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QUALIDADE EM

SISTEMAS

Profa. Dra. Vanderli Correia Prieto

vanderli.prieto@ufabc.edu.br

CONTROLE ESTATÍSTICO DO

PROCESSO

Qualidade em Sistemas Profa. Vanderli Correia Prieto


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POR QUE CONTROLAR O PROCESSO ?

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POR QUE CONTROLAR O PROCESSO ?

Causas comuns ou aleatórias: são inerentes ao próprio


processo, são relativamente difíceis de serem
identificadas, consistem num número muito grande de
pequenas causas.
Ex.: Compra sistemática de materiais com baixa qualidade,
Inexistência de treinamento, falta de padronização das
operações
Causas assinaláveis ou especiais: representam um
descontrole temporário do processo, são possíveis de
serem identificadas e corrigidas, as causas e os efeitos são
facilmente observáveis.
Lote isolado de matéria-prima com problema
Desregulagem ocasional do equipamento de produção
Quebra de equipamento de medição
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POR QUE CONTROLAR O PROCESSO ?

Prof. José Carlos de Toledo – UFScar


http://www.gepeq.dep.ufscar.br/arquivos/CEP-ApostilaIntroducaoCEP2006.pdf

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POR QUE CONTROLAR O PROCESSO ?

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PRINCÍPIOS PARA ELABORAÇÃO DOS GRÁFICOS DE
CONTROLE

1. Os gráficos sempre utilizam limites de controle localizados à


distância de três desvios-padrões da linha média (sugerido por
Walter Shewhart na década de 1920)

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PRINCÍPIOS PARA ELABORAÇÃO DOS GRÁFICOS DE


CONTROLE

2. O desvio-padrão utilizado deve ser estimado com base


na variação dentro da amostra.
3. Os dados devem ser obtidos e organizados em amostras
(ou subgrupos) segundo um critério racional.
- A coleta dos dados (amostragem) deve ocorrer
regularmente (hora em hora ou cada meia hora é muito
comum).
- A amostra deve representar turnos, máquinas, matéria
prima, e operadores específicos, e qualquer outra
característica relevante para melhorar o processo

- Nota: às vezes a amostragem deve seguir norma da


agência reguladora
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PRINCÍPIOS PARA ELABORAÇÃO DOS GRÁFICOS DE
CONTROLE

4. O conhecimento obtido através dos gráficos de controle


deve ser empregado para tomada de ações necessárias.

• Verificar se o processo é estável


• Manter o processo estável
• Melhorar o desempenho do processo

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ELEMENTOS BÁSICOS DE ELABORAÇÃO DOS


GRÁFICOS DE CONTROLE
Três linhas representam a média (histórica) e os limites de controle

(Samohyl, 2009)

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GRÁFICOS DE CONTROLE PARA
ATRIBUTOS

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Tipos de gráficos de controle

Gráfico de controle para Atributos


• Contagem
• Classificação

Gráfico de controle para Variável


Característica da qualidade que é medida em escala numérica

Exemplo:
Parafuso - medidas – peso, comprimento, dureza, etc
Parafuso – atributo - número de defeitos

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Gráficos de controle para atributos

Dados do tipo atributo: podem ser contados


Ex.: contagem de peças não conformes e número de
defeitos por peça.

Mais exemplos de atributos


Atividade bancária: número de depósitos não endossados;
número de demonstrações financeiras incorretas enviadas
aos clientes

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CEP - Gráficos de controle para atributos

Dois gráficos são utilizados para medir o


desempenho por atributos:

Gráfico p : controlar a proporção de defeitos gerados


pelo processo.

