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ÍNDICE

1.INTRODUÇÃO..............................................................................................................4
1.1.Objectivos do trabalho.............................................................................................5
1.1.1.Objectivo geral..................................................................................................5
1.1.2.Objectivos específicos.......................................................................................5
1.2.Metodologia.............................................................................................................5
2.Revisão de Literatura......................................................................................................6
2.1.A ignorância, a paixão, o medo, e a força podem influenciar a consciência do agir
humano...........................................................................................................................6
2.1.1.Conceito de Ignorância.....................................................................................6
2.1.2.Conceito de Paixão............................................................................................6
2.1.3.Conceito de Medo.............................................................................................6
2.1.4.Conceito e força................................................................................................7
3.O fundamento emocional do social................................................................................7
4.Os fundamentos da humanização na consciência de agir humano.................................9
5.Conceito da sociedade..................................................................................................10
6.Consciência ética..........................................................................................................10
6.1.Verdades sobre influência da consciência Humana...............................................11
Conclusão........................................................................................................................13
Bibliografias....................................................................................................................14

Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba


1.INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem como tema ‘’Porque é que a ignorância, a paixão, o medo, e
a força podem influenciar a consciência do agir humano’’. Porém, a ética permite-
nos viver como seres humanos, detentores da capacidade de pensar, protegendo-nos, por
isso, do caos e do desmoronamento da sociedade em que vivemos.

Em primeiro lugar, gostaria de salientar que a ética está relacionada com a reflexão
sobre os princípios e argumentos que fundamentam as nossas acções, ou seja, permite-
nos ponderar sobre a causa ou o motivo para agir de determinada maneira. Assim, a
ética ajuda-nos a distinguir o bem do mal, levando-nos a reflectir sobre questões muito
pertinentes, tais como: porque faço isto e não aquilo? Qual o motivo que tenho para agir
assim?

A ética pode ser considerada como a arte de construir a nossa própria vida, por isso, sem
ética o nosso dia-a-dia seria um caos axiológico, pois teríamos em mente o que nos
prejudica e o que nos beneficia. De igual modo, as nossas acções não teriam argumentos
nem justificações que as fundamentassem.

Em segundo lugar, nós, seres humanos, não vivemos isolados, mas em constante
interacção com os outros. Por esta razão, o ser humano sofre, naturalmente, influências
sociais que condicionam a sua tomada de decisões. Estas influências exteriores podem
conduzir o ser humano para um bom ou um mau caminho, o que está intimamente
ligado a muitos factores, designadamente os padrões de cultura do meio, o contexto
histórico e as relações interpessoais que se estabelecem.

A ética permite-nos reflectir, ser felizes e, acima de tudo, construir e não destruir a
sociedade em que estamos inseridos.

Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba


1.1.Objectivos do trabalho

1.1.1.Objectivo geral

 Analisar os porque é que a ignorância, a paixão, o medo, e a força podem


influenciar a consciência do agir humano.

1.1.2.Objectivos específicos

 Analisar a importância de estudar sobre ignorância, a paixão, o medo, e a força


podem influenciar a consciência do agir humano;
 Apresentar-se uma evolução conceitual, histórica e filosófica da Ética, do
desenvolvimento do ser humano no que concerne a ignorância, a paixão, o
medo, e a força podem influenciar a consciência do agir humano.

1.2.Metodologia

Para elaboração deste trabalho foi feito uma revisão bibliográfica. Onde foi usado o
método indutivo, que é um método responsável pela generalização, isto é, partimos de
algo particular para uma questão mais ampla, mais geral.

Para Lakatos e Marconi (2007:86), Indução é um processo mental por intermédio do


qual, partindo de dados particulares, suficientemente constatados, infere-se uma verdade
geral ou universal, não contida nas partes examinadas. Portanto, o objectivo dos
argumentos indutivos é levar a conclusões cujo conteúdo é muito mais amplo do que o
das premissas nas quais nos baseia-mos.

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2.Revisão de Literatura

2.1.A ignorância, a paixão, o medo, e a força podem influenciar a consciência do


agir humano.

2.1.1.Conceito de Ignorância

FREITAS (2006), Ignorância (do latim ignorantĭa) é a falta de conhecimentos em


particular ou de cultura em geral. A pessoa que ignora algo não o conhece ou não o
compreende. Por exemplo: “No me fales de química: a minha ignorância nesta matéria é
total”, “A ignorância só se combate com educação”.

