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ÍNDICE

INTRODUÇÃO...........................................................................................................................2
DESENVOLVIMENTO..............................................................................................................3
BATALHA DE CUITO CUANAVALE........................................................................................3
A GUERRA CIVIL ANGOLANA................................................................................................4
O MPLA NO PODER.........................................................................................................5
FAR......................................................................................................................................6
URSS..................................................................................................................................6
A JAMBA.............................................................................................................................6
A BATALHA................................................................................................................................7
MAVINGA...................................................................................................................................7
O CERCO DE CUITO CUANAVALE.......................................................................................7
DESFECHO...............................................................................................................................8
CONCLUSÃO..........................................................................................................................10
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA...........................................................................................11

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INTRODUÇÃO

A batalha do Cuito Cuanavale, considerada uma das maiores ocorridas


na África Austral, culminou em 23 de Março de 1988, altura em que as ex-
Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA), em parceira com
os efectivos militares de Cuba, impuseram-se ao exército do antigo regime do
apartheid sul-africano, que invadiu Angola a partir desta região sudeste do país.

A derrota das então forças militares sul-africanas obrigou o regime do


apartheid a promover conversações quadripartidas, que levou a assinatura do
acordo de Nova Iorque (EUA) e, consequentemente, a independência da
Namíbia e a democratização da África do Sul.

O nome Cuito Cuanavale, um dos municípios da província do Cuando


Cubango, tem origem dos rios Cuito e Cuanavale, que convergem nesta região.
Com uma superfície de 35.610 quilómetros quadrados, o município do Cuito
Cuanavale, província do Cuando Cubango, possui uma população estimada
em 94 mil habitantes.

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DESENVOLVIMENTO

BATALHA DE CUITO CUANAVALE

A Batalha de Cuito Cuanavale foi o maior confronto militar da Guerra


Civil Angolana, ocorrido entre 15 de novembro de 1987 e 23 de
março de 1988[8]. O local da batalha foi o sul de Angola, na região do Cuito
Cuanavale, província de Cuando-Cubango, onde se confrontaram os exércitos
de Angola FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola)
e Cuba (FAR) contra a UNITA (União Nacional para a Independência Total de
Angola) e o exército sul-africano. Foi a batalha mais prolongada que teve lugar
no continente africano desde a Segunda Guerra Mundial.

Seguindo uma série de tentativas frustradas de dominar a região em


1986, oito brigadas da FAPLA realizaram uma ofensiva, conhecida como
"Operação Saludando Octubre" em agosto de 1987 contra as bases da UNITA
em Jamba e Mavinga, contando com apoio de armas e tanques T-
62 soviéticos, bem como unidades motorizadas cubanas. A África do Sul, que
fazia fronteira com Angola por meio do território em disputa da atual Namíbia,
estava determinada em prevenir que a FAPLA ganhasse controle da região e

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permitisse que a Organização do Povo do Sudoeste Africano atuasse no local,
o que colocaria o regime do Apartheid em cheque.

Ambos os lados do conflito reivindicaram vitória, e até hoje as narrativas


e memórias sobre a batalha são objeto de debate. Não obstante, o evento
tornou-se o ponto de viragem decisivo na guerra que se arrastava há longos
anos, incentivando um acordo entre Sul Africanos e Cubanos para a retirada de
tropas e a assinatura dos Acordos de Nova Iorque, que deram origem à
implementação da resolução 435/78 do Conselho de Segurança da ONU,
levando à independência da Namíbia e ao fim do regime de segregação racial,
que vigorava na África do Sul.

A GUERRA CIVIL ANGOLANA


Até 1975, Angola foi um dos territórios coloniais africanos do Império
Português tal como Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e
Príncipe, regidas por Portugal. No entanto surgiu uma guerra de guerrilha entre
o governo colonial e três movimentos revolucionários armados, a FNLA (Frente
Nacional de Libertação de Angola), a UNITA (União Nacional para a
Independência Total de Angola) e o MPLA (Movimento Popular de Libertação
de Angola), com um acréscimo no norte, na região de Cabinda levada a cabo
pela FLEC (Frente de Libertação do Enclave de Cabinda), um

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movimento separatista) que reclamava a independência autónoma de Cabinda
em relação a Angola.

