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OS ESTUDOS DE CULTURA MATERIAL: PRop6sITOS E ~TTODOS

Berta G. Ribeiro

GT História Indígena e do Indigenismo


1

OS F.STUOOS DE CULTURA Ml\TERll\L:


proposltos e oetodos
Berta G. Ribeiro

Nas últimas décadas, o estudo do artesanato indIgena foi


relegado a segundo plano, 00 praticamente abandonado. Esta atitu-
de vem sendo pouco a pouco revista, na medida em que o sistena de
objetos começa a ser percebiào como parte integrante de todas as
esferas da cultura (Munn 197]:2).

Um argumento irretorquível dos que defendem os estudos de


cultura material é o de que eles refletem, em seu conjunto, a eco
logia, a economia e, em função disso, o estilo de vida dos povos
indígenas. No caso das tribos da floresta tropical, trata-se, co
mo todos sabem, de horticultores que fazem um rodízio das ~oças,
pritica esta conhecida como agricultura itinerante. 11 rotativida-
de de roças, campos de caça e até mesmo aldeias obr~sa a re~~sição
dos elementos de cultura material. Eles são facilme~te rep~s8uzi-
dos nos novos assentanentos, nio só devido ã clisponi~ilicla~e das
matérias primas exigicas, cc=c a simplicidade i~trí~~~ca ca maio
ria deles. Isso é ainda mais verdadeiro no caso de ç~ pos esse~
cialmcnte caçadores e coletores, a exemplo dos ;'_~ah:.:aca,
de ?eru.
Suas casas pode~ ser constru~cas em trés dias, afir~a C2éneiro
(1974:16). E, ao decicire~ ~~êar seu estabelec~~en:~

" ... n50 cnfrc~ta~ a ~~6rciil de um~ scc~c~~2~ :t:( ~_. ~ no;
ma grande aldeia, o"e cem casas sólidas c U~~ a~L-:~d~d~
política centralizada" (ibidcm) .

A importância do estuce das coleções et~cgr~:~cas


das em museus e, mais a nda , ·ca
í cu Lt ur a material v í va - í s tc é, era

funcionamento - pode ser assi~ resumida:

1) para os arqueólogos, vem a ser a ma téria-pr .irr.accr: c uc , ooenosa


mente, procura" recons itu~r a vida de povos extin:es. E~ tra
balho de carr.?o,os etnoar~eólogos tratam de aSSCC~3r a c:fusâ
do artefato a idêias e ino~ações, e responder i re~aunta: ·por
que algumas coisas se d i f urid ern numa área e outras ~ãe?" (,'cdder
1978: 269) .

2) Para os etnohistoriadores, as "oxpres sôe s materiais da cu lt.u


ra "
provê; evidências diretas para períodos históricos não ccc~men-
tados pelo ·testemunho escrito, uma vez que, como acentua :-:-,ekla
Hartmann (1976:180) "constituem a parte v i s i vc L de pas saco de
grupos tribais". Sua importância deriva do fato 2e representa-
rem um indício adicional de igrações, contatos, trocas e comér
cio intertribal, que favorecem influências recipr 3S nt~e os
3
2
cal) e o emprego do lJço.

pOVOG.
Conteúdo slmbóJ~co dol' objetos
omp0E.
3) Para o etnólogo, o artefato Jnforma sobre os padrõeD de
ecoló o conteúdo cognJtivo e sirrbólico da cultura material pode
lwoento dos partJclpante5 de ura c0cledade, sua DdarLaç~
glcB, os melos de 5ubsist6ncin r, na ,!ualidade de "texto vJDu~l· der inferido em esludos de campo prolonqados e~ que, co~comitante-

(Mun 1973:xx) sobre os valoreL qun o grupo cultun. rara alca~ mente, se focaliza a esLrutura social, a vida-ritual e a cosmolo -
n
çar essa compreen~~o cahe estudar o arlefato no contexto a que gia. Só recentemente, a pintura e os ornamentos corporais; bem ce

Quando este 6 abstra;eo, C0~0 nos estudos feitos mo os objetos rituais (inclusive i~s~rurnentos de música) vém sendo
pertence.
rnusous . é ?:-üt.ica:-.c,nte
imposs)vc1 recuperar objeto de Llnálise como sistemas de comunicaçio. Esses artefaLos
hase de coleções ~e
Ou seja, a lógica subjacente aos sislemas estio indissoluvelmente associado~ aos pa~éis que os atores soci
esses signiíicadcs.
ais desempenham nos ritos.
sImbólicos.
col ReferJ.ndo-se à pintura co rpoz a L dos alto-xinguanos, Pedro
4) Para o museólogo - investido da guarda c conservaçio de
cabe catalogá-las corret<:1:1er.t.<::
e transf.ormii-las em font Agostinho informa que:
ções
prjm~' n acessivel para fins cie~t.~~icos c didáticos. ~cste C!
"No ciclo do kwa r p (rito fc:.nerário) cabe aos enfeites,
í a
so, o estudo das coleç6es asserelha-se i pesquisa de documento& cessórJos e pinturas corpor~~s manifestar as diferenças de
em arquivos. NUM e noutro casc, cu:-rrc ao analista invectigar, status dos participantes no â:nbito do cerimonial, como mern
bros dos qrupos, poucos ali~5, cujos papéis são complemen=
pr6via e priorita:-~a~~nLe, as ccné~ç~GS do colecionamentç, a tares em seu decorrer" (197~: 135) .
mentalidade e at~~ud~ do colec~~nL~~r 'rente ~ sorird'~' "JC ~
cumenta, bem co;.~ é é:poca e o ca-:;~ :.!";tr:lcctual em que avuou .
Ao mesmo tempo chama a aten~io para o fato de que os moti
vos de desenho
Finalmente, a cultura matnr:a~ constitui o únjco indicador
" ...não sio verbalizados oe nio aflormo i esfera do consci
, .guro do desenvol~~~cnco tecnoló~~=o ~e ~~ qrupo hum;:;no. Aceit;:;~ ente, e só pelo conheci~en:= e a~ilise de outros aspectos-
da cultura, mitos em espec~a:, pederemos ir a16m das sim
.~-se embora o rela:!~ismo cult~=&: e~ ~5=:as esferns - um tipo de
plcs npJ.r(>-.rj ;~;" (ibiêe:---:.
familia nio 6 anter:c= a outro, C~ ~~~ ::rJua não 6 mais perfeita
'lI!'"
outra _ nio [:5 cc r.o lCCJ0r r:'~'= ..C-.; 'J =: ,." r.,'U s s jml'lo s an lC!("~ Para Lux V du I í Regina ::ül:er, Que estudaram a rintura
lI' a mais elaborada e q u e "as for~"s :..
::~~:,las, comparadas com zs co rpo i a l Xikrin a primeira, a dos ;':"":antee Asu r í.nL, a segunda,
formas únicas, refle~em históri3s ~a~s cc:-:plcxas"(D.Newton ~gR4).
"a apresentação vl.sual do 00!:pO exprime a concepção tribal
[Jr'.'ido
a seu ca r t c r ?rogressiv,:,-c- ~e
á "C'~~~l~ ativo - "oue jaC1i1isr~
d;:;pessoa humilna, a catego!::::ação social e outras mens~
Lorna a seu ponto de ?artida" (Leroi-c:eurhan 19731304), a história gens referentes à ordem soc~al e cósmica" (Vidal & MOller
hllmnna se confunde com a da evol uç?'c de sistema tecnoeconômj co . l\~ 1984 no prelol .

1m sendo, a história da tecnoeconc=ia 1ndigena, quando for escr~


TClrencC''I'u1' 11
<'r (1969, 1980) com re Iaç ào aos Kay a pó , e A!:!
i.o, pel'mitiri\ eluc::'d:lrum:J.série de C;:.:es::ionamentosdo arqueólogo,
hony ~c<'gC'r (Jq75) com respeito acs Suyã procuram demonstrar que
J) etnohistoriador e do nntrop6loSC. O:.:o rnamo nt o s co rpo r a s são a t.os cc+un.íce cí.vos ou formas
í de cornun í,

Um exemplo da utiljzaçio de ~:-:est.ilo tecnológico para d~ coç50 visual que veiculLlm mensagens de natureza semelhante ã lin

3rmlnar a sucessio de tõcnions é o~erecido por Junius ~ird. Segu~ guagem oral.

<Il1 u ssc autor (1979:429l, nos jazl.<;ospCl-unnos de 2.500 a.C. a 1'\ Si.
Nb ca~o dos Dorôro, Sonia Ferraro Dorta 1l9a.e, 198::1,1984)
1. ~OO a.C., 71% dos produtos têxtc~s encontradas forwo feitos s~ ~1 documenta o significado mltico-rclisioso dos adornos plumários,seu
q\lndo 1\ técnica de entretorcimento (~). Depois do aparecime~
caráter de prerrogiltiva de linhagens, que permite visualizar as
tI.\ ccr5mica e o eu 1ti vo de planti's nessa reqi;;'o:os tecidos e!!
complexas classi .cações sociais Borõ!:o. 1\ combinnçio de diver~os
1141lPcldos (~) é que passam ~ do:::inõr, o que na opinião do n~
elementos do diadcma (EEriko), infor~a Dorta, tais como, cor, con
\nVl,l l\rquC'ólogo pressupõe um desenvolvimento do te.,.rdo tipo per~
textura, tamanho o ornamentação das ~nas, consti~i uma inslqnia
1\1\0 «li' çlnl \11::\) ou do tipo Llmazónico (noláuI:"<"
com un1llme na vert~

J
...

4
5
UIII código que iclenL1fJciI II un Ld ado cLân rca possuidora do er t c f a do dos alto-xingllanos e dos rndi05 Kay~bí (O.Ribeiro 1984 m~.). Em
belo como 00 c~r)irltos a eJa ansociados. ambo3 03 casos, tentou-se a~soclar unjo~des de significados (cate-
gorias visuais) desmembradas dos padrões de desenho cesteiro que,
Uma s mbo loq ra -lJiLO complexa
í e s t.â ligada aos Lns t rumc n t o s
por sua nomenclatura, su~eria~ uma função referencial a temas do
mus í cn s que,
í em algumd" Jnst5ncias(a)to Xingu, alto rio Negro, B~
repertório mítico tribal. Em outras palavras, procurou-se enco~
r.ôr.o)
, são proibidos do Gerem vistos pelas mulheres e pelos rar~
trar a equ1.valência entre o significado semântico dos desenhos de
zes não iniciados. Isto talvez se prenda à divisão de papéis s~
trançado e figuras mitológicas e/ou eventos míticos.
xuaJs, em quo a mulher r~produz o indivicJuo biológico e, portanto,
está ma s 1 ;crada ao mu nd c r.a t ur a L, enquanto
í que o homem é r cs pons â

