Filosofia - 10º Ano

Teste Sumativo 2 (modelo)
Dezembro de 2016
Professor Paulo Gomes
Duração: 90 minutos
______________________________________________________________
Leia todo o enunciado, antes de começar a responder.
Responda apenas ao que é pedido no enunciado das questões.
Seja original e crítico nas suas respostas.
Grupo I
Escolha apenas uma alternativa em cada questão
1. Analise o seguinte argumento:
A Rússia invadiu a Crimeia desrespeitando as decisões das Nações Unidas
A Rússia está a auxiliar o regime sírio no combate contra a oposição democrática
Logo, a Rússia não hesitará em usar a força se sentir os interesses ameaçados
Trata-se de um argumento:
(A) Dedutivo;
(B) Indutivo;
(C) Por analogia;
(D) De autoridade.
2. Dada a seguinte proposição: ‘Alguns homens são radicais’, identifique a sua
subcontrária:
(A) ‘Todos os homens são radicais’;
(B) ‘Nenhum homem é radical’;
(C) ‘Os homens são radicais’;
(D) ‘Alguns homens não são radicais’.
3. ‘Alguns homens não são radicais’, é uma proposição:
(A) Do tipo I;
(B) Do tipo E;
(C) Do tipo A;
(D) Do tipo O.
4. O João foi obrigado, com uma arma apontada à cabeça por um marginal, a partir a
montra de uma loja com um tijolo. O alarme da loja tocou e o marginal fugiu. Quando a
polícia chegou o João assumiu que tinha partido a montra da loja mas não se
considerava culpado de nenhum crime. O João, ao partir a montra da loja, realizou um
ato:
(A) Involuntário, consciente;
(B) Involuntário, inconsciente;
(C) Voluntário, inconsciente;
(D) Voluntário, consciente.

5. Os animais realizam atos involuntários, conscientes e inconscientes. Esta afirmação
é:
(A) Falsa, porque os animais não realizam atos conscientes;
(B) Verdadeira, porque os animais não realizam atos voluntários;
(C) Falsa, porque os animais só realizam atos voluntários inconscientes;
(D) Verdadeira, porque os animais vivem em liberdade.
6. Qual é a empresa de distribuição que tem melhores preços?
Esta é uma questão filosófica?
(A) Sim, porque a filosofia interroga-se sobre tudo;
(B) Não, porque as questões filosóficas têm que ser universais;
(C) Sim, porque não é possível dar uma resposta concreta a esta questão;
(D) Não, porque a filosofia não se importa com a realidade em que vivemos.
7. Na alegoria da caverna, o homem que se liberta representa:
(A) Os filósofos;
(B) As pessoas comuns;
(C) Os sábios;
(D) Os ignorantes.
8. Um argumento é constituído por:
(A) Uma ou mais premissas e uma conclusão;
(B) Uma ou mais conclusões e uma premissa;
(C) Premissas e conclusões;
(D) Duas ou mais premissas e uma conclusão.
9. Num argumento dedutivo válido:
(A) As premissas e a conclusão não podem ser verdadeiras;
(B) A verdade das premissas não é necessária para a conclusão ser verdadeira;
(C) As premissas podem ser verdadeiras e a conclusão falsa;
(D) A verdade das premissas garante a verdade da conclusão.
10. Numa ação, o motivo é:
(A) A causa, interna ou externa, que leva o agente a tomar a decisão de agir;
(B) A meta que o agente determinou para a ação;
(C) O resultado mais importante de uma ação;
(D) Aquilo que um agente quer fazer quando age.
11. Uma ação é um acontecimento:
(A) Que envolve agentes;
(B) Que consiste em algo que um agente faz;
(C) Que consiste em algo que um agente faz intencionalmente;
(D) Que consiste em algo que um agente faz conscientemente.

12. Se alguém provar que todos os animais são terrestres, também está aprovar que
alguns animais são terrestres?
(A) Não, porque podem existir animais extraterrestres;
(B) Sim, porque no caso das proposições subalternas, a verdade da universal
implica a verdade da particular;
(C) Não, porque no caso das das proposições subalternas, só a verdade da
particular implica a verdade da universal;
(D) Sim, porque, de facto, não existem animais extraterrestres.
13. Os atos reflexos:
(A) São atos involuntários e podem ser conscientes ou inconscientes;
(B) São atos voluntários e podem ser conscientes ou inconscientes;
(C) São atos involuntários inconscientes;
(D) São atos voluntários, porque resultam de uma decisão do agente.
14. O motivo é uma condição necessária da ação. Esta afirmação:
(A) É falsa, porque o motivo é a condição suficiente de uma ação;
(B) É verdadeira, porque o motivo é uma das condições da ação;
(C) Falsa, porque o agente é que é uma condição necessária de uma ação;
(D) É verdadeira, porque perante o motivo o agente não tem outra alternativa senão
segui-lo.
Grupo II
II.1. Reduza as seguintes frases declarativas de proposições à forma normal e
identifique, em cada caso, o tipo de proposição:
II.1. “Certos homens são daltónicos”;
II.2. “Há pessoas que não gostam de viajar”;
II.3. “Não há marinheiros que tenham medo do mar”.
II.4. “Quase todas as pessoas gostam de ganhar dinheiro”.
II.2. Dada a proposição P = “Todos os automóveis são poluentes”.
II.2.1. Sabendo que P é falsa, apresente a sua contraditória e infira o seu valor de
verdade utilizando as regras da oposição.
II.2.2. A falsidade de P implica a falsidade da proposição: “Alguns automóveis são
poluentes”? Justifique com base nas regras da oposição.
II.3. Identifique as premissas e a conclusão dos seguintes argumentos, identificando,
em cada caso, o tipo de argumento:
II.3.1. “Não se pode contestar que todas as pessoas precisam de atenção, porque nos
casos até agora observados de negligência de crianças por parte dos seus
cuidadores, as crianças negligenciadas desenvolveram problemas emocionais que as
afetaram ao longo da vida”.
II.3.2. “Os animais não tomam decisões. Só os seres que tomam decisões são livres.
Por isso não podes defender que os animais são livres”.
II.3.3. “Todos os treinadores de futebol profissional são remunerados. Alguns
treinadores de futebol profissional ganham mais de 100000 euros por mês. O
Mourinho é um treinador de futebol profissional. Logo, o Mourinho ganha mais de
100000 euros por mês.”