Angola foi só uma das frentes da Guerra do Ultramar, durante a qual, o


estado português tentou manter os seus territórios coloniais ao contrário da
tendência das outras nações europeias como a Grã-Bretanha e a França que
estavam a entregar a independência gradualmente às suas colónias.

O preludio da guerra civil angolana, tem a sua origem em 1974 quando


se deu em Portugal a Revolução dos Cravos, derrubando o regime salazarista.
A junta militar que ocupou o poder provisoriamente, decidiu acabar a Guerra do
Ultramar mas deixar as tropas nas colónias até à sua independência. No
entanto, devido a pressões internas, decidem abandonar Angola até
o outono de 1975, sem que nenhum dos movimentos revolucionários estivesse
no controle da nação. Uma decisão problemática que afetou o desfecho da
guerra civil em Angola.

O MPLA NO PODER

Em agosto de 1975 o MPLA controlava onze das quinze províncias de


Angola, incluindo a capital Luanda e a cidade de Cabinda, sendo por isso a
escolha óbvia para tomar o poder em Angola. No entanto, a decisão de
Portugal de entregar o poder aos três movimentos, provou ser um erro crasso,
dando inicio à Guerra Civil Angolana[14].

A 10 de Novembro uma ofensiva da FNLA que tinha o apoio


do Zaire com um reforço do exercito zairense de 1.200 soldados, num célebre
confronto que viria do norte de Luanda que ficou conhecido pela Batalha de
Kifangondo[15] não aconteceu por ordem dos USA a FNLA. Os USA mandaram
a FNLA recuar e não engajar em luta armada.

Nos anos seguintes, o governo do MPLA e as suas forças militares


lutaram contra guerrilheiros armados pelo Zaire, Estados Unidos da América e
pela África do Sul, até que em 1984 a FNLA de Holden Roberto reconheceu a
derrota, mantendo-se no entanto a guerra contra a UNITA de Jonas Savimbi.

Até 1987 entraram no conflito angolano outras nações e organizações


interessadas, ao lado do governo angolano encontravam-se as FAR (Fuerzas
Armadas Revolucionarias de Cuba), o braço armado do ANC (African National

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Congress), Umkhonto we Sizwe e a SWAPO (South West Africa People's
Organization), ao lado da UNITA estava o exército sul africano e os seus
aliados.

FAR

A intervenção da FAR começou apenas com 652 tropas de elite


na Operação Carlota, uma manobra militar levada a cabo
em novembro de 1975 contra a incursão sul africana[16], porém com a expansão
da guerra nos anos seguintes Cuba, a pedido do governo angolano, reforçou
as suas forças militares de uma forma permanente, tendo participado na
batalha de Cuito Cuanavale 15.000 tropas cubanas [17]. A força cubana em
Angola chegou a ter 36.000 tropas activas.

URSS

A participação da União Soviética no conflito angolano, limitou-se a um


grupo de conselheiros militares soviéticos colocados em Angola, à formação de
quadros superiores em território da URSS e à ajuda em armamento militar. As
relações entre os dois países nunca foram totalmente claras, havendo
suspeitas de envolvimento soviético numa tentativa de golpe de estado,
preconizado pelo Ministro do Interior do MPLA Nito Alves, culminando num
período negro da história angolana conhecido por Fraccionismo[18]. Não
obstante esses desentendimentos, estiveram presentes na batalha
conselheiros soviéticos que tiveram um papel muito importante na organização
das FAPLA e na planificação da batalha.