Existe uma associaçãd simbólica entre partes da moradia


vrl pela reprodução social (cf. T.Turner 1QeO:ll. ;1-1ünn 1:;73: dos alto-xinguanos e a anatomia humana ou animal, conforme ensinan
21.3) .
M.H. Fénelon Costa e H.n. Malhano (1984). Contrastando com o an
tropomorfismo da casa xinguana temos a associação da maloca Tukáno
Seeger (1984) e '/lncent (1984) mostram que, no objeto rit~
com o Gtero do sib, por um lado, e com o cosmos, do outro(Reichel-
aI todos os componentes - matéria prima, forna, decoraç~o - são
Dolmatoff 1975:148). ConteGdos simbólicos foram também encontr~
simbôlicos: Esses objetos e especialmente os eventos em que são m~
dos em peças de cerâmica cerimonial, a exemplo da panela de yajé
n pu Lado s implicam
í "teias de significados" e, e!'\ função disso, in~
.~ \,).1\<...- •..•~ (Banesteriopsis caani) dos grupos Tukâno (Reichel- Dolmatoff 1975:
Lj'Jam" aç ao social ('I. Turner 1977:27). ~(op.citl mostra c~
1~O/6) ou em utensílios profanos, como a pá de virar beiju dos aI
mo as caracteristicas l,=-S~icas da lança-chocalho (murucu-maracá)
to-xinguanos (Schultz & Chiara 1967:37-43).
dos grupos Tuk5no e a c~~enação em guo ela ~ ~a~~seada nos ritos
de iniciação masculina .rc í t ern à Lí oe r ac áo da sexualidade dos in.:!: Todos esses sistemas de representação apontam para a e~
ci.andos e seu direciona:::ento no sentido da e xo arn.í a t r í.ba l ,
ç Ve r í,
treita relação existente entre arte, artesanato e identidade étn.:!:
fica-se, neste exemplo, ~~e tanto a iconicidade COlllO a técnica ore ca. Clifford Geertz, ao definir o ethos de lli" povo - o "tom, o c~
racional con í c rcm ao artefato "eficácia s mbó Li ca
í ?.
r5Lcr c a qunljdadc de ":jda, seu estilo :~cr~: e cst~Lico" :978:
143) - afirma que ele se exprime através de ~anifesta<::ões s_~ól~
No caso da mGs1=a, Seeger (1984) reco~e::da nue o jnstr~~e~
cas, entre ws quais, a arte.
l~ s e j a f o c a Lí.z aclo no cc r.yun t.o di) cultura ne t c r i e L, a qual, por
sua vez, deve ser integrada aos outros dominios da sociadadc. A Charlotte Ottcn (1971:xiv) vai mais longe ao cnfatizar a
inserção do instrumento ~~sica1 nesse contexto ~m9lica em respo~ natureza de memória tribal das obras de arte:
der a indagações tais CG~O: quem faz, como faz, cuem utiliza, gua~
do, onde, em que circu~stincias? A isto o autor qualifica "etnogr~ "Nas culturas pré-letradas ou proto-letradas, o símbolo ar
tistico se torna o fato; isto é, ele reoresenta, def~~e e
fias" de desempenho, in~ormando que: manifesta, simultaneamente, seus re[erc~tcs. Nessas cultu
ras, os objetos de arte e os evencos são os meios de resgz
"Essa metodoloç~a !oi desenvolvida, nos Gltimos anos, nos tar a informação, em lugar dos livros". -
campos da lingüística e do folclore Gara reinserir o co~·
texto social dos eventos dentro da análise, ao invés de ex Os autores da introdução i AntroDolocria simbólica 5uste~
cluí-lo como ocorreu em certas análises crramaticais e de
estrutura de narrativas" (ibidem). • tam que não pode havcr uma im~ermeabilidade entre duas cstrucuras
simbólicas (religião, ritual, mito, arte) e estruturas concretas
E acrescenta: (formas económioas, politicas, parentesco, ou a vida de cada dia) .
Opinam qUQ:
"Uma etnografie do desempenho do fazer da mGsica, consisti
ria num exame da conjunção de: tradicões musicais, mGsicos,
instrumentos e sua interac50 com um.:t"olatéia oara elllcidar "Estru~uras 'concretas' são produtos de um modo de vida.
o contexto global em '1Ue SG faz música'", (ibidem) tal como a religião e a arte; nenhum ato humélno carece de
estilo, de form~ que confere siqnificado" (Do10in, Kemnit
zer & s ch nc í.dc r 1977:22)., -
A arte gráfica entranha também símbolos e significados co~
forme se verifica em estudos realizados sobre os motivos de tr.:tnç~ .Quando idéias se materializam em objetos, signos c símbo
6 7

10s adquirem um r.ubsLrillo natcri"l. de[JnJr iconoqrafia como


alryuMas limitações no que se ref~

já em 1896, Franz Doas assinalou
"o _ril~o da hiRt6rla dil arLn ~ua trala do Lema em contrnp~ ro a oeu empre]o que vale a pena recordar. Segundo Doas, esse mê
siçao ~ su~ forma", todo oe dCBLin~ 5 invesllgação das causas internas, externas e hi!
Panofsky (l979:47) disccrnc doJs conleGclos complcmenlares na obra Lórlcao das (J(;.·,=,lhança,;
(, tllferr-nça!lentre culturas. ÀS c aus as i!2.:.
de artc ocidenlal. O autor adverle qu~ ~ são, par~ ele, os id,"Jas clementares Dor força das quais
pr ob Lcrnas humano" comuns encontram . s idênticas
s o Iucôc ou semelhan-
"uma anâ Lí ao icor.';'jr5[ü;"co rrc t a prcss'upõe uma idenLifica
çio exata dos motj~os" (op.cit. :51). t.es . I\s CaU!:"',~~a:; :;50 "'" que decorrem da adaptação a ambie.!:;

Dislingue a iconogrilfia da iconologia, ~onsiderando a primeira, "a tes eco] 6gi co c f.'Juals. E a~ cauoas hiot6rJcas sio as que se ver!

fjcam em fun~~0 da5 vivt~ncja5 de .,,(1-, 1"'0'10:


co,.,t'ltos. migrações,
dc scr çàoí e c la ca f i c aç a t, d e s r ma q c ns " 'p.53) c a segunda,
í "um n§.
deGlocamentoB, cornê rc o, guerras. í
intercasamentos, etc.
todo de inLerprcLaç50 que ad~6m da sIn~~se mais ~ue da anilisc"
(1979:54). Neste sentido, pode-se ~aJa~ numa anal09iil entre a an~ O propósilo das pesquisas co~parativas - que se confunde
lice da arte indigena e a arte de qual~~er sociedade, ambas compoE
COlO o objeto dã antropol.ogia - é o de
tando formas que sio veiculos de conleLcos. Tanto num caso co~o
" ...encontrar os processos pelos quais certos estigios da
no oulro, os conteúdos não afloram ã cc~sciência. No caso da artc cultura ~e dcsenvolverwn. Os coctumcs, as crencas Dor si
ocidcntal, .esses "valores s í mbô lico s " :;{;gundo Pa no f sk i (1979: 53) s6s ni'í~conslituem o objeto ~l~imo da pes~uisa.· Desejamos
saber as razõcs por que tais costuncs existem. Em o~
muitas vezes são desconhcc~àos pelo pré~rio artista e podem até d~ tras p~lnvrns, (!ucrc~cs dcsc~~~!r a história de seu desc:
ferir enfaticamente do eco cle conscio~:e~ente tentou expressar". vol.vJ:C!:llto".Loa s 1949: 276)

O mêt~~o rnajs scquro par~ alsançar esse objetivo é, segu~


Conteúdo hist6rico dos oCje~os
.. do o mcnmo au~~r,
Mesmo quando a c~ltura materia: e as expressões estéticas l hndo elos co"t'~:-es em suas relações com a
"0 c s L 'C;f) <1 Ui7.';'
!i\ lrl!",C' .::~:ç 0 +r a t Lce , em cone x âo co~
de uma s cc í cdad o t r i b a l s~:- e s cud c:..:Cl ... :::-:! cio conlcxlo, isto é,J.0~· cul Lt:~.• " tr":
dls:.~ir_\,; :;:3.'- ;coCjrfi:ica entre as
itrquivos do s m\.lGC\..S, elas :-.ã:: ::O(!C~: s or :id.:ls como uma e s rcr a rC$'::' .. investi ~:..j(";0
bos v i z i J'.i": \.1 S "
~,. !~ll,'\
\ibid.::m).
dua L ou indclJc:1C!0LLC da ::...::'~ura c ue as c r ou .
í r-tu t o
í ao con t r á ri c,
quando devidame:1te c1oCUmC!1t2cas e acu~a::amente estudadas proporc:s; Esse proceài:-c~éC

nam evidências sobre coç n i r i vo s da cultura.


os :::::C-,::!1~OS Essa anál~ "pcrmi:.:e r ov c l a r as cond í cóc s de amb í c n t,e que c r í n r an o:..:
mod f c í í e r an \..'1:-:' (~lem('nLos cu l c !:'é1~S; os
podo fa e s c l c r e ce r
se deve ser feita pelo método compa r a t vo sempre
í que temas c obj~ tores csicolSoicos Que cont ~ ~i~an n~ formac5o da culturi;
los sejam compariveis. pode í.CS co n ...:ll:--i r. pa r e 05 é c t c s O\:C a s conc xôc s h s tór ; í

cas til.·er~re ~cbrú o ~0scnvo ·.·:~enlod~ cultura"(noas 00, -


c t . : 2,6) .
í •
Num de seus pr Lrr.ero s e :nais cc r.acc do s ensaios sobre arte
,
!
í í

í nô Lq cna , Lévi-Strauss (19-5: 279) larc~.~a a resistência dos e t nó lc 'l'aissão as :'inhilsmestras da escola difusionista ou cu Lt u
90S contemporâneos em reali::ar estudos comparativos nessc campo, ~ ralista americana in:1·.1QUradapor Fra:'.230<1S, que propugnou o est=.
nLribuindo-a ao fato de. os antigos, te~dercm
l do intensivo de tric0S para cobrir todos 05 aspectos da cultur3
"quase exclusivarr.ente a provar ~ontatos culturais, fenóme- passi~cis de dcscriç50 clnogr5fica. E~ decorrincia, estabeleceu ~
nos de difusão e empréstimos" :bidem) . reas culturais deflnhi.:ls como regiões ecoloqicamente homôgeneas Có:
de a proxi.rnid.:l'::~
r.wocp·
5f .i ca pr op ciou í ':'ntensa acul t u rec áo inter tr~
/10 o s t abo Le co r paralelos entre o que cn a:
.nou
• "spli t. represcnlation"
balo Boàs evitou gr:111cles
gcner~liz.Jções que o x t r av as as sem essas §.
(representaçio desdobrada ou bifurcada) na Am6rica e na }\sia(op.
reas corno as que LI Escola Histórico-cultural ilustríacojalcmii alr..~
eJt.:279-304), L6vi-Strauss não busca conexões históricas mas sim
jou alcançar. E co nt r í.bu í r pa ra que a antropologia não ficasse
v!nculos a sistemas sócio-rituais.
restrit.J ao mc~o "registro de costumes curiosos e das crenç~s dos
Usado com discernimcnto, o método comparativo é legItimo e povos cxô t cos " (üon s 1949:270).
í E, fin3.1mcnle, buscar provas p~

J .'t"undopo r a dcterminodos temos de pesqui sa etno16g Lc a .En t r c t an to, ra a premissa da


8 9
A temática da dictribuiçiio de el~Jcntos materiilis da cult~
" ...ox s t nc a de leis 'l0'/crnilnrlr, douc nvo lv mo n r.o d.) !-"
í ê í ° í

ra sobre vasLas 5rcas [01 multo explorada nas primeiras décadas do


cieclade e cuo siio ap lIc àve s t ant.o à nos sn IHóprl;' "oci,"',
í

de quanto às do passado e de terras diRtilnLeu"(lbld~rn) século xx. Além dos cstuclos devidos a NordenkHlld(l919-l940), ~

