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Red.

Professores: Eduardo Valladares

Monitor: Bruna Saad

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Eixo temático: a prática de bullying 30
nas escolas do século XXI out

RESUMO
Além da parte estrutural do texto, é necessário ter domínio do tema proposto pela banca para defender muito
bem seus argumentos. Nos últimos tempos. A questão do bullying antes pouco falada veio ganhando
visibilidade e sendo mais debatida pela sociedade. Inclusive, em 2015, foi sancionada a lei de combate ao
bullying. Apesar de ter sido abordada desde sempre, principalmente, em filmes adolescentes norte-ameri-
canos, esse ano ganhou destaque na série 13 porquês sequências
tenham sido bastante questionadas, recentemente. Isso mostra a relevância desse tema para a atualidade e,
consequentemente, para o nosso vestibular. Por isso, juntamos o que existe de mais importante nesta ques-
tão e trouxemos uma aula fresquinha sobre isso, para discutirmos conceitos, teorias e práticas relevantes e
que darão o repertório perfeito e consistente para uma boa redação. Vamos juntos?

Em primeiro lugar, é imprescindível pensar em alguns assuntos relevantes que podem ser abordados nesse
eixo temático.

a) Caminhos para combater a prática de bullying nas escolas do Brasil


b) O suicídio entre os jovens brasileiros: como enfrentar esse problema?
c) O aumento da depressão entre os jovens no Brasil e seus impactos
d) Intolerância e discurso de ódio na internet
e) As relações pessoais em tempos de modernidade líquida

TEXTOS DE APOIO PARA DISCUSSÃO


Texto 1

Bullying é uma palavra inglesa que significa intimidação. Infelizmente, ela está em moda devido aos inú-
meros casos de perseguição e agressões que são encontrados nas escolas de todo o mudo e que estão
levando muitos estudantes a viverem situações verdadeiramente aterradoras.
O Bullying se refere a todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem
motivação evidente, adotadas por um ou mais pessoas contra outro ou outros. Que pratica

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para impor seu poder sobre um indivíduo mais frágil por meio de constantes ameaças, insultos, agressões,
humilhações e assim tê-lo sob seu completo domínio durante meses ou anos. A vítima sofre calada na maioria
dos casos. O maltrato intimidatório o fará sentir dor, angústia, medo, a tal ponto que, em alguns casos, pode
levá-lo a consequências devastadoras como o suicídio.
Disponível em: Guia Infantil

Texto 2

A lei que obriga escolas e clubes a adotarem medidas de prevenção e combate ao bullying entrou em
9 de novembro havia sido aprovado
pela Câmara em outubro e enviado para a sanção presidencial.
Pelo texto aprovado, bullying é definido como a prática de atos de violência física ou psíquica exercidos
intencional e repetidamente por um indivíduo ou grupo contra uma ou mais pessoas com o objetivo de inti-
midar ou agredir, causando dor e angústia à vítima.
O projeto determina que seja feita a capacitação de docentes e equipes pedagógicas para implementar
ações de prevenção e solução do problema, assim como a orientação de pais e familiares para identificar
vítimas e agressores. Também estabelece que sejam realizadas campanhas educativas e fornecida assistência
psicológica, social e jurídica às vítimas e aos agressores. Segundo o texto, a punição dos agressores deve ser

Disponível em: G1 Globo


Texto 3

Texto 4

O suicídio tem crescido entre as causas de mortes de jovens até 19 anos no Brasil. Em 2013, 1% de todas
as mortes de crianças e adolescentes do país foram por suicídio, ou 788 casos no total. O número pode
parecer baixo, mas representa um aumento expressivo frente ao índice de 0,2% de 1980.
Entre jovens de 16 e 17 anos, a taxa é ainda maior, de 3% frente ao número total. O aumento também
ocorre em relação às mortes para cada 100 mil jovens dessa mesma faixa etária: a taxa foi de 2,8 por 100 mil
em 1980 para 4,1 em 2013.
Os dados fazem parte da pesquisa Violência Letal: Crianças e Adolescentes do Brasil. Eles foram compi-
lados pela Flacso (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais), um organismo de cooperação interna-
cional para pesquisa.
Segundo Alexandrina Meleiro, jovens imersos em redes sociais como Facebook ou Instagram assistem a
retratos de vidas fantásticas. Internautas tendem a selecionar posts que exibam suas melhores conquistas e
construir cuidadosamente imagens coloridas de suas vidas. Por comparação, a vida de quem assiste a esse
espetáculo parece pior, principalmente quando surgem problemas.
Dificuldades em lidar com ou ter a própria sexualidade aceita continuam a contribuir para comporta-
mento suicida. De acordo com Alexandrina Meleiro, é comum que pais se digam compreensivos quanto à
sexualidade dos filhos, mas tenham problemas em lidar, na prática, com filhos não heterossexuais.
Mortes por suicídio são cerca de três vezes maiores entre homens do que entre mulheres. De acordo