A JAMBA

Os EUA não reconheceram o governo angolano, acusando-os


de comunistas, receando que Angola se tornasse uma ponta de lança da União
Soviética em África. Henry Kissinger, Secretário de Estado dos
Presidentes Richard Nixon e Gerald Ford, chegou mesmo a afirmar que o
governo do MPLA era uma ameaça à liberdade em África [19]. Nos anos oitenta a
administração de Ronald Reagan promoveu a guerra de guerrilha nos países
com ligações ao Bloco de Leste, em países como a Nicarágua e Angola. Já
desde 1977 que os Estados Unidos da América apoiavam UNITA, vindo a
reforçar esse apoio no governo Regan. Um dos projectos mais importantes da

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ajuda americana foi a Jamba, o refugio e quartel-general das forças da UNITA
no sudoeste de Angola[21]. Na Jamba, Jonas Savimbi líder da UNITA, construiu
uma base militar bem defendida para lutar contra o governo MPLA e criou um
mini-estado.

Em 1985 na Jamba, Savimbi foi o anfitrião da Internacional Democrática,


um encontro de chefes de alguns movimentos anti-comunistas través o mundo,
oficializando dessa forma o seu mini-estado [22]. A presença semi-oficial de um
mini-estado criado pela UNITA em território angolano era considerado uma
afronta ao governo de José Eduardo dos Santos, presidente de Angola à altura
do conflito. Em 1987, o governo angolano decidiu eliminar esse mini-estado e
retomar o controle do sudoeste angolano [23]. O resultado foi a batalha de Cuito
Cuanavale, uma povoação situada na Jamba na província do Cuando-
Cubango.

A BATALHA
MAVINGA
A primeira acção militar da campanha do governo angolano, foi a
ocupação da antiga base portuguesa de Mavinga, onde estavam sediados
8.000 guerrilheiros da UNITA, porem até a chegada das forças angolanos,
Mavinga recebeu um reforço de 4.000 tropas da SADF (South African Defence
Force), vindo a confrontar uma força de 18.000 soldados angolanos. Mavinga
foi o primeiro passo no caminho para a Jamba e para penetrar a Faixa de
Caprivi.
O ataque a Mavinga foi uma derrota total para as forças angolanas, com baixas
estimadas em 4000 mortos.
A manobra de contra-ataque das SADF, nomeada Operação Modular foi
um êxito, forçando as tropas das FAPLA e das FAR a retroceder 200
quilómetros de volta a Cuito Cuanavale numa perseguição constante através
da Operação Hooper.
O CERCO DE CUITO CUANAVALE
Sabendo que caindo Cuito Cuanavale o inimigo seguiria para Menongue,
uma base aérea importante do governo, as FAPLA restabeleceram-se ai,
retendo com dificuldade o avanço da UNITA e das SADF. As três brigadas
sobreviventes da força original barricaram-se a leste do Rio Cuito, do outro lado

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da povação de Cuito Cuanavale, aguentando as forças rivais durante três
semanas, sem blindagem nem artilharia para se defenderem e sem
provisões[27]. O presidente de Cuba Fidel Castro, apedido do governo angolano,
enviou mais 15.000 soldados de elite para ajudar ao esforço da batalha, dando
o nome a essa movimentação de tropas de Manobra XXXI Aniversário da FAR.
Com o reforço cubano, o número de tropas no país passava de 50.000. A 5 de
dezembro de 1987 o primeiro reforço militar chegou ao posto das FAPLA em
Cuito Cuanavale.

