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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA -UFSC


CENTRO TÉCNOLOGICO - CTC
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA E ENG. DE ALIMENTOS – EQA
Laboratório de Fenômenos de Transferência e Operações Unitárias I – EQA5531
Professor: Pedro Henrique Hermes de Araújo

EXPERIMENTO DE PERFIL DE TEMPERATURA EM BARRAS CIRCULARES DE


SEÇÃO UNIFORME

Bárbara Carolina Böhm Gramkow


Carlos Gilberto do Lago Costa
David Santos de França
Jéssica Alberton
Laura Diana Robertti Mujica

Florianópolis, maio de 2018


2

RESUMO

A determinação do perfil de temperatura de um determinado material depende de alguns


parâmetros como fênomeno de transferência de calor, no qual está submetido sua
geometria e suas dimensões caracteristicas. No experimento realizado para medir o
perfil de temperatra, foi utilizado barras de seção circular uniforme com caracteristicas
diferentes pelo seu material, sendo duas barras de Aço Inox, onde estas possuem um
diâmetro diferente, uma barra de alumínio e uma barra de cobre, tendo que seus
comprimentos possuem um tamanho maior que sei Diâmetro.
As barras foram submetidas a duas temperaturas diferentes: cinquenta e um graus
celsius e noventa graus celsius, e foi medido a temperatura em cada ponto da barra,
onde fenômeno observado foi a condução de calor pela barra e convecção natural. Com
estes parâmetros foi determinado o coeficiente convectivo natural com uma
determinada temperatura, e comparamos com o valor teórico onde observamos um erro
significativo, demonstrando que devemos nos preocupar com a calibração dos
termômetros e sistema não ser isolado sofrendo interferferêcias na convecção, para
poder obter dados mais precisos.
3

SIMBOLOGIA E NOMENCLATURA

Nu Número de nusselt [Adimensional]

Pr Número de Prandalt [Adimensional]

Ra Número de Rayleigh [Adimensional]

GA celeração da gravidade [m/s²]

B Coeficiente de expansão [K-1]

𝑇0 Temperatura da extremidade aquecida [°C]

𝑇∞ Temperatura do Fluido (Ar no ambiente) [°C]

α Difusivide térmica [m²/s]

ℎ Coeficiente convectivo médio [W/(m²/k)]

𝑘 Condutividade térmica [W/(m.K)]

𝐶𝑝 Calor específico do fluido [J/(Kg.K)]

ν Viscosidade cinemática [m²/s]

D Diâmetro do cilindro [m]

⍴ Massa especifica do Fluido [Kg/m³]

µ Viscosidade dinâmica do fluido [Pa.s]


4

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO .......................................................................................................................5
1.1 Materiais e métodos ..........................................................................................................8
2 OBJETIVOS .............................................................................................................................8
3 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL ..........................................................................................9
3.1 Resultados e discussão .......................................................................................................9
4 CONCLUSÕES .......................................................................................................................17
4.1 Sugestões .........................................................................................................................17
5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................................................18
6 MEMORIAL DE CÁLCULO .....................................................................................................19
5

1 INTRODUÇÃO

Transferência de Calor se refere à energia em movimento devido a uma


diferença de temperatura, assim, sempre que existir uma diferença de temperatura em
um meio ou entre meios ocorrerá transferência de calor. Existem três mecanismos
através dos quais ocorre a transferência de calor: condução, convecção, e radiação,
para este experimento serão abordadas a condução e convecção.

A condução de calor se refere ao transporte de energia em um meio


estacionário, podendo ser sólido ou fluido, cuja força motriz do fenômeno é a presença
de gradiente de temperatura. Esse processo de condução ocorre majoritariamente em
nível molecular e o mecanismo físico associado é a atividade molecular aleatória
(choque entre moléculas), enquanto a convecção de calor abrange a transferência de
energia que ocorre entre uma superfície e um fluido em movimento em virtude da
diferença de temperatura entre eles.

