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UNIVERSIDADE FEDERAL CAMPUS DE

DO PARANÁ JANDAIA DO SUL

Controle Estatístico de Processo:


Gráficos

Disciplina: Engenharia da Qualidade (JEP019)


Professor: William Rodrigues dos Santos
Controle de processo ou disposição
Melhoria Reativa
Melhoria Proativa
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Custos da qualidade - tradicional

Custos da
qualidade

Custos totais de qualidade antes da iniciativa

Custos totais de qualidade depois da iniciativa

Inspeção
Correção

Planejamento
Prevenção
tempo

Antes da iniciativa Iniciativa Depois da iniciativa


de qualidade de qualidade de qualidade
Custos da qualidade

Custos da
qualidade

Custos totais de qualidade


antes da iniciativa

Falha externa
Com perda Custos totais
de qualidade
depois da iniciativa
Falha externa
Com recuperação

Falha interna

Inspeção

Prevenção

tempo
Antes da iniciativa Depois da iniciativa
de qualidade de qualidade
Controle Estatístico da Qualidade
 Introdução:
 Controle Estatístico do Processo (CEP) ou
é um técnica aplicada a produção que
permite a redução sistemática da
variabilidade nas características da qualidade
de interesse, contribuindo para a melhoria da
qualidade, da produtividade, da confiabilidade
e do custo do que está sendo produzido.

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Fonte: Pottker, D. Notas de Aula de Controle Estatístico do Processo.
Controle Estatístico da Qualidade
 Variabilidade:
 Dois produtos ou características nunca são exatamente
iguais, qualquer processo contém muitas fontes de
variabilidade.
 Fontes de Variabilidade:
 Habilidades do operador
 Diferenças na matéria prima, etc.
 Alteração gradual no processo
 Desgaste de ferramentas
 Temperatura do dia, etc
 Alteração brusca no processo
 Setup
 Mudança de procedimento, etc.
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Fonte: Pottker, D. Notas de Aula de Controle Estatístico do Processo.
Controle Estatístico da Qualidade
 Variabilidade:
 Causas comuns
Referem-se as muitas fontes de variação dentro de um
processo estatisticamente estável ao longo do tempo.
Se apenas causas comuns de variação estiverem
presentes, o resultado do processo torna-se
previsível.

 Causas especiais
Referem-se a quaisquer fatores causadores de variação que
não estejam sempre atuando no processo
Se causas especiais estão presentes, o resultado do
processo não é estável ao longo do tempo.

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Fonte: Pottker, D. Notas de Aula de Controle Estatístico do Processo.
Controle Estatístico da Qualidade
O CEP se caracteriza por quatro elementos fundamentais:

(1) O processo em si

Entradas PROCESSO Saídas

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Fonte: Pottker, D. Notas de Aula de Controle Estatístico do Processo.
CEP enquanto abordagem
preventiva
Controle Estatístico da Qualidade
 O CEP é caracterizado por 4 elementos
fundamentais:
 O processo em si
 Informações sobre o processo
 Ações sobre o futuras sobre o processo

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Controle Estatístico da Qualidade
(1) O processo em si (6 M)

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Fonte: Pottker, D. Notas de Aula de Controle Estatístico do Processo.
Controle Estatístico da Qualidade
(1) O processo em si

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Fonte: Pottker, D. Notas de Aula de Controle Estatístico do Processo.
Controle Estatístico da Qualidade

(2) Informações sobre o processo


 Informações sobre o desempenho de um processo são
obtidas a partir do estudo cruzado da: qualidade do
resultado final, qualidade de resultados intermediários e
ajustes dos parâmetros do processo
 As informações sobre o processo são úteis na medida em
que alavancam ações de melhoria.
 Se não se pretende agir, coletar informações é inútil.

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Fonte: Pottker, D. Notas de Aula de Controle Estatístico do Processo.
Controle Estatístico da Qualidade

(3) Ações sobre o processo são orientadas para


o futuro
 Controle sobre as matérias prima
 Ajuste nos parâmetros do processo
 Manutenção periódica
 Treinamento de operadores
 E outros....