II.3.3.1. Este é um bom argumento? Justifique.
Grupo III
Texto 1
“Os homens enganam-se quando se julgam livres, e esta opinião consiste apenas em
que eles têm consciência das suas ações e são ignorantes das causas pelas quais
são determinados. O que constitui, portanto, a ideia da sua liberdade é que eles não
conhecem nenhuma causa das suas ações. Com efeito, quando dizem que as ações
humanas dependem da vontade, dizem meras palavras das quais não têm nenhuma
ideia.” Espinosa
III.1. Identifique o problema central do texto.
III.1.1. Identifique a tese central do texto.
III.1.2. Identifique o argumento que justifica a tese central, (deve identificar a(s)
premissa(s) e a conclusão).
III.1.2.1. Trata-se de um bom argumento? Analise-o criticamente, fundamentando
argumentativamente a sua opinião em relação à tese central do texto.
Texto 2
“O que é a ação e o que é agir? Um movimento corporal não é nem pouco mais ou
menos o mesmo que ação: não é o mesmo ‘estar a andar’ e ‘ir dar um passeio’. De
maneira que as perguntas vitais que a seguir temos que tentar responder são: que
significa agir? O que é uma ação humana e como é que se diferencia de outros
movimentos que outros seres fazem, bem como de outros gestos que os seres
humanos também fazem? Não será uma ilusão ou um preconceito imaginar que
somos capazes de verdadeiras ações e não de simples reações diante do que nos
rodeia, nos influencia e nos constitui?” Fernando Savater
III.2. Responda às questões do texto 2 tendo em conta os elementos constitutivos da
ação.

Grupo IV
Texto 3
Um Caso de Indulto
“Quando Luís tinha 18 anos, era consumidor de drogas e, na companhia de outros
jovens da sua idade, assaltaram a casa de uma mulher viúva e mãe de dois filhos
pequenos.
Roubaram quinhentos euros que a mulher tinha levantado para pagar o colégio de um
dos seus filhos, e mais alguns objetos avaliados em mil e quinhentos euros e com um
valor sentimental.
A sentença do Tribunal de Granada condenou-o, em 1995, a três anos e meio de
prisão. O Ministério Público recorreu da sentença o Procurador queria que fosse mais
pesada. Luís ficou a aguardar o desfecho do recurso em liberdade. O Supremo

Tribunal só tomou uma decisão final sete anos depois, tendo ratificado a condenação.
Luís deveria entregar-se num prazo de trinta dias para iniciar o cumprimento da pena.
Enquanto decorria o recurso, Luís casou-se, teve um filho e arranjou trabalho numa
empresa de construção. Agora tem que cumprir o tempo de prisão a que foi
sentenciado.
O seu advogado fez um pedido de indulto (perdão) ao Rei, alegando que Luís, que
desde sempre se mostrou arrependido, já está reintegrado à sociedade. Segundo o
seu advogado, Luís já nem é a mesma pessoa: é um cidadão exemplar, pai de família,
e o cumprimento da pena em nada contribuiria para a sua reinserção social, pelo
contrário, podia ter consequências muito piores do que o perdão, para o Luís e para a
sociedade: há que pensar, segundo o advogado, na mulher do Luís e no seu filho, que
acabariam mais prejudicados pelo cumprimento da sentença do que as vítimas do
crime praticado tantos anos antes. Aliás, as vítimas do crime não iriam beneficiar em
nada com o cumprimento da sentença.”
J.M.
Oliveira
e
S.C.
de
Azevedo,
“Três
dilemas
de
valores”,
http://old.angrad.org.br/_resources/_circuits/article/article_1117.pdf

1. Leia o texto 3 e formule uma questão filosófica que permita problematizar a situação
descrita no texto. Deve responder a essa questão apresentando três argumentos
consistentes da sua autoria. Pelo menos um dos argumentos deve ser por analogia.

_______________

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful