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1.

Introdução
O presente projecto tem como tema: O comercio informal na praia de Costa de Sol. na
cidade de Maputo, 2017-2018.

O nosso projecto parte de principio que o trabalho informal ganhou destaque a partir da
década de 70 quando a Organização Internacional do Trabalho – OIT iniciou um programa
de pesquisa sobre o sector informal da economia no Quénia e na América Latina (OIT,
1972,1973). A precariedade do mercado de trabalho e a pouca oferta de empregos
formalizados em alguns países, principalmente os subdesenvolvidos, fez florescer actividades
informais para suprir as necessidades socioeconómicas dos indivíduos que buscavam o
provimento de suas famílias.
O Sector informal em Moçambique em geral e em particular a praia de Costa de sol, nosso
foco de pesquisa constitui fonte de emprego e recursos de sobrevivência da maior parte da
população. Maioritariamente dominado por mulheres, é através deste sector que se observa
certa mobilidade social das populações urbanas, garantindo educação, saúde e até lazer para
as suas famílias.

A praia de Costa de Sol, nosso foco de pesquisa nesse projecto, localiza-se na


-

noroeste com os bairros de Albazine, 3 de Fevereiro, e Laulane, a Sudoeste com o Bairro


ferroviário, a sul com os Bairros Polana caniço A e B, e a Este com o canal de Moçambique.
De acordo com a base de dados da Cena carta (2014), o bairro costa de sol tem uma extensão
de cerca de 34. 289612 Km.

A praia de costa de sol na costa é um local em que o comercio informal esta bastante
proliferado, dum lado deve-se a concertação de pessoas nesse espaço, nos finais de semana e
nalgumas vezes, no meio de semana. A presença de comercio informal, já vem desde o
tempo colonial, sendo
1.1.Problema
Em Moçambique, nos últimos anos assiste-se a um aumento de vendedores informais. Uns
têm ocupado no dia-a-dia os passeios das cidades, circulando pelas cidades carregados de
diversa mercadoria para a venda. Estes factos preocupam as autoridades municipais e os
munícipes, pois, impedem a normal circulação dos peões, aumentam a quantidade de lixo na
cidade, criam condições para o surgimento da criminalidade na via pública e estragam a
beleza das cidades do país.
A praia de costa de sol, nosso foco de estudo não foge a regra, o comercio informal,
proliferou-se nesta parte que contribui para a degradação do espaço através do deposito de
resíduos sólidos de forma desordenado.
Doravante esta actividade contribui também para a renda de muitas famílias que ai ocorrem
para vender seus produtos neste local,
De acordo com o Ministério do Trabalho (2006), o desemprego e a fraca qualificação da
mão-de-obra têm implicações económicas e sociais negativas, dado o facto de a economia ser
dependente da utilização de novas tecnologias. A falta de qualificação dificulta a ocupação
dos postos de trabalho criados, o que consequentemente favorece a manutenção de altas taxas
de desemprego.
De acordo com Miles et al (2006) citados por Francisco e Pa ( 00 : ) “em Moçambique
tanto o desemprego assim como o sub-emprego são elevados e grande parte da força de
trabalho está f ” De Vletter (1996) fez um estudo sobre
trabalhadores do sector informal em Maputo e Beira, e constatou que em termos de idade dos
inquiridos estão envolvidos em actividades informais jovens, tendo na sua maioria menos de
35 anos. Quanto ao nível académico, constatou que 70% destes jovens atingiram pelo menos
a 4ª classe.
Apesar dos estudos acima referidos fornecerem informação relevante sobre o sector informal
em Moçambique, estes abordaram matérias sobre o sector informal de forma geral e nenhum
deles debruçou-se especifica e exclusivamente sobre a análise do comércio informal na praia
de Costa de Sol. Por isso, é importante efectuar um estudo focado somente no comércio
informal na praia de Costa de Sol, para compreender a dinâmica deste tipo de comercio neste
ponto , partindo deste estudo poderá se compreender a dinâmica deste sector em outras partes
do pais, principalmente comercio praticado na zona costeira ( praias).
Partindo do problema acima exposto traçamos as seguintes questões de pesquisa:
 Qual é o impacto do comércio informal na praia de Costa de Sol?
 De que forma a força de trabalho envolvida no comércio informal contribui para o
sustento e melhoria de condições de vida do seu agregado familiar?

1.2.Hipóteses
 O comercio informal na praia de costa de sol contribui para a renda dos envolvidos
nessa actividade;
 A força envolvida nesta actividade através de ganhos consegue melhorar suas
condições de vida e dos seus dependentes.

1.3.Objectivos

1.3.1.Objectivo Geral
 Analisar o impacto da actividade informal na Praia de Costa de Sol.

1.3.2.Objectivos Específicos
 Caracterizar a força de trabalho envolvida no comércio informal na praia de Costa de
Sol.
 Avaliar a relação entre o envolvimento da força de trabalho no comércio informal e a
 empregabilidade no mercado formal;
 Apurar o papel do comércio informal no sustento e no melhoramento das condições
de
 vida dos vendedores informais.
Justificativa
A “O comercio informal na praia de Costa de Sol, na cidade de Maputo,
2017-2018, surgiu do interesse em compreender o fenómeno da ocupação da População
Economicamente Activa no comércio informal em na Praia de Costa de Sol.

Este trabalho pretende ser um contributo para a compreensão da dinâmica da força de


trabalho no comércio informal, visando a valorização da sua participação no
desenvolvimento socioeconómico na cidade de Maputo. Também irá contribuir para aferir o
papel que o comércio informal desempenha na ocupação da força de trabalho.
Adicionalmente, o estudo contribuirá para compreender de que forma o comércio informal
contribui para o sustento do agregado familiar e sua consequente melhoria das condições de
vida.
A escolha das balizas cronológicas, 2017-2018 prende-se dum lado ao facto de ser um
período curto e mais próximo para ser estudado, segundo é um período que esta a ser
marcado pela crise económica, oque leva muita gente a recorrer para o sector informal como
refúgio para o desemprego generalizado.
REFERENCIAL TEÓRICO
Conceito de sector informal
O “ f ” f z G H
Conference on Urban Unemployment Studies (IDS-University of Sussex) em Setembro de
1971. Este texto apenas foi publicado em 1973. Mas, foi no Quénia que o termo sector
informal se popularizou através da Missão da OIT ao Quénia em 1972 (Barbosa, 2009; King,
1996).
Para a Organização Internacional do Trabalho - OIT (2006:24) o sector informal pode ser
f “ j çã ç s,
tendo como principal objectivo a criação de empregos e de rendimentos para as pessoas nelas

Estas actividades funcionam normalmente com um fraco nível de organização, com pouca ou
nenhuma divisão entre trabalho e capital, enquanto factores de produção, e operam em escala
reduzida. As relações de trabalho quando existem baseiam-se, na maior parte das vezes, no
emprego ocasional, no parentesco, e nas relações pessoais e sociais, mais do que em acordos
contratuais formais.
A OIT (2006) considera ainda que qualquer negócio/empresa não matriculado junto do
governo nacional/local pertence ao sector informal; não se incluem as actividades ilícitas
(contrabando, roubo, tráfico de droga, etc.) e compreende essencialmente, as chamadas
actividades de sobrevivência, abrangendo as pequenas empresas, as micro-empresas, os
trabalhadores independentes e o auto-emprego.
O INE (2005:68) usando a definição da OIT, no contexto moçambicano, definiu o sector
formal/informal fazendo a combinação de três variáveis:
 O local de registo da actividade: nível municipal, nível provincial e nível da
Repartição de Finanças;
 Se o entrevistado declara a empresa possuir ou não documento oficial;
 Que tipo de documentos a pessoa entrevistada diz a empresa possuir (Alvará, Ficha
de Registo, Licença Municipal/Precária) ou, no caso de um empregado, se ele/ela
possui um contrato de trabalho oficial.
Características do sector informal
O sector informal é, hoje, um conjunto de operadores dinâmicos e economicamente
agressivos que
buscando a sua sobrevivência, têm ocupado e proporcionado rendimentos alternativos a
muitas
famílias em países em desenvolvimento. Segundo Chichava (1998) e Amaral (2005), o sector
informal em geral apresenta as seguintes características:
•P í idades conta apenas a iniciativa pessoal;
•È z çã f f xí ;
•É fá çã x ;
•A çõ ã x ;
• ã -de-obra barata, jovem e com predominância do sexo feminino em certas
actividades como a venda de produtos, hortícolas, vegetais, e outros produtos agrícolas;
•C z viços diversos que não envolvem
grande tecnologia ou equipamento;
• A f çã f é z x privilegiando-se as práticas de
aprendizagem no processo de trabalho;
•U f l e às vezes, abastece também o
sector formal;
•O á í tual é celebrado entre pessoas, sem vínculo contratual;
•O é é f e pelo recurso a associações de
poupanças e crédito;
•A é q
O sector informal : “os assalariados e os não ” que
geralmente são familiares não pagos regularmente, mas a quem lhes são concedidas certas
condições, como alojamento, alimentação e alguns subsídios (PNUD, 2001:84).
Acredita-se que a maior parte da força de trabalho ocupada no comércio informal é do sexo
feminino.
Metodologia
Para o estudo recorreu-se a metodologia de pesquisa bibliográfica. A pesquisa bibliográfica
constitui-se como um método baseado na consulta de manuais, e artigos que versam sobre o
assunto em estudo.