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Fonte: Pottker, D. Notas de Aula de Controle Estatístico do Processo.
Controle Estatístico da Qualidade

(4) Ações sobre o produto (no final da linha de produção)


– são orientadas para o passado

 Correção, sucata, retrabalho


 Impedem que produtos defeituosos cheguem ao
cliente, mas não são uma forma eficiente de ação
 O controle do processo não deve se basear em ações
no final da linha de produção.

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Fonte: Pottker, D. Notas de Aula de Controle Estatístico do Processo.
Ações Locais:
São usualmente requeridas para eliminar as causas especiais de
variação.
Normalmente são executadas por pessoas próximas ao
processo.
Podem corrigir cerca de 15% dos problemas do processo.
Ações Sobre o Sistema:

São usualmente requeridas para reduzir as variações devidas a


causas comuns.
Quase sempre exigem ação gerencial para a correção.
São necessárias para corrigir aproximadamente 85% dos
problemas de processo.
Fonte: Pottker, D. Notas de Aula de Controle Estatístico do Processo.
Gráfico (Carta) de Controle de Processo

 Visa manter o controle de um processo através do


acompanhamento do comportamento de uma ou várias medidas
importantes.

Gráfico temporal de estatísticas do processo calculadas com base


em valores medidos.

Exemplos:
 Diâmetro torneado;
 Tempo de atendimento;
 Vendas diárias de uma região etc.

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Fonte: Pottker, D. Notas de Aula de Controle Estatístico do Processo.
Carta de controle
 Um Carta de controle contém:
 escala da variável ou atributo que deseja-se avaliar (eixo y)
 número da amostra que representa a variável/atributo, ou o
tempo (eixo x)

 Limite Inferior de Controle (LIC)  valor mínimo

 Limite Superior de Controle (LSC)  valor máximo

 Linha Média (LM)  valor central do processo.

Fonte: Santos, W. R., Notas de Aula de Controle Estatístico do Processo.


Carta de controle: processo aparentemente sob controle

Fonte: Santos, W. R., Notas de Aula de Controle Estatístico do Processo.


Carta de controle: processo fora de controle

Fonte: Santos, W. R., Notas de Aula de Controle Estatístico do Processo.


Carta de controle: processo sob
controle

Fonte: Santos, W. R., Notas de Aula de Controle Estatístico do Processo.


Carta de controle: processo fora de
controle

Fonte: Santos, W. R., Notas de Aula de Controle Estatístico do Processo.


Gráfico (Carta) de Controle de Processos

- O que queremos monitorar?

Atributos X Variáveis

27 Fonte: Santos, W. R., Notas de Aula de Controle Estatístico do Processo.


Variável e Atributo
 Variável: características que podem ser medidas e
expressas de forma estatística (média, amplitude,
desvio padrão);

 Atributo: características que não são possíveis de


expressar em medidas
 possuem somente dois estados (presença/ausência do
atributo ou conforme/não conforme).

Fonte: Santos, W. R., Notas de Aula de Controle Estatístico do Processo.


Gráfico de controle para atributos
 Quando são utilizados?
 Número de características de controle elevado
 Difícil mensuração das características
 Verificação de qualidade (conforme/não conforme)
por inspeção visual

Fonte: Santos, W. R., Notas de Aula de Controle Estatístico do Processo.


Gráfico de controle para atributos
 Gráfico de Controle para número de itens defeituosos
 Gráfico np ou pn  quantidade de elementos defeituosos em uma
amostra de tamanho constante

 Gráfico de Controle para fração não conforme


 Gráfico p  porcentagem (fração ou proporção) de elementos
defeituosos produzidos

• Gráfico de Controle para não-conformidades


 Gráfico c  número de elementos defeituosos

 Gráfico de Controle para não conformidades por


unidade
 Gráfico  número médio de não conformidades por unidade

Fonte: Santos, W. R., Notas de Aula de Controle Estatístico do Processo.


Subgrupos racionais
 Os subgrupos ou amostras aleatoriamente
independentes permitem avaliar, a partir de um
pequeno número de unidades, se um processo está
ou não sobre controle estatístico.
 Aleatoriedade: todas as unidades têm as mesmas chances de
serem retiradas do processo, e essa aleatoriedade garante
que a variação avaliada na amostra seja a mais próxima
possível do processo.