Previne, ainda que: brangendo inGmcros ilcn~, c os de Métraux(1928) , centrados nos T~


pl-GuaranI, conta-se o de IzlY.owitz (1935) sobre a' classificação e
"As leis gerais de desen-volvJmc:-:to podem ser ncon t r cd.in
difusão de lnstrumentos musicais. Ainda dentro do àmbito sul-ame-
'através das histórias cotaper ad ec " (Ibidem).
ricano devem ser cit",do~ 00 ~5tudos comparativos insertos no vol~
isto é, os [atos - a hist6ria real - i ~'Je levar.ão às d"duç .!']. Pc" h
me V do lIandbook o[_SoULh "meric",n Inc1l.1rc;("/:PIasde ",IAétraux;ce~
tula, finalmente, que:
taria e tecidos de L.O'Neule), o de cinto= e cordões de cintura,de
~ :.tld.D~i
"Se a e n t r opo Loc i e de!:;e~;· e s t e c c c ce r as ] c 5 nur: '; "(~ r r í í Hans Becker (1955), o de armadilhas de .,.- ". (19S0), e o refe
o desen'lolvirent~ da cu!:ura n~c ~eve limitar-se i cc;:-'
rar os resultados ~o J~ti~n'lolv;-~~to ancnas, m~s, n:"J r; rente a carimbos, de lIerbert naldus (1961/2).
tal co s :í for e z co i vc L, d e ve cG.-r;arar'" os nrOCCS'",J;S
ü
':l c
tudo das culturas de pequenas á~eas geograficas· (11"" Dentre os de âmbito mundial, o estudo da difusio do uso do
1949: 280) .
estojo peniano por Peter Ucko (1969) rep~csenta um extremo. O pr~
prio autor admite CJue esse costume apres€::1ta funções semelhantes,
Citei extensamente os princípios do método hisLóricç
em aiguns casos, e bastante diversas em c:n.ros (1969: 60). Entretan
pugnado por Doas porque tanto se aplica ao estudo da cultu~a ma~~
r j a I contcxtual ~ zada no t rab a Lh o de car-.:-,:;,
quanto ao o s tOJ'::;
d ac to, só incidentalrnente as examina.

leções de ~useus. Ate:1de aos p ropó s í.tc s de r.econstituiçãc:;l t.


A objeçio que se pode fazer a ta:s abordagens é que desco~
tória particular de povos sem escrita, e à t r aj e t r í.a do ó e scnv
r: modo
é

textualizarrt o elemento de cultura e, de .. geral, não levam


vimento das idéias e dos costuffies. Ao ~e5mo tempo adver~r r •... unci
em conta evidências lingüístico-culturais, históricas ou f 2
a colocação de falsos pro~lemas c contra sínteses apressadas.
•• nais. Entretanto, os arqueólogos consideram-nos úteis a seu traba
lho e reclamam a exigüidade de abordaqens desse tipo. (Ver, Dar
Embo r a as coleções não ~assassc" de subprodutos .:; OU·:-

pesquisas,
colhimcnto
- realizadas,
a museus e a necessieade
às veZES, por ~io especialisLas
de ~~"anizar exposiçC(!s
- s~u
.' •
xe~plo, Betty

Um estudo
Megoer!l a respeito

pIloto (oi :eiLo


das ar~.~11has de caça(1~82).

por a. ?ibeir'o (1980) para d sccr,


í

com que fossem aç r upa d a s s e qu nd o suas ~lhanços


5E- .• ou 0. ~~ ~•••
nir a extensão da ocorrência de caracterésticas independentes da
dos povos a que pe r t e n c ao . DaI origi r.
e r am+s e noções Que ''"
técnica bisica de manufatura, tais como c acabamento e pintura de
í

r arn às de área cultural, tais cozao: â.rea t ernporaL, padr âc CJl ~u:-n~,
cestos. Examinando 960 peças de 7-2 tribcs cesteiras do acervo do
configuração cultural e, mais tarde, a ee aculturaçio. E~ oC"" Museu Nacional, verjfiquei que a pintura - posterior ao entrança-
OS casos, a cultura :-:!::e!"ial, por ser a :-:ais facilmente oc s e r vé ve I mento e a subseqüente raspagem da tinta ea face lisa das talas - 2
e Langível e por encontrar-se à ~.ão nos c e oôs to s dos mUS0-':s, 5('1"
í

corria apenas entre os Tapir;Jpê, KayabI, Sakairi e Paresí. Diante


_ _. M'i!("c.·t>r -
viu de base a essas noçoes e reconstit~~~oes (Cf. ~ 19i~:62 CS~l
dessa evid~ncia puz-me a pesquisar a ?ro~ivel origem desse proced~
mento. Quanto i ticnica de remate, que denomino "tipo t.pirapé~ 2
Os estudos de difusão modernos -:endem iI aplicar a ~C'todo:~
corre na totalidade dos cestos dessa t r i c-c e de vár as outras do
Qv:~
í

9iil desenvolvida na lingüísticil histórica. Tais são, segunJo


r e s N~wton (1984) os modelos "árvore ge::e"'ló'Ji
ca ou modelo ql;n"U tronco tupi que me foi dado examinar. ~1as corapere ce também no al

co " e o modelo onda (~). A premissa básica é a de que;J eu r eu to rio Negro e entre os Paresi, o c;ue int::-oduz um elemento compli-

r a , tal como
partir da separação
a lIngua, teria
da tribo.
se desenvo:vido
Quanto Qais
em direção
distantes
,~~sLj.nL'
os orul'OS CO!}
.1
'"Í~
cador
.
na análise.

Para esse estudo foi empregado ~~ principio desenvolvido


siderados, maior' a evidência de uma o r í ç em comum do que a de UM .•
pela Escola lIistórico-Culturill: o critério de forma, segundo o
diiusão recente. O modelo "onda" consiccra que a difus~o de tr~
qual a difusão por V,1St:1Sáreas de uma c.:l.r;:,ctcristica
artc[actual
ç os se faz por contigtlidade, independentemente da ox s t í ô nc n de u::\
í

que não decorre da técnica de manu[atur", ou da matóriil-prirnn e c~


vinculo lingüístico C"OICUCl. Uma terceira hipótese é a da convcr<:1"n
ja presença n50 altera a funcionalitlilde do 'objeto pode ser :ltribui
cia de formas cul turais por força de in\'C:mç:50independente.
~.

10 11

Um dos veIculos de di[us50 de trilços culturais i a misci9!


da a fatores hJsL6ricoH. PrincIpias srmclhantcs - a cstatIstica naçiio étnica. O caso dos Krikati-Ker.;:atcyé estudéldo por Dolores
Jexical que cornput a a po rccn t a-jce de coqna t.os - SãD et í Lí zados p~ Newton (1972, 1974) é um exemplo clá3sico dessc tipo de abordagem,
los 11ngHistaGpara detcrmlnar afinidades entre lInquils de um mesmo da maior importâncJa para as tarefas ctnohistórjcas, qual seja, a
tronco (C[. IIryon D.Rodrigues 1964:99). de investigar vestígios de contribujç0es antigas a um padrão cult~
ral dado. Neste caso, o exame dos atributos técnicos - a direção
Comparando-se D an51ise feita por 8.Ribci~o com a quc fez da torção do fio - de um Gnico arLcfa~o, a rede de dormir, mostrou
Gertrudc Dole (l9GO) sobre o uso do tipiti no pr o ce s sanc nt.o da mil;! a coexistência numa mesma aldeiil de ~uas entidades tribais. A au
d o c a ve r i
í r j c:-::;<; crue ambos tê:r r,-. cc+ um ape na s o f e to de cons Ide- tora enfatiza que os co~rnrla~<;nLos ~elativos ã manufatura sio ~
r~r ~ di[us~o so~r~ 5rca~ n~o l:~jtadas. Dole concl~i 0ue a manui prendidos pela simples o~scrvação c n%pATim~nt~ção, isto 6, de m~
c a deve ter- s j de dcr.c s ticado [-"'-..i! d 19ur. q r upo xar 1.:J. ou j·..ruak uma do não-verbal. Com isso, desenvolveffi-se hábitos motores - no caso
vez que entre todos e Le s se e nco n t ra o tioiti, ir,plc.:c.!:!nto
mais d a torç50 dos cordéis em sentido esquE:rdajdireita (em 5) ou em dir!
senvolvielo de tran::;~ormação do t:.lbérculo venenosc e:c :,eiju ou filri ção oposta (em Z) - movimentos cstes inconscientes, e, portanto,m!;.
riha . No me u cc co , o material e z an nado í pareceu ":O':-=2>::ceriI suP:! nos sujeitos ã manipulação. Nesta es:cra, as variaçôes intro~uzi-
siç50 de que eziEtiu um empr6sti~0 de procedimen:cs ~icro-tccnol6- das por minorias étnicas, como ocorreu no caso em~tudo, pers1stcm
')icos". r: C)ue, admitindo-se a hí.pó t e sc enquanto elas não forem totalmente absorvidas.

"de que 50 deve buscar a ori e:-:-.de una t.é:::-.:'ca. no grUDO O estudo de T. Harthmann (l9n) utiliza igual!:lente a evJ:
que melhor a realiza, ~c~er- e-ia deduzi~ ~~e a l~cnicil
de pintu ~ de cestos, ~~~:e~ ar ao cntr~~=~~c~:c, e o dência artefactual para examinar rela7ões entre os 80rêro orientais
a cab amo n o "tipo t.a p i r a c e " seriam o r q r.á r r c s co s
si" (8.;< bc ro 1980: 47) -. í
Pare
-
í í

'. e ocidentais
celente exemplo
(estes íi lt mo s ext n t o s , e os seus v z nho s ,
das vantagens
í í

e dific~:dades
í

elo emprego
í ;::um e~
de elemen-

Raciocin:c semelhante ~c~ ~eito por Scilc~-3a:~:~~Jer(lq7 tos da cultura material como complene~~açio de docu~en:açio ~ist6-

39) <1.0 verificar (;''':0 o "e!Jicentrc" àe uma. técnica ::e t e ce Laqorn - il


rica.

c vp Lame n t o (ljr,'--:'':':',L - ãeveria S-=-::',.;ê.:--se no :101'~GS:(; a-,azônico, n


e
í

de se esperar que o incremG~:o desse tipo de estu~~ ?OS-


LO ~, entre os Yãaua e Tuk6na, =o==~e ai ala atl~~:~ ~ ~Ris ,i 1 t ()
sa aprimorar a meto~olosia e l;;nçar :~Z sobre processos cultu=ais,
sra~l de descnvol':i~ento,
contatos e migraçôes. Ou seja, os eve~tos históricos e~ que os p~

Aqui se coloca a quc s t ào d a s técnicas Loc a L; zad a s , a ('Xl'!)'


vos indIgenas estiveram envolvi~os.·

plo da ch amad a s"rang por L Encry (l9G6:66-67) e cc t rc s au t or o x


de lingua inglesa, cuja distrib'Jlção nas Américas :oi rcgi5Lrildd [I
Conteúdo funcional do objeto

pc na s entre tribos da Guiana (Ka r i b , Ar u ak , \>-!arra;.:


- ~oth 192~:400
Tal como a noçio de difus50, E:cpregada cada vez mais com
411), Tiriy6 (Frikel 1973:108) e e:1tre grupos da so:iv!ft (NorelenB-
maior prudéncia, a de função t.ambêm se aplica aos esL.:dos de cu lt.u
ki õ Ld 1924: 197-6). Tratando-se de uraa técnica a:ca.-.entC'e Labo rada
ra material. Os gestos, a capacidade :cotora humana, be~ como a e!
encon t r ad e t arnbêra fora das Amér z c a s I é provável que c e no o r.j do ir!
J trutura dos materiais e, ainda, o uso ~ue terá·o objeto restringem,
troduzida ap6s a Conquista.
dentro de certos limiLes, a diversida~e de formas. Neste sen~ido,
Leroi-Gour!lan aponta pa ra a uní.v esa Li.dad e de respostas, .no C'pmpo
Outro exemplo que remete à ind~gação - po rce c a Lcu ns oroc!;.
dimentos se difundcm e outros não - é oferecido :x':.:l ci<lborada pi;! tecno16gico, imposta pela pr6priil matéria prima:

tura corporal dos h'itôto. Kroebe.r(1949:491) exalt.:l :\ or~ginalida-


"Os homens resolvcram o problc~a da mildcira pelo uso do ma
dc e aô ap t aç âc .'t anatomia feminina dos seus pad rôc s c r namcn t aí.s . E, ;( chado, do ferro, pela forja, à~ fio, pelo fuso"(1945:3S7)~
o que é mais notSvcl: entre os Witõto, ao contrário do que ocorre
entre outras tribos, essa arte não é transposta 3 decoração dos ar A f u nc on a Lid ado do objcto
í imF:·ime-lhe um deter::l1nismo se

tefatos; é um desenvolvimento ip..dependente. ,jí melhante, segundo esse autor

!
I'·
12 13

Vejl11nosoutro exemplo. Em que medida a presença de grilndc


"Coda ut.rnsIJ to, cada nrMfl, cad~ oLj"LO em 0cr~1, d(!~~c o quantid"de de tipos de horduna entre os Kayapá é um indício da or!
cesto 11ti'il co so , rC'spond,'m a Ul~ p l a no de oqu Lf b r o a rqu I í í

t c t u r a L, em que <15 <jritr,<lr'"


l.1nh.)c;~.~ prendem .15 leis da cntaçi'ioguerreira dess" cultura? 05 Kayilpá fazem, efetivamente, !:!.
geolOetr La ou d a mc cán c a r a c LoriaL" (Lc r o í+-Cou r h an 191, S : 3 ~8) .
í
16m de 3 esp6cies de a~cos e 15 de flechils, 5 diferentes azagaias,
3 espécies de lanças, 2 tipos de clavas redondas ' 3 de clavas-es-
o conteúdo funcional do conjunLo de ilrtefiltos que cO~pÕe o
padas, o que perfaz 12 formas distintas de e I abo r a r 4 tJ.pos de a~:
equipamento de um grupo Jnd1:g0n,1 a nd a nilo foi examinado
í detida!l1e!::
mas de madeira dura para bordoar. (Cf. Barnberger Turner 1967 apên-
te. Jcan Baudril1ard, em seu Sictema de c~jcLo5, compilra a abu~
dice). Uma tal prodigalidade de armas em si denunciariu um padrão
dincia de arLefatos da clvl1izaç~0 urbana a U~a flora ou uma fi1una,
guerreiro. Entretanto, para chegar a conclusões válidas é forçoso
s u j ol t a a !",",u~~:r;c.(.;~1 com L:.spC~.. l.;:;' <.!UC d en ape r e ccrn C: que, ao c~nlrá-
reC0rrer a informaçoes complementares, que no caso Kayapó, convali
rio da n~turcza, n50 (oi devidamente inverl:air~da, faltnndc at6 'l
dam a hipótese.
cabulirio para designi-los. Discute tamb&~ a possibilidade de
claDsificar os objelos, segundo sua funciG~alidade, a ticnica, a 05 padrões guerreiros dos Yanomã~i, segundo Chagnon, podem
forma, a mat6ria primil, a duraçiio; as cama~as SOC111is que ti~ ace! ser inferidos pela rusticidade de sua cultura uaterial(1968:39) .E!
·50 a eles, as ci rcunstânci as em que isso o co r r e : a cons c.í ê nc í a que to dado em si não explica o padrão, de maneira satisfatória. Pode-
o usuãrio teu da "realidade tecno16gica do úbjeto", e inúmeros o~ se objelar que a vivenda Yanomãmi é, em contraposição, das mais ~
tros conteúdos socio16gic05 c ideol6gicos ligados ao sistema de ot Labo r adc s , Por cons cçu í nt e , a evi.dência "rnet.er a L" á não pode se r
jetos (Baudri llard 1973: 9-10) . a únicil nem deve ser to:nada isoladamente para estabelecer "tipos
cu Lt.ur a s " .
í

Transposta essa análise para o n Lve , tribal ela pe rrr í t.c t.:,
rar ilações importantes. Vejamos alguns exe:-lplos relativos a cu~ Isto também se aplica no caso dos gru~os Timbíra. A util~
turas indísenas brasileiras numa ótica de "etnografia de sUFer:í- zdç'iioextensiva da t c r
ê í c a de trançado er1 sua cultura material (65%
·cie" mas que pode servir como referência pa~a determinar c pape: d, to t aI dos objetos) + o s t r a a infase no d e s Lo c arnc n t.o sazonal para
de certos elementos â compreensão da e s t r u tur a t.o t.a L, llividildes de caça e coleta, uma vez que essa têc~ica é empregada
n .• con í c cç ào de ')l·a!.':- de ce s t o s+ce r çue
;-.ú:~.ero i r c s , a s abo r : 2 t.!:
As mâs ce ras de o r uanâ o cor rom e n cre os Kurajc=1, seus viz2:.
pa~ di[erenles para a caça, 2 para frutas, 1 Fs:-a produtos de col~
nho , Tapirapé, 05 Kayapó, x av an te, I\unduruk~ e Pi1rj n ti t Ln (':':1::orC',~
ta, 2 para produtos da roça, somando um total ée 7 cestos-carguei-
ção pessoal, ilndré l\maral). O que é que a "e t non ra f a de s upe r Lí
í >

ros (Luiz Roberto Cardoso de Oliveira 1978:21).


cie" - a constatação da presença de mãscaras em tribos tão dlfere~
ciaáas e dispersas - pode proporcionar ã "descriç:ão profunda" ,quao:: Não resta dúvida que a existincia de t araanha diversidade
do se sabe que a nível da organização socia: essas mAscaras si~bo- d0 cestos para carga, cada qual especializado para determinados u-
lizam representações distintas em cada caso. Abstraído esse fato- sos, mostra a atividace caminhante dos Krahó. Outro indício dessa
como ocorreu lantas vezes nos estudos difusionistas - chegar-se-l: mohilid<lde pedestre é a adoção da sandália trançada que recebeu o
ã frustração de vprificar que a discussão não tri1Z qualquer subsí- nome tribal (~ntukre:-.1:-kró) (ibidem). Entretanto, tal inferência
dio para elucidi'lr o fenômeno de que se tra~a. Ou seja, mostraria não poderia ser tomada apenas à base do estudo cos objetos. Ela c~
que a investigação fora dirigida ao objeto e n30 ao problema. rece de maior documcntaçiio, inclusive 05 objetivos dos qeslocamen-
los, isto é, sua [unção econ6mica - adaptação dessas tribos ã sav!
O objeto "máscara", que entranha ürr. estilo de: celebr"ç'iio r:,:
na e a fldTestas de galeria - e nos padrões de defesa - grupos de~
tual, 56 pode ser entendido quando associado ao evento em que cO!!!
providos de canoa que, através da corrida de toras, se exercitavam
parece, à personagem que rcpz e son t a , enfim, a toda uma "teia de
para escapar dos ataques (cf. Zarur 1979).
significados". Modiante essa anãlise funcional-estrutural se ch~
garia il uma síntese de funções simbólicas que permitiria alcançar Uma outra liç50 pode ser tirada do estudo de cultura mate-
o minimo de generalizaç~o sobre o temas máscara e o seu papel na rial: a uniformidade e persistência dos estilos tribais. Se tomar
vida social.

,\
••....
- ,~..

14 15

mo~ as coleções e de~crjções de KDrl von den SteJnen, de 18R4, e cullurnção que o grupo experimenta) - permite r ecupc re r uma grande

as compa r a r mos com as atuais, v~rt:':rI.()5 que n50 houve uma mudo nç a riqueza de informações.

sJynJficDllva. Isto De deve, certamente, i carDclerIstica dos c~


Os objetos, quando cuidadosamente c s t ud ados , podem ser 1~
nones estJ 1Ls t. co s que
í f unc oriorncomo
í emblemas étnicos. Com efei-
dicativos da função, até mesmo pelo material de Que são feitos. M~
to, o que se espera de um artista Jndí']ena é que faça à perfeição,
traux (1949:239~0) informa que, entre os Parintintín, as hastes
, .
o que todos sabem fazer e sempre fizerilln. Utilizando, embora, as
das flechas são de taquara do gênero Gvnerium, ao passo que as de
rnesma s matérias primas, cada q rur.o tribal imprime ã sua cerámica,
guerra 850 de Guadua sp. Um indlcio a milis da procedência amilzõn~
cestilriél, tecidos ou pl\lmiiria uma :::arcafacilmente reconhecível.
ca dos Jurúna, poderia ser o fato de empregarem caraipé como anti-

EntreLalltu, ob5crvanri0-s~ al']uma mudança significativa ela p l s t.Lco no fabrico


â da cerámica, ao contrário das tr~=

precisa ser registrDda. E o cns~ ~ãrias vezes mencionado das bon! bos do alto Xingu, cujo barro é temperado com um espongiário, o

cas Karajá(diminuiç50 da esteato?lgia, estametria), criação de r! cauixi (Tubella ~1ello-Leitão) (Tânia }>.ndrade Lima 1984).

presentações novas em grupos, bicE~alas e tricéfalas, xipófagas,d!


Considerando-se que a maioria das tribos ceramistas bras~
vida a fatores diversos, dentre 05 quais avulta a influência do n~
leiras emprega o caraipé (Licânia octandra, ~.tiriuva, Hirte1la
vo mercado 3 que se destina a pro~ução ceramista dos Karajá desde
octandra) como tempero do barro, os casos divergentes, como o ac~
a década de 1940 (Fénelon Costa 1978).
ma citado, ou o dos Txkapakúra, aue utilizam espículas calcáreas
de esponja encontrada em regiões alagadiças, ou ainda, os Paresi,
A informação contida no artefato
que pr8f8rem cinzas de casca de uma árvore do cha0adão misturada a
pó de minério de ferro, deveriam ser estudados para determinar Sé
Admitindo-se, embora, que o "artefato não fala por si", é
se trata de uma imposição eco16gica ou de uma escolha e, neste ca
preciso convir que, em certas c r~'~:)stá:1cias, é a única
í evidência
60, a razão dessa preferência .
.de que se dispõe. Vejamos alguns cxc~?los indicativos de que O ob

jeto pode ajudar a discernir o a~~~ente eco16gico. Ainda no caso da cerâmica registra-se urna 'possível in:luê,.
\,{,
cja da ·.·c~tenteoric~lal andina sob~c os a~upos cha0cG~hos CC~CQ~
As íun~as c bolc~dciras ~~ são aficazes C~ tc~rc~o ~lerto.
nente a característjcas da ornamentação, motivos curvilíneos ~r~
Pcr isso, a distribuição de arnbas & coi:1cidente (~étraux 1949:253)
sentes na pintura corporal e ce r ârr.í ca dos ~'bayá-Kadi'"'éu, no ch a co ,
Sempre que se encontrem bolas (pec:o-asesféricas) pode-se inferir
e o estilo cumancaya da Bolívia (La t h r ap 1975:154). i\ par disso,
que seus usuários viviam em reqiãc de campo ou pradarias. A sara-
Gordon 'dilley (1949: 190) assinala u,;,acaracterística técnico-.deco-
ba t.ana é, por outro lado, arma de -:;randeutilidade em regiões de
rativa que, ao parecer, só os grupos chaquenhos empregavam: irc,pre~
mata alta muito fechada, como a a~azônica. Isto porque, sô pode
são com barbante.
ser utilizada com um veneno (curare) que parJlisa os músculos da
presa, fazendo-a tombar de árvores de grande altura. Grande conhecedor da bibliografia seiscentista, Hétraux
(1949) fez uma análise diacrônica no seu estudo de armas pub Lí.c ado
o uso de canoas também i~:crroa sobre o meio geográfico. A
no lIandtcok of Sout}) i\merican Indians. Cornbi n ando a lcitura dos
identificação botânica ou zoológlca é um indicador ~ue permite,até
cronistas e das monografias insertas no lISAI afirma o referido a~
certo ponto, dizer da proveniência de um objeto indocumen~ado. Um
tor que o bodoque (combinação de funda e arco) deve ter sido intr~
manto 'l'upinambá pode ser identificado pelas penas - de Ibis rubra-
duzido pelos brancos como brinquedo das crianr;as, deVido â sua d~~
uma vez que essa ave, praticament.:! extinta no litoral, era abundil!:
tribuição'irr~guJar. Com efeito, é encontrado entre os Chiriguano
te em 1500 na costa do Brasil e arr.~lamente.utiliza~,pelos grupos
(Paraguai), Yur acar o (Dolí;"ia), Chu r ap a (?), Maxakall, Kaiwá e K~
Tupi na confecção de adornos.
rajã (Brasil) e entre caboclos do leste do nosso país n949:244).A

A iconografia presente n~ objeto - a exemplo da cerâmica isso se poderia acrescentar a hipótese de que, a aceitação desse

Karajá atual - que retrata não 56 a figura humana tribal,.como inQ objeto alienIgena se deve ao fato de pré-existir, na cul~ura indí-

meros aspectos da vida (idealizada mais que real, po r f o rç a da a' gena, um artefato scmelhi"lnte: o ar=.
•.. -.0,--

r
17
16
~vidênctas de micro-aculturação são obtidas pelo exame dos
artofntos e o trabalho de campo. 1\ técnica de tecelaqem entretec!
A trajetória do UGO do propulsor J dardos é ilustrativa do foi adotada p~los KayilbI após o seu convIvio com os Jurúna no
do auge e d0Gaparecimento de ~r- "rma. E erlconLradn nos jazlgoG norlo do Parque 1••65g0na do Xin9u, nos últimos 30 anos. Mas ao i~
pré-cerilmicO!; e ce r âm co s do~' í (. r~éxico (onde era conhecida sob vCoo do adotarem o:; intrincados dcse:nhos de labirinto e outros, os
e alcunha de e t l a t Ll , bem CO!T'( « r a vu r as rupestres do. piauí, d~ Kllyabí Lmpr í.rn
Lr zc; U!:) "cara ter nacional" ã sua tecelagem de redes e
tadas em 17 mil anos a.C. (Ch. 1984). As crónicas do século ljpóias, transpondo a esse novo cam?O os ~adrões de desenho de sua
XVII assinalam seu emprego na ".n::ra contra os espanhóis pelos K~ I'lllborada cc s t az í e. Sendo esta última um dorn n o masculino
í í da cu1
x âma e Omágua. Su p La n t o do come. arma de caça e guerra 1=-cloarco e t.ur n , [oram os hC·"_=:As..= .qu rv • en s í na.rere suas mulheres a tecer com de
flechas, o pr oj.o Lc o r de dardos si:, ;:. r cq í s t r ado hoje, segundo Chi~ ~~nhon (O.Ribeir~ 1984 d ).
ra, entre os Yariljá, Javahé (p::a~avelrnentc também 05 ~a?irapé) e
Prévio a essa adoção, os KayabI tinham em comum com os AS~
entre as tribos do alto Xingu em que é cmprcqado numa competição
r í n I O <:mprego da. t ê cn í c a de entretorcimento .(t'"ininq)compacto de
esportiva: o jogo do ja·;ari.
redes - ainda pre~alescente - o que representa um indicador "art~
Contrastando com a ampla difusão e antigüidade do propu~ actu~l" de conta~o. Outra evidincia, no tocante à cultura mater!
sor , existem poucos registros ne biblioarat"ia ma s
í antiga sobre '0 al, é o uso da taqüarinha (Arundinaria sp.)na cestariade ambas as
uso da sarabata~a. Jst~ ~e de~e, talvez, segundo Métraux (1949 : tr í bos (e t ambên da. dos Ar awe t ê , em rau í t o mo no r escala). E, sobr e
249) ao fato de as tribos ama z ón í ca o que a cmpr e qav ar; t e r em sido Ludo, a presença C~ ~a~rões de trançado (també~ de pintura corp~
7.Jn :~ctadas ape ne s no século X\,'II. L:zistGrr: provas, cor.~uào, de ral, gravura de =~~as e, no CilSO dos Asurini, de ornar.entação da
tribos - os Jivaro, por exemplo . ~ue a adotaram tilrdia~ente (Nor ce r ãm ca) í . Um c<;:",s é denominado t ae rvr ao , pelos Ke y ab í e t a nc awa ,
í

denskiOld 1924:62) e que seu uso difundiu-se, sobletu~o, em época pelos Asuriní, s:~~i:icando u~ sobre~atural antropomor:o em ambos
pó s co Lomb í.s na . Isso pode ser um j nd í c í o de que a cor.qu í sta prop~ os casos; o outr~, ~~atRiararat (Yayabi) ou kwatsiara~ara (Asurini)
ciou o contato e o intercfu~bio entre os grupos indígenas antes is~ lpndo em ~mbOR c_ (']C:",C:-.:=..S :':::-:-'.('"\is e, pr ovave Lr-ent.e, siqni-
:ados, os quais passarW" a ter acesso à técnica de fabrico do cur~ z, jcados, em com~ r-o í ro 1982, :584 e).
~e, monopólio ce poucas tribos.
Comparcm':s ,~lt".:~as ce r a c t or í s z r ce s de c r upo s t\:.ní silvíco-
Dentre os elementos difundidos após a Conqui:::ca, s t ewa rd 1<1 Lnt.c r Lo r an n t..3~S c, :0 os Guajá, ,\!:a;-;eté
e Héta (extintos): 1)
\1948:515) enu~era os seguintes: Locologom do alg~c3c ,Araweté e Hita) , de tucum (Guaji); 2) uso de
s o í.n
s p<:lOfImu Lhe re s (Cu a j â , Ar awe t ê ) e de tanc;as pelos homens (Hé-
"a sarabatana que subslituiu o arco e flechas; Clversas
drogas e narcóticos, espccialmence o tabaco ~ o caapi, t.c ) .
cujo uso se tornou mais H~p1amence difundido. Outros i
tens, tais como cushmas, camisas, saias, reàcs, camas
em plataforma e canoas se espraiaram tanto ances como
o uso da ve s t rnent a é aqui í d e s t ac ado por n50 ser muito c~
depois ~a Conquista". mum rntre tribos ':':-,dígenas
b ras Le r a s . í í Ela poàe ser atribuída,no
Ci:lSOdos Guajá, ã :r.f1uéncia de seus vizinhos Guajajara e Kaapor,
Influêncius externas inferidas pelo exame de ur.l artefato
05 quais, e nt r e t a r.to , utilizam algoc?l.o ao invés de tucum. Has no
~~dem ser exemplificadas pelas que Frikel detectou em cestos de
caso dos Araweté, d:::-sc-ia tratar-se ãe ~a característica sin1~
trançado espiralado (coiled work)dos indios Tiriyó e c~e ele atr! lar, dado que os ';su:'ini e Parakanã - seus v i z i nh o s e ô o saf e t.os
::-ui aos negros bush (1.973:129). O mesmo parece ter ocorrido no c~ não a utili.,zam. ~;ão se trata, entretanto, de una peculiaridade
so dos Karajá onde essa técnica parece ser de introdução recente das mulhores tll~í, uma vez que, além das citadas, só foi registrada
(Taveira 1980: 243) • entro os Ernerillon c, além destes, entre os Paresi (grupo Aruak) e
Kaxlnówa (grupo Pano)
1\ penetração da-.-e.ulElraandio •• pode ser inferida pelo uso
~- -=::.
do tear de cintura, chamado tear peruano, por grupos da floresta O uso de fibr:\ de tl1cum por dois grupos t\lOr - Parakanã e
tropical (Kax í n àw a - Tilnner 1975 fig.87; Jívaro, Piro, Om5'Jua, I<~
GUi:ljá- na tecel.3<]= d(' redc (pelos GU:ljá, também nil de suias remi
kãma - Nordcnskl01d 1920 figo 55,4).
•..
-

19
18
(1931 :
nJnas) merece uma ok;crvil<;:i;o.
11;; opinião (le Norden5kJÓld Para a irea do alto rio Negro, O.PiLeiro projetou uma pesq~isa s!
483), o a lqodfio deve hu'/er-se propil'jildoii I\mérica do Sul iltr;lví'li me!hante que terá em vista elucidar: 1) se o sistcmil de permutas é ~
du~ migrações dos Karib e Tupi-Guarilni (Rendo o limite merJdional um fator decisivo para a integrilçã:. e homoqc no zaçâo í cultural; 2) t
da r cd o ele dormJr coincJdente core o desses últimos). ,,'étraux(l'l20:
299) aGsJnilla o cultivo do alqodão nOS 17 tribos.desse-t~r~co Ji~
em que medida
se vigentes
reflete
na região;
e explica as relações
3) em que p~Jporção
de hierarquia
o monopólio
e simbi2
de manufat~ t
g(\Istico a rro Lad as no seu estudo
Guaj5 e Parilkanã poderia
di r e r osp o i t o aos alto-zinguanos
í
ser um indício
cO"'ParativO.

"rue empregam
O uso do tucum
de J.solamento? Isso
fibra de buriti
rclo~
também
mJ:J
ras e produtos
fluência
simbólico
especializados
e poder
do objeto;
e se isso ocorre
4)
deter1õJna posições
r.:' função
s+s Lmbo o
se os e r t e e t.o
í
do valor
í
de prestiq10,
utilitário
de determinadas
i~
ou .!
f

~'
LULdUu a? ulgodão na tcccdura de redes? tribos funcionam como emble~~s de s~a identidade êtnica; S} em que ,
Essas hipóteses exigem maiores evidéncias. 0ualauer co~
ci r c un s tânci as e de que forma se es tabelecem
para a distribuição desses artefatos.
canais de comunicação
i
1
clusio tomadil com bilse C~ elementos esparsos s6 pode levar a de! Uma importante abordagem pêZsivel de estudo no campo é f~
vJ.as.
di'!em
Entretanto,
'C a evidéncias
nio se trata
morfo-tecno:;'ógicas
de exerci cios acadimicOs.
e de natureza
Na mcct~
ecolórrica,
calizar
43 ).
o artefato
Ou seja,
como
pesquisar,
"objeto de conhecimento"
no t o car.te à cultura
(Lêvi-Strauss
material, a pr ed s
1975: 1ti
l
í

obtidas no exame dos artefatos, se some~todas as demais djsponlv~- posição humana universal para o o rc ename n co e classificação dos f~
1s _ filiação lingüística, cultural e as de natureza histórica n6menos naturais, sociais e culturais. Essa abordagem tem despe~
i
~I

pode-se chegar a certas ~eneraliza~Õ0s. tado grande interesse em estudos recentes e tem sido chamada etno I
taxonomia ou taxonomia de folk. Pa~a os estudos etnotaxor.ômicos i
o estudo de P.G. Riviêre':9E9) ê um exemplo de tentaLiva
no âmbito da cultura :'1aterial, o p':"quisador deve lançar mão, na t u
em comparar valores nio comparã~e~s: o tubo de prender o cabelo e

I
.ralmente, da metodologia desenvolv~da para outras modalidades de
a sarabalana. Um e outro, têm u~icamente uma longínoua identidilde
etnociência, como a etnobiologia q'~", cemo se sabe, inclui siste
na forma _ serem ocos - ~as nio na ~unçio. O mito a que se refere
mas de representilção simbólica.
Rlvi~rc n50 i um 6bice convincen~e, con!orme quer fazer crer o D~
t.o r I CjUC j nCO: :,:t~:bi) :i.ZÇ._ a ada=~.-:: ...:;) ~(lraba.tunu po l o o r upo O\.1C A rarefação dos estudos de ~ultüra material, nos ~ltimos

usa tubo de cabelo. anos, levou os arquc6:ogos a empre~~der ~e5qui5as pr6prias, de ca~
po, para preencher essa lacuna. Dedicacos ao estudo do que chilloam
Um estudo cláSSiCO que ex;:lora todas as potoncialidade!.;
"arqueologia viva'; os e t.noaroue ô l çc s estão t oma ndo a si a tarefa
comparaJivas de maneira sincrónica e diacrôniea é o de llerbeT.t
que caberia ao etnólogo. Utilizam, ::>:>ré::-"
métodos e uma pr-obI cmâ t í.