A Lei de Fourier é usada para determinar a taxa de energia transferida por


unidade de área (fluxo) na condução térmica, dependendo do gradiente de temperatura
e do material em que ocorre a condução, através do parâmetro de condutividade
térmica, que é uma característica intrínseca de cada material. O fluxo térmico é uma
grandeza direcional, perpendicular (normal) a área de seção transversal do meio, nesse
caso, as barras do experimento.

No experimento realizado, usou-se a abordagem tradicional descrita na


literatura, no qual o comportamento de uma barra circular submetida a uma brusca
variação de temperatura em seus extremos considera o fluxo de calor como sendo
unidimensional (ou seja, admite-se a temperatura da barra como sendo uniforme ao
longo de cada seção da mesma), desprezando-se a variação das propriedades físicas
dos materiais (k, Cp, ) com a temperatura. Assim sendo, em regime transiente, pode-
se escrever pela equação 1:

(1)

Para conhecer a distribuição de temperaturas em um meio é preciso solucionar


a equação do calor para o caso em questão. As condições de contorno bem como a
6

condição inicial definem cada situação particular da condução de calor. Estas condições
são:

 T=T, para t = 0;
 Para x = 0 toma-se T = T0.

Para a posição, a segunda condição de contorno pode ser assumida de três


formas distintas:

(2)

 T = T, para x  ; barra semi-infinita (condição de contorno de primeiro tipo);


 , para x = L; barra com extremidade isolada (condição de contorno de segundo
tipo);

 em x=L; igualando os lados (convecção = condução) (condição de contorno de


terceiro tipo).

A solução diferencial da equação (1) acima toma formas diferentes conforme a


condição de contorno escolhida. Neste caso, usou-se as duas primeiras condições.

Dentre as soluções da equação (1) apresentadas na literatura, tem-se:

(3)

1) Para a condição de contorno do primeiro tipo a solução é:

(4)

Nesta equação, assim como nas equações apresentadas a seguir, admitiu-se


um coeficiente de transferência de calor (barra-ar) médio (h) constante, ou seja, hx= h =
constante.

O parâmetro () relaciona-se com h pela equação:

 = m2. (5)
7

Onde, para barras circulares:

(6)

Para obter a expressão do perfil de temperatura para o regime permanente deve-


se levar a equação (4) ao limite (t), ou então integra-la com T / t = 0. Desta forma
obtém-se:

 Para a condição de contorno do primeiro tipo:

(T - T) / (T0 - T) = e – mx (7)

E para a condição de contorno do segundo tipo, tem-se:

(8)

O coeficiente convectivo é função do número adimensional de Nusselt, que


depende de diversos fatores e pode ser determinado por algumas correlações
empíricas.

(9)

Para um cilindro semi-infinito, temos que o número de Nusselt médio é função


do número de Prandtl e de Rayleigh da seguinte forma:

(10)

Onde o número de Rayleigh é dado por:

(11)

E o número de Prandtl:
8

(12)

1.1 Materiais e métodos

O equipamento utilizado para a realização dos experimentos é composto por quatro


barras distintas de 1 metro de comprimento, nas quais uma extremidade encontra-
se dentro de uma banho termostático contendo água e a outra extremidade é
isolada termicamente (representado na figura 1 abaixo). As barras eram
constituídas de:
 Duas de aço inox com diâmetros nominais de 25,4 e 12,7 mm
 Uma de cobre com 12,7 mm de diâmetro nominal
 Uma de alumínio com 12,7 mm de diâmetro nominal

Figura 1 – Equipamento experimental composto de barras circulares. Fonte (os


autores)

2 OBJETIVOS

 Com os dados obtidos representar graficamente em uma mesma figura


o perfil de temperatura ao longo das quatro barras para as duas
situações de (𝑇0 ) realizadas.
9

 Representar graficamente (T- 𝑇∞ )/(𝑇0 -𝑇∞ ) versus (x) visando a obtenção


do (h) médio para cada situação de 𝑇0 .