A ignorância, por conseguinte, pode considerar-se em sentido absoluto (a pessoa ou o


grupo social que carece de formação: “Há muita ignorância neste país”, “Aos poderosos
é-lhes conveniente que haja ignorância no povo: assim, é mais fácil submete-lo”) ou
relativamente a um conteúdo em concreto (quando alguém não conhece algo em
concreto: “Decidi realizar um curso para acabar com a minha ignorância em
informática”), BANKS (2008).

2.1.2.Conceito de Paixão

BANKS (2008), Paixão é um sentimento humano intenso e profundo, marcado pelo


grande interesse e atração da pessoa apaixonada por algo ou alguém.

BILHIM (1996), A paixão é capaz de alterar aspectos do comportamento e pensamento


da pessoa, que passa a demonstrar um excesso de admiração por aquilo que lhe causa
paixão. A impulsividade, o desespero e a inquietação são outras características que
costumam estar associadas ao sentimento de paixão. Todas as pessoas podem se
apaixonar e a qualquer momento, dependendo de diversos fatores associados com os
gostos, preferências e referências que cada indivíduo possui.

2.1.3.Conceito de Medo

Medo é um estado emocional que surge em resposta a consciência perante uma situação
de eventual perigo. A ideia de que algo ou alguma coisa possa ameaçar a segurança ou a
vida de alguém, faz com que o cérebro ative, involuntariamente, uma série de
compostos químicos que provocam reações que caracterizam o medo, KNECHTEL
(2014).

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BLANCHARD (1989), O aumento do batimento cardíaco, a aceleração da respiração e
a contração muscular são algumas das características físicas desencadeadas pelo medo.
O medo é uma sensação de alerta de extrema importância para a sobrevivência das
espécies, principalmente para o ser humano. Inconscientemente, as características
físicas reproduzidas pelo sentimento de medo preparam o corpo para duas prováveis
reações naturais: o confronto ou a fuga.

2.1.4.Conceito e força

FRESITAS (2006), Força é o agente da dinâmica responsável por alterar o estado de


repouso ou movimento de um corpo. Quando se aplica uma força sobre um corpo, esse
pode desenvolver uma aceleração, como estabelecem as leis de Newton, ou se deformar.
Existem diferentes tipos de força na natureza, tais como a força gravitacional, força
elétrica, força magnética, força nuclear forte e fraca, força de atrito, força de empuxo
etc.

FREITAS (2006), As forças são grandezas vetoriais que, portanto, precisam ser
definidas de acordo com seu módulo, direção e sentido. O módulo de uma força diz
respeito à sua intensidade; a direção diz respeito às direções nas quais as forças se
aplicam (horizontal e vertical, por exemplo); cada direção, por sua vez, apresenta dois
sentidos: positivo e negativo, esquerda e direita, para cima e para baixo etc.

3.O fundamento emocional do social

A emoção fundamental que torna possível a história da hominização é o amor. Sei que o
que digo pode chocar, mas insisto, é o amor. Não estou dizendo com base no
cristianismo. Se vocês me perdoam direi que, infelizmente, a palavra amor foi
desvirtuada, e que a emoção que ela conota perdeu sua vitalidade, de tanto se dizer que
o amor é algo especial e difícil, BANKS (2008).

O amor é constitutivo da vida humana, mas não é nada em especial. O amor é o


fundamento do social, mas nem toda convivência é social. O amor é a emoção que
constitui o domínio de condutas em que se dá a operacionalidade da aceitação do outro
como legítimo outro na convivência, e é esse modo de convivência que conotamos
quando falamos do social. Por isso, digo que o amor é a emoção que funda o social.
Sem a aceitação do outro na convivência, não há fenómeno social, BANKS (2008).

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FREITAS (2006), Em outras palavras, digo que só são sociais as relações que se
fundam na aceitação do outro como um legítimo outro na convivência, e que tal
aceitação é o que constitui uma conduta de respeita. Sem uma história de interacções
suficientemente recorrentes, envolventes e amplas, em que haja aceitação mútua num
espaço aberto às coordenações de acções, não podemos esperar que surja a linguagem.
Se não há interacções na aceitação mútua, produz-se a separação ou a destruição. Em
outras palavras, se há na história dos seres vivos algo que não pode surgir na
competição, isso é a linguagem.

