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Superior Tribunal de Justiça

RECURSO ESPECIAL Nº 1.198.105 - RJ (2010/0111457-4)

RELATORA : MINISTRA NANCY ANDRIGHI


RECORRENTE : F C DE B R
ADVOGADO : FÁTIMA BESSA - DEFENSORA PÚBLICA E OUTROS
RECORRIDO : MCDR
ADVOGADO : MARAI ELISA BARBOSA LEITE
EMENTA

PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. FAMÍLIA. ALIMENTOS.


EXONERAÇÃO. MAIORIDADE. NECESSIDADE. ÔNUS DA PROVA.
1. O advento da maioridade não extingue, de forma automática, o direito à
percepção de alimentos, mas esses deixam de ser devidos em face do Poder
Familiar e passam a ter fundamento nas relações de parentesco, em que se exige a
prova da necessidade do alimentado.
2. A necessidade do alimentado, na ação de exoneração de alimentos, é fato
impeditivo do direito do autor, cabendo àquele a comprovação de que permanece
tendo necessidade de receber alimentos.
3. A percepção de que uma determinada regra de experiência está sujeita a
numerosas exceções acaba por impedir sua aplicação para o convencimento
do julgador, salvo se secundada por outros elementos de prova.
4. Recurso provido.

ACÓRDÃO

Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Terceira


Turma do Superior Tribunal de Justiça, na conformidade dos votos e das notas
taquigráficas constantes dos autos, por unanimidade, dar provimento ao recurso especial,
nos termos do voto do(a) Sr(a) Ministro(a) Relator(a). Os Srs. Ministros Massami Uyeda,
Sidnei Beneti, Paulo de Tarso Sanseverino e Ricardo Villas Bôas Cueva votaram com a
Sra. Ministra Relatora.

Brasília (DF), 1º de setembro de 2011(Data do Julgamento)

MINISTRA NANCY ANDRIGHI


Relatora

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RECURSO ESPECIAL Nº 1.198.105 - RJ (2010/0111457-4)

RECORRENTE : F C DE B R
ADVOGADO : FÁTIMA BESSA - DEFENSORA PÚBLICA E OUTROS
RECORRIDO : MCDR
ADVOGADO : MARAI ELISA BARBOSA LEITE
RELATORA: MINISTRA NANCY ANDRIGHI

RELATÓRIO

Cuida-se de recurso especial interposto por F.C. de B.R., com


fundamento no art. 105, III, “a”, da CF, contra acórdão proferido pelo TJ/RJ.
Ação: de exoneração de alimentos ajuizada pelo recorrente em face
de M.C.D.R, sob a alegação de que esta alcançou a maioridade, não sendo mais
devido o pagamento de pensão alimentícia.
Sentença: julgou improcedente o pedido.
Acórdão: o TJ/RJ manteve a decisão unipessoal do Relator, que
negava seguimento ao recurso especial interposto pelo recorrente, nos termos da
seguinte ementa:
Agravo Regimental – Exoneração de Alimentos – Sentença de
improcedência – Filha que atinge a maioridade, mas que continua os estudos,
visando prestar concurso vestibular – Ausência de prova da falsidade das
alegações da beneficiária dos alimentos e da cessação de sua necessidade –
Art. 1.694 do Código Civil – Maioridade que não se constitui em circunstância
bastante para por si só autorizar a extinção da obrigação alimentar –
Precedentes – Recurso desprovido.

Recurso especial: alega violação dos arts. 1.566, IV. 1.630, 1.635,
III, e 1.694 do CC-02; 333, II, do CPC e 5º a Lei 1.060/50.
Sustenta que o acórdão recorrido vulnerou os dispositivos legais do
Código Civil, pois a obrigação de sustentar a prole se encerra com a maioridade,
devendo, a partir daí, haver cabal demonstração por parte da filha de sua

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necessidade em continuar a receber alimentos.
Aduz, ainda, quanto à distribuição do ônus da prova, que compete à
filha, a partir de sua maioridade, provar a necessidade de receber alimentos,
mormente se não houve demonstração de que a recorrida continuava os estudos,
porque “(...)o autor alegou seu direito de exoneração baseado no atingimento da
maioridade e da exoneração do pátrio poder. Se tinha a Ré fato impeditivo do
exercício desse direito do autor, deveria ELA ter feito a prova da necessidade” (fl.
133, e-STJ).
Alega, finalmente, que a ausência de intimação pessoal do Defensor
Público para a apresentação de alegações finais gerou prejuízo para o recorrente,
ante a vulneração do princípio do devido processo legal.
Juízo prévio de admissibilidade: sem contrarrazões, o TJ/RJ negou
seguimento ao recurso especial (fls. 147/149, e- STJ).
Decisão: em decisão unipessoal, dei provimento ao agravo de
instrumento e determinei a subida do recurso especial (fl. 183, e-STJ).
Parecer do MPF: de lavra do Subprocuradora-Geral da República
João Pedro de Sabóia Bandeira de Mello Filho, pelo não provimento do recurso
especial. (fl. 198/202, e-STJ).
É o relatório.