 Comparar o valor obtido para (h) médio com valor encontrado na


literatura e comentar sobre possíveis desvios e erros experimenta

3 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Para realizar o procedimento a temperatura do banho foi regulada, esperou-se que


o regime permanente fosse atingido e então registrou-se as temperaturas de todos
os termopares de cada barra. A posição dos termopares era alterada até obter-se
um número desejável de pontos de medição.
O experimento foi realizado em duas etapas com o mesmo procedimento, porém
na primeira etapa a temperatura do banho atingiu em torno de 51°C e na segunda
etapa por volta de 90°C (considerando pequenas variações que ocorriam ao longo
do experimento). As pequenas variações de temperatura foram registradas,
porém para fins de simplificação e para os cálculos as temperaturas foram fixadas
em 51ºC e 90

3.1 Resultados e discussão

A tabela 1 abaixo apresenta os dados de temperatura registrados para as


diferentes barras no primeiro procedimento com o banho regulado para
51ºC, sendo a barra A: aço inox de 1” de diâmetro nominal, barra B: aço
inox de 1/2” de diâmetro nominal, barra C: alumínio de1/2” de diâmetro
nominal e barra D: cobre de 1/2” de diâmetro nominal.
Banho a 51°C
temperaturas em ( °C)
Pontos Distâcia (cm) Aço Inox 1" Aço Inox 1/2" Aluminio 1/2" cobre de 1/2" (T∞)
1 3,2 38,9 37,6 42,9 44,4 25,8
2 6 34,7 33,4 40,6 41,8 25,8
3 9 31,7 30,3 38,5 40,3 25,8
4 12 29,6 28,5 37,2 39,3 25,8
5 15 28,1 27,5 36,1 37,5 25,8
6 18 27 26,7 34,9 36,7 25,8
7 26 25,6 26,1 32,7 34,5 25,8
8 34 25,2 25,9 30,8 32,5 25,8
9 49 25,1 25,8 28,8 29,7 25,8
10 64 25,7 25,9 27,8 28,5 25,8
11 79 25,5 25,9 26,9 27,3 25,8
12 91 25,8 26 26,4 27,1 25,8
13 104 25,5 26,5 26,4 26,5 25,8
14 115 25,5 26,1 26,5 26,4 25,8
Tabela 1 : Temperaturas registradas ao longo do comprimento das diferentes
barras na temperatura de banho de 51ºC
10

Com dados da tabela 1 foi possível representar graficamente a variação da


temperatura de cada barra em função da posição dos termopares. A
representação pode ser visualizada em seguida com o gráfico 1:

BANHO A 51°C
Inox 1" Inox 1/2" Alumínio 1/2" cobre 1/2"

55

50

45
TEMPERATURA (°C)

40

35

30

25

20
0 20 40 60 80 100 120 140
POSIÇÃO (CM)

Gráfico 1: Variação de temperatura das barras compostas por diferentes


materiais em função da variação da posição dos termopares.

Pode-se observar que temperatura das duas barras de Inox são semelhantes
devido a mesma condutividade térmica. O perfil de temperatura decresce com a
distância do termopar com a fonte no banho, obedecendo a lei de Fourrier, onde
o fluxo de calor é proporcional á área e a diferença de temperatura é
inversamente proporcional ao comprimento, obtendo-se por isso um perfil linear.
A tabela 2 abaixo apresenta os dados obtidos com a segunda parte do
experimento conduzida a 90ºC:
11