BILHIM (1996), Mas, sobretudo no presente momento da história evolutiva a que


pertencemos – que começou com a origem da linguagem, quando o estar na linguagem
se fez parte do modo de vida que, ao conservar-se, constituiu a linguagem Homo a que
pertencemos –, somos animais dependentes do amor. O amor é a emoção central na
história evolutiva humana desde o início, e toda ela se dá como uma história em que a
conservação de um modo de vida no qual o amor, a aceitação do outro como legítimo
outro na convivência, é uma condição necessária para o desenvolvimento físico,
comportamental, psíquico, social e espiritual normal da criança, assim como para a
conservação da saúde física, comportamental, psíquica, social e espiritual do adulto.

Num sentido estrito, nós seres humanos nos originamos no amor e somos dependentes
dele. Na vida humana, a maior parte do sofrimento vem da negação do amor: somos
filhos do amor.

Na verdade, eu diria que 99% das enfermidades humanas têm a ver com a negação do
amor. Não estou falando como cristão – não me importa o que tenha dito o Papa, não
estou repetindo o que ele disse. Estou falando com base na biologia. Estou falando com
base na compreensão das condições que tornam possível uma historia de interacções
recorrentes suficientemente íntima para que possa dar-se a recursividade nas
coordenações consensuais de conduta que constituem a linguagem, FREITAS (2006).

No emocional, somos mamíferos. Os mamíferos são animais em que o emocionar é, em


boa parte, consensual, e nos quais o amor em particular desempenha um papel
importante. Mas o amor, como a emoção que constitui o operar em aceitação mútua e
funda o social como o sistema de convivência, ocorre também com os chamados
insectos sociais.

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4.Os fundamentos da humanização na consciência de agir humano

Entender algo acerca de nossa natureza não faz diferença quanto ao fato de já
existirmos, porque mesmo inconscientemente agimos em prol desse existir. Porém, a
partir do momento em que a consciência é desperta em nós, não podemos mais
permanecer vivendo como chimpanzés.

O desejo de permanecer consciente demanda lealdade à consciência que está


desabrochando em cada um de nós e que está para muito além de nós. Feliz aquele que
não tiver conseguido sufocar a sua visão. Por conseguinte, entender algo acerca da
nossa natureza pode fazer que venhamos a questionar os motivos que nos levam a
perseguir certos objectivos e o quanto somos conscientes das estratégias que
estabelecemos para alcançá-los, para, então, compreendermos sobre qual ética funda-se
nossa existência, KNECHETEL (2014).

A ética pessoal fica explícita nos meios usados por cada pessoa para alcançar
determinado objectivo, como também na escolha do bem a ser perseguido, a partir do
momento que um determinado objectivo e os meios usados para realizá-lo se
harmonizam, ou não, ao bem comum. A humanidade tem um destino comum que,
segundo Edgar Morin, se desenrola a partir da complexidade das relações e da
interdependência de tudo para com todos em nosso pequeno planeta. Dessa forma, urge
reaprendermos nossa própria condição humana, ou seja, somos seres naturais, políticos,
morais, físicos e culturais, situação na qual um viver não reflexivo vai contra a
existência. Portanto, o bem comum é fundamento de humanização, ao passo que o
descaso ao bem comum e a adopção de uma postura individualista, são fundamentos de
desumanização KNECHTEL (2014).

Os passos tímidos ou galopantes, na direcção do bem comum, ou do bem de um, ou do


bem de alguns, construímos nossas éticas que revelam acertos e erros, além das
falsidades e verdades que nos trouxeram até aqui. Dessa forma, junto a análise da ética
que depreende do 5º livro de Ética a Nicômaco, que trata da existência de uma
dimensão ontológica na natureza humana e que não está à livre disposição das gentes,
serão contrastadas 3 tradições jurídicas através de seus pressupostos metaéticos
(cognitivismo moral e não cognitivismo), além da ética de Cristo, que ora
complementam, aperfeiçoam ou contrapõem-se aos princípios de Aristóteles.

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5.Conceito da sociedade

O ser humano nasce em um ambiente socialmente organizado. Somente nesse sentido é


que podemos aceitar quando se diz que a sociedade lógica e historicamente antecede o
indivíduo.