Entretanto, os soldados angolanos recebiam um novo treino para se


adaptarem às novas armas mais avançadas fornecidas pela União Soviética,
enquanto os seus colegas das FAR preparam as defesas para resistir às
investidas do inimigo. Os defensores cavaram trincheiras, barricadas, e
depósitos para helicópteros, embora a pista de aviação estivesse intacta, os
observadores das forças inimigas impedia a aterragem de aviões em Cuito
Cuanavale. A ponte sobre o rio havia explodido a 9 de janeiro [33] e para
poderem atravessar o rio, os cubanos construíram uma outra ponte de
madeira, apelidada de "Pátria ou Morte". Os defensores aproveitaram todas as
armas que disponíveis, desde as dos tanques imobilizados, às dos soldados
sepultados pela terra nos ataques de artilharia.
Entretanto as SADF aproveitaram o impasse para trazer reforços [36],
levando a cabo cinco assaltos contra os postos angolanos nos meses
seguintes, não conseguindo vencer os defensores [37]. Uma das situações que
ajudou imenso a UNITA, foi a estação das chuvas que atrasou o avanço das
tropas vindo de Menongue, através de caminhos lamacentos, carregados
de minas anti-pessoais pela UNITA e de emboscada. Quando o grosso dos
reforços chegaram, já tinha começado a batalha final [38].
Os assaltos de UNITA prosseguiram até 23 de março de 1988, levando as
tropas defensoras a recuaram para os arredores de Cuito Cuanavale, onde
sofreram bombardeamentos de artilharia da SADF, localizadas nas colinas de
Chambinga, nos meses seguintes.

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DESFECHO
O impasse militar de Cuito Cuanavale foi reclamado por ambos lados
como uma vitória. O lado angolano afirmou que com a defesa de Cuito
Cuanavale, em situação precária e situação inferior, impediram a invasão do
território angolano, pelas forças da África do Sul. Porém na África do Sul os
partidários da guerra proclamavam como triunfo o facto de o exército deles
menos equipado mas melhor treinado ter impedido o avanço do comunismo.

Em dezembro de 1988 o MPLA e a UNITA, assinaram o Acordo


Tripartido na cidade de Nova Iorque, acordando com a retirada das forças
estrangeiros do conflito angolano, levando, consequentemente, à
independência da Namíbia e à democratização da África do Sul, culminando
com o fim do regime do Apartheid.

O historiadora Piero Gleijeses, professor da Universidade John Hopkins,


de Washington, escreve a respeito: "Apesar de todos os esforços de
Washington [aliado ao regime do apartheid] para impedir-lhe, Cuba mudou o
rumo da história da África Austral [...]. A proeza dos cubanos no campo de
batalha e seu virtuosismo à mesa de negociações foram decisivos para obrigar
a África do Sul a aceitar a independência da Namíbia. Sua exitosa defesa de
Cuito foi o prelúdio de uma campanha que obrigou a SADF [Força de Defesa
Sul-Africana] a sair de Angola. Essa vitória repercutiu para além da Namíbia".

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CONCLUSÃO
Com base as pesquisas feitas concluímos que a Batalha de Cuito
Cuanavale foi o ponto de viragem decisivo numa guerra que se arrastava há
longos anos e na qual o jovem Estado angolano teve de sofrer as pressões e
ameaças de grandes potências e a agressão directa de forças militares que
elas financiavam".

O combate de Cuito Cuanavale, no sul do país, tinha começado em


Novembro, e tornar-se-ia no mais prolongado que teve lugar no continente
africano desde a II Guerra Mundial. Foi, ainda, a última batalha que envolveu
forças estrangeiras alinhadas com as duas partes em conflito: tropas cubanas
ao lado do MPLA e forças sul-africanas ao lado da UNITA. As FAPLA (Forças
Armadas Populares de Libertação de Angola) e as FAR (Forças Armadas
Revolucionárias) começaram por ocupar a antiga base portuguesa de Mavinga,
onde os guerrilheiros da UNITA estavam sediados, mas a manobra de contra-
ataque das forças de Savimbi significou uma derrota total para as forças do
MPLA.

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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/politica/2017/8/38/Memori
al-Cuito-Cuanavale-uma-honra-para-Estado-angolano,a2146a35-
8fda-418b-840a-adce12df8b35.html

https://observatoriodaafrica.wordpress.com/2016/03/23/a-historica-
batalha-do-cuito-cuanavale-a-23-de-marco-de-1988-e-que-deu-
origem-a-independencia-da-namibia-a-abolicao-do-regime-do-
apartheid/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Cuito_Cuanavale

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