma sugestão para uso oficial. Este documento está disponível exclusivamente em www.scribd.com/py2nys

Introdução
No início de maio de 2010, Ana e eu entramos em contato com o Tiro de Guerra em Jaboticabal, logo após nosso retorno da Itália, e colocamo-nos a disposição do Segundo Sargento Moraes (Chefe da Instrução) para quaisquer atividades relacionadas à Segunda Guerra Mundial. Demos ênfase ao fato de sermos membros recentemente incorporados ao Grupo Histórico da FEB, e que os conhecimentos angariados na viagem a Montese e Região, por ocasião dos festejos comemorativos dos 65 Anos da Libertação da Itália, colocavamnos em condições de difundir e propagar uma pequena parte da história da Força Expedicionária Brasileira nos anos de 1944 a 1945. Uma semana atrás, estivemos ainda na casa do veterano jaboticabalense da FEB, Rubens Stéfani. Levamos uma garrafa do vinho engarrafado a pedido do Giovanni Sulla, com o rótulo da “Cobra Fumando”, e ele ficou muito contente com a visita, embora estivesse ainda se recuperando de uma enfermidade. Rubens Stéfani é o último veterano ainda vivo, oriundo de Jaboticabal.

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Mostrou-nos um quadro onde aparece trajando uma jaqueta M-41 e o capacete idêntico ao que adquirimos com o Giovanni Sulla. Comentou também que vai diariamente à Cerâmica Stefani (da qual é fundador), produtora dos conhecidíssimos filtros São João. Opera o torno de ceramista, embora sua esposa não permita, em virtude de seu estado de saúde. Durante a semana que antecedeu o 22 de maio, encomendei um “banner” com o distintivo do Grupo Histórico da FEB na empresa GG Painéis, ao custo de 45 reais. Fiz isto na quinta-feira, e esperava retirar o produto no sábado pela manhã, antes de seguir para o Tiro de Guerra, já que a formatura iniciar-se-ia as 10h00min. Infelizmente, o pessoal da loja simplesmente não abriu no sábado de manhã... A culpa, em última análise, é toda minha, já que eu deveria ter pensado nisso muito antes. O amigo Spinosa, de São Paulo, grande conhecedor de viaturas militares antigas, cogitou de enfrentar os 400 km entre a capital paulista e Jaboticabal, mas problemas profissionais impediram que ele se deslocasse até aqui com seu Jeep 1942, que certamente abrilhantaria em muito o sábado de formatura.

A solenidade
Marcada para 10h00min, na sede do Tiro de Guerra em Jaboticabal, estiveram presentes diversas autoridades civis e militares. Logo na porta de entrada, encontramos Nilson e Angelita, de quem somos padrinhos de casamento. Já havíamos passado pela loja de “banners” e percebido que não poderíamos contar com o logo do Grupo Histórico. Estacionamos nosso carro a poucos metros da entrada principal e Ana me ajudou com o suspensório carregado de cantil, coldre (original 1943), kit de primeiros socorros, etc... Eu estava usando o HBT primeiro padrão, adquirido em www.atthefront.com e Ana equipou-se com o mesmo uniforme usado na Itália por ela (WAC Officer) adquirido em www.whatpriceglory.com – e o calor cobrou seu preço por isso, já que essa farda é 100% lã, e lã padrão inverno. Com a chegada do ex-combatente Rubens Stéfani e senhora, tornamo-nos alvo para várias fotografias, e fomos muitíssimo bem recebidos não apenas pelo Segundo Sargento Moraes,

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como já mencionado, mas pelos militares de mais alta patente ali presentes para o evento. Também provocamos muita curiosidade das pessoas presentes. O veterano declarou, antes de prosseguirmos com a homenagem, que iria trazer a garrafa de vinho que nós déramos de presente para exibir aos convivas, mas que ficou com medo de perdê-la... Fomos conduzidos para a tribuna de honra, para acompanhar toda a atividade e equivocadamente introduzidos como “historiadores” quando, em verdade, eu havia escrito nossos nomes e indicado a representação do Grupo Histórico da FEB. Munido com máquina fotográfica Canon Rebel T2i e um pente de 16 Gb de memória, não foi difícil chegar logo à marca de 300 fotografias, que serão selecionadas aos poucos e depois expostas (sabe-se lá quando). Até hoje não consegui organizar as quase duas mil fotos clicadas em Montese e arredores. Demos sorte com o clima, o céu de “brigadeiro”, temperatura amena, ventos fracos. Os jovens atiradores deram o melhor de si, enquanto iam sendo orientados a distância pelo Chefe de Instrução. Foram entregues as condecorações a quatro pessoas, sendo o veterano Rubens Stéfani uma delas. A solenidade durou algo ao redor de uma hora e meia. Após a finalização, ainda tivemos tempo de conversar com o excombatente Rubens e começamos a colher os dividendos de nossa presença, honrando o nome do Grupo Histórico da FEB. Ficamos satisfeitos com a receptividade do Segundo Sargento Moraes, bem como dos oficiais superiores que se fizeram presentes.