Com qualquer outro significado, este dito torna-se sem sentido ou absurdo. O indivíduo
vive e age em sociedade. Mas a sociedade não é mais do que essa combinação de
esforços individuais. A sociedade em si não existe, a não ser por meio das acções dos
indivíduos. É uma ilusão imaginá-la fora do âmbito das acções individuais. Falar de
uma existência autónoma e independente da sociedade, de sua vida, sua alma e suas
acções, é uma metáfora que pode facilmente conduzir a erros grosseiros, KNECHTEL
(2014).

FREITAS (2006), É inútil perguntar se é a sociedade ou o indivíduo o que deve ser


considerado como fim supremo, e se os interesses da sociedade devem ser subordinados
aos do indivíduo ou vice-versa. Acção é sempre acção de indivíduos. O elemento social
ou relativo à sociedade é a orientação específica das acções individuais. A categoria fim
só tem sentido quando referida à acção.

6.Consciência ética

Ethos designa costume ou moradia, o lugar onde se vive, o carácter, o modo de ser no
mundo, a origem dos valores, as normas que estruturam uma civilização, um povo, um
grupo social ou simplesmente, de um indivíduo. O ser humano, no seu dia-a-dia sente a
necessidade de organizar a sua vida. Isto compreende as relações fundamentais do
indivíduo: a si mesmo, o outro o mundo e a transcendência. A cada dia apresenta-se um
novo e diferente desafio, BANKS (2008).

É do próprio ser humano buscar a resposta adequada conforme o lugar, o tempo, as


tradições e os costumes. Cada grupo cria um modo próprio habitual de compreender o
mundo. O ser humano demonstra consciência ética pela capacidade de conviver de
forma respeitosa e equilibrada no seu grupo social.

Olhando em torno de nós, verificamos de maneira prática, que a falta de diálogo entre as
pessoas, o desrespeito ao s direitos alheios, a intolerância com as diferenças e a omissão
no exercício da cidadania, mostram a distância que nos separa da consciência ética. Há,

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na verdade, uma ruptura entre o indivíduo, que se fecha sobre si mesmo, e a vida da
comunidade, com os seus valores, sobre os quais se ergue a sociedade. A identidade do
grupo organizado é enfraquecida, e prevalece a visão do ser humano como indivíduo
independente, sem compromisso com o outro, BLANCHARD (1989).

O ser humano ao atingir a consciência ética pode ser identificado com a personalidade
elevada capaz de avaliar com isenção e profundidade as pessoas e os acontecimentos.
Reconhece suas limitações, age com equilíbrio e projecta o interesse das suas acções
além do benefício individual. O psicólogo e pedagogo Jean Piaget, a partir de uma
pesquisa realizada nos bairros d e Genebra, na Suíça, desenvolveu um estudo sobre a
formação da consciência moral e ética, BANKS (2008).

A rotina diária, movida pela dinâmica materialista, que se caracteriza pelo


individualismo, pelo consumismo, pela ganância de vencer o outro , impedem o espírito
e a experiência colectiva. Qual seria então a chance que temos de desenvolver a
consciência ética, admitindo que todos estamos submetidos à ordem capitalista? Cabe
ao indivíduo fortalecer valores e atitudes, capazes de resistir à investida do sistema que
manipula e destrói, FREITAS (2006).

6.1.Verdades sobre influência da consciência Humana

A área da ética que enfrenta a questão do modo como devemos viver é a Ética
Normativa, que floresceu na época do Iluminismo, quando os filósofos passaram a
entender que aquilo que deveria pautar as escolhas morais deveria ser a razão humana, e
não os valores religiosos. O imperativo categórico de Kant é uma importante expressão
das perguntas acerca da acção moralmente correcta que marcaram esse período. Por
meio do Imperativo Categórico, Kant procurou proporcionar um padrão pelo qual
determinamos o que é obrigatório ou permissível fazer, BILHIM (1996).

Desse modo, no pensamento de Kant, entrelaçam-se as noções de liberdade e de dever.


A razão humana seria uma razão legisladora e, por isso, pela actividade do pensamento,
seria possível chegar a normas. Essas normas seriam universais porque são fundadas na
razão, algo que todos os humanos possuem. Ao obedecer às normas, a pessoa exerceria
sua liberdade de estabelecer, por meio da razão, aquilo que é correcto. Para Kant,
podemos entender que o dever é uma expressão da racionalidade humana.