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estar associados a maiores níveis de força, independência e comportament

Maus tratos e abuso físico e sexual durante o desenvolvimento também podem estar associados ao sui-
cídio. De acordo com a professora, pessoas suicidas tendem a se envolver em comportamentos autodestru-

ximo, ele pode desencadear violência contra si


Ela também afirma que os jovens são em parte vítimas da própria criação. Pais excessivamente focados
em suas próprias carreiras e vidas pessoais sentem-se culpados em relação aos filhos, e tendem a consolá-

Esse excesso de proteção pode dificultar que o jovem desenvolva, por si próprio, formas de lidar com a
frustração com problemas do amadurecimento, como uma desilusão amorosa ou dificuldades para encontrar
um emprego.
Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/06/30/Por -que-precisamos-falarsobre-o-suic%C3%ADdio-de-
jovens-no-Brasil
Texto 5

Texto 6

Depressão é uma doença crônica, recorrente, muitas vezes com alta concentração de casos na mesma
família, que ocorre não só em adultos, mas também em crianças e adolescentes. O que caracteriza os quadros
depressivos nessas faixas etárias é o estado de espírito persistentemente irritado, tristonho ou atormentado
que compromete as relações familiares, as amizades e a performance escolar.(...)

Em pelo menos 20% dos pacientes com depressão instalada na infância ou adolescência, existe o risco de
surgirem distúrbios bipolares, nos quais fases de depressão se alternam com outras de mania, caracterizadas
por euforia, agitação psicomotora, diminuição da necessidade de sono, ideias de grandeza e comportamen-
tos de risco.

Antes da puberdade, o risco de apresentar depressão é o mesmo para meninos ou meninas. Mais tarde,
ele se torna duas vezes maior no sexo feminino. A prevalência da enfermidade é alta: depressão está presente
em 1% das crianças e em 5% dos adolescentes.

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Disponível em: < http://drauziovarella.com.br/crianca-2/depressao-n... > Acesso em 24 jul. 2015

Texto 7

Massacre de Realengo (7 de abril de 2011)

Um dos casos mais famosos no Brasil deu força à luta contra o bullying por aqui. É que os maus tratos por
parte dos colegas são apontados como a principal causa dos crimes cometidos por Wellington Menezes de
Oliveira. O jovem, que tinha problemas psicológicos e poucos amigos, entrou na Escola Municipal Tasso da
Silveira, na periferia do Rio de Janeiro, identificando-se como um palestrante. Dentro de uma sala de aula,
disparou mais de 100 tiros contra vários alunos, com a intenção de imobilizar os meninos e matar as meninas.
Um policial que patrulhava a região foi avisado por um dos estudantes que ficou ferido e conseguiu alcançar
Wellington, que se matou em seguida. Doze adolescentes morreram. Meninos e meninas. O crime recebeu
uma vasta cobertura da imprensa, que divulgou fotografias e cartas deixadas por Wellington.
Disponível em: < http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/8-mass...do/> Acesso em 12 jun.2015> Acesso em 12 jun.2015
Texto 8

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Texto 9

"esvaem-se", "respin-

Zygmunt Bauman

O trecho acima faz parte do prefácio de Modernidade Líquida, uma das principais obras do polonês Zygmunt
Bauman (1925 2017), professor emérito das universidades de Leeds (Inglaterra) e Varsóvia (Polônia) e um dos
mais importantes sociólogos da atualidade. Com uma linguagem simples e acessível, Bauman lança um olhar
crítico para as transformações sociais e econômicas trazidas pelo capitalismo globalizado.