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RELATORA : MINISTRA NANCY ANDRIGHI


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ADVOGADO : FÁTIMA BESSA - DEFENSORA PÚBLICA E OUTROS
RECORRIDO : MCDR
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RECORRIDO : MCDR
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VOTO

Três são as questões trazidas a desate neste recurso especial:


i) se a maioridade de filho, isoladamente tomada, dá ensejo à
procedência do pedido de exoneração da obrigação alimentar;
ii) como se aplica, na espécie, a regra do ônus da prova quanto à
necessidade do alimentado de continuar recebendo alimentos após a sua
maioridade;
iii) se a ausência de intimação pessoal da Defensoria Pública, para a
apresentação de alegações finais, gera nulidade insanável.
Os temas serão apreciados de maneira inversa, respeitando-se a
prejudicialidade existente entre eles.
De se ressaltar, ainda, que, embora não haja o prequestionamento
explícito dos dispositivos de lei – com exceção do art. 1.694 do CC/02 –, é certo
que todas as questões foram objeto de debate pelo Tribunal de origem e remetem,
de maneira indubitável, aos dispositivos de lei apontados como vulnerados, o que
basta para a satisfação do necessário prequestionamento.

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1. Da nulidade decorrente da falta de intimação pessoal da
Defensoria Pública – violação do art. 5º da Lei 1.060/50.
A irresignação recursal relativa à nulidade ocorrida em 1º grau de
jurisdição não merece trânsito, ante a ausência de específica refutação aos
fundamentos do acórdão recorrido.
O TJ/RJ, quanto ao ponto, afirmou que “(...) o procedimento comum
não prevê a apresentação de memoriais ou alegações finais, sendo que aqueles
trazidos pela Agravada em nada inovaram, não havendo qualquer prejuízo ao
autor-Apelante, ora Agravante, que autorize a pronúncia da nulidade” (fls.
122-123, e-STJ).
Conquanto afirme o recorrente que o prejuízo reside na vulneração do
princípio do devido processo legal, apenas essa afirmativa não basta para refutar a
tese do Tribunal de origem, cabendo ao recorrente a efetiva demonstração do
prejuízo que sofreu com a ausência da intimação.
Assim, incide à espécie o óbice da Súmula 283/STF.

2. Do ônus da prova da necessidade de receber e prestar


alimentos no pedido de exoneração da obrigação alimentar em decorrência
da maioridade do filho (violação dos arts. 333, II, do CPC; 1.566, IV, 1.630,
1.635, III, e 1.694 do CC/02 e art. 180 do CPC).
Por estarem imbricados, o ônus da prova e os fundamentos legais
para a existência do dever de alimentar dos pais em relação aos filhos, após a
maioridade, serão os temas analisados em conjunto.
Em relação aos alimentos devidos pelos pais a seus filhos em virtude
do Poder Familiar, não pairam dúvidas quanto ao ônus da prova – que pertence ao
alimentante –, em relação ao binômio possibilidade/necessidade da prestação
alimentícia.
Isso decorre da presunção de necessidade dos filhos menores, ou
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incapazes, de receberem alimentos que lhes possa proporcionar, para além do
sustento material, a saúde, o lazer e a educação.
Nessa hipótese, o alimentante apenas pode opor a sua capacidade
financeira como fator limitante do valor dos alimentos prestados, circunstância
que, por óbvio, deverá provar.
A cessação da menoridade, contudo, traz consigo o fim do Poder
Familiar e, por conseguinte, a vinculada obrigação alimentar dos pais em relação à
sua prole, remanescendo, no entanto, pela redação do art. 1.694 do CC/02, a
possibilidade dos alimentos continuarem a ser prestados, agora em face do
vínculo de parentesco.
Essa alteração no substrato jurídico da obrigação alimentar gera
questionamentos sobre a possibilidade de exoneração automática da prestação
alimentar, sobre a persistência desse dever e, quanto a esse aspecto, sobre a
distribuição do ônus da prova.
No que toca à possibilidade de exoneração automática da prestação
alimentar, o STJ, com o nítido objetivo de evitar a inopinada supressão dos
alimentos, forjou o entendimento consolidado pelo Enunciado nº 358, da Súmula
do STJ, de que a maioridade não extingue, de forma automática, a prestação
alimentar.
Em relação à persistência do dever de alimentar, advindo a
maioridade, há corrente entendimento de que, prosseguindo o filho nos estudos
após a maioridade, é de se presumir a continuidade da sua necessidade em receber
alimentos, situação que desonera o alimentado de produzir provas, ante a
presunção, iuris tantum, da necessidade do estudante de curso universitário ou
técnico.
Relevante citar o posicionamento de Rolf Madaleno quanto ao tema:
(...) subsiste a obrigação alimentar depois de alcançada a capacidade
civil aos dezoito anos de idade, quando o crédito de alimentos é destinado para
a mantença de filho estudante, especialmente porque continua dependente de
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seus pais por cursar a universidade, mesmo que frequente algum estágio, pois
sabido que os valores pagos aos estagiários são em caráter simbólico e
raramente atingem quantias capazes de dispensar o prolongamento da
indispensável prestação alimentar (...). Madaleno, Rolf - in: Curso de Direito
de Família, Rio de Janeiro: Forense, 2011, p. 902)