Baldus (1970) sobre os índios Tap~r3pê. profundo conhecedor da


oa própria. Entre outras, a de pes~uisar em campo o que esperam
bibliografia etnogrãfica e histór'-', Baldus pôde ertabelecer par~
encontrar nos jazidos que exp Lo ran . observam o lixo, o descarte de
lelos entre a cultura material dc ap Lr apê e out.ros gruPOs LUl'f,
restos de comida e de utensílios q~e virão a encontrar soterrados,
como os Tupinambã, e dos grupoS r.- ~upi vizinhos dos Tilpirapô , pc
o abate e a earneação de animais, a fabric~çio de implementos,etc.
l.os quais foram evidente:r,ente in: ~ .·-·nciados:os Ki\raj5 e KClyanó.
Procedem a estudos quantitativos pê.::-a ex"licar porque se encontra
Tentativil dessil ordem, isto i, de explorar lntensamenLe di\dou hJa
maior quantidade de cerâmica de um c e t.ernu nedo tipo do que ce d~!
tóricos e etnográficOs - inclusive' coleções de museus - se deve a
tro, quala ênfase que a sociedilde é~ a u~ dominio da cultura e de
Jens Yde (1965) com respeito aes Haiwai. que forma ela se materializa em ar~efat05.

Ati o presente nio contamos com nenhum estudo especlfico '


..
Classificaçõé~ e tilxonomias
que focalize a especialização artes~~al por tribo,o mononólio de
sua produção, o conseqüente intercâr:!bio intertribal c seus efeitos
A condição preliminar que s.e impõe aos éstudiosos de cult~
ao pi~l -sfu::i..u=.í
-onômico e simbólico. Como se sabe, esse sistema
ra material - qualquer que seja -sc'u pr opôs Lt.o - ·é forjarem um in~
de trocas vigora entre as tribos do alto X1ng\l, do alto rio Negro
trumento operativo para a descriç~e física dos objetos. Isto é, um
e "n a área das Guianas. Nessa ültina região, Cathcrine V. Howard
dicionário de técnicas e formas, ou uma classificaçvo tipolór-ri-cu.
e
(1983) está levando a efeito \lma .iltvestig;lç~ocom esse propósito.
20 21

"o prJmeiro problema com que se defronta o analista é a s~


Leç ao doe e spê c mer. em q ru po s milj ores que se apresentam E2-
í

respectiva tilzonomiil. ESSil tarcfil colocou-se rara a ilulorilqUilnd mo se tivess('rnsido fej tos com () mesmo p,1clrão e~truturnJ.
se propón e~~udar a ilrtc p1umária da~ indios.Knaror, trabalho este s omc lho n t c e"tn mo n t.c .
0\1 Uni Pilclr,10 EGsa c arac t c r zac ao e í

até cc r t,o ponto subjetivcl, po rquc pode haver opinJões dif~


precedido d2 u~ estudo classJflciltórlo que o tornasse posslvcl(Cf. rentes sobre o nGmero de variacSes a serem admitidas. O e5
n. fli beiro 19:;7). A mesma ne~dnde flpresentou-se, mais t a rdo ,p~ sencial ~ dividir o material e~ grupos que contrastao fo~
Lemente bntre si"(1944:279).
ra um estudo oontextuill dos trançado~ do alto rio Negro (R.Ribeiro
1980ms.Y. Trata-se de uma ordenaç50 e normalização vocabular e l TJpo, na conceituação de Irving Rouse(1939:11) sao "c s a-
conográCica ~ara os artcCaLOS tranca~os dos indios do Drasil(J980 rllJutos que uma dada espécie de artefatos tem em comum, não ç~~E..
ms, r cc Labor edo e," 1984a). l', e le sr"PJiu-se uma classificação c ll·falor. m si". Esses atributos devem ser, às vezes, de s cor.t e x t ua
respectiva -:az')no:oiados tecidos I nd Iqenils. (n. Ribeiro 19 84b) . ". J 17/)doG para estabelecer um protótipo ou uma p ar d qma de um
í "p~
terminologia ?ilra a cerimica arqueo16gica - que se aplica perfeit! drio poLrutural" prê-existente. Dada a diversidade de formas e v~
mente a de t~ltos vivas - foi estabelecida por I.Chmitz et allj Ja76cG de técnicas encontradas nos elementos de cultura mate~ial,
(l96G) . c~~~ DO analista eleger uma peça-padrio que reGna as caracteristi-
dI" um <]rupo de artefatos da mesma natureza. O princípio cla~
Os volumes 2 - Tdcnoloqia i'icigena.e 3 - P.rte Indlqena da
"JflcdL6rio mais abrangente ê sempre a finalidade do artefato e o
Sumit Etnolói]:'ca Brnsilei ra f o rarn cor.c eb do s para oferecer, í priori-
tndl'tldJ de que ê feito, o qual, comumente, i subordinado o~ ~epe~
tariamente, essa ~erramenta. O pri~eiro deles contêm artigos 52
rir <:!':I pr mc ro .
í í A categoria mais inclusiva seria a cerâmica, a
bre c l-ass Lf i ce ç áo de armas (v í lma Cr.:ara 1984), artes têxtejs(A.p.~
(:. • e r t a - incluindo em ambas o grupo dos recipientes que, po r es
beiro 1984b" casa e aldeia (Costa e ~alhano 1984) e os macroest!
11 •• ce ra ct cr Ls c ce comportam
í atributos comuns - os tecidos, a rr.as ,
los trançadcs !a.Ribeiro 1984c). Os ~rês Gltimos são acompanhndos

de glossários e l.lustrações definiêo~as dos termos utilizados.
Vojamos um exemplo: uma coifa dos índios Karajá, tom~~a c2
No ~c:u=e sobre arte i~dIge~a
ê renroduzido o artioo sQ~re
. (B.Rlbeiro 1957) m~ r:uL6Llpo, deve reunir os atributos mais genêricos de tod~5 as
a classifica;~~ ~os adornos pl~~ãrios, anteriorl~cnte citad~c i~
II til:; UI'!;()l'S índios. Eventualmente poderá repr.esentar o ;:a-:l.rão
serta uma c~~ssi:icação de i~s~ruw.e~~ss ~usicajs (Seeser 1984)aco~
,)1!. de" Lodos os índios do Brasil. O mesmo diz respeito i rede
panhada de u~ glossário tambén ilust~ado (Travassos 1984).
d'J dCI'mil', a canoa e a qualquer outro utensílio.

Esfo~ços de classificação tipoló~ica e taxonômica recentes


A descrição para fins comparptivos, tratando-se de g::ande
sao os de Ad~vasio (1977) para trançados, Hurley(1979) para cord~
<j\llr'.ic.l,1d"
ele material a ser examinado, principalmente gráfic-:),ex.!.
me, destinadcs aos arqueólogos mas ~ue tambêm se apl:cam i etnolo-
10 rJl6rio() mais refinados. Para isso, alguns arqueólogos ~anç~
gia, isto é, a~ estudo de coleções. E ainda os de Irene Emery
M1 ~.jo du nnâ Lí se estrutural. Gardin(l958:35l) argumenta que
(1966), Sei~e~-3aldinger (1979) e Dorothy Burham(1980) para tec~
dos. Com j u s t e za diz Dolores Ne •....
ton (1984) que "a meta ideal seria "Para as 'características distintivas' da fonologia, ~~r e
xcmplo, corresponderiam - nos códigos para implement~5 ou
desenvol ve rro s si s temas un Lve rse s "-êe í t.e rm no Loq a descr itiva
í í s~ c::or1imiea- os seguintes termos elementares, ligados acs pa
gund·o pr í nc i p i os classifieatórios dados. Ac re sce nt a que, "o trab~ ros, nas usuais oposições binárias: -
retilíneo, voltado oara dentro (cóncnvo); contInuo, vo!~ado
lho de base deve ser fundamentado em exemplos geoqraficamente lim~ para dentro; curvlline~ voltado p~ra fora (convexd~cscon-
tados". Isto porque, se desejarmos abranger num sisteroa Gnico t~ tlnu~ voltado para fora"
das as têcnlcas e formas corre~os o ~isco de torná-lo tio gen6rico qu
que nio se a?lique a casos particulares, como são os objetos de "Os viiri,osconjuntos de tais termos constituirium o equiva
lente a 'fonemils', podendo ser, por analogia, denominaàos
nossos estuces. 'grafemas'''.

Deve-se aos arqueólogos, na verdade, os esf.orços mais bem J. Deotz (1967) faz também' uma tentativa de aplicar os co~

sucedidos n3 definição de tipologias e taxonomias.Se~undo Krieger, ceitos de fonema e morfemil a artefatos arqueológicos. Parte do
na determin~ção dos tipos pressuposto do que, assim como
•.... ~ ' .

22 23
"os lin']llistac dc s c r cv cn os t r u t ur a cJe dí vr r s a s Lf nrruas ,.,
iJ
definem as r o qr o s po r a c{J~"'bj n a r e s s a s unjc1íld(;!J, "m cor.c t r u- ticao artefactuais, tendo em vista criar uma linguagem documental
ções maiores, t a s cor-o pa lnv ras e sr-nt.enç os ... ·(1967:(l:,).
í

unj[orme e sintética passIvel de ser aplicada através da "ajuda ~~


da mcsma forma os arque610']0c ~0dL~ encontrar regras estruturais cânlca de sistemas tais como Indices ~ cartões perfurados" (1958:
no estudo dos seus materiai~. D0Clz define factcmil co~o a unidade 345) .
,
de forma porque reúne
O autoi exemplifica essa técnica na dcscrlcão
•. de imolemen
"-
"uma classe de a t r Lbu t o s o uc e f e t a o significado funcional
tos de metal (machados e f o í.ces } , recipientes (qe cerâmica ou
do artefato" (iblde:.,).
quais0ucr outros), ornamentação e l~~rafla. No prlmeJro caso,
e formc:ma
verifica que cerca de 10 mil utcnsílfoõ podem ser des~itos exau~
"a classe rnrnjna de 0~jclGS nuc possuem uma siqnifica;io lJvwnentc em 500 cartõc~; no ~egundo, ~"preqando seis asrectos
funcional" (1967:90,.
convencionais - corpo, pescoço, base, borda, asa e bico - consE:
gue descrever, com um pequeno vocabulário de 20 palavras, 8.100
Devido aos atributos :uncJonais dos artefatos e â possibi-
formas distintas de vasos (Gardln 19Se:338-34l).
lidade de investigá-los em co~nidades em que a cultura material
continua vigente, Deetz acredlta ~ue a utilização dos conceitos de
Os motivos ornamentais, depois de examinados milhares de
facter:la e formema, e o modo como S'ó: combinam, pode ajudar a e:"1c0!:l,
cspécimes de todo o mundo, são reduzióos a 20 sinais e 15 oper~
trar regras estruturais no acervo artefactual de uma cultura. E~
ções, agrupados todos c~ 6 classes de arranjos, cuja ~omenclatura
sas :-Lgras constituiriam a es:ruturü, correspondendo às concepções
é também simplificaca. Atribui-se U~ simbolo a cada sinal(cu si~
de forma e função de seus ar-::':ico::. Err: ana Lc q í a COi:". o e s t c cc da s
no, elementar e outro a cada operação.
lI~çuas, Deetz acredita que a se~~:~~nça de !5xico, unicamentc,~ão
implica em afinidade lingllis:ica. Desse modo,