Conceito central do pensamento do autor, a "modernidade líquida" seria o momento histórico que vivemos
atualmente, em que as instituições, as ideias e as relações estabelecidas entre as pessoas se transformam de
maneira muito rápida e imprevisível:
tal como os líquidos caracteriza-se pela incapacidade de manter
a forma".
Para melhor compreender a modernidade líquida, é preciso voltar ao período que a antecedeu, chamado por
Bauman de modernidade sólida, que está associada aos conceitos de comunidade e laços de identificação
entre as pessoas, que trazem a ideia de perenidade e a sensação de segurança. Na era sólida, os valores se
transformavam em ritmo lento e previsível. Assim, tínhamos algumas certezas e a sensação de controle sobre
o mundo sobre a natureza, a tecnologia, a economia, por exemplo.

Alguns acontecimentos da segunda metade do século XX, como a instabilidade econômica mundial, o sur-
gimento de novas tecnologias e a globalização, contribuíram para a perda da ideia de controle sobre os
processos do mundo, trazendo incertezas quanto a nossa capacidade de nos adequar aos novos padrões
sociais, que se liquefazem e mudam constantemente. Nessa passagem do mundo sólido ao líquido, Bauman
chama atenção para a liquefação das formas sociais: o trabalho, a família, o engajamento político, o amor, a
amizade e, por fim, a própria identidade. Essa situação produz angústia, ansiedade constante e o medo lí-
quido: temor do desemprego, da violência, do terrorismo, de ficar para trás, de não se encaixar nesse novo
mundo, que muda num ritmo hiperveloz.

Assim, duas das características da modernidade líquida são a substituição da ideia de coletividade e de soli-
dariedade pelo individualismo; e a transformação do cidadão em consumidor. Nesse contexto, as relações
afetivas se dão por meio de laços momentâneos e volúveis e se tornam superficiais e pouco seguras (amor
líquido). No lugar da vida em comunidade e do contato próximo e pessoal privilegiam-se as chamadas cone-
xões, relações interpessoais que podem ser desfeitas com a mesma facilidade com que são estabelecidas,
assim como mercadorias que podem ser adquiridas e descartadas. Exemplo disso seriam os relacionamentos
virtuais em redes.

A modernidade líquida, no entanto, não se confunde com a pós-modernidade, conceito do qual Bauman é
crítico. De acordo com ele, não há pós-modernidade (no sentido de ruptura ou superação), mas sim uma
continuação da modernidade (o núcleo capitalista se mantém) com uma lógica diferente a fixidez da época
anterior é substituída pela volatilidade, sob o domínio do imediato, do individualismo e do consumo.
Fonte: http://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/a-filosofia-de-zygmunt-bauman-o-pensador-da-modernidade-liquida/