Nota-se, porém, que esses alimentos, apesar de serem considerados


como extensão da obrigação dos pais em relação à sua prole, e nesta situação
vigorar a presunção iuris tantum da necessidade do alimentado, ainda assim são
alimentos fundados no parentesco.
Há, para essas circunstâncias, mitigação do ônus de provar, o que não
deve ocorrer na hipótese do alimentado não dar continuidade a seus estudos.
Nessa linha de entendimento, chega-se à solução da questão central
aqui debatida, pois a continuidade dos alimentos após a maioridade, ausente a
continuidade dos estudos, somente subsistirá caso haja prova, por parte do filho,
da necessidade de continuar a receber alimentos, o que caracterizará fato
impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor-alimentante, a depender
da situação.
Analisando, especificamente, o fato impeditivo, Luiz Guilherme
Marinoni, afirma que:
O fato impeditivo não impede a formação da fattispecie da qual o fato
constitutivo faz parte e visa a constituir. O fato impeditivo não é um elemento
que integra a fattispecie , mas sim algo que está do seu lado de fora, e assim
apenas impede que o fato constitutivo produza os seus efeitos. Vale dizer, o
fato constitutivo é sempre suficiente para dar origem à fattispecie , mas o fato
impeditivo retira sua eficácia ou impede que ela produza efeitos. É nesse
sentido que se diz que o fato impeditivo atua externamente sobre a eficácia do
fato constitutivo, ou melhor, impede que a fattispecie produza efeitos ainda
que seus elementos constitutivos estejam presentes. (Marinoni, Luiz Guilherme
e Arenhart, Sérgio Cruz. in: Prova. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2009, p.
166).

Sabendo-se que o pedido de exoneração de alimentos em razão da


maioridade é lastreado no fim do Poder Familiar, não há diferentes tons quanto à
distribuição do ônus da prova na espécie.
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Vale dizer: ao autor-alimentante cabe a prova do fato constitutivo de
seu direito – extinção do Poder Familiar –, e ao réu-alimentado, a prova da
existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do
autor-alimentante – a permanência da necessidade.
Nesse sentido se posicionam Cristiano Chaves de Farias e Nelson
Rosenvald:
Na prática, significa que durante a menoridade presume-se a necessidade
do filho de receber alimento; adquirida a plena capacidade, a presunção é
flexibilizada, incumbindo ao alimentando demonstrar a necessidade de
continuar percebendo a pensão. (Farias, Cristiano Chaves de e Rosenvald,
Nelson. in: Direito das famílias, 3ª ed, Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. p.
794).

Corrobora esse entendimento, ainda que de forma indireta, o RMS


28.566/GO, julgado por esta Turma, e que foi assim ementado, na parte de relevo:

RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ALIMENTOS.


MAIORIDADE. EXONERAÇÃO MODO AUTOMÁTICO.
INOCORRÊNCIA. LEGALIDADE DA AMEAÇA DE SEGREGAÇÃO
CONSOANTE O RITO DO ART. 733 DO CPC. ADEQUAÇÃO À LINHA
DE ENTENDIMENTO TRAÇADA NO ENUNCIADO SUMULAR N.
309/STJ. INCONCILIABILIDADE DO RITO DO HABEAS CORPUS
QUANDO NECESSÁRIO O APROFUNDAMENTO DA DILAÇÃO
PROBATÓRIA.
....................................................................................................................
2 - A maioridade civil, em que pese faça cessar o poder familiar, não
extingue, modo automático, o direito à percepção de alimentos, que subjaz na
relação de parentesco e na necessidade do alimentando, especialmente estando
matriculado em curso superior.
.....................................................................................................................
RECURSO ORDINÁRIO DESPROVIDO.
(RHC 28.566/GO, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, julgado em 21/09/2010, DJe 30/09/2010).