"Do mesmo rr.odo, doiscorj ur. t.o s de e r t e f a t.o s r..cdcm epr esen "cada par de simbolos - respe=:ivamentc um 'radical' e U~
tar alto grau de sc~c:~~~~., n~a:"1to~ alribu~os ind!~1~~ 'afixo' - provê uma desjgnaçã~ ~o ornamento. Ela é ob:~
ais; mas somente qua~~o ~~r.q pnrti:h~~ rcnrlS s0~e:~~~~c~ da combinando-sc essas duas ~:;=es" (l9:,B:3~: .
para c0:-:1bir.5-'')$ ....._:.;.. c " rí r (i'...~0 c s t c o c.o.,.;:=i.~it:,·:z...-,e:;~~
co rro La c on ado s " (196~:9~"
í NO caso da iconografia,exige-~e uma sofisticação ~aior,
Mas ela é igualmente passivel de indexação na medida e~ que se e:
Nesta ordem de racicc!nio, Deetz e, antcs dele, Jea~-C:au-
contrem os termos apropriados à "traó.:ção de uma imagem a una Lí r,
de Gazein, mostram a equi\'a~ê~cia entre arte:atos e palavras. êste
guagem documental" (p.348).
últir-o assim o define:

"As palavras, ou mc Lh o r , as construções mo rf er-tca s r.a s ou í


Como se vê, os arqueólogos tê~ procurado refinar o vocab~
menos estáVeis e coe~e:"1tes, coderiar. ser os ~acalelos dos lár10 descritivo de modo a tornú-lo o ~ais convencional possível.
pr6prios objetos - 1~?le~ent~s, armas ou cerã~icas(!958:
s6 assim, as informações contidas no c~jeto - principalmente as
352) .
variaçõ~s em forma e ornamentação - ~oéerão ser apropriadar..ente .
NO oaso da iconograf i a, opina Gardin, "as unidades a n a lIti Lndexod a s e ermaz cnaô as .
cas ·não são palavras e sim sentenças" (1958:355).
As coleções etnoqrúficils e o colecion~~or
o pr6prio Gardin, porém, coloca restrições a essa analogia,
'quando af irma: ~olores Newton emprega uma ima9~~ que sintetiza a posição

"Não é correto mascarar, sob a semelhança plausível ce uma do pesquisador diante de material etncsráfico em oposição olO aE,
analogia na forma, a enorme defasagem nue separa a es~rita queológico. No primeiro caso, o colecionador toma o lugar da n~
análise levada a efe: to n$LIi ngtlLs t C:1 das meras aproxima- í

-..llill 35 2) .
ções que nos é dado a.*c~çilr ".. tureza, no processo de seleção, O arqueólogo sabe o que vai e!!
contrar no sItio que escava. O e t nô Ioço ou curador de muscu - e~
Nesse ensaio sobre t~cnica e teoria ar~ucológic~, Jean- frcnta o dilema de conformar-se com os critérios de sele~ão do co
Clauce Gardin (1958) propõe códigos para a descri~50 de caracte~~~ lecionador, e em funçâo disso orientar sua pesquisa.
24 25
cndaju, n~lduu Informa <lue:
D zentende por cOlcqio.
Em primeiro luq~r c~be defjnir o "NO ca t âl oqo d,) co l cç âo Zl'rent.., de 1·1!t:!uendaju, rxistente
Teoric~mcnte, um~ colcçio de ~rlcfatos de uma determinada lribo d~ no Huseu de Golcmbur'Jo, .'lG dc s cr íç óc s dos carimbos são !
creGcentadoc n0mcs de cla~scs de idade· 11961/2:64).
veria ~brangcr todo o sistema dc objetos (lUa essa sociedade util!
zo na oçio sobre a natureza para a subsistência, no conforto domé~
Subentendc-sc, por c c ce informação, que as pinturas de co=:
tico, tranGporte, veslimenta, adornos pessoais e paramentália rit~
po ap Lí c ad a s com ca r Lmho s o r ar- r,ri'/ati""s de determinados grupos !::
alo Ou J1)ais sintetica71':!nte, segundo Leroi-Gourhan, as "técnicas de
tários. Na coleção do nus eu r;"cionul, !'Iirnuendaju incluiu -figur~
aquisição" e as "técnicas de COnGUffio· (l~45).
O ideal é que 5emelh~nte coleçio tivesse sido feita em di nh au hurnan a s , c s cu Lp í d a r. or- ;-~I~(1ci
r a ccr t cmcnt,e pelos índios Xere::
protótipo te, com a Jndlrô';"iio ,10 Jo ca l '1'. rorpo "''" que =r am a p Li c ad a s . A par
ferentes épocas e que os arte' \tos rc?rescntctndo cada
fossem em nGmero suflciente p~rD exe~~ll!~car as variantes(Sturte- dls~o, cGcr~'/~'u urnn M()n0~rafin sobre os Xcrc~te (1942) em a~c o e~

vant 1969). Essa sit1.:a-;:ão raramente é: cr,cor.tradil nos arquivOS de udi090 de U~D ca1eçuo drcca tribo enconlra farta documentaçio p"

museus. Ue um modo Sc~al, as coleçoes são agrupadas sequndo os S! ra cOlllcytualJ z a r os artefatos recolhidos a z.us eus .

guintes critérios: 1) a categoria mais abrangente, incluindo mat§.


Assim sendo, verifica-se que o estudo de uma coleçio deve
rJa prima, técnica, 1.:30 e função: cerâ~ica, trançados, tecidos,pl~
s er comb na do com a consulta
í bibliográfica e iconoqráfica r e f e r e rv-
m5rja, instrumentos m~sicais, aimas, canoas e remos, bancos, mãsc!
t,e à tribo, 5rc.:l ou t crr.a em foco e com a docc::::.entação oferecida ;:~
ros e outros objetos rituais, etc.; 2) a proveniência tribal ou é!
10 colecionador. Es s o mesma cc Le ç ào deve ser comparada C017'ou t r as
n ca
í (coleçio Karajá, 1..p nayê , e t c . ) ou ::-ai5
í amplamente, a proce-
da mesma proced§nci~ p respecti~" docu~entaçãc, levando-se em cc~
dência geoaráfica lárea cultural do alto ~in1u, alto rio Negro,etc)
ta um fator du ~aior i~?ort~~ç:~ além do assi~alado lobjeti~o c=

O importante a assinalar é ql.:e c co~ccionador, a época e a colecionador), que é SUCl d r-c n s ào


í temporal e espacial. Umas. das

forma de colecionar. .•c rt o têm im~)ortânc~a crücial para a avaliação ' dificuldades no estudo compara:i~o baseado em coleç6es de m~seus ~

de uma coleção e SUFl.S !=,ol..cncialiduces c.:: e s t udo . No f"1useu nacio- a discrepància cronolócica e~'~c as in!ormaç~es contidas em fontes

nal, por o xcrnp Lo , cx í s t em C)randes c::::~QçêQS cevicas ã Cor.üssio Ron- b1 hl iocJriif~cé,:Õ e a daLuÇ"io das c':lcqões, cuja c e f a s aq em é às vezes
(I(J d["C':lJc:l::; :::(; ....··Ori I i ,~; Li~., l? 3·;) .
don, a CurL ~imuenct:!: ''': e ou'.:-as, t.a:-:-.!:-é~ s'...:~s::ü.nciélis, doadas por

Jaramillo Taylor. Ac estudioso da cc!e~io cabe discernir as moti


1\ s í t.u aç âo í do i l é ac ucLa em qu e se cc:-..6ina o trabalho Cê
v açôe s qu c , em cada caso, ocasiOnaril.7. a cc Le t a . A propósito, es-
('"m)'o com o c s t udo das -o eçôc s :-.useológicas.
í r'lais ainda, em q\:e
creve Marisa C. Soares: () Illlll"CljxJlo':1o ~L·Oj('l.l ,Jil pc s o c i s a com ênfase :10 estudo da cu Lt u r a
"A Comissão ?ç~Gon não tir.ha co •.o objetivo principal r e co 1I\t\\í'l'ii\l. t:úsl'~\S corul í çóe s , o s s uerna ce
í ObjE:'OS deve ser contex-
lher peças pa~a o Museu Naciona: e si~ instalar linhas ti
legráficas. :2: Nimupndail.: -:~:1'ca ~as coleções o suporte di lunlJzndo no i~L!lO d3 pcono~:3, da vida social e da ideologia ~o
sua atividade 8e pes0uls,I, -:e~~o se notabilizado internacio "l"l1PO, do cenr rãrr o sCrJ:I o ,0S:-0 c ue pinçar c objeto e exaCliná-lo
nalmente como colecionador'·;s/d:"·. -
ilJlf'lh\' 1\('1 'll·.ih,lt0~ f s ccs .
í í
Ao pe squ i s e do r de campo é d edo ,

O exemplo de ':;aramillo Taylo~ co::\ple-::l o 'lu adro porque se por t u n t.o , 1:t\:t111l;'~'!'" o oc vc t c pa r a a Lc anç a r uma compr ee ns áo

trata de um colecionista típico dos fins áo século ~assado: consul \)1011111.1/\ d;\ ~ir.,I/\d,' corno \.1~ t c do .

dos Estados Unidos e~ Belém do Pará, constituiu uma grande coleção


THtO foi o ~110 lcnLou Raudrill3rdl196S1 em relaçio â soci!
dos Indios TukGna (780 peças) e de outros grupos amazônicos, alg~
d",lt' c ap í t a I n t a moclo rn.i
í ,'lt·3".'0S CO invcnt5.ric e c l as s f í.c ec So
í do
/II0!, d o La s rC'colhidas ,-essoalmente e outras compradas através de in
mundo 3rto;f:\C"l\: .•1 mod"l·"". . n t reduzindo o p La no sócio-cultural na
l'l1ledi.~rjos (Soares s/d:7). discussão av:>11.1 c r í t, i c.imo n I C ."1sociedade de consumo.

Essas três coleções completam o quadro do que o museu of!