A pois a leitura e analise dos manuais a informação foi submetida para analise e por fim a
organização do trabalho final.

Entrevistas
Para obtenção do perfil socioeconómico dos comerciantes, as características gerais da
actividade a percepção dos comerciantes acerca da mesma, foi aplicado um questionário
semiestruturado.

O número amostra para aplicação dos questionários foi de aproximadamente 10% do número
total de comerciantes estimado em cada categoria (quiosqueiros, barraqueiros e ambulantes),
sendo determinado após a contagem dos mesmos. Com relação à análise dos dados de
percepção dos comerciantes sobre a actividade exercida (problemas e sugestões propostas)
foi utilizado um ranking para classificar as respostas segundo seu grau de importância.
Bibliografia

Instituto Nacional de Estatística (2005)a. O Sector Informal em Moçambique: Resultados do

Primeiro Inquérito Nacional de Moçambique. Maputo.Programa das Nações Unidas para o


Desenvolvimento (PNUD). (2001). Moçambique - Mulher, género e desenvolvimento
humano: Uma agenda para o futuro. Relatório Nacional do Desenvolvimento Humano.
Maputo.
Barbosa, Alexandre de Freitas (2009). De “sector” para “economia informal”: Aventuras e
desventuras de um conceito. Pesquisa de pós-doutorado. Campinas, Instituto de Economia da
UNICAMP.

Francisco, António. A. da Silva & Paulo, Margarida (2006). Impacto da Economia Informal
na Protecção Social, pobreza e exclusão: A dimensão oculta da informalidade em
Moçambique.

Cruzeiro do Sul – Instituto de Investigação para o Desenvolvimento José Negrão. Maputo.

Amaral, Ilídio (2005). Importância do Sector Informal da Economia Urbana em Países da


África Subsahariana. Vol. XL. Número 79. pp. 53-72. Finisterra. Lisboa. Disponível em:
<http: www.ceg.ul.pt/finisterra/números/2005-79/79_07>..

Chichava, José. A. C. (1998). O Sector Informal e as Economias Locais. Programa de


Reforma dos Órgãos Locais. Série: Textos de Discussão. Número 8. Ministério da
Administração Estatal. Maputo.

De Vletter, Fion, (1996). Estudo do Sector Informal em Moçambique (Maputo e Sofala),


Unidade de Reprodução da Pobreza, Ministério do Plano e finanças.

Organização Internacional do Trabalho (OIT). (2006). A OIT e a Economia Informal. Lisboa.

Ministério do Trabalho. (2006). Estratégia de Emprego e Formação Profissional em


Moçambique 2006 – 2015. Maputo.

Organização Internacional do Trabalho (OIT). (2006). A OIT e a Economia Informal. Lisboa.


Indice
1.Introdução .............................................................................................................................. 1

1.1.Problema ............................................................................................................................. 2

1.2.Hipóteses ............................................................................................................................. 3

1.3.Objectivos ........................................................................................................................... 3

1.3.1.Objectivo Geral ................................................................................................................ 3

1.3.2.Objectivos Específicos .................................................................................................... 3

Justificativa ............................................................................................................................... 4

REFERENCIAL TEÓRICO ..................................................................................................... 5

Conceito de sector informal ...................................................................................................... 5

Características do sector informal ............................................................................................. 6

Metodologia .............................................................................................................................. 7

Entrevistas ................................................................................................................................. 7

Bibliografia ............................................................................................................................... 8