Gráfico c : controlar o número de defeitos quando


mais de um defeito pode estar presente em um
produto ou serviço

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CEP - Gráficos de controle para atributos

Gráfico p
Fração defeituosa na amostra (p)

ou LSC = p + 3 desvios padrão

LIC = p - 3 desvios padrão

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CEP - Gráficos de controle para atributos

Gráfico p – exemplo 1

Caso Empresa Brindes4U


Fabricação de canetas
reclamações dos clientes: o mecanismo de fechar e abrir a
ponta da caneta não funciona bem, a tinta é de baixa
qualidade com fluxo irregular e, o que é pior, a logomarca
do cliente desaparece em poucas horas.
O custo de fabricação da caneta é em torno de 45
centavos (vendida no atacado a R$1,00) e o tamanho do
lote é entre 3000 e 30.000 unidades.

Inspeção 100% inviável. Qual é a percentagem de itens


defeituosos?

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CEP - Gráficos de controle para atributos

subgrupos amostrais de
tamanho 100
coletados dados em 34
subgrupos.
a cada meia hora

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Gráfico de controle para atributos

Da tabela 9.1, pode ver que a percentagem defeituosa média é 5,12% (0,0512)
Desvio padrão

LSC=0,0512+3*0,022=0,1172=11,72%

LIC=0,0512-3*0,022= -0,0149= -1,49%0

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CEP - Gráficos de controle para atributos

subgrupo 10 tem uma percentagem de defeituosas maior que o limite superior (12>
11,72).

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CEP - Gráficos de controle para atributos

Gráficos de Controle c
Aplicação

Plotar o número real de defeitos (c) em vez da proporção (p)

-Quando a fabricação é de itens maiores, de maior custo e complexidade, e


infinitas possibilidades de encontrar defeitos
Ex.: carros, iates, geladeiras, paredes em construções grandes como arranha-
céus, aviões,

Média de defeitos (c-barra) c = C1 + C2 + C3 ...... Cm


m

Limites de Controle = c / 3 c

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CEP - Gráficos de controle para atributos

Gráficos de Controle c - Exemplo

Exemplo: fábrica de geladeiras


- falhas que podem aparecer na geladeira: arranhões na tinta, porta que mal
fecha, pé da geladeira mal equilibrado, entre outros.
Contando defeitos por geladeira oferece dados suficientes para a montagem do
gráfico de controle. Veja na tabela a relação de defeitos contados em 50
geladeiras.

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CEP - Gráficos de controle para atributos

Gráficos de Controle c - Exemplo

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CEP - Gráficos de controle para atributos

√1,12 = 1,058

Portanto os limites de controle são:

LSC: 1,12 + 3*√1,12 = 4,29 LIC: 1,12 - 3*√1,12 = -2,05 → 0,00

Geladeira 28, 5 defeitos, acima do limite de controle – ver causas especiais

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GRÁFICO DE CONTROLE PARA VARIÁVEIS

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GRÁFICO DE CONTROLE PARA VARIÁVEIS

Variável
característica da qualidade que é medida em escala numérica
Exemplo: tamanho, largura, temperatura, volume

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Gráficos de controle para variáveis

Quando são empregadas variáveis no controle estatístico


de processo, são necessários dois gráficos:

• um para controlar a centralização do processo


Gráfico de controle para médias (X barra)

• um para controlar a sua amplitude -


Gráfico das amplitudes (R)
Eles têm finalidades específicas.
Um gráfico não substitui o outro.

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Gráficos de controle para variáveis

CONVENÇÕES
n = tamanho da amostra
m = número (quantidade) de amostras
=
x = média das médias das amostras (média global)
_
R = amplitude amostral média

A2, A3, D3, D4, etc. = fatores de correção (ver tabela)

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Gráficos de controle para variáveis


Coeficientes de Shewhart para os gráficos de controle

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Limites de controle para o gráfico (X barra)

Limite superior de controle para X barra

LSCx = X + A2R

Limite Central = X = média da média das amostras

Limite inferior de controle para X barra

LICx = X - A2R
A2 são coeficientes da tabela de Schewart. Transformam a Ṝ em três
erros padrão

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Gráficos de controle para variáveis

Gráfico de controle para amplitude (R)