Conclusão / Frutos
Nosso principal objetivo foi alcançado, qual seja, o de proporcionar maior visibilidade e mais presença ao Grupo Histórico da FEB no âmbito desta microrregião, que envolve em seu centro a pequena cidade de Jaboticabal. Mais importante ainda, valorizar o passado “vivo” da Força Expedicionária Brasileira, na figura de seus ex-combatentes.

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Rubens Stéfani e Senhora nos convidaram a ir com eles a uma escola pública em Monte Alto, na próxima sexta-feira, 11h30min. Ele fará uma pequena palestra aos estudantes e acredita que a apresentação de uniformes de época ilustrará melhor a exposição. Estamos cientes do trabalho que os fundadores do GH-FEB estão tendo, no sentido de oficializar e regularizar a existência da entidade, e absolutamente convictos da necessidade de tal ato. Renovamos nossos votos de respeito a todas orientações que vierem a ser apresentadas pelo que chamamos de “núcleo” do Grupo. Consideramos importante que os membros, dentro de seus limites de atuação, procurem os veteranos de guerra em suas cidades e promovam atividades com eles, especialmente a participação em desfiles, palestras, etc.. A seguir, que narrem sucessos ou insucessos, trocando idéias com todos e promovendo o desenvolvimento constante do Grupo Histórico e seus integrantes. Seguem abaixo algumas considerações, que foram “elaboradas” durante a manhã de sábado: 1) O Comando do Tiro de Guerra está a disposição para quaisquer atividades promovidas pelo Grupo Histórico da FEB; 2) O Grupo Histórico, por outro lado, será sempre bem recebido em unidades como essa, para palestras, exibição de filmes, e outras atividades inerentes à FEB – tudo depende de nós; 3) A valorização da história da Força Expedicionária Brasileira através da reencenação e recuperação/reprodução de uniformes e viaturas militares; 4) Atrair crianças e jovens para conhecer a história da FEB, e divulgá-la de maneira ampla e irrestrita para a população em geral; 5) Apresentar-se com mais freqüência junto aos órgãos de comunicação, aumentando a exposição dos propósitos do Grupo Histórico da FEB – a rádio Vida Nova AM, de Jaboticabal, deve nos entrevistar em breve, para falarmos algo sobre a FEB e sobre o GH_FEB; 6) Agilizar, com os fundadores do Grupo Histórico da FEB, a criação de website específico, que sirva de referência e ponto inicial sempre que precisarmos mencionar algum site na internet; 7) Oficializar a existência do Grupo Histórico, com o estatuto e o devido registro nos órgãos governamentais, não sem aprofundado estudo visando a solidez e perpetuação da entidade, sem futuras alterações profundas – isto é, talvez, para longo prazo; 8) Aumentar o debate histórico no âmbito da lista de discussão já existente na internet, mantendo aceso o interesse recíproco nas mais diversas áreas ligadas à Força Expedicionária Brasileira.

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Para Finalizar
Vamos rir um pouco! Como se percebe na primeira fotografia apresentada neste documento, o autor estava usando um capacete M-1 da Segunda Guerra, adquirido com Giovanni Sulla, fornecedor também do sapato de época e bibico feminino da “enfermeira” Ana. Pude, finalmente, dar um testemunho da importância do equipamento militar adequado... Tirei muitas fotografias, e para isso, circulei bastante entre as instalações do Tiro de Guerra, sempre com o capacete bem ajustado. E, um pouco descuidado, a dado momento fui passar por debaixo da extensão do telhado da tribuna (!) que não imaginava tão baixa, posto que levava os olhos na máquina fotográfica. Havia um pequeno degrau e ao usá-lo para passar ao outro lado, logo veio a ENORME pancada no calhetão que, certamente teria feito qualquer pessoa normal simplesmente desmaiar. Não é preciso muito mais para imaginar quem é que se tornou o centro das atenções, tal o barulho provocado com o impacto! Simplesmente prossegui meu trabalho como fotógrafo e a cerimônia foi imediatamente retomada.

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