Em inúmel'OG musr-us , ,!(' s r a s I e de í toco o mundo, encontram-
l"C1t"C' (\0 o t nólogo. Se ti vexo a sorte de encontrar uma coleção como
se coleções r0rlC'scnl~lLvns d. 'uase tot~lid::lde de tecnolo~ins d!
ti 11 'lU" for:>m fcilélS por Nimucndaju, o seu estudo poderá ser pr~
senvolvidns pelos Indios br"si1C'~ros, configur3ndo estilos já des~
IlIlIdo (' /I!.1"'\llClonlo. ror exemplo, no caso dos carimbos utilizados
p a ro c dos , grupo!:
í ind.l<jcll."1S extintos ou muito acu Lt.u r ado s . li dc:~-
1""" /I I'll1tul".1 cOl"LJOI·"l dos indios Xer",nte, colecionados por Nimu
26 27

ci6ncla da Jnstrum0nl09 da anfil1nc. ais como t6cnJca~ d~ rc~J~Lro, a memória tribal, no que se refcr~ 56 suas expressões materiais,
dcscriç50 c cAtalo~a750 de arte[n~~~, ou a falta de n0rmalizaçn que assumem, mais do que nunca, o r.ilpelde simbolos v í s Lve í s de
doe d adoc e, s ob r o t u-Io , a exigOJel"r!r!de recursos d s pon
í í vc í s par" o identidade ê tn í ca (Cf. [l.Ribeiro loja3).
levantamenlo der.:;aGcoleções faz c~~:·que elas s e con s t í t.u a m em a r

quivos morlos, ele dirIcil acesso a ~cm condições mini~as de apro- Neste sentido, os estudos C~ cultura material, com base

veiLamento pilra tarefas didáticas ~ de divulqação cultural. nas coleções mus e oç r à f í ca s , da b.!.:)lJ.ografiae d a Lconoq r af í a j s ào

urna forma de devolver informações ao s próorios Lnd í os . No alto Xi!!


DJ spersas pe l as n.o noq r a í J a!; e t noo r â f í c as , p r í nc í oa Jmo n to gu, por exemplo, as oleiras waur5 serpre que têm acesso a reprodu-
il"; mais antigas em que a c t noq r a f _a tinha lugar de dc s t a-ju o como ções de: vasJ Lhas li", ctllLiyd5 <.:ole<;,õe:o.,
r e Ln cc+po r a» :or--i!sele cer~
TCoJ1SLro crnpírico, cn con t r arn+s e cJa'':0z para c s t.udo s cor.z c x t.u a Lí zc> mica esquecidas ou em d sus c o . Ao + e smc tempo vê:r. r e pr odu z í ndo a
dos, de coleções de museus. ESSA cz r.s u l t a é Lnd i s po n s âv e I p a r a " ce r âmr ca de seus an t cpa s s ado s , r c t t r ad a s da lagoa de I?avu, e for
compreensão da funcionalidade dos 8~tefatos e seu lug~r ~~ conju~ mas que copiam do vasilhame dos bra~cos (V.P.Coelho 1981:72-73).
to da cultura. Aquj devem ser le~ados em conta Calores tc:~~~r~J.:
a sincronia ou diacrcnia das fonte:. tanto documentais c=~o 3rl0- IIs amostragens maiores, ta~s como as disno?niveis em col!':,

factuais, a fim de n50 perder de ~!s[a fatores de nuda~ç~ tais 00


ções de museus, permitem o tratame~,:o estatistico da ooorréncia de

mO,a aculturação intertribal e,sobretudo, interitnica, características e s pe c í ficas. Esses caracteres 1',/';,,:-. s e r às vezes
'1
diagnósticos de uma tendência ticn~=a vinculada a u~a ~cculiarida-
Como se sabe, ncrr; sempre i: ob r a acabada r o Ll ot.e :.. p r o cc s i, de cultural, ou mesmo individual. -:'s estudos :::;n(1983) 52
de ::..:;e·
-:
tt no16gico e,muito ~enos, o equir~~·pnto ernpreqado. r i:~~G=t~n·_( bre o começo do trançado dos cestos ~imbI~a e os ~~~cs de nós das
~
por ~SSO, nos csLud~s das colQç~~z, 2evantar toda a ~:~:~cJ=~~: '1
I cordas dos arcos de tribos dessa :'-.-
:lia lingüIs'_:'c" e::e outras
não
examina
só com respeito
ou à categor:a
a o <;r~po

de artefatc,
em f c co , como t ambô:n à ~';:'~r,:,:::;,
Isso i importan~e, ~~r exer-
o uc sr.
I
(
tribos,
por exemplo,
demonstrou
verificou-se
variações
que
signi~~cativas.
"as ::::-",as
e n Lac ad a s p r oví
Nes~c: G:=!mo
nh am
caso,
dos
10, no caso da t e cc l aq cn (uso ê~ r c e r , com ou ser l:';,:c, ce rct,; \j Timbíra e as formas e nod ad a s dos n:::--:'imb:ra" (l,,:~:::::':',
= s paro 0uiar a r~':".J', d a ce r ôru c e ' i~')Jcmentos r<1r:,,; (11:5;;:: de
rnr; modo da q~ci~a=, ~al6=~as ?r_-Qs am!1rcgadasl, . _.
_t.;
- •.... ,- ...
•.•. , ... _<.;,;.,
~ Por isso, a autora recomen~a que "duas d~~C:~S~ES n50 podem
ser omitidas", a sa},cr:
rr.a
i

Indicios
s elaboradas - ce tecelagem,
de desenvolvimentos endó~e~as
cc r ê+í.c c , ornill>1enti1~;:",:)
ou fruto do co~:&:=,
- ,or.em 1'('1
1
'/ "1) a descrição fisica do e r t c f a t.c em si 2' o cetalha:nen-
to dos dados contextuais. ~~clusive os r :acio~ados a to
Na falta ou corno cornpLcme n c e c ào d e s s a s Ln f o r r.a c c e s , alClul:f dos os outros espécimes do + c smo tipo" ( ?t~a),
antropólogos têm recorrido a índios em visita a museus pa:-" a ide!!
Lificaçào sistemàtlca de coleçaes Co~unicaçào pessoa: de Silvji1 A isso haveria que agregar a docu~entaç5c :8to~=áfica e ~

Calubi Novais e LGcia H.van Velthc~ Sempre que ho~~cr posslbll! travis do desenho esquemático, a ma~s clara poss!~e: ~3=a abreviar

Jade seria recomend5vel a vinda de ~epresentantes d~ ~:-u-os indiqr ,.:;, o texto e clarificá-Io, tornando s~~ :eituca m3is c:'re:~ e menos

nas para incumbirem-se não só dessa ~aref~ como tawb8:- da restaura ~


, fastidiosa. Assim sendo, as rublic~;6es sobre cu:~~:-a material

çáo de acervos com materiais orig!~ais. tim de ser, necessaJ.'i:.mente, muito ::C'~ ilustradas. As ~écnicas m~
dernas audio-visuais e f i Lm i c a s , er:'.'::,cra
d s pc nd í í c sas , =-~udam mu í to
o artesanato tem outro a s p-e c t o da maior a sor
impo:-:.'i~:::!a nesse estudo, porque mostrum os ges:2s e os proccé~:-en~=s com toda
asslnalado. Em anos r cce nc e s , sua dcstiJ1uçno ao mo rc a.Jo o x ccrno , a clareza \ Contudo, 6 preciso ter oz: mente que a do cur-o n t açfio v.:!:
ocasionou modificações que compror:Ctem não só a qualid:lde co:no il <\'i>
sua I "não dispensa a necessidade de cescrever, codificar canal.:!:
própria r cpr c scn t a t vLdade í do produxo , IIs tribos que a nd a canse!
í
sar os objetos" (Newton 198~a) coletados e, no caso dos estudos de
vam o seu ar t es ana t o estão d rcc.í cnando=o cada vez mais
í para o ("~ campo, os que deixaram de si-lo.
mircio, atendendo 5s demandas dessa nova cliente13. A outr3 !ace
da moeda, 6 a revi v ôn c.to da pr cduç áo a r t c san a l por pa r te de t r I bo s Embora semelhante estudo nâo !'OSSil ser feito cc- ba sc nas

que a haviam .:\bandonüdo; a incremcntaç50 do irltcresse 0:1 r e cupc rar coleções, essa realid:.de deve ser lC~3d3 em conta ~3 anilise para
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e esLn aLa r a função específica fJUC c;)(}aelemento de cultura desemp~


abordagem que permita extraIr
nha numa dada sociedilde, informações de todo esse acervo, e
que possa servir de exemplo
-x-x-x-y.-x-x-~- de estimulo a curadores de museus de
todo o mundo para dar vida e
sentido a suas coleções,

Tudo isso nos leva a concluir ~e o estudo de conjuntos a~ Este trabalho procura contribuir r.a busca dessa linguagem,
t c f ac t.ua s deve
í ser encarado em sua s
eO',sua d{r,~,;'llca, transforma Só assim encontraremos um terreno comum para estudar a cultura m!
çõcs, como parte integrante dos proc~~~s sociais. Embc~u qve5tl~ lerial em sua dimcnsio temporal-cronológica, espacial e funcional.
nados, o~ anlj~os Lrabalhos sobre a ~istribuição e djfusio de el~ IAlo é, nio como um fenômeno cst.ítico, mac Como um movimento diná-
mer.Los de cullura material, feitos pr~~cipalmente com base en col~ m co da cultura,
í Só assim tornaremos esse acervo disponível para
ções de museus, armazenaram uma quantiéaóe inestimãvel de informri- fins científicos e did5ticos, entre os quais as exibições museogr~
ficas,
ções, A criaç50 de um "banco de dados" sobre cultura material que,
com a inlensificaçio do uso de cornputa~ores na catalogação, ocorr~
rã certamente no futuro, ~acilitarã a tarefa dos curadores de m~
seus e dos etnólogos nio só pela loca~:zaçio dos seus materiais,c~
mo twnbém por sua correta docu~entaci0.

~ preciso ter e~ mente, ~c e~~~~~o, que um levantamento de


d<ldos precisos sobre os artefatos só 5~::-ãpossível quando se tiver
um código, ou seja, uma padroniza~io ~a~a a descrjçio dos espéci-
ces. Essa normalização jã foi ~ese~~=~~ida para o ficha~ento das
,ibliolecas e nc co ssa r Laz.en t.e será c:~a:;=::-ada
em relação aos a rt.e e í

t o s paro a l: ;:C!lt~r pr oç r a.ae s ele ccr-r _:':'::':!'".

l\. propó s í to , cabe r e fe r i r c ::--:'·::·cs~c do s po r t ado rcccntcme:.


te ~a Europa pelas raridades etnogr5!_-cs e iconogrãficas de quP
.. -(1)
f
~( _ez guarclB , No P~raSl'I , reace~=~-se
. ,
o lntcresse pe 1o 1
_eva~
tamento de coleções etnográficas, co;-~ as do ~luseu Nacional, !-'useu
Paulista, !-!useuPlínio Ay ro s a , ~:useu ;_"'.-:ropológico
da Universidade
de Goiãs, l-\useuGoeldi e outros, Tra-::-se, aC)'orade encontrar uma

(1) lllém d as r ced çôes pr cc ramac es d", c a t â Loqo s como o do an t íqo


í

Museu Setla:a, de Milio, datado de 16-- e rios códices em aue cons-


ta a de scr rr âo e o desenho, :e~t:o ['c::- a.r t s t es da época, em p lcn a í

cor, de 308 espécimes de mater131 bo:~~:co, 200lÓ01co, mineralógi-


co e a r t o f a t o s c t noq r â f co s de todo o ;-'.::odo, inclusive do J'lL1Sil,
í

cabe citar: 1) o volume orqanizado ['C::- ,,,,~lacGreqor- 1983 - Tr"des-


cilnt's RilriLlcs, Clarcoon Press, Lonc~-::s, ClUC cont6m UnlCl ricu ic:v
nografia e a reproduç5a de uma rede de dor~ir do século XVII d~
Br a s L, cx i s t on t c no Museu Bri::..inico;:: o livro ~then
í deI: Ncucn
h'clt, Zur r:ntdcckunqsqeschichte Late~:-.:o.-C'rik:,·s, l'••r-lIeinz xon l I!e
rii'üSgegcben (ed.), 19!12, Bd. rrOlich •. "ilufman (13crliner restsnie-:
le) ,
•.....
-- "."j
•..
••
30
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