Limite superior de controle para R

LSC R = D4 * R
Limite inferior de controle para R

LIC R = D3 * R

Limite médio para R=R

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Gráficos de controle para variáveis

Exemplo – Caso empresa Mi-Au


Linha de produção de ração animal da Empresa Mi-Au
Irregularidade no enchimento de pacotes de 1Kg
Perda de clientes
Multas
Desconfiança sobre a qualidade do produto em geral no
mercado
Gráfico de controle - amostragem:
. Amostras com 5 mensurações de hora em hora (n = 5).
. Número de amostras (m) = 25.
. Total de itens amostrados: 25*5 = 125.

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Gráfico de controle para médias (X barra)
.

Os limites de controle são:

LCS = 1010,17 + 0,577*47,67 = 1037,82


LIC = 1010,17 - 0,577*47,67 = 982,57
LM = 1010,17

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Gráfico de controle para médias (X barra)

Causa especial:
Operador sem treinamento,
substituindo um veterano

Gráfico de controle X barra

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Gráfico de controle para variabilidade (R)

Cálculo dos limites de controle

D4 e D3 são coeficientes da tabela de Schewart os quais convertem a média


das amplitudes em limites de controle a 3 desvios-padrão da média
LCS é 100,58 (= 2,115*47,67) e do LCI é 0 (pois D3 é 0).
Nenhum ponto está fora dos limites de controle

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Referências

Samohyl Controle Estatístico de Processo e


Ferramentas da Qualidade , cap 9
Robert Wayne Samohyl
http://www.intecq.com.br/files/artigos/conceitos_basicos_d
e_controle_estatistico_de_processos.pdf

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APÊNDICES

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REVISÃO DE ESTATÍSTICA

Medidas de Localização (ou de Tendência Central)


Mediana (x-til)
Valor tal que metade dos elementos possuam medidas inferiores ao seu e a
outra metade, superiores a este.

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REVISÃO DE ESTATÍSTICA

Medidas de Localização (ou de Tendência Central)


Média da Amostra (x-barra)

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REVISÃO DE ESTATÍSTICA

Medidas de Dispersão
Representam como os dados se espalham ao redor da média

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REVISÃO DE ESTATÍSTICA

Medidas de Dispersão
Amplitude (R)
Diferença entre o maior e o menor valor da amostra

R R

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REVISÃO DE ESTATÍSTICA

Medidas de Dispersão Coluna 2


Soma dos desvios de cada elemento: a
Desvio-padrão soma dará sempre zero, pois os desvios
negativos sempre compensam os
positivos.

Coluna 3
Sinais eliminados elevando os desvios ao
quadrado.

VARIÂNCIA

=46/10-1 = 5,11
Número de filhos de 10 mulheres DESVIO PADRÃO (s)
Média = 4 Raiz quadrada da variância = 2,26

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Análise de padrões em gráficos de controle

Pontos fora dos limites de controle


Padrões cíclicos ou de periodicidade: acontecem
quando os pontos, repetidamente, apresentam uma
tendência para cima e para baixo, em intervalos de
tempo que têm, aproximadamente, a mesma amplitude.
Sequência ou deslocamento de nível do processo:
vários pontos consecutivos do gráfico de controle aparecem
em apenas um dos lados da linha média
Tendência: é constituído por um movimento contínuo
dos pontos do gráfico de controle em uma direção
ascendente ou descendente.
http://www.scielo.br/pdf/gp/v16n3/v16n3a08.pdf

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Análise de padrões em gráficos de controle

Mistura ou aproximação dos limites de controle: é


quando os pontos tendem a cair próximo ou levemente
fora dos limites de controle, com relativamente poucos
pontos próximos da linha média
Estratificação ou aproximação da linha média:
a maioria dos pontos está próximo da linha média,
apresentando uma variabilidade menor do que a esperada.

http://www.scielo.br/pdf/gp/v16n3/v16n3a08.pdf

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