Banho a 90°C
Temperatura em (°C)
Pontos Distância (cm) Aço Inox 1" Aço Inox 1/2" Alumínio 1/2" Cobre 1/2" (T∞)
1 3 61,2 56,4 69,5 75,9 27,7
2 6 49,4 44,4 63,8 68,2 27,7
3 9 42,9 38 58,3 64,3 27,7
4 12 38,3 34,1 54,5 61 27,7
5 15 34,9 31,6 51,9 57,1 27,7
6 18 32,2 30,1 48,5 53,8 27,7
7 26 29,2 28,6 42,9 48,1 27,7
8 34 27,8 28 38,1 42,8 27,7
9 49 27,2 27,8 33,5 36,1 27,7
10 64 27,6 27,8 30,9 32,5 27,7
11 79 26,6 27,6 29,2 30,3 27,7
12 91 26,3 27,5 28,5 29,5 27,7
13 104 27,1 27,6 28,5 28,5 27,7
14 105 27,1 27,6 28,2 28,1 27,7
Tabela 2: Temperaturas registradas ao longo do comprimento das diferentes
barras na temperatura de banho de 90ºC.

Em seguida, com os dados da tabela 2 novamente pode-se obter a


representação gráfica da variação de temperatura versus a posição dos
termopares, a qual pode ser visualizada no gráfico 2 abaixo:

BANHO 90°C
Aço 1" Aço 1/2" Alumínio 1/2" cobre 1/2"

80

70
TEMPERATURA ºC

60

50

40

30

20
0 20 40 60 80 100 120
POSIÇÃO (CM)

Gráfico 2 - Variação de temperatura das barras compostas por diferentes


materiais em função da variação da posição dos termopares com banho a 90ºC.

Observa-se praticamente o mesmo comportamento que o obtido com a


temperatura 51°C, tendo um perfil semelhante.
12

Os valores calculados de (T-T∞)/(T0-T∞) para cada barra com o banho a 51ºC


podem ser observados em seguida na tabela 3:

(T-T∞)/(T0-T∞)
pontos distancia inox1 inox1/2 aluminio1/2 cobre1/2 T(∞)
1 3,2 0,5198 0,4683 0,6786 0,7381 25,8
2 6 0,3532 0,3016 0,5873 0,6349 25,8
3 9 0,2341 0,1786 0,5040 0,5754 25,8
4 12 0,1508 0,1071 0,4524 0,5357 25,8
5 15 0,0913 0,0675 0,4087 0,4643 25,8
6 18 0,0476 0,0357 0,3611 0,4325 25,8
7 26 -0,0079 0,0119 0,2738 0,3452 25,8
8 34 -0,0238 0,0040 0,1984 0,2659 25,8
9 49 -0,0278 0,0000 0,1190 0,1548 25,8
10 64 -0,0040 0,0040 0,0794 0,1071 25,8
11 79 -0,0119 0,0040 0,0437 0,0595 25,8
12 91 0,0000 0,0079 0,0238 0,0516 25,8
13 104 -0,0119 0,0278 0,0238 0,0278 25,8
14 115 -0,0119 0,0119 0,0278 0,0238 25,8
Tabela 3: Valores de (T-T∞)/(T0-T∞) calculados

Os dados na tabela 3 são necessários para calcular o coeficiente convectivo


médio de transferência de calor (h) para temperatura de 51°C.
Observa-se que foi obtido valores negativos para as barras de aço inox de 1’ e
½”, devido a possíveis erros experimentais provenientes do aparelho ou de
perturbações na convecção do ar do ambiente, o qual continha janelas e as
portas abertas ja que o equipamento não vedado.
Pela impossibilidade de resolver a equação (7) com medidas negativas,
estabeleceu-se uma diferença de temperatura muito proxima a zero, para poder
prosseguir com o cálculo do coeficiente de convecção. A tabela 4 abaixo registra
as correções realizadas.
13

(T-T∞)/(T0-T∞)
Distância Inox 1" inox 1/2" Alumínio 1/2" cobre 1/2"
3,2 0,51984 0,46825 0,67857 0,73810
6 0,35317 0,30159 0,58730 0,63492
9 0,23413 0,17857 0,50397 0,57540
12 0,15079 0,10714 0,45238 0,53571
15 0,09127 0,06746 0,40873 0,46429
18 0,04762 0,03571 0,36111 0,43254
26 0,00001 0,01190 0,27381 0,34524
34 0,00001 0,00397 0,19841 0,26587
49 0,00001 0,00001 0,11905 0,15476
64 0,00001 0,00397 0,07937 0,10714
79 0,00001 0,00397 0,04365 0,05952
91 0,00001 0,00794 0,02381 0,05159
104 0,00001 0,02778 0,02381 0,02778
115 0,00001 0,00001 0,02778 0,02381

Tabela 4: Valores de ((T-T∞)/(T0-T∞)) calculados corrigidos para possibilitar


linearização , na temperatura de 51ºC.