Fixando-se, então, que o ônus da prova da necessidade de receber


alimentos, na ação de exoneração de alimentos em decorrência da maioridade, é
do alimentado, impõe-se, ainda, a apreciação da presunção construída pelo
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Tribunal de origem.
Em argumento subsidiário, afirmou o TJ/RJ que:
o fato de não trazer a agravada prova de encontrar-se matriculada em
curso universitário ou de pré-vestibular não lhe retira a condição de estudante,
pois a regra de experiência comum dá conta de que nem sempre a aprovação é
desde logo alcançada e o preparo para o exame vestibular não se faz necessária
e unicamente através de cursos especializados (fl. 123, e-STJ).

Contudo, a conclusão construída a partir da chamada regra de


experiência deve ter curso cauteloso, a fim de não gerar injustiças ao se abstrair
do provado para se aplicar o que foi inferido.
Afirma Luiz Guilherme Marinoni quanto à regra da experiência:
A regra de experiência tem a sua credibilidade reduzida quando possui
exceções. É lógico que essa credibilidade será tanto menor quanto maior for o
número de exceções, sendo que em algumas situações pode ser praticamente
impossível determinar se a regra de experiência a elas se sobrepõe. Deixe-se
claro, porém, que o fato de uma regra de experiência ter exceções não elimina
a possibilidade de sua utilização. Porém, por reduzir a sua credibilidade, exige
que o juiz a confirme a partir de outros argumentos ou provas ou das
circunstâncias do caso concreto. (op. cit. p. 147)

Sob essa ótica, pesa sobre a assertiva do Tribunal de origem, relativa


à regra de experiência comum utilizada para “constatar” a necessidade de a
alimentada continuar percebendo alimentos, a eiva da dúvida, porquanto é
possível se elencarem inúmeras exceções à aludida regra.
Circunstâncias como a precoce inserção do alimentado no mercado
de trabalho, até a simples falta de vontade de se prosseguir nos estudos, são
exemplos dessas exceções, cabendo ainda afirmar que em nosso País a própria
continuidade dos estudos após os 18 anos é exceção, pois apenas 14% da
população entre 18 e 24 anos frequentam Curso Superior (dados disponíveis em:
http://www.mzweb.com.br/kroton2010/web/conteudo_pti.asp?idioma=0&conta=4
5&tipo=34093).
Assim, ante a fragilidade do posicionamento, nem mesmo as
máximas de experiência afastam o dever que a alimentada tinha de provar sua
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necessidade em continuar a receber alimentos – o que não ocorreu na espécie –,
impondo-se, então, a procedência do pedido de exoneração de alimentos.

Forte nessas razões, DOU PROVIMENTO ao recurso especial para


exonerar F.C de B.R. da prestação de alimentos a que se achava obrigado.
Ônus sucumbenciais invertidos.

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CERTIDÃO DE JULGAMENTO
TERCEIRA TURMA

Número Registro: 2010/0111457-4 PROCESSO ELETRÔNICO REsp 1.198.105 / RJ

Números Origem: 20050060031322 200800104530 200813522032


PAUTA: 01/09/2011 JULGADO: 01/09/2011
SEGREDO DE JUSTIÇA
Relatora
Exma. Sra. Ministra NANCY ANDRIGHI
Presidente da Sessão
Exmo. Sr. Ministro MASSAMI UYEDA
Subprocurador-Geral da República
Exmo. Sr. Dr. MAURÍCIO VIEIRA BRACKS
Secretária
Bela. MARIA AUXILIADORA RAMALHO DA ROCHA
AUTUAÇÃO
RECORRENTE : F C DE B R
ADVOGADO : FÁTIMA BESSA - DEFENSORA PÚBLICA E OUTROS
RECORRIDO : MCDR
ADVOGADO : MARAI ELISA BARBOSA LEITE
ASSUNTO: DIREITO CIVIL - Família - Alimentos - Exoneração

CERTIDÃO
Certifico que a egrégia TERCEIRA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão
realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão:
A Turma, por unanimidade, deu provimento ao recurso especial, nos termos do voto do(a)
Sr(a) Ministro(a) Relator(a). Os Srs. Ministros Massami Uyeda, Sidnei Beneti, Paulo de Tarso
Sanseverino e Ricardo Villas Bôas Cueva votaram com a Sra. Ministra Relatora.

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