EXEMPLOS DE TEXTO EXEMPLAR

Tema: A prática de bullying nas escolas do Brasil

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discutiam o tão perigoso bullying. Violentada pelo pai e negligenciada pela mãe, a menina de 16 anos, já com
um filho, ainda precisava lidar com os duros deboches em sala de aula, alimentando o seu isolamento e,
consequentemente, o distanciamento do aprendizado escolar. No Brasil, a realidade não é diferente; porém,
a verdadeira preocupação só chegou às instituições de ensino em 2016, ano em que a prevenção e o combate
à prática tornou-se lei no país. Isso confirma que, diferentemente da situação norte-americana, a luta aqui é
recente e precisa ser valorizada, tanto no ambiente escolar quanto no familiar.
Em primeiro lugar, é preciso destacar a importância da escola na solução de atos como o bullying. Isso
porque, além da simples exposição de conteúdo, é seu dever educar o aluno para a convivência no coletivo,
nas relações pessoais
educação na exposição de injustiças, incentivando a colaboração, a convivência com o diferente, a tolerân-
cia. Isso comprova a necessidade de as instituições trabalharem o assunto dentro e fora de sala, combatendo
a violência entre os alunos e dos próprios professores com os estudantes. Há, porém, outro agente muito
importante nessa luta: a família.
Apesar de acontecerem, em sua maioria, dentro das escolas, os casos de bullying também podem ser
combatidos com a ajuda dos responsáveis. Para isso, porém, é necessário que o ambiente em casa seja de
acolhimento, e não de repulsa. No filme, a mãe de Preciosa não apoiava a filha, não ligava para os seus
problemas e, inclusive, permitia abusos por parte do pai. Se o espaço privado não é de compreensão, os
problemas na rua se agravam e, consequentemente, o isolamento do indivíduo é cada vez maior. Claireece
se escondia na sua imaginação, a única coisa que, de fato, a aceitava como era.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de se discutir a questão e o papel da escola e dos respon-
sáveis nessa luta. Em primeiro lugar, o poder público, criador da lei que incentiva o combate à prática, pode
fiscalizar as instituições e fazer valer o que está no Diário Oficial, contratando, inclusive, mais psicólogos para
os colégios e promovendo treinamentos. A mídia pode denunciar os casos, a fim de facilitar o trabalho do
governo e, é claro, conscientizar a população. Deve, também, por meio de ficções, levar a discussão à família,
mostrando a importância de o assunto ser tratado em casa. A escola, então, pode chamar os pais ao debate
e, com palestras e reuniões em grupo, mostrar o seu papel nessa prevenção. Só assim será possível evitar
que, no Brasil, 29 anos depois, tenhamos mais figuras como a de Preciosa, que precisava dos sonhos para
escapar de todo o pesadelo que a sua vida insistia ser.

Tema: O suicídio entre os jovens brasileiros: como enfrentar esse problema?

encontra no suicídio uma forma de livrar-se das dores de um amor não-correspondido. A temática da infeli-
cidade fez com que parte do jovem público-leitor, no século XVIII, se sentisse representado pelos anseios
do personagem e, inclusive, passassem a ver a morte como uma forma de libertação. Neste sentido, per-
cebe-se que esse problema de saúde pública já se alastra ao longo dos séculos e hoje, no Brasil, a taxa de
suicídio entre os jovens faz-se crescente, evidenciando a urgência de alteração deste cenário preocupante.
Em primeiro lugar, o suicídio é, por vezes, uma consequência de um quadro depressivo do indivíduo.
Sabe-se que a depressão é uma patologia que atinge os mediadores bioquímicos envolvidos na condução
dos estímulos através dos neurônios, atuando para que o ser se sinta desestimulado, triste e com baixa auto-
estima. Entre os fatores sociais que induzem os adolescentes a essa doença, fazendo com que se sintam
pressionados ou rejeitados, estão os casos de bullying nas escolas e as agressões verbais e físicas àqueles
que se reconhecem como gays. Em virtude disso, quando essas pessoas se sentem incompreendidas e não
têm o apoio de pessoas queridas, o suicídio lhes convém como uma escapatória às opressões que as rodeiam.
Outro fator alarmante é a ausência de intervenção familiar. Infelizmente, há pais que não se atentam às
ações exercidas pelo próprio filho e são comuns os casos de jovens que se queixam com seus responsáveis

gera a sensação de desamparo e, por conseguinte, pessoas de má índole encontram na internet uma forma
de atra
dentre eles a automutilação ao adolescente,
sendo a última etapa, a retirada da própria vida. Vê-se, assim, a necessidade de um maior acompanhamento
parental e preventivo ao suicídio.
Nota-se, portanto, que o suicídio se tornou um problema de saúde pública no Brasil. Para alterar esse
cenário, a OMS, junto às escolas, deve promover o treinamento de profissionais da educação para identificar
tendências depressivas nos jovens e utilizarem as obras literárias que retratem o suicídio, como foi o caso da
obra de Gothe, promovendo a reflexão e o alerta frente a esse emblema. Além disso, os responsáveis devem
ser mais atentos ao comportamento dos filhos em casa e na internet, promovendo o diálogo frequente e o
zelo e; à mídia, cabe usufruir de seu poder persuasivo para campanhas de valorização à vida e o incentivo à

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procura de auxílio. Dessa forma, as taxas de suicídio amenizarão e construiremos uma sociedade mais empá-
tica.