O gráfico 3 abaixo contém a representação obtida com a aplicação da equação


(7), Onde pode-se encontrar o valor de “m“ através do coeficientes angulares
para cada barra, calcula-se em seguida os coeficientes convectivos de
transferência de calor (h).

1,00000
0,90000 y = e-0,138x
R² = 0,4918 y = e-0,083x
0,80000
R² = 0,209
0,70000
y = e-0,038x
(T-Tinf)/(T0-Tinf)

0,60000 R² = 0,9202
0,50000
y = e-0,034x
0,40000 R² = 0,9744
0,30000
0,20000
0,10000
0,00000
0 20 40 60 80 100 120 140

Distância (cm)
Aço Inox 1' Aço Inox 1/2"
Alumínio 1/2' Cobre 1/2'

Gráfico 3 – Variação de (T-T∞)/(T0-T∞) versus distância dos termopares (em


cm) para cada barra com a equação (7) aplicada. Para 51ºC
14

As tabelas 4 e 5 abaixo fornecem respectivamente os valores de “m” obtidos e


o h calculado para cada barra na temperatura de 51ºC:

Cálculo do m
Aço inox 1' Aço Inox 1/2' Aluminio 1/2' Cobre 1/2'
0,138 0,083 0,038 0,034
Tabela 4: Valores de m obtidos através do gráfico para 51ºC

Coeficiente convectivo foi obtido utilizando a equação (6)

cálculo do h
Aço inox 1' Aço inox 1/2' Alumínio 1/2' cobre 1/2'
18,2603 3,3028 10,8657 14,7179
Tabela 5: Valores de h calculados pra 51ºC

Analisando os valores de R2, fica evidente a presença de erros experimentais


como mencionado anteriormente, devido principalmente a fatores externos, como a
montagem do equipamento que permite possíveis deslocamentos de ar das janelas e
do movimento depessoas nas proximidades das barras, impossibilitando que se
obtenha um coeficiente convectivo totalmente natural, além das variações na
temperatura ambiente percebidas no leitor as quais foram acompanhadas.

Em seguida, o procedimento anteriormente apresentado foi repetido para a


temperatura sugerida de 90ºC. Os resultados podem ser visualizados a seguir nas
tabelas descritas. Os erros aconteceram de forma semelhante, onde ocorreu a
temperatura da barra ficar menor que ambiente, foi aplicado um ajuste nestes pontos
experimentais para determinar o ‘m’ e poder encontrar o coeficiente convectivo.
15

Para 90°C
(T-T∞)/(T0-T∞)
pontos distância inox 1" inox 1/2" Alumínio 1/2" cobre 1/2" T(∞)
1 3 0,53175 0,45556 0,66349 0,76508 27,7
2 6 0,34173 0,26299 0,56850 0,63780 27,7
3 9 0,24051 0,16297 0,48418 0,57911 27,7
4 12 0,16772 0,10127 0,42405 0,52690 27,7
5 15 0,11410 0,06181 0,38352 0,46593 27,7
6 18 0,07154 0,03816 0,33068 0,41494 27,7
7 26 0,02389 0,01433 0,24204 0,32484 27,7
8 34 0,00159 0,00478 0,16587 0,24083 27,7
9 49 0,00001 0,00160 0,09280 0,13440 27,7
10 64 0,00001 0,00160 0,05120 0,07680 27,7
11 79 0,00001 0,00001 0,02408 0,04173 27,7
12 91 0,00001 0,00001 0,01299 0,02922 27,7
13 104 0,00001 0,00001 0,01288 0,01288 27,7
14 105 0,00001 0,00001 0,00806 0,00645 27,7
Tabela 6: Valores de (T-T∞)/(T0-T∞) calculados para 90ºC