 Independência: fundamental para a avaliação do surgimento


de causas especiais ou não. O ajuste no processo com base
na amostra retirada anteriormente poderá mascarar ou
retardar a detecção de uma causa especial.
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 Um subgrupo racional
deve ser retirado do
processo tendo em mente
duas características:
 A chance de diferença
ENTRE os subgrupos deve
ser MAXIMIZADA;
 A chance de diferença
DENTRO do subgrupo deve
ser MINIMIZADA.

O método mais comum é retirar os subgrupos


racionais de um processo considerando o TEMPO -
detectar as mudanças no processo e detectar se o
processo saiu e voltou ao controle estatístico.
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Gráficos de controle para Variável
 Gráfico da Média ( ) e de Amplitude (R)
1. Coletar os elementos de cada amostra.

2. Calcular o valor médio ( ) para cada amostra. Utilizar


uma casa decimal a mais que os dados originais.

3. Calcular a média global da amostra ( ).

4. Calcular a amplitude (R) de cada amostra.

5. Calcular a amplitude global da amostra ( ). Utilizar duas


casas decimais a mais que os dados originais.

Fonte: Santos, W. R., Notas de Aula de Controle Estatístico do Processo.


Fórmulas

LSC = + A 2R
X (média) LC =
LIC = - A2R
Variável
LSC = D4
R (amplitude) LC =
LIC = D3

A2, D4 e D3 constantes

Fonte: Santos, W. R., Notas de Aula de Controle Estatístico do Processo.


Um processo de cozimento é usado em conjunto
com fotolitografia na fabricação de
semicondutores. Queremos estabelecer um
controle estatístico para a largura do fluxo do
resistente do resistente usando gráficos xbar e R.
Vinte e cinco amostras, cada uma formada por
cinco placas, foram extraídas desse processo
quando se pensava que o mesmo estava sob
controle. O intervalo de tempo entre amostras ou
subgrupos é de uma hora.

Fonte: Santos, W. R., Notas de Aula de Controle Estatístico do Processo.


Um processo de cozimento é usado em conjunto
com fotolitografia na fabricação de
semicondutores. Queremos estabelecer um
controle estatístico para a largura do fluxo do
resistente do resistente usando gráficos xbar e R.
Vinte e cinco amostras, cada uma formada
por cinco placas, foram extraídas desse
processo quando se pensava que o mesmo
estava sob controle. O intervalo de tempo
entre amostras ou subgrupos é de uma hora.

Fonte: Santos, W. R., Notas de Aula de Controle Estatístico do Processo.


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Construção CEP por variável
 Começar pelo gráfico R

LSC = D4R
R (amplitude) LC = R
LIC = D3R

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Construção CEP por variável
 Começar pelo gráfico R

LSC = D4R
R (amplitude) LC = R
LIC = D3R

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Construção CEP por variável
 Começar pelo gráfico R

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Construção CEP por variável
 Gráfico Xbar

LSC = + A2R
LC =
LIC = - A2R

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Construção CEP por variável
 Gráfico Xbar

LSC = + A2R
LC =
LIC = - A2R

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Construção CEP por variável
 Gráfico Xbar

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Exercício 1
 Um fabricante de componentes para transmissões de
automóveis deseja usar gráficos de controle para monitorar
um processo que produz uma haste. Os dados resultantes de
20 amostras de 4 diâmetros que foram medidos são:

a) Ache os limites de controle que devem ser usados nos gráficos de controle Xbar e R

b) Suponha que as 20 amostras preliminares se mostrem sob controle em ambos os


gráficos. Estime a média e o desvio-padrão do processo.

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Exercício 2
 Um departamento de emergência de um hospital está
monitorando o tempo necessário (minutos) para a
admissão de um paciente usando gráfico Xbar e R.
a) Use esses dados para determinar os limites de controle para
os gráficos de controle Xbar e R para esse processo de
admissão de pacientes.

b) Plote os dados preliminares das 20 primeiras amostras nos


gráficos de controle estabelecidos na parte (a). Esse
processo está sob controle estatístico?

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Interpretação do gráfico Xbar e R
 Padrão cíclico

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Interpretação do gráfico Xbar e R
 Padrão de mistura

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Interpretação do gráfico Xbar e R
 Deslocamento

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Interpretação do gráfico Xbar e R
 Tendência

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Interpretação do gráfico Xbar e R
 Estratificação

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Controle Estatístico
de Processo: variável

Disciplina: Engenharia da Qualidade (JEP019)


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