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FREITAS (2006), Mas o homem, sabia Kant, não é formado apenas de razão, pois ele
possui também desejos, medos e interesses que interferem em suas decisões. Por isso,
Kant acreditava que, em qualquer decisão, o homem deveria observar se sua acção pode
ser universalizada, ou seja, aplicável a todos sem que ninguém seja prejudicado por ela.
Se não puder ser universalizada, não se trata de uma acção moralmente correcta.

A ética de Kant pode ser entendida como formalista, ou seja, ele apresenta uma forma
de agir moralmente correcta, mas não especifica o que devemos ou não fazer em
situações concretas. O filósofo Hegel criticou o formalismo de Kant e propôs uma ética
vinculada à história, ao contrário do que ele entendia ser a ética kantiana, que, por não
levar em conta a história e o desenvolvimento da sociedade, não conseguia resolver os
problemas do indivíduo concreto, BANKC(2008).

Diferente da ética formalista é a Ética Aplicada, na qual se discute o que é obrigatório


ou permissível fazer em relação a situações concretas. Consideremos, por exemplo, que
matar uma pessoa seja moralmente incorrecto. Mas e se essa pessoa for uma ameaça à
sua vida ou à vida de outra, matá-la seria um ato moralmente correcto? Da mesma
forma, consideremos o roubo e o furto como actos moralmente incorrectos. Mas e se
essa pessoa for uma mãe desesperada para alimentar os filhos?

Uma área que se desenvolveu a partir da Ética Aplicada foi a Bioética, que discute,
entre outros problemas, aqueles relacionados com o uso de animais em experimentos
científicos, BILHIM (1996).

Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba


Conclusão

Ao reflectir sobre esse tema percebi a importância dele em nosso dia a dia e que este
deveria estar presente em todos os segmentos da sociedade, seja na política, na família e
nos meios de comunicação, eles precisam continuar sendo os norteadores de todas as
acções que atinge as pessoas. Para ser ético precisamos tomar consciência de nossos
actos, agir com autocontrolo, ou seja, respeitando-se e respeitando as pessoas.

E preciso parar um pouco para reflectir, e assim nos tornamos pessoas sensíveis e mais
sensatas, porque ela nos aproxima da realidade e nos torna mais conscientes das acções
que praticamos emqualquer espaço da nossa vida. Actualmente a ética esta sendo
relegada por certas classes sociais e políticas, muitos valores estão sendo quebrados em
prol do individualismo, ou seja, “cada um por si” e com isso a ética vêm perdendo o
sentido.

Segundo Aristóteles nas suas obras estabeleceu as bases da justiça para que a sociedade
possa desenvolver-se em paz e harmonia, nas quais a justiça é a virtude que visa ao bem
do outro. Ele aponta para bens que todo ser humano busca realizar, aperfeiçoar ou
preservar, sendo que, a maneira como vamos nos lançar para a realização desses bens
tem importância fundamental para a ética. Através da estratégia que escolhemos para a
realização dos bens, podemos vislumbrar sob que ética está fundada nossa vida. Mesmo
o direito, instituição a quem cumpre estabelecer princípios e regras pelos quais deve se
pautar a humanidade, é objecto de divergência quando tem diante de si várias
possibilidades para fundamentar sua actuação, portanto, da mesma maneira como nós, o
direito aplicado também pode ser inquirido a partir da ética em que se funda.

O bem comum vislumbrado por Aristóteles pressupõe, nos dias de hoje, a existência de
uma ética universal, haja vista a complexidade das relações e a interdependência de tudo
para com todos em nosso pequeno mundo.

Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba


Bibliografias

Banks, S. &Nohr, K. (coords) (2008). Ética prática para as profissões do trabalho social,
Porto: Porto Editora Lda.

Bilhim, J. (1996). Teoria organizacional: Estruturas e pessoas, Lisboa: Instituto


Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP).

Blanchard, K. & Peace N. V. (1989). O poder da gestão ética, Lisboa: Difusão Cultural.

Freitas, L. M. S.; Whitaker, M. do C.; Sacchi, M. G (2006). Ética e internet: uma


contribuição para as empresas. São Paulo: DVS – Brasil.

Knechtel, Maria do Rosário, (2014). uma abordagem teórico-prática Metodologia da


pesquisa em educação dialogada. Curitiba: Intersaberes – Brasil.

Autor: Sergio Alfredo Macore sergio.macore@gmail.com 846458829 - Pemba