A tabela (6) ja esta corrigida para poder com números muito proximos de
zero, para poder obter o valor de ‘m’

1,00000
0,90000
0,80000 y = e-0,134x
0,70000 R² = 0,8329
(T-Tinf)/(T0-Tinf)

0,60000 y = e-0,122x
0,50000
R² = 0,9318

0,40000 y = e-0,046x
0,30000
R² = 0,9743
y = e-0,043x
0,20000 R² = 0,9798
0,10000
0,00000
0 20 40 60 80 100 120
Distância (cm)
Aço Inox 1'
Aço Inox 1/2
Alumínio 1/2
cobre 1/2'

Gráfico 4 – Variação de (T-T∞)/(T0-T∞) versus distância dos termopares (em cm) para
cada barra para poder aplicar a equação (7). Para 90ºC
16

Cálculo do m
Aço inox 1' Aço Inox 1/2' Aluminio 1/2' Cobre 1/2'
0,134 0,122 0,046 0,043
Tabela 8: Valores de ‘m’ obtidos com através do gráfico para 90ºC

Foi utilizado a equação (6) para determinar o coeficiente convectivo h

cálculo do h
Aço inox 1' Aço inox 1/2' Alumínio 1/2' cobre 1/2'
17,2171 7,1358 15,9224 23,5410
Tabela 9: Valores de h calculados pra 90ºC

Analisando R² e coeficiênte convectivo (h) observamos os mesmos problemas que


ocorreram para temperatura de 51°C, Temperatura da barra menor que a do ambiente,
devido a problemas externos como corrente de ar e problema observado no
têrmometro.

Para a realização dos cálculos foram necessários os valores de condutividade térmica


(k) para cada um dos materiais das barras utilizadas. Tais dados foram retirados da
literatura e podem ser visualizados na tabela 10 a seguir. Considerou-se que o
material de duas das barras eram de aço inox AISI 304.

Condutividade térmica (k)


Alumínio 237 W/(m.K)
Cobre 401 W/(m.K)
Aço Inox (ASI304) 15,1 W/(m.K)
Tabela 10: Condutividade térmica de materiais. Incropera etl al, 2007.

O experimento propõe que seja calculado o coeficiente convectivo (h) experimental


utilizando-se a equação (6) e que seja feito um comparativo com o coeficiente
convectivo (h) teórico calculado pela equação (10) onde pode-se encontrar a partir da
correlação de Nusselt, prandatl e de Rayleigh
Banho 51°C
Aço inox 1" Aço inox 1/2" Alumínio 1/2" cobre 1/2"
h teórico 3,5477 4,5145 5,6809 5,8706
h experimental 18,2603 3,3028 10,8657 14,7179
erro 414,71% 26,84% 91,27% 150,70%
17

banho 90°C
inox1" inox1/2 alumínio1/2" cobre1/2"
h teórico 4,60 5,57 7,04 7,35
h experimental 17,2171 7,1358 15,9224 23,5410
Erro 274,28% 28,11% 126,17% 220,28%

Os erros foram evidentemente muito elevados devido aos problemas citados


anteriormente, como descalibragem dos termômetros, (principalmente do aço Inox de
1” e de ½”), o não isolamento das barras, auxiliando na presença de correntes de ar
próximas. Além disso, as correlações utilizadas para a determinação dos coeficientes
convectivos teóricos são na verdade ideais para cilindros isotérmicos, o que não se
enquadra perfeitamente na situação do presente experimento

4 CONCLUSÕES

Com os resultados obtidos tornou-se claro o significado da propriedade física


condutividade térmica, já que submetendo as barras de diferentes metais ao
aquecimento em uma de suas extremidades, a que possui o material com maior
condutividade térmica, ou seja, a barra de cobre, foi a que mais se aproximou da
temperatura da fonte quente. Assim, quanto maior a condutividade térmica do material
mais facilmente ocorre o seu aquecimento Além disso, percebeu-se que trabalhar com
barras cujo os diâmetros são muito menores que o seu comprimento, ao aquecer uma
extremidade a outra praticamente se mantém na temperatura ambiente, validando
assim a utilização da hipótese de que as barras possuem comprimento semi-infinito.

Também é importante destacar a importância do fenômeno de transferência


de calor por convecção, uma vez que, na realização do experimento considerou-se que
apenas estava ocorrendo a convecção natural, porém, ao comparar os resultados dos
coeficientes convectivos experimentais, obteve-se erros bem elevados, evidenciando
então a importancia de se considerar a conveção forçada em estudos técnicos.

4.1 Sugestões

Ao longo da realização do experimento foi possível acompanhar a instabilidade


das temperaturas nas barras quanto a movimentação dos estudantes no laboratório.
Percebeu-se que a barra que localizada mais distante aos alunos ficava menos sujeita
as variações e sua temperatura podia ser rapidamente lida no painel de controle. Assim,
18

a proteção de acrílico que existe no equipamento utilizado no experimento poderia ser


um pouco mais elevada. A movimentação do ar não seria eliminada já que um estudante
ainda teria que movimentar os sensores, mas possivelmente a perturbação seria menor.

5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

INCROPERA, F. P; DEWIT, D P; BERGMAN, T. L; LAVINE, A. S fundamentos da


transferência de calor e massa. 6 ed 2007
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6 MEMORIAL DE CÁLCULO

1 Cálculo do coeficiente convectivo teórico

Foi utilizado a Tabela A4 do Incropera para obtenção dos parâmetros do ar como α, ν,


k, Pr os dados da temperatura foram interpolados com a temperatura média do filme .

𝑔𝛽(𝑇 − 𝑇∞ )𝐷 3
𝑅𝑎 =
𝜐𝛼

Onde o beta é inverso da temperatura e unidade do Ra é adimensional e deiâmetro


nominal dos tubos de 1”=0,0254 e ½”= 0,0127
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9,81𝑥0,00329°𝐶(34,13 − 27,7)𝑥0,02543
𝑅𝑎 =
3,08𝑥10−5 𝑥 2,15𝑥10^(−5)

Ra =5135,56

Para uma barra de Aço Inox de 1” com uma temperatura fixa de 90°C com
Pr= 0,69062

Beta foi obtido

𝛽 =1/[ [(Temperatura média x temperatura ar)/2] + 273]

𝛽= 1/[[( 34,13+27,7)/2]+273] = 0,00329

Cálculo numero de nusselt

1
0,387 ∗ 𝑅𝑎 6 2
𝑁𝑢 = {0,60 + 9 8}
0,559 16
[1 + ( ) ]27
𝑃𝑟

1
0,387 ∗ 5135,566 2
𝑁𝑢 = {0,60 + 9 8}
0,559 16
[1 + ( ) ]27
0,69062

𝑁𝑢=3,7307

Cálculo do coeficiente convectivo: condutividade termica do Ar (k= 3,13x10−2 )

h= (3,7307x3,13 × 10−2 )/(0,0254) = 4,6


Erro experimental

Foi utilizado na primeira parte do experimento a equação para obter coeficiente


convectivo


𝑚2 =
𝐷∙𝑘

Um exemplo barra aluminio, com diâmetro nominal de ½” submetido a uma


temperatura de 90°C o seu “m” experimental com condutividade térmica de 237
W/(m.K). encontramos m = 0,046

h = [(0,046x100)² x 237 x 0,0127]/4 = 15,9224


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Cálculo do erro relativo

ℎ𝑒𝑥𝑝𝑒𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑎𝑙 − ℎ𝑡𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑜
𝐸(%) = 100 ×
ℎ𝑒𝑥𝑝𝑒𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑎𝑙